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REVISTA PÓS-VENDA PESADOS 31

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N.º<strong>31</strong><br />

DEZEMBRO 2020 / JANEIRO 2021<br />

2€ PERIODICIDADE BIMESTRAL<br />

www.posvenda.pt<br />

EDIÇÃO<br />

DE ANIVERSÁRIO<br />

5 ANOS<br />

f revistaposvenda<br />

i company/revista-pós-venda<br />

l RevistaPOS<strong>VENDA</strong><br />

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DESTAQUE<br />

A Galucho é uma empresa de<br />

referência no seu setor de atividade<br />

que este ano comemorou 100 anos<br />

de existência<br />

MERCADO<br />

A Globalfiltros, especialistas em<br />

filtros, acrescentou novos produtos<br />

e novas representações ao seu<br />

portfólio<br />

PNEUS<br />

Alguns grossistas de pneus<br />

fizeram o balanço de 2020, focando<br />

a importância do digital na sua<br />

atividade<br />

Semirreboques<br />

O pós-venda associado ao negócio dos semirreboques é cada vez<br />

mais importante e decisivo num mercado onde a oferta é grande<br />

JÁ DISPONÍVEL<br />

EDIÇÃO 2020/21<br />

Lubrificantes<br />

e aditivos<br />

alemães<br />

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SIMPLIFYING BUSINESS<br />

COM OS SERVIÇOS DIGITAIS<br />

DA MAN.<br />

Simplesmente engenhoso –<br />

engenhosamente simples.<br />

Nem tudo o que é digital é necessariamente novo. A novidade é a forma como as coisas se<br />

tornam simples e descomplicadas. Descubra os produtos digitais dos Serviços Digitais MAN<br />

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pelos TB Digital Services GmbH. E isto é apenas o início. Entre agora num novo mundo.<br />

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3<br />

PROPRIETÁRIA E EDITORA<br />

ORMP Pós-Venda Media, Lda<br />

Estrada de Polima<br />

Centro Industrial da Abóboda nº 1007<br />

2º andar, Escritório I<br />

2785-543 São Domingos de Rana<br />

Nº Contribuinte: 513 634 398<br />

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO<br />

Paulo Homem<br />

Anabela Machado<br />

CAPITAL SOCIAL DA ORMP<br />

Bettencourt & Mendes, Lda - 50%<br />

Paulofimedia Unipessoal, Lda - 50%<br />

CONTACTOS<br />

Telefone: +351 218 068 949<br />

Telemóvel: +351 939 995 128<br />

E.mail: geral@posvenda.pt<br />

www.posvenda.pt<br />

f facebook.com/revistaposvenda<br />

i linkedin.com/company/<br />

revista-pós-venda<br />

DIRETOR<br />

Paulo Homem<br />

paulo.homem@posvenda.pt<br />

REDAÇÃO<br />

Nádia Conceição<br />

nadia.conceicao@posvenda.pt<br />

COLABORADOR TÉCNICO<br />

Jorge Pereira<br />

DIRETORA COMERCIAL<br />

Anabela Machado<br />

anabela.machado@posvenda.pt<br />

ADMINISTRATIVA<br />

Anabela Rodrigues<br />

anabela.rodrigues@posvenda.pt<br />

PAGINAÇÃO<br />

Ricardo Santos<br />

geral@posvenda.pt<br />

SEDE DE REDAÇÃO<br />

Estrada de Polima<br />

Centro Industrial da Abóboda nº 1007<br />

2º andar, Escritório I<br />

2785-543 São Domingos de Rana<br />

TIRAGEM<br />

5.000 Exemplares<br />

Nº REGISTO ERC<br />

126723<br />

DE<strong>PÓS</strong>ITO LEGAL<br />

40<strong>31</strong>62/15<br />

PERIODICIDADE<br />

Bimestral<br />

IMPRESSÃO<br />

DPS – Digital Printing Solutions MLP, Quinta<br />

do Grajal – Venda Seca, 2739-511 Agualva<br />

Cacém – Tel: 214337000<br />

ESTATUTO EDITORIAL<br />

Disponível em www.posvenda.pt<br />

Sumário<br />

S<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong><br />

N.º<strong>31</strong><br />

DEZEMBRO 2020/<br />

JANEIRO 2021<br />

www.posvenda.pt<br />

6<br />

Destaque<br />

100 anos Galucho............................................................................................................................................P.6<br />

8<br />

Notícias.............................................................................................................................................................P.8<br />

14<br />

Atualidade<br />

Grossistas de pneus......................................................................................................................................P.14<br />

18<br />

Mercado<br />

Globalfiltros........................................................................................................................................................P.18<br />

DGA.........................................................................................................................................................................P.20<br />

22<br />

Oficina<br />

ValdemarSol.......................................................................................................................................................P.22<br />

24<br />

OficinaFrota<br />

Transmaia.............................................................................................................................................................P.24<br />

28<br />

Personalidade<br />

Silvestre Carvalho – RETA ......................................................................................................................P.28<br />

34<br />

Dossier<br />

Semirreboques..................................................................................................................................................P.34<br />

42<br />

Camiões / Autocarros<br />

Novidades............................................................................................................................................................P.42<br />

48<br />

Técnica<br />

Sistemas ADAS (Cesvimap).....................................................................................................................P.48


4<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

Editorial<br />

E<br />

PAULO HOMEM<br />

DIRETOR<br />

paulo.homem@posvenda.pt<br />

Cinco anos<br />

de compromisso<br />

A<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong><br />

chega aos cinco anos de edição<br />

contínua e ininterrupta.<br />

É um momento importante<br />

para nós, pois conseguimos<br />

consolidar um projeto que parecia inicialmente<br />

difícil, com uma orientação<br />

muito bem definida: o setor da reparação<br />

e manutenção de pesados.<br />

Por isso, a primeira palavra de agradecimento<br />

terá que ir para todas as empresas<br />

que nos apoiaram comercialmente ao<br />

longo destes cinco anos e que sem esses<br />

apoios não teria sido possível editar uma<br />

única revista... e já lá vão 30!!! Obrigado<br />

a todos e esperamos que a aposta que fizeram<br />

na revista <strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong><br />

se mantenha e reforce, pois contamos<br />

com todos para o futuro.<br />

Porém, confesso que não posso estar<br />

100% satisfeito com os cinco anos que<br />

a revista <strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> agora<br />

comemora.<br />

Sendo a única publicação, repito, a união<br />

publicação dedicada ao setor da reparação<br />

e manutenção de veículos pesados,<br />

com distribuição exclusiva e dedicada<br />

para este setor (oficinas de pesados e<br />

de semirreboques, frotas com oficinas<br />

próprias, oficinas municipais, oficinas<br />

oficiais das marcas de pesados, etc.) e<br />

que faz a ponte de ligação entre os fornecedores<br />

oficinais (quem vende peças,<br />

lubrificantes, diagnóstico, etc.) e as referidas<br />

oficinas, não se compreende,<br />

apesar da nossa insistência, que alguns<br />

desses fornecedores (alguns de grande<br />

dimensão e que se gabam de volumes<br />

de faturação elevados) não olhem para<br />

a <strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> como um<br />

parceiro estratégico para os seus investimentos<br />

publicitários, provendo os seus<br />

produtos e serviços.<br />

A <strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> e os fornecedores<br />

oficinais trabalham exatamente<br />

para o mesmo público alvo que são<br />

precisamente as oficinas (quaisquer que<br />

elas sejam) que fazem a manutenção e<br />

reparação de veículos pesados.<br />

Não existe neste setor, nem no digital<br />

(Facebook, Linkedin, etc.), nenhuma<br />

ferramenta de comunicação tão bem segmentada<br />

como a revista <strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong><br />

<strong>PESADOS</strong>, sendo por isso um meio<br />

super privilegiado para fazer chegar ao<br />

“nosso” público alvo todo e qualquer tipo<br />

de mensagem, informação ou conteúdo,<br />

seja por via comercial (publicidade) seja<br />

editorial (reportagens, notícias, etc.).<br />

Para além do trabalho que desenvolvemos<br />

com a <strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong>,<br />

temos ainda mais elementos de comunicação<br />

muito importantes e que também<br />

estão ao dispor dos fornecedores, que é<br />

o caso do site www.posvenda.pt, o mais<br />

visto do setor do pós-venda Portugal (três<br />

vezes mais em média que o concorrente<br />

direto) e ainda as newsletter´s, com<br />

destaque para a newsletter dedicada ao<br />

setor do pós-venda de pesados que enviamos<br />

quinzenalmente, sem esquecer<br />

naturalmente as partilhas que fazemos<br />

nas redes sociais.<br />

O volume de investimento publicitário<br />

mínimo que cada empresa poderá fazer<br />

na revista <strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> terá<br />

sempre um retorno enorme, não só porque<br />

a distribuição da publicação assim o<br />

garante mas porque estamos a comunicar<br />

com o público alvo que nos interessa a<br />

todos. Esperamos por todos em 2021.<br />

Desejo a todos Boas Festas e um Feliz<br />

Natal 2020, sempre com pensamento<br />

positivo para 2021.<br />

Não existe neste<br />

setor, nem no digital<br />

(Facebook, Linkedin,<br />

etc), nenhuma<br />

ferramenta de<br />

comunicação tão bem<br />

segmentada como a<br />

revista <strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong><br />

<strong>PESADOS</strong>


6<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

Destaque<br />

D<br />

SEMI-REBOQUES<br />

100 ANOS GALUCHO<br />

Aposta na<br />

qualidade e no<br />

serviço pós-venda<br />

No ano de celebração do 100.º aniversário, a Galucho está a<br />

implementar novas estratégias tecnológicas e de serviço pósvenda,<br />

para otimizar a produção e melhorar o acompanhamento<br />

aos clientes<br />

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO<br />

Não é comum uma empresa<br />

fazer 100 anos, sempre com<br />

a família fundadora aos comandos.<br />

A Galucho celebra,<br />

por isso, o caminho evolutivo,<br />

que tornou a empresa uma referência<br />

na produção de equipamentos para a<br />

área agrícola e dos transportes. “Os 100<br />

anos são um motivo de orgulho para nós.<br />

Acreditamos que temos um longo caminho<br />

pela frente, porque a resiliência da<br />

família proprietária da Galucho ajuda-nos<br />

a chegar a novos patamares, sempre com<br />

respeito pela história e tradição. Estamos a<br />

preparar a empresa, desejavelmente, para<br />

os próximos 100 anos”, explica Nuno<br />

Gama Lobo, diretor de operações, gestão,<br />

negócios e finanças da Galucho. Para<br />

isso, a empresa está a implementar um<br />

conjunto de restruturações. “Nesta fase,<br />

estamos a otimizar os nossos métodos de<br />

trabalho e as nossas linhas de produção,<br />

através do investimento na nossa equipa de<br />

inovação e desenvolvimento, e na equipa<br />

de engenharia, para preparar a empresa<br />

para as inovações tecnológicas que vamos


7<br />

implementar. Temos apostado também,<br />

desde meados deste ano, em criar linhas<br />

de robotização na fábrica, otimizando<br />

os equipamentos que já existiam, para<br />

depois numa segunda fase fazermos um<br />

investimento em novos equipamentos de<br />

robotização”, explica. Com isto, a Galucho<br />

pretende melhorar a produtividade da<br />

empresa, produzindo mais rapidamente,<br />

mantendo a qualidade. “É também uma<br />

necessidade que o mercado impõe, porque<br />

nos últimos anos, todos os agentes do<br />

mercado têm tido dificuldade em aceder<br />

a mão-de-obra qualificada”.<br />

TRAINING CENTER<br />

Outra das formas de contornar a falta de<br />

recursos humanos foi a abertura de um<br />

centro de formação próprio nas instalações<br />

da Galucho em São João das Lampas,<br />

Sintra. “Decidimos apostar na formação<br />

profissional, com a criação do Training<br />

Center, em 2019, devido à necessidade<br />

que temos de mão-de-obra qualificada.<br />

Por isso, em parceria com o IEFP, criámos<br />

uma escola profissional para serralheiros<br />

e soldadores. Este projeto foi pensado,<br />

não só para formarmos pessoas para virem<br />

integrar os quadros da Galucho,<br />

mas também para formação interna dos<br />

nossos colaboradores e também para dar<br />

formação técnico/comercial à nossa rede<br />

comercial, tanto na área de negócio agrícola<br />

como dos transportes. Nos transportes,<br />

trabalhamos no mercado nacional diretamente<br />

com os nossos clientes finais na<br />

maioria das vezes, mas, nos mercados de<br />

exportação, trabalhamos com distribuidores<br />

a quem queremos dar formação, tanto<br />

às equipas comerciais, como às equipas<br />

de pós-venda, para poderem assegurar a<br />

habitual qualidade do serviço da Galucho<br />

nesses países” indica Nuno Gama Lobo.<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong><br />

O pós-venda é uma preocupação cada vez<br />

mais presente na Galucho. “Os nossos<br />

custos de reparações em garantias em<br />

comparação com as vendas são um valor<br />

muito baixo e residual. Isto demonstra a<br />

qualidade dos nossos equipamentos e a<br />

sua capacidade e a robustez. Apesar disso,<br />

queremos dar cada vez mais e melhor<br />

serviço, no âmbito da nova dinâmica<br />

de marca que queremos implementar.<br />

E esse serviço engloba as assistências em<br />

garantia, mas também as necessárias fora<br />

do período da garantia, e ao longo da vida<br />

do equipamento. Também pretendemos<br />

melhorar o aconselhamento técnico, para<br />

que o cliente compre o equipamento<br />

mais adequado para as suas necessidades.<br />

É esta aposta numa filosofia de serviço<br />

global ao cliente que queremos cada vez<br />

mais implementar e, para isso, fizemos<br />

também algumas mudanças na nossa<br />

equipa comercial. No seguimento desta<br />

estratégia, a Galucho tem prevista também<br />

a abertura, no decorrer do ano de<br />

2021, de uma oficina própria, nas suas<br />

instalações, para prestar assistência aos<br />

clientes da marca.”<br />

DINAMIZAÇÃO DA MARCA<br />

O objetivo para 2021 em termos de dinamização<br />

de marca Galucho “vai ser<br />

uma maior proximidade na nossa relação<br />

com os nossos clientes, com um foco<br />

cada vez maior na qualidade de serviço<br />

que queremos prestar aos nossos clientes,<br />

tanto no mercado nacional, como também<br />

nos mercados de exportação. Temos<br />

criado uma nova dinâmica em termos de<br />

comunicação, com, por exemplo, com a<br />

série especial “Black Edition”, que celebra<br />

o nosso centenário e que transmite, em<br />

termos de imagem e dinamismo, aquilo<br />

que se está a passar na Galucho. Apesar<br />

da pandemia, temos mantido a confiança<br />

dos nossos clientes e assistido a um crescimento<br />

significativo das nossas vendas<br />

no mercado nacional de transportes. Por<br />

isso, neste momento temos ambição de<br />

dinamizar cada vez mais o mercado, com<br />

o lançamento de novos produtos já em<br />

2021, onde queremos fazer mais e melhor,<br />

mas sempre com a prudência que<br />

o momento que vivemos na sociedade<br />

nos impõe”, indica Nuno Gama Lobo.<br />

Nuno Gama Lobo<br />

DIRETOR DE OPERAÇÕES, GESTÃO, NEGÓCIOS<br />

E FINANÇAS DA GALUCHO<br />

Quais os momentos mais<br />

marcantes destes 100 anos?<br />

Houve três momentos importantes:<br />

nos anos 50/60, quando a empresa<br />

apostou na industrialização da<br />

produção a uma escala muito maior<br />

do que se fazia até então; o apostar<br />

na inovação, com o desenvolvimento<br />

de novos produtos e a entrada na<br />

área dos transportes; e a dinamização<br />

da exportação, nos anos 70/80.<br />

Vendemos para mais de 90 países, e<br />

um dos objetivos para os próximos<br />

anos é o aumento da exportação.<br />

Neste momento o foco da exportação<br />

na área dos transportes são os<br />

mercados de Espanha e França. A<br />

exportação representa cerca de 30%<br />

do volume de negócios da Galucho,<br />

e o objetivo para os próximos anos<br />

é de termos um crescimento das<br />

exportações que nos permita, sem<br />

diminuir as vendas no mercado<br />

nacional, uma repartição de 50/50<br />

entre vendas no mercado nacional e<br />

nos mercados de exportação.<br />

A Galucho é reconhecida<br />

pela durabilidade dos<br />

produtos...<br />

A qualidade dos nossos produtos, dos<br />

processos de fabrico e do produto<br />

final é algo que queremos cada vez<br />

mais consolidar. Temos uma equipa de<br />

qualidade reforçada, o que nos permite<br />

fazer um controlo de qualidade ao<br />

longo de todo o processo de fabrico e<br />

também uma inspeção final a todos<br />

os equipamentos. A partir deste<br />

ano, implementámos mais um novo<br />

processo interno de Qualidade, que<br />

garante uma profunda e criteriosa<br />

inspeção final a todos os produtos<br />

que produzimos, antes de qualquer<br />

produto ser expedido para os clientes.<br />

Que novos equipamentos<br />

irão começar a produzir?<br />

Temos duas novas grandes gamas<br />

de produto na área dos transportes,<br />

mas que ainda estão numa fase<br />

embrionária. Além do permanente<br />

desenvolvimento interno que vamos<br />

fazendo aos nossos produtos,<br />

queremos também, através de<br />

parcerias, juntar-nos aos melhores<br />

players de outros setores para que,<br />

em conjunto, possamos desenvolver<br />

novos produtos que nos permitam<br />

alargar a nossa oferta tradicional.


8<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

Notícias<br />

N<br />

LIQUI MOLY E DIESEL TECHNIC<br />

Parceiros<br />

nos pesados<br />

A Liqui Moly e a Diesel<br />

Thecnic dinamizaram uma<br />

parceria para o mercado<br />

ibérico num acordo de<br />

colaboração entre ambas que<br />

visa oferecer aos clientes<br />

uma oferta diferenciadora<br />

A<br />

Liqui Moly, empresa da área<br />

dos lubrificantes e aditivos, e a<br />

Diesel Technic, que comercializa<br />

as peças DT Spare Parts e<br />

Siegel Automotive, ambas de<br />

origem alemã, decidiram ter uma estratégia<br />

comum de aftermarket, para o desenvolvimento<br />

conjunto do negócio de<br />

óleos, aditivos e produtos químicos para<br />

veículos pesados no mercado ibérico. Para<br />

a Liqui Moly, é um setor onde a marca<br />

tem uma oferta muito ampla, com forte<br />

potencial de evolução, enquanto que para<br />

a Diesel Technic Group é uma oportunidade<br />

de oferecer novas gamas de produto<br />

aos seus clientes, complementares ao seu<br />

abrangente negócio de peças para pesados,<br />

trabalhando em Portugal com muitos<br />

distribuidores.<br />

“Para a Liqui Moly Iberia esta associação<br />

é muito importante, já que reforça a nossa<br />

presença no mercado ibérico, sempre<br />

muito atento à qualidade e onde, com<br />

toda a certeza, teremos muito a contribuir.<br />

E, acima de tudo, abre-nos portas<br />

no segmento dos veículos pesados, onde<br />

temos um caminho muito longo e proveitoso<br />

a percorrer, seja em lubrificantes,<br />

em aditivos, em produtos de serviço ou<br />

nas muitas ferramentas químicas disponíveis”,<br />

explica Sadhna Monteiro, Diretora<br />

Comercial e de Marketing da Liqui Moly<br />

Iberia, acrescentando: “Procurávamos um<br />

parceiro especializado, com uma ampla<br />

rede de distribuição e que partilhasse os<br />

nossos valores de qualidade, serviço e diferenciação<br />

no mercado. E encontrámo-lo”.<br />

Joaquín Benito, Coordenador de<br />

Marketing/RP da Diesel Technic Iberia<br />

não tem dúvidas sobre a valia desta parceria,<br />

afirmando: “a excecional semelhança<br />

da filosofia de ambas as empresas, a amplitude<br />

da sua gama de produtos, a vocação<br />

para satisfazer todas as necessidades<br />

que possam surgir aos seus clientes, o seu<br />

compromisso com a qualidade e a sua<br />

dedicação ao serviço, a sua paixão pelo<br />

que fazem… as semelhanças são muitas.<br />

Acreditamos que adicionar uma ampla<br />

gama de aditivos, lubrificantes e produtos<br />

de manutenção ao nosso portfólio é um<br />

complemento perfeito para a nossa oferta<br />

de peças de reposição e acessórios. Desta<br />

forma, iremos prestar um melhor serviço<br />

aos nossos distribuidores e seus clientes,<br />

que não terão que recorrer a terceiros,<br />

multiplicando consultas, encomendas e<br />

expedições”, frisa Joaquín Benito.<br />

Refira-se que no âmbito desta parceria, a<br />

Liqui Moly irá apoiar todos os distribuidores<br />

da Diesel Technic com todo o suporte<br />

comercial, técnico e de marketing.<br />

Todas as informações sobre os produtos<br />

Liqui Moly já podem ser encontradas no<br />

Partner Portal da Diesel Technic e também<br />

no guia de óleos online (disponível<br />

em versão web em www.liqui-moly.pt e<br />

na aplicação móvel gratuita).<br />

Ambas as empresas alemãs trabalharam<br />

nos últimos meses nos bastidores partilhando<br />

toda a informação necessária,<br />

análise de stocks e gamas de produtos,<br />

além de ações de formação exaustivas<br />

para os funcionários da Diesel Technic<br />

Iberia. Desta forma, atualmente, têm já<br />

conhecimento para aconselhar o produto<br />

Liqui Moly mais adequado para cada<br />

necessidade. “Começamos cedo para poder<br />

oferecer um serviço eficiente à rede<br />

de distribuição da Diesel Technic desde<br />

o início”, conclui Sadhna Monteiro, da<br />

Liqui Moly Iberia.


