Revista Coamo edição Abril de 2021

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Revista Coamo edição Abril de 2021

Via Sollus completa 13 anos em ritmo de crescimento e com qualidade nos serviços

www.coamo.com.br

ABRIL/2021 ANO 47 EDIÇÃO 512

CAPACITAÇÃO NO CAMPO

Cooperativa inicia 25ª

turma de formação

de Jovens Líderes

Cooperativistas

CREDICOAMO

É hora de financiar

o custeio e o seguro

agrícola para as safras

de trigo e soja

Osvaldo Nunes Vieira,

cooperado em Juranda (PR)

SOLO MAIS FÉRTIL

Coamo lança programa de correção do solo. Iniciativa visa fornecer e

aplicar os corretivos nas propriedades dos cooperados e equilibrar o solo


EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 47 | Edição 512 | Abril de 2021

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br,

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Ruthielle Borsuk da Silva: rborsuk@coamo.com.br

Milena Luiz Corrêa: mlcorrea@coamo.com.br

Raquel Sumie Eishima: raqueleishima@coamo.com.br

Aline Aristides Bazan: abazan@coamo.com.br

Lucas Otávio Pavão: lpavao@coamo.com.br

Contato: (44) 3599-8129 - comunicacao@coamo.com.br

Colaboração: Entrepostos, Gerências Angulares e Assessorias

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima, Ana Paula

Bento Pelissari Smith, Ruthielle Borsuk da Silva e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima e

Lucas Otávio Pavão

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários

Contato: (11) 5092-3305

Contato publicitário: Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados ou citados

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COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly Calderari,

Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Jonathan Henrique Welz Negri, Sidnei Hauenstein Fuchs e Igor Eduardo de Mello Schreiner (Membros Efetivos). Vander Carlos Furlanetto, Edilson Alberto

Kohler e Jorge Luiz Tonet (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2020: R$ 20,003 bilhões.

Tributos e taxas gerados e recolhidos em 2020: R$ 466,95 milhões. Cooperados: 29.438. Municípios presentes: 71. Unidades: 111.

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3


SUMÁRIO

32

Trabalho em família

Família Paschoal, de Cruzmaltina (PR), é exemplo de trabalho e união. Os irmãos Dorival

e Daniel receberam do pai a missão de continuar com a atividade agrícola, e agora estão

passando os trabalhos para os filhos Silvano (Dorival) e Maria Caroline e Lucas (Daniel)

4 REVISTA

Abril/2021


SUMÁRIO

Entrevista

10

Harold Espínola, chefe do Desuc, do Banco Central, é o entrevistado do mês na Revista Coamo. Ele diz que

o cooperativismo de crédito brasileiro tem se desenvolvido de forma forte e consistente nos últimos anos

Correção do solo

14

Coamo lança programa de correção do solo visando o fornecimento de calcário e gesso agrícola

com condições especiais para o abastecimento e a aplicação dos corretivos nas propriedades

Credicoamo

40

Para atender às necessidades dos associados, a Credicoamo iniciou neste mês os processos visando

a liberação de recursos para financiamento de custeio e seguro agrícola nas safras de trigo e soja

Via Sollus 13 anos

42

No dia 05 de maio de 2008 surgiu a Via Sollus Corretora de Seguros. Desde então, foi facilitada a

vida de milhares de pessoas entre cooperados, funcionários da cooperativa e comunidade

46

Mercado em pauta

Cooperativa realizou evento virtual pelo seu canal no YouTube com o tema 'Perspectivas

dos Mercados Agrícolas'. Participaram o presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari,

e o especialista em mercado agrícola, professor Alexandre de Mendonça Barros

Ocepar 50 anos

50

A Organização das Cooperativas do Paraná completa cinco décadas de atividades revisitando o passado

de lutas e homenageando seus fundadores, mas com o foco direcionado para os desafios do futuro

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TECNOLOGIA

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GOVERNANÇA

O bom momento do agronegócio

A

Coamo foi feita para a

vida toda e ela tem que

ser melhor a cada ano.

A cooperativa vem cumprindo a

sua missão para desenvolver as

atividades dos seus quase 30 mil

associados, que estão cada vez

mais tecnificados, conectados e

capitalizados. Atentos a evolução

do seu negócio, eles buscam

renda na produção das suas lavouras

e aproveitam as oportunidades

de comercialização do

agronegócio.

O momento da nossa

agricultura é muito bom. De um

lado, estamos convivendo com

esta difícil situação da pandemia,

com uma doença que vitimou

milhares de pessoas em

todo o mundo e atrapalhou a

nossa vida. Lamentamos muito

e nos solidarizamos com todas

as famílias.

No outro cenário, se

constata um momento positivo

no agronegócio brasileiro, apresentando

bons resultados e a satisfação

dos produtores em função

da venda das commodities

com bons preços.

Os cooperados estão

capitalizados e atentos às melhores

oportunidades para fazer

a comercialização da safra

e acompanham diariamente o

dinamismo dos mercados nacional

e internacional, diferentes a

cada ano agrícola.

A capitalização dos produtores

pode ser medida em

relação ao cumprimento dos

seus deveres, no pagamento

das suas operações tanto na

Coamo como na Credicoamo.

O grau de inadimplência dos

nossos cooperados é praticamente

zero, então a situação é

muito boa, e mostra que eles

estão bem capitalizados, sendo

exemplos no cooperativismo e

no agronegócio.

Em nossas Reuniões de

Campo com os cooperados, durante

esses anos todos, sempre

propusemos que eles deveriam

vender sua safra em função dos

custos para obter melhores médias

na hora da venda. Felizmente,

estamos constatando essa

realidade, com uma mudança de

cultura e o profissionalismo dos

produtores.

A nossa profissão é ser

agricultor e a nossa atividade é

feita de altos e baixos, porém, temos

que continuar fazendo o básico

bem feito e buscar constantemente

a melhoria da produção

para sermos melhores cooperados

e melhores agricultores do

Brasil. Nas regiões aonde a Coamo

atua, o panorama registra

uma agricultura com altas produtividades,

fruto de investimentos

em tecnologias para produzir

cada vez mais de forma sustentável

com qualidade e origem.

Esta é e deve continuar

sendo a nossa missão, a de produzir

alimentos. O mundo precisa

cada vez mais de alimentos e

o Brasil como uma das grandes

potências agrícolas que é, torna-

"Temos que continuar

fazendo o básico bem feito

e buscar constantemente

a melhoria da produção

para sermos melhores

cooperados e melhores

agricultores do Brasil."

-se importante mercado para a

exportação de commodities.

Vamos cuidar da nossa terra e

usar tecnologias modernas, fazer

a nossa parte, colher melhores

produções para alimentar a

população humana e animal e

ajudar no incremento da balança

comercial do nosso país.

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

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8 REVISTA

Abril/2021


GESTÃO

Corrigir e sustentar o solo para garantir o futuro

A

Coamo foi pioneira desde o seu surgimento, no

início dos anos 1970, na preocupação com o desenvolvimento

de um trabalho junto aos agricultores

em prol da conservação, correção e cuidados com o

solo.

A correção do solo foi o primeiro programa que a

cooperativa montou na sua história de 50 anos, em função

das grandes dificuldades enfrentadas na época. Eles conviviam

com um cenário de solo fraco e terras ácidas, o que

se prosperasse inviabilizaria colheitas de produtividades

e, por consequência, a continuação da atividade agrícola.

Este trabalho iniciado pela visão de futuro e determinação

de um jovem agrônomo com 28 anos (Dr. Aroldo),

que foi o idealizador e responsável pela criação da Coamo

em 1970, foi determinante para a mudança de um cenário

repleto de saúva, samambaia e sapé, o famoso “Três Esses”.

E da transformação de diversas regiões, sendo exemplo

para o país na conservação e preocupação com o meio

ambiente.

Os produtores foram corrigindo o solo e utilizando

importantes práticas conservacionistas, entre as

quais, a implantação do sistema de plantio direto - uma

grande revolução da nossa agricultura, além de rotação

de culturas e do trabalho com a microbacia do Rio do

campo.

Essas ações aliadas à uma mentalidade diferente

na forma de pensar e na atitude de produtores e técnicos,

foram essenciais e permitiram a evolução nos sistemas

e no processo das colheitas, até então nunca vista

pelos produtores.

Agregar valor à produção dos nossos cooperados

com desenvolvimento sustentável é a missão da Coamo.

Por isso é que a cooperativa está atenta e trabalha

para o progresso das atividades do seu quadro social.

A agricultura não pode parar, e pensando no

hoje, vislumbrando um futuro melhor com produção

sustentável, a Coamo lançou neste mês de abril um importante

programa para corrigir o solo, incentivando o

incremento de calcário e gesso nas propriedades, para o

perfeito equilíbrio do solo e a conquista de produtividades

ainda maiores. Os cooperados têm acesso à condições

especiais para aquisição dos insumos com entrega

"Programa de Correção do Solo é

técnico e social. Visa equilíbrio do

solo e aumento na produção dos

cooperados."

e aplicação direta por meio de um grande trabalho da

logística da cooperativa.

O Correção do Solo é um programa técnico, mas

também tem o aspecto social, haja vista que sozinho, o

produtor associado não conseguiria fazer isso, mas, com o

apoio da sua cooperativa se torna possível, motivado pela

visão, força e estrutura do cooperativismo praticado pela

Coamo, voltada para o desenvolvimento dos seus mais de

29 mil cooperados nas regiões produtivas nos Estados do

Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Neste cenário de evolução e transformação em

cinco décadas da Coamo, é importante destacar que

sustentar o solo é a primeira função do agricultor, porque

o solo é a base de tudo. Isso está perpetuado no

Monumento a Conservação do Solo, na Praça do Fórum

em Campo Mourão: “Conservar o solo é garantia de que

sua generosidade lhe dê fartas colheitas e que também

desfrute dele as gerações futuras.”

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

Abril/2021 REVISTA

9


ENTREVISTA

HAROLD ESPÍNOLA

Chefe do Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não Bancárias (Desuc) - Banco Central do Brasil

"As cooperativas por essência têm uma forte

atuação local, fazem parte das comunidades."

Harold Espínola, chefe do

Departamento de Supervisão

de Cooperativas e

de Instituições Não Bancárias

(Desuc), do Banco Central, é o

entrevistado do mês na Revista

Coamo. De acordo com ele, o

cooperativismo de crédito brasileiro

tem se desenvolvido de

forma forte e consistente nos

últimos anos. "O segmento tem

reconhecida importância e, por

isso mesmo, compõe uma das dimensões

da agenda estratégica

do Banco Central, inserida no pilar

Inclusão da Agenda BC#", diz.

Segundo ele, o momento

atual é de revolução tecnológica,

transformação digital acelerada,

mudança de hábitos dos consumidores

de produtos financeiros e

surgimento de novos participantes

e novos modelos de negócio. "Temos

uma regulação que fomenta

o desenvolvimento da competição

e o desenvolvimento do mercado.

Estamos vivenciando o Pix e o

Open Banking. Mas, as cooperativas

vêm crescendo muito ao longo

de sua história, em especial nos

últimos anos, mesmo em cenários

adversos", assegura.

Revista Coamo: Como o senhor

analisa o cooperativismo de crédito

brasileiro na atualidade e sua importância

para cooperados e o país?

Harold Espínola: O cooperativismo

de crédito brasileiro tem se desenvolvido

de forma forte e consistente

nos últimos anos, expandindo o número

de cooperados e apresentando

um crescimento contínuo e ascendente

em ativos, em especial da

carteira de crédito e depósitos. Mas,

para bem além dos seus próprios

números, o cooperativismo de crédito

contribui inegavelmente para

o desenvolvimento econômico das

regiões onde está presente. As cooperativas

por essência têm uma forte

atuação local, fazem parte das comunidades,

levam disponibilidade de

serviços financeiros, muitas vezes em

locais em que as entidades tradicionais

não estão presentes, e aumentam

a capilaridade da rede de atendimento

do sistema financeiro. Com

isso, promovem a cidadania financeira,

sem dúvida, mas também muito

contribuem com a concorrência e,

consequentemente, com a prática

de melhores condições de preços e

serviços. Isso favorece diretamente

seus associados, mas, indiretamente,

a sociedade a seu redor – seus

resultados permanecem em circulação

no próprio local, gerando mais

desenvolvimento. É um ciclo que se

retroalimenta positivamente. O segmento

tem reconhecida importância

e, por isso mesmo, compõe uma das

dimensões da agenda estratégica

do Banco Central, inserida no pilar

Inclusão da Agenda BC#.

RC: Quais são as perspectivas de

crescimento do cooperativismo de

crédito?

Espínola: Estamos em tempos de

revolução tecnológica, transformação

digital acelerada, mudança de

hábitos dos consumidores de produtos

financeiros e surgimento de novos

participantes e novos modelos

de negócio. Temos uma regulação

que fomenta o desenvolvimento da

competição e o desenvolvimento do

mercado. Estamos vivenciando o Pix

e o Open Banking. Mas, as cooperativas

vêm crescendo muito ao longo

de sua história, em especial nos

últimos anos, mesmo em cenários

adversos. Assim, entendo que todo

esse ambiente, para além de desafiante,

é bem mais um conjunto de

oportunidades – as cooperativas conhecem

de perto o seu cooperado e

podem aproveitar muito a ocasião.

