*Maio/2021 Referência Florestal 229

jotacomunicacao

ENTREVISTA

Vantagens em se adotar o sistema de drones dentro da floresta

UMA NOVA ERA

UM SÉCULO DE HISTÓRIA UNINDO

INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

A NEW ERA

A CENTURY OF HISTORY UNITING

INNOVATION AND TECHNOLOGY


SUMÁRIO

38

EVOLUÇÃO

CONSTANTE

MAIO 2021

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Coluna Ivan Tomaselli

14 Notas

28 Coluna Cipem

30 Frases

32 Entrevista

38 Principal

44 Espécie

50 Minuto Floresta

52 Fiscalização

54 Transporte

58 Economia

62 Ciência

66 Pesquisa

72 Agenda

74 Espaço Aberto

54

62

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

09 Agroceres

05 Bayer

31 Bismaq

07 BKT

11 Carrocerias Bachiega

73 Chico Moreira Soluções Florestais

57 D’Antonio Equipamentos

76 Denis Cimaf

02 Dinagro

29 DRV Ferramentas

25 Engeforest

35 Fabriktec

23 Francio Soluções Florestais

33 GF Pneus

65 Globalmac

61 Hansa Flex

19 J de Souza

37 Komatsu Forest

75 Log Max

27 Mill Indústrias

49 Prêmio REFERÊNCIA

15 Rotary-Ax

21 Rotor Equipamentos

13 Sergomel

17 Unibrás

51 Workshop online

04 www.referenciaflorestal.com.br


EDITORIAL

Promessas

e o futuro

Com a chegada da vacina, a vida poderá voltar ao

normal em breve. E o setor florestal, que mostrou muita

força durante este pedregoso período, poderá crescer ainda

mais, investindo em conhecimento técnico e em tecnologia.

Prova disto, a entrevista deste mês traz uma conversa com

Daniel Estima Bandeira, diretor da Skydrones, empresa que

tem trazido ao mercado o sistema de drones para a rotina

das florestas brasileiras. Na editoria de Ciência, abordamos

o lançamento da cartilha sobre a durabilidade natural de

madeiras oriundas da Amazônia, criada pelo LPF (Laboratório

de Produtos Florestai), vinculado ao SFB (Serviço Florestal

Brasileiro). Além disso, você poderá conferir reportagens nas

editorias de Economia, Transportes e Pesquisa, assim como,

novidades do setor. Ótima leitura!

2

1

Na capa dessa edição os

100 anos da Komatsu, uma

das líderes do mercado de

máquinas florestais no mundo

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXIII • N°229 • Maio 2021

ENTREVISTA

Vantagens em se adotar o sistema de drones dentro da floresta

UMA NOVA ERA

UM SÉCULO DE HISTÓRIA UNINDO

INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

A NEW ERA

A CENTURY OF HISTORY UNITING

INNOVATION AND TECHNOLOGY

PROMISES AND THE FUTURE

With the arrival of the vaccine, life may return to normal

soon. And the Forestry Sector, which has shown much

strength during this stony period, could grow even more by

investing in technical knowledge and technology. Proof of

this, this month’s interview has a conversation with Daniel

Estima Bandeira, Managing Director of Skydrones. This

Company has brought to the market the drone system for

the routine of Brazilian forests. In the Science Section, we

discuss the launch of the booklet on the natural durability of

the timber originating in the Amazon Forest, created by the

Forest Products Laboratory (LPF), linked to the Brazilian Forest

Service (SFB). In addition, you can check out the stories in

the Economics, Transport, and Research Sections, as well as

industry news. Pleasant reading!

Entrevista com

Daniel Estima Bandeira

Operação Handroanthus

3

EXPEDIENTE

ANO XXIII - EDIÇÃO 229 - MAIO 2021

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Luiz Kozak

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Cipem

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriel Faria

criacao@revistareferencia.com.br

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

Knop

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cristiane Baduy

assinatura@revistareferencia.com.br

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

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CARTAS

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

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Capa da Edição 228 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de abril de 2021

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Ano XXIII • N°228 • Abril 2021

TAKING CARE OF THE SOIL

A FERTILIZER PRODUCER COMES OUT AHEAD

USING NANOPARTICLE TECHNOLOGY

MANEJO FLORESTAL

Por Larissa Valentim – engenheira florestal – Cuiabá (MT)

Manejo florestal sustentável é vida!

ENTREVISTA

Foto: divulgação

Por Diogo Junqueira – empresário – Florianópolis (SC)

Muito positiva a entrevista sobre silvicultura em Santa

Catarina. Parabéns!

PRINCIPAL

Por Gustavo Souza – empresário – Belém (PA)

Muito interessante a tecnologia de fertilizantes da Polli. É o

que o setor precisa para o futuro!

Foto: divulgacão

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E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados também para redação

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ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


Tecnologia Mirex-S2 e MIPIS

FOCO TOTAL NO RESULTADO

Levantamentos e acompanhamentos pré e pós controle.

Avaliações de danos.

Análises situacionais das infestações.


BASTIDORES

Revista

Fotos: divulgação

COMUNIDADE INDÍGENA

Estamos preparando um material especial sobre a independência das comunidades indígenas. Com o apoio do governo

federal e da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) os índios poderão usufruir da floresta e viver dela dentro do conceito

de manejo sustentável. Assim as comunidades indígenas não mais dependerão dos resquícios de verbas de ONGs, por

exemplo, que mantêm os índios subordinados, sem proporcionar a eles uma adequada condição de vida. Através do

trabalho de manejo sustentável nas florestas onde vivem, poderão ter o próprio sustento, inclusive para as futuras

gerações, cuidando da floresta de forma racional, evitando assim, o desmatamento da floresta amazônia.

ALTA

IMPACTO POSITIVO

Um setor que planeja, cultiva e projeta o amanhã. Com

esse mote, a APRE (Associação Paranaense de Empresas

de Base Florestal) lança o primeiro material de uma

série de conteúdos que serão produzidos em 2021 para

divulgar os impactos positivos do setor de florestas

plantadas para a sociedade. O lançamento marca ainda

a comemoração pelo Dia Internacional das Florestas,

celebrado no dia 21 de março. Nesse primeiro vídeo, é

possível conhecer alguns dos resultados gerados pelo

segmento no Paraná por um setor que tem focado em

produzir soluções para a nova economia, que passa a

estar mais centrada nas pessoas, em inovações disruptivas,

ampliando a atuação harmônica entre produção,

avanços sociais e conservação ambiental. O material

pode ser conferido no canal do youtube da APRE.

MAIO 2021

CONFIANÇA EM QUEDA

O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial)

registrou uma queda de 5,1 pontos em março deste

ano, quando atingiu 54,4 pontos, informou a CNI (Confederação

Nacional da Indústria). Segundo a entidade,

essa foi a terceira maior queda mensal da série histórica,

ficando abaixo somente dos recuos verificados em

junho de 2018, consequência da paralisação dos caminhoneiros,

e em abril de 2020, devido à pandemia.

Essa também foi a terceira queda seguida do indicador.

Apesar disso, pela metodologia utilizada, os empresários

ainda estão confiantes. Isso porque o índice varia

de zero a 100 pontos, sendo que valores acima de 50

pontos indicam confiança do empresário.

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COLUNA

Previsão de redução na

oferta de madeira em tora

no mercado internacional

Rússia está buscando atrair investimentos

estrangeiros para promover o

desenvolvimento da indústria florestal

Ivan Tomaselli

Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

Foto: divulgação

Em 2020 a

importação

chinesa de

madeira em

toras de

coníferas

(Pinus) do Brasil

atingiu cerca

de 350 mil m 3

(99% do total

exportado)

O

comércio internacional de

madeira de toras movimenta

cerca de 140 milhões de m 3

(metros cúbicos), ou US$

16 bilhões por ano. Entre os

maiores exportadores estão a Rússia, EUA

(Estados Unidos da América) e Nova Zelândia.

Nos últimos 10 anos a Rússia exportou

entre 15 e 20 milhões de m 3 , mais de 10% do

comércio mundial. Os principais importadores

de toras russas foram a China e Finlândia

(90%).

Recentemente a Rússia anunciou que irá

iniciar um processo de redução das exportações

de toras e produtos primários. Em 2022

irão ser reduzidas as exportações de toras

de coníferas de processo e também de toras

para laminação (Birch). Na sequência serão

impostas restrições à exportação de madeira

serrada verde e possivelmente também

as de cavacos e de alguns tipos de painéis

de madeira. Esta decisão da Rússia deverá

afetar o mercado internacional de produtos

florestais, particularmente o de toras.

A Nova Zelândia é atualmente o maior

fornecedor de toras para a China, e deverá

aumentar a sua participação para atender a

limitação de suprimento a partir da Rússia.

No entanto esta alternativa de suprimento

vai depender dos preços das toras, que

deverão aumentar. Recentemente a Nova

Zelândia firmou um acordo de livre comércio

com a China que inclui uma redução de tarifas

para produtos de valor agregado.

A China também terá a possibilidade de

suprimento de madeira em toras de países

europeus, no entanto os preços desta fonte

são mais elevados e o crescimento da demanda

na Europa será uma limitante, espe-

cialmente para toras de coníferas de melhor

qualidade. O cenário indica que a redução

das exportações de toras pela Rússia irá forçar

a China a aumentar as importações de

produtos de madeira processada, uma tendência

que já iniciou nos últimos anos.

Os novos investimentos russos para

aumento da produção e modernização da

indústria florestal na Sibéria e na região

leste indicam que o país está apostando na

alternativa de ser um supridor de produtos

acabados para a China. O governo Russo está

buscando atrair investimentos estrangeiros

para promover o desenvolvimento da indústria

florestal, e para tal tem um programa

de redução de impostos e de facilitação ao

acesso a créditos. Esta iniciativa tem atraído

investidores finlandeses e também chineses.

A China deverá também buscar uma

diversificação das fontes de suprimento. De

certa forma ela já vem buscando esta diversificação,

e uma das novas fontes é a América

Latina. Em 2020 a importação chinesa

de madeira em toras de coníferas (Pinus) do

Brasil atingiu cerca de 350 mil m 3 (99% do

total exportado), um crescimento de mais

de 100% em relação ao ano anterior. Já as

importações de toras de não coníferas do

Brasil em 2020 chegaram a mais de 600 mil

m 3 (62% do total).

O crescimento chinês da demanda de

madeira em toras de outras fontes é, no

curto prazo, uma oportunidade para o Brasil.

Os preços internacionais deverão crescer e

as exportações brasileiras deverão aumentar.

No entanto isto poderá afetar o suprimento

de madeira para a indústria local e o primeiro

efeito será um aumento dos preços no

mercado doméstico.

12 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

O adeus do mestre

O setor florestal perdeu no final de março, o sócio fundador

da Rotary-Ax, Sr. Werner Krüger D’Almeida, pioneiro na fabricação

de sabres e produtos para o corte florestal mecanizado no Brasil.

Werner começou a sua vida no setor florestal em empresas

como a Volvo do Brasil, Blount, Maxion e New Holland. Em 1999,

juntamente com sua esposa Mara Lúcia Polo Krüger D’Almeida,

resolveu montar a sua própria empresa, fundando a Rotary-Ax.

Nesse período, Werner que sempre foi um entusiasta sobre corte

florestal, conseguiu com a sua empresa competir no mesmo nível

com os produtos importados, colocando a indústria brasileira em

um excelente patamar.

O mestre, como era carinhosamente chamado, deixou mais

de 15 patentes industriais que revolucionaram e continuam

revolucionando o mercado de corte florestal. A Rotary-Ax, desde

2017, é uma grande parceira comercial da Revista REFERÊNCIA

FLORESTAL. “Lamento muito a ausência do Sr. Werner. Todas

as vezes que tive o prazer de conversar com ele, aprendi muito

sobre produtos e sistemas de corte florestal”, lamenta Fábio

Machado, diretor comercial da Revista. A continuidade do seu legado,

seguirá nas mãos da esposa e sócia, Mara Lúcia Polo Krüger

D’Almeida, da filha e engenheira Bruna Polo Krüger D’Almeida e

do genro e engenheiro Victor Hugo Shinohara Viviani.

