*Março:2021 Referência Industrial 227 OPS

jotacomunicacao

ECONOMIA - ESG: uma tendência cada vez mais consistente na indústria de base madeireira

INVESTIMENTO

DE PRIMEIRA

INDÚSTRIA DE RESINAS CONSTRÓI

MODERNA FÁBRICA DE FORMOL

FIRST CLASS INVESTMENT

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SUMÁRIO

INDUSTRIAL

54

2021

36

50

46

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Alca Máquinas 11

Benecke 09

Bonardi Química 67

Burntech 25

Cipem 15

DRV Ferramentas 19

Engecass 17

Gottert do Brasil 27

Lignum Brasil 33

Linck 05

Máquinas Águia 63

Mendes Máquinas 02

Mill Indústrias 68

Montana Química 07

MSM Química 13

My Wood Home 29

Omil 21

Prêmio REFERÊNCIA 35

Serf Drytech 23

SUMÁRIO

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Coluna Flavio C. Geraldo

14 Notas

26 Aplicação

28 Frases

30 Entrevista

34 Coluna ABIMCI

36 Principal Ponte para o futuro

42 Madeira Tratada

46 Marcenaria

50 Mercado

54 Economia

58 Artigo

64 Agenda

66 Espaço Aberto

04

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Inovação. Qualidade.

Economia.

MADE IN GERMANY


0 0 2 2

EDITORIAL

DE OLHO

NO FUTURO

A

s promessas para a indústria da

madeira são diversas. Com o fortalecimento

das empresas durante a

pandemia, o setor está pronto para

ampliar investimentos e busca abocanhar

novos negócios. Na editoria de Mercado,

abordamos o sistema construtivo wood frame, que

utiliza produtos de madeira na construção civil. Na

entrevista desta edição, o economista e professor

da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Paulo Gala,

avalia o atual panorama das políticas industriais

no Brasil. Além disso, o leitor poderá acompanhar

matérias exclusivas nas editorias de Madeira Tratada

e Marcenaria, assim como novidades do setor.

Tenha uma ótima leitura!













NA CAPA





A CAPA DESTA EDIÇÃO TRAZ

REPORTAGEM SOBRE A NOVA

PLANTA DE FORMOL DA

EXPEDIENTE

ANO XXIII - EDIÇÃO 227 - MARÇO 2021

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXIII • N°227 • Março 2021

ECONOMIA - ESG: uma tendência cada vez mais consistente na indústria de base madeireira

INVESTIMENTO

DE PRIMEIRA

INDÚSTRIA DE RESINAS CONSTRÓI

MODERNA FÁBRICA DE FORMOL

9 7 7 2 35 9 4 66 0 3 5 7

BONARDI

FIRST CLASS INVESTMENT

RESIN COMPANY BUILDS MODERN

FORMALDEHYDE FACTORY

06

WITH AN EYE ON

THE FUTURE

T

he possibilities for the woodworking

industry are diverse. With the strengthening

of the companies during

the pandemic, the Sector is ready

to expand its investments and “take

on” new markets. In the Market Section, we cover

the Wood Frame construction system, which

uses wood products in building construction. In

this issues interview, Paulo Gala, Economist and

Professor at the Getúlio Vargas Foundation (FGV),

evaluates the current panorama of industrial policies

in Brazil. Also, the reader will be able to follow

exclusive articles in the Treated Wood and Woodworking

Sections and news from the Sector.

Have a pleasant read!

referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

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ECONOMIA - Reformas estruturais: aprovação é fundamental para retomada já em 2021

CARTAS

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

75 ANOS DE

TRADIÇÃO

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 226 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE FEVEREIRO DE 2021

MERCADO

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Ano XXIII • N°226 • Fevereiro 2021

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MADEIRA TRATADA

Por Dolores Gumm –

Florianópolis (SC)

Por William Sathler –

Curitiba (PR)

Excelente reportagem sobre como o setor

moveleiro se fortaleceu durante a pandemia!

Que belo exemplo

do uso da madeira na

construção civil. Que

casa linda!

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

ENTREVISTA

Por Natalia Rodrigues –

São Paulo (SP)

Entrevista muito

esclarecedora sobre a Lei

do Gás. Parabéns pelo

trabalho!

ECONOMIA

Por Pedro Vargas –

Santa Maria (RS)

As reformas precisam sair logo, para que o

país cresça e se torne uma nação rica.

08

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

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E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

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BASTIDORES

BASTIDORES

CAPA

O DIRETOR COMERCIAL DA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, FÁBIO MACHADO,

EM VISITA A PLANTA DE FORMOL DA INDÚSTRIA BONARDI QUÍMICA, DO

DIRETOR COMERCIAL ROBSON LEMOS.

Foto: Emanoel Caldeira

ALTA

RECONHECIMENTO

O DIRETOR COMERCIAL DA REFERÊNCIA FLORESTAL, FÁBIO

MACHADO, COM A EQUIPE COMERCIAL DA DRV, BRUNA RAFAELA,

DIEGO VIEIRA, LILIANE CORDEIRO E MICHELE CORDEIRO

Foto: REFERÊNCIA

MERCADO DE MÓVEIS

O comércio de móveis no Brasil confirmou

a tendência dos últimos meses,

sendo o segmento que teve o maior crescimento

no volume de vendas em 2020,

de acordo com a Pesquisa Mensal de

Comércio divulgada pelo IBGE (Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística). O

volume de vendas cresceu 11,9% comparado

ao ano anterior, conforme dados

apurados pela Inteligência Comercial do

Sindmóveis Bento Gonçalves (RS). Observa-se,

contudo, que esse crescimento

ocorreu de forma bastante desigual ao

longo do ano em função dos impactos

da pandemia. O segundo trimestre foi de

forte retração nas vendas, ao passo que o

varejo acelerou de forma muito acentuada

no segundo semestre. Os Estados que

cresceram mais que a média brasileira

foram Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e São

Paulo, além do Distrito Federal.

BAIXA

RECUPERAÇÃO MUNDIAL

As dúvidas sobre a velocidade de uma

possível recuperação da economia mundial

no primeiro semestre de 2021 e uma

grande diversidade entre as regiões provocaram,

em fevereiro, uma desaceleração

na alta do Barômetro Global Coincidente

na comparação com janeiro e um recuo

no Barômetro Global Antecedente, que

se aproximou do nível de neutralidade.

Enquanto o Barômetro Global Coincidente

subiu 1,3 ponto em fevereiro e passou de

96,3 para 97,6 pontos, o Barômetro Global

Antecedente registrou queda de 6,9 pontos,

indo para 104,1 pontos. Os resultados

foram divulgados pelo IBRE/FGV (Instituto

Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio

Vargas). Segundo a análise, no horizonte

Coincidente, enquanto a região da Ásia,

Pacífico & África evolui favoravelmente,

áreas da Europa e Hemisfério Ocidental influenciaram

negativamente o desempenho.

10 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


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COLUNA

DE VOLTA PARA O FUTURO

Flavio C. Geraldo

FG4 MAD - Consultoria em Madeira

Contato: flavio@fg4mad.com.br

Ahistória da madeira como material construtivo

dá muitas voltas. Como um dos primeiros

materiais utilizados na construção de

habitações pelos homens primitivos, jamais

deixou de ser uma opção interessante, por

sua disponibilidade, versatilidade, sensação

de aconchego e inúmeras outras vantagens. Acelerando a

máquina do tempo, observamos que as práticas construtivas

vão sempre deixando as suas marcas pelo mundo. O

século XIX foi marcado pela intensa utilização de componentes

metálicos. Já no século XX, a base de concreto foi

predominante.

No presente século XXI, a madeira começa a delinear

seus caminhos de predominância dentro do setor da

construção, mostrando-se definitivamente como o material

mais amigo do ambiente, com respeitáveis benefícios

comparativos dos pontos de vista prático e econômico,

sem falar na enorme versatilidade, graças ao desenvolvimento

de tecnologias voltadas à madeira engenheirada.

Hoje, a estruturação e demais componentes de edifícios

altos, que excedem facilmente os 20 pavimentos, encontram

receptividade plena em muitos países, com o endosso

dos seus respectivos Códigos de Obras e Edificações.

