Industrial_228Web

jotacomunicacao

MERCADO - E-commerce em alta gera novas oportunidades para setor de móveis e produto final

CRESCIMENTO

INDUSTRIAL

SETOR DE MÁQUINAS ACOMPANHA A

ALTA DO MERCADO DA MADEIRA

INDUSTRIAL GROWTH

MACHINE PRODUCING SEGMENT ACCOMPANIES

THE RISE OF THE FOREST PRODUCT MARKET


• Corte de blocos e semi-bloco de madeira;

• Com 1 ou 2 eixos de serras;

• Magazine Porta-Serra (opcional);

• Rolos de avanço com cromo duro;

• Velocidade até 100 m/min (6 serras).

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SUMÁRIO

INDUSTRIAL

62

2021

44

58

54

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Alca Máquinas 11

Auge Metal Mecânica 61

Benecke 09

Cipem 15

Contraco 37

DRV Ferramentas 19

Eletro Izidoro 33

Engecass 17

Gottert do Brasil 31

H Bremer 27

Impacto Máquinas 35

Indumec 41

Lignum Brasil 73

Linck 05

Mafercon 39

Máquinas Águia 69

Máquinas Dudi 43

Mendes Máquinas 02

Metrisa Máquinas 29

Mill Indústrias 76

Montana Química 07

MSM Química 13

Nazzareno 25

Omil 21

Picoloto 53

Prêmio REFERÊNCIA 75

Pole Cola 57

Serf Drytech 23

Tecnovapor 71

XH Mar Bethlehem 65

SUMÁRIO

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Coluna Flavio C. Geraldo

14 Notas

32 Aplicação

34 Frases

36 Entrevista

42 Coluna ABIMCI

44 Principal História de sucesso

50 Madeira Tratada

54 Matéria-prima

58 Marcenaria

62 Mercado

66 Artigo

72 Agenda

74 Espaço Aberto

04

referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


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Inovação. Qualidade.

Economia.

MADE IN GERMANY


EDITORIAL

DE OLHO

NO FUTURO

C

om o fim do primeiro trimestre, a indústria

madeireira começa a pensar nos próximos

meses – de olho em oportunidades para o

crescimento do segmento. Embalada pelas

promessas de 2021, a REFERÊNCIA INDUS-

TRIAL traz reportagens exclusivas que abordam temas

de interesse da indústria da madeira. Na editoria de Matéria-prima,

falamos da falta de alguns insumos e os problemas

gerados pelas chuvas e pela crise sanitária da

Covid-19. Já na entrevista desta edição, a coordenadora

do Boletim Macro da FGV (Fundação Getúlio Vargas),

Silvia Matos, explica os impactos para o setor produtivo

durante a pandemia. Além disso, o leitor poderá acompanhar

reportagens especiais nas editorias de Madeira

Tratada e Marcenaria, assim como novidades do setor.

Tenha uma ótima leitura!

NA CAPA










ESTAMPA A CAPA DESTA

EDIÇÃO DA REFERÊNCIA

INDUSTRIAL MONTAGEM

ALUSIVA AOS PRODUTOS E

SERVIÇOS OFERECIDOS PELA

DUDI MÁQUINAS.

EXPEDIENTE

ANO XXIII - EDIÇÃO 228 - ABRIL 2021

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXIII • N°228 • Abril 2021

MERCADO - E-commerce em alta gera novas oportunidades para setor de móveis e produto final

CRESCIMENTO

INDUSTRIAL

SETOR DE MÁQUINAS ACOMPANHA A

ALTA DO MERCADO DA MADEIRA

INDUSTRIAL GROWTH

MACHINE PRODUCING SEGMENT ACCOMPANIES

THE RISE OF THE FOREST PRODUCT MARKET

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

06

WITH AN EYE ON

THE FUTURE

A

t the end of the first quarter, the Forest

Product Sector begins to think ahead to

the rest of the year – with an eye on future

opportunities for growth in the Sector.

Packed with the promises for the rest of

2021, REFERÊNCIA Industrial has exclusive stories that

address topics of interest to the Forest Product Sector.

In the Raw Materials Section, we talk about the lack of

some inputs and the problems generated by the rains,

and the Covid-19 health crisis. In this issue’s interview,

Silvia Matos, Coordinator of the Getúlio Vargas Foundation

Boletim Macro (FGV), explains the Productive

Sector’s impacts during the pandemic. Also, there are

special stories in the Treated Wood and Woodworking

Sections and news from the Sector. Pleasant reading!

referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021

Redação / Writing

Murilo Basso

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo | Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski / Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira | Gabriel Faria

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cristiane Baduy

assinatura@revistareferencia.com.br

0800 600 2038

ASSINATURAS

0800 600 2038

Periodicidade Advertising

GARANTIDA GARANTEED

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs

and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

the written authorization of the holders of the authorial rights.


0 0 2 2

RESIN COMPANY BUILDS MODERN

FORMALDEHYDE FACTORY

ECONOMIA - ESG: uma tendência cada vez mais consistente na indústria de base madeireira

CARTAS




A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

INVESTIMENTO

DE PRIMEIRA

INDÚSTRIA DE RESINAS CONSTRÓI

MODERNA FÁBRICA DE FORMOL

FIRST CLASS INVESTMENT



CARTAS






CAPA DA EDIÇÃO 227 DA



REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE MARÇO DE 2021



MADEIRA TRATADA

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXIII • N°227 • Março 2021

9 7 7 2 35 9 4 66 0 3 5 7

MARCENARIA

Por Teodoro Bonamigo –

Indaiatuba (SP)

Por Paulo Rodrigues –

Caçador (SC)

Bela iniciativa da prefeitura de Timbó (SC),

que possui grandes indústrias de madeira.

O ramo da marcenaria é

apaixonante. Obrigado

pelas dicas!

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

ENTREVISTA

Por Higor Souza –

Colombo (PR)

Ótima entrevista com o

economista Paulo Gaia.

MERCADO

Por Paula Machado –

Campinas (SP)

O wood frame abrirá inúmeras

possibilidades para o nosso setor.

2021 está repleto de boas notícias!

08

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

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Revista Referência Industrial

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BASTIDORES

BASTIDORES

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PRESTÍGIO

O DIRETOR COMERCIAL DA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, FÁBIO MACHADO

(À DIR.), FOI ENTREGAR EM MÃOS A EDIÇÃO DE MARÇO/21 PARA

A BONARDI QUÍMICA, DOS DIRETORES RÓBSON LEMOS (À ESQ.) E

FRANCISCO NARDI (CENTRO).

TODESMADE

O DIRETOR COMERCIAL DA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, FÁBIO

MACHADO (À DIR.), ESTEVE VISITANDO AS DEPENDÊNCIAS DA

INDÚSTRIA TODESMADE, JUNTO COM OS DIRETORES DA MENDES

MÁQUINAS, ANDRÉ FABRIS, NEWTON FABRIS, DÉBORA MENDES

FABRIS E RODRIGO MENDES FABRIS.

Foto: divulgação

ALTA

NOVIDADE NO IBAMA

O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente

e dos Recursos Naturais Renováveis)

lançou recentemente o Sistema de Gestão

do Licenciamento Ambiental Federal, conhecido

como SisG-LAF. O sistema torna o

procedimento dentro do órgão mais rápido

e transparente, facilitando, assim, a visualização

do andamento das etapas que devem

ser cumpridas, seja pelo IBAMA, pelos

órgãos envolvidos ou pelo próprio empreendedor.

A ferramenta, que foi desenvolvida

em conjunto com o Ministério da Economia,

tem como finalidades: promover a gestão

das demandas dos processos de licenciamento

ambiental em âmbito federal, informatizar

e automatizar os serviços oferecidos.

O responsável pela definição das regras do

negócio e pela prestação final do serviço ao

empreendedor é o IBAMA, mas as participações

de outros órgãos envolvidos também

será contemplada pelo projeto.

BAIXA

QUEDA DO PIB

O PIB (Produto Interno Bruto) do

Brasil caiu 4,1% em 2020, totalizando

R$ 7,4 trilhões. Essa foi a maior

queda anual da série iniciada em

1996, e interrompeu o crescimento

de três anos seguidos, de 2017 a

2019, quando o PIB (a soma de todas

as riquezas produzidas no país)

acumulou alta de 4,6%. O PIB per

capita alcançou R$ 35.172 no ano

passado, recuo recorde de 4,8%.

No quarto trimestre, que fechou o

resultado de 2020, o PIB cresceu

3,2%. Os dados são do Sistema

de Contas Nacionais Trimestrais,

divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro

de Geografia e Estatística).

O estudo salienta que a pandemia

da Covid-19 foi preponderante

para o resultados.

10 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


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O impacto da AUTOMAÇÃO no seu processo produtivo

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COLUNA

COM A PALAVRA, O MERCADO!

OS IMPACTOS DA PANDEMIA TÊM SIDO DESIGUAIS PARA A POPULAÇÃO E PARA AS

DIFERENTES REGIÕES DO PLANETA

Flavio C. Geraldo

FG4 MAD - Consultoria em Madeira

Contato: flavio@fg4mad.com.br

U

m interessante estudo conduzido pela empresa

de consultoria McKinsey & Company publicado

em 17 de março, intitulado: The consumer

demand recovery and lasting effects

of Covid-19; reforça o sentimento de choque

sem precedentes causado pela pandemia, que trouxe

drásticas mudanças de hábitos nos mercados de consumo

ao redor do mundo. O fluxo financeiro promovido pelos

consumidores simplesmente colapsou na primeira onda

da pandemia, no início do ano passado. Tudo ocorreu de

forma muito repentina, forçando os consumidores a significativas

mudanças comportamentais. Modelos de negócios

foram transformados e governos precisaram ajustar suas

regulamentações.

Os impactos têm sido desiguais para a população e

para as diferentes regiões do planeta. Aqueles que mantiveram

seus empregos, conseguindo trabalhar em regime

de home office, garantiram seus rendimentos e ainda

puderam reforçar a poupança, pois reduziram as despesas

com viagens, passeios, idas a bares e restaurantes,

combustível, etc. Há também aqueles que perderam seus

empregos, mas não se viram livres de suas despesas obrigatórias

cotidianas.

Os desafios para a condução dos negócios locais

e globais estão voltados exatamente para os impactos

econômicos desiguais, que exigem a identificação de

oportunidades em seus planejamentos, considerando uma

maior distinção dos mercados e categorias de produtos. As

habilidades relacionadas à rápida ambientação em novos

modelos de negócios, assim como aos conhecimentos

sobre segmentação e competitividade, temperados com

boa dose de inovação, nunca foram tão necessárias para as

ofertas de produtos e serviços. É oportuno lembrar que, ao

contrário de outras crises econômicas mundiais, cujo cenário

para recuperação era muito lento, no caso da Covid-19,

Foto: divulgação

pelo menos para alguns segmentos da economia, a recuperação

pós-pandemia será quase que imediata.

Para ilustrar um pouco dessa nova realidade e colocando

o foco no mundo madeireiro, vale mencionar alguns

registros ilustrativos ocorridos nos EUA (Estados Unidos

da América). Ainda que sejam casos pontuais, parecem

retratar a atual realidade no que se refere ao mercado de

madeiras para construção do país.

O canal de televisão News Channel 3, emissora do estado

do Michigan afiliada à CBS, mostrou que na localidade,

assim como em outras partes do país, há uma escassez de

madeira serrada tratada, o que fez com que empreiteiros

e proprietários de edificações em reforma ou construção

ficassem em uma situação difícil. Após consulta a 15 diferentes

lojas de materiais de construção (nos EUA, a madeira

tratada é comercializada em grandes comércios desse

tipo), a informação era de que os estoques estavam muito

baixos ou inexistentes.

Temos, nesse caso, uma clássica situação de baixa oferta

e alta demanda, relacionada diretamente aos impactos

causados pela pandemia. De um lado, os produtores de

madeira serrada tratada reduziram drasticamente a produção

devido às restrições de trabalho. Do outro, os altos

níveis de inatividade por parte da população em geral

deixaram os proprietários com mais tempo disponível para

executarem novos projetos de construção ou reformas.

Outro exemplo: no noroeste norte-americano, região

de forte tradição madeireira, o jornal Capital Press também

alertou a respeito da escassez de madeira. Segundo

a publicação, há um aumento na demanda por madeiras,

especialmente pela necessidade de reformas em imóveis

que sofreram com os devastadores incêndios florestais

ocorridos no ano passado. Somado a isso, tem-se uma

severa escassez no suprimento de madeira serrada devido

à desaceleração significativa na produção em atendimento

aos protocolos de segurança das indústrias.

Essas ocorrências aumentam significativamente o apetite

dos EUA por madeiras, reforçando ainda mais as bases

dos negócios de exportação desse produto do Brasil para

aquele país. Só no Estado do Oregon há registros de perdas

de centenas de milhões de árvores produtivas. Entre

abril e setembro de 2020, a NAHB (National Association of

Home Builders) registrou que os preços da madeira subiram

mais de 170% no estado.

No Brasil, não se tem registros divulgados sobre a queda

na produção e aumento na demanda pelo setor industrial.

Há indícios de que no setor de proteção de madeiras

não houve variações significativas, provavelmente pelo fato

desse mercado estar predominantemente voltado ao meio

rural, onde os impactos da pandemia são menos visíveis.

12 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


CIPERTRIN MD

• Líder no tratamento inseticida de painéis de madeira,

(compensados, aglomerados MDF, OSB e outros) por adição à cola;

• Mais concentrado dos inseticidas, diminui a quantidade de inertes

a serem aplicados na cola, como também a área de estocagem;

• Base água, com baixa toxidade e baixo odor;

• Isento de solventes que atacam as borrachas dos equipamentos

industriais;

• Compatível com resinas de última geração;

• Fácil diluição em água, para tratamento por imersão de madeiras

serradas.

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• O primeiro fungicida (antimofo) para madeira a base de

tribromofenol só poderia ser o líder de mercado e a MSM

Química a maior importadora deste ingrediente ativo.

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suas características naturais.

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NOTAS

TORRE EÓLICA

A mais recente das inovações na tecnologia da madeira

vem da Suécia, onde pesquisadores do Centro

Sueco de Tecnologia em Energia Eólica se preparam

para construir a primeira torre de turbina eólica inteiramente

de madeira engenheirada. A torre da madeira

de teste, que está sendo construída na localidade

de Bjorko, terá 30m (metros) de altura, será tão forte

quanto as torres de aço e, segundo seus criadores,

tornará a turbina eólica totalmente neutra em carbono.

