S281[online]

deptecnico

Em análise... faltam líderes

makeover: max moraes

aniversário

Festa

da Flor e

do Vinho

Madeira

2020

Entrevista

Ricardo

de Sousa

Funchal

Prémio Mobilidade Europa

ANO XXII › €2,50

N.º281 mensal Outubro 2020


www.REVISTAFIESTA.pt

Revista fiesta

saber.fiesta.madeira

sabermadeira@yahoo.com

291 911 300


sumario

04 ENTREVISTA

Outubro é o mês convencionado

para evocar a luta contra o cancro

da mama, luta esta que apesar

da pandemia, não deixou de

movimentar ações diversas por

parte das entidades envolvidas

na problemática, a exemplo do

Núcleo Regional da Madeira da

Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Os desafios da associação

presidida por Ricardo de Sousa

deram o mote à entrevista com o

responsável por aquele organismo

regional.

07

Lugares de Cá

Rabaçal

08 Madeira

Festa da Flor e do Vinho Madeira

13 Decoração

Espaço pequeno: mais espaço para

a criatividade

14

Opinião Hélder Spínola

O poder e a crítica

15 Ambiente

Movimento ‘Unidos Contra o Desperdício’

16

Opinião Isabel Fagundes

Quão difícil é envelhecer?

17 Educação

Bullying

18

20

22

24

Caprichos de Goes

Educar a amar os outros

Madeira Aves

Alvéola-Cinzenta e Chasco-Cinzento

Em Análise...

Faltam líderes

Câmara Municipal do Funchal

Funchal vence principal Prémio de

Mobilidade Europa

26

Viajar com Saber

Instantes Fotográficos

28 Media

20 anos Tribuna da Madeira

29 Saúde

Fibrilhação Auricular

30 Beleza

A importância de cuidar do rosto

31 Imagem

Imagem Pessoal, uma arma poderosa!

33 Desporto

Marcos Freitas e Carlos León

distinguidos

34

15

Dicas de Moda

Batismo: Mãe e Príncipe

36 Makeover

Cabeleireiro Max Moraes

38 Motores

Toyota Hilux 4x4

40

42

43 Social

48

50

Fashion Advisor

“Com preto não me comprometo”

Marcas Icónicas

Tupperware

À mesa com...Fernando Olim

Estatuto Editorial

Errata

Na página 46 do Social que foi publicado

na Saber Madeira n.º 280 (setembro), onde

se lê “Sunsets À BRAVA” Fotos: Cícero Castro,

deve ler-se Fotos: D.R. (direitos reservados).

Aos visados, as nossas desculpas.

36

saber OUTUBRO 2020

3


ENTREVISTA

Dulcina Branco

gentilmente enviadas pelo entrevistado

Ricardo de Sousa

Os doentes

oncológicos, como

têm o seu sistema

imunitário mais

fragilizado, devem ter

redobrados cuidados

no seu dia a dia

Outubro é o mês convencionado para evocar a luta contra a segunda

maior causa de morte por carcinoma no sexo feminino: o cancro da

mama. Dados da Direção-Geral da Saúde indicam que uma em cada

oito mulheres venha a padecer desta doença que, se detetada numa

fase inicial, chega a ter 95% de hipótese de reversão. Num ano como

o de 2020, em que muitos exames e tratamentos tiveram de ser

reagendados devido à pandemia provocada pela Covid-19, é tempo

de olhar com mais atenção para esta realidade que, na Madeira, tem

na linha da frente de combate o Núcleo Regional da Madeira da Liga

Portuguesa Contra o Cancro, liderado por Ricardo de Sousa. Natural

de Machico, onde nasceu há 49 anos, Ricardo de Sousa licenciou-se em

Química (Ramo de Formação Educacional) pela Faculdade de Ciências

e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Os desafios da associação

a que preside em tempo de pandemia deu o mote a esta entrevista à

qual amavelmente Ricardo de Sousa nos respondeu por escrito.

4 saber OUTUBRO 2020


Em Portugal, morrem

79 pessoas por dia, três

pessoas por hora vítimas

de cancro. A previsão para

2040 é de um aumento

de 31% da mortalidade,

segundo dados do

Observatório Global de

Cancro em 2018

O doente oncológico representa um grupo

de risco, como tal, como deve proceder

face à Covid-19?

- Os doentes oncológicos, como têm o seu sistema

imunitário mais fragilizado, desde logo

devem ter redobrados cuidados no seu dia

a dia mas é fazer como todos: lavar muitas

vezes as mãos, ficar em casa e usar máscara

comunitária em contexto social. A Liga Portuguesa

Contra o Cancro divulga informação

geral à população e aos doentes oncológicos

face à doença pelo coronavírus 2019 (ou CO-

VID-19). A doença pelo coronavírus 2019 (ou

COVID-19) é uma doença respiratória causada

por um novo coronavírus, identificado na

China em dezembro de 2019. Os coronavírus

fazem parte de uma grande família de vírus

que, na grande maioria dos casos, causam

doenças ligeiras, como as constipações e a

gripe comuns. No entanto, embora raramente,

podem causar problemas de saúde mais

graves como o Síndrome Respiratório Severo

Agudo (SARS) e o Síndrome Respiratório do

Médico Oriente. A doença pode transmitir-se

através de pequenas gotas expelidas pelo nariz

ou pela boca por pessoas contaminadas

(quando a pessoa espirra ou tosse) ou quando

se toca em superfícies contaminadas,

em que essas gotas caíram. A pessoa pode

então ser contaminada levar as suas mãos

aos seus olhos, boca ou nariz, introduzindo

o COVID-19, nas suas vias respiratórias. A

Organização Mundial de Saúde recomenda

as seguintes medidas de higiene e etiqueta

respiratória, para reduzir a probabilidade de

exposição e transmissão da doença: tapar a

boca e o nariz quando se tosse ou espirra,

com o antebraço ou com um lenço de papel

(deitando-o, de imediato, para o lixo), lavar

as mãos frequentemente, com água e sabão

ou solução à base de álcool a 70%, evitar o

contacto próximo com pessoa que apresente

problemas respiratórios infeciosos e não

partilhar objetos e utensílios pessoais, evitar

tocar com as mãos na cara. Os sintomas

mais frequentes são a febre (temperatura >

37,5ºC), a tosse e a dificuldade respiratória.

Pode haver pneumonia e outras situações

mais graves. É de realçar que a grande maioria

das pessoas não terá sintomas ou, a existirem,

eles serão leves. Certo é que, até ao

momento, não existem evidências de que os

doentes oncológicos, (apenas por o serem)

sejam mais suscetíveis à infeção, mas, tal

como outros doentes crónicos (por exemplo,

diabéticos, indivíduos com doenças cardíacas

e/ou respiratórias), como têm menor capacidade

de resistência imunológica, poderão infetar-se

mais facilmente. Se os doentes oncológicos

estiverem sob tratamento ativo, essa

suscetibilidade será maior. Assim, o doente

oncológico, tal como qualquer pessoa deve

manter-se na sua casa o maior tempo possível,

lavar frequentemente as mãos e limitar

o contacto próximo com outras pessoas. Se

tiver sintomas que possam fazer suspeitar de

infeção por covid-19 deve contactar a Linha

SRS24 (800 24 24 20) ou o seu médico assistente.

Deve permanecer em casa, esperando

que lhe indiquem os passos que deve dar.

Que iniciativas a Liga Portuguesa Contra

o Cancro tem em marcha neste contexto

da pandemia?

- A Liga Portuguesa Contra o cancro está a

manter todos os seus apoios, tendo criado

uma linha de apoio para reforçar o seu

apoio aos doentes, familiares e profissionais

de saúde. Os apoios, privados ou públicos,

permitem à Liga desenvolver as suas atividades

de apoio a doentes/associados. Os

donativos representam a principal e quase

única fonte de receita da Liga para a prossecução

das suas finalidades e dos programas

e actividades que, diariamente, desenvolve

em prol do doente oncológico e dos seus familiares,

dos programas de educação e de

detecção precoce do cancro e do apoio à

formação e investigação em oncologia. Existem

diversas formas de ajudar a Liga e que

se encontram à disposição para consulta na

página da internet. Toda a colaboração é

preciosa para fazer face ao cancro. Refira-se

que, em Portugal, morrem 79 pessoas por

dia, três pessoas por hora vítimas de cancro.

A previsão para 2040 é de um aumento de

31% da mortalidade, segundo dados do Observatório

Global de Cancro em 2018.

Quantos madeirenses são apoiados pelo

Núcleo Regional da Liga Portuguesa Contra

o Cancro e que tipo de apoios dispõe

a Liga?

- São cerca de 240 doentes/famílias mensalmente,

adultos de todas as idades e dos

mais diversos concelhos da RAM... Refiro-

-me ao Apoio Social, propriamente dito.

saber OUTUBRO 2020

5


ENTREVISTA

Não existem evidências

de que os doentes

oncológicos, (apenas

por o serem) sejam mais

suscetíveis à infeção,

mas, tal como outros

doentes crónicos,

como têm menor

capacidade de resistência

imunológica, poderão

infetar-se mais facilmente

Também fazemos acompanhamento psico-

-oncológico aos doentes e seus familiares.

Todo este acompanhamento é independente

da situação sócio-económica, financeira,

de raça e religião dos doentes e seus

familiares. O Apoio Técnico compreende

apoio psico-oncológico ao doente, familiares

ou cuidador, apoio ao domicílio com

uma equipa multidisciplinar, attividades (informática,

convívios e lanches, MVV, MOVE,

ocupação de tempos livres, Yoga, Reiki,

ginástica, aos doentes comprovadamente

carenciado, apoio monetário, alimentação

(cartão para compras de alimentos e cabazes

(banco alimentar), medicação, material

(oferta de próteses mamárias, capilares e

soutiens aos doentes comprovadamente

carenciado) e empréstimos - camas articuladas,

cadeiras de rodas, grua eléctrica e

apoios para banho.

Quais são os vossos principais desafios?