10 REVISTA

Abril/2021


Dentro do próprio quadro social há

ainda muito espaço para ser explorado

na alavancagem de negócios.

RC: O Banco Central lançou vários

desafios de crescimento ao cooperativismo

de crédito. Na sua visão, as

cooperativas estão respondendo a

esses desafios?

Espínola: As propostas no âmbito

da Agenda BC# Inclusão - Cooperativismo

estão estruturadas ao redor

de três grandes eixos: fomento aos

negócios; aprimoramento da governança;

e aperfeiçoamento da organização

sistêmica para aumento da

eficiência do Sistema Nacional de

Crédito Cooperativo (SNCC) – todos

esses movimentos apoiados pelo

Banco Central e voltados a impulsionar

o crescimento do setor. Como

contrapartida, foram negociadas algumas

metas desafiadoras para as

cooperativas, mas, também, totalmente

alinhadas aos objetivos e a

dimensões da Agenda, como #Inclusão,

#Competitividade, #Educação.

Sim, as cooperativas vêm evoluindo

positivamente em relação às metas,

mas, digamos que ainda há muito

trabalho a fazer na busca do seu

atingimento. Recentemente, para

fomento da reflexão, pedimos que

o próprio segmento nos apresente

a avaliação do seu desempenho, por

intermédio do Conselho Consultivo

Nacional do Ramo Crédito da OCB

(Ceco) – o que deve acontecer em

breve. Também, temos expectativa

que a atualização do marco legal do

cooperativismo, por meio do PLP nº

27/2020 (atualização da Lei Complementar

nº 130), em tramitação no

Congresso, contribua para acelerar a

dinâmica de todo esse processo.

RC: As cooperativas impulsionam

o crescimento e o desenvolvimen-

Harold Paquete Espínola Filho é servidor do Banco Central do Brasil, atua na área de Fiscalização

do BCB há 23 anos e é chefe do Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não

Bancárias (Desuc). Foi chefe de Gabinete do Diretor de Fiscalização, chefe do atual Departamento de

Gestão Estratégica, Integração e Suporte da Fiscalização (Degef), chefe adjunto e consultor do atual

Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro (Desig), supervisor de fiscalização no Desuc

e no atual Departamento de Supervisão Bancária (Desup), supervisor de equipe especializada em

tesouraria no Desup e inspetor. É graduado em Engenharia e pós-graduado em Administração.

to das comunidades onde atuam.

Como percebe esta situação, considerando

que os recursos gerados

por elas ficam nas próprias regiões?

Espínola: De fato, as cooperativas

têm uma forte atuação local, principalmente

no interior, e é daí que

vem a sua força essencial. Mais do

que estarem muito próximas das sociedades

locais e de estarem nelas

inseridas, em seu dia a dia, elas pertencem

a essas sociedades. Essa relação

intrínseca traz grande sinergia

e proximidade entre as atividades

das cooperativas e as necessidades

específicas da comunidade – geram,

ainda, um sentimento de pertencimento.

Por definição, as sociedades

cooperativas não visam o lucro, por

isso podem oferecer serviços financeiros

a valores mais acessíveis, o

que fomenta o crescimento econômico.

Além disso, o resultado financeiro

de suas atividades, as sobras,

é rateado entre os cooperados, aumentando

a renda. Isso permanece

Abril/2021 REVISTA 11


ENTREVISTA

"AS COOPERATIVAS, POR SUA NATUREZA, PELA SUA ATUAÇÃO E PELOS PRINCÍPIOS QUE

AS REGEM, CONTRIBUEM MUITO PARA AS COMUNIDADES ONDE ESTÃO INSERIDAS."

no local e acaba sendo reaplicado

na economia da região e na própria

cooperativa, criando um ciclo ascendente

e retroalimentado – que traz

benefícios para além do quadro de

cooperados, ou seja, para toda a sociedade

onde está presente o cooperativismo.

"Estamos vivenciando o

Pix e o Open Banking.

Mas, as cooperativas

vêm crescendo muito ao

longo de sua história,

em especial nos últimos

anos, mesmo em cenários

adversos."

RC: Como analisa os volumes de

recursos disponibilizados pelas cooperativas

de crédito aos seus associados

para o fomento de suas operações?

Espínola: Hoje, as cooperativas podem

oferecer praticamente todos

os tipos de serviços financeiros a

seus cooperados, especialmente se

considerarmos a possibilidade de

distribuir produtos de outras entidades

pertencentes ao SNCC, indo,

portanto, muito além da oferta de

empréstimos e de financiamentos.

Ao longo dos últimos anos, a carteira

de crédito das cooperativas cresceu

constante e recorrentemente em níveis

bem superiores à média do sistema

financeiro, mesmo durante as

crises financeiras ocorridas. Por suas

especificidades na captação e na

oferta de recursos (capta e empresta

dentro de grupos delimitados,

seus associados), o crédito no SNCC

Harold Espínola, chefe do

Departamento de Supervisão

de Cooperativas e de Instituições

Não Bancárias (Desuc)

costuma ter um comportamento diferente

do conjunto do restante da

economia, podendo desempenhar

um papel anticíclico – suportando e

atendendo as necessidades de seus

cooperados e, por consequência,

ajudando a preservar suas atividades.

Isso é o que estamos novamente

observando no momento atual.

Vale destacar que as cooperativas

de crédito têm espaço para crescer

ainda muito mais a sua carteira de

crédito, uma vez que os depósitos

têm crescido em velocidade maior

do que as concessões de empréstimos

e financiamentos.

RC: Como deve ser a participação

dos cooperados em suas cooperativas

e qual a sua responsabilidade na

sociedade cooperativista?

Espínola: A participação do cooperado

é fundamental. Não podemos

nos esquecer que o segundo

princípio cooperativista é a gestão

democrática, o que quer dizer que

os cooperados podem (e devem!)

participar ativamente na formulação

das políticas, na tomada de decisões

e no acompanhamento das atividades

da sua cooperativa. Há dois

caminhos básicos para isso: a participação

regular nas assembleias,

ordinárias e extraordinárias, e a escolha

consciente de seus dirigentes

eleitos. Também, os recursos tecnológicos

hoje existentes em muito facilitam

a divulgação de informações,

permitindo, até a realização das assembleias

de forma remota ou mista

(presencial + remota). Essa é a grande

responsabilidade dos cooperados

e é por conta desse mutualismo

12 REVISTA

Abril/2021


que o cooperativismo consegue entregar

valor não só a seus membros,

mas também à comunidade.

RC: O cooperativismo é um agente

de desenvolvimento no país. Se e o

Brasil fosse uma “cooperativa”, ele

seria melhor, mais justo e fraterno?

Espínola: As cooperativas, por sua

natureza, pela sua atuação e pelos

princípios que as regem, contribuem

muito para as comunidades onde

estão inseridas e, consequentemente,

para o desenvolvimento regional

e do país. Entregam produtos financeiros

em melhores condições de

preços e, também, na forma mais

adequada à necessidade de cada local.

Mas, além disso, levam inclusão

e cidadania financeira, favorecendo

a evolução do associado na gestão

de sua vida financeira. Também,

promovem ações sociais e de ajuda.

Tudo isso traz crescimento e melhores

condições para o seu quadro social,

bem como para a comunidade

em seu entorno. Assim, elas já promovem

uma sociedade melhor.

RC: O senhor tem reiterado que a

comunicação é primordial e um dos

grandes desafios na atualidade, em

um mundo cada vez mais digital. Na

sua opinião, como está a comunicação

no cooperativismo e o que pode

ser melhorado?

Espínola: A comunicação efetiva

sempre foi um desafio, mas, também,

um enorme diferencial para

aqueles que conseguem vencer

esse obstáculo. O mundo atual só

colocou um (grande) aditivo nisso:

as informações fluem instantaneamente

e atingem uma quantidade

enorme de pessoas simultaneamente.

Ou seja, o erro, o lapso ou a inadequação

no que se pretende dizer

alcança proporções inimagináveis

há pouco tempo. Por outro lado, as

oportunidades são enormes para

aqueles que, efetivamente, “se comunicarem”.

Mas, voltando ao cerne

da pergunta, o cooperativismo ainda

é pouco entendido fora das suas

próprias fronteiras. Há um espaço

enorme para ser explorado.

"A cooperativa é

do cooperado, é

também, a sua casa.

O relacionamento

próximo e o sentimento

de pertencimento

são diferenciais a

serem preservados e

fomentados."

RC: Que outros desafios o senhor

vislumbra para o cooperativismo de

crédito?

Espínola: Para continuar a sua trajetória

em um sistema financeiro altamente

tecnológico e com muitas

novas instituições oferecendo novos

produtos e serviços, as cooperativas

de crédito devem entender cada vez

mais as expectativas de seus cooperados

e prestar os melhores e mais

adequados serviços ao seu quadro

social. Tudo isso, sem perder a sua

essência: a cooperativa é do cooperado,

é também, a sua casa. O relacionamento

próximo e o sentimento

de pertencimento são diferenciais a

serem preservados e fomentados.

Colocar tudo isso junto, com agilidade

e flexibilidade, é o desafio.

RC: Como observa a interação e

o relacionamento da Coamo e da

Credicoamo com o Banco Central,

e suas atuações no cooperativismo

brasileiro?

Espínola: O conjunto Coamo/Credicoamo

é tradicional no ambiente do

cooperativismo, uma referência – sua

história e seus números falam por si

só. O conjunto tem uma participação

preponderante no agronegócio

e, consequentemente, na economia

dos estados onde atua fortemente e,

também, do país. Seu relacionamento

é profissional, ético e proativo.

RC: Deixe sua mensagem para os

diretores e cooperados da Coamo e

da Credicoamo.

Espínola: Bem, primeiramente gostaria

de enaltecer a história e a relevância

da Coamo e da Credicoamo.

Estamos todos inseridos em um momento

de transformação dos negócios,

em especial da maneira de fazê-

-los. A diferença para o que já vivemos

é a velocidade em que as coisas acontecem

e evoluem, permitidas e aceleradas

cada vez mais pela tecnologia,

em todos os campos. Os conglomerados

estão cada vez mais focados em

atender o consumidor na maior parte

possível de suas necessidades – querem

ser enxergados como provedores

de soluções. O conjunto Coamo/

Credicoamo já tem isso em seu DNA,

pois fornece muitas soluções para a

vida de seus cooperados. Mas, mesmo

celebrando sucesso, com justo

merecimento, é tempo de aguçar a

flexibilidade, o entendimento dos desafios

e a capacidade de se transformar

continuamente.

Abril/2021 REVISTA 13


TECNOLOGIA

COAMO LANÇA

PROGRAMA

DE CORREÇÃO

DO SOLO

Iniciativa da cooperativa visa fornecer e

aplicar os corretivos nas propriedades dos

cooperados com condições especiais

14 REVISTA Abril/2021


Programa visa o fornecimento e

aplicação de calcário e gesso agrícola

O

Brasil é uma das principais

potências agrícolas

do mundo e seus produtores

são exemplos na produção

sustentável das lavouras

e cuidados com a preservação

e manutenção do meio ambiente

produtivo. Eles estão cada vez

mais conscientes e conectados,

produzem alimentos com qualidade

e origem, para o nosso país e

o mundo. Como recompensa pelo

trabalho e investimento safra após

safra, vêm obtendo excelentes

produtividades e renda.

A agricultura não pode

parar, pois a evolução é necessária.

Neste propósito, para elevar

as produtividades dos cooperados

com equilíbrio do solo, a

Coamo lançou dia 15 de abril, em

evento virtual, o Programa Coamo

de Correção do Solo, visando o

fornecimento de calcário e gesso

agrícola com condições especiais

para a aplicação dos corretivos

nas propriedades.

Benefícios do Calcário (calagem)

· Corrige acidez do solo

· Fornece cálcio e magnésio

· Reduz os efeitos tóxicos do manganês e do alumínio

· Aumenta a disponibilidade de fósforo

Benefícios do Gesso (gessagem)

· Fornece cálcio e enxofre em profundidade

· Reduz saturação por alumínio em subsuperfície

· Estimula o crescimento de raízes

· Melhora absorção de nutrientes

Abril/2021 REVISTA

15


TECNOLOGIA

Mudança na correção do perfil do solo

"Até parece que estamos

voltando no tempo,

falando de correção

em uma época em que

vivemos a Agricultura

5.0, mas temos que

fazer o básico bem feito

para alcançar melhores

resultados."

Aquiles Dias, diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo

“A melhor coisa que os agricultores

e pecuaristas podem fazer é conservar

o seu solo, mas não é só conservar,

também temos a obrigação de melhorar

o solo para que ele possa ser mais produtivo”,

diz o diretor de Suprimentos e Assistência

Técnica da Coamo, Aquiles Dias.

