ME 83 (1)

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MOTOESCOLA

ESC OLA

Nº 83 – verão 2020/2021

Distribuição gratuita em São Paulo (capital/interior) e nas principais motoescolas do Brasil

chegou o

scooter

ADV da

Honda

acabe com o

medo de pilotar

dicas para a primeira

viagem de moto




turismo

Por Cicero Lima | Fotos: Agência Infomoto/Divulgação

Sua

primeira

viagem

Feriados do final de ano, férias escolares e o

calor do verão tornam esse período perfeito

para viajar de moto

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Viajar de moto sempre exige planejamento

para desfrutar do veículo, do

roteiro e também do destino sem surpresas

desagradáveis. Confira cinco dicas para

que a tão sonhada viagem não se transforme

em uma grande roubada.

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Destino e distância

Antes de escolher o destino,

convém avaliar o período

disponível, distância e

condições das estradas. Se o

tempo de folga é curto, procure

não comprometer muitos

dias no deslocamento.

Quem mora em São Paulo,

por exemplo, se for viajar para

o sul da Bahia encontrará

belas praias. Porém, terá de

viajar pelo menos dois dias

para chegar ao destino, que

fica a pouco mais de 1.500

km de distância. Outra preocupação

deve ser com a volta,

pois geralmente o retorno

se torna mais cansativo e tende

a demorar mais. Por falar

em distância, a autonomia

da moto é fator primordial

para uma viagem tranquila.

O ideal é que a moto possa

percorrer pelo menos 200

quilômetros sem abastecimento.

Se a estrada for esburacada

ou passar por locais

ermos e perigosos evite

viajar à noite.

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Moto compatível

Sempre é bom ponderar se

a sua moto é apropriada para

o destino escolhido. Cidades

históricas como Paraty (RJ) ou

Tiradentes (MG), por exemplo,

apresentam calçamento

de pedras, que podem ser um

tormento para donos de motos

esportivas, com suas suspensões

firmes e de cursos

reduzidos. Já os amantes da

natureza, que gostam de visitar

cachoeiras ou fazendas,

devem levar em consideração

o risco de chuvas que podem

transformar aquela singela

estrada de terra em um

instransponível lamaçal. Entre


todas as motos, os modelos

trail são os mais versáteis para

encarar qualquer desafio.

Clima

Depois de definir o destino,

uma boa dica é pesquisar as

condições climáticas durante

o período de sua viagem. É

desagradável viajar com chuva,

mas ainda pior é chegar

ao destino e descobrir que

ela não vai parar. Mesmo sem

previsão de tempestades, a

capa deve ser uma companheira

inseparável e de fácil

acesso, pois as pancadas de

chuva durante a tarde são repentinas

e comuns no verão.

Gastos e documentação

Se a viagem for longa, vale

calcular o gasto diário. Para

isso, basta dividir o valor

disponível pela duração da

viagem. É importante deixar

uma reserva para gastos

eventuais com a moto como

troca de relação, pneu ou

mesmo troca de óleo. Vale

sempre lembrar que a documentação

da moto e também

do piloto são fundamentais.

Pode parecer óbvio,

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mas tem gente que só descobre

que a CNH está vencida

quando o policial avisa que a

moto será retida.

Sua saúde

De nada adianta a moto e

os documentos estarem em

ordem se o piloto está “capenga”.

Um simples check-

-up médico e uma visita ao

dentista permitem detectar

possíveis problemas que podem

acabar com sua viagem.

Manter a hidratação e evitar

comidas gordurosas durante

o trajeto são práticas simples

e ajudam a garantir uma viagem

sem problemas. n


lançamento

Por Cicero Lima | Fotos: Divulgação

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Para

qualquer

caminho

O novo Honda ADV pode ser

usado na cidade e também

nas estradas de terra graças

a sua suspensão de longo

curso e os pneus tipo on-off.

Conheça a novidade

O

novo scooter ADV, lançado pela Honda, deverá chegar

a rede de concessionários até o final de 2020. O

modelo usa o mesmo motor do PCX 150 (o mais vendido

do Brasil) e tem preço público sugerido de R$ 17.490 -

sem frete e seguro. Seu grande atrativo é o design e a “pegada

‘aventureira” característica que é perceptível pelo maior

curso de suspensão e o uso de pneus tipo on-off.

O motor com capacidade de 149,3 cc usa refrigeração líquida

e atinge a potência máxima de 13,2 cv a 8.500 rpm

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enquanto o torque de 1,38 kgf.m está disponível

em 6.500 giros. Os números são

idênticos ao da PCX, porém as faixas de giros

são menores – com destaque para o torque

que chega mais cedo. A mudança se

deve ao maior fluxo de ar que chega ao propulsor

por conta de alterações no duto de

alimentação. Testes no Japão, dão conta

que a velocidade máxima oscila entre 115 e

118 km/h, mesmo números da PCX.