- O principal desafio da Liga Portuguesa

Contra o Cancro é ajudar os doentes e seus

familiares a ultrapassar esta situação com

o menor impacto possível. Almejamos também

uma nova sede. s

6 saber OUTUBRO 2020


LUGARES DE CÁ

Rabaçal

Dulcina Branco

Cícero Castro

visitmadeira.pt

O

Rabaçal, ou o Vale do

Rabaçal, está integrado

no Parque Natural

da Madeira e a Rede

Natura 2000. Fica no concelho

da Calheta, a cerca de quinze

quilómetros da vila da Calheta,

a uma altitude perto dos mil

metros acima do nível do mar.

É dos maiores vales da Madeira

e distingue-se pela diversidade

dos verdes da sua vegetação.

A sua fama advém também do

facto de aqui se situarem duas

das mais belas levadas madeirenses:

a Levada das 25 Fontes

e a Levada do Risco. A função

destas levadas, cuja contrução

arrancou no século XIX, é ainda

hoje a mesma de sempre, ou

seja: o transporte de água de

zonas onde é abundante para

outras onde existe em menor

quantidade. Aproveitando a excelente

capacidade de captação

da precipitação por parte da

floresta, a água destina-se à irrigação

e ao consumo.Ambas as

levadas têm o seu início na Casa

de Abrigo do Rabaçal, habitação

que, até 1974, era uma das antigas

casas atribuídas ao Governador

da Madeira. Entre a flora

e a fauna exuberante, o visitante

encontra-se em plena Floresta

Laurissilva, elevada em 1999

a Património Mundial da Humanidade

pela UNESCO. Da flora,

destacam-se as várias espécies

do urzal de altitude e na fauna,

o pombo trocaz, por exemplo. A

Levada das 25 Fontes ganhou o

nome pelo número de quedas

de água que confluem numa

única lagoa e a Levada do Risco

pela cascata que dá o seu nome

ao local. s

saber outubro 2020

7


MADEIRA

Festa da Flor

e do Vinho

2020

Dulcina Branco

Cícero Castro

8 saber OUTUBRO 2020


Não decorreu nos moldes

habituais por causa

da pandemia mas

adaptou-se e o resultado

foram quadros de animação

plenos de cor e beleza. A

Festa da Flor é dos mais importantes

eventos turísticos madeirenses

que no ano em curso estava

programado para decorrer

entre os dias 30 de abril a 17 de

maio mas que por causa da pandemia

teve que ser reagendado.

O Governo Regional reprogramou

a realização do evento de

forma a coincidir com a Festa do

Vinho da Madeira, que decorre

habitualmente em setembro, o

mês das vindimas. Desta forma,

a Festa da Flor e do Vinho da

Madeira apresentou animação

diversa na baixa da cidade do

Funchal entre os dias 3 e 27 de

setembro e incluiu os tapetes

florais nas placas centrais da

Avenida Arriaga, o Pavilhão da

Flor com a exposição de flores,

o Muro da Esperança, concertos

musicais e a apresentação dos

projetos dos grupos que participam

na Festa da Flor num espaço

reservado na Praça do Povo.

A Festa da Flor e do Vinho atraíu

à Madeira cerca de 100 mil visitantes,

o que traduzido na ocupação

hoteleira representou

30%, isto de acordo com a projeção

apresentada pelo Presidente

do Governo Regional, Miguel

Albuquerque. Nas páginas que

se seguem, apresentamos um

‘apanhado’ de fotografias dos

vários momentos do evento

deste ano. s

saber OUTUBRO 2020

9


10 saber OUTUBRO 2020


saber OUTUBRO 2020

11


12 saber OUTUBRO 2020


DECORAÇÃO

Espaço pequeno:

mais espaço para a criatividade

Omês de setembro é o mês do regresso às aulas por

excelência, e muitos são os jovens que iniciam novos

ciclos de aprendizagem, nomeadamente a entrada na

universidade. Para muitos, tal significa não apenas uma

grande mudança de vida, mas também de cidade. Com tudo isto,

vem um novo espaço para cuidar e decorar. Para facilitar nesta

tarefa que se pode revelar bastante árdua, apresentamos uma

seleção de peças para apartamentos e quartos em tamanho XS.

O espaço pode ser pequeno, mas há uma série de truques que se

podem adotar para maximizar quartos pequenos e tirar o melhor

partido destes. Opte por sistemas modulares de arrumação, sofás

convertíveis em cama ou mesas de cabeceira com espaço extra. s

Tânia Tadeu (taniatadeu@taylor365.pt), Dora Sousa (dorasousa@redoute.pt) newsredoute.com/fotos

newsredoute.com/fotos

saber OUTUBRO 2020

13


OPINIÃO

Hélder Spínola

Biólogo/Professor Universitário

O Poder

e a Crítica

De uma organização política

que exerce o poder há quase 50

anos eu não esperava grandes

renovações no que diz respeito

à aceitação da crítica, mas não

esperava que, tão cedo, alguns

protagonistas do combate à

prepotência e que, entretanto,

tiveram sucesso na corrida ao

poder, fossem, agora, tão ou

mais virulentos que o próprio

mestre do insulto nos tempos

da hegemonia política na Ilha da

Madeira.

À

medida que a nossa vida se prolonga,

vamo-nos apercebendo de

alguns padrões na forma como as

pessoas e as organizações reagem.

Há algumas décadas a minha experiência

relativa à forma como o poder é exercido

limitava-se a constatar o comportamento

de uma única força política. Durante longas

décadas apercebi-me de uma forma de

exercício do poder marcadamente agressiva

para com quem manifestasse opinião contrária

ou mesmo para quem quisesse agir

sem a bênção do poder. Entretanto, na última

década, felizmente, pude ampliar essa

experiência e acompanhar o exercício do

poder por parte de outras forças políticas.

Bem dizia o povo que “são todos iguais”, e

meu pai muitas vezes me avisou sobre os

discursos da oposição que, quando chegam

ao poder, mudam radicalmente. O poder

convive muito mal com a crítica, guerreando-a

ferozmente, mas premeia a bajulação.

Por outro lado, é também comum, e talvez

pelo efeito do chicote e da cenoura que o

poder exerce, que as opiniões críticas tendam

a calar-se (ou a serem caladas) e os

bajuladores pululam como se nascessem

de debaixo das pedras. De uma organização

política que exerce o poder há quase 50

anos eu não esperava grandes renovações

no que diz respeito à aceitação da crítica,

mas não esperava que, tão cedo, alguns protagonistas

do combate à prepotência e que,

entretanto, tiveram sucesso na corrida ao

poder, fossem, agora, tão ou mais virulentos

que o próprio mestre do insulto nos tempos

da hegemonia política na Ilha da Madeira.

Curiosamente, nesta última década, também

tem sido possível constatar a postura

daqueles que, outrora poder, passaram à

oposição. Que mudança tão radical, até parece

que foram sempre oposição, até parece

que aquilo que acusam de não estar a ser

feito, ou de estar a ser feito de forma incorreta,

não é o mesmo que fizeram quando

lá estiveram. Mas há também uma terceira

variante (esta última década tem sido mesmo

rica em experiências), há os que eram

oposição, foram poder e agora são oposição

outra vez, e esses são ainda mais hilariantes,

aquilo que defenderam enquanto oposição,

não cumpriram quando foram poder e agora,

outra vez como oposição, estão a exigir

de quem é poder. No fim, tal como diz meu

pai, tudo isto parece ser um grande teatro

em que, com as eleições, são atribuídos e

distribuídos os papéis que cada um deve desempenhar

no espetáculo da Democracia.

A partir daqui cada um segue o seu guião.

Precisamos de mais pessoas na política que

queiram fazer o que está certo e não apenas

ganhar eleições. Mas a única forma de

termos melhores políticos é ter melhores

eleitores. Por isso, é connosco, saibamos escolher

e exigir. s

14 saber OUTUBRO 2020


ambiente

Movimento ‘Unidos Contra o Desperdício’

Odesperdício alimentar

é uma realidade com

valores tão elevados

que surpreendem e

chocam qualquer pessoa: todos

os anos um terço da produção

alimentar é desperdiçada no

mundo, segundo os dados da

Organização das Nações Unidas

Para a Alimentação e a Agricultura

(FAO). Para contrariar este

problema mundial, com impactos

a vários níveis, nasceu a 29

de setembro o “Unidos Contra

o Desperdício”, um movimento

cívico e nacional, congregador e

agregador que une a sociedade

num combate ativo e positivo ao

desperdício alimentar, reforçando

a importância de cada um de

nós nesta luta. Conta com o Alto

Patrocínio do Presidente da República

e nasce na mesma data

em que é celebrado, pela primeira

vez a nível mundial, o Dia Internacional

da Consciencialização

Sobre Perdas e Desperdício Alimentar,

designado pelas Nações

Unidas no dia 29 de setembro.

O Movimentos “Unidos Contra o

Desperdício” foi fundado por várias

entidades, congregadas pela

Federação Portuguesa dos Bancos

Alimentares, sendo um Movimento

com várias vozes e diferentes

tons, que une e congrega

empresas, instituições, o público

e o privado e as várias gerações

em torno do objetivo único de

lutar contra o desperdício alimentar.

Para Isabel Jonet, Presidente

da Federação Portuguesa

dos Bancos Alimentares Contra

a Fome, uma das entidades fundadoras

do Movimento, “esta

pode vir a ser uma das principais

lutas mundiais, a par de outras

estruturantes como a fome ou

a preservação do ambiente, até

porque o desperdício alimentar

acaba por convergir em ambas.

No caso da destruição de comida

que está em bom estado e

pode ser consumida, trata-se

até de uma injustiça, quando há

pessoas que dela carecem para

viver. O alimento é um bem de

consumo diferente de todos os

outros precisamente porque é

essencial para a vida”. O desperdício

alimentar é uma realidade

chocante, com impactos a vários

níveis (ambiental, económico e

social) e a estratégia delineada

para a Economia Circular pela

União Europeia, inclui este objetivo

numa perspetiva integrada.

