Jornal das Oficinas 185

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jornaldasoficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira

185

C

Abril 2021 Y

PERIODICIDADE | MENSAL

ANO XVI | 3 EUROS CM

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CY

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K

GERAÇÃO MILLENNIALS

OS NOVOS CLIENTES

das OFICINASPÁG. 12

Cibersegurança

PÁG. 06

A modernização dos veículos está

a trazer novos desafios e os riscos

da cibersegurança já começaram

a ser debatidos

ASER S.A.

PÁG. 32

A ASER iniciou 2021 com

a incorporação de dois novos

parceiros e prepara-se para lançar

uma nova rede de oficinas

JOÃO CARDOSO

PÁG. 28

No ano em que a Continental celebra

o 150º aniversário, entrevistámos

João Cardoso, diretor de vendas

dos produtos de transmissão

DAVid BASSAS

PÁG. 40

Estivemos à conversa com David

Bassas, diretor geral da NGK Spark

Plug Europe para fazer um balanço

deste primeiro ano da pandemia

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se move,

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LIQUI MOLY

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Editorial

185

Abril 2021

Folha de Serviço ............................................................................. 04

ATUalidadE

Cibersegurança ................................................................................ 06

DESTAQUE

Novas gerações ............................................................................... 12

OPINIÃO

Antonieta Loureiro ........................................................................ 18

CAMPANHAS

VISU Aftermarket .......................................................................... 20

Power On ................................................................................................. 24

ENTREVISTA

João Cardoso ..................................................................................... 28

EMPRESAS

ASER ............................................................................................................. 33

DRiV ................................................................................................................ 36

NGK ................................................................................................................. 40

REPORTAGENS

Vértice Internacional ................................................................. 44

Guadiluso ................................................................................................. 48

Alta Roda ................................................................................................. 52

OFICINA DO MÊS

Cardoso & Caeiro ........................................................................... 54

NOTÍCIAS

Empresas ................................................................................................. 56

Produto ...................................................................................................... 64

TÉCNICA & SERVIÇO

Tintas alta eficiência .................................................................. 72

REPINTURA

Soluções Axalta ............................................................................... 76

COLMATAR

AS FALHAS

A

pandemia do coronavírus não abrandou o ritmo das mudanças tecnológicas, antes pelo

contrário. Os consumidores e a indústria aproveitaram a oportunidade para

melhorar a sustentabilidade, e todos nós integrámos mais soluções digitais

na nossa vida quotidiana para garantir que conseguimos ter acesso às pessoas,

aos produtos e aos serviços de que necessitamos. As oficinas independentes

não podem ficar indiferentes a estas mudanças, e embora no ano passado,

muitas estivessem compreensivelmente focadas na sua sobrevivência, este ano é importante que

os proprietários assumam novamente o controlo, colmatando as falhas quanto à digitalização.

Para se manterem competitivas, as oficinas independentes têm de acompanhar o restante setor automóvel

em termos de conectividade e capacidade digital, juntando-se a prestadores de serviços de

outros setores para satisfazerem as expetativas dos consumidores.

Sabemos que muitos proprietários de oficinas são cautelosos quanto à realização de investimentos

empresariais no contexto de incerteza em que nos encontramos, mas implantada de forma correta, a

tecnologia digital pode melhorar a eficiência, a rentabilidade e a competitividade desde o primeiro dia.

O tempo de inatividade na oficina é dispendioso, por isso é necessário saber gerir de forma pró-ativa o

respetivo volume de trabalho, e é aqui que entram as soluções digitais de gestão de oficinas.

A utilização dos dados para prever com rigor quanto tempo irá demorar cada trabalho é essencial, de

modo a que o trabalho possa ser planeado de forma eficaz, e os recursos técnicos sejam reforçados ou

reduzidos, consoante a necessidade. Maximizando a produtividade no espaço da oficina, o software de

gestão pode também simplificar os processos de back office. O sistema instalado deve permitir a consulta

e encomenda online de peças em qualquer momento, assim como funcionalidades de gestão de

stock, um centro de ajuda e a capacidade de sincronização com as principais soluções de contabilidade.

A encomenda de peças no mercado pós-venda independente tem vindo habitualmente a ser feita através

do telefone, mas as encomendas online conseguem ser mais rápidas, tendo também a vantagem

adicional de um rasto digital. Isto é algo que incentivamos as oficinas a ter em consideração em 2021.

Aquelas que compram através do website conseguem uma visibilidade total da respetiva encomenda

até ao momento em que a mesma é entregue, ajudando-as, uma vez mais, a planear o trabalho. As

devoluções e garantias também são mais fáceis de gerir, e as linhas telefónicas das oficinas ficam livres

para serem utilizadas pelos clientes das mesmas.

Apesar do facto de muitos clientes ainda fazerem marcações por telefone, de modo a poderem indicar o que

é que o veículo necessita, é provável que escolham uma oficina através de pesquisa online, e as que tiverem

uma presença online credível encontram-se certamente em melhor posição para ganharem negócios.

É por isso que em 2021, o nosso conselho para as oficinas independentes é que invistam na sua presença

digital, o que inclui os respetivos websites, redes sociais e outras comunicações digitais com os

clientes, como os e-mails.

JOÃO VIEIRA | Diretor

DIRETOR JOÃO VIEIRA joao.vieira@apcomunicacao.com // DIRETOR COMERCIAL MÁRIO CARMO mario.carmo@apcomunicacao.com // GESTOR DE CLIENTES PAULO FRANCO paulo.franco@apcomunicacao.com

WEBMASTER ANTÓNIO VALENTE // ARTE HÉLIO FALCÃO // SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS E CONTABILIDADE financeiro@apcomunicacao.com // PERIODICIDADE Mensal // ASSINATURAS assinaturas@apcomunicacao.com

SEDE DA REDAÇÃO Bela Vista Office Estrada de Paço de Arcos, 66 2735 - 336 Cacém // TEL. +351 219 288 052 // GPS 38º45’51.12”N - 9º18’22.61”W // © Copyright Nos termos legais em vigor, é totalmente interdita

a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito do JORNAL DAS OFICINAS // IMPRESSÃO LISGRÁFICA - IMPRESSÃO E ARTES GRÁFICAS, S.A. Estrada Consiglieri

Pedroso, 90 2730 - 053 Barcarena Tel. 214 345 400 // N.º DE REGISTO NA ERC 124.782 // DEPÓSITO LEGAL n.º: 201.608/03 TIRAGEM 10.000 exemplares

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EDIÇÃO AP COMUNICAÇÃO // PROPRIEDADE JOÃO VIEIRA // SEDE PROPRIETÁRIO/EDITOR Bela Vista Office Estrada de Paço de Arcos, 66 2735 - 336 Cacém // GERÊNCIA João Vieira - Publicações Unipessoal, Lda.

PRINCIPAL ACIONISTA João Vieira (100% TEL. +351 219 288 052 // EMAIL geral@apcomunicacao.com // Consulte o Estatuto Editorial no site www.jornaldasoficinas.com

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2021 3


FOLHA

DE SERVIÇO

IPSIS

VERBIS

ANTONIETA LOUREIRO

CEO OSRAM, LDA. & OSRAM, SL

AGORA É A ALTURA CERTA

PARA PENSAR EM

INFORMAÇÃO E FORMAÇÃO

SOBRE TEMAS COMO

A ADAPTAÇÃO À MUDANÇA,

A DIGITALIZAÇÃO

E A COMUNICAÇÃO POSITIVA

JO MAIS ATIVO NO ONLINE

O

JO entrou no ano 2021 com novos projetos dedicados ao online, com destaque para a renovação

das news letters e website, lançamento das Campanhas VISU e Power On, Podcasts de entrevistas

com responsáveis do aftermarket, reportagens vídeos e atualização diária de informação

nas redes sociais Facebook, Linkdin, Twiter, Instagram e Youtube. Os novos conteúdos desenvolvidos

e a nova imagem refletem o posicionamento do JO e são um sinal claro da vontade, cada vez maior, de

aproximação do Jornal a um público mais vasto, que cada vez mais procura informação online sobre o

aftermarket. O número elevado de visualizações que estas iniciativas têm tido, comprovam o seu interesse

e motiva-nos para continuar a apostar neste tipo de comunicação. Através de um simples clique, os

profissionais têm acesso a informação gratuita sobre o que de mais importante se passa no aftermarket

nacional e internacional enquanto os nossos parceiros ganham visibilidade e notoriedade ao estarem

presentes nestas plataformas.

JOSÉ LUIS BRAVO

DIRETOR GERAL DA ASER

PRECISAMOS

DE “NORMALIDADE”

PRINCIPALMENTE POR

UMA QUESTÃO DE SAÚDE,

MAS CERTAMENTE

TAMBÉM POR UMA

QUESTÃO ECONÓMICA

SEMÁFORO

DAVID BASSAS

DIRETOR GERAL DA NGK EUROPA

OS DESAFIOS

DA ELETRIFICAÇÃO

DO AUTOMÓVEL

(CUSTOS, AUTONOMIA,

INFRAESTRUTURAS, ETC.)

VÃO SER SUPERADOS ALGUM

DIA E A TRANSIÇÃO PARA

A MOBILIDADE ELÉTRICA

VAI ACONTECER, MAIS

TARDE OU MAIS CEDO

Recuperação adiada

Atualmente, a mobilidade das pessoas, e

portanto dos veículos, teve uma redução

drástica comparativamente aos níveis

de 2019, e não está muito claro quando

voltará a esses níveis. Os quilómetros não

percorridos são perdidos e, portanto, as

operações de manutenção e reparação são

adiadas e a procura diminuiu. No curto

prazo, o aftermarket pós-Covid19 está a ser

afetado, estando já a acontecer uma guerra

de preços que terá repercussões em todo

o setor. A quebra do negócio e da atividade

em consequência das restrições impostas

a nível nacional estão a condicionar o

desempenho da atividade das oficinas.

Bazuca europeia

Para fazer face à crise, a União Europeia

dotou-se de um pacote de recuperação de

1,8 biliões de euros, cabendo a Portugal

mais de 45 mil milhões de euros. Dentre os

setores contemplados com os apoios financeiros

a fundo perdido não faz parte o setor

automóvel, tido como fundamental para

a economia. Vai por isso ficar mais uma

vez adiada a realização de investimentos

necessários para adaptar as oficinas às mudanças

nos aspetos tecnológicos e sociais

do setor automóvel, designadamente a

modernização das infraestruturas físicas e

eletrónicas para adaptá-las aos serviços de

novos veículos.

Automóvel é insubstituível

Cerca de 60% dos portugueses não se

veem a viver sem carro. Segundo um estudo

feito pelo Observador Cetelem, 6 em

10 consideram o automóvel insubstituível.

A sociedade está em constante evolução

e são cada vez mais os debates sobre a

utilização dos veículos. Apesar de todas as

críticas a que o automóvel pode estar sujeito

e de todas as nuvens negras que têm

pairado sobre ele, a verdade é que é um

transporte que tem permanecido inevitável

e intemporal, garantido por muitos

e bons anos o negócio das oficinas de

manutenção e reparação automóvel.

4 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


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Competência em cores, know-how tecnológico e a necessidade de corresponder aos mais altos

padrões fazem parte do nosso ADN. À medida que a escolha de cores, efeitos e tonalidades

disponíveis se torna cada vez mais ampla, nós continuamos a desenvolver o sistema bicamada

Standoblue. A Standox ajuda a sua oficina a alcançar excelentes resultados, seja para as

reparações do dia a dia ou para os desafios mais exigentes. Desde a rápida correspondência de

cores até à obtenção da fórmula com a máxima precisão de cor na tinta aplicada, pode contar

com a qualidade da Base Bicamada Standoblue. É parte de um sistema completo que fornece

todos os componentes necessários para os acabamentos mais exigentes de hoje.


Atualidade

CIBERSEGURANÇA (I PARTE)

PROTEGER

O CARRO DO

FUTURO

A MODERNIZAÇÃO DOS VEÍCULOS ESTÁ A TRAZER NOVOS DESAFIOS

À INDÚSTRIA AUTOMÓVEL E OS RISCOS DA CIBERSEGURANÇA

JÁ COMEÇARAM A SER DEBATIDOS E REGULADOS AO NÍVEL DO

PRIMEIRO EQUIPAMENTO. AS PREOCUPAÇÕES RECAEM AGORA

SOBRE O AFTERMARKET, QUE AINDA NÃO TEM LEGISLAÇÃO

APROVADA QUE APOIE AS SUAS NECESSIDADES ESPECÍFICAS,

NOMEADAMENTE NO QUE DIZ RESPEITO ÀS PERMISSÕES DE ACESSO

AOS VEÍCULOS NAS OPERAÇÕES DE REPARAÇÃO.

O

Jornal das Oficinas esteve à conversa com

Sylvia Gotzen, diretora executiva da Federação

Internacional dos Distribuidores de

Aftermarket (FIGIEFA), que nos falou sobre o que

está a ser feito na defesa das oficinas multimarca

independentes.

Neste artigo – que continua na próxima edição

– vamos explorar o tema da cibersegurança.

Apesar de ser um assunto relativamente recente,

já está a dar muitas dores de cabeça no setor automóvel

e urgem decisões por parte dos organismos

internacionais, para estabelecer standards ao longo

de todo o ciclo de vida do veículo.

As primeiras luzes ao fundo do túnel chegam por

parte dos fabricantes, mas é preciso garantir que

estes alinham rapidamente as suas práticas de segurança

de dados com o mercado de pós-venda.

Caso contrário, explica a responsável da FIGIEFA,

Sylvia Gotzen, muito em breve poderá haver uma

“distorção da concorrência, pondo em causa a escolha

dos consumidores e a existência de oficinas

independentes, se os fabricantes de veículos se tornarem

«porteiros» e controlarem, de uma forma

ou de outra, quem tem acesso a que dados, quando

e sob que condições. A FIGIEFA e os seus parceiros

têm vindo a alertar a Comissão Europeia para

estes riscos e o assunto já está a ser investigado”.

Em causa está, claro, o necessário acesso das oficinas

multimarca aos dados dos veículos que, segundo

Gotzen, não pode passar pelos OEM, sob pena

de “perdermos a nossa independência”.

Envolvida no debate desde 2018, a FIGIEFA tem

estado em contacto com os parceiros para identificar

as apreensões dos mesmos, assim como

para ouvir as suas propostas sobre este assunto.

Para já, a representante das empresas de distribuição

de peças conseguiu estabelecer dois requisitos

a ter em conta nas propostas de leis que

estão a ser preparadas: “que a implementação

da cibersegurança ao nível do primeiro equipamento

esteja de acordo com a legislação nacional/regional

(União Europeia) no acesso ao veículo,

dados, funções e desenvolvimento, assim

como a integração de sistemas de substituição

de componentes” e, ainda, que seja alterada a

definição da fase de pós-produção, que deve ir

até “ao fim da vida do veículo”, ao invés de até

“ao fim da manutenção da cibersegurança”, o

que deixaria os fabricantes com liberdade para

definir quando deixar de prestar manutenção

de cibersegurança a um determinado veículo. A

cibersegurança no mercado de aftermarket está

na agenda da Comissão Europeia para 2021 e a

primeira proposta deverá estar concluída antes

do final deste ano.

As inevitáveis desvantAGens

da tecnologia

Recuemos um pouco para perceber exatamente

o que está em causa. Os carros que hoje guiamos

são substancialmente diferentes daqueles

que os nossos pais e avós conduziram e sê-lo-ão

ainda mais dos carros que os nossos filhos irão

conduzir daqui a umas décadas. A tecnologia


CIBERSEGURANÇA

OS VEÍCULOS E SISTEMAS DE TRANSPORTE INTELIGENTES

IRÃO CERTAMENTE NECESSITAR DE PROTEÇÃO CONTRA CIBERAMEAÇas

E CIBERCRIMES

«invadiu» os veículos com tudo o que

isso traz de bom… e também de mau.

Se antigamente os veículos eram puramente

mecânicos com ajudas pontuais

de eletrónica, agora são verdadeiras

máquinas digitais. A grande

maioria das inovações introduzidas

num passado recente nos automóveis

resulta da digitalização dos sistemas

de bordo, com um «ciber-cérebro» a

controlar os elementos mecânicos e

eletrónicos do veículo, desde motor,

travões, ar condicionado, luzes de

mudança de direção, etc. Só a título

de exemplo, basta pensarmos nos

travões de mão 100% mecânicos, que

sentíamos trabalhar nas nossas mãos

e que agora são um singelo botão, totalmente

eletrónico. Assim como este,

também o resto dos componentes do

veículo se transformaram drasticamente

nos últimos anos.

O caminho tem sido traçado no sentido

da condução autónoma, dos

automóveis conectados, dos veículos

elétricos e da mobilidade partilhada.

Hoje, os carros têm Wi-fi, Bluetooth,

estão ligados entre si (V2V – Veículo

a Veículo), estão ligados ao que

os rodeia (V2X – Veículo a Tudo) e

vão estar cada vez mais preparados

para comunicar com sistemas externos,

quer sejam semáforos, edifícios,

ciclistas ou peões. Num futuro não

muito longínquo, os automóveis vão

rastrear o ambiente que os envolve,

para procurar perigos, e tomarão

sozinhos as decisões necessárias, baseadas

nos dados recolhidos. As possibilidades

são infinitas e a sofisticação

da tecnologia trará cenários que

há poucas décadas considerávamos

totalmente irreais.

Inevitavelmente, quanto mais modernos

os carros se tornam, mais tecnológicos

e, por consequência, mais

sujeitos a ataques de «hackers». Sendo

computadores, carecem de atualizações

permanentes, pelo que têm

de estar ligados à internet – algo que

é, aliás, obrigatório na Europa desde

2018 – e, como qualquer sistema, são

corruptíveis.

Dentro de um carro estão cerca de

150 unidades de controlo eletrónico

e cerca de 100 milhões de linhas de

código de software (que até 2030

podem chegar a ser 300 milhões). Se

estes números não lhe dizem nada, é

mais fácil se colocarmos em perspetiva:

um avião de passageiros tem cerca

de 15 milhões de linhas de código,

um avião moderno de combate tem

cerca de 25 milhões e o sistema operativo

de um computador comum

rondará as 40 milhões de linhas de

código. A questão é que o carro é o

resultado final do trabalho de vários

parceiros que (ainda) não operam

em conjunto para precaver o cenário

completo das possíveis ciber ameaças

e isso constitui um risco acrescido

para os utilizadores dos veículos: expõe

vulnerabilidades, pode permitir

acidentes, colocando os passageiros

em risco de vida e decerto provocará

fortes perdas financeiras nas empresas

que o deixem acontecer. É uma

ameaça real e quase faz querer voltar

ao tempo em que um carro era apenas

um carro e não um computador.

Estabelecer standards

Posto isto, torna-se imperativo que

os fabricantes assumam responsabilidades

na questão da cibersegurança.

Por isso, os reguladores começam

a agir no que toca às crescentes vulnerabilidades

da segurança de dados

dos carros conectados. A Comissão

Económica das Nações Unidas para

a Europa (UNECE) está a trabalhar

em propostas de leis para melhorar a

cibersegurança automóvel e a gestão

da atualização de softwares. Falamos

do Fórum Mundial para a Harmonização

das Regulamentações Aplicáveis

a Veículos (WP.29), que estabelece

instrumentos regulamentares

respeitantes aos veículos a motor e

ao equipamento destes em mais de

60 mercados à escala global.

Os regulamentos WP.29 vão exigir

que, ao nível do primeiro equipamento,

sejam tomadas medidas na área

da gestão dos ciber riscos do veículo;

na garantia da segurança dos veículos

desde a conceção (mitigando os

riscos ao longo da cadeia de valor);

na deteção e resposta a incidentes de

segurança na frota de veículos e na

garantia de atualizações seguras de

software para atestar que a segurança

do veículo não é comprometida.

Na Europa, estes regulamentos sobre

a cibersegurança automóvel serão de

cumprimento obrigatório em todos os

veículos produzidos a partir de julho

de 2024. Para serem homologados,

os carros devem ter um certificado

de cumprimento do «Cyber Security

Management System» (CSMS) do fabricante,

onde figura cada processo e

atividade que confirma que o veículo

é seguro. Os OEM têm de demonstrar

práticas adequadas de gestão dos

ciber riscos ao longo do desenvolvimento,

produção e pós-produção dos

veículos, incluindo a capacidade de

resolver problemas de segurança do

software remotamente, após a venda

dos veículos. Tudo isto servirá de

8 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


CIBERSEGURANÇA

escudo para bloquear o acesso ilícito

aos automóveis conectados, os carros

do futuro.

Desafios do aftermarket

Com a revolução a acontecer a montante,

todo o mercado do pós-venda

olha com interesse para os desenvolvimentos

que se esperam que aconteçam

também a jusante. Isto porque

a segurança não acaba na produção

dos veículos. Ela é imprescindível ao

longo de todo o ciclo de vida do mesmo.

Primeiro porque a vulnerabilidade

em termos de segurança pode ser

descoberta a qualquer momento e

será necessário fazer as devidas atualizações

para resolver o problema e,

segundo, porque enquanto o veículo

for utilizado por um proprietário, este

terá direito a repará-lo sem perder a

proteção que lhe é garantida.

Deste modo, todas as oficinas multimarcas

independentes precisam de

estar envolvidas no processo, para

não verem bloqueado o acesso aos

veículos e aos respetivos dados, de

forma a poderem realizar, como até

agora, operações de manutenção e

reparação.

É nesse sentido que a FIGIEFA tem

integrado os debates sobre cibersegurança

desde meados de 2018,

tendo já participado nas reuniões da

UNECE em Genebra e Washington,

assim como no Japão (remotamente).

Sylvia Gotzen conta que a federação

representante das empresas

de distribuição de peças “também

participou nas reuniões políticas do

Grupo de Trabalho do Veículos Autónomos

(GRVA), monitorizando

ativamente o desenvolvimento dos

dois regulamentos [R155 – sobre

cibersegurança e R156 – para updates

de software] e os seus respetivos

documentos de interpretação. Em

cooperação próxima com associações

parceiras que representam clientes e

outros segmentos do aftermarket independente,

submetemos várias propostas

para melhorar os rascunhos

dos regulamentos e tê-los mais dentro

daquilo que são as necessidades

e realidade do mercado pós-venda”.

Ao Jornal das Oficinas, Gotzen não

hesita em afirmar que “a atual legislação

da União Europeia sobre o

acesso a Informação de Diagnóstico,

Reparação e Manutenção é genérica

e ainda não está preparada para

responder à cibersegurança no que

toca ao aftermarket”. Além disso,

salienta, “a regulamentação sobre

cibersegurança exige aos fabricantes

de veículos que implementem controlos

de segurança de uma maneira

generalizada, com o Anexo da regulação

que especifica que os controlos

de segurança têm de ser executados

em ataques originários de interfaces

do veículo como a tomada OBD (On

Board Diagnostic). Vemos cada vez

mais exemplos de incidentes em que

os fabricantes de veículos estão a usar

o argumento da cibersegurança para

restringir/limitar o acesso ao veículo,

especialmente através da tomada

OBD. Os fabricantes implementam

esquemas certificados próprios e

obrigam os operadores independentes

a comprar esses certificados para

aceder aos veículos. Os termos e as

condições para fornecer esses certificados

são decididos por cada um

dos fabricantes a seu bel-prazer”.

Por outros termos, legitimou-se um

virtual «fecho de portas» dos OEM

OS FABRICANTES DE

VEÍCULOS ESTÃO A USAR

A CIBERSEGURANÇA

para RESTRINGIR O

ACESSO ao VEÍCULO

SYLVIA GOTZEN, DIRETORA

EXECUTIVA DA FIGIEFA

Sylvia Gotzen é a diretora executiva da Federação

Internacional dos Distribuidores de Aftermarket

(FIGIEFA) e falou em exclusivo ao Jornal das

Oficinas sobre o tema da cibersegurança. Se

não forem tomadas as devidas precauções

– se não for elaborada legislação adequada,

entenda-se – o setor poderá ver-se fortemente

afetado em poucos anos. A responsável admite

que é necessária “uma abordagem holística à

cibersegurança e, portanto, é preciso assegurar

que cada superfície passível de ataque está protegida,

de forma a que o veículo seja totalmente

ciberseguro”. No entanto, também reconhece que

os fabricantes estão a aproveitar o momento para

restringir o acesso das oficinas multimarca aos

veículos, pelo que a FIGIEFA tem desenvolvido

variados esforços para evitar que tal se torne uma

realidade.

ao aftermarket, “o que lhes dá, infelizmente,

total liberdade para aplicarem

as suas próprias regras e assim

distorcerem o mercado, colocando

condições para decidir quem é que

tem acesso ao veículo. Na prática,

isto significa que os concorrentes dos

fornecedores de serviço independentes

estão a estabelecer os termos que

estes mesmo fornecedores de serviço

independentes poderão ou não continuar

os seus negócios”, esclarece.

É necessário, desde modo, travar esta

situação, através da regulamentação.

A responsável afirma que a “FIGIE-

FA, juntamente com a Aliança Para a

Liberdade da Reparação Automóvel

na UE (AFCAR), está atualmente a

trabalhar em propostas legislativas

para assegurar que o acesso justo e

independente aos veículos é disponibilizado

às oficinas independentes”.

À nossa publicação, Sylvia Gotzen

garante que as equipas estão a trabalhar

para identificar a lacuna legislativa

que assegurará que os requisitos

são tidos em conta nesta questão.

Caminhos para a solução

Questionada sobre como será feito,

de maneira concreta, este acesso, a diretora

da FIGIEFA explica que legalmente

deveria ser livre, “mas os fabricantes

estão a usar um vazio existente

na moldura legislativa atual para implementar

certificados ou códigos de

autorização próprios para fornecer o

acesso às oficinas independentes. Tecnicamente

o veículo não fica fechado

para o pós-venda, mas é preciso olhar

com atenção para os detalhes, pois o

uso deste tipo de códigos de autorização

próprios para estabelecer preços

pode alterar o mercado. A FIGIEFA

está a trabalhar proativamente para

alertar os decisores na UE sobre este

problema e está a pedir uma solução

legislativa”.

Fica, assim, claro, que os novos regulamentos

WP.29 relativos à cibersegurança

terão um impacto

fundamental não só na cadeia de

abastecimento e no processo de produção

do setor automóvel, mas também

nos fornecedores e fabricantes

do mercado de pós-venda. Conseguir

cumprir todos os requisitos impostos

pode parecer impossível, mas não o é

se os fabricantes começarem já uma

abordagem metódica. E, já que cada

vez mais os fabricantes apostam no

software para tudo nos carros, desde

o entretenimento à segurança, passando

pela suspensão, fica mais em

conta implementar sistemas seguros

e atualizáveis desde já, do que será

responder e remediar um incidente

sério de cibersegurança mais tarde.

Na próxima edição vamos perceber

melhor como a crescente digitalização

está a obrigar os reguladores

a agir e de que forma os fabricantes

terão de tomar medidas rapidamente

para cumprir a legislação. Sylvia

Gotzen, da FIGIEFA, detalha ainda

mais sobre como poderão as oficinas

multimarca continuar a trabalhar de

forma independente. l

10 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


Destaque

GERAÇÃO MILLENNIALS

OS NOVOS

CLIENTES Das

OFICINAS

MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE AS VONTADES.

DO QUE ESTAMOS A FALAR? DA GERAÇÃO

MILLENNIALS OU SE PREFERIR, AS CHAMADAS

‘NOVAS GERAÇÕES’, ENTRE OS 18 E OS 37

ANOS, E DA SUA RELAÇÃO COM AS OFICINAS DE

REPARAÇÃO AUTOMÓVEL

A

geração Millennials representa cerca de 24% da população mundial.

Percentagem esta que se traduz nos hábitos destes novos consumidores

oficinais. O Jornal das Oficinas esteve à conversa com alguns

proprietários de oficinas e quisemos saber o que mudou nos hábitos de consumo

da geração de 1965 a 1980 à atual Millennials.

“A atual geração Millennials tem muito menos preocupação com o estado

da viatura, é uma necessidade para se deslocarem, já não é um símbolo de

status como anteriormente”, referiu Marco Simões da Simões e Florêncio.

