Revista Apólice #263

revistaapolice

MARÇO 2021 • Nº 263 • ANO 26

conectando você ao mercado de seguros

SEGURO RURAL

Carteira dobra de

tamanho e atrai novas

seguradoras

>>

MULHERES SEGURAS

Como as profissionais

enfrentaram o primeiro

ano de pandemia

Representantes de seguradoras, corretoras

e prestadoras de serviços contam o que

aprenderam neste ano de pandemia

>> SEGURO TRANSPORTE

O gerenciamento de

risco para as vacinas

e seus insumos

OFERECE SOLUÇÃO PARA SEGURO RURAL QUE VAI DESDE A

PLATAFORMA DE DISTRIBUIÇÃO ATÉ A REGULAÇÃO DO SINISTRO



EDITORIAL

Dias de luta

O

Dia Internacional das Mulheres representa as conquistas

políticas e de direitos das mulheres. Ele acontece em

março por conta de um incêndio em uma tecelagem que

aconteceu em 1911, em Nova Iorque, e matou 130 operárias. Mas,

as lutas começaram muito antes e são, até hoje, necessárias.

A igualdade de gênero deve ser uma busca constante.

Não apenas no ambiente profissional, onde homens e mulheres

devem ter o mesmo salário ao exercerem as mesmas funções,

mas também no direito de dividir as tarefas domésticas ou de não

sofrer violência por sua condição física.

O mercado de seguros avança no estímulo à equidade

de gênero. Além de iniciativas como a AMMS (Associação das

Mulheres do Mercado de Seguros) ou o Idis (Instituto pela

Diversidade e Inclusão no Mercado de Seguros), as empresas

começam a criar comitês especiais para incentivar a ascensão

das mulheres aos cargos mais altos. Apenas repetindo: 55% dos

colaboradores do mercado segurador são do sexo feminino,

mesmo assim, apenas 25% das executivas em C-Level, segundo

estudo da Escola de Negócios de Seguros de 2019.

Abrimos as páginas da Revista Apólice para dar voz a

estas mulheres. Nas próximas páginas você irá conhecer histórias

de como estas profissionais enfrentaram este primeiro ano de

pandemia e suas experiências. Elas compartilham conosco alguns

ensinamento sobre empatia, sobre o olhar para o outro e para si

mesmas.

Neste período tão difícil, em que passamos de 290 mil

mortes por Covid-19, precisamos nos isolar fisicamente, ao mesmo

tempo em que é necessário tentar fazer algo pelo nosso próximo,

seja com ações ou palavras.

Boa leitura!

MARÇO 2021 • Nº 263 • ANO 26

EXPEDIENTE

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Circulação: Nacional

Periodicidade: Mensal

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responsabilidade exclusiva de seus autores,

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opinião desta revista.

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ÍNDICE

TENDÊNCIA

O transporte de vacinas

e seus insumos segue

as normas ditadas pela

Agência Nacional de

Vigilância Sanitária

e é protegido pelo

delicado sistema de

gerenciamento de risco

em uma das carteiras

que, historicamente,

sempre teve alta

sinistralidade

>> PÁG. 12

>> PÁG. 18

ESPECIAL

Mulheres Seguros

mostra que as

profissionais que

atuam em nosso setor

abandonaram a pecha

de sexo frágil há muito

tempo. Na pandemia, elas

mostraram que proteção

é o seu forte, seja no

ambiente corporativo ou

no familiar

05 produto

Wiz BPO apresenta solução de ponta

a ponta que vai desde a distribuição

até o acompanhamento da

regulação de sinistros

07 entrevista

Anderson Romani, diretor da Wiz

Corporate, conta como o seguro de

transporte atuou para enfrentar os

desafios da pandemia

09 gente

11 tecnologia

Confitec apresenta o produto Girus,

solução responsável pela gestão e

integração das informações que as

seguradoras precisam trocar com as

resseguradoras

16 evento

Centauro-ON realiza pela primeira

vez o Quiron Digital 2021, seguindo

o modelo que antes era presencial,

para premiar os corretores que

obtiveram os melhores desempenhos

no ano passado

32 artigo

O que vem por aí em termos de

precificação de seguros é o tema do

artigo de Fabio Leme, executivo de

seguros que fala sobre a distribuição

e a responsabilidade do corretor de

seguros atuar em parceria com as

novas tecnologias

CONJUNTURA

A carteira de seguro rural

dobrou de tamanho

em 2020 e tem ótimas

expectativas para 2021,

mesmo com a redução

do investimento em

subvenção para o

prêmio do PSR. Novas

seguradoras já olham

carteira com grande

interesse

>> PÁG. 28

34 painel

Os artigos assinados são de

responsabilidade exclusiva de

seus autores, não representando,

necessariamente, a opinião desta revista.

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PRODUTO

AGRONEGÓCIO

Solução de ponta a ponta

WIZ BPO INTEGRA ATENDIMENTO DE PERITOS

DE FORMA ÁGIL, ALÉM DE DISTRIBUIR OS

PRODUTOS DAS SEGURADORAS PARCEIRAS EM

UMA PLATAFORMA DE COTAÇÃO AUTOMÁTICA

Um dos maiores desafios do seguro rural é estar próximo ao

produtor nos momentos críticos como o do sinistro. A Wiz

BPO oferece soluções de ponta a ponta para o mercado agrícola

desde o momento da comunicação de sinistro, com centrais

disponíveis 24x7 e tecnologia omnichannel para proporcionar aos

clientes uma melhor experiência.

Além disso, os corretores das seguradoras clientes têm ao seu

dispor uma ferramenta com a qual podem abrir seus comunicados

de sinistro e acompanhar a evolução em toda sua jornada. “Temos

uma plataforma que integra o atendimento à nossa rede de peritos

de forma ágil e inteligente garantindo a alocação dos melhores

peritos e mais próximos da área a ser vistoriada. Toda perícia é feita

de maneira digital através de um aplicativo da Wiz BPO e, após sua

conclusão, é imediatamente disponibilizada ao nosso time de agrônomos

especializados em regulação, garantindo assim agilidade

para as seguradoras e seus segurados”, explica Leandro Leite, diretor

executivo da empresa.

A Wiz BPO também conta com o CotAgro, uma plataforma de

distribuição de seguros com cotação automática e integrada com as

melhores seguradoras do mercado, possibilitando sua aplicação em

múltiplos balcões de negócios (bancos, cooperativas e revendas).

Leite destaca que no ramo de agro analytics “a empresa oferece

uma plataforma de avaliação de risco geoclimático (clima, solo

e relevo) adaptada para soluções nos segmentos de seguros e crédito,

provendo inovação, tecnologia, informacional preciso e relevante,

automatização de processos e competências especializadas no

mercado do agronegócio. Sua atuação focada em solução de problemas

traz velocidade e precisão para esse mercado”.

A Wiz BPO atua neste setor desde 2019. No ano passado, mesmo

com a pandemia, o PIB do agronegócio brasileiro subiu com força

ao longo de 2020 e acumulou avanço

recorde de 24,31% no ano, de acordo com

informações do Cepea (Centro de Estudos

Avançados em Economia Aplicada), da

Esalq/USP, realizados em parceria com a

CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária

do Brasil). Para a empresa, neste

mesmo período, houve expansão da sua

base de clientes no segmento de sinistro

e perícias, o que possibilitou o aprimoramento

das soluções digitais para o campo

(aplicativo para perícias digitais) e implantamos

o CotAgro em grandes agentes do

mercado financeiro.

LEANDRO LEITE,

diretor executivo

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PRODUTO

AGRONEGÓCIO

Para 2021, a Wiz BPO vai dobrar

a sua atuação no agronegócio. “A nossa

projeção de crescimento é de 100% comparado

com o resultado de 2020, tendo

como base os novos produtos para o

mercado agro, de regulação, vistorias e

monitoramentos nos quais já atuamos”,

adianta Leite.

A empresa atua em todo o território

nacional com o seu portfólio de

serviços destinados a monitoramentos,

fiscalizações, perícias e regulações que

atendem os segmentos de subscrição

de seguros e crédito e toda a cadeia de

sinistros. “Temos atuação em campo com

uma rede de mais de 400 peritos especializados

em diferentes tipos de cultura

(grãos, café, frutas, cana, entre outros) interligados

por meio da nossa plataforma

de agro serviços”, informa o executivo.

Para isso, ela investe em treinamentos

que seguem as diretrizes do MAPA e

contemplam conhecimentos básicos da

política agrícola, diretrizes dos produtos

e das modalidades de seguro rural. “Usamos

nossa plataforma digital para capacitação

e disponibilização de conteúdos,

além de uma equipe que acompanha o

desenvolvimento do time em campo, garantindo

a qualidade de nossas entregas

com diagnósticos corretos e mensuração

das perdas no campo. “A correta identificação

e quantificação de perdas é um

desafio para todos os peritos que atuam

nas diferentes culturas agrícolas cobertas

por apólices de seguros. Com isso, é

necessário uma reciclagem e atualização

constante para incorporar novas técnicas

e tecnologias, melhorando a aferição dos

diagnósticos e qualidade dos relatórios

apresentados, os quais são requisitos importantes

na regulação de sinistros agrícolas”,

ressalta Leite

FUNCIONALIDADES

CotAgro: plataforma de cotação e emissão de seguro agrícola com jornada e

experiência 100% digital, facilitando o trabalho do corretor. O CotAgro também

é usado por bancos físicos e digitais, proporcionando mais agilidade de forma

integrada ao processo de crédito agrícola, o que facilita e possibilita a geração

de mais negócios;

Acompanhamento de Risco: monitoramento constante das áreas seguradas

utilizando sensoriamento remoto, como imagens por satélite e dados meteorológicos,

provendo às seguradoras e corretoras informações que podem suportar

e auxiliar os produtores rurais no gerenciamento de risco;

Regulação de sinistros: Plataforma multicanal com atendimento 24X7 para

recebimento e comunicação de sinistros. Com time próprio e especializado em

seguro agrícola, oferece o melhor atendimento e rápido encaminhamento para

regulação. Para regulação, há uma plataforma já integrada aos principais ERPs

do mercado para abertura, controle de prazos regulamentares e relatórios com

total visibilidade de todas regulações. Internamente, há um time de reguladores

agrícolas com larga experiência;

Rede de Peritos: A rede conta com mais de 400 profissionais em todo o

país. Ela é selecionada e treinada por equipe própria, que disponibiliza uma

plataforma de EAD (ensino a distância) onde toda rede é treinada no modelo

de regulação, uso das ferramentas e atendimento ao cliente. Toda a perícia é

feita utilizando aplicativo desenvolvido pela Wiz BPO, no qual todos os dados

são coletados, fotos e vídeos tiradas e o cliente assina digitalmente o laudo

no fim da perícia. O App é integrado à plataforma de regulação, o que permite

maior agilidade e diminui o risco de fraude.

PARCERIAS

A Wiz BPO possui parcerias com

corretoras tanto na parte da gestão de

sua carteira de clientes no momento de

sinistro, bem como, no processo de distribuição

de seguros por meio da nossa

plataforma CotAgro.

O diretor executivo da Wiz BPO

conta que na parte de serviços associados

a atendimento, regulação e monitoria, os principais parceiros

são os clientes que tangibilizam as entregas e os indicam no mercado.

“Temos crescido num modelo member get member. No setor de

distribuição de seguros fechamos parcerias com instituições financeiras

que estavam dispostas a digitalizar seus processos de vendas

de seguro agro proporcionando uma melhor experiência aos clientes

e hoje já estamos presentes em grandes bancos e com negociações

de expansão em andamento”, comemora Leite.

Para o futuro, Leite acredita que os maiores desafios para o

mercado são diminuir a dependência da subvenção federal, ter seguros

mais personalizados aos riscos de cada produtor e aumentar

a penetração de seguros sobre a produção agrícola brasileira, que

hoje representa menos de 10% da área cultivada, o que demonstra

o potencial desse mercado.

Os produtos disponibilizados aos clientes são aqueles oferecidos

pelas seguradoras parceiras da Wiz BPO e das corretoras clientes.

“Vamos desde produtos agrícolas, animais até seguros para benfeitorias,

maquinários e armazenamento”, enumera.

Uma característica da empresa é buscar entender as necessidades

do mercado por meio de pesquisas junto aos clientes e no

campo para prover soluções customizadas para seguros, serviços e

distribuição.

Leite vê com otimismo o futuro da empresa e dos produtos

agro, por conta do crescimento da carteira e da baixa penetração de

seguros, além da possibilidade de criação de novos produtos. “Por

isso, estamos investindo alto no nosso aprimoramento e no desenvolvimento

de novas soluções”, conclui o diretor executivo da Wiz BPO.