Um terço da comida que se produz

está condenada ao desperdício

e 17% da comida é deitada

fora ainda antes de chegar aos

consumidores. O desperdício

de alimentos é responsável pela

emissão de gases de efeito de

estufa equivalente à rede global

dos transportes terrestres, contribuindo

para o aquecimento

global. Se este desperdício fosse

aproveitado, seria suficiente

para alimentar dois mil milhões

de pessoas. Daria para dar de comer

duas vezes a todos aqueles

e aquelas que passam fome em

todo o mundo. Na Europa, cerca

de 88 milhões de toneladas de

alimentos são desaproveitados

anualmente, com um custo estimado

de 143 mil milhões de

euros. Em Portugal, embora não

existam dados oficiais, estima-se

que 1 milhão de toneladas de

alimentos são deitados para o

lixo, que dariam para alimentar

as 360 mil pessoas com carências

alimentares no nosso país,

o que levou aliás à publicação

de um conjunto de medidas no

âmbito da Comissão Nacional de

Combate ao Desperdício Alimentar.

Para sensibilizar a comunidade,

as várias entidades que

se associaram na fundação do

Movimento propõem-se reunir

e dar visibilidade às boas práticas

já existentes através de uma

plataforma online, convidar à

adesão do público em geral que

se queira comprometer neste

desafio, disseminar a mensagem

aos mais jovens e solicitar contributos

e ideias para diminuir o

desperdício de alimentos. s

Teresa Holstein

Júnior Account Executive Corporate

& Brand Activation

saber OUTUBRO 2020

15


OPINIÃO

Isabel Fagundes

Exerce funções numa escola do Funchal

Quão difícil

é envelhecer?

Creio que não são assim tantas

as coisas boas que a idade nos

traz, mas se tivermos sabedoria e

aceitarmos que o envelhecimento

é mais uma parte do processo de

desenvolvimento do ser humano,

podemos viver mais serenamente

essa fase da vida.

Oque é que mais nos aflige durante

a fase de envelhecimento?

Apoquenta-nos a solidão no meio

de pessoas que, alheias à dor do

outro, apenas se interessam em alimentar

o seu grande ego. Atormenta-nos a indiferença

dos que governam, perante as dificuldades

dos mais velhos em fazer face aos

desafios de uma sociedade egocêntrica, desprovida

de solidariedade para com os mais

fracos. Preocupa-nos a precariedade na fase

da velhice, a falta de recursos para colmatar

as necessidades básicas. Inquieta-nos a

solitude daqueles abandonados pelas famílias

e deixados à mercê de um devir sofrido.

Envelhecer por vezes custa. Ver envelhecer

os outros também. Acredito que a idade

traz-nos sabedoria, se soubermos usar todo

o conhecimento adquirido durante a vida,

mas também traz-nos fraquezas e debilidades.

Enfraquece-nos o corpo, fraqueja-

-nos o cérebro, e os dias ficam mais curtos

e difíceis. A velhice, tantas vezes traz-nos as

consequências daquilo que fomos antes, o

melhor e o pior. Mas também oferece-nos

injustiças e pesares desmerecidos. Algumas

pessoas aprendem tanto com o bem como

com o mal, com o sucesso e o fracasso. Retiram

ensinamentos das suas experiências

mais difíceis e usam-nos para ensinar os outros.

Muitas dessas pessoas vivem, a maior

parte dos seus dias, com a bondade no coração.

Creio que essas pessoas têm um caminho

para a velhice atenuado pela aprendizagem

que tiveram ao longo da vida e pela

bondade que emanaram. Pois, para adquirir

sabedoria é preciso ser bom primeiro. Por

outro lado, as pessoas que despenderam a

vida a amargurar e dificultar a vida do outro,

as que exerceram o seu poder de subjugação

e humilhação dos seus semelhantes, é

muito provável que tenham um percurso

para a velhice mais difícil, uma vez que as

suas consciências caminharão mais pesadas

e custosas de carregar. Creio que não são

assim tantas as coisas boas que a idade nos

traz, mas se tivermos sabedoria e aceitarmos

que o envelhecimento é mais uma parte

do processo de desenvolvimento do ser

humano, podemos viver mais serenamente

essa fase da vida. Se não oferecermos resistência

ao processo de envelhecimento a

caminhada, certamente, doerá menos. Envelhecer

é carregar toda uma experiência de

vida e torná-la uma vitória a cada dia. s

16 saber OUTUBRO 2020


EDUCAÇÃO

Raquel Lombardi

Coordenadora Erasmus+

Bullying

O projeto Erasmus+“Social

Cohesion Give a Hand to Became

a Friend”, projeto nº2019-1.

BG01-KA229-062313_3, onde

participam 6 países europeus

nomeadamente Bulgária,

Hungria, Croácia, Lituânia,

Espanha e Portugal (Ilha da

Madeira), aborda o combate ao

Bullying nos seus objetivos de

trabalho.

Raquel Lombardi

O

bullying é um fenómeno social

que acontece em qualquer parte

do mundo, em particular com

crianças e jovens em contexto

escolar. Revela-se como um dos mais marcantes

conflitos do nosso quotidiano, que

quando mal resolvido na mente das crianças

e jovens pode deixar marcas permanentes,

e em situações mais extremas poderá

conduzir a tentativas de suicídio ou mesmo

à morte. As formas de agressão entre alunos

são as mais diversas, como empurrões,

pontapés, insultos, disseminar histórias humilhantes,

mentiras para implicar a vítima

a situações vexatórias, inventar apelidos

que ferem a dignidade, captar e difundir

imagens (inclusive pela internet), ameaças

e a exclusão. Entre o género masculino, os

ataques mais comuns são de caracter físico.

Ainda que não efetivada a agressão, os

agressores costumam ameaçar, promover

o medo nas vítimas. Já no género feminino,

as agressoras costumam focar-se em rumores

mentirosos muitas vezes acrescidos de

ameaças criando situações de mal-estar e

deste modo, provocando stresse psicológico.

Para garantir que os esforços de prevenção

do bullying sejam bem-sucedidos,

toda a comunidade educativa precisam de

formação sobre o que é o bullying, quais são

as políticas e regras da escola e como fazer

cumprir as regras . A formação pode ocorrer

de várias maneiras: reuniões de equipa, sessões

de esclarecimento por meio de modelos

de comportamento desejados; criação

de situações que envolvam toda a escola de

modo a combater o problema. As escolas

podem escolher uma combinação de opções

de treinamento com base nos recursos

disponíveis nomeadamente a equipa, o tempo

e o espaço físico. Com base nesta visão,

o projeto Erasmus+ “Social Cohesion Give a

Hand to Became a Friend”, projeto nº2019-

1.BG01-KA229-062313_3, onde participam 6

países europeus nomeadamente Bulgária,

Hungria, Croácia, Lituânia, Espanha, e Portugal-

Ilha da Madeira, aborda o combate

ao Bullying nos seus objetivos de trabalho.

Uma abordagem baseada nos direitos humanos,

e equidade social entre indivíduos,

capacitando as escolas participantes com

mecanismos de prevenção e sensibilização

adequados. Esta sensibilização nas seis escolas

participantes (primárias e secundárias)

realiza-se através de encontros de grupos

de trabalho representativos, tanto a nível

nacional como internacional, onde se definiram

planos de ação que incluíram mobilizações,

eventos específicos de sensibilização,

criação de recursos educativos e promoção

de boas práticas na escola. A partir de uma

abordagem holística, que envolve toda a comunidade

educativa – alunos, professores,

líderes escolares, técnicos, pais e entidades

parceiras – em processos de participação e

ação, pretende-se modificar práticas e procedimentos

escolares, de modo a que permitam

tornar cada contexto educativo em

espaços mais inclusivos e seguros. s

saber OUTUBRO 2020

17


CAPRICHOS DE GOES

Diogo goes

Professor do Ensino Superior e Curador

Educar a amar os outros,

com arte,

fé e amor

As novas formas de «colonização cultural» (Francisco, 2020),

envoltas na sedução mediática e populista, vêm demonstrar o

quão importante é o papel da escola na preservação dos valores

democráticos, da liberdade, da justiça e da paz - herança comum da

Europa e da humanidade.

Amissão da educação é fortalecer

as condições para uma verdadeira

democracia participativa, «composta

por cidadãos protagonistas,

conscientes e criticamente comprometidos

com a construção de uma civilização»

melhor (Morin, Ciurana, & Motta, 2003).

Todos somos educadores e, por isso, responsáveis

perante os outros. O sentido de

missão de transformação da humanidade

não deverá por isso estar apenas assente

na capacidade e vontade dos professores

ensinarem ou dos governantes decidirem.

Antes, a tarefa de educar consubstancia a

libertação do espírito, procurando um exercício

crítico sobre a qualidade das transformações

sociais, económicas e políticas

que acontecem no “orbe” onde vivemos. O

falhanço do outro ser humano é, portanto,

também um falhanço de nós próprios e um

falhanço de toda a humanidade. E tantas

vezes nos esquecemos dos nossos próprios

falhanços, enquanto humanidade, no nosso

passado recente: Guernica, Auschwitz,

Hiroxima, Nagasaki, Ruanda, Kosovo, entre

tantos outros. Estes massacres e genocídios,

infelizmente continuam a acontecer

nos nossos dias, com o beneplácito das elites

que legitimam o exercício da violência

como ferramenta do poder. O ensino da

história, da filosofia, da cidadania e a valorização

do papel das expressões artísticas,

18 saber OUTUBRO 2020


desempenham papéis preponderantes no

desenvolvimento de uma sociedade mais

sensível e crítica com o seu passado recente

e que não aceita a manutenção de uma

hegemonia de empobrecimento cultural,

como estratégia de controlo pelas elites. A

Educação terá de ser, sempre, necessariamente

promotora da tolerância, do respeito

pela diferença e da aceitação do outro ser

humano. Nunca poderá compactuar ou legitimar

as políticas de ódio e de medo, tão

mediatizadas nos tempos em que vivemos.

A exemplo de Gandhi, Martin Luther King

Jr., Mandela, Teresa de Calcutá, a cultura da

não-violência e a preocupação com os mais

pobres e desfavorecidos deverá ser transmitida

aos mais jovens, como ferramenta

imprescindível para o amor. A Educação é,

pois, tarefa e realização simultânea. A todos

é-nos exigido que tenhamos a capacidade

de educar, a amar os outros. A disponibilidade

para escutar e aprender com o outro

ser humano é um ato de amor por parte de

todos os educadores, que sentem «um forte

sentido da sua missão» (Morin et al., 2003)

e um dever moral para com a humanidade.