O tanque de combustível tem capacidade

para 8 litros e só pode abastecido com

gasolina. Segundo a Honda os técnicos do

Instituto Mauá conseguiram consumo de

50,9 km/litro simulando o circuito urbano e

35,9 km/litro em ambiente rodoviário – velocidade

constante de 80 km/h. Números

surpreendentes, mas não impossíveis, dependendo

do estilo de pilotagem.

O sistema de transmissão final é V-Matic,

que usa polias e correia. As polias alteram

de posição simulando uma marcha diferente.

O sistema é bastante conhecido (e

confiável) presente na maioria dos scooters

do mundo.

Pneus, roda & cia

O quadro, do tipo berço duplo em aço

– é o responsável por sustentar o motor e

ancorar suspensão traseira e dianteira. Por

falar em suspensão a grande mudança (se

comparado ao PCX) é o curso de suspensão

que ganhou 3cm na dianteira e 2cm, pode

parecer pouco, mas é um acréscimo de

30% e 20% respectivamente que promete

maior conforto em qualquer tipo de piso. O

freio dianteiro tem disco de 240 mm –com

sistema ABS – enquanto a traseira usa disco

de 220 mm.

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ficha técnica

MOTOR Tipo OHC, monocilindrico, 4 tempos,

refrigeração a liquido

Cilindrada 149,3 cc

Potência Máxima 13,2 cv a 8.500 rpm

Torque Máximo 1,38 kgf.m a 6.500 rpm

Tanque de Combustível 8 Litros (gasolina)

Transmissão Tipo V-Matic

CHASSI Tipo Berço Duplo

Suspensão Dianteira Garfo Telescópico

Curso 130 mm

Suspensão Traseira Dois amortecedores

Curso 120 mm

Freio Dianteiro disco de 240 mm (ABS)

Freio Traseiro disco de 220 mm

Pneu Dianteiro 110/80 - 14

Pneu Traseiro 130/70 - 13

MEDIDAS Comprimento x Largura x Altura

1950 x 763 x 1153 mm

Distância entre Eixos 1324 mm

Distância Mínima do Solo 165 mm

Altura do Assento 795 mm

Peso Seco: 127 kg

Preço sugerido: R$ 17.490,00

Nos pneus de uso misto está a assinatura

aventureira do modelo. Na dianteira 110/80,

roda de 14 polegadas, na traseira 130/70 roda

de 13 polegadas. A distância livre do solo,

item fundamental para ter tranquilidade

em locais não pavimentados, é de 165

mm (ganho de 3cm em relação ao PCX). O

banco mais estreito está a 795mm do solo e

permite apoiar os pés com facilidade e controlar

os 127 kg (a seco) desse novo Honda.

Destaque para o desing arrojado, inspirado

no caro e sofisticado X-ADV, luzes em full

LED, painel digital com dois computadores

de bordo, chave Smart Key e sistema Idling

Stop complementam o conjunto e fazem do

ADV um scooter carismático e que chama

atenção. Com o novo produto a Honda procura

agradar ao consumidor que busca status

e eficiência. Agora só resta aguardar o

teste prático para conferir se rodando o ADV

é tão legal quanto parado. n

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Cotidiano

texto Redação | Fotos: Reprodução


Como perder o

medo

Muita gente tira a CNH,

compra uma moto e tem

receio de usá-la para

ir trabalhar, estudar ou

viajar. Veja como treinar

e ganhar confiança para

superar o medo e ser feliz

com sua moto

“ O

medo é um sentimento natural do ser humano, ele é importante

pois está ligado ao extinto de sobrevivência” com

essa frase a psicóloga Camila Ferreira, de Atibaia (SP), define

um dos maiores obstáculos para que os recém-habilitados

usem a motocicleta diariamente. Infelizmente não faltam exemplos

de alunos que vencem as barreiras do exames teórico e prático

e, quando recebem a tão sonhada CNH – Categoria “A”, não

têm coragem de usar a moto. Muitos até desistem. O que é possível

fazer para ajudar esses novos habilitados? O que eles podem

fazer para superar o medo?

Na maioria das vezes sentimos medo quando nos deparamos

com uma situação que não dominamos. Pode ser caminhar em

uma estrada escura, viajar de avião, ou mesmo, animais e insetos

– nesse último caso os temores estão ligados às fobias. Vamos nos

ater ao exemplo do recém-habilitado.

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Segundo a psicóloga muitas vezes o medo

é aflorado pelo excesso de exposição

às notícias negativas, “infelizmente os acidentes

ganham destaque na mídia, o recém-habilitado

ainda não domina a pilotagem

e acaba criando um temor exacerbado,

pensando nos riscos de andar de moto”. A

profissional afirma que aumentar o conhecimento

da motocicleta, seja com treinamento

ou ajuda de um especialista (aulas

particulares com o instrutor, por exemplo)

ajudam a aumentar a confiança e superar

o medo.

Treinar, treinar, treinar...

