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LUSITANO

de

ZURIQUE

[ MAIO 2021 | Edição Nº. 276 | ANO XXVII | Director: Armindo Alves | Director-adjunto: Manuel Araújo | Publicação mensal gratuita ]

PROGRESSIVAMENTE A NOSSA ESPLANADA VOLTA AO ”NOVO NORMAL”

“Os fãs não se

esqueceram

de mim”

DESCONFINADOS

sem medo, mas com cautela...

COVID-19

Portugal

levanta várias

restrições

Páginas 5

© Maria dos Santos

EDITORIAL

COMUNIDADES

CULTURA

MOTORES

Sem medo, cuidemo-nos!

Pág.3

Entrevistas.

Pág. 8 e 9

“Diário de uma avó e de um neto”

Pág. 22 e 23

Carros electricos - prós e contras

Pág. 4


LUSITANO

de

ZURIQUE

EQUIPA EDITORIAL

Director: Armindo Alves

Jornalista CC15 A

Director-adjunto: Manuel Araújo

Jornalista 3000 A

Email: lusitano@gmail.com

COLABORADORES

Aragonez Marques, Carlos Matos Gomes, Carmindo

de Carvalho, Costa Guimarães, Cristina F. Alves,

Daniel Bohren, Euclides Cavaco, Costa Guimarães,

Ivo Margarido, Jeremy da Costa, Joana Araújo, Joaquim

Galante, Jorge Macieira, Manuel Araújo, Maria

dos Santos, Natascha D´Amore, Nelson Lima, Pedro

Nogueira, Rosa Moreira

EDIÇÃO, COMPOSIÇÃO E PAGINAÇÃO

Manuel Araújo

Jornalista 3000 A

Tel.: (+351) 912 410 333

Email: manuel.araujo@protonmail.ch

PUBLICIDADE

Tel.: 079 222 09 14

Email: pub.lusitano@gmail.com

IMPRESSÃO

Diário do Minho - Braga

Tiragem: 3000 exemplares

Periodicidade: Mensal

Distribuição gratuita

AGRADECIMENTO

Prezados membros da diretoria do CLZ

Prezados sócios e amigos do CLZ

Foi no ano 2005 que Zuila e eu tivemos o prazer

de conhecer o Centro Lusitano de Zurique. Nesta

ocasião o então presidente, o Sr. Pedro Nogueira,

nos propôs a implantação de um curso de alemão

nas dependências do Centro com o intuito de proporcionar

aos emigrantes noções básicas da língua

alemã em horário apropriado aos que durante o dia

trabalham. Passados os primeiros cinco anos, já na

gestão do presidente Armindo Alves, viemos a ser

beneficiados por subsídios da “Integrationsförderung

der Stadt Zürich”, assim reduzindo sensivelmente

o preço dos cursos para os alunos.

Durante todos estes anos o Centro Lusitano generosamente

nos tem oferecido as instalações da casa

e o espaço publicitário no jornal mensal “Lusitano”.

Quere-mos aqui expressar a nossa grande gratidão

por todo o apoio recebido pela asso-ciação. No contato

com os sócios e com a comunidade lusa temos

vivenciado calorosa acolhida e, inclusive, por diversas

vezes travamos relacionamentos de afeto e amizade

que perduram até hoje.

Entrementes eu cheguei à idade de aposentar-me, e

Zuila também almeja mu-dança em seus planos de

vida. Encerramos agora as nossas atividades relaciona-das

aos cursos de alemão, mas continuaremos de

corpo e alma ligados ao CLZ. Reiteramos o nosso

muitíssimo obrigado pela força e pelo carinho recebidos

ao longo da experiência extraordinária que

usufruímos no convívio com esta nobre associação!

Com os melhores cumprimentos,

Zurique, 10 de Abril de 2021

Ronaldo Wyler & Zuila Messmer

(Autor escreve segundo o Acordo Ortográfico)

NOTA IMPORTANTE:

Os artigos assinados reflectem tão-somente a opinião

dos seus autores e não vinculam necessariamente

a direcção desta revista.

Por discordância, esta publicação

não adopta nem respeita as normas

do novo inútil Acordo Ortográfico.

Apoio

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Lusitano de Zurique - Maio 2021 | www.cldz.eu


EDITORIAL

Armindo Alves

DIRECTOR

JORNALISTA CC15 A

Cuidemo-nos!

Estamos na Primavera e após o

anúncio das autoridades de alguma

abertura do desconfinamento,

fez que as pessoas tenham a

tendência de quererem libertar-

-se, sair do quotidiano, socializar-se,

viajar e fazer férias, um

desejo justo e indiscutível.

Com o desconfinamento, a vontade

de visitar o nosso país é cada vez mais

aliciante já que os restaurantes e bares

reabriram. Há quem diga que parece

lá está tudo como era antes, mas infelizmente

não é bem assim. O perigo

continua a seguir-nos e não devemos

ter excesso de confiança, devemos ser

responsáveis, mas não devemos ter

medo. Temos que habituar-nos a viver

com esta nova doença e esta realidade.

Devemos primeiro, ser prudentes

e não nos contaminar, para não contaminar

o próximo.

Viver na Suíça não é muito barato,

mas vive-se bem, é um país seguro e

que nos garante o bem-estar. Mesmo

agora com a pandemia os seguros de

saúde oferecem cinco testes rápidos

(COVID-19) por pessoa, os quais podem

ser levantados em qualquer farmácia,

apenas mostrando a carta do

seguro de saúde, dando assim a possibilidade

de nos precaver, fazendo o

teste uma vez por semana, para reduzir

a incidência das contaminações.

Apesar das restrições impostas pela

pandemia, Portugal vai tornar-se um

dos países de destino para os turistas

suíços. (ver página 5) O aumento das

reservas e das viagens tem vindo a aumentar

nos últimos dias, devido a Portugal

ter saído da lista de quarentena.

Há famílias que devido às proibições,

já não visitam os familiares há mais

de um ano e agora, com esta abertura,

muitos estão a aproveitar para dar

uma escapadela e matar saudades. A

única restrição para os turistas e emigrantes

suíços que entram em Portugal,

é apenas um teste PCR negativo.

Depois do confinamento, os casos em

Portugal não aumentaram, por isso

o Governo português decidiu aliviar

uma parte das restrições. Os epidemiologistas

acreditam que o governo

está a caminhar rápido demais e temem

que a situação se reverta e possa

vir a piorar a curto prazo.

É uma situação complicada e as opiniões

dividem-se. Por um lado o turismo

faz falta e Portugal, pois depende

do turismo, por outro lado, as pessoas

temem que as multidões possam vir a

complicar a evolução favorável que se

vive actualmente.

Não podemos continuar a esconder-

-nos, temos que naturalmente enfrentar

a situação com inteligência e

prudência, porque financeiramente,

a continuar esta situação, para as empresas

pode vir a ser uma catástrofe.

Se elas falirem, acabam os postos de

trabalho. As coisas estão pretas para

todos e talvez seja agora o momento

ideal de as pessoas se capacitarem

da gravidade da situação e se unirem,

para em conjunto tentar dar a volta

por cima. Se assim for, todos sairemos

a ganhar.

Cada vez há mais pessoas vacinadas e

sabemos que a eficácia da vacina CO-

VID-19 é duvidosa. Há pessoas em

todo o Mundo que já tomaram as duas

doses e continuam a ser reinfectadas

e a infectar. A vacina não elimina o vírus,

tal como a vacina da Gripe, que

já existe há muitos anos e as pessoas

continuam a engripar e até mesmo a

morrer, mesmo tendo sido vacinadas.

A situação actual não é fácil e demorará

anos a voltar a ser como era, se é

que voltará a ser como era. Como já

referi no início, temos que nos habituar

e reaprender a viver, sendo cada

vez mais prudentes e evitar a todo o

custo ser contaminados, para dessa

forma não contaminar.

É duro reaprender a viver com esta

nova normalidade, mas não temos outra

alternativa. O nosso futuro, a médio

prazo, irá ser assim. Cuidemo-nos!

DEPARTAMENTO DE FUTEBOL

Tel.: 079 222 09 14

Email: armindo.alves@garage-

-mutschellen.ch

RANCHO FOLCLÓRICO

Tel.: 079 549 99 10

Email: rancho@cldz.eu

RESTAURANTE (reservas)

Tel.: 044 241 52 15

CURSO DE ALEMÃO

Tel.: 076 332 08 34

PROPRIEDADE

& ADMINISTRAÇÃO

CENTRO LUSITANO

DE ZURIQUE

Risweg, 1

8041 Zurique

Tel.: 044 241 52 15

Email: info@cldz.eu

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MOTORES

Automóveis eléctricos

Prós e contras

V ARMINDO ALVES

Antes de avançar

com a compra de

qualquer veículo

eléctrico, a primeira

questão a saber é:

O QUE SÃO AFINAL AUTO-

MÓVEIS ELÉCTRICOS?

Depois do escândalo dos motores a Gasóleo

a indústria automóvel decidiu

acabar com os motores de combustão a

gasóleo e gasolina. Como as multas sobre

o CO₂ custam milhões, as marcas decidiram

ficar verdes, isto é, menos poluentes,

diminuindo os valores de CO₂ e no

desespero, assim se iniciou a corrida aos

carros eléctricos! Mas será mesmo menos

poluente, será o futuro, será a boa opção?

Eu continuo a dizer que os carros eléctricos

são a actualidade, mas não serão o

futuro!

Parece mais difícil do que realmente

é, mas um veículo eléctrico não é nada

mais, nada menos, do que um automóvel

movido por um motor eléctrico, isto é,

ao contrário do que acontece com os automóveis

tradicionais, movidos a gasóleo

ou gasolina, esta categoria de veículo, utiliza

um sistema completamente eléctrico

e não um motor de combustão interna.

Desta forma, o motor eléctrico utiliza a

energia armazenada nas baterias recarregáveis,

enquanto os motores a combustão

utilizam a energia de combustíveis

fósseis.

VANTAGENS DOS AUTOMÓ-

VEIS ELÉCTRICOS

A grande vantagem está nas emissões, as

emissões é Zero, e não emitindo gases é

por isso um automóvel amigo do meio-

-ambiente. Actualmente na compra de

um automóvel novo a maior parte dos

clientes realmente questionam e preocupam-se

com o CO₂. Direi mesmo que o

CO₂ tornou-se um argumento para comprar

um Automóvel eléctrico e a prova

disso está no volume de vendas desta categoria

de veículos. A pressão por parte

da política tem vindo a aumentar, como

é do vosso conhecimento na Europa, a

circulação de viaturas a combustão principalmente,

movidos a gasóleo em alguns

centros das cidades, já começa a ser restrita.

Manutenção, carros com motores eléctricos

é mais económica, começando pelas

mudanças de óleo ou travões, já não são

como eram antes. Nos automóveis com

motores eléctricos os travões, os filtros,

as correias, a caixa de velocidades não

se desgastam com tanta facilidade como

num carro tradicional, por isso, os custos

com a manutenção também vão ser

inferiores. Depois temos ainda um factor

importante a mencionar, isto é os carros

eléctricos podem fazer mais quilómetros

no intervalo das revisões.

Os impostos de circulação são muito

mais baixos, do que os automóveis de

combustível fóssil, em algumas cidades

da Europa por ex. Em Lisboa para os carros

eléctricos não existem parquímetros.

Os carros eléctricos não pagam parquímetro,

paga uma insignificância anual, na

cidade de Lisboa, se estacionar nos lugares

regulados pela Empresa Municipal de

Estacionamento de Lisboa (EMEL). Mas

atenção, porque esta vantagem só é válida

se o seu veículo estiver acompanhado

de um selo verde da EMEL, que apresenta

um custo de 12 euros anuais.

O custo do KW é muito inferior ao custo

do combustível fóssil.

A cavalagem é muito superior a dos automóveis

a combustão.

DESVANTAGENS DOS AU-

TOMÓVEIS ELÉCTRICOS

O Preço é um pouco mais elevado. A

aquisição, é mais elevada apesar de a longo

prazo poupar na manutenção e consumo.

As Baterias têm um custo elevado e a

duração em média é de 8 anos, ou pouco

mais. Contudo, esta situação pode reverter-se

num futuro próximo, graças ao desenvolvimento

tecnológico e à produção

em massa.

A autonomia é um dos obstáculos, com

uma carga completa a autonomia de um

carro electrifico deixa muito a desejar,

principalmente no Inverno. Em quanto

um carro a Gasóleo com 60 litros faz 800

a 900 km tanto de Inverno como de Ve-

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Lusitano de Zurique - Maio 2021 | www.cldz.eu


rão, um carro eléctrico com uma carga

faz talvez 400 a 500 Km de Verão,

mas de Inverno no máximo faz cera

de 250 km. Este obstáculo torna-se

um problema na compra de carros

eléctricos, visto que as suas baterias

não permitem uma autonomia igual

ou superior à dos automóveis tradicionais.

O consumidor tem medo de

ficar sem bateria a meio do caminho,

pois esta categoria de automóvel

ainda não está preparado para fazer

grandes viagens por isso, a sua baixa

autonomia está adaptada a percursos

mais citadinos.

Os postos de abastecimento eléctricos

ainda são muito escassos para

o carregamento de baterias, assim

como o tempo para carregar uma Bateria

na totalidade. Tem a ver com o

mercado dos Automóveis eléctricos,

estes motores são relativamente recentes

e o processo de carregamento

de baterias ainda não é o mais eficaz.

Actualmente, ainda existe alguma

dificuldade de acesso aos postos de

carregamento desta categoria de veículo,

principalmente se viver fora

das grandes cidades. No entanto,

existe sempre a possibilidade de adquirir

uma wallbox, um posto de carga

doméstico.

Com este curto resumo de vantagens

e desvantagens dos Automóveis eléctricos

espero que tenha outra visão

sobre a actual motorização e o que

são carros eléctricos.

Cada caso é um caso, mas sou da opinião

de quem faz percursos curtos,

isto é 100 km por dia um automóvel

electrifico faz todo o sentido. Para

quem faz longos percursos, sou da

opinião de um carro a Gasolina ou

gasóleo é preferível. Resumindo os

caros eléctricos são ideais para as cidades!

Podemos, todavia questionar

um carro híbrido? Numa próxima

edição falarei sobre este sujeito, fique

atento!

Mesmo assim se tenciona trocar de

Automóvel, deve ter em conta, até

mesmo devido às alterações climáticas

que o nosso planeta tem vindo a

sofrer, a substituição do meu carro a

gasóleo ou gasolina, poderia ajudar.