A frenética disseminação de construções de edifícios

altos (tall buildings) ao redor do mundo é impressionante!

Parece mesmo estar havendo uma verdadeira competição

– saudável, diga-se de passagem – para ver quem

lidera essa verdadeira corrida. Esse movimento contribui

tremendamente com a aceleração no desenvolvimento de

novas tecnologias a cada dia, envolvendo conjuntamente

as instituições de pesquisa, universidades e o setor produtivo.

Vale aqui mencionar o importante programa de certificação

internacional de sustentabilidade na construção,

chamado Living Building Challenge, criado no ano de 2006

pelo International Living Future Institute. Esse programa

de certificação adota os mais avançados indicadores de

sustentabilidade no ambiente de uma construção, contemplando

abordagens que envolvem a localização, recursos

hídricos, energia, bem-estar e felicidade, materiais,

Foto: divulgação

igualdade e beleza.

A certificação é norteada com base no desempenho

real de uma edificação, quando já em uso por pelo menos

um ano, e não em projetos ou modelos que possam antecipar

qualquer desempenho. Em junho de 2019, o instituto

editou uma relevante publicação, a Living Building Challenge

4.0 – A Visionary Path to a Regenerative Future, que

pode ser acessada na íntegra, gratuitamente no site do

instituto (living-future.org). É uma leitura obrigatória para

os dirigentes de empresas do setor industrial madeireiro,

assim como para os arquitetos e empresas de engenharia

que acreditam que o setor da construção modular industrializada

em madeira é um dos mais importantes caminhos

para o futuro dos seus negócios.

Trata-se de assunto que encontra respaldo em ações

efetivas, já em curso em inúmeros países. Muito recentemente,

entre os dias 02 e 04 de março, a Southern Forest

Products Association, por meio de suas representações

na América Latina, realizou um interessante evento online

com o tema “Construa Com Madeira – Construções Seguras

e Inovadoras”. Foi surpreendente a participação de representantes

da indústria e pesquisa do setor madeireiro,

de vários países. Parece estar havendo um despertar para

essas oportunidades.

12 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


NOTAS

Foto: divulgação

REUNIÃO ONLINE

A ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente) realizou, no dia 11 de fevereiro,

reunião online que contou com uma apresentação

sobre dados florestais e evolução da produção brasileira

de madeira processada, além de uma palestra sobre

os: Desafios e Perspectivas para a Gestão Florestal em

Nível Nacional; com Fernando Castanheira Neto, Coordenador

Geral de Fomento e Inclusão Florestal do SFB

(Serviço Florestal Brasileiro). Durante o evento, foram

apresentadas as pautas e temas que são prioridade

para o comitê, assim como informações relevantes para

o segmento florestal e madeireiro. A participação de

Fernando Castanheira Neto diagnosticou as perspectivas

da agenda de desenvolvimento florestal brasileiro.

“Sabemos da importância, abrangência e transversalidade

da pauta florestal e de suprimento para o segmento

madeireiro. É importante a participação de todas as

empresas nas atividades que serão desenvolvidas pelo

comitê, bem como, em contribuir nas comissões de trabalho

que serão formadas”, informou a ABIMCI.

RECONHECIMENTO

INTERNACIONAL

A John Deere é a empresa mais admirada na indústria de máquinas

agrícolas e de construção, segundo o ranking World’s

Most Admired Companies, divulgado pela revista americana

Fortune. A publicação destaca as companhias mais respeitadas

do mundo, levando em conta critérios como inovação, gestão

de pessoas, responsabilidade social, qualidade da gestão, solidez

financeira, investimentos de longo prazo, qualidade dos

produtos e serviços, além da capacidade de competir globalmente.

“Sempre nos orgulhamos em fazer parte de rankings

tão importantes e reconhecidos como este da revista Fortune.

Estar ao lado de marcas que também admiramos eleva ainda

mais nossa responsabilidade com nossos clientes, funcionários

e fãs. Há 184 anos, a John Deere vem construindo sua história

baseada nos valores de integridade, qualidade, comprometimento

e inovação, mas, principalmente, segue comprometida

em construir um futuro ainda mais próspero e sustentável”,

destaca Elisa Pimenta, gerente de marca e eventos corporativos

da empresa.

Foto: divulgação

MERCADO

INTERNACIONAL

Foto: divulgação

O SINDMÓVEIS retomou, em fevereiro, sua agenda de cursos e palestras sobre

oportunidades de negócio no mercado internacional voltadas à indústria moveleira,

fornecedores e designers. No dia 23 de fevereiro, a entidade promoveu o painel

Por que exportar?, conduzido pelos instrutores Ana Cristina Sant’anna Schneider e

Eduardo Trapp Santarossa. Os especialistas em mercado internacional do SINDMÓ-

VEIS pontuaram os benefícios da presença em exportações e como diminuir riscos,

custos e vender mais. Esses treinamentos têm como objetivo apresentar à indústria

moveleira canais de vendas alternativos e formas de acesso a eles. Em sua maioria,

essas oportunidades são focadas no mercado global. Ana Cristina Sant’anna Schneider

é Mestre em Administração pela UFRGS, professora da Escola de Negócios da

PUC (RS) e presta consultoria em estratégia e desenvolvimento de mercado global.

Já prospectou mercados como a Índia, Rússia, China, Japão, EUA (Estados Unidos

da América), Colômbia, Chile, Argentina, dentre outros.

14 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


“O SETOR DE BASE FLORESTAL ORGANIZADO TEM COMO

OBJETIVO MAJORITÁRIO A SUSTENTABILIDADE DA ATIVIDADE

EM TODOS OS CICLOS DA MADEIRA NATIVA.”

Valdinei Bento dos Santos

Diretor-executivo do CIPEM

Enfim, é olhar para o passado e projetar o

futuro da produção, respeitosamente

utilizando a madeira nativa com o sentimento

de dever cumprido e a certeza de que

estamos no caminho do bem, mesmo por

diversas vezes enfrentando adversidades. E

mesmo sob dúvidas e questionamentos “dos

de fora”, manter-se firme a respeito do

grande objetivo deste segmento econômico,

social e sustentável.

Mato Grosso e a direção de suas ações

rumo à conservação de suas florestas,

capitaneado pela organização da base

florestal tornou-se referência e, mais que isso,

de atuações sem igual e cada vez mais um

expressivo e importante modelo para outros

estados, quiçá, países.

Por fazer parte da construção de uma vida

melhor e promover melhorias em um setor tão

importante para o planeta, em especial, para

esta nação.

O sentimento que fica é um só: Gratidão!

Gratidão por integrar este segmento que tem

seu início na conservação das florestas por

meio do Manejo Florestal Sustentável e segue

cautelosamente toda uma cadeia de geração

de emprego, renda e divisas, desde os

trabalhadores até a grande responsabilidade

da arrecadação de um Estado continental

como Mato Grosso!

Gratidão por participar de um setor

econômico que promove desenvolvimento com

origem em um produto sensacional, natural,

renovável: a madeira nativa!

Grato por poder desenvolver aqui meu

papel na sociedade, inserido neste segmento

que tem o foco principal na sustentabilidade,

logo, na perenidade de todas as atividades.

Em especial, a da construção civil, responsável

por promover desde o desenvolvimento ao

abrigo de pessoas e embelezamento dos

meios ambientes urbanos.

Esta mesma atividade é responsável pela

promoção do sequestro de carbono e a

regulação do clima.

É esta mesma gratidão que me leva a

perseverar em favor da economia florestal e

contra a ilegalidade, corrupção, inverdades e

tanto quanto mais possa ferir esta

organização.

Finalmente, gratidão!

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NOTAS

FIMMA

E MOVELSUL

As duas principais feiras do setor moveleiro no Brasil – Fimma e Movelsul

– estão unindo forças e terão suas próximas edições no mesmo

período, integrando toda cadeia de madeira e móveis, de 14 a 17 de

março de 2022, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves (RS). A decisão,

inédita na história das feiras, responde ao momento de excepcionalidade

e oferece uma nova data alinhada ao calendário mundial

de eventos do setor. A definição foi anunciada pelos presidentes de

suas entidades promotoras, a MOVERGS (Associação das Indústrias

de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul) e o SINDMÓVEIS (Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves).