10<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

N<br />

NOTÍCIAS<br />

Wolf disponibiliza óleo para Iveco Euro 6<br />

A<br />

Wolf Lubricants lançou um novo<br />

óleo de motor para os camiões<br />

Iveco Stralis com motores Cursor<br />

EURO 6 e equipados com o pacote Fuel<br />

Economy (FEP1). O Wolf OfficialTech<br />

0W20 UHPD Extra FE será um dos<br />

primeiros óleos de motor no mercado<br />

projetado especificamente para cumprir<br />

as exigências dos motores da série Cursor,<br />

incluindo os veículos Stralis (pesados) e<br />

New Daily (comerciais leves).<br />

Os novos motores Cursor apresentam atrito<br />

significativamente reduzido, conseguido<br />

redesenhando componentes internos,<br />

incluindo pistões com perfil atualizado<br />

e novos anéis do pistão com uma carga<br />

tangencial mais reduzida. Estas mudanças<br />

no motor significam que este exige uma<br />

melhor gestão térmica do óleo para evitar<br />

o sobreaquecimento e ineficiência.<br />

Novo papel<br />

para tacógrafo<br />

com a marca Rosete<br />

A<br />

Rosete acaba de lançar para o mercado<br />

dos veículos pesados, um novo<br />

papel para tacógrafos<br />

digitais, com marca própria,<br />

que cumpre o regulamento<br />

europeu.<br />

Especializa na área dos tacógrafos,<br />

a Rosete tem vindo<br />

Coperol dinamiza<br />

embraiagens<br />

para pesados Rymec<br />

A<br />

Coperol está a desenvolver uma<br />

campanha de dinamização das embraiagens<br />

da marca Rymec, da qual<br />

é distribuir único em Portugal.<br />

A gama Rymec (pertencente ao Tibbets<br />

group – TGL) apresenta uma oferta muito<br />

completa de kits de embraiagem para co-<br />

O Wolf OfficialTech 0W20 UHPD Extra<br />

FE consiste em óleo de base totalmente sintética<br />

e aditivos específicos para atender aos<br />

elevados padrões da especificação TVL-LS<br />

DE CLASSE 18-1804 da Iveco. Projetado<br />

para melhorar a limpeza interna do motor<br />

e proporcionar proteção duradoura, o novo<br />

óleo também apresenta uma poupança de<br />

combustível excecional – um fator crucial<br />

para os gestores de frota.<br />

a desenvolver a sua atividade neste setor,<br />

propondo diversos serviços e produtos para<br />

os transportadores.<br />

Uma das mais recentes novidades que<br />

introduziu no mercado, foi o papel para<br />

tacógrafos digitais, sendo o mesmo certificado<br />

de acordo com o regulamento<br />

europeu 2016/799.<br />

Trata-se também da única<br />

marca portuguesa que comercializa<br />

este tipo de papel.<br />

Mais informações em www.<br />

rosete.pt<br />

merciais ligeiros e pesados, desenvolvida<br />

e testada com base nas especificações do<br />

equipamento original. É uma gama competitiva,<br />

fiável e que se enquadra na oferta de<br />

peças que disponibiliza, alicerçada nos 35<br />

anos de experiência que a empresa possui<br />

em produtos de embraiagem.<br />

Os Kits de embraiagem Rymec são construídos<br />

com peças 100% novas (não têm<br />

material remanufaturado), que cumprem<br />

todos as características de NHV (ruído,<br />

vibração e conforto).<br />

Ansell apresenta luvas<br />

para mecânicos<br />

A Ansell está a dinamizar para o<br />

mercado das oficinas a novíssima<br />

HyFlex, umas luvas de trabalho<br />

especificamente desenvolvidas para<br />

o serviço de reparação e manutenção<br />

de veículos. Para as testar pode<br />

pedir um par grátis em www.ansell.<br />

com/pt.<br />

A nossívima HyFlex 11-849 oferece<br />

uma solução duradoura graças à<br />

conceção inovadora do produto e aos<br />

materiais avançados da tecnologia<br />

Fortix (um tipo de revestimento<br />

fino em espuma de nitrilo que<br />

proporciona o máximo conforto e<br />

durabilidade prolongada).<br />

Este tipo de luva possui uma<br />

conceção única para fornecer<br />

conforto integral e proteção contra<br />

arranhões, fios puxados e sujidade.<br />

A HyFlex 11-849 possui ainda a<br />

tecnologia Ansell Grip, para uma<br />

aderência segura.<br />

Peças e equipamentos<br />

VDO passam a ser<br />

Continental<br />

A Continental anunciou que a<br />

marca de produtos VDO irá passar<br />

a Continental, no mercado de peças<br />

de reposição e equipamentos de<br />

diagnóstico para veículos ligeiros.<br />

A VDO continuará a ser a marca de<br />

transporte em tacógrafos e soluções<br />

de gestão de frotas. A mudança de<br />

marca afetará também a imagem e<br />

o conceito oficinal da marca VDO,<br />

os Diesel Repair Service (DRS),<br />

que serão Continental, bem como<br />

as embalagens, os catálogos e o<br />

site, estes últimos já com a marca<br />

e design Continental, enquanto<br />

a embalagem será convertida<br />

e gradualmente recebida pelos<br />

clientes.<br />

Num minuto...<br />

A RPL Clima acaba de lançar<br />

um novo website, disponível em<br />

www.rplclima.com, com uma<br />

apresentação mais moderna e<br />

uma navegação mais intuitiva.<br />

A JMCS apresenta o Biocheckin,<br />

um equipamento 2 em 1<br />

(dispensador de gel e medidor de<br />

temperatura) para combater a<br />

propagação da Covid19.<br />

O Grupo FUCHS comprou a<br />

PolySi Technologies Incorporated,<br />

uma empresa americana líder e<br />

inovadora na área de formulação<br />

e produção de lubrificantes de<br />

silicone de alta performance.<br />

A TAB Spain, especialista em<br />

soluções de baterias, acaba de<br />

lançar no mercado ibérico o seu<br />

novo testador de baterias: o<br />

TAB800 5G.


IPQ alvo de uma<br />

providência cautelar<br />

Cerca de 100 empresas de todo o<br />

território nacional que se dedicam à<br />

reparação, instalação e verificação de<br />

tacógrafos (aparelho de controlo dos<br />

tempos de trabalho dos motoristas<br />

nos veículos de transporte de<br />

passageiros e mercadorias) e<br />

taxímetros (aparelho para medir a<br />

distância percorrida por um táxi,<br />

registando o preço do serviço),<br />

apresentaram, providência cautelar<br />

contra o Instituto de Português e<br />

Qualidade, I.P. (IPQ) para suspender<br />

a intenção de retirar autorização<br />

para exercerem esta atividade, o que<br />

causa graves danos nestas pequenas<br />

empresas e no setor dos transportes.<br />

Em causa está a decisão do Instituto<br />

Português de Qualidade, I.P. (IPQ)<br />

de obrigar estas empresas a<br />

integrarem-se como Organismo de<br />

Verificação Metrológica (OVM), para<br />

poderem continuar a desempenhar<br />

aquelas funções a partir de 2021, não<br />

acautelando:<br />

1 – clara definição sobre o<br />

procedimento a adotar e os requisitos<br />

a cumprir por parte das empresas;<br />

2 – obrigação de informação às<br />

empresas sobre o enquadramento da<br />

sua atividade;<br />

3 – existência de período transitório<br />

de forma a assegurar a adequada<br />

adaptação destas empresas,<br />

E ainda, que o IPQ pretende<br />

implementar um procedimento que<br />

viola normas legais nacionais e<br />

comunitárias.<br />

A conduta do IPQ, se não for<br />

suspensa pelo Tribunal, pode causar<br />

que, em 01 de janeiro de 2021, não<br />

existam empresas com autorização<br />

para verificar tacógrafos e taxímetros<br />

e daí ocorrer a impossibilidade de<br />

circulação de veículos de transporte<br />

de passageiros e mercadorias, com<br />

consequências gravíssimas para a<br />

economia local e nacional e lesão do<br />

interesse público.<br />

A BPN, reconhecido operador<br />

de peças para pesados, está<br />

de parabéns, ao comemorar os<br />

seus 28 anos de existência.<br />

Iveco ON é a nova<br />

marca de serviços<br />

da Iveco<br />

A<br />

Iveco ON é a designação genérica<br />

de um conceito que permite aceder<br />

ao extenso portfólio de recursos e<br />

serviços digitais da marca, com o objectivo<br />

de melhorar o tempo de atividade do veículo<br />

e a eficiência e produtividade da frota,<br />

reduzindo, simultaneamente, o Custo Total<br />

de Propriedade (TCO), além de cuidar da<br />

segurança e conforto do motorista a bordo.<br />

Os serviços oferecidos no âmbito da Iveco<br />

ON, continuamente em expansão em número<br />

e abrangência, estão organizados em<br />

cinco grupos:<br />

>> Fleet: para uma eficiente gestão da frota<br />

através do consumo de combustível e monitorização<br />

dos motoristas, planeamento das<br />

missões, optimização de rotas e expedição<br />

de encomendas.<br />

>> Uptime: para manter o veículo na estrada,<br />

evitando avarias imprevistos e prestando<br />

assistência em viagem.<br />

>> Care: atenção ao proprietário, ao motorista<br />

e ao veículo enquanto estão na estrada<br />

através da monitorização e relatório<br />

de veículos.<br />

>> Maintenance and Repair: uma assistência<br />

especializada, com diversas opções de<br />

contratos de serviços à medida. O serviço<br />

“Elements” oferece pacotes de serviço personalizáveis<br />

que melhor se adaptam às suas<br />

necessidades.<br />

>> Parts: O serviço de peças completa a<br />

oferta Iveco ON com peças e acessórios<br />

originais Iveco. Os clientes podem melhorar<br />

o seu veículo com Acessórios originais e<br />

adquirir Peças novas das gamas Genuine<br />

Parts, Reman e Nexpro.<br />

Com esta gama de serviços em rápido crescimento,<br />

a Iveco ON oferece uma oferta<br />

flexível que pode ser personalizada de forma<br />

a corresponder às exigências específicas da<br />

actividade de cada cliente.<br />

A Bahco acaba de apresentar a<br />

mais recente gama de alicates<br />

profissionais da Bahco<br />

A RM Oil distribuidor dos<br />

lubrificantes Olipes na região<br />

norte de Portugal, mudou<br />

para um novo armazém,<br />

localizado em Vila do Conde.<br />

ADEUS À FRICÇÃO<br />

NO MOTOR<br />

O desgaste é um inimigo natural<br />

do motor. Quando há contacto<br />

de metal com metal, o motor<br />

desgasta-se mais rapidamente,<br />

especialmente em veículos<br />

pesados, que fazem muitos<br />

quilómetros. O resultado é a<br />

redução da sua vida útil e os<br />

custos de reparação disparam. Com a LIQUI MOLY é<br />

possível proteger o motor e prolongar a sua vida útil, de<br />

forma eficaz, através da aditivação do óleo.<br />

Este aditivo desenvolvido pela LIQUI MOLY contém<br />

MoS2, um lubrificante sólido semelhante à grafite,<br />

que protege as superfícies metálicas e deslizantes<br />

do motor, evitando o seu contacto direto. Isto ganha<br />

especial relevância logo no arranque, quando o óleo<br />

não atingiu ainda todas as partes do motor e se gera<br />

muito desgaste. O aditivo Pro-Line Anti-Fricção<br />

com MoS2 (Ref. 5197), melhora as capacidades<br />

de funcionamento de emergência, protegendo o<br />

motor. Deste modo, reduz-se o atrito, garante-se um<br />

funcionamento mais suave e a melhor performance<br />

do motor, reduzindo também o consumo de óleo e<br />

combustível. Muito importante é o facto deste aditivo<br />

não apresentar qualquer deposição e poder ser usado<br />

com qualquer óleo à venda no mercado. Está testado<br />

para veículos com e sem filtros de partículas e também<br />

com turbos e catalisadores.<br />

O conteúdo da lata (1l) é suficiente para até 25 l de óleo<br />

de motor e pode ser adicionado a qualquer altura ao<br />

óleo, ainda que seja sempre recomendado adicionar em<br />

cada mudança de óleo. Para um resultado perfeito, a<br />

LIQUI MOLY recomenda sempre uma limpeza do motor<br />

(Ref. 2425), a mudança de óleo e filtro(Guia de Óleos<br />

disponível em www.liqui-moly.pt) e aplicação deste<br />

aditivo anti-fricção.<br />

www.liqui-moly.pt


12<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

N<br />

NOTÍCIAS<br />

Atwoo disponibiliza novo produto de proteção<br />

das caixas das carrinhas abertas<br />

A<br />

Atwoo apresentou o Kit Guard<br />

Truck Bed Liner, da sua representada<br />

Chamäleon, que se insere na proteção<br />

da carroçaria, na repintura e<br />

reparação automóvel.<br />

Este produto é uma proteção com<br />

uma excelente aderência aos mais<br />

variados materiais: pode ser aplicado<br />

em metal, madeira, plástico,<br />

betão, pedra, fibra de vidro, entre<br />

muitos outros.<br />

Exide EMEA & Asia-Pacific é agora<br />

uma empresa independente<br />

A<br />

antiga empresa Exide Technologies<br />

EMEA & Ásia-Pacífico, opera desde<br />

o final do mês de outubro como<br />

uma empresa independente com novos<br />

proprietários.<br />

O fabricante de baterias anunciou, a 28<br />

de outubro, o ‘encerramento do negócio’,<br />

concluindo com sucesso a sua separação da<br />

Exide Holdings, Inc., nos Estados Unidos e a<br />

transferência de todo o seu negócio para um<br />

FUCHS apresenta novo catálogo<br />

para frotas de veículos pesados<br />

A<br />

Fuchs acaba de lançar o seu novo catálogo<br />

para frotas de veículos pesados,<br />

no qual reúne num só documento<br />

toda a oferta disponível para esta tipologia<br />

de clientes.<br />

O novo catálogo especializado da Fuchs<br />

reúne todos os produtos de que os camiões<br />

precisam: óleos de motor,<br />

de engrenagens, ATF (fluidos<br />

de transmissão automática) e<br />

massas lubrificantes. As formulações<br />

específicas fortalecem a<br />

frota, aumentam a sua fiabilidade<br />

e reduzem os custos de operação.<br />

Estes benefícios resultam da tecnologia<br />

XTL da Fuchs que reduz<br />

Desenvolvido para proteção de caixas de<br />

carrinhas abertas, o Kit Guard Truck Bed<br />

Liner irá formar uma superfície poderosa<br />

e resistente a danos, arranhões,<br />

ferrugem, altas temperaturas e<br />

outros danos mecânicos.<br />

Por outro lado, dada sua alta flexibilidade,<br />

estes produtos ainda<br />

fornecem um bom isolamento<br />

acústico, o que reduz vibrações<br />

e ruídos.<br />

grupo de accionistas de longo prazo, sob a<br />

batuta da US Energy Technologies Holdings<br />

LLC. Como parte dessa transação, a empresa<br />

recebeu mais fundos multimilionários dos<br />

novos investidores.<br />

A nova Exide, com sede perto de Paris,<br />

França, é o principal fornecedor líder de<br />

soluções avançadas de armazenamento<br />

de energia para o mercado automóvel e<br />

industrial.<br />

o consumo de óleo em 18% e o consumo<br />

de combustível em 1%.<br />

A tecnologia XTL também contribui, de<br />

forma notável, para o bem-estar dos veículos<br />

pesados. Ajuda a proteger o turbo e tem um<br />

papel principal na limpeza das câmaras de<br />

combustão.<br />

Os lubrificantes para veículos<br />

pesados da Fuchs cumprem e<br />

até superam os requisitos das especificações<br />

ACEA e API e têm<br />

muitas aprovações OEM.<br />

O novo catálogo da Fuchs para<br />

frotas de veículos pesados está disponível<br />

para download: https://<br />

www.fuchs.com/pt.<br />

Knorr fornece soluções<br />

de travagem<br />

e controlo de chassi<br />

à Schmitz<br />

A Knorr-Bremse e Schmitz<br />

Cargobull assinaram um acordo<br />

para o fornecimento de soluções<br />

de travagem de reboques e<br />

controlo de chassi.<br />

Este acordo cobre os novos<br />

reboques EBS e HMI (interface<br />

homem-máquina). No futuro, a<br />

Knorr-Bremse também fornecerá<br />

funcionalidades premium,<br />

como suspensão pneumática<br />

eletropneumática e controle de<br />

distância de rampa RDC.<br />

O contrato de fornecimento<br />

plurianual também inclui a<br />

conversão da versão atual da<br />

válvula de estacionamento e<br />

manobra POS para a válvula<br />

de nova geração (POM) com<br />

funcionalidade de subida / descida,<br />

assim como o novo controlo de<br />

suspensão modular (CSM).<br />

Também estão incluídos neste<br />

acordo de fornecimento uma<br />

variedade de subcomponentes<br />

para funcionalidades no segmento<br />

de travões de reboque e controlo<br />

de chassi, assim como sensores<br />

ABS, cabeçotes de engate e<br />

válvulas.<br />

Num minuto...<br />

A Michelin atualizou a sua<br />

aplicação TruckFly, que<br />

permite aos transportadores<br />

aceder a vários tipos de<br />

informação útil para a sua<br />

atividade.<br />

Decorreu nas instalações da<br />

Armuna Trucks, em Viseu,<br />

mais uma formação técnica<br />

para alguns dos aderentes à<br />

rede de oficinas Alltrucks.<br />

A Maxam adicionou à sua gama<br />

de produtos para veículos de<br />

mineração e OTR o novo MS412<br />

27.00R49.<br />

A Fersa começou a fornecer os<br />

primeiros rolamentos F200004<br />

de eixo AV132 para aplicações de<br />

autocarros da ZF Alemanha.


