Revista Newslab Edição 164

newslab.analytica

Revista Newslab Edição 164 - Março 2021

História da Automação em

Análises Clínicas

O setor laboratorial pode ser considerado

pioneiro em relação à área

médica, pois foram os primeiros a

atuar na promoção do conceito de

qualidade. Nos laboratórios clínicos,

a automação teve seu ponto de evolução

na década de 1940, nos Estados

Unidos, quando em meio a uma

crise sanitária, o número de exames

solicitados cresceu exorbitantemente,

e os profissionais disponíveis para

o trabalho diminuíram bastante.

Acompanhando esse processo, naturalmente

os custos operacionais

também aumentaram consideravelmente,

o que trouxe a necessidade

imediata de uma atitude para amenizar

a situação atual. Inicialmente,

utilizaram-se de pipetas semiautomáticas,

calorímetros fotoelétricos e

fotômetros, porém não foi suficiente

para resolver o problema, apenas

proporcionar um paliativo para amenizar

a carga de trabalho dos profissionais

envolvidos.

Já na década de 1950, Leonard T.

Skeggs Jr., bioquímico dos Estados

Unidos, trouxe à tona a estimativa

de que em 10 anos os atuais 35 mil

exames realizados por mês no Hospital

Veterans Administraation de

Ohio chegariam a dobrar e que, assim,

seria praticamente impossível

conseguir manter a qualidade em

suas realizações e diagnósticos com

apenas quatro analistas, que era o

número de profissionais trabalhando

na época em seu laboratório. A partir

dessa necessidade, Skeggs construiu

um protótipo do equipamento que

viria a revolucionar a rotina laboratorial,

nomeado AutoAnalyzer. Por esta

criação o bioquímico é conhecido

como fundador das análises clínicas

automatizadas.

Já em 1990, houve a definição do

controle de qualidade, garantia e

gestão total da qualidade. Na década,

a evolução tecnológica ainda auxiliou

a implementação dos conceitos da

qualidade, sempre em busca de uma

melhoria mais eficaz e contínua, o

que solicitou diretamente uma maior

análise de cada um dos processos e

fases da realização de exames laboratoriais,

sejam aspectos técnicos,

administrativos ou organizacionais.

Modificações Laboratoriais

No século passado, ao mesmo

tempo em que a tecnologia surgia

rompendo barreiras e tornando-se

protagonista em todos os setores,

a área laboratorial teve a percepção

da sua importância para amenizar

a questão da propagação de doenças

infecciosas. A inserção da automação

na medicina laboratorial,

nas últimas décadas, foi reconhecida

como essencial para a busca

de eficiência das empresas do setor

e gerou uma expansão a todos os

setores e fases dos processos dos

laboratórios clínicos. A evolução

permitiu, ainda, que empresas de

distintos portes pudessem implementar

algum tipo de automação

em seus processos.

Os laboratórios trabalham divididos

em departamentos, organizados

por serviços como bioquímica,

endocrinologia, hematologia. Esse

modelo é considerado pouco eficiente,

porém a integração entre

as áreas gera redução de custos

laboratoriais e, portanto, tende a

aumentar com o uso da automação

na fase pré-analítica. A automação

laboratorial consiste em integrar

hardware e software e evoluiu de

uma operação baseada em aspectos

mecânicos, em 1970, para um sistema

orientado por informações mais

complexas na década de 1990.

AUTOMAÇÃO EM

ANÁLISES CLÍNICAS

Revista NewsLab | Março 2021

0 61

More magazines by this user
Similar magazines