Revista Live Marketing Edição 38 - 2021
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e o que é preciso para atingir os resultados esperados, é a<br />
Engenharia e Administração de Empresas, que oferecem uma<br />
DIGITAL<br />
“mágica” por de trás do Machine Learning.<br />
De acordo com o diretor de Criação da Digi, Marcelo<br />
Favery, em um mercado cada vez mais dinâmico é preciso<br />
tomar decisões rápidas e que tragam resultados diretos para<br />
visão de negócio diferente.<br />
“É um impacto muito significativo para o setor. A<br />
agências passa a ter um time com uma visão multidisciplinar.<br />
Muda a forma com que a equipe é concebida, como nós<br />
os objetivos dos projetos. Porém, reforça, o grande desafio é<br />
estruturamos nossos times e como criamos as rotinas e rituais<br />
interpretar os números. “Qual comportamento está por de trás<br />
dos nossos projetos. Além da mudança no formato e condução<br />
daqueles resultados ou pode surgir diante daqueles dados? É a<br />
da equipe, nosso modelo de trabalho e operação e traz ainda<br />
partir desses insights que o processo criativo pode se inspirar<br />
mais forte a metodologia Agile para dentro da nossa rotina”,<br />
para criar campanhas, produtos e serviços que são relevantes,<br />
analisa Marina.<br />
geram resultados e, ao mesmo tempo, entregam experiências<br />
E completa: “Isso já começa a ser sentido pelos nossos<br />
únicas. E é exatamente isso que estamos fazendo para todos os<br />
clientes. Já iniciamos o desenvolvimento de campanhas com<br />
clientes da Digi. Estamos começando com as análises preditivas,<br />
esta visão multidisciplinar para clientes da casa, como Cargill,<br />
descobrindo padrões e tendências que ajudam as nossas<br />
Arcor e Stellantis (antiga FCA), que já conseguiu aumento<br />
campanhas a superarem os objetivos”, analisa Favery.<br />
expressivo na participação e no engajamento das campanhas<br />
CULTURA DATA-DRIVEN APONTA<br />
FUTURO DO MERCADO DE<br />
INCENTIVO E RELACIONAMENTO<br />
Diretora de Gente & Gestão da Digi, Barbara Ogoshi<br />
e até enxergar outras oportunidades de desenvolvimento do<br />
cliente, somando oportunidades à expectativa que ele tinha.<br />
Começamos a entender e nos aprofundar no negócio para<br />
sermos questionadores e provocadores e levar outros tipos de<br />
solução para os nossos clientes”, diz Marina.<br />
O impacto da cultura data-driven também vem sendo<br />
sentido no relacionamento dos profissionais de agências<br />
com o mercado e na formação dos times. A adoção de<br />
decisões baseadas em dados começa a ter impacto interno,<br />
quando profissionais deixam de olhar os clientes, projetos e<br />
campanhas baseados no histórico e no resultado de vendas,<br />
mas passam a se orientar por percepção criada.<br />
A formação dos times também muda. Sai o modelo<br />
tradicional de agências, com times de criação, atendimento<br />
e algumas estruturas de Business Intelligence (BI), e<br />
de Fiat e Jeep. Tudo em função da avaliação de resultados e<br />
da construção de plano de ação a partir dos insights que estes<br />
dados trazem para nós”.<br />
LIÇÃO DE CASA<br />
Acostumada a criar campanhas de marketing de<br />
relacionamento e incentivo para grandes empresas - como<br />
Coca-Coca Brasil, Cargill, Vigor, Samsung, entre outras-, a<br />
Digi também implementou internamente uma plataforma de<br />
engajamento para acompanhar de perto a satisfação dos<br />
NO MERCADO DE INCENTIVOS O MOMENTO É DE<br />
reflexão sobre o futuro. A hora é de apostar em novas<br />
tecnologias e ferramentas, modelos de trabalho híbridos e no<br />
redesenho das equipes em busca de maior assertividade e<br />
eficiência nas campanhas criadas.<br />
A cultura data-driven, expressão em inglês que<br />
compreende decisões baseadas em dados, geralmente a<br />
partir de bancos de informações robustos e algoritmos<br />
customizados, já começa a se tornar realidade em algumas<br />
agências, que estão se reposicionando para dar foco maior em<br />
tecnologias como Machine Learning e Inteligência Artificial.<br />
Profissionais do mercado esperam uma mudança<br />
muito grande no setor de incentivo com base na cultura data-<br />
