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CANAL - REVISTA

ESC OLA

Nº 84 – Outono/2021

Edição

Especial

GRÁTIS

NA SUA

MOTOESCOLA

Manual da

Primeira

Moto

Distribuição gratuita em São Paulo (capital/interior) e nas principais motoescolas do Brasil

Canal

Moto Escola

no YouTube

• documentação

• equipamentos

• qual a mais indicada

• dicas de compras

• perca o medo

de pilotar




EDITORIAL

Não importa a hora, a

moto é sua melhor amiga!

Vai namorar? Vai para a escola? Vai trabalhar? Vai ao banco? Está

sozinho ou acompanhado? É longe ou perto?

Não importam as respostas, a motocicleta sempre será a melhor

companhia. Gosto de dizer que a motocicleta consegue melhorar

a qualidade de vida das pessoas. Essa melhora está ligada ao aumento

de opções de escolhas e às poucas restrições, impostas à esse veículo que

é capaz de rodar muito gastando pouco.

Exemplos de economia não faltam. A Honda Pop 110i, por exemplo, consegue

percorrer mais de 50 km/litro em ambiente urbano. Essa economia

fica por conta do sistema de injeção eletrônica de combustível e seu baixo

peso (menos de 100 quilos).

Gastar pouco é apenas uma das muitas qualidades dos veículos de duas

rodas. A praticidade de não depender do transporte público é uma delas.

Essa liberdade permite fugir da estressante rotina que condena muitos

usuários dos ônibus, metrôs ou tens de repetirem horários e ter uma grande

dependência. Nada é mais irritante do que ficar “plantado” em um ponto

de ônibus, perdendo tempo, enquanto espera sua chegada.

Essa mesma liberdade pode ser usada para deslocamentos executando

tarefas – hoje muitos brasileiros sobrevivem com serviços de entrega. Muitos

também usam a moto como instrumento para cumprir suas agendas de

atendimentos e, graças a agilidade da moto, ganham dinheiro.

Por falar em dinheiro, fique atento às nossas dicas na hora de comprar

sua moto, pesquise muito e faça as contas. Não dê um pulo “maior que sua

perna” comprando uma moto que fique fora do seu orçamento, lembre-se

como todo veículo auto motor a motocicleta também gera custos de manutenção,

seguro e documentação.

O lazer usando a motocicleta também é elogiável. Quando você estiver

pronto e puder desfrutar de uma viagem com a sua moto, perceberá como é

legal. Acordar cedo, subir na moto e ver as paisagens desfilando na frente do

seu capacete. As mãos seguram no guidão e você pode fazer o que quiser.

Essa liberdade da moto é difícil de explicar, mas é muito fácil de sentir.

Esperamos que nossas dicas o ajudem a assumir o guidão da moto, da motoneta

ou do scooter e ser ainda mais feliz.

Boa leitura

Cicero Lima



ESPECIAL

Por Cicero Lima | Fotos: Divulgação

Manual da

Primeira

Moto

6


O assunto motocicleta é muito vasto, são mais de cem modelos

à disposição do futuro motoqueiro ou motoqueira. Nesta

edição especial da Revista Moto Escola, passaremos as noções

básicas para quem deseja comprar, ou usar, sua primeira

moto. Aprenda como conviver com sua nova amiga de duas

rodas que facilitará demais sua vida. Você ganhará tempo,

economizará dinheiro e terá mais liberdade para se deslocar

na cidade ou na estrada. Confira os primeiros passos...

7


Eu posso ter uma moto?

Sim, a maioria das pessoas consegue pilotar uma motocicleta sem

problemas. Porém é um veículo que exige bastante atenção com as vias, os

pedestres e outros veículos. O uso do corpo, durante a condução é bastante

intenso, os dois pés e as duas mãos são constantemente utilizados, pois

toda a reação da moto depende de movimentos corporais.

Existe idade limite

para pilotar motocicleta?

Não, quem define isso é o bom senso do

condutor e claro a validade de sua CNH –

quem tem mais de 65 anos deve renovar a

sua “Carta” a cada três anos. Nesse processo

o piloto deve passar por exames médicos

que atestarão se tem, ou não, condições de

conduzir a moto.

Quais os primeiros passos

para ter uma moto?

O passo mais importante é aprender a andar

de moto e obter a Carteira Nacional de

Habilitação (ou CNH) categoria “A”. Com ela

você estará liberado para pilotar qualquer tipo

de motocicleta, independente da potência.

Ou é possível conseguir o ACC, Autorização

para Conduzir Ciclomotor que permite

o uso de ciclomotores com até 49 cc e velocidade

máxima de até 50 km/h.

