L+D 79

editora.lumiere

Edição 4º trimestre

R$25,00

SU VERTICAL NOS RETIENE (SANTIAGO)

ALPINE SPA (LUCERNA) | LOJA CHLOÉ (SÃO PAULO) | RIVERVIEW (SÃO PAULO)

PRODUTOS: ESPECIAL LEDFORUM.20 | FOTO LUZ FOTO: TADEU MELEGATTI


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LED Lighting Solutions


C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K


SUMÁRIO

4˚ Trimestre 2020

edição 79

Como uma parceira Omega Light, a Boomera, especialista em economia circular no Brasil

desenvolveu uma resina pós consumo que será transformada em luminárias e sistemas

de iluminação. Contamos agora com mais de 200 cooperativas homologadas pela

Boomera, que tem a capacidade de coletar 400 toneladas de resíduo por ano, gerando

um impacto direto na vida de 8.000 pessoas que nos ajudarão a transformar lixo em

luminárias e produtos circulares para o mercado de iluminação.

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¿QUÉ PASA?

SU VERTICAL NOS RETIENE

Um único gesto

ALPINE SPA

RIVERVIEW

Atualização autoral

CHLOÉ SÃO PAULO

Conceito dado, Conceito aplicado

PRODUTOS

Especial LEDforum.20

Foi um longa jornada de pesquisas, desenvolvimentos e testes, para

encontrarmos uma solução sustentável e segura como essa resina da

Boomera que nos permite produzir luminárias mais sustentáveis.

Acreditamos que sustentabilidade sem compartilhamento não existe, e

nós acreditamos no poder transformador e sustentável da luz.

Começamos essa história já há algum tempo, transformando as

embalagens pós-consumo do o Boticário e os cabides quebrados da Riachuelo

em luminárias, o que nos ajudou a começar a transformar o mundo.

Agora, contamos com essa nova solução para produzirmos nossos produtos a

partir dessa resina e podermos transformar muito mais.

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FOTO LUZ FOTO

Tadeu Melegatti

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EDITORIAL

store.luxion.com.br | @luxion_

NOVOS TEMPOS

Não fosse a pandemia, estaríamos apresentando, nesta edição, a

cobertura especial do LEDforum.20, como temos feito nos últimos dez anos.

No entanto, como tudo e como todos, até o LEDforum teve de se reinventar

neste ano e será realizado pela primeira vez em ambiente digital, no dia 6

de novembro. Não deixaremos de reunir a comunidade da iluminação, de

aprender nem de trocar ideais. Mas dessa vez o encontro acontecerá em

outro formato, e em outro lugar.

Nesta edição fomos inspirados pelo trabalho da lighting designer Camille

Laurent, que, com saudades de vivenciar a cidade que a adotou há dez anos,

reinterpretou seus bairros por meio da luz com a coleção “Sampa”. Esse é um

exemplo do espírito desses novos tempos: buscar formas de trazer até nós

aquilo ou aqueles que momentaneamente não podemos encontrar.

Simultaneamente ao LEDforum, destacamos nesta edição os produtos e

os lançamentos dos patrocinadores e dos expositores que tornaram possível

a realização da 11ª edição do evento em 2020. Apresentamos também alguns

projetos de iluminação que, em comum, trazem conceitos bem definidos e

soluções inspiradoras: o Alpine Spa, em Lucerna, Suíça, iluminado pelo escritório

alemão Licht Kunst Licht; a loja Chloé, em São Paulo – a primeira da maison

francesa na América Latina –, com projeto do Looom Lighting Consultant; e

o projeto de retrofit do edifício Riverview, também em São Paulo, assinado

pela equipe do Senzi Lighting. Na capa desta edição, a escultura Su vertical nos

retiene, em Santiago, Chile, iluminada pelo escritório Limarí Lighting Design –

cujo titular Pascal Chautard é um dos palestrantes do LEDforum.20.

Boa leitura!

CAPA

Iluminação: Limarí Lighting Design

Foto: Aryeh Kornfeld

PUBLISHER

Thiago Gaya

EDITOR-CHEFE

Orlando Marques

EDITORA

Débora Torii

DIAGRAMAÇÃO

Maria Fraga

PROJETO GRÁFICO

Thais Moro

REPORTAGENS DESTA EDIÇÃO

Camille Laurent, Débora Torii , Diogo de Oliveira,

Fabiana Rodriguez, Natalia Morassi, Orlando Marques

e Waleria Mattos

REVISÃO

Débora Tamayose

CIRCULAÇÃO E MARKETING

Márcio Silva

T 11 3062.2622

PUBLICADA POR

A natureza é sempre incrível.

Já imaginou ter sempre dentro

de casa o sabor das ervas

frescas, a alegria das plantas,

o aroma das flores?

Com tecnologia de luz nós

imaginamos, e criamos o

Sistema Fito que produz a

luz ideal para iluminar e

fornecer a energia necessária

para vida saudável das plantas

em ambientes internos.

O Sistema Fito está disponível

para diversos modelos

de luminárias.

Luminária

Bio

com exclusivo Sistema Fito para

crescimento de plantas indoor.

A lighting designer

francesa radicada no Brasil

Camille Laurent é nossa

coeditora convidada do ¿Qué

Pasa? duplo desta edição.

Editora Lumière Ltda.

Rua João Moura, 661 – cj. 77, 05412-001

São Paulo SP, T 11 3062.2622

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8


ATRIA

sistema de perfil para sanca

trilho eletrificado integrado.

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projetor led orientável para trilho

cinco eixos de movimentação.

VELA M FLEX

embutido de teto orientável.

¿QUÉ PASA?

LEDFORUM20

A 11ª edição do LEDforum acontecerá no dia 6 de novembro

de 2020, com conteúdo e formato especiais. O maior congresso

latino-americano de Lighting Design reafirma sua missão:

oferecer conteúdo de qualidade em um ambiente de trocas

e de intenso networking – neste ano, pela primeira vez, em

plataforma digital.

A organização do evento manteve seu entusiasmo e sua

dedicação diante de todos os desafios impostos pela pandemia

de COVID-19 para reconstruir sua edição de 2020. O resultado

é mais um LEDforum com programação dinâmica e abrangente,

e com palestrantes escolhidos a dedo pela curadoria do evento.

Abrindo o LEDforum.20, o lighting designer francês

radicado no Chile Pascal Chautard contará os bastidores

de seu projeto de iluminação para o monumento Su Vertical

Nos Retiene – publicado nesta edição da L+D –, na palestra

“Um único gesto”. A pesquisadora e educadora brasileira

radicada nos Estados Unidos Mariana G. Figueiro, Ph.D. –

recém-nomeada diretora e membro docente na Icahn School

of Medicine, no Mt. Sinai Hospital, como conta a matéria na

página 16 desta edição – abordará na palestra um tema de

grande relevância no momento atual na palestra “Os impactos

da luz no sono durante a pandemia de COVID-19”. A arquiteta

e lighting designer brasileira Fernanda Carvalho dividirá

com o público seu conhecimento acerca da obra do artista

norte-americano Dan Flavin, tema da sua tese de mestrado.

O arquiteto e engenheiro alemão Thomas Schielke falará

sobre “Como a Apple luta para um céu perfeito e revive as

cidades”, em que apresentará diversos estudos de caso

incluindo a novíssima loja em Cingapura. Abordando aspectos

técnicos do lighting design, a arquiteta e lighting designer

brasileira Mariana Novaes (5) e o engenheiro e pesquisador

brasileiro Vicente Scopacasa apresentarão em conjunto a

palestra “E o flicker?”. O artista e educador norte-americano

Chris Fraser , criador de instalações in situ; apresentará a

palestra “Corpos Luminosos”, a respeito da sua pesquisa sobre

a câmera obscura.

Como keynote speaker desta edição, o lighting designer norteamericano

Charles Stone , presidente do premiado escritório

Fisher Marantz Stone Architectural Lighting, encerrará o evento

com a imperdível apresentação de “A luz lá fora: vasta e íntima”.

Além da jornada de palestras, o LEDforum digital também

contará com lounges online de expositores, que poderão ser

visitados durante todo o evento. Além disso, os produtos e

lançamentos dos patrocinadores desta edição do evento estão

presentes em uma matéria especial da L+D. Confira a partir da

página 90.

Acesse ledforum20.com.br para a programação completa e

inscrições (Débora Torii)

TYL

linear orientável multi-ópticas e sistema

programado DALI para controle

do fluxo luminoso.

Loja Chloé

São Paulo

Atelier Lâme Architecture (Paris)

Looom Lighting Consultants (Lyon)

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São Paulo SP Brasil 11 3871-3755 www.lightsource.com.br @lightsource_lighting


Natalia Morassi

¿QUÉ PASA?

RADIAÇÃO UV PARA DESINFECÇÃO DE ESPAÇOS

No contexto do combate à COVID-19, a indústria da

iluminação oferece sua contribuição por meio de pesquisas

sobre a eficácia da radiação eletromagnética ultravioleta (UV)

na eliminação do vírus nas superfícies.

A radiação UV emitida pelo Sol é, em grande parte, absorvida

pela atmosfera. Por possuir comprimento de onda (nanômetros)

maior (entre 400 nm e 320 nm, aproximadamente), mais

próximo ao da cor violeta da luz visível, a radiação UV-A é

menos nociva à saúde, sendo essa a que mais chega à superfície

da Terra. Já as radiações UV-B e UV-C são mais prejudiciais

para a pele e os olhos, sendo ambas absorvidas em quantidades

diferentes pelo ozônio presente na atmosfera.

A radiação UV causa danos biológicos em escalas diferentes.

Enquanto a UV-A provoca alterações e envelhecimento da pele,

a UV-B causa mutações genéticas que podem evoluir para

câncer de pele.

Contudo, a radiação UV-C (280 nm-100 nm) possui

ação germicida por meio da destruição da capa proteica e

do material genético de microrganismos, sendo eficaz na

aniquilação de vírus, bactérias e fungos. Esse é o comprimento

de onda que entra em pauta no combate à pandemia do novo

coronavírus.

Lâmpadas tradicionais com raios UV-C possuem, em

geral, comprimentos de onda entre 254 nm e 222 nm. Já as

lâmpadas de LED emissoras de UV são fabricadas utilizando

faixa de radiação mais eficiente para eliminar vírus e bactérias,

de 270 nm a 260 nm, mas também oferecem maior risco de

lesões em humanos, por isso seu uso exige extremo cuidado.

Estudos demonstram que a eficácia da radiação UV-C na

redução microbiana é equivalente à do álcool 70%. Em abril

deste ano, um estudo publicado por pesquisadores dos Estados

Unidos comprovou a eficácia dos raios UV-C na eliminação do

coronavírus no material das máscaras de proteção N95. Embora

tenham custo acessível e sejam facilmente produzidas pela

indústria, as luminárias com radiação UV-C demandam atenção

quanto à sua instalação, recomendada apenas em locais sem a

presença humana, uma vez que podem causar danos à saúde.

(Natalia Morassi)

12

experience room: avenida dos tajurás, 152 cidade jardim são paulo | 11.3062 7525 | goelight.com.br


¿QUÉ PASA?