Com a Movelsul já agendada para março de 2022, a data oferece também uma janela de oportunidades para o expositor da

Fimma dentro do calendário mundial de eventos. Juntas, as feiras vão reunir em um mesmo espaço toda a cadeia produtiva:

máquinas, tecnologia, design, serviços, insumos, acessórios e ferramentas – chegando ao fabricante de móveis e varejo nacional

e internacional. Não se trata de uma fusão, mas de duas feiras importantes para o setor moveleiro mundial sendo realizadas

na mesma data e local, numa decisão pontual que responde ao momento de excepcionalidade. A realização concomitante de

Fimma e Movelsul resultará em mais de 400 expositores.

Foto: divulgação

POLO DE

BENTO GONÇALVES (RS)

BREXIT

As empresas que exportam para o Reino Unido podem

utilizar a plataforma Brazil Brexit Watch, desenvolvida pela

Embaixada brasileira em Londres com a Apex-Brasil e

Câmara de Comércio do Brasil na Grã-Bretanha. A página

reúne uma gama de informações para apoiar os exportadores

brasileiros com monitoramento constante de mudanças

decorrentes do Brexit em aspectos tarifários, logísticos,

exigências alfandegárias e regulamentos. É possível

encontrar desde informações mais básicas sobre o Brexit

e seus possíveis impactos gerais até dados que vão apoiar

uma mudança na estratégia de exportação de setores específicos,

com foco nos que têm maior volume exportado

pelo Brasil para o mercado britânico (o que inclui o segmento

moveleiro). O objetivo da iniciativa é minimizar os

impactos do Brexit sobre os fluxos de comércio existentes

e apontar potenciais oportunidades para o exportador

brasileiro. A plataforma traz também informações que

podem ser úteis ao exportador brasileiro em qualquer

tempo, como uma lista de importadores britânicos. Atualmente,

o Reino Unido ocupa a quinta colocação entre

os destinos de exportação para os móveis produzidos no

polo moveleiro de Bento Gonçalves (RS).

Foto: divulgação

O polo moveleiro de Bento Gonçalves (RS) reverteu a queda

de desempenho verificada nos primeiros meses da pandemia.

O balanço total de 2020, conforme dados apurados pela Inteligência

Comercial do SINDMÓVEIS (Sindicato das Indústrias

do Mobiliário de Bento Gonçalves), aponta que o polo teve

faturamento de R$ 2,23 bilhões, um crescimento nominal de

10,9% em relação a 2019. Atualmente, as empresas do polo

moveleiro respondem por 27,2% do faturamento do estado

do Rio Grande do Sul, onde o total faturado em 2020 foi de R$

8,22 bilhões – crescimento nominal de 9,1% em relação ao ano

anterior. A retomada, que teve início no segundo semestre,

fica muito evidente no comparativo interanual do segundo

semestre. Houve crescimento nominal de 22% e no Rio Grande

do Sul, de 25,5%. O economista do SINDMÓVEIS, Eduardo

Santarossa, explica que apesar da trajetória positiva nos últimos

meses, as perdas decorrentes da pandemia ainda não foram

recuperadas. Dentre os principais motivos estão a alta dos

custos e a falta de matérias-primas e insumos em decorrência

da desestruturação da cadeia produtiva. Nesse contexto, as

vendas se recuperaram de modo mais rápido do que a produção

em um cenário de estoques em baixa e alta no preço dos

insumos, em especial os dolarizados.

Foto: divulgação

16 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


NOTAS

Foto: divulgação

NOVO

MARCO LEGAL

O novo marco legal para o mercado de câmbio, aprovado

pela Câmara dos Deputados, facilitará a entrada do Brasil

na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento

Econômico), que reúne as economias mais industrializadas

do planeta. A avaliação é da CNI (Confederação

Nacional da Indústria), que divulgou estudo com o

impacto da medida sobre a movimentação de capitais, o

comércio de serviços e os investimentos estrangeiros no

país. O projeto de lei, que depende de votação no Senado

e sanção presidencial, simplifica e agiliza as operações

internacionais, além de dar sequência à agenda do Banco

Central de modernização do sistema financeiro nacional.

De acordo com a CNI, o novo marco regulatório do câmbio

facilita a adesão do Brasil a dois códigos de liberalização,

que são requisitos para o ingresso na OCDE.

ICMS

SOBRE COMBUSTÍVEIS

O presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao congresso nacional

um projeto de lei complementar para definir os combustíveis

e lubrificantes sujeitos à incidência única do ICMS

(Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Na

prática, a medida, se aprovada como quer o Governo Federal,

altera a forma de cobrança do ICMS, que é um imposto

estadual. Pela proposta, caberá ao CONFAZ (Conselho

Nacional de Política Fazendária) definir as alíquotas no Icms

sobre combustíveis, que deverão “ser uniformes em todo o

território nacional e poderão ser diferenciadas por produto.”

O CONFAZ é formado por integrantes do Ministério da Economia,

incluindo o titular da pasta, Paulo Guedes, e todos os

secretários estaduais de Fazenda. Essas alíquotas também

serão, segundo dispõe o texto, “específicas, por unidade de

medida adotada”, que pode ser quilo ou litro, por exemplo.

A proposta, na prática, torna o ICMS invariável por causa do

preço do combustível ou de mudanças do câmbio. Segundo

o projeto, qualquer aumento no valor do tributo só entrará

em vigor 90 dias depois de anunciado, de modo a dar mais

previsibilidade ao setor.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

EXPORTAÇÕES DE MÓVEIS

As exportações brasileiras de móveis e colchões fecharam o ano de 2020

com um crescimento de 5,1% em volume exportado em relação ao resultado

do acumulado de 2019. Por outro lado, em termos de valores exportados

- US$ 628,2 milhões - nota-se recuo de 2,5%, também comparado com

o ano anterior. Desse total, destacam-se as exportações de móveis para os

EUA (Estados Unidos da América), com participação bastante significativa

de 39,9% dos valores exportados, um aumento de 11,5% em relação a

2019, demonstrando a força da relação entre esses dois mercados. Aliás, a

exemplo do que aconteceu no Brasil, o varejo de móveis norte-americano

experimentou um aquecimento substancial no segundo semestre de 2020.

Essa situação deverá se manter durante o primeiro trimestre deste ano,

continuando estável até pelo menos 2024, segundo análise de especialistas

locais. Tais projeções indicam boas oportunidades de negócios com o país

também neste e nos próximos anos.

18 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


SOMOS DEPENDENTES DE ENERGIA




SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS


NOTAS

VENDAS

DE MÁQUINAS

As vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos totalizaram

no ano de 2020 R$ 144,5 bilhões, resultado 5,1% superior

ao registrado em 2019. No mês de dezembro, as vendas somaram

R$ 13,4 bilhões, 36,7% superior ao obtido no mesmo mês de 2019.

Os dados são da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas

e Equipamentos). “Após sucessivas retrações, o ano de 2020

encerrou com a sinalização de normalização das vendas internas e

melhoria das exportações para 2021”, disse a entidade em nota.

Dentre os segmentos que mais colaboraram com o aumento nas

vendas estão máquinas para bens de consumo, em especial máquinas para madeira, alimentos e refrigeração. O setor vendeu

ao exterior, no ano passado, R$ 7,3 bilhões em equipamentos, montante 23,7% inferior ao registrado em 2019. Em dezembro,

as exportações somaram R$ 759,2 milhões, 0,9% a mais que o obtido no mesmo mês de 2019. “Ainda que o crescimento de

dezembro seja modesto, o resultado sinaliza uma possível mudança de rumo das exportações em 2021. No acumulado do ano,

as vendas externas de máquinas registraram a maior queda desde a crise de 2009”, ressaltou a entidade.

