Revista Analytica Edição 111

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Revista Analytica Edição 111 - Março 2021

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Revista

EDITORIAL

Ano 19 - Edição 111 - Março 2021

Estimado leitor,

Nesta edição, publicada no mês das mulheres, gostaríamos de homenagear e parabenizar todas as clientes, leitoras, anunciantes, autoras e

colaboradoras que fazem parte da nossa história e reconhecer essa parte tão importante da força de trabalho na indústria e no desenvolvimento

da ciência, a contribuição feminina para as inovações e evolução industrial é mesmo imensurável.

Como não citar a grande cientista Marie Curie (1867-1934), duas vezes vencedora do Prêmio Nobel de Química. A primeira mulher a ser

enterrada no Panteão de Paris por méritos próprios. Não é por menos, já que foi pioneira em diversos aspectos: foi quem descobriu dois

elementos da tabela periódica (Polônio e Rádio), quem descobriu e cunhou a teoria da relatividade, foi a primeira professora admitida na

Universidade de Paris e a primeira pessoa a receber duas vezes o Prêmio Nobel.

Nossos cumprimentos a todas as mulheres, que com suas lutas, marcam posição na criação de novos caminhos para a sociedade.

Nesta edição trazemos na seção Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) um artigo sensacional sobre MODERNIZAÇÕES EM PREPARO

DE AMOSTRAS PARA CROMATOGRAFIA, além das seções de qualidade, tecnologia química, metrologia e muito mais.

Infelizmente ainda não temos grandiosas notícias de melhora com relação a pandemia no mundo, pior, há um cenário de agravamento!

Pensei que evoluiríamos devagar devido a morosidade da vacinação, mas retroceder, jamais!

Continuo desejando fortemente que suas esperanças não se esgotem, que possamos seguir em frente nos protegendo e protegendo todos ao

nosso redor com atos responsáveis, sempre firmes em busca de dias melhores.

A vida não pode parar!

Continuem conectados a nossa multiplataforma de comunicação para ter acesso ao que há de melhor sobre as indústrias e seus processos.

A todos, uma ótima leitura,

Luciene Almeida

Editora Chefe

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Daniela Faria | 11 98357-9843 | assinatura@revistaanalytica.com.br

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contato, teremos prazer em atendê-lo.

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de qualidade e pesquisa, acessem nossas redes sociais:

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Esta publicação é dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores:

FARMACÊUTICO | ALIMENTÍCIO | QUÍMICO | MINERAÇÃO | AMBIENTAL | COSMÉTICO | PETROQUÍMICO | TINTAS

Os artigos assinados sâo de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente a opinião da Editora.

EXPEDIENTE

Realização: Newslab Editora

Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@revistaanalytica.com.br

Jornalista Responsável: Luciene Almeida | editoria@revistaanalytica.com.br

Publicidade e Redação: Daniela Faria | 11 98357-9843 | assinatura@revistaanalytica.com.br

Coordenação de Arte: FC DESIGN - contato@fcdesign.com.br

Impressão: Gráfica Hawaii | Periodicidade: Bimestral


Revista

Ano 19 - Edição 111 - Março 2021

ÍNDICE

01

06

Editorial

Publique na Analytica

Artigo 1

08

POR QUE AVALIAR A MICROBIOTA

AMBIENTAL NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS?

Autora: Luiza Viegas Menegon

2

Revista Analytica | Março 2021

Artigo 2

12

LAVA-ROUPAS HOSPITALAR CAMTEX

Autores: Camila Rodrigues Hirata, Carlos Cesar Cuba, Marcos

Roberto Ruiz, Paulo Roberto Ribeiro, Daniele Leite Lacassa.

16

18

20

21

22

26

29

Qualidade

Espectrometria de Massa

Logística Laboratorial

Tecnologias Químicas

Metrologia

Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação

Em Foco


Revista

Ano 19 - Edição 111 - Março 2021

ÍNDICE REMISSIVO DE ANUNCIANTES

ordem alfabética

Anunciante pág. Anunciante pág.

ARENA TÉCNICA 25

BCQ

4ª CAPA

BIO SCIE 07

ER ANALITICA 03

GREINER 33

KASVI

2ª CAPA

LAS DO BRASIL 17

NOVA ANALITICA 35

PRIME CARGO

3ª CAPA

VEOLIA 05

Esta publicação é dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores:

FARMACÊUTICO | ALIMENTÍCIO | QUÍMICO | MINERAÇÃO | AMBIENTAL | COSMÉTICO | PETROQUÍMICO | TINTAS

Os artigos assinados sâo de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente a opinião da Editora.

Conselho Editorial

Carla Utecher, Pesquisadora Científica e chefe da seção de controle Microbiológico do serviço de controle de Qualidade do I.Butantan - Chefia Gonçalvez Mothé, Prof ª Titular da Escola de Química da Escola de

Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Elisabeth de Oliveira, Profª. Titular IQ-USP - Fernando Mauro Lanças, Profª. Titular da Universidade de São Paulo e Fundador do Grupo de Cromatografia (CROMA)

do Instituto de Química de São Carlos - Helena Godoy, FEA / Unicamp - Marcos E berlin, Profª de Química da Unicamp, Vice-Presidente das Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas e Sociedade Internacional

de Especteometria de Massas - Margarete Okazaki, Pesquisadora Cientifica do Centro de Ciências e Qualidade de Alimentos do Ital - Margareth Marques, U.S Pharmacopeia - Maria Aparecida Carvalho de

Medeiros, Profª. Depto. de Saneamento Ambiental-CESET/UNICAMP - Maria Tavares, Profª do Instituto de Química da Universidade de São Paulo - Shirley Abrantes Pesquisadora titular em Saúde Pública do INCQS

da Fundação Oswaldo Cruz - Ubaldinho Dantas, Diretor Presidente de OSCIP Biotema, Ciência e Tecnologia, e Secretário Executivo da Associação Brasileira de Agribusiness.

4

Revista Analytica | Março 2021

Colaboraram nesta Edição:

Luciana e Sá Alves, Marcos Roberto Ruiz, Oscar Vega Bustillos, Bruna Mascaro e Claudio Kiyoshi Hirai.


Revista

Ano 19 - Edição 111 - Março 2021

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Bimestralmente, a revista Analytica publica

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dos artigos pesa nesse sentido. Além disso, por questões estratégicas, a revista é bimestral, o que incorre a possibilidade de menos

artigos serem publicados – levando em conta uma média de três artigos por edição. Por esse motivo, não exigimos artigos inéditos

– dando a liberdade para os autores disponibilizarem seu material em outras publicações.

6

Revista Analytica | Março 2021

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Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:

A/C: Luciene Almeida – Redação

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110 - 01407-000 - São Paulo-SP

Ou por e-mail: editoria@revistaanalytica.com.br

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Artigo 1

POR QUE

AVALIAR A

MICROBIOTA

AMBIENTAL

NA INDÚSTRIA

DE ALIMENTOS?

Autora: Luiza Viegas Menegon

8

Revista Analytica | Março 2021

A microbiota ambiental é o conjunto de microrganismos

presentes em determinado ambiente. Conhecer esta

composição de microrganismos presentes dentro do

processo produtivo de uma Indústria de Alimentos é

essencial para uma série de motivos.


Imagem Ilustrativa

PRIMEIRAMENTE…

O QUE É MICROBIOTA?

Cada vez mais temos ouvido falar

sobre dois termos: microbiota

e microbioma. Por vezes estes

termos são tratados como sinônimos,

porém, seus conceitos se

diferenciam.

Define-se como microbiota o

conjunto de microrganismos presentes

em determinado ambiente.

Vale ressaltar que este “ambiente”

é variável, ele pode ser o intestino,

a pele ou uma superfície qualquer,

por exemplo.

Já o termo microbioma vai além.

Sua definição engloba não só o conjunto

de microrganismos presentes

no ambiente, como também o seu

teatro de atividades. Ou seja, metabólitos

e elementos estruturais,

além de contar com a influência

das condições ambientais do meio.

O microbioma envolve as funções

que estes microrganismos desempenham

no ambiente em questão.

Entender a microbiota e o microbioma

é de suma importância.

Quando falamos de microbioma intestinal,

por exemplo, sabemos que

este tem grande influência na nossa

saúde e bem-estar. O corpo humano

é composto por diversos microrganismos,

que são importantes

para manter uma vida normal.

Quando falamos em microbiota ou

microbioma é comum vermos uma

associação direta ao corpo humano.

Muito ouvimos falar de microbioma

humano, microbiota intestinal,

entre outros termos relacionados à

saúde. Porém, entender a microbiota

ambiental é de grande importância,

principalmente quando falamos de

indústria de alimentos.

Microbiota Ambiental:

Por Que Devemos Avaliar?

Assim como é importante conhecer

a microbiota intestinal, avaliar

a microbiota ambiental também é

essencial.

Quando falamos de Indústria de Alimentos,

a microbiota ambiental está

relacionada com diversos pontos bastante

relevantes para a produção dos

alimentos.

A composição microbiana e a

qualidade do produto final são diretamente

influenciadas pelos microrganismos

presentes tanto nos

insumos como nas etapas do processo

produtivo. A contaminação do

produto final pode ocorrer em diferentes

pontos do processo, como o

contato com superfícies e equipamentos,

condições de manuseio e

fatores ambientais.

Sendo assim, separamos alguns pontos

que respondem a pergunta feita no

início deste tópico: Por que devemos

avaliar a microbiota ambiental?

Qualidade do Produto

Final: Qualidade Higiênico-

Sanitária, Saúde do

Consumidor e Padrões

Microbiológicos

Garantir a qualidade do produto

final é o objetivo de qualquer

Indústria de Alimentos. Dentro

deste conceito está a melhoria

contínua em busca da satisfação

do consumidor.

Entregar um produto de qualidade

também tem relação com garantir

a segurança deste. O consumidor

espera além de consumir um produto

sensorialmente agradável, um

produto que não lhe causará riscos

à saúde.

Para garantir a saúde dos consumidores,

as normas trazem padrões

microbiológicos, ou seja, critérios

para definição da aceitabilidade de

um produto. Estes padrões apresentam-se

como presença/ausência ou

concentração de microrganismos,

toxinas ou metabólitos, e devem ser

aplicados em toda cadeia produtiva

de alimentos.

Revista Analytica | Março 2021

9


Artigo 1

Conhecer a microbiota ambiental

do processo produtivo permite garantir

a qualidade destes produtos

e evitar contaminações no produto

final, que colocam em risco a saúde

do consumidor.

Procedimentos de Higienização

Garantir um produto com qualidade

nutricional e sensorial é uma

busca constante da Indústria de Alimentos.

Porém, além disso, garantir

a qualidade higiênico-sanitária deste

é essencial.

Para isso, é necessário que os procedimentos

de higienização sejam

eficazes. Superfícies, equipamentos

e utensílios devem ser limpos e sanitizados

de forma correta, sendo esta

uma operação fundamental para o

controle sanitário dentro da Indústria

de Alimentos.

10

Revista Analytica | Março 2021

Diversos microrganismos estão

presentes nas superfícies e em caso

de falhas no processo de higienização,

os mesmos podem causar sérias

contaminações no produto final.

A avaliação da microbiota ambiental

é uma excelente forma de validar

estes procedimentos, garantindo assim

a sua eficácia. É necessário saber

se o produto utilizado para o procedimento

é o ideal, se a concentração

utilizada está de acordo, se a aplicação

do mesmo está correta, entre

outros pontos importantes.

A higienização é uma atividade essencial

dentro da Indústria de Alimentos, diretamente

relacionada com a qualidade e

segurança do produto final e consequentemente,

com a saúde do consumidor.

Causa Raiz de Contaminações

O processo produtivo de uma Indústria

de Alimentos costuma ser

complexo e cheio de etapas. Todas

elas podem representar um risco

à segurança do produto final, caso

existam falhas nesses processos.

Quando uma contaminação é identificada

no produto final, é necessário

buscar sua causa raiz, para assim tomar

ações rápidas e assertivas, evitando

maiores perdas.

A avaliação da microbiota ambiental

do processo produtivo

permite que estas contaminações

sejam rastreadas e sua origem

identificada. Desta forma é possível

atuar pontualmente na causa

do problema e não perder tempo e

recursos com “tentativa e erro”.


Imagem Ilustrativa

de um alimento contaminado para

outro) ou indireta (por meio de utensílios

utilizados na manipulação dos

alimentos, por exemplo).

O conhecimento da microbiota ambiental

do processo produtivo também

colabora no impedimento deste

tipo de contaminação e no caso dela

ocorrer, rastrear sua rota.