Será o estado do nosso planeta, um

motivo suficientemente forte, para

mudar de carro?

Só a si, cabe a decisão, mas continuo

a dizer que o carro eléctrico não vai

resolver o problema do meio-ambiente.

COVID-19

Portugal levanta

várias restrições e

atrai turistas suíços

Um dos países de preferência do turista suíço. Na foto, bonde em uma rua de Lisboa. swissinfo.ch

SWISSINFO/RTS (*)

Portugal pode se tornar um dos

principais destinos para o turista

suíço apesar das restrições

impostas pela pandemia. De

acordo com dados do aeroporto

de Genebra, o número de vôos

entre a Suíça e Portugal atingiu

um pico nos últimos dois finais

de semana.

A companhia aérea TAP Air Portugal

anuncia que irá aumentar a freqüência

dos vôos a partir de Genebra nas

próximas semanas. A Easyjet, por sua

vez, registrou um forte aumento nas

reservas para Portugal desde que a

quarentena obrigatória para turistas

que retornavam deixaram de vigorar.

As condições de entrada no país

poderiam encorajar os visitantes: em

Portugal, as restrições para os turistas

suíços estão limitadas a um teste PCR

negativo.

Restaurantes abertos?

Além disso, terraços e varandas de

bares e restaurantes em Portugal

estão abertos. A partir de segundafeira

(19.04), será possível até mesmo

comer dentro dos estabelecimentos,

pois todos cafés e restaurantes do país

deverão voltar a abrir suas portas. O

governo português deverá confirmar a

penúltima etapa de descontaminação

nos próximos dias.

Não são apenas os restaurantes que

devem reabrir: cinemas, teatros,

auditórios e o comércio foram

afectados pelas medidas de combate

à pandemia. A retomada das aulas

presenciais também poderá ser

anunciada.

Nenhuma explosão de casos

Portugal alivia parte das restrições,

pois o número de casos positivos não

explodiu desde o início do “lockdown”.

No entanto, muitos epidemiologistas

acreditam que o governo avançando

rápido demais e que a situação pode

complicar em poucas semanas.

Os portugueses estão divididos. O

país depende do turismo, mas há o

temor de que as ruas fiquem lotadas.

Artigo publicado originalmenteLink

externo no site do canal de TV da

Suíça francófona, RTS.

(*) O autor escreve em português do Brasil

Lusitano de Zurique -Maio 2021 | www.cldz.eu

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DESPORTO

Os juniores A empatam

Juniores A

V JORGE MACIEIRA

Os juniores A regressaram

à competição no Fussballplatz

Werd casa do FC Oetwil-

Geroldswil com um

empate a duas bolas no passado

dia 18 de Abril.

O Centro Lusitano chegou

ao intervalo com o resultado

de 0 – 0, o Oetwil chegou

a vantagem ao minuto

50' e aumentou logo passado

10 minutos para 2 – 0,

a resposta da equipa lusa

surgiu aos 75' e 80' minutos

chegando assim ao resultado

da partida de 2 – 2.

Os golos da equipa lusitana

foram marcados por Cláudio

Mota e por Fábio Marques

que assim ajudaram a

equipa a conseguir trazer

um ponto de campo sempre

bastante difícil.

O ‘mister’ Zé Ricardo foi a

jogo com um leque bastante

reduzido de jogadores podendo

contar apenas com

12 jogadores devido às regras

da BAG de só puderem

competir sem restrições de

atletas com idade inferior a

20 anos.

Juniores E com veia goleadora

V JORGE MACIEIRA

No passado dia 9 de Abril

a equipa dos Juniores E do

Centro Lusitano de Zurique

voltaram a competir

oficialmente passado sete

meses.

Um momento especial para

estes jovens jogadores e

também pela estreia oficial

dos novos treinadores dos

Juniores E, ‘mister’ Ângelo

Fernandes e Tiago Couto e

logo com uma goleada de

12-1 contra o FC Knonau-

-Mettmenstetten.

Ângelo Fernandes de 17

anos, junta a função de

treinador à de jogador há 5

anos com símbolo do Centro

Lusitano de Zurique,

Tiago Couto com 18 anos

junta a função de treinador

a de jogador uma ligação de

11 anos ao clube.

Assumindo estes cargos de

treinadores depois da saída

dos treinadores Hélder e

Bruno do comando técnico

da jovem equipa dos Juniores

E.

No segundo jogo no comando

técnico da equipa

de Juniores E do Centro

Lusitano de Zurique a veia

goleado destes jovens jogadores

continuo com uma

goleada por 12-2 contra a

equipa do FC Affoltern

a/A.

Juniores E

Nota do autor

Correcção na edição de Abril de 2021, ou seja, na edição anterior na entrevista ao treinador António Louro do

Centro Lusitano de Zurique, na apresentação do entrevistado houve um erro, onde a informação dizia ser treinador

da 4.ª Liga Feminina e a informação correcta é 4.ª Liga Masculina.

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PORTUGUESES

RESIDENTES NO ESTRANGEIRO

NÃO IMPORTA

ONDE ESTÁ.

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COM A CAIXA

FICA MAIS PERTO.

Escritório de Representação da CGD - Suíça

Rue de Lausanne 67/69, 1202 Genève

Tel: Genève - 022 9080360 I Tel: Zurique - 078 6002699 I Tel: Lausanne – 078 9152465

email: geneve@cgd.pt

A Caixa Geral de Depósitos, S.A. é autorizada pelo Banco de Portugal.

Tem perguntas que

digam respeito ao

direito?

Envie a sua pergunta com

a indicação “Lusitano” a:

Bohren

Rechtsanwalt,

Postfach 229, 8024 Zürich

- ou para:

mail@dbohren.ch

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DESPORTO

Luís Gonçalves

Director Desportivo das equipas de futebol do CLZ

Luís Gonçalves é um jovem

da nova geração, que mostra

e muito bem as suas aptidões

que o enriquecem como cidadão

e homem de família.

Nasceu a 11.10.1984 na Póvoa

de Lanhoso, freguesia Brunhais,

distrito de Braga.

Os primeiros anos de vida, foram

entre Portugal e a Suíça.

Quando os seus pais fixaram

residência em 1990 neste país

Helvético, o Luís acompanhou

a família.

A escada escolar foi toda feita

em Zurique. Hoje com o Mestrado

de electricidade, exerce

a sua profissão com mestria.

Casado e pai de duas meninas

que são a luz dos seus olhos, e

com quem procura passar o

pouco tempo livre que tem, o

Luís sente que a vida lhe propôs

um grande desafio;

Ser pai, marido, grande responsabilidade

profissional e

agora Director Desportivo das

equipas de futebol do Centro

Lusitano Zurique.

Adepto de coração do grandioso

Benfica, o vermelho é a sua

cor preferida.

Apreciador da gastronomia

portuguesa, não consegue resistir

a um cozido à portuguesa,

carne de porco alentejana,

ou arroz de cabidela.

Vamos descobrir como o Luís

Gonçalves gere toda esta bagagem

aos trinta e sete anos.

A V MARIA DOS SANTOS

— Maria dos Santos: Luís que recordações

tem da sua chegada à

Suíça?

Luís Gonçalves: Quando cheguei a

Suíça no ano de 1990 ainda era muito

novo. Não tinha muito a noção das

coisas. Vim com a minha mãe. O meu

pai já cá estava, os meus irmãos juntaram-se

a nós mais tarde. Eram tempos

diferentes, a família ficava mais por

casa. Nós crianças andávamos sempre

com a bola atrás de nós. Jogávamos em

qualquer espaço de relva ou no areal

da escola, foram bons tempos.

— M.S. Dado que fixou residência

na Suíça ainda na idade infantil,

como chegou ao Centro Lusitano

Zurique?

L.G. Quando cheguei à Suíça, o Centro

Lusitano Zurique já existia e era

uns dos poucos centros ou casas portuguesas

em Zurique. Sendo uma casa

portuguesa de referência, não havia,

portanto, hipótese de não conhecer.

Depois apareceu o convite para fazer

parte da direcção e mais tarde fui convidado

para dirigir o departamento de

futebol.

— M.S. O desporto sempre fez

parte da sua vida. Como nasceu a

paixão pelo futebol?

L.G. A paixão pelo futebol começa,

quando chego a Suíça. O meu pai que

naquela altura ainda ouvia os relatos

do futebol na rádio. Mais tarde começamos

a ver os jogos via satélite na

Televisão. Ele transmitia-me aquela

paixão e depois essa tal paixão é cimentada

na escola e nos tempos livres

com os amigos. Era a nossa ocupação

preferida.

— M.S. Crescer na prática de um

desporto colectivo, pode influenciar

o comportamento e personalidade

de uma pessoa?

L.G. Na minha opinião pode influenciar.

Porque para mim, tem que ser

transmitida essa ideia. É no escalão

dos mais pequeninos que se inicia a

partilha da bola. É nos treinos e nos

jogos que o futebol que tudo se desenvolve;

é um jogo de equipa. Automaticamente

a própria pessoa cresce

um pouco nesse espírito, que depois

a pode ajudar na integração de certos

grupos de trabalho ou até facilitar no

contacto com pessoas em determinados

empregos. Esse espírito de grupo

acompanha uma pessoa para o resto

da vida. Também pode influenciar

simplesmente no grupo de amigos

pode criar mais entre ajuda entre uns

e outros, mais aquela vontade de ajudar

o próximo.

— M.S. Sei que fez parte dos vários

escalões de futebol do C.L.Z.

Que reflexão faz quando olha

para o seu percurso desportivo

na classe amador?

L.G. Eu não fiz parte do C.L.Z. como

jogador. Percorri sim, diversos escalões

em diversas equipas portuguesas

e suíças. Faço uma reflexão muito positiva.

Ficam memórias muito positivas.

A nível futebolístico ficam aqueles

jogos especiais que ficam para sempre

e no meu caso aquelas tais defesas que

fiz. A nível pessoal ficam as aprendizagens

com os treinadores e colegas de

equipa. E aquelas amizades que ainda

hoje estimo.

— M.S. O Centro Lusitano Zurique,

faz parte da sua “família”

por escolha própria. Como surgiu

8

Lusitano de Zurique - Maio 2021 | www.cldz.eu


DESPORTO

a oportunidade de aceder a este

cargo de Director Desportivo?

L.G. Esta oportunidade surgiu de

um convite do Presidente do

C.L.Z. o Sr. Armindo Alves,

que me propôs este desafio.

Ele conhece bem o meu

percurso como jogador

e como dirigente.

— M.S. Director

Desportivo é sem

dúvida uma grande

responsabilidade.

Em tempo

de pandemia,

mais complicado

se torna. Como

tem gerido este

tempo?

L.G. Realmente não é

muito fácil. Uma das coisas

que para mim são essências

para o trabalho seja bem

executado, são as reuniões com

os membros do departamento.

Sejam dirigentes, jogadores e treinadores.

E até á pouco tempo isso era

praticamente impossível. A troca de

ideias em grupo é essencial para o

bom funcionamento entre todos. Os

membros responsáveis das equipas

tem-me mantido informado e tenho

estado, quando me é possível, nos

treinos. Tenho comunicando com os

Treinadores, Jogadores e com o Presidente.

Depois as redes sociais e os

grupos de chats ajudam bastante na

comunicação neste momento.

— M.S. O C.L.Z. Tem seis equipas

de juniores, três equipas de

seniores, uma equipa feminina,

a quarta liga e a equipa com mais

de trinta anos!

L.G. Sim, no activo temos à volta de

160 atletas.

— M.S. Como gere os laços de

amizade

e

desportivos

com todos os treinados e responsáveis

das equipas. Tem de

existir uma

grande afinidade e respeito.

L.G. Sim, sem dúvida que tem que

existir. Se não houver empatia nem

respeito torna-se impossível trabalhar

em equipa. Porque não é só no

campo que se tem que trabalhar em

equipa para que qualquer organização

tenha sucesso. Muitos dos treinadores

e responsáveis das equipas

são pessoas que eu já conhecia, que

facilita o contacto com eles. Aquelas

pessoas que não conheço tão bem,

com o tempo também as conhecerei.

Ao fim ao cabo estamos aqui todos

por o bem do C.L.Z. e esse tem que

ser a ideia para tudo funcionar bem.

M.S.

Q u e

mensagem

quer

deixar a todos

os treinadores, atletas

e pessoas que trabalham

consigo, para gerir toda a

secção desportiva do C.L.Z.?

L.G. A mensagem que quero deixar

é que, cá estarei para defender os

interesses do C.L.Z. da melhor maneira

possível e não defraudar as expectativas

de quem confiou em mim

para este cargo. A todos, treinadores,

jogadores e membros do departamento

de futebol, desejo neste tempo

difícil que fiquem saudáveis. A

todos aqueles que ainda não podem

jogar, quero deixar uma mensagem

de agradecimento. Agradeço o facto

que, mesmo na situação que estamos,

aparecem em grande número

aos treinos e vamos encarar o futuro

com optimismo, que a situação volte

depressa à normalidade, para pudermos

viver o futebol como tanto gostamos.

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RECANTOS HELVÉTICOS

Castelo de Habsburg

A V MARIA DOS SANTOS

O Castelo de Habsburg é de facto

pequeno, mas a sua história é

gigantesca e intensa.

Fica situado no Cantão de Aargau,

numa bonita colina de

Schinznach.

Fundado durante o século XI,

mais propriamente no ano 1030,

é todo ele construído em pedra e

madeira.

Hoje, com muito sol e um céu extremamente

azul, mergulhei a

fundo na história Suíça. Sinto-

-me privilegiada, por viver num

cantão onde tudo começou.

Meia hora, para quem vive pertinho

de Zurique.

Um passeio agradável, já que os

campos que o circundam são de um

verdejante que nos preenche de esperança,

liberdade, saúde e muita vitalidade.

No próprio Castelo, temos uma sala,

tipicamente decorada e restaurada,

onde podem ser degustados os pratos

típicos desta região Suíça. Uma

culinária elaborada, sofisticada e decorada

ao pormenor, um serviço de

cinco estrelas.

Quem por lá passa, pode dizer que

durante umas horas, foram servidos

como Reis.

Mas falar dos Habsburgos e na

sua Dinastia é tocar uma ferida na

narrativa Suíça, já que eles são considerados

os maus da história.