6


ENTREVISTA

WIZ

Crescimento acima de tudo

ANDERSON ROMANI, DIRETOR

EXECUTIVO DA WIZ CORPORATE,

CONTA COMO A EMPRESA

PRETENDE MANTER EM

ASCENSÃO OS SEUS RESULTADOS,

INVESTINDO EM NOVAS

TECNOLOGIAS E ATENDIMENTO

QUALIFICADO AO SEGURADO

APÓLICE: Qual foi o impacto da pandemia

na carteira de seguro de transporte

da Wiz?

A Wiz foi impactada seguindo

a regra do que aconteceu com o mercado

de maneira geral: queda no faturamento

de prêmios e aumento da

inadimplência principalmente na carteira

de RC. Indiretamente pudemos

observar o aumento nos índices de

sinistralidade (até pela relativa baixa

arrecadação de prêmio) e uma busca

dos clientes por revisão nas condições

comerciais praticadas.

APÓLICE: Como foi o desempenho da

carteira em 2020?

A sinistralidade continua saudável,

apesar da queda na arrecadação de prêmios . Ela aumentou

em função da baixa na arrecadação, porém não o suficiente para

impactar nossa relação com o mercado.

APÓLICE: A Wiz conseguiu incorporar novas tecnologias à carteira?

Quais?

Desenvolvemos um sistema próprio chamado Corporate

Solutions, que agiliza averbações e regulação de sinistros de forma

bem única no mercado – esse sistema, em constante evolução

com a ajuda dos nossos clientes, será

personalizado para cada segmento, personificando

e reduzindo as burocracias

desses processos.

APÓLICE: Como a empresa colabora com o

gerenciamento de riscos de seus clientes?

Usamos muito a experiência das

seguradoras e experiência do próprio

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ENTREVISTA

WIZ

segurado, tentando chegar a um consenso

sempre que possível.

APÓLICE: Como a Wiz define quem serão

seus parceiros no seguro de transportes?

As seguradoras de transporte

estão cada dia mais especializadas em

segmentos específicos, portanto no momento

de uma concorrência, analisamos

esse mercado e especialização para buscar

as melhores condições – as seguradoras

estão muito modernas e bastante

flexíveis em comparação ao passado, a

evolução tem sido constante.

APÓLICE: Que tipo de cargas foram mais

afetadas pela pandemia?

No princípio, o setor varejista definitivamente

foi um dos mais afetados,

porém conseguiu uma retomada surpreendente

via e-commerce no decorrer

do ano de 2020. Observamos impactos

médios nos setores da indústria e destacamos

a resiliência do agronegócio que,

pelo viés do transporte, foi o setor que

se manteve forte durante todo o ano

passado.

APÓLICE: Vocês atuam com as seguradoras

para definir programas de resseguro

também?

Sim. Essa inteligência e estratégia

na colocação de riscos é que traz o

grande diferencial e benefícios ao mercado

segurador e, principalmente, ao

segurado.

APÓLICE: O transporte de vacinas e insumos

é um desafio para o ano de 2021?

O risco do transporte de vacinas/

insumos sempre foi analisado pelas seguradoras

com muito cuidado tendo

em vista a severidade que costumam

envolver.

Ultimamente, com a urgente

necessidade de distribuição e o grande

interesse principalmente do governo

e grandes empresas de que esses

produtos cheguem aos seus destinos

da melhor forma possível, o risco acaba

ficando menos vulnerável. Acredito

que este seja o melhor momento para

o transporte deste tipo de mercadoria,

Queremos crescer acima da média de

mercado, mas esse é um objetivo de todos.

Nossa estratégia para alcançar esse objetivo

é alinhar tecnologia e atendimento mais

qualificado ao segurado – se não for para

fazer melhor e de forma mais competitiva,

não tem sentido a Wiz Corporate existir”

já que o mundo foi impulsionado a devolver melhores técnicas e

procedimentos de transporte, embalagem, manuseio e segurança

para esses produtos.

APÓLICE: A carteira de transporte tem sinergia com outras, como frotas,

vida para motoristas? Como atuar neste cenário?

O transporte está no meio de qualquer cadeia de produção,

neste sentido, e vislumbrando os impactos da Circular SUSEP Nº

621/21, estamos estudando a viabilidade de oferecer soluções simplificadas

envolvendo seguros de carteiras que atualmente precisam

ser negociadas de forma apartada.

APÓLICE: Em 2020, a sinistralidade cresceu na faixa de 21%. Vocês

acreditam que esta tendência deva continuar em 2021?

A sinistralidade é calculada com base nos prêmios arrecadados

e em 2020 tivemos uma queda nesta arrecadação, o que

naturalmente eleva este índice. Com a recuperação da economia,

esperamos que a sinistralidade da carteira volte a patamares normais.

APÓLICE: O que vocês esperam de resultados para 2021?

Queremos crescer acima da média de mercado, mas esse é

um objetivo de todos. Nossa estratégia para alcançar esse objetivo

é alinhar tecnologia e atendimento mais qualificado ao segurado –

se não for para fazer melhor e de forma mais competitiva, não tem

sentido a Wiz Corporate existir.

APÓLICE: Com qual cenário econômico a empresa trabalha?

A empresa e os profissionais devem se reinventar seja no

cenário positivo ou negativo da economia. Não olhamos esse indicador,

buscamos o crescimento sempre, desprezando esse índice,

por isso estamos acelerando, tentando contratar os melhores e investindo

em tecnologia, pois com esses fatores, o cenário econômico

será novamente irrelevante.

8


gente

LIDERANÇA FEMININA

Eleita presidente

da AMMS (Associação

das Mulheres do Mercado

de Seguros) para um

mandato de três anos,

a advogada Simone

Vizani se diz honrada em

assumir essa missão. “Estou

certa de poder superar esse desafio, não apenas

por minhas eventuais qualificações e esforços

pessoais, mas, principalmente, pelo apoio do grupo

de brilhantes executivas que formam a diretoria e o

Conselho da nossa entidade”, afirma Simone, acrescentando

que todas serão “igualmente protagonistas

nessa missão que assumimos agora”.

DIRETORA DE RH

A administradora

de empresas Camila

Dantas assume como

líder de Recursos Humanos

do Qsaúde. A executiva

atuou por mais de 11

anos na Braskem, onde

ocupou, mais recentemente,

a posição de diretora

de Pessoas e Desenvolvimento

Organizacional. É com ampla bagagem

em gestão de talentos, marca empregadora e diversidade

e inclusão, que Camila chega à empresa,

lançada em outubro do ano passado para atender,

inicialmente, a população de São Paulo.

MANAGER PARA O BRASIL

A nomeação de Gaspar

de Carvalho Lins como General

Manager para o Brasil

da Charles Taylor Insuretech

demonstra que o desenvolvimento

no mercado latino

americano é um dos objetivos

da empresa.

Além da sua experiência no mercado de seguros,

o executivo teve um bem-sucedido caminho

como empreendedor, sendo co-fundador da Addere

Solutions e foi CTO da Autopass, onde teve sob sua

responsabilidade a transformação digital da maior

empresa de mobilidade urbana do Brasil com 14 milhões

de cartões e um volume de processamento diário

de 10 milhões de transações.

MARKETING RENOVADO

A SulAmérica apresentou ao mercado a

nova diretora de marketing da companhia, Simone

Cesena. A executiva chega

para conectar toda a

estratégia de comunicação

do novo posicionamento

Saúde integral,

que coloca as saúdes

física, emocional e financeira

de mãos dadas para

uma vida plena no presente

e no futuro. Simone

terá também a missão de fortalecer a comunicação

digital, a performance e o CRM.

HEAD DE BENEFÍCIOS

A ProPay S.A, anunciou

Fernando Verderano

como novo executivo de

Benefícios.

Ele passa a liderar

as áreas de Relacionamento

com Clientes, Operações

e Estudos, além de

ser o principal parceiro da área comercial para Novas

Vendas. Profissional com mais de 15 anos de atuação

no mercado de seguros e benefícios corporativos,

Verderano irá contribuir com seu conhecimento e

experiência para a restruturação da unidade de negócios

Propay Benefícios.

9


gente

O TRISTE SALDO DA PANDEMIA

Danilo Sobreira,

ex-presidente e presidente

do Conselho do

Clube de Vida em Grupo

do Rio de Janeiro, faleceu

no mês de fevereiro,

vítima da Covid-19.

Com mais de 50

anos de atuação no mercado

segurador, onde teve atuação marcante e de

destaque em grandes seguradoras, na Fenacor e

na Fenseg, fez vários amigos e admiradores que a

ele recorriam como fonte permanente de conhecimento.

Sobreira também foi membro da ANSP

(Academia Nacional de Seguros e Previdência) e

dedicado professor da ENS (Escola de Negócios e

Seguros). Ele deixa a mulher, cinco filhos e uma legião

de amigos.

PROMOÇÃO PARA AMÉRICA DO NORTE

Dez anos após ser

nomeada a primeira mulher

presidente de uma

seguradora no Brasil,

Marcele Lemos assume

uma nova missão a partir

de 01 de maio de 2021,

o cargo de COO América

do Norte da Coface.

“É um grande desafio, que encaro com muita determinação

e honra. A Coface North America é a

segunda maior região em termos de faturamento,

fora da Europa e ocupa o segundo lugar no mercado

americano. Tenho como um dos principais

objetivos estratégicos consagrar a região como o

primeiro player, por meio do desenvolvimento de

novos nichos de atuação”, explica a executiva.

Durante sua gestão como CEO no Brasil,

Marcele manteve a companhia como a número

um no mercado de seguro de crédito; conseguiu

atingir excelentes resultados nos períodos de crise;

implementou diversas estratégias organizacionais;

ajudou no desenvolvimento de um novo

perfil de gestão entre os executivos da empresa

ao criar uma nova cultura organizacional para os

colaboradores.

NOVA CEO

A Liberty Seguros, parte do Grupo Liberty

Mutual, anunciou a indicação de Patricia Chacon

como sua nova presidente

no Brasil, sujeita

à aprovação regulatória.

Carlos Magnarelli, o atual

presidente da companhia,

passa, a partir de

abril, a ser o novo presidente

para o mercado

Andes, que abrange Colômbia,

Chile e Equador.

Patricia é atualmente head de Digital e Customer

Experience para a América Latina e Europa

e Diretora de Transformação para o Brasil. Com a

movimentação, a seguradora reforça seu compromisso

de fornecer as melhores experiências para

seus clientes, parceiros e colaboradores, alavancando

a expertise centenária do grupo para continuar

a expansão da companhia no mercado.

REELEIÇÃO NO CVG-RS

O CVG-RS (Clube de Seguros de Vida e Benefícios

do Rio Grande do Sul) começa o ano trazendo

novidades para o mercado de seguros. Os

associados da entidade elegeram a presidência

e a diretoria para o biênio

2012-2022, tendo

Andreia Araújo como

presidente e o vice-presidente

Clodomiro Dornelles,

em reeleição.

A diretoria agregou

novos integrantes,

entre profissionais e corretores

de seguros do mercado gaúcho, mantendo

firme o propósito de continuidade dos trabalhos

iniciados em 2018 e assumindo o compromisso de

fortalecer cada vez mais as ações voltadas à educação,

interiorização e expansão da entidade. Para

tanto, lança oficialmente, já na primeira semana do

mandato, o “CVG-RS Sem Fronteiras”, um programa

que visa abrir espaços e criar conexões, com o intuito

de dialogar sobre questões pertinentes ao

setor de seguros com todo o Rio Grande do Sul e

demais Estados do Brasil.

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TECNOLOGIA

CONFITEC

Integração em resseguros

é a solução!

Pablus Marins*

Quando a Confitec foi criada,

em 2003, o objetivo da

empresa era gerar soluções

tecnológicas para seguradoras - e

mais tarde também para as resseguradoras

- que garantissem mais

confiabilidade para suas operações.

Para alcançar esse objetivo, a Confitec

se manteve desde o início focada

exclusivamente no setor. Nosso pensamento sempre

foi: “Como podemos fazer mais rapidamente, de forma

mais automatizada e segura a informação chegar ao

seu destino?”

Eu me lembro, em 2005, quando cheguei para

uma reunião em uma seguradora para falar sobre os

relatórios mensais que precisavam ser apresentados

ao IRB que, na época, centralizava todas as operações

de resseguros no país. Havia um analista que trabalhava

de forma dedicada apenas para montar os mapas

para envio para o instituto.

Quando implantamos o sistema de resseguro

nesta seguradora, todo o esforço que era dedicado à

geração dos relatórios trimestrais - estamos falando de

vários dias - passou a ser feito em apenas alguns segundos.

