RelatorioAnual2020 (2)

holambraagricola

RELATÓRIO

ANUAL

2020

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relatório digital


ÍNDICE

1. MENSAGEM DO PRESIDENTE 4

2. FATOS RELEVANTES 6

3. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 8

4. RESUMO DA MOVIMENTAÇÃO NO QUADRO DOS ASSOCIADOS 9

5. RESUMO DA MOVIMENTAÇÃO NO QUADRO DOS COLABORADORES 9

6. RESUMO DAS ATIVIDADES POR SEGMENTO 10

6.1 SEGMENTO SOCIEDADE 10

I) Operações da RATES 10

II) Operações de Tecnologia da Informação 11

III) Resultados, Estrutura de Capital e Capacidade de Pagamento 12

IV) Operações de Suprimentos 15

V) Operações de Tratamento de Sementes 16

6.2 SEGMENTO AGRÍCOLA 17

I) Aspectos Industriais e Gráficos Estatísticos 17

II) Commodities 23

7. SEGMENTO PERECÍVEIS – FRUTAS 24

8. SEGMENTO CITRICULTURA 26

9. ALGUNS GRÁFICOS HISTÓRICOS 27

10. MOVIMENTO DO EXERCÍCIO POR SEGMENTO 28

11. BALANÇO SOCIAL 29

12. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 33

I) Balanços Patrimoniais 34

II) Demonstração dos Movimentos Líquidos dos Exercícios 36

III) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido 37

IV) Demonstração do Resultado Abrangente dos Exercícios 38

V) Demonstração do Fluxo de Caixa dos Exercícios 39

13. NOTAS EXPLICATIVAS 40

14. PARECER DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 58

15. PARECER DO CONSELHO FISCAL 59

16. RELATÓRIO DOS AUDITORES 60

RELATÓRIO ANUAL 2020 3



1. MENSAGEM DO PRESIDENTE

O ano de 2020 foi marcado por muita pressão e superação.

A forte chegada do Coronavírus no Brasil, ainda

no início do ano, foi causa de grande espanto para

todos nós.

Em pouco tempo, o Governo Estadual e Municipal

estava decretando o lockdown na tentativa de se

preparar melhor para receber os pacientes nos hospitais.

Entre erros e acertos, creio que foi a decisão

certa, pois conscientizou a população e a rede de

hospitais do nosso Estado para que nossa região desse

conta do recado.

Uma das nossas primeiras atitudes foi oferecer

ajuda à rede de saúde do município de Paranapanema,

nossa sede, e da Santa Casa de Avaré, nossa

regional com equipamentos e insumos hospitalares,

já que as compras nestas entidades através de licitações

levariam muito mais tempo.

Na Cooperativa, implementamos todas as medidas

de proteção seguindo os protocolos da OMS e

ANS, e isolamento necessários para continuar operando

no final da safra de soja e início da safra de

algodão. Neste sentido, contribuímos para que a prefeitura

e o comércio a seguissem os mesmos padrões.

O Agro não poderia parar! A colheita não teria

como deixar para depois! Participamos ativamente

do Comitê Covid da nossa prefeitura, e eles entenderam

nossa necessidade de continuar trabalhando,

desde que com os devidos cuidados.

Podemos dizer que tivemos sucesso, pois foram

raros os casos de Covid-19 entre funcionários

e cooperados.

Fizemos uma assembleia ordinária e outra extraordinária

de forma virtual contando com alta taxa

de participação.

Agradeço a compreensão e colaboração de

cooperados e funcionários nestes tempos tensos e

mudanças repentinas na rotina.

Outra grande preocupação que tínhamos era

com o fornecimento de defensivos e fertilizantes, pois

grande parte das matérias-primas são importadas,

e no início do ano já contava com sérias restrições

à entrada de navios, aviões e circulação de caminhões.

Fizemos um pacote de insumos aproveitando

o câmbio que na época ainda era interessante.

Dessa forma, os produtores juntamente com a Cooperativa

garantiram a disponibilidade de insumos

com preços bastante competitivos.

Felizmente toda a cadeia de suprimentos do Agro

se preparou e organizou bem para garantir a continuidade

do Agro.

Parabéns a todas as empresas fornecedoras de

insumos agrícolas!

Outra preocupação importante era o escoamento

da safra, em especial a de algodão. Os compradores

honrariam os contratos? Quando conseguiríamos

vender a parte sem contrato do algodão? Como armazenar

toda esta produção?

Para nossa surpresa, em pouco tempo o mercado

não só se recuperou como começou a reagir positivamente,

com excelentes preços para soja, milho,

algodão, trigo e mesmo frutas, em um ano com excelente

produtividade! Isto, atrelado a outros fatores,

contribuiu muito para construir o expressivo resultado

da Cooperativa no ano de 2020!

Outro assunto que tínhamos para o Conselho resolver

era a sucessão do nosso Superintendente, Sr.

Renzo, que há dois anos já constava no planejamento.

O objetivo era entregar ao novo Conselho de

Administração, que será eleito em março de 2021,

um novo superintendente já trabalhando há pelo

menos seis meses, a fim de conduzir a Cooperativa

no seu novo ciclo de crescimento e desenvolvimento

sustentável.

Mesmo em meio a toda turbulência do mercado,

resolvemos dar continuidade a este trabalho, e

estamos muito felizes com todo o processo de sucessão

executiva.

Agora temos uma nova estrutura organizacional,

com o Sr. Shandrus Carvalho, ocupando

a posição de Presidente Executivo, e Superintendentes

e Gerentes formados na empresa em seu

time de reporte direto. Parte dessa estrutura são

profissionais contratados pela sua experiência no

mercado, e parte foram formados pela Cooperativa,

trazendo anos de experiência e conhecimentos

do setor. A maior diferença nesta reestruturação é

que saímos de Divisões de produção para Divisões

operacionais, a saber:

• Comercial de Suprimentos e Produção

• Financeiro, Fiscal e Administrativo

• Marketing

• Operações Industriais e Logística

• Recursos Humanos

• Tecnologia de Informação

Temos plena confiança de que essa equipe

vai conseguir conduzir a Cooperativa neste novo

ciclo de crescimento e prosperidade. Todos muito

capacitados e motivados.

Sucesso a todos!

Quero aproveitar para agradecer mais uma vez o

nosso Superintendente anterior, Sr. Renzo Guazzelli,

que de 1997 a 2020 nos ajudou a tirar a Cooperativa

de uma situação financeira difícil na época, para

uma Cooperativa que cresceu muito e conquistou

grande respeito no mercado. Abaixo um pequeno

comparativo desses anos, lembrando que 2020 foi co-

ordenado pelo Sr. Renzo Guazzelli até o mês maio,

e dali para frente pelo Sr. Shandrus Carvalho.

1997 2020

Faturamento 39.345.000 1.335.464.000

Resultado Líquido -1.048.000 33.956.000

Número

de Funcionários

Número

de Cooperados

147 510

111 159

Área Plantada 22.324 118.066

Capacidade de

Armazenagem (ton.)

30.000 287.000

Também gostaria de relembrar o crescimento fantástico

que tivemos nos quatro anos da atual gestão

do Conselho de Administração: saímos de um faturamento

de R$ 655.458.000 para R$ 1.335.464.000.

Mais que o dobro!

Média acima de 20% ao ano! Meus parabéns

e agradecimentos a este Conselho pelo excelente

trabalho realizado.

Com a Cooperativa bem estruturada, produtores

capitalizados e profissionais capacitados, tenho

plena confiança de que teremos excelentes anos

pela frente.

Simon Veldt

Presidente do Conselho de Administração

4 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 5



2. FATOS RELEVANTES

No dia 17 de janeiro, através da coordenação do Sr. Simon,

recebemos estudantes, universitários, recém-formados e jovens

cooperados, visando a integração e conhecimento das

operações da Cooperativa.

No dia 4 de fevereiro, a APPA organizou um encontro

com os cotonicultores. A Markestrat apresentou um estudo de

prospecção de oportunidades da cultura do algodão; o Eng.

Agr. Marcos Fava Neves, prof. da USP e FGV, participou abordando

a perspectiva do agronegócio brasileiro e mundial.

Organizamos uma palestra em parceria com o Grupo

Ethimos Investimentos – agente autônomo da XP Investimentos

–, para tratar sobre o agronegócio e suas oportunidades

frente à bolsa de valores. A explanação acerca da temática

foi feita pela jornalista Roberta Paffaro.

No dia 28 de fevereiro, o Sr. Simon escreveu o primeiro

editorial sobre o coronavírus: “O que fazer com o coronavírus”,

no qual mencionou algumas reflexões de como nos

preparar nas nossas empresas quando essa doença chegar

em nosso meio.

No mês de março, realizamos as reuniões informativas

para todas as divisões de forma virtual .

No dia 6 de março, em Homenagem ao Dia da Mulher,

realizando o 2 o Encontro de Mulheres Esposas de Cooperados

da Cooperativa Holambra, com a palestra promovida

por Eduardo Eltink.

O Departamento de Recursos Humanos organizou o

drive thru de alimentos, no qual arrecadou 1 tonelada de

alimentos que foi distribuída às famílias com dificuldades financeiras,

em função da pandemia da Covid-19.

Shandrus H. de Carvalho iniciou os trabalhos na Cooperativa

no dia 1 o de junho, assumindo a Presidência Executiva

da Cooperativa.

Inauguração da filial de Itaberá realizada no dia 31 de julho

através de uma live com a presença do Sr. Simon Veldt,

Presidente do Conselho de ADM; Sr. Alex Lacerda, Prefeito

de Itaberá; Sr. Shandrus Carvalho, Presidente Executivo; e

Sr. Charles Beckers, Superintendente Comercial. Essa filial

foi inaugurada de forma virtual, através de uma live. Engrandeceu

a inauguração o Sr. André Pessoa, Sócio-Diretor da

Agro-Consult, que proferiu uma palestra sobre mercados

de commodities – soja e milho e no segmento de defensivos

agrícolas.

Realizamos em agosto o Projeto Tsuru – preparando

a estrutura organizacional e governança da Cooperativa

Holambra para o crescimento sustentável a longo prazo.

No dia 21 de setembro, realizamos a Assembleia Geral

Extraordinária com dois assuntos em pauta: venda do terreno

ao lado da Igreja para a APPA e o terreno para a construção

da subestação da CERIPA.

Organizamos a Campanha Solidária para arrecadar

cestas básicas para doação às famílias afetadas pelas consequências

da pandemia.

As esposas e filhas de cooperados participaram nos dias

29 e 30 de setembro do 5 o Congresso Nacional das Mulheres

Cooperativistas, explorando o tema “As mulheres são

como as águas, crescem quando se encontram”.

No dia 16 de outubro, a Cooperativa alcançou 1 bi de faturamento,

comunicado pelo Presidente do Conselho, Sr. Simon

Veldt e Presidente Executivo, Sr. Shandrus H. de Carvalho.

No início de dezembro, o Presidente Executivo, os superintendentes

e gerentes estiveram reunidos por quatro

dias para traçar o Planejamento Estratégico de 2021 e para

os próximos cinco anos.

No dia 22 de dezembro faleceram os Srs. Geraldo G. da

Costa, Cornelis H. van de Groes e Johannes Henricus Scholten,

eles foram sócios desta Cooperativa e contribuíram muito

com o sucesso dela.

6 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 7



3. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

4. RESUMO DA MOVIMENTAÇÃO NO QUADRO DOS ASSOCIADOS

Admissões, demissões e posição anual dos associados no fim do ano

Conselho de Administração:

Presidente: Simon Johannes Maria Veldt

Vice-presidente: Wilhelmus Alfonsus Beckers

Secretário: Marcelo Swart

Conselheiro: Márcio van Melis

Conselheiro: Thomas A. Serrarens

Presidente Executivo:

Shandrus Hohne de Carvalho

Conselho Fiscal:

Coordenador: Alexander Cardoso van Melis

Secretário: Daniel J. van den Broek

Conselheiro: Murilo Barbieri do Nascimento

Conselheiro: Alfonso Adriano Sleutjes

Conselheiro: José Paulo Eltink

Conselheira: Marian Derks

Coordenadores das Comissões de Produção:

Agrícola: Geraldo A. de Bruijn

Perecíveis – Frutas: Johannes Henricus M. Meulman

Citrus: Fábio Adriano van den Boomen

Superintendências:

Tecnologia da Informação:

Allan de Aveiro dos Santos

Comercial Commodities e Suprimentos:

Charles Guilherme Beckers

Financeira/Administrativa:

Dereoval José Vieira

Operações de Recepção, Armazenagem e Distribuição:

Manuel Ricardo de O. Rodrigues

Recursos Humanos:

Rodrigo Menossi

Operações - Gerentes/Coordenadores:

Comercial de Suprimentos e TSI (Matriz):

Bruno Dias dos Santos

Comercial Citrus e Demais Frutas:

Edivaldo Benevenuto

Comercial Administração:

Fabrício Augusto M. Franco

Comercial de Suprimentos (Avaré):

Flávio Henrique C. da Paz

Comercial de Suprimentos (Taquarivaí e Itaberá):

Paulo Roberto Garrote de Souza

Comercial Commodities:

Thiago César Trintinalio

Logística Geral:

Fernanda M. Langner Pereira

Operações Industriais:

Tonny van de Groes

Infraestrutura e Operações TI:

Francisco Corrêa de O. Junior

Sistemas e Projetos TI: Roeland Eduard Heezen

Auditoria Interna: André Felipe Canin

Administrativo Patrimonial e Societário:

João Fernando Paschoal

Tributário: Marcos de Oliveira Batista

Contábil: Miguel Ângelo de O. Pavam

Financeiro: Tito Livio Penteado Santos

Departamento Pessoal: Sônia Ávila de Oliveira

Ano Admitidos Demitidos Associados

2017 8 2 148

2018 6 5 149

2019 11 3 157

2020 3 1 159

Estão inscritos 149 associados no Segmento Agrícola, 33 no Segmento de Citricultura, 8 no Segmento Perecíveis e 3 no Segmento Sociedade.

