Livro-Porto de Galinhas - Esse é o seu porto

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PORTO DE GALINHAS

ESSE É O SEU PORTO

COORDENAÇÃO EDITORIAL

MBR Comunicação

IMAGENS

Vinícius Lubambo, Filipe Cadena

e Banco de Imagens da Embratur

TEXTOS

Arnaud Mattoso

REVISÃO DE TEXTO

Consultexto

DESIGN E PRODUÇÃO

MBR Comunicação

2020

Ipojuca, Pernambuco, Brasil

ISBN: 0000000000

Todos os direitos reservados.

MINISTÉRIO DO

TURISMO



ELEGIA A PORTO DE GALINHAS

Há no mundo um lugar sem igual para viver.

Há na terra um lugar natural para se amar.

Tem o sol, tem o céu e as estrelas.

Tem o mar e uma praia deserta.

para viver de amor e mergulhar

nas águas claras de Porto de Galinhas

E você vai querer viajar para lá.

Vai querer saber onde é o lugar.

Onde existe a paz infinita

e a beleza das ondas do mar

para viver de amor e mergulhar

nas águas claras de Porto de Galinhas.




NO INÍCIO, PORTO RICO.

RICO EM HISTÓRIAS, MAGIAS E LENDAS.

RENDAS, OFERENDAS E CONTENDAS

ENTRE OS ÍNDIOS CAETÉS, O PAU-BRASIL

E OS PORTUGUESES.

TEMPOS DEPOIS, QUASE UM SÉCULO,

VINDOS DOS MARES BRAVIOS, CARAVELAS

E NAVIOS COM GALINHAS NO PORÃO,

MAIS TARDE, CAPITANIA, CANA-DE-AÇÚCAR, RIQUEZA.

ERA SÓ FESTA E BELEZA. TUDO CRESCE E APARECE,

PORTO RICO RESPLANDECE E UM NOVO NOME TINHA:

ERA PORTO DE GALINHAS.

HOJE, RECONHECIDA, CITADA COMO “A MAIS LINDA”.

SEM NENHUMA PRA IGUALAR O SEU MAR, E O SEU AR, O

SEU CLIMA E A SUA GENTE, SEMPRE FELIZ E CONTENTE

EM RECEBER COM PRAZER E TAMBÉM FAZER DE VOCÊ

UM NATIVO COMO NÓS.




O melhor destino.

Esse é o seu porto.






<< Você aqui.



A melhor temporada.



Lembranças do banho de mar; a

praia, o sol e as piscinas; o dia

inteiro, passeios, pôr-do-sol no

Outeiro, nascer da lua no Cupe,

caminhar em Muro Alto, banho de

rio na Camboa. Praias desertas,

nativas; areias e ventos, coqueiros a

bailar ao frescor da brisa que teima

em alisar a branca areia da praia

que não deixo de amar.


Amigos na praia de Muro Alto;

passeio ao final da tarde, lua

que nasce, imensidão da

natureza; sentados, os amigos

divagam; medita, a menina de

olhos claros; namora, o casal

apaixonado; flutuam de frente

à lua cheia, os amigos encantados

pela beleza do lugar.

Muro Alto, onde o silêncio que

se ouve vem do vento e das

ondas do mar.






Porto o ano inteiro, o ano inteiro Porto

(qual o melhor mês?).

Todo dia e mais, mais um pouco todo dia;

de inverno a verão, outono, primavera.

Todas as estações, Porto eleita a melhor;

tenha chuva tenha sol, tenha peixe, tenha não;

tenha gente na pracinha, tenha nada para fazer.

Porto todo dia (e mais um).

Porto para sempre.

Eternamente,

Porto de Galinhas.





Ele ia sozinho para o mar, porque sozinho seria pelo resto da vida; mesmo quando não mais viajasse para o oceano que o

abrigou e foi o único a compreendê-lo. Sozinho, porque a vida assim o quis; e fez do mar o seu mundo; de sua vida, o silêncio; da

sua sina, a solidão. Ele fala ao mar o que ninguém ouve em terra. Na solidão do alto-mar, o pescador ouve o oceano lhe dizer

onde descer a linha de náilon e jogar a caceia, onde lançar a âncora da embarcação, onde buscar os peixes graúdos. No balanço

das ondas, sobre as profundezas do Atlântico, o vento lhe sopra palavras de afeto. Recebe do mar a complacência que não tem

dos homens. Prefere ser peixe, mas Deus o quer humano; e ele aprendeu a ser um homem sozinho no mar.



