*Março:2021 Referência Florestal 227

jotacomunicacao

ENTREVISTA

Acácias ganham espaço e se tornam ótima alternativa para o setor florestal

PREVENIR É PRECISO

EQUIPAMENTOS DE COMBATE E PREVENÇÃO

A INCÊNDIOS AUXILIAM O SETOR FLORESTAL

PREVENTION IS NECESSARY

FIRE FIGHTING AND PREVENTION

EQUIPMENT ASSISTS THE FORESTRY SECTOR


SUMÁRIO

MARÇO 2021

36

PREVENÇÃO

E EQUILÍBRIO

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Coluna Ivan Tomaselli

14 Notas

26 Coluna Cipem

28 Frases

30 Entrevista

36 Principal

42 Setor Florestal

46 Transporte

50 Manejo

54 Mercado

58 Pesquisa

64 Agenda

66 Espaço Aberto

42

54

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

11 Agroceres

07 Bayer

09 BKT

15 Carrocerias Bachiega

65 Chico Moreira Soluções Florestais

65 D’Antonio Equipamentos

68 Denis Cimaf

02 Dinagro

25 DRV Ferramentas

27 Engeforest

35 Equilíbrio Florestal

53 Globalmac

17 Hansa Flex

29 J de Souza

05 Komatsu Forest

67 Log Max

57 Mill Indústrias

63 Mill Indústrias

31 Planflora

45 Prêmio REFERÊNCIA

13 Rotary-Ax

23 Rotor Equipamentos

21 Sergomel

19 Unibrás

33 Vale do Tibagi

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EDITORIAL

Hora de

trabalhar

Ainda a passos lentos, mas firmes, os setores produtivos

brasileiros retornam aos patamares de produção e vendas

anteriores à pandemia. O ramo florestal, por exemplo, foi um

dos que menos sentiu a crise – e já mostra que tem tudo para

fazer de 2021 um ano inesquecível. Neste cenário animador,

a REFERÊNCIA FLORESTAL traz materiais importantes sobre a

indústria da madeira. Na editoria de entrevista, conversamos

com o engenheiro florestal e gerente de Silvicultura da Tanagro

S.A., Augusto Simon, sobre o crescente mercado de acácias no

Brasil. Você também poderá conferir uma coluna exclusiva do

Cipem e uma reportagem sobre a parceria do Serviço Florestal

Brasileiro e do BNDES, que investirão em três FLONAS na região

sul. Além disso, poderá conferir reportagens nas editorias

de Mercado, Setor Florestal e Pesquisa, assim como, as principais

novidades do setor. Ótima leitura!

IT’S TIME TO WORK

Slowly but steadily, the Brazilian productive sectors are returning

to the production and sales levels before the pandemic.

For example, the forestry segment hardly felt the crisis and already

shows that it has everything to make 2021 an unforgettable

year. In this optimistic scenario, REFERÊNCIA Florestal has

important material about the timber industry. In the interview,

we talked with Augusto Simon, Forest Engineer and Forestry

Manager for Tanagro S.A., about the growing acacia market in

Brazil. You can also check out the Cipem exclusive column and

a story on the partnership between the Brazilian Forest Service

and Bndes to invest in three National Forests (Flonas) in Brazil’s

Southern Region, as well, the stories in the Market, Forestry, and

Research Sections, and industry news. Pleasant reading!

DENIS CIMAF

Confiabilidade e Produtividade com

Melhores Lucros em Trabalhos Intensivos.

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2

Entrevista com

Augusto Arlindo Simon

1

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Na capa desta edição

os equipamentos

da Equilíbrio Florestal

Estradas para o futuro

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

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Ano XXIII • N°227 • Março 2021

ENTREVISTA

Acácias ganham espaço e se tornam ótima alternativa para o setor florestal

PREVENIR É PRECISO

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3

EXPEDIENTE

ANO XXIII - EDIÇÃO 227 - MARÇO 2021

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Luiz Kozak

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Cipem

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriel Faria

criacao@revistareferencia.com.br

Redes Sociais/Social Media

Larissa Araujo

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

Knop

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cristiane Baduy

assinatura@revistareferencia.com.br

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ASSINATURAS

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.

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®

CARTAS

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

CERTIFICAÇÃO

Empresa se torna primeira a certificar sua ‘carbono neutralidade’ no mundo

Capa da Edição 226 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

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Ano XXIII • N°226 • Fevereiro 2021

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REMOTO EM MÁQUINAS FLORESTAIS

MODERNIZED OPERATION

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WORK ON FOREST MACHINES

EXPEDIÇÃO

Por Delmo Oliveira – engenheiro florestal – Porto Alegre (RS)

Muito necessária a iniciativa do professor Renato Robert. O setor

florestal é apaixonante!

ENTREVISTA

Foto: divulgação

Por Orlando Kremer – administrador – Florianópolis (SC)

Excelente entrevista com o vice-presidente Mourão! A Amazônia

é do Brasil e pode ser muito produtiva para todo o país.

MERCADO

Por Carolina Nogarolli – empresária – Curitiba (PR)

Parabéns à Arauco, que é a primeira companhia florestal a

certificar sua carbono neutralidade em todo o mundo.

Foto: divulgacão

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Revista Referência Florestal

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E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados também para redação

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ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


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BASTIDORES

Revista

Foto: Emanoel Caldeira

PRÓXIMA EDIÇÃO

O representante comercial Gerson

Penkal e o jornalista Luiz Kozak da

REFERÊNCIA FLORESTAL, na produção

da matéria de capa da próxima edição,

ao lado da coordenadora técnica da

Polli Fertilizantes, Thais Ramari.

PARCERIA

O representante comercial da REFERÊNCIA

FLORESTAL, Gérson Penkal ao lado do parceiro

comercial, Gustavo Cesca, da Manos Implementos, em

Videira (SC).

Foto: REFERÊNCIA

ALTA

OPORTUNIDADE PARA O SETOR

Amplamente difundida em outros países, a norma técnica

para o sistema construtivo wood frame, que utiliza

produtos de madeira na construção, está em consulta

pública desde o fim de janeiro no Brasil. Na avaliação da

ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente), que acompanhou todo o

processo e tem liderado o desenvolvimento dessa e de

outras frentes sobre o uso da madeira na construção civil

no país, é um passo importante para que, em breve,

o modelo construtivo ganhe escala. Por ser um modelo

construtivo industrializado, reduzindo o tempo em

canteiro de obras, o método é visto como uma solução

para atender parte do déficit habitacional brasileiro. A

PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios)

de 2019 mostra que faltam, no país, 7,7 milhões de

habitações.

MARÇO 2021

FALTA DE INSUMOS

Após meses mais rigorosos da crise gerada pela pandemia da

covid-19, a indústria brasileira no segmento da construção civil

assiste ao aumento da falta de insumos que impede a retomada

ampla da economia no setor, dependente de materiais

como a madeira. O gerente de Análise Econômica da CNI (Confederação

Nacional das Indústrias), Marcelo Azevedo, reforça

a recuperação acima do esperado inicialmente na pandemia.

“Ela era uma preocupação de uma a cada três empresas

no terceiro trimestre do ano. Quando falamos do último

trimestre, essa preocupação começou a alcançar metade das

empresas que apontaram essa falta ou o alto custo da matéria-prima”,

disse em entrevista à rádio Jovem Pan. “Felizmente

a recuperação foi rápida, mas isso pegou muito fornecedores

de insumo com estoques baixos enquanto a demanda

aumentou fortemente ao mesmo ponto”, acrescentou.

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Levantamentos e acompanhamentos pré e pós controle.

Avaliações de danos.

Análises situacionais das infestações.


COLUNA

Mass Timber: uma

alternativa para a indústria

florestal no Brasil

A indústria florestal mundial busca sempre novos

produtos. Inovar é uma constante para garantir a

competitividade dos produtos florestais no mercado

Ivan Tomaselli

Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

Foto: divulgação

A indústria

florestal

brasileira

precisa investir

para avançar

na adoção de

inovações e

continuar a

ganhar novos

mercados

N

as últimas décadas, a indústria

florestal brasileira mudou. Até

meados do século passado, ela

era pouco desenvolvida e produzia

basicamente madeira serrada,

com pequena participação no mercado

internacional. Naquela época a produção de

celulose e papel, de painéis de madeira e de

produtos de valor agregado era incipiente, e o

suprimento de matéria-prima era baseado em

florestas nativas.

O programa de incentivos para impulsionar

as plantações florestais, criado nos anos

1960, foi o início de uma grande transformação.

Hoje o Brasil é o maior produtor e

exportador mundial de celulose de fibra curta,

e também um grande produtor e exportador

de painéis de madeira, de serrados e de vários

produtos de valor agregado. A maior parte da

matéria-prima industrial (90%) é hoje de plantações

florestais.

A indústria florestal mundial busca sempre

novos produtos. Inovar é uma constante

para garantir a competitividade dos produtos

florestais no mercado. Nesta linha uma das

alternativas mais promissoras atualmente são

os produtos classificados genericamente como

Mass Timber, cuja demanda vem crescendo

em diversos países. Na realidade trata-se de

um conjunto de produtos, que oferecem ao

mercado uma nova solução para a construção

civil. Os produtos Mass Timber foram desenvolvidos

para substituição de concreto e aço

na construção civil. Hoje já existem edifícios

construídos totalmente em madeira com mais

de dez andares e novos projetos ainda mais

arrojados, vem sendo desenvolvidos. O uso

de madeira reduz o tempo de implantação

das obras, gera menos resíduos, cria um am-

biente mais humano e aconchegante, reduz a

demanda de químicos e as emissões de gazes

responsáveis pelo aquecimento global. O resultado

é um menor impacto ambiental.

Os produtos Mass Timber são baseados

principalmente em madeira serrada e lâminas,

com os quais são formados painéis e vigas/

colunas, de alta performance estrutural. Os

componentes podem ser colados ou unidos

por acessórios metálicos ou cavilhas de madeira.

Entre eles estão o CLT (Serrados Colados

Transversalmente), NLT (Serrados Unidos com

Pregos), DLT (Painéis Cavilhados), TCC (Compostos

Madeira/Concreto), Gluelam (Vigas

Laminadas), MPP (Painéis de Compensado

Colados), LVL/ PSL (Painéis Unidirecionais de

Lâminas) e outros.

A indústria florestal brasileira precisa investir

para avançar na adoção de inovações

e continuar a ganhar novos mercados. É

necessário o apoio institucional, baseado em

políticas públicas e programas, que promovam

investimentos em áreas inovadoras. É importante

também envolver outros agentes, como

a academia, para que participem do esforço

para desenvolver produtos e sistemas ajustados

para à realidade nacional.

Entre os desenvolvimentos para a formação

de uma base sólida e alavancar uma

indústria de Mass Timber estão os aspectos

normativos e tecnológicos, envolvendo produtos

e sistemas. A classificação estrutural

de madeiras de plantações e tecnologias

apropriadas para a preservação e tratamento

superficial, estão entre as prioridades. A degradação

da madeira por fungos e insetos é

um dos desafios a serem enfrentados na aplicação

de componentes estruturais de madeira

no Brasil.

12 www.referenciaflorestal.com.br


otaryax

rotaryaxoficial


NOTAS

Aumento do ICMS

Após o aumento da alíquota do ICMS,

promulgado pelo governo do Estado de São

Paulo, a ABIMÓVEL (Associação Brasileira

das Indústrias do Mobiliário) divulgou uma

nota de repúdio em que questiona a decisão

de João Doria. “Em que pese os ajustes fiscais

serem um dos componentes para efetiva reforma

administrativa tão necessária e fundamental

para o equilíbrio econômico, aumentar

os impostos é o caminho mais rápido para

aniquilar a sobrevivência das empresas que

estão com dificuldades para gerar e manter os

empregos, os parques industriais, o desenvolvimento

econômico e a sua sobrevivência.