Fotos: divulgação

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NOTAS

Environmental Finance’s

2021 Bond Awards

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos

desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, foi homenageada

no prêmio Environmental Finance’s 2021 Bond Awards

organizado pela Environmental Finance, mídia especializada

em investimentos sustentáveis e finanças verdes. A empresa

foi reconhecida na categoria Sustainability-linked Bond of the

Year pela emissão de dois títulos sustentáveis no último ano

nos valores de US$ 750 milhões e US$ 500 milhões, totalizando

US$ 1,25 bilhão. A companhia foi a segunda do mundo

e a primeira do hemisfério sul e das Américas a emitir esse

tipo de bond atrelado a metas ambientais. “Estamos muito

orgulhosos deste prêmio, vindo de uma publicação de tanto

prestígio. A emissão dos primeiros títulos sustentáveis em

nosso setor e nas Américas foi um marco importante para

nossa empresa. Além do reconhecimento e da reputação, também alcançamos o menor índice da história das empresas brasileiras em

títulos de dívida de 10 anos”, comemora Marcelo Bacci, diretor executivo de finanças, relações com investidores e jurídico da Suzano.

Ainda de acordo com o executivo, este prêmio representa o compromisso e avanço da companhia na frente ESG, que é essencial para

a geração de valor compartilhado. “Esperamos poder inspirar e estimular outras empresas a assumirem compromissos semelhantes,

criando soluções sustentáveis e inovadoras para os diversos desafios que a nossa sociedade enfrenta.”

Flona do Jamari

O SFB (Serviço Florestal Brasileiro) coordenou a reunião

extraordinária do Conselho Consultivo da Floresta Nacional

do Jamari e a audiência pública para debater a proposta do

edital de concessão florestal do lote III da Flona (Floresta

Nacional) do Jamari, em Rondônia. Os encontros virtuais

aconteceram, respectivamente, nos dias 23 e 24 de março,

e contaram com a participação de autoridades dos municípios

de Itapuã do Oeste, Cujubim e Candeias de Jamari,

empresários do setor madeireiro, estudantes, moradores

da região, representantes do SFB, do IBAMA, do ICMBIO

(Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade),

BNDES, organizações não-governamentais e associações locais. O objetivo dos eventos foi detalhar o processo de concessão florestal

e apresentar a proposta de edital para a concessão da UMF (Unidade de Manejo Florestal) V da Flona do Jamari, com uma extensão

de 38.4 mil ha (hectares). Essa área fazia parte da UMF III, que foi concedida à empresa Amata, em 2008. No entanto, esse contrato foi

extinto, em 2020, por meio de um distrato amigável e permitiu a inclusão da UMF em novo processo licitatório. 2021 02 24 audiência

pública jamari. O diretor-geral adjunto do SFB, João Crescêncio, ressaltou que a realização da audiência pública está inserida na Lei

11.284/2006 e visa dar transparência ao processo de concessão florestal e ouvir a comunidade e os setores público e privado envolvidos

no processo. “A voz da comunidade que vive na floresta está presente na construção do edital e reforça a necessidade de aliar a

sua conservação com a produtividade oriunda do manejo florestal sustentável.” O diretor de Concessão Florestal e Monitoramento do

SFB, Paulo Carneiro, destacou que a realização da audiência é uma oportunidade para apresentar de maneira clara os dispositivos do

edital. “Nesse momento é importante receber as contribuições que possam ajudar na melhoria do edital e na formatação do futuro

contrato de concessão florestal.”

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NOTAS

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Comércio entre Brasil

e Estados Unidos

A ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria

de Madeira Processada Mecanicamente), representando

o setor industrial madeireiro, integra a

campanha que pede a aprovação no Congresso

Nacional dos Protocolos de Facilitação de Comércio

e de Boas Práticas Regulatórias entre Brasil

e EUA (Estados Unidos da América). A iniciativa,

liderada pela CNI (Confederação Nacional das

Indústrias), Amcham Brasil e U.S Chamber of

Commerce, conta com o apoio de 32 entidades

empresariais, entre elas a Abimci. Por meio do envio

de uma carta conjunta à Casa Civil, as instituições pedem celeridade no encaminhamento de mensagem ao congresso nacional para

que seja iniciada a apreciação desses protocolos, que depende de aprovação dos parlamentares para entrar em vigor. Nos EUA, a definição

dos procedimentos para vigência é de competência exclusiva do executivo. Os documentos concluídos em outubro de 2020 prevêem,

entre outros pontos, a implementação de procedimentos aduaneiros eficientes e transparentes, redução de custos, cooperação

na área de facilitação do comércio e fiscalização aduaneira e redução de burocracias de comércio bilateral entre os dois países. Quanto

às boas práticas regulatórias, os protocolos abordam a necessidade de consultas públicas para novos regulamentos, definição de prazos

para envio de contribuições, mecanismos para avaliar a necessidade de alteração regulatória e publicação da agenda regulatória.

Cultivo

do eucalipto

Um das atividades realizadas pela EMBRA-

PA Florestas, durante a edição online do Show

Rural Coopavel 2021, foi o lançamento do livro:

Municípios formadores da Bacia do Paraná 3 e

Palotina: estudos de clima, solos e aptidão das

terras para o cultivo do eucalipto. A obra relata

as ações de pesquisa desenvolvidas no projeto

Bioeste Florestas e os resultados destes estudos,

criados para dar bases mais sólidas ao plantio

de eucalipto para a produção de energia a partir

de biomassa florestal na região oeste do Paraná.

O livro busca dar subsídio para agentes públicos

e gestores de cooperativas, bem como, outros

atores locais, visando um desenvolvimento mais

sustentável e profissional da silvicultura regional.

Com edição técnica dos pesquisadores da Embrapa

Florestas, João Bosco Vasconcelos Gomes e

Marcos Silveira Wrege, o livro reúne a contribuição

de 16 autores em quatro capítulos.

Foto: divulgação

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NOTAS

Taxa externa

comum

Depois de reduzir em 10% as tarifas de importação

de máquinas, computadores e celulares, o Ministério da

Economia quer estender o benefício aos demais produtos

tarifados em conjunto com os países do Mercosul. Em

nota oficial, o Ministério da Economia informou que a

TEC (Tarifa Externa Comum) está desatualizada e é alta

para os padrões atuais. “Trabalhamos pela redução transversal

das nossas tarifas de importação, que passam pela

modernização da TEC do Mercosul, que data de 1995 e

não mais reflete a realidade produtiva atual. Estamos em

negociação com nossos parceiros do Mercosul uma redução

de 10% em todas as alíquotas. A base dessa negociação

são os princípios da transversalidade, previsibilidade

e gradualismo”, informou a pasta. A nota veio após reação de parte da indústria brasileira, que considerou que a medida anunciada

prejudica diversos fabricantes nacionais de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) e de bens de informática

e de telecomunicações. Segundo o Ministério da Economia, o Brasil pode iniciar medidas de abertura comercial porque o custo Brasil

(custo para manter empresas no país) diminuiu com uma série de reformas recentes.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

OCDE

A ABIMCI (Associação Brasileira da

Indústria de Madeira Processada Mecanicamente)

passa a ter mais uma importante

representação institucional para apresentar

as demandas do setor industrial madeireiro.

A associação integra desde fevereiro o OCDE

(Grupo de Trabalho da Organização para a

Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

A entidade atuará ao lado da Diretoria de

Desenvolvimento Industrial e Economia da

CNI (Confederação Nacional da Indústria). O

objetivo é contribuir para a pauta de temas

de interesse da indústria brasileira e elaborar

estudos que apoiem a adesão do Brasil à

OCDE. A participação do país na organização

é considerada pelo setor industrial uma

conquista importante que poderá contribuir

para a modernização regulatória e das estruturas

brasileiras de governança.

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NOTAS

Foto: divulgação

Mercado

americano

Em meio às adversidades de um período que restringiu a economia,

a produção e a mobilidade em todos os mercados ao redor

do mundo, a indústria brasileira de móveis e colchões mostrou,

mais do que nunca, sua força e potencial de expansão. Dando

sequência à trajetória positiva do último ano, as exportações moveleiras

em janeiro de 2021 apresentaram crescimento de 36,9%

comparando-se a igual mês de 2020. Os dados atualizados são do

estudo: Monitoramento das Exportações; — parte do conjunto de

ações mensais de inteligência comercial e competitiva do Projeto

Brazilian Furniture, realizado pela ABIMÓVEL (Associação Brasileira

das Indústrias do Mobiliário) em parceria com a APEX-Brasil

(Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

Destaque para a exportação de estofados, que no primeiro mês do

ano cresceu 47,4% na comparação com janeiro de 2020. Nas demais

categorias monitoradas pelo estudo, os números também são

animadores: colchões, 44,2%; móveis de madeira, 36%; e móveis de

metal, 27,2%. Demonstrando, assim, oportunidades de internacionalização

em todos os segmentos.

Sob nova

direção

O novo diretor-geral do SFB

(Serviço Florestal Brasileiro), Pedro

Alves Correa Neto, foi nomeado para

uma reestruturação do órgão. “O

SFB está fortalecido com a estrutura

renovada, mais capaz de atender às

necessidades do desenvolvimento

agroambiental sustentável do Brasil”,

disse Neto. A ministra da Agricultura,

Tereza Cristina, foi a responsável por

empossar a nova diretoria. A antiga Diretoria de Cadastro e Fomento Florestal, que cuida do CAR (Cadastro Ambiental Rural), mudou

de nome e passa a se chamar Diretoria de Regularização Ambiental. Essa nova diretoria foi fortalecida pelo Decreto 10.662, e passa de

duas para três coordenações gerais (Coordenação-Geral de Apoio aos Estados, Coordenação-Geral de Gestão do CAR, Coordenação-

-Geral de Gestão do SICAR). Antes possuía apenas duas. João Adrien será o diretor substituto. A Diretoria de Concessão e Monitoramento

Florestal recebeu a função de manter o Cadastro Nacional de Florestas Públicas. Antes essa função era da Diretoria de Cadastro

e Fomento Florestal. A diretoria é comandada por Paulo Henrique Marostegan e Carneiro. A Diretoria de Pesquisa e Informação

Florestal passa a se chamar Diretoria de Desenvolvimento Florestal e recebeu a Coordenação de Fomento Florestal, que antes estava

subordinada à antiga Diretoria de Cadastro e Fomento Florestal. O diretor é Humberto Navarro de Mesquita Junior.

Foto: divulgação

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NOTAS

Manejo sustentável

Em celebração ao dia Nacional da Conservação do Solo,

a Bracell anunciou que tem realizado ações, nos Estados de

São Paulo e Bahia, que visam ao manejo florestal sustentável

como forma de melhorar o uso do solo, fazendo com

que ele permaneça preservado e rico em nutrientes. João

Fernando Silva, gerente de Silvicultura da Bracell, informa

algumas destas ações, que têm início já na produção de

mudas, obtidas a partir de materiais genéticos oriundos de

árvores matrizes selecionadas e melhoradas. A empresa

realiza também o planejamento de implantação – com a

definição do uso do solo, objetivando maximizar o campo

de plantio e delimitar as áreas de proteção ambiental. Ainda

de acordo com João, o preparo de solo é realizado de forma

mecanizada e apenas a linha de plantio é preparada (subsolada)

– uma técnica chamada de cultivo mínimo. Além disso,

a empresa adota o plantio em nível para as áreas com declividade, o que favorece a manutenção da umidade e dos nutrientes no solo,

mitigando o risco de erosão e lixiviação. “Outro ponto importante é em relação à conservação química do solo. Para isso, sempre fazemos

aporte de nutrientes, por meio de nutrição mineral. Este trabalho de conservação e melhoramento ocorre a partir de uma análise

complexa e detalhada realizada pelo nosso setor de pesquisa, antes de fazer um novo plantio de eucalipto. Desta forma, garantimos

os nutrientes necessários para nunca exaurir o solo”, ressalta João, informando que “a Bracell consegue melhorar, em algumas áreas, a

qualidade do solo, deixando-o mais rico do que a média da região.”

