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L+D 79

Edição 4º trimestre

Edição 4º trimestre

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R$25,00<br />

SU VERTICAL NOS RETIENE (SANTIAGO)<br />

ALPINE SPA (LUCERNA) | LOJA CHLOÉ (SÃO PAULO) | RIVERVIEW (SÃO PAULO)<br />

PRODUTOS: ESPECIAL LEDFORUM.20 | FOTO LUZ FOTO: TADEU MELEGATTI


3<br />

LED Lighting Solutions


C<br />

M<br />

Y<br />

CM<br />

MY<br />

CY<br />

CMY<br />

K


SUMÁRIO<br />

4˚ Trimestre 2020<br />

edição <strong>79</strong><br />

Como uma parceira Omega Light, a Boomera, especialista em economia circular no Brasil<br />

desenvolveu uma resina pós consumo que será transformada em luminárias e sistemas<br />

de iluminação. Contamos agora com mais de 200 cooperativas homologadas pela<br />

Boomera, que tem a capacidade de coletar 400 toneladas de resíduo por ano, gerando<br />

um impacto direto na vida de 8.000 pessoas que nos ajudarão a transformar lixo em<br />

luminárias e produtos circulares para o mercado de iluminação.<br />

66<br />

72<br />

78<br />

84<br />

90<br />

98<br />

10<br />

66<br />

72<br />

78<br />

84<br />

90<br />

¿QUÉ PASA?<br />

SU VERTICAL NOS RETIENE<br />

Um único gesto<br />

ALPINE SPA<br />

RIVERVIEW<br />

Atualização autoral<br />

CHLOÉ SÃO PAULO<br />

Conceito dado, Conceito aplicado<br />

PRODUTOS<br />

Especial LEDforum.20<br />

Foi um longa jornada de pesquisas, desenvolvimentos e testes, para<br />

encontrarmos uma solução sustentável e segura como essa resina da<br />

Boomera que nos permite produzir luminárias mais sustentáveis.<br />

Acreditamos que sustentabilidade sem compartilhamento não existe, e<br />

nós acreditamos no poder transformador e sustentável da luz.<br />

Começamos essa história já há algum tempo, transformando as<br />

embalagens pós-consumo do o Boticário e os cabides quebrados da Riachuelo<br />

em luminárias, o que nos ajudou a começar a transformar o mundo.<br />

Agora, contamos com essa nova solução para produzirmos nossos produtos a<br />

partir dessa resina e podermos transformar muito mais.<br />

98<br />

FOTO LUZ FOTO<br />

Tadeu Melegatti<br />

6


EDITORIAL<br />

store.luxion.com.br | @luxion_<br />

NOVOS TEMPOS<br />

Não fosse a pandemia, estaríamos apresentando, nesta edição, a<br />

cobertura especial do LEDforum.20, como temos feito nos últimos dez anos.<br />

No entanto, como tudo e como todos, até o LEDforum teve de se reinventar<br />

neste ano e será realizado pela primeira vez em ambiente digital, no dia 6<br />

de novembro. Não deixaremos de reunir a comunidade da iluminação, de<br />

aprender nem de trocar ideais. Mas dessa vez o encontro acontecerá em<br />

outro formato, e em outro lugar.<br />

Nesta edição fomos inspirados pelo trabalho da lighting designer Camille<br />

Laurent, que, com saudades de vivenciar a cidade que a adotou há dez anos,<br />

reinterpretou seus bairros por meio da luz com a coleção “Sampa”. Esse é um<br />

exemplo do espírito desses novos tempos: buscar formas de trazer até nós<br />

aquilo ou aqueles que momentaneamente não podemos encontrar.<br />

Simultaneamente ao LEDforum, destacamos nesta edição os produtos e<br />

os lançamentos dos patrocinadores e dos expositores que tornaram possível<br />

a realização da 11ª edição do evento em 2020. Apresentamos também alguns<br />

projetos de iluminação que, em comum, trazem conceitos bem definidos e<br />

soluções inspiradoras: o Alpine Spa, em Lucerna, Suíça, iluminado pelo escritório<br />

alemão Licht Kunst Licht; a loja Chloé, em São Paulo – a primeira da maison<br />

francesa na América Latina –, com projeto do Looom Lighting Consultant; e<br />

o projeto de retrofit do edifício Riverview, também em São Paulo, assinado<br />

pela equipe do Senzi Lighting. Na capa desta edição, a escultura Su vertical nos<br />

retiene, em Santiago, Chile, iluminada pelo escritório Limarí Lighting Design –<br />

cujo titular Pascal Chautard é um dos palestrantes do LEDforum.20.<br />

Boa leitura!<br />

CAPA<br />

Iluminação: Limarí Lighting Design<br />

Foto: Aryeh Kornfeld<br />

PUBLISHER<br />

Thiago Gaya<br />

EDITOR-CHEFE<br />

Orlando Marques<br />

EDITORA<br />

Débora Torii<br />

DIAGRAMAÇÃO<br />

Maria Fraga<br />

PROJETO GRÁFICO<br />

Thais Moro<br />

REPORTAGENS DESTA EDIÇÃO<br />

Camille Laurent, Débora Torii , Diogo de Oliveira,<br />

Fabiana Rodriguez, Natalia Morassi, Orlando Marques<br />

e Waleria Mattos<br />

REVISÃO<br />

Débora Tamayose<br />

CIRCULAÇÃO E MARKETING<br />

Márcio Silva<br />

T 11 3062.2622<br />

PUBLICADA POR<br />

A natureza é sempre incrível.<br />

Já imaginou ter sempre dentro<br />

de casa o sabor das ervas<br />

frescas, a alegria das plantas,<br />

o aroma das flores?<br />

Com tecnologia de luz nós<br />

imaginamos, e criamos o<br />

Sistema Fito que produz a<br />

luz ideal para iluminar e<br />

fornecer a energia necessária<br />

para vida saudável das plantas<br />

em ambientes internos.<br />

O Sistema Fito está disponível<br />

para diversos modelos<br />

de luminárias.<br />

Luminária<br />

Bio<br />

com exclusivo Sistema Fito para<br />

crescimento de plantas indoor.<br />

A lighting designer<br />

francesa radicada no Brasil<br />

Camille Laurent é nossa<br />

coeditora convidada do ¿Qué<br />

Pasa? duplo desta edição.<br />

Editora Lumière Ltda.<br />

Rua João Moura, 661 – cj. 77, 05412-001<br />

São Paulo SP, T 11 3062.2622<br />

www.editoralumiere.com.br<br />

8


ATRIA<br />

sistema de perfil para sanca<br />

trilho eletrificado integrado.<br />

NIX C FLEX<br />

projetor led orientável para trilho<br />

cinco eixos de movimentação.<br />

VELA M FLEX<br />

embutido de teto orientável.<br />

¿QUÉ PASA?<br />

LEDFORUM20<br />

A 11ª edição do LEDforum acontecerá no dia 6 de novembro<br />

de 2020, com conteúdo e formato especiais. O maior congresso<br />

latino-americano de Lighting Design reafirma sua missão:<br />

oferecer conteúdo de qualidade em um ambiente de trocas<br />

e de intenso networking – neste ano, pela primeira vez, em<br />

plataforma digital.<br />

A organização do evento manteve seu entusiasmo e sua<br />

dedicação diante de todos os desafios impostos pela pandemia<br />

de COVID-19 para reconstruir sua edição de 2020. O resultado<br />

é mais um LEDforum com programação dinâmica e abrangente,<br />

e com palestrantes escolhidos a dedo pela curadoria do evento.<br />

Abrindo o LEDforum.20, o lighting designer francês<br />

radicado no Chile Pascal Chautard contará os bastidores<br />

de seu projeto de iluminação para o monumento Su Vertical<br />

Nos Retiene – publicado nesta edição da <strong>L+D</strong> –, na palestra<br />

“Um único gesto”. A pesquisadora e educadora brasileira<br />

radicada nos Estados Unidos Mariana G. Figueiro, Ph.D. –<br />

recém-nomeada diretora e membro docente na Icahn School<br />

of Medicine, no Mt. Sinai Hospital, como conta a matéria na<br />

página 16 desta edição – abordará na palestra um tema de<br />

grande relevância no momento atual na palestra “Os impactos<br />

da luz no sono durante a pandemia de COVID-19”. A arquiteta<br />

e lighting designer brasileira Fernanda Carvalho dividirá<br />

com o público seu conhecimento acerca da obra do artista<br />

norte-americano Dan Flavin, tema da sua tese de mestrado.<br />

O arquiteto e engenheiro alemão Thomas Schielke falará<br />

sobre “Como a Apple luta para um céu perfeito e revive as<br />

cidades”, em que apresentará diversos estudos de caso<br />

incluindo a novíssima loja em Cingapura. Abordando aspectos<br />

técnicos do lighting design, a arquiteta e lighting designer<br />

brasileira Mariana Novaes (5) e o engenheiro e pesquisador<br />

brasileiro Vicente Scopacasa apresentarão em conjunto a<br />

palestra “E o flicker?”. O artista e educador norte-americano<br />

Chris Fraser , criador de instalações in situ; apresentará a<br />

palestra “Corpos Luminosos”, a respeito da sua pesquisa sobre<br />

a câmera obscura.<br />

Como keynote speaker desta edição, o lighting designer norteamericano<br />

Charles Stone , presidente do premiado escritório<br />

Fisher Marantz Stone Architectural Lighting, encerrará o evento<br />

com a imperdível apresentação de “A luz lá fora: vasta e íntima”.<br />

Além da jornada de palestras, o LEDforum digital também<br />

contará com lounges online de expositores, que poderão ser<br />

visitados durante todo o evento. Além disso, os produtos e<br />

lançamentos dos patrocinadores desta edição do evento estão<br />

presentes em uma matéria especial da <strong>L+D</strong>. Confira a partir da<br />

página 90.<br />

Acesse ledforum20.com.br para a programação completa e<br />

inscrições (Débora Torii)<br />

TYL<br />

linear orientável multi-ópticas e sistema<br />

programado DALI para controle<br />

do fluxo luminoso.<br />

Loja Chloé<br />

São Paulo<br />

Atelier Lâme Architecture (Paris)<br />

Looom Lighting Consultants (Lyon)<br />

10<br />

São Paulo SP Brasil 11 3871-3755 www.lightsource.com.br @lightsource_lighting


Natalia Morassi<br />

¿QUÉ PASA?<br />

RADIAÇÃO UV PARA DESINFECÇÃO DE ESPAÇOS<br />

No contexto do combate à COVID-19, a indústria da<br />

iluminação oferece sua contribuição por meio de pesquisas<br />

sobre a eficácia da radiação eletromagnética ultravioleta (UV)<br />

na eliminação do vírus nas superfícies.<br />

A radiação UV emitida pelo Sol é, em grande parte, absorvida<br />

pela atmosfera. Por possuir comprimento de onda (nanômetros)<br />

maior (entre 400 nm e 320 nm, aproximadamente), mais<br />

próximo ao da cor violeta da luz visível, a radiação UV-A é<br />

menos nociva à saúde, sendo essa a que mais chega à superfície<br />

da Terra. Já as radiações UV-B e UV-C são mais prejudiciais<br />

para a pele e os olhos, sendo ambas absorvidas em quantidades<br />

diferentes pelo ozônio presente na atmosfera.<br />

A radiação UV causa danos biológicos em escalas diferentes.<br />

Enquanto a UV-A provoca alterações e envelhecimento da pele,<br />

a UV-B causa mutações genéticas que podem evoluir para<br />

câncer de pele.<br />

Contudo, a radiação UV-C (280 nm-100 nm) possui<br />

ação germicida por meio da destruição da capa proteica e<br />

do material genético de microrganismos, sendo eficaz na<br />

aniquilação de vírus, bactérias e fungos. Esse é o comprimento<br />

de onda que entra em pauta no combate à pandemia do novo<br />

coronavírus.<br />

Lâmpadas tradicionais com raios UV-C possuem, em<br />

geral, comprimentos de onda entre 254 nm e 222 nm. Já as<br />

lâmpadas de LED emissoras de UV são fabricadas utilizando<br />

faixa de radiação mais eficiente para eliminar vírus e bactérias,<br />

de 270 nm a 260 nm, mas também oferecem maior risco de<br />

lesões em humanos, por isso seu uso exige extremo cuidado.<br />

Estudos demonstram que a eficácia da radiação UV-C na<br />

redução microbiana é equivalente à do álcool 70%. Em abril<br />

deste ano, um estudo publicado por pesquisadores dos Estados<br />

Unidos comprovou a eficácia dos raios UV-C na eliminação do<br />

coronavírus no material das máscaras de proteção N95. Embora<br />

tenham custo acessível e sejam facilmente produzidas pela<br />

indústria, as luminárias com radiação UV-C demandam atenção<br />

quanto à sua instalação, recomendada apenas em locais sem a<br />

presença humana, uma vez que podem causar danos à saúde.<br />

(Natalia Morassi)<br />

12<br />

experience room: avenida dos tajurás, 152 cidade jardim são paulo | 11.3062 7525 | goelight.com.br