Esse é o momento em que empresários e

governos devem estreitar relações pensando

na construção de um novo cenário econômico”,

relata o pronunciamento.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Plantas nativas

Os brasileiros não têm noção da riqueza da flora

nativa do Brasil e até os que se preocupam com o tema

ficariam surpresos com a diversidade de plantas que enriquecem

todos os nossos biomas. São 46,9 mil espécies

nativas. Informações sobre essas preciosidades estão na

publicação Flora do Brasil 2020, que acaba de ser lançada

pela equipe do projeto Flora do Brasil, coordenado

pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro. No formato

online, a publicação de 17 páginas é um presente a pesquisadores,

técnicos, estudantes e demais interessados

na flora do país. Mais do que isso, é resultado de 12

anos de estudos e também significa o cumprimento de

uma das metas da Estratégia Global de Conservação de

Plantas, vinculada à Conservação sobre Biodiversidade

Biológica, da ONU (Organização das Nações Unidas) - da

qual o Brasil é signatário. O projeto Flora do Brasil 2020

é um estudo multi-institucional em desenvolvimento desde 2008, envolvendo vários botânicos e alguns ecólogos brasileiros. “É um

estudo que fez uma verdadeira revolução no tema, um marco: há mais de 100 anos que não ocorria uma atualização sobre a flora

brasileira”, comenta o pesquisador da EMBRAPA Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília, DF), Bruno Walter. Ele e a colega

Taciana Barbosa Cavalcanti são membros do Comitê Gestor do projeto e participaram da produção do documento. Segundo Bruno

Valter, do total de 46,9 mil espécies nativas quase 50% são endêmicas - só ocorrem no Brasil. Participam 979 taxonomistas de 224

instituições de 25 países, entre elas a EMBRAPA Recursos Genéticos e Biotecnologia.

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NOTAS

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Crédito às exportações

O governo federal atendeu ao pedido da CNI

(Confederação Nacional da Indústria) e prorrogou

o contrato do Ministério da Economia com a ABGF

(Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores

e Garantias), hoje operador do SCE (Seguro de Crédito

à Exportação). O prazo foi estendido até 30 de

junho de 2021. Em carta encaminhada à CNI, a Casa

Civil informou que a prorrogação do contrato busca

“evitar algum tipo de descontinuidade do seguro

enquanto não se conclui a estruturação do novo sistema

de apoio oficial à exportação concedido pela

União.” Em 2 de dezembro de 2020, o presidente

da CNI, Robson Braga de Andrade, e 21 associações

setoriais enviaram carta a várias autoridades do governo

solicitando a imediata renovação do contrato

de prestação de serviços da ABGF com o governo

federal, de forma a evitar prejuízos ao financiamento

à exportação. O contrato estava previsto para

terminar em 30 de dezembro.

Florestas

mineiras

A retomada econômica mundial já mostra grandes

resultados e a indústria florestal brasileira tem se

beneficiado do novo momento, passada a pior fase

da pandemia em vários países do mundo. Além disso,

a recuperação da China e a demanda aquecida do

mercado interno trouxeram bons resultados para o

segmento de florestas mineiro no último trimestre de

2020 e a promessa para este ano é ainda mais positiva.

A presidente executiva da AMIF (Associação Mineira

da Indústria Florestal), Adriana Maugeri, explica que

apesar da pandemia de Covid-19, a demanda pelos

produtos do setor está em alta, o que vem favorecendo

o desempenho das empresas. Dentre os produtos

demandados, se destacam o carvão vegetal, o aço, o

ferro gusa, algumas ligas metálicas especiais, a celulose

e o papel. “Nossa estimativa é superar o desempenho

de 2019, já que a demanda está bem maior”, disse.

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NOTAS

Concessões amazônicas

O Conselho do PPI (Programa de Parcerias de

Investimentos) da presidência da república opinou

favoravelmente pela concessão florestal de três

Florestas Nacionais: Balata-Tufari, Pau Rosa e de

Jatuarana, todas localizadas no Estado do Amazonas.

Publicada no Diário Oficial da União, a Resolução do

Ministério da Economia nº 162, explicita que o Serviço

Florestal Brasileiro, órgão vinculado ao Ministério

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, será o

responsável por disciplinar e conduzir o processo de

outorga da concessão florestal. A motivação favorável

veio da necessidade de conservar a cobertura vegetal

das florestas brasileiras, de gerenciar o patrimônio

florestal de forma a combater a grilagem de terras e

evitar a exploração predatória dos recursos naturais

existentes, evitando assim a conversão do uso do solo

para outros fins. Além disso, o texto da resolução

coloca que a concessão permite a obtenção do recurso florestal por meio de técnicas de manejo sustentável e exploração de impacto

reduzido, favorece municípios e comunidades vizinhos à área concedida com a geração de emprego e com investimentos em serviços

e infraestrutura, o que permite a melhoria da qualidade de vida da população que vive no entorno. A economia formal também é estimulada

com produtos e serviços oriundos de florestas manejadas.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Mercado de lenha

A extração e a comercialização da lenha oriunda da Caatinga,

para fins industriais, movimentam R$ 2 bilhões por ano e geram

35 mil postos de trabalho fixos, segundo dados de um estudo

realizado pelo PNUD e o MMA (Ministério do Meio Ambiente),

em 2018. No Nordeste, a lenha é ainda a principal fonte de

energia para as indústrias de cerâmica, gesso, farinha, laticínios e

têxtil, além de ser muito usada nos fogões a lenha da zona rural

e periferias urbanas.Por outro lado, os dados geram preocupações

ambientais, uma vez que parte da lenha consumida não

tem origem sustentável, ou seja, é oriunda de desmatamentos. A

solução para atender ao mercado de forma legal e sustentável é a

implantação de planos de manejo florestal. O manejo florestal é

uma solução importante para a conservação do bioma Caatinga,

seja ele praticado por pequenos, médios ou grandes produtores

rurais, comunitários ou não. Ademais, incentiva a geração de emprego

e renda por meio da comercialização de produtos florestais

sustentáveis madeireiros e não madeireiros.

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NOTAS

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Tecnologia

para manejo

Planejar a extração madeireira e garantir ao mesmo

tempo conservação e a plena recuperação da floresta é

o maior desafio do manejo florestal sustentável na Amazônia.

Para apoiar essa missão, a Embrapa apresenta o

software BOManejo uma ferramenta de apoio à elaboração

e execução de planos de manejo. A apresentação ao

público será dia 05 de junho, na sede da Embrapa Amazônia

Oriental, em Belém (PA). A ferramenta é gratuita e

direcionada a técnicos de empreendimentos florestais,

comunidades e, futuramente, a técnicos de órgãos

de fiscalização. O chefe-geral da EMBRAPA Amazônia

Oriental, Adriano Venturieri, ressalta que o software

é um exemplo de como a pesquisa gera produtos que

atendem ao setor produtivo e ao governo. “O uso dessa

ferramenta contribui para que a atividade madeireira na

Amazônia tenha cada vez mais planejamento e controle,

causando o mínimo impacto à floresta”, completa.

Reunião online

A ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de

Madeira Processada Mecanicamente) realizou, no

mês de fevereiro, uma reunião online que contou

com uma apresentação de dados florestais e evolução

da produção brasileira de madeira processada, além

de uma palestra sobre: Desafios e Perspectivas para

a Gestão Florestal em Nível Nacional; com Fernando

Castanheira Neto, Coordenador Geral de Fomento e

Inclusão Florestal do SFB (Serviço Florestal Brasileiro).

Durante o evento, foram apresentadas as principais

pautas e temas que o comitê irá atuar, assim como

informações relevantes ao segmento florestal e

madeireiro. A participação de Fernando Castanheira

Neto diagnosticou as perspectivas da agenda de

desenvolvimento florestal brasileiro. “Sabemos da

importância, abrangência e transversalidade da pauta

florestal e de suprimento para o segmento madeireiro.

É importante a participação de todas as empresas

nas atividades que serão desenvolvidas pelo comitê,

bem como em contribuir nas comissões de trabalho

que serão formadas”, informou a ABIMCI.

Foto: divulgação

20 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Nota de falecimento

A IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores) lamenta o falecimento

de Erling Lorentzen, pioneiro e visionário do setor de árvores

cultivadas. Empresário norueguês radicado no Brasil, Erling

Lorentzen é reconhecido por sua marcante atividade empresarial

e socioambiental. Foi fundador e presidente da Aracruz

Celulose, na década de 1970, tida como a primeira fábrica de

celulose em linha do Brasil. Fundador da Aracruz Celulose,

o norueguês começou a dar corpo ao projeto com o plantio

florestal, que previa a exportação de cavaco. Buscando agregar

valor e gerar riqueza com a industrialização, o executivo sugeriu

o desenvolvimento de uma indústria local de processamento

de celulose. Obstinado, não se intimidou com as desconfianças

da época ao idealizar a então maior fábrica, com 400 mil t (toneladas).

Hoje o setor de base florestal emprega mais de 3,75

milhões de pessoas no Brasil, é líder mundial em exportação e

é protagonista no investimento em novas aplicações e novos

produtos de base florestal. Só chegamos até aqui, pois tivemos

na nossa fundação líderes como Erling Lorentzen, que mudou

o paradigma de um país exportador de commodities sem valor

agregado e sem industrialização, inovou no entendimento de que o valor precisa ser compartilhado com a comunidade e com o

meio ambiente, e que se não nos anteciparmos ao futuro, ficaremos no passado”, disse Paulo Hartung, presidente da IBÁ.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Reconhecimento internacional

A John Deere é a empresa mais admirada na indústria de

máquinas agrícolas e de construção, segundo o ranking: World’s

Most Admired Companies; divulgado pela revista americana

Fortune. A publicação destaca as companhias mais respeitadas e

bem-conceituadas do mundo, levando em conta critérios como

inovação, gestão de pessoas, responsabilidade social, qualidade

da gestão, solidez financeira, investimentos de longo prazo, qualidade

dos produtos e serviços, além da capacidade de competir

globalmente. “Sempre nos orgulhamos em fazer parte de rankings

tão importantes e reconhecidos como este da revista Fortune.

Estar ao lado de marcas que também admiramos, eleva ainda

mais nossa responsabilidade com nossos clientes, funcionários e

fãs. Há 184 anos, a John Deere vem construindo sua história baseada

nos valores de integridade, qualidade, comprometimento

e inovação, mas principalmente, segue comprometida em construir

um futuro ainda mais próspero e sustentável”, garante Elisa

Pimenta, gerente de marca e eventos corporativos.

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NOTAS

Foto: divulgação

Nova diretoria

No último dia 8 de dezembro, foi eleita a nova

diretoria do SIMNO (Sindicato das Indústrias Madeireiras

e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso). O

novo presidente, o empresário do setor moveleiro,

Edvaldo Dal Pozzo, falou sobre as expectativas para

seu mandato nos próximos anos. De acordo com

ele, sua gestão será focada em fazer um trabalho

diferenciado, porém, consciente da necessidade de

novas ideias que pretende implantar em sua gestão,

com um trabalho voltado aos associados, resgatando

os que se afastaram e prestando assistência aos

que permaneceram. Dal Pozzo menciona ainda que

será dado uma atenção especial a todos os associados

de toda região noroeste, através de um planejamento

de se realizar reuniões descentralizadas, ou

seja, não apenas em Juína, mas sim uma em cada

base de atuação do SIMNO.