Foi na Idade Média que esta Dinastia

dominou, sobre uma grande extensão

deste território. As outras regiões

que lutavam pela liberdade e não se

queriam deixar dominar por eles,

permaneciam em constante conflito.

Depressa se deram conta, que da

união nasce a força. E assim foi,

unidos pela mesma causa decidiram

conquistar mais províncias, fazendo

crescer o território, dando lugar

aquela que hoje é a Confederação, incluindo

já naquela altura a cidade de

Zurique e Berne.

Considero uma visita interessante,

porque ao visitar este Castelo e as

suas ruínas, pode ter acesso a toda

a sua história que começou no ano

963 depois de Cristo, tocando apenas

no botão que ativa o áudio e num

segundo botão que escolhe o idioma

desejado.

Uma viagem apaixonante e irresistível

ao coração deste País Helvético.

Associado a esta turbulenta história

da família Habsburg, temos a Lenda

de Guilherme Tell. A sua monumental

estátua, construída em mármore,

está situada na pequena cidade de Altorf,

no cantão de Uri.

Conta com apenas dez mil habitantes,

mas com vasta crónica, que remonta

a 400 anos antes de Cristo. A

primeira vez que a visitei, na companhia

do meu grande amor, não consegui

ficar indiferente.

Perante a imponente escultura e

mesmo sabendo que se trata de uma

10

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COMUNIDADES

estória, fiquei assombrada,

por reconhecer o que sempre

senti. Por um filho fazemos

tudo, mesmo o impensável.

Mas o mais impressionante

é que no Mosteiro de Muri

podemos ver a câmara mortuária

da família, onde estão

os corações dos últimos membros

coroados pela Dinastia

dos Habsburg. Estou a falar-

-lhe do coração do Imperador

Carlos I e a sua esposa Zita.

Lado a lado, caso para dizer,

que nem a morte os separou!

Saliento que ao passar pelo

singular quarto, onde se encontram

estas duas caixas,

perdemos o controlo das

emoções. As cores, o silêncio

e o significado, trazem à superfície

a nossa vulnerabilidade

humana.

Hoje convido-vos a realizarem

este Royal Tour. Se tem

crianças, elas ficarão livres

para brincarem e correrem,

sem porem em risco nada

nem ninguém.

Da colina mais alta, tem uma

vista panorâmica entre cidades

e campos… agora que começam

as árvores a florir, não

perca esta oportunidade de

deliciar os seus olhos com um

horizonte tão deslumbrante.

Para os que gostam de museus,

também o podem visitar.

Esperemos apenas que

esta situação da pandemia nos

permita circular livremente.

Desfrute e aprofunde os conhecimentos

deste País que

nos deu muito trabalho e muitos

sacrifícios, é verdade, mas

também nos permite ter uma

vida, que provavelmente não

a conseguiríamos ter noutro

lugar.

Vale sempre a pena, quando a

alma não é pequena; já dizia o

nosso Poeta Fernando Pessoa

e o saber não ocupa lugar.

Torne-se associado do Centro Lusitano de Zurique e usufrua de muitas regalias

Ligue já e informe-se Tel.: 079 222 09 14

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CRÓNICA

Quinto mês

do ano da

“esperança”

A V MARIA DOS SANTOS

Estamos já no quinto mês do ano

da "esperança" que tudo volte à

normalidade.

Estou-vos a falar de Maio do ano

2021, onde a cada notícia que ouvimos,

a ansiedade e a tristeza

aumentam diariamente, assim

como o número de suicídios.

Fico atónita perante as estatísticas.

O isolamento só trouxe mal-estar e as

caixas de doença na Suíça começam

a lamentar-se, que cada vez há mais

doenças do foro psicológico e respiratório,

entre outras.

Fico por vezes perplexa com as notícias

e quando oiço que inúmeras

pessoas sofrem de falta de humor,

obesidade, medo, distúrbios alimentares,

pergunto-me sempre se de facto

não existem outras alternativas,

para prevenir estas doenças?

Por experiência própria, digo sempre

que elas existem e temos que nos

reinventar, para dar sabor à nossa

existência. Penso que todas as pessoas

ficam distantes do mundo quando

saem da sua zona de conforto. Há

pessoas com ferramentas emocionais

para lidar com isso e talvez outras

não tenham.

Tenho que respeitar.

Quando esta revista for distribuída, o

CLZ estará já de portas abertas com

o serviço de esplanada e quiçá a parte

interna do restaurante possa já estar

aberta ao público.

Poderemos festejar o 1 Maio, dia de

trabalhador?

Confesso que tenho saudades do polvo

à lagareiro, ou mesmo de um prato

suíço; o famoso Cordon-Blue que

é uma iguaria de gritar e chorar por

mais. O nosso Centro Lusitano tem

estes dois pratos e muitos mais.

Convido-o a fazer uma paragem,

muito próxima do C.L.Z. Justamente

onde foi feita esta fotografia.

E sei que muitos de vocês já a viram.

Hoje venho contar-vos a história dela,

porque este será um projecto que irá

crescer por outras províncias suíças.

O primeiro nasceu em 2011 e o edifício

é bem visível, Bümpliz para quem

se desloca de comboio à nossa capital,

Berne. De carro, terá que efectuar

uma grande volta, para poder

passar em frente deste emblemático

imóvel.

No centro da cidade encontramos o

edifício que está por detrás, bem visível

na foto e que se chama Sihlbogen,

situado em Zurique / Leimbach.

Este edifício foi construído em 2013,

e tem 220 casas de habitação para

sessenta e quatro estacionamentos.

Todo edificado em madeira e com

vista para o Rio Sihl.

Mas o que torna este prédio de tão

interessante?

No contrato de arrendamento está

uma proibição: só assina o contrato

de arrendamento quem não tiver carro,

porque os estacionamentos para

quem lá vive são proibidos.

12

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Cada casa tem um sistema de ventilação

individual.

Tem um parque de estacionamento

de curta duração para as bicicletas

mesmo em frente ao edifício.

Todos os meios de transportes públicos

estão a minutos das suas respectivas

estações.

ACTUALIDADE

A dificuldade de

reformar o sistema

previdenciário suíço

Em contrapartida, o sindicado que

gere o prédio oferece a todos os inquilinos

um Railcheks no valor de

oitocentos Francos, para o uso dos

transportes públicos.

As crianças têm mais espaço para

brincarem e as pessoas da terceira

idade mais passeios e zonas verdes

para caminharem, longe dos perigos

de uma estrada invadida pelo

stress dos condutores, que o único

desejo que têm é chegarem a tempo

e horas ao emprego e no retorno

depois do trabalho chegarem a

casa.

Na Suíça existem mais de vinte-e-

-um projectos como este que visam

manter as cidades limpas da poluição

de (CO2) Dióxido de Carbono.

Este arco, construído também ele

em madeira e com três figuras humanas,

é sem dúvida uma homenagem

a este inovador projecto e que

estou certa, irá fazer parte dos planos

de muitos arquitectos.

Tem vontade de comer um bom bacalhau

à moda do Centro Lusitano

Zurique?

Deixe o seu carro nas imediações

deste Sihlbogen, ou mesmo no parque

de estacionamento do Sihlcity

e faça o percurso a pé, até as instalações

do C.L.Z. e têm garantido o

apetite, para o prato que escolher.

No regresso ao seu carro terá um

complemento na ajuda à digestão!

O percurso a pé será sempre feito

em descida, ausente de esforço

maior.

Vamos contribuir para o bem-estar

do nosso organismo e ajudar a cidade

a manter-se higienizada.

MICHELE ANDINA (*)

A reforma dos sistemas

previdenciários é

uma questão debatida

em quase todo o globo.

Desde 2003 diversas tentativas

fracassaram na

Suíça. Culpa do modelo

helvético da democracia

? A cientista política Silja

Häusermann explica

a complexidade do problema

em entrevista de

vídeo. Veja-o aqui:

https://bit.ly/3n3ASIL

A tendência demográfica é semelhante

Eng° Filipe

em

Jorge

vários

Monteiro Bandeira

países no Hemisfério

Norte: o número de aposentados

aumenta, enquanto o de

trabalhadores, que financiam os sistemas

de pensões, diminui. Na Suíça,

muitos especialistas e políticos

alertam para a necessidade de reformar

o sistema previdenciário (AVS,

na sigla em francês), que garante a

aposentadoria por idade e invalidez.

Objectivo é garantir a aposentadoria

a partir de 2030.

A última tentativa pode ser derrotada

nas urnas. O Conselho de Estados

(Senado) aprovou na Primavera

o aumento da idade mínima

de aposentadoria para mulheres de

64 a 65 anos. Ao mesmo tempo, o

governo federal diminuiu pela metade

a compensação prometida. O

projecto de lei será levado agora ao

Conselho Nacional (Câmara dos

Deputados).

Silja Häusermann, professora de

Ciências Políticas na Universidade

de Zurique, explica como as chances

de um "sim" nas urnas - o projecto

de Lei da Previdência deve ser

levada também a plebiscito - podem

ser aumentadas.

O Parlamento teria que elaborar um

pacote de reformas no qual as perdas

e compensações seriam o mais

equilibradas possível. O debate político

deixou claro que dificilmente

as mulheres serão "poupadas" dos

cortes.

Adaptação: Flávia C. Nepomuceno dos Santos

(*) Swissinfo

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CRÓNICA

força do vento, as gotas desta

água vão mundo fora, cada

qual relatar o que viu nesta

longa viagem.

Não tenho sono. Não

me incomoda a sua

ausência.

Já houve tempos

que desesperava

com essa ausência.

Tinha que fechar os

olhos para carregar

baterias porque outro

dia de enfrentar

as horas do meu relógio

e as dos outros, se

aproximava.

Hoje tenho todo o tempo

do mundo ou quase. Todas as

vinte e quatro ou quase.

A

ver

vamos

V CARMINDO

CARVALHO

No silêncio desta madrugada só a chuva

a passar na sua desejada viagem, a

dizer-me olá, a lavar as telhas, a cair

na caleira horizontal e a seguir viagem

pelo olho do algeroz vertical - se faz

ouvir numa cadência certa.

E lá vai!

Um dia num instante qualquer vai chegar ao

mar e ver a sua grandeza, aquela maravilhosa

força da natureza.

Na boleia das cristas das ondas, movidas pela

Só quero que elas decorram em paz

e sossego.

Antes, era uma correria de cavalo louco, desenfreado,

o querer chegar a todo o lado.

Agora tenho tempo para olhar com olhos de

ver para as cores e coisas do mundo.

Abençoado seja, sinto-me bem neste estatuto

de reformado!

Até tenho tempo para pensar em tretas como

estas que vos vou impingindo!

Tretas, mas que são conversas e formas de

estar convosco.

Porque quero estar convosco, num são desenferrujar

de língua.

A falarmos das nossas dores, das nossas alegrias

e tristezas. Simplesmente porque isso

alivia e lubrifica o meu cérebro.

Estamos vivos e isso é o que mais importa.

Então, até outro dia, amanhã talvez.

Entretanto vivei a vida tão bem quanto vos

for possível.

Porque a vida é bela! É preciso saber vivê-la!

Um fraterno abraço.

Novembro, 2020

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CRÓNICA

A Velhice

V ANTÓNIO LOBO ANTUNES (*)

Devo estar a ficar velho: as Paulas Cristinas

têm mais de 20 anos, os Brunos

Miguéis já vão nos 15, as Kátias e as

Sónias deram lugar a Martas, Catarinas,

Marianas.

A maior parte dos polícias são mais velhos do

que eu.

Comecei a gostar de sopa de Nabiças.

A apetecer-me voltar mais cedo para casa.

A observar, no espelho matinal, desabamentos,

rugas imprevistas, a boca entre parêntesis cada

vez mais fundos.

A ver os meus retratos de criança como se fosse

um estranho.

A deixar de me preocupar com o futebol, eu que

sabia de cor os nomes de todos os jogadores do

Benfica (…).

A desinteressar-me dos gelados do Santini

que o Dinis Machado, de cigarrilha

nas gengivas, achava peitorais.

Se calhar, daqui a pouco, uso

um sapato num pé e uma pantufa

de xadrez no outro e

vou, de bengala, contar

os pombos do Príncipe

Real que circulam, de

mãos atrás das costas

como os chefes de repartição,

em torno do

cedro.

Ou jogar sueca, com

colegas de boina, na

Alameda Afonso Henriques

de manilha

suspensa no ar, numa

atitude de Estátua de

Liberdade.

Quando der por mim,

encontro o meu sorriso

na mesinha de cabeceira,

a troçar-me, num copo

de água, com 32 dentes de

plástico.

Reconhecerei o meu lugar à

mesa pelos frasquinhos dos medicamentos

sobre a toalha, que me

farão lembrar as bandeiras que os exploradores

antigos, vestidos de urso como os

automobilistas dos tempos heróicos, cravavam

nos gelos polares.

Devo estar a ficar velho.

E no entanto, sem que me dê conta, ainda me

acontece apalpar a algibeira à procura da fisga.

Ainda gostava de ter um canivete de madrepérola

com sete lâminas, saca-rolhas, tesoura,

abre-latas e chave de parafusos.

Ainda queria que o meu pai me comprasse na

feira de Nelas, um espelhinho com a fotografia

da Yvonne de Carlo, em fato de banho, do

outro lado.

Ainda tenho vontade de escrever o meu nome

depois de embaciar o vidro com o hálito.

Pensando bem (e digo isto ao espelho), não sou

um senhor de idade que conservou o coração

de menino.

Sou um menino cujo envelope se gastou.

(*) in ‘Livro de Crónicas’ e Revista Visão

- Retrato Óleo s/ TeLA: — Carmo Vieira

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CRÓNICA

A parábola

dos nossos dias

V COSTA GUIMARÃES 1

É uma velha história,

mas merece ser avivada,

aqui e agora.

O rio estava a encher assustadoramente

e toda a cidade foi desafiada

a colocar sacos de areia na entrada da

aldeia, para desviar o rio. Se em cinco

horas conseguissem “desviar” o rio,

a água não invadia o hospital, nem a

escola, nem as cento e trinta casas da

margem direita.

Mas, — há sempre um mas — como

a maioria morava a dez metros acima

das águas, poucos apareceram. E as

águas inundaram o hospital, a escola

e as casas dos mais pobres. Se mil

pessoas tivessem feito (ou dado)um

pouco, havia suficiente areia e sacos

para travar o rio.

Mas os de cima não acreditaram que

o rio invadiria a cidade. “Nunca acontecerá

isto!”… pensaram. Mas, — há

sempre um mas — o rio invadiu e

causou erosão no barranco e quarenta

casas de alta qualidade foram gravemente

danificadas.