Como tiro a CNH ou ACC

Você deve procurar um Centro de Formação de Condutor

(CFC) e fazer o curso teórico. Após ser aprovado

na parte teórica, começam as aulas práticas. São 20

aulas com 50 minutos de duração, após estar apto é

a hora de fazer o exame e, se aprovado, basta esperar

a chegada do documento. O processo dura

em média 90 dias, depois disso, com a CNH na

mão é a hora de comprar sua primeira moto.

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Compra da primeira moto

Aqui o motoqueiro (ou motociclista) principiante tem uma decisão

importante a tomar. Nos dois casos - “nova ou usada” - há vantagens

e desvantagens. Vamos falar sobre isso? Confira:

Moto nova

Ao comprar uma moto nova (ou “zero

KM”) o consumidor paga mais caro,

porém tem a garantia do fabricante de

três anos sem limite de quilometragem

(caso a moto apresente algum problema,

a garantia é acionada e o fabricante

fará o conserto sem custos).

Como a moto nunca foi usada, a

possibilidade de problemas é pequena

e você poderá rodar muito tempo

sem se preocupar com substituição de

peças – respeitando, é claro, as especificações

do Manual do Proprietário.

Outra segurança é saber que não há

irregularidades de documentação ou

procedência da moto.

Moto Usada

A única vantagem da moto usada é o

preço mais baixo em relação ao modelo

zero KM. Porém, comprar uma moto

usada, exige bastante cuidado. É necessário

conhecer mecânica para saber

se a moto está em bom estado e se a

quilometragem, informada pelo vendedor,

é real ou houve fraude. Por falar

em fraude, infelizmente existem muitos

golpes no mercado de veículos usados.

Se essa for a sua opção fique atento

e desconfie de preços baixos ou condições

muito boas de financiamento.

Nunca pegue uma moto usada e continue

pagando as prestações em nome

de outras pessoas, isso pode gerar muitos

problemas no futuro.

Outro risco da compra da moto usada

é a manutenção, por vezes o vendedor

pode esconder um problema

mecânico. Como não existe garantia

na venda entre particulares quem fica

com o prejuízo é o comprador. Se for

comprar moto usada, sugerimos procurar

uma concessionária ou loja de confiança

que oferecem garantia obrigatória

por lei.

9


Moto, scooter ou motoneta?

Existem vários tipos de veículos de duas rodas, um deles vai atender

suas necessidades. Conheça:

Motonetas

Elas são simples de pilotar, robustas e econômicas tanto no consumo de combustível como

nas peças de manutenção – como pneus, corrente, lonas de freios itens que se desgastam

e devem ser substituídas com o decorrer do tempo ou uso.

Outra vantagem da motoneta é a ausência do manete de embreagem, ou seja, o piloto

não precisa de preocupar em apertar/soltar a embreagem nas trocas de marchas ou na

hora de sair. Outro fator que auxilia na popularidade das motonetas – como a Honda Biz

– é o espaço embaixo do banco onde cabe um capacete e outros objetos.

10


Scooter

É um tipo de veículo que faz sucesso na Europa e na Ásia e, aos poucos, cai no gosto do

brasileiro. Entre eles o mais conhecido é o Honda PCX que oferece uma série de confortos,

como a facilidade de pilotagem. A maioria dos scooters usa câmbio automático que

dispensa o manete de embreagem e a troca de marchas. O piloto usa apenas a mão direita

(para acelerar e pressionar o freio da frente) e a mão esquerda (para pressionar o

freio traseiro). Muito espaço debaixo do banco e porta objetos além da proteção para

os pés – em caso de chuva, garantem conforto aos donos de scooter.

Motocicleta

Aqui temos a maioria dos veículos de duas rodas oferecidos no Brasil. Desde os modelos

mais simples – como a Honda CG 160 Start – elas oferecem robustez, conforto e segurança

para qualquer tipo de uso, longas viagens e uso diário no trabalho por exemplo.

Todas têm em comum o uso do manete da embreagem. Obrigatoriamente, você fez (ou

fará aulas) práticas com uma motocicleta, por isso sugerimos ir até uma concessionária

para conhecer de perto o scooter e a motoneta antes de decidir a compra.

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Qual a melhor

forma de pagar?

Ao comprar a moto você pode

pagar a vista, no cartão de crédito,

financiada ou por consórcio. Antes

de decidir como pagar pesquise

na concessionária e solicite que o

vendedor explique detalhadamente

as formas de pagamento, taxas e

os valores com compõem o preço

final da moto ou do financiamento.

Veja as formas de pagamento.