Mulheres do Agro 2021

Desde o dia 08 de março estão abertas as inscrições para a

4ª edição do Prêmio Mulheres do Agro, a iniciativa idealizada

pela Bayer, em parceria com a ABAG (Associação Brasileira

do Agronegócio), que promove a valorização de produtoras

rurais brasileiras que fazem a diferença no campo e que

mostram que, quando lideram os seus negócios, são mais

sustentáveis e inovadoras se destacando à frente da gestão

de propriedades de pequeno, médio e grande porte. “A Bayer

vem acompanhando histórias que mostram o empenho da

agricultura brasileira em trabalhar com sustentabilidade. O

Prêmio Mulheres do Agro oferece visibilidade tanto a esses

cases de sucesso, como ao papel da mulher no campo dando

voz às produtoras rurais valorizando e reconhecendo suas contribuições

para o setor através de boas práticas agropecuárias,

inovação no campo, entre outras qualidades, como implementações que visam desenvolver comunidades locais”, explica Daniela

Barros, diretora de Comunicação Corporativa para a área agrícola da Bayer Brasil. Com o início das inscrições em março deste ano,

o tema do prêmio é Gestão Inovadora e reconhecerá iniciativas para boas práticas agropecuárias e gestão sustentável com foco

nos pilares econômico, social e ambiental como: uso racional de recursos naturais, aumento da eficiência da produção com gestão

inovadora, projetos que permitam o desenvolvimento social da comunidade ou colaboradores da propriedade, bem-estar animal e

valorização do capital humano. Para se inscrever, basta acessar o site: www.premiomulheresdoagro.com.br até o dia 20 de agosto.

As vencedoras serão reveladas durante o 6º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio , que terá formato digital em 2021, e

será realizado entre 25 e 27 de outubro.

Foto: divulgação

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SOMOS DEPENDENTES DE ENERGIA




SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS


COLUNA

Ao consumir

madeira, exija o

DOF (Documento de

Origem Florestal)!

O documento é uma licença obrigatória

para o transporte e armazenamento de

produtos florestais de origem nativa e

dá segurança ao setor

O DOF é uma

ferramenta cujo

objetivo é controlar

e monitorar a

exploração,

transformação,

comercialização,

transporte e

armazenamento dos

produtos

O

DOF (Documento de Origem Florestal), instituído

pela Portaria MMA nº 253, de 18 de agosto

de 2006, constitui uma licença obrigatória para

o transporte e armazenamento de produtos

florestais de origem nativa, inclusive o carvão

vegetal nativo. A emissão do DOF e demais operações são

realizadas eletronicamente por meio do sistema DOF, disponibilizado

pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente

e dos Recursos Naturais Renováveis), sem ônus financeiro aos

setores produtivos e empresariais da base florestal.

A Instrução Normativa IBAMA nº 21, de 24 de dezembro

de 2014, alterada pela Instrução Normativa IBAMA nº 9, de

12 de dezembro de 2016, traz os critérios e procedimentos de

uso do DOF, válida para todos os Estados da federação que o

utilizam.

Frise-se que os Estados que utilizam sistemas próprios,

como é o caso de Mato Grosso com o Sisflora (MT), devem

atender às disposições constantes no anexo da Resolução CO-

NAMA nº 379, de 19 de outubro de 2006.

Em outras palavras, o DOF é uma ferramenta que integra

os documentos de transporte florestal federal e estaduais, em

Mato Grosso a GF (Guia Florestal), cujo objetivo é de controlar

e monitorar a exploração, transformação, comercialização,

transporte e armazenamento dos produtos e subprodutos florestais

de origem nativa.

Para o consumidor, exigir o DOF aos fornecedores de

madeira é um meio garantido de assegurar a origem legal da

madeira, seja ela bruta ou processada. Controlar a origem da

madeira que se utiliza também é a forma correta de conservar

as florestas em pé, uma vez que a madeira nativa colhida por

meio do Manejo Florestal Sustentável tem como pilar principal

a manutenção da biodiversidade pela conservação da vegetação

e fauna nativas. Consumidor consciente adquire madeira

oriunda de Manejo Florestal Sustentável e exige o DOF!

https://cipem.org.br

26 www.referenciaflorestal.com.br


FRASES

Foto: divulgação

O Brasil é e será por longo tempo o

protagonista das finanças verdes.

Temos uma variedade de setores

que estão inseridos de modo

efetivo na sustentabilidade do

Brasil. O envolvimento de todos

esses atores nessa parceria

vai destravar o Programa de

Concessão Florestal em todas as

regiões do país

Tereza Cristina, ministra da Agricultura, Pecuária

e Abastecimento, sobre parceria do BNDES e do

SFB (Serviço Florestal Brasileiro) para ampliar

concessões florestais

“A prioridade do governo

atualmente é a retomada

econômica que vai garantir

saúde, emprego e renda. Tudo

isso está vinculado à pauta do

congresso. O governo tem apoio

considerável no congresso e

está buscando cumprir seus

compromissos de campanha, mas

a pandemia hoje toma todas as

nossas atenções”

“A alta dos custos e a

falta de matérias-primas

e insumos, provocadas

pela desestruturação da

cadeia produtiva e forte

desvalorização cambial,

constituem entre os principais

motivos para o setor”

Eduardo Santarossa, da área de Inteligência

Comercial do Sindmóveis, sobre os desafios do

setor madeireiro

Eduardo Gomes, senador e líder do governo,

sobre as iniciativas para a retomada econômica

28 www.referenciaflorestal.com.br


ENTREVISTA

Acácias:

cheias de

VANTAGENS

Acacia: many advantages

Foto: divulgação

ENTREVISTA

C

om o crescente desenvolvimento do setor

florestal no Brasil, a indústria nacional tem

buscado novas possibilidades de produtos e

insumos e, neste contexto, a madeira de acácia

tem caído no gosto de diversos produtores, por suas propriedades,

como por exemplo, o alto teor de tanino. Especialista

no assunto, o engenheiro florestal e gerente de silvicultura da

Tanagro, Augusto Simon, conversou com a REFERÊNCIA FLO-

RESTAL e trouxe mais detalhes sobre a árvore. Confira:

Augusto

Arlindo Simon

E

ndeavoring for further development, the

Brazilian Forestry Sector has sought out new

possibilities for products and consumables. In

this context, acacia has become popular with

several forest producers due to its characteristics, such as

its high tannin content. A specialist on the subject, Augusto

Simon, Forest Engineer and Forestry Manager for Tanagro,

talked with REFERÊNCIA Florestal and provided more details

about the species.

Check out below:

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Gerente de Silvicultura da Tanagro S.A.

Forestry Manager for Tanagro S.A.

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Engenheiro Florestal - Universidade Federal de Santa Maria (RS)

Forest Engineering, Federal University of Santa Maria-RS

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planflora.com.br

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+tecnologia

+genética

MUDAS PARA TORAS, TÁBUAS E LÂMINAS

GENÉTICA AVALIADA DE ACORDO COM AS NORMAS DA ABNT


ENTREVISTA

>> Nos últimos anos, a madeira de acácia tem chamado a

atenção do setor de reflorestamento no Brasil. A que se deve

o crescimento deste interesse?

O grande diferencial da acacicultura é a existência de duas

linhas de produtos, uma vinda da madeira com suas propriedades

e outra vinda da casca, com seu alto teor de tanino. Isso dá

uma vantagem importante pela atuação em mercados diversificados.

Após 2009 ocorreram dificuldades econômicas a nível

mundial que impactaram os mercados em geral. Passadas essas

condições extraordinárias estamos investindo no desenvolvimento

de novos produtos para aproveitamento da casca e da

madeira, retomando nossa base florestal, fomentando terceiros

e tendo maior necessidade na compra de matéria-prima. Com

maior demanda valoriza-se a cultura, com maiores oportunidades

para os acacicultores, indústria e toda a cadeia produtiva.

>> Por que a acácia ainda não tem uma representatividade

maior no setor florestal?

A acácia é uma árvore de menor volume em comparação com

as florestas de pinus e eucaliptos no Brasil. Essa diferença diminui

a partir dos nossos trabalhos em melhoramento genético,

mas vai continuar existindo. Já no Rio Grande do Sul onde ocorre

a industrialização da casca a espécie tem boa representatividade,

sobretudo pelo incentivo do plantio junto a produtores

independentes. É histórica e largamente conhecida a grande

distribuição da espécie por pequenas e médias propriedades.

>> Existe algum cuidado especial no plantio da acácia?

Em geral os mesmos de outras florestas: seleção de mudas,

controle de formigas e de mato competição, etc. A carga geral

de adubos é menor, em parte pelo próprio crescimento, mas

principalmente porque o nitrogênio, fortemente demandado

por todas as culturas é desnecessário no caso desta leguminosa,

que deixa um saldo positivo em torno de 200 Kg/ha/ano ao

longo da rotação. Nos plantios de acácia há necessariamente

um cuidado especial com o controle do cascudo serrador, inseto

que corta galhos e ponteiras, prejudicando forma e crescimento.

Infelizmente ainda não existem produtos com registro

para a espécie limitando o controle à queima dos galhos infestados,

com suas próprias dificuldades.

>> Em seu artigo: Acácia: um gerador de riqueza; diz que as

características silviculturais da acácia negra a tornaram a espécie

preferida de muitas propriedades de pequeno e médio

porte. É isso mesmo?

A introdução da espécie, no início do século passado foi feita

em função da casca na região mais industrializada do Estado.

As propriedades rurais da região já eram em geral pequenas e

a demanda pela madeira, de boa densidade e alto poder calorífico,

foi sempre alta e diversificada. A facilidade na renovação

dos plantios associados a culturas agrícolas de subsistência

manteve a espécie sempre presente. Outro fator importante

foi a transformação em carvão vegetal também distribuída nas

inúmeras propriedades. A produção de carvão tem destaque

regional e compete fortemente com outros usos industriais da

madeira.

In recent years, acacia has drawn the attention of the Planted

Forest Sector in Brazil. Why has there been a growth in

the interest of this species?

The significant differential of acacia is two product lines, one

from the wood itself, with its unique properties, and another

from the bark, with its high tannin content. Thus, acacia has

an essential advantage by acting in two completely different

markets. After 2009, there were global economic difficulties

that impacted markets in general. Under these extraordinary

conditions, we began investing in developing new products

to make use of the bark and the wood, resuming our forest

base, fostering third-party use, and having a greater need to

purchase raw materials. With the greater demand, the culture

became more valued, with significantly more opportunities for

the acacia growers, industry, and the entire production chain.

Why does acacia still not have a better representation in the

Forest Sector?

Acacia is a lower volume tree compared to pine and eucalyptus

in Brazil. This difference is being reduced due to our

work on genetic improvement but will continue to exist. In

the State of Rio Grande do Sul, where the industrialization of

the bark occurs, the species is well represented, mainly due to

encouraging planting by independent producers. Historically,

it is widely known for the extensive distribution of the species

among small and medium-sized properties.

Is there any special care needed in planting acacia?

In general, the same as for other forest types: the selection of

seedlings, ant control, underbrush competition, etc. Overall

fertilization is less, partly due to its growth, but mainly

because nitrogen, very much needed by most cultures, is

unnecessary for growing acacia, which has a positive balance

of around 200 kg/ha/year throughout its rotation cycle. For

acacia plantations, there is a necessity for special care for

the control of the longhorn beetle, an insect that cuts into

the branches and eats the tips, impairing shape and growth.

Unfortunately, there are still no products registered for the

control of this pest, limiting control to the burning of infested

branches, with the difficulties of doing so.

In your article ‘Acacia: a wealth generator,’ you say that the

forestry characteristics of black acacia have made it the preferred

species of many small and medium-sized properties.

Why is that?

At the beginning of the last century, the species was introduced

in the most industrialized region of the State in the

function of the bark. The rural properties in the area were already

generally small, and the demand for wood with a good

density and high calorific value was always large and diversified.

The ease in renewing plantations associated with other

agricultural activities led to the species always being present.

Another critical factor the transformation into charcoal, also

distributed among numerous properties. Charcoal production

has a regional prominence and competes strongly with other

industrial uses of the wood.

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ENTREVISTA

>> Existem diversas espécies de acácias. Quais delas são mais

indicadas para o reflorestamento?

