BALCAO Ed 173

online.magazines

n o 173

ANO XV | MAR/ 2021

Simone Cátia Evelyn

CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO

ELAS NA LINHA DE FRENTE

Nossa singela homenagem a todas as mulheres da reposição automotiva PÁG. 42

Natally Silvana Renata

ESTAGNAÇÃO OU Em 2020, o PIB sofreu queda de 4,1%,

CRISE ECONÔMICA agravada por conta da pandemia

PÁG. 16

PODCAST BALCÃO Na estreia do nosso programa, Elias Mufarej,

AUTOMOTIVO conselheiro do Sindipeças

PÁG. 6


4

| EDITORIAL

JORNAL BALCÃO AUTOMOTIVO Nº 173 | ANO XV | MARÇO DE 2021

ESTAGNAÇÃO OU CRISE ECONÔMICA,

MAS COM PONTOS QUE FAVORECEM O SETOR DE AUTOPEÇAS; E UMA

HOMENAGEM A TODAS AS MULHERES DA REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA

Caros (as) leitores (as), trazemos como reportagem

de capa deste mês que em 2020, o PIB sofreu uma

queda de 4,1%, agravada pela pandemia. Nas palavras

de Fábio Pina, assessor econômico da FecomercioSP,

o maior problema em si não é a pandemia, pois o

último ano em que o Brasil cresceu foi em 2013. “Nós

fomos pegos em uma situação bastante fragilizada,

o Brasil tinha as contas públicas frágeis, as empresas

fragilizadas e crescendo muito pouco”.

No entanto, para o professor docente em diversas

disciplinas das áreas de Macroeconomia, Economia

e Finanças Corporativas, da Universidade Cidade de

São Paulo (Unicid), Walter Franco, o cenário poderia

ser pior. “Comparativamente às principais economias

centrais do capitalismo, até que nos saímos muito

bem, com uma queda de apenas 4,1% do PIB em um

ano de pandemia, em função basicamente das ações

do governo e do Banco Central”.

Na avaliação de Luiz Rabi, economista da Serasa

Experian, com a queda do PIB em 2020, nós ficamos

mais pobres como País. “O que significa menos

emprego, menos produção e menos renda”. Para ele,

o cenário é de estagnação. “Se projetarmos o ritmo

de produção até o final do ano, se não produzirmos

nada ou a mesma quantidade de bens e serviços, o PIB

crescerá 3%. Na margem não cresceremos nada neste

ano, a economia está estagnada”.

Mudando de assunto, no mês das mulheres, a

homenagem do Caderno Balconista Automotivo é

para quem faz a diferença nas autopeças. De Norte a

Sul do País, são tantas histórias para contar de quem

venceu em um setor prioritariamente masculino,

chegando até a cargos de coordenadoras e de gerentes

comerciais. Nessa matéria, seis delas compartilham as

suas histórias, vivências, desafios e conquistas.

Nossa homenagem às mulheres da reposição

automotiva: Simone Montiel, da Tropical Peças, de

Cuiabá (MT); Cátia Souza Nogueira, da Jocar, de São

Paulo (SP), Evelyn de Souza Santos, da Fasa Autopeças,

de Curitiba (PR), Natally Grace Pereira de Lima Oliveira

Barros, da Lucena Autopeças, em Recife (PE), Silvana

da Solidade Almondes, da Braskape e Kohara, de São

Paulo (SP), e Renata de Oliveira Grasson, da Auto Peças

Rey Maco Cham, de Bragança Paulista (SP).

Como destaques desta edição, o Balcão Automotivo

deu início à produção de seu podcast. A estreia teve

a participação de Elias Mufarej, diretor do Sindipeças

para o Mercado de Reposição e Fomento à Exportação.

E na live de fechamento de mês, realizada em 25/02,

José Antônio Masteguim, da Jaçacar, Matrocar e

Mastecar Autopeças, da capital paulista e grande São

Paulo, e de Bruno Reginatto, da BL Autopeças, de Novo

Hamburgo (RS) e região.

Para completar todo nosso pacote, a edição

tem os artigos de: Adilson Souza, gerente Comercial

do InfoJobs; Jomar Napoleão, consultor da Carcon

Automotive; e no Caderno Balconista Automotivo

Valtermário de Souza Rodrigues. Ainda, informações

sobre montadoras, dos setores de leves e pesados,

este último com uma matéria sobre novidades DAF

Caminhões, e do Sincopeças São Paulo.

Boa leitura!

O EDITOR

Jornal Balcão Automotivo é uma

publicação mensal, dirigida aos

profissionais automotivos e tem o

objetivo de trazer referências ao

mercado, para melhor conhecimento de

seus profissionais e representantes.

Os anúncios aqui publicados são

de responsabilidade exclusiva dos

anunciantes, inclusive com relação a

preço e qualidade. As matérias assinadas

são de responsabilidade dos autores.

NOSSA PLATAFORMA DIGITAL

DIRETORIA

COLABORADORES

DIRETOR COMERCIAL

Edio Ferreira Nelson

edio@jornalbalcaoautomotivo.com.br

CONSELHEIRO CONSULTIVO

Carlos de Oliveira

COMERCIAL

EXECUTIVO DE CONTAS

Richard Faria

richard@jornalbalcaoautomotivo.com.br

REDAÇÃO

Editor-chefe

Silvio Rocha

redacao@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Karin Fuchs

redacao2@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Valtermário de Souza Rodrigues

Robson Breviglieri

Fauzi Timaco Jorge

DEPTO DE ARTE

Supervisor de Arte/Proj. Gráfi co

Fabio Ladeira

fabio@jornalbalcaoautomotivo.com.br

MKT DIGITAL

Otávio Rocha

digital@jornalbalcaoautomotivo.com.br

FINANCEIRO

Analista Financeira

Luciene Moreira

luciene@jornalbalcaoautomotivo.com.br

ASSINATURAS

contato@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Premiatta Editora & MKT Digital

Rua Miguel Haddad, 48 - Cursino -São Paulo - SP, 04124-070

tel (11) 5585-8084 / contato@jornalbalcaoautomotivo.com.br

www.jornalBalcaoAutomotivo.com.br

Jornalista Responsável: Silvio Rocha – MTB: 30.375

TIRAGEM DIGITAL:

50 MIL CADASTROS

Fale com a redação do Balcão Automotivo: (11) 98835-1247

NAVEGUE EM NOSSO SITE

www.JornalBalcaoAutomotivo.com.br

15 MIL VISITAS POR MÊS

CURTA O BALCÃO NO FACEBOOK

jornalbalcaoautomotivo

19 MIL SEGUIDORES

SIGA NO INSTAGRAM

jornalbalcaoautomotivo

SIGA NOSSA PÁGINA NO LINKEDIN

jornalbalcaoautomotivo


6 |

TENDÊNCIAS

POR: KARIN FUCHS E SILVIO ROCHA| FOTO(S): DIVULGAÇÃO

UMA VOZ

DO MERCADO

Na estreia do podcast do Balcão Automotivo, Elias Mufarej,

entre outros assuntos, faz uma ampla análise do setor,

incluindo a falta de peças e as feiras presenciais previstas

para este ano


| BALCÃO AUTOMOTIVO | MARÇO DE 2021 | 7 | TENDÊNCIAS

O

Balcão Automotivo deu início à produção de seu

podcast. A estreia teve a participação de Elias

Mufarej, diretor do Sindipeças para o Mercado

de Reposição e Fomento à Exportação. Conduzida

pelo editor-chefe Silvio Rocha, o executivo falou sobre

o panorama do mercado, em meio à falta de peças e

insumos, os impactos da saída da Ford no Brasil e sobre

o calendário das principais feiras presenciais do setor,

previstas para este ano.

“Desde fevereiro (deste ano), vemos claramente que

ainda há muitas deficiências em relação à questão de

abastecimento, há muita necessidade de fazer produção

e a falta de insumos tem causado um problema de

deficiência de entregas. Consequentemente, isso irá

afetar os faturamentos das fábricas e dos distribuidores”,

afirmou.

Ainda que os números de 2020 não estejam

fechados, Mufarej comentou que eles foram positivos.

“Foi muito melhor do que esperávamos, o problema é

que aconteceram certos níveis de demanda que agora

não sabemos se eles serão consolidados no decorrer de

2021 ou se foi uma demanda que ocorreu por falta de

materiais e produtos, que podem ter acarretado uma

demanda fictícia. Isso pode distorcer alguns números,

principalmente no começo deste ano”.

Ele acrescentou que aguarda com ansiedade

o resultado de fevereiro. “Ele irá determinar se nós

continuamos crescendo ou se houve uma estabilização,

e em que nível estamos hoje. Uma pergunta que não

se consegue responder é: qual é o nível de carteiras de

produtos que as fábricas têm?”.

Pedidos pendentes – Mufarej contou que na

reunião do Comitê de Reposição, em fevereiro, um dos

distribuidores da região Norte falou que tinha carteiras

de pedidos desde outubro, seus níveis de estoque não

permitiam fazer qualquer alteração aos pedidos em

carteira e que ele desejava deixar os pedidos pendentes

para receber o máximo possível até quando as fábricas

pudessem entregar.

“Este é um exemplo, mas acho que esta é a toada que

acontecerá nos próximos três meses, cada um tentando

preservar a sua carteira de pedidos, de uma forma ou de

outra, e com a expectativa de poder entregar”, analisou.

E também deixou um conselho: “ter o máximo de

cautela e de atenção, e procurar fazer uma triagem muito

importante daquilo que os fabricantes têm de pedidos

e, principalmente, nos pedidos que os distribuidores

têm nos seus fabricantes. Para que em um determinado

momento não haja um choque de receber um número

enorme de pedidos pendentes e não ter um mercado

receptível para absorver essa quantidade de produtos”.

Preços – A combinação falta de insumos, de matériasprimas

e a questão cambial faz com que não haja como

subir os preços de autopeças. “Tem matérias-primas

faltando no mundo inteiro, o Brasil vai sentir isso e terá a

necessidade de se adaptar a essa situação”.

Para quem se precaveu, o cenário é outro. “O juro do

Banco Central (taxa Selic) é muito inferior ao praticado há

cinco ou oito anos, isso também deu um estímulo muito

grande ao setor, no caminho do investimento do estoque.

Deu condições aos distribuidores de porte médio usarem

o dinheiro em seu próprio negócio, consolidando uma

possibilidade de ganho, porque a demanda continuava

alta. Este ano continuará na mesma toada de 2020”.

Segundo ele, haverá altos e baixos, como a

necessidade por tipos de peças que requerem matériasprimas

especiais, como as eletrônicas. “Elas já são uma

grande incógnita pela dependência de matérias-primas

específicas e também do mercado externo. Isso levará a

uma conjuntura em que valerá administração de cada

um”. Ainda de acordo com ele, o setor venceu o seu

grande desafio. “Você não ouviu falar em nenhum veículo

parado nesse momento de pandemia, por não ter peças

adequadas para poder circular”.

Aumento das vendas dos usados – “Se você não

consegue um carro novo em uma condição favorável, ou

você faz a manutenção (do que já tem), ou tenta comprar

um seminovo, que precisa estar muito bem tratado para

ter um preço bom. Isso ajuda de maneira muito expressiva

o mercado de reposição independente e também na

questão da manutenção preventiva. É fundamental para

que o carro rode corretamente e não dê problemas,

principalmente na questão de segurança”.

Saída da Ford do Brasil – “Não posso fazer nenhuma

referência se ela acertou ou errou, o fato é que ela largou

um mercado que já tinha construído ao longo de 100

anos em que estava no Brasil. Agora, ela pagará um

“preço” por essa saída. Na questão de corrosão na marca,

na opinião pública e a questão trabalhista não será fácil

de ser resolvida, mas ela está encaminhada. A saída da

Ford, de uma forma ou de outra, beneficiou as que estão

no mercado. As grandes companhias, provavelmente,

vão pegar essa fatia da Ford com facilidade”.

Para a reposição, Mufarej comentou que a Ford terá

que garantir pelo menos cinco anos de reposição, a

exemplo das suas peças cativas, feitas por ela mesma,

vendendo através das marcas Motorcraft, das peças

originais e da caixa azul. “Ela deve ter aproveitado esse

momento de incerteza, tentando fazer um estoque e

mantê-lo para quem trabalha com a Ford poder sobreviver.

Em contrapartida, existem os próprios fornecedores que

deixaram o site que podem se aproveitar do mercado

de reposição”. Para ele, o mercado de reposição vai sair

beneficiado com isso, sem dúvida nenhuma.

Feiras presenciais – Contato com a Reed Exhibitions

(responsável pela Automec) dentro do Sindipeças,

principalmente na questão institucional e na realização de

Elias Mufarej,

diretor do Sindipeças para o Mercado

de Reposição e Fomento à Exportação

eventos, e na direção do setor de fomento à exportação,

que tem um programa muito ativo com a Agência

Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos

(Apex-Brasil) e que manteve o calendário de feiras para o

segundo semestre, Mufarej comentou:

“Nós estamos sempre dormindo com o dilema:

acontecerão as feiras? Elas se normalizarão no segundo

semestre conforme programado? Eu não posso dar

uma resposta contundente, mas estamos alertas,

acompanhando o que está acontecendo. Temos a certeza

de que sem uma vacinação mundial com um volume

expressivo, de 50% da população vacinada, será muito

difícil que sejam liberadas principalmente as relações

aeronáuticas entre os países”.