“É impressionante! Pela primeira vez em muito

tempo eu estou vendo o analista fazer o trabalho que

eu sempre quis que ele fizesse que é o de pensar, analisar

e entender o que cada número representa para

a nossa operação e para o nosso resultado. Essa é a

grande diferença”, me disse o gestor da seguradora na

época, com uma empolgação que eu nunca esqueci.

Com o passar dos anos e a abertura do mercado,

houve um aumento significativo na complexidade

dos contratos e nos volumes das operações de resseguros

no Brasil. A receita anual do setor saltou de US$

3,8 bilhões para US$ 10 bilhões na primeira década

após o fim do monopólio no país, ao mesmo tempo

em que o número de empresas saiu de uma para 100,

de acordo com dados da Fenaber (Federação Nacional

das Empresas de Resseguros).

Manter a integridade de controles operacionais

e saldos pendentes - a pagar e a recuperar; garantir

que o processo contábil esteja totalmente de acordo

com as operações realizadas; consolidar todos os prêmios

e sinistros do período; e fazer a comunicação entre

seguradora e resseguradora passaram a ser tarefas

ainda mais desafiadoras.

Para se ter uma dimensão desta complexidade,

um borderô - relatório que detalha prêmios e sinistros

- pode chegar a conter até 600 mil documentos. Além

da enorme carga operacional de consolidação e conferência,

ainda existe a necessidade de dar baixa em

todos os prêmios e sinistros depois do acerto de contas

com a resseguradora. Com um sistema como o GI-

RUS, este processo todo é feito de forma automática.

Começamos o ano de 2021 investindo na integração

total entre seguradoras e resseguradoras.

A partir de demandas vindas tanto de seguradoras

quanto de resseguradoras, estamos trabalhando em

um novo módulo do GIRUS que vai permitir que as informações

de prêmios e sinistros, que hoje são transferidas

por meio de arquivos, sejam compartilhadas de

modo online, trazendo maior agilidade à integração

entre os sistemas.

Acreditamos que cada vez mais a tendência

será de os sistemas trabalharem de forma integrada

e “conversarem” diretamente,

sem ruídos ou interferências. É

neste sentido que estamos trabalhando

e que vamos seguir

investindo.

* PABLUS MARINS

diretor de TI

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TENDÊNCIA

TRANSPORTE

Quem leva a vacina segura pelo Brasil

ATENDENDO ÀS NORMAS DITADAS

PELA ANVISA, MERCADO DE

SEGUROS E EMBARCADORES SE

ADAPTAM PARA O TRANSPORTE

DE FÁRMACOS

Kelly Lubiato

E

impossível, neste período de

pandemia, não pensar nas condições

especiais em que as vacinas

e seus insumos devem ser transportados.

A grande questão para o setor é se isso

implica em condições diferenciadas para

a cobertura do seguro de transporte.

O ano de 2020 foi atípico e se

mostrou uma verdadeira montanha

russa. Nos meses de março, abril e maio

houve uma queda abrupta da movimentação

de cargas no país. O transporte é

um reflexo do consumo, diretamente

ligado à movimentação econômica. As

indústrias da construção civil, veículos,

autopeças simplesmente pararam.

Houve setor cuja produção caiu 70% e

outro que cresceu mais de 300%, com o

aumento do comércio eletrônico. “Observando

o índice de veículos pesados

que passam pelos pedágios, era possível

saber que o volume de caminhões carregados começou a aumentar

em relação ao período anterior”, afirma Salvatore Lombardi, presidente

do Clube Internacional de Seguro de Transporte – CIST.

Os segmentos hospitalar, mobiliário, alimentício continuaram

a todo vapor. Portanto, houve compensação e o mercado caiu

2,3% em relação a 2019, sem descontar a inflação. Os sinistros aumentaram

21% no mesmo período. Lombardi credita este fator ao

humor do mercado, que vinha de resultados excelentes em 2017,

2018 e 2019. “Há seguradoras que possuíam grandes apólices de

montadoras de veículos, por exemplo, e foram muito afetadas. Com

bom resultado e queda dos prêmios, os seguradores baixaram as taxas

e começaram uma pequena guerra de preços, o que culminou

com aumento da sinistralidade, agravada também pelo problema

econômico-social”.

O prêmio arrecadado foi de R$ 3,35 bilhões em 2020, com sinistralidade

na casa de 55%.

TRANSPORTE DE VACINAS

Historicamente, o Brasil possui um sistema de distribuição

de vacinas eficiente. O Programa Nacional de Imunizações distribui

mais de 300 milhões de doses anuais distribuídas em vacinas, soros

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e imunoglobulinas, o que contribuiu, por exemplo, com a erradicação

da varíola e da poliomielite, além da redução dos casos e mortes

derivadas do sarampo, da rubéola, do tétano, da difteria e da

coqueluche.

O desafio trazido pela Covid-19 é encontrar os imunizantes

disponíveis no mercado internacional, visto que a procura é imensamente

maior que a oferta neste momento.

Para o seu transporte, há ainda outros pontos que merecem

atenção especial. Tanto a vacina pronta quanto os seus insumos

possuem um valor em risco muito alto, portanto, nem todas as

companhias seguradoras estão dispostas a embarcarem US$ 20

milhões em um caminhão.

Há alguns transportadores especializados neste transporte.

Eles possuem caminhão adequado com controle de temperatura,

com telemetria, motorista treinado, com armazém de trânsito com

controle de temperatura, com correta leitura da embalagem, com

motorista que conhece o jogo da carga e sabe o que é possível fazer

com ela.

“Há poucos transportadores atuando com as vacinas. No

transporte aéreo, por exemplo, há uma regra de que o embarcador

será ressarcido apenas por US$ 20 por quilo de mercadoria. Mas é

possível encontrar tanto o seguro quanto o resseguro para esta carga”,

ressalta Lombardi.

Para a seguradora aceitar, em alguns casos, ela pode colocar

uma série de regras que podem engessar a operação.

A indústria farmacêutica, historicamente, tinha problemas

para contratar o seguro transporte, porque estes produtos eram

muito visados por quadrilhas especializadas em roubo de carga

pela facilidade de comercialização. “O investimento feito no

decorrer dos anos diminuiu o risco, incorporando no caminhão

uma série de equipamentos, como sensor, rastreador, isca de carga

etc. O investimento na proteção foi feito. Antes, para achar

um caminhão que tivesse um rastreador híbrido por GPRS, GSM

e rádio frequência, era caro. Com a queda no valor da tecnologia

embarcada, isso ficou mais fácil. Somado a isso, os embarcadores

passaram a ter consciência do problema, a cultura do seguro e do

gerenciamento de risco aumentou muito”, comemora Lombardi.

Hoje, as gerenciadoras monitoram os caminhões por robô e

se há não conformidade, a gerenciadora toma providências imediatamente.

Com os investimentos e a especialização do gerenciador e

o avanço da tecnologia, o sinistro de roubo diminuiu para as cargas

mais visadas.

Na segunda quinzena de março de 2021, entrou em vigor

uma nova regra da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para o

transporte de produtos refrigerados. Em evento organizado pelo

CIST, a gestão do risco na cadeia do frio, para armazenagem de medicamentos

e vacinas, Cesar Fonseca, diretor da consultoria GMP,

destacou a importância do novo Sistema de Gestão da Qualidade,

que exige a incorporação de boas práticas de armazenamento, distribuição

e transporte de produtos refrigerados. “O objetivo da norma

é a redução do risco em toda a cadeia de logística”, enfatizou.

Esta cadeia envolve fornecedores de diferentes tamanhos.

Na indústria farmacêutica há desde o fornecedor de insumo até

SALVATORE LOMBARDI,

do CIST

o fornecedor de plástico e celulose para

fazer a embalagem. Embarcadores globais

estão envolvidos na operação das

novas vacinas.

A tendência para o transporte de

vacinas é que ele se prolongue por algum

tempo. “É importante destacar a infraestrutura

para transporte regional, pois a

extensão da nossa malha rodoviária é de

1,7 milhão de km, mas apenas 12% disso

é pavimentado, o agrava bastante o escoamento”,

destaca Diego Zanini, diretor de

Transporte da Lockton. 60% do transporte

efetuado no Brasil é feito pelo modal

rodoviário.

É necessário um trabalho eficiente

de distribuição para chegar aos

LIANA MONTEMOR,

do Grupo Polar

13


TENDÊNCIA

TRANSPORTE

MÁRIO LÚCIO SOARES,

do RV Ímola

10º

TOP 10 EM 2020 (PRÊMIO R$/MIL)

Sompo Seguros 610.987

Tokio Marine 369.200

Allianz Seguros 315.747

Chubb Seguros 270.425

Seguros Sura 255.673

Argo Seguros 202.495

Mapfre Seguros 183.884

Porto Seguro 168.955

HDI Global SE 151.129

Fairfax Brasil 122.571

Fonte: Susep

DIEGO ZANINI,

da Lockton

grandes centros, encaminhando depois

para as localidades menores nos modais

rodoviários.

São alarmantes os dados sobre o

desperdício de doses e falta de vacinas

por problemas que evidenciaram erros

na armazenagem, falta de controle de

temperatura, ausência de qualificação

e, especialmente, de planejamento que

causam um grande prejuízo à saúde

pública. “Agora estamos nos deparando

muito com o tema, mas a Cadeia do Frio

é algo que existe há muito tempo no

Brasil, pois todo e qualquer medicamento

e vacinas transportados por aqui, por

exemplo, exigem análise criteriosa e protocolos rígidos de manuseio,

contudo os erros e falhas nesta cadeia impactam diretamente

na falta de imunização da população”, explica Liana Montemor, Diretora

Técnica e de Estratégia Cold Chain do Grupo Polar.

De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde),

aproximadamente 50% das vacinas em todo o mundo são perdidas

por problemas na Cadeia do Frio, principalmente, em relação

às excursões de temperaturas. “É triste ver que uma vacina perdeu

sua eficácia por quebra da cadeia e excursão de temperatura. Imagina

um profissional aplicar a vacina, mas as pessoas não estarem

realmente imunizadas. Costumamos fazer uma comparação: quando

um alimento estraga, percebemos facilmente. Já a vacina é diferente,

pois não possui características visuais que apresentem seu

comprometimento. E, nesse momento difícil que estamos vivendo,

o que mais queremos queremos é ver a população imunizada, e não

apenas vacinada”, revela Liana.

Mesmo com todos estes riscos, Mário Lúcio Soares, analista

de Gerenciamento de Riscos da RV Ímola, outra empresa de transporte

especializada em fármacos, revela que o gerenciamento de

risco é orgânico, o que dá segurança e confiabilidade para o transporte

de cargas de alto valor. “Todas as cargas são devidamente monitoradas

e rastreadas por equipe especializada. Além disso, todas

são escoltadas”.

14


IMPACTOS DA PANDEMIA NA CARTEIRA

Apesar do aumento da sinistralidade da carteira de transporte

em 2020, passando de 47% em 2019 para 55%, ela ainda está em

um patamar aceitável. “O ideal seria estar menor do que 50%, por

conta de todo o serviço envolvido nesta carteira", declara Zanini. Por

sua vez, a indústria farmacêutica teve cerca de 13% de crescimento,

com R$ 126 bilhões.

Zanini, da Lockton, informa que, em consequência do número

elevado de sinistros no transporte de medicamentos, houve um

aumento do resseguro, da ordem de 6,8% na comparação de 2020

com 2019.

“Estamos com um volume maior de mercadorias embarcadas.

Um caminhão que antes levava uma carga de R$ 1 milhão,

agora passa a levar R$ 5 milhões. Os testes para detecção de Covid-19

também possuem valores elevados”, conta Zanini, exemplificando

que a Lockton chegou a fazer cotação de embarque de

R$ 15 milhões.

Este setor sempre sofreu os efeitos da fragilidade da logística,

pela fragilidade da mercadoria, deficiência da infraestrutura e

até a autoexposição, pois é um mercado que tem a concorrência do

transporte paralelo.

Restrição de horário, revisão de rota, implantação de software

de gestão, sublimites para utilização de escolta e coberturas particulares.

A maior preocupação é que estas ações sejam baseadas

em estudos de gestão de riscos para garantir resultados satisfatórios

tanto para o cliente quanto para a seguradora.

Ivor Moreno, Head Marine (Truckers) & Innovation da Argo

Seguros, resume: “Os impactos no segmento de logística foram

enormes e de todas as formas, no início da pandemia, com o fechamento

de vários portos pelo mundo e atraso na entrega de mercadorias.

Posteriormente, a redução da movimentação de cargas se

mantém até hoje, já que a maioria dos países, ainda que tenham

apresentado melhoras em seus PIBs no último trimestre de 2020,

não atingiram os patamares anteriores à pandemia”. Ele acrescenta

que do ponto de vista do de risco em si, não há um agravo ou redução

por conta da pandemia, visto que o seguro de transporte é

específico para cobrir danos físicos às mercadorias, danos estes não

causados pela pandemia.