No caso do Rio Grande do Sul, plantamos exclusivamente a

Acacia mearnsii, De Wild. cujo diferencial é o teor de tanino de

sua casca. Os taninos são moléculas orgânicas, da classe dos

polifenóis, que na natureza já desempenham a função de diminuir

ou evitar ataques de herbívoros, insetos ou outros agentes

causadores de doenças, conferindo um mecanismo de defesa

natural às folhas, cascas e frutos verdes de diversas espécies

vegetais. Através de processos industriais específicos, os taninos

podem assumir propriedades de conservação (combinação

com proteínas evitando a putrefação do couro), precipitação e

coagulação de diferentes substâncias (tratamento de águas),

regulação do trato digestivo (aditivo para rações animais), entre

outros. Desta forma, mesmo entre outras espécies do gênero

Acacia, esta que plantamos é a mais indicada, associando a utilização

da casca com os diversos usos da madeira.

>> Quais são as maiores vantagens do plantio de acácias, comparadas

a outras espécies de árvores reflorestadas?

Independente da produtividade e dos mercados para os diferentes

produtos, algumas questões aparecem na decisão dos

plantadores em geral. A recuperação e melhoria dos solos, a

possibilidade de cultivos agrícolas consorciados no primeiro

ano e após as colheitas sucessivas são importantes para os

acacicultores. Outro diferencial é o usual consórcio com pecuária.

As copas pouco densas com boa entrada de luz, as folhas

pequenas de rápida decomposição e o aporte de nitrogênio nos

plantios resultam em geral em boa quantidade de vegetação

rasteira sempre verde permitindo essa prática após o segundo

ano e durante toda a rotação.

>> Com foco na indústria da madeira, como as acácias podem

ser utilizadas como matéria-prima?

A madeira apresenta indicadores de uso bem interessantes:

poder calorífico entre 4.500 Kcal/Kg (madeira) e 6.000 Kcal/

Kg (carvão), comprimento de fibras de 0,9 a 1,0 mm, teor de

lignina em torno de 18 a 19 %, rendimento em torno de 315 Kg

de celulose kraft/m³ de madeira, teor de cinzas de 0,2 a 0,3% e

densidade básica entre 0,58 e 0,62 g/cm³. Estas características

têm dado viabilidade para usos diversos ao longo dos anos.

Lenha para produção direta de energia, transformação em

carvão vegetal, utilização na indústria de painéis, cavacos para

indústria de celulose e mais recentemente para a fabricação de

pellets, também para a geração de energia. O balanço positivo

de carbono em toda a cadeia é um salvo-conduto para substituição

de combustíveis fósseis.

There are several species of acacia. Which ones are best suited

for reforestation? Why is that?

In the case of the State of Rio Grande do Sul, we exclusively

plant Acacia mearnsii De Wild., whose differential is in the

tannin content of its bark. Tannins are organic molecules of the

polyphenol class, which naturally reduce and help prevent attacks

by herbivores, insects, and other disease-causing agents,

conferring a natural defense mechanism to the leaves, bark,

and green fruits of various plant species. Through specific industrial

processes, tannins can assume conservation properties

(combination with proteins avoid putrefaction of the leather),

precipitation and coagulation of different substances (water

treatment), and regulation of the digestive tract (additive for

animal feed) among others. Thus, even among other species

of the genus Acacia, this one is the most indicated for planting,

associating the use of bark with the various uses of the wood.

What are the most significant advantages of planting acacia

compared to other reforested species?

Regardless of its productivity and markets for the different

products, several issues appear to play more of a role in the

decision of planters in general. The recovery and improvement

of the soil and the possibility of existing with other agricultural

activities in the first year and after successive harvests are important

for acacia growers, most importantly, the usual consortium

with livestock. The shallow canopy leading to little shade,

the small leaves with rapid decomposition, and the nitrogen

intake in the plantations generally result in the right amount of

undergrowth always being green, commencing after the second

year and throughout the rotation.

Focusing on the wood processing segment, what can the acacia

raw material be used for?

The wood has desirable industrial characteristics: calorific value

between 4,500 kcal/kg (wood) and 6,000 kcal/kg (charcoal),

fiber length from 0.9 to 1.0 mm, lignin content around 18 to 19

%, yield around 315 kg of kraft pulp/m³ of wood, ash content

from 0.2 to 0.3%, and density between 0.58 and 0.62 g/cm³.

These features have led to the wood having diverse uses over

the years: firewood for direct energy production, transformation

into charcoal, use as veneer, chips for the pulp industry, and

more recently for the manufacture of pellets and the generation

of energy. The positive carbon balance throughout the chain is

a guaranteed way of being able to replace fossil fuels.

A recuperação e melhoria dos solos, a

possibilidade de cultivos agrícolas consorciados

no primeiro ano e após as colheitas sucessivas

são importantes para os acacicultores

34 www.referenciaflorestal.com.br


(19) 3434.0826

Rua Nossa Senhora de Fátima, 511

Paulicéia | CEP: 13424-230 | Piracicaba/SP

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TECNOLOGIA E ESTRATÉGIA

NO COMBATE A INCÊNDIOS

Multifuncionalidade com

otimização de recursos

Maior mobilidade e agilidade

Redução do tempo entre

detecção do foco de incêndio

e início do combate

Economia de água

e combustível

Redução de danos

EQUIPAMENTOS DE

ALTO DESEMPENHO

PARA EQUIPAR

VEÍCULOS LEVES

MAIOR

EFICIÊNCIA NO

USO DA ÁGUA


PRINCIPAL

PREVENÇÃO E

EQUILÍBRIO

36 www.referenciaflorestal.com.br


Incêndios em florestas são uma

grande preocupação para o setor

florestal - o uso de equipamentos

adequados e com qualidade faz a

diferença em campo

Fotos: divulgação

Março 2021

37


PRINCIPAL

Aatividade florestal cresce todos os anos no Brasil.

Com a produtividade de suas florestas e com

os constantes investimentos em infraestrutura,

tecnologia e maquinário, o setor avança e faz

parte de uma das cadeias de maior ascensão da

indústria nacional. Mas, com tal crescimento de suas operações,

surgem problemas estruturais na mesma proporção.

Um deles é a ocorrência de incêndios florestais no campo,

seja por interferência humana ou causas naturais. Embora tais

eventos indesejados aconteçam, a grande maioria das empresas

florestais possui um rigoroso processo de manejo sustentável e

políticas de prevenção a incêndios muito bem definidas.

De acordo com o IBRAM (Instituto do Meio Ambiente e dos

Recursos Hídricos do Distrito Federal), as maiores causas de

incêndio em florestas são: queima para a rebrota de pastagens,

incidência de raios, máquinas com defeito em campo, atividades

de estrada de ferro, além do próprio vandalismo.

Por se tratar de uma precaução fundamental para qualquer

empresa do segmento florestal, a compra de equipamentos e

produtos para combate de incêndios deve ser cuidadosa buscando,

além de eficácia no combate, a segurança das pessoas e

do patrimônio. Para os veículos não portáteis e com carroceria

especial, a Equilíbrio possui a CAT (Certificação de Adequação

a Legislação de Trânsito), certificação de validação junto ao

Inmetro e aos órgãos executivos de trânsito dos Estados e do

Distrito Federal (DETRAN).

Há 15 anos no mercado de combate a incêndios florestais,

a Equilíbrio desenvolveu uma gama de tecnologias de ponta

para equipamentos de combate rápido, assim como para uso

em veículos maiores e mais robustos, envolvendo uso de supressantes

de fogo, sistema CAFS (Compressed Air Foam System) e

conceito de baixa vazão e alta pressão, que economizam água

Prevention and

equilibrium

Forest fires are a significant concern for the

Forestry Sector - the use of suitable and quality

equipment can make a difference in the field

T

he forest activity in Brazil is growing larger every

year. With the productivity of its forests and the

constant investments in infrastructure, technology,

and machinery, the Sector advances and is part of

one of the most escalating domestic production

chains. But with such operational growth, structural problems

arise in the same proportion.

One of them is forest fires, either from human interference

or natural causes. Although such unwanted events occur, most

forest companies have a rigorous sustainable management

process and very well-defined fire prevention policies.

According to the Brazilian Federal District Environment

and Water Resources Institute (Ibram), the leading causes of

forest fires are: burning for pasture regrowth, the incidence of

lightning, defective machines in the field, railroad activities, in

addition to vandalism itself.

38 www.referenciaflorestal.com.br


Projeto de caminhão bombeiro com Modelo 4F/CAFS

com propulsão hidráulica, partindo de tomada de

força na caixa de câmbio do caminhão

e aumentam a autonomia do combate.

Gerente operacional da Equilíbrio Florestal, Nelson Sanches,

explica que a empresa conta com um portfólio completo de

equipamentos portáteis, projetados para picapes pequenas ou

grandes, bem como, equipamentos de combate a incêndio fixos

em veículos de maior porte.

“Temos, por exemplo, equipamentos com tecnologia 2F

(fire fighting) , que correspondem àqueles em que a vazão de

água, em litros/minuto, é maior ou igual à pressão, em BAR;

assim como ferramentas com tecnologia 3F, que correspondem

àqueles em que a vazão de água, em litros/minuto é menor que

a pressão, em BAR, e aplicam água, espuma ou água+supressante”,

compara Sanches.

Além destes, a Equilíbrio também conta com produtos que

contêm canhões integrados a outros equipamentos, que aplicam

água ou espuma de baixa expansão (tecnologia 2F), com vazões

de 100 a 300 litros/minuto e pressão 35 BAR; equipamentos

com tecnologia 4F (Fire Fighting with Forword Foam)/CAFS,

que geram espuma usando ar comprimido, proveniente de um

compressor rotativo; e modelos multifuncionais, em que, além

do sistema de combate a incêndios, são veículos projetados para

funções adicionais de campo.

As this is an essential precaution for any company in the

forest segment, the purchase of firefighting equipment and products

should be carried out carefully while seeking out the safety

of people and property as well as effectiveness in combating

fires. For non-portable vehicles with distinct bodywork, Equilibrio

has the Traffic Adequacy Certification (C.A.T.), and the validation

certification with Inmetro and the executive agencies of the

State and the Federal District Transport Departments (Detran).

With fifteen years in the forest firefighting market, Equilíbrio

has developed a range of state-of-the-art technologies for

rapid combat equipment. It also produces equipment for use

in larger and more robust vehicles, involving fire suppressants:

Compressed Air Foam System (Cafs) and low flow and high-pressure

concept, which save water and increase combat autonomy.

Nelson Sanches, Operations Manager for Equilíbrio Florestal,

explains that the Company has a complete portfolio of portable

equipment designed for small or large pick-up trucks and firefighting

equipment to be fixed on larger vehicles.

“For example, we have equipment that uses 2F technology

(FireFighting), where the water flow, in liters/minute, is greater

than or equal to pressure (measured in bars). And tools using the

3F technology, which corresponds to those in which the water

flows, in liters/minute is lower than the pressure (in bars), and

apply water, foam or water+suppressant,” says Operations

Manager Sanches.

In addition to these, Equilíbrio also has products that use

cannons integrated with other equipment, which apply water

or low expansion foam (2F technology), with flows of 100 to 300

liters/minute with a 35 bar pressure; equipment with FireFighting

with Forward Foam (4F) / Compressed Air Foam System (Cafs)

technology, which generates foam using compressed air from

a rotary compressor; and, multifunctional models, in which, in

addition to the firefighting system, includes vehicles designed

for additional field functions.