CIÊNCIA APLICADA E ILUMINAÇÃO

TM

Após 24 anos atuando no Rensselaer Polytechnic Institute,

em Nova York, Estados Unidos, a arquiteta mineira Mariana

Figueiro, uma das mais proeminentes pesquisadoras no campo

de iluminação e saúde, foi recentemente convidada a assumir o

posto de diretora e membro docente na Icahn School of Medicine,

no Mt. Sinai Hospital, um dos mais prestigiosos hospitais e

centros educacionais e de pesquisa em saúde do mundo.

O convite abrange também a equipe liderada por ela no

Lighting Research Center (LRC), parte do Rensselaer Polytechnic

Institute, o que permite a continuidade, de maneira colaborativa,

dos trabalhos que vêm sendo desenvolvidos por eles ao longo

das últimas décadas. Pesquisas recentes conduzidas pela equipe

de Mariana apontam a influência da luz artificial e natural no

humor e na saúde fisiológica e mental e sugerem soluções para

melhorar a qualidade de vida a partir da interação saudável com

mais ou menos luz, ao longo do dia e da noite, em atividades

profissionais ou não.

Em paralelo, Mariana participará do desenvolvimento de

um curso de mestrado relacionado à luz e saúde, a ser oferecido

futuramente pela escola de Medicina do Mt. Sinai Hospital,

dando, assim, continuidade ao legado educacional construído

no LRC nos últimos anos. (Diogo de Oliveira / Débora Torii)

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Superblue é um empreendimento que reunirá centros

de arte e plataformas físicas e digitais de divulgação de arte

experimental, imersiva e de larga escala. Sua missão é amplificar

vozes de artistas sobre questões de relevância global.

Com inauguração programada para dezembro de 2020,

o centro de arte experimental Superblue em Miami, Estados

Unidos, será o primeiro de uma série de espaços programados

para abrir tanto no país quanto internacionalmente.

Esses centros são projetados para receber públicos diversos

e concebidos para expôr obras de arte de larga escala, em

que o engajamento do público seja parte mesma dela. Dessa

forma, o trabalho com instalações imersivas e experimentais é

marcante na obra dos artistas que fazem parte dessa iniciativa,

como Studio Drift , Simon Heijdens , Carsten Nicolai

Ossip van Duivenbode / Courtesy of DRIFT

¿QUÉ PASA?

ARTE E MUNDO

teamLab, courtesy Pace Gallery

Charles Emerson

e Leo Villareal. Em tempo: já estão confirmados os artistas que

apresentarão instalações na inauguração do Superblue Miami:

Es Devlin , teamLab e James Turrell.

Superblue foi criado para atender ao interesse crescente por

arte experimental e à demanda dos artistas por possiblidades de

criação para além do universo dos objetos de arte, promovendo

um modelo inovador que permite que artistas e público interajam

fora dos limites de museus e galerias. Central ao Superblue é

seu sistema de remuneração dos artistas, que serão incluídos

na distribuição da receita gerada pela visitação aos centros de

arte. Esses espaços funcionarão também como agentes para

a colaboração entre os artistas e os museus, as coleções e o

mercado de arte. (D.O./D.T.)

Moris Moreno / Courtesy of Superblue Courtesy Es Devlin Studio

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¿QUÉ PASA?

GALLERIA

COMO CENTRALIDADE

A rede coreana de centros comerciais Galleria se mantém

desde os anos 1970 como líder no mercado de consumo de luxo.

Sua sexta unidade, construída em Gwanggyo, cidade recémcriada

nas proximidades de Seul, foi projetada pelo escritório de

arquitetura OMA, fundado por Rem Koohaas, com a intenção

de se tornar um ponto de referência central na vida da cidade.

Aparentemente desconectado do contexto urbano vizinho,

um olhar mais atento ao projeto distingue elementos que

afirmam o contrário: é na conexão do edifício com o entorno e no

convite ao público para interações culturais aliadas a experiência

de compras e para observar a cidade que se encontra o centro

desse projeto, como defendem os arquitetos responsáveis.

O que torna o projeto da Galleria de Gwanggyo um desafio

de inovação entre os centros comerciais é a multiplicidade

dos usos em seu interior, desde espaços para eventos de arte,

cultura e educação até um terraço para atividades de lazer.

A circulação do público ao longo da fachada e eventualmente

fora dela – permitindo vistas da cidade – e a presença de luz

natural em abundância no seu interior refletem a intenção de

integrar as compras ao entretetimento e ao turismo, reforçando

a centralidade do consumo no modo de vida contemporâneo.

(D.O.)

Copyright OMA

20


¿QUÉ PASA?

CENTRO DE

AUTOCONHECIMENTO

Em Pequim, na China, o arquiteto japonês Jun Murata,

em parceria com o artista Sun Chu, projetou um conjunto de

edifícios com área de 80 metros quadrados que integra múltiplos

usos: centro de exposição e organização de arte, residência de

artistas, visitação pública e espaço de meditação.

No projeto, contêineres coloridos são dispostos como blocos

de construção em uma composição modular que inclui uma

espécie de túnel aberto nas extremidades, por onde entra luz

natural e de onde se tem vista aberta para os jardins externos.

Aqui, área de circulação e fruição se juntam, e aberturas verticais

permitem a entrada de luz natural – às vezes suave, outras vezes

brilhante. O projeto de iluminação acomoda-se em nichos

e rasgos, inspirados pelos efeitos da luz natural nos espaços.

O espaço dispõe ainda de um espelho-d’água no topo de

uma escada, que reflete a paisagem do jardim ou refrata a luz

natural, dependendo da hora do dia.

Essa junção de usos – de área interna e externa, de espaço

de fruição de arte, criação e meditação – parece refletir parte do

espírito do nosso tempo. Vide as práticas de terapia normatizadas

no estilo de vida contemporâneo, como ioga, astrologia e leitura

de tarô, tão populares entre as gerações em amadurecimento.

Ao que parece, o autoconhecimento está inserido no espírito do

nosso tempo e na arquitetura desse centro de meditação para

a criação. (Diogo de Oliveira / Orlando Marques)

JAM

22


¿QUÉ PASA?

CALMA LUNAR

Green Massage, projeto do escritório Vermilion Zhou em

Xangai, China, teve como inspiração a Lua para a concepção

dos ambientes do spa. As fases, o silêncio e a calma lunares, o

mistério, as cores e as texturas da sua superfície estão presentes

em cada canto desse espaço, que arredonda também seus

ângulos, em referência ao satélite natural da Terra.

As arandelas esféricas seguem o mesmo conceito, assim

como as cores variantes de cinza e bege, em diálogo com as

da superfície lunar. A instalação Moon Light vista da vitrine do

spa – uma pintura retroilumada do artista Yang Yong Liang –

destaca-se entre as referências poéticas.

Além dela, a suavidade da luz, em referência à luz indireta

do Sol que incide na Lua e nos permite enxergá-la, define a

atmosfera de todo o espaço do spa. A forma circular aparece em

luminárias, divisórias, batentes, espelhos e mesmo em efeitos

de sombra, sublinhando o convite ao conceito do espaço.

Localizado em um centro comercial, Green Massage sugere

a quietude lunar como filtro para a agitação do mundo exterior e

constrói um ambiente de contraste e cura, em que a experiência

do cliente possa absorver essa proposta de jornada interna de

relaxamento. (D.O.)

C

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CM

MY

CY

CMY

K

Yunpu Cai

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Yongjoon Choi

Nova fita com 120 LEDs por metro.

Intervalo de corte a cada LED,

¿QUÉ PASA?

A FLOR DA PELE

IRC > 90

A clínica estética ATOP, em Seul, Coreia do Sul, propõe a

experiência do cliente no ambiente como parte constituinte do

seu contato com a marca e o serviço de cuidados com a pele.

A continuidade entre espaços comuns e privados, garantida pela

luz uniforme e pela escolha dos materiais, promove atmosferas

coerentes. Essa sensação de tranquilidade e acolhimento é que

se sugere aos clientes, tanto pelo serviço quanto pelo projeto

do espaço.

Referências a materiais e texturas naturais, como pedra

e barro, aliadas à sutileza e à harmonia da iluminação, por vezes

integrada no mobiliário e nas divisórias, são usadas no sentido

de promover conforto e continuidade. Ideia similar à sensação

da pele, que, como quer o ambiente, pode melhorar se bem

manipulada.

A clínica tem sete áreas privadas de cuidado, integradas ao

espaço, e dois ambientes fechados. ATOP aponta como serão

as clínicas estéticas do futuro ao criar espaços de cura e cultura,

para além de meros procedimentos clínicos. (D.O.)

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Andrea Martiradonna e Federica Cocco

¿QUÉ PASA?

ESPAÇO HÍBRIDO

Cafeteria que também é restaurante, bar e bistrô, o

Prima Café foi concebido pelo escritório Park Associati para

a empresa de tecnologia Prima.it, em Milão, Itália, seguindo

o conceito de um espaço híbrido original, aberto desde

de manhã até a noite. Para além de combinar funções de

alimentação e entretenimento, o Prima Café procura combinar

em um mesmo local diferentes significados atribuídos pelo

público: vida privada, profissional e social, possíveis por meio

de diversas interações.

A ambientação, ao mesmo tempo informal, tecnológica e

flexível, inspirou-se na arte e na extravagância dos concertos

de rock, com luzes e cores que mudam de acordo com a

variação dos ritmos do dia e da noite. De dia, o espaço

ganha luz natural através de paredes de vidro, suas vitrines.

As paredes têm tridimensionalidade, com revestimento que

produz efeitos de cor que vão do roxo ao espelhado, inspiradas

na arte cinética.

O projeto de iluminação foi concebido para produzir

ambientes diversos ao longo do dia, ativando os 600 tubos

translúcidos com projeção de LED, uma referência à neon art

e à montagem dos palcos de shows de rock. A intensidade e

a cor da luz variam em concordância com o ritmo biológico

dos clientes – ciclo circadiano – em busca do seu bem-estar.

Os tons azuis arroxeados da luz compõem com o ferro das

mesas e os acabamentos de bronze, aproximando função e

estética. (D.O.)

28


¿QUÉ PASA?

LUZ MATERIAL

O Bar Minēral, projeto do escritório Blanchettes Architectes,

abriu no centro do Gay Village, em Montreal, Canadá, como

uma casa de experiências múltiplas, com um aconchego glacial,

que funciona de dia como um bar de vinhos e à noite como um

clube noturno.

A ideia surgiu de três faixas musicais diferentes para definir

as mudanças radicais na atmosfera do lugar, desde um final de

tarde até tarde da noite. Para realizar o conceito, a iluminação foi

inserida na arquitetura, tornando luz, cores e sons as matériasprimas

que preenchem o espaço. Projetores usam as paredes

como telas e produzem os efeitos cenográficos para cada

sequência de fases do ambiente.