Moto alienada: Aqui vale um

detalhe, se você comprar a moto

financiada (ou por consórcio)

ela ficará alienada – ou seja, não

poderá ser vendida até que a

última prestação seja paga.

À vista

Sem dúvida a melhor forma de comprar sua

moto que passa para o seu nome direto.

Com o dinheiro na mão é possível negociar

com o vendedor e conseguir desconto no valor

ou ganhar brindes como acessórios para

a moto ou equipamentos de segurança (vamos

falar disso mais à frente).

Cartão de crédito

Uma forma de venda que está bastante difundida

e que permite transferir a moto imediatamente

para o seu nome. É importante

que o comprador fique atento para não se

empolgar e assumir dívidas elevadas com a

operadora do cartão que cobram juros altos

em caso de atraso no pagamento da fatura

mensal

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Financiamento

Aqui você dá uma entrada (ou não) e paga

o restante do valor em prestações mensais

com juros. Sempre faça as contas e veja se

você terá condições de arcar com as parcelas

e o custo de manutenção e seguro da moto.

Não pense apenas no valor da prestação,

veja quanto sua moto custará no final e avalie

se vale a pena usar o financiamento. Talvez

seja mais vantajoso juntar dinheiro dar

uma entrada maior ou tentar comprar a vista.

Ah, no caso das motos usadas as financeiras

cobram juros maiores.

Consórcio

É a forma mais barata de comprar a moto

nova pagando prestações mensais mais

baixas, se tiver dinheiro guardado pode dar

um lance e tirar a moto. Caso não dê lance

é preciso ser sorteado. Seja como for, o consórcio

é a maneira mais racional de comprar

a moto sem ter o dinheiro total para pagar

a vista, a desvantagem é esperar para retirar

a moto.


O que vestir?

Tão importante quanto escolher o tipo de moto é a aquisição

(e o uso) dos equipamentos de segurança.

Capacete (é obrigatório), luvas, jaquetas, e botas protegem

das variações do clima e de possíveis quedas. É bom se

acostumar com eles sempre que estiver na moto. Você se

sentirá mais seguro e confortável na cidade ou nas estradas.

Conheça um pouco mais desses acessórios fundamentais.

Capacete

Existem centenas de

modelos que se dividem em

vários tipos: integral, escamoteável

e abertos. Antes de comprar, faça

um teste na concessionária veja se

está confortável na sua cabeça. Ele

não pode estar folgado ou muito

apertado. Veja vídeo no QRCode

ou no link

youtube.com/watch?v=c4o_QVHysAU

Além do capacete,

veja outros equipamentos

fundamentais.

Luvas

Úteis para evitar o frio,

previnem a formação de

bolhas e protegem as mãos em casos

de quedas e impactos com insetos ou

pedriscos na estrada.

Integral

São os mais seguros, protegem o

rosto em caso de impactos e são

ideias para uso em estradas.

Escamoteável

Assim como os integrais protegem

o rosto, mas permitem levantar a

queixeira (parte junto à boca).

Aberto

Protegem apenas a parte superior

e traseira da cabeça, não oferecem

proteção para o maxilar em caso de

impacto. Não é recomendado para

quem usa a moto em estradas.

Jaqueta

Indispensável para uso

na cidade ou na estrada.

Além de amenizar impactos em caso

de queda (os modelos para motos

trazem proteções internas), mantém

o corpo aquecido e protegem contra

o frio e chuva.

Bota

Junto com a calça para

motociclista, a bota

completa o conjunto que protege as

pernas e os pés em casos de impactos

com o solo. As botas também

previnem torções e protegem do frio

e da chuva.

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Com a moto

na garagem

Quando você estiver com a CHN na mão,

a moto na garagem e os equipamentos

no armário chegou a hora de usar seu o

veículo de duas rodas seja moto, motoneta

ou scooter.

Leia o Manual do Proprietário

Pode parecer bobagem, mas o Manual

do Proprietário traz informações úteis

que o ajudarão a ter uma convivência

harmoniosa com sua moto.

Não perca a garantia

Fique atento aos prazos de garantia da

sua moto. Muita gente esquece e acaba

rodando mais do que o permitido e

perde a garantia de fábrica. Lembre-se

que a primeira revisão (aquela de 1.000

km) é fundamental para a “saúde” da

sua motocicleta.

Manutenção preventiva

Além de levar a sua moto na

concessionária para as revisões é

importante verificar semanalmente

o nível de óleo, pressão dos pneus e

condições do conjunto de transmissão

final (corrente, coroa e pinhão) que

deve estar sempre regulado

e lubrificado.

Funcionamento do sistema de

iluminação também é garantia

de segurança para você

e sua moto.

