Revista Newslab 162

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Revista Newslab Edição 162

R$ 25,00


Editorial

revista

Ano 27 - Edição 162 - Out/Nov 2020

Muito prazer caro leitor,

Meu nome é Luciene Almeida, sou a nova editora da revista, atuo na área de diagnóstico laboratorial há mais de

vinte anos e com grande satisfação aceitei fazer parte da equipe editorial da Revista Newslab.

Nosso querido João Gabriel de Almeida a partir de agora inicia uma nova etapa em sua vida profissional e a ele

agradecemos por todo empenho enquanto esteve conosco e lhe desejamos muito sucesso.

Com esta nova edição, comemoramos o 27º aniversário da revista, já são quase três décadas nos dedicando a enviar

até você informações de qualidade.

Na edição 162 trouxemos um artigo importante com tema atual voltado para este atípico momento que estamos

vivendo: Alterações em biomarcadores laboratoriais associados à COVID-19 e outro artigo com um tema que nunca

devemos deixar de discutir: Instruções para coleta de exames laboratoriais.

Falaremos também a respeito da Avaliação dos isolados de Staphylococcus coagulase negativa em amostras de

hemocultura, serão eles inofensivos ou patógenos invasores?

Temos acompanhado diariamente os desdobramentos desta crise sem precedentes e após esses longos oito meses

os dados ainda indicam um cenário crítico no país e no mundo. Diante disso, permaneceremos focados mantendo

nosso compromisso com todos vocês leitores, ansiosos para anunciar que a nossa vacina chegou.

Desejo a todos uma ótima leitura!

Luciene Almeida

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acessem nossas redes sociais:

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@revista_newslab

Ano 27 - Edição 162 - Out/Nov

Newslab Editora Eireli - Revista NewsLab

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110 - 01407-000 - São Paulo - SP

Tel.: (11) 3900-2390 - www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br

CNPJ.: 35.678.385/0001-25 - Insc. Est.: 128.209.420.119 - ISSN 0104 - 8384

EXPEDIENTE

Realização: NEWSLAB EDITORA EIRELI

Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@revistaanalytica.com.br

Jornalista Responsável: Luciene Almeida | redacao@newslab.com.br

Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br

Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@newslab.com.br

Produção de conteúdo: FC Design | contato@fcdesign.com.br

Impressão: Gráfica Mundo | Periodiciade: Bimestral

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Ano 27 - Edição 162 - Out/Nov 2020

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para artigos e informes de mercado

A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

Informações aos Autores

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Bimestralmente, a Revista NewsLab publica editoriais, artigos

originais, revisões, casos educacionais, resumos de teses

etc. Os editores levarão em consideração para publicação toda e

qualquer contribuição que possua correlação com as análises

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas pelos

revisores. Os autores deverão informar todo e qualquer

conflito de interesse existente, em particular aqueles de

natureza financeira relativo a companhias interessadas ou

envolvidas em produtos ou processos que estejam relacionados

com a contribuição e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo de compromisso

assinado por todos os autores, atestando a originalidade do

artigo, bem como a participação de todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em português, mas com

Abstract detalhado em inglês. O Resumo e o Abstract deverão

conter as palavras-chave e keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente ser enviadas

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Se o autor preferir mandá-las por e-mail, pedimos que a

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constar. Seguidos por resumo, palavras-chave, abstract,

keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e Métodos, Parte

Experimental, Resultados e Discussão, Conclusão) agradecimentos,

referências bibliográficas, tabelas e legendas.

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do devido autor, seguido pelo ano da publicação,

segundo norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada referência citadas

no texto devem vir listadas no fim, com o sobrenome do

autor em primeiro lugar seguido pela sigla do prenome.

Ex.: sobrenome, siglas dos prenomes. Título: subtítulo do

artigo. Título do livro/periódico, volume, fascículo, página

inicial e ano.

Evite utilizar abstracts como referências. Referências de

contribuições ainda não publicadas deverão ser mencionadas

como “no prelo” ou “in press”.

Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:

Revista NewsLab

A/C: Luciene Almeida – redação

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110

CEP 01407-000 - São Paulo-SP

Pelo e-mail: redacao@newslab.com.br

Ou em http://www.newslab.com.br/publique/

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A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos

vários canais de comunicação para você, nosso leitor.

REDAÇÃO: Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110 - 01407-000 - São Paulo-SP

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Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos e informes

assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Newslab Editora Eireli.

Filiado à:

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ordem alfabética

Ano 27 - Edição 162 - Out/Nov 2020

ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.

BECKMAN COULTER DIV. LIFE SCIENCE 07

BIO ADVANCE 15

BIOCREDIT 21

BIODIAGNÓSTICA 41

BIOMÉDICA 57

BUNZL SAÚDE 03

CELER 121

CELLAVISION 117

CEPHEID 25

COMERCIAL 3 ALBE 33

CREMER DIAGNOSTICA 55

DB DIAGNÓSTICOS

4ª CAPA

DIAGFAST 4-5

DIAGNO 67 | 63

EBRAM 29

ENZYTEC 35

EQUIPNET 103

ERBA 1ª CAPA | 45

EUROIMMUN 137

FIRSTLAB 97

GOLD ANALISA 77

GREINER 95 | 145

GRIFOLS 27

GT GROUP BIOSUL 47

HERMES PARDINI 11

HORIBA 2ª CAPA | 129

Conselho Editorial

Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição

humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Prof. José de Souza Andrade Filho - Patologista no hospital Felício Rocho BH, membro da academia Mineira

de Medicina e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas do Minas Gerais | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa da Universidade de São

Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da

Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Dr. Amadeo

Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da

USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade

Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e

Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.

Colaboraram nesta Edição:

ILLUMINA 31

J.R. EHLKE 12-13

KOLPLAST 49

LAB REDE 91

LABOR LINE 17

LABTEST 105

LUMIRADX HEALTH 61

MAYO CLINIC 139

MEDLEVENSOHN 133

MGI AMERICAS 106

MOBIUS LIFE SCIENCE 67

NEOLAB IMPORT 09

NEWPROV 111

NIHON KOHDEN 38-39 | 59

PMH PRODUTOS 100-101

PNCQ 149

PRIME CARGO

3ª CAPA

RENYLAB 65

SARSTEDT 87

SIEMENS 79

SNIBE 53

TBS- BINDINGSITE 23

VEOLIA 89

VIDA BIOTECNOLOGIA 85

WAMA 81

Humberto Façanha, Fabia Bezerra, José de Souza Andrade Filho, Lisiane Cervieri Mezzomo, Cristhian Roiz, Bruna Mascaro, Waldirene Nicioli, Rachel Siqueira de Queiroz Simões,

Jorge Luiz Silva Araújo Filho, Gleiciere Maia Silva.

0 8


ÍNDICE

revista

Ano 27 - Edição 162 - Out/Nov 2020

70

16

ARTIGO CIENTÍFICO I

ALTERAÇÕES EM BIOMARCADORES

LABORATORIAIS ASSOCIADOS À COVID-19

MATÉRIA DE CAPA

ERBA MANHEIM

NADA SERÁ COMO ANTES

40

ARTIGO CIENTÍFICO II

INSTRUÇÕES PARA COLETA DE EXAMES

LABORATORIAIS

Autores: Mauren Isfer Anghebem; Geraldo Picheth;

Fabiane Gomes de Moraes Rego.

Autoras: Andreia Paula Lopes de Almeida; Janilce

Carvalho Negreiros; Kelen Cristina da Silva.

02

14

76

78

84

90

93

96

104

106

109

110

112

159

- Editorial

- Agenda

- Minuto Laboratório

- Radar Ciêntifico I - Siemens

- Radar Ciêntifico II - TBS

- Publieditorial

- Diagnóstico por Imagem

- Engenharia Clínica

- Citologia

- Biossegurança

- Logística Laboratorial

- Laboratório em Destaque

- Informe de Mercado

- Pathocordel

50

ARTIGO CIENTÍFICO III

AVALIAÇÃO DOS ISOLADOS DE

STAPHYLOCOCCUS COAGULAS E NEGATIVA EM

AMOSTRAS DE HEMOCULTURA

62

GESTÃO LABORATORIAL

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CONCORRÊNCIA?

99

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DO NORTE

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PERNAMBUCO

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RONDÔNIA

TOCANTINS

BAHIA

ALAGOAS

SERGIPE

MATO GROSSO

DISTRITO

FEDERAL

GOIÁS

MATO GROSSO

DO SUL

SÃO

PAULO

MINAS

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JANEIRO

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AGENDA

Em função da pandemia do Covid-19, e acompanhando

os desdobramentos da crise, decretos e posicionamentos

dos governos, os eventos presenciais agendados para o

período Outubro e Novembro estão cancelados.

Comprometidos em não propagar informações equivocadas, não

haverá seção Agenda na Revista Newslab Ed 162 e recomendamos

que os interessados em participar de eventos consultem nosso site

durante esse período para se informar sobre apresentações digitais

como webinars e outras alternativas que estão sendo oferecidas

pelas empresas.

Mantenha-se informado em nosso site e em nossas redes sociais.

Agradecemos a compreensão de todos,

Equipe Newslab.

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@revista_newslab

0 14

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


ARTIGO CIENTÍFICO I

ALTERAÇÕES EM BIOMARCADORES

LABORATORIAIS ASSOCIADOS À COVID-19

* Imagem ilustrativa

Autores:

Mauren Isfer Anghebem 1,2 ;

Geraldo Picheth 1 ;

Fabiane Gomes de Moraes Rego 1 .

1. Universidade Federal do Paraná. Departamento de Análises Clínicas.

Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas – UFPR.

2. Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Escola de Ciências da Vida.

Resumo

A pandemia da doença coronavírus 2019 (COVID-19)

ainda está se espalhando em todo o mundo e já causou

a morte de mais de 1,3 milhões de pessoas por insuficiência

respiratória e falência múltipla de órgãos. O laboratório

de análises clínicas tem papel central no diagnóstico,

prognóstico, estadiamento, monitoramento, definição de

condutas e tratamentos e na vigilância epidemiológica

desta infecção de notificação compulsória. Frente à novas

doenças, há procura por biomarcadores precoces de severidade

e prognóstico e que tenham valor clínico. Esta revisão

narrativa aborda particularidades sobre a entrada do

SARS-Cov-2 na célula do hospedeiro e sua relação com o

sistema renina-angiotensina-aldosterona. São destacadas

as alterações de biomarcadores inflamatórios como ferritina,

interleucina-6, proteína C reativa, procalcitonina, marcadores

hepáticos (como albumina e aminotransferases),

pancreáticos, renais e cardíacos. Novos índices laboratoriais

associados à severidade e mortalidade na COVID-19

são também apresentados e discutidos.

Palavras-Chave: COVID-19; alterações bioquímicas; laboratório

Abstract

The pandemic of coronavirus disease 2019 (COVID-19)

is still spreading worldwide and has already caused the

death of more than 1 million people from respiratory

failure and multiple organ failure. Laboratory plays a

central role in the diagnosis, prognosis, staging, monitoring,

clinical decision-making and treatments and

in the epidemiological surveillance of this compulsory

notification infection. Facing a new disease, there is a

search for early biomarkers of severity and prognosis

that have clinical value. This narrative review comments

particularities about the entry of SARS-Cov-2 in

the host cell and its relationship with the renin-angiotensin-aldosterone

system. Changes in inflammatory

biomarkers such as ferritin, interleukin-6, C-reactive

protein, procalcitonin, liver markers (such as albumin

and aminotransferases), pancreatic, renal and cardiac

markers are highlighted. New laboratory indexes associated

with COVID-19 severity and mortality are also

presented and discussed.

Keywords: COVID-19; biochemical changes; laboratory

0 16

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


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ARTIGO CIENTÍFICO I

Introdução

Com mais de 55 milhões de casos

confirmados e mais de 1,3 milhões de

mortes, a pandemia ocasionada pelo

SARS-CoV-2 tem desafiado profissionais

de saúde pelo mundo já que a

doença causada por este novo coronavírus,

a COVID-19, se apresenta sob variadas

nuances com desfechos incertos.

(1,2)

O conhecimento sobre o vírus e a doença

que ele desencadeia está sendo

construído à medida que os infectados

se recuperam ou padecem. Os casos

diagnosticados de COVID-19 apresentam

espectro clínico diverso, desde

uma infecção assintomática até manifestações

severas que podem culminar

em síndrome do desconforto respiratório

agudo grave e morte. Embora

os mecanismos patofisiológicos não

sejam completamente compreendidos,

se observa que os casos mais severos

da COVID-19 tem ocorrido em idosos

ou em pacientes com comorbidades,

particularmente doenças cardiovasculares,

diabetes, doença pulmonar

crônica, doença renal, hipertensão e

câncer. (3,4)

(5). Mas a contribuição das Análises

Clínicas na atual pandemia de CO-

VID-19 vai além da detecção do vírus. É

evidente o envolvimento do laboratório

no acompanhamento do paciente hospitalizado,

no prognóstico, na vigilância

epidemiológica e no monitoramento

terapêutico da COVID-19. Ainda, os

exames laboratoriais podem fornecer

assistência significativa na diferenciação

entre o estágio da COVID-19 grave

e não grave. (6)

Ao passo que a pandemia de CO-

VID-19 avança, a identificação de marcadores

prognósticos e de severidade é

uma necessidade urgente para a Saúde

Pública, pois auxilia a tomada de decisão

médica e direciona o manejo do

paciente. Esta revisão narrativa versa

sobre as principais alterações em marcadores

laboratoriais bioquímicos e sua

relação com a severidade da COVID-19.

SARS-CoV-2 e o receptor ACE-2

O SARS-CoV-2 entra na célula do hospedeiro

através do receptor ACE-2 (do

inglês, Angiotensin Converting Enzyme

ou Enzima Conversora de Angiotensina),

o qual é expresso em diversos

órgãos. A entrada do vírus nas células

humanas que expressam ACE-2 é mediada

pela glicoproteína spike (S) do

envelope viral. Depois de ligar o receptor

ACE-2, proteases do hospedeiro clivam

a proteína S; a primeira clivagem

é feita pela protease furina, e depois a

serina protease transmembranar 2 –

TMPRSS2 faz a clivagem adicional da

proteína S e internalização do vírion

(Figura 1). (7) Outras proteases também

estão envolvidas no processo de entrada

do SARS-COV-2 na célula do hospedeiro,

como tripsinas e catepsinas. (8)

O diagnóstico in vitro, principalmente

usando métodos baseados na reação

em cadeia da polimerase – PCR (do

inglês, Polimerase Chain Reaction) e os

ensaios de imunoabsorção enzimática

– ELISA (do inglês, Enzyme-Linked

Immunosorbent Assay), contribui de

forma eficiente para a identificação

etiológica da infecção por SARS-CoV-2.

Figura 1. Mecanismo de entrada do SARS-CoV-2 na célula do hospedeiro.

A entrada do vírus nas células humanas que expressam a ACE-2 (representada em verde) é mediada pela glicoproteína spike (S)

do envelope viral (representada em azul ao redor de todo o envelope viral). Depois de ligar o receptor ACE-2, a protease furina

(representada em amarelo) faz a primeira clivagem da proteína S, seguida pela clivagem adicional feita pela serina protease

transmembranar 2 – TMPRSS2 (representada em roxo) e internalização do vírion.

FONTE: Adaptado de: (7).

0 18

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


ACE-2 e Sistema

Renina-Angiotensina-Aldosterona

ACE-2 e ACE são proteínas que,

embora homólogas, exercem funções

distintas no sistema Renina-

-Angiotensina-Aldosterona (RAA).

A figura 2 ilustra o papel da ACE-2

no sistema RAA. O angiotensinogênio

é produzido no fígado e liberado

na corrente sanguínea. A

renina secretada pelo aparelho

justaglomerular cliva o angiotensinogênio

em angiotensina I

que é posteriormente convertida

à angiotensina II pela ACE. A angiotensina

II se liga aos receptores

AT1 e AT2 para regular a pressão

arterial e a inflamação, sendo que

a maioria das ações da angiotensina

II ocorre por meio do receptor

AT1. Em paralelo, a ACE-2 celular

é clivada pela metaloprotease

ADAM17. Após a forma ativa da

ACE-2 ser liberada no ambiente

extracelular, a ACE-2 converte a

angiotensina I em angiotensina

1-9 e a angiotensina II em angiotensina

1-7. A ACE também

converte angiotensina 1-9 em angiotensina

1-7. Esta última se liga

ao receptor Mas para mediar os

efeitos opostos de angiotensina II.

Isto é, a ACE-2 compete com ACE

na transformação da angiotensina

I ao transformá-la em angiotensina

1-9. ACE-2 ainda tem a função

de degradar a angiotensina II em

angiotensina 1-7, que age na via

do receptor Mas, ocasionando respostas

anti-inflamatórias.

O eixo ACE-2/Angiotensina 1-7/

Receptor Mas tem efeitos anti-inflamatórios

e anti-fibróticos no

sistema respiratório. (10) Estudos

em animais sugerem que a ACE-2

e a angiotensina 1–7 são protetores

em vários modelos diferentes

de lesão pulmonar. (11,12) Por outro

lado, uma vez ligado à ACE-2, o

SARS-CoV-2 diminui a expressão

de ACE-2 celular e, consequentemente,

a ação da angiotensina II

fica sem oposição, contribuindo

para lesão pulmonar aguda. (13)

Alguns estudos pré-clínicos sugeriram

que os medicamentos inibidores

do sistema RAA poderiam aumentar

a expressão de ACE-2, porta

de entrada para o SARS-CoV-2, colocando

em risco a segurança dos

pacientes com COVID-19. Todavia,

não há dados suficientes para determinar

se essas observações se

traduzem prontamente em humanos.

Ensaios clínicos estão em andamento

para testar a segurança e

Figura 2. Ação da ACE-2 no sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona.

FONTE: Adaptado de (9).

eficácia do uso de moduladores do

sistema RAA na COVID-19, incluindo

o ACE-2 recombinante humano

e a losartana (bloqueador de receptor

de angiotensina II). Somado a

isso, a retirada abrupta dos inibidores

do sistema RAA de pacientes de

alto risco, aqueles com insuficiência

cardíaca ou que sofreram infarto

agudo do miocárdio, pode resultar

em quadro clínico instável e desfechos

adversos. (14)

Marcadores laboratoriais bioquímicos

na COVID-19

O laboratório de análises clínicas

tem atuação precípua no diagnóstico,

monitoramento e prognóstico

da COVID-19, além de ser essencial

para a vigilância epidemiológica

desta doença (Figura 3). A maioria

dos marcadores bioquímicos (biomarcadores)

estão alterados principalmente

em pacientes hospitalizados

com COVID-19, por isso são mais

utilizados com finalidade de monitoramento

e prognóstico da COVID-19.

ARTIGO CIENTÍFICO I

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 19


Autores: Mauren Isfer Anghebem 1,2 ; Geraldo Picheth 1 ;

Fabiane Gomes de Moraes Rego 1 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

As evidências científicas têm apontado

para diversos biomarcadores

alterados em pacientes acometidos

com a COVID-19. As anormalidades

laboratoriais hematológicas mais

comumente reportadas com maior

frequência nos pacientes hospitalizados

com pneumonia no momento

da admissão incluem leucopenia

(9-25%) ou leucocitose (24-30%)

e linfopenia em 63% dos casos

(15,16). Entre 1099 pacientes com

COVID-19, a linfocitopenia estava

presente em 83% e, adicionalmente,

36% apresentava trombocitopenia e

34%, leucopenia. (15)

Mais especificamente na bioquímica,

são frequentemente relatadas

alterações de marcadores inflamatórios

como a proteína C reativa (PCR),

a procalcitonina (PCT), ferritina

(FET), interleucinas (IL), em especial

a IL-6 e IL-10. Também, alterações na

albumina sérica, nas enzimas lactato

desidrogenase (LDH), e nas aminotransferase

AST e ALT (aspartato

aminotransferase e alanina aminotransferase)

tem sido descritas associadas

à COVID-19. (6)

como manutenção da pressão coloidosmótica,

do equilíbrio ácido-básico

e hidroeletrolítico, transporte de ácidos

graxos livres, eletrólitos, metais, bilirrubina,

hormônios. Sua síntese é hepática

e valores aumentados de albumina são

encontrados, basicamente, nos quadros

de desidratação. Em contrapartida,

valores reduzidos podem ocorrer em

diversas condições, desde desnutrição

proteica, lesão renal, doenças hepáticas

crônicas, hemorragias, e quadros inflamatórios.

(17)

Nos casos de infecção por SARS-

-CoV-2, a quantificação sérica da albumina

foi apontada como preditora

da severidade da doença (18,19) .

A redução nas concentrações de albumina

no cenário da COVID-19 é,

provavelmente, devido a danos he-

páticos, possivelmente decorrente de

reações adversas aos medicamentos e

da inflamação sistêmica presente nos

pacientes criticamente enfermos com

COVID-19. Portanto, a dosagem da albumina

deve ser considerada durante

o tratamento de pacientes com medicamentos

hepatotóxicos e naqueles

com doença hepática preexistente,

uma vez que reflete o estado inflamatório

agudo e também disfunção

hepática. (20)

Vários estudos relatam que a albumina

pode ser preditor da severidade da

doença em pacientes com COVID-19 e,

Li e colaboradores mostraram que nos

pacientes gravemente enfermos com

albumina menor que 3,5 g/dL o risco de

morte é maior (sensibilidade: 76,47%,

IC 95%: 0,50–0,93; especificidade:

73,81%, IC 95%: 0,58-0,85). (21)

Serão revisados, a seguir, alguns

dos principais marcadores laboratoriais

bioquímicos destacados no

cenário da COVID-19.

Albumina

A albumina é a proteína mais abundante

no plasma humano e é responsável

por diversas funções biológicas

Figura 3. Exames laboratoriais na COVID-19 e estágios da viremia.

Legenda: qRT-PCR: Reação em cadeia da polimerase transcriptase reversa quantitativa em tempo real (do inglês,

Real-Time Quantitative Reverse Transcription PCR).

Os exames de qRT-PCR são utilizados para a pesquisa do agente etiológico da COVID-19, o SARS-Cov-2, e

tem finalidade diagnóstica e epidemiológica. Os exames que pesquisam a presença de anticorpos anti-SARS-

-CoV-2 tem finalidade epidemiológica. Uma vez infectado, o paciente pode ser acompanhado por meio de diversos

exames laboratoriais, bioquímicos e hematológicos, com a finalidade de monitoramento e prognóstico.

FONTE: Adaptado de (6)

0 20

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Autores: Mauren Isfer Anghebem 1,2 ; Geraldo Picheth 1 ;

Fabiane Gomes de Moraes Rego 1 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

Em uma coorte que envolveu 191

pacientes chineses infectados com

COVID-19 os autores compararam

dados laboratoriais dos não sobreviventes

(n=54) com os dados dos

sobreviventes (n=137). A mediana

da concentração de albumina dos

pacientes que foram a óbito (2,91

g/dL) foi estatisticamente inferior

à dos sobreviventes (3,36 g/dL;

p


Human Anti IgG/A/M

SARS-CoV-2 ELISA

indicado para:

Pacientes não

hospitalizados

Pacientes recém

infectados

Pacientes

com resposta

moderada a leve

Nosso teste é o único kit que quantifica IgA, IgG e

IgM simultaneamente, aumentando a segurança dos

resultados.

Precisão

IgG, IgA, IgM

Especificidade

Proteína Spike

Trimérica

Eficiência

Metodologia de ELISA

Amostras de soro ou

sangue total seco em

papel filtro

Através da detecção de anticorpos específicos para o

vírus da COVID-19


Autores: Mauren Isfer Anghebem 1,2 ; Geraldo Picheth 1 ;

Fabiane Gomes de Moraes Rego 1 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

A reação inflamatória sistêmica na

COVID-19 e nas "síndromes hiperferritinêmicas"

são caracterizadas

por ferritina sérica alta e uma inflamação

severa, sustentada por uma

tempestade de citocinas, podendo

levar à falência de múltiplos órgãos e

morte. Somado a isso, as evidências

clínico-laboratoriais tem mostrado

que a ferritina sérica é um marcador

bioquímico de severidade nas infecções

por SARS-CoV-2. (26–29)

Gandini e colaboradores observaram

hiperferritinemia (ferritina> 500

μg/L) em todos os pacientes com doença

grave na admissão. Além disso,

a análise da curva ROC confirmou a

excelente precisão do prognóstico da

ferritina sérica em pacientes discriminados

com condições clínicas graves

(área sob a curva: 0,939, IC: 0,894 a

0,985 p


ARTIGO CIENTÍFICO I

mo e na homeostasia da glicose e

favoreça o início do DM em indivíduos

susceptíveis, ou amplie a

severidade das complicações associadas

ao diabetes já manifesto. Os

mecanismos propostos para explicar

a associação observada entre

DM e a COVID-19 incluem: a própria

inflamação, alterações na resposta

imune, na coagulação e a agressão

direta do vírus às células beta pancreáticas.

Entretanto, ainda não há

evidências robustas para sustentar

a hipótese de um potencial efeito

diabetogênico da COVID-19. (34–37)

Interleucinas

A infecção por SARS-CoV-2 ativa

respostas imunes inatas e adaptativas.

A resposta inflamatória inata

descontrolada e resposta imune

adaptativa prejudicada pode resultar

em danos teciduais, tanto em sítio

específico quanto de forma sistêmica.

Muitos pacientes com COVID-19

severa exibem concentrações séricas

expressivamente elevadas de citocinas

pró-inflamatórias, incluindo interleucina-6

(IL-6) e IL-1β, bem como

IL-2, IL-8, IL-17, G-CSF, GM-CSF, IP10,

MCP1, MIP1α (também conhecido

como CCL3), e TNF. A ativação conjunta

destas múltiplas citocinas tem sido

descrita como a “tempestade perfeita”

para o processo inflamatório. (38–40)

Altas concentrações de citocinas

pró-inflamatórias podem levar ao

choque circulatório e danos teciduais

no coração, fígado e rim, além de insuficiência

respiratória. Em estudo de

coorte multicêntrico, foi observado

que pacientes graves com COVID-19

que não sobreviveram apresentaram

concentrações plasmáticas de IL-6

significativamente maiores, quando

comparado àqueles que sobreviveram.

(3) Outros estudos confirmaram

a elevação da IL-6 em paciente com

COVID-19 que evoluíram para a fase

crítica da doença. (41–43) Relevante ressaltar

que a concentração exacerbada

de IL-6 em pacientes COVID-19-críticos

foi correlacionada a carga viral

plasmática do SARS-CoV-2. (44)

Lipase

O SARS-COV-2 afeta múltiplos órgãos

e uma das explicações é a expressão

do seu receptor ACE-2 em

diversas células humanas. Como já

mencionado, o pâncreas expressa

altos níveis de ACE-2, tanto nas

células acinares quanto nas células

da ilhota, e isso pode justificar os

achados da atividade sérica da lipase

aumentada em pacientes com

COVID-19. (45)

Barlass e colaboradores analisaram

a concentração de lipase de 83 americanos

internados com COVID-19.

Os pacientes com lipase superior a 3

vezes o valor de referência máximo

apresentaram maior taxa de internamento

na UTI (92,9% vs 32,8%;

p < 0.001) e de intubação (78,6%

vs 23,5%; p= 0,002) quando comparados

com os pacientes com lipase

menor que 3 vezes o valor de referência

máximo. (46) Outro grupo de

pesquisadores afirma que, embora

a hiperlipasemia tenha sido observada

em uma minoria de pacientes

com COVID-19, a pancreatite aguda

é incomum. Em seu estudo, a hiperlipasemia

não foi associada a um

fenótipo de COVID-19 grave ou mau

prognóstico. (47)

É relevante monitorar possível lesão

pancreática causada pelo SARS-

-CoV-2, primeiro pela alta expressão

de ACE-2 no pâncreas; segundo, pela

considerável proporção de pacientes

com COVID-19 com lesão pancreática;

e, terceiro, porque as consequências

da lesão pancreática podem

ser potencialmente graves, com exacerbação

da inflamação sistêmica,

acelerando a ocorrência da síndrome

do desconforto respiratório agudo e

possibilidade de evolução para pancreatite

crônica. (45)

Marcadores renais

A ligação do SARS-CoV-2 ao receptor

ACE-2 pode acabar ativando o sistema

R-A-A e com isso aumentar a reabsorção

tubular de sódio e água e, de forma

passiva, reabsorver também a ureia. O

próprio processo multi-inflamatório

sistêmico presente em pacientes críticos

com COVID-19 pode aumentar

a reabsorção tubular da ureia e, consequentemente,

aumentar a relação

ureia/creatinina (U/C). Portanto, a

relação U/C pode ser um marcador de

prognóstico ou severidade de pacientes

hospitalizados com COVID-19. (48,49)

0 26

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Autores: Mauren Isfer Anghebem 1,2 ; Geraldo Picheth 1 ;

Fabiane Gomes de Moraes Rego 1 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

Ok e colaboradores avaliaram 139

pacientes turcos hospitalizados

com COVID-19 e observaram que

a relação U/C apresentou a melhor

correlação com a severidade,

quando comparada com a relação

neutrófilo/linfócito, que tem sido

um importante marcador de severidade

nas infeções por SARS-CoV-2.

(48,50) Os autores mostraram que

o valor da relação U/C que pode

prever a gravidade da doença CO-

VID-19 é 33,5, com área sob a curva

de 0,98 (IC 95%: 0,96-1,00). (48)

Vale lembrar que o receptor ACE-2

para o novo coronavírus é 100 vezes

mais expresso nos rins que no pulmão;

portanto, avaliar a relação U/C

pode ser útil no manejo do paciente

com COVID-19. (51)

Valores aumentados de ureia plasmática

na admissão de pacientes

com COVID-19 têm sido encontrados

em pacientes graves, enquanto casos

não graves apresentavam valores

normais. (52) Liu e colaboradores analisaram

os dados de 12.413 pacientes

chineses com COVID-19, incluindo

8.441 casos não graves, 3.202 casos

graves e 770 mortes. Na admissão,

764 (6,29%) tinham valores aumentados

de ureia plasmática, 633

(5,22%) tinham creatinina sérica

aumentada e 1422 (11,66%) tinham

redução de ácido úrico plasmático.

(49)

Os autores usaram análises de

regressão de Cox de efeito misto e

curvas de sobrevivência de Kaplan-

-Meier para demonstrar as associações

de ureia, creatinina e ácido úrico

com o risco de mortalidade dentro

do estudo coorte. Detectou-se que o

aumento do risco de mortalidade

por todas as causas – ajustando para

idade, sexo e comorbidades, está associado

à concentrações elevadas de

ureia (razão de risco ajustado: 6,27,

IC 95%: 5,29 - 7,42) e creatinina (razão

de risco ajustado: 2,65, IC 95%:

2,17 - 3,23) ou concentrações reduzidas

de ácido úrico (razão de risco

ajustado: 2,10, IC 95%: 1,75 - 2,51)

na admissão. Dentre os 3 marcadores,

a ureia basal elevada foi associada

ao maior risco de mortalidade.

Em resumo, os autores concluem que

pacientes com COVID-19 com ureia e

creatinina basais elevadas ou com

ácido úrico reduzido na admissão

apresentaram taxa de sobrevivência

marcadamente mais baixa do que

aqueles com concentrações normais

desses três marcadores renais. (49)

Perfil lipídico

Fan e colaboradores analisaram

o perfil lipídico de pacientes antes

dos mesmos se infectarem pelo

SARS-CoV-2 e durante todo o curso

da COVID-19. O estudo foi realizado

com pequeno tamanho amostral,

mas demonstrou que a média das

concentrações do colesterol da lipoproteína

de baixa densidade (LDL-

-c) em todos os pacientes foi significativamente

menor no momento

da admissão (107,7 mg/dL) em

comparação com as concentrações

anteriores à infecção (134,6 mg/dL;

p


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doenças renais.

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2021


Autores: Mauren Isfer Anghebem 1,2 ; Geraldo Picheth 1 ;

Fabiane Gomes de Moraes Rego 1 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

A redução nas concentrações dos

lipídios é, provavelmente, resultado

dos complexos processos envolvidos

na infecção por SARS-COV-2.

Várias hipóteses para esta alteração

no perfil lipídico de pacientes com

COVID-19 são descritas. A lesão

hepática, com consequente alterações

no metabolismo e síntese de

lipídios e lipoproteínas é uma das

hipóteses mais consistentes para

explicar o comportamento do perfil

lipídico na COVID-19. As citocinas

pró-inflamatórias induzidas por

infecção viral também afetariam o

metabolismo lipídico, pela oxidação

de LDL causada por espécies

reativas de oxigênio. Ainda, uma

terceira hipótese residiria no fato

de que os pacientes com COVID-19

podem ter uma permeabilidade

vascular aumentada causada por

inflamação induzida por vírus, promovendo

consumo excessivo ou

redistribuição de partículas de HDL

do espaço intravascular para o extravascular.

(53)

Com base nas evidências da associação

entre valores de HDL-c baixos

e mau prognóstico, sugere-se

tratamento e monitoramento mais

intensivos naqueles pacientes com

COVID-19 e HDL-c baixo.

Procalcitonina

A procalcitonina (PCT) é um

marcador inflamatório bastante

utilizado em unidades de terapia

intensiva para monitorar infecções

bacterianas e sepsis. Em condições

fisiológicas normais, a procalcitonina

é produzida por células neuroendócrinas

da tireoide e é encontrada

em concentrações plasmáticas baixas.