Os materiais – madeira, couro, metal e policarbonato – foram

escolhidos pelo efeito de reflexão da luz e por suas qualidades

estéticas, assim como o trabalho em madeira escura do bar e da

treliça do teto – assinados por um dos donos do local –, também

destacados pelo projeto de iluminação. A treliça cenográfica

remete às estruturas japonesas e às adegas, e as plantas

crescendo em meio a painéis de policarbonato completam a

atmosfera de sonho e mistério. (D.O.)

Atelier Welldone

30


Velvet Projects

¿QUÉ PASA?

PEDRA PRESENTE

Em somente 30 metros quadrados de uma casa típica

da Andaluzia, Espanha, foi instalado o bar Atún Y Chocolate,

concepção do escritório Velvet Projects. O ambiente aproxima a

tradição construtiva local – a estrutura original do edifício revelada

nas paredes de pedra colocadas em vitrines em toda a volta do

espaço – do desenho contemporâneo, presente no mobiliário, na

seleção de materiais e nas escolhas do projeto de iluminação.

As paredes de pedra ganham protagonismo na composição

da ambientação, e os efeitos de luz e sombra produzidas

pelo projeto de iluminação que varre as paredes centralizam

a composição. Madeira, aço e vidro, em contraste com a

rudeza das pedras, atualizam a referência à tradição, aliando o

contemporâneo ao atemporal. Isso também vale para o desenho

do mobiliário, minimalista, reforçando o contraste.

O destaque dado à estrutura aparente das paredes reaparece

no ornamento do teto, uma alusão à espinha do pescado,

colocado à mostra ao longo do espaço. (D.O.)

32


¿QUÉ PASA?

HOSPITALIDADE DOS BANHEIROS

Iniciativa da Nippon Fundation, organização com foco em

inovação, o projeto Tokyo Toilet se uniu a arquitetos e designers

internacionais para desenvolver 17 banheiros públicos no

agitado bairro de Shibuya, em Tóquio, Japão, a partir da ideia

de que os banheiros simbolizam a conhecida hospitalidade

japonesa (omotenashi, em japonês). O projeto foi originalmente

concebido para fazer parte dos Jogos Olímpicos de Tóquio,

recentemente adiados, e acabou por mudar a percepção

comum acerca dos banheiros públicos na cidade, que, graças ao

design, tornaram-se atrações turísticas, para além da sua bemvinda

função.

Satoshi Nagare, courtesia The Nippon Foundation

Entre os projetos estão os banheiros transparentes propostos

pelo escritório Shigeru Ban em dois parques do bairro. Segundo o

escritório, duas são as preocupações ao entrar em um banheiro

público: limpeza e se está ou não ocupado. Assim, partindo

dessas premissas, os interiores dos banheiros são visíveis por

fora e, ao serem trancados por dentro, tornam-se opacos por

dentro e translúcidos por fora, em decorrência da aplicação de

voltagem em um filme de LCD, com polímeros dispersos, entre

as duas lâminas dos vidros. À noite, os banheiros tornam-se

lanternas, iluminando o parque ao redor.

Dos 17 projetos, cinco já abriram ao público, incluindo os

banheiros transparentes do Shigueru Ban, e os demais devem

ser inaugurados nos próximos 12 meses. (D.O.)

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Sistemas CONECTA e LINK

Academia Smart Fit, unidade Penha - SP

Projeto luminotécnico: Mingrone Iluminação Fotografia: Bruno Martin

www.lightdesign.com.br


¿QUÉ PASA?

ONDAS DE CALOR

Esta instalação responsiva de arte e tecnologia acoplada a

um edifício em Toronto, Canadá, funciona a partir de sensores

de calor – termografia e medidores de raios infravermelhos –,

que decodificam e apresentam, em forma de luz e cor, o impacto

do campo energético dos visitantes na sua fachada de vidro,

presente em toda a estrutura.

O público é convidado a se mover através, em cima e em

volta da rampa de acesso do edifício, tornando-se a um só

tempo observador e observado, objeto e sujeito da instalação,

em diálogo com o fenômeno em volta dele. O projeto indica

o futuro da leitura da temperatura corporal, da visualização

criativa de informação e dos equipamentos de vigilância, além

de promover oportunidade de estudo para alunos de arquitetura

e lighting design.

O edifício é o centro de visitantes Fort York, projeto dos

escritórios Patkau e Kearns Mancini para o Nuit Blanche 2019;

e a instalação Thermally Speaking foi concebida pela Leuwebb

Projects em colaboração com a Mulvey & Banani Lighting. (D.O.)

Doublespace Photography, Simon Tenenbaum

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¿QUÉ PASA?

VINHO E SIMBIOSE

A vinícola Lahofer, na Morávia, República Tcheca, projeto do

escritório Chybik + Kristok, promove interação entre a tradição

regional e a cultura contemporânea de produção de vinho e de

construção, o ambiente natural, o relevo e as atividades culturais

em torno da sua atividade.

Organizado ao redor de três funções principais – centro de

visitantes, degustação e produção –, o edifício revisita as arcadas

das vinícolas tradicionais em arcos de concreto de dimensão

variada que estruturam as três áreas interconectadas e sugerem

as fileiras das parras das plantações de vinho. Seguindo a

forma dos arcos, a cobertura ondulada do edifício, destacada

pela iluminação do guarda-corpo, funciona como anfiteatro

para atividades culturais ao ar livre. O projeto procura seguir

a tradição da vinícola Lahofer de respeito ao meio natural, o

que fica evidente na implantação do edifício, que acompanha

a angulação do terreno, e nas paredes de vidro conectadas ao

ambiente externo.

O centro de visitantes feito de concreto, madeira e vidro traz

a intervenção do artista tcheco Patrik Hábl no teto: pintura em

tons que remetem ao solo, a base de toda produção de vinho.

O projeto de iluminação evoca intimidade, em referência aos

ambientes tradicionais das vinícolas. As luminárias pendentes

são ajustáveis na altura, de acordo com a função, sem deixar de

destacar a pintura no teto em todo o ambiente. (D.O.)

Alex Shoots Buildings

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OMA

VO

YA

EMBUTIDO DE

TETO

SPOT

¿QUÉ PASA?

LOJA NÃO LOJA

Com o crescimento do comércio online e do interesse

por tecnologia e redes sociais, qual é o papel de uma loja

presencial?

Para responder a essa pergunta crucial do nosso tempo,

a loja flagship da marca Off-White em Miami – projetada por

seu criador, Virgil Abloh, em conjunto com a equipe do AMO,

think tank (“laboratório de ideias”) do Office for Metropolitan

Architecture, OMA, fundado por Rem Koolhass – desenvolveu

um espaço que tem na flexibilidade o conceito do desenho

e da utilização, como se entre a prancheta e a abertura do

espaço o uso pudesse ser profundamente alterado, de acordo

com demandas imprevisíveis. Um dos destaques é uma

parede móvel do piso ao teto. Ela funciona como uma fachada

secundária que pode ser empurrada para dentro da loja,

ampliando o espaço interno – um convite para que o público

da rua entre na loja.

42

De fato, o espaço foi concebido para ser alterado, para

atender a diversos usos que vão de palestras a exposição de arte,

desfiles de moda e jantares. A iluminação branca tubular, filtrada

por uma tela metálica, confere ao espaço um tom industrial,

seguindo a ideia de uma tela em branco a ser preenchida e

novamente embranquecida para ser reutilizada.

O mobiliário italiano desenhado para a marca pode estar

exposto ou estocado; a fachada pode ser removida e se abrir

radicalmente para a rua, se essa for a configuração do evento da

vez; o espaço em dois níveis é ligado por uma escada em tom

intenso de azul, em referência aos anos neon; as estantes são de

aço escovado e mármore marquina preto e carrara, iluminadas

como vitrines.

O espaço funciona como centro de atendimento e de

promoção de contato dos clientes com o espírito da marca,

ajustável como o presente. (D.O.)

GER

LUMINÁRIAS VOYAGER

SOBREPOR

ARANDELA

PENDENTE

comercial@everlight.com.br

A nova linha Voyager traz o conceito de versatilidade e dinamismo, sua

www.everlight.com.br

inspiração vem do verbo viajar e representa o deslocamento com um

(31) 2566-8963

propósito, aqui como protagonista: a luz. A linha conta com peças de

Redes Sociais

embutir, sobrepor, arandela, pendente e spot para aplicação interna de

ambientes residenciais ou comerciais.


Tom Ferguson

¿QUÉ PASA?

CASA ESCULPIDA

A extensão e reforma da Chimney House, projeto residencial

do escritório de arquitetura Atelier Dau em área protegida pelo

patrimônio histórico em Sydney, Austrália, apresenta conexões

interessantes entre arte, arquitetura, urbanismo e iluminação.

A partir do programa, que propunha a ampliação do espaço

da casa e sua adaptação para acomodar a coleção de arte dos

clientes, foi criada sob medida uma fachada de bronze perfurada

que acompanha as formas da arquitetura – incluindo a varanda,

o que contribui para a segurança do imóvel – e ainda cobre a

garagem antes exposta e a área adicionada ao edifício original.

Ao mesmo tempo, esse elemento se torna ele mesmo um

objeto de arte, com formas geométricas e elementos vazados

destacados pela iluminação originada dos interiores da casa.

Os elementos gráficos da fachada, além de permitir que ar

e luz natural circulem livres no espaço interno, servem tanto

para apreciação de quem passa em frente da casa quanto de

inspiração para detalhes de piso, que seguem o mesmo padrão.

No interior, um pátio garante entrada de luz natural através de

paredes de vidro e dá mais visibilidade para as obras de arte

integradas à casa. (D.O.)

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Copyright Fenfang Lu

¿QUÉ PASA?

MAR À VENDA

A incorporadora imobiliária CIFI apresenta este centro

de vendas, projeto do escritório de arquitetura LWK + Partners,

à beira do Mar Amarelo, em Qingdao, na costa leste da

China, como parte de sua estratégia de lançamento de torres

residenciais. Toda a ambientação, em dois níveis, evoca o

estilo de vida à beira-mar e conduz a experiências relacionadas

ao produto.

Tradicionalmente, a cultura chinesa não valoriza a

proximidade com o oceano – em geral, associada ao lazer e ao

luxo no Ocidente –, daí a tarefa da ambientação: aproximar a

vida na orla do sonho e do desejo dos possíveis compradores.

Os espaços são amplos, claros e definidos por elementos de

iluminação e cenografia organizados como possíveis gatilhos

mentais que evoquem lembranças de prazer à beira-mar.

Tons de azul e prateado, transparências, cardumes de peixes,

redes de pescadores, vistas para o mar, veleiros, maquetes das

torres, horizontes ensolarados, multimídia, formas onduladas e

espaços privados para venda foram cuidadosamente dispostos

para voltar os olhos do consumidor local em direção ao mar.

O centro será convertido em restaurante quando as ações de

venda forem concluídas. (D.O.)

46


imagens meramente ilustrativas

9h

13h

A aplicação dos padrões espectrais adequados à cada faixa

horária do dia permitiu que os colaboradores desta empresa

mudassem alguns hábitos para se manterem produtivos durante

o expediente.

¿QUÉ PASA?

