*Março:2021 Referência Florestal 227 OPS

jotacomunicacao

ENTREVISTA

Acácias ganham espaço e se tornam ótima alternativa para o setor florestal

PREVENIR É PRECISO

EQUIPAMENTOS DE COMBATE E PREVENÇÃO

A INCÊNDIOS AUXILIAM O SETOR FLORESTAL

PREVENTION IS NECESSARY

FIRE FIGHTING AND PREVENTION

EQUIPMENT ASSISTS THE FORESTRY SECTOR


SUMÁRIO

MARÇO 2021

36

PREVENÇÃO

E EQUILÍBRIO

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Coluna Ivan Tomaselli

14 Notas

26 Coluna Cipem

28 Frases

30 Entrevista

36 Principal

42 Setor Florestal

46 Transporte

50 Manejo

54 Mercado

58 Pesquisa

64 Agenda

66 Espaço Aberto

42

54

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

11 Agroceres

07 Bayer

09 BKT

15 Carrocerias Bachiega

65 Chico Moreira Soluções Florestais

65 D’Antonio Equipamentos

68 Denis Cimaf

02 Dinagro

25 DRV Ferramentas

27 Engeforest

35 Equilíbrio Florestal

53 Globalmac

17 Hansa Flex

29 J de Souza

05 Komatsu Forest

67 Log Max

57 Mill Indústrias

63 Mill Indústrias

31 Planflora

45 Prêmio REFERÊNCIA

13 Rotary-Ax

23 Rotor Equipamentos

21 Sergomel

19 Unibrás

33 Vale do Tibagi

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EDITORIAL

Hora de

trabalhar

Ainda a passos lentos, mas firmes, os setores produtivos

brasileiros retornam aos patamares de produção e vendas

anteriores à pandemia. O ramo florestal, por exemplo, foi um

dos que menos sentiu a crise – e já mostra que tem tudo para

fazer de 2021 um ano inesquecível. Neste cenário animador,

a REFERÊNCIA FLORESTAL traz materiais importantes sobre a

indústria da madeira. Na editoria de entrevista, conversamos

com o engenheiro florestal e gerente de Silvicultura da Tanagro

S.A., Augusto Simon, sobre o crescente mercado de acácias no

Brasil. Você também poderá conferir uma coluna exclusiva do

Cipem e uma reportagem sobre a parceria do Serviço Florestal

Brasileiro e do BNDES, que investirão em três FLONAS na região

sul. Além disso, poderá conferir reportagens nas editorias

de Mercado, Setor Florestal e Pesquisa, assim como, as principais

novidades do setor. Ótima leitura!

IT’S TIME TO WORK

Slowly but steadily, the Brazilian productive sectors are returning

to the production and sales levels before the pandemic.

For example, the forestry segment hardly felt the crisis and already

shows that it has everything to make 2021 an unforgettable

year. In this optimistic scenario, REFERÊNCIA Florestal has

important material about the timber industry. In the interview,

we talked with Augusto Simon, Forest Engineer and Forestry

Manager for Tanagro S.A., about the growing acacia market in

Brazil. You can also check out the Cipem exclusive column and

a story on the partnership between the Brazilian Forest Service

and Bndes to invest in three National Forests (Flonas) in Brazil’s

Southern Region, as well, the stories in the Market, Forestry, and

Research Sections, and industry news. Pleasant reading!

DENIS CIMAF

Confiabilidade e Produtividade com

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2

Entrevista com

Augusto Arlindo Simon

1

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Na capa desta edição

os equipamentos

da Equilíbrio Florestal

Estradas para o futuro

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

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Ano XXIII • N°227 • Março 2021

ENTREVISTA

Acácias ganham espaço e se tornam ótima alternativa para o setor florestal

PREVENIR É PRECISO

EQUIPAMENTOS DE COMBATE E PREVENÇÃO

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FIRE FIGHTING AND PREVENTION

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3

EXPEDIENTE

ANO XXIII - EDIÇÃO 227 - MARÇO 2021

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Luiz Kozak

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Cipem

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriel Faria

criacao@revistareferencia.com.br

Redes Sociais/Social Media

Larissa Araujo

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

Knop

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cristiane Baduy

assinatura@revistareferencia.com.br

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.

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®

CARTAS

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

CERTIFICAÇÃO

Empresa se torna primeira a certificar sua ‘carbono neutralidade’ no mundo

Capa da Edição 226 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

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Ano XXIII • N°226 • Fevereiro 2021

OPERAÇÃO MODERNIZADA

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REMOTO EM MÁQUINAS FLORESTAIS

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WORK ON FOREST MACHINES

EXPEDIÇÃO

Por Delmo Oliveira – engenheiro florestal – Porto Alegre (RS)

Muito necessária a iniciativa do professor Renato Robert. O setor

florestal é apaixonante!

ENTREVISTA

Foto: divulgação

Por Orlando Kremer – administrador – Florianópolis (SC)

Excelente entrevista com o vice-presidente Mourão! A Amazônia

é do Brasil e pode ser muito produtiva para todo o país.

MERCADO

Por Carolina Nogarolli – empresária – Curitiba (PR)

Parabéns à Arauco, que é a primeira companhia florestal a

certificar sua carbono neutralidade em todo o mundo.

Foto: divulgacão

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Revista Referência Florestal

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E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados também para redação

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ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


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BASTIDORES

Revista

Foto: Emanoel Caldeira

PRÓXIMA EDIÇÃO

O representante comercial Gerson

Penkal e o jornalista Luiz Kozak da

REFERÊNCIA FLORESTAL, na produção

da matéria de capa da próxima edição,

ao lado da coordenadora técnica da

Polli Fertilizantes, Thais Ramari.

PARCERIA

O representante comercial da REFERÊNCIA

FLORESTAL, Gérson Penkal ao lado do parceiro

comercial, Gustavo Cesca, da Manos Implementos, em

Videira (SC).

Foto: REFERÊNCIA

ALTA

OPORTUNIDADE PARA O SETOR

Amplamente difundida em outros países, a norma técnica

para o sistema construtivo wood frame, que utiliza

produtos de madeira na construção, está em consulta

pública desde o fim de janeiro no Brasil. Na avaliação da

ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente), que acompanhou todo o

processo e tem liderado o desenvolvimento dessa e de

outras frentes sobre o uso da madeira na construção civil

no país, é um passo importante para que, em breve,

o modelo construtivo ganhe escala. Por ser um modelo

construtivo industrializado, reduzindo o tempo em

canteiro de obras, o método é visto como uma solução

para atender parte do déficit habitacional brasileiro. A

PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios)

de 2019 mostra que faltam, no país, 7,7 milhões de

habitações.

MARÇO 2021

FALTA DE INSUMOS

Após meses mais rigorosos da crise gerada pela pandemia da

covid-19, a indústria brasileira no segmento da construção civil

assiste ao aumento da falta de insumos que impede a retomada

ampla da economia no setor, dependente de materiais

como a madeira. O gerente de Análise Econômica da CNI (Confederação

Nacional das Indústrias), Marcelo Azevedo, reforça

a recuperação acima do esperado inicialmente na pandemia.

“Ela era uma preocupação de uma a cada três empresas

no terceiro trimestre do ano. Quando falamos do último

trimestre, essa preocupação começou a alcançar metade das

empresas que apontaram essa falta ou o alto custo da matéria-prima”,

disse em entrevista à rádio Jovem Pan. “Felizmente

a recuperação foi rápida, mas isso pegou muito fornecedores

de insumo com estoques baixos enquanto a demanda

aumentou fortemente ao mesmo ponto”, acrescentou.

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Levantamentos e acompanhamentos pré e pós controle.

Avaliações de danos.

Análises situacionais das infestações.


COLUNA

Mass Timber: uma

alternativa para a indústria

florestal no Brasil

A indústria florestal mundial busca sempre novos

produtos. Inovar é uma constante para garantir a

competitividade dos produtos florestais no mercado

Ivan Tomaselli

Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

Foto: divulgação

A indústria

florestal

brasileira

precisa investir

para avançar

na adoção de

inovações e

continuar a

ganhar novos

mercados

N

as últimas décadas, a indústria

florestal brasileira mudou. Até

meados do século passado, ela

era pouco desenvolvida e produzia

basicamente madeira serrada,

com pequena participação no mercado

internacional. Naquela época a produção de

celulose e papel, de painéis de madeira e de

produtos de valor agregado era incipiente, e o

suprimento de matéria-prima era baseado em

florestas nativas.