Foto: divulgação

DESMATAMENTO

NA AMAZÔNIA

O mês de janeiro apresentou a menor área de alertas de

desmatamento na Amazônia Legal dos últimos quatro anos,

com uma redução de 70% em relação a janeiro de 2020. A informação

foi divulgada pelo Ministério da Defesa, com dados

do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Segundo

a pasta, nos últimos seis meses, os avisos de desmatamento

tiveram redução de 21%. “Entre agosto de 2020 e janeiro de

2021 foram 988 km² (quilômetros quadrados) de redução em

alertas, de acordo com dados do INPE. A título comparativo,

trata-se de uma área superior à área urbana da cidade de São

Paulo (SP) - maior centro urbano do país, com aproximadamente

950 km²”, informou o Ministério da Defesa. O órgão

acrescentou que esses dados demonstram o bom desempenho

do trabalho integrado coordenado pelo Conselho Nacional

da Amazônia Legal na região, principalmente por meio da

Operação Verde Brasil 2.

Foto: divulgação

EXPORTAÇÕES

EM 2020

A ABIMCI (Associação Brasileira de Madeira Processada

Mecanicamente) publicou, em fevereiro deste

ano, o desempenho das exportações de produtos

oriundos da madeira no ano de 2020. No segmento de

compensado tropical, o volume embarcado chegou

a 101.720 m 3 (metros cúbicos), representando um aumento

de 14% em relação ao volume embarcado no

ano anterior. As exportações de folheados tropicais no

ano passado registraram 83.625 m 3 , um aumento em

relação a 2019, com a Ásia sendo o principal destino.

Em 2020, as exportações de madeira serrada tropical

foram de 450.217 m 3 , um declínio anual de 15%, com

o Vietnã como principal comprador do produto. Já as

molduras tropicais seguiram a mesmo tendência, com

redução de 7% no volume expedido em comparação

a 2019. As exportações de pisos de madeira projetada

foram 4.028.076 kg, sendo 29% abaixo do resultado

obtido no ano anterior, mesmo com uma grande

quantidade adquirida pelos EUA (Estados Unidos da

América).

Foto: divulgação

20 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


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NOTAS

GRANDES NEGÓCIOS

“Os pequenos negócios são a coluna vertebral da economia”. O

comentário foi feito pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, durante

a primeira reunião da Frente Parlamentar da Micro e Pequena

Empresa, em 2021. O evento foi coordenado pelo senador Jorginho

Melo (PL-SC) e contou com as presenças do presidente da República,

Jair Bolsonaro; do secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade,

Carlos da Costa e do presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Entre parlamentares e presidentes de instituições comprometidas

com os micro e pequenos negócios, estiveram presentes mais de 500

pessoas ao evento. O ministro Paulo Guedes defendeu que os micro

e pequenos negócios tem um papel fundamental na economia brasileira.

“As micro e pequenas empresas geram quase 60% dos empregos,

produzem cerca de 28% do PIB e são a coluna vertebral da

nossa economia. É por isso que muito dos nossos esforços estão em

desenvolver essa camada da sociedade. Leis que incentivam o crédito,

como o Pronampe e a da Empresa Simples de Crédito são exemplos

disso. As palavras de ordem nesse momento são: vacinação em

massa de um lado e manutenção de empregos de outro. Com isso,

vamos retomar o crescimento econômico”, afirmou o ministro.

Foto: divulgação

IMIGRAÇÃO

FLORESTAL

A J.D. Irving Limited, empresa canadense, sediada

na cidade de New Brunswick, contratou 13

brasileiros para operar máquinas florestais em

suas florestas no leste do Canadá. Os colaboradores

deverão receber cerca de 70 mil dólares

canadenses por ano e deverão ser agraciados

com um programa de imigração para a província

de Quebec. Segundo a Irving, o conhecimento

operacional das empresas brasileiras é referência

no setor. A ideia, de acordo com a empresa, é

ampliar o programa para os próximos anos, e estreitar

os laços entre os ramos florestais dos dois

países. O Canadá é um dos maiores incentivadores

de programas de imigração do mundo, e

pretende, nos próximos cinco anos, receber mais

de 3 milhões de imigrantes.

Foto: divulgação

NOTA DE FALECIMENTO

A IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores) lamenta o falecimento de Erling Lorentzen,

pioneiro e visionário do setor de árvores cultivadas. Empresário

norueguês radicado no Brasil, Erling Lorentzen é reconhecido por sua marcante

atividade empresarial e socioambiental. Foi fundador e presidente da

Aracruz Celulose, na década de 1970, tida como a primeira fábrica de celulose

em linha do Brasil. Fundador da Aracruz Celulose, o norueguês começou

a dar corpo ao projeto com o plantio florestal, que previa a exportação

de cavaco. Buscando agregar valor e gerar riqueza com a industrialização,

o executivo sugeriu o desenvolvimento de uma indústria local de processamento

de celulose. Obstinado, não se intimidou com as desconfianças da época ao idealizar a então maior fábrica, com 400 mil

t (toneladas). Hoje o setor de base florestal emprega mais de 3,75 milhões de pessoas no Brasil, é líder mundial em exportação

e é protagonista no investimento em novas aplicações e novos produtos de base florestal. Só chegamos até aqui, pois tivemos

na nossa fundação líderes como Erling Lorentzen, que mudou o paradigma de um país exportador de commodities sem valor

agregado e sem industrialização, inovou no entendimento de que o valor precisa ser compartilhado com a comunidade e com

o meio ambiente, e que se não nos anteciparmos ao futuro, ficaremos no passado”, disse Paulo Hartung, presidente da IBÁ.

Foto: divulgação

22 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


A NOVA ERA

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NOTAS

VISÃO

SOBRE EXPORTAÇÕES

A ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário)

divulgou recentemente uma nova edição do relatório Conjuntura

de Móveis, em que mostra as exportações de móveis em 2020

divididas por cada estado. A região sul se mostrou a maior exportadora

de produtos. Juntos, os Estados de Santa Catarina (41,3%),

Rio Grande do Sul (27,6%) e Paraná (14,9%) responderam por quase

85% das exportações brasileiras de móveis em 2020. Apesar do

desempenho bastante impressionante, as exportações de Santa

Catarina e Rio Grande do Sul recuaram na comparação a 2019. Em

Santa Catarina houve queda de US $ 5,9 milhões e no Rio Grande do Sul houve queda de US $ 16,2 milhões em exportações.

O Estado do Paraná, por outro lado, experimentou um crescimento nas exportações de móveis de US $ 2,3 milhão. Em 2020 os

estados do Pará e Rio de Janeiro conseguiram expandir sua participação nas exportações, mas a partir de uma base muito baixa.

Exportações do Pará em 2020 aumentaram 121% em relação ao ano anterior, enquanto a indústria moveleira do Estado do

Rio de Janeiro exportou 93% a mais em 2020 em comparação com o ano anterior.

Foto: divulgação

PODCAST

A geração de informação qualificada sobre o setor

moveleiro é um dos pilares do SINDMÓVEIS (Sindicato

das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves)

como estratégia de desenvolvimento para

a indústria. A entidade tem um setor de Inteligência

Comercial que, permanentemente, gera dados

de mercado e apoia as empresas com relatórios

e estudos econômicos. Agora, o SINDMÓVEIS

estreia mais um canal para levar informação ao

seu público: o podcast Somos Móveis. Este será

um espaço de análise, debate e divulgação dos

principais fatos que interessam ao setor moveleiro

nacional em episódios semanais, disponíveis todas

as terças-feiras. O programa estreou com dois

episódios no ar: o primeiro explicando como o

Sindmóveis trabalha pelo setor moveleiro nacional

e o segundo sobre a decisão de promoção conjunta

de Fimma e Movelsul em 2022.

Foto: divulgação

DIÁLOGO

PARA CRESCER

Após problemas gerados pela pandemia, entidades e empresas

do setor moveleiro no Brasil divulgaram um comunicado para

tentar resolver dificuldades no abastecimento e reajustes. Na

nota, as instituições pedem que seja esclarecida a situação sobre

a falta de matéria-prima e a alta dos preços. “Para dar transparência,

as indústrias moveleiras e sindicatos abaixo esclarecem

ao mercado as dificuldades pelas quais estão passando desde o

início da pandemia no que se refere a abastecimento e reajustes.

