s284[online]

deptecnico



sumario

04 ENTREVISTA

A pandemia da covid-19 mudou o

Mundo que, para a enfrentar, tem

unido os governantes em temas

como a vacinação, confinamento

e apoios à economia. O trabalho

dos eurodeputados tem se

intensificado, conforme nos dá

conta a eurodeputada nascida na

Madeira, Sara Cerdas. A médica

especialista em saúde pública

foi distinguida em 2020 com o

prémio Eurodeputados do Ano

– “MEP Awards” na categoria de

Saúde.

07

08

Lugares de Cá

Levada do Rei

Madeira Natal 2020

12 Desporto

Franscisca Henriques e a

patinagem de velocidade

14

16

Em Análise...

Que 2021 nos traga uma nova

Cidadania!

17 Media

Campanha ‘DoceNatalCompreLocal’

19

Opinião Hélder Spínola

A luz e a sombra

Caprichos de Goes

Lugares de encontro

20 Saúde

Covid-19: tudo sobre a variante do

Reino Unido

21 Comportamento

A capacidade de memorização é

afetada pelos hábitos modernos

40

22

24

Madeira Aves

Marrequinha-comum e Perdizcomum

Cantinho da Poesia

‘Esperança’

25 Educação

Ano novo, Vida nova!

26 Finanças

Simulador de salário líquido de 2021

27 Nutrição

Uma vida mais ativa para este 2021

28

Viajar com Saber

Terras do Barroso

30 Beleza

Desintoxicar o organismo após os

excessos de natal

31

Image consulting

O que vestir em frente à câmara

34 Makeover

Um dia com... Cíntia Gouveia

36 Motores

38

40

Fashion Advisor

O inconfundível estilo francês

Marcas Icónicas

Pierre Cardin

41 Decoração

Cozinha, um espaço para criar

34

42

O novo código de estrada 44

Câmara Municipal do Funchal

Atribuição de bolsas universitárias

da CMFX

Previsões Astrologia 2021

Por Helena Sofia

47 Social

52

54

À mesa com...Fernando Olim

Estatuto Editorial

saber JANEIRO 2021

3


ENTREVISTA

Sara Cerdas

Dulcina Branco

Assessoria de Comunicação MEP Sara Cerdas

A saúde tem estado no centro da

agenda europeia e das tomadas

de decisão e, neste contexto,

tem intensificado o trabalho

dos eurodeputados, como o

da madeirense Sara Cerdas

e seus pares, nas respostas à

pandemia. A eurodeputada

madeirense, médica especialista

em saúde pública, foi distinguida

com o prémio Eurodeputados

do Ano – “MEP Awards” na

categoria de Saúde, tendo sido

a única portuguesa a receber

este prémio. O trabalho no

parlamento europeu e os

desafios trazidos pela pandemia

da covid-19 são tópicos desta

entrevista a que nos respondeu

a eurodeputada que cresceu

no Funchal, o que a leva a

acompanhar com mais afinco

todos os assuntos relacionados

com as Regiões Ultraperiféricas.

Sara Cerdas, de 31 anos, preside

ao Grupo de Trabalho em Saúde

do Parlamento Europeu e é Vice-

Presidente da Comissão Especial

de Combate ao Cancro.

Muito obrigada pela entrevista, Dr.ª Sara

e parabéns pelo ‘MEP Awards’ que lhe

foi atribuído em dezembro deste ano de

2020. O que representou para si esta distinção

e que influência poderá ter no seu

trabalho?

- Receber este prémio no meu primeiro ano

de mandato e de experiência a nível de vida

política ativa foi uma grande honra. É um

importante reconhecimento e um indicador

de que eu e a minha equipa estamos

no rumo certo. Os trabalhos no Parlamento

Europeu vão continuar com esse mesmo

brio e empenho. Tenho dedicado a minha

energia em trazer mais saúde para o primeiro

plano da agenda europeia com vista

a criar uma verdadeira União Europeia para

a Saúde. Tenho pautado o meu trabalho

4 saber JANEIRO 2021


Tenho dedicado a

minha energia em

trazer mais saúde

para o primeiro plano

da agenda europeia

com vista a criar uma

verdadeira União

Europeia para a Saúde

por trabalhar e responder às reais necessidades

dos madeirenses e portugueses com

projetos em diversas frentes. Regionalmente,

o ‘Concurso Europe Calling’, dedicado às

escolas do ensino secundário ou o Roteiro

‘Geração Madeira’, projetos estes que irão

ter continuidade. São a melhor forma que

tenho de garantir que aproximo as temáticas

europeias aos madeirenses e porto-

-santenses. É um trabalho de continuidade

e proximidade que visa envolver os madeirenses

na agenda europeia e no processo

de decisão, bem como colher no terreno as

suas preocupações para levar e trabalhar a

nível do Parlamento Europeu.

Como é que foi este primeiro ano, quase

dois anos, que tem de parlamento europeu?

- Conseguimos colocar a Saúde na agenda

política europeia. Desde que assumi funções

que tenho como missão desenvolver

um trabalho de cooperação que melhore o

quotidiano dos cidadãos europeus, salvaguardando

sempre os interesses de Portugal

e das Regiões Ultraperiféricas. Há muito

por fazer mas sinto-me honrada pelo trabalho

feito até ao momento. A saúde tem

estado no centro da agenda e do processo

de tomada de decisão. Fomos atingidos por

uma pandemia que expôs as fragilidades

de todos os sistemas de saúde mas a saúde

vai muito além da prestação de cuidados. O

meu trabalho no Parlamento Europeu tem

incidido na defesa de uma verdadeira União

Europeia da saúde, que defenda e salvaguarde

os interesses dos portugueses e de

todos os cidadãos europeus. Continuarei a

trabalhar para tornar a saúde uma prioridade

europeia e a lutar por uma verdadeira

União Europeia da saúde, que não deixe

ninguém para trás.

De que forma tem levado ao parlamento

europeu os problemas decorrentes da ultraperificidade

que caracterizam regiões

como a Madeira?

- Desde que assumi funções, em julho do

ano passado, que tenho como missão salvaguardar

os interesses de Portugal e das Regiões

Ultraperiféricas, com especial carinho

pela Madeira. No âmbito do próximo Quadro

Financeiro Plurianual tenho-me oposto,

por exemplo, a cortes na politica de coesão

- fundos que têm um papel vital na redução

das iniquidades económicas, sociais, no em-

saber JANEIRO 2021

5


prego e na acessibilidade a oportunidades, e

territoriais.

Como é que vê o projeto de vacinação

contra a covid-19?

- A União Europeia, num grande gesto de solidariedade,

iniciou o processo de aquisição

conjunta de vacinas, incorrendo no ónus da

aposta em algo ainda em desenvolvimento

mas, por outro lado, garantindo que os seus

450 milhões de cidadãos tivessem acesso

equitativo e rápido às vacinas, quando estas

se demonstraram eficazes e seguras – os

padrões de segurança foram assegurados

ao longo de todo o processo. A saúde na

região está regionalizada. Foram adquiridas

vacinas por parte do Serviço Nacional de

Saúde, que publicou a sua estratégia de distribuição.

Da parte regional, (artigo escrito a

9 de dezembro) o plano que foi aplicado na

região foi adaptado às suas especificidades.

Do ponto de vista técnico-científico, não diverge

do plano nacional.

Regiões como o norte e zona centro de

Portugal foram fustigadas pela pandemia.

Como é que o parlamento europeu

tem olhado para esta situação?

- Acho que, temos de continuar a apostar na

uniformização dos dados e na metodologia

de recolha de dados. Temos confiança nas

equipas de saúde pública portuguesas para

enfrentarem os surtos e reverterem as situações.

Na Madeira, as medidas implementadas

no Aeroporto da Madeira foram adequadas,

mas é importante ter em atenção

à possibilidade de falsos testes negativos e

ponderar uma monitorização nesse sentido.

As medidas implementadas servem como

um filtro na entrada das pessoas, detetando

pessoas que já têm uma carga virémica

detetável, ou seja, foram infectadas e o vírus

já se replicou vezes suficiente para ser

detetado pelo teste. O que acontece é que

nenhum teste é infalível e poderá haver casos

em que temos pessoas infectadas mas

a carga de vírus ainda não é detetável na altura

da chegada e poderão ser um foco de

infeção para os residentes. É essencial não

desleixar as medidas que as autoridades de

saúde recomendam e sempre que haja uma

suspeita de doença, isolar-se e usar a linha

telefónica de apoio.

Nunca é de mais alertar para medidas individuais

de proteção no contexto pandémico.

Qual é o seu conselho/alerta?

- Estamos cansados e ansiosos, algo que se

denota nos olhares por detrás das máscaras.

Ansiosos por regressar aos abraços e

afetos mas não podemos baixar os braços.

Devemos continuar com todas as medidas

recomendadas pelas autoridades de saúde

e compreender que este é um esforço comum

e que todos temos que fazer a nossa

parte. Esta é a nossa nova realidade e temos

de a respeitar. Caso contrário, arriscamos

um cenário assustador e ainda mais avassalador

que o primeiro surto. s

Devemos continuar

com todas as medidas

recomendadas pelas

autoridades de saúde

e compreender que

este é um esforço

comum e que todos

temos que fazer a

nossa parte

6 saber JANEIRO 2021


LUGARES DE CÁ

Levada do Rei

S

ão cerca de 3h30 minutos

que leva para percorrer

esta levada - um trilho

espetacular! - de 5,3 Km

que se localiza em São Jorge. A

Levada do Rei começa na Estação

de Tratamento de Águas

nas Quebradas em São Jorge e

finaliza no mesmo local, numa

altitude compreendida entre os

710m e os 530m. O trilho atravessa

uma zona florestal exótica

combinada com exemplares de

vegetação indígena. É possível

observar belas paisagens agrícolas

e panorâmicas de São

Jorge e Santana e a floresta natural

rica em biodiversidade do

interior da ilha da Madeira. A

abundância de água límpida é

determinante na existência da

vegetação abundante e diversa,

podendo ser observadas espécies

arbóreas como o Til (Ocotea

foetens), o Loureiro (Laurus novocanariensis),

o Vinhático (Persea

indica) e espécies animais

como o Bis-bis (Regulus ignicapillus

maderensis) e o Tentilhão

(Fringilla coelebs maderensis). O

Ribeiro Bonito é uma zona em

evidência no percurso desta

levada o qual oferece ainda ao

caminhante a possibilidade de

visitar o Moinho De Água de São

Jorge que, alimentado com as

águas da Levada do Rei, conta

já cerca de três séculos de história.

s

Dulcina Branco

Cícero Castro

visitmadeira.pt

saber JANEIRO 2021

7


MADEIRA NATAL

Madeira Natal 2020

O

Natal será sempre natal, e no ano em que a pandemia

da covid-19 trocou as voltas à existência humana, alguns

costumes e tradições da época, embora que muito condicionados,

trouxeram cor e beleza ao quotidiano nos países

em que se celebra o Natal. Na Madeira, a época natalícia teve o

fogo de artifício no grande espetáculo pirotécnico que fecha o ano,

decoração natalícia e iluminação nas praças e ruas das ilhas da Madeira

e Porto Santo, bem como os presépios, presentes e compras

que o espírito consumista também se intensifica mais nesta época

tão especial. O Natal faz parte da existência da humanidade desde

que, há dois mil anos, o Menino veio ao Mundo numa gruta em

Belém, acontecimento que continua hoje a celebrar-se e que nem

mesmo a pandemia atual apagou. Porque Natal é esperança, resiliência,

fé, confiança, bondade, compaixão, alegria, dádiva... E neste

tempo especial que está a pôr à prova as capacidades do ser humano

em superar-se, o Natal, naturalmente, tem que existir. Uma

vez mais. E sempre... Mostrando que é possível alcançar o futuro

ou tocar o céu, tal como o belo espetáculo de fogo de artifício que

no final de cada ano rebenta na baía do Funchal, lembrando que,

apesar do desaparecimento físico dos que já pereceram, a vida se

celebra nas memórias que cada um cá deixa, tal como o Menino

que, há dois mil anos nascia na gruta de Belém rodeado de amor

e oferendas. A vida é o que resta, e o Natal, que ciclicamente surge

na existência da Humanidade, celebra-a através de belas formas,

como os presépios, a luz nas ruas das noites escuras, os pinheiros

de natal nas casas, o fogo da ‘Festa’, as toalhas de Natal bordadas à

mão pelas bordadeiras madeirenses, entre tantas outras imagens

que as páginas desta edição dedicada ao Natal madeirense 2020

leva ao leitor, homenageando-o mas honrando especialmente a

memória dos que já nos deixaram, por que é graça a esses que

podemos celebrar tradições, costumes, histórias e narrativas próprias.

Então, revisitemos o Natal nestas páginas através das belas

imagens captadas em vários locais da ilha da Madeira pela objetiva

do fotógrafo Cícero Castro, uma vez mais, para as revistas Saber

Madeira e Fiesta!.

Dulcina Branco

O.L.C. (Cícero Castro)

8 saber janeiro 2021


saber janeiro 2021

9


10 saber janeiro 2021


saber janeiro 2021

11


desporto

FranciscA henriques

atleta

O meu sonho nesta

modalidade é ser campeã

mundial e também campeã

europeia

As rodas e a adrelina sempre

a fascinaram e com seis anos,

deu-se o ‘click’ para o que se

seguiria quando, no Funchal, se

deparou com um grupo de atletas

sobre rodas. E o que se seguiu

foi a prática apaixonada pela

patinagem de velocidade onde,

na juventude dos seus 13 anos, se

afirma como uma das melhores

atletas, com prémios nacionais

e internacionais no currículo.

Nascida no Funchal em março de

2007, estudante do 8.º ano, filha

única e um talento enorme quer

na vida, quer no no desporto,

damos a conhecer um pouco

de Francisca Henriques nesta

entrevista.