Quando na maré de lua cheia, lua nova, o mar

baixa revelando os corais, as piscinas se

desnudam com peixinhos coloridos. O jangadeiro

ganha a vida de cá para lá, de lá para cá; encanta

os olhos de quem vê a beleza maior do lugar.

O sol brilha na água transparente de areia de

cascalho e bronze; corais e plantas; ouriços e

sargaços; tudo é obra divina, bênção de Deus;

graças dos céus; abençoada seja a Tua criação.




Quanto custa proteger, preservar e não sujar? Quanto vale a praia limpa, o mar azul e a areia livre de

sujeira? A quem interessa poluir, destruir, desmatar, invadir? Quanto vale a consciência ambiental,

esclarecida, amadurecida? Uni-vos, todos, num mesmo objetivo: preservar Porto de Galinhas.

Para o turista voltar e o nativo sobreviver.



O mar de Porto esconde segredos somente revelados aos puros de

espírito; aos que não machucam peixes e plantas, nem deixam lixo na

areia, nem plásticos e latas nas suas águas claras. A esses puros de

espírito, serão revelados os segredos no fundo do mar.






Caranguejo de andada

Houve um tempo no passado

Do caranguejo de andada

Centenas seguindo o passo

Caminhando lado a lado

Esse tempo passou

Da fartura inconsciente

Hoje o tempo presente

É o respeito ao meio ambiente

Depende do ser humano

A sobrevivência da espécie

Pescar só macho adulto

Bem crescido e graúdo

Faça a sua parte

Pela consciência ambiental

Unidos e conscientes

Pela vida animal







Não acabem os manguezais

Passear pelas trilhas

Com os pés na lama

Escura e boa

Dos manguezais

De Maracaípe

Sob o silêncio sepulcral

Das catedrais de folhas

Arbustos e galhos

Em meio aos pontinhos

Que se mexem no chão

Caranguejos pequenos

De patas grandes

Filhotes do ecossistema

Essencial à vida do manguezal

Assustados com os invasores

Em seu reduto

Escondem-se apressados

Nas locas da lama limpa

Como passarinhos em revoada

Debaixo do céu de folhas verdes

Lugar mágico e precioso

Os manguezais são o ouro

De Porto, Maraca, Camboa,

Muro Alto, Serrambi, Enseadinha

Filtro de água

Santuário ecológico

Nascedouro de peixes

Berçário da vida marinha

É preciso

É urgentemente necessário

Não se acabem os manguezais


>> Preservar o mangue


>> é preservar você





Aqui a a vida se se renova.

<< << você aqui

Um Um porto seguro para o o meio ambiente.



Turista vai, turista vem,

vê beleza e natureza,

aprecia a cor do mar,

gasta dinheiro em suvenir,

come peixe e caranguejo,

bebe cerveja e água de coco

e nunca esquece de recolher

o lixo que deixou na areia.



<< Voe alto.




Quando tudo isso passar, vou me

jogar no mundo. Ver a vida do

alto, do fundo do oceano,

de cima das ondas, de dentro do

mar; velejando na rajada do

vento leste, flutuando sobre as

águas mornas que molham o

rosto. Sentir-me vivo pelo sal e o

sol; vivo pela saudade que não

cessa de tudo que sou e serei,

da saudade do mundo que é meu

e, dele, não desistirei de viver.

Porque a vida é um sonho

passageiro; e, depois que tudo

passar, vou desfrutá-la no atraso

dos dias sem luz, num lugar onde

o sonho nunca acabe.

Onde o sol brilhe mais forte e o

mar seja perfeito para mim.




Porto o ano inteiro, o ano inteiro Porto;

(Qual o melhor mês?)

Todo dia e mais, mais um pouco todo dia;

De inverno a verão, outono, primavera,

Todas as estações, Porto eleita a melhor;

Tenha chuva tenha sol, tenha peixe tenha não;

Tenha gente na pracinha, tenha nada para fazer;

Porto todo dia (e mais um)

Porto para sempre

Eternamente,

Porto de Galinhas.



Aventure-se.

Explore cada paisagem.


UNIVERSO SUBMERSO

Mergulhei nas águas claras de Porto de Galinhas

e vi peixes e conchas, mariscos e algas.

Cascalhos brancos em areia reluzente

descansavam no fundo,

no universo submerso e ausente dos males do mundo

para sempre a preservar em silêncio profundo os

segredos do fundo do mar.