Retribuir uma educação promotora de valores

e princípios é dever de todos os educadores.

É deste ato de Amor pelos outros,

pela humanidade, que «animados pela fé»

(Morin et al., 2003) ousam acreditar, com

veemência, na capacidade de regeneração

do sistema de ensino, na adoção de novas

práticas pedagógicas e na valorização das

aprendizagens informais. O caráter utilitarista

e burocrático do sistema de ensino tem

vindo, desde há várias décadas, a contribuir

para o afastamento das comunidades em

relação à “escola”. As escolas devem participar

ativamente nas transformações que

ocorrem nas suas comunidades. Assistimos,

quase passivamente, ao esvaziamento

das funções sociais do Estado e aceitamos

a inevitabilidade das concessões a privados.

Constatamos que, nas escolas ocorre a

progressiva implementação de estratégias

neoliberais, assentes na falaciosa necessidade

de redução da despesa e do investimento

público e na alegada maximização

de recursos. E aceitamos a justificação para

o insucesso escolar, como sendo causado

pelo fracasso das funções da escola. E, por

conseguinte, aceitamos a responsabilização

exclusiva dos docentes por esse insucesso.

O caráter funcional e profissional do ensino

levou a reduzir o docente ao papel de funcionário,

um mero especialista (Morin et al.,

2003). «Apostar na Educação é, desde logo,

promover uma escola ambiciosa capaz de

elevar os recursos intelectuais, as capacidades

de análise de reflexão de todos,

incluindo os filhos do povo» (Lipovetsky,

2019) implementando uma «pedagogia da

esperança» (Freire, 1992) ou uma «pedagogia

da ambição» (Lipovetsky, 2019) que se

oponha às derivas da “escola atrativa” e proponha

modelos de «escolas participativas»

atuando na comunidade (Freire, 1992; Lipovetsky,

2019; Morin, 2000). As novas formas

de «colonização cultural» (Francisco, 2020),

envoltas na sedução mediática e populista,

vêm demonstrar o quão importante é o

papel da escola na preservação dos valores

democráticos, da liberdade, da justiça e da

paz - herança comum da Europa e da humanidade.

O Papa Francisco alerta na sua mais

recente Encíclica (2020), que a dissolução

da consciência histórica e do pensamento

crítico, junto dos mais jovens é estratégia

de uma elite e das suas ideologias totalitárias

para melhor seduzir os cidadãos, para

enquadrá-los e controlá-los. Esvaziando o

sentido dos grandes ideais, as ideologias

totalitárias «roubam a consistência moral e,

por fim, a independência ideológica, económica

e política» (Francisco, 2020). Desenraizando

os mais desprotegidos socialmente,

submetem-nos aos seus planos. Devemos

por isso, desejar uma escola que não exclua

ninguém e cuide particularmente das crianças

e jovens mais frágeis, dos mais desfavorecidos

e desprivilegiados. A missão da Educação

é «uma tarefa política por excelência,

uma missão de transmissão de estratégias

para a vida» (Morin et al., 2003) que não

pode compactuar com os interesses hegemónicos

de uma elite. A missão do educador

pressupõe, necessariamente, «ter fé na

cultura e fé nas possibilidades do espírito

humano» (Morin et al., 2003). É essencial,

acreditar que o futuro das aprendizagens

acontecerá a cada momento e será responsabilidade

de todos. Ouso acreditar que a

Educação universal e gratuita é uma missão

possível e incomensuravelmente imprescindível.

«A missão é, portanto, elevada e difícil,

porque supõe, simultaneamente, arte,

fé e amor» (Morin et al., 2003). Precisamos

todos de Arte, na procura de novas estratégias

pedagógicas. Precisamos todos de

Fé, nos outros e em nós, acreditando que

é possível melhorar o nosso desempenho.

Mas, acima de tudo, precisamos que nunca

falte Amor, pela (nossa) humanidade. s

Referências bibliográficas

Francisco. (2020). Carta Encíclica Fratelli Tutti. Cidade

do Vaticano: Libreria Editrice Vaticana. Obtido de

http://www.vatican.va/content/francesco/pt/encycli-

cals/documents/papa-francesco_20201003_enciclica-

-fratelli-tutti.pdf

Freire, P. (1992). Pedagogia da Esperança: um reencontro

com a Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz

e Terra.

Lipovetsky, G. (2019). Agradar e tocar: Ensaio sobre a

sociedade da sedução. Lisboa: Edições 70.

Morin, E. (2000). Os sete saberes necess á rios à educa

çã o do futuro. São Paulo: Cortez Editora.

Morin, E., Ciurana, E.-R., & Motta, R. D. (2003). Educar na

Era Planetária: O pensamento complexo como «Método»

de aprendizagem no erro e na incerteza humana.

São Paulo: Editions Balland, Cortez Editora.

saber OUTUBRO 2020

19


AVES DA MADEIRA

JOSÉ FRADE

Fotógrafo autoditata

José Frade nasceu há 53 anos no

concelho de Cascais. Trabalha

no sector automóvel mas foi

a sua paixão pela fotografia,

principalmente a fotografia de

natureza, que o fez aprofundar

os seus conhecimentos sobre

as aves e consequentemente

aderir ao grupo "Aves de Portugal

Continental", grupo esse criado

pelo Armando Caldas, mas, como

membro desde o primeiro dia,

foi convidado pelo fundador, em

conjunto com ele, administrar

o referido grupo, vendo aí uma

oportunidade para partilhar os

seus conhecimentos e incentivar as

pessoas à protecção da natureza.

Dulcina Branco

José Frade,

administrador do grupo “Aves de Portugal Continental”,

que gentilmente nos cede as fotos que ilustram

esta rubrica

A avifauna da Laurissilva

– Parte 1

Aavifauna da Laurissilva apresenta

um reduzido número de espécies

e uma elevada taxa de endemismos.

Nas zonas mais interiores

da floresta e em melhor estado de conservação

são observadas, regularmente, cerca

de sete espécies de aves. O destaque

obrigatório é o emblemático pombo-trocaz

(Columba trocaz) que a par do bis-bis (Regulus

maderensis), são as únicas espécies

endémicas neste ecossistema. O primeiro

é considerado um dos exemplares mais antigos

da avifauna Macaronésica. Tem uma

dieta seletiva e parcialmente dependente

dos frutos de diversas espécies de árvores,

com particular relevo para o Til, sendo considerado

o semeador das árvores da Laurissilva.

O bis-bis é uma ave de pequeno porte,

a mais pequena da avifauna madeirense,

alimenta-se de insetos, o que seguramente

lhe confere uma importância elevada ao nível

do equilíbrio dos ecossistemas. O tentilhão

(Fringilla coelebs), subespécie endémica

da ilha da Madeira apresenta um elevado

nível de adaptação ao habitat insular. Este

facto, aliado às diferenças morfológicas evidenciadas

em relação às populações que

ocorrem no Continente Europeu, pressupõe

que a data da sua chegada à ilha remonta

a tempos bastante longínquos. Fonte: ifcn.

madeira.gov.pt/68-fauna/178-laurissilva.

(Continua no próximo número). s

20 saber OUTUBRO 2020


Alvéola-Cinzenta (Motacilla Cinerea)

Um passeriforme da família Motaciliidae. Também

conhecida como lavandeira, é residente e comum em

todo o Arquipélago da Madeira.

Chasco-Cinzento (Oenanthe oenanthe)

Ave da família Muscicapidae. Raro migrador de passagem

na Madeira, principalmente entre setembro e outubro, a

quando do seu regresso a África onde passa o inverno.

saber OUTUBRO 2020

21


em análise...

Francisco Gomes

Analista político

Faltam líderes

Mas, hoje, em nosso redor,

são tantos (demasiados!) os

indivíduos em estruturas de

decisão que dão prioridade à

sua imagem de poder, tendo

mais gosto em ser presidente,

administrador, ministro,

secretário ou director do que em

presidir, gerir, administrar ou

dirigir.