1 Jornalista, ex-director do jornal

Correio do Minho

Comparando: no caso da pandemia,

uns milhares acham que o vírus não

os atingirá. E, em vez de cooperar,

preferem ir dançar, beber e cantar. E

mesmo hoje duvidam que a Covid 19

os atinja!

O vírus já estava no Carnaval, nas

eleições, nas festas de fim de ano.

Mas os festeiros acham que o vírus

não chegará aos bailes e às aglomerações.

Orgulham-se da sua negação!

Entretanto, em muitas cidades não

há camas nos hospitais para as vítimas

da peste mundial que já fez 2,9

milhões de mortos (cf. https://www.

worldometers.info/coronavirus/).

Eles acham que o problema é dos outros.

Não obedecem, não cooperam e

continuam a festejar.

Vem isto a propósito de uma notícia

que me chocou. No passado dia 21 de

Março: um jovem de 19 anos morreu

num despiste de automóvel em

Guimarães, era estudante na Universidade

do Minho e atleta do Grupo

Desportivo de Boticas, de onde era

natural.

O presidente do Grupo Desportivo

de Boticas, Paulo Aleixo, disse que

o Joel “era o nosso ideal de atleta.

É uma perda irreparável. Era miúdo

fantástico, adorado por toda a gente.

Estamos em choque, ainda não consigo

acreditar”.

Joel Nascimento era um “jogador polivalente”

que fez toda a formação em

futebol 11, mas jogava nos juniores de

futsal e era chamado às duas equipas.

O jovem futebolista estudava no polo

de Guimarães da Universidade do

Minho e morreu na sequência de um

despiste de automóvel, ao início da

madrugada, em Guimarães. Era um

dos dias (sexta-feira às 20 horas, dia

19 até às 5 horas de segunda-feira, dia

22) de confinamento.

Neste acidente, uma rapariga de 18

anos sofreu ferimentos graves e há

ainda outros dois feridos ligeiros.

Todas as vítimas tinham idades entre

os 17 e os 19 anos. No carro seguiriam

dois rapazes e duas raparigas, em

Azurém, junto ao largo de Nossa Senhora

da Madre de Deus, debaixo de

um tabuleiro da circular urbana.

Temos pais que têm filhos e filhas

jovens que optaram por tais festas

sem protecção e sem máscaras. Estão

assustados por não conseguirem

convencer seus filhos a não se colo-

16

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CRÓNICA

carem a jeito para contrair esta peste

mundial.

Na verdade, para milhares, talvez milhões

de jovens, o ‘próximo mais próximo’

deixou de ser os avós e pais e

irmãos. Para eles, o grupo, os amigos

contam mais do que os familiares. É

lá que se identificam e são aparentemente

felizes!

Os amigos do bar, companheiros da

praia e parceiros da rua valem mais,

é neles que estes nossos filhos e netos

se vêem ao espelho e são, aparentemente,

felizes. Os amigos de noitadas

ou dos grupos valem mais para eles.

O grupo, a galera (como se diz por

aí) substituiu a família! Os “boomers”

(1 2 ) são uns cotas reaccionários. Ainda

são do tempo do Facebook, ignoram

2 ”Boomer” é uma expressão popular

da Internet, usado nas redes TikTok, Twitter e

Instagram com o objetivo de protestar contra

os ideais de pessoas mais velhas em relação às

novas gerações.

o Tik Tok e não aparecem no Instagram.

Então, como o grupo desafia o vírus

e não usa máscaras, eles também não

usam. Seriam rejeitados nesta “cena”

que se aglomera. Para eles, conviver é

um valor maior do que ficar em casa

ou cumprir as regras de distanciamento!

As regras da rua são superiores

mais para eles!

E se, ao voltarem para a casa que pertence

aos pais ou avós, trouxerem junto

o vírus, para eles que importa?

Já decidiram, nesta fase da vida, quem

significa quase tudo para eles: não os

pais, nem os avós, nem os irmãos que

se cuidam, e sim o gangue, a turma, os

amigos de noitadas.

Decidiram muito mal. Alguns fazem

os seus pais sofrer, outros pagam pela

sua negação, fazem sofrer os amigos,

e outros fazem com que muitos mais

sofram os efeitos desta tragédia que

se abateu sobre nós.

Todos — eu, tu, eles, nós, vós e eles

— são desafiados a empilhar sacos de

areia na entrada, para desviar o rio da

morte.

Enquanto não quisermos desviar a a

água para que esta não invada o hospital,

nem a escola, nem as casas, a indiferença

vai pagar-se com as nossas,

as vossas, a minha e a tua vida(s). A escolha

é tua. Mas deixem que vos diga

uma coisa: os “boomers” esperam que

escolhas a vida, a máscara, a vacina e o

distanciamento.

Os Cotas querem-te bem, com vida e

seguro, para que lhes possas continuar

a chamar de “boomers” ou cotas. Nós

amamos esse “mimo”.

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CRÓNICA

IDENTIFICAR O FASCISMO EM 20 PASSOS

V PAULO MARQUES

O

fascismo nasceu há

mais de cem anos: em

1919, em Milão, e o seu

pai é Benito Mussolini (1883

– 1945), Il Duce (o Guia), o

bárbaro e sanguinário ditador

italiano, fundador do Fasci

Italiani di Combattimento

(à letra, Feixes de Combate),

uma associação nacionalista

de veteranos da Primeira

Grande Guerra (1914 – 1918),

que viria a dar origem, dois

anos depois, ao Partido Nacional

Fascista, ou PNF.

De certa forma, o fascismo tanto nasceu

como reação à Revolução Bolchevique

de 1917 e às fortes lutas dos

trabalhadores e dos seus sindicatos,

como à sociedade liberal-democrática-capitalista

que emergiu após a Primeira

Guerra. Constituiu uma espécie

de terceira via entre o marxismo proletário

e o conservadorismo burguês,

que capitalizou todos os medos e todos

os descontentamentos, ocupando

um espaço deixado vago pelas outras

ideologias políticas.

O fascismo viria a marcar forte e desgraçadamente

a História da Europa

entre as duas guerras mundiais, emergindo

e ganhando força num contexto

de crise económica, social e política,

apresentando-se como uma solução

fácil, rápida, radical e salvífica que

seduziu milhões de europeus: italianos,

alemães, espanhóis, portugueses,

austríacos, romenos, húngaros,

jugoslavos... alastrando-se mais tarde,

entre os anos 50 e 80, a vários países

latino-americanos: Chile, Argentina e

Brasil.

Os fascismos são todos diferentes,

mas têm alguns aspetos em comum.

Aprenda a identificá-los:

1- Combate e perseguição ao comunismo,

ao socialismo, ao marxismo, à

luta de classes, à democracia, ao liberalismo,

ao capitalismo, ao igualitarismo

e ao hedonismo.

2- Liberdade individual submetida à

corporação, à coletividade, ao Estado.

3- Totalitarismo: Estado forte, controlador,

centralizado e hierarquizado,

não admitindo oposições, divisões

ou fracionamentos.

4- Luta por uma ditadura total: afastamento

dos políticos não-fascistas,

abolição dos partidos e formações

sindicais oposicionistas, imposição do

partido único.

5- Criação de um inimigo – interno

e/ou externo – que deve ser exterminado

para garantir a segurança e supremacia

de um grupo considerado

superior e/ou vítima injustiçada. Os

inimigos podem ser: comunistas, negros,

homossexuais, ciganos, judeus,

estrangeiros...

6- Primado absoluto da nação: nacionalismo

radical e exaltação da pátria

(por oposição ao internacionalismo).

7- Uso da censura (condenando, reprovando,

proibindo tudo o que critique

o regime) e da propaganda (difundindo

tudo o que enalteça o regime).

8- Vocação belicista: militarização

da sociedade, sempre preparada para

uma guerra iminente ou em curso.

9- Culto da personalidade: obediência

e culto ao chefe carismático, autoritário,

incontestável, providencial, salvador

da nação.

10- Elitismo: Favorecimento da elite

(ao mesmo tempo que a controla) em

prejuízo da população em geral: “manda

quem pode, obedece quem deve”,

dizia Salazar.

11- Controlo da Polícia e do Exército.

12- Polícia truculenta e bem estruturada,

responsável por conter indivíduos,

grupos e opiniões divergentes;

forte repressão policial; uso da violência,

da intimidação, da punição e

da tortura: “os fins justificam todos os

meios”; desrespeito dos mais elementares

direitos humanos; supressão das

liberdades democráticas.

13- Etnocentrismo: ideia da superioridade

de um grupo sobre outros –

discriminação e perseguição de todos

os que não forem considerados como

parte da comunidade.

14- Existência de milícias civis com

uma participação repressiva de defesa

do Estado.

15- Discurso fortemente emocional

em detrimento de uma argumentação

racional.

16- Preocupação excessiva com a ideia

de decadência moral e organizativa de

uma comunidade ou nação. Encarna

uma missão de regeneração nacional,

visando a criação de uma nova ordem

e de uma nova civilização.

17- Imperialismo: política de grandeza,

de expansão, de domínio, de potência

e de conquista.

18- Guardiões da ordem tradicional

e conservadora, baseado em idealismos

projetados no passado heróico e

mítico, ou no futuro, como destino

comum da nação: o que origina o racismo

e a xenofobia.

19- Exaltação da juventude, da força,

da virilidade, da estética.

20- Aproveitamento e manipulação

da religião vigente e maioritária.

18

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CRÓNICA

Abençoado 25 de Abril !

V AMADEU HOMEM

Tenho alguns Amigos de boa

qualidade intelectual entre militares

de carreira, já reformados.

Todos eles travaram a guerra

colonial. E quase todos eles sustentam

que essa guerra não estava

perdida e que os movimentos

por eles designados de “terroristas”

jamais alcançariam uma definitiva

vitória militar.

Sendo um tema fracturante, eu raramente

replico. Ouço e calo. Não arrisco

boas Amizades por divergências

de mera suposição. Mas como só um

deles se encontra no meu FaceBook

- e como é um Homem de uma invulgar

tolerância e capacidade de diálogo

- eu posso aqui trazer, hoje, o que

desde sempre pensei.

A guerra colonial poderia arrastar-se

penosamente por mais alguns anos.

Quantos ? Não faço ideia. Mas Portugal,

enquanto Povo, acabaria por

dizer “basta” a tal matadouro, como o

fez em 25 de Abril de 1974. Por outro

lado, o nosso País tinha vindo a perder,

sucessivamente, todos os apoios

internacionais que poderiam sustentar

tal esforço bélico. A Conferência

de Bandung roubara-nos o apoio dos

chamados países não- alinhados. A

hegemonia branca da Rodésia claudicou.

O “apartheid” sul-africano

entrara num imparável processo de

decomposição. E, para culminar tal

ramalhete, a administração Kennedy

- contrariando a doutrina Eisenhower

- manifestou-se formalmente

contrária às pretensões portuguesas.

Tínhamos contra nós, ainda, a China

e a União Soviética, potências municiadoras

e sustentáculos efectivos

dos “movimentos trerroristas” ou “de

libertação” (como se quiser).

Assim sendo, a guerra ganhava-

-se como? E com quem? Com que

apoios? Com que cumplicidades ou,

ao menos, com que aliados?

Já haviam caído com fragor todos os

impérios coloniais europeus. O da

grande e poderosíssima Grã-Bretanha;

o da França; o da Alemanha; o

da Holanda ; o da Bélgica; o da Itália;

o da Espanha. Mais algum de que não

me lembre?

Um dos maiores crimes de Salazar

residiu na caturrice inqualificável do

“Orgulhosamente Sós”. Ficar só contra

o mundo é mais do que um acto

de irresponsabilidade. É sobretudo

um acto de orgulho demente.

Era possível aguentar mais uns anos?

Mais uma década, talvez ? Se calhar

era! Mas aguentar nunca seria vencer.

E, nessa interinidade, quantos mais

mortos? Quantos mais mutilados ?

Quantos mais incapacitados? Quantos

mais arruinados psicologicamente?

Abençoado 25 de Abril !

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19


Informações MAPS

Queridos leitores, a pandemia do

coronavírus ainda não acabou. A

obrigação do uso de máscara de

proteção se aplica em muitos lugares

no espaço público. O Conselho

Federal recomenda que você fique

em casa e reduza o contato com

outras pessoas. Mantenha uma

distância de pelo menos 1,5 m de

pessoas fora de sua casa, lave as

mãos regularmente e use máscara

de proteção no transporte público.

Você pode encontrar uma visão

geral das medidas atuais em vários

idiomas em www.stadt-zuerich.ch/

coronavirus. Informe-se antes de

ir a um evento. Apesar de tudo, a

equipe MAPS deseja a você muita

diversão!

Por LÚCIA SOUSA

01.05.2021 (Samstag)

Dia de artesanato no

parque

Todo primeiro sábado do mês há

uma tarde de aventura no „Wildnispark

Zürich“. Hoje você e sua família

fazem moedas de sementes. Estas

moedas são pequenas bolas redondas

feitas de terra e estão cheias de

sementes de plantas ou flores. Você

pode plantá-las no jardim ou em um

vaso. Depois disso, lindas flores ou

vegetais deliciosos crescem. As moedas

de sementes são um presente

muito legal! 14:00-16:00. CHF 5.-.

Wildnispark Zürich, Besucherzentrum.

S4 bis „Bahnhof Sihlwald“.

http://www.wildnispark.ch

http://www.wildnispark.ch/de/angebote-entdecken?offer=42217

02.05.2021 (Sonntag)

Cursos de bicicleta para

refugiados

Neste curso, você praticará andar

de bicicleta e circular com segurança

no trânsito. A entrada no curso

é possível a qualquer momento.

Bicicletas estão disponíveis.

Inscrições em friendsonbikes@

gmx.ch. 13:30-16:00. Outras datas:

16.05/30.05/13.06/27.06. Livre. GZ

Bachwiesen. Bachwiesenstr. 40.

Bus 67/80 bis „Untermoosstrasse“.

http://www.friendsonbikes.ch/infos-

AGENDA

-für-teilnehmer-innen/

http://www.friendsonbikes.ch/infos-f%C3%BCr-teilnehmer-innen/

kurdsdaten-2021/

03.05.2021 (Montag)

Museu do bonde(Eléctrico)

Além de uma visita, o „Tram-Museum“

em Zurique oferece um pequeno

tour digital para todos. No

vídeo gratuito, você pode descobrir

mais sobre a garagem de bonde mais

antiga de Zurique e o bonde „Lisbethli“

de 100 anos. Uma viagem emocionante

pela história dos bondes.