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Ibá 7 anos

Em abril, a IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores) comemorou 7

anos de existência. Um caminho recheado de conquistas ao lado

das empresas associadas, protagonistas fundamentais desse trabalho

institucional. E, para marcar esta data, a IBÁ trouxe duas ações

que valorizam o setor de árvores cultivadas. Alguns depoimentos

de nomes do setor comentam sobre a força desta agroindústria e o

trabalho de suporte da associação durante todos os anos. Será lançado

um vídeo por semana até o início de maio, destacando a construção

conjunta e consolidação deste setor, uma referência para

o mundo. O primeiro vídeo conta com a participação de Horacio

Lafer Piva, presidente do Conselho Deliberativo da IBÁ; Sabrina de

Branco, gerente de Relações Institucionais da Bracell; Sérgio Ribas,

diretor-presidente da Irani; Carlos Aguiar, membro do Conselho

Consultivo da IBÁ; Ivone Namikawa, consultora de Sustentabilidade

Florestal da Klabin. Para conferir o material, acesse o canal no

youtube da instituição.

24 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Foto: divulgação

Corredor

de árvores

Foi concluída, em março deste ano, a primeira etapa de

implantação do corredor de árvores na região do Araguaia,

batizado de: Corredor de Biodiversidade do Araguaia; que

faz a conexão do Cerrado com a floresta amazônica, perpassando

por seis Estados da região norte e centro-oeste

do Brasil. De acordo com reportagem do portal Ciclo Vivo,

este corredor criará uma artéria verde com 2.600 km (quilômetros)

de extensão e 40 km de largura, sendo 20 km de

cada lado da margem do rio Araguaia e Tocantins. Com área

total de 10,8 milhões de ha (hectares), a meta é reflorestar 1

milhão de ha – que hoje estão degradados ou desmatados –

com espécies nativas do Cerrado e da Amazônia. Para tanto,

calcula-se que sejam necessários 1,7 bilhão de árvores. O

ambicioso programa de plantio foi desenvolvido pela Fundação

Black Jaguar, do empresário holandês Ben Valks. Além

de restaurar a fragmentada paisagem do corredor ecológico,

o projeto contribuirá para a preservação da fauna e flora e

para a produção agroflorestal.

Exportações

acreanas

O Estado do Acre tem muito a comemorar neste

início de ano. Além de ser um dos principais produtores e

exportadores de madeira tropical, a região ainda possui a

menor taxa de desmatamento entre todos os Estados da

Amazônia Legal. E o valor das exportações acreanas no setor

de florestas anima ainda mais os produtores. O montante

de negociações internacionais da madeira representou 28%

da remessas totais do Estado, que valiam US$ 8 milhões,

de acordo com o Observatório de Permanente Fórum de

Desenvolvimento do Acre, mas em 2019 as exportações de

madeira foram de US$ 12 milhões. O principal destino das

exportações da madeira e produtos derivados do Estado do

Acre em 2020 foram os EUA (Estados Unidos da América)

com 41%, seguido pela Holanda com 19%, e China com 12%.

Os principais portos de exportação foram Manaus (53%) no

Estado do Amazonas, Paranaguá (42%), no Estado do Paraná,

região sul do Brasil.

Foto: divulgação

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COLUNA

Parceria com EMBRAPA

deve impulsionar estudos

de manejo florestal

A ampliação das

pesquisas em

torno do Manejo

Florestal contribui

diretamente para

a continuidade e

aprimoramento

da atividade

respeitando a

legislação

Iniciativa visa apresentar à sociedade

o manejo florestal como atividade

sustentável e essencial

O

CIPEM se reuniu, em abril, com representantes da EMBRAPA (Empresa

Brasileira de Pesquisa Agropecuária), da unidade EMBRAPA Florestas, para

dialogar sobre pesquisas florestais. A reunião ocorreu de modo remoto e

teve como pauta central a definição das próximas etapas para os estudos

de manejo florestal e também, de elaboração de projetos que incentivem e

deem maior visibilidade à prática e aos trabalhos derivados dela e dos respectivos estudos.

Um dos assuntos que nortearam a reunião foi o estudo de MFS (Manejo Florestal Sustentável)

do Ipê, que será utilizado como modelo para desenvolver MFS de outras espécies

florestais autorizadas. Para isso, os participantes discutiram sobre a condução deste estudo,

desde a metodologia empregada, à divulgação dos resultados e o encaminhamento para o

Jardim Botânico. Outro ponto discutido foi sobre a necessidade de estruturar as questões

burocráticas que envolvem os estudos sobre manejo florestal, para que os resultados sejam

validados pelos órgãos ambientais competentes.

Nesse sentido, a parceria firmada entre CIPEM e EMBRAPA objetiva apresentar à sociedade

o manejo florestal como atividade sustentável e essencial. Outro objetivo é o de

fomentar a revisão e modernização de normas que regulam a atividade. Rafael Mason, presidente

do CIPEM, agradeceu a parceria e reafirmou o compromisso em programar novas

agendas técnicas para evoluir no conceito de produzir e conservar. “O CIPEM, SINDUSMAD

juntamente com os demais Sindicatos Empresariais da base florestal de Mato Grosso reforçam

seu compromisso com a floresta”, afirmou.

Conforme apontou a EMBRAPA, não há forma mais eficaz de garantir a proteção às

florestas, do que o aumento de áreas manejadas em todo país. Pois é o único uso do solo

que não remove a cobertura florestal. Dessa forma, as próximas ações estabelecidas em

conjunto, durante a reunião, consistem em somar esforços para ampliar os estudos e prática

de MFS. São elas: Realizar agenda com o Jardim Botânico; solicitar e delimitar área para estudos

de manejo florestal, definindo de 2 a 3 empresas que manejam Ipê, para serem amostradas;

identificar proprietários para solicitar permissão de realização dos estudos; efetuar

estes levantamentos com o apoio do CIPEM; verificar a disponibilidade das imagens das

propriedades pelo Estado; Planejar visita do Pesquisador Evaldo Muñoz Braz, responsável

por gerenciar os estudos; desenvolver demonstrativo parcial do que foi executado no estudo

de MFS do Ipê entre os dias 5 e 9 de abril e, identificar as principais demandas do setor

para novos ajustes e pesquisas.

A ampliação das pesquisas em torno do manejo florestal contribui diretamente para a

continuidade e aprimoramento da atividade respeitando a legislação. Outro ponto é que,

aprofundar no tema, também auxiliará na desconstrução de conceitos errôneos preestabelecidos

e que prejudicam o setor, como a associação da produção florestal com o desmatamento,

por exemplo. Assim, o CIPEM entende que se faz essencial a continuidade da

parceria firmada com a EMBRAPA para executar esta importante tarefa com a manutenção

da floresta em pé e a sociedade.

https://cipem.org.br

EMBRAPA FLORESTAS

A EMBRAPA Florestas atua de forma cooperativa com universidades, instituições estaduais

de pesquisa, empresas de assistência técnica e de extensão rural, organizações

não-governamentais, empresas e associações do setor privado, poder público, instituições

internacionais, produtores e suas associações, cooperativas, entre outros parceiros.

Para conferir o artigo na íntegra, acesse: https://cipem.org.br/parceria-com-embrapa-

-deve-impulsionar-estudos-de-manejo-florestal/

28 www.referenciaflorestal.com.br


DRV SUPREMA

A MARCA DA

FACA

Para todas as

marcas e

modelos de

Picadores





SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS


FRASES

Foto: divulgação

O setor madeireiro é carente de

incentivos econômicos, como linhas

de crédito, para o financiamento

das suas operações. Além disso, o

setor de florestas nativas enfrenta

a concorrência desleal com a

atividade de exploração ilegal.

É preciso vigilância constante

do poder público para coibir a

ilegalidade”

Álvaro Scheffer Junior, presidente da APRE

(Associação Paranaense de Empresas de

Base Florestal)

“A mudança do SFB (Serviço

Florestal Brasileiro) para o

Ministério da Agricultura,

Pecuária e Abastecimento

reforça o empenho do Governo

Federal em aliar a conservação

ambiental com a agenda

produtiva. É preciso olhar para

as florestas públicas como um

instrumento de geração de renda

para a comunidade que vive

nelas, de desenvolvimento da

bioeconomia, ao mesmo tempo

em que conservamos o meio

ambiente”

Valdir Colatto, diretor-geral do SFB (Serviço

Florestal Brasileiro)

“Acreditamos que essa

parceria irá gerar bons frutos.

Trabalho em grupo é muito

produtivo e contar com uma

representação tão atuante e

abrangente como a da ABAF

criará muitas oportunidades.

Agradecemos o convite, nos

associarmos à ABAF é uma

grande satisfação”

Maíra Venturoli, representante da área

comercial da Cruzeta e Madeiras Venturoli,

nova associada da ABAF (Associação Baiana das

Empresas de Base Florestal)

30 www.referenciaflorestal.com.br


A marca da silvicultura

Calagem

Limpeza de àrea

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Subsolagem, fertilização

e marcação de covas

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ENTREVISTA

Tecnologia a

FAVOR DO

PRODUTOR

Technology in favor

of the producer

Fotos: divulgação

C

ada vez mais utilizados pelo setor florestal, os

drones vieram para ficar: auxiliam em tarefas

mais complexas, cumprem trabalho em áreas

cada vez maiores e promovem maior segurança

ao operador. Para abordar este tema, a REFERÊNCIA FLORES-

TAL entrevisou o diretor e CFO da Skydrones, Daniel Bandeira,

que trouxe as particularidades e vantagens em se adotar o

sistema de drones para dentro da floresta. Existe desde 2010,

os primeiros protótipos de drones e desde então fizemos o primeiro

voo em estádio, fotografia e filmagem. Em 2016 começamos

a focar nos drones de pulverização, tecnologia própria,

que basicamente atinge 90% do faturamento de drones de

pulverização existentes no mercado nacional. Confira:

I

ncreasingly used in the Forestry Sector, drones have

come to stay: they assist in the more complex tasks,

work in increasingly more extensive areas, and

promote better operator safety. To address this issue,

REFERÊNCIA Florestal entertained Daniel Bandeira, Director

and CFO of Skydrones, who told us about the particularities and

advantages of using the drone system in the forest. Our first

drone prototypes have been around since 2010, and since then,

we have made flights over stadiums, taken photos, and filmed.

In 2016, we started to focus on spray drones, a technology that,

now, is 90% of our billing for drones

Check out below:

ENTREVISTA

Daniel Estima

Bandeira

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Diretor/CFO Skydrones

Director/CFO of Skydrones

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

MBA em Gestão de Tecnologia da Informação pela USP

(Universidade de São Paulo)

MBA in Information Technology Management, University of

São Paulo (USP)

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ENTREVISTA

O drone consegue substituir

15 pessoas no trabalho

manual, com relatórios de

aplicação, maior velocidade

e menor custo

>> Como a adoção de drones pode auxiliar no desenvolvimento

do setor florestal brasileiro?

De inúmeras formas. Nós, que trabalhamos desde 2017,

realizamos nossos primeiros trabalhos para suprir as necessidades

do pré-plantio, especialmente em áreas de encosta,

pois tratores e aviões não podiam operar devido ao

declive do terreno. O drone consegue substituir 15 pessoas

no trabalho manual, com relatórios de aplicação, maior

velocidade e menor custo. Após essa primeira experiência,

tivemos atividades de dispersão de granulados, inseticidas

e, atualmente, existem drones até mais modernos que

possuem mapeamento, que identifica problemas e realiza

aplicação em pontos necessários para evolução, sem contar

o georreferenciamento e demais funcionalidades. Por

exemplo, posso citar um cliente nosso que usa uma plataforma,

criada pela Skydrones, que serve como radar para

entender a compactação do solo e detectar formigueiros.

Além disso tudo, existem projetos, ainda não implementados,

na parte de vigilância com drones de alta duração,

que podem prevenir incêndios florestais.

>> Quais são as principais vantagens desses equipamentos

em campo?

Em nossos anos de experiência, podemos perceber que a

segurança para o operador é uma das grandes vantagens,

por não colocá-lo em situações que podem ser perigosas,

assim como no quesito econômico. Um drone capacitado

pode substituir 15 pessoas no campo. Sem contar todas as

vantagens na gestão mais unificada de toda uma floresta.

>> Na sua opinião, ainda há resistência de empresários

do setor em investir em tecnologias como esta para a otimização

de processos?

Pelo contrário. Acho que essa fase já passou. Hoje em dia

temos visto, em todas as empresas, uma vontade de iniciar

as operações com drones. Muitas buscam terceirizar o processo

ou até mesmo adquirir sua frota própria para, no mínimo,

testar as funcionalidades dessa tecnologia. Estamos

muito otimistas com o futuro para o setor de drones justamente

por esse crescimento no interesse do consumidor.