Orçamentação Online<br />

é o novo serviço<br />

da Reta<br />

A Reta acaba de anunciar a<br />

disponibilização do novo serviço de<br />

“Orçamentação Online” que simplifica<br />

o processo da preparação e elaboração<br />

de orçamentos, e ao mesmo tempo<br />

evita deslocações desnecessárias dos<br />

clientes às instalações físicas.<br />

Com esta nova oferta, a empresa<br />

faculta aos clientes orçamentos de<br />

manutenção e reparação através<br />

de uma videochamada com o<br />

cliente, utilizando o Whatsapp. O<br />

orçamentista da Reta dá as indicações<br />

para que o cliente mostre, durante a<br />

videochamada, os danos a reparar,<br />

faz as perguntas necessárias e<br />

consegue, assim, elaborar e enviar-lhe<br />

o orçamento em poucas horas. Com<br />

este novo serviço, o cliente evita<br />

a deslocação das suas viaturas às<br />

instalações da Reta, poupando tempo<br />

e combustível.<br />

Novos catálogos de<br />

peças para pesados<br />

e iluminação da Ryme<br />

A Ryme Automotive acaba de<br />

apresentar os seus catálogos de<br />

novidades de peças de reposição para<br />

veículos pesados e industriais e de<br />

iluminação profissional.<br />

Quanto ao catálogo de novidades<br />

para veículos pesados e industriais,<br />

destaque para a ampliação das<br />

gamas de sensores NOx, depósitos<br />

de expansão e uma linha completa<br />

no segmento de calipers novos sem a<br />

necessidade de intercâmbio.<br />

Também destaque para um novo<br />

catálogo com novidades em<br />

iluminação profissional, rotativos de<br />

sinalização, novas lanternas Ryme<br />

Automotive, uma gama completa de<br />

iluminação profissional para carroçaria<br />

e focos para trabalhos profissionais.<br />

O Portal de Gestão de Frota da<br />

Scania e os Serviços Tacográficos<br />

da Scania receberam o prestigiado<br />

Prémio Alemão Telematik na<br />

categoria “Melhor Sistema de<br />

Gestão de Frota”.<br />

João Martins é o novo<br />

responsável da<br />

Alltrucks em Portugal<br />

A<br />

rede de oficinas Alltrucks passou<br />

a contar em Portugal com um<br />

novo responsável. João Martins<br />

assume agora a responsabilidade da rede<br />

em Portugal, substituindo Paulo Filipe.<br />

Profissional com quase três décadas de experiência<br />

no setor dos pesados, a grande<br />

maioria dos quais (23 anos) em funções<br />

no pós-venda ligado à Renault Trucks,<br />

João Martins é agora o responsável pelo<br />

desenvolvimento do negócio Alltrucks.<br />

“O meu objetivo é dar continuidade ao<br />

excelente trabalho desenvolvido até agora<br />

pelo Paulo Filipe, que permitiu chegar<br />

ao patamar de 15 oficinas Alltrucks em<br />

Portugal”, refere João Martins.<br />

HBC disponibiliza<br />

diagnóstico dos sinais<br />

elétricos do reboque<br />

A<br />

HBC, empresa especializada em peças<br />

para camiões e equipamentos,<br />

tem disponível um equipamento<br />

de diagnóstico para ler os sinais elétricos<br />

no reboque. Este equipamento da Jaltest,<br />

denominado PTE, é um dispositivo portátil,<br />

com bateria interna que permite<br />

fazer um diagnóstico automático, rápido<br />

e eficaz dos sinais elétricos do reboque.<br />

Uma das vantagens deste equipamento<br />

é a poupança do tempo de diagnóstico<br />

do reboque, já que não é necessário que<br />

o trator (o camião) esteja presente fisicamente.<br />

Outra funcionalidade deste equipamento<br />

é que tem a capacidade de detetar avarias<br />

nas serpentinas elétricas de forma<br />

automática.<br />

Este equipamento que simula os sinais<br />

elétricos entre o trator e o reboque, utiliza<br />

conectores ISO 7638 (7 pinos) e<br />

ISO 12098 (15 pinos) lê os sinais de<br />

alimentação dos módulos de travagem<br />

e os sinais elétricos dos diversos farolins.<br />

Originalmente agendada para<br />

os primeiros meses de 2021, a<br />

Exposalão acaba de anunciar o<br />

adiamento da Expotransporte para<br />

outubro do próximo ano.<br />

Nova gama<br />

DDC<br />

Embraiagem<br />

Dupla<br />

Seco


14<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

Atualidade<br />

A<br />

GROSSISTAS DE PNEUS NUM ANO DE PANDEMIA<br />

Novos desafios<br />

a mesma dinâmica<br />

Não se pode dizer que tenha<br />

sido um mau ano para os<br />

grossistas de pneus em<br />

Portugal após tudo aquilo<br />

que temos vindo a atravessar<br />

com a pandemia e com a<br />

deterioração da economia<br />

TEXTO PAULO HOMEM<br />

O<br />

setor dos grossistas de pneus,<br />

nomeadamente aqueles que<br />

trabalham com pneus de<br />

pesados, tiveram um papel<br />

fundamental durante todo<br />

este ano de 2020. Defendem alguns que<br />

praticamente não houve quebras no fornecimento<br />

de pneus (refira-se que muitas<br />

fábricas chegaram a fechar e não produziram<br />

pneus) e isso se deve, especialmente,<br />

à atividade dos grossistas independentes,<br />

que foram garantindo a disponibilidade<br />

de produto, fruto dos investimentos que<br />

fizeram em stock e na disponibilidade<br />

de pneus para o mercado, através, por


15<br />

exemplo, das casas de pneus ou mesmo<br />

abastecendo diretamente as frotas.<br />

Refere Aldo Machado, da Nex Tyres que<br />

“na perspetiva do grossista a pseudo-recuperação<br />

já está em marcha desde o passado<br />

mês de Junho e decorre da instabilidade<br />

da cadeia de fornecimento a qual, para o<br />

nosso setor, tem produzido um impacto<br />

extremamente positivo. No entanto, este<br />

fenómeno tem tendência a (gradualmente)<br />

ser corrigido em baixa, pelo que nos próximos<br />

meses o foco estará em indicadores<br />

relacionados com a rotação de existências e<br />

com os previsíveis aumentos de prazos de<br />

recebimento após o final das moratórias<br />

bancárias”.<br />

Num momento em que todas as empresas<br />

já tomaram medidas para minimizar os<br />

custos do impacto da pandemia, José<br />

Saraiva, da Rodrigues Tyres, diz que “paralelamente<br />

a uma otimização de todos<br />

os custos, duma forma geral todos estão<br />

preocupados em melhorar o serviço e a<br />

A digitalização do negócio,<br />

através de plataformas B2B<br />

(e não só) assume agora uma<br />

importância maior na relação<br />

com o vosso cliente?<br />

Armando Lima Santos<br />

TIRESUR<br />

“Sim, sem dúvida! Apesar de<br />

estarmos a realizar visitas presenciais<br />

através da nossa equipa de gestores<br />

comerciais dedicados, sentimos que o<br />

negócio aumentou bastante através<br />

da nossa página B2B, uma vez que<br />

de forma simples e bastante intuitiva,<br />

o cliente pode realizar pedidos, mas<br />

também consultar stocks, preços,<br />

informação de produto, etc. As visitas<br />

presenciais, tendo em conta o cenário<br />

que vivemos, apesar de se estarem a<br />

realizar, são menos frequentes do que<br />

há uns meses atrás. Além do B2B,<br />

tem-se privilegiado o contato por<br />

telefone e também por email”.<br />

Aldo Machado<br />

NEX TYRES<br />

“Acabamos por notar poucas<br />

diferenças em relação ao período<br />

pré-Covid, afinal de contas este setor<br />

de mercado era já uma referência<br />

na utilização de forma exemplar das<br />

plataformas B2B. No caso da NEX<br />

Tyres voltamos desde logo a enfocar a<br />

atenção personalizada que prestamos<br />

aos nossos clientes nos primeiros dias<br />

do fim do estado de emergência, o que<br />

acaba por ajudar nessa estabilidade”.<br />

José Saraiva<br />

RODRIGUES TYRES<br />

“Sem dúvida embora desde o<br />

início do nosso projeto demos uma<br />

grande importância em termos de<br />

investimento tecnológico e pessoal ao<br />

nosso B2B. Agora isso ainda é mais<br />

latente e temos na nossa plataforma a<br />

principal ferramenta de vendas”.<br />

Rui Miguel Chorado<br />

DISPNAL<br />

“Sim. A era digital tem vindo a<br />

demarcar muito os últimos anos, e,<br />

temos vindo a acompanhar sempre<br />

essa evolução através da atualização/<br />

desenvolvimento constante do nosso<br />

B2B, newsletters e notícias junto<br />

das revistas da especialidade. Com<br />

a pandemia foi criada a necessidade,<br />

aqueles que ainda resistiam a usar<br />

estes meios, e como todos, temos<br />

aproveitado essa “onda” para motivar<br />

o consumidor a utilizar mais os meios<br />

digitais”.<br />

Filipe Bandeira<br />

AB TYRES<br />

“Sim é um facto, é algo que foi<br />

substancialmente desenvolvido e<br />

bastante implementado, por todas as<br />

áreas de negócio, nesta fase de “crise<br />

pandémica”, e que de alguma forma,<br />

se traduziu numa ajuda fundamental,<br />

para que o negócio não tivesse<br />

quebras ainda mais acentuadas.<br />

Resumindo, diria que é algo que veio<br />

para ficar, e que de forma natural, irá<br />

ter, cada vez mais preponderância, nas<br />

diversas áreas de negócio nós estamos<br />

muito atentos a essa vertente, tanto<br />

no nosso portal como em poder ajudar<br />

os nossos clientes com algumas<br />

ferramentas”.<br />

Luís Aniceto<br />

S, JOSÉ PNEUS<br />

“A digitalização sempre foi um tema<br />

muito importante para a empresa.<br />

Renovámos o site, criámos conteúdos<br />

e tornámo-lo ainda mais apelativo.<br />

Relativamente à nossa plataforma<br />

B2B continuamos a introduzir<br />

melhorias, com o objetivo contínuo de<br />

a tornar mais “user friendly”.