A expectativa é que o protótipo esteja pronto

ainda este ano. A construção conta com a parceria das

empresas Modvion e Moelven Toreboda e está sendo

feita com painéis de MLC (madeira laminada colada).

“Esse é um grande avanço, que abre caminho para a

próxima geração de turbinas eólicas. A madeira laminada é mais forte do que o aço para o mesmo peso e, sendo construídas

em módulos, as turbinas eólicas podem ser mais altas. Ao construir em madeira, também reduzimos as emissões de dióxido

de carbono na fabricação e, em vez disso, armazenamos dióxido de carbono no projeto”, destaca Otto Lundman, da Modvion.

Foto: divulgação

NOVOS PROFISSIONAIS

Foto: divulgação

Depois de sete meses, o projeto Fimma Inova entra em suas semanas

finais de mentoria para a formação de 115 executivos e empresários da

cadeia produtiva de madeira e móveis. O projeto consiste em uma Escola

de Inovação 100% online que, por meio do IBG (Innovation Business

Game), vem formando profissionais para uma liderança inovadora.

Estão participando desde diretores de empresa até responsáveis pelas

áreas de design, marketing, comercial, RH e produção. Com curadoria

da SBDC (Sociedade Brasileira de Desenvolvimento Comportamental)

e da consultora Eliane Zanluchi, o programa totaliza 140h (horas) divididas

em quatro módulos, que se encerram em abril. O presidente

da FIMMA (Feira Internacional de Fornecedores da Cadeia Produtiva

de Madeira e Móveis), Euclides Rizzi, destaca que o projeto é uma das

iniciativas que compõem a reformulação do evento promovido pela

MOVERGS (Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio

Grande do Sul). “A nova proposta da FIMMA, anunciada em 2019, é

torná-la um movimento de inovação aplicada com oportunidades para

seus públicos no intervalo

entre as edições da

feira de negócios, que

ocorre a cada dois anos.

Neste primeiro programa,

é possível perceber

que a maior lição será a

importância da colaboração

multissetorial dentro

das empresas, ou seja,

a cultura da inovação

precisa da coletividade”,

resume.

ARAPONGAS

EM EVIDÊNCIA

O município de Arapongas (PR), tem cerca

de 124 mil habitantes e encontra na indústria

moveleira sua principal força. O segmento é o

que mais emprega no município, fazendo da cidade

a maior produtora de móveis do país. De

acordo com Irineu Munhoz, presidente do SIM

(Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas),

são cerca de 270 empresas do segmento

no município. Juntas, elas empregam cerca de

10 mil pessoas de forma direta. O segmento começou

a se estruturar em Arapongas por volta

da década de 1970, quando a região deixou de

ser produtora de café. As primeiras empresas

do setor começaram a surgir e não tardou para

a vocação se espalhar pelo município e por cidades

do entorno.

Foto: divulgação

14 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


CONTRÁRIO ÀS MEDIDAS DE ZONEAMENTO DIVULGADAS, CIPEM-MT

PROPÕE MAIOR ESTUDO TÉCNICO E REFORÇA QUE PROPOSIÇÕES

DE ZSEE-MT DEVEM ALINHAR CONSERVAÇÃO E PRODUÇÃO

O Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras

de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM- MT),

enquanto membro da Comissão Estadual de

Zoneamento Socioeconômico Ecológico – CEZSEE e

entidade representativa do Setor Produtivo da Base

Florestal organizada, avaliou como improcedente

algumas proposições de ZSEE elaboradas e

apresentadas neste primeiro trimestre de 2021 e,

portanto, se coloca contrário às ampliações e

criações de Unidades de Conservação previstas no

estudo do ZSEE-MT, nas proposições de número 3.2.1

a 3.2.5.

Um adendo aqui necessário, anterior aos informes

e esclarecimentos prestados pelo Cipem, é a

explicação sobre o que defende o Zoneamento

Socioeconômico e Ecológico. O ZSEE surgiu da

necessidade de se repensar o uso e a ocupação do

solo. Na prática, trata-se de um mecanismo de

planejamento e gestão que concilia a

sustentabilidade ao desenvolvimento socioeconômico.

Desse modo, o ZSEE propõe a divisão do território

em zonas e, com base nas informações sobre as

respectivas potencialidades e limitações, nos âmbitos

socioeconômico e ambiental, define-se que ações

poderão ser desenvolvidas em cada zona.

Apresentadas as primeiras explicações substanciais

sobre a proposta de ZSEE, o Cipem declara que se

opõe aos itens a seguir, extraídos e resumidos a

partir do documento disponibilizado para consulta

pública:

“3.2.1 Ampliação da Reserva Extrativista Guariba

Roosevelt em 50.612 hectares. Justificativa:

Necessidade de adequação nos limites da unidade

de conservação. Existe em seu interior uma área de

difícil acesso.

3.2.2 Ampliação da EC dos Rios Roosevelt e

Madeirinha em 79.582 hectares. Justificativa:

Necessidade de unificação das áreas para facilitar

sua implementação e fortalecer a conservação da

biodiversidade.

3.2.3 Criação de APA no Rio Manissauá-Miçu,

englobando os municípios de Cláudia, Marcelândia e

outros quatro municípios. Justificativa: Apesar da

presença de manejo florestal sustentável, de

assentamentos rurais e de imóveis rurais que

dificultariam a criação de uma unidade de

conservação de proteção integral e de domínio

público, é extremamente importante que se crie uma

unidade de conservação para o uso sustentável dos

produtos da sociobiodiversidade, como a

castanha-do-brasil.

3.2.4 Ampliação dos limites das ECʼs do Rio

Ronuro, de área total de 26.622 hectares, no

município de Nova Ubiratã, com o objetivo de

preservação da natureza e realização de pesquisas

científicas. Justificativa: Necessidade de adequação

dos limites para facilitar a gestão da unidade de

conservação.

3.2.5 Criação de APA no Rio Xingu, nos municípios

de Paranatinga, Nova Ubiratã e Gaúcha do Norte

para proteção de suas nascentes, considerando uma

área total de 1.413.867 hectares. Justificativa:

Conservar processos naturais e da biodiversidade,

como diversos ambientes: florestais, savanas e de

proteção dos rios formadores da bacia do Rio

Xingu.”

Confira o texto na integra em nosso site:

www.cipem.org.br

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NOTAS

TAXA EXTERNA

Depois de reduzir em 10% as tarifas de importação de máquinas,

computadores e celulares, o Ministério da Economia quer

estender o benefício aos demais produtos tarifados em conjunto

com os países do Mercosul. Em nota oficial, o Ministério

da Economia informou que a TEC (Tarifa Externa Comum) está

desatualizada e é alta para os padrões atuais. “Trabalhamos

pela redução transversal das nossas tarifas de importação, que

passam pela modernização da TEC do Mercosul, que data de

1995 e não mais reflete a realidade produtiva atual. Estamos

em negociação com nossos parceiros do Mercosul para uma

redução de 10% em todas as alíquotas. A base dessa negociação

são os princípios da transversalidade, previsibilidade e

gradualismo”, informou a pasta. A nota veio após reação de

parte da indústria brasileira, que considerou que a medida

anunciada prejudica diversos fabricantes nacionais de bens de

capital (máquinas e equipamentos usados na produção) e de

bens de informática e de telecomunicações. Segundo o Ministério

da Economia, o país pode iniciar medidas de abertura

comercial, porque o custo Brasil (custo para manter empresas)

diminuiu com uma série de reformas recentes.

Foto: divulgação

ELEVAÇÃO

DE JUROS

Em meio ao aumento da inflação de alimentos que

começa a se estender por outros setores, o BC (Banco

Central) subiu os juros básicos da economia pela

primeira vez em quase 6 anos. Por unanimidade, o

COPOM (Comitê de Política Monetária) elevou a taxa

Selic de 2% para 2,75% ao ano. A decisão surpreendeu

os analistas financeiros, que esperavam uma elevação

para 2,5% ao ano. Com a decisão, a SELIC subiu pela

primeira vez desde julho de 2015, quando tinha sido

elevada de 13,75% para 14,25% ao ano. A taxa permaneceu

nesse nível até outubro de 2016, quando o

COPOM voltou a reduzir os juros básicos da economia

até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de

2018. Em julho de 2019, a SELIC voltou a ser reduzida

até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada

pela contração econômica gerada pela pandemia

de Covid-19. Esse foi o menor nível da série histórica

iniciada em 1986.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

RUMO AO TOPO

O Estado do Paraná é a segunda unidade da federação que

mais exporta madeira serrada e compensada, atrás somente

de Santa Catarina. É o que indicam dados do MAPA (Ministério

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) coletados

entre janeiro e novembro de 2020 e divulgados nos primeiros

meses de 2021. Segundo o estudo, o Paraná tem mais de um

milhão de hectares de área plantada de pinus e eucalipto,

sendo que os EUA (Estados Unidos da América) são o principal

cliente da madeira paranaense. De janeiro a novembro

do ano passado, a exportação para o país somou US$ 570

milhões. A qualidade, a quantidade e o preço da madeira plantada no estado são um dos principais diferenciais, já que 100%

do produto é aproveitado. Mesmo assim, empresários do ramo acreditam que a produção poderia ser ainda maior. “A expansão

para áreas de plantio a gente vê como uma dificuldade dentro do estado, hoje, pela concorrência com a agricultura, mas

estamos melhorando muito na parte industrial. Acho que uma coisa vem compensando com a outra. Estamos usando melhor

o produto, tendo um aproveitamento melhor da madeira”, afirmou o empresário Álvaro Scheffer Júnior ao programa: Caminhos

do Campo; da afiliada local da Rede Globo.

16 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


NOTAS

IMPOSTOS

DE IMPORTAÇÃO

O Diário Oficial da União publicou em fevereiro as resoluções

que reduzem e zeram as alíquotas do Imposto de

Importação sobre diversos bens de capital e equipamentos

de informática e telecomunicações. A medida foi anunciada

após ser aprovada pelo GECEX (Comitê Executivo de Gestão),

da CAMEX (Câmara de Comércio Exterior do Ministério

da Economia). Os bens de capital são máquinas e equipamentos usados na produção. Em nota, na ocasião da aprovação

na Camex, o Ministério da Economia informou que a medida vai reduzir custos e aumentar a competitividade de diversos

setores da economia e beneficiar os consumidores, que pagarão menos para comprar itens como computadores e celulares.

Por causa da desvalorização do real no último ano, esses produtos tiveram alta considerável de preços no país. As Resoluções

número 171/21 e número 172/21 especificam os bens de capital, de diversos setores, e equipamentos de informática

e telecomunicações que tiveram as alíquotas zeradas. No caso da Resolução número 173/21, são os produtos que tiveram a

alíquota de importação reduzida. De acordo com o Ministério da Economia, os preços deverão ficar de 2% a 5% mais baratos

para o consumidor e a medida provocará perda de arrecadação de R$ 1,4 bilhão este ano.

MICRO E

PEQUENAS EMPRESAS

As micro e pequenas empresas lideraram a geração de empregos

em janeiro no país, criando aproximadamente 195,6

mil vagas, o que corresponde a cerca de 75% do total de

260.353 empregos formais registrado no mês. Os números

constam de relatório elaborado pelo SEBRAE (Serviço Brasileiro

de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), com base

nos dados de janeiro do CAGED (Cadastro Geral de Empregados

e Desempregados). O resultado também é quase o

dobro do número de empregados gerado pelo segmento

no mesmo mês do ano passado. Este é o sétimo mês consecutivo

em que os pequenos negócios lideraram a geração

de postos de trabalho no país. O relatório mostra ainda que

as médias e grandes empresas também registraram saldo

positivo na geração de empregos. Foram 668.257 admissões

contra 626.653 desligamentos, resultando em um saldo positivo

de 41.604 empregos. Esse número equivale a 15,9% do

total de empregos gerados no Brasil.

Foto: divulgação

ATIVIDADE

ECONÔMICA

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da

Economia manteve a projeção para o crescimento da

economia este ano e elevou a estimativa para a inflação,

por influência da alta nos preços dos alimentos.

As projeções estão no Boletim MacroFiscal. A estimativa

para o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) foi

mantida em 3,2%, em relação ao boletim divulgado

em novembro do ano passado. O PIB é a soma de todos

os bens e serviços produzidos no país. “As incertezas

são elevadas com os desafios de enfrentamento

à pandemia, mas deve-se considerar os indicadores

no primeiro bimestre que apontam continuidade da

recuperação da atividade econômica”, informou a

SPE. “Contudo, o desempenho da economia no mês

de março ainda é incerto, devido a novos fatores que

estão surgindo em decorrência da pandemia, como a

maior rigidez das regras de distanciamento, e afetam a

atividade econômica”, acrescentou.

Foto: divulgação Foto: divulgação

18 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


10 anos de muitas histórias,

10 anos de conquistas e

10 anos de muita paixão

pelo setor madeireiro


NOTAS

Foto: divulgação

MERCADO AMERICANO

Em meio às adversidades de um período que restringiu a economia,

a produção e a mobilidade em todos os mercados ao redor

do mundo, a indústria brasileira de móveis e colchões mostrou,

mais do que nunca, sua força e potencial de expansão. Dando

sequência à trajetória positiva do último ano, as exportações moveleiras

em janeiro de 2021 apresentaram crescimento de 36,9%

comparando-se a igual mês de 2020. Os dados atualizados são do

estudo: Monitoramento das Exportações; parte do conjunto de

ações mensais de inteligência comercial e competitiva do Projeto

Brazilian Furniture, realizado pela ABIMÓVEL (Associação Brasileira

das Indústrias do Mobiliário) em parceria com a APEX-Brasil

(Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

Destaque para a exportação de estofados, que no primeiro mês

do ano cresceu 47,4% na comparação com janeiro de 2020. Nas

demais categorias monitoradas pelo estudo, os números também

são animadores: colchões, 44,2%; móveis de madeira, 36%; e

móveis de metal, 27,2%, demonstrando, assim, oportunidades de

internacionalização em todos os segmentos.

SETOR

INDUSTRIAL

A ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de

Madeira Processada Mecanicamente) passa a

ter mais uma importante representação institucional

para apresentar as demandas do setor

industrial madeireiro. A Associação integra

desde fevereiro o Grupo de Trabalho da OCDE

(Organização para a Cooperação e Desenvolvimento

Econômico). A entidade atuará ao lado

da Diretoria de Desenvolvimento Industrial e

Economia da CNI (Confederação Nacional da

Indústria). O objetivo é contribuir para a pauta

de temas de interesse da indústria brasileira

e elaborar estudos que apoiem a adesão do

Brasil à OCDE. A participação do país na Organização

é considerada pelo setor industrial uma

conquista importante que poderá contribuir

para a modernização regulatória e das estruturas

brasileiras de governança.