Segundo Aquiles, nos últimos

50 anos, o trabalho realizado pela Coamo

foi para melhorar a capacidade produtiva

do solo usando calcário e sempre

com a visão de que se deve corrigir

para um perfil de solo de 20 centímetros.

“Estamos fazendo uma mudança,

queremos falar na correção do perfil do

solo e pensar numa camada de no mínimo

de 0 a 40 cm, mas sabemos que isso

pode chegar a 60, 80, 100 centímetros,

e à uma profundidade para corrigir o

perfil do nosso solo para ser mais produtivo”,

explica.

Segundo estudo da Coamo, os

cooperados têm utilizado um volume de

calcário menor do que o ideal. "Diante

disso, a cooperativa pensou e criou este

programa para reduzir esta diferença de

calcário, vislumbrando o futuro com aumento

de produtividades e os cuidados

com o solo.”

BÁSICO BEM FEITO

Na mensagem aos cooperados,

técnicos e parceiros, Aquiles, reforçou a

importância dos benefícios do programa.

“Até parece que estamos voltando

um pouco no tempo, falando de correção

em uma época em que vivemos a

Agricultura 5.0. A verdade é que temos

que fazer o básico bem feito e, com isso,

teremos melhores resultados, levando

em consideração o potencial produtivo

e o que todas essas tecnologias nos proporcionam.”

16 REVISTA

Abril/2021


CONDIÇÕES ESPECIAIS

DE PAGAMENTO

Entrega e aplicação

direta nas propriedades

A Coamo conta com uma

eficiente estrutura reunindo cerca

de 90 caminhões para o fornecimento

de calcário e gesso nas lavouras

dos mais de 29 mil cooperados,

nos Estados do Paraná, Santa

Catarina e Mato Grosso do Sul.

Outra novidade apresentada

no Programa Coamo de

Correção do Solo é a entrega e

aplicação direta dos corretivos

calcário e gesso aos cooperados.

“Dispomos de estoque de calcário

e gesso nas unidades e vamos

fazer essa aplicação para atender

a demanda dos nossos cooperados.

O que pretendemos com

este trabalho, não é realizá-lo

para um, dois anos, mas para

sempre, de acordo com o interesse

dos cooperados”, prevê o

gerente de Fornecimento de Insumos

Agrícolas da Coamo, Carlos

Eduardo Borsari.

Borsari explica que o

gesso é um produto que tem

uma logística bastante complicada,

tanto para o transporte

como armazenagem nas unidades.

“Por isso, desenvolvemos

uma metodologia para atender

com qualidade a demanda dos

produtores, tanto na quantidade

de caminhões como na aplicação

nas propriedades pela equipe

Coamo.”

No lançamento do

Programa Coamo de Correção

do Solo, a Coamo anunciou

condições especiais

para aquisição de calcário e

gesso. Segundo o gerente de

Compras e Bens de Fornecimentos,

Valdemiro Nesi, são

várias as possibilidades para

pagamento dos insumos. “Os

cooperados poderão pagar à

vista, em dezembro deste ano,

na safra de verão 2021/2022;

em até três anos ou, também,

por meio de financiamento

junto à Credicoamo, em até

cinco anos, que é a financeira

dos cooperados da Coamo.”

Nesi orienta os cooperados

para que procurem a

assistência Técnica da cooperativa

e definam suas necessidades

e planejamento, pois

os volumes de aplicações são

concentrados geralmente nas

“janelas” das culturas.

Abril/2021 REVISTA 17


TECNOLOGIA

Correção foi um trabalho pioneiro da Coamo

Dentro da sua missão

por meio das diretrizes corporativas,

a Coamo trabalha para

levar de forma sustentável a melhoria

de renda e nas atividades

dos cooperados. O presidente

Executivo da Coamo, Airton Galinari,

reforça a importância dos

cuidados com o solo e da atuação

da cooperativa. “Sustentar

é a primeira função do solo,

pois o solo é a base de tudo. Falando

em correção de solo, este

foi o primeiro programa que a

Coamo montou na sua origem,

porque no início era grande

a dificuldade com solo fraco e

terras ácidas.”

Galinari destaca que,

desde o início da Coamo houve

uma preocupação e um trabalho

expressivo sobre este

tema. “A Coamo foi pioneira.

Sem essa visão e iniciativa não

Airton Galinari: "Sustentar é a primeira função do solo, pois o solo é a base de tudo"

haveria desenvolvimento e o

repasse de tecnologias para a

produção dos cooperados. É

um excelente programa, com

estrutura, condições e prazos

especiais. Acreditamos no sucesso

do programa e na participação

dos cooperados."

LINHA DO TEMPO

Conservação do

solo na Coamo

1968/1970

Terra dos três esses (saúva,

samambaia e sapé) e

abertura das primeiras áreas

agricultáveis com implantação

de lavouras de trigo e soja.

1973/1974

Início do sistema Plantio Direto

na região de Campo Mourão

(2ª cidade a implantar esta

tecnologia que revolucionou a

agricultura brasileira).

1975

Início dos trabalhos na

Fazenda Experimental da

Coamo para implantação, teste

e validação de experimentos

aos cooperados.

18 REVISTA

Abril/2021


Das “Terras dos '3 Ésses' a uma

das mais produtivas do país”

Na história da agricultura brasileira,

os produtores da Coamo vêm fazendo

a sua parte e colaborando para a

força e o sucesso deste setor, que gera

riquezas e impulsiona a balança comercial

do país. Mas, a agricultura não pode

parar, pois nem sempre as produtividades

foram grandes como as colhidas

nos últimos anos.

Voltando um pouco no tempo,

nos anos 1960 e 1970, o cenário

era composto por matas e a terra era

conhecida como a “Terra dos 3 Ésses”,

cheia de saúva, samambaia e sapé, e

com alta acidez.

No final da década de 1960 e

início dos anos 1970, aconteceu a abertura

das primeiras áreas agricultáveis

e a implantação de lavouras de trigo e

soja na região de Campo Mourão - mesma

época do surgimento da Coamo

Agroindustrial Cooperativa.

Encontro das turmas de Edmundo Mercer e Coelho

Júnior realizando levantamento em Campo Mourão

1976

Para melhoria do ambiente produtivo,

governo lança em Campo Mourão o

Plano Nacional de Conservação de Solos

(PNCS), com o objetivo de acabar com

cenário de erosão nas terras brasileiras.

1998

Coamo lançou o Programa de

Fertilidade do Solo e Nutrição

de Plantas para incremento

das produtividades dos seus

cooperados.

2008

Na segunda etapa do Programa de

Fertilidade do Solo e Nutrição de

Plantas, Coamo inicia trabalhos com

a Agricultura de Precisão. Objetivo é o

uso racional de corretivos.

2021

Coamo lança o Programa Coamo de

Correção do Solo, para fornecimento de

calcário e gesso com condições especiais

para aplicação nas propriedades dos

cooperados.

Abril/2021 REVISTA 19


TECNOLOGIA

Tecnologia fez a diferença

“O solo é uma dádiva que

Deus nos deu e está aí,

mas precisa ser tratado e

não pode ser explorado.”

Cooperado Moacir José Ferri é testemunha da evolução que a agricultura registrou ao longo dos anos

Moacir José Ferri, um dos

fundadores da Coamo e de família

tradicional, é testemunha da evolução

que a agricultura registrou ao

longo dos anos. “As terras eram

muito deficitárias, eu produzia

umas 60, 70, 80 sacas, mas com

o apoio dos técnicos da Coamo

e o uso da tecnologia crescemos

muito, tanto que no ano passado

produzimos 240 sacas, e na mesma

área”, comenta seu Moacir. Para

ele é importante fazer a correção,

a manutenção e a rotação de culturas.

“Esses três fatos são fundamentais

para a agricultura. O nosso

patrimônio, a nossa empresa, a

nossa indústria estão aqui no solo.

Se eu não conservar esse patrimônio

posso falir tranquilamente.”

Moacir Ferri resume bem

como deve ser a atuação dos

produtores nesta missão de produzir

com sustentabilidade. “O

solo é uma dádiva que Deus nos

deu e está aí, mas precisa ser tratado

e não pode ser explorado.”

Influência na produção

“O maior patrimônio que o produtor tem é o

seu solo, pois a produção tanto de cereais quanto da

pecuária é fortemente influenciada pelo solo.” A afirmação

é do engenheiro agrônomo Roberto Bueno

Silva, da Coamo em Campo Mourão, que acompanhou

de perto a implantação das lavouras, técnicas

e as colheitas na propriedade do cooperado Moacir

José Ferri.

Bueno lembra que a região de Campo Mourão

tinha um solo de média para fraca fertilidade

química, e o trabalho com o cuidado e o manejo

com o solo, sempre foi uma prioridade para a Coamo

por meio da assistência técnica. “Isso demandou

muito serviço da área técnica e conscientização dos

cooperados. De uma situação difícil, com baixas

produtividades e diversas etapas vencidas com forte

trabalho de conservação de solos, plantio direto, rotação

de culturas e a correção química de solo, eles

chegaram a patamares de elevadas produtividades,

comemoradas nas últimas décadas.”

Engenheiro

agrônomo

Roberto Bueno:

"Melhoria do

solo demandou

muito serviço e

conscientização

dos cooperados"

20 REVISTA

Abril/2021


“Terra é o sustentáculo da planta,

e hoje temos tudo na mão”

"Tínhamos tudo por fazer

e fizemos, numa parceria

entre assistência técnica e os

produtores, que acreditavam na

transformação do solo."

Gallassini nos primeiros plantios de trigo em Campo Mourão

No lançamento do Programa

Coamo de Correção do

Solo, o presidente do Conselho

de Administração da Coamo,

José Aroldo Gallassini, lembrou

das dificuldades no início da agricultura

na região da Coamo no

Centro-Oeste do Paraná. “A correção

do solo é um assunto muito

importante e necessário para os

agricultores. Estou desde o começo,

antes do trigo e da soja, e lembro

bem das nossas terras ácidas

e fracas. Tínhamos tudo por fazer

e fizemos, numa parceria grande

entre assistência técnica e os

produtores, que acreditavam na

transformação do solo para produzir

e no desenvolvimento da região

agrícola”, comenta Gallassini.

Ele relata alguns aspectos

do início do trabalho no fim

dos anos 1960 e na década de

1970. “Se a gente olhar para trás

e pensar um pouco, a conservação

de solo para combater a erosão,

era uma coisa absurda,pois

ela levava tudo embora com a

´chuvarada´.”

Gallassini conta que na

época foram feitos 'murunduns'

de mais de um metro para segurar

as águas (murunduns são

geoformas, pequenas elevações

do terreno, sendo relevos residuais,

tendo a erosão sua principal

causa). “Depois veio o plantio

direto e o fim das curvas de nível

para plantar. Então, mudou tudo,

pois o plantio direto foi uma inovação

muito grande.”

Na questão da correção

do solo, Gallassini cita “Malavolta”

– Professor e pesquisador, falecido

em 2008, especialista em

Gallassini: "A correção do

solo é um assunto muito

importante e necessário

para os agricultores"

nutrição de plantas, que introduziu

a disciplina na Esalq/USP

– Escola Superior de Agricultura

Luiz de Queiróz/Universidade de

São Paulo e um dos grandes nomes

sobre Ciência do Solo. “Para

Malavolta, ´A terra é um mero

sustentáculo da planta´, então, a

terra é só para segurar a planta

e o resto nós fazemos, com correção

por meio do calcário e do

gesso e, depois, fazendo adubação

que veio combinar com

a agricultura de precisão. Temos

a tecnologia e tudo na mão, e

um departamento técnico muito

forte e atualizado para apoiar os

nossos cooperados.”

Abril/2021 REVISTA 21


TECNOLOGIA

Reflexões e conhecimento para melhoria do solo

Marcelo Sumiya: "Avaliando o desenvolvimento na região de ação

da Coamo percebemos uma grande evolução ao longo dos anos"

“A Reunião Técnica levou

conhecimento aos cooperados,

técnicos e parceiros, e possibilitou

reflexões sobre a utilização

e os cuidados com solo, para

avaliar os aspectos nas partes

biológica, física e química, que

formam o tripé da sustentabilidade

do solo”, explica o gerente de

Assistência Técnica da Coamo,

Marcelo Sumiya.

O agrônomo lembra que

na pesquisa da Fazenda Experimental

da Coamo são conduzidos

alguns importantes trabalhos.

Na área biológica temos o experimento

de rotação de culturas,

que completou 36 anos. No físico,

a capacitação dos profissionais da

área Técnica com o sistema Dres

na avaliação do solo e a aquisição

de penetrômetros para um

padrão de metodologia visando

a avaliação do solo. E na área química,

o lançamento do Programa

Coamo de Correção do Solo.

"Avaliando o desenvolvimento

na região de ação da

Coamo, percebemos uma grande

evolução ao longo dos anos,

escrevendo na sua história fatos

Correção é o segredo

Tudo começa pelo solo.