É de conhecimento de todos que o aumento de vendas e dificuldades

de produção de insumos no ano passado fizeram com que

muitas matérias-primas faltassem na indústria e que alterações

de câmbio e de preços internacionais afetaram o custo, mas não

é justo que a indústria moveleira seja vista como causadora deste

problema, pois vem lutando muito para equilibrar mercado e produção

o tempo todo, com a responsabilidade de manter empregos

e empresa saudáveis em meio a uma turbulência nunca vista

antes. Ao contrário do que se pode pensar, as margens das indústrias

estão sendo esmagadas entre aumentos de matéria-prima

imediatos e repasses nos móveis tardiamente”, afirma a nota.

Foto: divulgação

24 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


APLICAÇÃO

SAÚDE BUCAL

COM ESTILO

Foto: divulgação

Todo o design e conforto da madeira

ao alcance das mãos. Esse é o conceito

das escovas ecológicas da Wowe, desenvolvidas

com madeira de bambu.

Com um desenho moderno e alinhado

às necessidades da saúde bucal humana,

as peças são resistentes à água. De

acordo com a empresa, as escovas são

100% ecológicas, já que não possuem

nenhum resíduo plástico em sua produção.

“É uma escova de dente normal,

só que produzida com madeira. Assim

como as outras, recomenda-se trocar

a escova de dentes a cada três meses.

Após o uso normal, suas cerdas começam

a se desgastar, criando uma escova

de dentes menos eficaz”, afirmam os

idealizadores do projeto. O bambu funciona

muito bem como uma escova de

dentes porque repele naturalmente a

água, não lasca e é antimicrobiano.

PAVILHÃO

DO UNA

Projetado pelos arquitetos Anderson Freitas, Pedro Barros

e Acácia Furuya, do escritório Apiacás, o Pavilhão

do Una faz parte do condomínio residencial Sertão do

Una, no litoral norte paulista. Abrigando portaria, sala

multiuso, áreas de serviço e lançando mão da madeira

cumaru em bitolas disponíveis comercialmente, o projeto

disponibiliza aos moradores ambientes singelos, com

madeira, vidro e, em menor quantidade, concreto. A

construção é suspensa do solo, que, sujeito ao encharcamento

devido à proximidade de um córrego intermitente,

acomodou apenas as vigas baldrame que interligam

as duplas de pilares de madeira.

Foto: divulgação

26 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


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FRASES

“A PARCERIA ENTRE APEX-BRASIL E ABIMÓVEL VEM DE LONGA

DATA E TEM OBTIDO EXCELENTES RESULTADOS NO APOIO À INSERÇÃO

INTERNACIONAL DAS INDÚSTRIAS DE MÓVEIS BRASILEIRAS. NO ÚLTIMO

CICLO, O BRAZILIAN FURNITURE APOIOU 187 EMPRESAS QUE FORAM

RESPONSÁVEIS POR 42% DAS EXPORTAÇÕES DO SETOR MOVELEIRO NACIONAL.

ESTA É UMA INDÚSTRIA QUE DEMONSTROU, DURANTE A PANDEMIA,

TER GRANDE RESILIÊNCIA E FORÇA. NESTE NOVO CICLO DO PROJETO,

ASSINADO EM 11 DE FEVEREIRO DE 2021, BUSCAMOS APRIMORAR AINDA

MAIS ESTE TRABALHO E REFORÇAR A PRESENÇA BRASILEIRA NO MERCADO

INTERNACIONAL”

SERGIO SEGOVIA BARBOSA, PRESIDENTE DA APEX-BRASIL

“HOUVE

UMA

MUDANÇA NO

COMPORTAMENTO

DO CONSUMIDOR,

QUE FICOU MAIS

TEMPO EM CASA E

MUITAS ATIVIDADES

PASSARAM A SER

DESENVOLVIDAS

NO FORMATO HOME

OFFICE. MAS A INDÚSTRIA

MOVELEIRA SEGUE

AQUECIDA, MOVIDA

PELA ALTA DEMANDA DO

MOBILIÁRIO E ESTOQUES EM

BAIXA. APESAR DO AMBIENTE

INSTÁVEL QUE SE APRESENTA NO

INÍCIO DE 2021, A EXPECTATIVA

AINDA É OTIMISTA”

ROGÉRIO FRANCIO,

PRESIDENTE

DA MOVERGS

(ASSOCIAÇÃO

DAS INDÚSTRIAS

DE MÓVEIS, DO

ESTADO DO RIO

GRANDE DO SUL)

28 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021

“O TRANSPORTE PRECISA SER DIVIDIDO EM MAIS

CAMINHÕES, PARA PRESERVAR AS ESTRADAS, QUE NO

INTERIOR SÃO MUITO AFETADAS PELAS CHUVAS. ISSO

GERA MAIS CUSTOS. TODO ESSE PROCESSO RESULTA EM

MENOS MADEIRA NAS SERRARIAS E, POR CONSEQUÊNCIA,

AS INDÚSTRIAS ESTÃO PRODUZINDO MENOS, APESAR DA

ALTA DEMANDA POR PRODUTOS DE MADEIRA”

AURÉLIO DE BORTOLO, PRESIDENTE DO SINDICATO DA INDÚSTRIA DA MADEIRA

DE CAÇADOR (SC), SOBRE AS DIFÍCEIS CONDIÇÕES PARA EXTRAÇÃO E

ESCOAMENTO DA MADEIRA, DO REFLORESTAMENTO ATÉ A SERRARIA

Foto: Evandro Soares

“A AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL

É UM PASSO IMPORTANTE PARA SEPARAR

O CICLO POLÍTICO DO CICLO DE POLÍTICA

MONETÁRIA. POR SUA PRÓPRIA NATUREZA,

A POLÍTICA MONETÁRIA REQUER UM

HORIZONTE DE LONGO PRAZO, POR CONTA

DA DEFASAGEM ENTRE AS DECISÕES

DE POLÍTICA E SEU IMPACTO SOBRE A

ATIVIDADE ECONÔMICA E A INFLAÇÃO. EM

CONTRASTE, O CICLO POLÍTICO POSSUI UM

HORIZONTE DE PRAZO MAIS CURTO”

ROBERTO CAMPOS NETO, PRESIDENTE DO

BANCO CENTRAL, SOBRE O PROJETO DE

INDEPENDÊNCIA DO ÓRGÃO


ENTREVISTA

A INDÚSTRIA

É A SOLUÇÃO

INDUSTRY IS

THE SOLUTION

E

conomista, professor da FGV (Fundação Getúlio

Vargas) e autor do livro: Brasil, uma economia que

não aprende; Paulo Gala é enfático ao relacionar

o desenvolvimento econômico de um país à sua

capacidade de aplicar conhecimento à produção:

“Países emergentes apenas usam as máquinas; países ricos

produzem as máquinas no coração de seus sistemas industriais.”

ENTREVISTA

P

aulo Gala, Economist, Professor at the Getúlio Vargas

Foundation (FGV, and author of the book “Brazil, an

economy that does not learn”, is emphatic in relating

the economic development of a country to its ability

to apply knowledge to production: “Emerging countries

only use the machines; rich countries produce the machines

which are at the heart of their industrial systems.”

PAULO GALA

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: ECONOMISTA (FEA-USP)

CARGO: PROFESSOR DE ECONOMIA NA FGV-SP

Foto: divulgação

PROFESSIONAL EDUCATION: PROFESSOR OF ECONOMICS, FGV-SP

FUNCTION: ECONOMICS, FEA-USP

30 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


COMO AVALIA A POLÍTICA INDUSTRIAL DO

BRASIL?

Erros de política industrial não significam que ela

não funciona. O fato de o Brasil não ter conseguido

avançar mais no mercado mundial significa apenas que

não executou essa política de maneira adequada, com

destaque para metas de exportação, de sofisticação

tecnológica e de conquista de mercados mundiais.

Abrir mão de políticas industriais significa abrir mão da

possibilidade de se desenvolver.

EM QUE MEDIDA O SISTEMA FINANCEIRO

PODE POTENCIALIZAR A ATIVIDADE INDUS-

TRIAL?