Foto: divulgação

CONFIANÇA

NA INDÚSTRIA

O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial), da CNI

(Confederação Nacional da Indústria), mostra que o empresário

está confiante. No entanto, o indicador recuou 5,1 pontos em março

em relação a fevereiro deste ano, quando caiu de 59,5 pontos

para 54,4 pontos. O índice está acima da linha divisória dos 50

pontos, que separa confiança da falta de confiança. De acordo

com o gerente de Análise Econômica, Marcelo Azevedo, essa é a

terceira maior queda mensal da série, inferior somente às registradas

em junho de 2018, logo após a paralisação dos caminhoneiros, e em abril de 2020, devido à pandemia do novo coronavírus.

“Quando olhamos o índice, ele mostra confiança do empresário. Esse valor de 54,4 pontos está, inclusive, acima da

média histórica do ICEI. Mas a queda expressiva na passagem de fevereiro para março nos faz um alerta. A confiança existe,

mas já foi maior e está caindo rapidamente. Mostra que os empresários estão percebendo uma piora nas condições atuais

dos seus negócios e nas perspectivas futuras da economia”, explica o economista.

Foto: divulgação

20 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


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NOTAS

PRODUÇÃO

INDUSTRIAL

Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatística) na segunda semana de abril

indicam que na passagem de janeiro para fevereiro

deste ano a produção industrial recuou em 10 de 15 locais

pesquisados pelo órgão. As maiores quedas foram

registradas nos Estados do Ceará (-7,7%), Pará (-7,4%)

e Bahia (-5,8%). Paraná (-2,5%), Santa Catarina (-1,5%),

São Paulo (-1,3%), Rio Grande do Sul (-1,1%), Pernambuco

(-1,1%) e Amazonas (-0,9%) também apresentaram

recuos na produção. Por outro lado, altas foram observadas no Mato Grosso (7,3%), Espírito Santo (4,6%), Goiás (2%), Rio de

Janeiro (1,9%) e Minas Gerais (0,5%). Na comparação com fevereiro do ano passado, também houve quedas em 10 dos 15

locais estudados pelo IBGE, com destaque para Bahia (-20,9%), Pará (-11,4%) e Espírito Santo (-10,1%). Dos cinco locais que

tiveram alta, destacam-se Santa Catarina (8,1%) e Rio Grande do Sul (7,9%).

IMPACTOS

DA COVID-19

O agravamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil interrompeu

uma sequência de nove altas na atividade industrial

nacional, informou a CNI (Confederação Nacional da Indústria)

no dia 8 de abril. De acordo com a organização, o número de

horas trabalhadas no setor registrou queda de 0,5% em fevereiro

deste ano em comparação com janeiro. Ao mesmo tempo, em

relação a fevereiro de 2020, antes do início da pandemia no país,

foi acumulada alta de 3,5%. Já nos dois primeiros meses de 2021

o indicador teve alta de 4% quanto ao mesmo período do ano

passado. O faturamento da indústria caiu 3,3% em fevereiro, retornando

aos níveis do último mês de novembro. O indicador de

emprego, porém, manteve a sequência de altas, tendo subido

0,4% no segundo mês do ano. Trata-se do sétimo mês consecutivo

de alta do indicador, que ultrapassou o nível pré-pandemia e

está 1,1% acima do registrado em fevereiro de 2020.

Foto: divulgação

AVANÇO

NAS REFORMAS

Em reunião virtual do G20, grupo formado pelos ministros

de finanças e chefes dos bancos centrais das 19

maiores economias do mundo mais a União Europeia,

realizada em 7 de abril, o ministro da Economia do

Brasil, Paulo Guedes, afirmou que o país avança nas

reformas econômicas que têm como objetivo gerar

uma recuperação sustentada. No encontro, Guedes

citou medidas aprovadas recentemente pelos parlamentares

brasileiros, como a autonomia do Banco

Central e a liberalização dos setores de saneamento e

gás natural, além do leilão de 22 aeroportos, que arrecadou

R$ 3,3 bilhões. O ministro também comentou

sobre a intenção de privatizar os Correios e a Eletrobras.

Ainda, Guedes voltou a defender a vacinação em

massa contra a Covid-19 e disse que a recuperação

nacional e global depende da imunização e do avanço

de reformas.

Foto: divulgação Foto: Marcos Corrêa

22 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


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NOTAS

BOAS EXPECTATIVAS

O avanço do projeto da Nova Ferroeste, ligação que vai unir

os estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul por trilhos, está

gerando boas expectativas no setor produtivo paranaense. O

estudo preliminar de demanda e traçado elaborado pelo Governo

do Paraná já foi concluído. “Finalmente um governo fez

o caminho certo: contratar um estudo de viabilidade para detalhar

a ferrovia. É um projeto importantíssimo, cercado de muita

expectativa, e que há anos era aguardado por quem produz no

Paraná”, afirmou João Arthur Mohr, gerente de Assuntos Estratégicos

da FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná).

Segundo Mohr, para grandes deslocamentos, a ferrovia é mais

econômica e também mais amigável do ponto de vista ambiental,

vez que gera uma emissão de carbono menor na atmosfera.

O PIB (Produto Interno Bruto) industrial do Paraná em 2018, último

dado disponível, foi de R$ 93,7 bilhões, 7,1% do PIB industrial

nacional. Trata-se do quarto maior do País, atrás apenas de

São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Foto: divulgação

DÓLAR NAS

ALTURAS

Depois dos movimentos do dólar em março, mês

marcado por um quadro mais favorável da economia

norte-americana, o BTG Pactual elevou suas

projeções da moeda para o fim de 2021 e 2022.

Segundo o banco, num cenário de maior gasto público

e alta forte do risco-país, a cotação do dólar

poderia encerrar o ano em R$ 6,40. “O principal risco

negativo para o nosso cenário de câmbio é uma

sinalização de deterioração adicional das contas

públicas do país”, pontuou, em nota, o banco. De

acordo com os especialistas, dentre os fatores locais

que levaram à revisão dos números estão o agravamento

da crise sanitária, maiores riscos fiscais e uma

maior percepção de intervencionismo na economia,

desencadeada pela troca de comando da Petrobras.

“Enquanto a pandemia do novo coronavírus não

for controlada e a incerteza permanecer elevada, é

possível que a taxa de câmbio alcance patamares

ainda mais depreciados antes de iniciar trajetória de

apreciação sugerida pelos fundamentos”, completou

a instituição.

Foto: divulgação

IMPULSIONANDO

O COMÉRCIO EXTERIOR

Durante o lançamento da Agenda Internacional da Indústria

2021, representantes da indústria, do governo federal e do

Congresso Nacional defenderam a implementação de ações

que contribuam para a recuperação do comércio exterior.

Entre elas está a abertura comercial por meio de acordos

equilibrados e do aprofundamento da agenda econômica do

Mercosul. O documento, lançado pela Confederação Nacional

da Indústria, reúne 111 ações distribuídas em quatro eixos de

atuação: política comercial; serviços de apoio à internacionalização; ações em mercados estratégicos, e cooperação internacional.

O superintendente de Desenvolvimento Industrial da CNI, João Emilio Gonçalves, afirmou que o cenário é de queda

no comércio exterior, o que demanda uma série de ações coordenadas para aumentar a competitividade da indústria. “A

agenda apresenta várias frentes de trabalho, desde acordos comerciais, passando pela competitividade do comércio até

o cumprimento de regras justas nessa área”, disse o superintendente. “Enfatizo que a CNI é historicamente defensora da

abertura comercial por meio de acordos importantes para o desenvolvimento do nosso país”, ressaltou.

Foto: divulgação

24 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


NOTAS

CRESCIMENTO

EXPONENCIAL

A madeira é uma das principais responsáveis pelo crescimento

exponencial que vem sendo registrado pela indústria paranaense.

De acordo com dados divulgados em março pelo IBGE (Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção industrial

paranaense cresceu pelo nono mês consecutivo e fechou janeiro

de 2021 com um acréscimo de 1,5% em relação a dezembro

de 2020. Quando comparado com janeiro de 2020, o resultado

obtido no primeiro mês deste ano é ainda mais impactante, com

evolução de 11,5%, a maior da região sul e a segunda maior do

país no período. Os setores da indústria que mais se sobressaíram

no estado foram a fabricação de máquinas, aparelhos e

materiais elétricos, máquinas e equipamentos em geral, veículos

automotores, reboques e carrocerias e produtos de madeira.

“O resultado demonstra que o Paraná é muito forte. A indústria

conseguiu crescer mesmo em meio à maior crise de saúde pública

dos últimos 100 anos. Mais de 11% em relação a janeiro de

2020. Ou seja, em relação a um período em que o coronavírus

ainda não havia sido identificado em nosso Estado, o que torna

o resultado ainda mais relevante”, destacou o governador Carlos

Massa Ratinho Junior. Para o chefe do executivo estadual, os

saldos positivos obtidos pelo setor industrial de forma consecutiva

demonstram que o Paraná conseguiu equilibrar economia e

saúde durante a pandemia.

Foto: divulgação

COMBATE À PRAGA

A EMBRAPA Florestas disponibilizou, recentemente, a

versão atualizada de seu material - Vespa-da-madeira:

monitoramento, detecção e controle -, com novas

informações sobre o manejo integrado da praga,

considerada um dos maiores problemas dos plantios

de pinus no Brasil. O uso de agentes de controle

biológico, associado ao manejo florestal adequado,

tem permitido a redução dos danos provocados pela

vespa-da-madeira (Sirex noctilio). Utilizando-se corretamente

as medidas de prevenção e controle existentes,

é possível reduzir as perdas em pelo menos 70% e

manter a praga sob controle. O material é, então, um

apoio aos produtores de pinus no país para todas as

atividades relacionadas ao manejo integrado do bicho.

A EMBRAPA Florestas também está divulgando pequenos

vídeos com lembretes sobre as práticas mais

importantes de controle à vespa-da-madeira. A ideia é

reforçar mensagens e lembretes sobre práticas importantes

a cada época do ano. O programa de manejo

integrado do inseto preconiza o uso de tecnologias

ambientalmente corretas, visto que recomenda o uso

de técnicas silviculturais para a prevenção e o controle

biológico que não provocam qualquer contaminação

ambiental. Os vídeos de ações de combate à praga

podem ser acessados no site oficial da EMBRAPA:

www.embrapa.com.br

Foto: divulgação

BOAS PRÁTICAS

Cerca de 95% dos trabalhadores da indústria paranaense têm orgulho

de dizer que trabalham nas respectivas empresas. No último

ano, 100% das lideranças das indústrias se envolveram nas ações

de promoção à saúde. Esses foram apenas dois dos índices obtidos

por meio dos questionários aplicados às empresas inscritas no

Troféu Sesi 2020, que avalia as melhores práticas em segurança,

saúde e bem-estar, realizado em parceria com o GPTW (Great Place

to Work). Divididas em três categorias, oito indústrias do Estado

receberam o Troféu Sesi e mais de 40 empresas receberam a Certificação

do Troféu Sesi, reconhecendo suas boas práticas ao longo

de 2020. Em sua segunda edição, o Troféu reforçou o compromisso do Sesi no Paraná de incentivar e promover a gestão preventiva

da segurança e saúde nas indústrias, evitando ônus futuros para as empresas e para os próprios colaboradores.

Foto: divulgação

26 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


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NOTAS

NOVAS

POSSIBILIDADES

Recentemente, a Coalizão Brasil Clima,

Florestas e Agricultura e o governo

do Estado do Espírito Santo firmaram

uma parceria a favor da silvicultura

de espécies nativas. O objetivo é

cultivar espécies nativas, enriquecer a

biodiversidade, proporcionar segurança

hídrica e expandir a fonte de renda

do produtor. Além de gerar uma nova

fonte de renda, o reconhecimento do

plantio de árvores nativas como atividade

econômica aproxima o Brasil da

meta do Acordo do Clima de Paris de

recuperar 12 milhões de ha (hectares)

de terras degradadas. Líder da Coalizão,

Miguel Calmon, afirmou à Revista

Globo Rural que deseja que o Brasil

supere a fama de produtor de madeira

ilegal da Amazônia e passe a ser conhecido como produtor de madeira legal em áreas degradadas. Ele explicou que o foco

do projeto são produtores de pequeno porte e da agricultura familiar. “Você precisa registrar o seu plantio, ter um cadastro,

para quando cortar a árvore para vender, tenha segurança e possa provar que aquela madeira veio de uma procedência legal.

Esse é o nosso objetivo principal”, pontuou. Para tanto, é preciso esclarecer a legislação sobre esse tipo de cultivo ao pequeno

produtor, para que ele esteja seguro em relação à legalidade da atividade.

Foto: divulgação

DESENVOLVIMENTO

SUSTENTÁVEL

Foto: divulgação

Para o presidente Jair Bolsonaro, ainda que o setor público seja

decisivo no processo de desenvolvimento sustentável da Amazônia,

os investimentos da iniciativa privada são fundamentais

para a realização prática dos projetos. Foi o que o mandatário

brasileiro afirmou no lançamento da Iniciativa Amazônia, em

meados de março, durante a 61ª Reunião Anual do Conselho de

Governadores do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

A afirmação foi reforçada pelo ministro da Economia, Paulo

Guedes, que disse: “o aproveitamento sustentável dos recursos

florestais, seja para produção de madeira, seja para o turismo,

gera renda e emprego para as comunidades locais e traz novos

aliados para o combate ao desmatamento ilegal.” Guedes citou

o processo de regularização fundiária e destinação de terras da

União, a aprovação do novo marco do saneamento básico e a

política nacional para pagamento por serviços ambientais, que permite a remuneração de iniciativas individuais e coletivas

que favorecem a manutenção e recuperação, além da melhoria dos serviços ecossistêmicos, estimula a conservação dos ecossistemas,

dos recursos hídricos, do solo, da biodiversidade, do patrimônio genético e do conhecimento tradicional associado

a essas atividades.