A somatória dos associados nos segmentos corresponde a 194, divergindo com o quadro acima; a diferença refere-se a associados

que pertencem a até três segmentos.

Relação do(a)s cooperado(a)s admitido(a)s no ano de 2020

Qtde. Matrícula Nome Segmento

1 449 Lucas Montagnani Scarassatti Agrícola

2 450 Agrosolare Gestão de Bens e Partic. Ltda Agrícola

3 451 João Carlos Castilho Garcia Agrícola

Relação do(a)s cooperado(a)s desligado(a)s no ano de 2020

Qtde. Matrícula Nome Segmento

1 223 Tonny van de Groes Agrícola

5. RESUMO DA MOVIMENTAÇÃO NO QUADRO DOS COLABORADORES

Admissões, demissões e posição anual dos associados no fim do ano

Ano Admitidos Demitidos Colaboradores Média do Ano

2016 254 174 509 459

2017 171 177 503 506

2018 180 205 478 499

2019 225 210 493 515

2020 182 165 510 523

Dos 182 admitidos, 82 efetivados, 78 contratados a prazo, 9 jovens aprendizes e 13 admissões por transferência. Dos 165 demitidos, 46

contratados a prazo – UBA, 1 contratado a prazo – Diper, 5 contratos a prazo – Avaré, 5 contratos a prazo – Taquari, 1 falecimento, 15 jovens

aprendizes, 13 transferências entre filiais e 79 substituições.

Distribuição dos colaboradores por centro de custo

Ano Diagri Diper Disup Difin Dicen Tarefeiros Taquarivaí Takaoka Citrus Avaré Taquari Itaberá Geral

2016 133 6 47 12 70 19 33 126 0 29 34 - 509

2017 135 18 46 12 68 16 34 93 0 46 35 - 503

2018 143 10 51 13 73 10 31 69 0 44 34 - 478

2019 139 7 60 13 94 0 31 71 1 46 31 - 493

2020 130 5 73 12 96 0 33 72 1 50 34 4 510

8 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 9



6. RESUMO DAS ATIVIDADES

POR SEGMENTO

6.1 Segmento Sociedade

I) Operações da RATES (Reserva para Assistência Técnica, Educacional e Social)

Abaixo apresentamos as contribuições realizadas através deste recurso (em milhares de reais):

Contribuições 2020 2019

Assistência técnica e P&D aos associados da Diagri 529,8 416,1

Assistência educacional aos colaboradores 189,8 395,4

Contribuição para Sociedade Amigos da Holambra (Segurança) 329,8 336,1

Assistência técnica para receituário agronômico 305,2 260,9

Bolsas de estudo (Projeto Aluno Holambra) 154,1 152,3

Contribuição para Associação Centro Social São José (Creche) 125,2 119,8

Associação Sudoeste Paulista de Irrigantes e Plantio na Palha 106,6 103,3

Pesquisa & Desenvolvimento, Controle de Qualidade (Frutas) 35,0 59,5

Fundação Holambra de Saúde 0,0 48,9

Contribuição ao Asilo e APAE (Paranapanema) 87,3 48,5

Posto Policial 38,4 36,1

Contribuição para o Museu 43,9 24,0

Reforma da Igreja 347,3 0,0

Covid-19 922,6 0,0

Contribuição Ginásio de Esportes 8,4 6,0

Outros dispêndios: Programa de Gestão por Competência,

manutenção das avenidas, estradas rurais, reforma clube social

(Gringo’s) e demais gastos.

1.336,6 1.153,1

Total de Contribuições 4.560,0 3.160,0

II) Operações de Tecnologia da Informação

Unidade Central

• Instalação da infraestrutura de TI (cabeamento,

Wi-Fi, energia, câmeras e alarmes) no novo prédio

do Almoxarifado.

• Instalação de roteadores Wi-Fi na UBC – Fundo chato,

UBC – Barracão 2, 4 e 6, UBA I e II e Perecíveis

para acesso aos sistemas Delsoft via coletores.

Unidade Taquari

• Readequação da infraestrutura de rede e telefonia

após reforma do prédio Administrativo.

Unidade Taquarivaí

• Readequação da estrutura de rede e telefonia

da sala de faturamento e recepção.

Unidade Avaré

• Instalação de repetidor de telefonia celular

na balança.

Unidade Itaberá

• Instalação da infraestrutura de TI (cabeamento, Wi-Fi,

energia, câmeras e alarmes).

• Instalação de 1 coletor de dados e 2 computadores

desktops.

Em 2020 foi realizada a aquisição de 40 desktops

e 15 notebooks. Totalizando um parque atual em uso

de 262 equipamentos, sendo 156 desktops, 90 notebooks,

1 netbook e 15 servidores.

Automatizamos processos agrícola do algodão

para as áreas industrial (Recepção, Beneficiamento e

Estoque) comercial e logística, melhorando a eficiência

operacional e trazendo informações importantes

para a tomada de decisões.

Iniciamos um projeto para melhorar a gestão do

plano de plantio com foco em prover informações importantes

para o cooperado e melhorar a estratégia

de oferta de insumos, além de novas ferramentas para

suportar campanhas e agilidade nas vendas.

Demos continuidade em nossa estratégia de Analytics,

reforçando nossa capacidade de suportar análise

dos negócios, com novas visões e informações para as

áreas de insumos e contábil.

Fizemos investimentos para melhorar a infraestrutura

de TI nas unidades com foco em expansão,

eficiência operacional e produtividade dos colaboradores

e continuidade dos negócios.

10 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 11



III) Resultado, Estrutura de Capital e Capacidade de Pagamento

a) Análise Sintética do Ano:

Em março, no início da pandemia, fizemos algumas

captações com objetivo de assegurar recursos às

nossas movimentações futuras do exercício. Mas, no

decorrer do ano, percebemos que as linhas de crédito

se mantiveram, isto basicamente promovido pelo

ótimo momento do agronegócio brasileiro e principalmente

da Cooperativa.

No segundo semestre, através de uma gestão técnica

fortemente acompanhada por nossos gestores

financeiros conseguimos uma equalização maior entre

a nossa necessidade de caixa e as captações de

recursos junto às instituições financeiras, com consequência

na redução de custos financeiros e melhora

do nosso resultado financeiro de forma geral.

A taxa de juros das captações se manteve durante

o ano, em torno de 5% a 6,5% ao ano.

Os gráficos abaixo demonstram em seus aspectos

financeiros e de capacidade de pagamento uma

alavancagem excelente, motivado pelo excelente resultado

líquido ocorrido em todas as nossas unidades

de negócios. Corroborou também para esse crescimento

uma estagnação em nossos investimentos

apoiada pela nossa política de capitalização junto aos

nossos cooperados.

A Cooperativa que vinha de ofertas de linhas de

crédito abundantes, mudou seu plano com a baixa

da Selic e resolveu enxugar suas captações para evitar

gastos desnecessários com juros. Porém as ofertas

por linhas continuaram aumentando permitindo um

planejamento melhor de seus recursos. O mercado

entendeu que os indicadores gerais estão a favor deste

setor e que a Cooperativa especificamente possui

uma posição estável e passível de realizar seus investimentos

necessários para continuar seu crescimento.

A demanda já apresenta sinais de que continuará

forte em 2021 e com a retomada pós-pandemia, o

crescimento esperado, que apesar de mais moderado

com a menor alta de preços, estará presente em várias

culturas produzidas pela Cooperativa. O PIB do Agro

é esperado que cresça 3% em 2021. Espera-se ainda

para o setor a continuação da reforma tributária para

atenuar os custos de produção e uma política ambiental

condizente com as exigências internacionais.

Alguns índices de análise de balanço:

Capitalização Geral

Mede a relação dos recursos próprios da Cooperativa

(Patrimônio Líquido) com o total do Passivo.

35%

30%

25%

20%

29,2%

27,3%

29,9%

28,8%

31,8%

2016 2017 2018 2019 2020

Liquidez Geral

Mede a capacidade da Cooperativa em saldar suas dívidas

no Curto e no Longo Prazo, com recursos já disponíveis no

seu Ativo Circulante e no Realizável a Longo Prazo.

Imobilização

Mostra o percentual do Patrimônio Líquido aplicado nas

contas de: investimentos, imobilizados e intangíveis, antigo

Ativo Permanente.

140%

130%

120%

110%

100%

112,4%

103,3%

113,7%

105,9%

133,8%

2016 2017 2018 2019 2020

Liquidez Corrente

Mede a capacidade de saldar os compromissos no Curto

Prazo (1 ano).

120%

114%

112%

111,8%

118%

116%

117,5%

110%

108%

106%

104%

104,6%

104,8%

114%

112%

110%

108%

109,5%

111,4%

113,6%

110,2%

102%

100%

101,2%

102,4%

106%

104%

2016 2017 2018 2019 2020

2016 2017 2018 2019 2020

12 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 13



IV) Operações de Suprimentos

Iniciamos o ano com campanhas de fertilizantes

em função dos preços internacionais muito favoráveis

à atividade, inclusive preços melhores que a safra passada.

Na sequência do fechamento dos fertilizantes

houve a campanha de defensivos, aproveitando muito

da relação de preços das commodities versus custo de

produção. A composição de custos ficou 12,5% mais

baixa que o ciclo anterior.

As operações de venda de suprimentos foram divididas

em dois momentos importantes durante o ano:

ços de soja no início da colheita; e) preço da soja futuro

safra 20/21 mais atrativos que a safra vigente.

No segundo momento, já em pandemia, verificou-

-se assertiva a tomada de decisão antecipada de compra

e entrega das mercadorias. Apesar de ter sido necessária

a intensa operação de recebimento de mercadorias

e armazenagem durante todo o ano, reduziu-se os riscos

de desabastecimento de produtos no período de

pandemia, em que diversas fábricas e empresas suspenderam

ou reduziram sua atividade industrial.

Patrimônio Líquido – em mil R$

2020

225.699

Investimentos, Imobilizado e Intangíveis - em mil R$

2020

168.658

Primeiro momento pré-pandemia, em que as relações

de troca de fertilizantes foram as melhores das

últimas safras, favorecidas pelos preços internacionais,

atingindo menores cotações nos últimos 10 anos. Isso

fez com que as aquisições de fertilizantes da safra 20/21

iniciassem antes do início da colheita da safra 19/20.

Nas questões comerciais de defensivos, vários fatores

influenciaram a antecipação das vendas dentro

do primeiro trimestre do ano, a saber: a) estoques no

câmbio médio de R$ 4,20; b) prospecção de elevação

cambial; c) início da pandemia; d) valorização dos pre-

Destacamos a abertura da unidade Itaberá, possibilitando

uma melhor assistência aos produtores da

região através de uma equipe preparada para atender a

demanda regional.

A operação de suprimentos, de modo geral, teve

um forte crescimento motivado pela alta dos produtos,

em virtude do câmbio e pelo aumento de capilaridade.

Também contribuíram para esse crescimento ações de

ampliação do time de vendas e da unidade (Itaberá),

aliadas a melhor gestão de carteira (ampliando a participação

em portfólio vendido para os clientes).

2019

195.548

2019

172.058

2018

2017

182.393

167.334

2018

2017

172.261

161.975

Evolução Anual do Faturamento Divisão de Suprimentos (em R$)

2016

160.572

2016

142.831

60,00%

Anos

40.000 80.000 120.000 160.000 200.000

Anos

35.000 70.000 105.000 140.000 175.000

50,00%

46,08%

40,00%

Capital de Giro Geral - em mil R$

Capital de Giro Corrente - em mil R$

30,00%

25,71%

29,74%

2020

2019

2018

10.132

23.490

57.042

2020

2019

2018

39.042

79.004

57.925

20,00%

10,00%

0,00%

12,31%

16,81%

3,32%

13,84%

21,31%

2017

5.358

2017

44.219

2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Média

2016

17.741

2016

34.180

Anos

10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000

Anos

10.000 20.000 40.000 60.000 80.000

14 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 15



Evolução Anual do Faturamento Divisão de Suprimentos (em US$)

40,00%

30,00%

20,00%

10,00%

0,00%

-10,00%

-20,00%

3,30%

-12,45%

V) Operações de Tratamento de Sementes

13,71%

O resultado obtido ficou acima da média dos

últimos anos, destacando as culturas de milho,

sorgo e soja. Outro fator importante foi o aumento

da participação de clientes terceiros em nosso

-2,62%

28,71%

Unidade de Tratamento de Sementes

(em Toneladas)

12,90%

6,35% 7,13%

2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Média

movimento. A prestação de serviços seguiu com

qualidade, inclusive a prática de preços competitivos.

Nossos processos internos foram melhorados,

o que refletiu numa produção recorde de produção

de sementes tratadas durante o ano.