Como é que começou na modalidade de

patinagem de velocidade e o que a atrai,

ou gosta mais, nesta modalidade?

- Apaixonei-me por esta modalidade com 6

anos, em 2013. Estava na Pontinha a andar

de trotinete quando vejo três atletas a andarem

de patins e foi aí que me deslumbrei pelos

patins. Desde pequena que amava tudo

o que tivesse rodas. Comecei a andar de

mota muito nova com o meu pai. As rodas e

a adrenalina sempre me chamaram atenção.

Que momentos marcam a sua presença

na modalidade, em termos de provas e

prémios conquistados?

- O primeiro foi em 2016 em Lagos, no Terras

do Infante, onde me sagrei pela primeira

vez campeã internacional. O segundo momento

que me marcou nesta modalidade

foi em 2016, em França, na minha primeira

vez no torneio do 3 pistes em que me sagrei

campeã internacional. O terceiro momento

foi em 2018 em que me sagrei pela primeira

vez em campeã nacional. O quarto momento

que me marcou foi na minha primeira

chamada à seleção nacional, no Challenge

(um campeonato a nível europeu) em Oostende

em 2019 onde me sagrei vice-campeã

dos 300 metros c/r e fiquei em terceiro lugar

na prova de 5000 a eliminar.

O que a caracteriza enquanto patinadora?

- Caracterizo-me muito como determinada e

focada porque sei muito bem aquilo que quero

alcançar e como quero. Dedico-me a 100%

em tudo aquilo que faço. Desistir é uma palavra

que não faz parte da minha vida.

Como é que concilia o desporto, a escola

e a família?

- É desgastante porque tento ser boa aluna e,

ao mesmo tempo, boa atleta. Mas é mesmo

muito difícil de conciliar tudo, principalmente

quando é época de testes e competições.

Sou filha única e a grande paixão e orgulho

dos meus pais, tento sempre dar o meu máximo

para nunca os desiludir. De resto, tenho

de conciliar muitos bem os meus estudos

com o meu desporto, tentando sempre

ter tempo livre para descansar. Quando não

estou a estudar ou a treinar tento passar o

meu tempo com os meus pais ou com os

meus amigos.

Tem cuidados especiais?

- É mesmo muito importante ter uma boa

alimentação, beber muita água e comer

bem porque faz me sentir muito melhor fisicamente.

É uma modalidade onerosa?

- Sim, a patinagem é uma modalidade em

que obriga despender algum dinheiro para

obter o material necessário, para que consiga

competir ao mais alto nível.

O que gostaria de vir a concretizar na modalidade?

- O meu sonho nesta modalidade é ser

campeã mundial e também campeã euro-

12 saber JANEIRO 2021


peia, mas para isso preciso de continuar a

treinar. Acredito que os sonhos podem ser

concretizados com muito esforço, trabalho

e dedicação.

A patinagem de velocidade na Madeira

está a desenvolver-se?

- Esta modalidade comparada às outras não

é muito conhecida, mas tem vindo a crescer

cada vez mais e ainda bem. É sinal que tem

sito reconhecida e é sempre um orgulho ver

este desporto a crescer! A nível dos praticantes,

temos 240 federados com muitos

atletas com títulos nacionais e internacionais

e ainda um atleta com título de campeão

europeu.

O que diz a um jovem no sentido de o incentivar

a experimentar a patinagem de

velocidade?

- Digo que é experimentar a patinagem porque

é uma forma de pormos o nosso corpo

a mexer, de melhorar o equilíbrio e a destreza.

É uma modalidade que tem muitos feelings

à mistura, como por exemplo a adrenalina

e a emoção. É também uma forma de

libertar todos os problemas que temos na

cabeça e ainda podemos criar e enriquecer

o nosso conhecimento pelos países que passamos.

s

gentilmente cedidas por Francisca Henriques

saber JANEIRO 2021

13


em análise...

Francisco Gomes

Analista político

Que 2021

nos traga

uma nova

Cidadania!

E, nesse espírito, há todo

um 2021 que brota, mas que

também nos esmaga com

questões que não serão

prodigiosamente solucionadas

com o milagre da vacinação.

Cinco aspectos justificam

especial cuidado.

Carolina rodrigues

O

ano que fecha foi agressivo, forçando

muitos a refazer a vida,

a repensar a forma de estar no

mundo e a reencontrar maneiras

de por pão na mesa. Foi um ano que expôs

a nossa evidente - ainda que esquecida -

fragilidade perante um inimigo microscópico.

Foi um ano que nos deixou, a todos, à

procura de uma normalidade, num Portugal

e numa Madeira que, por si sós, são tão

pouco normais e que, em tantos aspectos,

deixam muito a desejar. Sendo estes dias

de Natal e de fim de ano épocas em que

se apela à celebração do amor fraterno, ao

renascimento da alma e à alegria de nos

perdermos nas memórias que são feitas

com quem está próximo ou naquelas que

carregamos com os sons, cheiros, sabores

e imagens da nossa infância, são também

tempo de necessária reflexão sobre o que

fica para trás e de preparação para os desafios

que nos confrontam nesta fase especialmente

inquietante do nosso percurso

colectivo. Porque esta nossa sociedade é o

inevitável reflexo das lideranças que escolhemos,

das políticas que elas promovem,

da confiança que fazem nascer ou que matam

e da esperança que nos inspiram ou

que nos roubam, parece-me essencial que,

à porta de um novo ano, coloquemos determinadas

perguntas: O que é que estão a

fazer de nós? O que é que nos estão a ensinar?

Que sociedade vai resultar do caminho

que temos vindo a trilhar, pautado por virtudes,

mas também por escolhas duvidosas

e prioridades trocadas? Porque ninguém

obriga ninguém a ser governante e porque

somos nós, cidadãos, que pagamos, temos,

então, todo o direito a sermos exigentes no

modo como somos liderados. A não aceitar

desculpas, nem desculpabilizações. A demandar

decisões fundamentadas na Ética,

na Moral e no Bom Senso. E, nesse espírito,

há todo um 2021 que brota, mas que

também nos esmaga com questões que

não serão prodigiosamente solucionadas

com o milagre da vacinação. Cinco aspectos

justificam especial cuidado. No campo da

Economia, o primeiro semestre do próximo

ano promete os impactos mais devastadores

desta crise, há muito vista como um

assunto meramente de Saúde, mas que,

como iremos perceber, é o maior pântano

económico das últimas gerações. Nem

o país, nem a Região, estão minimamente

preparados para lidar com o que aí vem em

termos de desemprego, falências, retoma

de casas por incumprimento, crédito mal

parado e aumento da pobreza, quer a real,

quer a envergonhada. Não é preciso muita

imaginação para prever os cenários e é irrisório

pensar que as medidas em vigor são

uma salvação, pois, como já perceberam os

empresários que criam emprego, os apoios

14 saber JANEIRO 2021


anunciados são autênticos monumentos

à customeira burocracia, que se perdem

nas exigidas certificações, declarações e

garantias pessoais. Na hora de ajudar com

rapidez e agilidade, os governos responderam

como quase sempre o fazem, isto é, na

base da desconfiança de tudo e de todos,

tal como se se estivessem a ver no espelho.

A juntar a isto, temos os problemas que já

existiam: Uma estrutura económica demasiado

dependente do Turismo porque não

tem investido suficientemente na sua diversificação,

licenciados que têm de emigrar,

jovens que não conseguem sair da casa dos

pais, contribuintes que pagam impostos,

mas, em troca, recebem Serviços Públicos

delapidados e com pouca dignidade na gestão

dos utentes, uma Justiça amarrada por

interesses, uma Banca corrompida e Transportes

falidos e a consumir fortunas do erário

público. Haverá resposta para tudo isto

em 2021? No campo do Turismo, aos problemas

conjunturais inevitáveis, juntam-se

os custos de um diálogo que, por nossa extrema

necessidade, tem de gerar melhores

frutos, não só com os operadores turísticos

e com as empresas transportadoras, mas

também com todos os agentes que potenciem

a emancipação da TAP e a diversificação

dos nossos mercados emissores. Sentimos

o peso destas correntes sempre que

as famílias têm de desembolsar autênticos

salários só para abraçar os seus universitários

nas épocas especiais. E, neste Natal,

sentimo-lo de forma particularmente nociva,

quando a histórica dependência do mercado

britânico esvaziou o comércio local de

vinte mil visitantes. Estas questões não são

de agora, mas cabe a quem hoje gere o sector

fazer diferente e melhor, algo que, aliás,

já foi prometido. Em 2021, será cumprido?.

No campo da Educação, apenas a qualidade

e a dedicação dos profissionais que trabalham

nas escolas escondem o facto de que

aquelas não são mais centros de aprendizagem,

mas também cantinas (onde tantos

alunos comem a única refeição equilibrada

do dia), centros de acção social (onde famílias

carenciadas recebem roupas e alimentos),

locais de apoio psicológico (onde

se lidam com traumas e medos), pontos de

ensino para a sexualidade (onde se alertam

para comportamentos precoces e de risco)

e até estações de polícia (onde se detectam

atitudes desviantes e ameaças ao

Bem Comum). A este excesso de funções e

expectativas junta-se a carência de pessoal

auxiliar, a diminuição no apoio financeiro, a

falta de recursos básicos e a ridícula carga

burocrática colocada sobre os professores,

transformado o que é transmitido dentro

da sala de aula em meras notas de rodapé.

Será que ainda não se percebeu porque

é que a classe docente está a envelhecer?

Ou porque é que as desistências estão a

aumentar? Ou porque é que a escola, salvo

alguns bons exemplos, está inabilitada para

preparar as gerações para mais do que a

mediocridade que abunda?. Será que, em

2021, vamos perceber melhor?. Na Saúde,

valem os enfermeiros e os médicos para

quem não há impossíveis. Há pior. Há menos

bom. Mas nunca há o nada. Nem que

seja a palavra de conforto. E é para lá que

caminhamos. No ano novo que tem de existir

para além da pandemia, será preciso explicar

o aumento de mortes não-Covid em

relação aos anos anteriores e as consultas

adiadas e os exames suspensos e as cirurgias

não realizadas. Dizer que o Sistema de

Saúde soube responder ao vírus é esconder

o facto de que todo o sistema foi orientado

para a luta contra a Covid-19, com desconsideração

por quase todas as outras patologias,

que ceifaram vidas desnecessariamente.

Certamente, há quem não esquiçará e

que procure respostas. Será que 2021 trará

essas respostas?. No Relacionamento com

a República, é óbvio que a voz da Madeira

em São Bento e em Belém é muito mais fraca

que foi outrora. Temos pago um elevado

custo por isso mesmo e o que o comprova

são as perdas de apoios, a falta de seriedade

com que somos tidos em matérias nevrálgicas

como o transporte aéreo e a quase-garantida

perda do Centro Internacional

de Negócios. Se nada for feito, continuaremos

a dar passos incorrigíveis na direcção

do estatuto de cidadãos de segunda categoria

e da condição de colónia esquecida

por uma Lisboa distante. É isso que muitos

querem e nós não temos feito o suficiente

para contrariá-los. Em 2021, teremos capacidade

para tal?. É certo que 2021 até poderá

trazer o fim de um bicho que acarretou

mortes. O que não apagará é o seu rasto

de falências, desemprego e desespero.

Para isso, precisaremos de elevar a fasquia,

mesmo que haja quem prefira nivelar por

baixo. Precisaremos de competência e de

reconhecer melhores propósitos, mesmo

que haja quem valorize a incompetência e a

inércia. Precisaremos de rigor, mérito, coragem

e lucidez, mesmo que haja quem opte

por controlar, impor, ditar e subestimar a

responsabilidade individual. Precisaremos,

enfim, de uma reforçada Cidadania que nos

liberte de quem não nos deixa ir mais além

e que faça de nós mais ambiciosos, mais

capazes de nos superarmos, mais autónomos

do Estado e da governação e mais aptos

para nos criarmos e nos reinventarmos.

Se não o fizermos, 2021 será apenas mais

um ano em que seremos reféns de todos

aqueles que, no Público e no Privado, poderiam

criar condições para que tudo isto

fosse muito diferente, mas que, no final do

dia, fazem muito pouco. Será que não merecemos

mais?. s

saber JANEIRO 2021

15


OPINIÃO

Hélder Spínola

Biólogo/Professor Universitário

A luz

e a sombra

A relação entre a luz e a sombra é

um excelente exemplo do quanto

a nossa forma de ver o mundo

tende a se simplificar ao ponto de

não enxergar mais do que uma

deturpação da realidade.

C

om extraordinária facilidade conseguimos

traçar fronteiras, seja entre

nós e os outros, entre o bem e o mal

ou o bonito e o feio. Calibramos e

compartimentamos. Classificamos e rotulamos.

Tudo organizado e arrumado à imagem

do que entendemos ser a forma como

o mundo se compõe. Mas nada deixa de ser

o que é, e como é, só pela influência do viés

do nosso entendimento. Na realidade tudo

continua a ser o que é, e como é, mesmo que

o ser humano o veja de outra forma. A realidade

pode estar muito para além dos nossos

olhos. A relação entre a luz e a sombra

é um excelente exemplo do quanto a nossa

forma de ver o mundo tende a se simplificar

ao ponto de não enxergar mais do que uma

deturpação da realidade. Tendemos a olhar

a dualidade luz/sombra como realidades

opostas, uma como a antítese da outra. Por

vezes conseguimos perceber que esta dualidade

faz parte da mesma moeda e, portanto,

mesmo em oposição, depende da mesma

realidade. Mas, mesmo assim, essa perceção

não deixa de manter o entendimento de que

a luz e a sombra se opõem e anulam, mantendo

longe a ideia de proximidade e interdependência.

