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Hippocampus Edição 37

Edição 37

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SUMÁRIO

32

54

46

62

8 Notícias

20 ENTREVISTA José Sotto Mayor Matoso

32 REGATAS XXV Troféu SM Rei Juan Carlos/CN da Classe Dragão

38 REGATAS Cascais Vela 2020

46 REGATAS Campeonato Nacional de Optimist/Camp. da Europa de Optimist

50 REGATAS 1º Troféu SailCascais

54 CLUBE Melhores do Mundo em 49er e 49er FX preferem CNC

62 CLUBE Jantar dos Comodoros

82 ENTREVISTA Gastão Brun

90 CLUBE Parceria Rolex-Clube Naval de Cascais

98 CULTURA Mirpuri Foundation recupera fachada do TNSC

104 AMBIENTE Aeródromo Municipal de Cascais

108 Resultados CNC

114 Agenda CNC

90

98

Ficha técnica

Propriedade: Clube Naval de Cascais | Esplanada Príncipe D. Luís Filipe, 2750-411 Cascais

Tel. 214 830 125 | Fax. 214 868 712 | geral@cncascais.com | www.cncascais.com

Conselho Editorial:

Miguel Horta e Costa, José Sotto Mayor Matoso, Gonçalo Esteves,

Francisco Geraldes, Manuel Durães Rocha e Pedro Costa Alemão

Director:

Director-adjunto:

Subdirector:

Vela Adaptada:

Escola de Vela:

Marketing e Comunicação:

Coordenador Desportivo:

Gonçalo Esteves

José Sotto Mayor Matoso

Francisco Geraldes

Charles Lindley

Fernanda Hoffmann

Helena Caiado

Sebastião Osório de Castro

Editor:

Clube Naval de Cascais

Sede e Redacção:

Esplanada Príncipe D. Luís Filipe | 2750-411 Cascais

Edição:

António de Sousa Pereira

Design Gráfico:

Ricardo Macieira Coelho

Impressão: AConsulting, Lda. – Av. de Ceuta, 25 | 2700-188 Amadora (Tel. 915 698 861)

Tiragem:

4000 exemplares

Foto de capa: Neuza Aires Pereira

Nos termos do previsto pelo art.º 15º da Lei de Imprensa, o Estatuto Editorial da Hippocampus

pode ser econsultado em http://www.cncascais.com/hippocampus

Interdita a reprodução, total ou parcial, de textos e ilustrações, por quaisquer meios, mesmo para fins não comerciais

Depósito legal n.º 285339/08 | Registada na ERC com o n.º 125583 | ISSN 1647-7294 | NIPC 500 065 535

Clube Naval de CASCAIS 3


EDITORIAL

Estimados Sócios,

CHEGADOS ÀS PORTAS DO INVERNO, E COM O OUTONO A TERMINAR, TRATAREI NESTE EDITORIAL DE FAZER

UM SUMÁRIO DO NOSSO ANO DE 2020, O ANO DA FAMIGERADA PANDEMIA.

Como referi no editorial da pretérita edição da Hippocampus, ninguém

imaginaria que 2020 viria a ser o ano que foi. Tudo se transfigurou

e tudo foi desigual. Aqui, no nosso Clube Naval de Cascais, apesar da

inexistência dos campeonatos internacionais, que, desde o início deste

século, passaram a ser uma realidade permanente no nosso clube, tentámos

manter a actividade em todas as frentes possíveis desde o início

do desconfinamento.

Com as limitações adequadas à nossa recente realidade, o CNCascais

desfrutou de um Verão e de uma campanha da Escola de Vela como

há muitos anos não acontecia. Como consequência das limitações das

famílias em viajar, tivemos a Escola de Vela do CNC totalmente ocupada

durante onze semanas, contando esta, este ano, com os serviços não só

dos indispensáveis Optimist, mas também dos Laser Pico, dos Laser

Bahia, dos Hobbie Cat, dos Sprintos, das pranchas à vela, das pranchas

de paddle, dos caiaques e dos novíssimos Sunfish, que amavelmente nos

foram emprestados pelo nosso sócio Andre Grey, representante desta

classe em Portugal. Foi, sem qualquer dúvida, uma festa da vela.

Só com uma equipa absolutamente fantástica, em que incluo todo o

nosso staff sem excepção, dos treinadores ao pessoal de apoio, passando

pelos incansáveis voluntários, foi possível levar a cabo estas onze semanas

da forma como as mesmas decorreram – e com tão notável adesão e

participação. Onze semanas durante as quais tudo correu na perfeição,

e decerto que as 750 crianças e 100 adultos que passaram pela nossa

escola de vela neste período irão guardar como memória perpétua a

experiência náutica que viveram neste Verão de 2020, tão particular e

limitativo. Também não podia deixar de destacar, e por escrito, uma

nota especial para a coordenadora da Escola de Vela, Fernanda Hoffmann,

que comandou uma vasta equipa de profissionais durante estas

inesquecíveis onze semanas.

Por outro lado, foi durante o mês de Setembro que se realizou o Jantar

dos Comodoros, momento em que a Comissão Executiva que acompanhou

o segundo e terceiro mandatos do Comodoro Horta e Costa teve

a oportunidade de o acarinhar com um jantar de despedida, no qual

sessenta sócios e convidados puderam assistir à cerimónia de entrega da

bandeira. Tal como prevêm os nossos estatutos, o Comodoro do Clube

Naval de Cascais, bem como o seu Vice-Comodoro, usufruem do

privilégio de ter uma bandeira especial, onde os cavalos marinhos que

dão nome a esta revista se encontram acompanhados por três estrelas

douradas, no caso do Comodoro, e duas, no caso do Vice-Comodoro.

Foi uma cerimónia memorável, brindada ainda por uma noite magnifica,

em que as palavras de agradecimento e reconhecimento por parte

dos três presidentes que o Comodoro Horta e Costa acompanhou,

Presidente Magalhães, Presidente Matoso e eu, bem como os discursos

do Presidente da Assembleia Geral. Vasco Pinto Basto, e do Comodoro

Honorário, Patrick Monteiro de Barros, ambos lidos por mim próprio

devido à ausência de ambos por motivos pessoais, foram muito fortemente

sentidas não apenas pelo comodoro Horta e Costa, bem como pela

sua família, presente em grande número e em três gerações. Tal como

tive oportunidade de referir na noite da cerimónia, muito agradeço ao

Comodoro Horta e Costa tudo o que fez pelo nosso clube, e desejo um

excelente mandato ao Comodoro Matoso.

Convido, também, os sócios do CNC a lerem a entrevista publicada

nesta edição com o nosso sócio Gastão Brum, uma lenda viva da vela,

e da história da vela brasileira e sul americana, e muito nos orgulha em

poder contar com ele nas nossas fileiras já de há uns anos a esta parte.

O Gastão Brun, e a sua mulher Ângela, não só marcam presença assídua

do nosso clube, como são excelentes embaixadores do Clube Naval de

Cascais no Rio de Janeiro.

A emoção de ver de novo a classe Dragão em Cascais foi muito grande.

Após mais de uma década de regatas de altíssimo nível em Cascais, por

diversos motivos, a classe Dragão deixou de ser uma presença assídua no

nosso clube. Por via de uma renovação geracional, e da opção por parte

da classe em fazer regatas em locais de menor intensidade de vento e de

mar, levou a que Cascais e o Clube Naval de Cascais deixassem de ser

uma primeira opção para esta classe.

O XXV Troféu Sua Majestade Rei Juan Carlos de Espanha trouxe de

novo a Cascais alguns dos melhores velejadores da classe da actualidade.

Foi com enorme júbilo que vimos o nosso colega da Comissão Executiva,

Pedro Mendes Leal, acompanhado dos nossos sócios Pedro Andrade e

Jorge Ferlov, ser apenas o quarto português a vencer este troféu em vinte

e cinco anos, depois do nosso saudoso António Mardel Correia (Noni), e

dos comodoros Patrick Monteiro de Barros e José Sotto Mayor Matoso.

Uma nota, igualmente, para a classe 49er! Sendo a nossa única classe

apurada para os próximos Jogos Olímpicos, através dos nossos atleta Jorge

Lima e José Costa, congregando ainda as esperanças olímpicas Tomás

Barreto e Afonso Prieto, para além das já praticamente Portuguesas

Kim e Ceci, a classe 49er foi capaz de reunir em Cascais um enorme

número de equipas Olímpicas e Pré-Olímpicas, que fizeram do Centro

de Treinos de Alto Rendimento do CNC o centro mundial de treino

da classe. E foi assim que desfrutámos do privilégio de ter em Cascais

equipadas dos Estados Unidos da América, Brasil, Peru, Uruguai, Argentina,

Reino Unido, Alemanha, Espanha, Singapura, França… Foi

uma enorme honra para Cascais e para o CNC poder acolher tantos

atletas de alta competição.

Por fim, nota de destaque para os melhores resultados alcançados pelos

velejadores do nosso clube: Francisco Uva Sancho foi Campeão de

Portugal de Juvenis; Augusto Castelo Branco é o novo Vice-Campeão

de Portugal de Juvenis; Pedro e Sofia Barreto sagraram-se Campeões

Nacionais da Classe Snipe; Pedro Rebelo de Andrade, Manuel Durães

Rocha e Charles Nankin foram os vencedores do Marblehead Trophy;

Bernardo Freitas venceu o Portugal Dragon Grand Prix; Frederico Melo

sagrou-se Campeão Europeu da Classe Star; Pedro Rebelo de Andrade

e Afonso Domingos venceam a Dragon European Cup; e Filipe Silva é

Vice-Campeão Eeuropeu Master em Finn. A todos, parabéns!

4

Hippocampus


Dear Members,

AS WE APPROACH THE GATES OF WINTER, AND WITH AUTUMN COMING TO AN END, I WILL MAKE IN THIS

EDITORIAL A SUMMARY OF OUR YEAR 2020, THE YEAR OF THE INFAMOUS PANDEMIC.

As I mentioned in the editorial of the previous edition of Hippocampus,

nobody would have imagined that 2020 would be the

year it was. Everything was transfigured and everything was unequal.

Here, in our Clube Naval de Cascais, despite the non-existence of

international championships, which, since the beginning of this

century, have become a permanent reality in our club, we have tried

to maintain the activity on all possible fronts since the beginning

of the deconfinement.

With the appropriate limitations to our recent reality, CNCascais

enjoyed a summer and a sailing school campaign like it had not

been for many years. As a consequence of the families’ limitations

in travelling, we had the CNC Sailing School totally occupied for

eleven weeks, counting this year with the services not only of the

indispensable Optimist, but also of Laser Pico, Laser Bahia, Hobbie

Cat, Sprintos, sailing boards, paddle boards, kayaks and the brand

new Sunfish, which were kindly lent to us by our member Andre

Grey, who represents this class in Portugal. It was, without any

doubt, a sailing party.

Only with an absolutely fantastic team, including all our staff

without exception, from the coaches to the support staff, passing

through the tireless volunteers, was it possible to carry out these

eleven weeks in the way they went - and with such remarkable adherence

and participation. Eleven weeks during which everything went

perfectly, and I am sure that the 750 children and 100 adults who

passed through our sailing school during this period will keep as a

perpetual memory the nautical experience they lived this summer of

2020, so particular and limiting. Also, I could not fail to highlight,

in writing, a special note for the coordinator of the Sailing School,

Fernanda Hoffmann, who led a large team of professionals during

these unforgettable eleven weeks.

On the other hand, it was during the month of September when

the Commodores’ Dinner took place, that the Executive Committee

that accompanied the second and third mandates of Commodore

Horta e Costa had the opportunity to cherish him with a farewell

dinner, in which sixty members and guests were able to attend

the flag ceremony. As provided in our statutes, the Commodore

of Clube Naval de Cascais, as well as his Vice-Commodore, enjoy

the privilege of having a special flag, where the seahorses that give

name to this magazine are accompanied by three gold stars, in the

case of Commodore, and two, in the case of the Vice-Commodore.

It was a memorable ceremony, also toasted by a magnificent evening,

in which the words of thanks and recognition from the three

presidents that Commodore Horta e Costa accompanied, President

Magalhães, President Matoso and myself, as well as the speeches of

the President of the General Assembly, Vasco Pinto Basto, and the

Honorary Commodore, Patrick Monteiro de Barros, both read by

myself due to the absence of both for personal reasons, were very

strongly felt not only by Commodore Horta e Costa, but also by his

family, present in great number and in three generations. As I had

the opportunity to mention on the night of the ceremony, I thank

Commodore Horta e Costa very much for all he has done for our

club, and wish Commodore Matoso an excellent mandate.

I also invite the members of the CNC to read the interview published

in this edition with our partner Gastão Brun, a living legend

of sailing, and the history of Brazilian and South American sailing,

and we are very proud to be able to count on him in our ranks for

some years now. Gastão Brun, and his wife Angela, are not only a

regular member of our club, but are also excellent ambassadors of

Clube Naval de Cascais in Rio de Janeiro.

The thrill of seeing the Dragon class in Cascais again was immense.

After more than a decade of very top level regattas in Cascais, for

several reasons, the Dragon class is no longer an assiduous presence

in our club. Due to a generational renovation, and the class’s option

to race in places with less wind and sea intensity, Cascais and Clube

Naval de Cascais were no longer a first option for this class.

The XXV HM King Juan Carlos Trophy of Spain brought back

to Cascais some of the best sailors in the class today. It was with

great joy that we saw our colleague from the Executive Committee,

Pedro Mendes Leal, accompanied by our members Pedro Andrade

and Jorge Ferlov, being only the fourth Portuguese to win this

trophy in twenty-five years, after our late António Mardel Correia

(Noni), and the Commodores Patrick Monteiro de Barros and José

Sotto Mayor Matoso.

A note, also, for the 49er Class! Being our only class for the next

Olympic Games, through our athletes Jorge Lima and José Costa,

reuniting also the Olympic hopes Tomás Barreto and Afonso Prieto,

in addition to the already practically Portuguese Kim and Ceci, the

49er class was able to gather in Cascais a huge number of Olympic

and Pre-Olympic teams, which made the CNC High Performance

Training Centre the world training centre of the class. And that is

how we enjoyed the privilege of having in Cascais teams from the

United States of America, Brazil, Peru, Uruguay, Argentina, United

Kingdom, Germany, Spain, Singapore, France... It was an enormous

honour for Cascais and for the CNC to be able to welcome so many

top level competition athletes.

Finally, a note of prominence for the best results achieved by the

sailors of our club: Francisco Uva Sancho was the Portuguese Youth

Champion; Augusto Castelo Branco is the new Portuguese Vice-

-Champion; Pedro and Sofia Barreto were the Portuguese National

Champions of Snipe Class; Pedro Rebelo de Andrade, Manuel Durães

Rocha and Charles Nankin were the winners of the Marblehead

Trophy; Bernardo Freitas won the Portugal Dragon Grand Prix;

Frederico Melo was European Champion of Star Class; Pedro Rebelo

de Andrade and Afonso Domingos won the Dragon European Cup;

and Filipe Silva is Vice-Champion European Master in Finn Class.

To all, congratulations!

Clube Naval de CASCAIS 5




NOTÍCIAS

Patrick Monteiro de Barros dominador

OReal Club Náutico de Sanxenxo e a Associação dos

Armadores da Classe 6 Metros Espanha têm sido os organizadores

da Volvo Autesa Cup, regata que comemora o V

Centenário da primeira volta ao mundo. A edição deste ano

do evento, realizada em Sanxenxo, foi, igualmente, a primeira

prova de 2020 da Taça de Espanha da classe de 6 metros,

tendo como vencedores, neste regresso da frota à competição,

o Bribon 500, do timoneiro galego Pedro Campos, e o Seljm,

de Patrick Monteiro de Barros, sócio e Comodoro Honorário

do Clube Naval de Cascais.

No último dia de competição, a Comissão de Regatas deu a

primeira largada no horário previsto, 12h30, contudo, após

a classe Open ter rondado a primeira baliza do percurso, foi

decidido anular a prova devido a uma queda abrupta na intensidade

do vento, acompanhada de um grande salto da respectiva

direcção. Depois de esperar cerca de uma hora para que as

condições fossem adequadas para navegar, foi dado sinal de

largada para a única regata do dia: com vento de Oeste, ambas

as categorias iniciaram um percurso que teve de ser encurtado,

após nova queda de intensidade do vento.

Na categoria Open, o Seljm, de Patrick Monteiro de Barros,

não deu quaisquer hipóteses aos seus rivais, liderando a regata

e conquistando, também, o primeiro lugar da classificação

geral, que confirmou o seu triunfo sem máculas em Sanxenxo.

Dragões do CNC em destaque na Bélgica

Afrota de Dragão regressou à acção na Europa de 13

a 16 de Agosto, com a realização do Campeonato

Nacional da Bélgic da Classe. Uma competição que

contou com a presença de Pedro Rebelo de Andrade,

vencedor da última Dragon Gold Cup, e de Charles

Nakin, ambos sócios do Clube Naval de Cascais, a

bordo do Venus, que terminou o evento na terceira

posição. O CNC também esteve representado pelo

seu sócio Guy Celis, aos comandos do White Pearl,

que terminou no quinto lugar de um campeonato em

que os vencedores foram Andy Beadsworth, Simon

Fry e Arda Baykal, a bordo do Provezza.

8

Hippocampus


CNC estabelece acordo

de reciprocidade com KSSS

OClube Naval de Cascais e o KSSS -

Royal Swedish Yacht Club passam

a estar unidos através de um acordo de

reciprocidade com óbvios benefícios para

as duas reputadas instituições e seus

sócios. A formalização do KSSS como

clube correspondente do CNC teve lugar

em Estocolmo, na sede do clube Sueco,

contando com a assinatura presencial de

Gonçalo Esteves, Presidente do Clube

Naval de Cascais, e de Patrik Salén, Comodoro

do Royal Swedish Yacht Club.

Fórmula Foil:

CNC brilha em

Portimão

Decorreu de 6 a 9 de Agosto último,

em Portimão, o Campeonato Nacional

de Fórmula Foil em Portimão. O Clube

Naval de Cascais esteve representado

por Martim Monteiro, terceiro da Geral;

por Rui Borges de Sousa, quinto da geral

e primeiro classificado Grand Master;

por José Pedro Monteiro, sexto da geral

e primeiro classificado Veterano; e por

Miguel Dória, décimo primeiro da lugar.

Carlos Azevedo, Filipe Clérigo e Rui Caldas

Barreiro, igualmente sócios do CNC,

não conseguiram participar no evento

por motivo de avarias nas respectivas

pranchas.

Estará patente até ao último dia do ano

em curso a exposição “Maria da Graça

Amado da Cunha – Uma presença singular

no meio musical português”. Como o seu

próprio nome indica, dedicada à grande

pianista, que se destacou pela defesa e

pela divulgação da música portuguesa,

esta exposição pretende desvendar a história

desta extraordinária intérprete, que

desde cedo despertou a atenção de figuras

como José Viana da Mota, Luís de Freitas

Branco, Francine Benoit ou Fernando

Lopes-Graça.

Presença única

Trata-se de uma mostra documental,

assente no espólio doado pela família e incorporado

no Museu da Música Portuguesa

em 2011, tendo a investigação em torno

deste acervo contado com a colaboração do

INET-MD (Instituto de Etnomusicologia -

Música e Dança) e do CESEM (Centro de

Estudos de Sociologia e Estética Musical).

A exposição pode ser apreciada no Museu

da Música Portuguesa - Casa Verdades

de Faria, situado na Av. Sabóia, 1146,

no Estoril, de terça-feira a Domingo, das

10h00-13h00 e das 14h00-18h00.

Frederico Melo

Campeão

Europeu de Star

Foi em Garda, Itália, no passado dia 1 de

Novembro, que Frederico Melo se sagrou

Campeão Europeu da classe Star. Depois

de, em 2019, então com Mateusz Kusznierewicz,

ter terminado o Campeonato

da Europa de Star na quarta posição,

em 2020, e desta feita com Piet Eckert,

ascendeu ao lugar mais alto do pódio.

Clube Naval de CASCAIS 9


NOTÍCIAS

CNC no Campeonato de Portugal de Juniores e Absoluto

Decorreu em Leixões, entre 1 e 5 de Outubro, o Campeonato de

Portugal de Juniores e Absoluto, o qual contou com a participação

do Clube Naval de Cascais nas classes 420, Laser Radial e Hansa 303.

Na Classe 420, o CNC fez-se representar por quatro barcos, com Guilherme

Gomes e Patrícia Bastos a terminarem na 6ª posição, Sebastião

Ramirez e Tomás Gray no 11º posto, Francisco Camacho e Filipe Ribeiro

Ferreira no 15o lugar, e Katharina Leite e Mafalda Cruz no 27º lugar.

Na classe Laser Radial, Zilas Nascimento conquistou o terceiro posto

da classificação geral, logo seguido de Max de Groot, em quarto,

cabendo a Ricardo Rodrigues a sexta posição, a Francisco Cai-Água

a 10ª, a Pedro Garcia a 11ª, a Peter Lekszycki a 13ª e a Manuel Cruz

a 15ª. Já na classe Hansa 303, Pedro Reis sagrou-se Vice-Campeão,

fiando na quinta posição Daniel Cunha, e no sétimo posto Teodoro

Cândido.

Prova de confiança:

250 estrelas no Estoril Classics 2020

Embora sem público, devido às razões de

todos conhecidas, mas com os amantes

do desporto motorizado a poderem

acompanhar o programa através de live

streaming, a edição deste ano do Estoril

Classics assumiu-se como um rotundo

sucesso. Trouxe ao Circuito do Estoril mais

de 250 automóveis históricos de competição,

e equipas de mais de vinte diferentes

nacionalidades, assim confirmando este

como um dos maiores e melhores eventos

de clássicos a nível mundial.

Frederico Almeida Nunes, vereador da

Câmara Municipal de Cascais, referia a

propósito: “A confiança depositada em

Cascais, para acolher esta iniciativa

em pleno período de pandemia, ainda

que sem a presença física do público,

demonstra bem o reconhecimento da

capacidade organizativa de Cascais

para receber grandes eventos internacionais,

e a capacidade de resposta que

o município tem vindo a desenvolver

para garantir níveis de segurança e de

combate à pandemia”. O autarca com o

pelouro do Desporto na CMC salientava,

ainda, que “eventos como o Estoril Classics,

para além de posicionarem Cascais

no panorama dos eventos desportivos

de referência a nível mundial, assumem

um papel fundamental no contribuir

para uma economia local mais forte”.

Não é, pois, demais salientar que esta é já

uma iniciativa de referência para os amantes

do automobilismo, levada a cabo num

circuito de referência, carregado de história.

O mesmo que viu Niki Lauda conquistar o

seu último título mundial, num duelo com

Alain Prost, em Outubro de 1984, ambos

em representação da McLaren; o mesmo

que, há 35 anos, viu Ayrton Senna, vestindo

já o fato da Lotus, conquistar a sua primeira

vitória na Fórmula 1, debaixo de uma chuva

inolvidável; e o mesmo onde o piloto de

motociclismo Jorge Lorenzo conquistou a

sua primeira vitória em MotoGP.

Não será, aliás, por acaso que, ao longo

dos anos, o Circuito do Estoril tem vindo

a ser palco das mais diferentes competições

nas categorias de automobilismo e

motociclismo. As condições oferecidas

pela infraestrutura, e por Cascais, têm

vindo a colocar o Circuito do Estoril

como um dos principais palcos do desporto

motorizado, para tal contribuindo,

igualmente, o facto de estar inserido

numa região com uma grande riqueza

natural e cultural, com opções turísticas

de elevada qualidade, e que goza também

de uma proximidade com o Aeródromo

Municipal de Cascais – por se encontrar

esta infraestrutura preparada para receber

tráfego internacional, acaba por colocar o

Circuito do Estoril como um local com

todas as condições para acolher eventos

desportivos de topo.

10

Hippocampus


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NOTÍCIAS

Martim Monteiro

Campeão

Nacional

de Windsurf

Slalom

Martim Monteiro, atleta do Clube

Naval de Cascais, sagrou-se Campeão

Nacional de Windsurf Slalom! O campeonato

disputou-se, este ano, numa só

etapa, entre 30 de Julho e 2 de Agosto,

tendo o local escolhido para o efeito

sido o Algarve, mais concretamente a

Praia do Martinhal, em Sagres – onde

Martim Monteiro, além do título na

disciplina de Slalom, também conseguiu

arrebatar o terceiro lugar do pódio da

classificação geral.

Mas os resultados foram mais do que

meritórios para todos os winsurfistas

do CNCascais presentes no evento:

Francesco Orsi foi 8º classificado, José

Pedro Monteiro 10º, Rui Silva 14º, Nuno

Esteves 30º e Nuno Jardim 32º.

Filipe Silva Vice-Campeão Europeu de Finn

OCampeonato Europeu da Classe Finn

teve este ano um formato diferente

do habitual, por ter juntado, no mesmo

evento, as frotas sub 23 e Master, e os velejadores

da classe Open. A competição teve

lugar em Gdynia, na Polónia, ao longo

da primeira semana de Setembro, com a

frota a ser brindada com ventos entre os

10-18 nós de intensidade e acentuadas

oscilações de direcção.

Filipe Silva, velejador do Clube Naval

de Cascais, que este ano defendia o título

de Campeão da Europa da Classe Finn

na categoria de Masters, conquistado na

anterior edição do evento, acabou por ser

batido pelo Croata Milan Vujasinovic,

que, habitualmente, compete na categoria

Open. Filipe Silva terminou o campeonato

na 37ª posição da classificação

geral, e segundo na categoria de Masters,

sagrando-se, assim, Vice-Campeão Europeu

na sua classe.

Cruzeiros do CNC no Campeonato Regional de ORC

Decorreu de 5 a 6 de Setembro o Campeonato

Regional da Classe ORC, organizado pela

Associação Naval de Lisboa e divido em dois

dias. No primeiro, a frota completou uma regata

costeira; no segundo, por falta de condições

meteorológicas, não se conseguiram realizar as

regatas de barlavento-sotavento.

Na divisão A, o Rational – German Kitchens, de

Miguel Graça, sócio do Clube Naval de Cascais,

terminou na terceira posição, seguido do Giulietta

2 – Marina de Cascais, de Alexandre Kossack. Já

na divisão B esteve o Vicky, de Augusto Castelo

Branco, que terminou o campeonato na sétima

posição.

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Hippocampus


II edição da Liga Vela Portugal

Organizada pela BBDouro e pela Sail-

Cascais, e contando com o patrocínio

da Lusíadas Saúde, a segunda edição da Liga

Vela Portugal decorreu em Vila Nova de Gaia,

entre 19 e 20 de Setembro. Um evento em que

a equipa Youth Team Portugal – 98.1 Rádio

Marginal, do Clube Naval de Cascais, voltou

a competir neste formato, depois de terminar

no 17º lugar a qualificação europeia realizada

em Tutzing, na Alemanha.

A formação cascalense, composta por Henrique

Brites, Bernardo Torres Pêgo, Luís

Pinheiro e Rafael Rodrigues, entrou em

competição muito motivada no primeiro

dia, apurando-se para as fases finais. Já no

segundo dia, e tendo em conta a instabilidade

do vento, a jovem equipa do CNC conseguiu

igualar o resultado do ano anterior, terminando

o campeonato na quarta posição. Os

grandes vencedores foram Martinho, Manuel

e Marta Fortunato, acompanhados de Frederico

Baptista e em representar do Clube de

Vela de Lagos.

CNC no pódio na Women on Water

Depois da sua edição de estreia se

ter realizado em Cascais, no ano

passado, a Women on Water rumou, em

2020, a Vila Nova de Gaia, onde, de 11

a 13 de Setembro, foi disputada a sua

segunda edição, organizada pela Sailcascais

BBDouro, e com o patrocínio da

Lusíadas Saúde. Um campeonato que foi

disputado por onze equipas, perfazendo

um total de 44 participantes, e no qual o

Clube Naval de Cascais, naturalmente,

não podia deixar de estar representado.

Mariana Lobato, sócia do CNC, em

conjunto com Mafalda Pires de Lima,

Matilde Pinheiro de Melo e Mariana

Freitas, a bordo do Faith on, terminou

o evento na segunda posição da

geral, atrás da formação composta por

Francisca Barros, Inês Torres, Mariana

Almeida e Rita Rocha. Já Teresa Borges

Coutinho, aos comandos do Cheers, e

acompanhada de Mafalda Barros, Rita

Borges Coutinho e Mariana Almada,

terminaram o campeonato na quinta

posição.

Destaque, ainda, para a experiente

equipa Miúdas, composta por Sofia

Regojo, Marta Melo, Ingrid Fortunato

e Ana Champalimaud, que garantiu o

sexto lugar final. Já na oitava posição

ficou a equipa We Can, de Inês Nolasco,

Sara Matta, Inês Gamito e Maria João

Passarinho.

Clube Naval de CASCAIS 13


NOTÍCIAS

CNC bem representado

em Imperia

Dez barcos da classe Dragão participaram

na Imperia International Sailing

Week de 2020, evento em que foi possível

realizar oito regatas longo de três dias

de prova, com uma ampla variedade de

condições. A liderar desde o início esteve

a extremamente experiente formação do

“RocknRolla”, dirigida por Dmitry Samokhin,

acompanhado de Kasper Hasberg

e Andrey Kirilyuk: uma equipa de ponta,

que conseguiu vencer todas as três regatas

do dia de abertura, e que adicionou, de

seguida, mais duas vitórias no segundo

dia de competição.

Boa vantagem para o RUS 76 enquanto

a frota se aproxima da porta de sotavento.

A navegar bem estava, igualmente, o leme

suíço Wolf Waschelihn, no “1 Quick 1”

SUI 318, tripulado por Bernardo Freitas,

sócio do Clube Naval de Cascais e vencedor

das European Cup Finals em 2019, e pelo

seu companheiro português João Vidinha

(vencedor da Gold Cup). Esta excelente

equipa manteve a pressão sobre os líderes

ao longo de toda o campeonato, e acabou

por terminar com 12 pontos, apenas menos

CNC vitorioso na Dragon Vilamoura Cup

Devido ao cancelamento da Dragon

Gold Cup, a classe Dragão, em conjunto

com a Vilamoura Sailing, criou a

Dragon Vilamoura Cup, troféu com as

mesmas características da Gold Cup (uma

regata por dia, com um tempo aproximado

de 120 minutos), que se disputou

no Algarve, mais concretamente em Vilamoura,

entre 5 e 11 de Outubro. Neste

campeonato dedicado à frota de Dragão,

o grande vencedor foi Pedro Rebelo de

Andrade, sócio do Clube Naval de Cascais,

acompanhado de Gonçalo Ribeiro,

João Matos Rosa e Beatriz Gago.

O pódio contou ainda com outro representante

do CNC, já que o terceiro

lugar final coube ao Sophie Racing, de

Hugo Stenbeck, que fez tripulação com

Martin Westerdhal e Bernardo Freitas.

O CNCascais esteve ainda representado

dois do que os vencedores, contando com

três vitórias no campeonato.

O terceiro lugar geral foi para a melhor

equipa italiana liderada por Giuseppe

Duca, tripulado por Salvatore Eulisse e

e Vittorio Zaoli. Depois de descartado

um quarto lugar na regata de abertura,

Giuseppe Duca e a sua tripulação nunca

ficaram fora dos três primeiros barcos,

provando bem o merecimento do seu

lugar no pódio.

pela Youth Team Portugal – 98.1 Rádio

Marginal, equipa composta por Bernardo

Torres Pêgo, Henrique Brites, Rafael

Rodrigues e Luís Pinheiro, no que foi a

estreia desta formação num campeonato

de Dragão, em que terminou no sétimo

posto da classificação geral.

Pedro

e Sofia Barreto

Campeões

Nacionais

de Snipe

Foi em meados de Setembro que decorreu,

no Clube de Vela Atlântico, o

Campeonato Nacional da Classe Snipe.

Mais uma vez, o Clube Naval de Cascais

esteve representado em peso, não só pelos

habituées da classe, como por novos velejadores

que estão a dar os seus primeiros

passos neste tipo de embarcação.

Pedro e Sofia Barreto sagraram-se

Campeões Nacionais depois de disputadas

quatro regatas. No terceiro lugar,

e conquistando o título de Campeão

Nacional na categoria Júnior, ficaram

Guilherme Gomes e Vasco Veras (SAD).

Referência, ainda, para o 11º lugar de

Miguel Graça e João Lopes (ANL), para o

12º de Luis Guedes de Queiroz e Gonçalo

Barreto, paea o 15º de Henrique Brites e

Phill Kempe, e para o 19º de Bernardo e

Filipe Loureiro.

14

Hippocampus



NOTÍCIAS

Marblehead

Trophy de novo

em Portugal

em 2021

Vilamoura acolheu, entre 29 e 31 de

Outubro, a edição deste ano do Marblehead

Trophy, icónica prova da classe

Dragão disputada por clubes e inserida

no calendário activo de regatas em

Portugal. O grande vencedor foi Pedro

Rebelo de Andrade, acompanhado de

Manuel Rocha e Charles Nankin, assim

garantindo que, em 2021, o evento volta

a ser realizado em águas lusas.

O Clube Naval de Cascais esteve representado

pela equipa de Pedro Mendes

Leal, com Jorge Ferlov e João Vidinha,

que terminaram o campeonato na décima

primeira posição da classificação

geral. Menção, ainda, para os dócios

do CNC que participaram na competição,

mas alinhando por outros

clubes: Afonso Domingo e Filipe Silva

conquistaram o quarto lugar; Bernardo

Freitas assegurou a sexta posição; e

Wouter Ter Wolde e João Matos Rosa

foram décimos segundos.

CNC na estreia

de Aos Bordos

p’lo Algarve

Foi entre 24 e 26 de Julho que teve

lugar a edição inaugural da regata Aos

Bordos p’lo Algarve, prova de cruzeiros,

dividida nas classes ORC e NHC,

disputada entre Albufeira e Lagos,

numa exetensão de 40 milhas. O Clube

Naval de Cascais esteve representado

em ambas as classes: em ORC, o terceiro

lugar foi para o Rational Kitchens, de

Miguel Graça, ficando na sexta posição

o Extreme, de Carlos Azevedo; já em

NHC, o Metralha, de Jozé Vozone,

terminou na quinta posição.

Diogo Cayolla e Nuno Barreto

na Toscana

Após o cancelamento da Rolex Swan Cup, em Porto Cervo, a classe decidiu criar um

novo evento desportivo na Marina de Scarlino, em Itália: o Swan Tuscany Challange

2020. O Clube Naval de Cascais esteve representado na Class Swan 36 em dois barcos,

e com excelentes resultados: o primeiro lugar da classificação geral foi conquistado pelo

Thirtysix, de Riccardo e Edoardo Ferragamo, e que contou com o apoio de Diogo Cayolla,

sócio do Clube Naval de Cascais; cabendo a segunda posição ao Hurakan, de Marco

Serafini, que teve a bordo Nuno Barreto, também ele sócio do CNCascais.

Pedro Rebelo de Andrade

dominador em Dragão

Ocircuito europeu da classe Dragão

ficou, em 2020, resumido a uma

única prova, o International Dragon Portuguese

Grand Prix, dispoutado em Vilamoura,

entre 2 e 7 de Novembro últimos.

Uma semana em que as estrelas da classe

Dragão disputaram a Dragon European

Cup, composta por cinco dias de regatas

de frota, e dois dias de regatas knock-out

finais e arbitradas.

O sucesso na qualificação sorriu ao vencedor

da Dragon European Cup de 2019, o

Sophie Racing, comandado por Bernardo

Freitas, na companhia de Diogo Pereira

e Martin Westerdhal, seguido do barco

Venus, capitaneado por Pedro Rebelo de

Andrade, que fez equipa com Kim Andersen

e Afonso Domingo, cabendo o 11º lugar ao

Olinghi, de Wouter Ten Wolde, com João

Matos Rosa e Gonçalo Ribeiro. Nas finais,

as posições inverteram-se, tendo a equipa de

Pedro Rebelo de Andrade levado a melhor

sobre a formação de Bernardo Freitas, assim

sagrando-se como o novo campeão da Dragon

European Cup. De notar o excelente

ano que Pedro Rebelo de Andrade está a

realizar: em 2019 venceu a Dragon Gold

Cup, em 2020 arrecadou mais três títulos:

King Juan Carlos Trophy, Marblehead

Trophy e Dragon European Cup.

16

Hippocampus


Paulo Mirpuri, presidente da

Mirpuri Foundation, presenteou,

no início do passado

mês de Setembro, o Clube Naval

de Cascais com um meio casco

do “Racing For The Planet”, réplica

do barco com que a Mirpuri

Foundation irá participar na The

Ocean Race com a bandeira do

CNCascais. A equipa entrará na

próxima edição da mais célebre

regata de circum-navegação do

planeta prometendo não só competitividade

e uma intensa luta

pelo troféu, mas, também, e muito

especialmente, um foco na luta

contra as alterações climáticas.

Paulo Mirpuri brinda CNC com

“Racing For The Planet”

CNC domina Troféu D. Pedro V

AAssociação Naval de Lisboa, em colaboração

com o Clube Náutico de

Almada, levou a cabo, no fim-de-semana

de 19 e 20 de Setembro, o Troféu D. Pedro

V, prova a contar para o Circuito Offshore,

nas classes ANC e ORC, em dois tripulantes

ou tripulação completa. No Sábado, a

regata ligou Lisboa a Sesimbra, e o vento

soprou com cerca de 12-14 nós do quadrante

Sudoeste, o que permitiu desfrutar de um

excelente de dia de mar.

À chegada ao Cabo Espichel, o vento caiu

para 6 nós e os barcos que optaram por

uma aproximação a Sesimbra mais pelo

mar, tiveram mais pressão, mas ganharam

larga vantagem. No Domingo, as previsões

de vento não eram muito animadoras, com

a largada a ser dada com cerca de 6 nós,

mas o Giulietta 2 de Alexandre Kossack,

e o Rational-German Kitchens, de Miguel

Graça, destacaram-se da frota e foram os

primeiros a rondar o Cabo Espichel, seguindo

em direcção à chegada, localizada

em Oeiras, com o grande vencedor na

classe ORC a ser o Giullietta 2, seguido

do Rational – German Kitchens.

Clube Naval de CASCAIS 17


NOTÍCIAS

Clube Naval de Cascais na limpeza subaquática

ODia Internacional de Limpeza Costeira,

também decorreu debaixo de

água. Por isso, a 26 de Setembro último,

numa acção conjunta da Câmara Municipal

de Cascais e do Clube Naval de

Cascais, que contou, também, com a

colaboração do Claro Cascais e da Sailors

for the Sea - Portugal, foram recolhidos

por quinze mergulhadores 115kg de lixo,

encontrando-se entre os itens recolhidos,

por exemplo, armadilhas de rede e covos

de plástico; garrafas de vidro e plástico;

dois pneus; um fragmento de bandeira; e

cabos diversos, entre outro lixo e detritos

encontrados.

CNC na Sailing Champions League

Decorreu no lago Starnberger, em Tutzing, Alemanha de 20 a

23 de Agosto, a qualificação para a Sailing Champions League,

tendo o Clube Naval de Cascais sido representado no evento

por Henrique Brites, Bernardo Torres Pêgo, Rafael Rodrigues e

Luís Pinheiro. A jovem equipa Campeã Nacional da Classe SB20

disputou ao mais alto nível as vagas para a prova final da Liga dos

Campeões, a decorrer em Porto Cervo, Itália, mas, apesar dos onze

lugares disponíveis para a prova final, a formação do CNCascais

terminou esta qualificação na 17ª posição.