Como Avaliar a Microbiota Ambiental

Utilizando a Biologia Molecular?

Imagem Ilustrativa

Inovadoras análises microbiológicas

são utilizadas para identificação

da microbiota de diferentes naturezas

e níveis de complexidade. O

sequenciamento de DNA em larga

escala associado às análises de

bioinformática são utilizados para

esta identificação.

Formação de Biofilmes

Os biofilmes são um complexo de microrganismos

que se formam a partir

de uma ou mais espécies. Estes microrganismos

são associados a uma matriz

de exopolissacarídeos e aderidos em

uma superfície abiótica ou biótica.

Os biofilmes representam uma ameaça

à segurança dos alimentos e consequentemente,

à saúde do consumidor.

Eles se formam em equipamentos e

superfícies, e sua remoção é complexa.

O conhecimento da microbiota ambiental

permite evitar a formação destes

biofilmes, e caso já esteja formado,

identificá-los, garantindo maior assertividade

e rapidez na sua remoção.

Contaminação Cruzada

A contaminação cruzada é uma das

grandes responsáveis pelas Doenças

Transmitidas por Alimentos (DTAs).

Ela acontece quando microrganismos

patogênicos são transferidos de

um alimento para o outro. Ela pode

ocorrer de forma direta (diretamente

Na Neoprospecta possuímos uma

solução chamada Diagnóstico Microbiológico

Digital (DMD), com ela conseguimos

identificar, em uma análise,

o conjunto de microrganismos presentes

no meio. É possível analisar a

microbiota de alimentos, água, superfícies,

entre outras amostras.

Esta solução é largamente utilizada

pelas Indústrias de Alimentos na garantia

da segurança e qualidade do

processo produtivo e consequentemente,

do produto final.

Revista Analytica | Março 2021

11


Artigo 1

Referências

BERG, G., et al. Microbiome definition re-visited: old concepts and new challenges. Microbiome, v. 8, n. 103, p. 1-22, 2020.

CARDOSO, V. M. O microbioma humano. Tese (Mestrado em Ciências Farmacêuticas) – Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Fernando Pessoa. Porto, p. 71. 2015.

CHAVES, K. F., et al. Avaliação microbiológica de ambientes de diferentes laticínios da região de Rio Pomba – MG. Revista do Instituto de Laticínios Cândido Tostes, v. 66, n. 380, p. 11-15, 2011.

KASNOWSKI, M. C., et al. Formação de biofilme na indústria de alimentos e métodos de validação de superfícies. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, n. 15, 2020.

Tecnologias baseadas em microbioma devem movimentar mercado de bilhões de dólares. Agência FAPESP. 20 de jul de 2020. Disponível em: . Acesso em: 26 de nov de 2020.

Autora:

Luiza Viegas Menegon

Cientista de Alimentos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Conteudista na Neoprospecta

Complemento Normativo - Artigo 1

Referente ao artigo 1

Disponibilizado por Analytica em parceria com Arena Técnica

POR QUE AVALIAR A MICROBIOTA AMBIENTAL NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS?

DIN EN 13570

Food processing machinery - Mixing machines - Safety and hygiene requirements

Norma publicada em: 02/2011. / Status: Vigente.

Classificação 1: Norma recomendada.

Artigo: POR QUE AVALIAR A MICROBIOTA AMBIENTAL NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS?

Entidade: DIN

País de procedência/Região: Alemanha.

https://www.beuth.de/en/standard/din-en-13570/132616343

ASTM F1827

Standard Terminology Relating to Food Service Equipment

Norma publicada em: 01/2013. / Status: Vigente.

Classificação 1: Norma recomendada.

Artigo: POR QUE AVALIAR A MICROBIOTA AMBIENTAL NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS?

Entidade: ASTM

País de procedência/Região: EUA.

https://www.astm.org/Standards/F1827.htm

DIN EN 15180

Food processing machinery - Food depositors - Safety and hygiene requirements

Norma publicada em: 01/2015. / Status: Vigente.

Classificação 1: Norma recomendada.

Artigo: POR QUE AVALIAR A MICROBIOTA AMBIENTAL NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS?

Entidade: DIN

País de procedência/Região: Alemanha.

https://www.beuth.de/en/standard/din-en-15180/205728174

ISO 21469

Safety of machinery - Lubricants with incidental product contact - Hygiene requirements

Norma publicada em: 02/2006. / Status: Vigente.

Classificação 1: Processos na indústria de alimentos

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: POR QUE AVALIAR A MICROBIOTA AMBIENTAL NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS?

Entidade: ISO.

País de procedência/Região: Suiça.

https://www.iso.org/standard/35884.html

12

Revista Analytica | Março 2021

DIN EN 12852

Food processing machinery - Food processors and blenders - Safety and hygiene requirements

Norma publicada em: 02/2011. / Status: Vigente.

Classificação 1: Norma recomendada.

Artigo: POR QUE AVALIAR A MICROBIOTA AMBIENTAL NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS?

Entidade: DIN

País de procedência/Região: Alemanha.

https://www.beuth.de/en/standard/din-en-12852/132456266

ISO 21572

Foodstuffs - Molecular biomarker analysis - Immunochemical methods for the detection and

quantification of proteins

Norma publicada em: 10/2019. / Status: Vigente.

Classificação 1: Norma recomendada.

Artigo: POR QUE AVALIAR A MICROBIOTA AMBIENTAL NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS?

Entidade: ISO.

País de procedência/Região: Suiça.

https://www.iso.org/standard/77325.html


Artigo 2

LAVA-ROUPAS HOSPITALAR CAMTEX

Autores:

Camila Rodrigues Hirata1, Carlos Cesar Cuba1, Marcos Roberto Ruiz1, Paulo Roberto Ribeiro, Daniele Leite Lacassa1

1 Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI “Santo Paschoal Crepaldi” - Presidente Prudente - SP.

Imagem Ilustrativa

Resumo

O risco biológico é muito presente no ambiente hospitalar,

principalmente na área suja. A lavanderia é um

importante ponto de higiene de todo o hospital, sendo

também um serviço de apoio ao atendimento dos pacientes,

responsável pelo fornecimento de roupas limpas

e perfeitas condições de higiene e conservação. Todo

o processo de lavar e manusear os lençóis e as roupas

devem ser feitos com muito cuidado para que não haja

contaminação ou façam com que algumas bactérias, vírus

ou fungos se proliferem. Os controles das infecções

hospitalares são hoje em dia um desafio aos administradores

hospitalares, e as lavanderias são de suma importância

nessa luta. E a nanotecnologia contribui no

combate as infecções hospitalares através das nanopartículas.

As atividades funcionais das nanopartículas são

influenciadas em grande parte pelo tamanho das partículas.

Desta forma, o objetivo desse projeto foi sintetizar

as nanopartículas de prata e cobre para adicioná-las ao

lava-roupas com a finalidade potencializar o efeito antimicrobiano.

As nanopartículas, que podem ser 100 mil

vezes menor que um fio de cabelo, entram em contato

direto com a membrana celular das bactérias, liberando

íons que afetam as funções respiratórias dos microrganismos

e impedem sua reprodução.

Palavras-Chave: Lava-roupas, nanopartículas, cobre,

prata, bactericida.

Revista Analytica | Março 2021

13


Artigo 2

14

Revista Analytica | Março 2021

Introdução:

O que tem haver infecções hospitalares,

nanotecnologia, prata,

cobre e lava-roupas? A princípio

nada, mas existem pontos comuns,

tecnologia e a ciência sempre caminham

em direção ao futuro. Mas,

para um melhor entendimento do

que se fala aqui é necessário abordar

individualmente cada item.

A infecção hospitalar ainda

é um dos motivos mais preocupantes

nos hospitais e está

colocada entre as principais

causas de morte no Brasil. [1]

Segundo a Associação Nacional

de Biossegurança (Anbio), em

média 100 mil pessoas morrem

por ano devido a contaminação

por infecções hospitalares. [2] E

a lavanderia hospitalar tem um

papel importante para o controle,

pois um processamento de

roupa bem feito evita a propagação

de vírus e bactérias. Estudos

apontam que mesmos os processos

usados para lavar as roupas

hospitalares não são capazes de

eliminar totalmente com os esporos

do bacilo Clostridium difficile

dos lençóis, cerca de 60%

dos esporos antes do processamento

de limpeza permaneceram

no tecido após a lavagem,

e a sobrevivência dos esporos os

torna uma possível fonte de proliferação

de bactérias. [3]

A descoberta da nanotecnologia,

trouxe avanços para as atividades

industriais e a utilização de materiais

nano estruturados é cada

vez mais utilizado na indústria. As

nanopartículas podem ser usadas

na fabricação de tecidos, combustíveis,

produtos de limpeza, produção

de alimentos, tintas e pigmentos,

cosméticos, entre outros. [4] A

nanotecnologia é a capacidade de

manipular a matéria a nível nano,

trabalhar com objetos entre 1 e

100 nanômetros com o objetivo de

desenvolver materiais com propriedades

melhoradas ou totalmente

novas. [5]

A prata e o cobre são metais largamente

usados na fabricação de

condutores, joias, talheres, filmes

radiológicos, ligas metálicas, entre

outros. A prata ou argento é um

elemento químico de símbolo Ag e

de número atómico igual a 47. Sua

massa atómica é 107,87u. À temperatura

ambiente, a prata encontra-se

no estado sólido, possui um

grande potencial antimicrobiano,

podendo ser atribuído aos muitos

mecanismos de ação contra microrganismos.

[6]

O cobre é um elemento químico de

símbolo Cu (do latim cuprum), número

atômico 29 e de massa atômica

63,54u. Classificado como metal

de transição, pertence ao grupo 11

(anteriormente denominado IB) da

Classificação Periódica dos Elementos

é um metal com propriedade de

acabar com bactérias e vírus, destruídos

por seus íons. [7] Sem essa

proteção, toda a estrutura interna

do organismo fica exposta e acaba

sendo eliminada. Nesse processo,

até mesmo o material genético do

microrganismo é danificado e isso

significa que as possíveis mutações

que ele tenha sofrido também não

serão transmitidas. [8]

Ancorados no potencial destes

elementos e da tecnologia das sínteses

de nanopartículas foi desenvolvido

o Lava-Roupas Hospitalar

CAMTEX, com o objetivo de destruição

dos esporos, devido ao alto

poder de sanitização e a eficiência

de potencialização das ações antimicrobianas

da Prata (Ag) e Cobre

(Cu). O mecanismo de ação das

nanopartículas deve-se aos íons de

prata que acarretam a precipitação

de proteínas e agem diretamente

na membrana citoplasmática da

célula bacteriana, exercendo ação

bactericida imediata e ação bacteriostática

residual. [9]

Materiais e Métodos

Lava Roupas

Para a produção do lava-roupas

foi utilizado um agitador mecânico

(marca GEHAKA, modelo AM-20)

em rotação baixa para não formar

vórtice, foi adicionado em um béquer

água deionizada, trietanolamina,

aquilbenzeno sulfonato de


sódio, hidróxido de sódio até

total homogeneização. Com o

peagâmetro (marca Metrohm,

modelo 913) foi verificado o pH,

que deve ser neutro neste momento.

E sob agitação baixa foi

adicionado izoatizolinona, láuril

éter sulfato de sódio, nonilfenol

etoxilado, tripolifosfato de

sódio, butildiglicol e dietanolamida,

completando com água

deionizada até o volume desejado

e em seguida foi inserido as

nanopartículas de prata e cobre

com suas funções bacterianas.

Finalizado o processo de fabricação

foi aferido novamente o

pH tendo um resultado igual a

11, característico desse produto.

Figura 1 - Etapas produção do Lava-Roupas.

Figura 2 - Etapas da síntese das nanopartículas

de cobre.

magnética e acrescentar a solução

de nitrato de prata em uma razão

de uma gota por segundo. A reação

química do nitrato de prata e

borohidreto de Sódio é dada por:

AgNO3 (aq) + NaBH4 (aq) Ag (s)+

½ H2 (g)+ ½ B2H6 (g) + NaNO3 (aq).

Figura 3 - Etapas da síntese das nanopartículas

de prata.