Entretanto, o que há sim, de fato, é uma preocupação com o

tráfego das vacinas ou suas matérias-primas, para que não ocorra

uma perda de um bem hoje tão limitado e necessário à toda sociedade.

Neste sentido, há inclusive acompanhamento de forças militares

em muitas das viagens de vacinas. O que observamos também

foram pequenos eventos já nos locais de armazenagem ou nos próprios

postos de saúde, sem qualquer relacionamento com o transporte

das vacinas.

Esta é uma preocupação recorrente. Portanto, as recomendações

das boas práticas de gestão são imprescindíveis. “É preciso

ter práticas consistentes de gerenciamento de risco para qualquer

carga, principalmente aquelas mais visadas”, acrescenta Valdo Alves,

diretor de Transportes da Tokio Marine.

As companhias estão atentas às normas vigentes e fazem

recomendações aos seus clientes. “Nosso objetivo é que a carga

IVOR MORENO,

da Argo Seguros

VALDO ALVES,

da Tokio Marine

chegue bem ao seu destino”, pondera Alves.

Para ele, não houve aumento das taxas

aplicadas ao transporte de fármacos,

mesmo com aumento do valor em risco.

Este não é o único fator para aumentar

a taxa, porque pode-se a apelar a outras

técnicas, como o resseguro.

Alves tem expectativa de crescimento

da carteira para 2021, destacando

que tudo vai depender do desenvolvimento

sócio-economico do País. “Esperamos

que haja uma retomada da economia,

porque transporte está intimamente

ligado ao consumo. Não podemos desistir”,

completa.

15


EVENTO

CENTAURO ON

Prêmios e conhecimento marcam

evento Quiron Digital 2021

CENTAURO-ON FEZ A PRIMEIRA EDIÇÃO DO EVENTO TOTALMENTE DIGITAL, O QUE

PERMITIU A PARTICIPAÇÃO DE MAIS PARCEIROS

Kelly Lubiato

Márcio Magnaboshi, Ricardo Iglesias Teixeira e Thiago Espíndola

Em um ano marcado pela pandemia,

a Centauro-ON conseguiu

resultados positivos nas vendas

dos produtos de vida individuais e coletivos.

Para comemorar estes resultados, ela

reuniu seus parceiros no evento Quiron

Digital 2021, no final de fevereiro, com a

presença on-line de corretoras parceiras,

executivos da companhia no Brasil e da

Ohio National nos Estados Unidos, Chile

e Peru, além de jornalistas e influencers

do mercado de seguros.

Segundo o CEO da Centauro-ON,

Ricardo Iglesias Teixeira, os resultados

superaram muito as expectativas. “Contamos comum time apaixonado

pelo que faz, que mesmo em tempos difíceis trabalharam

com entrega total, para responder às demandas dos parceiros. Em

um ano diferente, vivemos momentos de forte tensão mas, acima

de tudo, superamos e estamos comemorando vitórias, sucesso e

parcerias. Estamos trabalhando muito desde o mês de janeiro, com

meta batida. Em fevereiro, a meta foi superada em mais de 200%.

Parece que as coisas mudaram muito”, apontou Iglesias. Segundo

ele, isso só aconteceu graças à mudança de mentalidade dos consumidores

e dos corretores de seguros.

Thiago Espíndola, head de marketing da seguradora, falou

que a tecnologia existe para apoiar o corretor de seguros e, no futuro,

o profissional deve ser mais empoderado e capacitado para

atender os seus clientes. Ele apresentou o portal do Corretor 3.0.

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VENCEDORES

CATEGORIA QUIRON

Trinsur Corretora de Seguros

CATEGORIA CORRETOR

CATEGORIA GOLD

QUIRON

CATEGORIA TOP

QUIRON

CATEGORIA FAST

START

CATEGORIA

BUILDER AGENTS

Asil Seguros

Rumo Consultório Financeiro

Platinum Corretora de Seguros e

Cashback Consultoria e Seguros

Segasp Univalores

Wine Experience Mendoza

Grupo Futuro S/A, Rumo Consultório

Financeiro, Trinsur Corretora de

Seguros, Rede Lojacorr, Platinum

Corretora de Seguros, Cashback

Consultoria e Seguros, Simão Corretora

de Seguros e Asil Seguros

CATEGORIA BUILDER AGENTS

Segasp Univalores, MV Magneto e

Você Dinheiro

Com navegação mais simples, o novo “dashboard” de vendas faz

o acompanhamento de todos os negócios. Outra novidade foi o

projeto Corretor Digital. “Mais que uma ferramenta para venda de

seguros 100% digital, o projeto oferece uma série de serviços para

ajudar os nossos parceiros a distribuir seguros de vida pela internet”,

destacou Espíndola. Outro lançamento do evento foi a área

Cliente+, que conecta o cliente do corretor com todas as áreas da

companhia, para apoio do desenvolvimento dos negócios.

Marcio Magnaboschi, diretor comercial da empresa, mostrou

a nova campanha para 2021, na qual o parceiro concorre apenas

Lucas Cahet

com as metas, com o apoio da empresa

para dar suporte com produtos e serviços.

“Estamos nos primeiros 15 minutos

do primeiro tempo. Teremos treinamento

e estamos à disposição para que os corretores

tenham destaque nesta campanha”.

A EXPERIÊNCIA COMO

DIRECIONAMENTO

O presidente do conselho da Ohio

National, Garry Huffman, conhecido

como "Doc"" palestrou diretamente dos

EUA, e contou o que o inspirou a atuar no

seguro de vida. Ele contou que seu pai o

chamou para trabalhar com o mercado

de seguros, porém foi seu sogro quem o

apresentou ao seguro de vida, quando

tinha 21 anos. “Mas o que mudou mesmo

minha vida foi quando entreguei um

cheque de 50 mil dólares para uma viúva

com duas crianças, que ficou muito emocionada.

Imaginei o que seria dela se não

tivesse a indenização do seguro de vida

de seu marido”.

Doc sentenciou: “se trabalhar

duro, você não tem limite para realizar

seus sonhos. O difícil é identificar o

cliente em potencial e a chave para isso é

escolher o melhor mercado para si. Portanto,

no negócio, o mais importante é

o relacionamento que construímos ao

longo da carreira”.

17


ESPECIAL

MULHERES SEGURAS

Um olhar feminino para o mundo

corporativo

A CAPACIDADE DE LIDAR COM VÁRIOS ASSUNTOS AO MESMO TEMPO,

UM OLHAR MAIS AFETUOSO PARA A SUA EQUIPE, O EQUILÍBRIO ENTRE

A VIDA PESSOAL E A PROFISSIONAL SÃO CARACTERÍSTICAS QUE AS

EXECUTIVAS APLICARAM AO SEU JEITO DE LIDAR COM AS DIFICULDADES

TRAZIDAS PELA PANDEMIA. INDEPENDENTE DESTE PERÍODO TÃO

CONTURBADO, AS PROFISSIONAIS MOSTRAM QUE A SUA CAPACIDADE

INDEPENDE DE GÊNERO, MAS QUE É NECESSÁRIO PERDER O MEDO DE

SE ACHAR CAPAZ PARA ALÇAR VOOS PROFISSIONAIS AINDA MAIS ALTOS

ORGANIZAÇÃO E PRODUTOS

“Enfrentar a pandemia está sendo um grande desafio para todas nós mulheres que precisamos conciliar a

vida profissional com os afazeres de casa, principalmente para quem tem filhos, pois com o fechamento das escolas

ficamos ainda mais sobrecarregadas em casa. Procuro manter uma rotina organizada, estabelecendo limites entre

o trabalho e as rotinas familiares. Busco também cuidar da minha saúde física e mental através das atividades físicas

e da boa alimentação.

É fundamental adotar práticas para incentivar o desenvolvimento profissional das mulheres que estão iniciando

suas atividades na empresa através de treinamentos, cursos online e também o acompanhamento diário

do desempenho de suas atividades. Temos de investir sempre em nossa capacitação profissional, nos mantendo

alinhadas às tendências de mercado.

O PASI oferece uma gama de produtos e serviços para amparar nossos segurados e que são essenciais

para as mulheres, como a Cesta Natalidade desenvolvida para atender às primeiras necessidades básicas da

mamãe e seu bebê; a Cobertura Câncer de Mama; o Amparo Oncológico que disponibiliza

produtos dermatológicos desenvolvidos especialmente para pessoas em tratamento oncológico;

as Assistências, Social, Psicológica, Nutricional e Fitness oferecidas pela Central de

Amparo PASI para que os segurados e suas famílias possam ser atendidos de acordo com

suas necessidades.”

ANDRÉA GOMES, superintendente Técnico de Operações do Seguro PASI

CONCILIANDO VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL

"Comecei o trabalho em regime de home office imediatamente após ter sido decretada a pandemia. No

início foi bastante estranho, pois tentava fazer com que tudo coubesse nas horas do dia, até o momento de ir

dormir. Precisava tratar de todas as questões profissionais, cuidar da casa, do jardim e da família. Com o passar

dos dias foi ficando claro que isso não ia dar certo e que eu precisava aliar planejamento, resistência e resiliência.

Então criei uma rotina produtiva, estabelecendo prioridades e definindo quais as tarefas pessoais que poderiam

ser transferidas, por exemplo, para o final de semana, e quais eram intransferíveis. O acúmulo

naturalmente foi extenuante, mas ao mesmo tempo pude compreender que a disciplina

é indispensável para o enfrentamento de crises. Depois de uns dois meses, já estava com

minha rotina perfeitamente equilibrada, incluindo exercícios físicos e yoga, que ajudaram

muito no processo."

ELISABETE PRADO, diretora Comercial e Marketing da Delphos

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AGARRE OS SEUS SONHOS

“Comecei no mercado de seguros com 15 anos de idade, ajudando minha mãe a vender planos de saúde.

Apesar de ser filha de corretores de seguros, meus pais eram separados e tive dificuldade em ser filha e funcionária.

Por este motivo minha carreira foi construída na concorrência. Eu não nasci em berço de ouro nem tive um empurrãozinho

financeiro para começar a empreender, mas acreditei em cada um dos meus sonhos profissionais com todas as

minhas forças e agarrei cada circunstância que eu poderia transformar em oportunidade. Não foram as circunstâncias

que me favoreceram, e sim as minhas atitudes diante dos desafios. É sobre isso que eu quero falar: Se você quer crescer,

aja como a pessoa que você precisa ser para merecer por direito o que você almeja ter. Tome

posse dessa identidade, estude e aplique cada detalhe de aprendizado na sua personalidade.

Durante quase 20 anos de experiência no mercado de seguros, eu presenciei diferentes

realidades com desafios em comum. Para crescer, você precisa de mais do que conhecimento

técnico, é necessário saber se posicionar”.

BRUNA GARCIA, fundadora da Megaluzz Desenvolvimento de Negócios

CONQUISTAS PARA COMEMORAR

"Aliar home office com as tarefas domésticas foi um desafio. A vida virou de cabeça para baixo. Um dia no

escritório trabalhando e, no outro, em home office. Tentava conciliar, cuidar dos filhos, aulas online, almoço com as

atividades do trabalho. Às vezes, duvidava da minha capacidade de lidar com a situação.

Cresci com experiências que me tornaram a mulher que eu sou hoje e não desisti. Com o tempo, tudo se

ajustou. Eu e meu esposo dividimos as tarefas de acordo com nossa agenda de trabalho. Envolvemos nossos filhos

de 5 anos, que entenderam que tínhamos o momento de trabalhar. Criamos uma rotina para que eles não sentissem

tanto as consequências do confinamento.

Assim fui me adaptando ao novo normal e consegui superar os desafios. Nós, mulheres, temos muitas habilidades,

somos resilientes, focadas, multifacetadas e capazes de desempenhar várias funções

ao mesmo tempo.

Vamos enaltecer as mulheres. Além de conciliarem vida profissional e pessoal, conquistaram

espaço no mercado de trabalho. Eu tenho orgulho de tudo que conquistamos e a

certeza de que em 2021 vamos conquistar ainda mais."

SAMANTHA PEREIRA, supervisora de Desenvolvimento Humano e Organizacional da Essor Seguros

TEMPO DE REFLEXÃO

"O Dia da Mulher é, antes de tudo, uma oportunidade para refletirmos sobre o papel da mulher na sociedade

e no mercado de trabalho, ainda mais em um ano tão atípico, marcado por uma pandemia que impactou a rotina

de inúmeras mulheres. Costumo dizer que, para ser mulher hoje em dia, precisamos, ainda mais do que força, de

disciplina e coragem. Coragem para ir atrás dos nossos sonhos e não perder de vista a nossa capacidade de realização,

e disciplina para equilibrar com sabedoria todos os chapéus que assumimos, sem deixar nenhuma ponta solta.