Equilíbrio’s significant differential compared to the com-

Março 2021

39


PRINCIPAL

O grande diferencial da Equilíbrio, em comparação à

concorrência, é a qualidade do serviço oferecido, além da

expertise de mais de 30 anos no segmento de proteção

florestal. “Há 25 anos a Equilíbrio vem prestando serviços,

desenvolvendo sistemas e equipamentos. Além disso, a gestão

da Equilíbrio tem experiência anterior, que vem desde 1983,

com participação em diversos sistemas e processos na área

de Proteção Florestal. Portanto, são 38 anos de experiência

e atualmente cerca de 1,5 milhões de ha (hectares) de plantios

comerciais, e quase a mesma quantidade em áreas de

conservação”, acrescenta Nelson Sanches.

E todo o esforço da companhia nessas três décadas é

amplamente reconhecido pelo mercado, que tornou a Equilíbrio

líder no fornecimento de soluções para o combate de

incêndios.

Há quase 100 anos no mercado, a Guarany é um dos

mais renomados fabricantes mundiais de equipamentos para

saúde ambiental e anti-incêndio e, há mais de uma década,

é consumidora dos produtos Equilíbrio.

Gerente de vendas da Guarany, Cândido Martins Coelho,

afirma que a parceria entre as duas empresas tem sido frutífera

para o desenvolvimento das operações florestais. “Em

2014, foi fundada a Equilíbrio Equipamentos, empresa do

grupo Equilíbrio, que começou a desenvolver equipamentos

para combate a incêndios, adequando os mesmos para as

situações as quais enfrentavam em campo, com seu pessoal

da Equilíbrio Proteção Florestal. Nessa linha, os Conjuntos de

Combate a Incêndios para uso em pick-ups, fabricados pela

Guarany, com tanques flexíveis, começaram a ser produzidos

pela Equilíbrio com tanques rígidos, produzidos em fibra de

vidro”, revela.

Atualmente, a Guarany fornece os componentes principais

para a montagem dos equipamentos e a Equilíbrio, além

Modelo 4F/CAFS e canhão com

sistema de controle remoto.

Tanque cilindro de 10.000 litros,

em aço carbono

petition is the quality of the service offered, in addition to the

expertise of more than thirty years in the forest protection

segment. “For 25 years, Equilíbrio has been providing services

and developing systems and equipment. Equilíbrio management

has previous experience, since 1983, with participation in several

Forest Protection systems and processes. Therefore, there are 38

years of experience and currently about 1.5 million hectares of

commercial plantations being protected and almost the same

amount in conservation areas,” adds Operations Manager

Sanches.

The Company’s entire effort over these three decades is

widely recognized by the market, leading to Equilíbrio becoming

a leader in providing firefighting solutions. For almost a hundred

years on the market, Guarany has been one of the world’s most

renowned manufacturers of environmental and fire safety

equipment and has been a consumer of Equilíbrio products for

more than a decade.

Cândido Martins Coelho, Sales Manager for Guarany, says

that the two companies’ relationship has been extremely fruit-

Sistema portátil, motor diesel,

com tanque de 300 litros de

água. Aplica água ou espuma

40 www.referenciaflorestal.com.br


Veículo F-4000 4×4 Ford, com

equipamento de combate a

incêndio modelo 4F/CAFS-H-940.

Mini-munck hidráulico

de fornecer os tanques em fibra, produz os conjuntos pick-up

em sua unidade de Piracicaba (SP). Os principais produtos são

os conjuntos de combate para pick-ups, diferentes modelos

e versões, com capacidades volumétricas distintas, motores

a gasolina e diesel, entre outros diferenciais.

Parceiro comercial da Equilíbrio, o empresário Octavio

Tavares de Oliva Filho, diretor da Ecosafety, empresa especializada

em engenharia de incêndio, destaca o comprometimento

com que a empresa se dispôs a resolver os problemas desde

o início da parceria.

“Começamos a negociar a cerca de 4 anos e hoje estamos

desenvolvendo diversos projetos de forma conjunta, para

equipamentos de aplicação de produtos, água e supressante

tipo encapsulador (F-500). O grande diferencial da Equilíbrio é

a seriedade, ética profissional e conhecimento técnico. Não é

à toa que são líderes no mercado. Nossos desenvolvimentos

ainda não estão no mercado, mas temos a confiança de que

as inovações terão muito sucesso com o nosso consumidor”,

finaliza.

Multifuncional com três sistemas

de combates integrados, carroceria

especial e cabine estendida

ful in forestry operations. “In 2014 with the professional staff

from Equilíbrio Proteção Floresta, Equilíbrio Equipamentos was

created as part of the Equilíbrio Group and began to develop

firefighting equipment appropriate for the situations Guarany

faced in the field. In this line, the Firefighting Equipment Kits

for use on the pick-ups, manufactured by Guarany, with flexible

tanks, began to be produced by Equilíbrio with rigid tanks produced

in fiberglass,” he reveals.

Currently, Guarany supplies the main components for equipment

assembly, and Equilíbrio provides the fiber tanks and

produces pick-up kits in its Piracicaba unit. The main products

are the Firefighting Equipment Kitts for pick-ups, different models

and versions, with distinct volumetric capabilities, and gasoline

and diesel engines, among other differentials.

Another Equilíbro business partner, entrepreneur Octavio

Tavares De Oliva Filho, Director of Ecosafety, a company specializing

in fire engineering, highlights the commitment with

which Equilíbrio has been willing to solve the problems since

the beginning of their business relationship.

“We started doing business about four years ago, and, today,

we are developing several projects together for product application

equipment, water and encapsulated type suppressant

(F-500). The great differential of Equilíbrio is its seriousness,

professional ethics, and technical knowledge. It is no wonder

that they are market leaders. Our new products are not yet

in the market, but we are confident that the innovations will

be very successful with our consumers,” concludes Ecosafety

Director Oliva Filho.

Multifuncional com propulsão

hidráulica. Carroceria especial.

integrada com o tanque de água

Março 2021

41


SETOR FLORESTAL

4.8 milhões de

HECTARES

ATÉ 2022

Foto: divulgação

Parceria entre SFB e o BNDES será iniciada

com a estruturação pioneira do programa

nas Florestas Nacionais de Irati, Chapecó

e Três Barras, no sul

42 www.referenciaflorestal.com.br


O

SFB (Serviço Florestal Brasileiro) vai contar

com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento

Social) na estruturação dos contratos

de concessão florestal. O contrato prevê

o total de 4,8 milhões de ha (hectares) de

FLONAS (Florestas Nacionais), nos Estados do Paraná, Santa

Catarina e Amazonas.

A parceria terá início com os estudos para a estruturação

da concessão das FLONAS Irati (PR), Chapecó (SC)

e Três Barras Sul (SC). O encontro de lançamento contou

com a presença da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária

e Abastecimento); o presidente do BNDES, Gustavo

Montezano; o diretor-geral e o diretor-geral adjunto do SFB

(Serviço Florestal Brasileiro), Valdir Colatto e João Crescêncio,

respectivamente, a secretária especial do PPI (Programa

de Parceria de Investimentos) da presidência da república,

Martha Seillier, e do diretor de concessão e monitoramento

substituto do SFB, José Humberto Chaves.

“Achamos um caminho com o BNDES para as concessões

florestais. Vamos ganhar velocidade com um novo modelo

que vai ampliar a área concedida dos atuais 1,05 milhão de

ha para 4,8 milhões de ha até 2022. Esse é o início de uma

caminhada muito exitosa para o manejo florestal sustentável”,

ressaltou a ministra.

ECONOMIA VERDE

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, afirmou

que o evento marca a construção da futura economia verde,

“criando a nova fronteira das finanças verdes”. Destacou

ainda que o mundo, o mercado financeiro e o BNDES estão

focados para além do lucro financeiro, mas também no lucro

ambiental e social.

“Estamos aqui hoje desenvolvendo um novo modelo

que vai posicionar o Brasil numa liderança das finanças verdes

global. Temos a oportunidade e a obrigação de liderar

a nova tecnologia das finanças verdes. Isso aqui é a nova

fronteira do mercado financeiro. Temos um mercado financeiro

desenvolvido, temos uma democracia sólida e temos o

maior patrimônio verde do planeta, seja na agricultura, seja

na floresta. Temos todos os ingredientes para desenvolver e

construir a nova fronteira tecnológica financeira da economia

verde do planeta”, defendeu Montezano.

Para o diretor-geral do SFB, Valdir Colatto, fazer o manejo

sustentável das Flonas do Sul representa a produção

de bens, a geração de riquezas e a possibilidade de acesso a

outros projetos como o turismo e o plantio de mudas para

recuperação de APP (Áreas de Proteção Permanente) na

região.

Março 2021

43


SETOR FLORESTAL

“Um ponto importante é oferecer estrutura a essas

áreas e fazer com que elas produzam e cumpram o seu papel

de conservar o meio ambiente e desenvolver a região,

de forma econômica e sustentável, por meio do manejo.

Além disso, possibilitar a inclusão de projetos de turismo e

pesquisa”, ressaltou Colatto.

BENEFÍCIOS

O diretor de concessão florestal e monitoramento substituto,

José Humberto Chaves, ressaltou os benefícios da

parceria, que prevê a recuperação da vegetação nativa no

bioma Mata Atlântica. As áreas das Flonas do Sul passíveis

de concessão somam 6 mil ha.

“A expertise do BNDES vai colaborar para o desenvolvimento

de um novo modelo de concessão florestal para a

região Sul, com a exploração de florestas plantadas e a sua

substituição com o plantio de espécies nativas, prioritariamente.

Será uma prática diferente do que o SFB faz na Amazônia,

que é o manejo sustentável de florestas naturais”,

afirmou José Humberto.

A modelagem técnica, econômica e jurídica dos editais

de concessão das Flonas do sul será usada pelo SFB como

aprendizado para uso no futuro. A expectativa é a implementação

da concessão para reflorestamento em florestas

públicas degradadas em outros biomas brasileiros.

PARCERIA

A secretária especial do Programa de PPI da presidência

da república, Martha Seillier, defendeu o programa de concessão

florestal dentro do portfólio do PPI com potencial de

desenvolvimento de uma agenda regulatória na gestão dos

contratos.

“Podemos pensar receitas alternativas, obrigações,

como tornar essa parceria público-privada, ambos com

direitos e obrigações, a mais interessante para o Brasil. E,

assim, ter no manejo sustentável, uma exploração que gere

emprego, dignidade, arrecadação. Onde todos possam ganhar,

incluindo os municípios, os Estados e o Fundo Nacional

de Desenvolvimento de Florestas, fortalecendo o SFB no

monitoramento desses contratos”, aponta Seillier.

O SFB, em dezembro de 2020, assinou contrato com

o BNDES para prestação de serviços de estruturação de

concessão florestal em oito florestas públicas federais. Essa

área foi dividida em dois blocos. O primeiro formado pelas

FLONAS de Irati, Chapecó e Três Barras. O segundo bloco é

formado pelas FLONAS de Iquiri, Pau Rosa, Jatuarana, Balata

– Tufari e da Gleba Castanho (AM).

As FLONAS do Amazonas possuem uma área de 2,2 milhões

de ha que somadas com os 6 mil ha das flonas do sul

totalizarão 2,8 milhões de ha que terão o manejo florestal

sustentável dentro da nova modelagem. Os objetivos são a

conservação de florestas em áreas críticas com a manutenção

da biodiversidade e o desenvolvimento econômico, por

meio da promoção da bioeconomia e do desenvolvimento

sustentável.

Além disso, é prioritária a implantação de novos modelos

para o setor florestal, com a qualificação e aprimoramento

de novos modelos de articulação entre o setor privado,

esfera pública e comunidade ESG.

44 www.referenciaflorestal.com.br

MANEJO SUSTENTÁVEL

Atualmente, estão em vigência 17 contratos que autorizam

o manejo de produtos florestais madeireiros e não

madeireiros, nos Estados de Pará e Rondônia, que totalizam

uma área de 1,05 milhão de ha. As técnicas do manejo sustentável

definidas pelo SFB garantem a exploração das áreas

conservando a floresta em pé. Nas áreas sob concessão, as

ferramentas de monitoramento e as rápidas respostas dos

concessionários e dos órgãos fiscalizadores dificultam as atividades

ilegais, como desmatamento e garimpo.