28 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


NOTAS

MATÉRIA-PRIMA

EM FALTA

Pesquisa divulgada na segunda semana de abril pela

CNI (Confederação Nacional da Indústria), realizada

com 1,8 mil empresas, apontou que a escassez de insumos

e matérias-primas nacionais para a produção

atingiu 73% das companhias nacionais da indústria

geral (extrativa e de transformação) e 72% da indústria

da construção no mês de fevereiro. Com a

escassez de insumos, muitas companhias declararam

dificuldade para atender clientes. Entre os setores

com maior dificuldade para atender às demandas

da clientela estão metalurgia, veículos automotores,

máquinas e equipamentos, móveis, têxteis, celulose

e papel, madeira, máquinas e materiais elétricos,

produtos de metal e material plástico. As dificuldades

atuais, informou a CNI, ainda são resultado

das incertezas que a economia brasileira atravessou

durante a primeira onda da pandemia de Covid-19

em 2020. Na ocasião, muitas empresas cancelaram

a compra de insumos. “A rápida retomada da economia

no segundo semestre de 2020 não pode ser

acompanhada no mesmo ritmo por todas as empresas,

o que gerou dificuldades nos diversos elos

da cadeia”, explicou a entidade. Fora a escassez de

insumos nacionais, as empresas também enfrentam

dificuldades para conseguir matérias-primas importadas,

independentemente do preço dos produtos.

Foto: divulgação

GESTÃO FLORESTAL

As empresas do setor de base florestal têm recebido

visitas técnicas dos representantes do SINDUSMAD (Sindicato

das Indústrias Madeireiras do Norte do Estado de

Mato Grosso) para atualização das mudanças de legislação

que regula a atividade. Ainda, a organização também

tem coletado as reivindicações do segmento para aprimorar

os procedimentos e inovar a gestão florestal. No

primeiro trimestre de 2021, foram realizadas mais de 180

visitas em empresas em 12 municípios onde o sindicato

tem representatividade. O SINDUSMAD busca esclarecer

dúvidas quanto à modernização do licenciamento ambiental

e reforçar o protocolo de biossegurança para evitar

a propagação da Covid-19. O resultado da ação, até o

momento, foi a filiação de 22 novas empresas ao sindicato.

Diretor executivo do SINDUSMAD, Felliphe Marinho,

ressalta a importância desse trabalho para conhecer as

necessidades de cada indústria e direcionar os trabalhos

de acordo com cada particularidade. “Mesmo trabalhando

de forma remota, sempre tivemos a preocupação de

manter os empresários atualizados quanto às legislações

e os decretos municipais, estaduais e federais, a fim de

passar um posicionamento do que deve ser feito. Isso

traz uma segurança maior aos nossos associados. Mas

quando vamos até o escritório da empresa, verificando a

forma de trabalhar e conhecendo a indústria, é diferente.

É essa aproximação e valorização que o SINDUSMAD

quer proporcionar ao seu associado”, disse Marinho.

Foto: divulgação

30 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


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APLICAÇÃO

TECNOLOGIA

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Foto: divulgação

Pensa que a madeira não pode se

juntar à tecnologia de smartphones e

tablets? Quem responde a pergunta

é a Flinders, empresa norte-americana

que traz ao mercado peças que

protegem os gadgets e aumentam

sua vida útil. “A madeira é um material

sustentável, que não agride a natureza

e, ainda por cima, protege de

forma única aparelhos eletrônicos.

Foi por isso que escolhemos lançar

nossa coleção By Nature”, defende

a empresa em seu site oficial. O suporte

para iPad custa R$ 120 e está

disponível no portal da empresa na

internet (www.flinders.com.ua).

ESTILO

RÚSTICO

O estilo rústico é uma tendência nos

salões de decoração e design de todo

o mundo. A mesa de centro Slit, confeccionada

pela arquiteta e designer Vivian

Coser, é mais uma peça pensada para

ambientes com esse estilo. A mesa, retangular,

é confeccionada em madeira

mesclada e funciona muito bem na decoração,

aliada com a figuração de livros

coloridos e demais artigos decorativos.

Lançando mão do conceito minimalista,

Coser buscou inspiração nas dobraduras

do origami para desenhar linhas retas

e ousadas, a fim de dar vida a um novo

material, permitindo uma sobreposição

de níveis do tampo, conferindo à peça

movimento e elegância.

Foto: divulgação

32 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


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FRASES

“AS EMPRESAS QUE SE DERAM BEM FORAM ALÉM DA QUEDA DOS

PREÇOS, BUSCANDO CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS. AQUELAS QUE

USARAM A REDUÇÃO DE PREÇOS AFUNDARAM NA CRISE, VEZ QUE

PIORARAM SUA MATÉRIA-PRIMA E O SEU ATENDIMENTO. OS PLAYERS

QUE BUSCAM A QUEDA DOS PREÇOS EM CRISES TENDEM A PERDER

ESPAÇO NA INDÚSTRIA, POIS PERDEM CREDIBILIDADE, JÁ QUE TENDEM

A ENTREGAR PRODUTOS DE PIOR QUALIDADE. QUEM BUSCOU FOCAR

NOS MERCADOS DE NICHO, HOJE EM EXPANSÃO NO SETOR DE MÓVEIS

BRASILEIRO, VENCEU A DISPUTA”

“A

FABRICAÇÃO

DE MÓVEIS É

UMA VOCAÇÃO

DO PARANÁ

E É MUITO

IMPORTANTE QUE O

PARANAENSE SAIBA

DISSO. PRODUZIMOS

NO ESTADO MÓVEIS

SUSTENTÁVEIS, COM

UMA QUALIDADE

FANTÁSTICA E DESIGN

APURADO. MAS ARAPONGAS,

INDIVIDUALMENTE, É O

MUNICÍPIO QUE MAIS FABRICA

MÓVEIS NO PAÍS. ISSO FAZ COM

QUE A CIDADE SEJA A CAPITAL

MOVELEIRA DO BRASIL”

MARCELO VILLIN PRADO, DIRETOR DO IEMI (INTELIGÊNCIA

DE MERCADO), SOBRE COMO A INDÚSTRIA TEM SE

READEQUADO DURANTE A PANDEMIA

“A COISA MAIS IMPORTANTE PARA FAZER

AGORA É A VACINAÇÃO EM MASSA. ISSO TRAZ DOIS

EFEITOS IMPORTANTES. DERRUBAMOS O DESEMPREGO

E A TAXA DE MORTALIDADE RÁPIDO. ASSIM, TODOS

NÓS VOLTAMOS AO TRABALHO. SE A RESULTANTE FOR

NEGATIVA, OU VOU SER DEMITIDO, OU ME DEMITIR”

PAULO GUEDES, MINISTRO DA ECONOMIA

IRINEU MUNHOZ,

PRESIDENTE DO

SIMA (SINDICATO

DAS INDÚSTRIAS

DE MÓVEIS DE

ARAPONGAS)

“O SIMOVALE TEM FEITO O

POSSÍVEL E O IMPOSSÍVEL PARA

REVERTER OS PROBLEMAS GERADOS

PELA PANDEMIA. TODOS ESTÃO

SOFRENDO OS IMPACTOS E ESTAMOS

BUSCANDO RECURSOS COM O

PODER PÚBLICO PARA SOCORRER AS

NECESSIDADES DE TODOS”

Foto: divulgação

ILSON RAFAELI, PRESIDENTE DO

SIMOVALE (SINDICATO PATRONAL DA

INDÚSTRIA MADEIREIRA E MOVELEIRA)

34 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


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Impacto é um equipamento que possibilita a movimentação

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ENTREVISTA

ANO

DA RETOMADA

YEAR OF

RESUMPTION

M

esmo com a retração da economia brasileira

em 2020, a coordenadora do Boletim

Macro do IBRE (Instituto Brasileiro de Economia),

da FGV (Fundação Getúlio Vargas),

Silvia Matos, acredita que com o avanço da

vacinação, a recuperação da atividade econômica deve se

acelerar e o PIB (Produto Interno Bruto) pode fechar 2021

com um crescimento de 3,5%. Em entrevista, a especialista

traz seu ponto de vista sobre o atual cenário e prevê um importante

segundo semestre para o Brasil. Confira:

ENTREVISTA

E

ven with the downturn in the Brazilian economy in

2020, Silvia Matos, Coordinator of the Brazilian Institute

of Economic’s Boletim Macro (Ibre), Getúlio

Vargas Foundation (FGV), believes that with the

advance of vaccination, the recovery of economic

activity should accelerate and GDP can end 2021 with a growth

of 3.5%. The specialist gives us her perspective on the current

scenario and predicts an excellent second semester for Brazil in

the interview. Check out below:

SILVIA MATOS

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: DOUTORA E MESTRE

EM ECONOMIA PELA EPGE-FGV (ESCOLA DE PÓS-

GRADUAÇÃO EM ECONOMIA)

CARGO: COORDENADORA DO BOLETIM MACRO DO

IBRE (INSTITUTO BRASILEIRO DE ECONOMIA) DA FGV

(FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS)

Foto: divulgação

PROFESSIONAL EDUCATION: M.SC. AND PH.D., GRADUATE SCHOOL

OF ECONOMICS, GETÚLIO VARGAS FOUNDATION (FGV)

FUNCTION: COORDINATOR OF THE BRAZILIAN INSTITUTE OF

ECONOMICS’ BOLETIM MACRO (IBRE), GETÚLIO VARGAS FOUNDATION

(FGV)

36 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


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ENTREVISTA

QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS IMPACTOS DA

PANDEMIA NO SETOR PRODUTIVO EM 2020?

Foi um ano atípico para qualquer país e, sem dúvidas,

ainda mais desafiador para o Brasil. Aqui, a pandemia

ocorreu em um momento ainda de muitas fragilidades.

Essa é uma questão importante. O Brasil tinha

passado por uma recessão muito dura, que teve início

em 2014 e durou até 2016, mas foi uma saída atípica,

de baixo crescimento. Algo muito estranho ocorreu na

economia brasileira. É natural ter um crescimento rápido

ao sair da recessão, mas o que tivemos foram anos

de baixo crescimento e produtividade, com o mercado

de trabalho ruim e de informalidade, além de desafios

fiscais. Então veio a pandemia, que exige muito do

setor público. Diferentemente de uma crise financeira,

na qual você faz políticas monetárias e consegue se

recuperar, é necessária a transferência de renda. Nesse

aspecto, o Brasil teve um choque atenuado por investir

fortemente em políticas fiscais, similar aos países ricos,

tanto que o resultado do PIB no segundo trimestre

foi uma queda menor do que a registrada em outras

nações. Tivemos uma queda menor por gastar mais.

Naturalmente, depois de o Brasil fazer políticas fiscais

fortes, veio a recuperação.

E NA INDÚSTRIA, DE FORMA GERAL?

Com protocolos rígidos, foi possível conviver com

a pandemia. A indústria sofreu no início pelo lockdown

severo, e as cadeias de produção pararam, mas com a

normalização das cadeias, a indústria pode funcionar

com a pandemia. É difícil de entender, mas é interessante

do ponto de vista da organização produtiva. Outro

fato é que as pessoas receberam renda e não puderam

consumir serviços, então a poupança aumentou

e a renda foi para o consumo de bens. Alguns setores

da indústria foram muito favorecidos, como os de bens

não duráveis e de bens farmacêuticos, relacionados à

saúde. A indústria de bens também demanda um intermediário

produzido pela própria indústria, então criou-

-se esse ciclo virtuoso. Isso é um padrão dos países e

isso é muito bom. Nem todos os setores se beneficiam

tão rapidamente.

QUAIS SÃO AS PERSPECTIVAS PARA 2021?

É um desafio grande. Poderíamos imaginar uma

recuperação muito rápida com a vacinação. Muitos

países já estão em ritmo rápido de vacinação. Começamos

2021 com uma onda mais forte de novos casos

da doença. Caso tivéssemos a vacinação acontecendo

muito rápido, poderíamos ter perspectivas melhores.

Os EUA (Estados Unidos da América) vão crescer muito

esse ano, porque têm espaço para crescer com políticas

expansionistas e fiscais. O Brasil não, porque gastamos

muito no ano passado e não temos orçamento.

WHAT WERE THE SIGNIFICANT IMPACTS OF

THE PANDEMIC ON THE PRODUCTIVE SECTOR IN

2020?

It was an atypical year for any country and undoubtedly

even more challenging for Brazil. Here, the pandemic

still occurred at a time of several weak economic

activities. That’s an important issue. Brazil had gone

through a brutal recession, which began in 2014 and

lasted until 2016, but recovery was atypical, with low

growth. Something extraordinary had occurred in the

Brazilian economy. It is natural to have rapid growth coming

out of recession, but we had years of low growth

and productivity with a bad labor market, much informality,

and fiscal challenges. Then came the pandemic,

which required a lot from the Public Sector. Unlike a

financial crisis, in which you create monetary policies

and recover, income transfer is necessary. In this respect,

Brazil had a shock mitigated by investing heavily

in fiscal policies, similar to rich countries, so much so

that the resulting GDP in the second quarter of 2020

fell less than that recorded in other countries. We had a

lower fall due to spending more. Naturally, after Brazil

created solid fiscal policies, recovery came.

AND IN INDUSTRY IN GENERAL?

With strict protocols, it was possible to live with the

pandemic. Industry suffered at first from the severe lockdowns,

and production chains were broken, but with

the normalization of the chains, industry began to work

with the pandemic. It’s hard to understand, but it’s interesting

from the point of view of the productive organization.

Another fact is that people received income but

could not consume services, so savings increased while

the added income went to the consumption of goods.

Some Industrial Sectors have been highly favored, such

as non-durable goods and health-related pharmaceuticals.

The goods industry also demands intermediary

inputs produced by industry itself, so this virtuous cycle

was created. That’s a country standard, and that’s very

good. But not all sectors benefited so quickly.

ACHO QUE É POSSÍVEL

CRESCER EM TORNO DE

3,5% EM 2021, MAS É UM ANO

MUITO DESBALANCEADO: UM

PRIMEIRO SEMESTRE MUITO RUIM E

O SEGUNDO MUITO BOM

38 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


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ENTREVISTA

Temos que criar esse espaço para poder estender

benefícios.

E A QUESTÃO FISCAL?

De um lado, a economia pede mais benefícios -

porque é uma demanda legítima, uma vez que ainda

temos fragilidades -; do outro, o fiscal, ainda não há

equilíbrio. Não só não nos preparamos para uma vacinação

em massa como também não discutimos sobre

o orçamento para eventual extensão dos benefícios.

Criam-se duas incertezas: como vamos vacinar e como

vamos discutir mais auxílio e sustentabilidade fiscal? A

palavra é incerteza, e incerteza é algo péssimo para a

recuperação econômica.

O QUE PODEMOS ESPERAR PARA O PIB?

Acreditamos que o PIB do primeiro trimestre vai

contrair pouco, em torno de 0,5%. À medida que

avançarmos e conseguirmos superar a questão da

vacinação, vamos recuperar bastante no segundo semestre.