How can the use of drones help in the development

of the Brazilian Forestry Sector?

In countless ways, we have been working since 2017

and carried out our first work to meet the pre-planting

needs, especially on hillside areas, because

tractors and airplanes could not operate due to the

slope of the terrain. The drone can replace 15 people

in manual labor with application reports, higher

speeds, and lower costs. After this first experience,

we carried out such activities as the dispersion of

granules and insecticides. More modern drones

even carry out mapping, which identifies problems

and performs application in points necessary for the

evolution of the forest, not counting georeferencing

and other functionalities. For example, I can quote

a customer who uses a platform created by Skydrones,

which serves as a radar to understand soil

compaction and anthill detection. In addition, there

are projects not yet implemented in the surveillance

area with high-duration drones, which can prevent

the spread of forest fires.

What are the main advantages of using this equipment

in the field?

In our years of experience, we have realized that

operator safety is one of the significant advantages,

by not putting him/her in dangerous situations and

the economic aspect. A capable drone can replace 15

people in the field. Not to mention all the advantages

of unified management of an entire forest.

In your opinion, is there still any resistance from entrepreneurs

in the Sector to invest in technologies

like this for process optimization?

On the contrary, I think that phase is over. Today, in

all companies, we have seen a willingness to start

operations with drones. Many seek to outsource

the process or even acquire their own fleet to test

the functionalities of this technology. We are very

optimistic about the future of the drone industry precisely

because of this growth in customer interest.

What are the main obstacles to a drone system not

being widely used?

These days, I don’t see any obstacles. What we

need to understand is just the learning curve for the

Brazilian market. But that is something that doesn’t

have the proportion it had in 2017, for example.

Technology has been evolving very fast, and the

technical knowledge in the Brazilian market has

accompanied this movement. And further, I say: this

is a two-way street, because we also learn a lot from

the customer, who present their needs and, in this

way, we create new projects, aligned with customer

needs.

34 www.referenciaflorestal.com.br


ENTREVISTA

>> Quais são os principais obstáculos para que esse sistema

de drones não seja amplamente utilizado?

Para ser sincero, não vejo obstáculos hoje em dia. O que

nós precisamos entender é apenas a curva de aprendizado

do mercado brasileiro. Mas isso é algo que não tem a proporção

que tinha em 2017, por exemplo. A tecnologia vem

evoluindo muito rápido, e o conhecimento técnico do mercado

brasileiro tem acompanhado esse movimento. E digo

mais: esse é um aprendizado de duas mãos, pois também

aprendemos muito com o cliente, que nos passa demandas

e, desta forma, criamos novos projetos, alinhados às

necessidades do consumidor.

>> Que outras novas tecnologias semelhantes podem ser

inseridas no setor florestal para diminuir custos e otimizar

processos?

Essa é uma pergunta interessante, pois a tecnologia de

drones caminha conjuntamente à parte de telefonia, então

temos cada vez mais uma participação em processamento

de imagem, pois o drone é uma plataforma de aplicação e

captação de imagens. Hoje já temos desenvolvido alguns

projetos de IA (Inteligência Artificial), conectividade com o

5G e toda uma gama de novas tecnologias.

Can other similar new technologies be introduced

into the Forestry Sector to reduce costs and optimize

processes?

This is an exciting question because drone technology

goes hand in hand with telephony, so we increasingly

have a stake in image processing because

the drone is a platform for applying and capturing

images. Today, we have already developed some

Artificial Intelligence projects, connectivity with 5G,

and a whole range of other new technologies.

A tecnologia vem

evoluindo muito rápido, e

o conhecimento técnico

do mercado brasileiro

tem acompanhado esse

movimento

Foto: divulgação

36 www.referenciaflorestal.com.br


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Uma das líderes do mercado de máquinas

florestais no mundo comemora 100 anos,

pavimentados no sucesso do passado e na

visão consistente de futuro

Fotos: divulgação

Maio 2021

39


PRINCIPAL

E

m 2021, a Komatsu, gigante do mercado de máquinas

florestais, celebra um século de sucesso, enquanto a

sua divisão florestal , a Komatsu Forest comemora seis

décadas de excelência. A empresa fundada em maio

de 1921 construiu ao longo dos anos uma reputação

irretocável de desenvolvimento e qualidade. Deixando assim de

ser um pequeno pinheiro (significado de seu nome em japonês:

ko-matsu), para se tornar referência em seus ramos de atuação.

Hoje o grupo conta com 219 empresas subsidiárias, mais de 60

mil funcionários, está presente em vários países e é a segunda

maior empresa de máquinas de mineração do mundo, segunda

maior de máquinas de construção e uma das líderes de máquinas

florestais. Aproveitando o momento marcante da empresa, a Komatsu

decidiu pela unificação do seu posicionamento de marca,

fazendo com que todas as empresas do grupo, como a Komatsu

Forest, por exemplo, seja reconhecida apenas como Komatsu.

Dessa forma, sua presença nos seis continentes será sempre

reconhecida da mesma maneira em todas as áreas de atuação da

empresa. A decisão de unificar as marcas teve foco na expansão da

apresentação da marca para os clientes, realizada recentemente.

Segundo o representante de operações do Brasil, Toshiro Okada,

todas as empresas, que operam sob a marca Komatsu adotaram

a nova estratégia de integração. “Essa unificação faz parte desta

estratégia. Com isso, a Komatsu está empenhada em apresentar

uma imagem corporativa globalmente padronizada, capaz de se comunicar

de forma mais consistente em todos os diversos mercados

e áreas geográficas”, enaltece Okada. Quando perguntado sobre

a situação dos clientes da Komatsu diante das mudanças, Okada

tranquiliza e valoriza os parceiros da empresa: “Com a unificação,

a Komatsu passa a ser vista de forma única por seus clientes, consequentemente,

gerando mais valor aos seus negócios”, garante o

representante de operações da empresa no Brasil.

UM NOVO CAPÍTULO, UM NOVO LEMA

Mudar toda a estrutura da marca também levou a um novo

Constant evolution

One of the world’s leaders in the forest

machinery market celebrates 100 years, with

a road paved with past successes and a

consistent vision of the future

I

n 2021, Komatsu, a giant in the forestry machinery

market, celebrates a century of success, while its forest

division, Komatsu Forest, celebrates six decades of excellence.

Over the years, the Company, founded in May 1921,

has built an untouchable reputation for development and

quality. Thus, no longer a small pine tree (meaning of its name

in Japanese: ko-matsu), the Company has become a reference in

its branches of operation. Today, the Group comprises 219 subsidiaries

with more than 60 thousand employees and is present in

many countries. It is the 2nd largest mining machine supplier, 2nd

largest construction machinery supplier, and one of the leading

suppliers of forestry machinery worldwide. Taking advantage of

the Company’s landmark moment, Komatsu decided to unify the

positioning of its brand, making all companies in the Group, such

as Komatsu Forest, for example, being recognized only as Komatsu.

Thus, its presence on the six continents will be recognized consistently

in the same way in all areas of the Company’s operations.

The decision, made recently, was to unify the brands and expand

the Company’s presentation of its brand to customers. According

to Toshiro Okada, Operations Representative in Brazil, all companies

operating under the Komatsu brand have adopted the new

integration strategy. “This unification is part of this strategy. With

this, Komatsu is committed to presenting a globally standardized

corporate image, capable of communicating more consistently

across all diverse markets and geographic areas,” clarifies Okada.

When asked about the situation of Komatsu’s customers in the

face of the changes, Okada reassures and values the Company’s

Nova Fábrica Komatsu Forest One: um passo em frente

para o meio ambiente, para a igualdade e integração

40 www.referenciaflorestal.com.br


commercial relationships: “With unification, Komatsu is now seen

uniquely by its customers, consequently generating more value to

its business,” says the Operations Representative in Brazil.

A NEW CHAPTER, A NEW MOTTO

Changing the entire structure of the brand also led to a new

slogan. Leaving aside mottos that could be directed only to the

performance segments of each area, the motto chosen was

“Creating Value Together.” “It concerns our mission which is to

create value through production and technological innovation

to ensure a sustainable future where people, businesses, and the

planet thrive together,” explains Okada. Also, according to the

new motto, Okada clarifies the depth of the slogan. “Creating

Value refers to the products, solutions, information, activities,

and services provided by Komatsu employees and distributors.”

The Company’s focus is on sustainability and looking to a

better future. “While ‘Together’ indicates that we conduct our

activities and create solutions in collaboration with all stakeholders,

not just our interests,” adds Okada, valuing the Company’s

new business cycle.

slogan. Deixando de lado lemas que pudessem ser direcionados

apenas aos segmentos de atuação de cada área, o mote escolhido

foi Creating value together (Criando valor juntos). “Ele diz respeito

ao nosso propósito, que é criar valor por meio de produção e

inovação tecnológica para garantir um futuro sustentável onde

pessoas, negócios e o planeta prosperem juntos”, explica Okada.

Ainda segundo o novo lema, Okada esclarece a profundidade do

slogan. “Criando valor refere-se aos produtos, soluções, informações,

atividades e serviços fornecidos pelos funcionários e

distribuidores da Komatsu.”

O foco da empresa está na sustentabilidade e no olhar para um

futuro melhor. “Enquanto, juntos, indica que conduzimos nossas

atividades e criamos soluções em colaboração com todas as partes

interessadas, não apenas visando nossos próprios interesses”,

completa Okada, valorizando o novo momento da empresa.

KOMATSU NO BRASIL

A Komatsu chega ao Brasil nos anos de 1960 através de importações

e instala sua fábrica, a primeira fora do Japão, em 1975,

menos de 15 anos depois da criação da então Komatsu Forest, sua

divisão focada em máquinas e equipamentos florestais. Hoje a

empresa conta com mais de 3,5 mil funcionários, entre fábricas e

outras unidades, presentes em quatro Estados brasileiros. Além da

exploração de recursos relacionados à madeira, a Komatsu produz

máquinas para construção civil e mineração.

Seu foco em excelência fez com que a entrada no país fosse

baseada em dantotsu, palavra japonesa que significa incomparável.

Essa busca constante pela primazia conquistou o mercado

brasileiro e clientes, que estão com a marca há aproximadamente

30 anos, como a Florestal Barra. Lauro José Tonin, diretor de qualidade

da empresa conta que a parceria entre Komatsu e Florestal

Barra se iniciou em 1993, quando foi adquirida a primeira máquina

de baldeio. Anos depois, em 2001, veio o cabeçote focado no

descascamento de madeira. Tonin explica também os principais

KOMATSU IN BRAZIL

Komatsu arrived in Brazil in 1967 through imports. Later in

1975, it installed its factory, the first outside Japan, less than 15

years after creating the then Komatsu Forest, its division focused

on forestry machines and equipment. Today, the Company has

more than 35 hundred employees, including those in factories

and other units present in four Brazilian states. In addition to

the exploitation of forest-related resources, Komatsu produces

construction and mining machinery.

Its focus on excellence meant that the entry into the country

was based on dantotsu, a Japanese word meaning “incomparable.”

This constant search for primacy won over the Brazilian

market and customers, such as Florestal Barra, which has been

with the brand for approximately 30 years. Lauro José Tonin,

Director of Quality Control for Florestal Barra, says that the business

relationship between Komatsu and Florestal Barra began in

1993 when a log handler was acquired. Years later, in 2001, came

the head focused on timber debarking. Tonin also explains the

main reasons for the long-standing relationship with Komatsu.

“Komatsu has been able to develop in the forest area a product

Nova Fábrica

“Nós nos tornaremos UMA Komatsu Forest. Esse é o conceito

por trás do Komatsu Forest One. Com isso queremos dizer que toda

a produção é feita em um só lugar, em uma linha de montagem, é um

passo em frente para o meio ambiente e um passo para a igualdade e

integração. É o valor central das operações de produção da Komatsu

LTD que permeia o design da nova fábrica. A nova unidade poderá

atender rapidamente às mudanças e se adaptar às necessidades do

negócio, tanto na fábrica quanto no escritório. A linha de produção

obtém um processo mais eficiente e, ao mesmo tempo, proporciona

uma melhor qualidade. Komatsu e o município de Umeå (Suécia) concordaram

em um acordo de terra para a área entre a E12 no sul e os

ramais ferroviários no lado norte. Com esta localização, nos tornamos

um marco único na floresta, onde o local e a construção formam uma

instalação óbvia e sustentável. Por meio desse esforço, queremos a

fábrica mais produtiva do setor - a planta-mãe florestal do mercado.”