O salto de escala e tecnológico das indústrias de

países pobres e de renda média não vai ocorrer sem

políticas adequadas que recuperem o papel dos bancos

públicos como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento

Econômico e Social). A experiência asiática

da segunda metade do século XX demonstra que

é incontornável a constituição de um sistema financeiro

formado pela interação virtuosa entre grandes bancos

comerciais públicos e privados.

HOW DO YOU EVALUATE BRAZIL’S INDUS-

TRIAL POLICY?

Industrial policy errors don’t signify it doesn’t work.

The fact that Brazil has not been able to advance further

in the world markets just means that it has not implemented

this policy properly by emphasizing export

goals, technological sophistication, and the conquest

of world markets. Giving up on industrial policies means

giving up on the possibility of developing.

TO WHAT EXTENT CAN THE FINANCIAL SYS-

TEM ENHANCE INDUSTRIAL ACTIVITY?

The leap in scale and technology of industries

in poor and middle-income countries will not occur

without adequate policies that restore the role of

public banks, such as the Brazilian National Bank for

Economic and Social Development (Bndes). The Asian

experience of the second half in the 20th century demonstrates

that building a financial system formed by

a virtuous interaction between large public and private

commercial banks is entirely necessary.

MARÇO 2021 31


ENTREVISTA

32 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


COLUNA ABIMCI

INDÚSTRIA PRECISA FAZER

PARTE DA DISCUSSÃO SOBRE FLORESTAS

Paulo Pupo

Superintendente da ABIMCI

(Associação Brasileira da Indústria de

Madeira Processada Mecanicamente)

Contato: abimci@abimci.com.br

Foto: divulgação

A INDÚSTRIA BRASILEIRA DE

MADEIRA PROCESSADA

MECANICAMENTE É UM DOS SETORES

MAIS PRÓXIMOS E PROMISSORES EM

TERMOS DE OPORTUNIDADES DE

NEGÓCIO NA NOVA ECONOMIA

umento da área plantada, consolidação de

Apolíticas de incentivo ao aumento da base

florestal, otimização e operacionalização

de modalidades de fomento florestal – em

especial para as pequenas propriedades –,

desburocratização e simplificação do plantio.

Esses são alguns dos principais desafios que se apresentam

ao setor florestal e madeireiro brasileiro.

Sem base florestal não há indústria. Sem indústria, o

planejamento e o uso das florestas produtivas ficam comprometidos.

Cada elo da cadeia florestal e madeireira tem

um papel indispensável para o sucesso dessa complexa

engrenagem que, ao fim, produz uma imensa variedade

de bens de consumo essenciais para o dia a dia da sociedade

moderna.

A indústria brasileira de madeira processada mecanicamente

– que inclui a produção de madeira serrada,

compensados, painéis, portas, molduras, pisos, pellets,

biomassa, entre outros produtos – tem exercido historicamente

um importante papel para a economia do país por

meio da geração de emprego e renda, saldo positivo na

balança comercial, conservação de áreas de preservação

e fabricação de produtos a partir de matéria-prima reno-

34 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


PRINCIPAL

36 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


PONTE

PARA O FUTURO

Fotos: Emanoel Caldeira

COM ALTO INVESTIMENTO E GRANDES

AMBIÇÕES, INDÚSTRIA DO SETOR DE

RESINAS PARA MADEIRA SE PERPETUA

NO MERCADO AO CONSTRUIR SUA

PRÓPRIA PLANTA DE FORMOL

A BRIDGE TO

THE FUTURE

WITH SIGNIFICANT INVESTMENTS AND

GOOD PROSPECTS, A COMPANY IN THE

WOOD RESINS SEGMENT PROTECTS ITSELF

IN THE MARKET BY BUILDING ITS OWN

FORMALDEHYDE PLANT

MARÇO 2021 37


PRINCIPAL

M

atéria-prima fundamental para o setor de

produtos oriundos da madeira, as resinas

e colas utilizadas em painéis de compensados,

MDP e MDF são de suma importância

no segmento madeireiro, tanto no Brasil,

quanto no resto do mundo. Graças a ela, peças e fibras de

madeira podem ser unidas e transformadas em belos painéis

para móveis, e de outros componentes da construção civil,

de forma segura e duradoura.

Mas para que essa resina seja produzida, um importante

insumo precisa ser, geralmente, adquirido de outras

companhias: o formol. O fornecimento terceirizado desta

substância química pode, muitas vezes, gerar gargalos

produtivos para uma indústria de resinas. Este problema

foi resolvido pela Bonardi em outubro de 2020, quando a

empresa inaugurou sua primeira planta de formol, em sua

sede, na cidade de Colombo (PR), e trouxe independência

para o fornecimento deste insumo.

O projeto, desenhado há alguns anos pela diretoria da

Bonardi Química, saiu do papel no ano passado e já tem

mostrado ótimos resultados em seus cinco meses iniciais de

atuação. De acordo com o diretor comercial da companhia,

Robson Lemos, a iniciativa era um grande sonho dos sócios

da empresa.

“Esse é um projeto, em que estudamos, avaliamos

investimentos, fornecedores e equipamentos. Foi uma idealização

dos diretores da empresa, e acabamos realizando

com sucesso, pois sabíamos que era o melhor caminho

e o futuro da companhia. Esse processo trata-se de uma

verticalização em nossa produção. Hoje, tudo que nós produzimos

de formol é consumido pela fábrica, o que nos dá

mais competitividade e segurança de ter a matéria-prima

sob nosso controle”, explica Robson.

Com a construção da nova planta de formol, a Bonardi

tornou-se a mais nova fabricante de Formaldeído no Brasil,

há mais de duas décadas o setor não recebia um novo

player. “Esta planta, com tecnologia de última geração,

obtém o formol a partir da reação metanol + O 2

em catálise

38 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


MARÇO 2021 39


PRINCIPAL

40 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


MARÇO 2021 41


MADEIRA TRATADA

INÚMERAS

POSSIBILIDADES

PARA A MADEIRA

42 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


CONTRA A MARÉ, INDÚSTRIA DE MÓVEIS MOSTROU

CRESCIMENTO DURANTE A PANDEMIA, COM NÚMEROS

SUPERIORES AOS DE ANOS ANTERIORES

Fotos: divulgação

C

om as florestas mais produtivas do

mundo, o Brasil conta com grandes

áreas de plantações de árvores

como eucalipto, pinus, acácia, cedro

australiano, teca, entre outras.

Como uma das matérias-primas mais utilizadas

no mundo, o setor traz boas possibilidades para

o segmento madeireiro nacional.

Segundo dados da IBÁ (Indústria Brasileira de

Árvores), por exemplo, essa indústria tem hoje

uma participação de 7% no PIB (Produto Interno

Bruto) industrial, com destaque para produtos

como pisos, painéis de madeira, papel, celulose,

madeira serrada e carvão vegetal.

Além de todo esse bom momento vivido

pelas indústrias, a diminuição da pressão sobre

as florestas nativas, a rentabilidade e o grande

potencial de geração de emprego e renda fazem

dos polos florestais o sustentáculo para um novo

e promissor segmento econômico no Brasil.

E tais vantagens já têm sido utilizadas por

gestões municipais e estaduais no país, seja na

reforma ou construção de pontes, prédios públi-

cos ou até mesmo em conhecidos cartões-postais

de diversas regiões brasileiras.

Um bom exemplo desse bom uso dos recursos

públicos é a construção e instalação das

novas lixeiras da cidade de Timbó, localizada no

interior de Santa Catarina. O projeto, que prevê

a ampliação das lixeiras em diversos pontos da

cidade, foi inaugurado em 2020 pelo SAMAE

(Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto

de Timbó), na região do Travessão dos Tiroleses.

A prefeitura informa, inclusive, que outras 23 deverão

ser colocadas em pontos estratégicos nos

próximos meses.

De acordo com o presidente do SAMAE,

Waldemar Gebauer, a iniciativa vai ao encontro

de uma antiga solicitação dos moradores, que

pediam um número maior de pontos de coleta

de lixo pela cidade. Além disso, as novas estruturas

são maiores, com capacidade para diversos

sacos de lixo, e foram construídas totalmente em

madeira.

