*Março:2021 Referência Industrial 227

jotacomunicacao

ECONOMIA - ESG: uma tendência cada vez mais consistente na indústria de base madeireira

INVESTIMENTO

DE PRIMEIRA

INDÚSTRIA DE RESINAS CONSTRÓI

MODERNA FÁBRICA DE FORMOL

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SUMÁRIO

INDUSTRIAL

54

2021

36

50

46

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Alca Máquinas 11

Benecke 09

Bonardi Química 67

Burntech 25

Cipem 15

DRV Ferramentas 19

Engecass 17

Gottert do Brasil 27

Lignum Brasil 33

Linck 05

Máquinas Águia 63

Mendes Máquinas 02

Mill Indústrias 68

Montana Química 07

MSM Química 13

My Wood Home 29

Omil 21

Prêmio REFERÊNCIA 35

Serf Drytech 23

SUMÁRIO

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Coluna Flavio C. Geraldo

14 Notas

26 Aplicação

28 Frases

30 Entrevista

34 Coluna ABIMCI

36 Principal Ponte para o futuro

42 Madeira Tratada

46 Marcenaria

50 Mercado

54 Economia

58 Artigo

64 Agenda

66 Espaço Aberto

04

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Economia.

MADE IN GERMANY


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EDITORIAL

DE OLHO

NO FUTURO

A

s promessas para a indústria da

madeira são diversas. Com o fortalecimento

das empresas durante a

pandemia, o setor está pronto para

ampliar investimentos e busca abocanhar

novos negócios. Na editoria de Mercado,

abordamos o sistema construtivo wood frame, que

utiliza produtos de madeira na construção civil. Na

entrevista desta edição, o economista e professor

da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Paulo Gala,

avalia o atual panorama das políticas industriais

no Brasil. Além disso, o leitor poderá acompanhar

matérias exclusivas nas editorias de Madeira Tratada

e Marcenaria, assim como novidades do setor.

Tenha uma ótima leitura!













NA CAPA





A CAPA DESTA EDIÇÃO TRAZ

REPORTAGEM SOBRE A NOVA

PLANTA DE FORMOL DA

EXPEDIENTE

ANO XXIII - EDIÇÃO 227 - MARÇO 2021

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXIII • N°227 • Março 2021

ECONOMIA - ESG: uma tendência cada vez mais consistente na indústria de base madeireira

INVESTIMENTO

DE PRIMEIRA

INDÚSTRIA DE RESINAS CONSTRÓI

MODERNA FÁBRICA DE FORMOL

9 7 7 2 35 9 4 66 0 3 5 7

BONARDI

FIRST CLASS INVESTMENT

RESIN COMPANY BUILDS MODERN

FORMALDEHYDE FACTORY

06

WITH AN EYE ON

THE FUTURE

T

he possibilities for the woodworking

industry are diverse. With the strengthening

of the companies during

the pandemic, the Sector is ready

to expand its investments and “take

on” new markets. In the Market Section, we cover

the Wood Frame construction system, which

uses wood products in building construction. In

this issues interview, Paulo Gala, Economist and

Professor at the Getúlio Vargas Foundation (FGV),

evaluates the current panorama of industrial policies

in Brazil. Also, the reader will be able to follow

exclusive articles in the Treated Wood and Woodworking

Sections and news from the Sector.

Have a pleasant read!

referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

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bartoski@revistareferencia.com.br

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ECONOMIA - Reformas estruturais: aprovação é fundamental para retomada já em 2021

CARTAS

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

75 ANOS DE

TRADIÇÃO

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 226 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE FEVEREIRO DE 2021

MERCADO

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Ano XXIII • N°226 • Fevereiro 2021

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75 YEARS OF TRADITION

MADEIRA TRATADA

Por Dolores Gumm –

Florianópolis (SC)

Por William Sathler –

Curitiba (PR)

Excelente reportagem sobre como o setor

moveleiro se fortaleceu durante a pandemia!

Que belo exemplo

do uso da madeira na

construção civil. Que

casa linda!

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

ENTREVISTA

Por Natalia Rodrigues –

São Paulo (SP)

Entrevista muito

esclarecedora sobre a Lei

do Gás. Parabéns pelo

trabalho!

ECONOMIA

Por Pedro Vargas –

Santa Maria (RS)

As reformas precisam sair logo, para que o

país cresça e se torne uma nação rica.

08

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

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E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

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BASTIDORES

BASTIDORES

CAPA

O DIRETOR COMERCIAL DA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, FÁBIO MACHADO,

EM VISITA A PLANTA DE FORMOL DA INDÚSTRIA BONARDI QUÍMICA, DO

DIRETOR COMERCIAL ROBSON LEMOS.

Foto: Emanoel Caldeira

RECONHECIMENTO

O DIRETOR COMERCIAL DA REFERÊNCIA FLORESTAL, FÁBIO

MACHADO, COM A EQUIPE COMERCIAL DA DRV, BRUNA RAFAELA,

DIEGO VIEIRA, LILIANE CORDEIRO E MICHELE CORDEIRO

Foto: REFERÊNCIA

ALTA

MERCADO DE MÓVEIS

O comércio de móveis no Brasil confirmou

a tendência dos últimos meses,

sendo o segmento que teve o maior crescimento

no volume de vendas em 2020,

de acordo com a Pesquisa Mensal de

Comércio divulgada pelo IBGE (Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística). O

volume de vendas cresceu 11,9% comparado

ao ano anterior, conforme dados

apurados pela Inteligência Comercial do

Sindmóveis Bento Gonçalves (RS). Observa-se,

contudo, que esse crescimento

ocorreu de forma bastante desigual ao

longo do ano em função dos impactos

da pandemia. O segundo trimestre foi de

forte retração nas vendas, ao passo que o

varejo acelerou de forma muito acentuada

no segundo semestre. Os Estados que

cresceram mais que a média brasileira

foram Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e São

Paulo, além do Distrito Federal.

BAIXA

RECUPERAÇÃO MUNDIAL

As dúvidas sobre a velocidade de uma

possível recuperação da economia mundial

no primeiro semestre de 2021 e uma

grande diversidade entre as regiões provocaram,

em fevereiro, uma desaceleração

na alta do Barômetro Global Coincidente

na comparação com janeiro e um recuo

no Barômetro Global Antecedente, que

se aproximou do nível de neutralidade.

Enquanto o Barômetro Global Coincidente

subiu 1,3 ponto em fevereiro e passou de

96,3 para 97,6 pontos, o Barômetro Global

Antecedente registrou queda de 6,9 pontos,

indo para 104,1 pontos. Os resultados

foram divulgados pelo IBRE/FGV (Instituto

Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio

Vargas). Segundo a análise, no horizonte

Coincidente, enquanto a região da Ásia,

Pacífico & África evolui favoravelmente,

áreas da Europa e Hemisfério Ocidental influenciaram

negativamente o desempenho.

10 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


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COLUNA

DE VOLTA PARA O FUTURO

Flavio C. Geraldo

FG4 MAD - Consultoria em Madeira

Contato: flavio@fg4mad.com.br

Ahistória da madeira como material construtivo

dá muitas voltas. Como um dos primeiros

materiais utilizados na construção de

habitações pelos homens primitivos, jamais

deixou de ser uma opção interessante, por

sua disponibilidade, versatilidade, sensação

de aconchego e inúmeras outras vantagens. Acelerando a

máquina do tempo, observamos que as práticas construtivas

vão sempre deixando as suas marcas pelo mundo. O

século XIX foi marcado pela intensa utilização de componentes

metálicos. Já no século XX, a base de concreto foi

predominante.

No presente século XXI, a madeira começa a delinear

seus caminhos de predominância dentro do setor da

construção, mostrando-se definitivamente como o material

mais amigo do ambiente, com respeitáveis benefícios

comparativos dos pontos de vista prático e econômico,

sem falar na enorme versatilidade, graças ao desenvolvimento

de tecnologias voltadas à madeira engenheirada.

Hoje, a estruturação e demais componentes de edifícios

altos, que excedem facilmente os 20 pavimentos, encontram

receptividade plena em muitos países, com o endosso

dos seus respectivos Códigos de Obras e Edificações.

A frenética disseminação de construções de edifícios

altos (tall buildings) ao redor do mundo é impressionante!

Parece mesmo estar havendo uma verdadeira competição

– saudável, diga-se de passagem – para ver quem

lidera essa verdadeira corrida. Esse movimento contribui

tremendamente com a aceleração no desenvolvimento de

novas tecnologias a cada dia, envolvendo conjuntamente

as instituições de pesquisa, universidades e o setor produtivo.

Vale aqui mencionar o importante programa de certificação

internacional de sustentabilidade na construção,

chamado Living Building Challenge, criado no ano de 2006

pelo International Living Future Institute. Esse programa

de certificação adota os mais avançados indicadores de

sustentabilidade no ambiente de uma construção, contemplando

abordagens que envolvem a localização, recursos

hídricos, energia, bem-estar e felicidade, materiais,

Foto: divulgação

igualdade e beleza.

A certificação é norteada com base no desempenho

real de uma edificação, quando já em uso por pelo menos

um ano, e não em projetos ou modelos que possam antecipar

qualquer desempenho. Em junho de 2019, o instituto

editou uma relevante publicação, a Living Building Challenge

4.0 – A Visionary Path to a Regenerative Future, que

pode ser acessada na íntegra, gratuitamente no site do

instituto (living-future.org). É uma leitura obrigatória para

os dirigentes de empresas do setor industrial madeireiro,

assim como para os arquitetos e empresas de engenharia

que acreditam que o setor da construção modular industrializada

em madeira é um dos mais importantes caminhos

para o futuro dos seus negócios.

Trata-se de assunto que encontra respaldo em ações

efetivas, já em curso em inúmeros países. Muito recentemente,

entre os dias 02 e 04 de março, a Southern Forest

Products Association, por meio de suas representações

na América Latina, realizou um interessante evento online

com o tema “Construa Com Madeira – Construções Seguras

e Inovadoras”. Foi surpreendente a participação de representantes

da indústria e pesquisa do setor madeireiro,

de vários países. Parece estar havendo um despertar para

essas oportunidades.

Falando em negócios, os mercados não admitem vácuos.

Nitidamente, países onde a estrutura de produção

tem qualidade, com posicionamento competitivo para

exportação de seus produtos industriais madeireiros, viram

na América Latina um excelente nicho de mercado,

já antecipando a adoção e o gradativo crescimento da

construção modular industrializada. Vale acrescentar que

na rabeira desses produtos madeireiros seguem os produtos

acessórios, como conectores, mantas, fixadores, colas,

acabamentos, etc. Ou seja, o pacote completo.

No Brasil, estamos iniciando essa importante trajetória.

O surgimento de novas normas técnicas, iniciativas para a

criação de novos textos normativos, assim como a revisão

de textos já existentes, são indicativos bastante animadores.

Em complementação, seria muito interessante observar

uma interação entre as forças associativas de classe

na promoção de eventos específicos. Talvez o desenvolvimento

de um programa além-fronteiras, mesmo que modesto,

de reforço na formação de futuros profissionais da

construção. Esforços isolados são importantes, mas empenhos

coletivos, consorciados, com informações e experiências

compartilhadas, podem levar a atalhos interessantes,

evitando duplicidade de esforços e dispêndio de maiores

recursos. Mesmo em período de isolamento social, graças

às facilidades das plataformas de compartilhamento, eventos

e reuniões temáticas são perfeitamente factíveis e até

estimulantes, já que proporcionam uma redução significativa

nos custos de realização e de participação. O futuro

chegou, vamos aproveitar!

12 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


NOTAS

Foto: divulgação

REUNIÃO ONLINE

A ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente) realizou, no dia 11 de fevereiro,

reunião online que contou com uma apresentação

sobre dados florestais e evolução da produção brasileira

de madeira processada, além de uma palestra sobre

os: Desafios e Perspectivas para a Gestão Florestal em

Nível Nacional; com Fernando Castanheira Neto, Coordenador

Geral de Fomento e Inclusão Florestal do SFB

(Serviço Florestal Brasileiro). Durante o evento, foram

apresentadas as pautas e temas que são prioridade

para o comitê, assim como informações relevantes para

o segmento florestal e madeireiro. A participação de

Fernando Castanheira Neto diagnosticou as perspectivas

da agenda de desenvolvimento florestal brasileiro.

“Sabemos da importância, abrangência e transversalidade

da pauta florestal e de suprimento para o segmento

madeireiro. É importante a participação de todas as

empresas nas atividades que serão desenvolvidas pelo

comitê, bem como, em contribuir nas comissões de trabalho

que serão formadas”, informou a ABIMCI.

RECONHECIMENTO

INTERNACIONAL

A John Deere é a empresa mais admirada na indústria de máquinas

agrícolas e de construção, segundo o ranking World’s

Most Admired Companies, divulgado pela revista americana

Fortune. A publicação destaca as companhias mais respeitadas

do mundo, levando em conta critérios como inovação, gestão

de pessoas, responsabilidade social, qualidade da gestão, solidez

financeira, investimentos de longo prazo, qualidade dos

produtos e serviços, além da capacidade de competir globalmente.

“Sempre nos orgulhamos em fazer parte de rankings

tão importantes e reconhecidos como este da revista Fortune.