¿QUÉ PASA?<br />

CIÊNCIA APLICADA E ILUMINAÇÃO<br />

TM<br />

Após 24 anos atuando no Rensselaer Polytechnic Institute,<br />

em Nova York, Estados Unidos, a arquiteta mineira Mariana<br />

Figueiro, uma das mais proeminentes pesquisadoras no campo<br />

de iluminação e saúde, foi recentemente convidada a assumir o<br />

posto de diretora e membro docente na Icahn School of Medicine,<br />

no Mt. Sinai Hospital, um dos mais prestigiosos hospitais e<br />

centros educacionais e de pesquisa em saúde do mundo.<br />

O convite abrange também a equipe liderada por ela no<br />

Lighting Research Center (LRC), parte do Rensselaer Polytechnic<br />

Institute, o que permite a continuidade, de maneira colaborativa,<br />

dos trabalhos que vêm sendo desenvolvidos por eles ao longo<br />

das últimas décadas. Pesquisas recentes conduzidas pela equipe<br />

de Mariana apontam a influência da luz artificial e natural no<br />

humor e na saúde fisiológica e mental e sugerem soluções para<br />

melhorar a qualidade de vida a partir da interação saudável com<br />

mais ou menos luz, ao longo do dia e da noite, em atividades<br />

profissionais ou não.<br />

Em paralelo, Mariana participará do desenvolvimento de<br />

um curso de mestrado relacionado à luz e saúde, a ser oferecido<br />

futuramente pela escola de Medicina do Mt. Sinai Hospital,<br />

dando, assim, continuidade ao legado educacional construído<br />

no LRC nos últimos anos. (Diogo de Oliveira / Débora Torii)<br />

16


Superblue é um empreendimento que reunirá centros<br />

de arte e plataformas físicas e digitais de divulgação de arte<br />

experimental, imersiva e de larga escala. Sua missão é amplificar<br />

vozes de artistas sobre questões de relevância global.<br />

Com inauguração programada para dezembro de 2020,<br />

o centro de arte experimental Superblue em Miami, Estados<br />

Unidos, será o primeiro de uma série de espaços programados<br />

para abrir tanto no país quanto internacionalmente.<br />

Esses centros são projetados para receber públicos diversos<br />

e concebidos para expôr obras de arte de larga escala, em<br />

que o engajamento do público seja parte mesma dela. Dessa<br />

forma, o trabalho com instalações imersivas e experimentais é<br />

marcante na obra dos artistas que fazem parte dessa iniciativa,<br />

como Studio Drift , Simon Heijdens , Carsten Nicolai<br />

Ossip van Duivenbode / Courtesy of DRIFT<br />

¿QUÉ PASA?<br />

ARTE E MUNDO<br />

teamLab, courtesy Pace Gallery<br />

Charles Emerson<br />

e Leo Villareal. Em tempo: já estão confirmados os artistas que<br />

apresentarão instalações na inauguração do Superblue Miami:<br />

Es Devlin , teamLab e James Turrell.<br />

Superblue foi criado para atender ao interesse crescente por<br />

arte experimental e à demanda dos artistas por possiblidades de<br />

criação para além do universo dos objetos de arte, promovendo<br />

um modelo inovador que permite que artistas e público interajam<br />

fora dos limites de museus e galerias. Central ao Superblue é<br />

seu sistema de remuneração dos artistas, que serão incluídos<br />

na distribuição da receita gerada pela visitação aos centros de<br />

arte. Esses espaços funcionarão também como agentes para<br />

a colaboração entre os artistas e os museus, as coleções e o<br />

mercado de arte. (D.O./D.T.)<br />

Moris Moreno / Courtesy of Superblue Courtesy Es Devlin Studio<br />

18


¿QUÉ PASA?<br />

GALLERIA<br />

COMO CENTRALIDADE<br />

A rede coreana de centros comerciais Galleria se mantém<br />

desde os anos 1970 como líder no mercado de consumo de luxo.<br />

Sua sexta unidade, construída em Gwanggyo, cidade recémcriada<br />

nas proximidades de Seul, foi projetada pelo escritório de<br />

arquitetura OMA, fundado por Rem Koohaas, com a intenção<br />

de se tornar um ponto de referência central na vida da cidade.<br />

Aparentemente desconectado do contexto urbano vizinho,<br />

um olhar mais atento ao projeto distingue elementos que<br />

afirmam o contrário: é na conexão do edifício com o entorno e no<br />

convite ao público para interações culturais aliadas a experiência<br />

de compras e para observar a cidade que se encontra o centro<br />

desse projeto, como defendem os arquitetos responsáveis.<br />

O que torna o projeto da Galleria de Gwanggyo um desafio<br />

de inovação entre os centros comerciais é a multiplicidade<br />

dos usos em seu interior, desde espaços para eventos de arte,<br />

cultura e educação até um terraço para atividades de lazer.<br />

A circulação do público ao longo da fachada e eventualmente<br />

fora dela – permitindo vistas da cidade – e a presença de luz<br />

natural em abundância no seu interior refletem a intenção de<br />

integrar as compras ao entretetimento e ao turismo, reforçando<br />

a centralidade do consumo no modo de vida contemporâneo.<br />

(D.O.)<br />

Copyright OMA<br />

20


¿QUÉ PASA?<br />

CENTRO DE<br />

AUTOCONHECIMENTO<br />

Em Pequim, na China, o arquiteto japonês Jun Murata,<br />

em parceria com o artista Sun Chu, projetou um conjunto de<br />

edifícios com área de 80 metros quadrados que integra múltiplos<br />

usos: centro de exposição e organização de arte, residência de<br />

artistas, visitação pública e espaço de meditação.<br />

No projeto, contêineres coloridos são dispostos como blocos<br />

de construção em uma composição modular que inclui uma<br />

espécie de túnel aberto nas extremidades, por onde entra luz<br />

natural e de onde se tem vista aberta para os jardins externos.<br />

Aqui, área de circulação e fruição se juntam, e aberturas verticais<br />

permitem a entrada de luz natural – às vezes suave, outras vezes<br />

brilhante. O projeto de iluminação acomoda-se em nichos<br />

e rasgos, inspirados pelos efeitos da luz natural nos espaços.<br />

O espaço dispõe ainda de um espelho-d’água no topo de<br />

uma escada, que reflete a paisagem do jardim ou refrata a luz<br />

natural, dependendo da hora do dia.<br />

Essa junção de usos – de área interna e externa, de espaço<br />

de fruição de arte, criação e meditação – parece refletir parte do<br />

espírito do nosso tempo. Vide as práticas de terapia normatizadas<br />

no estilo de vida contemporâneo, como ioga, astrologia e leitura<br />

de tarô, tão populares entre as gerações em amadurecimento.<br />

Ao que parece, o autoconhecimento está inserido no espírito do<br />

nosso tempo e na arquitetura desse centro de meditação para<br />

a criação. (Diogo de Oliveira / Orlando Marques)<br />

JAM<br />

22


¿QUÉ PASA?<br />

CALMA LUNAR<br />

Green Massage, projeto do escritório Vermilion Zhou em<br />

Xangai, China, teve como inspiração a Lua para a concepção<br />

dos ambientes do spa. As fases, o silêncio e a calma lunares, o<br />

mistério, as cores e as texturas da sua superfície estão presentes<br />

em cada canto desse espaço, que arredonda também seus<br />

ângulos, em referência ao satélite natural da Terra.<br />

As arandelas esféricas seguem o mesmo conceito, assim<br />

como as cores variantes de cinza e bege, em diálogo com as<br />

da superfície lunar. A instalação Moon Light vista da vitrine do<br />

spa – uma pintura retroilumada do artista Yang Yong Liang –<br />

destaca-se entre as referências poéticas.<br />

Além dela, a suavidade da luz, em referência à luz indireta<br />

do Sol que incide na Lua e nos permite enxergá-la, define a<br />

atmosfera de todo o espaço do spa. A forma circular aparece em<br />

luminárias, divisórias, batentes, espelhos e mesmo em efeitos<br />

de sombra, sublinhando o convite ao conceito do espaço.<br />

Localizado em um centro comercial, Green Massage sugere<br />

a quietude lunar como filtro para a agitação do mundo exterior e<br />

constrói um ambiente de contraste e cura, em que a experiência<br />

do cliente possa absorver essa proposta de jornada interna de<br />

relaxamento. (D.O.)<br />

C<br />

M<br />

Y<br />

CM<br />

MY<br />

CY<br />

CMY<br />

K<br />

Yunpu Cai<br />

24


Yongjoon Choi<br />

Nova fita com 120 LEDs por metro.<br />

Intervalo de corte a cada LED,<br />

¿QUÉ PASA?<br />

A FLOR DA PELE<br />

IRC > 90<br />

A clínica estética ATOP, em Seul, Coreia do Sul, propõe a<br />

experiência do cliente no ambiente como parte constituinte do<br />

seu contato com a marca e o serviço de cuidados com a pele.<br />

A continuidade entre espaços comuns e privados, garantida pela<br />

luz uniforme e pela escolha dos materiais, promove atmosferas<br />

coerentes. Essa sensação de tranquilidade e acolhimento é que<br />

se sugere aos clientes, tanto pelo serviço quanto pelo projeto<br />

do espaço.<br />

Referências a materiais e texturas naturais, como pedra<br />

e barro, aliadas à sutileza e à harmonia da iluminação, por vezes<br />

integrada no mobiliário e nas divisórias, são usadas no sentido<br />

de promover conforto e continuidade. Ideia similar à sensação<br />

da pele, que, como quer o ambiente, pode melhorar se bem<br />

manipulada.<br />

A clínica tem sete áreas privadas de cuidado, integradas ao<br />

espaço, e dois ambientes fechados. ATOP aponta como serão<br />

as clínicas estéticas do futuro ao criar espaços de cura e cultura,<br />

para além de meros procedimentos clínicos. (D.O.)<br />

26


Andrea Martiradonna e Federica Cocco<br />

¿QUÉ PASA?<br />

ESPAÇO HÍBRIDO<br />

Cafeteria que também é restaurante, bar e bistrô, o<br />

Prima Café foi concebido pelo escritório Park Associati para<br />

a empresa de tecnologia Prima.it, em Milão, Itália, seguindo<br />

o conceito de um espaço híbrido original, aberto desde<br />

de manhã até a noite. Para além de combinar funções de<br />

alimentação e entretenimento, o Prima Café procura combinar<br />

em um mesmo local diferentes significados atribuídos pelo<br />

público: vida privada, profissional e social, possíveis por meio<br />

de diversas interações.<br />

A ambientação, ao mesmo tempo informal, tecnológica e<br />

flexível, inspirou-se na arte e na extravagância dos concertos<br />

de rock, com luzes e cores que mudam de acordo com a<br />

variação dos ritmos do dia e da noite. De dia, o espaço<br />

ganha luz natural através de paredes de vidro, suas vitrines.<br />

As paredes têm tridimensionalidade, com revestimento que<br />

produz efeitos de cor que vão do roxo ao espelhado, inspiradas<br />

na arte cinética.<br />

O projeto de iluminação foi concebido para produzir<br />

ambientes diversos ao longo do dia, ativando os 600 tubos<br />

translúcidos com projeção de LED, uma referência à neon art<br />

e à montagem dos palcos de shows de rock. A intensidade e<br />

a cor da luz variam em concordância com o ritmo biológico<br />

dos clientes – ciclo circadiano – em busca do seu bem-estar.<br />

Os tons azuis arroxeados da luz compõem com o ferro das<br />

mesas e os acabamentos de bronze, aproximando função e<br />

estética. (D.O.)<br />

28


¿QUÉ PASA?<br />

LUZ MATERIAL<br />

O Bar Minēral, projeto do escritório Blanchettes Architectes,<br />

abriu no centro do Gay Village, em Montreal, Canadá, como<br />

uma casa de experiências múltiplas, com um aconchego glacial,<br />

que funciona de dia como um bar de vinhos e à noite como um<br />

clube noturno.<br />

A ideia surgiu de três faixas musicais diferentes para definir<br />

as mudanças radicais na atmosfera do lugar, desde um final de<br />

tarde até tarde da noite. Para realizar o conceito, a iluminação foi<br />

inserida na arquitetura, tornando luz, cores e sons as matériasprimas<br />

que preenchem o espaço. Projetores usam as paredes<br />

como telas e produzem os efeitos cenográficos para cada<br />

sequência de fases do ambiente.<br />

Os materiais – madeira, couro, metal e policarbonato – foram<br />

escolhidos pelo efeito de reflexão da luz e por suas qualidades<br />

estéticas, assim como o trabalho em madeira escura do bar e da<br />

treliça do teto – assinados por um dos donos do local –, também<br />

destacados pelo projeto de iluminação. A treliça cenográfica<br />

remete às estruturas japonesas e às adegas, e as plantas<br />

crescendo em meio a painéis de policarbonato completam a<br />

atmosfera de sonho e mistério. (D.O.)<br />

Atelier Welldone<br />

30


Velvet Projects<br />

¿QUÉ PASA?<br />

PEDRA PRESENTE<br />

Em somente 30 metros quadrados de uma casa típica<br />

da Andaluzia, Espanha, foi instalado o bar Atún Y Chocolate,<br />

concepção do escritório Velvet Projects. O ambiente aproxima a<br />

tradição construtiva local – a estrutura original do edifício revelada<br />