Mais exigentes e informados, esta nova geração, segundo o último estudo da

Deloitte irá representar em 2025 cerca de 75% de força laboral em todo o

mundo. Segundo este mesmo estudo, a geração Millennials é uma espécie de

“upgrade” face aos nascidos entre 1965 e 1980. Trata-se de uma geração que

cresceu num período de alterações caraterizado pela globalização, pela revolução

digital e pela crise económica de 2008. Para além de todos estes fatores,

caraterizam-se por ser a geração com maior número de jovens com estudos

superiores. Cerca de 40% do Millennials têm estudos universitários, uma elevada

discrepância face à mesma geração anterior de 1999, menos 24%.

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2021 13


GERAÇÃO

MILLENNIALS

OPINIÃO Das OFICINAS

SOBRE A NOva GERAÇÃO DE CLIENTES

Manuel Carrascal, Auto Bicesse Máxima

“A nova geração de clientes procura serviços rápidos low cost para fazer as

revisões necessárias e tudo o que não seja revisões saem do lowcoast e

procuram os nossos serviços, porque os outros não conseguem resolver

os problemas. Temos de tentar mudar os dois lados, pois uns precisam de

outros. Na minha oficina invisto em formação e tecnologia, para estar ao

mesmo nível das marcas e conseguir transmitir ao cliente que estão perante

um espaço organizado e dotado de profissionais competentes. As redes low

cost vieram acabar com a fidelização dos clientes, pois criaram novos hábitos.”

José Miguel Patrício, Top Car Sesimbra

“Para a nova geração, as viaturas têm sobretudo um caráter de utilidade

e não se espera que fiquem para toda a vida. A nova geração trouxe um

cliente mais informado e exigente, que procura informação antes de se

dirigir a uma oficina. Por norma, não é o cliente “leal”, aquele que existia

e que se mantinha toda a vida a levar os seus carros à mesma oficina. Por

isso, as oficinas não podem tomar a nova geração de clientes como garantidos.

Dado a rapidez com que o mercado está a evoluir, com o lançamento de

modelos automóveis eletronicamente mais desenvolvidos, as oficinas têm de se adaptar

a esta evolução contante e procurar estar informadas e atualizadas. Isto exige um investimento

constante, que não é totalmente revertido pelo valor recebido pelo cliente.”

Joel Marques, JMS Auto

A maioria dos clientes mais jovens vem já com informações obtida na

internet e procuram uma oficina onde possam ter confiança em deixar

o seu veículo. Apoiam-se bastante nas novas tecnologias. Por um lado,

procuram informação, comparando e trocando ideias sobre avarias e

reparações. Por outro, as novas tecnologias permitem-nos uma maior

proximidade e presença junto do cliente, por exemplo, através das redes

sociais. O renting de viaturas pode começar a ser uma opção para esta nova

geração de condutores, e o nosso futuro poderá passar por trabalhar mais com gestoras de

frotas, fazendo com que as oficinas independentes comecem a juntar-se a redes oficinais.

Bruno Salgado, Movetec

O cliente Millennial quando vai à oficina já tem em mente o que pretende.

Está mais informado e consequentemente mais exigente, não só relativamente

à qualidade do serviço, mas também em relação ao atendimento e

valor a pagar. No entanto, pede-nos opinião para perceber qual a melhor

opção em termos de qualidade/preço. As novas tecnologias dão-lhe

acesso a informação infindável sobre determinado tema, conseguindo ter

noção do que determinada empresa lhe pode oferecer comparativamente a

outras do mesmo setor. A escolha do cliente irá basear-se somente no que considera

mais vantajoso para si próprio. Quando escolhe, espera dessa empresa nada mais do que

um serviço diferenciado, personalizado e economicamente mais sustentável.”

Marco Simões, Simões & Florêncio

As manutenções são sugeridas por nós porque muitas vezes não têm carro há

muito tempo e não têm ideia do que faz falta. No caso dos serviços mais

complexos, trazem a lista de avarias típicas do Google e já trazem o diagnóstico

feito quando chegam. As novas gerações gostam de oficinas que

têm bons sites e boa imagem, mas têm menos preocupação com o estado

da viatura, é uma necessidade para se deslocarem, já não é um símbolo de

status como anteriormente. Temos de ir acompanhando as novas tendências,

mas o futuro apresenta-se difícil na gestão da margem, uma vez que menos peças

serão intervencionadas, pois os carros elétricos têm muito menos peças a substituir que os

carros a combustão.”

Os Millennials passam em média cerca

de 144 minutos por dia em frente

a écrans digitais. Segundo o mesmo

estudo da Deloitte, as redes sociais

são a principal distração das novas

gerações, sendo o WhatsApp e o Facebook

os favoritos. De acordo com um

artigo da revista Forbes, 45% admite

não conseguir passar um dia sem a

utilização do telemóvel e 83% confessa

mesmo dormir com o mesmo.

Todos estes aspetos mudaram as

vontades e visões desta nova geração.

Em Portugal, são poucas as oficinas

que já se encontram digitalizadas,

uma lacuna para acompanhar o crescimento

dos Millennials. Trata-se de

uma geração tecnológica que cada

vez mais, antes da deslocação à oficina,

se informa sobre as empresas

que lhes podem prestar o serviço

que pretendem. Durante o ano de

2019, segundo um estudo da Google,

62% dos automobilistas da geração

Millennials, utilizaram a internet

para formar a sua opinião antes de se

deslocarem a uma oficina.

Ainda assim, caraterizam-se por ser

uma geração que tem um elevado

interesse no seu dia a dia em seguir,

através das redes sociais, marcas e

promoções específicas. Segundo um

outro estudo, da Global Web Index,

cerca de 95% destes jovens, está interessado

em gastar um pouco mais

em oficinas ativas nas redes sociais.

Oficinas vs Millennials

Face a estas alterações, como estão

as oficinas a proceder a este desenvolvimento

digital e a acompanhar

os novos tempos? O JO esteve à conversa

com Bruna Rocha, do centro de

reparação Movetec “O cliente quan-

do vai à oficina já tem em mente o

que pretende. Está mais informado

e consequentemente mais exigente,

não só relativamente à qualidade do

serviço, mas também em relação ao

atendimento e valor a pagar”. Sendo a

Movetec uma empresa digital, Bruno

acrescentou “As novas tecnologias dão

acesso a informação infindável sobre

determinado tema. O cliente consegue

ter noção do que determinada

empresa lhe pode oferecer comparativamente

a outras do mesmo setor.

A escolha do cliente irá basear-se somente

no que considera mais vantajoso

para si próprio. Quando escolhe,

espera dessa empresa nada mais do

que um serviço diferenciado, personalizado

e economicamente mais sustentável”,

explica.

Com um setor em crescente mudança,

José Patrício da Top Car Sesimbra

explicou-nos que estes novos clientes

não são como os de há 10, 15 anos “A

nova geração trouxe um cliente mais

informado e exigente, que procura

informação antes de se dirigir a uma

oficina. Por norma, não é o cliente

“leal” aquele que existia e que se mantinha

toda a vida a levar os seus carros

à mesma oficina. Por isso, as oficinas

não podem tomar a nova geração de

clientes como garantidos”, não quis

deixar de salientar, “a rentabilidade

das oficinas têm diminuído ao longo

dos últimos 15 anos. Hoje, ser proprietário

de uma oficina exige um

investimento constante em novas tecnologias,

em sistemas de diagnóstico,

em programas de orçamentação, na

formação dos seus recursos humanos

e na própria imagem. Dado a rapidez

com que o mercado está a evoluir,

com a atualização de modelos auto-

14 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


móveis eletronicamente mais desenvolvidos,

as oficinas têm de se adaptar

a esta evolução constante de novas

realidades e procurar estar informadas

e atualizadas”, conclui.

Preocupados com estas mudanças

está a JMS Auto que nos desvendou

quais os segredos que estão a adotar

para ‘agradar’ às novas gerações “A

geração anterior a mim, fala que antigamente

o negócio era mais “rentável”.

Mas pelo que percebo, também

enganavam muito os clientes pela

falta de informação que eles dispunham.

Baseavam-se na confiança, o

que fez estragar a nossa imagem hoje

em dia. Para nós, o sucesso e o rentável,

passa pela satisfação e a experiência

do nosso cliente”.

Outra das preocupações do mercado

oficinal passa pela curiosidade que as

novas gerações têm em se informar,

através de tutoriais e vídeos online,

de como executar reparações básicas

para manter os seus automóveis e de

gastar menos financeiramente. De

acordo com a seguradora Britânica,

LV, 50% dos jovens indica estar preparado

para realizar em casa revisões

automóvel. Prova disto, são os dados

lop, 59,3% dos entrevistados prevê

que nos próximos 10 anos o maior

desafio para a indústria automóvel

seja a construção de automóveis sustentáveis

com um foco em tecnologia

respeitadora do ambiente. Entre as

prioridades no que diz respeito à sustentabilidade

para a próxima década

também é focado o desenvolvimento

de tecnologia inteligente para veículos

eficientes e pneus respeitadores

do ambiente e adaptativos.

Todos estes fatores contribuem para

a melhoria da eficiência dos veículos.

Precisamente um elemento fundadisponibilizados

pela Google que indicam

um crescimento na ordem dos

70% para vídeos da categoria de “novas

habilidades”, com dicas de manutenção

de veículos.

Os Millennials sustentáveis

As novas gerações estão também elas

ligadas cada vez mais à sustentabilidade.

Desejam um futuro amigo do

ambiente e consideram que os benefícios

dos veículos sustentáveis vão

ajudar a alcançar esta realidade. De

acordo com os resultados de um estudo

realizado pela Goodyear Dun-

O QUE AS GERAÇÕES MAIS JOVENS EXPERIENCIARAM DURANTE

A PANDEMIA TERÁ UM IMPACTO DURADOURO NOS SEUS VALORES,

E COMPORTAMENTOS. AS OFICINAS NECESSITAM DE COMPREENDER

ESTAS MUDANÇAS E ADAPTAR OS SEUS SERVIÇOS ÀS NECESSIDADES

DESTES NOVOS CLIENTES

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GERAÇÃO

MILLENNIALS

OS MILLENNIALS ESPERAM QUE as OFICINAS OFEREÇAM UM SERVIÇO

DE QUALIDADE COM UM PREÇO JUSTO. QUALQUER INCONSISTÊNCIA

ENTRE as SUas AÇÕES E as SUas PALAVRAS SERÁ SUJEITA A ESCRUTÍNIO

E AMPLIFICADA atraVÉS Das REDES SOCIAIS

mental para que se produza esta eficiência

são os pneus. Quando questionado

aos jovens europeus sobre as

características que mais gostariam

de ver nos pneus do futuro, a segunda

característica mais comum é o

gosto pela eficiência em termos de

consumo de combustível.

Para fazer face a este Futuro, as oficinas

afirmam já estar preparadas para

os tempos que se avizinham: “Tendo

o investimento feito, temos que ir

acompanhando as novas tendências,

mas o futuro apresenta-se difícil na

gestão da margem, uma vez que menos

peças serão intervencionadas,

os carros elétricos têm muito menos

peças a substituir que os carros a

combustão” refere Mário Simões da

Simões e Florêncio.

Millennials

e os transportes públicos

Ainda assim, a geração Millennials

destacava-se até há cerca de um ano,

por ter um vínculo próximo com os

transportes públicos e pelas boleias.

Devido à pandemia de Covid-19, esta

realidade alterou-se e vêem agora o

carro privado como a opção mais segura

no novo normal. Segundo um

estudo da Carnext.com, os novos

Millennials estão cada vez mais recetivos

a conduzir do que a utilizar

transportes públicos, com 71% a afirmar

que a sua mudança de preferência

se deve a uma maior sensação de

segurança em relação à pandemia.

Há mais Millennials a circular pelas

estradas, logo, mais do que nunca, estão

atentos aos preços quando é hora

de se deslocarem à oficina. Segundo

Susanne O’Gorman, Global Head of

Customer Experience, Insights Divison,

na Kantar, “43% das gerações

mais novas reconhece a necessidade

de se ser mais proativo quanto ao

planeamento financeiro, comparativamente

a apenas 20% dos consumidores

com 55 ou mais anos”, explica.

Ainda assim, as novas gerações apresentam-se

“mais propensas a recompensar

as marcas que apresentem o

preço justo. As marcas que se recusaram

a comprometer com standards

em termos de serviço ainda têm uma

oportunidade para emergir da pandemia

como uma marca mais forte em

termos de ‘brand equity’ e fidelização

de clientes”, acrescenta. l

CONSELHOS PARA atrair A GERAÇÃO MILLENNIAL À OFICINA

A geração Millennial caracteriza-se por ter crescido

rodeada pelas últimas tecnologias e por utilizar

com facilidade a Internet e as redes sociais

Simultaneamente, tal como todas as gerações,

estas pessoas têm valores próprios que as

distinguem das precedentes. Para a oficina, isto

implica uma adaptação aos seus gostos e interesses

para conseguir que invistam na manutenção

dos seus veículos e se tornem clientes habituais.

A melhor forma de conquistar os millennials é

criar uma ligação pessoal com eles e ganhar a sua

confiança. Para o efeito, é preciso:

Chegar a eles. As formas de procurar informações

e comunicar dos millennials têm caraterísticas

próprias; utilizam diferentes canais online,

como pesquisas na Internet ou fóruns, e dão

grande importância às recomendações de outros

utilizadores no momento de escolher uma oficina

de confiança.

Gerir o preço. Muitos membros desta geração concluíram

os seus estudos em plena crise económica

e estão acostumados a ajustar os seus orçamentos.

Por conseguinte, vão procurar sempre orçamentos

ajustados e ofertas para a manutenção dos seus

veículos.

Oferecer valores imateriais. As coisas que os

millennials consideram valiosas e necessárias

para a sua vida são menos tangíveis que as dos

condutores mais veteranos.

Focar a atenção na experiência do cliente. Na

sequência do que foi referido anteriormente,

a oficina deve colocar as suas ferramentas e

tecnologias ao serviço de uma experiência personalizada

para os seus clientes. Não basta conhecer

o nome do cliente quando este se dirige à oficina,

é necessário assegurar que a visita e o serviço

oferecido constituem uma experiência agradável

e especial.

Fazer um acompanhamento personalizado. Por

exemplo, enviando um lembrete com um cupão

de desconto quando o cliente tiver de fazer a

manutenção seguinte. Isto permite que saiba

que a oficina se preocupa com ele e que o vão

ajudar a solucionar os seus problemas, algo muito

importante para os millennials. Mencionar o

veículo que o cliente conduz ou a função à qual o

mesmo se destina proporciona uma abordagem

mais focada numa experiência personalizada que

se revela mais eficaz.

Ter em conta a sua influência. Os millennials

encontram-se entre os consumidores mais influentes.

Costumam partilhar as suas experiências

em redes sociais e plataformas de avaliação de

negócios, chegando a muitas mais pessoas. Para

uma oficina, ganhar a confiança destes clientes é

sinónimo de conseguir uma difusão positiva para

o negócio.

16 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


OPINIÃO

ANTONIETA LOUREIRO, CEO OSRAM, LDA. & OSRAM, SL

A “NOVA NORMALIDADE” NO TRABALHO

AO ESTARMOS A COMPLETAR UM ANO DE PANDEMIA, PARECE-ME INTERESSANTE FALAR UM POUCO

SOBRE ESTA “NOVA NORMALIDADE” QUE ESTAMOS A VIVER. QUE MUITA COISA VAI MUDAR, JÁ TODOS

SABEMOS! MAS EM CONCRETO, COMO É QUE ESSA MUDANÇA VAI AFETAR A NOSSA VIDA PROFISSIONAL?

Eu gostaria de aproveitar esta

oportunidade para partilhar a

minha opinião sobre a forma

como teremos de encarar este “new

work“ ou “nova normalidade no

trabalho”.

Talvez começando pelo escritório,

penso que nas funções onde for

possível o trabalho através de

casa, o modelo híbrido vai sair

vencedor. Este oferece vantagens

ao empregador, pois poderá reduzir

a área de escritório disponível, e,

por conseguinte, reduzir alguns

custos fixos, como também oferece

ao colaborador a vantagem de uma

gestão diferente do seu tempo.

Importante é, que é

responsabilidade do empregador

garantir que estes colaboradores

em modelo híbrido tenham as

melhores condições possíveis

de trabalho quando estão em

outro local de trabalho que não

o escritório. E aqui não me refiro

somente a algumas alterações na

legislação que poderão existir,

como por exemplo, de obrigação

do empregador a comparticipar

algumas despesas como água, luz,

etc., mas é crucial, e a meu ver mais

importante, que o empregador

garanta que o seu colaborador tenha

bem claro algumas regras muito

importantes para manter a saúde

e a produtividade em teletrabalho.

Para que tal aconteça a informação,

a formação e a monitorização são

fundamentais.

Também para os colaboradores

que não vão ser afetados por

este modelo híbrido há que

auxiliá-los na transição para esta

nova realidade e dedicar-lhes

também uma especial atenção e

acompanhamento.

Inevitavelmente com as empresas

a trabalharem desta forma a

digitalização é imperativa. E aqui os

desafios serão ainda maiores para os

gestores das empresas. Como lidar

com colaboradores em situação

híbrida e em situação presencial?

Como atingir a Missão e a Visão da

empresa com esta nova realidade?

Pegando na máxima verdadeira de

que as pessoas fazem as empresas

e não o contrário, agora será

a altura certa para pensar em

informação e formação sobre temas

como a adaptação à mudança, a

digitalização, a comunicação positiva,

entre outros, dependendo, claro, das

necessidades de cada empresa.

Por fim, mas igualmente importante

gostaria também de abordar aqui o

equilíbrio entre a vida profissional

e a vida privada. Este equilíbrio

tem que ser promovido e valorizado

pela empresa e tem que ser vivido e

desenvolvido por cada colaborador.

Desta forma estaremos, por

exemplo, a construir uma empresa

com colaboradores prontos para

um ambiente de trabalho dinâmico

e flexível, onde o fator comum é o

cumprimento das metas a que a

empresa se propõe. Esta situação de

equilíbrio será obviamente benéfica

também para a sociedade e para a

comunidade onde as pessoas e as

empresas se incluem.

O futuro será diferente e trará

muitas e novas oportunidades para

todos. Mas teremos todos, e cada um

em particular, que contribuir com

um espírito recetivo e aberto para

que essa mudança ocorra e

que traga “LUZ” para

todos!! l

O EQUILÍBRIO ENTRE A VIDA

PROFISSIONAL E A VIDA PRIVADA

TEM QUE SER PROMOVIDO E

VALORIZADO PELA EMPRESA E TEM

QUE SER VIVIDO E DESENVOLVIDO

POR CADA COLABORADOR

18 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


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Na Europa, o crescimento das vendas de

VEBs e Híbridos tem sido exponencial,

tendo o último ano sido fortemente marcado

por este crescimento, especialmente no último

trimestre. Em contraciclo, a queda de vendas

de viaturas movidas a diesel, tem sido vertiginosa.

Conforme Quadro I, a quota de mercado de vendas

de viaturas novas a diesel em 2020, regista

28%, e o Quadro II mostra-nos o crescimento de

VEBs e HIB na Europa em 2020, comparativamente

ao ano anterior.

O maior produtor de automóveis do mundo é a

China (Quadro III) e este país tem uma aposta

estratégica na tecnologia elétrica para viaturas (ligeiras

e pesadas).

Em Portugal, o mercado “elétrico” também começa

a fazer-se notar, conforme o Quadro IV nos

mostra, as vendas de viaturas novas em dezembro

último. Se apenas considerarmos os VEBs, temos

um número ainda pouco significativo. Mas se adicionarmos

os Híbridos Elétricos, as vendas nesse

mês já mostram uns interessantes 37% do total.

Players (Fabricantes de Mobilidade)

Não existe fabricante de automóveis que não tenha

na sua estratégia o incremento exponencial

da oferta de VEBs nos próximos tempos. Marcas

como a Volvo, Jaguar e Bentley foram ainda mais

drásticas, ao anunciarem que em 2030 terão unicamente

oferta elétrica. Consta-se, que a Mini

anunciará o mesmo em breve.

Aos tradicionais fabricantes de automóveis, teremos

nos próximos anos novos players como a

Apple, provavelmente a Google, private brands

vindos da distribuição alimentar como o LIDL

e muitas marcas chinesas, que hoje nos são desconhecidas,

mas que farão parte da Indústria da

Mobilidade muito em breve, e que terão obviamente

impacto no aftermarket.

Provavelmente nunca ouviu falar da marca NIO.

Pois esta marca chinesa premium, lançou um

automóvel elétrico (NIO ET7) que pretende concorrer

com a Tesla e com a Porsche. Tem 652 CV

de potência, uma autonomia anunciada superior

a 1.000 Km e um sistema de “Battery Swap” em

substituição do tradicional carregamento. Chegam

à Europa durante este ano e pretendem entrar

em mercados onde os VEBs têm uma grande

QUADRO I // Quota de mercado de vendas de veículos ligeiros

na Europa em 2020, por tipo de combustível (Fonte ACEA)

Gasolina 47,5 % Diesel 28,0%

HEV 11,9% ECV 10,5%

Combustíveis alternativos 2,1%

QUADRO II //Vendas de veículos ligeiros na Europa,

por tipo de combustível alternativo (Fonte ACEA)

1.200.000

1.000.000

800.000

600.000

400.000

200.000

0

ECV

+169,7%

HEV

+59,4%

- 18,1%

Combustíveis alternativos

2019 2020

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2021 21


QUADRO III // toP 10 Construtores de automóveis

(Fonte ACEA / IHS Markeit)

-6,4% -16,0% -10,3% -24,7% -24,9%

25.000.000

-23,3% -17,6% -22,7% -34,3% -17,4%

20.000.000

15.000.000

10.000.000

5.000.000

0

Tipo de energia

Plug-in

China

Híbridos

Elétricos

Híbridos

Não

Elétricos

EU

Japão

Veículos

vendidos

Gasolina 4932 34,70%

Gasóleo 3689 25,95%

Elétrico 1138 8,01%

Elétrico/

Gasolina

Elétrico/

Gasóleo

Gasolina/

Híbrido

Gasóleo/

Híbrido

Gasolina/

GPL

Gasolina/

GNC

Gasolina/

GNL

Gasóleo/

GNL

USA

1690 11,89%

Quotas de mercado

em dezembro 2020

22,46%

364 2,56% 37,01%

1744 12,27%

324 2,28%

330 2,32%

0 0,00%

0 0,00%

0 0,00%

GNC 3 0,02%

GNL 0 0,00%

14,55%

Total de vendas 14.214 Total Quota

Mercado

2019 2020

QUADRO IV // Vendas de viaturas ligeiras

em Portugal, em dezembro 2020,

por tipo de energia (Fonte UVE)

Coreia do Sul

Índia

México

Brasil

Canadá

Rússia

100,00%

recetividade por parte dos consumidores.

Tecnologias

A tecnologia elétrica de propulsão

de viaturas está hoje assente nas

baterias de iões de lítio. Este enfoque

pretende escala na produção,

a fim de reduzir custos, e pretende

também redução dos custos no

desenvolvimento da otimização da

tecnologia (aumento da capacidade

de carga, redução do tempo de

carregamento, redução do peso e

da dimensão).

Mas outras tecnologias, como a do

hidrogénio, não estão paradas no

seu desenvolvimento e isto é um

indicador que o elétrico sendo o

futuro, não será obrigatoriamente

só com a tecnologia de iões de lítio.

Em 2014, surgiu a notícia do

desenvolvimento das bio-baterias.

A mais veiculada nos meios de comunicação

social foi a bateria de

açúcar. Os pontos fortes apresentados

por este tipo de bateria eram:

serem mais baratas, terem maior

duração, terem maior capacidade

de armazenamento e serem recicláveis

(mais amigas do ambiente).

O ponto fraco à data era só poderem

ser usadas em pequenos equipamentos,

como smartphones ou

computadores portáteis. Nada que

o tempo não tenha mostrado ser

possível alterar com as baterias de

iões de lítio que conhecemos hoje.

Mas marcas como a Audi e a Porsche

já vieram defender os eFuel, ou

seja, os combustíveis sintéticos que

permitem que um motor de combustão

interna consiga emissões

zero.

Fica claro, pelo anterior, que seguramente

teremos muitas tecnologias

propulsoras em desenvolvimento

nas próximas décadas que

estarão sujeitas ao escrutínio do

consumidor, mas também diretamente

relacionadas com legislação

e interesses geopolíticos.

Players

(Distribuidores de Peças)

Os distribuidores de peças automóvel

são uma parte passiva do

desenvolvimento tecnológico das

viaturas e dos conceitos de distribuição

que os fabricantes de

automóveis/mobilidade, vierem a

implementar nos próximos anos.

O Grupo Stellantis informou a indústria

na sua apresentação, que

pretende controlar a cadeia de

distribuição das peças “core”, das

suas viaturas elétricas. Esta é uma

alteração profunda no modelo de

negócio do fabricante, que impacta

fortemente o aftermarket, nomeadamente

o IAM.

Segundo o estudo realizado pela

BCG/ Wolk Consulting em parceria

com a CLEPA, a despesa de manutenção

de uma viatura elétrica é

inferior em 20% à de uma viatura

de combustão interna. Se olharmos

mais em detalhe, este estudo

mostra-nos que em termos de manutenção

e reparação, a redução de

despesa cifra-se nos 50%! Somente

nos pneus existirá um acréscimo

de despesa na ordem dos 20%.

Este aumento na manutenção por

via dos pneus, acontece pelo aumento

do peso das viaturas VEBs

em virtude das baterias e, graças ao

forte binário de arranque e potência

que estas viaturas apresentam.

Em contraponto ao anterior, as peças

que estão a ser vendidas para as

viaturas mais modernas, são mais

caras em virtude da complexidade

dos sistemas de controle através

de sensores e atuadores. Na iluminação,

através da tecnologia LED,

estima-se um acréscimo de preços

entre os 5% a 10%.

O sistema ADAS – Advanced Driver

Assistance System (Quadro

V) é um bom exemplo de como as

viaturas de hoje estão repletas de

sensores e atuadores altamente sofisticados

e complexos.

Perante o anterior, podemos resumir

o negócio de distribuição de

peças da seguinte forma:

• O Distribuidor tem de estar preparado

para trabalhar com qualquer

tecnologia (elétrica a bateria,

hidrogénio, eFuel,…);

• Se o fabricante de automóveis

controlar a cadeia de distribuição

de peças “core” dos VEBs, então

22 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


será necessário encontrar soluções

alternativas no mercado interno

e externo;

• As peças reutilizáveis podem vir

a ser uma solução para o fornecimento

de peças novas controlado

(bloqueado) pelos fabricantes de

automóveis;

• Se hoje o “Made in China” ainda é

um fator de resistência à compra

de uma determinada peça por

alguns, com a tendência da entrada

de fabricantes chineses de

automóveis na Europa, é melhor

começar a mudar este mindset…

• Com o mercado de manutenção

e reparação a encolher graças ao

aumento de viaturas elétricas em

circulação, os distribuidores de

peças necessitam encontrar outros

produtos e outras soluções

para complementar o seu negócio;

• Se existem produtos, que apesar

de altamente técnicos, são fonte

de rendimento como é o caso dos

sensores e atuadores, os distribuidores

de peças necessitam estar

à altura de os poder trabalhar

(suporte ao diagnóstico da avaria

na viatura; identificação da peça;

entrega da peça em condições;

venda/aluguer de equipamento

de instalação/calibração; suporte

técnico à instalação/calibração

da peça).

Players (Oficinas Automóvel)

As oficinas independentes continuam

muito focadas nas viaturas

tradicionais de combustão interna,

esquecendo que existe já hoje um

conjunto de tecnologias que necessitam

de assistência e que estão a

ser procuradas fora das redes de

concessionários das marcas, não só

pelos clientes finais, mas também

pelas gestoras de frota.

Existe um parque interessante de

VEBs, Híbridos e mild-hybrid,

principalmente em algumas zonas

do nosso país, que deve merecer a

atenção de alguns gestores oficinais.

As Oficinas Independentes podem

estar seguras de que os VEBs e os

HIB entrarão pelas suas portas

dentro. Se a tecnologia vingar, o aumento

do parque assim o obrigará.

Se a tecnologia não vingar por qualquer

razão, a depreciação do valor

da viatura usada, levará à procura

de uma solução mais económica na

manutenção, e sabemos todos que a

procura imediata será nas Oficinas

Independentes. Dito assim, não é

uma questão de SE, mas sim uma

questão de QUANDO.