Ainda de acordo com ele, “nesse momento a nossa

resposta é que achamos que devem ser realizados os

eventos previstos no segundo semestre, inclusive, há

uma feira que norteará toda essa situação mundial, que

é a Automechanika, em Frankfurt, que foi transferida

de setembro do ano passado para setembro deste ano.

Nós tivemos uma reunião com eles recentemente e eles

afirmaram que realizarão a feira. Mas acho quase que

impossível garantir uma situação sanitária saudável do

jeito que é a feira de Frankfurt”.

Sobre a Automec, transferida de abril deste ano para

este segundo semestre, em novembro, há também uma

grande preocupação em oferecer condições sanitárias

adequadas. “Quando fizemos a transferência da Automec,

conversei bastante com quase todas as multinacionais

que participam do Sindipeças e que têm participação

expressiva na Automec. A resposta de todas foi positiva,

mas sempre pairando uma preocupação, a de dar

condições sanitárias aos participantes e visitantes. É ter a

certeza de que ao visitar um estande o visitante não terá

risco de contaminação. Essa é a nuvem negra que paira

ainda em toda a situação”.


8

FIQUEPORDENTRO

POR: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

PRÊMIO ALIANÇA CONSAGRA

INDÚSTRIAS QUE MAIS SE

DESTACARAM EM 2020

A Companhia DPaschoal, rede de oficinas automotivas e detentora dos grupos

DPK, AutoZ, Maxxi Training e Fundação Educar, reconheceu, durante a 18ª edição

do tradicional Prêmio Aliança, os principais fornecedores, parceiros e clientes da

empresa no ano de 2020. O evento foi promovido exclusivamente em formato

digital e interativo, em resposta às medidas de proteção contra a pandemia de

COVID-19. Ao todo, 300 pessoas participaram da premiação.

CASTROL FAZ PRIMEIRO TESTE

COM EQUIPE LCR HONDA PARA

O MOTO GP 2021

Líder em lubrificantes premium, a Castrol deu o start com a equipe LCR Honda

no Qatar, no sábado (6/3), e realizou o primeiro teste oficial com pilotos e

motos. O novo visual da equipe foi apresentado pelo novo piloto Álex

Márquez, bicampeão mundial. Álex experimentou pela primeira vez a versão

deste ano da RC213V sob os holofotes do Circuito Internacional de Losail,

completando um total de 48 voltas com um melhor tempo de 1 '55.278.

NAKATA SE DESTACA ENTRE AS

MARCAS PREFERIDAS NO RANKING

DE AUTOPEÇAS

A Nakata, líder em componentes para o sistema de suspensão no mercado

de reposição, consolida seu posicionamento no aftermarket automotivo

em mais uma edição da pesquisa Marcas na Oficina, realizada pela Cinau

– Central de Inteligência Automotiva. A marca é uma das mais lembradas

(Share of mind) pelos reparadores na hora das compras, figurando entre

as preferidas dos mais de 1,4 mil profissionais que atuam em oficinas

mecânicas do País.

SEMANA DA MULHER É

COMEMORADA COM INFORMAÇÃO

E TREINAMENTO NA ZM

Em comemoração ao dia da mulher, comemorado em 8 de março, a ZM promoveu

em sua fábrica com sede na cidade de Brusque, em Santa Catarina, uma semana

de treinamento sobre mecânica básica para suas funcionárias. No total foram

210 mulheres divididas em pequenos grupos, do departamento de produção

ao administrativo, que receberam informações sobre manutenção preventiva,

ministradas pelo consultor Técnico da empresa, Cristiano Soares.


| BALCÃO AUTOMOTIVO | MARÇO DE 2021 |

CLIQUE AQUI E LEIA ESTAS NOTAS NA ÍNTEGRA

NO PORTAL JORNAL BALCÃO AUTOMOTIVO

DELPHI TECHNOLOGIES ORIENTA

SOBRE BICOS INJETORES EM

NOVO VÍDEO NO YOUTUBE

A Delphi Technologies Aftermarket, marca da BorgWarner Inc., traz mais

um conteúdo para reparador e consumidor final em seu canal no YouTube.

O tema abordado na mais recente publicação é a tecnologia exclusiva do

bico injetor aquecido e as aplicações da peça. O vídeo é apresentado por

Lucas Kozma, técnico de Suporte ao Cliente, que destaca ainda que os bicos

injetores aquecidos da marca foram desenvolvidos em Piracicaba (SP).

Confira em: https://www.youtube.com/watch?v=ZeU0gVv_zFU

SKF MASTER FÓRUM

REÚNE LIDERES DA

INDÚSTRIA NACIONAL

A SKF realizou na manhã de 16 de março o SKF Master Forum: Indústria

contribuindo para o futuro. Em formato virtual, o evento teve as

participações de lideranças da indústria brasileira. Sob o tema: Lições

aprendidas com 2020 e como liderar em 2021, o Fórum foi conduzido

pelo mediador Robert Wong. Representando a SKF, o presidente Claudinei

Reche, juntamente com executivos de empresas como Randon, Gerdau e

Votorantim Cimentos.

PETRONAS É A MAIS LEMBRADA

E MAIS CONSUMIDA ENTRE

PROFISSIONAIS DA REPARAÇÃO

CABOVEL APRESENTA

NOVO CABO À REPOSIÇÃO

AUTOMOTIVA

A PETRONAS Lubrificantes Brasil (PLB) foi eleita, de acordo com a pesquisa

“Marcas na Oficina”, da Oficina Brasil, a empresa mais lembrada e mais

consumida pelos profissionais de oficinas na categoria “óleos lubrificantes”.

Foram ouvidos, em dezembro de 2020, mais de 1,4 mil profissionais que

atuam em 53 mil oficinas mecânicas – o número corresponde a 70% dos

estabelecimentos existentes no Brasil.

Pensando em expandir seu já vasto portfólio de produtos, a Cabovel,

a marca do cabo original, lança neste início de ano uma série de itens

que já podem ser encontrados em toda a cadeia de distribuição de

autopeças. O destaque deste mês vai para o cabo de freio para utilitário

Toyota Pitbull 2005 até 2013. Para mais informações, acesse o Instagram

e Facebook da indústria.


10

FIQUEPORDENTRO

| BALCÃO AUTOMOTIVO | MARÇO DE 2021 |

SCHAEFFLER AMPLIA SEU

PORTFÓLIO DE EMBREAGEM LUK

REPSET COM NOVAS APLICAÇÕES

A Schaeffler – detentora das marcas LuK, INA e FAG – apresentou novas

aplicações para cinco kits de embreagens LuK RepSet e RepSet Pro. Os

lançamentos fazem parte do objetivo da empresa de aumentar a cobertura

de mercado, ampliando o número de modelos de veículos que utilizam as

soluções de reparo com o padrão de qualidade original Schaeffler. Com

as novas aplicações, a empresa passa a atender 80% dos modelos mais

vendidos no País.

BORGWARNER ACELERA O

USO DE IMPRESSÃO 3D PARA

VALIDAR PROTÓTIPOS

A BorgWarner está ampliando o uso de protótipos impressos em 3D para testes

de montagem a fim de agilizar os processos e otimizar as linhas de produção

existentes. Por meio da impressão 3D, as equipes de engenharia e manufatura

podem avaliar mais prontamente o produto em cada estágio e realizar com mais

eficiência os ajustes necessários para atender às necessidades de montagem e/

ou design da peça antes de entrar na linha de produção.

MONROE COMEMORA DIA

INTERNACIONAL DA MULHER EM

LIVE COM MICHELLE DE JESUS

ZF INTENSIFICA FOCO EM

DIVERSIDADE E INCLUSÃO

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, a Monroe, líder mundial no

desenvolvimento e fabricação de amortecedores, realizou uma live com a

influenciadora, pilota e apresentadora Michelle de Jesus, na noite de 8 de

março. Na oportunidade, Estela Pacheco, supervisora de Marketing da

Monroe, conduziu o bate-papo abordando a trajetória da Michelle de Jesus

no setor automotivo.

YouTube (https://www.youtube.com/c/MonroeBrasil/featured)

(https://www.youtube.com/c/MonroeAxios/featured)

A transformação na indústria automotiva e os aprendizados de um ano

pandêmico desafiador são fortes indicadores da importância de equipes

altamente diversificadas e inclusivas e seu impacto na inovação de longo

prazo, na satisfação dos funcionários e no sucesso dos negócios. Neste

contexto, a ZF reforça seu compromisso com a Diversidade por meio

de novos Indicadores de Desempenho e uma abordagem global para

Diversidade e Inclusão.


12 FIQUEPORDENTRO

PROJETO ELAS EXIBE CURTA-METRAGENS

SOBRE MULHERES DE DESTAQUE

MULHERES AJUDAM A

CONSTRUIR O SUCESSO

DA TECFIL

Mulheres que brilham no setor automotivo compartilharão suas histórias em

três curta-metragens que serão veiculados nas redes sociais da Hipper Freios,

em março. Com o projeto ELAS, a empresa também firma seu compromisso

com um mundo mais justo, com oportunidades e reconhecimento iguais

para todos. O início acontece no 8 de março, Dia Internacional da Mulher,

com o filme de Helena Deyama e seus 26 anos de automobilismo.

Acesse: youtube.com/hipperfreios

A Tecfil alcançou o posto de uma das principais indústrias nacionais, graças a

uma trajetória de investimentos em tecnologia e principalmente em pessoas,

na qual as mulheres dão uma valorosa contribuição, hoje são mais de 30% do

quadro de colaboradores. Nos níveis gerenciais, elas estão em áreas como a

Comercial, de RH, Jurídica, de Qualidade, Planejamento e Controle de Produção

e Fiscal, ocupando mais de 20% dos cargos de gestão.

COFAP LANÇA MAIS 19

CÓDIGOS DE BANDEJAS DE

SUSPENSÃO COM PIVÔ

A Cofap expande seu portfólio a sistemas de suspensão com o lançamento

de bandejas com pivôs. A marca disponibiliza o componente para o

mercado reparador em duas configurações, com e sem pivô. O lançamento

traz 19 novos códigos, que chegam para equipar modelos Citroën, Fiat,

Honda, Peugeot e Volkswagen. Ao todo, a linha de bandejas de suspensão

da Cofap, com e sem pivô, tem cerca de 300 códigos, com cobertura de

90% da frota do País.

AMPRI COMPLETA 23 ANOS EM

2021 E COMEMORA EVOLUÇÃO

Comemorando 23 anos, a Ampri, indústria especializada na fabricação de

peças automotivas do sistema de direção e 100% brasileira, sediada desde

a sua fundação na cidade de Guarulhos, em São Paulo, vem a cada ano

conquistando mais espaço no mercado, desenvolvendo novos produtos,

investindo em equipamentos de última geração (já com iniciativas de indústria

4.0) e buscando sempre estar próxima de seus clientes, os reparadores.


14

FIQUEPORDENTRO

| BALCÃO AUTOMOTIVO | MARÇO DE 2021 |

SAMPEL PREMIA MECÂNICOS E

BALCONISTAS

A Sampel lançou a promoção SUPER PRÊMIOS para mecânicos e balconistas.

Para participar, é necessário se cadastrar no site da Sampel, seguir o perfil

da empresa no Instagram e Facebook, e fazer o cadastro na plataforma.

Os sorteios ocorrem ao final de cada mês, durante 5 meses consecutivos.

Os prêmios serão 5 carrinhos de ferramentas e 5 celulares Samsung. Serão

sorteados um mecânico e um balconista por mês.

Cadastre-se no site: www.sampel.com.br / Tecnologia: Busca na Rede

VALEO ANUNCIA MAURO DIAS

COMO PRESIDENTE PARA A

AMÉRICA DO SUL

A Valeo anuncia Mauro Dias como novo presidente para a América do

Sul. Formado em Administração, com especializações em controladoria e

administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Mauro Dias é diplomado

em Alta Gestão pelo Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de

Monterrey, no México. Há 18 anos na Valeo, o executivo é ex-diretor geral da

planta de Interlagos e de Campinas, além de ter atuado por 12 anos como

financial controller.

SINDIPEÇAS PROMOVE

DISCUSSÃO SOBRE O SETOR DE

AUTOPEÇAS

O 2º Encontro da Indústria de Autopeças, evento on-line que ocorre dia

5 de abril, vai reunir especialistas brasileiros e estrangeiros e líderes de

empresas do setor para conversar sobre os caminhos que as autopeças

brasileiras devem traçar para ser cada vez mais competitivas e integradas

ao mercado internacional e acompanhar os desafios e as oportunidades das

transformações da indústria 4.0.

Acesse: https://www.sindipecas.org.br/area-atuacao/?a=2-encontro-daindustria-de-autopecas

SERRAF CHEGA AOS 29 ANOS

COM NOVAS LOJAS E FORTE

PRESENÇA NO ESTADO DE SP

Fundada em 1992, no bairro de Campos Elíseos, na cidade de São Paulo,

por Julio Serra Filho, a Serraf chega em 2021 como uma das principais

distribuidoras de autopeças do mercado de reposição do estado. “Como todo

começo de empresa, não foi fácil. No primeiro ano, contei com a ajuda de

amigos e parceiros que me forneciam caixas de peças vazias para aparentar

que tínhamos um grande estoque na loja”, relembra Serra Filho.