Estar ao lado de marcas que também admiramos eleva ainda

mais nossa responsabilidade com nossos clientes, funcionários

e fãs. Há 184 anos, a John Deere vem construindo sua história

baseada nos valores de integridade, qualidade, comprometimento

e inovação, mas, principalmente, segue comprometida

em construir um futuro ainda mais próspero e sustentável”,

destaca Elisa Pimenta, gerente de marca e eventos corporativos

da empresa.

Foto: divulgação

MERCADO

INTERNACIONAL

Foto: divulgação

O SINDMÓVEIS retomou, em fevereiro, sua agenda de cursos e palestras sobre

oportunidades de negócio no mercado internacional voltadas à indústria moveleira,

fornecedores e designers. No dia 23 de fevereiro, a entidade promoveu o painel

Por que exportar?, conduzido pelos instrutores Ana Cristina Sant’anna Schneider e

Eduardo Trapp Santarossa. Os especialistas em mercado internacional do SINDMÓ-

VEIS pontuaram os benefícios da presença em exportações e como diminuir riscos,

custos e vender mais. Esses treinamentos têm como objetivo apresentar à indústria

moveleira canais de vendas alternativos e formas de acesso a eles. Em sua maioria,

essas oportunidades são focadas no mercado global. Ana Cristina Sant’anna Schneider

é Mestre em Administração pela UFRGS, professora da Escola de Negócios da

PUC (RS) e presta consultoria em estratégia e desenvolvimento de mercado global.

Já prospectou mercados como a Índia, Rússia, China, Japão, EUA (Estados Unidos

da América), Colômbia, Chile, Argentina, dentre outros.

14 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


“O SETOR DE BASE FLORESTAL ORGANIZADO TEM COMO

OBJETIVO MAJORITÁRIO A SUSTENTABILIDADE DA ATIVIDADE

EM TODOS OS CICLOS DA MADEIRA NATIVA.”

Valdinei Bento dos Santos

Diretor-executivo do CIPEM

Enfim, é olhar para o passado e projetar o

futuro da produção, respeitosamente

utilizando a madeira nativa com o sentimento

de dever cumprido e a certeza de que

estamos no caminho do bem, mesmo por

diversas vezes enfrentando adversidades. E

mesmo sob dúvidas e questionamentos “dos

de fora”, manter-se firme a respeito do

grande objetivo deste segmento econômico,

social e sustentável.

Mato Grosso e a direção de suas ações

rumo à conservação de suas florestas,

capitaneado pela organização da base

florestal tornou-se referência e, mais que isso,

de atuações sem igual e cada vez mais um

expressivo e importante modelo para outros

estados, quiçá, países.

Por fazer parte da construção de uma vida

melhor e promover melhorias em um setor tão

importante para o planeta, em especial, para

esta nação.

O sentimento que fica é um só: Gratidão!

Gratidão por integrar este segmento que tem

seu início na conservação das florestas por

meio do Manejo Florestal Sustentável e segue

cautelosamente toda uma cadeia de geração

de emprego, renda e divisas, desde os

trabalhadores até a grande responsabilidade

da arrecadação de um Estado continental

como Mato Grosso!

Gratidão por participar de um setor

econômico que promove desenvolvimento com

origem em um produto sensacional, natural,

renovável: a madeira nativa!

Grato por poder desenvolver aqui meu

papel na sociedade, inserido neste segmento

que tem o foco principal na sustentabilidade,

logo, na perenidade de todas as atividades.

Em especial, a da construção civil, responsável

por promover desde o desenvolvimento ao

abrigo de pessoas e embelezamento dos

meios ambientes urbanos.

Esta mesma atividade é responsável pela

promoção do sequestro de carbono e a

regulação do clima.

É esta mesma gratidão que me leva a

perseverar em favor da economia florestal e

contra a ilegalidade, corrupção, inverdades e

tanto quanto mais possa ferir esta

organização.

Finalmente, gratidão!

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NOTAS

FIMMA

E MOVELSUL

As duas principais feiras do setor moveleiro no Brasil – Fimma e Movelsul

– estão unindo forças e terão suas próximas edições no mesmo

período, integrando toda cadeia de madeira e móveis, de 14 a 17 de

março de 2022, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves (RS). A decisão,

inédita na história das feiras, responde ao momento de excepcionalidade

e oferece uma nova data alinhada ao calendário mundial

de eventos do setor. A definição foi anunciada pelos presidentes de

suas entidades promotoras, a MOVERGS (Associação das Indústrias

de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul) e o SINDMÓVEIS (Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves).

Com a Movelsul já agendada para março de 2022, a data oferece também uma janela de oportunidades para o expositor da

Fimma dentro do calendário mundial de eventos. Juntas, as feiras vão reunir em um mesmo espaço toda a cadeia produtiva:

máquinas, tecnologia, design, serviços, insumos, acessórios e ferramentas – chegando ao fabricante de móveis e varejo nacional

e internacional. Não se trata de uma fusão, mas de duas feiras importantes para o setor moveleiro mundial sendo realizadas

na mesma data e local, numa decisão pontual que responde ao momento de excepcionalidade. A realização concomitante de

Fimma e Movelsul resultará em mais de 400 expositores.

Foto: divulgação

POLO DE

BENTO GONÇALVES (RS)

BREXIT

As empresas que exportam para o Reino Unido podem

utilizar a plataforma Brazil Brexit Watch, desenvolvida pela

Embaixada brasileira em Londres com a Apex-Brasil e

Câmara de Comércio do Brasil na Grã-Bretanha. A página

reúne uma gama de informações para apoiar os exportadores

brasileiros com monitoramento constante de mudanças

decorrentes do Brexit em aspectos tarifários, logísticos,

exigências alfandegárias e regulamentos. É possível

encontrar desde informações mais básicas sobre o Brexit

e seus possíveis impactos gerais até dados que vão apoiar

uma mudança na estratégia de exportação de setores específicos,

com foco nos que têm maior volume exportado

pelo Brasil para o mercado britânico (o que inclui o segmento

moveleiro). O objetivo da iniciativa é minimizar os

impactos do Brexit sobre os fluxos de comércio existentes

e apontar potenciais oportunidades para o exportador

brasileiro. A plataforma traz também informações que

podem ser úteis ao exportador brasileiro em qualquer

tempo, como uma lista de importadores britânicos. Atualmente,

o Reino Unido ocupa a quinta colocação entre

os destinos de exportação para os móveis produzidos no

polo moveleiro de Bento Gonçalves (RS).

Foto: divulgação

O polo moveleiro de Bento Gonçalves (RS) reverteu a queda

de desempenho verificada nos primeiros meses da pandemia.

O balanço total de 2020, conforme dados apurados pela Inteligência

Comercial do SINDMÓVEIS (Sindicato das Indústrias

do Mobiliário de Bento Gonçalves), aponta que o polo teve

faturamento de R$ 2,23 bilhões, um crescimento nominal de

10,9% em relação a 2019. Atualmente, as empresas do polo

moveleiro respondem por 27,2% do faturamento do estado

do Rio Grande do Sul, onde o total faturado em 2020 foi de R$

8,22 bilhões – crescimento nominal de 9,1% em relação ao ano

anterior. A retomada, que teve início no segundo semestre,

fica muito evidente no comparativo interanual do segundo

semestre. Houve crescimento nominal de 22% e no Rio Grande

do Sul, de 25,5%. O economista do SINDMÓVEIS, Eduardo

Santarossa, explica que apesar da trajetória positiva nos últimos

meses, as perdas decorrentes da pandemia ainda não foram

recuperadas. Dentre os principais motivos estão a alta dos

custos e a falta de matérias-primas e insumos em decorrência

da desestruturação da cadeia produtiva. Nesse contexto, as

vendas se recuperaram de modo mais rápido do que a produção

em um cenário de estoques em baixa e alta no preço dos

insumos, em especial os dolarizados.

Foto: divulgação

16 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


NOTAS

Foto: divulgação

NOVO

MARCO LEGAL

O novo marco legal para o mercado de câmbio, aprovado

pela Câmara dos Deputados, facilitará a entrada do Brasil

na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento

Econômico), que reúne as economias mais industrializadas

do planeta. A avaliação é da CNI (Confederação

Nacional da Indústria), que divulgou estudo com o

impacto da medida sobre a movimentação de capitais, o

comércio de serviços e os investimentos estrangeiros no

país. O projeto de lei, que depende de votação no Senado

e sanção presidencial, simplifica e agiliza as operações

internacionais, além de dar sequência à agenda do Banco

Central de modernização do sistema financeiro nacional.

De acordo com a CNI, o novo marco regulatório do câmbio

facilita a adesão do Brasil a dois códigos de liberalização,

que são requisitos para o ingresso na OCDE.

ICMS

SOBRE COMBUSTÍVEIS

O presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao congresso nacional

um projeto de lei complementar para definir os combustíveis

e lubrificantes sujeitos à incidência única do ICMS

(Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Na

prática, a medida, se aprovada como quer o Governo Federal,

altera a forma de cobrança do ICMS, que é um imposto

estadual. Pela proposta, caberá ao CONFAZ (Conselho

Nacional de Política Fazendária) definir as alíquotas no Icms

sobre combustíveis, que deverão “ser uniformes em todo o

território nacional e poderão ser diferenciadas por produto.”

O CONFAZ é formado por integrantes do Ministério da Economia,

incluindo o titular da pasta, Paulo Guedes, e todos os

secretários estaduais de Fazenda. Essas alíquotas também

serão, segundo dispõe o texto, “específicas, por unidade de

medida adotada”, que pode ser quilo ou litro, por exemplo.

A proposta, na prática, torna o ICMS invariável por causa do

preço do combustível ou de mudanças do câmbio. Segundo

o projeto, qualquer aumento no valor do tributo só entrará

em vigor 90 dias depois de anunciado, de modo a dar mais

previsibilidade ao setor.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

EXPORTAÇÕES DE MÓVEIS

As exportações brasileiras de móveis e colchões fecharam o ano de 2020

com um crescimento de 5,1% em volume exportado em relação ao resultado

do acumulado de 2019. Por outro lado, em termos de valores exportados

- US$ 628,2 milhões - nota-se recuo de 2,5%, também comparado com

o ano anterior. Desse total, destacam-se as exportações de móveis para os

EUA (Estados Unidos da América), com participação bastante significativa

de 39,9% dos valores exportados, um aumento de 11,5% em relação a

2019, demonstrando a força da relação entre esses dois mercados. Aliás, a

exemplo do que aconteceu no Brasil, o varejo de móveis norte-americano

experimentou um aquecimento substancial no segundo semestre de 2020.

Essa situação deverá se manter durante o primeiro trimestre deste ano,

continuando estável até pelo menos 2024, segundo análise de especialistas

locais. Tais projeções indicam boas oportunidades de negócios com o país

também neste e nos próximos anos.

18 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


SOMOS DEPENDENTES DE ENERGIA




SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS


NOTAS

VENDAS

DE MÁQUINAS

As vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos totalizaram

no ano de 2020 R$ 144,5 bilhões, resultado 5,1% superior

ao registrado em 2019. No mês de dezembro, as vendas somaram

R$ 13,4 bilhões, 36,7% superior ao obtido no mesmo mês de 2019.

Os dados são da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas

e Equipamentos). “Após sucessivas retrações, o ano de 2020

encerrou com a sinalização de normalização das vendas internas e

melhoria das exportações para 2021”, disse a entidade em nota.

Dentre os segmentos que mais colaboraram com o aumento nas

vendas estão máquinas para bens de consumo, em especial máquinas para madeira, alimentos e refrigeração. O setor vendeu

ao exterior, no ano passado, R$ 7,3 bilhões em equipamentos, montante 23,7% inferior ao registrado em 2019. Em dezembro,

as exportações somaram R$ 759,2 milhões, 0,9% a mais que o obtido no mesmo mês de 2019. “Ainda que o crescimento de

dezembro seja modesto, o resultado sinaliza uma possível mudança de rumo das exportações em 2021. No acumulado do ano,

as vendas externas de máquinas registraram a maior queda desde a crise de 2009”, ressaltou a entidade.

Foto: divulgação

DESMATAMENTO

NA AMAZÔNIA

O mês de janeiro apresentou a menor área de alertas de

desmatamento na Amazônia Legal dos últimos quatro anos,

com uma redução de 70% em relação a janeiro de 2020. A informação

foi divulgada pelo Ministério da Defesa, com dados

do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Segundo

a pasta, nos últimos seis meses, os avisos de desmatamento

tiveram redução de 21%. “Entre agosto de 2020 e janeiro de

2021 foram 988 km² (quilômetros quadrados) de redução em

alertas, de acordo com dados do INPE. A título comparativo,

trata-se de uma área superior à área urbana da cidade de São

Paulo (SP) - maior centro urbano do país, com aproximadamente

950 km²”, informou o Ministério da Defesa. O órgão

acrescentou que esses dados demonstram o bom desempenho

do trabalho integrado coordenado pelo Conselho Nacional

da Amazônia Legal na região, principalmente por meio da

Operação Verde Brasil 2.

Foto: divulgação

EXPORTAÇÕES

EM 2020

A ABIMCI (Associação Brasileira de Madeira Processada

Mecanicamente) publicou, em fevereiro deste

ano, o desempenho das exportações de produtos

oriundos da madeira no ano de 2020. No segmento de

compensado tropical, o volume embarcado chegou

a 101.720 m 3 (metros cúbicos), representando um aumento

de 14% em relação ao volume embarcado no

ano anterior. As exportações de folheados tropicais no

ano passado registraram 83.625 m 3 , um aumento em

relação a 2019, com a Ásia sendo o principal destino.

