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Revista Live Marketing Edição 38 - 2021

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Ricardo Amorim – Economista, palestrante e empreendedor<br />

ARTIGO<br />

TRANSFORMAÇÃO CONSTANTE E MAIOR<br />

USO DE TECNOLOGIA SÃO O NOVO NORMAL<br />

*RICARDO AMORIM<br />

DEPOIS DE UM PERÍODO COMPLICADO COMO FORAM<br />

os últimos 12 meses, particularmente no segmento do <strong>Live</strong><br />

<strong>Marketing</strong>, estamos todos ansiosos com o que esperar desse<br />

novo normal. E diante desse cenário tenho duas notícias.<br />

Uma boa. Tenho certeza de que essa pandemia vai ficar para<br />

trás. Se não surgirem novas cepas que as atuais vacinas não<br />

sejam capazes de controlar, isso já deve acontecer no Brasil<br />

em algum momento do segundo semestre desse ano. Agora,<br />

tenho outra notícia que pode ser ruim ou ótima, depende<br />

apenas da nossa atitude e de que forma as empresas encaram<br />

o futuro. Não vai haver uma volta ao velho normal e nem<br />

uma estabilização em um novo normal. O novo normal será<br />

caracterizado pela mudança, pela transformação. O que isso<br />

significa na prática? No último ano, assistimos ao surgimento<br />

de grandes novidades em todas as áreas, incluindo o <strong>Live</strong><br />

<strong>Marketing</strong>. Novidades que, a princípio, pareciam passageiras.<br />

O tempo tratou de mostrar que quem pensou assim errou.<br />

O novo padrão, que veio para ficar, não são as novidades<br />

específicas, como eventos online ou lives – ainda que eu<br />

esteja convencido de que elas não vão deixar de acontecer<br />

com frequência após a pandemia. O novo padrão é o<br />

surgimento mais constante de novidades.<br />

Muito tem se falado sobre transformação após<br />

a pandemia, só transformação já era a essência do que<br />

estávamos vivendo, mesmo antes da pandemia. Se olharmos<br />

com atenção, perceberemos que o mundo já vivia as maiores<br />

transformações tecnológicas e de modelos de negócios já<br />

observadas em toda a história da humanidade porque houve e<br />

há, mais do que nunca, uma confluência de fatores para que<br />

isso aconteça.<br />

Hoje por exemplo, é possível coletar praticamente<br />

qualquer informação em tempo real. Quem detém a<br />

informação detém o poder e o poder nunca este acessível a<br />

tantos, nem tão rapidamente. Por exemplo, quanto mais as<br />

empresas conhecem o seu público, maior é a sua capacidade<br />

de transformar esses dados em ações capazes de gerar<br />

negócios e fidelidade, o que oferece maiores benefícios para<br />

a indústria.<br />

Conectamos pela internet quase 5 bilhões de pessoas.<br />

Com isso, o acesso a informação e novas ideias, permitindo<br />

insights e estalos de criatividade que, por sua vez, passaram a<br />

estar na palma da mão dos criativos e de todas as pessoas. Assim,<br />

buscar o novo nunca foi tão fácil. Para completar, a disponibilidade<br />

de tecnologias de base que permitem transformar estas ideias em<br />

realidade, como realidade virtual, realidade aumentada, holografia<br />

e 5G nunca foi tão grande e tão acessível.<br />

É possível juntarmos as possibilidades criadas por<br />

estas tecnologias com outras como inteligência artificial,<br />

veículos autônomos, drones e tantas outras para levar o<br />

<strong>Live</strong> <strong>Marketing</strong> para outro patamar. As possibilidades são<br />

