Revista Newslab Edição 164

newslab.analytica

Revista Newslab Edição 164 - Março 2021

INFORME DE MERCADO

EXAMES PODEM PREVER CHANCES DE

DESENVOLVIMENTO DO CÂNCER

DB Patologia apresenta testes que

fazem a detecção da Síndrome de

Lynch e tumores associados

A Síndrome de Lynch é uma doença hereditária

e se caracteriza pelos defeitos em genes

chamados de “genes de reparo”. É comum, no

corpo humano, que o DNA sofra agressões. Por

isso, é de suma importância que o sistema de

reparo seja eficaz. Esses genes são responsáveis

por identificar e reparar essas agressões. Porém,

se os genes responsáveis por essa função não

estiverem funcionando adequadamente, as

chances de uma célula com DNA não reparado

se multiplicar sem controle são altas, levando

ao surgimento de um câncer. Assim, a Síndrome

de Lynch aumenta as chances de o indivíduo ter

inúmeras neoplasias.

Essa síndrome está muito associada, em

grande parte, ao surgimento de câncer

colorretal, sendo considerada um fator de risco

de grande importância e está presente em 3%

dos casos dessa enfermidade. Essa neoplasia é

uma das mais incidentes no mundo. No Brasil,

segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA),

estima-se 41.010 novos casos diagnosticados

(no triênio 2020-2022), afetando, com maior

ocorrência, a população masculina com mais

de 50 anos.

Dr. Gregório Pereira, médico patologista e

coordenador do setor de Imuno-histoquímica e

Patologia Molecular do DB Patologia

Unidade do DB Patologia.

“O câncer colorretal já é uma doença muito

comum entre os cânceres. A maioria dos

casos não têm fator genético. Mas, há os

casos identificados na Síndrome de Lynch, em

que há o fator hereditário. As chances de se

desenvolver a doença, nesses casos, são altas,

chegando a 80%. Pode ocorrer também em

indivíduos mais jovens”, explica o Dr. Gregório

Pereira, médico patologista e coordenador

do setor de Imuno-histoquímica e Patologia

Molecular do DB Patologia.

Para esses casos, o mais recomendado é o

acompanhamento genético para indicação

de métodos de rastreamento ao paciente e

aos familiares próximos. A identificação da

Síndrome de Lynch funciona como um alerta

para o indivíduo diagnosticado e para todos

os familiares consanguíneos. Assim, é possível

tomar decisões mais assertivas em casos de

detecção de câncer precoce, aumentando

significativamente as chances de cura.

O Diagnóstico

A confirmação da Síndrome de Lynch pode ser

feita por meio de exames moleculares, como PCR e

sequenciamento, que têm como objetivo identificar

mutações em genes relacionados. Há também

o exame imuno-histoquímico, uma importante

ferramenta para a identificação da instabilidade de

microssatélites, presente nessa síndrome.

“O exame imuno-histoquímico identifica

a presença ou a ausência das proteínas

produzidas pelos genes de reparo,

determinando de maneira ‘indireta’ a

disfunção desses genes. Testes moleculares,

como o PCR, por sua vez, identificam a

sequência genética que apresenta a mutação

relacionada à síndrome. A utilização do teste

molecular é indicada no caso de resultados

indeterminados na imuno-histoquímica,

incluindo discordância, dificuldade de

interpretação ou perda da expressão

de apenas uma proteína do sistema de

reparação”, complementa o Dr. Gregório.

É importante ressaltar que existem muitos

outros tipos de câncer associados à Síndrome

de Lynch. Entre eles, estão: carcinoma de

ovário, carcinoma de endométrio, carcinoma

de bexiga urinária, carcinoma sebáceo da

pele e, até mesmo, leucemias.

0 132

Revista NewsLab | Março 2021

More magazines by this user
Similar magazines