16<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

A<br />

GROSSISTAS DE PNEUS NUM ANO DE PANDEMIA<br />

Se o mercado entrar<br />

numa guerra de preços,<br />

muito provavelmente<br />

alguns operadores não<br />

sobreviverão<br />

Armando Lima Santos TIRESUR<br />

Os custos de produção<br />

e logísticos deverão<br />

produzir uma tendência<br />

de subida de preços nos<br />

pneus à qual ninguém<br />

conseguirá escapar<br />

Aldo Machado NEX TYRES<br />

Em tempos de crise com<br />

a lei da sobrevivência a<br />

concorrência torna-se<br />

mais feroz deixando de<br />

haver consciência ou<br />

ética profissional<br />

Rui Miguel Chorado DISPNAL<br />

Com a evolução do<br />

negócio em Portugal<br />

muitos distribuidores,<br />

casas de pneus e<br />

oficinas podem ser<br />

afetados negativamente,<br />

se não conseguirem<br />

adaptar-se ao futuro do<br />

negócio<br />

Filipe Bandeira AB TYRES<br />

qualidade da sua oferta que inevitavelmente<br />

sofreram algumas alterações”.<br />

É necessário, por isso, estar atentos a um<br />

conjunto de vários fatores e indicadores.<br />

Na opinião de Armando Lima Santos, da<br />

Tiresur, existem alguns que são realmente<br />

fundamentais: “volume de vendas; capacidade<br />

de cumprimento dos prazos de<br />

pagamento; gestão eficaz dos recebimentos;<br />

aplicação das medidas sanitárias e de<br />

segurança preconizadas pelas autoridades,<br />

nomeadamente a DGS; eventuais novos<br />

serviços e iniciativas entretanto criadas<br />

por forma a destacarmo-nos dos nossos<br />

concorrentes diretos”.<br />

Para um grossista, na opinião de Rui<br />

Miguel Chorado, da Dispnal “possuir<br />

um stock que contemple as mais variadas<br />

medidas e marcas e que ao mesmo tempo<br />

acompanhe a evolução e necessidades<br />

dos consumidores diariamente são os<br />

fatores mais importantes a ter em conta<br />

nos tempos que se avizinham”.<br />

MEDIDAS DE APOIO AO MERCADO<br />

Os grossistas de pneus revelaram, na sua<br />

generalidade, uma grande capacidade de<br />

resposta às adversidades que se perspetivavam<br />

neste negócio. Dessa foram, poucos<br />

foram os que não reagiram, tomando uma<br />

série de medidas, muito importantes para<br />

a dinamização do negócio, mesmo sendo<br />

um mercado já muito maduro.<br />

Diz Luís Aniceto, da S. José Pneus, que<br />

para além de terem aumentado o stock<br />

disponível, quer em medidas quer em<br />

tipos e homologações diferentes, a empresa<br />

reforçou “a equipa comercial, no<br />

sentido de poder acompanhar melhor os<br />

clientes, com apoio técnico-comercial<br />

especializado, fomentando uma relação<br />

de proximidade. No armazém implementámos<br />

um novo WMS (Warehouse<br />

Management System), software que tornou<br />

todo o serviço mais rápido e eficiente,<br />

sempre a pensar na melhor forma de mais<br />

rapidamente satisfazer todos os pedidos<br />

dos clientes”.<br />

No caso da Dispnal, para além de terem<br />

apostado também na quantidade e<br />

na variedade de produtos em stock, Rui<br />

Miguel Chorado, afirmar que “temos<br />

intensificado as ofertas/campanhas através<br />

do nosso B2B bem como através do<br />

contato comercial/cliente”.<br />

Para Filipe Bandeira o momento foi aproveitado<br />

para continuar com a estratégia<br />

que já estava delineada e que passa por<br />

“dar continuidade a alguns projetos, nomeadamente<br />

ao “Clube AB Tyres”, o qual<br />

tínhamos iniciado, antes desta fase de<br />

pandemia e agora (Junho) aproveitámos<br />

para fazer o seu relançamento”.<br />

No entender de Armando Lima Santos,


17<br />

os seus níveis de atividade, por exemplo,<br />

que tinham no ano de 2019. Porém, o<br />

otimismo é grande quanto à recuperação<br />

rápida do setor.<br />

Rui Miguel Chorado, da Dispnal, diz que<br />

“como se prevê que a pandemia Covid-19<br />

dure aproximadamente dois anos, apontamos<br />

melhorar os níveis de faturação<br />

em 2022”.<br />

Tendo em conta o momento que ainda<br />

estamos a atravessar, “torna-se ainda muito<br />

difícil, fazer algum tipo de “futurologia”,<br />

no entanto, arriscaria a dizer que eventualmente<br />

só no ano 2022, possamos ter as<br />

condições reunidas, que nos permitam ter<br />

resultados similares aos de 2019. Do lado<br />

da AB Tyres, já conseguimos ultrapassar<br />

felizmente!”, refere Filipe Bandeira.<br />

Para Armando Lima Santos, da Tiresur,<br />

“há segmentos em que não se sentiu ou<br />

ainda não se sente um impacto tao forte<br />

da pandemia, como é o caso por exemplo<br />

de alguns produtos técnicos”.<br />

Ao nível do “sell out”, refere Luís Aniceto,<br />

da S. José Pneus, “esperamos que 2021<br />

seja o ano que complete a retoma para os<br />

níveis anteriores”.<br />

De acordo com Aldo Machado, da Nex<br />

Tyres, “em 2020 estaremos em melhores<br />

condições de nos aproximarmos desse<br />

volume de negócios do que em 2021, já<br />

que antevemos um período de elevado<br />

nível de desemprego e de dificuldades financeiras<br />

em setores que estão atualmente<br />

a ser apoiados pelo Estado. Olhando com<br />

muita atenção para o fim das moratórias e<br />

dos apoios estatais aos cidadãos e conjugando-os<br />

com um regresso à normalidade<br />

a nível de cadeias de fornecimento (que<br />

tendencialmente prejudicará a quota de<br />

mercado detida pelo setor grossista) pensamos<br />

que só em 2022 existirão condições<br />

para um regresso a volumes de 2019,<br />

mas qualquer projeção que foi feita neste<br />

artigo é absolutamente volátil num clima<br />

de total incerteza sanitária e económica”.<br />

Para terminar, José Saraiva, da Rodrigues<br />

Tyres, diz que “fazer previsões é sempre<br />

difícil, mas creio não errar muito<br />

se considerar que os próximos 3 anos<br />

serão difíceis. De qualquer forma será<br />

sempre variável entre zonas, segmentos<br />

de mercado e classes de produto dentro<br />

do nosso negócio”.<br />

PUBLICIDADE<br />

o momento pandémico foi aproveitado<br />

para a empresa também se focar em alguns<br />

aspetos que considera fundamentais, nomeadamente<br />

no apoio aos retalhistas de<br />

pneus. Para além das questões comerciais<br />

(campanhas, etc), a Tiresur dinamizou,<br />

em especial nos meses de abril e maio, em<br />

parceria com a ACM (do Dário Afonso),<br />

“um conjunto de papers de apoio à gestão<br />

em momento de crise, no sentido de<br />

dar conselhos e sugestões práticas nas<br />

mais variadas áreas de atuação da empresa<br />

(gestão oficinal, gestão de crédito e<br />

tesouraria, gestão de recursos humanos,<br />

comunicação, etc). O nosso objetivo de<br />

fundo, foi permitir aos nossos associados<br />

ter uma espécie de guia ou pelo menos<br />

de ajuda nestes momentos que se viveram<br />

(e ainda continuam a viver) de grande<br />

incerteza”, refere o responsável da Tiresur.<br />

Já Aldo Machado, da Nex Tyres, é mais<br />

pragmático na sua análise: “O negócio da<br />

distribuição grossista de pneus está alicerçado<br />

na disponibilidade e acessibilidade de<br />

stock de forma rápida e financeiramente<br />

competitiva, mantendo-se essa filosofia<br />

em prática nesta fase”.<br />

A RETOMA DO NEGÓCIO<br />

VICAUTO<br />

PEÇAS PARA VIATURAS PESADAS, LDA.<br />

Mantemos o seu negócio em movimento!<br />

Centralidade<br />

Top<br />

16 ‘ 19<br />

Marcas Top<br />

Gama Top<br />

Equipamento Top<br />

Fabricantes Top<br />

Fornecedor Top<br />

Ninguém neste setor pretende assegurar<br />

o momento em que o setor vai retomar


18<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

M<br />

??<br />

Mercado<br />

M<br />

GLOBALFILTROS<br />

Alargar o leque<br />

de representações<br />

Historicamente especializada em filtros para camiões,<br />

autocarros, tratores agrícolas, empilhadores e máquinas<br />

industriais, a Globalfiltros prossegue a sua política de<br />

diversificação de marcas e produtos, embora mantendo<br />

a complementaridade da oferta. A mais recente novidade<br />

são os lubrificantes da Sash<br />

TEXTO PAULO HOMEM<br />

Depois de uma década de total<br />

especialização na área dos filtros<br />

para todo o tipo de aplicações<br />

em veículos pesados (camiões,<br />

tratores agrícolas, empilhadores,<br />

máquinas industriais, etc.), através<br />

da representação de marcas como a WIX,<br />

Parker Racor e Fleetguard, que ainda hoje<br />

trabalha, a Globalfiltros teve nos últimos<br />

anos uma enorme expansão da sua atividade,<br />

que a leva nesta altura a procurar<br />

um novo armazém.<br />

Em 2017 foi a expansão para as baterias,<br />

com a representação da Tudor, depois seguiram-se<br />

os lubrificantes com destaque<br />

para a Ingralub, marca 100% portuguesa,<br />

que segundo Sérgio Vieira, gerente<br />

da Globalfiltros “tem um enorme potencial<br />

embora esteja um pouco limitada em<br />

termos de amplitude de gama”. Por isso<br />

Globalfiltros<br />

Maia<br />

Sérgio Vieira / Gualter Vieira<br />

224 108 120<br />

geral@globalfiltros.pt<br />

www.globalfiltros.pt<br />

mesmo, a empresa decidiu recentemente<br />

apresentar mais uma novidade, neste caso<br />

com a representação dos lubrificantes espanhóis<br />

da Sash.<br />

“Sentimos que existe uma desinformação<br />

gritante ao nível dos lubrificantes e um<br />

reduzido conhecimento técnico. O nosso<br />

papel é importante na identificação técnica<br />

correta do lubrificante e das suas aplicações.<br />

Temos que aprofundar ainda mais<br />

este tema, para que o mercado tenha mais<br />

conhecimento”, revela o mesmo respon-


19<br />

sável, justificando dessa forma o investimento<br />

que a empresa tem feito nesta área.<br />

RUTOL<br />

A experiência ganha com os lubrificantes,<br />

trouxe ainda a identificação de novas<br />

necessidades, neste caso ao nível dos anticongelantes.<br />

“Havia uma lacuna neste tipo<br />

de produto para o setor em que nós operamos.<br />

Os anticongelantes vêm por acréscimo<br />

aos lubrificantes e dentro da mesma<br />

ideia de podermos potenciar a venda com<br />

informação técnica relevante para os nossos<br />

distribuidores”, refere Sérgio Vieira.<br />

Desta forma a Globalfiltros lançou a sua<br />

marca própria Rutol, que para além de<br />

anticongelantes têm ainda AdBlue, massa<br />

lava mãos, detergente, desincrustante<br />

radiadores, etc. “Trata-se de um produto<br />

nacional, desenvolvido com uma gama e<br />

com as especificações que nós entendemos<br />

como necessárias para o setor que trabalhamos”,<br />

explica o gerente da Globalfiltros.<br />

CX80<br />

Apesar de trabalhar há quase um ano com<br />

esta marca, a Globalfiltros “estabeleceu”<br />

recentemente um acordo de distribuição<br />

(desde julho) com a marca polaca de produtos<br />

CX80. Trata-se de uma marca que<br />

abrange produtos de limpeza, manutenção<br />

(muito baseado em colas e silicones)<br />

e lubrificação de aplicação profissional.<br />

“Visitámos a fábrica e ficámos a conhecer<br />

a mais-valia que os seus produtos podem<br />

representar para o nosso setor, sendo um<br />

produtor que fabrica também para algumas<br />

marcas de automóveis”, explica Sérgio<br />

Vieira, dizendo que “se trata também, tal<br />

como os anticongelantes, de uma tipologia<br />

de produtos, com muita qualidade e<br />

abrangente, que é complementar à nossa<br />

oferta”.<br />

Outro dos projetos que correu em paralelo<br />

com o aumento do número de representações<br />

e do tipo de produtos foi o reforço<br />

da presença comercial da Globalfiltros<br />

no terreno, passando a empresa a ter uma<br />

presença efetiva em todo o território nacional.<br />

Rui Alves assumiu o cargo de gestor<br />

nacional de vendas, coordenando uma<br />

equipa comercial, divida por zonas, embora<br />

a política comercial da empresa se tenha<br />

mantido. “Mantemo-nos fiéis aos nossos<br />

princípios, trabalhando unicamente com<br />

a distribuição e não com o cliente final.<br />

A diferença é que temos agora o apoio de<br />

um gestor de área a essa distribuição”, refere<br />

Sérgio Vieira. A Globalfiltros têm o<br />

país comercialmente dividido em seis áreas<br />

(trabalhando também Açores e Madeira),<br />

cada uma com o seu gestor de negócios,<br />

que trabalham diretamente com a distribuição<br />

de modo a dar-lhes todo o suporte<br />

que lhes permita fazer crescer o negócio.<br />

“A diferenciação é feita pela componente<br />

técnica e não apenas pela componente comercial.<br />

A formação dos nossos gestores de<br />

negócio naquilo que temos que oferecer e<br />

onde somos especialistas é muito importante<br />

para que possam formar os nossos<br />

clientes distribuidores e assim estarem<br />

mais aptos a ajudar o cliente deles”, refere<br />

o mesmo responsável, dizendo que “a<br />

nossa diferenciação passa exatamente por<br />

este aspeto, assumindo deste forma um<br />

compromisso e acompanhamento do nosso<br />

cliente que é diferenciador, gerando relações<br />

mais duradoras e de maior confiança”.<br />

Refira-se que, entretanto, a Globalfiltros<br />

incluiu ainda as marcas de filtros da Mann<br />

Filter e da UFI na sua oferta, sendo “marcas<br />

que trazem um claro valor acrescentado<br />

dentro de uma área em que somos especialistas<br />

há muitos anos”, conclui Sérgio<br />

Vieira.<br />

Globalfiltros<br />

representa Sash<br />

Desde o passado mês de novembro<br />

que a Globalfitros passou a<br />

representar em Portugal a marca<br />

de lubrificantes da Sash. De origem<br />

espanhola, a Sash é uma marca que<br />

“nos surpreendeu bastante quando<br />

visitamos as suas instalações, não<br />

só pela capacidade de produção,<br />

pela logística e pela qualidade<br />

dos produtos, mas também pela<br />

capacidade de responder às<br />

necessidades que temos e de<br />

implementação de novos produtos”,<br />

refere Sérgio Vieira, dizendo que<br />

“todos os produtos são testados nos<br />

laboratórios da empresa e existem<br />

padrões de qualidade que são<br />

respeitados”.<br />

O catálogo de produtos Sash, dentro<br />

do setor Heavy Duty (camiões,<br />

empilhadores e máquinas industriais)<br />

e dos tratores agrícolas é muito<br />

extenso e vasto, que para além dos<br />

lubrificantes tem ainda as massas,<br />

e “possui uma imagem muito<br />

interessante e apelativa”, explica o<br />

responsável da Globalfiltros.


20<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

M<br />

COMPONENTES E ACESSÓRIOS<br />

DGA<br />

No reino dos<br />

Auto-Paraventos<br />

O Auto-Paravento é um acessório automóvel com larga penetração nos veículos ligeiros, mas<br />

ainda de aplicação residual nos veículos pesados, sobretudo em camiões. A DGA possui uma<br />

oferta alargada para este segmento de mercado.<br />

TEXTO PAULO HOMEM<br />

Desde 1990 que a DGA, uma<br />

empresa portuguesa com<br />

sede no Porto, fabrica Auto-<br />

Paraventos, que comercializa<br />

não só em Portugal, mas também<br />

em muitos países.<br />

Na sua unidade de produção, a DGA<br />

produz este acessório em escala, dispondo<br />

de uma oferta de cerca de 1.400 moldes<br />

(quase 1.800 versões), tendo uma produção<br />

de quase 100 novos moldes por ano<br />

(este ano foi exceção), já que o ciclo de<br />

vida dos veículos automóveis (ligeiros e<br />

pesados) é cada vez mais curto e existem<br />

cada vez mais novos modelos de automóveis.<br />

Por isso, a amplitude de gama é<br />

muito grande nos Auto-Paraventos, com<br />

a DGA a ter uma oferta disponível para<br />

DGA<br />

Luís Araújo<br />

225 088 386<br />

info@dga.pt<br />

www.dga.pt<br />

modelos desde os anos 80 até veículos<br />

já lançados em 2020.<br />

Curiosamente, “dentro do “top10” das<br />

referências de Auto-Paraventos que comercializamos<br />

estão algumas que se referem<br />

a aplicações em camiões”, refere<br />

Luís Araújo, responsável comercial da<br />

DGA, explicando que isso se deve, sobretudo<br />

ao trabalho desenvolvido pelo<br />

distribuidor na Alemanha. Em Portugal,<br />

diz o mesmo responsável, “o mercado de<br />

Auto-Paraventos ainda é um mercado residual,<br />

mas consideramos que existe um<br />

grande potencial para desenvolver este<br />

setor dos camiões e é nisso que queremos<br />

apostar também”.<br />

Através do catálogo de Auto-Paraventos,<br />

disponível no site oficial da DGA, é possível<br />

verificar a oferta que este operador<br />

tem para o mercado de veículos pesados,<br />

dizendo Luís Araújo que “não são muitas<br />

referências, mas temos uma oferta que<br />

cobre quase todas as aplicações para este<br />

tipo de veículo”.<br />

Neste mesmo catálogo está também disponível<br />

uma oferta de Auto-Paraventos<br />

que inclui veículos comerciais ligeiros<br />

e furgões.<br />

Mas do leque de componentes e acessó-


21<br />

rios que esta empresa tem no seu portfólio,<br />

alguns deles têm também aplicações<br />

para o setor dos veículos pesados. Um<br />

desses produtos, que Luís Araújo destaca,<br />

são os “sensores de estacionamento para<br />

os tratores como para os semirreboques.<br />

Para além das vantagens da utilização<br />

deste tipo de equipamento nos pesados,<br />

do ponto de vista da montagem existe<br />

um outro argumento importante, que<br />

é a instalação rápida”.<br />

MERCADO<br />

Quase totalmente presente no mercado<br />

B2B, quer em Portugal, quer no estrangeiro,<br />

a DGA possui uma componente de<br />

exportação muito forte, que representa<br />

já entre 50 e 60% das vendas de Auto-<br />

Paraventos que produz. “Temos vindo a<br />

crescer muito a componente da exportação<br />

de ano para ano, embora as vendas<br />

em Portugal também tenham vindo a<br />

subir”, comenta Luís Araújo, que revela<br />

que a empresa vende para Espanha,<br />

França, Reino Unido, Alemanha, Sérvia,<br />

entre outros países.<br />

No entender deste responsável da DGA,<br />

uma boa parte do sucesso dos Auto-<br />

Paraventos que esta empresa portuen-<br />

se produz, está não só na qualidade do<br />

produto mas sim na sua fixação nos veículos.<br />

“Não usamos clipes de metal nem<br />

de plástico para fixar o Auto-Paravento,<br />

mas apenas a sua tensão e uma cola dupla<br />

que permite uma fixação perfeita na<br />

calha do vidro. Por outro lado, o acrílico<br />

que usamos é adquirido ao maior fabricante<br />

do mundo, que nos garante o máximo<br />

de qualidade”, explica Luís Araújo.<br />

Sendo a própria DGA a construir e produzir<br />

os moldes existe também uma<br />

grande preocupação com o design dos<br />

Auto-Paraventos, para que os mesmos<br />

que enquadrem de uma forma harmoniosa<br />

nos veículos aos quais se destinam,<br />

incluindo os mais recentes, segundo explica<br />

o mesmo responsável da DGA.<br />

OFERTA ALARGARDA<br />

A presença da DGA em feiras internacionais<br />

levou a empresa a prolongar o<br />

seu negócio para diversos mercados internacionais,<br />

impondo a marca DGA,<br />

mas também fez com que a empresa<br />

alargasse o seu portfólio de produtos (a<br />

componentes e acessórios auto) para o<br />

mercado português. Para alguns desses<br />

produtos foi criada uma nova marca, a<br />

Car Sense (produtos para a área elétrica),<br />

enquanto em outros produtos (led´s,<br />

lâmpadas, sensores de estacionamento,<br />

escovas limpa-vidros, faróis, sensores<br />

TPMS, alarmes, car video, chaves &<br />

capas, tapetes, etc) a empresa do Porto<br />

passou a representar marcas como a<br />

Lampa, Steel Mate, Narva e Rubber Mat.<br />

“Temos diversas gamas de produto que<br />

estão dentro daquilo que o mercado<br />

nos pede, mas procurando dar sempre<br />

a melhor qualidade possível, pois o objetivo<br />

é fidelizar clientes e procurar novos”,<br />

explica Luís Araújo, que diz que<br />

“é muito raro que alguns destes produtos<br />

tenham problemas. A garantia que<br />

damos em alguns destes produtos, que<br />

pode ser de dois anos para o utilizador,<br />

revela a confiança que temos naquilo<br />

que propomos ao mercado. Aliás, todos<br />

os produtos são previamente testados<br />

por nós, antes de serem introduzidos<br />

no mercado”.<br />

Como novidades a DGA está para lançar<br />

um site para a marca Car Sense, com<br />

uma plataforma B2C, sendo que o back<br />

office deste site servirá para dinamizar<br />

um B2B dentro do site da DGA, que<br />

estará orientado para os profissionais.


22<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

Oficina<br />

O<br />

GARAGEM VALDEMAR SOL<br />

De profissional<br />

para profissional<br />

Entre as oficinas de repintura a Garagem Valdemar Sol assume-se<br />

como uma das mais especializadas ao nível dos veículos pesados.<br />

Mesmo não estando perto dos grandes centros logísticos, a<br />

fidelização dos clientes é conseguida por via do serviço<br />

TEXTO PAULO HOMEM<br />

Garagem Valdemar Sol<br />

Fornos, Santa Maria da Feira<br />

Luís Reis<br />

256 362 928<br />

garagemvaldemarsol@sapo.pt<br />

Apesar de não parecer pela fachada<br />

do edifício, são muitos<br />

os metros quadrados de<br />

oficina (2.250 m2) que estão<br />

disponíveis para dinamizar<br />

um forte negócio de repintura, atividade<br />

à qual a Garagem Valdemar Sol se dedica<br />

quase em exclusivo.<br />

Este negócio familiar, iniciado há mais de<br />

40 anos, até começou apenas por trabalhar<br />

o veículo ligeiro, mas progressivamente foi<br />

conquistando clientes nos pesados, ocupando<br />

deste 1979 o espaço oficinal onde<br />

ainda atualmente se encontra.<br />

“Neste momento, mais de 65% da nossa<br />

faturação depende do setor dos pesados.<br />

Temos muitos clientes nesta área o que nos<br />

permite ter a oficina sempre com serviço”,<br />

começa por referir Luís Reis, atual gerente<br />

da Garagem Valdemar Sol, dizendo que<br />

“o setor dos ligeiros é muito sazonal e, por<br />

isso, apostamos mais no setor da repintura<br />

de pesados, até como forma de nos<br />

podermos diferenciar da concorrência, já<br />

que são poucas as oficinas que trabalham<br />

com veículos pesados”.<br />

Entre os clientes estão comerciantes de camiões<br />

usados, corporações de bombeiros,<br />

transportadores, frotistas, etc., que trazem<br />

não só camiões, mas também outro tipo<br />

de veículos, equipamentos e máquinas<br />

pesadas. “Atualmente temos uma especialização<br />

muito grande em todo o tipo de<br />

veículos pesados e normalmente quando<br />

um cliente experimenta os nossos serviços<br />

de repintura, acaba por se fidelizar à<br />

nossa casa”, revela Luís Reis, que diz que


23<br />

na Garagem Valdemar Sol os serviços de<br />

eletricidade e mecânica (quando necessários)<br />

acabam por ser feitos por parceiros<br />

oficinais com os quais a empresa trabalha.<br />

Ao contrário da estratégia de outras oficinas,<br />

a Garagem Valdemar Sol não tem<br />

quaisquer tipo de acordos com seguradoras.<br />

Diz Luís Reis que tal não acontece<br />

porque não é necessário face ao volume<br />

de serviço que a empresa tem e, por isso,<br />

de não ter neste momento mais capacidade<br />

de resposta. Por outro lado, as exigências<br />

das seguradoras obriga a outros<br />

compromissos que a Garagem Valdemar<br />

Sol não pretende assumir (carro de substituição,<br />

descontos em peças, etc.), já que<br />

“queremos, como disse antes, assumir a<br />

nossa especialização e diferenciação em<br />

veículos pesados, trabalhando muito com<br />

empresas”.<br />

Para garantir a qualidade do serviço que<br />

faz, fidelizando dessa forma a sua clientela,<br />

o responsável da Garagem Valdemar<br />

Sol assume que “trabalhar com produtos<br />

de qualidade é muito importante pela<br />

garantia que nos dão. Nós verificamos<br />

isso nos carros dos nossos clientes, três,<br />

quatro ou cinco anos depois de fazermos<br />

um serviço”.<br />

O facto de comprar produto em quantidade<br />

para stock, permite que a Garagem<br />

Valdemar Sol seja muito competitiva nos<br />

preços que pratica, face a concorrentes que<br />

apresentam orçamentos mais baixos mas<br />

que utilizam também produtos de baixa<br />

qualidade. “Não abdicamos de trabalhar<br />

com produtos de qualidade, pois são aqueles<br />

que de facto permitem fazer trabalhos<br />

com mais qualidade, mais duradouros e<br />

que acabam por ser mais rentáveis para<br />

nós e para o cliente. Também já experimentamos<br />

produtos de fraca qualidade<br />

e sabemos bem do que estamos a falar”,<br />

assume Luís Reis, revelando que utiliza<br />

tintas Glasurit na sua oficina, fornecidas<br />

pela Lovistin, empresa de Viseu “que nos<br />

dá também todo o apoio técnico que necessitamos<br />

para determinado tipo de trabalhos,<br />

bem como formação”.<br />

Estando num setor que tem vindo a conhecer<br />

um forte incremento tecnológico<br />

ao nível do processo de repintura, Luís<br />

Reis explica que o valor da reparação está<br />

muito indexado ao número de horas que é<br />

necessário para pintar uma viatura pesada:<br />

“logicamente que temos um grande consumo<br />

de tinta, mas a mão-de-obra é muito<br />

importante, sendo este o aspeto em que<br />

nos poderemos diferenciar ainda mais da<br />

concorrência. Daí ser muito importante<br />

e fundamental todo o acompanhamento<br />

que o nosso fornecedor nos garante em<br />

termos de formação e informação técnica”.<br />

Quanto a fornecedores de material de colisão<br />

para pesados, a Garagem Valdemar<br />

Sol trabalha um pouco com todo o tipo<br />

de operadores, desde as marcas, a comerciantes<br />

de peças usadas e também fornecedores<br />

de aftermarket (com especial incidência<br />

na HBC).<br />

Das 18 pessoas que trabalham na Garagem<br />

Valdemar Sol, 15 são técnicos de pintura<br />

nas suas mais diversas vertentes. Se os<br />

chapeiros fazem o serviço de pesados e<br />

de ligeiros, já na parte de pintura propriamente<br />

dita a Garagem Valdemar Sol<br />

possui equipas especializadas também<br />

para cada um dos segmentos. Mesmo estando<br />

fora de uma zona industrial, Luís<br />

Reis diz que “não fazemos qualquer tipo<br />

de serviço fora das nossas instalações. Os<br />

clientes já estão habituados a vir às nossas<br />

instalações”.<br />

Quanto ao futuro da atividade de repintura,<br />

o gerente da Garagem Valdemar Sol<br />

assume que “não vejo esta atividade a quebrar.<br />

Aliás, nós temos vindo a ganhar cada<br />

vez mais clientes e como fazemos todo o<br />

tipo de serviços na repintura e trabalhamos<br />

muito com empresas, acabamos por<br />

ter muito serviço. Sinceramente não estou<br />

pessimista, pelo menos com a minha<br />

atividade, mas sinto que isso também tem<br />

a ver com a qualidade do trabalho que fazemos.<br />

Contudo, estaria mais preocupado<br />

se estivesse no setor da mecânica!!!”.<br />

Mesmo assim, para terminar, Luís Reis,<br />

diz que o maior problema deste setor “são<br />

os recursos humanos, existindo cada vez<br />

mais dificuldade em arranjar profissionais<br />

para a repintura”.