Em quadros de infecção bacteriana,

a produção extratireoidiana

é ativada e ocorre um aumento na

produção e liberação de PCT após 3

a 6 horas. Este aumento é sustentado

por concentrações aumentadas

de interleucina (IL) -1β, fator de

necrose tumoral (TNF) -α e IL-6.

No entanto, a síntese desse biomarcador

é inibida pelo interferon

(INF) -γ, cuja concentração aumenta

durante as infecções virais. Isso

explica o porquê dos valores de PCT

geralmente se encontrarem sem

alterações em quadros virais. Logo,

é esperado que o valor de PCT permaneça

dentro da normalidade em

vários pacientes com infecção por

SARS-CoV-2 não complicada; e o

seu aumento refletiria uma infecção

bacteriana secundária naqueles

que desenvolveram forma grave da

COVID-19, contribuindo assim para

complicar o quadro clínico. (58)

Contudo, o comportamento da PCT

na infecção pelo novo coronavírus

tem sido variável. Alguns estudos

mostram que as concentrações de

PCT de pacientes com COVID-19 no

momento do internamento é, na

maioria das vezes, dentro do intervalo

de referência; e aumentam nos

casos em que os desfechos clínicos

são desfavoráveis (59) , indicando o

potencial da PCT como biomarcador

de severidade e mau prognóstico. (6)

Ainda, a PCT é útil em identificar

pacientes críticos em risco de falência

de órgãos. (60) Sendo assim, a

determinação seriada de procalcitonina

pode ter valor prognóstico,

prevendo a evolução da COVID-19

para formas graves. (58).

As concentrações de PCT foram

associados também ao tempo de

ventilação mecânica em pacientes

internados com COVID-19. Em uma

coorte observacional, os autores

demonstraram que concentrações

de PCT > 0,1 ng/mL na admissão

foram associadas à ventilação mecânica

prolongada em pacientes

graves com COVID-19. A duração da

ventilação mecânica foi, em média,

5,6 dias mais longa quando comparada

com pacientes com concentração

inicial de PCT < 0,1 ng/mL. (61)

Já a meta-análise conduzida por

Vazzana, Dipaola e Ognibene trouxe

resultados conflitantes em relação ao

uso da PCT na COVID-19. Ainda que

o considerem um marcador específico,

os autores afirmam que a PCT

se mostrou normal na maioria dos

pacientes graves analisados por eles,

mostrando baixa sensibilidade em

identificar pacientes com COVID-19

com risco aumentado de eventos

adversos. Suas limitações como biomarcador

para estratificação de risco

incluiriam baixa sensibilidade, necessidade

de dosagens seriadas, custos e

0 30

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


ARTIGO CIENTÍFICO I

disponibilidade limitada. Entretanto,

os pesquisadores comentam que há

evidências crescentes sugerindo que

a PCT está aumentada em um subgrupo

de pacientes com COVID-19 em

risco de desfechos clínicos adversos.

Finalizam sugerindo a condução de

estudos adicionais que verifiquem se

a PCT pode ser usada para detectar

infecções bacterianas secundárias e

orientar a terapia com antibióticos no

cenário da COVID-19. (60)

Proteína C Reativa

A proteína C reativa (PCR), proteína

de fase aguda secretada pelo

fígado, é um marcador bioquímico

inflamatório inespecífico amplamente

utilizado pela sua alta sensibilidade

e tem sido reportada em

diversos estudos com pacientes

hospitalizados com COVID-19, associada

com a severidade da doença.

(62) Inclusive, concentração

elevada de PCR na admissão é um

fator de risco independente para

morte dos pacientes graves. (52)

Em um estudo com 48 indianos

hospitalizados com COVID-19,

aqueles com manifestação clínica

severa apresentaram alterações

bioquímicas estatisticamente diferentes

daqueles com apresentação

clínica não severa, com aumento de

PCT, LDH, FET, IL-6 e PCR. Dos 42

pacientes com quadro não severo,

a mediana da concentração de PCR

foi 2,95 mg/dL (1,4-6,0 mg/dL)

contra uma mediana de 7,2 mg/dL

(4,4 – 8,9 mg/dL; p90%) e 6,6 mg/dl

em pacientes em hipoxemia. Ruan

e colaboradores (43) observaram

correlação entre as concentrações

plasmáticas de PCR e risco de mortalidade.

Xu e colaboradores demonstraram

que pacientes críticos

apresentam valores de PCR mais

elevados que aqueles com quadros

moderados (9,2 mg/dL versus 1,0

mg/dL; p


vias e marcadores inflamatórios de fase

aguda elevados, mas não foi associado

a evidências eletrocardiográficas de infarto

agudo do miocárdio. (68)

A lesão do miocárdio na COVID-19

pode ser explicada por 2 mecanismos:

a) citocinas pro-inflamatórias

favorecem a isquemia e trombose,

lembrando que a hipóxia promove

aumento de cálcio intracelular levando

à apoptose do miócito; b) ou

ainda, uma disfunção miocárdica

pela ação direta do SARS-CoV-2 no

coração, uma vez que os miócitos e

as células endoteliais vasculares expressão

o receptor ACE2. Identificar

se a angústia respiratória, a hipóxia

e o choque circulatório que alguns

pacientes com COVID-19 tem é de

origem cardíaca é muito importante

para direcionar este paciente

para exames complementares e tratamento

diferenciado. (7)

Velhos marcadores, novas

combinações

Como já descrito, diversos marcadores

laboratoriais bioquímicos estão alterados

nos pacientes com quadros severos

de COVID-19. Nestas condições,

os pacientes apresentam inflamação

sistêmica exacerbada e mau estado

nutricional. Com base nesta premissa,

tem sido considerada a utilização de

combinações de parâmetros laboratoriais

na determinação da gravidade da

COVID- 19. Análises estatísticas são

aplicadas para explorar preditores de

doença e mortalidade. A partir destas

análises algumas combinações têm se

destacado, como a relação neutrófilos/linfócitos,

relação plaquetas/linfócitos,

relação linfócitos/monócitos,

relação PCR ultrassensível/albumina,

proporção de albumina para fibrinogênio,

índice nutricional prognóstico,

índice de inflamação imunológica sistêmica

e relação PCR ultrassensível/

pré-albumina. (69,70)

A relação PCR ultrassensível-albumina,

relação PCR ultrassensível/pré-albumina

e o índice nutricional prognóstico

foram correlacionados com o risco

de manifestação grave da COVID-19 e,

o nomograma combinando os três pa-

ARTIGO CIENTÍFICO I

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Autores: Mauren Isfer Anghebem 1,2 ; Geraldo Picheth 1 ;

Fabiane Gomes de Moraes Rego 1 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

râmetros mostrou boa discriminação.

Além disso, a relação PCR ultrassensível/albumina

e a relação PCR ultrassensível/pré-albumina

foram correlacionadas

com a duração da internação

hospitalar. (69)

Yang e colaboradores destacaram a

relação PCR/linfócito como um bom

marcador de severidade na COVID-19,

com área sob a curva de 0,781 (IC 95%;

0,693–0,856; p


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ARTIGO CIENTÍFICO I

e pelo processo inflamatório exacerbado.

Esta revisão narrativa descreveu

as principais alterações bioquímicas

presentes na COVID-19, com destaque

para a redução da albumina sérica,

hiponatremia, aumento de marcadores

inflamatórios como ferritina, IL-6,

PCR, PCT, aumento de transaminases,

de marcadores hepáticos, pancreáticos,

renais e cardíacos, além de apresentar

combinações de parâmetros como novos

índices ou marcadores de severidade

e mortalidade.

Referências

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Bootsveld A. Primary presentation of COVID-19

solely with gastrointestinal symptoms: a problem

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ARTIGO CIENTÍFICO I

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 37


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ARTIGO CIENTÍFICO II

INSTRUÇÕES PARA COLETA DE

EXAMES LABORATORIAIS

CONTRIBUEM OU NÃO PARA O ADEQUADO PREPARO DOS PACIENTES?

* Imagem ilustrativa

Autores:

Andreia Paula Lopes de Almeida;

Janilce Carvalho Negreiros;

Kelen Cristina da Silva.

Sociedade Educacional de Santa Catarina – SOCIESC

Unidade Florianópolis

Graduação em Biomedicina

Resumo

A fase pré analítica tem o maior índice de erros no processo

de análises clínicas. O objetivo deste estudo foi

investigar se as instruções para coleta de exames laboratoriais

contribuem ou não para o adequado preparo dos

pacientes e identificar as suas principais dificuldades. A

pesquisa foi realizada na cidade de Florianópolis e região

entre os meses de abril e maio de 2020. Foram selecionados

47 pacientes que responderam a um questionário

online contendo 17 perguntas sobre o perfil dos participantes;

72,3% eram do sexo feminino e 27,7% do sexo

masculino com faixa etária entre 20 e 65 anos. O estudo

identificou possíveis melhorias na linguagem das instruções

bem como intensificar as informações sobre o jejum

e outros interferentes.

Palavras-Chave: Instruções; Coleta; Questionário;

Pacientes.

Abstract

The pre-analytical phase has the highest error rate in

the clinical analysis process. The aim of this study was

to investigate how instructions for collecting laboratory

tests contributed or not to the proper preparation of patients

and identification of main difficulties. A survey

was carried out in the city of Florianópolis and in the

region between the months of April and May 2020. 47

patients were selected who answered an online questionnaire,

including 17 questions. Regarding the profile

of the participants, 72.3% were female and 27.7%

male, aged between 20 and 65 years. The study identified

possible improvements in the language of the

instructions as well as intensifying information about

fasting and other interferences.

Keywords: Instructions; Collect; Questionnaire,

Patients.

0 40

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Introdução

Segundo GUIMARÃES et al. (2011) os

laboratórios de medicina diagnóstica

auxiliam nas decisões médicas frente

aos pacientes. Por essa razão os médicos

e pacientes necessitam ter confiança

e segurança nos laudos fornecidos

pelos laboratórios clínicos. Porém, a

fase do laboratório conhecida como

pré-analítica, vem sendo apontada por

diferentes estudos, como a grande responsável

pelos erros laboratoriais.

Nela estão inclusos a indicação do exame,

redação da solicitação, transmissão

de eventuais instruções de preparo do

paciente, avaliação do atendimento às

condições prévias, procedimentos de

coleta, acondicionamento, preservação

e transporte da amostra biológica até o

momento em que o exame seja, efetivamente,

realizado. SOCIEDADE BRASILEIRA

DE PATOLOGIA CLÍNICA (2010). A principal

razão para a alta frequência de erros nesta

fase do processo está na dificuldade de

controlar as variáveis pré-analíticas e em

realizar melhoria nos processos, pois diversas

variáveis encontram-se no preparo

do paciente e no momento da coleta e

identificação de amostras biológicas. Em

relação ao processo de preparo do paciente

a RDC 302 (2005) declara que o laboratório

clínico e o posto de coleta laboratorial

devem disponibilizar ao paciente ou responsável,

instruções escritas e ou verbais,

em linguagem acessível, orientando sobre

o preparo e coleta de amostras tendo

como objetivo o entendimento do paciente.

Revisões literárias relataram que de

uma forma ideal, o paciente deveria contatar

o laboratório clínico, onde receberia

informações adicionais e precisas, com

alguns detalhes como - o melhor horário

para a coleta e a necessidade da retirada

de frascos próprios para a coleta domiciliar

de algum material. De acordo com a SBPC

o paciente, absolutamente, não é um

agente neutro neste contexto, influenciando

de forma significativa a qualidade

do atendimento que lhe é prestado. Dessa

forma, é preciso alguma atenção no sentido

de se assegurar que ele compreendeu

as instruções ministradas e que dispõe de

meios para segui-las. Algumas vezes, não

é tarefa fácil obter informações críticas,

omitidas voluntariamente ou involuntariamente

pelo paciente.

ARTIGO CIENTÍFICO II

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 41


Autores: Andreia Paula Lopes de Almeida; Janilce Carvalho Negreiros;

Kelen Cristina da Silva.

ARTIGO CIENTÍFICO II

Diante disso, o presente estudo visa

se inteirar da posição atual do paciente

em relação as instruções, identificando

os pontos a ser melhorados, de forma

que possa agregar de maneira positiva

no processo de minimização dos erros

da fase pré analítica.

Objetivos

Objetivo Geral

Constatar se os pacientes seguem

adequadamente as orientações dos

laboratórios clínicos para a realização

de exames laboratoriais.

Objetivos Específicos

Identificar se os pacientes realizam a

leitura das instruções de coleta;

Verificar se os pacientes interpretam

adequadamente as instruções de coleta;

Constatar se os pacientes esclarecem as

dúvidas pertinentes as instruções de coleta;

Comprovar se os pacientes seguem integralmente

as instruções;

Verificar se os pacientes utilizam a internet

, material impresso ou outra fonte de

pesquisa sobre as instruções dos exames;

Métodos

Aspectos Éticos da Investigação

O presente estudo respeitou as diretrizes

e critérios estabelecidos na Resolução

466/12 do Conselho Nacional

de Saúde (CNS), segundo os preceitos

éticos estabelecidos no que se refere

a zelar pela legitimidade das informações,

privacidade e sigilo das informações,

quando necessárias, tornando os

resultados desta pesquisa públicos.

Através de um formulário eletrônico foi

apresentado à pesquisa aos participantes,

seguido de uma explicação completa

e detalhada sobre todos os aspectos que

envolvem a pesquisa: objetivo, natureza,

benefícios e riscos implicados.

Os participantes estavam livres para retirar-se

do trabalho a qualquer momento

que julgassem necessário. Para proteção

legal e demonstração de consensualidade

dos participantes na pesquisa foi assinado

o Termo de Consentimento Livre

e Esclarecido (TCLE) (vide Apêndice B).

Tipo de Delineamento

A pesquisa deste trabalho, de acordo

com os objetivos do mesmo e a abordagem,

foi classificada como descritiva

e quantitativa, indicando o percentual

sobre a opinião dos participantes.

Cenário da Pesquisa

A pesquisa foi realizada com a participação

de moradores de Florianópolis/

SC e região, com a faixa etária entre 20

a 65 anos de idade, no período de abril

a maio de 2020.

Coleta de Dados

A coleta de dados foi realizada por

meio de um formulário eletrônico tabulado

no Google Forms e o acesso

foi disponibilizado via e-mail. Para

preenchimento do formulário, todos

os participantes aceitaram eletronicamente

o TCLE. O formulário estava

disponível conforme o cronograma e

foi indisponibilizado ao iniciar a análise

dos dados.

O formulário solicitou aos participantes

dados pessoais, patológicos, hábitos

de vida e também a opinião sobre

situações que acontecem no dia a dia

quando realizam exames laboratoriais.

Todas as perguntas tinham preenchimento

obrigatório. Caso o participante

não soubesse ou não desejasse responder

alguma das perguntas, havia uma

orientação para explicitar tal desinformação

ou desejo.

Para encaminhar o formulário de

coleta de dados, foi solicitado acesso

aos e-mails dos participantes. Essa

informação foi mantida em sigilo e utilizada

apenas para os fins descritos na

pesquisa.

Análise dos Dados

Por meio do formulário do Google os

dados coletados geraram uma planilha

em Excel que representou o banco de

dados da pesquisa. Com objetivo de

conhecer os dados coletados, foi utilizada

a estatística descritiva e quantitativa

de acordo com as variáveis categóricas,

utilizando frequências simples e

relativa.

Resultados

A pesquisa online obteve 47 participações,

sendo 72,3% do sexo feminino

com faixa etária acima de 50 anos

(Tabela 1), predominantemente com

ensino superior completo (36,2%) e

com companheiro (a). O material impresso

com instruções para exames

laboratoriais, fornecido pela maioria

dos Laboratórios de Análises Clínicas

0 42

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


é o mais indicado segundo 57,4%

dos participantes, seguido da consulta

via internet (Gráfico 1); Sendo que

29,8% acreditam que as informações,

em algumas situações, não são apresentadas

de maneira esclarecedora e

que ilustrações e desenhos auxiliam

no entendimento (93,6%). Quando

indagados sobre seguir rigorosamente

as instruções de coleta, 100% do grupo

participante concorda sobre a importância,

completando ainda, que em

caso de dúvidas todos procuram maiores

informações antes de realizarem

os exames; 55,3% principalmente em

exames que apresentam regras sobre

jejum, como a ingestão de água, que

para 51,1% dos participantes interfere

nos resultados de exames laboratoriais.

Somente 4,3% realizam em cada seis

meses check ups ou exames de rotina,

19,1% possuem alguma doença

crônica ou aguda e 91,5% não possui

alergia alimentar ou medicamentosa

(Tabela 2). Todos os participantes com

o hábito de fumar confirmaram aderir

à orientação de abstinência em casos

de exames que a solicitam. Ao serem

questionados sobre quando a orientação

não é seguida integralmente para a

realização do exame solicitado: 80,9%

afirmam comunicar ao laboratório;

10,6% às vezes e 8,5% não comunicam

o ocorrido.

Discussão

As instruções de coleta tem grande

influência no resultado dos exames.

De acordo com As Recomendações da

Sociedade Brasileira de Patologia Clí-

Gráfico 1 - Sobre a preferência entre os meios de instruções oferecidos para a realização

de exames laboratoriais

Tabela 1 - Características da Amostra

Tabela 2 - Dados Patológicos

nica, para Coleta de Sangue venoso,

os médicos desempenham um papel

importante nas orientações de preparo

aos exames no momento da solicitação,

informando ao paciente sobre a

eventual necessidade de preparo como

o jejum, dieta específica, interrupção

do uso de alguma medicação, uso do

álcool e fumo, bem como a prática da

atividade física.

O paciente tem o dever de buscar

esclarecimentos caso haja dúvidas

nas orientações pois ele é um agente

ARTIGO CIENTÍFICO II

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 43


Autores: Andreia Paula Lopes de Almeida; Janilce Carvalho Negreiros;

Kelen Cristina da Silva.

ARTIGO CIENTÍFICO II

influenciador no resultado do exame.

O laboratório deveria se certificar

de que o paciente compreendeu as

instruções recomendadas. Os laboratórios

fornecem as instruções impressas,

sendo essa a preferência de

57,4% dos pacientes entrevistados.

A Sociedade Brasileira de Patologia

Clínica, no livro de recomendações

para exames de sangue, salienta que

as instruções devem ser transmitidas

de forma verbal ou escrita em

linguagem simples para que haja a

compreensão do paciente.

As instruções de coleta disponíveis na

internet tem a preferência de 33,3%

dos entrevistados sendo um recurso

moderno que pode auxiliar se as fontes

de procura forem confiáveis. Vale

ressaltar que 29,8% afirma que em algumas

situações as instruções não são

apresentadas de maneira esclarecedora.

Ainda sobre esta questão 93,6%

declara que as ilustrações e desenhos

contribuiriam no entendimento das

instruções.

Na fase pré analítica há algumas condições

de variações que podem interferir

na exatidão dos resultados, por isso

é importante que se conheça, controle

e se evite essas interferências. (Fatores

pré Analíticos e Interferentes em ensaios

laboratoriais, SBPC). Neste item

55,3% afirma buscar esclarecimentos

em caso de dúvidas em exames que

apresentam regras sobre jejum, como

a ingestão de água, que para 51,1%

dos participantes interfere nos resultados

de exames laboratoriais. Quando a

orientação não é seguida integralmente,

80,9% comunicam ao laboratório;

10,6% às vezes e 8,5% não comunicam

o ocorrido.

De forma habitual o jejum é solicitado

nos exame de sangue. O período

indicado é de 8 horas, podendo

ser reduzido a 4 horas na maioria dos

exames e em casos especiais sendo

em crianças de baixa idade, se reduz

a uma ou duas horas. Realizar um

exame após uma refeição pode alterar

a turbidez do soro, o que pode interferir

em algumas metodologias. O

jejum prolongado acima de 16 horas

deve ser evitado. (Recomendações

da Sociedade Brasileira de Patologia

Clínica para Coleta de Sangue

Venoso, página 4). Nos exames para

diagnóstico do diabetes é necessário

jejum de 8 horas. Para o perfil lipídico

é de 12 horas devido a dosagem

de triglicerídeos.

Em relação a água, 51,1% dos

entrevistados acredita que há inteferência

no jejum, enquanto que

48,9% não concorda (Gráfico 2).

A água, de acordo com o Instituto

de Análises Clínicas de Santos, não

interfere no jejum para exames de

sangue, inclusive é recomendada,

pois hidrata enchendo as veias facilitando

a punção sanguínea. A água

deve ser tomada pura e de forma

moderada. Já em exames de urina

não deve ser ingerida pois pode

ocorrer a diluição da amostra.

Sobre os dados patológicos, 80,9%

não possui doenças crônicas ou agudas

enquanto 19,1% possui. Não foi questionado

quanto ao uso de medicamentos

contínuos. Em alguns exames eles

devem ser interrompidos ou informado

sobre o uso ao laboratorista pois podem

causar variações nos resultados dos exames.

Eles podem causar efeitos fisiológicos

na indução e inibição de enzimas,

pode haver competição metabólica, e a

própria ação farmacológica. Do ponto de

vista da análise da amostra os medicamentos

podem causar reações cruzadas.

O uso do cigarro no dia da coleta

pode interferir no resultado de alguns

exames. Sobre os entrevistados, 100%

relata suspender o uso quando solicitado

nas instruções. Entretanto no

artigo escrito por Ramos Ludimila et

al; intitulado: “Avaliação de variáveis

pré-analíticas em exames laboratoriais

de pacientes atendidos no Laboratório

Central de Vitória da Conquista, Bahia,

Brasil” foi constatado que 84,2% dos

pacientes fumaram no dia da coleta ou

no dia anterior. No exame foi identificado

o possível aumento de eritrócitos

em pacientes tabagistas. Isso se deve

a afinidade do monóxido de carbono

e a hemoglobina, desta forma o organismo

produz mais eritróxitos para

aumentar os sítios de ligação entre o

oxigênio. De acordo com SBPC o uso do

cigarro pode elevar a concentração de

leucócitos, o nível de adrenalina, aldosterona,

antígeno carcinoembriônico,

cortisol bem como reduzir a concentração

de colesterol bom, o HDL.

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Revista NewsLab | Out/Nov 2020


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Autores: Andreia Paula Lopes de Almeida; Janilce Carvalho Negreiros;

Kelen Cristina da Silva.

ARTIGO CIENTÍFICO II

A pesquisa demonstrou que 100%

dos entrevistados acreditam na importância

de seguir corretamente as orientações

de coleta. Em caso de dúvidas

55,3% busca esclarecimentos antes de

realizar os exames. As instruções de coleta

interferem na exatidão dos resultados

dos exames. O preparo adequado

dos pacientes pode contribuir na qualidade

da gestão pré analítica. Esse preparo

depende dos médicos que podem

intruir os pacientes na hora da consulta,

da equipe de profissionais que trabalha

nos laboratórios que oriente e esclareça

as posíveis dúvidas,e principalmente,

depende do paciente.

Gráfico 2 - Interferência da ingestão de água

Por fim, 80,9% responderam que

informam o laboratório quando não

cumprem as instruções de coleta, enquanto

que 10,6% informam as vezes

e 8,5% não informam. (Gráfico 3). Para

que haja o preparo adequado para a

coleta, o paciente precisa entender as

orientações, questionar se houver dúvidas,

informar caso não tenha seguido

alguma instrução. As variações nas

condições de coleta como o jejum, o

uso de fármacos, o cigarro, o álcool e a

prática de atividade física são classificados

como possíveis interferentes nos

resultados dos exames. Para a obtenção

de um diagnóstico correto, esses

interferentes precisam ser repassados

nas instruções. Desta forma é possível

perceber como a participação ativa do

paciente influencia diretamente nos resultados

laboratoriais, que começa inclusive

no momento em que ele recebe

do médico a requisição de exames.

Gráfico 3 - Comunicação ao laboratório sobre quando as orientações não

são seguidas integralmente

Conclusão

Em seu conjunto os dados analisados

informam que 100% dos entrevistados

consideram importante seguir rigorosamente

as instruções de coleta,

57,3% prefere o material impresso e

29,8% considera que as instruções não

são apresentadas de maneira clara. Essa

opinião é de grande valia e responde de

forma parcial nossa questão de estudo

sobre a contribuição das instruções de

coleta no preparo adequado dos pacientes.

De acordo com os entrevistados, elas

facilitariam o entendimento se fossem

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Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Autores: Andreia Paula Lopes de Almeida; Janilce Carvalho Negreiros;

Kelen Cristina da Silva.

ARTIGO CIENTÍFICO II

apresentadas de forma mais simples e

clara, inclusive com ilustrações e desenhos

conforme a opinião de 93,6%.

Em relação aos interferentes, o jejum

ainda é um fator que gera dúvidas aos

entrevistados, principalmente na possível

ingestão de água; Para 51,1% a

ingestão de água interfere nos resultados

de exames laboratoriais que necessitam

de jejum, sendo na verdade,

de acordo com a literatura, prejudicial

apenas quando ingerida em grandes

quantidades antes do exame de sangue,

interferindo somente nos exames

de urina devido a diluição dos

componentes.

Uma boa forma de se tentar evitar erros

na fase pré-analítica, é aplicar nas

instruções juntamente com ilustrações

as variáveis que interferem nos exames,

como no caso do cigarro, álcool, fármacos

e a água. Para o preparo adequado

no momento da coleta, ressaltamos

que o laboratório deve contar sempre

com uma equipe treinada e atualizada

sobre todas as instruções dos exames,

esclarecendo também, possíveis dúvidas

através do chat no site do próprio

laboratório ou telefone.

Sendo assim, concluímos que medidas

adotadas para reduzir ou evitar as

inexatidões laboratoriais nesta etapa,

são de suma importância. Os laboratórios

clínicos devem ter cuidados especiais

para garantir um preparo correto

do paciente, podendo e devendo contar

com a colaboração de toda a equipe

e também de médicos e seus auxiliares,

para explicar ao paciente todo o

procedimento correto de cada exame

solicitado, logo o paciente bem informado,

costuma ser mais colaborativo e

consciente em relação a qualquer procedimento

que necessite passar.

Referências Bibliográficas

ABNT AMN ISSO/TS 22367:2009. Laboratório Clínico.

Redução do erro através da gestão de riscos

e melhoria contínua (ISSO/TS 22367-2008,IDT).

Acesso em 20/06/2020. ANDRÍOLO ADEMAR; ET

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Gomes. Principais paramêtros biológicos avaliados

em erros na fase préanalítica de laboratórios

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v 48, n 3. p 163-168. Junho 2012. FLEURY. Exames

laboratoriais e a Importância dos Cuidados

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ARTIGO CIENTÍFICO III

AVALIAÇÃO DOS ISOLADOS DE

STAPHYLOCOCCUS COAGULASE NEGATIVA

EM AMOSTRAS DE HEMOCULTURA.

* Imagem ilustrativa

Autores: Bruno de Souza Mayer 1 ,

Carolina Mallmann Wallauer de Mattos 2

1 - Mestrando do programa de pós-graduação em ciências da saúde da universidade

federal de ciências da saúde de Porto Alegre – UFCSPA

2 – Mestre em Biologia Celular e Molecular, Professora da Universidade Luterana

do Brasil – ULBRA - Canoas

Resumo

Introdução: Estafilococos coagulase negativa (ECN) estão entre os

microrganismos mais frequentemente isolados no laboratório de microbiologia.

Entretanto, seu significado clínico em muitas situações

é difícil de estabelecer, uma vez que podem ser comensais inofensivos

ou patógenos invasores. ECN tem sido considerado, usualmente,

como contaminantes; entretanto, as infecções graves associadas aos

ECN não são um fenômeno novo. Objetivo: Este trabalho teve como

objetivo avaliar os isolados de Staphylococcus coagulase negativa em

amostras de hemoculturas dos pacientes atendidos em um hospital

de Canoas no período entre julho de 2018 a julho de 2019. Método:

Os pacientes foram classificados em dois grupos, contaminantes e

significantes com base nos critérios: tempo de positividade das hemoculturas

e crescimento de ECN em amostras pareadas. Resultados:

Das 249 hemoculturas, 22 amostras oriundas de 17 pacientes,

apresentaram crescimento de ECN e foram classificadas conforme

a metodologia. Verificou-se que 5 pacientes (29,6%) foram considerados

como significantes e 12 (70,4%) foram classificados como

contaminantes. Discussão: ECN são os principais contaminantes encontrados

em hemoculturas, porém este gênero bacteriano também

foi relatado como segundo maior causador de bacteremia. O diagnóstico

de bacteremia causada por ECN não possui um único critério

ou um único parâmetro para realizar esta diferenciação. Conclusão:

Este estudo mostrou que os ECN são microrganismos extremamente

importantes e relevantes, por serem os mais encontrados em hemoculturas

bem como por possuírem uma difícil interpretação quando

detectados nestas amostras.

Palavras-Chave: Staphylococcus coagulase-negativa; hemocultura; Bacteremia.

Abstract

Introduction: Coagulase negative staphylococci (CoNS) are

among the most frequently isolated microorganisms in the

microbiology laboratory. However, their clinical significance

in many situations is difficult to establish as they may be

harmless commensals or invasive pathogens. CoNS have

usually been considered as contaminants; however, severe

CoNS-associated infections are not a new phenomenon.

Objective: This study aims to evaluate coagulase-negative

Staphylococcus isolates in blood cultures and classified

into two groups (contaminants and significant). Method:

Patients were classified into two groups, contaminants and

significant based on time of positive blood cultures in line

with the results of multiple blood cultures. Results: Of the

249 blood cultures, 22 from 17 patients presented growth

of CoNS and were classified according to the methodology.

Therefore, 5 patients (29.6%) were considered significant

and 12 (70.4%) were classified as contaminants. Discussion:

CoNS are the main contaminants found in blood cultures,

but this bacterial genus has also been reported as the

second major cause of bacteremia. The diagnosis of bacteremia

caused by CoNS does not have a single criterion or

parameter to perform this differentiation. Conclusion: This

study showed that CoNS are extremely important and relevant

microorganisms, because they are the most found

in blood cultures and have a difficult interpretation when

detected in these samples.

Keywords: Coagulase negative staphylococci; Blood culture; Bacteremia.

0 50

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Introdução

Os estafilococos coagulase negativa

(ECN) são a causa mais

comum de infecção nosocomial,

responsáveis por 30% a 40%

dessas infecções (Rupp, 2004).

Além das infecções mais comuns,

ENC podem causar bacteremia

termo que designa a presença de

microrganismos viáveis na corrente

sanguínea. É um fenômeno

de grande relevância diagnóstica,

pois frequentemente está associado

a um aumento considerável

nas taxas de morbidade e

mortalidade, além de representar

uma das mais significativas

complicações no processo infeccioso,

o que torna a hemocultura

um exame de importante valor

preditivo de infecção (Cunha &

Linardi, 2013).

As condições que predispõem

um paciente ao quadro de bacteremia

incluem a idade, doenças

de base, medicamentos (corticoides,

quimioterápicos, drogas citotóxicas)

e alguns procedimentos

médicos invasivos (cateteres

e procedimentos endoscópicos).

O risco é maior nas faixas etárias

extremas e nos pacientes portadores

de doenças hematológicas,

neoplasias, diabetes mellitus,

insuficiência renal em diálise,

cirrose, imunodepressão e grandes

queimaduras. Alguns procedimentos

cirúrgicos são também

predisponentes, particularmente

os do trato geniturinário e gastrointestinal

(Weinstein et al.,

1997). A maioria das infecções da

corrente sanguínea estão associadas

ao uso de cateter intravascular

(Hanna & Raad, 2005) porém

as infecções de prótese valvar

(IPV) são as mais temidas devido

ao difícil tratamento (Ortega-

-Peña et al., 2019).

A endocardite de prótese valvar,

apesar de incomum, é frequentemente

causada por ECN. Indivíduos

diagnosticados com EPV causada

por ECN compreendem de

15% a 40% dos casos deste tipo

de infecção (Lalani et al., 2006;

Wang et al., 2007). Infecções relacionadas

ao marca-passo cardíaco

ocorrem com uma incidência

de 0,13% a 19,9% e o principal

agente causador é o S. epidermidis

que representa pelo menos

25% destas infecções (Boyce,

2004; Gandelman et al., 2007;

Archer & Climo, 2005). Infecção

de próteses ortopédicas tem

como causa mais comum os ECN

(Rupp, 1998; Gentry, 1997), onde

estes microrganismos são geralmente

inoculados no momento

da cirurgia (Brause, 2005). Nas

infecções da articulação protética

são geralmente encontrados

S. epidermidis ou S. lugdunensis,

podendo ainda ser encontrado

outro ECN (Boyce, 2004; Lentino,

2004).

A bacteremia pode ser detectada

pela realização de uma cultura,

a partir de amostras de sangue

(hemocultura) (Koneman, Allen,

& Janda, 2001). Este exame visa

a detecção de microrganismos

viáveis na corrente sanguínea.

A interpretação de hemoculturas

positivas para os ECN é particularmente

difícil devido ao fato

desses microrganismos colonizarem

a pele e as membranas mucosas

como comensais, e poder

contaminar tais amostras durante

a coleta de sangue (Cunha et

al., 2002). O isolamento de ECN

é muito frequente e o clínico encontra

dificuldades para diferenciar

entre uma bacteremia verdadeira

ou contaminação pelo ECN

habitante da pele (Góngora-Rubio

et al., 1997).