nas paredes de pedra colocadas em vitrines em toda a volta do<br />

espaço – do desenho contemporâneo, presente no mobiliário, na<br />

seleção de materiais e nas escolhas do projeto de iluminação.<br />

As paredes de pedra ganham protagonismo na composição<br />

da ambientação, e os efeitos de luz e sombra produzidas<br />

pelo projeto de iluminação que varre as paredes centralizam<br />

a composição. Madeira, aço e vidro, em contraste com a<br />

rudeza das pedras, atualizam a referência à tradição, aliando o<br />

contemporâneo ao atemporal. Isso também vale para o desenho<br />

do mobiliário, minimalista, reforçando o contraste.<br />

O destaque dado à estrutura aparente das paredes reaparece<br />

no ornamento do teto, uma alusão à espinha do pescado,<br />

colocado à mostra ao longo do espaço. (D.O.)<br />

32


¿QUÉ PASA?<br />

HOSPITALIDADE DOS BANHEIROS<br />

Iniciativa da Nippon Fundation, organização com foco em<br />

inovação, o projeto Tokyo Toilet se uniu a arquitetos e designers<br />

internacionais para desenvolver 17 banheiros públicos no<br />

agitado bairro de Shibuya, em Tóquio, Japão, a partir da ideia<br />

de que os banheiros simbolizam a conhecida hospitalidade<br />

japonesa (omotenashi, em japonês). O projeto foi originalmente<br />

concebido para fazer parte dos Jogos Olímpicos de Tóquio,<br />

recentemente adiados, e acabou por mudar a percepção<br />

comum acerca dos banheiros públicos na cidade, que, graças ao<br />

design, tornaram-se atrações turísticas, para além da sua bemvinda<br />

função.<br />

Satoshi Nagare, courtesia The Nippon Foundation<br />

Entre os projetos estão os banheiros transparentes propostos<br />

pelo escritório Shigeru Ban em dois parques do bairro. Segundo o<br />

escritório, duas são as preocupações ao entrar em um banheiro<br />

público: limpeza e se está ou não ocupado. Assim, partindo<br />

dessas premissas, os interiores dos banheiros são visíveis por<br />

fora e, ao serem trancados por dentro, tornam-se opacos por<br />

dentro e translúcidos por fora, em decorrência da aplicação de<br />

voltagem em um filme de LCD, com polímeros dispersos, entre<br />

as duas lâminas dos vidros. À noite, os banheiros tornam-se<br />

lanternas, iluminando o parque ao redor.<br />

Dos 17 projetos, cinco já abriram ao público, incluindo os<br />

banheiros transparentes do Shigueru Ban, e os demais devem<br />

ser inaugurados nos próximos 12 meses. (D.O.)<br />

36<br />

Sistemas CONECTA e LINK<br />

Academia Smart Fit, unidade Penha - SP<br />

Projeto luminotécnico: Mingrone Iluminação Fotografia: Bruno Martin<br />

www.lightdesign.com.br


¿QUÉ PASA?<br />

ONDAS DE CALOR<br />

Esta instalação responsiva de arte e tecnologia acoplada a<br />

um edifício em Toronto, Canadá, funciona a partir de sensores<br />

de calor – termografia e medidores de raios infravermelhos –,<br />

que decodificam e apresentam, em forma de luz e cor, o impacto<br />

do campo energético dos visitantes na sua fachada de vidro,<br />

presente em toda a estrutura.<br />

O público é convidado a se mover através, em cima e em<br />

volta da rampa de acesso do edifício, tornando-se a um só<br />

tempo observador e observado, objeto e sujeito da instalação,<br />

em diálogo com o fenômeno em volta dele. O projeto indica<br />

o futuro da leitura da temperatura corporal, da visualização<br />

criativa de informação e dos equipamentos de vigilância, além<br />

de promover oportunidade de estudo para alunos de arquitetura<br />

e lighting design.<br />

O edifício é o centro de visitantes Fort York, projeto dos<br />

escritórios Patkau e Kearns Mancini para o Nuit Blanche 2019;<br />

e a instalação Thermally Speaking foi concebida pela Leuwebb<br />

Projects em colaboração com a Mulvey & Banani Lighting. (D.O.)<br />

Doublespace Photography, Simon Tenenbaum<br />

38


¿QUÉ PASA?<br />

VINHO E SIMBIOSE<br />

A vinícola Lahofer, na Morávia, República Tcheca, projeto do<br />

escritório Chybik + Kristok, promove interação entre a tradição<br />

regional e a cultura contemporânea de produção de vinho e de<br />

construção, o ambiente natural, o relevo e as atividades culturais<br />

em torno da sua atividade.<br />

Organizado ao redor de três funções principais – centro de<br />

visitantes, degustação e produção –, o edifício revisita as arcadas<br />

das vinícolas tradicionais em arcos de concreto de dimensão<br />

variada que estruturam as três áreas interconectadas e sugerem<br />

as fileiras das parras das plantações de vinho. Seguindo a<br />

forma dos arcos, a cobertura ondulada do edifício, destacada<br />

pela iluminação do guarda-corpo, funciona como anfiteatro<br />

para atividades culturais ao ar livre. O projeto procura seguir<br />

a tradição da vinícola Lahofer de respeito ao meio natural, o<br />

que fica evidente na implantação do edifício, que acompanha<br />

a angulação do terreno, e nas paredes de vidro conectadas ao<br />

ambiente externo.<br />

O centro de visitantes feito de concreto, madeira e vidro traz<br />

a intervenção do artista tcheco Patrik Hábl no teto: pintura em<br />

tons que remetem ao solo, a base de toda produção de vinho.<br />

O projeto de iluminação evoca intimidade, em referência aos<br />

ambientes tradicionais das vinícolas. As luminárias pendentes<br />

são ajustáveis na altura, de acordo com a função, sem deixar de<br />

destacar a pintura no teto em todo o ambiente. (D.O.)<br />

Alex Shoots Buildings<br />

40


OMA<br />

VO<br />

YA<br />

EMBUTIDO DE<br />

TETO<br />

SPOT<br />

¿QUÉ PASA?<br />

LOJA NÃO LOJA<br />

Com o crescimento do comércio online e do interesse<br />

por tecnologia e redes sociais, qual é o papel de uma loja<br />

presencial?<br />

Para responder a essa pergunta crucial do nosso tempo,<br />

a loja flagship da marca Off-White em Miami – projetada por<br />

seu criador, Virgil Abloh, em conjunto com a equipe do AMO,<br />

think tank (“laboratório de ideias”) do Office for Metropolitan<br />

Architecture, OMA, fundado por Rem Koolhass – desenvolveu<br />

um espaço que tem na flexibilidade o conceito do desenho<br />

e da utilização, como se entre a prancheta e a abertura do<br />

espaço o uso pudesse ser profundamente alterado, de acordo<br />

com demandas imprevisíveis. Um dos destaques é uma<br />

parede móvel do piso ao teto. Ela funciona como uma fachada<br />

secundária que pode ser empurrada para dentro da loja,<br />

ampliando o espaço interno – um convite para que o público<br />

da rua entre na loja.<br />

42<br />

De fato, o espaço foi concebido para ser alterado, para<br />

atender a diversos usos que vão de palestras a exposição de arte,<br />

desfiles de moda e jantares. A iluminação branca tubular, filtrada<br />

por uma tela metálica, confere ao espaço um tom industrial,<br />

seguindo a ideia de uma tela em branco a ser preenchida e<br />

novamente embranquecida para ser reutilizada.<br />

O mobiliário italiano desenhado para a marca pode estar<br />

exposto ou estocado; a fachada pode ser removida e se abrir<br />

radicalmente para a rua, se essa for a configuração do evento da<br />

vez; o espaço em dois níveis é ligado por uma escada em tom<br />

intenso de azul, em referência aos anos neon; as estantes são de<br />

aço escovado e mármore marquina preto e carrara, iluminadas<br />

como vitrines.<br />

O espaço funciona como centro de atendimento e de<br />

promoção de contato dos clientes com o espírito da marca,<br />

ajustável como o presente. (D.O.)<br />

GER<br />

LUMINÁRIAS VOYAGER<br />

SOBREPOR<br />

ARANDELA<br />

PENDENTE<br />

comercial@everlight.com.br<br />

A nova linha Voyager traz o conceito de versatilidade e dinamismo, sua<br />

www.everlight.com.br<br />

inspiração vem do verbo viajar e representa o deslocamento com um<br />

(31) 2566-8963<br />

propósito, aqui como protagonista: a luz. A linha conta com peças de<br />

Redes Sociais<br />

embutir, sobrepor, arandela, pendente e spot para aplicação interna de<br />

ambientes residenciais ou comerciais.


Tom Ferguson<br />

¿QUÉ PASA?<br />

CASA ESCULPIDA<br />

A extensão e reforma da Chimney House, projeto residencial<br />

do escritório de arquitetura Atelier Dau em área protegida pelo<br />

patrimônio histórico em Sydney, Austrália, apresenta conexões<br />

interessantes entre arte, arquitetura, urbanismo e iluminação.<br />

A partir do programa, que propunha a ampliação do espaço<br />

da casa e sua adaptação para acomodar a coleção de arte dos<br />

clientes, foi criada sob medida uma fachada de bronze perfurada<br />

que acompanha as formas da arquitetura – incluindo a varanda,<br />

o que contribui para a segurança do imóvel – e ainda cobre a<br />

garagem antes exposta e a área adicionada ao edifício original.<br />

Ao mesmo tempo, esse elemento se torna ele mesmo um<br />

objeto de arte, com formas geométricas e elementos vazados<br />

destacados pela iluminação originada dos interiores da casa.<br />

Os elementos gráficos da fachada, além de permitir que ar<br />

e luz natural circulem livres no espaço interno, servem tanto<br />

para apreciação de quem passa em frente da casa quanto de<br />

inspiração para detalhes de piso, que seguem o mesmo padrão.<br />

No interior, um pátio garante entrada de luz natural através de<br />

paredes de vidro e dá mais visibilidade para as obras de arte<br />

integradas à casa. (D.O.)<br />

44


Copyright Fenfang Lu<br />

¿QUÉ PASA?<br />

MAR À VENDA<br />

A incorporadora imobiliária CIFI apresenta este centro<br />

de vendas, projeto do escritório de arquitetura LWK + Partners,<br />

à beira do Mar Amarelo, em Qingdao, na costa leste da<br />

China, como parte de sua estratégia de lançamento de torres<br />

residenciais. Toda a ambientação, em dois níveis, evoca o<br />

estilo de vida à beira-mar e conduz a experiências relacionadas<br />

ao produto.<br />

Tradicionalmente, a cultura chinesa não valoriza a<br />

proximidade com o oceano – em geral, associada ao lazer e ao<br />

luxo no Ocidente –, daí a tarefa da ambientação: aproximar a<br />

vida na orla do sonho e do desejo dos possíveis compradores.<br />

Os espaços são amplos, claros e definidos por elementos de<br />

iluminação e cenografia organizados como possíveis gatilhos<br />

mentais que evoquem lembranças de prazer à beira-mar.<br />

Tons de azul e prateado, transparências, cardumes de peixes,<br />

redes de pescadores, vistas para o mar, veleiros, maquetes das<br />

torres, horizontes ensolarados, multimídia, formas onduladas e<br />

espaços privados para venda foram cuidadosamente dispostos<br />

para voltar os olhos do consumidor local em direção ao mar.<br />

O centro será convertido em restaurante quando as ações de<br />

venda forem concluídas. (D.O.)<br />

46


imagens meramente ilustrativas<br />

9h<br />

13h<br />

A aplicação dos padrões espectrais adequados à cada faixa<br />

horária do dia permitiu que os colaboradores desta empresa<br />

mudassem alguns hábitos para se manterem produtivos durante<br />

o expediente.<br />

¿QUÉ PASA?<br />

DESDE A CONCEPÇÃO<br />

Antes da adequação<br />

DIA<br />

NOITE<br />

Depois da adequação<br />

DIA<br />

NOITE<br />

Pygmalion Karatzas<br />

17h<br />

Índice de reprodução de cor nos ambientes<br />

48<br />

O escritório Danilof light + visual perception studio<br />

desenvolveu o projeto de iluminação do conjunto comercial<br />

Orbit Urban Office Campus em Atenas, Grécia, em contato com<br />

equipe multidisciplinar.<br />

Foram três anos de colaboração criativa com escritórios de<br />

arquitetura e consultorias ambientais.<br />

O resultado foi a criação de uma paisagem noturna com<br />

forte identidade visual, em que a estrutura da fachada do<br />

edifício brilha em contraste com o reflexo escuro dos vidros.<br />

A luz fria sublinha os contornos dos beirais na vista externa.<br />

Nas áreas internas, a estrutura é revelada em tonalidades de<br />

luz mais quentes. Ao nível da rua e em cada andar, o plantio do<br />

paisagismo também é destacado pela luz fria, produzindo jogo<br />

vivo de luz e sombra.<br />

O projeto procurou harmonizar estética, funcionalidade<br />

e sustentabilidade ao propiciar conforto visual e, ao mesmo<br />

tempo, prevenir o desperdício de energia e a poluição luminosa.<br />

Para isso, foram desenvolvidos detalhes e especificações para<br />

luminárias feitas sob medida, ajustadas às especificidades de<br />

cada demanda. (D.O.)<br />

18h<br />

19h<br />

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O estudo realizado pelo Kelving Lab contou com soluções da<br />