O programa de incentivos para impulsionar

as plantações florestais, criado nos anos

1960, foi o início de uma grande transformação.

Hoje o Brasil é o maior produtor e

exportador mundial de celulose de fibra curta,

e também um grande produtor e exportador

de painéis de madeira, de serrados e de vários

produtos de valor agregado. A maior parte da

matéria-prima industrial (90%) é hoje de plantações

florestais.

A indústria florestal mundial busca sempre

novos produtos. Inovar é uma constante

para garantir a competitividade dos produtos

florestais no mercado. Nesta linha uma das

alternativas mais promissoras atualmente são

os produtos classificados genericamente como

Mass Timber, cuja demanda vem crescendo

em diversos países. Na realidade trata-se de

um conjunto de produtos, que oferecem ao

mercado uma nova solução para a construção

civil. Os produtos Mass Timber foram desenvolvidos

para substituição de concreto e aço

na construção civil. Hoje já existem edifícios

construídos totalmente em madeira com mais

de dez andares e novos projetos ainda mais

arrojados, vem sendo desenvolvidos. O uso

de madeira reduz o tempo de implantação

das obras, gera menos resíduos, cria um am-

biente mais humano e aconchegante, reduz a

demanda de químicos e as emissões de gazes

responsáveis pelo aquecimento global. O resultado

é um menor impacto ambiental.

Os produtos Mass Timber são baseados

principalmente em madeira serrada e lâminas,

com os quais são formados painéis e vigas/

colunas, de alta performance estrutural. Os

componentes podem ser colados ou unidos

por acessórios metálicos ou cavilhas de madeira.

Entre eles estão o CLT (Serrados Colados

Transversalmente), NLT (Serrados Unidos com

Pregos), DLT (Painéis Cavilhados), TCC (Compostos

Madeira/Concreto), Gluelam (Vigas

Laminadas), MPP (Painéis de Compensado

Colados), LVL/ PSL (Painéis Unidirecionais de

Lâminas) e outros.

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NOTAS

Aumento do ICMS

Após o aumento da alíquota do ICMS,

promulgado pelo governo do Estado de São

Paulo, a ABIMÓVEL (Associação Brasileira

das Indústrias do Mobiliário) divulgou uma

nota de repúdio em que questiona a decisão

de João Doria. “Em que pese os ajustes fiscais

serem um dos componentes para efetiva reforma

administrativa tão necessária e fundamental

para o equilíbrio econômico, aumentar

os impostos é o caminho mais rápido para

aniquilar a sobrevivência das empresas que

estão com dificuldades para gerar e manter os

empregos, os parques industriais, o desenvolvimento

econômico e a sua sobrevivência.

Esse é o momento em que empresários e

governos devem estreitar relações pensando

na construção de um novo cenário econômico”,

relata o pronunciamento.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Plantas nativas

Os brasileiros não têm noção da riqueza da flora

nativa do Brasil e até os que se preocupam com o tema

ficariam surpresos com a diversidade de plantas que enriquecem

todos os nossos biomas. São 46,9 mil espécies

nativas. Informações sobre essas preciosidades estão na

publicação Flora do Brasil 2020, que acaba de ser lançada

pela equipe do projeto Flora do Brasil, coordenado

pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro. No formato

online, a publicação de 17 páginas é um presente a pesquisadores,

técnicos, estudantes e demais interessados

na flora do país. Mais do que isso, é resultado de 12

anos de estudos e também significa o cumprimento de

uma das metas da Estratégia Global de Conservação de

Plantas, vinculada à Conservação sobre Biodiversidade

Biológica, da ONU (Organização das Nações Unidas) - da

qual o Brasil é signatário. O projeto Flora do Brasil 2020

é um estudo multi-institucional em desenvolvimento desde 2008, envolvendo vários botânicos e alguns ecólogos brasileiros. “É um

estudo que fez uma verdadeira revolução no tema, um marco: há mais de 100 anos que não ocorria uma atualização sobre a flora

brasileira”, comenta o pesquisador da EMBRAPA Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília, DF), Bruno Walter. Ele e a colega

Taciana Barbosa Cavalcanti são membros do Comitê Gestor do projeto e participaram da produção do documento. Segundo Bruno

Valter, do total de 46,9 mil espécies nativas quase 50% são endêmicas - só ocorrem no Brasil. Participam 979 taxonomistas de 224

instituições de 25 países, entre elas a EMBRAPA Recursos Genéticos e Biotecnologia.

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NOTAS

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Crédito às exportações

O governo federal atendeu ao pedido da CNI

(Confederação Nacional da Indústria) e prorrogou

o contrato do Ministério da Economia com a ABGF

(Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores

e Garantias), hoje operador do SCE (Seguro de Crédito

à Exportação). O prazo foi estendido até 30 de

junho de 2021. Em carta encaminhada à CNI, a Casa

Civil informou que a prorrogação do contrato busca

“evitar algum tipo de descontinuidade do seguro

enquanto não se conclui a estruturação do novo sistema

de apoio oficial à exportação concedido pela

União.” Em 2 de dezembro de 2020, o presidente

da CNI, Robson Braga de Andrade, e 21 associações

setoriais enviaram carta a várias autoridades do governo

solicitando a imediata renovação do contrato

de prestação de serviços da ABGF com o governo

federal, de forma a evitar prejuízos ao financiamento

à exportação. O contrato estava previsto para

terminar em 30 de dezembro.

Florestas

mineiras

A retomada econômica mundial já mostra grandes

resultados e a indústria florestal brasileira tem se

beneficiado do novo momento, passada a pior fase

da pandemia em vários países do mundo. Além disso,

a recuperação da China e a demanda aquecida do

mercado interno trouxeram bons resultados para o

segmento de florestas mineiro no último trimestre de

2020 e a promessa para este ano é ainda mais positiva.

A presidente executiva da AMIF (Associação Mineira

da Indústria Florestal), Adriana Maugeri, explica que

apesar da pandemia de Covid-19, a demanda pelos

produtos do setor está em alta, o que vem favorecendo

o desempenho das empresas. Dentre os produtos

demandados, se destacam o carvão vegetal, o aço, o

ferro gusa, algumas ligas metálicas especiais, a celulose

e o papel. “Nossa estimativa é superar o desempenho

de 2019, já que a demanda está bem maior”, disse.

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NOTAS

Concessões amazônicas

O Conselho do PPI (Programa de Parcerias de

Investimentos) da presidência da república opinou

favoravelmente pela concessão florestal de três

Florestas Nacionais: Balata-Tufari, Pau Rosa e de

Jatuarana, todas localizadas no Estado do Amazonas.

Publicada no Diário Oficial da União, a Resolução do

Ministério da Economia nº 162, explicita que o Serviço

Florestal Brasileiro, órgão vinculado ao Ministério

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, será o

responsável por disciplinar e conduzir o processo de

outorga da concessão florestal. A motivação favorável

veio da necessidade de conservar a cobertura vegetal

das florestas brasileiras, de gerenciar o patrimônio

florestal de forma a combater a grilagem de terras e

evitar a exploração predatória dos recursos naturais

existentes, evitando assim a conversão do uso do solo

para outros fins. Além disso, o texto da resolução

coloca que a concessão permite a obtenção do recurso florestal por meio de técnicas de manejo sustentável e exploração de impacto

reduzido, favorece municípios e comunidades vizinhos à área concedida com a geração de emprego e com investimentos em serviços

e infraestrutura, o que permite a melhoria da qualidade de vida da população que vive no entorno. A economia formal também é estimulada

com produtos e serviços oriundos de florestas manejadas.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Mercado de lenha

A extração e a comercialização da lenha oriunda da Caatinga,

para fins industriais, movimentam R$ 2 bilhões por ano e geram

35 mil postos de trabalho fixos, segundo dados de um estudo

realizado pelo PNUD e o MMA (Ministério do Meio Ambiente),

em 2018. No Nordeste, a lenha é ainda a principal fonte de

energia para as indústrias de cerâmica, gesso, farinha, laticínios e

têxtil, além de ser muito usada nos fogões a lenha da zona rural

e periferias urbanas.Por outro lado, os dados geram preocupações

ambientais, uma vez que parte da lenha consumida não

tem origem sustentável, ou seja, é oriunda de desmatamentos. A

solução para atender ao mercado de forma legal e sustentável é a

implantação de planos de manejo florestal. O manejo florestal é

uma solução importante para a conservação do bioma Caatinga,

seja ele praticado por pequenos, médios ou grandes produtores

rurais, comunitários ou não. Ademais, incentiva a geração de emprego

e renda por meio da comercialização de produtos florestais

sustentáveis madeireiros e não madeireiros.