16 |

CAPA

O QUE ESPERAR DE 2021

Estagnação ou crise econômica,

mas com pontos que favorecem

o setor de autopeças

m 2020, o PIB sofreu uma queda de 4,1%, agravada pela pandemia. Nas palavras de

Fábio Pina, assessor econômico da FecomercioSP, o maior problema em si não é a

pandemia, pois o último ano em que o Brasil cresceu foi em 2013. “Nós fomos pegos em

uma situação bastante fragilizada, o Brasil tinha as contas públicas frágeis, as empresas

fragilizadas e crescendo muito pouco. É uma baita onda que pegou dois surfistas: um

Eque estava morto de cansado e outro que tinha acabado de entrar no mar”.


17

CAPA

| BALCÃO AUTOMOTIVO | MARÇO DE 2021 |

Fábio Pina,

assessor econômico da FecomercioSP

Como em qualquer recessão, Pina diz que a perda

maior é de conforto e do bem-estar, reflexo da perda

dos empregos e nas reduções dos rendimentos.

“Portanto, as pessoas consomem menos serviços e bens

e tem o problema social, o estar desempregado ou ter

receio de ficar desempregado. A falta de perspectivas é

sempre ruim”. E mesmo que o PIB cresça 3,1%, conforme

projetado pelo Boletim Focus, do Banco Central,

vivemos na chamada década perdida, explica Pina.

“Se o PIB crescer 3% neste ano e pelo menos 2%,

em média, em 2022 e 2023, no final de 2023 nós

voltaremos ao patamar de 2013. Já faz sete ou oito

anos que não chegamos em um pico de crescimento,

essa é a verdadeira década perdida. Também já foram

consideradas outras épocas ruins, pela perda da renda

per capita. Desde 2013, o brasileiro está mais pobre”.

Para o professor docente em diversas disciplinas

das áreas de Macroeconomia, Economia e Finanças

Corporativas, da Universidade Cidade de São Paulo

(Unicid), Walter Franco, o cenário poderia ser pior.

“Comparativamente às principais economias centrais do

capitalismo, até que nos saímos muito bem, com uma

queda de apenas 4,1% do PIB em um ano de pandemia,

em função basicamente das ações do governo e do

Banco Central com o auxílio emergencial, linhas de

crédito e no aumento significativo do crédito dado pelo

sistema financeiro às empresas”.

Segundo ele, 2021 será também um ano complexo.

“Podemos viver em um momento de crise econômica

ou de recessão, tecnicamente falando, causada pela

pandemia da Covid-19. Antes dela, foram três anos

com crescimento econômico, mas vínhamos em um

processo ruim, muito aquém do potencial do Brasil,

com enormes problemas na questão do desemprego,

da incapacidade de gerar riqueza na velocidade que o

País precisa e com uma renda média ainda muito ruim.

Tem uma série de restrições que vínhamos tendo, mas

era crescimento. Essa reversão se deu pela pandemia”.

E por diversos fatores, o Brasil perdeu três posições

no ranking global entre as maiores economias mundiais.

Agora, ocupa a 12ª colocação. “Nós caímos por uma

série de razões, entre elas, pelo período de quase dez

anos com crescimentos muito baixos ou quedas do

PIB. Infelizmente, as quedas têm sido maiores do que

os crescimentos. E também porque o ranking é medido

em dólar e tivemos uma grande desvalorização cambial

em 2020”.

O professor comenta também sobre a vacinação

e medidas governamentais. “Nós temos um histórico

positivo de vacinação no Brasil, o que é uma

característica da nossa sociedade, e eu estou confiante

na capacidade da nossa logística de resolvermos isso.

Claro que com todas as dificuldades para imunizar 213

milhões de habitantes. O segundo é a aprovação da PEC

Emergencial para dar pelo menos uma ajuda financeira

a quem precisa, um pouco mais selecionado do que foi

em 2020, para atacar a pobreza extrema”.

A PEC Emergencial foi aprovada pelo Senado no

início de março e permite ao governo federal pagar

um novo auxílio emergencial aos mais vulneráveis, com

R$44 bilhões por fora do teto de gastos.

Estagnação

Na avaliação de Luiz Rabi, economista da Serasa

Experian, com a queda do PIB em 2020, nós ficamos mais

pobres como País. “O que significa menos emprego,

menos produção e menos renda”. Para ele, o cenário é

de estagnação. “Se projetarmos o ritmo de produção até

o final do ano, se não produzirmos nada ou a mesma

quantidade de bens e serviços, o PIB crescerá 3%. Na

margem não cresceremos nada neste ano, a economia

está estagnada”.

Walter Franco,

professor das áreas de

Macroeconomia, Economia e Finanças

Corporativas, da Universidade Cidade

de São Paulo (Unicid)

Ele explica que em 2020 houve um tombo do PIB

com a pandemia. “Ele afundou no segundo trimestre e


18 |

CAPA

O QUE ESPERAR DE 2021

| BALCÃO AUTOMOTIVO | MARÇO DE 2021 |

no final do ano, meio que voltou ao patamar que estava

antes da pandemia. Mas tem uma barrigada em 2020,

fez um U, caiu e voltou. Se projetarmos horizontalmente

para 2021, não haverá crescimento, ou seja, nada do

que a recuperação no segundo semestre de 2020, pois

se somar os pontos tudo o que foi produzido em um

determinado ano já dá 3% de crescimento do PIB, que

é o que eu projeto para este ano”.

Ainda de acordo com ele, “a produção industrial,

as vendas no varejo até dezembro, será mais ou

menos a mesma que em 2020, não vai ter nenhum

crescimento positivo e se tiver será pequeno. Nós

estamos praticamente numa estagnação econômica.

Além disso, devemos ter uma queda do PIB no primeiro

trimestre, ainda mais agora com as restrições”.

Medidas

Como lição de casa, o professor Franco defende a

necessidade de reformas microeconômicas. “Poucos

falam sobre isso no Brasil, mas eu diria que as macros já

estão basicamente equacionadas, não tem problemas

de inflação, de taxa de juros e nem no câmbio, que

flutua normalmente, e o Banco Central trabalhando

de forma independente. O que existe é a necessidade

de micro reformas, administrativa, fiscal, cuidar de

logística, reduzir o Custo Brasil e tudo o que possa

atrair investidor para o Brasil e gerar emprego. Sem

gerar emprego é muito difícil pensar em crescimento

econômico”.

Pina defende um choque de eficiência no País. “A

proposta momentânea liberal é muito ruim, pois está

reforçando uma ideia que não dá certo há 40 ou 50 anos,

que é o Estado grande, ainda mais em um país que tem

grandes dificuldades. A arrecadação é de 36% a 37% do

PIB e o déficit é de 2% a 3%, ou seja, o Estado é 40% do

PIB, que é o que ele gasta e não sobra nada para investir.

Com esse dinheiro, as empresas teriam um investimento

melhor. Claro que não dá para acabar com todos os

impostos, mas há países com a mesma renda per capita

que a nossa e que crescem mais e têm menos injustiças.

Eles têm uma carga tributária menor, isso significa que dá

para fazer melhor do que estamos fazendo”.

Segundo ele, em alguns setores o Estado tem que

ser mais forte, “veja o colapso da segurança pública”,

mas não em todos. “A Federação (FecomercioSP) tem

Luiz Rabi,

economista da Serasa Experian


20 |

CAPA

O QUE ESPERAR DE 2021

| BALCÃO AUTOMOTIVO | MARÇO DE 2021 |

um projeto chamado de Estado Ideal, que não é o

estado mínimo nem o máximo. Temos que falar para

a sociedade: podemos ter um estado com 40% do

PIB, se acham que o Estado grande é o ideal. Porém,

temos que lembrá-los que dessa forma não haverá

crescimento econômico”.

Nesse sentido, Rabi coloca que além de resolver a

crise sanitária é preciso que as reformas sejam feitas

e as privatizações. “Ainda mais agora, com o Lula

entrando no tabuleiro eleitoral, o risco de ter uma

polarização aumentou, e ele vem com todo o discurso

intervencionista de Estado provedor e indutor do

crescimento, o que sabemos que não funciona”.

O contraponto disso, diz ele, é avançar mais

rapidamente nas reformas liberalizantes, ou seja, acelerar

as privatizações, a tramitação da reforma tributária e da

reforma administrativa. “De tudo que de alguma forma

tente diminuir a participação do Estado ou o grau

de intervencionismo, ou a burocracia para destravar

justamente a questão dos investimentos privados, o

que no fundo gera o movimento econômico: aumento

dos investimentos e produtividade. Essa é a receita para

retomar o crescimento”.

Varejo

A FecomercioSP atua em várias frentes. “Participamos

ativamente do Pronampe (linha de crédito especial

para ajudar micro e pequenas empresas), do auxílio

emergencial”, como também da MP que permitiu

reduções de jornada e salário e suspensão de contrato.

“No comércio, 98% das empresas são de pequeno

porte, tem que pensar nelas, e nós participamos junto

a outros no desenho do que pode ser feito. Estamos

batalhando para segurar o ICMS (aumento). Não é o

momento de aumentar os impostos, tem uma série de

coisas que fazemos no nosso dia a dia”.

Ele comenta que não há uma fórmula única para

ajudar o varejo. “Temos vários tutoriais e webinares

explicando como formar preço, por exemplo, mas

o problema vai além. Tem empresas que são pouco

profissionalizadas e essa ajuda, ajuda mesmo, mas

tem outras que têm outras demandas. O fato que

“Podemos viver em

um momento de crise

econômica ou de recessão,

tecnicamente falando,

causada pela pandemia da

Covid-19. Antes dela, foram

três anos com crescimento

econômico, mas vínhamos

em um processo ruim,

muito aquém do potencial

do Brasil, com enormes

problemas na questão

do desemprego, da

incapacidade de gerar

riqueza na velocidade que

o País precisa e com uma

renda média ainda muito

ruim. Tem uma série de

restrições que vínhamos

tendo, mas era crescimento.

Essa reversão se deu pela

pandemia”.

WALTER FRANCO,

professor das áreas de Macroeconomia,

Economia e Finanças Corporativas, da

Universidade Cidade de São Paulo (Unicid)

mesmo fazendo tudo isso, o consumidor não entra na

loja porque não tem renda. A Federação pode estar

diariamente, como estamos, tentando melhorar o

ambiente de negócio, que não é só tributo, mas sim,

a reforma administrativa, que é a mais importante

de todas porque determinamos qual Estado nós

queremos para depois determinar o quanto ele custa.

Um país que está sem crescer, não gera mais renda e

não consegue evoluir o consumo, e o que cobra mais

tributos, consome menos”, expõe Pina.

De maneira geral, Rabi, avalia que os impactos para

os varejos são negativos. “Quanto mais prolongarem as

restrições, mais o varejo será impactado, principalmente

o varejo chamado de não essencial, embora o varejo

como um todo não tenha ido bem em 2020, alguns

setores conseguiram não cair tanto como outros. Neste

ano está muito parecido, as pessoas vão priorizar gastos

mais essenciais. Toda a parte de serviços que absorvia

uma parcela da renda das pessoas, toda ela será

deslocada para setores mais essenciais”.

Em especial autopeças, ele analisa que um dos

pontos a favor é a postergação da troca do veículo por

um novo ou da compra de mais um veículo pela mesma

família. “O grau de incerteza e insegurança é muito

grande. Isso gera demanda no mercado de reposição

e isso deve continuar. Não sabemos o que acontecerá

com o emprego e vai começar a subir a taxa de juros

e, consequentemente, o custo de financiamento. A

inadimplência também subirá e os bancos terão que

repassar isso para os custos dos financiamentos, além

do aumento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido

e da PEC Emergencial. Tudo isso é custo financeiro que

os bancos vão repassar nas suas linhas de crédito; mais

um estímulo para o mercado de usados e para o de

autopeças”.

Estudioso do varejo, inclusive em linhas de trabalho

na Unicid, o professor Franco prevê que este ano

será desafiador para o varejo. “Não haverá o auxílio

emergencial do tamanho e magnitude que teve em

2020, ao mesmo tempo, o varejo aprendeu com a

pandemia e está mais enxuto, mais organizado e mais

cuidadoso. É um ano para ele continuar a se modernizar,

o que exigirá investimento em tecnologia, maximização

de resultados, redução de custos e despesas, pois como

eu disse anteriormente tem a questão do desemprego,

da renda e os juros na ponta. A Selic a 2% ao ano

não significa que os juros de financiamento sejam

os mesmos. Ainda tem um trabalho para ser feito no

crédito para que o consumidor consiga adquirir bens a

juros mais baratos”, conclui.


LINHA COMPLETA

PARA AS SITUAÇÕES

MAIS EXIGENTES

Amortecedores

Transmissões

Barramentos

Pastilhas de Freio


22

FIQUEPORDENTRO

MONTADORAS

POR: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

NOVA ATUALIZAÇÃO DE

SOFTWARE CHEGA PARA MAIS DE

UM MILHÃO DE VEÍCULOS BMW

71 anos da Kombi: ícone da VW é

um dos clássicos mais procurados

na OLX

Ícone da Volkswagen ao lado do Fusca, e testemunha histórica da indústria automobilística

mundial, a Kombi celebrou, na segunda-feira, 8/03, 71 anos desde o início de sua produção

em Wolfsburg, na Alemanha. Para se ter uma ideia, a Kombi conta com uma crescente

legião de admiradores. E isso fica mais evidente graças à audiência que o modelo possui na

OLX, maior plataforma de compra e venda de automóveis do País.