Companhia de Iluminação. São luminárias com até 4 canais de<br />

dimerização, permitindo melhores combinações para cada<br />

horário do dia. É a iluminação direcionada para maior bem estar e<br />

performance.<br />

Range Nominal CCTs:<br />

2400K - 4000K<br />

31<br />

ANOS<br />

DE HISTÓRIAS<br />

SAIBA MAIS<br />

SOBRE ESTE<br />

ESTUDO<br />

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Dan Roosegaarde<br />

¿QUÉ PASA?<br />

LIXO EM ÓRBITA<br />

Neste instante existem quase 30 mil resíduos (mais de<br />

8 milhões de quilogramas) com mais de 10 centímetros flutuando<br />

em volta da Terra. Conhecidos como lixo espacial, são partes de<br />

foguetes e satélites quebrados que podem colidir com satélites<br />

em operação e atrapalhar sistemas de telecomunicação.<br />

O Space Waste Lab, projeto do Studio Roosegaarde com a<br />

Agência Espacial Europeia, tem a missão de visualizar, capturar<br />

e transformar o lixo espacial em experiências sustentáveis,<br />

como a criação de estrelas cadentes artificiais e um refletor<br />

solar gigante para ajudar a reduzir mudanças climáticas<br />

O Space Waste Lab Performance identifica o lixo espacial a<br />

uma altitude de 200 a 20.000 quilômetros, por meio de raios de<br />

luz verde de LED. (D.O.)<br />

50


¿QUÉ PASA?<br />

LUZ VERDE EM SKOPJE<br />

A terceira edição do Skopje Light Art District aconteceu<br />

em agosto deste ano, apesar das condições adversas relativas<br />

à pandemia de COVID-19. O evento é realizado na capital da<br />

Macedônia desde 2018, com o objetivo de criar um encontro<br />

sociocultural com foco em Light Art, o que vem colaborando<br />

para tornar a cidade um centro da produção contemporânea<br />

de arte e iluminação.<br />

A edição deste ano trouxe obras de 25 artistas, locais<br />

e internacionais, em 18 localidades da cidade, mantendo o<br />

conceito de promover a ligação simbólica entre arte, tecnologia<br />

e ciência; entre passado, presente e futuro; e entre cidade e<br />

natureza, usando a linguagem da Light Art.<br />

A estratégia para atualizar o evento em tempos pandêmicos<br />

foi transportá-lo para a área verde da cidade, o Skopje City<br />

Park. A mensagem por trás desta edição do festival foi a<br />

preocupação ambiental, promovendo decisões e estilos de<br />

vida ecologicamente responsáveis, como forma de auxiliar na<br />

preservação e no uso sustentável de recursos naturais. O parque<br />

da cidade pareceu o ambiente mais adequado para atualizar o<br />

espírito do evento. (D.O.)<br />

Angel Angelovsky<br />

52


Karina Bacci<br />

¿QUÉ PASA?<br />

MAM NA CIDADE<br />

Para além de sua sede física, o Museu de Arte Moderna<br />

de São Paulo, MAM, lançou em 2020 uma série de programas<br />

alinhados com sua missão de democratizar seu acervo, levando<br />

obras para suportes urbanos, como painéis em pontos de ônibus<br />

e projeções em empenas de edifícios espalhados pela cidade.<br />

As medidas foram ao encontro das novas dinâmicas sociais<br />

impostas pela pandemia do novo coronavírus e promovem<br />

novas formas de experienciar o museu e seu acervo.<br />

Das mais de 5 mil obras modernas e contemporâneas,<br />

principalmente brasileiras, que compõem o acervo, foram<br />

selecionados artistas como Cildo Meireles, Claudia Andujar,<br />

Regina Silveira, Tarsila do Amaral e Waltércio Caldas, entre<br />

outros, para ganhar exposição no espaço público.<br />

Cada obra foi acompanhada de QR Code que direcionava<br />

o público a podcast com áudio de personalidades informando<br />

sobre a obra, o artista e seus contextos de criação. As ações foram<br />

realizadas de forma colaborativa, com agência de publicidade e<br />

artistas doando seus serviços para o programa. (D.O.)<br />

54


¿QUÉ PASA?<br />

UMA JOGADA DE MARCA<br />

C<br />

M<br />

Y<br />

CM<br />

Qual<br />

é a sua<br />

luz?<br />

Em feiras comerciais, as marcas não podem expor produtos<br />

e promover o contato de clientes com seus conceitos de forma<br />

criativa e memorável. Por isso, sair da mesmice passa a ser um<br />

grande desafio.<br />

Em Hanover, Alemanha, em uma feira de revestimento de<br />

piso, a Demotex, os escritórios de arquitetura Yerse e ZAAS,<br />

baseados em Istambul, Turquia, criaram para uma fábrica de<br />

tapetes uma instalação interativa, exposta na feira, em uma<br />

bem-sucedida estratégia de promoção de marca.<br />

A instalação foi inspirada nas cores dos fios usados na<br />

tecelagem dos tapetes e criou um jogo em que os visitantes<br />

escolhem bolas coloridas que representam fios e nós e se<br />

tornam sujeitos na produção de tapetes.<br />

No reduzido espaço de um estande, foram instaladas calhas<br />

que funcionam como circuito para as bolas. Ao cair na base, as<br />

bolas são acesas, compondo, a cada jogada, o desenho único<br />

para um tapete. (D.O.)<br />

MY<br />

CY<br />

CMY<br />

K<br />

Yerce Art Photography Emin Emrah Yerce<br />

56


(11) 2083-0018 / (11) 2083-6144<br />

Rua São João Climaco, 162 - Sacomã - SP<br />

lumalux@lumalux.com.br<br />

www.lumalux.com.br<br />

Alexandre Roesler<br />

¿QUÉ PASA?<br />

BUREN SOBRE NIEMEYER<br />

Nos jardins da Fazenda Boa Vista, em Porto Feliz, interior de<br />

São Paulo, a Galeria Nara Roesler abriu no segundo semestre de<br />

2020 a maior exposição ao ar livre já organizada por uma galeria<br />

de arte no Brasil e o primeiro evento desse porte promovido<br />

pelos Roesler. Nove esculturas de larga escala, assinadas por<br />

oito artistas brasileiros e internacionais, entre eles o francês<br />

Daniel Buren, com a obra A Cabana Explodida: homenagem a<br />

Oscar Niemeyer, trabalho situado, 2015, fizeram parte da mostra<br />

Ar Livre.<br />

O trabalho de Buren, expoente da arte cinética, dialoga com<br />

a produção da arquitetura moderna, e particularmente com a de<br />

Oscar Niemeyer, ao incorporar elementos modulares e industriais<br />

em sua instalação. As grelhas metálicas que emolduram as<br />

placas translúcidas coloridas fazem clara referência aos brisesoleil,<br />

caros ao arquiteto e ao movimento construtivo, como os<br />

usados na fachada do edifício Bienal, construído em 1954 no<br />

Parque do Ibirapuera, em São Paulo.<br />

Ainda alinhada com a arquitetura, a instalação, como os<br />

edifícios modernos, impacta a paisagem com a força visual<br />

de suas formas. Na obra, a interação entre cores naturais e<br />

artificiais permite diversas possiblidades cromáticas, conforme<br />

a variação e a posição da luz e do observador, bem como jogos<br />

de luz e sombra, ampliando possibilidades de percepção. (D.O.)<br />

58<br />

Erika Mayumi<br />

Design com qualidade<br />

Há 13 anos no mercado desenvolvendo produtos<br />

otimizados e sob demanda , visando<br />

atender os melhores projetos.<br />

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Roberto Conte<br />

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Opções com alto IRC, em diversas<br />

temperaturas e potências. Pense em<br />

desenhar com a luz e comece<br />

a criar e destacar as formas<br />

que imaginar.<br />

O teto não é o limite.<br />

¿QUÉ PASA?<br />

ÁGORA MENTAL<br />

SISTEMA DE ILUMINAÇÃO LINEAR<br />

Sem ofuscamento, sem vazamento e<br />

com encaixe perfeito. Sobrepor, embutir<br />

ou no frame? Sua criatividade é quem diz.<br />

Combine cores branco e jet black,<br />

com ângulos, tamanhos e conexões<br />

que quiser: 90°, T, teto-parede<br />

e cruzeta. Compatível com sistema<br />

de dimerização LUTRON.<br />

É o domínio da luz em<br />

uma só linha.<br />

Foi aberta ao público em setembro de 2020, em parque<br />

na região costeira da Regia Calábria, na Itália, uma instalação<br />

permanente do artista Edoardo Tresoldi, OPERA, comissionada<br />

pela prefeitura local. Na abertura, performances de som e poesia<br />

fizeram parte da programação.<br />

A instalação celebra a relação contemplativa entre o<br />

observador e o lugar, por meio da linguagem da arquitetura<br />

clássica e da matéria ausente, o que se expressa pela escolha de<br />

redes de arame como material escultórico. A obra produz uma<br />

ágora – espaço público – mental, ao sobrepor recursos como as<br />

diferentes perspectivas, alturas e profundidades originadas por<br />

sua relação com o espaço existente do parque.<br />

O conjunto de esculturas é formado por 46 colunas de<br />

até 8 metros de altura. A permeabilidade do arame cria uma<br />

interessante composição de cheios e vazios com as árvores<br />

ao redor, o que se transforma completamente ao escurecer,<br />

quando os pilares se materializam sobre o céu escuro por<br />

meio da iluminação artificial instalada no piso, ao redor de<br />

suas bases.<br />

A obra foi construída em um parque com 2.500 metros<br />

quadrados abertos ao público, um dos maiores espaços desse<br />

tipo na Europa e candidato a se tornar o novo ponto de referência<br />

da região. (D.O./D.T.)<br />

60<br />

Saiba tudo<br />

sobre o Sistema<br />

de Iluminação<br />

Linear e suas<br />

possibilidades.