Solte suas âncoras.

Aporte-se.













Emoção lá no fundo





O silêncio quebrado pelo ruído incessante das ondas; na praia deserta a perder de vista, o verde se mistura ao azul.


Somos parte da Criação; privilegiados de estarmos, aqui e agora, no melhor lugar do mundo.



No Carnaval tem as Virgens de Porto?

– Tem, sim senhor.

Praia, sol, gente bonita?

– Aos montes, meu senhor.

E petiscos do mar?

– Os mais saborosos, ora meu senhor.

Passeio no mangue e mergulho nas piscinas naturais?

– O ano inteiro, sim senhor.

Mas tem também descanso no Carnaval?

– Tranquilidade ou burburinho, o senhor decide.

Mas é perfeito este lugar, meu menino?

– O paraíso na Terra, sim senhor.







Festa de rua, desmaia o sol, a música vai

começar, na liberdade de andar; no

calçadão, tudo é verão; no Porto Cult, a

brilhar, todos cheios de emoção, onde se

encontram sem parar; com intenção,

nossa missão é fazer você amar, este

lugar; veja a vila aqui; dias tão anis; volta

do mar, desmaia o sol, e o barquinho pelo

mar é uma jangada deslizando sem parar,

em direção ao paraíso submerso,

coralino, onde os peixinhos e uma

saudade vai ficando pelo ar; tudo isso é

paz, tudo isso traz uma calma de verão; a

tardinha cai, a noitinha vem; o jangadeiro

vem, vem, vem pra cá.




A emoção de ver ao vivo o que os fôlderes

mostram em imagens. A primeira visita é

sempre indescritível. A segunda e as demais

surgem da necessidade de voltar para se

emocionar de novo. Voltar é como assistir ao

mesmo bom filme sem se cansar, porque em

cada volta a emoção é diferente, o prazer

renovado. Ao atravessar o pórtico que dá

acesso à Praça das Piscinas Naturais, o

coração dispara como da primeira vez ao

olhar a paisagem única de mar e corais

iluminados de luz e vida.







Porto de cor e arte.

O artesão do cenário faz parte.








A cerâmica crua gira nas mãos do artesão, enquanto ele molda a galinha que irá para o centro da Vila. Outro ao lado esculpe a madeira

encontrada na praia, oriunda sabe-se lá de quantas milhas náuticas. Ela se parece com uma bailarina? Então bailarina ela será. O toco de

madeira abandonado às intempéries ganha contornos, formas e cores. O tronco de coqueiro ganha vida e cor nas mãos do artesão da praia. Antes

arte do que tarde, diria o velho escritor ao ver tantas criações nativas. A arte é a resistência da vida, diz a moça que tece a colcha de retalhos de

algodão. O que chega à vitrine iluminada do calçadão tem alma e suor, lágrima e sorriso; mãos, olhos e corpos curvados. O metal que paga a peça

exposta na loja é a recompensa pelo esforço e o reconhecimento do artista.



Veranistas, à noite no calçadão da Rua

Esperança, caminham para o portal da

felicidade do veraneio em Porto de Galinhas; na

Praça das Piscinas Naturais, encanta a visão da

beira-mar em sua beleza rara e única. Todas as

línguas do mundo se encontram num só lugar

onde a magia acontece; aproveite a festa, a

alegria de viver; a receptividade da Vila

Porteana; juntos e misturados à beleza

harmônica do balneário; bienvenido, bem-vindo,

welcome, benvenuto. No vai e vem infinito do

colorido de roupas e adereços, adolescentes

joviais, garotos bronzeados, surfistinhas de

verão, jovens senhores, jovens senhoras, idosos

e cadeirantes; gente de todas as cores, de todos

os nomes e idades, etnias e rostos.











O que a natureza nos dá,

Porto faz contemplar.







Turista vai, turista vem, vê beleza e natureza,

aprecia a cor do mar, compra artesanato, conhece o

povo bom de Porto, se encanta com o lugar; o povo

trabalhador seguiu a trilha do turismo, montou

casa e comércio, vive da beleza que o lugar lhe dá.

Na sabedoria popular, fez, da galinha-d’angola o

suvenir e, das frutas da terra, os doces melhores.

Tudo para agradar o visitante e, para dessa praia, o

turismo nunca mais sair.