MARÇO 2021 43


MADEIRA TRATADA

A CIDADE DE

TIMBÓ E A REGIÃO

DE SANTA CATARINA SÃO

CONHECIDAS NO BRASIL

INTEIRO POR SUA GRANDE

PRODUTIVIDADE DE

MADEIRA

44 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


MARCENARIA

46 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


AUMENTA A

PRODUTIVIDADE, MARCENEIRO!

DIANTE DOS DESAFIOS IMPOSTOS PELO ÚLTIMO ANO, O SETOR

DE MARCENARIA TEM INVESTIDO EM TÉCNICAS, SOFTWARES E

EQUIPAMENTOS PARA AUMENTAR A PRODUTIVIDADE

Fotos: divulgação

MARÇO 2021 47


MARCENARIA

C

ortar gastos, adequar tarefas e escolher

as ferramentas corretas são três das mais

importantes decisões na hora de aumentar

a produtividade de uma marcenaria

em tempos de crise econômica nacional.

E essas são apenas algumas das medidas que podem

fazer com que o seu negócio continue rentável

e, mais importante ainda, sem parar sua produção

por causa de imprevistos. A REFERÊNCIA INDUS-

TRIAL lista abaixo algumas dicas para a saúde financeira

e operacional do seu negócio.

ESPAÇO DE TRABALHO

Ninguém gosta de um espaço de trabalho desorganizado,

no qual as máquinas e ferramentas

não estejam dispostas harmonicamente na linha de

produção. Essa falta de praticidade faz com que o

trabalhador perca tempo (e até mesmo a paciência)

ao realizar suas atividades. Funcionalidade é a palavra-chave

durante essa etapa de organização do seu

negócio.

Vários são os layouts que você pode utilizar em

sua marcenaria. Tudo dependerá do tipo e escala dos

48 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


EM QUALQUER RAMO

DA INDÚSTRIA,

POSSUIR UMA MÃO DE OBRA

QUALIFICADA PODE SER O

GRANDE DIFERENCIAL DA SUA

EMPRESA NA ENTREGA DE

PRODUTOS

MARÇO 2021 49


MERCADO

UM NOVO

HORIZONTE

50 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA WOOD

FRAME PODERIA REVOLUCIONAR

CONSTRUÇÃO CIVIL BRASILEIRA

Fotos: divulgação

MARÇO 2021 51


PRINCIPAL MERCADO

AABIMCI (Associação Brasileira da Indústria

de Madeira Processada Mecanicamente)

tem acompanhado todo o processo

para a implementação do sistema

construtivo wood frame, que utiliza produtos

de madeira na construção, no Brasil e liderado

o desenvolvimento dessa e de outras frentes sobre o

uso do material no setor da construção civil brasileira.

Por ser um modelo construtivo industrializado, que

reduz o tempo em canteiro de obras, o sistema wood

frame é visto como uma solução para atender parte

do déficit habitacional brasileiro. A PNAD (Pesquisa

Nacional por Amostra de Domicílios) de 2019, a mais

recente nesse sentido, mostra que faltam, no país, 7,7

milhões de habitações.

No site oficial da ABIMCI, o presidente, Juliano

Vieira de Araujo, afirma que as indústrias da construção

e de madeira estão diante de novas oportunidades.

“Estamos diante de um momento para consolidar

esse método construtivo eficiente, sustentável e que

há décadas vem sendo utilizado em diferentes países

do mundo. Os fabricantes de produtos de madeira

estão acompanhando essas transformações e se pre-

O WOOD FRAME SE

APRESENTA COMO UMA

OPORTUNIDADE PARA O SETOR

INDUSTRIAL MADEIREIRO NO

MERCADO INTERNO, JÁ QUE

INÚMEROS PRODUTOS PODEM

FAZER PARTE DO PROJETO

52 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


A CONSTRUÇÃO CIVIL

ESTÁ DANDO MAIS

UM PASSO PARA O SEU

DESENVOLVIMENTO NO PAÍS

MARÇO 2021 53


ECONOMIA

INVESTIMENTO

EM ALTA

54 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


SETOR DE MADEIRA CHAMA A ATENÇÃO PELO

TRABALHO PAUTADO NO ESG E SEGUE CRESCENDO,

CONTRARIANDO A LÓGICA DA RECESSÃO MUNDIAL

Fotos: divulgação

MARÇO 2021 55


PRINCIPAL ECONOMIA

O

setor representado institucionalmente

pela IBÁ (Indústria Brasileira de

Árvores), que reúne empresas que

têm nas árvores cultivadas a base

da sua produção, oferecendo bioprodutos

e biomateriais para o mercado nacional

e internacional, prevê investimentos em expansão

de R$ 35,5 bilhões até 2023, destinado a florestas,

novas fábricas, expansões, tecnologia e ciência.

Esse investimento é praticamente o dobro do registrado

nos quatro anos anteriores, entre 2016 e

2019, quando foram realizados investimentos de

R$ 18 bilhões para a construção de diversas novas

unidades.

Esse alto nível de investimento demonstra a

confiança do segmento no crescimento da economia

verde, na opção dos consumidores por produtos

com rastreabilidade, originados em fontes

renováveis, recicláveis, muitos deles, biodegradáveis,

e que, por sua base em árvores plantadas,

absorvem e estocam CO 2

(dióxido de carbono).

“Rastreabilidade é um imperativo para esta

cadeia, que há mais de duas décadas opera dentro

de níveis de excelência, não somente cumprindo,

mas indo além do que certificadores como FSC

e até mesmo a legislação ambiental nacional exigem.

100% da matéria-prima vinda da indústria

tem origem em florestas cultivadas. O desmatamento

ilegal é repudiado pelas companhias do

setor, que inclusive se destacam como as que mais

conservam áreas naturais no país”, afirma Paulo

Hartung, presidente da IBÁ.

O setor de árvores plantadas atua há anos com

produção sustentável, provendo inúmeros produtos

de origem renovável, essenciais para o dia a

dia das pessoas, como móveis, livros, pisos, papéis

higiênicos e embalagens. A IBÁ, associação que

reúne empresas do setor, lança seu novo estudo

apontando os avanços ambientais, sociais, econômicos,

além de revelar o olhar para o futuro desta

cadeia.

56 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


RASTREABILIDADE

É UM IMPERATIVO

PARA ESTA CADEIA, QUE HÁ

MAIS DE DUAS DÉCADAS

OPERA DENTRO DE NÍVEIS

DE EXCELÊNCIA

MARÇO 2021 57


ARTIGO

ESTIMATIVA DA

RESISTÊNCIA E DA

RIGIDEZ À COMPRESSÃO

PARALELA ÀS

FIBRAS DA MADEIRA DE

PINUS SP. PELA COLORIMETRIA

Fotos: divulgação

LUCAS JOSÉ MARINI

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

JÚLIA CRUZ DA SILVA

INSTITUTO SENAI DE INOVAÇÃO BIOMASSA

DIEGO HENRIQUE ALMEIDA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA

ANDRÉ LUIS CHRISTOFORO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

FRANCISCO ANTONIO ROCCO LAHR

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

58 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


RESUMO

Propriedades de resistência e de rigidez da

madeira, fundamentais em um projeto estrutural,

são determinadas com base em ensaios

mecânicos. Entre as propriedades mecânicas

da madeira, destacam-se as de resistência

(f c0

) e de rigidez (E c0

) à compressão na direção

paralela às fibras. A cor é uma característica própria de

cada espécie. Se determinadas experimentalmente as

propriedades f c0

e E c0

de uma espécie de madeira com

base em um significativo número de amostras caracterizadas,

a correlação dessas propriedades por meio

de equações obtidas por regressão possibilita realizar

estimativas de tais propriedades sem a necessidade

de novos ensaios, procedimento esse com potencial

de aplicação por empresas madeireiras.

Com o auxílio do sistema CIE L*a*b* e de 403

peças de madeira de Pinus sp., equações obtidas por

modelo de regressão foram utilizadas para a estimativa

do E c0

e da f c0

em função dos parâmetros colorimétricos

e do número de anéis de crescimento. Da estimativa

do E c0

(R 2 = 43,61%), pela Anova da equação

de regressão foi constatada significância apenas do

número de anéis de crescimento (Nle). Para a resistência

à compressão paralela às fibras (R 2 = 48,53%),

apenas os parâmetros colorimétricos e as interações

desses parâmetros afetaram significativamente a f c0

.