Sem ele não haveria vegetação,

sobretudo, agricultura. Este é um

bem natural que precisa ser bem

tratado, corrigido e manejado de

forma adequada. Fundamental

na composição do ecossistema

terrestre, é dele que as plantas

retiram os nutrientes necessários

para se desenvolverem.

A composição do solo interfere

diretamente no desenvolvimento

das plantações, uma vez

tecnológicos marcantes em virtude

de recomendações técnicas,

tais como: mecanização

das áreas, correção da acidez e

do fósforo, controle mecânico

da erosão plantio direto e adubação

verde, rotação de culturas

e agricultura de precisão. Todas

estas práticas de forma integrada

promovem além de ganhos

na produtividade, uma estabilidade

em nossa produção", diz

Sumiya.

Ele acrescenta que o

tema correção do solo deve ser

prioridade nas propriedades

agropecuárias. "Concluímos isso

por meio da pesquisa que temos

e dos resultados que comprovam.

Esta técnica racionaliza e

potencializa nossos recursos de

produção, melhorando a rentabilidade

de vocês cooperados."

que a quantidade de nutrientes

determina o sucesso do cultivo.

Por isso, a Coamo busca sempre

incentivar o associado a cuidar

bem do seu solo, visando altas

produtividades e longevidade

para o sistema produtivo.

O pesquisador Marcelo

Augusto Batista, da UEM (Universidade

Estadual de Maringá),

doutor em Fertilidade e Nutrição

mineral de Plantas, explica que

a calagem continua sendo uma

22 REVISTA

Abril/2021


Marcelo Batista, da UEM, explica que a calagem continua sendo uma prática muito importante e que os solos naturalmente são ácidos e precisam ser corrigidos de tempos em tempos

prática muito importante no meio

agrícola, que os solos naturalmente

são ácidos e precisam ser

corrigidos de tempos em tempos.

“As pessoas esquecem que a calagem

eleva o pH do solo, e para

que os fertilizantes tenham efeito

garantido dependem disso”, esclarece.

Conforme o pesquisador,

o calcário é uma ferramenta que

deve ser utilizada por todos os

produtores, pois quem tem níveis

baixos de produtividade, consegue

melhorar os resultados com a

correção, e quem tem tetos altos,

garante a manutenção dos índices

elevados. “Temos números

muito positivos num experimento

conduzido há 12 anos na Fazenda

Experimental da Coamo, e isso

nos credencia a sugerir que todos

os técnicos devem recomendar a

calagem”, diz.

Marcelo Batista afirma

que a concentração de pH no solo,

proporcionada pela aplicação de

calcário, diminui a presença de alumínio

que é tóxico para a planta.

“Com a diminuição do alumínio, a

raiz da planta cresce mais e quando

você acrescenta a gessagem

ainda vem de benefício o enxofre,

que melhora todo o sistema. Essa

composição de calcário e gesso

melhora o perfil do solo que devolve

em forma de produtividade para

o produtor”, informa o especialista,

alertando para o custo-benefício

do manejo. “Não se pode computar

o custo do calcário em uma só

safra. Ele pode ser diluido em três a

seis anos, período em que se faz de

seis a doze culturas. Fazendo essa

conta percebe-se que é um insumo

muito barato e essencial para o

solo”, garante.

Contudo, Batista previne

que tudo começa pela análise

do solo. “As pessoas esquecem

que é preciso antes fazer análise.

É por ela que vamos saber qual

calcário e qual a dose a ser aplicada.

Se não fizer isso é achismo.

Até porque nem sempre existe a

necessidade de aplicação. Junto

com o engenheiro agrônomo é

realizado um ajuste fino para a

tomada de decisão”, finaliza.

Abril/2021 REVISTA 23


TECNOLOGIA

Recomendações técnicas

Fabrício Corrêa: "São necessárias boas práticas e cuidados na amostragem de solo, nas recomendações e nas aplicações"

O coordenador técnico

do departamento de Suporte

Técnico da Coamo, Fabrício Bueno

Corrêa, inseriu o tema ‘Recomendações

técnicas para amostragem

de solo para utilização

de calcário e gesso.’ Para Corrêa,

são necessárias boas práticas

e cuidados na amostragem de

solo, nas recomendações e aplicações.

De acordo com Corrêa,

só é possível saber quando,

quanto e qual elemento aplicar,

após uma minuciosa análise de

solo. Ou seja, só é possível fazer

uma avaliação da fertilidade do

solo após uma amostragem criteriosa.

“Pensando nisso, em 2012,

a Coamo tomou a decisão de ter

um departamento de agricultura

de precisão próprio, voltado

para essas soluções, e oferecer

para o cooperado o serviço de

amostragem de solo, recomendação

e aplicação de qualidade,

para que a tomada de decisão

na hora de corrigir o solo, tenha

efeitos benéficos na propriedade”,

acrescentou Fabrício. O departamento

de Agricultura de

Precisão Coamo oferece serviços

de amostragem de solo, mapas

de recomendação e aplicação

(todos com taxa fixa ou variável).

Corrêa enfatizou os diferenciais

e cuidados nos serviços

prestados pela cooperativa.

No processo de amostragem

de solo, a Coamo trabalha com

laboratório único, faz análise do

teor de argila, análise de subsuperfície

de 20 a 40 centímetros e

todo solo coletado é enviado ao

laboratório. Na recomendação,

o departamento utiliza fórmulas

contínuas e não tabeladas, faz a

estratificação do teor de argila

em quatro classes e classifica os

nutrientes conforme a classificação

física do solo no local. Na

aplicação, no processo de calibração

dos caminhões não é visada

somente a quantidade, mas

também a qualidade, utilizadas

doses máxima e mínima, considerando

custo-benefício. A cobrança

do serviço de aplicação é

somente na área aplicada. Esses

serviços estão disponíveis nas

unidades e podem ser adquiridos

por meio do departamento

Técnico da Coamo.

Aponte o leitor de QR Code do

seu celular na imagem ao lado

e assista a Reunião Técnica

sobre Correção do solo com

calcário e gesso agrícola

Aponte o leitor de QR Code

do seu celular na imagem ao

lado e veja o vídeo institucional

sobre Correção do solo com

calcário e gesso agrícola

24 REVISTA

Abril/2021


Abril/2021 REVISTA 25


SOLO MAIS PRODUTIVO

Família Corniani, de Faxinal (PR), fez um

planejamento de seis anos de investimento em

práticas que visam melhorar o sistema produtivo

Solo corrigido, produção sustentada

Em Faxinal (Centro-Norte do Paraná) cooperados que realizam

a agricultura de precisão tiveram produtividade acima da média

A

agricultura de precisão é

uma aliada para os cooperados

que buscam elevar

a produção, corrigir o solo

com mais eficiência e menor

custo. Os resultados desse investimento

foram percebidos de

maneira mais evidente nesta safra

de verão em regiões atingidas

pelas adversidades climáticas.

Evandro Cristhian Corniani

trabalha em parceria com

o pai Pedro, o irmão Júlio César

e o sobrinho Pedro Raphael. Juntos,

eles cultivam um total de 295

alqueires em Faxinal e Cruzmaltina

(Centro-Norte do Paraná). A

família fez um planejamento de

seis anos de investimento em

práticas que visam melhorar o

sistema produtivo. Eles estão no

26 REVISTA

Abril/2021


terceiro ano de trabalho. “Estamos

na metade do nosso planejamento

e já vemos uma grande

evolução. A agricultura de precisão

e a rotação de culturas são as

principais práticas adotadas”. A

propriedade foi dividida em três

talhões. No verão, toda a área

recebe soja e a segunda safra é

com milho, trigo e aveia.

O cooperado conta que

a adoção da agricultura de precisão

foi por necessidade de aumentar

a produtividade que estava

estagnada. “As médias vêm

aumentando, menos nessa safra

que sofreu com as adversidades

climáticas. Contudo, ainda colhemos

168 sacas por alqueire, que

consideramos boa.”

Além disso, o cooperado

conta que o objetivo é diminuir

custos. “A agricultura de precisão

é um investimento. Tivemos uma

economia de 50% na aplicação

de calcário, por exemplo, depois

de fazer as análises de solo. No

final, fica mais barato do que fazer

a aplicação com taxa fixa na

propriedade”, assinala Evandro.

Ele conta que com a agricultura

de precisão é possível utilizar

produtos para a correção de

solo na quantidade certa e nos

locais que realmente precisam

dos corretivos. “Nosso projeto é

chegar em 200 sacas de média.

Se não fossem as adversidades

desse ano, poderíamos alcançar

200 sacas geral da propriedade.

Em alguns talhões já temos essa

média, mas queremos que seja

uma realidade da propriedade

toda e com custo baixo. A agricultura

de precisão é a única ferramenta

que temos para igualar

Evandro Corniani conta que a adoção da agricultura de precisão foi por

uma necessidade de aumentar a produtividade que estava estagnada

a produtividade dentro de uma

mesma propriedade”, observa o

cooperado.

O engenheiro agrônomo,

André Felipe Biazim dos

Santos, da Coamo em Faxinal,

ressalta que a evolução na produtividade

é em função da atenção

e cuidados que a família Corniani

tem com o solo. “O solo recebe

tudo o que precisa e isso faz toda

a diferença, principalmente, em

um ano como esse, de adversidades

climáticas.”

O agrônomo diz que a

propriedade da família Corniani

registrou produtividade acima

da média na região de Faxinal,

reflexo do investimento realizado.

“A agricultura de precisão faz

Júlio César, Pedro Raphael, Evandro e Pedro. Família Corniani trabalha unida em prol da produção e conservação do solo

Abril/2021 REVISTA 27


SOLO MAIS PRODUTIVO

ROTAÇÃO DE CULTURAS É IMPORTANTE PRÁTICA ADOTADA PELOS COOPERADOS.

AGRICULTURA DE PRECISÃO COLABORA PARA USO DE CORRETIVOS NA DOSE CERTA

com que sejam utilizados produtos

corretivos para o solo no momento

e na dose certa.”

O agrônomo lembra

que em anos de clima bom, a

maioria dos produtores colhem

bem, mas em períodos de adversidades

climáticas é que se

vê a diferença entre quem investe

mais. “Costumamos dizer

que 50% da colheita vem de um

plantio bem-feito, com solo e

todos os nutrientes que a planta

necessita para se desenvolver.

É o que eles estão buscando na

propriedade.”

A rotação de culturas é

outra prática adotada pela família,

e gera bons resultados para o

sistema de produção. Segundo

o agrônomo, na área que será

plantado trigo neste ano, ainda é

Cooperado, Evandro Coriani, e o engenheiro agrônomo, André Felipe Biazim dos Santos

possível encontrar a palhada da

soja colhida recentemente e do

milho segunda safra cultivado no

ano passado. “Isso mostra que a

rotação de culturas está sendo

eficiente”, assinala Santos.

Correção do solo como

alternativa para pequenas áreas

Engenheiro agrônomo, Álvaro Ricardo Moreira, e o cooperado, Paulo Egredia, mostram a palhada deixada na área

A agricultura de precisão

é viável em qualquer propriedade,

seja pequena média ou grande.

O cooperado Paulo Egredia

é um bom exemplo de que em

áreas pequenas, a prática ajuda

a aumentar a produtividade. Ele

colheu nesta safra 184 sacas de

soja por alqueire, mesmo num

ano adverso. A área do cooperado

é de 4,5 alqueires.

Ele fez a agricultura

de precisão há quatro anos, e

desde então viu a produtividade

subir. “A agricultura de pre-

28 REVISTA

Abril/2021


cisão foi fundamental para

a melhoria da terra. Antes,

colhia 140 / 150 sacas por

alqueire”, conta. De acordo

com ele, todo o trabalho é

realizado com orientação da

assistência técnica da Coamo.

No local que a soja foi

colhida, será cultivado trigo.

Segundo o engenheiro

agrônomo, Álvaro Ricardo

Moreira, da Coamo em Faxinal,

a adversidade climática comprometeu

a produtividade da

soja e o cooperado que utilizou

mais tecnologia teve um

melhor resultado. “A média no

município foi de 150 sacas de

soja por alqueire e o Paulo colheu

acima de 180 sacas. Ele

tem essa preocupação com o

solo, de melhorar a fertilidade

e vem colhendo os frutos dos

investimentos.”

O agrônomo destaca

que a agricultura de precisão

é uma ferramenta importante

para o cooperado que busca

aumento da rentabilidade. “Às

vezes se tem a ideia de que a

análise e a correção do solo são

somente para áreas médias e

grandes. Na verdade, a agricultura

de precisão é viável para

qualquer tamanho de propriedade”,

pondera.

Ele diz que com a agricultura

de precisão é possível

saber a realidade da área e fazer

as correções somente onde

é necessário. “É possível valorizar

as áreas que já tem uma fertilidade

boa e melhorar onde

precisa. Isso é um fator importante

porque reflete na economia

de fertilizantes.”