Muitas oficinas consideram os

VEBs, e até os HIB, com desinteresse

e até alguma desconfiança,

porque afinal existem por ali tensões

elétricas que matam, se não

existirem bons procedimentos de

trabalho, ferramentas e cuidados

acrescidos com o manuseamento.

Mas tudo isto é facilmente ultrapassável

com formação e com a

aquisição dos equipamentos necessários.

Convém não esquecer

que a estas viaturas está associada

tecnologia de ponta, que pode

muito bem fazer a diferenciação de

qualquer oficina ao estar capacitado

para a assistir.

Conclusão

Para que os VEBs que conhecemos

hoje tenham sucesso, é absolutamente

necessário que aconteçam

3 fatores:

• Aumento da autonomia atual;

• Redução drástica do tempo de carregamento

(média atual: 45 min.

para carregar 70% da bateria)

• Aumento exponencial do nº de

postos de carregamento.

Mesmo que o acima não esteja ultrapassado,

seguramente teremos

VEBs no mercado, nem que seja

para os fabricantes conseguirem

cumprir as suas metas anuais de

CO2 sem serem multados por isso.

Mas o aftermarket está eletrizante

por causa da eletrificação das viaturas,

pela alteração dos modelos

de negócio de alguns players, pela

chegada de novos e desconhecidos

players, e, ainda, pela necessidade

absoluta de estarmos muito bem

preparados para qualquer futuro

que tenhamos pela frente. l

Dário Afonso, diretor da ACM

QUADRO V // Funcionalidades do sistema

adas - Advanced Driver Assistance

System (Fonte: Auto Connected Car News)

Visão noturna

/ Camara visão

envolvente

Sistema de

travagem de

emergência e

Cruise Control

Adaptativo

Assistência

de tráfego cruzado

Sistema

Camara de

visão frontal

Controle

de feixe alto

Camara interior

/ Monitoração

condutor

Radar Fusin

Center

Camara traseira

inteligente / Assistência

de estacionamento

remoto / Auto

Estacionamento

Auxiliar de impacto

lateral

Deteção de Ponto

Cego / Visão

envolvente

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2021 23


CAMPANHA 2021

GUIA DE ASSISTÊNCIA

A VEÍCULOS ELÉTRICOS E HÍBRIDOS

O CARREGAMENTO

DOS VEÍCULOS ELÉTRICOS

TAL COMO ACONTECE COM AS TOMADAS CONVENCIONAIS, AS FICHAS DOS VEÍCULOS

ELÉTRICOS (VE) E DOS HÍBRIDOS DE LIGAÇÃO À REDE ELÉTRICA (VEH) SÃO DÍSPARES

E NÃO COMPATÍVEIS ENTRE SI. ATÉ QUE SE ALCANCE UM ACORDO ENTRE FABRICANTES

QUE PERMITA A SUA UNIFORMIZAÇÃO, ESTA SITUAÇÃO CAUSA CONFUSÃO

E INCERTEZA ENTRE OS FUTUROS UTILIZADORES.


PATROCINADORES >

Existem três tipos principais de carregamentos

de Veículos Elétricos (VE) - rápido,

normal e lento. Estes três tipos representam

as saídas de energia e, portanto, as

velocidades de carregamento disponíveis para

carregar um VE. A potência é medida em quilowatts

(kW). Cada tipo de carregador possui

um conjunto associado de tomadas, projetadas

para uso com baixa ou alta potência e para

carregamento CA (Corrente Alternada) ou CC

(Corrente Contínua).

CARREGAMENTO ATRAVÉS DE TOMADA

DOMÉSTICA - Através de uma simples tomada

doméstica de 10A, é possível realizar o carregamento

de um VE. No entanto, o tempo de carregamento

é muito elevado. Por exemplo, o Renault

Zoe com uma bateria de 41 kWh e mais de 300

km de autonomia, demora cerca de 25h até ter a

carga completa. Assim, uma simples tomada doméstica

não se revela como uma boa opção.

CARREGAMENTO ATRAVÉS DE UMA WALL-

BOX - Para quem carregar o carro na garagem de

casa é recomendável a instalação de uma wallbox.

Trata-se de um posto de carga doméstico que permite

reduzir bastante o tempo de carregamento.

Pode ser adquirida no fabricante do VE, ou em

empresas fornecedoras deste produto que instalam

na casa do proprietário da viatura a wallbox

indicada.

CARREGAMENTO EM POSTOS MOBI.E - A

Mobi.E é a entidade que centraliza a gestão da

rede de fornecedores. Esta rede conta com postos

normais de 3,7 kVA, semi-rápidos de 22 kVA,

e rápidos 43 kVA. Estes últimos, que podem ser

encontrados, maioritariamente em áreas de serviço

de autoestradas, carregam as baterias até um

máximo de 80% em cerca de 20-30 minutos.

PCN – Posto de Carregamento Normal

Entende-se por PCN – Posto de Carregamento

Normal, todos os pontos de carregamento que

permitam o carregamento de um veículo elétrico,

na via pública ou em espaços privados, até

22 kW. A rede de PCNs, disponível em Portugal,

pode ser consultada através de várias APPs para

telemóvel, ou em portais online. É possível ainda

consultar o tipo de fichas disponíveis (se são

tipo 1 ou tipo 2/Mennekes), a sua disponibilidade

e o operador de cada PCN. O carregamento

deve ser efetuado preferencialmente em PCN’s,

em casa, ou no trabalho, pois carregamentos rápidos

consecutivos podem diminuir a vida útil de

uma bateria de um veículo elétrico.

PCR - Posto de Carregamento Rápido

Entende-se por PCR – Posto de Carregamento Rápido,

todos os pontos de carregamento que permitam

o carregamento de um veículo elétrico, na via

pública ou em espaços privados, acima dos 22 kW.

Contudo, existem também PCRs que possibilitam

o carregamento em Corrente Alterna (CA) e em

Corrente Contínua (CC), tendo, para esse efeito, 3

tomadas disponíveis. Os PCR’s devem ser escolhido

em situações de viagens longas ou deslocações

de emergência, em que o automobilista necessita

de carregar o seu veículo rapidamente e seguir viagem.

Os carregadores rápidos são a maneira mais rápida

de carregar um VE, geralmente encontrados

nas áreas de serviços das autoestradas ou locais

próximos às rotas principais. Os dispositivos de

carregamento rápidos fornecem corrente direta ou

alternada de alta potência - CC ou CA - para recarregar

o carro o mais rápido possível.

Todos os dispositivos de carga rápida têm os cabos

de carregamento ligados à unidade, e o carregamento

rápido só pode ser usado em veículos com

capacidade de carregamento rápido. Dados os perfis

dos conectores facilmente reconhecíveis, é fácil

verificar as especificações do seu modelo no manual

do veículo ou na inspeção da entrada a bordo.

Os carregadores rápidos fornecem energia a 50

kW (125A), usam os padrões de carregamento

CHAdeMO ou CCS. Atualmente, esse é o tipo mais

comum de pontos de carga rápida de VE. Ambos

os conectores normalmente carregam um EV a

80% em 20 minutos a uma hora, dependendo da

capacidade da bateria e do estado inicial da carga.

Os carregadores ultrarrápidos fornecem energia a

100 kW ou mais. Normalmente, são de 100 kW,

150 kW ou 350 kW - embora outras velocidades

máximas entre esses números sejam possíveis. Estes

são a próxima geração de pontos de carga rápida,

capazes de manter os tempos de recarga baixos,

apesar das capacidades da bateria aumentarem

nos VEs mais novos.

Para aqueles VEs capazes de aceitar 100 kW ou mais,

o tempo de carregamento é reduzido de 20 a 40 minutos

para uma carga típica. Mesmo que um VE seja

capaz de aceitar apenas um máximo de 50 kW DC,

ele ainda poderá usar pontos de carga ultrarrápidos,

pois a potência será restrita a qualquer coisa que o

veículo possa lidar. Assim como os dispositivos rápidos

de 50 kW, os cabos são amarrados à unidade

e fornecem carregamento através dos conectores

CCS ou CHAdeMO.

Os modelos VE que usam o carregamento rápido

CHAdeMO incluem o Nissan Leaf e o Mitsubishi

Outlander PHEV. Os modelos compatíveis

com CCS incluem o BMW i3, Kia e-Niro e Jaguar

I-Pace.

Tesla criou rede de PCR’s

O fabricante americano, Tesla, criou uma rede

de Postos de Carregamento Rápido, por todo o

mundo, onde somente os veículos da marca podem

carregar. Em Portugal, existem 7 estações

de Super Carregadores Tesla, distribuídas de

Norte a Sul. Na Europa são mais de 400 estações

de Super Carregadores Tesla.A nível mundial,

existem 1.870 estações Super Carregadores

com 16.585 Superchargers. Estas estações, chamadas

de SuC – Tesla Super Chargers, dispõem

de postos que possibilitam o carregamento até

150 kWh (3 vezes mais que os PCRs comuns de

50 kWh).

A Tesla criou a sua tomada padrão de carregamento

para que esta fosse igual ao encaixe do

Tipo 2/Mennekes. Embora existam outros veículos,

de outras marcas, com tomada Tipo 2,

não têm possibilidade de carregar nos Super

Carregadores da Tesla. Apesar de terem o mesmo

desenho, a tomada de carregamento de veículos

Tesla é uma versão modificada do padrão

da tomada Tipo 2/Mennekes. A diferença é que

permite que os veículos Tesla, com a mesma tomada,

consigam efetuar carregamentos rápidos

nos Super Carregadores e carregamento normal

nos restantes Postos de Carregamento com tomada

Tipo 2/Mennekes.

Para além da rede de estações de Super Carregadores,

a Tesla instalou PCN – Postos de Carregamento

Normal que disponibilizam uma tomada

de carregamento exclusiva para os veículos Tesla

e uma outra tomada (Tipo 2/Mennekes) para os

restantes veículos elétricos. Os equipamentos

desta rede chamam-se TDC – Tesla Destination

Chargers e podem ser encontrados em locais

públicos ou em espaços privado, localizados em

parques de estacionamento de estabelecimentos

de restauração ou hoteleiros.

Embora todos os modelos Tesla sejam projetados

para uso com unidades Supercharger, muitos

proprietários de Tesla usam adaptadores que

lhes permitem usar pontos rápidos do público

em geral, com os adaptadores CCS e CHAdeMO

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2021 25


disponíveis. A implantação do carregamento do

CCS no modelo 3 e a subsequente atualização de

modelos mais antigos permitem que os utilizadores

acedam a uma proporção maior da infraestrutura

de carregamento rápido.

Contratos comerciais

e operadores no mercado

Para um Utilizador de Veículo Elétrico (UVE) conseguir

carregar o seu carro na rede pública Mobi.E,

precisa de efetuar um contrato com um CEME -

Comercializadores de Energia de Mobilidade Eléctrica,

e obter o respetivo cartão. O contrato com o

CEME pode assumir várias formas comerciais: um

custo estipulado por cada KWh de energia consumida,

independentemente do tipo de ponto de

carregamento, um pacote de energia, ou um preço

mensal fixo. O UVE pode carregar o seu carro em

qualquer ponto de abastecimento, independentemente

de ser operado, ou não, pelo CEME com

o qual celebrou contrato. Independentemente do

operador, o custo do abastecimento será sempre

aquele que contratualizou com o seu CEME.

Custos do abastecimento

na rede pública da Mobi.E

Para além do custo de abastecimento contratualizado

com o CEME, os operadores de cada posto

de abastecimento são livres de definir uma taxa de

operação do posto. Assim, os operadores podem

cobrar a ativação do serviço, delimitar o tempo

disponível para o carregamento ou a quantidade

de KWh debitados, ou ainda criar uma oferta

conjugando estas três variáveis. Estas taxas podem

variar tendo em conta a procura, ou seja, em postos

muito procurados e utilizados, estas taxas serão

mais elevadas. Isto é uma forma das empresas

garantirem a rentabilidade do serviço. Os operadores

são obrigados a anunciar e a disponibilizar

de forma bem explícita e visível os valores praticados

pela taxa de operação e respetivos acréscimos,

quando aplicáveis.

Quanto tempo demora o carregamento?

O tempo de o carregamento depende do modelo

Tipos de fichas nos veículos elétricos

Contrariamente ao bocal universal usado para

abastecer combustível, a ficha dos veículos elétricos

não é única. Os construtores de automóveis lançaram

diferentes propostas, competindo entre eles para ver

quem liderará a futura uniformização. Por enquanto,

a ficha Mennekes, usada no Renault ZOE e no

Nissan LEAF posiciona-se como a principal opção no

mercado europeu, devido ao importante volume de

vendas que estes dois modelos representam. Existem

diferentes potências e velocidades de carregamento

das baterias que equipam os VE ou VEH. Cada

ficha está concebida para um ou vários tipos de

carregamento. Para poder entender estas fichas é

necessário compreender os diferentes níveis e os

modos de carregamento das baterias que integram o

automóvel:

Níveis de recarga

Recarga superlenta: Potência limitada a 2,3 kW.

Trata-se de um tipo de carregamento ocasional,

para o qual se pode utilizar qualquer tomada

convencional. Com este nível de recarga, por

exemplo, uma bateria de 24 kWh demorará entre 10

e 12 horas a ser carregada na sua totalidade.

Recarga lenta (convencional ou recarga normal): Potência

entre 3,3 e 3,7 kW. Este tipo de carregamento está

pensado para uma habitação individual ou para

uma garagem comunitária, principalmente durante

a noite, porque com este nível de recarga uma

bateria de 24 kWh ficará completamente carregada

em cerca de 8 horas. É necessário contar com um

sistema de segurança que evite o sobreaquecimento

do sistema.

Recarga semirrápida: Potência aproximada de 22 kW. O

carregamento da bateria costuma realizar-se entre 1

e 2 horas. É ideal para centros comerciais, locais de

trabalho, etc.

Recarga rápida: Potência entre 44 e 50 kW. O

carregamento de 80 a 90% da bateria realiza-se em

cerca de 30 minutos. Este tipo de carregamento

já se aproxima dos tempos de reabastecimento

dos veículos que usam combustíveis fósseis e está

pensado para permitir prosseguir com o percurso

numa viagem longa.

Modos de recargaΩ

Agrupam-se em quatro, os modos de carregamento

do veículo elétrico, atendendo ao tipo de

comunicação que exista entre o ponto de recarga e

o veículo. Esta comunicação é necessária para saber

se o veículo está devidamente ligado, qual o estado

da carga, possíveis erros, etc.. Modos de recarga do

veículo elétrico:

Modo 1: Sem comunicação entre rede e veículo.

Modo 2: Nível de comunicação reduzido entre rede

e veículo. Permitirá verificar se a ligação é correta

Modo 3: Grau elevado de comunicação. Dentro do

próprio ponto de recarga encontra-se a função de

conversão de AC para CC (de corrente alterna para

corrente contínua) e o sistema de proteção.

Modo 4: Grau muito elevado de comunicação.

Aplica-se a carregadores rápidos onde a recarga do

automóvel se costuma fazer no modo CC.

Tipos de fichas

Atualmente são sete as fichas que podemos

encontrar no mercado. Não se trata apenas de um

problema de forma (macho/fêmea). Cada ficha aceita

uma determinada potência e implica um nível e um

modo de recarga.

1.- Ficha Schuko (tipo F)

É a ficha utilizada praticamente em todos os lares

europeus. Tipo de carregamento: Superlento e lento.

Modo de carregamento: Tipo 1. Modelos: Trotinetas,

bicicletas elétricas e veículos tipo Renault Twizy.

Fichas Schuko Tipo 1 Yazaki SAE J1772 Tipo 2 Mennekes Tipo 3 Scame VE

Combinado (CCS) IEC

Combo 1 Combo 2

CHAdeMO

Corrente Monofásica Monofásica CA Monofásica e trifásica CA Monofásica e trifásica CC e CA CC e AC CC

Modo de recarga 1 e 2 2 e 3 2 e 3 1, 2 e 3 2, 3 e 4 2, 3 e 4 4

Tipo de recarga

Modelos

Superlenta

Lenta

Twizy, Trotinetas,

motociclos elétricos

Lenta (16 A)

e semirrápida (80 A)

Nissan LEAF (2010)

eNV200, Chevrolet Volt

Lenta (16 A)

e semirrápida (63 A)

Nissan LEAF (2018),

Renault ZOE, BMW i3, Tesla S

Semirrápida

Pequenos fabricantes

de microcarros

Lenta, semirrápida

e rápida

Tesla 3, Volkwagen e-golf

Lenta, semirrápida

e rápida

Rápida (125 A)

Nissan eNV200 e LEAF 2018,

Mitsubishi Outlander

26 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


do carro em questão, do método de carregamento

(em casa na tomada elétrica; em casa na wallbox;

na rua num posto normal; ou na rua mas num

posto de carregamento rápido) e do estado de carga

da bateria. Se o carro tiver pouca carga e se se

pretender carregar em casa numa tomada elétrica,

o UVE vai ter de esperar umas boas longas horas

(pode passar as 15 horas). Se quiser uma solução

mais rápida em casa, a wallbox é o ideal. Esta solução

pode reduzir o tempo de carregamento em até

80%. Quanto à frequência de carregamento, tal vai

depender da utilização que é feita, bem como da

autonomia do veículo. O ideal será carregar o veículo

até aos 80% e fazê-lo mesmo que ainda tenha

bastante bateria. l

2.- Ficha SAE J1772 (Tipo 1)

Baseada numa norma norte-americana, adaptada e

aceite na Europa e no Japão.Tipo de carregamento:

Lento e semirrápido.Modos de carregamento: 1,

2 e 3.Modelos: Nissan LEAF (primeira geração),

Tesla Roadster, Chevrolet Volt, Toyota Prius Plug-in,

Renault Kangoo Z.E, entre outros.

3.- Ficha Mennekes ou IEC 62193 (Tipo 2)

Também chamada Camaleão, pelo facto de admitir

vários tipos de recarga, foi desenvolvida pelos

fabricantes alemães em colaboração com aempresa

Mennekes. Tipo de carregamento: Superlento, lento

e semirrápido.Modos de carregamento: 2, 3 e 4.

Modelos: Renault ZOE, marcas alemãs como BMW,

VW, Porsche, etc.

4.- Ficha única combinada ou CCS: Combo 1 e

Combo 2

Foi desenvolvida por fabricantes alemães e norteamericanos,

procurando uma solução comum para

as fichas tipo 1 e 2. A solução Combo 2 consta de 5

pinos (2 de CA, 2 de CC e 1 pino de comunicação),

ao passo que a opção Combo 1 consta de 7 pinos

(2 pinos extra, um para comunicação e outro sem

utilização). Permitem fazer a recarga do veículo

no modo de corrente contínua (CC). Tipo de

carregamento: Semirrápido e rápido. Modos de

carregamento: 2, 3 e 4. Modelos: Marcas alemãs

como BMW, VW, Porsche, etc.

5.- Ficha Scame (Tipo 3)

Também chamada EV Plug-in. Foi desenvolvida

pelo fabricante italiano Scame entre outros.

Tipo de carregamento: Semirrápido. Modos de

carregamento: 3 Modelos: Empresas de pequenos

veículos.

6.- Ficha CHAdeMO

É a ficha para recarga rápida de corrente contínua

dos fabricantes japoneses. Consta de um total de

10 pinos, entre potência e comunicação.Tipo de

carregamento: Rápido.Modos de carregamento:

4. Modelos: Principalmente fabricantes japoneses,

Nissan (Leaf e e-NV200), Mitsubishi, etc.

Procedimento de intervenção

Mitsubishi Outlander PHEV

O Mitsubishi Outlander PHEV está equipado com uma bateria de iões de lítio com uma tensão

300 V. Esta tensão é usada para ativar a unidade do motor elétrico e alguns componentes, como

o ar condicionado. Antes de se realizar qualquer tipo de trabalho, é necessário garantir “isolamento”

e “corte” do circuito de alta tensão para evitar o risco de choque elétrico. A especificação da bateria

de tração é “12kw / h de íon-lítio, 300 V”. A capacidade máxima de tensão da bateria de AT é de 336

V quando a bateria de tração está sendo carregada.

Isolamento do circuito de alta tensão

O circuito de alta tensão é isolado da carroçaria do veículo. Todos os componentes de alta tensão

são cobertos por caixas e tampas. A cablagem de alta tensão pode ser distinguida da cablagem

normal, pelo seu isolamento de cor laranja. As caixas e tampas são isoladas do circuito interno

de alta tensão.

Desconexão do circuito de alta tensão

Este veículo possui um sistema que permite a corrente de alta tensão fornecida pela bateria

ser isolada automaticamente se não puder isolar o sistema de alta tensão devido a manutenção

do serviço ou a um acidente. O circuito de alta tensão será isolado puxando o conector de carga

durante o carregamento da bateria. Desligue o interruptor do motor elétrico pressionando-o.

Confirme se os indicadores no motor elétrico mudam e o indicador “Ready” no painel

de instrumentos está desligado.

Remova o fusível de “controle da

unidade de energia” da caixa de

fusíveis do compartimento do

motor. Fusível F7 de 10A

Desligue o circuito de

alta tensão na bateria de

acionamento. Use Equipamento

de Proteção Individual (EPI)

isolante para remover o

interruptor de alta tensão.

Retirar o interruptor irá desligar

o circuito de alta tensão da

bateria de acionamento.

Aguarde pelo menos um minuto

antes de prosseguir para a

próxima etapa. O sistema

híbrido será desativado

durante este tempo de espera.

Desconecte o terminal negativo

da bateria auxiliar de 12 V.

Puxe a alça da caixa do piso da

bagageira.

Remova a tampa da tampa de

serviço na área dos pés sob

o meio do segundo assento.

(quatro clipes)

Remova a tampa de serviço da

bateria auxiliar de 12V. Desligue

o terminal negativo da bateria

auxiliar de 12V. Aguarde pelo

menos cinco minutos antes

de prosseguir para a próxima

etapa. Alguns componentes ou

fios podem reter alta tensão por

cinco minutos.

1

2 3

Use equipamento de proteção

individual (EPI) e remova o

Fusível de segurança. Solte a

alavanca de bloqueio na ficha de

serviço. (1) Levante a alavanca

do fusível de segurança. (2)

Remova o fusível de segurança

puxando-o para cima. (3)

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2021 27


entrevista

JOÃO CARDOSO, AREA SALES MANAGER PORTUGAL

DA CONTINENTAL POWER TRANSMISSION GROUP

OBJETIVO É ESTAR

MUITO PRÓXIMO

Das OFICINAS

NO ANO EM QUE A CONTINENTAL CELEBRA O 150º ANIVERSÁRIO, JOÃO CARDOSO,

DIRETOR DE VENDAS DOS PRODUTOS DE TRANSMISSÃO CONTINENTAL PARA PORTUGAL, APRESENTA-NOS

O GRUPO NA ATUALIDADE E OS OBJETIVOS QUE PRETENDE ATINGIR NA SUA ÁREA DE ATIVIDADE

No dia 8 de outubro de 2021, a Continental

celebra 150 anos de vida. A história de uma

empresa que em 1871 começa por produzir

componentes de borracha e ao longo dos anos se

tornou uma referência em todos os setores onde

atua. Atualmente está presente nas mais variadas

áreas de atuação, através de múltiplas unidades

de negócio, que se agrupam em três grandes

áreas: Rubber Technologies, que inclui os pneus e

componentes de transmissão; Automotive Technologies,

onde podemos encontrar por exemplo as

áreas da condução autónoma e da conectividade; E

a Powertrain Technologies, onde está por exemplo,

a área da eletrificação. O grupo está presente com

fábricas e escritórios comerciais em 58 países, conta

com mais de 235.000 colaboradores e faturou

44,5 biliões de euros em 2019.

Quais os planos que pretende desenvolver com a

Continental em Portugal ao longo do ano 2021?

O nosso objetivo é estar muito próximo das oficinas

e toda a nossa estratégia passa por aí. Continuaremos

a dar muita visibilidade às nossas

ferramentas de apoio técnico e formação. Iremos

também promover várias campanhas ao longo do

ano, em conjunto com os nossos parceiros, como

já é nosso hábito.

Quais as linhas de produto que elegeram como

principais para o mercado português?

O nosso portfólio é pensado para responder às

necessidades dos nossos clientes. Os Kits de Distribuição

são o nosso produto estrela, mas temos

outros artigos que são estratégicos para o nosso

negócio e nos quais investimos muito, como as

correias, polias de cambota e alternador. Produtos

mais recentes como os Kits PRO, Bombas de Água

e Kits de Correia Estriada, têm vindo a tornar-se

cada vez mais procurados pelas oficinas.

Qual a importância do mercado português para a

Continental Power Transmission Group?

É um mercado fundamental para o desenvolvimento

do negócio a nível europeu e a sua visibilidade

é cada vez maior no seio da divisão. Pensamos

de uma forma global e atuamos de uma forma

local, de acordo com as necessidades do nosso país

e dos nossos parceiros.

Como está organizada a vossa rede de distribuição

em Portugal?

A nossa rede de distribuição tem-se mantido estável

ao longo dos anos. Temos objetivos claros e de

longo prazo enquanto marca e o nosso foco está

em oferecer as condições aos nossos parceiros para

que todas as oportunidades sejam aproveitadas e

em conjunto, consigamos continuar a crescer de

uma forma sustentada.

Que apoio tem dado a Continental Power Transmission

às oficinas de reparação automóvel?

Ao longo dos últimos 3 anos, um dos nossos pilares

estratégicos tem sido o apoio às oficinas, com especial

foco na formação. Esse apoio surge por vários

canais, quer seja por ações de formação dedicadas,

via web, através do Product Information Center

(PIC - www.continental-engineparts.com) e inclusive

através das redes sociais, em particular pelo

nosso canal de Youtube (Conti Watch and Work)

com vídeos técnicos exclusivos e em português.

Nos últimos anos colocámos um foco muito alto

na formação, e conseguimos chegar a quase 700

pessoas, desde oficinas, retalhistas e distribuidores.

O impacto do coronavírus trouxe-nos um novo

paradigma, mas já estamos a trabalhar em novos

formatos e conteúdos, de modo a continuar este

trabalho que muito orgulho e satisfação nos traz.

Está satisfeito com a notoriedade da marca no

nosso mercado?

A nossa estratégia é clara e mantém-se: ser a marca

mais valorizada pelos nossos clientes na área de

28 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


JOÃO CARDOSO

transmissão de potência. A Continental

é uma marca amplamente reconhecida,

tanto na nossa área de negócio,

como em muitas outras, daí a

nossa forte presença tanto no equipamento

original como no aftermarket

e isso deve-se em boa parte pela qualidade

dos nossos produtos, mas também

pelo apoio que damos aos nossos

clientes. Por isso queremos continuar

a fazer o que estamos a fazer bem e

melhorar onde podemos melhorar.

Quais são as perspetivas de negócio

da Continental Power Transmission

Group em Portugal para 2021?

Apesar da crise provocada pelo coronavírus

ainda estar muito presente

no nosso dia-a-dia, acreditamos que o

mercado irá sair por cima e que novas

oportunidades surgirão. Por isso estamos

otimistas. Vamos continuar a investir

no nossa comunicação, nas áreas

da formação e informação técnica e no

desenvolvimento de novos produtos.

Quais os principais desafios que se

colocam à Continental nos próximos

anos?

Procuramos ver as ameaças como

oportunidades de melhoria. O mercado

automóvel passa por grandes

transformações e isso é apaixonante

para nós. Apesar de todas as alterações

que temos vindo a assistir em termos

de tecnologia e empresas do sector, a

necessidade de nos mover-nos do ponto

A para o ponto B vai sempre existir.

A mobilidade é o ADN da Continental

e é aí que nos focamos. l

GAMA DE COMPONENTES DE TRANSMISSÃO

EM CRESCIMENTO

A oferta atual da Continental Power Transmission

Group para o aftermarket garante uma cobertura

quase total na área de transmissão de potência,

com um total de 8 linhas de produto, desde Kits de

distribuição com bomba de água, correias, polias,

etc., com aproximadamente 3.400 referências ativas.

Uma das grandes vantagens da Continental é que

a Investigação e Desenvolvimento são partilhados

entre OE e Aftermarket, numa só divisão. Isto

permite-lhe obter diferentes níveis de informação

sobre a prestação dos seus produtos e combiná-los

no desenvolvimento dos melhores componentes,

sem diferenciação entre os clientes a que se destina.