UM BOM BATE PAPO<br />

ILUMINA SUAS IDEIAS!<br />

Iniciativa do Laboratório para Estudos de Empatia, Design<br />

e Tecnologia do Estúdio Guto Requena, Estímulos Emocionais<br />

é uma instalação imersiva, programada para gerar pinturas<br />

digitais a partir de biofeedback (resposta biológica) registrado ao<br />

longo de experiências interativas audiovisuais.<br />

Acomodados ao redor de uma mesa circular em ambiente<br />

escuro, os participantes são plugados a sensores cardíacos<br />

e cerebrais e estimulados por um texto narrado com temas<br />

sensíveis. Suas reações afetivas são, então, codificadas<br />

em imagens projetadas no centro da roda. A obra trata da<br />

importância da coletividade e da conexão em tempos de<br />

¿QUÉ PASA?<br />

A ARTE DO ENCONTRO<br />

distanciamento social. Ao aliar arte e tecnologia com afeto,<br />

o trabalho procura materializar a interação e reafirmar a<br />

centralidade da convivência como valor humano fundamental.<br />

Essa instalação produz o que se entende por arte generativa,<br />

ou seja, arte criada a partir de sistemas autônomos. As<br />

origens desse movimento estão nas pinturas pré-modernas<br />

de Paul Cézanne, no seu flerte revolucionário com sistemas<br />

geométricos. Essa aproximação de sistemas relativamente<br />

alheios aos artistas, desde a arte moderna até a digital, minimiza<br />

a interferência do criador sobre sua obra e questiona os limites<br />

do que se entende por arte. (D.O.)<br />

“Tenho observado nesse<br />

momento de pandemia, que as<br />

pessoas estão observando a<br />

iluminação das próprias casas.<br />

A necessidade de MELHORAR<br />

a luz. Uniformidade, conforto<br />

visual, não ter ofuscamento.<br />

Luz é emoção, sensação.”<br />

LORENA MATTOS<br />

Gestora Comercial<br />

Templuz • Minas Gerais<br />

“CONFORTO VISUAL é algo<br />

extremamente importante nos<br />

projetos, ninguém gosta de<br />

uma luz que está ofuscando<br />

(...) e a Revoluz se preocupa<br />

muito com isso também.”<br />

CAMILA MONTEIRO<br />

Gerente de Iluminação<br />

Essencial • Rio Grande do Sul<br />

“A ILUMINAÇÃO É TÃO<br />

IMPORTANTE quanto o<br />

revestimento, o mobiliário, a<br />

decoração. Conseguimos fazer<br />

tudo isso com os produtos da<br />

Revoluz. Sabemos o quanto a<br />

Revoluz é preocupada com a<br />

QUALIDADE nos produtos.”<br />

KÁTIA ZIMIANO<br />

Lighting Designer<br />

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Bixiga<br />

Ana Rosa<br />

Rafaela Netto<br />

Paulista<br />

Consolação<br />

¿QUÉ PASA?<br />

SAMPA<br />

“A cidade é uma casa.<br />

A casa é uma cidade.”<br />

Villanova Artigas<br />

Perdizes<br />

Em confinamento, vemos a cidade pelas janelas, e as suas<br />

luzes entram na nossa casa.<br />

Eu sonho com a cidade. Sonho em estar no terraço de um<br />

boteco com amigos, olhando pelas ruas, procurando algum<br />

rosto conhecido para cumprimentar. Fico ouvindo seu pulso,<br />

sua bagunça e suas músicas nas esquinas. Sinto saudades<br />

dela, São Paulo, que há dez anos me adotou – ou fui eu que a<br />

fiz minha? Tenho uma relação de amor com São Paulo, sinto<br />

saudades quando fico longe e quero encontrá-la de novo logo.<br />

A primeira vez que a vi, pela janela do avião, estava angustiada,<br />

fiquei assustada pelo seu tamanho sem fim, mas sentindo ao<br />

mesmo tempo uma grande alegria por descobrir um lugar que<br />

até então nunca tinha conhecido. Cheguei aqui para passar um<br />

ano estudando na FAU-USP, hoje já se passaram dez; não podia<br />

imaginar que esta longa história começaria naquele dia, no final<br />

de julho.<br />

Nesta fase que estamos atravessando, sinto cada dia<br />

mais saudade, sinto falta, falta dos encontros nas ruas. Sinto<br />

falta de pular de um show para outro, de fazer luz – ou como<br />

gosto de falar, de “dar à luz”. Sinto falta de montar instalações<br />

e de ver os rostos de vocês se iluminando, piscando, mudando<br />

de forma e de cores.<br />

A partir desse amor pela cidade e da minha saudade de fazer<br />

luz, criei essa coleção de esculturas de luz. Sampa é a minha<br />

visão sobre sete bairros que me acolheram ao longo destes<br />

dez anos. Com elas, os espaços tornam-se palco, tornam-se cor.<br />

A luz tem esse poder de transformar os espaços, mas<br />

também de nos transformar, deixando tudo mais doce,<br />

mais gostoso.<br />

Neste momento de quarentena, precisamos mais do que<br />

nunca deixar nosso lar cada dia mais aconchegante.<br />

(Camille Laurent)<br />

Pompeia<br />

Centro<br />

64 65


UM ÚNICO GESTO<br />

Texto: Diogo de Oliveira<br />

Fotos: Aryeh Kornfeld<br />

A escultura pública Su vertical nos retiene, do artista chileno<br />

Fernando Prats, produzida em parceria com os escritórios<br />

de arquitetura Elton Leniz e Cruz Mandiola, reúne diversas<br />

linguagens desde sua concepção, programação e instalação até<br />

seu projeto de iluminação. Como resultado, ela levanta questões<br />

fundamentais do nosso tempo: a potência dos movimentos<br />

sociais, a integração entre as áreas do conhecimento e a<br />

atualidade da arte.<br />

O CONTEXTO<br />

O projeto nasceu de um concurso público de esculturas<br />

urbanas, como parte da COP25 (Conferência da ONU sobre<br />

as mudanças climáticas) que seria realizada na capital chilena<br />

no final de 2019, no parque Bicentenário de Cerrillos, situado<br />

em bairro periférico da cidade. Contudo, os protestos populares<br />

que ocorreram em outubro desse mesmo ano, contrários à falta<br />

de políticas sociais no país, levaram milhões às ruas. Um dos<br />

resultados do levante foi o cancelamento do COP25 em Santiago<br />

e sua transferência para Madri, na Espanha. A escultura, no<br />

entanto, foi instalada e aberta ao público.<br />

A OBRA<br />

Vista aérea da escutura do artista Fernando Prats<br />

para o parque Bicentenário de Cerrillos, iluminada por<br />

Limarí Lighting Design.<br />

As 16 colunas de aço de 16 metros de altura que compõem<br />

o conjunto escultórico proposto por Prats surgiram de três<br />

observações: da Cordilheira dos Andes; da leitura do “Poema de<br />

Chile”, de Gabriele Mistral – poeta chilena vencedora do Nobel<br />

de Literatura em 1945 e figura central das artes e da política<br />

cultural na América Latina – e dos desenhos de 1875 do geógrafo<br />

Pedro Amado Pissis, encontrados no Atlas das Geografias Físicas<br />

do Chile.<br />

O artista reproduz em escala os perfis da cordilheira, que,<br />

se alinhados, cobrem a cadeia de montanhas em quase toda a<br />

sua extensão chilena (dos paralelos 24’ ao 42’). Cada lado da<br />

coluna, ou cada chapa de aço, representa uma das duas vistas,<br />

da costa e da cordilheira. Em um único gesto escultórico, Prats<br />

reúne o ambiente natural, o registro geográfico e a poesia do seu<br />

país, para usufruto da sua população, para muito além do evento<br />

internacional interrompido.<br />

As dimensões horizontais e verticais das montanhas e<br />

sua representação confluem na obra quando as imagens fiéis são<br />

dispostas verticalmente e lado a lado nas colunas, repartindo o<br />

horizonte em 16 pedaços. A escolha da Cordilheira dos Andes, a<br />

espinha dorsal do continente sul-americano, evoca, entre outros<br />

aspectos, a convivência da natureza com a ocupação humana.<br />

66 67


OBRA PÚBLICA<br />

Entre os diversos ganhos que Su vertical nos retiene sugere,<br />

permanece seu caráter urbano e de livre acesso a um parque<br />

público, mais precisamente em uma área que fora a extremidade<br />

de uma pista de pouso quando ali funcionava o aeroporto da<br />

cidade. A escultura foi instalada em um espelho-d’água circular<br />

de 48 metros de diâmetro e se vê em contraste real com as<br />

partes dos Andes presentes em Santigo.<br />

Neste ano, o projeto de Limarí Lighting Design foi premiado<br />

com o Award of Merit do Illuminating Engeneering Society – IES<br />

– e listado no Lighting Design Awards 2020, na categoria de<br />

projetos com baixo orçamento, e como Projeto de Iluminação<br />

Arquitetônica do Ano no DEZEEN Awards 2020, além de ter sido<br />

selecionado para integrar a mostra da Bienal Iberoamericana de<br />

Design (BID20), em Madrid, Espanha – cuja abertura se dará<br />

em 23 de novembro, de forma presencial e virtual.<br />

O PROJETO DE ILUMINAÇÃO<br />

Quando os lighting designers Pascal Chautard e Bárbara<br />

Maranbio, do escritório Limarí Lighting Design, iniciaram a<br />

tarefa de iluminar as esculturas, o projeto do artista e dos<br />

arquitetos posicionava o equipamento de iluminação na base<br />

das colunas, orientado para cima. Em um gesto, o conceito do<br />

projeto de iluminação moveu a posição do equipamento para o<br />

alto, acendendo as peças desde suas pontas, solucionando a um<br />

só tempo a poluição luminosa prejudicial às aves migratórias, a<br />

observação do céu, eventuais problemas de vandalismo e todo<br />

o resultado estético, além é claro, da criação de uma atmosfera<br />

contemplativa no nível do piso.<br />

Os desafios enfrentados eram, além da proteção do<br />

céu noturno e da biodiversidade, o que incluiu a escolha de<br />

equipamentos de baixo consumo energético, a valorização da<br />

experiência do observador tanto de longe quanto em meio às<br />

esculturas e a instalação do sistema de iluminação da obra.<br />

Ao destacar as formas e a materialidade das esculturas,<br />

por um lado, e criar um ambiente íntimo e acolhedor no nível<br />

do piso, por outro, com efeitos de luz e sombra calibrados<br />

cuidadosamente durante a instalação, desenhou-se a interação<br />

do público com o conjunto. Para a integração do sistema<br />

de iluminação, praticamente camuflado em cada coluna,<br />

o cabeamento e as pequenas luminárias acomodadas em<br />

anteparos desenhados sob medida foram desenvolvidos pelos<br />

designers. Cada coluna foi iluminada por seis projetores – três<br />

de cada lado ou em cada lâmina de aço – instalados em caixas<br />

na parte superior das peças.<br />

Cada coluna é iluminada por seis projetores de LED (três de<br />

cada lado) localizados na parte superior. Cada projetor possui<br />

3 W, 166 lm, 3˚ de abertura de facho, temperatura de cor de<br />

3.000 K e grelha tipo honeycomb antiofuscamento.<br />

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SU VERTICAL NOS RETIENE<br />