PRINCIPAL

motivos para que a Komatsu seja uma parceira de longa data. “A

Komatsu conseguiu desenvolver na área florestal um produto que

vem de encontro com aquilo que procuramos: qualidade e peças

de reposição imediata. As máquinas Komatsu têm se destacado

nas operações florestais desenvolvidas pela Florestal Barra, principalmente

pela confiabilidade e produtividade”, garante Tonin.

Este novo ciclo da empresa no mundo também se reflete nas

ações da Komatsu no Brasil. Felipe Vieira, Gerente Geral de Marketing

e Vendas, valoriza a integração das marcas também para

os clientes brasileiros. “A Komatsu busca um footprint positivo na

sociedade, e como entendemos que nos referimos à um mundo,

temos que agir como uma Komatsu.” Ele finaliza afirmando os valores

envolvidos nessa nova etapa e o quanto isso é importante para

clientes e funcionários do grupo. “Este alinhamento de proposta

de valor, de intenções e posicionamento da marca, trará ganhos

importantes à Komatsu Forest, que agirá de forma mais integrada

e aproveitará os desenvolvimentos já feitos em outras empresas

do próprio grupo.”

PREPARAÇÃO VIRTUAL PARA O MUNDO REAL

Já se foi o tempo em que maquinário florestal era composto

por uma série de alavancas com movimentos bruscos e difíceis.

As máquinas novas contam com sistemas intuitivos, práticos e

com controle cada vez mais leve e de acesso fácil. Pensando na

qualificação, a Komatsu oferece a seus parceiros e clientes um

simulador para o treinamento dos operadores.

O treinamento realizado nos aparelhos proporciona a prática

qualitativa e quantitativa antes mesmo do começo do trabalho

efetivo. Durante o treinamento, o participante conta com o auxílio

de um instrutor, que apresenta todas as funcionalidades do maquinário

disponível para o teste. Ao utilizar o simulador, o profissional,

que será responsável pelo manejo do maquinário, pode escolher

o tipo de terreno, a paisagem e as espécies de árvores com que

irá trabalhar, para uma experiência real de campo. Além disso,

operadores de máquinas diferentes podem treinar ao mesmo

tempo, para que a simulação do trabalho beire o máximo possível

da realidade e apresente resultados próximos daqueles que serão

obtidos no dia a dia. Outro fator que é preponderante para a facilitação

do aprendizado é a possibilidade de gravação das aulas. O

aluno grava sua atividade e a partir dela o instrutor pode passar

observações e dicas para que na próxima tentativa o operador

saiba como desempenhar sua função de forma mais assertiva.

that meets what we are looking for: quality and immediate spare

parts. Komatsu machines have excelled in the forestry operations

being carried out by Florestal Barra, mainly for reliability and

productivity,” assures Tonin.

Komatsu’s new worldwide cycle is also reflected in the

Company’s domestic actions. Felipe Vieira, General Manager of

Marketing and Sales, values the integration of brands for Brazilian

customers. “Komatsu seeks a positive footprint in society, and

because we understand that we refer to the world, we have to act

like a Komatsu.” He concludes by stating the values involved in this

new stage and how important this is for customers and employees

of the Group. “This alignment of value proposition, intentions, and

brand positioning will bring important gains to Komatsu Forest,

which will act in a more integrated fashion and take advantage

of developments already made in other companies in the Group.”

VIRTUAL PREPARATION FOR THE REAL WORLD

Gone is the time when forest machinery was composed of a

series of levers with sudden and complex movements. The new

machines have intuitive, practical systems with increased light

control and easy access. Thinking about qualification, Komatsu

offers its customers a simulator for operator training.

The training performed on the devices provides qualitative

and quantitative practice even before beginning practical work

in the field. During training, the participant has the help of an

instructor, who presents all the functionalities of the machinery

available for the test. When using the simulator, the professional

responsible for operating the machinery can choose the type of

terrain, landscape, and tree species with which the equipment

will work for a real in-field experience. In addition, operators of

different machines can train simultaneously so that the work

simulation represents in-field reality as much as possible and

presents results close to those in daily operations. Another factor

that is predominant for facilitating learning is the possibility of

recording the training sessions. The student operator records his

activity. From this, the instructor can pass along observations and

A Komatsu passa a ser vista de

forma única por seus clientes

Toshiro Okada, representante de

operações no Brasil, da Komatsu

42 www.referenciaflorestal.com.br


Dessa maneira, o operador terá lições que vão do nível mais

básico, até o controle total das possibilidades de manuseio, seja

ela uma grua padrão, combinada, ou por meio dos cabeçotes das

linhas S ou C ou dos cabeçotes para descascamento de madeira.

A CULTURA SUSTENTADA EM EFICIÊNCIA

Os 100 anos de história não se construíram apenas por trabalho,

mas por uma forma de pensar e agir chamada de Komatsu

Way. O estilo Komatsu ou modo Komatsu tornou-se uma cultura

interna da empresa. Essa cultura empresarial é o que norteia

suas ações e faz com que a excelência e a alta qualidade sejam

os principais alvos em tudo que a companhia disponibiliza para

seus funcionários e clientes.

O que orienta essa cultura são cinco pontos: Segurança em

primeiro lugar; Garantia de qualidade; Melhorias contínuas;

Foco no cliente e Certificação ISO9001. Cada um deles, aliado ao

sistema de treinamento, a disponibilidade imediata de peças e

serviços de manutenção, evolução constante, além da conquista

de novos mercados.

tips so that the operator knows how to perform his function more

assertively in the next attempt. In this way, the operator will have

sessions ranging from the most basic level to complete control of

handling possibilities, be it a standard crane combined with heads

from the S or C lines or with heads for timber debarking

A CULTURE SUSTAINED IN EFFICIENCY

The 100-year history was built not only on work but on a way

of thinking and acting in the so-called Komatsu Way. The Komatsu

Way has become an internal culture within the Company. This

business culture guides actions and makes excellence and high

quality the main targets in everything the Company makes available

to its employees and customers.

Five points guide this culture: Safety First; Quality Assurance;

Continuous Improvements; Customer Focus; and ISO9001 Certification.

Each coupled with the training system, the immediate

availability of parts and maintenance services, constant evolution,

and the conquest of new markets.

Este alinhamento de proposta de valor,

de intenções e posicionamento da

marca, trará ganhos importantes à

Komatsu Forest

Felipe Vieira, gerente geral de marketing

e vendas da Komatsu Forest Brasil

Valores da empresa:

- Técnicas de fabricação e inovação tecnológica;

- Empoderamento ou capacitação;

- Futuro responsável, que engloba resiliência,

equilíbrio e o que a empresa defina como pessoas,

negócios e o planeta.

Company values:

- Manufacturing techniques and technology innovation;

- Empowerment or Proper Training;

- Responsible future that encompasses resilience, balance,

and what the Company defines as people, business, and

the planet.

Maio 2021

43


ESPÉCIE

A propagação de espécies

NATIVAS E SUA

IMPORTÂNCIA

Fotos: divulgação

44 www.referenciaflorestal.com.br


O desenvolvimento de técnicas silviculturais

de propagação vegetativa voltadas para

as espécies nativas é de fundamental

importância devido a riqueza da

biodiversidade florestal presente no Brasil

O

setor florestal brasileiro apresentou um

grande desenvolvimento tecnológico através

da silvicultura ao longo de sua história, desde

seu início na década de 1960. Nesse cenário

merece destaque a silvicultura clonal,

que é marcada pelo uso de técnicas de propagação vegetativa

que, em grande maioria, foram aplicadas as espécies

exóticas, quando comparado as espécies nativas. Isso ocorreu

visto que muitas espécies exóticas apresentaram grande

adaptação as condições edafoclimáticas do Brasil, em especial

as dos gêneros Eucalyptus e Pinus, apresentando ótimo

crescimento e desenvolvimento, além de ciclos produtivos

(rotações) mais curtos.

Embora já se tenha uma tecnologia silvicultural bem

estruturada para essas espécies exóticas, atualmente tem-se

preocupado também com a propagação das espécies nativas

do Brasil, onde as mudas produzidas são usadas para diversas

finalidades, além da formação de plantios comerciais homogêneos.

Com isso, a importância do cultivo e propagação

de árvores nativas se torna muito discutida, embora ainda

seja menos estudada quando comparada às tecnologias disponíveis

para eucalipto e pinus plantados no país.

O desenvolvimento de técnicas silviculturais de propagação

vegetativa voltadas para as espécies nativas se torna de

interesse e também justificada quando observada a riqueza

da biodiversidade florestal presente no país. Muitas espécies

são responsáveis por geração de renda ao setor florestal,

devido ao fornecimento de madeira em tora ou serrada

ou pela coleta e industrialização de produtos florestais não

madeireiros. Nesse último caso podem ser coletados frutos,

sementes, óleos, látex, etc., e a partir deles serem produzidos

outros produtos a serem usados em diversos setores.

Com isso é possível observar a necessidade do cultivo e

propagação de espécies nativas para obtenção de produtos

que servirão de matéria-prima para vários setores em escala

comercial, pela contribuição para a conservação da biodiversidade

nativa, pela domesticação e adaptação das espécies,

equilíbrio do microclima da região de plantio, etc.

Maio 2021

45


ESPÉCIE

Nas últimas décadas têm se observado um aumento

considerável da preocupação com a qualidade ambiental e

conservação da biodiversidade existente no Brasil, o que cria

incentivos para a recuperação de áreas degradadas e áreas

de reservas legais, o que gera um aumento da necessidade

de mudas de espécies nativas. Nesse sentido a produção de

mudas de espécies nativas tem objetivos diversos, sendo

muitos deles voltados para recuperação de áreas degradadas

e reservas legais, paisagismo e arborização urbana,

enriquecimento de áreas, usos em sistemas agroflorestais,

além da formação de plantios homogêneos para finalidades

comerciais, como a produção de madeira. Para isso é necessário

ter o conhecimento da tecnologia de produção dessas

espécies voltado para uma produção em larga escala.

Várias técnicas podem ser usadas na propagação de

espécies nativas e a sua escolha também pode estar relacionada

ao uso final das mudas produzidas e custos envolvidos

na sua produção. Nesse cenário a propagação sexuada por

meio do uso de sementes para multiplicação das espécies

florestais nativas ainda apresenta grande potencial. Esse

método é preferível, por exemplo, para a produção de mudas

a serem usadas na recuperação de áreas degradadas,

pois o mesmo proporciona maior variabilidade genética.

Através do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e

Abastecimento) foram estabelecidas normas para produção,

comercialização e uso de sementes e mudas de espécies florestais

nativas. Com o trabalho dos coletores em áreas destinadas

a coletas de sementes de árvores matrizes, o acesso

às mesmas tornou-se facilitado, assim foi possível criar um

novo mercado, onde viveiros passaram a produzir e vender

mudas de espécies nativas, com a aplicação das melhores

técnicas para cada espécie.

Com o passar dos anos, entretanto, a propagação sexuada

tornou-se limitada para a produção comercial de mudas

em larga escala, em decorrência dos problemas com sementes

de determinadas espécies. Na produção de mudas via

seminal encontra-se problemas relacionados à dificuldade

de determinação da época de floração e frutificação de cada

espécie, dificultando uma coleta contínua de sementes,

além da necessidade de conhecimento de características

próprias de cada tipo de semente. Outro fator de influência

é em relação a dormência das sementes, que é um mecanismo

que atrasa a germinação, podendo ser por fatores

fisiológicos, físicos, mecânicos ou morfológicos. A diferença

do tipo de camada que cobre e protege a semente, chamado

tegumento, implica em diferentes padrões de absorção

de água e oxigênio, além de influenciar no método e tempo

de armazenamento. Isso possibilita separar as sementes em

dois grupos chamados ortodoxas e recalcitrantes.

A propagação vegetativa, por sua vez, ocorre pela multiplicação

assexuada, que proporciona a formação de um

novo indivíduo a partir de um segmento de uma planta já

existente. Esse segmento, chamado propágulo, terá células

As técnicas mais

usuais de propagação

vegetativa são a

estaquia, a miniestaquia

e a microestaquia, sendo

amplamente utilizadas

para a propagação das

espécies exóticas

46 www.referenciaflorestal.com.br


denominadas meristemas, que por sua vez são capazes de

formar um novo sistema radicular quando colocado em

um substrato apropriado, como terra de subsolo, matéria

orgânica etc., além de uma condição ambiental controlada,

como luz e temperatura, que variam de acordo com a espécie

a ser utilizada.