Bernardo Torres Pêgo comentou: “Tivemos o ano passado, em

Kiel, a primeira experiência neste formato, com a Liga dos

Campeões Júnior, embora com uma equipa diferente, mas o

mesmo skipper – Henrique Brites. Este campo de regatas é um

pouco complicado, uma vez que estamos habituados a ventos

fortes em Cascais, e aqui só temos competido com ventos muito

fracos. Contudo, foi uma experiência incrível”. A vitória nesta

qualificação coube ao Württembergischer Yacht-Club, seguido do

Norddeutscher Regatta Verein, clube correspondente do CNC,

cabendo o mais baixo do pódio ao Clube Bordée de Tribord.

18

Hippocampus


6m de regresso a Sanxenxo

Após um longo período de seis meses

sem regatas, os 6m regressaram

a Sanxenxo para disputar a Regata de

la Amistad. Evento que contou com a

organização do Real Clube Nautico de

Sanxenxo, e com o patrocínio do Clube

Naval de Cascais e do Seljm – SICSA.

Aliás, o grande vencedor deste troféu

foi mesmo Patrick Monteiro de Barros,

Comodoro Honorário do CNC, aos

comandos do Seljm, que contou ainda

na sua tripulação com Álvaro Marinho,

Rodrigo Vantacich, Henrique Anjos e João

Matos Rosa. Em segundo lugar ficou o

Berta, capitaneado por Paulo Mirpuri,

acompanhado de Bernardo Freitas, Frederico

Pinheiro de Melo, Hugo Rocha e

Lino Perez.

Royal Southern

Yacht Club

correspondente

do CNC

O Clube Naval de Cascais tem mais um

Clube Correspondente. Trata-se do Royal

Southern Yacht Club. fundado em 1837 e

situado junto ao rio Hamble, em Hampshire,

Inglaterra. O acordo de reciprocidade

entre os dois clubes foi assinado

em Inglaterra, pelo Presidente do Clube

Naval de Cascais, Gonçalo Esteves, e pelo

Comodoro do Royal Southern Yacht Club,

Graham Nixon.

Em prol da literatura

Aliteratura clássica e universal é o mote

do ciclo-seminário concebido pela

Cátedra Cascais Interartes e dedicado

às grandes obras literárias da cultura

ocidental – desde as suas mais remotas

origens, marcada pela presença do texto,

de Homero à Bíblia, com inúmeras obras

a resistirem à passagem do tempo, dando

corpo a um cânone ao qual se convencionou

chamar os “clássicos”. A decorrer

até 5 de Junho de 2021, no Auditório do

Centro Cultural de Cascais, este seminário

permanente contará com a participação de

reputados especialistas, que irão ajudar a

compreender melhor a razão pelas quais

determinados textos conseguiram integrar

o nosso tecido cultural comum, tendo uma

periodicidade mensal, sempre ao Sábado,

pelas 17h00, sendo as sessões transmitidas

em directo via stream.

CNC no Europeu

de 49er de 2020

O lago de Attersee, na Áustria, acolheu,

entre 26 de Setembro a 4 de Outubro, o

Campeonato da Europa da classe 49er, no

qual marcaram presença duas tripulações

de velejadores do Clube Naval de Cascais:

Jorge Lime e José Costa (apurados para

os Jogos Olímpicos de Tóquio), e Tomás

Barreto e João Prieto. Numa semana com

bastantes altos e baixos, mas que lhes permitiu

retomar o calendário competitivo de

preparação para as próximas olimpíadas, a

realizar em Agosto do próximo ano, Jorge

Lima e José Costa terminaram no 13ª lugar

final, com a dupla Tomás Barreto e João

Prieto a conquistarem a 18º posição final,

isto tendo competido na frota de ouro,

assim dando mostras do seu potencial

para o próximo ciclo olímpico.

Clube Naval de CASCAIS 19


Entrevista José Sotto Mayor Matoso

REFERÊNCIA

INCONTORNÁVEL

José Sotto Mayor Matoso é já, e por direito

próprio, um nome maior da história do Clube

Naval de Cascais. Emérito Dragonista,

tem estado presente em todos os momentos

decisivos para o clube nos últimos anos,

enquanto Vice-Presidente e Presidente.

E continuará a estar, agora enquanto Comodoro,

lugar que abordará sob uma nova perspectiva,

para desempenhar com renovada dinâmica.

Entrevista de fundo para melhor conhecer

o percurso, e os planos para o futuro, de quem

assegurou já o seu lugar nos anais do CNC

Fotos: JOÃO ALCOBIA E CNC

José Sotto Mayor Matoso nasceu em

Lisboa, é casado, pai de três filhos e conta

com uma longa, e profícua, carreira profissional

na área da administração de empresas,

em Portugal como no estrangeiro, ao longo

da qual passou por áreas como a banca, a

gestão de investimentos, a edição livreira ou

a hotelaria. Assim resumido, o seu percurso

pode indiciar uma aparente simplicidade, que

não faz jus à dedicação e competência que

colocou, e ao êxito que alcançou, em todos

os projectos que abraçou ao longo da vida.

O mesmo acontece com a sua ligação ao

Clube Naval de Cascais. Velejador desde

muito tenra idade, e com um invejável palmarés

na modalidade, tem sido uma das figuras

mais influentes e proeminentes do CNC – especialmente

na última década e meia, durante

a qual o clube registou um crescimento e um

desenvolvimento nunca antes vistos em 82

anos de história, tornando-se uma referência

incontornável entre os clubes náuticos não só

em Portugal, como no plano internacional.

Mas muito há ainda por fazer. E foi por isso

que, de forma unânime, o presente elenco

executivo considerou ser José Sotto Mayor

Matoso o elemento ideal para suceder a Miguel

Horta e Costa, e assumir as funções de

novo Comodoro do CNC, lugar para o qual

o nomeou em Junho último. Uma função

que, necessariamente, desempenhará com o

empenho que lhe é (re)conhecido, e, até de

forma distinta do que até aqui tem sido hábito,

já que, a partir de agora, o Comodoro passa a

ter assento na Comissão Executiva, por forma

a incrementar a sua ligação, e participação,

do dia-a-dia da instituição. Tudo razões mais

do que suficientes para uma entrevista de

fundo a alguém que como poucos conhecerá

a realidade do CNCascais, e não deixará de

partilhar a visão daquilo que se pretende seja

o seu crescimento futuro.

DE LISBOA PARA CASCAIS

Sócio do Clube Naval de Cascais desde 1972,

José Sotto Mayor Matoso não possui, ao

contrário de outros, uma ligação ancestral

nem ao clube, nem a Cascais, embora a vela, a

20

Hippocampus


região e o CNC estejam presente na sua vida

desde muito cedo. “Não tenho pergaminhos

familiares de sócios do CNC porque a

minha família era de Lisboa, tendo mudado

para Cascais nos anos de 1960. Por

outro lado, como o meu pai era oficial de

marinha, era sócio do CNOCA, o Clube

Náutico de Oficiais e Cadetes da Armada,

e não sócio de um clube tradicional – se o

fosse, então, provavelmente, seria sócio do

CNC ou da Associação Naval de Lisboa.

Mas as voltas que a vida dá acabaram por fazer

de José Sotto Mayor Matoso um verdadeiro

cascalense, e um autêntico homem do mar:

“Mudei-me definitivamente para Cascais

em 1963, quanto tinha dez anos, e antes

disso já andava à vela com o meu pai, que

tinha um iate de 33 pés. Lembro-me que a

minha primeira expedição náutica foi ir com

ele da doca de Belém até à Praia da Rocha,

teria uns sete anos, e foi algo de que nunca

mais me esquecerei. Recordo, perfeitamente,

de como andava ali agarrado às latas de

bolachas (que ainda eram de lata, nessa

altura, quadradas…). Enfim, era sempre a

descer, com as nortadas, num barco pesado

e grande, e aquilo fazia-se muito bem.

Estas são as minhas primeiras ideias de

estar na água. Aliás, formalmente, aprendi

a nadar ainda em Lisboa, numa instituição

que, felizmente, ainda existe, o Clube Nacional

de Natação, na zona do Rato, numa

água gélida de piscinas ao ar livre. Mas, na

verdade, onde eu aprendi a nadar foi à volta

do ‘Senhor da Piedade’, que era o nome do

barco do meu pai, com o arrais, que era o

Patrão Lopes, seu antigo subordinado na

aviação naval, em Belém – um homem de

mar, que esteve anos e anos como patrão

do barco. E eu com um cabo amarrado à

cintura, e ele a passear-me à volta do barco.

Lembro-me como se fosse hoje…”.

Depois, surgiu a paixão pela vela: “Por volta

dos meus 12, 13 anos é que comecei a andar

à vela. Em Belém, até porque em Cascais

ainda não existiam estas protecções, e a

actividade náutica decorria, basicamente,

nos meses de Verão. Fossem iates, Snipe ou

Dragões, com os barcos que havia aqui, o

que existia era uma pequena escola de vela.

Portanto, iniciei-me na vela em Lisboa, e

de uma forma muito moderna: não recordo

o nome, mas quem me ensinou a andar

à vela foi uma instrutora, uma rapariga,

que também era velejadora – e, na altura,

contavam-se pelos dedos das mãos as mulheres

que velejavam. Como tinha amigos

e primos em Lisboa, e que por lá velejavam,

apanhava o comboio em Cascais e ia até à

estação de Belém, para andar à vela”.

Naturalmente, as condições de então não

eram as mesmas que existem hoje, nomeadamente

no que diz respeito aos barcos

disponíveis para a formação na modalidade:

“Consegui arranjar um Snipe, com que me

iniciei na vela, que era da Brigada Naval. A

Brigada Naval era a secção náutica da Legião

Portuguesa, continuação da mocidade portuguesa.

O programa era andar ali no Tejo,

à vela, sair, aprender. Depois, herdei do meu

pai um barco que mais tarde oferecemos ao

clube, e que foi um dos primeiros barcos da

escola de vela capaz de levar mais do que

duas ou três pessoas, ainda em madeira.

Nessa época, a expedição mais bonita era ir

até à Cova do Vapor. Em dias de bom tempo,

normalmente, não havia vento, regressar era

sempre um sarilho, chegávamos às dez ou

onze da noite, e o meu pai preocupadíssimo,

a ver se tínhamos todos morrido, e nós ali

andávamos com três ou quatro barcos…

Comecei, depois, a andar de Finn, mas

tinha já cerca de 17 anos. Foi um barco

que experimentei no final da formação em

Snipe, e pelo qual me interessei bastante

porque, em 1971, foi organizada em Cascais

a Gold Cup, o Mundial da classe, a mais

participada de sempre. Tivemos aqui 160

ou 170 barcos, foi usado o antigo Cais Sul,

construído um ano antes, em boa parte

também a pensar nessa enorme prova.

Aquilo entusiasmou-me, porque estavam

aqui os campeões todos, e comecei a levar

as coisas um bocado mais a sério. O meu

pai até me deixou trocar um cavalo, pois

eu andava a cavalo desde miúdo, ao mesmo

tempo que andava à vela, já dava uns saltos

e tudo, pelo meu primeiro Finn de competição.

Um barco construído em Portugal e

copiado de um barco estrangeiro”.

Clube Naval de CASCAIS 21


Entrevista José Sotto Mayor Matoso

CASCAIS PONTO DE REFERÊNCIA

Nessa época, e também por via da Gold Cup

de Finn, já Cascais se começa a assumir como

um local de excelência para a prática da vela,

inclusive no plano internacional, certo? “Nessa

altura, a classe Finn estava bastante enraizada

entre nós, também porque o presidente

era Patrick Monteiro de Barros, Comodoro

Honorário do CNC. Uma pessoa superorganizada,

que faz acontecer as coisas, eu até

fui secretário dele na época, e havia uma

grande actividade, no Inverno em Lisboa,

e no Verão em Cascais – era assim. Aliás, a

classe estava tão à frente, digamos assim, que

até tinha um torneio durante os meses de

Inverno, o Torneio do Diário Popular, em

que o jornal fazia a cobertura e publicava

as reportagens sobre as regatas. À segunda

ou terça-feira, lá vinham os resultados das

regatas de Sábado e Domingo, o que era

muito avançado para a altura, ter cobertura

de um jornal como o Diário Popular.

E assim foi. Depois, comecei, então, a levar

aquilo um pouco mais à séria, e troquei

o primeiro barco por um segundo: fui a

França comprar o que era um dos ‘Rolls

Royce’ da altura, um Finn Lanaverre,

que deu várias voltas e cujo actual dono

é o Gonçalo Esteves, que o comprou um

pouco por saudosismo, pois estava lá para o

Algarve, já tinha passado por várias mãos,

e agora quer recuperá-lo.

Nesse período, levei a vela tão a sério

quanto podia, chegando a ser Campeão

Nacional de Juniores. Em absolutos, já a

competição era muito dura: o meu principal

rival era o José Manuel Quina, mais velho

e mais pesado, o que no Finn fazia uma

grande diferença, e muito mais experiente,

medalha de prata nos Jogos Olímpicos de

1960. De vez em quando ganhava-lhe, mas,

normalmente, ficava atrás dele.

Mas também viveu uma experiência olímpica…

“O apogeu dessa fase foram os

Jogos Olímpicos de Munique. Fiquei em

segundo nas qualificações, e para lá fui,

num papel que já não existe, o do suplente:

não participei nas cerimónias oficiais, mas

estive o tempo todo em Kiel, que acolheu a

competição de vela, e foi uma experiência

memorável, o ambiente olímpico que se

vivia era espetacular, marcou-me muito,

para mais com os atentados de Munique.

No dia seguinte aos atentados, até em Kiel

estava a chover e cinzento, o que não é habitual

para aquelas zonas, parecia que

até o clima se associava ao ambiente de

cortar à faca, criado por aquele dia de

luto. A seguir veio o último dia de regatas,

foi o dia da vitória dos que ganharam

as medalhas, e também foi fantástico,

foi para mim uma prova, dez dias que

me impressionaram muito pelo espírito

fantástico que lá havia”.

AVENTURA FORA DE PORTAS

“Apesar de continuar a velejar em Cascais,

sempre em Finn, em 1975, como

consequência da revolução de 1974,

estava eu a estudar engenharia mecânica

no Instituto Superior Técnico, fui para

os EUA acabar o curso, depois entrando

para uma business school, também na

Universidade de Columbia. Vinha muito

pouco a Portugal, não havia companhias

low cost e andar de avião era caro. Praticamente

deixei de andar à vela, a não

ser com amigos nos EUA, onde ainda

fiz umas regatas na Florida em barcos

offshore, e também no Connecticut, mas

mais para estar entretido. Acabei por ficar nos

EUA até 1981, porque, acabado o curso, fui

aceite no J.P. Morgan, convencido de que ia

ficar só um ano, para ver como era, para ter

uma experiência de trabalho, e só saí onze

anos mais tarde. Tendo ainda passado por

Madrid durante quatro anos, e depois por

Itália, também ao serviço do banco.

Em 1977, o meu pai resolveu comprar um

iate comigo, o Alvorada, um Swan 47. Naquela

altura ainda era possível fazer regatas

com um barco de série, e, com uns amigos da

vela, vencemos praticamente todas as regatas

que existiam em Portugal, e que também não

eram muitas: às Berlengas, a Sines, a Sesimbra,

o Troféu Salazar, entre outras. Como o barco

era competitivo, fomos fazer regatas para o

Mediterrâneo, rumando, pela primeira vez,

a Palma de Maiorca acompanhados do Jorge

Arnoso, o ‘adulto responsável’ a bordo, porque

o resto era tudo pessoas praticamente da minha

idade, todos velejadores na casa dos vinte anos,

à excepção do Domingos Roque de Pinho,

que estava a meia distância entre nós e o Jorge

Arnoso. Fomos terceiros na nossa classe.

22

Hippocampus


No ano seguinte, fomos fazer o campeonato

na Sardenha, no Yacht Club Costa

Smeralda, então no seu segundo ou terceiro

ano de existência, e que organizava provas

como forma de promoção da região e do

clube, fazendo convites com todas as despesas

pagas. Competimos contra dois barcos

americanos cuja estrutura era já tão evoluída,

um deles praticamente reconstruindo

o barco durante a noite, após um problema

que teve na porta do leme em alumínio, que

acabei por dizer ao Domingos Roque de

Pinho. ‘Então e andamos aqui nós a fazer

regatas contra estes tipos?’.

Foi o último campeonato que fiz com o

Alvorada, e dediquei-me a fazer cruzeiros,

para que o barco era bom, porque rápido.

Só regressei a Portugal no final de 1986,

acabado de casar, e tendo muito que fazer

em termos de trabalho. Não tinha muito

tempo para andar à vela: ainda trouxe o

Alvorada para Portugal, mas, não tendo

tempo para fazer viagens grandes, acabei

por vendê-lo e tive um período de alguns

anos em que só fiz uma ou outra regata”.

A ÉPOCA ÁUREA EM DRAGÃO

Mas as coisas mudaram, ao ponto de José Sotto

Mayor Matoso ser um dos grandes nomes da

classe Dragão em Portugal: “A dada altura, foi

relançada a classe Dragão em Portugal, pela

mão de sete ou oito velejadores, quase todos

do CNC – Carlos Medeiros Ferreira, Patrick

Monteiro de Barros, Nóni, Jorge Arnoso.

Um pouco mais velhos que eu, compraram

em conjunto uns quanto barcos, e depois

vieram mais três, e foi nessa segunda vaga,

quatro ou cinco meses depois, que eu entrei

e também comprei um Dragão.

Comecei a fazer regatas só para participar,

com uma tripulação composta por

um sobrinho e um amigo, sem grandes

pretensões. Aproveitava para sair com os

miúdos no barco, pois, entretanto, já tinha

um terceiro filho, e cabíamos todos, até a

minha mulher, Cláudia. Andei nisso uns

três ou quatro anos, depois o barco esteve

parado uns três anos, já que eu não tinha

tempo a não ser para dar umas voltinhas

com os miúdos.

Porém, por volta de 2006, a minha vida

profissional alterou-se substancialmente,

deixei de ter que ser executivo, ficando

completamente livre das minhas obrigações

profissionais de então em 2007. Pus-me a

pensar um pouco, a classe Dragão, que eu

ia acompanhando, tinha-se desenvolvido

bastante, pelo que resolvi comprar um barco

novo e organizar-me para fazer algumas

regatas mais à séria, já com alguns objectivos

– no fundo, tentar ir andando melhor

em Dragão, e ver como que é que corria.

E correu muitíssimo bem, excedeu todas

as minhas expetativas, que não eram muitas

à partida. Comecei a fazer regatas lá fora,

e a conseguir trazer os Dragonistas lá de

fora para fazerem regatas aqui, porque

havia uma tradição de Dragão em Portugal.

Fomos bastante mais longe do que eu

alguma vez imaginei, comprei mais dois

barcos, um até foi ao fundo aqui na baía

de Cascais, o que é uma sensação também

muito desagradável”.

Mas, para além de um notável palmarés em

Dragão, também teve responsabilidades na

classe, mesmo a nível internacional: “Nessa

altura, envolvi-me bastante na classe, participava

na maioria dos grandes campeonatos

internacionais, dei a volta a toda a Europa

a fazer regatas, conhecia muita gente e, a

certa altura, desafiaram-me: inicialmente,

queriam que eu fosse o Chairman da classe,

mas eu disse que não, e fui Vice-Chairman

durante quatro anos, dois mandatos.

Foi muito mais simples do que gerir o

CNC, contribuí com algumas ideias que

vinham do clube, que já nessa altura tinha

uma vasta experiência de organizar troféus

internacionais, como os dos RC44 ou TP52,

que são verdadeiros negócios, e bem-sucedidos.

Creio ter alguma responsabilidade no

facto de a classe ter passado a rentabilizar

bastante melhor os seus grandes eventos

internacionais. Entretanto, depois de dez

anos muito intensos, deixei de competir

em Dragão em 2017, e hoje só participo na

classe de uma forma mais lúdica”.

PRESIDENTE IMPREVISTO…

É, também, durante este período que assume

a presidência do Clube Naval de Cascais, mas

de forma algo imprevista… “Sim. Estávamos

no final do mandato de Miguel Magalhães,

algo exausto porque esse mandato foi bastante

ingrato. Na prática, não teve clube

por causa da construção da marina e da

reconstrução do clube; fazer obras é terrível,

fazer obras deste género deve ser pior ainda,

e, ao mesmo tempo, ainda tentar manter

o clube a funcionar, é muito desgastante.

Lembro-me do clube daquela altura,

parecia um acampamento de marines no

Iraque. Eram quatro contentores dispostos

em ‘U’ na zona onde hoje estão os barcos,

tudo o resto estava em obras, com uma

tenda a tentar tapar o meio a ver se não

chovia em cima de nós – e o clube era isso,

eram contentores básicos, e assim foi pelo

menos durante dois anos.

Clube Naval de CASCAIS 23


Entrevista José Sotto Mayor Matoso

Foi nesta altura que o Gonçalo Esteves me

desafiou para vir para a direcção do CNC.

Com a sua energia, e grande amor pelo

clube, juntou o grupo que achava que fazia

sentido. E, depois, terá dito a todos que eu

seria o presidente, mas só no fim me o disse

a mim, que tinha que ser porque era o mais

velho. Não estava a contar com isso, mas,

como tinha todo o interesse em participar e

contribuir para o desenvolvimento do CNC,

aceitei… Tinha a disponibilidade, estava,

então, a andar à vela em Dragão de forma

activa, portanto, conjugaram-se as duas

coisas e assumi a tarefa com muito prazer.

Fui presidente do clube durante seis anos,

um mandato e meio, no segundo tive de

pedir para ser substituído, por razões de

índole pessoal. Fui substituído pelo Gonçalo

Esteves, fiquei ainda um mandato

como vice-presidente, e há dois anos que

sou apenas membro do Conselho Geral.

Tiveram a gentiliza de me ir mantendo, e

eu também participo com gosto. Agora,

surgiu esta ideia de eu substituir o Miguel

Horta e Costa como Comodoro”.

E como correu essa aventura na gestão executiva

do CNC? “Muito bem. Foi muito bom,

porque dá satisfação ver coisas a acontecer.

Claro que não é o presidente que faz tudo,

mas é o ‘empurrador mor’. O clube registou

uma enorme evolução, muito maior

do que qualquer um de nós imaginava,

e como eu, então, também andava à vela,

mais de metade do ano estava a circular,

passava o Inverno, de Outubro a Março,

em Cascais, e puxava pelo clube; e puxava

pela presença da classe Dragão no clube e

em Portugal quando estava nas regatas no

estrangeiro. No fundo, caminhava tudo

na mesma direcção”.

E que principais memórias guarda desse

período? “De uma forma geral, os resultados

alcançados. Tudo se desenvolveu. O

CNC passou a fazer muito mais regatas,

substituiu-se aos promotores dos grandes

eventos, passou ele próprio a organizá-los,

conseguindo despertar a atenção da autarquia

para as grandes provas internacionais,

como já acontecia com o golfe, o hipismo

ou o ténis, ao mesmo tempo que o próprio

executivo camarário melhorou muito na

gestão das suas actividades.

Rercordo que o CNC é uma entidade

sem fins lucrativos; tudo o que seja ganho

financeiro obtido por esta organização tem

que ser reinvestido – e em Cascais, porque

o clube só opera em Cascais, logo, é para

benefício de todos os cascalenses. Também

não posso deixar de evocar a criação da vela

adaptada, por iniciativa de Charles Lindley,

projecto que muito se tem desenvolvido e

melhorado, tal como a Escola de Vela, que

continua, e deverá continuar, a ser, a parte

mais estruturante do clube, como inscrito

nos seus estatutos: promover as actividades

náuticas e de mar, e não apenas a vela.

A escola é a forma de apresentar essa

mensagem, embora depois passe para a

competição, indo até aos olímpicos. E

também esse período coincidiu com uma

fase de ouro da vela olímpica portuguesa,

chegámos a ter onze velejadores nos jogos,

penso que foi o máximo, era uma das modalidades

com maior participação, creio

que fomos sempre o clube português com

maior representação olímpica.

Tudo isso deu muito trabalho. A vela

adaptada começou com um dia por semana,

hoje são quase todos os dias; começou por

servir uma entidade, a CERCICA, agora são

mais de uma dezena de instituições. Tudo se

foi tornando mais complexo, até o nível de

organização das regatas, tudo acabando por

se tornar muito profissionalizado, inclusive

a obtenção de apoios, pois os patrocinadores

também querem ter o seu retorno.

Fez-me muita coisa. Não sei se existe um

momento singular que marque mais do

que outros, embora, como o Miguel Horta

e Costa já salientou, a entrega da condecoração

nos 75 anos do CNC marque qualquer

um, até por ocorrer numa cerimónia formal

muito bonita no Palácio de Belém, em que

o Presidente Cavaco Silva todos surpreendeu,

falando sem apoio de qualquer papel,

e quase sabendo mais acerca do clube do

que eu próprio! É fantástico ser reconhecido

daquela forma, uma pessoa não pode dizer

que não fica emocionada com um dia como

aquele, com toda a sucessão de momentos

que culminou com um jantar inesquecível.

Também não esqueço o grande mérito do

Gonçalo Esteves em nos ter juntado a todos

para o acompanhar na renovação da equipa

do Miguel de Magalhães, que continuou

sempre no Conselho Geral, garantindo

uma continuidade que é muito importante”.

EVOLUÇÃO NA CONTINUIDADE

Continuidade é, pois, um dos pilares do êxito

da equipa de gestão do CNC dos últimos doze

anos. O passo lógico a dar em seguida era o de

assumir a função de Comodoro? “Porventura,

sim. Foi, justamente, por isso que aceitei o

desafio do Gonçalo Esteves, para continuar

no clube como Comodoro. É uma forma de

continuar a contribuir. Além disso, tendo

vivido tantos anos o CNC por dentro, sei

que são precisos braços para fazer acontecer

coisas… Há muito para fazer, a representação

internacional do clube é cada vez mais

24

Hippocampus


importante, o ser membro do International

Council of Yacht Clubs.

Nós tivemos a sorte de ser convidados

ainda eu era vice-presidente. Fui com o

Gonçalo Esteves a Marselha, à reunião

europeia, e tudo o que lá foi feito, em termos

de organização, não nos impressionou

sobremaneira. Depois, tivemos a sorte de

rapidamente nos ser atribuída a organização

do encontro europeu seguinte, e

toda a experiência que já possuíamos, de

lidar com organizações complexas, com

patrocinadores exigentes, fez com que o

presidente do ICOYC, quando terminou

o encontro aqui em Cascais, dissesse que o

próximo iria ter uma tarefa difícil, porque

o CNC tinha elevado a barra deste tipo de

reuniões para um nível muito superior. E,

mesmo não tendo feito nada que, para nós,

fosse extraordinário, apenas aplicando os

nossos padrões habituais, sei que é preciso

trabalho para nos mantermos nesse nível”.

Ainda assim, a expectativa é a de que este

seja um Comodoro diferente, na sua actuação,

dos que que fizeram a história do CNC:

“Um dos grandes projectos em marcha é

a revisão dos estatutos, algo sempre complicado.

Estamos a discutir o tema entre

nós da forma o mais alargada possível, mas

uma das alterações previstas, e não fui eu

quem propôs, mas o Gonçalo Esteves, é o

Comodoro ter lugar à mesa da Comissão

Executiva, não votando, mas sendo esta

uma forma de estar ao corrente das coisas,

assim podendo contribuir para a discussão,

para a solução dos problemas.

Pretendo contribuir, também, para desenvolver

qualquer tarefa que seja necessária,

e em que possa ser útil, nomeadamente

em termos de representação, o que é tanto

mais fácil quanto mais ao corrente estiver

do que se passa, porque, de facto, se uma

pessoa deixa de aparecer, perde o fio à

meada e deixa de saber ao detalhe quais

os problemas que se estão a viver.

Ao mesmo tempo, penso que é bom termos,

pela primeira vez, na Comissão Executiva

uma senhora, a Ana Champalimaud, assim

como Ricardo Schedel, que tem pouco mais

de trinta anos e acaba por representar mais

directamente a juventude. Quando cheguei

a presidente, tinha 55 anos; o Gonçalo Esteves

assumiu o lugar sendo mais novo do que

eu quando me tornei presidente – temos que

pugnar por isso, por esse rejuvenescimento.

Por fim, uma palavra para os contratos

assinado entre o CNC e a Rolex, e entre o

CNC e a Mirpuri Foundation. Algo que

não acontece por acaso, mas em resultado

de muito trabalho, que, no primeiro caso,

se prolongou durante cerca de quatro anos.

São duas instituições que credibilizam

muito o clube, e julgo ser uma das áreas em

que mais deveremos continuar, e para que

penso poder contribuir. No fundo, trata-se

de pôr o Comodoro a trabalhar, o que acho

que faz todo o sentido, porque é mais um

corpo para ajudar a puxar por isto tudo, e

não me custa nada, penso que é a evolução

normal, de alargar o número de pessoas que

possam activamente contribuir. E se, para

contribuir, tem que estar informado, para

estar informado tem que marcar presença

nas reuniões, ler uns papéis e ter disposição

para isso. E eu tenho”.

DEDICAÇÃO

AO MUNDO EMPRESARIAL

Casado e pai de três filhos, José Sotto Mayor Matoso nasceu em Lisboa, há muito

reside em Cascais e tem uma vida profissional dedicada por inteiro às empresas.

Depois de ter cursado Engenharia no Instituto Superior Técnico, Faculdade de Ciências

de Lisboa (1971-1975), terminou o primeiro capítulo da sua formação académica

superior nos EUA, com um BSc Industrial and Management Engineering (1977), a

que adicionou um Master in Business Administration (1979), em ambos os casos na

Universidade de Columbia, Nova Iorque.

Iniciou o seu percurso profissional no J.P. Morgan & Co, em Nova Iorque, ao qual

permaneceu ligado de 1979 a 1989, chegando ao lugar de vice-presidente, antes

tendo ocupado na organização várias posições na área de corporate banking internacional

nos seus escritórios de Nova Iorque, Madrid e Milão, a ultima das quais

enquanto Director de Operações Financeiras (Crédito, Mercado de Capitais, Análise

Financeira e Fusões e Aquisições) da MDM - Sociedade de Investimentos, SA em

Lisboa (33,3% J.P.Morgan).

De 1989 a 2004, foi Presidente do Conselho de Administração e accionista da Companhia

de Investimentos Afa Finiter, SGPS, AS, empresa de participações financeiras de capital

de risco/desenvolvimento, de que também foi co-fundador, investindo, desenvolvendo

e realizando cerca de 20 milhões de euros de participações em empresas de cerâmica,

material eléctrico, audiovisual e imagem corporativa. A Alfa Fininter foi dissolvida em

2004, após a realização da suas participações. Foi, ainda, de 1994 a 2007, Presidente

do Conselho de Administração e accionista da Livraria Bertrand – SGPS, AS, holding

do grupo Bertrand, líder em Portugal no retalho livreiro especializado, editora de livros

(chancelas Bertrand e Quetzal) e distribuidor de livros nacionais e estrangeiros.

Actualmente, e desde 2008, é sócio único e gerente da Sociedade Hoteleira de Condeixa,

Unipessoal, Lda, empresa que detém e explora a Pousada de Condeixa-Coimbra.

Presidente e Vice-Presidente do Clube Naval de Cascais entre 2008 e 2017, foi, em

Junho último, nomeado Comodoro do CNC.

Clube Naval de CASCAIS 25


Interview José Sotto Mayor Matoso

An unavoidable

reference

José Sotto Mayor Matoso is already, and in his own right, a major name in the history

of Clube Naval de Cascais. Emeritus Dragonist, he has been present at all decisive moments

for the club in recent years, as Vice-President and as President. And he will continue to be,

now as Commodore, a role he will approach from a new perspective, to perform an in-depth

interview to gain a better understanding of the club’s history and future prospects,

from those who have already secured their place in the annals of the CNC

José Sotto Mayor Matoso was born in

Lisbon, is married, father of three children

and has a long and fruitful professional career

in business administration, both in Portugal

and abroad, during which he has worked in

areas such as banking, investment management,

book publishing or hotel management.

In short, his career may indicate an apparent

simplicity, which does not do justice to the

dedication and competence he has placed,

and to the success he has achieved, in all the

projects he has embraced throughout his life.

The same happens with his connection to

Clube Naval de Cascais. A sailor since a very

young age, and with an enviable record in this

sport, he has been one of the most influential

and prominent figures of the CNC - especially

in the last decade and a half, during which the

club registered a growth and development never

before seen in 82 years of history, becoming an

unavoidable reference among the sailing clubs

not only in Portugal, but also internationally.

But much remains to be done. And that is

why, with unanimity, the present executive team

considered José Sotto Mayor Matoso to be the

ideal element to succeed Miguel Horta e Costa,

and to assume the functions of Commodore of

26

Hippocampus


the CNC, position to which he was appointed

last June. A role that he will necessarily perform

with the commitment that is (re)known to him,

and even in a different way from what has been

customary until now, since, from now on, the

Commodore will have a seat on the Executive

Committee, in order to increase his connection,

and participation, in the day-to-day life of the

institution. All this is more than enough reason

for a fundamental interview with someone who,

like few others, knows the reality of CNC,

and will not fail to share the vision of what is

intended to be its future growth.

FROM LISBON TO CASCAIS

A member of Clube Naval de Cascais since

1972, José Sotto Mayor Matoso has no ancestral

connection either to the club or to Cascais,

although sailing, the region and the CNC

have been in his life since very early. “I don’t

have family parchments of CNC members

because my family was from Lisbon, having

moved to Cascais in the 1960s. On the

other hand, as my father was a naval officer,

he was a member of CNOCA, the Clube

Náutico de Oficiais e Cadetes da Armada,

and not a member of a traditional club - if

he had been, then he would probably have

been a member either of the CNC or the

Associação Naval de Lisboa”.

But the twists and turns of life eventually

made José Sotto Mayor Matoso a true Cascalense

(a native of Cascais), and a true man of

the sea: “I moved definitively to Cascais in

1963, when I was ten years old, and before

that I was sailing with my father, who had

a 33 foot yacht. I remember that my first

nautical expedition was to go with him

from the Belém dock to Praia da Rocha, I

would be about seven years old, and it was

something I will never forget. I remember

clearly how I was hanging on to the biscuit

cans (which were still tin cans, at that time,

squared...). Anyway, it was always going

down, with the north wind, in a heavy and

big boat, and the travel was quite good.

These are my first ideas of being in the

water. In fact, I formally learned how to

swim still in Lisbon, in an institution that,

fortunately, still exists, the Clube Nacional

de Natação (National Swimming Club),

in the Rato area, in the icy water of open-

-air swimming pools. But, in fact, where I

learned to swim was around the ‘Senhor

da Piedade’, which was the name of my

father’s boat, with the skipper, who was

Patrão Lopes, his former subordinate in

naval aviation, in Belém - a man of the

sea, who spent years and years as Captain

of the boat. And I, with a cable tied at my

waist, and he strolling me around the boat.

I remember it as if it were today...”.

Then came the passion for sailing: “Around

the age of 12 or 13 I started sailing. Still in

Belém, because in Cascais there were still no

such protections, and the nautical activity

was basically during the summer months.

Either yachts, Snipe or Dragons, with the

vessels that were here, what existed was a

small sailing school. So I started sailing in

Lisbon, and in a very modern way: I don’t

remember the name, but who taught me

to sail was an instructor, a girl, who was

also a sailor - and at that time the women

sailing could be counted on the fingers

of one hand. As I had some friends and

cousins who were from Lisbon and were

sailing there, I took the train in Cascais

and went to Belém station to sail”.

Naturally, the conditions at that time were

not the same as they are today, particularly

with regard to the boats available for training:

“I managed to get a Snipe, with which I

started sailing, from the Naval Brigade.

The Naval Brigade was the nautical section

of the Portuguese Legion, in continuation

of Mocidade Portuguesa. The programme

was to sail in the Tagus, to go out, to learn.

Then, I inherited from my father a boat that

we later offered to the club, and that was

one of the first sailing school boats able to

take more than two or three people, still

made of wood.

At that time, the most beautiful expedition

was to go to Cova do Vapor. On

days of good weather, normally there was

no wind, returning was always a trouble,

we would arrive at ten or eleven at night,

and my father worried to see if we had all

died, and we would were there with three

or four boats...

I then started to sail Finn, but I was already

about 17 years old. It was a boat that

I experienced at the end of my training in

Snipe, and for which I became very interested

because, in 1971, the Gold Cup was

organised in Cascais, the most participated

class of all. We had 160 or 170 boats here,

the old South Pier was used, built a year

before, in good part also thinking about

that enormous race.

Clube Naval de CASCAIS 27


Interview José Sotto Mayor Matoso

It excited me, because all the champions

were here, and I started to take things a

little more seriously. My father even let

me change a horse, as I was riding since I

was a kid, while also sailing, I was already

doing some jumping and everything, for my

first Finn of competition. A boat built in

Portugal and copied from a foreign boat”.

CASCAIS AS A REFERENCE POINT

At that time, and also through the Finn Gold

Cup, Cascais was beginning to become a place

of excellence for sailing, even internationally,

right? “At that time, the Finn class was very

much rooted among us, also because the

president of the class was Patrick Monteiro

de Barros, Honorary Commodore of the

CNC. An extremely organized person,

who makes things happen, I was even his

secretary at the time, and there was a lot of

activity, during the winter in Lisbon, and

during summer in Cascais - that was the case.

In fact, the class was so far ahead, let’s say,

that it even had a tournament that took place

throughout the winter months, the Diário

Popular Tournament, in which the newspaper

covered and published the reports on

the races. After every weekend, on Monday

or Tuesday, the results of the Saturday and

Sunday Diário Popular Tournament races

would come, which was very advanced at the

time, to have media coverage of a newspaper

like the Diário Popular.

And so it was. Then I started to take it a

bit more seriously, and exchanged the first

boat for a second one: I went to France to

buy what was one of the ‘Rolls Royce’ at the

time, a Finn Lanaverre, which went around

several times and whose current owner is

Gonçalo Esteves, who bought it a bit out of

nostalgia, as it was there in the Algarve, had

already passed through several hands, and

now wants to recover it.

During this period, I took sailing as seriously

as I could, becoming National Junior

Champion. In absolutes, the competition was

already very tough: my main rival was José

Manuel Quina, older and heavier, which in

Finn made a big difference, and much more

experienced, silver medal in the 1960 Olympic

Games. Every now and then I would win

him, but normally I would stay behind him.

But you also had an Olympic experience...

“The climax of that phase was the Munich

Olympic Games, where Kiel hosted the

sailing competition. I was second in the

qualifying, and there I went, in a role that

no longer exists, that of the substitute: I

didn’t take part in the official ceremonies,

but I was in Kiel the whole time, and it

was a spectacular experience, the Olympic

atmosphere there was spectacular, it marked

me a lot, moreover with the attacks in

Munich. The day after the attacks, even in

Kiel it was raining and grey, which is not

usual for those areas, it seemed that even

the weather was associated with the knife

cutting environment created by that day of

mourning. Then came the last day of races,

it was the day of the victory of those who

won the medals, and it was also fantastic, it

was a test for me, ten days that impressed me

a lot by the fantastic spirit that was there”.

AMERICAN ADVENTURE... AND MORE!

Although I continued sailing in Cascais,

always in Finn, in 1975, as a consequence

of the 1974 revolution, I was studying mechanical

engineering in Lisbon, I went to

the USA to finish the course, then entering a

business school, also at Columbia University.

I hardly-ever came to Portugal, there were no

low-cost companies and flying was expensive.

I practically stopped sailing, except with

28

Hippocampus


friends there in the USA, where I still did some

racing in Florida on offshore boats, and also

in Connecticut, but more to be entertained.

I ended up staying in the US until 1981 because,

after graduation, I was accepted at J.P.

Morgan, convinced I was only going to stay

one year to see what it was like, to have a work

experience, and only left eleven years later.

I went to Madrid for four years, and then to

Italy, also in the service of the bank.