É desafiador, mas a jornada se torna mais leve se temos ao nosso lado uma rede de apoio que

valoriza, compreende e dá oportunidades às mulheres. Nesse sentido, sou muito grata por

fazer parte da Sabemi, uma empresa que reconhece e estimula a carreira das mulheres no

setor. Tenho um enorme orgulho por ter ao meu lado uma série de profissionais talentosas e

batalhadoras e que carregam consigo um forte poder de transformação."

MARCIA FERLA FACCIONI, Head de Marketing da Sabemi

19


ESPECIAL

MULHERES SEGURAS

MENOS DISTÂNCIA NA PANDEMIA

“Dizem que momentos desafiadores nos empurram para novas oportunidades. E 2020 foi a prova disso. A

pandemia nos lançou para dentro de nossas casas de um dia para outro. A rotina organizada a que eu estava acostumada

foi totalmente interrompida por algo sem precedentes. No início, fiquei em choque. Demorei um tempo até

tomar pé da realidade, mas respirei fundo e planejei minhas ações. Comecei pela rotina da minha casa. Desenhei

um planner com atividades para meu marido, filha adolescente e até para pequena de 2 anos (tudo bem que ela

não obedeceu às regras!). Em paralelo, cuidei do meu time no trabalho. Tive um olhar acolhedor para a insegurança

e incertezas que surgiram. Foi muito importante tranquilizá-los e dizer que a nossa empresa

continuaria a operar normalmente, porém de forma remota. Adotei reuniões mais frequentes

e estreitei a comunicação individual. Quando o time entende o seu propósito e os meios para

atingir os objetivos, o engajamento aumenta mesmo em situações adversas. As pessoas se

tornaram mais autônomas e responsáveis. Estar perto mesmo estando longe, fez (e faz) toda

a diferença.”

TATIANA FIKS, Head of Commercial Underwriting na Euler Hermes

APOIO PARA O HOME OFFICE

"Em março, ao recebermos orientação da empresa a qual estamos vinculados, a Baeta Assessoria de Seguros,

sobre as novas diretrizes para o trabalho durante a pandemia, reuni funcionárias e expliquei que os negócios não

poderiam parar. A nossa sobrevivência dependia da produção diária.

Remanejamos as nossas ferramentas de trabalho, contratando um plano logístico para facilitar a comunicação

entre nós, uma vez que não iríamos mais nos ver diariamente. O contato seria somente através das mídias digitais.

Alteramos os equipamentos físicos pertinentes às atividades diárias em casa, de acordo com as necessidades

de cada uma.

Hoje, retornamos 50% das atividades para um escritório cedido pela Assessoria. A lição que aprendemos

com a experiência é que levar a missão comercial para casa trouxe um enorme prazer. Ganhamos

tempo com a família e cada uma das colaboradoras já consegue sentir que a vida mudou

para melhor. Sem estresse do transporte diário que rouba, em média, 5 horas do nosso dia, a

produção se manteve normalmente. Nada foi afetado e a pandemia já não nos assombra. É o

que digo para a equipe: Juntas somos mais fortes!"

LOURDES DA GRAÇAS, corretora da Baeta Assessoria de Seguros

FAZENDO COMBINADOS

"A pandemia nos obrigou a pensar diferente, adaptar nossa rotina e nossos objetivos frente ao novo cenário.

O grande desafio foi conduzir os afazeres da vida profissional com mais disciplina e organização.

Criar uma estratégia eficiente foi fundamental para o êxito. Estabelecer um ambiente propício para trabalhar

no modelo remoto de forma produtiva, identificar e adaptar-se às novas ferramentas tecnológicas, classificar e definir

as prioridades foram fundamentais.

Outro fator importante e, sem dúvida, muito precioso é a valorização dos recursos humanos.

Ter empatia, ser mais solidário e consciente de que todos precisam passar por esse

processo de adaptação ao novo e que cada um tem o seu tempo. “Combinar o jogo” com sua

equipe, familiares ou pessoas do convívio mais próximo tornou esse processo mais leve.

Embora desafiador, este momento nos encoraja e impulsiona a sermos melhores."

TATIANA ANTONIAZZI, diretora do Clube de Vida em Grupo do Rio de Janeiro

20


OUTRO OLHAR

"O que torna a mulher especial é a sua força e sensibilidade. Quando comecei a trabalhar na Allianz Partners,

há 13 anos, vi que o seu propósito é contribuir com o presente e o futuro das pessoas, com seu crescimento e inclusão.

Desde então, utilizo esses atributos para ajudar pessoas.

Neste momento tão delicado da pandemia, implementamos duas ações que levam acolhimento para os

nossos colaboradores, pensando sempre no que podemos fazer para ajudá-los. A primeira é o Programa Conte Comigo,

que oferece aconselhamento psicológico, financeiro, social e jurídico sem nenhum custo. A segunda foi continuar

as aulas do nosso Coral Corporativo de forma virtual, onde 28 integrantes, que antes se

reuniam presencialmente para ensaiar, realizam aulas de canto virtuais, cada um em sua casa.

Entendemos que a música é um instrumento poderoso, capaz de proporcionar o bem-estar

físico e psicológico que tanto precisamos para levar a vida de uma forma mais leve durante

esse período tão difícil para todos."

SIMONE REZENDE, gerente de Recursos Humanos Sênior da Allianz Partners

MATERNIDADE E APOIO

“A pandemia trouxe muita ansiedade geral e, no meu caso, tive que conciliar também a ansiedade profissional

com a de ser mãe. Então, o que precisei fazer, e faço até hoje, foi uma divisão clara com meu marido das tarefas

domésticas e relativas aos cuidados do nosso filho, que tinha um ano de idade quando foi decretada a pandemia.

Trabalhar em uma empresa como a Zurich, que coloca questões como diversidade, inclusão e saúde mental

na mesa, para serem tratadas de forma transparente, é ótimo, porque ajuda a companhia a entender as possíveis

dificuldades de seus colaboradores.

E a maternidade ajudou com que eu me reinventasse. O meu principal aprendizado é

que a gente não tem controle absoluto sobre as coisas, que é preciso manter a calma, estabelecer

prioridades e dar foco àquilo que precisa ser feito. É um processo contínuo de aprendizado,

mas que tem me ajudado e acredito que influenciado, também, todo o meu time.”

ANA QUINTELA, superintendente de Marketing e Comunicação da Zurich no Brasil

BENEFÍCIOS DO MODELO HÍBRIDO

"A pandemia trouxe o desafio e a oportunidade de ressignificarmos as rotinas. Aproveitei a situação de recolhimento

para alterar, criar e vivenciar os momentos. Foram necessárias adequações nas agendas profissionais

virtuais e no convívio familiar.

Me adaptei, fiquei mais produtiva e consegui ajustar o tempo para algumas atividades que estavam em segundo

plano, por conta das viagens ou tempo em trânsito. O isolamento ressaltou o senso de urgência e finitude, o

compromisso e a entrega não têm só um ponto de vista profissional ou pessoal. Devemos entender e ouvir nossas

competências e dificuldades.

O maior desafio foi ficar longe do contato pessoal, mas a tecnologia encurtou distâncias e intensificou a frequência.

Usei a intuição, propus mais encontros profissionais, fiz reuniões mais participativas."

A rotina foi ressignificada e após um ano em home office, ainda em pandemia, ressalto

ser a favor de um modelo híbrido de trabalho em casa e no escritório, assim que estabelecermos

um nível mínimo de normalidade, para diminuir distâncias e reduzir custos, sempre

exercitando o compartilhar, a tolerância e o amor que é a base de tudo."

NAZARÉ MIRANDA, diretora Executiva de Relacionamento da D’Or Consultoria

21


ESPECIAL

MULHERES SEGURAS

LIDERANÇA RECONHECIDA

"Só depois de muito contribuir e realizar consegui oportunidades em cargos de liderança por reconhecimento

ao valor agregado.

Na empresa que lidero, procuro chamar a atenção das colaboradoras para a importância da capacitação profissional.

Isso é fundamental para o crescimento no mercado e para romper as barreiras de gênero.

Somos mais participativas e superamos as inúmeras tarefas a nós confiadas, não importa o volume ou grau

de complexidade. É uma qualidade de grande utilidade nas empresas que cada vez mais demandam líderes multifacetados.

Sou diretora do CVG-RJ e nos últimos anos a participação feminina no comando da

entidade tradicional só vem crescendo e consolidando excelentes resultados. Há um reconhecimento

da nossa capacitação técnica, bem como dos atributos típicos da liderança feminina,

como mediação de conflitos, adaptabilidade e sensibilidade."

SONIA MARRA, CEO da Marra Corretora de Seguros

LUTA PELO EMPODERAMENTO

"A pandemia me fez criar uma nova forma de ser. Casada, com dois filhos e responsável por duas equipes,

RH e Marketing, da Mitsui Sumitomo Seguros, tive que inventar um novo jeito, lidando com tudo na sala de casa.

O isolamento me fez ressignificar o que fazia, enxergar que não dava mais para ser como antes. Talvez seja

mesmo um diferencial feminino cuidar de vários papéis, tentando não explodir, seguir crescendo e organizar tudo

com o carinho do ser possível.

É aí que chega o que mais aprendi em estar longe (fisicamente) das pessoas: estar disponível. É muito bom

contribuir com o crescimento profissional de outras mulheres. Sejam novas na empresa ou na carreira, o importante

é ter acolhimento e compartilhar experiências.

Aprendi e, tomo a liberdade de ensinar, que pedir ajuda não é sinal de fragilidade. É

assim que superamos obstáculos e conseguimos crescer e nos manter motivadas. Dentro ou

fora da pandemia, com mais ou menos experiência profissional, lutamos por nos tornar empoderadas

e iguais.

JULIA FRAZATTO, superintendente de Recursos Humanos e Marketing da Mitsui Sumitomo

MÃE E PROVEDORA

"Se o ritmo de trabalho com vida pessoal já era acelerado, na pandemia e em home office, a jornada feminina

se multiplicou, agregando tarefas domésticas e os cuidados com os filhos. Fomos aprovadas no exercício das

múltiplas tarefas.

No passado enfrentei dificuldades. Sou divorciada, criei duas filhas, sou provedora da casa.

Ser mãe é cuidar com amor sem pedir nada em troca. Saber que as minhas filhas dependiam de mim emocionalmente

e financeiramente me fez ser mais determinada a vencer obstáculos. Eu tenho uma força inata, herança

de mãe e avó corajosas.

A maternidade me conferiu qualidades importantes para a profissão. Compreendo

melhor os problemas das pessoas, interajo com todos, ensino e ofereço oportunidades para

que possam crescer. Com 30 anos de carreira, continuo me aperfeiçoando, participo de cursos,

palestras e eventos para avançar no mercado de seguros. Sempre com ânimo e bom humor!"

DAYSE MAGESTI, diretora do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro – CCS-RJ

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CAPACIDADE PARA REALIZAR

"As mulheres são multitarefas por natureza, está no DNA feminino a capacidade de cuidar, de ser protagonista

e buscar equilibrar as possibilidades existentes com as potencialidades humanas para que responsabilidades,

carreira, filhos, família e qualidade de vida caminhem juntos.

O maior desafio da mulher, potencializado pela pandemia, é o de conciliar todos os afazeres com vida profissional

e pessoal. Refletindo sobre todos os papéis que ocupamos ao mesmo tempo, temos muito a contribuir

com o mundo corporativo para gerar oportunidades de ganhos para todos. Não podemos permitir que a pandemia

traga retrocesso, uma vez que as mulheres têm sido bastante prejudicadas com a sobrecarga

de trabalho, saúde física e mental, violência e desemprego, conforme pesquisas. Eu acredito

que características únicas, como aceitar as vulnerabilidades de cada uma e ter uma rede de

apoio, é que nos torna mais fortes, capazes de inspirar, liderar, nutrir e é claro realizar o que

sonhamos e nos propomos a fazer. "

GLEYCE LEMES LUZ, gerente de Gente e Gestão da Rede Lojacorr

SUCESSO É CONSEQUÊNCIA

"Eu comecei minha jornada profissional cedo, trabalhando desde os 14 anos de idade, me formei com 21

e desde então nunca parei de estudar e investir em minha carreira. O mercado de seguros apareceu como um desafiador

recomeço para mim. Aprendi que, quando a gente decide sair da zona de conforto, conseguimos crescer

internamente e olhar para os problemas sob novas perspectivas.

Ao longo da minha carreira, tive muito apoio de meus gestores - tanto homens como mulheres - que me

desafiaram muito, o que me ajudou a ter resiliência inclusive nos momentos mais complicados.