TRANSPORTE

Estradas para

O FUTURO

Investimentos em infraestrutura e escoamento de

mercadorias fazem parte do projeto de um país mais

desenvolvido e pronto para crescer

Fotos: divulgação

46 www.referenciaflorestal.com.br


Março 2021 47


TRANSPORTE

Após anos de sucateamento de estradas e

ferrovias no Brasil, o país tem boas perspectivas

para investir e melhorar sua infraestrutura

na próxima década. Responsável

por este setor, o Ministério da Infraestrutura,

capitaneado pelo ministro Tarcisio Gomes de Freitas,

prevê, por exemplo, o leilão de novas concessões de

rodovias no Paraná, Estado importante para o setor florestal,

com investimento de cerca de R$ 42 bilhões para

as estradas paranaenses.

O chefe da pasta, inclusive, acredita que esse movimento

fará com que o Paraná seja o Estado com maior

repasse de dinheiro nesta área em todo o país, conforme

explicou em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, em janeiro

deste ano.

“São R$ 42 bilhões em investimentos previstos do

terceiro ao décimo ano de concessão. Isso vai fazer com

que o Paraná seja o estado do Brasil com maior carga de

investimento e a melhor infraestrutura de transporte do

Brasil”, revelou Gomes de Freitas, que também afirmou

que cerca de 3,3 mil km (quilômetros) de rodovias no

Paraná participarão deste modelo de concessão, que

deverá ser realizado de forma híbrida, com cobrança de

outorga.

De acordo com o ministro, este formato possibilita a

cobrança de uma tarifa menor, o que desempataria o critério

para a escolha do modelo híbrido. “Nós vínhamos

de modelos fracassados de concessão. Vimos o modelo

de menor tarifa fracassando e não podíamos repetir os

mesmos erros. Ele deu errado lá atrás pela falta de fôlego

financeiro das concessionárias. Por isso, foi pensado um

modelo que possibilitasse o cumprimento do contrato.

O modelo híbrido é um modelo muito inteligente, que

preserva o fluxo de caixa da concessão e permite que,

em um cenário de estresse, tenha fôlego financeiro”, afirmou.

“O que a gente está preocupado é com a execução

do contrato, não apenas no dia do leilão. Mais do que

um leilão bem-sucedido, é importante ter um contrato

bem-sucedido.”

PORTOS

O secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários

do Ministério de Infraestrutura, Diogo Piloni, também

falou recentemente sobre a modernização dos portos

brasileiros. Segundo ele, o governo pretende tornar o

sistema mais avançado tecnologicamente, com o objetivo

de trazer maior autonomia a partir da privatização do

setor portuário no Brasil.

“Nossos principais objetivos são integrar os modais

de transportes para melhorar o escoamento da produção

nacional, mudar o modelo de cabotagem no Brasil e incentivar

o transporte em hidrovias”, explicou Piloni.

48 www.referenciaflorestal.com.br


O secretário também afirmou que a Indústria 4.0,

que ainda engatinha no país, deve fazer parte do futuro

do setor portuário. “Outra grande missão é tornar os

portos 4.0, com foco na IOT (Internet das Coisas), no big

data em portos como o de Paranaguá (PR), Santos (SP),

Rio de Janeiro (RJ), Suape (PE) e Itajaí (SC)”, acrescentou.

BR DO MAR

Outro projeto que deve impulsionar a atração de investimentos

privados para o setor portuário e de cabotagem

no país é o BR do Mar, em tramitação no congresso

nacional. Com o Programa de Incentivo à Cabotagem, conhecido

como BR do Mar, o governo federal quer ajustar

a legislação de forma a incentivar o setor aquaviário no

Brasil, tornando-o uma alternativa logística às rodovias e

ferrovias brasileiras. O Brasil possui mais de 8 mil km de

costa.

A cabotagem é a navegação entre portos ou pontos

de um mesmo país. Se aprovado, o projeto deve ampliar

a concorrência, criar novas rotas e reduzir custos na navegação

entre portos. O programa foca em quatro eixos:

frota, indústria naval, custos e porto e a expectativa do

governo é que ele ajude a incentivar a retomada da economia

brasileira no período pós-crise.

Com o Programa de Incentivo

à Cabotagem, conhecido como

BR do Mar, o Governo Federal

quer ajustar a legislação de

forma a incentivar o setor

aquaviário no Brasil

Março 2021

49


MANEJO

50 www.referenciaflorestal.com.br


Plano de Manejo

FLORESTAL

NO PARANÁ

Fotos: divulgação

Klabin divulga dados do manejo florestal

sustentável adotado pela empresa, que prioriza a

importância do sistema em formato de mosaico

para a conservação da fauna e da flora local

Março 2021

51


MANEJO

AKlabin disponibilizou, no início deste

ano, o resumo público 2020 do plano de

manejo da unidade Florestal do Paraná,

com os resultados consolidados de 2019.

A unidade conta com uma área florestal

total de mais de 400 mil ha (hectares), sendo mais de

164 mil de vegetação nativa destinada à conservação. O

documento reúne as políticas socioambientais e de sustentabilidade

da empresa, além de apresentar indicadores

técnicos e econômicos da sua operação florestal,

que destacam a importância do manejo adequado para

a conservação do bioma da região.

A área florestal da Klabin no Paraná representa a

maior mancha verde no sul do país. Por meio dos estudos

que são realizados pela unidade florestal, foram

identificadas 1.221 espécies de flora nas áreas da empresa

no estado, sendo que 28 são consideradas ameaçadas

de extinção; na fauna, foram encontradas 733

espécies nas áreas florestais da empresa, sendo que 68

estão nas listas oficiais como ameaçadas de extinção.

A Klabin é pioneira no uso da técnica em forma de

mosaico, que mescla florestas plantadas com matas nativas,

formando corredores ecológicos que possibilitam

a convivência e o fluxo da fauna nativa em seu habitat

natural, contribuindo também para a proteção do solo

e da biodiversidade. A área florestal da companhia no

Paraná compreende o total de 342 mil ha, sendo 142

mil de mata nativa. A Klabin também mantém um Parque

Ecológico, na Fazenda Monte Alegre, em Telêmaco

Borba (PR), para fins de pesquisa e conservação, atuando

no acolhimento e reabilitação de animais silvestres

vítimas de acidentes ou maus-tratos, auxiliando o

trabalho de órgãos ambientais. Além de contribuir para

a preservação da flora e fauna da região, inclusive de

espécies ameaçadas de extinção.

O documento também apresenta as diversas ações

que a Klabin realiza com as comunidades onde atua

no Paraná, buscando estabelecer proximidade e engajamento

da população por meio do conhecimento do

52 www.referenciaflorestal.com.br


território e da consciência ambiental. Ao todo, são 16

projetos socioambientais desenvolvidos pela empresa

e seus resultados são mostrados no resumo público,

como por exemplo o Programa Caiubi, que alcançou

mais de 14 mil alunos de cinco municípios dos campos

gerais, disseminando conteúdos de consciência ecológica.

Outros destaques trazidos pelo relatório são os

números dos programas Matas Sociais - Planejando

Propriedades Sustentáveis, que apoia agricultores familiares,

e doou mais de 30 mil mudas de árvores nativas

no fechamento de 2019, além de 292 ha APP (Áreas de

Preservação Permanente) e RL (Reserva Legal) demarcadas;

e o Matas Legais, pelo qual foram doadas mais

de 23 mil mudas de nativas para restauração florestal e

readequação ambiental das propriedades rurais, e somou

a demarcação de 1.481 ha de APP e RL.

A companhia também aderiu aos ODS (Objetivos

de Desenvolvimento Sustentável) da ONU, é signatária

do Pacto Global e do Pacto Nacional para Erradicação

do Trabalho Escravo, e busca fornecedores e parceiros

que sigam os mesmos valores de ética, transparência e

respeito aos princípios de sustentabilidade.

A área florestal da Klabin no

Paraná representa a maior

mancha verde no sul do país.

Ao todo, são 16 projetos

socioambientais

desenvolvidos pela empresa

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Março 2021 53


MERCADO

Extração sustentável de

MADEIRA

Foto: divulgação

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Antes de iniciar oficialmente o manejo florestal em

comunidade no Pará, todos os manejadores passaram por

cursos de treinamento e capacitação realizados pelo IFT

Atão aguardada exploração sustentável da

floresta agora é realidade na Reserva Extrativista

Mapuá, localizada no município

de Breves, na região do Marajó, no Pará.

Com o apoio do IFT (Instituto Floresta Tropical),

os manejadores iniciaram em dezembro de 2020

a primeira extração sustentável de madeira na localidade.

“O manejo madeireiro comunitário era um sonho

antigo dos moradores daqui. Há muitos anos a gente

aguardava por esse momento, pois sabemos que ele

pode significar um divisor de águas no desenvolvimento

da nossa comunidade”, comemora o agroextrativista

João Batista Brandão, uma das principais lideranças da

Resex.

A execução do manejo florestal na localidade

atende as recomendações do ICMBIO (Instituto Chico

Mendes de Conservação da Biodiversidade), órgão responsável

pela aprovação do PMFS (Plano de Manejo

Florestal Sustentável) da Resex, em setembro de 2019.

O Plano contempla uma área de aproximadamente

6.300 ha (hectares), dividida em dois polos comunitários:

Boa Esperança e Santíssima Trindade.

Segundo Marcelo Galdino, coordenador do programa

Florestas Comunitárias, do IFT, o PMFS começou a

ser elaborado em 2018 a partir de uma oficina de construção

de plano de manejo destinada exclusivamente

para o grupo de manejadores locais, promovido pelo

IFT, na Unidade de Conservação. “Todo o processo de

elaboração do documento contou com a participação

da comunidade. Desde a primeira reunião até a finalização

do plano, tudo foi feito de forma participativa,

ouvindo os manejadores da Unidade, ICMBIO e o conselho

gestor da Resex”, destaca Galdino.

No Plano de Manejo Florestal Sustentável a comunidade

se propõe a promover o uso tradicional dos

recursos naturais de forma sustentável, condizentes ao

modo de vida da população tradicional residente no

interior da Resex.

Além do PMFS, uma das etapas para a comunidade

receber a AUTEX (Autorização de Exploração Florestal),

foi a construção e aprovação do POA (Plano Operacional

Anual), documento que aponta quais atividades

serão realizadas durante o ano de safra da exploração

da madeira.

Antes de iniciar oficialmente o manejo florestal na

comunidade, todos os manejadores passaram por cursos

de treinamento e capacitação realizados pelo IFT.

Entre os cursos ofertados estiveram TOI (Técnicas de

Planejamento e Abertura de Infraestrutura) e TCS (Técnicas

Especiais em Derruba de Árvores).

Março 2021

55


MERCADO

“Todas essas capacitações, divididas em aulas práticas

e teóricas, abordaram diversos conhecimentos destinados

ao aumento da eficiência do manejo florestal,

segurança e conforto no trabalho com uso de motosserras

durante às diversas atividades com exploração de

impacto reduzido e planejamento e abertura manual de

estradas para facilitar o transporte da madeira”, afirma

o técnico florestal João Adriano Lima.

MANEJO FLORESTAL EM ÁREA DE VÁRZEA

Galdino explica que o manejo florestal madeireiro

executado na Resex Mapuá é específico para áreas de

várzea. A várzea é um ambiente mutável, que segue a

dinâmica de cheia e seca dos rios. Por esse motivo, a

extração de madeira manejada costuma ser feita em

apenas três meses do ano, entre dezembro e fevereiro,

quando as florestas não estão inundadas pelo nível da

água.