Ano Soja Feijão Trigo Cevada Milho Outros Total

2020 4.123,3 987,8 895,3 - 85,1 13,2 6.104,7

2019 2.570,2 956,8 360,0 - 63,6 - 3.958,3

2018 2.274,4 727,4 283,3 - 51,8 7,7 3.337,0

6.2 Segmento Agrícola

I) Aspectos Industriais e Gráficos Estatísticos

A economia brasileira em 2020, de uma forma

geral, contrasta com o bom desempenho que ocorreu

no setor agrícola brasileiro. Os índices gerais

trouxeram vários sinais da necessidade de reativar a

economia devido à pandemia mundial, culminando

com a taxa Selic ao nível mais baixo de sua história,

com 2,0% ao ano. Uma série de empreendimentos

foram fechados e a economia informal foi amplamente

afetada, forçando o governo a realizar gastos

sociais muito acima de seu orçamento para tentar

manter o fluxo girando e evitar a estagnação total.

Na contramão desse cenário sombrio, o agronegócio

arrancou um crescimento de 9% em 2020, com

uma produção segura, preços recordes em grãos e

boa capacidade tecnológica.

O Agro deve chegar próximo a R$1,7 trilhão de

reais atendendo a uma forte demanda e competindo

com qualidade de produtos nos maiores mercados.

O impulso foi gerado com a alta do dólar e com a

demanda forte da China, registrando 35% de aumento

somente nela. O Agro registrou o segundo maior

aumento de número de empregos ficando somente

atrás da construção civil. Para solidificar a posição,

encontrou ainda preços inflando durante o ano e boas

condições de mercado para produtores.

Unidade Takaoka

1) Reforma geral de 3 fornalhas de secadores Takaoka I.

2) Aquisição de 2 Balanças de Fluxo para a Expedição

Takaoka II.

3) Aquisição de Carreta Transportadora de Cereais para

serviços internos.

4) Ampliação do Pátio de Lenha – terraplanagem +

compactação + colocação de pedra.

5) Gerenciamento da Qualidade Produto:

a. Práticas preventivas para controlar infestação de insetos

b. Redefinição dos parâmetros para venda Milho pH 74 73

6) Aumento da recepção de cereais em 36,6%.

O ano de 2020 foi marcado por mudanças

constantes no planejamento das nossas operações,

principalmente nos primeiros quatro meses do ano.

Com a chegada da pandemia, tivemos receios de paralisação

dos portos e outros fatores, que poderiam

afetar drasticamente nossa estrutura de expedição,

com consequência em nossa estrutura de armazenamento.

Isso refletiu em um aumento das atividades

de produção em uma escala bastante intensa nesses

meses. Ressalto que foi necessário a transferência

de uma parte da produção da unidade Avaré para

a unidade Central.

Uma safra de algodão muito rápida e sem transtornos.

Concluímos os trabalhos com um excelente volume

de produtos beneficiados e armazenados nas

unidades de beneficiamento de cereais. Destacamos

abaixo alguns fatores ocorridos nesse ano:

• Aumento de produtividade de praticamente todas

as culturas, principalmente de soja.

• Aumento significativo na produção de milho safrinha

diante das projeções iniciais.

• Condições climáticas com influência direta nos mercados

dos produtos agrícolas.

• Maior quantidade de produtos estocados.

Recepção de Cereais – em mil ton. líquida:

Cultura

Ano

2019

Ano

2020

% Crescimento

Soja 60,3 82,1 36,1%

Milho 21,8 35,4 62,3%

Trigo 30,6 33,4 9,1%

Sorgo 18,2 24,01 31,9%

Cevada 1,52 6,0 295%

Total 132,4 180,9 36,6%

16 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 17



Unidade Itaberá

Unidade Matriz (U.B.A. I E II)

Unidade Taquarivaí

1) Adequação da iluminação externa na unidade.

2) Reforma geral dos equipamentos UBC (secador,

pré-limpezas, elevadores, moegas, silos).

3) Aumento da recepção de cereais em 20,7%,

mesmo com redução de sorgo (-11,4%).

Recepção de Cereais – em mil ton. líquida:

Cultura

Ano

2019

Ano

2020

% Crescimento

Soja 16,06 16,20 0,8%

Milho 3,48 7,77 123,2%

Trigo 4,66 6,42 37,7%

Sorgo 3,68 3,26 -11,4%

Total 27,88 33,66 20,7%

1) Inauguração da unidade em 31 de julho de 2020.

2) Atingimento de faturamento de R$ 5,2 milhões

em vendas de Insumos.

3) Instalação de Sistema de Monitoramento por

Câmeras (remoto).

4) Adequação do depósito de Insumos (Alvarás,

Licenças e AVCB).

5) Contratação de 4 colaboradores Insumos.

Unidade Taquari

1) Reforma do prédio administrativo.

1) Isolamento térmico nas tubulações do secador

e torres de secagem UBA I e II.

2) Alteração layout dos compressores (área externa)

possibilitando maior segurança da operação.

3) Substituição de trocadores de calor e tubulação

das prensas da UBA I e II;

4) Aquisição de lona touca e cinta para armazenagem

de algodão em pluma no pátio da UBA

(14.500 fardos emblocados a céu aberto).

5) Instalação de exaustores na UBA I (Cycloar) melhorando

condições operacionais.

6) Endereçamento de fardos de pluma via sistema

Delsoft e embarque Wi-Fi.

2) Reforma do piso de concreto entre silos.

7) Emblocamento por HVI.

3) Substituição da iluminação do depósito de feijão

e moegas.

8) Classificação visual dentro da algodoeira com

apoio da AGOPA.

4) Reforma do secador de feijão.

5) Construção da Cabine primária de energia – CCM

(parcial).

6) Implantação do sistema Delsoft na portaria para

controle de acesso à unidade.

9) Instalação de câmeras de vídeo para melhor monitoramento

e segurança das atividades.

10)Visita técnica a Luis Eduardo Magalhães (LEM-

Grupos Franciosi, Ceolin, Belmiro Catelan e

Algopar, objetivando identificação de melhores

práticas e tecnologias.

Unidade Avaré

1) Implantação de 2 balanças de fluxo de expedição.

2) Aumento da recepção de cereais em 35,4%.

Recepção de Cereais – em mil ton. líquida:

Cultura

Ano

2019

Ano

2020

% Crescimento

Soja 43,47 59,74 37,4%

Unidade Matriz (UBC)

1) Instalação do silo de resíduo para redução de mão

de obra.

2) Instalação de pontos de ancoragem

nos silos metálicos.

3) Instalação de novos exaustores (Cycloar)

melhorando aeração.

4) Iniciada a reforma do secador e da fornalha kW 315.

Unidade Matriz Sementes (U.B.S.)

1) Instalação de silo de resíduo visando redução de

mão de obra.

2) Substituição de mesa dessimétrica melhorando a

qualidade do serviço.

3) Reforma do queimador/secador Blasi (secagem

a gás GLP).

Milho 11,28 13,86 22,9%

Trigo 7,52 8,69 15,6%

5) Aumento da capacidade dos elevadores 3 e 5, linha

do secador 315 de 40 para 100 ton./hora.

Sorgo 2,79 5,72 105,0%

Cevada 0 0,0386 0,0%

6) Implantação do sistema Delsoft na portaria para

controle de acesso à unidade.

Total 65,06 88,07 35,4%

18 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 19



Projeções 2021

Gráficos e Dados Estatísticos dos Principais Cereais:

9.000

8.000

7.000

6.000

5.000

4.000

3.000

2.000

1.000

45.000

40.000

35.000

30.000

25.000

20.000

15.000

10.000

5.000

380

360

340

320

300

280

260

240

220

200

Área em Hectares de Algodão

7.994

5.384

4.444

1.944

1.066

1.120 1.144

2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

Produção em Toneladas de Algodão

40.262

28.972

22.282

8.482

6.740

4.702 5.323

2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

Produção de Algodão - @/hectare

359 359

334 336

310

280 291

2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

2020

Área

Plant.

Cultura (ha) ton.

Algodão 5.384 28.972

Aveia 1.804 1.119

Feijão 17.756 5.960

Real Beneficiada

Prod.

Md.

359@/

ha

50/sc/

ha

60/sc/

ha

Área

ton.

Não Beneficiada

Prod.

Md.

Área

5.384 0 0 0

373 4.293

1.656 57.962

50/sc/

ha

60/sc/

ha

Milho 9.195 105.589 191/sc/ha 9.195 0 0 0

Milho Semente 2.725 0 0 0 27.795

170/sc/

ha

Soja 52.267 227.775 73/sc/ha 52.267 0 0 0

Soja Semente 675 449

Sorgo 7.905 54.818

75/sc/

ha

80/sc/

ha

1.431

16.101

2.725

100 2.589 75/sc/ha 575

7.905 0 0 0

Trigo 17.808 78.211 73/sc/ha 17.808 0 0 0

Trigo Semente 887 1.714

80/sc/

ha

887 0 0 0

Cevada 1.165 5.156 74/sc/ha 1.165 0 0 0

Semente Milheto 495 82

30/sc/

ha

46 809

30/sc/

ha

Total 118.066 509.845 96.786 93.448 21.281

*A produção em ton. está bruta, sem os descontos de impureza e umidade.

449

Quantidade de Fardos Produzidos de Algodão

90.000

80.000

82.383

70.000

60.000

50.000

40.000

46.701

56.859

30.000

20.000

10.000

10.232

17.819

11.382

11.214

2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

20 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 21



II) Commodities

Em nossa região, tivemos situações climáticas

adversas que impactaram no plantio com destaque

a falta de chuva que postergou o plantio de soja safra

19/20. A guerra comercial entre EUA e China, a

valorização do dólar e a pandemia do coronavírus

contribuíram na elevação dos preços das commodities

em todo o mundo.

Sorgo

Consolidado como uma grande opção aos

cooperados na segunda safra, devido à estabilidade

no campo e à demanda aquecida no

mercado interno para ração animal, especialmente

para suínos.

Algodão

Soja

60.000

50.000

40.000

30.000

Evolução área de Soja

52.942

38.678 37.978

35.829 36.165

52.756

18.000

16.000

14.000

12.000

10.000

8.000

16.730

Evolução área de Milho

12.559

11.920

7.718 7.821

15.571

Um primeiro semestre marcado pela derrubada

da demanda global devido à pandemia. Já no

segundo semestre, o consumo aumentou com reflexos

positivos nos preços internacionais.

Milho

Destacamos a elevação dos preços no segundo

semestre em função da demanda proporcionada

pela China, tornando-se um importante comprador

global de milho. Também foi favorecido pela frustração

da safra do hemisfério norte e a valorização

do dólar frente ao real.

Brasil registrando novamente uma safra recorde

e se consolidando como o principal país na

produção de soja. Ano marcado por bons preços,

provocado por alguns fatores: desvalorização cambial

brasileira, ritmo acelerado das exportações no

primeiro semestre, demanda chinesa aquecida com

a recuperação do rebanho suíno, perspectiva de estoque

baixo nos EUA e clima mais seco na América

do Sul para a nova safra 20/21.

Trigo

Os preços internacionais de trigo foram pressionados

para cima por consequência de quebra de

produção no hemisfério norte e na Argentina, além

da desvalorização do real. Obtivemos uma boa remuneração

o ano todo para os nossos cooperados.

20.000

6.000

10.000

4.000

2.000

2016 2017 2018 2019 2020 2021

2016 2017 2018 2019 2020 2021

Evolução área de Trigo

Evolução área de Feijão

20.000

18.695

19.850

25.000

21.865

15.000

10.000

7.960

8.998

15.201 15.514

20.000

15.000

10.000

16.876

14.397

15.940

18.500

18.711

5.000

5.000

2016 2017 2018 2019 2020 2021

2016 2017 2018 2019 2020 2021

70.000

60.000

50.000

40.000

Evolução área Agricultável

52.222 51.811 53.129

57.429 59.333

63.974

Evolução do Total de Área Plantada durante o ano

118.066 118.066

120.000

105.581

97.359 99.261

100.000

89.850

80.000

30.000

60.000

20.000

40.000

10.000

20.000

2016 2017 2018 2019 2020 2021

2016 2017 2018 2019 2020 2021

22 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 23



7. SEGMENTO PERECÍVEIS – FRUTAS

Em relação a banana e goiaba tivemos a comercialização

durante o ano todo, destacando a banana com

o crescimento no preço médio em 29%. As vendas de

atemoia e caqui tiveram início em abril; com a chegada

da pandemia os preços se desvalorizaram, onde a atemoia

teve seus preços desvalorizados em 15%.

Nas frutas do segundo semestre, destacamos o

pêssego e a maçã: para as variedades mais precoces,

o clima foi favorável, demostrando uma boa produção,

o que não foi comprovado para as variedades mais

tardias, como o “douradão” e “rubimel”. As colheitas

iniciaram-se no final de agosto, com baixa produção.

O mercado demonstrou-se muito aquecido, refletindo

no aumento dos preços; e os motivos básicos desse

crescimento foram pela alta do dólar e a pouca entrada

de mercadoria estrangeira.