Aprendi a equilibrar meu trabalho com a vida familiar e a meu papel como mãe. Para as mulheres

que estão começando agora, a mensagem é que a dificuldade sempre vai existir, não tem

jeito. O mais importante é ter a atitude de querer vencer, colaborar, trabalhar em equipe. Faça

seu trabalho com amor e consciência de que ele contribui não somente para o seu bem."

GLAUCIA SMITHSON, Regional Head of Global Distribution AGCS Ibero/Latam e CEO AGCS Re Brasil

HISTÓRIA SEGURA

“Iniciei minha trajetória profissional há 32 anos como auxiliar de escritório na SulAmérica Seguros e

me apaixonei pela atividade securitária. Com muita dedicação, fui promovida a Inspetora de Produção, passando

a ter contato com os corretores e a observar suas características. Após sete anos de aprendizado e

crescimento, tomei a decisão mais difícil e acertada de minha vida: abrir uma corretora de seguros. No início

foi tudo muito difícil, desafios diários, falta de recursos financeiros e humanos, somente minha determinação

e instinto empreendedor me levava adiante, além do apoio da família. Hoje, minha empresa, a Facsi, tem mais

de 30 colaboradores. Vivo o momento de maior ansiedade e realização da minha carreira profissional: primeiramente

com relação à minha sucessão, meu filho Guilherme acaba de se formar corretor

de seguros e está fazendo estágio em todos os departamentos da corretora, segundo é

a inauguração, daqui a dois meses, da nossa sede própria, um edifício de cinco andares,

que trará maior conforto e segurança para minha equipe e, principalmente, para receber

nossos segurados”

SIMONE CRISTINA FÁVARO MARTINS, diretora da Facsi Corretora de Seguros

23


ESPECIAL

MULHERES SEGURAS

LUTA DE LONGA DATA

Na Semana da Mulher, precisamos reconhecer o esforço de muitas mulheres que lutaram para que nós

conquistássemos o que temos hoje. Mas ainda há muito a fazer. E essa pandemia fez ainda com que muitas

mulheres acumulassem mais funções em home office e ficassem mais sobrecarregadas para gerenciar a casa e

os filhos. Para mim, trabalhar em casa tem sido uma experiência surpreendente, porque consigo fazer inúmeras

reuniões, sem ter de me deslocar, o que me faz ganhar muito tempo para gerenciar outras atividades em casa e

com a família. Aproveitando a oportunidade, quero deixar aqui uma reflexão coletiva: ainda

temos poucas mulheres em cargos de alta liderança e a ascensão ainda é lenta. No nosso

país, apenas 26% das mulheres executivas chegam a cargos de liderança. Por isso, como

gestora, quero continuar trabalhando para que haja um equilíbrio entre gêneros, principalmente,

entre os cargos de gestão.

CLAUDIA PAPA, vice-presidente Comercial e Head de Marketing da Generali Brasil

SONHO COLETIVO

“Minha história profissional é longa, mas grande parte dela dedicada ao seguro. Foi nesse setor- ora em

cargos de direção em órgãos do mercado segurador, como a Superintendência de Seguros Privados (Susep) ou

a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ora em postos da alta administração da Federação Nacional de

Saúde Suplementar (FenaSaúde) e da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) - que enfrentei muitos desafios

e acumulei um enorme conhecimento. Tenho muita satisfação em trabalhar em um setor no qual as mulheres

representam a maioria dos seus quadros e sei da responsabilidade que me cabe na condição de liderança feminina.

Minha ascensão profissional ocorreu de forma natural, ainda que não fosse o sucesso uma prioridade pessoal. Fazer

sempre as melhores entregas, sim. Esse deve ser um mantra de todos, independente de gênero. Ainda que as

mulheres precisem conviver com a tripla jornada: casa, filhos e trabalho. Mas é preciso trabalhar

duro, sempre, atualizar-se permanentemente, ter expertise, escolaridade adequada, visão

holística do setor e dedicação. Afinal, uma trajetória profissional é sempre inspiradora para as

demais mulheres. É um sonho coletivo contra as desigualdades.”

SOLANGE BEATRIZ PALHEIRO MENDES,

diretora Executiva da Confederação Nacional das Seguradoras - CNseg

ORGANIZAÇÃO PESSOAL E PROFISSIONAL

"Como diretora de Operações da AllCare, o início da pandemia representou para mim um duplo desafio.

Profissionalmente, foram dias de trabalho intenso, já que fiz parte de toda a organização necessária para

colocar os colaboradores em trabalho remoto, garantindo sua segurança e, ao mesmo tempo, zelando para que os

clientes continuassem recebendo o mesmo nível de atendimento a que estavam acostumados.

Pessoalmente, como mãe, o maior desafio foi organizar a vida escolar das minhas filhas, orientando-as sobre

como manter uma rotina de estudos e acompanhamento das aulas, para que não houvesse prejuízos de aprendizado.

Isso tudo, sem falar da reorganização da casa e das tarefas diárias.

Hoje, um ano depois, olho para trás e vejo que os esforços empreendidos foram fundamentais.

Tanto na empresa, como em casa, todos aprendemos muito. As meninas passaram

de ano, os colaboradores estão seguros e os clientes satisfeitos com o atendimento que

recebem."

ALESSANDRA CASARO CARDOSO, diretora de Operações da AllCare

24


RELAÇÃO DE CONFIANÇA

"O equilíbrio entre a rotina em casa e no trabalho foi um grande desafio, pois como profissional e mãe dedicada

me preocupei em executar esses dois papeis sem deixar a desejar. Para isso, o ponto fundamental foi ter disciplina

e cumprir os horários e os compromissos. Vivenciar processos e desafios como esses é fundamental para o

nosso desenvolvimento e compreensão da nossa contribuição para tornar a sociedade mais igualitária. Ser mulher

em um mundo corporativo é saber que o sucesso de qualquer relação vem através da confiança que você estabelece

com o outro. Para criar uma confiança, você precisa realmente se importar com o próximo,

ser mais afetivo, porém honesto visando o crescimento e desenvolvimento. Essa qualidade

nos ajuda a estabelecer as conexões e ter maior sensibilidade de saber em que momentos

devemos abordar ou definir algumas questões corporativas."

PATRICIA DA SILVA GRANIZO RODRIGUES, diretora de Recursos Humanos HDI Seguros

AMPARO ÀS MULHERES

"A pandemia da Covid-19 trouxe à tona um grande desafio para diversas mulheres que, além de desempenhar

seu papel como mães e mulheres, também tiveram que conciliar o lado profissional. Neste período, busquei

entender como adaptar a minha rotina dentro das necessidades do meu filho com o homeschooling e da minha

casa, para que eu pudesse performar também como eu gostaria dentro da MetLife.

Ter filhos é uma dádiva e a maternidade me trouxe uma visão ainda mais humana e preocupada com o

próximo. E se nós mulheres e mães, de alguma forma, conseguirmos aplicar esse olhar no ambiente profissional,

contribuiremos para o desenvolvimento e bem estar de todos.

A ascensão de carreira para as mulheres na MetLife é primordial, tanto que atualmente possuímos 47% de

mulheres na liderança. Nós também temos um comitê de Mulheres de Atitude que promove

reuniões periódicas para identificar situações, propor iniciativas e discutir temas de interesse

dos funcionários para promover melhorias na companhia e na sociedade, possibilitando

novos olhares e percepções entre trabalhadores e instituição. É um tremendo orgulho fazer

parte de uma empresa que valoriza e aposta na diversidade!"

CAROLINA MONTANINO, Head de Marketing da MetLife Brasil

AFETO PRIORIZADO

"Tenho 43 anos, casada, um filho de 20 e há 23 anos atuo no segmento de planos de saúde. Equilíbrio e

autoconhecimento são meus pilares e ajudam a enfrentar esse período desafiador. A pandemia de Covid-19 nos

coloca em home office, abala a rotina e exige foco e flexibilidade. Yoga e meditação me auxiliam a harmonizar o

profissional e o pessoal. Como gestora, me mantenho perto do time e da diretoria da empresa, fundamentais no

acolhimento da equipe e com foco na entrega dos resultados. O afeto deve ser priorizado em qualquer ambiente,

incluindo o corporativo. Em três anos na Affix, primeiro como Especialista, depois Gerente e agora Superintendente,

tenho como meta a busca por novas tecnologias e inovações. O reconhecimento vem quando

acreditamos em nosso potencial, agimos no nosso melhor e investimos no aprendizado profissional

e pessoal. Tenho orgulho de sermos a maioria na Affix, sendo 80% de mulheres na

empresa e 50% na alta liderança."

ANDREA MUNHOS,

superintendente de Inovação, Operações e Tecnologia da Affix Administradora de Benefícios

25


ESPECIAL

MULHERES SEGURAS

LIÇÕES DA MATERNIDADE

"Depois de quase cinco anos casada, tive minha primeira gestação. Era gostoso acompanhar o desenvolvimento

daquele ser tão pequeno. A maternidade trouxe consigo algumas lições:

Aprender a ouvir – É de extrema importância ouvir para a tomada de decisão. Observar pontos de vista diferentes

amplia nosso olhar e traz maior assertividade.

Apoio e parcerias – A contribuição e ajuda de colegas é muito produtiva. A parceria e cumplicidade tornam

as entregas melhores e preservam a boa convivência.

Disciplina – No trabalho, traz assertividade e objetividade. As reuniões se tornam mais produtivas, a condução

de projetos mais estruturada e a gestão do tempo mais eficaz.

Paciência e tolerância – Cada criança tem um temperamento. Em nossas equipes nos

deparamos com pessoas, necessidades e sonhos diferentes. O objetivo deve ser comum, mas

os caminhos podem ser diferentes.

A maternidade é uma pós-graduação em gestão de pessoas. Depois de 5 anos, veio a

Giovanna. A maternidade nos aprimora, o tempo nos aperfeiçoa."

ASENATE SOUZA, diretora de Seguros do CVG-SP

APOIO PSICOLÓGICO

“Aliar vida profissional e pessoal na pandemia foi um desafio e uma conquista. Com uma família com

duas filhas pequenas, meu marido e eu intensificamos a parceria, de modo a dividir as tarefas de forma estruturada,

para que pudéssemos ser a nossa melhor versão na vida pessoal e na vida profissional. Tivemos Covid

e dentro do isolamento precisamos nos reinventar e reforçar o diálogo e organização. Conseguimos manter a

serenidade para conduzir estas rotinas em paralelo aos novos desafios profissionais no ambiente de teletrabalho.

Fui promovida durante a pandemia e fiz a transição para uma área de retorno significativo para a empresa,

o Relacionamento com Clientes. O suporte que tive, em especial nesse momento, fez

toda a diferença. A Capemisa ofereceu atendimento psicológico aos colaboradores desde

o início da pandemia, além de investimento em treinamento e transformação digital, que

foram bases sólidas para a transição ao teletrabalho e para a manutenção da motivação e

integração das equipes."

FERNANDA TAVARES, gerente de Relacionamento com Clientes da CAPEMISA Seguradora

HISTÓRIA DE VIDA

"Entrei no mercado segurador em 1996, com 17 anos. Na Sancor desde 2018, sou responsável pelos negócios

nos Estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

Sou uma incentivadora de mulheres, mantendo participação feminina em minhas equipes. Temos foco e

determinação e isto nos favorece, pois somos multitarefas e sabemos priorizar o que é importante.

Sou casada e aguardo a chegada do segundo filho. Concilio trabalho e vida familiar

com organização. Precisamos saber gerenciar o tempo para ter qualidade de vida.

Entre os produtos Sancor, indico para mulheres o Seguro Residencial para solucionar

os problemas do dia a dia dentro de casa. Também recomendo o Vida Mulher, que traz proteção

financeira no caso de diagnóstico de câncer feminino, ajudando no tratamento."

ROSANGELA DE OLIVEIRA, gerente da filial de Uberlândia/MG da Sancor

26


COMUNICAÇÃO HUMANIZADA

Infelizmente, dentro do ambiente profissional e até mesmo pessoal, nem sempre nos damos conta das

palavras que proferimos que desconstroem, desanimam e entristecem. Muitas vezes as nossas “réguas altas, nossa

habilidade crítica”, associado ao argumento de sermos “sinceros” fazem com que falemos demais. Na maioria das

vezes falamos por impulso e dizemos coisas que até expressam a realidade, mas não precisavam ter sido ditas naquele

momento ou daquela forma. Algumas vezes, presencio situações em que vejo as pessoas utilizando uma linguagem

agressiva. Estão cheias de razão, com argumentos impecáveis, mas geram resultados

negativos para a companhia, para si mesmo e para seus relacionamentos. É preciso zelar pelo

conteúdo, pela forma e escolher bem o momento de comunicarmos algo. A comunicação humanizada

deve ser uma busca constante para construir um ambiente pautado pela empatia e

respeito, tanto no âmbito pessoal, como no profissional."