Fornecedor de referência para o OE, a Continental

consegue colocar no mercado produtos cada vez

mais recentes e inovadores. O espaço temporal

entre a introdução de um componente num

automóvel e a sua disponibilidade no aftermarket é

cada vez menor. Podemos verificar isto com as mais

recentes adições à gama de correias estriadas para

veículos híbridos e de bombas de água para veículos

híbridos e elétricos.

PRO KITS DE BOMBAS DE ÁGUA

Os PRO Kits de bombas de água para motores TDI

de 1,6 litros e 2,0 litros do Grupo Volkswagen, para

além da bomba de água, correia de distribuição,

polias tensoras e de desvio e pequenas peças,

contêm também as correias para a bomba de

óleo. Os motores mencionados são verdadeiros

corredores de endurance. Por esta razão, uma

segunda substituição da correia de distribuição

pode ser necessária na vida destes veículos,

devido à quilometragem elevada. O mais tardar

nesta altura, a correia da bomba de óleo também

deve ser substituída. É precisamente para essas

situações, os técnicos de instalação têm agora

os PRO Kits com todas as peças necessárias. A

Continental aconselha que quem quiser jogar pelo

seguro, deve substituir sempre também a correia

da bomba de óleo, pois a substituição da correia de

distribuição é uma reparação muito mais morosa

e complicada. É portanto mais eficiente e seguro

substituir ao mesmo tempo estas peças de desgaste

mais pequenas que, de qualquer forma, têm de ser

desmontadas. No total, a Continental tem 42 kits

deste tipo.

CORREIAS ESTRIADAS

PARA SISTEMAS MILD HYBRID

Os modernos alternadores do motor de arranque

acionados por correia poupam até 15% de

combustível e emissões correspondentes. Em

muitos veículos híbridos, este pacote de potência

compacto compreendido pelo motor elétrico,

a bateria de 48 V e o transformador de tensão

substitui o motor de arranque e o dínamo –

aumentando assim a eficiência do veículo de forma

significativa. Para que as oficinas possam oferecer

aos seus clientes uma qualidade de confiança,

a Continental disponibiliza as suas correias de

alto desempenho para alternadores do motor de

arranque acionados por correia do equipamento

original agora também no Aftermarket. Estas foram

desenvolvidas para o sistema de alternadores do

motor de arranque acionados por correia de 48 volts

Eco Drive da Continental. Possuem uma camada

de algodão e poliéster extremamente robusta e

patenteada no lado das nervuras. O corpo da correia

é constituído por uma combinação resistente de

elastómero com alto teor de fibras. A gama abrange

atualmente 21 tipos – mais do que em qualquer

outro fabricante.

AMORTECEDORES

DE VIBRAÇÕES TORCIONAIS (TVD)

Uma das novidades da Continental para 2021 é a

ampliação da oferta de amortecedores de vibrações

torcionais (TVD), para veículos mais recentes mas

também para os mais antigos. Os amortecedores

de vibrações torcionais (TVD) asseguram o

funcionamento suave e com pouca vibração da

correia estriada. Os TVD são componentes cruciais,

especialmente nos motores modernos, em que

o acionamento de componentes auxiliares é

extremamente solicitado para as muitas funções

de conforto. Foi por isso que em 2020 a Continental

ampliou maciçamente a gama de TVD, por exemplo

com quatro referências novas para veículos do

Grupo Volkswagen. Para o motor EA211, instalado

em muitos dos veículos do Grupo desde 2011, a

Continental tem uma referência correspondente

para todos os números de equipamento original.

No total, a nossa gama inclui agora TVD para 86

referências diferentes. Em 2021, a Continental vai

ampliar ainda mais a oferta: já estão planeadas

mais de 20 novas referências, tanto para veículos

mais antigos como para grupos completamente

novos.

30 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


empresas

ASER AFTERMARKET AUTOMOTIVE S.A.

PORTUGAL É FUNDAMENTAL NA

ESTRATÉGIA DE CRESCIMENTO DO

GRUPO ASER


PRESENTE EM PORTUGAL DESDE JANEIRO DE 2018, A ASER INICIOU 2021 COM A INCORPORAÇÃO

DE DOIS NOVOS PARCEIROS E PREPARA-SE PARA LANÇAR UMA NOVA REDE DE OFICINAS

DENOMINADA “ASERAUTO”. PARA JOSÉ LUIS BRAVO, DIRETOR GERAL, PORTUGAL É FUNDAMENTAL

NA ESTRATÉGIA DE CRESCIMENTO DO GRUPO

A

ASER nasceu em 2016, no país vizinho,

fruto da união de dois dos grupos com

mais longa experiência no aftermarket espanhol,

a Gecorusa e a Agerauto. Desde o primeiro

momento distinguiu-se como um novo grupo, com

um ADN identificado nos quatro valores que regem

as suas relações e a sua forma de trabalhar:

Proximidade, Comunicação, Inovação e Transparência,

e uma visão que a diferencia e define como

uma Central de Serviços. “Estas características que

nos definem e que, ao mesmo tempo, nos distinguem,

é o que nos torna um projeto atraente para

fornecedores e parceiros. Tudo isso nos torna um

Grupo plenamente consolidado no setor, embora

tenhamos apenas cinco anos de vida e tenhamos

marcado uma tendência com as nossas campanhas,

como “El Recambiazo”, “Give Me Five” e

agora “As 12 causas ASER”, com o “Congresso de

Aftermarket” ou com os nossos eventos, como o

último “ASER em Direto”, refere José Luis Bravo,

diretor geral de ASER

Três anos em Portugal

Portugal faz parte da estratégia de desenvolvimento

do grupo ASER desde a sua fundação, pois a direção

sempre entendeu que o crescimento do grupo

passava necessariamente pelo seu crescimento

no nosso país. Assim, em 2018, a Humberpeças

aderiu ao projeto ASER, sendo o primeiro parceiro

em Portugal. Hoje já são cinco os parceiros que

a ASER tem em Portugal e está a trabalhar para

aumentar este número.

“Estamos a trabalhar para fazer crescer os nossos

parceiros em Espanha, mas Portugal é uma parte

prioritária da nossa estratégia, agora e nos próximos

anos. O trabalho que os parceiros portugueses

estão a fazer é excelente e não só estão a cumprir

metas como a superá-las. A estratégia é muito clara:

vínculo máximo com os fornecedores premium

que nos apoiam em Portugal e que entendem que

a distribuição portuguesa está em processo de mudança.

A aposta é clara e decidida e, portanto, as

colaborações devem ser win-win”, afirma José Luis.

Central de serviços

A ASER não se identifica como um central de compras,

mas antes como uma central de serviços. São

os parceiros que gerem as linhas de produto e as referências

nos seus armazéns. Atualmente tem acordos

com mais de 150 fornecedores Premium em

todas as linhas de produtos que uma oficina pode

precisar para o seu desempenho diário, desde peças

de reposição até ferramentas, máquinas e serviços.

“A nossa relação com os fornecedores é mais uma

parceria do que uma relação comercial. Eles fazem

parte da nossa estratégia e são uma peça fundamental,

a ponto de fazerem parte do Grupo. A nossa estratégia

está focada em trabalhar com fornecedores

Premium, que são aqueles que possuem a tecnologia

e os meios para que nossos parceiros possam enfrentar

o futuro com confiança. Complementamos a

oferta trabalhando algumas linhas de maior rotação

com fornecedores de qualidade / preço, mas sempre

com foco na qualidade do produto em detrimento

do preço”, frisou José Luis.

Como Central de Serviços, as vantagens de ser um

parceiro ASER vão além do acesso às condições

comerciais dos seus fornecedores, o que também

é um ponto importante dessas vantagens, pois é

o que permite aos parceiros rentabilizar os seus

negócios. A ASER disponibiliza aos parceiros ferramentas

de marketing, promoção, formação e suporte,

bem como um vasto leque de serviços aos

seus clientes. O objetivo é que parceiros tenham

todas as ferramentas para enfrentar o seu dia a

dia e o futuro com garantias. E, sem dúvida, a formação

é fundamental para atingir esses objetivos.

Gestão, Logística, Planeamento de vendas, Técnicas

de negociação, Vendas comerciais estruturadas

e Segmentação de clientes, são algumas das formações

já realizadas pela ASER. O objetivo é repetir

algumas delas, para poder chegar a todos os parceiros,

e realizar módulos mais avançados para os

parceiros que participaram dos primeiros.

Produtos de marca própria

A criação da marca própria ASER, nunca teve

como propósito ser apenas mais uma marca no

mercado com um portfólio muito amplo de linhas

e referências, que entrasse em concorrência direta

com os parceiros do grupo. “Nunca entendemos

a necessidade de criar produtos da marca ASER

apenas por tê-los. Por isso, apostamos em linhas

de altíssima rotatividade, que respondem às neces-

sidades dos nossos parceiros, e sempre trabalhamos

para o desenvolvimento da nossa marca com

fornecedores de qualidade. Atualmente a marca

ASER está presente em linhas de produtos muito

estratégicas, como óleos e produtos químicos, baterias

e escovas limpa-vidros”, esclarece José Luis.

Comunicação e transparência

O compromisso da ASER com os seus parceiros é o

mesmo desde o início e sempre apoiado nos 4 valores

(Proximidade, Comunicação, Inovação e Transparência):

Ser a sua “Central de Serviços”, procurando

oportunidades e trabalhando para que todos os

dias os negócios dos parceiros sejam mais rentáveis,

mantendo a proximidade, porque afinal estamos a

falar de pessoas que são o mais importante.

“No nosso Grupo, as relações pessoais são fundamentais.

Parceiros, fornecedores, Central, ... Todos

formamos uma equipa que trabalha com os mesmos

objetivos e a proximidade é essencial para

o atingir. A inovação é outro dos nossos valores.

Nesse sentido, inovamos com eventos e promoções

inéditos, que não só permitem aos parceiros

ter mais rentabilidade, como também lhes trazem

maior visibilidade. E também os apoiamos

com ferramentas de ajuda à gestão interna, tanto

financeira como comercial e de compras e, claro,

com diversos relatórios e reportings, para que os

parceiros estejam a par da evolução do Grupo e do

mercado”, enfatizou José Luis.

Campanhas são para manter

“El Recambiazo”, “Give Me Five” e, agora, “As 12

Causas ASER”, são ações que fazem parte do ADN

do Grupo e que, mesmo num ano como o de 2020,

conseguiram atingir excelentes resultados. São

ações que, desde o início, acumulam crescimento

de mais de 50% nos meses em que são realizadas

e que, tanto parceiros como clientes, apontam nos

seus calendários e esperam a cada ano a sua realização.

São ações que apesar do passar dos anos

não envelhecem e que o mercado continua a exigir.

Enquanto tudo continuar assim, estas ações continuarão

a fazer parte da estratégia do grupo, ainda

que com pequenas atualizações.

O “Recambiazo” e “Give Me Five”, marcam já a

agenda do sector e são importantes ferramentas de

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ASER

PORTUGAL FAZ PARTE DA ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO DO GRUPO

aseR DESDE A SUA FUNDAÇÃO, POIS A DIREÇÃO SEMPRE ENTENDEU QUE

O CRESCIMENTO DO GRUPO PASSAVA NECESSARIAMENTE PELO SEU

CRESCIMENTO NO NOSSO PAÍS

marketing junto dos clientes, que têm

vindo a aderir em crescendo, mesmo

durante o difícil ano de 2020. Por

sua vez, a campanha “As 12 Causas

ASER” alia importante informação

sobre segurança rodoviária à proteção

do meio ambiente, traduzindo-se

também numa importante ferramenta

de comunicação e marketing para

NOVA REDE DE OFICINAS “aseRAUTO”

Em breve será lançada em Portugal a nova rede

de oficinas denominada “aserAUTO”, concebida

e projetada para o mercado português, que

será uma rede premium com um elevado nível

de serviço e equipamentos, com excelentes

profissionais formados para fazer intervenções

em veículos com as últimas tecnologias.

Há vários meses que os responsáveis da ASER trabalham

no desenvolvimento da rede de oficinas

para Portugal. “Entendemos que as necessidades

das oficinas em Portugal e Espanha não são as

mesmas, nem a metodologia de trabalho, pelo

que não quisemos optar pela alternativa fácil de

trazer as nossas redes espanholas para Portugal.

Temos trabalhado lado a lado com os nossos

as próprias oficinas automóveis. A

ASER dispõe ainda de um Campus de

Formação Virtual, com cursos técnicos,

de produto, marketing e gestão,

de acesso online rápido e fácil, que se

revela uma útil ferramenta e que foi

aberto aos clientes de todos os parceiros

durante o período mais conturbado

de confinamento em 2020.

parceiros em Portugal para criar, de raiz, uma

rede que vá ao encontro das necessidades das

oficinas portuguesas. Será uma rede premium

com um elevado nível de serviço e equipamentos,

com excelentes profissionais formados para

fazer intervenções em veículos com as últimas

tecnologias.

A imagem da rede já foi desenvolvida e só

temos que definir alguns pontos da estratégia

de desenvolvimento. O nosso objetivo é lançar

a Rede “aserAUTO” no primeiro semestre deste

ano e aproveitar a expoMECÂNICA para fazer a

sua apresentação ao mercado, embora a nova

mudança de data da Expomecânica nos possa

obrigar a repensar este plano”, afirma José Luis.

Recuperação do mercado

Para José Luis Bravo, atingir os níveis

de vendas de 2019 não parece

viável no curto prazo. “Atualmente,

a mobilidade das pessoas, e portanto

dos veículos, não está nos níveis de

2019, e não está muito claro quando

voltará a esses níveis. Os quilómetros

não percorridos são perdidos

e, portanto, as operações de manutenção

e reparação são adiadas e a

procura diminuiu. Precisamos de

“Normalidade” principalmente por

uma questão de saúde, mas certamente

também por uma questão

económica, não só em Portugal e

na Espanha, mas em todo o mundo.

No curto prazo, o aftermarket

pós-Covid19 está a ser afetado, estando

já a acontecer uma guerra

de preços, por um lado devido à

necessidade de dinheiro em alguns

negócios e, por outro, ao envelhecimento

do parque. Na ASER estamos

comprometidos com os nossos

parceiros na defesa de fornecedores

e marcas premium e juntos procuramos

as melhores fórmulas para

evitar entrar numa guerra que pode

diminuir perigosamente a rentabilidade.

A distribuição está a mudar

e a ASER Portugal é uma realidade

em que os parceiros portugueses são

os que melhor conhecem o mercado

e as suas necessidades. Por isso, a

estratégia em Portugal é planeada

e desenvolvida pelos nossos parceiros

portugueses, uma vez que são

realidades totalmente diferentes de

Espanha e Portugal, apesar da nossa

proximidade”, afirmou José Luis.

Balanço e perspetivas

Os problemas sociais e económicos

da pandemia têm tido um impacto

negativo para a ASER, que não

tem conseguido avançar, como havia

planeado, com a sua estratégia

de crescimento. Muitas ações foram

canceladas ou adiadas e isso afetou a

estratégia. Além disso, para questões

de alguma importância, são necessárias

reuniões presenciais e, durante

2020 e até agora em 2021, isso só foi

possível em casos muito excecionais.

Por outro lado, a incerteza do mercado

faz com que muitas das decisões

sejam adiadas até que a situação fique

mais clara. Ainda assim, o grupo

conseguiu crescer em Portugal e dois

novos parceiros, MPeças e Celparts,

aderiram ao projeto ASER no início

de 2021.

“O desempenho da ASER em Portugal

em 2020 foi espetacular. Crescemos

bem acima dos dois dígitos.

As incorporações da Npeças e Samiparts

em outubro de 2019 trouxeram

crescimento líquido em 2020.

As expetativas para 2021 são muito

boas. Começamos com dois novos

parceiros, M Peças e Celparts, que

rapidamente se articularam trabalhando

com fornecedores estratégicos

do Grupo. Somos atualmente 5

parceiros em Portugal e no final de

2021 seremos mais”, concluiu José

Luis Bravo. l

34 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


PARCEIROS ASER EM PORTUGAL

UM POR TODOS E TODOS POR UM!

Com a incorporação da Celparts e M. Peças no início de 2021, a aser passou a contar com cinco parceiros em Portugal

(Humberpeças, NPeças e Samiparts), consolidando o seu posicionamento no aftermarket nacional

Para os parceiros portugueses, o que mais distingue

o grupo ASER é ser uma Central de Serviços que

se preocupa verdadeiramente com o seu negócio,

fazendo um trabalho de apoio técnico, comercial,

marketing e de gestão, sempre com muito

dinamismo e sempre dando grande primazia à

diferenciação e inovação. Existe também uma verdadeira

preocupação em apoiar o negócio tanto a

montante como a jusante, procurando dar todo um

suporte ao negócio dos parceiros, mas também ao

dos seus clientes. Acima de tudo é visível e sente-se

um verdadeiro espírito de grupo e interajuda entre

todos os membros, tal como se de verdadeiros

Mosqueteiros se tratassem (Um por todos e todos

por um).

Os parceiros valorizam a forma da ASER entender

as coisas e a sua maneira de estar no mercado, com

honestidade e transparência. Fazem parte do grupo

por convicção, pois partilham os mesmos valores e

forma de trabalhar, e contam sempre com o apoio

do Grupo e dos seus responsáveis, que estão ao seu

lado para os ajudar.

Os parceiros destacam como pontos fortes da ASER:

A cooperação entre todos os membros do grupo;

melhores condições de compra, o que a torna mais

competitiva no mercado; mais formação para que

melhor possam servir os seus clientes; acesso a uma

grande variedade de marcas e material; e ainda

a partilha de ideias entre os associados sobre o

mercado.

CELPARTS

Localizada em Celorico de Basto, a Celparts é

um retalhista de peças com um sólido histórico,

fundada por António Valentim da Silva Carvalho.

Possui uma grande equipa de profissionais que tem

como missão oferecer um serviço personalizado

aos seus clientes, trazendo inovação e excelência

no setor do pós-venda e contribuindo, de forma

ativa, para o desenvolvimento das oficinas e dos

seus profissionais. A Celparts incorporou o grupo

ASER no dia 1 de janeiro de 2021 para fortalecer a

sua posição no mercado e enfrentar os desafios do

futuro num grupo como a ASER, com vocação de

serviço para os parceiros e clientes. Para António

Carvalho “A integração no grupo trouxe melhorias

a vários níveis. Obviamente a mais imediata foi

o acesso a melhores condições de compra e um

aumento da oferta de marcas ao nosso dispor.

Considero que conceito da ASER tem forte potencial

de crescimento em Portugal, pois tem um conjunto

de profissionais muito dinâmicos e um ADN de

entreajuda que funciona muito bem e que se traduz

num verdadeiro trabalho em rede colaborativo em

prol dos sócios.”

HUMBERPEÇAS

A Humberpeças é associada da ASER desde janeiro

de 2018. Foi a primeira empresa portuguesa a

integrar o grupo e tem acompanhado ativamente

a afirmação e crescimento da ASER no nosso país.

Pedro Moura, responsável de vendas da Humberpeças,

revela porque decidiram abraçar este

projeto: “Estávamos num processo de afirmação

e crescimento e sentíamos necessidade de um

suporte que permitisse um abrir de portas e

oportunidades. Encontrámos na ASER um parceiro

estratégico no alicerçar deste processo.” A integração

na ASER veio complementar o processo de

crescimento da Humberpeças, mas sempre preservando

a sua identidade enquanto empresa. “Integrarmos

o grupo ASER facilitou também o acesso

e negociação a diversos fornecedores, o que nos

permitiu reforçar o nosso portefólio de produtos.

O intercâmbio de conhecimento e experiências

entre parceiros é também outra das vantagens da

ASER, não fosse a proximidade ser um dos seus

pilares”, afirma Pedro Moura, que acrescentou: “Os

pilares da Inovação e Comunicação da ASER têm

tradução mais vincada nas grandes campanhas

delineadas ao longo do ano como o “Recambiazo”

e “Give Me Five”, e mais recentemente a campanha

12 Causas ASER”. Complementarmente a todo o

apoio ao nível do desenvolvimento e crescimento

do negócio do grupo Humberpeças, Paulo Moura

sublinha o trabalho colaborativo que está já implementado

entre os sócios portugueses da ASER.

“Temos hoje equipas constituídas por elementos

das diversas empresas que, conjuntamente com os

serviços centrais sediados em Madrid, colaboram

ativamente em diversos projetos comuns. Mesmo

que todas as reuniões sejam agora feitas à

distância, trabalhamos todos em torno do mesmo

objetivo”, conclui.

M PEÇAS

A M Peças, sediada na área Industrial de Olela, Cabeceiras

de Basto, foi fundada em fevereiro de 2005.

Desde então, consolidou-se na sua área como um

dos principais distribuidores de peças de reposição

e acessórios. Possui uma equipa de cinco pessoas,

atuando num raio de aproximadamente 30 km ao redor

da sua sede. A M Peças juntou-se ao grupo ASER

em janeiro de 2021, para poder estar no mercado

com uma maior competitividade, tendo acesso direto

aos fabricantes de peças, o que lhe permite aceder

a uma maior variedade de material com preços

mais competitivos. Apesar de pertencer ao grupo

há pouco tempo, a M Peças já consegue comprovar

que o modelo de negócio da ASER lhe proporciona

condições para efetuar boas compras nas diversas

áreas do setor automóvel, sem pressões exageradas

para atingir objetivos e com um bom acompanhamento

de todos os colaboradores ASER. Nesta fase, a

ASER tem ajudado a M Peças no contacto direto com

os fabricantes, na sua integração no grupo e também

em algumas formações já disponibilizadas.

NPEÇAS

A NPeças é parceira da ASER desde Setembro 2019.

“Já pretendíamos integrar uma rede de parceiros

há algum tempo. Acreditávamos quer pelas

movimentações usuais no nosso setor quer pelas

expetativas que tínhamos em relação ao futuro,

que essa seria a opção mais interessante em termos

de desenvolvimento do nosso negócio. Os grandes

objetivos da nossa integração no grupo resumem-se

a uma afirmação: Juntos somos mais fortes”, refere

Carla Marques, gerente da NPeças, que acrescenta:

“Anteriormente já tínhamos sido abordados com

outras boas possibilidades, mas ainda não tínhamos

encontrado os parceiros que considerávamos serem

os mais adequados ao nosso modo de funcionar e

à nossa visão do negócio até sermos contactados

pela ASER.” Para esta responsável “O apoio a nível

de comunicação e marketing tem sido notório,

designadamente com o lançamento de campanhas

estruturadas, de grande impacto, e uma presença

constante nos vários meios de comunicação.

Toda esta visibilidade tem um valor enorme. E

finalmente o espírito de partilha que existe entre

os membros. Partilha de ideias, de preocupações,

de soluções… É esta dinâmica e este espírito de

identidade que penso que distingue o grupo ASER

dos demais”. Carla Marques também reconhece o

grande impacto das campanhas anuais, para as

quais a ASER tem toda uma dinâmica criada de comunicação

e divulgação. “Apesar de ainda só termos

tido uma experiência e ainda por cima num ano

atípico, o feedback é bastante positivo. Além disso

o lançamento das 12 Causas é um outro exemplo

da forma de pensar o negócio e de o dinamizar de

maneiras diferentes e responsável”, enalteceu.

SAMIPARTS

A Samiparts é um distribuidor de peças auto

sediado em Pombal, dispondo de quatro pontos de

venda: Leiria, Pombal, Soure e Ansião. Dispõe de

uma competente equipa de colaboradores que tem

como missão oferecer um serviço de excelência às

oficinas e contribuir para o desenvolvimento dos

seus profissionais. A Samiparts integrou a ASER em

outubro de 2019, tendo como objetivo fazer parte

de um projeto que lhe permitisse aumentar a proximidade

com os fornecedores, criando oportunidades

de negócio para os seus clientes, fortalecendo

a sua posição no mercado e preparando-se para

enfrentar os desafios do futuro.

Para Samuel Nunes, sócio gerente da Samiparts

“A ASER tem-se destacado pela implementação de

iniciativas, como o “El Recambiazo” e o “Give Me

Five”, campanhas destinadas a apoiar tanto os seus

sócios como clientes. E, a nível mensal podemos

destacar a iniciativa das 12 Causas Aser, que todos

os meses se focam numa gama de produtos específica.

No contexto atual de pandemia, realçamos

ainda a criação da plataforma “ASER em Direto” que

permitiu criar um evento que reuniu sócios, clientes

e fornecedores numa discussão sobre a atualidade

e o futuro”.

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Empresa

DRIV

VÁRIAS MARCAS, UM

ÚNICO INTERLOCUTOR

CHAMA-SE DRIV E NASCEU DA AQUISIÇÃO DA FEDERAL-MOGUL MOTORPARTS PELA TENNECO, NO SEGUNDO

TRIMESTRE DE 2019, FAZ AGORA DOIS ANOS. NESTE ARTIGO, APRESENTAMOS A ESTRATÉGIA DA NOVA

EMPRESA PARA DINAMIZAR O EXTENSO PORTFÓLIO DE MARCAS QUE POSSUI NO MERCADO PORTUGUÊS


Com esta aquisição, a Tenneco separou as

unidades de negócio, sendo a DRiV responsável

pelo aftermarket na área do desempenho

dinâmico (Ride Performance), enquanto a

outra empresa é dedicada a tecnologias de “powertrain”.

Atualmente, a DRiV possui 28.000 funcionários

em todo o mundo, 56 fábricas e 41 centros de

distribuição. Com cobertura na América, região

EMEA e grande presença na Europa. A receita da

DRiV em 2019 foi de 5,9 mil milhões de dólares,

53% dos quais correspondentes ao negócio de peças

de reposição e 47% ao Equipamento Original.

A DRiV Motorparts dedica-se a ajudar os distribuidores

do pós-venda a consolidar a sua base de

fornecimento, oferecendo uma cobertura One-

Stop-Shop com o portefólio certo de produtos e

com o posicionamento correto.

Sendo parte de uma empresa global, que fatura 17,5

mil milhões de dólares e que está muito ativa nos

segmentos OE, ride performance, powertain, clean

air e aftermarket, a DRiV Motorparts é o parceiro

estratégico para os distribuidores de pós-venda e

prestadores de serviços. Possui linhas de produtos

globais que se adaptam a todos os mercados onde

a marca opera, comercializando um total de 19 linhas

de produtos distribuídas por 17 marcas, o que

representa mais de 50 mil referências.

Relativamente às marcas dividem-se em produtos

de chassis, suspensão e travagem (Öhlins, Monroe,

Moog, Ferodo, Wagner, Jurid e Champion); controle

de emissões (Walker); manutenção / ignição

(Champion e Beru) e motor e vedação (Goetze,

Glyco, Payen, Nüral, AE e FP Diesel).

A aglutinação de marcas referência

Com esta junção e criação de uma marca única,

foram aglutinadas diversas outras marcas que são

referência absoluta em determinados segmentos

como a Monroe, a Walker, a Ferodo ou a Champion.

Na DRiV são apenas marcas líderes em cada

linha de produto. São marcas de grande valor, com

um posicionamento bem conhecido por todos.

Para a DRiV isto é um desafio e para o concretizar

é preciso definir uma estratégia clara, e como não é

possível trabalhar todas elas com o mesmo nível de

recursos, foram escolhidas quatro marcas principais

a nível europeu para o efeito como a Monroe,

a Moog, a Ferodo e a Champion que serão trabalhadas

para permanecerem como benchmarks.

Para manter um elevado reconhecimento de todas,

cada uma destas marcas é apoiada pela sua

unidade de negócios independente e mantém as

suas próprias fábricas, e áreas de desenvolvimento,

tecnologia, estratégia de marketing. Analisando os

dados fornecidos pelo mercado, são identificados

os pontos fortes e os pontos fracos, para posteriormente

convertê-los em estratégias de venda e

marketing de forma a alcançar ou reforçar a notoriedade.

O portefólio da DRiV é tão grande, que acaba por

reunir várias marcas premium na mesma linha de

produtos. Poderá isso confundir oficinas e consumidores?

A situação existe e o melhor exemplo

está nos travões, onde se juntam a Ferodo, Jurid

e a Beral, que são marcas premium de primeiro

equipamento. Mas, para a DRiV, ter várias marcas

na mesma linha de produtos permite personalizar

a oferta, ou seja, poder atender todos os clientes

que precisam de se diferenciar da concorrência ou,

devido ao posicionamento, que precisam de um ou

outro produto para cobrir a sua gama e oferta.