Mais de um milhão de veículos em todo o mundo receberão a versão

mais recente do BMW Operating System 7 (versão 11/20), estabelecendo

outro novo recorde para a maior campanha de atualização over-the-air já

realizada por um fabricante europeu. No mercado brasileiro, a atualização da

funcionalidade BMW M Laptimer já está disponível. Mais de 5.200 veículos

serão modernizados com a nova versão dessa funcionalidade.

Compradores do Novo NISSAN

KICKS poderão personalizar

carros com seis acessórios

exclusivos

TOYOTA do Brasil lança novo

Corolla Cross

A Toyota do Brasil lança o novo Corolla Cross, inaugurando uma nova etapa na

história de sucesso da marca japonesa no País. Em mais de 50 anos, o nome

Corolla se tornou referência de qualidade, durabilidade e confiabilidade.

Agora, o Corolla escreve um novo capítulo em sua trajetória, além do sedã ele

se transforma em um SUV, um dos segmentos que mais cresce globalmente e

também no Brasil.

Além de um desenho renovado e ainda mais bonito, com mais equipamentos

de série, de segurança e de conforto, o Novo Nissan Kicks permitirá aos

proprietários a personalização com seis novos itens dos Acessórios Nissan.

Estarão disponíveis nas revendas de todo o País junto com o veículo, que

começa a ser vendido a partir da semana que vem, e se somam às outras opções

para o modelo, totalizando mais 30 itens.


| BALCÃO AUTOMOTIVO | MARÇO DE 2021 |

CLIQUE AQUI E LEIA ESTAS NOTAS NA ÍNTEGRA

NO PORTAL JORNAL BALCÃO AUTOMOTIVO

VOLVO CARS será totalmente

elétrica até 2030

Com o compromisso de tornar-se líder no mercado de carros elétricos

premium, a Volvo Cars planeja tornar-se uma empresa de automóveis

totalmente elétricos até 2030. “Não há futuro em longo prazo para carros

com motor de combustão interna”, disse Henrik Green, vice-presidente

sênior de tecnologia da Volvo Cars. “Estamos comprometidos em nos

tornarmos um fabricante de veículos exclusivamente elétricos e a transição

deve acontecer até 2030”.

HONDA inicia vendas do sedã

de luxo Legend com a nova

tecnologia Honda SENSING Elite

A Honda Motor Co., Ltd. deu início às vendas no Japão, na modalidade

Leasing, em 5 de março de 2021, do novo modelo Honda Legend equipado

com a tecnologia Honda SENSING Elite. Empenhada em concretizar

uma sociedade livre de acidentes de trânsito, com base em seu slogan

"Segurança para todos", a Honda está há muito tempo na vanguarda global

da pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de segurança.

RENAULT CAPTUR ganha

multimídia receiver com

moldura exclusiva da Pioneer

A Pioneer do Brasil, líder mundial no segmento de som automotivo, recentemente

ampliou a sua linha de multimídias receivers com moldura, desenvolvida para agregar

sofisticação e tecnologia aos principais modelos de veículos do mercado. Agora, é o

Renault Captur, o SUV da Renault, que passa a contar com uma multimídia receiver

emoldurada de forma personalizada, considerando as dimensões do veículo.

MINI anuncia pré-venda de

versão elétrica no Brasil

A marca sexagenária traz ao Brasil o modelo premium compacto, reforçando seu

design, mantendo um estilo com menor volume exterior, mas trazendo o maior espaço

interno do segmento premium em sua categoria: uma opção ideal para os grandes

centros urbanos. Todas estas características foram pensadas no desenvolvimento do

modelo elétrico que não perdeu espaço de pernas ou volume de porta-malas para

receber as baterias de alta voltagem.


26 |

VAREJO

| POR: KARIN FUCHS E SILVIO ROCHA| FOTO(S): DIVULGAÇÃO

VAREJO AVALIA

SEGUNDO MÊS DE 2021

O cenário é otimista e deverá continuar ao

longo do ano, apesar das incertezas sobre o

abastecimento de peças

Asegunda temporada de lives do Balcão Automotivo

começou em janeiro. Mensalmente, os varejistas vão

avaliar o desempenho de 2021, sempre na última

quinta-feira do mês. Na primeira delas, participaram Roberto

Rocha, da Rocha Autopeças, e César Naves, da Jaicar. Eles

fizeram um balanço de janeiro. Na segunda, foi a vez de

José Antônio Masteguim, da Jaçacar, Matrocar e Mastecar

Autopeças, da capital paulista e grande São Paulo, e de Bruno

Reginatto, da BL Autopeças, de Novo Hamburgo (RS) e região.

Ambos apresentaram resultados positivos no primeiro

bimestre do ano e relataram comportamentos que se

repetiram desde 2020, como a falta de peças e aumento de

preços dos produtos. Na BL Autopeças, que além da matriz

tem três filiais e duas franquias, Reginatto conta que para eles

o ano começou praticamente na segunda semana de janeiro.

“Nós demos férias coletivas na matriz e nas nossas

três filiais, e passamos por uma reforma na loja de Novo

Hamburgo, retomamos em janeiro, o comércio estava mais

flexível, e como estávamos voltando de férias, nós estávamos

em um ritmo diferente, mais devagar na primeira semana

de janeiro. Também trabalhamos na segunda e terça de

Carnaval e foi surpreendente. Os clientes tinham bastante

coisas agendadas e nos favoreceu, tivemos uma venda boa

nesse período de Carnaval, que habitualmente estávamos

fechados”.

Para Masteguim, o mercado está excelente. “Iniciamos

janeiro bem, inclusive com crescimento acima de dezembro.

Fevereiro também, entre 2% e 3% acima de janeiro. O setor

vem muito bem, está bastante comprador, mas estamos

sofrendo por falta de mercadorias. Nós estamos em um ritmo

normal, não podemos falar que o mercado está ruim, ele está

excelente”.

Falta de peças

Em números, Masteguim mostrou em que proporção

está a falta de peças. De um montante que equivale a 16% do

que é cotado em itens, na hora da entrega, 6% ou 7% não são

entregues. “Essa conta totaliza quase 25% do que precisamos

e o mercado não tem”, afirmou. A política deles sempre foi

trabalhar com produtos de primeira linha e ter sempre uma

opção um pouco mais em conta.


| BALCÃO AUTOMOTIVO | MARÇO DE 2021 |

27 |

VAREJO

José Antônio Masteguim,

da Jaçacar, Matrocar e Mastecar

Autopeças, da capital paulista e

grande São Paulo

“Hoje, o problema maior está em cima das grandes

marcas, pois as pequenas se viram de uma forma ou de

outra. O que tem que fazer é procurar ter a primeira linha e

colocamos agora uma intermediária que seria uma primeira

linha, mas não é a mais vendida, e temos a linha mais de

combate, de forma que estamos tentando suprir o mercado”.

Ele explicou que a vantagem da linha intermediária é por ser

de uma fábrica conceituada.

Outra medida adotada é a alocação do estoque entre

as lojas. “Uma vantagem que temos é que as lojas são mais

próximas, com isso, conseguimos atender até de imediato

uma necessidade mais recente”. Porém, acrescentou ele,

“nós temos tido muitos problemas com mercadorias e os

preços estão absurdos, coisas que antigamente o aumento

era de até 5%, hoje chega até 15%, isso acaba dificultando a

reposição para a gente”.

Alocação de estoque entre as lojas também é uma prática

adotada na BL Autopeças. “Durante a pandemia e até agora

temos usado bastante a alocação do estoque entre as lojas.

Nós temos as curvas de vendas de cada uma e a partir delas

fazemos esse abastecimento das outras. Assim, nós vamos

jogando com o nosso próprio estoque, além de contar com

outros fornecedores”, disse Reginatto.

Ele contou que o que aconteceu em 2020 está se

repetindo. “Às vezes falta um produto A, uma marca que

o nosso cliente está habituado e que nós trabalhamos, e

acabamos por optar em trocar a marca, recorrer a outra linha

ou até de faltar totalmente. No Sul estamos reféns de um

número limitado de fornecedores e quando falta o nosso

pedido, a gente fica sem e demora para repormos. Às vezes

um pedido de São Paulo demora duas semanas e até chega

incompleto”.

Um dos motivos, disse ele: “por serem indústrias e não

entrarem como comércio essencial durante a pandemia,

elas ficaram 30, 40 e até 50 dias sem poder abrir. E como vai

retomar essa produção? Quanto tempo não demora para

retomar? Entendemos o lado dos nossos fornecedores, que

estão sofrendo também”.

Reabastecimento

Em conversas com o mercado, Masteguim contou que

não há previsão precisa sobre a retomada do abastecimento.

“A gente tem conversado bastante no mercado,

praticamente o pessoal não tem muito o que informar, o que

eles dizem é que aguardam as fábricas. Em conversas com

as distribuidoras, a expectativa é que será mais para o final

do ano. Até as montadoras estão desabastecidas. Estão todos

carentes de mercadoria, às vezes a entrega é para 180 dias”.

E se antes a média era de dez promotores que os

visitavam por semana, agora, é de um ou dois, a cada duas

ou três semanas. “Praticamente, eles não estão rodando

o mercado. Para nós não é tão importante, pois o nosso

negócio de compras é com os distribuidores. Não são os

promotores que viabilizam as vendas para nós, mas estamos

recebendo-os”.

O mesmo cenário é visto por Reginatto. “O pessoal

não está na rua, eles estão optando mais por ligações,

Skype, WhatsApp e por e-mail. Os mais tradicionais, que

habitualmente nos visitam, continuam, mas aquele assédio

que havia antes de distribuidores ligando toda hora, e de uma

marca nova, esse pessoal deu uma arrefecida no mercado

agora, desde que a restrição começou”.

Sobre reabastecimento, ele avaliou que assim como em

outros países sofrem com o mesmo problema, em um País

com dimensões continentais como o Brasil não tem como

alguém acertar um prazo. “Nem tentamos procurar muito

(por uma resposta). Vamos nos virando com o que tem,

olhando para o panorama de hoje e buscando as melhores

soluções para os problemas”.

Lucratividade

Para manterem os negócios lucrativos, eles deram

algumas dicas. A começar por Reginatto. “O que fizemos em

2020 e estamos fazendo constantemente na empresa é focar

em nós, ver os pontos que podemos melhorar. Não focar

no concorrente, mas sim na sua especialidade e criar uma

experiência nova para o seu cliente. A questão de entrega

nos ajuda muito, até brincamos aqui nas lojas que quando o

cliente desliga o telefone o motoqueiro já tem que buzinar

na porta da oficina ou do auto center, tentamos ser o mais

rápido possível”.

Ainda de acordo com ele, “em função do novo decreto,

limitamos o acesso à loja e estamos focando bastante para

que não venham tanto à nossa loja, mas que usem o nosso

tele-entrega. Temos isso para ajudar os nossos clientes, é um

custo a mais, mas facilita muito a vida dos nossos clientes e

pretendemos mantê-lo”.

A mesma dica deu Masteguim. “Trabalhar muito

fortemente com a entrega. O mecânico compra e quer a

mercadoria na hora, motoqueiro é primordial, é um dos

maiores custos que a loja tem, mas é um mal necessário,

digamos assim”. E uma orientação que ele deu para os

varejos menores é ter muito cuidado com o abastecimento

exagerado.

“Se não tiver a mercadoria, tem que buscar alternativas e

não ficar desabastecido. Quando sair da marca tradicional e ir

para um produto alternativo, cuidado com o abastecimento

exagerado, pois você não sabe como será a aceitação do

mercado e não sabe se ficará com o produto encalhado. E

quando a outra fábrica tiver disponibilidade, você ficará com

todo estoque e você não fará uso dele. Vai ter que vender

abaixo do mercado para girar”.

Perspectivas

Bruno Reginatto,

da BL Autopeças, de Novo

Hamburgo (RS) e região

Para este ano, Masteguim está otimista. “Para nós, o

mercado de autopeças é uma excelente oportunidade. As

fábricas não estão entregando os carros novos, demoram 180

dias, não tem peças, o dólar está subindo e os automóveis

zero estão com preços impraticáveis. A solução para quem

tem (um carro) é trocar por um seminovo e é onde temos a

nossa oportunidade, pois ele está fora ou prestes a vencer a

garantia”.

Ele acrescentou que normalmente, quando a pessoa

pega um carro seminovo, ela faz uma manutenção, pelo

menos dos itens mais básicos. “É onde vemos oportunidades.

Estamos muito otimistas com essa situação, é uma

oportunidade para os negócios começarem a ampliar cada

vez mais”.

Na mesma linha seguiu Reginatto. “Eu escuto aqui na

região até lojistas de seminovos reclamando que está difícil

carro bom para comprar, aí entra a nossa parte. O normal

seria comprar o zero, dar o seminovo não tão rodado de

entrada, a concessionária repassá-lo para uma revenda e ele

vem para nós. Como o carro zero está cada vez mais caro, o

pessoal vai cair no seminovo”.