Em 2020, as exportações de madeira serrada tropical

foram de 450.217 m 3 , um declínio anual de 15%, com

o Vietnã como principal comprador do produto. Já as

molduras tropicais seguiram a mesmo tendência, com

redução de 7% no volume expedido em comparação

a 2019. As exportações de pisos de madeira projetada

foram 4.028.076 kg, sendo 29% abaixo do resultado

obtido no ano anterior, mesmo com uma grande

quantidade adquirida pelos EUA (Estados Unidos da

América).

Foto: divulgação

20 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


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NOTAS

GRANDES NEGÓCIOS

“Os pequenos negócios são a coluna vertebral da economia”. O

comentário foi feito pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, durante

a primeira reunião da Frente Parlamentar da Micro e Pequena

Empresa, em 2021. O evento foi coordenado pelo senador Jorginho

Melo (PL-SC) e contou com as presenças do presidente da República,

Jair Bolsonaro; do secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade,

Carlos da Costa e do presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Entre parlamentares e presidentes de instituições comprometidas

com os micro e pequenos negócios, estiveram presentes mais de 500

pessoas ao evento. O ministro Paulo Guedes defendeu que os micro

e pequenos negócios tem um papel fundamental na economia brasileira.

“As micro e pequenas empresas geram quase 60% dos empregos,

produzem cerca de 28% do PIB e são a coluna vertebral da

nossa economia. É por isso que muito dos nossos esforços estão em

desenvolver essa camada da sociedade. Leis que incentivam o crédito,

como o Pronampe e a da Empresa Simples de Crédito são exemplos

disso. As palavras de ordem nesse momento são: vacinação em

massa de um lado e manutenção de empregos de outro. Com isso,

vamos retomar o crescimento econômico”, afirmou o ministro.

Foto: divulgação

IMIGRAÇÃO

FLORESTAL

A J.D. Irving Limited, empresa canadense, sediada

na cidade de New Brunswick, contratou 13

brasileiros para operar máquinas florestais em

suas florestas no leste do Canadá. Os colaboradores

deverão receber cerca de 70 mil dólares

canadenses por ano e deverão ser agraciados

com um programa de imigração para a província

de Quebec. Segundo a Irving, o conhecimento

operacional das empresas brasileiras é referência

no setor. A ideia, de acordo com a empresa, é

ampliar o programa para os próximos anos, e estreitar

os laços entre os ramos florestais dos dois

países. O Canadá é um dos maiores incentivadores

de programas de imigração do mundo, e

pretende, nos próximos cinco anos, receber mais

de 3 milhões de imigrantes.

Foto: divulgação

NOTA DE FALECIMENTO

A IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores) lamenta o falecimento de Erling Lorentzen,

pioneiro e visionário do setor de árvores cultivadas. Empresário

norueguês radicado no Brasil, Erling Lorentzen é reconhecido por sua marcante

atividade empresarial e socioambiental. Foi fundador e presidente da

Aracruz Celulose, na década de 1970, tida como a primeira fábrica de celulose

em linha do Brasil. Fundador da Aracruz Celulose, o norueguês começou

a dar corpo ao projeto com o plantio florestal, que previa a exportação

de cavaco. Buscando agregar valor e gerar riqueza com a industrialização,

o executivo sugeriu o desenvolvimento de uma indústria local de processamento

de celulose. Obstinado, não se intimidou com as desconfianças da época ao idealizar a então maior fábrica, com 400 mil

t (toneladas). Hoje o setor de base florestal emprega mais de 3,75 milhões de pessoas no Brasil, é líder mundial em exportação

e é protagonista no investimento em novas aplicações e novos produtos de base florestal. Só chegamos até aqui, pois tivemos

na nossa fundação líderes como Erling Lorentzen, que mudou o paradigma de um país exportador de commodities sem valor

agregado e sem industrialização, inovou no entendimento de que o valor precisa ser compartilhado com a comunidade e com

o meio ambiente, e que se não nos anteciparmos ao futuro, ficaremos no passado”, disse Paulo Hartung, presidente da IBÁ.

Foto: divulgação

22 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


A NOVA ERA

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NOTAS

VISÃO

SOBRE EXPORTAÇÕES

A ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário)

divulgou recentemente uma nova edição do relatório Conjuntura

de Móveis, em que mostra as exportações de móveis em 2020

divididas por cada estado. A região sul se mostrou a maior exportadora

de produtos. Juntos, os Estados de Santa Catarina (41,3%),

Rio Grande do Sul (27,6%) e Paraná (14,9%) responderam por quase

85% das exportações brasileiras de móveis em 2020. Apesar do

desempenho bastante impressionante, as exportações de Santa

Catarina e Rio Grande do Sul recuaram na comparação a 2019. Em

Santa Catarina houve queda de US $ 5,9 milhões e no Rio Grande do Sul houve queda de US $ 16,2 milhões em exportações.

O Estado do Paraná, por outro lado, experimentou um crescimento nas exportações de móveis de US $ 2,3 milhão. Em 2020 os

estados do Pará e Rio de Janeiro conseguiram expandir sua participação nas exportações, mas a partir de uma base muito baixa.

Exportações do Pará em 2020 aumentaram 121% em relação ao ano anterior, enquanto a indústria moveleira do Estado do

Rio de Janeiro exportou 93% a mais em 2020 em comparação com o ano anterior.

Foto: divulgação

PODCAST

A geração de informação qualificada sobre o setor

moveleiro é um dos pilares do SINDMÓVEIS (Sindicato

das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves)

como estratégia de desenvolvimento para

a indústria. A entidade tem um setor de Inteligência

Comercial que, permanentemente, gera dados

de mercado e apoia as empresas com relatórios

e estudos econômicos. Agora, o SINDMÓVEIS

estreia mais um canal para levar informação ao

seu público: o podcast Somos Móveis. Este será

um espaço de análise, debate e divulgação dos

principais fatos que interessam ao setor moveleiro

nacional em episódios semanais, disponíveis todas

as terças-feiras. O programa estreou com dois

episódios no ar: o primeiro explicando como o

Sindmóveis trabalha pelo setor moveleiro nacional

e o segundo sobre a decisão de promoção conjunta

de Fimma e Movelsul em 2022.

Foto: divulgação

DIÁLOGO

PARA CRESCER

Após problemas gerados pela pandemia, entidades e empresas

do setor moveleiro no Brasil divulgaram um comunicado para

tentar resolver dificuldades no abastecimento e reajustes. Na

nota, as instituições pedem que seja esclarecida a situação sobre

a falta de matéria-prima e a alta dos preços. “Para dar transparência,

as indústrias moveleiras e sindicatos abaixo esclarecem

ao mercado as dificuldades pelas quais estão passando desde o

início da pandemia no que se refere a abastecimento e reajustes.

É de conhecimento de todos que o aumento de vendas e dificuldades

de produção de insumos no ano passado fizeram com que

muitas matérias-primas faltassem na indústria e que alterações

de câmbio e de preços internacionais afetaram o custo, mas não

é justo que a indústria moveleira seja vista como causadora deste

problema, pois vem lutando muito para equilibrar mercado e produção

o tempo todo, com a responsabilidade de manter empregos

e empresa saudáveis em meio a uma turbulência nunca vista

antes. Ao contrário do que se pode pensar, as margens das indústrias

estão sendo esmagadas entre aumentos de matéria-prima

imediatos e repasses nos móveis tardiamente”, afirma a nota.

Foto: divulgação

24 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


APLICAÇÃO

SAÚDE BUCAL

COM ESTILO

Foto: divulgação

Todo o design e conforto da madeira

ao alcance das mãos. Esse é o conceito

das escovas ecológicas da Wowe, desenvolvidas

com madeira de bambu.

Com um desenho moderno e alinhado

às necessidades da saúde bucal humana,

as peças são resistentes à água. De

acordo com a empresa, as escovas são

100% ecológicas, já que não possuem

nenhum resíduo plástico em sua produção.

“É uma escova de dente normal,

só que produzida com madeira. Assim

como as outras, recomenda-se trocar

a escova de dentes a cada três meses.

Após o uso normal, suas cerdas começam

a se desgastar, criando uma escova

de dentes menos eficaz”, afirmam os

idealizadores do projeto. O bambu funciona

muito bem como uma escova de

dentes porque repele naturalmente a

água, não lasca e é antimicrobiano.

PAVILHÃO

DO UNA

Projetado pelos arquitetos Anderson Freitas, Pedro Barros

e Acácia Furuya, do escritório Apiacás, o Pavilhão

do Una faz parte do condomínio residencial Sertão do

Una, no litoral norte paulista. Abrigando portaria, sala

multiuso, áreas de serviço e lançando mão da madeira

cumaru em bitolas disponíveis comercialmente, o projeto

disponibiliza aos moradores ambientes singelos, com

madeira, vidro e, em menor quantidade, concreto. A

construção é suspensa do solo, que, sujeito ao encharcamento

devido à proximidade de um córrego intermitente,

acomodou apenas as vigas baldrame que interligam

as duplas de pilares de madeira.

Foto: divulgação

26 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


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FRASES

“A PARCERIA ENTRE APEX-BRASIL E ABIMÓVEL VEM DE LONGA

DATA E TEM OBTIDO EXCELENTES RESULTADOS NO APOIO À INSERÇÃO

INTERNACIONAL DAS INDÚSTRIAS DE MÓVEIS BRASILEIRAS. NO ÚLTIMO

CICLO, O BRAZILIAN FURNITURE APOIOU 187 EMPRESAS QUE FORAM

RESPONSÁVEIS POR 42% DAS EXPORTAÇÕES DO SETOR MOVELEIRO NACIONAL.

ESTA É UMA INDÚSTRIA QUE DEMONSTROU, DURANTE A PANDEMIA,

TER GRANDE RESILIÊNCIA E FORÇA. NESTE NOVO CICLO DO PROJETO,

ASSINADO EM 11 DE FEVEREIRO DE 2021, BUSCAMOS APRIMORAR AINDA

MAIS ESTE TRABALHO E REFORÇAR A PRESENÇA BRASILEIRA NO MERCADO

INTERNACIONAL”

SERGIO SEGOVIA BARBOSA, PRESIDENTE DA APEX-BRASIL

“HOUVE

UMA

MUDANÇA NO

COMPORTAMENTO

DO CONSUMIDOR,

QUE FICOU MAIS

TEMPO EM CASA E

MUITAS ATIVIDADES

PASSARAM A SER

DESENVOLVIDAS

NO FORMATO HOME

OFFICE. MAS A INDÚSTRIA

MOVELEIRA SEGUE

AQUECIDA, MOVIDA

PELA ALTA DEMANDA DO

MOBILIÁRIO E ESTOQUES EM

BAIXA. APESAR DO AMBIENTE

INSTÁVEL QUE SE APRESENTA NO

INÍCIO DE 2021, A EXPECTATIVA

AINDA É OTIMISTA”

ROGÉRIO FRANCIO,

PRESIDENTE

DA MOVERGS

(ASSOCIAÇÃO

DAS INDÚSTRIAS

DE MÓVEIS, DO

ESTADO DO RIO

GRANDE DO SUL)

28 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021

“O TRANSPORTE PRECISA SER DIVIDIDO EM MAIS

CAMINHÕES, PARA PRESERVAR AS ESTRADAS, QUE NO

INTERIOR SÃO MUITO AFETADAS PELAS CHUVAS. ISSO

GERA MAIS CUSTOS. TODO ESSE PROCESSO RESULTA EM

MENOS MADEIRA NAS SERRARIAS E, POR CONSEQUÊNCIA,

AS INDÚSTRIAS ESTÃO PRODUZINDO MENOS, APESAR DA

ALTA DEMANDA POR PRODUTOS DE MADEIRA”

AURÉLIO DE BORTOLO, PRESIDENTE DO SINDICATO DA INDÚSTRIA DA MADEIRA

DE CAÇADOR (SC), SOBRE AS DIFÍCEIS CONDIÇÕES PARA EXTRAÇÃO E

ESCOAMENTO DA MADEIRA, DO REFLORESTAMENTO ATÉ A SERRARIA

Foto: Evandro Soares

“A AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL

É UM PASSO IMPORTANTE PARA SEPARAR

O CICLO POLÍTICO DO CICLO DE POLÍTICA

MONETÁRIA. POR SUA PRÓPRIA NATUREZA,

A POLÍTICA MONETÁRIA REQUER UM

HORIZONTE DE LONGO PRAZO, POR CONTA

DA DEFASAGEM ENTRE AS DECISÕES

DE POLÍTICA E SEU IMPACTO SOBRE A

ATIVIDADE ECONÔMICA E A INFLAÇÃO. EM

CONTRASTE, O CICLO POLÍTICO POSSUI UM

HORIZONTE DE PRAZO MAIS CURTO”

ROBERTO CAMPOS NETO, PRESIDENTE DO

BANCO CENTRAL, SOBRE O PROJETO DE

INDEPENDÊNCIA DO ÓRGÃO


ENTREVISTA

A INDÚSTRIA

É A SOLUÇÃO

INDUSTRY IS

THE SOLUTION

E

conomista, professor da FGV (Fundação Getúlio

Vargas) e autor do livro: Brasil, uma economia que

não aprende; Paulo Gala é enfático ao relacionar

o desenvolvimento econômico de um país à sua

capacidade de aplicar conhecimento à produção:

“Países emergentes apenas usam as máquinas; países ricos

produzem as máquinas no coração de seus sistemas industriais.”