24<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

Frota<br />

F<br />

TRANSMAIA<br />

Toda a manutenção<br />

dentro de portas<br />

Diferente de quase todos os outros transportadores,<br />

a Transmaia aposta tudo na gestão interna da manutenção<br />

da sua frota, possuindo meios e recursos poucos vistos nas<br />

oficinas em Portugal<br />

TEXTO PAULO HOMEM<br />

Não há ninguém que já não tenha<br />

visto um camião com as<br />

cores da Transmaia. Isso deve-se,<br />

sobretudo, à ernome<br />

frota com quase 450 veículos,<br />

na sua grande maioria são tratores, com<br />

uma predominância de veículos Volvo,<br />

embora nos veículos mais recentes existam<br />

muitos Mercedes. A frota tem alguns<br />

(poucos) Renault, Scania e Iveco.<br />

A idade média da frota é mais elevada do<br />

que é normal das frotas de pesados de outros<br />

transportes, de cerca de 6 anos, mas<br />

isso explica-se precisamente pela “ausência”<br />

de política de renovação frota, isto é,<br />

assim que um veículo novo é adquirido<br />

o mesmo mantêm-se na frota para sempre!!!<br />

É aqui que entra a rigorosa política<br />

de gestão da reparação e manutenção da<br />

frota da Transmaia, pois todos os veículos<br />

(após a garantia) acabam por ser mantidos<br />

tecnicamente (mecânica, chapa e<br />

pneus) nas instalações da empresa de São<br />

Mamede do Coronado, na Trofa, onde


possui três grandes pavilhões dedicados<br />

exclusivamente a estas operações.<br />

“Nunca abatemos veículos à frota. Os camiões<br />

vão-se mantendo-se na frota e em<br />

função do seu histórico (idade e quilometragem)<br />

vão sendo utilizados noutro tipo<br />

de serviços”, começa por referir Manuel<br />

Martins, responsável pela manutenção<br />

da frota deste operador garantindo que<br />

“acabamos por fazer todo o tipo de serviços<br />

de reparação e manutenção dentro de<br />

casa. E quando digo todo o tipo é mesmo<br />

tod,o o tipo de serviços”.<br />

Se os veículos novos adquiridos pela<br />

Transmaia cumprem a garantia e o contrato<br />

de manutenção (normalmente de 3<br />

anos), após esse período todos os veículos<br />

passam a ser geridos, do ponto de vista da<br />

reparação e manutenção, dentro da empresa,<br />

embora seguindo minuciosamente<br />

o plano de manutenção de cada veículo<br />

e, por vezes, “até antecipando alguns intervenções.<br />

Mesmo as intervenções mais<br />

complexas, como as avarias eletrónicas,<br />

são feitas internamente até porque existe<br />

uma grande disponibilidade de frota<br />

25


26<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

M<br />

TRANSMAIA<br />

que nos permite trabalhar com tempo<br />

em cada veículo”.<br />

Apesar da diversidade de veículos existente<br />

em frota, a Transmaia tem vindo a fazer<br />

todos os investimentos necessários, mesmo<br />

ao nível dos equipamentos de diagnóstico,<br />

para dar resposta a qualquer manutenção<br />

ou reparação. “A tecnologia Euro 6 tem<br />

dado um pouco mais de trabalho e é mais<br />

exigente do ponto de vista técnico, mas<br />

tirando um ou outro caso, a experiência<br />

que temos acumulada e os meios técnicos<br />

e humanos que temos disponíveis,<br />

têm nos permitido resolver sempre todos<br />

os problemas”, afirma Manuel Martins.<br />

Com pessoal técnico muito especializado<br />

(trabalham 20 técnicos nos três espaços<br />

oficinais), a formação é constante dentro<br />

da Transmaia (quer internamente,<br />

quer junto das marcas), tendo a empresa<br />

meios materiais de relevo para efetuar<br />

a reparação e manutenção dos pesados,<br />

onde se destacam os diversos equipamentos<br />

de diagnóstico (Volvo, Mercedes e<br />

multimarcas).<br />

Quanto a fornecedores oficinais, existem<br />

também políticas bem definidas dentro<br />

da Transmaia. Nos lubrificantes a opção<br />

é sempre os da marca do camião (ou com<br />

aprovações da marca), sendo que ao nível<br />

das peças a estratégia seguida é a mesma,<br />

embora se possa também recorrer às marcas<br />

que estão presentes no primeiro equipamento.<br />

“Dificilmente entra aqui uma<br />

peça que não seja original ou equiparada”,<br />

revela Manuel Martins, argumentando<br />

que “temos sempre que ter a garantia<br />

que estes componentes funcionam corretamente<br />

até à intervenção programada<br />

seguinte”. Como o volume de compras<br />

de peças é elevado, parte desta estratégia<br />

é sustentada nas compras até porque a<br />

Transmaia não faz qualquer tipo de revenda.<br />

Para além das marcas de peças de<br />

pesados, logicamente que os principais<br />

operadores de peças do mercado são também<br />

fornecedores da Transmaia.<br />

Também a gestão dos pneus é feita totalmente<br />

pela própria Transmaia, que dispõe<br />

de uma outra oficina, mais moderna,<br />

onde é realizada toda a operação de pneus<br />

(troca, alinhamento, pressões, etc), mas<br />

também os serviços rápidos em pesados<br />

(pastilhas, filtros, óleos, etc). “Tal como<br />

nas peças, também nos pneus a nossa opção<br />

vai para marcas premium de pneus,<br />

embora também recorremos a algumas<br />

outras marcas desses construtores”, assegura<br />

Manuel Martins, dizendo que<br />

“depois fazemos também toda a gestão<br />

do ciclo de vida dos pneus”. Apostando<br />

sobretudo na marca Continental, muitos<br />

dos camiões estão equipados com<br />

um monitor, no habitáculo, que alerta<br />

o motorista para uma baixa de pressão<br />

em algum dos pneus. “É uma ferramenta<br />

muito importante para o motorista,<br />

mas também para uma correta manutenção<br />

dos pneus, evitando-se assim os<br />

problemas que, por exemplo, um furo<br />

pode causar”, explica o mesmo responsável,<br />

dizendo que esta solução teve um<br />

grande impacto na gestão dos pneus.<br />

Também diferenciador, sendo das poucas<br />

oficinas de pneus em Portugal que<br />

têm este equipamento, é o alinhamento<br />

3D multi-eixos (Manatec Jumbo 3D<br />

Super), que permite em poucos minutos<br />

alinhar um camião e que pode medir (em<br />

simultâneo) até 6 eixos.<br />

Igualmente gerida pela Transmaia é a<br />

gestão da frota de semirreboques, que<br />

inclui não só a componente mecânica<br />

mas também de metalomecânica. Tal<br />

como os camiões, também os semirreboques<br />

fazem todo o seu ciclo de vida<br />

na empresa, sendo por isso toda a gestão<br />

efetuada internamente de forma efetiva.<br />

Outros dos serviços que a Transmaia tem<br />

internalizado é o da chaparia e repintura<br />

(com estufa), o que permite a esta empresa<br />

da Trofa gerir todo o ciclo de reparação<br />

e da manutenção da sua frota,<br />

sendo também uma forma de manter a<br />

imagem da frota da empresa, um aspeto<br />

que a empresa privilegia bastante.<br />

Para além destas oficinas internas da<br />

Transmaia, Manuel Martins refere ainda<br />

que “temos alguns acordos com oficinas,<br />

em Portugal e no Estrangeiro, que nos<br />

dão o suporte técnico para o caso de algum<br />

problema suceder com alguns dos<br />

nossos veículos quando está em trânsito”.<br />

Desenvolver uma manutenção preventiva<br />

/ preditiva da frota é cada vez mais um<br />

objetivo da Transmaia, que de alguma<br />

forma tem vindo a ser feita. De qualquer<br />

forma, para potenciar o desempenho da<br />

frota, a empresa tem apostado muito<br />

na formação dos motoristas, tendo um<br />

responsável interno para o efeito, o que<br />

acaba por se traduzir numa otimização<br />

da utilização do camião e um “normal”<br />

desgaste dos componentes dos veículos.<br />

“Esta aposta que temos feito tem tido<br />

efeitos muito positivos na rentabilização<br />

da utilização do camião a diferentes níveis”,<br />

assume Manuel Martins.<br />

Para terminar, o responsável de manutenção<br />

da frota da Transmaia diz que a<br />

empresa tem “investido bastante para ter<br />

capacidade de resposta em termos de manutenção<br />

e reparação da nossa frota”.