Acho que é possível crescer em torno de 3,5%

em 2021, mas é um ano muito desbalanceado: um

primeiro semestre muito ruim e o segundo muito bom.

Depois da vacina, vamos ver a retomada, com pessoas

consumindo serviços e emprego e renda voltando.

QUE OUTRAS MEDIDAS PODERIAM SER APRO-

VADAS PARA MELHORAR O AMBIENTE DE NEGÓ-

CIOS?

Uma discussão que permeia a pandemia é o controle

dos gastos obrigatórios. A PEC do teto é muito

importante, mas sozinha é uma muleta, um atalho para

conseguir sustentabilidade. Não se sustenta a longo

prazo porque é preciso reduzir os gastos obrigatórios.

Nós conseguimos reduzir os gastos da Previdência,

mas essa é a primeira etapa. Quais são os outros gastos

obrigatórios? Primeiro: funcionalismo público. Nós

temos espaço para redução de gastos com funcionários

públicos e com políticas que entram nos gastos

chamados de tributários.

DIFERENTEMENTE DE UMA

CRISE FINANCEIRA, NA QUAL

VOCÊ FAZ POLÍTICAS MONETÁRIAS E

CONSEGUE SE RECUPERAR, [EM UMA

PANDEMIA] É NECESSÁRIA A

TRANSFERÊNCIA DE RENDA

WHAT ARE THE PROSPECTS FOR 2021?

There will be immense challenges. We can imagine

a very rapid recovery with vaccinations, and many

countries have already in a rapid rate of immunization.

We started 2021 with a more substantial wave of new

cases of the virus. If we had a faster vaccination rate,

we might have better prospects. The United States will

grow a lot this year because it has room to grow with

expansionary and fiscal policies. Brazil can’t because

we spent a lot last year and we don’t have the funds.

We have to create space in the budget to be able to

extend benefits.

THEN IT IS A FISCAL QUESTION?

On the one hand, the economy demands more benefits

— because it is a legitimate demand, but we still

have weaknesses; on the other, on the fiscal side, there

is still no balance between tax receipts and expenditures.

Not only are we not prepared for mass vaccination,

but we also have not discussed the way for the possible

extension of benefits. Two uncertainties are created:

how are we going to vaccinate, and how are we going

to provide more aid and fiscal sustainability? The word

is “uncertainty,” and uncertainty is a bad thing for economic

recovery.

WHAT CAN WE EXPECT FOR GDP?

We believe that first-quarter GDP will contract little,

around 0.5%. As we move forward and get over the

issue of vaccination, we will recover a lot in the second

half of the year. I think it is possible to grow around

3.5% in 2021, but it will be a very unbalanced year: a

terrible first half and an excellent second half. After the

vaccine, we will see a resumption, with people consuming

services and jobs and income coming back.

WHAT OTHER MEASURES COULD BE USED TO

IMPROVE THE BUSINESS ENVIRONMENT?

One discussion that permeates the pandemic is

the control of mandatory spending. The Proposed

Amendment to the Constitution (PEC) calling for a Government

expenditure ceiling is significant, but alone

is just a crutch, a shortcut to achieve sustainability. It

is not sustainable in the long term because it will be

necessary to reduce compulsory spending. We have

managed to reduce social security spending, but this

is just the first step. What about the other mandatory

expenses? First: public service. We have room to reduce

spending on public officials and politicians, which is

classified as the so-called “rates.”

40 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


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COLUNA ABIMCI

A IMPORTÂNCIA E ABRANGÊNCIA

DO MERCADO INTERNO

A PANDEMIA TROUXE UM NOVO COMPORTAMENTO DOS CONSUMIDORES NA BUSCA POR MELHORIAS DAS

RESIDÊNCIAS E POR NOVOS PROJETOS DE EXPANSÃO

Paulo Pupo

Superintendente da Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

U

ma indústria que abastece segmentos como

construção civil, embalagens, moveleiro,

energia, infraestrutura, entre outros. Os produtos

processados mecanicamente, entre

eles a madeira serrada, compensados, lâminas,

painéis, molduras, pisos, portas, pellets e biomassa,

fazem parte do cotidiano do mercado interno de forma

expressiva. E para um universo muito grande de empresas,

o consumo do mercado interno é a base de seus negócios

em praticamente todos os estados do país.

Ainda que as exportações representem grande parte

do destino de alguns produtos madeireiros do Brasil, a

diversidade de usos para os produtos, o tamanho e a

capilaridade do mercado nacional são características relevantes.

A grande base produtiva do setor madeireiro nacional

é composta por pequenas e médias empresas, que

se adaptam aos diversos nichos existentes no mercado,

tanto de produtos como em suas áreas de atuação e regionalização

ao redor do país. As condições de demanda

que o mercado interno oferece, indiferentemente da

origem, região e qualidade da madeira, são amplas e

transversais, reforçando o jargão de que há oportunidades

para todos.

Atualmente, estamos presenciando uma recuperação

da confiança do setor em relação às demandas existentes,

que por muito tempo estiveram reprimidas, o que levou

o segmento a enfrentar dificuldades quanto à sustentabilidade

e quanto às tímidas taxas de crescimento nos

últimos anos. O momento é oportuno para o segmento

recuperar perdas e se preparar para um futuro promissor.

Com tanto potencial, as oportunidades em território

nacional tendem a crescer. A retomada da construção civil

brasileira – um dos carros-chefes da economia e grande

Foto: divulgação

consumidora dos produtos madeireiros – já vem sendo

notada em diversas regiões do país e é uma aposta das

empresas. O nível de estoque de produtos de madeira,

tanto nas revendas como na indústria, precisa ser reposto

e realinhado, assim como o segmento de embalagens

industriais de madeira tem mostrado recuperação. Vale

destacar, ainda, que as taxas de inadimplência do setor

estão diminuindo.

A pandemia trouxe um novo comportamento dos

consumidores na busca por melhorias das residências e

por novos projetos de expansão, bem como em relação

a novas construções. O trabalho remoto virou realidade

para vários segmentos e está gerando novas demandas

por otimização de espaços e melhor conforto – e, consequentemente,

em demanda por produtos. Em resumo,

vemos um círculo econômico e de consumo positivo e de

recuperação no mercado interno.

Além disso, o crescimento do uso de produtos de

madeira em sistemas construtivos como o wood frame e

o avanço no desenvolvimento da norma técnica brasileira

para esse modelo são mudanças reais de cenário que

devem impulsionar esse nicho. Com a possibilidade de

aumentar o consumo de produtos para esse fim, muitas

indústrias têm investido no desenvolvimento de novas soluções

e buscado conhecimento sobre a possibilidade de

industrialização de outros produtos que atendam a esse

promissor mercado.

Obviamente, ainda temos muitos desafios. Os custos

logísticos são um fator determinante para o segmento

madeireiro e sempre são avaliados com especial atenção

e critério, por quem produz e pelo comprador. Em muitas

situações, o frete é um fator inibidor para o fechamento

de negócios em um país com a extensão territorial do

Brasil. Preços de combustíveis e de pedágios também

impactam diretamente nos negócios. O atual e complexo

regramento do ICMS (Imposto Sobre Circulação de

Mercadorias e Serviços), com muitos estados praticando

regras distintas, é outro enorme desafio tributário e de

custos para as indústrias produtoras. Outros fatores como

a melhoria em infraestrutura, acesso a crédito e renovação

tecnológica do setor também são urgentes e necessários

para alavancar o desempenho da indústria.

Há muito para melhorar no ambiente de negócios!

Mas a questão fundamental e básica é a manutenção

da demanda e do consumo. Estamos em um momento

positivo, mas todos precisam dar o melhor de si para que

avanços reais aconteçam.

42 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


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COM INÍCIO COMO PEQUENA

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DE MÁQUINAS PARA MADEIRA

CRESCE E GANHA ESPAÇO NO

MERCADO SUL-AMERICANO

Fotos: divulgação

A SUCCESS STORY

A FOREST PRODUCT MACHINE MANUFACTURER, WHICH

GREW OUT OF A SMALL FAMILY MACHINE SHOP, GAINS

GROUND IN THE SOUTH AMERICAN MARKET

F

undada em agosto de 1995, na cidade de Santa

Cecília, interior de Santa Catarina, por Romeu

Schneider, a Dudi – Máquinas e Equipamentos

começou como uma pequena empresa familiar,

que no início atendia apenas clientes do ramo

madeireiro na manutenção industrial e serviços de torno

e soldas. O bom serviço mostrado pela companhia, que

começou funcionando em uma instalação de apenas 42

m² (metros quadrados), em uma garagem, fez com que a

Dudi Máquinas ascendesse de forma rápida, movimento

que segue firme há 26 anos.

Com o auxílio de seus dois filhos, Rodrigo e Duio, Schneider

chegou a enfrentar dificuldades no começo, assim

como ocorre com vários negócios, mas não tardou para

que a empresa fosse reconhecida por seu atendimento

próximo e seu serviço qualificado.

F

ounded in August 1995, in Santa Cecilia, in

the interior of the State of Santa Catarina,

Dudi - Máquinas e Equipamentos started as

a small family business, which met the needs

of only forest product producers with industrial

maintenance and lathe and welding services. The

Company’s excellent service, which began operations

in a 42 m² facility in the garage of its founder, Romeo

Schneider, led Dudi Máquinas to grow rapidly, a move

that has been going strong for 26 years.

With his two sons, Rodrigo and Duio, Schneider

faced difficulties initially, as happens with many businesses.

Still, it was not long before the Company was

recognized for its being nearby and qualified service.

“Early as September 1997, we acquired a new land,

600 m², to expand our operations. From this moment

44 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


ABRIL 2021 45


PRINCIPAL

“Logo em setembro de 1997 adquirimos um novo terreno,

de 600 m², para que as operações fossem ampliadas.

A partir deste momento, demos um salto de qualidade

e de produtividade”, relembra Rodrigo Schneider, hoje

diretor da Dudi Máquinas.

Cinco anos depois, com o crescimento da procura por

soluções, a companhia ampliou sua sede e iniciou a fabricação

de máquinas próprias para o segmento industrial

madeireiro. Em abril de 2006, após mais de uma década

de atuação, a empresa já possuía uma estrutura com 2.800

m², sendo 750 deles de área construída.

“A partir daí, a Mecânica Dudi, nosso antigo nome,

transformou-se na Dudi Máquinas e passou a se aprofundar

na fabricação de equipamentos para diversos setores,

principalmente o madeireiro. Desde então, seguimos

ampliando nossas estruturas”, orgulha-se Rodrigo.

Atualmente, a Dudi conta com uma área de 19.200 m²,

localizada às margens da BR-116, um dos principais eixos

rodoviários do país.

Romeu Schneider e os filhos, Duio e

Rodrigo, no início da Dudi Máquinas

on, we have leaped quality and productivity,” recalls

Rodrigo Schneider, CEO of Dudi Máquinas.

Five years later, with the growing demand for solutions,

the Company expanded its operations and

began manufacturing machines for the industrial timber

segment. In April 2006, after more than a decade in

operation, the Company already had a 2.8 thousand m²

industrial area with 750 of them constructed.

“From then on, Mecânica Dudi, our old name,

became Dudi Máquinas and began to manufacture

equipment for various segments, especially harvesting.

Since then, we have continued to expand our structure,”

says CEO Rodrigo. Dudi currently has 19.2 thousand

m², located on the margins of the BR-116, one of the

main highway axes in Brazil.

MAIN PRODUCTS

With an eye on the constant innovations in the

market, Dudi has as one of its main products, the rotary

peeler. The Company also has a line of transporters,

conveyors, moving floors, lift tables, chippers, hoods,

edgers, and graders. In addition to all these, Dudi Máquinas

also manufactures special designs, such as the

recent stacker, a modern vacuum veneer stacker. “Our

commitment is to product quality. My brother and I now

run the Company without being able to count on my

father’s presence, who, unfortunately, has passed away.

It is being run with a family management style, close

to customers, and always with Dudi’s ideals in mind:

responsibility, seriousness, and loyalty to the customer.

These are our big differentials, and these are values we

won’t give up,” says Duio Schneider.

OPERATIONS

With extensive experience in the Forest Product and

Machine Sector, Dudi Máquinas maintains a meaningful

relationship with suppliers and customers in the indus-

46 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


ATUALMENTE, A DUDI

CONTA COM UMA

ÁREA DE 19.200 M²,

LOCALIZADA ÀS MARGENS DA

BR-116, UM DOS PRINCIPAIS

EIXOS RODOVIÁRIOS DO PAÍS

PRINCIPAIS PRODUTOS

De olho nas constantes inovações do mercado, a Dudi

possui entre seus principais produtos a guilhotina rotativa.

A empresa também conta com uma linha de transportadores,

esteiras, pistas transportadoras, mesas elevadoras,

picadores, exaustores, refiladeiras e gradeador de tábuas.

Além de todas essas soluções, a Dudi Máquinas também

não mede esforços para realizar alguns projetos especiais,

caso do recente stacker, moderno empilhador de lâminas

a vácuo.

“Nosso comprometimento é com a qualidade do

produto. Mesmo sem podermos contar com a presença

do meu pai, que já faleceu, infelizmente, meu irmão e

eu seguimos administrando a empresa com uma gestão

familiar e próxima dos clientes, sempre com os ideais da

Dudi na cabeça: responsabilidade, seriedade e lealdade

ao consumidor. Esse é o nosso grande diferencial, pois

são valores dos quais não abrimos mão”, enaltece Duio

Schneider, outro dos proprietários da Dudi Máquinas.

ATUAÇÃO

Com larga experiência no setor madeireiro e metal

mecânico, a Dudi Máquinas tem importantes parceiros e

trial segment. Its product mix also has about 30 solutions

for the timber processing segment, emphasizing veneer

and plywood factories.

Today, the Company operates in the States of Santa

Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de

Janeiro, Mato Grosso, Rondônia, and Minas Gerais,

besides having customers in Argentina and Paraguay.

“We believe in the growth of the Forest Product Sector,

which has occurred in recent years, and that this growth

will continue in the coming years, which will benefit us

even more, because we have solid foundations, always

monitoring the market and its demands,” states Duio.

MARKET RECOGNITION

One of the most traditional MDF producers in the

State of Santa Catarina, Karikal – Soluções Sustentáveis

arrived in Brazil two decades ago and soon became a

Dudi Máquinas customer. The foreign Company sought

technical knowledge from Dudi to manufacture machines

for its first structure on Brazilian soil.

“In the beginning, Dudi Máquinas provided us with

only maintenance services, but over the years, we had

new product ideas to be manufactured by Karikal in

ABRIL 2021 47


PRINCIPAL

clientes no ramo industrial. Além disso, possui em seu mix

de produtos cerca de 30 soluções para o ramo da madeira,

com ênfase para laminadoras e fábricas de compensados.