Carolina rodrigues

Quando afirmou que gostava mais

dos sonhos do futuro do que da

História do passado, Thomas Jefferson

reafirmava a sua confiança

na robustez social e política de uns Estados

Unidos que estavam a nascer e que,

em pleno século XVIII, apontavam os olhos

do mundo para uma nova e promissora experiência

democrática, a qual ele, com inteligência

e coragem, ajudara a fundar. Três

séculos volvidos, não nos podemos dar ao

luxo de, como Jefferson, secundarizar a

História - não só porque a nossa Democracia

portuguesa não tem hoje o horizonte

de progresso que banhava os americanos

da pós-revolução, mas, acima de tudo, porque

as últimas décadas da nossa governação

demonstram que, no que toca ao nosso

relacionamento com a História, nada

parecemos ter aprendido com ela. E a área

onde é mais chocante a cegueira histórica

da nossa experiência colectiva é exactamente

na liderança. Não há exemplos na

História de ser ter conquistado a Honra e

a Dignidade pela cobardia. Mas, hoje, em

nosso redor, são tantos (demasiados!) os

indivíduos em estruturas de decisão que

dão prioridade à sua imagem de poder,

tendo mais gosto em ser presidente, administrador,

ministro, secretário ou director

do que em presidir, gerir, administrar

ou dirigir. Sem surpresa, quando as coisas

correm mal (e têm corrido muito mal muitas

vezes) acabamos por receber o que de

mais abundante há no universo da governação

nacional: a inesgotável prosápia, a

renovável jactância e a eterna bazófia. Estas

atitudes, que nos envolvem quotidianamente

como um vento de mau cheiro, têm

inevitavelmente levado de arrasto a nossa

Identidade, a nossa Cultura, o nosso Respeito

pela Democracia e até o nosso Orgulho

em sermos parte de algo que nos é

superior: uma Nação Honrada. Grave? Sem

dúvida. E a mudança nunca virá enquanto

os líderes – na política, nas finança e nas

empresas que preenchem o nosso tecido

socio-económico – não se preocuparem

22 saber OUTUBRO 2020


tanto com a futilidade do seu mediatismo

e a satisfação dos seus interesses egoístas,

e pensarem mais no mundo que querem

construir amanhã. Ou será que o legado e

os exemplos que nos deixaram Sá Carneiro,

Jardim, Mota Amaral, Freitas do Amaral

e até Cunhal duraram tão pouco?. Mas, entretanto,

e em pleno século XXI, os velhos

morrem – não pela idade, mas por falta de

medicamentos e de água. Os pagamentos

da Segurança Social não chegam. As

regras da Democracia são subvertidas. As

crianças são deixadas ao abandono, com

as amas ‘YouTube’ e ‘TikTok’. Os jovens são

forçados a navegar mares perigosos sem

as referências éticas, os princípios morais

e os valores humanos que lhe deveriam

estar a ser dados pelos pais. Os políticos

vergam-se perante os banqueiros. A oposição

colabora com a situação instalada. O

país apodrece à espera de soluções e do

dinheiro que vem da Europa. E, se ainda há

quem acredite, então que se grite tão alto

a verdade e que se dê tanto relevo à verdade

que os surdos a ouçam e que os cegos

a vejam. Talvez assim se perceba o estado

triste a que isto chegou. s

saber OUTUBRO 2020

23


PUBLIREPORTAGEM

Departamento Comunicação e Imagem da Câmara Municipal do Funchal

Funchal vence principal prémio

de mobilidade da Europa

A

Câmara Municipal do Funchal foi

distinguida pela Comissão Europeia

com o prémio CIVITAS AWARD

LEGACY 2020, o mais importante

da Europa, pela sua Estratégia de Mobilidade

Urbana, que transformou a cidade, nos

últimos anos, num Município de excelência

nas áreas da mobilidade, coesão territorial

e inovação tecnológica. O prémio atribuído

enquadra-se no CIVITAS AWARDS 2020,

distinguindo as cidades empenhadas na

prossecução dos objetivos definidos pela

Comissão Europeia, no que toca à definição

de ações orientadas para a inovação e redução

da dependência do transporte individual

motorizado. A candidatura do Funchal

mereceu rasgados elogios por parte da Comissão

Europeia, entre um total de 55 cidades

candidatas, incluindo várias capitais

europeias. O Funchal sucede a Estocolmo,

que foi a cidade vencedora do prémio no

ano passado. O Presidente da Câmara Municipal,

Miguel Silva Gouveia, enaltece “este

reconhecimento extraordinário ao trabalho

que o Funchal tem vindo a desenvolver na

área da mobilidade, e que já foi distinguido

a nível nacional e internacional, mas que

nos vale agora o prémio mais importante

da Europa nesta área. Para uma cidade

como o Funchal, é uma grande honra ser

distinguida entre capitais europeias, o que

confirma a visão para a cidade que temos

vindo a implementar desde que nos encontramos

em funções, valorizando a acessibilidade

no espaço público, a inclusão e a

sustentabilidade ambiental, económica e

social, como vetores do desenvolvimento

da nossa comunidade, numa região ultraperiférica

como a Madeira.”. O Presidente

sublinha “o trabalho desenvolvido pela Divisão

de Mobilidade e Trânsito da CMF e pelo

Departamento de Infraestruturas e Equipamentos,

que têm concretizado com engenho

projetos como o PAMUS do Funchal,

que foi o primeiro plano de mobilidade da

Região, com constantes ações implementadas

conducentes à melhoria das condições

de mobilidade e acessibilidade pedonal no

centro do Funchal.”. “O prémio que o Funchal

recebeu destaca toda uma estratégia

delineada a médio e longo prazo pelo Mu-

24 saber OUTUBRO 2020


nicípio, que integra não apenas o PAMUS,

mas também o PDM e outros instrumentos

de gestão territorial, os quais convergem,

de uma forma integradora, para a prossecução

de objetivos comuns conducentes à

requalificação urbana.”. O Vereador Bruno

Martins, que tem o pelouro da Mobilidade

Urbana no concelho, destaca, por sua vez,

“a mudança de mentalidade na gestão da

cidade. De facto, o que verificamos nestes

últimos anos é uma priorização da importância

das questões ligadas ao ordenamento

do território, porque sabemos que são

fundamentais para o desenvolvimento harmonioso

e sustentável da nossa cidade. Do

ponto de vista da estratégia para a mobilidade

no Funchal, foi fundamental desenvolver

e aprovar o PAMUS, com um programa

de execução para todas as ações nele

inscritas.”. “A beneficiação da Rua Fernão

Ornelas foi uma dessas ações e destaco-a

das demais, porque resume de forma muito

clara a filosofia do Município nas questões

ligadas à mobilidade. Está lá tudo: a devolução

da cidade aos peões, a pedonalidade

feita de forma confortável e segura, e uma

cidade com mais descarbonização e maior

sustentabilidade”, conclui o Vereador. Entre

as várias ações distinguidas pela Comissão

Europeia no domínio da gestão de mobilidade,

destaca-se justamente a revitalização

urbana através do encerramento ao trânsito

automóvel de ruas como a Fernão de Ornelas,

a Avenida Zarco Sul, a Rua Imperatriz

Dona Amélia e a Rua do Favila. Igualmente

distinguidas foram a melhoria das condições

de acessibilidade junto às paragens

de transporte público coletivo, a criação

de corredores “Kiss and Ride” nas escolas,

a implementação de corredores tácteis diferenciados

destinados a peões portadores

de deficiência sensorial, a introdução

de sistemas tecnologicamente inovadores

como passadeiras sensorizadas, contadores

automáticos de tráfego e estações de

monitorização ambiental, a aplicação móvel

“Município do Funchal”, com alertas de

condicionamentos de tráfego, e a disponibilização

de 11 postos de carregamento

normais duplos para veículos elétricos,

entre outras. O prémio foi anunciado no

dia 29 de setembro, no âmbito do “Urban

Mobility Day”, um dos mais importantes

eventos europeus na área da mobilidade,

que junta decisores políticos, autoridades

locais, académicos, organizações não-governamentais

e especialistas na área dos

transportes e urbanistas. Devido à pandemia

de COVID-19, o evento realizou-se este

ano em formato digital. Matthew Baldwin,

Diretor-Geral da Comissão Europeia para

a Mobilidade e Transportes, apresentou

os galardões, e sublinhou “a forma como

o Funchal tem utilizado a sua participação

no projeto CIVITAS ao longo dos anos como

um trampolim para alcançar novos patamares

de mobilidade sustentável, impulsionando

mudanças necessárias e potenciando

soluções inovadoras.” s

PUB

saber OUTUBRO 2020

25


viajar coM saber

ANTÓNIO CRUZ

AUTOR E VIAJANTE › antonio.cruz@abreu.pt

Instantes fotográficos

1] Marraquexe

O olhar do espanto e…do susto?

Numa das minhas deambulações por esta cidade onde assiduamente

regresso. Pergunta-me o gato minúsculo, que parece (re)conhecer-me:

«tu por aqui de novo?».

Neste 2020 tão atípico, tão obrigado a ficar entre

muros lusitanos, sem poder dar asas à minha

necessidade de viajar além muros, sem poder

respirar outros espaços, sorrir com outras gentes,

sentir o pulsar de outras culturas, resolvi nesta

edição ir procurar instantes fotográficos até hoje

não publicados. E, quiçá, algo…bizarros.

António cruz › António Cruz escreve de acordo com a antiga ortografia

1]

26 saber OUTUBRO 2020


2]

3]

2] Costa Rica

Num dos inúmeros parques naturais que então visitei

(este no Arenal) questiona-se o sapo em pleno retiro existencial:

«espelho meu, espelho meu, haverá sapo mais

verde do que eu?».

3] Grécia

Natureza viva que chora lágrimas caídas de um céu pesado e triste, como que

vertendo poemas líquidos que encharcam a terra e dão-lhe vida.

4]

5] Paris

A loucura é uma condição que a todos nos assiste seja em que

parte do mundo for, seja em que época for, seja em que condição

social for. E nunca dizer que «por esta loucura jamais seremos

tocados». Porque o que hoje em dia não falta são todas as

condições para atingirmos a insanidade.

4] Turista alemã em Gran Canária e no hotel onde me encontrava

(e cujo nome é visível no “palito”). À falta de palitos e unhas afiadas,

a imaginação e estratégia de desenrasque toma lugar entre dentes.

Não são apenas os tugas que têm no desenrasque uma arma de

(constante) apoio.

6] Barcelona

Porque a força do povo, a resistência à opressão, a irreverência e a

liberdade de expressão são uma valência que nos assiste enquanto

pessoas. Em comunidade ou individualmente.

6]

5]

7]

7] Florença

Os homens, quase

sempre condenados

a carregarem a

incrível logística das

mulheres quando em

viagem. Um castigo

quase divino que

olha pouco a credos

e culturas.

saber OUTUBRO 2020

27


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ANOS

1999-2020

A INFORMAR OS NOSSOS LEITORES

E A MANTÊ-LOS AO NOSSO LADO

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TC

28 saber OUTUBRO 2020


SAÚDE

Ricardo

C. Rodrigues

Ricardo C. Rodrigues

Médico Cardiologista no Hospital Central do Funchal

Fibrilhação Auricular:

deteção precoce e controlo são fundamentais

AFibrilhação Auricular (FA) é a arritmia

cardíaca mantida mais comum

em todo o mundo, sendo responsável

por 20 a 30% dos acidentes

vasculares cerebrais (AVC) isquémicos. O

diagnóstico correto e atempado desta arritmia

é fundamental para prevenir ou retardar

possíveis complicações, das quais se

destacam os AVCs, insuficiência cardíaca,

demência vascular ou mesmo a morte súbita.

Responsável por uma perda significativa

da qualidade de vida, a FA ocorre menos

frequentemente nas pessoas que adoptam

estilos de vida saudáveis, podendo a sua

sintomatologia ser controlada através de

medicação e, nalguns casos, de ablação. Em

Portugal, a prevalência desta arritmia cardíaca

na população com idade igual ou superior

a 40 anos é de cerca de 2,5%. A partir dos

65 anos a prevalência aumenta para 9%, ou

seja, cerca de um em cada onze portugueses

com mais de 65 anos desenvolve esta doença.