GARAGE GURUS

PROGRAMA PARA OFICINAS

A DRiV oferece vários serviços de suporte de vendas e marketing,

uma oferta abrangente de formação e assistência técnica

sob o guarda-chuva Garage Gurus, um programa de apoio às

oficinas, que não é uma abordagem de vendas, mas sim uma

abordagem técnica. É um programa de marketing passivo até

porque quando mostram como montar corretamente uma pastilha

de travão ou um amortecedor, estão a utilizar os próprios

produtos o que se torna importante para reforçar a posição da

marca no mercado. O suporte de marketing é um apoio cada

vez mais procurado, uma vez que os distribuidores e retalhistas

precisam de ajuda para manterem os seus próprios clientes a

comprarem as marcas da DRiV.

A resposta lusa

As marcas nas quais apostam para o mercado português

já foram mencionadas, mas nunca é demais

repetir: Monroe, Ferodo, MOOG e Champion. A

Ferodo é a mais vendida em Portugal, seguida da

Monroe e da MOOG, por esta ordem.

Quanto à performance das mesmas o balanço é

positivo, e o mercado português está a responder

muito bem à unificação das duas empresas. Existem

algumas vantagens como o facto de, por ter

um único fornecedor, o distribuidor tem sempre

resposta para aquilo que uma oficina vende e o

peso que tinham em muitos clientes mudou significativamente.

Atualmente, a empresa é vista

como um fornecedor muito mais global. Agora há

um único interlocutor, o que facilita no momento

de realizar pedidos. O portefólio oferecido é mais

completo e os clientes agradecem porque antigamente

precisavam de falar com dois, três ou até

quatro fornecedores para resolver o que agora a

DRiV oferece e resolve como um só fornecedor.

Todavia, para se manterem como marcas preferenciais

dos portugueses será preciso ter uma estratégia

comercial de evolução e crescimento e para isso

a DRiV vai continuar a apostar na manutenção da

liderança em notoriedade, cobertura e inovação, o

que pretende alcançar através da incorporação de

melhorias tecnológicas nos vários produtos com

novas referências no mercado de reposição para os

modelos de automóveis mais modernos. Irão apostar

num maior enfoque no marketing digital com o

lançamento de páginas em português nas redes sociais

de marcas como a Ferodo, Monroe e MOOG.

Fornecedor global

Quanto ao facto da DRiV poder ser considerada

um fornecedor global de produtos para oficinas de

reparação, os responsáveis garantem que a Tenneco

é única na oferta de marcas diferenciadas (na

travagem a Ferodo, a Jurid, a Necto e a Champion),

adiantando que em Portugal todas as marcas que

comercializam são bem conhecidas no mercado e

beneficiam de grande sucesso. Quanto às estratégias,

a DRiV permite-se o luxo de oferecer ao distribuidor

a possibilidade de escolher as que deseja.

Os clientes aceitam bem a situação e, no fundo, todos

ganham porque podem vender (e, consequentemente,

comprar) marcas diferentes para regiões

diferentes ou então ter tudo num só lugar com um

só fornecedor. O objetivo é que os clientes saibam

que a DRiV confia neles para realizarem a sua função

de distribuição e de apoio colaborativo com

A DRIV OFERECE COBERTURA GLOBAL COM MARCAS DE PRESTÍGIO

NO MERCADO QUE PERMITEM UMA ESTRATÉGIA “ONE STOP SHOP”

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DRIV

A DRIV ESTÁ OTIMISTA E ESPERA CRESCIMENTO EM 2021, MANTENDO-SE

MUITO ATENTA ÀS NECESSIDADES DO MERCADO E DO CLIENTE

as oficinas. Assim sendo, a empresa

garante que é vantajoso para um distribuidor

trabalhar com ela até porque

é feita uma parceria estratégica

na qual se concentra em ajudá-lo a

melhorar o lucro, a aumentar a participação

no mercado, a reduzir custos,

a melhorar a eficiência e a aprimorar

conhecimentos.

Desde a transação entre a Tenneco e

a Federal-Mogul em 2019, a Motorparts

fez a transição de uma organização

de vendas para uma organização

comercial que fornece soluções

para requisitos complexos do cliente.

Aplicando uma mentalidade de resolução

de problemas e agindo como

um parceiro de negócios, em vez de

apenas um fornecedor de peças automotive,

os clientes confiam na DRiV

uma parte maior dos seus gastos. O

foco da DRiV é, por isso, trabalhar

lado a lado com os colaboradores e

clientes, entender as suas necessidades,

resolver os seus problemas e

andar de mãos dadas, de forma a poder

fornecer o serviço necessário no

mercado de reposição. l

MERCADO ATUAL - TENDÊNCIAS POSITIVAS PARA O AFTERMARKET

O ano de 2020 foi atípico e não só para a DRiV, no

entanto, a recuperação foi mais rápida do que o

esperado. Depois da quebra registada em março

e abril, os clientes continuaram a fazer os seus

pedidos, mesmo em tempos de pandemia. Como

negócio essencial, nunca pararam a produção e a

distribuição de peças, mas sempre com as precauções

impostas pela DGS.

Os resultados de um inquérito recente do Boston

Consulting Group garantem que mais de 65% dos

entrevistados esperam uma recuperação total

para os níveis de 2019, o que acontecerá até 2022.

Enquanto isso, a idade média do parque automóvel

vai aumentar com compras adiadas e consumidores

financeiramente enfraquecidos. Essas compras

atrasadas intensificarão uma tendência contínua

para uma frota de veículos mais antiga e criarão

um crescimento adicional na procura por peças e

serviços de reposição. Com um parque automóvel

cada vez mais envelhecido, as peças de reposição

podem sair beneficiadas, até porque quanto mais

antigos forem os automóveis, mais reparações terão

de fazer, logo haverá mais oportunidades de vendas

de peças.

A DRiV adapta continuamente a sua estratégia de

produto para se manter um player atraente em

cada um dos segmentos de idade. Ainda assim,

acontecerá com certeza uma quebra no poder

de compra das famílias, nomeadamente em

Portugal onde o PIB registou uma queda histórica

de 7,6% em 2020. A DRiV afirma que vêm aí

tempos desafiantes. Tem a vantagem de fabricar e

distribuir na UE, mas há quem tenha dificuldade em

transportar os seus produtos em redor do mundo.

Os indicadores preveem que o PIB perdido em 2020

será recuperado em 2021 e até 2022 a indústria

retornará aos níveis de 2019. Logo, a recuperação

do mercado de reposição será mais rápida. As

pessoas vão manter os automóveis por mais tempo,

por isso o mercado de reposição terá uma tendência

de crescimento, motivos mais do que suficientes

para a DRiV se manter como fornecedor flexível

nos segmentos onde atua. Para sobreviverem, as

oficinas devem manter o foco na diferenciação e dar

mais valor ao cliente, antecipando-se às suas necessidades

e propondo-lhes facilidades para realizarem

as suas operações de manutenção e reparação dos

veículos. A proximidade com o cliente, segundo a

DRiV, trabalha-se com as redes sociais, atendimento

online e com mais serviços.

Quanto aos desafios futuros do pós-venda, a DRiV

acredita que um dos principais será o parque de automóveis

elétricos. O uso do poder de travagem do

automóvel elétrico para recarregar o veículo, normalmente

reduz a carga na pastilha de travão enquanto

o motor está a fazer o trabalho. O material é

mais caro, mas a vida útil da pastilha é mais longa.

Do lado do amortecedor, tende a ser um produto

com mais tecnologia, já que o utilizador aprecia a

suspensão ajustável como a suspensão inteligente

da Monroe. Ao entrar no sistema autónomo, o

parque verá mudanças na tecnologia conforme a

sensibilidade dos passageiros muda. Desta forma, o

habitáculo tem de se mover de forma diferente do

que no passado, o que requer mais combinações de

direção, suspensão e travagem de alta tecnologia.

Para a DRiV, é essencial as oficinas independentes

terem acesso aos dados dos veículos. Os consumidores

gostam de escolha e não querem voltar para

uma oficina de marca se não confiarem nela.

38 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


Empresa

DAVID BASSAS – DIRETOR GERAL DA NGK PARA A EUROPA

SOMOS LÍDERES NOS SEGMENTOS

ONDE NOS FOCAMOS

O JORNAL DAS OFICINAS ESTEVE À CONVERSA COM DAVID BASSAS, DIRETOR GERAL

DA NGK SPARK PLUG EUROPE PARA FAZER UM BALANÇO DESTE PRIMEIRO ANO DA PANDEMIA

PARA UM DOS PRINCIPAIS PLAYERS DO MERCADO DAS VELAS E SENSORES

Para além da perspetiva global sobre a empresa

e o mercado, David Bassas, grande

conhecedor do mercado ibérico, falou-nos

também da estratégia da marca para Portugal. A

NGK Spark Plug é um dos principais fornecedores

de cerâmica técnica e componentes automóveis e

tem a sede corporativa em Nagoya, no Japão, estando

já espalhada pelo mundo, com várias organizações

de vendas e fábricas.

A divisão automóvel da empresa é especializada

na tecnologia de incandescência e de sensores,

mas também fornece diversos clientes de equipamentos

originais. No mercado de aftermarket

tem no portefólio velas, bobinas de ignição e cabos

comercializados sob a égide da NGK Ignition

Parts. Como NTK Vehicle Eletronics, a empresa

desenvolve, produz e comercializa sondas lambdas

(incluindo sensores de NOx), sensores de temperatura

de gases de escape (EGTS), medidores de

massa de ar (MAF) e de pressão absoluta do coletor

(MAP), assim como sensores de velocidade e

posição do motor. Atualmente, conta com 16.400

colaboradores e as atividades de cerâmica técnica

e de automoção geram uma faturação anual global

de 3.700 milhões de euros.

A empresa opera em todos os continentes, com 43

outras empresas associadas dentro do grupo, 33

unidades de produção e cinco Centros Técnicos. Só

na região EMEA, as vendas da NGK Spark Plug

representam 27% da faturação.

O negócio ibérico

O diretor geral europeu explica-nos que toda a

estratégia, a política e a gestão comercial do negócio

de Espanha e Portugal é organizada a partir

de Barcelona, onde está localizada a filial ibérica

da NGK Spark Plug. “Atualmente dispomos de um

Customer Service muito mais técnico. Nos últimos

anos este serviço melhorou consideravelmente os

seus conhecimentos sobre cada produto para poder

filtrar e resolver todas as dúvidas dos nossos

clientes, até em português”, afirma.

Apesar da marca possuir, na capital da Catalunha,

um armazém que fornece todos os pedidos de urgência,

a maioria das encomendas para Portugal

são enviadas a partir da Alemanha, da região de

Duisburgo, onde está o armazém central da NGK.

“Os produtos da NGK/NTK são produzidos no Japão,

mas é no centro técnico de Ratingen que são

realizados todos os testes para se conseguirem as

mais exigentes homologações europeias”, conta

David Bassas, que especifica que “a NGK produz

e comercializa velas, bobinas de ignição, cabos e

cachimbos de velas e a marca NTK comercializa

desde sondas lambdas até sensores de temperatura.

São mais de 1.500 de velas de ignição (motores

a gasolina) disponíveis para todos os segmentos de

mercado, desde ligeiros a motos, equipamentos de

jardim, barcos e pequenos motores, produzidas em

materiais tão diferentes como o níquel, o platino

ou o irídio, que permitem cobrir 98% do mercado.

Já no segmento das velas para motores Diesel há

mais de 260 referências entre as metálicas e as cerâmicas,

perfazendo uma cobertura a nível global

de 96%”.

Em Portugal, o responsável revela que “durante

muito tempo fomos reconhecidos como fabricantes

de velas de ignição e nos últimos anos focámo-

-nos em explicar e demonstrar que para além das

velas, somos um dos principais fabricantes de sensores...

e depois dos sucessos conquistados, podemos

afirmar que somos considerados líderes neste

segmento pelos principais distribuidores de Portugal.

Em termos de vendas online de velas NGK,

o negócio B2B na internet já representa mais de

50% chegando em alguns casos a superar os 80%.

A incontornável pandemia

David Bassas não tem pejo em assumir que a situação

pandémica está a ter um impacto sem precedentes

no negócio da NGK, ainda que de uma forma

menos avassaladora do que em outros setores

de atividade, como seja a restauração, hotelaria ou o

turismo. “Depois dos meses de abril e de maio terem

sido muito complicados, de junho até dezembro de

2020 foi registada uma forte recuperação na atividade

do setor, com certeza impulsionada pela acumulação

de operações de manutenção pendentes a

veículos e ainda do recomeço da laboração dos centros

de inspeção. Os números da NGK recuperaram

bastante mais depressa do que esperado, graças a

uma estratégia de expansão do portefólio iniciada

antes da pandemia e da qual os resultados foram

recolhidos durante a mesma, bem como de algumas

debilidades reveladas pela concorrência que se

transformaram em oportunidades de negócio para

a NGK”, adianta ao Jornal das Oficinas. Em 2020,

a empresa registou uma quebra de 1,6% face ao ano

de 2019 e no final do exercício (a NGK fecha o ano

fiscal em março) espera estar acima do previsto.

Durante estes meses, a NGK aproveitou para fazer

mudanças na estratégia laboral, mas a atividade

manteve-se ininterrupta, através do teletrabalho,

com resultados muito satisfatórios. Agora, o teletrabalho

é combinado com a assistência à oficina,

sempre com todas as medidas de segurança obrigatórias

e necessárias. O contacto com o cliente via

online foi constante e a cadeia logística nunca foi

interrompida.

Colher resultados

Em Portugal, a NGK Spark Plug mantém uma estratégia

de concentração de distribuidores – com

uma rede que sofreu algumas alterações devido ao

fecho de algumas empresas, substituídas, entretan-

40 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


DAVID BASSAS É O RESPONSÁVEL PELO ATUAL MODELO DE NEGÓCIO QUE

A NGK TEM VINDO A DESENVOLVER, ONDE O TRABALHO EM EQUIPA E UMA

GESTÃO TRANSPARENTE E EFICAZ SÃO FATORES DOMINANTES


DAVID BASSAS

A NGK SPARK PLUG ESTÁ A COMPLETAR 85 ANOS DE EXISTÊNCIA,

COM MUITAS CONQUISTAS NA QUALIDADE DE FORNECEDOR GLOBAL,

SOBRETUDO DE VELAS DE IGNIÇÃO PARA O MERCADO OE E taMBÉM PARA O

SETOR DE PÓS-VENDA autoMÓVEL

to, por outras – consolidando um alto

nível de representação da marca no

nosso país. Questionado sobre como

se mantêm os clientes fiéis à marca,

David Bassas explica que de dois em

dois anos é efetuado um inquérito de

satisfação e todas as respostas, sejam

elas positivas ou negativas, são tidas

em consideração, atuando mais tarde

em concordância. O Customer Service

foi reforçado, foram melhoradas

ferramentas de gestão e foram identificados

os KPI´s mais importantes

para os clientes.

“A NGK colabora com a rede de distribuidores

de forma proativa, através

de programas de consulta (www.

tecniwiki.com), suporte técnico presencial

e online e ainda programas

de marketing baseados na nossa experiência

como fabricantes de velas e

sensores”, destaca.

Preparar o futuro

Segundo o responsável máximo da

NGK na Europa, “os desafios da eletrificação

do automóvel (custos, autonomia,

infraestruturas, etc.) vão

ser superados algum dia e a transição

para a mobilidade elétrica vai

acontecer, mais tarde ou mais cedo”.

No entanto, “se os motores de combustão

deixarem de ser produzidos a

partir de 2040, o parque automóvel

não vai mudar radicalmente de um

dia para o outro e vai-se transformando,

numa primeira etapa, muito

provavelmente através dos híbridos”.

Nesse sentido, “a NGK vai continuar

a consolidar a sua posição nos mercados

onde já está bem integrada, bem

como aumentar a sua participação

em mercados emergentes. Ao mesmo

tempo está a investir e a laborar

em projetos alternativos com vista

ao futuro imediato de 2030/2040.

Continuam a ser incorporados vários

dos nossos produtos em motores de

combustão da nova geração, por isso

a percentagem de participação de

componentes da NGK/NKT nos motores

vai crescer no futuro”.

No que toca aos compromissos com

o meio ambiente e com as gerações

futuras, a NTK Vehicle Eletronics

fornece sondas lambdas de precisão

para monitorizar a mistura de ar/

combustível nos sistemas de aquecimento

de biomassa, um formato em

crescimento e com emissões neutras

de carbono para aquecer habitações

e escritórios. Também por isso continua

a trabalhar em diversas áreas

de negócio, como a Energia e o Meio

Ambiente, a Mobilidade, a Saúde e a

Comunicação (semicondutores). Todas

elas áreas suscetíveis de desenvolver

novos modelos de negócio que

ajudem ao crescimento sustentado

da empresa.

O futuro trará ainda o plano de gestão

a longo prazo para 2030, o “NI-

TTOKU BX” “Beyond Ceramics eXceeding

Imagination” e que assenta

em quatro aspetos fundamentais:

“estabelecimento de prioridades, investimento

em novos negócios, transformação

do portefólio de produtos e

preparação para a mudança”.

Na opinião de David Bassas, o conceito

de mobilidade irá mudar nos

próximos anos e a utilização do carro

partilhado deve aumentar, reduzindo

a posse de veículos privados e as

deslocações. Assim, a NGK “segue

atentamente estas novas correntes

para contribuir para elas da melhor

forma possível”, garante. Bassas referiu

também a satisfação e a importância

do galardão de “Fornecedor

do Ano”, entregue pelo grupo Autodistribution

International (ADI),

que “reconhece o trabalho bem feito

e dá alento para continuar a fazê-lo”.

O responsável projeta um 2021 com

“um crescimento sustentável, consolidando

a tendência dos últimos

anos, como a incorporação de novos

produtos que reforçam, por exemplo,

o portefólio de sensores”. l

MERCADO LUSO

A tendência atual do mercado ibérico é a fragmentação

(especialmente em Espanha) o que acaba

por ser um obstáculo, por isso a concentração do

mercado é um grande objetivo a atingir. Quanto

a diferenças entre o mercado espanhol e o português

tem a ver precisamente com a fragmentação

do segundo e a concentração do primeiro. O

mercado português de peças de substituição

vai manter a estabilidade nos próximos anos e,

posteriormente, assistirá a um crescimento que, à

partida, pode estar condicionado pela eletrificação

do parque automóvel.

Assim sendo, qual o papel dos distribuidores de

peças de substituição como parceiros comerciais

das oficinas? David Bossas refere que as cadeias de

oficinas de topo são um fantástico recurso para os

distribuidores dos vários grupos de compras, que

asseguram, desta forma, o fornecimento dos produtos

homologados no seu grupo e, por conseguinte,

de um certo volume de negócio. Voltando ao futuro,

este responsável revela que devemos assistir à

diversificação do negócio com a chegada de novos

produtos e sobretudo de serviços alternativos,

assim como uma maior presença do negócio online.

Um dos grandes desafios dos distribuidores e das

oficinas é a otimização logística, o negócio online e

os acordos globais.

42 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


Empresa

VÉRTICE INTERNACIONAL

UMA DÉCada COM 30

ANOS DE EXPERIÊNCIA

10 ANOS DE HISTÓRIA, 30 DE EXPERIÊNCIA. DE QUEM ESTAMOS A FALAR? DA VÉRTICE INTERNACIONAL, A

EMPRESA QUE SE DEDICA À CONSTRUÇÃO DE OFICINAS E COMÉRCIO DE EQUIPAMENTOS PARA A INDÚSTRIA,

QUE NÃO DEIXA NINGUÉM INDIFERENTE, NO MUNDO DO AUTOMÓVEL E DO AFTERMARKET PORTUGUÊS

Com uma história curiosa, a Vértice Internacional,

numa outra vida, foi uma outra empresa

do mesmo ramo. Como assim? Explicamos-lhe

já de seguida. O Jornal das Oficinas

não perde uma boa história, e desta vez, pusemos

o pé ao acelerador e fomos até São João das Lampas,

Sintra. Estivemos à conversa com Alexandre

Mendes, administrador da empresa, que nos desvendou

como tudo começou. “A Vértice Internacional

foi criada em 2011 e já vem na sequência

de um trabalho anteriormente realizado com mais

de 30 anos. Atualmente, dividimo-nos entre dois

campos, a construção de oficinas e o comércio de

equipamentos para a indústria. Na construção de

oficinas, temos produção própria, temos design e

projeto próprio, e na comercialização dos equipamentos,

fazemos projetos de oficinas, essencialmente

automóveis, em que contamos com o fornecimento

de equipamentos dos nossos fornecedores

estratégicos”, afirmou Alexandre Mendes.

Com um trabalho grandioso, visível no mercado

oficinal português, este responsável explicou que

a escolha da equipa e das marcas com quem trabalham

é o segredo para manter o negócio ao longo

de tantos anos. “Atualmente a empresa foca-se

em comercializar produtos de qualidade. Todos os

nossos produtos são adquiridos na Europa. Apostamos

na compra de equipamentos que tenham

um tempo de vida mínimo de 10 anos, que tenham

um preço competitivo, em termos de mercado,

mas que não seja o preço o principal fator, e que

tenha sim continuidade em termos de peças”.

Fazem parte do portfólio da empresa várias marcas

conhecidas, destacando-se a SAIMA, Konigstein,

ELE-TEC, FILCAR e PARISI. Para Alexandre

Mendes, é importante “trabalhar com marcas consolidadas

que nos permitam construir as nossas

próprias instalações baseadas nos nossos layouts”.

Estabilidade no trabalho

Para além das marcas, também a equipa de 10 colaboradores

faz a diferença “A nossa maior mais

valia é a nossa polivalência. Nós conseguimos tomar

conta e levar a cabo um projeto de A a Z, desde

um simples terreno que não tem qualquer utilidade,

em que apenas existe o gosto em querer montar

uma oficina, até entregarmos o produto final,

a oficina acabada, montada e pronta a trabalhar”,

acrescentou Alexandre Mendes. Questionado pelo

JO, sobre como consegue motivar a equipa a ser

melhor todos os dias, este responsável respondeu

sem hesitar “A equipa tem que ser melhor todos os

dias atualmente, principalmente por duas razões, a

primeira é para o cliente ficar satisfeito com o trabalho

que contratou, e a segunda, é por estarmos a

atravessar uma crise pandémica muito grande que

acaba por abalar muitas empresas. Aqui na Vértice

damos estabilidade aos nossos colaboradores.”

VÉRTICE INTERNACIONAL

Gerente Alexandre Mendes

Morada Avenida Onze de Junho, Centro

Empresarial do Alpino, Pavilhão C

2709-506 São João das Lampas

Telefone 219 619 764

E-mail geral@verticeinternacional.pt

Site www.verticevinternacional.com

Marca própria ganha espaço

Com o futuro bem traçado através de um Vértice,

tal como o nome indica, no último ano, a empresa

dedicou-se à construção da sua marca própria.

Praticamente imposta pelo mercado, a Vértice Internacional

não podia celebrar melhor a chegada

destes 10 anos. Iniciaram há cerca de um ano, a

produção de uma nova marca própria. Segundo o

administrador, a nova marca foca-se na indústria:

“Os equipamentos que estávamos a adquirir lá fora

tinham preços elevados, não estava a ser sustentável.

Assim, através da produção própria, conseguimos

ter preços mais competitivos e com qualidade

idêntica. Os equipamentos são certificados, o projeto

é nosso, e a produção é made in Vértice Internacional.

Estamos a iniciar assim o nosso mercado

interno”.

Como gostamos é de novidades destas, afinal o que

é nacional é bom, o JO quis saber mais sobre os

novos equipamentos. “Desenvolvemos cabines e

estufas fora de medida, são instalações completas

de pintura que saem do âmbito automóvel. Estamos

a falar do mobiliário, da metalomecânica, etc.

Estes equipamentos, como não são standards, não

se conseguem adquirir nos mercados internacionais

a preços competitivos, pelo que não nos resta

alternativa senão desenvolver com a nossa equipa

especializada e preparada para o efeito. O mercado

automóvel não é o único mercado da empresa. Ao

longo das sucessivas crises, a Vértice teve a necessidade

de apostar noutras áreas, atualmente estamos

ocupados a renovar e a equipar oficinas devolutas

tornando-as oficinas eficientes”, explicou-nos

Alexandre Mendes.

Dois tipos de assistência técnica

Apesar de fazer parte do ADN da empresa desde

o início, a assistência técnica, com o aparecimento

44 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


A VÉRTICE INTERNACIONAL FOI CRIADA EM 2011 E NASCE NA SEQUÊNCIA

DE UM TRABALHO ANTERIORMENTE REALIZADO COM MAIS DE 30 ANOS.

ATUALMENTE DIVIDE A ATIVIDADE ENTRE DUAS ÁREAS: A CONSTRUÇÃO DE

OFICINAS E O COMÉRCIO DE EQUIPAMENTOS PARA A INDÚSTRIA


VÉRTICE

INTERNACIONAL

COM O FUTURO BEM TRAÇADO, A VÉRTICE INTERNACIONAL INICIOU HÁ

CERCA DE UM ANO A PRODUÇÃO DE UMA MARCA PRÓPRIA, CONSEGUINDO

ASSIM TER PREÇOS MAIS COMPETITIVOS E DE QUALIDADE IDÊNTICA, COM A

GARANTIA DE TODOS OS EQUIPAMENTOS SEREM CERTIFICADOS

da nova marca, ganhou ainda mais

importância para a Vértice Internacional.

“Nós temos dois tipos de

assistência técnica. É possível fazer

uma avença mensal, semestral ou

anual, em que todos os meses vamos

às instalações dos nossos clientes e

efetuamos a manutenção preventiva

necessária ou a assistência solicitada

para cada serviço, em que apenas é

necessário fazer marcação prévia”.

Bem estruturada e sempre um passo

à frente, a empresa não perde oportunidades.

Em 2012, iniciaram o

seu trabalho no mercado de Angola

e Moçambique. Segundo Alexandre

Mendes, atualmente não é um mercado

credível “A nossa entrada no

mercado africano, foi positiva durante

algum tempo, no entanto, desde

2017 deixou de ser atrativo. Nesse

mesmo ano, abandonámos o mercado

angolano, e continuamos a fazer

alguns trabalhos esporádicos, mas

não através de estruturas locais que

estavam previamente previstas de se

realizar”, referiu.

Mas nem tudo são boas notícias.

Em 2020, Alexandre Mendes teve

de enfrentar a pandemia, e apesar

de nunca terem entrado em layoff, o

administrador não escondeu as alte-

NOVO PROJETO EM FASE DE DESENVOLVIMENTO

Relativamente à evolução que as cabines de pintura

têm tido ao longo dos últimos anos, Alexandre

Mendes refere que “As alterações que se têm

verificado são nos fluxos de caudais de ar. As cabines

antigamente possuíam um baixo caudal de

ar, funcionavam apenas com um grupo gerador,

os queimadores eram mais pequenos e as velocidades

do ar também eram menores. Atualmente,

temos cabines mais avançadas nos caudais de ar

e os níveis de iluminação também são superiores.

A parte estrutural não evoluiu muito, seja em que

fabricante for. A otimização mais relevante tem a

ver com os tempos. Queremos integrar dentro da

cabine um software que permita na folha de obra

descarregar os tempos efetivos entre a pintura e

a fase de secagem. A Vértice Internacional está

rações que a COVID-19 lhe trouxe ao

negócio. “Na primeira vaga da pandemia

valemo-nos da produção interna

que era necessário fazer, todos

os nossos colaboradores que estavam

deslocados regressaram às nossas

instalações para que assim fosse possível

continuar a trabalhar em segurança.

Nesta segunda vaga, adaptámo-nos

às circunstâncias, com todo

o cuidado, mas estamos a manter o

nosso ritmo normal de trabalho no

exterior”.

A TODO o gás

A trabalhar a todo o gás, a Vértice

Internacional está atualmente bem

presente no mundo digital. 2020

atualmente a desenvolver este projeto.”