DESDE A CONCEPÇÃO

Antes da adequação

DIA

NOITE

Depois da adequação

DIA

NOITE

Pygmalion Karatzas

17h

Índice de reprodução de cor nos ambientes

48

O escritório Danilof light + visual perception studio

desenvolveu o projeto de iluminação do conjunto comercial

Orbit Urban Office Campus em Atenas, Grécia, em contato com

equipe multidisciplinar.

Foram três anos de colaboração criativa com escritórios de

arquitetura e consultorias ambientais.

O resultado foi a criação de uma paisagem noturna com

forte identidade visual, em que a estrutura da fachada do

edifício brilha em contraste com o reflexo escuro dos vidros.

A luz fria sublinha os contornos dos beirais na vista externa.

Nas áreas internas, a estrutura é revelada em tonalidades de

luz mais quentes. Ao nível da rua e em cada andar, o plantio do

paisagismo também é destacado pela luz fria, produzindo jogo

vivo de luz e sombra.

O projeto procurou harmonizar estética, funcionalidade

e sustentabilidade ao propiciar conforto visual e, ao mesmo

tempo, prevenir o desperdício de energia e a poluição luminosa.

Para isso, foram desenvolvidos detalhes e especificações para

luminárias feitas sob medida, ajustadas às especificidades de

cada demanda. (D.O.)

18h

19h

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(11)3371-2333

O estudo realizado pelo Kelving Lab contou com soluções da

Companhia de Iluminação. São luminárias com até 4 canais de

dimerização, permitindo melhores combinações para cada

horário do dia. É a iluminação direcionada para maior bem estar e

performance.

Range Nominal CCTs:

2400K - 4000K

31

ANOS

DE HISTÓRIAS

SAIBA MAIS

SOBRE ESTE

ESTUDO

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Dan Roosegaarde

¿QUÉ PASA?

LIXO EM ÓRBITA

Neste instante existem quase 30 mil resíduos (mais de

8 milhões de quilogramas) com mais de 10 centímetros flutuando

em volta da Terra. Conhecidos como lixo espacial, são partes de

foguetes e satélites quebrados que podem colidir com satélites

em operação e atrapalhar sistemas de telecomunicação.

O Space Waste Lab, projeto do Studio Roosegaarde com a

Agência Espacial Europeia, tem a missão de visualizar, capturar

e transformar o lixo espacial em experiências sustentáveis,

como a criação de estrelas cadentes artificiais e um refletor

solar gigante para ajudar a reduzir mudanças climáticas

O Space Waste Lab Performance identifica o lixo espacial a

uma altitude de 200 a 20.000 quilômetros, por meio de raios de

luz verde de LED. (D.O.)

50


¿QUÉ PASA?

LUZ VERDE EM SKOPJE

A terceira edição do Skopje Light Art District aconteceu

em agosto deste ano, apesar das condições adversas relativas

à pandemia de COVID-19. O evento é realizado na capital da

Macedônia desde 2018, com o objetivo de criar um encontro

sociocultural com foco em Light Art, o que vem colaborando

para tornar a cidade um centro da produção contemporânea

de arte e iluminação.

A edição deste ano trouxe obras de 25 artistas, locais

e internacionais, em 18 localidades da cidade, mantendo o

conceito de promover a ligação simbólica entre arte, tecnologia

e ciência; entre passado, presente e futuro; e entre cidade e

natureza, usando a linguagem da Light Art.

A estratégia para atualizar o evento em tempos pandêmicos

foi transportá-lo para a área verde da cidade, o Skopje City

Park. A mensagem por trás desta edição do festival foi a

preocupação ambiental, promovendo decisões e estilos de

vida ecologicamente responsáveis, como forma de auxiliar na

preservação e no uso sustentável de recursos naturais. O parque

da cidade pareceu o ambiente mais adequado para atualizar o

espírito do evento. (D.O.)

Angel Angelovsky

52


Karina Bacci

¿QUÉ PASA?

MAM NA CIDADE

Para além de sua sede física, o Museu de Arte Moderna

de São Paulo, MAM, lançou em 2020 uma série de programas

alinhados com sua missão de democratizar seu acervo, levando

obras para suportes urbanos, como painéis em pontos de ônibus

e projeções em empenas de edifícios espalhados pela cidade.

As medidas foram ao encontro das novas dinâmicas sociais

impostas pela pandemia do novo coronavírus e promovem

novas formas de experienciar o museu e seu acervo.

Das mais de 5 mil obras modernas e contemporâneas,

principalmente brasileiras, que compõem o acervo, foram

selecionados artistas como Cildo Meireles, Claudia Andujar,

Regina Silveira, Tarsila do Amaral e Waltércio Caldas, entre

outros, para ganhar exposição no espaço público.

Cada obra foi acompanhada de QR Code que direcionava

o público a podcast com áudio de personalidades informando

sobre a obra, o artista e seus contextos de criação. As ações foram

realizadas de forma colaborativa, com agência de publicidade e

artistas doando seus serviços para o programa. (D.O.)

54


¿QUÉ PASA?

UMA JOGADA DE MARCA

C

M

Y

CM

Qual

é a sua

luz?

Em feiras comerciais, as marcas não podem expor produtos

e promover o contato de clientes com seus conceitos de forma

criativa e memorável. Por isso, sair da mesmice passa a ser um

grande desafio.

Em Hanover, Alemanha, em uma feira de revestimento de

piso, a Demotex, os escritórios de arquitetura Yerse e ZAAS,

baseados em Istambul, Turquia, criaram para uma fábrica de

tapetes uma instalação interativa, exposta na feira, em uma

bem-sucedida estratégia de promoção de marca.

A instalação foi inspirada nas cores dos fios usados na

tecelagem dos tapetes e criou um jogo em que os visitantes

escolhem bolas coloridas que representam fios e nós e se

tornam sujeitos na produção de tapetes.

No reduzido espaço de um estande, foram instaladas calhas

que funcionam como circuito para as bolas. Ao cair na base, as

bolas são acesas, compondo, a cada jogada, o desenho único

para um tapete. (D.O.)

MY

CY

CMY

K

Yerce Art Photography Emin Emrah Yerce

56


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Alexandre Roesler

¿QUÉ PASA?

BUREN SOBRE NIEMEYER

Nos jardins da Fazenda Boa Vista, em Porto Feliz, interior de

São Paulo, a Galeria Nara Roesler abriu no segundo semestre de

2020 a maior exposição ao ar livre já organizada por uma galeria

de arte no Brasil e o primeiro evento desse porte promovido

pelos Roesler. Nove esculturas de larga escala, assinadas por

oito artistas brasileiros e internacionais, entre eles o francês

Daniel Buren, com a obra A Cabana Explodida: homenagem a

Oscar Niemeyer, trabalho situado, 2015, fizeram parte da mostra

Ar Livre.

O trabalho de Buren, expoente da arte cinética, dialoga com

a produção da arquitetura moderna, e particularmente com a de

Oscar Niemeyer, ao incorporar elementos modulares e industriais

em sua instalação. As grelhas metálicas que emolduram as

placas translúcidas coloridas fazem clara referência aos brisesoleil,

caros ao arquiteto e ao movimento construtivo, como os

usados na fachada do edifício Bienal, construído em 1954 no

Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Ainda alinhada com a arquitetura, a instalação, como os

edifícios modernos, impacta a paisagem com a força visual

de suas formas. Na obra, a interação entre cores naturais e

artificiais permite diversas possiblidades cromáticas, conforme

a variação e a posição da luz e do observador, bem como jogos

de luz e sombra, ampliando possibilidades de percepção. (D.O.)

58

Erika Mayumi

Design com qualidade

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atender os melhores projetos.

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COM OS LANÇAMENTOS

SAVEENERGY, A LUZ SE

CURVA À SUA INSPIRAÇÃO.

Roberto Conte

PLACAS E FITAS

Opções com alto IRC, em diversas

temperaturas e potências. Pense em

desenhar com a luz e comece

a criar e destacar as formas

que imaginar.

O teto não é o limite.

¿QUÉ PASA?

ÁGORA MENTAL

SISTEMA DE ILUMINAÇÃO LINEAR

Sem ofuscamento, sem vazamento e

com encaixe perfeito. Sobrepor, embutir

ou no frame? Sua criatividade é quem diz.

Combine cores branco e jet black,

com ângulos, tamanhos e conexões

que quiser: 90°, T, teto-parede

e cruzeta. Compatível com sistema

de dimerização LUTRON.

É o domínio da luz em

uma só linha.

Foi aberta ao público em setembro de 2020, em parque

na região costeira da Regia Calábria, na Itália, uma instalação

permanente do artista Edoardo Tresoldi, OPERA, comissionada

pela prefeitura local. Na abertura, performances de som e poesia

fizeram parte da programação.

A instalação celebra a relação contemplativa entre o

observador e o lugar, por meio da linguagem da arquitetura

clássica e da matéria ausente, o que se expressa pela escolha de

redes de arame como material escultórico. A obra produz uma

ágora – espaço público – mental, ao sobrepor recursos como as

diferentes perspectivas, alturas e profundidades originadas por

sua relação com o espaço existente do parque.

O conjunto de esculturas é formado por 46 colunas de

até 8 metros de altura. A permeabilidade do arame cria uma

interessante composição de cheios e vazios com as árvores

ao redor, o que se transforma completamente ao escurecer,

quando os pilares se materializam sobre o céu escuro por

meio da iluminação artificial instalada no piso, ao redor de

suas bases.

A obra foi construída em um parque com 2.500 metros

quadrados abertos ao público, um dos maiores espaços desse

tipo na Europa e candidato a se tornar o novo ponto de referência

da região. (D.O./D.T.)

60

Saiba tudo

sobre o Sistema

de Iluminação

Linear e suas

possibilidades.


UM BOM BATE PAPO

ILUMINA SUAS IDEIAS!

Iniciativa do Laboratório para Estudos de Empatia, Design

e Tecnologia do Estúdio Guto Requena, Estímulos Emocionais

é uma instalação imersiva, programada para gerar pinturas

digitais a partir de biofeedback (resposta biológica) registrado ao

longo de experiências interativas audiovisuais.

Acomodados ao redor de uma mesa circular em ambiente

escuro, os participantes são plugados a sensores cardíacos

e cerebrais e estimulados por um texto narrado com temas

sensíveis. Suas reações afetivas são, então, codificadas

em imagens projetadas no centro da roda. A obra trata da

importância da coletividade e da conexão em tempos de

¿QUÉ PASA?

A ARTE DO ENCONTRO

distanciamento social. Ao aliar arte e tecnologia com afeto,

o trabalho procura materializar a interação e reafirmar a

centralidade da convivência como valor humano fundamental.

Essa instalação produz o que se entende por arte generativa,

ou seja, arte criada a partir de sistemas autônomos. As

origens desse movimento estão nas pinturas pré-modernas

de Paul Cézanne, no seu flerte revolucionário com sistemas

geométricos. Essa aproximação de sistemas relativamente

alheios aos artistas, desde a arte moderna até a digital, minimiza

a interferência do criador sobre sua obra e questiona os limites

do que se entende por arte. (D.O.)