ENTREVISTA

P

aulo Gala, Economist, Professor at the Getúlio Vargas

Foundation (FGV, and author of the book “Brazil, an

economy that does not learn”, is emphatic in relating

the economic development of a country to its ability

to apply knowledge to production: “Emerging countries

only use the machines; rich countries produce the machines

which are at the heart of their industrial systems.”

PAULO GALA

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: ECONOMISTA (FEA-USP)

CARGO: PROFESSOR DE ECONOMIA NA FGV-SP

Foto: divulgação

PROFESSIONAL EDUCATION: PROFESSOR OF ECONOMICS, FGV-SP

FUNCTION: ECONOMICS, FEA-USP

30 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


COMO AVALIA A POLÍTICA INDUSTRIAL DO

BRASIL?

Erros de política industrial não significam que ela

não funciona. O fato de o Brasil não ter conseguido

avançar mais no mercado mundial significa apenas que

não executou essa política de maneira adequada, com

destaque para metas de exportação, de sofisticação

tecnológica e de conquista de mercados mundiais.

Abrir mão de políticas industriais significa abrir mão da

possibilidade de se desenvolver.

EM QUE MEDIDA O SISTEMA FINANCEIRO

PODE POTENCIALIZAR A ATIVIDADE INDUS-

TRIAL?

O salto de escala e tecnológico das indústrias de

países pobres e de renda média não vai ocorrer sem

políticas adequadas que recuperem o papel dos bancos

públicos como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento

Econômico e Social). A experiência asiática

da segunda metade do século XX demonstra que

é incontornável a constituição de um sistema financeiro

formado pela interação virtuosa entre grandes bancos

comerciais públicos e privados.

ENTRE AS DEMANDAS DO SETOR INDUSTRIAL

PARA A RETOMADA ECONÔMICA ESTÁ O PRO-

LONGAMENTO DOS PROGRAMAS EMERGEN-

CIAIS DE FINANCIAMENTO E DA POLÍTICA DE

EXPANSÃO DE CRÉDITO. QUAL É A SUA OPINIÃO

SOBRE ESSA SUGESTÃO?

A implosão da economia brasileira em 2014 e 2015

arrastou nossa indústria para uma monumental queda

até hoje não recuperada. O pouco que crescemos foi

baseado em serviços de baixa qualidade e na geração

de empregos com salários menores e mais precários.

O auxílio emergencial, somado a uma taxa de câmbio

mais desvalorizada e juros Selic no nível mínimo, trouxe

novas perspectivas. Tudo isso deveria ser mantido em

2021, claro que com níveis menores do auxílio emergencial.

COSTUMA DIZER QUE A INDÚSTRIA É A ES-

COLA PRODUTIVA DA ECONOMIA. O QUE ISSO

SIGNIFICA EXATAMENTE?

O conhecimento formal codificado, com alfabetização,

conhecimento matemático e científico, é importante

para adquirir habilidades necessárias à prática

profissional. Mas é na prática em si que o conhecimento

do tipo não codificado, que se manifesta no

know-how embutido em rotinas inconscientes e muitas

vezes complexas, é compreendido e internalizado. Isso

ocorre, em geral, no setor manufatureiro e de serviços

complexos atrelados. A indústria converte o capital

humano aprendido nas escolas em produtos e serviços

de alto valor agregado.

HOW DO YOU EVALUATE BRAZIL’S INDUS-

TRIAL POLICY?

Industrial policy errors don’t signify it doesn’t work.

The fact that Brazil has not been able to advance further

in the world markets just means that it has not implemented

this policy properly by emphasizing export

goals, technological sophistication, and the conquest

of world markets. Giving up on industrial policies means

giving up on the possibility of developing.

TO WHAT EXTENT CAN THE FINANCIAL SYS-

TEM ENHANCE INDUSTRIAL ACTIVITY?

The leap in scale and technology of industries

in poor and middle-income countries will not occur

without adequate policies that restore the role of

public banks, such as the Brazilian National Bank for

Economic and Social Development (Bndes). The Asian

experience of the second half in the 20th century demonstrates

that building a financial system formed by

a virtuous interaction between large public and private

commercial banks is entirely necessary.

AMONG THE DEMANDS OF THE BRAZILIAN

INDUSTRIAL SECTOR FOR ECONOMIC RECOVERY

IS EXTENDING THE EMERGENCY FINANCING

PROGRAM AND CREATING A CREDIT EXPANSION

POLICY. WHAT IS YOUR OPINION ON THIS SUG-

GESTION?

The implosion of the Brazilian economy in 2014 and

2015 dragged our industry into a monumental fall from

which, to date, it has not recovered. The little we grew

was based on low-quality services and the generation

of jobs with lower and more precarious wages. The

emergency aid, added to a more devalued exchange

rate and a Selic interest rate at the minimum level,

brought new prospects. All this should be maintained

in 2021, of course, with lower levels of emergency aid.

YOU OFTEN SAY THAT “INDUSTRY IS THE

PRODUCTIVE SCHOOL OF THE ECONOMY.”

DESENVOLVIMENTO

ECONÔMICO É O ACÚMULO

DE CAPITAL HUMANO E DE

CONHECIMENTO DE UMA SOCIEDADE

QUE SE TRADUZ NA CAPACIDADE DE

PRODUZIR BENS E SERVIÇOS

COMPLEXOS

MARÇO 2021 31


ENTREVISTA

E COMO O SETOR INDUSTRIAL CONTRIBUI

PARA A FORMAÇÃO DESSE CONHECIMENTO?

Embora muitas empresas de países em desenvolvimento

possam adquirir máquinas para atividades

básicas de produção e contem com razoável disponibilidade

de trabalhadores qualificados, falta-lhes a capacidade

de produzir novas tecnologias e novas máquinas.

Tecnologias demandam um complexo processo

de aprendizagem produtiva. Esse tipo de dinâmica de

inovação e aprendizagem se encontra, na maioria das

vezes, no setor industrial. Países emergentes apenas

usam as máquinas; países ricos produzem as máquinas

no coração de seus sistemas industriais.

UM DOS PROBLEMAS DO PAÍS É A BAIXA ES-

COLARIDADE DA POPULAÇÃO. EM QUE MEDIDA

REVERTER ESSE CENÁRIO VAI CONTRIBUIR PARA

O CRESCIMENTO DA PRODUTIVIDADE INDUS-

TRIAL?

É ilusório acreditar que a mera escolarização da

população será capaz de elevar a produtividade aos

níveis requeridos pela competitividade global. A transformação

estrutural em tempos de acelerada evolução

tecnológica requer uma estratégia de aprendizagem

tecnológica eficaz. Para tanto, é preciso identificar os

hiatos de conhecimento nas indústrias e as políticas

que podem ser implementadas para lidar com essas

deficiências.

QUAL É A RELEVÂNCIA DA INDÚSTRIA PARA

O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE UMA

NAÇÃO?

Desenvolvimento econômico é o acúmulo de capital

humano e de conhecimento de uma sociedade que

se traduz na capacidade de produzir bens e serviços

complexos. E o setor industrial é o único capaz de

converter o acúmulo de conhecimento em produtos e

serviços que geram a riqueza das nações. Quando um

país enriquece, a indústria perde participação absoluta

no PIB (Produto Interno Bruto), mas continua enorme

em termos absolutos. Países ricos têm a maior produção

industrial do mundo, tanto em termos absolutos

quanto per capita. Não existe desenvolvimento econômico

sem um setor industrial pujante.

A IMPLOSÃO DA ECONOMIA

BRASILEIRA EM 2014 E 2015

ARRASTOU NOSSA INDÚSTRIA PARA

UMA MONUMENTAL QUEDA ATÉ HOJE

NÃO RECUPERADA

WHAT EXACTLY DOES THAT MEAN?

Formal codified knowledge, which includes literacy

and mathematical and scientific knowledge, is important

to acquire the skills necessary for professional

practice. But currently in Brazil, the knowledge gained

is of the uncoded type, which manifests itself in the

know-how being embedded in unconscious and often

complex routines. But this uncoded knowledge needs

to be understood and internalized, which, in general,

occurs in the Industrial Sector and associated complex

services, where industry can convert the human capital

learned in schools into higher value-added products

and services.

HOW DOES THE INDUSTRIAL SECTOR CON-

TRIBUTE TO THE FORMATION OF THIS KNOWLE-

DGE?

Although many companies in developing countries

can purchase machines for basic production activities

and have reasonable availability of skilled workers, they

lack the ability to produce new technologies and new

machines. Technologies require a complex process

of productive learning. This type of innovation and

learning dynamics is most often found in the Industrial

Sector. Emerging countries only use the machines; rich

countries produce the machines at the heart of their

industrial systems.

One of the problems of Brazil is the low educational

level of the population. To what extent will reversing

this scenario contribute to the growth of industrial

productivity?

It is illusory to believe that the mere schooling of

the population will be able to raise productivity to the

levels required by global competitiveness. Structural

transformation in times of accelerated technological

evolution requires an effective technical learning strategy.

To do so, it is necessary to identify the knowledge

gap in industries and the policies that can be implemented

to deal with these deficiencies.

What is the relevance of industry to a nation’s economic

development?

Economic development is the accumulation of a

society’s human capital and knowledge, which translates

into the ability to produce complex goods and services.

And the Industrial Sector is the only one capable

of converting the accumulation of knowledge into

products and services that generate national wealth.

When a country gets rich, the industry loses an absolute

share of GDP but remains huge in absolute terms.

Rich countries have the highest industrial production in

the world, both in absolute and per capita terms. There

can be no economic development without a thriving

Industrial Sector.

32 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


COLUNA ABIMCI

INDÚSTRIA PRECISA FAZER

PARTE DA DISCUSSÃO SOBRE FLORESTAS

Paulo Pupo

Superintendente da ABIMCI

(Associação Brasileira da Indústria de

Madeira Processada Mecanicamente)

Contato: abimci@abimci.com.br

A INDÚSTRIA BRASILEIRA DE

MADEIRA PROCESSADA

MECANICAMENTE É UM DOS SETORES

MAIS PRÓXIMOS E PROMISSORES EM

TERMOS DE OPORTUNIDADES DE

NEGÓCIO NA NOVA ECONOMIA

Foto: divulgação

umento da área plantada, consolidação de

Apolíticas de incentivo ao aumento da base

florestal, otimização e operacionalização

de modalidades de fomento florestal – em

especial para as pequenas propriedades –,

desburocratização e simplificação do plantio.

Esses são alguns dos principais desafios que se apresentam

ao setor florestal e madeireiro brasileiro.

Sem base florestal não há indústria. Sem indústria, o

planejamento e o uso das florestas produtivas ficam comprometidos.

Cada elo da cadeia florestal e madeireira tem

um papel indispensável para o sucesso dessa complexa

engrenagem que, ao fim, produz uma imensa variedade

de bens de consumo essenciais para o dia a dia da sociedade

moderna.

A indústria brasileira de madeira processada mecanicamente

– que inclui a produção de madeira serrada,

compensados, painéis, portas, molduras, pisos, pellets,

biomassa, entre outros produtos – tem exercido historicamente

um importante papel para a economia do país por

meio da geração de emprego e renda, saldo positivo na

balança comercial, conservação de áreas de preservação

e fabricação de produtos a partir de matéria-prima renovável.

É, sim, uma das indústrias mais prósperas e também

promissoras em termos de oportunidades de negócio na

nova economia.

Diante de desafios globais de oferta versus demanda

e de questionamentos cada vez mais intensos dos países

compradores quanto a questões de sustentabilidade e

origem da madeira, a ABIMCI (Associação Brasileira da

Indústria de Madeira Processada Mecanicamente), que

representa a indústria nacional de produtos de madeira

processada), está cada vez mais atenta à necessidade de

atuar nas discussões que envolvem a floresta.

A criação do Comitê Florestal como parte da estrutura

organizacional da associação é apenas uma das ações

com esse foco. Com a participação de representantes de

empresas de diferentes segmentos de produtos de diversas

regiões do país, a ABIMCI fortalece o seu DNA de

representação nacional por meio de um Comitê que tem

desafios e oportunidades ímpares.

Na pauta de discussões já em andamento no Comitê,

estão temas como políticas públicas de incentivo ao

cultivo de florestas, fomento florestal, suprimento de matéria-prima,

produção de informações estratégicas, posicionamento

da imagem do setor, possibilidade de desenvolvimento

de um novo conceito de certificação florestal.

São temas estratégicos para a melhoria do ambiente de

negócios.

Vivenciamos um momento oportuno – com aumento

da demanda e novas oportunidades de negócios – para

incentivar o plantio florestal nas pequenas propriedades.

Para isso, será preciso apresentar aos produtores rurais

cenários viáveis e resultados positivos. Encontrar soluções

para garantir o suprimento florestal é pauta constante e

mais do que atual no setor madeireiro. Para tanto, são necessárias

práticas mais atrativas para a mudança desse cenário

na base florestal. Uma questão prioritária para todos.