In 1977, my father decided to buy a yacht

with me, the Alvorada, a Swan 47. At that

time it was still possible to race with a standard

boat, and, with some sailing friends, we

won practically all the races there were to win

in Portugal, and there were not many: the

Berlengas race, the Sines race, the Sesimbra

race, the Salazar Trophy, among others. As the

boat was competitive, we went to make races

for the Mediterranean, heading, for the first

time, to Palma de Mallorca, accompanied by

Jorge Arnoso, who was the ‘responsible adult’

on board, because the rest were practically

people of my age, all sailors in their twenties,

except Domingos Roque de Pinho, who was

in the middle between us and Jorge Arnoso.

We were third in our class.

The following year we went to the championship

in Sardinia, at acht Club Costa

Smeralda, then in its second or third year of

existence, and organized competitions as a

way to promote both the region and the club,

doing so by inviting with all expenses paid.

We competed against two American boats

whose structure was already so evolved, one

of them practically rebuilding the boat during

the night, after a problem it had in the door

of the rudder in aluminium, that I ended up

saying to Domingos Roque de Pinho, ‘So what

are we doing here, racing against these guys?

It was the last championship I did with

Alvorada, and I dedicated myself to cruising,

so the boat was good, because it was fast. I

only returned to Portugal in the end of 1986,

having just got married, and had a lot to do

in terms of work. I didn’t have much time to

sail: I still brought the Alvorada to Portugal,

but, not having time to make big trips, I ended

up selling it and had a period of a few years in

which I only had one or two races.

THE GOLDEN AGE IN DRAGON

But things have changed to the point where José

Sotto Mayor Matoso is one of the great names of

the Dragon class in Portugal:“At a certain point,

the Dragon class in Portugal was relaunched,

by the hand of seven or eight sailors, almost

all from the CNC, Carlos Medeiros Ferreira,

Patrick Monteiro de Barros, Nóni, Jorge

Arnoso; a little older than me, they bought

a few boats together, and then three more

came, and it was in that second wave, four

or five months later, that I entered and also

bought a Dragon.

I started racing just to participate, with a

crew composed of a nephew of mine and a

friend, without much pretension. I took the

opportunity to go out with the kids on the

boat, as I already had a third son, and we all

fit, even my wife, Cláudia. I did it for about

three or four years, then the boat was stopped

for about three years, since I had no time but

to go for a few rides with the kids.

However, around 2006, my professional

life changed substantially, I no longer had to

be an executive, being completely free from

my then professional obligations in 2007. I

started to think a bit, the Dragon class, which

I was accompanying, had developed a lot,

so I decided to buy a new boat and organize

myself to do some more serious races, already

with some objectives - in the end, try to sail

better in Dragon, and see what was going on.

And it went very well, it exceeded all my

expectations, which were not many at first. I

started to race outside, and I managed to bring

the Dragonists outside to race here, because

there was a Dragon tradition in Portugal.

We went a lot further than I ever imagined,

I bought two more boats, one even went to

the bottom here in the bay of Cascais, which

is also a very unpleasant feeling”.

But in addition to a notable dragon’s record, also

had responsibilities in the class, even internationally:

“At that time, I was very involved in the

Dragon class, I took part in most of the great

international championships, I went all over

Europe racing, I knew a lot of people and at

one point they challenged me: initially they

wanted me to be the Chairman of the class,

but I said no, and I was Vice-Chairman for

four years, over two terms.

It was much simpler than managing the

CNC, I contributed some ideas that came from

the club, which at that time already had extensive

experience of organizing international

trophies such as the FC44 or TP52, which are

real businesses, and very successful. I believe

I have some responsibility in the fact that the

Dragon class has come to make their big international

events much better. Meanwhile, after

ten very intense years, I stopped competing in

Dragon in 2017, and today I only participate

in the class in a more playful way”.

UNEXPECTED PRESIDENT...

It is also during this period that he assumes the

presidency of Clube Naval de Cascais, but in

a somewhat unexpected way... “Yes. We were

at the end of Miguel Magalhães’ mandate,

quite exhausted because that mandate was

quite ungrateful. In reality, he had no club

because of the construction of the marina and

the reconstruction of the club; doing works

is terrible, doing works of this kind must be

even worse, and, at the same time, still trying

to keep the club running, is very stressful.

I remember the club at that time, it looked

like a marine camp in Iraq. There were four

‘U’ shaped containers in the area where the

boats are today, everything else was under

Clube Naval de CASCAIS 29


Interview José Sotto Mayor Matoso

construction, with a tent trying to cover the

middle to try and make sure it didn’t rain on

us - and that was the club, they were basic

containers, and so it was for at least 2 years.

It was at this time that Gonçalo Esteves

challenged me to come to the direction of

the CNC. With his energy, and great love

for the club, he brought together the group

that he thought made sense. And then he

must have told everyone that I would be the

president, but only in the end did he tell me,

that it had to be me because I was the oldest.

I wasn’t counting on it, but as I had every

interest in participating and contributing to

the development of the CNC, I accepted... I

had the availability, I was then actively sailing

in Dragon, so the two things came together

and I assumed the task with great pleasure.

I was president of the club for six years, that

is, one and a half terms, in the second I had to

ask to be replaced, for personal reasons. I was

replaced by Gonçalo, I was still vice-president

for a term, and for the past two years I have

only been a member of the General Council.

They had the graciousness to keep me, and I

also participate with pleasure. Now, Gonçalo

Esteves had this idea of me replacing Miguel

Horta e Costa as Commodore”.

And how did that adventure in the CNC’s

executive management go? “Very well. It

gives satisfaction to see things happening.

Of course, it’s not the president who does

everything, but it’s the ‘major pusher’.

The club has had a huge evolution, much

bigger than any of us imagined, and as I, at

the time, was also sailing, more than half

of the year I was circulating, I spent the

winter from October to March, in Cascais,

and pulled for the club; and pulled for the

presence of the Dragon class in the club and

in Portugal when I was in the races abroad.

In the end, everything was moving in the

same direction”.

What are your main memories from that period?

“In general, the results achieved. Everything

has developed. The CNC started to do a lot

more regattas, replaced the promoters of the

big events, started to organize the events,

managing to awake the attention of the Municipality

of Cascais for the big international

events, as it was already happening with golf,

horse riding or tennis, at the same time that

the chamber executive himself improved a lot

in the management of its activities.

I would like to remind you that the CNC

is a non-profit organisation, so anything that

is financially gained by this organisation has

to be reinvested - and in Cascais, because the

club only operates in Cascais, so it is for the

benefit of all the people of Cascais. I must

also mention the creation of adapted sailing

on the initiative of Charles Lindley, a project

that has been greatly developed and improved,

as well as the Sailing School, which continues

to be, and should continue to be, the most

structuring part of the club, as it is written

in its statutes: promoting nautical and sea

activities, and not only sailing.

The school is the way to introduce and

present this message, but then move on to

the competition, going all the way to the

Olympics. And also that period coincided

with a golden phase of Portuguese Olympic

sailing, we had eleven sailors in the games, I

think it was the most we ever had, it was one

of the sports with the greatest participation,

I think we were always the Portuguese club

with the greatest Olympic representation.

All this took a lot of work. The adapted

sailing started with one day a week, today

it is almost every day; it started by serving

an entity, CERCICA, now there are more

than a dozen institutions. Everything was

becoming more complex, even the level of

organization of the regattas, everything ended

up becoming very professional, including the

endorsements, because the sponsors also want

to have their return.

Many, many things were done. I don’t know

if there is a singular moment that marks more

than others, although, as Miguel Horta e

Costa has already pointed out, of course,

the awarding of the CNC’s 75th anniversary

marks anyone, especially because it took

place in a very beautiful formal ceremony at

the Belém Palace, where President Cavaco

Silva surprised everyone, speaking without

support of any role, and almost knowing more

about the club than myself! It’s fantastic to be

recognized in that way, nobody can say that

they are not moved by a day like that, with all

the succession of moments that culminated

with an unforgettable dinner.

I also remember the great merit that Gonçalo

Esteves had in joining us all in the renewal

of Miguel de Magalhães’ team, that always

continued in the General Council, ensuring

a continuity that is very important”.

DEVELOPMENT IN CONTINUITY

Continuity is therefore one of the pillars of the

success of the CNC management team over the

last twelve years. The logical next step was to

30

Hippocampus


assume the role of Commodore? “Perhaps. That

is precisely why I accepted Gonçalo Esteves’

challenge to continue in the club as Commodore.

It is a way of continuing to contribute.

Besides, having lived the CNC for so many

years on the inside, I know that it takes arms

to make things happen, right? There is a lot to

do, the international representation of the club

is more and more important, being a member

of the International Council of Yacht Clubs.

We were lucky enough to be invited while I

was still Vice President. I went with Gonçalo

Esteves to the European meeting in Marseille,

and everything that was done there,

in terms of organisation, did not impress

us very much. Then we were lucky enough

to be quickly entrusted with organising

the next European meeting, and all the

experience we already had of dealing with

complex organisations, with demanding

sponsors, led the president, when he finished

the meeting here in Cascais, to say

that the next gentleman to follow would

have a difficult task, because the CNC

had raised the bar for this type of meeting

to a much higher level. And even though

we did nothing extraordinary for us, just

by applying our usual standards, I know

that it takes work to keep us at that level”.

Nevertheless, the expectation is that this is a

different Commodore, in his performance, from

all those who made the history of the CNC:

“One of the great projects in progress is the

revision of the statutes, something that is

always complicated. We are discussing the

issue among ourselves as broadly as possible,

but one of the planned changes, and it was not

me who proposed it, but Gonçalo Esteves, is

that the Commodore may participate, take

place at the Executive Committee’s table,

not voting, but as a way of being aware of

things, thus being able to contribute to the

discussion, to the solution of problems.

I also want to contribute to the development

of this or that necessary task and in

which I can be useful, particularly in terms

of representation, which is easier the more

aware one is of what is going on, because, in

fact, if a person stops appearing, one loses the

thread and no longer knows in detail what

problems are being experienced.

At the same time, I think it is good that,

for the first time, we have in the Executive

Committee a lady, Ana Champalimaud, as

well as Ricardo Schedel, who is just over

DEDICATION TO THE

BUSINESS WORLD

Married and father of three, José Sotto Mayor Matoso was born in Lisbon, has

lived in Cascais for a long time and has a professional life dedicated entirely to

companies. After studying Engineering at the Instituto Superior Técnico, Faculty

of Sciences of Lisbon (1971-1975), he completed the first chapter of his higher

education in the USA with a BSc Industrial and Management Engineering (1977),

to which he added a Master in Business Administration (1979), in both cases at

Columbia University, New York.

He began his professional career at J.P. Morgan & Co in New York, to which he

remained attached from 1979 to 1989, becoming Vice-President of the reputed

commercial and investment bank, having previously held various positions in international

corporate banking at its offices in New York, Madrid and Milan, the latter

as Director of Financial Operations (Credit, Capital Markets, Financial Analysis and

M&A) at MDM - Sociedade de Investimentos, SA in Lisbon (33.3% J.P.Morgan).

From 1989 to 2004, he was Chairman and shareholder of Companhia de Investimentos

Alfa Fininter, SGPS, AS, a venture capital/development holding company,

of which he was also co-founder, invested, developed and held approximately 20

million euros in ceramics, electrical, audiovisual and corporate image companies.

Alfa Fininter was dissolved in 2004, after completion of its shareholding. From

1994 to 2007, he was also Chairman and shareholder of Livraria Bertrand - SGPS,

AS, the holding company of the Bertrand group, Portugal’s leading specialist book

retailer, book publisher (Bertrand and Quetzal) and distributor of Portuguese and

foreign books.

Currently, and since 2008, he is the sole partner and manager of Sociedade Hoteleira

de Condeixa, Unipessoal, Lda, a company that owns and operates Pousada

de Condeixa-Coimbra. President and Vice-President of Clube Naval de Cascais

between 2008 and 2017, he was, last June, appointed Commodore of the CNC. .

thirty years old and ends up representing

the youth more directly. I remember that

when I became president I was 55; Gonçalo

Esteves took over being younger than me

when I became president - we have to fight

for that, for that rejuvenation of the structure.

Finally, a word about the contracts signed

between the CNC and Rolex, and between

the CNC and the Mirpuri Foundation.

Something that does not happen by chance,

but as a result of a lot of work, which in the

first case lasted for about four years. These

are two institutions that give the club a lot

of credibility, and I believe this is one of the

areas in which we should continue to invest

in the near future, and to which I think I can

contribute. Basically, it’s about putting the

Commodore to work, which I think makes

perfect sense, because it’s one more body

to help pull all this together, and it doesn’t

cost me anything, I think it’s the normal

evolution, to expand the number of people

who can actively contribute. And if, in order

to contribute, you have to be informed, you

have to attend meetings, read some papers

and be willing to do so. And I do”.

Clube Naval de CASCAIS 31


REGATAS

XXV Troféu SM Rei Juan Carlos/CN da Classe Dragão

O REGRESSO

DA CLASSE DRAGÃO

O final do Verão assinalou o regresso à competição

da classe Dragão no Clube Naval de Cascais. Primeiro,

com a disputa do XXV Troféu SM Rei Juan Carlos,

a que se seguiu, duas semanas volvidas,

o Campeonato Nacional da Classe Dragão

Uma das mais caras para o Clube Naval

de Cascais, tanto pela tradição como

pelos inegáveis (e invejáveis) pergaminhos que

na mesma detém, a classe Dragão regressou ao

mar, desde que terminaram as regatas de Inverno,

inseridas nas não menos consagradas Cascais

Dragon Winter Series, com a realização de dois

eventos de primeiro nível. No final de Agosto,

teve lugar o XXV Troféu SM Rei Juan Carlos,

prestigiada prova que há duas décadas e meia

vem conquistando dragonistas das mais diversas

paragens; a que seguiu, logo no início de Setembro,

o Campeonato Nacional da Classe Dragão.

No que ao primeiro dia de prova da vigésima

quinta edição do Troféu SM Rei

Juan Carlos diz respeito, os nove barcos

da classe Dragão que compunham a frota

apenas disputaram uma regata, devido ao

aumento da intensidade do vento que se foi

registando com o evoluir do dia. A vitória

na regata de estreia, que atribuiu o troféu

Vincie, foi para o Olinghi, de Wouter ten

Wolde, secundado por Gonçalo Ribeiro e

João Matos Rosa, com o Venus, de Pedro

Mendes Leal, acompanhado de Jorge Ferlov

e Pedro Rebelo de Andrade (vencedor do

Marbleheah Trophy e da Dragon European

Cup em Novembro de 2020, da Dragon

Gold Cup em 2019, e Campeão Europeu

em 2017), a conquistar a segunda posição,

seguido do Saturno, de Peter Cunningham,

com Andy Beadsworth (Campeão do Mundo

em 2017 e 2019) e Charles Nakin (vencedor

do Marblehead Trophy 2020 e Campeão

Europeu em 2017), que garantiram o lugar

mais baixo do pódio.

O segundo dia do Troféu SM Rei Juan

Carlos ficou marcado pelo sol radiante e pelo

vento forte, que soprou do quadrante Norte

32

Hippocampus


com uma intensidade dos 15-22 nós. A frota,

composta pelos nove Dragões inscritos em

prova, iniciou o dia às 11h00 com uma só

regata, pois teve que regressar a terra devido

ao acréscimo da intensidade do vento no final

da mesma. Cerca de uma hora volvida, as

condições voltaram a melhorar e os dragões

regressaram ao mar para completar mais uma

regata. Após as duas regatas disputadas neste

segundo dia, o Venus, de Peter Cunningham,

com Andy Beadsworth e Charles Nankin,

liderava a classificação geral da prova, ao ser

o vencedor de ambas, cabendo o segundo

posto ao Band à Part, de Gery Trentesaux,

com Eric Brezellec e Codric Pouligny, e a

terceira posição a Pedro Mendes Leal, com

Jorge Ferlov e Pedro Rebelo de Andrade

No terminus da 25ª edição do Troféu do

Rei, e para não variar, o vento teimou em

demorar a entrar, e a primeira regata do dia

não só começou com trinta minutos de atraso,

como ficou marcada pela instabilidade do

vento, que culminou com um encurtamento

na baliza de desmarque na segunda passagem

no barlavento do percurso, acabando a vitória

por sorrir ao Whisper, de Mário Quina, com

Raúl Bulhão Pato e Marco Flávio. A Comissão

de Regatas fez, então, um compasso de espera

entre a primeira e a segunda regata, de modo

a que as condições mínimas voltassem a estar

reunidas para se iniciarem, uma vez, mais, os

procedimentos de largada, e assim aconteceu:

o vento de Noroeste voltou a estabelecer-se

na baía de Cascais, e os nove barcos da classe

Dragão puderam terminar as duas regatas que

faltavam para fechar o campeonato.

A tripulação do Vénus bisou, alcançado

a vitória nas regatas que faltavam, e assim

obteve o primeiro lugar do pódio – além que

a equipa liderada por Pedro Mendes Leal, e

composta por Jorge Ferlov e Pedro Rebelo

de Andrade, ao vencer a última regata do

evento, conquistou, também, o troféu Stavros.

O segundo lugar final foi ocupado pela

equipa francesa de Gery Trentesaux, seguida

da tripulação anglo-saxónica capitaneada

por Peter Cunningham.

DUPLO SUCESSO

Chegado o momento de disputar o Campeonato

Nacional de Dragão, a decidir entre

uma frota composta por seis embarcações

desta magnifica classe, o primeiro dia de

prova proporcionou às tripulações o prazer

da navegação com ventos moderados de

Clube Naval de CASCAIS 33


Regatas XXV Troféu SM Rei Juan Carlos/Campeonato Nacional da Classe Dragão

Setembro, a soprar do quadrante Noroeste

e com uma intensidade de 11-8 nós. A prova

de como o campo de regatas da Guia nunca

desilude os velejadores, plasmada num dia

de vela verdadeiramente espectacular.

A embarcação Uranus, de Pedro Mendes Leal,

com Jorge Ferlov e Pedro Rebelo de Andrade,

estreou-se com três vitórias no primeiro dia

de competição, e confirmou o favoritismo ao

título nacional de Dragão, depois da vitória

na 25ª edição do Troféu SM Rei Juan Carlos

duas semanas antes. Ao rubro estava a luta pelo

segundo posto, levada a cabo entre o Peggy,

segundo classificado, capitaneado por Miguel

Magalhães, com Jorge Pinheiro de Melo e Peter

Leksycki, e o Jupiter, de Francisco Pinheiro de

Melo, com Charles Nankin e Gonçalo Ribeiro,

que ocupava a terceira posição, estando as

duas equipas separadas por não mais do que

um ponto.

Apresentando-se o vento não só instável em

termos de direção, como demasiado fraco, a

Comissão de Regatas viu-se obrigada a atrasar

o primeiro sinal de advertência do segundo

dia de regatas. Com o vento a entrar de Oeste,

com 6-7 nós, por volta das 14h00, a frota foi

para o mar para disputar o segundo dia de

campeonato. Na primeira regata do dia, Pedro

Mendes Leal, Jorge Ferlov e Pedro Rebelo

de Andrade, a bordo do Uranus, voltaram

a ter linhas de honra; na segunda, e última,

regata do dia, Francisco Pinheiro de Melo,

Gonçalo Ribeiro e Charles Nankin roubaram

a perfeição à equipa de Pedro Mendes Leal,

estreando-se nas vitórias. A classificação geral,

com cinco regatas realizadas, era liderada por

Pedro Mendes Leal, ocupando Jorge Pinheiro

de Melo o segundo, fechando o pódio a equipa

de Miguel Magalhães.

Para o último dia do campeonato, o primeiro

sinal de advertência estava marcado para as

11h00, e a frota da Classe Dragão entrou na

água com o vento a rodar de Leste para Sueste.

A única regata do dia começou com vento na

casa dos 8 nós, mas perdendo intensidade ao

longo da mesma, o que levou a Comissão de

Regatas de fazer um encurtamento na segunda

passagem da baliza de barlavento. As honras

da última regata foram, mais uma vez, para

a equipa de Pedro Mendes Leal, cabendo o

segundo posto ao Whisper, de Mário Quina,

com Raúl Bulhão Pato e Eduardo Marques,

seguidos do barco de Francisco Pinheiro de

Melo, Charles Nankin e Gonçalo Ribeiro.

Após esta regata, a Comissão de Regatas

teve de enviar a frota para terra, por não

existirem condições mínimas para a prática

da modalidade.

Pedro Mendes Leal, Jorge Ferlov e Pedro

Rebelo de Andrade, a bordo do Uranus,

sagraram-se, com grande naturalidade, e

como se antecipava, Campeões Nacionais da

Classe Dragão de 2020 ao fim das seis regatas

disputadas. Em segundo lugar, Francisco

Pinheiro de Melo, Charles Nankin e Gonçalo

Ribeiro, cabendo o lugar mais baixo do

pódio a Miguel Magalhães, que comandou

o Peggy, ajudado por Jorge Pinheiro de Melo

e Peter Lekszycki.

34

Hippocampus



Regattas XXV HM King Juan Carlos Trophy/Dragon National Championship

The return of the Dragon Class

The end of the summer marked the return to the Dragon Class

competition at Clube Naval de Cascais. First, with the dispute

of the XXV HM King Juan Carlos Trophy, followed two weeks later

by the Dragon National Championship

One of the dearest for Clube Naval de

Cascais, both by tradition and by the

undeniable (and enviable) parchment that it

holds, the Dragon class has returned to the

sea, since the end of the winter races, part of

the no less renowned Cascais Dragon Winter

Series, with two top level events. At the end of

August, the XXV HM The King Juan Carlos

Trophy took place, a prestigious event that for

two and a half decades has been conquering

dragonists from the most diverse locations;

followed by, in early September, the Dragon

National Championship.

On the first day of the 25th edition of

the HM The King Juan Carlos Trophy,

the nine Dragon class vessels that formed

the fleet only competed in one race, due

to the increased wind intensity that was

registered as the day progressed. The victory

in the first race, which awarded the Vincie

trophy, went to the Olinghi, by Wouter ten

Wolde, seconded by Gonçalo Ribeiro and

João Matos Rosa, with the Venus, by Pedro

Mendes Leal, accompanied by Jorge Ferlov

and Pedro Rebelo de Andrade (Winner of

the Marblehead Trophy and of the Dragon

Eurpean Cup in November 2020, Winner of

the Dragon Gold Cup in 2019, and European

Champion in 2017), taking second place,

followed by Peter Cunningham’s Saturn,

with Andy Beadsworth (World Champion in

2017 and 2019) and Charles Nakin (winner of

the Marblehead Trophy 2020 and European

Champion in 2017) securing the lowest place

on the podium.

The second day of the HM King Juan Carlos

Trophy was marked by the radiant sun and

the strong wind, blowing from the North

quadrant with an intensity of 15-22 knots.

The fleet, composed by the nine Dragons

enrolled in the race, started the day at 11:00

AM with only one race, returning to land

due to the increased wind intensity at the end

of the race. About one hour later, conditions

improved again and the dragons returned to

the sea to complete another race. After the two

races in this second day, Peter Cunningham’s

Venus, with Andy Beadsworth and Charles

Nankin, led the overall classification of the

race, being the winner of both, with the second

place going to Gery Trentesaux’s Band à Part,

with Eric Brezellec and Codric Pouligny, and

the third place to Pedro Mendes Leal, with

Jorge Ferlov and Pedro Rebelo de Andrade.

At the end of the 25th edition of the King

Juan Carlos Trophy, once again the wind took

time to enter, and the first race of the day

not only started thirty minutes late but was

marked by the instability of the wind, which

culminated with a shortening in the offset

mark in the second passage on the windward

side of the course, with the victory smiling

upon the Whisper, by Mario Quina, with

Raúl Bulhão Pato and Marco Flávio. The

Race Committee then made a break between

the first and the second regatta, so that the

minimum conditions were once again met

to initiate the starting procedures, and so it

happened: the Northwest wind established

itself again in the Cascais bay, and the nine

Dragons were able to finish the two races that

were missing to complete the championship.

The crew of Venus encored, obtaining the

victory in the remaining races, and thus

obtained the first place on the podium - in

addition to the team led by Pedro Mendes

Leal, and composed of Jorge Ferlov and Pedro

Rebelo de Andrade, winning the last race of

the event, also won the Stavros trophy. The

final second place was occupied by the French

team of Gery Trentesaux, followed by the

Anglo-Saxon crew led by Peter Cunningham.

36

Hippocampus


DOUBLE SUCCESS

When the time came to dispute the Portuguese

Dragon National Championship, to be

decided among a fleet composed of six vessels

of this magnificent class, the first day of the

race gave the crews the pleasure of sailing with

moderate September winds, blowing from the

Northwest quadrant and with an intensity of

11-8 knots. The proof of how the race field of

Guia never disappoints the sailors, reflected

in a truly spectacular sailing day.

Pedro Mendes Leal’s Uranus, with Jorge

Ferlov and Pedro Rebelo de Andrade, made its

debut with three victories on the first day of the

competition, and confirmed the favouritism

to the national Dragon title, after the victory

in the 25th edition of the HM The King Juan

Carlos Trophy two weeks earlier. The fight for

second place was tight, between Peggy, runner-

-up, captained by Miguel Magalhães, with

Jorge Pinheiro de Melo and Peter Leksycki,

and Jupiter, by Francisco Pinheiro de Melo,

with Charles Nankin and Gonçalo Ribeiro,

who occupied third place, with the two teams

separated by no more than one point.

With the wind not only unstable in direction

but also too weak, the race committee was

forced to delay the first warning signal for

the second day of racing. With the wind

coming in from the west, at 6-7 knots, at

around 2pm, the fleet went to sea to dispute

the second day of the championship.

In the first race of the day, Pedro Mendes

Leal, Jorge Ferlov and Pedro Rebelo de

Andrade, aboard Uranus, had honourable

lines again; in the second and last race of

the day, Francisco Pinheiro de Melo, Gonçalo

Ribeiro and Charles Nankin stole the

perfection from Pedro Mendes Leal’s team,

making their debut in victories. The overall

classification, with five races held, was led

by Pedro Mendes Leal, with Jorge Pinheiro

de Melo occupying the second, closing the

podium was the Miguel Magalhães team.

For the last day of the championship, the

first warning sign was set for 11:00 AM,

and the Dragon Class fleet went into the

water with the wind blowing from East to

South East. The only race of the day started

with the wind at around 8 knots, but losing

intensity along the it, which led the Race

Committee to shorten in the second passage

of the windward mark. The honours of the

last race went, once again, to Pedro Mendes

Leal’s team, with the second place going to

Mário Quina’s Whisper, with Raúl Bulhão

Pato and Eduardo Marques, followed by

the vessel of Francisco Pinheiro de Melo,

Charles Nankin and Gonçalo Ribeiro. After

this race, the Race Committee had to send

the fleet ashore, as there were no minimum

conditions for the practice of the sport.

Pedro Mendes Leal, Jorge Ferlov and Pedro

Rebelo de Andrade, aboard the Uranus, were,

naturally and as anticipated, 2020 Dragon

Class National Champions at the end of the

six disputed races. In second place, Francisco

Pinheiro de Melo, Charles Nankin and Gonçalo

Ribeiro, and closing the podium Miguel

Magalhães leading Peggy, assisted by Jorge

Pinheiro de Melo and Peter Lekszycki.

Clube Naval de CASCAIS 37


REGATAS

Cascais Vela 2020

UMA REFERÊNCIA

COM VINTE ANOS

DE SUCESSO

Referência incontornável não só do Clube Naval de Cascais, como do calendário

anual da vela em Portugal, o Cascais Vela comemorou este ano o seu vigésimo

aniversário. O evento integrou, igualmente, o também já tradicional campeonato

Maria de Guedes Queiroz, para a classe Snipe, voltando a constituir um enorme

êxito, não só em termos de adesão, mas, também, de competitividade

Fotos: NEUZA AIRES PEREIRA

38

Hippocampus


Desde a sua criação que o Cascais Vela é

uma referência absoluta do calendário

da vela em Portugal. O evento comemorou

este ano o seu vigésimo aniversário, e voltou

a exibir todas as qualidades que fazem desta

uma das provas preferidas dos velejadores

nacionais, nas mais variadas classes que o

compõem, conseguindo reunir, em pleno

ano de pandemia, praticamente sete dezenas

de embarcações.

No arranque do campeonato, o primeiro dia

amanheceu com sol e vento não mais do que

moderado. As 67 tripulações, repartidas por

quatro classes, que competiram na jornada

inaugural velejaram com vento de 8-10 nós

a soprar do quadrante Oeste, e que, com o

decorrer do dia, foi rodando para Norte.

Findo o primeiro dia de prova, na Classe

ORC – Troféu Quebramar, a liderança da

classificação geral e da classe A era pertença do

Giulietta 2 – Marina de Cascais, de Alexandre

Kossack, graças às duas vitórias alcançadas nas

regatas “técnicas”. No segundo posto estava o

Rational German Kitchens, de Miguel Graça,

fechando o pódio da classificação geral o

Syone, de Nuno Neves, primeiro classificado

na Classe B.

Na Classe NHC – Regata Marina de Cascais,

a regata costeira de estreia, e única do dia, foi

vencida pelo Metralha, de José Vozone. O

Mirpuri Foundation - Racing for The Planet,

comandado por Yoan Richomme, teve direito

às line honours mas não conseguiu bater o

Metralha em tempo corrigido, cabendo o lugar

mais baixo do pódio desta classe ao Carapau,

de Bernardo Dias Pinheiro.

Quanto à classe SB20 – Desafio Mitsubishi.

A estrelas do primeiro dia foram José Paulo

Ramada, António Silva Pereira e Fernando

Kuo, a bordo do Dom Pedro Hotels, que conseguiram

terminar as três regatas disputadas

sempre dentro dos três primeiros. Os “vices”

do primeiro dia foram os franceses do Skin

in the Game, Edward Russo, Gilles Favennec

e Mikael Mergui, seguidos pelo Puss Puss

– SailCascais, de Vasco Serpa, Pedro Costa

Alemão e Diogo Machado Pinto.

Esta 20ª edição do Cascais Vela englobou,

ainda, o tradicional Troféu Maria de Guedes

Queiroz para a classe Snipe. Campeonato que

conta com a particularidade de ter tripulações

obrigatoriamente mistas, ou seja, uma mulher e

um homem, e que contou, como é da tradição,

com uma forte participação da frota espanhola.

No final do primeiro dia, o veterano e múltiplo

Campeão Nacional, Tiago Roquette, seguia

na frente com Vitória Almada. Na segunda

Clube Naval de CASCAIS 39


Regatas Cascais Vela 2020

posição estavam os campeões nacionais de

2020, Pedro e Sofia Barreto, fechando o pódio

José Luís Maldonado e Carmela Marzal.

MAIS UM MAGNÍFICO DIA DE VELA

No segundo dia do Cascais Vela, as quatro

frotas voltaram a encher a baía de Cascais, com

o vento a soprar do quadrante de Noroeste

com 9-12 nós de intensidade. Os cruzeiros da

Classe ORC e NHC cumpriram uma regata

costeira em cada uma das classes, a qual, para

a Classe ORC, tinha um peso superior do

que para as restantes, dado que não podia ser

descartada do resultado final, e também por

ter um valor ponderado de 1.5. A vitória nesta

regata na classe ORC, que definiu, igualmente,

o vencedor do Troféu Pedro Mendonça, foi

para o Xekmatt, de José Carlos Prista. No fim

do segundo dia de competição, o Syone, de

Nuno Neves, liderava a tabela classificativa e

a Divisão B, no segundo posto mantinha-se o

Rational German Kitchens, de Miguel Graça,

seguido do Giulietta 2, de Alexandre Kossack.

No desafio Marina de Cascais – Classe

NHC, A liderança continuava a pertencer

ao Metralha, de José Vozone, seguido pelo

Cristina A, de Francisco Brito e Abreu, que

venceu em tempo corrigido a regata disputada

neste segundo dia. No lugar mais baixo do

pódio continuava o Carapau, de Bernardo

Dias Pinheiro.

Na segunda jornada da classe SB20 – Desafio

Mitsubishi, os dois lugares cimeiros

mantinham-se inalterados, com o Dom Pedro

Hotels e o Skin in the Game a manterem-se,

por esta ordem, na liderança. A terceira posição

foi garantida pela jovem equipa Youth

Team Portugal – 98.1 Radio Marginal, de

Henrique Brites, Rafael Rodrigues, Bernardo

Torres Pêgo e Luis Pinheiro. De salientar que

a jovem equipa, Campeã Nacional da Classe

SB20, completou um fantástico segundo dia

de competição, com uma vitória e um segundo

lugar, deixando para trás o sétimo lugar obtido

na última regata do dia.

Quanto ao Troféu Maria Guedes Queiroz,

foi dia de fecho e, no final das cinco regatas

realizadas, a dupla Sofia e Pedro Barreto voltou

a vencer e a levantar este troféu, já que em 2019

também tinha conquistado este título. Tiago

Roquette e Vitória Almada foram segundos,

seguidos da dupla Alexandre Tinoco, campeão

do mundo da classe Snipe, e Laura Morata.

TERMINAR EM GRANDE ESTILO

Depois de dois espectaculares dias de vela,

o último dia do Cascais Vela não podia ser

diferente, brindando os participantes no

campeonato com ventos de Oeste a Noroeste,

com 8-14 nós de intensidade. Era tempo de

terminar a competição para as classes de

Cruzeiro, NHC e ORC, bem como para a

classe SB20.

40

Hippocampus


Na Classe ORC – Troféu Quebramar, na

divisão A, a vitória foi para o Xekmatt, de

José Carlos Prista, que, além do êxito na

sua divisão, venceu também a classificação

geral da classe – por tendo vencido no dia

anterior a regata costeira, assim arrecadou,

também, o Troféu Pedro Mendonça. Em

segundo lugar na divisão A da Classe ORC

ficou o Rational German Kitchens, do

sócio do Clube Naval de Cascais, Miguel

Graça, cabendo o lugar mais baixo do

pódio ao Giulietta 2 – Marina de Cascais,

do também sócio do CNC, Alexandre

Kossack. Já na divisão B, o detentor dos

títulos de 2018 e 2019 deste troféu levou a

melhor sobre toda a concorrência e voltou

a sagrar-se campeão, só que, desta feita,

apenas na sua divisão. Em segundo lugar

nesta divisão ficou o Bamak, de Rodrigo

Vargas, seguido do Vicky, do sócio do

CNC, Augusto Castelo Branco.

O grande vencedor na classe NHC – Regata

Marina de Cascais foi o Cristina A, de

Francisco Brito e Abreu, seguido do Metralha,

de José Vozone. O terceiro lugar em tempo

corrigido, e como seria de esperar, por via das

três vitórias alcançadas em tempo real, foi para

o espectacular VO65 Mirpuri Foundation -

Racing For the Planet, naturalmente vencedor

do troféu para tempo real.

Por fim, no Desafio Mitsubishi para a Classe

SB20, a vitória sorriu a José Paulo Ramada,

aos comandos do Dom Pedro Hotels, coadjuvado

por António Pereira, Miguel Leal Faria

e Tomás Camelo. Em segundo lugar ficaram

os Campeões Nacionais em título da classe

SB20, a equipa do Youth Team Portugal – 98.1

Radio Marginal, capitaneada por Henrique

Brites, secundado por Luís Pinheiro, Rafael

Rodrigues e Bernardo Pego. Ainda no pódio

ficou a equipa francesa de Edward Russo, com

Gilles Favennec e Mikael Mergui.

Clube Naval de CASCAIS 41


Regattas Cascais Vela 2020

A reference with twenty

years of success

An unavoidable reference not only for Clube Naval de Cascais,

but also for the annual sailing calendar in Portugal, Cascais Vela

celebrated its 20th anniversary this year. The event also included the

already traditional Maria de Guedes Queiroz championship,

for the Snipe class, and was again an enormous success, not only

in terms of participation, but also of competitiveness

Since its creation, Cascais Vela has

been an absolute reference in the

sailing calendar in Portugal. This year

the event celebrated its twentieth anniversary,

and once again demonstrated all

the qualities that make this one of the

favourite races of national sailors, in the

most diverse classes that compose it, managing

to gather, in the middle of a year

of pandemic, almost seven dozen boats.

At the start of the championship, the first

day dawned with sun and wind no more

than moderate. The 67 crews, divided

into four classes, who competed in the

opening day sailed with a wind of 8-10

knots blowing from the West quadrant,

and as the day progressed it was turned

North.

After the first day of race, in the ORC

Class – Quebramar Trophy, the leadership

of the general classification and of the A

class belonged to Giulietta 2 - Marina de

Cascais, of Alexandre Kossack, with the

two victories achieved in the “technical”

races. In second place was Miguel Graça’s

Rational German Kitchens, and closing

the podium in the general classification,

42

Hippocampus


Nuno Neves’ Syone, first place in Class B.

In the NHC Class - Cascais Marina Regatta,

the first and only offshore race of the

day, was won by José Vozone’s Metralha.

The Mirpuri Foundation - Racing for The

Planet, commanded by Yoan Richomme,

was given the line honours but could not

beat the Metralha in corrected time, with

the lowest place on the podium of this

class going to Bernardo Dias Pinheiro’s

Carapau.

As for the SB20 Class - Mitsubishi Challenge.

The stars of the first day were José

Paulo Ramada, António Silva Pereira and

Fernando Kuo, aboard the Dom Pedro

Hotels, who managed to finish the three

races always within the first three. The

“vices” of the first day were the French

from Skin in the Game, Edward Russo,

Gilles Favennec and Mikael Mergui,

followed by Puss Puss - SailCascais, of

Vasco Serpa, Pedro Costa Alemão and

Diogo Machado Pinto.

This 20th edition of Cascais Vela also

included the traditional Maria de Guedes

Queiroz Trophy for the Snipe Class. This

championship has the peculiarity of having

mandatory mixed crews, that is, a woman

and a man, and that counted, as it is tradition,

with a strong participation of the

Spanish fleet. At the end of the first day,

the veteran and multiple times National

Champion, Tiago Roquette, was ahead

Clube Naval de CASCAIS 43


Regattas Cascais Vela 2020

with Vitória Almada. In second position

were the 2020 Portuguese National Champions,

Pedro and Sofia Barreto, and closing

the podium was José Luís Maldonado and

Carmela Marzal.

ANOTHER MAGNIFICENT

SAILING DAY

On the second day of Cascais Vela, the

four fleets filled the bay of Cascais again,

with wind blowing from the Northwest

quadrant with 9-12 knots of intensity.

The ORC and NHC Class cruises had

an offshore race in each of the classes,

which, for the ORC Class, had a greater

weight than the others, as it could not be

discarded from the final result, and also

because it had a weighted value of 1.5.

The victory in this race in the ORC class,

which also defined the winner of the Pedro

Mendonça Trophy, went to the Xekmatt, of

José Carlos Prista. At the end of the second

day of competition, Nuno Neves’ Syone

led the classification table and Division

B, second place went to Miguel Graça’s

Rational German Kitchens, followed by

Alexandre Kossack’s Giulietta 2.

In the challenge Marina de Cascais -

NHC Class, the lead continued to belong

to Metralha, of José Vozone, followed by

Cristina A, of Francisco Brito and Abreu,

who won in time corrected the regatta

disputed this second day. In the lowest

place of the podium remained Bernardo

Dias Pinheiro’s Carapau.

On the second day of the SB20 - Mitsubishi

Challenge class, the two top places

remained unchanged, with Dom Pedro

Hotels and Skin in the Game staying, in

this order, in the lead. The third position

was guaranteed by the Youth Team Portugal

- 98.1 Radio Marginal, of Henrique

Brites, Rafael Rodrigues, Bernardo Torres

Pêgo and Luis Pinheiro. It should be noted

that the young team, National Champion

of the SB20 Class, completed a fantastic

second day of competition, with a victory

and a second place, leaving behind the

seventh place obtained in the last race

of the day.