Segundo Alexandre Mendes, o custo do combustível

para as cabines de pintura tem várias formas de

ser reduzido. “A primeira é através de combustíveis

fósseis alternativos, por vezes não são os mais eficientes,

mas em termos de custo são bastante mais

baixos. A outra alternativa, quando são clientes

que pintam cerca de 30, 40 carros por dia, dentro

da nossa experiência, aconselhamos os queimadores

a gás de chama direta. Estes queimadores

suprimem a instalação da caldeira e queimam diretamente

o ar. Relativamente à parte energética, da

motorização o que existe hoje em dia são sistemas

de arranque Inverter que permitem que o consumo

imediato seja escalonado, proporcionando menos

picos de consumo energético”, concluiu.

trouxe-lhes a necessidade de se afirmarem

neste campo “A empresa no

último ano de 2020, apostou fortemente

nas plataformas digitais, tivemos

essa necessidade, queríamos

estar mais perto dos nossos clientes,

a pandemia exigiu-nos isso. Renovámos

o nosso site, estamos bastante

presentes no Facebook, através de

email marketing, apostámos bastante

em ser diferentes e criativos, e isso

tem trazido um feedback bastante

positivo por parte dos nossos 600

clientes ativos. Estamos atualmente

a aliar as nossas plataformas digitais

com os nossos comerciais”, explicou

Alexandre Mendes.

“Um projeto de Continuidade” é

assim que o atual administrador

olha para estes últimos 10 anos. É

com esta “continuidade” e vontade

de apostar no futuro que fala sobre

as perspetivas para o presente ano

“2021 está a afirmar-se como um

ano em que vamos ter uma faturação

idêntica há de 2018/2019 em

que estamos envolvidos em grandes

projetos de oficinas de recondicionamento

e de pintura. Será certamente

um ano positivo para a empresa”,

concluiu. l

46 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


Empresa

GUADILUSO

A TRUSTAUTO

ABRIU-NOS NOVOS

HORIZONTES

FUNDADA EM 2006, A GUADILUSO ESTÁ SITUADA NA ZONA CENTRO DO PAÍS, MAIS ESPECIFICAMENTE

EM ELVAS, NUMAS INSTALAÇÕES QUE NÃO DEIXAM NINGUÉM INDIFERENTE. NEM PELOS SEUS 450M 2

DE ÁREA, NEM PELAS IDEIAS E PERSPICÁCIA DE BRUNO GERMANO, ADMINISTRADOR DA EMPRESA

A

Guadiluso, apesar de já ter 15 anos no mercado,

considera-se uma empresa jovem e dinâmica.

“Os meus colaboradores são todos

jovens, tento contratar pessoas que pensem mais ou

menos como eu, com espírito de equipa e com facilidade

de aprendizagem. Ao longo destes 15 anos já

passámos por muitas situações, temos vindo a crescer

no mercado, e neste momento estamos presentes

em Elvas e em Campo Maior. Temos como objetivo

expandir-nos pela nossa região, apresentarmos

o nosso trabalho, o nosso serviço e a qualidade das

nossas peças”, refere Bruno Germano.

Muito focado no serviço ao cliente, faz um acompanhamento

muito próximo das oficinas. Bruno

Germano assegura que, o que mais gosta de fazer, é

visitar as oficinas e estar à conversa com as pessoas.

“Tentamos procurar sempre quais são as necessidades

do cliente, para sabermos de que forma podemos

ser úteis no dia a dia e prestar um serviço eficiente.

A rapidez nas entregas é a nossa chave para

manter este negócio”, revela.

A Guadiluso tenta acompanhar a evolução natural

do setor, trazendo aos seus clientes, através de

ações de formação, os conhecimentos, competências

e tecnologias que vão chegando ao mercado.

A empresa dispõe de uma sala específica para

formação, que se tem revelado uma grande mais

valia para a fidelização dos clientes, os quais reconhecem

o esforço da empresa em transmitir-lhes

os conhecimentos necessários para se manterem

atualizados.

Necessidade de expansão

A expansão da empresa surgiu há três anos, quando

Bruno Germano sentiu a necessidade de crescer

em termos de espaço. “Inicialmente ainda me

passou pela cabeça começar a crescer em Elvas,

mas rapidamente percebi que não iria ser possível.

Quando surgiu a oportunidade de adquirir um espaço

em Campo Maior não hesitei. Esta decisão,

fez-nos aproximar de um mercado que já vinha

a ser interessante para nós e que já trabalhávamos

há algum tempo. Desde que nos fixámos em

Campo Maior, em julho de 2019, num espaço com

cerca de 500 m 2 , começámos a crescer com outra

dimensão.”

A loja de Campo Maior tem sido uma agradável

surpresa “Tínhamos alguns clientes daquela zona,

mas nunca pensámos ter tanta procura. Quando

abrimos foi por necessidade logística mas claro

que queríamos algo novo, e felizmente surgiu.

Estes dois anos foram muito positivos. A situação

do Covid não ajudou e não tem corrido a cem por

cento como nós queríamos, mas posso dizer que

quando a pandemia começou, nós tínhamos a empresa

aberta há cerca de sete meses e os números

apresentavam-se muito interessantes”, afirma Bruno

Germano.

Membro Trustauto desde 2019

A Guadiluso tornou-se membro da TRUSTAU-

TO em 2019. “Quando fui abordado por Ricardo

Ribeiro para a Guadiluso se juntar ao elenco da

TRUSTAUTO aceitei de imediato, pois já conhecia

o grupo e tinha uma boa relação com as pessoas,

por isso foi muito fácil aceitar o convite e vestir a

camisola TRUSTAUTO”, refere Bruno Germano,

que acrescenta: “A TRUSTAUTO abriu-nos novos

horizontes, ao nível da imagem e da importação

direta principalmente. Nós neste momento temos

uma panóplia de marcas das quais somos importadores

diretos, com condições muito favoráveis

para a empresa. Passámos também a comercializar

produtos da marca TRUSTAUTO, de alta qualidade

e que está em franca expansão”.

Antes da entrada no grupo TRUSTAUTO, a Guadiluso

já estava a desenvolver a sua plataforma

B2B. “A entrada no grupo facilitou-nos isso e neste

momento temos a nossa plataforma a trabalhar

quase em pleno. Com esta aposta vamos conseguir

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2021 49


GUADILUSO PEÇAS

A EFICIÊNCIA NA ENTREGA DAS ENCOMENDAS, ALIADO A UM SERVIÇO

DE EXCELÊNCIA, À QUALIDADE DOS PRODUTOS, PLANO DE FORMAÇÕES

E acompaNHAMENTO PRÓXIMOS ÀS OFICINAS, SÃO OS PRINCIPAIS

Fatores DE SUCESSO

satisfazer melhor as necessidades dos

clientes, que podem consultar stocks

e fazer as encomendas diretamente

online”, refere Bruno Germano.

O plano de formações através da

TRUSTAUTO é outra mais valia,

pois é muito personalizado e focado

em fazer chegar ao cliente oficinal a

informação que ele precisa.

“O mercado da distribuição de peças

em Portugal está a sofrer grandes alterações

e a nossa entrada no grupo

TRUSTAUTO deu-se no momento

certo. Estamos muito felizes com

esta nossa decisão, foi um grande

passo para nós. Hoje em dia, pequenos

retalhistas como eu, isolados é

difícil apresentarmos ao cliente uma

panóplia tão grande de produtos com

qualidade, com preço e com entrega”,

ressalvou Bruno Germano.

Gama completa de produtos

A Guadiluso possui uma vasta gama

de produtos, que passa por todo o

GUADILUSO

Gerente Bruno Germano

Morada Avenida Europa 37-A

7350-478 Elvas

Telefone 268626608

Email guadiluso.pecas@hotmail.

com

Site www.guadiluso.pt

tipo de peças e acessórios para o

ramo automóvel, estando muito focada

nos produtos de desgaste, mas

também trabalha muito a área dos

equipamentos, com destaque para

máquinas de carregar ar condicionado,

equipamentos de diagnóstico e

ferramentas da marca Beta.

Relativamente à logística de entrega

das encomendas, Bruno Germano

explica: “Nós temos várias rotas traçadas.

Durante o dia temos cerca de

três rotas programadas para diferentes

zonas e ainda temos uma mota

que faz algumas entregas durante

todo o horário de serviço, dentro de

um perímetro específico.”

Uma das grandes necessidades do

cliente é a procura da peça para o

imediato, e Bruno Germano trabalha

com esse objetivo. “Neste momento

o cliente não quer ter o carro no elevador

há espera de uma peça para o

dia de amanhã. O carro chega, quer

saber o que o carro precisa no momento,

se temos a peça, muito bem,

caso contrário, o cliente vai à procura

num outro sítio. Foi este o motivo

que nos levou a termos necessidade

de crescer a nível logístico e de material”,

sublinha.

A eficiência na entrega das encomendas,

aliado a um serviço de excelência,

à qualidade dos produtos, plano

de formações e acompanhamento

próximos às oficinas, são fatores que

fazem a diferença e levam a empresa

a estar à frente da concorrência.

Para a Guadiluso, 2021 vai ser um ano

de reestruturação. “É um ano em que

vamos dar como concluída a fase final

em termos de obras e de expansão de

armazém, vamos também integrar e

concluir o B2B. Sou uma pessoa positiva,

por isso penso que até ao final

do ano as coisas melhorem ao nível do

Covid-19 e que a nossa atividade volte

ao normal e ao contacto presencial

com as pessoas, que tanto gostamos”,

conclui Bruno Germano. l

50 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


Integrar a rede Bosch Car Service é tornar a sua oficina reconhecida à escala mundial.

É torná-la visível e fácil de encontrar. É torná-la dinâmica através de ações de marketing

eficientes. É ter acesso a condições comerciais e bonificações atrativas e exclusivas. É ter um

sólido apoio comercial e acesso a formação técnica e empresarial. É beneficiar de um programa de

monotorização da qualidade. É atingir elevados padrões de gestão e aumentar a rentabilidade

do negócio. É elevar os níveis de satisfação dos seus colaboradores. É oferecer um serviço

de reconhecida qualidade a todos os clientes, particulares ou empresariais, e para todo o tipo

de viaturas (diesel, gasolina, híbridas ou 100% elétricas). É ter clientes que sorriem, que voltam

e que recomendam.

É natural, temos 100 anos de história e mais de 15.000 oficinas que acompanhamos todos os dias.

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Para tudo o que o seu automóvel necessita.


Empresa

ALTARODA

CONHECEMOS BEM

AS NECESSIDADES

DOS NOSSOS

CLIENTES

PRESTES A INICIAR A CONSTRUÇÃO DE

NOVAS INSTALAÇÕES, A ALTARODA, É HOJE,

UM DOS PRINCIPAIS PLAYERS NA ÁREA DOS

EQUIPAMENTOS OFICINAIS, FERRAMENTAS E

CONSUMÍVEIS. A EMPRESA TEM APOSTADO NA

DIVERSIFICAÇÃO DO NEGÓCIO, TORNANDO-

SE ESPECIALISTA NA TRANSFORMAÇÃO DE

VEÍCULOS PARA ASSISTÊNCIA MÓVEL


A

empresa liderada por Vítor Rocha é, neste

momento, representante exclusiva para

Portugal de grandes e prestigiadas marcas

a nível mundial, tais como a Guernet, Mondolfo

Ferro, TECH, Astra, Gaither’s, entre outras. Sediada

em Paredes, teve um volume de negócios em

2020 perto dos 2 milhões de euros, o que representou

um crescimento de 10% face ao ano anterior.

Conta com uma equipa de 20 pessoas, deste

staff interno, comerciais e equipa técnica, o que lhe

permite uma cobertura comercial e de pós-venda

muito eficaz, em Portugal continental e nas ilhas.

O portfólio de produtos é cada vez mais abrangente,

conseguindo cobrir todas as necessidades

das oficinas, desde os especialistas em pneus, às

empresas mais exigentes na área da colisão. Possui

uma carteira de clientes muito fidelizada e trabalha

com as principais redes de pneus, oficinas em

geral e com a área da recauchutagem, onde é líder

de mercado em termos de consumíveis.

As marcas de eleição, que permitiram que a Altaroda

tivesse a dimensão e sucesso atual, foram

a TECH ao nível dos consumíveis para pneus e a

Mondolfo Ferro em termos de todo o universo que

está ligado aos equipamentos de pneus e alinhamento.

A assistência pós-venda é um dos pontos

que mais diferencia a empresa da concorrência e

é um dos fatores mais valorizados pelos clientes.

“Temos uma equipa técnica multidisciplinar e altamente

especializada, que nos permite uma resposta

rápida e eficaz”, refere Vítor Rocha.

Crescimento sustentado

A Altaroda tem vindo a crescer 2 dígitos nestes

últimos 3 anos e financeiramente é uma empresa

muito sólida e robusta, e é assim que o mercado

a reconhece. “Somos abordados regularmente por

marcas que pretendem trabalhar com a Altaroda e

reconhecem em nós potencial para representar os

seus produtos, muitos deles em regime de exclusividade”,

afirma Vítor Rocha, que acrescenta “Conseguimos

assim um portfólio de marcas e produtos

bastante abrangente e adaptado ao nosso mercado,

dentro dos padrões de qualidade que habituamos

os nossos clientes e que estão de acordo com

a imagem que queremos passar e ser reconhecidos.

ALTARODA

Gerente Vítor Rocha

Morada Rua da Adega, 6, 4580-032 Paredes

Telefone 255 783 600

Email vitor@altaroda.pt

Site www.altaroda.pt

Na ausência de feiras, onde sempre estivemos com

grande dinamismo, iremos apostar num roadtrip

temático e workshops temáticos presenciais e online.”

A nível do apoio aos clientes, nomeadamente na

área da formação, Vítor Rocha revela que 2021 é

o ano de arranque da Academia de Formação, um

sonho antigo que será brevemente concretizado, e

que vai estar ao nível do que a empresa já habituou

o mercado relativamente a todas as demais atividades

que desenvolve. A equipa técnica foi reforçada

já com este intuito.

Oferta completa de serviços

Com uma vasta linha de serviços, entre os quais

consultoria técnica, formação e acompanhamento

pós-venda, a Altaroda tem as valências necessárias

para acrescentar valor em todas as áreas de negócio

dos clientes, apostando sempre na personalização

do atendimento. Para a empresa de Vítor

Rocha, os principais desafios passam pela procura

de soluções inovadoras e por encontrar novos parceiros

de negócio, assumindo como valores fundamentais

para o sucesso do negócio e dos clientes,

o profundo conhecimento técnico, a competência

e a ambição profissional, em todos os domínios de

atuação da Altaroda.

“Acreditamos que nada é efetivo, pelo que todos

os dias temos de ir à procura daquilo que irá fazer

a diferença. Não queremos ser mais um operador

no mercado, mas sim o parceiro indissociável do

negócio dos nossos clientes. Todos os dias temos

de procurar soluções inovadoras, novos parceiros

de negócio, que nos ajudem a consolidar o nosso

posicionamento… e isto, é e será sempre, uma obra

inacabada”, conclui Vítor Rocha. l

VEÍCULOS DE ASSISTÊNCIA MÓVEL

SOLUÇÕES MODULARES

PARA todo O TIPO DE VIATURAS E SERVIÇOS

Nos últimos anos, a aposta da Altaroda tem

passado pela diversificação de produtos face ao

existente no mercado, principalmente no que diz

respeito aos veículos de assistência móvel, tendo já

projetado e equipado cerca de 30 unidades móveis

para dar assistência a veículos ligeiros e pesados.

Para transformar os veículos, a Altaroda recorre

a fornecedores de renome internacional e com

grande notoriedade no mercado, nomeadamente

o fabricante francês GUERNET, como marca preferencial.

Com o seu auxílio, criou o Departamento

Técnico dedicado a estudos oficinais e mobilidade.

Os veículos de assistência móvel equipados

pela Altaroda caracterizam-se pelo nível de

acabamento das montagens e da capacidade que

a empresa tem em adaptar os diferentes espaços

às necessidades dos clientes e à vertente prática de

quem os utiliza. Tem assim versões modulares para

todo o tipo de viaturas e serviços, adaptadas aos

diferentes fins e, principalmente, às especificidades

de negócio dos clientes.

Para além do nível de acabamento e detalhe, a

Altaroda dispõe de um leque de soluções muito

abrangentes, que vão desde a assistência do veículo

ligeiro aos equipamentos de engenharia civil, passando

por soluções adaptadas a viaturas elétricas.

Este tipo de soluções destinam-se a empresa e

empresários que vejam na proximidade e rapidez de

assistência uma forma de diferenciação e de ganhar

quota de mercado. Nesta altura de confinamento,

por exemplo, revela-se como uma alternativa válida

às restrições de deslocação dos clientes.

Atualmente, a Altaroda consegue montagens que

permitem serem realizados todos os serviços que

uma empresa de pneus tradicional oferece aos seus

clientes, inclusive o alinhamento de direções, com

o mesmo nível de qualidade, mas tudo isto em

versão móvel. A configuração é sempre adaptada

às necessidades do cliente e características da

viatura escolhida por este.

O objetivo da Altaroda para este ano é de montar

12 viaturas de assistência móvel.

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2021 53


Oficina

do Mês

A CARDOSO & CAEIRO É ACIMA DE TUDO UMA OFICINA DE REPARAÇÃO.

EMBORA TAMBÉM FAÇA SERVIÇOS RÁPIDOS DE MANUTENÇÃO,

O FOCO É OFERECER UM SERVIÇO COMPLETO AOS CLIENTES


A OFICINA DO MÊS É PATROCINADA POR TOTAL ROC (RAPID OIL CHANGE)

CARDOSO & CAEIRO

VALORES

QUE DISTINGUEM

PARCEIRO DA REDE “A OFICINA” DESDE A PRIMEIRA HORA, A CARDOSO & CAEIRO

COMPLETA ESTE ANO O SEU 20º ANIVERSÁRIO COM A AMBIÇÃO DE FAZER MAIS E MELHOR,

NUMA ZONA COM GRANDE POTENCIAL DE CRESCIMENTO

A

Cardoso & Caeiro foi fundada em 2001 por

Mário Cardoso & Luís Caeiro, e permanece

nas instalações iniciais localizadas na rua

António Macedo, em Oeiras, o concelho do país

onde os habitantes têm rendimentos mais altos.

“Estamos localizados numa zona privilegiada,

num concelho que cresce todos os anos e com uma

grande dinâmica empresarial”, refere Luís Caeiro.

As perspetivas de negócio são por isso muito

otimistas, mas este responsável prefere manter a

estrutura atual, pelo menos nesta fase em que a

pandemia ainda não está controlada e a economia

se encontra em queda.

A adesão à rede “A Oficina”, em 2007, foi uma

aposta ganha e uma grande mais valia para a consolidação

do negócio, conforme refere Luís Caeiro:

“Fomos das primeiras oficinas a aderir à rede

“A Oficina” lançada pela Create Business. Foi um

projeto que abraçamos com muito entusiasmo e

empenho, pois conhecíamos bem as pessoas que

estavam à frente do conceito e que mereciam toda

a nossa consideração. Precisávamos de apoio a nível

da formação, informação técnica e imagem, e

a Create Business proporcionou-nos todas essas

ferramentas que se têm revelado uma mais valia

na atividade da Cardoso & Caeiro.”

Graças ao apoio técnico prestado pela Create Business,

Luís Caeiro afirma que não tem qualquer dificuldade

em resolver problemas das viaturas que

visitam as suas instalações, mesmo tratando-se

de veículos mais recentes. “A nossa equipa já teve

formação em veículos elétricos e híbridos, pelo

que estamos aptos a dar assistência a estas viaturas.

Somos reconhecidos pela nossa competência

técnica e recebemos muitas viaturas de outras oficinas

que não conseguem resolver os problemas

mais graves”, revela Luís Caeiro.

A Cardoso & Caeiro oferece um serviço global aos

clientes e é reconhecida por solucionar todo o tipo

de danos e avarias. “Somos acima de tudo uma oficina

de reparação, embora também fazemos serviços

rápidos de manutenção, mas o nosso foco é

oferecer um serviço completo aos clientes, desde a

limpeza do veículo à reparação de motores e embraiagens,

pintura e até pneus. Conseguimos fazer

tudo o que a viatura do cliente precisa e somos conhecidos

por oferecer um serviço completo”, afirma

Luís Caeiro.

A Cardoso & Caeiro tem como principal fornecedor

a Create Business, que dispõem de uma vasta

gama de peças premium que garantem qualidade

e fiabilidade de reparação. “Aconselhamos os nossos

clientes a montar peças aftermarket de marcas

premium, pois oferecem qualidade e segurança e

sabemos que não vão causar problemas”, frisou

Luís Caeiro.

Embora reconheça ser difícil arranjar bons técnicos

para trabalhar na oficina, Luís Caeiro não desmoraliza,

e tem apostado nos jovens formandos

que vão fazer o estágio de final de curso nas suas

CARDOSO & CAEIRO

Gerentes Luís Caeiro e Mário Cardoso

Morada Rua António Macedo, 31 B

2780-292 Oeiras

Telefone 214 436 074

Email cardosoecaeiro@sapo.pt

Site www.aoficina.net

instalações. “Temos integrado na nossa equipa jovens

estagiários que revelam interesse pela atividade

e vontade de aprender. Atualmente temos uma

equipa jovem e motivada, que tem evoluído com o

nosso apoio e ajuda. Eu e o meu sócio Mário Cardoso,

estamos sempre disponíveis para transmitir

os nossos conhecimentos e experiência de modo a

poderem evoluir e contribuírem para o crescimento

da empresa”, sublinha Luís Caeiro.

Equipada com quatro elevadores, duas máquinas

de diagnóstico que se complementam, dois aparelhos

de ar condicionado com ambos os gases, máquina

de montar pneus entre outros equipamentos

necessários à manutenção e reparação de qualquer

tipo de veículo, a Cardoso & Caeiro garante uma

qualidade de trabalho acima da média e a natural

satisfação dos clientes. “Não fazemos campanhas

de descontos e promoções para conseguir fidelizar

ou angariar novos clientes, pois entendemos que a

melhor publicidade que podemos fazer é oferecer

um serviço de excelência e estarmos sempre disponíveis

para solucionar os problemas dos nossos

clientes. Somos uma oficina de reparação, com

muitos anos de experiência e é essa imagem que

queremos transmitir ao mercado. Os nossos clientes

são por isso os melhores embaixadores da nossa

oficina. São eles que divulgam a excelência do

nosso serviço aos amigos e familiares e nos ajudam

a crescer e a ser cada vez melhores profissionais”,

assegura Luís Caeiro.

A estratégia para o futuro é estar atendo às novas

oportunidades de negócio que possam surgir e

também alargar a área de serviço com a aquisição

de novas instalações. A limitação de espaço condiciona

o crescimento do negócio, mas Luís Caeiro

tem noção que os tempos que atravessamos de

incerteza e dificuldades não são a melhor altura

para avançar com grandes investimentos, por isso

aguarda a melhor oportunidade. l

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2021 55


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE-SE DE A A Z

Empresas

WEBSITE ZF AFTERMARKET APRESENTA NOVAS FUNÇÕES

FERRAMENTA ESSENCIAL PARA AS OFICINAS

Todos os intervenientes no mercado de peças

de substituição para automóveis dependem

de informação técnica atualizada. Aqueles

que ainda procuram catálogos em papel e instruções

de instalação impressas não só desperdiçam

tempo de trabalho valioso, como também correm

o risco de utilizar informação desatualizada ou

de encomendar as peças erradas. Assim, a ZF disponibiliza

online, aos distribuidores de peças, às

oficinas e também a todos os outros utilizadores

interessados, toda a informação de que necessitam

para o seu trabalho diário. A empresa otimizou

recentemente o seu portal de aftermarket de uma

forma orientada para o utilizador e acrescentou

numerosas novas funções. E algumas destas funções

estão disponíveis para todos os visitantes do

website. Para os utilizadores registados, a quantidade

e detalhe da informação disponível aumenta.

Na secção “Informação Técnica”, o utilizador pode

encontrar instruções de montagem em vídeo, factos

interessantes sobre alterações de materiais ou design,

informação técnica para a instalação e desmontagem

de peças de substituição, informação sobre produtos

(por exemplo, fichas de dados de segurança ou listas

de lubrificantes), dicas para evitar danos nos produtos

e muito mais. Esta informação é acessível após um

registo gratuito. O portal da ZF Aftermarket torna-se

uma base de dados completa para todos os aspetos do

negócio da oficina, graças às suas muitas outras funções

que complementam a área da tecnologia.

O novo catálogo online está aberto a todos os utilizadores

e inclui todas as marcas da ZF Aftermarket. É

possível a pesquisa por referência de peça, pelo fabricante

do veículo ou pela matrícula. No catálogo online,

o utilizador não só encontra a peça que necessita,

mas também obtém informação sobre o código de

barras, a referência original e outras referências equivalentes.

Vê imagens da peça e pode descobrir em que

outros veículos essa peça pode ser instalada. Sempre

que necessário, o catálogo também fornece informações

sobre ferramentas especiais necessárias para a

instalação. Além disso, podem ser descarregadas as

instruções de instalação para todas as peças de substituição

das marcas ZF, Lemförder, Sachs e TRW.

Com o seu portal de aftermarket otimizado, ZF criou

uma plataforma de informação digital para uso diário

pelas empresas do sector automóvel, que não foi

concebida apenas para os parceiros de serviço ZF,

mas para todas as empresas do sector automóvel - o

que lhe permitirá tornar-se uma ferramenta de trabalho

indispensável para todos.

56 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


APOSTA NO CRESCIMENTO

COM AQUISIÇÃO DE NOVO LOTE

PRO4MATIC | Com a aquisição de um lote de

terreno com 3.000 m2, contíguo às atuais instalações situadas

no Parque de Negócios de Montemor-o-Velho, a Pro4matic dá

um passo decisivo para o crescimento da empresa. Empresa

pioneira e especializada em Portugal, no comércio de suspensões

pneumáticas com elevada qualidade, para veículos automóveis

ligeiros e motas, a Pro4matic é distribuidor oficinal oficial da

ARNOTT, BILSTEIN, WABCO e AMK em Portugal. Dispõe de artigos

de qualidade superior, com os quais sabe corresponder sempre

às expetativas dos seus clientes, e trabalha apenas com marcas

de renome Mundial. Com este novo investimento, a Pro4matic

pretende dar continuidade ao seu projeto de expansão, onde já

se inclui uma moderna oficina conhecida por “Air Suspension

Center”.

APOSTA NA MARCA

FEBI BILSTEIN

EuroMais | A empresa especialista em peças e pneus,

sediada na região centro do país, reforçou o stock em

peças sobresselentes Febi Bilstein, oferecendo assim aos

seus clientes uma maior oferta com uma gama completa

em peças de elevada qualidade e durabilidade, para

veículos ligeiros, pesados, de passageiros, reboques e

vans. A gama Febi Bilstein disponível na EuroMais inclui

componentes para Direção e Suspensão; Travagem;

Parte Elétrica; Distribuição; Transmissão; Ignição e

Refrigeração; Lubrificantes e Anticongelantes. A marca

Febi Bilstein representa produtos que cumprem como

os mais altos requisitos de qualidade de produção e

confiança de instalação.

ALTERA NOME PARA

CENTRAL MOBILITY

Central Diesel | Os tempos mudaram, a indústria

automóvel evoluiu e a Central Diesel quer acompanhar essa

mudança em termos de conceito oficinal, de tecnologia, de

produto, de serviços e de formação. Por isso decidiu alterar

o nome para Central Mobility. Com esta alteração de nome

e imagem, a oficina pretende disponibilizar serviços que

suportem esta nova realidade automóvel que hoje em dia se

desdobra dos híbridos aos elétricos, do digital à inteligência

artificial, passando pela sustentabilidade, pela mobilidade

e pela autonomia. A nova Central Mobility pretende

proporcionar aos seus clientes um serviço alargado que se

traduza num compromisso de simbiose entre o passado e o

futuro, onde encontrará o conhecimento e a experiência de

sempre nas tecnologias que sustentaram a génese da oficina,

como sejam os diesel e os turbos, mas também a inovação

que este momento único exige.

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www.jornaldasoficinas.com Abril I 2021 57


PUBLIREPORTAGEM

NOTÍCIAS

EMPRESAS

O QUE SÃO GASES

FLUORADOS?