Hoje, a companhia atua nos Estados de Santa Catarina,

Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro,

Mato Grosso, Rondônia e Minas Gerais, além de possuir

consumidores na Argentina e no Paraguai.

“Acreditamos que o crescimento do setor madeireiro,

que vem ocorrendo nos últimos anos e deve continuar nos

próximos, vai nos beneficiar ainda mais, pois possuímos

bases sólidas, sempre acompanhando o mercado e suas

demandas”, prospecta Duio.

RECONHECIMENTO DO MERCADO

Uma das mais tradicionais empresas produtoras de

MDF de Santa Catarina, a Karikal – Soluções Sustentáveis

chegou ao Brasil há duas décadas e, desde então, virou

cliente da Dudi Máquinas. A empresa estrangeira buscou

na Dudi o conhecimento técnico para a montagem de

máquinas em sua primeira estrutura em solo brasileiro.

“No princípio, a Dudi Máquinas nos prestava somente

serviços de manutenção, mas, com o passar dos anos,

fomos tendo ideias de produtos a serem fabricados pela

Karikal no Brasil e, como sempre, eram produtos especiais,

então precisávamos de equipamentos especiais”, explica

Jackson Viapiana, CEO da Karikal no Brasil.

Segundo Viapiana, a Karikal fazia o rascunho do que era

necessário e a Dudi produzia. De acordo com o executivo,

eles possuem máquinas que estão funcionando há mais

de 15 anos sem nunca terem apresentado qualquer tipo

de problema, além de produtos que foram fabricados pela

Dudi para a Karikal que fica na Argentina.

“Conheço a história da Dudi, as lutas e os problemas

que enfrentaram no percurso. São pessoas simples, mas

muito obstinadas. A empresa passou de uma oficina para

Brazil and, as always, they were special products, so we

needed special equipment,” explains Jackson Viapiana,

CEO of Karikal in Brazil.

According to Viapiana, Karikal outlined what was

needed, and Dudi manufactured it. According to the

executive, they have machines operating for more than

15 years without ever having presented any problem, in

addition to products manufactured by Dudi for Karikal

in Argentina.

“I know Dudi’s history, the struggles, and the

problems they faced along the way. They are simple

people but very obstinate. Their Company went from

a workshop to a large machine producer due to their

professionalization while establishing important relationships.

Starting in 2021, over the next ten years, Dudi

Máquinas is undergoing the transformation that seeks

to make the Company the leading machine solution

for the forest product industry,” says the Karikal CEO.

In 2021, Empresa Laminadora Centenário celebrates

50 years of existence. João Marcos Bobato, CEO,

accredits Centenário’s performance, in part, to a very

DUDI MÁQUINAS POSSUI

EM SEU MIX DE PRODUTOS

CERCA DE 30 SOLUÇÕES PARA O

RAMO DA MADEIRA, COM ÊNFASE

PARA LAMINADORAS E FÁBRICAS DE

COMPENSADOS

48 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


uma ótima fábrica de máquinas. Houve uma maior profissionalização

e parcerias importantes foram firmadas. Em

2021, a Dudi Máquinas está passando por uma transformação

que busca, nos próximos 10 anos, colocar a empresa

como a principal solução em máquinas para a indústria

madeireira”, projeta o CEO da Karikal.

Em 2021, a Centenário completa 50 anos de existência.

O diretor da empresa, João Marcos Bobato, comemora a

atuação da companhia com uma parceria muito próxima

com a da Dudi Máquinas. Bobato comenta que há três

anos o relacionamento entre as duas empresas tem sido

muito frutífero e produtivo.

“Começamos a fazer modificações em nossa laminadora

e eles foram nosso contato para solucionar o problema.

Conhecemos a história da Dudi no mercado e sabíamos

que se tratava de uma escolha muito acertada”, explica

Bobato. “Atualmente, contamos uma linha stacker e uma

linha completa de transporte até a guilhotina, e estamos

muito satisfeitos com a produtividade dos equipamentos.

Por se tratar de uma empresa com gestão familiar, a Dudi

Máquinas nos fornece um atendimento diferenciado,

com atenção aos problemas e, principalmente, soluções

rápidas. Estamos muito satisfeitos”, completa o diretor

da Centenário.

Desde 2005 como cliente da Dudi Máqunas, a Guararapes,

uma das maiores indústrias de painéis de MDF e

compensados da América Latina, explica que, na experiência

da empresa, outro grande diferencial da Dudi é a

disponibilidade e vontade de criar novos projetos. “A Dudi

Máquinas tem uma parceria de longa data com a Guararapes,

pois sempre nos atendeu com atenção e eficiência.

Eles também são muito competentes no desenvolvimento

de novos projetos, pois possuem um atendimento próximo

ao cliente e possuem uma área técnica de desenvolvimento

com muita credibilidade. Agradecemos desde sempre

esta parceria e parabenizamos a Dudi Máquinas pelos 25

anos, completados em 2020”, afirma Diorgenes Bertolin,

diretor industrial da Guararapes.

close relationship with Dudi Máquinas. Bobato comments

that the two companies’ relationship, which started three

years ago, has been very fruitful and productive.

“We started making modifications to our composer,

and they were our contact to solve the problem. We know

Dudi’s history in the market, and we knew it was the right

choice,” explains Centenário CEO Bobato. “Currently,

we have a stacker line and a complete transport line for

the peeler, and we are delighted with the productivity of

the equipment. Because it is a family-run company, Dudi

Máquinas provides us with a differentiated service, with

attention to problems and, mainly, quick solutions. We are

very pleased,” adds the Centenário CEO.

Since 2005, Guararapes has been a Dudi Máquinas

customer. It is one of the largest MDF and plywood panel

producers in Latin America. Guararapes explains that,

in its experience, another significant Dudi differential is

the availability and willingness to create new designs.

“Dudi Máquinas has a long-standing relationship with

Guararapes, as it has always served us with attention and

efficiency. They are also very competent in developing new

designs because they maintain a close customer service

relationship and have a very creditable technical development

area. We have always thanked this relationship and

congratulate Dudi Máquinas for the 25 years, completed

in 2020,” says Diorgenes Bertolin, Industrial Director of

Guararapes.

ABRIL 2021 49


MADEIRA TRATADA

50 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


CIDADE

ECOLÓGICA

COM GESTÃO SUSTENTÁVEL, MUNICÍPIO INVESTE NA CONSTRUÇÃO

E REFORMA DE PONTES E PASSARELAS DE MADEIRA TRATADA

Fotos: divulgação

C

onhecida mundialmente como: capital

ecológica; Curitiba (PR) sempre se mostrou

amiga de práticas sustentáveis e de

políticas públicas que visam a manutenção

do meio-ambiente. Na década de

1990, por exemplo, com seus diversos programas de

reciclagens e de incentivo a parques e áreas verdes,

a capital dos paranaenses saiu na frente no quesito

sustentabilidade antes que o assunto entrasse em

pauta em todo o país.

Em 2021, o legado da cidade continua vivo. Nos

últimos 5 anos, o município construiu e reformou

cerca de 15 pontes e passarelas de madeira, sem

utilizar concreto ou materiais danosos à natureza.

Ao todo, Curitiba possui 52 pontes de madeira,

além de 250 passarelas que utilizam esse material

como base para construção.

A mais nova empreitada foi inaugurada recentemente

na Rua Ângelo Tozim, no bairro Campo

do Santana. O local termina em uma área de mata

e, para que os moradores tenham passagem para

a Rua Alda Bassete Bertholdi e demais partes do

bairro, foram construídas duas passarelas de madeira:

uma com cinco metros de extensão e outra com

36m (metros) de extensão. Vandalizadas, as estruturas

receberam serviços de manutenção realizados

pela Secretaria Municipal de Obras Públicas. O eucalipto

tratado foi utilizado para a reforma de ambas

as estruturas.

Peças danificadas do tablado e do corrimão

foram substituídas, garantindo mais segurança à

população. Também alvo costumeiro de vândalos,

luminárias quebradas do sistema de iluminação pública

da região igualmente foram trocadas.

Gaúcho de Bento Gonçalves, o aposentado Vicente

Câmara rodou por cidades da região sul do

Brasil e, há nove anos, escolheu fixar residência em

Curitiba, na Rua Augusto Bertholdi. Construtor de

barragens, o senhor simples e esclarecido, de aparência

humilde, simpatia que transborda, conversa

fácil e sincera, com memória de dar inveja aos mais

jovens, declarou estar realizado.

“A prefeitura sempre faz manutenção aqui, e

essas passarelas vão ajudar muitas pessoas que utilizam

essas estruturas para fazer compras, passear e

até ir ao trabalho”, defendeu Vicente.

ESTUDO EM ANDAMENTO

O secretário municipal de Obras Públicas, Rodrigo

Rodrigues, apontou que foi iniciado um estudo

para saber da viabilidade de se instalar uma ponte

que comporte inclusive o peso de veículos, ligando

ABRIL 2021 51


MADEIRA TRATADA

o final da Rua Ângelo Tozim à Rua Alda Bassete

Bertholdi. Porém, já se sabe de antemão que o

local tem uma área de proteção ambiental, linhas

de transmissão de energia e tubulação da rede de

saneamento.

“Conhecemos as dificuldades de substituir

definitivamente as passarelas por uma ponte de

grande porte. A região tem particularidades e impõe

exigências que podem não ser superadas. Mas,

mesmo assim, iniciamos o estudo para estabelecer

a melhor solução de engenharia para o local neste

momento”, ressalva Rodrigues.

AO TODO,

CURITIBA POSSUI

52 PONTES DE MADEIRA,

ALÉM DE 250 PASSARELAS

QUE UTILIZAM ESSE

MATERIAL COMO PEDRA

ANGULAR

52 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


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MATÉRIA-PRIMA

CENÁRIO DA

MATÉRIA-PRIMA

Fotos: divulgação

FATORES EXTERNOS E

INTERNOS, COMO A PANDEMIA

E O AUMENTO DE CHUVAS,

TÊM GERADO PROBLEMAS NO

ABASTECIMENTO DE MADEIRA

NO BRASIL

54 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


U

m ano após o início da pandemia da

Covid-19 no Brasil, o setor madeireiro,

assim como outros segmentos industriais,

começa a sofrer com a falta de oferta de

matéria-prima para diversos setores de

sua cadeia. Novas culturas de home office e de olhar

para o próprio lar fizeram com que consumidores investissem

na reforma e na modernização de suas casas – e

passaram a utilizar a madeira como protagonista deste

movimento, seja na compra de móveis, pisos ou de peças

brutas que serviram como instrumento para o DIY

(do it yourself, ou faça você mesmo) de novos e amadores

marceneiros em seus refúgios caseiros.

É o que acredita o CEO da TWBrazil, Leonardo Puppi,

que revela que o setor tem sofrido com o aumento

da demanda por madeira e, por consequência, com os

preços mais salgados de toras de pinus e eucalipto, por

exemplo.

“Infelizmente, é uma reação em cadeia. Houve um

incremento nos preços da matéria-prima florestal sem

precedentes. Aliado a isso, o preço dos insumos na indústria

madeireira também cresceram muito além dos

índices de inflação. Aço e produtos químicos de origem

mineral, como o cobre, cromo e arsênio, tiveram um

reajuste de quase 50% em um período de um ano, e

impactam diretamente na indústria de preservação da

madeira”, explica Leandro.

Ele ressalta, inclusive, que outros fatores, que independem

da vontade do produtor, também têm influenciado

no aumento do preço da madeira. “Felizmente,

durante a pandemia, houve pouco fechamento de

indústrias madeireiras por contaminação dos trabalhadores.

Mas houve alguns. Além disso, o que tem ocorrido

nos últimos meses é o excesso de chuvas, que tem

dificultado a extração de toras nas florestas. Mas isso faz

parte do negócio em determinadas épocas e o setor já

está acostumado com isso”, acrescenta.

O CEO da TWBrazil também salienta que o preço

defasado das florestas de pinus mais antigas também

gerou um desbalanceamento do mercado brasileiro.

“Além disso, com a indústria da construção civil no

Brasil arrefecida nos últimos anos, a tora mais grossa

destinada às serrarias não estava tão demandada. Mas

com a previsão de aquecimento da economia, por moti-

ABRIL 2021 55


MATÉRIA-PRIMA

vações políticas e de saúde pública, aliada à publicação

da ABNT NBR 16936 – Edificações em light wood frame,

o preço da tora grossa de pinus voltou a ser atrativo. Os

investimentos florestais em pinus tendem a ter uma valorização

muito grande nas próximas décadas”, projeta.

Por outro lado, Juliano Vieira de Araújo, presidente

da ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente), não concorda que

os preços de produtos de madeira subiram durante a

pandemia. Ele afirma que o mercado está estável e que

apenas houve uma readequação de preços em toda a

cadeia produtiva.

“O mercado madeireiro está estável e a expectativa

é de que, ao longo do 2021, o viés de recuperação

e consolidação do consumo, aliado ao aumento da

confiança do consumidor, permaneça. A maioria dos

produtos de madeira é de commodities, e o mercado

é autorregulável na demanda x preços. É notória a consolidação

das exportações brasileiras nos últimos anos,

fato que se reforçou em 2020 com o crescimento importante

dos volumes embarcados pelo Brasil, além da

recuperação da demanda no mercado interno”, explica

o presidente da ABIMCI.

Sobre a possível falta de madeira no mercado, o presidente

da ABIMCI admite que o crescimento do segmento

de base florestal poderia ter sido maior na última

década. “Se olharmos para os últimos 10 anos, o crescimento

da base florestal plantada foi muito pequeno

em relação às potencialidades existentes. Certamente

poderá crescer muito nos próximos anos. A consolidação

de políticas públicas e uma maior participação e

investimentos por parte do setor produtivo serão fatores

decisivos para esse avanço”, acrescenta.

O empresário Marcos Flores, diretor geral da Terra

Sol – Madeiras Ecológicas, também destaca os problemas

meteorológicos sofridos pelo setor em 2020, além

dos atrasos gerados pela pandemia.

“Na nossa região, por exemplo, choveu por três

semanas sem parar e tivemos também um ciclone que

destruiu muitas indústrias de pinus. Aliado a isso, a alta

demanda de matéria-prima também fez com que o preço

aumentasse muito. No nosso caso, que trabalhamos

com madeira pinus, o preço médio subiu de R$ 400 para

cerca de R$ 650. É uma grande diferença”, completa.

