Revista Live Marketing Edição 38 - 2021
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nesta pandemia. Quem explica esse detalhe é a Chief<br />
Business Officer na Integer\OutPromo, Ana Luísa<br />
Périssé. “Nossa primeira força-tarefa da pandemia foi<br />
conversar com todos os clientes para entender como<br />
o momento estava impactando seus negócios e como<br />
poderíamos assumir um papel relevante em seu plano<br />
de ação. Isso nos trouxe novas atuações em clientes<br />
com quem já trabalhávamos, uma frente importante<br />
dos novos negócios. Esse diagnóstico também nos<br />
fez sentir o mercado e traçamos uma estratégia de<br />
criar novos produtos com o objetivo de trazer novos<br />
negócios. Produtos que mostram para o mercado que<br />
entendemos que suas necessidades mudaram e já<br />
visitas às empresas, e esse relacionamento também teve<br />
que se reinventar. De certa maneira, por mais que as<br />
pessoas não estejam mais no escritório e não compram<br />
um serviço da mesma maneira que compravam, elas<br />
continuam tendo necessidades. Então, muda o modo<br />
com que a gente fala com elas, não só porque elas estão<br />
em casa, mas porque o processo e as necessidades<br />
também mudaram”. A empresária complementa<br />
destacando que acredita que seja uma readaptação aos<br />
novos tempos.<br />
LIÇÕES APRENDIDAS<br />
Encarar a pandemia de frente, focar em novos<br />
negócios, prospecção de novos clientes, adaptar as<br />
“Não tínhamos respostas ou<br />
demandas, mas queríamos<br />
estar perto do cliente,<br />
estruturas e estratégias dentro do conceito de homeoffice<br />
e focar em resultados e no atendimento aos<br />
clientes é o norte das principais agências de <strong>Live</strong><br />
<strong>Marketing</strong>. Porém, o ano ainda está começando e há<br />
um longo caminho pela frente. Então, o que pensam os<br />
entendendo as dores do<br />
negócio e tentando encontrar<br />
caminhos. O papel de novos<br />
negócios foi vital, pois teve<br />
que entender e, de alguma<br />
forma, preparar a agência para<br />
lidar com os novos desafios.”<br />
(Ronaldo Ferreira Júnior)<br />
CEO da UM.a #diversidadecriativa, Ronaldo Ferreira Junior<br />
Diretor comercial da F/Malta, Rodrigo Malta Lefèvre<br />
temos novas soluções para elas.”<br />
Ela complementa ressaltando que, essa<br />
postura, rendeu novos produtos e parcerias. “Com<br />
isso, nasceram o Integer Studios, o Mídia Box e a<br />
E-growth, aceleradora de negócios digitais que criamos<br />
em parceria com a Lew’Lara\TBWA. O momento de<br />
instabilidade faz com que seja necessário aumentar<br />
a diversificação do business, e aí o trabalho de novos<br />
negócios se torna ainda mais relevante para aumentar<br />
o número de clientes e também encontrar clientes que<br />
passam a ter fit com a agência a partir da oferta dos<br />
novos produtos.”<br />
E se parceria é essencial para esse momento,<br />
há outros cases que mostram essa tendência. CEO da<br />
Outra Praia, Dilma Campos, comenta que a união fez a<br />
força, mesmo com o distanciamento social. “Durante a<br />
pandemia, nos associamos a outras agências formando<br />
o GRAIN, e nossa primeira ação foi contratar uma<br />
pessoa de novos negócios para nos conectar aos<br />
próprios clientes existentes do grupo com os quais<br />
as empresas não tinham relação e também a novos<br />
clientes. Foi uma estratégia para potencializar a<br />
geração de novos negócios focada nas necessidades<br />
dos clientes”.<br />
HOME-OFFICE<br />
De certo modo, o brasileiro é criativo, não deixa<br />
se abater e luta todo santo dia, inclusive em um cenário<br />
de pandemia. Não foi diferente com as agências de <strong>Live</strong><br />
<strong>Marketing</strong>. Veio a pandemia, ocorreu a necessidade de<br />