A expectativa, disse ele: “esperamos que naturalmente

essa venda aumente, que as montadoras comecem a

entregar os carros, para esse seminovo começar a girar nas

revendas e nos nossos clientes. É a roda do nosso mercado.

Eles vêm para nós para fazermos a primeira manutenção do

carro recém-comprado”.


RAZÕES PARA VOCÊ

PATROCINAR AS

#LIVESDOBALCÃO

01 -----> EXPOSIÇÃO

Sua marca exposta em posts nas redes

sociais do Balcão Automotivo antes,

durante e após a transmissão

02 -----> NOSSOS TEMAS

Os assuntos e personagens mais

relevantes da reposição automotiva

03 -----> AUDIÊNCIA

Uma audiência fiel e bastante qualificada:

média de 6.693 views por live*

04 -----> CREDIBILIDADE

05 -----> NOSSO CANAL

Associação a um produto/marca

de grande credibilidade

Sua marca perpetuada em vídeo

em nosso Canal do YouTube


374.812

PESSOAS

ALCANÇADAS

em 56 Lives*

Uma audiência fiel e bastante

qualificada: média de

6.693 views por live*

• Equipe de especialistas em transmissão de Lives com

alta taxa de interação durante a transmissão

• Impulsionamento incluso por 30 dias pós-live

• Conteúdo exclusivo, de acordo com o nosso público

• Tempo estimado de Live - 1 hora

• Disparo para nossa base de 50 mil pessoas qualificadas

*média aferida somando as visualizações do nosso Facebook e Canal do YouTube durante e pós live


30 | Pesados

DAF CAMINHÕES BRASIL

APRESENTA A NOVA LINHA CF E

O MOTOR PACCAR MX11

Modelo chega nas

versões rodoviária 4x2 e

6x2, rígido 8x2, e off road

6x4; motor PACCAR MX11

trabalha em potências

de 410 cv e 450 cv;

marca manterá curva de

crescimento em 2021


| BALCÃO AUTOMOTIVO | MARÇO DE 2021 |

31 | Pesados

TEXTO: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

A

nova linha CF começa a ser produzida no Brasil, renovada e com a opção de um

rígido 8x2, um novo segmento para a marca no País. O modelo já consagrado

no Brasil ganha um design mais arrojado e moderno, novas tecnologias de

segurança, dirigibilidade e conforto, além do novo motor PACCAR MX11, de 10,8 litros,

o que garante maior eficiência e economia de combustível de 15% se comparada à

versão anterior. A linha fora de estrada, destinada ao agronegócio, conta com o motor

PACCAR MX13, o mesmo da recém-lançada linha XF.

Ainda segundo a montadora, o projeto foi desenvolvido em uma parceria da equipe

de engenharia da DAF, na Holanda, com o time de desenvolvimento de produto no

Brasil, e os resultados alcançados foram bastante satisfatórios. Aliás, este intercâmbio

de informações, entre muitos outros fatores, permitiu a criação de caminhões com as

melhores tecnologias da marca na Europa, e totalmente adequados à realidade de

operação no Brasil, o que convenhamos já é um grande diferencial.

“A chegada do novo CF é mais um marco na nossa história no Brasil, renovando

totalmente o line up da DAF no País. Somado a isso, estamos ingressando em um

novo segmento, de caminhões rígidos, voltados a operações rodoviárias e distribuição,

permitindo a expansão da nossa participação no mercado nacional. Em 2020,

crescemos 38% no segmento acima de 40 toneladas, com 8,2% em comparação ao

ano anterior e vamos manter a curva de crescimento da marca em 2021”, afirma Lance

Walters, presidente da DAF Caminhões Brasil.

Expansão

Lance Walters, presidente da DAF Caminhões Brasil

A fábrica já está preparada e produzindo o Novo CF. Para se ter uma ideia, foram

feitos investimentos, ao longo de 2019 e 2020, em novos maquinários, contratação de

pessoas e treinamento. Desde o início das operações da marca, em 2013, a unidade

de Ponta Grossa, no Paraná, já sofreu diversas atualizações para acompanhar o

crescimento dos volumes de vendas e lançamentos.

Em 2021, a DAF também expandirá sua Rede de Concessionárias, aumentando 23%

o número de pontos de atendimento, de 44 para 54. Isso implicará em um aumento

da força de venda e serviços ao cliente, o que representa uma cobertura de 100%

do território nacional. Desta maneira, a DAF está mais próxima da operação dos seus

clientes, o que possibilita criar parcerias mais sólidas e oferecer serviços premium na

Rede DAF.

“Seguimos nosso planejamento de longo prazo no Brasil, fortalecendo a presença

da DAF no País e nos renovando para atender às necessidades do mercado. Somos

parte do Grupo PACCAR, uma marca centenária e uma das mais sólidas empresas

globais, o que nos dá segurança para ultrapassar momentos desafiadores, sempre

com o olhar no crescimento futuro”, completa Lance Walters.


32 | Pesados

A ELETRIFICAÇÃO DE VEÍCULOS

PESADOS - CAMINHÕES

TEXTO: JOMAR NAPOLEÃO* | FOTO(S): DIVULGAÇÃO


| BALCÃO AUTOMOTIVO | MARÇO DE 2021 |

33 | Pesados

Ao contrário dos veículos leves, cujo grau de eletrificação vem crescendo,

em um cenário global, agressivamente nos últimos anos, nos veículos

comerciais pesados esse processo vem ocorrendo mais lentamente. No gráfico

abaixo vemos a participação por tipo de motorização de veículos pesados (acima

de 6 Y, incluindo ônibus) no mercado global.

Em 2020 praticamente todos os veículos vendidos foram a combustão interna

(Diesel, Gasolina e Gás Natural) com uma pequena participação dos elétricos

puros, quase todos ônibus, a maioria na China.

de redução de gases de efeito estufa venham a ser mais abrangentes.

Há inúmeros fatores que influenciam a mudança tecnológica da motorização,

tais como: TCO (custo total de operação), Legislação de Emissões e de Redução de

Gases de Efeito Estufa, Demanda por frete, infraestrutura de Carga, Uso de energias

renováveis, políticas e incentivos, Zonas de Emissão Zero e Competitividade,

entre outros.

A análise desses fatores leva a um direcionamento em que os caminhões de

entrega em curta distância (VUCs) e os ônibus urbanos passem a ser os mais

adequados a uma implantação rápida. Veículos de longa distância ainda vão

usar as tecnologias convencionais por um tempo mais longo até que a solução

por células a hidrogênio passe a ser economicamente viável. A totalidade dos

países acima citados já possuem planos estratégicos de eletrificação. Mesmo

alguns países da América do Sul estão implantando políticas a respeito, como a

Colômbia, o Chile e recentemente a Argentina.

No Brasil ainda não temos uma estratégia nessa área e esse assunto nem parece

ter prioridade atualmente. O que vemos são algumas inciativas pontuais como por

exemplo uma grande empresa de distribuição que em janeiro de 2021 anunciou

a aquisição de 10 caminhões elétricos tipo VUC, além de outras empresas que

anunciaram planos semelhantes. No caso de longas distâncias, temos no Brasil

ainda a possibilidade de aumento do uso de Gás Natural e Biocombustíveis.

Em 2032, segundo projeções da KGP Automotive Intelligence, espera-se um

forte crescimento em todas as categorias de eletrificação e já mostrando uma

fatia importante na tecnologia de célula de combustível (hidrogênio). Essa

tecnologia tende a ser a solução futura para longas distâncias.

Esse cenário base leva em conta as legislações e políticas atuais de economia

de combustível, redução de emissões e redução de gases do efeito estufa. Os

países que estão na frente nesse processo são a China (que definiu que vai atingir

a neutralização total de carbono até 2060, além de ter como meta nacional

atingir a liderança global em tecnologias de energia sustentável) o bloco europeu

e vários estados americanos que seguem as práticas da California. A China é hoje

o país que mais investe em geração de energia renovável.

Temos outros cenários mais agressivos conforme essa legislação e as políticas

No caso de ônibus urbanos vemos também iniciativas ocorrendo em algumas

capitais e cidades de médio porte com planos de eletrificar suas frotas nos

próximos anos.

A falta de uma política nacional nesse setor dificulta as decisões de investimento,

porém vamos acompanhar a evolução dessas iniciativas pontuais que poderá

direcionar futuros desenvolvimentos. Por outro lado, o desenvolvimento das

iniciativas localizadas poderá direcionar uma futura política.

*É consultor da Carcon Automotive e preparou esse artigo

com dados da KGP Automotive Intelligence sobre o atual

cenário deste tema em nível global, como anda esse processo

em caminhões e ônibus


34

TEXTO: TEXTO: REDAÇÃO REDAÇÃO | FOTO(S): | FOTO(S): DIVULGAÇÃO DIVULGAÇÃO

| MARÇO DE 2021 |

| BALCÃO AUTOMOTIVO |

34

FEVEREIRO DE 2021 |

COM FOCO EM INOVAÇÃO,

4TRUCK CHEGA AO 9º ANO DE

ATIVIDADES

Investindo em inovação, gestão de pessoas e portfólio, a 4TRUCK Soluções Sobre

Rodas completa neste mês de março o seu nono ano de operação. Em 2020, ano

repleto de desafios em razão da pandemia, a empresa intensificou sua atuação

para oferecer diferentes possibilidades aos empreendedores que precisaram se

reinventar e buscar novas oportunidades.

BICOS INJETORES DIESEL

MAGNETI MARELLI TÊM MELHOR

CUSTO-BENEFÍCIO PARA O

CAMINHONEIRO

Lançada no segundo semestre de 2020, a linha de sistemas de alimentação diesel

da Magneti Marelli pode ser encontrada em todo o território nacional graças a uma

das melhores redes de distribuição do País. Com excelente relação custo-benefício,

os 40 códigos de bicos injetores destinados a veículos utilitários, caminhões, ônibus

e máquinas agrícolas são uma alternativa vantajosa para o reparador de veículos

movidos a diesel.

PROMAX BARDAHL LANÇA

O B12 PREMIUM; PARA

CÁRTER DE MOTORES DE

SUVS, PICK-UPS E VANS

A AVANÇADA E INOVADORA

CAIXA DE CÂMBIO I-SHIFT DA

VOLVO COMPLETA 20 ANOS

A Promax Bardahl lança um novo

tratamento de cárter de motores, o B12

Premium, desenvolvido para todos os

tipos de óleos e utilização em motores a

diesel, gasolina e flex. O novo integrante

da família B12 – que reúne a tradição

dos produtos como o B12 Plus, o B12

Turbo e B12 Plus Moto – segue o padrão

de qualidade e efi ciência embutido nos

“irmãos mais velhos” pela Promax.

A inovadora caixa de câmbio I-Shift da Volvo completa 20 anos do

seu lançamento global, na Suécia. Responsável por uma mudança de

comportamento no transporte mundial de cargas, a transmissão eletrônica da

marca chegou pouco tempo depois ao Brasil, quando já em 2003 começou a

equipar os caminhões FH e NH fabricados no País. “A I-Shift é um marco da

indústria de caminhões”, diz Pär Bergstrand, gerente de transmissões pesadas

da Volvo Trucks.


| MARÇO DE 2021 | 36

90% DA FROTA DE

COMPACTADORES DE LIXO DA

LOGA USAM TRANSMISSÕES

AUTOMÁTICAS ALLISON

SCANIA LANÇA ACELERADOR

INTELIGENTE E CAMINHÕES

CHEGAM A 20% DE

ECONOMIA DE COMBUSTÍVEL

Em sua frota, a Loga conta com aproximadamente 350 veículos, entre

os quais, caminhões especiais para a coleta seletiva de resíduos dos

serviços de saúde, e equipamentos para coleta mecanizada de superfície

e subterrânea. Com a incorporação de novos caminhões, o número de

veículos equipados com as Allison da Série 3000 chegou a 135, ou seja,

agora 90% da frota de compactadores de lixo contam com transmissões

totalmente automáticas.

O primeiro trimestre de 2021 marca o lançamento do Acelerador Inteligente

Scania, um opcional que soma mais 5% e eleva a 20% a economia de

combustível da Nova Geração de Caminhões em comparação à gama anterior.

O acelerador inteligente é um aliado importante para apoiar a Scania no

cumprimento da meta de reduzir em 20% as emissões de CO2 de seus veículos

em circulação até 2025.

SINDIREPA-SP FIRMA PARCERIA

COM O APLICATIVO SOS TRUCK

MARCOPOLO MANTÉM LIDERANÇA

DE MERCADO EM 2020

O consolidado dos resultados da Marcopolo em 2020 reflete os impactos da

pandemia de Covid-19, que acarretou na redução das atividades de turismo

e transporte terrestre de longa distância. Mesmo com o cenário desfavorável,

a companhia manteve a liderança de mercado com 52,7% de participação

no ano passado. A exposição ao câmbio favorável compensou parcialmente a

queda de demanda.

O SOS Truck, aplicativo gratuito que permite aos motoristas profissionais

– caminhoneiro ou lojistas fazerem a cotação online para peças e serviços,

em qualquer lugar do País, é o mais novo integrante do Programa Empresa

Amiga da Oficina do Sindirepa-SP. Com a parceria, os associados da

entidade recebem condições especiais para participar do aplicativo que

funciona por geolocalizador.