Evolução Faturamento de Frutas em tonelada

1.307

1.160

2020 2019

34

84

148

174

199

53

121

162

222

62

142

174

244

4

6,707

645

808

Banana Pêssego (mesa) Abacaxi Ameixa Maçã Goiaba (mesa) Atemoia Caqui Goiaba (Ind.) Outros Produtos

Preço Médio em kg

2020 2019

0,63

0,38

0,39

1,03

1,33

1,59

1,13

1,37

1,32

1,54

2,63

2,65

2,97

3,12

3,55

3,65

4,83

3,61

3,89

Banana Pêssego (mesa) Abacaxi Ameixa Maçã Goiaba (mesa) Atemoia Caqui Goiaba (Ind.) Outros Produtos

24 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 25



9. ALGUNS GRÁFICOS HISTÓRICOS

2021 = estimativas

Evolução do Faturamento de Produtos Líquido

dos Juros (prazo)

Adm./Faturamento

8. SEGMENTO CITRICULTURA

Ano marcado pelo aumento do consumo de suco de laranja, na busca por vitamina C para o fortalecimento

do sistema imunológico. A citricultura vem se mantendo com grande atratividade de investimento e diversificação

pelos nossos cooperados.

493

634 626

819

944

1.335

1.572

2,11%

1,83%

2,06%

1,57%

1,48%

1,23%

0,62%

Faturamento de Laranja por Variedades (em mil caixas por ano)

555

782

632

414

410

566

367

359

2018 2019 2020

2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

Administração Central

16.371

13.920

12.903 12.868

11.602

10.387

9.724

2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

1.321

Faturamento por Funcionário

(produtividade)

1.381

1.236

1.642

1.832

2.553

3.006

156

152

82

191

90

106

27

49

18

21

255

47

38

22

25

32

2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

Pêra Valencia Natal Hamlin Folha Murcha Baianinha Rubi Demais Variedades

Salário/Faturamento

Faturamento Geral de Laranja (em mil caixas por ano)

4,18%

4,03%

4,51%

3,73%

3,52%

3,23%

1.951 1.920

2,71%

1.478

1.648

1.521

1.068

954

1.165

2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020

Faturamento de Laranja (em mil R$ por ano)

Preço médio p/caixa

50.000

45.000

40.000

35.000

30.000

25.000

20.000

15.000

10.000

7.469

10.037

15.601

27.245

30.462

44.813 43.873

38.235

25.000

20.000

15.000

10.000

5.0000

6,99

10,52

13,40

18,44 18,48

22,97 22,85

25,14

5.0000

2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020

2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020

26 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 27



10. MOVIMENTO DO EXERCÍCIO

POR SEGMENTO

(pela legislação societária em milhares de reais)

Operações Sociedade Diagri Citrus Frutas Geral Orçamento

Ingressos e Receitas de Produtos 789.296,6 491.512,7 1.093,7 6.090,6 1.287.993,6 1.072.491,2

Dispêndios e Custos Diretos (730.117,8) (478.213,3) (1.093,7) (6.090,6) (1.215.515,4) (1.010.145,6)

Margem Bruta dos Produtos 59.178,8 13.299,4 - - 72.478,2 62.345,6

Percentual da Margem Bruta 7,5% 2,7% 0,0% 0,0% 5,6% 5,8%

Ingressos/Receitas dos Serviços 12.787,9 33.196,4 718,2 767,4 47.469,9 44.117,5

Sobra/Receita Bruta Realizada 71.966,7 46.495,8 718,2 767,4 119.948,1 106.463,1

Sobra/Receita Bruta Orçada 60.387,2 44.662,5 718,2 695,2 106.463,1

Variação 119,2% 104,1% 100,0% 110,4% 112,7%

Total Dispêndios Operacionais Realizados (52.004,9) (33.660,3) (432,3) (827,5) (86.925,0) (74.959,0)

Total Dispêndios Operacionais Orçados (39.596,6) (34.089,8) (445,6) (827,0) (74.959,0)

Variação 131,3% 98,7% 97,0% 100,1% 116,0%

Movimento Financeiro Líquido Realizado 2.810,9 968,8 103,4 80,7 3.963,8 (3.133,3)

Movimento Financeiro Líquido Orçado (3.838,1) 526,3 100,4 78,1 (3.133,3)

Variação 173,2% 184,1% 103,0% 103,3% 226,5%

Movimento Líquido Operacional Realizado 22.772,7 13.804,3 389,3 20,6 36.986,9 28.370,8

Movimento Líquido Operacional Orçado 16.952,5 11.099,0 373,0 (53,7) 28.370,8

Variação 134,3% 124,4% 104,4% 138,4% 130,4%

Outras Receitas/Despesas não operacionais 966,8 684,1 - 23,4 1.674,3 2.847,6

Resultado não Operacional Orçado 2.233,7 595,3 - 18,6 2.847,6

Provisão Imposto Renda e CSLL Realizado (4.704,4) - - - (4.704,4) (4.241,0)

Provisão de IR e CSLL Orçado (4.241,0) - - - (4.241,0)

MOVIMENTO LÍQUIDO REALIZADO 19.035,1 14.488,4 389,3 44,0 33.956,8 26.977,4

MOVIMENTO LÍQUIDO ORÇADO 14.945,2 11.694,3 373,0 (35,1) 26.977,4

Estudantes do colegial, universitários

e recém-formados visitam a Cooperativa.

Tiveram um café com o Presidente

no Auditório Holambra e conheceram

as instalações.

Encontro com os 10 bolsistas e pais e responsáveis

da Cooperativa Educacional de Pais e Responsáveis

de Campos de Holambra.

Visita dos alunos do 9º ano do Ensino

Fundamental. Explorando o assunto

de geografia dado em sala de aula

sobre setorização na indústria e

comércio nos países desenvolvidos

e subdesenvolvidos – Cooperativa

Educacional de Pais e Responsáveis

de Campos de Holambra.

11. BALANÇO SOCIAL

Entrega Kit Consciente.

Evento Realizado no Dia da Mulher

com as Colaboradoras da Cooperativa

Equipamentos doados para a Santa Casa

de Avaré.

28 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 29



Encontro de Esposas de Cooperados Holambra.

Visita do Papai Noel e seu ajudante nas unidades Holambra.

Homenagem

ao Dia do Médico.

Homenagem ao Sr. Renzo.

Inauguração da unidade Itaberá.

Decoração natalina.

Campanha Solidária para

arrecadar cestas básicas

para doação às famílias afetadas

pelas consequências

da pandemia.

Entrega de cestas –

unidade Takaoka.

Planejamento Estratégico.

Doação de insumos para combate à

Covid-19 à área de saúde de Paranapanema.

Doação de cestas

básicas para a cidade

de Taquarivaí.

Doação de insumos para

combate à Covid -19 na

APAE de Paranapanema.

Drive Thru Alimentos

por máscaras.

Doação de insumos

para combate

à Covid-19

à Santa Casa de Itaí.

Doação de máscaras

para a Santa Casa de Avaré.

Evento Outubro Rosa.

Doação de aventais

e máscaras para

o Hospital de

Paranapanema.

30 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 31



12. DEMONSTRAÇÕES

FINANCEIRAS

32 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 33



I) Balanços Patrimoniais

Em 31 de dezembro de 2020 e 2019, pela Legislação Societária, valores em milhares de reais

ATIVO Nota Exercício 2020 Exercício 2019

CIRCULANTE

Caixa e Equivalentes de Caixa 3 227.121 164.853

Contas a Receber de Cooperados 4 129.816 117.876

Contas a Receber de Terceiros 5 94.642 59.335

Estoques Próprios 6 46.615 63.525

Estoques Contratados a serem Faturados 7 17.484 68.762

Impostos e Contribuições a Recuperar 8 7.748 6.657

Títulos de Capitalização 690 1.773

Outros Créditos 4.910 1.213

Despesas Pagas Antecipadamente 1.601 1.279

Total do Ativo Circulante 530.627 485.273

NÃO CIRCULANTE

Realizavél a Longo Prazo

Contas a Receber de Cooperados 4 1.031 899

Contas a Receber de Terceiros 5 2.704 4.354

Impostos e Contribuições a Recuperar 8 4.020 15.209

Títulos de Capitalização 122 128

Bens Destinados à Venda 1.776 2.218

Total do Realizável a Longo Prazo 9.653 22.808

Investimentos 715 547

Imobilizado 9 165.580 169.152

Intangível 2.362 2.359

Total do Ativo Não Circulante 178.310 194.866

TOTAL DO ATIVO 708.937 680.139

PASSIVO Nota Exercício 2020 Exercício 2019

CIRCULANTE

Empréstimos e Financiamentos 10 290.431 255.672

Fornecedores 11 50.151 27.777

Obrigações com Cooperados 12 81.381 59.359

Obrigações Sociais e Trabalhistas 2.902 2.742

Impostos e Contribuições a Recolher 1.907 1.106

Provisões de Férias e Encargos 2.607 2.509

Capital Social a Restituir 801 916

Vendas Contratadas a serem Faturadas 7.1 19.385 76.128

Outras Obrigações 2.058 1.139

Total do Passivo Circulante 451.623 427.348

NÃO CIRCULANTE

Empréstimos e Financiamentos 10 23.725 48.143

Capital Social a Restituir 1.628 2.281

Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos 13 2.183 2.058

Outras Obrigações 4.080 4.761

Total Passivo não Circulante 31.616 57.243

PATRIMÔNIO LÍQUIDO 14

Capital Social 116.515 101.887

Reserva Legal 29.294 26.042

Reserva para Desenvolvimento 14.151 19.665

RATES - Reserva para Assistência Técnica, Educacional e Social 11.912 6.637

Ajuste de Avaliação Patrimonial 29.377 30.196

Realização do Ajuste de Avaliação Patrimonial 819 1.158

Provisão para IR e CSLL s/ Ajuste de Avaliação Patrimonial (2.183) (2.058)

Sobras à Disposição da AGO 25.813 12.021

Total do Patrimônio Líquido 225.698 195.548

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 708.937 680.139

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

34 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 35



II) Demonstração dos Movimentos Líquidos dos Exercícios

III) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido

Findos em 31 de dezembro de 2019 e 2020

Valores em milhares de reais

INGRESSOS E RECEITAS OPERACIONAIS LÍQUIDOS

DOS IMPOSTOS

Nota

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Exercício

2020

Exercício

%

Exercício

2019

1.335.464 41,5% 943.552

DISPÊNDIOS E CUSTOS DAS MERCADORIAS VENDIDAS (1.215.516) 43,7% (846.038)

SOBRA BRUTA OPERACIONAL 16 119.948 23,0% 97.514

(DISPÊNDIOS) INGRESSOS OPERACIONAIS

Com Serviços e Industrialização (31.791) 0,2% (31.736)

Com Produtos (16.880) 8,3% (15.593)

Com a Administração (31.244) 11,6% (27.992)

Gerais (7.881) 16,3% (6.775)

Recuperações de Dispêndios 870 -46,0% 1.610

TOTAL DOS (DISPÊNDIOS) INGRESSOS OPERACIO-

NAIS

(86.926) 8,0% (80.486)

MOVIMENTOS FINANCEIROS LÍQUIDOS 3.964 120,5% (3.288)

MOVIMENTOS LÍQUIDOS OPERACIONAIS 36.986 169,2% 13.740

OUTRAS RECEITAS/DESPESAS 1.674 -45,5% 3.072

MOVIMENTOS LÍQUIDOS DOS EXERCÍCIOS ANTES DO

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

38.660 130,0% 16.812

Provisão para Imposto de Renda 13 (3.507) (1.982)

Provisão para Contribuição Social 13 (1.197) (740)

MOVIMENTOS LÍQUIDOS DOS EXERCÍCIOS 33.956 141,0% 14.090

Resultado Líquido sobre as Receitas 2,54% 1,49%

Transferência para Reserva Legal (2.868) (1.336)

Transferência para RATES (9.835) (3.893)

Gastos do RATES no exercício 4.560 3.160

MOVIMENTO À DISPOSIÇÃO DA ASSEMBLEIA 25.813 114,7% 12.021

DMPL

Sobras a

Disposição

da AGO

Provisão para ir

e Csll s/ ajuste

de Avaliação

Patrimonial

Realização do

Ajuste de

Avaliação

Patrimonial

Ajuste

de Avaliação

Patrimonial

Rates

Reserva para

Desenvolvimento

Reserva

Legal

Capital

Social

SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2018 98.115 24.665 18.370 5.904 31.354 852 (2.098) 5.231 182.393

- 41 1.295 - - (852) - (5.231) (4.747)

Distribuição de Sobras e Transferência

de Reservas conforme A.G.O

Integralização de Capital por :

Admissões, Retenções e Contribuições 9.172 - - - - - - - 9.172

Baixa por Saídas de Cooperados (2.454) - - - - - - - (2.454)

Devolução artigo 18° e seus Parágrafos (2.946) - - - - - - - (2.946)

Depreciação do Ajuste de Avaliação Patrimonial - - - - (1.158) 1.158 - - -

- - - - - - 40 - 40

Provisão para I.R. e C.S.L.L sobre Ajuste

de Avaliação Patrimonial

Sobra Líquida do Exercício - - - - - - - 14.090 14.090

Transferência para Reserva Legal e RATES - 1.336 - 3.893 - - - (5.229) -

Gastos da RATES do Exercício - - - (3.160) - - - 3.160 -

SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2019 101.887 26.042 19.665 6.637 30.196 1.158 (2.058) 12.021 195.548

18.134 384 (5.514) - - (1.158) - (12.021) (175)

Distribuição de Sobras e Transferência

de Reservas conforme A.G.O

Integralização de Capital por :

Admissões, Retenções e Contribuições 17 - - - - - - - 17

Baixa por Saídas de Cooperados (418) - - - - - - - (418)

Devolução artigo 18° e seus Parágrafos (3.105) - - - - - - - (3.105)

Depreciação do Ajuste de Avaliação Patrimonial - - - - (819) 819 - - -

- - - - - - (125) - (125)