Pensando um pouco sobre o

que é a sombra, e pegando na definição da

própria palavra, depressa tomamos consciência

de que se trata de um espaço em que

a luz está ausente, ou atenuada, pela interposição

de algo entre a fonte de iluminação e

um determinado local, definindo-se no contorno

daquilo que barra a passagem da luz.

Assim, a sombra não é a mera ausência de

luz numa determinada superfície. A sombra

é também o contorno, a forma, daquilo que

impede, por interposição, que uma determinada

superfície fique iluminada. Ou seja,

sem luz não há sombra. Sem luz tudo fica escuro

e nenhum contorno se define. A sombra

pressupõe a existência de luz, mesmo que

apenas (e não é nada pouco porque acaba

por ser tudo) exista para além da sua própria

delimitação. Por outro lado, a importância da

sombra para a manifestação da luz é muito

mais difícil de enquadrar. Ou talvez nem tanto,

até porque a luz só consegue evidenciar

em maior plenitude aquilo que ilumina à conta

da extensa palete de sombras e penumbras

que se formam na sua presença. Além

disso, o que são as cores senão sombras de

diferentes tonalidades resultantes da variabilidade

na capacidade dos materiais em absorver

ou refletir os diferentes comprimentos

de onda que compõem a luz branca?! Se a

sombra se constrói pela interposição de algo

que se coloca entre a fonte de luz e uma determinada

superfície, a cor resulta da capacidade

do material incidido pela luz selecionar

os comprimentos de onda (ou seja, as cores)

que serão refletidos até aos nossos olhos e

interpretados pelo nosso cérebro como determinada

coloração. Sem luz não há cor aos

nossos olhos e se os objetos absorvessem

toda a luz que os ilumina seriam negros e,

como tal, apenas sombras. Para os objetos

que apresentam uma determinada cor, na

prática, significa que transformam em sombra

(ausência de luz) todas as cores exceto

aquela que vemos, porque é refletida em vez

de ser absorvida. Vivemos num mundo de

luz e sombra em que, ao contrário das fronteiras

que idealizamos entre ambas, é a sua

mistura que melhor define a nossa realidade,

uma realidade que, mesmo assim, com uma

análise ainda mais profunda, não deixa de

ser apenas uma perceção muito simplificada

de algo ainda mais complexo. s

16 saber JANEIRO 2021


media

‘DoceNatalCompreLocal’:

os doces de natal preferidos dos portugueses

Na sequência da campanha

de sensibilização

do Facebook em

Portugal, ‘DoceNatal-

CompreLocal´ - campanha de

sensibilização para comprar

online e ajudar os negócios

locais, com especial enfoque

nas pastelarias portuguesas -

a rede social revelou os resultados

de um inquérito com o

objetivo de descobrir quais são

os doces de Natal preferidos

dos Portugueses. O inquérito

realizou-se entre os dias 9 e 15

de dezembro, em Portugal Continental

e Ilhas, com mais de 2

mil participações, sendo que, a

principal conclusão do inquérito

é que o Bolo Rei foi ‘rei’ neste

Natal. O tradicional bolo de

massa fofa, que combina frutas

cristalizadas com frutos secos,

não faltou na consoada dos

portugueses, representando

28% da preferência dos inquiridos.

O Bolo Rei liderou praticamente

todas as regiões de

Portugal. No entanto, há exceções:

na região de Lisboa os Sonhos

e o Bolo Rainha surgiram

em primeiro e segundo lugar,

enquanto nas Ilhas a preferência

foi para o Bolo de Mel da

Madeira e o Bolo de Natal dos

Açores. Houve tradições de doçaria

regional que continuaram

obrigatórias, como os Formigos,

no Norte, e o Morgado de

Amêndoa, no Algarve. Depois

do Bolo Rei, o doce favorito dos

portugueses são as Rabanadas

(20%), seguidas dos Sonhos

(11%), Bolo Rainha (8%) e Filhoses

(7%). Na zona Norte do país,

o Bolo Rei é destacadamente

o doce de Natal mais votado

(39%), seguido das inevitáveis

Rabanadas (21%). Nas ilhas da

Madeira e Açores, os doces típicos

de ambas as regiões são

os preferidos dos locais, com o

Bolo de Mel da Madeira em primeiro

lugar (43%), e o Bolo de

Natal dos Açores em segundo

lugar (25%). s

Teresa Gonçalves › teresa@corpcom.pt

www.corpcom.pt

O.L.C. (Cícero Castro)

saber JANEIRO 2021

17


CAPRICHOS DE GOES

Diogo goes

Professor do Ensino Superior e Curador

Lugares

de encontro

É tempo, de cada um de nós, com

a sua voz e intransigência, não

esmorecer na sua ação de defesa

dos direitos humanos e promover

uma “cultura de encontro” para

que não hajam mais muros (Goes

& Freitas, 2020) e para que as

praças sejam verdadeiros lugares

de encontro.

O

equívoco de que sociedades mais

ricas tornam-se mais felizes originou

o próprio fracasso do modelo

de desenvolvimento económico

dessas sociedades, uma vez que os graus

de satisfação e felicidade das pessoas não

estabelecem uma correlação entre o crescimento

económico e o aumento da felicidade

(Bauman, 2017). Ironicamente a história demonstra

que associado à alegada melhoria

das condições de vida nessas sociedades

está o aumento das desigualdades sociais,

originando por conseguinte o declínio dessas

sociedades (Bauman, 2017). A acumulação

de riqueza, ao invés de potenciar a

felicidade e universalizar as estruturas de

conforto, antes tem vindo a contribuir para

o acentuar das desigualdades e agravar os

fenómenos de violência. A história da desigualdade

é por isso, razão, causa e origem

da história da violência (Scheidel, 2017) e do

perpetuar das hegemonias vigentes. A nível

mundial, a desigualdade de rendimentos

absoluta atingiu novos máximos: no período

1988-2008 os rendimentos do 1% mais rico

aumentaram cerca de quarenta vezes mais

per capita (Scheidel, 2017). Neste período, o

mundo viu extremar, do ponto de vista ideológico,

um paradigma de desenvolvimento

neoliberal iniciado no pós-guerra, que veio

a revelar-se esgotado. Até ao seu declínio

com a crise financeira e económica de 2008,

este modelo não regulado, assente na especulação

financeira e imobiliária, foi responsável

pelo esvaziamento do Estado social e

pela recusa do “keynesianismo”. O colapso

das dívidas soberanas veio agravar as desigualdades

entre aqueles que mais detinham

e aqueles que pouco (ou nada) tinham. A

consecutiva privatização do setor público e

a recusa do intervencionismo do Estado na

economia contribuiu e acentuou o progressivo

aniquilamento do Estado social, deixando-o

exposto ao controlo da despesa, por

antítese ao investimento público. A falta de

solidariedade das potências económicas ocidentais

(do centro e norte europeu) em relação

às periferias, determinou e acentuou

a progressiva decadência do projeto político

europeu. A fragmentação política associada

ao fracasso das políticas neoliberais, levadas

ao extremo, além de acentuar as desigualdades

entre estados veio demonstrar

o progressivo esvaziamento das funções

sociais dos estados, nomeadamente na suborçamentação

dos sistemas de Saúde e

Segurança Social (Goes, 2020). É falacioso

o argumento da inevitabilidade histórica da

pobreza, quando na realidade todos somos

responsáveis pelas transformações sociais,

políticas e económicas que acontecem no

seio da nossa sociedade. Esta sociedade

global, em vésperas da ascensão de novos

totalitarismos, continua a impingir intencio-

18 saber JANEIRO 2021


nais equívocos - a inevitabilidade da pobreza

e que a felicidade resulta da acumulação de

riqueza - para justificar o insucesso de um

modelo de desenvolvimento que agrava as

desigualdades sociais, acentua a exclusão e

a violência e entroniza aqueles que do mérito

(e da ética) não dependem para obterem

sucessos. Esta nossa sociedade pós-histórica

(e pós-ideológica) escolheu olhar os indivíduos

como números, em vez de olhar a

humanidade das pessoas - providas de uma

mesma substância da Criação - determinando

o seu processo civilizacional. O processo

civilizacional (1939) de que fala Norbert Elias

(2006) consubstancia-se na eliminação da

agressividade e da violência como processo

de desenvolvimento humano e social (Bauman

& Leoncini, 2018). Os processos de não

identificação cultural com o lugar habitado

ou com a sociedade onde se inserem constituem

um mecanismo de exclusão social,

acentuando uma distrofia e um intencional

equívoco entre uma alegada superioridade

intelectual e moral. A pobreza, do ponto de

vista económico, estaria alegadamente relacionada

com uma “pobreza cultural’’, justificada

na imoralidade dos comportamentos

e hábitos sociais dos mais pobres (Cadela,

2007; Débord, 1997). O processo (des) civilizacional

(Elias, 2006) demonstra que as práticas

de identificação cultural e social, outrora

associadas a grupos excluídos de uma sociedade

com uma identidade cultural maioritária

e hegemónica, hoje assume a estratégia

de “ostentar uma estética da pobreza”, para

legitimar o modus vivendi neoliberal hiperconsumista.

A legitimação da violência volta

hoje a acontecer como entretenimento

de uma sociedade voyerista. Combater os

persistentes baixos níveis de escolaridade,

junto das classes mais desfavorecidas, junto

das comunidades de imigrantes e das

minorias étnicas nos países ocidentais - os

mais pobres das suas sociedades - (Scheidel,

2017) poderá desempenhar um importante

papel na inclusão social e na identificação

coletiva, como contribuir para a dotação de

novas competências que combatam o desemprego,

a pobreza e a violência. Eliminar

a violência passa, necessariamente, pela capacidade

da sociedade, enquanto coletivo,

redistribuir a riqueza e construir uma nova

herança cultural comum, que não submeta

a alteridade à hegemonia do dominador

sob o dominado. O Papa Francisco, numa

recente homilia pronunciando-se “contra a

hipocrisia” de alguns líderes políticos, denuncia

que “a solução para os pobres” não

passará por “políticas assistencialistas”,

comparando os discursos populistas de

hoje aos discursos totalitários do século XX

(Goes & Freitas, 2020). Inequivocamente, a

superação da violência, enquanto estratégia

de desenvolvimento, deverá apontar um caminho

para a paz, estabelecendo o diálogo

multilateral entre potências económicas, “o

perdão da dívida dos países mais pobres,

o levantamento das sanções económicas e

um cessar-fogo global”. Na sua mais recente

Encíclica “Fratelli Tutti” o Papa constata que,

infelizmente, “os direitos humanos não são

iguais para todos”. O respeito destes direitos

“é condição preliminar para o próprio

progresso económico e social de um país

(...) em favor do bem comum” (Francisco,

2020). Parafraseando o Papa, reaparece a

“cultura dos muros”, no coração e na terra,

impedindo o encontro com as outras pessoas.

“O bem, como aliás o amor, a justiça e

a solidariedade não se alcançam de uma vez

para sempre; hão de ser conquistados cada

dia” (Francisco, 2020). É tempo, de cada um

de nós, com a sua voz e intransigência, não

esmorecer na sua ação de defesa dos direitos

humanos e promover uma “cultura de

encontro” para que não hajam mais muros

(Goes & Freitas, 2020) e para que as praças

sejam verdadeiros lugares de encontro. s

Referências:

Bauman, Z. (2017). A Arte da Vida. Lisboa: Relógio

d’Água Editores

Bauman, Z. Leoncini, T. (2018). Nados líquidos -

Transformações do Terceiro Millennium. Lisboa:

Relógio d’Água Editores

Cadela, I. (2007). Sombras de ciudad. Arte y transformacíon

urbana en Nueva York, 1970-1990. Madrid:

Alianza

Débord, G. (1997). A sociedade do espetáculo. Rio de

Janeiro: Contraponto.

Elias, N. (2006). O Processo Civilizacional. Lisboa:

Dom Quixote

Francisco, (2020). Carta Encíclica Fratelli Tutti. Vaticano:

Libreria Editrice Vaticana

Goes, D. (2020, setembro 20) Se non è vero, è ben

trovato. Lisboa: Jornal Económico. Disponível em:

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/se-non-e-

-vero-e-ben-trovato-639062

Goes, D. & Freitas, L. (2020, novembro 24). O bem é

o caminho, o lugar de encontro é a praça. Lisboa:

Jornal Económico. Disponível em: https://jornale-

conomico.sapo.pt/noticias/o-bem-e-o-caminho-o-

-lugar-de-encontro-e-a-praca-667768

Scheidel, W. (2017). A violência e a história da desigualdade

- Da idade da pedra ao século XXI. Lisboa:

Edições 70.

Internet (Praça de São Pedro, Roma)

saber JANEIRO 2021

19


SAÚDE

Laura

Brum

Dra. Laura Brum

Virologista e Diretora Médica da SYNLAB Portugal

COVID-19:

tudo sobre a nova variante do Reino Unido

Quando tudo parecia estar a enveredar

por um novo rumo, com

a vacinação a trazer uma luz de

esperança, eis que o Sars-CoV-2

nos surpreende, demonstrando a sua resistência

e adaptabilidade ao meio, provando

que é forte, através de uma nova variante:

a Estirpe VUI-202012/01, identificada no

Reino Unido. O vírus sofre mutações desde

que surgiu; isto é, alterações genéticas, que

acumulando ocasionam variantes, como

a atual. Este processo provém de um mecanismo

natural inerente a todos os vírus,

pois à medida que circulam e sobrevivem

no meio, vão criando mecanismos de defesa

e adaptabilidade que os podem tornar

mais resistentes. No SARS-CoV-2 surgem,

em média, duas mutações por mês. No caso

desta variante, esta adaptação teve sucesso,

aumentando a sua taxa de contágio para 40

a 70% por cento. A maior transmissibilidade

está relacionada com mutações que ocorreram

na proteína spike (S) que o Coronavírus

utiliza para infetar as células humanas. A

spike localiza-se no exterior do vírus e, ao

ligar-se aos recetores das células humanas,

penetra e gera infeção. Esta mutação

facilita a adesão e penetração nas células,

tornando-a mais eficaz na sua propagação.