28<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

Personalidade<br />

P<br />

Estamos<br />

a apostar<br />

no segmento<br />

de venda direta<br />

de peças<br />

a clientes<br />

SILVESTRE CARVALHO DIRECTOR DE DESENVOLVIMENTO & PROCESSOS DA RETA<br />

A RETA dinamiza dentro das suas diversas áreas<br />

de atividade a venda de peças. É uma atividade<br />

representativa, consistente e que serve não só para<br />

abastecer as duas oficinas que dispõe, mas também para<br />

potenciar vendas externas<br />

ENT<strong>REVISTA</strong> PAULO HOMEM<br />

Dentro do universo da<br />

RETA e de acordo com<br />

o seu conceito “One<br />

Stop Shop”, o negócio<br />

de peças tem o seu peso<br />

especifico e estratégico,<br />

até porque os serviços<br />

de manutenção e reparação<br />

que disponibiliza aos clientes,<br />

em Vila Nova de Gaia e no Carregado,<br />

são muito importantes na dinâmica comercial<br />

desta empresa que está integrada<br />

dentro do universo da Luís Simões.<br />

Curiosamente, a primeira oficina, embrião<br />

do actual negócio da manutenção<br />

e reparação, surgiu em 1973, tendo<br />

sido criada na empresa Transportes Luís<br />

Simões, sendo que em 1989 aparece a<br />

SOCAR, uma empresa que se focou na<br />

área da montagem e fabricação de caixas<br />

de carga e carroçamento de semirreboques.<br />

Dois anos volvidos nasce a RETA,<br />

que fazia a locação e gestão de frotas<br />

iniciando com o aluguer de carrinhas<br />

comerciais ligeiras derivando posteriormente<br />

para o aluguer de semirreboques.<br />

Estrategicamente foi decidida, em 2006,<br />

a fusão das áreas administrativas e comerciais<br />

destas duas empresas, dando<br />

lugar à RETA & SOCAR, momento


29<br />

que foi aproveitado também para abrir<br />

o primeiro CAT - Centro de Assistência<br />

Técnica multiserviços.<br />

O crescimento da atividade e a necessidade<br />

de agregar mais serviços, de modo<br />

a satisfazer sobretudo as necessidades da<br />

sua vasta carteira de clientes, em 2010<br />

dá-se uma numa alteração na empresa,<br />

com o “nascimento” da RETA – Serviços<br />

Técnicos & Rent-A-Cargo, S.A., com um<br />

conceito único e global de soluções para<br />

equipamentos de transportes, através do<br />

CAT (Centro de Assistência Técnica) no<br />

Carregado.<br />

Como as necessidades da empresa e do<br />

grupo onde está inserida aumentaram,<br />

assim como dos clientes, existia o objetivo<br />

de poder disponibilizar, a norte, uma<br />

oferta semelhante àquela que existia, com<br />

sucesso, no Carregado. Foi assim, que<br />

no ano de 2015, a RETA “replicou” o<br />

seu conceito de negócio, passando a ter<br />

um segundo CAT. Dessa forma, a empresa<br />

passou a ter ainda mais capacidade<br />

de atender os mais de 1.200 clientes<br />

que tinha que, por estarem presentes em<br />

diversos pontos geográficos de Portugal,<br />

tinham agora a possibilidade de recorrer<br />

aos serviços da RETA de uma forma<br />

mais célere e rápida.<br />

Obviamente que o negócio de peças da<br />

RETA passou a ter outra capacidade de<br />

resposta para clientes, que a partir de<br />

2015 passaram a ser servidos pelas instalações<br />

do Carregado e de Vila Nova<br />

de Gaia.<br />

Ao longo de todo este percurso, e falando<br />

especificamente do negócio de<br />

peças da RETA, que é o objetivo desta<br />

entrevista a Silvestre Carvalho, Diretor<br />

de Desenvolvimento & Processos, houve<br />

importantes desenvolvimentos (por<br />

exemplo a associação ao Grupo Urvi,<br />

de Espanha), que permitem que hoje<br />

esta atividade tenha uma representação


30<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

P<br />

PERSONALIDADE<br />

de quase 20% no negócio da empresa,<br />

sendo que uma parte seja para venda<br />

externa (em balcão ou através da equipa<br />

comercial).<br />

Sendo uma empresa com um longo<br />

percurso, como é que hoje caracteriza<br />

o negócio RETA?<br />

O negócio da RETA pode ser caracterizado<br />

por quatro valências que se complementam:<br />

o aluguer, a manutenção e<br />

reparação, a venda de veiculos e a venda<br />

de peças. Atuamos para o segmento do<br />

transporte rodoviário de mercadorias e<br />

de passageiros. A tipologia de veículos<br />

é constituida por camiões, tratores, semirreboques<br />

e autocarros. Trabalhamos<br />

para colocar no mercado as melhores soluções<br />

para os nossos clientes.<br />

Quais têm sido os principais marcos<br />

da evolução da RETA em Portugal?<br />

Temos uma longa história, já lá vão 47<br />

anos. Efetivamente, em 1973 iniciámos<br />

a atividade da manutenção e reparação,<br />

volvidos 16 anos, em 1989 trouxemos<br />

para Portugal o conceito de cortinas deslizantes<br />

para as caixas de carga e iniciámos<br />

o negócio do carroçamento de camiões<br />

e semirreboques, dois anos depois, em<br />

1991 iniciamos o negócio do aluguer,<br />

inicialemente de veículos comerciais ligeiras<br />

e mais tarde de veículos pesados.<br />

Do segmento do aluguer surgiu naturalmente<br />

o segmento da venda de veículos<br />

usados, posteriormente passamos à representação<br />

de marcas de semireboques<br />

e respetiva comercialização de veículos<br />

novos. Já mais recentemente iniciámos<br />

a comercialização de peças.<br />

Quais são os argumentos que a RETA<br />

considera atualmente como sendo diferenciadores<br />

na sua atividade neste<br />

mercado?<br />

Somos uma empresa criada e desenvolvida<br />

dentro de grupo cuja actividade<br />

principal é o transporte e a logística.<br />

Por tal facto, conhecemos bem as necessidades<br />

que os nossos clientes (os<br />

transportadores) têm e aquilo que mais<br />

valorizam. Partindo desta premissa, o<br />

que fazemos tem sempre pressuposto o<br />

acrescentar valor ao cliente, oferecer o<br />

que realmente ele precisa. Foi com este<br />

propósito que estruturámos e implementámos<br />

o conceito de CAT (Centros de<br />

Assistência Técnica), um no Carregado<br />

e outro em Gaia, cujo lema é “One Stop<br />

Shop”, onde os nossos clientes têm um<br />

conjunto alargado de serviços concentrados<br />

num único local. Esta concentração<br />

permite ao cliente fazer desde uma simples<br />

lavagem até uma reparação geral da<br />

sua viatura, ou ainda uma transformação<br />

da mesma, sem que tenha que fazer<br />

várias deslocações de fornecedor em<br />

fornecedor. E este modelo, multiserviço<br />

e multimarca, é algo que nos diferencia<br />

neste mercado.<br />

Uma das áreas de negócio da RETA é a<br />

comercialização de peças, tendo vindo<br />

a ganhar expressão nos últimos anos.<br />

Qual é a dimensão do negócio RETA,<br />

ao nível das peças?<br />

Podemos dizer que o negócio de peças,<br />

quer através da incorporação das peças<br />

nas reparações que fazemos nas nossas<br />

oficinas, quer através da venda directa<br />

a clientes, deverá este ano representar<br />

cerca de 20% da faturação da RETA.<br />

Desse total de peças, qual a representatividade<br />

do negócio de peças através<br />

da venda direta a clientes?<br />

Do total do negócio das peças na RETA,<br />

cerca de 65% é para as nossas oficinas<br />

e 35% para venda directa a clientes. A<br />

venda directa a clientes é um segmento<br />

que está a fazer o seu caminho, estamos<br />

a apostar neste segmento e pensamos<br />

que podemos ser um player relevante. O<br />

mercado precisa de mudanças e inovação.<br />

Quais as razões que levaram a RETA a<br />

desenvolver o negócio das peças dentro<br />

da sua estrutura?<br />

A razão de se implementar o negócio<br />

das peças foi o colocar à disposição dos<br />

nossos clientes um segmento que é essencial<br />

para a nossa oferta de manutenção<br />

e reparação. Temos uma estrutura de<br />

compras forte, procuramos bons fornecedores,<br />

e assim estamos em condições<br />

de disponibilizar esta valência ao mercado.<br />

Por outro lado, no segmento do<br />

semirreboque, temos o conhecimento<br />

e uma a oferta diferenciadora, uma vez


<strong>31</strong><br />

que somos especialistas nesta tipologia<br />

de veículos.<br />

Quais são os principais tipos de peças<br />

que a RETA comercializa (camiões, autocarros,<br />

semirreboques, etc.)?<br />

Procuramos sempre a solução para o<br />

cliente, sendo que nos consideramos<br />

ao nível das peças um especialista em<br />

semirreboques. Temos uma estrutura<br />

comercial que faz um acompanhamento<br />

personalizado dos clientes deste segmento,<br />

procurando apresentar sempre<br />

a melhor solução.<br />

Estamos a realizar<br />

uma forte aposta<br />

neste segmento<br />

(peças)<br />

De qualquer forma a oferta de peças<br />

é também extensível a peças para camiões,<br />

sistemas de frio, etc?<br />

Sim, apesar de sermos especialistas em<br />

semirreboques, a nossa oferta em manutenção<br />

e reparação é multisserviço<br />

e multimarca. Para darmos resposta a<br />

esta oferta a nossa área de peças tem de<br />

procurar constantemente no mercado as<br />

melhores soluções para toda a gama de<br />

serviços. Para além desta multiplicidade<br />

de peças que resultam do multisserviços,<br />

somos também multimarca, pelo<br />

que exponencia a diversidade de peças<br />

que trabalhamos. Chegados a este ponto,<br />

a nossa estratégia é colocar toda esta<br />

capacidade de procura e negociação ao<br />

serviços dos clientes que, não precisando<br />

das nossas oficinas, podem ser nossos<br />

clientes no segmento das peças.<br />

Este negócio de peças dentro da RETA<br />

é dinamizado por causa das oficinas<br />

que detém, ou o negócio de peças já<br />

tem a sua própria estratégia?<br />

Os dois canais são complementares e<br />

dinamizam-se reciprocamente, porque<br />

a estratégia principal é claramente servir<br />

o cliente quando e como ele precisa.<br />

O facto de termos oficinas permite<br />

perceber e apoiar melhor os clientes que<br />

queiram apenas comprar peças.<br />

Em 2016 tinham cerca de 4.300 referências<br />

em stock. Atualmente quantas<br />

têm?<br />

Entre os nossos armazéns de peças do<br />

Carregado e de Gaia temos actualmente<br />

à volta de 7.500 referências em stock permanente,<br />

sendo que a nossa capacidade<br />

de arranjar solução para o cliente quando<br />

não temos a peça em stock no momento<br />

é muito grande e bastante rápida.<br />

Atualmente a RETA está associada a<br />

uma central de compras, a URVI. O<br />

que é a URVI e qual a razão que levou<br />

a RETA a associar-se a esta entidade?<br />

A RETA é sócia da URVI já à vários<br />

anos e efectivamente essa associação é<br />

relevante na nossa estratégia ao nível das<br />

peças, isto porque, no mundo atual, a<br />

dimensão é essencial, quer no acesso a<br />

fabricantes de peças, quer na obtenção<br />

de preços competitivos. Ao associarmo-<br />

-nos à URVI ficámos claramente ambos<br />

a ganhar e em última análise os clientes<br />

da RETA também. Mas a nossa capacidade<br />

de comprar peças não se esgota<br />

na URVI, estamos sempre à procura<br />

de outras soluções sempre e quando os<br />

clientes precisam.<br />

O negócio de peças RETA foi alavancado<br />

pela sua associação a esta entidade?<br />

Em que medida?<br />

Claramente que sim. A URVI é uma<br />

central com vários sócios, que tem uma<br />

dimensão relevante e por tal pode aceder<br />

a diversos fabricantes de peças. Só<br />

acedendo aos fabricantes é possível desenvolver<br />

o negócio das peças. Podemos<br />

dizer que sem esta parceria dificilmente<br />

poderíamos estar neste negócio.<br />

Para além da URVI, que outros fornecedores<br />

tem a RETA ao nível das<br />

peças? As marcas de camiões e semirreboques?<br />

As marcas de peças?<br />

Somos representantes da Lecitrailer em<br />

Portugal e desta forma comercializamos


32<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

P<br />

PERSONALIDADE<br />

peças originais deste fabricante, somos<br />

serviço oficial da WABCO, das plataformas<br />

BAR, de fabricantes de eixos, e<br />

várias outras entidades que desta forma<br />

nos colocam como potenciais fornecedores<br />

de peças.<br />

A RETA distribui as peças Truckline<br />

(da URVI). Esta marca de peças, que<br />

tem uma gama muito extensa, é representativa<br />

na vossa atividade?<br />

Sem dúvida que as peças da marca<br />

Truckline by URVI são, quer pela sua<br />

elevada qualidade, quer pela sua ampla<br />

gama, representativas no nosso negócio<br />

de peças.<br />

No fundo a Truckline é uma marca<br />

“branca” da URVI. Como se pode definir<br />

em termos de qualidade as peças<br />

da Truckline? Quais são as linhas de<br />

produto da Truckline que mais comercializam?<br />

A aposta da Truckline foi colocar-se no<br />

segmento premium garantindo desta<br />

forma a qualidade dos seus produtos.<br />

Os produtos desta marca em nada ficam<br />

atrás das peças originais, naturalmente<br />

com preços mais competitivos. No universo<br />

da RETA, quer na nossa frota do<br />

aluguer, quer com alguns clientes já fizemos<br />

várias provas de qualidade e durabilidade<br />

dos produtos Truckline e os<br />

níveis atingidos foram muito satisfatórios.<br />

A gama de produtos tem vindo a<br />

crescer, e nesta altura a oferta atinge cerca<br />

de 1.800 referências. A gama é muito<br />

diversificada e como exemplo poderei<br />

citar os discos, tambores e pastilhas<br />

de travão, bombas de água, bombas de<br />

travão, material para iluminação, discos<br />

A nossa estratégia<br />

é colocar toda<br />

esta capacidade de<br />

procura e negociação<br />

ao serviços dos<br />

clientes<br />

de tacógrafo, filtros de cabine, depósitos,<br />

espelhos, baterias, escovas para limpa-vidros,<br />

lubrificantes, anticongelante,<br />

enfim uma panóplia muito alargada de<br />

produtos para os veículos industriais.<br />

Para além das peças, o que vos trouxe<br />

a associação a esta entidade?<br />

Trouxe-nos também acesso a sistemas<br />

de informação e a formações técnicas,<br />

hoje em dia muito importantes. Sendo<br />

a URVI uma associação de mais de 60<br />

sócios (todos espanhóis), o intercâmbio<br />

entre estes sócios permite a partilha de<br />

conhecimento e experiências que nos<br />

ajudam a melhorar os nossos processos<br />

e a nossa estratégia em geral.<br />

Como é que a RETA dinamiza o negócio<br />

de peças para os seus clientes?<br />

Tem vendedores no terreno? Através<br />

dos balcões de peças?<br />

A RETA acompanha os seus clientes, visitando-os<br />

com regularidade através dos<br />

comerciais das peças ou através dos seus<br />

vendedores de balcão que estão disponíveis<br />

a receber as chamadas dos clientes.<br />

Quanto pessoas estão diretamente envolvidas<br />

no negócio de peças da RETA?<br />

Temos uma equipa constituída por 11<br />

colaboradores integralmente dedicados a<br />

este negócio. Destes 11 colaboradores, 3<br />

desenvolvem acção comercial para venda<br />

a clientes directos e os restantes estão<br />

nas atividades de negociação e compra<br />

e atividades de suporte administrativo<br />

e operacional. Estamos a realizar uma<br />

forte aposta da RETA neste segmento.<br />

Qual a principal tipologia de clientes<br />

de peças da RETA? Transportadores<br />

com oficinas próprias? Oficinas independentes?<br />

Outros, quais?<br />

A RETA está principalmente posicionada<br />

para servir os transportadores, que são os<br />

seus clientes de sempre e para os quais<br />

a RETA tem o maior número possível<br />

de soluções.<br />

Qual é a opinião da RETA sobre o negócio<br />

de peças de pesados em Portugal?<br />

O que hoje faz a diferença neste setor?<br />

Este é um negócio, hoje em dia e cada<br />

vez mais nos últimos anos, altamente<br />

concorrencial, onde algumas vezes inclusive<br />

se fazem algumas “loucuras”.<br />

Numa economia de mercado o normal<br />

é haver operadores a mais, sabemos que<br />

se queremos ter este negócio com volumes<br />

significativos temos de dar um serviço<br />

com um nível elevado. E é nesse<br />

pressuposto que queremos prosseguir,<br />

o que a RETA sempre fez e continuará<br />

a fazer é claramente buscar as melhores<br />

soluções para os seus clientes quando e<br />

como eles precisarem.


www.posvenda.pt<br />

f facebook.com/revistaposvenda<br />

i linkdin.com/company/revista-pós-venda<br />

Revista Pós-Venda.<br />

Só para profissionais<br />

PARCEIROS NO <strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong>


34<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

Dossier<br />

D<br />

SEMIRREBOQUES<br />

Foco no serviço<br />

pós-venda<br />

O contexto económico devido à Covid-19 não impede os grandes<br />

players do setor dos semirreboques de apostarem no aumento da<br />

tecnologia dos produtos que comercializam e num serviço pósvenda<br />

cada vez mais dedicado ao cliente<br />

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO<br />

Os últimos anos têm mostrado<br />

uma aposta das empresas em<br />

renovarem as suas frotas, para<br />

usufruírem das novas tecnologias<br />

associadas aos semirreboques,<br />

que se adaptam cada vez melhor às<br />

necessidades dos transportes, e também<br />

para conseguirem uma maior redução dos<br />

custos de operação ao longo da vida útil do<br />

semirreboque. Aliado à tecnologia, está o<br />

foco crescente no serviço pós-venda, tanto<br />

na sua qualidade, como na capilaridade<br />

e rapidez, que tem vindo a ser um dos<br />

principais pontos em que as empresas


35<br />

Questões<br />

1 - Quais as marcas de semirreboques<br />

que comercializam em Portugal?<br />

2 - Quais as mais recentes novidades<br />

introduzidas pela vossa empresa no<br />

mercado ao nível dos semirreboques?<br />

3 - Quais são os principais pontos<br />

fortes ou aspetos diferenciadores da<br />

marca / marcas que representam ao<br />

nível dos semirreboques?<br />

4 - Têm oficinas de reparação / manutenção<br />

próprias? Quantos pontos de<br />

assistência têm em Portugal (próprios<br />

e agentes/parceiros)?<br />

5 - Qual a política de peças que é<br />

seguida pela marca, ao nível do pós-<br />

-venda de semirreboques?<br />

6 - Principais argumentos que têm ao<br />

nível do pós-venda de semirreboques.<br />

KRONE<br />

Keytrailer<br />

Pedro Santos<br />

www.keytrailer.pt<br />

1 - A Keytrailer comercializa em Portugal<br />

a marca de semirreboques Krone.<br />

2 - A Krone é uma empresa que tem<br />

tido sempre presente a inovação e a<br />

melhoria dos seus produtos. No âmbito<br />

das preocupações ambientais, a Krone<br />

desenvolveu um semirreboque frigorífico<br />

PUBLICIDADE<br />

se tentam diferenciar. “Este foi um ano<br />

totalmente atípico, com um início muito<br />

forte e depois a sofrer a partir do mês de<br />

março com o efeito do Covid-19 a penalizar<br />

grandemente as vendas, recuperando com<br />

ajuda de alguns setores específicos relacionados<br />

com a construção e distribuição<br />

alimentar”, afirma José Botelho, do Grupo<br />

ACXXI. Por sua vez, Pedro Santos, da<br />

Keytrailer, indica que “mais do que nunca,<br />

é impossível analisar o mercado em que nos<br />

inserimos. O que se verifica é que, tendo<br />

em vista o contexto, existe uma falta de<br />

confiança que contribui para inibir o investimento”.<br />

A <strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong><br />

falou com alguns dos maiores operadores<br />

deste setor que, apesar do momento incerto<br />

que o mercado vive, devido à pandemia,<br />

continuam a focar-se na qualidade dos<br />

produtos e no serviço pós-venda, para<br />

fidelizarem os seus clientes.


