Folha de Sala Digital transmissão online 19 fevereiro 2021 Concerto com a OSP gravado23dez2020

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Notas de programa: Cristina Fernandes

Transmissão online de 23 de dezembro de 2020

#SÃO

CARLOS

VOLTA A

SUA CASA

EDIÇÃO ARQUIVO 2020-21

TRANSMISSÃO ONLINE

19 FEV 2021 às 21H

CONCERTO

com a

ORQUESTRA

SINFÓNICA

PORTUGUESA

ANTONIO PIROLLI

Direção Musical

e Maestro Convidado

Principal da OSP

ORQUESTRA

SINFÓNICA

PORTUGUESA

SAOCARLOS.PT

#CULTURAÉIMAGINAÇÃO

Concerto

gravado a

23 DEZ 2020


CONCERTO DE NATAL

ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA

ARCANGELO CORELLI

CONCERTO GROSSO EM SOL MENOR

OP. 6 N.º 8, «PARA A NOITE DE NATAL»

1. Vivace. Grave

2. Allegro

3. Adagio. Allegro. Adagio

4. Vivace

5. Allegro

6. Largo (Pastorale)

WOLFGANG AMADEUS MOZART

SINFONIA N.º 38 EM RÉ MAIOR

K. 504, «PRAGA»

I. Adagio - Allegro

II. Andante

III. Finale: Presto

M/6 Este programa pode ser alterado por motivos imprevistos

2


Orquestra Sinfónica

Portuguesa

Antonio Pirolli

< DIREÇÃO MUSICAL

E MAESTRO CONVIDADO PRINCIPAL DA OSP

Natural de Roma, licenciou-se em piano,

composição, música coral e direção de

orquestra na Academia de Santa Cecília.

Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir

Delman e Rudolf Barshai, tendo ganho

o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini

de Parma. De 1995 a 2001 foi diretor musical

no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando,

de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera

Estatal de Istambul. Dos compromissos

passados e mais recentes destacam-se Lucia

di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La

Gioconda em Santander; Andrea Chénier em

Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida

em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna

Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença

e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e

Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di

Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen

em Copenhaga e Avenches; La bohème em Tóquio

e Santander; Un ballo in maschera em Salerno

e Lisboa; Madama Butterfly em Ancona; Medea

no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani

e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello

em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago;

Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto

em Tóquio, Falstaff em Xangai e La forza

del destino em Lisboa. É atualmente

maestro convidado principal da Orquestra

Sinfónica Portuguesa.

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica

Portuguesa (OSP) é um dos corpos

artísticos do Teatro Nacional de São

Carlos e tem vindo a desenvolver uma

atividade sinfónica própria, incluindo

uma programação regular de concertos,

participações em festivais de música

nacionais e internacionais. No âmbito

de outras colaborações, destaque-se

também a sua presença nos seguintes

acontecimentos: 8.º Torneio Eurovisão

de Jovens Músicos (1996); concerto

de encerramento do 47. o Festival

Internacional de Música e Dança de Granada

(1997); concerto de gala da Abertura da

Feira do Livro de Frankfurt; concerto

de encerramento da Expo’98; Festival de

Música Contemporânea de Alicante (2000)

e Festival de Teatro Clássico de Mérida

(2003). Colabora regularmente com a

Rádio e Televisão de Portugal através da

transmissão dos seus concertos e óperas

pela Antena 2, designadamente a realização

da tetralogia O Anel do Nibelungo,

transmitida na RTP2. Também no Prémio

Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes

de Orquestra, no Prémio Jovens Músicos-RDP

e na Tribuna Internacional de Jovens

Intérpretes. A OSP tem-se apresentado

sob a direção de notáveis maestros,

como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain

Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry

Christophers, George Pehlivanian, Michel

Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug

Kakhidze, Milán Horvat, Jeffrey Tate

e Iuri Ahronovitch, entre outros.

A discografia da OSP conta com dois

CD para a etiqueta Marco Polo, com

Sinfonias n. os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga

Santos, que gravou sob a direção do seu

primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto,

e Crossing borders (obras de Wagner,

Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de

Julia Jones. No cargo de maestro titular,

seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001),

Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones

(2008-2011); Donato Renzetti desempenhou

funções de primeiro maestro convidado entre

2005 e 2007. Atualmente, a direção musical

está a cargo de Joana Carneiro.