CLAUDIA LOURENÇO, diretora de RH da Europ Assistance

ASCENSÃO PROFISSIONAL

"Trabalho na Allianz há 20 anos e há sete ocupo, com orgulho, uma cadeira no board. Nesse período, tenho

testemunhado as conquistas das mulheres e suas ascensões a posições de protagonismo. Construí uma carreira

sólida, com muito trabalho, estudo, dedicação e busca por capacitação.

Cursei TI na Escola Técnica Federal; faculdade de Administração, com extensão universitária em Análise de

Sistemas; e MBA em Tecnologia, com módulo na França, onde obtive o certificado de MSIO. Na Allianz, obtive as

certificações Six Sigma, Blue e Black Belt, que fiz nos EUA. Apaixonei-me pela melhoria contínua de processos, o

que me levou a conhecer a cadeia de valor de seguros e a criar o escritório de projetos e processos. Participei de

projetos com pessoas de várias nacionalidades, que me ajudaram a estar apta à direção de

Operações e TI.

A busca do conhecimento é fundamental, pois deixa-nos mais preparadas aos desafios.

E tão importante quanto adquirir conhecimento, é compartilhá-lo. Compartilhe generosamente

com as pessoas que trabalham com você tudo o que aprende."

ROSELY BOER, diretora executiva de Operações e TI da Allianz Seguros

FORMANDO PESSOAS

"A pandemia trouxe muitos aprendizados para as pessoas e para mim não foi diferente. A saúde é o nosso

bem mais precioso, e ela está enraizada na minha vida profissional e pessoal, pois há mais de 20 anos trabalho na

Qualicorp, ajudando a proporcionar o acesso à saúde de qualidade para milhões de pessoas. Durante este momento

difícil, eu priorizei cuidar ainda mais da saúde e bem-estar de todos ao meu redor, como meus familiares, amigos,

colegas de trabalho e principalmente dos nossos clientes.

Trabalhar no atendimento ao cliente, inclusive, é o que me motiva todos os dias. Acredito que o fato de ser

mulher na minha profissão contribui para que eu possa agregar sensibilidade, afetividade e

empatia para resolver as demandas dos nossos clientes.

Ao longo da minha jornada profissional eu pude contribuir com o desenvolvimento

de outras grandes mulheres em início de carreira e isso me fascina. Ajudar a formar uma pessoa

é muito gratificante."

NILVA RAMOS, diretora de Relacionamento com Clientes da Qualicorp

27


CONJUNTURA

SEGURO RURAL

Carteira dobra de tamanho e prepara-se

para continuar em alta nas safras de 2021

NOVAS COBERTURAS E SERVIÇOS,

MUITA TECNOLOGIA DE PONTA

E EXPANSÃO TERRITORIAL

ESTÃO ENTRE AS INICIATIVAS

DO MERCADO PARA AMPLIAR O

ACESSO DO PRODUTOR RURAL À

PROTEÇÃO DO SEGURO

André Felipe de Lima e Solange Guimarães

O

Programa de Subvenção ao Prêmio

do Seguro Rural (PSR), que

em 2020 injetou R$ 881 milhões

em subsídio ao prêmio do seguro, fez saltar

o acesso do produtor rural aos benefícios

de uma atividade segurada. Em um

ano, o número de apólices cresceu 108%,

passando de 93,1 mil a 193,4 mil, a área

protegida passou de 6,7 para 13,7 milhões

de hectares segurados, o número

de propriedades inseridas no programa

ampliou de 57.500 para 105.700 e os valores

segurados cresceram impressionantes

230%, de R$ 19,6 bilhões para R$ 45,7

bilhões. Em contrapartida, as seguradoras

pagaram aproximadamente R$ 2,5

bilhões em indenizações aos produtores.

O sucesso do programa criou expectativas

para este ano. O valor anunciado

inicialmente para o PSR em 2021 era

de R$ 1,3 bilhão, mas no Projeto de Lei

Orçamentária Anual (PLOA) os recursos

caíram para R$ 958,5 milhões. “Com esse

volume de recursos, o Governo pretende

atender a aproximadamente 270 mil produtores. Esse valor pode ser

alterado pelo relator setorial da área de Agricultura, deputado Fábio

Reis (MDB/SE) ou pelo relator do Orçamento, senador Márcio Bittar

(MDB/AC)”, afirma Fernanda Schwantes, Superintendente Técnica

Adjunta da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA.

A entidade havia proposto um texto para emenda às Comissões

de Agricultura da Câmara e do Senado, com suplementação

de R$ 269 milhões para a rubrica. “No entanto, essa emenda não foi

apresentada pelas Comissões. Agora, estamos trabalhando na mobilização

da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e dos relatores

para ampliar o volume de recursos para a subvenção ao prêmio

do seguro”, completa.

O seguro rural é destinado aos produtores pessoa física ou jurídica,

independente de acesso ao crédito rural, que cultive ou produza

espécies contempladas pelo programa. O percentual de subvenção

ao prêmio pode variar entre 20% e 40% para grãos em geral,

a depender da cultura e tipo de cobertura contratada. No caso de

cana-de-açúcar, frutas, olerícolas (hortaliças) e demais modalidades

– como florestas, pecuário e aquícola – o percentual de subvenção

é fixo em 40%. Quatorze seguradoras estão habilitadas a operar no

PSR. O projeto também destinou R$ 50 milhões em subvenção para

os produtores das regiões Norte e Nordeste.

Outros R$ 50 milhões foram disponibilizados para o projeto-piloto

que possibilitou aos produtores enquadrados no Pronaf

28


(Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar)

contratar seguro rural, ao invés de fazer adesão ao Proagro (Programa

de Garantia da Atividade Agropecuária). Mais de 10,4 mil

agricultores familiares, de 11 estados da federação, aderiram à

iniciativa. Eles respondem pelo cultivo de 277 mil hectares e o

valor segurado chegou a R$ 881,6 milhões. O projeto-piloto contou

com a participação de oito seguradoras e coberturas voltadas

inicialmente para as culturas de soja, milho primeira safra,

uva e maçã.

“Foi uma oportunidade para o produtor comparar o PSR ao

Proagro, que é um programa dos anos 70 e que está defasado em

muitos aspectos”, comenta o diretor do Departamento de Gestão de

Riscos do Ministério da Agricultura, Pedro Loyola, que deve anunciar

em maio a segunda fase do projeto piloto.

Desde julho de 2020, o produtor pode contar com o Projeto

Monitor de Seguros Rurais, para consultar os produtos de seguro

e as seguradoras disponíveis na sua cidade e realizar simulação

personalizada da subvenção ao prêmio de seguro rural, além de

outras funcionalidades. O projeto auxilia na avaliação e aprimoramento

do mercado.

Paulo Hora, superintendente de seguros rurais da Brasilseg,

ressalta a importância das ações estruturantes que acompanham o

PSR. “O monitor do seguro rural, a divulgação dos produtos de seguros

e a captura das necessidades do produtor rural, ajudam na consolidação

da cultura e do entendimento sobre seguro, e a sistematização

de base de dados dão robustez ao programa”, afirma. Líder do

segmento, a Brasilseg foi responsável por 49% do crescimento do

seguro rural em 2020.

“Há uma tendência de se pensar que o produtor rural é o

beneficiário final desta liberação subvenção, quando, na verdade,

o grande beneficiário é a Política Agrícola, que é desenhada e implantada

com a finalidade de proteger a segurança alimentar e bem

como toda a cadeia do agronegócio”, constata Wady Cury, diretor

técnico e agronegócios da Sancor Seguros.

O executivo acredita que tais investimentos dão impulso

para o desenvolvimento da cultura do seguro no setor rural. “Hoje o

seguro agrícola ganhou regras e, acima de tudo, estabilidade. O que

nos cabe agora é fazer um plano de negócios e poder customizar

produtos de acordo com as reais necessidades de cada cultura e de

cada rincão deste continente chamado Brasil.”

RISCOS CLIMÁTICOS

Além da subvenção, a ampliação do mercado também se

deu por conta dos danos que a seca causou na região sul do País.

Ela aflorou o medo de novas ocorrências sem o devido amparo securitário

e isso mobilizou os produtores para a corrida pelo seguro.

“Considerando os sucessivos problemas climáticos observados

nos últimos anos, cada vez mais severos, o produtor rural

não deveria plantar sem a proteção do seguro e deveria seguir as

recomendações do Zarc”, recomenda o diretor do Departamento

de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pedro Loyola,

referindo-se ao método de Zoneamento Agrícola de Risco Climático

(ZARC), desenvolvido pela Embrapa.

FERNANDA SCHWANTES,

da CNA

PEDRO LOYOLA,

do Ministério da Agricultura

Cury concorda. “O que temos observado

é que as mudanças no clima têm

provocado um aumento, não somente

das frequências dos eventos, mas principalmente

dos seus efeitos nas perdas da

produção. Desta forma, se torna fundamental

a participação do Estado — seja

na esfera Federal, Estadual ou Municipal

— na subvenção a este prêmio.”

Nesse cenário, também crescem

os exemplos de agricultores que conseguiram

se reerguer após uma catástrofe

climática por conta da indenização do

seguro, o que estimula a busca pelo produto.

“A concentração de seguros é muito

forte nos pequenos produtores do sul do

29


CONJUNTURA

SEGURO RURAL

WADY CURY,

da Sancor

JORGE EDUARDO DE SOUZA,

da Única

PAULO HORA,

da Brasilseg

País. Rio Grande do Sul e Paraná, por exemplo, responderam juntos

por 59% dos prêmios emitidos em 2020. É uma região caracterizada

pelos minifúndios familiares e que foi fortemente impactada pela

última seca, isso deve favorecer a continuidade do crescimento verificado

nessa região”, avalia Jorge Eduardo de Souza, CEO da Única

Corretora de Seguros. “As duas últimas secas regionais foram muito

trágicas, e ao ver o vizinho recebendo indenizações, o estímulo à

aderência se multiplica.”

O interesse em fazer seguro porém pode arrefecer com os

obstáculos como o maior rigor da aceitação pelas seguradoras; nas

possíveis reduções dos limites técnicos de resseguros para essas regiões,

principalmente em função das perdas recentes que se mostraram

mais frequentes e intensas em algumas regiões; e consequente

elevação dos preços, mesmo com subvenção.

“Com essa forma social como o Ministério da Agricultura vem

atuando no seguro de safras, e a persistir esse foco centrado no

amparo aos pequenos produtores, o seguro não consegue se auto

sustentar e nem sequer provocar impactos significativos no crescimento

da produção agropecuária nacional”, afirma Souza. Ele argumenta

que, em uma visão de mercado, o seguro rural deveria incluir

pelo menos 50% do valor básico de custeio agropecuário nacional

para ter uma boa massa crítica, mútuos menos seletivos, coberturas

e preços mais adequados. “E a penetração nesse universo depende

menos do governo e mais das seguradoras; dos produtores; dos

fornecedores; dos compradores e dos financiadores desse processo

produtivo”, conclui.

Para Daniel Nascimento, vice-presidente da Comissão de

Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o

interesse do produtor pelo seguro é visível, principalmente nas culturas

de grãos e frutas. “Muitos produtores já colocam o custo de

seguro como insumo, junto com o que ele vai gastar com sementes,

defensivos, e outros”, comenta. “As seguradoras estão cada vez mais

preparadas, com canais mais especializados para vendas, peritos

mais qualificados para esse tipo de sinistro, expansão da rede e, principalmente,

investindo em pós-venda e em ofertas de ferramentas

que ajudem o produtor a fazer a gestão do seu negócio.”

Segundo Nascimento, o mercado está tão aquecido que novas

seguradoras devem se aventurar no ramo rural ainda este ano.

“Em 2020 eram 14, hoje estamos com 15 e provavelmente fecharemos

o ano com 18 ou 19, talvez 20 empresas. É expressivo e atrai o

interesse do investidor tanto em empresas já consolidadas em outros

ramos, como em empresas nichadas em fazer produtos específicos

para essa carteira.”

Há ainda o empenho da Escola de Negócios e Seguros – ENS

em expandir a importância dos seguros para o agronegócio nos

seus programas de formação de corretores. A escola também trabalha

em parceria com o Ministério da Agricultura na construção de

um modelo para a qualificação dos peritos que fazem as inspeções

de aceitação e a regulação desse seguro.