Nanopartículas de Cobre

As nanopartículas de cobre foram

obtidas através da reação de

redução do CuSO4.H2O (Sulfato

de Cobre Pentahidratado) sendo a

solução percursora e como agente

redutor foi utilizado o C6H8O6

(Ácido Ascórbico). [10] [11] [12] O

processo consiste em preparar uma

solução de Sulfato de Cobre, levar

a solução para agitação magnética

sem criar vórtice e aquecimento até

80ºC, quando a solução estiver estabilizada,

acrescentar a solução de

Ácido Ascórbico na razão de uma

gota por segundo. A reação química

do Sulfato de Cobre com o Ácido

Ascórbico é dada por:

C6H8O6 + CuSO4·5H2O Cu +

C6H6O6 + H2SO4 + 5H2O.

Nanopartículas de Prata

As nanopartículas de prata foram

sintetizadas por reação de redução

do AgNO3 (nitrato de prata) sendo

percursor metálico e como agente

redutor o NaBH4 (borohidreto

de ódio).[13][14] A síntese das

nanopartículas de prata consiste

em preparar uma solução de borohidreto,

acondicioná-la em um

erlenmeyer e levá-lo a refrigeração

(gelo) por 15 minutos ou até

que a temperatura atinja em torno

de 4ºC, após, levar para agitação

Resultados

Para o teste de eficácia foram

preparadas e contaminadas placas

de Petri. Sendo uma para

controle de formação das bactérias,

e nas placas restantes foram

adicionadas uma solução aquosa

de lava-roupas com nanopartículas

de prata e cobre diluídos

na proporção de 1/100 contendo

3 ml, 5 ml e 7 ml de soluções de

nanopartículas. As placas foram

levadas para estufa e mantidos

em temperatura média de 36ºC

Revista Analytica | Março 2021

15


Artigo 2

durante o período de uma semana,

após este período foram

observados que na placa sem

nenhum tipo de solução ficou

totalmente contaminada, e nas

outras com 3 ml, 5 ml e 7ml não

foram observadas nenhum tipo

de contaminação. Através da

técnica de coloração de Gram e

com a utilização de microscópio

(Carl Zeiss, modelo Primo Star)

foram observadas a formação de

bactérias Gram-negativas, bacilos

e fungos.

Figura 4 - Em sentido horário: placa controle,

com 3 ml, 5ml e 7ml.

As dispersões coloidais foram

caracterizadas por espectrofotometria

UV-vis, utilizando o espectrofotômetro

(SHIMADZU UV-

2600 series). O espectro da figura

5 evidencia pico de absorvância

para o cobre de 288 nm e o da

figura 6 393,50 nm para a prata.

Figura 6 - Espectro UV-vis Nanopartículas

de Cobre.

Figura 7 - Espectro UV-vis Nanopartículas

de Prata.

possível verificar que as nanopartículas

de cobre, de forma sintetizada

apresentou uma concentração

muita alta e saturou o sinal do

equipamento. Então foi necessário

a diluição do colóide para obter o

sinal no aparelho. Em contrapartida

a nanopartícula de prata apresentou

alta poli dispersividade, ou

seja, nanopartículas com tamanhos

variados entre 4 nm a 69 nm, sendo

o tamanho médio calculado pelo

software de 11nm. Para ser conside

rado um colóide estável ideal,

os valores do Potencial Zeta deve

ser -31mV ou +31mV. Assim, o valor

-19 mV para o cobre e -16 mV

para a prata observado para essas

amostras indicam a tendência de

agregação, conforme figuras 8 e 9.

Figura 8 - Análise potencial Zeta das

Nanopartículas de Prata.

Figura 5 - Análise microscópica da placa controle.

16

Revista Analytica | Março 2021

Também foi determinada o tamanho

das nanopartículas através do

equipamento Analisador de partículas/moléculas

e potencial zeta, Zetaesizer

nanoZS90 (MALVERN), sendo

Figura 9 - Análise potencial Zeta das

Nanopartículas de Cobre.


Conclusão

Pode-se concluir que as nanopartículas de cobre e prata em conjunto

com o lava-roupas hospitalar CAMTEX concentrado, foram

capazes de inibir o desenvolvimento de fungos, vírus e bactérias,

assim constatando sua eficácia como produto sanitizante hospitalar

de alto nível. Diante dos resultados obtidos é possível vislumbrar

a possibilidade de inserção no mercado de um produto

com potencial de inovação e acrescido de novas tecnologias.

Referências

[1] http://www.qconcurso.com.

[2] http://www.blog.ipog.edu.br/saude/infeccao-hospitalar-orientacoes-importantes

[3] http://ecodiagnostica.com.br/sem-categoria/lavagem-nao-elimina-esporos-de-clostridium-difficile-de-roupa-hospitalar/

[4] Salomoni, Roseli; Ação de Nanopartículas de Prata em Linhagens

Hospitalares e sua aplicação em Cateteres Intraluminais. 2016.

[5] http://nanomaterias.wordpress.com/2018/03/26/nanomateriais-antimicrobianos/

[6] https://pt.wikipedia.org/wiki/Prata

[7] https://pt.wikipedia.org/wiki/Cobre

[8] http://arquivos.sindicatodaindustria.com.br/app/cni_sindicatos/2011/01/10/123.pdf.

[9] https://summitsaude.estadao.com.br/tecnologia/sobrevida-

-de-coronavirus-e-reduzida-em-contato-com-cobre/

[10] Silva, Renato Souza; Moraes, Viviane Tavares, Síntese de Nanopartículas

de Cobre.

[11] Santos, Caio Carvalho, Síntese de nanopartículas de sulfeto de

cobre, preparação e estabilidade coloidal de fluidos trocadores de

calor em meio aquoso.

[12] Falconi, I.B.A.; Martins, T.A.G.; Baltazar, M.P.G.; De Moraes, V.T.; Espinosa,

D.C.R.; Tenório, J.A.S. Síntese de Nanopartículas de Cobre para

Aplicação no Processo Oxidativo Foto-Fenton para a degradação de

surfactantes utilizados na Flotação para Beneficiamento de Minérios.

[13] BENEDITO, Aline de Souza; SILVA, Fabiana Fanger; SANTOS, Ísis V.

de Sousa. Nanopartículas de Prata: Aplicações e Impacto Ambiental.

[14] Lopes, Josias Rogério. Síntese de nanopartículas de prata

(NPsAg) em soluções aquosas de fibroína de seda e gelatina.2017.

Imagem Ilustrativa

Autores: Camila Rodrigues Hirata1, Carlos Cesar Cuba1, Marcos Roberto Ruiz1, Paulo Roberto Ribeiro, Daniele Leite Lacassa1

1 Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI “Santo Paschoal Crepaldi” - Presidente Prudente - SP.

Complemento Normativo - Artigo 2

Referente ao artigo 2

Disponibilizado por Analytica em parceria com Arena Técnica

LAVA-ROUPAS HOSPITALAR CAMTEX

DIN 13063

Hospital cleaning - Requirements for cleaning or disinfection

cleaning in hospitals and other health care facilities

Norma publicada em: 04/2020. / Status: Vigente.

Classificação 1: Norma recomendada.

Artigo: LAVA-ROUPAS HOSPITALAR CAMTEX

Entidade: DIN

País de procedência/Região: Alemanha.

https://www.beuth.de/en/draft-standard/din-13063/320868468

ISO 10472-2

Safety requirements for industrial laundry machinery

Part 2: Washing machines and washer-extractors

Norma publicada em: 12/1997. / Status: Vigente.

Classificação 1: Aparelhos de lavanderia

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: LAVA-ROUPAS HOSPITALAR CAMTEX

Entidade: ISO.

País de procedência/Região: Suiça.

https://www.iso.org/standard/18536.html

ABNT NBR 13546

Roupas hospitalares

Norma publicada em: 01/1996. / Status: Vigente.

Classificação 1: Roupa Hospitalar

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: LAVA-ROUPAS HOSPITALAR CAMTEX

Entidade: ABNT

País de procedência/Região: Brasil.

https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=5070

DIN EN 14065

Textiles - Laundry processed textiles - Biocontamination control

system

Norma publicada em: 08/2016. / Status: Vigente.

Classificação 1: Norma recomendada.

Artigo: LAVA-ROUPAS HOSPITALAR CAMTEX

Entidade: DIN

País de procedência/Região: Alemanha.

https://www.beuth.de/en/standard/din-en-14065/254396980

ABNT NBR 16064

Produtos têxteis para saúde - Campos cirúrgicos, aventais e

roupas para sala limpa, utilizados por pacientes e profissionais

de saúde e para equipamento - Requisitos e métodos de ensaio

Norma publicada em: 10/2016. / Status: Vigente.

Classificação 1: Equipamento Hospitalar

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: LAVA-ROUPAS HOSPITALAR CAMTEX

Entidade: ABNT

País de procedência/Região: Brasil.

https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=442958

Revista Analytica | Março 2021

17


Qualidade

QUAL O CUSTO DA NÃO QUALIDADE

DE SEU LABORATÓRIO?

Por Eduardo Pimenta de Almeida Melo

Um dos nomes mais conheci-

estipulados para a satisfação

O mero levantamento e controle

dos da Qualidade Total é Philip B.

dos clientes. Especificamente,

destes custos com as falhas, que

Crosby (1926-2001). Philip Cros-

este conceito está presente em

convencionalmente optou-se por

by nasceu nos Estados Unidos e é

uma de suas teorias, a Teoria dos

denominar “custo da não quali-

mundialmente reconhecido como

Quatro Absolutos.

dade”, permite mensurar o custo

o guru da Qualidade Total que

associado a ineficiência do proces-

mais se preocupou em investir na

Outro destes absolutos e que será

so produtivo. Além disso, permite

prevenção.

de nosso enfoque neste artigo é

identificar e evidenciar oportuni-

o uso da metodologia dos custos

dades de melhoria visando mini-

Crosby destacava que quaisquer

da qualidade como ferramenta

mizar ou erradicar tais falhas.

processos devem ser projetados e

de gestão ou de uma forma me-

operados para cumprir perfeita-

nos formal podemos dizer que: “A

Ao internalizarmos este concei-

mente seu objetivo, ou seja, en-

qualidade é medida pelo custo da

to em um processo laboratorial,

tregar um produto de qualidade,

não qualidade!”

inúmeras oportunidades aflora-

sem retrabalhos e, portanto, sem

rão. A primeira e mais comum

custos adicionais.

Adaptando de FEIGENBAUM

é o balanceamento dos proces-

(1994) podemos assumir que os

sos de verificação de qualidade.

A abordagem deste mestre é

custos provenientes das falhas em

Este balanceamento permitirá

extremamente relacionada ao

um processo definido podem re-

eliminar ou reduzir o gasto com

que ele mesmo chamava de filo-

presentar em torno de 65% a 70%

inspeções em pontos onde não

sofia de trabalho “zero defeito”.

do custo da qualidade. Isto, por si

ocorrem problemas ou que acon-

Ele afirmava que garantir a qua-

só, evidencia a importância que

tecem apenas ocasionalmente. E

18

Revista Analytica | Março 2021

lidade do processo ou produto

era cumprir todos os requisitos

deve ser imputada ao pilar qualidade

em todos os sistemas.

em pontos em que a frequência

de falhas é mais acentuada, os


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Qualidade

procedimentos de inspeções

tornar-se-ão mais consistentes.

Tudo isto proporciona um dimensionamento

mais adequado

dos recursos destinados à atividade

de inspeção, quando não

direciona inclusive a eliminação

de inspeções sistematizadas.

Podemos inferir isto tecnicamente

(mas também observar

por meio da vivência prática),

uma vez que segundo WERNKE

e BORNIA (2000), os custos da

má qualidade não existem homogeneamente

em toda empresa

(ou processo); resultam de

alguns segmentos específicos,

cada qual com origem em alguma

causa determinada. Esses

segmentos são desiguais em

amplitude e em muitos casos

uma parte relativamente pequena

deles contribui para o maior

volume dos custos.

Assim sendo, um bom trabalho

de avaliação de custos de não

qualidade, com a parametrização

dos principais modos de

falha, pode levar a uma significativa

redução nos custos do

laboratório associados a uma

redução de retrabalho e por

conseguinte aumento de produtividade.

Esta é a parte inicial de

um processo de mudanças que

traz significativos ganhos para

o processo analítico. No entanto,

como menciona Crosby: “Somos

bastante lentos na mudança

porque rejeitamos o que é novo”,

a mudança apenas ocorre quando

nos abrimos ao novo. Assim,

convido-o a fazer esta reflexão e

a discutirmos este assunto juntos

nas próximas colunas.

Fontes:

FEIGENBAUM, Armand V. Controle da qualidade

total: gestão e sistemas. São Paulo: Makron

Books, 1994. v.1

WERNKE, Rodney; BORNIA, Antonio Cezar. Considerações

acerca dos Conceitos e Visões sobre

os Custos da Qualidade. FAE, Curitiba, v. 3, n.