36<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

D<br />

SEMIRREBOQUES<br />

com recuperação de energia a partir da<br />

força de travagem, de modo a transferi-la<br />

para o motor de frio. Em conjunto com<br />

a empresa holandesa THT New cool,<br />

apresentou um motor de frio, inteiramente<br />

alimentado pela energia elétrica,<br />

sem recurso a um motor a combustão, o<br />

que permite um transporte de frio isento<br />

de CO2. No âmbito do semirreboque de<br />

lonas, a Krone apresentou um Profiliner<br />

redesenhado, continuando a otimizar o<br />

veículo ao nível da resistência e facilidade<br />

de utilização. O painel frontal e a sua<br />

ligação aos chassis foram reforçados,<br />

aumentando a segurança da carga. O<br />

piso também foi substancialmente otimizado,<br />

cumprindo com a norma EN283,<br />

resistindo a 8 toneladas por rodado de<br />

empilhador. Foi também concebido um<br />

para-choques com um formato que visa<br />

melhorar a segurança rodoviária. Um<br />

estudo realizado pelo Instituto Alemão<br />

de Acidentes Graves (GIDAS) descobriu<br />

que 60% das colisões entre ligeiros e<br />

pesados são mortais. O novo design<br />

permitirá reduzir em 78% a letalidade<br />

das colisões traseiras.<br />

3 – A marca apresenta vários pontos<br />

fortes: a qualidade de construção geral;<br />

a robustez do chassi e da carroçaria; a<br />

facilidade de manuseamento do teto de<br />

elevar; a tara.<br />

4 – Temos uma oficina que presta assistência<br />

e estamos a investir numa nova<br />

unidade, de modo a aumentar a capacidade<br />

de resposta. Fora da nossa área<br />

geográfica, temos vários parceiros que<br />

asseguram essa função.<br />

5 – Houve uma preocupação em integrar<br />

o produto com peças de marca própria,<br />

o que facilitou significativamente a identificação<br />

e aprovisionamento.<br />

6 – Antes de mais, o produto foi concebido<br />

para ter um nível de fiabilidade<br />

que não propicie tempos de paragem. No<br />

âmbito do pós-venda, fazemos tudo para<br />

garantir que o nosso stock em Portugal<br />

tenha capacidade suficiente para responder<br />

prontamente.<br />

SCHMITZ CARGOBULL<br />

José Botas e Bruno Lopes<br />

www.cargobull.com/pt<br />

1 – A Schmitz Cargobull tem sido líder<br />

de mercado em Portugal e na Europa nos<br />

últimos 20 anos, sendo de destacar em<br />

Portugal quotas de mercado globais de<br />

aproximadamente de 30%, em que no<br />

mercado relevante em que mais unidades<br />

comercializamos temos tido quotas de<br />

mercado nos semirreboques de lona de<br />

aproximadamente 30% e de frigoríficos<br />

de aproximadamente 50%, sendo estas<br />

tipologias as que representam, até á<br />

data, um maior volume de negócio para<br />

a Schmitz Cargobull. Não podemos<br />

deixar de referir outras tipologias onde<br />

temos estado presentes e com crescendo<br />

nos últimos anos, tal como os porta<br />

contentores ou as caixas fechadas rígidas<br />

para transporte de equipamentos<br />

de alto valor como sejam porta-fatos,<br />

tabaco, eletrodomésticos, entre outros,<br />

que representam um volume de mercado<br />

mais pequeno.<br />

2 – A Schmitz Cargobull tem-se pautado<br />

desde sempre por desenvolver e<br />

introduzir no mercado Europeu e em<br />

Portugal permanentemente novidades<br />

que sejam absolutas, sejam de melhorias<br />

de produtos já existentes para adaptá-los<br />

cada vez melhor às necessidades atuais<br />

e futuras da logística e dos transportes.<br />

As mais recentes são, por exemplo,<br />

uma versão otimizada do nosso S.CS<br />

Power Curtain, onde se destaca a total<br />

ausência de réguas laterais de alumínio<br />

para sujeição das cargas, com lona<br />

lateral reforçada com “Aramid”, um<br />

material com resistência semelhante ao<br />

kevlar, o qual além de funcionar como<br />

equipamento complementar de anti<br />

furto, permite que os semirreboques<br />

equipados com esta tecnologia estejam<br />

conforme várias certificações europeias<br />

de segurança de carga, como sejam a<br />

EN 12642 XL incluindo transporte de<br />

bebidas e a Daimler 9.5. Este tipo de<br />

equipamento é altamente recomendado<br />

para quem tem elevados ciclos diários de<br />

carga e descarga, como sejam a indústria<br />

automóvel, o transporte de bebidas e<br />

outros, demonstrando igualmente a<br />

sua versatilidade ao poder ser aplicada<br />

esta carroçaria em chassis para porta<br />

bobines, chassis aligeirado (X-Light),<br />

entre outras. O que determinou este<br />

desenvolvimento foi essencialmente a<br />

redução dos custos de operação ao longo<br />

da vida útil do semirreboque, ao ter menos<br />

equipamentos manipuláveis, ser mais<br />

segura para o operador com menores<br />

riscos de acidentes pessoais e ser mais<br />

rápida na operação de carga e descarga<br />

face a veículos sem esta tecnologia.<br />

Na área dos veículos com temperatura<br />

controlada, aqui também foram feitas<br />

consideráveis alterações com o nosso<br />

S.KO Cool Smart, a que chamamos<br />

de V7, desde o chão em alumínio de<br />

fabrico próprio com uma resistência e<br />

duração 35% superior, parede frontal<br />

com melhor isolamento térmico, novos<br />

batentes traseiros para melhor absorção<br />

de impactos nos cais, chassis modular<br />

para uma mais fácil reparação em caso<br />

de sinistro, novos difusores de ar para<br />

melhorar e otimizar o fluxo de ar dentro<br />

da caixa e isto sem esquecer um dos<br />

melhores coeficientes isotérmicos do<br />

mercado com um fator K= 0,33W/m2K.<br />

O nosso semirreboque frigorifico vem<br />

equipado originalmente com sistema<br />

telemático Schmitz Cargobull e pode ter<br />

certificação para transporte de produtos<br />

farmacêuticos (a pedido do cliente). Em<br />

conjunto com esta nova geração, foi<br />

igualmente introduzida a nova geração<br />

da nossa máquina de frio, S.CU V2,<br />

respeitando a diretiva sobre emissões de<br />

gases de efeito de estufa para máquinas<br />

industriais de Nivel V, utilizando um<br />

motor diesel common-rail, com niveis<br />

de consumo de menos 10%, face á anterior<br />

geração, menor nível de ruido,<br />

menor nível de vibrações, longos ciclos<br />

de descongelação, gestão de temperatura<br />

exata através de controlo muito preciso,<br />

longos períodos entre manutenções,<br />

entre outros. Com tudo isto pretende-se<br />

um otimizado custo de operação<br />

durante o ciclo de vida da unidade,<br />

TCO, (Total Cost of Ownership). Na<br />

reta final deste ano seria apresentado<br />

várias novidades para IAA, local onde<br />

normalmente são apresentadas as maiores<br />

e mais diferenciadoras melhorias. Na<br />

impossibilidade devido à pandemia que


38<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

D<br />

SEMIRREBOQUES<br />

se instalou, o grupo Schmitz Cargobull<br />

promoveu ações digitais tendo como<br />

nome os “Smart Trailer Days”. Esta ação<br />

era composta por várias publicações nos<br />

canais digitais mais variados, como redes<br />

sociais, website e também a possibilidade<br />

de fazer apresentações via plataformas<br />

online para os nossos clientes. Todos os<br />

liders de produto a nível internacional<br />

apresentaram em vídeos as inovações e o<br />

seu impacto para o cliente na sua gestão<br />

de frota diariamente. Deixo lhe um breve<br />

resumo das novidades apresentadas entre<br />

3 de setembro e <strong>31</strong> de Outubro: Para<br />

uma gestão eficiente no transporte digital<br />

- TrailerConnect telemática transforma<br />

o semirreboque Smart: Telemática agora<br />

standard no S.CS Smart, semirreboque<br />

lona; TrailerConnect CTU - a nova solução<br />

de telemática especialmente para<br />

lonas e furgões fechados; TrailerConnect<br />

Portal – para monitorizar a sua frota<br />

em tempo real; TrailerConnect Gestão<br />

de Pneus; TrailerConnect Controlo<br />

automatizado de fecho de porta; S.CS<br />

Curtainsider - Novo: A geração inteligente;<br />

O chassi calandrado, aparafusado<br />

e galvanizado, é agora um princípio<br />

consistente para todos os chassis, desde<br />

o novo semirreboque X-Light com peso<br />

otimizado até à versão heavy-duty com<br />

alta capacidade de carga. Apresentando<br />

uma garantia vitalícia contra corrosão<br />

em todas as peças de chassi galvanizadas;<br />

Forte e leve: O novo semirreboque<br />

X-Light, com uma tara a partir de 4.975<br />

kg, combina carga máxima com a robustez<br />

comprovada da Schmitz Cargobull.<br />

O chassi pode ser combinado com várias<br />

variantes de carroçaria, como Mega, Coil<br />

ou Paper; 100% Smart: todos os S.CS<br />

Lonas estão equipados com o nosso sistema<br />

de telemática CTU TrailerConnect<br />

de série. Dando total transparência á sua<br />

frota de semirreboques; Nova lona Power<br />

Curtain, totalmente certificada para o<br />

transporte de pneus e bens não estáveis.<br />

Semirreboque frigorífico Smart S.KO<br />

Cool: Frio e segurança: Novo sistema<br />

robusto de distribuição de ar otimiza o<br />

fluxo de ar no semirreboque. Para um<br />

arrefecimento eficiente e uniforme da<br />

carga; A nossa impressora de temperatura<br />

de última geração pode imprimir<br />

dados de temperatura atuais e históricos<br />

dos últimos 12 meses em 21 idiomas;<br />

Controlo automatizado de fecho de<br />

porta com uso de geofencing: Fecho<br />

e desbloqueio do sistema de fecho de<br />

porta TL3 sem esforço manual para um<br />

rápido desempenho para o motorista.<br />

Economiza tempo e aumenta a segurança;<br />

O S.KOe E-Trailer é perfeito para<br />

zonas de “emissão zero” nas cidades:<br />

A unidade de arrefecimento elétrico<br />

S.CUe usa energia do nosso novo eixo<br />

elétrico do semirreboque, o que significa<br />

que as emissões de NOx e CO2 são<br />

reduzidas a zero. Caixas isotérmicas:<br />

Nova geração de caixas isotérmicas para<br />

camião, M.KO/Z.KO caixa rígida sobre<br />

camião e reboques de lança fixa:<br />

Certificação ATP/ FRC para modelos<br />

M.KO Cool – com um design de caixa<br />

otimizado para um isolamento ainda<br />

melhor; Redução de peso para mais carga<br />

útil e melhores possibilidades de carga<br />

nas configurações de reboque com lança<br />

fixa; Máxima flexibilidade e desempenho<br />

de arrefecimento para operações Multi-<br />

Temperatura, com paredes de partição<br />

permitindo a divisão 1/3 e 2/3 do corpo;<br />

Nova proteção contra colisão lateral,<br />

proteção opcional do canto frontal.<br />

Veículos basculantes: peso para baixo -<br />

flexibilidade para cima: A nova geração<br />

de chassis dos semirreboques basculantes<br />

S.KI oferece até 180 kg a mais de carga<br />

útil com qualidade consistentemente alta<br />

e de melhor proteção contra a corrosão;<br />

De volta à gama: O Z.KI, reboque de<br />

eixos centrais, com caixa basculante<br />

recém-desenvolvido, oferece largura<br />

para paletes como padrão e aproximadamente<br />

60 kg a mais de carga útil; O<br />

Nosso M.KI caixa rígida basculante<br />

para camiões oferece agora isolamento<br />

térmico otimizado para a carga otimizada<br />

para o setor de construção de estradas.<br />

Universalmente aplicável: com 18 m3<br />

de capacidade. O M.KI é ideal para o<br />

transporte de pequenas quantidades<br />

de asfalto e materiais a granel. Serviços<br />

para o transporte diário - sempre com<br />

segurança na estrada: Entre os contratos<br />

de manutenção está o contrato<br />

de entrada ServiceTrailer, que cobre<br />

custos materiais e de mão de obra para<br />

manutenção e desgaste de componentes<br />

de eixo e travagem.<br />

3 – A Schmitz Cargobull iniciou o seu<br />

plano estratégico de diferenciação no<br />

mercado há mais de 20 anos. Objetivo:<br />

ser líder incontestado do mercado europeu<br />

em todas as tipologias de veiculos<br />

que desenvolve e fabrica. Esse plano<br />

incluía a ligação estreita com o cliente<br />

através do conhecimento profundo das<br />

necessidades da cadeia logística, em<br />

primeira mão das necessidades dos operadores<br />

logísticos, das evoluções tecnológicas<br />

emergentes e consequentemente<br />

das necessidades que daqui surgiam aos<br />

transportadores para satisfazer os seus<br />

clientes diretos. A isto acresce a ligação<br />

emocional entre o cliente e a marca,<br />

através da estrutura comercial. Com este<br />

plano estratégico em mente, desenvolveram-se<br />

produtos sempre inovadores,<br />

seja equipamentos, seja serviços de valor<br />

acrescentado, como a financeira da<br />

marca, a Cargobull Finance, o sistema<br />

Telemático para rastreamento e controlo<br />

de frota, os contratos de manutenção<br />

com tudo incluído, as peças de reposição<br />

originais Schmitz Cargobull, a rede de<br />

serviço pós venda e de 24H por toda<br />

a Europa, o parque de veículos usados<br />

disponível através de uma simples consulta<br />

pelo sitio de internet da Schmitz<br />

Cargobull e formaram-se equipas comerciais<br />

de grande valor e profissionalismo<br />

para acompanhar e aconselhar os<br />

clientes e parceiros na melhor decisão<br />

de investimento dentro do portefólio de<br />

produtos e serviços do grupo.<br />

4 – Nas nossas instalações temos uma<br />

oficina oficial da marca que dispõe de<br />

todos os serviços de manutenção e reparação<br />

especializada da própria marca,<br />

com enfoque especializado na mecânica<br />

geral do semirreboque, ferroplast<br />

(estruturas das caixas) e unidades de<br />

frio. Temos vários pontos de assistência<br />

em Portugal apoiados por parceiros de<br />

serviço, igualmente qualificados para<br />

poder satisfazer a necessidade do cliente<br />

com mais proximidade geográfica. Neste<br />

momento dispomos de nove parceiros<br />

de serviços, bem como quatro parceiros<br />

de serviço especializados em grupos de<br />

frio de norte a sul do país para providenciar<br />

um serviço de rápida eficácia e<br />

excelência.<br />

5 – É uma forte aposta da empresa nos<br />

serviços complementares e de pós-venda<br />

à compra do semirreboque ou manutenção<br />

do mesmo. Estamos focados<br />

em fornecer peças de reposição com o<br />

selo de qualidade Schmitz Cargobull,<br />

colocando-as nas instalações do cliente<br />

com rapidez, assegurando os tempos de<br />

curtos de paragem para manutenção dos<br />

equipamentos. A Schmitz Cargobull<br />

foca-se em ser um parceiro de negócio<br />

do cliente desde o aconselhamento do<br />

melhor produto para o cliente trabalhar,<br />

mas também em prolongar a vida<br />

do semirreboque, garantindo peças de<br />

reposição que irão de encontra a neces-


39<br />

sidade do cliente desde aquisição do seu<br />

equipamento até ao término da vida<br />

útil do mesmo.<br />

6 – Um dos elementos diferenciadores<br />

na tomada de decisão de compra por<br />

parte de um cliente está ligado não só<br />

à qualidade, mas também aos serviços<br />

prestados em pós-venda. A Schmitz<br />

Cargobull olha para esse fator como um<br />

ponto determinante para a satisfação do<br />

cliente, garantindo pontos de assistência<br />

não só em Portugal como em toda a<br />

Europa, sendo um ponto diferenciador<br />

na escolha da Schmitz Cargobull como<br />

parceiro de negócio. Os serviços de valor<br />

acrescentado são uma aposta clara<br />

do grupo na manutenção do cliente e<br />

satisfação do mesmo, permitindo prestar<br />

um serviço de pós-venda com igual<br />

qualidade aos equipamentos que comercializa.<br />

Podemos então concluir que o<br />

cliente ao escolher a Schmitz Cargobull<br />

como parceiro de negócio, escolhe um<br />

equipamento de qualidade, bem como<br />

um acompanhamento profissional para<br />

o seu equipamento.<br />

GALUCHO<br />

Nuno Gama Lobo<br />

http://galucho.pt<br />

1 – Tanto em Portugal como no estrangeiro,<br />

comercializamos exclusivamente<br />

os semirreboques produzidos por nós,<br />

e de marca Galucho.<br />

2 – Destaco um novo equipamento que<br />

foi produzido no decorrer do ano 2020<br />

para celebrar o centenário da empresa,<br />

que foi o Black Edition, que se trata de<br />

uma edição especial numerada e limitada<br />

do nosso produto de maior venda, que é<br />

o reboque basculante de 3 eixos, e que<br />

foi feita com uma qualidade de pintura<br />

e acabamentos ao nível da indústria<br />

automóvel. Foi uma série especial que<br />

vendemos uma quantidade muito limitada<br />

aos nossos clientes mais antigos, e<br />

que serviu para celebrar o centenário<br />

da Galucho que celebrou 100 anos em<br />

2020. Vamos ter bastantes novidades no<br />

ano de 2021, uma vez que decidimos<br />

não libertar estas novidades durante<br />

o ano de 2020 devido à conjuntura<br />

económica que vivemos, e essas novidades<br />

irão passar por uma nova gama de<br />

porta-máquinas e por uma nova gama<br />

de reboques basculantes ligeiros de 3<br />

eixos, esta mais focada para o mercado<br />

espanhol, assim como um re-styling<br />

aos nossos madeireiros. Serão estas as<br />

3 grandes novidades para 2021.<br />

3 – Os aspetos que diferenciam a


40<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

D<br />

SEMIRREBOQUES<br />

Galucho da restante oferta de mercado,<br />

são o facto de que a nossa marca construiu<br />

aquilo que é a base do seu sucesso<br />

e do seu nome com base na qualidade<br />

dos equipamentos e na sua robustez. O<br />

slogan do Centenário é inclusivamente<br />

“Máquinas para a vida” e demonstra bem<br />

aquilo que é grande parte da fama que<br />

os produtos Galucho têm, que é serem<br />

produtos robustos, duráveis, com muita<br />

qualidade e que permitem uma relação<br />

custo/qualidade muito acima da média<br />

daquilo que são os restantes operadores<br />

de mercado nacional.<br />

4 – Neste momento não temos ainda<br />

uma oficina de reparação própria, mas<br />

é algo que também vamos inaugurar no<br />

ano 2021. Será uma oficina na Galucho<br />

e que terá dois pontos de assistência, um<br />

na nossa fábrica de São João das Lampas<br />

e outro na nossa fábrica em Albergaria a<br />

Velha. Com estes dois pontos de assistência<br />

a nível nacional cobrimos tudo<br />

o que é a necessidade de assistência dos<br />

nossos clientes e inclusivamente temos<br />

um serviço de mobilidade que em caso<br />

de necessidade, ou pedido do cliente,<br />

podemos também ir às instalações do<br />

próprio fazer pequenas reparações.<br />

5 – A nossa política de peças e de pós-<br />

-venda é exatamente a mesma que temos<br />

na nossa política comercial. O nosso objetivo<br />

é ter produtos de elevada qualidade<br />

a um preço competitivo. É exatamente<br />

essa política que seguimos, também,<br />

no nosso negócio de peças para o setor<br />

dos transportes. Temos, não só as peças<br />

que fabricamos, componentes de fabrico<br />

próprio da Galucho, como também as<br />

outras peças de reposição e desgaste que<br />

utilizamos nos nossos equipamentos<br />

como os eixos, cilindros, entre outros,<br />

nos quais usamos fornecedores de 1.ª<br />

linha e que temos sempre disponíveis<br />

para venda ao público que necessite de<br />

poder adquirir peças de substituição<br />

ao desgaste dos nossos equipamentos.<br />

6 – Os principais argumentos que temos<br />

ao nível do pós-venda é acima de tudo<br />

uma qualidade de equipamentos que<br />

permite que a robustez e a durabilidade<br />

dos mesmos façam com que a sua vida<br />

útil não tenha grande necessidade de<br />

intervenção ao longo do tempo e não<br />

obstante essa ser a nossa política base,<br />

quando necessitamos de efetivamente<br />

intervir juntos dos clientes no pós-venda,<br />

temos uma disponibilidade e uma capacidade<br />

técnica acima da média no nosso<br />

mercado. Resumindo, a grande política<br />

de pós-venda e os principais argumentos<br />

que temos é a disponibilidade, a rapidez<br />

no serviço e também o facto de que os<br />

nossos equipamentos pela sua robustez e<br />

durabilidade serem projetados para não<br />

terem durante a sua vida útil uma grande<br />

necessidade de assistência por parte<br />

da Galucho, mas quando é necessário<br />

cá estamos disponíveis para podermos<br />

resolver todas as questões que forem<br />

necessárias juntos dos nossos clientes.<br />

FM5 / FLIEGL / SOR IBÉRICA<br />

Grupo ACXXI<br />

José Botelho<br />

www.acxxi.com<br />

1 – O Grupo ACXXI foi nomeado<br />

Distribuidor Oficial para Portugal da<br />

conceituada marca FM5. O Grupo<br />

ACXXI é o Importador Oficial para<br />

Portugal da marca Alemã Fliegl. O<br />

Grupo ACXXI foi nomeado Distribuidor<br />

Oficial para Portugal da SOR Iberica,<br />

prestigiada marca de Semirreboques e<br />

Reboques Frigoríficos.<br />

2 – A introdução no nosso mercado do<br />

conceito Euromodular tanto a nível da<br />

Sor Ibérica como da Fliegl. A consolidação<br />

da assistência a cisternas de Gás<br />

como de combustível. Acordo com a<br />

Wabco Transics na implementação e<br />

montagem de sistema de telemetria.<br />

Acordo com a Marca da Provia para<br />

fornecimento de material de desgaste.<br />

Gestão da manutenção e reparação por<br />

sistema remoto (Telemetria).<br />

3 – Os semirreboques da Fliegl são económicos,<br />

seguros e eficientes. A Fliegl<br />

garante reboques e semirreboques inovadores,<br />

robustos e duráveis que estabelecem<br />

novos padrões. A diferença em<br />

relação aos nossos concorrentes está no<br />

peso do mesmo, em alguns casos quase<br />

menos 900 kg que os restantes o que<br />

permite uma melhor otimização dos<br />

custos operacionais, e menos emissões<br />

de CO2 contribuindo, desta forma,<br />

para um melhor equilíbrio ambiental.<br />

Como especialistas em frigoríficos, desenvolvemos<br />

um chassis exclusivo para<br />

carroçarias SOR. Um chassis com os<br />

reforços e pontos de amarração que as<br />

nossas carroçarias exigem e uma tara<br />

ideal. Os motoristas destacam os nossos<br />

semirreboques pela sua resistência, robustez<br />

e manobrabilidade. O conjunto<br />

caixa + Chassis SOR oferece uma tara<br />

mais otimizada. Com a Sor temos, neste<br />

momento, o semirreboque mais leve do<br />

mercado, com chassis total embutido na<br />

caixa e com um dos melhores coeficientes<br />

isotérmicos. Produzimos cada unidade<br />

de acordo com as necessidades do cliente.<br />

Os semirreboques FM5 atendem aos<br />

mais rigorosos padrões de qualidade,<br />

eficiência e sustentabilidade. A diferença<br />

em relação à concorrência é que<br />

produzimos cada unidade conforme as<br />

necessidades do cliente, integrando os<br />

melhores equipamentos do mercado.<br />

4 – Sim temos cinco oficinas, localizadas<br />

em Turquel, Aveiro, Carregado, Porto<br />

e Sesimbra.<br />

5 – O objetivo é ter stock permanente<br />

disponível nas várias oficinas e praticar<br />

uma política de preços bastante competitivos.<br />

6 – Maior rede própria de Pós-venda em<br />

Portugal para semirreboques colocada<br />

em locais estratégicos. Somos oficina<br />

autorizada das principais marcas de<br />

equipamento para os semirreboques,-<br />

tal como SAF, BPW, JOST, Haldex,<br />

Knorr, Wabco, Transics e Provia. Mais<br />

de 25 técnicos qualificados dispersos<br />

pelo país só para assistência a semirreboques.<br />

Especialistas em vários tipos<br />

de equipamentos tais como cisternas<br />

de combustíveis e gás, sistemas EBS e<br />

todo tipo de eixos como carroçarias.<br />

Todos os tipos de soluções para manutenção<br />

e reparação de semirreboques.<br />

Gestão e monitorização por telemetria<br />

das avarias do semirreboque prevendo<br />

a manutenção. Serviço 24 Horas em<br />

todas as unidades.


A sua ferramenta de trabalho<br />

Produzido pela revista Pós-Venda<br />

2021/22<br />

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2021<br />

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anabela.machado@posvenda.pt<br />

Tel. 96 538 09 09<br />

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D<br />

SEMIRREBOQUES<br />

Feldbinder<br />

Eduardo de la Fuente<br />

www.feldbinder.com<br />

1 – Em Portugal comercializamos a<br />

marca Feldbinder, com o logo FFB.<br />

2 – A inovação é muito importante<br />

para o grupo Feldbinder. Recentemente,<br />

apresentámos a nova cisterna para cimento<br />

FFB EUT 35, ainda mais leve.<br />

Também introduzimos equipamentos<br />

de segurança para todas as unidades:<br />

cabo de segurança certificado, sistema<br />

anti-tombamento, inclinómetro, sensores<br />

de distância, etc.<br />

3 – A Feldbinder é a marca líder na<br />

Península Ibérica no sector das cisternas<br />

para produtos pulverulentos e destaca-se<br />

pela tara muito ligeira, pelo design otimizado<br />

para cada tipo de trabalho, pela<br />

qualidade dos acabamentos e pela vida<br />

útil da viatura. Depois de muitos anos,<br />

os veículos FFB mantêm um grande<br />

valor de mercado.<br />

4- Em Portugal, a FFB tem o serviço<br />

técnico oficial na Roques, com instalações<br />

em Santarém e Maia.<br />

5- O pós-venda é muito importante<br />

para a Feldbinder. Enviamos peças<br />

sobressalentes para toda a Península<br />

Ibérica a partir do armazém ibérico da<br />

Feldbinder em Madrid. Em 24 horas<br />

os nossos clientes podem receber a peça<br />

que precisam.<br />

6- O pós-venda para a Feldbinder é<br />

baseado em 3 pilares fundamentais: Bom<br />

atendimento ao cliente com suporte eficiente<br />

da fábrica na Alemanha; Serviço<br />

de envio de peças eficiente; Colaboração<br />

com fornecedores líderes que possuem a<br />

sua própria rede de manutenção (Wabco,<br />

Haldex, Jost, SAF, BPW, etc.).<br />

Que oportunidades/<br />

desafios existem neste<br />

setor, nos próximos anos?<br />

Pedro Santos<br />

KEYTRAILER<br />

“O desafio do setor, julgo, será<br />

transversal a todos os setores da<br />

economia, sobreviver a esta crise<br />

inédita. Oportunidades, nesta altura,<br />

lamento, mas não vejo”.<br />

José Botelho<br />

GRUPO ACXXI<br />

“O principal desafio é poder ter várias<br />

soluções com qualidade que se<br />

enquadrem nos diversos setores de<br />

atividade, tal como Transportes de<br />

mercadorias, distribuição alimentar,<br />

construção e agricultura. Em termos<br />

de oportunidade é poder completar<br />

o mercado com outras soluções<br />

diferentes das atuais como aluguer<br />

de curta ou longa duração para<br />

cerealíferos, Basculantes, piso móveis.<br />

Também poder complementar o pôs<br />

venda com a manutenção e reparação<br />

dos semirreboques, alargando o leque<br />

de oferta em relação aos serviços”.<br />

Eduardo de la Fuente<br />

FELDBINDER<br />

“Cada vez mais produtos são<br />

transportados em cisternas com<br />

descarga de pressão pneumática. A<br />

basculante é mais versátil, válida para<br />

todos os produtos e ideal para uma<br />

fácil lavagem. A plana é mais leve e é<br />

a melhor solução para otimizar a tara.<br />

Cada tipo de cisternas tem as suas<br />

vantagens para cada tipo de cliente.<br />

Em Portugal existe a necessidade<br />

de continuar a renovar a frota e os<br />

transportadores portugueses sabem<br />

com que tipo de cisterna podem<br />

aumentar a sua rentabilidade”.<br />

Que novas tecnologias<br />

serão incorporadas aos<br />

semirreboques no futuro?<br />

José Botelho<br />

GRUPO ACXXI<br />

“Um dos conceitos que irão ser


SERVIÇOS DEDICADOS<br />

AOS PROFISSIONAIS<br />

DO TRANSPORTE<br />

É responsável pela<br />

gestão de uma frota<br />

de pesados ou de<br />

ligeiros<br />

Viaja pela Europa<br />

e procura um<br />

dispositivo único<br />

para vários países<br />

Procura uma solução<br />

para poupar no<br />

combustível e outros<br />

tipos de despesas<br />

implementados ao nível do transportes<br />

serão as várias soluções Euromodulares<br />

como o Link trailer e o Duo-trailer, com<br />

a finalidade de reduzir as emissões de<br />

CO2 na ordem dos 30% e baixar os<br />

custos operacionais. Colocação de eixos<br />

com novos sistemas de direção auxiliar<br />

eletro-hidráulico. O eixo de reboque<br />

eletrificado, que recupera energia<br />

durante a travagem. Integração de<br />

sistemas de telemática para gerir todo<br />

o conceito”.<br />

Eduardo de la Fuente<br />

FELDBINDER<br />

“Atualmente, estamos a entregar<br />

veículos com tecnologia digital FFB<br />

SILO 4.0. É um sistema eletrónico que<br />

permite o acionamento digital através<br />

de uma exibição das diferentes funções<br />

da cisterna (carga, descarga, etc.).<br />

Também permite o controlo remoto<br />

do veículo desde as oficinas centrais<br />

(temperatura de descarga, pressão,<br />

possíveis avarias, etc.). Tudo para<br />

maior segurança, conforto, eficiência e<br />

rentabilidade do cliente”.<br />

Pretende recuperar o IVA e<br />

impostos sobre o gasóleo nos<br />

países da União Europeia<br />

Emprega trabalhadores ou<br />

motoristas destacados<br />

Precisa de uma gestão<br />

de frota e das suas<br />

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44<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

Mercado<br />

Camiões, Autocarros e VCL<br />

M<br />

Iveco fornece tratores S-Way NP à Arcese<br />

A<br />

Iveco entregou 20 novos tractores<br />

S-Way NP na versão GNL à<br />

italiana Arcese. Os veículos estão<br />

equipados com motores Cursor 13 de 460<br />

CVr, caixas de velocidades Hi-Tronix de<br />

12 relações, GPS preditivo e dois depósitos<br />

de GNL de 440 litros em ambos os<br />

lados. Possuem um sistema de utilização<br />

preditivo e tecnologia para reduzir o consumo<br />

de combustível e as emissões. Foram<br />

concebidos para funcionar com biometano,<br />

um combustível gerado a partir de<br />

fontes renováveis existentes. A autonomia<br />

é de 1600 km na versão com depósito de<br />

Toyota anuncia<br />

eletrificação da nova<br />

Proace City<br />

Após o anúncio dos furgões médios,<br />

Proace Van Electric e Proace Verso<br />

Electric para 2021, a Toyota irá adicionar<br />

também versões 100% elétricas ou<br />

BEV (Battery Electric Vehicle) da Proace<br />

City à sua gama de veículos comerciais.<br />

Esta versão estará disponível com uma<br />

bateria de iões de lítio de 50 kWh, fornecendo<br />

uma potência máxima de 136 cv,<br />

garantindo a circulação em zonas de baixas<br />

emissões. Todas as versões do PROACE<br />

CITY Electric serão equipadas de série<br />

com um carregador monofásico de 7,4<br />

kW e um opcional trifásico de 11 kW<br />

se for necessário um carregamento mais<br />

rápido. A gama irá oferecer duas versões<br />

uma compacta e outra mais longa, da<br />

versão van destinada a carga e Verso para<br />

passageiros indo ao encontro das necessidades<br />

do cliente empresa e particular.<br />

As primeiras entregas da Toyota Proace<br />

City Electric, em alguns países Europeus,<br />

será no outono de 2021. Em Portugal, a<br />

Proace City e Proace City Verso 100%<br />

elétricas estarão disponíveis no final do<br />

primeiro trimestre 2022.