Com isso as técnicas mais usuais de propagação vegetativa

são a estaquia, a miniestaquia e a microestaquia, sendo

amplamente utilizadas para a propagação das espécies

exóticas, como as do gênero Eucalyptus. Esses métodos são

amplamente aplicados na clonagem de espécies exóticas,

mas demostraram eficiência também em diversas espécies

nativas. Existem ainda outras duas técnicas importantes,

denominadas enxertia e alporquia, que também podem ser

usadas na propagação vegetativa das espécies nativas.

A principal diferença entre estaquia, miniestaquia e microestaquia

é a variação do tamanho de segmento caulinar,

foliar ou radicular retirado da planta matriz. A estaquia é o

método mais conhecido de propagação vegetativa, a qual é

a mais desenvolvida e que serviu de base para avanços em

pesquisas no Brasil. Nela são utilizadas brotações de 6 a 10

cm (centímetros) retirados de uma planta matriz, que são

colocados em um substrato para o enraizamento. Assim, as

pequenas brotações de plantas estabelecidas que possuem

galhos novos, podem ser capazes de gerar um novo individuo

por meio do enraizamento desse segmento. Essa técnica

possui grande viabilidade econômica, principalmente por

seu baixo custo em relação as outras técnicas.

A miniestaquia partiu do aperfeiçoamento da estaquia,

onde pesquisas apontaram que a redução do tamanho do

segmento não teria influência negativa na capacidade de

formar raízes. Assim essa técnica ficou caracterizada por

utilizar segmentos que variam de 2 a 6 cm de comprimento,

ou seja, segmentos menores em relação a estaquia. Desta

forma, a miniestaquia apresentou vantagens por diminuir o

tempo de espera de crescimento dos segmentos das plantas

matrizes, bem como a área necessária para a obtenção dos

mesmos. Os novos indivíduos produzidos através da estaquia

e miniestaquia são replicados em tubetes contendo

substrato, onde permanecem por um determinado tempo

em casa de vegetação, com irrigação e temperatura regulada.

Posteriormente essas mudas passam por processos de

rustificação até estarem aptas para o plantio em campo.

A miniestaquia vem sendo estudada e tem se mostrado

viável de aplicação para a propagação de espécies nativas

como o cedro (Cedrela fissilis), erva-mate (Ilex paraguariensis)

e também para o ipê roxo (Handroanthus heptaphyllus).

Especificamente para o ipê roxo, a miniestaquia é uma técnica

interessante, pois a espécie possui madeira de alto valor

comercial, sendo indicada para plantios florestais e recuperação

de áreas degradadas, mas que apresenta queda no

teor de germinação após certo tempo de armazenamento

de suas sementes, além da ausência de uniformidade das

árvores a partir da propagação seminal.

A miniestaquia também apresenta viabilidade de aplicação

para o paricá (Schizolobium amazonicum) e o guapuruvu

(Schizolobium parahyba). As madeiras dessas espécies

podem ser usadas como matéria-prima para produção de

painéis reconstituídos de madeira, além da produção de

madeira serrada para a fabricação de forros, palitos, móveis,

molduras, etc. Essas espécies possuem sementes com dormência

tegumentar, ou seja, uma barreira física ocasionada

pela casca, a qual impede a entrada de água, tornando necessário

a aplicação de métodos de quebra de dormência,

como o processo de escarificação mecânica para que seja

possível ocorrer a germinação das suas sementes. Isso faz

com que a miniestaquia seja uma técnica interessante para

a propagação dessas espécies.

Os métodos de propagação vegetativa podem viabilizar

ou acelerar o melhoramento genético das plantas, proporcionando

vantagens como a maior uniformidade das árvores

em um plantio, maiores taxas de crescimento e produtividade,

além de resistência a doenças. Outra vantagem é a

combinação genética, que possibilita agregar características

benéficas como o melhoramento da resistência a doenças

e pragas. É importante salientar também que mesmo com

os benefícios proporcionados pela aplicação das técnicas de

propagação vegetativa, a produção de mudas via seminal

Maio 2021

47


ESPÉCIE

não é totalmente substituída e inviável, sendo, em alguns

casos, desejável na propagação de espécies florestais.

Como desvantagem da aplicação dessas técnicas de

propagação vegetativa é possível citar a falta de variabilidade

genética, ocasionada pela falta de cruzamento entre

árvores, visto que essas técnicas submetem a clonagem de

indivíduos. Para a produção de mudas com finalidades de

enriquecimento ou recuperação de áreas degradadas deve-

-se coletar brotações de diferentes plantas a fim de diminuir

esse problema. Um outro fator a ser considerado é o custo

envolvido no processo de fabricação de estacas, bem como

da mão de obra especializada para a aplicação correta das

técnicas.

A grande diversidade florística existente no Brasil ocasiona

uma demanda de estudos mais aprofundados sobre

a aplicação desses métodos para as diversas espécies

florestais, de modo a ser escolhida a melhor técnica para

determinada espécie. Cada espécie possui uma resposta

específica diante da aplicação das tecnologias voltadas para

sua propagação, as quais não seguem um padrão específico

ou ainda não descoberto para todas as espécies de interesse

econômico. Cada método apresenta vantagens e desvantagens,

onde não é possível definir como uma regra qual é a

mais viável, porém com os avanços nas pesquisas, fica cada

vez mais comprovado a eficiência e benefícios da aplicação

dos métodos de propagação vegetativa.

Diante do exposto, é possível confirmar a importância

que as técnicas de propagação vegetativa possuem para

as espécies florestais nativas, bem como a necessidade de

estudos contínuos para se conhecer as melhores técnicas

de propagação vegetativa para cada gênero ou espécie.

Contudo, para a aplicação das técnicas em maiores escalas

de produção, faz-se necessário maiores investimentos em

pesquisas, com maior número de testes a campo, para definição

dos melhores resultados para cada espécie e finalidade

de uso das mudas (plantios comerciais, enriquecimento

de áreas, recuperação de áreas degradadas, etc.). Com isso,

torna-se necessário uma análise geral do objetivo da propagação

e sobre a escolha de qual espécie a ser utilizada. O

conhecimento deverá ser voltado as particularidades das espécies

de interesse comercial, visto que existe uma grande

diversidade da flora brasileira, que apresentam diferentes

comportamentos quanto a reprodução e propagação. Isso

permite determinar detalhes desse comportamento e as

respostas relacionados à cada espécie ou as técnicas escolhidas.

Artigo desenvolvido pela estudante Vitoria Natali Nunes

Melo e pelo professor Wescley Viana Evangelista

48 www.referenciaflorestal.com.br


Vem aí!

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MINUTO FLORESTA

A indústria mais eficiente

E SUSTENTÁVEL

O Programa de Excelência em

Pulverização é a base para uma

revolução nos processos florestais

G

arantir os melhores resultados, com os menores

custos e maiores lucros é o objetivo de

toda e qualquer empresa. Pensando nisso,

há 10 anos a Bayer Floresta desenvolve junto

aos seus parceiros e clientes o PEP (Programa

de Excelência em Pulverização). Com nome autoexplicativo,

seu objetivo é fazer com que a pulverização, por exemplo,

de defensivos nas mudas tenha o mais alto nível de eficácia.

O PEP funciona através de uma consultoria que dura

uma semana, em que uma equipe de especialistas da Bayer

Floresta visita o cliente e analisa os procedimentos que

podem ser melhorados para otimização da produção. Paulo

Coutinho, consultor florestal do PEP, explica que o programa

consiste em visitas ao campo, fornecimento de boletins

técnicos, treinamentos presenciais e online, além de uma

constante disponibilidade para troca de informações com os

clientes e prestadores de serviços e treinamentos.

Conforme citado por Coutinho, o PEP é dividido em quatro

etapas:

Diagnóstico: quando é realizada a coleta de informações;

Recomendações: quando a equipe aponta possíveis

melhorias;

Relatório Final: onde são apresentados todos os dados

recolhidos e as sugestões;

Treinamentos e Acompanhamento: que podem ser presenciais

ou virtuais.

Coutinho ressalta que os processos de pulverização

eram feitos quase sempre por empresas terceirizadas. Não

existia uma cobrança sistemática de um padrão de qualidade

para os pulverizadores, o que levava ao desperdício e

baixo rendimento do trabalho. “Através das visitas no campo

percebemos a necessidade de se criar um alto nível de conhecimento

técnico sobre qualidade dos equipamentos e

aplicações, tanto no corpo técnico das empresas florestais,

como das empresas prestadoras”, ressalta Coutinho.

Guilherme Christo, gerente de silvicultura da Suzano

Papel e Celulose, explica que o PEP foi um espelho de boas

práticas do passado trazido de volta pela Bayer Floresta com

bastante sucesso e a participação no programa foi baseada

em uma necessidade. “Tínhamos uma carência do ponto

de vista de qualificação técnica das equipes, de condições

dos equipamentos, das estruturas de campo e o programa

trouxe uma visão mais técnica de tecnologia e aplicação,

capacitando os profissionais, internos e terceirizados, buscando

uma evolução contínua do processo de pulverização”,

explica Guilherme. Ele comenta ainda, os resultados do PEP.

“Houve uma redução de desperdício de produto químico,

redução de doses e a diminuição em torno de 25% do uso

do principal defensivo aplicado pela empresa, mantendo a

mesma qualidade”, comemora o gerente de silvicultura da

Suzano.

“Outro resultado muito importante é a evolução da

conformidade. Tínhamos no passado pontas de pulverização

com gotejamento ou despadronizadas. Hoje não vemos

mais isso no campo.”

Para Julia Junqueira, analista de processos florestais da

Veracel, além da padronização na aplicação e diminuição

de gastos, o PEP trouxe outros benefícios. “Redução do impacto

ambiental, evitando a necessidade de se realizar uma

nova aplicação em decorrência de falhas, além do aumento

do conhecimento técnico dos trabalhadores de campo em

decorrência dos treinamentos”, destaca Julia.

O gerente de operações florestais de silvicultura da

Unidade Florestal da Suzano no Maranhão, Luís Carlos de

Abreu, conta que aliar o PEP ao programa de excelência

já adotado pela empresa foi chave para o sucesso. “Todas

ações do nosso Programa, incluindo o PEP fundamentalmente

tem contribuído para a melhoria contínua dos processos

ligados à tecnologia de aplicação de herbicidas, garantindo

padronizações, multiplicação do conhecimento, otimizações

operacionais e finalmente reduções de custos.”

Foto: divulgação

50 www.referenciaflorestal.com.br


Tema:

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SILVICULTURA DE ALTA PERFORMANCE:

do plantio à indústria

29 de junho às 19h

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Realização:

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FISCALIZAÇÃO

Operação

HANDROANTHUS

Foto: divulgação

52 www.referenciaflorestal.com.br


Indústria madeireira denuncia

abusos de operação da Polícia

Federal na apreensão de

madeira no Pará

D

esde o início do ano tem circulado nas redes

sociais um vídeo de um empresário do setor

madeireiro que alega que a Operação Handroanthus,

da Polícia Federal, teria cometido

abusos contra a extração legal e sustentável

de madeira na região de divisa entre os Estados do Pará e de

Amazonas.

Vinicius Belusso, da Rondobel Indústria e Comércio de

Madeira, afirma que suas operações foram interrompidas

durante várias semanas, sem nenhum motivo aparente.

Segundo ele, máquinas de movimentação de toras foram

apreendidas e sua mercadoria teria apodrecido, sem o

transporte ao consumidor.

“Em um ato de desespero, [gravo esse vídeo] e denuncio

a ação abusiva da Operação Handoranthus em nosso porto,

em dezembro de 2020. Policiais e membros do Exército, fortemente

armados, bateram à nossa porta e nos ordenaram

parar as operações. Em fevereiro, levaram, sem qualquer

ordem judicial, muitas das nossas máquinas. Já tivemos de

demitir 300 funcionários e não sabemos o que será do futuro”,

suplica Belusso na gravação.