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NOTAS

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Tecnologia

para manejo

Planejar a extração madeireira e garantir ao mesmo

tempo conservação e a plena recuperação da floresta é

o maior desafio do manejo florestal sustentável na Amazônia.

Para apoiar essa missão, a Embrapa apresenta o

software BOManejo uma ferramenta de apoio à elaboração

e execução de planos de manejo. A apresentação ao

público será dia 05 de junho, na sede da Embrapa Amazônia

Oriental, em Belém (PA). A ferramenta é gratuita e

direcionada a técnicos de empreendimentos florestais,

comunidades e, futuramente, a técnicos de órgãos

de fiscalização. O chefe-geral da EMBRAPA Amazônia

Oriental, Adriano Venturieri, ressalta que o software

é um exemplo de como a pesquisa gera produtos que

atendem ao setor produtivo e ao governo. “O uso dessa

ferramenta contribui para que a atividade madeireira na

Amazônia tenha cada vez mais planejamento e controle,

causando o mínimo impacto à floresta”, completa.

Reunião online

A ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de

Madeira Processada Mecanicamente) realizou, no

mês de fevereiro, uma reunião online que contou

com uma apresentação de dados florestais e evolução

da produção brasileira de madeira processada, além

de uma palestra sobre: Desafios e Perspectivas para

a Gestão Florestal em Nível Nacional; com Fernando

Castanheira Neto, Coordenador Geral de Fomento e

Inclusão Florestal do SFB (Serviço Florestal Brasileiro).

Durante o evento, foram apresentadas as principais

pautas e temas que o comitê irá atuar, assim como

informações relevantes ao segmento florestal e

madeireiro. A participação de Fernando Castanheira

Neto diagnosticou as perspectivas da agenda de

desenvolvimento florestal brasileiro. “Sabemos da

importância, abrangência e transversalidade da pauta

florestal e de suprimento para o segmento madeireiro.

É importante a participação de todas as empresas

nas atividades que serão desenvolvidas pelo comitê,

bem como em contribuir nas comissões de trabalho

que serão formadas”, informou a ABIMCI.

Foto: divulgação

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NOTAS

Nota de falecimento

A IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores) lamenta o falecimento

de Erling Lorentzen, pioneiro e visionário do setor de árvores

cultivadas. Empresário norueguês radicado no Brasil, Erling

Lorentzen é reconhecido por sua marcante atividade empresarial

e socioambiental. Foi fundador e presidente da Aracruz

Celulose, na década de 1970, tida como a primeira fábrica de

celulose em linha do Brasil. Fundador da Aracruz Celulose,

o norueguês começou a dar corpo ao projeto com o plantio

florestal, que previa a exportação de cavaco. Buscando agregar

valor e gerar riqueza com a industrialização, o executivo sugeriu

o desenvolvimento de uma indústria local de processamento

de celulose. Obstinado, não se intimidou com as desconfianças

da época ao idealizar a então maior fábrica, com 400 mil t (toneladas).

Hoje o setor de base florestal emprega mais de 3,75

milhões de pessoas no Brasil, é líder mundial em exportação e

é protagonista no investimento em novas aplicações e novos

produtos de base florestal. Só chegamos até aqui, pois tivemos

na nossa fundação líderes como Erling Lorentzen, que mudou

o paradigma de um país exportador de commodities sem valor

agregado e sem industrialização, inovou no entendimento de que o valor precisa ser compartilhado com a comunidade e com o

meio ambiente, e que se não nos anteciparmos ao futuro, ficaremos no passado”, disse Paulo Hartung, presidente da IBÁ.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Reconhecimento internacional

A John Deere é a empresa mais admirada na indústria de

máquinas agrícolas e de construção, segundo o ranking: World’s

Most Admired Companies; divulgado pela revista americana

Fortune. A publicação destaca as companhias mais respeitadas e

bem-conceituadas do mundo, levando em conta critérios como

inovação, gestão de pessoas, responsabilidade social, qualidade

da gestão, solidez financeira, investimentos de longo prazo, qualidade

dos produtos e serviços, além da capacidade de competir

globalmente. “Sempre nos orgulhamos em fazer parte de rankings

tão importantes e reconhecidos como este da revista Fortune.

Estar ao lado de marcas que também admiramos, eleva ainda

mais nossa responsabilidade com nossos clientes, funcionários e

fãs. Há 184 anos, a John Deere vem construindo sua história baseada

nos valores de integridade, qualidade, comprometimento

e inovação, mas principalmente, segue comprometida em construir

um futuro ainda mais próspero e sustentável”, garante Elisa

Pimenta, gerente de marca e eventos corporativos.

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NOTAS

Foto: divulgação

Nova diretoria

No último dia 8 de dezembro, foi eleita a nova

diretoria do SIMNO (Sindicato das Indústrias Madeireiras

e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso). O

novo presidente, o empresário do setor moveleiro,

Edvaldo Dal Pozzo, falou sobre as expectativas para

seu mandato nos próximos anos. De acordo com

ele, sua gestão será focada em fazer um trabalho

diferenciado, porém, consciente da necessidade de

novas ideias que pretende implantar em sua gestão,

com um trabalho voltado aos associados, resgatando

os que se afastaram e prestando assistência aos

que permaneceram. Dal Pozzo menciona ainda que

será dado uma atenção especial a todos os associados

de toda região noroeste, através de um planejamento

de se realizar reuniões descentralizadas, ou

seja, não apenas em Juína, mas sim uma em cada

base de atuação do SIMNO.

Mulheres do Agro 2021

Desde o dia 08 de março estão abertas as inscrições para a

4ª edição do Prêmio Mulheres do Agro, a iniciativa idealizada

pela Bayer, em parceria com a ABAG (Associação Brasileira

do Agronegócio), que promove a valorização de produtoras

rurais brasileiras que fazem a diferença no campo e que

mostram que, quando lideram os seus negócios, são mais

sustentáveis e inovadoras se destacando à frente da gestão

de propriedades de pequeno, médio e grande porte. “A Bayer

vem acompanhando histórias que mostram o empenho da

agricultura brasileira em trabalhar com sustentabilidade. O

Prêmio Mulheres do Agro oferece visibilidade tanto a esses

cases de sucesso, como ao papel da mulher no campo dando

voz às produtoras rurais valorizando e reconhecendo suas contribuições

para o setor através de boas práticas agropecuárias,

inovação no campo, entre outras qualidades, como implementações que visam desenvolver comunidades locais”, explica Daniela

Barros, diretora de Comunicação Corporativa para a área agrícola da Bayer Brasil. Com o início das inscrições em março deste ano,

o tema do prêmio é Gestão Inovadora e reconhecerá iniciativas para boas práticas agropecuárias e gestão sustentável com foco

nos pilares econômico, social e ambiental como: uso racional de recursos naturais, aumento da eficiência da produção com gestão

inovadora, projetos que permitam o desenvolvimento social da comunidade ou colaboradores da propriedade, bem-estar animal e

valorização do capital humano. Para se inscrever, basta acessar o site: www.premiomulheresdoagro.com.br até o dia 20 de agosto.

As vencedoras serão reveladas durante o 6º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio , que terá formato digital em 2021, e

será realizado entre 25 e 27 de outubro.

Foto: divulgação

24 www.referenciaflorestal.com.br


SOMOS DEPENDENTES DE ENERGIA




SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS


COLUNA

Ao consumir

madeira, exija o

DOF (Documento de

Origem Florestal)!