Apesar de ser mais transmissível, esta nova

variante não apresenta quadros clínicos de

maior gravidade nem taxas de mortalidade

mais elevadas, não havendo, por isso, motivos

para alarmismos. Mas deve ser efetuado

um maior reforço das medidas de proteção

já amplamente divulgadas: distanciamento

social, uso de máscara e higiene das mãos.

Se a disseminação do vírus é maior, os cuidados

devem ser redobrados. Nada aponta

para que a vacinação perca eficácia para

esta variante do SARS-CoV-2. O método de

deteção desta nova estirpe é igual ao que

se tem vindo a realizar até ao momento nos

laboratórios SYNLAB: através de testes de

diagnóstico RT-PCR à Covid-19. No momento

do diagnóstico, é possível aferir a existência

desta nova estirpe através da falha de deteção

do gene S, que codifica para a proteína

spike. Quando ocorre esta falha, conseguimos

perceber que o diagnóstico é positivo,

identificando-se esta estirpe. Em Portugal,

a variante VUI-202012/01 foi isolada, pelos

laboratórios SYNLAB, em passageiros no

controlo aeroportuário em Lisboa, Porto,

Algarve e Madeira. Para além de algumas

dezenas de casos de transmissão na comunidade,

pelo que chamamos a atenção para

a possibilidade de maior disseminação. s

20 saber JANEIRO 2021


comportamento

Dr. Fabiano de Abreu

Tatiana Henriques, Communication Consultant

Dr. Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu

Neurocientista, Neuropsicólogo, Psicólogo,

Psicanalista, Jornalista e Filósofo integrante

da Sociedade Portuguesa de Neurociências

(SPN), da Sociedade Brasileira de Neurociências

e Comportamento e da Federation of European

Neuroscience Societies

A capacidade

de memorização

é afetada

pelo hábitos

modernos

O

investigador e neurocientista luso-

-descendente Fabiano de Abreu

estudou o impacto das tecnologias,

do quotidiano e de maus-hábitos

na capacidade de armazenar e usar a memória

cerebral. As conclusões foram agora

publicadas no artigo "Técnicas para uma melhor

memorização: Levando em consideração

as nuances da personalidade". Fabiano de

Abreu explica que "temos um cérebro que

age, a priori, pela sobrevivência e recompensa.

Armazenamos memórias com base na

emoção para que possamos sobreviver e evoluir

melhor. Por essa razão, os traumas nunca

são esquecidos. No mínimo, ficam no nosso

inconsciente, na região mais primitiva do cérebro".

"Deste modo, o cérebro utiliza muita

energia para armazenar tudo o que precisa, e

tende a 'economizar' em alguns momentos,

para que possa usá-la em procedimentos instintivos",

afirma. O cérebro humano também

procura alcançar objetivos para aumentar a

produção de neurotransmissores que causam

sensações de prazer. "O mais comum é o

da felicidade e recompensa, como a dopamina.

Sem recompensa não há motivação, sem

motivação não teríamos meios para seguir

adiante e sobreviver", destaca. Com o advento

da tecnologia, sobretudo do uso constante

da internet, a capacidade de memorização

tem sofrido impactos, que, a longo prazo, podem

trazer consequências. Por isso, Fabiano

de Abreu alerta que "a sobrecarga de informações

dificulta a retenção de novas memórias.

Há excesso de distrações, que geram

ansiedade e estresse, o vício em dopamina e,

consequentemente, a disfunção nos mensageiros

químicos do cérebro". "Além disso, a

falta de leitura, o sedentarismo, os alimentos

industrializados, as drogas, maus-hábitos, o

uso excessivo da televisão ou o vício na dopamina

são uma forma de o cérebro pedir

conquistas mais imediatas, o que causa, além

de disfunções, desperdício do tempo que poderia

ser utilizado para aprofundarmos mais

nos conteúdos", afirma. Para amenizar os

efeitos nocivos que os maus-hábitos da vida

moderna podem causar ao cérebro, Fabiano

de Abreu salienta que é importante adotar

velhas medidas, sobretudo na infância, quando

o cérebro ainda está em desenvolvimento.

Estas são algumas das medidas apontadas: -

Dieta com alimentos que supram as nossas

necessidades básicas e que compensem as

faltas que sentimos. Por exemplo, se há falta

de atenção e pouca memorização, deve

ser reforçado o consumo de alimentos que

promovam uma melhor atenção e memória,

como os que contêm ómega 3, luteína, complexo

B, vitamina C e gorduras boas, como

azeite e frutos secos, chá, entre outros; - Dormir

8 horas por dia, e não de madrugada,

mas sim à noite; - Exercícios físicos matinais;

- Plasticidade cerebral com mudança de hábitos

rotineiros; - Uso da inteligência emocional

para definir, de forma consciente, comportamentos

que possam trazer uma melhor saúde

mental, assim como o controlo para uma

melhor atenção e memória mediante a ação.

Técnicas e ginásticas cerebrais são interessantes

para este processo. Ao reforçar as sinapses,

melhoramos a capacidade de fixação

nos engramas neuronais. No caso das crianças,

os pais e responsáveis podem incentivar

e promover uma cultura de conhecimento e

aprendizagem. Fabiano de Abreu refere que

tal pode ser feito ao "determinar o que os

filhos vão ver na internet e o tempo de consumo".

Além disso, as crianças precisam de

ter atividades lúdicas que promovam a psicomotricidade

para o desenvolvimento cognitivo.

Por isso, é importante "encontrar maneiras

e ferramentas para o conhecimento com

recompensas que incentivem este estilo de

educação. A cultura também se faz a partir da

observação e da cópia. Se os pais leem, se os

pais têm hábitos que sirvam de exemplo, os

filhos tendem a copiá-los". s

saber janeiro 2021

21


MADEIRA AVES

JOSÉ FRADE

Fotógrafo autoditata

José Frade nasceu há 53 anos no

concelho de Cascais. Trabalha

no sector automóvel mas foi

a sua paixão pela fotografia,

principalmente a fotografia de

natureza, que o fez aprofundar

os seus conhecimentos sobre

as aves e consequentemente

aderir ao grupo "Aves de Portugal

Continental", grupo esse criado

pelo Armando Caldas, mas, como

membro desde o primeiro dia,

foi convidado pelo fundador, em

conjunto com ele, administrar

o referido grupo, vendo aí uma

oportunidade para partilhar os

seus conhecimentos e incentivar as

pessoas à protecção da natureza.

Dulcina Branco

José Frade,

administrador do grupo “Aves de Portugal Continental”,

que gentilmente nos cede as fotos que ilustram

esta rubrica

O impacto do fogo

de artifício nas aves

Muito se discute sobre os malefícios

causados aos cães pelo

barulho dos fogos de artifício,

porém as aves também podem

ser afetadas de diversas maneiras com esse

barulho tão alto. O barulho dos fogos assusta

tanto as aves que faz elas com que voem

sem direção, apenas pelo fato de estarem

desesperadas. O instinto das aves faz com

que voem para longe e nesse momento de

desespero, podem magoar-se, colidindo na

gaiola, em galhos, vidros das janelas ou qualquer

outra coisa que esteja no seu caminho

no momento de ansiedade extrema. Encontramos

relatos de casos onde o excesso de

fogos resultou na morte de centenas de aves

de uma única vez, como aconteceu no início

de 2012, em uma pequena cidade do Arkansas,

EUA, onde centenas de Red-winged Blackbirds

(Agelaius phoeniceus) foram encontrados

mortos após o réveillon. Um grupo

de pesquisadores holandeses teve a ideia de

acompanhar os grandes deslocamentos de

aves no momento do réveillon, através de

um radar meteorológico, durante três anos

consecutivos. O que se viu foi assustador:

gansos que costumam voar a 100 metros de

altitude, logo após a meia-noite, voaram a

500 metros e por muitos quilômetros sem

nenhuma pausa para descanso, o que não

é característica dessas aves. Além disso, a

agitação desses grupos chegou a durar cerca

de 45 minutos. Não menos preocupante

é o efeito negativo que os fogos de artifício

podem ter sobre a reprodução e a manutenção

de algumas espécies de aves. No

momento de desespero, elas ficam tão apavoradas

que são capazes de abandonarem

seus ninhos, pensando apenas em voarem

para longe do barulho, deixando seus ovos

ou filhotes para trás e sem qualquer amparo.

Os filhotes, por sua vez, ficam agitados,

incomodados e sem a proteção dos pais. A

agitação pode fazer com que eles caiam dos

seus ninhos ou até mesmo derrubem toda a

estrutura. O efeito negativo pode interferir

até mesmo na sobrevivência de algumas espécies,

principalmente naquelas que vivem

próximas de áreas onde a queima de fogos

é mais comum. O fogo de artifício pode ser

um belo espetáculo para nós, porém pode

ser prejudicial não somente às aves e aos

cães, mas também a outras espécies de animais

como os peixes, que sofrem com os

efeitos das luzes dos fogos nas praias enquanto

se comemora a passagem de ano

Fonte: nutropica.com

22 saber JANEIRO 2021


Marrequinha-comum (Anas crecca)

Uma ave aquática da família Anatidae.

Invernante escassa no arquipélago.

É uma ave comum por toda a Europa.

Perdiz-comum (Alectoris rufa)

Ave da família Phasianidae. A espécie foi introduzida

nas ilhas da Madeira e Porto Santo,

tonando-se numa nidificante comum.

saber JANEIRO 2021

23


Cantinho da poesia

ESPERANÇA

Rosa Mendonça

Escritora

facebook.com/rosa.6823mendonca/

[rosa mendonça autora]

Pedras da calçada, gastas pelo tempo

Anunciam a dureza, umas vezes gélida

Outras vezes morna, do caminhar.

Meses, horas, dias desesperantes

Pensamentos vagueiam

Pendurados na esperança

Dilemas açoitam a verdadeira essência

Dores solitárias pelas ausências,

Sem despedimentos

Agoniam corações, frágeis em silêncio

Rostos apagados, dores teimosas

Cinzentos e acutilantes instantes

Rostos amargos

Presos em olhares vazios de tudo

Estranhos

Aos poucos, do alto, o sol lavra a terra

Mentes iluminadas, imparciais e imparáveis

Buscam equilíbrio, harmonia, cura

Dúbias informações levam ao medo, ansiedade, depressão

Lentamente, o sol aquece as almas

Escassos, mas tão esperados raios de sol

Planam andorinhas e gaivotas sobre o deslizar da água da ribeira

Crianças brincam com as sombras

Sorrisos inocentes estalam na rua

Traquinas e ávidas, compartilham sem pressa

Surgem ruídos de todo o lado, calmos

Da minha janela, (re)encontro o habitual estranho

Tropeço na vizinha a passear o cão, na caminhada matinal

O ardina na entrega do jornal matutino

Na esplanada, a mesa do costume, à minha espera

Conversas banais, amáveis, com lindas pessoas

s 8 janeiro de 2021

Saudades daquele tempo,

Nunca mais é igual

Reaprender com os novos tempos…

Que sejam polvilhados com rios de esperança

D.R.

24 saber janeiro 2021


EDUCAÇÃO

Raquel Lombardi

Coordenadora Erasmus+

Ano Novo,

Vida nova!

Como docentes, urge formarnos

em ferramentas digitais.

Apesar de estarmos em frente

ao computador horas infindáveis

(após o nosso trabalho presencial

na escola) torna-se necessário

compreender e incorporar a

linguagem virtual da Internet,

integrando esta tecnologia de

forma inovadora como fonte

de pesquisa e ferramenta de

trabalho, dentro e fora do recinto

escolar.

Raquel Lombardi

Olhei o ecrã do telemóvel, eram 23h50

de dezembro 2020, ou seja, faltavam

10 minutos para começar o novo

ano. Com 12 passas na mão, um

copo e uma garrafa de champanhe francês,

estava pronta a receber 2021. “Ano novo, vida

nova”. Desde criança que oiço esta frase. Comecei

a fazer o balanço do ano 2020, agradecendo

por ter vivido aquele ano com saúde e solidária

com quem tinha perdido alguém que amava.

Grata pela minha família, pelo meu trabalho,

pelos meus amigos. Não foi um ano fácil. Foi

um ano de muita aprendizagem e 365 dias (ou

quase) de extrema reflexão. Reflexão esta que

nos leva à mudança. Mudança de atitude, tanto

pessoal como profissional. Senti tanta falta de

um abraço, aquele que nos enche o coração e

apazigua a alma. Senti falta da multidão, das

festas e da confusão. Antes, fugia delas! Tenho

saudades de viajar, de explorar novas cidades

e culturas, de decidir à última hora e passar um

fim de semana em qualquer país da Europa.

Adoro a Europa, a sua cultura e as suas gentes.

Imaginar que uma pessoa que adora viajar

como eu, tem medo de andar de avião é algo

que não faz muito sentido mas é verdade! Mas

mesmo assim, estava sempre de malas à porta,

preparada para aquela viagem (mesmo sabendo

que no dia anterior não dormiria com tanta

ansiedade e rezaria o terço durante a descolagem

e aterragem do avião). A nível profissional,

a nossa visão hoje é muito mais tecnológica do

que em 2019. Como docentes, urge formar-nos

em ferramentas digitais. Apesar de estarmos

em frente ao computador horas infindáveis

(após o nosso trabalho presencial na escola)

torna-se necessário compreender e incorporar

a linguagem virtual da Internet, integrando esta

tecnologia de forma inovadora como fonte de

pesquisa e ferramenta de trabalho, dentro e

fora do recinto escolar. O ensino à distância é

uma realidade que não vai dar tréguas. Não é

possível construir um espaço de aula exclusivamente

através de meios digitais ou televisivos,

embora estes possam e devam estar à disposição

de professores e alunos, mas precisamos

de estar preparados para que em algum

período seja necessário este tipo de ensino à

distância, afim de evitar a propagação do vírus.