Cooperado Paulo Egredia, de Faxinal

(PR), é um bom exemplo de que em áreas

pequenas, a agricultura de precisão ajuda

a aumentar a produtividade

Abril/2021 REVISTA 29


FORMAÇÃO NO CAMPO

25ª turma de Jovens Líderes Cooperativistas

A

Coamo iniciou no dia 13

de abril, a 25ª turma de

Jovens Líderes Cooperativistas.

São 42 cooperados com

idades entre 18 e 35 anos de idade

de unidades da cooperativa

no Paraná e Mato Grosso do Sul,

que estão tendo oportunidade

de se aperfeiçoar sobre a gestão

da propriedade rural. Diante a

pandemia ocasionada pela Covid-19,

o curso está sendo realizado

por vídeo conferência.

O Programa Coamo de

Formação de Jovens Líderes

Cooperativistas começou em

1998 e é uma realização anual da

Coamo com apoio do Sescoop/

PR. Da sua primeira edição até

a atual, foram capacitados mais

de mil jovens cooperados, representando

todos os entrepostos

da Coamo no Paraná, Santa Catarina

e Mato Grosso do Sul.

A aula inaugural contou

com a participação do presidente

do Conselho de Administração

da Coamo e Credicoamo, José

Aroldo Gallassini, dos presidentes

Executivos da Coamo, Airton

Galinari e da Credicoamo, Alcir

José Goldoni, e do superintendente

do Sescoop/PR, Leonardo

Boesch.

O curso é ministrado por

profissionais da Universidade Federal

do Paraná em sete módulos

com um total de 144 horas/aula e

com término previsto para a segunda

quinzena de agosto.

Curso está sendo realizado no formato virtual devido a pandemia

Gallassini recordou na

abertura que o objetivo é formar

cooperados para a perpetuação

da cooperativa. “A Coamo não

foi feita para uma ou duas gerações,

mas para vida toda. O curso

é importante. Os participantes

têm noções de administração e

gestão para atuarem como empreendedores

no agronegócio.”

Cooperados participantes do curso receberam materiais para os estudos

Segundo Gallassini,

mesmo diante da pandemia e da

inviabilidade de eventos presenciais,

o curso não poderia parar,

e o formato virtual se tornou um

aliado do desenvolvimento do

quadro social durante a pandemia.

“Os jovens cooperativistas

representam o presente e o futuro

promissor do cooperativismo

30 REVISTA

Abril/2021


e do agronegócio. Este curso

visa o desenvolvimento pessoal

e profissional, e o interesse em

desempenhar uma administração

voltada para o incremento

dos negócios e da cooperativa",

afirma.

O assessor de Cooperativismo

da Coamo, José Ricardo

Pedron Romani, destaca que o

objetivo do curso é capacitar os

cooperados para que possam

entender todo o processo que

envolve uma cooperativa e ajudá-los

na tomada de decisões

dentro da propriedade. “O curso

está sendo realizado no formato

EAD, mas sem perder a sua essência

que é formar cooperados

para que possam atuar na cooperativa

e na comunidade em

que estão inseridos.”

Pitanga (PR)

Via Nova (PR)

Araruna (PR)

Janiópolis (PR)

PROGRAMAÇÃO DO CURSO

Toledo (PR)

Nova Santa Rosa (PR)

Módulo I: Integração Cooperativista -

Tomas Sparano Martins (UFPR)

Módulo II: Planejamento Estratégico -

Gustavo Abib (UFPR)

Módulo III: Gestão Estratégica

- Claudimar Veiga e Pedro Piccoli (UFPR)

Módulo IV: Liderança e Gestão de

pessoas - Simoni Ramos (UFPR)

Módulo V: Governança Corporativa

e Ferramentas de Controle - Marcos

Wagner da Fonseca (UFPR)

Módulo VI: Jogo Corporativo - Gustavo

Abib (UFPR)

Módulo VII: Projeto Integrador - Marcos,

Gustavo e Tomas (UFPR)

Amambai (MS)

Boa Ventura de São Roque (PR)

Campo Mourão (PR)

Itaporã (MS)

Abril/2021 REVISTA 31


SUCESSÃO NO CAMPO

Família Paschoal de Cruzmaltina (PR) está passando pelo processo de sucessão no campo. Os irmãos Dorival e Daniel receberam do pai a

missão de dar continuidade aos trabalhos da família e agora estão preparando os filhos Silvano (Dorival) e Maria Caroline e Lucas (Daniel)

32 REVISTA

Abril/2021


Sucessão familiar no campo

Nas propriedades da família Paschoal, em Cruzmaltina (PR), os irmãos

Daniel e Dorival já preparam os filhos para administrar as propriedades

O

processo de sucessão

familiar é um dos desafios

no campo. Segundo

dados do IBGE, 30% das propriedades

rurais chegam na segunda

geração, e menos de 5% chegam

na terceira geração. Uma das

causas é a falta de gestão continuada,

onde se forma o sucessor,

não o herdeiro.

O desinteresse dos filhos

em aprender à administrar se torna

um problema para o patriarca.

Por trás de toda propriedade,

existe uma história, que não deve

ser apagada. Na sucessão familiar

no agronegócio, é comum

que o patriarca determine um

dos filhos para ‘passar o bastão’,

ou seja, assumir a gerência da

propriedade. É importante que

o sucessor esteja interessado e

disposto a assumir a responsabilidade

e se capacitar para tal.

Nas propriedades da família

Paschoal, em Cruzmaltina

(Centro-Norte do Paraná), os irmãos

Daniel e Dorival já preparam

os filhos para administrar as

terras. Daniel não pensa somente

na propriedade, mas no futuro

dos dois filhos, Maria Caroline e

Lucas Paschoal.

Daniel Paschoal acredita

que a agricultura é um bom

negócio, e está ensinando aos

filhos tudo que aprendeu. “Após

todos esses anos trabalhando

na roça, é necessário encontrar

alguém para dar continuidade.

Vejo que eles estão gostando, se

interessando e aprendendo as

atividades no campo. Além disso,

eles têm mais facilidade com

tecnologia”, acrescenta o cooperado.

Lucas, o filho mais novo,

participou em 2020 do curso

Jovens Líderes Cooperativistas,

promovido pela Coamo. “Gostei

bastante de participar, principalmente

da parte de planejamento.

Tudo que se faz de maneira

planejada tem mais chance de

dar certo. O curso foi nota dez,

aprendi bastante, e tem ajudado

muito no processo de sucessão.

Daniel Paschoal com os filhos Maria Caroline e Lucas

Além disso, quero ser igual ao

meu pai e dar continuidade no

trabalho dele, junto com minha

irmã.”

A primogênita, Maria Caroline,

resolveu se especializar

na área e cursou a faculdade de

Engenharia Agrícola. Seguindo o

exemplo do irmão, iniciou o curso

de Jovens Líderes nesse ano e

tem uma grande expectativa. Ela,

que já auxilia na parte administrativa

da propriedade, quer ajudar

cada vez mais o pai na lavoura.

“O curso ajuda muito a planejar

a safra, ver custos, onde estamos

tendo lucro ou prejuízo, além

da parte de gestão de pessoas.

A expectativa é melhorar ainda

mais o que eu já sei, e colocar

tudo em prática”, explica a jovem,

Abril/2021 REVISTA 33


SUCESSÃO

COAMO REALIZA ANUALMENTE O CURSO DE FORMAÇÃO DE JOVENS LÍDERES

COOPERATIVISTAS, CONTRIBUINDO PARA O PROCESSO DE SUCESSÃO NO CAMPO

que ouve os ensinamentos do

pai e quer continuar cuidando da

administração da propriedade.

Para Daniel, é uma satisfação

ver o interesse dos filhos

em fazer o que o ele faz, porque

enxerga uma oportunidade na

área agrícola, e tem espaço para

os dois trabalharem, até mais do

que na cidade. Segundo ele, há

uma falta de pessoas capacitadas

para trabalhar na agricultura,

e vê o curso Jovens Líderes Cooperativistas

como um incentivo

aos jovens para sucessão.

Dorival e Silvano Garcia

Paschoal, pai e filho, são parceiros

na lavoura. Dorival, junto com

o irmão Daniel, cultiva por anos

a lavoura que era do pai. Dorival

sempre incentivou o trabalho no

campo e assim, Silvano aprendeu

a gostar e participar no dia a dia

da propriedade. “É um orgulho

ter um filho que se interessa pela

agricultura. Ele está desde criança

Dorival Paschoal com o filho Silvano

Lucas participou no ano passado do curso de Formação de Jovens Líderes

Cooperativas da Coamo e a irmã, Maria Caroline, está participando da turma 2021

ao meu lado, na lavoura. É o responsável

pelo maquinário e estou

passando a parte de insumos

para ele. Conversamos a respeito

de tudo, para tomarmos decisões

juntos. Fico contente que meus

filhos se interessem pela agricultura

e darão continuidade ao meu

trabalho”, conta o agricultor.

Silvano foi inserido no

campo desde criança e está dando

continuidade ao trabalho.

“Desde pequeno gosto de lidar

com a agricultura, é uma satisfação

continuar o que meu pai vem

me ensinando”, aponta Silvano.

Ele conta que trabalham em parceria

com a Coamo e fazem parte

do quadro de cooperados desde

antes da cooperativa chegar à

Cruzmaltina, mudando a vida da

família em questão de produção

e tecnologia.

Para o engenheiro agrônomo,

Rodrigo Santos Feijó de

Góes, de Cruzmaltina (Centro-

-Norte do Paraná), a sucessão de

maneira correta implica em bons

resultados na lavoura. “A sucessão

introduz uma mentalidade

nova no sistema. Os filhos têm

acesso facilitado à tecnologia, o

que resulta em novos patamares

de eficiência e produtividade. A

sucessão está sendo muito bem-

-feita nessa família”, afirma o engenheiro

agrônomo.

34 REVISTA

Abril/2021


EXPORTAÇÃO

Coamo participa de novo

embarque recorde em Paranaguá

O

Brasil bateu o recorde com o maior

embarque de farelo de soja em um

único navio de sua história. A embarcação

graneleira panamenha Pacific Myra foi

carregada no Porto de Paranaguá (PR) e tem

capacidade para carregar até 180 mil toneladas

de granéis sólidos. A carga saiu por correias

transportadoras de quatro terminais diferentes

que compõem o Corredor de Exportação para

os porões do navio. Pelo terminal da Coamo foi

carregado o maior volume, 37.327 toneladas.

O navio tem 292 metros de comprimento

(loa) e 45 metros de largura (boca). A

embarcação levou para a Holanda 108.577 toneladas

do produto. Ele atracou em 10 de abril,

por volta das 17 horas e zarpou no dia 14.

O diretor-presidente da Portos do Paraná,

Luiz Fernando Garcia, lembra a evolução

que vem desde o ano passado. Em junho de

2020 foram carregadas 102,2 mil toneladas em

um único navio, o Pacific South. Um mês depois,

em julho, foram 104,2 mil toneladas embarcadas

no E.R Bayonne. “Agora estamos embarcando

mais de 108,5 mil. Todos no mesmo berço.

Estamos nos superando a cada novo grande

embarque, e conseguindo carregar cada vez

mais, com segurança e eficiência”, afirmou.

Ainda segundo Teixeira, os custos envolvidos

nessas operações são relativamente

menores na comparação com navios de médio

porte. “Estamos carregando praticamente o dobro

de carga em um único navio”, completou.

Ele destacou, ainda, que a operação envolveu

um planejamento diferenciado da Portos

do Paranaguá. São necessárias manobras como

a puxada e o giro do navio, para que todos os

porões sejam carregados com segurança.

Fonte: Governo do Paraná

Pelo terminal Coamo, em Paranaguá, foram

carregados 37.327 toneladas de farelo de soja

Abril/2021 REVISTA 35


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36 REVISTA

Abril/2021


MANUTENÇÃO EM DIA

Cooperados Francisco e Igor Schreiner, pai e filho de Campo Mourão (PR), sabem da importância de manter as máquinas agrícolas bem cuidadas

Máquinas bem cuidadas,

eficiência garantida no campo

Manutenção periódica garante agilidade

na hora do trabalho e valorização na revenda

A

manutenção do maquinário

agrícola é tão importante

quanto manejar

corretamente as lavouras na busca

por altas produtividades. De

nada adianta investir em insumos

de qualidade e fazer um bom trabalho

no manejo das áreas, se

não tiver capricho, também, com

as máquinas e implementos, res-

ponsáveis por boa parte do custo

de infraestrutura da atividade

agrícola.

O período que separa

uma safra da outra, conhecido

como janela ou entressafra, é a

época recomendada para a execução

desta manutenção, que

ajuda a prolongar a vida útil das

máquinas e equipamentos.

Com o passar dos anos,

a tecnologia ganhou força e invadiu

o campo, trouxe conforto,

mais eficiência e agilidade no

desenvolvimento do trabalho,

que muitas vezes precisa ser realizado

num curto período, com

intervalos menores do que no

passado. Por isso, a manutenção

preventiva é fundamental para

Abril/2021 REVISTA 37


MANUTENÇÃO EM DIA

PERÍODO QUE SEPARA UMA SAFRA DA OUTRA É A ÉPOCA IDEAL PARA A

MANUTENÇÃO, PROLONGANDO A VIDA ÚTIL DAS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

garantir o bom funcionamento

do equipamento e prolongar a

vida útil, evitando quebras inesperadas

durante as operações e

desgastes prematuros, além de

manter o valor médio do equipamento

na hora da revenda.