Além das pautas e necessidades mencionadas, a iniciativa

da criação do Comitê Florestal junta-se ao convite

aceito pela ABIMCI para integrar a Câmara Setorial da Cadeia

Produtiva de Florestas Plantadas do MAPA (Ministério

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Um espaço no

qual o diálogo entre os diferentes atores envolvidos na

cadeia pode resultar em proposições decisivas para que o

setor avance.

Temos pela frente muito trabalho, que vai depender

do esforço de muitos. Uma agenda positiva na qual todos

têm a ganhar: a economia do país, a sustentabilidade para

os negócios, o meio ambiente a partir do olhar responsável

para o uso dos recursos naturais, e, por fim, e tão

importante quanto todo o restante, as pessoas, verdadeira

força que faz girar toda essa engrenagem.

34 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


PRINCIPAL

36 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


PONTE

PARA O FUTURO

Fotos: Emanoel Caldeira

COM ALTO INVESTIMENTO E GRANDES

AMBIÇÕES, INDÚSTRIA DO SETOR DE

RESINAS PARA MADEIRA SE PERPETUA

NO MERCADO AO CONSTRUIR SUA

PRÓPRIA PLANTA DE FORMOL

A BRIDGE TO

THE FUTURE

WITH SIGNIFICANT INVESTMENTS AND

GOOD PROSPECTS, A COMPANY IN THE

WOOD RESINS SEGMENT PROTECTS ITSELF

IN THE MARKET BY BUILDING ITS OWN

FORMALDEHYDE PLANT

MARÇO 2021 37


PRINCIPAL

M

atéria-prima fundamental para o setor de

produtos oriundos da madeira, as resinas

e colas utilizadas em painéis de compensados,

MDP e MDF são de suma importância

no segmento madeireiro, tanto no Brasil,

quanto no resto do mundo. Graças a ela, peças e fibras de

madeira podem ser unidas e transformadas em belos painéis

para móveis, e de outros componentes da construção civil,

de forma segura e duradoura.

Mas para que essa resina seja produzida, um importante

insumo precisa ser, geralmente, adquirido de outras

companhias: o formol. O fornecimento terceirizado desta

substância química pode, muitas vezes, gerar gargalos

produtivos para uma indústria de resinas. Este problema

foi resolvido pela Bonardi em outubro de 2020, quando a

empresa inaugurou sua primeira planta de formol, em sua

sede, na cidade de Colombo (PR), e trouxe independência

para o fornecimento deste insumo.

O projeto, desenhado há alguns anos pela diretoria da

Bonardi Química, saiu do papel no ano passado e já tem

mostrado ótimos resultados em seus cinco meses iniciais de

atuação. De acordo com o diretor comercial da companhia,

Robson Lemos, a iniciativa era um grande sonho dos sócios

da empresa.

“Esse é um projeto, em que estudamos, avaliamos

investimentos, fornecedores e equipamentos. Foi uma idealização

dos diretores da empresa, e acabamos realizando

com sucesso, pois sabíamos que era o melhor caminho

e o futuro da companhia. Esse processo trata-se de uma

verticalização em nossa produção. Hoje, tudo que nós produzimos

de formol é consumido pela fábrica, o que nos dá

mais competitividade e segurança de ter a matéria-prima

sob nosso controle”, explica Robson.

Com a construção da nova planta de formol, a Bonardi

tornou-se a mais nova fabricante de Formaldeído no Brasil,

há mais de duas décadas o setor não recebia um novo

player. “Esta planta, com tecnologia de última geração,

obtém o formol a partir da reação metanol + O 2

em catálise

38 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021

As a basic raw material for the Forest Products

Sector, resins and glues used in

plywood, MDP, and MDF panels are of

paramount importance in the lumber segment,

both in Brazil and in the rest of the

world. Thanks to them, wood pieces and

fibers can be joined safely and continuously together

and be transformed into good-looking furniture panels

and other building construction components.

But for these resins and glues to be produced, a

critical input is generally purchased from other companies:

formaldehyde. The “outsourced” supply of this

chemical can often generate “productive bottlenecks”’

for a producer. Bonardi solved this problem in October

2020, when the Company inaugurated its first formaldehyde

plant at its operations in Colombo (PR), leading

to independence in the supply of this valuable input.

The project, approved a few years ago by the board

of Bonardi Química, came off the paper last year and

has already shown promising results in its initial five

months of operation. According to Robson Lemos,

Director of Sales for the Company, the initiative was “a

big dream” for the Company’s partners.

“For the project, we studied and evaluated investments,

suppliers, and equipment. It was an idealization

of the Company’s Directors, and we ended up successfully

executing it because we knew it was the best way

and the future of the Company. This process leads to

a “backward verticalization” in our production. Today,

all of the formaldehyde we produce is consumed by

the factory, which gives us more competitiveness and

security by having the raw material under our control,”

explains Director of Sales Lemos.

With the construction of the new formaldehyde

plant, Bonardi became the latest formaldehyde produ-


com óxido de molibdênio, gerando menos set-up e melhor

desempenho no processo produtivo”, afirma o diretor, que

trabalha na Bonardi há 8 anos, mas que já possui experiência

no setor de madeira há quase três décadas.

Com tecnologia europeia, a planta de formol vem se

juntar a já respeitada estrutura da Bonardi, com um parque

fabril de, aproximadamente, 16 mil m² (metros quadrados),

130 funcionários e uma capacidade produtiva de 264 mil

t (toneladas)/ano de resinas e colas. Agora, a companhia

também tem uma aptidão produtiva de cerca de 42 mil t

de formol/ano. Além de tudo isso, a Bonardi possui sete

reatores para a produção das resinas, que variam de 12t

até 54t por batelada.

“É uma planta petroquímica. Quando se fala petroquímica,

é uma planta de formato contínuo. Não se tem

paradas de planta, que trabalha 24h (horas) por dia, durante

30 dias, continuamente. É o que chamo de avião em voo

de cruzeiro”, comenta.

A planta de formol é responsável pela produção de

dois tipos de resinas, as fenólicas e uréicas. As fenólicas são

aplicadas no mercado da construção civil, onde se produz

o compensado fenólico, usado para confecção de formas

de concreto e na construção de casas nos EUA (Estados

Unidos da América) e Europa, cuja exportação tem grande

expressão. Já as resinas uréicas, por sua vez são, em quase

sua totalidade, para a indústria de MDF e MDP, com grande

aplicação na indústria de móveis.

cer in Brazil; for more than two decades, there has not

been a new player in the segment. “This plant, with

state-of-the-art technology, produces formaldehyde

from a methanol + O2 reaction using a molybdenum

oxide catalyst, generating lower set-up times and better

performance in the production process,” states Lemos,

who has worked at Bonardi for eight years but has

had experience in the Forest Product Sector for almost

three decades.

With European technology, the formaldehyde plant

joins Bonardi’s already respected structure, with a manufacturing

park of approximately 16 thousand m², 130

employees, and a resin and glue production capacity

of 264 thousand tons/year. Now, the Company also

has a formaldehyde productive capacity of about 42

thousand tons /year. In addition to all this, Bonardi has

seven reactors for resin production, ranging from 12 to

54 tons per batch.

“It’s a petrochemical plant. When you talk about

petrochemicals, it’s a continuous-format plant. You

don’t have plant stoppages, with 24/7, continuous

operation. It’s what I call ‘an in-fight plane on cruise

control’,” he says.

The formaldehyde plant is responsible for the

production of two types of resins: phenolics and urea.

Phenolics are used in the building construction market,

MARÇO 2021 39


PRINCIPAL

DIFERENCIAIS

Além da alta capacidade produtiva, a Bonardi também

tem à sua disposição uma estrutura logística única no Brasil.

Dona de uma frota de 60 caminhões, dos mais variados

tamanhos, a empresa atende qualquer tipo de volume e de

necessidade de seu consumidor. “Diria que este também

é um grande diferencial da empresa, pois suprimos as

necessidades de nossos parceiros com muita rapidez. As

nossas principais matérias-primas somos nós mesmos que

transportamos, e todos os produtos acabados em granel

também”, explica Robson.

Presidente do Grupo Sudati, Luiz Alberto Sudati, atesta

a estrutura de atendimento da Bonardi. “Nós avaliamos

diariamente todas resinas que recebemos em nossas plantas

e conseguimos identificar que elas conseguem manter um

padrão de qualidade, o que nos dá condição de consumo

e competitividade para estarmos sempre à frente do mercado.

Além disso, a capacidade logística, pela quantidade

disponível de caminhões para entrega just in time em nossas

plantas, nos dá um atendimento completo e sem falhas”,

garante o empresário Luiz Alberto, do Grupo Sudati.

Cliente da Bonardi há oito anos, o diretor comercial da

Relvaplac, Igor Rover, também elogia a empresa, e salienta:

a gestão séria e comprometida com o relacionamento

próximo ao cliente dá um algo a mais para a Bonardi. “A

administração é familiar, mas com uma gestão muito profissional.

Nós temos contato direto com os colaboradores

de todos os níveis da Bonardi. Isso facilita demais a comunicação”,

enaltece Igor.

“O relacionamento é a base de tudo, é o diferencial.

Você pode ter o melhor produto, o melhor preço, mas em

algum momento o relacionamento vai ser o diferencial na

decisão daquele que está negociando contigo. Na madeira

é muito disso, o setor madeireiro tem uma questão intrínseca,

que é o olho no olho, o contato. Não consigo imaginar

um setor madeireiro negociando com seus fornecedores

por telemarketing, até porque é um negócio B2B”, destaca

Robson Lemos, diretor comercial da Bonardi.

Cliente da Bonardi nos produtos de resina fenólica para

produção de compensado e de papel tego film, a G13 Madeiras

sempre prezou pela qualidade, preço competitivo e

where phenolic plywood is produced to make concrete

forms, and in the USA and Europe, where there is

considerable export potential. On the other hand, urea

resins, in turn, are, in almost their entirety, for the MDF

and MDP industry, with use in the furniture industry.

DIFFERENTIALS

As well as a large production capacity, Bonardi

also has at its disposal a unique logistics structure in

Brazil. Owner of a fleet of 60 trucks of various sizes,

the Company can handle any customer’s volume and

need. “I would say that this is also a great differential of

the Company because we can supply the needs of our

partners very quickly. We transport our main raw materials

in bulk and all finished products as well,” explains

Director of Sales Lemos.

Luiz Alberto Sudati, President of the Sudati Group,

also attests to Bonardi’s service structure. “Daily, we

evaluate all resins that we receive in our plants and

can identify that they maintain a quality standard,

which gives us the consumption and competitiveness

conditions always to be ahead of the market. Also, the

logistics capacity, by the available number of trucks for

just-in-time delivery to our plants, provides us a complete

service and no stoppages,” he states.

A Bonardi customer for eight years, Igor Rover, Director

of Sales for Relvaplac, also praised Bonardi and

stresses: serious management committed to the close

customer relationship gives Bonardi “something else”.

“Management is family, but with a very professional

orientation. We have direct contact with employees at

all levels of Bonardi. This makes communication very

much easier,” he adds.

“The relationship is the basis of everything; it is a

differential. You may have the best product, the best

price, but at some point, the relationship will be the

differential in deciding with whom you will do business.

In the Forest Product Sector, this is more so as the

Sector has an intrinsic issue: eye-to-eye contact. I can’t

imagine the Sector negotiating with its suppliers through

telemarketing because it’s a B2B business,” analy-

40 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


pontualidade de entregas. Todas essas qualidades foram

encontradas no atendimento da Bonardi, segundo um dos

sócios, Antônio Beppler. “A G13 Madeiras valoriza as parcerias.

Ou seja, se o produto está atendendo com qualidade

e preço, não costumamos mudar. A Bonardi mantém um

ótimo padrão de qualidade a preços competitivos e sempre

com pontualidade e prontidão das entregas. A G13 tem

Certificados CARB e PS1, que são atendidos com a resina

Bonardi. Se a Certificadora atesta garantindo a qualidade,

isso conseguimos graças a qualidade da Resina que aplicamos

ao produto”, gratifica Antônio.

O FUTURO

A Bonardi possui uma participação importante no mercado

de papel Tego Film, utilizado para a fabricação do

Compensado Plastificado e aplicado para construção de forma

de concreto aparente. Neste negócio, com capacidade

de 24 milhões m²/ano, a empresa promete novidades para

os próximos meses. “Estamos investindo na fábrica desta

unidade de negócio, no intuito de produzir um papel com

melhor performance no mercado”, atesta Robson sobre as

novidades, que estão por vir.

Além do mercado de resinas e papel, a Bonardi Química

também fornece vernizes para o setor da construção

civil. “Temos vernizes para piso de madeira, com uma linha

completa para esse tipo de segmento, em que lideramos

o mercado nacional, o que para nós é muito importante.

Esse produto eleva a nossa marca e aumenta ainda mais

nosso comprometimento com esse setor”, ressalta Robson.

O mercado da construção civil irá crescer nos próximos

anos, as oportunidades estarão à frente de quem estiver

disposto a evoluir junto. A Bonardi deu um importante

passo neste momento, porém estará atenta aos movimentos

futuros, de forma a assegurar excelentes serviços e produtos

aos seus parceiros.

zes the Bonardi Director of Sales Lemos, G13 Madeiras,

a Bonardi customer for phenolic resin and tego film

products for plywood production, has always valued

the quality, competitive price, and on-time delivery. According

to Antônio Beppler, one of the G13 Madeiras

partners, all these qualities were found in Bonardi.