O documento é uma licença obrigatória

para o transporte e armazenamento de

produtos florestais de origem nativa e

dá segurança ao setor

O DOF é uma

ferramenta cujo

objetivo é controlar

e monitorar a

exploração,

transformação,

comercialização,

transporte e

armazenamento dos

produtos

O

DOF (Documento de Origem Florestal), instituído

pela Portaria MMA nº 253, de 18 de agosto

de 2006, constitui uma licença obrigatória para

o transporte e armazenamento de produtos

florestais de origem nativa, inclusive o carvão

vegetal nativo. A emissão do DOF e demais operações são

realizadas eletronicamente por meio do sistema DOF, disponibilizado

pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente

e dos Recursos Naturais Renováveis), sem ônus financeiro aos

setores produtivos e empresariais da base florestal.

A Instrução Normativa IBAMA nº 21, de 24 de dezembro

de 2014, alterada pela Instrução Normativa IBAMA nº 9, de

12 de dezembro de 2016, traz os critérios e procedimentos de

uso do DOF, válida para todos os Estados da federação que o

utilizam.

Frise-se que os Estados que utilizam sistemas próprios,

como é o caso de Mato Grosso com o Sisflora (MT), devem

atender às disposições constantes no anexo da Resolução CO-

NAMA nº 379, de 19 de outubro de 2006.

Em outras palavras, o DOF é uma ferramenta que integra

os documentos de transporte florestal federal e estaduais, em

Mato Grosso a GF (Guia Florestal), cujo objetivo é de controlar

e monitorar a exploração, transformação, comercialização,

transporte e armazenamento dos produtos e subprodutos florestais

de origem nativa.

Para o consumidor, exigir o DOF aos fornecedores de

madeira é um meio garantido de assegurar a origem legal da

madeira, seja ela bruta ou processada. Controlar a origem da

madeira que se utiliza também é a forma correta de conservar

as florestas em pé, uma vez que a madeira nativa colhida por

meio do Manejo Florestal Sustentável tem como pilar principal

a manutenção da biodiversidade pela conservação da vegetação

e fauna nativas. Consumidor consciente adquire madeira

oriunda de Manejo Florestal Sustentável e exige o DOF!

https://cipem.org.br

26 www.referenciaflorestal.com.br


FRASES

Foto: divulgação

O Brasil é e será por longo tempo o

protagonista das finanças verdes.

Temos uma variedade de setores

que estão inseridos de modo

efetivo na sustentabilidade do

Brasil. O envolvimento de todos

esses atores nessa parceria

vai destravar o Programa de

Concessão Florestal em todas as

regiões do país

Tereza Cristina, ministra da Agricultura, Pecuária

e Abastecimento, sobre parceria do BNDES e do

SFB (Serviço Florestal Brasileiro) para ampliar

concessões florestais

“A prioridade do governo

atualmente é a retomada

econômica que vai garantir

saúde, emprego e renda. Tudo

isso está vinculado à pauta do

congresso. O governo tem apoio

considerável no congresso e

está buscando cumprir seus

compromissos de campanha, mas

a pandemia hoje toma todas as

nossas atenções”

“A alta dos custos e a

falta de matérias-primas

e insumos, provocadas

pela desestruturação da

cadeia produtiva e forte

desvalorização cambial,

constituem entre os principais

motivos para o setor”

Eduardo Santarossa, da área de Inteligência

Comercial do Sindmóveis, sobre os desafios do

setor madeireiro

Eduardo Gomes, senador e líder do governo,

sobre as iniciativas para a retomada econômica

28 www.referenciaflorestal.com.br


ENTREVISTA

Acácias:

cheias de

VANTAGENS

Acacia: many advantages

Foto: divulgação

ENTREVISTA

C

om o crescente desenvolvimento do setor

florestal no Brasil, a indústria nacional tem

buscado novas possibilidades de produtos e

insumos e, neste contexto, a madeira de acácia

tem caído no gosto de diversos produtores, por suas propriedades,

como por exemplo, o alto teor de tanino. Especialista

no assunto, o engenheiro florestal e gerente de silvicultura da

Tanagro, Augusto Simon, conversou com a REFERÊNCIA FLO-

RESTAL e trouxe mais detalhes sobre a árvore. Confira:

Augusto

Arlindo Simon

E

ndeavoring for further development, the

Brazilian Forestry Sector has sought out new

possibilities for products and consumables. In

this context, acacia has become popular with

several forest producers due to its characteristics, such as

its high tannin content. A specialist on the subject, Augusto

Simon, Forest Engineer and Forestry Manager for Tanagro,

talked with REFERÊNCIA Florestal and provided more details

about the species.

Check out below:

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Gerente de Silvicultura da Tanagro S.A.

Forestry Manager for Tanagro S.A.

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Engenheiro Florestal - Universidade Federal de Santa Maria (RS)

Forest Engineering, Federal University of Santa Maria-RS

30 www.referenciaflorestal.com.br


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+genética

MUDAS PARA TORAS, TÁBUAS E LÂMINAS

GENÉTICA AVALIADA DE ACORDO COM AS NORMAS DA ABNT


ENTREVISTA

>> Nos últimos anos, a madeira de acácia tem chamado a

atenção do setor de reflorestamento no Brasil. A que se deve

o crescimento deste interesse?

O grande diferencial da acacicultura é a existência de duas

linhas de produtos, uma vinda da madeira com suas propriedades

e outra vinda da casca, com seu alto teor de tanino. Isso dá

uma vantagem importante pela atuação em mercados diversificados.

Após 2009 ocorreram dificuldades econômicas a nível

mundial que impactaram os mercados em geral. Passadas essas

condições extraordinárias estamos investindo no desenvolvimento

de novos produtos para aproveitamento da casca e da

madeira, retomando nossa base florestal, fomentando terceiros

e tendo maior necessidade na compra de matéria-prima. Com

maior demanda valoriza-se a cultura, com maiores oportunidades

para os acacicultores, indústria e toda a cadeia produtiva.

>> Por que a acácia ainda não tem uma representatividade

maior no setor florestal?

A acácia é uma árvore de menor volume em comparação com

as florestas de pinus e eucaliptos no Brasil. Essa diferença diminui

a partir dos nossos trabalhos em melhoramento genético,

mas vai continuar existindo. Já no Rio Grande do Sul onde ocorre

a industrialização da casca a espécie tem boa representatividade,

sobretudo pelo incentivo do plantio junto a produtores

independentes. É histórica e largamente conhecida a grande

distribuição da espécie por pequenas e médias propriedades.

In recent years, acacia has drawn the attention of the Planted

Forest Sector in Brazil. Why has there been a growth in

the interest of this species?

The significant differential of acacia is two product lines, one

from the wood itself, with its unique properties, and another

from the bark, with its high tannin content. Thus, acacia has

an essential advantage by acting in two completely different

markets. After 2009, there were global economic difficulties

that impacted markets in general. Under these extraordinary

conditions, we began investing in developing new products

to make use of the bark and the wood, resuming our forest

base, fostering third-party use, and having a greater need to

purchase raw materials. With the greater demand, the culture

became more valued, with significantly more opportunities for

the acacia growers, industry, and the entire production chain.

Why does acacia still not have a better representation in the

Forest Sector?

Acacia is a lower volume tree compared to pine and eucalyptus

in Brazil. This difference is being reduced due to our

work on genetic improvement but will continue to exist. In

the State of Rio Grande do Sul, where the industrialization of

the bark occurs, the species is well represented, mainly due to

encouraging planting by independent producers. Historically,

it is widely known for the extensive distribution of the species

among small and medium-sized properties.