Estudos indicam que a Fibrilhação Auricular

aumenta em 5 vezes o risco de AVC, em

3 vezes o risco de insuficiência cardíaca, em

2 vezes o risco de demência e duplica o risco

de morte. Ainda que estejamos muitas vezes

perante uma doença silenciosa, a verdade é

que algumas pessoas manifestam sintomas

como sensação de batimentos descoordenados

do coração, pulsação rápida e irregular,

tonturas, sensação de desmaio ou mesmo

perda do conhecimento, dificuldade em

respirar, cansaço, confusão ou sensação de

aperto no peito. Exames complementares

de diagnóstico como o ecocardiograma, holter,

detetor de eventos ou prova de esforço

desempenham um papel importante na

identificação e estratificação de risco desta

patologia. Uma vez diagnosticada, a Fibrilhação

Auricular pode ser eficazmente controlada

na grande maioria dos doentes através

de fármacos antiarrítmicos (para controlo da

frequência cardíaca ou reversão da arritmia)

ou de ablação. Paralelamente a este controlo

dos sintomas, é fundamental serem optimizados

os estilos de vida, nomeadamente

através da evicção de consumo de bebidas

alcoólicas, e a utilização de fármacos anticoagulantes

nos doentes com indicação

para tal. A maioria dos doentes com FA tem

indicação para terapêutica anticoagulante

oral de forma a prevenir eventos isquémicos

embólicos como os AVC, terapêutica essa

que atualmente se encontra mais acessível

devido ao aparecimento de novos fármacos

anticoagulantes que não necessitam da medição

sistmática do INR. Contudo, é importante

o acompanhamento médico, sendo

que o sucesso terapêutico é tanto maior

quanto mais esclarecidos estiverem os

doentes. Num adulto saudável em repouso

o coração bate cerca de 60 a 100 a vezes por

minuto, sendo o seu ritmo regular. Sempre

que ocorre uma arritmia cardíaca o coração

bate de uma forma irregular. Assim sendo, a

medição do pulso é a maneira mais simples

de controlar o ritmo do coração. Esta medida

simples poderá ajudar a detetar batimentos

cardíacos irregulares, prevenindo doenças

graves como o AVC. Novos mecanismos

de deteção têm vindo a ser desenvolvidos,

nomeadamente através de aplicações para

smartwatch, que poderão levar a um reconhecimento

mais precoce e mais amplo desta

patologia. Muitos são os fatores de risco

que podem estar na origem das arritmias,

entre eles será de destacar o tabagismo, o

consumo de bebidas alcoólicas, o consumo

de drogas e estilos de vida sedentários. Existe

ainda um grupo de co-morbilidades que

potenciam o aparecimento de episódios de

Fibrilhação Auricular como a Diabetes, Hipertensão

Arterial, Obesidade, Insuficiência

Cardíaca, Síndrome de Apneia Obstrutiva

do Sono e Doença Coronária, entre outras.

Muitos dos fatores de risco associados à fibrilhação

auricular são modificáveis, pelo

que melhorar o seu estilo de vida e cumprir

os tratamentos de acordo com as indicações

do seu médico pode reduzir o risco de vir a

desenvolver fibrilhação auricular e das suas

complicações. Em caso de suspeita desta patologia

deverá ser avaliado pelo seu médico

assistente de forma a confirmar a presença

da arritmia, estratificar o risco cardiovascular

associado e iniciar terapêutica modificadora

de prognóstico. Por uma vida saudável, preste

atenção ao batimento do seu coração. s

saber OUTUBRO 2020

29


BELEZA

Luísa

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A importância de cuidar do rosto

P

or estar em constante exposição,

a pele do rosto torna-se mais vulnerável

a factores externos e internos.

Cada vez mais há a necessidade

de cuidar do rosto e manter a pele limpa

e hidratada, sendo esta uma arma fortíssima

de combate ao envelhecimento precoce. O

envelhecimento é uma consequência natural

que resulta da oxidação das células devido

à genética e ao estilo de vida e que, por sua

vez, diminuem a produção das fibras de colagénio

e elastina. Para contrariar e desacelerar

o processo de envelhecimento, é necessária

a utilização de cosméticos adequados a

cada tipo e estado de pele e que contribuam

com nutrientes e princípios ativos que potenciem

a formação de novas fibras de colagénio

e elastina. NaturePRO é uma gama de

cosmética natural e amiga do ambiente que

integra a marca portuguesa Andrea Valomo.

Apresenta uma gama com mais de 90% de

ingredientes naturais, que não atravessam

processos de transformação, respeitam o

meio ambiente e as suas embalagens são feitas

de materiais reciclados. Em contexto de

gabinete, este é um tratamento que deve ser

seguido em 6 semanas e está indicado para

todos os tipos de pele. Temos à disponibilidade

dois protocolos NaturePRO: Anti-idade

e Lifting. O tratamento Anti-idade é altamente

regenerador e nutritivo e, como contem

ácido hialurónico na sua composição, é

capaz de hidratar em profundidade e preencher

rugas desde as camadas mais profundas

da pele. O tratamento Lifting tem efeito

imediato a nível ocular (rugas, rídulas e

levantamento da pálpebra móvel) e a médio

prazo, melhora as trocas celulares reafimando

o pescoço, mento e maçãs do rosto. Destaco

a importância da utilização de cosmética

facial diária e que esta seja sempre aconselhada

por um profissional da estética. s

30 saber OUTUBRO 2020


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Marisa Faria

Consultora de Imagem

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pessoal,

uma arma

poderosa!

D.R.

Quem nunca pré julgou alguém

só de olhar para a pessoa, sem

sequer falar, que atire a primeira

pedra! A verdade é que a nossa

imagem transmite uma mensagem aos outros,

quer queiramos quer não. Logo nos

primeiros segundos que conhecemos alguém,

é formada uma primeira impressão.

Vários estudos comprovam que o aspeto

que mais contribui é a aparência, tendo um

peso de mais de 50%, seguido do tom de

voz e só por último, o conteúdo da mensagem,

com apenas 7%. Por isso, a aparência

conta e muito! Por mais que se diga que o

que conta é o interior da pessoa (e que é

verdade), as pessoas são sempre julgadas

pela aparência, seja para o bem ou para

o mal. Daí que, passar a imagem certa,

aquela que reflete a essência da pessoa e

que ao mesmo tempo esteja alinhada com

os seus objetivos, interfere em todas as

áreas da sua vida, trazendo inúmeros benefícios,

quer a nível pessoal quer a nível

profissional. Acontece que, nem todas as

pessoas passam a imagem que realmente

desejariam transmitir. Por isso, o autoconhecimento

é um aspeto muito importante,

descobrir quem realmente a pessoa é

para conseguir ter uma noção exata de

qual a imagem que vai transmitir aos outros

e como. Todos nós vivemos da nossa

imagem. Independentemente da profissão

ou atividade que exercemos. E manter uma

boa imagem pessoal não é pura vaidade.

No campo profissional, por exemplo, influencia

as pessoas no ato da compra.

Afinal de contas, você não compraria um

pacote de bolachas com a caixa toda amassada,

pois não? Porquê? Porque a aparência

não inspira confiança! Se alguém, na

sua profissão, não cuida da sua aparência,

como pode esperar que o cliente acredite

que vai cuidar do produto ou do serviço

que está comprando?. s

saber OUTUBRO 2020

31


nutrição

Alison Karina

de Jesus

Alison Karina de Jesus

Nutricionista (2874N)

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Cícero Castro (Festa do Vinho)

Dia Mundial da Alimentação 2020

Acelebração do Dia Mundial da Alimentação

começou no dia 16 de

outubro de 1981, com o objetivo

de aumentar a consciência da opinião

pública para as questões relacionadas

à nutrição e à alimentação. Anos após ano

adota um tema diferente. O tema deste ano

é: As nossas ações são o nosso futuro – Cultivar,

Nutrir, Preservar. Juntos. O número

de pessoas atingidas pela fome tem vindo

a aumentar. Atualmente mais de 2 000 milhões

de pessoas não têm acesso regular a

alimentos inócuos, nutritivos e suficientes.

É um problema que que irá agravar-se uma

vez que espera-se que a população mundial

chegue até aos 10000 milhões em 2050. A

doença provocada pelo coronavírus (CO-

VID-19) veio exacerbar a problemática da

fome. Segundo os dados, quase 690 milhões

de pessoas passam fome, 10 milhões

mais que em 2019. O impacto da malnutrição

em todas as suas formas – desnutrição,

carência de micronutrimentos assim como

o excesso de peso - na economia mundial

estima-se em 3.5 biliões de dólares por

ano. Hoje em dia, apenas nove espécies

de plantas representam 66% da produção

agrícola total, apesar de existirem pelo

menos 30000 plantas comestíveis. Necessitamos

cultivar uma variedade de alimentos

para nutrir a população e preservar o

Planeta. É hora de atuarmos em conjunto!

O aumento contínuo da fome desde 2014,

juntamente com o crescente problema da

obesidade, indica claramente a necessidade

de acelerar e intensificar as medidas

para fortalecer os sistemas alimentares e

proteger os meios de vida das populações.

Um dos objetivos da FAO é acabar com a

fome até 2030, o que é um verdadeiro desafio.

Estamos a destruir o nosso Planeta,

temos cada vez mais tempestades e falta

de recursos o que diretamente prejudica

a produção de alimentos. Entretanto, a população

mundial está a aumentar. Portanto

alimentar todas estas bocas num Planeta

com recursos cada vez mais limitados será

sem dúvida um grande desafio!. O que podemos

fazer?Todos temos um papel a desempenhar

na concretização da visão de

um mundo sem fome e sem desnutrição.