“G13 Madeiras values its commercial relationships.

That is, if the product meets quality and price standards,

we do not usually change suppliers. Bonardi has

maintained a great standard of quality at competitive

prices with on-time and prompt delivery,” he says.

“G13 has the Carb and PS1 certificates and uses Bonardi

resins. If the Certifier attests to our quality, this we

have achieved thanks to the quality of the resin that we

use to manufacture the product,” he reveals.

THE FUTURE

Bonardi has an important share of the tego film

market to manufacture plasticized plywood and apparent

concrete forms for construction. In this business,

with a capacity of 24 million m²/year, the Company promises

news in the coming months. “We are investing in

the factory of this business unit to produce a film with

better performance in the market.

In addition to the resin and tego film market, Bonardi

Química also supplies varnishes for the Building

Construction Sector. “We have varnishes for wood flooring,

with a complete line for this segment, in which we

lead the national market, which is very important for us.

This product elevates our brand and further increases

our commitment to this Sector,” says Lemos.

The building construction market will continue to

grow in the coming years, and there will be opportunities

in the future for those who are willing to evolve

together with it. Bonardi has taken an essential step

at this time but will be attentive to future movements

to ensure excellent services and products for its customers.

MARÇO 2021 41


MADEIRA TRATADA

INÚMERAS

POSSIBILIDADES

PARA A MADEIRA

42 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


CONTRA A MARÉ, INDÚSTRIA DE MÓVEIS MOSTROU

CRESCIMENTO DURANTE A PANDEMIA, COM NÚMEROS

SUPERIORES AOS DE ANOS ANTERIORES

Fotos: divulgação

cos ou até mesmo em conhecidos cartões-postais

de diversas regiões brasileiras.

Um bom exemplo desse bom uso dos recursos

públicos é a construção e instalação das

novas lixeiras da cidade de Timbó, localizada no

interior de Santa Catarina. O projeto, que prevê

a ampliação das lixeiras em diversos pontos da

cidade, foi inaugurado em 2020 pelo SAMAE

(Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto

de Timbó), na região do Travessão dos Tiroleses.

A prefeitura informa, inclusive, que outras 23 deverão

ser colocadas em pontos estratégicos nos

próximos meses.

De acordo com o presidente do SAMAE,

Waldemar Gebauer, a iniciativa vai ao encontro

de uma antiga solicitação dos moradores, que

pediam um número maior de pontos de coleta

de lixo pela cidade. Além disso, as novas estruturas

são maiores, com capacidade para diversos

sacos de lixo, e foram construídas totalmente em

madeira.

A cidade de Timbó e a região de Santa Catarina

são conhecidas no Brasil inteiro por sua gran-

C

om as florestas mais produtivas do

mundo, o Brasil conta com grandes

áreas de plantações de árvores

como eucalipto, pinus, acácia, cedro

australiano, teca, entre outras.

Como uma das matérias-primas mais utilizadas

no mundo, o setor traz boas possibilidades para

o segmento madeireiro nacional.

Segundo dados da IBÁ (Indústria Brasileira de

Árvores), por exemplo, essa indústria tem hoje

uma participação de 7% no PIB (Produto Interno

Bruto) industrial, com destaque para produtos

como pisos, painéis de madeira, papel, celulose,

madeira serrada e carvão vegetal.

Além de todo esse bom momento vivido

pelas indústrias, a diminuição da pressão sobre

as florestas nativas, a rentabilidade e o grande

potencial de geração de emprego e renda fazem

dos polos florestais o sustentáculo para um novo

e promissor segmento econômico no Brasil.

E tais vantagens já têm sido utilizadas por

gestões municipais e estaduais no país, seja na

reforma ou construção de pontes, prédios públi-

MARÇO 2021 43


MADEIRA TRATADA

de produtividade de madeira, seja ela tratada ou

serrada, com grande mercado interno e externo.

“As lixeiras foram desenvolvidas para receber

lixo orgânico e materiais recicláveis sem interferir

nas paisagens rurais do município, graças à sua

arquitetura em madeira, que preserva os cenários

bucólicos. Elas não agridem a paisagem e têm

tudo a ver com a cidade de Timbó. A prefeitura

tem trabalhado para trazer materiais renováveis

e que não tragam malefícios para nossa amada

cidade”, explicou Waldemar Gebauer.

De acordo com a prefeitura de Timbó, a

aquisição das lixeiras faz parte do programa de

investimentos do SAMAE que visa modernizar e

ampliar os pontos de coletas do município. Nesta

primeira etapa do programa, o executivo municipal

investiu cerca de R$ 54 mil durante as obras,

que duraram cerca de um mês.

As lixeiras medem 3,5 x 1,5 m (metro), são

feitas de eucalipto tratado, cobertas com telhas

portuguesas, e foram adquiridas por intermédio

de uma parceria com o CIMVI (Consórcio Intermunicipal

do Médio Vale do Itajaí).

A CIDADE DE

TIMBÓ E A REGIÃO

DE SANTA CATARINA SÃO

CONHECIDAS NO BRASIL

INTEIRO POR SUA GRANDE

PRODUTIVIDADE DE

MADEIRA

44 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


MARCENARIA

46 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


AUMENTA A

PRODUTIVIDADE, MARCENEIRO!

DIANTE DOS DESAFIOS IMPOSTOS PELO ÚLTIMO ANO, O SETOR

DE MARCENARIA TEM INVESTIDO EM TÉCNICAS, SOFTWARES E

EQUIPAMENTOS PARA AUMENTAR A PRODUTIVIDADE

Fotos: divulgação

MARÇO 2021 47


MARCENARIA

C

ortar gastos, adequar tarefas e escolher

as ferramentas corretas são três das mais

importantes decisões na hora de aumentar

a produtividade de uma marcenaria

em tempos de crise econômica nacional.

E essas são apenas algumas das medidas que podem

fazer com que o seu negócio continue rentável

e, mais importante ainda, sem parar sua produção

por causa de imprevistos. A REFERÊNCIA INDUS-

TRIAL lista abaixo algumas dicas para a saúde financeira

e operacional do seu negócio.

ESPAÇO DE TRABALHO

Ninguém gosta de um espaço de trabalho desorganizado,

no qual as máquinas e ferramentas

não estejam dispostas harmonicamente na linha de

produção. Essa falta de praticidade faz com que o

trabalhador perca tempo (e até mesmo a paciência)

ao realizar suas atividades. Funcionalidade é a palavra-chave

durante essa etapa de organização do seu

negócio.

Vários são os layouts que você pode utilizar em

sua marcenaria. Tudo dependerá do tipo e escala dos

produtos que serão confeccionados, assim como o

número de colaboradores e maquinários. Outro ponto

importante para o aumento da produtividade é a

organização e catalogação do estoque. Essa tarefa

economiza espaço e, principalmente, tempo para

todos.

MAQUINÁRIO E SOFTWARES

Uma vez reorganizado o local de trabalho, outras

medidas preventivas podem ser pensadas dentro da

sua marcenaria. A manutenção frequente das máquinas

pode evitar muitas dores de cabeça possíveis. Então

sua serra de madeira, seu serrote, sua furadeira,

sua plaina e todos os outros utensílios e maquinários

devem ser limpos, afiados e sujeitos à revisão duas

vezes ao ano. Essas manutenções, geralmente apresentadas

no manual do fabricante, são medidas que

auxiliam o bom rendimento e eficiência, garantindo,

além de maior produtividade, segurança e qualidade.

A tecnologia também tem sido uma grande aliada

ao setor moveleiro na etapa de entrega de um

orçamento aos consumidores. A formulação desse

cálculo é um processo geralmente demorado e com

48 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


detalhamento de peças e preços que levam dias. Vários

softwares foram desenvolvidos nos últimos anos

para facilitar uma entrega precisa e rápida desse tipo

de avaliação.

Esses programas oferecem um serviço online de

grande tecnologia e apresentam funções que auxiliam

no controle da prestação de serviço, locação, orçamento

e contratos de locação e de serviço, acelerando

as funções cotidianas da empresa. Além disso,

essas ferramentas via internet ainda disponibilizam

ao marceneiro a automação de funções burocráticas

como emissão de notas fiscais, boletos, conciliação

bancárias, importação de XML. Ademais, você pode

controlar o financeiro, o setor de vendas, compras,

estoque e todos os demais departamentos de forma

rápida, simples e intuitiva.

QUALIFICAÇÃO DA MÃO DE OBRA

Em qualquer ramo da indústria, possuir uma mão

de obra qualificada pode ser o grande diferencial da

sua empresa na entrega de produtos e na utilização

correta e sustentável de recursos. No caso das marcenarias,

o treinamento deve ser constante e ponderar

fatores como utilização correta das máquinas, limpeza

dos equipamentos, segurança, qualidade do produto

final e bem-estar do colaborador. Geralmente, esse

cuidado com a qualificação do pessoal apresenta

resultados a longo prazo, motivo pelo qual inúmeros

gestores deixam de adotar essa prática. Mas se você

pretende transformar seu negócio, esse constante

incentivo ao conhecimento se mostrará benéfico se o

seu objetivo é maximizar a produtividade.

EM QUALQUER RAMO

DA INDÚSTRIA,

POSSUIR UMA MÃO DE OBRA

QUALIFICADA PODE SER O

GRANDE DIFERENCIAL DA SUA

EMPRESA NA ENTREGA DE

PRODUTOS

MARÇO 2021 49


MERCADO

UM NOVO

HORIZONTE

50 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA WOOD

FRAME PODERIA REVOLUCIONAR

CONSTRUÇÃO CIVIL BRASILEIRA

Fotos: divulgação

MARÇO 2021 51


PRINCIPAL MERCADO

AABIMCI (Associação Brasileira da Indústria

de Madeira Processada Mecanicamente)

tem acompanhado todo o processo

para a implementação do sistema

construtivo wood frame, que utiliza produtos

de madeira na construção, no Brasil e liderado

o desenvolvimento dessa e de outras frentes sobre o

uso do material no setor da construção civil brasileira.

Por ser um modelo construtivo industrializado, que

reduz o tempo em canteiro de obras, o sistema wood

frame é visto como uma solução para atender parte

do déficit habitacional brasileiro. A PNAD (Pesquisa

Nacional por Amostra de Domicílios) de 2019, a mais

recente nesse sentido, mostra que faltam, no país, 7,7

milhões de habitações.

No site oficial da ABIMCI, o presidente, Juliano

Vieira de Araujo, afirma que as indústrias da construção

e de madeira estão diante de novas oportunidades.

“Estamos diante de um momento para consolidar

esse método construtivo eficiente, sustentável e que

há décadas vem sendo utilizado em diferentes países

do mundo. Os fabricantes de produtos de madeira

estão acompanhando essas transformações e se pre-

O WOOD FRAME SE

APRESENTA COMO UMA

OPORTUNIDADE PARA O SETOR

INDUSTRIAL MADEIREIRO NO

MERCADO INTERNO, JÁ QUE

INÚMEROS PRODUTOS PODEM

FAZER PARTE DO PROJETO

52 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


param para atender esse novo nicho. Há uma chance

real de aumentarmos o consumo per capita de madeira

no mercado interno”, afirma.

O wood frame se apresenta como uma oportunidade

para o setor industrial madeireiro no mercado

interno, já que inúmeros produtos podem fazer parte

do projeto.

“É um avanço significativo que irá colocar a indústria

de produtos de madeira em um novo patamar no

mercado da construção, incentivando a inovação e a

possibilidade de financiamento de construções nesse

sistema”, acredita o presidente da associação.

A norma técnica brasileira para o sistema construtivo

wood frame esteve aberta para consulta pública no

site da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)

até o dia 24 de fevereiro. Os resultados ainda não

foram divulgados. Para o coordenador da Comissão

de Estudo, o engenheiro civil Euclesio Manoel Finatti,

tratou-se de um momento importante para o setor da

construção civil.

“A construção civil está dando mais um passo para

o seu desenvolvimento no país. Na consulta pública,

foi possível avaliar esse trabalho feito por mais de 200

pessoas”, afirma.

Com a participação de muitos interessados no

tema, a Comissão contou com a contribuição de profissionais

que se dividiram em quatro grupos de trabalhos:

materiais, projetos, execução e desempenho.

O objetivo foi envolver construtores, fornecedores,

universidades, laboratórios, agente financiador, entre

outros, para definir uma norma adequada à realidade

brasileira.

A ABNT NBR 16936 foi elaborada no Comitê Brasileiro

da Construção Civil (ABNT/CB-002) com a participação

do Comitê Brasileiro de Madeira (ABNT/CB-31),

este último sob gestão da ABIMCI.

A CONSTRUÇÃO CIVIL

ESTÁ DANDO MAIS

UM PASSO PARA O SEU

DESENVOLVIMENTO NO PAÍS

MARÇO 2021 53


ECONOMIA

INVESTIMENTO

EM ALTA

54 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


SETOR DE MADEIRA CHAMA A ATENÇÃO PELO

TRABALHO PAUTADO NO ESG E SEGUE CRESCENDO,

CONTRARIANDO A LÓGICA DA RECESSÃO MUNDIAL

Fotos: divulgação

MARÇO 2021 55


PRINCIPAL ECONOMIA

O

setor representado institucionalmente

pela IBÁ (Indústria Brasileira de

Árvores), que reúne empresas que

têm nas árvores cultivadas a base

da sua produção, oferecendo bioprodutos

e biomateriais para o mercado nacional

e internacional, prevê investimentos em expansão

de R$ 35,5 bilhões até 2023, destinado a florestas,

novas fábricas, expansões, tecnologia e ciência.