2, p. 75-86, ago. 2000. Disponível em: https://

revistafae.fae.edu/revistafae/article/download/502/397.

Acesso em: 02 mar. 2021.

20

Revista Analytica | Março 2021

Eduardo Pimenta de Almeida Melo

Engenheiro Químico, Gerente de Laboratórios da CSN Mineração, MBA em Gestão Empresarial, Pós–Graduado em Gestão de Laboratórios

e Especializado em Data Science. Coordenador da Comissão de Estudos para Amostragem e Preparação de Amostras em Minério de Ferro

para a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

LinkedIn: https://br.linkedin.com/in/eduardo-melo-16b22722

E-mail: eduardo.melo@csn.com.br


Espectrometria de Massa

MOBILIDADE IÔNICA ACOPLADA A

ESPECTROMETRIA DE MASSAS

Por Oscar Vega Bustillos*

A espectrometria de massas (MS)

é uma técnica analítica conhecida

por sua excelência na discriminação

de átomos e moléculas, baseada

na medida das razões massa/carga

(m/z). Mas tem a desvantagem de

não ser excelente na separação de

isômeros, isto é, distinguir moléculas

com mesma massa molecular. Neste

caso estão incluídos os enantiomeros,

que são moléculas que possuem

estruturas e propriedades distintas,

porem apresentam exatamente a

mesma massa.

Com o rápido crescimento do mercado

de drogas enantioméricas puras

e moléculas bioativas, novas ferramentas

analíticas quirais seletivas

foram exploradas. Embora a MS seja

uma das melhores ferramentas analíticas,

que tem sido usada de forma

eficiente em diversas aplicações

farmacêuticas e biológicas, tradicionalmente

a MS é considerada uma

técnica “quiral - cega”. Essa limitação

ocorre devido à incapacidade de

o MS diferenciar entre dois enantiômeros

de uma molécula quiral com

base apenas em suas massas. Uma

das drogas enantiométricas é a talidomida,

devido a seus efeitos teratogénicos,

tal substância deve ser

evitada durante a gravidez humana

pois pode causar má-formação no

feto. A talidomida é um derivado do

ácido glutâmico e estruturalmente

contém dois anéis amida e um único

centro quiral. Este composto existe

na forma de mistura equivalente dos

isómeros (S)(-) e (R)(+) que se interconvertem

rapidamente em condições

fisiológicas. O enantiómero

(S) está relacionado com os efeitos

teratogénicos, enquanto o enantiómero

(R) é responsável pelas suas

propriedades sedativas.

Várias abordagens foram exploradas

para avaliar o papel potencial

da MS na análise quiral. A primeira

abordagem depende do uso de técnicas

de hifenização utilizando ferramentas

de separação quiral rápidas

e sensíveis, como cromatografia

líquida (LC), cromatografia gasosa

(GC) e eletroforese capilar (CE) acoplada

ao detector MS. Uma dessas

técnicas hifenadas é GC/GC-TOF utilizada

para caracterizar os Compostos

Orgânicos Voláteis Biogênicos no

estudo da química da atmosfera (N.

Zanoni, 2020). Mais recentemente,

a espectrometria de mobilidade

iônica foi introduzida para avaliar

qualitativa e quantitativamente os

compostos quirais.

A espectrometria de mobilidade

iônica (IMS) oferece uma separação

baseada não apenas na massa e na

carga, mas também no formato dos

íons. Assim, ela possui a habilidade

de resolver isômeros com diferentes

geometrias espaciais, expressas pela

secção de choque. Sua combinação

com a MS gerou, desse modo, uma

ferramenta analítica poderosa para

a caracterização e resolução de íons,

incluindo isômeros.

Em um espectrômetro de mobilidade

iônica, moléculas orgânicas

são ionizadas e conduzidas por um

Revista Analytica | Março 2021

21


Espectrometria de Massa

campo elétrico contra um contrafluxo

de gás de deriva neutro. Em seu

caminho para o detector, os íons colidem

várias vezes com o gás de deriva

reduzindo sua velocidade. Após

cada colisão, os íons são acelerados

novamente pelo campo imposto. A

alternância de acelerações e as colisões

resultam em uma velocidade

média constante de íons que depende

das suas cargas, massa e seção

transversal de colisão (Figura 1).

Figura 1 - Espectrômetro de mobilidade iônica (IMS).

Fonte: M.D.Katiuska

O espectrômetro de mobilidade

iônica acoplado a espectrometria de

massas (IMS/MS) funciona em três

etapas básicas (Figura 2). Na primeira

etapa, íons são gerados por uma

fonte de íons à pressão atmosférica,

a partir dos analitos a serem estudados.

Na segunda etapa os íons são

separados de acordo com sua mobilidade

através de um gás tampão em

uma escala de tempo de milissegundos,

num tubo de derivação de íons

mantido num gradiente de campo

elétrico uniforme (IMS). Na terceira

etapa, os íons separados são então

introduzidos em um analisador de

massas (MS), onde sua razão massa/

carga pode ser determinada em uma

escala de tempo de microssegundos.

por James Lovelock), fotoionização,

ionização a Laser e ionização por

“Electrospray”. A fonte de Electrospray

é ideal para amostras líquidas

e não voláteis de alto peso molecular.

O Electrospray é uma fonte

de ionização suave que produz espectros

simples sem fragmentação,

onde o peso molecular pode ser

facilmente determinado durante o

acoplamento com o IMS. O uso de

Eletrospray no IMS como um dispositivo

de separação e detecção

foi demonstrado para explosivos,

produtos de degradação de guerra

química e amostra biológicas.

Os espectros de IMS/MS são gráficos

de intensidade de picos de íons

vs. tempo de deriva no eixo x. A Figura

3 mostra um espectro típico de

mobilidade dos íons dos fosfatos de

açúcar isoméricos: frutose-6-fosfato,

glicose-6-fosfato e glicose-1-fosfato,

com estruturas moleculares

diferentes. Os fosfatos de açúcar

estão envolvidos em importantes

processos metabólicos via glicólise

22

Revista Analytica | Março 2021

Vários métodos de ionização são

utilizados no IMS para converter

moléculas do analito em íons. Entre

estes estão: fonte radiativa de

63Ni (igual a utilizada no “Electron

Capture Detector- ECD” inventada

Figura 2 - O espectrômetro de mobilidade iônica acoplado a espectrometria de massas

(IMS/MS). 1) Fonte de íons à pressão atmosférica. 2) Os íons são separados de acordo com

sua mobilidade através de um gás tampão, os íons são mantidos num gradiente de campo

elétrico uniforme (IMS). 3) Os íons separados são então introduzidos em um analisador de

massas (MS) a vácuo.


Espectrometria de Massa

ou via da pentose fosfato. Devido à

sua natureza isomérica, muitos deles

não podem ser distinguidos usando

LC ou MS/MS. No entanto, a concentração

do fosfato pode fornecer

informações cruciais sobre as estatísticas

metabólicas de um sistema. A

Figura 4, mostra a análise da molécula

C6H13O9P via UHPLC-MS usando

uma coluna cromatográfica HILIC,

apresenta apenas um único pico,

como mostra a figura à esquerda. A

figura à direita mostra a análise do

mesmo analito extraído do pico de

LC-MS mas via IMS/MS. A presença

de duas substâncias isoméricas é observada:

a da frutose-1-fosfato e da

frutose-6-fosfato.

As vantagens da IMS são as seguintes:

opera à pressão atmosférica,

ionização eficiente para moléculas

orgânicas, seletividade baseada na

protoafinidade, separação com base

na seção de choque, equipamento

portátil, resposta em milisegundos e

prático acoplamento com o MS.

As desvantagens são as seguintes:

Gera espectro complexo devido a interferência

de sinais espúrios, não é

apropriado para analitos não voláteis

e requer eletrônica de alta velocidade.

Fonte: M. Groessl (2017)

Figura 3 - Separação via IMS/MS de alta resolução dos fosfatos de açúcar

isoméricos frutose-6-fosfato, glicose-6-fosfato e glicose-1-fosfato.

Fonte: M. Groessl (2017)

Figura 4 - Esquerda: Análise via LC-MS do íon de razão m/z 259,022 apresenta apenas

um único pico. Direita: Dados de IMS extraídos do LC-MS mostram claramente a

presença de duas substâncias isoméricas frutose-1-fosfato e frutose-6-fosfato.

Referências bibliográficas

1) M.D. Katiuska e R. Fernandez-Maestre. “Ion mobility spectrometry”. Rev. Assoc. Med. Bras. v.64 n.9. (2018).

2) M. Groessl. “TOFWERK”. Application Notes. Switzerland (2017).

3) N. Zanoni e J. William. “Surprising chiral composition changes over the Amazon rainforest with height, time and season”. Communications

Earth & Environment. Article number: 4 (2020).

Oscar Vega Bustillos

Pesquisador do Centro de Química e Meio Ambiente CQMA do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares IPEN/CNEN-SP

Tel.: 55 11 2810 5656 - E-mail: ovega@ipen.br - Site: www.vegascience.blogspot.com.br

Revista Analytica | Março 2021

23


Logística Laboratorial

CERTIFICADO DE BOAS PRÁTICAS DE ARMAZENAMENTO

E DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS PARA A SAÚDE

PRIME STORAGE RECEBE CERTIFICADO

DE BOAS PRÁTICAS DA ANVISA

(11) 4280-9110

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24

Revista Analytica | Março 2021

A Prime Storage, é uma empresa de armazenamento

de carga, fundada em 06

de janeiro de 2011, especializada em armazenar

produtos para a área da saúde,

contamos hoje com estrutura adequada

e disponível para a pronta utilização, uma

equipe de profissionais capacitados, que

nos permite o pronto atendimento das

necessidades de nossos clientes, se compromete

a garantir as boas práticas da

ANVISA em todos os processos de armazenagem

e distribuição.

A Prime Storage, procura melhorar

continuamente o serviço prestado de

armazenagem de produtos para saúde,

tal como os seus processos e métodos

de controle com o objetivo de corresponder

e antecipar-se às exigências de

qualidade dos seus clientes, os requisitos

estatutários e regulamentares.

Recentemente a Prime Storage obteve

junto a ANVISA a certificação

de Boas práticas de Armazenagem

e Distribuição de produtos para a

saúde.

A CBPDA – Certificado de Boas

Práticas de Armazenamento e Distribuição

é um conjunto de procedimentos

obrigatórios criados para

garantir padrões de qualidade, integridade

e segurança dos produtos

nos processos de armazenagem,

transporte e comercialização.

O conceito de boas práticas tem

como pilar o treinamento e capacitação

das equipes, rastreabilidade

de produtos e processos, medição e

monitoramento, além de auditorias

e autoinspeções.

É fundamental cumprir as boas práticas

da ANVISA não somente por estar

cumprindo com a legislação vigente

más também para garantir a qualidade

dos produtos para consumo.

O grande desafio das Boas Práticas

é a manutenção e controle de seus

requisitos devido aos inúmeros

processos envolvidos no armazenamento

ou na distribuição dos produtos,

contando com diversas variáveis

envolvidas nos procedimentos.

Implementar corretamente as Boas

Práticas de Armazenagem e manter

o nível de qualidade dos serviços é

um desafio diário.

Tâmisa Barbosa de Lima

Farmacêutica/Coordenadora de Qualidade


Tecnologias Químicas

PRODUTOS NANOTECNOLÓGICOS

Por Prof. Dr. Marcos Roberto Ruiz

A ciência, de forma geral, está

comprovam aumento de eficácia

com essas características já foram

sofrendo uma grande revolução,

em relação ao combate a vírus e

testados e apresentaram resulta-

mesmo antes da pandemia muitas

bactéria precisam sair das institui-

dos que credenciam para inserção

tecnologias já estavam à disposi-

ções de ensino o mais rápido para

imediata no mercado.