ARTIGO CIENTÍFICO III

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

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Autores: Bruno de Souza Mayer 1 ,

Carolina Mallmann Wallauer de Mattos2

ARTIGO CIENTÍFICO III

é essencial para a classificação

apropriada de bacteremia (Richter

et al., 2002).

Os critérios laboratoriais sugeridos

para bacteremia verdadeira

incluem crescimento dentro de

48 horas e em múltiplas hemoculturas

positivas para o mesmo

organismo (Figura 1) (Richter et

al., 2002). Assim, o diagnóstico

de bacteremia tem sido feito com

base nos dados clínicos dos pacientes

e no isolamento de microrganismos

idênticos em duas ou

mais hemoculturas (Cunha et al.,

2002), observando se o mesmo

organismo é isolado de hemoculturas

obtidas de mais de um sítio

de coleta (Richter et al., 2002).

Figura 1 - Fluxograma de

identificação laboratorial de

contaminantes.

Fonte: Adaptado de

Minimizing the Workup of

Blood Culture Contaminants:

Implementation and

Evaluation of a Laboratory-

Based Algorithm.

Uma possível fonte de contaminação

advém do uso de cateteres

intravasculares. Tais dispositivos

são utilizados para monitoramento

hemodinâmico, realização de

hemodiálise, nutrição parenteral,

administração de hemoderivados e

medicamentos (Fortun, 2005; Lobo

et al., 2005; Mesiano & Hamann,

2007). Estima-se que nos EUA

ocorram de 200 a 400 mil infecções

da corrente sanguínea por ano e a

maioria está relacionada com o uso

de acessos intravasculares (Crump

& Collignon, 2000; Mermel et al.,

2001; Worthington & Elliott, 2005).

Em contraste, um prolongado

tempo antes da positividade, o

crescimento polimicrobiano dos

organismos da pele ou o crescimento

durante o tratamento com

antibióticos sugerem contaminação.

Desta forma, recomendaram

que a adição de diretrizes clínicas

O recurso mais utilizado para o

diagnóstico de infecção sanguínea

relacionada a acessos intravasculares

e ao uso de cateter é a

utilização de equipamentos automatizados

no processamento das

hemoculturas. Analisando o tempo

de positividade das amostras

coletadas de sangue periférico e

sangue de cateter venoso central,

coletadas com intervalo máximo

de 15 minutos e que contenham o

mesmo volume. Se verificada uma

diferença maior do que 120 minutos

entre o tempo de positividade

das duas amostras, interpreta-se

como uma possível infecção da

corrente sanguínea relacionada

ao uso de cateter, isso só é valido

se o microrganismo encontrado

em ambas amostras for o mesmo

(Corrêa et al., 2012).

O principal objetivo deste trabalho

foi demonstrar a importância deste

microrganismo bem como avaliar os

isolados em amostras de hemoculturas

frente aos critérios utilizados para

diferenciar infecção de contaminação

em amostras positivas para ECN.

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Autores: Bruno de Souza Mayer 1 ,

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ARTIGO CIENTÍFICO III

Métodos

O presente trabalho é um estudo

transversal, de caráter retrospectivo

com abordagem qualitativa. Os dados

foram coletados dos pacientes em um

hospital de Canoas, no Rio Grande do

Sul, através de acesso ao caderno de registros

do Laboratório de Microbiologia

e dos dados do sistema de gerenciamento

laboratorial do referido Hospital,

entre julho de 2018 a julho de 2019.

Foram incluídos no estudo todos os

isolados de pacientes que apresentaram

resultado de hemocultura positivo

com presença das seguintes espécies de

Staphylococcus coagulase negativa: Staphylococcus

epidermidis, Staphylococcus

haemolyticus, Staphylococcus saprophyticus,

Staphylococcus lugnensis,

Staphylococcus hominis, Staphylococcus

warneri, Staphylococcus simulans, Staphylococcus

capitis, Staphylococcus auricularis,

Staphylococcus cohnii e outros.

Foram considerados resultados significativos

aqueles que apresentaram

pelo menos duas hemoculturas positivas

para o mesmo microrganismo (Staphylococcus

coagulase negativa), dentro

de 48 horas a partir da incubação.

E foram considerados contaminantes

aqueles que apresentaram apenas uma

das hemoculturas positivas.

O presente projeto foi elaborado de

acordo com as diretrizes e normas

regulamentadoras e apresentado ao

Comitê de Ética em Pesquisa em Seres

Humanos da Universidade Luterana do

Brasil, Canoas/RS. Projeto aprovado sob

protocolo: 3.577.984.

Resultados

No total foram analisadas 249 hemoculturas

e dentre as 39 amostras

positivas os ECN foram detectados

em 56,50% das hemoculturas, seguidos

por Bacilos Gram-negativos

(35,90%) e Staphylococcus aureus

(7,70%) (figura 2).

Das 249 hemoculturas, 22 que

foram oriundas de 17 pacientes,

apresentaram crescimento de

ECN e foram classificadas conforme

a metodologia. Portanto

5 pacientes (29,6%) foram

considerados significativos e

12 (70,4%) foram classificados

como contaminantes.

Os critérios de diferenciação

foram utilizados neste trabalho

para classificar os pacientes em

seus respectivos grupos (Tabela

1). É possível verificar que todos

os pacientes com infecção

verdadeira tiveram múltiplas

amostras de hemocultura positivas

para ECN com tempo de

positividade inferior a 48 horas

de incubação.

Os dados foram fornecidos por um hospital

de Canoas, no Rio Grande do Sul e arquivados

em planilhas no software Excel.

Os resultados positivos foram classificados

em significativos (provável infecção no

paciente) e contaminantes (provável contaminação

da amostra), de acordo com

critérios previamente estabelecidos na

literatura (Richter et al., 2002).

Figura 2 - Perfil de microrganismos identificados nas hemoculturas.

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ARTIGO CIENTÍFICO III

Dentre os contaminantes 75%

das hemoculturas foram positivas

dentro do tempo de 48 horas de

incubação, porém todas apresentaram

apenas 1 hemocultura positiva

para ECN.

Tabela 1 - Classificação dos isolados de ECN nas hemoculturas

Discussão

No presente trabalho observou-

-se que os ECN se mostraram os

microrganismos mais detectados

em hemoculturas, representando

56,5% das amostras analisadas.

Um estudo realizado por

Alves e colaboradores (2012) em

São José dos Campos-SP apresentou

os dados de prevalência

de bactérias em hemoculturas,

sendo o Staphylococcus epidermidis

o microrganismo mais prevalente,

encontrado em 45,5%

das amostras analisadas. Além

disso, outros estudos realizados

em diferentes locais do mundo

apontam os ECN como os microrganismos

com maior prevalência

em hemoculturas (Teline Scheffer

Dallacorte, Teixeira, Peder,

& Silva, 2016; Karakullukçu et

al., 2016; Beekmann, Diekema &

Doern, 2005).

O tempo de positividade das múltiplas amostras positivas

para o mesmo microrganismo nos 5 pacientes classificados

como significantes são apresentados na Tabela 2.

Tabela 2 - Tempos de Positividades das amostras pareadas (significantes)

Foi possível verificar que 80% dos pacientes classificados

com infecção verdadeira são do sexo feminino. Quanto à origem

do paciente é possível notar que 80% dos considerados

significantes foram admitidos na emergência do hospital e

20% (1) estava na UTI (tabela 3).

Tabela 3 - Características da amostra

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ARTIGO CIENTÍFICO III

De acordo com a literatura 85%

dos isolados de ECN são classificados

como contaminação (Karakullukçu

et al., 2016). Bacteremia

verdadeira tem sido reportada

em 10 a 30% dos relatos publicados

(Beekmann, Diekema & Doern,

2005). Este trabalho também

demonstrou que os isolados de

ECN em sua grande maioria são

contaminantes, baseado na metodologia

29,6% dos pacientes

foram identificados com infecção

verdadeira (significantes) e 70,4%

como contaminantes. No estudo

de Sidhu e colaborados (2016)

realizado no Irã com metodologia

semelhante à utilizada neste trabalho,

foram analisadas 3.503 hemoculturas

sendo 307 isolados de

ECN. Os autores mostraram que os

isolados reportados como significantes

somam 24,1% dos casos,

contaminações somam 69,0% o

restante das hemoculturas 6,9%

foram indeterminados. Outro

estudo realizado por Beekmann

e colabores (2005) na cidade de

Chicago nos Estados Unidos, classificou

em significantes e contaminantes

405 hemoculturas positivas

para ECN, sendo 22% destas

consideradas significantes e 78%

contaminantes.

Entretanto, a interpretação de

bacteremia causada por ECN não

possui um único critério ou um

único parâmetro para realizar esta

diferenciação (Karakullukçu et. al.,

2016). Há uma clara dificuldade em

determinar a importância clínica

dos isolados de ECN em hemoculturas

na rotina do laboratório (Sidhu,

Malhotra, Devi, & Tuli, 2016).

Os pesquisadores não conseguiram

determinar com precisão o significado

clínico em quase um quinto

dos pacientes (Al-Mazroea, 2009),

por isso, é importante que os médicos

mencionem os dados clínicos

detalhados e a história relevante do

paciente no formulário de solicitação

de exame para que o microbiologista

possa correlacionar os resultados

da cultura com os achados

clínicos antes da liberação dos laudos

tanto da identificação quanto

do antibiograma (Sidhu, Malhotra,

Devi & Tuli, 2016).

Há diversas metodologias para diferenciar

contaminantes e significantes.

Por exemplo, Moriolca e colaboradores

(2018) levaram em conta apenas

o tempo de positividade e múltiplas

amostras de hemocultura para distinguir

bacteremia de contaminação em

pacientes com câncer no Japão. Na

Universidade de Istambul na Turquia,

Karakullukçu e colaborares (2016)

utilizaram, além do tempo de positividade,

sintomas clínicos como febre,

calafrios ou hipotensão relatados para

auxiliar no diagnóstico de bacteremia.

García-Vázquez e colaboradores (2013)

utilizaram além dos dados clínicos e

tempo de positividade, o resultado do

antibiograma das amostras pareadas

de hemocultura para garantir que o

microrganismo detectado em ambas

amostras foi o mesmo com base no

perfil encontrado.

Foi evidenciado que as bactérias estafilococos

coagulase-negativa são

os principais contaminantes encontrados

em hemoculturas, porém este

gênero bacteriano também foi relatado

como segundo maior causador

de bacteremia (Beekmann, Diekema

& Doern, 2005). Desta forma, alguns

autores demonstram a importância

de se realizar um diagnóstico molecular

para realizar a diferenciação

entre infecção e contaminação.

Contudo, nem todos os laboratórios

de diagnóstico possuem estrutura

adequada ou procedimentos para realizar

tal classificação, o que ressalta

a importância de se padronizar estes

métodos (Sidhu, Malhotra, Devi &

Tuli, 2016).

0 58

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


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Autores: Bruno de Souza Mayer 1 ,

Carolina Mallmann Wallauer de Mattos2

ARTIGO CIENTÍFICO III

Conflito de Interesse

Os autores declaram não haver nenhum

tipo de conflito de interesse

no desenvolvimento do estudo.

Conclusão

Este estudo mostrou que os ECN

apresentam relevância, por serem os

mais encontrados em hemoculturas

bem como por possuírem uma difícil

interpretação quando detectados nestas

amostras. O que reforça o quanto

é necessária a adoção de critérios para

realizar a interpretação dos casos de

crescimento destes microrganismos. É

importante ressaltar a necessidade da

coleta de múltiplas amostras quando

o exame de hemocultura é solicitado,

procedimento este que em muitos locais

não é adotado, impossibilitando

assim, a diferenciação entre contaminantes

e patógenos.

Como não existe um critério padronizado

para diferenciar infecção

de contaminação, sugere-se que a

combinação de diversas metodologias

seja utilizada e que o laboratório

avalie qual metodologia de diferenciação

se ajusta melhor a sua rotina,

confeccionando um procedimento

operacional padrão com o esquema

detalhado para auxiliar o microbiologista

nesta diferenciação.

Hospitais são ambientes insalubres e

as técnicas de assepsia e de esterilização

são de extrema importância para

reduzir os riscos de contaminação e

infecção dos pacientes. É possível minimizar

o número de contaminações

das amostras de hemocultura, com a

adoção de procedimentos básicos de

higiene, a assepsia correta do paciente

no momento da coleta, bem como

a assepsia do frasco de hemocultura e

desta forma evitar os transtornos causados

por estas contaminações.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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coagulase negative staphylococci in blood. Journal of Taibah University

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fungemia in adults. Clin. Infect. Dis, 24(4):584-602. 34. Worthington, T., &

Elliott, T. S. (2005). Diagnosis of central venous catheter related infection in

adult patients. Journal of Infection, 51(4), 267-280.

0 60

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


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A Sociedade Brasileira de Análises

Clínicas (SBAC) publicou no site em

23 de setembro de 2020 às 10:17

am, o seu posicionamento contra as

Consultas Públicas da ANVISA 911

e 912 (Revisão da RDC 302/2005),

conforme a seguir: “A SBAC, após

criteriosa avaliação, se posiciona

contra a CP 912. A proposta representa

uma desvalorização dos

Laboratórios Clínicos, instituição

reconhecida internacionalmente

como o centro da realização de exames

laboratoriais, desrespeita os

profissionais que se especializaram

e se dedicam integralmente à esta

atividade e representa uma grave

ameaça à segurança dos pacientes,

pois fragiliza o controle sanitário

e a garantia da qualidade. A SBAC

também é contrária a CP 911, que

não define os limites na aferição de

parâmetros fisiológicos e bioquímicos

possibilitando a realização de

uma infinidade de procedimento

laboratoriais sem conhecimento

científico e capacitação profissional

necessárias. Os textos das CP 911 e

912 podem prejudicar gravemente

a qualidade da assistência laboratorial.

A sociedade tem o direito de

receber um atendimento de qualidade

em todos os locais onde um

serviço é oferecido e não pode ter

o ônus de avaliar onde a qualidade

é maior ou menor. Somente a integração

e vinculação ao laboratório

podem garantir uma prestação de

serviços em análises clínicas com a

qualidade exigida pela população.”

Pessoalmente concordo integralmente

com este posicionamento

em defesa da saúde pública e dos

laboratórios clínicos. Um espírito de

justiça, a lógica e o bom senso alicerçam

tal posição. Contudo, nunca

ouvi dizer que este mundo é justo!

Interesses econômicos, sede de poder,

egoísmo e seus vícios, orgulho,

prepotência, arrogância, inveja, vaidade

e correlatos, ditam as regras

subjacentes à retórica legal, bonita,

dos povos ditos civilizados (De fato,

somos?). Então, resta lutar, não

existe espaço para a omissão por

parte da comunidade das análises

clínicas. Ou agimos agora, ou choramos

depois. Ah, e não tem para

quem reclamar! “Ai dos vencidos

– Breno, General Gaulês”, ou seja,

perdedor não tem direito, só obrigação.

Transcrevo a seguir, parte

das reflexões que fiz com gestores

laboratoriais do Brasil e, constam do

quinto livro que escrevi: PROGELAB

– Programa Nacional para Profissionalização

da Gestão Laboratorial

– Gestão Econômica Aplicada para

Laboratórios Clínicos. Inovações

disruptivas sobre o tema. “O mercado

mudou, as relações comerciais

estão globalizadas, todo tipo de

intercâmbio acontece de forma célere,

trazendo junto à concorrência

internacional até as nossas portas.

Os compradores estão reunidos em

grandes conglomerados, portanto,

com a força do coletivo, impondo

os preços dos nossos produtos (informações/exames/laudos).

Não se

trata do mundo ser ou não justo. De

nada adianta a postura das lamentações.

Não podemos colocar o futuro

dos nossos laboratórios clínicos somente

na mão dos outros e adotar o

papel de “vítimas” do destino. Precisamos

fazer a nossa parte, sermos

proativos, fazer acontecer, sermos

os sujeitos das nossas ações que

busquem a rentabilidade, a produtividade,

enfim, a competitividade

das organizações pelas quais somos

responsáveis. Não existe alternativa:

a decisão para um futuro inteligente

passa em transformar uma gestão

empírica em profissional.

Atualmente, a velocidade de produção

e disseminação das informações

é prodigiosa. Estamos conectados

em múltiplos canais, sejam eles de

voz, texto e imagem, dos mais di-

0 62

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


versos meios de transmissão, telefone,

rádio, televisão, internet, em

inúmeros aplicativos, redes sociais,

profissionais etc. Enfim, tudo se

propaga, seja de bom ou ruim! Uma

coisa ninguém pode reclamar: falta

de oportunidade para a conscientização

do que ocorre localmente ou

no mundo, em qualquer área do saber

humano.

Em decorrência disto, pessoalmente,

tomo conhecimento diário do

pensamento e posicionamento, de

uma forma geral, dos gestores laboratoriais,

principalmente daqueles

que operam os pequenos e médios

laboratórios clínicos no Brasil. As

manifestações normalmente convergem

e, sobretudo, se repetem,

exaustivamente para os seguintes

tópicos:

Situação econômica e financeira

ruim, fato que aumenta

o risco de insolvência destas

organizações. Isto atualmente

delimita o problema comum

dos gestores laboratoriais.

Culpados que invariavelmente

são citados como responsáveis:

- Compradores dos produtos (Convênios

etc.).

- Médicos assistentes que demandam

os produtos (Serviços e exames

laboratoriais).

- Laboratórios de apoio.

- Governos (Federal, estadual e municipal).

- Fornecedores de insumos.

- Colegas de profissão (Empresários

na área das análises clínicas).

- Capital externo (Investidores estrangeiros).

O que posso dizer sobre estes tópicos?

Quanto ao número 1, temos

uma constatação real, tangível e

inquestionável, com raras exceções,

seria negar uma evidência. Este tópico

define o problema. Entretanto,

com relação aos demais tópicos, se

me permitem, vou externar minha

opinião pessoal, por decorrência,

sujeita às falhas inerentes ao ser hu-

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Revista NewsLab | Out/Nov 2020

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0 63


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mano e a minha própria ignorância,

mas é o que penso. Todavia, com

muita vontade de mudar perante

a novas argumentações. Sabemos

que a verdade pertence ao saber coletivo

e muda de forma permanente

com a realidade objetiva dos fatos e

o saber da ciência. Dito isto, passo a

comentar os tópicos citados.

Culpar os clientes (Convênios),

ainda que atores intermediários

com o usuário final, é culpar a “razão

de existir” das organizações

humanas e, dentre estas, os laboratórios

clínicos, cuja missão é fornecer

serviços e produzir informações

(laudos/exames) para os clientes!

Cliente, em qualquer negócio, é

solução, não problema. Enquanto

houver clientes, haverá esperança.

Sem eles, não existirá o negócio.

Os médicos que solicitam os

exames estão praticamente no

mesmo nível de importância dos

pacientes. Pois, é através do médico

que, tendo como uma das fontes de informação

os exames, poderá elaborar o

diagnóstico para a solução do problema

do cliente. Sem o médico assistente,

praticamente, não existiria o laboratório,

portanto, este será parte importante

da solução, não a causa de problemas!

Se ocorrem direcionamentos ou falta

disto, preferências e exigências feitas

pelos médicos, estas serão oportunidades

de melhorias para os competentes.

Ou será que os médicos colocam condicionantes

ilegais, antiéticas, desonestas

ou desleais? E, somente para você?

Atualmente, face a logística e

principalmente a multiplicidade

e complexidade da tecnologia

que avança a taxas crescentes,

não mais é possível existir um laboratório

que não seja apoiado por outros,

em qualquer parte do planeta. Então,

torna-se inútil “declarar guerra” aos

laboratórios de apoio, pois eles são

uma exigência para o sistema global

funcionar. O “cluster” das análises clínicas

não pode operar com eficiência

sem o conceito do “apoio”. São como

os “impostos”, não há o que discutir

sobre se devem ou não existir, contudo,

pode e se deve debater suas

formas de atuação. Finalmente, hoje

vejo eles mais como solução do que

como problema. Provavelmente, sem

eles, a grande maioria dos pequenos

e médios laboratórios já poderiam ter

se encaminhado para a insolvência, ou

pelo menos, buscado uma solução radical

(?) para resolver como produzir

os exames complexos exigidos pelo

mercado cada vez mais tecnológico,

e sem dispor de recursos financeiros

para tal desafio.

O Governo é o maior comprador

de exames, portanto, seguramente

um dos maiores

clientes, e como já vimos, cliente

é solução, não problema. Ainda, o

Governo detém o poder de regular

legalmente o funcionamento de

todo o sistema. Finalmente, estipula

os impostos. Com um “stakeholder”

desta magnitude, em alguns pontos

devemos acatar (onde houver poder

de polícia), em outros se unir (greves

localizadas em comunidades

com poucos prestadores, por exemplo),

em outros influenciar via Sociedades

Científicas (regulação técnica),

bem como em outros sermos

mais competitivos, fazendo mais

com menos, mantendo a qualidade

exigida legalmente. Finalmente,

quando isto não for possível, deixar

de atender! Ninguém, nenhum

laboratório que se preza, pode se

submeter a viver de um só cliente!

Os fornecedores de insumos fazem

parte do mesmo mercado

competitivo que os laboratórios

estão inseridos, portanto,

faça com que eles sejam parte da

solução e não do problema. Tenha

competência gerencial, a gestão

tem que ser profissional, não existe

mais espaço para o amadorismo no

universo das análises clínicas!

Os colegas de profissão e empreendedores

nada mais são do

que um elemento indispensável

no mercado, sem eles, não existiria

o próprio mercado, lugar onde

todos nós atuamos! Seria a utopia

de ter um único fornecedor ou um

0 64

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


GESTÃO LABORATORIAL

grupo com dois tipos de fornecedores:

os que reclamam dos colegas e

os que são os “espertos”, egoístas,

antiéticos e desleais, que aviltam os

preços, complicam licitações, enfim,

semeiam a discórdia e fomentam a

desunião da classe, e por aí vai. Pois

bem, se isto for verdade, porque não

se unem, pelo menos, os do grupo

que quer a união, que são éticos? Ou

será que em todas as cidades só têm

um destes, divididos de tal forma que

não existe a possibilidade geográfica

da união? Ou será que existe a predominância

implacável dos “maus

colegas”, por decorrência, marcando

inevitavelmente a classe dos proprietários

de laboratórios clínicos, como

aética, com indivíduos carentes de

uma boa moral?

O capital externo veio para

ficar. O mundo globalizado é caracterizado

exatamente por isto:

intercâmbio de riquezas de toda a

espécie (commodities, investimentos

financeiros, conhecimento, seres

humanos, cultura...). Ele traz consigo

a concorrência internacional à

nossa porta, acompanhada de ameaças,

mas também de oportunidades.

Sejamos gestores profissionais,

competentes, para aproveitá-las! A

concorrência é competitiva, aguerrida

e disputa com ferocidade toda

e qualquer fatia do mercado. Não há

espaço para “choro”, lamentação ou

reclamação, só existe um objetivo:

sobreviver e lucrar! Não adianta argumentar

que isto não é justo, aliás,

não existe para quem reclamar.

Portanto, conclamo os colegas gestores

de laboratórios clínicos: vamos

mudar a percepção das causas do

problema (que, sem dúvidas, existe)

e das soluções! Basta de reclamações.

Ao invés de buscar as causas

somente no ambiente externo, colocar

a culpa do problema nos outros,

bem como esperar que terceiros

apresentem soluções, vamos voltar

nossa atenção para dentro dos nossos

laboratórios, para as nossas atitudes

gerenciais, o que de fato estamos

fazendo além de protestar? Que

ações gerenciais estamos adotando

para aumentar a produtividade, reduzir

riscos, incrementar competitividade

e lucros? Você está avaliando

a competitividade do seu laboratório?

Quantificando os custos de produção?

Metrificando a rentabilidade

de exames, clientes, equipamentos

e setores da produção? Calculando o

momento certo para a terceirização

mais rentável? Você está se comparando

(processo de benchmarking)

com os seus concorrentes para saber

onde está pior e deve melhorar?

E como melhorar? E quanto esperar

de retorno? E ainda, o laboratório é

um negócio viável considerando as

características da região onde opera?

Caso tenha uma única resposta

negativa, poderá não estar controlando

adequadamente os processos

da sua organização, ainda que hoje

esteja lucrando bem! A solução para

todas estas questões, virá somente

com gestão profissional.

No meu trabalho já vi de tudo em

gestão. Apreendi com os meus

clientes muito! Mas quem sabe

controlar os seus processos, quem

faz gestão profissional, não está

mal neste País. Nem sempre um ticket

médio alto assegura sucesso e,

muitas vezes um ticket médio mais

baixo produz melhores resultados

financeiros, mantendo a qualidade

legal dos exames. Para isto acontecer,

tem que ser gestor profissional,

não tem mais espaço para

amadorismo. A luta é por centavos.

Os laboratórios clínicos são uma alternativa

de investimento (além de

uma paixão!), portanto, como todos

os investimentos, têm que ser geridos

com cuidado, por profissionais.

Você faria uma cirurgia nos olhos

com um carpinteiro? Um implante

dentário com um ferreiro? É óbvio

que não. Então, por que não tratar

do seu investimento com profissionalismo?

Não quer que ele prospere?

Quem não sabe calcular a sua

competitividade e avaliar o seu risco

de insolvência, não sabe se localizar

no "Mapa da concorrência mundial".

0 66

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


GESTÃO LABORATORIAL

E quem não sabe onde anda, está

perdido! Simples assim, quem não

resolve os problemas estruturais

(internos), não pode simplesmente

jogar a culpa nos agentes externos

(conjunturais). Quem não mensura

e compara os seus processos, não

gerencia, portanto, fica ao sabor

dos ventos (externos ao barco), não

ajusta as suas velas, não comanda

o leme. Qual a consequência? Vai

para onde o vento levar. O capitão

do navio passa a ser os agentes

externos, o comandante não sabe

onde ir e o leme está quebrado.

Quem quiser sobreviver vai ter que

se capacitar ou reavaliar a ética. É

o mercado impondo suas leis naturais

ou "artificializadas", mas

determinantes. Não é justo? Não.

Tem para quem reclamar? Não.

O cidadão mais honesto, decente,

sábio, humilde e caridoso que

existiu no mundo, foi vilipendiado,

torturado e crucificado!! Foi isto

justo? Não. Reclamou? Não. Então

quem somos nós para reclamar

de justiça?! Vamos arregaçar as

mangas, nos capacitar, trabalhar,

trabalhar, trabalhar..., pois sendo

leão ou gazela, temos que correr

para sobreviver! “A vida é luta renhida,

que aos fracos abate, e aos

fortes, só faz exaltar.” (Canção do

Tamoio – Gonçalves Dias). Todos,

simplesmente, todos temos que lutar,

não há escolha para o sucesso

honesto!”.

Estamos fazendo a nossa parte,

buscando deixar um legado ao

universo das análises clínicas do

País, por isto, voltamos ao título

deste artigo: VOCÊ QUER LUCROS

MAIORES QUE A CONCORRÊNCIA?

Nós temos a solução! Unidos Consultoria

e Treinamento. Suporte

total em gestão econômica para

laboratórios. Recomendamos que

busquem informações sobre o nosso

trabalho junto aos clientes, pois

são eles, em última análise, que

tem autoridade para isto. Visitem o

site: www.unidosconsultoria.com.

br

Decisões mais assertivas na importante

área econômica, que define

não só a sobrevivência, mas os lucros

no presente e no futuro. Não

há alternativa honesta possível a

não ser gestão baseada em evidências

científicas. É o que oferecemos

aos nossos clientes: gestão profissional

para um futuro perene! Esperando

termos contribuído para

os negócios na área das análises

clínicas, nos despedimos até a próxima

edição da revista NewsLab.

Boa sorte e sucesso!

Humberto Façanha

Tel.: 51-99841-5153

E-mail: humberto@unidosconsultoria.com.br

Site: www.unidosconsultoria.com.br

*Humberto Façanha da Costa Filho

Professor e Engenheiro, atualmente é articulista e consultor financeiro

da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas

(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor

do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA), curso

de Pós-Graduação em Análises Clínicas.

0 68

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


TECNOLOGIA EM

DIAGNÓSTICO MOLECULAR

Painel Respiratório

incluindo detecção da

COVID-19

TUDO O QUE SEU LABORATÓRIO

PRECISA EM UM KIT!

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Adenovírus

Bocavírus

Coronavírus SARS-CoV-2

Coronavírus SARS

Coronavírus 229E

Coronavírus HKU-1

Coronavírus OC43

Coronavírus NL63

Enterovírus

Metapneumovírus

Rinovírus

Vírus Influenza A

Vírus Influenza A – subtipo H3

Vírus Influenza A – subtipo H1N1

Vírus Influenza B

Vírus Parainfluenza 1

Vírus Parainfluenza 2

Vírus Parainfluenza 3

Vírus Parainfluenza 4

Vírus Sincicial Respiratório - subtipo A

Vírus Sincicial Respiratório - subtipo B

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MATÉRIA DE CAPA

RR

AP

AC

AM

RO

MT

PA

TO

MA

PI

BA

CE

RN

PB

PE

AL

SE

DF

GO

TECNOLOGIA

ACESSÍVEL PARA

TODOS

Erba amplia oferta de

soluções no Brasil

MS

RS

PR

SC

SP

MG

RJ

ES

Estamos presentes em

21 estados brasileiros

e no Distrito Federal.

O mundo mudou. A pandemia

global de Covid-19 acelerou a

demanda por tecnologia laboratorial

e desafiou a capacidade de

diagnóstico clínico, já que a dinâmica

da resposta de produção de

anticorpos durante os diferentes

estágios da infecção varia bastante

de um indivíduo para outro e ainda

não está totalmente estabelecida.

Em meio a este cenário sem precedentes,

a Erba Diagnostics Brazil se

0 70

adaptou e, passado o momento

mais crítico, está ampliando sua

atuação para todas as regiões do

Brasil. A empresa, que chegou ao

país em 2018 com o objetivo de

ofertar preços e condições acessíveis

- e com significativos ganhos

de produtividade - a todos os elos

da cadeia de valores do negócio de

IVD, é ancorada pelo Grupo Erba

Mannheim, que há quatro décadas

está presente em mais de 100

países. Com estrutura de Pesquisa

e Desenvolvimento na Europa, Ásia

e EUA, a Erba mantém uma ampla

rede de distribuição e de representantes,

oferecendo assessoria

técnica e científica, aliada ao atendimento

personalizado de sua

equipe comercial durante todo o

processo de venda, instalações e

manutenções.

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


CONFIANÇA NA TESTAGEM

DE COVID-19

MATÉRIA DE CAPA

Kits Erbalisa COVID-19 IgG/IgM:

alta sensibilidade e especificidade

Ciente de que a disponibilização de testes confiáveis

é determinante na luta contra o coronavírus, a Erba lançou

rapidamente no Brasil o ErbaLisa COVID-19 IgG/IgM:

• Teste com metodologia ELISA (Enzyme-Linked

Immunosorbent Assay) de alta sensibilidade e

especificidade.

• Proteína recombinante S2, Spike - grande

diferencial do produto = o que há de mais

moderno em reação sorológica.

• Opções de execução manual ou automatizada =

avaliação abrangente e precisa dos anticorpos.

SOLUÇÕES

INTEGRADAS

Fabricante da maioria absoluta de

toda as linhas de equipamentos,

reagentes e soluções que comercializa,

a Erba garante uma perfeita

sincronia e otimização do desempenho

entre todas as suas soluções,

com alta estabilidade e baixa

incidência de manutenções. Com

software amigável, todas as linhas

de equipamentos possuem a

mesma plataforma operacional de

software, facilitando a capacitação

dos operadores e contribuindo para

a simplificação da rotina laboratorial.

Neste ano de 2020, a Erba Brasil

comemora a oficialização dos registros

de todo o seu portfólio para

comercialização no Brasil, com

soluções completas para laboratórios

presentes em todo o território

nacional.

Revista NewsLab | Out/Nov 2020 0

71


MATÉRIA DE CAPA

BIOQUÍMICA COM EXATIDÃO

XL 640

A linha XL (XL180, XL200, XL640 e XL1000) utiliza um sistema

integrado com reagentes em frascos dedicados, que já estão

prontos para uso e com o número exato de testes, em vez de

virem contabilizados por mililitros de reagentes. Isso garante a

redução dos custos dos testes, pois não sofrem variações

decorrentes de desperdícios, manipulações ou produtividade.

• 400 testes fotométricos/hora e 640 testes/hora com ISE;

• 72 cubetas de vidro duro reutilizáveis;

• 80 posições para amostras, soluções em branco, padrões,

calibradores, controles e soluções ISE.

SIMPLICIDADE NA HEMATOLOGIA

A linha ELITE da Erba (incluindo os H360 e H560) é toda desenvolvida entre a Inglaterra, República Tcheca e

França, contando com tecnologia avançada em todas as suas etapas de produção.

ELITE 580

• Diferencial de 5 partes com 29 parâmetros com parâmetros de pesquisa avançada: ALY%, LIC%, ALY#, LIC#, NRBC%, NRBC#;

• 1 gráfico 3D + 3 gráficos 2D de dispersão + 3 histogramas;

• Autoloader para 60 amostras;

• 80 testes por hora;

• Gestão de reagentes por RFID.