Tenho fé que o vírus não irá durar para sempre

mas também tenho consciência que não desaparecerá

tão rápido. Estou ciente que aulas

à distancia, principalmente com alunos tão jovens

ou com os alunos da educação inclusiva,

não é um ensino de qualidade, mas em caso

extremo, será uma forma de acompanhamento

ao aluno em contexto familiar. Porém, como

profissional, tenho plena consciência que neste

mundo globalizante e constante evolução

tecnológica é fundamental mais formação em

ferramentas informáticas. Neste sentido, a

Associação Cultural e de Solidariedade Social

Raquel Lombardi, coordena o projeto Erasmus

Nº2020-1-PT01-KA104-077710 intitulado “

Digital Tools for Adult Education”, com a missão

de formar de ferramentas informáticas (a

todos os que necessitem de atualizar os seus

conhecimentos nesta matéria) e aplicá-las no

seu dia à dia laboral. Os critérios de seleção serão

publicados na página Facebook do projeto:

https://www.facebook.com/Digital-Tools-for-

-Adult-education-104293724932099/?view_public_for=104293724932099

. Devido as restrições

do COVID 19, o curso está programado

para junho ou julho, de 2021, a realizar em

Espanha. A quem interessar, esteja atento à

página suprarreferida e ao regulamento de

participação. Senti as badaladas da meia noite.

Chegou o novo ano. Comi as passas e com elas

os meus mais sinceros desejos para este ano

2021. Feliz ano 2021 a todos vós, com muita

saúde, alegrias e união!. s

saber JANEIRO 2021

25


FINANÇAS

Simulador

de salário

líquido

de 2021

ODoutor Finanças, empresa especializada

em finanças pessoais e

familiares, lançou o simulador de

salário líquido 2021, ajudando as

famílias a perceberem quanto vão receber

por mês. Neste sentido, a empresa recomenda

aceder ao Simulador de Salário Líquido

2021 para sabermos como vai evoluir o

nosso ordenado. Rui Bairrada, CEO do Doutor

Finanças explica: “Depois de terem sido

publicadas as novas tabelas de retenção na

fonte, foi possível atualizar o simulador de

salário líquido, permitindo agora a que todos

nós possamos saber quanto vamos passar

a receber a partir de janeiro, sendo certo

que as famílias vão receber mais. Ainda

assim, é preciso salientar que os aumentos

serão pequenos, na maior parte dos casos.”.

Para os cálculos em 2021, as novas tabelas

de retenção de IRS vão trazer novidades

para o cálculo dos rendimentos, assistindo-

-se a uma redução das taxas, o que significa

que as famílias vão receber mais dinheiro

todos os meses, apesar de na maioria dos

casos, a diferença não ser expressiva. Em

média, vai sentir-se uma redução de 2% da

carga fiscal sobre os rendimentos. Ou seja,

os portugueses vão receber todos os meses

mais dinheiro: entre 0,69 euros e 7 euros,

para os escalões de rendimentos mais comuns.

Mas há mais alterações. O valor a

partir do qual os contribuintes vão passar

a descontar para o IRS é de 686 euros, aumentando

o número de famílias que não

fará estes descontos. Esta medida, significa

um aumento de 27 euros quando comparado

com o limite de 2020. Naturalmente que

estes valores são médios. Por isso, para que

cada um consiga calcular o valor final do seu

salário líquido, o Doutor Finanças lançou o

simulador de salário líquido de 2021. Assim,

cada pessoa pode fazer a sua simulação e

compará-la com o seu atual recibo de vencimento.

Para fazer os cálculos e obtermos o

valor do nosso ordenado líquido, devemos

saber indicar todas as rubricas que compõem

os nossos rendimentos. A primeira

coisa que temos de saber é qual é o nosso

salário base, mas também se temos outro

tipo de rendimentos: comissões, prémios

ou outros rendimentos extra. Estes valores

são importantes para saber exatamente

com quanto poderemos contar no final do

mês. Por outro lado, é preciso ter em consideração

os subsídios de Natal e de férias e a

forma como são pagos. Estes subsídios são

calculados com base no salário bruto base,

mas podem ser pagos a 100% num determinado

mês ou em duodécimos, por exemplo.

E, neste último caso, recebemos uma parte

todos os meses. É necessário considerar

ainda o subsídio de alimentação e a forma

como este é pago: se em cartão/ticket ou

se em remuneração. É que a forma (e o

montante) de pagamento pode influenciar

o valor de impostos que lhe é cobrado. Por

último, a composição do agregado familiar

também vai influenciar o valor do seu rendimento

líquido. O facto de se ser casado ou

de se viver em união de facto ou de ser solteiro,

de não ter dependentes ou ter, fará a

diferença na taxa de imposto que é aplicada

todos os meses. s

Dulcina Branco

Doutor Finanças

Susana Freitas

YoungNetwork Group Senior Communication Consultant

susanafreitas@youngnetworkgroup.com

26 saber JANEIRO 2021


NUTRIÇÃO

Alison Karina

de Jesus

Alison Karina de Jesus

Nutricionista (2874N)

facebook.com/nutricionalmentebem

instagram.com/nutricionalmentebem

info@nutricionalmentebem.com

https://nutricionalmentebem.com/

sapolifestyle

Uma vida mais ativa para este 2021

Uma excelente resolução para este

ano novo poderá ser a prática de

um estilo de vida mais saudável.

Afinal se não tivermos a saúde

em pleno, como iremos ter força para lutar

pelos nossos maiores sonhos? Tudo passa

pela prática de uma alimentação saudável

que consiste numa alimentação completa,

equilibrada e variada, ou seja, a alimentação

deve garantir o aporte de todos os nutrimentos,

nas quantidades necessárias e diversificar

o máximo possível a alimentação.

Como? Basta seguir a roda dos alimentos.

Do ponto de vista nutricional não existem

alimentos maus nem bons. O segredo é ingeri-los

nas quantidades certas, ou seja, as

que o seu corpo necessita para funcionar!

Todos os alimentos contêm nutrimentos,

mas os diferentes alimentos têm quantidades

diferentes dos vários nutrimentos, daí

a importância de diversificar a alimentação.

E qual é afinal o grande segredo para manter

um peso saudável? Simples, é equilibrar

a quantidade de energia que se ingere com

a quantidade de energia que se gasta!. Para

tal, é também importante praticar atividade

física uma vez que esta ajuda a regular

o apetite, o que permite alimentar-se adequadamente

conforme as suas reais necessidades

energéticas, dormir e até trabalhar

melhor. Para além disso, a prática regular de

atividade física ajuda a reduzir o risco de desenvolver

algumas doenças crónicas, como

as doenças do coração, hipertensão, diabetes

e osteoporose. E porque uma vida ativa

é essencial para se conseguir um bem-estar

não só físico mas também mental, deixo-lhe

8 dicas para praticar atividade física no seu

tempo livre ou mesmo em casa:

Que tal dar um passeio? Aproveite para fazer

caminhadas. Se preferir uma companhia

ou tiver um animal de estimação pode ser

uma boa altura para ambos darem um passeio

divertido.

Estacione o carro longe do local de trabalho.

Nas pequenas distâncias, vá a pé.

Se utiliza transportes públicos, saia uma estação

antes ou depois daquela em que costuma

sair.

Quando for às compras, tente ir a pé e várias

vezes por semana.

Porque não uma atividade desportiva? Se

gosta de natação, futebol ou outro desporto

informe-se na sua localidade e inscreva-se.

Assim pratique exercício físico numa atividade

que gosta.

Gosta de ouvir música? Pois oiça as suas

músicas favoritas e aproveite para dançar!

Assim pratica atividade física com divertimento!

Prefira as escadas, esqueça os elevadores!

Dedique menos de 2 horas por dia à televisão!

E quando estiver a ver televisão e precisar

de mudar de canal levante-se, deixe o

comando de lado.

São as pequenas mudanças que fazem grandes

diferenças! Lembre-se que uma pessoa

ativa sente-se melhor e mais saudável. A

mudança deve começar logo no 1º dia do

ano, pois ao ir adiando, é provável que não

seja alcançada e passe a ser uma resolução

para 2022, 2023 ou talvez 2030… Não deixe

para amanhã o que pode começar agora!

Desejo-lhe um excelente ano novo de 2020

repleto de novos desafios e conquistas!. s

saber JANEIRO 2021

27


viajar coM saber

ANTÓNIO CRUZ

AUTOR E VIAJANTE › antonio.cruz@abreu.pt

Terras do Barroso

1] Entrar em Covas do Barroso (agora tristemente conhecida por ser

por ali que a exploração de lítio se vai alojar) pelas 8h30 da manhã é

entrar numa bolha de silêncio e num processo de purificação da alma

e dos pulmões. O ar ainda está fresco. Os movimentos ainda estão

parados. Tenho a aldeia apenas para mim.

Por onde em tempos tinha andado mas sem a

capacidade, e o tempo merecido, para as poder

respirar e sentir. Aquelas pequenas aldeias onde

ainda é o carteiro que lê uma carta vinda de França

de parente emigrado. Onde a pressa é um conceito

desconhecido. Onde o ar magoa de puro quando

profundamente inspirado. Um conjunto de lugares

que embasbacam de simples, belos e tranquilos.

António cruz › António Cruz escreve de acordo com a antiga ortografia

1]

28 saber JANEIRO 2021


3]

2]

2] À semelhança da maioria das aldeias do Barroso, também

esta assenta a sua construção no granito, pedra robusta

e acolhedora, que sabe manter um equilíbrio de

temperaturas ao longo do ano. E uma ideia visual monocromática

que relaxa e predispõe aos sorrisos. E ao andarilhar

pelas ruelas sem relógio ou passos ruidosos. Tudo é

de uma imensa tranquilidade.

3] Existem por vezes sinais de vida que emprestam alguma cor

aos olhares. São o quotidiano e as intimidades penduradas num

varão, ou estendias numa corda que nos liga à vida de pessoas

que não conhecemos. Mas a cujas portas gostaríamos de bater

para conhecer quem vive lá dentro. E que estórias tem para contar.

Por agora sou apenas eu e a minha sombra.!

5]

4]

4] E quando voltamos à superfície, aquela de onde podemos olhar

tudo em nosso redor sem obstáculos ou preconceitos, é a imensidão

de um espaço altruísta e suave, ainda que montanhoso e sinuoso. É a

natureza a gritar por paz. A berrar perfeição e silêncio.

6] O empedrado que lhe dá o “toque” antigo. As ruas quase sempre

vazias. As sombras a demorarem-se nas fachadas. E um céu azul fantástico

para me receber em euforia e paz. E sempre um silêncio que me

limpa, que me acalma. Que me emociona.

5] Bostofrio é a aldeia que se segue a Covas. Pequenina, de população

que ronda a centena de habitantes. Já foi protagonista de

um documentário de Paulo Carneiro e não difere das restantes

aldeias graníticas do Barroso: pequenina, intimista, ternurenta,

sossegada, humilde. E linda de morrer.

7]

6]

7] A condição de viajar pro estes lugares, para mim, é nada perder.

É virar em cada caminho por mais suspeito que se possa apresentar.

É inalar cada gota de ar que me é oferecida. É atirar ao vento e

ao céu cada um dos meus sorrisos extasiados. E viver em permanente

apaixonamento.

saber JANEIRO 2021

29


BELEZA

Luísa

silva

luísa silva

964 885 153

Gabinete BeautyStudio by Luísa Silva

rua 31 de Janeiro nº 12E, 5º andar sala V, Funchal

Facebook › BeautyStudio by Luísa Silva

Instagram › @beautystudiols

Desintoxicar o organismo

após excessos de Natal

D

ias de Natal são dias de festa, de

receitas elaboradas, de doces e

salgados, de licores e bebidas açucaradas.

Os excessos cometidos

nesta época refletem-se depois no nosso

organismo. Uma gordurinha aqui e ali, uns

quilos a mais, uma alteração nos valores de

diabetes e colestrol e a longo prazo, problemas

metabólicos ou até mesmo de obesidade.

Janeiro é o mês do Detox. Purificar e

desintoxicar o organismo de todos pecados

e excessos de Natal para a continuação de

uma vida saudável. Fit Express é um protocolo

pensado para a época de “pós-festas”.

São apenas 6 sessões de tratamento

corporal intensivo em gabinete que vão

desintoxicar, moldar e mudar o seu corpo

de dentro para fora. As sessões são de

1 hora e 30 minutos, incluindo drenagem

manual e envolvimento corporal desintoxicante.

Este tratamento deve ser feito no

mais curto período de tempo possível de

modo a que os resultados sejam os melhores

possíveis. O protocolo Fit Express inclui

um kit de produtos Izabel de Paula para

uso doméstico e complemento do tratamento.

Deve também ser seguida uma dieta

à base de alimentos antioxiantes (beterrada,

frutos vermelhos), anti-inflamatórios

(couve, cebola, gengibre) e fibras saudáveis

saciantes (inclua aipo na sua alimentação).

No livro Barriga Fit de Izabel de Paula

encontra dicas de alimentação e nutrição;

de exercícios direcionados à zona abominal

e não só; de auto-massagens, “mezinhas”

caseiras e receitas completas que

podem servir de inspiração para cozinhados

mais saudáveis. Como complemento

a uma dieta detox equilibrada, o Dren Fit

Express é um drenante que vai ajudar a eliminar

toxinas e purificar o organismo. É

um depurador à base de extratos de plantas

como aipo, salsaparrilha e fumária com

propriedades anti-inflamatórias, diuréticas,

anti-oxidantes, promove a eliminação de

toxinas, combate a flatulência e protege o

fígado. A imagem reflete o antes de depois

das 6 sessões do programa Fit Express. A

mudança é possível!