Santiago, Chile<br />

Projeto de iluminação:<br />

Limarí Lighting Design<br />

Pascal Chautard, Bárbara Marambio<br />

Projeto de arquitetura<br />

Elton Leniz Arquitectos<br />

Cruz Mandiola Arquitectura & Objetos<br />

Artista:<br />

Fernando Prats<br />

Elétrica:<br />

Felipe Osses e Raúl Osses<br />

Plataforma hidráulica:<br />

Vertitek<br />

Fornecedores:<br />

DGA<br />

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ALPINE SPA<br />

Texto: Orlando Marques<br />

Fotos: Johannes Roloff<br />

Localizado no Monte Bürgenstock, na Suíça, o Alpine<br />

Spa – Bürgenstock Resort apresenta-se como um lugar para<br />

relaxamento a uma altitude de 1.100 metros com vista para o<br />

lago Lucerna, no coração dos Alpes Suíços.<br />

Com projeto do escritório de arquitetura Dierks & Sachs, em<br />

colaboração com os escritórios plus4930 Architektur e MKV<br />

Design, a ampliação do edifício existente, construído na década<br />

de 1950, contou com projeto de iluminação do escritório Licht<br />

Kunst Licht, com conceito que destaca elementos-chave do<br />

projeto de ampliação.<br />

Depois de quase seis anos de construção e renovação, o<br />

resort não só abriga um spa, mas também dois hotéis adicionais<br />

para contemplação alpina num ambiente elegante e luxuoso.<br />

O Alpine Spa oferece ambientes com piscinas internas e<br />

externas, várias saunas, banheiras de água fria e de água quente,<br />

sala de silêncio, suítes de spa privadas, salas de tratamento, uma<br />

academia e um restaurante, além das áreas externas.<br />

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SPAS<br />

A piscina é inundada por muita luz natural. “Durante a noite,<br />

as luminárias subaquáticas embutidas na parede da piscina<br />

transformam a superfície da água em uma fonte de luz cintilante<br />

e, assim, criam uma atmosfera relaxante e confortável”, explica<br />

a gerente de projeto Martina Weiss.<br />

Arandelas nas colunas de aço ladeiam a piscina e definem<br />

ritmo ao espaço por meio de luz direta, para destaque do piso<br />

e brilho no mobiliário, e indireta, para destaque do calor e<br />

da textura do forro de madeira. A textura das históricas paredes<br />

de alvenaria de pedra maciça, no entanto, é suavemente<br />

enfatizada pela iluminação wallwasher. A fim de atender aos<br />

requisitos de mudança de luz ao longo do dia, foram criadas três<br />

cenas de iluminação: dia, crepúsculo e noite.<br />

Uma escada conduz até as banheiras da sauna e das salas<br />

de relaxamento. Uma parede de água escorrendo cria um<br />

jogo de luz em contraste com luminárias fixadas na base dos<br />

espelhos dos degraus.<br />

Nessas áreas, são utilizados a iluminação suave das<br />

sancas e elementos de iluminação integrados em detalhes<br />

de arquitetura, para oferecer aos hóspedes conforto visual e<br />

sensorial. Nas piscinas menores e nas banheiras foi criado um<br />

detalhe com iluminação integrada ao piso. A impermeabilidade<br />

e a resistência à água clorada representaram desafios, que<br />

foram resolvidos por meio da especificação de equipamentos<br />

adequados à instalação.<br />

A piscina principal tem atmosfera relaxante, marcada por<br />

iluminação indireta que destaca os revestimentos do ambiente:<br />

a madeira por meio de arandelas, as pedras da parede por meio<br />

da sanca e as da piscina por meio de projetores subaquáticos<br />

com facho definido.<br />

PRIMEIRA IMPRESSÃO<br />

O hóspede acessa o spa por um túnel escavado na<br />

montanha, no qual é convidado a explorar a história do resort<br />

e dos arredores, em uma exposição temporária. Uma sequência<br />

de arquitraves de madeira determina o ritmo da entrada,<br />

enfatizado pela luz.<br />

A iluminação das vitrines em ambos os lados é parte<br />

integrada a fotografias retroiluminadas e parte obtida por meio<br />

de projetores orientáveis, para que possa dar destaque frontal<br />

a objetos. Arandelas cilíndricas fixadas a cada três colunas de<br />

madeira marcam o ritmo da arquitetura, conceito que se repetirá<br />

em outros ambientes do spa.<br />

Na área da recepção e nos vestiários, os espaços são<br />

definidos pelo uso de iluminação indireta e difusa aplicada de<br />

modo a distinguir as hierarquias dos espaços, sendo a piscina<br />

coberta o coração do Alpine Spa.<br />

Acima à esquerda, detalhe da entrada do spa pelo túnel<br />

escavado na rocha. O ritmo dos arcos criados pelos arquitetos é<br />

acentuado pelo projeto de iluminação.<br />

À direita, vista da escada de acesso ao spa, com iluminação<br />

integrada em sua estrutura, destacando a parede molhada.<br />

As salas de banho são iluminadas de maneira sutil e confortável,<br />

por meio de sancas e de iluminação subaquática.<br />

74 75


O projeto de iluminação das áreas de relaxamento segue o<br />

conceito de iluminação que promove o relaxamento, o conforto<br />

e a privacidade dos hóspedes. Nesses ambientes, luminárias<br />

decorativas e luz de velas são utilizadas como uma camada íntima<br />

e aconchegante de luz, adicional à da iluminação arquitetônica.<br />

O ANTIGO E O NOVO<br />

Em contraste com as paredes de pedra do edifício histórico,<br />

os arquitetos criaram uma fachada de chapa de cobre e de zinco<br />

para o novo edifício da extensão. Ao interagir com a iluminação,<br />

a fachada reluz como em ouro. A aparência externa do spa após<br />

o anoitecer é inteiramente resultado de uma iluminação interna<br />

cuidadosamente ajustada, que se destaca contra o céu escuro<br />

dos Alpes, através dos panos de vidro do edifício.<br />

Para todo o resort, foi desenvolvida uma luminária<br />

customizada com base nas antigas luminárias fixadas em poste.<br />

Cúpulas de bronze com desenho atemporal acompanham<br />

os caminhos e as calçadas em toda a propriedade. Diversos<br />

mock-ups foram desenvolvidos com o uso de malha de bronze<br />

para um conjunto óptico, o qual ajuda a orientar o visitante com<br />

sua luz quente e confortável.<br />

ALPINE SPA<br />

Bürgenstock Resort, Lago Lucerna, Suíça<br />

Projeto de iluminação:<br />

Licht Kunst Licht<br />

Martina Weiss, Isabel Sternkopf<br />

e Naiara Caballero<br />

Projeto de arquitetura<br />

Patrik Dierks Norbert Sachs Architekten<br />

plus4930 Architektur<br />

Projeto de interiores:<br />

MKV Design<br />

Cliente:<br />

Katara Hospitality<br />

Fornecedores:<br />

Artemide, Bega, iGuzzini, Lucifer Lighting,<br />

Reggiani, Selux, Vibia, Wibre e XAL<br />

Vista da entrada do spa, marcada por postes de luz criados com<br />

base em luminárias antigas. Uma malha de bronze fixada junto<br />

ao conjunto óptico garante conforto visual.<br />

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ATUALIZAÇÃO AUTORAL<br />

Texto: Fabiana Rodriguez | Fotos: Tuca Reinés<br />

O edifício Riverview, localizado no centro financeiro do<br />

Brooklin, em São Paulo, pertence hoje à incorporadora e gestora<br />

de investimentos imobiliários Hines.<br />

Projetado orginalmente para sede do BankBoston pelo<br />

escritório Skidmore, Owings & Merrill, em colaboração com<br />

o arquiteto brasileiro Júlio Neves, e com projeto de iluminação<br />

de Schuler & Stook e Esther Stiller Consultoria, foi inaugurado<br />

em 2002.<br />

O edifício é considerado um marco arquitetônico na cidade,<br />

com fachada arrojada, composta de granito, vidros curvos e<br />

aço inoxidável, e jardim de entrada com projeto de paisagismo<br />

original de Isabel Duprat.<br />

Com a intenção de atualizar o edifício para o século XXI,<br />

a Hines investiu em projeto de retrofit de todo o complexo. O<br />

projeto de interiores ficou a cargo do escritório Athié Wohnrath<br />

– AW, e o novo conceito de iluminação foi desenvolvido pelo<br />

escritório Senzi Lighting da arquiteta e lighting designer<br />

Neide Senzi.<br />

O conceito do projeto original de iluminação, que valoriza o<br />

elemento curvo da fachada, foi modernizado por meio de perfis<br />

de LED flexíveis com difusor translúcido, com LED 15 W/m,<br />

1.400 lm, 4.000 K e IRC 90, iluminando a superfície de aço<br />

inoxidável, que rebate a luz suavemente. Integrado à esquadria<br />

externa da fachada, o sistema facilita a manutenção.<br />

78 <strong>79</strong>


O projeto de arquitetura da AW adicionou recantos de<br />

estar e de permanência no jardim, propondo a extensão do<br />

espaço corporativo para o ambiente externo. Esses lounges são<br />

iluminados por grandes luminárias decorativas apoiadas no piso<br />

e têm detalhes incorporados ao pergolado, promovendo o uso<br />

contínuo das áreas externas ao longo do dia.<br />

Nas fachadas, o projeto de iluminação original procurou<br />

valorizar uma característica singular da arquitetura: a<br />

sinuosidade do vértice da fachada. A solução atual mantém essa<br />

ideia, porém iluminando a fachada pela parte externa, por meio<br />

da instalação de perfis flexíveis de LED integrados à estrutura<br />

dos caixilhos apenas nesse trecho da fachada. A iluminação se<br />

dá pelo rebatimento da luz nas placas de aço inoxidável, criando<br />

uma superfície contínua de luz.<br />

Acima à esquerda, o contorno do espelho-d´água é valorizado por<br />

uma linha flexível de LED subaquática de 15 W/m, 1.400 lm/m,<br />

4.000 K e IRC 90. Junto às pontes, projetores de 24 W, 3.200 lm,<br />

12˚, 3.000 K e IRC 85 contribuem para sinalização do percurso.<br />

Abaixo, os mesmos projetores foram instalados no pergolado das<br />

áreas de permanência do jardim. Já a marquise de pedestres é<br />

iluminada por projetores multifocais orientáveis, com LED de 33<br />

W, 4.588 lm, 3.000 K e IRC 85. Embutidos no piso, destacam<br />

cada pilar e a cobertura de concreto.<br />

Considerado por muitos um oásis dentro da cidade, o jardim,<br />

um dos grandes destaques do projeto, foi ressaltado pelo projeto<br />

de iluminação. Formada por vegetação consolidada e árvores<br />

frondosas, a grande massa verde recebeu nova iluminação de<br />

baixo para cima. Para atender às diferentes tipologias de copa e<br />

de tronco existentes, optou-se pelo uso de projetores multifocais<br />

orientáveis, embutidos no solo, com controle de facho nas<br />

próprias peças. Essa tecnologia permitiu fazer o afinamento da<br />

luz in loco e destacar as áreas de interesse com precisão.<br />

Um espelho-d’água abraça o edifício, e sua geometria é<br />

realçada por uma linha de luz subaquática que delimita seu<br />

contorno. Esse detalhe de luz possibilita que a paisagem do<br />

entorno reflita na água, ampliando visualmente o espaço do<br />

jardim. Outro elemento arquitetônico do projeto original é a<br />

extensa marquise para pedestres que liga o portão de entrada<br />

ao edifício. Estruturada por pilares revestidos de granito preto e<br />

cobertura em planos horizontais descontínuos, seguindo a suave<br />

inclinação do terreno, a marquise continuou sendo iluminada<br />

indiretamente por meio de luminárias embutidas no piso, com<br />

luz de baixo para cima, conforme conceito inicial do projeto.<br />

80 81


A parte interna do edifício passou por uma atualização<br />

completa de instalações e de revestimentos, incluindo toda a<br />

iluminação. No térreo, foi desenhada uma nova camada de forro<br />

– feita de uma malha metálica parabólica suspensa abaixo do<br />

forro original – que parece flutuar no ambiente. Esse elemento<br />

confere um ar contemporâneo ao espaço e é valorizado por meio<br />

da iluminação indireta e uniforme dos perfis de LED instalados<br />

na própria grelha. Para fornecer as iluminâncias adequadas<br />

ao uso desses espaços, a lighting designer propôs a utilização<br />

de perfis lineares contínuos junto às paredes, para iluminação<br />

difusa e destaque desses planos. Esse detalhe se repete por<br />

todo o pavimento, mantendo consistentes as soluções e os<br />

conceitos adotados.<br />

O hall dos elevadores recebeu identidade única por meio<br />

de elementos zenitais de lona tensionada retroiluminados. No<br />

core do térreo, esse elemento é rebaixado à escala humana e<br />

diferencia-se em relação ao nível do forro principal. Nos andares<br />

tipo, além da iluminação zenital, perfis lineares embutidos no<br />

piso projetam a luz para cima, enfatizando a textura das paredes<br />

revestidas de concreto aparente, formada pelo desenho das<br />

formas de madeira.<br />

O hall de elevadores recebeu iluminação zenital com lona<br />

tensionada retroiluminada e perfis de LED 14,4 W/m,<br />

1.460 lm/m, 3.000 K e IRC 90. Nos andares tipo foram<br />

adicionados perfis lineares embutidos no forro, com LED 24,5<br />

W/m, 2.500 lm/m, 3.000 K e luminárias lineares embutidas no<br />

piso, com LED 4,8 W/m, 480 lm/m, 3.000 K e IRC 90. Perfis<br />

de LED com as mesmas características foram apoiados sobre a<br />

grande estrutura metálica rebaixada do lobby, proporcionando<br />

iluminação indireta e homogênea em todo o espaço.<br />

O projeto de iluminação seguiu as premissas para a<br />

obtenção da certificação LEED Gold, por meio da especificação<br />

de luminárias e de equipamentos de alta eficiência, e conferiu<br />

ainda a atmosfera contemporânea almejada como resultado do<br />

retrofit do empreendimento.<br />

RIVERVIEW<br />

São Paulo, Brasil<br />

Projeto de iluminação:<br />

Senzi Lighting<br />

Arq. Dra. h.c. Neide Senzi (titular)<br />

Rose Raad (arquiteta colaboradora)<br />

Projeto de interiores<br />

Athié Wohnrath<br />

Cliente:<br />

Hines do Brasil<br />

Fornecedores:<br />

e-light (Duralamp, LedsC4, Targetti),<br />

FAS Iluminação, Lemca e Tensoflex<br />

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CONCEITO DADO, CONCEITO APLICADO<br />