infinitas... desde que você tenha capacidade de investimento<br />

para concretizá-las.<br />

No passado, essa parte final era, com frequência, a<br />

má notícia. Hoje, nem sempre. A da taxa de juros mundial,<br />

desde a crise financeira global, caiu a perto de zero e ficou<br />

até negativa na Europa e no Japão. Agora, após a pandemia,<br />

até mesmo no Brasil, ela despencou, criando uma nova janela<br />

de oportunidade para financiar inovações em todos os setores,<br />

inclusive no <strong>Live</strong> <strong>Marketing</strong>.<br />

Antes de olhar para a frente, vale a pena entender o<br />

que aconteceu com o <strong>Live</strong> <strong>Marketing</strong> no último ano. Há quase<br />

duas décadas, faço muitos eventos pelo Brasil e também no<br />

exterior. Já tive a oportunidade de visitar mais de 70 países<br />

e só falta palestrar em um único estado brasileiro, Roraima.<br />

Há uns 3 ou 4 anos, comecei a repensar essa minha rotina de<br />

tantas viagens e tentei levar minha participação em eventos<br />

em locais de difícil acesso para uma participação remota. A<br />

tecnologia disponível já permitia fazer isso muito bem, mas<br />

muito pouca gente topou entrar comigo nessa empreitada.<br />

O que mudou nesse curto espaço de tempo é que<br />

a pandemia trouxe a realidade do evento online para um<br />

mercado que ainda via esse modelo apenas como uma<br />

possibilidade, não como uma realidade. Todas as empresas<br />

que organizam eventos foram obrigadas a seguir por esse<br />

caminho, o avanço tecnológico permitiu que isso acontecesse<br />

de maneira muito rápida e agora o que se busca é se adaptar a<br />

todas as muitas tecnologias existentes. E essa é mais uma das<br />

oportunidades que podem ser ofertadas dentro desse menu de<br />

<strong>Live</strong> <strong>Marketing</strong> que cresceu muito.<br />

Não tenho dúvidas de que, passada a pandemia, vai<br />

haver uma corrida para os eventos presenciais. Esse será<br />

um movimento natural do mercado. Depois de tanto evento<br />

online, de tantas lives, o que as pessoas vão querer é estar<br />

presencialmente ao vivo, em cores, em algo físico. Da mesma<br />

forma que o pêndulo foi muito para o lado do online, vai voltar<br />

muito para o lado do presencial, mas o importante é entender<br />

que passados estes períodos, os dois modelos de evento serão<br />

comuns. E os eventos híbridos, que já começam a surgir, terão<br />

ter cada vez mais espaço dentro desse universo.<br />

Os executivos das companhias são inteligentes e<br />

sabem que nesse modelo conseguem atingir um número maior<br />

de pessoas, promovendo ações com custo menor. Por outro<br />

lado, sabem também que podem dividir os grupos a serem<br />

atingidos e assim customizar o tipo de entrega para cada<br />

um deles, seja no virtual, seja no físico ou mesmo na mescla<br />

dessas duas possibilidades.<br />

Desse modo, cabe aos profissionais de <strong>Live</strong> <strong>Marketing</strong><br />

a capacidade de entender essas demandas, de buscar as<br />

melhores práticas para poder gerar o resultado esperado por<br />

seus clientes e estar sempre olhando para as oportunidades<br />

que aparecerão cada vez com mais frequência. Um exemplo<br />

recente é o Club House, que surgiu há pouco tempo e se<br />

tornou uma ferramenta importante de comunicação, de<br />

marketing, de eventos. Fenômenos assim vão acontecer com<br />

uma frequência cada vez maior.<br />

Assim, gostaria de deixar um recado para vocês que<br />

fazem parte de um mercado tão representativo e estratégico<br />

para as companhias. Nunca percam a capacidade de<br />

serem flexíveis, de se adaptarem rapidamente a desafios e<br />

oportunidades. Continuem a ser criativos e ousados. Essa é<br />

a minha maneira de desejar muito sucesso a vocês. Tenho<br />

poucas dúvidas de que os próximos 12 meses serão melhores<br />

do que os últimos e espero estar com vocês, participando de<br />

eventos inovadores e impactantes.<br />

*Ricardo Amorim – Economista, palestrante e empreendedor<br />

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