Esse investimento é praticamente o dobro do registrado

nos quatro anos anteriores, entre 2016 e

2019, quando foram realizados investimentos de

R$ 18 bilhões para a construção de diversas novas

unidades.

Esse alto nível de investimento demonstra a

confiança do segmento no crescimento da economia

verde, na opção dos consumidores por produtos

com rastreabilidade, originados em fontes

renováveis, recicláveis, muitos deles, biodegradáveis,

e que, por sua base em árvores plantadas,

absorvem e estocam CO 2

(dióxido de carbono).

“Rastreabilidade é um imperativo para esta

cadeia, que há mais de duas décadas opera dentro

de níveis de excelência, não somente cumprindo,

mas indo além do que certificadores como FSC

e até mesmo a legislação ambiental nacional exigem.

100% da matéria-prima vinda da indústria

tem origem em florestas cultivadas. O desmatamento

ilegal é repudiado pelas companhias do

setor, que inclusive se destacam como as que mais

conservam áreas naturais no país”, afirma Paulo

Hartung, presidente da IBÁ.

O setor de árvores plantadas atua há anos com

produção sustentável, provendo inúmeros produtos

de origem renovável, essenciais para o dia a

dia das pessoas, como móveis, livros, pisos, papéis

higiênicos e embalagens. A IBÁ, associação que

reúne empresas do setor, lança seu novo estudo

apontando os avanços ambientais, sociais, econômicos,

além de revelar o olhar para o futuro desta

cadeia.

Além de prover o hoje, a indústria também

está de olho no futuro, investindo em pesquisa e

inovação para oferecer cada vez mais bioprodutos

e biomateriais da economia circular, biodegradáveis

e recicláveis, como mais opções para tecidos

verdes, como a celulose solúvel, usada na viscose,

e a microfibrilada, em fase de desenvolvimento.

Em 2019, o valor aplicado em inovação cresceu

para cerca de 2% de todos os investimentos do

segmento. São roadmaps no sentido de produtos

e matérias-primas como óleos, bio-óleos, lignina,

nanofibra, nanocelulose e nanocristais que podem

ser empregados nas cadeias alimentícia, automobilística,

de cosméticos e medicamentos.

Segundo o relatório, pela primeira vez o setor

atingiu uma receita bruta total na casa de R$ 100

bilhões. A contribuição na balança comercial foi de

US$ 10,3 bilhões em 2019, o segundo melhor resultado

dos últimos 10 anos. Essa cadeia industrial

representa 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto)

Nacional. Além de atuar de forma sustentável, é

um importante gerador de riqueza compartilhada.

Em 2019, foram 1,3 milhão de postos de trabalho

na cadeia de árvores plantadas, somando opor-

56 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


tunidades para 3,75 milhões de brasileiros. Com

os investimentos de expansão devem ser criados

mais 36 mil novos postos de trabalho.

Todas as empresas exportadoras de papel e

celulose brasileiras adotam voluntariamente programas

de certificação que asseguram a rastreabilidade

e a origem responsável dos seus produtos,

com sistemas reconhecidos internacionalmente,

como FSC (Forest Stewardship Council), PEFC

(Programme for the Endorsement of Forest Certification)

e ISSO (International Organization for Standardization).

Segundo os novos dados da IBÁ, são

7,4 milhões de ha (hectares) certificados atualmente,

um crescimento frente ao ano anterior. A soma

da área certificada pelo setor é maior do que a

área da Bélgica, Dinamarca ou Suíça, por exemplo.

RASTREABILIDADE

É UM IMPERATIVO

PARA ESTA CADEIA, QUE HÁ

MAIS DE DUAS DÉCADAS

OPERA DENTRO DE NÍVEIS

DE EXCELÊNCIA

MARÇO 2021 57


ARTIGO

ESTIMATIVA DA

RESISTÊNCIA E DA

RIGIDEZ À COMPRESSÃO

PARALELA ÀS

FIBRAS DA MADEIRA DE

PINUS SP. PELA COLORIMETRIA

Fotos: divulgação

LUCAS JOSÉ MARINI

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

JÚLIA CRUZ DA SILVA

INSTITUTO SENAI DE INOVAÇÃO BIOMASSA

DIEGO HENRIQUE ALMEIDA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA

ANDRÉ LUIS CHRISTOFORO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

FRANCISCO ANTONIO ROCCO LAHR

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

58 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


RESUMO

Propriedades de resistência e de rigidez da

madeira, fundamentais em um projeto estrutural,

são determinadas com base em ensaios

mecânicos. Entre as propriedades mecânicas

da madeira, destacam-se as de resistência

(f c0

) e de rigidez (E c0

) à compressão na direção

paralela às fibras. A cor é uma característica própria de

cada espécie. Se determinadas experimentalmente as

propriedades f c0

e E c0

de uma espécie de madeira com

base em um significativo número de amostras caracterizadas,

a correlação dessas propriedades por meio

de equações obtidas por regressão possibilita realizar

estimativas de tais propriedades sem a necessidade

de novos ensaios, procedimento esse com potencial

de aplicação por empresas madeireiras.

Com o auxílio do sistema CIE L*a*b* e de 403

peças de madeira de Pinus sp., equações obtidas por

modelo de regressão foram utilizadas para a estimativa

do E c0

e da f c0

em função dos parâmetros colorimétricos

e do número de anéis de crescimento. Da estimativa

do E c0

(R 2 = 43,61%), pela Anova da equação

de regressão foi constatada significância apenas do

número de anéis de crescimento (Nle). Para a resistência

à compressão paralela às fibras (R 2 = 48,53%),

apenas os parâmetros colorimétricos e as interações

desses parâmetros afetaram significativamente a f c0

.

INTRODUÇÃO

A madeira está presente no cotidiano das pessoas

nas mais diversas formas de utilização, tais como fabricação

de móveis, celulose e papel, geração de energia

e, especificamente para o escopo deste trabalho,

na construção civil (Andrade Jr. et al., 2014; Almeida et

al., 2017). Para suprir a demanda por madeira serrada

foi introduzido no Brasil o gênero Pinus, que conta

com mais de cem espécies e é nativo do hemisfério

Norte (Empresa..., 2018). Atualmente, no Brasil, as

plantações de Pinus ocupam 1,6 milhão de ha (hectare)

- Instituto..., 2018.

Uma das principais características do gênero Pinus

sp. é a presença de anéis de crescimento, que se originam

da atividade sazonal do câmbio vascular, que é

a estrutura interna responsável pelo crescimento radial

das árvores. Em países onde o clima tem uma clara

distinção entre as estações do ano é mais fácil identificar

o início e o fim de um período de crescimento da

árvore (Ferreira, 2009).

Em cada anel de crescimento é possível encontrar

duas regiões distintas, uma apresentando coloração

clara e outra escura. O lenho inicial corresponde ao

crescimento da árvore no início do período vegetativo,

normalmente primavera e verão, em que há

células de paredes finas e lumes grandes, o que lhe

confere coloração clara e densidade menor. O lenho

tardio é formado durante o outono e o inverno, sendo

constituído de células com paredes mais largas e menor

lúmen, uma vez que as células vão diminuindo a

atividade fisiológica. Em consequência desse fato, sua

coloração é escura e sua densidade é maior do que a

do lenho inicial (Santini; Haselein; Gatto, 2000; Burger;

Richter, 1991).

O comportamento do material quando submetido

a esforços varia de acordo com as propriedades mecânicas

da madeira. O ensaio de compressão paralela às

fibras é um dos mais importantes, uma vez que o valor

característico da resistência à compressão paralela às

fibras (f c0,k

) possibilita o enquadramento da madeira

nas classes de resistência estabelecidas pela NBR

7190 (Abnt, 1997), além de possibilitar a estimação do

módulo de elasticidade (E c0

), que determina a rigidez

da madeira utilizada no projeto (Bertolini et al., 2012;

Ferro et al., 2015; Almeida, 2017).

A coloração é uma propriedade organoléptica

da madeira, que em conjunto com as propriedades

anatômicas permite a identificação de espécies, exercendo

também extrema importância sobre o valor

decorativo do material, por adicionar valor estético.

Pode ser influenciada por diversos fatores, tais como

espécie, estrutura anatômica, composição química,

genética, densidade e tratamentos silviculturais (Montes

et al., 2008; Garcia; Marinonio, 2016; Gierlinger et

al., 2003; Garcia et al., 2014).

A VARIABILIDADE

DOS ANÉIS DE

CRESCIMENTO É CAUSADA POR

DIVERSOS FATORES, SENDO O

CLIMA UM DELES

MARÇO 2021 59


ARTIGO

É importante ressaltar a subjetividade da propriedade

cor, pois existem diferenças de sensibilidade dos

observadores (Zenid; Ceccantini, 2007). O modo encontrado

para padronizar essa propriedade foi transformá-la

em números. A CIE (Comissão Internacional

de Iluminantes) recomendou o sistema CIE L*a*b*

para padronizar a sensação de cor baseada nos parâmetros

colorimétricos luminosidade e tonalidade, um

dos sistemas mais utilizados para quantificação da cor

(Camargos; Gonçalez, 2001; Almeida, 2017).

A técnica de colorimetria, que consiste em determinar

a cor de uma superfície por meio de espectrofotômetros

e colorímetros, tem sido aplicada à madeira

para caracterizar seus parâmetros colorimétricos,

avaliar os efeitos de tratamentos termomecânicos na

coloração da madeira e avaliar infestações patológicas

(Amorim; Gonçalez; Camargos, 2013; Zanuncio et

al., 2014; Cademartori et al., 2014; Barcik; Gasparik;

Razumov, 2015; Poubel et al., 2015; Meints et al., 2016;

Lazarotto et al., 2016).

É uma técnica de simples aplicação, podendo ser

empregada na pré-classificação a partir do desdobro

da tora, na qualificação das peças e na formação de

banco de dados (Barros; Muniz; Matos, 2014). Entretanto,

são poucas as pesquisas desenvolvidas em que

as propriedades mecânicas da madeira foram correlacionadas

com os parâmetros colorimétricos (Almeida,

2017). A vantagem no uso dessa abordagem alternativa

ante os métodos destrutivos de caracterização da

madeira está na possibilidade de analisar um grande

volume de madeira com maior rapidez.

Dessa forma, o objetivo desta pesquisa consistiu

em empregar modelos para gerar equações por meio

de análise de regressão múltipla a fim de investigar a

precisão desses na estimativa de propriedades de resistência

e de rigidez na compressão paralela às fibras

da madeira de Pinus sp. em função dos parâmetros

colorimétricos (L*a*b*) e do número de lenhos (inicial

e tardio), de forma a identificar os fatores mais significativos.

MATERIAIS E MÉTODOS

Um lote homogêneo de madeira (mesma origem)

do gênero Pinus foi empregado nesta pesquisa. Por

estar a madeira convenientemente estocada, o teor

de umidade foi próximo a 12%, porcentagem que é

a umidade de equilíbrio higroscópico estabelecida

pela norma brasileira NBR 7190 (ABNT, 1997). A partir

do lote foram confeccionados 403 corpos de prova

com dimensões nominais de 50 mm (milímetros) de

espessura, 100 mm de largura e 150 mm de comprimento

para a realização dos ensaios de compressão

na direção paralela às fibras. Decidiu-se por aumentar

significativamente a amostragem para dar maior representatividade

aos resultados obtidos, pois é desconhecida

a relação entre os parâmetros colorimétricos

e as propriedades mecânicas aqui investigadas para a

madeira de Pinus.

ENSAIO DE COMPRESSÃO PARALELA

ÀS FIBRAS

Os ensaios de compressão paralela às fibras foram

realizados na máquina universal de ensaios Amsler,

que possui capacidade de carga de 25 t. Iniciou-se a

aplicação do carregamento monotônico pela máquina

de ensaio com taxa crescente de 10 MPa/min, de

acordo com a norma NBR 7190 (ABNT, 1997). O ensaio

foi automatizado utilizando-se dois medidores de deslocamentos

e uma célula de carga com capacidade de

25 t ligada a um sistema de aquisição de dados. Esse

sistema foi configurado para coletar as informações

de força e deslocamento a cada 0,5 s. A resistência

da madeira na compressão paralela às fibras (f c0

) é determinada

pela relação entre a máxima força de compressão

(F c0,máx

) e a área da seção transversal (A),

O módulo de elasticidade na compressão paralela

(E c0

) foi obtido em que σ10% e σ50% são as tensões de

compressão correspondentes a 10% e 50% da resis-

60 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


tência fc0, e σ10% e σ50 consistem nas deformações

específicas correspondentes às tensões de 10% e 50%.

DETERMINAÇÃO DOS PARÂMETROS

COLORIMÉTRICOS

Os ensaios para determinação dos parâmetros colorimétricos

foram realizados com um colorímetro da

marca Konica Minolta, modelo CR-400, configurado

com iluminante D65 e ângulo de observação de 10º,

baseado no sistema CIE L*a*b*. Esse sistema consiste

em três coordenadas: L*, que representa a luminosidade

no eixo branco-preto, variando de 0 (preto) a

100 (branco); a* e b *, que representa as coordenadas

cromáticas nos eixos verde-vermelho e amarelo-azul

respectivamente. Ambos variam de -60 a +60. O dispositivo

de leitura posicionado sobre a superfície da

madeira é circular, com 50 mm de diâmetro, e se ajustou

perfeitamente às dimensões dos corpos de prova.