Muitos responsáveis de oficina questionam as obrigações legais

relacionadas com os gases fluorados, em particular qual a implicação

que estes gases têm efetivamente no ambiente e em que medida a

sua atividade influencia o impacte que estas substâncias têm nas nossas vidas. Em

seguida apresenta-se de uma forma sintética as respostas a estas dúvidas: Gases

fluorados são um grupo de substâncias químicas que contêm cloro e fluor. O cloro

tem a particularidade de empobrecer a camada de ozono e o fluor de aumentar

o efeito de estufa, em particular nas formas de CFC (clorofluorcarbonetos) e HFC

(hidrofluorcarbonetos). A degradação da camada de ozono aumenta a incidência

de problemas de saúde relacionados com a pele e o aumento do efeito de estufa,

alterações profundas na vida das gerações futuras. Deste modo, tornou-se

indispensável o estabelecimento de regras que permitissem controlar os meios de

difusão destes poluentes.

CERTIFICAÇÃO “TOP 5% MELHORES PME DE PORTUGAL”

Vicauto | foi distinguida pela Scoring com a Certificação “Top 5% Melhores PME de Portugal”, edição

2020. A Vicauto obteve, um Índice de Desempenho e Solidez Financeira superior a 80%, evidenciando

ainda consistência nas vertentes económica e financeira, o que só é acessível a menos de 5% das empresas

nacionais. Em conformidade, obteve Notação Scoring “Excelente” (“NS 5”), o que lhe confere em termos

de sustentabilidade económico-financeira, a distinção “TOP 5% / 2020”. . Estar entre as melhores, na

capacidade de gerar resultados e solidez financeira, só está ao alcance de 5% das empresas nacionais. Esta

distinção, reforça a reputação da empresa, a confiança dos clientes e a excelência da equipa e da gestão.

O que são E-GAR’s?

No dia 26 de Abril de 2017 foi publicada a Portaria 147/2017 que legisla a

obrigatoriedade da utilização das guias de acompanhamento de resíduos eletrónicas

(e-GAR´s). Esta nova portaria entrou em vigor 30 dias após a sua publicação (26 de

Maio) de forma facultativa, e ganhou carater obrigatório a partir de 1 de Janeiro

de 2018. Esta diploma legal prevê que as guias sejam unicamente eletrónicas

(e-GAR) e que todos os produtores de resíduos tenham de validar os dados em cada

recolha. A validação de dados é feita on-line, na área SILiAmb de cada produtor,

o que não permite recolhas sem a inscrição do produtor de resíduos no portal da

Agência Portuguesa do Ambiente (SILiAmb). Reforça-se a importância de todos os

intervenientes estarem registados no portal SILiAmb, pois de outra forma não será

possível proceder à emissão das e-GAR.

Redwaste

- O seu Fornecedor de Soluções Ambientais

MARCA DE ABRIL NA AUTO RECTO

FAE | Muda o mês, muda a marca em destaque na Auto Recto. No mês de Abril o protagonismo vai para

a marca espanhola FAE. Quase 500 referências diferentes da marca FAE podem ser encontradas na Auto

Recto, nomeadamente, interruptores de porta, interruptores de tecla, interruptores com colunas de rádio,

interruptores de stop, interruptores pressão de óleo e interruptores marcha-atrás. Existem também outros

artigos como manómetros de temperatura, válvulas de temperatura, válvulas de radiador, botões para

motor de arranques, voltímetros e cabos para bobines de ignição.

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APOSTA NA DIGITALIZAÇÃO DAS SUAS MARCAS

Bilstein Group | As marcas febi, SWAG e Blue Print já estão disponíveis, em nome

próprio, na rede social Facebook. “O bilstein group reconhece, desde sempre, a importância

das redes sociais e de plataformas de aproximação aos seus clientes: distribuidores, oficinas

e condutores de veículos e a aposta no Facebook é uma extensão desse reconhecimento.

Em 2020, tornou-se ainda mais claro e evidente a necessidade de investir e apostar na

proximidade”, referiu o departamento de comunicação da bilstein group. As páginas de

Facebook das marcas vão tornar-se motores essenciais no reforço da estratégia do bilstein

group. A partilha de conteúdos vai ser abrangente e a aposta vai focar-se essencialmente

em conteúdos técnicos, mas também comerciais, que serão úteis para o dia a dia de clientes

e interessados no aftermarket: desde campanhas a documentos técnicos, mas também

conteúdos sobre a logística e a equipa em Portugal. A partilha de conteúdos humanos que

reflitam a realidade do bilstein group será a maior prioridade para este projeto.

FUCHS E GARAGEM AURORA INICIAM PARCERIA

Os automóveis de competição Porsche, preparados pela lendária Garagem Aurora, vão correr, a partir

de agora, com os óleos de alta performance da FUCHS. E mais: A oficina do “Mestre Eduardo” passa a

lubrificar todas as viaturas da marca – recentes, clássicas e de competição – com os produtos da FUCHS

Lubrificantes, desde óleos de motor, caixa de velocidades, diferenciais e de travões até outros lubrificantes

para as mais diversas utilizações. Para além disso, recebe todo o know-how técnico do maior fabricante

independente de lubrificantes do mundo. «Notamos que a FUCHS realmente se preocupa com a forma

como os seus produtos são utilizados. Olha para nós como parceiros técnicos», comenta Eduardo Santos, o

filho do “Mestre Eduardo”, a nova parceria, e acrescenta: «Nesta nova parceria, estão muito empenhados

em nos fornecer, de forma dedicada e profissional, os melhores lubrificantes. Esta abordagem muito

especializada tem uma grande importância nos carros de corridas. O apoio técnico e comercial, sempre

disponível à distância de uma chamada, é também muito importante para nós.»

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NOTÍCIAS

EMPRESAS

IMPOESTE E CLASSICTÂMEGA

UNIDOS PARA CONQUISTAR

O MERCADO

A

Impoeste e a Classictâmega 2008 e faz parte da rede Bosch Car

protocolaram uma colaboração

para desenvolvimento e por dos seus clientes os mais modernos

Service. A Classictâmega tem ao dis-

otimização do negócio de reparação serviços de carroçaria, mecatrónica

auto e ganhar quota de mercado. A colaboração

assenta na implementação e métodos de trabalho obedecem aos

e lavagem de viaturas. Os processos

da solução 360º SCAN que consiste mais rigorosos padrões de referência

num programa de auditoria, consultoria

e assessoria da produção e tem sempre as melhores ofertas e soluções

na área da reparação auto e procura ter

como base a melhoria dos KPI rentabilidade

e produtividade, a par da digitamentação

da solução 360º SCAN, Fer-

para os seus clientes. Com a implelização

da oficina. A nova colaboração nando Santos pretende melhorar em

formalizada no passado dia 1 de fevereiro

pelos Srs. Fernando Santos, sócio chapa e pintura. “A área de carroçaria

todos os domínios e em particular na

gerente da Classictâmega, Luís Santos, será sem qualquer margem de dúvida,

administrador da Impoeste, e Mário a que mais beneficiará com este trabalho,

contudo todas as restantes zonas e

Torcato, Gestor de Projetos de Crescimento

da Impoeste, pretende otimizar em particular a orçamentação também

por fases todas as diferentes especialidades

da oficina, que foi fundada em

serão objeto de otimização”, refere este

responsável.

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NOTÍCIAS

EMPRESAS

PUBLIREPORTAGEM

MINUTO VERDE VALORPNEU

VALORPNEU NA LUTA CONTRA

OS FREE-RIDERS

Nós damos uma mãozinha

Não fazemos

manutenção automóvel,

mas fazemos a manutenção

da sua terminologia!

A

pesar de no último ano o número

de produtores aderentes ao SGPU

ter aumentado, tendo-se registado

um maior cumprimento das suas obrigações, a

Valorpneu pretende implementar e reforçar as

medidas de combate aos free-riders, que

operam à margem do sistema. Neste sentido, e

com o objetivo de promover a adesão de

Produtores e o combate à fraude, a Valorpneu

solicitou um estudo à consultora 3Drivers para

definir uma estratégia e implementar as

melhores medidas de combate à venda de

pneus à margem do sistema. Como é sabido, os

pneus enquadram-se nos tipos de produtos que

podem ser adquiridos na Europa ou

importados, nomeadamente de países fora da

União Europeia, e que apresentam um

crescimento do comércio online, de vendas ao

consumidor através da internet. São por isso

produtos alvo de fenómeno de free-riding e

que, atualmente, tem alguma expressão.

Segundo o estudo elaborado pela consultora,

para reduzir e controlar a quantidade de pneus

que passam à margem do sistema, eliminando

os free riders, é fundamental implementar

um conjunto de medidas nas áreas de

Enforcement, Regulamentação, Investigação

& Desenvolvimento e Sensibilização &

Comunicação. Nas medidas de Enforcement

destacam-se a publicação da lista de free-riders

no site da Valorpneu e uma campanha anual

para identificação dos mesmos. Apesar de

muitos casos de free-riding já terem sido

denunciados e estarem identificados, a

Valorpneu vai continuar o seu trabalho no

combate a este fenómeno, onde produtores

atuam à margem da lei, desregulando o

mercado.

TRADUÇÃO E DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA

Criamos e traduzimos manuais técnicos à melhor

relação qualidade/preço do mercado. Temos

profissionais especializados em várias áreas

da indústria e uma tecnologia que nos permite

criar projetos à medida de cada cliente.

CONHEÇA O PROGRAMA PARCEIRO JABA

Através da identificação e alinhamento de todas

as traduções antigas do parceiro JABA, é criada

uma base de dados que permite detetar todas

as repetições em novos projetos e baixar

consideravelmente o valor final do documento,

mantendo a terminilogia e o estilo

de comunicação já existentes. Um programa

criado a pensar em si!

CRESCE E APOSTA NA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Sendys Group | Com o objetivo de apoiar micro, pequenas e médias empresas, reconhecendo

o esforço na transformação tecnológica que estão a levar a cabo, e o fato de, neste início de

ano, a pandemia estar em pleno agravamento global, o Sendys Group, através das software

houses Sendys, Alidata e Masterway decidiu disponibilizar a todos os clientes um conjunto de

ferramentas tecnológicas aceleradoras do processo de digitalização, algumas das quais sem

custos associados. Com clientes em Portugal, PALOP, China e Brasil, o Sendys Group constata

que, empurrados pela crise sanitária global, a esmagadora maioria dos clientes estão a investir,

de forma acelerada, em tecnologia e em processos de digitalização e transformação digital dos

seus negócios. Para Fernando Amaral, chairman do Sendys Group, “as empresas estão a adotar o

que há de mais tecnológico para simplificar, melhorar e/ou automatizar operações e processos

de negócio repetitivos, que não acrescentam valor intrínseco. Também as competências

e modelos de negócio estão a ser adaptados, por forma a tirar o máximo proveito das

oportunidades oferecidas pelas ferramentas digitais”.

Vila Nova de Gaia | Telf: 227 729 455/6/7/8 | Fax: 227 729 459

Mail: portugal@jaba-translations.pt | Web: jaba-translations.pt

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APOSTA EM SUPORTE

TÉCNICO REMOTO

Create Business | A Create Business passa a disponibilizar

aos seus clientes um serviço de Suporte Técnico Remoto que

permite, à distância, e utilizando os equipamentos de diagnóstico

disponíveis na oficina, auxiliar no diagnóstico de viaturas.

Os técnicos da Create Business passam a funcionar como um

suplemento do cliente quando ele, pela razão que seja, tem

dificuldades em diagnosticar uma determinada viatura. Para ter

acesso a este serviço, a oficina só necessita reunir três condições:

Ter ativo o serviço de Suporte Técnico, aceder ao portal + Valor no

módulo respetivo, ler as condições e fazer a marcação do serviço

na data e hora que lhe seja mais conveniente. Com este serviço

a marca acredita que os seus clientes ficam mais capacitados

para resolver os problemas de qualquer viatura que tenham nas

suas oficinas, independentemente do modelo, marca ou ano de

fabrico.

REALIZA-SE DE 23 A 25

OUTUBRO 2021

expoMECÂNICA | A organização da expoMECÂNICA

anunciou que a Exponor deu luz verde à realização do

salão de 23 a 25 de Outubro de 2021.

Face à nova calendarização de todas as feiras na

Exponor, excecionalmente em 2021, a expoMECÂNICA

terá início no sábado e termina na segunda-feira.

Por outro lado, esta data satisfaz os objetivos dos

organizadores, já que oferece um intervalo confortável

para a Automechanika de Frankfurt. Com a evolução

positiva da situação sanitária e com o processo de

vacinação em curso, espera-se que haja condições

para a realização da feira com toda a segurança para

o publico e expositores. Os organizadores iniciarão os

contactos com todos os expositores para reconfirmar

a presença e para mais esclarecimentos que

necessitarem.

COMERCIALIZA LUBRIFICANTES

NEUTROS EM CARBONO

Shell | Anunciou que vai fornecer aos seus clientes

lubrificantes neutros em carbono de forma transversal no

seu portfolio, desde óleos de motor para veículos ligeiros

até lubrificantes para diversas aplicações industriais. A Shell

pretende que as emissões anuais de mais de 200 milhões de

litros de lubrificantes sintéticos, possam ser compensadas,

evitando 700.000 toneladas de emissões dióxido de carbono

equivalente por ano, o que equivale a retirar 340.000 automóveis

da estrada num ano. “A Spinerg vai ajudar os Clientes a reduzirem

a sua pegada de CO2, juntando ao nosso programa “Total Cost

of Ownership”, um portfolio neutro em carbono. Cada vez mais,

os Clientes vão ter preocupações sobre a sustentabilidade da sua

operação, que em breve será cada vez mais regulamentada. A

Spinerg, em conjunto com a Shell, está a dar o primeiro passo

nesse caminho que todos nós vamos ter que percorrer” – refere

José Cid Proença Diretor Geral da Spinerg.

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gama de baterias ecoFORCE suporta as necessidades energéticas

dos automóveis mais modernos. Os sistemas Start&Stop e

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um uso muito intenso da bateria: A FIAMM tem a solução ideal

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www.jornaldasoficinas.com Abril I 2021 63


NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO

Produto

WOLF LANÇA ÓLEOS INOVADORES PARA VEÍCULOS RENAULT

MOTORES MAIS LIMPOS E COM MELHOR DESEMPENHO

Apesar das condições globais desafiadoras, a

Wolf Lubricants permanece comprometida

com sua promessa de impulsionar a inovação.

O fabricante de lubrificantes com sede na

Bélgica prova que está sempre atualizado sobre as

tendências do mercado e consegue responder aos

mais exigentes requisitos dos construtores de veículos.

Analisando de perto a forte presença da Renault

em muitos mercados, incluindo Portugal, a

Wolf deu mais um passo com a introdução de óleos

de motor sofisticados, projetados para os motores

modernos da Renault.

OFFICIALTECH 0W20 C5 RFE

Este lubrificante foi especialmente formulado para

ser usado nos mais novos motores a diesel da Renault

com DPF. Esses motores requerem óleo de

acordo com a nova especificação de economia de

combustível RN17 FE da Renault, adequada apenas

para motores adaptados para baixo consumo

de combustível. Além disso, pode ser usado em todos

os motores com a nova especificação ACEA low

SAPS C5, caracterizada por um maior potencial

de economia de combustível do que o ACEA C3.

É um óleo de motor sintético de viscosidade ultrabaixa

que permite ao motor atingir alta eficiência

de combustível.

OFFICIALTECH 5W30 C3 RN

É projetado especificamente para atender aos requisitos

da Renault para um abastecimento de serviço

5W-30 mid SAPS (cinza sulfatada, fósforo e

enxofre) para motores a gasolina e a diesel EURO

6. Adequado também para todos os motores a gasolina

e diesel da Renault com DPF trazidos para

a Europa desde o final de 2018, este produto tem

uma vasta cobertura de frota no mercado europeu.

Este novo óleo de motor inovador também é adequado

para muitos modelos de outros fabricantes

importantes, incluindo Nissan e Dacia.

OFFICIALTECH 5W30 C4

Wolf OFFICIALTECH 5W30 C4 é outro óleo de

motor especialmente formulado para fornecer proteção

superior aos sistemas de pós-tratamento dos

motores Renault. É totalmente sintético e pode ser

utilizado nos motores a gasolina e diesel com ou sem

turbo, equipados com DPF e TWC (Catalisador de

Três Vias) atendendo a especificação RN0720.

VITAL TECH 5W40 PI C3

Finalmente, para cobrir a lubrificação de todos os

motores TDI com injetores de bomba e para motores

turbodiesel Common Rail, VITALTECH5W40

PI C3 atende aos requisitos da Renault (RN 0700

e RN 0710) e Volkswagen (VW 505.01). Com estas

formulações de topo, a Wolf continua a mostrar o

seu empenho em impulsionar a inovação e ir ao encontro

dos exigentes requisitos da nossa indústria

em rápida mudança, bem como das expectativas do

mercado português.

64 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


APRESENTA NOVAS POLIDORAS

CAR REPAIR SYSTEM | Para além de modificar a imagem de acordo com a nova linha corporativa da sua

família de ferramentas elétricas e pneumáticas, a CAR REPAIR SYSTEM aprimorou a novas polidoras SPC 7102 e SPC

7121 em alguns aspetos essenciais. Reduziu o ruído do trabalho, reforçando e melhorando os materiais. Com isso,

torna-se uma polidora mais confortável, reduzindo o cansaço do operador e facilitando o controle e manuseamento

da máquina. O cabo de alimentação possui melhor condutividade, resistência e flexibilidade o que o torna um

cabo mais ergonómico, favorecendo maior durabilidade à polidora sem quebras elétricas e acidentes no trabalho.

As novas polidoras possuem um design ergonómico e leve da cabeça para melhorar o controle do processo de

polimento. Graças à sua velocidade, tornam-se máquinas mais dinâmicas e rápidas para a realização de trabalhos

em grande escala.

FILTROS HABITÁCULO

PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS

BOSCH | A gama de filtros Bosch inclui filtros de habitáculo para a maioria dos

veículos eletrificados do mercado europeu. Estes filtros protegem o interior do veículo

e os seus ocupantes contra o pó fino, os aerossóis, maus odores, alergénios e bactérias.

A Bosch recomenda a substituição destes filtros a cada 15.000 quilómetros ou, pelo

menos, uma vez ao ano, especialmente antes da época do pólen e da renite alérgica.

Os filtros para o habitáculo Bosch com camada de carvão ativo garantem uma maior

comodidade e proteção da saúde dos ocupantes do veículo. As camadas de filtração

especialmente adaptadas dos filtros de carvão ativo da Bosch absorvem os gases

nocivos e com mau cheiro de forma fiável, e filtram o ar separando o pólen e o pó fino.

Adicionalmente, a gama FILTER+ da Bosch, proporciona uma proteção adicional para

as pessoas alérgicas. Equipados com uma capa antialérgica especial, neutralizam de

forma duradoura os alergénios e as bactérias. Além disso, separam também de forma

eficaz as micropartículas de até 2,5 micrómetros de tamanho.

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Controlo de visibilidade melhorada

Iluminação: Para sistemas de iluminação LED e sistemas

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Notícias

Produto

AMPLIA CATÁLOGO DE FILTROS TRUCK&BUS

SOFIMA | marca líder em tecnologias de filtragem, ampliou a sua gama de produtos destinados

aos Veículos Industriais. Pela primeira vez, a nova edição impressa dos catálogos ‘Truck&-

Bus’ 2020/2021 da marca Sofima é dedicada em exclusivo a aplicações para veículos pesados de

estrada, como camiões e autocarros: isto confirma o seu papel como um importante espaço de

referência para os clientes. A nova gama de filtros ‘Truck&Bus’ da Sofima oferece um aumento

significativo na linha dedicada a veículos pesados, com 125 novos produtos: 16 filtros de óleo,

25 filtros de combustível, 46 filtros de ar, 34 filtros de habitáculo e 4 filtros de serviço, com os

quais o catálogo alcança as 654 referências que cobrem até 11.500 aplicações. A qualidade dos

produtos Sofima foi amplamente comprovada por inúmeros fabricantes que já elegeram esta

prestigiada marca, como a Daimler, CNH, SAME-Deutz-Fahr, MAN, Ford Otosan, Renault Trucks,

Kamaz, JCB e Weichai, entre outras, tanto para o mundo dos camiões como para aplicações

agrícolas como tratores, autocarros e maquinaria de movimento de terras todo-terreno.

LOCTITE

APRESENTA NOVOS

FIXADORES DE ROSCAS

Com o objetivo de continuar a disponibilizar soluções que melhorem

os processos e aumentem a segurança no trabalho, a LOCTITE lançou

uma nova formulação dos seus fixadores de roscas LOCTITE

2400 e LOCTITE 2700 pertencentes à sua gama de produtos anaeróbicos

de Higiene & Segurança (H&S). Esta nova fórmula tem como objetivo oferecer

uma maior velocidade de cura em montagens roscadas e uma maior

resistência mecânica. Pode ser aplicada em materiais com revestimentos

anticorrosivos de zinco laminado ou materiais passivos como aço inoxidável

ou zinco bicromado. Com esta melhoria, estes dois fixadores poderão

ser utilizados num maior número de aplicações sem comprometer as suas

propriedades e o seu desempenho, mantendo a classificação como produtos

sem pictrogramas de perigo.

NOVA GAMA KITS PROTEÇÃO DE AMORTECEDOR

ALEcarPEÇas | A AleCarPeças anuncia a comercialização de um novo kit de proteção

de amortecedores da Open Parts que melhora a estabilidade e a condução do veículo,

protegendo os componentes da suspensão contra: Poeira e humidade que podem danificar

a superfície dos rolamentos e do veio do amortecedor; e Detritos da estrada que danificam o

veio do amortecedor. Para além de potenciais danos recomenda-se a substituição do kit de

proteção juntamente com amortecedores, sempre em pares, de modo a aumentar a vida útil

das suspensões, reduzindo simultaneamente os custos de substituição. Os Kits de Proteção de

C

Amortecedor Open Parts são projetados para corresponder aos padrões OE em termos de qualidade

e funcionalidade. Os foles são fabricados com material TPE, elastómero termo-plástico que

M

aumenta a resistência dos componentes em comparação com a borracha natural;

Y

CM

MY

GAMA LUBRIFICANTES PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS

REPSOL | lançou uma nova gama EV-FLUIDS para veículos e motos elétricas. Com esta iniciativa

consolida a posição como player relevante na mobilidade elétrica e reforça o seu objetivo de ser uma

empresa com zero emissões líquidas no ano 2050 e de satisfazer todas as necessidades energéticas

dos seus clientes, em casa ou na estrada, através de uma oferta multienergética, de acordo com o

Plano Estratégico 2021-2025. Esta nova gama de produtos será desenvolvida na unidade que a Repsol

tem no Complexo Industrial de Puertollano. Depois do processo de globalização deste negócio, a produção

dos lubrificantes na Repsol é articulada em 3 hubs produtivos (Puertollano, México e Indonésia),

sendo Puertollano o principal, já que concentra 60% da produção. O projeto também contou com

a participação do Repsol Technology Lab, um dos centros de investigação privados mais vanguardistas

da Europa, que definiu as fórmulas mais idóneas para este tipo de aplicações de lubrificantes.

CY

CMY

K

66 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


GERADOR DE OZONO DA MAHLE

LUSILECTRA | A empresa está a promover o Gerador de Ozono da Mahle, especialmente

desenvolvido para a higienização e desinfeção de veículos automóvel. Para além

de ser compacto, portátil e leve, garante a eliminação dos vírus, bactérias e odores de

forma eficaz.

O Gerador OzonePRO da Mahle é um sistema de higienização profissional ideal para os

serviços de manutenção e reparação de todas as oficinas auto. Tendo como objetivo a

eliminação dos vírus, bactérias e odores. Este equipamento portátil de alta performance

traz com ele um inovador e exclusivo Sensor Multifuncional, o qual analisa, calcula e

direciona toda a operação de higienização. Pois, todos os ambientes têm requisitos distintos

de acordo com a sua composição, volume de ar, temperatura, humidade e nível de

limpeza, indicadores fundamentais para a definição do tempo necessário à higienização.

AMPLA GAMA DE SOLUÇÕES PARA MELHORAR A

ILUMINAÇÃO INTERIOR E EXTERIOR DOS CAMIÕES

OSRAM | Os motoristas profissionais precisam de luzes de boa qualidade ao conduzir em estradas más, no

escuro e onde a visibilidade é fraca. Por este motivo, é necessária uma luz particularmente potente, resistente

e duradoura, que possa ser utilizada em qualquer situação e local. A OSRAM oferece aos motoristas e frotas

de camiões uma ampla gama de soluções adicionais para melhorar a iluminação exterior e interior do veículo.

Durante o dia, a função “luz de presença” da série multifuncional alertará outros utilizadores da estrada sobre

a sua presença. À noite, a função adicional de luzes de máximos melhora a visibilidade em campo de longa

distância enquanto avisa outras pessoas da sua aproximação. As luzes LED de condução LEDriving constituem

a solução de iluminação adicional auxiliar ideal para melhorar a visibilidade na estrada e aumentar o prazer

da condução. Estão disponíveis para uma vasta gama de usos nas gamas Multifuncional, Funcional, Fina (Slim)

e Valor e foram desenvolvidas numa ampla variedade de perfis de iluminação.

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www.jornaldasoficinas.com Abril I 2021 67


Notícias

Produto

AJUSA

AMPLIA LINHA QUÍMICA

COM TRÊS NOVOS PRODUTOS

Um trava-roscas, um selante exclusivo para veículos elétricos e um óleo lubrificante para montagem

de motores. Ajulock, AjusEV e Ajulube, este é o nome dos três novos produtos que

a Ajusa já tem disponíveis no seu catálogo. Ajulock é um bloqueador de roscas que principalmente

reforça o aperto de parafusos e o AdjEV, um silicone específico para veículos híbridos e

elétricos. Por outro lado, a Ajusa lança o seu primeiro lubrificante, o Ajulube, um óleo para lubrificar

diferentes partes do motor durante a montagem. O óleo de montagem Ajulube lubrifica e protege

os componentes mecânicos do motor que são especialmente desgastados durante a partida inicial.

Com alta densidade, forma uma camada sobre a peça e evita o contato direto metal com metal

naqueles componentes sujeitos a alta pressão. Aplica-se Ajulube principalmente em tuches hidráulicas,

árvores de cames, cambotas e pistões.

LANÇA SPRAY DE LIMPEZA

ADMISSÃO E EGR

KROON-OIL | Expandiu a sua linha de produtos de

manutenção com o spray de limpeza de admissão e EGR. As

válvulas EGR (Recirculação dos Gases de Escape) garantem que

parte dos gases de escape retorne ao motor. Isso faz com que

as temperaturas de combustão no motor diminuam, o que, por

sua vez, leva a uma menor produção de óxido de nitrogénio

prejudicial. Quando uma peça relativamente simples, como uma

válvula EGR, está suja e contaminada, ela não pode abrir ou

fechar e pode até estar completamente entupida, o que pode

causar vários problemas. Por esse motivo, a Kroon-Oil introduziu

o Kroon-Oil Intake & EGR Cleaner num aerossol de 400 ml. Além

de limpar as válvulas EGR, o produto tem uma série de outras

aplicações. É extremamente adequado para limpar corpos de

borboleta, anéis de pistão, ranhuras de anel de pistão, válvulas

de admissão, válvulas de escape, hastes de válvula e outras

peças dentro da área de admissão.

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DISPONIBILIZA ADITIVO DPF WALKER

AUTOZITÂNIA | A empresa aumentou a sua gama de aditivos DPF com a chegada

do novo FBC Walker de 4ª geração, dando seguimento à sua estratégia de aumento

de portefólio, com produtos de elevada qualidade. O aditivo FBC (Fuel Borne Catalyst)

da Walker, é um composto que se mistura com o combustível no tanque de veículos

equipados com filtro de partículas e que permite a eliminação de mais de 98% de

partículas sólidas emitidas por este tipo de motores para a atmosfera, incluindo

partículas ultrafinas, consideradas as mais nocivas para a saúde. Com mais de 100 anos

de experiência no setor do aftermarket automóvel, a Walker disponibiliza uma vasta

gama de soluções para motor e sistemas de escape presentes nos mais recentes veículos

do parque automóvel europeu.