Provisão para I.R. e C.S.L.L sobre Ajuste

de Avaliação Patrimonial

Sobra Líquida do Exercício - - - - - - - 33.956 33.956

Transferência para Reserva Legal e RATES - 2.868 - 9.835 - - - (12.703) -

Gastos da RATES do Exercício - - - (4.560) - - - 4.560 -

SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2020 116.515 29.294 14.151 11.912 29.377 819 (2.183) 25.813

225.698

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

36 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 37



IV) Demonstração do Resultado Abrangente dos Exercícios

Findos em 31 de dezembro de 2019 e 2020

Valores em milhares de reais

Exercício

2020

Exercício

2019

SOBRA LÍQUIDA DO EXERCÍCIO 33.956 14.090

OUTROS RESULTADOS ABRANGENTES:

RESULTADO ABRANGENTE TOTAL

33.956 14.090

V) Demonstração do Fluxo de Caixa dos Exercícios

Findos em 31 de dezembro de 2019 e 2020

Valores em milhares de reais

Fluxo de caixa das atividades operacionais

2020 2019

Sobra Líquida do Exercício 33.956 14.090

Ajustes por:

Depreciações e amortizações 7.054 6.605

Valor residual das baixas do imobilizado e intangível 187 1.477

Perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa 121 38

Juros provisionados de empréstimos e financiamentos 22.701 27.652

Sobra líquida após ajustes 64.019 49.862

Variação nos ativos:

Contas a receber de cooperados e terceiros (45.850) (19.138)

Estoques 68.188 (30.363)

Impostos e contribuições a recuperar 10.098 3.032

Outros ativos circulantes e não circulantes (2.488) (626)

Variação nos passivos:

Fornecedores 22.374 (1.359)

Obrigações com cooperados 22.022 20.957

Obrigações sociais, trabalhistas e provisão de férias e encargos 258 193

Impostos e contribuições a recolher 801 (1.206)

Outros passivos circulantes e não circulantes (57.149) 16.334

Recursos líquidos provenientes das operações 82.273 37.686

Fluxo de caixa das atividades de investimentos

Aumento nos investimentos (168) 17

Aquisições do imobilizado e do intangível (3.671) (7.895)

Recursos líquidos provenientes das atividades de investimentos (3.839) (7.878)

Fluxo de caixa das atividades de investimentos

Empréstimos e financiamentos bancários (12.360) (5.850)

Distribuição de sobras e transferências de reservas (175) (4.747)

Integralização de capital 17 9.172

Baixa por saída de cooperados e devolução de capital (3.523) (5.400)

IRPJ e CSLL sobre avaliação patrimonial (125) 40

Juros sobre o capital próprio - -

Recursos líquidos provenientes das atividades de financiamentos (16.166) (6.785)

Aumento do caixa e equivalentes de caixa 62.268 23.023

Variação do caixa e equivalentes de caixa:

Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 227.121 164.853

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 164.853 141.830

Aumento do caixa e equivalente de caixa 62.268 23.023

38 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 39



13. NOTAS EXPLICATIVAS

COOPERATIVA AGRO INDUSTRIAL HOLAMBRA

CNPJ 60.906.724/0001-20

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras

Exercícios Findos em 31 de dezembro de 2020 e 2019

Em milhares de reais

CONTEXTO OPERACIONAL

A Cooperativa Agro Industrial Holambra é uma

cooperativa de produção agropecuária, de responsabilidade

limitada, fundada em 1960, com sede

na Fazenda das Posses, no município de Paranapanema,

com área de atuação em todo o território

nacional; sendo constituída por cooperados, para

produção agrícola, animal e extrativa, que soma cerca

de 62.000 ha de área explorada.

Suas principais operações são:

• Compra de insumos destinados à produção e

revenda a cooperados e terceiros.

• Compra e venda da produção “in natura” ou

beneficiada de cooperados e terceiros.

• Comercialização da produção “in natura” ou

beneficiada dos cooperados.

• Prestação de serviços diversos, como armazenagem

e beneficiamento de produtos.

• Serviços de Tratamento de Sementes a cooperados

e terceiros.

• Serviços de Gestão e Coordenação em Agricultura

de Precisão.

• Intermediação e administração de financiamentos

para produção e investimentos.

a) Efeitos da Covid-19

A Cooperativa avaliou os impactos e riscos relativos

aos seus negócios causados pela pandemia

mundial declarada pela Organização Mundial de

Saúde (OMS), relacionada ao novo coronavírus

(Covid-19). A Cooperativa até a data dessas demonstrações

financeiras entende, não haver, nesse

momento, impactos econômico-financeiros e efeitos

relevantes sobre as demonstrações financeiras

findas em dezembro de 2020, ainda não há riscos

sobre a continuidade dos negócios da Cooperativa.

A Cooperativa segue monitorando todas as informações

referentes à pandemia que está impactando a

economia a nível mundial.

A administração da Cooperativa no sentido de

preservar a integridade, a saúde e a segurança de

todos os seus colaboradores, tanto no contexto administrativo

como operacional, adotou medidas como:

home office, adoção das orientações do Ministério

e Secretarias de Saúde, reforço nas higienizações,

distribuição de álcool líquido e em gel 70%, distribuição

de máscaras de proteção para colaboradores

e prestadores de serviços. Ainda, em relação aos

procedimentos de prevenção à Covid-19, reorganização

das áreas da Cooperativa respeitando o

distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas

e orientações.

1. BASE DE PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

a) Declaração de conformidade

As demonstrações financeiras da Cooperativa foram

preparadas e estão sendo apresentadas de acordo com

as práticas contábeis adotadas no Brasil, adaptadas às peculiaridades

da atividade cooperativista em consonância

com a Lei 5.764/1971 e NBCT 10.8 – IT – 01 – Entidades

Cooperativas.

A Administração avaliou a capacidade da Cooperativa

em continuar operando normalmente e

está convencida de que ela possui recursos para

dar continuidade a seus negócios no futuro. Adicionalmente,

a Administração não tem conhecimento

de nenhuma incerteza material que possa gerar

dúvidas significativas sobre a sua capacidade de

continuar operando. Assim, estas demonstrações

financeiras foram preparadas com base no pressuposto

de continuidade.

A emissão das demonstrações financeiras foi autorizada

pela Administração da Cooperativa em 10

de fevereiro de 2021.

b) Mensuração de valor

As demonstrações financeiras foram preparadas

com base no custo histórico como base de

valor, exceto quando indicado de outra forma em

nota explicativa.

c) Moeda funcional e moeda de apresentação

Essas demonstrações financeiras são apresentadas

em milhares de reais, que é a moeda funcional e de

apresentação da Cooperativa. Todas as informações

financeiras em nota explicativa foram apresentadas

em milhares de reais, exceto quando indicado de outra

forma em nota explicativa.

d) Aplicação de julgamento e práticas contábeis

críticas na elaboração das demonstrações

financeiras

As estimativas contábeis são continuamente avaliadas

e baseiam-se na experiência histórica e em

outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros,

consideradas razoáveis para as circunstâncias.

Com base em premissas, a Cooperativa faz estimativas

com relação ao futuro. Por definição, as

estimativas contábeis resultantes raramente serão

iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas

e premissas que apresentam um risco significativo,

com probabilidade de causar um ajuste relevante nos

valores contábeis de ativos e passivos para o próximo

exercício social, estão contempladas a seguir.

d.1) Provisão para créditos de liquidação duvidosa

– impairment

A provisão para créditos de liquidação duvidosa

é calculada mediante a análise individual dos títulos

em atraso ou com expectativa de inadimplência, passando

por uma avaliação sobre a natureza do título, a

existência e suficiência de garantias reais, históricos e

outras características.

d.2) Provisão para impairment de tributos a

recuperar

A provisão para impairment de determinados tributos

a recuperar é calculada mediante a análise das

atuais perspectivas de realização, passando por uma

avaliação sobre a natureza dos créditos, canais de recuperação,

cenário das atividades no atual ambiente

tributário e histórico dessas operações.

d.3) Revisão da vida útil e valor recuperável

do ativo imobilizado

A capacidade de recuperação dos ativos que são

utilizados nas atividades da Cooperativa é avaliada

sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias

indicarem que o valor contábil de um ativo ou grupo

de ativos pode não ser recuperável com base em fluxos

de caixa futuros. Se o valor contábil destes ativos

for superior ao seu valor recuperável, o valor líquido

é ajustado e sua vida útil readequada para novos patamares.

d.4) Imposto de renda, contribuição social e

outros tributos

A Cooperativa reconhece provisões para situações

em que é provável que valores adicionais de

tributos sejam devidos. Quando o resultado final dessas

questões for diferente dos valores inicialmente

estimados e registrados, essas diferenças afetarão os

ativos e passivos fiscais atuais e diferidos no período

em que o valor definitivo for determinado.

d.5) Provisão para contingências

A Cooperativa é parte envolvida em processos

tributários, cíveis e trabalhistas que se encontram em

instâncias diversas. As provisões para contingências,

constituídas para fazer face a potenciais perdas decorrentes

dos processos em curso, são estabelecidas e

atualizadas com base na avaliação da Administração,

fundamentada na opinião de seus assessores legais e requerem

elevado grau de julgamento sobre as matérias

envolvidas. As demandas com risco de perda classificado

como provável são contabilizadas; as demandas

com risco de perda possível são divulgadas em nota explicativa;

e as demandas com risco de perda remota não

são divulgadas, conforme norma contábil específica.

d.6) Mensuração ao valor justo

Uma série de políticas e divulgações contábeis

da Empresa requer a mensuração dos valores justos,

para os ativos e passivos financeiros e não financeiros.

Questões significativas de avaliação são reportadas

para a Administração da Empresa. Ao mensurar o valor

justo de um ativo ou um passivo, a Empresa usa

dados observáveis de mercado, tanto quanto possível.

Os valores justos são classificados em diferentes

níveis em hierarquia baseada nas informações (inputs)

utilizadas nas técnicas de avaliação. Informações adicionais

sobre as premissas utilizadas na mensuração

dos valores estão incluídas na nota explicativa nº 19

- Instrumentos financeiros.

40 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 41



2. RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS

As principais políticas contábeis adotadas

pela Cooperativa, nessas demonstrações financeiras

estão descritas abaixo. Essas políticas foram aplicadas

de modo consistente nos exercícios apresentados,

salvo quando indicado de outra forma.

a) Reconhecimento de ingressos ou receitas

O ingresso/receita compreende o valor justo

recebido ou a receber pela comercialização de produtos,

mercadorias e serviços no curso normal das

atividades da Cooperativa. O ingresso/receita é

apresentado líquido dos tributos, das devoluções,

dos abatimentos e dos descontos.

a.1) Venda de produtos

A Cooperativa reconhece o ingresso/receita

quando o seu valor pode ser mensurado com segurança,

não detém mais controle sobre a mercadoria

vendida ou qualquer outra responsabilidade relacionada

à propriedade desta, é provável que benefícios

econômicos futuros fluirão para a Cooperativa, os

riscos e os benefícios dos produtos foram integralmente

transferidos ao comprador e quando critérios

específicos tiverem sido atendidos para cada uma das

atividades da Cooperativa.

a.2) Receita financeira

A receita financeira é reconhecida conforme

o prazo decorrido, usando o método da taxa efetiva

de juros.

b) Instrumentos financeiros

Os instrumentos financeiros somente são reconhecidos

a partir da data em que a Cooperativa

se torna parte das disposições contratuais dos instrumentos

financeiros. Quando reconhecidos, são

inicialmente registrados ao seu valor justo acrescido

dos custos de transação que sejam diretamente

atribuíveis à sua aquisição ou emissão, quando aplicável.

Sua mensuração subsequente ocorre a cada

data de balanço de acordo com as regras estabelecidas

para cada tipo de classificação de ativos e

passivos financeiros.

Os instrumentos financeiros ativos são classificados

por três categorias discriminadas abaixo. A

classificação depende do modelo de negócio da

Cooperativa para a gestão dos ativos, quanto nas

características de fluxo de caixa contratual do ativo

financeiro. As categorias estão descritas a seguir:

Ativos financeiros mensurados ao custo amortizado

São reconhecidos ao custo amortizado os ativos

financeiros mantidos em um modelo de negócio

cujo objetivo seja mantê-los para receber fluxos de

caixa contratuais e os termos contratuais do ativo

financeiro derem origem, em datas especificadas,

a fluxos de caixa que constituam, exclusivamente,

pagamentos de principal e juros sobre o valor do

principal em aberto.

Ativos financeiros mensurados a valor justo

por meio de outros resultados abrangentes

São aqueles mantidos dentro de modelo de

negócios cujo objetivo seja atingido tanto pelo recebimento

de fluxos de caixa contratuais quanto

pela venda de ativos financeiros; e os termos contratuais

do ativo financeiro derem origem, em datas

especificadas, a fluxos de caixa que constituam exclusivamente

pagamentos de principal e juros sobre o

valor do principal em aberto.

Mensurados pelo valor justo por meio do resultado

São classificados nessa modalidade os ativos financeiros

que não se enquadram na classificação de

custo amortizado ou ao valor justo por meio de outros

resultados abrangentes. São gerenciados com o objetivo

de obter fluxo de caixa pela venda de ativos.

Passivos financeiros

Os passivos financeiros são classificados como

mensurados ao custo amortizado ou ao mensurados

pelo valor justo por meio do resultado. Um passivo

financeiro é classificado como mensurado ao valor

justo por meio do resultado caso for classificado como

mantido para negociação, for um derivativo ou

for designado como tal no reconhecimento inicial.