Dica de sumo Detox: 2 fatias de ananás + 2

colheres de sopa de linhaça moída + sumo

de ½ limão + água q.b. + canela ou gengibre.

Ingerir ao pequeno almoço ou lanche

da tarde. s

30 saber janeiro 2021


IMAGE consulting

instagram.com/qvestir.marisafaria/

facebook.com/QvestirConsultoriaImagem/

www.q-vestir.com/

info@q-vestir.com

Marisa Faria

Consultora de Imagem

O que vestir

em frente

à câmara

D.R.

F

ace à situação que estamos a viver

do Covid 19, cada vez mais o online

é usado para substituir o presencial,

seja para vender produtos, para fazer

apresentações, para dar formação ou

para fazer reuniões. No entanto, e apesar

de estar afastada fisicamente não quer

dizer que não tenha que preocupar-se

com a sua apresentação, pois a sua aparência

continua a comunicar, mesmo por

detrás da câmara. Algumas pessoas até

desenvolvem um visual exclusivo para essas

ocasiões para que não tenham que

preocupar-se com o que vestir. Um exemplo

perfeito disso é o falecido Steve Jobs,

chefe da Apple. Ele sempre usava calças

de ganga e uma camisa preta. Esse era o

seu visual característico. Então, pergunte-

-se: como quero que as pessoas me vejam?

O que estou vestindo é apropriado para o

assunto que estou a abordar? O que estou

vestindo é apropriado para o meu público?

É confortável? Eu sinto-me confortável com

esta roupa? Existem cores que são mais

compatíveis com a câmara. Eu recomendo

cores sólidas ou padrões mais pequenos

em vez de padrões grandes ou multicoloridos,

para que a atenção das pessoas

esteja centrada em si e não na sua roupa.

Cores como azul, verde esmeralda, vermelho,

roxo, turquesa e amarelo são boas

opções. Ainda no que diz respeito aos padrões,

evite riscas de alto contraste pois

a camara pode criar um efeito desfocado

e estranho. Já os tecidos como o veludo,

a camurça e a seda absorvem toda a luz,

criando um efeito turvo, por isso também

não são os tecidos mais adequados. No

que diz respeito às modelagens, fuja das

roupas muito largas e quadradas, uma vez

que vai parecer maior do efetivamente é,

pois a câmara tende a aumentar. Opte por

peças que seguem o contorno do corpo, no

entanto, não muito apertadas. Mantenha

as roupas simples. Opte por linhas limpas,

cores sólidas, formas ajustadas. s

saber JANEIRO 2021

31


DICAS DE MODA

Lúcia Sousa

Fashion Designer Estilista › 914110291

WWW.luciasousa.com

FACEBOOK › LUCIA SOUSA-Fashion Designer estilista

Pedro M.A Faria - www.pedrofariaphotos.com

Manequim: Natacha Quintal (4affection agency)

UNDERWATER Macramé

Deep Blue. O azul do fundo do mar foi

a cor escolhida para este vestido inserido

no projecto inspirado no oceano.

Por estarmos numa ilha, o mar é uma

das nossas ‘mais-valias’. O vestido em 100%

seda verdadeira transmite delicadeza, cuja

transparência evidência o tom único de azul.

Este tecido tem um ligeiro padrão de algas e

ouriços. A arte do Macramé inspirada nas redes

dos pescadores apresenta-se nas costas e

no cinto do vestido. A compor o coordenado,

junta-se os originais brincos com desenho de

buzios feitos em Bordado Madeira. Para encomendas,

contacte-nos! s

32 saber janeiro 2021


saber janeiro 2021

33


MAKEOVER

Mary Correia de Carfora

Maquilhadora Profissional › Facebook Carfora Mary Makeup

Texto/Produção: Mary de Carfora

D.R.

Olá!. Nesta edição, apresento-vos um novo talento madeirense:

a Cíntia, uma menina simpática e amável que

abraça a maquilhagem como a sua principal profissão.

É ela quem conta a sua história. “Sou a Cíntia Gouveia,

tenho 31 anos, madeirense natural de Santa Cruz. Sou maquilhadora

profissional. O interesse pela maquilhagem sempre existiu. Desde

muito cedo que adoro pincéis e cores. A paixão pela maquilhagem

esteve adormecida durante alguns anos, até vir ao de cima para me

preencher ao nível profissional e pessoal. É como diz o ditado: “escolhe

um trabalho que amas e não vais ter de trabalhar na vida”. Sou

mãe três crianças (2 meninas e 1 menino). Pensando neles e naquilo

que mais amo, dedico-me agora a cem por cento hoje à maquilhagem.

O meu percurso profissional na maquilhagem apresenta

diversas formações profissionais, masterclass de skin pro e formação,

curso de formação de formadores (CCP), o que permite partilhar

com os outros o meu conhecimento. Mais recentemente, tenho

vindo a explorar a área de estética, realizando diversas formações

nesta área. Para saberem mais de mim, do meu percurso e do meu

trabalho, convido-vos a acompanhar as minhas redes sociais. Muito

obrigada.”. s

34 saber janeiro 2021


Um dia com...

Cintia Gouveia

saber janeiro 2021

35


MOTORES

Saiba

o que mudou

Novo Código

de Estrada

Entraram já em vigor, no início deste

mês de Janeiro, as novas alterações

ao código de estrada, que conhece assim,

com a aprovação do decreto de

lei 102-B/2020, medidas mais duras no que

às coimas diz respeito, tentando fazer do

condutor português um condutor exemplar

pela via da repressão, quando primeiro deveria

ser feito um intensivo trabalho educativo

e de sensibilização que tem notoriamente

faltado ao longo dos últimos anos. Com

esta alteração legislativa, transpõe-se para

Portugal a diretiva comunitária UE2020/612.

São relevantes as alterações realizadas, já

que se pretende reduzir as elevadas taxas

de sinistralidade, responsabilizando o condutor

mais pelo ato da condução. Assim,

passa a ser considerada uma infração grave

a utilização do telemóvel ao volante, passando

a ser punido com coimas de 250 a 1250

euros e perda de 3 pontos na carta de condução.

Esta alteração é fundamentada com

estudos científicos que equiparam a utilização

do telemóvel com a condução sob efeito

de álcool, igualando-se agora, desta forma,

o valor das coimas. Refira-se que, em 2019,

nas estradas portuguesas, 626 perderam

a vida e 2168 ficaram gravemente feridas,

sendo que a utilização do telemóvel surgem

como uma das principais causas para

a sinistralidade. O novo regulamento proíbe

também o aparcamento e pernoita de autocaravanas

fora de locais autorizados para o

efeito, tendo sido já atribuída competência

fiscalizadora à GNR, PSP, Polícia Marítima e

aos municípios para autuarem fora das vias

públicas e áreas protegidas em situações de

desrespeito a esta proibição. Tratores, máquinas

agrícolas ou florestais e industriais,

como veículos lentos que são, passam a ser

obrigados a instalar e utilizar erguidos os

arcos de proteção, normalmente conhecidos

como arco de Santo António, que terão

que ser homologados com a estrutura do

veiculo, sendo ainda obrigatória a utilização

do cinto de segurança e de outros dispositivos

de segurança que os veículos estejam

equipados, incluindo avisadores luminosos

especiais (rotativos de cor amarela). O incumprimento

dará origem a coimas entre

os 120 e os 600 euros. As trotinetes elétricas

passam a ser equiparadas a bicicletas quando

atingem uma velocidade máxima até 25

quilómetros por hora ou tenham uma potência

máxima contínua até 0,25 quilowatts.

Os utilizadores que atingirem velocidades

superiores a esses limites serão punidos

com coimas entre os 60 e os 300 euros, caso

circulem em desrespeito pelas respetivas

caraterísticas técnicas e regime de circulação.

Foi ainda clarificado no novo texto a

não obrigatoriedade do uso de capacete por

parte dos condutores e passageiros destes

veículos, embora seja sempre recomendada

a sua utilização. Na condução dos veículos

TVDE há também alterações a ter em conta,

já que, considerando que fazem transporte

remunerado de passageiros a partir de plataformas

eletrónicas, passam a estar sujeitos

a um regime especial que considera sob

influência de álcool a condução com taxas

iguais ou superiores a 0,20 gramas de álcool

por litro de sangue. A boa noticia passa mesmo

a ser a da desmaterialização de documentos

e processos, com a possibilidade de

uso de cartas de condução digitais através

da aplicação id.gov.pt, apesar de o reverso

da medalha permitir a notificação eletrónica

de processos contraordenacionais. A revisão

do Código de Estrada possibilitou ainda uma

concentração de todas as categorias de veículos

na carta de condução, eliminando-se

assim as licenças para condução de tratores

e máquinas. Ficam ainda dispensados, pelo

novo código, do levantamento dos autos de

contraordenação os condutores de veículos

em missão urgente de prestação de socorro

ou de interesse público. De qualquer forma,

é sempre recomendável uma leitura mais

atenta a esta nova alteração legislativa ou

procurar por alguma ação de formação de

atualização do Código de Estrada junto da

Delegação da Madeira da Prevenção Rodoviária

Portuguesa. s

Nélio Olim

Internet

36 saber janeiro 2021


saber janeiro 2021

37


FASHION ADVISOR

JORGE LUZ

www.facebook.com/jorgeluz83/

O inconfundível estilo francês

As peças na edição deste mês são de

uma marca francesa que se inspira

em padrões muito fortes e num

estilo Boho Chic muito particular.

Boho chic no seu esplendor. O estilo que as

senhoras apostaram para ficar. Nos dias que

correm, rara é a senhora que não tem uma

peça Boho Chic no seu vestuário. É um estilo

que se expressa por peças muito oversize,

isto é, muito largas - veste sempre acima

do seu tamanho habitual. São geralmente

padrões muito expressivos acompanhados

de aplicações que marcam ainda mais a diferença.

Conchas, lantejoulas, brilhos, moedas.

São tudo detalhes que acompanham e

servem de acessório a estas lindas peças de

vestuário. Será uma coleção de verão com

muita cor, como já é habitual, tecidos muito

frescos e esvoaçantes. Uma peça que vem

em força são os kaftans, neste caso muito

largos com padrões expressivos que aconselho

a usar com um jeans bem justo e uma

peça de cima bem básica para que o seu

kaftan brilhe por si. Esta será uma estação

muito identificada com a moda europeia.

Obrigado e até a próxima edição minhas

amigas. s

Jorge Luz

d.r.

38 saber janeiro 2021


saber janeiro 2021

39


MARCAS ICÓNICAS

O

riundo de uma família

pobre de agricultores

italianos que foram

à procura de melhor

vida em França, era um dos últimos

vultos da alta-costura europeia,

uma referência da moda

masculina e precursor do pronto-

-a-vestir moderno. Pierre Cardin

morreu no dia 29 de dezembro

de 2020, aos 98 anos, no hospital

americano de Neuilly-sur-Seine.

Pietro Costante Cardini começou

por estudar arquitectura mas

havia de singrar no mundo da

moda. Na adolescência, deu os

primeiros passos no ofício numa

alfaiataria em Saint-Étienne. Em

Paris, viria a trabalhar com Madame

Paquin - onde desenhou os figurinos

e as máscaras do filme A

Bela e a Fera (1946), de Jean Cocteau,

entre outros. Tornar-se-ia

chefe do atelier dos alfaiates de

Christian Dior. Após ter sido recusado

pela casa Balenciaga, em

1950 criava a marca com o seu

nome, Pierre Cardin, que transformaria

a alta-costura com as

suas silhuetas direitas e os seus

desenhos circulares, com formas

esculturais, novos tecidos, cores

vivas e peles falsas que, à época,

se tornaram motivo de escândalo.

Foi o primeiro criador de

moda a desenhar uma colecção

masculina, em 1960. Foi também

um dos primeiros a pensar

no conceito de moda unissexo,

assim como na própria ideia de

pronto-a-vestir. Fez uma primeira

colecção para mulher em 1959.

O seu trabalho ficaria marcado

pelas cores e pelos padrões pop.

“Eu era um dissidente, um provocador,

um aventureiro. Christian

Dior queria fazer os vestidos que

a sua mãe gostaria de usar, eu

queria explorar novos caminhos,

os do espaço, da ciência, do infinito.

Sempre tive a minha cabeça

no futuro, sempre criei para os

jovens”, cita-o o diário Le Figaro.

Não foi propriamente admirado

pelos seus pares, que o acusavam

de vulgarizar a alta-costura e

de desvalorizar o luxo. Em 1992,

quando foi eleito para a Academia

de Belas Artes, nenhum

outro designer à excepção de

Jean Paul Gaultier compareceu

à cerimónia. Desenhou figurinos

para teatro e guarda-roupas para

cinema, vestiu a alta sociedade

francesa, o jet set, mas também

celebridades, músicos (como os

Beatles) e actores. Mais do que a

democratização da moda, Pierre

Cardin anteviu a morte da alta-

-costura e, por isso, desenhava a

pensar em todo o tipo de clientes.

Aventurou-se fora da Europa, nomeadamente

no mercado chinês,

tendo imposto a sua marca ‘PC’

(Pierre Cardin) em linhas de mobiliário,

decoração, acessórios,

roupa de cama e de mesa, perfumes

e alimentação, tornando-se

assim uma marca global. Detinha

à data da sua morte mais de 850

licenças de produtos e 500 fábricas,

empregando cerca de 200

mil pessoas directa ou indirectamente

em todo o mundo. s

Dulcina Branco

Wikipédia e Internet

40 saber janeiro 2021


DECORAÇÃO

Cozinha, um espaço para criar

Uma das divisões mais importantes de uma casa é a cozinha,

espaço onde se passa muito tempo, se experimentam

novas receitas e se partilham bons momentos em família.