Deflagrada em dezembro do ano passado, a Operação

Handroanthus (batizada pelo nome científico do Ipê,

árvore tradicional da região), apreendeu mais de 130 mil

m 3 (metros cúbicos) de madeiras em toras, na divisa dos

Estados do Pará e do Amazonas. Segundo a Polícia Federal,

a quantidade de madeira seria capaz de lotar cerca de 6.243

caminhões.

“Todos do setor madeireiro são a favor da proteção da

Amazônia e acreditamos que a nação tem de proteger suas

florestas. O madeireiro defende tudo isso. Sabemos também

que bandidos vêm extrair madeira ilegal e queremos

a mão forte do Estado contra eles, pois são nossos maiores

concorrentes, e que ainda atuam de forma ilegal”, lamenta o

empresário. “Já nós somos uma empresa séria, em sua terceira

geração, que trabalha com manejo florestal sustentá-

vel e que tem o respeito, inclusive, das comunidades locais.

Atuamos em áreas privadas, pagamos impostos e geramos

empregos.”

De acordo com o diretor da Rondobel, esse não é o caso

da sua empresa, fundada em 1999 na cidade de Belém (PA),

com foco em madeiras tropicais, “cujos produtos obtidos

são destinados ao mercado interno e externo”, afirma a

empresa.

Relatório da Auditoria Florestal Independente da SysFlor,

inclusive, atesta a sustentabilidade e legalidade da atuação

da Rondobel no Estado do Pará. “Os planos de manejo

executados pela Rondobel tem como principal objetivo a

produção de madeira em toras para abastecimento de suas

unidades industriais”, afirma o levantamento.

Em nota divulgada à imprensa, o Sindicato dos Policiais

Federais no Amazonas afirma que a Operação Handroanthus

não realizou excessos, mas também não apresentou nenhuma

prova consistente contra a empresa.

A investigação segue sendo acompanhada pelo Ministério

Público Federal do Amazonas e pelo juízo da 7ª Vara

Federal da Seção Judiciária do Amazonas.

Em janeiro deste ano, a Justiça Federal do Pará determinou

a prisão e multa de R$ 200 mil a cada policial envolvido

em uma das etapas da Operação Handroanthus, por entender

que não houve irregularidade na atuação de uma das

empresas envolvidas no caso.

A juíza Mara Elisa Andrade, da 7ª Vara Federal, responsável

pelo caso, determinou recentemente, que a Polícia

Federal devolva as máquinas e equipamentos apreendidos

durante a operação. A julgar pelo entendimento da justiça,

a Polícia Federal teve mais uma vez uma atuação no mínimo

infeliz e comprovadamente abrupta. A ação da Polícia Federal

foi tão exarcebada, o que causa estranheza, exatamente

pelo fato de chegar a retirar e apreender as máquinas e

equipamentos de uma empresa que trabalha há muitos

anos na área.

Na decisão, a Justiça entendeu que os indícios de ilegalidades

são muito frágeis. Por isso, determinou a devolução

do material. A Polícia Federal e o Ministério Público apresentaram

imagens de satélite mostrando a exploração sem

autorização. A juíza alega que a Polícia Federal não teria

conseguido provar que a madeira de fato foi extraída fora de

áreas de manejo. Ela afirma, ainda, que não está claro que

a autoridade tivesse conhecimento prévio de crime que justificasse

a apreensão, uma vez que o único documento que

poderia justificar a ação só foi apresentado dois meses depois.

Ainda assim, sem nenhuma prova consistente e inúmeras

perguntas sem respostas, não se justifica reter o material,

que é perecível, então tudo deverá ser devolvido. Pelas

redes sociais, o ministro do meio ambiente, Ricardo Salles

defende a celeridade do devido processo legal e o amplo direito

de defesa. “Se estiverem errados, que sejam punidos”,

alertou o ministro. Ao que tudo indica, e de acordo com o

entendimento da justiça, a ação teve mais viés político, que

de defesa da ordem e da lei, que é efetivamente o que os

responsáveis da Polícia Federal deveriam executar.

Maio 2021

53


TRANSPORTE

54 www.referenciaflorestal.com.br


Legislação e

SEGURANÇA

Saiba quais são as diretrizes e principais cuidados para o

transporte de madeira, de acordo com as leis brasileiras

Fotos: divulgação

Maio 2021

55


TRANSPORTE

U

ma importante tarefa no processo florestal

é, sem dúvida, o transporte de madeira da

floresta até o consumidor final, seja ele uma

serraria ou uma fábrica de móveis. Essa logística

não é barata e, se não realizada da forma

correta, pode dar muita dor de cabeça ao empresário.

O transporte florestal, ou transporte de produtos florestais,

é bastante delicado e regido por um punhado de regras

que devem ser atentamente cumpridas pelas empresas e

motorista. Por isso, a REFERÊNCIA FLORESTAL vai trazer nesta

reportagem algumas precauções e dicas na hora de realizar a

logística de seus insumos. Confira:

CONHEÇA A LEGISLAÇÃO

Como toda função produtiva, o transporte florestal é

regido por regras municipais, estaduais e nacionais. Caso o

produtor não obedeça algumas dessas regras, o transporte

é considerado ilegal e também crime ambiental. Caminhões

que transportam madeira ilegalmente podem ser apreendidos

– junto com a carga – pela Polícia Militar Ambiental.

No Brasil, o transporte de madeira é regulamentado pela

Resolução nº 196/2006, do CONTRAN (Conselho Nacional de

Trânsito). No ano seguinte, ela foi alterada em partes pela Resolução

nº 246/2007. As duas resoluções estabelecem as boas

práticas para o transporte de madeira, desde as exigências

básicas de segurança até a descrição das características que

tornam caminhões e carretas aptos a prestar esse tipo de serviço,

como a presença de painéis e, em alguns casos, cabos de

aço. As resoluções determinam que o comprimento mínimo

de uma tora é 2,5m (metros) de madeira bruta.

LOCOMOÇÃO

As toras devem ser transportadas no sentido longitudinal

do veículo (isto é: no mesmo sentido do que o veículo) e dispostas

verticalmente ou formando pirâmides/triângulos.

Para transportá-las na vertical, é obrigatório que a carroceria

do caminhão tenha:

• Painéis dianteiros e traseiros (os painéis traseiros só

são dispensados aos veículos extensíveis);

• No mínimo duas escoras laterais metálicas (fueiros),

perpendiculares ao assoalho, para cada tora ou pacote

de toras;

• Cabo de aço ou cintas de poliéster capazes de suportar

tração mínima de 3.000 kgf (quilograma-força) e

tensionados a um sistema pneumático autoajustável

ou por catracas fixadas na carroceria do veículo.

Já para transportar as toras dispostas na forma de triângulos

ou pirâmides, a carroceria deve ter:

• Painel dianteiro com largura igual à da carroceria;

56 www.referenciaflorestal.com.br


• No mínimo duas escoras laterais (fueiros), perpendiculares

ao assoalho, com altura mínima de 50 cm

(centímetros) e reforçadas por salva-vidas (pelo menos

dois conjuntos salva-vidas para cada tora inferior

externa, ou seja, que formam a base do triângulo/

pirâmide) em cada um dos lados da carroceria;

• Cabos de aço ou cintas de poliéster capazes de suportar

tração mínima de 3 mil kg (quilograma) e tensionados

por um sistema pneumático autoajustável

ou por catracas fixadas na carroceria (são necessários

pelo menos dois cabos de fixação por tora para

manter a carga segura na carroceria);

LICENÇA AMBIENTAL

Como citado anteriormente, transportar madeira ilegalmente

(sem a devida licença) é crime ambiental e pode

resultar na apreensão da carga e também do caminhão – e

em muita dor de cabeça para o motorista. Desde 2006, é

obrigatório um DOF (Documento de Origem Florestal) para

transportar e armazenar produtos florestais de origem nativa

(inclusive carvão vegetal).

O documento de origem florestal atesta a procedência

da madeira e é obrigatório para o transporte de produto florestal

bruto (tora, torete, poste não imunizado, escoramento,

estaca, mourão, achas e lascas em fases de extração, lenha,

palmito, xaxim) e também de produto florestal processado

(piso, forro, porta de madeira maciça, rodapé, portal, batente,

tocos, lâminas, carvão vegetal, bolacha de maneira etc). O

DOF é emitido via internet, no site do IBAMA.

Como toda função produtiva,

o transporte florestal é

regido por regras municipais,

estaduais e nacionais

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ECONOMIA

Investimento

EM ATIVOS

FLORESTAIS

Fotos: divulgação

58 www.referenciaflorestal.com.br


Estudo da Embrapa analisou o setor moveleiro

da microrregião de São Bento do Sul (SC) e trouxe

detalhes sobre investimentos em ativos florestais

Maio 2021

59


ECONOMIA

D

e acordo com recente estudo da Embrapa

Florestas, a microrregião de São Bento do Sul

(SC) tem aumentado seus investimentos em

ativos florestais nos últimos anos, especialmente

em períodos de valorização cambial.

“Os ativos florestais próprios proporcionam estabilidade na

matéria-prima, tanto em qualidade como preço; garantem a

exploração adequada do plantio florestal e, em situações de

necessidade de formação de caixa, podem ser utilizadas para

liquidação de ativos”, analisa o pesquisador José Mauro Moreira,

da Embrapa Florestas.

No entanto, embora a maioria dos empreendedores

reconheça a necessidade de se obter áreas próprias para

o plantio de florestas, a carência de recursos financeiros, a

elevação do preço da terra e o longo período de maturação

do investimento dificultam a realização deste tipo de investimento

no curto prazo. “O preço da terra é um componente

importante do custo de produção florestal. Ao se retirar o

custo da colheita que ocorre, logicamente, no final do projeto,

o custo do aluguel da terra é aproximadamente igual

ao somatório das despesas silviculturais e dos gastos gerais”,

alerta José Mauro. “Esta expansão demanda um capital monetário

que poderia ser utilizado para investimentos em máquinas

e equipamento que aumentassem a produtividade da

fabricação dos móveis, aumentando a nossa competitividade

no mercado externo e interno”, alerta.

As empresas possuem

plantios florestais próprios e

os utilizam na sua produção,

mas a proporção de madeira

própria e de mercado a cada

ano pode variar de acordo com

cada plantio

60 www.referenciaflorestal.com.br


Por outro lado, ainda que o Brasil continue sendo um

grande produtor de madeira, a necessidade de madeira

adequada ao melhor aproveitamento no setor moveleiro em

termos de diâmetro e qualidade a torna um produto específico

para o setor, e necessita de maior atenção aos plantios

florestais com destino ao setor moveleiro. “Atualmente, em

função do longo período de maturação do investimento e da

competição com lavouras (principalmente, soja), o investimento

florestal tem perdido competitividade e as áreas de

florestas provenientes de produtores independentes estão

diminuindo, o que coloca o setor em alerta”, explica o pesquisador.

Estas especificidades do sortimento adequado às empresas

moveleiras somadas à elevação do valor da terra dificultam

a obtenção de autossuficiência por empresas de médio

e grande porte. Outra dificuldade que algumas empresas

enfrentam é o consumo de madeira de florestas próprias

todo ano, visto que seria necessário ter áreas em idade de

colheita todo ano.

As empresas possuem plantios florestais próprios e os

utilizam na sua produção, mas a proporção de madeira própria

e de mercado a cada ano pode variar em decorrência

do próprio desenvolvimento de seus plantios. Uma forma

apontada pelos pesquisadores para fomentar este desenvolvimento

e ao mesmo tempo o setor moveleiro, seria substituir

a busca de recursos para ampliar a produção própria de

madeira para móveis por um instrumento de organização da

produção via contratos de parceria com os pequenos produtores

florestais e/ou suas associações ou cooperativas.

O fortalecimento das relações de mercado dos pequenos

e médios produtores florestais com as empresas consumidoras

de madeira para móveis e outros produtos de maior valor

agregado permitiria um maior desenvolvimento da região,

pela valorização da produção florestal destes produtores,

manutenção da oferta de madeira ao polo moveleiro e redução

da necessidade de investimentos em plantios florestais,

possibilitando maior foco na elevação de produtividade do

processamento da madeira e produção dos móveis.

CARACTERIZAÇÃO DO POLO DE SÃO BENTO DO SUL

O polo conta com 391 empresas e mais de 6.500 empregos

diretos, destinando cerca de 80% da sua produção para

o mercado externo. A região sul do Brasil é responsável por

mais de 44% da produção de móveis do Brasil, sendo Santa

Catarina o quinto maior produtor nacional em número de

peças.