que normalmente é o volume de vendas, passam a ter<br />
incorporados outros fatores, conforme a campanha vai sendo<br />
avaliada. “Deixa de ser só uma avaliação numérica sobre<br />
vendas para conseguirmos analisar outros tópicos dentro do<br />
cenário do time comercial”, conta Marina.<br />
Já campanhas de incentivo para times de execução<br />
recebem outras leituras a partir dos dados. Através de<br />
Machine Learning e Inteligência Artificial, por exemplo,<br />
é possível fazer a avaliação de planograma, detectar a<br />
invasão de gôndola por concorrentes e analisar a exposição<br />
de materiais e produtos no ponto de venda, construindo,<br />
em função de números, mudanças muito mais assertivas e<br />
evolução para outros cenários.<br />
Além disso, muda a forma como a agência se relaciona<br />
com o mercado, que deixa de atender somente à demanda<br />
do cliente e passa a ter uma atuação mais intensa da visão<br />
de negócio da empresa, levando mais solução e resultado<br />
para as campanhas. “Eventualmente, conseguimos entender<br />
CRIATIVIDADE MAIS ASSERTIVA<br />
O processo criativo também se beneficia do uso de<br />
dados e da nova cultura data-driven. Relevância é a palavrachave<br />
quando criativos trabalham no desenvolvimento de<br />
campanhas guiadas por dados. Criar ações personalizadas<br />
e com estímulos certos, sabendo exatamente o que motiva<br />
entram profissionais de outras áreas além do mercado de<br />
Comunicação e Publicidade. A Digi, por exemplo, está trazendo<br />
para o time um cientista de dados formado em Matemática<br />
Aplicada e Estatística e PMs (Product Manager) formados em<br />
profissionais, assim como avaliar o desempenho dentro do<br />
escopo de trabalho proposto. “O intuito é termos os melhores<br />
talentos executando nossas campanhas. Estamos focados<br />
100% em levar solução e inovação aos nossos clientes e por<br />
driven. Para a diretora de Business Strategy da agência Digi,<br />
Marina Morato, uma das mais relevantes agências de incentivo<br />
e relacionamento do mercado, as campanhas de incentivo vão<br />
se aprofundar cada vez mais sob o prisma dos resultados com<br />
ações baseadas em dados. “Começamos a entender melhor<br />
como os participantes se comportam, o que os motiva com a<br />
conquista dos resultados e o que, efetivamente, vai fazer com<br />
que eles enxerguem valor dentro do que vem sendo proposto”,<br />
comenta a diretora.<br />
As decisões e campanhas baseadas em dados<br />
também oferecem mais assertividade na forma com que os<br />
incentivos são feitos, de acordo com as áreas em que são<br />
aplicadas. No setor comercial, por exemplo, as campanhas de<br />
incentivo que sempre foram muito baseadas no KPI principal,<br />
“Começamos a entender e<br />
nos aprofundar no negócio<br />
para sermos questionadores<br />
e provocadores e levar<br />
outros tipos de solução para<br />
os nossos clientes.” (Marina<br />
Morato)<br />
Diretora de Business Strategy da agência Digi, Marina Morato<br />
Diretor de Criação da Digi, Marcelo Favery<br />
Painel de Business Intelligence da Digi entregue aos clientes<br />
“Estamos começando com<br />
as análises preditivas,<br />
descobrindo padrões e<br />
tendências que ajudam<br />
as nossas campanhas a<br />
superarem os objetivos.”<br />
(Marcelo Favery)<br />
este motivo a chegada dos Product Managers dentro dos<br />
squads será fundamental para esta transformação, além de<br />
estarmos desenhando um novo modelo de plataforma para as<br />
futuras campanhas”, conta a diretora de Gente & Gestão da<br />
Digi, Barbara Ogoshi.<br />
O trabalho remoto, por conta da pandemia, e a recente<br />
reestruturação da diretoria da Digi para atender ao novo<br />
modelo de negócio da agência, baseado em Machine Learning,<br />
Inteligência Artificial e análises preditivas, exigiram um<br />
alinhamento organizacional dentro de uma gestão totalmente<br />
remota. “Nossa principal mudança foi estruturar de forma<br />
mais segmentada as diretorias da agência, onde cada área tem<br />
como foco desenvolver as habilidades de sua equipe extraindo<br />
o melhor de cada posição”, completa Barbara.<br />
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