Passivos financeiros mensurados ao valor justo por

meio do resultado são mensurados ao valor justo e o

resultado líquido, incluindo juros, é reconhecido no

resultado. Qualquer ganho ou perda no desreconhecimento

também é reconhecido no resultado.

c) Caixa e equivalentes de caixa

Compreendem os saldos de dinheiro em caixa,

depósitos bancários à vista e aplicações financeiras.

As aplicações financeiras estão demonstradas

ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos até a

data do encerramento do balanço patrimonial e são

de liquidez imediata. Para que um investimento financeiro

seja qualificado como equivalente de caixa,

precisa ter conversibilidade imediata em montante

conhecido de caixa e estar sujeito a um insignificante

risco de mudança de valor. Portanto, um investimento

normalmente qualifica-se como equivalente de caixa

somente quando tem vencimento original de curto

prazo, de três meses ou menos da data da aquisição.

O cálculo do valor justo das aplicações financeiras,

quando aplicável, é efetuado levando em consideração

as cotações de mercado ou as informações de

mercado que possibilitem tal cálculo.

d) Contas a receber – cooperados e terceiros

As contas a receber, tanto de terceiros como de

cooperados, correspondem aos valores a receber

pela venda de produtos, mercadorias e serviços no

curso normal das atividades da Cooperativa. Se o

prazo de recebimento é equivalente há um ano ou

menos, as contas a receber são classificadas no ativo

circulante. Caso contrário, estão apresentadas

no ativo não circulante. Adicionalmente, as contas

a receber incluem encargos financeiros para os títulos

vencidos, exceto para os casos em que não há

perspectivas de recebimento e os correspondentes

títulos estão sendo executados.

As contas a receber são, inicialmente, reconhecidas

pelo valor justo e, subsequentemente,

mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método

da taxa efetiva de juros menos a provisão para

créditos de liquidação duvidosa (impairment) e ajuste

a valor presente, quando aplicável. Na prática são

normalmente reconhecidas ao valor faturado, ajustado

pela provisão para impairment e ajuste a valor

presente, se necessário.

As perdas estimadas com créditos de liquidação

duvidosa são constituídas com base na análise

do contas a receber em montantes considerados suficientes

pela Administração da Cooperativa para

cobrir prováveis perdas na sua realização.

e) Estoques

Os estoques são demonstrados ao custo médio

de aquisição ou de produção, que não é superior ao

valor líquido de realização.

As provisões para estoques de baixa rotatividade

ou obsoletos são constituídas quando consideradas

necessárias pela Administração da Cooperativa.

f) Investimentos

Representados substancialmente por participações

societárias no sistema cooperativista avaliadas

pelo custo de aquisição e ajustados ao valor justo

quando aplicável, que corresponde a efetiva participação

da Cooperativa no capital social das investidas.

g) Imobilizado

g.1) Reconhecimento e mensuração

Itens do imobilizado são mensurados pelo custo

histórico de aquisição ou construção, deduzido

de depreciação acumulada e ajustado por avaliação

de ativos para os bens das contas de terrenos, máquinas

e equipamentos, edificações e veículos, com

base em laudo de peritos independentes, e, quando

aplicável, perdas de redução ao valor recuperável

(impairment) acumuladas.

O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis

à aquisição de um ativo.

Quando partes de um item do imobilizado têm

diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens

individuais (componentes principais) de imobilizado.

Ganhos e perdas na alienação de um item do

imobilizado, apurados pela diferença entre os recursos

advindos da alienação e o valor contábil do

imobilizado, são reconhecidos no resultado.

g.2) Custos subsequentes

Gastos subsequentes são capitalizados na medida

em que seja provável que benefícios futuros

associados com os referidos gastos serão auferidos

pela Cooperativa. Gastos de manutenção e

reparos recorrentes são reconhecidos no resultado

quando incorridos.

g.3) Depreciação

Itens do ativo imobilizado são depreciados pelo

método linear no resultado do exercício baseado na

vida útil econômica estimada de cada item. Terrenos

não são depreciados.

Itens do ativo imobilizado são depreciados a partir

da data em que são instalados e estão disponíveis

para uso, ou em caso de ativos construídos internamente,

do dia em que a construção é finalizada e o

ativo está disponível para utilização.

Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os

valores residuais serão revistos a cada encerramento

de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos

como mudança de estimativas contábeis.

42 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 43



h) Intangível

Ativos intangíveis consistem em marcas e patentes

e softwares adquiridos, reconhecidos pelo custo,

menos a amortização acumulada e quaisquer perdas

acumuladas por redução ao valor recuperável. Eles

são amortizados ao longo de sua vida útil estimada

de cinco a dez anos.

i) Empréstimos e financiamentos

Os empréstimos e financiamentos são inicialmente

reconhecidos pelo valor da transação (ou seja,

pelo valor recebido do banco, incluindo os custos de

transação) e subsequencialmente demonstrados pelo

custo amortizado.

Os custos de empréstimos atribuíveis diretamente

à aquisição, construção ou produção de ativos

qualificáveis, os quais levam, necessariamente, um

período de tempo substancial para ficarem prontos

para uso ou venda pretendida, são acrescentados ao

custo de tais ativos até a data em que estejam prontos

para o uso ou a venda pretendida.

Todos os outros custos com empréstimos são reconhecidos

no resultado do exercício, em despesas

financeiras, em que são incorridos.

As despesas com juros são reconhecidas com base

no método de taxa de juros efetiva ao longo do

prazo do empréstimo ou financiamento, de tal forma

que na data do vencimento o saldo contábil corresponde

ao valor devido.

Os empréstimos e financiamentos com vencimento

até o encerramento do próximo exercício

social estão classificados no passivo circulante, e os

com prazos superiores no passivo não circulante.

j) Fornecedores e obrigações com cooperados

As contas a pagar aos fornecedores e cooperados

são obrigações a pagar por bens ou serviços

que foram adquiridos no curso normal dos negócios,

sendo classificadas como passivos circulantes

se o pagamento for devido no período de até um

ano, caso contrário, as contas a pagar são apresentadas

como passivo não circulante. Elas são

inicialmente reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente,

mensuradas pelo custo amortizado

com o uso do método de taxa de juros efetiva.

Na prática, são normalmente reconhecidas ao valor

da fatura correspondente.

k) Provisões

As provisões são reconhecidas quando há uma

obrigação presente, legal ou não formalizada como

resultado de eventos passados quando é provável

que uma saída de recursos seja necessária para liquidar

a obrigação, e quando o valor possa ser estimado

com segurança.

Quando a provisão é mensurada usando o fluxo

de caixa estimado para liquidar a obrigação presente,

o seu valor é determinado através do valor presente

desses fluxos de caixa.

l) Demais ativos e passivos (circulantes e

não circulantes)

Um ativo é reconhecido no balanço patrimonial

quando for provável que seus benefícios econômicos

futuros serão gerados em favor da Cooperativa e seu

custo ou valor puder ser mensurado com segurança.

Um passivo é reconhecido no balanço patrimonial

quando a Cooperativa possui uma obrigação legal ou

constituída como resultado de um evento passado,

sendo provável que um recurso econômico seja requerido

para liquidá-lo.

Estão demonstrados por seus valores conhecidos

ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos

correspondentes rendimentos, encargos e atualizações

monetárias incorridas até a data do balanço e,

no caso dos ativos, retificados por provisão para perdas

quando necessário.

m) Imposto de renda e contribuição social –

correntes e diferidos

As despesas de imposto de renda e contribuição

social dos exercícios compreendem os

tributos correntes e diferidos. Os tributos sobre a renda

são reconhecidos na demonstração do resultado.

O encargo de imposto de renda e contribuição social

corrente é calculado com base nas leis tributárias

promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na

data do balanço. A administração avalia, periodicamente,

as posições assumidas pela Cooperativa nas

declarações de impostos de renda com relação às

situações em que a regulamentação fiscal aplicável

dá margem à interpretações. Estabelece provisões,

quando apropriado, com base nos valores estimados

de pagamento às autoridades fiscais.

m.1) Correntes

A Cooperativa, por alinhar um perfil de entidade

sem objetivo de lucro, tem o resultado de suas operações,

realizadas com cooperados, isento do imposto

de renda pessoa jurídica e da contribuição social sobre

o lucro líquido.

O resultado apurado pela Cooperativa com operações

realizadas com não cooperados é tributado

pelo imposto de renda e pela contribuição social sobre

o lucro líquido com base nas alíquotas vigentes.

m.2) Diferidos

São reconhecidos sobre a avaliação patrimonial

dos bens do ativo imobilizado.

n) Ajuste a valor presente de ativos e passivos

Os ativos e passivos monetários não circulantes

e os circulantes quando o efeito é considerado

relevante em relação às demonstrações financeiras

tomadas em conjunto, são ajustados ao valor presente.

O ajuste a valor presente é calculado levando-se

em consideração os fluxos de caixa contratuais e a

taxa de juros explícita, e em certos casos implícita,

dos respectivos ativos e passivos. Dessa forma, os

juros embutidos nas receitas, despesas e custos associados

a esses ativos e passivos são descontados

com o intuito de reconhecê-los em conformidade

com o regime de competência dos exercícios.

Posteriormente, esses juros são realocados nas linhas

de despesas e receitas financeiras no resultado

por meio da utilização do método da taxa efetiva de

juros em relação aos fluxos de caixa. As taxas de juros

implícitas, quando aplicadas, são determinadas

com base em premissas razoavelmente fundamentadas

e são consideradas estimativas contábeis.

o) Ativos e passivos contingentes e obrigações

legais

As práticas contábeis para registro e divulgação

de ativos e passivos contingentes e obrigações legais

são as seguintes:

Ativos contingentes são reconhecidos somente

quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis,

transitadas em julgado. Os ativos contingentes

com êxitos prováveis são apenas divulgados em nota

explicativa.

Passivos contingentes são provisionados quando

as perdas forem avaliadas como prováveis e os montantes

envolvidos forem mensuráveis com suficiente

segurança. Os passivos contingentes avaliados como

de perdas possíveis são apenas divulgados em nota

explicativa e os passivos contingentes avaliados como

de perdas remotas não são provisionados nem

divulgados.

Obrigações legais são registradas como exigíveis

independentes da avaliação sobre as probabilidades

de êxito, de processos em que a Cooperativa questionou

a inconstitucionalidade de tributos.

p) Capital social

As cotas de capital são classificadas no patrimônio

líquido. No caso de demissão, os cooperados

têm seu capital social devolvido conforme o Estatuto

Social e a legislação cooperativista.

q) Demonstrações dos fluxos de caixa

As demonstrações dos fluxos de caixa foram preparadas

pelo método indireto.

44 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 45



3. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

Modalidades 2020 2019

Caixa e Bancos Conta Movimento 4.199 3.008

Aplicações Financeiras 222.922 161.845

TOTAL 227.121 164.853

Os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo

da Cooperativa. Em aplicações financeiras estão registrados os Certificados de Depósitos Bancários (CDB), remunerados

com base em percentual da variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), considerando

o valor, o prazo e a época da aplicação. As aplicações financeiras são realizadas em instituições financeiras de

primeira linha no intuito de manter o poder aquisitivo da moeda corrente e gerar rendimentos seguros para a

manutenção das operações da Cooperativa, e podem ser resgatadas de acordo com a necessidade de recursos.

5. CONTAS A RECEBER DE TERCEIROS

a) Composição do Saldo

Modalidades

Circulante

2020 2019

Não

Circulante

Total

Circulante

Não

Circulante

Contas não Financiadas 98.511 - 98.511 61.831 - 61.831

Contratos e Títulos 1.710 4.891 6.601 970 6.588 7.558

TOTAL A RECEBER 100.221 4.891 105.112 62.801 6.588 69.389

(-) Juros sobre Vendas a Prazo (3.185) - (3.185) (998) - (998)

(-) Provisão para Perdas (2.394) (2.187) (4.581) (2.468) (2.234) (4.702)

(-) TOTAL DAS CONTAS REDUTORAS (5.579) (2.187) (7.766) (3.466) (2.234) (5.700)

Total

TOTAL 94.642 2.704 97.346 59.335 4.354 63.689

4. CONTAS A RECEBER DE COOPERADOS

a) Composição do Saldo

Modalidades

Circulante

2020 2019

Não

Circulante

Total

Circulante

Não

Circulante

Contas não Financiadas 134.011 - 134.011 119.179 - 119.179

Contratos e Títulos 1.048 1.031 2.079 2.328 899 3.227

TOTAL A RECEBER 135.059 1.031 136.090 121.507 899 122.406

(-) Juros sobre Vendas a Prazo (5.243) - (5.243) (3.631) - (3.631)

(-) TOTAL DAS CONTAS REDUTORAS (5.243) - (5.243) (3.631) - (3.631)

Total

b) Contas a receber por Prazo de Vencimento

Modalidades

Contas não

Financiadas

Contratos

e Títulos

Há mais de

180 dias

De 91 a

180 dias

De 61 a

90 dias

De 31 a

60 Dias

2020

Até 30 Dias Vencidos A Vencer Total

2.394 25 17 91 477 3.004 95.507 98.511

1.532 103 - - - 1.635 4.966 6.601

TOTAL 3.926 128 17 91 477 4.639 100.473 105.112

TOTAL 129.816 1.031 130.847 117.876 899 118.775

b) Contas a receber por Prazo de Vencimento

6. ESTOQUES PRÓPRIOS

2020

Modalidades 2020 2019

Modalidades

Há mais de

180 dias

De 91

a 180

dias

De 61

a 90

dias

De 31 a

60 Dias

Até 30 Dias Vencidos A Vencer Total

Insumos Agrícolas para Revenda 43.472 61.071

Matérias-primas 2.086 1.458

Contas não

Financiadas

Contratos

e Títulos

- - - - 2 2 134.009 134.011

- - - - - - 2.079 2.079

TOTAL - - - - 2 2 136.088 136.090

Materiais para Uso Interno 1.057 996

TOTAL 46.615 63.525

A Administração da Cooperativa entende que não há necessidade de registro de provisão para obsolescência de

estoques e para estoques de movimentação lenta.