TEXTO: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO | MARÇO DE 2021 | 37

ZF FORNECE EIXOS DIANTEIROS

TSA 09 PARA NOVOS TRATORES

MAHINDRA

A ZF é a fornecedora dos inovadores eixos agrícolas TSA 09 para os novos

tratores Mahindra Linha 6000 nacionalizada – versões 6060, 6065 e 6075. Os

eixos TSA 09 são produzidos pela ZF no Brasil, na unidade de Sorocaba (SP),

onde também está instalado o Centro Global de Excelência em Eixos Agrícolas

da empresa. Os eixos TSA 09 já se tornaram bem conhecidos do setor agrícola

brasileiro e destinam-se a tratores com potência de até 100hp.

UNIPAC LANÇA TANQUES

INTEGRADOS PARA

CAMINHÕES E ÔNIBUS

Atenta às necessidades de mercado, a Unipac, que pertence ao Grupo Jacto e é

considerada uma das indústrias de transformação de polímeros mais tecnificadas

e completas do Brasil, lança mais uma inovação para o segmento automotivo.

Para se ter uma ideia, trata-se de uma família de Tanques Integrados, produtos

que unificam o tanque de diesel e o de ureia em um mesmo conjunto de fixação.

RANDON IMPLEMENTOS É TOP

OF MIND DO TRANSPORTE PELO

QUARTO ANO CONSECUTIVO

A Randon Implementos conquistou pelo quarto ano consecutivo o prêmio

“Top Of Mind do Transporte”, na categoria Implementos. A premiação é

realizada pelo grupo editorial TranspoData. Os agraciados desta edição

foram conhecidos na quarta-feira, 24 de fevereiro, em evento transmitido

pela internet. O prêmio reconhece as marcas mais lembradas e os produtos

preferidos por empresários e profissionais do segmento do transporte.

BANDAG APRESENTA BANDA

B269 PARA O SEGMENTO

RODOVIÁRIO REGIONAL

Há mais de 30 anos no mercado, a

Bandag, empresa pertencente à

Bridgestone dedicada à pesquisa,

desenvolvimento e manufatura de

bandas de rodagem, segue inovando

em seus produtos e lançou no

mercado brasileiro a banda B269,

para o segmento rodoviário regional.

A nova banda é a emulação do

último lançamento da Bridgestone,

o pneu R269, e se destaca

pelo excelente desempenho

quilométrico.


TEXTO: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO | MARÇO DE 2021 |

RTE RODONAVES FAZ EVENTO

EM COMEMORAÇÃO A UM ANO

DO PROGRAMA MULHERES EM

MOVIMENTO

A RTE Rodonaves, um dos maiores e mais reconhecidos nomes do País no setor

de transportes e logística, promoveu no dia 8 de março um evento especial em

comemoração a um ano do Programa Mulheres em Movimento. Nos encontros,

que acontecem mensalmente para as colaboradoras da empresa, são discutidos

diversos temas, como: empoderamento, liderança feminina, saúde mental,

organização financeira, entre outros.

VIA TRUCKS DÁ DICAS DE

MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE

PÓS-TRATAMENTO DE GASES

“A boa manutenção está diretamente ligada ao desempenho, influenciando

em maior eficiência do veículo, reduzindo o consumo de combustível e,

consequentemente, os poluentes. Portanto, uma boa assistência oferecida por

profissionais especializados é fundamental”, explica Marcos Nogueira, gerente de

Pós-vendas da Via Trucks. Além disso, diminui o risco de usar peças de reposição

paralelas e fora de conformidade.

CLIQUE AQUI e leia estas notas na íntegra no portal jornal Balcão Automotivo

Você, Fabricante de Autopeças,

quer ter maior acesso às Frotas?

DESCUBRA AS SOLUÇÕES QUE A

SIMÉTRICA TEM PARA VOCÊ!

Desenvolvemos o PROJETO FROTAS, que atende às necessidades de abastecimento de produtos

originais para o mercado de reposição, promovendo aos seus consumidores especialização

técnica, serviços e informações personalizados de acordo com o perfil e necessidade da Frota.

• Fortalecimento da

marca e da rede de

distribuição

• Geração de demanda

de abastecimento

• Homologação de

peças junto às

empresas de Frotas

• Aumento do market

share do Fabricante

• Mapeamento e cobertura

de novos mercados

• Relatórios detalhados da

capacidade de utilização

de produtos junto às

Frotas

www.simetricamarkeng.com.br | Tel. (11) 5599-4595


40

| EDIÇÃO MARCO DE 2021 |

40

Sincopeças-SP passa a representar oficialmente o

comércio de placas veicular

Comissão da CNC aprovou consulta do Sincopeças-SP sobre enquadramento sindical

das empresas que atuam no ramo do comércio de placas para veículos automotores

Heber Carvalho

Presidente do Sincopeças-SP

Comissão de estudos para qualificação de balconistas

realiza primeira reunião

Comissão de Estudos de Qualificação de Balconistas de Peças e Acessórios para Veículos

inicia aprimoramentos nos processos dos comércios de componentes automotivos

regidos por parâmetros de qualidade e eficiência

Foto: Divulgação/Detran

A Comissão de Enquadramento e Registro Sindical do Comércio, reunida em sessão ordinária,

no dia 9 de março de 2021, decidiu que as empresas que atuam na atividade do comércio

varejista de placas de identificação veicular estão abrangidas na representação do Sindicato

do Comércio de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo (Sincopeças-SP),

estando o mesmo habilitado para exercer as prerrogativas legais, inclusive para efeitos de

negociação coletiva.

A Comissão considerou que:

1) o enquadramento sindical deve ser feito por categoria – profissional ou econômica –,

observado o Quadro de Atividades e Profissões a que se refere o art. 577 da CLT;

2) as empresas que exercem atividade de comercialização de placas de identificação

veicular, por identidade (art. 570 da CLT), tem seu enquadramento sindical definido no 2º

Grupo – Comércio Varejista –, do plano da CNC, na categoria econômica do “comércio varejista

de peças e acessórios para veículos (inclusive empresas concessionárias de automóveis,

caminhões, ônibus e demais veículos automotores)”; e

3) a placa de identificação automotiva é um acessório para veículos.

Histórico

Em outubro de 2020, o Sincopeças-SP, mediante carta subscrita pelo seu presidente,

encaminhou consulta à Comissão de Enquadramento e Registro Sindical do Comércio

(CERSC), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC),

objetivando a definição do enquadramento sindical das empresas que atuam no ramo do

comércio de placas para veículos automotores, especificamente para saber se as mesmas

estariam abrangidas na sua representação.

A consulta teve por objetivo esclarecer o correto enquadramento sindical das empresas

que atuam no ramo do comércio de placas para veículos automotores, bem como se ditas

empresas estão ou não vinculadas ao plano da CNC e, consequentemente, na representação

sindical do Sincopeças-SP.

Veja íntegra do processo e da decisão nos links:

Enquadramento Comércio de Placas para Veículos (Processo CERSC nº 21732021)

Enquadramento Comércio de Placas para Veículos (Processo CERSC nº 21732021 - Decisão)

Na primeira reunião de trabalho da Comissão de Estudos de Qualificação de Balconistas

de Peças e Acessórios para Veículos, realizada on-line pela ABNT – Associação Brasileira de

Normas Técnicas, órgão responsável pela normalização técnica no Brasil, 17 profissionais

do setor automotivo, entre eles representantes da indústria, distribuição, varejo, reparação,

consultores, imprensa especializada, entidades e lideranças do varejo de autopeças do Brasil,

encaminharam as primeiras decisões para a sequência dos trabalhos da norma.

Coordenada pelo presidente da Associação dos Sincopeças do Brasil, Ranieri Leitão, com

secretaria do diretor da Alvarenga Projetos Automotivos, Luiz Sergio Alvarenga, encarregado

de liderar o processo de elaboração da norma, a Comissão de Estudos definiu de imediato,

por unanimidade, a mudança do nome “Balconista” para “Vendedor” de autopeças. Como

explicou Alvarenga, essa determinação, embora pareça simplória, identifica a mudança de

patamar alcançada pelo profissional balconista em sua atividade diária, especialmente a partir

da introdução das novas tecnologias digitais, que expandiu a função de simples atendente

para uma área mais relevante envolvendo a parte comercial.

Outros detalhes do texto-base definido pela Comissão de Estudos serão discutidos na

próxima reunião, agendada para 24 de março, quando se espera a participação de maior

número de profissionais envolvidos com o tema.

Breve histórico

A Comissão de Estudos de Qualificação de Balconistas de Peças e Acessórios para Veículos

foi instalada pela ABNT em janeiro deste ano, na Câmara Brasileira de Comércio de Peças e

Acessórios para Veículos da CNC – Confederação Nacional do Comércio, com a presença de

representantes do Sincopeças-SP, Associação dos Sincopeças do Brasil, Associação Nacional

dos Distribuidores de Autopeças e Alvarenga Projetos Automotivos. O objetivo é definir a

primeira NBR para o varejo de autopeças que, na prática, representará um pontapé inicial para

futuros aprimoramentos nos processos internos dos comércios de componentes automotivos

regidos por parâmetros de qualidade e eficiência providos pela ABNT.


| MARÇO DE 2021 |

41

Como explicou Luiz Sérgio Alvarenga, a importância de uma norma para o balconista de

autopeças é a criação de padrões e requisitos no campo da organização. “Do ponto de vista do

profissional, o balconista já começa a interagir com uma palavra mágica que é a organização.

Ele terá mais controle do passo a passo da atividade e do papel que ele desempenha”, diz.

Segundo Alvarenga, o mercado brasileiro de reposição já está acostumado com normas

ABNT para serviços técnicos e a norma específica para o balconista também está ligada ao

tema. “Tivemos um pioneirismo com a primeira norma de qualificação do mecânico que,

de alguma forma, entra no campo de algumas habilidades e capacitações necessárias que

a norma do balconista irá seguir, como por exemplo recomendações de nível de instrução

e capacitação, que não são técnicas, mas conferem um norte sobre as competências que se

deve ter para assumir as funções de balconista de autopeças”, avalia.

Ganho de qualidade para empresas e profissionais

Entre os benefícios imediatos que a normalização trará para esses profissionais está uma

política mais clara de cargos e salários, com uma relação muita mais transparente entre

empresários do varejo e seus colaboradores balconistas. “De imediato cria-se uma situação

de meritocracia que pode ser construída nessa relação, como também de capacitação

profissional, identificando habilidades ou deficiências que determinado profissional tenha e

assim direcionar com maior assertividade sua capacitação, seja por iniciativa da empresa ou

do próprio profissional, o que gera um ganho de qualidade entre as partes”, define Alvarenga.

Como complemento dessa base estruturada entre profissional e empresa, Alvarenga detalha

que a qualificação cria uma certificação de competências, também chamada de certificação

profissional, acreditada pelo governo brasileiro, promovida pela Organização Internacional do

Trabalho, onde o Brasil é signatário. “Existem vários testes para certificação de competência

que proporcionarão forte impulso ao balconista e na projeção da sua ocupação, bem como

na atividade do varejo de autopeças no Brasil”, acredita.

Ponta do iceberg para nova normas

Para as próximas reuniões, previamente agendadas para as últimas quartas-feiras de cada mês,

serão convidados a participar todos os elos da cadeia, desde indústrias, distribuidores, varejistas,

oficinas, até entidades como IQA, Senai, Senac, além da imprensa especializada e do próprio

profissional balconista de autopeças.

Alvarenga adiantou que a CE já tem um texto-base, que é o ponto inicial para os trabalhos,

e a criação dessa norma é do interesse do profissional e principalmente das lojas de autopeças

porque todos ganham nesse processo. “Com isso criamos uma da cadeia de valor. O objetivo

é elevar a categoria do comércio varejista de autopeças e estamos iniciando esse trabalho

valorizando o balconista. Essa é a ponta do iceberg para criação de novas normas do setor.

Entendemos que essa é uma das formas de profissionalizar o setor. As grandes corporações

sempre se valeram de normas, as oficinas de reparação andaram mais rápido porque se utilizam

de muitos dados técnicos de substituição de componentes e agora chegou a hora do varejo de

autopeças, que manuseia e tem um grande trabalho de logística e comercialização de produtos,

com extensa capilaridade no Brasil, que requer uniformização. A ideia é elevar o patamar para

cima, valorizar o profissional, a atividade econômica e consequentemente o País, além de

potencializar projetos e ações de melhoria para os dois lados, seja para o empresário criar um

programa de cargos e salários, seja para o profissional se capacitar melhor”, assegura Alvarenga.

Câmara de autopeças debate inspeção veicular e

influência do e-commerce no varejo

Essa foi a segunda reunião da Câmara Brasileira do Comércio de Peças e Acessórios para

Veículos (CBCPave), que também tratou sobre a nova Lei Geral de Proteção de Dados

A Câmara Brasileira do Comércio de Peças e Acessórios para Veículos (CBCPave) se reuniu

por videoconferência para debater temas como a inspeção técnica veicular e a influência do

crescimento do e-commerce no segmento.

O coordenador das Câmaras Brasileiras do Comércio da CNC, Luiz Carlos Bohn, deu boasvindas

ao grupo e ressaltou a importância de reuniões de trabalho para discutir a realidade dos

segmentos econômicos representados pela Confederação, “principalmente em um quadro de

vulnerabilidade sem precedentes para os empresários”.