O jornalista Cicero Lima, habilitado há 40

anos, afirma que a moto faz parte do seu

corpo “parece que as rodas são minhas

pernas e, o guidão, meus braços, tamanha

a intimidade que criei com o veículo”.

Mas no começo não era assim. O comunicador

ainda lembra do temor inicial em

subir uma rua “minhas mãos suavam só

de pensar em encarar um rampa de moto”

lembra Cicero.

Por conta disso o jornalista gravou um vídeo

(disponível Canal Revista Moto Escola,

no YouTube) com 5 dicas para quem deseja

superar esse temor. Lá ele mostra como

ganhar intimidade com sua moto e usá-la

no cotidiano sem medo.

Passo 1

Ruas

Tranquilas

Procure rodar em ruas sossegadas, próximas à sua casa para ter noção

de convivência com outros veículos e pedestres. Aproveite para

treinar o uso dos freios e sinta a reação da moto ao apertar o manete

ou pisar no pedal. A troca de marchas, passando para terceira, quarta,

quinta e reduzindo, vai aumentar a sua intimidade com a moto e

as reações do câmbio e embreagem. Por falar em embreagem, treine

bastante a forma correta de sair com a moto, isso evita o risco do motor

“morrer” e você ficar nervoso (ou nervosa) em meio aos outros

veículos. Há, mas caso isso aconteça, não se apavore. Respire fundo,

ache o neutro (ponto morto) ou aperte a embreagem para ligar a moto

novamente. Olhe no retrovisor e saia com cuidado.

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Passo 2

Seguindo

o fluxo

Quando você estiver mais confiante comece a rodar em ruas de maior

movimento, sempre seguindo o fluxo, ou seja, na mesma velocidade que

os outros veículos. Não fique muito próximo ou distante dos outros carros.

Se estiver mais lento, mantenha à direita, mas fique atento à sujeira,

mancha de óleo e detritos que se acumulam próximo às sarjetas, se

usar o freio nessas condições existe o risco de derrapagens. Acostume-

-se a olhar no retrovisor para perceber a aproximação de outros veículos

em velocidade elevada e, se for possível, facilite a ultrapassagem.

Passo 3

Você no

corredor

Uma das facilidades da motocicleta é a possibilidade de usar o corredor

entre os veículos quando o trânsito está parado. Quando você

estiver confiante e o trânsito parar, dê a seta olhe no retrovisor para

ver se se alguma moto está se aproximando. Se tudo estiver livre entre

no corredor em velocidade moderada e sempre atento a presença

de pedestres atravessando entre os carros. Quando o trânsito voltar

a andar, retome seu lugar no centro da faixa e siga o fluxo. Evite usar

o corredor quando o trânsito está fluindo, existe o risco de fechadas

pois muitas vezes o motorista não vê a moto que está no ponto cego.

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Passo 4

Usando os

freios

Seja no corredor ou seguindo o

fluxo do transito, usar o freio de

forma adequada, distribuindo a

força de frenagem entre a roda

dianteira e traseira, aumenta o

controle e diminui o espaço que

a moto percorre até a parada total. Acostume-se a usar o freio dianteiro,

que tem maior eficiência, associado ao traseiro, que ajuda a controlar

a moto. Usar somente o freio traseiro (como a maioria dos alunos

faz durante o curso prático) permite que a moto percorra um espaço

maior e até derrape, podendo causar uma queda – veja no vídeo.

Passo 5

Ruas

íngremes

Quem mora em cidades de região serrana deve se acostumar às reações da moto nas

subidas e descidas. Controlar a moto na saída em um aclive exige o controle simultâneo

da embreagem, acelerador e freio traseiro. Mas não é complicado, basta treinar

para dosar o acelerador enquanto solta a embreagem e o freio traseiro ao mesmo

tempo. Use marchas baixas, como a primeira, até ter controle para trocar pra a segunda,

por exemplo. Se for necessário parar na subida, aperte a embreagem e use o freio

traseiro para controlar a saída. Nas descidas use o freio-motor, usando a mesma marcha

usada para subir, dessa forma a moto será controlada de forma mais eficiente. n

Trajeto Comunicação e Marketing Ltda

Diretor Editorial - Cicero Lima - ciceroimagens@gmail.com | arte - Marco A. Ponzio | reportagem - Cláudio H. Torres

jornalista responsável - Cicero Lima – MTB 27.294-SP | marketing - Aldo Tizzani aldo@minutomotor.com.br

gráfica e acabamento - Referência

Revista MotoEscola (MotoJornal) é uma publicação da Trajeto Comunicação e Marketing Ltda. destinada aos motociclistas recém-habilitados. Distribuída gratuitamente nos principais CFC (Centro de Formação de Condutores)

de São Paulo (capital e interior) e principais CFC´s das capitais. É expressamente proibida a reprodução de reportagens, matérias e artigos publicados nesta edição. As matérias assinadas são de responsabilidade

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