NOVA LINHA DE LUBRIFICANTES COMPETIÇÃO

EUROL | Apresenta a linha de lubrificantes especiais de competição com proteção contra desgaste

que ultrapassa os limites e propriedades de melhoria de desempenho. Algumas das principais equipas

de competição da atualidade - incluindo Toyota Gazoo Racing, Overdrive Racing, Comtoyou Racing, MKR

Technology, Coronel Dakar Team e APP Racing - estiveram envolvidas no desenvolvimento. A linha Eurol

Speciality Racing consiste em óleos de motor 0W-40 e 10W-60, óleos de transmissão 75W-90 e 75W-140,

óleo ATF, fluido de travão e massa CV Joint, todos disponíveis em vários tipos diferentes de embalagem.

Bart van Hoorn, gerente de negócios da Eurol Specialty Lubricants, afirma: “Aplicamos a nossa tecnologia

Syngis exclusiva em lubrificantes para competição. Os resultados são surpreendentes. Dados de várias

equipas de corrida indicam que os produtos de competição da Eurol Specialty oferecem temperaturas

operacionais significativamente reduzidas, mais potência e velocidades mais altas em comparação com

lubrificantes de outras marcas.”

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APRESENTA PRODUTOS EXCLUSIVOS

PARA CONDIÇÕES EXTREMAS

NGK | Desde que a NGK Spark Plug fabricou a sua primeira vela de ignição em 1936,

o compromisso da empresa com a inovação e qualidade tornaram-na especialista líder

mundial em sensores e ignição. Este patamar foi alcançado graças à fiabilidade constante

dos produtos que continuam a funcionar, mesmo nas condições mais extremas,

como é o caso da vela de ignição Iridium IX. Lançada pela primeira vez em 2000, a

linha Iridium IX oferece desempenho ideal de faísca que responde às necessidades de

condutores ambiciosos que desejam melhorar um grande variedade de veículos, desde

motociclos e carros clássicos até barcos. As credenciais de alto desempenho da Iridium

são demonstradas pelo seu ponto de fusão extremamente alto de 2.450° C. Para criar

essa tecnologia, os engenheiros da empresa colocaram os seus mais de 30 anos de

experiência e especialização no fabrico de velas de ignição de metais preciosos para criar

outro salto qualitativo em tecnologia de ignição.

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2021 69


Notícias

Produto

PUBLIREPORTAGEM

PALAVRA DE ORDEM:

DESCARBONIZAR!

É

um sintoma muito comum: O motor começa a perder rendimento e a mostrar

sinais de cansaço, notando-se ralenti irregular e dificuldade em desenvolver.

Antes que seja tarde, é possível retomar a performance perfeita.

Apesar das evoluções dos veículos nas últimas décadas, o funcionamento mantém-se,

no essencial, muito semelhante. Uma grande diferença é que os gases

produzidos pela combustão hoje são reaproveitados ao máximo no interior do

circuito. Isso leva a que deixem resíduos e obriga a limpar o sistema de admissão

com regularidade. Isso pode fazer-se de forma simples e eficaz, sem necessidade de

desmontar componentes. Há uma opção para motores a gasolina e diesel, que deve

ser aplicada, de forma preventiva, em cada revisão, para evitar sedimentações mais

fortes.

No caso dos motores a gasolina, o Pro-Line Drosselklappen-Reiniger (Ref. 5111)

remove sujidades e depósitos nas zonas da admissão e das válvulas borboleta. Solta

e remove todas as impurezas e sujidades gordurosas como óleo, resina, cola, etc.

Limpa também de forma eficiente os injetores e componentes interiores, garantindo

também a redução de consumo de combustível e emissões. O mesmo acontece no

caso dos diesel, aqui através do Pro-Line Ansaug System Reiniger Diesel (Ref. 5168).

Neste caso, além da redução do consumo de combustível, garante um funcionamento

perfeito do motor. O produto é adequado para veículos com válvula EGR e filtro de

partículas.

GALP LANÇA

NOVO LUBRIFICANTE

DE ELEVada PERFORMANCE

A

Galp

acaba de lançar no mercado o novo lubrificante Galp Fórmula LS FE

RN17 0W20, um produto 100% sintético, de elevada performance, fruto das

últimas evoluções tecnológicas, especialmente desenvolvido para utilização

na nova geração de motores a Gasolina com filtro de partículas (GPF) e de motores

Diesel 1.5L Euro 6 com filtro de partículas (DPF), a partir da última metade de 2018.

É adequado aos veículos ligeiros mais recentes, alinhados com a norma EURO 6.2,

sendo também apropriado para veículos com sistema SCR-NOx (conversor catalítico

de óxidos de azoto), que solicitem ADBlue. Para além de cumprir todos os ensaios físico-químicos

e de bancada associados ao nível ACEA C5, este produto foi concebido

para superar os exigentes requisitos internos da nova norma RENAULT RN 17 FE.

Este lubrificante apresenta uma excelente fluidez, protegendo o motor logo no momento

do arranque a frio e garantindo também um arranque suave. Este lubrificante

está disponível em 1L, 5L e Tambor 205L.

Os gases produzidos pela combustão

hoje são reaproveitados ao máximo no interior

do circuito e, por isso, é fundamental limpar

a admissão em cada revisão

FORNECE FILTROS PARA MOTORES MERCEDES V8

MANN-FILTER | A MANN + HUMMEL incorporou as referências C 30 025 e C 32 017 dos seus filtros para

os motores dos novos E63 e E63S AMG no seu catálogo de componentes. Ambos os elementos do filtro são

montados no sistema de admissão de fluxo duplo, para fornecer ar limpo a cada um dos dois bancos de motor de

oito cilindros em V. “Este motor atinge a potência de 612 cv, posicionando-se assim como o veículo mais potente,

rápido e exclusivo da sua série. É um motor V8 biturbo de 4 litros capaz de atingir 100 km / h em apenas 3,3

segundos. Para atingir essas condições, é necessário equipar o veículo com componentes de alto desempenho que

suportem as mais extremas condições de direção e altas temperaturas ”, afirma o fabricante. “Um carro com essa

potência requer equipamentos confiáveis, leves e duráveis. Na MANN + HUMMEL temos experiência em sistemas

de filtração para a potência máxima e oferecemos soluções à medida de cada fabricante”, conclui.

70 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


NO NEGÓCIO DE PEÇAS PARA PESADOS

METALCAUCHO | Aposta forte na nova de linha de negócio de peças para veículos

pesados e mostra a sua determinação em continuar a crescer ampliando a oferta aos

seus clientes, dando mais um passo no setor de borracha e metal. É por isso que apresenta

uma nova família de produtos. Entre as 213 referências para camiões destaca-se uma

ampla oferta de tubos, vazos de expansão e tampas para uma longa lista de fabricantes

de pesados: Astra, DAF, ERF, Irisbus, IVECO, John Deere, MAN, Mercedes-Benz, Neoplan,

Renault Trucks, Scania, Setra e Volvo. Modelos de diferentes categorias de camiões, autocarros

e até tratores estão incluídos. Na Metalcaucho controlam exaustivamente todo

o processo de desenvolvimento de novos produtos, desde a conceção e desenvolvimento

da amostra inicial à produção em série, e implementam mecanismos de acompanhamento

pós-venda para dar uma resposta rápida aos seus clientes. Este incremento de

gama vem com um catálogo em pdf com todas as soluções para veículos pesados.

MAGNETI MARELLI

LANÇA NOVA LINHA

DE TERMOSTATOS

A

Magneti Marelli Aftermarket apresenta o lançamento da sua nova linha de

termostatos com os quais continua a ampliar a sua oferta na família de

sistemas térmicos para o mercado de reposição. A extensão é composta

por 276 referências que abrangem as principais aplicações e fabricantes presentes

no nosso parque de estacionamento. Todas as referências já estão visíveis na plataforma

do TecDoc com imagens do termostato e da junta correspondente. Com

estes lançamentos, a Magneti Marelli quer posicionar-se como um dos principais

players do mercado de reposição para a gama de produtos de sistemas térmicos

e oferece soluções precisas para qualquer tipo de necessidade que os seus clientes

tenham.

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Técnica

&Serviço

TINTAS DE ALTA EFICIÊNCIA

RUMO À OTIMIZAÇÃO


Colaboração Centro ZARAGOZA

www.centro-zaragoza.com

NOS ÚLTIMOS TEMPOS, A TENDÊNCIA POR PARTE DOS FABRICANTES DE TINTAS NO DESENVOLVIMENTO

DE NOVAS TECNOLOGIAS São PRODUTOS DIRECIONADOS PARA REDUZIR OS TEMPOS DE PERMANÊNCIA

DO VEÍCULO NA OFICINA, REDUZINDO OS TEMPOS DO PROCESSO DE PINTURA, SOBRETUDO COM PRODUTOS

DE RÁPIDA APLICação E DE SECAGEM MUITO RÁPIDA

Por definição, eficiência é a capacidade

de conseguir algo

pretendido no menor tempo

possível e com a menor quantidade

de recursos possível. Pelo que, poderíamos

denominar produtos de

repintura eficientes como aqueles

que atingem os respetivos objetivos

quanto ao acabamento e às funções

que devem cumprir (de proteção,

brilho, cor, fixação, enchimento…),

mas utilizando a menor quantidade

possível de recursos: de tempo, energéticos

ou de consumo de materiais.

Ou seja, trata-se de tintas que conseguem

uma redução dos tempos no

processo de pintura, seja na preparação,

aplicação ou secagem do produto,

bem como eliminando alguma operação

do processo integral; uma redução

no consumo energético, do gás ou do

gasóleo da cabina, do ar comprimido

ou da eletricidade; e/ou uma redução

no consumo do material, do produto

utilizado ou de outros auxiliares.

Graças ao desenvolvimento e utilização

de produtos de pintura eficientes,

a oficina consegue otimizar o processo

de repintura, reduzindo os tempos

utilizados e os consumos energéticos

e de material, conseguindo antecipar

a entrega do veículo ao cliente, o que

representa uma melhoria do serviço e

a possibilidade de um maior fluxo de

entrada e saída de veículos na oficina.

Em seguida, faz-se uma recapitulação

de alguns dos produtos de pintura

disponíveis hoje em dia no mercado,

os quais podemos considerar

eficientes e que otimizam o processo

de pintura.

Tintas de seCAGem

por ultravioleta

A secagem das tintas através de radiação

infravermelha de onda curta agiliza

o processo de secagem das pinturas

em relação à secagem ao ar ou à secagem

em cabina por convecção, mas

a secagem através de radiação ultravioleta

reduz ainda mais os tempos,

sobretudo com os equipamentos de

secagem por UV desenvolvidos com a

mais recente tecnologia, os quais não

precisam de aquecimento prévio e

proporcionam um maior rendimento

na secagem.

A secagem da tinta é iniciada ao expor

a mesma à radiação ultravioleta, que

ativa o processo de reação química

ou polimerização. Neste tipo de pinturas

a secagem ocorre à temperatura

ambiente. Por agora, os produtos que

1 | Secagem de aparelho através

de radiação UV. 2 | Pano de

pré-tratamento para superfícies

metálicas. 3 | Aplicação de primário/

aparelho em aerossol em zonas

descobertas. 4 | Aplicação

de aparelho húmido sobre húmido

em peça nova.

Tintas de seCAGem

muito rápida

Os fabricantes de tinta desenvolveram

tintas, principalmente vernizes

e aparelhos, com as quais se conseguiu

reduzir os tempos de secagem

em cabina a 60º C para apenas 5-10

minutos comparativamente aos 30-

35 minutos convencionais, com a

1 2

conseguiram maior desenvolvimento

e difusão no mercado foram os primários/aparelhos,

que costumam ser

monocomponentes (1K), pelo que

para além de reduzirem os tempos de

secagem, reduzem os de preparação de

produto e de limpeza da pistola, sendo

possível verter alguma quantidade no

depósito de uma pistola (preto, para

que não seja afetada pela radiação) e

utilizá-la em várias aplicações.

3 4

vantagem adicional de que também

podem secar a 40º C e à temperatura

ambiente em tempos reduzidos, com

a consequente poupança energética

que isto representa. Esta possibilidade

proporciona à oficina a flexibilidade

de escolher a melhor opção

em cada caso, consoante queira dar

prioridade à poupança de tempo ou

à poupança energética.

Embora, em qualquer dos casos, se

consiga diminuir sempre o consumo

energético comparativamente à secagem

de tintas convencionais, seja

pela temperatura ou pelo tempo, o

que representa não só uma vantagem

económica, mas também um benefício

em termos de sustentabilidade.

Reduzem-se tanto os tempos de secagem,

como os tempos para a montagem

das peças e para o polimento,

podendo-se eliminar uma mancha

logo após terminar o ciclo de secagem,

após o arrefecimento.

Este tipo de tinta é ideal para a pintura

de veículos elétricos ou híbridos,

visto que as elevadas temperaturas

por tempos prolongados podem afetar

a capacidade de armazenamento

de energia das suas baterias. A secagem

de tintas aplicadas a veículos

elétricos e híbridos deve ser controlada

para que não sejam alcançadas

temperaturas superiores a 65 ºC.

Alguns fabricantes desenvolveram

aditivos aceleradores para adicionar

na preparação de alguns dos seus

produtos que podem ser utilizados

caso de pretenda acelerar o processo

de secagem e consoante as condições

ambientais.

Aparelhos húmido

sobre húmido

húmido sobre húmido consiste na

aplicação de aparelho em uma ou

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2021 73


TINTAS DE ALTA

EFICIÊNCIA

duas demãos e, após 5–15 minutos

de evaporação, na aplicação direta

da tinta de acabamento. Desta forma,

elimina-se o tempo de secagem

total do aparelho, o do lixamento

posterior e o da limpeza da superfície

antes da aplicação de cor e, além

disso, apenas é necessário um mascaramento

em vez de dois, pelo que

se reduzem os tempos e os materiais

utilizados (lixas, dissolvente e mascaramento)

comparativamente à aplicação

de um aparelho lixável. Este

processo é recomendável sobretudo

no caso de peças novas, visto que não

necessitam de nivelamento superficial,

na pintura de peças interiores e

nas pinturas de veículos industriais.

Além disso, alguns dos aparelhos

húmido sobre húmido desenvolvidos

apresentam aderência direta sobre a

cataforese, pelo que no caso de peças

de chapa novas não é necessário

o passo prévio de lixamento da cataforese

antes da sua aplicação. No

caso de pintura de peças de material

plástico, alguns fabricantes substituem

o diluente utilizado na preparação

do aparelho para a pintura de

peças metálicas por um aditivo para

plásticos que favorece a aderência

sobre substratos plásticos e possui

propriedades elásticas, não sendo

necessária a aplicação prévia de

primário de fixação nem de aditivo

elastificante na preparação do aparelho.

O acabamento destes aparelhos

deve ficar bem estirado e uniforme

para a aplicação da base bicamada,

o que associado à sua reduzida viscosidade

faz com que seja necessária

a sua aplicação com pistolas de bico

1,3–1,4 mm e se reforce a limpeza da

superfície antes da sua aplicação.

Panos de pré-tratamento

para substratos metálicos

São toalhitas para o pré-tratamento

de superfícies metálicas que favorecem

a aderência da camada seguinte

de tinta e proporcionam resistência

à corrosão através da passivação do

substrato. Trata-se de panos húmidos

prontos a utilizar, de rápida e

fácil aplicação. Há que passar simplesmente

o pano sobre o substrato

metálico limpo e sem revestimento,

seja de aço, aço galvanizado ou alumínio,

molhando bem a superfície

para assim se formar o revestimento

protetor através de uma reação química.

Não é necessário um tempo de

preparação do produto nem de limpeza

da pistola, pelo que o processo

é agilizado. No entanto, é necessário

ter em conta que não podem ser

revestidas com massas de poliéster

nem com produtos de base aquosa.

Tintas em aerossol

Primários anticorrosivos para substratos

metálicos, primários de fixação

para substratos plásticos, aparelhos

de diferentes tonalidades e, inclusivamente,

vernizes, estão disponíveis no

formato de aerossol, alguns até como

bicomponentes, para serem utilizados

durante o processo de pintura. O

facto de se aplicarem no formato de

aerossol reduz os tempos de preparação

do produto e elimina a limpeza

da pistola. No entanto, estes produtos

proporcionam uma espessura limitada,

e daí também que o seu tempo de

secagem seja curto, e a sua aplicação

seja limitada a pequenas superfícies.

Outras tintas

Para além das tintas indicadas, também

estão disponíveis outros produtos

que agilizam os processos de

pintura, como massas de lixamento

rápido ou de aplicação através de pistola

de extrusão, endurecedores da

base bicamada para pinturas interiores

sem aplicação posterior de verniz,

vernizes cuja aplicação é válida para

pintar tanto peças de chapa como de

plástico, não sendo necessária a preparação

de um segundo verniz nem

a limpeza de uma segunda pistola,

bases bicamada com uma maior capacidade

de cobertura ou tintas de

aplicação em demãos seguidas sem

tempo de evaporação entre uma demão

e outra.

Vantagens dos produtos

de alta eficiência

As vantagens resultantes da utilização

deste tipo de produtos são:

l Redução dos tempos de espera ou

tempos mortos.

l Melhoria dos fluxos de entrada e

saída de veículos da oficina.

l Redução dos tempos de ciclo.

l Agiliza-se a entrega do veículo ao

cliente, o que melhora a satisfação

do mesmo.

l Redução do consumo energético e/

ou do consumo de materiais.

l Melhoria da produtividade e da eficiência

da oficina.

No entanto, também há que ter em

conta que estes produtos denominados

de alta eficiência costumam ter

um preço mais elevado comparativamente

aos produtos convencionais.

Esta diferença de preço deve-se à

tecnologia que implica o desenvolvimento

de alguns destes produtos,

juntamente com o preço da sua matéria-prima,

mas é importante que

a oficina analise estes produtos do

ponto de vista da sua rentabilidade,

definida como a relação existente

entre as vantagens que proporciona

uma determinada operação ou coisa

e o investimento ou o esforço que é

feito. Devem-se avaliar em cada caso

as vantagens proporcionadas quanto

a tempos, materiais e consumo

energético relativamente ao preço do

produto.

Nesta artigo apenas são referidos produtos

de pintura de alta eficiência,

mas também é necessário considerar

equipamentos, ferramentas e instalações,

assim como produtos auxiliares,

como os de mascaramento ou lixamento

que melhoram a eficiência dos

processos de pintura, reduzindo os

tempos e recursos necessários e que

também conseguem otimizar o processo

de pintura. l

74 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


ASSOCIAÇÃO

NACIONAL

DO RAMO

AUTOMÓVEL

novidades

profi sional

após-venda

serviços

ASSOCIAÇÃO

NACIONAL

DO RAMO

AUTOMÓVEL

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Ibérica

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Repintura

SOLUÇÕES E SERVIÇOS AXALTA

AJUDA PROFISSIONAL

ÀS OFICINAS

A AXALTA, ATRAVÉS DAS SUAS MARCAS PREMIUM, TEM AO LONGO

DOS ANOS VINDO A CONSOLIDAR A LIDERANÇA EM PORTUGAL,

FRUTO DE UM TRABALHO CONTÍNUO JUNTO DO MERCADO

E DOS PROFISSIONAIS. NESTE ARTIGO, APRESENTAMOS

AS MAIS RECENTES SOLUÇÕES E SERVIÇOS LANÇADOS PELA

AXALTA, COM O OBJETIVO DE AJUDAR OS PROFISSIONAIS A REALIZAR

EXCELENTES REPARAÇÕES - SEMPRE À PRIMEIRA!

O

cariz inovador associado a um forte investimento

em I&D tem permitido à Axalta

apresentar cada vez mais produtos inovadores

que proporcionam às oficinas suas clientes

a otimização dos seus recursos, reparações mais

rápidas e uma relevante economia energética. Fernando

Soares, Product Leader da Axalta, realça

com grande ênfase que “um dos tipos de reparações

mais efetuadas pelas oficinas de repintura pode ser

realizado em pouco mais de 1 hora, proporcionando

menor tempo de estadia da viatura na oficina –

cliente mais satisfeito – e contribuindo para libertar

meios para uma maior produção – oficina mais

rentável – tudo isto se usar as modernas soluções

de produtos “Low Energy” que as marcas da Axalta

possuem no portfólio.”

E se os produtos inovadores e amigos do ambiente

– Produtos Low Energy e Base Bicamada Aquosa,

entre outros – são um dos alicerces da sua oferta,

também nos últimos anos a Axalta tem vindo

a consolidar a sua gama, com um conjunto de

soluções e serviços, em que junta a experiência e

conhecimento dos seus profissionais com a tecnologia

e ferramentas digitais.

A Formação, um dos serviços que desde sempre

as marcas da Axalta fizeram com qualidade junto

dos profissionais de repintura, teve um dos maiores

desafios neste último ano. Devido à pandemia

e atendendo à necessidade de um menor contato

físico, alguma passou a ser proporcionada em

sessões online, continuando a ser um espaço de

aprendizagem e de troca de experiências, reafir-

mando-se como uma referência no mercado.

Adicionalmente, e também durante 2020, a Axalta

lançou um novo conceito nesta área. João Calha,

Key Account Manager & Training Center Leader

refere que “Os Vídeos de Dicas são um canal de

comunicação direcionado aos profissionais de repintura

que usam todos os dias os seus produtos

em que o seu conteúdo reflete a experiência técnica

e o conhecimento da marca. Os Vídeos de Dicas

proporcionam conhecimento através dos técnicos

especializados Axalta, tendo como base a documentação

técnica dos produtos e reparações reais

em viaturas. São uma maneira importante de oferecer

aos profissionais em Repintura conhecimento,

ajudando-os a realizar excelentes reparações -

sempre à primeira!”

Relativamente ao processo digital na oficina, a

Axalta também aqui foi pioneira ao apresentar

a primeira solução totalmente sem fios aos seus

clientes. Para Ricardo Mattos Coelho, Diretor Comercial,

“A Axalta está na vanguarda da digitalização

permitindo um processo de busca de cor 100%

digital através de espectrofotómetros de última geração

para medição digital da cor, portais de busca

de cor baseados na web suportados por bases de

dados online com milhares de fórmulas, tudo através

de ligações sem fios entre os vários dispositivos

(computadores, espectrofotómetros, balanças, impressoras,

etc.). Toda esta informação está disponível

a qualquer momento e em qualquer lugar aos

profissionais através de um smartphone, tablet ou

computador com ligação à internet.”

76 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com


AXALTA

Vídeos de Dicas

Desde 2020 que a Axalta em Portugal

disponibiliza para as suas marcas

Premium um conjunto de vídeos com

o objetivo de ajudar os profissionais a

realizarem excelentes reparações sempre

à primeira. Proporcionam aos profissionais

conhecimento através dos

seus técnicos especializados com base

na documentação técnica dos produtos

com carros e reparações reais. São uma

maneira importante de oferecer ao seu

público conhecimento e mostrar que

existem desafios reais que podem ser

ultrapassados com sucesso e com um

resultado final que vai agradar ao profissional,

à oficina e ao cliente final.

Os Vídeos de Dicas são um canal de

comunicação direcionado aos profissionais

de repintura que usam todos

os dias os seus produtos em que o seu

conteúdo reflete a experiência técnica

e o conhecimento da marca. Estes

vídeos podem ser encontrados nos

sites das marcas e para permitir um

acesso ainda mais global, foram criados

canais no Youtube para cada uma

das marcas, Cromax, Spies Hecker e

Standox. Em cada um dos canais são

disponibilizados os vídeos em diversas

Produtos Axalta

Desde os primeiros lançamentos de

base bicamada aquosa (há cerca de

30 anos) que a aposta da Axalta no

desenvolvimento de produtos novos

para a repintura automóvel está

assente em 4 pilares: maior produtividade,

processos mais rápidos,

menor teor em solventes orgânicos

e menor consumo energético. Com

a introdução da 2ª geração do verniz

“Low Energy” (Cromax Verniz

CC6750 Ultra Performance Energy

System, Spies Hecker Permasolid

Verniz Speed-TEC 8810, e Standox

Verniz Xtreme Plus COV K9600) a

Axalta torna possível as oficinas de

repintura automóvel serem ainda

mais eficientes.

Este verniz surpreende pela rapidez

de secagem a temperaturas moderadas

sem sacrifício da qualidade,

aspeto e brilho finais. A oficina alvo

para este verniz deverá ser a que tem

como objetivos a aplicação e operação

mais eficientes e que tem um

elevado caudal de produção. Esta 2ª

geração do verniz Low Energy é ainda

mais versátil na aplicação - pode

ser aplicado em 1 operação (1.5 de-

Digitalização na oficina

A digitalização dos processos e serviços

é uma realidade em todos os

setores da economia e a reparação

automóvel não é exceção. Assegurar a

máxima rapidez, eficiência e produtividade

na repintura é uma exigência

para as oficinas se manterem rentáveis

e competitivas num mercado

onde todos os stakeholders (oficinas,

seguradoras, frotas, empresas de leasing,

proprietários, etc.) necessitam

de uma reprodução de cor exata para

reparações “sempre à primeira” por

forma a garantir tempos de imobilização

cada vez mais curtos.

A Axalta está na vanguarda da digitalização

permitindo um processo

de busca de cor 100% digital através

de espectrofotómetros de última

geração para medição digital da cor,

portais de busca de cor baseados na

web suportados por uma base de dados

online com milhares de fórmulas,

tudo possível através de uma troca de

dados sem fios entre os vários dispositivos

(computadores, espectrofotómetros,

balanças, impressoras, etc.).

Toda esta informação está disponível

a qualquer momento e em qualquer

cópias de segurança já que, ao ser baseado

na web, tudo está armazenado

seguramente na “Cloud”. Esta solução

é já uma realidade nas marcas premium

da Axalta, podendo ser implementada

parcialmente ou na íntegra,

para se adaptar às diversas necessidades

das oficinas. E como tudo que é

digital está em permanente evolução,

teremos mais novidades para breve!

Consultor Profissional

Paintshop Optimizer é um serviço de

consultoria disponibilizado por profissionais

da Axalta. É um programa que

combina serviços presenciais com digitais

e está focado em medir e avaliar

os indicadores chave de rendimento

da oficina. Começa por uma avaliação

inicial da oficina, processo no qual se

estabelecem as bases que permitem

medir os trabalhos realizados na secção

de pintura. Graças ao Paintshop

Cockpit, que é como um Painel de

Controle para a oficina, recolhe-se

constantemente e de forma digital dados

sobre os trabalhos realizados, permitindo

entender em detalhe o rendimento

e rentabilidade do negócio.

Com base nas conclusões retiradas da

A INOVação DO PRODUTO E O FORTE INVESTIMENTO EM INVESTIGAÇÃO

& DESENVOLVIMENTO DA axalta, PROPORCIONA ÀS OFICINAS SUAS

CLIENTES OTIMIZAR RECURSOS E REALIZAR REParaçÕES MAIS RÁPIDAS

línguas onde se inclui o Português.

Os temas abordados são diversos, que

podem ir desde “Como reparar defeitos

de pintura”, “Processo de disfarce”

ou até “Como aplicar bem e à primeira,

algumas cores especiais que existem”.

A Axalta pretende enriquecer a

sua oferta de títulos continuamente,

pelo que é com regularidade que estão

a ser adicionando novos temas. São

filmes pequenos, maioritariamente

têm uma duração entre 5 e 8 minutos.

mãos) ou em 2 demãos; seca rapidamente

a 20 °C (entre 30 a 55 minutos);

e permite que as operações

de finalização sejam executadas de

imediato. Como em muitas outras

situações, as vantagens e benefícios

totais obtêm-se quando se utiliza o

sistema completo de verniz e aparelhos

“Low Energy” juntamente

com a Base Bicamada aquosa mais

rentável do mercado que pertence à

Axalta.

lugar aos profissionais através de um

smartphone, tablet ou computador

com ligação à internet.

A Gestão de cores digital da Axalta disponibiliza

uma solução de gestão por

Folhas de Obra que alimenta automaticamente

um painel de KPI’s, sendo

igualmente possível a sua ligação a

um BMS para simplificação adicional

dos processos administrativos. Um

ecossistema digital que não requer

manutenção, atualizações manuais ou

análise detalhada analisa-se o negócio

tendo em conta os principais indicadores

de mercado, serão destacados ao

gestor as oportunidades de melhoria

existentes e acorda-se um programa de

seguimento para melhorar esses indicadores

até aos valores desejados. Poderão

ser ainda propostos programas

e serviços adicionais com o objetivo de

fazer crescer o negócio. Uma combinação

única de experiência em consultoria

e serviços digitais. l

78 Abril I 2021 www.jornaldasoficinas.com

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