Seg/qua/sáb/dom 13:00-18:00. CHF

12.-.

Tram-Museum Zürich. Forchstr.

260.

Tram 11 bis „Zürich Burgwies“.

http://www.artonair.tv/programs/

tram-museum

04.05.2021 (Dienstag)

Oficina de reparos

Você tem objetos quebrados como

brinquedos, roupas ou bicicletas? No

„GZ Hirzenbach“, os especialistas

irão ajudá-lo com os reparos. Você

pode usar as ferramentas e peças sobressalentes

e consertar suas coisas.

Inscrições em christoph.zuellig@gz-

-zh.ch ou 044 325 60 18. Ter 14:00-

22:00. Sáb 11:00-17:00. CHF 4.- para

adultos e CHF 2.- para crianças. O

uso da máquina e do material serão

cobrados de acordo com o consumo.

GZ Hirzenbach. Grosswiesenstr.

176.

Tram 9 oder Bus 94 bis „Altried“

oder Tram 7 bis „Probstei“.

http://www.gz-zh.ch/gz-hirzenbach

05.05.2021 (Mittwoch)

Cursos criativos para

crianças

A „Kinderkulturakademie Zürich“

oferece um curso para crianças

entre 7 e 13 anos de idade ao longo

de oito tardes. As crianças visitam

o „Kinderzirkus Robinson“ e o museu

„Haus Konstruktiv“. Início do

curso: 12.05. Inscrições até 05.05.

14:00- 17:00. Há também três sábados

culturais para jovens de 10 a 13

anos. Lá eles visitam, entre outros

lugares, a „Tanzhaus Zürich“. Início

do curso: 05.06. Inscrições até 31.05.

10:00-16:00. Inscrições em kkaz@

hauskonstruktiv.ch ou 044 217 70

80. Com KulturLegi a participação é

gratuita (em vez de CHF 150.-).

Museum Haus Konstruktiv. Selnaustr.

25.

S4/S10 bis „Bahnhof Selnau“ oder

Tram 2/9 bis „Sihlstrasse“.

http://www.hauskonstruktiv.ch/

deCH/vermittlung/kinderkulturakademie-zuerich/herbst-2020.htm

07.05.2021 (Freitag)

Postagem através da

Oerlikon

Você mora em Oerlikon e gostaria

de conhecer melhor o bairro? Pegue

um mapa da área no „GZ Oerlikon“

ou imprima-o e descubra 10 postos

diferentes em Oerlikon. Por exemplo,

descubra uma loja de alimentos

orgânicos. Em cada posto estão escondidos

uma placa e um furador.

Depois de encontrar o posto, faça

um furo em um espaço no cartão do

bairro. No final há um pequeno presente

para as crianças. Livre.

GZ Oerlikon. Gubelstr.10.

Tram 10/14 bis „Salersteig“.

http://gz-zh.ch/app/uploads/sites/13/2021/03/Postenlauf_Karte7.

pdf

08.05.2021 (Samstag)

Correr juntos

O grupo de corrida „AOZ – Züri

rännt“ reúne-se a cada segundo sábado

para correr em conjunto. Conheça

novas pessoas e faça jogging ao ar

livre em Zurique. Existem vários grupos

para corredores lentos e rápidos.

Escolha o seu ritmo e faça jogging

conosco. Informações sobre o ponto

de encontro estão disponíveis após

inscrição via WhatsApp em 079 527

56 71. 10:00. Participação grátis.

http://www.zueriraennt.ch/zueri-

-raennt-fuer-dich/

09.05.2021 (Sonntag)

Faça pães trançados em

formato de animais

Hoje é dia das mães. Surpreenda sua

mãe com um pão trançado feito em

casa. Evidentemente você também

pode distribuí-los para seus amigos

ou outros membros da família. Uma

atividade para toda a família. Você

pode encontrar a receita no site a

seguir.

http://www.swissmilk.ch/de/rezepte-kochideen/rezepte/LM_

div_0812_02/zopfteig-tierli/

20

Lusitano de Zurique - Maio 2021 | www.cldz.eu


10.05.2021 (Montag)

Concerto ao vivo

A „Zürcher Hochschule der Künste“

apresenta grandes concertos

todos os meses em uma transmissão

ao vivo. Hoje você vai ouvir o

„Carmina Quartett“ com canções

clássicas dos compositores alemães

Franz Schubert e Felix Mendelssohn.

19:30. Entrada livre, contribuição

espontânea.

http://www.zhdk.ch/veranstaltung/43312

11.05.2021 (Dienstag)

Exposição (até 31.10)

No „Völkerkundemuseum“ você

pode ver atualmente a exposição

sobre o tema dos navios e travessias

para a vida após a morte na Indonésia.

Os navios são retratados

em folhas diferentes e mostram

as almas de marinheiros falecidos

em seu caminho para a vida após

a morte. Ter/qua/sex 10:00-17:00.

Qui 10:00-19:00. Sáb 14:00-17:00.

Dom 11:00-17:00. Entrada livre.

Völkerkundemuseum. Pelikanstr.

40.

Tram 2/9 oder Bus 66 bis „Sihlstrasse“.

http://www.musethno.uzh.ch/de/

ausstellungen/schiffe_und_uebergaenge.html

12.05.2021 (Mittwoch)

Feiras em Zurique

As feiras da cidade oferecem flores,

verduras frescas, temperos e

especialidades de diversos países.

Passeie pelas barracas e descubra

coisas novas. Hoje: Em Altstetten

e Oerlikon. 06:00-11:00. Informações

sobre horários e locais em:

www.zuercher-maerkte.ch.

14.05.2021 (Freitag)

Jardim Botânico

Na primavera, vale a pena uma visita

ao jardim botânico. Descubra

estufas, gramados e bosques com

muitos tipos diferentes de plantas

do mundo inteiro. Seg-sex 07:00-

19:00. Sáb/dom 08:00-18:00. Entrada

livre.

Botanischer Garten. Zollikerstrasse

107.

Bus 33/77 bis „Botanischer Garten“

oder Tram 11/Bus 31 bis „Hegibachplatz“

oder Tram 2/4 bis „Höschgasse“.

http://www.bg.uzh.ch

16.05.2021 (Sonntag)

Fazer trilhas

Um „Planetenweg“ vai do „Üetliberg“

a „Felsenegg“ e mostra as

distâncias no sistema solar porque

cada metro corresponde a uma

distância de 1 milhão de quilômetros.

Esta caminhada de duas horas

passa pelo sol e por muitos planetas.

Em „Felsenegg“ você tem uma

bela vista do Lago de Zurique e das

montanhas.

Sihltal Zürich Uetliberg Bahn SZU.

Wolframplatz 21.

S10 bis „Üetliberg“.

http://www.zuerich.com/de/besuchen/sport/planetenweg

17.05.2021 (Montag)

Fitness para grávidas

A associação „PEBS“ disponibiliza

cursos de fitness durante a gravidez

e após o nascimento. Há ainda

aconselhamento preventivo com

nutricionistas. Por exemplo, o curso

de fitness para grávidas decorre

às segundas às 18:15 e às sextas-feiras

às 17:30. Inscrições online no

site. De momento, os cursos realizam-se

via Zoom. Gratuito com

KulturLegi (em vez de CHF 125.-

por 5 sessões).

http://www.buggyfit.ch/standort/

zuerich/

18.05.2021 (Dienstag)

Café das Línguas

No centro comunitário „GZ Loogarten“

as pessoas encontram-se

todas as terças e quartas-feiras para

tomar café e conversar em alemão,

melhorando os seus conhecimentos

de alemão. Apareça e desfrute

de uma agradável tarde. Ter 14:00-

15:00. Qua 18:30-19:30. Participação

gratuita.

GZ Loogarten, Standort Badenerstrasse.

Badenerstr. 658.

Tram 2 oder Bus 35/78/80 bis „Lindenplatz“.

http://www.gz-zh.ch/gz-loogarten

20.05.2021 (Donnerstag)

Ideias para trabalhos

manuais

Gostaria de pintar ou fazer trabalhos

manuais em casa com os seus

filhos, mas está sem ideias? Hoje no

„Zentrum ELCH Frieden“ encontre

sugestões para ser manualmente

criativo em casa. 19:00-21:00.

Participação gratuita.

Zentrum ELCH Frieden. Wehntalerstr.

440.

MAIO

2021

Bus 32, 61, 62 bis „Einfangstrasse“.

http://www.zentrumelch.ch/familienzentren-zuerich-elch/frieden/

angebote/detail/events/selbstvertrauen-durch-kreativitaet/

21.05.2021 (Freitag)

Concertos online

No site do „Planet5“ pode assistir

a diversos concertos do ano passado.

Veja, por exemplo, o concerto

de „Lembas & Dusel“ e desfrute

de hip hop suíço. Além do mais, o

„Planet5“ oferece outros directos.

http://www.planet5.ch/jugendkultur-events/planet5-digital-archiv/

22.05.2021 (Samstag)

Feira da ladra Kanzlei

A feira da ladra no „Kanzleiareal“

decorre todos os sábados e independentemente

das condições atmosféricas.

Nas bancas há todo o

tipo de artigos e produtos. 07:20-

16:00.

Kanzleiareal. Kanzleistrasse 56.

Tram 2/3 bis ″Bezirksgebäude″.

http://www.flohmarktkanzlei.ch

25.05.2021 (Dienstag)

Atelier de pintura

Venha até ao atelier de pintura e

crie arte com a ajuda de diversas

ferramentas e cores. Não são necessários

conhecimentos artísticos

prévios. Para adultos: seg 18:00-

21:00, ter e sex 14:00-18:00, qui

14:00-21:00. CHF 7.- para pessoas

com N/F-Ausweis, material incluído.

Para crianças (6-12 anos): de 2

em 2 semanas, à quarta-feira 14:00-

16:00. CHF 7.- para crianças com

N/F-Ausweis, material incluído.

Inscrições: 076 450 79 83, info@

kunstasyl.ch.

Malatelier Kunstasyl, Container

08. Aargauerstr. 60.

Tram 4 bis „Würzgraben“.

http://www.kunstasyl.ch

28.05.2021 (Freitag)

Teatro em casa

O „Theater Basel“ apresenta algumas

peças e espectáculos de dança.

Passe pelo site e desfrute de uma

noite de teatro com a sua família.

Semanalmente há novos vídeos.

Veja, por exemplo, a exibição de

„Im Flow der Apokalypse“. Gratuito.

http://www.theater-basel.ch/de/onlineprogramm

Lusitano de Zurique -Maio 2021 | www.cldz.eu

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RETRATOS CONTADOS...

Nélson

Mateus

Foto: DR

Alice

Vieira

“Diário de uma avó e de um neto”

Lisboa, maio de 2021 (*)

Querida Avó,

Num piscar de olhos chegamos a

maio.

É verdade que temos vivido tempos

atípicos. Sentimos na pele a falta dos

cafés e restaurantes, de estarmos com

as pessoas que amamos, de fazermos

o que queremos e quando queremos.

Ninguém gosta de viver com a liberdade

condicionada, nem com medo.

Não estou a falar da falta de liberdade

no tempo da ditadura, nem do medo

da PIDE. Mas sim da falta de liberdade

que a pandemia causou, e do medo

do vírus. Têm havido muitos avanços

e recuos, mas em breve (esperamos

nós), tudo isto fará parte da história.

Mas de uma coisa não nos podemos

queixar. Com a vida agitada que levamos,

não temos dias entediados, sem

nada para fazer (como alguns se queixam).

“O Diário de uma avó e de um neto

em casa … confinados” foi uma ideia

excelente que tivemos. Aquilo que já

partilhávamos um com o outro, ao telefone,

passamos a partilhar com os

outros e tem sido um sucesso.

Com imensa gente a comentar, a partilhar,

a dar ideias …

Começámos por publicar os capítulos

no site, e redes sociais, Retratos Contados.

Depois fomos convidados para

escrever crónicas para o suplemento

do Jornal Sol, mais tarde para o site da

Revista Visão.

Agora, tivemos a honra de ser convidados

para escrevermos para o

“Lusitano de Zurique”. Que bom

que é partilhar com as comunidades

portuguesas histórias de Portugal, e

de personalidades portuguesas.

Nos últimos meses temos partilhado

com os nossos leitores Memórias

de Portugal. Histórias e estórias que

permitem aos mais velhos recordarem

a nossa identidade, e aos mais novos

saberem quem são (ou quem foram),

personalidades que contribuíram para

que hoje sejamos como somos e o que

somos.

“Este país não é para velhos!” É uma

frase que, infelizmente, ouvimos com

alguma frequência.

Em muitas famílias os velhos são um

fardo, e ninguém tem tempo, nem

interesse, em cuidar deles. Qual a importância

que os mas velhos têm na

sociedade? O que deve ser feito para

valorizar a ligação entre avós e netos?

Os mais novos não pensam que serão

os velhos do futuro e que podem vir a

ser o fardo de amanhã. Todos corremos

o risco de que um dia ninguém

queira cuidar de nós.

Vivemos numa sociedade envelhecida,

hipócrita, em que a maioria das pessoas

só pensa em si mesmo.

A sociedade está em plena mudança.

Os valores que existiam já não são os

mesmos.

Todos damos como garantida a água

que sai da torneira, a democracia…

mas será que vai ser sempre assim?

O tempo passa a correr. Há uns anos,

grande parte das famílias não tinha telefone

fixo em casa. Hoje os telemóveis

evoluíram tanto, qua dão para fazer

tudo e mais alguma coisa, inclusive

fazer chamadas …

22

Lusitano de Zurique - Maio 2021 | www.cldz.eu


Através dos capítulos do nosso “Diário” temos

realizado uma viagem através do tempo.

Percebermos como eram os avós e os

netos do passado, comparando com os avós

e netos do presente e com os olhos postos

naquilo que serão as famílias no futuro.

Os jovens de hoje serão os velhos de amanhã—é

um lugar comum, mas não deixa

de ser verdade. A sociedade tem que estar

alerta para esta temática, caso contrário o

drama da solidão cada vez irá acentuar-se

mais.