Lições levadas a sério

Na fazenda São Domingos,

localizada na BR 158, estrada

velha para Roncador, em Campo

Mourão (Centro-Oeste do Paraná)

essas lições são levadas à sério

pela família Schreiner, capitaneada

pelo cooperado Francisco,

que tem como braço direito o

filho Igor, cuja função é conduzir

a atividade que está sendo repassada

de pai para filho. Entre as atividades

desempenhadas na propriedade,

está a manutenção das

máquinas e implementos. “Hoje,

em dia temos máquinas com valores

elevados e é sempre necessário

fazer uma boa manutenção,

para no momento de utilizar não

ter surpresa, com quebras repentinas”,

explica Igor. Ele diz que é

prática comum na fazenda a realização

de manutenção periódica,

onde se observa inúmeros itens,

desde uma simples troca de óleo

e filtros, até a substituição de peças

e acessórios avariados durante

o trabalho. “Logo após o uso

costumamos lavar e fazer uma

análise de itens que precisam ser

substituídos, deixando tudo pronto

para a próxima utilização. O

objetivo é evitar quebras durante

o trabalho, naquele momento

que precisamos de agilidade na

lavoura, seja no plantio, tratos

Engenheiro agrônomo José Petruisse Ferreira

Junior, da Coamo em Campo Mourão, diz

que o mesmo cuidado com os veículos de

passeio deve ser com o maquinário

38 REVISTA

Abril/2021


culturais ou colheita”, esclarece o

cooperado lembrando que o fornecimento

de peças na cooperativa

é um importante benefício.

Custo-Benefício

Na opinião do cooperado

o valor da manutenção é baixo

na comparação com o custo

de um equipamento moderno,

como os comercializados atualmente.

Por isso, investir na manutenção

é preservar um bem, com

valor agregado. “Além disso, é a

melhor forma de garantir o bom

funcionamento e, melhor do que

isso, assegurar que a produção

tenha resultados positivos, sem

prejuízos por este motivo”, acrescenta

informando que outra forma

de proteger o investimento é

a contratação de seguro. “É um

bem muito valioso de alto capital

e, por isso, fazemos o seguro

de todos os maquinários. A Via

Sollus e Credicoamo são nossos

parceiros nessa operação, garantindo

mais tranquilidade”, afirma.

Eficiência, economia e

rendimento operacional

O engenheiro agrônomo,

José Petruisse Ferreira Junior,

da Coamo em Campo Mourão,

diz que o mesmo cuidado

com os veículos de passeio deve

ser com o maquinário. “É de extrema

importância a manutenção

e a revisão das máquinas,

assim como fazemos com nossos

veículos. É a forma de manter

o correto funcionamento,

que impacta diretamente na eficiência,

economia e rendimento

operacional no campo”, alerta.

Conforme o agrônomo, é

preciso entender que as máquinas

ficam cerca de 70% do tempo paradas

no barracão, durante o ano.

Contudo, durante as operações

de preparo do solo, semeadura,

pulverização e colheita, são utilizadas

intensamente. “Quem deseja

ter sua máquina funcionando com

uma boa eficiência e economia,

deve realizar manutenção e revisão

periódicas”, sugere.

DICAS DE MANUTENÇÃO E CUIDADOS:

1 Não está ligado diretamente ao processo,

mas é de extrema importância a

contratação de seguro.

2 Treinar e capacitar os operadores.

3 Fazer manutenção preventiva e a

gestão dos custos de manutenção

4 Conferir a máquina antes de iniciar

cada operação

5 Ter atenção especial quanto aos

prazos das revisões, sempre utilizando

peças indicadas pelo fabricante e muito

cuidado para não perder a garantia.

6 Usar a tecnologia embarcada facilita

muito a gestão no campo, exemplo

disso é a utilização de sistemas de monitoramento

e gerenciamento com a

emissão de relatórios.

7 Conhecer a máquina e o equipamento

é muito importante para saber

sobre tudo que ela pode oferecer.

8 Guardar as máquinas e equipamentos

em local coberto e seco, livre de animais,

pó e sujeira

9 Na dúvida procure um profissional.

A Coamo disponibiliza em suas unidades

uma equipe de profissionais preparados,

treinados e capacitados.

10 Monitore a eficiência dos equipamentos

como pressão, nível de fluídos,

sistemas elétricos e transmissão.

Valor da manutenção é relativamente baixo na comparação com o custo de um equipamento moderno

Abril/2021 REVISTA 39


CREDICOAMO

É hora de financiar

o custeio e o seguro

agrícola para safras

de trigo e soja

Os associados da Credicoamo

já se planejaram visando a implantação

em 2021 das lavouras

de trigo e soja, com a reserva de insumos

junto à Coamo com excelentes

condições e, agora, estão buscando o

financiamento de recursos para o custeio

e seguro agrícola das lavouras de

trigo e soja.

Para atender as necessidades

dos seus associados, a Credicoamo

iniciou neste mês os financiamentos

de custeio visando a implantação das

novas safras. “Trata-se de um importante

benefício que a Credicoamo coloca

à disposição dos seus associados, seguindo

a sua missão de agregar renda

por meio de soluções sustentáveis”,

afirma Dilmar Antonio Peri, diretor de

Negócios da Credicoamo.

Segundo Dilmar Peri, os associados

estão procurando as agências

da cooperativa para iniciar o processo

de contratação de custeio para trigo e

soja. “O objetivo da Credicoamo é oferecer

uma assistência financeira para

fomentar a produção dos associados.

Eles contam com a agilidade e segurança

da sua cooperativa por meio de

diversos benefícios, que vem ao encontro

das suas necessidades”, explica.

Ele afirma que é importante a contratação

dos financiamentos o quanto

antes, para programar a liberação dos

40 REVISTA Abril/2021


volumes de recursos necessários.

Seguro Agrícola

Para a safra 2021/2021, os associados

da Credicoamo e da Coamo

terão duas opções para garantir suas

lavouras contra adversidades climáticas

e outros sinistros. Uma delas é o Proagro

– Programa de Garantia da Atividade

Agropecuária, que é um velho conhecido

dos cooperados. Nesta safra, o

Proagro beneficiará os produtores com

limite máximo de R$ 300.000,00 mil por

CPF.

A outra opção é o seguro agrícola,

que vem registrando um crescimento

expressivo nos últimos anos, motivado

pela facilidade de sua contratação, melhoria

nos índices de cobertura e redução

nos prêmios pagos. Além do incentivo

praticado pelo governo federal, que

será responsável por 20% para a soja,

25% para o milho verão e 40% para o

trigo, do subsídio sobre o valor do prêmio

do seguro contratado para a safra

2021/22. Para o trigo, também existe a

possibilidade de subvenção estadual no

valor de até R$ 4,4 mil por CPF.

Seguro, insumo fundamental

O presidente Executivo da Credicoamo,

Alcir José Goldoni reforça a

necessidade da proteção das lavouras

por meio da contratação de seguro agrícola.

“A adesão vem sendo incrementada

principalmente nos últimos anos,

haja vista que a atividade da agricultura

é uma verdadeira indústria a céu aberto,

por isso o reflexo da mudança na forma

de pensar e agir dos associados, que estão

mais conscientes da necessidade do

seguro, um insumo indispensável para o

sucesso das safras dos associados”, afirma

Goldoni.

Abril/2021 REVISTA

41


SEGURO

Via Sollus completa 13 anos em ritmo de

crescimento e com qualidade nos serviços

Atuação busca melhores coberturas, preço e atendimento aos segurados

Via Sollus atende cooperados, funcionários da Coamo e Credicoamo e comunidade em geral

No dia 05 de maio de 2008

foi criada a Via Sollus Corretora

de Seguros. Desde

então, foi facilitada a vida de milhares

de pessoas entre cooperados

da Coamo, funcionários da

cooperativa e comunidade, nas

contratações de seguros e com a

agilidade necessária em caso de

regulação e sinistros.

A corretora faz parte do

grupo Coamo e desde a fundação

vem oferecendo aos segurados,

soluções em seguros

visando a proteção necessária

com tranquilidade e segurança,

sempre em parceria com as cooperativas

Coamo e Credicoamo.

“A Via Sollus abrange todos

os ramos de seguros e atende

todas as pessoas, sejam físicas

ou jurídicas, independente

do vínculo com a Coamo ou Credicoamo.

Por isso, é que ela está

aberta à comunidade e todos

podem usufruir dos serviços que

oferecemos”, afirma Jair Alberto

Schommer, novo gerente da Via

Sollus Corretora de Seguros.

O presidente do Conselho

de Administração da Coamo

e Credicoamo, José Aroldo

Gallassini, avalia como positiva a

atuação da Via Sollus nesses 13

anos. “Os resultados da Via Sollus

vêm crescendo a cada ano e o

caminho é evoluir cada vez mais.

A corretora foi criada seguindo

a filosofia e trabalho da Coamo,

sendo uma empresa voltada

para atender os segurados com

qualidade e eficiência. É isso que

estamos constatando, pois nas

suas operações existe o reconhecimento,

o respeito e a confiança

dos clientes segurados.”

Segundo Gallassini, contratar

um seguro é um processo

cultural e necessário. “É preciso

pensar que devemos fazer seguro

como uma medida de proteção

contra os eventuais imprevistos

e desta maneira, a gente faz

seguro como investimento para

não usar.”

Atendimento

O atendimento para

adesão ou renovação de seguros

na Via Sollus pode ser feito

nos entrepostos da Coamo ou

nas agências da Credicoamo localizadas

nos Estados do Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso do

Sul. E, também, diretamente pelo

site da corretora no www.viasollus.com.br

ou pelo fone (44)

3599-8585.

“O trabalho de contratação

de seguros nas agências da

Credicoamo é promovido de for-

42 REVISTA

Abril/2021


Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo, Jair Alberto Schommer, gerente da Via Sollus, José Aroldo Gallassini,

presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo, Alcir José Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo

ma segura, tranquila e com seriedade,

por uma equipe especializada,

com o objetivo de atender

às necessidades dos nossos

segurados. Nosso foco está na

busca constante pela qualidade

na intermediação e contratação

dos seguros, a continuidade das

atividades visando a proteção do

patrimônio e da vida dos segurados”,

explica Alcir José Goldoni,

presidente Executivo da Credicoamo.

Nova estrutura administrativa

MODALIDADES DE SEGUROS

OFERECIDOS PELA VIA SOLLUS

Vida

Residência

Vida

Empresa

Propriedade Rural

Agrícola

Máquinas e Implementos

Prestamista

Condomínio

NOVA ESTRUTURA DA VIA SOLLUS: Márcio Mesquita Moitinho, departamento Comercial, Jair Alberto

Schommer, gerente, e Aurélio Luiz Wailand, departamento Administrativo-Financeiro

Entrou em funcionamento

recentemente a nova estrutura

da Via Sollus com o objetivo

de dar continuidade ao trabalho

apresentado pela corretora.

Com base no planejamento

estratégico e readequações

programadas, a nova estrutura

da Via Sollus tem uma

gerência e dois departamentos

para atendimento às necessidades

dos segurados. O novo gerente

da corretora é Jair Alberto

Schommer, com experiência em

seguros e gestão de cooperativas.

O departamento Administrativo-Financeiro

é chefiado por Aurélio

Luiz Wailand com trabalhos

nos processos de indenização e

controles administrativos. A frente

do departamento Comercial está

Márcio Mesquita Moitinho e entre

suas atribuições está a prospecção

de seguros, com áreas focadas

nos seguros dos associados

e funcionários, e com a comercialização

de seguros com terceiros

(comunidade).

Abril/2021 REVISTA 43


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Com seguros, cooperados protegem seu patrimônio

“Sou segurado na Via

Sollus desde 2010. Desde quando

fiz minha adesão com vários

tipos de seguro, estou tranquilo

com mais segurança e confiança”,

diz Ricardo Augusto Romagnoli,

cooperado da Coamo e da

Credicoamo em Boa Esperança

(Centro-Oeste do Paraná). Além

do seguro agrícola, ele tem segurado

seus equipamentos agrícolas,

além dos seguros residencial

e de vida.

“É muito bom ter seguro,

sempre ouvi o Dr. Aroldo dizer

que a gente tem que fazer

seguro para não usar e ele tem

razão, pois é isso que queremos,

pagar e não usar”, conta

o produtor. Ele é associado da

Coamo e da Credicoamo desde

1999. Foi admitido em Campo

Mourão, mas pouco tempo depois,

em 2001 transferiu sua

movimentação para a unidade

de Boa Esperança.

O cooperado planta 62

alqueires e desde 2011 assumiu

as atividades da família na propriedade.