“Tenho observado nesse

momento de pandemia, que as

pessoas estão observando a

iluminação das próprias casas.

A necessidade de MELHORAR

a luz. Uniformidade, conforto

visual, não ter ofuscamento.

Luz é emoção, sensação.”

LORENA MATTOS

Gestora Comercial

Templuz • Minas Gerais

“CONFORTO VISUAL é algo

extremamente importante nos

projetos, ninguém gosta de

uma luz que está ofuscando

(...) e a Revoluz se preocupa

muito com isso também.”

CAMILA MONTEIRO

Gerente de Iluminação

Essencial • Rio Grande do Sul

“A ILUMINAÇÃO É TÃO

IMPORTANTE quanto o

revestimento, o mobiliário, a

decoração. Conseguimos fazer

tudo isso com os produtos da

Revoluz. Sabemos o quanto a

Revoluz é preocupada com a

QUALIDADE nos produtos.”

KÁTIA ZIMIANO

Lighting Designer

LED Luz Estilo Design • São Paulo

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Bixiga

Ana Rosa

Rafaela Netto

Paulista

Consolação

¿QUÉ PASA?

SAMPA

“A cidade é uma casa.

A casa é uma cidade.”

Villanova Artigas

Perdizes

Em confinamento, vemos a cidade pelas janelas, e as suas

luzes entram na nossa casa.

Eu sonho com a cidade. Sonho em estar no terraço de um

boteco com amigos, olhando pelas ruas, procurando algum

rosto conhecido para cumprimentar. Fico ouvindo seu pulso,

sua bagunça e suas músicas nas esquinas. Sinto saudades

dela, São Paulo, que há dez anos me adotou – ou fui eu que a

fiz minha? Tenho uma relação de amor com São Paulo, sinto

saudades quando fico longe e quero encontrá-la de novo logo.

A primeira vez que a vi, pela janela do avião, estava angustiada,

fiquei assustada pelo seu tamanho sem fim, mas sentindo ao

mesmo tempo uma grande alegria por descobrir um lugar que

até então nunca tinha conhecido. Cheguei aqui para passar um

ano estudando na FAU-USP, hoje já se passaram dez; não podia

imaginar que esta longa história começaria naquele dia, no final

de julho.

Nesta fase que estamos atravessando, sinto cada dia

mais saudade, sinto falta, falta dos encontros nas ruas. Sinto

falta de pular de um show para outro, de fazer luz – ou como

gosto de falar, de “dar à luz”. Sinto falta de montar instalações

e de ver os rostos de vocês se iluminando, piscando, mudando

de forma e de cores.

A partir desse amor pela cidade e da minha saudade de fazer

luz, criei essa coleção de esculturas de luz. Sampa é a minha

visão sobre sete bairros que me acolheram ao longo destes

dez anos. Com elas, os espaços tornam-se palco, tornam-se cor.

A luz tem esse poder de transformar os espaços, mas

também de nos transformar, deixando tudo mais doce,

mais gostoso.

Neste momento de quarentena, precisamos mais do que

nunca deixar nosso lar cada dia mais aconchegante.

(Camille Laurent)

Pompeia

Centro

64 65


UM ÚNICO GESTO

Texto: Diogo de Oliveira

Fotos: Aryeh Kornfeld

A escultura pública Su vertical nos retiene, do artista chileno

Fernando Prats, produzida em parceria com os escritórios

de arquitetura Elton Leniz e Cruz Mandiola, reúne diversas

linguagens desde sua concepção, programação e instalação até

seu projeto de iluminação. Como resultado, ela levanta questões

fundamentais do nosso tempo: a potência dos movimentos

sociais, a integração entre as áreas do conhecimento e a

atualidade da arte.

O CONTEXTO

O projeto nasceu de um concurso público de esculturas

urbanas, como parte da COP25 (Conferência da ONU sobre

as mudanças climáticas) que seria realizada na capital chilena

no final de 2019, no parque Bicentenário de Cerrillos, situado

em bairro periférico da cidade. Contudo, os protestos populares

que ocorreram em outubro desse mesmo ano, contrários à falta

de políticas sociais no país, levaram milhões às ruas. Um dos

resultados do levante foi o cancelamento do COP25 em Santiago

e sua transferência para Madri, na Espanha. A escultura, no

entanto, foi instalada e aberta ao público.

A OBRA

Vista aérea da escutura do artista Fernando Prats

para o parque Bicentenário de Cerrillos, iluminada por

Limarí Lighting Design.

As 16 colunas de aço de 16 metros de altura que compõem

o conjunto escultórico proposto por Prats surgiram de três

observações: da Cordilheira dos Andes; da leitura do “Poema de

Chile”, de Gabriele Mistral – poeta chilena vencedora do Nobel

de Literatura em 1945 e figura central das artes e da política

cultural na América Latina – e dos desenhos de 1875 do geógrafo

Pedro Amado Pissis, encontrados no Atlas das Geografias Físicas

do Chile.

O artista reproduz em escala os perfis da cordilheira, que,

se alinhados, cobrem a cadeia de montanhas em quase toda a

sua extensão chilena (dos paralelos 24’ ao 42’). Cada lado da

coluna, ou cada chapa de aço, representa uma das duas vistas,

da costa e da cordilheira. Em um único gesto escultórico, Prats

reúne o ambiente natural, o registro geográfico e a poesia do seu

país, para usufruto da sua população, para muito além do evento

internacional interrompido.

As dimensões horizontais e verticais das montanhas e

sua representação confluem na obra quando as imagens fiéis são

dispostas verticalmente e lado a lado nas colunas, repartindo o

horizonte em 16 pedaços. A escolha da Cordilheira dos Andes, a

espinha dorsal do continente sul-americano, evoca, entre outros

aspectos, a convivência da natureza com a ocupação humana.

66 67


OBRA PÚBLICA

Entre os diversos ganhos que Su vertical nos retiene sugere,

permanece seu caráter urbano e de livre acesso a um parque

público, mais precisamente em uma área que fora a extremidade

de uma pista de pouso quando ali funcionava o aeroporto da

cidade. A escultura foi instalada em um espelho-d’água circular

de 48 metros de diâmetro e se vê em contraste real com as

partes dos Andes presentes em Santigo.

Neste ano, o projeto de Limarí Lighting Design foi premiado

com o Award of Merit do Illuminating Engeneering Society – IES

– e listado no Lighting Design Awards 2020, na categoria de

projetos com baixo orçamento, e como Projeto de Iluminação

Arquitetônica do Ano no DEZEEN Awards 2020, além de ter sido

selecionado para integrar a mostra da Bienal Iberoamericana de

Design (BID20), em Madrid, Espanha – cuja abertura se dará

em 23 de novembro, de forma presencial e virtual.

O PROJETO DE ILUMINAÇÃO

Quando os lighting designers Pascal Chautard e Bárbara

Maranbio, do escritório Limarí Lighting Design, iniciaram a

tarefa de iluminar as esculturas, o projeto do artista e dos

arquitetos posicionava o equipamento de iluminação na base

das colunas, orientado para cima. Em um gesto, o conceito do

projeto de iluminação moveu a posição do equipamento para o

alto, acendendo as peças desde suas pontas, solucionando a um

só tempo a poluição luminosa prejudicial às aves migratórias, a

observação do céu, eventuais problemas de vandalismo e todo

o resultado estético, além é claro, da criação de uma atmosfera

contemplativa no nível do piso.

Os desafios enfrentados eram, além da proteção do

céu noturno e da biodiversidade, o que incluiu a escolha de

equipamentos de baixo consumo energético, a valorização da

experiência do observador tanto de longe quanto em meio às

esculturas e a instalação do sistema de iluminação da obra.

Ao destacar as formas e a materialidade das esculturas,

por um lado, e criar um ambiente íntimo e acolhedor no nível

do piso, por outro, com efeitos de luz e sombra calibrados

cuidadosamente durante a instalação, desenhou-se a interação

do público com o conjunto. Para a integração do sistema

de iluminação, praticamente camuflado em cada coluna,

o cabeamento e as pequenas luminárias acomodadas em

anteparos desenhados sob medida foram desenvolvidos pelos

designers. Cada coluna foi iluminada por seis projetores – três

de cada lado ou em cada lâmina de aço – instalados em caixas

na parte superior das peças.

Cada coluna é iluminada por seis projetores de LED (três de

cada lado) localizados na parte superior. Cada projetor possui

3 W, 166 lm, 3˚ de abertura de facho, temperatura de cor de

3.000 K e grelha tipo honeycomb antiofuscamento.

68 69


SU VERTICAL NOS RETIENE

Santiago, Chile

Projeto de iluminação:

Limarí Lighting Design

Pascal Chautard, Bárbara Marambio

Projeto de arquitetura

Elton Leniz Arquitectos

Cruz Mandiola Arquitectura & Objetos

Artista:

Fernando Prats

Elétrica:

Felipe Osses e Raúl Osses

Plataforma hidráulica:

Vertitek

Fornecedores:

DGA

70 71


ALPINE SPA

Texto: Orlando Marques

Fotos: Johannes Roloff

Localizado no Monte Bürgenstock, na Suíça, o Alpine

Spa – Bürgenstock Resort apresenta-se como um lugar para

relaxamento a uma altitude de 1.100 metros com vista para o

lago Lucerna, no coração dos Alpes Suíços.

Com projeto do escritório de arquitetura Dierks & Sachs, em

colaboração com os escritórios plus4930 Architektur e MKV

Design, a ampliação do edifício existente, construído na década

de 1950, contou com projeto de iluminação do escritório Licht

Kunst Licht, com conceito que destaca elementos-chave do

projeto de ampliação.

Depois de quase seis anos de construção e renovação, o

resort não só abriga um spa, mas também dois hotéis adicionais

para contemplação alpina num ambiente elegante e luxuoso.

O Alpine Spa oferece ambientes com piscinas internas e

externas, várias saunas, banheiras de água fria e de água quente,

sala de silêncio, suítes de spa privadas, salas de tratamento, uma

academia e um restaurante, além das áreas externas.

72 73


SPAS

A piscina é inundada por muita luz natural. “Durante a noite,

as luminárias subaquáticas embutidas na parede da piscina

transformam a superfície da água em uma fonte de luz cintilante

e, assim, criam uma atmosfera relaxante e confortável”, explica

a gerente de projeto Martina Weiss.

Arandelas nas colunas de aço ladeiam a piscina e definem

ritmo ao espaço por meio de luz direta, para destaque do piso

e brilho no mobiliário, e indireta, para destaque do calor e

da textura do forro de madeira. A textura das históricas paredes

de alvenaria de pedra maciça, no entanto, é suavemente

enfatizada pela iluminação wallwasher. A fim de atender aos

requisitos de mudança de luz ao longo do dia, foram criadas três

cenas de iluminação: dia, crepúsculo e noite.

Uma escada conduz até as banheiras da sauna e das salas

de relaxamento. Uma parede de água escorrendo cria um

jogo de luz em contraste com luminárias fixadas na base dos

espelhos dos degraus.