As for the Maria Guedes Queiroz Trophy,

it was closing day and, at the end of the

five races held, the duo Sofia and Pedro

Barreto won again and raised this trophy,

as they had also won this title in 2019.

Tiago Roquette and Vitória Almada were

second, followed by Alexandre Tinoco,

Snipe class world champion, and Laura

Morata.

FINISH IN STYLE

After two spectacular sailing days, the

last day of Cascais Vela couldn’t be any

different, toasting the participants in the

championship with winds from West to

Northwest, with 8-14 knots of intensity.

It was time to finish the competition for

the Cruise, NHC and ORC Classes, as

well as for the SB20 Class.

In the ORC Class - Quebramar Trophy,

in division A, the victory went to the Xekmatt,

of José Carlos Prista, who, besides

the success in his division, also won the

44

Hippocampus


general classification of the class - for having

won the offshore race the day before,

he also won the Pedro Mendonça Trophy.

In second place in division A of the ORC

Class was the Rational German Kitchens,

of the member of Clube Naval de Cascais,

Miguel Graça, with the lowest place on the

podium going to Giulietta 2 - Marina de

Cascais, of the also member of the CNC,

Alexandre Kossack. In the B division, the

holder of the 2018 and 2019 titles of this

trophy got the best over all the competition

and became champion again, but this time

only in his division. In second place in this

division was Bamak, of Rodrigo Vargas,

followed by Vicky, of the CNC member,

Augusto Castelo Branco.

The big winner in the NHC - Cascais

Marina Regatta class was Cristina A,

of Francisco Brito e Abreu, followed by

Metralha, of José Vozone. The third place

in corrected time, and as one would expect,

due to the three victories achieved

in elapsed time, went to the spectacular

VO65 Mirpuri Foundation - Racing For

the Planet, naturally winner of the trophy

for elapsed time.

Finally, in the Mitsubishi Challenge for

the SB20 Class, the victory smiled to José

Paulo Ramada, at the controls of Dom

Pedro Hotels, assisted by António Pereira,

Miguel Leal Faria and Tomás Camelo. In

second place were the National Champions

in the SB20 class, the Youth Team Portugal

- 98.1 Radio Marginal team, captained

by Henrique Brites, accompanied

by Luís Pinheiro, Rafael Rodrigues and

Bernardo Pego. Still on the podium was

the French team of Edward Russo, with

Gilles Favennec and Mikael Mergui.

Clube Naval de CASCAIS 45


REGATAS

Campeonato Nacional de Optimist/Campeonato da Europa de Optimist

E tudo o Clube Naval

de Cascais levou!

Mesmo num ano atípico, que se traduziu numa temporada repleta

de incerteza e inúmeros contratempos, os jovens velejadores da equipa

de Optimist do CNC souberam encontrar a motivação tanto para alcançar

o título nacional, como para garantir vários lugares na selecção

que representou Portugal no europeu da classe

Chegada ao fim a época desportiva mais

atípica de que há memória, valerá a pena

recordar o percurso dos jovens atletas da classe

Optimist do Clube Naval de Cascais ao longo

deste inesquecível ano de 2020. A equipa de

competição de Optimist do CNC, composta

por Boudie Van Dishoeck, Francisco Uva

Sancho, José Vozone, Max de Groot e Tiago

Santos, interrompeu a sua actividade em

Março, tal como as demais. Regressou aos

treinos em Maio, com o objectivo de preparar

o apuramento para os campeonatos internacionais

na Prova de Apuramento Nacional

Fotos: JOÃO COSTA FERREIRA

em Viana do Castelo – campeonato que foi

cancelado devido à pandemia da COVID-19,

tal como todos os outros, deixando este grupo

de trabalho desolado por, mais uma vez, não

poder competir.

Mas a equipa deu a volta, e voltou a saber

encontrar a motivação para treinar. A formação

de Optimist foi deslocada para o Algarve,

onde treinou desde a primeira semana de

Agosto até à realização do Campeonato de

Portugal de Juvenis e Infantis, período durante

o qual até recebeu dois novos elementos:

Matilde Bandeira e Augusto Castelo Branco.

Findo o Campeonato de Portugal de Juvenis

e Infantis, a formação do CNCascais

deu mostras da sua coesão e da qualidade

do trabalho realizado nos meses que o antecederam.

Francisco Uva Sancho sagrou-se

Campeão de Portugal, com quatro vitórias

seguidas nas últimas regatas disputadas. No

4º lugar ficou Augusto Castelo Branco, em

11º Matilde Bandeira, em 15º Tiago Santos,

em 30º Max de Groot, em 49º José Vozone

e em 54º Boudie Van Dishoeck.

A equipa do CNC conquistou, assim, um

excelente resultado, pois não só três dos seus

46

Hippocampus


velejadores – Francisco Uva Sancho, Augusto

Castelo Branco e Matilde Bandeira – ficaram

apurados para o Campeonato Europeu da

Classe Optimist, que se disputou na Eslovénia,

como trouxe para Cascais o troféu do

melhor clube. De sublinhar que este êxito

não teria sido possível sem o enquadramento

técnico dos dois treinadores do Clube Naval

de Cascais, Afonso Prieto e Miguel João.

Refira-se, a propósito, que Afonso Prieto

despede-se, assim, da classe Optimist, com

a qual trabalhou ao longo de quatro épocas,

duas delas no Clube Naval de Cascais, para

voltar a enquadrar a equipa de competição de

420 do CNC, sendo o enquadramento técnico

da classe Optimist em Cascais garantido por

Miguel João.

CNC EM FORÇA NO EUROPEU

Francisco Uva Sancho, Augusto Castelo

Branco e Matilde Bandeira, os três velejadores

que integraram a selecção nacional composta

por uma dezena de elementos, que teve por

missão representar Portugal no Campeonato

da Europa de Optimist de 2020, fizeram,

também, a sua estreia em competições internacionais

justamente no evento realizado

em Portoroz, na Eslovénia, em meados de

Outubro. Ainda acompanhados de Afonso

Prieto, todos foram magníficos exemplos

da excelente preparação com que contavam,

inclusive para esta prova de topo, os atletas do

CNC que integram esta emblemática classe

de formação, sendo a melhor prova disso

mesmo o terceiro lugar obtido por Matilde

Bandeira na primeira regata que disputou

a nível internacional, assim como a vitória

alcançada por Francisco Uva Sancho também

na regata inaugural.

E mesmo que a classificação final do campeonato

tenha acabado por ficar condicionada

pelo facto de este ter tido menos um dia do

que o previsto, por decreto do governo esloveno,

que suspendeu de imediato todas as

competições no país devido ao agravamento

da pandemia da COVID-19 naquela época

do ano, nem por isso os velejadores do Clube

Naval de Cascais deixaram de dar o seu

melhor na prova levada a cabo na matreira

baía de Portoroz, onde imperou um vento

fraco e instável durante todo o evento. Ainda

assim, no final, Matilde Bandeira terminou

na 25ª posição da classificação geral da frota

feminina, ao passo que, entre os rapazes,

Francisco Uva Sancho terminou no 14º

posto, e Augusto Castelo Branco no 108º.

Clube Naval de CASCAIS 47


Regattas Optimist National Championship/Optimist European Championship

Gone with Clube Naval

de Cascais!

Even in an atypical year, which translated into a season full of uncertainty and

countless setbacks, the young sailors from the CNC Optimist team were able to find

the motivation both to achieve the national title and to secure several places in the

national team that represented Portugal in the European championship of the class

When the most atypical sports season

in memory comes to an end, it is

be worth remembering the journey of the

young athletes of the Optimist class of Clube

Naval de Cascais throughout this unforgettable

year of 2020. The competition team

of Optimist of the CNC, formed by Boudie

Van Dishoeck, Francisco Uva Sancho, José

Vozone, Max de Groot and Tiago Santos,

interrupted its activity in March, as did the

others. The team returned to training in

May, with the aim of preparing the qualification

for the international championships

in the National Qualifying Competition

in Viana do Castelo - a championship

that was cancelled due to the COVID-19

pandemic, like all the others, leaving this

group devastated because, once again, it

could not compete.

But the team bounced back and found

the motivation to train again. Optimist’s

training was moved to the Algarve, where

they trained from the first week of August

until the Portuguese Youth and Children’s

Championship was held, during which time

they even received two new elements: Matilde

Bandeira and Augusto Castelo Branco.

After the Portuguese Youth and Children’s

Championship, the CNCascais’ team showed

its cohesion and the quality of the work done

in the months that preceded it. Francisco

Uva Sancho became Portuguese Champion,

with four victories in a row in the last

disputed races. In 4th place was Augusto

Castelo Branco, 11th Matilde Bandeira, 15th

Tiago Santos, 30th Max de Groot, 49th José

Vozone and 54th Boudie Van Dishoeck.

The CNC’s team obtained an excellent

result, because not only three of its sailors

48

Hippocampus


- Francisco Uva Sancho, Augusto Castelo

Branco and Matilde Bandeira - were qualified

for the European Championship of the

Optimist Class, which took place in Slovenia,

but also brought to Cascais the trophy

of the best club. It should be stressed that

this success would not have been possible

without the technical framework of the two

coaches of Club Naval de Cascais, Afonso

Prieto and Miguel João. In this way, Afonso

Prieto says goodbye to the Optimist class,

with which he worked for four seasons, two

of them at Clube Naval de Cascais, to return

to the CNC’s 420 competition team, being

the technical framework of the Optimist

class in Cascais assured by Miguel João.

CNC IN GREAT SHAPE AT THE

EUROPEAN CHAMPIONSHIP

Francisco Uva Sancho, Augusto Castelo

Branco and Matilde Bandeira, the three sailors

who were part of the national team composed

of a dozen elements, whose mission

was to represent Portugal in the European

Optimist Championship in 2020, also made

their debut in international competitions

at the event held in Portoroz, Slovenia, in

mid-October. Still accompanied by Afonso

Prieto, all were magnificent examples of

the excellent preparation received, even for

this top event, by the CNC athletes that

integrate this emblematic training class,

being the best proof of that the third place

obtained by Matilde Bandeira in her first

race disputed at international level, as well

as the victory achieved by Francisco Uva

Sancho also in the inaugural race.

And even if the final classification of the

championship was conditioned by the fact

that it had one day less than expected, by

decree of the Slovenian government, which

immediately suspended all competitions

in the country due to the worsening of the

pandemic of COVID-19 at that time of the

year, the sailors of Club Naval de Cascais

did not fail to give their best in the event

held in the bay of Portoroz, where the weak

and unstable wind prevailed throughout the

event. Even so, in the end, Matilde Bandeira

finished in the 25th position of the general

classification of the female fleet, while,

among the boys, Francisco Uva Sancho

finished in the 14th position, and Augusto

Castelo Branco in the 108th.

Clube Naval de CASCAIS 49


REGATAS

1º Troféu SailCascais

ESTREIA ÉPICA

Nova competição destinada à frota de SB20 organizada pelo Clube Naval

de Cascais, a primeira edição do Troféu SailCascais disputou-se

com condições verdadeiramente épicas para a prática da modalidade,

que muito contribuíram para o seu extraordinário êxito

Com o patrocínio da SailCascais, e o

apoio da Vista Alegre, teve lugar no

final do passado mês de Agosto o 1º Troféu

SailCascais, a mais recente organização do

Clube Naval de Cascais destinada aos SB20.

Uma iniciativa que redundou num inequívoco

sucesso, não só pelas excelentes condições

climatéricas que se fizeram sentir em águas

cascalenses, ideais para a prática da vela, e o

garante de uma intensa competição entre as

tripulações presentes, como pela extraordinária

adesão à prova, que contou com uma frota de

praticamente três dezenas de embarcações.

Primeiro dia de regatas, céu azul, um sol

radiante e vento a soprar de Norte, com uma

intensidade entre 15-25 nós, acabando o percurso

por ser montado muito próximo da costa,

no interior da Baía de Cascais, devido às calmas

condições de mar. Os 27 barcos da classe

SB20 foram para a água, e a equipa campeã

nacional da classeem Portugal, a Youth Team

Portugal -98.1 Radio Marginal, composta por

Henrique Brites, Bernardo Torres Pêgo, Rafael

Rodrigues e Luis Pinheiro, recomeçou no lugar

que havia deixado da última vez que esteve

no mar, e acertou com uma vitória na regata

de abertura. Uma navegação firme e sólida

da jovem equipa de Cascais, a que se seguiu

o Faith On, de Mafalda Pires de Lima, com

Mariana Lobato, Francisco Maia e Martim

Fernandes, do Clube de Vela Atlântico, e o

Roff, de Manuel Marques, com Tiago Morais

e Hugo Mastbaum, da Associação Naval de

Lisboa.

Para a segunda regata do dia, o vento continuou

a aumentar, e algumas rajadas em torno

dos 20 nós estavam a varrer o percurso. Vasco

Passanha, aos comandos do Patris Finance,

coadjuvado por Nuno Bajanca, Francisco Mello

e Tomás Barreto, construiu uma liderança

sólida na primeira bolina, quando escolheu

o lado esquerdo do percurso para a primeira

perna, e, a partir daí, nunca mais largou o

primeiro lugar. Henrique Brites foi segundo,

seguido por Diogo Correa Mendes, no Quinta

dos Murças, acompanhado de João Prieto,

Ana Costa Santos e Tomás Pires de Lima.

Uma vez que a previsão meteorológica

apontava para um aumento significativo da

intensidade do vento, a comissão de regatas

expôs Deferimento sobre alpha e, deste modo,

mandou a frota regressar a terra, dando por

terminado o primeiro dia de prova. A jornada

de abertura foi, pois, um dia de catálogo pelo

50

Hippocampus


qual Cascais é conhecida. Os mais novos assumiram

a liderança da classificação geral, e,

após duas regatas realizada, Henrique Brites

liderava, na frente de Mafalda Pires de Lima,

com a nova equipa de Bernardo Loureiro,

com Guilherme Gomes, Michel Del Vecchio

e Pedro Garcia, a garantir o terceiro posto.

O segundo dia do Troféu SailCascais de 2020

começou com uma forte brisa de Norte, na

casa dos 17-18 nós. Após o início da primeira

regata, as tripulações locais do Youth Team

Portugal/Rádio Marginal, capitaneada por

Henrique Brites, e do PussPuss, de Vasco

Serpa, pareciam fortes, mas um salto do lado

esquerdo, no final da primeira bolina, trouxe

de volta um conjunto de barcos liderados

pelo Medalha de Bronze de 1996 e Campeão

Mundial da classe SB20 de 2016, Hugo Rocha.

E Hugo Rocha assumiu a liderança e não

mais a largou. Foi seguido pelo Roff, de

Manuel Marques, e por Vasco Serpa, que

garantiu a terceira posição. Para a segunda

regata, uma extremidade do lado do barco

visor favorecida criou alguns problemas no

início. Hugo Rocha e Mafalda Pires de Lima

lideraram o percurso, mas ambos os barcos

foram desclassificados por largada adiantada.

Vasco Serpa, no PussPuss, com Pedro

Costa Alemão e Santiago Sampaio, acabou

por levar as honras da chegada, seguido por

Pedro Nieto, no Guto, do Clube de Vela

Atlântico, e por Henrique Brites. Para fechar

o dia, o numeral 2 foi exposto, significando

3 bolinas para a última regata do dia: com o

vento na casa dos 20 nós, e rajadas com 5 a 8

nós adicionais de intensidade, foi disputada

sobre o que restou das equipas. Vasco Serpa

apanhou os dois primeiros saltos de vento,

construindo uma vantagem inicial para navegar

directo para a vitória. O calmo Hugo

Rocha zarpou para segundo, seguido do

Roff, de Manuel Marques. Assim, no final

do segundo dia do Troféu SailCascais, Vasco

Serpa e Henrique Brites estavam empatados,

com dez pontos, na liderança da classificação

geral, logo seguidos de Manuel Marques, em

terceiro, com 7 pontos.

O MOMENTO DA CONSAGRAÇÃO

O último dia de competição acabou por

iniciar-se com um atraso de uma hora e meia

face ao inicialmente estipulado, dado que o

vento não entrou na Baía de Cascais como

estaria previsto. Por fim, o vento de Norte foi

entrando, e a Comissão de Regatas conseguiu

montar o percurso bem dentro da baía, com

a baliza de barlavento a menos de 200 metros

da praia.

As duas últimas regatas do evento foram

um pouco mais suaves para a frota, depois de

dois dias a navegar em condições desafiantes,

impostas pelos fortes ventos que sopraram ao

largo de Cascais. O Patris, de Vasco Passanha,

venceu a primeira regata do dia, sendo seguido

por Henrique Brites e Manuel Marques.

Hugo Rocha, com o MataUPinto, tripulado

por Eduardo Marques, Pedro Espergueira

e Luis Mira, levou as honras da chegada na

segunda regata, já disputada com um pouco

mais de vento, seguindo-se-lhe o Bravo, de

Paulo Palha, e por Henrique Brites.

Chegado o momento de disputar a Medal

Race, e não obstante Henrique Brites liderar

com cinco pontos de vantagem sobre o Puss

Puss, de Vasco Serpa, tudo estava ainda em

aberto para a primeira posição, especialmente

porque o vento voltou a carregar para cerca de

20 nós. Na largada, quatro barcos voltaram

à linha quando a bandeira X foi exposta e

não desceu.

Com a divisão da frota, Hugo Rocha assumiu

a liderança e rumou para a vitória. A equipa de

Henrique Brites manteve a calma e segurou a

segunda posição, apesar de alguns problemas

no final da segunda popa. Mafalda Pires de

Lima, no Faith On, também terminou nos

três primeiros. No final da lista, os vencedores

foram o PussPuss, de Vasco Serpa, em

representação do Clube Naval de Cascais, e

o Roff, de Manuel Marques, da Associação

Naval de Lisboa. Primeiro lugar feminino para

o Ladies First, a equipa do Sport Algés e Dafundo

composta por Carolina João, Frederica

Franchi, Joana Azevedo e Zezi Cardoso, que

terminou num impressionante quatro lugar

da geral. A equipa Bravo, de Paulo Palha, foi

a vencedora na divisão coríntia!

Deste modo, a Youth Team Portugal /98.1

Rádio Marginal, de Henrique Brites, Bernardo

Torres Pêgo, Rafael Rodrigues e Luís

Pinheiro, conquistou o 1º Troféu SailCascais.

Depois de vencer o Campeonato Nacional no

mês passado, a jovem equipa do Clube Naval

Cascais continuou a exercer o seu domínio

sobre a frota, e navegou forte no último dia,

marcando um segundo e um terceiro lugares

antes de ir para a Medal Race, que terminou

em segundo. Duas vitórias seguidas! Muito

bem! Com a vitória no Troféu SailCascais,

esta equipa venceu, igualmente, a qualificação

interna do Clube Naval de Cascais para a Liga

Vela Portugal.

Clube Naval de CASCAIS 51


Regattas 1st SailCascais Trophy

Epic debut

A new competition for the SB20 fleet organized by Clube Naval

de Cascais, the first edition of the SailCascais Trophy was held

with truly epic conditions for the practice of the sport,

greatly contributing to its extraordinary success

With the sponsorship of SailCascais,

and the support of Vista Alegre, the

1st SailCascais Trophy, the most recent initiative

of Clube Naval de Cascais for SB20, took

place at the end of August. An initiative that

resulted in an unequivocal success, not only

because of the excellent weather conditions

that were felt in the waters of Cascais, ideal

for the practice of sailing, and the guarantee

of intense competition among the crews

present, but also because of the extraordinary

adherence to the race, which had a fleet of

almost three dozen boats.

First day of races, blue sky, a radiant sun

and wind blowing from the north, with an

intensity between 15-25 knots, ending the

course very close to the coast, inside the Bay

of Cascais, due to the calm sea conditions.

The 27 vessels of the SB20 class went into

the water, and the national champion team

of the category in Portugal, the Youth Team

Portugal -98.1 Radio Marginal, formed by

Henrique Brites, Bernardo Torres Pêgo, Rafael

Rodrigues and Luis Pinheiro, started again

in the place they had left last time they were

at sea, and got a victory in the opening race.

A firm and solid navigation of the young

team from Cascais, followed by Faith On, of

Mafalda Pires de Lima, with Mariana Lobato,

Francisco Maia and Martim Fernandes,

from Clube de Vela Atlântico, and Roff, of

Manuel Marques, with Tiago Morais and

Hugo Mastbaum, from Associação Naval

de Lisboa.

For the second race of the day, the wind

continued to increase, and some gusts around

20 knots were sweeping the course. Vasco

Passanha, in charge of Patris Finance, assisted

by Nuno Bajanca, Francisco Mello and

Tomás Barreto, built a solid lead in the first

beat, when he chose the left side of the course

for the first leg, and from then on never left

the first place. Henrique Brites was second,

followed by Diogo Correa Mendes, on Quinta

dos Murças, accompanied by João Prieto,

Ana Costa Santos and Tomás Pires de Lima.

As the weather forecast indicated a significant

increase in wind intensity, the race

committee sent the fleet back to shore, ending

the first day of the race. The opening day was

therefore a catalogue day for which Cascais

is known. The youngest took the lead in the

overall classification, and after two races,

Henrique Brites led, in front of Mafalda Pires

de Lima, with the new team of Bernardo

Loureiro, with Guilherme Gomes, Michel

Del Vecchio and Pedro Garcia, ensuring

the third place.

The second day of the 2020 SailCascais

Trophy began with a strong breeze from the

north, at 17-18 knots. After the start of the

first race, the local crews of the Youth Team

Portugal/Radio Marginal, captained by Henrique

Brites, and of Vasco Serpa’s PussPuss,

looked strong, but a left-sided jump at the

end of the first upwind brought back a set

of vessels led by the 1996 Bronze Medal and

2016 SB20 World Champion Hugo Rocha.

And Hugo Rocha took the lead and never

let go. He was followed by Roff of Manuel

Marques and Vasco Serpa, who secured

52

Hippocampus


third place. For the second race, a favoured

extremity on the side of the display vessel

created some problems at the beginning.

Hugo Rocha and Mafalda Pires de Lima led

the course, but both vessels were disqualified

for early start. Vasco Serpa, on PussPuss, with

Pedro Costa Alemão and Santiago Sampaio,

ended up taking the honours of the arrival,

followed by Pedro Nieto, on Guto, of Clube

de Vela Atlântico, and Henrique Brites. To

close the day, the numeral 2 was displayed,

meaning 3 buoys for the last race of the day:

with the wind at about 20 knots, and gusts

with an additional 5 to 8 knots of intensity, it

was disputed over what was left of the teams.

Vasco Serpa caught the first two jumps of

wind, building an initial advantage to navigate

straight to victory. Calmly, Hugo Rocha set

sail for second, followed by Roff of Manuel

Marques. By the end of the second day of

the SailCascais Trophy, Vasco Serpa and

Henrique Brites were tied, with ten points, at

the top of the overall standings, followed by

Manuel Marques, in third, with seven points.

THE MOMENT OF THE TRUTH

The last day of the competition started

with an hour and a half delay compared to

the initially scheduled, as the wind did not

enter the Bay of Cascais as expected. Finally,

the north wind was entering, and the Race

Committee managed to set the course well

inside the bay, with the windward buoy less

than 200 meters from the beach.

The last two races of the event were a little

smoother for the fleet, after two days sailing in

challenging conditions imposed by the strong

winds that blew in Cascais. Vasco Passanha’s

Patris won the first race of the day, followed

by Henrique Brites and Manuel Marques.

Hugo Rocha, on MataUPinto, crewed by

Eduardo Marques, Pedro Espergueira and

Luis Mira, took the honours of the arrival

in the second race, already disputed with a

little more wind, followed by Bravo of Paulo

Palha and Henrique Brites.

The time had come to dispute the Medal

Race, and although Henrique Brites led

with five points ahead of Puss Puss of Vasco

Serpa, everything was still open for the first

position, especially as the wind increased

again to about 20 knots. At the start, four

boats returned to the line when flag X was

shown and did not come down.

With the division of the fleet, Hugo Rocha

took the lead and headed for victory. Henrique

Brites’ team remained calm and held on

to second position despite some problems at

the end of the second stern. Mafalda Pires de

Lima, on board of Faith On, also finished

in the top three. At the end of the list, the

winners were PussPuss, of Vasco Serpa,

representing the Clube Naval de Cascais,

and Roff, of Manuel Marques, from the

Associação Naval de Lisboa. First place for

Ladies First, the Sport Algés and Dafundo

team composed by Carolina João, Frederica

Franchi, Joana Azevedo and Zezi Cardoso,

ended in an impressive fourth place overall.

Paulo Palha’s Bravo team was the winner in

the Corinthian division!

In this way, the Youth Team Portugal

/98.1 Rádio Marginal, of Henrique Brites,

Bernardo Torres Pêgo, Rafael Rodrigues

and Luís Pinheiro, won the 1st SailCascais

Trophy. After winning the National

Championship last month, the young team

from Clube Naval Cascais continued to

exercise their dominance over the fleet,

and sailed hard on the last day, scoring a

second and a third place before going to

the Medal Race, finishing second. Two

wins in a row! Well done! With the victory

in the SailCascais Trophy, this team also

won the internal qualification of Clube

Naval de Cascais for the Portuguese Sailing

League.

Clube Naval de CASCAIS 53


Clube Melhores do Mundo em 49er e 49er FX preferem CNC

54

Hippocampus


PROVA DE

EXCELÊNCIA

O Centro de Treino de Alto Rendimento do Clube

Naval de Cascais voltou a provar ser uma das melhores

infraestruturas do seu género a nível mundial. Dezanove

equipas de 49er e 49er FX, oriundas de dez países, e entre

as quais se encontravam algumas das melhores formações

do mundo, escolheram, justamente, as águas cascalenses

e a infraestrutura do CNC para preparar as olimpíadas

de Tóquio, adiadas para 2021

Fotos: NEUZA AIRES PEREIRA

Adiados que foram os Jogos Olímpicos

de Tóquio para 2021, o Clube Naval

de Cascais voltou a ser base de treinos, entre

Julho e Outubro últimos, das melhores

formações do mundo de 49er e 49er FX.

Dezanove equipas oriundas de dez países,

de três diferentes continentes (Europa, Ásia

e América – do Sul e do Norte), marcaram

presença em Cascais a preparar o último

ano do ciclo olímpico nas referidas classes.

Presentes estiveram desde medalhados

olímpicos, como Erik Heil e Thomas Plobel

(Bronze em 49er nos Jogos do Rio de 2016),

ou Martine Grael e Kahena Kunze (Ouro

em 49er FX também no Rio de Janeiro),

aos Vice-Campeões do Mundo de 2020,

Diego Botin e Iago Lopez Marra (49er),

e Charlotte Dobson e Saskia Tidey (49er

FX), passando pelas terceiras classificadas

nesse mesmo mundial, Stephanie Roble e

Maggie Shea. Todas estas equipas procuraram,

naturalmente, encontrar as condições

mais parecidas com aquelas com que se irão

deparar em Julho e Agosto do próximo ano,

na baía de Sagami, em Tóquio.

CHUVA DE ESTRELAS

Esta autêntica e impressionante chuva de

estrelas durou nada menos do que três meses,

durante os quais foi possível observar

uma enorme acção na sede do Clube Naval

de Cascais, com o cais sempre repleto de

vida e animação, e decorado com as bandeiras

dos países representados. Ao mesmo

tempo, as equipas puderam desfrutar tanto

das notáveis condições proporcionadas pela

excepcional infraestrutura desportiva do

CNCascais, como das fantásticas condições

oferecidas pelo mar de Cascais, fossem as

ondas e os ventos fortes da Guia, ou as

condições mais instáveis, no interior da

Baía de Cascais. Tudo concorrendo para

que o Clube Naval de Cascais demonstrasse,

mais uma vez, que o seu Centro de Treino

de Alto Rendimento é uma referência a

nível mundial.

Provando, igualmente, a sua mestria na

arte de bem receber, no decorrer deste

período, o Clube Naval de Cascais organizou

duas regatas de treino especialmente

para estes velejadores. Na primeira, levada

a cabo no final de Setembro, e na Classe

49er FX, a equipa de Singapura, e residente

em Cascais, composta por Kimberley Lim

e Cecilia Low, foi a vencedora, cabendo

Clube Naval de CASCAIS 55


Clube Melhores do Mundo em 49er e 49er FX preferem CNC

56

Hippocampus


a segunda posição às “meninas de ouro”

Martine Grael e Kahena Kunze, do Brasil

(que no último dia não se puderam juntar

à frota devido a uma lesão sofrida por

Martine Grael), cabendo o lugar mais baixo

do pódio às britânicas Charlotte Dobson

e Saskia Tidey, Vice-Campeãs do Mundo

em Geelong, na Austrália. Já na classe

49er, a grande vencedora foi a tripulação

bávara composta por Erik Heil e Thomas

Plobel, sendo o segundo posto pertença

de Dylan Fletcher e Stu Bithell, do Reino

Unido, seguidos pelos seus compatriotas

Jack Hawicks e Chris Thomas.

No segundo evento, realizado no final

de Outubro, só competiram os 49er, e,

desta feita, as duplas do Clube Naval de

Cascais, Jorge Lima e José Costa, e Tomás

Barreto e João Prieto, recém-chegadas do

Campeonato da Europa, também estiveram

presentes. A vitória acabou por sorrir

aos Vice-Campeões do Mundo em título,

os espanhóis Diego Botin e Iago Lopez

Marra, seguidos da dupla norte-americana

composta por Andrew Mollerus e Ian MacDiarmid,

fechando o pódio os franceses

Lucas Rual e Emile Amoros.

Clube Naval de CASCAIS 57


Club World’s Best in 49er and 49er FX prefer the CNC

Proof of excellence

Clube Naval de Cascais’ High Performance Training Centre has once

again proved to be one of the best infrastructures of its kind in the

world. Nineteen teams of 49er and 49er FX, from ten countries,

among which were some of the best teams in the world, chose,

precisely, the Cascais waters and the CNC infrastructure

to prepare the Tokyo Olympics, postponed to 2021

After the Tokyo Olympic Games

were postponed to 2021, Clube

Naval de Cascais was once again the base

for training, between July and October,

of the world’s best teams of 49er and 49er

FX. Nineteen teams from ten countries,

from three different continents (Europe,

Asia and America - South and North),

were present in Cascais to prepare the

last year of the Olympic cycle in these

classes.

Attendees ranged from Olympic medallists

such as Erik Heil and Thomas

Plobel (49er Bronze at the Rio 2016

Games), to Martine Grael and Kahena

Kunze (49er FX Gold also in Rio

de Janeiro), to the 2020 World Vice-

-Champions Diego Botin and Iago Lopez

Marra (49er), and Charlotte Dobson

and Saskia Tidey (49er FX), to the third

world champions Stephanie Roble and

Maggie Shea. All these teams naturally

tried to find the conditions most similar

to those they will face in July and August

next year in Sagami Bay, Tokyo, in the

Olympic Games.

STARS RAIN

This authentic and impressive stars rain

lasted no less than three months, during

which it was possible to observe a huge

action at the headquarters of Clube Naval

de Cascais, with the wharf pier full of life

and excitement, and decorated with the

flags of the countries represented. At the

same time, the teams were able to enjoy

both the remarkable conditions provided

by the exceptional sports infrastructure of

CNCascais, and the fantastic conditions

offered by the Cascais sea, whether the

58

Hippocampus


Clube Naval de CASCAIS 59


Club World’s Best in 49er and 49er FX prefer the CNC

waves and strong winds of Guia, or the

more unstable conditions inside the Bay

of Cascais. All this contributed to the

CNC demonstrating, once again, that

its High Performance Training Centre

is a worldwide reference.

Also proving its mastery in the art of

welcoming, during this period, Clube

Naval de Cascais organized two training

races especially for these sailors. In the

first, carried out at the end of September,

in the 49er FX Class, the Singapore team,

resident in Cascais, composed of Kimberley

Lim and Cecilia Low, was the winner, with

the second place going to the “golden girls”

Martine Grael and Kahena Kunze, from

Brazil (who were unable to join the fleet

on the last day due to an injury suffered by

Martine Grael), with the British Charlotte

Dobson and Saskia Tidey, Vice-Champions

of the World in Geelong, Australia, taking

the lowest place on the podium. In class

49er, the big winner was the Bavarian crew

formed by Erik Heil and Thomas Plobel,

60

Hippocampus


the second place being held by Dylan

Fletcher and Stu Bithell from the United

Kingdom, followed by their compatriots

Jack Hawicks and Chris Thomas.

In the second event, held at the end

of October, only the 49ers competed,

and this time Clube Naval de Cascais

doubles, Jorge Lima and José Costa, and

Tomás Barreto and João Prieto, who had

recently returned from the European

Championship, were also present. The

victory ended up smiling to the current

Vice-Champions of the World, the

Spanish Diego Botin and Iago Lopez

Marra, followed by the North American

duo composed of Andrew Mollerus and

Ian MacDiarmid, closing the podium

with the French Lucas Rual and Emile

Amoros.

Clube Naval de CASCAIS 61


Clube Jantar dos Comodoros

MOMENTO

Pela primeira vez na sua já longa história, o Clube Naval

de Cascais levou a cabo uma cerimónia específica para

assinalar a passagem de testemunho do Comodoro que cessa

funções para aquele que as inicia. Uma iniciativa que tem por

objectivo inaugurar uma nova tradição no CNC, e servir

de ponto de partida para uma renovada organização do clube

Fotos: ASSUNÇÃO BRANCO

Miguel Horta e Costa e José Sotto

Mayor Matoso. Dois nomes incontornáveis

da história recente – e,

seguramente, futura – do Clube Naval

de Cascais, autênticos (e merecidos)

protagonistas da cerimónia organizada

pelo CNC para celebrar a passagem

de testemunho entre o Comodoro que

cessou funções e aquele que lhe sucede.

Um evento com lotação esgotada, no qual

não quiseram deixar de marcar presença

inúmeros sócios e amigos do CNCascais,

entre os quais se encontravam diversas

figuras ilustres do clube e do concelho,

nomeadamente Miguel Pinto Luz (Vice-

-Presidente da Câmara Municipal de

Cascais) e Bernardo Corrêa de Barros

(Presidente da Associação de Turismo

de Cascais).

Esta foi uma iniciativa de suprema importância

para o CNC, um verdadeiro

momento histórico, desde logo por ter

sido a primeira vez, em 82 anos, que foi

organizada uma cerimónia exclusivamente

dedicada à entrega da bandeira

de Comodoro por parte de quem cessou

funções a quem, a partir de então, as

inicia. Algo que, em alguns dos maiores

e mais prestigiados clubes náuticos do

mundo, é um dos mais relevantes eventos

do seu calendário – e que, a partir de

agora, se espera venha a ser também para

o CNCascais, cujo estatutos até prevêem

galhardetes específicos para o Comodoro

e Vice-Comodoro, nos quais três e duas

estrelas, respectivamente, se juntam aos

obrigatórios cavalos marinhos.

Convirá, a este propósito, realçar ser

intenção da actual direção do CNC que a

primeira edição do Jantar dos Comodoros

não seja, apenas, uma nova iniciativa

destinada a perdurar no tempo. Antes

que sirva, igualmente, como ponto de

partida para uma reformulação da sua

organização e funcionamento internos,

plenamente justificada pelo extraordinário

crescimento que o Clube Naval de

Cascais tem registado ao longo dos anos,

e, em especial, nas duas últimas décadas.

E algumas metas foram já traçadas.

Em primeiro lugar, que também as

funções de Presidente e Vice-Presidente

da direcção sejam brindadas com um

evento análogo, destinado a assinalar

oficialmente a passagem de testemunho

entre a direcção cessante e o novo elenco

directivo, sempre que a mesma ocorra.

E, por outro lado, que a próxima revisão

estatutária não só atribua galhardetes

específicos para os cargos de Presidente e

Vice-Presidente, como preveja um maior

envolvimento do Comodoro nas tarefas

operacionais do CNC.

Neste caso, o fito passa por conjugar a

tradição do Sul da Europa nesta matéria,

em que o Presidente da direcção tende a

ser quem lidera o conselho geral, com a

de outras latitudes, em que essa missão

62

Hippocampus


HISTÓRICO

Clube Naval de CASCAIS 63


Clube Jantar dos Comodoros

acabar por estar atribuída ao Comodoro.

No fundo, adoptar algo que é já prática

corrente em clubes com os quais o CNC tem

acordos de reciprocidade, como o são os de

Barcelona, Palma de Maiorca ou Mónaco.

LEGADO DE PESO

Mais do que o Comodoro que cessa funções

e o novo Comodoro, Miguel Horta e Costa

e José Sotto Mayor Matoso são duas figuras

marcantes do CNC, e determinantes para

os êxitos e para o progresso que o clube

tem registado desde 2000, e especialmente

nos últimos quinze anos. Deixando de ser

“apenas” um dos mais prestigiados clubes

náuticos portugueses, para passar a ser um

dos mais relevantes do seu género a nível

mundial.

Nunca sendo demais relembrar alguns

dos seus principais feitos, nomeadamente

a capacidade para passar a organizar um

calendário de provas que integra, de forma

recorrente, alguns dos mais importantes e

reconhecidos eventos de vela do mundo.

Tudo terá tido o seu início com o Troféu

Quebramar/Chrysler, hoje conhecido como

Cascais Vela, e reconhecido como o mais

importante evento da vela nacional. Sendo

imperioso referir, também, o campeonato

ISAF2007 para as classes olímpicas, assim

como a America’s Cup Series de 2011 –

provas cuja realização em águas cascalenses

também só foi possível graças ao contributo

dado por outro nome incontornável do

Clube Naval de Cascais, Patrick Monteiro

de Barros, seu Comodoro Honorário.

Dignas, igualmente, de menção, as sete

vezes que o CNC acolheu o circuito dos

TP52 (duas delas enquanto Rolex 52 Super

Series World Championship); a visita recorrente

da RC44 World Cup desde 2011; e a

organização de outros eventos de dimensão

mundial, como a Panerai Transat Classique,

os IMOCA ou os Mod70, só para referir

algumas das mais significativas iniciativas

neste âmbito. Não menos importante, o

facto de ter cabido ao CNC, e ao seu staff, a

organização offshore das duas passagens da

Volvo Ocean Race por águas portuguesas,

não obstante a regata ter ficado sediada em

Lisboa nesses anos de 2012 e 2015.

Por fim, mas não menos importante,

dois apontamentos. Uma para o impres-

1 2

3 4

64

Hippocampus


1

Gonçalo Esteves, Nicole

Haman

2

Jochen e Sofia Michalski

3

Paulo e Renata Torres

Pereira

4

Bernardo Corrêa de Barros

5

Jorge e Quim Abreu

6

Paula e Jorge Ferlov

5 6

sionante calendário do CNC dedicado a

duas das suas mais importantes classes,

Dragão e SB20, protagonistas de vários

campeonatos internacionais (incluindo

europeus e mundiais), assim como das

já célebres Winter Series. A outra, para o

sucesso alcançado pelo CNCascais e seus

velejadores a nível internacional, o qual

permitiu elevar bem alto a bandeira do

clube graças aos diversos títulos europeus

e mundiais obtidos, não esquecendo a

presença regular nos Jogos Olímpicos.

Mais recentemente, o CNC também

esteve fortemente empenhado na última

edição da VOR, com a campanha levada

a cabo pela Mirpuri Foundation, com o

Turn the tide on Plastic, a conceder ao

clube a honra de contar com três membros

na sua equipa, um deles o próprio

Paulo Mirpuri. Como se tal não bastasse,

na próxima edição da regata de circum-

-navegação, a campanha estará ainda

mais intimamente ligada ao CNC: não

só o novo barco, Racing for the Planet de

seu nome, é albergado pelo CNC desde

Outubro de 2019, como a base em terra

da equipa é o próprio CNC.