45<br />

Volvo Trucks lança gama<br />

de camiões elétricos em 2021<br />

A<br />

Volvo Trucks irá disponibilizar<br />

uma gama completa de camiões<br />

com transmissão elétrica, começando<br />

na Europa, em 2021. A Volvo<br />

Trucks agora está a testar os camiões<br />

elétricos Volvo FH, Volvo FM e Volvo<br />

FMX, que terão um peso bruto de conjunto<br />

de até 44 toneladas e uma autonomia<br />

de até 300 km. A Volvo Trucks<br />

começou a fabricar o Volvo FL Electric<br />

e o Volvo FE Electric em 2019. Esses<br />

são camiões elétricos destinados à distribuição<br />

urbana e operações de recolha<br />

de lixo, principalmente na Europa. Na<br />

América do Norte, as vendas do Volvo<br />

VNR Electric, um camião para transporte<br />

regional, começaram em dezembro.<br />

A empresa pretende começar a vender<br />

camiões elétricos movidos a células de<br />

combustível de hidrogénio na segunda<br />

metade desta década. O objetivo da<br />

Volvo Trucks é que toda a sua linha de<br />

produtos esteja livre de combustíveis<br />

fósseis até 2040.<br />

540 litros. A Connectivity Box mantém<br />

o veículo conectado aos especialistas da<br />

Sala de Controlo da Iveco e os sistemas<br />

Ecofleet, Driving Style Evaluation e Driver<br />

Attention Support contribuem para a<br />

redução do Custo Total de Propriedade.<br />

O pós-venda é assegurado pela empresa<br />

Officine Brennero, concessionário Iveco..<br />

Renault apresenta novos Kangoo e Express<br />

A<br />

Renault apresentou os novos<br />

Kangoo e Express, disponíveis<br />

nas configurações de comercial<br />

ligeiro e de passageiros. Esta gama será<br />

comercializada a partir da primavera de<br />

2021. O Novo Kangoo Van vem equipado<br />

com Easy Side Access, para acesso<br />

mais fácil ao espaço de carga e com o Easy<br />

Inside Rack, uma prateleira amovível. O<br />

Novo Kangoo Van disponibiliza o sistema<br />

multimédia Easy Link e um conjunto<br />

de ajudas à condução: Permanent Rear<br />

View digital, Controle de Estabilidade de<br />

Atrelado e AEBS – Sistema de Travagem<br />

de Emergência Ativa. Estará disponível em<br />

dois comprimentos, com caixa manual e<br />

automática e versões Diesel, a gasolina e<br />

elétrica. A capacidade de carga útil varia<br />

entre os 3.3 e os 3.9 m³ na versão standard<br />

e entre os 4.2 e 4.9 m³ na versão longa. O<br />

Novo Express Van oferece uma capacidade<br />

de carga que varia entre os 3.3 e os 3.7<br />

m³. Integra o sistema multimédia Renault<br />

Easy Link e um conjunto de assistentes<br />

de condução: Sistema de Assistência à<br />

Visão Traseira, Rear View Assist, o Alerta<br />

de Ângulo Morto, Sensores de estacionamento<br />

atrás e à frente, Espelho de ângulo<br />

aumentado. O Novo Renault Express, na<br />

versão de passageiros, disponibiliza 5 lugares<br />

e uma grande capacidade de carga<br />

para utilização mista.


46<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

M<br />

CAMIÕES, AUTOCARROS E VCL<br />

Ford apresenta E-Transit<br />

A<br />

nova E-Transit chega aos clientes<br />

europeus no início de 2022. Com<br />

uma capacidade útil de bateria<br />

de 67 kWh, oferece uma autonomia<br />

estimada de até 350kms no ciclo combinado<br />

WLTP1. O motor elétrico tem<br />

uma potência máxima de 198kW (269<br />

PS) e 430 Nm de binário. Pode ser<br />

carregado tanto em AC como em carregamento<br />

DC rápido. O carregador de<br />

bordo de 11,3 kW do veículo é capaz<br />

de fornecer uma carga de 100% em até<br />

8,2 horas. Utilizando um carregador<br />

rápido DC de alta potência de até 115<br />

kW, a E-Transit pode recarregar a bateria<br />

de 15% a 80% em cerca de 34 minutos.<br />

Possui como opção a Pro Power<br />

Onboard, que permite transformar o<br />

veículo numa fonte de energia móvel.<br />

O FordPass Connect oferece conectividade<br />

para ajudar os clientes a gerir<br />

a eficiência da frota. Apresenta ainda<br />

Cruise Control adaptativo inteligente,<br />

Assistência Pré-Colisão, Sistema de<br />

Informação de Ponto Cego com Aviso<br />

e Ajuda de Mudança de Faixa e uma<br />

câmara de 360 graus com assistência de<br />

travagem em marcha-atrás. Na Europa,<br />

a Ford oferecerá uma escolha de 25<br />

configurações da E-Transit.<br />

MAN apresenta nova geração de caixas<br />

de velocidades EcoLife<br />

Iveco S-Way NP 460<br />

eleito Camião<br />

Sustentável<br />

do Ano 2021<br />

O Iveco S-Way NP 460, na sua<br />

versão GNL, foi eleito Camião<br />

Sustentável do Ano 2021 na<br />

categoria Tractor. O troféu foi criado<br />

pela revista italiana especializada<br />

“Vado e Torno”. Os vencedores são<br />

selecionados por um painel de jurados<br />

formado por jornalistas, com base no<br />

Índice de Sustentabilidade introduzido<br />

pela “Vado e Torno”. O Iveco S-Way<br />

NP conjuga as melhores referências<br />

da Iveco no campo da tração a gás<br />

natural. O design da cabine é centrado<br />

no motorista e todas as funções<br />

podem ser comandadas remotamente<br />

através da app MY IVECO EASY<br />

WAY. A cabine foi reforçada para<br />

garantir uma resistência mecânica<br />

em conformidade com as normas de<br />

colisão ECE R29.03. O eixo dianteiro<br />

foi alterado para reduzir as distâncias<br />

de travagem em 15%. A Connectivity<br />

Box possibilita uma série de recursos<br />

e novos serviços. Mantém o veículo<br />

constantemente conectado com<br />

os especialistas da Iveco na Sala<br />

de Controlo, onde o veículo é<br />

permanentemente monitorizado.<br />

Groupe PSA lança<br />

versões 100% elétricas<br />

da gama de furgões<br />

compactos<br />

A<br />

MAN apresentou a nova geração<br />

de caixas de velocidades automáticas<br />

EcoLife 2, para autocarros<br />

urbanos e interurbanos. A peça central<br />

da nova caixa de velocidades é a nova<br />

lógica de mudança de velocidades, que<br />

se destaca devido às suas características<br />

inteligentes. Graças ao controlador de<br />

software integrado na caixa de velocidades,<br />

o sistema de controlo da caixa<br />

de velocidades foi concebido para uma<br />

longa vida útil. Outro benefício é proporcionado<br />

pelo remodelado retardader<br />

com desempenho de desaceleração<br />

otimizado. A função EfficientRoll é<br />

outra nova característica da variante de<br />

autocarros EcoLife 2, para economia<br />

de combustível. Seguir-se-á uma versão<br />

EcoLife 2 do MAN Lion’s Coach,<br />

Neoplan Tourliner e Neoplan Cityliner.<br />

Após o lançamento, em 2020,<br />

das versões elétricas das gamas<br />

de furgões compactos e furgões<br />

pesados, as marcas do Groupe PSA,<br />

Peugeot, Citroën, Opel e Vauxhall, irão<br />

completar as ofertas em 2021 com<br />

versões 100% elétricas dos furgões<br />

compactos e das suas variantes de<br />

passageiros. Desde 2019 que todos<br />

os novos modelos lançados pelo<br />

Groupe PSA integram um motor 100%<br />

elétrico ou híbrido plug-in. Assente<br />

na plataforma eCMP, a cadeia de<br />

tração irá compor-se de: uma bateria<br />

elétrica de 50 KWh arrefecida a água,<br />

que permite até 100 kW de potência<br />

de recarga, um motor elétrico de 100<br />

kW/136 cv e um carregador integrado<br />

disponível em 2 níveis de potência (7,4<br />

kW monofásico e 11 kW trifásico).


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CARGLASS ® MOBILE TRUCKS<br />

A SUA FROTA<br />

NÃO PARA<br />

Vamos até onde<br />

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até ao local onde está o seu camião.<br />

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à assistência ao vidro do seu camião.<br />

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48<br />

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T<br />

CESVIMAP<br />

ADAS<br />

A tecnologia<br />

ADAS nos camiões<br />

Os Sistemas Avançados de Assistência à Condução (Advanced Driver Assistance Systems,<br />

ADAS) revelam um rápido crescimento entre os veículos. Qualquer marca que se preze inclui<br />

os mesmos como parte do equipamento de série. Os ADAS tornaram-se numa revolução em<br />

matéria de segurança ativa, contribuindo para a prevenção dos sinistros, evitando acidentes ou<br />

atenuando as consequências destes. E isto, não só nos ligeiros<br />

TEXTO ALBERTO BLANCO JIMÉNEZ<br />

Os sistemas ADAS reforçam<br />

a segurança dos veículos e<br />

interagem com o condutor,<br />

controlando o espaço envolvente<br />

para avisar de possíveis<br />

incidentes ou tomar decisões antes do ser<br />

humano, diminuindo assim o número<br />

e a gravidade dos mesmos. Mas não<br />

estão pensados apenas para os ocupantes<br />

do veículo, prestando também atenção<br />

aos restantes utilizadores da via, o que<br />

permite reduzir os acidentes com outros<br />

veículos ou com os peões e ciclistas.<br />

Implicam, então, uma redução do número<br />

de acidentes, considerando que a<br />

maioria ocorre devido a erro humano,<br />

resultante de distrações do condutor,<br />

juntamente com outros fatores (incumprimento<br />

da sinalização rodoviária, velocidade<br />

inadequada, fatores climáticos,<br />

condições da via, etc.). Assim, os sistemas<br />

de ajuda à condução pretendem ser os<br />

corretores dos erros, minimizando-os<br />

e, em função disso, reduzindo as con-<br />

sequências. Para isso, advertem o condutor<br />

com antecedência suficiente para<br />

que reaja perante um perigo, ou atuam<br />

por conta própria, antes que o acidente<br />

ocorra.<br />

Certos sistemas de ajuda à condução<br />

assumem maior relevância em determinados<br />

veículos, como nos autocarros, visto<br />

transportarem um grande número de passageiros,<br />

comparativamente aos camiões,<br />

que transportam apenas o condutor e a<br />

mercadoria (por muito valiosa que seja,


nunca se poderá equiparar a uma vida<br />

humana). Em ambos os casos, os ADAS<br />

têm a mesma responsabilidade em relação<br />

ao condutor e ao espaço envolvente.<br />

Os sistemas ADAS são especialmente<br />

desenvolvidos para proporcionar informação<br />

essencial, automatizar tarefas repetitivas,<br />

facilitar o processo de condução<br />

e tentar manter tanto o veículo como os<br />

respetivos passageiros afastados do perigo.<br />

Entre os mais conhecidos encontram-<br />

-se o sistema de manutenção de faixa,<br />

o controlo da velocidade de cruzeiro, o<br />

reconhecimento de sinais de trânsito, a<br />

deteção de peões, o alerta de cansaço do<br />

condutor, o controlo do ângulo morto,<br />

a travagem de emergência, a deteção de<br />

marcha-atrás, o controlo da pressão dos<br />

pneus, os alcoolímetros antiarranque,<br />

etc. Todos eles evitam ou diminuem as<br />

consequências dos acidentes.<br />

Câmara para sistema ADAS<br />

Partindo desta premissa, os camiões<br />

atuais estão cada vez mais equipados<br />

com estes sistemas, que aumentam significativamente<br />

a segurança ativa e que<br />

representam os primeiros passos para<br />

uma condução autónoma, tendência<br />

crescente para o futuro do transporte por<br />

estrada. Não garantem que o veículo se<br />

vai comportar ou parar como está previsto,<br />

mas continuam a ser indicados para a<br />

maioria das situações comprometedoras<br />

da condução diária.<br />

LONGO CURSO<br />

Outro fator a ter em conta é a tipologia<br />

dos veículos nos quais potenciar as funções<br />

de ajuda à condução. Nos camiões,<br />

sobretudo nos de longo curso, tornam-se<br />

imprescindíveis certos sistemas de ajuda<br />

para controlar, por exemplo, o cansaço<br />

do condutor e as distrações deste, assim<br />

como as situações que ocorrem no exterior<br />

do veículo, que acrescentam uma<br />

quantidade de variáveis muito impor-


50<br />

<strong>PÓS</strong>-<strong>VENDA</strong> <strong>PESADOS</strong> WWW.POS<strong>VENDA</strong>.PT DEZEMBRO 2020/JANEIRO 2021<br />

T<br />

CESVIMAP<br />

tantes. Garante-se assim, na medida do<br />

possível, a segurança dos ocupantes do<br />

veículo e de terceiros e bens que possam<br />

ser afetados num acidente.<br />

É por isso que um dos mais importantes,<br />

e que todos os fabricantes já instalam por<br />

lei, é o Alerta de Saída de Faixa (Lane<br />

Departure Warning), eleito como um<br />

dos ADAS imprescindíveis, ao controlar<br />

a marcha do veículo na devida faixa e,<br />

consequentemente, ao permitir a diminuição<br />

de acidentes provocados pela<br />

invasão da faixa contrária ou pela saída<br />

para a berma. Outra ajuda importantíssima<br />

e também obrigatória e exigida<br />

pela União Europeia para os camiões<br />

registados pela primeira vez, desde 1<br />

de novembro de 2015, é a Travagem<br />

Autónoma de Emergência (Autonomous<br />

Emergency Braking), sistema ativo de<br />

segurança para veículos pesados que está<br />

concebido para evitar e/ou mitigar uma<br />

possível colisão.<br />

PROPOSTA DE REGULAMENTO<br />

Embora as exigências normativas a nível<br />

de segurança ainda não sejam muito<br />

elevadas (os restantes sistemas ADAS<br />

não são, neste momento, obrigatórios),<br />

já existe uma Proposta de Regulamento,<br />

2019/0391, para isso. Um dos sistemas<br />

que, ainda não sendo obrigatório, na<br />

maioria dos fabricantes de veículos industriais<br />

já é montado, e que assume<br />

extrema importância tanto para os peões<br />

como para os ciclistas, é a advertência<br />

de pontos cegos (assistente de curva, de<br />

ângulo morto ou assistente de viragem),<br />

que vigia a zona direita do veículo, ao<br />

lado da cabeça tratora e do seu reboque,<br />

advertindo o condutor da presença de<br />

um obstáculo nessa zona.<br />

A diminuição de incidentes graças a<br />

estes sistemas de ajuda será progressiva,<br />

à medida que se vão integrando nos<br />

veículos, e poderão tornar-se populares<br />

consoante a sua eficácia no dia a dia, a<br />

sua fiabilidade e a potência de cálculo que<br />

permita que estes sistemas possam gerir<br />

mais rapidamente todas as suas funções.<br />

Até agora, as ajudas à condução melhoraram<br />

e reduziram as possibilidades de<br />

envolvimento em acidentes de trânsito,<br />

mas implicam um aumento notável dos<br />

custos, tanto do veículo novo como na<br />

sua reparação após um acidente, ao serem<br />

múltiplas as situações nas quais<br />

um camião se pode ver envolvido num<br />

sinistro na estrada e devido à localização<br />

de alguns dos seus componentes (radares,<br />

câmaras, sensores, etc.).<br />

assistência de mudança de faixa e para<br />

a assistência de estacionamento e reconhecimento<br />

de sinais de trânsito. Caso se<br />

substitua um para-brisas, será necessário<br />

desmontar as câmaras e voltar a montá-<br />

-las no para-brisas novo, o que implica<br />

também uma calibragem do sistema para<br />

assegurar que funciona corretamente e<br />

proporciona informações rigorosas. É um<br />

custo adicional à simples substituição do<br />

para-brisas e, portanto, a considerar na<br />

tramitação do sinistro. Todavia, há que<br />

ter em conta que este valor adicional<br />

aumenta a segurança dos ocupantes e<br />

compensa o aspeto económico.<br />

De qualquer forma, convém insistir no<br />

facto de estes sistemas de ajuda à condução<br />

não serem infalíveis, pelo que não se<br />

pode delegar neles toda a responsabilidade.<br />

Estão pensados para supervisionar<br />

a condução e não para nos substituir.<br />

Art. 10. Para serem homologados, os<br />

veículos industriais (categorias M2,<br />

M3, N2 e N3) devem integrar sistemas<br />

autónomos de travagem de emergência<br />

(AEB) e sistemas de advertência de<br />

saída de faixa (LDW), desde 1 de<br />

novembro de 2013, alargando-se<br />

a referida data a 1 de novembro de<br />

2015 para poderem ser matriculados<br />

e vendidos como novos na União<br />

Europeia, obrigatoriedade sobre a qual o<br />

referido Regulamento não se pronuncia<br />

em relação aos ligeiros (Regulamento<br />

661/2009).<br />

Localização do radar<br />

em diferentes fabricantes<br />

Monitor automático de ponto cego de Scania<br />

Basta apresentar como exemplo as câmaras<br />

dos sistemas ADAS, montadas<br />

no para-brisas e utilizadas para a travagem<br />

autónoma de emergência, para a<br />

Art. 9. Estabelecem-se os requisitos<br />

específicos para camiões e autocarros<br />

e, em particular, exige-se que estes<br />

veículos estejam equipados com um<br />

sistema de deteção e advertência para<br />

utilizadores vulneráveis da via pública,<br />

que se encontrem muito próximo das<br />

zonas dianteira e lateral do veículo e<br />

que se concebam e construam de forma<br />

a que seja melhorada a visibilidade dos<br />

utilizadores vulneráveis da via pública<br />

desde o banco do condutor. Proposta de<br />

Regulamento do Parlamento Europeu:<br />

COM (2018) 0286.


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PÁG. 8<br />

N.º30<br />

OUTUBRO / NOVEMBRO 2020<br />

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DESTAQUE<br />

A Neovalue é detentora de<br />

uma longa experiência na<br />

área ambiental ligada ao<br />

setor automóvel dispondo<br />

agora de uma oferta total<br />

Grossistas<br />

de pneus<br />

As empresas grossistas de pneus foram das que<br />

melhor resistiram ao impacto do Covid-19, estando<br />

um passo à frente na digitalização do negócio<br />

DOSSIER<br />

Toda a gente vende<br />

baterias no setor do pósvenda<br />

num mercado que<br />

está muito atomizado e<br />

carregado de marcas<br />

PERSONALIDADE<br />

A Indasa tem vindo<br />

a apostar num melhor<br />

acompanhamento dos<br />

clientes da repintura<br />

automóvel, numa estratégia<br />

explicada por Rafael Dias<br />

Lubrificantes<br />

e aditivos<br />

alemães<br />

DESTAQUE<br />

A Carglass lançou o serviço Mobile<br />

Trucks que permite a substituição<br />

do vidro e a calibração ADAS nas<br />

instalações da transportadora<br />

MERCADO<br />

A Auto Sueco apostou num serviço<br />

de limpeza de filtros de partículas que<br />

apresenta diversas vantagens para os<br />

seus clientes<br />

PERSONALIDADE<br />

Apesar de estar há mais anos na<br />

Recambios Barreiro, Paulo Castro fala<br />

dos 20 anos desta empresa de peças<br />

de camiões no nosso país<br />

Travagem<br />

São das peças de maior rotação no setor do pósvenda<br />

ligado aos pesados, com uma oferta para todas<br />

as necessidades e todas as bolsas<br />

N.º 2<br />

SETEMBRO 2020 - 2€ - TRIMESTRAL<br />

O MERCADO DE<br />

USADOS RECUPEROU<br />

RAPIDAMENTE<br />

Miguel Vassalo Autorola<br />

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O COMÉRCIO DE USADOS<br />

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