Não devemos permitir que os hábitos sustentáveis

sejam esquecidos em tempo de

crise. Podemos fazer escolhas alimentares

saudáveis. Podemos fazer a parte que nos

compete na redução do desperdício. Podemos

exercer pressão junto dos governos,

das empresas e das organizações para que

partilhem conhecimentos e apoiem sistemas

alimentares e meios de subsistência

sustentáveis e resilientes. Juntos, podemos

cultivar, alimentar, preservar o nosso

mundo. Três acões que podemos pôr em

prática: Não desperdiçar comida: Comprar

apenas o necessário, elaborando para tal

uma lista de compras antes de sair de casa.

Outro passo importante é a conservação

dos alimentos; Comprar alimentos a produtores

locais: Evitar o consumo de produtos

que viajam milhares de quilómetros

até chegar às nossas mesas; Vegetais feios?

Sim: Afinal o essencial é invisível aos olhos.

Procurar ainda diferentes variedades, respeitando

sempre a “lei da época”. s

32 saber OUTUBRO 2020


desporto

Marcos Freitas e Carlos León

distinguidos

OGoverno Regional da

Madeira distinguiu

Marcos Freitas, figura

ilustre do Ténis de

Mesa da Madeira com um voto

de louvor que foi recebido pelo

seu pai, Agostinho Freitas, uma

vez que o internacional português

se encontrava fora da Região.

O louvor meritório deveu-

-se aos resultados desportivos

de destaque conquistados no

decorrer da referida época desportiva,

nomeadamente o título

de Vice-Campeão da Europa e

a vitória na Liga dos Campeões

Europeus 2019. Este reconhecimento

procura «louvar os nossos

atletas, pelo seu esforço,

pela sua resiliência, pela sua

persistência e pelo prestígio que

trouxeram à Região Autónoma

da Madeira com os seus resultados

de excelência», disse o

Presidente do Governo Regional

da Madeira, Miguel Albuquerque

na cerimónia de entrega

da distinção que integrou a Semana

Europeia do Desporto,

no Funchal. O atleta olímpico

madeirense viajou até à Alemanha,

onde representou e brilhou

ao serviço do seu clube - Fakel

Gazprom Orenburg. Outro destaque

vai para o madeirense

Carlos León, a quem a União

Europeia de Ténis de Mesa atribuiu

o cargo de Vice-Presidente

do Comité da Juventude. Carlos

León tem se destacado no dirigismo

do Ténis de Mesa internacional

especialmente ao nível

dos escalões mais jovens, área

de particular interesse deste

agente desportivo que, com formação

na área da Educação Física

e Desporto pela Universidade

da Madeira, exerceu funções de

Diretor Desportivo da modalidade

nos Jogos Olímpicos do Rio-

2016 (funções que lhe valeram

a distinção como personalidade

do ano pela Confederação do

Desporto de Portugal), Delegado

Técnico das Universíadas de

Verão - Nápoles 2019, estando

nomeado Delegado Técnico de

competição de Ténis de Mesa

nos Jogos Olímpicos de Tóquio

2020. Junta ainda ao seu valioso

currículo a Presidência da

Federação Portuguesa de Ténis

de Mesa, a representação como

Vogal do Instituto do Desporto

da RAM e a Presidência da

ATMM, entre 2000 e 2007. s

DULCINA BRANCO

Associação Ténis Mesa Madeir

saber OUTUBRO 2020

33


DICAS DE MODA

Lúcia Sousa

Fashion Designer Estilista › 914110291

WWW.luciasousa.com

FACEBOOK › LUCIA SOUSA-Fashion Designer estilista

Cerimónia de Batismo: Mãe e Príncipe

Batismo. A pensar na cerimónia de batismo,

deixo-vos com esta sugestão

para mãe e filho. O fato do menino

é inspirado no visual dos príncipes a

pedido da mãe. Todo ele em seda, apresenta

pormenores, tais como as pregas cozidas, as

rendas em folho e volumes com elástico e com

o acessório chapéu. O vestido da mãe na cor

azul ‘royal’, foi desenhado para ser, acima de

tudo, confortável. Em tecido crepe sem brilho,

corte ao viés, faixa incorporada na cintura,

decote trespassado e gola subida. As mangas

fluidas ajustam-se no punho alto, este com

botões forrados. Como podemos apreciar na

belissima Sandra, os detalhes fazem toda a diferença

neste visual. s

D.R.

Sandra Raquel

34 saber OUTUBRO 2020


saber OUTUBRO 2020

35


MAKEOVER

Mary Correia de Carfora

Maquilhadora Profissional › Facebook Carfora Mary Makeup

Texto/Produção: Mary de Carfora /Max Moraes

D.R.

Max Moraes:

“levo a minha profissão

ao lado do meu coração”

Nesta edição, o talentoso cabeleireiro Max Moraes conta-

-nos como colocou os seus valores de vida ao serviço da

sua profissão e que o tornou bem sucedido e reconhecido.

“Sou o Max Moraes, brasileiro, 27 anos e com imensos

sonhos ainda para realizar profissionalmente. Comecei a minha

carreira na área da beleza aos 15 anos, por influência familiar, e hoje

levo a minha profissão ao lado do meu coração. Vivendo na Madeira

há quase seis anos, consigo sentir um pedaço desta terra em min e

onde venho concretizando as minhas conquistas. Sou eternamente

grato a esta ilha que hoje chamo de minha, pois abraçou-me como

o colo de uma mãe! Vim com a intenção de ficar de três a seis meses

e já não pude sair!. São as peças que a vida nos envolve, foi amor à

primeira vista... Trabalhei numa empresa em São Vicente até decidir

começar a andar sozinho. Assim surgiu o meu primeiro cabeleireiro

e correu bem, apesar das dificuldades naturais e inerentes

ao arranque de qualquer empresa. Mas a minha determinação era

mais forte do que os obstáculos e, passados dois anos do primeiro

espaço, comecei mais um projeto. Foi assim que, neste mês de

outubro, assinalámos o primeiro ano do espaço Max Moraes no Funchal.

É com o coração cheio de orgulho que olho para a empresa que

concretizámos guiados pelos valores da humildade, carisma, amor

e dedicação. Estes valores guiam a minha vida e estão ao serviço da

minha empresa. Muitas pessoas perguntam-me sobre o que mais

gosto de fazer e respondo que, da porta do meu estabelecimento

para dentro, amo todos os serviços, desde realizar uma sobrance-

36 saber OUTUBRO 2020


Um dia com...

Max Moraes

lha até pentear uma noiva. Sou um cabeleireiro versátil que

trabalha um pouco de tudo na profissão onde procura evoluir

através do estudo/formação de novas técnicas, novos

produtos e novas formas de deixar mulher ou homem mais

confiantes e reforço da autoestima. Perguntam-me sobre o

segredo do sucesso. Uma resposta simples: o segredo está

na maneira de como se olha para o futuro - de como tu olhas

para o futuro, nunca olhando quem está fazendo melhor do

que tu. Então, é não perder tempo com críticas destrutivas,

não ter inveja, não querer crescer derrubando outros colegas

e, acima de tudo, viver rodeado de amor e dar amor, ser

gentil e humilde para com o próximo, quer na vida quer na

profissão, procurando evoluir e desenvolver novas competências

profissionais. Com isto, deixo-vos um pouco de mim.

Espero que gostem.”. Max Moraes. s

saber OUTUBRO 2020

37


MOTORES

Toyota Hilux

4x4:

Agressiva e

Robusta

Nélio Olim

C

om imagem agressiva e cheia de

força para trabalhar, a nova Toyota

Hilux agrada na sua condução pelo

seu comportamento, energia e performances.

Com uma grelha mais proeminente

e faróis com LED integrados, a frente

integra-se harmoniosamente no capot vincado.

Na versão testada, de cabine alongada

e três lugares, solução que surge para combater

a enorme carga fiscal que passou a

abranger este tipo de veículos, tudo parece

estar pensado ao pormenor, como é exemplo

a abertura invertida das portas traseiras,

que facilitam, e muito, o acesso ao lugar traseiro,

bem como a colocação ou retirada de

qualquer objecto. Em relação ao modelo anterior,

a nova Toyota Hilux cresceu 7 cm em

comprimento (5330 mm) e 2 cm em largura

(1855 mm). Mantém contudo a mesma distância

entre eixos. 286 mm é a distância que

a separa do solo, possuindo 31º de ângulo

de ataque e 26º de ângulo de saída. O interior

também mudou e surge com um aspeto

mais moderno, com maior e melhor qualidade

de construção e melhor insonorização.

Destaque ainda para o novo volante, multi-

-funções, forrado em cabedal, muito bem

integrado no novo formato do painel de instrumentos.

O destaque vai ainda para a consola

central que integra aquilo que aparenta

ser um tablet com ecrã sensível ao toque,

com funções de rádio, GPS, Câmara traseira,

telefone, entre outras funções e que acaba

por dar uma sensação de comodidade na

condução deste veículo já de si confortável e

seguro. Entre os motores há as opções turbodiesel

2.4 D-4D com 149 cv e 400 Nm de

binário máximo, 2.5 D-4D com 102 cv e 260

Nm e 2.8 D-4D com 176 cv e 450 Nm. Surge

de série com uma caixa manual de seis

velocidades ou em opção uma nova caixa

automática Super ECT de seis relações. Tem

tração traseira de série e opção 4x4. Entre

os sistemas de auxílio à condução destaque

para o Active Traction Control (que minimiza

as perdas de tração), Downhill Assist Control

(apoio em descida) e Hill-start Assist Control

(apoio em subida). O novo modelo herda do

Land Cruiser as aptidões fora de estrada,

graças a um novo chassis. Tem uma capacidade

de reboque de 3,2 toneladas. A grande

surpresa prende-se com os consumos, que

conseguimos realizar entre os 9 e os 11 litros

aos 100kms, dependendo dum percurso

urbano ou um uso rodoviário mais exigente.

O único defeito acaba por ser mesmo

a carga de impostos que incide sobre este

tipo de veículo e que faz com que o preço

da unidade testada se aproxime dos 41.000

euros, sendo contudo a versão de entrada

na gama Hilux proposta a pouco mais de

29.000 euros. Uma novidade a ser descoberta

no Stand Toyota – Mendes Gomes Lda no

Caminho do Poço Barral, no Funchal. s

38 saber OUTUBRO 2020


saber OUTUBRO 2020

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FASHION ADVISOR

JORGE LUZ

www.facebook.com/jorgeluz83/

“Com preto não me comprometo”

Olá amigas!. Com certeza que já

ouviram a frase popular que diz

“com preto não me comprometo”.