Clube Naval de CASCAIS 65


Clube Jantar dos Comodoros

Mas o sucesso da parceria entre a Mirpuri

Foundation e o Clube Naval de

Cascais não se esgota neste projecto. Já

este ano, as duas instituições tiveram a

audácia e o talento para inovar, não só em

Portugal, mas a nível global, uma vez que

a primeira edição do Mirpuri Foundation

Sailing Trophy foi, “tão só”, o primeiro

evento de vela do mundo levado a cabo

após o início da pandemia da Covid-19

– e totalmente seguro neste particular.

A decisão de avançar foi tomada apenas

quatro dias antes do confinamento obrigatório

em Portugal, e o decurso da prova

demonstrou ao mundo o pioneirismo

de levar a cabo uma regata costeira ao

largo nas novas condições, e respeitando

as novas exigências, impostas pela pandemia

– sendo, porventura, o seu maior

feito o ter nada menos do que sessenta

embarcações alinhadas para a largada.

E que dizer do desenvolvimento registado

pela Escola de Vela do CNC, da

qual a Mirpuri Foundation é o principal

patrocinador nestes últimos doze anos?

Anualmente, cerca de um milhar de

crianças e jovens integram os cursos

realizados ao longo de todo ano, motivo

de grande orgulho para o CNC, o

mesmo se aplicando ao projecto Vela sem

Limites, só possível graças a uma notável

organização e aos dedicados voluntários

que o integram.

1

2 3

INTERNACIONALIZAÇÃO

PERMANENTE

Domínio em que o CNC muito tem

progredido nos últimos doze anos é do da

internacionalização. Ao longo desse espaço

de tempo, foram assinados vinte e três

acordos de reciprocidade (nomeadamente

com alguns dos seus mais prestigiados congéneres

a nível mundial); ao passo que, no

final de 2013, o CNCascais teve o excelso

privilégio de ser convidado a integrar o

ICOYC (International Council of Yacht

Clubs), com o patrocínio do RHKYC e do

NRV, seus clubes correspondentes. Uma

adesão de tal forma bem-sucedida que,

no final de 2018, coube ao CNC acolher

a conferência europeia do ICOYC, a qual

contou com a participação de comodoros

de dezasseis clubes europeus e seis dos

4 5

66

Hippocampus


1

Gonçalo Carvalho Martins,

Diana de Polignac Nigra,

Federico de Polignac

Nigra, Francesca

Caramanico, Catarina

Ahrens Teixeira, Miguel

de Mendia Horta e Costa

2

Julieta e Alexandre

Kossack

3

Paulo e Luiza Mirpuri

6

4

Madalena e Manuel

Durães Rocha

7

EUA; sendo que, desde Abril último, cabe

ao CNCascais ocupar o lugar de chairman

do Comité de Nomeações, o segundo cargo

mais importante do ICOYC logo a seguir

ao da presidência.

E como nada se faz sem auxílio, é da

mais elementar justiça evocar aqui os

patrocinadores de primeiro nível que têm

acompanhado o CNC nesta caminhada,

mormente o Turismo de Cascais, a Mirpuri

Foundation e, mais recentemente, a

Rolex. Neste ponto, será oportuno recordar

que, após o Rolex 52 Super Series World

Championship de 2018, o CNC teve tal

impacto em Genebra, que foi o primeiro

clube desportivo português, e terceiro da

Península Ibérica, a merecer o patrocínio

da Rolex – como é do conhecimento

geral, o mais importante patrocinador

da modalidade a nível global , garantido

por um contrato de três anos, assinado a

1 de Julho último.

Destaque imprescindível, de igual modo,

8

para o principal e mais estratégico parceiro

do CNC, a Câmara Municipal de Cascais.

E, ainda, para a sua estrutura organizativa:

ao longo dos últimos doze anos, todas

as semanas, a direcção tem-se reunido

durante, pelo menos, três horas nas instalações

do CNC, que hoje funciona como

uma verdadeira empresa, não sendo mais

possível geri-lo como antigamente, em que

três voluntariosos membros da direção

se juntavam aos Sábados de manhã para

decidir sobre o respectivo funcionamento.

Hoje, o Conselho Geral é composto por

sete extraordinários profissionais, sem

os quais muito do que foi alcançado não

teria sido possível, e a quem os presidentes

Gonçalo Esteves e José Sotto Mayor

Matoso, e os Comodoros Miguel Horta e

Costa e Patrick Monteiro de Barros, fazem

questão de expressar a sua gratidão pelo

árduo trabalho desenvolvido de forma

voluntária, pelo contributo inestimável que

deram para o desenvolvimento do CNC.

5

Martina Wasser,

Carlos Vieira

6

Miguel Horta e Costa,

Nicole Haman

7

José Sotto Mayor

Matoso, Cecília Pina

Prata, Ana Pinto Luz

8

Andrew e Maria José

Bailey

BEM-VINDO, COMODORO

SOTTO MAYOR MATOSO

Se Cascais é, hoje, considerado como um

dos dez melhores locais do mundo para

viver, as suas águas estão entre as cinco

melhores do planeta para realizar regatas,

juntamente com São Francisco e Newport

(Rhode Island), nos EUA, a Sardenha, em

Itália, e Auckland, na Nova Zelândia. Ao

mesmo tempo, o clube conta com novos

membros no Conselho Geral, o qual

integra, pela primeira vez, uma presença

feminina (Ana Champalimaud, presidente

do novo Comité das Senhoras), assim como

um membro jovem (Ricardo Schedel, Presidente

do também recém-criado Comité

da Juventude). O CNC ajusta-se, assim,

para que as gerações presentes e futuras

estejam à altura dos requisitos internacionais,

não só em termos de eventos, mas

também das expectativas dos seus novos

membros internacionais.

O CNC aspira, também, a que, muito

Clube Naval de CASCAIS 67


Clube Jantar dos Comodoros

1

Francisco Mattos

Chaves e Mathilde

Horta e Costa

2

Maurizio Mazzotti

e Filippo Sotto Mayor

Matoso

3

Diana Polignac

de Barros e Miguel

Horta e Costa

1 2 3

4

Ricardo e Simone

Galvão

5

Cláudia e José Sotto

Mayor Matoso

6

Michael Del Vecchio

4 5 6

em breve, sejam operadas significativas

melhorias no clube, com o apoio de muitos,

e o árduo trabalho da direcção, por

forma a superar a única lacuna de monta

que ainda regista: uma vida social mais

intensa. Em que sócios mais antigos e

outros mais recentes, e jovens, possam

conviver regular e saudavelmente; e em

que sócios não velejadores possam aderir ao

clube, proporcionando-lhe a cultura mais

típica da América do Sul de utilização e

desfrute dos clubes náuticos.

Prova-se, assim, que, tal como a região,

também as necessidades do CNC evoluíram

com o passar dos tempos. E se, nos

seus primeiros oitenta anos de existência,

o papel de Comodoro cabia na perfeição

a alguém com perfil de executivo, com

uma forte presença doméstica, hoje, para

ir de encontro à vertente internacional

do clube, é necessário alguém com um

conhecimento absoluto das suas operações

correntes e um forte currículo internacional

em termos de vela.

Foi com base nestes pressupostos que o

Clube Naval de Cascais considerou José

Sotto Mayor Matoso como o seu membro

mais elegível para esta exigente tarefa, por

isso nomeando-o como seu Comodoro a

partir de Junho último. O seu envolvimento

e apoio ao CNC no decurso dos últimos

doze anos tem sido, a todos os títulos,

extraordinário, integrando, em 2008, o

elenco de que também faziam parte Gonçalo

Esteves, Francisco Geraldes, Manuel

Rocha e Pedro Costa Alemão, os “cinco

pioneiros” que, semanalmente, lidavam

com uma enorme quantidade adicional

de chamadas telefónicas e e-mails, e se

68

Hippocampus


7

Ricardo Galvão, André

Godinho

e Pedro Costa Alemão

8

Jorge Ferlov

7 8

9

Diana de Polignac

Nigra e Miguel Horta

e Costa

10

Sónia Santiago

e Francisco Geraldes

9 10

reuniam com o desiderato (com êxito alcançado)

de retirar o CNC da problemática

situação financeira em que se encontrava,

colocando-o na invejável posição em que

presentemente se encontra.

Foram uns primeiros seis anos extremamente

duros em termos de trabalho, ao

longo dos quais José Sotto Mayor Matoso

dedicou inúmeras horas, e aturado esforço,

não só em Portugal, como em diversos

pontos da Europa – a maioria das vezes,

com o seu Dragão atrelado ao automóvel,

promovendo incessantemente o CNC nas

mais variadas paragens. Seis anos volvidos,

Francisco Brito e Abreu e José Paulo Ramada

juntaram-se ao Conselho Geral, uma

vez que, em 2014, as exigências do CNC já

eram excessivas apenas para somente cinco

pessoas. Mais recentemente, Pedro Mendes

Leal veio consolidar a equipa – e, com José

Sotto Mayor Matoso como Comodoro, mas

com assento no Conselho Geral, sem dúvida

que o CNC fica mais forte, e os resultados

serão ainda melhores.

Inicialmente, o nome de José Sotto Mayor

Matoso foi apresentado pelo Presidente da

Direcção, Gonçalo Esteves, ao Vice-Pesidente,

Francisco Brito e Abreu, merecendo

acolhimento absolutamente favorável não

só da parte deste, como, posteriormente, de

toda Comissão Executiva, do Comodoro Miguel

Horta e Costa, do Presidente da Mesa

da Assembleia Geral, Vasco Pinto Basto,

e, não menos importante, do Comodoro

Honorário, Patrick Monteiro de Barros.

Naquela que foi uma decisão unânime,

todos ficaram, pois, tão radiantes quanto

gratos com a aceitação da sua nova missão,

por estarem certos e seguros de terem

encontrado o comodoro ideal para o que

serão as necessidades do CNCascais nos

próximos anos.

OBRIGADO,

COMODORO HORTA E COSTA

Um momento de tão suprema importância para

o Clube Naval de Cascais só ficaria completo

com um profundo e sentido agradecimento a

Miguel Horta e Costa, Comodoro do CNC

durante os doze últimos anos. E, para tal, nada

melhor do que oferta de uma colecção completa,

encadernada, da revista Hippocampus,

e, sobretudo, as palavras, em nome de todos

os membros e sócios do clube, proferidas por

Gonçalo Esteves, eleito em 2014 como 14º

Presidente do CNCascais, quando do marcante

jantar que assinalou a referida passagem de

testemunho para José Sotto Mayor Matoso.

“Lembro-me como se fosse hoje, a primeira

vez que estive no gabinete de Miguel

Horta e Costa no Edifício Portugal

Telecom, na Av. Fontes Pereira de Melo,

bem no coração de Lisboa. Com o apoio

do Comodoro de então, Patrick Monteiro

de Barros, fomos visitá-lo, o Francisco

Geraldes e eu, para propor à PT tornar-

-se patrocinador das primeiras edições do

Troféu Quebra-Mar/Chrysler, atualmente

Cascais Vela. Estava bastante nervoso, pois,

embora, na altura, já não fosse, propriamente,

um estreante nestas andanças, o

Miguel já era, para mim, então, a referência

entre os CEO em Portugal.

Desse dia até hoje, muito foi o que fizemos

e alcançámos juntos. Com o passar dos

anos, tivemos a capacidade para encetar

e desenvolver uma profunda amizade.

Estivemos juntos em inúmeras situações

e locais, de Hong Kong a São Paulo, passando

por muito outros lugares – e aqueles

que bem o conhecem sabem que é sempre

o mesmo, não importa com quem se reúna

ou encontre, e sempre com um sorriso no

rosto.

Clube Naval de CASCAIS 69


Clube Jantar dos Comodoros

1

Diana de Polignac

de Barros

2

Francisco e Cristina

Brito e Abreu

3

Charles Lindley,

Nicole Haman, Paula

e Jorge Ferlov

1

2

3

Estou neste clube desde que era muito

jovem, e nunca me passou pela cabeça

tornar-me Presidente do Clube Naval de

Cascais. Quando a minha altura chegou,

praticamente de um dia para o outro, de

substituir o José Sotto Mayor Matoso

após o seu segundo mandato, estava com

a minha confiança bastante em baixo para

assumir o seu lugar. Existiam alguns outros

nomes que eu considerava serem melhor

opção para o nosso clube. Telefonei-lhe, e

disse-me: ‘Gonçalo: desses três nomes que

acabaste de me mencionar, és, de longe,

aquele que eu penso deveria o próximo

Presidente, e quero dizer-to desde já, e

também que irei referir à direcção que te

apoio a 100%’.

Obrigado, Miguel, do fundo do coração:

sem dúvida, estava sinceramente convicto

de que iria apoiar uma das outras opções.

A sua confiança em mim foi o derradeiro

impulso de que necessitava para aceitar

ser o 14º Presidente deste prestigiado

clube. Obrigado, Miguel, obrigado pelo seu

apoio ao longo dos meus seis anos enquanto

Vice-Presidente, e obrigado pelo seu apoio,

disponibilidade e amizade durante estes

seis anos enquanto Presidente.

Como referi anteriormente, o nosso clube,

hoje, não é o clube de antigamente, e a

forma como temos vindo a elevar a fasquia

só foi possível, sem sobra de dúvida, com o

importante contributo dado pelo Miguel

Horta e Costa. Aprendi muito com ele,

e todo o clube tem uma eterna dívida de

gratidão para consigo.

Dos muitos episódios que vivi com o

Miguel Horta e Costa, escolho aquele que

penso ser o que melhor o descreve. Quando

era Vice-Presidente do José Sotto Mayor

Matoso, tornei-me sócio do Royal Hong

Kong Yacht Club. À época, o Comodoro era

Ambrose Lee, e o Vice-Comodoro Joachim

Isler. Depois de ser admitido no RHKYC,

na que foi a minha segunda tentativa, pois

na primeira não fui bem-sucedido, de imediato

comecei a estruturar um acordo de

reciprocidade entre os dois clubes.

Dado que o RHKYC conta com 170

anos de existência, na altura tinha já

inúmeros clubes correspondentes e não

estava com grande disposição para firmar

acordo com o CNC. Na época, sabia que

o Miguel Horta e Costa tinha por hábito

viajar para Macau mais do que uma vez

por ano, e liguei-lhe a perguntar quando

seria a sua próxima viagem para a antiga

possessão portuguesa. Fiquei a saber tinha

agendado para poucos dias depois a sua

próxima deslocação de negócios à Ásia.

Coloquei-o a par dos nossos requisitos e

do desafio que se nos colocava pela frente.

Quem bem o conhece, sabe o quão rápido

70

Hippocampus


4

Da esquerda para

a direita. Em cima:

Francisco Geraldes,

Pedro Mendes Leal,

Pedro Costa Alemão,

José Paulo Ramada,

Manuel Durães Rocha.

Em baixo: José Sotto

Mayor Matoso, Gonçalo

Esteves, Francisco Brito

e Abreu

5

Miguel Pinto Luz

4

6

Jorge Leitão

5

6

7

Charles Lindley,

Francisco Brito e Abreu,

Miguel Horta e Costa

8

Cláudia Sotto Mayor

Matoso, Jochen

Michalski

7

é a compreender um desafio diplomático,

e disse-mo claramente: ‘Gonçalo, não te

preocupes: marca uma reunião no clube,

e vou tentar ajudar’. E marcou um dia

extra na sua viagem à Ásia para assumir

tal missão.

Organizei as coisas de modo a que tanto

Ambrose Lee como Joachim Isler o recebessem,

e o Miguel Horta e Costa foi

convidado para um jantar levado a cabo

na célebre Compass Room, a elegante

sala de jantar situada nas instalações do

8

RKHYC, no porto de Vitória.

Desconheço os detalhes do jantar. Contudo,

fiquei a saber que foi uma noite extremamente

agradável. Estava a dormir na

minha sala de estar, com a televisão ligada,

quando recebo uma chamada de Joachim

Isler, era já meia-noite, oito da manhã em

Hong Kong. De imediato julguei que algo

tinha corrido mal. ‘Desencontraram-

-se, decerto’, pensei. Atendi o telefone:

‘Goncalo?’, ouvi. ‘Sim, Joachim, o que

aconteceu?’ E a sua resposta foi: ‘Ora, Gonçalo…

O seu comodoro… Aquilo é que é

um comodoro! Já não existem comodoros

assim!!! Não pode falhar: será assinado

um acordo assim que vier a Hong-Kong’.

Para terminar, e mais uma vez em nome

do clube, obrigado por todo o seu empenho

ao longo de todos estes anos, e vamos ter

de ajustar os nossos estatutos para que

uma vez Comodoro, sempre Comodoro,

como acontece na maioria dos clubes em

todo o mundo. Obrigado, Comodoro

Horta e Costa”.

Clube Naval de CASCAIS 71


Club Commodores’ Dinner

HISTORICAL

For the first time in its already long history,

Clube Naval de Cascais held a ceremony to mark

the passing of testimony of the Commodore

who ceases functions to the one who initiates them.

This initiative aims at inaugurating a new tradition

at CNC, and to serve as a starting point

for a renewed Organization of the club

Fotos: ASSUNÇÃO BRANCO

Miguel Horta e Costa and José Sotto

Mayor Matoso. Two essential names

in the recent - and certainly future -

history of Clube Naval de Cascais, true (and

deserving) protagonists of the ceremony

organized by the CNC to celebrate the

passing of testimony between the outgoing

Commodore and his successor. It was a

sold-out event in which many members

and friends of the CNCascais were present,

among whom were several illustrious figures

of the Club and of the Council, including

Miguel Pinto Luz (Vice-President of the

Cascais Municipal Council) and Bernardo

Corrêa de Barros (President of the Cascais

Tourism Association).

This was an initiative of utmost importance

for the CNC, a true historical moment, since

it was the first time in 82 years that a ceremony

was organised exclusively dedicated

to the handing over of the Commodore’s

flag by those who ceased functions to those

who begin them. Something that, in some

of the largest and most prestigious sailing

clubs in the world, is one of the most relevant

events in the calendar - and that, from now

on, is also expected for CNCascais, whose

statutes even provide specific pennants for

the Commodore and Vice-Commodore, in

which three and two stars, respectively, join

the mandatory seahorses.

In this regard, it should be pointed out

that it is the intention of the current CNC

management that the first edition of the

Commodores’ Dinner should not only be a

new initiative destined to last in time. It also

serves as a starting point for a reformulation

of its internal organisation and functioning,

fully justified by the extraordinary growth

that Clube Naval de Cascais has registered

over the years, and especially over the last

two decades.

And some goals have already been set.

Firstly, that the functions of President and

Vice-President of the Board should also be

provided with a similar event to officially

72

Hippocampus


MOMENT

Clube Naval de CASCAIS 73


Club Commodores’ Dinner

1

Sofia Michalski,

Cláudia Sotto Mayor

Matoso, Filippo Sotto

Mayor Matoso, Jochen

Michalski

2

Renata Torres,

Madalena Rocha

3

Jorge Abreu, José Sotto

Mayor Matoso

4

José Sotto Mayor

Matoso, Miguel Horta

e Costa

5

Ana Pinto Luz

6

Ricardo and Simone

Galvão

1

mark the passing of the baton between the

outgoing board and the new management

team, whenever this occurs. And, on the

other hand, that the next statutory revision

not only awards specific pennants for the

positions of President and Vice-President,

but also provides for greater involvement

of the Commodore in the operational tasks

of the CNC.

In this case, the purpose is to combine the

tradition of Southern Europe in this area,

where the President of the Board tends to

be the leader of the General Council, with

that of other latitudes, where this task is

ultimately assigned to the Commodore.

Basically, to adopt something that is already

common practice in clubs with which the

CNC has reciprocal agreements, such as

those in Barcelona, Palma de Majorca or

Monaco.

2

3

74

Hippocampus


4

5 6

A NOTABLE LEGACY

More than the outgoing Commodore and

the new Commodore, Miguel Horta e

Costa and José Sotto Mayor Matoso are

two remarkable figures of the CNC, and

determinant for the successes and progress

that the club has registered since 2000, and

especially in the last fifteen years. From

being “only” one of the most prestigious

Portuguese sailing clubs, to becoming one

of the most relevant of its kind worldwide.

It is important to remember some of his

most important achievements, namely his

ability to organise a calendar of events that

includes, on a recurring basis, some of the

most important and recognised sailing events

in the world. Everything will start with the

Quebramar/Chrysler Trophy, nowadays

known as Cascais Vela, and recognised as

the most important national sailing event. It

is also important to mention the ISAF2007

championship for the Olympic classes,

as well as the 2011 America’s Cup Series

- events which were also held in Cascais

waters thanks to the contribution made by

another unavoidable name of Clube Naval

de Cascais , Patrick Monteiro de Barros, its

Honorary Commodore.

Also worthy of mention are the seven times

the CNC has hosted the TP52 circuit (two

of them as Rolex 52 Super Series World

Championship); the recurring visit of the

RC44 World Cup since 2011; and the

organisation of other world events, such as

the Panerai Transat Classique, the IMOCA

or the Mod70, just to mention some of the

most significant initiatives in this field. Not

less important is the fact that the CNC, and

its staff, were responsible for the offshore

organisation of the two Volvo Ocean Race

tours in Portuguese waters, despite the fact

that the regatta was based in Lisbon in

2012 and 2015.

Last but not least, two notes. One for the

impressive CNC calendar dedicated to two

of its most important classes, Dragon and

SB20, protagonists of several international

championships (including European

and global), as well as the already famous

Winter Series. The other, for the success

achieved by the CNCascais and its sailors

on an international level, which allowed the

club’s flag to be raised high thanks to the

various European and World titles obtained,

not forgetting the regular presence at the

Olympic Games.

More recently, the CNC was also closely

involved in the last edition of VOR, with

the campaign carried out by the Mirpuri

Foundation, with Turn the Tide on Plastic,

giving the club the honour of having three

members in its team, one of them Paulo

Mirpuri himself. As if that were not enough,

in the next edition of the circumnavigation

race, the campaign will be even more closely

linked to the CNC: not only is the new boat,

Racing for the Planet, housed by the CNC

since October 2019, but the onshore base

of the team is the CNC itself.

But the success of the partnership between

the Mirpuri Foundation and Clube Naval de

Cascais is not limited to this project. This

year, both institutions had the audacity and

talent to innovate, not only in Portugal but

globally, since the first edition of the Mirpuri

Foundation Sailing Trophy was, “only” the

first sailing event in the world held after the

beginning of the Covid-19 pandemic - and

totally safe in this regard. The decision to

go ahead was taken just four days before the

compulsory confinement in Portugal, and

the course of the event demonstrated to the

world the pioneering spirit of carrying out an

offshore regatta in the new conditions, and

respecting the new demands, imposed by the

pandemic - perhaps its greatest achievement

being to have no less than sixty boats lined

up for the start.

And what about the development registered

by the Sailing School of the CNC, of

which the Mirpuri Foundation has been

the main sponsor for the last twelve years?

Every year, around one thousand children

and young people take part in the courses

held throughout the year, a source of great

pride for the CNC, and the same applies

to the “Sailing Without Limits” project,

which is only possible thanks to a remarkable

organisation and the dedicated volunteers

that are part of it.

PERMANENT

INTERNATIONALISATION

The field in which the CNC has made

much progress in the last twelve years is

that of internationalisation. Twenty-three

reciprocity agreements have been signed

over that period (notably with some of its

most prestigious counterparts worldwide);

Clube Naval de CASCAIS 75


Club Commodores’ Dinner

1

while at the end of 2013, the CNCascais

had the distinguished privilege of being

invited to join the ICOYC (International

Council of Yacht Clubs), sponsored by

RHKYC and the NRV, its corresponding

clubs. A membership so successful that

at the end of 2018, the CNC hosted the

ICOYC European Conference, with the

participation of Commodores from sixteen

European and six US clubs; since last April,

the CNCascais has held the position of

chairman of the Nominating Committee,

the second most important position in the

ICOYC after the presidency.

And since nothing is done without help,

it is of the most elementary justice to mention

here the first level sponsors that have

accompanied the CNC in this journey,

especially Turismo de Cascais, the Mirpuri

Foundation and, more recently, Rolex. At

this point, it is worth recalling that, after the

Rolex 52 Super Series World Championship

in 2018, the CNC had such an impact in

Geneva, making it the first Portuguese

sports club, and the third in the Iberian

Peninsula, to be sponsored by Rolex - as is

76

Hippocampus


well known, the most important sponsor

of the sport at a global level, guaranteed

by a three-year contract signed on July 1st.

It is also essential to highlight the main

and most strategic partner of the CNC, the

Municipal Council of Cascais. And also

for its organisational structure: over the

last twelve years, every week, the management

has met for at least three hours at the

CNC facilities, which today operates as a

real company, and it is no longer possible

to manage it as in the past, when three

voluntary members of the management

joined on Saturday mornings to decide on

its operation. Today, the General Council

is made up of seven extraordinary professionals,

without whom much of what

has been achieved would not have been

possible, and to whom Presidents Gonçalo

Esteves and José Sotto Mayor Matoso, and

Commodores Miguel Horta e Costa and

Patrick Monteiro de Barros, make a point

of expressing their gratitude for the hard

work done on a voluntary basis, for the

invaluable contribution they have made

to the development of the CNC.

1

Gonçalo Esteves

2

José Sotto Mayor

Matoso

3

Miguel Horta e Costa

WELCOME, COMMODORE

SOTTO MAYOR MATOSO

If Cascais is now regarded as one of the ten

best places in the world to live, its waters are

among the top five on the planet for racing,

along with San Francisco and Newport

(Rhode Island) in the USA, Sardinia in Italy

and Auckland in New Zealand. At the same

time, the club has new members on the

General Council, which for the first time

has a female presence (Ana Champalimaud,

President of the new Ladies’ Committee), as

well as a young member (Ricardo Schedel,

President of the also newly created Youth

Committee). The CNC thus adjusts itself so

that present and future generations are up

to international requirements, not only in

terms of events, but also of the expectations

of its new international members.

The CNC also aspires to significant

improvements in the club very soon, with

the support of many, and the hard work

of the management, in order to overcome

the only major shortcoming it still has: a

more intense social life. In which older and

newer members, and young people, can

2

3

Clube Naval de CASCAIS 77


Club Commodores’ Dinner

get together regularly and healthily; and

in which non-sailing members can join the

club, providing it with South America’s

most typical culture of use and enjoyment

of yacht clubs.

This proves that, like the region, the

needs of the CNC have evolved with the

passage of time. And if, in its first eighty

years of existence, the role of Commodore

was perfectly suited to someone with an

executive profile, with a strong domestic

presence, today, to meet the international

side of the club, someone with an absolute

knowledge of its current operations and a

strong international curriculum in terms

of sailing is needed.

It was based on these assumptions that

Clube Naval de Cascais considered José

Sotto Mayor Matoso as its most eligible

member for this demanding task, so it

appointed him as its Commodore since

last June. His involvement and support

to the CNC over the last twelve years has

been, in all respects, extraordinary, being

part, in 2008, of the cast of which Gonçalo

Esteves, Francisco Geraldes, Manuel

1 2

3

3

78

Hippocampus


1

Catarina Ahrens Teixeira

4

2

Michael and Mita Zell

3

José Sotto Mayor

Matoso, Miguel Pinto Luz

4

Miguel Horta, Francisco

Geraldes

5

Pedro Costa Alemão,

Manuel Durães Rocha,

Sebastião Osório

de Castro

5

Rocha and Pedro Costa Alemão were also

members, the “five pioneers” who, every

week, dealt with a huge additional amount

of telephone calls and e-mails, and met with

the desire (successfully achieved) to remove

the CNC from its problematic financial

situation, placing it in the enviable position

it is currently in.

The first six years were extremely hard

in terms of work, during which José Sotto

Mayor Matoso dedicated countless hours,

and a lot of effort, not only in Portugal,

but also in several parts of Europe - most

of the time, with his Dragon tied to the

car, incessantly promoting the CNC in

the most varied locations. Six years later,

Francisco Brito e Abreu and José Paulo

Ramada joined the General Council,

since in 2014 the demands of the CNC

were already excessive for only five people.

More recently, Pedro Mendes Leal came to

consolidate the team - and, with José Sotto

Mayor Matoso as Commodore, but with

a seat on the General Council, no doubt

the CNC will become stronger, and the

results will be even better.

Initially, the name of José Sotto Mayor

Matoso was presented by the President

of the Board, Gonçalo Esteves, to the

Vice-President, Francisco Brito e Abreu,

deserving an absolutely favourable reception

not only from him, but subsequently

from the entire Executive Committee, from

Commodore Miguel Horta e Costa, from

the President of the Board of the General

Meeting, Vasco Pinto Basto, and, not least,

from the Honorary Commodore, Patrick de

Barros. In what was a unanimous decision,

everyone was therefore as radiant as they

were grateful for the acceptance of their

new mission, for being sure and certain

that they had found the ideal commodore

for what the CNCascais will need in the

coming years.

THANK YOU,

COMMODORE HORTA E COSTA

A moment of such supreme importance for

Clube Naval de Cascais would only be complete

with profound and heartfelt thanks

to Miguel Horta e Costa, Commodore of

Clube Naval de CASCAIS 79


Club Commodores’ Dinner

the CNC during the last twelve years. And,

for that, nothing better than the words, on

behalf of all the members and members

of the club, spoken by Gonçalo Esteves,

elected in 2014 as the 14th President of

the CNCascais, at the remarkable dinner

that marked the passage of testimony to

José Sotto Mayor Matoso.

“I remember it as if it were today, the

first time I was in Miguel Horta e Costa’s

office in the Portugal Telecom Building

on Av. Fontes Pereira de Melo, right in

the heart of Lisbon. With the support of

the then Commodore, Patrick Monteiro

de Barros, we went to visit him, Francisco

Geraldes and myself, to propose

to PT to become a sponsor of the first

editions of the Quebra-Mar/Chrysler

Trophy, currently Cascais Vela. I was

quite nervous because, although at the

time he was not exactly a first-timer in

these wanderings, Miguel was already,

for me, the reference among the CEO’s

in Portugal.

From that day until today, much has

been done and achieved together. Over

the years, we have had the ability to enter

into and develop a deep friendship. We

have been together in countless situations

and places, from Hong Kong to São

Paulo, and in many other places - and

those who know him well know that he

is always the same, no matter with whom

he meets or encounters, and always with

a smile on his face.

I have been in this club since I was

very young, and it never crossed my

mind to become President of Clube

Naval de Cascais. When my time came,

almost overnight, to replace José Sotto

Mayor Matoso after his second term,

I was quite low on confidence to take

his place. There were a few other names

that I considered to be the best option

for our club. I called him up and said:

‘Gonçalo: of those three names you just

mentioned to me, you are by far the one

I think the next President should be, and

I want to tell you right now, and also

that I will refer you to the direction I

support you 100%’.

Thank you, Miguel, from the bottom

of my heart: I was certainly convinced

that you would support one of the other

options. Your confidence in me was the

ultimate boost you needed to accept

being the 14th President of this prestigious

club. Thank you, Miguel, thank

you for your support throughout my six

years as Vice-President, and thank you

for your support, availability and friendship

during these six years as President

As I mentioned before, our club, today,

is not the club of the past, and the way we

have been raising the bar has only been

possible, without any doubt, with the

80

Hippocampus


1

Paulo Mirpuri

2

2

André and Lilian Godinho

3

Alexandre and Julieta

Kossack

1 3

important contribution given by Miguel

Horta e Costa. I learned a lot from him,

and the whole club has an eternal debt

of gratitude to you.

From the many episodes I have lived

with Miguel Horta e Costa, I choose the

one I think best describes him. When I

was Vice-President to José Sotto Mayor

Matoso, I became a member of the Royal

Hong Kong Yacht Club. At the time, the

Commodore was Ambrose Lee, and the

Deputy Commodore Joachim Isler. After

being admitted to RHKYC, in what was

my second attempt, because in the first

one I was not successful, I immediately

started to structure a reciprocity agreement

between the two clubs.

Given that RHKYC is 170 years old,

at the time it already had numerous

correspondent clubs and was not very

keen to sign a deal with the CNC. At the

time, I knew that Miguel Horta e Costa

used to travel to Macau more than once

a year, and I called him to ask when

his next trip to the former Portuguese

colony would be. I learned that he had

scheduled his next business trip to Asia

in the coming days.

I brought him up to speed on our requirements

and the challenge ahead. Anyone

who knows him well knows how fast he

can understand a diplomatic challenge,

and he told me clearly: ‘Gonçalo, don’t

worry: set up a meeting at the club, and

I’ll try to help’. And he scheduled an

extra day on his trip to Asia to take on

such a mission.

I arranged so that both Ambrose Lee

and Joachim Isler received him, and

Miguel Horta e Costa was invited to

a dinner held in the famous Compass

Room, the elegant dining room located

on the premises of RKHYC in the port

of Victoria.

I don’t know the details of the dinner.

However, I learned that it was an extremely

pleasant evening. I was asleep in my

living room, with the TV on, when I get

a call from Joachim Isler, it was already

midnight, 8 am in Hong Kong. I immediately

thought that something had gone

wrong. ‘I’m sure they missed each other’, I

thought. I answered the phone: ‘Gonçalo?’,

I heard. ‘Yes, Joachim, what happened?’

And his answer was: ‘Well, Gonçalo... Your

commodore... That’s a commodore! There

are no commodores like him anymore! It

cannot fail: an agreement will be signed

as soon as you come to HK’.

To conclude, and again on behalf of the

club, thank you for all your commitment

over all these years, and we will have to

adjust our bylaws so that once a Commodore,

always a Commodore, as happens in

most clubs around the world. Thank you,

Commodore Horta e Costa”.

Clube Naval de CASCAIS 81


Entrevista Gastão Brun

Volta ao mundo

com chegada a Cascais

Apaixonado confesso pelo Clube Naval de Cascais, Gastão Brun é um

homem de negócios com um impressionante palmarés, de nível mundial,

na vela, apesar de ter decido nunca enveredar pela profissionalização.

Cidadão do mundo, viveu no Brasil, nos EUA e na Austrália, mas foi

Cascais que entrou em definitivo no seu coração, e o local que escolheu

para residir em definitivo

Natural do Rio de Janeiro, mais do

que um cidadão brasileiro, Gastão

Brun é um verdadeiro cidadão do mundo,

que percorreu de lés-a-lés, tendo, inclusivamente,

vivido em três diferentes continentes.

Tem, há muito, e em definitivo, Portugal e,

sobretudo, Cascais, no coração, local onde

decidiu passar a viver de forma permanente.

Empresário, pai de três filhos e avô de cinco

netos, é, igualmente, um reputado velejador,

contando no seu palmarés, entre outros,

com vários títulos de campeão do mundo

em diversas classes, e duas participações

nos Jogos Olímpicos. Numa altura em que

assume um propositado abrandamento da

sua carreira desportiva, nem por isso deixar

de velejar é algo que esteja no horizonte, bem

pelo contrário!, deste, mais do que sócio,

amigo do Clube Naval de Cascais.

Mas, não obstante um invejável percurso

desportivo, e a já existente ligação familiar

à modalidade, a iniciação de Gastão Brun

na vela terá sido, no mínimo, inusitada: “É

uma coisa que já vem de família. O meu

pai tinha um veleiro, nunca participou em

regatas, mas viajava com a minha mãe e

os filhos todos, somos três irmãos, tenho

uma irmã e um irmão, que é três anos

mais novo. Quando fiz 11 ou 12 anos,

o meu pai construiu um barco que era

exactamente igual a um Optimist daquela

época… mas a remos.

Eu e o meu irmão estávamos sempre em

disputa sobre quem iria pilotar o barco.

Morávamos em Niterói, no Rio de Janeiro,

do outro lado da baía de Guanabara, e,

quando íamos para a praia, colocávamos

Fotos: JOÃO ALCOBIA

82

Hippocampus


o barquinho na água e saíamos a remar.

Até que, um dia, pegámos na barraca de

praia da minha mãe e levámos a barraca

de praia connosco. Fomos até ao outro

lado do morro, abrimos a barraca de praia

e voltámos ‘à vela’.

A partir daí, foi uma sequência de idas

e vindas com essa barraca a fazer de vela.

Pelo que, no Natal seguinte, o meu pai

construiu um mastro, colocou estais e

uma bolina no barco, e a minha mãe fez

uma vela a partir de uma vela de um barco

antigo. E assim se transformou o nosso

Optimist a remos num Optimist à vela.

E assim começámos, verdadeiramente,

a velejar”.

Esses foram os primórdios. Mas, entretanto,

e com avanços e recuos pelo meio, o envolvimento

com a vela foi de tal ordem que daí

resultou uma brilhante carreira desportiva.

Ainda que, à partida, nada o fizesse prever:

“É verdade. Algum tempo mais tarde, o

meu pai comprou um outro barco, um

Snipe, uma classe que todos bem conhecem,

mas que era muito grande para mim

e para o meu irmão: não conseguíamos

dominar o barco, e a nossa actividade em

conjunto na vela abrandou um pouco. Por

outro lado, pouco depois de o meu pai

ter comprado esse Snipe, eu também tive

que me concentrar nos estudos, porque

sempre tinha tido o sonho de entrar para a

faculdade de engenharia, e aquela que era

gratuita era muito exigente e selectiva, tal

como o era a escola preparatória. Como

tinha de estudar muito, deixei a vela um

pouco de lado”.

AVENTURA COMEÇOU DE PINGUIM

Deste modo, acabou por ser na classe Pinguim

que Gastão Brun alcançou os seus

primeiros grandes feitos desportivos: “Se o

meu irmão continuou sempre a velejar,

já que não tinha a mesma dedicação aos

estudos, era mais ‘solto’, já eu só voltei

a velejar com regularidade teria cerca

de 16/17 anos. E fi-lo de Pinguim, uma

classe que teve grande impacto em todo

o Brasil, e também, claro, no Rio Janeiro,

tendo sido introduzida no país por um

célebre velejador de Star, chamado Roberto

Bueno.

E foi então que eu e o meu antigo parceiro

de vela, o Arthur Falk, com quem

ainda hoje tenho ligações, começámos a

treinar muito, mais a sério e em vários

locais, de São Paulo ao Rio Grande do

Sul. Em 1960 vencemos o Campeonato

do Rio de Janeiro; em 1961 fomos Vice-

-Campeões Mundiais de Pinguim. E foi aí

que começou de forma mais empenhada

e assídua a minha carreira nas regatas”.

Mas não ainda de forma totalmente dedicada…

“É um facto. Como, entretanto,

entrei para o curso de engenharia, voltava

a não ter muito tempo disponível. Mas

acabei por, depois, competir em Laser

e em Star, fiz carreira também nessas

duas classes, mesmo que o Star seja, porventura,

o barco de que mais gosto, um

barco a que dediquei uma boa parte da

minha vida, em que fui campeão norte-

-americano – enfim, em que alcancei uma

série de sucessos.

Mas os meus maiores êxitos alcancei-os

juntamente com o meu irmão Vicente,

na classe Soling. Era uma classe olímpica,

que, não sei porquê, foi eliminada

das olimpíadas, protagonizada por um

barco desenvolvido pelos noruegueses.

E no Brasil morava há muito tempo um

norueguês que trouxe a classe Soling para

lá, e eu comprei um barco desses.

Daí em diante, eu e o meu irmão passámos

a treinar muito nesse barco, começámos

a desenvolver velas, inclusivamente

arranjei emprego para ele numa velaria

nos EUA, e começámos a ficar sempre

no Top 5 da classe em qualquer regata

ou campeonato em que participássemos.

E isso também porque desenvolvíamos

as nossas próprias velas, ele era muito

talentoso nessa área.