No entanto, ser velho não tem ser visto

como algo negativo! Os velhos cada vez são

pessoas mais ativas, pessoas que se preocupam

com o bem-estar, que se cuidam, que

viajam, que estão ativos nas redes socias e

no dia-a-dia. Já lá vai o tempo em que uma

mulher enviuvava aos 30 anos, vestia-se de

preto, colocava lenço na cabeça e assim ficava

até ao fim da sua vida.

Os avós de hoje saem para namorar independentemente

da idade!

É sobre tudo isto e muito mais que temos

falado no “Diário da avó e do neto”.

De uma forma divertida podemos falar de

assuntos sérios.

O actor Varela Silva dizia muitas vezes: “

Você não tem ontem” quando se referia a

alguém sem memórias do passado.

Precisamente o que temos feito e pretendemos

continuar a fazer. Partilhar com todos

as memórias da nossa portugalidade.

Já estive na Suíça por duas vezes. Gostei

imenso. De ambas as vezes andei por

Genebra, Lausanne e Montreaux. Gosto

imenso do Lago Léman, dos banhos, das

paisagens (tão diferentes consoante as estações

do ano), da magia no Mont Blanc…

Mas acreditas que das duas vezes que fui a

Genebra nunca vi o Jet d’Eau a funcionar?

Tenho que lá voltar!

Nunca fui a Zurique. Mas agora chegamos

a Zurique através do nosso “Lusitano de

Zurique”.

Quem sabe um dia, quando o nosso “Diário”

for um livro, não fazemos uma viagem

pela Suíça para partilhar o nosso “Diário”

com as comunidades portuguesas.

O nosso verbo é o verbo ir.

Não precisam de muito para nos convencer!

Bjs e até breve.

Nélson Mateus (**)

Querido neto

Conheço bem a Suíça.

Para já, porque a primeira professora

de francês que eu e os

meus irmãos tivemos—ante de

entrarmos para a escola—era

suíça. Antes de começarmos a

lição tínhamos de cantar um

hino que nunca mais esqueci e

que era mais ou menos assim: “A

Suíça é bela/ oh como é preciso

amá-la!/ saibamos por ela /viver

e morrer/ Passemos os montes,

passemos os mares / apreciemos

mais de 100 climas diferentes/

a Suíça permanecerá sempre/

como no primeiro dia/ a suíça é

imortal”

O patriotismo do hino não nos

dizia rigorosamente nada—mas

a Melle. Favre sorria encantada.

Depois, porque os meus tios

eram fanáticos de hóquei em

patins e lá íamos a Montreux ver

o final da taça –e ganhávamos

sempre, claro.

Nos tempos mais recentes, porque

a minha editora em língua

francesa é “La Joie de Lire”, de

Genève. (E, ao contrário de ti,

sempre que lá fui o jacto de água

saltava do lago que era uma beleza.)

E ia falar dos meus livros

pelo país todo. Lembro-me que

uma vez já tinha ido, no mesmo

dia, a tantas cidades diferentes

que, à noite, quando me deixaram

no hotel, eu tive de perguntar

na portaria “desculpe, mas

em que cidade estou?”

Estava em Berna. E até hoje,

para grande tristeza, do porteiro

do hotel, nunca tive tempo de ir

à fossa dos ursos.

www.retratoscontados.pt

CULTURA

Perto da cidade de Lucerna, já

subi o Monte Pilatos a sério,

quero dizer, a pé, com amigos,

de cajado na mão, pelos trilhos,

e de noite ficávamos num daqueles

albergues de montanha

que por lá existem.

O que a Suíça tem de pior—

amigos, desculpai lá…—são os

suíços. Sobretudo na parte alemã.

Eu tinha muitos amigos que lá

viviam (no tempo da ditadura

muitos exilaram-se lá) e contavam-me

coisas estranhíssimas.

Um dia um deles deixou cair um

garfo no chão da cozinha, já passava

das oito da noite, e apareceu-lhe

logo um polícia à porta

porque ele estava a fazer barulho.

E eu lembro-me um dia, em

Basileia, estar a entrar em casa

de uma amiga onde ia ficar, e ela

me sussurrar “tira os sapatos e

temos de falar baixo porque já

passa das oito”.

E uma outra amiga minha, que

lá estava a ensinar português

pelo Instituto Camões, aproveitou

o domingo para aparar a relva

do jardim—e no dia seguinte

foi chamada à esquadra, porque

aos domingos não se pode trabalhar.

Mas como neste jornal não vamos

falar de suíços mas sim de

nós, vamos embora.

E até pode ser que, nestes anos

todos em que lá não fui, e com

as vidas difíceis que a pandemia

nos trouxe, eles até estejam diferentes…

Este mês serei vacinada com a 2ª

dose da vacina.

Bjs e cuida-te.

Alice Vieira (***)

(*) Os autores escrevem segundo o Acordo Ortográfico

(**) Jornalista - (***) Jornalista e Escritora

https://bit.ly/3dvDigl

https://bit.ly/3dvi3Li

https://bit.ly/3tyuFXN

info@retratoscontados.pt

Lusitano de Zurique -Maio 2021 | www.cldz.eu

23


SAÚDE

Índica, Sativa ou Híbrida?

Não é possível saber que flores se

vendem nas farmácias portuguesas

V LAURA RAMOS

As primeiras flores de canábis

aprovadas pelo Infarmed estão

disponíveis nas farmácias

portuguesas desde o início

de Abril, mas a Tilray não

revela qual é o cultivar ou o

chemovar 1 das flores THC18

que está a vender em Portugal,

nem pediu ainda a sua

comparticipação. No folheto

informativo, disponibilizado

pelo Infarmed, apenas constam

o teor de THC (18%) e de

CBD (<1%), mas para muitos

médicos e pacientes é importante

conhecer o perfil

1 Classificação das espécies de plantas,

de acordo com sua composição química.

de canabinóides e terpenos

desta substância, para melhor

adequarem o tratamento às

diversas patologias e a forma

de a consumir.

Portugal segue a mesma linha da Alemanha,

onde apenas são revelados os

teores de THC e CBD. Não é facultada

ao utente informação sobre os

restantes compostos da planta. No

Canadá a Tilray comercializa a genética

das sementes.

O Cannareporter enviou questões à

Tilray, transcritas com as respectivas

respostas abaixo, e também ao Infarmed,

que até à data desta publicação

não respondeu.

As respostas da Tilray foram enviadas

via email por Rita Barata, Head of

Marketing EMEA & Country Manager

Iberia da Tilray.

1 – Qual é o chemovar ou cultivar

das flores THC18?

A Tilray, como empresa da indústria

farmacêutica, no cumprimento da lei

e do código deontológico em vigor da

APIFARMA, não pode facultar informações

específicas sobre produtos

ao público em geral.

2 – Onde pode ser consultado o

certificado de análise destas flores?

Que outros canabinóides e

terpenos estão presentes?

As preparações e substâncias à base

da planta da canábis, requerem a

submissão de um dossier e posterior

aprovação do mesmo, por parte do

INFARMED, I.P. Por dossier de qualidade

entende-se a submissão do módulo

3, do formato CTD (Common

Technical Document), característico

da submissão dos medicamentos. É

referido, vulgarmente, como o módulo

farmacêutico, onde consta toda a

informação de produção e controlo

de qualidade. A informação que pode

ser facultada aos doentes, encontra-

-se no folheto informativo, que está

disponível nos canais adequados.

3 – A Tilray já pediu a comparticipação

destas flores ao Infarmed?

Acreditamos que a comparticipação

24

Lusitano de Zurique - Maio 2021 | www.cldz.eu


é um passo fundamental para que o

acesso com equidade seja alcançado

e trabalharemos para isso o mais

rápido possível. Contudo, é ainda

preciso compatibilizar o regime de

comparticipação existente – naturalmente

desenhado para os medicamentos

– com a nova realidade das

preparações e substâncias à base da

planta da canábis.

4 – Quantos médicos é que a Tilray

já visitou para dar formação

sobre esta nova terapia? Em que

Hospitais?

A Tilray desenvolve a sua actividade

promocional e educativa nos termos

da lei em vigor e considera essa informação

estratégica como confidencial.

5 – Quantos pacientes estimam

que possam vir a beneficiar deste

novo produto?

A epidemiologia de doentes não controlados,

com as terapêuticas convencionais

nas indicações aprovadas,

é incerta. Contudo, a evidência disponível

aponta para números ainda

elevados, como por exemplo na dor

crónica oncológica e dor crónica

neuropática. Para esta substância à

base da planta da canábis para fins

medicinais, o INFARMED aprovou

as seguintes indicações terapêuticas,

nos casos em que os tratamentos

convencionais não produziram

os efeitos esperados ou provocaram

efeitos adversos relevantes:

• Espasticidade associada à

esclerose múltipla ou lesões da

espinal medula;

• Náuseas, vómitos (resultante

da quimioterapia, radioterapia

e terapia combinada de

HIV e medicação para hepatite

C);

• Estimulação do apetite nos

cuidados paliativos de doentes

sujeitos a tratamentos oncológicos

ou com SIDA;

• Dor crónica (associada

a doenças oncológicas ou ao

sistema nervoso, como por

exemplo na dor neuropática

causada por lesão de um nervo,

dor do membro fantasma,

nevralgia do trigémio ou após

herpes zoster);

• Síndrome de Gilles de la

Tourette

• Glaucoma resistente à terapêutica

Cabe ao médico assistente fazer a

avaliação da situação do doente e,

em função das características da preparação

e/ou substância, decidir sobre

a sua utilização e em que condições,

determinando se o doente em

casa poderá ou não beneficiar desta

alternativa terapêutica. Esperamos

garantir o acesso a esta terapêutica

ao maior número de doentes que

dela necessitem, de acordo com os

critérios médicos definidos.

Receita

Gomas de frutos silvestres

com canábis

V LUÍS NARCISO (*)

As gomas são pequenas e fáceis de

comer, não sujam e pode prepará-las

com inúmeros sabores e concentrações.

Podem ser feitas com óleo de

canábis e ajustadas às necessidades de

cada um. O óleo de canábis bem feito

contém muito pouca matéria verde,

então o sabor é muito mais agradável.

Se tiver canábis, tempo e paciência,

recomendo fazer gomas com óleo de

canábis puro.

INGREDIENTES:

50 ml de água

200 ml de sumo de frutos vermelhos a

gosto, sem adição de açúcar

50 ml de concentrado de maçã

50 ml de geleia de arroz

2 colheres de sopa de agar agar em pó

1 colher de sopa de amido de milho

Preparação:

Misture bem a água com o agar agar e

o amido num copo. Reserve.

Utilize 7 a 14 gotas de óleo. Adicione-

-as no início e leve a ferver juntamente

com o sumo e adoçantes, durante

6 minutos. Retire do lume, adicione a

mistura de agar agar e amido. Leve a

ferver em lume mínimo durante mais

3 minutos, mexendo sempre.

Verta sobre os moldes sobre uma base

estável para levar ao frigorífico.

Desenforme passadas 2 horas. Guarde

num frasco fechado, no frigorífico,

até um mês.

________________________________

(*) Chef - Cozinha Natural, Macrobiótica

e Vegan

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25


POSTAL DO DIA

Cristina Ferreira

não me serve

V LUÍS OSÓRIO

1.

Somos animais

A democracia tem sido o melhor sistema,

em comparação com todos os

outros, pela razão de ser o que melhor

nos protege de nós próprios. Ao

contrário do que muita gente acha

(e há muita gente a achá-lo), nas democracias

há muito menos corrupção

do que em qualquer ditadura.

Pela simples razão de que há menos

regulação, seja ela mais ou menos

eficaz.

2.

Não sou um otimista sobre o ser

humano. Não acredito que sejamos

tendencialmente bons – se formos a

um recreio de uma escola de crianças

percebemos que existe crueldade,

inveja e egoísmo. E percebemos

que são os mais agressivos que prevalecem

e ditam as regras.

Somos animais.

Racionais.

Mas animais.

3.

Muitos líricos normativos acham

que a biologia é uma invenção, mas

não é. É predominante. Para o bem

e para o mal. O que nos salva de

nós próprios é um contrato. Fazemos

parte de uma comunidade com

regras. Direitos e deves. Leis que

nos protegem ou desgraçam. Mas

leis. Formas de regular a nossa pulsão

para a animalidade. Se não as

tivéssemos matávamo-nos uns aos

outros. E prevaleciam os maluquinhos

que vemos por aí (e por aqui).

Gente que não sabe o que diz, mas

diz como se soubesse. Gente que

sai dos carros para bater ou para

dizer asneiras. Gente que bate em

casa. Que insulta nas redes sociais.

Animais que agridem no futebol.

Não suporto que o seu voto valha o

mesmo que o meu. Mas vale, e ainda

bem. Para já, ainda bem. Mas não

me conformo.

4.

Como não suporto que presidentes

da República, ministros e líderes da

oposição caminhem quase sem exceção

para o programa de Cristina

Ferreira. É uma concessão. Não estou

a dizer taxativamente que não o

faria, sei bem quais são as regras de

jogo.

5.

Os políticos que admiro não são

como a maioria das outras pessoas,

se fossem como a maioria eu não

olharia duas vezes para eles. Gosto

de votar em quem não é parecido

com a maioria, única forma de não

pensar como a maioria. É uma concessão,

sei-o bem. Cristina Ferreira

é a estrela moderna. Amada por uma

parte substancial dos portugueses.

Uma estrela por ser tão parecida

com a maioria das pessoas. Tem mérito,

mas não me serve.

26

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CRÓNICA

A Turquia

e os direitos

das mulheres

V CARLOS ESPERANÇA

A Turquia abandonou

ontem 1 a Convenção de

Istambul, um tratado

pan-europeu para prevenir

a violência contra as

mulheres, assinado por 45

países há dez anos. Foi a

mais cruel notícia contra

as mulheres turcas, e ter-

-se-á esgotado nos noticiários

do dia.

A saída, anunciada no jornal oficial do

Estado, foi tomada por decreto do PR

Erdogan, que assinou o mesmo tratado

enquanto primeiro-ministro, em

2011.

Fora dos EUA, as Forças Armadas são

as mais numerosas dos países da Nato,

e as mais poderosas, depois do RU.

São o instrumento das ambições do

proto califa, nostálgico de seis séculos

do Império Otomano. O ditador já

encarcerou ou fez desaparecer os oficiais

defensores da laicidade, após um

suspeito golpe de Estado cuja repressão

foi fulminante contra militares e…

juízes.