0 72

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


COAGULAÇÃO FUNCIONAL

ECL 760

MATÉRIA DE CAPA

Com uma gama de analisadores de coagulação

semiautomáticos (de 1 e 4 canais) e totalmente automatizados (7

canais), as linhas ECL105, ECL412 e ECL760 da Erba disponibiliza

soluções completas e funcionais para as rotinas de hemostasia,

redefinindo os produtos existentes no mercado.

• 72 cubetas;

• 2 prateleiras de cubetas;

• 7 canais de medição independentes;

• 60 testes/h (PT);

• 40 testes/h (modo misto).

URINÁLISE ESPECIALIZADA

As soluções LAURA (Lachema Urinalysis Analyser) atendem a qualquer tamanho de laboratório, sendo

automatizadas (LAURA XL) e semiautomatizadas (LAURA e LAURA SMART) para triagem eficaz durante o exame de

rotina e monitoramento do tratamento.

LAURA XL

• Analisador automático de urinálise química e sedimentoscópia;

• Velocidade - apenas química: 180 testes por hora / apenas sedimentos: 140 testes por hora / híbrido: 140 testes por hora;

• Capacidade de carregamento de amostras: 120 amostras (10 tubos x 12 prateleiras);

• Parâmetros - análise química: 10 parâmetros / sedimentoscópia: 16 parâmetros / categorias manuais: 20 parâmetros;

• Sedimentação por gravidade em cuveta côncava sem necessidade de centrifugação;

• Baixo custo do exame por utilizar apenas duas soluções de limpeza.

Acesse o QR Code e saiba mais

sobre os equipamentos Erba!

Revista NewsLab | Out/Nov 2020 0

73


MATÉRIA DE CAPA

NOVIDADES ERBA

Além da qualidade Erba já disponível no mercado brasileiro, a partir de 2021 os laboratórios poderão

contar com lançamentos inovadores, a custos acessíveis, como:

EC 90: FACILIDADE NA ROTINA DE ÍONS SELETIVOS

• Parâmetros: Na+, K+, Ca++, Cl-;

• Tecnologia: eletroquímica em um cartucho de biossenssor

de filme espesso;

• Velocidade: 100 amostras/hora;

• Tempo de análise: 35seg;

• Volume de amostra 35 μl;

• Conectividade avançada e análise com apenas um clique;

• Consumíveis “tudo em um”, do tipo plug and play.

HB-VARIO: TECNOLOGIA HPCL PADRÃO OURO

• Resultados do teste de HbA1c em 3,5 minutos com

sinalização de HbA2 / HbF;

• Carregador de rack de 10 posições, identificação positiva

por leitor de código de barras interno;

• Sem interferência de lipemia ou icterícia, pode ocorrer em amostras

de pacientes sem jejum;

• Nenhuma preparação de amostra necessária;

Tecnologia CLE única, que permite a eliminação completa da fração

lábil de glicohemoglobina.

ELAN 30: COMPACTO E COMPLETO

• Até seis testes diferentes podem ser realizados

ao mesmo tempo;

• 240 posições de micropoços – equivalente a 2 ½ placas de

micropoços de ELISA;

• 59 posições de amostra (Amostra + Pré-diluição);

• Incubadora e agitadora com temperatura ambiente embutida;

• Lavagem automatizada de poços realizada em volumes e ciclos

personalizados;

• Leitor de ELISA integrado: opção de leitura de comprimento de onda

único ou duplo para processamento completo de ELISA;

0 74

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


5 PERGUNTAS PARA

TARCÍSIO VILHENA FILHO,

GENERAL COUNTRY

MANAGER DA ERBA

DIAGNOSTICS BRAZIL

1. Quais foram os principais desafios

enfrentados por laboratórios de

análises clínicas diante da forma como

a pandemia do coronavírus se desenvolveu

no Brasil?

A redução abrupta do volume de

testes dos laboratórios, forçando alguns

a desligarem parte de seus equipamentos

ou até a encerrarem suas atividades,

mesmo que temporariamente.

2. Com mais de 5 milhões de casos

de Covid-19 confirmados no Brasil e

apenas 6,3% da população brasileira

tendo sido testada (dados IBGE), a

testagem em larga escala continua

sendo um pilar fundamental do controle

da pandemia. Como os laboratórios

devem se preparar para atender essa

demanda?

Grande parte da população brasileira

não terá acesso à testagem, principalmente

porque o governo não se aparelhou

devidamente ou não adquiriu

número necessário de testes para

aplicar na população. Como forma de

identificar e separar o número da população

já infectada e não infectada, a

melhor estratégia é a aplicação de

testes sorológicos com alta especificidade

e sensibilidade. Os diversos laboratórios

de todo o país poderiam ser um elo

de conexão entre a população e os

governos regionais ou municipais, ao

oferecerem tais testes.

A metodologia Elisa, conhecidamente

mais eficaz que os testes rápidos, mais

barata e de fácil aplicação pelos laboratórios,

poderia ser amplamente utilizada

se houvesse uma boa articulação entre

os setores público e privado. Os laboratórios

de menor porte distribuídos por

todo o país teriam capacidade e capilaridade

muito mais ampla para a testagem

da população brasileira, se ofertassem

amplamente a metodologia ELISA.

3. Agora que a fase aguda da Covid-

-19 tem dado sinais de que está

passando, os laboratórios terão um

papel importante em relação à saúde

da população. Concorda que o momento

será de buscas por exames clínicos?

Definitivamente! A busca pelos

exames se dará não somente por essa

necessidade de testagem ou identificação

daqueles que já se infectaram como

também pela forte demanda que foi

reprimida no período do isolamento.

Sejam pelos testes de rotina que não

foram realizados, pelas consultas que

foram postergadas e pelas cirurgias

eletivas que também foram adiadas.

Além disso, a população já infectada

deverá passar por uma maior rotina de

testes clínicos para avaliação de possíveis

sequelas causadas pela doença.

4. Qual o papel dos Laboratórios de

análises clínicas em relação ao atual

cenário de valorização crescente da

medicina baseada em evidência? E

neste sentido, qual a importância do

investimento em novas tecnologias?

Se comparado à evolução do número

de exames solicitados pelos médicos

nas últimas duas décadas por cada

paciente consultado, é notório o crescimento.

Isso significa que os testes

diagnósticos são cada vez mais utilizados

para embasar a medicação ou os

cuidados do paciente. Além dos testes

para diagnosticar doenças ou problemas

associados à saúde, a tecnologia

está permitindo que o diagnóstico

também seja aplicado para a finalidade

preditiva. Hoje, é enorme a quantidade

de marcadores que já conseguem predizer

a pré-disposição do indivíduo em

desenvolver uma doença ou até mesmo

de auxiliar no medicamento que será

mais eficaz no tratamento de uma

doença, em função das características

de cada indivíduo.

5. 2021 nem chegou e já está carregado

de expectativas. Qual a sua

leitura do que podemos esperar do

próximo ano?

O próximo ano ainda deverá ser

afetado pela Covid, até que haja uma

vacina mais definitiva. Basta olharmos

para Europa e Ásia para entendermos

que o Brasil também passará pela 2ª ou

3ª onda. No entanto, não resta dúvidas

que 2021 será um ano muito melhor que

2020. Mas ainda temos que nos precaver

para podermos ter uma previsão

minimamente assertiva para 2021.

www.erbabrasil.com.br

Revista NewsLab | Out/Nov 2020 0 75


MINUTO LABORATÓRIO

COMO SE TORNAR UM GIGANTE?

Por Fábia Bezerra

Na área Laboratorial, o que mais encontramos

atualmente, são laboratórios tradicionais

sendo comprados por outros, ainda

maiores. E por que isso tem acontecido?

Muito simples: mudou-se o olhar.

Não que os laboratórios antigos não pensassem

no bem estar dos pacientes (hoje,

chamados de clientes) mas, o atendimento

bairrista e tradicional dos pequenos

não mais comportava às necessidades

cada vez maiores desses clientes, que antes

iam a um laboratório e só coletavam

alguns exames, se precisassem de algo

mais complexo - de imagem por exemplo,

não tinham outra alternativa que não

fosse procurar outro serviço.

Foi então, que os visionários que hoje

chamamos de Gigantes da área Laboratorial

deram um salto, ao investirem em

um tipo de acolhimento em que o cliente

passou a fazer todos os procedimentos

de laboratório e imagem, em apenas

um único local. Nasceram aí, os Centros

de Diagnóstico. Eis o segredo do melhor

modelo de fidelização.

Antigamente, os investimentos eram

quase 100% no atendimento por produção,

credenciamentos e em automação –

e posso falar com propriedade, pois estou

na área desde o início da década de 1990.

De alguns anos para cá, vejo que o cenário

das Análises Clínicas passou a equilibrar

melhor a visão lucrativa e o quanto

esta, está ligada a satisfação do cliente e

a Gestão da Qualidade em todas as pontas

do processo.

À partir desta percepção, alguns Laboratórios

se destacaram tanto que se

transformaram em verdadeiras potências.

Quem investiu em qualidade de

atendimento diferenciado ao cliente

que vai desde as informações corretas

passadas pelo call center à liberação de

um resultado seguro e no prazo, bem

como se moldou às Normas dos Programas

de Qualidade, cada vez mais

rígidos do país, descobriu a chave para

o sucesso. Estes Laboratórios se tornaram

marcas e estas, adquiriram know

how suficiente para expandir em todo

território nacional.

É o caso do Sistema Hapvida, que hoje

se posiciona como um dos maiores sistemas

de saúde suplementar do Brasil,

com cerca de 6,4 milhões de clientes,

conta com mais de 30 mil colaboradores

diretos envolvidos na operação,

mais de 15 mil médicos, mais de 15 mil

dentistas e está presente em todas as

regiões do país, gerando emprego e

renda para a sociedade.

Também fazem parte do sistema, as operadoras

do Grupo São Francisco e RN Saúde,

além da operadora Hapvida.

Os números superlativos mostram o sucesso

de uma estratégia baseada na gestão

direta da operação e nos constantes

investimentos: atualmente são 40 hospitais,

184 clínicas médicas, 41 prontos

atendimentos, 174 centros de diagnóstico

por imagem e coleta laboratorial.

A operadora que inaugura este mês, na

cidade de Recife –PE, um dos maiores

centros técnicos em análises clínicas do

Brasil, começou com o olhar visionário

de seu fundador, o médico oncologista

Cândido Pinheiro de Lima, que desde

a da década de 70 já possuía um olhar

voltado para o acolhimento das pessoas,

para que tivessem acesso a uma saúde

inteligente. Fundou primeiramente o

Hospital Antônio Prudente, que passou

a ser referência na cidade de Fortaleza

no Ceará, em seguida, ele entendeu que,

mais que um hospital, as pessoas precisavam

ter condições de acesso ao modelo

de acolhimento que seu sistema hospitalar

oferecia, nasceu então, o plano de

saúde Hapvida, que se revelou um divisor

de águas na vida de quem buscava por

atendimento diferenciado, centralizado e

a um custo justo.

Fábia Bezerra

Biomédica, com mais de 20 anos na área Laboratorial.

Consultora e Auditora na Empresa Suzimara & Sarahyba Consultoria.

Email: contato@suzimaraesarahyba.com.br

0 76

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


RADAR CIENTÍFICO

O DESEMPENHO CLÍNICO DO ENSAIO

SARS-COV-2 TOTAL: O VALOR DO TESTE

DE ANTICORPOS PARA SARS-COV-2

Introdução

Identificar a infecção por SARS-CoV-2 requer testes

diagnósticos. O PCR (Reação em Cadeia de Polimerase -

material genético RNA) e testes baseados em antígenos

confirmam a infecção presente, enquanto os testes de

anticorpos indicam uma resposta imune ao vírus. É importante

ressaltar que uma porcentagem significativa

de infecções pode passar despercebida, por razões que

incluem a falta de sintomas, baixa excreção viral e, em

alguns países, atrasos na realização dos testes. Uma combinação

de PCR e o teste de anticorpos pode melhorar o

valor preditivo positivo (VPP) para a COVID-19, principalmente

em pacientes sintomáticos.1

O teste de anticorpos é essencial para a vigilância

da população (prevalência de não diagnosticados

com a infecção), como um indicador para a potencial

imunidade ou a resposta bem-sucedida à vacina

(se os resultados do ensaio se correlacionam com a

neutralização), e para a identificação de potenciais

doadores de plasma convalescente. Por fim, um teste

de anticorpos de alta qualidade e confiável será fundamental

para a retomada com segurança em níveis

sustentáveis da atividade econômica e da reabertura

da sociedade. A arquitetura do ensaio e as características

analíticas dos testes de anticorpos para SARS-

-CoV-2 são considerações importantes na escolha de

um teste de anticorpos.

Tipos de testes de anticorpos

Quando um indivíduo é infectado

pelo SARS-CoV-2, anticorpos

se desenvolverão em diferentes

estágios da infecção. Os testes

de anticorpos totais SARS-CoV-2

detectam dois anticorpos simultaneamente

(IgM e IgG) que se

formam durante a resposta imune

à infecção inicial. Os testes de

anticorpo IgG para SARS-CoV-2

detecta, especificamente, os anticorpos

IgG que persistem e são

a base da resposta imune a longo

prazo dos indivíduos.

A combinação dos ensaios de anticorpos

Ensaio de Anticorpos SAR-

S-CoV-2 Total e o Ensaio de Anticorpos

SARS-CoV-2 IgG fornece uma

visão mais completa da sorologia

de um paciente ao longo de seus

cuidados contínuos.

O ensaio COV2T detecta IgM e os

anticorpos IgG de longa duração.

Este teste pode indicar infecção

recente ou passada em pacientes

e é indicado para detectar uma

resposta imune precoce. O ensaio

COV2G permite aos médicos detectar

especificamente o nível de

anticorpos IgG no sangue de um

paciente e avaliar as mudanças

relativas ao longo do tempo. Este

teste é mais apropriado para um

estágio posterior da doença ou

uma infecção passada, e fornece

aos médicos um valor de IgG

basal que pode ser utilizado para

rastrear a duração a longo prazo

da resposta imune do indivíduo. A

comparação dos resultados numéricos

ajudará a determinar como

a resposta imune se desenvolve e

persiste ao longo do tempo.

0 78

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


OnSite Rapid Test

Teste rápido de anticorpos IgG

e IgM para SARS-CoV-2

Qualidade Confiabilidade Fluxo de Trabalho

• Sensibilidade de 96.9%;

• Especificidade de 99.4%;

• Um dos testes rápidos de

melhor desempenho disponíveis

para SARS-CoV-2 - verificado por

teste interno;

• Estudo interno da Noklus

demonstrou que o ensaio da

CTK se encontra entre os 3 mais

relevantes do mercado.

• Empresa de renome mundial;

• Produção em larga escala;

• Grande experiência em

produção de testes rápidos.

• Fácil de usar;

• Amostra de fácil coleta –

Punção da ponta do dedo;

• Não é necessária

instrumentação –

leitura visual;

• Resultado em até

15 minutos.

siemens-healthineers.com/br


RADAR CIENTÍFICO

Estudo da Universidade de Leipzig:

Comparação da sensibilidade do diagnóstico

de testes de anticorpos baseados

em nucleoproteína e glicoproteína

do SARS-CoV-22

A Universidade de Leipzig avaliou a

sensibilidade de sete ensaios de sorologia

para SARS-CoV-2 comercialmente

disponíveis. Amostras de soro foram

obtidas de 57 pacientes com resultados

de PCR positivos, a maioria dos quais

teve a doença de forma leve a moderada

(nenhum em estado grave ou que

necessitou de cuidados hospitalares).

Em 16 pacientes foram coletadas duas

amostras, 25 amostras de sangue foram

coletadas 2 a 3 vezes após um resultado

de PCR positivo e 48 amostras de sangue

foram retiradas após 4 semanas de

um resultado de PCR positivo.

Conforme a Tabela 1, o Ensaio Siemens

Healthineers Atellica® IM SAR-

S-CoV-2 Total (COV2T) mostrou uma

sensibilidade diagnóstica de 80,0%

(95% CI 59,3–93,2) para amostras de

soro coletada de 2–3 semanas após

o resultado positivo do PCR (n = 25),

100% (95% CI 92,8–100) para amostras

de sangue coletadas com mais de

4 semanas após o resultado positivo de

PCR (n = 48) e uma sensibilidade global

de 93,2% (95% CI 84,8–97,8) para

todas as amostras testadas no estudo.

Em todos os cenários, a sensibilidade

do Ensaio Atellica IM COV2T foi igual ou

maior a dos outros métodos testados.

Estudo de sorologia do SARS-CoV-2

da Public Health England (PHE)3

Tabela 1. Diagnóstico de sensibilidade de sete testes de anticorpos baseados em nucleoproteína e

glicoproteína para SARS-CoV-2.

cos de sensibilidade (≥98% em casos

confirmados por PCR coletados ≥20

dias após o aparecimento dos primeiros

sintomas) e especificidade (≥98%

em amostras coletadas >6 meses antes

da identificação dos primeiros casos

de infecção por SARS-CoV-2) com

base no Perfil de Produto Alvo (TPP)

da Agência Regulatória de Medicamentos

e Produtos de Saúde (MHRA)

do Reino Unido para “imunoensaios

enzimáticos” para SARS-CoV-2. A avaliação

foi conduzida pela PHE (Porton

Down) e pela Universidade de Oxford

e pelo NHS Foundation Trust do Hospital

Universitário de Oxford em Maio

e Junho de 2020. Este estudo foi o

primeiro a avaliar os ensaios comerciais

automatizados de sorologia para

SARS-CoV-2 em um conjunto grande e

bem caracterizado de amostras (aproximadamente

1500).

A sensibilidade foi avaliada em 536

amostras positivas para infecção por

SARS-CoV-2 em ≥20 dias após o

início dos sintomas. A especificidade

foi avaliada em 994 amostras pré

pandêmicas (2015–2018) de adultos

saudáveis.

Conforme mostrado na Tabela 2,

o Ensaio SARS-CoV-2 Total (COV2T)

Siemens Healthineers Atellica IM

mostrou especificidade de 99,9%

(95% CI 99,4–100) e sensibilidade

de 98,1% (95% CI 96,6–99,1).

Em todos os casos, a especificidade

e sensibilidade do Ensaio COV2T

Atellica IM foram iguais ou superiores

aos outros métodos testados

e foi o único método, entre os quatro

testados, a atender os critérios

MHRA para especificidade e sensibilidade.

Tabela 2. Especificidade e sensibilidade clínicas de quatro ensaios comerciais para SARS-CoV-2.

Este estudo comparou quatro imunoensaios

para SARS-CoV-2 comercialmente

disponíveis para critérios clíni-

0 80

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


RADAR CIENTÍFICO

Análise de reatividade cruzada

do Hospital St. Jansdal

A potencial reatividade cruzada

de amostras de pacientes sem

SARS-CoV-2 com outras cepas de

coronavírus (falso positivo) é uma

preocupação para os laboratórios.

Este laboratório na Holanda testou

o Ensaio SARS-CoV-2 Total (CO-

V2T) Atellica IM com amostras de

três pacientes com potenciais reações

cruzadas com outros dois coronavírus

(OC43, NL63), confirmados

por PCR. Conforme mostrado

na Tabela 3, nenhuma reatividade

cruzada foi observada para o Ensaio

COV2T Atellica IM.

Hospital Universitário de Tübingen:

Avaliação de três

testes de anticorpos para

SARS-CoV-2 totalmente automatizados4

O Hospital Universitário de Tübingen

na Alemanha examinou

a especificidade e sensibilidade

dos ensaios para SARS-CoV-2. As

amostras de soro foram obtidas de

58 pacientes com resultado do PCR

positivo para SARS-CoV-2. Também

foram avaliadas 123 amostras

negativas, incluindo 88 coletadas

antes de dezembro de 2019.

Conforme mostrado na Tabela 4,

o Ensaio SARS-CoV-2 Total (CO-

V2T) no sistema ADVIA Centaur®

XPT mostrou uma especificidade

de 100% para as 123 amostras negativas

para SARS-CoV-2.

Tabela 3. Análise de reatividade cruzada do coronavírus.

A sensibilidade foi de 56,5%

para as amostras de soro coletadas

entre 0 a 6 dias após o resultado

positivo do PCR (n = 23), foi de

90,3% para amostras coletadas

entre 7 e 13 dias após o resultado

positivo do PCR (n = 31), e 97,0%

para amostras coletadas com mais

de 14 dias após o resultado positivo

do PCR (n = 132). Em todos os

casos, exceto um, a sensibilidade

do ensaio COV2T ADVIA Centaur

foi igual ou superior aos outros

métodos testados.

Este laboratório também testou

o potencial de reatividade cruzada

dos três ensaios com amostras

de três pacientes que haviam tido

infecções com outros coronavírus

(HKU-1, NL63, e 229E) confirmadas

por PCR. Os resultados dos testes

não demonstraram reatividade cruzada

nos três ensaios.

Centro Médico Universitário de

Hamburg-Eppendorf: Avaliação

clínica de cinco ensaios sorológicos

automatizados para SAR-

S-CoV-2 em coorte de pacientes

hospitalizados com COVID-19 5

O Centro Médico Universitário

de Hamburg-Eppendorf na Alemanha

avaliou a especificidade

e sensibilidade de cinco ensaios

para SARS-CoV-2. As amostras de

soro ou plasma foram obtidas de

75 pacientes com resultado de PCR

positivo para SARS-CoV-2 e 320

amostras pré-pandêmicas, obtidas

em março de 2017, também foram

analisadas. Como mostrado na Tabela

5, o Ensaio SARS-CoV-2 Total

(COV2T) da Siemens Healthineers

no Analisador Atellica IM mostrou

uma especificidade de 100% (CI

98,8–100%) para as 320 amostras

controles. A sensibilidade foi

de 35,1% (CI 21,8–51,2%) para

as amostras coletadas entre 1 e 10

dias após o início dos sintomas (n

= 37) e 73,7% (CI 58,0–85,0%)

para amostras coletadas acima de

10 dias após o início dos sintomas

(n = 38).

Tabela 4. Especificidade e sensibilidade de três testes de anticorpos para

SARS-Cov-2 totalmente automatizados.

0 82

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Tabela 5. Especificidade e sensibilidade de cinco ensaios sorológicos para SARS-CoV-2 automatizados.

Análise de reatividade cruzada

do Hospital de Northwest

Este laboratório na Holanda

avaliou o potencial de reação

cruzada do Ensaio SARS-CoV-2

Total (COV2T) da Siemens Healthineers

no sistema ADVIA

Tabela 6. Análise de reatividade cruzada de coronavírus.

Centaur® XPT com amostras de

três pacientes que haviam tido

infecções com outro coronavírus

(OC43) e confirmado por PCR.

Conforme mostrado na Tabela 6,

nenhuma reatividade cruzada foi

observada para o ensaio COV2T

no ADVIA Centaur.

Referências:

1. Kai-Wang To K, et al. Temporal profiles of viral

load in posterior oropharyngeal saliva samples

and serum antibody responses during infection by

SARS-CoV-2: an observational cohort study. Lancet

Infect Dis. 2020;20:565-74.

2. Schnurra C, Reiners N, Biemann R, Kaiser T,

Trawinski H, Jassoy C. Comparison of the diagnostic

sensitivity of SARS-CoV-2 nucleoprotein and glycoprotein-based

antibody tests. Journal of Clinical

Virology. 2020. doi: https://doi.org/10.1016/j.

jcv.2020.104544

3. Evaluation of sensitivity and specificity of

four commercially available SARS-CoV-2 antibody

immunoassays. Public Health England. 2020

Jul. GW-1386

4. Hörber S, et al. Evaluation of three fully-automated

SARS-CoV-2 antibody tests. Clin Chem Lab Med.

2020. https://doi.org/10.1515/cclm-2020-0975

5. Pflüger LS, et al. Clinical evaluation of five different

automated SARS-CoV-2 serology assays in

a cohort of hospitalized COVID-19 patients. Journal

of Clinical Virology. 2020;130:104549.

RADAR CIENTÍFICO

Na Siemens Healthineers nosso propósito é permitir que os clientes da

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Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 83


RADAR CIENTÍFICO II

EXAME FREELITE ® - PADRÃO OURO

E EXCELÊNCIA NA QUANTIFICAÇÃO DE

CADEIAS LEVES LIVRES

Departamento Científico - Grupo Binding Site do Brasil

O exame para quantificação

de cadeias leves livres no soro,

Freelite®, mudou o paradigma

do diagnóstico e do tratamento

de pacientes com transtornos de

célula B. Como resultado de mais

de 3.000 publicações comprovando

a utilidade clínica do Freelite®, os

testes foram reconhecidos pelo

Grupo Internacional de Trabalho

sobre Mieloma e incorporado em

suas diretrizes 1,2 .

O Freelite® é um imunoensaio

específico e sensível para a determinação

de cadeias leves livres

kappa e lambda no soro. Os anticorpos

policlonais do teste, reagem

apenas com as formas livres

das cadeias leves (reconhecimento

dos epítopos nas superfíceis

expostas) proporcionando uma

medição quantitativa de κ e λ livres

no soro conforme figura1 abaixo.

Figura 1. Reagentes do Freelite específicos para cadeias leves

livres kappa e lambda ligam-se aos epítopos nas suferfícies

expostas de cada cadeia.

O exame Freelite® é aprovado

pelo FDA com intervalos de referência

para Kappa Livre (κ),

Lambda Livre (λ) e a razão κ/λ

que foram validados em estudos

clínicos em diversos trabalhos 3-11 .

Figura 2. Intervalos de referência normais validados

para o Freelite®.

Importante: a Binding Site desenvolveu os reagentes do Freelite®

específicos para quantificação das cadeias leves livres no soro, urina e líquor

que devem ser utilizados de acordo com recomendação clínica, condições

específicas e instruções de uso dos produtos, já que para líquor e urina os

intervalos de referência são diferentes dos utilizados para soro.

Conforme mencionado, a quantificação

das cadeias leves livres em soro é

recomendada pelas diretrizes do

Grupo Internacional de Trabalho sobre

Mieloma (International Myeloma

Working Group - IMWG)2 para o diagnóstico

e monitoramento do Mieloma

Múltiplo. As recomendações atualizadas

definem que a razão entre a cadeia

envolvida e não envolvida deve ser ≥

100 (valores baseados na utilização do

Freelite®), e que a mesma é considerada

como um dos biomarcadores do

painel de exames 2 .

Isto significa que se um paciente

apresenta células clonais na medula

óssea ≥10% (comprovada por biópsia,

por exemplo) e a cadeia leve livre

produzida pelo tumor (envolvida) de ≥

100 mg/L e a razão entre a envolvida/

não envolvida é ≥ 100 o médico será

capaz de estar alerta às condições deste

paciente ou até mesmo diagnosticar o

Mieloma Múltiplo, mesmo na ausência

de outros sinais ou sintomas, como os

critérios de CRAB por exemplo (hipercalcemia,

anemia, doença renal, lesões

ósseas). Esse novo conceito é denominado

de “eventos definitórios do mieloma”

(SLIM do inglês), onde poderá ser

utilizada: razão do Freelite® ≥ 100

ou mais de uma lesão focal na ressonância

magnética ou mais de 60% de

células plasmáticas na medula óssea).

É importante salientar que os estudos

demonstraram a utilização da razão do

Freelite® ≥ 100 como biomarcador nos

pacientes estudados, mas cada caso deve

ser discutido e avaliado de acordo com as

recomendações dos médicos responsáveis.

0 84

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


RADAR CIENTÍFICO II

Figura 3. Freelite® considerado como biomarcador

(evento definitório Mieloma) pelo IMWG.

Sabe-se que a alta concentração de

cadeia leve livre monoclonal no soro

está associada à proliferação maligna

de células plasmáticas na maioria das

Gamopatias Monoclonais, sendo assim,

a razão de cadeias leves livres

no soro (κ/λ) é um indicador sólido

de monoclonalidade (doença).

A produção de uma das cadeias leves

livres alterada sobre a outra será refletida

em uma razão κ/λ anormal (<

0,26 ou > 1,65). Este parâmetro, utilizado

como um marcador tumoral, é

extremamente valioso para diferenciar

e indicar patologias monoclonais das

patologias com elevações policlonais

das cadeias leves livres como disfunção

renal, infecções, imunodeficiências etc.

A sensibilidade do Freelite® no

soro faz com que seja possível quantificar

κ e λ livre em concentrações muito

baixas (até mesmo abaixo do intervalo

normal no soro – figura 4), mesmo

quando os níveis de proteínas monoclonais

são indetectáveis pelos métodos

tradicionais do painel de exames, como

a eletroforese de proteínas e a imunofixação.

A sensiblidade do Freelite® se

deve ao fato de este ser uma ensaio policlonal,

permitindo um reconhecimento

amplo da grande variedade de epítopos

encontrados nas cadeias leves livres κ e

λ, uma vez que estas são altamente polimórficas.

Dessa forma, para o diagnóstico

e o monitoramento dos pacientes

seja mais efetivo, o ensaio para detecção

de cadeias leves livres no soro deve ser

capaz de reconhecer as mais variadas

formas destas proteínas.

Isto significa que o Mieloma Múltiplo

pode ser detectado precocemente,

com uma maior confiabilidade,

e uma maior qualidade

de vida pode ser proporcionada

aos pacientes com a utilização do

Freelite®.

Freelite é ~10 vezes mais sensível que a IFSu

Figura 4. Sensibilidade do Freelite é superior aos

métodos eletroforéticos tradicionais.

EFPs: eletroforese de proteínas no soro

EZC: eletroforese por zona de capilaridade

IFSs: Imunofixação no soro

EFPu: eletroforese de proteínas na urina

IFSu: imunofixação na urina

A especificidade do Freelite® (reação

ocorre apenas com as formas livres

de κ e λ) possibilita a determinação exata

e confiável de proteínas monoclonais

em comparação com a determinação de

cadeias totais κ e λ (chamado de ensaio

de cadeia leve ou cadeia leve total). Ao

contrário do Freelite®, os ensaios de cadeia

leve total não distinguem as quantidades

de cadeias leves livres dentro da

grande concentração de cadeias leves

ligadas às cadeias pesadas (como parte

da estrutura das imunoglobulinas), podendo

levar à uma má interpretação dos

resultados. Para evitar que isso ocorra,

peça Freelite® pelo nome.

A quantificação das cadeias leves

livres no soro é muito útil ainda para

o monitoramento dos pacientes

em tratamento. A alta sensibilidade

do Freelite® e a meia-vida curta das

cadeias leves livres faz com que seja

possível um rastreamento preciso

e com detecção precoce de recaída,

possibilitando ainda uma avaliação

confiável da doença residual. A

utilização do Freelite® também

nesta fase de monitoramento faz com

que os médicos saibam exatamente a

quantidade de cadeias leves livres que

está sendo produzida pelo paciente e

proporciona confiança para alterações

no protocolo de tratamento (como a

mudança de quimioterápicos), caso

seja necessário.

Para auxiliar ainda mais no monitoramento

preciso dos pacientes,

o Freelite® pode ser utilizado

em conjunto com o exame Hevylite®,

que também já foi descrito

nas diretrizes internacionais,

como único teste também baseado

em anticorpos policlonais,

para medição precisa das imunoglobulinas

intactas 12 .

O Hevylite® permite a identificação

individual de diferentes tipos de cadeia

leve de cada classe de imunoglobulina,

isto é, IgGκ, IgGλ, IgAκ, IgAλ,

IgMκ e IgM; e as moléculas são avaliadas

em pares, como por exemplo:

IgGκ/IgGλ para fornecer os valores de

cada par de cadeia leve/pesada.

A utilização do Hevylite® tem diversas

vantagens, como no auxílio à eliminação

da subjetividade no momento da

0 86

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


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RADAR CIENTÍFICO II

interpretação dos resultados de eletroforese

e imunofixação, pacientes com

baixas concentrações de proteína monoclonal

podem ser identificados precisamente

com Hevylite®, já que a sensibilidade

da eletroforese é limitada, e ele

pode ainda auxiliar na identificação da

doença residual e uma indicação precoce

da recidiva 13-19 . O Freelite® e o Hevylite®

são biomarcadores independentes, mas

que quando utilizados em conjunto proporcionam

melhor monitoramento.

Somente a Binding Site comercializa

o Freelite® que é o único exame com

anticorpos policlonais:

• Mencionado pelo nome nas diretrizes

do Grupo de Trabalho Internacional

do Mieloma

• Com mais de 3000 publicações científicas

comprovando sua utilidade clínica

• Participação no maior grupo de

controle externo da qualidade (CAP)

(>90% dos laboratórios) e 100% dos

Hospitais Membros do NCCN (National

Comprehensive Cancer Network) utilizam

Freelite®

• Que pode ser utilizado em conjunto

com Hevylite®

O Freelite® NÃO deve ser comparado

a nenhum ensaio para quantificação

de cadeias leves, pois ele possui características

técnicas únicas. Dessa forma,

outras marcas de exames não são intercambiávies

com Freelite®.