ção da nova indústria química. Os

a prateleira dos consumidores.

produtos químicos de todas as áre-

Um exemplo é o desenvolvimento

as estão sendo modificados para

Umas das tecnologias químicas

de saneantes com ação potenciali-

atender o desenvolvimento hu-

que estão em alta, é a nanotecno-

zada pelas nanopartículas de pra-

mano, em especial os saneantes,

logia, que pode ser compreendida

ta, estas possuem propriedades

que são essenciais no combate aos

como a tecnologia que constroem

bactericidas e antivirais para lim-

microrganismos. Estes produtos já

estruturas e novos materiais a

peza e higienização de ambientes

não podem mais ter a formulação

partir dos elementos ou átomos.

de alto risco de contaminação,

do século passado, ou seja, preci-

A finalidade principal é que esses

como hospitais e clínicas médicas.

sam ser modificados com as novas

novos materiais devem possuir

tecnologias, para garantir um me-

maior estabilidade e propriedades

Exemplos de aplicações das na-

lhor desempenho frente aos novos

superiores a suas formas originais,

nopartículas de prata e cobre fo-

microrganismos.

a explicação é que os elementos

ram desenvolvidas por aluno (a)

possuem comportamento diferen-

s do curso Técnico em Química,

Diante da crise global causada pela

ciado na escala nanométrica.

que comprovaram a ação bacte-

pandemia, onde o mundo precisa

ricida e antiviral em desinfetante

retomar o desenvolvimento eco-

Em especial temos a síntese de

(processo de patente no INPI) e

nômico, as pessoas necessitam

nanopartículas, com alto potencial

sabão lava-roupas concentrado,

voltar as suas atividades de traba-

de aplicação em produtos como,

as nanopartículas de prata estão

lho com segurança, é preciso que

roupas, combustíveis, produtos

se destacando como uma impor-

novas tecnologias atendam esse

momento. Novos produtos que

são resultados de pesquisas que

de limpeza, alimentos, entre outros.

Nos centros de pesquisa e

desenvolvimento, alguns produtos

tante classe de nanomateriais. Já

é de conhecimento que propriedades

como cor, a quantidade, o

Revista Analytica | Março 2021

25


Tecnologias Químicas

tamanho, a estabilidade, as ações

antimicrobianas das nanopartículas

de prata dependem e diferem

conforme o formato físico da nanopartícula

sintetizada.

Em ambos trabalhos, as nanopartículas

foram sintetizadas separadamente,

por rota sintética

laboratorial e caracterizada por

técnicas instrumentais, como espectrofotometria

UV-Vis e analisador

de partículas. A fabricação

dos saneantes seguiu formulações

de base atuais e foram inseridas

as nanopartículas para

efeito potencializador.

Este exemplo demonstra a importância das novas tecnologias para

o desenvolvimento de produtos, que serão capazes de atender as

necessidades impostas por novos cenários e mudanças que o mundo

está atravessando.

Algumas imagens que foram utilizadas no pitch dos produtos:

Para comprovação da eficácia dos

novos saneantes foram realizadas

análises microbiológicas com as

principais bactérias do meio hospitalar,

onde a eliminação ocorreu

de forma completa em todos

os ensaios.

26

Revista Analytica | Março 2021

Prof. Dr. Marcos Roberto Ruiz

Químico, Mestre em Química Analítica e Doutor em Ciência e Tecnologia dos Materiais, docente do Curso Técnico em Química do SENAI-

SP, com atuação no desenvolvimento de Projetos Inovadores.

Telefone: 18 99711 3104 E-mail: marcos.ruiz@sp.senai.br


Metrologia

CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA INDUSTRIAL BÁSICA

PARA A AGENDA 2030 DA ONU:

OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ERRADIAÇÃO

DA POBREZA (ODS 1) E SAÚDE E BEM-ESTAR (ODS 3)

Por Luciana e Sá Alves.

Introdução

Este artigo é o segundo artigo de

uma série que vai tratar do potencial

de integração entre as funções de

Tecnologia Industrial Básica (TIB) e

o atendimento a alguns dos Objetivos

de Desenvolvimento Sustentável

(ODS), a partir das discussões presentes

nas publicações “O papel da Metrologia

no Contexto dos Objetivos de

Desenvolvimento Sustentável” [1] e

“Reiniciando a Infraestrutura da Qualidade

para um Futuro Sustentável”

[2]. O primeiro artigo, intitulado “Tecnologia

Industrial Básica e os Objetivos

de Desenvolvimento Sustentável”,

apresentou a definição de TIB e sua

importância para o setor produtivo,

a Agenda 2030 da ONU, os ODS e as

publicações de referência. O objetivo

deste artigo é analisar as relações

entre TIB e os ODS 1 - Erradiação da

Pobreza e 3 – Saúde e Bem-Estar, estabelecidas

na publicação “O papel da

Metrologia no Contexto dos Objetivos

de Desenvolvimento Sustentável” [1],

produzida em conjunto pela UNIDO,

pelo BIPM e pela OIML, agregar explicações

sobre os termos utilizados e,

também, relações com a infraestrutura

da qualidade no Brasil.

Obejtivo de Desenvolvimento Sustentável

Erradicação da Pobreza

O ODS 1 é estruturado em 7 metas

para “alcançar o fim da pobreza em

todas as suas formas, em todos os

lugares” [3]. A função de TIB relacionada

é a Metrologia Legal.

A Organização Internacional de

Metrologia Legal – OIML, um dos

editores da publicação de referência

[1], define a Metrologia Legal como

“a prática e o processo de aplicação da

estrutura regulatória e da fiscalização

para a metrologia”. São as atividades

de metrologia – ou seja, medição,

unidades de medida, instrumentos

de medição ou sistemas e métodos de

medição - que tem requisitos legais

prescritos e, portanto, são realizadas

por ou em nome de autoridades governamentais.

O propósito das atividades

de Metrologia Legal é promover

um nível adequado de confiança

nos resultados das medições dentro

do ambiente regulatório nacional. [4]

O Instituto Nacional de Metrologia,

Qualidade e Tecnologia (Inmetro) é a

entidade responsável por estabelecer,

implantar e operacionalizar a infraestrutura

necessária para viabilizar as

atividades de Metrologia Legal em

todo o território nacional.

Alguns exemplos de instrumentos

de medição sujeitos ao controle metrológico

legal são [5]:

• No Comércio: balança, hidrômetro,

taxímetro, bomba medidora de

combustível;

• Na Saúde: termômetro clínico, medidor

de pressão sanguínea (esfigmomanômetro);

• Segurança: cronotacógrafo, medidor

de velocidade de veículos, etilômetro;

Revista Analytica | Março 2021

27


Metrologia

28

Revista Analytica | Março 2021

• Meio Ambiente: analisador de gases

veiculares, opacímetro, módulo de

inspeção veicular;

• Efeito Fiscal: medidor de velocidade

de veículos, analisador de

gases veiculares.

A publicação de referência [1] destaca,

para três contextos, a importância

do controle metrológico legal de

instrumentos de medição para a erradicação

da pobreza: segurança das

estradas, trocas comerciais e saúde.

Uma síntese da análise presente no

documento é apresentada a seguir.

A segurança das estradas é aumentada

com a utilização de cronotacógrafos,

medidores de velocidade de

veículos, balanças e etilômetros devidamente

calibrados, cujos modelos

foram aprovados. Acidentes em

estradas tem altos custos humanos,

além de gastos com manutenção e

reparo que poderiam ser direcionados

para benefícios de todos. Os

acidentes podem transformar pessoas

saudáveis de qualquer idade

em indivíduos incapacitados e mais

propensos a terem redução de renda

e se aproximarem da pobreza ou

pobreza extrema.

A Metrologia Legal assegura as

trocas comerciais justas por meio da

verificação periódica da calibração

das balanças utilizadas para a pesagem

de produtos. Balanças calibradas

permitem que os produtores recebam

o pagamento correto por suas mercadorias

e as matérias-primas exportadas

a granel recolham as taxas

devidas de impostos de exportação

pelos governos. A Metrologia Legal

também cuida de produtos pré-medidos,

que representam 85% de tudo

o que é consumido. Produto pré–medido

(ou pré-embalado) é tudo aquilo

que é medido e embalado sem a presença

do consumidor e, neste estado

é comercializado. [6] A aquisição da

quantidade de alimentos contratada

na venda, tanto pré-medidos como

aqueles pesados na presença do consumidor,

valoriza recursos finaceiros

na compra de alimentos. Alguns produtos

que possuem a padronização

quantitativa estabelecida são o arroz,

o feijão, o café, a farinha de mandioca,

a farinha de trigo, o filé de pescado

congelado, as manteigas e margarinas,

os óleos comestíveis. [7]

A atuação do Inmetro no controle

metrológico legal dos equipamentos

e a verificação das indicações quantitativas

dos produtos pré-medidos

acontece por um modelo descentralizado,

com a delegação de atividades

nas áreas de metrologia legal e avaliação

da conformidade a 26 órgãos, dos

quais 23 são órgãos da estrutura dos

governos estaduais, um é órgão municipal,

e dois são superintendências

do Inmetro. Todos os 26 órgãos e o

Inmetro constituem a Rede Brasileira

de Metrologia Legal e Qualidade – Inmetro

(RBMLQ-I). [8] A maioria destes

órgãos delegados utiliza o nome

Instituto de Pesos e Medidas (IPEM).

O controle metrológico de equipamentos

de saúde assegura valores

mais exatos nas medições, o que pode

permitir diagnósticos mais precisos. A

redução de custos com saúde, graças

à menor prescrição de medicamentos

e de exames mais complexos e a

diagnósticos precoces, por exemplo,

impacta na redução da pobreza monetária

e, também, na redução da

pobreza não monetária, com a ampliação

do acesso a sistemas de saúde

e a medicamentos.

Os Objetivos de Desenvolvimento

Sustentável fazem parte de um único

documento, a Agenda 2030 da ONU,

composto por temas naturalmente


Metrologia

interrelacionados e complementares,

fundamentais para “transformar

o mundo” [9]. A discussão sobre o

impacto da Metrologia Legal para a

erradicação da pobreza (ODS 1) por

meio do controle metrológico de

equipamentos de saúde é o exemplo

da pemeabilidade entre as fronteiras

daquele ODS com o ODS 3 - Saúde e

Bem-Estar.

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

3 - Saúde e Bem-Estar

O ODS 3 visa “assegurar uma vida

saudável e promover o bem-estar para

todas e todos, em todas as idades” por

meio do alcance de 13 metas. [10]

A publicação de referência [1] relaciona

as medições confiáveis com

sáude e segurança, nos temas diagnósticos

e tratamentos e, também,

para a segurança alimentar. Além

daquilo que já foi mencionado na

discussão sobre o ODS 1, neste trecho

da publicação de referência aparecem

duas outras aplicações na área

da sáude dependentes de medições

confiáveis – a radioterapia (doses de

drogas e de radiação) e a produção de

pesquisas multicêntricas pela combinação

de estudos realizados e dados

obtidos em diferentes lugares.

A metrologia de radiações ionizantes

é assegurada e desenvolvida, no Brasil,

pelo Laboratório Nacional de Metrologia

das Radiações Ionizantes (LNMRI) pertencente

ao Instituto de Radioproteção

e Dosimetria (IRD). O LNMRI foi designado

pelo Inmetro em 1989 e, desde

então, é responsável pelo desenvolvimento,

a guarda e a disseminação dos

padrões nacionais das unidades SI para

as grandezas Atividade, Fluência, Kerma,

Dose absorvida e Equivalente de dose. O

laboratório atende às necessidades nacionais

de calibração de instrumentos de

detecção e no fornecimento de padrões

radioativos certificados. [11]

A importância da confiança e da comparabilidade

entre resultados de pesquisas,

independentemente de onde

foram obtidos, teve grande destaque

durante todo o ano de 2020 por causa

do contexto epidêmico e as pesquisas

sobre a COVID-19. No mês de julho, a

diretora da Organização Pan-Americana

da Saúde (OPAS) fez um apelo para

o estabelecimento de forte coordenação

entre os países que possibilite o

profundo entendimento das tendências

epidemiológicas, orientações claras e

um fornecimento confiável de produtos

de saúde para o enfrentamento da

pandemia de COVID-19. [12]

A publicação de referência [1] aponta

seis consequências do reconhecimento

internacional, da aceitação

de equivalências de medições e da

rastreabilidade a padrões de medição

apropriados, que são pilares do sistema

metrológico mundial:

• Melhoria da qualidade dos cuidados

com a saúde para os pacientes;

• Redução dos resultados falso negativo

e falso positivo dos testes;

• Redução de custos e melhoria da eficiência

dos sistemas de saúde;

• Redução da necessidade de repetir

testes por conta da melhoria da sua

qualidade;

• Eliminação da duplicação de padrões

semelhantes graças à unificação de

padrões regionais;

• Aceitação global de medições e testes,

com a remoção de barreiras técnicas

ao comércio.

Para a sustentação dos três pilares do

sistema metrológico mundial, são necessários

Acordos de Reconhecimento

Mútuo para resultados de medição e

Revista Analytica | Março 2021

29


Metrologia

30

Revista Analytica | Março 2021

para a Avaliação da Conformidade.