A Turquia estava entre o grupo de 14

Estados pioneiros, que assinaram a

Convenção do Conselho da Europa

1 20.03.2021

sobre a prevenção e combate à violência

contra as mulheres e à violência

doméstica, ironicamente em Istambul,

em maio de 2011. O país eurasiático,

nunca pôs em prática a convenção,

e foi o primeiro Estado a abandoná-la,

depois de ter sido o primeiro a ratificá-la.

Erdogan declarou em agosto de 2020

que se retiraria do acordo “se o povo

o quisesse” e anunciou a intenção de

criar um tratado próprio, o que provocou

protestos em massa em várias

cidades de todo o país no ano passado,

certamente com desgosto de Maomé.

Grupos islâmicos conservadores pressionaram

o AKP para a retirada, considerando

que alguns artigos têm um

impacto negativo “na estrutura familiar”

e vão contra os “valores nacionais”

(leia-se, “patologia corânica”).

Alegam que promove a homossexualidade,

utilizando o termo “orientação

sexual”, e ataca os valores familiares,

descrevendo as relações de “pessoas

que vivem juntas” sem especificar se

são casadas. Para o Islão os direitos

individuais não existem, são atributo

do que o fascismo islâmico designa

por decadência ocidental. A Turquia

registou 284 assassinatos sexistas de

mulheres em 2020, segundo estimativa

de Bianet, a ONG que há uma década,

na ausência de números oficiais,

tem vindo a compilar estes casos.

É irrelevante que no próprio AKP, o

partido islâmico criado por Erdogan

em 2000, haja vozes discordantes. O

Islão não é uma religião, é uma patologia.

Nutre o nacionalismo turco que

sonha com o regresso ao domínio do

sudeste europeu, da Ásia Ocidental e

do Norte de África, que vigorou de finais

do séc. XIII até ao fim da I Grande

Guerra.

Erdogan é um ditador islâmico a quem

as democracias passaram alvará de democrata

e permitiram a ambição que

o levou ao envolvimento político no

Médio Oriente, Norte de África, Cáucaso

do Sul, Balcãs e, num desafio à

Grécia, ao Mediterrâneo. É o prenúncio

do expansionismo que devora o

déspota, impelido pelo Corão, depois

de exterminar os curdos e despertar a

unificação do Islão num califado sob

a sua égide.

Entre a demência da fé, que discrimina

as mulheres e as torna objeto e propriedade

dos homens, deve impor-se

o humanismo, o respeito pela igualdade

dos sexos e a defesa dos direitos

humanos.

Não me exijam respeito pelos absurdos

de uma religião que envenena os

crentes e quer obrigar o mundo a ajoelhar-se

virado para Meca. Qualquer

ideologia política, religiosa ou filosófica

que considere a mulher inferior

ao homem, é uma ideologia perversa

que urge reprimir, enquanto houver

tempo.

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AGRICULTURA

Agricultura biológica

e a utilização de “plantas amigas”

V ROSA MOREIRA

Cinco plantas úteis em agricultura

biológica que vai ter de conhecer!

A agricultura biológica ou orgânica surgiu como

uma oposição à agricultura industrializada tendo

como principal objectivo a reintegração das actividades

humanas na capacidade dos ecossistemas,

tornando o sector agrícola mais sustentável.

Conheça neste artigo, 5 plantas úteis em agricultura

biológica que vai ter que ter na sua horta!

Nome científico: Borago officinalis Nome vulgar: Borragem

Utilidade em Agricultura Biológica: Melhora a

produção e a qualidade, por melhorar a disponibilidade

de cálcio e potássio; proporciona sombra. Proporciona

bons resultados na cultura do morangueiro. Observações:

Trata-se de uma planta anual (germina e morre em

um ano) cuja característica mais marcante é a camada de

pêlos que recobre toda a planta. Nativa da região do Mediterrâneo,

a Borragem atinge cerca de 70 cm de altura.

Produz flores pequenas, cor azul/lilás. As suas folhas também

são comestíveis e têm sabor parecido com o pepino.

1- Alho

Nome científico: Allium sativum Nome vulgar: alho, utilidade

em Agricultura Biológica: Efeito antibiótico e fungicida;

contém aminoácido de efeito pesticida; destrói

pragas quando aplicado em preparação; pode destruir

também os auxiliares.

3- Urtigas

Nome científico: Urtigas. Nome vulgar: Urtica sp. Utilidade

em Agricultura Biológica: Acelera a compostagem;

o chorume ou a maceração são usados como insecticida

contra piolhos e ácaros.

2- Borragem

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4- Trovisco

Nome científico: Daphne gnidium Nome vulgar: Trovisco.

Utilidade em Agricultura Biológica: Refúgio para afídeos

úteis; repelente de toupeira.


AGRICULTURA

5- Abrunheiro

Nome científico: Prunus spinosa, L. Nome vulgar:

Abrunheiro-bravo, abrunheiro. Utilidade em Agricultura

Biológica: Refúgio para sirfídeos, himenópteros e

crisopas(insectos predadores).

Observações:

Este Prunus é um arbusto espontâneo que costuma ver-se

ao longo de caminhos, de áreas pedregosas, e no limite

dos bosques. Pode atingir 4 metros de altura, uma longevidade

que pode atingir os 50 anos, é espinhoso, muito

denso e intrincado e muitas vezes também é utilizado

como ornamental. Floresce em Março, Abril, antes de

aparecerem as folhas. Os seus frutos, pequenas drupas

azuladas, com cerca de 1,5 a 2 cm apesar de parecerem

apetitosos, não se recomendam, pelo seu sabor áspero.

Pelas suas características espinhosas é bom para formar

sebes naturais defensivas (razão por que algumas aves as

escolhem para instalar os seus ninhos).

Fonte da imagem: Jardim Botânico UTAD

Rosa Moreira Criadora e Gestora de Conteúdos Agrícolas

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segunda a sexta-feira das 8h às 13h00 e das 13h30 às 17h

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CULTURA

Palavras Cruzadas

V PAULO FREIXINHO

CPLP

Horizontais:

1. Comunidade dos Países de Língua

Portuguesa.

4. São (...), capital de São Tomé e

Príncipe.

7. Érbio (s.q.). 8. Prefixo (ar).

10. Grosa (abrev.).

11. Capital de Moçambique.

12. Completo, perfeito.

16. Terra molhada.

18. Naquele lugar.

19. Doença respiratória.

21. Prato de plantas hortenses.

26. Símbolo de seno (Matemática).

27. Capital do Brasil.

28. Rebuçado (Brasil).

29. Baga da videira.

31. Espaço de 12 meses.

32. Cólera.

Verticais:

1. Dez vezes dez.

2. Cidade da (...), capital

de Cabo Verde.

3. Interrupção momentânea.

4. Permuta.

5. Prefixo (ovo).

6. Fêmea do cavalo.

9. Extraterrestre.

13. Fileira.

14. Capital da Guiné-

-Bissau.

15. Capital de Angola.

16. Capital de Portugal.

17. Capital da Guiné

Equatorial.

20. A mim.

22. Atmosfera.

23. Membro do corpo

das aves.

24. Capital de Timor-

-Leste.

25. Puxar para cima.

30. Observei.

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31


DESPORTO

Janice Silva

Destaque da final da

primeira edição da

Taça da Liga de Futsal

feminino, em que

a sua equipa, o Benfica,

venceu por 4-2 a

equipa de Nun’Álvares,

Janice Silva, acedeu, com

toda a sua simpatia e simplicidade,

conceder uma

pequena entrevista exclusiva,

à FOCUSMSN. A

jogadora de 23 anos, fala

dos seus sonhos e objectivos

na carreira desportiva.

V A JOAQUIM GALANTE

— FOCUSMSN: Como te surgiu

o gosto pelo futebol e em

particular o futsal?

Janice Silva: O gosto pelo futsal

já vem desde pequenina, comecei a

dar os meus primeiros passos numa

escola da Amadora. Faltava uma

pessoa para completar uma equipa e

eu ofereci-me, foi o melhor que me

aconteceu, gostei, e até hoje sou feliz

a jogar futsal.

Cheguei a representar o Clube Atlético

de São Brás onde só jogava com

rapazes, era a única rapariga, não foi

fácil a adaptação, fiz só uma época

porque

an-

dava desmotivada,

fiquei dois anos sem jogar,

até que surgiu o projecto Fundação

Benfica, “Para ti se não faltares”,

com o objectivo de ajudar os alunos

a conquistar os seus sonhos! E o sonho

continua em mim até hoje.

— F: Representas há muitos

anos o Benfica, o que é para ti

representar este grande clube?

JS: Representar o Benfica, é um

orgulho imenso, ainda por cima é o

clube do meu coração, o clube que

me ajuda todos dias a crescer não

só como atleta, mas também como

pessoa, mas sem esquecer que é uma

responsabilidade muito grande representá-lo,

é um Clube que toda a

gente conhece, um clube ambicioso,

onde só se pensa em ganhar títulos.

— F: O Benfica está prestes a

celebrar o tetra campeonato

nacional de futsal, não achas

que actualmente o Benfica é extraordinariamente

mais forte

que todos os outros oponentes?

JS: Sim, estamos a uma vitória do

título, trabalhamos imenso para que

isto fosse possível, e merecemos.

Temos equipas com qualidade

no nosso campeonato,

temos equipas a crescer e a

reforçarem-se, o que cada vez

mais nos dificulta as vitórias.

Agora, o Benfica tem uma estrutura

muito forte, treinamos muito

para que todo este sucesso aconteça,

somos muito competitivas nos treinos,

nenhuma de nós gosta de perder

nem a brincar. Daí também os

resultados bastantes positivos.

F: O que achas que a FPF deveria

fazer, a nível de apoios, incentivos,

infraestruturas, etc.

para que o campeonato se tornasse

mais competitivo e equilibrado

para tornar ainda mais

interessante a liga feminina?

JS: A Federação tem vindo a melhorar

o futsal feminino cada vez

mais, este ano por exemplo, criou a

Taça da Liga, o que é um passo importante

para o desenvolvimento do

futsal feminino. Tem feito o possível

para ajudar, principalmente com algumas

divulgações dos jogos, alguns

passam por vezes em diferido na TV.

Os clubes precisam de apoios, e se

desse mais vezes na televisão teriam

mais hipótese para ganhar patrocínios.

— F: Estás bem lançada para

seres a melhor marcadora do

campeonato pela primeira vez,

a acontecer será uma marca

pessoal que ambicionavas e que

irá enriquecer o teu palmarés?

JS: Confesso que é gratificante ter

32

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DESPORTO

39 golos em 21 jogos. É sempre um

objetivo que tento alcançar, mas não

fico propriamente focada nisso, penso

sempre nos resultados colectivos,

e quando os resultados colectivos

são bons, os individuais serão mais

fáceis.

Sou uma pessoa muito ambiciosa,

que quer sempre melhorar, espero

conseguir concretizar este objectivo

porque é sempre um prémio a todo

meu esforço, dedicação e empenho!

Mas sem as minhas colegas todas e a

equipa técnica nada disso seria possível,

por isso OBRIGADA A TO-

DOS ELES!

— F: Já te passou pela cabeça

um dia jogares no estrangeiro,

em outras ligas?

JS: Acho que qualquer jogadora pensa

sempre ser profissional e ir para o

estrangeiro não será uma hipótese

fora do baralho. Ainda sou jovem e,

sim, tenho essa vontade de querer

ter uma experiência fora de Portugal,

mas tudo a seu tempo.

— F: Já tens quase 50 internacionalizações

pela selecção A, o

que sentes quando representas

a selecção nacional, é para ti um

orgulho, é um objectivo cumprido?

JS: Quando sai a convocatória fico

sempre feliz como se fosse a primeira

vez. Representar o nosso país, é algo

fantástico, estar entre as melhores

é um prémio de todo o esforço, de

todo o trabalho, é sempre um dos

objetivos que tenho todos os anos, é

um orgulho representar a nossa Selecção.

— F: Na 1ª edição da Taça da

Liga, disputada há umas semanas

atrás em Sines, foste a jogadora

em destaque na final, por

aquilo que jogaste e pelos três

golos que marcaste, decisivos

para a vitória, de 4-2, sobre o

Nun’Álvares. Vai ficar gravada

na tua memória esta tua fantástica

exibição?

JS: Claro que sim, sem qualquer

dúvida, a primeira Taça da Liga, um

jogo onde ganhamos e marquei 3 golos,

não poderia pedir mais como é

óbvio.

— F: Qual o momento mais marcante,

a nível desportivo, que

melhores memórias te trazem,

desta tua já longa carreira desportiva,

apesar de seres ainda

jovem?

JS: Já tenho vários momentos marcantes,

mas um dos mais marcantes

foi numa final da Taça de Portugal,

onde estávamos a perder por 3-0,

com a Novasemente, a 7 minutos e

58 segundos do fim, e conseguimos

empatar o jogo. Depois no prolongamento

saímos vencedoras da Taça.

Consegui fazer 3 golos, foi um jogo

fantástico de futsal feminino.

— F: No dia da final disseste-me

que querias chegar às melhores

do mundo, explica lá que ambição

é essa?

JS: Verdade, como já disse em cima

sou uma miúda ambiciosa, sou uma

atleta que nunca está satisfeita, continuo

a trabalhar para que um dia

consiga ser a melhor pivot do mundo.

Irei treinar mais, irei lutar mais,

irei dar sempre mais, para que um dia

isso aconteça.

https://focusmsn.pt/

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HUMOR Quem não sabe rir, não sabe viver”

Piadas breves

Encontrei um sapo dentro do

meu computador. Agora tenho

mais memória-rã.

Hoje vi um veado equilibrado

num fio. Pode-se dizer que estava

na corda Bambi.

Quais são as escadas que demoram

mais a subir?

- São as escadas em caracol.

Doutor, o que é que eu tenho

afinal?

– Você tem um ‘mais dois’ em inglês.

– Como assim?

– Um two more.

Como é que os peixes viajam?

Vão à baleia.

Num café, pergunta o empregado:

– Deseja beber alguma coisa?

– Quais são as opções?

– Sim e não.

O que diz um crocodilo quando

come uma grávida? Blhec, tem

bicho.

Porque é que a morcega é tão

feia? Porque o mor-é-cego.

Filho, porque é que engoliste as

moedas que eu te dei antes de ires

para a escola?

– Porque tu disseste que eram para

o lanche!

Como é que os alpinistas se

cumprimentam? ‘Cume é que é!’.

Era uma vez uma família com

quatro irmãos.

O primeiro tornou-se banqueiro.

O segundo tornou-se ministro.

O terceiro tornou-se presidente.