Para deixar fluir a inspiração e apurar ainda mais as receitas

lá de casa, os acessórios de cozinha são essenciais não só nas

suas funções, como também para dar uma nova vida ao espaço e

“reformar” os velhos utensílios. A pensar nisso, a La Redoute apresenta

uma coleção de acessórios de cozinha, desde loiças e talheres

com um toque de design, copos, base s, tabule iros, cháve nas, frascos,

pote s de conse rvação e ainda as famosas e úteis tábuas de

cozinha. Para todos os gostos e estilos decorativos, desde o mais

moderno ao mais romântico e campestre, escolha entre as peças de

cerâmica, inox, vidro, madeira, rotim e até porcelana. As opções são

mais que muitas. Dê uma nova vida à sua cozinha e boas receitas!. s

Tânia Tadeu (taniatadeu@taylor365.pt), Dora Sousa (dorasousa@redoute.pt) newsredoute.com/fotos

newsredoute.com/fotos

saber janeiro 2021

41


PUBLIREPORTAGEM

Departamento Comunicação e Imagem da Câmara Municipal do Funchal

Atribuição de bolsas universitárias da CMF

bate recordes em 2020/2021

A

Câmara Municipal do Funchal

recebeu, para o ano letivo

2020/2021, um total de 1990 candidaturas

para o programa de atribuição

de bolsas de estudo universitárias

aos estudantes do concelho. Trata-se do

maior volume de sempre de candidaturas,

num ano em que, fruto das condicionantes

causadas pela crise socioeconómica,

o Executivo liderado por Miguel Silva Gouveia

decidiu alargar a atribuição de bolsas

universitárias aos mestrados integrados

e às licenciaturas até 6 anos de duração.

Até agora, as bolsas eram dadas aos três

primeiros anos de formação superior. No

ano letivo 2018/2019, a Câmara Municipal

do Funchal apoiou 1217 estudantes, num

investimento que ascendeu a 781 mil euros,

ao passo que, no ano passado, foram

apoiados pela Autarquia 1478 estudantes

funchalenses, com o investimento a chegar

aos 925 mil euros. Miguel Silva Gouveia

destaca que “este ano letivo, será feito o

maior investimento de sempre da Câmara

Municipal do Funchal em bolsas de estudo

universitárias, representando o maior

número de famílias apoiadas até hoje.” A

Autarquia espera investir, em 2020/2021,

cerca de 1,2 milhões de euros no programa.

O Presidente acrescenta que “até 31

de dezembro do ano passado, a CMF procedeu

ao pagamento da 1ª tranche das bolsas

do Ensino Superior, para todas as candidaturas

que já haviam submetido toda a

documentação necessária e que estavam

devidamente validadas, o que foi também

uma ajuda importante para as famílias funchalenses

já durante o último Natal, numa

quadra mais difícil do que é habitual.”. O

maior número de candidaturas recebidas

pela Câmara Municipal do Funchal em

2020/2021 diz respeito ao primeiro ano

de Universidade, com 660 novos estudantes

funchalenses a passarem a beneficiar

deste apoio. Seguem-se os segundos anos

(556 candidaturas) e os terceiros anos (552

candidaturas). O alargamento do programa,

promovido pela Autarquia este ano,

devido às consequências socioeconómicas

da pandemia de COVID-19, gerou, por sua

vez, 252 novas candidaturas, divididas por

42 saber JANEIRO 2021


quartos anos (158), quintos anos (67) e sextos

anos (27). Miguel Silva Gouveia explica

que “este era um aumento que estávamos à

espera, em virtude das dificuldades que as

nossas famílias estão a enfrentar, e porque

as preocupações dos funchalenses com a

Educação dos seus filhos, perante mais um

quadro de crise, são daquelas que mais

nos chegam no decurso do nosso trabalho

de proximidade com a população, quer em

audiências, quer no terreno.” “Deste modo,

o Executivo Municipal promoveu atempadamente

o alargamento dos critérios para

atribuição de bolsas do Ensino Superior,

que foi aprovado, por unanimidade, na Assembleia

Municipal de setembro de 2020.

Garantimos, igualmente, a contração de

um empréstimo de 5 milhões de euros,

para ajudar as famílias, as empresas e as

associações do concelho a fazerem face às

dificuldades provocadas pela pandemia de

COVID-19, e que incide também no reforço

deste programa de atribuição de bolsas

de estudo. A contração do empréstimo foi

aprovada na Assembleia Municipal em novembro

de 2020, apesar dos votos contra

do PSD, e deixa bem patente a forma como

a Câmara Municipal do Funchal tem trabalhado

no sentido de precaver a crise e

de poder prestar o auxílio que as famílias

funchalenses precisam nesta fase.”. Miguel

Silva Gouveia recorda que, “até à entrada

em funções do atual Executivo, o Funchal

nunca tinha atribuído bolsas de estudo

universitárias aos estudantes do concelho.

Ao dar início a esta medida histórica para

a cidade, no ano letivo 2018/2019, assumimos

o compromisso de apoiar os três primeiros

anos, sublinhando que, conforme o

número de alunos que precisassem destas

bolsas de estudo, faríamos o possível para

expandir a atribuição. Em 2021, com muito

esforço do Município, mas sabendo que

este será um ano especialmente difícil para

as famílias, vamos tornar isso possível, garantindo

que o acesso à educação não seja

suprimido pelas dificuldades conjunturais”,

conclui. s

PUB

POR CADA 10€ EM COMPRAS

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CLIENTE RECEBE UM CUPÃO

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saber JANEIRO 2021

43


previsões

Helena Sofia

helenasofiaba.astrologia@gmail.com

escoladeastrologiadofunchal@gmail.com

Previsões Astrologia 2021

Os desafios que 2021 nos traz na análise

astrológica de Helena Sofia nesta entrevista.

Nasceu em Lisboa onde viveu trinta anos antes

de se estabelecer na Madeira. É licenciada em

Educação Física e é a responsável pela Fundação

do Gil na Madeira desde 2007. Em 2011 fundou

o Madeira Film Festival, direção à qual presidiu

até finais de 2014. Quanto à Astrologia, desde

muito cedo que se questionava sobre o sentido

das coisas e o sentido da vida e sempre soube que

acabaria a estudar astrologia. Começou a estudar

em 1993 e nunca mais parou. Trouxe à Madeira

astrólogos como Maria Flávia de Monsaraz,

José Augusto e Nuno Michaels, e tantos outros

terapeutas. Organizou cursos não só de Astrologia,

como de outras abordagens de desenvolvimento

pessoal e terapias alternativas, desde o Método

da Louise Hay e Sistema de Equilíbrio Energético,

dos quais também é facilitadora, a Chakroterapia,

Biodanza, Feng Shui, Chi-Kung, Curso em Milagres,

Grafologia, Musicaterapia, etc. Organizou a 19ª

Conferência Internacional de Visão Holística.

Ensina Astrologia desde 2001 aos fins de semana

ou em horário pós-laboral. Sublinha que não gosta

de olhar para a Astrologia com a visão redutora

da leitura do futuro. “A Astrologia é muitíssimo

mais do que isso. A Astrologia é uma linguagem

simbólica, sagrada, que ensina a Ordem do

Universo, revela a intenção do Universo para cada

momento de vida, cada experiência e as leis que

estão por detrás de toda a realidade, o significado

de tudo o que nos acontece. Tem o poder de

situar o Homem e de o religar à sua verdadeira

dimensão. É um conhecimento rigoroso. Helena

inicia um novo curso de Astrologia em Fevereiro

próximo em horário pós-laboral e tem disponível

um workshop referente aos tempos atuais. Ambos

revertem em parte para a Fundação do Gil.

Dulcina Branco

D.R. (direitos reservados)

44 saber JANEIRO 2021


O que é que os madeirenses podem esperar

de 2021?

A Madeira faz parte de Portugal e Portugal

do mundo. No momento estamos perante

uma crise global que encerra em si uma

proposta evolutiva para toda a Humanidade.

Cada país, cada região e até cada pessoa

têm mapas astrológicos diferentes pelo que

sentem e respondem a esse apelo de forma

diferente e tudo isso depende de inúmeros

factores... de qualquer forma estamos inseridos

num todo maior pelo que julgo ser

importante entender como chegámos aqui

e qual é essa proposta maior... Em termos

astrológicos toda esta transformação se tem

vindo a desenhar já há muito tempo, desde

os anos 60, 70. Estamos na verdade a viver

o culminar de uma grande transição de Eras

e temos tido o privilégio de assistir a vários

eventos astrológicos que não aconteciam há

milhares de anos, e que a voltarem a acontecer

falamos de outros milhares... Na verdade

estes acontecimentos não acontecem

ao acaso, são magistralmente encadeados

e arquitectados pelo Universo. O Universo é

inteligente, a Natureza é inteligente...

Pode-nos dar alguns exemplos?

Falo, por exemplo, da entrada e passagem

consecutiva de Urano, Neptuno e Plutão, os

3 planetas da transcendência nos últimos

signos do Zodíaco propondo em conjunto e

cada um à sua maneira, uma mudança completa

do paradigma de uma sociedade, ou da

conjunção de Janeiro de 1994 de 7 planetas

em Capricórnio que fechou ciclos e abriu

com a proposta de um novo tempo histórico,

nessa conjunção 3 planetas ficaram de fora

– Júpiter, Saturno e Plutão – os mesmos que

curiosamente se juntaram em Capricórnio

justamente no dia 12 de Janeiro de 2020, qual

coincidência, e que vieram terminar, pôr um

fim definitivo na civilização tal como a conhecemos.

Todos sentimos e assistimos ao seu

desenrolar ao longo do ano... e quer tenhamos

consciência destes ciclos cósmicos ou

não, o mundo velho acabou. Nada mais será

como dantes. Historicamente daqui por vários

anos a Humanidade vai ser olhada como

antes de 2020 e depois de 2020... todos os

astrólogos sabiam disto, Plutão, o planeta da

transformação, da morte e da regeneração,

entrou em 2008 em Capricórnio, no signo do

colectivo, das estruturas que sustentam uma

sociedade, sociais, políticas, económicas, de

poder... vimos bem o que aconteceu e em

2017 Saturno, que governa Capricórnio entrou

no seu signo e começou a concretizar

e a preparar terreno para um fim... todos

sabíamos o que se revelaria quando se juntassem...

este ano foi o grande marco visível

do fim de uma sociedade mas também a gravidez

e o parto de um mundo novo...

Pode explicar melhor o papel de Plutão?

E também como se manifesta a nível pessoal?

Plutão não é o mau. Plutão está ao serviço

da evolução da alma, mas ao nível da matéria

as coisas têm um princípio e um fim. Plutão

é o planeta que rege o auge do Outono.

Podemos vê-lo como o agente da transformação,

de reciclagem, o que não presta e já

não serve a vida é destruído para dar lugar

ao novo. Ora, nas nossas vidas passamos

invariavelmente por estes processos. Este

ano fomos todos chamados a fazê-los a nível

colectivo e pessoal. Júpiter e Saturno foram

os planetas que estiveram mais diretamente

na mira desse processo e todos temos um

Júpiter e um Saturno no nosso mapa. Júpiter

representa os valores filosóficos, a procura

da verdade, a ética, a justiça, os ideais,

as nossas crenças, etc. Saturno representa

as estruturas sociais e de poder, as regras,

os limites, as nossas estruturas físicas, emocionais,

psíquicas. Saturno estrutura, dá forma,

materializa o crescimento e a expansão

de Júpiter. Os dois juntos regulam os ciclos

económicos de 20 em 20 anos... Por detrás

da crise económica está uma enorme crise

de valores, digo isso há anos... e sabíamos

que quando Plutão os encontrasse, tudo viria

ao de cima. Ao nível pessoal, basicamente

fomos todos chamados a evoluir espiritualmente,

a crescer, a confrontar-nos com a

morte, com os nossos medos mais profundos,

as nossas inseguranças, com o nosso

lado mais instintivo, mais escuro, mais feio,

as nossas sombras. Fomos obrigados a rever

valores, prioridades, estruturas familiares,

sociais, de emprego, a rever todo o tipo de

relacionamentos, etc... e, sobretudo, fomos

chamados a fazer as pazes com a vida, a um

nível psíquico profundo, a libertar-nos e a

deixar partir tudo aquilo que já não serve a

nossa evolução, como padrões de comportamento,

zangas, raivas, vinganças, dependências,

culpas, críticas, julgamentos, vícios,

em suma a purificar-nos interiormente, a

perdoar... Apesar de muito difícil, este ano

foi fundamental...

O que podemos então esperar de 2021?

Brinco a dizer que 2021 começou a 14 de

Dezembro com a Lua Nova e Eclipse do Sol

em Sagitário à qual se juntou a grande conjunção

de Júpiter Saturno no grau zero de

Aquário, a 21 de Dezembro em simultâneo

com o Solstício de Inverno, algo raríssimo,

absolutamente simbólico e que foi sobejamente

anunciada como a Estrela de Belém.

A mesma configuração e Estrela dos Reis

Magos que presidiu ao nascimento de Cristo.

Este evento astrológico que fechou e abriu

vários ciclos importantes, marcou realmente

o início de um novo paradigma, uma nova

civilização, com uma proposta de construção

de uma nova Humanidade baseada em algo

totalmente novo. As coisas acontecem primeiro

no mundo invisível antes de se tornarem

visíveis, o que é comum. Antes de algo

aparecer na matéria, alguém teve que a pensar

primeiro. Desde a fecundação até à vida

adulta tudo se vai definindo e revelando. São

processos e, ao nível da Humanidade, são

acontecimentos que podem levar anos a manifestar-se

pelo menos de forma massiva. Os

mais acordados e mais conscientes, sentem

primeiro, captam. A Era do Aquário não é digamos

uma data em que tudo muda de um

dia para o outro, é um estado de consciência.