“O Ricardo sempre

aplicou as melhores tecnologias

em suas lavouras e faz questão

de contratar seguros para ter

tranquilidade e proteção do seu

patrimônio e da sua família”, afirma

Paulo Henrique Santiago, gerente

da agência da Credicoamo

em Boa Esperança.

O cooperado Tomonori

Kato, integrante do quadro social

da Coamo, desde 2004, e

da Credicoamo desde 2012, em

Ricardo Romagnoli, de Boa Esperança (PR), tem seguros agrícola, de implementos, residencial e de vida na Via Sollus

Goioerê (Centro-Oeste do Paraná)

sabe muito bem da necessidade

de uso de seguro. Ele e sua

família renovam constantemente

os seguros com a Via Sollus em

vários ramos, como os de veículos,

residencial, empresarial, seguro

agrícola e de equipamentos

utilizados no plantio e colheita.

“É bom pagar seguro e não usar,

mas quando aconteceram imprevistos,

contei com o apoio da Via

Sollus para o acionamento do

seguro e fui muito bem atendido

pela equipe da Credicoamo e Via

Sollus, aqui em Goioerê”, relata

seu Tomonori acrescentando: “O

atendimento é muito bom. Confio

nas equipes da Credicoamo

e Via Sollus, que trabalham para

que tenhamos segurança e o

nosso patrimônio protegido.”

Cooperado Tomonori Kato, de Goioerê (PR), renova constantemente seus seguros com a Via Sollus em várias modalidades

Abril/2021 REVISTA 45


EVENTO VIRTUAL

MERCADO AGRÍCOLA EM PAUTA

Evento virtual foi realizado pelo canal da Coamo no YouTube e contou

com a presença do professor e doutor, Alexandre de Mendonça Barros

A

Coamo em parceria com o

Serviço Nacional de Aprendizagem

do Cooperativismo

– Sescoop, realizou no dia 08

de abril, a palestra “Perspectivas

dos Mercados Agrícolas”, com o

professor e doutor, Alexandre de

Mendonça Barros, com mais de

30 anos de experiência na área. O

evento virtual foi transmitido pelo

canal da cooperativa no YouTube,

com mediação do presidente Executivo

da Coamo, Airton Galinari.

Alexandre Barros destaca

que o mercado agrícola está em

pauta nos principais veículos de

comunicação do mundo. “O foco

está nesse boom de commodities,

nos mercados de soja, milho, trigo.

Virou um assunto internacional. Em

primeiro lugar porque como a vacinação

está rápida, o mundo voltará

a crescer e já há sinais de um aquecimento

significativo na China, hoje

o maior importador de alimentos.

Além disso, Joe Biden, presidente

dos Estados Unidos, vem anunciando

uma série de estímulos para a

retomada do crescimento econômico,

que não se tem notícias há

muitos anos, na maior economia

do mundo.”

Consumo de alimentos

Segundo o palestrante,

Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo, e Alexandre de Mendonça Barros abordaram o mercado agrícola

há um movimento de impulso que

extrapola os mercados agrícolas e

cria uma dinâmica favorável para

o consumo de alimentos. “Os Estados

Unidos aprovaram um programa

de gastos públicos de um

trilhão e novecentos bilhões de

dólares, para os próximos quatro

anos. Ao mesmo tempo, há uma

motivação para aumentar os biocombustíveis

e biodiesel. Já estamos

vendo refinarias de diesel nos

Estados Unidos se convertendo

para biodiesel, o que gera uma

demanda de óleos mais forte nos

próximos anos.”

Barros ainda comenta o

momento que o mundo vive. “Sem

nenhum exagero, os preços em dólar

dos produtos agrícolas subiram

agressivamente nos últimos seis

meses. O real poderia se fortalecer,

porque o Brasil é um forte exportador

de produtos agrícolas, metal,

petróleo. Isso gera uma entrada de

dólar muito forte. Entretanto, isso

não está acontecendo, por uma

série de situações relacionadas

à programas de gastos públicos

brasileiro que têm mantido o real

fraco em relação ao dólar. Então,

os preços sobem em dólar e vão

crescendo em reais para níveis que

nunca assistimos.”

Conselho

Alexandre Barros deixa

um conselho aos cooperados da

Coamo. “É preciso que se tenha

46 REVISTA

Abril/2021


um certo conservadorismo, mas

também aproveite o momento.

Vamos ver uma elevação nos custos

de produção. Não tem como

ser diferente, pois os preços em

dólar de todos os insumos estão

subindo, este é o ciclo mundial.

Por isso, sigo uma estratégia que

sempre defendi, que a compra

de insumos deve ser travada, protegida.

O custo pode subir, mas

estamos diante de preços excepcionais,

onde temos que fazer

esse posicionamento de proteção

e aproveitando esses preços elevadíssimos

que estamos vendo.

O mercado é muito firme, tem potencial

de alta, mas não é normal

o real ficar à 5,60, com soja de 14

dólares. A tendência seria o real se

fortalecer, mas não acredito nisso

a curto prazo. É preciso ir cobrindo

os custos de produção, aproveitando

esses preços excepcionais,

e entendo que teremos um horizonte

muito positivo pelo comportamento

da demanda mundial,

pelos baixos estoques.”

Recomendação

Ele diz para os cooperados

seguirem a estratégia recomendada

pela cooperativa. “Mantenham

o que a Coamo sempre

preconizou, investimento em alta

tecnologia, visando o aumento

de produtividade e, também, de

ter muito cuidado e pé no chão.

Precisamos manter o equilíbrio e

aproveitar esse bom momento. Eu

particularmente, recomendo que

se faça médias e trave custos.”

Conhecimento e informação

da Coamo está em cumprir a missão

de gerar renda de forma sustentável,

ao quadro social. “Somos

uma cooperativa e temos em nosso

DNA, um caráter social muito forte,

diferente de outras empresas que

são puramente comerciais. Temos

a missão de levar desenvolvimento,

isso é muito mais abrangente que

só relações comerciais. Por isso, temos

o programa “+ Gestão”, que

tem a função de levar conhecimento

e informação ao quadro social.

Ajudando-o a profissionalizar mais

a sua propriedade e conduzi-la de

forma empresarial.”

Disponível no YouTube

O assessor de Cooperativismo,

José Ricardo Romani, que

coordena o programa “Coamo +

Gestão”, sugere a quem não assistiu

a palestra que acesse o canal

da cooperativa. “É fundamental

se manter atualizado sobre o mercado

agrícola. O cooperado que

estuda e busca informação está

sempre na frente. Essa palestra

trouxe conteúdo de qualidade”,

recomenda.

Para assistir a palestra

Perspectivas dos

Mercados Agrícolas,

aponte o leitor de QR

Code do seu celular

na imagem ao lado.

Para o presidente Executivo

da Coamo, Airton Galinari o foco

Abril/2021 REVISTA 47


Blog da RPC traz entrevista com

presidente Executivo da Coamo

Das boutiques às grandes cooperativas, cafeicultores de todo o Estado têm

otimismo com o futuro do setor e diversificação do tipo de consumidor de café

A

história da produção mundial

de café se confunde à

do Brasil. Desde o século

XVIII, quando as primeiras mudas

foram plantadas por aqui, o

país se tornou sinônimo de qualidade

no setor e teve, por anos,

a cafeicultura como carro-chefe

da economia. Em 14 de abril, Dia

Mundial do Café, os cafeicultores

paranaenses tiveram motivos de

sobra para comemorar, mesmo

em momento adverso.

Em 2020, o consumo de

café em território nacional cresceu

1,34%, chegando 21,2 milhões

de sacas de 60 quilos, de

acordo com dados da Associação

Brasileira da Indústria de Café

(Abic). O número é o 2º maior da

série histórica, iniciada em 2011,

e é representativo diante da crise

da Covid-19, que afetou praticamente

todos os setores.

No Paraná, o caminho foi

semelhante: segundo o Departamento

de Economia Rural (Deral),

a safra de 2020 foi de 943 mil

sacas de 60 quilos, cerca de 1%

maior que o ano anterior.

48 REVISTA

Abril/2021


DIA DO CAFÉ

Coamo conta categorias de cafés: Tradicional, Extra Forte e Premium

Airton Galinari, presidente executivo da Coamo

Coamo prevê crescimento de 15%

para 2021 com ações direcionadas

Consumidor mais exigente mantém

cooperativa atenta ao setor premium

A Coamo Agroindustrial Cooperativa, uma

das maiores e mais respeitadas do Paraná, também

prevê números positivos para o ano. De acordo com

Airton Galinari, presidente executivo da Coamo, o

crescimento físico na cafeicultura deve ser de 15%.

“Faremos isso por meio do incremento de

vendas nos clientes atuais com ações direcionadas,

visando conquistar ainda mais a preferência do consumidor

final, aliado ao desenvolvimento de novos

mercados como a exportação”, aponta Galinari.

Assim como apontado pelas pesquisas do setor,

Galinari avalia que o setor sofreu, sim, com a pandemia.

Por outro lado, o home office e o fato das pessoas

passarem mais tempo em casa aumentou o consumo

doméstico, que responde pela maior fatia do mercado.

Esse acontecimento, aponta o diretor executivo, exige

das indústrias mais atenção e estratégias dentro dos

pontos de vendas dos Supermercados e Cash.

“Com o comprometimento das ações de

degustação e abordagem face à pandemia, buscamos

novas alternativas por meio de ações via clube

de compras dos varejistas e intensificação de ações

em redes sociais com influencers digitais”, detalha

Galinari.

A Coamo trabalha de olho, também,

na parcela de público interessada

em um café premium. Atualmente,

o carro-chefe da cooperativa é o Café

Coamo Tradicional, mas outro que cresce

muito em vendas é o café Coamo

Premium, disponível na versão vácuo

500g e, também, em grão em pacotes

valvulados de 1kg.

“Os consumidores estão cada

vez mais exigentes buscando padrão e

qualidade, pagando mais por produtos

e marcas que garantem estas entregas

e trabalhamos exatamente com esta categoria

de produtos, que nos dá a segurança

e a certeza de crescimento no

mercado”, diz Galinari. “O crescimento

de consumo de cafés especiais praticamente

triplicou nos últimos anos e, com

previsão de dobrar nos próximos quatro

anos, ganha ano após ano maior importância

dentro do mercado total”.

Fonte: Negócios RPC

Abril/2021 REVISTA 49


COOPERATIVISMO

OCEPAR 50 ANOS!

A Organização das Cooperativas do Paraná completa cinco décadas de

atividades revisitando o passado de lutas e homenageando seus fundadores,

mas com o foco direcionado para os desafios do futuro

“ Sabíamos que estávamos

começando a organizar

o movimento cooperativista

com direcionamento e seriedade.

Mas, de forma alguma

imaginávamos o alcance que o

cooperativismo teria entre os paranaenses”,

diz Guntolf van Kaick,

o primeiro presidente da Ocepar.

Em 1971, de acordo com

dados do Incra (Instituto Nacional

de Colonização e Reforma Agrária),

havia no Paraná cerca de 56

mil cooperados, a maioria associado

a cooperativas do ramo

agropecuário e de consumo. Passados

50 anos, a Ocepar tem sob

sua abrangência um dos sistemas

econômicos e sociais mais pujantes

do país. Atualmente, a entidade

tem 217 cooperativas filiadas,

em sete ramos, que congregam

Takeki Nishiyama, Wilson Thiesen, Guntolf van Kaick e Yoneju Tsunoda em foto do dia da constituição da Ocepar

2,48 milhões de cooperados e

geram 117,9 mil empregos diretos.

O setor obteve, em 2020, um

faturamento de R$ 115,7 bilhões,

com sobras do exercício de R$

5,9 bilhões, e um total exportado,

1971

1972

- No dia 2 de abril, durante o 3º Encontro de Dirigentes Cooperativistas, no auditório

da cooperativa Agro-mate, na Avenida Marechal Floriano 1.368, em Curitiba, é

fundada a Ocepar (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná

- Em 3 de abril, dia seguinte à fundação da Ocepar, é constituída a Assocep

(Associação de Orientação de Cooperativas do Estado do Paraná), com o objetivo de

prestar serviços na gestão, informação, administração e auditoria do sistema

- Em 17 de dezembro, Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Ocepar aprova a

constituição do Fundo Cooperativo de Garantia contra o Granizo e do Fundo de

Desenvolvimento de Pesquisa do Trigo (Fundespe)

- Em junho começa a circular a primeira edição do Jornal Paraná Cooperativo, órgão

ofi cial de comunicação do sistema cooperativista, transformado em 2004 na Revista

Paraná Cooperativo

- Criado o Departamento de Pesquisa da Ocepar. Por meio do Fundespe, os recursos

para pesquisa do trigo recolhidos pela Ctrin (Comissão de Comercialização do Trigo

Nacional) passam a ser administrados pela Ocepar

50 REVISTA

Abril/2021


Sede do Sistema Ocepar, em Curitiba (PR), a Casa do Cooperativismo Paranaense

para mais de 100 países, de US$

4,44 bilhões. Mas, números e estatísticas,

embora demonstrem

o crescimento do movimento

cooperativista no Estado, não revelam

as histórias de vida e superação

que o cooperativismo, sob

a representação, o guarda-chuva

da Ocepar, ajudou a construir nas

últimas cinco décadas. Quando

apoia uma demanda de cooperados

e cooperativas, amplia e estimula

o desenvolvimento econômico

e social, é nessas ações que

a filosofia cooperativista se revela

em sua essência.