Texto: Débora Torii (colaborou Orlando Marques) | Fotos: Tadeu Melegatti<br />

Com uma equipe de especialistas em lighting design e<br />

em marketing, o escritório francês Looom Lighting Consultant<br />

apresenta-se como uma agência de iluminação especializada<br />

em projetos comerciais e de varejo. A vasta experiência em<br />

projetos de iluminação para algumas das mais conhecidas redes<br />

de varejo e grifes internacionais, como Chanel e Kenzo, levou os<br />

profissionais envolvidos a desenvolver meios para assegurar que<br />

o conceito de cada projeto fosse aplicado internacionalmente de<br />

forma fiel, garantindo que a unidade visual para as marcas se<br />

mantenha conforme os projetos.<br />

Não foi diferente para o projeto da nova loja Chloé no<br />

Shopping Cidade Jardim, em São Paulo – a primeira unidade<br />

da maison francesa na América Latina –, que obedeceu a um<br />

rigoroso manual desenvolvido pelo Looom especialmente para<br />

a marca. Chamado de Lighting Bible, o documento detalha,<br />

de forma bastante didática, os princípios do conceito da<br />

iluminação e suas aplicações para os interiores e as vitrines de<br />

todas as lojas da rede.<br />

O conceito de iluminação da loja Chloé é composto de duas<br />

camadas principais: a iluminação difusa e indireta da sanca<br />

perimetral, com LED 14,4 W/m, 1.300 lm/m, em temperatura<br />

de cor 3.500 K; e a iluminação de destaque em 4.000 K, por<br />

meio de projetores orientáveis com LED 17, W 1.680 lm e fachos<br />

de 12˚ e 23˚, instalados em trilhos eletrificados embutidos em<br />

nichos que desenham os forros dos ambientes.<br />

84 85


Os lighting designers tiveram também o cuidado de<br />

produzir informações minuciosas acerca de todos os detalhes<br />

especiais que compõem o projeto, como os nichos e as sancas<br />

no forro de gesso, além da iluminação integrada às prateleiras.<br />

O manual especifica ainda possíveis cenas a serem criadas,<br />

em ocasiões específicas, por meio da dimerização setorizada<br />

dos equipamentos de iluminação, um recurso utilizado<br />

principalmente nas lojas de rua, com a presença de luz natural.<br />

A equipe do Looom acredita que a luz e a iluminação são<br />

ferramentas importantes para moldar o espaço e a experiência<br />

dos consumidores. A adequada valorização do ambiente<br />

arquitetônico e de seus acabamentos torna-se, portanto, o<br />

suporte ideal para a apresentação dos produtos. Com sua<br />

Lighting Bible, o Looom prova que um conceito com diretrizes<br />

sólidas, claras e consistentes é capaz de se manter a qualquer<br />

distância.<br />

Em linhas gerais, todas as lojas Chloé são iluminadas por<br />

meio de projetores orientáveis com diferentes fachos, instalados<br />

em trilhos eletrificados ocultos em nichos no forro de gesso.<br />

A luz indireta no perímetro dos ambientes e os detalhes de<br />

iluminação integrados ao mobiliário complementam o conceito<br />

de iluminação.<br />

O desenho e o posicionamento dos nichos que contêm<br />

os trilhos seguem diretrizes específicas de acordo com o<br />

pé-direito e a distância dos produtos a serem destacados. Da<br />

mesma forma, a especificação dos projetores foi determinada<br />

pelos lighting designers para a criação de contraste entre<br />

produtos e ambiente. Optou-se pelo uso de projetores com<br />

facho concentrado, por volta de 10˚, garantindo um alto<br />

contraste sobre os produtos com relação à iluminância geral –<br />

que também é alta, porém menos intensa em decorrência de<br />

seu caráter difuso. Para assegurar que os níveis de destaque<br />

e de contraste sobre os produtos dispostos nas prateleiras<br />

sejam semelhantes aos das araras e dos expositores, foram<br />

especificados perfis lineares orientáveis sob cada uma das<br />

prateleiras, com diferentes ópticas, de acordo com as tipologias<br />

dos produtos a serem destacados e do mobiliário.<br />

O projeto determina que os produtos sejam expostos em<br />

temperatura de cor 4.000 K, enquanto a iluminação indireta é<br />

feita em 3.500 K, o que garante um resultado equilibrado com<br />

relação aos acabamentos dos interiores, predominantemente<br />

brancos e em tons pastéis. A qualidade da luz também é<br />

destacada no manual, que estabelece um índice de reprodução<br />

de cor (IRC) mínimo de 90, para garantir fidelidade na<br />

aparência dos produtos, e binning não superior a 3 SDCM<br />

(Standard Deviation Colour Matching, ou Desvio Padrão de<br />

Correspondência de Cor), preservando a consistência da<br />

temperatura de cor das fontes luminosas.<br />

O mesmo conceito dos interiores das lojas estende-se à<br />

iluminação das vitrines: luz ambiente, iluminação dos planos<br />

verticais e destaque para produtos.<br />

Nesta página, as prateleiras contam com perfis lineares<br />

integrados sob cada uma delas, com LED 21 W/m, 2.247 lm/m e<br />

orientáveis em 20˚, para destaque dos produtos. Desenvolvidos<br />

especialmente para esse projeto, os perfis contam com<br />

dispositivo antiofuscamento e lentes individuais para cada LED,<br />

com ópticas de 12˚, 24˚ e 44˚, de acordo com a tipologia dos<br />

produtos e do mobiliário.<br />

Na página ao lado, fica evidente o contraste entre a iluminação<br />

de destaque sobre os produtos, iluminados por projetores de<br />

facho concentrado 12˚, e a iluminação ambiente, alcançada por<br />

meio de projetores com facho de 23˚ e luminárias embutidas em<br />

alguns pontos do perímetro, com facho de 38˚.<br />

86 87


O detalhe de sanca indireta perimetral se repete na área da vitrine, iluminando<br />

esse espaço de maneira difusa e uniforme, em 3.500 K. O plano vertical tem sua<br />

tridimensionalidade acentuada por meio de projetores em temperatura de cor<br />

4.000 K, assim como os expositores e os manequins, que contam ainda com<br />

a contribuição de trilhos instalados em posição vertical, dotados de projetores<br />