Nessas áreas, são utilizados a iluminação suave das

sancas e elementos de iluminação integrados em detalhes

de arquitetura, para oferecer aos hóspedes conforto visual e

sensorial. Nas piscinas menores e nas banheiras foi criado um

detalhe com iluminação integrada ao piso. A impermeabilidade

e a resistência à água clorada representaram desafios, que

foram resolvidos por meio da especificação de equipamentos

adequados à instalação.

A piscina principal tem atmosfera relaxante, marcada por

iluminação indireta que destaca os revestimentos do ambiente:

a madeira por meio de arandelas, as pedras da parede por meio

da sanca e as da piscina por meio de projetores subaquáticos

com facho definido.

PRIMEIRA IMPRESSÃO

O hóspede acessa o spa por um túnel escavado na

montanha, no qual é convidado a explorar a história do resort

e dos arredores, em uma exposição temporária. Uma sequência

de arquitraves de madeira determina o ritmo da entrada,

enfatizado pela luz.

A iluminação das vitrines em ambos os lados é parte

integrada a fotografias retroiluminadas e parte obtida por meio

de projetores orientáveis, para que possa dar destaque frontal

a objetos. Arandelas cilíndricas fixadas a cada três colunas de

madeira marcam o ritmo da arquitetura, conceito que se repetirá

em outros ambientes do spa.

Na área da recepção e nos vestiários, os espaços são

definidos pelo uso de iluminação indireta e difusa aplicada de

modo a distinguir as hierarquias dos espaços, sendo a piscina

coberta o coração do Alpine Spa.

Acima à esquerda, detalhe da entrada do spa pelo túnel

escavado na rocha. O ritmo dos arcos criados pelos arquitetos é

acentuado pelo projeto de iluminação.

À direita, vista da escada de acesso ao spa, com iluminação

integrada em sua estrutura, destacando a parede molhada.

As salas de banho são iluminadas de maneira sutil e confortável,

por meio de sancas e de iluminação subaquática.

74 75


O projeto de iluminação das áreas de relaxamento segue o

conceito de iluminação que promove o relaxamento, o conforto

e a privacidade dos hóspedes. Nesses ambientes, luminárias

decorativas e luz de velas são utilizadas como uma camada íntima

e aconchegante de luz, adicional à da iluminação arquitetônica.

O ANTIGO E O NOVO

Em contraste com as paredes de pedra do edifício histórico,

os arquitetos criaram uma fachada de chapa de cobre e de zinco

para o novo edifício da extensão. Ao interagir com a iluminação,

a fachada reluz como em ouro. A aparência externa do spa após

o anoitecer é inteiramente resultado de uma iluminação interna

cuidadosamente ajustada, que se destaca contra o céu escuro

dos Alpes, através dos panos de vidro do edifício.

Para todo o resort, foi desenvolvida uma luminária

customizada com base nas antigas luminárias fixadas em poste.

Cúpulas de bronze com desenho atemporal acompanham

os caminhos e as calçadas em toda a propriedade. Diversos

mock-ups foram desenvolvidos com o uso de malha de bronze

para um conjunto óptico, o qual ajuda a orientar o visitante com

sua luz quente e confortável.

ALPINE SPA

Bürgenstock Resort, Lago Lucerna, Suíça

Projeto de iluminação:

Licht Kunst Licht

Martina Weiss, Isabel Sternkopf

e Naiara Caballero

Projeto de arquitetura

Patrik Dierks Norbert Sachs Architekten

plus4930 Architektur

Projeto de interiores:

MKV Design

Cliente:

Katara Hospitality

Fornecedores:

Artemide, Bega, iGuzzini, Lucifer Lighting,

Reggiani, Selux, Vibia, Wibre e XAL

Vista da entrada do spa, marcada por postes de luz criados com

base em luminárias antigas. Uma malha de bronze fixada junto

ao conjunto óptico garante conforto visual.

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ATUALIZAÇÃO AUTORAL

Texto: Fabiana Rodriguez | Fotos: Tuca Reinés

O edifício Riverview, localizado no centro financeiro do

Brooklin, em São Paulo, pertence hoje à incorporadora e gestora

de investimentos imobiliários Hines.

Projetado orginalmente para sede do BankBoston pelo

escritório Skidmore, Owings & Merrill, em colaboração com

o arquiteto brasileiro Júlio Neves, e com projeto de iluminação

de Schuler & Stook e Esther Stiller Consultoria, foi inaugurado

em 2002.

O edifício é considerado um marco arquitetônico na cidade,

com fachada arrojada, composta de granito, vidros curvos e

aço inoxidável, e jardim de entrada com projeto de paisagismo

original de Isabel Duprat.

Com a intenção de atualizar o edifício para o século XXI,

a Hines investiu em projeto de retrofit de todo o complexo. O

projeto de interiores ficou a cargo do escritório Athié Wohnrath

– AW, e o novo conceito de iluminação foi desenvolvido pelo

escritório Senzi Lighting da arquiteta e lighting designer

Neide Senzi.

O conceito do projeto original de iluminação, que valoriza o

elemento curvo da fachada, foi modernizado por meio de perfis

de LED flexíveis com difusor translúcido, com LED 15 W/m,

1.400 lm, 4.000 K e IRC 90, iluminando a superfície de aço

inoxidável, que rebate a luz suavemente. Integrado à esquadria

externa da fachada, o sistema facilita a manutenção.

78 79


O projeto de arquitetura da AW adicionou recantos de

estar e de permanência no jardim, propondo a extensão do

espaço corporativo para o ambiente externo. Esses lounges são

iluminados por grandes luminárias decorativas apoiadas no piso

e têm detalhes incorporados ao pergolado, promovendo o uso

contínuo das áreas externas ao longo do dia.

Nas fachadas, o projeto de iluminação original procurou

valorizar uma característica singular da arquitetura: a

sinuosidade do vértice da fachada. A solução atual mantém essa

ideia, porém iluminando a fachada pela parte externa, por meio

da instalação de perfis flexíveis de LED integrados à estrutura

dos caixilhos apenas nesse trecho da fachada. A iluminação se

dá pelo rebatimento da luz nas placas de aço inoxidável, criando

uma superfície contínua de luz.

Acima à esquerda, o contorno do espelho-d´água é valorizado por

uma linha flexível de LED subaquática de 15 W/m, 1.400 lm/m,

4.000 K e IRC 90. Junto às pontes, projetores de 24 W, 3.200 lm,

12˚, 3.000 K e IRC 85 contribuem para sinalização do percurso.

Abaixo, os mesmos projetores foram instalados no pergolado das

áreas de permanência do jardim. Já a marquise de pedestres é

iluminada por projetores multifocais orientáveis, com LED de 33

W, 4.588 lm, 3.000 K e IRC 85. Embutidos no piso, destacam

cada pilar e a cobertura de concreto.

Considerado por muitos um oásis dentro da cidade, o jardim,

um dos grandes destaques do projeto, foi ressaltado pelo projeto

de iluminação. Formada por vegetação consolidada e árvores

frondosas, a grande massa verde recebeu nova iluminação de

baixo para cima. Para atender às diferentes tipologias de copa e

de tronco existentes, optou-se pelo uso de projetores multifocais

orientáveis, embutidos no solo, com controle de facho nas

próprias peças. Essa tecnologia permitiu fazer o afinamento da

luz in loco e destacar as áreas de interesse com precisão.

Um espelho-d’água abraça o edifício, e sua geometria é

realçada por uma linha de luz subaquática que delimita seu

contorno. Esse detalhe de luz possibilita que a paisagem do

entorno reflita na água, ampliando visualmente o espaço do

jardim. Outro elemento arquitetônico do projeto original é a

extensa marquise para pedestres que liga o portão de entrada

ao edifício. Estruturada por pilares revestidos de granito preto e

cobertura em planos horizontais descontínuos, seguindo a suave

inclinação do terreno, a marquise continuou sendo iluminada

indiretamente por meio de luminárias embutidas no piso, com

luz de baixo para cima, conforme conceito inicial do projeto.

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A parte interna do edifício passou por uma atualização

completa de instalações e de revestimentos, incluindo toda a

iluminação. No térreo, foi desenhada uma nova camada de forro

– feita de uma malha metálica parabólica suspensa abaixo do

forro original – que parece flutuar no ambiente. Esse elemento

confere um ar contemporâneo ao espaço e é valorizado por meio

da iluminação indireta e uniforme dos perfis de LED instalados

na própria grelha. Para fornecer as iluminâncias adequadas

ao uso desses espaços, a lighting designer propôs a utilização

de perfis lineares contínuos junto às paredes, para iluminação

difusa e destaque desses planos. Esse detalhe se repete por

todo o pavimento, mantendo consistentes as soluções e os

conceitos adotados.

O hall dos elevadores recebeu identidade única por meio

de elementos zenitais de lona tensionada retroiluminados. No

core do térreo, esse elemento é rebaixado à escala humana e

diferencia-se em relação ao nível do forro principal. Nos andares

tipo, além da iluminação zenital, perfis lineares embutidos no

piso projetam a luz para cima, enfatizando a textura das paredes

revestidas de concreto aparente, formada pelo desenho das

formas de madeira.

O hall de elevadores recebeu iluminação zenital com lona

tensionada retroiluminada e perfis de LED 14,4 W/m,

1.460 lm/m, 3.000 K e IRC 90. Nos andares tipo foram

adicionados perfis lineares embutidos no forro, com LED 24,5

W/m, 2.500 lm/m, 3.000 K e luminárias lineares embutidas no

piso, com LED 4,8 W/m, 480 lm/m, 3.000 K e IRC 90. Perfis

de LED com as mesmas características foram apoiados sobre a

grande estrutura metálica rebaixada do lobby, proporcionando

iluminação indireta e homogênea em todo o espaço.

O projeto de iluminação seguiu as premissas para a

obtenção da certificação LEED Gold, por meio da especificação

de luminárias e de equipamentos de alta eficiência, e conferiu

ainda a atmosfera contemporânea almejada como resultado do

retrofit do empreendimento.

RIVERVIEW

São Paulo, Brasil

Projeto de iluminação:

Senzi Lighting

Arq. Dra. h.c. Neide Senzi (titular)

Rose Raad (arquiteta colaboradora)

Projeto de interiores

Athié Wohnrath

Cliente:

Hines do Brasil

Fornecedores:

e-light (Duralamp, LedsC4, Targetti),

FAS Iluminação, Lemca e Tensoflex

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CONCEITO DADO, CONCEITO APLICADO

Texto: Débora Torii (colaborou Orlando Marques) | Fotos: Tadeu Melegatti

Com uma equipe de especialistas em lighting design e

em marketing, o escritório francês Looom Lighting Consultant

apresenta-se como uma agência de iluminação especializada

em projetos comerciais e de varejo. A vasta experiência em

projetos de iluminação para algumas das mais conhecidas redes

de varejo e grifes internacionais, como Chanel e Kenzo, levou os

profissionais envolvidos a desenvolver meios para assegurar que

o conceito de cada projeto fosse aplicado internacionalmente de

forma fiel, garantindo que a unidade visual para as marcas se

mantenha conforme os projetos.