Popularizou-se e com razão. Além

de ser a minha cor preferida, é uma cor

de segurança, isto é, o preto vai bem com

qualquer peça de vestuário e em qualquer

corpo. Dá aquela sensação de que ficamos

mais “magros”, para além de ser sinónimo

de elegância, bom gosto, intemporalidade

e incontornável nas coleções dos principais

criadores e estilistas. Nesta edição, decidi

presentear-vos com peças de vestuário em

preto. No entanto, o outfit não tem que ser

necessariamente todo em preto. Através

desta cor, há margem para conjugar com as

mais variadas peças e cores, bem como com

os mais diversos acessórios de moda. Um

simples vestido preto permite pede acessórios

marcantes criando o look desejável,

desde que o vestido seja uma “tela em branco”

isto é, que não tenha muitos trabalhados.

Note-se que, a cor preta não é exclusiva

das estações frias. De há alguns anos a esta

parte, os criadores apostaram nas cores em

todas as coleções, sejam de inverno, sejam

de verão. As cores deixaram de ser padronizadas

para as estações. No entanto, é natural

que os tons mais escuros predominem

nas estações frias. Faz sentido que assim

seja. Mas fiquem atentas porque vamos encontrar

muitos tons néons, cor e padrões

neste outono/inverno. Fiquem atentas às

próximas edições. s

Jorge Luz

d.r.

40 saber OUTUBRO 2020


saber OUTUBRO 2020

41


Tupperware

MARCAS ICÓNICAS

F

oi Earl S.Tupper, engenheiro

químico americano,

quem criou a Tupperware

em 1944. Dois anos

mais tarde, lança as ‘Tigelas

Maravilhosas’, peças que viriam

a ser um mito na história da Tupperware,

já que revolucionou o

campo das técnicas para a conservação

e preparação dos alimentos

a nível mundial. Earl S.

Tupper foi pioneiro na utilização

de polímeros de alta qualidade

contra os plásticos comuns,

tendo inventado em 1946 a famosa

tampa hermética inspirada

na tampa de um boião de

pintura posta ao contrário. Esta

tampa revolucionária que fazia

parte das Tigelas Maravilhosas,

preservava os alimentos da humidade,

conservando todas as

suas propriedades nutritivas

por mais tempo no interior do

frigorifíco, diferenciando-se assim

dos tradicionais recipientes

de vidro ou loiça. No início, a distribuição

dos produtos Tupperware

tinha lugar em superfícies

comerciais, mas as vendas não

prosperavam como era esperado,

pois faltava uma adequada

explicação das vantagens e qualidade

dos produtos. Em resposta

a isto, em 1948 teve lugar a

primeira Reunião Tupperware,

uma forma directa de chegar

ao consumidor e demonstrar

a eficácia dos novos produtos

da empresa. Em 1951, Tupper

retira os produtos Tupperware

da venda ao público e instala

definitivamente a venda directa

através da demonstração, um

precedente que se transformaria

no mundialmente conhecido

sistema de vendas por demonstração

Tupperware. Com isto,

os produtos Tupperware instalaram-se

em todos os lares de

todo o mundo, tornando-se até

hoje um dos maiores fabricantes

de recipientes de plásticos dada

a extensa gama de produtos que

apresenta. Qualidade e durabilidade

continuam a diferenciar os

produtos da marca criada há 60

anos por Earl Tupper, e que viria

a revolucionar as técnicas de

preparação e acondicionamento

da comida. s

maria camaccho

www.tupperware.pt

42 saber OUTUBRO 2020


LUGARES DE CÁ

SOCIAL

Festival Colombo 2020

– Porto Santo

› Recriação histórica de Colombo em Porto Santo

› Secretário de Educação presidiu à cerimónia da entrega dos Prémios de Mérito Escolar

› XIX Congresso do PS-M no Madeira Tecnopólo

› Madeira recebeu concentração nacional dos motociclos Vespas

saber OUTUBRO 2020

43


social

Festival Colombo 2020

O Porto Santo acolheu o Festival Colombo 2020, evento este que

decorreu no final do mês de setembro. O festival apresentou

diversas atividades de animação turística que mostram a época

que o navegador Cristovão Colombo viveu na ilha do Porto Santo.

O mercado de artesanato, exposições temáticas, arruadas,

artes circenses, teatralizações, muita música e danças exóticas,

foram as atividades organizadas pelo Governo Regional em colaboração

com a Câmara Municipal de Porto Santo. Na Praça do

Barqueiro houve teatralização da chegada ao navegador genovês

e da sua comitiva à ilha. s

DB

Fábio Brito (CMPorto Santo).

44 saber OUTUBRO 2020


Prémios de Mérito Escolar

O secretário regional de Educação, Ciência e Tecnologia, Jorge

Carvalho, presidiu à cerimónia de entrega de Prémios de Mérito

Escolar a alunos das Escolas Básicas do Santo Condestável e dos

2.º e 3.º Ciclos Dr. Alfredo Ferreira Nóbrega Júnior. Os prémios de

mérito escolar distinguem alunos nas modalidades de quadro de

excelência, quadro de honra, quadro de assiduidade, atitudes e

valores. s

DB

D.R.

saber OUTUBRO 2020

45


social

XIX Congresso Regional

PS-Madeira

O Madeira Tecnopolo acolheu a reunião magna dos socialistas

madeirenses que consagrou Paulo Cafôfo o novo líder do partido

e elegeu os novos orgãos regionais do partido. Paulo Cafôfo foi

o proponente da única moção de estratégia global, “Avançar a

Madeira pelas pessoas”. O secretário-geral do Partido Socialista,

António Costa, foi representado na sessão de encerramento

por Carlos César. As eleições legislativas regionais decorrem em

2023. s

DB

D.R.

46 saber OUTUBRO 2020


Concentração Nacional das Vespas na Madeira

PUB

A Madeira foi o palco escolhido para a Concentração

Nacional das Vespas, iniciativa

promovida e organizada pela Associação

Vespas Maradas e contando com a colaboração

da Associação de Motociclismo da

Madeira. Durante dois dias, cerca de uma

centena de motociclos Vespas percorreram

todas as estradas da Região, colorindo com

os seus diversos modelos todos os sítios por

onde passaram. Oriundos das mais diversas

zonas do país, estiveram presentes mais de

dezena e meia de clubes motociclistas ligados

ao modelo Vespa que totalizaram mais

de centena e meia de participantes. A iniciativa

em causa contou com o apoio de grande

parte das autarquias regionais, do Governo

Regional e de várias entidades do tecido

empresarial regional. No ar ficou a promessa

do regresso à Região desta iniciativa no

futuro. s

nélio olim

D.R. - Mateus Santos

saber OUTUBRO 2020

47


À MESA COM...

As sugestões de

FERNANDO OLIM

Não é só o verão que oferece uma grande variedade

de frutas e de produtos que fazem feliz o nosso palato.

O outono está aí e também traz coisas boas para

comer. O El País enumerou alguns alimentos e destacou

as uvas, abóbora, espinafres, repolho, castanhas, tangerina,

romãs, pêras e maçãs, entre outros alimentos, para utilizar

à mesa nas sobremesas e nos pratos principais. s

FONTE observador.pt

PRODUÇÃO FERNANDO OLIM

Agradecimentos Golden Gate Restaurant

DULCINA BRANCO

Fernando Olim e internet

48 saber OUTUBRO 2020


entrada

Bolinhos de carne

e de bacalhau

Ao bacalhau cozido e desfiado deverá juntar salsa, alho

e cebola picada. A carne cozida em caldo de carne com

condimentos diversos como colorau e alecrim. Fritar os

bolinhos em azeite abundante.

prato

principal

Costeleta de borrego

com legumes salteados

A costeleta de borrega limpa é frita e selada em

manteiga. Acompanha com legumes diversos

salteados em margarina ou manteiga, caldo de

carne e molho de manteiga.

sobremesa

Muffin de chocolate

O muffin é preparado com chocolate e acompanha no

prato com frutos exóticos diversos, como maracujá e

fisilis. Adicione pêssego caramelizado, creme de amora

e de baunilha. Termine com açúcar em pó, coco ralado

e chocolate em pó.

saber OUTUBRO 2020

49


ESTATUTO EDITORIAL

A Revista Saber Madeira é uma revista mensal de

informação geral que dá, através do texto e da

imagem, uma ampla cobertura dos mais importantes

e significativos acontecimentos regionais,

em todos os domínios de interesse, não esquecendo

temáticas que, embora saindo do âmbito

regional, sejam de interesse geral, nomeadamente

para os conterrâneos espalhados pelo

mundo.

É um projeto jornalístico e dirige-se essencialmente

aos quadros médios e de topo, gestores,

empresários, professores, estudantes, técnicos

superiores, profissionais liberais, comerciantes,

industriais, recursos humanos e marketing.

Identifica-se com os valores da autonomia, da

democracia pluralista e solidária, defendendo

o pluralismo de opinião, sem prejuízo de poder

assumir as suas próprias posições.

Comunicações, Limitada

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Estatuto Editorial

Mais do que a mera descrição dos factos, tenta

descortinar as razões por detrás dos acontecimentos,

antecipando tendências, oportunidades

informativas.

Pauta-se pelo princípio de que os factos e as opiniões

devem ser claramente separadas: os primeiros

são intocáveis e as segundas são livres.

Como iniciativa privada, tem como objetivo o

lucro, pois só assim assegura a sua independência

editorial e económico-financeira face aos grupos

de pressão.

Através dos seus acionistas, direção, jornalistas

e fotógrafos, rege-se, no exercício da sua atividade,

pelo cumprimento rigoroso das normas éticas

e deontológicas do jornalismo.

A Revista Saber Madeira respeita os princípios

deontológicos da imprensa e a ética profissional,

de modo a não poder prosseguir apenas

fins comerciais, nem abusar da boa fé dos leitores,

encobrindo ou deturpando a informação.

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50 saber OUTUBRO 2020



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