com LED 10 W, 990 lm e 12˚, para destaque frontal dos produtos.<br />

CHLOÉ SÃO PAULO<br />

São Paulo, Brasil<br />

Projeto de iluminação:<br />

Looom Lighting Consultant<br />

Projeto de arquitetura e interiores<br />

Atelier Lâme Architecture<br />

Coordenação e execução:<br />

Saeng<br />

Cliente:<br />

Chloé<br />

Fornecedor:<br />

Lightsource<br />

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PRODUTOS<br />

ESPECIAL LEDFORUM.20<br />

Texto: Waleria Mattos | Fotos: Divulgação<br />

Realizado de forma inédita em um ambiente totalmente<br />

digital, o LEDforum.20 – o maior congresso de Lighting Design<br />

da América Latina – propõe discussões exclusivas acerca do que<br />

está em voga no cenário mundial da Iluminação.<br />

O evento também reúne experts renomados que, com<br />

dedicação e protagonismo, possibilitam aos participantes uma<br />

abrangente jornada de conhecimento.<br />

Além disso, o LEDforum.20 conta com a parceria<br />

de patrocinadores comprometidos com o mercado, que<br />

buscam agregar em seus produtos inovação, eficiência e<br />

qualidade, promovendo uma verdadeira transformação do setor<br />

de Iluminação.<br />

Confira, a seguir, os destaques e lançamentos dos<br />

patrocinadores do LEDforum.20.<br />

COMPANHIA DE ILUMINAÇÃO<br />

As luminárias Versa, lançamento da Companhia de<br />

Iluminação, articulam-se em torno de si mesmas a partir de seu<br />

formato evidenciado pelo ângulo de 45°. Disponíveis em dois<br />

tamanhos e com fluxos e fachos diversos, as luminárias têm<br />

aplicação em diversas tipologias de projetos.<br />

ciadeiluminacao.com.br/versa<br />

DELIS DO BRASIL<br />

A linha de perfis de LED Delis é composta de diferentes<br />

modelos: perfil de canto (2.000 mm × 16 mm); perfil embutido<br />

difuso (2.000 mm × 23 mm); modelo arandela (2.000 mm ×<br />

48 mm) e perfil de embutir de iluminação indireta (2.000 mm ×<br />

102 mm). Confira todos os detalhes no site da empresa.<br />

delisbr.com<br />

CREE<br />

A linha de LEDs J 2835 entrega alta eficácia e baixo consumo<br />

de energia e é indicada para aplicações em que a discrição é<br />

essencial. Em conformidade com o padrão de cores Cree’s<br />

EasyWhite®, os LEDs estão disponíveis de 2.200 K a 6.500 K<br />

(opções de 70-95 CRI) no padrão industrial com dimensões de<br />

2,8 mm × 3,5 mm.<br />

cree.com/led-components/products/j2835/jseries-2835<br />

artimar.com.br<br />

BELLALUCE<br />

A Bellaluce destaca um novo conceito de iluminação que visa<br />

propiciar conforto visual, saúde e bem-estar. A linha Confort<br />

é composta de luminárias e fontes luminosas especialmente<br />

desenvolvidas para estimular a produção de melatonina e,<br />

assim, auxiliar na regulação do ciclo circadiano.<br />

bellaluce.com.br<br />

BRILIA<br />

A Brilia apresenta LightSense, uma tecnologia de controle<br />

de iluminação por WiFi que cria cenas, programa horários e<br />

controla diferentes ambientes e locais. A solução é acionada por<br />

celular, smartwatch, dimmer touch e assistente de voz (Alexa e<br />

Google Assistente). Disponível em sete versões.<br />

brilia.com<br />

DRAMALUX<br />

A linha Trio tem perfil extrudado linear de alumínio com<br />

difusor de acrílico translúcido ou lentes. Utilizada em projetos<br />

comerciais, residenciais e corporativos, a linha permite diversas<br />

aplicações por meio das versões de luminária de embutir<br />

“no frame” e com borda, de sobrepor e luminária pendente.<br />

Possibilita mesclar com a Linha Dot, utilizando fachos com<br />

diferentes aberturas: 8°, 25°, 40° ou 60°, luz difusa ou spots.<br />

dramalux.com.br<br />

90 91


E:LIGHT<br />

A novidade da e:light é a luminária Nime, criação do lighting<br />

designer Dean Skira para o fabricante Delta Light. Desenvolvidos<br />

a partir do conceito da “ausência em sua presença, a presença<br />

em sua ausência”, os downlights quase invisíveis possuem<br />

abertura de 1 centímetro de diâmetro, capacidade de orientação<br />

de 0-30°/350°, fachos ajustáveis entre 20° e 50° e fluxo final<br />

de 354 lm em 2.700 K e de 3<strong>79</strong> lm em 3.000 K.<br />

goelight.com.br<br />

INTERLIGHT<br />

Miniaturização e discrição são as principais características<br />

da linha Picco. As luminárias possuem UGR < 16, o que garante<br />

conforto visual no controle de ofuscamento. A partir de agora,<br />

a linha também dispõe de uma versão orientável em todos os<br />

modelos pontuais, difuso, assimétrico e projetores de sobrepor.<br />

interlight.com.br<br />

LEDLINK OPTICS<br />

A empresa trabalha com produtos de qualidade e<br />

competitividade, como o Windows Lens, fabricado com PMMA<br />

alemão com 30 anos de certificação antiamarelamento, o COB<br />

Lens com conector Solder Free e a Athenas Series, que reduz o<br />

SKD das lentes, substituindo o Difusion Sheet – e possui diversos<br />

ângulos disponíveis.<br />

ledlink-optics.com<br />

EBLUX<br />

A empresa apresenta o downlight EBX-3304 com alta<br />

performance, fluxo > 100 lm/W, IRC > 90, temperaturas de cor<br />

de 2.700 K, 3.000 K e 4.000 K e fachos de 15°, 25°, 38° e 60°.<br />

Opções de refletores em cores e metalizados lisos ou escovados<br />

(dourado, prateado ou cobreado).<br />

ebluxiluminacao.com.br<br />

EVERLIGHT<br />

Pequenas dimensões e alto impacto. Assim é a luminária de<br />

embutir Misty. Com alto fluxo luminoso, a luminária possui uma<br />

moderna tecnologia em seu conjunto óptico que traz conforto<br />

visual. A sua aparência minimalista a torna discreta no ambiente.<br />

As lentes de PMMA possibilitam fachos de luz definidos.<br />

everlight.com.br<br />

ITAIM LIGHTING CONCEPT<br />

A luminária de sobrepor ou pendente Caelus tem corpo<br />

de perfil de alumínio extrudado com acabamento em pintura<br />

eletrostática. Com iluminação direta e/ou indireta, a luminária<br />

é indicada para instalação de maneira contínua, em razão do<br />

sistema de alinhamento das peças, o que garante excelente<br />

encaixe entre os módulos.<br />

itaimlc.com.br<br />

LEDVANCE<br />

Seguindo o conceito de Internet of Things (IoT), o fabricante<br />

destaca suas soluções inteligentes e conectáveis, operadas por<br />

rede sem fio. A empresa também exibe o sistema que simula as<br />

mudanças da luz natural, as alterações visuais e biológicas e os<br />

efeitos emocionais, baseados no conceito de Human Centric Light.<br />

ledvance.com.br<br />

EKLART<br />

A fita com 120 LEDs por metro é o lançamento da Eklart no<br />

LEDforum.20. A fita apresenta intervalo de corte a cada LED,<br />

possibilitando versatilidade na instalação em qualquer espaço.<br />

www.eklart.com<br />

ILUMINAR<br />

Vuuu foi inspirado pelos desafios de iluminar ambientes<br />

residenciais, comerciais e corporativos com criatividade.<br />

A versatilidade do perfil em alumínio e a possibilidade de<br />

comprimentos sob medida permitem que o sistema – um ou<br />

mais módulos – seja fixado na parede, no teto ou no piso, por<br />

meio de luminária pendente ou de sobrepor.<br />

iluminar.com.br<br />

LEDiL<br />

Com tecnologia patenteada, as lentes Ilona-Zoom, da LEDiL,<br />

são produtos avançados com ajuste rotativo de facho que<br />

permitem transições entre 12° e 48° de abertura, sem que seja<br />

necessário variar as dimensões das luminárias para alcançar<br />

essa amplitude de fachos. As lentes são feitas de PMMA com<br />

diâmetro de 50 mm e altura de 33,22 mm.<br />

ledil.com<br />

LEMCA ILUMINAÇÃO<br />

A Lemca apresenta Extendlit, sistema de iluminação simples,<br />

direto, linear e suspenso apenas pelas extremidades. Composto<br />

de uma tira ultrafina e resistente de aço inox e usando LED COB<br />

como fonte para um efeito de luz contínua, o Extendlit é oferecido<br />

com até 25 metros de extensão, podendo ser aplicado de parede<br />

a parede ou do teto ao piso, com iluminação direta ou indireta.<br />

lemca.com.br<br />

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LIGHTDESIGN + EXPORLUX<br />

Desenvolvida para áreas externas (IP 67), a Tubiline DL<br />

tem diversas possibilidades de fachos (13°, 28°, 48°, 60° e<br />

34° × 14°) e sistema de rotação em uma solução linear com<br />

diferentes comprimentos e fluxos. Seu sistema óptico dispõe<br />

de um louver antiofuscante, reduzindo o UGR do equipamento<br />

abaixo de 16. O acabamento externo em policarbonato<br />

transparente é um diferencial.<br />

lightdesign.com.br<br />

LUMICENTER<br />

Desenhados para possibilitar a aplicação de linhas contínuas<br />

de luz – de sobrepor, pendentes ou embutidas –, os modelos<br />

lineares Way possuem aletas e refletores de alumínio,<br />

oferecendo excelente controle de ofuscamento com UGR 19.<br />

A linha pode ser customizada com diferentes fluxos e potências,<br />

além de estar disponível em versão dimerizável, compatível com<br />

o sistema de automação Lumisense.<br />

lumicenter.com<br />

LUMINACRIL<br />

O projetor orientável da linha Netuno conta com refletor<br />

de alumínio de alto brilho e LED integrado com diversas<br />

possibilidades de fachos e de fluxos, em três temperaturas de<br />

cor. A Luminacril também oferece versão para trilho eletrificado<br />

e garantia de cinco anos.<br />

luminacril.com.br<br />

LUTRON<br />

A Lutron acredita na transformação dos edifícios comerciais<br />

– sejam novos, sejam existentes – em lugares eficientes e<br />

inteligentes. Por isso, criou VIVE, que conta com controles<br />

de iluminação simples e instalação sem fio e escalonável, de<br />

acordo com a necessidade de cada projeto. O sistema dispõe<br />

de dispositivos flexíveis e fáceis de instalar, que podem ser<br />

rapidamente programados pelo smartphone.<br />

lutron.com<br />

MISTERLED<br />

O sistema modular S33 tem possibilita instalações pendentes,<br />

aplicadas e embutidas, com ou sem moldura. São oferecidos<br />

módulos para iluminação direta – com diferentes ópticas e<br />

controle de ofuscamento (UGR < 19) –, de destaque por meio<br />

de projetores orientáveis e iluminação difusa.<br />

misterled.com.br<br />

LIGHTSOURCE<br />

Novidade da Lightsource, o microprojetor embutido de teto<br />

Alcor tem abertura de apenas 9 mm de diâmetro, com opções<br />

de frame quadrada ou circular. A óptica tipo dark light permite<br />

alto controle de ofuscamento (UGR 11.4) e é oferecida com<br />

fachos de 20° a 60°, com fluxos variando de 107 lm a 378 lm e<br />

temperaturas de cor entre 2.700 K e 4.000 K.<br />

lightsource.com.br<br />

LUMINI<br />

Com design de Fernando Prado, o pendente Lanterna agora<br />

está disponível em mais dois diâmetros (90 mm e 150 mm),<br />

possibilitando distintas composições por meio de aplicação<br />

unitária ou em conjunto. Produzido em vidro com difusor<br />

em polímero impresso em 3D, o pendente é oferecido com<br />

acabamento em latão, cobre ou alumínio e pode ser aplicado<br />

diretamente no forro ou em trilho eletrificado.<br />

lumini.com.br<br />

LUXION<br />

O nome Nido advém do italiano “ninho”, que busca definir<br />

o aconchego proporcionado pela luz. A luminária de mesa tem<br />

cúpula móvel, fixada por ímã, podendo ser usada tanto para<br />

iluminação direta de trabalho quanto para indireta, visando<br />

ao relaxamento. É compatível com o sistema de luz dinâmica<br />

Cicluz, da Luxion.<br />

luxion.com.br<br />

NEWLINE ILUMINAÇÃO<br />

O FIT 15, sistema linear supercompacto, é indicado para<br />

ambientes residenciais e comerciais. Dispõe de módulos difusos<br />

para iluminação geral e projetores direcionáveis para iluminação<br />

de destaque, além de diversos tipos de pendente com diferentes<br />

formatos, que podem ser utilizados tanto em aplicações<br />

funcionais como decorativas.<br />

newline.ind.br<br />

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OMEGA LIGHT<br />

Propondo um novo pensamento com relação aos padrões de<br />

consumo para alcançar um futuro mais sustentável, utilizando<br />

os conceitos da economia circular, a Omega Light lança um novo<br />

tipo de resina que será a base da próxima geração de luminárias<br />

e sistemas de iluminação da empresa. Esse projeto será possível<br />

por meio da parceria entre a Omega e a Boomera, empresa<br />

pioneira na aplicação da metodologia de economia circular.<br />

omegalight.com.br<br />

PUNTOLUCE<br />

A Puntoluce está atenta às tendências do mercado e,<br />

por isso, oferece o serviço de desenvolvimento de produtos<br />

customizados. A empresa apresenta a luminária pendente<br />

Leaf, desenvolvida para um projeto do escritório Debora Aguiar<br />

Arquitetos Associados e agora disponível no catálogo da marca.<br />

puntoluce.com.br<br />

SAVE ENERGY<br />

Disponíveis nas potências de 12 W, 20 W e 25 W e nas<br />

temperaturas de cor de 3.000 K, 4.000 K e 5.700 K, as<br />

luminárias da linha No Frame da Save Energy contam com<br />

acabamento sem borda e difusor recuado, iluminando os<br />

ambientes de maneira uniforme e com baixo ofuscamento.<br />

save.com.br<br />

TENSOFLEX<br />

A Tensoflex lança Tensolight. A solução tem perfis de<br />

alumínio desenvolvidos para conjugar telas Tensoflex e LEDs<br />

de alto rendimento. As telas de diferentes cores e acabamentos<br />

permitem a finalização de forros de maneira rápida, além de<br />

agregar propriedades acústicas no ambiente.<br />

tensoflex.com.br<br />

OSVALDO MATOS<br />

Octo, novidade da O/M, é um dos menores downlights do<br />

mercado. As ópticas, desenvolvidas em parceria com o instituto<br />

alemão Bartenbach, garantem design minimalista, perfeita<br />

integração na arquitetura e eficiente conforto visual. Com IP 65,<br />

as luminárias estão disponíveis em versões com diâmetros de<br />

8 mm ou 27 mm, de acordo com o fluxo luminoso, que pode<br />

chegar a até 600 lm úteis.<br />

om-light.com<br />

POWER LUME<br />

Destaque da Power Lume, o Mix Line é um sistema de<br />

iluminação linear mista composto de diferentes tipologias de<br />

módulos, com aplicações de embutir, de sobrepor e pendente.<br />

Além de opções difusas com diferentes comprimentos, são<br />

oferecidos módulos com 1, 2, 3 ou 6 lentes unitárias, com<br />

ópticas de 10°, 24°, 36°, 48° e 10° × 35°.<br />

powerlume.com.br/project/mix-line/<br />

REVOLUZ<br />

A premissa da linha Daka é o conceito visual de um domo –<br />

uma cúpula arquitetônica. Quando embutida no forro, seu difusor<br />

recuado cria o efeito de um nicho de luz, propiciando conforto<br />

visual e minimizando ofuscamentos. Além de iluminação difusa,<br />

a linha dispõe de modelos com lentes que oferecem diversas<br />

opções de fachos.<br />

revoluz.com.br<br />

STELLA<br />

A linha Square, com produtos de embutir, foi ampliada com<br />

o lançamento das luminárias de sobrepor no teto Square Out.<br />

Assim como na versão embutida, essas luminárias têm recuo<br />

da fonte luminosa, o que contribui para reduzir o ofuscamento.<br />

Outra novidade da Stella é o acessório Kit Grade, uma grelha<br />

antiofuscamento que estende o conforto visual do Square Out.<br />

stella.com.br<br />

STILLUX<br />

As luminárias lineares Kepler com emissão de luz difusa<br />

podem ser embutidas ou aplicadas, utilizadas como módulos<br />

individuais ou como parte de um sistema. O corpo é feito de<br />

chapa de aço com pintura eletrostática na cor branca ou preta<br />

e o conjunto óptico é formado por difusor translúcido. Possuem<br />

driver incorporado à peça e vida útil de 50 mil horas.<br />

stillux.com<br />

TLS<br />

O sistema TLS Dynamix possui CRI 90+ e pode ser<br />

programado para temperaturas de cor de branco quente ou<br />

branco frio durante horas específicas do dia – mimetizando a luz<br />

do dia (entre 2.700 K e 6.500 K). Pode ser dimerizado entre 0%<br />

e 100% sem alterar a aparência de cor da fonte luminosa.<br />

tls-led.com/br<br />

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FOTO LUZ FOTO<br />

TADEU MELEGATTI<br />

A aura construída pela arquitetura de interiores e reforçada<br />

pela iluminação em todo o projeto da loja é de grande<br />

suavidade. Há um cuidado singular com as cores do ambiente,<br />

tratadas de modo a compor o pano de fundo da leitura da<br />

moda contemporânea.<br />

Apesar de não haver grandes complexidades no que diz<br />

respeito aos contrastes do espaço (que usualmente são difíceis<br />

de fotografar, especialmente quando não há, conceitual e<br />

discursivamente, a ideia de alterar a imagem a posteriori), o lugar<br />

compreende uma enorme quantidade de projetores (visíveis no<br />

interior dos rasgos e invisíveis sob as prateleiras) cuja tonalidade<br />

de branco precisa ser cuidada. Se no salão de entrada os tons<br />

são mais salmão, no salão posterior são muito mais mostarda. A<br />

partir disso, o equilíbrio cromático das composições é desafiador<br />

– não só no balanço de branco, mas também nas massas de cor<br />

que caracterizam cada imagem.<br />

O enquadramento desta fotografia procura revelar o pédireito<br />

elevado e as linhas rasgadas no forro, que são o principal<br />

caráter da iluminação e da arquitetura.<br />

Para a realização do ensaio, foi utilizada uma câmera Sony<br />

Alpha-7 Full Frame e uma lente grande angular 17 mm da Canon<br />

– série L. A imagem em questão foi feita com uma abertura<br />

F8 para uma razoável profundidade de campo focal e ISO100,<br />

que utilizo em qualquer circunstância, expondo apenas 1/20s.<br />

Dessa maneira, a profusão das emissões de luz das luminárias<br />

comportou-se muito bem, de modo que o tratamento resumiuse<br />

apenas a ajuste de branco comparativo às demais imagens e<br />

pequena correção da distorção da lente.<br />

Tadeu Melegatti é formado pela Faculdade de Arquitetura e<br />

Urbanismo da Universidade de São Paulo. Atua como designer<br />

de produtos de iluminação e faz da fotografia de arquitetura sua<br />

janela para a observação minuciosa da luz como elemento base<br />

da revelação espacial.<br />

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