Alguns fóruns mundiais que tem a

participação do Brasil por meio do

trabalho do Inmetro são Bureau Internacional

de Pesos e Medidas (BIPM),

Fórum Internacional de Acreditação

(IAF), Cooperação Internacional de

Acreditação de Laboratórios (ILAC) e

Codex Alimentarius.

O BIPM, um dos editores da publicação

de referência [1], promove a equivalência

internacional de medições

por meio do Acordo de Reconhecimento

Mútuo (MRA acrônimo do termo

em inglês) do Comitê Internacional

de Pesos e Medidas (CIPM) - CIPM

MRA, em que os Institutos Nacionais

de Metrologia (INM) demonstram a

equivalência internacional de seus

padrões de medição e dos certificados

de calibração e de medição que eles

emitem. Uma vez tendo este reconhecimento,

os INM passam a integrar a

Hierarquia do Sistema Metrológico,

representada graficamente como um

triângulo dividido em quatro níveis.

[13] Do topo até a base do triângulo

há o aumento da incerteza de medição

e as organizações que ocupam

cada nível são, nesta ordem, o BIPM,

os Padrões Nacionais sob responsabilidade

dos Institutos Nacionais de Metrologia,

os Laboratórios de calibração

e ensaio e os Laboratórios do chão de

fábrica. A relação entre os resultados

de medição obtidos por um nível e

o nível imediatamente superior se

chama Rastreabilidade, definida no

Vocabulário Internacional de Metrologia

(VIM) como “Propriedade dum

resultado de medição pela qual tal

resultado pode ser relacionado a uma

referência através duma cadeia ininterrupta

e documentada de calibrações,

cada uma contribuindo para a

incerteza de medição. [14 item 2.41]

O IAF e o ILAC são fóruns de interação

entre organismos de acreditação. “Acreditação

é uma ferramenta estabelecida

em escala internacional para gerar

confiança na atuação de organizações

que executam atividades de avaliação

da conformidade”. [15]. Avaliação da

Conformidade é o “processo sistematizado,

acompanhado e avaliado, de

forma a propiciar adequado grau de

confiança de que um produto, processo

ou serviço, ou ainda um profissional,

atende a requisitos pré-estabelecidos

em normas e regulamentos técnicos

com o menor custo para a sociedade.”

[16] Organismos de Avaliação da

Conformidade acreditados fornecem

documentos sobre o atendimento a

requisitos de maior credibilidade. O IAF

trata de acreditação para a avaliação da

conformidade nos campos de sistemas

de gestão, produtos, serviços, pessoal

e outros programas similares. [17] Os

campos tratados pelo ILAC são laboratórios

de calibração e de ensaios, laboratórios

de exames médicos e organismos

de inspeção. [18] A Coordenação

Geral de Acreditação (Cgcre), apesar de

fazer parte da estrutura regimental do

Inmetro, é considerada uma organização

diferenciada do Inmetro dentro da

Infraestrutura da Qualidade do Brasil

descrita no site do BIPM. A Infraestrutura

da Qualidade no país é composta

por cinco instituições e a Cgcre - Inmetro,

o LNMRI, Observatório Nacional/

Laboratório Nacional da Hora (ON/

LNH), Associação Brasileira de Controle

da Qualidade (ABCQ) e Associação Brasileira

de Normas Técnicas. [19]

O Codex Alimentarius é um programa

conjunto da Organização das

Nações Unidas para a Agricultura e a

Alimentação (FAO) e da Organização

Mundial da Saúde (OMS) para desenvolver

normas internacionais para alimentos.

Este processo é denominado

Normalização e definido como a “formulação

e a aplicação de regras para

a solução ou prevenção de problemas,

com a cooperação de todos os interessados,

e, em particular, para a promoção

da economia global”. Tipicamente,


Metrologia

as normas são de uso voluntário, isto

é, não são obrigatórias por lei. A ABNT

é a instituição brasileira de referência

em Normalização. [20]

As normas elaboradas para compor

o Codex Alimentarius abrangem

assuntos gerais como resíduos de

pesticidas, de medicamentos veterinários,

aditivos, rotulagem, inspeção

e certificação, métodos de análise e

amostragem, nutrição e higiene. [21]

A Coordenação e a Secretaria Executiva

do Comitê Codex Alimentarius do

Brasil são exercidas pelo Inmetro e o

brasileiro Guilherme Costa foi reeleito

para a Presidência Mundial da Comissão

Codex Alimentarius. [22]

Conclusão

Três funções de Tecnologia Industrial

Básica contribuem para os temas dos

ODS 1 e 3 – Metrologia Legal, Avaliação

da Conformidade e Normalização.

As instituições que compõem a Infraestrutura

da Qualidade do Brasil e que

atuam nestes temas são o Inmetro,

a Cgcre, o LNMRI e a ABNT. Acordos

de Reconhecimento Mútuo são essenciais

para a constituição de um

sistema metrológico global, com o

aceite generalizado dos resultados de

medições. Entre os vários acordos que

o Brasil faz parte, o artigo ressaltou

quatro fóruns com participação ativa

do Inmetro: CIPM - MRA, IAF, ILAC e

Codex Alimentarius.

Bibliografia

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2030 Susteinable Development Goals. Disponível em

[2] UNIDO. Rebooting Quality Infrastructure for a Sustainable Future. Disponível

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[3] NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

1. Disponível em

[4] OIML D1. Considerations for a Law on Metrology. International

Organization of Legal Metrology. 2012 p. 9 Traduzido e adaptado

por Luciana e Sá Alves. Disponível em

[5] INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TEC-

NOLOGIA (INMETRO). Instrumentos de Medição. Disponível em


[6] INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNO-

LOGIA (INMETRO). Produtos Pesados e Embalados. Disponível em


[7] INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TEC-

NOLOGIA (INMETRO). Padronização de Produtos Pré-Medidos.

Disponível em

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LOGIA (INMETRO). Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade.

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Agenda 2030 Para O Desenvolvimento Sustentável. Disponível

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[10] NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Objetivo De Desenvolvimento Sustentável

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[11] INSTITUTO DE RADIOPROTEÇÃO E DOSIMETRIA (IRD). Metrologia.

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OPAS. Disponivel em

[13] INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNO-

LOGIA (INMETRO). Estrutura Hierárquica de Rastreabilidade. Disponível

em

[14] INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TEC-

NOLOGIA (INMETRO). Vocabulário Internacional de Metrologia:

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LOGIA (INMETRO). Coordenação Geral de Acreditação. Disponível

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[17] INTERNATIONAL ACCREDITATTION FORUM (IAF). Introdução

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em

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en America Latina. Brasil: Campinas, 2003. Disponível em


[22] BRASIL. MINISTÈRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABAS-

TECIMENTO. Brasileiro é reeleito para a presidência do Codex

Alimentarius. Disponível em

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Revista Analytica | Março 2021

Luciana e Sá Alves

Analista executivo em Metrologia e Qualidade (Inmetro), Bióloga e professora de Ciências e Biologia.

Mestre em Educação (Puc-Rio) e doutora em Biotecnologia (Inmetro/UFRJ)


Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação

MODERNIZAÇÕES EM PREPARO

DE AMOSTRAS PARA CROMATOGRAFIA

Por Ingrid Ferreira Costa, Mariana Baptistão

O avanço tecnológico das técnicas

químicas possibilitou que muitas

perguntas técnico-científicas fossem

respondidas, principalmente, porque

as análises químicas clássicas demandavam

uma quantidade razoável de

amostra para chegar em um resultado

conclusivo. Em contrapartida, os

instrumentos de análise instrumental

aumentaram exponencialmente sua

sensibilidade, e por isso, começaram a

demandar um cuidado maior no preparo

das amostras.

A maioria das amostras encontradas

em laboratórios que realizam análises

cromatográficas não estão numa forma

que possibilite uma análise direta,

ou seja, é necessário alguma forma de

preparação para quase todas as amostras.

Esse preparo pode ser simples

como uma diluição ou mais complexo,

como quando envolve diversas etapas

até obter um extrato final adequado.

Figura 1. Principais Etapas do Ciclo Analítico. Da esquerda para a direita: coleta/amostragem,

transporte das amostras, preparo das amostras, análise das amostras, tratamento de

dados, geração de relatório (arquivo) e informação ao cliente final.

Fonte: Majors, 2013.

O ciclo ou fluxo analítico, conforme

mostrado na Figura 1, engloba todos

as etapas de trabalho, desde aquelas

iniciais como a coleta e amostragem,

até a análise instrumental e tratamento

estatístico dos dados. Uma

das etapas mais importantes desse

ciclo é o preparo de amostras, apesar

de nem sempre receber a devida

importância quando comparado a

seleção da técnica analítica ou ao

tratamento de dados.

Ainda avaliando este cenário, deve-se

considerar que muitos laboratórios

ainda empregam métodos

clássicos que são morosos, requerem

uma quantidade significativas

de solventes, vidrarias (que podem

não ser passíveis de calibração) e

com isso a qualidade na entrega

dos resultados pode ser questionavél

e ainda pode criar problemas de

segurança e aumento dos custos no

laboratório.

Revista Analytica | Março 2021

33


Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação

34

Revista Analytica | Março 2021

Considerando essa temática, nesse

artigo será discutido as principais

técnicas de preparo de amostras para

cromatografia que abrangem as três

subáreas: filtração, purificação e extração.

As técnicas variam em complexidade

de execução, capacidade de

limpeza da amostra e custo operacional.

Independente disso, o intuito de

todas essas técnicas é fornecer uma

amostra preparada que:

1. Seja livre de interferentes, o

máximo possível;

2. Evite danificar a coluna cromatográfica

e o instrumento;

3. Compatível com a técnica de

análise.

Um dos processos mais simples de

preparo é a filtração das amostras.

Esse procedimento é realizado utilizando

um filtro de papel ou filtro de

seringa, e tem como propósito remover

os particulados que podem afetar

o sistema cromatográfico com entupimentos,

causar danos na cromatografia

(por exemplo perda de resolução

ou variação no tempo de retenção) e

ainda a diminuição no tempo de vida

útil da coluna. Esse processo amplamente

aplicado em laboratórios farmacêuticos,

e também, na finalização

de outros métodos de preparo de

amostras que são multietapas, mas

quem ainda podem conter particulados

no extrato final.

A seleção do filtro de seringa correto

envolve avaliar a compatibilidade

química da membrana com o

solvente da amostra, o volume de

amostra a ser filtrado com o tamanho

do filtro adequado e o tamanho

de partícula da coluna analítica

para definição da porosidade. Algumas

situações conhecidas como

a membrana PES (polietersulfona)

para amostras biológicas e a RC

(celulose regenerada) para PFAS

(substâncias perfluoroalquídicas)

podem ser citadas, embora ainda

existam diversas opções e sempre

testes preliminares de recuperação

no filtro são recomendados.

Atualmente, o formato mais difundido

do filtro é aquele para

acoplamento a seringa. Mas existe

a possibilidade de filtrar amostra

com maior conveniência usando

vials com filtro embutido na tampa,

para realização desse processo

dentro do vial - uma facilidade que

vai dispensar o uso da seringa e

que com isso manterá a eficiência

do procedimento mas com menos

etapas, diminuindo as chances de

contaminação. A desvantagem nesse

caso é a menor disponibilidade

de membranas nesse formato.

Ainda dentro da área de filtração,

existem procedimentos mais seletivos

que, além da remoção do particulado,

podem agregar a remoção

de classes de compostos interferentes,

como as proteínas e os lipídios.

Eles são interferentes comuns em

amostras biológicas e de alimentos,

e quando não são eliminados

da forma correta geralmente acumulam

dentro da fonte de íons do

LC-MS ou GC-MS bem como na

entrada da coluna analítica, afetando

a sensibilidade e robustez dos

métodos. Uma forma moderna de

realizar essa remoção é a partir de

placas filtrantes de 96-posições que

contém fase estacionária. Uma vez

desenvolvidos e otimizados com os

solventes e quantidades adequadas,

esses protocolos promoverão

simultaneamente a remoção de

proteínas e/ou lipídios juntamente

com o particulado.

Os métodos em placas filtrantes

são conhecidos por economizar

tempo e fornecer maior eficiência

ao preparo frente aos procedimentos

clássicos para tais fins, como

por exemplo a precipitação de proteínas.

Uma outra vantagem dessas

placas é a alta produtividade, ideal

para laboratórios com alta demanda

de análises por dia e também a

possibilidade de automatização do

protocolo com pipetadores automáticos

– algo impensável com os


Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação

métodos clássicos. Aplicações como

Análise de Vitaminas, Quantificação

de Hormônios e Identificação de

Drogas em matrizes diversas podem

ser citadas como algumas das

indicadas para esse tipo de preparo

de amostras.