INTRODUÇÃO

A madeira está presente no cotidiano das pessoas

nas mais diversas formas de utilização, tais como fabricação

de móveis, celulose e papel, geração de energia

e, especificamente para o escopo deste trabalho,

na construção civil (Andrade Jr. et al., 2014; Almeida et

al., 2017). Para suprir a demanda por madeira serrada

foi introduzido no Brasil o gênero Pinus, que conta

com mais de cem espécies e é nativo do hemisfério

Norte (Empresa..., 2018). Atualmente, no Brasil, as

plantações de Pinus ocupam 1,6 milhão de ha (hectare)

- Instituto..., 2018.

Uma das principais características do gênero Pinus

sp. é a presença de anéis de crescimento, que se originam

da atividade sazonal do câmbio vascular, que é

a estrutura interna responsável pelo crescimento radial

das árvores. Em países onde o clima tem uma clara

distinção entre as estações do ano é mais fácil identificar

o início e o fim de um período de crescimento da

árvore (Ferreira, 2009).

Em cada anel de crescimento é possível encontrar

duas regiões distintas, uma apresentando coloração

clara e outra escura. O lenho inicial corresponde ao

crescimento da árvore no início do período vegetativo,

normalmente primavera e verão, em que há

células de paredes finas e lumes grandes, o que lhe

confere coloração clara e densidade menor. O lenho

tardio é formado durante o outono e o inverno, sendo

constituído de células com paredes mais largas e menor

lúmen, uma vez que as células vão diminuindo a

atividade fisiológica. Em consequência desse fato, sua

coloração é escura e sua densidade é maior do que a

do lenho inicial (Santini; Haselein; Gatto, 2000; Burger;

Richter, 1991).

O comportamento do material quando submetido

a esforços varia de acordo com as propriedades mecânicas

da madeira. O ensaio de compressão paralela às

fibras é um dos mais importantes, uma vez que o valor

característico da resistência à compressão paralela às

fibras (f c0,k

) possibilita o enquadramento da madeira

nas classes de resistência estabelecidas pela NBR

7190 (Abnt, 1997), além de possibilitar a estimação do

módulo de elasticidade (E c0

), que determina a rigidez

da madeira utilizada no projeto (Bertolini et al., 2012;

Ferro et al., 2015; Almeida, 2017).

A coloração é uma propriedade organoléptica

da madeira, que em conjunto com as propriedades

anatômicas permite a identificação de espécies, exercendo

também extrema importância sobre o valor

decorativo do material, por adicionar valor estético.

Pode ser influenciada por diversos fatores, tais como

espécie, estrutura anatômica, composição química,

genética, densidade e tratamentos silviculturais (Montes

et al., 2008; Garcia; Marinonio, 2016; Gierlinger et

al., 2003; Garcia et al., 2014).

A VARIABILIDADE

DOS ANÉIS DE

CRESCIMENTO É CAUSADA POR

DIVERSOS FATORES, SENDO O

CLIMA UM DELES

MARÇO 2021 59


ARTIGO

60 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


MARÇO 2021 61


ARTTIGO

62 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


MARÇO 2021 63


AGENDA

AGENDA

2021

MARÇO

16 A 17

INTERNATIONAL BIOMASS

CONFERENCE & EXPO

LOCAL: ONLINE

WWW.BIOMASSCONFERENCE.

COM/

MARÇO

24

MONTREAL WOOD

CONVENTION

LOCAL: MONTREAL (CANADÁ) -

VIRTUAL EXPERIENCE

TION.COM/EN

MARÇO

26 A 29

MEDWOOD

DATA: 26/03/2021 A 29/03/2021

LOCAL: ATENAS (GRÉCIA)

WWW.MONTREALWOODCONVEN-

WWW.MEDWOOD.GR/EN/MED-

WOOD

LIGNA HANNOVER 2021

27 DE SETEMBRO A 01 DE OUTUBRO

HANNOVER (ALEMANHA)

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A CIDADE DE HANNOVER, NA ALEMANHA, SE TRANSFORMA NO FOCO DE ATENÇÃO

PARA O MUNDO DA MADEIRA E A INDÚSTRIA MADEIREIRA. CONSIDERADA A MAIOR

OU A MAIS IMPORTANTE FEIRA DO MUNDO NO SETOR, A LIGNA EXPÕE TODA A

CADEIA DE PRODUÇÃO MADEIREIRA: DESDE A CAPTAÇÃO E O PROCESSAMENTO DA

MADEIRA, ATÉ A PRODUÇÃO INDUSTRIAL DE PRODUTOS DA MADEIRA E TECNOLOGIAS

INOVADORAS DE TRATAMENTO DA MADEIRA, ENTRE OUTROS.

MAIO

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LOCAL: LVIV (UCRÂNIA)

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JUNHO

8 A 11

FESQUA

LOCAL: SÃO PAULO

WWW.FESQUA.COM.BR

SETEMBRO

21 A 23

EXPOBIOMASSA 2021

LOCAL: VALLADOLID (ESPANHA)

WWW.EXPOBIOMASA.COM/EN/

SALON-GAS-RENOVABLE

NOVEMBRO

3 A 5

EXPOCORMA 2021

LOCAL: CONCEPCIÓN (CHILE)

WWW.EXPOCORMA.CL/

64 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


ESPAÇO ABERTO

OS TRÊS

PROBLEMAS PRINCIPAIS

Foto: divulgação

Pobreza, desemprego e violência assolam o

Brasil. Planejamento pode ser entendido

como um processo intelectual composto

de seis passos: 1) identifique um problema

e seus aspectos; 2) identifique as causas do

problema; 3) encontre as soluções possíveis; 4) liste as

vantagens e desvantagens de cada solução; 5) escolha

uma solução; 6) justifique sua escolha. Esse roteiro é útil

para organizar o pensamento e a compreensão de problemas,

suas causas e soluções, seja no plano pessoal,

empresarial ou nacional.

Examinando a economia nacional por esse roteiro,

não é difícil chegar aos problemas principais e pensar

nas soluções possíveis, mesmo porque o Brasil é previsível,

repetitivo e contumaz nos mesmos erros. Os três

problemas principais hoje são: a pobreza, o desemprego,

a violência. É possível aumentar essa lista, mas

as demais deficiências nacionais, como o baixo nível

educacional e a baixa qualidade das instituições, fazem

parte das causas daqueles problemas principais.

A descrição dos aspectos que envolvem cada um

dos três problemas, que são graves, pode ser resumida

em uns poucos indicadores. Tomando tudo o que o Brasil

produz e dividindo pela população, temos em torno

de US$ 10 mil/ano, contra US$ 55 mil nos EUA (Estados

Unidos da América), US$ 40 mil na Inglaterra, só para

ficar nesses exemplos. Em algumas semanas, devem sair

as estatísticas de 2018 e esses números terão se modificado,

mas a relação deve seguir a mesma.

A renda per capita, ou renda por habitante, é apenas

a outra face da moeda do produto por habitante,

e a comparação com os países adiantados conduz à

conclusão de que o Brasil não é apenas pobre; é muito

pobre. A renda per capita inglesa é equivalente a quatro

vezes a renda brasileira. É uma distância brutal. Grosso

modo, o fato de o Brasil produzir por habitante apenas

um quarto do que a Inglaterra produz define que o padrão

bem-estar médio aqui será um quarto do padrão

médio de lá.

O segundo maior problema brasileiro é o desemprego.

De um total de 208,5 milhões de habitantes, o

país tem 104 milhões de pessoas em condições de trabalhar,

13 milhões trabalham no setor estatal (portanto,

sem risco de perder o emprego, mesmo na crise), 91

milhões estão no setor privado e, destes, 12,2 milhões

estão desempregados. O desemprego é causa da pobreza

e também sua consequência.

POR

JOSÉ PIO

MARTINS

ECONOMISTA, REITOR

DA UNIVERSIDADE

POSITIVO

66 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


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