NOVAS

CULTURAS DE

HOME OFFICE E DE

“OLHAR PARA O PRÓPRIO

LAR” FIZERAM COM QUE

CONSUMIDORES

INVESTISSEM NA

REFORMA E NA

MODERNIZAÇÃO DE

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56 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


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MARCENARIA

58 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


A ECONOMIA

DA MADEIRA

PARA EQUILIBRAR AS CONTAS, PREFEITURA GAÚCHA INVESTIU

EM SUA PRÓPRIA FABRICA DE MÓVEIS PARA ABASTECER

PRÉDIOS PÚBLICOS

Fotos: divulgação

ABRIL 2021 59


MARCENARIA

Asituação econômica no Brasil não

abriu brechas para erros nos últimos

anos. A crise de 2014, o impeachment

da presidente Dilma Rousseff e as diversas

instabilidades políticas fizeram

com que os gestores públicos precisassem buscar

alternativas para não estourar o orçamento de municípios

e Estados em todo o país.

A criatividade de uma das prefeituras chamou a

atenção ao propor uma alternativa econômica e sustentável

em uma importante área da gestão pública.

Prefeito de Passo Fundo, Pedro Almeida explica que

a cidade investiu em sua própria marcenaria, responsável

pela compra de matéria-prima, fabricação

de móveis e acessórios e pela entrega dessas peças

a edifícios públicos do município gaúcho.

“Não é algo inédito no Brasil, mas essa é uma

iniciativa ousada, que poderia não dar certo, devido

à falta de experiência nesse segmento de móveis de

madeira. E tem mostrado resultados muito positivos.

Conseguimos suprir diversas necessidades dos

funcionários da prefeitura e acredito que esse projeto

tende a crescer ainda mais, independentemente

de qual gestão esteja à frente da marcenaria de

Passo Fundo”, afirma Almeida, orgulhoso do legado

deixado aos moradores.

Secretário de obras de Passo Fundo, Rubens Astolfi

ressalta que, além da economia no orçamento,

a marcenaria também tem auxiliado na sustentabilidade

e no fomento às indústrias da região sul.

“Temos diversas indústrias madeireiras no Rio

Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, então esse

é um incentivo a mais na hora de comprar madeira

para nossa marcenaria. Além disso, trata-se de um

material renovável e que não agride à natureza”,

explica o secretário.

ECONOMIA

“A fabricação própria de móveis, conforme a

necessidade das escolas e secretarias municipais,

garante economia aos cofres públicos. Isso é possível

através do funcionamento da marcenaria da Prefeitura

de Passo Fundo. Com o serviço, é possível

fabricar até 20 itens de móveis por semana, o que

60 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


gera uma economia de 60% nos gastos com a compra

desses materiais”, compara Astolfi.

Segundo ele, as principais demandas vêm das

escolas municipais, especialmente as que passam

pelo programa Minha Escola de Cara Nova. Recentemente,

ganharam móveis novos as escolas Professor

Arno Otto Khiel (Ensino Fundamental), José

Laudário, Margarida e Santa Teresinha (as três de

Educação Infantil). Também estão sendo feitos os

móveis que serão utilizados na Escola Municipal de

Ensino Fundamental Santa Marta, no bairro de mesmo

nome, que está em fase final de construção.

Para que os móveis sejam fabricados, as secretarias

enviam as demandas até a marcenaria, que faz

armários, bancadas, balcões para pia, birôs, mesas

de reunião, mesas e bancos de refeitórios, entre

outros. E, além da economia, existe um ganho em

agilidade, uma vez que os móveis começam a ser

fabricados tão logo chegam os pedidos. Também

ficam alguns itens, dos mais pedidos, em estoque

para cobrir eventuais necessidades.

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ABRIL 2021 61


MERCADO

E-COMMERCE

EM ALTA

Fotos: divulgação

COM PROBLEMAS GERADOS PELA PANDEMIA,

VENDA ONLINE E TELETRABALHO DERAM NOVAS

OPORTUNIDADES PARA O SETOR DE MÓVEIS

62 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


ABRIL 2021 63


MERCADO

Ao final de um ano marcado pela

pandemia do novo coronavírus, que

impactou os segmentos econômicos

mundiais de forma negativa, poucos

poderiam imaginar que 2020 sinalizaria

uma nova tendência. A indústria moveleira nunca

havia vendido tanto por meios digitais, um formato

que tem demonstrado, mesmo em outros segmentos,

franca expansão no Brasil. Com a necessidade

de distanciamento e de realizar transações de forma

remota, o segmento viu seus números explodirem

nos últimos 12 meses.

Em dezembro de 2020, por exemplo, a alta

registrada foi de 53,83%, em relação ao mesmo

período de 2019, de acordo com o Comitê de Métricas

da Câmara Brasileira da Economia Digital.

Considerando-se separadamente as regiões brasileiras,

o nordeste foi aquela que obteve os melhores

índices em dezembro, com aumento de 77,63% nas

vendas do varejo eletrônico. Em seguida, aparecem

a região sul (66,22%), sudeste (48,32%), centro-oeste

SEGUNDO A

RECEITA FEDERAL,

O CRESCIMENTO REAL DE

41,2% DO COMÉRCIO

ELETRÔNICO EM 2020

MOSTRA O POTENCIAL DO

SETOR PARA O FUTURO

64 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


(46,99%) e norte (39,25%). No ano, o destaque foi

novamente o nordeste (100,34%), também seguido

pelo sul, com 79,22% de alta.

TELETRABALHO RENDE NOVO FÔLEGO

AO SETOR MOVELEIRO

O isolamento imposto para conter o avanço da

Covid-19 fez com que as pessoas passassem mais

tempo em suas casas, e as empresas – de acordo

com suas atividades – começaram a aderir ao teletrabalho,

rendendo fôlego à indústria moveleira.

As boas experiências também contribuíram para

que o consumidor confiasse mais no comércio pela

web, quebrando barreiras psicológicas em algumas

categorias, como a moveleira, quando as pessoas

queriam ver o material de perto antes de efetivar a

compra.

Cada vez mais a venda digital, realizada pela

primeira vez para atender às necessidades, deve

continuar, independentemente do fim da pandemia.

A necessidade de permanecer um tempo a mais em

casa, de forma mais confortável, obrigou o consumidor

a realizar melhorias em ambientes como escritórios

e salas de estar.

“Aconteceu uma mudança de hábitos, fazendo

com que as pessoas observassem melhor o espaço

onde se encontram, desejando torná-lo mais confortável

sem perder a praticidade. O home office teve

boa parcela de responsabilidade nisso”, defende

Rogério Francio, presidente da MOVERGS (Associação

das Indústrias de Móveis do Estado do Rio

Grande do Sul).

O e-commerce que, antes da crise sanitária e

econômica, não era muito comum, tornou-se um canal

adicional de vendas para a indústria de móveis.

“As empresas mais preparadas para atuar nesse

formato foram aquelas que obtiveram, e seguem registrando,

os melhores resultados”, reitera Francio.

Esse cenário corrobora a realidade transformada

pelo mundo digital: basta verificar o crescimento

real de 41,2% do comércio eletrônico em 2020,

em comparação com o ano anterior, conforme o

boletim sobre notas fiscais eletrônicas da Receita

Federal.


ARTIGO

AVALIAÇÃO DO

RENDIMENTO DA

MATÉRIA-PRIMA

NO PROCESSO

PRODUTIVO DE PEÇAS

CLEAR BLOCKS

Fotos: divulgação

ALEXSANDRO BAYESTORFF DA CUNHA

UDESC (UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA

CATARINA)

BRUNA LAÍS LONGO

UDESC (UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA

CATARINA)

GHISLAINE MIRANDA BONDUELLE

UFPR (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)

66 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2021


RESUMO

O

setor madeireiro é caracterizado por ser

uma grande fonte de geração de desperdícios.

Assim, o efetivo controle das atividades

produtivas é condição indispensável

para que qualquer empresa possa

competir no mercado. O objetivo do estudo foi avaliar

o rendimento da matéria-prima em termos percentuais

e financeiros de uma indústria de Clear Blocks, com o

intuito de definir as melhores variáveis para fornecedor,

bitola e destopadeira. A metodologia envolveu a

seleção das variáveis de interesse: fornecedor (interno

e externo); bitola - 67 e 92 mm (milímetros) - e destopadeira

(corte de baixo para cima e de cima para baixo);

a determinação do rendimento percentual total e por

classe de qualidade por meio do balanço de material

e o financeiro através do custo da matéria-prima, custo

de produção e preço de venda.

Os resultados foram submetidos à análise de variância

multifatorial e teste de Tukey. O rendimento de

matéria-prima em termos percentuais encontrado no

estudo demonstrou a superioridade da bitola 92 mm

frente à de 67 mm, em virtude do maior aproveitamento

das peças. Quanto ao fornecedor, observou-se melhor

desempenho do externo frente ao interno devido

à qualidade da madeira. Mas em termos financeiros,

a situação foi inversa, em função do menor custo da

matéria-prima do fornecedor interno. Para a forma de

processamento da destopadeira, não foi verificada diferença

estatística entre os dois sistemas de corte.

INTRODUÇÃO

A PMVA (Produção de Itens de Maior Valor Agregado)

é fragmentada e diversificada no Brasil, sendo este

setor dividido em quatro grandes segmentos: portas,

molduras, pisos e painéis EGP (Edge Glued Panel). As

molduras são peças perfiladas empregadas quase sempre

para acabamentos interiores com propósito decorativo

na construção civil. Essas peças são manufaturadas

a partir da obtenção de peças denominadas Clear Blocks,

processo que gera grandes perdas de matéria-prima

ao longo do fluxo de produção, sendo necessárias

avaliações de qualidade contínuas para monitorar e/ou

realizar ações preventivas. No Brasil, as molduras são

fabricadas em sua maior parcela em madeira de pinus e

normalmente são produtos para exportação. Há inúmeros

perfis de molduras, associados às suas aplicações.

Desta forma, as molduras assumem diferentes denominações,

como: meia-cana, rodapé, batente, vista de

porta e janela.

O segmento de molduras mostrou constante evolução

quanto ao volume produzido, como pode ser

observado no período compreendido entre 1998 e

2007, no qual houve crescimento na produção interna

de 530,8%, representando crescimento médio anual de

22,7%. Em se tratando de consumo, somente em 2004

foram obtidos valores significativos (65 mil m³), alcançando,

em 2007, o volume de 212 mil m³. A partir deste

fato, constata-se que a maior parte da produção desse

produto é voltada ao mercado externo (Associação

Brasileira da Indústria da Madeira Processada Mecanicamente,

2009).

Em termos de processo, constata-se que o baixo

rendimento nas empresas do setor de base florestal,

como serrarias e unidades de beneficiamento, tem dificultado

a competição, principalmente na exportação,

pois ainda utilizam tecnologias ultrapassadas e maquinários

que não proporcionam bons rendimentos, por

estarem desgastados ou mesmo utilizando ferramentas

de corte com espessuras elevadas (Ribas, 1989).

Desta forma, pode-se afirmar que, atualmente, o

efetivo das atividades produtivas é condição indispensável

para que qualquer empresa possa competir em

igualdade de condições com seus concorrentes. Sem

este controle, ou seja, sem a capacidade de avaliar o

desempenho de suas atividades e de intervir rapidamente

para a correção e melhoria dos processos, a empresa

estará em desvantagem frente à competição mais

eficiente (Bornia, 1995). Isso tem levado as empresas a

buscarem ferramentas que as auxiliem a melhorar sua

produtividade, eficiência, aumentar fatias de mercado

e lucratividade através da redução de custos, visando

sempre atingir a satisfação total de seus clientes (Coral,

1996).

De acordo com Cunha (2001), a contínua busca da

qualidade pelas empresas se deve também à exigência

dos mercados interno e, principalmente, externo, que

têm buscado certificados para seus produtos, processos

e florestas, como os das séries ISO 9000, ISO 14000,

FSC (Forest Stewardship Council). A certificação da qualidade,

porém, é apenas o início de um longo caminho

para a obtenção da excelência em processos e serviços.

Por sua vez, os clientes estão se tornando cada vez

mais exigentes com relação à qualidade do produto e

do seu processo produtivo, mesmo que isso ainda não

seja caracterizado. O controle de qualidade se refere

a um processo ou conjunto de atividades e técnicas

operacionais que são empregadas para cumprir os requerimentos

de qualidade. Essa definição implica em

qualquer operação que sirva para melhorar, dirigir ou

assegurar a qualidade (Robert, 2011).

A quantificação da má qualidade e eficiência de

processo é um ponto importante e serve como base

para a implantação de qualquer programa de melhoria

para se chegar a um nível ótimo de qualidade. A má

qualidade está presente nos processos produtivos,

especialmente nos que não possuem sistemas de qua-

ABRIL 2021 67


ARTIGO

lidade. Em muitos casos, entretanto, não aparece nos

sistemas contábeis, ficando embutida nos custos globais

de produção.

O objetivo do presente estudo foi avaliar o rendimento

da matéria-prima de uma Indústria de Clear Blocks,

de modo a definir o melhor fornecedor de madeira

serrada e o produto (bitola) que agrega maior valor no

processo. Desta forma, buscou-se a obtenção de informações

que melhorassem o aproveitamento dos recursos

produtivos do setor e a qualidade da produção.

Para tanto, foram definidas as seguintes metas: quantificar

e caracterizar o rendimento total de matéria-prima

em termos percentuais e financeiros ao longo de todo

o processo; determinar o rendimento de matéria-prima

por classe de qualidade (Clear Blocks A, B e provenientes

de retrabalho); avaliar as principais variáveis que

afetam o beneficiamento das peças de Clear Blocks

(destopadeira, bitola e fornecedor) e determinar quais

são os melhores níveis dentro dessas variáveis.

produto principal peças de Clear Blocks para os mercados

americano e europeu, sendo que a matéria-prima

utilizada na produção era proveniente exclusivamente

de reflorestamentos de Pinus taeda e Pinus elliottii.