Dentro da área de purificação,

abordaremos a técnica de extração

líquida, sendo a mais popular delas

a extração líquido-líquido (LLE). A

LLE clássica é baseada na miscibilidade

dos compostos com os meios

orgânico e aquoso para a extração,

e para atingir uma boa recuperação

é comum utilizar grandes volumes

de solvente orgânico, muitas vezes

solventes perigosos, e como consequência

os procedimentos são

conhecidos por serem morosos e de

difícil operação.

Recentemente, houve grande interesse

em miniaturização de métodos

analíticos que resultam em

economia de solvente, amostra e

de tempo, e sendo assim, novos

métodos LLE miniaturizados já foram

reportados e comparados com

técnicas clássicas, sendo que essas

abordagens se mostraram mais eficientes

e fácil automatização. Em

contrapartida, uma outra forma

moderna de endereçar as dificuldades

já mencionadas e outras (como

formação de emulsão e variação

de resultados analista-a-analista,

por exemplo) da extração líquido-

-líquido é optar pela extração sólido-líquido

(SLE). Com a SLE não há

agitação vigorosa no funil de separação,

e, portanto, as emulsões não

serão formadas. Além disso, a partição

é extremamente eficiente entre

a fase líquida e o suporte sólido

levando a procedimentos mais reprodutíveis,

pois a dependência do

tipo de agitação, tempo de agitação

e visualização da separação de fases

de cada analista deixam de existir.

O suporte sólido da SLE pode ser

baseado em terra diatomácea ou

materiais sintéticos, que nesse

processo tem a função de adsorver

todo o conteúdo da amostra, e depois

com o solvente orgânico adequado,

analitos são eluídos. A lista

de possibilidades de aplicação é

vasta, mas vale citar especialmente

os segmentos de cosméticos,

alimentícios e da pesquisa clínica.

Limitações existem para amostras

sólidas e/ou analitos de alta polaridade.

QuEChERS, acrônimo do inglês

(Quick, Easy, Cheap, Effective, Rugged

and Safe) é uma técnica que

tem recebido grande destaque por

ter sido rapidamente incorporada

nos protocolos de laboratórios em

todo o mundo. Sua metodologia é

amplamente utilizada para a análise

de resíduos de pesticidas e contaminantes

orgânicos em amostras

de alimentos. O procedimento consiste

em duas etapas rápidas e muito

simples de extração e limpeza.

Quando comparado com métodos

clássicos, esse procedimento reduz

uso de solventes caros e perigosos,

necessita de uma quantidade de

amostra inicial menor e faz uso de

itens simples do laboratório (centrífuga,

pipetas e balança analítica).

Por fim, com a amostra preparada,

o procedimento é amigável com

várias técnicas e a análise costuma

ser realizada por GC-MS/MS e/ou

LC-MS/MS. Aplicações como determinação

de resíduos de pesticidas,

micotoxinas e drogas veterinárias

são algumas das que mais utilizam

a técnica de QuEChERS como preparo

de amostra.

Para aquelas aplicações em que é

oportuno realizar a pré-concentração

de analitos ou para maior seletividade

no procedimento de preparo de

amostras por complexidade das matrizes,

a extração em fase sólida (SPE)

é uma das técnicas mais utilizadas

nos laboratórios, principalmente, pela

versatilidade, fácil automatização, ausência

de emulsão e alta remoção de

Revista Analytica | Março 2021

35


Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação

interferentes. A técnica consiste em

utilizar cartuchos com sorventes que

atuam com diferentes mecanismos de

extração (polar, apolar, troca iônica,

etc), de forma que com os solventes

adequados é possível fracionar a

amostra, eliminando interferentes e

eluindor os analitos em etapas distintas.

No desenvolvimento e otimização

do método é importante verificar as

características químicas dos analitos,

a compatibilidade química da amostra

e dos solventes aplicados em cada

etapa. Por conta da disponibilidade

de diferentes sorventes a técnica tem

alta aplicabilidade em todos os segmentos,

sendo de maior destaque o

ambiental e alimentício. A extração e

concentração de resíduos de contaminantes,

que se encontram em níveis

muito baixos, em água e efluentes é

uma das aplicações com grande demanda

para a técnica.

Quando os analitos tem um certo

grau de volatilidade, a microextração

em fase sólida (SPME) é aplicada,

explorando não apenas um sorvente/

fase extratora mas também a temperatura,

para melhor recuperar os

analitos. Um pouco diferente do SPE,

a fase extratora não encontra-se num

cartucho e sim numa fibra com espessura

conhecida de fase recoberta.

Os métodos permitem que a amostra

entre em contato direto com a fibra

ou deixam um espaço disponível

entre as fases (chamado de headspace)

por um determinado período

de tempo até que seja estabelecido

um equilíbrio e com isso os analitos

consigam adsorver na superfície da

fase extratora. O desenvolvimento e

otimização desses métodos envolve o

entedimento e avaliação de parâmetros

como o pH, temperatura, tempo

de extração, agitação, entre outros.

Aplicações como resíduos de solvente

em matéria-prima, surfactantes e

impurezas em polímeros tipicamente

são feitas por SPME.

Com as informações e aplicações

apresentadas, verifica-se a grande

aplicabilidade das técnicas de preparo

de amostra em vários segmentos

de mercado. De forma geral, a necessidade

de uma técnica mais seletiva

de preparo de amostra tende a

aumentar proporcionalmente com o

aumento da complexidade da amostra

a ser analisada, porém outras

necessidades do método analítico

como sensibilidade e seletividade

devem ser contabilizadas. Não há

uma técnica de preparo de amostras

ideal para todas as aplicações, e essa

escolha sempre deve estar atrelada

às perguntas técnico-científicas

definidas no início - o preparo de

amostra precisa ser bom o suficiente

para responder a essas perguntas.

REFERÊNCIAS

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PRESTES, Osmar D.; FRIGGI, Caroline A.; ADAIME, Martha B.;

ZANELLA, Renato. QuEChERS: um método moderno de preparo

de amostra para determinação multirresíduo de pesticidas em

alimentos por métodos cromatográficos acoplados à espectrometria

de massas. Química Nova, [S.L.], v. 32, n. 6, p. 1620-1634,

2009. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0100-

40422009000600046.

VALENTE, Antonio Luiz Pires; AUGUSTO, Fabio. Microextração

por fase sólida. Quím. Nova [online], v. 23, n. 4, p. 523-530,

2000. ISSN 1678-7064. https://doi.org/10.1590/S0100-

40422000000400016.

CUNHA, Isabela Cristina Matos. Desenvolvimento e Validação de

um Método para Determinação de Formaldeído em Esmaltes

Utilizando QuERChES/SPE e GC/MS. 2016. 96 f. Tese (Doutorado)

- Programa de Pós Graduação em Química, Universidade Federal

de Ouro Preto, Ouro Preto, 2016.

Ingrid Ferreira Costa

Mariana Baptistão

36

Revista Analytica | Março 2021

cif.ingrid@gmail.com

Mestranda em Ciências Farmacêuticas (UNIFESP) atuando na

linha de pesquisa de Desenvolvimento e Inovação Farmacêutica

focado no estudo metabolômico de microrganismos e

plantas medicinais. MBA em Marketing Estratégico Digital.

Especialista em Growth Hacking. Bacharel em Química com

Atribuições Tecnológicas (UNIFESP e FASB). CEO da Biochemie,

Empreendedora Científica, Especialista em P&D, sobretudo, em

executar investigações analíticas e know-how em desenvolver

novas metodologias analíticas.

mariana.baptistao@agilent.com

Bacharel em Química e Mestre em Química Analitica pela

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atua como

Cientista de Aplicação de Consumíveis desde 2014 na Agilent

Technologies do Brasil, com experiência em desenvolvimento

de métodos analíticos em cromatografia e métodos de preparo

de amostras para cromatografia.


Em Foco

Em Foco

AVANÇO TECNOLÓGICO TRAZ AGILIDADE PARA PRODUÇÃO

DE MEDICAMENTOS ESTÉREIS E INJETÁVEIS NA LUTA CONTRA COVID-19

00

Mercado farmacêutico se movimenta com

tecnologia pujante para produção de vacinas e

medicamentos estéreis.

Utilizando a metodologia de detecção por

fluorescência, que reage com a produção

bioquímica de CO2, o BD BACTEC é o

método alternativo microbiológico com o

maior número de aprovações pela ANVISA na

liberação de produtos farmacêuticos estéreis e

está sendo testado por outros segmentos

industriais, os quais possuem processos

esterilizantes.

O Teste de Esterilidade recomendado pelos

compêndios farmacêuticos, preconiza o

protocolo de 14 dias para incubação e

promoção de crescimento dos microrganismos

investigados. Esse prazo pode ser otimizado

com implementação do Método Rápido

BACTEC, que é capaz de detectar amostras

positivas em até 5 horas e finalizar o protocolo

de liberação em até 5 dias.

Com o propósito de trazer aos seus clientes

inovação tecnológica, segurança e qualidade

nos processos analíticos, especialmente aos

desenvolvedores de produtos estéreis e

biotecnológicos, a LAS do Brasil conta com

especialistas em Microbiologia e Filtração que

são responsáveis pelo assessoramento

técnico-científico, acordos comerciais e pelo

gerenciamento logístico de suprimentos que

garantem êxitos nos protocolos de validação

submetidos aos órgãos reguladores.

Projeto Buy-In

É um Programa de Incentivo ao período de

Validação do BACTEC para os clientes LAS do

Brasil. Para a implementação de uma

metodologia alternativa em laboratórios de

Controle de Qualidade é exigida uma validação

analítica da nova metodologia. As agências

reguladoras, tanto ANVISA quanto MAPA,

adotam a Farmacopeia Brasileira (FB),

Farmacopeia Americana (USP) dentre outras,

como diretrizes para validar os ensaios

analíticos. Nos referidos compêndios

encontramos os ensaios que as empresas

devem adotar para ter as provas científicas de

que a metodologia alternativa adotada, deverá

ser mais segura que a tradicional.

Ao adquirir o equipamento BD BACTEC a LAS

do Brasil também oferece em seu amplo

portifólio insumos necessários para ensaios

analíticos:

• Meios de Cultura DIFCO

• Sistemas de Filtração Pall/

Membranas;

• Sanitizantes/ Detergentes STERIS

(contribuição para as Análises de

Monitoramento Ambiental);

• Insumos Laboratoriais Fisher

Scientific

Entre em contato com a LAS do Brasil para

conhecer a excelência do BD BACTEC e de

outras importantes soluções em Microbiologia!

+55 62 3085 1900

www.lasdobrasil.com.br/produtos/bd

Revista Analytica | Março 2021

37


Em Foco

TECNOLOGIAS DE PURIFICAÇÃO QUE GARANTEM A QUALIDADE

DA ÁGUA NOS LABORATÓRIOS

Meta description: Para qualquer laboratório, a

qualidade da água é crucial. Conheça a importância

de um sistema de purificação de água

corretamente dimensionado para os métodos

de purificação que garantem a pureza adequada

da água.

A água é um dos elementos mais importantes

no mundo e, em um contexto laboratorial, não

é diferente. Para diversas finalidades e com

usos muito diversificados, a água purificada

é muito importante para os laboratórios. Conheça

os sistemas de purificação de água para

laboratório da ELGA LabWater e os principais

métodos que garantem a qualidade da água

neste contexto.

38

Revista Analytica | Março 2021

Laboratórios são locais onde se desenvolvem

atividades de pesquisas e análises diversas

e de grande importância no que diz respeito

a confiabilidade de resultados.. Pelo tipo de

trabalho e necessidade de uso de reagentes

com elevado grau de pureza, a água purificada

é um insumo extremamente importante e

essencial dentro do laboratório, e assume um

papel fundamental em vários processos.

De fato, quando pensamos num laboratório,

é normal lembrarmos de situações nas quais

o uso de água pode ser necessário. Desde o

banho-maria, a lavagem de vidraria ou no

abastecimento de autoclaves, o seu uso assume,

em contexto laboratorial, uma grande

diversidade e importância.

Dada a própria essência do trabalho dentro

de um laboratório, a pureza da água é essencial

neste contexto. Assim, considerando

a exigência geral de água do laboratório, são

utilizados diversas tecnologias no processo

de purificação da água. Estas tecnologias,

desenvolvidas por profissionais especializados

(como por exemplo a ELGA), ajudam a garantir

a qualidade da água purificada nos laboratórios

e, portanto, a garantir a segurança e

confiabilidade de todos os resultados de todas

as análises realizadas.