Não foi diferente para o projeto da nova loja Chloé no

Shopping Cidade Jardim, em São Paulo – a primeira unidade

da maison francesa na América Latina –, que obedeceu a um

rigoroso manual desenvolvido pelo Looom especialmente para

a marca. Chamado de Lighting Bible, o documento detalha,

de forma bastante didática, os princípios do conceito da

iluminação e suas aplicações para os interiores e as vitrines de

todas as lojas da rede.

O conceito de iluminação da loja Chloé é composto de duas

camadas principais: a iluminação difusa e indireta da sanca

perimetral, com LED 14,4 W/m, 1.300 lm/m, em temperatura

de cor 3.500 K; e a iluminação de destaque em 4.000 K, por

meio de projetores orientáveis com LED 17, W 1.680 lm e fachos

de 12˚ e 23˚, instalados em trilhos eletrificados embutidos em

nichos que desenham os forros dos ambientes.

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Os lighting designers tiveram também o cuidado de

produzir informações minuciosas acerca de todos os detalhes

especiais que compõem o projeto, como os nichos e as sancas

no forro de gesso, além da iluminação integrada às prateleiras.

O manual especifica ainda possíveis cenas a serem criadas,

em ocasiões específicas, por meio da dimerização setorizada

dos equipamentos de iluminação, um recurso utilizado

principalmente nas lojas de rua, com a presença de luz natural.

A equipe do Looom acredita que a luz e a iluminação são

ferramentas importantes para moldar o espaço e a experiência

dos consumidores. A adequada valorização do ambiente

arquitetônico e de seus acabamentos torna-se, portanto, o

suporte ideal para a apresentação dos produtos. Com sua

Lighting Bible, o Looom prova que um conceito com diretrizes

sólidas, claras e consistentes é capaz de se manter a qualquer

distância.

Em linhas gerais, todas as lojas Chloé são iluminadas por

meio de projetores orientáveis com diferentes fachos, instalados

em trilhos eletrificados ocultos em nichos no forro de gesso.

A luz indireta no perímetro dos ambientes e os detalhes de

iluminação integrados ao mobiliário complementam o conceito

de iluminação.

O desenho e o posicionamento dos nichos que contêm

os trilhos seguem diretrizes específicas de acordo com o

pé-direito e a distância dos produtos a serem destacados. Da

mesma forma, a especificação dos projetores foi determinada

pelos lighting designers para a criação de contraste entre

produtos e ambiente. Optou-se pelo uso de projetores com

facho concentrado, por volta de 10˚, garantindo um alto

contraste sobre os produtos com relação à iluminância geral –

que também é alta, porém menos intensa em decorrência de

seu caráter difuso. Para assegurar que os níveis de destaque

e de contraste sobre os produtos dispostos nas prateleiras

sejam semelhantes aos das araras e dos expositores, foram

especificados perfis lineares orientáveis sob cada uma das

prateleiras, com diferentes ópticas, de acordo com as tipologias

dos produtos a serem destacados e do mobiliário.

O projeto determina que os produtos sejam expostos em

temperatura de cor 4.000 K, enquanto a iluminação indireta é

feita em 3.500 K, o que garante um resultado equilibrado com

relação aos acabamentos dos interiores, predominantemente

brancos e em tons pastéis. A qualidade da luz também é

destacada no manual, que estabelece um índice de reprodução

de cor (IRC) mínimo de 90, para garantir fidelidade na

aparência dos produtos, e binning não superior a 3 SDCM

(Standard Deviation Colour Matching, ou Desvio Padrão de

Correspondência de Cor), preservando a consistência da

temperatura de cor das fontes luminosas.

O mesmo conceito dos interiores das lojas estende-se à

iluminação das vitrines: luz ambiente, iluminação dos planos

verticais e destaque para produtos.

Nesta página, as prateleiras contam com perfis lineares

integrados sob cada uma delas, com LED 21 W/m, 2.247 lm/m e

orientáveis em 20˚, para destaque dos produtos. Desenvolvidos

especialmente para esse projeto, os perfis contam com

dispositivo antiofuscamento e lentes individuais para cada LED,

com ópticas de 12˚, 24˚ e 44˚, de acordo com a tipologia dos

produtos e do mobiliário.

Na página ao lado, fica evidente o contraste entre a iluminação

de destaque sobre os produtos, iluminados por projetores de

facho concentrado 12˚, e a iluminação ambiente, alcançada por

meio de projetores com facho de 23˚ e luminárias embutidas em

alguns pontos do perímetro, com facho de 38˚.

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O detalhe de sanca indireta perimetral se repete na área da vitrine, iluminando

esse espaço de maneira difusa e uniforme, em 3.500 K. O plano vertical tem sua

tridimensionalidade acentuada por meio de projetores em temperatura de cor

4.000 K, assim como os expositores e os manequins, que contam ainda com

a contribuição de trilhos instalados em posição vertical, dotados de projetores

com LED 10 W, 990 lm e 12˚, para destaque frontal dos produtos.

CHLOÉ SÃO PAULO

São Paulo, Brasil

Projeto de iluminação:

Looom Lighting Consultant

Projeto de arquitetura e interiores

Atelier Lâme Architecture

Coordenação e execução:

Saeng

Cliente:

Chloé

Fornecedor:

Lightsource

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PRODUTOS

ESPECIAL LEDFORUM.20

Texto: Waleria Mattos | Fotos: Divulgação

Realizado de forma inédita em um ambiente totalmente

digital, o LEDforum.20 – o maior congresso de Lighting Design

da América Latina – propõe discussões exclusivas acerca do que

está em voga no cenário mundial da Iluminação.

O evento também reúne experts renomados que, com

dedicação e protagonismo, possibilitam aos participantes uma

abrangente jornada de conhecimento.

Além disso, o LEDforum.20 conta com a parceria

de patrocinadores comprometidos com o mercado, que

buscam agregar em seus produtos inovação, eficiência e

qualidade, promovendo uma verdadeira transformação do setor

de Iluminação.

Confira, a seguir, os destaques e lançamentos dos

patrocinadores do LEDforum.20.

COMPANHIA DE ILUMINAÇÃO

As luminárias Versa, lançamento da Companhia de

Iluminação, articulam-se em torno de si mesmas a partir de seu

formato evidenciado pelo ângulo de 45°. Disponíveis em dois

tamanhos e com fluxos e fachos diversos, as luminárias têm

aplicação em diversas tipologias de projetos.

ciadeiluminacao.com.br/versa

DELIS DO BRASIL

A linha de perfis de LED Delis é composta de diferentes

modelos: perfil de canto (2.000 mm × 16 mm); perfil embutido

difuso (2.000 mm × 23 mm); modelo arandela (2.000 mm ×

48 mm) e perfil de embutir de iluminação indireta (2.000 mm ×

102 mm). Confira todos os detalhes no site da empresa.

delisbr.com

CREE

A linha de LEDs J 2835 entrega alta eficácia e baixo consumo

de energia e é indicada para aplicações em que a discrição é

essencial. Em conformidade com o padrão de cores Cree’s

EasyWhite®, os LEDs estão disponíveis de 2.200 K a 6.500 K

(opções de 70-95 CRI) no padrão industrial com dimensões de

2,8 mm × 3,5 mm.

cree.com/led-components/products/j2835/jseries-2835

artimar.com.br

BELLALUCE

A Bellaluce destaca um novo conceito de iluminação que visa

propiciar conforto visual, saúde e bem-estar. A linha Confort

é composta de luminárias e fontes luminosas especialmente

desenvolvidas para estimular a produção de melatonina e,

assim, auxiliar na regulação do ciclo circadiano.

bellaluce.com.br

BRILIA

A Brilia apresenta LightSense, uma tecnologia de controle

de iluminação por WiFi que cria cenas, programa horários e

controla diferentes ambientes e locais. A solução é acionada por

celular, smartwatch, dimmer touch e assistente de voz (Alexa e

Google Assistente). Disponível em sete versões.

brilia.com

DRAMALUX

A linha Trio tem perfil extrudado linear de alumínio com

difusor de acrílico translúcido ou lentes. Utilizada em projetos

comerciais, residenciais e corporativos, a linha permite diversas

aplicações por meio das versões de luminária de embutir

“no frame” e com borda, de sobrepor e luminária pendente.

Possibilita mesclar com a Linha Dot, utilizando fachos com

diferentes aberturas: 8°, 25°, 40° ou 60°, luz difusa ou spots.

dramalux.com.br

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E:LIGHT

A novidade da e:light é a luminária Nime, criação do lighting

designer Dean Skira para o fabricante Delta Light. Desenvolvidos

a partir do conceito da “ausência em sua presença, a presença

em sua ausência”, os downlights quase invisíveis possuem

abertura de 1 centímetro de diâmetro, capacidade de orientação

de 0-30°/350°, fachos ajustáveis entre 20° e 50° e fluxo final

de 354 lm em 2.700 K e de 379 lm em 3.000 K.

goelight.com.br

INTERLIGHT

Miniaturização e discrição são as principais características

da linha Picco. As luminárias possuem UGR < 16, o que garante

conforto visual no controle de ofuscamento. A partir de agora,

a linha também dispõe de uma versão orientável em todos os

modelos pontuais, difuso, assimétrico e projetores de sobrepor.

interlight.com.br

LEDLINK OPTICS

A empresa trabalha com produtos de qualidade e

competitividade, como o Windows Lens, fabricado com PMMA

alemão com 30 anos de certificação antiamarelamento, o COB

Lens com conector Solder Free e a Athenas Series, que reduz o

SKD das lentes, substituindo o Difusion Sheet – e possui diversos

ângulos disponíveis.

ledlink-optics.com

EBLUX

A empresa apresenta o downlight EBX-3304 com alta

performance, fluxo > 100 lm/W, IRC > 90, temperaturas de cor

de 2.700 K, 3.000 K e 4.000 K e fachos de 15°, 25°, 38° e 60°.

Opções de refletores em cores e metalizados lisos ou escovados

(dourado, prateado ou cobreado).

ebluxiluminacao.com.br

EVERLIGHT

Pequenas dimensões e alto impacto. Assim é a luminária de

embutir Misty. Com alto fluxo luminoso, a luminária possui uma

moderna tecnologia em seu conjunto óptico que traz conforto

visual. A sua aparência minimalista a torna discreta no ambiente.

As lentes de PMMA possibilitam fachos de luz definidos.

everlight.com.br

ITAIM LIGHTING CONCEPT

A luminária de sobrepor ou pendente Caelus tem corpo

de perfil de alumínio extrudado com acabamento em pintura

eletrostática. Com iluminação direta e/ou indireta, a luminária

é indicada para instalação de maneira contínua, em razão do

sistema de alinhamento das peças, o que garante excelente

encaixe entre os módulos.

itaimlc.com.br

LEDVANCE

Seguindo o conceito de Internet of Things (IoT), o fabricante

destaca suas soluções inteligentes e conectáveis, operadas por

rede sem fio. A empresa também exibe o sistema que simula as

mudanças da luz natural, as alterações visuais e biológicas e os

efeitos emocionais, baseados no conceito de Human Centric Light.

ledvance.com.br

EKLART

A fita com 120 LEDs por metro é o lançamento da Eklart no

LEDforum.20. A fita apresenta intervalo de corte a cada LED,

possibilitando versatilidade na instalação em qualquer espaço.

www.eklart.com

ILUMINAR

Vuuu foi inspirado pelos desafios de iluminar ambientes

residenciais, comerciais e corporativos com criatividade.