Nessas condições, os lenhos inicial e tardio são considerados

em uma única leitura de imagem.

O PINUS SP. É UMA

MADEIRA DE

COLORAÇÃO BRANCO-

AMARELADA, SENDO A

PIGMENTAÇÃO AMARELA A

PRINCIPAL RESPONSÁVEL PELA

FORMAÇÃO DA COR NESTE

GÊNERO

MARÇO 2021 61


ARTTIGO

DETERMINAÇÃO DO NÚMERO ANÉIS

DE CRESCIMENTO

O anel de crescimento é composto de duas camadas,

a primeira com tonalidade mais clara (lenho

inicial), e a segunda de tonalidade mais escura (lenho

tardio). Foram identificados visualmente os lenhos

inicial e tardio nas duas seções transversais de cada

corpo de prova.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados são ilustrados com os valores médios,

os intervalos de confiança da média (ao nível de

5% de significância) e os coeficientes de variação (CV)

dos parâmetros colorimétricos (L*, a*, b*) e do NLE

(Número de Lenhos) respectivamente.

O valor médio determinado para o parâmetro L*

neste estudo foi igual a 75,22, próximo ao determinado

por outros autores (Conte et al. 2014; Pincelli;

Moura; Brito, 2012; Poubel et al. 2015) para a madeira

de Pinus. De acordo com a classificação proposta por

Camargos e Gonçalez (2001), o Pinus é uma madeira

de coloração branco-amarelada e possui L* superior a

54. A variabilidade anatômica da madeira pode implicar

valores diferentes para luminosidade, já que esse

fator também pode influenciar a cor da madeira.

O valor médio para o parâmetro a* foi de 6,34,

próximo ao determinado por Pincelli, Moura e Brito

(2012) e ligeiramente superior ao determinado pelos

demais autores que estudaram a madeira de Pinus

(Amorim; Gonçalez; Camargo, 2013; Conte et al.,

2014). Segundo Gierlinger et al. (2003), a coordenada

cromática a* é influenciada diretamente pelo teor de

extrativos presentes na madeira.

Para o parâmetro b* o valor médio encontrado foi

igual a 25,81, mesmo valor encontrado por Pincelli,

Moura e Brito (2012) para a madeira de Pinus caribaea.

Esse valor também está próximo ao determinado em

outros estudos (Conte et al., 2014; Poubel et al., 2015).

A pigmentação amarela é a principal responsável pela

formação de cor na espécie de Pinus e está relacionada

com a fotoquímica dos principais componentes da

madeira, como a lignina e os extrativos (Conte et al.,

2014; Pincelli; Moura; Brito, 2012).

A variabilidade dos anéis de crescimento é causada

por diversos fatores, sendo o clima um dos que

mais influenciam, uma vez que os fatores climáticos

contribuem para o maior ou menor crescimento das

camadas de lenho inicial e tardio. Os anéis de crescimento,

por sua vez, influenciam as diferentes características

físicas e mecânicas da madeira.

Os resultados são ilustrados com o valor médio,

o intervalo de confiança da média (ao nível de 5%

de significância) e o coeficiente de variação (CV) do

módulo de elasticidade (E c0

). O valor médio para o

E c0

da madeira de Pinus sp. neste estudo foi igual a

13.476 MPa (com teor de umidade da ordem de 12%),

resultado próximo ao apresentado pela norma brasileira

NBR 7190 (Abnt, 1997) (E c0

= 13.304,0 MPa) e por

Trianoski et al. (2014) (E c0

= 12.432,0 MPa), ambos para

a madeira de Pinus taeda L.

O CV obtido dos valores da resistência à compressão

paralela às fibras foi de 19,25%, próximo ao

adotado pela norma brasileira NBR 7190 (ABNT, 1997)

para a compressão paralela às fibras (18%). O valor

médio para a f c0

da madeira de Pinus sp. neste estudo

foi igual a 33,25 MPa (com teor de umidade da ordem

de 12%), próximo ao apresentado pela norma brasileira

para as espécies de Pinus caribea (f c0

= 35,4 MPa)

e Pinus bahamensis (f c0

= 32,6 MPa). Segundo o IPT, a

madeira de Pinus elliottii apresenta resistência à compressão

paralela às fibras de 31,5 MPa para umidade

de 15%.

Uma das equações expressa a estimativa da resistência

na compressão paralela às fibras das madeiras

de Pinus sp. em função dos parâmetros colorimétricos

e do número de lenhos, e são apresentados os resultados

das medidas de precisão da análise de regressão

para a f c0

.

CONCLUSÕES

Os resultados da presente pesquisa permitem concluir

que:

a. a técnica de colorimetria aplicada à investigação

de propriedades física e mecânica mostrou-se

adequada, e os parâmetros colorimétricos (L*, a* e

b*) utilizados nas definições do modelo são de fácil

O ANEL DE

CRESCIMENTO É

COMPOSTO DE DUAS

CAMADAS: A PRIMEIRA COM

TONALIDADE MAIS CLARA

(LENHO INICIAL), E A

SEGUNDA DE TONALIDADE

MAIS ESCURA (LENHO

TARDIO)

62 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


obtenção com o uso de um equipamento portátil (colorímetro);

b. o Pinus sp. é uma madeira de coloração

branco-amarelada, sendo a pigmentação amarela a

principal responsável pela formação da cor neste gênero;

o valor médio do parâmetro L* foi igual a 75,22;

o valor médio determinado para o parâmetro a* foi

igual a 6,34; e o parâmetro b* apresentou valor médio

igual a 25,80;

c. os valores dos R² foram 40,50% para estimativa

do módulo de elasticidade na compressão paralela

às fibras e 48,53% para estimativa da resistência à

compressão paralela às fibras, o que restringe o uso

das equações pelas pequenas precisões associadas,

entretanto, com toda a variabilidade intrínseca da

madeira, a Anova acusou a significância dos modelos,

o que possibilitou identificar a influência dos fatores

e das interações, permitindo maior compreensão da

relação entre as variáveis confrontadas;

d. o valor médio do E C0

foi igual a 13.681,87

MPa, a análise de regressão mostrou que apenas o

NLE afetou significativamente os valores do E C0

, e o

aumento no número de lenhos gera aumento significativo

nos valores do E C0

; e

e. o valor médio da resistência à compressão

paralela às fibras foi igual a 33,25 MPa, adequado com

os resultados da literatura, e a análise de correlação

mostrou que apenas os fatores L*, a*, b* e as interações

L*∙b*, a*∙b* afetaram de forma significativa os valores

da resistência na compressão paralela às fibras.

Novos modelos de regressão múltiplas devem ser

propostos para estimativa de outras propriedades

mecânicas da madeira de Pinus sp. em função dos parâmetros

colorimétricos. Também deve ser avaliada a

influência das características dos anéis de crescimento

(número de anéis por polegadas, ângulo de inclinação

e proporção de lenho tardio) nas propriedades físicas

e mecânicas da madeira de Pinus sp. isentas de defeitos,

o que possibilitará a geração de modelos com

maior precisão.

Artigo completo no site:

https://bit.ly/3lbi8WQ

MARÇO 2021 63


AGENDA

AGENDA

2021

MARÇO

16 A 17

INTERNATIONAL BIOMASS

CONFERENCE & EXPO

LOCAL: ONLINE

WWW.BIOMASSCONFERENCE.

COM/

MARÇO

24

MARÇO

26 A 29

MONTREAL WOOD

CONVENTION

LOCAL: MONTREAL (CANADÁ) -

VIRTUAL EXPERIENCE

WWW.MONTREALWOODCONVEN-

TION.COM/EN

MEDWOOD

DATA: 26/03/2021 A 29/03/2021

LOCAL: ATENAS (GRÉCIA)

WWW.MEDWOOD.GR/EN/MED-

WOOD

LIGNA HANNOVER 2021

27 DE SETEMBRO A 01 DE OUTUBRO

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MAIO

18 A 21

WOODPROCESSING LVIV

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JUNHO

8 A 11

FESQUA

LOCAL: SÃO PAULO

WWW.FESQUA.COM.BR

SETEMBRO

21 A 23

EXPOBIOMASSA 2021

LOCAL: VALLADOLID (ESPANHA)

WWW.EXPOBIOMASA.COM/EN/

SALON-GAS-RENOVABLE

NOVEMBRO

3 A 5

EXPOCORMA 2021

LOCAL: CONCEPCIÓN (CHILE)

WWW.EXPOCORMA.CL/

64 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


ESPAÇO ABERTO

OS TRÊS

PROBLEMAS PRINCIPAIS

Foto: divulgação

Pobreza, desemprego e violência assolam o

Brasil. Planejamento pode ser entendido

como um processo intelectual composto

de seis passos: 1) identifique um problema

e seus aspectos; 2) identifique as causas do

problema; 3) encontre as soluções possíveis; 4) liste as

vantagens e desvantagens de cada solução; 5) escolha

uma solução; 6) justifique sua escolha. Esse roteiro é útil

para organizar o pensamento e a compreensão de problemas,

suas causas e soluções, seja no plano pessoal,

empresarial ou nacional.

Examinando a economia nacional por esse roteiro,

não é difícil chegar aos problemas principais e pensar

nas soluções possíveis, mesmo porque o Brasil é previsível,

repetitivo e contumaz nos mesmos erros. Os três

problemas principais hoje são: a pobreza, o desemprego,

a violência. É possível aumentar essa lista, mas

as demais deficiências nacionais, como o baixo nível

educacional e a baixa qualidade das instituições, fazem

parte das causas daqueles problemas principais.

A descrição dos aspectos que envolvem cada um

dos três problemas, que são graves, pode ser resumida

em uns poucos indicadores. Tomando tudo o que o Brasil

produz e dividindo pela população, temos em torno

de US$ 10 mil/ano, contra US$ 55 mil nos EUA (Estados

Unidos da América), US$ 40 mil na Inglaterra, só para

ficar nesses exemplos. Em algumas semanas, devem sair

as estatísticas de 2018 e esses números terão se modificado,

mas a relação deve seguir a mesma.

A renda per capita, ou renda por habitante, é apenas

a outra face da moeda do produto por habitante,

e a comparação com os países adiantados conduz à

conclusão de que o Brasil não é apenas pobre; é muito

pobre. A renda per capita inglesa é equivalente a quatro

vezes a renda brasileira. É uma distância brutal. Grosso

modo, o fato de o Brasil produzir por habitante apenas

um quarto do que a Inglaterra produz define que o padrão

bem-estar médio aqui será um quarto do padrão

médio de lá.

O segundo maior problema brasileiro é o desemprego.

De um total de 208,5 milhões de habitantes, o

país tem 104 milhões de pessoas em condições de trabalhar,

13 milhões trabalham no setor estatal (portanto,

sem risco de perder o emprego, mesmo na crise), 91

milhões estão no setor privado e, destes, 12,2 milhões

estão desempregados. O desemprego é causa da pobreza

e também sua consequência.

POR

JOSÉ PIO

MARTINS

ECONOMISTA, REITOR

DA UNIVERSIDADE

POSITIVO

A solução para o desemprego é a mesma solução

da pobreza: o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

O aspecto geral desse quadro não é difícil entender.

A dificuldade está em conseguir que o país saia da

estagnação e comece a crescer a taxas significativas. O

ministro da Economia, Paulo Guedes, está certo ao dizer

que, se depender dele, o governo fará tudo a seu alcance

para promover o aumento do PIB. Agora mesmo

o governo acaba de isentar os turistas vindos dos EUA,

Canadá, Japão e Austrália da obrigação de visto para

entrada no Brasil.

O turista estrangeiro, ao consumir bens e serviços

brasileiros, promove a entrada de dólares, gera empregos

e impostos aqui dentro. É um cliente que movimenta

a economia nacional. Não havia, portanto, o menor

sentido em dificultar a vinda de turistas daqueles países

agora isentados. Poder-se-ia argumentar que alguém

pode vir para cá e ficar por aqui, como imigrante. Ora,

o Brasil não tem emprego nem para seu próprio povo,

então não há risco algum de uma invasão de norte-americanos,

canadenses, australianos e japoneses.

O terceiro problema é a violência. O número de

pessoas assassinadas no país por ano é assustador. O

Anuário Brasileiro de Segurança Pública informa que

foram 63.880 mortes violentas em 2017. Trata-se de um

número brutal, vergonhoso. Alguém diria que parte

dessa tragédia monstruosa tem causa na pobreza. Essa

afirmação pode ser parcialmente verdadeira. Mas o fato

é que há países mais pobres que o Brasil nos quais o

número de homicídios em relação à proporção da população

é bem menor.

A sociedade precisa elevar o problema da taxa de

homicídios à categoria de catástrofe nacional a ser tratada

urgentemente. Quando uma tragédia se repete constantemente,

o ato monstruoso passa a não chocar mais

a população, e isso é ruim. Conviver tranquilamente

com tanta violência não pode se tornar normal. A indignação

é necessária para a solução. Enfim, o diagnóstico

brasileiro é fácil e as soluções são conhecidas. O difícil é

executá-las.

66 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


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