Vencemos o Mundial em 1978 e 1981,

e não ganhámos os outros mundiais em

que participámos por falhas ou erros

menores, por não termos uma estrutura

de apoio tão desenvolvida quanto a de

outras equipas. Por exemplo, em Porto

Rico, fomos desclassificados porque

passámos a tarde inteira a tentar fazer a

regata, mas o vento mudava e a comissão

de regatas intervinha, até que, a dada

altura, as condições proporcionaram-se, e

nós pegámos numa buja e pedimos a um

barco de apoio que estava a passar para

ficar com ela, que depois devolviam-na

quando chegássemos a terra. E houve

quem apresentasse um protesto como se

isso se tratasse de uma ajuda externa…

Seja como for, eramos muito rápidos. O

barco e a tripulação. Eu e o meu irmão

sempre nos demos muito bem, ele optou

pela profissionalização, entrou para o

Hall of Fame, disputou a America’s Cup.

Hoje é coach profissional”.

OPÇÃO DE VIDA

Vicente Brun, ainda no activo, é, de igual

modo, não só um dos mais galardoados

velejadores brasileiros de todos os tempos,

Clube Naval de CASCAIS 83


Entrevista Gastão Brun

como um dos mais respeitados nomes da

vela a nível mundial. Entre outros feitos,

registem-se os seus títulos de Campeão do

Mundo e da Europa de Star; de Campeão do

Mundo (por três vezes), Norte-americano e

Sul-Americano de Soling – além de que foi

velejador olímpico, com o seu irmão Gastão,

em 1976 e 1980; disputou a America’s Cup;

e integra o Hall of Fame da vela desde 2018.

Um percurso notável, mas, ainda assim, insuficiente

para levar o seu irmão mais velho

a seguir o mesmo rumo: “Já eu nunca quis

envolver-me na vela a nível profissional.

Tive todas as possibilidades de fazê-lo,

mas tinha a minha carreira, queria ser

empresário, e fui empresário, detendo

várias empresas de grande dimensão no

Brasil.

Nunca gostei muito dessa vertente profissional

da vela, sempre velejei quando

integrado em tripulações motivado pela

amizade. Por exemplo, velejei várias

vezes com Patrick Monteiro de Barros,

nomeadamente em Espanha, fomos Vice-

-Campeões do Mundo na Finlândia, e eu

era o único não profissional a bordo – e

o mesmo aconteceu quando velejei com

Eduardo Souza Ramos. A amizade foi

sempre a principal motivação. E isso, para

mim, é bom, também porque me dá uma

liberdade muito maior, não sou empregado

de ninguém, e sim um bom amigo

Gastão Brun foi capa da revista do Iate Clube

do Rio de Janeiro de Fevereiro de 1978, ano

em que foi Campeão Brasileiro de Laser

das pessoas com quem velejei e velejo”.

E, com tantos títulos no palmarés, não

há nada que o entristeça não ter alcançado?

“Nunca conquistei uma medalha olímpica,

apesar da tal rapidez a que me referi.

Por exemplo, em Talín, hoje capital da

Estónia, nos Jogos Olímpicos de 1980,

disputados na antiga União Soviética,

até à quinta regata, os vencedores do

ouro estiveram sempre atrás de nós. Os

dois brasileiros que venceram a medalha

de ouro, à partida, eram considerados

como não tendo a menor hipótese de o

conseguir, nós é que eramos considerados

os grandes favoritos, tal como já havia

sucedido nos Jogos Olímpicos de 1976,

realizados em Montreal, no Canadá.

Mas as circunstâncias favoreceram-nos.

Pelo que o que mais me impressionou

nos Jogos Olímpicos foi a atenção recebida,

no sentido em que uma pessoa

deixa de ser um nome, para passar a ser

o representante do seu país, e isso é algo

verdadeiramente único”.

MUDANÇA DE RUMO… ATÉ CASCAIS

Entretanto, Gastão Brun viajou pelo mundo,

não só para disputar regatas, mas também

devido a obrigações profissionais, tendo

vivido em três continentes. E o momento

chegou em que foi necessário tomar opções

de fundo: “A dada altura, conversei com

84

Hippocampus


os meus filhos, sobre se eles gostariam de

dar continuidade ao meu negócio de então

– tinha uma empresa que era o maior

revendedor do Brasil de carbonato de

sódio, matéria-prima para a produção de

vidro, detergentes e outros produtos, que

importava do Wyoming, nos EUA. Mas

nenhum deles estava interessado, todos

estudaram nos EUA, a minha filha gestão,

um dos meus filhos engenharia e ciência

computacional, e o terceiro, que agora

vive em Inglaterra, em Southampton, é

arquitecto naval e fez, também, um mestrado

em ciência computacional – o único

que se dedicou aos barcos, participou na

Volvo Ocean Race, integra tripulações

enquanto velejador profissional, embora

não viva disso.

Acabei por vender as acções da empresa,

e fiquei como consultor do seu novo

presidente, que já tinha sido meu sócio.

E dediquei-me a tempo inteiro aos barcos

à vela, nomeadamente aos Star. Tinha

barco nos EUA, na Europa, treinava

praticamente como um profissional,

velejava quase todos os dias da semana,

e ganhei campeonatos em praticamente

todas as paragens.

Entretanto, estava eu numa prova, a

pessoa que me tinha comprado a empresa

ligou-me a dizer: ‘Gastão, decidi entrar

no mercado australiano, e estou com

problemas por lá, as coisas não estão

mesmo a correr bem. Acha que podia ir

até à Austrália, ver o que podíamos fazer,

o que é possível melhorar?’. E eu e a

minha mulher fomos para Melbourne, e

ficámos apaixonados pelo país. Passados

três meses de lá estarmos, disse ao meu

ex-sócio que sim, que poderíamos ficar

por lá uns tempos, e acabámos por ficar

seis anos e meio. E, hoje, o negócio da

empresa nos antípodas é enorme.

Nessa fase da minha vida, eu nunca quis

ser CEO, nem proprietário, nem sócio da

empresa – apenas consultor. E assim me

mantive, hoje colaborando com o filho

desse meu ex-sócio, que posso considerar

como meu discípulo, e é quem passou a

liderar a empresa. E mesmo a partir de

Cascais, consigo controlar a área de construção

dos armazéns nos portos, que é o

meu forte, já que o dia-a-dia, a vertente

comercial, não é possível de gerir a uma

distância tão grande.

Mas mesmo enquanto vivi na Austrália,

durante aqueles seis anos e meio, sempre

tive um ‘pé’ em Cascais. Sempre gostei de

Cascais, das pessoas, do clima, do vento,

da comida – há restaurantes fantásticos de

todos os géneros, e do mais caro ao mais

barato! As primeiras vezes que aqui vim

foi para velejar, de Dragão e em outros

barcos, já há muitos anos. Conhecia vários

portugueses que foram ao Brasil para

velejar, ou que lá viviam então, e na época

do pós-25 de Abril cheguei a vir Portugal

tentar contratar mão-de-obra qualificada

para um banco de que era director.

De então para cá, passei a vir muitas

vezes a Cascais. Comecei por comprar

um apartamento em Cascais como investimento,

mas a verdade é que, sempre que

vinha da Austrália, passava por Cascais.

E acabei por ficar definitivamente. Para

tratar de alguns assuntos, claro que me

desloco a Lisboa, que é uma cidade muito

bonita, mas onde não viveria. Não trocaria

Cascais por nada”.

APAIXONADO POR CASCAIS

E (SEMPRE) PELA VELA

E a ligação ao CNCascais, como aconteceu?

“Apesar de conhecer o clube há muitíssimos

anos, sou sócio do CNC desde que

estabeleci residência em Portugal. E posso

afirmar que é um clube apaixonante.

Apesar de ser um clube relativamente

pequeno, é um verdadeiro clube de vela,

não tem, como outros, muitos proprietários

de barcos a motor. Decerto que

haverá muitas coisas a melhorar, mas,

para mim, o clube é espectacular, tem um

serviço de topo, que é difícil encontrar. A

solicitude das pessoas é impressionante,

a infraestrutura é muito boa e a vista é

sensacional.

Quanto à vela, presentemente, tenho um

SB20. O Tony Castro acertou em cheio

no design, e a classe é muito forte aqui

em Cascais, mas é muito complicado para

mim arranjar um proa, ainda não tenho

proa, por exemplo, para participar nas

SB20 Winter Series. Por isso, apesar de

o barco estar perfeito, mas estou a pensar

vendê-lo e comprar um barco maior.

No Brasil tinha um 54 pés, na Ilha

Grande, mas como na Marina de Cascais

não é possível ter um barco muito grande,

penso comprar um barco que vi no Salão

de Paris, um J99, de 33 pés, fácil de navegar,

em que posso passear com a minha

mulher. E estou a pensar em afastar-me

um pouco das regatas, não totalmente,

mas já sem aquela dedicação a que obriga

uma participação mais competitiva, até

porque ainda tenho afazeres que me

consomem muito tempo. Mas é certo

que, enquanto puder, vou estar sempre

a velejar, de qualquer forma, e seja em

que barco for”.

Clube Naval de CASCAIS 85


Interview Gastão Brun

Around the world

with arrival in Cascais

A confessed passionate of Clube Naval de Cascais, Gastão Brun is a businessman with

impressive world-class sailing credentials, although he has never decided to go into

professionalism. A citizen of the world, he has lived in Brazil, the USA and Australia, but it

was Cascais that entered his heart for good, and the place he chose to permanently live

Born in Rio de Janeiro, more than a Brazilian

citizen, Gastão Brun is a true citizen of

the world, who has travelled all around it, having

even lived in three different continents. He has

had for a long time, and definitely, Portugal

and, above all, Cascais, in his heart, where he

decided to start living permanently.

A businessman, father of three and grandfather

of five , he is also a renowned sailor, with several

world champion titles in various classes, and two

participations in the Olympic Games. At a time

when he is taking a deliberate slowdown in his

sports career, stop sailing is not something that

is on the horizon, quite the contrary!

But despite an enviable sports track, and the

already existing family connection to the sport,

Gastão Brun’s initiation into sailing was, to say

the least, unusual: “It is something that comes

from family. My father had a sailboat, he

never took part in regattas, but he travelled

with my mother and all the children, we are

three siblings, I have a sister and a brother,

who is three years younger. When I turned

11 or 12, my father built a boat that was

exactly like an Optimist of that time... but

it was a rowing boat.

My brother and I were always in dispute

about who would steer the boat. We lived in

Niterói, in Rio de Janeiro, on the other side

of Guanabara Bay, and when we went to the

86

Hippocampus


beach, we put the little boat in the water and

went out rowing. Until, one day, we took my

mother’s beach tent and took it with us. We

went to the other side of the bay, opened the

beach tent and returned ‘sailing’.

From then on, it was a sequence of comings

and goings with this tent as a sail. So the

following Christmas, my father built a mast,

put stays and a bowline in the boat, and my

mother made a sail from a sail of an old boat.

And so our rowing Optimist became a sailing

Optimist. And thus, we truly began sailing”.

Those were the beginnings. But in the meantime,

and with advancements and setbacks in

the middle, the involvement with sailing was

such that it resulted in a brilliant sporting career.

Even if, in the beginning, nothing could have

predicted it. “It’s true. Some time later, my

father bought another boat, a Snipe, a class

that everyone knows well, but which was

very big for me and my brother: we couldn’t

dominate the boat, and our activity together

in sailing slowed down a bit. On the other

hand, shortly after my father bought this

Snipe, I also had to concentrate on my studies,

because I had always had the dream of

entering engineering college, and the one that

was free was very demanding and selective,

as was the preparatory school. Since I had to

study a lot, I left sailing a bit aside”.

THE ADVENTURE STARTED IN PENGUIN

Thus, it was in the Penguin class that Gastão

Brun achieved his first great sporting achievements:

“If my brother always kept sailing,

since he didn’t have the same dedication to

his studies, he was more ‘loose’, I would only

return to sailing regularly when I was about

16/17 years old. And I did it in Penguin, a

class that had a great impact all over Brazil,

and also, of course, in Rio de Janeiro, having

been introduced to the country by a famous

Star sailor, called Roberto Bueno.

And it was then that I and my former sailing

partner, Arthur Falk, with whom I still have

connections today, started training a lot,

more seriously and in several places, from São

Paulo to Rio Grande do Sul. In 1960 we won

the Rio de Janeiro Championship; in 1961

we were Penguin World Champions. And

it was there that I started my racing career

in a more committed and assiduous way”.

But not yet in a fully dedicated way... “It is a

fact. Since, in the meanwhile, I joined the

engineering course, I didn’t have much time

available again. But then I ended up competing

in Laser and Star, I also made a career

in those two classes, even if Star is perhaps

the boat I like the most, a boat to which I

dedicated a good part of my life, in which

I was an American champion - in short, in

which I achieved a series of successes.

But my greatest successes have been achieved

together with my brother Vicente, in the

Soling class. It was an Olympic class, which,

I do not know why, was eliminated from

the Olympics, starred by a boat developed

by the Norwegians. And in Brazil there was

a Norwegian who brought the Soling class

there a long time ago, and I bought one of

those boats.

From then on, my brother and I started

training a lot on that boat, we started to

develop sails, I even got a job for him in a

sailing shop in the USA, and we began to

always stay in the Top 5 of the class in any

race or championship we participated in.

And that also because we developed our

own sails, he was very talented in that area.

We won the World Cup in 1978 and 1981,

and we did not win the other World Cups

in which we participated because of minor

failures or errors, because we did not have

a support structure as developed as other

teams. For example, in Puerto Rico we

were disqualified because we spent the

whole afternoon trying to race, but the

wind kept changing and the race committee

intervened until, at some point, conditions

improved, and we took a sail and asked a

support boat that was passing by to take it,

which they would then return when we got

to land. And some people protested as if it

was external aid...

Anyway, we were very fast. The boat and the

crew. My brother and I always got along very

well, he opted for professionalism, entered

the Hall of Fame, competed in the America’s

Cup. Today he is a professional coach”.

LIFE CHOICE

Still active, Vicente Brun is not only one of the

most awarded Brazilian sailors of all times,

but also one of the most respected names in

sailing in the world. Among other achievements,

he has won the World and European

Star Championships, the North American

and South American Soling Championships

(three times) and was an Olympic sailor with

his brother Gastão in 1976 and 1980, competed

in the America’s Cup and has been a member

of the Hall of Fame of sailing since 2018. A

remarkable journey, but still insufficient to

lead his older brother in the same direction: “I

never wanted to get involved in sailing on a

professional level. I had all the possibilities

to do it, but I had my career, I wanted to be

an entrepreneur, and I was an entrepreneur,

holding several large companies in Brazil.

I never really liked this professional side of

sailing, I always sailed when I was part of

crews motivated by friendship. For example,

I sailed several times with Patrick Monteiro

de Barros, namely in Spain, we were Vice-

-Champions of the World in Finland, and

I was the only non-professional on board -

and the same happened when I sailed with

Eduardo Souza Ramos. Friendship was

always the main motivation. And that, for

me, is good, also because it gives me much

more freedom, I am not employed by anyone,

but a good friend of the people with whom

I sailed and sail”.

And with so many titles on the table, there is

nothing that saddens you not to have achieved?

“I have never won an Olympic medal, despite

the speed to which I referred. For example,

in Tallinn, now the capital of Estonia, at the

1980 Olympic Games in the former Soviet

Clube Naval de CASCAIS 87


Interview Gastão Brun

Union, until the fifth race, the gold winners

were always behind us. The two Brazilians

who won the gold medal were considered

to have no chance of winning it, we were

considered to be the big favourites, as was the

case at the 1976 Olympic Games in Montreal,

Canada. But circumstances favoured us. So

what impressed me most about the Olympic

Games was the attention received, in the

sense that a person is no longer a name, but

the representative of his country, and that

is something truly unique”.

CHANGE OF COURSE... TO CASCAIS

In the meantime, Gastão Brun has travelled the

world, not only to compete in races, but also

due to professional obligations, having lived

in three continents. And the moment came

when it was necessary to make basic choices:

“At one point, I talked to my children about

whether they would like to continue my

business at that time - I had a company that

was the largest dealer in Brazil of sodium

carbonate, the raw material for the production

of glass, detergents and other products,

which I imported from Wyoming, in the

USA. But none of them were interested, they

all studied in the US, my daughter studied

management, one of my sons engineering

and computer science, and the third, who

now lives in England, in Southampton, is

a naval architect and also did a master’s

degree in computer science - the only one

who dedicated himself to boats, took part

in the Volvo Ocean Race, is a member of

the crew as a professional sailor, although

he does not live from this.

I ended up selling the company’s shares,

and became an advisor to its new president,

who had already been my partner. And I

dedicated myself full-time to sailing boats,

especially Star boats. I had a boat in the US,

in Europe, I trained like a professional, I

sailed almost every day of the week, and I

won championships at almost every stop.

Meanwhile, I was at an event, the person

who had bought me the company called me

and said: ‘Gastão, I have decided to enter the

Australian market, and I am having problems

there, things are really not going well. Do you

think you could go to Australia, see what we

could do, what could be improved? And my

wife and I went to Melbourne, and we fell in

love with the country. Three months after we

were there, I told my ex-partner that yes, we

could stay there for a while, and we ended up

staying six and a half years. And today, the

company’s business in the antipodes is huge.

At that stage in my life, I never wanted

to be CEO, nor owner, nor partner of the

company - just a consultant. And so I stayed,

today collaborating with the son of this

ex-partner of mine, who I can consider as

my disciple, and who is now the head of

the company. And even from Cascais, I am

able to control the construction area of the

warehouses in the ports, which is my forte,

since day-to-day life, the commercial side,

is not possible to manage at such a distance.

But even while I was living in Australia,

during those six and a half years, I always

had a ‘foot’ in Cascais. I always liked Cascais,

the people, the climate, the wind, the

food - there are fantastic restaurants of

all kinds, from the most expensive to the

cheapest! The first time I came here was

to sail, in Dragon and other boats, many

years ago. I knew several Portuguese who

went to Brazil to sail, or who lived there

then, and in the post-April 25th period I

came to Portugal to try to hire qualified

labour for a bank of which I was director.

Since then, I have come to Cascais many

times. I started by buying a flat in Cascais as

an investment, but the truth is that, whenever

I came from Australia, I passed by Cascais.

And I ended up staying for good. To deal

with some matters, of course I go to Lisbon,

which is a very beautiful city, but where I

would not live. I wouldn’t trade Cascais for

anything”.

PASSIONATE ABOUT CNC AND

(ALWAYS) SAILING

And the connection to the CNCascais, how

did it happen? “Although I have known the

club for many years, I have been a member

of the CNC since I established residence in

Portugal. And I can say that it is an exciting

club. Although it is a relatively small club,

it is a real sailing club, it does not have, like

others, many motorboat owners. There will

certainly be many things to improve, but,

for me, the club is spectacular, it has a top

service, which is hard to find. The demand

from the people is impressive, the infrastructure

is very good and the view is sensational.

As for sailing, I currently have an SB20.

Tony Castro got the design right, and the

class is very strong here in Cascais, but it is

very complicated for me to get a bow, I don’t

have a bow yet, for example, to participate

in the SB20 Winter Series. So, although the

boat is perfect, I’m thinking of selling it and

buying a bigger boat.

In Brazil I had a 54 feet, at Ilha Grande, but

as it is not possible to have a very big boat in

the Marina of Cascais, I think I will buy a

boat that I saw in the Paris Salon, a J99, 33

feet, easy to navigate, where I can sail with

my wife. And I’m thinking of moving away

from racing, not totally, but without that

dedication to make my participation more

competitive, because I still have tasks that

take a lot of time. But it is certain that, as

long as I can, I will always be sailing, and

in any boat”.

88

Hippocampus



Clube Parceria Rolex-Clube Naval de Cascais

UMA QUESTÃO DE EXCELÊNCIA

Nome indissociável da vela, a Rolex é há muito (re)conhecida pelo seu apoio

aos principais pilares da modalidade, sejam velejadores, provas ou clubes.

Um leque de referências de invejável prestígio, com as quais partilha a sua incessante

busca pela excelência, e ao qual se juntou, a partir de 2020, o Clube Naval de Cascais

Tal como é virtualmente impossível

dissociar o Clube Naval de Cascais da

prática da vela ao mais alto nível em Portugal,

e não só, também a Rolex é um nome

que há longas décadas faz parte integrante

do património histórico dessa modalidade

indelevelmente marcada pela performance

e pela tradição, com a qual possui afinidades

naturais. A busca pela excelência da

reputada marca suíça, patente em todas as

suas actividades, da arte relojoeira aos seus

restantes compromissos, e garantida pelo

aperfeiçoamento e pela inovação permanentes,

é de tal forma partilhada com a

modalidade da vela, que a Rolex se tornou,

há mais de sessenta anos, num seu parceiro de

referência, nomeadamente através do apoio

aos mais prestigiados velejadores, provas,

regatas e clubes – no fundo, os guardiões

do seu espírito de resistência.

Neste particular, será importante lembrar

que a identidade de cada clube náutico é definida

pela sua localização e pela sua tradição

únicas, todos tendendo a perfilhar valores

como profissionalismo e competição leal,

camaradagem e espírito de comunidade. A

primeira parceria da Rolex neste domínio

remonta já a 1958 e foi estabelecida com o

New York Yacht Club, criador da America’ s

Cup e considerado como o principal impulsionador

das regatas monotipo. Uma associação

pioneira, que abriu caminho a uma relação

permanente entre a Rolex e a vela, modalidade

em que se conjugam fair play e amizade, no

mais puro espírito das tradições navais do

passado, mas em que a dimensão eminentemente

competitiva e técnica não pode,

por outro lado, ser negligenciada, por exigir

destreza, precisão ao segundo, resistência e

um aguçado sentido de trabalho em equipa.

É por isso que, ao longo dos últimos sessenta

anos, a Rolex tem colocado o seu prestígio e

a sua admiração ao serviço dessa apaixonante

modalidade que é a vela, acabando por criar

estreitos laços com os grandes clubes náuticos

do mundo, onde se encontram os adeptos

da vela e da competição ao mais alto nível,

assim como os velejadores de elite. Do lote

de notáveis fazem ainda parte o Royal Yacht

Squadron, desde a década de 1980; o Yacht

Club Costa Smeralda; o Yacht Club Italiano;

o Royal Malta Yacht Club; a Société Nautique

de Saint-Tropez; o Royal Hong Kong Yacht

Club; ou o Yacht Club de Monaco. Foi, pois,

90

Hippocampus


com indesmentível orgulho que, em 2020,

também o Clube Naval de Cascais passou

a integrar este grupo de elite, feito de que

só poderão estar orgulhosos os seus sócios

e amigos.

REGATAS E VELEJADORES:

OS MELHORES SEMPRE NA MIRA

A Rolex marca ainda presença de destaque

nos grandes eventos da vela realizados no

Atlântico, no Mediterrâneo e no Pacífico.

Nomeadamente, em duas das principais regatas

offshore levadas a cabo no planeta, a Rolex

Sydney Hobart Yacht Race, na Austrália, e

a Rolex Fastnet Race, disputada de dois em

dois anos no Reino Unido (desde 2001); ou

em campeonatos altamente competitivos,

como o SailGP Global Championship (desde

2019) e o Rolex TP52 World Championship.

E, ainda, em provas de elite, como a Rolex

Swan Cup, a Maxi Yacht Rolex Cup, a

Rolex Giraglia, a Rolex Middle Sea Race,

a Les Voiles de Saint-Tropez, a Rolex China

Sea Race, a Rolex New York Yacht Club

Invitational Cup, a Rolex Big Boat Series ou

a Rolex Circuito Atlántico Sur.

Não menos relevante, a longa ligação da

Rolex aos grandes velejadores de craveira

mundial, sendo, hoje, três aqueles com

quem mantém uma parceria e que fazem

parte da sua família embaixadores planetários.

Entre eles, Sir Ben Ainslie, “apenas”

o mais bem-sucedido velejador olímpico de

todos os tempos, continuando a competir

ao mais alto nível: tendo conquistado a sua

primeira medalha olímpica com 19 anos

(prata, em 1996, em Atlanta), é um dos

três atletas de sempre a vencer medalhas

em cinco Jogos Olímpicos consecutivos na

modalidade da vela (a par de Torben Grael

e Robert Scheidt), e um dos dois a contar

no seu palmarés com quatro medalhas de

ouro (a par de Paul Elvstrom, mas, no seu

caso, consecutivas, e obtidas entre 2000 e

2012). Campeão do Mundo por onze vezes,

e quatro vezes nomeado Rolex World Sailor

of the Year (1998, 2002, 2008 e 2012), foi

condecorado cavaleiro do império britânico

após abandonar a vela olímpica. Em 2013,

venceu a America’s Cup com uma tripulação

dos EUA, liderando, atualmente, a formação

britânica que irá disputar este mesmo troféu.

É embaixador da Rolex desde 2019.

O norte-americano Paul Cayard é considerado

um dos mais versáteis e talentoso

velejadores da actualidade, competindo ao

mais alto nível há já mais de três décadas. Sete

vezes Campeão do Mundo, participou por

sete vezes na America’s Cup e por duas vezes

nos Jogos Olímpicos, foi nomeado Rolex

Yachtsman of the Year em 1998, é membro

do Sailing World Hall of Fame desde 2002,

e juntou-se à família de embaixadores Rolex

em 2000. Por fim, o brasileiro Robert Scheidt

é um excepcional velejador, vencedor de nada

menos do que treze títulos mundiais de vela

nas classes Laser e Star, e de cinco medalhas

olímpicas, duas delas de ouro. Com mais de

174 vitórias em nome próprio na vela, foi

nomeado Rolex World Sailor of the Year pela

Federação Internacional de Vela em 2001 e

2004, e é embaixador da Rolex desde 2009.

De recordar que em terra a Rolex também

participa no desenvolvimento da vela.

Seja por meio do seu apoio à Federação

Internacional de Vela, entidade que tutela a

modalidade a nível internacional, seja através

do seu prémio anual Rolex World Sailor of

the Year, que visa reconhecer os homens e

mulheres velejadores que se destacaram na

vela ao longo do ano.

MAR: O HABITAT NATURAL

Sendo a cronometragem elemento fundamental

nas regatas, para determinar o exacto

momento em que é dada a largada, o possível

vencedor em handicap ou em tempo compensado,

a rotação da tripulação numa prova de

longa duração, a execução de uma manobra

em particular ou a escolha da melhor vela ou

da rota ideal, seria quase óbvia a associação

da Rolex a uma actividade desportiva em

que o tempo está sempre presente. Também

por isso, é sempre muito cobiçado o prémio

atribuído em todos os eventos de vela da

Rolex: um relógio especialmente gravado,

que é sinónimo de sucesso e distingue os

vencedores como alguém que realizou algo

notável no seu desporto de eleição.

E há muito que é assim. Logo no início

do século XX, quando o relógio de pulso

era ainda considerado uma jóia frágil, Hans

Wilsdorf, o fundador da Rolex em 1905,

antecipou as vantagens de um modelo

robusto, preciso e confiável, adaptado ao

extremo dinamismo do novo estilo de vida

que se estava a desenvolver. Daí ao mar ser

o ambiente natural da Rolex foi um passo:

em 1914, um relógio de pulso Rolex era o

primeiro a obter um certificado de precisão

de classe A, emitido pelo Observatório de

Kew, na Grã-Bretanha, após testes extremamente

rigorosos, os mais estritos do mundo:

foi testado em cinco posições diferentes, e

sob três temperaturas distintas, durante 45

longos dias.

Com uma variação diária de apenas mais

um segundo, uma verdadeira proeza em

miniatura para a época, provava-se, assim,

Clube Naval de CASCAIS 91


Clube Parceria Rolex-Clube Naval de Cascais

PENSADOS PARA O MAR

Ao longo dos anos, a Rolex ultrapassou

constantemente os limites da precisão e da

certificação cronométrica. No presente, como

no passado, continua a ser líder nesse capítulo,

já que todos os seus mecanismos cumprem

os testes do COSC (Contrôle Officiel Suisse

des Chronomètres), e cada relógio terminado

recebe a certificação de “Cronómetro Superlativo”,

simbolizado pelo selo verde que

indentifica cada relógio Rolex e é acompanhado

de uma garantia internacional de cinco anos,

seguindo um protocolo interno que garante

uma precisão duas vezes superior à exigida

pelas normas oficiais, ou seja, –2/+2 segundos

por dia. A Rolex reafirma, assim, o papel precursor

que sempre foi seu desde a invenção

de um relógio de pulso tão preciso quanto um

cronómetro de marinha.

O Rolex Oyster Perpetual reúne três qualidades

fundamentais: precisão, impermeabilidade e

corda automática, o que o torna no relógio

ideal para a navegação em alto mar, sendo

especialmente destinados a velejadores dois

modelos, incluídos na linha Yacht-Master, originalmente

lançada em 1992, com um modelo

especialmente projectado para navegadores

e skippers. O Oyster Perpetual Yacht-Master

é um testemunho dos laços privilegiados

que unem a Rolex e o mundo da vela desde

a década de 1950, conjugando com êxito

funcionalidade e estilo náutico – um relógio

profissional que opera com a mesma facilidade

tanto no mar como em terra.

Inicialmente proposto em ouro 18 quilates (uma

novidade para um modelo profissional), e com

um diâmetro de 40 mm, seria pouco depois

apresentado nas versões Rolesor (combinação

de aço Oystersteel e ouro 18 quilates) e

Rolesium (combinação de aço e Oystersteel,

para a caixa e para a pulseira, e de aço e platina

950, para a luneta), assim como em outros

tamanhos. A luneta graduada é bidireccional,

o que permite uma regulação fácil e rápida, e

ornada com algarismos em relevo e polidos,

o que os destaca claramente sobre um fundo

fosco. Oferece uma função timer, que permite

ao utilizador, por exemplo, determinar o tempo

de navegação já decorrido, ou o tempo de percurso

entre duas boias ou dois marcadores. A

caixa Oyster, cuja impermeabilidade é garantida

até 100 metros de profundidade, exibe linhas

ligeiramente arredondadas, para evitar que se

enrosque no cordame ou nas velas. Robusta,

mas, ainda assim, muito elegante, protege

eficazmente o mecanismo mecânico de corda

automática que abriga.

Em 2015, foi apresentada a inovadora pulseira

técnica Oysterflex, desenvolvida e patenteada

pela Rolex, que combina, de forma única, a robustez

e a fiabilidade de uma pulseira metálica,

com a flexibilidade, o conforto e a estética de

uma pulseira de borracha. Com efeito, é constituída

por duas lâminas metálicas flexíveis – uma

para cada um de seus filamentos – revestidas

por elastómero preto de alta performance. Foi

usada pela primeira vez no Oyster Perpetual

Yacht-Master 37, novo modelo lançado no

mesmo ano e equipado com o calibre 2236

(que possui a espiral Syloxi em silício), e sobre

uma variação do Oyster Perpetual Yacht-Master

40. Ambos são fabricados em ouro Everose de

18 quilates e munidos de um disco de luneta

Cerachrom em cerâmica preta fosca, uma

novidade na linha Yacht-Master.

Em 2019, a Rolex apresentou o Oyster Perpetual

Yacht-Master 42, com um diâmetro de 42

mm (inédito na linha), e que marcou a chegada

do ouro branco de 18 quilates a um modelo

Yacht-Master. Equipado com o calibre de

nova geração 3235, igualmente introduzido no

Yacht-Master 40 na mesma altura, é também

acompanhado de uma pulseira Oysterflex.

Outra novidade em 2019, a pulseira Oysterflex,

que equipa o Yacht-Master 42 e o Yacht-Master

40 em ouro Everose 18 quilates, adopta o

sistema de extensão Rolex Glidelock, engenhoso

dispositivo de cremalheira, integrado no

fecho, desenvolvido e patenteado pela marca,

que permite um ajuste fino do comprimento

da pulseira sem necessidade de nenhuma

ferramenta. Graças ao Rolex Glidelock, o

comprimento da pulseira Oysterflex pode ser

ajustado facilmente em cerca de 15 mm por

estágios de aproximadamente 2,5 mm.

Já o Rolex Oyster Perpetual Yacht-Master II

é um relógio de regatas com funcionalidades

únicas, concebido para a competição e a alta

performance no mar. Um cronógrafo destinado

aos velejadores experientes e aos apaixonados

pela vela, que combina inovação, tecnologia e

desempenho desportivo no verdadeiro espírito

Rolex, e apresenta uma nova complicação relojoeira

única no mundo: a contagem regressiva

programável com memória mecânica e sincronização

on the fly, desenvolvida especificamente

para largadas de regatas. Aqui, a complexidade

da realização técnica esconde-se por detrás

da simplicidade de utilização e da primorosa

legibilidade, reforçada graças ao mostrador

e aos ponteiros característicos dos relógios

profissionais da Rolex.

Primeiro desafio técnico vencido pelo Yacht-

-Master II: exibir uma contagem regressiva

que se mantenha compreensível no instante

do disparo de uma largada: os segundos decorridos

são indicados através de um ponteiro

central, na forma clássica de um cronógrafo, e

os minutos são, por sua vez, calculados por um

ponteiro com ponta triangular vermelha sobre

um segmento graduado de 10 a 0 minutos

(com marcas para cada meio minuto) em três

quartos do mostrador. Os números 10 a 0 são

92

Hippocampus


repetidos em tamanho maior no disco da luneta

para reforçar a leitura. O conjunto destaca claramente

a exibição regular da hora e dos minutos,

complementada por um pequeno ponteiro de

segundos num totalizador às 6 horas.

Segundo desafio: a duração oficial da contagem

regressiva de uma regata pode variar de uma

prova para outra. No relógio, também é preciso

ajustar, e foram necessárias 35 mil horas de desenvolvimento

dos engenheiros da Rolex para

materializar essa complexidade, sob a forma de

um novo mecanismo, o calibre 4161. Construído

sobre a base do calibre 4130, desenvolvido no

ano 2000 para o Cosmograph Daytona, o calibre

4161 também possui um mecanismo inédito

patenteado, ligado ao mecanismo principal do

cronógrafo por uma roda de coluna bilateral,

outra inovação, que permite reprogramar à

vontade a duração da contagem regressiva de

10 a 1 minuto. Além disso, essa programação

pode ser “memorizada” mecanicamente de

forma a que, durante a reinicialização, o ponteiro

volte a posicionar-se na mesma duração para

a próxima contagem. Pode, depois, definir-se

e memorizar uma duração diferente.

Ainda mais difícil foi tornar fácil a utilização

destas novas funções. Os meios clássicos de

interacção com o mecanismo num cronógrafo

estavam já razoavelmente satisfeitos, e foi então

que a Rolex inovou mais uma vez, introduzindo

uma luneta giratória que interage diretamente

com o mecanismo: a luneta Ring Command,

em que a rotação de 90° permite o acesso à

programação da duração da contagem regressiva

feita pela coroa. Uma rotação da luneta

Ring Command no sentido oposto permite, em

seguida, travar e memorizar essa programação.

Último desafio a ser vencido pelo Yacht-Master

II: permitir ao velejador, durante a fase da largada,

sincronizar seu relógio com a contagem

regressiva oficial. Essa sincronização deve

ser feita on the fly, enquanto a contagem regressiva

continua a rodar. Para o ponteiro dos

segundos, a solução consiste em integrar uma

função chamada flyback: o ponteiro a “voa”

instantaneamente para o seu ponto de partida,

pressionando-se o pulsador às 4 h e reiniciando

imediatamente quando esse pulsador for

libertado. O ponteiro dos minutos da contagem

regressiva é sincronizado automaticamente no

minuto mais próximo, compensando, assim, o

adiantamento ou o atraso ocorrido no momento

de arranque do cronógrafo.

que o relógio de pulso da Rolex conseguia

satisfazer, e até mesmo superar, o desempenho

esperado dos melhores instrumentos

de navegação, garantindo uma certificação

até então exclusivamente destinada a

instrumentos que, nesses tempos, eram

de primordial importância para a navegação

– os cronómetros de marinha –,

indispensáveis para determinar a posição

(longitude) em alto mar. Ao criar um

relógio de pulso com tal nível de precisão,

a Rolex abria caminho para se tornar no

maior fabricante de relógios certificados

como cronómetros à escala mundial.

Dado o primeiro passo fundamental,

começaram, pouco depois, a estreitar-se

os laços que a Rolex iria manter, até aos

dias de hoje, com o universo marítimo.

Após ter-se inspirado nos cronómetros

da marinha para desenvolver seu relógio

de pulso, Hans Wilsdorf tinha as suas

preocupações centradas na impermeabilidade

do mesmo, por constituírem estes

os principais entraves à respectiva precisão

em condições de utilização mais extremas.

O que o levou à invenção, em 1926, do

Oyster, o primeiro relógio de pulso impermeável

do mundo, graças à caixa equipada

com um engenhoso sistema patenteado,

composto pela luneta, pelo fundo e pela

coroa roscados.

Para testar a sua novel criação, Hans

Wilsdorf confiou um Oyster a Mercedes

Gleitze, jovem nadadora inglesa que se

preparava para atravessar o Canal da

Mancha. Após mais de dez horas de

imersão, o relógio continuou a funcionar

perfeitamente, e foi assim que Mercedes

Gleitze, ao comprovar o desempenho excepcional

do Oyster, se tornou na primeira

embaixadora Rolex da história.

A partir de 1931, a Rolex aperfeiçoou

o conceito do relógio moderno com o

rotor Perpetual, sistema desenvolvido e

patenteado pela marca, capaz de captar

e restituir a energia dos movimentos do

pulso. Deixava de ser necessária a preocupação

com a corda manual de relógio, com

o sistema de corda automática a garantir

não só uma constante reserva de energia,

mas também contribuindo largamente

para a impermeabilidade do relógio.

Ao inventar um relógio de pulso impermeável,

preciso e confiável, a marca

convenceu os pioneiros das regatas e os percursores

das provas de circum-navegação,

para os quais o Oyster Perpetual se tornou

um instrumento indispensável. Hoje,

a Rolex continua a avaliar o Oyster em

condições reais, utilizando o mundo como

verdadeira plataforma de testes, tendo este

demonstrado, em diversas ocasiões, a sua

confiabilidade e seu notável desempenho

nas condições mais extremas: em terra, no

ar, nas profundezas do mar ou no pico

das mais altas montanhas. E foram estas

façanhas que permitiram desenvolver os

relógios Rolex profissionais, mormente

o Oyster Perpetual, o Oyster Explorer,

o Oyster Explorer II, o Cosmograph

Daytona, o Submariner, o Yacht-Master

e o Yacht-Master II (um cronógrafo de

regatas dotado de contagem regressiva

mecânica), assentes num compromisso

com a performance de exceção, que se

manifesta, também, na excelência desportiva,

domínio em que a Role investe

activamente.

Clube Naval de CASCAIS 93


Club Partnership Rolex-Clube Naval de Cascais

A matter of excellence

Inseparable from sailing, Rolex has long been (re)known for its support for the main

pillars of the sport, be it sailors, races or clubs. A range of references of enviable prestige,

with which it shares its ceaseless quest for excellence, and to which was added,

in 2020, Clube Naval de Cascais

Just as it is virtually impossible to dissociate

Clube Naval de Cascais from the practice

of sailing at the highest level in Portugal, and

beyond, Rolex is a name that has been part of

the historical heritage of this sport for many

decades, indelibly marked by performance

and tradition, with which it has natural affinities.

The search for excellence of the reputed

Swiss brand, evident in all its activities, from

watchmaking art to its other commitments,

and guaranteed by permanent improvement

and innovation, is so shared with the sailing

discipline that Rolex became, more than sixty

years ago, its partner of reference, namely

through the support to the most prestigious

sailors, races, regattas and clubs - in the end,

the guardians of its enduring spirit.

In this respect, it is important to remember

that the identity of each sailing club is defined

by its unique location and tradition, all tending

to be shaped by values such as professionalism

and fair competition, camaraderie and community

spirit. Rolex’s first partnership in this

field dates back to 1958 and was established

with the New York Yacht Club, creator of the

America’s Cup and considered the main drivers

of one design racing. A pioneering association,

which opened the way to a permanent relationship

between Rolex and sailing, a sport in

which fair play and friendship are combined,

in the purest spirit of past maritim traditions,

but in which the eminently competitive and

technical dimension cannot, on the other

hand, be neglected, as it demands dexterity,

precision to the second, endurance and a keen

sense of teamwork.