Ah, quem roda

com lâmpadas

queimadas pode

até ser multado.

Fique atento!

Como perder

o medo

Agora chegou a hora de você treinar e

ganhar confiança para rodar todo dia

com a sua moto, veja cinco passos importantes:

Veja no QR code ou no link:

youtube.com/watch?v=q4GpFJtvBLM&t=6s

Em ruas sossegadas

Procure rodar em ruas sossegadas, próximas

à sua casa para ter noção de convivência com

outros veículos e pedestres. Aproveite para

treinar o uso dos freios e sinta a reação da

moto ao apertar o manete ou pisar no pedal.

A troca de marchas, passando para terceira,

quarta, quinta e reduzindo, vai aumentar

a sua intimidade com a moto e as reações

do câmbio e embreagem. Por falar em embreagem,

treine bastante a forma correta de

sair com a moto, isso evita o risco do motor

“morrer” e você ficar nervoso (ou nervosa)

em meio aos outros veículos. Ah, mas caso

isso aconteça, não se apavore. Respire fundo,

ache o neutro (ponto morto) ou aperte

a embreagem para ligar a moto novamente.

Olhe no retrovisor e saia com cuidado.

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Avenidas

Quando você estiver mais confiante comece

a rodar em ruas de maior movimento, sempre

seguindo o fluxo, ou seja, na mesma velocidade

que os outros veículos. Não fique

muito próximo ou distante dos outros carros.

Se estiver mais lento, mantenha à direita,

mas fique atento à sujeira, mancha

de óleo e detritos que se acumulam próximo

às sarjetas, se usar o freio nessas condições

existe o risco de derrapagens. Acostume-se

a olhar no retrovisor para perceber

a aproximação de outros veículos em velocidade

elevada e, se for possível, facilite a

ultrapassagem.

Entre os carros

Uma das facilidades da motocicleta é a possibilidade

de usar o corredor entre os veículos

quando o trânsito está parado. Quando

você estiver confiante e o trânsito parar, dê a

seta olhe no retrovisor para ver se se alguma

moto está se aproximando. Se tudo estiver livre

entre no corredor em velocidade moderada

e sempre atento a presença de pedestres

atravessando entre os carros. Quando o trânsito

voltar a andar, retome seu lugar no centro

da faixa e siga o fluxo. Evite usar o corredor

quando o trânsito está fluindo, existe o

risco de fechadas pois muitas vezes o motorista

não vê a moto que está no ponto cego.

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Uso dos freios

Seja no corredor ou seguindo o fluxo do

transito, usar o freio de forma adequada,

distribuindo a força de frenagem entre a roda

dianteira e traseira, aumenta o controle

e diminui o espaço que a moto percorre até

a parada total. Acostume-se a usar o freio

dianteiro, que tem maior eficiência, associado

ao traseiro, que ajuda a controlar a

moto. Usar somente o freio traseiro (como

a maioria dos alunos faz durante o curso

prático) permite que a moto percorra um

espaço maior e até derrape, podendo causar

uma queda.

Subidas e descidas

Quem mora em cidades de região serrana

deve se acostumar às reações da moto nas

subidas e descidas. Controlar a moto na saída

em um aclive exige o controle simultâneo

da embreagem, acelerador e freio traseiro.

Mas não é complicado, basta treinar

para dosar o acelerador enquanto solta a

embreagem e o freio traseiro ao mesmo

tempo. Use marchas baixas, como a primeira,

até ter controle para trocar pra a segunda,

por exemplo. Se for necessário parar na

subida, aperte a embreagem e use o freio

traseiro para controlar a saída. Nas descidas

use o freio-motor, usando a mesma marcha

usada para subir, dessa forma a moto será

controlada de forma mais eficiente.

Diretor Editorial - Cicero Lima - ciceroimagens@gmail.com | arte - Marco A. Ponzio | reportagem - Cláudio H. Torres

jornalista responsável - Cicero Lima – MTB 27.294-SP | marketing - Aldo Tizzani aldo@minutomotor.com.br

gráfica e acabamento - Referência

Revista MotoEscola (MotoJornal) é uma publicação da Trajeto Comunicação e Marketing Ltda. Que é destinada aos motociclistas recém-habilitados. Distribuída

gratuitamente nos principais CFC (Centro de Formação de Condutores) de São Paulo (capital e interior) e outras capitais. É expressamente proibida a reprodução de

reportagens, matérias e artigos publicados. As matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião e os interesses

da publicação. Trajeto Comunicação e Marketing Ltda. – Alameda Diamante, 212 - Atibaia (SP) WWW.CANALREVISTAMOTOESCOLA. COM – março/2021

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