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O Barroco foi o primeiro período da história da música em que a

música instrumental assumiu o mesmo grau de importância da

música vocal. Ampliaram-se os recursos e as técnicas instrumentais

e surgiram novos géneros musicais, entre os quais o concerto

teve um papel emblemático nas suas três principais variantes:

concerto grosso, concerto a solo e concerto di gruppo. O concerto

grosso terá sido praticado pela primeira vez por Stradella, nas

décadas de 1670-80, tirando partido da teatralidade inerente ao

diálogo e à disputa musical entre dois organismos distintos: um

grupo maior de instrumentistas (designado concerto grosso, ripieno

ou tutti) e um pequeno grupo de solistas (concertino). Por analogia

com as sonatas da época e tendo em conta os contextos de

execução, tornaram-se comuns duas tipologias de concerto — da

chiesa e da camera — ambas presentes nos 12 Concerti Grossi op.

6, de Arcangelo Corelli (1653-1713), publicados em 1714 em Amesterdão

por Estienne Rogier.

O título original, Concerti Grossi con duoi Violini e Violoncello di

Concertino obligati e duoi altri Violini, Viola e Basso di Concerto

Grosso ad arbitrio, che si potranno radoppiare, é revelador em

relação às práticas de execução, indicando que seria possível aumentar

o número de instrumentos, dobrando as partes escritas.

Assim, tanto podiam ser tocados em versão camarística, como

por conjuntos de dimensões surpreendentes, por vezes próximos

da centena de músicos, conforme documentam várias fontes em

relação a eventos promovidos pelos mecenas de Corelli, em particular

a rainha Cristina da Suécia e os cardeais Benedetto Pamphili

e Pietro Ottoboni.

O Concerto Grosso op. 6, nº 8, «fatto per la Notte di Natale», é o mais

célebre da série, sobretudo pelo último andamento (Pastorale ad

libitum), inserindo-se na tradição das Pastorais natalícias cultivadas

pelos compositores italianos dos séculos XVII e XVIII. Melodias

dançantes, em ritmos de divisão ternária, e longas notas

pedal que evocam os bordões das gaitas de foles, usadas pelos

pastores, são traços dominantes do vocabulário comum da «pastoral»

barroca que emergem desta página. Os andamentos precedentes,

seguem com liberdade a estrutura do concerto da chiesa

numa sucessão de contrastes e efeitos de surpresa que incluem

quer passagens melancólicas que jogam com a tensão harmónica

nos andamentos lentos, quer uma escrita sofisticada do ponto de

vista retórico, em conjunto com a influência da dança.

Durante o Classicismo prevaleceu o género do concerto, agora

quase sempre a solo e influenciado pela forma-sonata, ao mesmo

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tempo que a sinfonia ganhava terreno. Durante as décadas de

1760 e 1770, as Sinfonias de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

e dos seus contemporâneos eram relativamente breves e despretenciosas,

mas nos finais de setecentos tornaram-se cada vez

mais longas e elaboradas, passando a ocupar um lugar cada vez

mais proeminente na vida musical, tendência que viria a culminar

nas imponentes criações de Beethoven.

Estreada em Janeiro de 1787, em Praga, cidade que vivia ainda

com entusiasmo o recente sucesso de Le nozze di Figaro e que alguns

meses depois assistiria à primeira audição de Don Giovanni,

a Sinfonia nº 38 K. 504, precede o grande tríptico formado pelas

sinfonias nºs 39, 40 e 41 («Júpiter») e revela o domínio insuperável

que Mozart tinha adquirido na utilização da paleta orquestral.

Possui apenas três andamentos, estando ausente o Minueto.

O Adagio que introduz o primeiro andamento apresenta uma escrita

harmónica ousada de grande poder expressivo. Logo no início,

ouve-se a figuração que, mais tarde, acompanha a intervenção

do «Convidado de Pedra» no final do Don Giovanni e surgem

ainda outras reminiscências da música da futura ópera. Em vez

da profusão de temas habitual em Mozart, o andamento é construído

a partir de motivos concisos com um forte grau de parentesco

temático, fazendo lembrar os processos de composição de

Haydn. O desenvolvimento inclui elaborações contrapontísticas

dos motivos da exposição, combinando-os de forma subtil com

outro material. O 2º andamento (Andante) é um canto sinuoso de

grande lirismo, cuja luminosidade é ofuscada por surpreendentes

cromatismos. As suas ideias musicais baseiam-se na repetição

cambiante e evolutiva de desenhos breves, o que acontece

também, embora de forma menos vincada, no Presto final, onde a

graça e a leveza se unem a um vigor impetuoso.

CRISTINA FERNANDES

(a autora escreve ao abrigo do antigo acordo ortográfico)

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FOTOGRAFIA

CONCERTO

Concerto do dia 23 dez 2020 por ©BRUNO SIMÃO

/

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO OPART

Presidente CONCEIÇÃO AMARAL

Vogais ANNE VICTORINO D’ALMEIDA E ALEXANDRE SANTOS

Diretora Artística do TNSC ELISABETE MATOS


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