Revista Newslab Edição 164

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Revista Newslab Edição 164 - Março 2021

Desta forma, como medida de prevenção

a possíveis reações transfusionais,

são aplicados testes laboratoriais

imunohematológicos tal

como a fenotipagem eritrocitária.

A técnica é baseada na presença ou

ausência de hemaglutinação mediada

pela reação antígeno-anticorpo.

Para tanto, são usadas hemácias do

paciente e/ou da bolsa de sangue,

bem como antissoros comerciais específicos,

este último contendo em

sua formulação anticorpos (imunoglobulinas

M e G), da qual por meio

da reação de interação, torna-se

possível verificar a presença de antígenos

na superfície das hemácias.

O processo pode ser feito por meio

de tubos de vidro ou ainda por microplacas

em gel. É considerando

positivo os resultados dos quais seja

possível a visualização de aglutinação

ou ainda hemólise. A identificação

dos antígenos eritrocitários

é uma técnica valiosa na terapia

transfusional, uma vez que oferece

maior segurança às transfusões

sanguíneas. Por meio dela, é possível

obter a compatibilidade ideal e

melhor classificar o sangue que será

transfundido, visto que os antígenos

sofrerão diferenciação preliminar, já

os hemocomponentes por sua vez,

serão identificados de acordo com

o fenótipo eritrocitário (1, 9, 15, 17, 18, 19) .

Reações transfusionais

A transfusão de sangue é um procedimento

potencialmente benéfico,

fundamental principalmente

para indivíduos portadores de patologias

das quais torna- se necessário

receber múltiplas transfusões.

Ainda assim, é um processo que

expõe os antígenos do doador aos

anticorpos do receptor. Diante disso,

torna-se imprescindível considerar

a compatibilidade destas substâncias

por meio da aplicação de

testes pré transfusionais, para que

assim seja possível evitar reações

imunológicas de nosso organismo

(20). A Figura 1 demonstra dados

referentes a frequência de reações

transfusionais ocorridas e notificadas

entre os anos de 2002 e 2015. É

válido observar que somente entre

os anos de 2013 e 2015 houve um

incremento médio no número de

notificações de 14,0% (21) .

Essas reações quando não evitadas,

seja por indicação indiscriminada de

transfusão sanguínea, ou ainda administração

incorreta dos CHs, podem

ocasionar incidentes transfusionais.

Os incidentes transfusionais, ou ainda

reações imunológicas pós transfusão

sanguínea, são um conjunto de respostas

imunológicas do organismo

frente ao que este identifica como

‘agente invasor’. Estas reações podem

ser categorizadas como de grau leve,

moderado à grave. Podem causar

piora em quadros clínicos de pacientes

com patologias sanguíneas como

anemia falciforme, uma vez que 50%

dos pacientes portadores da doença

tendem a necessitar receber transfusões

sanguíneas com o objetivo de

anemizar um quadro grave isolado, e

BANCOS DE SANGUE

Figura 1: Frequência absoluta das notificações de reações transfusionais, segundo o ano da

notificação e o ano da ocorrência. Brasil, 2002 a 2015.

Fonte: Sineps (dados de 2002 a 2006, acrescidos das frequências no Notivisa) e Notivisa (dados de 2007 a 2015) (21).

Revista NewsLab | Março 2021

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