Onde já se viu sujeito que não gosta de forró, não sabe dançar o frevo, o xaxado e a ciranda? Como pode o sujeito

não grear de brincadeira, não gostar de tapioca nem falar da vida alheia? Como pode o sujeito não tomar caldo de

cana, Onde não já comer se viu o queijo-coalho sujeito não nem gosta melado de forró, de engenho; não sabe dançar como pode o frevo, o sujeito o xaxado não cantar e a ciranda? Luiz Gonzaga, Como pode não o sujeito

ouvir não grear Dominguinhos de brincadeira, nem ler não Gilberto gostar Freyre? de tapioca Tu nem não é falar pernambucano; da vida alheia? tu não Como é pernambucano; pode o sujeito não tu não tomar é caldo de

cana, não comer o queijo-coalho pernambucano; nem melado de tu engenho; não é ipojucano. como pode o sujeito não cantar Luiz Gonzaga, não

ouvir Dominguinhos nem ler Gilberto Freyre? Tu não é pernambucano; tu não é pernambucano; tu não é

pernambucano; tu não é ipojucano.









A cozinheira de mão aprumada para o tempero sabe como preparar o marisco fresco colhido na foz do Rio Merepe. A

mulher de idade incerta lava bem as conchas numa peneira na própria correnteza funda do rio para retirar a areia dos

crustáceos. Depois, põe os mariscos na panela de água fervente com um punhado de sal e duas gotinhas de vinagre, num

fogão a lenha improvisado na parte de trás da construção rústica. Das conchas que se abrem, os mariscos são retirados. As

conchas fechadas são devolvidas ao rio junto com os resíduos dos mariscos aproveitados. Francisca os coloca na travessa

funda e rega com limão-galego e azeite português e espalha um punhado de coentro picado por cima. As meninas formam

um círculo ao redor da travessa sobre um lençol de cambraia estendido na areia fina e branca da praia, à sombra na beira

das águas plácidas do rio mar de Camboa, no Pontal de Muro Alto. Elas comem os mariscos em colheradas. Acompanha a

refeição dos deuses, o suco de caju espremido pelas mãos da babá, coado na peneira até virar um sumo grosso e travoso.





A memória afetiva do sabor do queijo-coalho assado na chapa com melaço de cana por cima é algo que nunca deveria ser

descrito, porque não há como alcançar o sabor em palavras, assim como a fatia de bolo de rolo amornada com uma bola de

sorvete de tapioca por cima; ou o café forte de Taquaritinga que você não conhecia e experimentou na Gula da Praia, antes de

comer a passa de caju na banquinha montada em frente à casa de uma moradora antiga da praia que lhe contou histórias da

infância. E quando você pensa que experimentou os melhores quitutes da Vila Porteana, eis que lhe apresentam a geleia de

araçá de Porto de Galinhas, cozinhada por quatro horas em fogo de lenha; então, você tem a certeza inevitável de que a sua

memória afetiva deste lugar vai se rebuscar além do inesquecível banho de mar.




Céu e suor, o mar e a rede.


A brisa e um coco pra matar a sede.


















Lembranças de dias maravilhosos; sóis

exuberantes, praias, mares, marés, ressacas,

tempestades, ventos, vendavais. Na cidade, a

saudade e a vontade de voltar. Nada é igual, nem o

sol, nem a lua, nem o mar ou as estrelas; na cidade,

(sempre) a saudade e a vontade de voltar.



Um quarto de hotel, um casal, uma janela aberta para o mar;

no horizonte o sol nasce; acordados, olhamos a natureza infalível.




Quando, na maré de lua cheia,

o mar seca até as pedras,

casais enamorados passeiam

abraçados pela praia.

Porto, és cúmplice do amor.



O amor é peixe raro,

não se pesca em qualquer mar.

Mas, em Porto, eu sei.

O amor, lá encontrei.






Em Porto, todo dia é de paz. Praia e suor, sol de rachar, sereias, peixes, nativos, turistas, jangadas,

passeios, tudo ao mesmo tempo a bailar; ouvindo, quase sem querer, o balanço das ondas do mar.





Da beleza do mar ao silêncio dos manguezais;

dos finais de tarde no Outeiro ao amanhecer

na areia. Andar na praia deserta; descansar à

sombra do coqueiro; passear nas montanhas

da Fazenda Gameleira; provar araçá,

azeitona-roxa, sapoti, manga, coco, caju;

passear de bote no rio; caminhar pelo

mangue; virar a noite na praia, ir até o baobá.

São momentos guardados na memória da paz

que só encontro em Porto de Galinhas.
















Barulhinho do mar. do mar.

Coqueiros a a caminhar.





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