32 www.referenciaflorestal.com.br


ENTREVISTA

A recuperação e melhoria dos solos, a

possibilidade de cultivos agrícolas consorciados

no primeiro ano e após as colheitas sucessivas

são importantes para os acacicultores

34 www.referenciaflorestal.com.br


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TECNOLOGIA E ESTRATÉGIA

NO COMBATE A INCÊNDIOS

Multifuncionalidade com

otimização de recursos

Maior mobilidade e agilidade

Redução do tempo entre

detecção do foco de incêndio

e início do combate

Economia de água

e combustível

Redução de danos

EQUIPAMENTOS DE

ALTO DESEMPENHO

PARA EQUIPAR

VEÍCULOS LEVES

MAIOR

EFICIÊNCIA NO

USO DA ÁGUA


PRINCIPAL

PREVENÇÃO E

EQUILÍBRIO

36 www.referenciaflorestal.com.br


Incêndios em florestas são uma

grande preocupação para o setor

florestal - o uso de equipamentos

adequados e com qualidade faz a

diferença em campo

Fotos: divulgação

Março 2021

37


PRINCIPAL

Aatividade florestal cresce todos os anos no Brasil.

Com a produtividade de suas florestas e com

os constantes investimentos em infraestrutura,

tecnologia e maquinário, o setor avança e faz

parte de uma das cadeias de maior ascensão da

indústria nacional. Mas, com tal crescimento de suas operações,

surgem problemas estruturais na mesma proporção.

Um deles é a ocorrência de incêndios florestais no campo,

seja por interferência humana ou causas naturais. Embora tais

eventos indesejados aconteçam, a grande maioria das empresas

florestais possui um rigoroso processo de manejo sustentável e

políticas de prevenção a incêndios muito bem definidas.

De acordo com o IBRAM (Instituto do Meio Ambiente e dos

Recursos Hídricos do Distrito Federal), as maiores causas de

incêndio em florestas são: queima para a rebrota de pastagens,

incidência de raios, máquinas com defeito em campo, atividades

de estrada de ferro, além do próprio vandalismo.

Por se tratar de uma precaução fundamental para qualquer

empresa do segmento florestal, a compra de equipamentos e

produtos para combate de incêndios deve ser cuidadosa buscando,

além de eficácia no combate, a segurança das pessoas e

do patrimônio. Para os veículos não portáteis e com carroceria

especial, a Equilíbrio possui a CAT (Certificação de Adequação

a Legislação de Trânsito), certificação de validação junto ao

Inmetro e aos órgãos executivos de trânsito dos Estados e do

Distrito Federal (DETRAN).

Há 15 anos no mercado de combate a incêndios florestais,

a Equilíbrio desenvolveu uma gama de tecnologias de ponta

para equipamentos de combate rápido, assim como para uso

em veículos maiores e mais robustos, envolvendo uso de supressantes

de fogo, sistema CAFS (Compressed Air Foam System) e

conceito de baixa vazão e alta pressão, que economizam água

Prevention and

equilibrium

Forest fires are a significant concern for the

Forestry Sector - the use of suitable and quality

equipment can make a difference in the field

T

he forest activity in Brazil is growing larger every

year. With the productivity of its forests and the

constant investments in infrastructure, technology,

and machinery, the Sector advances and is part of

one of the most escalating domestic production

chains. But with such operational growth, structural problems

arise in the same proportion.

One of them is forest fires, either from human interference

or natural causes. Although such unwanted events occur, most

forest companies have a rigorous sustainable management

process and very well-defined fire prevention policies.

According to the Brazilian Federal District Environment

and Water Resources Institute (Ibram), the leading causes of

forest fires are: burning for pasture regrowth, the incidence of

lightning, defective machines in the field, railroad activities, in

addition to vandalism itself.

38 www.referenciaflorestal.com.br


Projeto de caminhão bombeiro com Modelo 4F/CAFS

com propulsão hidráulica, partindo de tomada de

força na caixa de câmbio do caminhão

e aumentam a autonomia do combate.

Gerente operacional da Equilíbrio Florestal, Nelson Sanches,

explica que a empresa conta com um portfólio completo de

equipamentos portáteis, projetados para picapes pequenas ou

grandes, bem como, equipamentos de combate a incêndio fixos

em veículos de maior porte.

“Temos, por exemplo, equipamentos com tecnologia 2F

(fire fighting) , que correspondem àqueles em que a vazão de

água, em litros/minuto, é maior ou igual à pressão, em BAR;

assim como ferramentas com tecnologia 3F, que correspondem

àqueles em que a vazão de água, em litros/minuto é menor que

a pressão, em BAR, e aplicam água, espuma ou água+supressante”,

compara Sanches.

Além destes, a Equilíbrio também conta com produtos que

contêm canhões integrados a outros equipamentos, que aplicam

água ou espuma de baixa expansão (tecnologia 2F), com vazões

de 100 a 300 litros/minuto e pressão 35 BAR; equipamentos

com tecnologia 4F (Fire Fighting with Forword Foam)/CAFS,

que geram espuma usando ar comprimido, proveniente de um

compressor rotativo; e modelos multifuncionais, em que, além

do sistema de combate a incêndios, são veículos projetados para

funções adicionais de campo.

As this is an essential precaution for any company in the

forest segment, the purchase of firefighting equipment and products

should be carried out carefully while seeking out the safety

of people and property as well as effectiveness in combating

fires. For non-portable vehicles with distinct bodywork, Equilibrio

has the Traffic Adequacy Certification (C.A.T.), and the validation

certification with Inmetro and the executive agencies of the

State and the Federal District Transport Departments (Detran).

With fifteen years in the forest firefighting market, Equilíbrio

has developed a range of state-of-the-art technologies for

rapid combat equipment. It also produces equipment for use

in larger and more robust vehicles, involving fire suppressants:

Compressed Air Foam System (Cafs) and low flow and high-pressure

concept, which save water and increase combat autonomy.

Nelson Sanches, Operations Manager for Equilíbrio Florestal,

explains that the Company has a complete portfolio of portable

equipment designed for small or large pick-up trucks and firefighting

equipment to be fixed on larger vehicles.

“For example, we have equipment that uses 2F technology

(FireFighting), where the water flow, in liters/minute, is greater

than or equal to pressure (measured in bars). And tools using the

3F technology, which corresponds to those in which the water

flows, in liters/minute is lower than the pressure (in bars), and

apply water, foam or water+suppressant,” says Operations

Manager Sanches.

In addition to these, Equilíbrio also has products that use

cannons integrated with other equipment, which apply water

or low expansion foam (2F technology), with flows of 100 to 300

liters/minute with a 35 bar pressure; equipment with FireFighting

with Forward Foam (4F) / Compressed Air Foam System (Cafs)

technology, which generates foam using compressed air from

a rotary compressor; and, multifunctional models, in which, in

addition to the firefighting system, includes vehicles designed

for additional field functions.

Equilíbrio’s significant differential compared to the com-

Março 2021

39


PRINCIPAL

Sistema portátil, motor diesel,

com tanque de 300 litros de

água. Aplica água ou espuma

40 www.referenciaflorestal.com.br


Multifuncional com três sistemas

de combates integrados, carroceria

especial e cabine estendida

Multifuncional com propulsão

hidráulica. Carroceria especial.

integrada com o tanque de água

Março 2021

41


SETOR FLORESTAL

4.8 milhões de

HECTARES

ATÉ 2022

Foto: divulgação

Parceria entre SFB e o BNDES será iniciada

com a estruturação pioneira do programa

nas Florestas Nacionais de Irati, Chapecó

e Três Barras, no sul

42 www.referenciaflorestal.com.br


O

SFB (Serviço Florestal Brasileiro) vai contar

com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento

Social) na estruturação dos contratos

de concessão florestal. O contrato prevê

o total de 4,8 milhões de ha (hectares) de

FLONAS (Florestas Nacionais), nos Estados do Paraná, Santa

Catarina e Amazonas.

A parceria terá início com os estudos para a estruturação

da concessão das FLONAS Irati (PR), Chapecó (SC)

e Três Barras Sul (SC). O encontro de lançamento contou

com a presença da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária

e Abastecimento); o presidente do BNDES, Gustavo

Montezano; o diretor-geral e o diretor-geral adjunto do SFB

(Serviço Florestal Brasileiro), Valdir Colatto e João Crescêncio,

respectivamente, a secretária especial do PPI (Programa

de Parceria de Investimentos) da presidência da república,

Martha Seillier, e do diretor de concessão e monitoramento

substituto do SFB, José Humberto Chaves.