Devido a essas condições, as estradas foram abertas

de forma manual, definindo o caminho principal por

O assessoramento do manejo

sustentável na Resex Mapuá

é uma iniciativa do projeto:

Florestas Comunitárias

56 www.referenciaflorestal.com.br


onde as toras serão arrastadas até o porto de embarque

para o transporte final até a serraria. Para facilitar

o arraste, os manejadores utilizam um equipamento

chamado Tartaruga, ideal para o arraste de toras em

terrenos de várzea.

O coordenador do programa Florestas Comunitárias

ressalta ainda que o manejo madeireiro não se resume

à retirada e venda da madeira, ele é um conjunto de

técnicas e metodologias que envolve as comunidades

durante boa parte do ano. O IFT também realiza capacitações

de exploração de impacto reduzido e orienta atividades

prévias à extração madeireira, como o levantamento

de estoque, classificação e cubagem de madeira.

FLORESTAS COMUNITÁRIAS

O assessoramento do manejo sustentável na Resex

Mapuá é uma iniciativa do projeto: Florestas Comunitárias;

que tem o objetivo de apoiar a implementação

de modelos de manejo florestal comunitário para uso e

comercialização de madeira e açaí na localidade. O projeto

conta com o apoio financeiro do BNDES, por meio

do Fundo Amazônia, e com as parcerias institucionais

da Caterpillar, Keila Florestal e Stihl.

Março 2021

57


PESQUISA

Avaliação da eficiência técnica de

clones de eucalipto em escala comercial

UMA ABORDAGEM

EMPREGANDO DEA (DATA

ENVELOPMENT

ANALYSIS)

Foto: divulgação

PAULO HENRIQUE DA SILVA

UNICAMP (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS)

PAULO SÉRGIO DE ARRUDA IGNÁCIO

UNICAMP

ALESSANDRO LUCAS DA SILVA

UNICAMP

ANTÔNIO CARLOS PACAGNELLA JÚNIOR

UNICAMP

58 www.referenciaflorestal.com.br


ORESUMO

presente artigo refere-se à utilização da

metodologia de DEA (Análise de Envoltória

de Dados) para determinar e comparar a

eficiência técnica de clones de eucalipto

dos gêneros Eucaliptus urophylla e Eucaliptus

grandis, em escala comercial, produzidos no período

de 2016 e 2017 e com idades de corte entre 5 e 7 anos. O

plantio desses clones ocorreu em locais com solos arenosos,

clima quente e temperado, destinados à produção de

celulose e papel, pertencentes a uma empresa situada no

interior do Estado de São Paulo.

Este estudo visa identificar quais clones apresentam

ou não melhorias de eficiência técnica relacionadas a sua

idade de corte, podendo auxiliar na tomada de decisão das

melhores idades de corte e também quais clones deverão

ser excluídos ou mantidos nos próximos ciclos produtivos.

O cálculo da eficiência técnica e de seus valores atuais,

folgas, alvos e benchmarks ao longo dos anos são determinados

através das variáveis custo total; volume individual

e volume produzido, sendo utilizado o modelo DEA BCC-O,

em função da existência de pouca proporcionalidade de

alguns pares input-output. Os clones CL02, CL03, CL05 e

CL08 mostraram-se eficientes em ambas as idades de corte,

caracterizando-os como possíveis benchmarks para os

clones ineficientes.

Já o clone CL04 foi o único cuja eliminação da lista de

clones a serem utilizados nos próximos ciclos de plantio

foi sugerida, apresentando diminuição de seu volume

individual e densidade básica, quando ocorre o aumento

de sua idade de corte. Conclui-se que a metodologia DEA

é uma opção para o auxílio da tomada de decisão de quais

clones de eucalipto devem ser utilizados, reduzidos e/ou

eliminados de seu próximo ciclo, determinando quais são

mais eficientes, verificando sua evolução em relação a sua

idade de corte.

Março 2021

59


PESQUISA

INTRODUÇÃO

Com mais de 700 espécies originárias principalmente

do continente australiano e com área total de plantação de

mais de 19 milhões de ha (hectares), o eucalipto é considerado

uma das plantações mais comuns do mundo (Yang

et al., 2017).

A introdução do eucalipto no Brasil deu-se a partir

de 1904 por Edmundo Navarro de Andrade, por meio de

reflorestamentos experimentais para a produção de dormentes

e lenhas para a Companhia Paulista de Estradas de

Ferro (Martini, 2004). No Brasil, os plantios de eucalipto

correspondem a 5,7 milhões de hectares, estando situados

especialmente nos estados de Minas Gerais (24%), São

Paulo (17%) e no Mato Grosso do Sul (15%) (Indústria Brasileira

de Árvores, 2017).

Em virtude das favoráveis condições edafoclimáticas e

também em função dos avanços tecnológicos na área de

silvicultura, o gênero Eucalyptus tem se destacado no setor

florestal brasileiro (Silva, 2011). Com média de 35,7 m 3 /

ha/ano, o Brasil liderou no ano de 2016 o ranking global de

produtividade florestal para os plantios de eucalipto, sendo

que nos últimos cinco anos sua produtividade aumentou

em 0,2% ao ano (Indústria Brasileira de Árvores, 2017).

O gênero Eucalyptus é considerado uma opção de

matéria-prima para a fabricação de celulose e papel, side-

rurgia, óleos essenciais, compensados, serrarias, mourões,

entre outros fins (Ferreira et al., 2014), buscando cada vez

mais maiores eficiências em seu processo produtivo (Grattapaglia,

2014).

Dessa maneira, podemos verificar algumas ferramentas

para determinar e avaliar a evolução ao longo do tempo

da eficiência técnica de clones de eucalipto em escala

comercial. Dentre essas ferramentas, podemos citar o

método não paramétrico designado como DEA (Data Envelopment

Analysis).

Também conhecida como análise de envoltória de dados,

a DEA é uma metodologia não paramétrica aplicada a

um conjunto de DMUs (Unidades Tomadoras de Decisões)

para a avaliação de suas fronteiras de produção, de forma

a analisar sua eficiência relativa (Santos, 2011).

REVISÃO DE LITERATURA E OBJETIVOS

O conceito de eficiência pode ser definido como a

ótima combinação entre os insumos (inputs), para gerar o

máximo de produto (outputs), de forma a minimizar a relação

entre insumos e produtos (Peña, 2008).

As verificações do desempenho de unidades de produção

são especialmente realizadas através de análise de

fronteira, sendo as principais abordagens a paramétrica e a

não-paramétrica. Na abordagem paramétrica, sua fronteira

baseia-se em medidas de tendência central, enquanto a

não paramétrica é baseada em medidas de valores externos

observados (Araújo; Carmona, 2002).

Dessa forma, a DEA (Análise de Envoltória de Dados) é

um dos métodos relacionados aos estudos sobre a medição

de eficiência em empresas (Titko; Stankeviciene; Lace,

2014). Por se tratar de um método não-paramétrico, não

utiliza inferências estatísticas ou se apega a medidas de

tendencial central, análise de regressões ou testes de coeficientes

(Ferreira; Gomes, 2009).

A DEA objetiva calcular a eficiência comparada entre

unidades de produção DMUs, sendo uma metodologia

inteiramente objetiva, dispensando a opinião do decisor

(Senra et al., 2007). Seus modelos clássicos são o CCR ou

CRS (Constant Return to Scale) (Charnes; Cooper; Rhodes,

1978) e o BCC ou VRS (Variable Return to Scale) (Banker;

Charnes; Cooper, 1984).

O modelo CCR faz uso de retornos de escala constantes,

em que variações nas entradas (inputs) acarretam

variações proporcionais nas saídas (outputs).

Os modelos DEA podem ser orientados em relação

aos seus insumos (inputs) e produtos (outputs). Se o modelo

for orientação ao input, seu objetivo será minimizar

o input, produzindo a mesma quantidade de outputs.

Quando o modelo for orientado ao output, seu objetivo

será produzir o maior número de outputs, mantendo-se a

quantidade de inputs (Barros et al., 2010).

Também é possível identificar, por esses modelos, as

60 www.referenciaflorestal.com.br


unidades de referência, ou benchmarks para as unidades

produtivas consideradas ineficientes, ou seja, promover

um comparativo para essas organizações com a finalidade

de melhorar sua eficiência (Silveira; Meza; Mello, 2012).

Assim, o objetivo principal deste estudo consiste em

determinar e comparar a eficiência técnica de clones de

eucalipto em escala comercial produzidos em solo arenoso

no período de 2016 e 2017, com idades de corte que variam

entre 5 e 7 anos. Essas análises objetivam identificar

quais clones de eucalipto apresentam ou não melhorias

em sua eficiência técnica em função de sua idade de corte,

podendo auxiliar na tomada de decisão de quais seriam

as melhores idades de corte para os clones estudados e

também se esses deverão ser excluídos ou mantidos nos

próximos ciclos produtivos.

MATERIAIS E MÉTODOS

METODOLOGIA

Este estudo utiliza dados obtidos no banco de dados

de uma empresa florestal que produz eucalipto dos gêneros

Eucaliptus urophylla e Eucaliptus grandis para sua planta

de produção de celulose e papel, localizada no interior

do estado de São Paulo, com clima quente e temperado,

sendo analisados e avaliados para o tipo de solo com características

arenosas e com volume médio de em torno

de 35 m 3 /ha/ano. Seu escopo propõe a determinação e a

comparação da eficiência técnica de clones de eucalipto

em escala comercial.

LEVANTAMENTO DAS INFORMAÇÕES

O levantamento das informações ocorre por meio da

base de dados da empresa objeto de estudo para os anos

de 2016 e 2017, sendo essas informações analisadas e

agrupadas, conforme apresentado a seguir:

● Por ano de recebimento, sendo utilizados os

anos de 2016 e 2017;

● Por tipo de clone de eucalipto, dos gêneros

Eucaliptus urophylla e Eucaliptus grandis;

● Utilizando somente madeiras localizadas no

Estado de São Paulo;

● Por Horto e Talhões (Local de plantio);

● Com idade de corte entre 5 e 7 anos;

● Somente florestas de parcerias e próprias da

empresa objeto de estudo;

● Somente áreas com solos de característica

arenosa, conforme classificação da empresa

estudada, totalizando uma área de 8.124,80 ha.

Esses dados são compostos pelas seguintes variáveis:

custo total (R$); densidade básica (kg/m 3 ); idade de corte

(anos); volume individual (dm 3 ) e volume produzido (m 3 ).

O volume produzido em metros cúbicos (m 3 ) são valores

obtidos pós colheita, e coletados através do sistema de

medição de volume Logmeter da empresa.

A variável volume individual, comumente utilizada em

metro cúbico (m 3 ), foi convertida e utilizada em decímetro

cúbico (dm 3 ). Essa conversão foi necessária, para se ter

uma maior precisão e sensibilidade durante a aplicação

dos modelos DEA, em função dos valores encontrados na

base de dados serem muito próximos entre si, podendo

inviabilizar a utilização dessa variável tão importante.

A variável custo total (R$) foi substituída por custos

similares a esse processo e disponível na literatura acadêmica

(Wilcken et al., 2008), visto que essa variável possui

caráter sigiloso, sendo esses valores calculados usando o

conceito de valor futuro (VF) e corrigidos para o ano de

2016. Esse ajuste ocorrido para os anos avaliados visam

à padronização dos valores ao longo desses anos, sendo

atualizados através do índice geral de preços - disponibilidade

interna (IGP-DI).

M=P.(1+i)n

M=P.(1+i)n (7)

Onde:

M representa o montante ao final da aplicação;

P representa o principal, o valor inicial em Janeiro

de 2008 que corresponde à R$ 2.514,00 (Wilcken et al.,

2008);

i representa a taxa de juros;

n representa o prazo.