Fundação - A Ocepar foi

fundada tendo como missão representar

e defender os interesses

do sistema cooperativista paranaense

perante as autoridades

constituídas e a sociedade, bem

como prestar serviços adequados

ao pleno desenvolvimento

das cooperativas e de seus integrantes.

Desde 1997, passou

também a exercer funções de

sindicato patronal das cooperativas

paranaenses. Hoje, além

da Ocepar, o Sistema é integrado

pelo Sescoop/PR (Serviços

Nacional de Aprendizagem do

Cooperativismo) e a Fecoopar

(Federação das Cooperativas do

Paraná).

Funções - “A Ocepar tem

duas grandes funções. A primeira

é a função de organizar. O que

significa organizar? Somar forças,

articular, estruturar de fato o

mercado, e planejar. A Ocepar é

a Organização das Cooperativas

do Paraná, e organizar é o nosso

trabalho mais importante”, afirma

o presidente da entidade, José

Roberto Ricken. “Na sequência

vem a defesa dos interesses das

cooperativas, o que também é

fundamental. É a articulação com

os poderes legislativo e executivo,

o trabalho sindical a ação

conjunta com outras entidades

representativas”, ressalta.

Para o líder cooperativista

João Paulo Koslovski, que presidiu

a Ocepar de 1996 a 2016, o apoio

dos dirigentes e colaboradores das

1982

- Consórcio de cooperativas adquire a Indústria Kamby, que atuava no setor lácteo, com

sede em Londrina e postos de recebimento de leite em diversos municípios do estado. A

aquisição marca o início do processo de agroindustrialização das cooperativas do Paraná

- Constituído o Comitê PróConstituição das Cooperativas de Crédito que visava organizar

e estimular a expansão do ramo crédito. O Comitê funcionava na sede da Ocepar, com

apoio técnico e fi nanceiro da entidade

- Em 2 de julho é inaugurado o Centro de Pesquisa Eloy Gomes, da Ocepar, em Cascavel,

em solenidade que contou com a presença do Ministro da Agricultura, Ângelo Amaury

Stábile e do governador do Paraná, Hosken de Novaes

1988

- A nova Constituição do

Brasil acaba com a tutela

estatal no cooperativismo,

vedando a interferência

governamental no

funcionamento das

cooperativas

1996

- Aprovado o Plano Paraná Cooperativo 2000,

um planejamento estratégico baseado em

estudos aprofundados e com um cronograma

de metas e ações necessárias para efetivá-las

- Lançada oficialmente a Frencoop (Frente

Parlamentar do Cooperativismo), com

200 integrantes entre deputados federais

e senadores para atuar na defesa dos

interesses do sistema cooperativista

Abril/2021 REVISTA 51


COOPERATIVISMO

OCEPAR FOI FUNDADA COM A MISSÃO DE REPRESENTAR E DEFENDER OS INTERESSES

DO SISTEMA COOPERATIVISTA PARANAENSE PERANTE AS AUTORIDADES CONSTITUÍDAS

cooperativas foi essencial para o

desenvolvimento do sistema. O ex-

-dirigente cita que a centralização

da discussão dos problemas das

cooperativas na Ocepar dá credibilidade

à organização para obter

êxito nas suas principais reivindicações.

“A aglutinação dos interesses

das filiadas permite a realização de

um trabalho construtivo e estratégico”,

enfatiza. "A credibilidade

conquistada pela Ocepar se deve

à continuidade das gestões dos diversos

presidentes. Houve seriedade,

competência, muita determinação

e algumas pessoas colocaram

até recursos próprios para viabilizar

o trabalho da entidade, o que demonstra

que o espírito cooperativista

sempre esteve acima de qualquer

interesse econômico", afirma.

Ramos - O Sistema Ocepar

representa cooperativas que

atuam em sete ramos – agropecuário,

consumo, crédito, infraestrutura,

saúde, trabalho e produção de

bens e serviços e transporte. “Em

muitos municípios do Paraná, as

cooperativas são as mais importantes

empresas econômicas, maiores

empregadoras e geradoras de receitas”,

ressalta Ricken.

José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar

Ocepar em números

Inauguração da sede Ocepar em 1975. Entidade passou a ter uma sede própria, no bairro Centro-Cívico, em

Curitiba. Evento marcou a abertura da Casa, com a presença do então governador do Paraná, Jaime Canet

Junior, do ministro da Agricultura à época, Alysson Paolinelli, além do presidente da Ocepar, Guntolf van Kaick

217 Cooperativas filiadas

7 Ramos econômicos

2,48 milhões de cooperados

117,9 mil empregos diretos

R$ 115,7 bilhões em

faturamento

R$ 5,9 bilhões em sobras do

exercício

US$ 4,44 bilhões em

exportações

Fonte: Ocepar/2020

1998

1999

2002

2006

- Depois de inúmeras reuniões e

negociações, o governo publica em

3 de setembro Medida Provisória

1.715, criando o Recoop (Programa

de Revitalização das Cooperativas de

Produção Agropecuária). O artigo 7º

da MP autoriza a criação do Sescoop

- Em 21 de setembro o Sescoop/ PR

(Serviço Nacional de Aprendizagem

do Cooperativismo) é implantado no

Paraná, dando início a um processo

de transformação sem precedentes

no setor

- Sugerido pela Ocepar e após dois

anos de negociação, o governo

lança o Prodecoop (Programa de

Desenvolvimento cooperativo para

Agregação de Valor à Produção

Agropecuária)

- A Fecoopar (Federação e Organização

das Cooperativas do Estado do

Paraná) obtém em 23 de maio, junto

ao Ministério do Trabalho e Emprego,

o registro sindical. O cooperativismo

paranaense passa a ter uma estrutura

sindical completa

52 REVISTA

Abril/2021


Atitude e união

A Ocepar nasceu em 2 de abril de 1971, “um dia

de sol em Curitiba”, lembra Guntolf van Kaick, que se tornou

o primeiro presidente eleito da entidade. “Não havia

nada, começamos da estaca zero”, recorda. A Organização

das Cooperativas do Paraná começou a ser gestada muito

antes da data de sua constituição. A criação da entidade foi

resultado do processo de reestruturação do setor, que começou

a ser discutido em 1967, por meio de fóruns de discussão,

alguns deles promovidos pelo Conselho de Coordenação

e Fomento do Cooperativismo no Paraná (Cofep).

Antes mesmo de sua fundação, os estatutos da Ocepar,

com os objetivos e atribuições da nova organização, já

estavam definidos de acordo com o contexto do cooperativismo

da época. A entidade nascia com o propósito de

representar e indicar soluções aos problemas ligados ao

desenvolvimento da estrutura organizacional e funcional

das cooperativas, além de promover a divulgação do sistema

cooperativista, fomentando a criação, racionalizada, de

sociedades cooperativistas nas suas várias modalidades e

categorias.

“A autogestão faz parte

do DNA da Ocepar, pois a entidade,

desde o primeiro momento

adotou como filosofia a necessidade

de ter essa estrutura

de revisão dos procedimentos

de gestão, não com o intuito de

fiscalizar os atos dos dirigentes,

mas sim servir como suporte,

apoio técnico e consultivo dos

gestores, que normalmente não

tinham formação acadêmica”,

ressalta van Kaick.

Guntolf van Kaick, primeiro

presidente da Ocepar

Parceria

cinquentenária

José Aroldo Gallassini,

presidente do Conselho

de Administração da

Coamo e Credicoamo

“A parceria entre a Coamo e a Ocepar já dura 50

anos, pois a Coamo foi fundada em 7 de novembro

de 1970 e a Ocepar em 2 de abril de 1971.

Fui a todas as reuniões, acompanhei a evolução

do trabalho, apresentei demandas e ajudei a

defender outras tantas para o bem da Coamo e

de todo o cooperativismo. Penso que uma das

principais forças da Ocepar reside em sua representação

política, no fato de tomar a frente e

defender os interesses do cooperativismo, com

seriedade, ética e muita competência. Fazer com

que o cooperativismo seja conhecido e reconhecido,

por sua importância econômica e social.

Destaco também o Sescoop/PR, que é uma conquista

do cooperativismo. A Ocepar participou

ativamente das discussões em torno da criação

de uma entidade do Sistema S para o cooperativismo.

E podemos afirmar, com segurança, que

o Sescoop/PR tem impulsionado o crescimento

das cooperativas, pois atua na profissionalização

do capital humano. Parabéns à Ocepar, ao seu

presidente, ex-presidentes, diretores, funcionários,

enfim, parabéns a todos que fizeram e ainda

fazem o dia a dia dessa grande organização, que

muito nos orgulha.”

2015

- Iniciado o trabalho

de formatação e

desenvolvimento do PRC

100, o planejamento

estratégico do

cooperativismo do Paraná

2016

- Em 1º de abril, depois

de cinco mandatos na

Presidência, João Paulo

Koslovski deixa o comando

da entidade. Em seu

lugar, referendado por

unanimidade durante

AGO, assume José Roberto

Ricken

2018

- Lançamento do Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense, no dia 23 de abril, em

evento no auditório do Sistema Ocepar

- A greve dos caminhoneiros, deflagrada em 21 de maio, paralisou o país por dez dias. A Ocepar e as

cooperativas filiadas uniram esforços para evitar o desabastecimento de alimentos. Em dois dias,

cerca de 1.800 caminhões de cooperativas seguiram para os principais mercados consumidores

do estado

- Ocepar lança um programa inovador de comunicação, o parana.coop+10, utilizando redes

sociais para o repasse de informações a seu público, visando ampliar o número de parlamentares

da Frencoop

Abril/2021 REVISTA 53


25 ANOS

Bodas de prata do Programa de Qualidade 5S

O

programa de qualidade

5S da Coamo foi implantado

há 25 anos. Desde

então, os funcionários da cooperativa

abraçaram a causa, que

além de implantar o programa

de gestão de qualidade desenvolvido

no Japão, promove diversas

ações em prol das comunidades

de toda a área de ação

da cooperativa, no Paraná, Santa

Catarina e Mato Grosso do Sul.

“O 5S promove práticas sustentáveis

por meio de hábitos e valores

culturais mais eficientes, que

geraram impactos nos ambientes

profissional, pessoal e social”,

afirma o gerente de Recursos Humanos

da Coamo, Antonio César

Marini.

O conceito de 5S possui

como base as cinco palavras japonesas

cujas iniciais formam o nome

do programa. Na língua portuguesa

foram traduzidas como “sensos”,

para não descaracterizar a nomenclatura

do programa. Mas, para ir

além dos cinco, a Coamo acrescentou

mais dois “Ésses”, o do social e

da sustentabilidade.

O presidente Executivo

da Coamo, Airton Galinari, reforça

a importância de todos que

fazem e fizeram parte desta trajetória.

“O Programa 5S na Coamo

é muito importante e se constitui

em ferramenta para promoção

de resultados de qualidade, produtividade,

segurança e de relações,

não apenas no contexto

organizacional, como também

em nossa vida pessoal e na so-

ciedade, quando aplicamos a

filosofia e as práticas do 5S fora

do ambiente da nossa empresa.

Reconhecemos e parabenizamos

a equipe de Facilitadores do 5S

– os atuais e todos àqueles que

participaram ao longo desses

25 anos, - que com muito empenho

e dedicação, coordenam

as ações do cronograma, orientando

e engajando nossos funcionários

na prática dos sensos”,

CONHEÇA OS 5S’s

1º S – SEIRI – senso de utilização: consiste em utilizar corretamente os recursos, tendo só o necessário e

na quantidade certa. Descartar corretamente o que não for mais útil.

2º S – SEITON – Senso de Ordenação: definir um lugar para cada coisa e manter cada coisa em seu lugar.

3º S – SEISO – Senso de Limpeza: manter os ambientes limpos, eliminando as fontes de sujeira. Aplicado

também no contexto das relações pessoais, eliminando os sentimentos, hábitos e atitudes que

possam impactar negativamente em nossos relacionamentos dentro e fora da empresa.

4º S – SEIKETSU - Senso de Saúde e Segurança: padronizar processos, identificar e eliminar riscos de

modo a reduzir acidentes e promover melhores condições de saúde e segurança para todos.

5º S – SHITSUKE – Senso de Autodisciplina: fazer da prática do 5S um hábito, para manter os ambientes

e relações estáveis, em busca da melhoria contínua.

comemora Galinari.

Segundo a Coordenação

do Programa de Qualidade

5S da Coamo, durante as comemorações

dos 25 anos na cooperativa,

terão diversas ações

como o resgate do conceito de

cada senso, dicas para praticar,

no ambiente de trabalho e em

casa, e campanhas com histórias

e exemplos conquistados ao

longo desses anos.

54 REVISTA

Abril/2021

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