“Achamos um caminho com o BNDES para as concessões

florestais. Vamos ganhar velocidade com um novo modelo

que vai ampliar a área concedida dos atuais 1,05 milhão de

ha para 4,8 milhões de ha até 2022. Esse é o início de uma

caminhada muito exitosa para o manejo florestal sustentável”,

ressaltou a ministra.

ECONOMIA VERDE

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, afirmou

que o evento marca a construção da futura economia verde,

“criando a nova fronteira das finanças verdes”. Destacou

ainda que o mundo, o mercado financeiro e o BNDES estão

focados para além do lucro financeiro, mas também no lucro

ambiental e social.

“Estamos aqui hoje desenvolvendo um novo modelo

que vai posicionar o Brasil numa liderança das finanças verdes

global. Temos a oportunidade e a obrigação de liderar

a nova tecnologia das finanças verdes. Isso aqui é a nova

fronteira do mercado financeiro. Temos um mercado financeiro

desenvolvido, temos uma democracia sólida e temos o

maior patrimônio verde do planeta, seja na agricultura, seja

na floresta. Temos todos os ingredientes para desenvolver e

construir a nova fronteira tecnológica financeira da economia

verde do planeta”, defendeu Montezano.

Para o diretor-geral do SFB, Valdir Colatto, fazer o manejo

sustentável das Flonas do Sul representa a produção

de bens, a geração de riquezas e a possibilidade de acesso a

outros projetos como o turismo e o plantio de mudas para

recuperação de APP (Áreas de Proteção Permanente) na

região.

Março 2021

43


SETOR FLORESTAL

“Um ponto importante é oferecer estrutura a essas

áreas e fazer com que elas produzam e cumpram o seu papel

de conservar o meio ambiente e desenvolver a região,

de forma econômica e sustentável, por meio do manejo.

Além disso, possibilitar a inclusão de projetos de turismo e

pesquisa”, ressaltou Colatto.

BENEFÍCIOS

O diretor de concessão florestal e monitoramento substituto,

José Humberto Chaves, ressaltou os benefícios da

parceria, que prevê a recuperação da vegetação nativa no

bioma Mata Atlântica. As áreas das Flonas do Sul passíveis

de concessão somam 6 mil ha.

“A expertise do BNDES vai colaborar para o desenvolvimento

de um novo modelo de concessão florestal para a

região Sul, com a exploração de florestas plantadas e a sua

substituição com o plantio de espécies nativas, prioritariamente.

Será uma prática diferente do que o SFB faz na Amazônia,

que é o manejo sustentável de florestas naturais”,

afirmou José Humberto.

44 www.referenciaflorestal.com.br


TRANSPORTE

Estradas para

O FUTURO

Investimentos em infraestrutura e escoamento de

mercadorias fazem parte do projeto de um país mais

desenvolvido e pronto para crescer

Fotos: divulgação

46 www.referenciaflorestal.com.br


Março 2021 47


TRANSPORTE

Após anos de sucateamento de estradas e

ferrovias no Brasil, o país tem boas perspectivas

para investir e melhorar sua infraestrutura

na próxima década. Responsável

por este setor, o Ministério da Infraestrutura,

capitaneado pelo ministro Tarcisio Gomes de Freitas,

prevê, por exemplo, o leilão de novas concessões de

rodovias no Paraná, Estado importante para o setor florestal,

com investimento de cerca de R$ 42 bilhões para

as estradas paranaenses.

O chefe da pasta, inclusive, acredita que esse movimento

fará com que o Paraná seja o Estado com maior

repasse de dinheiro nesta área em todo o país, conforme

explicou em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, em janeiro

deste ano.

“São R$ 42 bilhões em investimentos previstos do

terceiro ao décimo ano de concessão. Isso vai fazer com

que o Paraná seja o estado do Brasil com maior carga de

investimento e a melhor infraestrutura de transporte do

Brasil”, revelou Gomes de Freitas, que também afirmou

que cerca de 3,3 mil km (quilômetros) de rodovias no

Paraná participarão deste modelo de concessão, que

deverá ser realizado de forma híbrida, com cobrança de

outorga.

De acordo com o ministro, este formato possibilita a

cobrança de uma tarifa menor, o que desempataria o cri-

48 www.referenciaflorestal.com.br


Com o Programa de Incentivo

à Cabotagem, conhecido como

BR do Mar, o Governo Federal

quer ajustar a legislação de

forma a incentivar o setor

aquaviário no Brasil

Março 2021

49


MANEJO

50 www.referenciaflorestal.com.br


Plano de Manejo

FLORESTAL

NO PARANÁ

Fotos: divulgação

Klabin divulga dados do manejo florestal

sustentável adotado pela empresa, que prioriza a

importância do sistema em formato de mosaico

para a conservação da fauna e da flora local

Março 2021

51


MANEJO

AKlabin disponibilizou, no início deste

ano, o resumo público 2020 do plano de

manejo da unidade Florestal do Paraná,

com os resultados consolidados de 2019.

A unidade conta com uma área florestal

total de mais de 400 mil ha (hectares), sendo mais de

164 mil de vegetação nativa destinada à conservação. O

documento reúne as políticas socioambientais e de sustentabilidade

da empresa, além de apresentar indicadores

técnicos e econômicos da sua operação florestal,

que destacam a importância do manejo adequado para

a conservação do bioma da região.

A área florestal da Klabin no Paraná representa a

maior mancha verde no sul do país. Por meio dos estudos

que são realizados pela unidade florestal, foram

identificadas 1.221 espécies de flora nas áreas da empresa

no estado, sendo que 28 são consideradas ameaçadas

de extinção; na fauna, foram encontradas 733

espécies nas áreas florestais da empresa, sendo que 68

estão nas listas oficiais como ameaçadas de extinção.

A Klabin é pioneira no uso da técnica em forma de

mosaico, que mescla florestas plantadas com matas nativas,

formando corredores ecológicos que possibilitam

a convivência e o fluxo da fauna nativa em seu habitat

52 www.referenciaflorestal.com.br


A área florestal da Klabin no

Paraná representa a maior

mancha verde no sul do país.

Ao todo, são 16 projetos

socioambientais

desenvolvidos pela empresa

Nossos serviços são prestados por

profissionais habilitados e com

equipamentos de ponta

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Março 2021 53


MERCADO

Extração sustentável de

MADEIRA

Foto: divulgação

54 www.referenciaflorestal.com.br


Antes de iniciar oficialmente o manejo florestal em

comunidade no Pará, todos os manejadores passaram por

cursos de treinamento e capacitação realizados pelo IFT

Atão aguardada exploração sustentável da

floresta agora é realidade na Reserva Extrativista

Mapuá, localizada no município

de Breves, na região do Marajó, no Pará.

Com o apoio do IFT (Instituto Floresta Tropical),

os manejadores iniciaram em dezembro de 2020

a primeira extração sustentável de madeira na localidade.

“O manejo madeireiro comunitário era um sonho

antigo dos moradores daqui. Há muitos anos a gente

aguardava por esse momento, pois sabemos que ele

pode significar um divisor de águas no desenvolvimento

da nossa comunidade”, comemora o agroextrativista

João Batista Brandão, uma das principais lideranças da

Resex.

A execução do manejo florestal na localidade

atende as recomendações do ICMBIO (Instituto Chico

Mendes de Conservação da Biodiversidade), órgão responsável

pela aprovação do PMFS (Plano de Manejo

Florestal Sustentável) da Resex, em setembro de 2019.

O Plano contempla uma área de aproximadamente

6.300 ha (hectares), dividida em dois polos comunitários:

Boa Esperança e Santíssima Trindade.

Segundo Marcelo Galdino, coordenador do programa

Florestas Comunitárias, do IFT, o PMFS começou a

ser elaborado em 2018 a partir de uma oficina de construção

de plano de manejo destinada exclusivamente

para o grupo de manejadores locais, promovido pelo

IFT, na Unidade de Conservação. “Todo o processo de

elaboração do documento contou com a participação

da comunidade. Desde a primeira reunião até a finalização

do plano, tudo foi feito de forma participativa,

ouvindo os manejadores da Unidade, ICMBIO e o conselho

gestor da Resex”, destaca Galdino.