Na sequência é realizado o cálculo dos custos totais

para cada área plantada, multiplicando-se o valor de R$

4.437,30 por hectare (R$/ha), pela área plantada em hec-

As verificações do

desempenho de unidades de

produção são especialmente

realizadas através de

análise de fronteira, sendo

as principais abordagens

a paramétrica e a nãoparamétrica

Março 2021

61


PESQUISA

tares (ha) em função do tipo de clone e idade de corte.

Custo total (R$) = Custo corrigido 2016 (R$ ha) × Área

plantada (ha)

Custo total (R$) = Custo corrigido 2016 (R$ ha) × Área

plantada (ha) (8)

Em seguida, foi realizada análise das variáveis para

verificação da existência de valores faltantes na base de

dados, sendo esse período excluído da base caso ocorra

falta de algum dado.

ANÁLISE DAS VARIÁVEIS

Para as variáveis utilizadas, foi realizada a comparação

das entradas e das saídas, individualmente, para idades

entre 5 e 7 anos, por meio da ferramenta gráfico de dispersão

por tipo de solo. Na sequência foi realizada a análise

de correlação das entradas e das saídas, individualmente,

para cada par input-output, verificando se teve ocorrência

de proporcionalidade entre essas variáveis.

Através dessas análises é possível determinar a existência

de proporcionalidade entre os pares inputs-outputs

para ambas as idades, de forma a identificar seus rendimentos

de escala e posteriormente sua orientação com

input ou output (Mello et al., 2006).

Em seguida deve-se definir a quantidade de DMUs a

ser utilizada, sendo que essas deverão ser de pelo menos

três vezes o número de entradas e saídas (Dyson et al.,

2001), e as variáveis avaliadas devem ser selecionadas de

acordo com a sua finalidade de utilização, de maneira a

classificá-las como: entrada, as variáveis que visam à minimização,

e variáveis de saídas, as que visam à maximização

(Gomes; Mangabeira, 2004).

Na sequência, de maneira a auxiliar para a definição e

determinar quais variáveis devem ser utilizadas no modelo,

é realizada a análise de correlação entre as variáveis,

para ambas as idades. Essa análise pretende, através da

criação de uma matriz de inter correlação entre essas variáveis,

de forma a determinar o grau de correlação entre

as duas variáveis analisadas, distinguir o desempenho de

cada DMU, classificando as variáveis como redundantes ou

irrelevantes.

Sua classificação é efetivada pelo meio da verificação

do coeficiente de correlação de Spearman com o auxílio do

software Minitab licenciado, sendo que algumas variáveis

apresentam seus dados como não normais (p


Também foi possível identificar e comparar entre os

clones classificados como ineficientes junto aos seus benchmarks,

proporcionando uma análise mais apurada sobre

quais variáveis deverão ser incrementadas e/ou reduzidas,

propondo metas com vistas a buscar a sua eficiência técnica,

maximizando seus volumes produzidos e minimizando

seus custos.

Esses modelos ajudarão os gestores na tomada de

decisão para a definição dos clones a serem eliminados

dos próximos ciclos e na manutenção de sua utilização.

Também foi possível definir, através de resultados dos modelos

DEA, qual será a Idade de corte mais vantajosa para

um determinado tipo de clone, comparando-os ao longo

de suas idades de corte e possibilitando a redução na sua

idade e também de seus custos.

Essas análises também poderão ser utilizadas como referência

para estudos futuros, de maneira a buscar melhorias

para os clones classificados como ineficientes, pela sua

comparação junto aos clones classificados como eficientes.

Para conferir o artigo na íntegra, acesse: https://

www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-86212021000100149&lang=pt

Março 2021

63


AGENDA

AGENDA2021

Maderexpo

21 a 24

Lima (Peru)

www.expoperuindustrial.com/

maderexpo

ABRIL

2021

MAIO

2021

MAI

2021

I CONGRESSO MUNDIAL SOBRE

SISTEMAS DE INTEGRAÇÃO

LAVOURA-PECUÁRIA-FLORESTA

O Congresso será uma grande oportunidade para troca de

experiências e conhecimento, bem como, para atualizações

sobre os mais recentes resultados de pesquisa, desenvolvimento

e inovação em Sistemas ILPF no mundo. O principal

objetivo do evento é propiciar um fórum de discussão, com

aprofundamento teórico e aplicações práticas sobre aspectos

tecnológicos e de sustentabilidade econômica e ambiental

de sistemas agrícolas consorciados que combinem

a produção integrada da lavoura, da pecuária e da floresta

na mesma área e com uso eficiente de insumos, que são

fundamentais para a segurança alimentar no futuro.

Imagem: reprodução

I Congresso Mundial sobre Sistemas de

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

03 a 06

Campo Grande (MS)

http://wcclf2020.com.br

Tener Expo

31 a 2

Palermo (Itália)

www.tenerexpo.it

MAIO

2021

SET

2021

LIGNA HANNOVER 2021

A cidade de Hannover, na Alemanha, se transforma

no foco de atenção para o mundo da madeira e a

indústria madeireira. Considerada a maior ou a mais

importante feira do mundo no setor, a Ligna expõe

toda a cadeia de produção madeireira: desde a captação

e o processamento da madeira, até a produção

industrial de produtos da madeira e tecnologias inovadoras

de tratamento da madeira, entre outros.

Imagem: reprodução

64 www.referenciaflorestal.com.br


Disco de corte para Feller

AGENDA2021

• Discos de corte com encaixe para

utilização de até 18 ferramentas

• Diâmetro externo e encaixe central

de acordo com o padrão da máquina

SETEMBRO

2021

Detalhe de encaixe para

ferramentas de 4 lados

Simpos 2021

22 a 24

Curitiba (PR)

https://simpos2020.galoa.com.br/

• Discos de corte para Feller

conforme modelo ou amostra

• Discos especiais

• Pistões hidráulicos

(fabricação e reforma)

• Usinagem de médio e grande porte

SETEMBRO

2021

Av. Marginal Francisco D’Antonio, 337

Água Vermelha - Sertãozinho - SP

Fone: (16) 3942-6855 Fax: (16) 3942-6650

dantonio@dantonio.com.br - www.dantonio.com.br

D’Antonio Equipamentos

Mecânicos e Industriais Ltda

Ligna Hannover 2021

27 de setembro a 01 de outubro

Hannover (Alemanha)

www.nfeiras.com/ligna-hannover-22/

LEVANTAMENTOS TOPOGRÁFICOS

Georreferenciamento

CAR

Uso do solo

Retificação de matrícula

Subdivisão de áreas

Lotes urbanos

Engenheiros Florestais Associados

Chico Moreira

Gilson Almeida

MANEJO FLORESTAL

Inventário

Marcação para desbaste

Consultoria

NOVEMBRO

2021

Lignum Brasil

10 a 12

Pinhais (Paraná)

https://lignumlatinamerica.com/

Avenida Coronel Rogério Borba, nº 300 - Centro | Reserva - PR

Chico Moreira: (42) 99136-3588 Gilson Almeida: (42) 98827-5693 Março 2021

65


ESPAÇO ABERTO

Gestão de crise: lições

aprendidas na pandemia e

PRÓXIMOS PASSOS

Foto: divulgação

Por Victor Tubino,

Gerente sênior da prática

de riscos e performance

na ICTS Protiviti, empresa

especializada em soluções

para gestão de riscos,

compliance, auditoria interna, investigação,

proteção e privacidade de dados

A comunicação interna e

externa é o fator chave na

gestão de crises, sendo

responsável muitas vezes por

amenizar ou agravar o cenário

Após meses do início das primeiras ações realizadas pelas

empresas em resposta à pandemia da Covid-19, é notável

que houve sucesso, mas também observamos que algumas

medidas não foram tão efetivas. E é esta discussão

que deve estar em pauta: quais as lições aprendidas com o

que vivemos neste período?

Vimos a formação dos comitês de crise e medidas iniciais com ações

de adaptação à quarentena, como a adoção dos home-offices e das

inúmeras reuniões e atividades para minimizar os impactos e garantir a

manutenção e sobrevivência dos negócios, mas o fato é que poucas empresas

no Brasil estavam preparadas ou ao menos aproveitaram o exemplo

de outros países para se antecipar. De acordo com a pesquisa global

sobre a preparação e resposta das empresas na pandemia, conduzida

pelo BCI (Business Continuity Institute) com 787 companhias respondentes

de 93 países, 70% delas iniciaram suas discussões já no início do alarde

da pandemia, em meados de fevereiro, e apenas 12% não tinham um

plano de continuidade estabelecido. Comparativamente, no Brasil, por

meio de uma enquete realizada durante um encontro virtual no início de

abril, 43% das 170 empresas respondentes afirmaram que não possuíam

um PCN (Plano de Continuidade de Negócios) até aquele momento. Um

dado alarmante para uma crise generalizada como esta que sofremos.

Ao avaliar este cenário, observa-se que as empresas no Brasil que

melhor se prepararam foram aquelas que são filiais ou têm operações

na Europa e Ásia, países que enfrentaram antecipadamente a pandemia,

ou são empresas que possuem áreas de gestão de riscos e continuidade

de negócios atuantes. Essas organizações que se sobressaíram adotaram

medidas preventivas, tais como compra de álcool em gel em grandes

quantidades e máscaras nacionais, assim como anteciparam seus estoques,

estruturaram comitês de crise para o monitoramento do cenário e

se organizaram para o home office, entre outras ações necessárias.

Já as empresas que adotaram medidas tardiamente acabaram sofrendo

com a falta de álcool em gel, por exemplo, e de estrutura para

colocar as equipes em home office. Portanto, fica aqui um alerta: utilizar

o cenário enfrentado por outras empresas é essencial para auxiliar na

preparação. Ter um Comitê de Crise é a principal lição, visto que trata-se

da maior entidade numa situação dessa e que conta com pessoas capacitadas

para a tomada de decisão e orquestração das ações. Empresas

que já passaram por outras crises ou fazem testes frequentes apresentaram

melhores resultados e eficácia nas suas ações do que nas demais.

Outro ponto importante para ressaltar é a organização do discurso

oficial da empresa. A comunicação interna e externa é o fator chave

na gestão de crises, sendo responsável muitas vezes por amenizar ou

agravar o cenário. Portanto, antes de qualquer divulgação é importante

reforçar a execução e a orquestração das ações junto ao comitê.

Portanto, para iniciar uma etapa de melhoria é necessário identificar

e registrar as lições aprendidas nesta crise e iniciar um plano de ação

que deve estabelecer uma governança com papéis e responsabilidades

definidos para gestão, controle do plano de ação e melhoria contínua.

Além disso, avaliar se os planos de gestão de crise e continuidade devem

ser atualizados ou reforçados e prever testes e avaliações periódicas da

dinâmica dos comitês e da aplicabilidade dos planos gerados deve ser

uma operação constante, pois não se pode esperar a crise chegar para

que as atitudes sejam tomadas.

66 www.referenciaflorestal.com.br


Novo sistema de medição de

comprimento ainda mais preciso;

Novo projeto de chassis, mais

robusto, maior durabilidade;

Novos cilindros das facas de

desgalhe;

Pinos substituíveis do Link,

simplificando sua manutenção;

Novo acesso ao ponto para

lubrificação, mais segurança na

manutenção;

Nova geometria da caixa da serra,

que propicia um ciclo de corte mais

rápido com menor lasque da

madeira;

Anéis trava ajustáveis no conjunto

de medição do diâmetro, que

estendem a durabilidade dos

componentes.

Serviço: (41) 2102-2881

Cabeçote: (41) 2102-2811

Peças: (41) 2102-2881

(41) 9 8856.4302

Pinhais-PR: Rua Alto Paraná, 226 - Sala 02

(41) 9 9232.7625

Butiá-RS: Av. Perimetral Sargento Fermino Peixoto da Silva, 181

(41) 9 9219.3741 Caçador-SC: Rua Victor Meireles, 90 • NOVA SEDE

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