SATÉLITES, DRONES E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O mercado está fazendo a sua parte e busca se tornar grande

aliado do produtor na gestão dos seus riscos no campo. Para isso,

30


fortes investimentos em tecnologia estão em curso para solucionar

diferentes problemas. Um deles, é o climático. “Existe uma correlação

entre os riscos. Propriedades que estão nas mesmas regiões mesoclimáticas

estão suscetíveis aos mesmos riscos e, quando ocorre

um evento, obviamente todas as lavouras seguradas reclamam suas

perdas. Se colocarmos a tecnologia disponível podemos descobrir

um novo universo, uma nova forma de se relacionar e de praticar

uma gestão compartilhada de risco”, comenta Cury.

É possível, por exemplo, acompanhar a evolução do clima,

com ferramentas que utilizam imagens de satélite, inteligência artificial

e dados históricos climáticos. Desta forma, o agricultor tem

previsões e pode se antecipar aos riscos, evitando perdas.

O sensoriamento remoto via satélite foi amplamente utilizado

pelas seguradoras durante a pandemia para pré-aprovar determinadas

coberturas sem a necessidade de uma visita presencial.

“Na Allianz estamos aplicando o uso de ferramentas via satélite

para a expansão, seleção de risco e maior agilidade na regulação

de sinistros”, informa Karine Barros, diretora executiva de Negócios

Corporativos e Saúde da Allianz. “ A ideia é que esses novos recursos

e funcionalidades gerem maior competitividade para a companhia,

canal de vendas e, consequentemente, uma oferta mais adequada

para o produtor rural.”

Jorge Eduardo de Souza, da corretora Única confirma. “Tem

muita evolução chegando, os drones, por exemplo, já estão presentes,

e a cada safra mais atuantes. A evolução dessas possibilidades

e desse aparelhamento tecnológico sempre esbarrou na baixa inclusão

digital que temos no campo, estima-se que quase 70% das

propriedades não tenham hoje qualquer acesso, ou acesso bem limitado,

às redes”, diz.

Com a tecnologia, seguros mais sofisticados ficam disponíveis.

É o caso do seguro paramétrico que este ano foi incluído no

programa de subvenção do Ministério da Agricultura, que passa a

custear até 20% dos seguros contratados nessa modalidade. O seguro

paramétrico é aquele em que se consegue mensurar de alguma

forma – seja por por satélite, por estações meteorológicas ou por

outros índices, a probabilidade de uma quebra de na produção ou

uma variação climática.

Além de ter um custo mais baixo porque não exige que se vá

a campo fazer a regulação do sinistro, o seguro paramétrico pode

ter pagamentos de indenizações em tempos distintos, sem esperar

pela colheita.

DANIEL NASCIMENTO,

da FenSeg

KARINE BARROS,

da Allianz

MAIS SEGUROS

O fato é que o excelente desempenho da carteira mobilizou

as seguradoras a desenvolverem novos produtos e coberturas para

o segmento. “Expandimos o produto para atender culturas de sorgo,

uva e tomate; ampliamos o apetite em implementos e colheitadeiras

de café; e há novas opções de contratação para valor de saca e

produtividade”, comenta Karine Barros, da Allianz.

“Lançamos o seguro pecuário com cobertura de faturamento,

que protege a renda do pecuarista tanto por perda do animal

como por queda no preço da arroba”, anuncia Paulo Hora, da Brasilseg,

lembrando que é um produto muito interessante nesse momento

em que a arroba do boi está alta.

“Certamente, o preço da arroba não vai

permanecer nesses patamares por muito

tempo.”

A Brasilseg também remodelou

seu seguro de floresta e, no seguro agrícola,

passará de 18 para 33 as culturas

protegidas.

Os mais otimistas acreditam que

o PSR pode ser a porta de entrada para

os demais ramos de seguros tanto para

propriedades e equipamentos agrícolas

como para a proteção dos mais de 15

milhões de trabalhadores no agro um público

potencial para seguro saúde, seguro

de vida e planos de previdência.

31


ARTIGO

SEGUROS

Precificação

do seguro que

vendemos:

o que vem por aí

Fabio Leme*

Muita digitalização e inovação tecnológica

foi implementada recentemente em vários

processos e serviços por parte das seguradoras,

mas existe uma verdadeira “revolução matemática”

acontecendo nos produtos financeiros, que

já está chegando também nos produtos de seguros

que vendemos. Essa revolução pode mudar de forma

fundamental os métodos atuariais clássicos que conhecemos,

transformando os cálculos, as regras de

aceitação e os métodos de precificação dos seguros

de varejo, envolvendo principalmente os segmentos

de automóveis e saúde, e já começando a aparecer

também em seguros residenciais, de vida, pequenas

e médias empresas, viagens etc.

O corretor de seguros tem alguma coisa a

ver com isso? Tem sim, já que parte importante da

precificação das seguradoras envolve o valor da comissão

de corretagem, o que obviamente pode influenciar

suas vendas e consequentemente o futuro

da saúde econômica da sua empresa de corretagem

de seguros.

Essa revolução matemática é um fenômeno ocorrendo

em seguradoras do mundo todo – conheço exemplos

em muitos países da América Latina, Europa, EUA

e Ásia – mas no Brasil, existem componentes adicionais

para fazer com que ela ocorra. Somos um grande mercado

de consumidores, com enorme diversidade cultural,

amplitude geográfica continental, em uma estrutura

diversa de classes sociais, vivendo uma crise econômica

agravada pela pandemia, e com as menores taxas de juros

da história. Esse patamar baixo de juros pode até ser

uma boa notícia para vários segmentos, mas para o resultado

das seguradoras não é.

É fato conhecido que os ganhos financeiros provenientes

das aplicações das reservas de prêmios sempre

foram parte importante dos resultados das seguradoras

e, portanto, eram, direta ou indiretamente, parte

importante da precificação que praticavam. Hoje, com

esse patamar de 2% ou 3% de juros anuais no Brasil, para

ter uma sobrevivência econômica saudável e sustentável,

as seguradoras precisam apresentar resultados operacionais

consistentes. A contribuição relevante do “bom

32


É fato conhecido que os ganhos

financeiros provenientes das

aplicações das reservas de prêmios

sempre foram parte importante dos

resultados das seguradoras e, portanto,

eram, direta ou indiretamente, parte

importante da precificação que

praticavam. Hoje, com esse patamar

de 2% ou 3% de juros anuais no Brasil,

para ter uma sobrevivência econômica

saudável e sustentável, as seguradoras

precisam apresentar resultados

operacionais consistentes”

e velho” Brasil dos juros altos simplesmente evaporou,

não existe mais e não tende a existir nos próximos anos

mesmo que os juros voltem a 4%, 5%, 6% ao ano.

Bom... essa conversa sobre a mudança da relevância

dos ganhos financeiros pela queda de juros é importante

para entendermos vários dos movimentos que

observamos nas seguradoras hoje, inclusive essa evolução

na precificação a que me referi como uma revolução

matemática.

Em algumas seguradoras já estão sendo testados

softwares de otimização e elasticidade de preços, que já

correlacionam modelos de propensão de vendas (probabilidade

de cada cálculo ser convertido em apólice para

a seguradora) com modelos estatísticos de riscos, que

rodam dezenas (ou centenas) de fórmulas de cálculos

de seguros ao mesmo tempo, em milisssegundos. Vocês

ouvirão mais e mais falar de nomes como Emblem,

SAS, Earnix, DataRobot, Lexis Nexis, Neurotech, Experian,

Transunion, empresas que tem as seguradoras como

clientes e que oferecem ferramentas poderosíssimas e/

ou provêm dados e scores importantes que são a

base dessa revolução.

No caso do seguro de auto, por exemplo, além

das variáveis como sexo, idade ou estado civil do

condutor, ou o bônus do carro, ou o cep de moradia

do segurado, existirão cruzamentos entre essas e outras

variáveis muito mais refinadas que geram outros

scores de risco e propensão, que somados vão ajudar

as seguradoras a chegarem no preço mais adequado

a cada caso – e é claro que existirão modelos diferentes

para renovações, seguros novos, carros 0KM etc,

adequados a cada segmento de clientes e processos

de venda distintos.

Se por um lado o cálculo e os modelos matemáticos

estão ficando muito mais avançados e complexos

“por dentro” das seguradoras, por outro lado

isso poderá fazer com que os processos de vendas

dos seguros fiquem mais digitalizados, automatizados

e menos trabalhosos – e isso é uma boa notícia

para os corretores de seguros que poderão simplificar

e agilizar os seus processos de vendas.

As seguradoras brasileiras serão bastante

cuidadosas, cada uma no seu tempo e com seu jeito,

na transformação de seus modelos matemáticos

de cálculo e aceitação. Isso não deverá afetar a performance

de seus sistemas e, principalmente, não

deverá prejudicar os processos atuais de cálculos e

comissionamentos de seus corretores. Assim, esses

“30, 50 ou 100 reais” a mais ou a menos no preço de

cada seguro deverá fazer uma enorme diferença aos

corretores e seguradores no final do dia.

Agora, para pensarmos no futuro: será que

algum dia fará sentido os corretores também terem

seus próprios modelos de elasticidade ou otimização

de comissões? Na prática, já ouvi conceitos com muita

sabedoria na gestão de comissionamento por muitos

corretores. Mas será que tem como fazer melhor, usando

mais matemática ainda?

Para pensarmos juntos!

*FABIO LEME

Executivo de seguros, amigo e

admirador de muitos corretores

de seguros do Brasil todo e pai

do João Victor, do Rodrigo e da

Sophia

33


PAINEL

sandbox

Novas empresas autorizadas

A Susep (Superintendência de Seguros Privados)

autorizou a Coover Seguradora S. A. a atuar, por até três

anos, dentro do modelo Sandbox Regulatório. Dessa

forma, a empresa poderá operar com menor custo regulatório

e terá mais flexibilidade para inovar.

Com a Coover, o Sandbox passa a ter sete empresas

autorizadas pela Susep. Outros três projetos estão

em fase de autorização e propõem novas tecnologias

ou processos

inovadores, que

irão modernizar o

setor de seguros

brasileiro e trazer

recursos mais

simples para os

usuários.

A expectativa

é que as empresas comecem a operar e comercializar

novos produtos. Os seguros a serem oferecidos

incluem tablets, smartphones e dispositivos portáteis;

animais domésticos; residência; automóveis; acidentes

pessoais; funeral. Haverá oferta de seguros intermitentes,

utilizados sob demanda, bem como seguros paramétricos

para desastres, de acordo com alertas das autoridades

públicas de cada estado.

pandemia

Sinistros de Covid-19 podem chegar

a U$ 3,5 bi para ingleses

A Associação de Seguradoras Britânicas (ABI) informou

que seus membros poderão pagar cerca de £ 2,5

bilhões (US$ 3,5 bilhões ou R$ 19 bi) em sinistros relacionados

à Covid-19 por perdas em 2020, com sinistros por

interrupção de negócios custando £ 2 bilhões.

Os números atualizados de perdas foram coletados

dos membros da associação comercial em meados

de janeiro, logo após o tribunal superior do país ter decidido

pelos segurados em um caso teste sobre reivindicações

de interrupção de negócios sem perdas.

A ABI disse que, além das perdas que seus membros

enfrentam, o Lloyd’s de Londres estimou anteriormente

que enfrentou £ 500 milhões em sinistros de Covid-19

no Reino Unido em 2020, elevando a estimativa

geral de sinistro de pandemia no Reino Unido para £ 3

bilhões para o ano.

confiança

Relação com clientes está melhor

Quase um ano depois do início da

pandemia, o CCS-SP (Clube dos Corretores

de Seguros de São Paulo) quis saber

como os corretores enfrentaram esse

difícil período e o que aprenderam.

Na live “Corretor de Seguros: Experiências

e Expectativas”, mediada

pelo corretor Ednir Fornazzari, a

melhor notícia foi que tanto corretores

quanto seguradoras estão

mais produtivos agora, sem a necessidade

de deslocamento.

Márcio José da Silva, diretor

regional do Sincor-SP na Zona Sul, disse

que a adaptação foi rápida e facilitada pelo

sistema de gerenciamento da corretora. Hoje,

ele questiona se vale a pena gastar com aluguel de sala.

“Será que não é hora de rever isso?”. Outra

descoberta foi a possibilidade de adotar

o revezamento no trabalho presencial

da equipe.

Diretor regional do Sincor-

-SP na Zona Oeste, Edmar Fornazzari,

irmão e sócio do secretário

do CCS-SP Ednir Fornazzari, afirmou

que deu certo o planejamento

traçado no início da pandemia.

“A internet facilitou o trabalho e a

aproximação com os nossos clientes”.

Também do lado das seguradoras

o relacionamento melhorou. “Antes, era

muito difícil falar com o comercial das seguradoras.

Hoje, envio uma mensagem e a resposta

vem em 3 ou 5 minutos”, disse.



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