No Plano de Manejo Florestal Sustentável a comunidade

se propõe a promover o uso tradicional dos

recursos naturais de forma sustentável, condizentes ao

modo de vida da população tradicional residente no

interior da Resex.

Além do PMFS, uma das etapas para a comunidade

receber a AUTEX (Autorização de Exploração Florestal),

foi a construção e aprovação do POA (Plano Operacional

Anual), documento que aponta quais atividades

serão realizadas durante o ano de safra da exploração

da madeira.

Antes de iniciar oficialmente o manejo florestal na

comunidade, todos os manejadores passaram por cursos

de treinamento e capacitação realizados pelo IFT.

Entre os cursos ofertados estiveram TOI (Técnicas de

Planejamento e Abertura de Infraestrutura) e TCS (Técnicas

Especiais em Derruba de Árvores).

Março 2021

55


MERCADO

O assessoramento do manejo

sustentável na Resex Mapuá

é uma iniciativa do projeto:

Florestas Comunitárias

56 www.referenciaflorestal.com.br


Março 2021 57


PESQUISA

Avaliação da eficiência técnica de

clones de eucalipto em escala comercial

UMA ABORDAGEM

EMPREGANDO DEA (DATA

ENVELOPMENT

ANALYSIS)

Foto: divulgação

PAULO HENRIQUE DA SILVA

UNICAMP (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS)

PAULO SÉRGIO DE ARRUDA IGNÁCIO

UNICAMP

ALESSANDRO LUCAS DA SILVA

UNICAMP

ANTÔNIO CARLOS PACAGNELLA JÚNIOR

UNICAMP

58 www.referenciaflorestal.com.br


ORESUMO

presente artigo refere-se à utilização da

metodologia de DEA (Análise de Envoltória

de Dados) para determinar e comparar a

eficiência técnica de clones de eucalipto

dos gêneros Eucaliptus urophylla e Eucaliptus

grandis, em escala comercial, produzidos no período

de 2016 e 2017 e com idades de corte entre 5 e 7 anos. O

plantio desses clones ocorreu em locais com solos arenosos,

clima quente e temperado, destinados à produção de

celulose e papel, pertencentes a uma empresa situada no

interior do Estado de São Paulo.

Este estudo visa identificar quais clones apresentam

ou não melhorias de eficiência técnica relacionadas a sua

idade de corte, podendo auxiliar na tomada de decisão das

melhores idades de corte e também quais clones deverão

ser excluídos ou mantidos nos próximos ciclos produtivos.

O cálculo da eficiência técnica e de seus valores atuais,

folgas, alvos e benchmarks ao longo dos anos são determinados

através das variáveis custo total; volume individual

e volume produzido, sendo utilizado o modelo DEA BCC-O,

em função da existência de pouca proporcionalidade de

alguns pares input-output. Os clones CL02, CL03, CL05 e

CL08 mostraram-se eficientes em ambas as idades de corte,

caracterizando-os como possíveis benchmarks para os

clones ineficientes.

Já o clone CL04 foi o único cuja eliminação da lista de

clones a serem utilizados nos próximos ciclos de plantio

foi sugerida, apresentando diminuição de seu volume

individual e densidade básica, quando ocorre o aumento

de sua idade de corte. Conclui-se que a metodologia DEA

é uma opção para o auxílio da tomada de decisão de quais

clones de eucalipto devem ser utilizados, reduzidos e/ou

eliminados de seu próximo ciclo, determinando quais são

mais eficientes, verificando sua evolução em relação a sua

idade de corte.

Março 2021

59


PESQUISA

INTRODUÇÃO

Com mais de 700 espécies originárias principalmente

do continente australiano e com área total de plantação de

mais de 19 milhões de ha (hectares), o eucalipto é considerado

uma das plantações mais comuns do mundo (Yang

et al., 2017).

A introdução do eucalipto no Brasil deu-se a partir

de 1904 por Edmundo Navarro de Andrade, por meio de

reflorestamentos experimentais para a produção de dormentes

e lenhas para a Companhia Paulista de Estradas de

Ferro (Martini, 2004). No Brasil, os plantios de eucalipto

correspondem a 5,7 milhões de hectares, estando situados

especialmente nos estados de Minas Gerais (24%), São

Paulo (17%) e no Mato Grosso do Sul (15%) (Indústria Brasileira

de Árvores, 2017).

Em virtude das favoráveis condições edafoclimáticas e

também em função dos avanços tecnológicos na área de

silvicultura, o gênero Eucalyptus tem se destacado no setor

florestal brasileiro (Silva, 2011). Com média de 35,7 m 3 /

ha/ano, o Brasil liderou no ano de 2016 o ranking global de

produtividade florestal para os plantios de eucalipto, sendo

que nos últimos cinco anos sua produtividade aumentou

em 0,2% ao ano (Indústria Brasileira de Árvores, 2017).

O gênero Eucalyptus é considerado uma opção de

matéria-prima para a fabricação de celulose e papel, side-

rurgia, óleos essenciais, compensados, serrarias, mourões,

entre outros fins (Ferreira et al., 2014), buscando cada vez

mais maiores eficiências em seu processo produtivo (Grattapaglia,

2014).

Dessa maneira, podemos verificar algumas ferramentas

para determinar e avaliar a evolução ao longo do tempo

da eficiência técnica de clones de eucalipto em escala

comercial. Dentre essas ferramentas, podemos citar o

método não paramétrico designado como DEA (Data Envelopment

Analysis).

Também conhecida como análise de envoltória de dados,

a DEA é uma metodologia não paramétrica aplicada a

um conjunto de DMUs (Unidades Tomadoras de Decisões)

para a avaliação de suas fronteiras de produção, de forma

a analisar sua eficiência relativa (Santos, 2011).

REVISÃO DE LITERATURA E OBJETIVOS

O conceito de eficiência pode ser definido como a

ótima combinação entre os insumos (inputs), para gerar o

máximo de produto (outputs), de forma a minimizar a relação

entre insumos e produtos (Peña, 2008).

As verificações do desempenho de unidades de produção

são especialmente realizadas através de análise de

fronteira, sendo as principais abordagens a paramétrica e a

não-paramétrica. Na abordagem paramétrica, sua fronteira

baseia-se em medidas de tendência central, enquanto a

não paramétrica é baseada em medidas de valores externos

observados (Araújo; Carmona, 2002).

Dessa forma, a DEA (Análise de Envoltória de Dados) é

um dos métodos relacionados aos estudos sobre a medição

de eficiência em empresas (Titko; Stankeviciene; Lace,

2014). Por se tratar de um método não-paramétrico, não

utiliza inferências estatísticas ou se apega a medidas de

tendencial central, análise de regressões ou testes de coeficientes

(Ferreira; Gomes, 2009).

A DEA objetiva calcular a eficiência comparada entre

unidades de produção DMUs, sendo uma metodologia

inteiramente objetiva, dispensando a opinião do decisor

(Senra et al., 2007). Seus modelos clássicos são o CCR ou

CRS (Constant Return to Scale) (Charnes; Cooper; Rhodes,

1978) e o BCC ou VRS (Variable Return to Scale) (Banker;

Charnes; Cooper, 1984).

O modelo CCR faz uso de retornos de escala constantes,

em que variações nas entradas (inputs) acarretam

variações proporcionais nas saídas (outputs).

Os modelos DEA podem ser orientados em relação

aos seus insumos (inputs) e produtos (outputs). Se o modelo

for orientação ao input, seu objetivo será minimizar

o input, produzindo a mesma quantidade de outputs.

Quando o modelo for orientado ao output, seu objetivo

será produzir o maior número de outputs, mantendo-se a

quantidade de inputs (Barros et al., 2010).