That is why, for the last sixty years, Rolex

has placed its prestige and admiration

at the service of this exciting sport that is

sailing, eventually creating close links with

the world’s great sailing clubs, where sailing

and competition at the highest level fans, as

well as elite sailors, meet. The notable group

includes the Royal Yacht Squadron since the

1980s, the Yacht Club Costa Smeralda, the

Italian Yacht Club, the Royal Malta Yacht

Club, the Société Nautique de Saint-Tropez,

the Royal Hong Kong Yacht Club and the

Yacht Club de Monaco. It was, therefore,

with undeniable pride that, in 2020, Clube

Naval de Cascais also joined this elite group,

94

Hippocampus


a fact that its members and friends can only

be proud of.

REGATTAS AND SAILORS: THE BEST

ALWAYS IN SIGHT

Rolex is also a strong presence at major sailing

events in the Atlantic, Mediterranean

and Pacific. In particular, in two of the

world’s main offshore races, the Rolex Sydney

Hobart Yacht Race in Australia (since 2002)

and the Rolex Fastnet Race, held every two

years in the United Kingdom (since 2001);

or in highly competitive championships

such as the SailGP Global Championship

(since 2019) and the Rolex TP52 World

Championship (since 2017). And also in

elite races and regattas, such as the Rolex

Swan Cup since 1984; the Maxi Yacht Rolex

Cup; the Rolex Giraglia; the Rolex Middle

Sea Race; Les Voiles de Saint-Tropez; the

Rolex China Sea Race; the Rolex Big Boat

Series; the Rolex Circuito Atlántico Sur; or

the Rolex New York Yacht Club Invitational

Cup since 2011.

Not less relevant is Rolex’s long association

with world-class sailors, three of whom are now

partners and part of its global ambassadors.

Among them, Sir Ben Ainslie, “only” the

most successful Olympic sailor of all time,

continuing to compete at the highest level:

Having won his first Olympic medal at the

age of 19 (silver in 1996 in Atlanta), he is

one of three athletes to have won medals in

five consecutive Olympic Games in sailing

(alongside Torben Grael and Robert Scheidt),

and one of two to have won four gold medals

(alongside Paul Elvstrom, but in his case consecutive,

and won between 2000 and 2012).

World Champion eleven times, and four times

Rolex World Sailor of the Year (1998, 2002,

2008 and 2012), he was decorated knight

of the British Empire after leaving Olympic

sailing. In 2013, he won the America’s Cup

with a US crew, currently leading the British

line-up that will compete for this same trophy.

He has been a Rolex ambassador since 2019.

The American Paul Cayard is considered

one of the most versatile and talented sailors of

today, competing at the highest level for over

three decades. Seven times World Champion,

participated seven times in the America’s Cup

and twice in the Olympic Games, was named

Rolex Yachtsman of the Year in 1998, has been

a member of the Sailing World Hall of Fame

since 2002, and joined the Rolex family of

ambassadors in 2000. Finally, the Brazilian

Robert Scheidt, an exceptional sailor, winner

of no less than thirteen world sailing titles in

the Laser and Star classes, and five Olympic

medals, two of them gold): With over 174

victories in sailing in his own name, he was

named Rolex World Sailor of the Year by the

World Sailing Federation in 2001 and 2004,

and has been a Rolex Ambassador since 2009.

It should be noted that Rolex also participates

in the development of sailing. Both through

its support to the World Sailing, the body

that oversees the sport at international level,

and through its annual Rolex World Sailor of

the Year award, which aims to recognize the

male and female sailors who have excelled in

sailing throughout the year.

SEA: THE NATURAL HABITAT

Since timing is a fundamental element in

racing, whether to determine the exact moment

a race starts, the eventual winner under

handicap or compensated time, the rotation

of crew on a long race, the choreography of

a particular manoeuvre or the sail choice

or navigation, it would be almost obvious

to associate Rolex with a sporting activity

where time is always present. This is also

why the prize awarded in all Rolex sailing

events is always highly coveted: a specially

engraved watch, which is a symbol of success

that marks out the winners as having

accomplished something remarkable in their

chosen sport.

In an era when wristwatches were still

regarded as fragile items of apparel, Hans

Wilsdorf, the founder of Rolex in 1905,

was determined to create one that would

be robust, precise and reliable, adapted to

ever more active and sporting lifestyles. In

1914, the Kew Observatory in Great Britain

granted a Class A chronometer certificate

for the very first time to a wristwatch, a

watch made by Rolex. Until then, such a

certification, which attested to the highest

chronometric precision, had generally been

awarded only to large marine chronometers

after extremely rigorous tests, which were

vital to determine a vessel’s position (longitude)

on the high sea. After 45 days of

tests, in five different positions and at three

different temperatures, the Rolex wristwatch

matched and even exceeded the standards

expected of the finest marine clocks.

Clube Naval de CASCAIS 95


Clube Parceria Rolex-Clube Naval de Cascais

DESIGNED FOR THE SEA

Over the years, Rolex has constantly exceeded

the limits of precision and timing certification.

Today, as in the past, it continues to be the

leader in this field, since all its mechanisms

meet the COSC (Contrôle Officiel Suisse des

Chronomètres) tests, and each finished watch

receives the “Superlative Chronometer” certification,

symbolized by the green seal that comes

with every Rolex watch and is coupled with

a five-year international guarantee, following

an internal protocol that guarantees accuracy

twice that required by official standards, i.e.

-2/+2 seconds per day. Rolex thus reaffirms

the pioneering role it has always had since

the invention of a wristwatch as accurate as

a marine chronometer.

The Rolex Oyster Perpetual combines three

fundamental qualities: precision, waterproofness

and automatic winding, making it the ideal

watch for sailing on the high sea, two models,

are especially designed for sailors, included in

the Yacht-Master range, originally launched

in 1992, with a model specially designed for

navigators and skippers. The Oyster Perpetual

Yacht-Master is a testament to the privileged

ties that have linked Rolex and the world of

sailing since the 1950s, successfully combining

functionality and nautical style - a professional

watch operates with the same ease both at

sea and on land.

Initially offered in 18 ct gold (a novelty for a

professional model), and with a diameter of

40 mm, it would soon be presented in Rolesor

(combination of Oystersteel steel and 18

ct gold) and Rolesium (combination of steel

and Oystersteel, for the case and bracelet,

and steel and 950 platinum, for the bezel), as

well as in other sizes. The graduated bezel is

bi-directional, which allows easy and quick

adjustment, and ornate with raised and polished

numerals, that stand out clearly on the matt

background. It offers a timer function, which

allows the user, for example, to determine

the elapsed sailing time, or the travel time

between two buoys or waypoints. The Oyster

case, whose waterproofness is guaranteed up

to 100 metres deep, displays slightly rounded

lines to prevent it from getting tangled in the

riggings or the sails. Robust, yet very elegant,

it effectively protects the self-winding mechanical

movement.

In 2015, the innovative technical Oysterflex

bracelet, developed and patented by Rolex, was

presented. It uniquely combines the strength

and reliability of a metal bracelet with the flexibility,

comfort and aesthetics of a rubber bracelet.

In fact, it consists of two flexible metal blades

- one for each bracelet section - overmoulded

with high-performance black elastomer. It was

first used on the Oyster Perpetual Yacht-Master

37, a new model launched the same year and

equipped with the caliber 2236 (incorporating

the Syloxi silicon hair-spring), and on a version

of the Oyster Perpetual Yacht-Master 40. Both

are made of 18 ct Everose gold and fitted with

a Cerachrom bezel insert in matt black ceramic,

a first for the Yacht-Master range.

In 2019, Rolex presented the Oyster Perpetual

Yacht-Master 42, with a diameter of 42 mm

(unprecedented in the range), that marked the

arrival of 18 ct white gold to a Yacht-Master

model. Equipped with the new generation caliber

3235, also introduced in the Yacht-Master

40 at the same time, it is also accompanied

by an Oysterflex bracelet. Another innovation

in 2019, the Oysterflex bracelet, which equips

the Yacht-Master 42 and the Yacht-Master

40 in 18 ct Everose gold, is fitted with the

Rolex Glidelock extension system, ingenious

toothed panel mechanism, located under the

clasp, developed and patented by the brand,

which allows a fine adjustment of the bracelet

length without the need of any tool. Thanks to

Rolex Glidelock, the length of the Oysterflex

bracelet can be easily adjusted by about 15

mm in increments of approximately 2.5 mm.

The Rolex Oyster Perpetual Yacht-Master II is a

unique racing watch designed for competition

and high performance at sea. A chronograph

designed for experienced sailors and sailing

enthusiasts, that blends innovation, technology

and sporting performance the Rolex way,

and presents a new watchmaking complication

unique in the world: the programmable

countdown with mechanical memory and on

the fly synchronization, designed specifically

for the start sequence of regattas. Here, the

technical complexity is masked by the simplicity

of use and excellent legibility, enhanced

by the dial and hands characteristic of Rolex

Professional models.

First technical challenge won by the Yacht-

-Master II: devise a countdown display that

remains legible at the start of a regatta: the

elapsed seconds are displayed by a central

hand, in the traditional way of a stopwatch,

and the minutes are in turn calculated by a

red-triangle-tipped hand on a scale graduated

96

Hippocampus


from 10 to 0 minutes (with markers for the

half minutes) on three-quarters of the dial. The

numerals 10 to 0 are repeated in large format

on the bezel insert to further enhance reading.

The ensemble clearly highlights the regular

hours and minutes display, supplemented with

a small seconds hand in a counter at 6 o’clock.

Second challenge: the official duration of a

regatta countdown may vary from one race to

race. The watch also has to be adaptable, and

it took 35,000 hours of development by Rolex

engineers to materialise this complexity in the

form of a new mechanism, the calibre 4161.

Built on the basis of the caliber 4130, developed

in 2000 for the Cosmograph Daytona, the caliber

4161 also has a patented new mechanism,

connected to the main mechanism of the

chronograph by a traversing column wheel,

another innovation, which allows to be reprogrammed

with a choice of duration from 10 to

1 minutes. In addition, this programming can

be “ memorized “ mechanically so that, during

the reset, the hand is positioned again at the

same duration for the next count. A different

duration can then be set and memorized.

It was even more difficult to make these new

functions simple to operate. The traditional

means of interaction with the mechanism

in a chronograph were already reasonably

satisfied, and it was then that Rolex innovated

once again by introducing a rotating bezel that

interacts directly with the mechanism: the Ring

Command bezel, where the 90° rotation allows

access to the programming of the countdown

duration via the winding crown. Turning the

Ring Command bezel in the opposite direction

then allows this programming to be locked

and memorized.

Last challenge to be met by the Yacht-Master

II: allow the skipper, during the starting phase,

to synchronize the watch with the official

countdown. This synchronization must be

done on the fly, while the countdown is still

running. For the seconds hand, the solution

consists of integrating a function called flyback,

the hand “flying” instantly to its starting point

by pressing the push button at 4 o’clock and

restarting immediately when the push button

is released. The countdown minutes hand is

automatically synchronized to the nearest minute,

thereby compensating for the advance

or delay that occurred when the chronograph

was launched.

With a daily variation of only one more

second, a true miniature achievement

for the time, it was thus proven that the

Rolex wristwatch was able to satisfy, and

even surpass, the expected performance

of the best navigational instruments,

guaranteeing a certification until then exclusively

intended for instruments which,

in those times, were of prime importance

for navigation - marine chronometers - indispensable

for determining the position

(longitude) on the high sea.

Given the first fundamental step, the

links that Rolex would maintain with

the maritime world to this day began

to be strengthened shortly afterwards.

After taking inspiration from marine

chronometers to develop his wristwatch,

Hans Wilsdorf had his concerns focused

on its waterproofness, as these were the

main obstacles to its accuracy under more

extreme conditions of use. This led him

to invent the Oyster, the world’s first waterproof

wristwatch, in 1926, thanks to a

case equipped with an ingenious patented

system consisting of the screw-down bezel,

case back and winding crown.

To test his ground-breaking creation, Hans

Wilsdorf entrusted an Oyster to Mercedes

Gleitze, a young English swimmer preparing

to cross the English Channel. After

over ten hours of immersion, the watch

continued to run perfectly, and that is how

Mercedes Gleitze, proving the Oyster’s

exceptional performance, became the first

Rolex ambassador in history.

Since 1931, Rolex has perfected the

concept of the modern watch with the

Perpetual rotor, a system developed and

patented by the brand, capable of capturing

and restoring the energy of the wrist

movements. The concern with the manual

winding of the watch was no longer necessary,

with the automatic winding system

ensuring not only a constant reserve of

power, but also contributing greatly to

the waterproofness of the watch.

By inventing a waterproof, accurate and

reliable wristwatch, the brand caught the

attention of pioneering round the world

sailors for whom the Oyster Perpetual

became an indispensable tool. Today,

Rolex continues to evaluate the Oyster

in real conditions, using the world as a

real testing platform, which has demonstrated,

on several occasions, its reliability

and remarkable performance in the most

extreme conditions: on land, in the air, in

the depths of the sea or on the summit of

the highest mountains. And these feats

made it possible to develop the professional

Rolex watches, especially the Perpetual

Oyster, the Oyster Explorer, the Oyster

Explorer II, the Cosmograph Daytona,

the Submariner, the Yacht-Master and the

Yacht-Master II (a mechanical countdown

timer), based on a commitment to exceptional

performance, which also manifests

itself in sporting excellence, a domain in

which Rolex actively focuses on.

Clube Naval de CASCAIS 97


Cultura Mirpuri Foundation recupera fachada do Teatro Nacional de São Carlos

Exemplo de excelência

A Mirpuri Foundation deu mais um exemplo do seu forte compromisso

com a comunidade ao tornar-se mecenas exclusivo das obras

de recuperação da fachada do Teatro Nacional de São Carlos.

Uma aposta inequívoca na cultura, um dos pilares essenciais

das actividades desenvolvidas pela fundação

98

Hippocampus


Foi em 2018 que a Mirpuri Foundation

e o Organismo de Produção

Artística (OParte), entidade que tutela o

Teatro Nacional de São Carlos (TNCS),

firmaram o protocolo que constituiu a

fundação presidida por Paulo Mirpuri

como mecenas único da recuperação da

fachada de um edifício emblemático do

património nacional, tanto cultural e

artístico, como arquitectónico. Contudo,

só a 28 de Outubro último foi possível

dar início às obras de restauro, limpeza,

conservação e requalificação da fachada

do edifício, as quais têm uma duração

prevista de 110 dias.

Inicialmente, previa-se que a intervenção

tivesse que ficar pronta em Dezembro, para

a realização do tradicional Concerto de Natal

com a Orquestra Sinfónica Portuguesa.

Assim, e durante cerca de três meses, a

fachada que dá para o largo que viu nascer

Fernando Pessoa estará coberta por uma

tela. Entretanto, tanto o Coro como a

Orquestra do TNSC actuarão fora do

teatro, com a ópera a voltar ao seu palco

lírico apenas em 2021.

Conceição Amaral, Presidente do Conselho

de Administração do OParte, sublinhou

o papel que o mecenato pode desempenhar,

e não só no TNSC, defendendo que “o

mecenas tem de ser um filantropo. Há

que dar garantias para atrair os mecenas,

e não recorrer a eles apenas quando são

mais necessários. O mecenato deve ser

um compromisso da sociedade civil com

o património cultural que herdámos e de

que todos temos de cuidar”. Acrescentando:

“Esta reabilitação é fruto de um

longo processo técnico e administrativo,

que esta administração tem levado a cabo,

mas também de um forte envolvimento e

dedicação de anteriores administrações do

OParte com a Mirpuri Foundation, que

não podemos deixar de lembrar, e a quem

nos cabe agradecer neste momento”.

Já Paulo Mirpuri sublinhou que “a conservação

e restauro do património edificado é

uma necessidade premente em Portugal”.

O presidente da Mirpuri Foundation lembrou,

ainda, que a fundação está apostada

no apoio à cultura, nomeadamente no que

diz ser “um exemplo de excelência” como

o é o do Teatro Nacional de São Carlos.

A fachada do teatro, em pedra de lioz,

mantém os traços arquitectónicos iniciais

do edifício, inaugurado em finais do século

XVIII. As obras, orçadas em 170 mil euros,

são acções correctivas e preventivas, visando

solucionar alguns problemas identificados

e resultantes da exposição do edifício às

condições ambientais. Havendo que limpar

a sujidade acumulada; arranjar as fissuras

no tecto da arcada e as zonas de superfície

em pedra que estão danificadas; substituir

a madeira das caixilharias, já degradada;

fazer o tratamento de ferragens oxidadas; e

rever o envelhecimento de massas e outros

materiais.

Este levantamento foi feito em articulação

com a Direção-Geral do Património

Cultural, e enumera as necessidades de

correção a serem feitas no edifício inaugurado

em 1793 e já classificado como

Monumento Nacional. Ao longo deste

período também serão desenvolvidas acções

correctivas e preventivas, com o objectivo

de solucionar os vários tipos de problemas

identificados, e que resultam da exposição

Clube Naval de CASCAIS 99


Cultura Mirpuri Foundation recupera fachada do Teatro Nacional de São Carlos

do edifício às condições ambientais, e da

falta de manutenção e de intervenção humana.

De novo nas palavras de Conceição

Amaral, “a obra de conservação e restauro

é, simbolicamente, não só um marco da

nossa responsabilidade enquanto gestores

de património nacional que está à nossa

guarda, mas também da nossa estratégia

cultural, que entende valorizar e dignificar

o património artístico, móvel e imóvel, material

e imaterial, que o Teatro Nacional de

São Carlos encerra e que urge requalificar”.

PONTO DE PARTIDA

Deste modo, o restauro da fachada é só o

ponto de partida para uma requalificação

mais ampla e profunda do TNCS, estando

já no horizonte do conselho de administração

outras obras, nomeadamente no

interior do teatro, como a renovação dos

dourados e o tratamento de estuques,

que estarão a cargo da Fundação Ricardo

Espírito Santo Silva. Até final do ano será

feita uma intervenção no ‘piso zero’ do

teatro, não incluindo a sala, mas apenas

nos espaços comuns, orçada em 40 mil

euros. No tocante ao interior, a situação

é considerada como “decadente”.

Por isso, outra intervenção prevista é a

renovação do pano de ferro, o obliterador

de cena, já que o actual data da década

de 1940 e pesa 20 toneladas, devendo ser

substituído por um outro, com menos de

metade do peso do atual, obra orçada em

110 mil euros. Também sob a mira dos

seus responsáveis está o arquivo do TNSC,

que se entende como um repositório dos

mais diferentes documentos relativos à

prática operática, dos libretos e partituras

aos artefactos, cenários, fatos e figurinos,

registos fotográficos e audiovisuais, entre

outros. Conceição Amaral reconhece que

“há algum material à guarda de outras

instituições”, como a Biblioteca Nacional,

defendendo a sua reunião num espaço, onde

seja possível a consulta pública, chamando

ainda a atenção para a necessidade de se

valorizarem as áreas oficinais da ópera,

mantidas por costureiras, bordadoras,

carpinteiros, marceneiros, entre outros

ofícios, dos quais urge renovar os recursos

humanos.

REFERÊNCIA HISTÓRICA E CULTURAL

Situado em pleno Chiado, no coração de

Lisboa, o Teatro Nacional de São Carlos

é um edifício de feições neoclássicas e

características de inspiração setecentista e

italiana, da autoria do arquitecto José da

Costa e Silva, evocando o Teatro di San

Carlo, em Nápoles, e o Teatro alla Scala,

de Milão. Ligado a toda a história política e

social de Lisboa do século XIX e do início

do século XX, foi construído, entre 8 de

Setembro de 1792 e 30 de Junho de 1793,

num contexto político adverso às ideias

iluministas, para substituir a opulenta

Real Casa da Ópera (ou Ópera do Tejo),

situada na Ribeira das Naus e destruída

100

Hippocampus


SITUADO EM PLENO CHIADO, O TEATRO

NACIONAL DE SÃO CARLOS CONTINUA A SER O

ÚNICO TEATRO LÍRICO EXISTENTE EM PORTUGAL

pelo terramoto de 1755.

Classificado como imóvel de interesse

público a 8 de setembro de 1928, e como

Monumento Nacional a 6 de março de

1996, mantém-se como o único teatro

lírico em Portugal, vocacionado para a

produção e apresentação de ópera e de

música coral e sinfónica. A sua inauguração

ocorreu a 30 de Junho de 1793, e contou

com a presença da família real, que se fez

acompanhar de toda a corte, para assistir

à ópera em dois actos La ballerina amante,

de Domenico Cimarosa, seguida do bailado

A felicidade lusitana, de Caetano Gioia –

incluindo, ainda, o programa um elogio

cantado, composto pelo maestro António

Leal Moreira (primeiro maestro-director

do São Carlos, da sua abertura até 1800,

ano em que foi substituído por Marcos

Portugal), no âmbito das celebrações da

gravidez da princesa Carlota Joaquina, a

quem foi dedicado o Teatro Nacional de

São Carlos.

A materialização do Teatro Nacional de

São Carlos muito ficou a dever à iniciativa

e protecção do Intendente Geral da Polícia

da época, Diogo Inácio de Pina Manique,

homem de confiança do Marquês de

Pombal, que conseguiu obter da Coroa

permissão para a respectiva construção (que

custou 165 845$196 reis), justificando-a

como fonte de receita para uma obra de

caridade chamada Real Casa Pia de Lisboa,

que fundou a 29 de Dezembro 1780,

tendo os seus esforços para a aceleração

do processo burocrático que envolvia a

mesma encurtado substancialmente o

tempo de construção do edifício – uns

impressionantes seis meses. A financiar o

projecto estiveram abastados comerciantes,

como Anselmo José da Cruz Sobral, Jacinto

Fernandes Bandeira, João Pereira Caldas,

António Francisco Machado, António José

Ferreira ou Joaquim Pedro Quintela, (mais

tarde Barão de Quintela, depois Conde de

Farrobo, e director do Real Teatro Nacional

de São Carlos entre 1938 e 1840), que

cedeu os terrenos no Chiado em troca de

um grande camarote para si e para os seus

descendentes –comprado em hasta publica

pelo Rei D. Fernando, em 1880, por 21

contos da época, e que mais tarde o passou

à Condessa d‘Edla.

Inicialmente colocado sob administração

da Intendência da Polícia, e mais tarde

com a sua exploração a ser entregue a

empresários, o TNSC foi adquirido pelo

Estado em 1954 e integrado no Património

Nacional. Hoje, tem como agrupamentos

artísticos residentes o Coro do Teatro Nacional

de São Carlos, criado em 1943, que

interpreta o grande repertório operístico e

coral-sinfónico, mantendo-se como a única

estrutura coral profissional em Portugal;

e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, cuja

origem remonta a 1993.

A sua programação musical regular divide-se

por três espaços: Sala Principal

(palco de grandes produções líricas e de

concertos sinfónicos e coral-sinfónicos,

assim como de bailados); Salão Nobre

(permite o acesso à varanda da fachada,

recebe recitais e concertos de diferentes

formações instrumentais, leituras de ópera

e apresentações mais intimistas) e Foyer

(entrada do teatro, espaço privilegiado

para concertos de câmara e breves recitais

de entrada gratuita, que convidam

ao convívio informal). Pelos seus palcos

passaram já nomes incontornáveis do

panorama artístico a nível mundial, de

diversas proveniências, como Franz Liszt,

Sarah Bernhardt, Maria Callas, Renata

Tebaldi, Placido Domingo, Alfredo Kraus

ou Monserrat Caballé, e companhias de

bailado como as do Bolshoi, da Ópera de

Paris ou o Royal Ballet.

Clube Naval de CASCAIS 101


Culture Mirpuri Foundation rebuilds façade of São Carlos National Theatre

Example of excellence

The Mirpuri Foundation has given another example of its strong

commitment to the community by becoming the exclusive patron

of the restoration works of the façade of São Carlos National Theatre.

An unequivocal commitment to culture, one of the essential pillars

of the foundation’s activities

It was in 2018 that the Mirpuri Foundation

and the Organismo de Produção Artística

(OParte), the entity that oversees São Carlos

National Theatre (SCNT), signed the protocol

that constituted the foundation presided

by Paulo Mirpuri as the sole sponsor of the

restoration of the façade of an emblematic

building of national heritage, both cultural

and artistic and well as architectural. However,

it was only on 28th October that work on

the restoration, cleaning, conservation and

requalification of the building’s façade began,

scheduled to last 110 days.

Initially, it was expected that the intervention

would have to be ready in December for

the traditional Christmas Concert with the

Portuguese Symphony Orchestra.

Thus, and for about three months, the façade

facing the square that saw Fernando Pessoa

being born will be covered with a canvas.

Meanwhile, both the Choir and the SCNT

Orchestra will perform outside the theatre,

with the opera returning to its lyrical stage

only in 2021.

Conceição Amaral, Chairman of OParte’s

Board of Directors, stressed the role that

patronage can play, and not only in SCNT,

arguing that “patronage must be a philanthropist.

Guarantees must be given to attract

sponsors, not only when they are most needed.

Patronage must be a commitment by civil

society to the cultural heritage that we have

inherited and that we must all take care of”.

She added: “This rehabilitation is the result of

a long technical and administrative process,

which this administration has carried out, but

also of a strong involvement and dedication of

previous administrations of OParte with the

Mirpuri Foundation, which we cannot fail

to remember, and to whom we must thank

at this time”.

Paulo Mirpuri stressed that “the conserva-

tion and restoration of the built heritage is a

pressing need in Portugal”. The president of

the Mirpuri Foundation also pointed out that

the foundation is committed to supporting

culture, particularly in what he says is “an

example of excellence” such as São Carlos

National Theatre.

The facade of the theatre, in lioz stone,

retains the initial architectural features of the

building, inaugurated at the end of the 18th

century. The works, estimated at 170 thousand

euros, are corrective and preventive actions,

aiming to solve some problems identified and

resulting from the exposure of the building to

environmental conditions. It is necessary to

clean the accumulated dirt; to fix the cracks

in the ceiling of the arch and the stone surface

areas that are damaged; to replace the wood

of the frames, already degraded; to make the

treatment of oxidized hardware; and to review

the aging of masses and other materials.

This assessment was made in collaboration

with the Directorate General of Cultural

Heritage, and lists the correction necessities

to be made in the building inaugurated in

1793 and already classified as a National Monument.

Throughout this period, corrective

and preventive actions will also be developed,

with the aim of solving the various types

of problems identified, which result from

the building’s exposure to environmental

conditions, and the lack of maintenance and

human intervention. Again in the words of

Conceição Amaral, “the conservation and

restoration work is, symbolically, not only a

landmark of our responsibility as managers of

102

Hippocampus


national heritage that is in our care, but also of

our cultural strategy, which intends to value

and dignify the artistic heritage, movable and

immovable, material and immaterial, that São

Carlos National Theatre closes and that needs

to be re-qualified”.

STARTING POINT

Thus, the restoration of the façade is only

the starting point for a broader and deeper

requalification of CSNT, and other works

are already on the horizon of the board of

directors, particularly inside the theatre, such

as the renovation of gilt and the treatment

of stuccos, which will be in charge of the

Ricardo Espírito Santo Silva Foundation.

By the end of the year, an intervention will

be made in the ground floor of the theatre,

not including the room, but only in the

common spaces, budgeted at 40 thousand

euros. As far as the interior is concerned, the

situation is considered “decadent”.

Therefore, another intervention that is

planned is the renovation of the iron cloth,

the obliterator of scene, since the current

one dates back to the 1940s and weighs

20 tons, to be replaced by another, less

than half the weight of the current one,

a work budgeted at 110 thousand euros.

Also under the sights of those responsible

is the archive of the SCNT, considered a

repository of the most different documents

related to operatic practice, from librettos

and scores to artefacts, scenery, costumes

and photographic and audio-visual records,

among others. Conceição Amaral recognises

that “there is some material in the care of

other institutions”, such as the National

Library, defending its collection in a space

where public consultation is possible, also

drawing attention to the need to value the

workshop areas of the opera, maintained

by seamstresses, embroiderers, carpenters,

carpenters, among other trades, of which

human resources must be renewed.

HISTORICAL AND CULTURAL

REFERENCE

Located in Chiado, in the heart of Lisbon,

São Carlos National Theatre is a building

of neoclassical features and characteristics

of inspiration from the 18th century and

Italy, by the architect José da Costa e Silva,

evoking the Teatro di San Carlo, in Naples,

and the Teatro alla Scala, in Milan. Linked

to Lisbon’s entire political and social history

of the 19th and early 20th centuries, it was

built between September 8th, 1792 and June

30th, 1793, in a political context adverse to

Enlightenment ideas, to replace the opulent

Royal House of the Opera (or Tagus Opera),

located in Ribeira das Naus and destroyed by

the 1755 earthquake.

Classified as a property of public interest

on September 8th 1928, and as a National

Monument on March 6th 1996, it remains

the only lyric theatre in Portugal, devoted

to the production and presentation of opera

and choral and symphonic music. Its inauguration

took place on June 30th 1793, and

was attended by the royal family, who were

accompanied by the whole court, to watch

the opera in two acts La ballerina amante, by

Domenico Cimarosa, followed by the dance

A Felicidade Lusitana, by Caetano Gioia - the

programme included, also, a eulogy sung by

António Leal Moreira (the first conductor of

São Carlos, from its opening until 1800, the

year it was replaced by Marcos Portugal), as

part of the pregnancy celebrations of Princess

Carlota Joaquina, to whom São Carlos

National Theatre was dedicated.

The materialization of São Carlos National

Theatre was greatly due to the initiative and

protection of the General Intendant of the

Police of the time, Diogo Inácio de Pina

Manique, a trusted man of the Marquis of

Pombal, who managed to obtain from the

Crown permission for its construction - which

cost 165 845$196 Kings (currency of the

time) - justifying it as a source of income for

a charity called the Royal Casa Pia of Lisbon,

which he founded on December 29th 1780,

and its efforts to speed up the bureaucratic

process involving it substantially shortened the

building’s construction time - an impressive

six months. The project was financed by

wealthy merchants such as Anselmo José da

Cruz Sobral, Jacinto Fernandes Bandeira,

João Pereira Caldas, António Francisco

Machado, António José Ferreira or Joaquim

Pedro Quintela, (later Baron of Quintela,

later Count of Farrobo, and director of São

Carlos Royal National Theatre between 1938

and 1840), who ceded the land in Chiado

in exchange for a large box for himself and

his descendants - bought in public auction

by King Fernando, in 1880, for 21 Contos

(currency of the time), and who later passed

it on to the Countess of Edla.

Initially placed under the administration

of the General Intendancy of Police, and

later with its operation being handed over to

entrepreneurs, the SCNT was acquired by the

State in 1954 and integrated in the National

Patrimony. Today, it has as resident artistic

groupings the Choir of São Carlos National

Theatre, created in 1943, which interprets

the great operatic and choral-symphonic

repertoire, remaining the only professional

choral structure in Portugal; and the Portuguese

Symphonic Orchestra, whose origin

dates back to 1993.

Its regular musical programme is divided

into three spaces: Main Hall (stage for major

lyric productions and symphonic and choral-

-symphonic concerts, as well as dances); Noble

Hall (allows access to the façade balcony,

receives recitals and concerts of different

instrumental formations, opera readings

and more intimate performances) and Foyer

(theatre entrance, privileged space for chamber

concerts and short free entrance recitals, which

invite to informal conviviality). Their stages

have already given rise to some of the most

important names on the world artistic scene,

such as Franz Liszt, Sarah Bernhardt, Maria

Callas, Renata Tebaldi, Placido Domingo,

Alfredo Kraus or Monserrat Caballé, and

ballet companies such as Bolshoi, the Paris

Opera or the Royal Ballet.

Clube Naval de CASCAIS 103


Ambiente Aeródromo Municipal de Cascais

Aeródromo Municipal de Cascais único com neutralização de carbono

Cascais de novo pioneira

O pioneirismo de Cascais, nomeadamente no plano ambiental, volta

a estar em plano de destaque. Desta feita, no sector da aviação, com

o Aeródromo Municipal de Cascais a ser o primeiro aeroporto do mundo

a contar com total neutralização das emissões de carbono geradas

pelo combustível vendido nas suas instalações, graças a uma parceria

estabelecida com a Air bp

Cascais ganha, literalmente, asas no

plano ambiental, por via do programa

de neutralização das emissões de carbono

recém-implementado no Aeródromo Municipal

Cascais. A infraestrutura localizada

em Tires passa, assim, a ser o primeiro

aeroporto do mundo a receber tão determinante

certificação, e distinção, assegurando

que todas as emissões de carbono geradas

pelo combustível vendido na instalação

são, a jusante, compensadas através de

iniciativas várias.

O programa foi implementado em parceria

com a Air bp, fornecedor de combustíveis e

serviços para a aviação a nível internacional,

e fornecedor exclusivo de Jet-A1 e Avgas

para o Aeródromo Municipal de Cascais,

complementando o plano de operações de

reabastecimento de aeronaves neutras em

carbono que a multinacional tem já em vigor

em todos os locais do mundo em que opera,

incluindo Cascais. Para a sua prossecução

conta com o apoio da bp Target Neutral,

divisão especializada em ajudar as organizações

a reduzir, recolocar e neutralizar as suas

emissões de carbono, nomeadamente através

da aquisição de créditos junto de projectos

de redução de carbono em todo o mundo,

como a plantação e protecção da floresta na

Zâmbia, ou a instalação de biodigestores

na China e na Índia, que substituem os

ineficientes fogos a céu aberto por biogás

renovável – reduções estas que compensam

o carbono emitido noutras paragens.

Os projectos de neutralização de carbono

são eleitos com base no seu contributo para

a redução das emissões de carbono, e no seu

potencial para apoiar os objectivos de desenvolvimento

sustentável da ONU. De referir

que as reduções de carbono são reais, únicas,

permanentes e não seriam possíveis sem o

recurso ao financiamento provindo do carbono.

104

Hippocampus


A propósito desta iniciativa, Carlos Carreiras,

Presidente da Câmara Municipal

de Cascais, referiu: “Para as empresas ou

organizações, a sustentabilidade não é

só um objectivo: é uma parte crucial da

operação e do negócio. As empresas e

organizações mais aptas a sobreviver no

competitivo ambiente do século XXI são

aquelas que forem capazes de estabelecer

um relacionamento de responsabilidade

e reciprocidade com a comunidade, os

clientes, os fornecedores e o ambiente.

Estamos muito satisfeitos e orgulhosos

desta colaboração com a Air bp, que faz

do Aeródromo Municipal de Cascais

o primeiro aeroporto do mundo em

que as emissões de carbono de todo o

combustível de aviação são neutralizadas.

Quem descolar de Cascais estará,

verdadeiramente, a realizar uma viagem

rumo a um futuro mais verde e mais

sustentável”.

Já Ricardo Diniz, director da Air bp,

sublinhou: “Este programa de neutralização

de carbono assinala um importante

marco neste aeroporto para a Air bp, para

os nossos parceiros e par a comunidade

de Cascais. Estamos empenhados em

ajudar os nossos clientes e o aeroporto

a terem uma melhor compreensão da

pegada de carbono do seu combustível

para a aviação, e, depois, a neutralizar as

emissões de carbono geradas pela produção,

refinação, distribuição e consumo

dos combustíveis. Para que se saiba, este

é o primeiro aeroporto do mundo em

que as emissões de carbono associadas

a todo o combustível para a aviação são

neutralizadas de forma continuada”.

Clube Naval de CASCAIS 105


Environment Cascais Municipal Aerodrome

The only one with carbon neutralization

Cascais – once again a pioneer

The pioneering spirit of Cascais, particularly in terms of the environment,

is once again in the spotlight. This time, in the aviation sector, with Cascais

Municipal Aerodrome being the first airport in the world to have total

neutralization of carbon emissions generated by the fuel sold in its facilities,

thanks to a partnership established with Air bp

Cascais literally gains wings in the

environmental field through the

recently implemented carbon neutralization

programme at Cascais Municipal

Aerodrome. The infrastructure located in

Tires thus becomes the first airport in the

world to receive such a crucial certification

and distinction, ensuring that all carbon

emissions generated by the fuel sold at the

facility are offset downstream through

various initiatives.

The programme was implemented in partnership

with Air bp, an international supplier

of aviation fuel and services, and exclusive

supplier of Jet-A1 and Avgas to the Cascais

Municipal Aerodrome, complementing the

carbon neutral aircraft refuelling operations

plan that the multinational already has in

place at all locations in the world where it

operates, including Cascais. It has the support

of bp Target Neutral, a division that

specialises in helping organisations reduce,

relocate and neutralise their carbon emissions,

including the purchase of credits from

carbon reduction projects around the world,

such as planting and protecting forests in

Zambia, or installing biodigesters in China

and India to replace inefficient open fires

with renewable biogas - reductions that offset

the carbon emitted elsewhere.

Carbon neutralisation projects are elected

on the basis of their contribution to reducing

carbon emissions, and their potential to support

the UN’s sustainable development goals.

It should be noted that carbon reductions are

real, unique, permanent and would not be

possible without the use of carbon finance.

Regarding this initiative, Carlos Carreiras,

Mayor of Cascais, said: “For companies

or organisations, sustainability is not

only an objective: it is a crucial part of

operation and business. The companies

106

Hippocampus


and organisations best able to survive

in the competitive environment of the

21st century are those that are able to

establish a relationship of responsibility

and reciprocity with the community,

customers, suppliers and the environment.

We are very pleased and proud

of this collaboration with Air bp, which

makes Cascais Municipal Aerodrome the

first airport in the world where carbon

emissions from all aviation fuel are neutralised.

Those taking off from Cascais

will truly be making a journey towards

a greener and more sustainable future”.

Ricardo Diniz, director of Air bp, stressed:

“This carbon neutralisation programme

marks an important milestone at this

airport for Air bp, for our partners and

for the community of Cascais . We are

committed to helping our customers and

the airport have a better understanding

of the carbon footprint of their aviation

fuel, and then to neutralise the carbon

emissions generated by fuel production,

refining, distribution and consumption.

For the record, this is the first airport

in the world where the carbon emissions

associated with all aviation fuel are

continuously neutralised”.