Inspeção Técnica Veicular

O coordenador da CBCPave, Ranieri Leitão, destacou que a Inspeção Técnica Veicular (ITV)

é uma demanda importante para o segmento e deve ganhar força em 2021. “No ano passado

nos reunimos com o diretor geral do Denatran, Frederico Carneiro, e ele colocou o ITV entre

as pautas principais para este ano, afirmando que gostaria de contar com a ajuda da CBCPave

para resolver o problema”, diz.

Convidado a falar sobre o assunto, que tem como um dos principais objetivos evitar

acidentes de trânsito por falta de manutenção nos veículos, o advogado da Divisão Jurídica da

CNC, Marcus Lima, explicou que o Código de Trânsito Brasileiro já estabelece a obrigatoriedade

da realização das inspeções veiculares, bem como indica quais órgãos são competentes para a

realização da inspeção de itens de segurança e de verificação da emissão de gases poluentes

e de ruídos, sendo eles o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e o Conselho Nacional do

Meio Ambiente (Conama), respectivamente.

No entanto, mesmo diante da obrigatoriedade amparada pelo ordenamento jurídico

pátrio, a ITV não vem sendo realizada em decorrência da suspensão, por prazo indeterminado,

da Resolução Contran nº 716/2017, que estabelece a forma e as condições de implantação

e operação do Programa de Inspeção Técnica Veicular. Tudo indica que a suspensão das

inspeções se deu por questões internas dos órgãos responsáveis, aliadas à impossibilidade

técnica dos Estados (Detrans) no suporte às atividades necessárias ao cumprimento do

Programa.

Segundo Marcus Lima, a CBCPave apresentou alternativas para a solução do entrave, tais

como “a instituição de taxas no âmbito dos Estados para custear as inspeções e a atuação no

Poder Executivo para viabilizar a realização das inspeções”.

E-commerce

De acordo com Fabio Bentes, economista da CNC, a modalidade de vendas on-line ganhou

muita força na última década e foi impulsionada durante a pandemia, chegando a representar

13% da receita bruta total de vendas no comércio de autopeças, em 2020.

Bentes explicou que, embora o e-commerce traga facilidades para comerciantes e clientes,

a margem de lucro é menor nesta modalidade de vendas. “Muitas empresas adotaram o

modelo híbrido para tentar driblar a crise, e deu certo. A lucratividade, no entanto, é menor,

pois o e-commerce facilita a concorrência desleal e aumenta o número de concorrentes”,

afirma.

Segundo o economista, há dificuldade de conter irregularidades na modalidade.

“Atualmente, a fiscalização não consegue acompanhar o ritmo de crescimento das vendas

virtuais. O e-commerce, aliado à informalidade, traz muitos prejuízos, inclusive ao segmento

do comércio de autopeças”, diz.

Bentes afirmou que para cada aumento de um ponto percentual no índice de informalidade,

que já passou de 40% no Brasil, o prejuízo é estimado em R$ 1,2 bilhão na lucratividade do

comércio. “A informalidade prejudica muito o varejo tradicional, favorecendo o comércio de

mercadorias ilícitas e gerando custos ao combate a essas atividades. Essa é uma atividade que

prejudica muito mais o varejo do que o e-commerce”, finaliza.

Fonte: CNC


42

# 17

MAR

2021

C A D E R N O

BALCONISTA

AUTOMOTIVO

Contribuindo para

o aprimoramento

do profissional do

varejo de autopeças

Simone Cátia Evelyn

Natally Silvana Renata


43

ELAS NA LINHA DE FRENTE

TEXTO: KARIN FUCHS | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

Mulheres que aprenderam a lidar com um setor ainda

prioritariamente masculino, conquistaram o seu espaço

e posições no varejo de autopeças

No mês das mulheres, a homenagem do

Caderno Balconista é para quem faz a

diferença nas autopeças. De Norte a Sul

do País, são tantas histórias para contar de quem

venceu em um setor prioritariamente masculino,

chegando até a cargos de coordenadoras e de

gerentes comerciais. Nessa matéria, seis delas

compartilham as suas histórias, vivências, desafios e

conquistas.

Na Tropical Peças, em Cuiabá (MT), a mineira

Simone Montiel começou a sua carreira em 1987, um

mês depois que foi morar na cidade. Ela imaginava

que seria uma profissional da área de saúde,

psicóloga ou fisioterapeuta. A psicologia ela acabou

usando na prática. “Todo vendedor é também um

psicólogo, principalmente no atendimento ao

consumidor final para descobrir a necessidade dele

e ser uma boa ouvinte”.

Inicialmente como caixa, Simone passou por

outras áreas na empresa e desde 1990 é vendedora.

“Na época, o proprietário da empresa viu algo em

mim e me deu essa oportunidade. Foi difícil no

começo, eu chorava, não queria, não entendia de

peças. Passei por muitas ofensas, muitos elogios e

por cantadas malcriadas, mas eu soube administrar

tudo isso. Tanto que estou aqui até hoje e sou

muito grata ao Roberto (diretor), que me apoiou e

acreditou em mim, e outros também me ajudaram”.

Daquela época, ela deve ter sido pioneira em

vendas no balcão na linha pesada. “Não sei se alguma

distribuidora tinha vendedora, mas é um ramo bem

masculino, e eu não deixava de ser uma novidade. No

começo tinha muito preconceito de não quererem

comprar comigo, o que mudou, pois a mulher está

entrando nesse mercado, mas ainda são poucas

vendedoras de peças de caminhões no varejo”.

O que em sua opinião deveriam ter mais. “Tem

clientes que só querem comprar comigo, acho

que pelo fato de a mulher ser mais detalhista, mais

caprichosa e até na hora de passar o orçamento. E

sem desmerecer, pois há muitos homens que são

organizados”. Ilustrando como o mundo mudou,

Simone conta que ela é do tempo em que não

existia o catálogo eletrônico. “Eram microfichas, o

que é o mais complicado do mundo”.

Também de 1990 aos dias hoje, quantos

caminhões novos foram lançados? “Eu tive que me

preparar muito, em todos os sentidos: conhecer o

mercado, os produtos, marcas e fornecedores. Tem

que acompanhar tudo isso, senão você para no

tempo. Tem que saber o que tem hoje para poder

vender um produto”.

E se no início Simone levava para casa as suas

inseguranças, “meu marido dizia que eu ficava falando

de peças e que eu ficava preocupada. De fato, eu não

sabia administrar muito bem isso. Com o passar do

tempo, a gente administra bem”. Hoje segura na sua

carreira, ela também é mãe de três filhos.

Autopeças por acaso

Sem nunca ter trabalhado com carteira assinada e

muito menos em autopeças, em uma conversa com

o seu vizinho, Cátia Souza Nogueira, coordenadora

da Jocar, em São Paulo (SP), ouviu falarem muito

bem da Jocar, que já tinha trabalhado lá, que era

uma empresa muito séria e que ele admirava muito.

“Eu pensei que se fosse para eu trabalhar, que seria

em uma empresa assim, quem tem benefícios, paga

direitinho e respeita os funcionários”.

Por coincidência, cerca de cinco anos depois, ao

passar próxima a uma das unidades da Jocar, ela viu

uma placa de precisando de balconista. “Eu lembrei

que era a empresa que o rapaz tinha me dito, eu tinha

saído de um trabalho e decidi tentar. Naquele tempo

(2012) não tinha vendedoras em autopeças. Eu queria

ser desafiada, e para quem não conhecia nada de


44 CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO

carro, só volante e pneus, foi realmente um desafio”.

Ela aprendeu tudo na Jocar. “Quando me

contrataram, eu achei linda a atitude do gerente, pois

eu não tinha nenhuma experiência. Ensinaram-me

desde o começo, me lapidaram e descobriram um

talento em mim. Acredito que o que me destacou foi

a educação, a simpatia e por querer mudar a visão

(masculina) de autopeças. Vi que eles estavam com

esse intuito de começar a contratar mulheres, pelo

fato de não ter tanta procura por parte delas nesse

ramo”.

O início não foi fácil. “Quando eu comecei a me

destacar como vendedora e os clientes queriam

ser atendidos por mim, pela educação, por eu

ser mulher e dar mais atenção, eu senti um certo

machismo, preconceito, por me destacar no ramo

dos vendedores”. E ela foi recompensada. Chegou a

sair da empresa, voltou em 2015 e um ano depois foi

promovida ao cargo de coordenadora.

“O que para mim é um orgulho, sinto-me honrada,

pois comecei do nada. O fato de eu ter mudado de

cargo também teve certa resistência, uma mulher

mandando em homens, demorou um pouco para

eu conseguir ganhar o meu espaço em relação aos

funcionários. Quantos aos donos, eu fui muito bem

recebida”. E com o mesmo carisma, ela continua

atendendo os clientes.

“O que mudou com o meu cargo foi a autonomia,

sinto-me mais forte, mais autêntica e saber que eu

tive essa oportunidade me dá força para continuar e

mudar essa visão de que autopeças é só para homens”.

E ela diz que está aumentando a presença feminina,

com mais vendedoras no ramo. “Até por causa da

pandemia, acho que as mulheres estão querendo

se desafiar, trabalhar em um ramo que talvez não

trabalharam. De uns tempos para cá, também têm

vindo mais mulheres na loja e tento mostrar que eu

também estou aqui, sou mulher, para elas se sentirem

à vontade conosco”.

Casada e mãe de três filhos, Cátia separa bem a

vida pessoal da profissional. “Quando nós fazemos

o que gostamos, nós fazemos com prazer. Quando

eu chego na Jocar, eu me desligo totalmente da

minha vida pessoal. Eu gosto de cantar, sorrir,

brincar e interagir com os meus clientes. E junto aos

vendedores, eu procuro mostrar uma coisa mais leve,

que é uma característica minha. E mesmo com a

pandemia conseguimos transmitir essa alegria para

os clientes”.

Aprendizado constante

Em Curitiba (PR), Evelyn de Souza Santos,

vendedora na Fasa Autopeças, começou na loja em

2012, após sair de um estágio no setor da indústria.

“Entrei no comércio pela ambição (oportunidade

de melhores salários). Para a mulher o mais difícil é

o tabu que ela não entende de peças, por ser um

ambiente mais masculino, e aprender sobre coisas

que não fazem muito parte de um universo feminino

e ser reconhecida nesse ambiente”.

Em sua opinião, a presença das mulheres em

autopeças não tem aumentado muito. “Acho que

a mulher ainda tem um certo receio por achar que

nunca vai entender sobre os componentes que fazem

parte do veículo”. Sobre os desafios da profissão, ela

destaca a variedade. “Acredito que seja a grande

oferta de peças, porém no cenário atual (pandemia),

a oferta diminui devido à matéria-prima escassa e as

intervenções logísticas e cambiais”.

Reflexo disso, comenta ela, “devido à falta de

peças, acredito que temos que tentar negociar

prazos de entrega diferenciados, oferecendo o

melhor atendimento possível. Está difícil para todo

mundo, mas temos que tentar nos manter otimistas”.

O segredo é gostar do que faz. “Gosto do que faço

e sempre tento fazer da melhor forma possível, para

que possa deixar meus compromissos profissionais

no trabalho apenas no ambiente de trabalho e a

minha vida pessoal da porta para fora da empresa”.

Vocação

Consultora técnica na Lucena Autopeças, em Recife

(PE), Natally Grace Pereira de Lima Oliveira Barros,

conta que há dez anos ela decidiu trabalhar em uma

concessionária Peugeot, por se sentir à vontade com

assuntos de mecânica. “Por gostar de carros, o meu

maior desejo foi o de quebrar paradigmas de que

mulher não entende de peças/mecânica”. Há cinco

anos, ela está na Lucena.

Ao longo desses dez anos, ela avalia que o espaço

vem aumentando para as mulheres. “Inclusive, em

cargos de liderança e tende a continuar crescendo.

Empresas com lideranças femininas podem aumentar

o desempenho financeiro, com mais diversidades,

gerando mais receitas, a partir de inovações”. Porém,

o maior desafio é provar a capacidade.

“O maior desafio, infelizmente, ainda é ter

que provar que somos mulheres entendedoras e

capacitadas para estar ocupando o lugar que na

maioria das visões sempre foram lugares ocupados

por homens. Quebrar esse contexto ainda é

grandemente presente em nossa profissão”.

Em especial no setor de autopeças, Natally diz

que a presença feminina vem tendo um grande

aumento. “Seja trabalhando e atraindo um grande

público feminino para oficinas mecânicas, autopeças

e concessionárias, como também comprando. O

público feminino tem se sentido mais à vontade com

um atendimento feminino e o público masculino tem

se rendido ao tratamento delicado, com eficiência

nas informações e paciência em todas as dúvidas

explicadas. Um verdadeiro diferencial!”.

Para ela, o sucesso profissional é interligado ao

pessoal. “Não misturo os dois lados, mas procuro

positividade e soluções para que os dois consigam

andar para frente. Ambos separados em suas

necessidades de ações, porém ligados numa

intensidade positiva emocional única, em busca de

um crescimento múltiplo contínuo e natural”.


CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO

45

Pela paridade de gêneros

Silvana da Solidade Almondes, compradora na

Braskape e Kohara, em São Paulo (SP), começou

no setor em 1996, por curiosidade. “Eu trabalhava

com moda de luxo e queria mudar. Uma amiga me

indicou para ser telemarketing na RPR MOTOSHOP

(meu segundo emprego), que hoje faz parte do

grupo Comolatti. Permaneci lá por 14 anos, passando

por todos os setores da empresa até chegar ao de

compras. Eu tive um grande mestre a quem devo

muito, o Sr. Wilson R. Molina, que me ensinou quase

tudo que sei hoje”.

De lá para cá, muita coisa mudou. “A forma de

trabalhar e como as mulheres hoje são vistas. E

o mais importante, respeitadas no mercado. No

início (televendas) os próprios clientes agiam com

desconfiança, pediam para falar com vendedores

homens, faziam brincadeiras e piadinhas que hoje

seriam encaradas de outra forma, tive muitas vezes

que me impor e provar a minha capacidade, sofri

muito preconceito no início”.

Em sua opinião, o maior desafio é qualificar mais

mulheres para o setor automotivo e em toda cadeia de

produção. “Ainda existe preconceito e competitividade

entre os gêneros, principalmente na questão de

salários. Nós ganhamos menos que o sexo oposto.

Continuamos a ter que provar que somos capazes”. O

lado bom é que tem mulheres em todos os setores,

inclusive mecânicas que colocam a mão na massa.

“O fato de ter mais mulheres nas lojas e oficinas dá

um certo conforto às outras mulheres que frequentam o

ambiente. Hoje temos muitas clientes mulheres seja em

oficina ou consumidora final. Elas pesquisam na internet

e vêm com as fotos das peças, isso é ótimo”, conclui.

Mais presença feminina

Há quase 21 anos, Renata de Oliveira Grasson

trabalha na Auto Peças Rey Maco Cham, em Bragança

Paulista (SP). Hoje ela ocupa o cargo de gerente

Comercial. “Quando eu entrei no ramo de autopeças,

não foi uma opção minha, mais porque eu era muito

jovem e queria fazer algo para eu ter as minhas coisas,

sem ter que ficar pedindo para os meus pais. Como o

meu pai era muito amigo do proprietário da empresa,

ele conseguiu que eu entrasse nessa autopeças que

estou há quase 21 anos e tenho um prazer imenso

por isso”.

Para chegar onde está, Renata passou por muitas

etapas dentro da empresa. “Umas coisas eu posso

dizer: não foi nem um pouco fácil. Hoje, eu lidero uma

equipe com 22 pessoas, sou respeitada e admirada

pelos meus colegas de trabalho”. E os desafios são

vários. “Dentre os mais relevantes, é sempre ser firme

e coerente nas minhas decisões, sempre buscando o

melhor para a minha equipe”.

Ela também comenta que a presença das mulheres

no ramo de autopeças teve um aumento significativo,

“tanto como clientes que vêm até a loja, como as que

trabalham com peças”, e que conciliar a vida pessoal

com a profissional já faz parte. “Faz tanto tempo que

trabalho nesse ramo que consigo muito bem conciliálas.

Sempre me organizo para que tudo saia conforme

o planejado, não gosto de tomar decisões em cima

da hora, por isso, costumo planejar o meu dia sempre

antes de ir para o trabalho”.


46 | MERCADO

| POR: ADILSON SOUZA* | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

A nova realidade dos

profissionais de telemarketing

e vendas


| BALCÃO AUTOMOTIVO | MARÇO DE 2021 |

47 |

MERCADO

Enquanto alguns segmentos foram marcados por uma grande desaceleração nos últimos

meses, outros mercados ganharam destaque em meio ao cenário de pandemia. Em paralelo

a alguns profissionais que precisaram desacelerar e se organizar para enfrentar o momento,

outros aproveitaram a oportunidade para mudar de carreira, ou o fizeram pela necessidade.

As novas modalidades de compra fizeram com que a profissão de vendas

tivesse uma ascensão interessante nos últimos meses. Na verdade, comprar

online não é exatamente uma modalidade nova, mas muitas pessoas adotaram

pela primeira vez na pandemia. Sendo assim, saber captar o cliente por meio de

uma boa venda passou a ser mais importante do que nunca.

O fato é que apesar de não parecer, essas profissões estão mais do que nunca

interligadas. Ainda que o destino de 2021 seja incerto, com o início da vacinação

e flexibilização dos comércios, as pessoas continuarão precisando de um bom

vendedor para auxiliá-las, uma boa experiência de compra nos e-commerces e

Dentre as profissões que ganharam mais ainda holofotes recentemente,

também um telemarketing efetivo para um contato assertivo com as empresas.

estão os cargos de telemarketing, marketing digital e carreiras voltadas

para o e-commerce. Assistentes administrativos se tornaram operadores de

telemarketing, caixas se tornaram operadores de depósitos e ambulantes se

tornaram comerciantes. Só na área do telemarketing, as contratações cresceram

67% no ano passado, segundo relatório de Empregos em Alta do LinkedIn.

E nada disso foi por acaso, uma vez que com o isolamento social, todo o contato

realizado com marcas e empresas começou a ser via esse tipo de atendimento.

E o mesmo caminho serve para o e-commerce. Desde o início da pandemia no

país, uma loja virtual por minuto foi aberta, isso significa um mercado gigante em

potencial, com oportunidades que englobam desde atividades administrativas

até logística. Aliás, vale salientar que dentro do próprio e-commerce temos as

áreas de vendas e telemarketing.

Adilson Souza

*É gerente comercial do InfoJobs,

atua há anos diretamente com

serviços e produtos de tecnologia

voltados para recursos humanos

e em estruturas comerciais

de empresas de internet com

expertise na comercialização

de soluções de otimização em

processos de recrutamento

e seleção. Adilson Souza

possui formação técnica em

processamento de dados e

graduação em administração

de empresas


48 CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO

A GOTA D’ÁGUA

“A grandeza não consiste em receber

honras, mas em merecê-las.”

Aristóteles


CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO

49

Um m atendimento no balcão de uma farmácia foi a gota d’agua, o motivo que

me levou a escrever sobre esse tema em nossa coluna mensal no “Caderno

Balconista Automotivo”.

Essa situação de conflito me relembrou a seguinte frase: “Vejo no conflito uma

oportunidade para o crescimento.” Ouvi essa frase há um tempo quando presenciei

balconista e cliente, ambos com os “nervos a flor da pele”, transformarem um processo

de compra e venda em um conflito que talvez pudesse ter sido evitado, tivessem os

envolvidos usado da empatia e da tolerância.

Embora o conflito possa ser algo desagradável, é oportuno fazer uma reflexão

sobre o assunto.

Os balconistas e nós, enquanto clientes, precisamos ter o discernimento para

entender o momento atual e perceber até que ponto o “balde” está cheio e prestes a

transbordar com uma única gota d’agua.

Cabe às empresas uma atenção constante quanto à qualidade do atendimento

e investir em treinamento para a equipe de vendas, afinal, balconista treinado e

preparado pode evitar situações que possam desencadear em conflito, utilizando-

se da empatia, da boa comunicação e habilidade em lidar com clientes dos mais

diversos perfis.

Imagine a seguinte situação:

• Um motorista de caminhão viu seus rendimentos caírem bastante após o início

da pandemia, por conta das restrições impostas pelos governos.

• Um balconista teve seu contrato suspenso por 60 dias. Sem a comissão sobre

as vendas, seu principal ganho, as contas começaram vencer e não puderam ser

honradas nas datas dos vencimentos.

Antes da primeira viagem após o período de quarentena, o motorista precisa

adquirir itens para realizar a manutenção do caminhão.

Entediado em casa e ansioso por retornar ao trabalho, o balconista não vê a hora

de se reencontrar com o balcão, clientes e colegas de trabalho, vender bastante e pôr

as contas em ordem.

Em dado momento, motorista e balconista, cada um com seus problemas, se

encontram em um atendimento no balcão da loja de autopeças e o que acontece?

Conflito!

Balcão cheio de clientes, o balconista apressado para atender o maior número de

clientes, motorista com pressa, pois precisa agilizar a manutenção do caminhão para

a viagem e um turbilhão de emoções a ponto de explodir, dependendo apenas de

uma única gota d’água para transbordar o “balde do bom senso”. E, enfim, o conflito

aconteceu durante o atendimento.

Ao chegar em casa, o motorista contou à esposa o acontecido e percebeu que

houve excesso de ambas as partes. Incomodado, após ter levado o caminhão ao

Truck Center para realizar a manutenção, ao detectar que precisava adquirir mais uma

peça, retornou à loja de autopeças, se dirigiu ao mesmo balconista e se desculpou

pelo que aconteceu anteriormente. Desculpa aceita, processo de compra e venda

dessa vez ocorreu sem problemas e ambos terminaram satisfeitos.

A verdade é que precisamos buscar formas para desestressar em prol de uma

vida mais tranquila. A correria no trabalho, a pressão por resultados, os problemas

particulares, etc., tudo isso acaba por implicar em problemas à saúde física e mental.

Ultimamente, temos ouvido diversos relatos de problemas relacionados à saúde

mental das pessoas, principalmente os idosos, por conta do isolamento social, da

perda de autonomia para resolver os assuntos do dia a dia e das notícias negativas

enfatizadas pela mídia, principalmente em relação aos números da pandemia.

Por conta disso, consultórios de psicologia e psiquiatria aumentaram a demanda

por atendimentos, bem como as farmácias que precisaram reforçar o estoque de

medicamentos relacionados à saúde da mente.

A expressão gota d'água, conforme pesquisa no google, é usada para se referir ao

último excesso a ser tolerado, o esgotamento da paciência de alguém em suportar

uma situação ruim. Ou seja, a última gota a cair em um balde e fazê-lo transbordar é

uma metáfora ao último evento a fazer você perder a cabeça.

É muito importante para o balconista e/ou qualquer outro profissional,

principalmente que lida com atendimento ao público, a preparação espiritual antes

de começar o expediente, a concentração e o preparo para enfrentar o dia.

Um pouco de estresse é normal, principalmente após um dia de trabalho, porém,

é preciso ficar atento e perceber quando esse estresse ultrapassa os limites da

tolerância, afinal, como diz, um ditado popular, “tudo demais é sobra”.

Precisamos buscar ter uma vida mais tranquila, com menos estresse, seja

praticando uma atividade física; uma boa noite de sono; um tempo para conversar

com a família e amigos sem a presença do telefone celular; um tempo para meditação

e relaxamento, sorrir mais, não levar as coisas tão a sério; não dar ouvidos a fofocas;

não reclamar de tudo e de todos, enfim, eu, por exemplo, costumo idealizar os artigos

mensais para o jornal Balcão Automotivo sentado à beira da praia, vendo e ouvindo o

vai e vem do mar e o pôr do sol, afinal, contemplar a natureza em uma cidade como

Salvador é tudo de bom.

Cada pessoa, portanto, deve identificar algo que lhe proporcione prazer e bemestar,

com a finalidade de limpar o HD, esvaziar um pouco a mente das preocupações

e problemas do cotidiano.

A propósito, Dia 22 de março é considerado o Dia Mundial das Águas,

conforme resolução criada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas

através da resolução /RES/47/193 de 21 de fevereiro de 1993.

Texto: Valtermário de Souza Rodrigues*

Foto(s): Divulgação

*Analista Administrativo Sênior da Distribuidora Automotiva S/A – Filial

Salvador; Bacharel em Administração de Empresas; MBA em Gestão de

Empresas; MBA em Liderança Coaching; Co-autor dos livros “Ser Mais Inovador

em RH” – “Motivação em Vendas” e "Planejamento Estratégico para a Vida”


Promova seus produtos ou marcas por meio de mídias

digitais, através da efetividade das nossas ações.

NOVO

PORTAL

PORTAL BALCÃO AUTOMOTIVO

Um portal completo, com notícias

atualizadas todos os dias

• 18,5 mil visitas/mês

• Tempo médio de permanência de 9’

• Banners segmentados e flexíveis

• Estrutura responsiva (não importa o

dispositivo, celular ou desktop)

REVISTA

DIGITAL

REVISTA DIGITAL BALCÃO AUTOMOTIVO

Nossa publicação eletrônica

• Disparo para mais de 50 mil cadastros

do mercado de peças e serviços

automotivos

• Totalmente customizada, seu anúncio

com LINK direcionado para: o site ou redes

sociais ou catálogo ou qual for seu objetivo

• Relatório com engajamento, entre outros

dados

Impulsionamento/ direcionamento:

• E-mail Marketing

• WhatsApp

• Home novo Portal

• Redes Sociais


AÇÕES NAS REDES SOCIAIS

REDES

SOCIAIS

Contamos com uma equipe de especialistas

em Tráfego Digital

• 30 mil seguidores em nossas plataformas

sociais

• Nossa equipe de profissionais irá encontrar

o público pertinente e publicar sua

comunicação na hora mais rentável e com

melhor engajamento

ENVIO DE E-MAIL MARKETING

Mailing atualizado!

• Segmentado por região e cargos

• Ótima taxa de abertura

• Agendamento programado

Fale com

50 mil

cadastros

Mais informações, consulte nossa equipe de vendas: comercial@jornalbalcaoautomotivo.com.br

More magazines by this user
Similar magazines