Para informações sobre comparativos

e informações técnicas do produto, faça

contato com a nossa equipe de especialistas.

da América (DASA), Grupo Fleury, Diagnósticos

do Brasil (DB), Hospital de Clínicas

de São Paulo (DLC-USP), Hospital

de Amor de Barretos, Instituto Nacional

do Câncer-RJ, Hospital Clementino Fraga

Filho- UFRJ, Hospital Albert Einstein, a+

Medicina Diagnóstica, Sérgio Franco Medicina

Diagnóstica entre outros. Em outros

países o Freelite® é também referência,

sendo utilizado pelos principais grupos de

medicina diagnóstica como: Clínica Mayo,

Quest, Labcorp, ARUP, Synlab etc.

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• Sensibilidade, especificidade, precisão,

eficiência para liberação segura

dos resultados;

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liberação dos resultados;

• Custo-efetividade comprovados: o

kit já vem com calibradores e controles

incluídos, facilitando o seu uso e

conferindo a segurança necessária ao

resultado;

• Detecção automática de excesso de

antígeno, situação muito frequente

em amostras de pacientes com Mieloma

Múltiplo;

• Intervalo de referência amplo (0.6 –

139.000mg/L);

• Diluições automáticas até o resultado

final, sem interferências manuais

garantindo maior confiança aos resultados;

• Assistência técnica e científica disponível

em todo território nacional.

Freelite® é marca registrado do Grupo

The Binding Site Ltda (Birmingham,

Reino Unido) em certos países.

Referências

1. Dispenzieri A, et al. International Myeloma Working Group guidelines

for serum-free light chain analysis in multiple myeloma and

related disorders. Leukemia 2009; 23:215-224. 2. Rajkumar SV, et al.

International Myeloma Working Group updated criteria for the diagnosis

of multiple myeloma. Lancet Oncol 2014; 15:e538-48. 3. Hutchison

CA, et al. Diagnostic accuracy of monoclonal antibody based

serum immunoglobulin free light chain immunoassays in myeloma

cast nephropathy. BMC Clin Pathol 2012;12:12 4. Katzmann J, et al.

Serum Reference Intervals and Diagnostic Ranges for Free _ and Free

_ Immunoglobulin LightChains: Relative Sensitivity for Detection of

Monoclonal Light Chains. Clinical Chemistry 48:9 1437–1444 (2002)

5. Jenner, E. Serum free light chains in clinical laboratory diagnostics.

Clinica Chimica Acta 427 (2014) 15–20 6. Bradwell AR, et al.

Serum test for assessment of patients with Bence Jones myeloma.

Lancet 2003;361:489-491 7. Drayson MT, et al. Prospective study of

serum FLC and other M-protein assays: when and how to measure

response? Clin Lymphoma Myeloma 2009;9:A346a 8. Harding SJ,

et al. Serum free light chain immunoassay as an adjunct to serum

protein electrophoresis and immunofixation electrophoresis in the

detection of multiple myeloma and other B-cell malignancies. Clin

Chem Lab Med 2009;47:302-304 9. Hutchison CA, et al. Serum free

light chain measurement aids the diagnosis of myeloma in patients

with severe renal failure. BMC Nephrol 2008;9:11 10. Lee WS, et al.

Serum Free Light Chains in Neoplastic Monoclonal Gammopathies:

Relative Under-Detection of Lambda Dominant Kappa/Lambda

Ratio, and Underproduction of Free Lambda Light Chains, as Compared

to Kappa Light Chains, in Patients With Neoplastic Monoclonal

Gammopathies. J Clin Med Res. 2018;10(7):562-569 11. Palladini G,

et al. Presentation and outcome with second-line treatment in AL

amyloidosis previously sensitive to nontransplant therapies. Blood

FEBRUARY 2018 | VOLUME 131, NUMBER 5 525 12. Kumar S, et

al. Lancet Oncol 2016; 17(8):e328-e346 13. Katzmann JA, Clark R,

Sanders E, Landers JP, Kyle RA. Prospective study of serum protein

capillary zone electrophoresis and immunotyping of monoclonal

proteins by immunosubtraction. Am J Clin Pathol 1998;110:503-9

14. Katzmann JA, Willrich MA, Kohlhagen MC, Kyle RA, Murray DL,

Snyder MR et al. Monitoring IgA multiple myeloma: Immunoglobulin

Heavy/Light Chain Assays. Clin Chem 2015;61:360-7 15. Ludwig

H, Milosavljevic D, Zojer N, Faint JM, Bradwell AR, Hubl W, Harding

SJ. Immunoglobulin heavy/light chain ratios improve paraprotein

detection and monitoring, identify residual disease and correlate

with survival in multiple myeloma patients. Leukemia 2013;27:213-

9 16. Bhutani M, Costello R, Korde N, Manasanch E, Kwok M, Tageja

N et al. Serum heavy-light chains (HLC) and free light chains (FLC)

as predictors for early CR in newly diagnosed myeloma patients

treated with Carfilzomib, Lenalidomide, and Dexamethasone (CRd).

Blood 2013;122:762a 17. 4. Michallet M, Chapuis Cellier C, Lombard

C, Sobh M, Dejoie T, Caillon H, et al. Responses assigned using heavy+light

chain assessments have better clinical correlation with

outcome than those using current IMWG criteria for multiple myeloma.

Blood 2016;128:3245a 18. 5. Jabor A, Kubicek Z, Komrskova

J, Secnik P, Jr., Vackova T, Vymetalik J, Franekova J. Within-subject

biological variation of pairs of heavy/light immunoglobulin IgM

chains (HLC IgM kappa and lambda) is low and requires monitoring:

A comparison with HLC IgA, HLC IgG, and free light immunoglobulin

chains (FLC) in healthy subjects. Clin Chim Acta 2018;486:311-2 19.

Heavy/light chain assay in the monitoring of multiple myeloma. Ting

HY, Sthaneshwar P, Bee PC, Shanmugam H, Lim M.Pathology. 2019

Aug;51(5):507-511.

O instrumento adequado para detecção

das cadeias leves livres utilizando o

Freelite® está amplamente disponível

em diversos laboratórios e hospitais no

Brasil como por exemplo: Diagnósticos

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sobre o Freelite® e lista completa dos

locais que realizam o exame, entre

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0 88

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


PUBLIEDITORIAL

LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS - LGPD

Projeto de Lei da Câmara nº 53/2018

O Projeto de Lei nº 4.060/2012 foi incorporado ao Projeto

de Lei da Câmara (PLC) nº 53/2018 que foi convertido

na Lei Ordinária nº 13.709/2018, a Lei Geral de

Proteção de Dados (LGPD), tendo sua vigência para o dia

16 de agosto de 2020.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD Brasil) é uma

lei para garantir mais segurança e controle aos processos

de tratamento de dados pessoais.

Dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive

nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa

jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de

proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade

e o livre desenvolvimento da personalidade da

pessoa natural.

Histórico

Observando o crescimento exacerbado da transferência

e utilização de dados pessoais, bem como para

melhoria das relações comerciais existentes entre os demais

países, foi observada a necessidade de estabelecer

normas para disciplinar tais relações – especialmente

para dar proteção à individualidade e a privacidade das

pessoas, sem impedir a livre iniciativa comercial e de

comunicação. Assim, em 2012, pelo Projeto de Lei nº

4.060/2012, ocorreu a primeira manifestação de criação

da LGPD no Brasil.

Para as empresas conseguirem realizar a devida utilização

dos dados pessoais deverão estar inteiradas sobre as formas

de tratamento, as bases legais e os princípios reguladores da

LGPD.

A disciplina da proteção de dados pessoais tem como

fundamentos: o respeito à privacidade; a autodeterminação

informativa; a liberdade de expressão, de informação, de comunicação

e de opinião; a inviolabilidade da intimidade, da

honra e da imagem; o desenvolvimento econômico e tecnológico

e a inovação; a livre iniciativa, a livre concorrência

e a defesa do consumidor; e os direitos humanos, o livre desenvolvimento

da personalidade, a dignidade e o exercício

da cidadania pelas pessoas naturais.

Esta Lei aplica-se a qualquer operação de tratamento realizada

por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público

ou privado, independentemente do meio, do país de sua

sede ou do país onde estejam localizados os dados, desde que

a operação de tratamento seja realizada no território nacional.

Como se dá o tratamento de dados pessoais?

Pelo Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se:

I - dado pessoal: informação relacionada a pessoa natural

identificada ou identificável;

0 90

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


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PUBLIEDITORIAL

II - dado pessoal sensível: dado pessoal sobre origem racial

ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato

ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político,

dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico,

quando vinculado a uma pessoa natural; (...)

X - tratamento: toda operação realizada com dados

pessoais, como as que se referem a coleta, produção,

recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução,

transmissão, distribuição, processamento, arquivamento,

armazenamento, eliminação, avaliação ou controle

da informação, modificação, comunicação, transferência,

difusão ou extração; (...)

Fazendo o mapeamento das formas como ocorrerá o tratamento,

bem como quais os dados vão compor a cadeia e

alinhando o objetivo da operação de dados é que se tem o

início do procedimento de tratamento dos dados pessoais.

A finalização do tratamento dos dados pessoais encontra-se:

1. no momento em se atingir a finalidade do dado;

2. na comunicação do titular, inclusive no exercício de seu direito

de revogação do consentimento conforme disposto no

§ 5º do art. 8º da LGPD, resguardado o interesse público; ou

3. na determinação da autoridade nacional, quando houver

violação ao disposto na Lei, sendo, assim, realizada a sua

eliminação, salvo nos casos previstos em lei.

1. Conscientizar toda a empresa, uma vez que a LGPD não

é uma legislação para o setor de Informática, mas engloba

todos dentro da corporação.

2. Realizar um diagnóstico tanto de segurança dos sistemas

informatizados assim como análises de diagnósticos das

políticas de segurança, privacidade, consentimento de coleta

e tratamento de dados, governança de TI, processos de

negócios em relação ao tratamento e privacidade de dados,

sendo, posteriormente, emitido um relatório com as recomendações

de adequações.

3. Implementar e adequar as questões que foram levantadas

pelo relatório de Análise, Diagnóstico e Recomendações.

4. Manter o monitoramento das ações implementadas.

Para mais informações seguem links de Podcats

sobre a LGPD:

https://open.spotify.com/episode/4xpnTQOIxf2OkgOpZZS-

VbV?si=5uWKvi1IQcmyGJbw9NbbgQ

https://open.spotify.com/episode/7Locr3riJ73Tio2Cassd-

1c?si=M-TAwaGKT4aSZvdgp2JN2Q

https://open.spotify.com/episode/48eqoHTUGmk2Ucj-

DCTZE55?si=MyHfsa8ZQEqP6_C53jeS1w

O processo de adequação e Conformidade a Lei Geral

de Proteção de Dados precisa seguir alguns passos:

Setor de Tecnologia da Informação – TI Lab Rede

Fontes

1. Brasil. LEI Nº 13.709, DE 14 DE AGOSTO DE 2018. Lei Geral de Proteção

de Dados Pessoais. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-

2018/2018/lei/L13709.htm Consulta em 19/02/2020

2. Entendendo melhor a LGPD Brasil. Disponível em https://triplait.com/entendendo-a-lgpd-brasil/

Consulta em 19/02/2020

3. Lei Geral de Proteção de Dados Brasileira. Disponível em https://www.

moorebrasil.com.br/blog/lei-geral-de-protecao-de-dados-brasileira-lgpd/

Consulta em 19/02/2020

0 92

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


OS AVANÇOS DO USO DE

MEIOS DE CONTRASTE EM EXAMES DE IMAGEM

Por: Bruna Garbugio Dutra, Carlos J. Silva

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

Os meios de contraste são amplamente

utilizados em exames de

imagem para aumentar a qualidade

da imagem, facilitar a detecção

e avaliação de lesões, bem como

no auxílio diagnóstico de diversas

desordens, uma vez que eles apresentam

a capacidade de aumentar

o realce entre os tecidos. Atualmente,

os meios de contraste podem ser

utilizados em tomografia computadorizada,

ressonância magnética,

ultrassonografia, medicina nuclear

e radiografia convencional.

A incorporação dos meios de contraste

na rotina radiológica data dos

meados de 1950 e, desde então, o

seu uso vem crescendo e cada vez

mais sendo utilizado em serviços

de imagem. Os mais amplamente

utilizados na prática clínica são os

meios de contraste iodado e à base

de gadolínio, usados rotineiramente

na tomografia computadorizada

e ressonância magnética, respectivamente.

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

Em 2019, cerca de US$ 5,23 bilhões

foram gastos no mercado

mundial com meios de contraste

iodado e à base de gadolínio e

estima-se que em 2020 esse valor

seja de US$ 5,4 bilhões. Além disso,

há uma estimativa que, entre

os anos de 2020 a 2027, a taxa de

crescimento seja de cerca de 3,6%

ao ano, chegando à marca de US$

6,9 bilhões em 2027. É interessante

mencionar também que os meios

de contraste iodado representaram

uma parcela substancial no mercado

mundial em 2019, totalizando

67,2% das vendas.

O crescente uso dos meios de contraste

pode ser explicado por alguns

fatores. Avanços na tecnologia e em

pesquisas permitiram o desenvolvimento

de meios de contraste com

osmolalidade mais próximas a do

plasma, com manutenção ou melhora

da qualidade da contrastação,

menor toxicidade e menor risco de

reação adversa e, consequentemente,

maior segurança ao paciente.

Além disso, o crescente aumento de

doenças crônicas e envelhecimento

da população permitiu um aumento

da realização de exames de imagem

diagnósticos, de rastreio e/ou

estadiamento. Outro fator também

importante para se levar em consideração

é a própria expansão e

crescimento das empresas produtoras

de meios de contraste.

Como mencionado previamente,

parte dos avanços na tecnologia e

pesquisa de meios de contraste teve

como objetivo o aumento do seu perfil

de segurança. Sabe-se que, assim

como qualquer outra medicação, os

meios de contraste não são isentos

de riscos e utilizar-se de tecnologia

para o aprimoramento dos mesmos

é essencial. Uma das mudanças no

uso dos meios de contraste em estudos

de imagem foi a substituição

progressiva do uso de meios de contraste

iodado de alta osmolalidade

pelos de baixa osmolalidade. Além

0 93


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

disso, o uso da via intravenosa passou

a ser cada vez mais utilizada em

estudos de imagem contrastados,

como em tomografia computado-

superestimado no passado. Estudos

primordiais utilizaram-se de meios

de contraste iodado de alta osmolalidade

e com via de administração

concentrações. Além disso, a inteligência

artificial também tem sido

utilizada para aumentar o realce

entre os tecidos utilizando-se de

rizada. Tanto os meios de contraste

intra-arterial, os quais estão asso-

uma dose reduzida do meio de con-

de baixa osmolalidade quanto a sua

ciados a um maior risco de toxici-

traste, porém sem reduzir a quali-

administração intravenosa apresen-

dade. Além disso, a grande maioria

dade da imagem. As pesquisas são

tam uma menor incidência de rea-

dos estudos não era randomizado,

interessantes e promissoras, porém

ções adversas quando comparados

não apresentava grupo controle ou

são estudos preliminares que ne-

àqueles de alta osmolalidade e por

populações uniformes, dificultando

cessitam de mais dados e muitos

via intra-arterial.

a avaliação do real papel do meio de

desafios precisam ser ultrapassados

contraste nessa fisiopatogenia, uma

para que a inteligência artificial seja

Vale ressaltar que as reações aos

vez que fatores de confusão, como

implementada na prática clínica.

meios de contraste não são comuns

as comorbidades dos pacientes, po-

e, quando ocorrem, na maioria das

vezes, é do tipo leve ou moderada.

Toxicidade direta a órgãos, como a

lesão renal aguda, bem como reações

adversas semelhantes a alergias,

depósito tecidual e fibrose

sistêmica nefrogênica (ambas relacionadas

ao gadolínio) são alguns

dos eventos adversos que podem

ser reportados com o uso do meio

de contraste. Além de as reações

adversas não serem comuns, parte

do risco atribuído ao contraste foi

deriam influenciar os resultados.

Assim como a inteligência artificial

avança no mercado da saúde,

estudos recentes vêm desenvolvendo

algoritmos que permitem

otimizar os exames de imagem

contrastados. Publicações recentes

utilizam-se da inteligência artificial

para comparar o realce de diferentes

tipos de contraste, verificando

se há diferenças no padrão e intensidade

de realce com diferentes

Referências:

1. ACR Manual on Contrast Media. American College

of Radiology. 2020. Disponível em: https://

www.acr.org/-/media/ACR/Files/Clinical-Resources/Contrast_Media.pdf;

2. Contrast Media

Market Size, Share & Trends Analysis Report By

Product Type (Iodinated, Gadolinium-based), By

Application (Neurological, Cancer, CVDs), By Modality

(MRI, X-ray/CT), And Segment Forecasts,

2020 – 2027. Publicado em Fev 2020. Disponível

em: https://www.grandviewresearch.com/indus-

try-analysis/contrast-media-contrast-agents-

-market; 3. Dutra, BG e Tufik, B. Meios de contraste:

Conceitos e diretrizes. Sociedade Paulista de

Radiologia 2020. ISBN: 978-85-7808-505-6. 4.

Gong, E. et al. Deep learning enables reduced gadolinium

dose for contrast-enhanced brain MRI.

J Magn Reson Imaging. 2018, 48(2):330-340. 5.

Mc Collough CH e Leng S. Use of artificial intelligence

in computed tomography dose optimization.

2020. Doi: 10.1177/0146645320940827.

Dra. Bruna Garbugio Dutra,

Neurorradiologista do Grupo Fleury

Neurorradiologista do Grupo Fleury e da Santa Casa de

São Paulo, é também aluna de doutorado na Santa Casa

de São Paulo.

Carlos J. Silva,

Coordenador dos setores de Neurorradiologia e de Imagem em

Cabeça e Pescoço do Grupo Fleury

Com doutorado pela Santa Casa de São Paulo, é coordenador dos setores

de Neurorradiologia e de Imagem em Cabeça e Pescoço do Grupo Fleury e,

também, médico assistente e coordenador dos setores de Neurorradiologia e

de Imagem em Cabeça e Pescoço do ICESP-HCFMUSP.

0 94

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


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ENGENHARIA CLÍNICA

GESTÃO DE EQUIPAMENTOS

LABORATORIAIS

Por: Ailton Flavio Moreira Junior

Gestão de qualidade e inteligente de

parque tecnológico é quando levamos

em consideração todas as variáveis

que nos fazem diminuir o desperdício,

maximizar lucros e aumentar a disponibilidade

e produtividade.

Os Laboratórios de análises clínicas

possuem enorme complexidade e é

uma das áreas da saúde que produz

a maior quantidade de parâmetros

para auxiliar no diagnóstico e consequentemente

salvando e melhorando

a qualidade de vida das pessoas.

Quando vemos os grandes players

executando milhões de exames

mensalmente percebemos a grandiosidade

e a complexidade desse

mundo chamado laboratório.

Com o congelamento das tabelas de

pagamento dos exames e por muitas

vezes a redução dos valores pagos e

alteração nas formas de negociação

e modalidades de pagamento, estamos

vivenciado cada vez mais a reinvenção

e a luta diária desse segmento

tão importante, afinal, são milhões de

exames realizados diariamente pelos

laboratórios distribuídos pelo Brasil, e

em estudos de entidades como SBPC/

ML entre outras, estima-se que mais de

70% das condutas médicas dependem

de resultados de exames laboratoriais.

Para que essa conta feche, uma

gestão eficiente e especializada do

parque tecnológico, se faz cada vez

mais necessária.

Quando empresas especializadas,

competentes e continuamente atualizadas

assumem essa responsabilidade

junto ao laboratório o resultado

é: SUCESSO.

Sucesso em todos os itens citados

anteriormente, como: Aumento de

produtividade, melhora da qualidade,

diminuição de retrabalho, aumento

de disponibilidade dos equipamentos,

diminuição de desperdícios, aumento

da segurança dos operadores, entre

outros inúmeros benefícios.

Hoje, após 20 anos atuando nesse

seguimento, posso afirmar que todos

esses benefícios citados , somados a

fatores que vem desde a aquisição

0 96

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


FirstLab apresenta

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ENGENHARIA CLÍNICA

orientada de um equipamento, seguido

de corretos procedimentos de

instalação avaliação de local e requisitos

de instalação podem evitar des-

tecnológico é antigo e desgastado, há

gastos com manutenções corretivas

em excesso. Quando o parque está

Subdimensionado, os equipamentos

um time-line de 5 a 8 anos nos quais

trabalhamos o payback, dimensionamento,

disponibilidade e os custos

inerentes ao tempo de uso e vida

perdícios muitas vezes incalculáveis.

trabalham no limite e estão passi-

útil dos equipamentos.

veis de quebras constantes e atraso

Temos uma crescente de empresas

de rotina, além de fatalmente termos

Então, quando tratamos de manu-

de engenharia clínica no mercado,

um interferência direta na qualidade

tenção não estamos falando so-

mas, quando vamos a fundo, pouquís-

dos exames o que gera inúmeras re-

mente do reparo de um equipamen-

simas empresas são especializadas

petições, calibrações, controles, entre

to que apresenta algum problema, e

em laboratório de análises clínicas, o

outros, “puro desperdício“

sim desde o inicio do dia de trabalho

que vem a corroborar com a idéia de

onde o operador inicia sua rotina

que as empresas só fazem manuten-

Aprofundando um pouco mais nas

de limpeza, análise de controles de

ção e consertam equipamentos.

manutenções propriamente ditas,

qualidade e liberação para inicio da

entendemos que elas ocorrem por

rotina de produção.

Para podermos ir mais a fundo e

diversos motivos: Corretivas plane-

contribuirmos com o sucesso dos

jadas ou não, preventivas, alteração

Para termos uma rotina amigável

laboratórios, precisamos conhecer e

de local, aquisição, instalação, trei-

e crescente, é necessário estudar e

viver o dia-a-dia deles.

namento, produção e substituição

planejar todos os fluxos e isso pode

seriam alguns exemplos.

ser facilitado quando o laboratório

Quando há um parque superesti-

conta com a parceria de uma empre-

mado o laboratório paga um custo

Particularmente sempre que orien-

sa de engenharia clínica capacitada e

alto pela ociosidade, se esse parque

tamos um cliente, traçamos juntos

focada em gestão.

Ailton Flavio Moreira Junior

CEO – AC Labor

Engenheiro Eletricista/Eletrônico

Esp. Eng. Clínica – Pelo Albert Einstein

MBA – Gestão Empresarial FGV

0 98

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


EXAME LABORATORIAL?

É NO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS!

LADY NEWS

A história das análises clínicas

é permeada por muita luta e

busca por excelência. O constante

investimento em processos,

pessoas, estrutura e tecnologia tem

o objetivo de garantir a qualidade

dos exames laboratoriais e, por

consequência, a segurança do

paciente.

No Brasil, a medicina laboratorial

era inicialmente realizada apenas

por médicos patologistas. Com o

passar dos anos, os farmacêuticos

assumiram grande parte do

segmento, e mais recentemente,

biomédicos e biólogos passaram

a atuar em laboratórios clínicos.

A mais antiga faculdade de

Farmácia do Brasil, pertencente

à Universidade Federal de Ouro

Preto, foi fundada em 1839 e, após

algumas décadas, com a criação

dos laboratórios de química e

toxicologia, deu início às análises

clínicas. São mais de cem anos em

processo de evolução.

Embora a determinação de

glicose na urina, por meio do

uso de reagente de Benedict

para evidenciação de açucares

redutores, seja considerada como

um dos primeiros exames de

análises clínicas da modernidade,

as amostras biológicas são objetos

de análise desde a Antiguidade. Na

Grécia, Hipócrates e seus pupilos

analisavam a urina de pacientes

em busca de associações com suas

condições de saúde.

Hoje muita coisa mudou. Com

o avanço da tecnologia inúmeros

equipamentos e reagentes são

desenvolvidos todos os anos

fazendo com que o setor de

diagnóstico in vitro não pare de

crescer. Junto com o crescimento do

segmento, é imprescindível o foco na

qualidade e no controle de todos os

processos envolvidos, identificando

falhas que possam vir a ocorrer e

garantindo que o resultado final

seja exato. Exames cada vez mais

sensíveis e específicos, resultando

em diagnósticos mais exatos, são

exigidos pelos médicos e pela

população. Mais do que nunca,

a população tem se mostrado

consciente da importância dos

exames laboratoriais no diagnóstico

precoce e prevenção de doenças. A

máxima de que “é melhor prevenir,

do que remediar” nunca esteve

tão em moda. Aproximadamente

70% das decisões clínicas e

90% dos critérios de cura de

enfermidades ou alta hospitalar

são confirmados através de exames

laboratoriais. Somado a isso, a área

laboratorial, embora represente

pouco mais de 3% dos gastos em

saúde, é de extrema relevância

para os resultados econômicos da

assistência à saúde pública.

O resultado do exame laboratorial

é reflexo das etapas pré-analítica,

analítica e pós-analítica, todas

demandantes de rigoroso controle

de qualidade. Há décadas, os

laboratórios são regulamentados

por diversas leis e resoluções que

asseguram que seus processos

sejam de alta qualidade,

minimizando qualquer risco à

segurança do paciente. Portanto,

os laboratórios de análises clínicas

são os únicos estabelecimentos

preparados para garantir que o

produto final de seu objeto social,

os exames laboratoriais, seja de

excelência.

O analista clínico (farmacêutico,

médico patologista, biomédico e,

em alguns estados, biólogos) é o

profissional legalmente habilitado,

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 99


LADY NEWS

capacitado e especializado em

analisar amostras biológicas e atuar

em laboratórios de análises clínicas.

realizados em laboratórios de análises

clínicas, por analistas clínicos,

fornecem soluções. Estas habilidades

Os Programas de Acreditação foram

criados visando a padronização de

cada uma das atividades envolvidas

Não se trata de um “fazedor de testes”

tornam o analista clínico o único

desde o atendimento ao paciente

ou “furador de dedos”. As análises

profissional capacitado para realizar

até a liberação do laudo, garantindo

clínicas compreendem a realização

a interpretação laboratorial de forma

a qualidade do exame laboratorial.

com maestria de todas as etapas que

global.

O Departamento de Inspeção e

envolvem um exame laboratorial,

Credenciamento da Qualidade

desde o o acolhimento do paciente,

A preocupação com a qualidade

(DICQ), da SBAC, e o Programa

entendimento sobre fatores de

dos processos laboratoriais e a

de Acreditação de Laboratórios

interferência analítica, variabilidade

exatidão dos resultados dos exames

Clínicos (PALC), da SBPC/ML são

biológica intra e interpessoal,

é a base das análises clínicas. Tanto

dois importantes Programas de

princípios e fundamentos

que as duas principais sociedades

Acreditação, com atuação nacional

de metodologias analíticas,

científicas da área laboratorial,

e internacional. Além disso, ambas

conhecimento teórico e prático sobre

Sociedade Brasileira de Análises

as sociedades científicas oferecem

dezenas de áreas da sáude, até a

Clínicas (SBAC) e Sociedade

programas de proficiência para o

entrega do laudo. O analista clínico

Brasileira de Patologia Clínica e

controle externo da qualidade dos

é o único profissional capaz de

Medicina Laboratorial (SBPC/ML),

exames laboratoriais: o Programa

realizar a fase pré-analítica, analítica

se dedicam a ofertar ferramentas

Nacional de Controle de Qualidade

e pós-analítica de forma sublime,

para a gestão do desempenho do

– PNCQ, da SBAC, e o Programa

identificando nos processos qualquer

laboratório em relação aos seus

de Excelência para Laboratórios

indício de falha ou incompatibilidade.

processos analíticos (Programas de

Médicos – PELM, da SBPC/ML.

Os exames realizados por estes

Proficiência) e inspeção, auditorias,

profissionais não servem apenas

credenciamento e acreditação do

Novas tecnologias e novos modelos

para rastreamento de condições

sistema da qualidade do laboratório

se apresentam diariamente em

patológicas; os exames laboratoriais

clínico (Programas de Acreditação).

nossas vidas. E, assim como a vida,

Claudia Gonçalves

Farmacêutica Bioquímica, pós graduada em Análises Clínicas, sócia proprietária do Laboratório Biocenter

- Itamarandiba, Minas Gerais

Ofacana e apaixonada por análises clínicas

0 102

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


a área laboratorial e os analistas

clínicos evoluem constantemente e

absorvem estas novas tecnologias.

A RDC 302/2005, que até o presente

momento regulamenta o setor, está

sob consulta pública – CP 912 (http://

na CP 912. A missão da OFAC é

promover educação continuada

nas diversas áreas laboratoriais,

LADY NEWS

A atualização do conhecimento

antigo.anvisa.gov.br/consultas-

valorizando a qualidade do exame.

acerca das novas tecnologias de

publicas#/visualizar/432092),

cujo

A tecnologia, por mais avançada,

diagnostico, novas patologias,

texto desprestigia os laboratórios,

necessita da experiência do analista/

novas interações medicamentosas e

além de desrespeitar os profissionais

operador, da responsabilidade

alimentares, e novos processos para

analistas clínicos, colocando a

técnica pelos processos e da garantia

garantir a qualidade e a segurança

sociedade em risco. A OFAC –

da qualidade.

do cliente/paciente é interminável.

Organização Feminina de Análises

Entretanto, a aplicação do novo na

Clínicas, defende a necessidade

O laboratório não existe sem o

área laboratorial nunca deve ocorrer

de preservação da qualidade dos

analista. E exame laboratorial com

em detrimento da qualidade e da

exames laboratoriais e, por isso, é

qualidade? É só no Laboratório de

segurança do paciente.

contra o texto proposto pela ANVISA

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CITOLOGIA

A CITOLOGIA E AS

LESÕES MAMÁRIAS

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

O outubro rosa é um movimento

internacional criado na da década

de 1990 com o objetivo de promover

a conscientização para o controle

do câncer de mama. Entre as ações

estão o compartilhamento de informações

e promoção da conscientização

sobre a doença com o objetivo

de proporcionar maior acesso aos

serviços de diagnóstico e tratamento

e contribuir desta forma para a redução

da mortalidade. O câncer de

mama permanece como o tipo de

câncer mais comum entre as mulheres

em todo o mundo.

A carcinogênese mamária esporádica

ou hereditária, decorre do dano

genético em uma célula que leva a

inativação de genes supressores tumorais

ou a ativação de proto-oncogenes.

A promoção é basicamente

hormonal, destacando-se o papel

dos esteróides sexuais, que atuam

mediante a interação com proteínas

receptoras intranucleares. Na fase de

progressão, as células malignas per-

dem a adesão e produzem enzimas

proteolíticas, invadem a membrana

basal e o estroma e podem embolizar

através dos canais linfáticos.

É consenso que a análise microscópica

das lesões de mama é crucial

para a decisão terapêutica. A análise

das células que compõem os

nódulos tem um papel importante

na avaliação das lesões mamárias,

especialmente quando integrada

em um ambiente multidisciplinar.

A coleta da amostra por punção

aspirativa por agulha fina é guiada

por técnicas de imagem e tem alta

sensibilidade e especificidade para

lesões palpáveis, um bom custo-

-benefício e capacidade de invasão

mínima. Além disso, pode ser

considerada uma técnica precisa e

confiável em muitos casos de lesões

mamárias, desde que correlacionada

com achados clínicos e radiológicos

e quando executada por profissional

experiente. Entre as limitações

do método estão a incapacidade de

discriminar carcinomas in situ de invasivos,

o diagnóstico não definitivo

para lesões limítrofes e uma maior

taxa de resultados insatisfatórios em

comparação com a biópsia. Assim, a

citológia é um exame presuntivo, em

virtude das limitações da técnica.

Por outro lado a avaliação citológica

do derrame papilar é um método estabelecido

auxiliar no diagnóstico de

carcinoma mamário, apesar da baixa

celularidade em muitos casos, com

conseqüente redução da sensibilidade

diagnóstica. É um exame inicial,

simples e não invasivo e deve ser

realizado nos casos de descarga papilar

espontânea, preferencialmente

na faixa etária de maior incidência

de câncer de mama.

O sucesso da citologia mamária, assim

como a citologia de outros sítios

biológicos é altamente dependente

da preparação adequada de esfregaços

citológicos, e para isso, tanto

a citologia líquida como a citologia

convencional podem ser empregadas.

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

Possui graduação em Farmácia com ênfase em Análises Clínicas e especialização Lato Sensu em Citologia Clínica . Fez Mestrado em Patologia Geral

e Experimental e Doutorado em Patologia - Biomarcadores pelo Programa de Pós Graduação em Patologia da Universidade Federal de Ciências

da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), na área de marcadores moleculares e imunohistoquímicos para o câncer. Atualmente atua como professor

do curso de Especialização em Citopatologia Diagnóstica da Universidade Feevale, e como Pesquisador Pós-Doutor em projetos da Universidade

Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É assessor da Controllab na área de Citologia/Citopatologia e Medicina Laboratorial.

0 104

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


BIOSSEGURANÇA

BIOSSEGURANÇA NA PREVENÇÃO

DE CONTAMINAÇÃO FÚNGICA EM AUTOMÓVEIS

Por: Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Gleiciere Maia Silva.

Dependendo da cidade em que

moramos, podemos passar várias

horas nos veículos e com isso abrigar

inúmeros microrganismos em

nossos carros, sobretudo de etiologia

fúngica. Vários estudos são

unânimes em afirmar que esses

agentes podem causar desde infecções

gastrointestinais a processos

alérgicos.