O quarto ainda estuda, mas também

rouba de vez em quando.

Numa entrevista de emprego:

– Qual é o salário?

– O ordenado para já são 600€, mas

mais tarde pode chegar aos 1000€.

– Ok, então eu venho mais tarde.

O meu médico disse-me que eu

tinha uma amigdalite. Foi uma notícia

bastante difícil de engolir.

Sabes qual é o animal que diz

porquê?

– Não, qual é?

– O burro.

– Porquê?

Que tipo de vinho bebe um dinossauro?

Vinho branco, porque é

um animal ex-tinto.

Numa entrevista de emprego:

– Nível de inglês?

– Avançado.

– Traduza ‘cola’.

– Glue.

– Traduza ‘dez’.

– Ten.

– Agora use as duas palavras numa

frase.

– Sou intolerante ao glue ten.

Piadas secas

Qual é o cantor preferido dos

castores?

- Luís Represas.

Como se sabe que o Estado é

católico?

- Porque tudo o que faz leva um terço.

Um casal de elefantes entra

num bar, vira-se o empregado:

- O que é que vão beber?

- Uma Cola, para ele Fanta.

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Badenerstrasse 382, Postfach 687 | 8040 Zürich | Tel. 043 243 81 21

Baslerstrasse, 117 - 8048

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Feriados e Datas Comemorativas

01SÁB Dia do Trabalhador

02 DOM Dia da Mãe

03 SEG Dia Internacional da Liberdade de Imprensa

04 TER Dia Mundial da Asma

04 TER Dia Internacional do Bombeiro

05 QUA Dia Mund. do Trânsito e da Cortesia ao Volante

05 QUA Dia Mundial da Higiene das Mãos

05 QUA Dia Internacional da Parteira

05 QUA Dia Mundial da Língua Portuguesa

06 QUI Dia Internacional Sem Dieta

07 SEX Dia Internacional da Tuba

08 SÁB Dia Mundial da Segurança Social

09 DOM Dia da Europa

10 SEG Dia de São Damião de Molokai

10 SEG Dia Mundial do Lúpus

11 TER Dia Europeu do Melanoma

12 QUA Dia Internacional do Enfermeiro

12 QUA Dia de Santa Joana

15 SÁB Dia Internacional da Família

15 SÁB Dia Mundial do Whisky

17 SEG Dia Mundial da Internet

17 SEG Dia Mundial da Hipertensão

17 SEG Dia Mundial das Telecomunicações

Maio 2021

PASSATEMPO

Datas comemorativas

17 SEG Dia Mundial da Pastelaria

18 TER Dia Internacional dos Museus

18 TER Dia Mundial da Vacina Contra a SIDA

18 TER Dia Internacional do Fascínio das Plantas

19 QUA Dia Mundial do Médico de Família

20 QUI Dia da Marinha

20 QUI Dia de São Bernardino

20 QUI Dia Mundial da Metrologia

20 QUI Dia Europeu do Mar

20 QUI Dia Mundial das Abelhas

21 SEX Dia Internacional dos Assistentes Virtuais

22 SÁB Dia Internacional da Biodiversidade

22 SÁB Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade

22 SÁB Dia do Autor Português

23 DOM Dia Mundial da Tartaruga

24 SEG Dia Europeu dos Parques Naturais

25 TER Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

25 TER Dia da África

26 QUA Dia Mundial da Esclerose Múltipla

28 SEX Dia Internacional da Saúde Feminina

28 SEX Dia Internacional do Brincar

29 SÁB Dia Nacional da Energia

31 SEG Dia Mundial Sem Tabaco

31 SEG Dia Mundial de Combate ao Fumo

SOLUÇÕES

Soluções:

Horizontais: 1. CPLP, 4.

Tomé, 7. Er, 8. Aero, 10. Gr, 11.

Maputo, 12. Cabal, 16. Lama, 18.

Ali, 19. Asma, 21. Salada, 26. Sen,

27. Brasília, 28. Bala, 29. Uva, 31.

Ano, 32. Ira.

Verticais: 1. Cem, 2. Praia, 3.

Pausa, 4. Troca, 5. Oo, 6. Égua,

9. ET, 13. Ala, 14. Bissau, 15.

Luanda, 16. Lisboa, 17. Malabo,

20. Me, 22. Ar, 23. Asa, 24. Díli,

25. Alar, 30. Vi.

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POESIA

V CARMINDO

DE CARVALHO

Chatice de mosca

Como chatice de mosca

Que vem chateia

Vai e torna

A vir chateia

Chateia e tanto pousa

Em careca

Como em qualquer porcaria

Um dia hei-de ir por aí mundo fora

Ao sabor da brisa

Fazer algumas visitas

Inusitadas e inesperadas

Fazer-me de mosca

E espionar tanta coisa

Que até pagaria bilhete

para estar na primeira fila.

Sou mauzinho? Sim, claro que

sim.

Mas por vezes apetece

Ir para ouvir

para ver

O que estão a dizer.

E depois talvez entrar

Na conversa

E perguntar

Comentar falar

Tanta coisa

Que ficou por dizer.

Depois, quem sabe? Logo se

verá! ...

O quê? O quanto?

Só o poder

Que há no tanto

Querer dizer

Certamente muito dirá.

27, março, 2021

Ver mais em: https://www.facebook.com/carmindo.carvalho

V EUCLIDES

CAVACO

Religiões

Há certas religiões

Espalhadas pela Terra

Que arrastam muitas nações

P'ra sedição e p'ra guerra.

Algumas são fanatismo

Seus actos bradam aos Céus

Apoiam o terrorismo

Matam em nome de Deus.

Religião em essência

Deve ser culto sagrado

Sem actos de violência

Livremente praticado.

Com fé devota seguir

Só os bons ensinamentos

E em tempo algum agredir

Do próximo os sentimentos.

O contido fundamento

De qualquer religião

É lograr p'lo seguimento

No além a redenção.

Na terra a mais genuína

E que mais sentido faz

É a que tem por doutrina

Dilatar no mundo a paz !...

Assista ao programa em directo todas as terças e sextas-feiras em:

https://www.facebook.com/euclides.cavaco

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“Coisas Simples”

para comemorar os 30 anos de carreira

ESPECTÁCULO

V MANUEL ARAÚJO

Durante a sua carreira envolveu-se

em muitos projectos.

O primeiro foi o trio musical

“Cânticos de Janeiras”,

foi co-fundador da “Escola

de Música de Instrumentos

Tradicionais Portugueses”,

participou no “Rancho Folclórico

de Ponte da Barca”,

foi baterista dos “Fiéis Defuntos”,

um grupo heavy

metal, fez ainda parte da orquestra

“O ó que som tem?”,

e também do grupo de rock

os “Atacadores Desapertados”,

que considera “o maior

grupo de rock português de

todos os tempos”. Tropeçou

ainda na Rádio TSF, ali como

Sonoplasta e Operador de

Som, mas é no palco, no calor

e vibrar do público que se

sente mais à vontade. A critica

define-o como um “bicho

de palco”.

Zé Zé Fernandes nasceu em

Ponte da Barca, distrito de

Viana do Castelo a 26 de Junho

de 1966, tem 55 anos e

considera-se um “minhoto

de gema”. Refere que gosta

que as pessoas saibam que

é do Minho, “não por uma

questão de guerrinhas norte

/ sul”, mas simplesmente por

“orgulho” em ter nascido na

terra do vinho “verde”.

Com 8 anos de idade já andava

de “acordeão ao peito

a tentar fazer alguma coisa”,

mas só em 1982 quando o

Júlio Pereira lançou o álbum

“O cavaquinho”, é que despertou

“por completo para

a música. E no caso, para o

cavaquinho”. Primeiro como

amador e depois como profissional.

Já anda nisto há 30

anos.

Para cimentar esta importante marca da sua carreira,

lança agora “Coisas Simples”, um trabalho

em CD, sério, de grande qualidade, muito

suado e profissional, que será garantidamente um

sucesso. Sai muito brevemente...

Para pré-reservas e/ou marcação de espectáculos:

Tel.: 00351 967 031 972 - WEB: https://bit.ly/3dI5FIg

“As canções da casa escura”

António Manuel Ribeiro, vocalista e fundador do mais antigo

grupo de Rock português, os UHF, publicou no passado dia 12 de

Abril, “sem alarme social” o seu novo disco a solo “As Canções

da Casa Escura”.

“A ‘casa escura’ era o sítio para onde a minha mãe me enviava

quando eu, em miúdo, rebelde e traquinas, me portava mal, segundo

o conceito de uma mãe disciplinadora. Estas canções não

saem da casa escura da pandemia, mas de um cofre onde guardei

preciosidades. Em As Canções da Casa Escura reúno canções que

fui guardando para o tempo certo, espécie de colheita em repouso,

sem barrica de carvalho. Chegaram até hoje; juntei-as agora

e adoro a sua coerência, vindas de diferentes ilhas da inspiração

e dos episódios que vamos visitando nesta fisicalidade. Solitário

gravei, num período de confinamento social por imposição sanitária.”-

António Manuel Ribeiro

Encomendas na loja virtual dos UHF, (https://www.facebook.com/

uhfrock) ou através do email: aiemera-lda@sapo.pt

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HORÓSCOPO

w V - JOANA ARAÚJO (*)

MAIO

Carneiro

No serviço, não cobre demais do

próprio desempenho. Terá mais

habilidade ao lidar com o seu dinheiro.

Gaste o excesso de energia

praticando alguma actividade física.

No relacionamento amoroso,

controle a possessividade.

Touro

Procure se envolver em novos assuntos.

No trabalho, não fale dos

seus planos com qualquer um.

Mês favorável para abrir próprio

negócio. Se você está de olho em

alguém, tome a iniciativa. Terá

mais carinho com o seu par.

Gémeos

Alguém experiente poder-lhe-á

dar apoio, se precisar. No emprego,

evite bater de frente com o chefe.

Deve ter mais interesse nos assuntos

místicos. Uma amizade colorida

pode se firmar. A sintonia com

quem ama vai crescer.

Caranguejo

Cursos, estudos e treinamentos

estão favorecidos. Óptima fase

para investir no seu crescimento

profissional. Na relação amorosa,

valorize a cumplicidade que existe

entre o casal. Programa com amigos

deve animar o romance.

Leão

Mostre todo o seu potencial no

serviço e uma boa oportunidade

pode aparecer. Controle os seus

gastos com mais rigor. Risco de

problemas com amigos. Será mais

fácil seduzir quem deseja. O seu

jeito descontraído vai favorecer o

romance.

Virgem

Olho vivo para não se iludir com

parcerias no trabalho. Não tenha

medo de romper com algo que não

lhe traz mais satisfação. Bom mês

para mudar o visual. Pode começar

namoro ou fortalecer a união com

o seu amado.

Balança

Mudança de residência recebe

boas energias. Parceria ou sociedade

pode trazer benefício. No trabalho,

aceite ajuda dos colegas. A

sua sensualidade vai deixar o par a

seus pés. Forte atracção por pessoa

que já conhece.

Escorpião

Boa altura para dedicar atenção à

saúde. No serviço, tenha cuidado

com mal-entendido. Aproxime-se

mais dos familiares. Astral favorável

para dar um passo mais sério

com quem ama. Pode conhecer alguém

especial.

Sagitário

Terá facilidade para tomar medidas

importantes para a rotina de casa.

Pode ganhar dinheiro com produtos

caseiros. Será preciso uma dedicação

extra ao serviço para dar

conta de tudo. Use seu charme no

romance. A vida a dois deixa a desejar.

Capricórnio

Pode ter sorte em jogos, rifas ou

sorteios. Deve receber notícias sobre

saúde de parente. No trabalho,

seja discreta/o e tenha cuidado ao

lidar com documentos. Muita paixão

e sedução na vida amorosa,

mas o ciúme pode cortar esse clima.

Aquário

No serviço, procure falar de forma

mais clara para evitar problemas.

Redobre atenção com fofocas. Evite

emprestar dinheiro a amigos.

Em casa, não exija que tudo seja

feito do seu jeito. Ex-amor pode

cruzar seu caminho. Protecção a

dois.

Peixes

Boas energias para as finanças.

Tire proveito para negociar descontos

ou batalhar por promoção

no emprego. Reserve tempo para

trocar ideias com amigos. No romance,

diálogo em alta. Vai se dar

bem no romance.

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(*) COORDENAÇÃO, RECOLHA E ADAPTAÇÃO


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Horário

Seg. a Sexta. — 08h00 às 20h00

Sábado — 08h00 às 19h00

Produtos portugueses e de todo

o mundo numa só casa!

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estacionamento grátis

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LUSA

O novo coronavírus provocou

pelo menos 3.100.659 mortes

em todo o Mundo desde o início

da pandemia.

COVID-19

Mais de 3 milhões de mortos

Apenas no Sábado, dia 25 de Abril,

foram registados oficialmente 13.540

óbitos e 823.179 novos casos da doença

em todo o Mundo. No mesmo dia,

foram diagnosticados oficialmente

146.337.640 casos de infecção.

Os países que registaram mais mortes

nos seus mais recentes balanços

foram o Brasil, com 3.076 mortos, a

Índia, com 2.767, e os Estados Unidos,

com 801.

O maior número de casos e de mortes

em termos globais ocorreram até

agora nos EUA, com 571.921 mortos

e 32.045.235 casos registados, de acordo

com a contagem da Universidade

Johns Hopkins.

Depois dos EUA, os países mais

atingidos são o Brasil, com 389.492

mortos e 14.308.215 casos de infecção

diagnosticados, o México, com

214.853 mortos (2.326.738 casos), a Índia,

com 192.311 mortos (16.960.172

casos), e o Reino Unido, com 127.417

mortos (4.403.170 casos).

Entre os países mais atingidos, a

Hungria tem o maior número de

mortes em relação à sua população,

com 273 mortes por 100.000 habitantes,

seguida da República Checa

(270), Bósnia e Herzegovina (250),

Montenegro (233) e Bulgária (228)

A Europa totalizava no mesmo dia

1.048.699 mortes e 49.375.162 casos

confirmados, a América Latina e

Caraíbas 893.425 mortes (28.053.624

casos), os Estados Unidos e Canadá

595.837 mortes (33.215.081 casos), a

Ásia 315.531 mortes (23.598.028 casos),

o Médio Oriente 126.290 mortes

(7.554.019 casos), a África 119.837

mortes (4.499.110 casos) e a Oceânia

1.040 mortes (42.625 casos).

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