46 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 47



7. ESTOQUES CONTRATADOS A SEREM FATURADOS

Modalidades 2020 2019

Insumos Agrícolas para Revenda (i) 1.209 41.335

Produtos Agrícolas para Revenda (ii) 16.275 27.427

TOTAL 17.484 68.762

(i) Refere-se ao custo dos insumos agrícolas vendidos aos cooperados e terceiros através de nota fiscal de simples

faturamento. O registro contábil destes dispêndios e custos será efetuado no resultado da Cooperativa no

ato da remessa da mercadoria.

(ii) Refere-se aos custos de produção agrícola, adquiridos através de contrato de compra e venda junto aos cooperados.

Serão registrados como dispêndios de produção vendida no resultado da Cooperativa no momento

do faturamento e remessa ao cliente.

7.1. VENDAS CONTRATADAS A SEREM FATURADAS

Modalidades 2020 2019

9. IMOBILIZADO

a) Composição do Saldo

Contas dos Ativos

Taxa Anual de

Depreciação

Custo + Avaliação

Patrimonial

Depreciação Líquido 2020

Líquido

2019

Terrenos 20.386 - 20.386 20.386

Obras em Andamento 1.751 - 1.751 6.884

Edifícios, Inst./Benf. 1,67% a 20,0% 103.346 (22.202) 81.144 77.684

Residências 4,0% a 20,0% 347 (255) 92 95

Máquinas e Equipamentos 1,68% a 50,0% 87.877 (30.093) 57.784 59.397

Veículos 7,20% a 50,0% 7.377 (4.623) 2.754 3.160

Móveis e Utensílios 10,0% a 50,0% 2.729 (1.456) 1.273 1.150

Outras Imobilizações 662 (266) 396 396

TOTAL 224.475 (58.895) 165.580 169.152

Insumos Agrícolas para Revenda (iii) 1.317 47.938

Produtos Agrícolas para Revenda (iv) 18.068 28.190

TOTAL 19.385 76.128

(iii) Refere-se à venda de insumos aos cooperados e terceiros através de nota fiscal de simples faturamento.

O registro contábil nas contas de ingressos e receitas no resultado da Cooperativa será realizado no ato da remessa

aos produtores.

(iv) Refere-se à venda de produção agrícola através de contrato de compra e venda junto a clientes. Serão registrados

como ingressos de produção vendida no resultado da Cooperativa no momento do faturamento e remessa

ao cliente.

8. IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES A RECUPERAR

Modalidades

Circulante

2020 2019

Não

Circulante

Total

Circulante

Não

Circulante

Imposto de Renda 1.366 15.507 16.873 1.740 7.303 9.043

Total

b) Movimentação do Ativo Imobilizado de 2019

Contas dos Ativos

Saldo Inicial

1/1/2019

Adições

Baixas

Transferência

Depreciação

Saldo Final

31/12/2019

Terrenos 20.386 - - - - 20.386

Obras em Andamento 10.223 3.723 - (7.062) - 6.884

Edifícios, Inst./Benf. 73.428 982 (1.001) 6.579 (2.304) 77.684

Residências 99 - - - (4) 95

Máquinas e Equipamentos 61.755 497 (346) 433 (2.942) 59.397

Veículos 2.170 1.959 (113) - (856) 3.160

Móveis e Utensílios 999 340 (16) 50 (223) 1.150

Outras Imobilizações 565 - - - (169) 396

TOTAL 169.625 7.501 (1.476) - (6.498) 169.152

Contribuição Social 725 4.803 5.528 625 2.262 2.887

ICMS 5.208 - 5.208 3.852 - 3.852

PIS 10 1.323 1.333 8 1.626 1.634

COFINS 45 5.104 5.149 38 5.711 5.749

INSS 394 - 394 394 - 394

Provisão para Perdas com

PIS/COFINS/IRPJ/CSLL

- (22.717) (22.717) - (1.693) (1.693)

TOTAL 7.748 4.020 11.768 6.657 15.209 21.866

48 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 49



c) Movimentação do Ativo Imobilizado de 2020

12. OBRIGAÇÕES COM OS COOPERADOS

Contas dos Ativos

Saldo Inicial

1/1/2020

Adições

Baixas

Transferência

Depreciação

Saldo Final

31/12/2020

Terrenos 20.386 - - - - 20.386

Obras em Andamento 6.884 1.969 - (7.102) - 1.751

Edifícios, Inst./Benf. 77.684 - - 6.094 (2.634) 81.144

Residências 95 - - - (3) 92

Máquinas e Equipamentos 59.397 575 (49) 879 (3.018) 57.784

Veículos 3.160 545 (93) 41 (899) 2.754

Móveis e Utensílios 1.150 280 (45) 88 (200) 1.273

Outras Imobilizações 396 - - - - 396

TOTAL 169.152 3.369 (187) - (6.754) 165.580

Modalidades 2020 2019

Contas Transitórias Obrigacionais (i) 18.982 11.726

Contratos de Empréstimos (ii) 52.681 42.702

Produções a Pagar (iii) 8.438 4.040

Bonificações sobre Serviços a Pagar (iv) 1.280 891

TOTAL 81.381 59.359

(i) Representam créditos de produção vendida e recebida, que ora ficam registrados até a utilização do cooperado,

sendo os mesmos transferidos para bancos ou utilizados para absorver débitos junto à Cooperativa.

Estes valores não são remunerados.

(ii) Referem-se às captações feitas junto aos associados para financiar a necessidade de capital de giro da

Cooperativa. Os encargos estão reconhecidos até a data do balanço.

(iii) Valores representados pelas vendas de produção já contratadas, que serão pagas em 2021 mediante as

condições e prazos previamente estabelecidos nos contratos de compra e venda.

10. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS

Tipo Encargos Vencimento Garantias Circulante

2020 2019

Não

Não

Total Circulante

Circulante

Circulante

Total

(iv) Benefício concedido aos cooperados que cumpriram os acordos de produtores referentes às entregas da

produção de milho, soja e trigo. A bonificação é calculada em 5% sobre os serviços cobrados no exercício

em questão.

Capital de giro e

financiamentos

11. FORNECEDORES

3,00% a

8,75% ao

ano

Mai-27

a) Obrigações com Terceiros

Produtos/

Equip. e

Aval

290.431 23.725 314.156 255.672 48.143 303.815

TOTAL 290.431 23.725 314.156 255.672 48.143 303.815

Modalidades 2020 2019

Fornecedores de Mercadorias e Serviços (i) 49.530 27.386

Produção a Pagar 7 47

Fretes 614 344

TOTAL 50.151 27.777

(i) O saldo é composto substancialmente pelos valores a pagar a fornecedores de insumos agrícolas, que são

disponibilizados nas unidades da Cooperativa, adquiridos diretamente dos fabricantes, quando possível e conveniente,

para que a Cooperativa possa oferecer as melhores condições de preço e prazo aos seus cooperados.

13. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

13.1 CORRENTES

O imposto de renda e a contribuição social correntes

de operações com cooperados são isentos

destes tributos. As operações com terceiros são tributadas

pelas alíquotas vigentes de acordo com a

legislação atual.

13.2 DIFERIDOS

São reconhecidos sobre a avaliação patrimonial

dos bens do ativo imobilizado.

14. PATRIMÔNIO LÍQUIDO

a) Capital social

O capital social é formado por cotas partes que

estão distribuídas entre os cooperados, e controlado

em conta corrente individualizada por cooperado e

segmento de produção. De acordo com o Estatuto

Social, cada cooperado tem direito a um só voto, independentemente

do número de suas cotas partes.

b) Destinações estatutárias

De acordo com o Estatuto Social da Cooperativa

e a Lei 5.764/1971, a sobra líquida do exercício tem a

seguinte destinação:

• 10% para Reserva Legal, destinada a reparar

perdas e atender ao desenvolvimento de suas

atividades; a mesma é apurada por segmento

de produção.

• 5% para Reserva de Assistência Técnica, Educacional

e Social – RATES, destinada à prestação

de assistência aos cooperados e empregados

da Cooperativa, nos termos de regulamentação

própria a ser definida em Assembleia Geral,

sendo indivisível nos casos de dissolução e liquidação

da Cooperativa.

• Além dos 5% para Reserva de Assistência Técnica,

Educacional e Social apresentada, todo

o resultado apurado com terceiros é destinado

também a esta reserva.

• A Assembleia Geral poderá criar outros fundos,

inclusive rotativos, com recursos destinados a

fins específicos, fixando o modo de formação,

aplicação e liquidação.

50 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 51



c) Ajuste da avaliação patrimonial

Refere-se à avaliação patrimonial de bens do

ativo imobilizado realizados em exercícios anteriores.

A realização do ajuste da avaliação patrimonial

(basicamente depreciação do ativo não circulante

imobilizado) está sendo registrada em conta específica

no patrimônio líquido e seu destino será definido

em Assembleia Geral Ordinária.

d) Sobras à disposição da AGO

As sobras apuradas após a constituição das reservas

legais e estatutárias ficam à disposição da

Assembleia Geral Ordinária (AGO) para deliberação

quanto à sua destinação, e são assim demonstradas:

16. INGRESSOS E RECEITAS OPERACIONAIS LÍQUIDOS DOS IMPOSTOS

Referência 2020 2019

Ingressos (Atos Cooperativos)

Por Produtos (-) Cancelamentos e Abatimentos 1.021.936 748.757

Por Serviços 42.468 33.592

Por Contribuições 715 639

Referência 2020 2019

Sobra Líquida do Exercício 33.956 14.090

Transferência para Reserva Legal (2.868) (1.336)

Transferência para RATES (9.835) (3.893)

Gastos da RATES no exercício 4.560 3.160

TOTAL À DISPOSIÇÃO DA A.G.O. 25.813 12.021

De acordo com a legislação que rege as sociedades cooperativas, Lei 5.764/1971, e o Estatuto Social, as sobras

à disposição da AGO podem ser capitalizadas ou distribuídas aos cooperados de acordo com a usufruição

dos serviços da Cooperativa ou, ainda, incorporadas em reservas, conforme deliberação dos cooperados na

Assembleia Geral.

15. PARTES RELACIONADAS

As partes relacionadas existentes são as pessoas físicas que têm autoridade e responsabilidade de planejar,

dirigir, controlar e fiscalizar as atividades da Cooperativa (Conselho de Administração e Fiscal), inclusive executivos.

As operações com partes relacionadas são realizadas no contexto normal das atividades operacionais da

Cooperativa e apresentam os seguintes saldos em 31 de dezembro de 2020:

Referência

Conselho de

Administração

Conselho Fiscal

Débitos a Pagar à Cooperativa (7.274) (13.319)

Empréstimos a Receber da Cooperativa 2.181 1.801

Produção Vendida a Receber 608 930

(-) Juros s/ Ingressos de Vendas a Prazo a Cooperados (17.375) (12.950)

Total dos Ingressos 1.047.744 770.038

Dispêndios Diretos (Atos Cooperativos)

Com Produtos (955.102) (690.940)

Com Impostos (ICMS, PIS, COFINS) (949) (961)

Total dos Dispêndios Diretos (956.051) (691.901)

SOBRA BRUTA OPERACIONAL (ATOS COOPERATIVOS) 91.693 78.137

Receitas (Atos Não Cooperativos)

Por Produtos (-) Cancelamentos e Abatimentos 293.604 175.632

Por Serviços 4.441 2.546

(-) Juros s/ Ingressos de Vendas a Prazo a Cooperados (9.099) (3.520)

Total das Receitas (Atos Não Cooperativos) 288.946 174.658

Custos e Despesas Diretas (Atos Não Cooperativos)

Custos dos Produtos (260.413) (155.098)

Despesas Com Impostos (ICMS, PIS, COFINS) (278) (183)

Total dos Dispêndios Diretos (260.691) (155.281)

LUCRO BRUTO OPERACIONAL (ATOS Ñ COOPERATIVOS) 28.255 19.377

SOBRA BRUTA OPERACIONAL 119.948 97.514

Capital Social Integralizado 7.639 12.413

Produtos Armazenados 1.733 3.239

Bonificação de Cereais a Receber 67 115

Outros Créditos 893 700

Saldo Financeiro Junto à Cooperativa 5.847 5.879

A remuneração dos membros do Conselho de Administração e Fiscal, no exercício de 2020, foi de R$ 1.152

(R$ 1.115 em 2019), considerando os encargos sociais.

17. PASSIVO CONTINGENTE

As operações da Cooperativa estão sujeitas

a revisões pelas autoridades fiscais em períodos

prescricionais dos diversos impostos, taxas e contribuições

federais, estaduais e municipais (em geral

cinco anos). Entretanto, a Administração da Cooperativa

é de opinião que todos os impostos têm sido

pagos ou provisionados adequadamente e, em 31

de dezembro de 2020, não era conhecida nenhuma

contingência relevante relativa a tributos, com perspectiva

de perda provável ou possível. A Cooperativa

discute cinco ações de natureza trabalhista no montante

de R$ 1.178 mil, em 31 de dezembro de 2020.