Quanto maior o nível de sujidade

maior o quadro de contaminação

fúngica. Dentre os agentes fúngicos

mais frequentes, destacamos:

Aspergillus spp, Fusarium spp e

Peniccilium spp, que podem ocasionar

micoses de pele, cabelos e

unhas a problemas respiratórios

incluindo quadros de rinite e sinusite

alérgica. A cada 24 horas a

quantidade de fungos podem dobrar

de população em virtude do

ambiente quente e abafado proporcionado

pelo carro. Por isso, é

recomendado uma limpeza diária

caso verifique sujidade.

Dentre as medidas de Biossegurança

para prevenção de contaminação

fúngica nos veículos a primeira

delas é:

1) Confira todo o interior do seu

veículo: Observe todos os cantos

desde os bancos aos tapetes com o

intuito de procurar bolores ou sinais

de mofo nos estofados. É importante

também atentar-se a presença

de umidade no veículo. Caso encontre

sinais de mofo, escove com

solução de hipoclorito de sódio na

proporção de 1:2 diluída em água,

ou produtos desinfetantes com eficácia

contra fungos e use luvas para

evitar contaminações nas mãos.

2) Recomenda-se deixar janelas

abertas sempre que possível

para que o sol penetre no interior

do veículo para retirar umidade

do mesmo.

3) Espalhe um pouco de bicarbonato

de sódio embaixo de tapetes,

uma vez que auxilia na absorção

da umidade e diminuição do crescimento

fúngico.

4) Mantenha o veículo sempre

limpo e evite comer dentro do

carro: restos de comidas favorece

o crescimento de bactérias e fungos.

Mantenha o hábito de aspirar

o veículo com frequência e sempre

observe a presença de comidas.

5) Realize manutenções no sistema

de ar condicionado; melhore

a qualidade do ar dentro do carro.

O mofo vai voltar caso o ar

0 106

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


BIOSSEGURANÇA

do veículo seja de má qualidade,

portanto, cuide da umidade, da

facilita a disseminação em todo o

ambiente do carro. Por essa razão

Nesse momento em que estamos

atravessando, os cuidados

ventilação e da remoção do ar

contaminado. É recomendado

uma limpeza dos filtros a cada

12 meses ou antes a depender

do uso do ar condicionado.

uma limpeza com aspirador de pó

a cada 7 dias diminui consideravelmente

a quantidade de microrganismo

no carro. E o uso do álcool

em gel para desinfecção das mãos

de biossegurança devem extrapolar

os ambientes de atenção à

saúde e também ser praticados

em nossas casas.

antes e depois de usar o veículo

6) Despreze o lixo do carro diariamente.

torna-se imprescindível.

Estamos à disposição para

contribuir com informações e

Alguns estudos sobre contami-

Diante desse contexto, medidas de

esclarecer suas dúvidas, é só

nação em ambientes internos dos

prevenção a contaminação fúngica

mandar uma mensagem para

carros verificaram que os volantes

são os instrumentos que mais possuem

microrganismos, seguidos

das lixeiras normalmente próximas

ao câmbio. O ato de higienizar

são importantes quando nos referimos

a microrganismos frequentes

encontrados dentro de veículos e

tais medidas favorece a diminuição

da proliferação fúngica, que por sua

nós nas redes sociais:

Prof. Jorge Luiz

(@dr.biosseguranca) e

Profa. Gleiciere Maia

as mãos com frequência diminui a

vez podem causar doenças sobretu-

(@profa.gleicieremaia).

quantidade de fungos encontra-

do em pacientes imunocomprome-

dos. Os fungos liberam esporos e

tidos, crianças e idosos.

Abraços!

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho

(@dr.biossegurança)

Biólogo, Mestre em Patologia, Doutor em Biotecnologia;

Palestrante e Consultor em Biossegurança.

Contato: jorgearaujofilho@gmail.com

Te.: (81) 9.9796-5514

Gleiciere Maia Silva

(@profa.gleicieremaia )

Biomédica, Especialista em Micologia, Mestre em Biologia

de Fungos e Doutoranda em Medicina Tropical.

0 108

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


ARMAZENAGEM EM CÂMARA FRIA

LOGÍSTICA LABORATORIAL

A câmara fria é uma ferramenta projetada

para otimizar o armazenamento

de produtos por meio de sua refrigeração.

Com a baixa temperatura, ela assegura

a eficiência e qualidade dos processos

de armazenagem de produtos.

É uma área de armazenagem especial

para produtos, materiais ou insumos

que necessitam de uma conservação

maior, seja para preservar a qualidade

e suas características.

Quando comparado ao freezer e congelador,

a câmara fria tem a expressiva

vantagem de permitir o armazenamento

eficiente e na temperatura adequada

de grandes volumes de produtos.

Outra vantagem de se utilizar esse

equipamento é a precisão do controle

de temperatura. Via de regra, as oscilações

de sistemas manuais e a falta

de controle adequado da temperatura

podem prejudicar o armazenamento e

durabilidade dos produtos, o que não

ocorre em uma câmara fria.

Buscando inovação e uma solução integrada,

a Prime Storage, empresa do

Grupo Prime Cargo, possui a armazenagem

refrigerada de produtos para a

área da saúde, com uma câmara fria de

1800 m³, 50 posições paletes e 1100

posições prateleiras para armazenagem

de produtos refrigerados de 2ºC

a 8°C, localizada na Matriz em Barueri,

São Paulo.

Contando com uma antecâmara climatizada,

com sistema de monitoramento

online de temperatura, alarme sonoro

e luminoso de abertura de porta, permitem

um controle mais eficiente da

temperatura 24 horas por dia, 7 dias

por semana.

Os produtos termolábeis são recepcionados

na antecâmara onde é realizada

a conferência dos produtos e

a verificação de temperatura, posteriormente

os produtos são encaminhados

para a área de armazenagem

dentro da câmara fria a disposição

até que seja solicitada a separação

por parte do cliente.

A nossa câmara fria possui uma área

para recebimento, armazenagem, expedição

e não conformidade.

Nossa estrutura está qualificada e os

relatórios de qualificação são disponibilizados

aos nossos clientes. Estamos

prontos para lhe atender!

Em breve nova estrutura de armazenagem

em câmara fria na nossa filial

Duque de Caxias, Rio de Janeiro.

Entre em contato para saber mais:

E-mail: comercial@primecargo.com.br

Tel.: 0800 591 4110

Tel.: 11 4280-9110 | 11 97335-4472

Acesse:www.grupoprimecargo.com.br

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 109


LABORATÓRIO EM DESTAQUE

GRUPO ALLIAR APRESENTA LUCRO

DE R$ 3.3 MILHÕES EM SETEMBRO

Segundo a companhia, resultado aponta a retomada do crescimento após o impacto da pandemia nos últimos meses

O Grupo Alliar, terceira maior rede de

laboratórios do país, voltou a registrar

bons resultados no mês de setembro.

Após forte impacto da pandemia no setor

de saúde, a empresa conquistou um lucro

líquido de R$ 3.3 milhões no período. De

acordo com o presidente do Grupo Alliar,

Sami Foguel, o mês de outubro também

foi de aumento de receita, o que reforça a

retomada do crescimento, impulsionado

pelos segmentos de análises clínicas,

canais remotos e pela healthtech iDr.

“Queremos reforçar a importância

do terceiro trimestre de 2020, que foi

marcado pela volta ao crescimento

e lucratividade a partir do mês de

setembro. Tivemos recordes na iDr,

em análises clínicas, no segmento

particular, além da forte normalização

dos exames de imagem e da crescente

digitalização da companhia. Outubro foi

mais um mês consecutivo de aumento

de receita, o que demonstra consistência

de execução em nossos projetos de

crescimento e eficiência”, comemora.

Segundo Foguel, o setor de análises

clínicas reportou recorde de receita no

terceiro trimestre de 2020, no valor de

R$56.7 milhões, o que representa um

crescimento de 44.2% em comparação

ao ano anterior. O executivo destaca a

representatividade deste negócio, que

teve participação de 20% na receita

versus a média história de 13%.

Os canais remotos, ou seja, iniciativas

como atendimento domiciliar e

exames feitos no sistema drive-thru,

foram responsáveis por 7.5% da

receita consolidada da Alliar no terceiro

trimestre. Foguel aponta que mais

de 340 mil exames foram realizados

através desses canais, um crescimento

de 40% em relação ao segundo

trimestre de 2020.

“É importante lembrar que os canais

de atendimento remoto são iniciativas

novas e que, em um curto período

de tempo, atingiram um patamar

expressivo do faturamento, o que

comprova nossa capacidade de agir

rapidamente frente às mudanças do

mercado e de atender clientes em

domicílio de forma consistente e em

escala. Por mais um trimestre, os novos

canais superam o faturamento da maior

unidade de atendimento presencial de

toda rede Alliar”, explica.

* Imagem ilustrativa

A healthtech Inteligência Diagnóstica

Remota (iDr), vertical B2B do Grupo,

também foi destaque no trimestre e

atingiu recorde histórico de faturamento,

com uma evolução de 50% em relação

ao mesmo período do ano anterior e

um aumento de 30% em comparação

ao segundo trimestre de 2020. O

presidente da companhia afirma que a

iDr já é responsável por 1% da receita

da Alliar e possui taxas importantes

de crescimento já contratadas para os

próximos trimestres.

“Assim, iDr já se consolida como uma

das maiores healthtechs do Brasil,

tanto em receita quanto em taxa de

crescimento. Já estamos presentes em

mais de 20 municípios em 10 estados,

provendo soluções tecnológicas para

clínicas e hospitais parceiros. Apesar do

crescimento robusto, nosso entendimento

é que isso é apenas o início de um projeto

muito maior”, completa.

0 110

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


newprov.com.br

LANÇAMENTO

PRODUTO EXCLUSIVO

A NEWPROV POSSUI UMA LINHA COMPLETA DE

PLACAS PRONTAS PARA USO.



CIAL


COLORAÇÃO DE LEISHMAN RÁPIDA E COLORAÇÃO DE WRIGHT RÁPIDA


ltaneamente coliformes totais e Escherichia

ltados em até 24 horas.


ia.

A Newprov – Produtos para Laboratórios apresenta uma evolução nas colorações

hematológicas tradicionais, Leishman e Wright rápidos, mantendo a

qualidade, mas em um tempo bastante reduzido.



Uma coloração padrão tradicional em 4 minutos, com o diferencial de o corante

vir acompanhado de uma solução tampão pH 6,8, que garante o desempenho

perfeito do produto.

Newprov – De Microbiologistas para Microbiologistas

TESTE E COMPROVE

NEW

PRODUTOS PARA LABORATÓRIO


INFORME DE MERCADO

INFORMES DE MERCADO

Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação

dos produtos e lançamentos do setor.

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.

Mais informações: comercial@newslab.com.br

Sangue Oculto (FOB) - Teste Rápido Ebram

O câncer se configura como um dos

principais problemas de saúde pública

em todo o mundo, estimando-se

14,1 milhões de novos casos

por ano. O câncer gastrointestinal é

um dos mais prevalentes entre as

populações, pois abrange tumores

que atingem desde a boca até outros

órgãos, como o esôfago, estômago,

intestinos delgado e grosso,

vesícula biliar, fígado, pâncreas e

reto. Dentre estes, os tumores mais

frequentes são o de estômago, intestinos,

cólon e reto.

Nos estágios iniciais, problemas

gastrointestinais, como câncer de

cólon, úlceras, pólipos, colite e diverticulite,

podem não apresentar

sintomas visíveis, apenas a presença

de sangue oculto nas fezes

que, se detectado precocemente,

aumenta significativamente a possibilidade

de cura.

A Sociedade Brasileira de Coloproctologia

juntamente com o Instituto

Nacional de Câncer, o Colégio Brasileiro

dos Cirurgiões e outras so-

ciedades médicas recomendam que

indivíduos de baixo risco, a partir

de 50 anos, realizem, anualmente,

a pesquisa de sangue oculto nas

fezes e, em caso de resultados positivos

ou a cada cinco anos, a retossigmoidoscopia

ou colonoscopia.

O teste rápido Sangue Oculto

(FOB) da Ebram é consiste em um

imunoensaio cromatográfico, que

detecta qualitativamente, níveis

baixos de sangue oculto nas fezes,

possuindo uma sensibilidade

de 40 ng/mL. De acordo com o

padrão internacional esta é a menor

sensibilidade indicada para

triagem de pacientes com suspeita

de câncer colorretal, devido a

sua capacidade de evitar resultados

falso positivos, provenientes

de fissuras presentes em pessoas

saudáveis, e de evitar resultados

falso negativos, pois existe a possibilidade

do teste com sensibilidade

superior à 40 ng/mL não

indicar a presença de sangue nas

fezes no momento da realização

do exame.

Algumas vantagens do kit

Ebram são:

• Menor risco de resultados falso

positivos ou falso negativos;

• Não exige restrições de dieta antes

do teste;

• Fácil interpretação;

• Custo reduzido em relação a retossigmoidoscopia

ou colonoscopia;

• Resultado rápido e seguro;

• Não invasivo.

Para informações comerciais

sobre o produto Teste Rápido

Sangue Oculto (FOB) entre em

contato com o departamento de

vendas da Ebram.

www.ebram.com

0 112

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Soluções Completas para o Laboratório de Biologia Molecular

– Biomédica

KITS DISPONÍVEIS PARA CO-

VID-19

“SARS-CoV2 (N1 + N2) – Diretrizes

do protocolo CDC EUA. Controle interno

endógeno (gene RNase P humano).”

INFORME DE MERCADO

“SARS-CoV2 (ORF1ab + N) – Diretrizes

do CDC China. Controle interno exógeno.”

“SARS-CoV2, FLU & RSV – Multiplex

para SARS-CoV2, influenza A/B e RSV

A/B. Controle interno endógeno (gene

RNase P humano).”

A Biomedica, empresa que atua no

segmento médico desde 1996, traz

novas soluções para combater o novo

coronavírus, ampliando seu portfólio

de produtos de biologia molecular para

auxiliar na detecção e identificação do

vírus SARS-CoV-2.

O diagnóstico molecular está crescendo

cada vez mais como importante

ferramenta para auxiliar o diagnóstico

de diversas patologias, como doenças

infecciosas, doenças hereditárias e tumores,

sempre com elevada eficácia e

segurança.

Novas parcerias estabelecidas com

fabricantes internacionais de produtos

e insumos voltados à alta tecnologia

e inovação ampliou as soluções para o

diagnóstico molecular, visando facilitar

a rotina dos laboratórios brasileiros.

Os testes de PCR REAL TIME VIASU-

RE para SARS-CoV-2, da fabricante

CerTest Biotec, são práticos e acessíveis.

Os kits possuem reagentes liofilizados,

prontos para uso e já dentro

dos tubos da PCR. Os kits detectam e

identificam o novo coronavírus (SAR-

S-CoV-2, 2019) em amostras clínicas

de pacientes com sinais e sintomas de

infecção respiratória. O RNA extraído

das amostras é amplificado usando

RT-PCR e detectado usando sondas

específicas para SARS-CoV-2, conforme

protocolos dos Centros de Controle

e Prevenção de Doenças.

Sobre a Biomedica

A Biomedica, uma empresa comprometida

com o segmento da saúde

há mais de 23 anos, oferece equipamentos

e suprimentos de alta tecnologia

e inovação visando proporcionar

a melhoria da qualidade de vida

e saúde da população. Atenta às tendências

do futuro, atua no segmento

de diagnóstico molecular e biologia

molecular há mais de 4 anos, com

ênfase no diagnóstico rápido de doenças

infecciosas e oncologia.

Venha nos conhecer!

www.biomedica.com.br

Para mais informações sobre nosso

portfólio, contate-nos:

contato@biomedica.com.br

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 113


INFORME DE MERCADO

Um Ano Desafiador para o Diagnósticos do Brasil

Dois mil e vinte traz sentimento de orgulho para equipe do DB

Há nove anos no mercado, o grupo

Diagnósticos do Brasil já enfrentou

alguns obstáculos. Desde sua inauguração

foram muitos desafios, todos

superados com muito trabalho e

dedicação, o que fez o grupo alcançar

marcas históricas. A cada ano, o

DB mostra ao mercado números que

impressionam e, mesmo em pouco

tempo, o laboratório, que é exclusivo

de apoio, já alcançou a liderança no

mercado nacional em seu segmento.

Agora, dois mil e vinte trouxe um

desafio ainda maior: a Covid-19.

Apesar das incertezas da pandemia,

o momento veio acompanhado de

enormes desafios, mas que ajudaram

a reafirmar o propósito do laboratório:

cuidar da saúde das pessoas.

A chegada do novo coronavírus abalou

as estruturas do país e afetou muitos

mercados, trazendo mais uma crise

ao Brasil. Para o setor laboratorial o

impacto foi ainda maior. A área sofreu

drasticamente com o comprometimento

da logística, devido as medidas

de segurança adotadas pelo país como

fechamento de fronteiras e malha aérea

extremamente reduzida dificultando o

transporte de amostras. Além disso,

outro grande problema foi a falta de insumos,

em sua grande maioria importados

e tudo isso aliado a uma busca

desesperada por novos exames para o

diagnóstico da Covid-19.

Ainda havia problemas pontuais

inerentes ao processo, como: falta de

mão de obra para suprir a demanda;

organização dos colaboradores para

o sistema home office; manutenção

contínua de maquinários, que não

deixavam de funcionar nunca; entre

outras pequenas adversidades. Tudo

de forma simultânea e sem que o

laboratório parasse de funcionar e

deixasse de atender a qualquer outro

exame. Os ajustes rápidos e eficazes

só foram possíveis porque o DB possui

uma estrutura sólida, com planos

de contingência eficientes para momentos

de crise.

Apesar dos ocorridos, o objetivo principal,

que era atender a todos, em nível

nacional e colaborar com a situação

em que o país se encontrava, foi sendo

alcançado. “Em uma pandemia, o que

não pode faltar são exames laboratoriais

para controle de infectados. Na

0 114

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


teoria, é a primeira e mais importante

ação a ser tomada. Mas na prática

é bem diferente,” diz Tobias Martins,

diretor comercial do DB. “O nosso valor

principal é salvar vidas, temos um

compromisso com o nosso país, e no

meio de uma crise mundial, foi preciso

repensar várias estratégias pra não parar,

não é só fazer exames, é uma estrutura

gigante que garante que a qualidade

e o acesso aos testes cheguem a

todos no menor prazo possível. Foi preciso

se reinventar a cada dia, para isso

contamos com a expertise dos nossos

profissionais, que se dedicaram muito

nesse período”, complementa.

Os exames para detecção da Covid-19

passaram, rapidamente, a ser a prioridade

do laboratório, que, realizava

diferentes tipos de testes, de acordo

com a necessidade do mercado. São

tecnologias como a RT-PCR, realizada

na sede dedicada à exames genéticos,

o DB Molecular, localizado na grande

São Paulo. Os testes são capazes de detectar

o RNA do vírus ativo, e é usado

para diagnóstico de quadros agudos.

Outros exames utilizam metodologias

como a de ELISA, quimiluminescência

e eletroquimioluminescência, capazes

de identificar os anticorpos do vírus.

Estes possuem uma janela um pouco

mais larga para detecção, porém,

sua usabilidade é aplicada no controle

epidemiológico e em casos de pessoas

que contraíram a doenças e foram assintomáticas.

Além dos exames para a detecção do

vírus, o laboratório destaca também os

exames que colaboram com o diagnóstico

da doença, como a dosagem

de troponina, interleucina-6, d-dímero

e procalcitonina, e que podem proporcionar

um tratamento mais adequado

aos pacientes.

Em meio a todos os conflitos que o

ano de dois mil e vinte trouxe, no fim

do mês de setembro o laboratório atingiu

mais um recorde, agora o de nove

milhões de exames processados, mais

um número que marca a história do DB.

Mas nesse ano, bater o próprio recorde

ganha um significado maior. “Cada

recorde que alcançamos foi muito celebrado

por todos nós. Era a resposta

dos nossos clientes ao nosso serviço,

algo que construímos com excelência

ao longo dos anos. Mas esse ano foi

diferente, não conseguimos comemorar

nosso recorde. O sentimento foi outro,

até mais gratificante, foi de muito

orgulho por todos que se dedicaram

ininterruptamente para alcançar o que

tanto valorizamos, o nosso maior objetivo:

salvar vidas,” finaliza Tobias.

O DB atende mais de cinco mil clientes

em todo Brasil com três sedes de

análises clínicas, e mais três sedes especializadas,

o DB Molecular, DB Patologia

e DB Toxicológico, juntas possuem

uma capacidade para 15 milhões de

exames por mês e está a frente em

inovações tecnológicas e pesquisas,

trazendo sempre o que há de melhor

e mais moderno para os clientes. O DB

cresceu, durante esses anos, alinhado

sempre ao propósito de contribuir

com a sociedade, conservando a forte

parceria com os clientes e mantendo o

padrão de excelência nas análises.

INFORME DE MERCADO

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 115


INFORME DE MERCADO

Acesso remoto aos analisadores CellaVision:

Telepatologia acessível a todos

Muitos profissionais de laboratório

que trabalham na área da hematologia

já conhecem ou utilizam a tecnologia

CellaVision para a realização da

contagem diferencial automatizada

de leucócitos. O equipamento faz

a leitura das lâminas e fornece

ao analista uma pré-classificação

dos leucócitos, bem como a précaracterização

dos eritrócitos através

da análise morfológica conduzida por

inteligência artificial.

Nos últimos quinze anos a morfologia

celular digital tem se tornado uma

realidade na maioria dos laboratórios

de grande volume de amostras. Nestas

instituições, é muito comum o acesso

remoto aos analisadores CellaVision,

onde um ou mais analistas acessam

remotamente as imagens das

células dos pacientes que tiveram

suas amostras selecionadas para a

contagem diferencial. Este acesso

remoto permite que colaboradores

revisem amostras processadas em

outro local, por exemplo, em um

laboratório satélite, um hospital

afastado dos grandes centros ou outro

laboratório afiliado.

A tecnologia CellaVision, antes

disponível apenas para laboratórios

de grande volume de amostras, agora

está ao alcance de laboratórios de

todos os portes. Durante a última

edição do AACC, maior evento

de análises clínicas do mundo, a

CellaVision apresentou um novo

equipamento de pequeno porte, o

DC-1 - ideal para laboratórios com

pequeno volume de amostras. O novo

modelo processa uma lâmina por vez

e possui todas as funcionalidades

dos equipamentos CellaVision

maiores. Desta forma, laboratórios

pequenos também poderão contar

com os recursos CellaVision, o que

inclui o acesso remoto, permitindo a

colaboração de analistas localizados

em outros centros diagnósticos.

Especialistas em morfologia poderão

opinar ou até mesmo assinar

casos processados em laboratórios

afastados. A telepatologia aumenta

a precisão dos exames e a atuação

dos especialistas em morfologia

celular. É notável a redução do tempo

de entrega dos resultados (TAT), o

incremento da acurácia diagnóstica

e da produtividade e, sobretudo, da

consistência, uma vez que o processo

de contagem diferencial se torna

padronizado.

Saiba mais em www.cellavision.com

Contato: Wagner Miyaura - Market

Support Manager, South America

wagner.miyaura@cellavision.com

0 116

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Este é o próximo

grande acontecimento

em hematologia.

INFORME DE MERCADO

Apresentamos o CellaVision ® DC-1

Um novo analisador CellaVision que processa uma lâmina por vez, permitindo laboratórios

de pequeno porte implementarem as melhores práticas em morfologia digital para contagens

diferenciais em sangue periférico. Mesmo compacto, apresenta o mesmo conjunto de vantagens

na implementação operacional e clínica dos nossos analisadores maiores.

Saiba mais em www.cellavision.com/its-here

O CellaVision DC-1 não se encontra disponível em todos os mercados

MM-128-08 2019-03-18

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 117


INFORME DE MERCADO

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

Bunzl Saúde apresenta novos produtos ao mercado

Cateter 26G Solidor: Modelo de

cateter simples, 26 G, desenvolvido

especialmente para os neonatos,

bebês e idosos. Estes pacientes

possuem em comum o acesso venoso

bem fino, por isso o cateter 26

G será um excelente produto para a

terapia venosa, contribuindo para

um atendimento mais humano.

Atenta às necessidades do mercado,

a Bunzl Saúde apresenta ao

mercado seus recentes lançamentos,

reforçando o compromisso com

a saúde e ampliando o portfólio de

dispositivos médico-hospitalares.

Máscaras Cirúrgicas Adulto/ Infantil

Labor Import: Dispositivo

com tripla camada de proteção e

com 98% de Eficiência de Filtragem

Bacteriológica (BFE), ideal para

conter a contaminação por inalação

de gotículas ou outros fluidos corpóreos.

Sondas de Aspiração com Válvula

Solidor: Dispositivo essencial

para ser utilizado em conjunto com

os Tubos Endotraqueais Solidor,

Tubos de Traqueostomia Solidor e

Máscara Laríngea Solidor, devido à

necessidade de aspiração constante

de secreções.

Máscara Laríngea Solidor: Dispositivo

de respiração supraglótica

das vias aéreas, podendo ser um intermediário

entre a Máscara Facial

e o Tubo Endotraqueal Solidor, dispensando

o uso do laringoscópio.

Saiba mais, acesse o Portal

Bunzl Saúde e descubra!

www.bunzlsaude.com.br/descubra

bunzlsaude.com.br

(11) 3652-2525

portal@bunzlsaude.com.br

/bunzlsaude

0 118

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Parceria entre a Diagnóstica Cremer e Newprov traz inovação e

qualidade para o mercado laboratorial.

INFORME DE MERCADO

Na Diagnóstica Cremer não poupamos

esforços quando o assunto

é buscar novidades e inovação para

auxiliar laboratórios de todo o Brasil.

É por isso que fechamos parceria

com a Newprov, empresa paranaense

que atua no mercado desde 1993,

produzindo e distribuindo produtos

para laboratórios de análises clínicas

e controle de qualidade.

Entre os principais produtos está

o GLUC UP – Teste oral de sobrecarga

à glicose que contém quantidade

exata dos açúcares, utiliza

de dextrose de grau farmacêutico

e produção dedicada, podendo ser

adquirido nos sabores limão (sem

corantes), laranja e abacaxi (com

corantes alimentícios). O LACT

UP – Teste de intolerância à lactose

contém quantidade exata de

lactose, utiliza de lactose de grau

farmacêutico, possui produção

dedicada e sabores variados. As

tampas do GLUC UP e LACT UP são

de cores diferentes para facilitar

a identificação dos produtos, um

grande diferencial da marca.

O HEMOPROV I é um meio de cultura

de alta qualidade pronto para

uso, contém SPS como agente anticoagulante

e longa validade (720

dias após fabricação). Além disso,

possui frascos adulto e pediátrico

para melhor adequação da proporção

meio de cultura x volume de

sangue (1:10).

Nosso propósito como Grupo

Mafra conversa com o objetivo da

Newprov, que é oferecer aos clientes

produtos de qualidade que

contribuam para um diagnóstico

seguro, de excelência e também

em controle de qualidade industrial

e laboratorial, gerando sempre

confiança.

Quer saber mais sobre essa grande

novidade?

Entre em contato com a nossa

Central de Atendimento pelo 0800

ou WhatsApp.

Telefone: 0800 729 3090

WhatsApp: (47) 99264-1667

www.diagnosticacremer.com.br

@diagnosticacremer

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 119


INFORME DE MERCADO

Uso do marcador D-Dímero no diagnóstico de trombose em mulheres

O marcador D-Dímero indica a formação

de coágulos sanguíneos no

organismo e é um importante teste

complementar para diagnóstico de

diversas doenças, inclusive COVID-19.

Mas a sua principal utilização se dá na

triagem e diagnóstico de pacientes

com trombose. Pesquisas apontam

que mulheres de 20 a 40 anos são

as mais afetadas pela condição, pois

estão mais expostas aos fatores de

risco da doença. Desta forma, o teste

D-Dímero é utilizado como uma das

ferramentas para acompanhamento

da saúde da mulher.

D-dímero: o que é?

O corpo humano possui um sistema

de coagulação que permite estancar

sangramentos de forma rápida e

eficaz. Em caso de lesões, o fibrinogênio,

uma proteína necessária para

que as plaquetas se juntem e deem

início ao processo de coagulação, é

ativado. No processo de coagulação,

ele se converte em fibrina. Quando

a lesão é curada, outro elemento, a

plasmina, digere a fibrina do coágulo

(também chamado de trombo).

Desse processo de degradação do

coágulo, são liberados na corrente

sanguínea alguns fragmentos, entre

eles, o D-Dímero.

Todo o processo de coagulação, assim

como a liberação dos elementos

bioquímicos relacionados, são normais

ao organismo e importantes para seu

funcionamento correto. Entretanto, distúrbios

genéticos ou hábitos não saudáveis

podem desencadear a produção

de coágulos onde não há sangramentos.

Sendo assim, a quantificação do

D-Dímero no organismo pode auxiliar

no diagnóstico de distúrbios relacionados

à coagulação sanguínea.

A formação de coágulos sanguíneos

no organismo também é conhecida

por tromboembolismo venoso

(TEV). O termo inclui as condições

Trombose Venosa Profunda (TVP) ou

Embolia Pulmonar (EP).

Importante apontar que níveis elevados

de D-Dímero no organismo são

comuns após cirurgias, traumas ou

infecções. Entretanto, também podem

indicar Trombose Venosa Profunda ou

Embolia Pulmonar. Cabe ao profissional

de saúde avaliar resultado do exame

junto a outros fatores.

Quantificação do D-Dímero e

saúde da mulher

A trombose é uma doença que pode

atingir homens e mulheres. Entretanto,

segundo o Ministério da Saúde, a condição

tem maior incidência nas mulheres,

considerando indivíduos de 20 a

40 anos. Isso porque pessoas do sexo

feminino, principalmente nessa faixa

etária, têm maior exposição a alguns

fatores de risco, como anticoncepcionais,

gestações e reposição hormonal.

Mulheres em idade reprodutiva que

fazem uso de método contraceptivo

como estrogênio podem ter risco aumentado

de três a seis vezes. Durante

a gestação, o risco de trombose aumenta

seis vezes. No período até 40

dias pós-parto, o risco pode ser 15

vezes maior. Tendo em vista estes fatores,

a quantificação do D-Dímero se

torna uma importante ferramenta no

processo de acompanhamento para

mulheres com elevados fatores de

risco. Busca-se, desta forma, diagnosticar

o tromboembolismo venoso de

forma antecipada, evitando que a doença

avance e tenha riscos agravados.

O tromboembolismo venoso pode

ser completamente assintomático, assim

como pode apresentar sintomas

como inchaço, dor ou sensibilidade nos

membros inferiores, pele vermelha ou

arroxeada, aumento da temperatura e

rigidez no local. É importante ressaltar

0 120

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


INFORME DE MERCADO

que somente o médico tem condições

de avaliar a necessidade do exame, assim

como analisar o resultado junto de

histórico clínico e exame físico.

O teste D-Dímero com resultado positivo

(acima dos valores de referência),

sugere a presença de trombose ou embolia

no organismo. Neste caso, o médico

deve seguir com outros exames,

como Doppler, ressonância magnética

ou venografia, para confirmação do

diagnóstico. Se negativo, ou seja, com

quantidade dentro do indicado nas referências,

praticamente se exclui a presença

de TEV. Sendo assim, o marcador

D-Dímero é considerado um excelente

mecanismo no diagnóstico de TEV,

mas, principalmente, em sua exclusão.

Uso de anticoncepcional e trombose

O anticoncepcional oral é hoje um

dos métodos contraceptivos mais

utilizados pelas mulheres. Ele possui

em sua composição estrogênio e progesterona,

dois hormônios sintéticos.

A ação das pílulas acontece por meio

da inibição da ovulação. Elas também

alteram as características do endométrio

e do muco cervical. Apesar

das pílulas anticoncepcionais de hoje

conterem doses hormonais bem mais

baixas que as das comercializadas

décadas atrás, mantém-se entre os

seus efeitos adversos o maior risco de

tromboembolismo venoso.

Segundo o artigo A relação entre o

uso de anticoncepcionais orais e a ocorrência

de trombose, “Essa relação pode

ser explicada devido aos estrógenos e

progestágenos diminuírem a capacidade

de coagulação sanguínea e aumentarem

a capacidade pró-coagulante

da cascata de coagulação, interferindo

assim na hemostasia, por esse motivo

é aconselhável que as usuárias desses

medicamentos tenham acompanhamento

de um médico especialista.”

Ainda segundo o artigo, antes de

iniciar o uso de anticoncepcionais

orais, é necessário que a paciente procure

por um médico especialista, que

poderá diagnosticar trombofilias (doenças

do sangue que predispõem à

trombose) ou predisposições genéticas.

“Para eliminar-se por completo as

suspeitas, o médico ainda pode solicitar

exames laboratoriais como: hemograma

completo, coagulograma, testes

de proteína C ativada, anticorpos

antifosfolipídios, dosagem sanguínea

do dímero D, anticoagulante lúpico,

anticardiolipina IgG e IgM, e testes de

deficiência da proteína C e da proteína

S e da antitrombina.”

Segundo a Agência Nacional de Vigilância

Sanitária (Anvisa), deve ser

realizada pesquisa clínica e histórico

da paciente para melhor definição

do anticoncepcional a ser utilizado.