Descubra, com este artigo, o que é um sistema

de purificação de água para laboratório, compreenda

a sua importância e conheça as tecnologias

que garantem a qualidade da água

nos laboratórios.

A importância da purificação da água

para laboratórios

O uso da água em contexto laboratorial é tão

importante quanto diverso. Em vários setores,

a rotina laboratorial irá demandar o uso deste

reagente - a Água Purificada.

Em contexto de laboratório, se a água não for

corretamente tratada para atingir a pureza

necessária, isto pode afetar de forma muito

negativa todas as atividades, promovendo a

contaminação, em muitas etapas do processo,

devido a potenciais impurezas que nela possam

estar presentes.

Em procedimentos como análises clínicas ou qualquer

outra análise laboratorial, a pureza da água é

imperativa, para que esta não contenha bactérias

ou biomoléculas. Este cuidado irá garantir eficácia

dos testes e o rigor dos resultados, sem colocar em

risco a contaminação de outros reagentes.

Para a obtenção da água purificada ideal, no

entanto, exige a consultoria dos melhores especialistas,

para configuração e instalação de um

sistema de purificação de água bem dimensionado

à realidade atual e futura do laboratório.

O processo de purificação da água para

laboratório

Uma vez que a pureza da água é um elemento

crucial na rotina dos laboratórios, a configuração

e instalação de um sistema de purificação

de água para laboratório é fundamental. Este

tipo de sistema irá garantir que a água utilizada

pelos profissionais da área é totalmente

neutra, pura e pronta para ser utilizada.


Em Foco

O controle da qualidade da água, bem como

a garantia do seu fornecimento constante demanda

um grande esforço e dedicação, além

de estratégias eficazes, que garantam que

todo o processo de purificação ocorra sem falhas.

Assim, o sistema deve ser adequado ao

tamanho e necessidades do laboratório.

Atualmente, com a ELGA LabWater, os laboratórios

podem garantir a sua água purificada

através de dois métodos: os sistemas centralizados

de produção e distribuição de água

laboratorial e os sistemas de purificação de

água laboratorial de ponto de uso.

Os Sistemas Centralizados de Água

Laboratorial

Os sistemas centralizados de produção e distribuição

de água são confiáveis e fornecem

um abastecimento contínuo e ininterrupto

de água purificada, a partir de uma unidade

central, que distribui água para várias áreas

do laboratório.

Este método, de uma forma centralizada, purifica,

armazena e distribui a água, para que esta abasteça

diferentes laboratórios em vários pontos do edifício.

Quando comparada com a outra opção – o

sistema de água laboratorial de ponto de

uso – a água centralizada pode apresentar a

vantagem de ser uma solução menos dispendiosa,

caso a água seja necessária em diversos

pontos do laboratório de grande dimensão ou

um edifício com diversos laboratórios.

Estes sistemas são capazes de fornecer até 6

mil litros de água/dia permitindo uma vazão

instantânea de até 38 litros/minuto de água

purificada (do tipo I, II e III).

Esse método já é bem conhecido por diversos

laboratórios, e vem sendo utilizado por empresas

de diferentes setores. A sua aplicação

é bastante comum em laboratórios farmacêuticos,

universidades, institutos de pesquisa,

além dos laboratórios clínicos, e laboratórios

de pesquisa e desenvolvimento.

Sistemas de purificação de água laboratorial

de ponto de uso

Outra opção utilizada e muito comumente

utilizada, é o sistema purificação de água para

laboratório de ponto de uso.

Este sistema é responsável pelo fornecimento de

água ultrapura, através de um abastecimento de

uma fonte de água potável ou pré-tratada.

Uma vez que a água desses sistemas é a mais

pura, evita-se que essa água seja distribuída

por uma longa tubulação, para que se reduza

o risco de qualquer contaminação que possa

afetar a qualidade da água.

A água produzida por este tipo de sistema o

pode servir desde a lavagem de vidraria, até

aplicações analíticas mais sensíveis.

Esse tipo de fornecimento de água para laboratórios

permite que exista o acesso simples,

rápido,, consistente e confiável de água purificada,

podendo a água ser do tipo I, II ou III.

Com esse sistema de água laboratorial no

ponto de uso há a possibilidade de produzir

até mil litros de água/dia, com baixos custos

de operação e utilizando sistemas compactos.

Além disso, todo o processo de manutenção,

monitoramento e suporte para esse tipo de

sistema é, realizado por especialistas e profissionais

treinados, de forma regular e eficaz,

para garantir a pureza da água.

Para mais informações:

Tel. +55 11 3888-8782

Rafaela.rodrigues@veolia.com

Revista Analytica | Março 2021

39


Em Foco

PRODUÇÃO BRASILEIRA COM TECNOLOGIA ALEMÃ

PLACA DE PETRI DA GREINER BIO-ONE: EFICIENTE. SEGURA. COMPLETA. E PERSONALIZADA COM A MARCA DO SEU NEGÓCIO.

Americana, fevereiro 2021 – Contribuindo para

Além disso, as placas de Petri Greiner Bio-One foram

Greiner Bio-One Divisão BioScience

a ciência dar um passo à frente, a Greiner Bio-One

desenvolveu, produziu e apresentou ao mercado,

em 1963, a primeira placa de Petri de plástico,

tornando-se referência de mercado e uma das

principais fornecedoras da área, com produção

superior a 120 milhões de unidades por ano na

Europa. Nada mais justo do que trazer, diretamente

dos pioneiros, a tecnologia e know-how consagrados

mundialmente para suprir o mercado brasileiro

com a melhor placa de Petri. A unidade da Greiner

Bio-One de Americana produz placas de Petri de

90x15 mm e possui estoque local que pode chegar

rapidamente às bancadas de todo país.

projetadas para serem compatíveis com os principais

sistemas de preenchimento de meio e, dessa forma,

garantir eficiência plena na rotina de produção.

As grandes conquistas da ciência, como crescimento

de células com circuitos eletrônicos integrados,

clonagem de órgãos, melhor entendimento

do comportamento dos vírus e muitas outras, são

pesquisas que foram iniciadas utilizando a placa

de Petri. Embora outros métodos de estudo de

microrganismos em laboratório estejam surgindo,

a necessidade de ter uma estrutura básica confiável

de cultura rápida de microrganismos num am-

A divisão BioScience da Greiner Bio-One

está entre os principais fornecedores de produtos

especializados para o cultivo e análise

de culturas de células e tecidos. Baseando-se

em décadas de experiência com armazenamento

de amostras criogênicas, a Greiner Bio-

-One também oferece soluções para sistemas

de armazenamento automatizado em biobancos.

Além disso, continua a utilizar sua experiência

no desenvolvimento e produção de

microplacas para high-throughput screening,

permitindo assim a seleção da droga de forma

De uso indispensável em laboratórios microbiológicos

para o crescimento de microrganismos

como bactérias e fungos, as placas de Petri estão

disponíveis em diversos formatos e tamanhos,

biente estéril sempre existirá. Para contribuir com

mais avanços conte com a Greiner Bio-One como

parceira no desenvolvimento de placas de Petri

personalizadas para o seu negócio.

rápida e eficiente, tanto para aplicações industriais

quanto para pesquisa científica. Todo

o desenvolvimento, fabricação e operações de

vendas são controladas a partir da sede alemã

para cada tipo de necessidade.

Greiner Bio-One Internacional

da divisão BioScience em Frickenhausen.

Como fabricante de equipamentos originais

(OEM), a Greiner Bio-One oferece aos seus clientes,

a possibilidade de customização das placas de Petri

com a marca da empresa, integrando-as ao portfólio

de produtos ofertado. Sabemos da importância

da identidade visual de uma empresa e quanto ela

agrega valor ao produto final.

A Greiner Bio-One é especializada no desenvolvimento,

produção e distribuição de produtos plásticos

de alta qualidade para laboratórios. A empresa

é parceira tecnológica de hospitais, laboratórios,

universidades, institutos de pesquisa e indústrias

diagnósticas, farmacêuticas e de biotecnologia. É

composta por quatro divisões de negócios – Pré-

-Analítica, BioScience, Diagnóstica e OEM. Em

A qualidade do poliestireno utilizado na fabrica-

2014, a Greiner Bio-One International GmbH gerou

40

Revista Analytica | Março 2021

ção das placas de Petri permite que a logomarca

da sua empresa seja impressa de forma clara e

destacada na própria placa, possibilitando ao usuário

final a rápida identificação da marca e, assim,

contribuindo com sua fidelização.

um volume de negócios de 388 milliões de euros,

possui 1.800 funcionários, em 23 subsidiárias e

inúmeros distribuidores parceiros em mais de 100

países. A Greiner Bio-One faz parte da Greiner Holding,

localizada em Kremsmünster (Áustria).

Para mais informações:

Departamento de Marketing

T: +55 19 3468 9600

E-Mail: info@br.gbo.com


PRODUÇÃO BRASILEIRA

COM TECNOLOGIA ALEMÃ

PLACA DE PETRI

Personalizada e única

Com excelente transparência ótica para análises microscópicas, as Placas de

Petri da Greiner Bio-One, podem ser customizadas com sua logomarca e ter

a identidade do seu negócio.

Além disso, são resistentes ao calor e produzidas em poliestireno de alta qualidade.

www.gbo.com

Greiner Bio-One Brasil / Avenida Affonso Pansan, 1967 CEP 13473-620 | Americana, SP

TEL +55 (19) 3468-9600 / FAX +55 (19) 3468-3601 / E-MAIL info@br@gbo.com


Em Foco

LAVADORAS A VAPOR DA ELMA- ELMASTEAM 8 BASIC

Limpeza, enxágue e secagem - tudo com

um dispositivo.

A compacta Elmasteam 8 basic com 8 bar de pressão

de vapor é ideal para tarefas de pré-limpeza e

limpeza final suaves e ecológicas.

Com os modos de pressão selecionáveis „suave“ e

„forte“, a regulação individual da umidade no vapor

e o forte poder de aquecimento, o Elmasteam 8 basic

está pronto para tarefas de limpeza desafiadoras.

As peças limpas podem ser facilmente secas com

a função de ar comprimido opcionalmente integrada.

Para maior segurança do usuário, o Elmasteam

8 basic possui um modo de bloqueio automático

integrado.

A água pode ser enchida através do funil integrado

no tanque ou com a conexão opcional de água através

da conexão traseira e da bomba integrada.

O programa de descalcificação pode ser facilmente

iniciado no modo de serviço.

QUALIDADE e SEGURANÇA são as prin-

cipais prioridades da Elma. Isso significa

que apenas componentes testados e comprovados

e materiais de alta qualidade

são usados.

LAB DE A A Z: LANÇAMENTO MICROSCÓPIO BASIC TRINOCULAR

Fundamental para as instituições de ensino e

indispensável em laboratórios, o microscópio

permite a observação dos mínimos detalhes de

uma estrutura e a compreensão dos diversos

elementos do mundo dos microrganismos, além

da importância clínica nas análises celulares e de

fluidos corporais. Neste contexto, a Kasvi lança ao

mercado o Microscópio Basic Trinocular.

42

Revista Analytica | Março 2021

O diferencial deste tipo de microscópio é a observação

em três tubos: um para cada olho e o terceiro para

conectar uma câmera (venda separada). Com isso,

é possível a realização de diferentes tarefas, como

análise, captação, edição e compartilhamento de

imagens em alta definição, além da vantagem

de correção de cores para facilitar a visualização.

A possibilidade de realizar análises por meio de

projeções em outros dispositivos permite o usuário

trabalhar de modo mais didático e colaborativo.

É um equipamento de estrutura compacta e

fácil de manusear, com iluminação em LED e

ajuste de intensidade da luz. Possui dois tipos

de objetiva: Acromáticas e Planacromáticas.

Foco coaxial grosso e fino com ajuste de

tensão, platina retangular composta de dupla

camada mecânica.

Saiba mais sobre esse lançamento e nossa completa

linha de microscópios binoculares e trinoculares ideal

para o seu negócio: www.kasvi.com.br

Registro na ANVISA sob nº 80884880006

Kasvi

0800 726 0508

kasvi@kasvi.com.br


Lavadoras a vapor da Elma - Elmasteam 8 basic


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Conceito de qualidade em Microbiologia

Novas e modernas instalações

Equipe capacitada e comprometida

Acreditações: REBLAS / CGCRE-INMETRO /ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017

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