Clube Naval de CASCAIS 107


Resultados regatas CNC 2020

1st Sailcascais Trophy

Rank Boat Class SailNo Club HelmName CrewName R1 R2 R3 R4 R5 R6 R7 M Total Nett

1 Youth Team Portugal - 98.1 FM SB20 3800 CNC Henrique Brites Bernardo Torres Pêgo, Luis Pinheiro, Rafael Rodrigues 1.0 2.0 (4.0) 3.0 4.0 2.0 3.0 4.0 23.0 19.0

2 PussPuss/SailCascais SB20 3756 CNC Vasco Serpa Pedro Costa Alemão, Santiago Sampaio 5.0 6.0 3.0 1.0 1.0 (8.0) 4.0 10.0 38.0 30.0

3 Drado - Roff SB20 3616 ANL Manuel Marques Tiago Morais, Hugo Mastbaum 3.0 (9.0) 2.0 9.0 3.0 3.0 7.0 12.0 48.0 39.0

4 Ladies First/SailCascais SB20 22 SAD Carolina João Joana Azevedo, Federica Franchi , Zezi Cardoso (11.0) 7.0 11.0 5.0 8.0 4.0 5.0 8.0 59.0 48.0

5 Patris Finance SB20 3505 CNC Vasco Passanha Nuno Bajanca, Francisco Mello, Tomás Barreto 9.0 1.0 7.0 4.0 (DNC) 1.0 10.0 16.0 76.0 48.0

6 Faith on/SailCascais SB20 3516 CVA Mafalda Pires de Lima Mariana Lobato, Francisco Maia, Martim Fernandes 2.0 5.0 16.0 (UFD) 5.0 7.0 11.0 6.0 80.0 52.0

7 Keep Clear /SailCascais SB20 361 CNC Bernardo Loureiro Guilherme Gomes, Michael del Vecchio Carranza, Pedro Garcia 4.0 4.0 6.0 7.0 11.0 6.0 (14.0) 14.0 66.0 52.0

8 MATA U PINTO SB20 3525 CNC Hugo Rocha Pedro Espergueira , Eduardo , Sampaio 10.0 (DNC) 1.0 (UFD) 2.0 13.0 1.0 2.0 85.0 57.0

9 Quinta dos Mur,as SB20 3411 CNC Diogo Correa Mendes Joao Prieto, Ana Costa Santos, Tomás Pires de Lima 7.0 3.0 13.0 13.0 12.0 (UFD) 20.0 18.0 114.0 86.0

10 Bravo SB20 3652 CVA Paulo Palha André Gonçalves, António Barros, Rita Leal Faria 14.0 (17.0) 5.0 16.0 13.0 12.0 2.0 (OCS) 135.0 118.0

11 YoungGuns/SailCascais SB20 15 CNC Sebastião Ramirez Zilas Dunke-Nascimento, Matilde Cruz 12.0 8.0 (DNS) 6.0 9.0 (UFD) 9.0 (DNC) 128.0 100.0

12 Metalfrio Solutions SB20 3578 CNC Erwin Russel Gustavo Lima , Filipe Silva 15.0 (16.0) 10.0 10.0 15.0 10.0 12.0 (DNC) 116.0 100.0

13 Guto SB20 3558 CVA Pedro Nieto José Paulo Ramada, Francisco Neto, Mariana Freitas 8.0 (DNF) DNC 2.0 (DNC) 5.0 6.0 (DNC) 133.0 105.0

14 TLEVEL.PT SB20 1 CNC André Gray Lourenço Mateus - João Tomás (DNF) 11.0 9.0 11.0 10.0 9.0 (DSQ) (DNC) 134.0 106.0

15 LTX SB20 3427 CNC Eduardo Cardoso Gonçalo Ribeiro, Manuel Champalimaud, André Granadeiro 6.0 (18.0) 17.0 14.0 14.0 16.0 15.0 (DNC) 128.0 110.0

16 Irmandade SB20 3728 CNC Per Croner Gonçalo Vieira Lopes, Phillip Kemp Lekszycki 13.0 13.0 15.0 12.0 (DNC) 11.0 23.0 (DNC) 143.0 115.0

17 Chalky SB20 3740 CVL Rob Clark Alexey Farenyuk, Peter Kemp Lekszycki 18.0 10.0 20.0 (DNC) 7.0 (UFD) 8.0 (DNC) 147.0 119.0

18 Contrabandista SB20 3637 CNC Patrick Lindley Pedro Simões, Brandon Paine 22.0 (DNF) 12.0 8.0 17.0 17.0 18.0 (DNC) 150.0 122.0

19 WindWard/SailCascais SB20 355 CNC Pedro Miguel Cruz Miguel Cruz, Manuel Cruz, Gonçalo Barreto 16.0 19.0 8.0 (DNF) (DNC) 14.0 13.0 (DNC) 154.0 126.0

20 Volta SB20 3506 CNC Nuno Espirto Santo Luis Queiroz , Bernardo Faria e Maia 17.0 12.0 23.0 17.0 (DNF) 15.0 16.0 (DNC) 156.0 128.0

21 NACEX SB20 3438 CNC Diogo Machado Pinto Miguel Graça , João Ferreira 19.0 14.0 18.0 15.0 18.0 (DNC) 17.0 (DNC) 157.0 129.0

22 Casilda SB20 3101 CNC Duarte B. Bello Gonçalo Lacerda, Margarida Lopes 21.0 15.0 21.0 20.0 16.0 (UFD) 19.0 (DNC) 168.0 140.0

23 Old Spice SB20 537 CVA Filipe Aguilar Machado Tomás Aires Pereira , Pedro Borges Araujo (24.0) 21.0 22.0 19.0 20.0 18.0 22.0 (DNC) 174.0 150.0

24 NO WORRIES SB20 3710 CNC Gastão Brun Pedro Caldas, André Lekszycki 20.0 (DNF) 14.0 (UFD) 6.0 (UFD) (DSQ) (DNC) 180.0 152.0

25 SARGO SB20 7 CNC Gonçalo Gonçalves Rafael Valladares , Catarina Ferlov (DNC) (DNC) 19.0 18.0 19.0 20.0 21.0 (DNC) 181.0 153.0

26 Vicky SB20 6 CNC Augusto Castelo Branco João Pires, Tomás Oliveira Martins 23.0 (DNC) (DNC) (DNC) (DNC) 19.0 24.0 (DNC) 206.0 178.0

27 Santa Maria SB20 3521 CNC Luís Rosário André Carinhas , Romain Maistre (DNF) 20.0 24.0 (DNF) (DNC) (DNC) (DNC) (DNC) 212.0 184.0

1st Cascais SB20 Winter Series

Rank Boat Class SailNo Club HelmName CrewName R1 R2 R3 R4 R5 R6 Total Nett

1 Puss Puss/SailCascais SB20 3745 CNC Vasco Serpa Pedro Costa Alemão, Joaquim Moreira (4.0) 2.0 3.0 2.0 1.0 1.0 13.0 9.0

2 Keep Clear /SailCascais SB20 3183 CNC Bernardo Loureiro Guilherme Gomes, Mafalda Gonçalves, Manuel Fortunato 6.0 5.0 (10.0) 3.0 5.0 2.0 31.0 21.0

3 Yess tooenty SB20 36 CWDS Francisca Barros Tiago Morais, Nuno Barreto, Teresa Borges Coutinho (10.0) 1.0 1.0 9.0 3.0 10.0 34.0 24.0

4 Metalfrio Solutions SB20 3578 CNC Erwin Russel Gustavo Lima, Carolina Campos,Beatriz Gago 1.0 (9.0) 9.0 6.0 4.0 4.0 33.0 24.0

5 AP HOTELS SB20 3738 CNC José Paulo Ramada António Silva Pereira,Miguel Leal de Faria, Mariana Lobato 2.0 6.0 5.0 5.0 (13.0) 6.0 37.0 24.0

6 PATRIS FINANCE SB20 3505 CNC Vasco Passanha Nuno Bajanca, Tomás Camelo, Pedro Garcia 8.0 (15.0) 2.0 4.0 2.0 12.0 43.0 28.0

7 GUTO SB20 3558 CVA Hugo Rocha Francisco Neto , Kimberly Lim, Álvaro Marinho 3.0 10.0 8.0 1.0 8.0 (11.0) 41.0 30.0

8 ROFF becomes inetum.^ SB20 3616 ANL Manuel Marques Rui Boia, Hugo Mastbaum 7.0 4.0 (11.0) 8.0 6.0 9.0 45.0 34.0

9 Ladies First/SailCascais SB20 361 SAD Carolina João Federica Franchi, Joana Azevedo, Zezi Cardoso 5.0 3.0 18.0 (UFD) 9.0 3.0 65.0 38.0

10 NACEX SB20 3438 CNC Miguel Graça Diogo Machado Pinto, João Ferreira (11.0) 7.0 7.0 10.0 11.0 5.0 51.0 40.0

11 Youth Team Portugal - 98.1 FM SB20 3800 CNC Henrique Brites Bernardo Torres Pêgo, Luís Pinheiro, Rafael Rodrigues 9.0 8.0 4.0 (UFD) 10.0 13.0 71.0 44.0

12 Young Guns/SailCascais SB20 3516 CNC Sebastião Ramirez Martim Mastbaum,Matilde Cruz, Manuel Cruz (12.0) 12.0 6.0 7.0 12.0 8.0 57.0 45.0

13 Miúdas SB20 3203 CNC Margarida Aguiar Ingrid Fortunato, Ana Champalimaud, Maria Anjos (17.0) 16.0 16.0 11.0 16.0 7.0 83.0 66.0

14 SIN BIN SB20 3544 CNC Martin Estlander Eduardo Marques, Phillipe Kemp Lekszycki (DSQ) 19.0 13.0 14.0 7.0 14.0 94.0 67.0

15 IRMANDADE SB20 3206 CNC Per Croner Gonçalo Lopes, André Granadeiro (16.0) 11.0 12.0 15.0 14.0 15.0 83.0 67.0

16 LTX SB20 3427 CNC Eduardo Cardoso Luís Mira, Santiago Sampaio 15.0 13.0 (22.0) 16.0 15.0 17.0 98.0 76.0

17 Another Affair SB20 35 CVA Miguel Oliveira João Oliveira, Francisco Oliveira 14.0 (DSQ) 19.0 13.0 18.0 16.0 107.0 80.0

18 LUSÍADAS SB20 3100 CNC Vasco Pereira Miguel Marques, Miguel Guimarães 13.0 18.0 21.0 12.0 17.0 (DNC) 108.0 81.0

19 DAY OFF SB20 3651 CNBB Filipe Albino António Albino, Vicente (22.0) 21.0 17.0 18.0 19.0 18.0 115.0 93.0

20 SailCascais SB20 355 CNC Rafael Valladares Francisco Cai-Água, Ricardo Rodrigues, Gonçalo Barreto 20.0 17.0 20.0 17.0 (UFD) 20.0 121.0 94.0

21 Contrabandista SB20 3637 CNC Pedro Simões Luís Vasconcelos Dias , Patrick Lindley 18.0 14.0 14.0 (UFD) (DNS) (DNC) 127.0 100.0

22 Vicky SB20 372 CNC Augusto Castelo Branco João Pires, Luísa Peres 21.0 22.0 (DSQ) 19.0 20.0 19.0 128.0 101.0

23 MATA U PINTO SB20 3525 CNC Sara Leiria Pinto José Pedro Leiria Pinto, Pedro Espergueira 19.0 20.0 15.0 (DNC) (DNC) (DNC) 135.0 108.0

24 EN2 SB20 2 CNOCA Pedro Frazão Pedro Dias 24.0 (DNF) (DNF) 20.0 21.0 (DNF) 146.0 119.0

25 EN1 SB20 5 NOCA Francisca Mauricio Miguel Dias Ribeiro 23.0 (DNF) (DNF) 21.0 (DNF) 21.0 146.0 119.0

26 Volta SB20 3506 CNC Vasco Empis Bernardo Faria e Maia, Nuno Espirito Santo Silva (DNC) (DNC) (DNC) (DNC) (DNC) (DNC) 162.0 135.0

108

Hippocampus


Cascais Vela 2020

Classe ORC A

Rank Yacht Name Sail No Type Skipper Club R1 R2 R3 R4 R5 Total

1 XEKMATT BEL-1450 IMX 45 José Carlos Prista ANL 2 7 1,5 2 2 7,5

2 MAD MAX-Rational German Kitchens NED-7025 GRAND SOLEIL 44 R Miguel Graça CNC 3 2 3 4 1 9

3 Giulietta 2-Marina de Cascais POR-8370 JV 56 Alexandre Kossack CNC 1 1 7,5 1 4 10,5

4 SUPER AÇOR XIS-Lusitania POR-14 X-41 Gonçalo Botelho CNVFC 5 5 4,5 3 3 15,5

5 VERTIGO POR-6616 IMX 40 Jorge Queiroga CVS 4 4 6 6 6 20

6 FUNBEL-Nacex POR-4508 FIRST 45 António Noronha ANL 6 3 9 5 5 22

Cascais Vela 2020 - Classe ORC B

Rank Yacht Name Sail No Type Skipper Club R1 R2 R3 R4 R5 Total

1 ONE-Syone POR - 347 FIRST 34.7 Nunos Neves CVT 1 1 1,5 1 1 4,5

2 BAMAK FRA-21716 FIRST 35 QB Rodrigo Vargas CNL 2 3 3 2 2 9

3 VICKY POR-6969 FIRST 34.7 Augusto Castelo Branco CNC 5 5 4,5 3 3 15,5

4 LEIXAO-OZ Energia POR-8284 J 100 Manuel Champalimaud CNC 4 2 6 4 4 16

5 DJANGO ONE ESP-9148 FIRST 31.7 Jorge Alves CVS 3 4 7,5 5 5 19,5

6 WHISPER POR 25481 FARR 25 Rui Neves CNC 7 6 9 6 6 27

Cascais Vela 2020 / Desafio Quebramar - Classe ORC Overall

Overall

Rank Yacht Name Sail No Type Skipper Club Division R1 R2 R3 R4 R5 Total

1 XEKMATT BEL-1450 IMX 45 José Carlos Prista ANL A 2 13 1,5 2 2 7,5

2 MAD MAX-Rational German Kitchens NED-7025 GRAND SOLEIL 44 R Miguel Graça CNC A 4 2 4,5 4,5 1 11,5

3 ONE-Syone POR - 347 FIRST 34.7 Nunos Neves CVT B 3 3 3 4,5 4 13

4 Giulietta 2-Marina de Cascais POR-8370 JV 56 Alexandre Kossack CNC A 1 1 12 1 5 15

5 SUPER AÇOR XIS-Lusitania POR-14 X-41 Gonçalo Botelho CNVFC A 9,5 8 6 3 3 20

6 BAMAK FRA-21716 FIRST 35 QB Rodrigo Vargas CNL B 5 6 7,5 6 6 24,5

7 FUNBEL-Nacex POR-4508 FIRST 45 António Noronha ANL A 11 5 13,5 7 7 32,5

8 VERTIGO POR-6616 IMX 40 Jorge Queiroga CVS A 6 7 10,5 9 9 32,5

9 VICKY POR-6969 FIRST 34.7 Augusto Castelo Branco CNC B 9,5 10 9 8 8 34,5

10 LEIXAO-OZ Energia POR-8284 J 100 Manuel Champalimaud CNC B 8 4 15 10 10 37

11 DJANGO ONE ESP-9148 FIRST 31.7 Jorge Alves CVS B 7 9 16,5 11 11 43,5

12 WHISPER POR 25481 FARR 25 Rui Neves CNC B DSQ 11 18 12 12 53

Clube Naval de CASCAIS 109


Resultados regatas CNC 2020

Cascais Vela / Desafio Marina de Cascais

Overall

Rank Boat Class SailNo Club HelmName NHC1 R1 R2 R3 Total Nett

1 Cristina A NHC 25477 CNC Francisco Brito e Abreu 1.055 4.0 1.0 2.0 7.0 7.0

2 Metralha NHC 8175 CNC José Vozone 0.95 1.0 2.0 5.0 8.0 8.0

3 Mirpuri Foundation - Racing for the Planet NHC VO65 CNC Yoann Richomme 1.625 2.0 6.0 1.0 9.0 9.0

4 CARAPAU NHC 8501 CNOCA Bernardo Dias Pinheiro 1.013 3.0 3.0 4.0 10.0 10.0

5 Anthea NHC 8551 CVP Geraldo Roth 1.013 5.0 5.0 6.0 16.0 16.0

6 Green Eyes NHC 5000 CNC Paulo Mirpuri 1.591 6.0 8.0 3.0 17.0 17.0

7 Altitudes 2 NHC 888 CNL Tiago Matos 1.013 7.0 4.0 7.0 18.0 18.0

8 Masty III NHC 1176 CSP Luís Guerra 0.901 10.0 DNC 7.0 8.0 25.0 25.0

9 Akelia Concorde NHC 8638 CNC Fredy Taurines 0.907 10.0 DNC 10.0 DNF 9.0 29.0 29.0

R1

Rank Boat Class SailNo Club HelmName NHC1 Start Finish Elapsed Corrected Points

1 Metralha NHC 8175 CNC José Vozone 0.95 13:05:00 15:47:32 2:42:32 2:34:24 1.0

2 Mirpuri Foundation - Racing for the Planet NHC VO65 CNC Yoann Richomme 1.625 13:05:00 14:40:03 1:35:03 2:34:27 2.0

3 CARAPAU NHC 8501 CNOCA Bernardo Dias Pinheiro 1.013 13:05:00 15:39:42 2:34:42 2:36:43 3.0

4 Cristina A NHC 25477 CNC Francisco Brito e Abreu 1.055 13:05:00 15:38:30 2:33:30 2:41:57 4.0

5 Anthea NHC 8551 CVP Geraldo Roth 1.013 13:05:00 15:47:07 2:42:07 2:44:13 5.0

6 Green Eyes NHC 5000 CNC Paulo Mirpuri 1.591 13:05:00 14:51:43 1:46:43 2:49:47 6.0

7 Altitudes 2 NHC 888 CNL Tiago Matos 1.013 13:05:00 15:57:48 2:52:48 2:55:03 7.0

R2

Rank Boat Class SailNo Club HelmName NHC1 Start Finish Elapsed Corrected Points

1 Cristina A NHC 25477 CNC Francisco Brito e Abreu 1.051 13:15:00 15:45:22 2:30:22 2:38:02 1.0

2 Metralha NHC 8175 CNC José Vozone 0.957 13:15:00 16:04:52 2:49:52 2:42:34 2.0

3 CARAPAU NHC 8501 CNOCA Bernardo Dias Pinheiro 1.015 13:15:00 15:56:12 2:41:12 2:43:37 3.0

4 Altitudes 2 NHC 888 CNL Tiago Matos 1.008 13:15:00 16:05:12 2:50:12 2:51:34 4.0

5 Anthea NHC 8551 CVP Geraldo Roth 1.007 13:15:00 16:08:01 2:53:01 2:54:14 5.0

6 Mirpuri Foundation - Racing for the Planet NHC VO65 CNC Yoann Richomme 1.636 13:15:00 15:09:00 1:54:00 3:06:30 6.0

7 Masty III NHC 1176 CSP Luís Guerra 0.901 13:15:00 16:45:10 3:30:10 3:09:22 7.0

8 Green Eyes NHC 5000 CNC Paulo Mirpuri 1.586 13:15:00 15:23:58 2:08:58 3:24:32 8.0

9 Akelia Concorde NHC 8638 CNC Fredy Taurines 0.907 DNF 10.0

R3

Rank Boat Class SailNo Club HelmName NHC1 Start Finish Elapsed Corrected Points

1 Mirpuri Foundation - Racing for the Planet NHC VO65 CNC Yoann Richomme 1.615 12:23:00 13:21:29 0:58:29 1:34:27 1.0

2 Cristina A NHC 25477 CNC Francisco Brito e Abreu 1.078 12:23:00 13:51:10 1:28:10 1:35:03 2.0

3 Green Eyes NHC 5000 CNC Paulo Mirpuri 1.567 12:23:00 13:25:29 1:02:29 1:37:55 3.0

4 CARAPAU NHC 8501 CNOCA Bernardo Dias Pinheiro 1.030 12:23:00 13:58:05 1:35:05 1:37:56 4.0

5 Metralha NHC 8175 CNC José Vozone 0.973 12:23:00 14:05:02 1:42:02 1:39:17 5.0

6 Anthea NHC 8551 CVP Geraldo Roth 1.004 12:23:00 14:02:16 1:39:16 1:39:40 6.0

7 Altitudes 2 NHC 888 CNL Tiago Matos 1.008 12:23:00 14:02:39 1:39:39 1:40:27 7.0

8 Masty III NHC 1176 CSP Luís Guerra 0.887 12:23:00 14:22:00 1:59:00 1:45:33 8.0

9 Akelia Concorde NHC 8638 CNC Fredy Taurines 0.907 12:23:00 14:21:21 1:58:21 1:47:21 9.0

110

Hippocampus


Cascais Vela 2020 / Desafio Mitsubishi

Rank Boat Class SailNo Club HelmName CrewName R1 R2 R3 R4 R5 R6 R7 R8 R9 Total Nett

1 DOM PEDRO HOTELS SB20 3738 CNC José Paulo Ramada António S. Pereira, Miguel L.Faria, Fernando Kuo 1.0 2.0 3.0 3.0 3.0 1.0 5.0 3.0 (BFD) 42.0 21.0

2 Youth Team Portugal - 98.1 FM SB20 3800 CNC Henrique Brites Luís D. Pinheiro, Bernardo T. Pêgo, Rafael Rodrigues 5.0 6.0 4.0 2.0 1.0 2.0 (7.0) 2.0 1.0 30.0 23.0

3 Skin in the Game SB20 3763 NV Edward Russo Gilles Favennec, Mikael Mergui 2.0 1.0 7.0 1.0 4.0 5.0 (8.0) 4.0 3.0 35.0 27.0

4 Puss Puss/SailCascais SB20 22 CNC Vasco Serpa Pedro C. Alemão, Diogo M.Pinto 6.0 3.0 1.0 (9.0) 8.0 4.0 4.0 9.0 6.0 50.0 41.0

5 ROFF becomes inetum.^ SB20 3616 ANL Manuel Marques Rui Boia, Hugo Mastbaum 10.0 (DSQ) 5.0 4.0 5.0 3.0 10.0 7.0 2.0 67.0 46.0

6 Bravo SB20 3558 CVA Pedro Nieto Teresa B. Coutinho, Tomás Morais, António Barros 4.0 7.0 6.0 7.0 2.0 7.0 3.0 10.0 (12.0) 58.0 46.0

7 Patris Finance SB20 3505 CNC Vasco Passanha Diana Neves, Nuno Bajanca, Francisco P. Mello 8.0 (12.0) 2.0 5.0 9.0 11.0 2.0 1.0 11.0 61.0 49.0

8 Yess tooenty SB20 36 CWDS Francisca Barros João Cunha, Ricardo Schedel, António M. Rosa 9.0 4.0 9.0 6.0 7.0 8.0 1.0 8.0 (DNC) 73.0 52.0

9 Keep Clear SB20 3516 CNC Bernardo Loureiro Joana Azevedo, Martim Mastbaum, Duarte Teles 3.0 9.0 10.0 10.0 (DNF) (DNC) 9.0 6.0 4.0 93.0 72.0

10 How to Put a Man Down /SC SB20 361 CNC Piedade Colaço Luisa Figueiredo, Gustavo Seguro, Martim S.Franco (19.0) 10.0 11.0 12.0 10.0 16.0 6.0 13.0 8.0 105.0 86.0

11 Miúdas SB20 3203 CNC Margarida Aguiar Ana Champalimaud, Maria Anjos, Sofia Regojo 7.0 8.0 8.0 8.0 (16.0) 13.0 15.0 15.0 13.0 103.0 87.0

12 LTX SB20 3427 CNC Eduardo Cardoso Luís Mira, Nuno Lopes, Manuel Champalimaud 14.0 11.0 (17.0) 17.0 14.0 9.0 11.0 5.0 9.0 107.0 90.0

13 NO WORRIES SB20 3710 CNC Gastão Brun Marco Flávio, Ruben Neto 12.0 5.0 12.0 16.0 13.0 14.0 (20.0) 12.0 7.0 111.0 91.0

14 Another Affair SB20 35 CVA Miguel Oliveira João Oliveira, Francisco Oliveira 16.0 14.0 14.0 11.0 12.0 6.0 12.0 (17.0) 10.0 112.0 95.0

15 MATA U PINTO SB20 3525 CNC Sara Leiria Pinto José Pedro L. Pinto, Pedro Espergueira, Diogo Vital 11.0 13.0 16.0 15.0 6.0 (17.0) 17.0 14.0 15.0 124.0 107.0

16 TLEVEL.PT SB20 8 CNC André Gray Pedro Pires de Lima, João Tomás 15.0 16.0 (UFD) 18.0 11.0 10.0 18.0 16.0 5.0 130.0 109.0

17 Volta SB20 3506 CNC Vasco Empis Nuno Espirito Santo Silva, Bernardo F. e Maia 13.0 15.0 (UFD) 14.0 18.0 12.0 14.0 11.0 14.0 132.0 111.0

18 SARGO SB20 7 CNC Gonçalo Gonçalves Rafael Valladares, Gonçalo Barreto, Leo 17.0 19.0 (DNS) 13.0 15.0 15.0 13.0 20.0 16.0 149.0 128.0

19 Casilda SB20 3101 CNC Duarte B. Bello José Maria Vozone, Tiago Marques 20.0 18.0 13.0 20.0 17.0 (DNF) 16.0 19.0 17.0 161.0 140.0

20 Old Spice SB20 537 CVA Pedro Borges de Araújo Luis Cadeco, Pedro Silva 18.0 17.0 15.0 19.0 19.0 18.0 19.0 18.0 (BFD) 164.0 143.0

Club Race - SB20

Rank Class SailNo Club HelmName CrewName R1 R2 R3 R4 Total Nett

1 SB20 15 CNCascais Bernardo Loureiro Guilherme Gomes, Carolina João, Mafalda Gonçalves (1.0) 1.0 1.0 1.0 4.0 3.0

2 SB20 537 CVAtlantico Filipe Aguilar Machado Tomas Aires Pereira, Pedro Borges Araujo (2.0) 2.0 2.0 2.0 8.0 6.0

3 SB20 3710 CNCascais Vasco Serpa 3.0 3.0 3.0 (4.0 DNC) 13.0 9.0

Club Race - Cruzeiros

Rank Boat SailNo Club HelmName NHC4 Start Finish Elapsed Corrected Points

1 Cristina A 25477 CNCascais Francisco Brito e Abreu 1.037 11:40:00 16:48:02 5:08:02 5:19:26 1.0

2 Pezagano 0 CNCascais Artur Passanha 1.127 11:40:00 16:47:25 5:07:25 5:46:28 2.0

3 Sound of Silence 8531 CVTejo Manuel Mello Ramos 0.964 11:40:00 18:26:44 6:46:44 6:32:05 3.0

4 Akelia Concorde 8638 CNCascais Freddy Taurines 0.907 DNF 6.0

4 Metralha 8175 CNCascais José Vozone 0.95 DNF 6.0

Clube Naval de CASCAIS 111


Resultados regatas CNC 2020

Clube Race - SB20

Boat Class SailNo Club HelmName CrewName R1 R2 R3 R4 R5 Total Nett

LTX SB20 3427 CNC Eduardo Cardoso Ruben Luís 2.0 (5.0) 1.0 2.0 4.0 14.0 9.0

Contrabandista SB20 3637 CNC Pedro Simões José Camelo (11.0 DNF) 4.0 2.0 1.0 3.0 21.0 10.0

Rádio Marginal 98.1 FM SB20 78 CNC Bernardo Torres Pêgo Martim Mastbaum, Rafael Rodrigues, Tomé Rodrigues 7.0 1.0 3.0 4.0 (8.0) 23.0 15.0

MATA U PINTO SB20 3525 CNC Inês Nolasco Sara Mata Leiria Pinto, MªJoão Marques, Inês Gamito,Francisco Neto 1.0 (11.0 OCS) 6.0 3.0 5.0 26.0 15.0

XXX SB20 32 CNC Rafael Valladares Ricardo Rodrigues, Francisco Cai-Água 5.0 6.0 4.0 5.0 (10.0) 30.0 20.0

Keep Clear SB20 15 CNC Bernardo Loureiro Guilherme Gomes, Mafalda Gonçalves, Manuel Cruz 4.0 (11.0 OCS) 7.0 11.0 OCS 2.0 35.0 24.0

TBD SB20 37 CVA Susana Lima 3.0 (11.0 OCS) 9.0 6.0 6.0 35.0 24.0

Kiss the locals SB20 3652 CNC Luís Dias Pinheiro Henrique Brites, Lúcio Correia, António Barros 6.0 7.0 (11.0 DNF) 11.0 OCS 1.0 36.0 25.0

Irmandade SB20 3728 CNC Per Croner Beatriz Gago 9.0 2.0 5.0 (11.0 OCS) 9.0 36.0 25.0

TBD SB20 3710 CNC Jorgen Wennberg (8.0) 3.0 8.0 7.0 7.0 33.0 25.0

IV - Club Race Formula Foil

Rank Class SailNo Club HelmName R1 R2 Total Nett

1 Formula Foil 12 CNCascais Rui Borges de Sousa 2.0 1.0 3.0 3.0

2 Formula Foil 3 CNCascais José Pedro Moneteiro 1.0 2.0 3.0 3.0

3 Formula Foil 55 CNCascais Rui Caldas Barreiro 3.0 6.0 DNC 9.0 9.0

4 Formula Foil 303 CNCascais Filipe Clerigo 4.0 6.0 DNC 10.0 10.0

5 Formula Foil 34 CNCascais Carlos Azevedo 5.0 6.0 DNC 11.0 11.0

Campeonato Nacional da Classe Dragão

Rank Boat Class SailNo Club HelmName CrewName R1 R2 R3 R4 R5 R6 Total Nett

1 Uranus Dragão POR87 CNC Pedro Mendes Leal Jorge Ferlov, Pedro Rebelo de Andrade 1.0 1.0 1.0 1.0 (2.0) 1.0 7.0 5.0

2 Jupiter Dragão POR9 CNC Francisco Pinheiro de Melo Charles Nankin, Gonçalo Ribeiro 2.0 (5.0) 2.0 5.0 1.0 3.0 18.0 13.0

3 Peggy Dragão POR 56 CNC Miguel Magalhães Jorge Pinheiro de Melo, Peter Lekszycki 3.0 2.0 3.0 2.0 (4.0) 4.0 18.0 14.0

4 WHISPER Dragão POR57 CNC Mário Quina Raúl Bulhão Pato, Santiago Sampaio (5.0) 4.0 4.0 3.0 5.0 2.0 23.0 18.0

5 CATARINA III Dragão POR47 CNC Manuel Rocha José Bello, Bernardo Torres Pêgo 4.0 3.0 (5.0) 4.0 3.0 5.0 24.0 19.0

6 CLOUD Dragão IRL206 CNC Jonathan Bourke Diogo Diniz, Sancho Miedzir (6.0) 6.0 6.0 6.0 6.0 6.0 36.0 30.0

112

Hippocampus


XXV HM King Juan Carlos Trophy

Boat Class SailNo Club HelmName CrewName R1 R2 R3 R4 R5 R6 Total Nett

Venus Dragon 87 CNC Pedro Mendes Leal Jorge Ferlov , Pedro Rebelo de Andrade 2.0 (5.0) 3.0 3.0 1.0 1.0 15.0 10.0

BANDE A PART Dragon 428 SNT Gery Trentesaux Eric Brezellec, Cédric Pouligny, Jean Queveau (4.0) 2.0 2.0 4.0 2.0 2.0 16.0 12.0

Venus Dragon 9 CIYC Peter Cunningham Andy Beadsworth - Charles Nankin 3.0 1.0 1.0 (9.0) 5.0 4.0 23.0 14.0

OLINGHI Dragon 411 Wouter ten Wolde Gonçalo Ribeiro, João Matos Rosa 1.0 (10.0 DNF) 10.0 DNC 2.0 3.0 3.0 29.0 19.0

Herbie Dragon 82 Royal North Sea Yacht Club Xavier Vanneste Dries Van Den Abbeele - Thomas De Schrijver 6.0 3.0 6.0 5.0 7.0 (8.0) 35.0 27.0

Dirndlwind Dragon 69 BYC Christof Wieland Peter Koenig - Afonso Domingos 5.0 4.0 5.0 7.0 (8.0) 7.0 36.0 28.0

Cloud Dragon 206 Jonathan Bourke Evan O´ Conner, Diogo Diniz (9.0) 6.0 4.0 8.0 6.0 5.0 38.0 29.0

CATARINA III Dragon 47 CNC Manuel Rocha José Bello , Miguel Tavares 8.0 7.0 (10.0 DNC) 6.0 4.0 6.0 41.0 31.0

WHISPER Dragon 57 CNC Mário Quina Raul Bulhão Pato, Marco Flávio 7.0 (10.0 DNF) (10.0 DNC) 1.0 9.0 (10.0 DNF) 47.0 37.0

Troféu Maria Guedes Queiroz - Dom Pedro Hotels

Boat Class SailNo Club HelmName CrewName R1 R2 R3 R4 R5 Total Nett

A SNIPE 30554 CNC Pedro Barreto Sofia Barreto 1.0 (3.0) 2.0 1.0 1.0 8.0 5.0

We do Sailing SNIPE 29541 WDS Tiago Roquette Vitória Almada 3.0 1.0 1.0 (6.0) 5.0 16.0 10.0

DR SNIPE 3155 RCNV Alexandre Tinoco do Amaral Laura Morata 2.0 (17.0 OCS) 3.0 4.0 2.0 28.0 11.0

ARANCCIONE SNIPE 31559 RCNV Jose Luis Maldonado Dasit Carmela Marzal Ramos (10.0) 2.0 7.0 5.0 3.0 27.0 17.0

SEITA V SNIPE 31470 CVL António Viegas Amélia Viegas (8.0) 5.0 5.0 3.0 4.0 25.0 17.0

Sem Cerimónias SNIPE 29959 CNOCA Rita Leal Faria Manuel Stichini Vilela (7.0) 6.0 4.0 2.0 6.0 25.0 18.0

SLICE SNIPE 30244 CNOCA Gonçalo Dias Pinheiro 5.0 7.0 (8.0) 7.0 7.0 34.0 26.0

AMPHETAMINE SNIPE 30238 ANL Nuno Pinheiro de Melo Maria Pinheiro de Melo Pinto da Silva (15.0) 12.0 6.0 8.0 8.0 49.0 34.0

BRUXO SNIPE 28681 CNC Luís Guedes de Queiroz Mariana Guedes de Queiroz 9.0 4.0 9.0 (17.0 DNS) (17.0 DNC) 56.0 39.0

SNIPE SNIPE 29846 CNOCA Francisco Quina Barros Carlota Pinheiro de Mello (14.0) 13.0 10.0 9.0 9.0 55.0 41.0

ÉOLO SNIPE 31296 CNOCA Domingos Borralho Beatriz Caeiro 4.0 8.0 (17.0 DNF) (17.0 DNC) (17.0 DNC) 63.0 46.0

B SB20 31348 CNC Fernando Kuo, Kimberly Lin 12.0 9.0 (17.0 DNC) (17.0 DNC) (17.0 DNC) 72.0 55.0

FALENA VI SNIPE 28206 ANL Daniel Santana Cristina Domingos 11.0 10.0 (17.0 DNC) (17.0 DNC) (17.0 DNC) 72.0 55.0

Peixe Voador SNIPE 27683 CNOCA António Dias Pinheiro Ana Dias Pinheiro 6.0 (17.0 DNC) (17.0 DNC) (17.0 DNC) (17.0 DNC) 74.0 57.0

ALVADA SNIPE 30530 CNC Bernardo Leal Celeste Rodrigues 13.0 11.0 (17.0 DNC) (17.0 DNC) (17.0 DNC) 75.0 58.0

MARIA PIA SNIPE 31483 CNC José Pedro Dias Pinheiro Catarina Dias Pinheiro (17.0 DNC) (17.0 DNC) (17.0 DNC) (17.0 DNC) (17.0 DNC) 85.0 68.0

Clube Naval de CASCAIS 113


Agenda Regatas CNC 2021

MÊS / Month DATA / Date CLASSE / Class EVENTO / Event

Janeiro/January 09-10 Optimist I PAR – Prova de Apuramento Regional

10 Optimist I PAR - Entrega de Prémios / Prize Giving

23-24 SB20 3rd Cascais SB20 Winter Series 2020-21

24 SB20 3rd Cascais SB20 Winter Series – Entrega de Prémios / Prize Giving

Fevereiro/ February 05-07 Dragão / Dragon 1st Cascais Dragon Winter Series

07 Dragão / Dragon 1st Cascais Dragon Winter Series – Entrega de Prémios / Prize Giving

27-28 SB20 4th Cascais SB20 Winter Series 2020-21

28 SB20 4th Cascais SB20 Winter Series – Entrega de Prémios / Prize Giving

Março/ March 05-07 Dragão / Dragon 2nd Cascais Dragon Winter Series

07 Dragão / Dragon 2nd Cascais Dragon Winter Series – Entrega de Prémios / Prize Giving

13 VL + VC I Club Race – Vela Ligeira e Vela Cruzeiro / Dinghy and Cruiser Sailing

20-21 SB20 5th Cascais SB20 Winter Series

21 SB20 5th Cascais Sb20 Winter Series – Entrega de Prémios / Prize Giving

25-28 Dragão / Dragon 26º H.M. King Juan Carlos Trophy

28 Dragão / Dragon 26º H. M. King Juan Carlos Trophy – Entrega de Prémios / Prize Giving

Abril/ April 01-03 420 PAN– Prova de Apuramento Nacional

3 420 PAN– Entrega de Prémios / Prize Giving

10-11 Snipe PAN – Prova de Apuramento Nacional

11 Snipe PAN – Entrega de Prémios / Prize Giving

17 VL + VC II Club Race – Vela Ligeira e Vela Cruzeiro / Dinghy and Cruiser Sailing

Maio/ May 2 VL + VC III Club Race - Vela Ligeira e Vela Cruzeiro / Dinghy and Cruiser Sailing

08-09 Laser PAN – Prova de Apuramento Nacional

09 Laser PAN – Entrega de Prémios / Prize Giving

15-16 VC Troféu Conde Caria / Conde Caria Trophy

16 VC Troféu Conde Caria / Conde Caria Trophy – Entrega de Prémios / Prize Giving

22-23 SB20 Cascais SB20 Spring Cup

23 SB20 Cascais SB20 Spring Cup – Entrega de Prémios / Prize Giving

Junho/June

03-06 VC Mirpuri Foundation Sailing Trophy

06 VC Mirpuri Foundation Sailing Trophy – Entrega de Prémios / Prize Giving

25-27 SB20 Campeonato Nacional SB20 / SB20 Nationals

26-27 Todas / All Troféu 83º Aniversário – 83rd Anniversary Regatta

26 - Jantar de Aniversário, 83 Anos / Anniversary dinner, 83rd years

26 - Festa Hello Summer / Hello Summer Party

27 SB20 Campeonato Nacional SB20 / SB20 Nationals – Entrega de Prémios / Prize Giving

27 Todas / All Troféu 83º Aniversário / 83rd Anniversary Regatta – Entrega de Prémios / Prize Giving

Julho/July 10-11 SB20 Cascais SB20 Summer Regatta

11 SB20 Cascais SB20 Summer Regatta – Entrega de Prémios / Prize Giving

12-17 TP52 Rolex TP52 World Championship

17 TP52 Rolex TP52 World Championship – Entrega de Prémios / Prize Giving

23-25 Formula Foil Iberico Formula Foil

25 Formula Foil Iberico Formula Foil – Entrega de Prémios / Prize Giving

Agosto/August 21-22 SB20 Sail Cascais Trophy

22 SB20 Sail Cascais Trophy - Entrega de Prémios / Prize Giving

27-29 Cruzeiro / Dragão / SB20 Cascais Vela

29 Cruzeiro / Dragão / SB20 Cascais Vela – Entrega de Prémios / Prize Giving

29-31 SB20 SB20 World Championship – Entrega de Prémios / Prize Giving

Setembro/September 01-03 SB20 SB20 World Championship

03 SB20 SB20 World Championship – Entrega de Prémios / Prize Giving

Outubro/ October 02-03 Snipe / SB20 Troféu Maria Guedes Queiroz / Dom Pedro Hotels Golf & Collection

03 Snipe / SB20 Troféu Maria Guedes Queiroz / Dom Pedro Hotels Golf & Collection – Entrega de Prémios / Prize Giving

Outubro/ October 08 VA / Para Sailing Encontro Brisa / Brisa Encounter

09 VA / Para Sailing Troféu Brisa / Brisa Trophy

30-31 SB20 1st Cascais SB20 Winter Series 2021-22

Novembro/November 01 SB20 1st Cascais SB20 Winter Series – Entrega de Prémios / Prize Giving

Dezembro/December 04-05 Optimist, 420, Laser Regata de Natal / Christmas Regatta

05 Optimist, 420, Laser Regata de Natal / Christmas Regatta – Entrega de Prémios / Prize Giving

04-05 SB20 2nd Cascais SB20 Winter Series 2021-22

05 SB20 2nd Cascais SB20 Winter Series – Entrega de Prémios / Prize Giving

114

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