Também é possível identificar, por esses modelos, as

60 www.referenciaflorestal.com.br


Março 2021 61


PESQUISA

62 www.referenciaflorestal.com.br


Março 2021 63


AGENDA

AGENDA2021

Maderexpo

21 a 24

Lima (Peru)

www.expoperuindustrial.com/

maderexpo

ABRIL

2021

MAIO

2021

MAI

2021

I CONGRESSO MUNDIAL SOBRE

SISTEMAS DE INTEGRAÇÃO

LAVOURA-PECUÁRIA-FLORESTA

O Congresso será uma grande oportunidade para troca de

experiências e conhecimento, bem como, para atualizações

sobre os mais recentes resultados de pesquisa, desenvolvimento

e inovação em Sistemas ILPF no mundo. O principal

objetivo do evento é propiciar um fórum de discussão, com

aprofundamento teórico e aplicações práticas sobre aspectos

tecnológicos e de sustentabilidade econômica e ambiental

de sistemas agrícolas consorciados que combinem

a produção integrada da lavoura, da pecuária e da floresta

na mesma área e com uso eficiente de insumos, que são

fundamentais para a segurança alimentar no futuro.

Imagem: reprodução

I Congresso Mundial sobre Sistemas de

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

03 a 06

Campo Grande (MS)

http://wcclf2020.com.br

Tener Expo

31 a 2

Palermo (Itália)

www.tenerexpo.it

MAIO

2021

SET

2021

LIGNA HANNOVER 2021

A cidade de Hannover, na Alemanha, se transforma

no foco de atenção para o mundo da madeira e a

indústria madeireira. Considerada a maior ou a mais

importante feira do mundo no setor, a Ligna expõe

toda a cadeia de produção madeireira: desde a captação

e o processamento da madeira, até a produção

industrial de produtos da madeira e tecnologias inovadoras

de tratamento da madeira, entre outros.

Imagem: reprodução

64 www.referenciaflorestal.com.br


Disco de corte para Feller

AGENDA2021

• Discos de corte com encaixe para

utilização de até 18 ferramentas

• Diâmetro externo e encaixe central

de acordo com o padrão da máquina

SETEMBRO

2021

Detalhe de encaixe para

ferramentas de 4 lados

Simpos 2021

22 a 24

Curitiba (PR)

https://simpos2020.galoa.com.br/

• Discos de corte para Feller

conforme modelo ou amostra

• Discos especiais

• Pistões hidráulicos

(fabricação e reforma)

• Usinagem de médio e grande porte

SETEMBRO

2021

Av. Marginal Francisco D’Antonio, 337

Água Vermelha - Sertãozinho - SP

Fone: (16) 3942-6855 Fax: (16) 3942-6650

dantonio@dantonio.com.br - www.dantonio.com.br

D’Antonio Equipamentos

Mecânicos e Industriais Ltda

Ligna Hannover 2021

27 de setembro a 01 de outubro

Hannover (Alemanha)

www.nfeiras.com/ligna-hannover-22/

LEVANTAMENTOS TOPOGRÁFICOS

Georreferenciamento

CAR

Uso do solo

Retificação de matrícula

Subdivisão de áreas

Lotes urbanos

Engenheiros Florestais Associados

Chico Moreira

Gilson Almeida

MANEJO FLORESTAL

Inventário

Marcação para desbaste

Consultoria

NOVEMBRO

2021

Lignum Brasil

10 a 12

Pinhais (Paraná)

https://lignumlatinamerica.com/

Avenida Coronel Rogério Borba, nº 300 - Centro | Reserva - PR

Chico Moreira: (42) 99136-3588 Gilson Almeida: (42) 98827-5693 Março 2021

65


ESPAÇO ABERTO

Gestão de crise: lições

aprendidas na pandemia e

PRÓXIMOS PASSOS

Foto: divulgação

Por Victor Tubino,

Gerente sênior da prática

de riscos e performance

na ICTS Protiviti, empresa

especializada em soluções

para gestão de riscos,

compliance, auditoria interna, investigação,

proteção e privacidade de dados

A comunicação interna e

externa é o fator chave na

gestão de crises, sendo

responsável muitas vezes por

amenizar ou agravar o cenário

Após meses do início das primeiras ações realizadas pelas

empresas em resposta à pandemia da Covid-19, é notável

que houve sucesso, mas também observamos que algumas

medidas não foram tão efetivas. E é esta discussão

que deve estar em pauta: quais as lições aprendidas com o

que vivemos neste período?

Vimos a formação dos comitês de crise e medidas iniciais com ações

de adaptação à quarentena, como a adoção dos home-offices e das

inúmeras reuniões e atividades para minimizar os impactos e garantir a

manutenção e sobrevivência dos negócios, mas o fato é que poucas empresas

no Brasil estavam preparadas ou ao menos aproveitaram o exemplo

de outros países para se antecipar. De acordo com a pesquisa global

sobre a preparação e resposta das empresas na pandemia, conduzida

pelo BCI (Business Continuity Institute) com 787 companhias respondentes

de 93 países, 70% delas iniciaram suas discussões já no início do alarde

da pandemia, em meados de fevereiro, e apenas 12% não tinham um

plano de continuidade estabelecido. Comparativamente, no Brasil, por

meio de uma enquete realizada durante um encontro virtual no início de

abril, 43% das 170 empresas respondentes afirmaram que não possuíam

um PCN (Plano de Continuidade de Negócios) até aquele momento. Um

dado alarmante para uma crise generalizada como esta que sofremos.

Ao avaliar este cenário, observa-se que as empresas no Brasil que

melhor se prepararam foram aquelas que são filiais ou têm operações

na Europa e Ásia, países que enfrentaram antecipadamente a pandemia,

ou são empresas que possuem áreas de gestão de riscos e continuidade

de negócios atuantes. Essas organizações que se sobressaíram adotaram

medidas preventivas, tais como compra de álcool em gel em grandes

quantidades e máscaras nacionais, assim como anteciparam seus estoques,

estruturaram comitês de crise para o monitoramento do cenário e

se organizaram para o home office, entre outras ações necessárias.

Já as empresas que adotaram medidas tardiamente acabaram sofrendo

com a falta de álcool em gel, por exemplo, e de estrutura para

colocar as equipes em home office. Portanto, fica aqui um alerta: utilizar

o cenário enfrentado por outras empresas é essencial para auxiliar na

preparação. Ter um Comitê de Crise é a principal lição, visto que trata-se

da maior entidade numa situação dessa e que conta com pessoas capacitadas

para a tomada de decisão e orquestração das ações. Empresas

que já passaram por outras crises ou fazem testes frequentes apresentaram

melhores resultados e eficácia nas suas ações do que nas demais.

Outro ponto importante para ressaltar é a organização do discurso

oficial da empresa. A comunicação interna e externa é o fator chave

na gestão de crises, sendo responsável muitas vezes por amenizar ou

agravar o cenário. Portanto, antes de qualquer divulgação é importante

reforçar a execução e a orquestração das ações junto ao comitê.

Portanto, para iniciar uma etapa de melhoria é necessário identificar

e registrar as lições aprendidas nesta crise e iniciar um plano de ação

que deve estabelecer uma governança com papéis e responsabilidades

definidos para gestão, controle do plano de ação e melhoria contínua.

Além disso, avaliar se os planos de gestão de crise e continuidade devem

ser atualizados ou reforçados e prever testes e avaliações periódicas da

dinâmica dos comitês e da aplicabilidade dos planos gerados deve ser

uma operação constante, pois não se pode esperar a crise chegar para

que as atitudes sejam tomadas.

66 www.referenciaflorestal.com.br


Novo sistema de medição de

comprimento ainda mais preciso;

Novo projeto de chassis, mais

robusto, maior durabilidade;

Novos cilindros das facas de

desgalhe;

Pinos substituíveis do Link,

simplificando sua manutenção;

Novo acesso ao ponto para

lubrificação, mais segurança na

manutenção;

Nova geometria da caixa da serra,

que propicia um ciclo de corte mais

rápido com menor lasque da

madeira;

Anéis trava ajustáveis no conjunto

de medição do diâmetro, que

estendem a durabilidade dos

componentes.

Serviço: (41) 2102-2881

Cabeçote: (41) 2102-2811

Peças: (41) 2102-2881

(41) 9 8856.4302

Pinhais-PR: Rua Alto Paraná, 226 - Sala 02

(41) 9 9232.7625

Butiá-RS: Av. Perimetral Sargento Fermino Peixoto da Silva, 181

(41) 9 9219.3741 Caçador-SC: Rua Victor Meireles, 90 • NOVA SEDE

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