A opinião do consultor jurídico quanto ao risco de

perda no desfecho desses processos até o momento

é classificada como possível, mas não provável.

As ações trabalhistas por natureza e histórico são passíveis

de acordos de menor monta. A Cooperativa

não responde a nenhum processo de natureza cível,

classificada como provável ou possível.

52 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 53



18. BENEFÍCIOS AOS FUNCIONÁRIOS

A Cooperativa provê a seus empregados benefícios

de seguro de vida, auxílio alimentação,

gratificações, cesta básica, auxílio transporte e assistência

educacional, enquanto permanecem com

vínculo empregatício. Esses benefícios são registrados

como despesas, quando incorridos.

Em 31 de dezembro de 2020, o total de gastos

relacionados aos benefícios aos colaboradores foi o

montante R$ 4.416 (R$ 4.641 em 2019).

19. INSTRUMENTOS FINANCEIROS

a) Fatores de risco financeiro

Os principais riscos nos quais a Cooperativa está

exposta são contemplados pelo modelo atual de

monitoramento e gestão. Os riscos tais como, de

mercado, de crédito e de liquidez, e eventuais mudanças

significativas no segmento são gerenciados

por modelo.

Os riscos econômicos financeiros refletem,

principalmente, o comportamento de variáveis macroeconômicas,

como taxas de câmbio e de juros,

bem como as características dos instrumentos financeiros

que a Cooperativa utiliza. Esses riscos são

administrados por meio de acompanhamento da alta

Administração que atua ativamente na gestão operacional

da Cooperativa.

A Cooperativa possui como prática gerir seus

riscos existentes de forma conservadora, sendo que

esta prática possui como principais objetivos preservar

o valor e a liquidez dos ativos financeiros e

garantir recursos financeiros para o bom andamento

dos negócios. Os principais riscos financeiros considerados

pela gestão da alta Administração são:

• Risco de mercado.

• Risco de crédito.

• Risco de liquidez.

Essa nota apresenta informações sobre a exposição

da Cooperativa a cada um dos riscos acima

mencionados, os objetivos, as práticas e os processos

para a mensuração e gerenciamento de risco, e o

gerenciamento de capital.

b) Risco de mercado

A Cooperativa compra e vende produtos agrícolas,

estando sujeita ao risco de flutuação de preço

(risco de volatilidade do mercado de produtos agrícolas).

A administração da Cooperativa acompanha

a variação de preços desses produtos, bem como a

existência de eventuais “descompassos” entre posições

compradas e vendidas desses produtos.

c) Risco de crédito

Decorre da possibilidade de a Cooperativa sofrer

perdas de inadimplência de suas contrapartes ou de

instituições financeiras depositárias de recursos ou

de investimentos financeiros. Para minimizar esses

riscos, a Cooperativa adota como prática a análise

das situações financeira e patrimonial de suas contrapartes,

assim como a definição de limites de crédito

e acompanhamento permanente das posições em

aberto. Com respeito às instituições financeiras, a Cooperativa

somente realiza operações com instituições

de baixo risco avaliadas por agências de rating.

d) Risco de liquidez

É o risco de a Cooperativa não possuir recursos

líquidos suficientes para honrar seus compromissos

financeiros, em decorrência do descasamento de

prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos

previstos.

Para administrar a liquidez do caixa, são estabelecidas

estratégias para desembolsos e

recebimentos futuros (fluxos de caixa), sendo monitoradas

periodicamente pela administração.

A situação da Cooperativa é alta liquidez nos exercícios

apresentados.

e) Gestão de capital

Os objetivos da Cooperativa ao administrar seu

capital são os de garantir a existência de recursos

suficientes para investimentos necessários para a

continuidade do seu negócio e garantir a liquidez necessária

para suas atividades comerciais.

Os recursos administrados para os investimentos

nos ativos fixos da Cooperativa, requeridos para seu

constante crescimento e atualização, são obtidos das

sobras retidas e de recursos captados em linhas de

financiamento de longo prazo.

A manutenção de sua capacidade de liquidez é

de fundamental importância, principalmente para as

atividades de revenda de produtos.

f) Instrumentos financeiros por categoria

Referência Classificação 2020 2019

Ativo

Caixa e bancos conta movimento (i) 4.199 3.008

Aplicações financeiras (iii) 222.922 161.845

Contas a receber de cooperados (i) 130.847 118.775

Contas a receber de terceiros (i) 97.346 63.689

Passivo

Classificação:

(i) Custo amortizado.

(ii) Passivo ao custo amortizado.

(iii) Valor justo por meio do resultado.

20. COBERTURA DE SEGUROS

A Administração da Cooperativa adota a política

de contratar seguros de diversas modalidades,

cuja cobertura é considerada suficiente pela Administração

e agentes seguradores para fazer face à

455.314 347.317

Empréstimos e financiamentos (ii) 314.156 303.815

Fornecedores (ii) 50.151 27.777

Obrigações com cooperados (ii) 81.381 59.359

Capital social a restituir (ii) 2.429 3.197

Total 448.117 394.148

ocorrência de sinistros. As premissas de riscos adotadas,

dada a sua natureza, não fazem parte do escopo

da auditoria das demonstrações financeiras, consequentemente,

não foram examinadas pelos nossos

auditores independentes.

54 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 55



21. CUSTÓDIA DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA ARMAZENADA

A Cooperativa possui em seus armazéns produção agrícola de propriedade de cooperados para futura comercialização

e também produtos de propriedades de terceiros. A somatória está representada assim:

Produto 2020 2019

Qtde. kg Valor Qtde. kg Valor

Algodão 422 3.542 282 1.662

Aveia 1.032 1.032 1.203 842

Capim (semente) 181 251 468 702

Cevada 108 154 4.263 4.050

Ervilha 0 0 66 30

Feijão 697 3458 1.968 6.561

Milho 1.598 2.051 5.436 4.168

Semente Nabo 27 69 7 3

Soja 252 645 2.437 3.330

Trigo 7.464 9.927 29.991 27.592

22. DEMONSTRAÇÕES DE SOBRAS OU PERDAS DE ATOS COOPERATIVOS E NÃO COOPERATIVOS

Atendendo ao disposto no artigo 85, da Lei 5.764/1971 e NBC T 10.8 – Entidades Cooperativas, apresentamos

a seguir as demonstrações de sobras ou perdas para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2020

e de 2019, de atos cooperativos e atos não cooperativos. Os critérios e alocações quanto às demonstrações

nos atos considerados com terceiros apresentados em atendimento à Lei 5.764/1971, não foi base de auditoria

específica de nossos auditores.

Referências

Ingressos e Receitas Operacionais

(-) Abat./Canc.

Total Deduções Diretas dos Ingressos

e Receitas

Ato

Cooperativo

2020 2019

Ato Não

Cooperativo

Total

Ato

Cooperativo

Ato Não

Cooperativo

Total

1.047.744 288.946 1.336.690 770.038 174.658 944.696

(956.051) (260.691) (1.216.742) (691.901) (155.281) (847.182)

Sobra / Lucro Bruto 91.693 28.255 119.948 78.137 19.377 97.514

(-) Total dos Dispêndios (Despesas)

Operacionais

(57.740) (29.186) (86.926) (55.466) (25.020) (80.486)

Resultado Financeiro Líquido 1.889 2.075 3.964 (2.386) (902) (3.288)

Resultado Não Operacional Líquido - 1.674 1.674 - 3.072 3.072

Provisão para IRPJ e CSLL - (4.704) (4.704) - (2.722) (2.722)

Resultado Contábil do Exercício 35.842 (1.886) 33.956 20.285 (6.195) 14.090

Sorgo 680 759 14.649 9.766

Total 12.461 21.888 60.770 58.706

A Cooperativa é responsável pela guarda dos estoques, sendo os serviços prestados remunerados pela taxa

de armazenagem.

Os preços estimados foram baseados na média praticada pela Cooperativa nos referidos anos.

56 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 57



14. PARECER DO CONSELHO

DE ADMINISTRAÇÃO

15. PARECER DO

CONSELHO FISCAL

Submetemos este relatório à aprovação do Conselho Fiscal e à Assembleia Geral dos associados.

Esperamos que o detalhamento apresentado seja suficiente para descrever a gestão da Administração e a situação

patrimonial da Cooperativa Agro Industrial Holambra no exercício de 2020.

Nós, membros do Conselho Fiscal da Cooperativa Agro Industrial Holambra, examinamos o Balanço Patrimonial e as

Demonstrações dos Movimentos do exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2020. Somos de opinião de que

eles estão adequados e embasados também no parecer dos Auditores Independentes e nos esclarecimentos prestados

pela Controladoria, recomendamos sua aprovação pela Assembleia Geral.

Paranapanema (SP), 10 de fevereiro de 2021.

Simon Johannes Maria Veldt

Presidente

Wilhelmus Alfonsus Beckers

Vice-presidente

Alexander Cardoso van Melis

Coordenador

Daniel J. van den Broek

Secretário

Marcelo Swart

Secretário

Marcio van Melis

Conselheiro

Alfonso Adriano Sleutjes

Conselheiro

José Paulo Eltink

Conselheiro

Thomas Augusto Serrarens

Conselheiro

Shandrus Hohne de Carvalho

Presidente Executivo

Marian Derks

Conselheira

Murilo Barbieri Nascimento

Conselheiro

Dereoval José Vieira

Superintendente Adm. e Financeiro CRC-1SP 190.745/0-0

58 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 59



16. RELATÓRIO DOS AUDITORES

INDEPENDENTES SOBRE AS

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Aos cooperados e administradores da Cooperativa Agro Industrial Holambra

Paranapanema, SP

Opinião

Examinamos as demonstrações financeiras da Cooperativa Agro Industrial Holambra (“Cooperativa”), que compreendem o balanço

patrimonial em 31 de dezembro de 2020 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações

do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis

e demais notas explicativas.

Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a

posição patrimonial e financeira da Cooperativa Agro Industrial Holambra em 31 de dezembro de 2020, o desempenho de suas

operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Base para opinião

Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em

conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir, intitulada “Responsabilidades do auditor pela auditoria das

demonstrações financeiras”. Somos independentes em relação à Cooperativa, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos

no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade,

e cumprimos com as demais responsabilidades éticas conforme essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é

suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Outras informações que acompanham as demonstrações financeiras e o relatório do auditor

A administração da Cooperativa é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração.

Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma

de conclusão de auditoria sobre esse relatório.

Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao

fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações financeiras ou com nosso conhecimento

obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado,

concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada

a relatar a este respeito.

Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações financeiras

Moore Prisma Auditores e Consultores

Rua Milton José Robusti, 75 - 15º andar

Ribeirão Preto - SP - 14021-613

Tel 55 (16) 3019-7900

moorerp@moorebrasil.com.br

www.moorebrasil.com.br

A administração da Cooperativa é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras de acordo

com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a

elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Na elaboração das demonstrações financeiras, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de a Cooperativa continuar

operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base

contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a não ser que a administração pretenda liquidar a Cooperativa ou cessar

suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.

Os responsáveis pela governança da Cooperativa são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração

das demonstrações financeiras.

Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras

Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras, tomadas em conjunto, estão livres de distorção

relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião.

Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas

brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser

decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro

de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras.

Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional

e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:

• Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por

fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência

de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante

de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio,

falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.

• Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria

apropriados às circunstâncias, mas, não, com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos

da Cooperativa.

• Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações

feitas pela administração.

• Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas

evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida

significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Cooperativa. Se concluirmos que existe incerteza relevante,

devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras

ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas

evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a Cooperativa

a não mais se manter em continuidade operacional.

• Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se as demonstrações

contábeis representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de

apresentação adequada.

Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da

auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que

identificamos durante nossos trabalhos.

Ribeirão Preto, SP, 10 de fevereiro de 2021.

Moore Prisma Auditores Independentes

CRC 2SP017256/O-3

Hildebrando Camargo

CRC 1SP192229/O-8

60 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 61



COOPERATIVA AGRO INDUSTRIAL HOLAMBRA

Rodovia Raposo Tavares, km 256 - Caixa Postal 382

Campos de Holambra - CEP 18725-000 - Paranapanema - SP

Superintendência

Tel.: (14) 3769-9501

holambra@holambra.com.br

Suprimentos Agrícolas

Tel.: (14) 3769-9520

insumos@holambra.com.br

Divisão Agrícola

Tel.: (14) 3769-9522

agricola@holambra.com.br

Divisão Perecíveis

Tel.: (14) 3769-9509

frutas@holambra.com.br

Financeiro

Tel.: (14) 3769-9514

financeiro@holambra.com.br

Unidade Taquarivaí

Tel.: (15) 3584-9090

taquarivai@holambra.com.br

Unidade Takaoka

Tel.: (14) 3713-9110

takaoka@holambra.com.br

Unidade Taquari

Tel.: (14) 3769-9511

taquari@holambra.com.br

Unidade Avaré

Tel.: (14) 3769-9512

avare@holambra.com.br

Unidade Itaberá

Tel.: (15) 3562-1735

itabera@holambra.com.br

62 RELATÓRIO ANUAL 2020 RELATÓRIO ANUAL 2020 63



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