A produção das peças se iniciava com o desdobro

das toras, passando pela secagem, pré-destopo e

beneficiamento, em que as peças de madeira serrada

passavam por uma plaina quatro faces que realizava a

calibração em largura e espessura. Na sequência, as

peças aplainadas eram destopadas com o objetivo de

eliminar os defeitos naturais da madeira e os causados

pelas operações anteriores (desdobro e secagem). O

processo de classificação adotado para as peças era visual,

por ser um método simples e eficiente na identificação

de defeitos como nós, desvio de grã, rachaduras

e presença de medula, os quais afetam negativamente

MATERIAL E MÉTODO

O estudo foi desenvolvido em uma empresa situada

no planalto norte de Santa Catarina, a qual tinha como

O MELHOR DESEMPENHO

DA MADEIRA DO

FORNECEDOR EXTERNO ERA

ESPERADO, POIS VISUALMENTE

ERAM PERCEPTÍVEIS AS DIFERENÇAS

DE QUALIDADE ENTRE AS PEÇAS DE

MADEIRA

68 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


as propriedades mecânicas da madeira (Fiorelli; Dias;

Coiado, 2009). A qualificação dos defeitos era realizada

nas seis faces das peças, sendo separadas em bitolas

(larguras) homogêneas, em Clear Blocks A e B, retrabalho

e rejeitos. Após a classificação, os funcionários

direcionavam as peças de qualidade A e B para o encaixotamento/embalagem

e as demais para as operações

de retrabalho. As classes de qualidade utilizadas na

empresa eram as seguintes:

● Clear Blocks A: peças de madeira totalmente

livres de defeitos;

● Clear Blocks B: peças que admitiam defeitos

pouco significativos e toleráveis como azulamento,

medula superficial em uma das faces, marca de plaina,

bolsa de resina;

● Retrabalho: peças que possuíam defeitos passíveis

de eliminação por redução da largura da peça,

como: largura 92 mm, que tinha o defeito eliminado no

retrabalho, podendo ser utilizada como 67 ou 48 mm,

dependendo da extensão do defeito;

● Rejeitos: peças de madeira com comprimento

insuficiente ou com defeitos significativos (exemplo: nós

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ARTIGO

soltos, gravata e medula nas duas faces da peça), que

inviabilizam as suas utilizações. Estas eram utilizadas nas

caldeiras para geração de energia.

As peças que necessitavam ser retrabalhadas passavam

por um refiladeira com o intuito de reduzir a

largura, aumentando o aproveitamento das peças e

reduzindo as perdas. Após a passagem pela refiladeira,

as peças seguiam para a destopadeira de retrabalho e

novamente para a classificação.

O ESTUDO FOI

DESENVOLVIDO EM UMA

EMPRESA SITUADA NO PLANALTO

NORTE DE SANTA CATARINA, A

QUAL TINHA COMO PRODUTO

PRINCIPAL PEÇAS DE CLEAR

BLOCKS PARA OS MERCADOS

AMERICANO E EUROPEU

IMPLANTAÇÃO DO EXPERIMENTO

As variáveis selecionadas para o estudo foram

fornecedor, bitola e destopadeira. Na seleção dos

fornecedores, procurou-se comparar o fornecedor interno

(serraria da empresa), que apresentava qualidade

inferior aos demais, mas em contrapartida possuía um

custo menor, com um fornecedor que apresentasse

uma melhor qualidade de madeira (poucos defeitos e,

consequentemente, maior rendimento), mesmo com

um custo mais elevado, deste modo selecionou-se um

fornecedor denominado externo.

As larguras (bitolas) utilizadas na produção de Clear

Blocks variam de empresa para empresa, conforme a

necessidade do mercado. A empresa estudada trabalhava

com 11 bitolas, sendo as bitolas 92 mm e 67 mm

as mais produzidas, devido à demanda do mercado

internacional. Desta forma, fez-se a análise das duas no

presente estudo.

O processo de beneficiamento das peças era composto

por duas plainas e sete destopadeiras. Com relação

às plainas, utilizou-se durante a coleta de dados somente

uma delas, cuja capacidade produtiva era de 18

mil metros lineares por dia. Já quanto às destopadeiras,

três trabalhavam com corte no sentido inferior-superior

e as demais trabalhavam no sentido oposto, necessitando

de uma análise para verificação da eficiência das

máquinas e dos funcionários. Assim, selecionou-se uma

destopadeira com cada sentido de corte. Cabe destacar

que durante a coleta de dados, trabalhou-se com os

mesmos funcionários nas máquinas, para evitar diferenças

com relação à mão de obra.

O delineamento utilizado no experimento foi o

delineamento inteiramente casualizado com arranjo

fatorial, por meio do qual foi possível verificar os efeitos

não somente das variáveis isoladas, mas também das

suas interações.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Rendimento total de matéria-prima

A partir da análise, foi possível observar que os

melhores rendimentos médios totais (%) pertencem à

matéria-prima do fornecedor externo, à bitola 92 mm

e à destopadeira A (destopa de cima para baixo). A

verificação foi realizada somente isolando cada uma

das variáveis, restando ainda as interações entre elas

que são possíveis pela análise da variância com arranjo

multifatorial. Tal análise permite ainda confirmar se as

conclusões retiradas somente pelo cálculo da média

são verdadeiras.

O rendimento médio de 50,2%, quando comparado

com o rendimento de 53,9% da Empresa W, mostra que

o rendimento da empresa estudada está muito próximo

ao de outra empresa do mesmo segmento. Esta comparação

foi feita em duas bitolas diferentes, pois a empresa

comparada (Empresa W) trabalha somente com

a bitola 124 mm e sem reaproveitamento. Assim, por

trabalhar sem reaproveitamento, a empresa seleciona a

matéria-prima destinada ao produto, para evitar perdas

excessivas.

Realizando-se a análise da variância e teste de

Tukey para as variáveis estudadas no rendimento total

de matéria-prima (fornecedor, bitola e destopadeira),

verificou-se que quanto ao fator destopadeira não houve

diferença significativa, contrariando as conclusões

preliminares, simplesmente pelo cálculo da média, no

qual se observava a superioridade da destopadeira que

corta de cima para baixo.

Com relação à bitola e ao fornecedor, contudo,

o teste de Tukey demonstrou que os melhores níveis

foram a bitola 92 mm e o fornecedor externo. A justificativa

para a superioridade da bitola maior se deve ao

amplo aproveitamento que estas peças têm no processo,

pois a largura é obtida diretamente na destopadeira

70 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


®

ACESSÓRIOS INDUSTRIAIS

VAPOR - AR COMPRIMIDO

sem retrabalho algum. Caso houvesse a presença de

defeitos nas peças, elas ainda poderiam ser reaproveitadas

na refiladeira nas larguras 67 e 48 mm, eliminando

os defeitos e possibilitando a comercialização destas

peças. A bitola 67 mm, caso precisasse ser trabalhada,

só tinha a largura de 48 mm como opção, sendo o restante

destinado à geração de energia.

Já o melhor desempenho da madeira do fornecedor

externo era esperado, pois visualmente eram perceptíveis

as diferenças de qualidade entre as peças de madeira.

Enquanto a madeira do fornecedor externo tinha

menor incidência de defeitos como nós, medula, rachadura

e mancha química, a matéria-prima proveniente

do fornecedor interno tinha grande parte das peças

com os defeitos supracitados.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo do rendimento total de matéria-prima

apontou em termos percentuais a bitola 92 mm e o

fornecedor externo, e em moeda a bitola 92 mm e o

fornecedor interno, como os melhores níveis. Quanto

à destopadeira, não há diferença significativa entre os

modelos estudados, pois ambos apresentaram rendimentos

semelhantes nos dois estudos.

A linha Clear Blocks A apresentou os melhores rendimentos

novamente, os níveis bitola 92 mm e o fornecedor

externo para rendimento percentual e a bitola 92

mm e o fornecedor interno para rendimento financeiro.

A linha Clear Blocks B foi a que proporcionou os

piores retornos para a empresa, tanto em termos percentuais

como financeiros. Mesmo assim, o melhor nível

foi a interação bitola 92 mm e fornecedor interno para

rendimento percentual e os fatores isolados bitola 92

mm e fornecedor interno para rendimento financeiro.

O retrabalho de Clear Blocks elimina uma porcentagem

significativa de perdas. No rendimento percentual

das peças oriundas dessa atividade, tem-se o fornecedor

interno como o melhor nível. Quanto ao rendimento

financeiro, a bitola 92 mm e o fornecedor interno,

além da interação entre estas variáveis, destacaram-se

como os melhores níveis.

Com relação ao estudo de rendimento, evidenciaram-se

diferenças significativas principalmente nos

fatores isolados, e algumas interações entre dois fatores,

nunca os três, indicando que não há influência dos

fatores quando trabalhados em conjunto.

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e segurança

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ABRIL 2021 71


AGENDA

AGENDA

2021

ABRIL

20 A 23

MADEREXPO

LOCAL: LIMA (PERU)

WWW.EXPOPERUINDUSTRIAL.

COM/MADEREXPO

MAIO

18 A 21

WOODPROCESSING LVIV

LOCAL: LVIV (UCRÂNIA)

WWW.GALEXPO.COM.UA

JUNHO

8 A 11

FESQUA

LOCAL: SÃO PAULO

WWW.FESQUA.COM.BR

LIGNA HANNOVER 2021

27 DE SETEMBRO A 01 DE OUTUBRO

HANNOVER (ALEMANHA)

WWW.NFEIRAS.COM/LIGNA-HANNOVER-22/

A CIDADE DE HANNOVER, NA ALEMANHA, SE TRANSFORMA NO FOCO DE ATENÇÃO

PARA O MUNDO DA MADEIRA E A INDÚSTRIA MADEIREIRA. CONSIDERADA A MAIOR OU

A MAIS IMPORTANTE FEIRA DO MUNDO NO SETOR, A LIGNA HANNOVER EXPÕE TODA

A CADEIA DE PRODUÇÃO MADEIREIRA: DESDE A CAPTAÇÃO E O PROCESSAMENTO

DA MADEIRA, ATÉ A PRODUÇÃO INDUSTRIAL DE PRODUTOS DA MADEIRA E

TECNOLOGIAS INOVADORAS DE TRATAMENTO DA MADEIRA, ENTRE OUTROS.

AGOSTO

9 A 12

WORLD CONFERENCE ON

TIMBER ENGINEERING

LOCAL: SANTIAGO (CHILE)

HTTP://WCTE2021.COM/

SETEMBRO

21 A 23

NOVEMBRO

3 A 5

NOVEMBRO

10 A 12

EXPOBIOMASSA 2021

LOCAL: VALLADOLID (ESPANHA)

WWW.EXPOBIOMASA.COM/EN/SA-

LON-GAS-RENOVABLE

EXPOCORMA 2021

LOCAL: CONCEPCIÓN (CHILE)

WWW.EXPOCORMA.CL/

LIGNUM BRASIL 2021

LOCAL: PINHAIS (PR)

HTTPS://LIGNUMLATINAMERICA.

COM

72 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021


ESPAÇO ABERTO

O POTENCIAL

DA ISO 9001:2015

C

om o advento da internet e das redes sociais,

uma miríade de informações é projetada sobre

o gestor que, sem a capacidade de analisar

todos os dados, pode tomar decisões que

trarão dissabores para a própria organização.

Embora o acesso à informação tenha crescido exponencialmente,

o conhecimento aplicado ainda carece de ferramentas

de gestão que minimizem os riscos associados

à má gestão. Nesse sentido, a ISO 9001, a mais famosa

metodologia de gestão conhecida, destaca-se como principal

mecanismo de apoio ao planejamento e gestão das

organizações.

Fundamentada no ciclo de Deming ou ciclo de melhoria

contínua, a ISO 9001 se caracteriza como uma ferramenta

de gestão estruturada no planejamento (P), execução

(D), monitoramento (C) e correção (A) de ações que

objetivam a implementação eficaz da estratégia proposta

por uma organização. Embora tenha aplicação prática

e traga benefícios tangíveis a qualquer tipo de empresa

(públicas e privadas), a metodologia tem desafios a serem

superados.

Recentemente, a Qualyteam foi parceira na sistemática

de implantação do sistema de gestão da qualidade na

ESMAT (Escola Superior da Magistratura Tocantinense),

baseado na norma ABNT NBR ISO 9001:2015 – Sistema

de Gestão da Qualidade. A implantação desse modelo

de gestão em uma instituição pública é pioneira no segmento,

não encontrando estudos de casos anteriores e

resultados estatísticos que forneçam dados para uma análise

comparativa.

FUNDAMENTADA NO

CICLO DE DEMING OU

CICLO DE MELHORIA CONTÍNUA, A

ISO 9001 SE CARACTERIZA COMO

UMA FERRAMENTA DE GESTÃO QUE

OBJETIVA A IMPLEMENTAÇÃO

EFICAZ DA ESTRATÉGIA PROPOSTA

POR UMA ORGANIZAÇÃO

74 referenciaindustrial.com.br ABRIL 2021

POR

IVAN

GONÇALVES

SÓCIO-DIRETOR DA

QUALYTEAM, EMPRESA

ESPECIALIZADA

EM SOLUÇÕES

PARA GESTÃO DA

QUALIDADE

Notadamente, a implementação e a manutenção de

um sistema de gestão dessa magnitude se constituem

como objeto de inúmeros desafios. A Norma NBR ISO

9001:2015, apesar de ser aplicável a diversos tipos de

segmentos, é amplamente difundida no âmbito privado,

mais especificamente em indústrias; um levantamento

feito pela ISO Survey em 2018 mostrou que são certificadas

878.664 empresas/instituições; destas, apenas 16.351

(1,9%) encontram-se no Brasil; além disso, o estudo demonstrou

ainda que apenas 4.434 (0,5%) são instituições

públicas certificadas no mundo, sendo que destas apenas

66 (0,008%) são instituições públicas brasileiras, feito que

reforça o caráter inovador da implantação em uma instituição

pública no segmento educacional.

Ainda no levantamento feito pela ISO, constata-se

que no segmento educacional são certificadas apenas

13.459 (1,53%) empresas/instituições no mundo; destas,

apenas 104 (0,012%) são brasileiras no segmento educacional

– e a esmagadora maioria é do âmbito privado.

Portanto, a implantação deste modelo de gestão em uma

instituição pública no segmento educacional é pioneira,

principalmente em se tratando de Escolas Superiores da

Magistratura, sejam elas estaduais ou federais, não sendo

encontrados estudos de caso anteriores e resultados

estatísticos que forneçam dados para uma análise comparativa.

Os resultados apresentados no quesito satisfação do

cliente alcançaram média de 96,54%, superando até mesmo

índices de satisfação já considerados altos, como os

da ENFAM (Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento

de Magistrados), que nos anos 2015 e 2017 atingiram

índices de satisfação de 89% e 92% respectivamente.

Este feito leva a ESMAT a ter um dos melhores resultados

do país no quesito satisfação do cliente, o que reforça o

alinhamento da sua missão: “Formar e aperfeiçoar magistrados

e servidores em busca de boas práticas e da excelência

da prestação jurisdicional.”

Foto: Diana Dornelles


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