O órgão ainda reforça que os benefícios

superam os efeitos colaterais.

“Até o momento, os benefícios dos

anticoncepcionais na prevenção da

gravidez continuam a superar seus

riscos. Além disso, os riscos de eventos

como trombose envolvendo todos

os contraceptivos orais combinados é

conhecidamente pequeno.”

Marcador D-dímero Point of

Care (POC)

De maneira geral, somente a trombose

venosa profunda atinge 60 em

cada 100 mil habitantes no Brasil

por ano. Complicações por trombose

– que incluem a embolia pulmonar

– podem levar à morte súbita. Desta

forma, o marcador D-Dímero Point of

Care é uma útil ferramenta para pronto-atendimentos,

pois agiliza o processo

de diagnóstico, possibilitando

à equipe médica iniciar o tratamento

e procedimentos rapidamente, diminuindo

os riscos de morte de pacientes.

Além disso, é também um teste

complementar para diversas comorbidades,

inclusive COVID-19.

Utilizado em conjunto com o Finecare

FIA Meter, o marcador D-Dímero da

Celer Biotecnologia determina quantitativamente

a presença do fragmento

em amostras de plasma ou sangue total.

Para sua realização, são necessários entre

10 e 15 microlitros de amostra apenas. O

teste é realizado através do método imunoensaio

por fluorescência e a reação

0 122

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


acontece em cinco minutos. O resultado

deve ser avaliado por um profissional

capacitado, junto à análise de histórico e

exame clínico do paciente.

Segundo Roberto Alves de Souza,

engenheiro de produtos da Celer Biotecnologia,

na prática, o avanço do

teste se dá no método de executar o

diagnóstico. “A versão que está presente

no mercado precisa de solução

para manuseio de amostra. O novo

produto não tem esta etapa. A amostra

é colocada diretamente no cacete

de teste”, explica. Dessa forma, a realização

do teste acontece em menor

tempo, o que reforça sua utilidade

para pronto-atendimentos.

Para saber mais sobre o Celer Finecare

D-Dímero Quantitativo e o Finecare

FIA Meter, acesse o link. Você também

pode entrar em contato com a nossa

equipe pelo telefone (31) 3413-0814

ou e-mail comercial@celer.ind.br.

Referências:

https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/

noticias-anvisa/2016/anticoncepcional-

-so-com-prescricao-medica; https://www.

febrasgo.org.br/media/k2/attachments/04-TROMBOEMBOLISMO_VENOSO_E_

CONTRACEPTIVOS_HORMONAIS_COM-

BINADOS.pdf; http://bvsms.saude.gov.br/

dicas-em-saude/2959-trombose; https://

www.mastereditora.com.br/periodico/20190905_224655.pdf;

https://www.

scielo.br/pdf/abc/2011nahead/aop01211.

pdf; http://www.sbpc.org.br/upload/congressos/2_Doencas_tromboembolicas.pdf

https://emedicine.medscape.com/article/

300901-overview; https://emedicine.medscape.com/article/1911303-overview

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INFORME DE MERCADO

VIDA BIOTECNOLOGIA CONFIRMA A EXPANSÃO PARA 2020

A empresa que neste ano completa

10 anos de mercado, vem se destacando

com imponência na fabricação de

todos os reagentes para química clínica,

hematologia, látex e testes-rápidos.

A Vida Biotecnologia confirma a

expansão de sua estrutura ainda

para 2020. Em uma área de aproximadamente

2500 m² a empresa

visa ampliar seus horizontes, além

de trazer conforto e bem-estar a

seus colaboradores.

A nova sede que está sendo preparada

conta com excelente localização ao

lado da sede administrativa do governo

de Minas Gerais, as margens de uma

importante via expressa de Belo Horizonte

e a poucos minutos do Aeroporto

Internacional de Confins.

Sua equipe conta com profissionais experientes

e gestores capacitados para a

expansão diante dos desafios impostos a

2020, sempre com muita determinação,

positivismo e força de trabalho.

Para mais informações, entre em contato

com sua Central de Atendimento

(31) 3466-3351 ou através do site

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Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 123


INFORME DE MERCADO

QuantiFERON-TB Gold Plus fornece uma detecção altamente

acurada da infecção latente por tuberculose em pessoas vivendo com HIV

01 de dezembro - Dia Mundial de Luta

contra a Aids

Há mais de 30 anos, a Assembleia Geral

da ONU e a Organização Mundial da Saúde

(OMS) instituíram o dia 1º de dezembro como

o Dia Mundial de Luta contra a Aids, com o

intuito de unir forças ao redor do mundo

sobre a conscientização da Síndrome da

Imunodeficiência Adquirida.

Apesar dos avanços nos esquemas de tratamento

e diagnóstico da Aids, ela continua sendo um dos

maiores problemas da saúde pública mundial,

sendo a responsável por 770 mil óbitos devido

complicações da doença só em 2018.

A tuberculose está entre as principais causas

de morte entre as pessoas vivendo com

HIV, sendo responsável por uma em cada

três mortes relacionadas a Aids. Estima-se

que 49% das pessoas que vivem com HIV

e tuberculose desconhecem seu estado de

coinfecção e, portanto, não estão recebendo

os cuidados necessários.

• Uma pessoa com infecção latente da

tuberculose não tratada e com infecção por

HIV tem maior probabilidade de desenvolver

TB ativa durante a vida em comparação à

pessoas não infectadas pelo HIV

• Entre as pessoas com TB latente, a infecção

por HIV é o fator de risco mais forte para

progressão para TB doença

Em 2018, as recomendações da OMS

incluíram a testagem sistemática da

tuberculose latente e o tratamento para todas

as pessoas vivendo com HIV. Estudos indicam

que o QuantiFERON-TB Gold Plus (QFT-

Plus), teste IGRA líder de mercado, permite a

detecção acurada da infecção latente por TB

em pacientes imunocomprometidos.

O QuantiFERON-TB Gold Plus é um teste

laboratorial que analisa a resposta do sistema

imune ao Mycobacterium tuberculosis (bacilo

da tuberculose - MTB) através da produção

de interferon-gama pelas das células T CD4

e T CD8 em resposta a proteínas de antígeno

específicas do MTB. Mesmo em alguns cenários

onde a resposta por células T CD4 podem

estar suprimidas nos pacientes HIV, o QFT-

Plus permite a identificação da tuberculose

latente por prover informações mais completas

sobre a resposta imune do paciente através da

quantificação de interferon-gama produzido

pelas células T CD8.

O teste QuantiFERON-TB Gold Plus foi

recentemente incorporado ao SUS1 como um

aliado no cuidado do paciente HIV.

Saiba mais sobre o teste QuantiFERON-

TB Gold Plus em: https://www.quantiferon.

com/products/quantiferon-tb-gold-plusqft-plus/patients-living-with-hiv/

O teste QuantiFERON-TB Gold Plus

destina-se para diagnóstico in vitro e

está registrado na Anvisa:

QuantiFERON Plus Tubes: Registro na

Anvisa 10322250068

QuantiFERON TB Gold Plus: 10322250071

1

http://conitec.gov.br/images/Consultas/

Relatorios/2020/20201113_Relatorio_de_

Recomendacao_573_IGRA.pdf

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0 124

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


LANÇAMENTO LABTEST: GASOMETRIA I15

Portátil, leve e de fácil operação, o

sistema de gasometria i15 Labtest

é a solução ideal para quem busca

um sistema completo e versátil, que

permite realizar análises em ambientes

laboratoriais e hospitalares.

O sistema é automático e pode-se

utilizar amostras de sangue total arterial

ou venoso, coletadas em heparina lítica

ou heparina balanceada com cálcio,

incluindo gasometria capilar.

• Sempre pronto para realizar o teste,

o sistema utiliza apenas 140 µL de

amostra e os resultados são obtidos

em 48 segundos, após a aspiração da

amostra. A bateria tem autonomia para

50 testes contínuos.

• Até 34 parâmetros por amostra:10

parâmetros medidos (pH, pCO2, pO2,

Na+, K+, Ca++, Cl-, Glu, Lac e Hct) e

24 parâmetros calculados.

• Cartuchos individuais e de uso

único que possuem microssensores

para determinação dos parâmetros

por potenciometria, amperometria e

condutimetria.

• O sistema requer baixa manutenção:

com tecnologia inovadora de controle

de líquidos, a amostra fica confinada no

cartucho e não entra em contato com o

sistema operacional interno.

• Garantia de exatidão e precisão nos

resultados: calibração automática a

cada amostra, três níveis de controle de

qualidade e simulações internas.

• Com impressora embutida e software

configurável para melhor atender a sua

rotina, é capaz de armazenar até 10.000

dados de pacientes e 5.000 dados de CQ.

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cristal, de alta transparência e

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incubação;

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Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 125


INFORME DE MERCADO

Índice de Mentzer e RDWI no Celltac G: Parâmetros para Diferenciação

da Anemia Ferropriva e Talassemia em casos de anemia microcítica

O diagnóstico diferencial das anemias

microcíticas é complexo e a sua investigação

laboratorial tem um custo alto.

O uso de índices ou parâmetros para

racionalizar a abordagem diagnóstica

tem sido proposto para contornar essa

problemática.

Para auxiliar na identificação da causa

da anemia microcítica, foi descrito em

1973 por William C. Mentzer, o Índice

de Mentzer, sendo útil na diferenciação

da anemia ferropriva de beta-talassemia.

O índice é gerado a partir dos

resultados de um hemograma, sendo

utilizados os parâmetros:

• VCM - Volume corpuscular médio

(em fL)

• RBC - Contagem global de eritrócitos

(RBC, em milhões por microlitro).

Existe um valor de corte para o Índice

de Mentzer, sendo que valores abaixo

deste é dito ser mais provável a beta

talassemia e acima anemia ferropriva.

Para entender a utilização deste índice

o princípio é o seguinte:

Na deficiência de ferro, a produção

de eritrócitos na medula está diminuída.

Estes eritrócitos por sua vez são

pequenos (microcíticos), de modo que

a contagem de ambos parâmetros serão

baixos e como resultado, o índice

será maior do que o valor de corte. Por

outro lado, nos casos de talassemias,

a anemia microcítica é resultante de

um erro na síntese de cadeias globínicas

com consequente diminuição

da hemoglobina, sendo a produção

dos eritrócitos em quantidade normal

mas são mais frágeis e menores com

volume corpuscular médio baixo (microcítica),

de modo que o índice será

menor que o valor de corte. Além do

Índice de Mentzer, o equipamento Celltac

G (MEK-9100) da Nihon Kohden

tem um parâmetro adicional, o RDWI.

Este parâmetro é utilizado em conjunto

com o Índice de Mentzer e aumenta

significativamente a sensibilidade

e especificidade na diferenciação da

anemia ferropriva e beta talassemia e

consequentemente o diagnóstico final.

Estes índices são úteis na orientação

ao médico e sem custo adicional, direcionando

ao melhor diagnóstico e a

melhor tratativa por parte da equipe

médica.

Opte pela segurança do seu laboratório!

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0 126

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


VERI-Q TM PCR 316 COVID-19

Plataforma de Detecção PCR Real Time

O sistema Veri-Q é compacto e ultrarrápido

com resultados de PCR em Tempo

Real para SARS-COV-2 em até 2 horas.

INFORME DE MERCADO

Todos os processos de detecção de genes

são baseados no método TaqMan e

com isto os resultados são obtidos rapidamente

com grande precisão.

A PMH Produtos Médicos Hospitalares,

empresa que atua no mercado

diagnóstico há 36 anos com

produtos de alta qualidade, vem

se consolidando com uma grande

força na comercialização de produtos

para Biologia Molecular para

o mercado Brasileiro.

Apresentamos o sistema para

suporte ao diagnóstico da Covid-19

pela metodologia de PCR

em Tempo Real, Veri-Q da Mico-

Biomed, empresa da Coreia do

Sul, especializada em diagnóstico

por Biologia Molecular.

Saiba mais como esta solução e nosso

time especializado poderá ajudar o seu

laboratório na luta contra a COVID-19.

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capacidade para a realização de 200 testes por hora.

- Sistema óptico de alta precisão.

- Sistema 24h de refrigeração.

- Detecção e seleção automática de cubetas aceitáveis.

- Seleção do melhor ponto de teste por curva de reação.

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com parada e alarme automáticos.

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Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 127


INFORME DE MERCADO

HORIBA Medical Brasil inova e disponibiliza ferramenta para

avaliação da identificação de células sanguíneas – QSP

• Não há necessidade de material adicional

(baseado em PC).

• Usuários ilimitados

• Cada gerente de laboratório estabelece

o protocolo de controle e escolhe as

lâminas a serem analisadas pela equipe

responsável pelo exame das lâminas.

• Semanalmente, um caso pode ser

examinado.

• O programa QSP emite relatórios personalizados

para garantir uma rastreabilidade

perfeita.

O software QSP é uma ferramenta para

imagens de alta definição, didática e

muito intuitiva. Ele oferece ao pessoal

do laboratório o exame das lâminas

sanguíneas, que são digitalizadas e

avaliadas previamente. Permite ao laboratório

avaliar a capacidade dos potenciais

examinadores

O QSP é mais do que um atlas citológico…

Usa casos clínicos reais fornecidos

por médicos aprovados.

Com casos normais e patológicos.

Vantagens

Treinamento contínuo dos analistas de

laboratório

• 6 slides digitais por mês.

• O laboratório pode definir sua própria

classificação de células.

• Avaliação de WBC, RBC e PLT classificação

e / ou morfologias.

• Identificação incorreta de células.

• Relatórios com desempenho individual

pontuação.

• Fácil de usar

É elaborado um relatório individual da

classificação que mostra

• Um índice da sensibilidade média das

células corretamente classificadas em

relação à referência.

• Uma classificação imediata de TP, TN,

FP, FN e os cálculos associados da relação

sensibilidade e precisão

• Imagens de células que não combinam

com a classificação de referência.

• As observações do leitor e do gerente.

• As ações corretivas associadas.

Benefícios

• Padronização da leitura manual das

lâminas ao microscópio.

• Aumentando a confiabilidade dos resultados

finais.

• Ajudar novos técnicos a melhorar seu

nível e se tornarem confiantes.

• Ajudando Técnicos experientes a

manter seu nível.

HORIBA Medical Brasil

(11) 2923-5400

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0 128

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


INFORME DE MERCADO

Pointcare® M4: Analisador Bioquímico - Química Seca

O analisador é um espectrofotômetro

portátil. O sistema óptico consiste em

uma lâmpada estroboscópica de arco

de xenônio e um divisor/detector de

feixe capaz de ler nove comprimentos

de onda. Um aquecedor mantém o disco

a 37 ± 0,2°C durante a reação.

O disco de reagente é desenvolvido

com base na tecnologia microfluídica.

É um consumível de 8 cm de diâmetro

contendo todos os diluentes e reagentes

secos necessários para realizar um

painel de testes. O disco contém 30

cubetas que serão preenchidas com

plasma diluído ou diluente.

As cubetas têm diferentes caminhos

para acomodar diferentes sensibilidades

de reagente e concentrações de

analito. Grânulos de reagente liofilizados

pré-medidos para cada produto

químico no painel são colocados nas

cuvetas no momento da fabricação.

Para realizar um painel de testes,

o operador aplica cerca de 100μl de

sangue total, soro ou plasma diretamente

em um disco. Usando forças

centrífugas e capilares, o disco mede

a quantidade necessária de sangue,

separa os glóbulos vermelhos, mede

o plasma, mede o diluente, mistura

os fluidos, distribui o fluido para

as cubetas de reação e mistura os

reagentes e o plasma diluído nas

cubetas. O analisador monitora as

reações simultaneamente usando

nove comprimentos de onda, calcula

os resultados a partir dos dados de

absorbância e relata os resultados na

tela e em uma impressora térmica de

rolo de fita conveniente.

O sistema Pointcare® M4 fornece

resultados precisos, rápidos e confiáveis

e destina-se ao uso profissional

em um ambiente de laboratório

clínico ou em locais de ponto de

atendimento.

Operação fácil e segura, três etapas

simples para desempenho rápido e

eficiente. O Pointcare® M4 foi projetado

para simplificar seu fluxo de

trabalho com facilidade de uso, flexibilidade

e rendimento.

1 - Adicione a amostra e diluente 2 – Insira o Disco 3 – Leia os resultados

O Pointcare® M4 pode ser amplamente

utilizado em cuidados primários,

emergência, UTI, unidades médicas

móveis, pediatria, oncologia, hospitais,

governo, pesquisa e outros. Prestar

atendimento em tempo real para aumentar

a satisfação do paciente.

Os cuidadores podem realizar um

painel completo de até 13 testes químicos

no local entre 8 a 12 minutos.

Registrado na Anvisa:

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0 130

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Saúde da Mulher: Quais as conquistas e o que pode melhorar?

A mulher brasileira tem programas

e protocolos de saúde pública

que abrangem temas como o pré-

-natal, puerpério, planejamento

reprodutivo. Contudo, ainda há

muito que ser feito nas questões

relacionadas à violência doméstica

e sexual, além da prevenção e

tratamento dos cânceres que mais

acometem a população feminina.

Para se ter uma ideia, a estimativa

do Instituto Nacional do Câncer

(INCA) para o número de mulheres

com câncer de mama no Brasil subiu

de 59 mil casos em 2019 para

66 mil casos em 2020.

Isso mostra que mais mulheres

estão ficando doentes e que há a

necessidade de realizar programas

de prevenção e diagnóstico precoce

de doenças graves, sejam estas

de origem oncótica ou infecciosa,

como é o caso das infecções sexualmente

transmissíveis (IST).

O diagnóstico molecular representa

uma grande evolução na

área de diagnósticos, pois este

permite a detecção simultânea de

diversos microrganismos diferentes,

dentre eles vírus, bactérias e

protozoários, que estão relacionados

a várias doenças infeciosas

importantes, que causam infertilidade,

parto prematuro, malformação

fetal e lesões que se não tratadas

levam ao desenvolvimento do

câncer. Nesse caso, o diagnóstico é

rápido, preciso e específico e pode

ser realizado com apenas uma única

amostra coletada da paciente.

Também é possível rastrear

mutações genéticas relacionadas

à trombofilia, distúrbio

da cascata de coagulação que

causa infertilidade, abortos recorrentes,

trombose e doenças

cardiovasculares.

Mobius Life Science

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INFORME DE MERCADO

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 131


INFORME DE MERCADO

Importância do teste rápido na retomada das atividades presenciais

Os testes rápidos, que apresentam

resultados em dez minutos e

são feitos com coleta de volume

ínfimo de sangue da ponta dos dedos,

contribuem para o retorno aos

escritórios mitigando riscos para a

saúde dos profissionais. Permitem,

também, a adequação, com custos

reduzidos, às normas definidas pelo

Estado, não exigem complexas estruturas

laboratoriais para sua aplicação

e criam uma rede de proteção

na sociedade.

Anna Luiza Szuster *

No paulatino movimento de retomada

das atividades presenciais

e retorno de crescente número de

profissionais aos escritórios, fábricas

e empresas de prestação de

serviços, todos os cuidados devem

ser adotados para se evitar uma segunda

onda de contágio pelo novo

coronavírus, como se observa em

alguns países da Europa, por exemplo.

Precisamos considerar que no

Brasil, embora se verifique estabilidade

e tendência de queda, ainda

são elevados os números de contaminação

e óbitos diários.

Assim, nunca é demais reforçar a

obrigatoriedade do uso de máscaras

nas ruas, nos transportes e nos

escritórios, distanciamento entre

as pessoas nos espaços públicos e

locais de trabalho, disponibilização

de álcool em gel e horários de fun-

cionamento dos estabelecimentos

condizentes com as normas e protocolos

das autoridades de saúde

de cada cidade. Tudo isso é crucial.

Dentre as regras anunciadas para

a reabertura econômica, também

está a testagem em massa dos colaboradores.

Nesse sentido, empresas

e pessoas têm um grande aliado, o

teste rápido, que permite identificar

a existência de anticorpos contra o

novo coronavírus, indicando se o

indivíduo já desenvolveu imunidade

e, por consequência, se pode retomar

suas atividades laborais praticamente

sem riscos de transmitir

ou contrair a doença.

Somos todos – pessoas físicas e

jurídicas - responsáveis por preservar

nossa saúde, de nossos familiares,

dos funcionários, dos colegas

de trabalho e de todos com os quais

convivemos. Assim, em paralelo

aos testes, máscaras, álcool em gel,

higiene e distanciamento social, é

decisivo exercitarmos a vacina da

consciência e da cidadania.

*Anna Luiza Szuster, farmacêutica

graduada pela Universidade Federal

do Rio de Janeiro e Pós Graduada em

Comércio Exterior pela Fundação Getúlio

Vargas, é Diretora de Relações

Internacionais da MedLevensohn.

Para maiores informações, entre em

contato através do

e-mail faleconosco@lumiradx.com

ou (11) 5185- 8181.

0 132

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


SE A GENTE FALAR QUE É

UM EXAME NO DEDO E NÃO

NA PRÓSTATA, PROMETE

NÃO SAIR CORRENDO?

Seu Laboratório não pode e não deve trabalhar com

produtos de segunda linha. Afinal, testar com qualidade

e precisão é uma obrigação.

Aproveite este Novembro Azul para ter o melhor teste

rápido para PSA do país. Afinal, quando se trata de

MedTeste MedLevensohn, é qualidade garantida.

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INFORME DE MERCADO

SARSTEDT, seu Parceiro Global na Medicina e Ciência

Em Terras Brasileiras

Com a notável crescente do mercado

de saúde brasileiro, o ano de 2018

marcou o início da produção local de

tubos de transporte de amostras

biológicas, com a primeira unidade

fabril SARSTEDT da América Latina,

localizada no município de Porto Feliz,

interior paulista.

Presente no Brasil há mais de duas

décadas, o Grupo SARSTEDT é uma

empresa global, de origem e sede

oficial na Alemanha, mais especificamente

na cidade de Nümbrecht.

Com 15 unidades fabris e 34 subsidiárias

espalhadas por todo o mundo,

nosso trabalho é compartilhar

com o mercado de Medicina e Ciência,

soluções inovadoras que não só

otimizem a logística pré e pós-analítica,

como também tragam as últimas

e indispensáveis atualizações

para a área, colaborando assim para

os melhores resultados em projetos

de alta performance de diversos setores,

como:

Laboratórios diagnósticos, pesquisa

científica, saúde animal/medicina

veterinária, hospitais e Bancos de

sangue.

Versatilidade na Atuação

Carro-chefe entre nossos produtos

e de fabricação no Brasil, o S-Monovette®

proporciona uma experiência

exclusiva na coleta de amostras biológicas

de forma fechada, ágil e com

total segurança, já que conta com

técnica híbrida de coleta no mesmo

dispositivo.

A redução de interferentes na

qualidade destas amostras também

é trunfo do nosso produto.

Usufruindo da metodologia de

coleta por aspiração, esta técnica

reduz de forma importante a hemólise,

além de diminuir a coagulação

sanguínea. Dessa forma,

os indicadores de produtividade

e qualidade laboratorial são positivamente

influenciados, o que

otimiza os diferentes processos

envolvidos em análises clínicas.

Mais de R$90 milhões foram investidos

na construção da nova planta,

a fim de atuar no abastecimento

do setor que envolve mais de 6 mil

hospitais e milhares de laboratórios

clínicos, os quais tiveram suas atividades

intensificadas desde o início

da pandemia da COVID-19.

O processo de nacionalização de

parte da produção visa não só atender

a demanda local, mas também

otimizar o fornecimento de produtos

que priorizam a qualidade, tanto de

matéria prima, quanto de atendimento.

Além disso, priorizamos o

controle e agilidade nesta produção

e somos capazes de suprir demandas

atípicas e planejar ações futuras com

mais assertividade e autonomia.

Fale Conosco

Assessoria Científica

Email: suporte.br@sarstedt.com

Assessoria Comercial

Email: vendas.br@sarstedt.com

Tel: (11) 4152-2233

0 134

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Firstlab Investe em Produção Própria de Placas de Petri

INFORME DE MERCADO

A Firstlab nasceu com o propósito

de oferecer os melhores produtos

dedicados a área de Análises

Clínicas para a realização de exames

laboratoriais com excelência.

Por isso sempre investimos em

alta performance, segurança e

inovação em nossa linha de produção,

prezando pela sustentabilidade

com a redução do uso de

matéria-prima, mas sempre controlando

cada etapa do processo

para garantir a satisfação de nossos

clientes.

Recentemente viabilizamos a

produção própria de toda a linha

de placas de petri. Os modelos

contemplados são: 60x15mm,

90x15mm, 90x15mm com divisão

e o mais novo modelo, 140x15mm.

“Nossas placas seguem rígidos

padrões de qualidade por isso

possuem a superfície mais lisa

quando comparadas com algumas

encontradas no mercado. Isso é

um diferencial importante na hora

de dispensar o meio de cultura,

além de fazer uma melhor leitura

dos microrganismos. Outro ponto

positivo é a menor variação de tamanho

entre elas, um ponto chave

para as necessidades industriais,

a automação. Além de garantir o

melhor custo-benefício aos nossos

clientes.” Explica Adriano Provessi

responsável pelo setor produtivo

da Firstlab.

Com alta capacidade de produção,

as placas de petri Firstlab são

fabricadas em poliestireno de alta

transparência e posteriormente

esterilizadas por radiação ionizante.

Assim garantimos os melhores

produtos aos nossos clientes.

Saiba mais sobre os produtos Firstlab ::

www.firstlab.ind.br

atendimento@firstlab.ind.br

0800 710 0888

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 135


INFORME DE MERCADO

MIASTENIA GRAVIS

Miastenia gravis (miastenia gra-

res do que em homens (razão 3:2)

cíficos e sensíveis e produzem o

vis pseudoparalítica, MG) é uma

e pode se manifestar em qualquer

melhor e mais confiável resultado

doença autoimune generalizada

fase da vida com dois picos, sen-

em diagnóstico para MG e para

caracterizada pela ruptura nas

do que na mulher o primeiro pico

monitorar o decorrer da doença.

placas terminais motoras dos

ocorre entre a segunda e a tercei-

músculos estriados com prejuízo

ra década, e no homem entre a

O ensaio de anti-repectores da

no sinal de transmissão neuro-

sexta e oitava década.

acetilcolina ELISA apresenta alta

muscular.

sensibilidade e especicificade,

Na MG, autoanticorpos contra

contribuindo

substancialmente

O quadro clínico é caracteri-

acetilcolina das placas motoras

para o sorodiagnóstico de mias-

zado por fraqueza de um ou vá-

causam uma disfunção da trans-

tenia gravis (MG), além de um

rios músculos esqueléticos que

missão de dados neuromuscular,

essencial auxílio para o diagnós-

podem ocorrer durante períodos

levando a uma fraqueza dos mús-

tico final de miastenia gravis.

de atividade, mas também em

culos vitais, podendo ser fatal. Se

períodos de descanso e sem uma

for diagnosticado em fase inicial,

A terapia para MG geralmente é li-

razão particular, simetricamente

o tratamento é possível.

mitada ao tratamento com imunos-

ou assimetricamente e com mu-

supressores e inibidores da acetil-

dança de gravidade. Em torno de

Vários testes sorológicos estão

colinesterase para melhorar o sinal

50% dos casos, MG primeiro se

disponíveis para o diagnóstico de

de transmissão neuromuscular.

manifesta nos olhos, pálpebras

miastenia gravis. Inicialmente,

e/ou músculos externos do olho

um teste inibidor da acetilcolina

(ptosis), porém outros grupos

pode ser realizado. Se o resultado

musculares podem ser afetados

do teste está no intervalo normal,

na fase inicial da doença.

autoanticorpos contra acetilcolina

devem ser investigados, atra-

No mundo todo, a prevalência

vés dos testes Anti- receptores de

de MG é entre 100 e 700 casos por

1 milhão habitantes. A MG ocorre

mais frequentemente em mulhe-

acetilcolina ELISA e Anti-receptores

de acetilcolina RIA. Esses testes

são métodos altamente espe-

EUROIMMUN Brasil

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0 136

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


INFORME DE MERCADO

Análise de Talassemias Com Celltac RDW-SD:

Um parâmetro potencial para identificação de anemias.

A Talassemia, também denominada

como Anemia do Mediterrâneo devido

a maioria dos casos descobertos inicialmente

serem habitantes próximos ao Mar

do Mediterrâneo, é um tipo de hemoglobinopatia

quantitativa, hereditária, decorrentes

de mutações nos genes das globinas

que promovem redução ou ausência

de síntese de uma ou mais das cadeias de

globina, formadoras da hemoglobina. O

resultado dessas alterações moleculares

ocasiona desequilíbrio na produção das

cadeias tendo como maior consequência

a eritropoese ineficaz.

anemia ferropriva, sendo que esta última

é um estado, no qual há redução

da quantidade total de ferro corporal e

o fornecimento de ferro é insuficiente

para atingir as necessidades de diferentes

tecidos, incluindo, principalmente,

as necessidades para a formação de hemoglobina

e dos glóbulos vermelhos.

Devido a essa similaridade, especialmente

no hemograma, há a necessidade

de uma rápida identificação diagnóstica,

pois isso auxiliará o médico

no melhor manejo do paciente. Assim

como todos os analisadores hematológicos

da Nihon Kohden, o Celltac ES

(MEK-7300) da Nihon Kohden possui o

parâmetro RDW-SD, um parâmetro eficaz

que aliado ao uso de duas agulhas

distribui a amostra em suas respectivas

câmaras, reduzindo o arraste - Carry

Over-, e tornando seus resultados mais

precisos. Verificamos a eficácia do parâmetro

RDW-SD do Celltac ES (MEK-

7300) como um parâmetro potencial

para identificação de anemia, comparando

contagens de células sanguíneas

relacionadas com RBC e histogramas

para talassemia e anemia ferropriva.

Então, encontramos diferença significativa

no RDW-SD de pacientes com

talassemia e anemia ferropriva enquanto

o RDW-CV e histogramas não

mostram diferenças significativas.

Para o rastreio de talassemia, o RDW-

-SD do Celltac ES (MEK-7300) efetivamente

fornece dados eficazes para um

diagnóstico preciso do médico, como

mostrado na imagem:

A Talassemia é classificada como

anemia hipocrômica microcítica, tendo

essa característica muito similar à

Opte pela segurança do seu laboratório!

Opte por equipamentos hematológicos Celltac da Nihon Kohden!

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Facebook: https://www.facebook.com/Nihon-Kohden-Brasil-104274731388826/

LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/nihon-kohden-brasil/

Twitter: https://twitter.com/KohdenNihon

Site: https://br.nihonkohden.com/

NIHON KOHDEN

Rua Diadema, 89 1° andar CJ11 a 17

Bairro Mauá – São Caetano do sul/SP

CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700

FAX: + 55 11 3044-0463

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0 138

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Exames complexos.

Respostas pessoais.

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INFORME DE MERCADO

Quer liberar a equipe do laboratório de pipetagens repetitivas

e extensa preparação de amostras?

Conheça a tecnologia de reagentes secos DuraCLONE!

Na pesquisa biomédica e até mesmo

em alguns ensaios de diagnóstico clínico,

muitos dos principais reagentes

usados são moléculas biológicas, que

tendem a se degradar com o manuseio

e o armazenamento.

Entendemos que a preparação de

coquetéis consome tempo, além de

ser um processo repetitivo e difícil de

automatizar. Na Beckman Coulter Life

Sciences, desenvolvemos um método

único para secar reagentes, mais estável

do que o processo de liofilização e

que dispensa os passos de ressuspensão.

Nós chamamos essa tecnologia de

Inovações DURA:

• Dried: processo de secagem que

permite manter o reagente em temperatura

ambiente, sem a necessidade de

refrigeração.

• Unitized: os painéis de anticorpos

são fornecidos em um coquetel de uso

único. O reagente está pronto para a

adição da amostra.

• Reagent: é possível combinar diferentes

reagentes, criando um coquetel

de anticorpos. Possibilidade de incluir

beads para contagem absoluta no

mesmo tubo.

• Assays: a tecnologia é usada em

nossos ensaios de citometria de fluxo

prontos para uso, apoiados por nosso

sistema de fabricação de qualidade.

Nossa linha de reagentes secos DU-

RAClone inclui combinações otimizadas

de anticorpos para a identificação

e caracterização de células do sistema

imunológico humano.

Quer saber mais como podemos ajudar

em suas pesquisas? Entre em contato!

Suporte ao Cliente: +55 11 4154-2207

ou +55 0800 771-8818

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0 140

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


As Melhores Centrífugas só na Labor Line!

INFORME DE MERCADO

A indústria Labor Line, inaugurada em

1999, surgiu para atender a escassez de

centrífugas, o mercado nacional apenas

continha modelos de centrífugas ultrapassadas,

barulhentas que exigiam

constantes manutenções. Enquanto os

importados, oriundos de qualquer país,

não possuíam peças a pronta entrega.

Além desses fatores, a insatisfação dos

clientes relacionava-se também à variação

cambial do Dólar e do Euro, que

tornava a manutenção dos equipamentos

economicamente inviável.

Produzimos vários modelos, dos quais

nossos clientes se identificam e realizam

criteriosas rotinas diárias de centrifugação

sabendo que estão operando

equipamentos 100% nacionais e com

total qualidade. Suprimos as necessidades

dos laboratórios e profissionais

cada vez mais exigentes, nos baseando

nos moldes europeus de durabilidade,

confiabilidade e segurança.