manter o isolamento social e surgiu de forma efetiva<br />
o trabalho remoto, ou o conhecido “home-office”.<br />
Para entender o impacto disso no mercado, o diretor<br />
comercial da F/Malta, Rodrigo Malta Lefèvre, comenta<br />
que tudo mudou na pandemia, inclusive o tempo de<br />
Chief Business Officer na Integer\OutPromo, Ana Luísa Périssé<br />
fechamento de projetos.<br />
“Tivemos muitas alterações<br />
no tempo de fechamento, mas<br />
isso mudou de acordo com o<br />
cliente e o projeto em questão.<br />
Tivemos ocasiões em que<br />
desenvolvemos e fechamos<br />
projetos em uma semana e<br />
ao mesmo tempo outros que<br />
duraram quatro meses entre<br />
idas e vindas. Assim como nós,<br />
os clientes também tiveram que<br />
rever todo o seu planejamento.<br />
Isso fez com que surgissem<br />
demandas ‘relâmpago’, para<br />
ontem, enquanto outros projetos<br />
ficavam mais estacionados<br />
até segunda ordem”. O criativo<br />
explica que o home-office não<br />
chegou a interferir no resultado<br />
dos trabalhos. “Acredito que<br />
o que mais sentimos falta<br />
foi não poder fazer aquelas<br />
apresentações presenciais e ver as reações dos clientes.<br />
Nos tempos de videoconferência fica mais difícil ‘ler’ as<br />
reações”, ressalta.<br />
A tendência do home-office, aparentemente, vai<br />
ditar os próximos anos no processo de trabalho humano.<br />
Há vários estudos que apontam uma curva crescente na<br />
produção de conteúdo e, por consequência, resultados,<br />
afinal, o trabalhador permanece em um ambiente<br />
familiar, não perdendo tempo com o deslocamento de<br />
sua residência até o local de trabalho.<br />
Co-fundadora da Netza, Fabiana Schaeffer,<br />
ressalta que o home-office teve que ser estruturado para<br />
render produção e frutos. A pandemia fez mudar várias<br />
coisas, mas não foi só ela a responsável pela alteração<br />
do prazo do fechamento de um negócio. As empresas<br />
mudaram, o investimento de marketing mudou, houve<br />
mudança do mercado em geral, na maneira como as<br />
pessoas compram serviços e produtos. Tudo isso alterou<br />
o tempo de fechamento de novos projetos. “O home<br />
office atrapalhou no começo, pois a prospecção era<br />
muito focada no contato direto com os escritórios, nas<br />
empresários criativos do mercado?<br />
Para Pirozzelli, o que mais surpreendeu foi a<br />
conquista de importantes<br />
clientes que não estavam<br />
sendo prospectados antes da<br />
pandemia. “Acreditamos que<br />
<strong>2021</strong> será um ano extremamente<br />
desafiador, mas com muitas<br />
oportunidades para propostas<br />
inovadoras e/ou consistentes. O<br />
mundo foi desafiado e, com isso,<br />
a maior parte dos setores está<br />
em busca de eficiência, fazer<br />
mais com menos, momento em<br />
que uma boa ideia tem espaço<br />
para ser ouvida.”<br />
O sucesso das agências<br />
está, em importante parte,<br />
ligado aos novos negócios. “Em<br />
2020 conseguimos mais do<br />
que dobrar a nossa meta em<br />
novos negócios, focando nas<br />
concorrências que estavam<br />
mais alinhadas ao nosso core<br />
business e que apresentavam<br />
parceria de médio ou longo<br />
prazo, no lugar de concorrência para jobs pontuais. A<br />
procura por soluções de e-commerce também contribuiu<br />
para esse resultado, principalmente porque para esses<br />
trabalhos não tivemos que passar por longos processos<br />
de concorrência; as soluções já estão desenhadas e<br />
não há competição no mercado. Para <strong>2021</strong>, nossa meta<br />
é crescer 20% o número do ano passado, mantendo a<br />
estratégia de escolha de concorrência e apresentação<br />
dos novos produtos desenvolvidos pela agência”,<br />
destaca Ana Luísa.<br />
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