Mas diria estamos a dar os primeiros passos.

E, para que algo novo surja, algo velho tem

que partir. Não posso querer encher um

copo com água renovada se não deitar fora

primeiro a água suja. 2020 foi um ano para

deitar fora a água suja. O que acontece é que

queremos aceder ao novo sem despojar do

velho e não é assim, na natureza isso não

existe, daí que 2020 foi um ano marcadamente

Plutónico com a destruição de todas

as formas e estruturas que já não servem,

em que fomos sobretudo chamados a pensar

pelas nossas próprias cabeças, a assumir

a responsabilidade pelas nossas vidas e a recuperar

o nosso poder pessoal ou no mínimo

a entender a quem entregamos o nosso poder,

de quem estamos reféns, a quem damos

poder para controlar e manipular as nossas

vidas... onde ainda não somos livres. 2021

será um ano marcadamente Uraniano, não

podendo contudo descartar Júpiter e Saturno,

que são essencialmente planetas sociais

no irreverente signo de Aquário e em tensão

com Urano e, claro, contemplando toda

a dinâmica dos outros planetas e variáveis.

Urano surgiu na altura da revolução francesa

e americana, tentando romper a ordem estabelecida

manifestando-se contra a autoridade,

e da revolução industrial, abrindo para

descobertas na ciência, tecnologia e comunicação.

Palavras como Liberdade, Igualdade

e Fraternidade denunciam este planeta que

é, por excelência, o planeta das mudanças e

das revoluções, da contestação, da inovação,

da rebeldia, da irreverência. O tema de 2021

está lançado daí que podemos esperar um

ano atípico, diferente muito dinâmico, com

uma tónica muito acelerada e muita agitação.

É um ano, cheio de surpresas, com acontecimentos

que de repente alteram o rumo

das coisas, ou até a forma como olhávamos

saber JANEIRO 2021

45


para determinadas certezas ou realidades e

de um momento para outro, repentino, vem

o inesperado... Urano é sempre imprevisível

e implacável. Podemos contar também com

muita tensão social, instabilidade económica

e política, protestos e conflitos, movimentos

e causas sociais, uma força popular crescente,

manifestações e embates com autoridades

– uma grande tensão, questionamento

e confronto entre o velho, o autoritarismo, o

conservadorismo, o controle protecionista, e

o novo, a mudança, a necessidade de liberdade,

de verdade, de justiça social... e quem

sabe grandes escândalos que podem levar a

rupturas, ao colapso de regimes políticos e

ao ruir de estruturas de poder vigentes ou

mudanças de cenário das estruturas que conhecemos...

Urano rebenta com tudo o que

está estagnado e cristalizado, revela verdades,

derruba o antigo e cria o novo... tudo

em nome de novos valores... Sim, há que rever

de onde vimos e para onde queremos ir

como sociedade...

E de bom, o que podemos ter de bom neste

conturbado 2021?

Tudo isto é bom, apesar de poder não parecer.

Apesar de grandes desafios, podemos

contar com muita capacidade de inovação,

de criatividade, de genialidade e de descobertas,

de avanços na ciência e na tecnologia,

modernizações, novas moedas, a desmaterialização

do dinheiro, o surgimento de

novas tendências e modelos económicos,

políticos, financeiros, sociais e até de pensamento

a dar lugar a novos acordos e novas

formas de reorganização social, ao despertar

individual e a uma consciencialização colectiva.

É um ano repleto de oportunidades

e resistir à mudança é a última das coisas a

fazer, o que estiver rígido parte. Há que viver

este ano com muitíssima flexibilidade a

todos os níveis, com abertura ao novo e ao

desconhecido, disponível para se adaptar,

modernizar, e com o foco em encontrar soluções

inovadoras e em nos reinventarmos,

de reescrevermos a História. Júpiter e Saturno

desenham a sociedade, neste caso, com

o apelo de valores Sagitarianos, de verdade,

de justiça, e Aquarianos de igualdade e solidariedade

e devem uma palavra a Urano que

está em Touro, a assegurar que a evolução

tecnológica não pode desrespeitar a natureza,

que a nossa relação com a matéria tem

que ser diferente, e sobretudo a pedir um

retorno à essência, aos valores fundamentais

da vida, ao respeito e gratidão pela vida,

pela natureza e pela compreensão última

das suas leis, e do amor – a saída é sem dúvida

pelo amor, por aprender a viver a partir

do coração e não da mente... Estamos a passar

do paradigma da competição para o da

cooperação, do paradigma do que é que eu

vou buscar à sociedade para quem sou eu

para lá de todos os condicionalismos e que

talentos, capacidades e valor pessoal tenho

para vir entregar e contribuir para a sociedade

do meu tempo... Agora há processos

a fazer. Há momentos em que somos chamados

a evoluir, e com os planetas da transcendência,

costumo dizer que a evolução é

certa. Se o fazemos a bem e em consciência

ou a mal, já é uma escolha nossa. Maior a

resistência maior o sofrimento. Plutão vai

continuar em Capricórnio até 2025 a abrir

caminho, a assegurar que nada volta para

trás e a dizer que o que não se transforma

morre, Neptuno em Peixes a dissolver pela

calada e a lembrar-nos a nossa verdadeira

dimensão, de amor, de unidade de seres divinos,

espirituais, etc. Todos queremos uma

sociedade melhor, mais verdadeira, mais

ética, mais justa, mais solidária mas há um

preço a pagar. Como dizia Yung se a sociedade

está mal, algo se passa com os indivíduos.

Cada um tem o seu trabalho interior

individual a fazer. Os astros propõem mas

a resposta está do nosso lado, temos livre

arbítrio e ou agarramos esta oportunidade

de um grande despertar ou vamos viver consequências

devastadoras – estamos na charneira

entre a liberdade ou a prisão. Temos

dois anos desafiantes e determinantes pela

frente até Dezembro de 2022, onde a humanidade

nessa altura deverá estar madura,

responsável para se emancipar e começar a

viver com outra consciência para então, em

2026 entrarmos noutro ciclo prometedor de

uma sociedade mais purificada, amorosa e

luminosa. s

46 saber JANEIRO 2021


LUGARES DE CÁ

SOCIAL

‘Mercadinho de Natal’ da Câmara

Municipal de São Vicente

› Secretaria de Educação promoveu IV Festival de Coros Escolares da RAM

› Câmara Municipal de São Vicente promoveu ‘Mercadinho de Natal’

› Cidade de Lisboa confinada na objetiva de António Cruz

› Casa do Povo da Ilha realizou 26.ª Semana Cultural da Ilha

› Centro de Saúde da Calheta remodelado

saber janeiro 2021

47


social

IV Festival de Coros Escolares

A Secretaria Regional de Educação, Ciência e Tecnologia, através

da Direção Regional de Educação (DRE), promoveu o IV

Festival de Coros Escolares da Região Autónoma da Madeira

num formato online com transmissão em streaming através

do Facebook da DRE e da Direção de Serviços de Educação

Artística (DSEA). Durante duas semanas, o festival de coros

foi levado a todo o mundo, com transmissões em direto entre

os dias 7 e 18 de dezembro. Participaram 12 escolas do 1.º

ciclo da Região, sob a orientação de 14 docentes das áreas

artísticas performativas, percorrendo vários géneros e estilos

musicais. s

DB

Secretaria Regional de Educação, Ciência e Tecnologia

Mercadinho de Natal

de São Vicente

A Câmara Municipal de São Vicente realizou o Mercadinho

de Natal nos dias 19 e 20 de dezembro, das 10h0 às 20h00.

O Mercadinho de Natal surgiu como alternativa à tradicional

Noite do Mercado, que, em virtude dos constrangimentos

causados pela pandemia, este ano não se realizou. Foi possível

encontrar produtos agrícolas e peças artesanais de produtores

locais, que desta forma tiveram a possibilidade de

escoar os seus produtos e a população dispõs de uma última

oportunidade para ultimar as compras de Natal com produtos

frescos e locais. Todas as condições de higiene, segurança

e distanciamento estiveram devidamente acauteladas. s

DB

gentilmente cedidas por Câmara Municipal de São Vicente

48 saber janeiro 2021


Confinamento, a quanto obrigas!

Os números da pandemia agravaram-se em novembro pelo

que, o país quase inteiro entrou num novo período de recolher

obrigatório. O retrato, a preto e branco, de um Portugal de novo

voltado para si mesmo foi o que o nosso António Barroso Cruz

registou na reportagem fotográfica que o mesmo realizou na cidade

de Lisboa, no dia 21 de novembro, e que mostramos nesta

página. s

DB

António Barroso Cruz

saber janeiro 2021

49


social

26.ª Semana Cultural da Ilha

A Casa do Povo da Ilha levou a efeito a 26.ª Semana Cultural da

Ilha, evento este que apresentou uma série de iniciativas relevantes.

Destacaram-se as conferências sobre variados temas e

com a participação de diversos convidados, exposição de artesanato,

workshop de cake design, música, cinema e teatro que evidenciaram

a dinâmica empreendida por Elsa Marques à instituição

a que preside. A XXVIª ‘Semana Cultural da Ilha’ decorreu em

formato digital devido à situação pandémica, não teve público

mas não perdeu a qualidade a que já nos habituou. As iniciativas

foram transmitidas em livestream pelo canal na minhaterra.com

e complementado no Facebook da Casa do Povo da Ilha. s

DB

gentilmente cedidas por Casa do Povo da Ilha

(Presidente Elsa Jocelina Marques)

AF_Reconquista_rodapé_265x50.pdf 1 19/11/2020 18:14

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50 saber janeiro 2021


Neve na madeira

A neve caíu em grande quantidade no mês de dezembro no arquipélago

da Madeira. Em novembro, já havia caído neve mas não

em tão grande quantidade como a que caíu em dezembro e nos

primeiros dias do mês de janeiro de 2021. O arquipélago esteve

sob os efeitos da tempestade Filomena que trouxe temperaturas

excepcionalmente baixas para a época e que também atingiu a

ilha de Porto Santo, onde se verificou a queda de granizo. A queda

de neve ou de granizo é dos espetáculos naturais mais bonitos e

apreciados, conforme se pode constatar nas imagens recolhidas

pela Jessie Serrão em alguns locais da Madeira onde a neve caíu e

proporcionou belos momentos. s

DB

Jessie serrão & tc

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saber janeiro 2021

51


À MESA COM...

As sugestões de

FERNANDO OLIM

Entre os muitos desafios trazidos pela pandemia do novo

coronavirus está o de se alimentar com segurança e bem.

Se a ideia é não pedir comida de restaurantes para reduzir

os riscos de contaminação, o que fazer quando cozinhar

não é um hábito nem se sabe preparar? A menos que haja alguma

orientação médica por conta de alguma doença, não devem

ser feitas dietas restritivas, que poderiam gerar compensações

metabólicas e emocionais não desejadas e ainda baixar a imunidade

- algo importante a preservar neste momento de pandemia.

A higienização dos alimentos é outro aspeto a adotar. s

FONTE extra.globo.com

PRODUÇÃO FERNANDO OLIM

Agradecimentos Golden Gate Restaurant

DULCINA BRANCO

Fernando Olim e teutonia

52 saber JANEIRO 2021


entrada

Tábua de queijos

Queijos de vários sabores ou a gosto acompanham esta

tábua com frutas exóticas.

prato

principal

Polvo ‘À Garden Grill’

Polvo assado no forno. Acompanha com batata

e outros legumes a gosto. Finaliza com molho

madeirense, tomate cherry e salsa.

sobremesa

Bandeja de frutas

‘arco íris’

Frutos frescos e diversos, a gosto, complementam a

refeição.

saber JANEIRO 2021

53


ESTATUTO EDITORIAL

A Revista Saber Madeira é uma revista mensal de

informação geral que dá, através do texto e da

imagem, uma ampla cobertura dos mais importantes

e significativos acontecimentos regionais,

em todos os domínios de interesse, não esquecendo

temáticas que, embora saindo do âmbito

regional, sejam de interesse geral, nomeadamente

para os conterrâneos espalhados pelo

mundo.

É um projeto jornalístico e dirige-se essencialmente

aos quadros médios e de topo, gestores,

empresários, professores, estudantes, técnicos

superiores, profissionais liberais, comerciantes,

industriais, recursos humanos e marketing.

Identifica-se com os valores da autonomia, da

democracia pluralista e solidária, defendendo

o pluralismo de opinião, sem prejuízo de poder

assumir as suas próprias posições.

Comunicações, Limitada

Parque Emp. Zona Oeste, lote 7 | 9304-006 Câmara de Lobos 291 911 300 comercial@oliberal.pt

Estatuto Editorial

Mais do que a mera descrição dos factos, tenta

descortinar as razões por detrás dos acontecimentos,

antecipando tendências, oportunidades

informativas.

Pauta-se pelo princípio de que os factos e as opiniões

devem ser claramente separadas: os primeiros

são intocáveis e as segundas são livres.

Como iniciativa privada, tem como objetivo o

lucro, pois só assim assegura a sua independência

editorial e económico-financeira face aos grupos

de pressão.

Através dos seus acionistas, direção, jornalistas

e fotógrafos, rege-se, no exercício da sua atividade,

pelo cumprimento rigoroso das normas éticas

e deontológicas do jornalismo.

A Revista Saber Madeira respeita os princípios

deontológicos da imprensa e a ética profissional,

de modo a não poder prosseguir apenas

fins comerciais, nem abusar da boa fé dos leitores,

encobrindo ou deturpando a informação.

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54 saber JANEIRO 2021

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