A versatilidade do perfil em alumínio e a possibilidade de

comprimentos sob medida permitem que o sistema – um ou

mais módulos – seja fixado na parede, no teto ou no piso, por

meio de luminária pendente ou de sobrepor.

iluminar.com.br

LEDiL

Com tecnologia patenteada, as lentes Ilona-Zoom, da LEDiL,

são produtos avançados com ajuste rotativo de facho que

permitem transições entre 12° e 48° de abertura, sem que seja

necessário variar as dimensões das luminárias para alcançar

essa amplitude de fachos. As lentes são feitas de PMMA com

diâmetro de 50 mm e altura de 33,22 mm.

ledil.com

LEMCA ILUMINAÇÃO

A Lemca apresenta Extendlit, sistema de iluminação simples,

direto, linear e suspenso apenas pelas extremidades. Composto

de uma tira ultrafina e resistente de aço inox e usando LED COB

como fonte para um efeito de luz contínua, o Extendlit é oferecido

com até 25 metros de extensão, podendo ser aplicado de parede

a parede ou do teto ao piso, com iluminação direta ou indireta.

lemca.com.br

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LIGHTDESIGN + EXPORLUX

Desenvolvida para áreas externas (IP 67), a Tubiline DL

tem diversas possibilidades de fachos (13°, 28°, 48°, 60° e

34° × 14°) e sistema de rotação em uma solução linear com

diferentes comprimentos e fluxos. Seu sistema óptico dispõe

de um louver antiofuscante, reduzindo o UGR do equipamento

abaixo de 16. O acabamento externo em policarbonato

transparente é um diferencial.

lightdesign.com.br

LUMICENTER

Desenhados para possibilitar a aplicação de linhas contínuas

de luz – de sobrepor, pendentes ou embutidas –, os modelos

lineares Way possuem aletas e refletores de alumínio,

oferecendo excelente controle de ofuscamento com UGR 19.

A linha pode ser customizada com diferentes fluxos e potências,

além de estar disponível em versão dimerizável, compatível com

o sistema de automação Lumisense.

lumicenter.com

LUMINACRIL

O projetor orientável da linha Netuno conta com refletor

de alumínio de alto brilho e LED integrado com diversas

possibilidades de fachos e de fluxos, em três temperaturas de

cor. A Luminacril também oferece versão para trilho eletrificado

e garantia de cinco anos.

luminacril.com.br

LUTRON

A Lutron acredita na transformação dos edifícios comerciais

– sejam novos, sejam existentes – em lugares eficientes e

inteligentes. Por isso, criou VIVE, que conta com controles

de iluminação simples e instalação sem fio e escalonável, de

acordo com a necessidade de cada projeto. O sistema dispõe

de dispositivos flexíveis e fáceis de instalar, que podem ser

rapidamente programados pelo smartphone.

lutron.com

MISTERLED

O sistema modular S33 tem possibilita instalações pendentes,

aplicadas e embutidas, com ou sem moldura. São oferecidos

módulos para iluminação direta – com diferentes ópticas e

controle de ofuscamento (UGR < 19) –, de destaque por meio

de projetores orientáveis e iluminação difusa.

misterled.com.br

LIGHTSOURCE

Novidade da Lightsource, o microprojetor embutido de teto

Alcor tem abertura de apenas 9 mm de diâmetro, com opções

de frame quadrada ou circular. A óptica tipo dark light permite

alto controle de ofuscamento (UGR 11.4) e é oferecida com

fachos de 20° a 60°, com fluxos variando de 107 lm a 378 lm e

temperaturas de cor entre 2.700 K e 4.000 K.

lightsource.com.br

LUMINI

Com design de Fernando Prado, o pendente Lanterna agora

está disponível em mais dois diâmetros (90 mm e 150 mm),

possibilitando distintas composições por meio de aplicação

unitária ou em conjunto. Produzido em vidro com difusor

em polímero impresso em 3D, o pendente é oferecido com

acabamento em latão, cobre ou alumínio e pode ser aplicado

diretamente no forro ou em trilho eletrificado.

lumini.com.br

LUXION

O nome Nido advém do italiano “ninho”, que busca definir

o aconchego proporcionado pela luz. A luminária de mesa tem

cúpula móvel, fixada por ímã, podendo ser usada tanto para

iluminação direta de trabalho quanto para indireta, visando

ao relaxamento. É compatível com o sistema de luz dinâmica

Cicluz, da Luxion.

luxion.com.br

NEWLINE ILUMINAÇÃO

O FIT 15, sistema linear supercompacto, é indicado para

ambientes residenciais e comerciais. Dispõe de módulos difusos

para iluminação geral e projetores direcionáveis para iluminação

de destaque, além de diversos tipos de pendente com diferentes

formatos, que podem ser utilizados tanto em aplicações

funcionais como decorativas.

newline.ind.br

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OMEGA LIGHT

Propondo um novo pensamento com relação aos padrões de

consumo para alcançar um futuro mais sustentável, utilizando

os conceitos da economia circular, a Omega Light lança um novo

tipo de resina que será a base da próxima geração de luminárias

e sistemas de iluminação da empresa. Esse projeto será possível

por meio da parceria entre a Omega e a Boomera, empresa

pioneira na aplicação da metodologia de economia circular.

omegalight.com.br

PUNTOLUCE

A Puntoluce está atenta às tendências do mercado e,

por isso, oferece o serviço de desenvolvimento de produtos

customizados. A empresa apresenta a luminária pendente

Leaf, desenvolvida para um projeto do escritório Debora Aguiar

Arquitetos Associados e agora disponível no catálogo da marca.

puntoluce.com.br

SAVE ENERGY

Disponíveis nas potências de 12 W, 20 W e 25 W e nas

temperaturas de cor de 3.000 K, 4.000 K e 5.700 K, as

luminárias da linha No Frame da Save Energy contam com

acabamento sem borda e difusor recuado, iluminando os

ambientes de maneira uniforme e com baixo ofuscamento.

save.com.br

TENSOFLEX

A Tensoflex lança Tensolight. A solução tem perfis de

alumínio desenvolvidos para conjugar telas Tensoflex e LEDs

de alto rendimento. As telas de diferentes cores e acabamentos

permitem a finalização de forros de maneira rápida, além de

agregar propriedades acústicas no ambiente.

tensoflex.com.br

OSVALDO MATOS

Octo, novidade da O/M, é um dos menores downlights do

mercado. As ópticas, desenvolvidas em parceria com o instituto

alemão Bartenbach, garantem design minimalista, perfeita

integração na arquitetura e eficiente conforto visual. Com IP 65,

as luminárias estão disponíveis em versões com diâmetros de

8 mm ou 27 mm, de acordo com o fluxo luminoso, que pode

chegar a até 600 lm úteis.

om-light.com

POWER LUME

Destaque da Power Lume, o Mix Line é um sistema de

iluminação linear mista composto de diferentes tipologias de

módulos, com aplicações de embutir, de sobrepor e pendente.

Além de opções difusas com diferentes comprimentos, são

oferecidos módulos com 1, 2, 3 ou 6 lentes unitárias, com

ópticas de 10°, 24°, 36°, 48° e 10° × 35°.

powerlume.com.br/project/mix-line/

REVOLUZ

A premissa da linha Daka é o conceito visual de um domo –

uma cúpula arquitetônica. Quando embutida no forro, seu difusor

recuado cria o efeito de um nicho de luz, propiciando conforto

visual e minimizando ofuscamentos. Além de iluminação difusa,

a linha dispõe de modelos com lentes que oferecem diversas

opções de fachos.

revoluz.com.br

STELLA

A linha Square, com produtos de embutir, foi ampliada com

o lançamento das luminárias de sobrepor no teto Square Out.

Assim como na versão embutida, essas luminárias têm recuo

da fonte luminosa, o que contribui para reduzir o ofuscamento.

Outra novidade da Stella é o acessório Kit Grade, uma grelha

antiofuscamento que estende o conforto visual do Square Out.

stella.com.br

STILLUX

As luminárias lineares Kepler com emissão de luz difusa

podem ser embutidas ou aplicadas, utilizadas como módulos

individuais ou como parte de um sistema. O corpo é feito de

chapa de aço com pintura eletrostática na cor branca ou preta

e o conjunto óptico é formado por difusor translúcido. Possuem

driver incorporado à peça e vida útil de 50 mil horas.

stillux.com

TLS

O sistema TLS Dynamix possui CRI 90+ e pode ser

programado para temperaturas de cor de branco quente ou

branco frio durante horas específicas do dia – mimetizando a luz

do dia (entre 2.700 K e 6.500 K). Pode ser dimerizado entre 0%

e 100% sem alterar a aparência de cor da fonte luminosa.

tls-led.com/br

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FOTO LUZ FOTO

TADEU MELEGATTI

A aura construída pela arquitetura de interiores e reforçada

pela iluminação em todo o projeto da loja é de grande

suavidade. Há um cuidado singular com as cores do ambiente,

tratadas de modo a compor o pano de fundo da leitura da

moda contemporânea.

Apesar de não haver grandes complexidades no que diz

respeito aos contrastes do espaço (que usualmente são difíceis

de fotografar, especialmente quando não há, conceitual e

discursivamente, a ideia de alterar a imagem a posteriori), o lugar

compreende uma enorme quantidade de projetores (visíveis no

interior dos rasgos e invisíveis sob as prateleiras) cuja tonalidade

de branco precisa ser cuidada. Se no salão de entrada os tons

são mais salmão, no salão posterior são muito mais mostarda. A

partir disso, o equilíbrio cromático das composições é desafiador

– não só no balanço de branco, mas também nas massas de cor

que caracterizam cada imagem.

O enquadramento desta fotografia procura revelar o pédireito

elevado e as linhas rasgadas no forro, que são o principal

caráter da iluminação e da arquitetura.

Para a realização do ensaio, foi utilizada uma câmera Sony

Alpha-7 Full Frame e uma lente grande angular 17 mm da Canon

– série L. A imagem em questão foi feita com uma abertura

F8 para uma razoável profundidade de campo focal e ISO100,

que utilizo em qualquer circunstância, expondo apenas 1/20s.

Dessa maneira, a profusão das emissões de luz das luminárias

comportou-se muito bem, de modo que o tratamento resumiuse

apenas a ajuste de branco comparativo às demais imagens e

pequena correção da distorção da lente.

Tadeu Melegatti é formado pela Faculdade de Arquitetura e

Urbanismo da Universidade de São Paulo. Atua como designer

de produtos de iluminação e faz da fotografia de arquitetura sua

janela para a observação minuciosa da luz como elemento base

da revelação espacial.

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