Em tempos de pandemia, a Labor Line

faz a diferença inovando e contribuindo

para que os profissionais da linha de

frente tenham o melhor em equipamentos

na hora de realizar os exames,

estamos trabalhando para que você,

que possui clínica veterinária ou consultório

dental, possa ter centrífugas

totalmente dedicada e personalizada

para atender você!

Fale com a gente!

Como podemos te ajudar?

Labor Line

(11) 3699-0960

www.laborline.com.br

vendas@laborline.com.br

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 141


INFORME DE MERCADO

BNP e de NT-ProBNP mLabs® - Eficiência e rapidez na avaliação e

monitoramento da Insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca (IC) é uma

síndrome clínica a qual frequentemente

representa a etapa final de diferentes

cardiopatias, se tornando um

grave problema de saúde pública.

Segundo dados do DATASUS, estima-se

que a prevalência de IC supere

os 6 milhões de pessoas afetadas

no Brasil, resultando em mais de

300.000 internações por ano, o que

corresponde a um terço das internações

por doenças cardíacas, com

índice aproximado de 8% de taxa de

mortalidade hospitalar.

Os peptídeos natriuréticos do

tipo B (BNP) e a fração N-terminal

(NT-ProBNP) são biomarcadores

padrão na insuficiência cardíaca,

os quais atuam na regulação da

pressão arterial, sendo liberados na

circulação em resposta ao aumento

da pressão cardíaca.

Numerosos estudos demonstraram

que elevações nos níveis de BNP e de

NT-ProBNP circulantes são encontradas

nas fases mais precoces da IC, e

seus níveis permanecem elevados a

medida em que a IC avança.

A dosagem do BNP e NT-ProBNP

circulante oferece uma medida não-

-invasiva e objetiva para a avalição de

pacientes sob risco de IC.

A LumiraDx disponibiliza em seu

portfólio os kits de BNP e NT-ProBNP

a serem utilizados no Analisador Multiparâmetros

Mlabs®, instrumento

Point of Care que permite a execução

do teste de forma remota, proporcionando

a diminuição do tempo de resposta,

melhorias no processo de triagem,

conduta terapêutica específica,

sem a utilização de solução tampão

e reagente auxiliares possibilitando a

utilização mais eficiente dos recursos

médico-hospitalares.

Para maiores informações, entre em

contato através do

e-mail faleconosco@lumiradx.com

ou (11) 5185- 8181.

0 142

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Como a Bioquímica Monoreagente pode reduzir custos e evitar

desperdícios.

INFORME DE MERCADO

Ainda é comum encontrar no mercado

alguns reagentes que requerem

a preparação de um reagente

de trabalho para execução do teste.

Creatinina e Magnésio, estão entre

os mais críticos nessa preparação

pois a estabilidade desses reagentes

é muito curta e exigem muito

controle do operador para garantir

a precisão dos resultados. Isso

ocorre devido à característica técnica

dos reagentes que compõem

sua formulação, que reagem com o

ar atmosférico e são sensíveis a variações

de temperatura, perdendo

sua estabilidade rapidamente. Isso

se torna um alto custo para o laboratório

que precisa descartar esses

reagentes frequentemente.

Diferentemente do que é encontrado

no mercado, a creatinina

ref. 110 e o magnésio ref. 115

chegam ao mercado no formato

monoreagente, para solucionar

esses problemas e reduzir os

custos de operação e descarte.

Os reagentes são estáveis,

mesmo após aberto, até a validade

do kit que pode chegar a

15 meses. Muitos equipamentos

automáticos, possuem posições

limitadas para reagentes, caracterizando

mais uma vantagem

da utilização do monoreagente

que ocupa apenas uma posição,

liberando mais espaço na badeja

para a execução de mais testes

simultaneamente.

Aproveite essa novidade e reduza

custos!!!

Benefícios dos produtos Mono

Reagentes

Reagente pronto para o uso;

Aproveitamento total do reagente

sem desperdiçar;

Estabilidade até a validade do kit;

Reduz o espaço utilizado na bandeja

de reagentes;

Maior precisão nos resultados;

Reduz custos de descarte;

Conheça nossos produtos e surpreenda-se.

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Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 143


INFORME DE MERCADO

Saiba o que muda na realização de exames de PSA quando a coleta é

realizada com tubo de sorologia com gel

A escolha do tubo de coleta de sangue facilita a rotina na realização de um dos exames mais comuns

para a detecção do câncer de próstata.

Além do conhecido exame de toque,

outra forma de diagnosticar o câncer de

próstata é o exame PSA que, por meio

da coleta de sangue, identifica os níveis

de Antígenos Prostáticos Específicos no

sangue do paciente. Apesar de não ser o

exame determinante para o diagnóstico,

considerando que outros fatores podem

levar a variações dos níveis de PSA

no organismo, o exame, que é menos

invasivo, é importante para direcionar o

médico sobre a necessidade de solicitar

outros exames complementares como

ressonância magnética e biópsia.

Hoje no Brasil, além do PSA total e o

PSA livre, os laboratórios também analisam

o PHI (Índice de Saúde da Próstata,

em português), que avalia a concentração

de uma terceira molécula da

família P2PSA, mais frequentemente

associada a presença de tumor maligno

e, desta forma, aumenta a precisão

do exame e diminui consideravelmente

a ocorrência de biópsias desnecessárias

nos pacientes.

O monitoramento dos níveis de PSA

também é realizado em pacientes diagnosticados,

para o acompanhamento

da doença. Segundo o INCA (Instituto

Nacional de Câncer), “pacientes com

doença classificada como de baixo risco

(de acordo com níveis de PSA, estadiamento

clínico e escore histopatológico

de Gleason) é possível fazer apenas o

monitoramento periódico do caso, sem

precisar de tratamento imediato. Essa

estratégia, chamada vigilância ativa,

envolve a realização periódica dos

exames de PSA e toque retal, além de

biópsias conforme indicação médica.”

Tendo em vista a importância do

PSA para o diagnóstico e acompanhamento

da doença, que é o tipo

de câncer mais comum e o segundo

que leva a mais óbitos no Brasil entre

os homens (INCA), além de auxiliar

no diagnóstico de outras alterações

na próstata como Prostatite e Hiperplasia

benigna da Próstata, a escolha

do material a ser utilizado para o processo

da coleta da amostra de sangue

para a realização do exame faz toda a

diferença na rotina dos laboratórios e

no resultado final.

A Greiner Bio-One é referência mundial

em sistemas para coleta de sangue

e, dentre os vários produtos do seu portfólio,

os Tubos de Sorologia VACUET-

TE® com gel separador são a escolha

ideal para os exames de PSA.

O gel separador proporciona uma

barreira eficiente entre o coágulo e

o soro após a centrifugação. Permite

que a amostra seja transportada

com maior estabilidade, sem necessidade

de manipulação, garantindo

sua qualidade, maior eficiência no

processo e menor custo, além da segurança

na rastreabilidade. Estudos

mostram que tubos com gel não devem

ser recentrifugados, pois pode

alterar os resultados.

Referências

CBDL. Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial:

Disponível em: .

Hermes Pardini. Disponível em: .

INCA: Instituto Nacional de Câncer. Câncer de Próstata.

Disponível em: .

INCA: Instituto Nacional de Câncer. Estatísticas de Câncer.

Disponível em: < https://www.inca.gov.br/numeros-

-de-cancer>.

Veja Saúde. Novo exame de sangue para câncer de próstata

promete mais eficácia. 2020. Disponível em: .

Veja Saúde. O que é o exame de PSA para câncer de próstata.

2019. Disponível em: .

Para saber mais, acesse: www.gbo.com.br,

ou entre em contato: info@br.gbo.com.

0 144

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


making a difference

MAIS EFICIÊNCIA

PARA ANÁLISES DE PSA

TUBO DE SOROLOGIA VACUETTE ®

com gel separador

Ideal para PSA, um dos principais exames para diagnóstico e acompanhamento de

câncer de próstata, o Tubo de Sorologia VACUETTE ® com gel separador

proporciona uma barreira eficiente entre o coágulo e o soro após a centrifugação.

Permite a estabilidade da amostra e o transporte do tubo primário sem a

manipulação. Garantia de qualidade, maior eficiência no processo e menor custo,

além da segurança na rastreabilidade.

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INFORME DE MERCADO

Erytra Eflexis® - Melhorando a eficiência no Laboratório de

Imuno-hematologia

Existem muitos laboratórios de

Imuno-hematologia de médio porte

que estão crescendo e deverão

suportar cargas de trabalho mais

altas, mas continuam a usar a mesma

tecnologia que tinham até agora.

Isso implica que eles ainda executam

alguns processos manualmente, o

que requer grande parte do tempo

gasto dos colaboradores. Portanto,

esses laboratórios precisam de soluções

inovadoras que facilitem tarefas

rotineiras e permitam que ganhem

tempo para que possam investir na

realização de outros procedimentos.

A Grifols, que tem uma história de

mais de 100 anos de compromisso

no campo das descobertas científicas

e no desenvolvimento de soluções

inovadoras na área de diagnóstico e

medicina transfusional, é a empresa

que lhe fornecerá a ferramenta ideal

para responder a essa necessidade.

Dentro do portfólio de produtos, a

Grifols possui equipamentos para

laboratórios de Imuno-hematologia

de diversos tamanhos e volumes de

carga de trabalho, e foram projetados

para se adaptar a diversos fluxos

de trabalho e facilitar o dia-a-dia

dos usuários.

No caso dos laboratórios de Imuno-

-hematologia de médio porte, a solução

da Grifols é o Erytra Eflexis®, um

analisador de cartão de médio porte

com tecnologia DG Gel que proporciona

maior eficiência, flexibilidade e

autonomia ao seu laboratório. É uma

plataforma totalmente automatizada

com grande capacidade de amostras,

que emite resultados em menos tempo

do que as plataformas anteriores e

funciona de forma autônoma por até

7 horas, permitindo que seus colaboradores

se dediquem a outras tarefas.

Com sua flexibilidade os componentes

podem ser carregados continuamente,

facilitando o uso devido à sua tela

sensível ao toque e software intuitivo.

res ganham tempo para lidar com

outros processos e atividades. Finalmente,

graças ao seu design inteligente

e compacto, ele se encaixará

perfeitamente no espaço disponível

em laboratório.

Em suma, Erytra Eflexis® é a solução

que tornará a rotina do seu

laboratório mais eficiente e fácil.

Erytra Eflexis® é a porta de entrada

do seu laboratório de Imuno-hematologia

de médio porte para a automação.

Ele permitirá que você cresça

e analise mais amostras em menos

tempo, enquanto seus colaborado-

Para mais informação:

imunohemato.brasil@grifols.com

www.diagnostic.grifols.com/erytra-eflexis

GRIFOLS BRASIL, Ltda.

Avenida Gianni Agnelli, 1909 – Fazendinha

83607-430 - Campo Largo, Paraná - BRASIL

Tel. (55) 41 36682444 (6363)

Reg. ANVISA 80134860252

0 146

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Um ano de transformações impactantes

o início de Março, tínhamos uma

missão para nossa população. A

NEOLAB focou na preparação e

reinvenção estratégica para o ano

difícil que estava por vir e manteve

um grande objetivo: IMPACTAR

NOSSA SOCIEDADE através dos

valores morais e como conduzimos

a comercialização absolutamente

limpa e justa dos produtos

Diante de todas as dificuldades

enfrentadas neste ano de 2020,

um cenário econômico absolutamente

incerto, dúvidas e diversas

importados e distribuídos pela

empresa. Sabíamos das incertezas

do país, porém tínhamos

a certeza de que poderíamos e

desconfianças políticas, dólar contribuímos muito para todo o

oscilando exageradamente em Brasil no mercado de diagnóstico,

patamares jamais atingidos, empresas

que fecharam, enfim, um

ano muito conturbado causado

pela pandemia do Novo Coronavirus,

o grande desafio da NEOLAB

principalmente no combate à Covid-19,

viabilizando os principais

insumos de diagnóstico com valores

plausíveis e justos. Também

tínhamos a missão de fazermos

NÃO foi se manter no mercado! campanhas de doações, onde

Criamos uma filosofia otimista

dentro da nossa empresa. Desde

contribuímos muito nesse quesito

humanitário.

Conquistamos grandes clientes e

parceiros, e estamos nos preparando

com grandes mudanças para um

nova era que está por vir.

Por fim, estamos terminando um

ano difícil, em que temos orgulho

e muita gratidão pelo imenso reconhecimento

da NEOLAB e grande

impacto e contribuição para nossa

sociedade. Trabalhamos incessantemente

para afirmar que a atuação

da NEOLAB no mercado nacional

deixa um grande legado positivo,

onde nossa premissa obrigatória e

irrefutável sempre foi e sempre será

a confiança dos parceiros comerciais

e da sociedade.

Saiba mais em

www.neolabimport.com.br

Entre em contato e saiba mais.

Tel.: 41 3146.0802

WhatsAPP: 41 99202.7417

INFORME DE MERCADO

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 147


INFORME DE MERCADO

Prepare seu laboratório para a Acreditação pelo SNA-DICQ

Implante um Sistema de Gestão da

Qualidade com o Curso PNCQ Gestor

em videoaulas, em 8 módulos:

· Passo-a-passo para a implantação de

um SGQ

· Software PNCQ Gestor

· Requisitos do SNA-DICQ (em 4 módulos)

· Princípios da Gestão de Riscos

· Formação de Auditores Internos

Investimento (software + videoaulas

+ consultoria por e-mail):

· Laboratórios Participantes do PNCQ:

R$ 1.800,00 (em até 10 vezes de R$

180,00 nos boletos do PRO-EX).

· Laboratórios não Participantes do

PNCQ: R$ 2.100,00 (à vista, via transferência/depósito

bancário).

Se você já tem o software, solicite

sua atualização gratuita.

Informações:

pncq@pncq.org.br ou 21 3177-8450

Rapidez e Agilidade para Extração de RNA de SARS-CoV-2

com o novo equipamento NE-32 da MGI

Na MGI Tech Co., Ltd (MGI) temos

sempre a melhor solução para o workflow

de detecção do Novo Coronavirus

(SARS-CoV-2). Seguindo a tendência

da MGI sempre estar a frente com

seus produtos inovadores, lançamos o

MGISP-NE32, nossa mais recente plataforma

automatizada para extração

de RNA na detecção de SARS-CoV-2. O

MGISP-NE32 utiliza o método de hastes

magnéticas para extração de ácidos

nucléicos, contando com a flexibilidade

para extração 16 ou 32 amostras em

um workflow de 9 minutos totais. Essa

característica é alcançada devido seu

sistema de ajuste a diferentes módulos

de extração e otimização de reagentes.

A eficiência da extração também é outro

ponto essencial, onde internamente

o termo-bloco garante a manutenção

adequada de temperatura durante todos

os passos no workflow de extração.

Além de contar com essas duas características

muito importantes de flexibilidade

e eficiência, o MGISP-NE32 conta

com um sistema de segurança para

descontaminação através de lâmpada

UV. Adicionalmente, placas e ponteiras

são compartimentalizadas de maneira

individualizada, evitando assim contaminação

cruzada e contato do usuário

com a amostra biológica. Estudos

comparativos demonstraram excelente

reprodutibilidade comparando nossa

plataforma com outros equipamentos

automatizados de extração, sem qualquer

variação quando comparados os

valores de Ct durante a detecção por

PCR em tempo real.

Fernando Colbari Amaral

Regional Sales Manager - Latin America

Email: famaral@mgiamericas.com

Site: en.mgitech.cn

Fone: +55 16 991782868

0 148

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


INFORME DE MERCADO

Avanço da filtragem no ponto de uso

A ELGA removeu o requisito de que seus sistemas fossem equipados com dispositivos de

tratamento no ponto de uso para atingir as especificações de RNase e DNase. Essa alteração

foi feita à luz de anos de experiência para reduzir ainda mais os requisitos de manutenção

e os custos de operação de nossos produtos para os usuários e reduzir o impacto ambiental

de nossos produtos.

RNase e DNase: características e

significância

Os ácidos nucléicos, DNA e RNA, são

os mais importantes de todas as biomoléculas

e são de particular interesse

em muitas técnicas analíticas; Como são

encontrados em todas as células vivas,

o estudo dessas moléculas tem uma

aplicação muito ampla, mas pode ser

propenso a interferências por ácidos nucléicos

de outras fontes que não o alvo.

Além disso, as células vivas usam

enzimas (DNase e RNase) para catalisar

a quebra dos polímeros de ácidos

nucleicos em várias funções, incluindo

a reutilização ou reparo. Essas enzimas

também são onipresentes e podem ser

uma preocupação maior nas técnicas

de análise genética aplicadas em uma

ampla variedade de trabalhos de laboratório.

Em tais análises, muitas vezes

uma pequena quantidade de ácido

nucleico de 'modelo' é copiada ou am-

plificada muitas vezes para gerar uma

quantidade muito maior que é adequada

para caracterização. Claramente, se

o material do gabarito for danificado

por atividade enzimática, serão criadas

cópias desse material danificado, e a

caracterização poderá se tornar impossível

e o teste será arruinado.

Uma via para a introdução da contaminação

por DNase e RNase é a água usada

como meio; é necessário garantir que

essa água não contenha essas enzimas.

Felizmente, as características dessas

moléculas significam que elas podem

ser removidas da água de alimentação

usando tecnologias de tratamento

de água como osmose reversa ou uma

combinação de irradiação com luz ultravioleta

e troca de íons. Com um bom

projeto do sistema, essas enzimas podem

ser removidas e possíveis re-contaminações

subseqüentes eliminadas.

Avançando na filtragem no ponto

de uso

Com a crescente necessidade de evitar

a contaminação da água do laboratório

pela presença de nucleases, os fabricantes

de equipamentos de purificação

introduziram etapas adicionais de tratamento

no ponto de dispensação para

evitar esses possíveis problemas de

contaminação da água; porém, esses

acréscimos incorrem em custos adicionais

para os usuários e podem influenciar

na pureza orgânica, inorgânica e

microbiológica da água.

O teste a seguir foi realizado para demonstrar

a liberação de impureza desses

filtros no ponto de uso:

Água ultrapura (resistividade 18,2

MΩ.cm, TOC


área superficial, onde o comprometimento

da pureza da água foi prolongado

e ocorreu novamente em usos repetidos

subsequentes do filtro de teste.

Além disso, os filtros de ponto de uso

podem apresentar microvolumes água

estagnada após monitores de qualidade

e outras tecnologias de purificação.

Eles são vulneráveis à contaminação

por parte dos usuários, um local potencial

para proliferação bacteriana e um

ponto crítico no design do sistema de

purificação.

Com um bom design de equipamento,

não é necessário tratamento

adicional no ponto de uso, pois essas

enzimas são removidas ou inativadas

pelas tecnologias anteriores. Através de

anos de experiência e trabalho de teste,

a ELGA comprovou o design e a robustez

de seus purificadores para atingir

as especificações de água para DNase

e RNase sem a necessidade de etapas

adicionais de tratamento no ponto de

dispensação.

Remoção e Inativação de DNase

e RNase

Osmose Reversa (OR)

DNase e RNase são moléculas orgânicas

à base de proteínas com tamanhos na

região de 30.000 e 15.000 Da, respectivamente.

Essas moléculas extremamente

grandes não passam pela membrana dos

módulos de OR utilizados nos sistemas

ELGA de purificação de água laboratorial

. Esses sistemas de osmose normalmente

têm um limite de peso molecular

(MWCO) a


INFORME DE MERCADO

Como as nucleases recebidas não

passam pela membrana de osmose,

é provável que qualquer RNase e

DNase presente na água de um purificador

de água de laboratório se origine

das bactérias contidas nele. As

bactérias sempre estarão presentes

em algum grau, mas em um purificador

ELGA bem projetado, mantido

e fornecendo água ultrapura,

pode-se esperar um TVC (traduzido

do inglês, contagem total viável) da

água final em


Num momento de tantos desafios econômicos e sem reajuste na

tabela de serviços, como otimizar seus ganhos com economia na rotina?

A J.R.Ehlke apresenta o equipamento mais econômico da categoria – BS-240

INFORME DE MERCADO

Buscando otimizar as pequenas

rotinas, foi lançado o equipamento

de bioquímica com o menor consumo

de reagentes do mercado,

chegando a uma economia de 50%

do volume de reagentes. O BS-240

tem dimensões e custo reduzidos,

feito para laboratórios de diagnóstico

com orçamentos enxutos e que

procuram automatizar ao máximo a

rotina de bioquímica. Com o conceito

de tecnologia de amostragem

inteligente, o teste de hemoglobina

glicada tem a sua etapa de preparação

de hemólise totalmente automatizada

no equipamento. Com

o leitor de código de barras interno

permite o trabalho com reagentes

de bioquímica dedicados além de

propiciar agilidade na interface do

sistema ao LIS do laboratório. O sistema

de ensaio da Mindray passou

o CAP por 6 anos consecutivos.

O BS-240 tem velocidade de processamento

de até 200 testes por

hora (podendo chegar a 400 testes/

hora com ISE - opcional). Possui um

inovador sistema de carregamento

flexível de reagentes e amostras

com a possibilidade de até 80 posições

de amostras e até 80 posições

de reagentes (40 fixas + 40

móveis). O sistema de refrigeração

assegura maior integridade dos

reagentes diminuindo os eventos

de calibração decorrente da degradação

do reagente. O sistema

de limpeza da sonda em cascata,

e o sistema de lavagem automático

melhorado das cubetas garante

menor arraste e baixo consumo de

água. Para maiores informações,

nos contate e solicite informações.

Para maiores informações, favor

consultar-nos.

J.R.Ehlke & CIA LTDA

www.jrehlke.com.br

Fone: +55 (41) 3352-2144

jrehlke@jrehlke.com.br

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 153


BIOC

kit d

Uso pret

Embalag

Tipo de a

Vencime

Tempo d

INFORME DE MERCADO

Tecnologia diferenciada

Black Gold conjugada

O teste rápido antígeno BIOCREDIT COVID-19 Ag

O TESTE EFICAZ E INSTANTÂNEO PARA TRIAGEM E DIAGNÓSTICO

Sistema Dual Color

Armaze

IMPORTADOR : CLAC IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO. LTDA. (CNPJ: 31.274.384/0001-64

DISTRIBUIDOR: LISA LOGÍSTICA INTEGRADA SULAMERICANA S/A (CNPJ: 08.248.539/

FARMACÊUTICO RESPONSÁVEL:Roberta Kamilla dos Santos – CRF-ES 2449

O teste rápido antígeno BIOCREDIT

COVID-19 Ag faz a detecção do vírus

no organismo em até 8 minutos. É

indicado para detectar o vírus/doença

em pessoas que apresentam os

sintomas de Covid-19 ou assintomáticos

que podem também transmitir

a doença, equivalendo assim ao teste

de RT-PCR mas com a vantagem de

não precisar de equipamentos, pessoas

altamente especializadas e com

resultado imediato.

O kit Biocredit não precisa de refrigeração

e tem validade de 02 anos.

O teste detecta o antígeno viral, ou

seja, uma proteína do vírus presente

na capa de proteína.

A sensibilidade e a acurácia do BIO-

CREDIT COVID-19 Ag equivalem às

do teste por RT-PCR. Ele detecta o

indivíduo portador do vírus no organismo

no momento da coleta do material

biológico, de forma a indicar os

possíveis transmissores da doença,

permitindo seu isolamento, tratamento

e contenção da Covid-19.

Mantemos estoque no Brasil

para pronta-entrega.

Tel.: +55 (11) 9 9932-5292

Tel.: +55 (11) 3016-4500

0 154

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Vida Biotecnologia sempre a frente! Teste Rápido Covid-19 Antígeno

INFORME DE MERCADO

A Vida Biotecnologia que neste

ano completa 10 anos no mercado

de reagentes laboratoriais vem

se destacando pela competência

e pioneirismo de seus gestores.

como a competência e pioneirismo

tem sido marca registrada desta

empresa, acompanhamos agora

o lançamento do Teste Rápido Covid-19

Antígeno.

O teste é ideal para pessoas

assintomáticas ou sintomáticas.

Sua amostragem é de Swab

nasofaringe com resultados entre

10 a 15 minutos.

No início de 2020 em plena recessão

divulgamos aqui seus planos

consolidados de expansão, incluindo

sua nova e moderna sede. E

Um teste inovador que consiste na

detecção do vírus logo na fase inicial

da infecção (detecção próxima ao

terceiro dia).

Para maiores informações entre em

contato diretamente com a Central de

Vendas da Vida Biotecnologia no

Tel.: (31) 3466-3351.

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 155


INFORME DE MERCADO

Corantes Papanicolaou Renylab fabricados com matérias-primas de

alta qualidade, resultando em uma coloração nítida e harmônica.

O exame de Papanicolau, conhecido

também como Colpocitologia Oncótica,

Citologia Cervical ou Preventivo, tem

como objetivo realizar o diagnóstico precoce

de lesões ou alterações citológicas

que podem ocasionar o câncer do colo

do útero, sendo a principal estratégia

para a detecção precoce dessas alterações.

Esse deve ser realizado anualmente

por todas as mulheres, que tem ou já

tiveram algum contato sexual.

A observação microscópica tem

como objetivo verificar as células para

identificar anormalidades, alterações

morfológicas ou nucleares. O exame

é realizado através de uma coleta das

células endocervicais e ectocervicais,

onde as amostras são colocadas em

uma lâmina, fixadas e coradas com

uma combinação de corantes o EA-36,

OG-06 (Orange G) e a Hematoxilina de

Harris. Após a coloração, as células são

inspecionadas microscopicamente.

Resultante da combinação de diversos

corantes, o EA-36 exerce uma

coloração policromática no citoplasma

das células, a Eosina cora o citoplasma

das células superficiais, nucléolos, mucina

endocervical e cílios, dando um

tom róseo a esses componentes, já o

verde luz atua sobre células escamosas

parabasais e intermediárias, células

colunares e histiócitos conferindo uma

tonalidade verde azulada.

O Orange G (OG-06) é um corante

monocromático ácido com capacidade

de corar hemácias e as células queratinizadas

dando a essas células uma

tonalidade laranja.

A Hematoxilina de Harris tem afinidade

por componentes celulares ácidos,

aos quais confere uma coloração violeta.

A Hematoxilina colore intensamente

os núcleos das células auxiliando na

visualização de alterações nucleares.

A citopatologia analisa as células individualizadas,

descamadas, expelidas

ou retiradas da superfície de órgãos de

diferentes partes do organismo. Como

os materiais biológicos apresentam

diferentes características, devido ás

distintas formas de organização e composição,

a coleta do material destinado

à análise citológica constitui uma etapa

fundamental nesse processo. Há métodos

específicos para coleta de materiais

distintos. Além disso, nessa fase, são

definidos os tipos de procedimentos

mais adequados à análise dos preparados

citológicos.

O método Papanicolaou abrange

cinco etapas:

• Hidratação: esta etapa requer a reposição

gradual da agua das células por

meio de banhos alcoólicos de concentrações

decrescentes até a água destilada.

• Coloração nuclear: as células hidratadas

podem agora receber um corante

aquoso para corar os núcleos (hematoxilina

de Harris).

• Desidratação: para receber corantes alcoólicos

citoplasmáticos, devemos agora

retirar a água das células com banhos

alcoólicos de concentrações crescentes.

• Coloração citoplasmática: nesta etapa,

o citoplasma das células é corado pelos

corantes Orange G e EA-65, de modo a

diferenciar com diversas tonalidades o

citoplasma das células de acordo com a

sua maturidade e metabolismo.

• Desidratação, clarificação e selagem:

a água agora deve ser retirada com

concentrações alcoólicas crescentes,

clarificadas e seladas com meios permanentes

hidrofóbicos.

A qualidade da coloração citológica

está diretamente relacionada às características

tintoriais dos corantes, ao

processamento da amostra (espessura

dos esfregaços) e à fixação. Esses cuidados

devem ser observados para se

evitar artefatos e dificuldade de análise

do material.

Para mais informações,

Entre em contato conosco!

Tel.: +55 32 3331-4489

Tel.: +55 32 3333-0379

Whatsapp : +55 32 98419-8588

E-mail: sac@renylab.ind.br

www.renylab.ind.br

0 156

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


Kolplast lança Swab com fabricação 100% nacional!

INFORME DE MERCADO

A Kolplast, empresa 100% brasileira e

que tem em seu DNA encontrar soluções

inovadoras para o mercado da saúde,

lançou em 2020 uma linha de swabs para

coleta de material biológico, objetivando

suprir a escassez, pois o produto é utilizado

para testes de RT-PCR COVID-19.

O Swab Kolplast é produzido através

de uma tecnologia em que a cabeça

do swab é revestida com microcerdas

de nylon, o que proporciona eficiência

na coleta e melhor eluição do material

coletado. Diferente dos swabs normalmente

disponíveis no mercado, o modelo

para coleta nasal possui haste flexível

e diâmetro adequado para acessar

a região da nasofaringe, minimizando

o desconforto do paciente.

Outro diferencial é que, tanto o modelo

nasal quanto o oral possuem pontos

de quebra, para que a cabeça do swab

possa ser mais facilmente dispensada

dentro do tubo com meio de preservação

para transporte até o laboratório.

Os swabs são vendidos individualmente

ou em kits com diferentes meios

de transporte.

Saiba mais em: www.materiais.kolplast.

com.br/swab-conjunto-coleta-kolplast

Grupo Kolplast

Tel.: 11 4961 0900

E-mail: vendas@kolplast.com.br

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 157


INFORME DE MERCADO

Papel do exame Freelite®

no diagnóstico da Esclerose Múltipla

O produto Freelite® já muito conhecido,

utilizado e com importância clínica

já demonstrada em mais de 3.000

publicações científicas, é o único kit comercial

recomendado pelas Diretrizes

Internacionais e Brasileiras para a dosagem

de Cadeias Leves Livres (CLLs)

Kappa (κ) e Lambda (λ) em soro. Mais

especificamente, os anticorpos policlonais

do teste, reagem apenas com

as formas livres das cadeias leves

proporcionando uma medição quantitativa

de κ e λ livres no soro, cujo

resultado pode ser utilizado para diagnóstico,

monitoramento e prognóstico

de pacientes com Mieloma Múltiplo e

outras Gamopatias Monoclonais.

Recentemente, a detecção e quantificação

de cadeias leves livres no

líquor tem sido extensivamente estudada

e a importância clínica do exame

tem sido demonstrada também no

diagnóstico de doenças do Sistema

Nervoso Central, como na Esclerose

Múltipla (EM).

Com isso, a Binding Site desenvolveu

o exame Freelite® Mx específico

para amostras de líquor,

que pode auxiliar para o entendimento

de algumas questões inerentes

relacionadas a outros métodos já

utilizados e contribuir para o diagnóstico

preciso.

Sempre pensando em manter a educação

científica alinhada à tecnologia

disponível, a Binding Site em parceria

com alguns neurologistas, disponibiliza

um dos artigos escritos pelos mesmos,

após revisão da literatura, que fala sobre

a utilização do Freelite® Mx em pacientes

com Esclerose Múltipla e qual o

benefício da realização do exame.

https://esclerosemultipla.com.

br/2020/07/05/um-novo-teste-pro-

missor-no-diagnostico-da-esclerose-

-multipla/

Para informações mais específicas sobre

o Freelite® Mx ou sobre os outros exames

que a Binding Site oferece contate

a equipe pelo info@bindingsite.com.br

info@bindingsite.com.br

www.bindingsite.com.br

www.freelite.com.br

0 158

Revista NewsLab | Out/Nov 2020


PATOCORDEL

PATHOCORDEL: CARA DE ANJO

Caso raro de um menino

Por três vezes operado

De um tumor na mandíbula

Com diagnóstico errado

No corpo mandibular

Há lesão bilateral

Com desalinho dos dentes

E expansão cortical

A revisão da lâmina

Pro diagnóstico final

Foi pedida pelo Mário

Um Senhor profissional

Querubismo era o caso

Na lâmina se pôde ver

Tumor de células gigantes

Não podia mesmo ser

Tal doença não se opera

Pois não tem indicação

O garoto teve alta

Conservando a dentição

Entende-se por querubim

Em sentido figurado

Criança linda ou anjinho

Do hebraico originado

Doença de serafins

Assim o destino quis

“Vamos pra casa meu anjo”

Disse a mãe toda feliz!

(A propósito de um caso

de querubismo que foi confundido

e tratado como tumor

de células gigantes em

criança de 6 anos.)

José de Souza Andrade-Filho*

* Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da

Academia Mineira de Medicina e Professor de Patologia

da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

Revista NewsLab | Out/Nov 2020

0 159


01 DIA

NA PRAIA

Enquanto você tirou um dia

de descanso na praia,

recebemos mais de

102.300 tubos

de amostras.

MAIS DE

26.000

M 2 DE ÁREA

PRODUTIVA

MAIS DE

1.700

COLABORADORES

CAPACIDADE DE

15

MILHÕES

DE EXAMES

MENSAIS

MAIS DE

180.000

KM PERCORRIDOS

POR DIA PELA

NOSSA LOGÍSTICA

Soluções completas para o seu laboratório

DIAGNOSTICOSDOBRASIL.COM.BR

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