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CIÊNCIA

Cartilha de

DURABILIDADE

Fotos: divulgação

Estudo pretende auxiliar no uso

mais inteligente do recurso

florestal oriundo de planos de

manejo com grande potencial

de utilização

62 www.referenciaflorestal.com.br


Maio 2021 63


CIÊNCIA

O

LPF (Laboratório de Produtos Florestais),

vinculado ao SFB (Serviço Florestal Brasileiro),

lançou em março uma cartilha

sobre a durabilidade natural de madeiras

oriundas da Amazônia. O objetivo do estudo

é oferecer informações técnicas quanto à alta durabilidade

dessas madeiras a pesquisadores, empresários do

setor madeireiro, engenheiros, arquitetos e consumidores

finais de madeira. Essas informações podem auxiliar no

uso mais inteligente do recurso florestal e, desta forma,

contribuir tanto para a ampliação do uso quanto para a

comercialização das madeiras pesquisadas.

Ao todo, foram estudadas 12 espécies endêmicas do

Brasil, que possuem grande potencial de uso. Dentre elas,

estão o cumaru, a maçaranduba, muirapixuna, peroba

mica e casca preciosa. No entanto, algumas são desconhecidas

no mercado nacional. O trabalho de campo foi

realizado em dois locais e biomas: na Floresta Nacional

do Tapajós, no Pará em bioma Amazônia, e na Fazenda

Água limpa, da UNB (Universidade de Brasília), em bioma

Cerrado.

Conhecer a durabilidade de espécies madeireiras é

saber qual a capacidade de resistências delas em relação

à ação dos agentes deterioradores, sejam biológicos ou

físico-químicos. Essa resistência é classificada entre alta,

média e baixa. Uma madeira altamente resistente dispensa

o uso de fungicidas e inseticidas.

As madeiras estudadas, oriundas de planos de manejo

onde a extração é sustentável e conservam a floresta,

apresentam alta durabilidade, estética e valor comercial.

Além disso, podem ser usadas na construção civil em geral

e, mais especificamente pela sua resistência comprovada

pelo estudo, podem ser aplicadas em pisos de alto

tráfego, vigas, colunas, esquadrias, dentre outros.

PRODUÇÃO CIENTÍFICA

O diretor-geral do SFB, Valdir Collato, disse que o

LPF vem desempenhando, ao longo dos anos, um papel

fundamental na produção de conhecimento acerca da

ciência florestal e madeireira. Esta pesquisa é valiosa para

a sociedade e para o mercado, que sempre almejam madeiras

naturalmente resistentes. “Informações como as

apresentadas na cartilha que estamos entregando neste

momento à sociedade contribuem para a ampliação do

uso e comercialização de novas espécies florestais, bem

como para a melhoria da atividade de manejo florestal,

64 www.referenciaflorestal.com.br


que se torna mais eficiente e diversificado”, declarou Valdir

Collato.

A pesquisa envolve o trabalho de diferentes gerações

de profissionais do setor de Biodegradação e Preservação

de Madeira do LPF, que iniciaram os estudos na década de

1980. A partir dessas contribuições, a Cartilha foi finalizada

pelos pesquisadores Marcelo Fontana da Silveira, José

Roberto Victor de Oliveira, Anna Sofya Vanessa Silvério da

Silva e Fernando Nunes Gouveia.

Segundo o pesquisador José Roberto Victor de Oliveira,

a importância deste trabalho é “contribuir para a

ampliação, o uso e a comercialização de novas espécies

florestais. Dessa forma, tornar o uso delas mais eficiente e

diversificado.”

“Foi um trabalho conjunto e demorado, pois estudar

a durabilidade natural de espécies demanda estudos de

campo, notadamente longos. A ideia é ampliar o estudo

estendendo sua abrangência para os outros biomas

brasileiros. Desse modo, teremos as ferramentas para

entender como uma madeira se comporta em todo o território

nacional. Isso é algo que devemos iniciar o quanto

antes, pois do contrário, teremos que aguardar a próxima

geração de pesquisadores do LPF para trazer essas informações”,

afirmou José Roberto.

A pesquisa envolve o

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PESQUISA

Importância do manejo de

florestas nativas para a

renda da propriedade e

ABASTECIMENTO DO

MERCADO MADEIREIRO

Fotos: divulgação

66 www.referenciaflorestal.com.br


PAULO RENATO SCHNEIDER

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

MIGUEL ANTÃO DURLO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

FRANZ HEINRICH ANDRAE

UNIVERSITY OF NATURAL RESOURCES AND APPLIED

LIFE SCIENCES DE VIENA

RESUMO

A

produção brasileira de madeira industrial

baseia-se essencialmente nas plantações florestais,

porém, somente no setor de serraria

existe ainda uma parcela apreciável de toras

de origem de florestas nativas, desconsiderando

o uso da madeira para fins energéticos. Com a criação

de concessões florestais deu-se um passo importante

rumo ao manejo das florestas nativas do norte do país. Já

no extremo sul, existem florestas nativas somente em estágios

de recuperação, em propriedades familiares e cujo

manejo é muito restrito. No presente artigo argumenta-se

sobre a importância de manejar as florestas nativas, mesmo

em pequenas propriedades. Para isto, toma-se como

exemplo o caso da Áustria, cujo território é dominado por

florestas nativas em pequenas propriedades.

A tradição deste uso é baseada em uma legislação adequada,

no trabalho do serviço de extensão e de pesquisa

que geram um ambiente no qual os benefícios materiais e

imateriais da floresta se aliam aos interesses da sociedade

e aos econômicos dos proprietários. O manejo das pequenas

unidades florestais permite alcançar um regime de

sustentabilidade periódico, cujas intervenções silviculturais

partem das condições locais, sendo o objetivo central a árvore

e não o povoamento. Este procedimento de manejo,

atualmente recomendado para a produção de madeira de

elevado valor econômico, é descrito de maneira resumida.

Maio 2021

67


PESQUISA

INTRODUÇÃO

O Brasil, país com a maior área de florestas naturais

tropicais do mundo, ciente da riqueza que possui, protege-as

com uma legislação ambiental bastante rígida. A administração

florestal desenvolveu modelos interessantes,

como as já tradicionais reservas extrativistas e o direito da

exploração de florestas públicas por meio de concessões

florestais. Os dois modelos, na prática, são direcionados à

região norte do país. Simultaneamente, observa-se um número

crescente de publicações científicas nas especialidades

de biometria, silvicultura e de economia florestal (Instituto

do homem e meio ambiente da Amazônia, 2008).

No Rio Grande do Sul, a devastação ocorrida durante o

processo de ocupação territorial, a mudança no uso da terra

e a evolução da legislação que regula o uso da floresta

tornou-se rígida e muito pouco flexível, por vezes, inexequível.

Neste contexto, faltam mecanismos menos agressivos

que possibilitem o uso racional das florestas naturais.

Este trabalho busca contribuir para a discussão a respeito

do uso deste tipo florestal e não tem o intuito de

provocar ou mexer em tabus, mas sim, convidar as pessoas

à reflexão sobre uma potencialidade florestal, real e presente,

praticamente ociosa no Estado.

O manejo não é apenas a aplicação de uma técnica,

pois a própria Secretaria do Meio Ambiente do Rio Grande

do Sul (Rio Grande do Sul, 2008) o define em sentido mais

amplo, como sendo a utilização de ecossistemas para que

as comunidades possam desfrutar dos produtos biológicos,

subentendendo-se que deveriam fazer parte desta

comunidade beneficiada os proprietários de bens de interesse

comum.

O maior obstáculo não é o

conhecimento da técnica de

manejo, mas a superação de

entraves administrativos e de

paradigmas

Existem opiniões divergentes sobre o manejo de florestas

nativas, e sobre o futuro de sua utilização, já que o

progresso com as plantações florestais poderia atender à

demanda de madeira, sobrando, para as florestas naturais,

a produção de bens imateriais (Tomaselli, 2001), o que não

está muito distante da realidade do Rio Grande do Sul, porém,

a capacidade é outra. Para exemplificar, na América

Central, a análise econômica revelou a dificuldade que a

floresta natural (sem manejo) enfrenta ao competir com

plantações florestais ou com a pecuária (Nieuwenhuyse et

al., 2000).

PONTO DE PARTIDA

Com relação às florestas nativas deve-se pensar no seu

ambiente socioeconômico e histórico tão diferente das outras

regiões do território nacional. É singular a coincidência

entre a propriedade familiar e a região da ocorrência

natural das florestas no Rio Grande do Sul, onde ocorre,

há quase dois séculos, o processo de substituição das florestas

pelo uso agropecuário. Por outro lado, o processo

de retorno das florestas em decorrência do abandono da

pequena propriedade ocorre, certamente, em um ritmo

mais rápido do que era o próprio desmatamento. Os dados

obtidos pelos inventários florestais do estado do Rio Grande

do Sul comprovam estas afirmativas.

A modificação da paisagem do Rio Grande do Sul é

significativa, pois tem se tornado mais florestada (IBAMA,

2010), mas mais abandonada e decadente nas suas estruturas.

Isto não se deve a uma decisão consciente de optar

pela floresta, mas sim da falta de alternativas de produção

na pequena propriedade em situação topográfica e edáfica

difícil, em áreas de vocação florestal. As limitações naturais

de muitas regiões coloniais impõem para o agricultor

sobreviver com a produção agrícola, sem poder manejar

florestas naturais como uma alternativa econômica, que

poderia contribuir para frear o êxodo rural. Certamente, a

estrutura fundiária na região de florestas nativas dificulta

o manejo das florestas; porém, a produção de madeira

deveria ser considerada como um produto igual a outros,

permitindo uma renda adicional, objetivo procurado há

anos. Neste sentido, a acacicultura no Rio Grande do Sul,

praticada no minifúndio, prova que os agricultores são

capazes de operar eficientemente com cultivo florestal. Entretanto,

a atividade com as florestas nativas, logicamente,

é uma tarefa exigente e justamente por isso, mais urgente

de ser iniciada.

O MANEJO DA FLORESTA NATURAL E O CONCEITO

DE SUSTENTABILIDADE REQUEREM O DISCURSO

CIENTÍFICO

A sustentabilidade não é sinônimo único de proteção

da natureza, mas principalmente de produção, visto que

a primeira não pode existir sem a segunda. Assim, o uso

68 www.referenciaflorestal.com.br


sustentável pode ser a maior garantia da continuidade de

um sistema, ao contrário de uma exclusiva proteção da

natureza. Utilizar de forma racional é, também, a garantia

da manutenção da dimensão econômica para o desenvolvimento

sustentável como foi postulado pela Conferência

do Rio 92.

No Rio Grande do Sul são quase cinco milhões de hectares

de florestas naturais, incluindo todos os estágios de

sucessão, conforme comprovado no inventário florestal

realizado em 2000. O acompanhamento técnico deste processo,

visando a um futuro aproveitamento, poderia abrir

uma nova perspectiva econômica para as áreas florestais.

O maior obstáculo não é o conhecimento da técnica de

manejo, mas a superação de entraves administrativos e de

paradigmas. Também, é verdade que o manejo sustentável

somente será econômico enquanto não houver competição

por produtos de origem de exploração extrativista.

Sem dúvida, existe interesse na utilização da floresta

natural, mas também não há dúvida que, no Rio Grande

do Sul, parece ser uma profanação pensar em silvicultura,

arte para qual a engenharia florestal possui as ferramentas

de execução. Para exemplificar, pode-se analisar a relação

dos 71 trabalhos voluntários do Simpósio Latino-Americano

sobre manejo florestal realizado em 2008, em Santa

Maria (RS). Destes, trinta e oito tratavam de florestas nativas,

vinte e cinco de florestas nativas do Rio Grande do Sul,

mas de forma descritiva e, somente cinco trabalhos podem

ser relacionados com a biometria ou o manejo. Por isto, é

preciso desenvolver mais pesquisas sobre a autoecologia e

comportamento vegetativo das espécies e suas interações

com o ambiente local, tornando mais seguro o manejo.

O manejo destes tipos florestais não necessariamente

precisa de fórmulas e planos sofisticados, mas a simples

transferência de algumas regras básicas para a prática, pois

no manejo é válido desenvolver receitas simples para aplicá-las

às realidades complexas.

As informações obtidas nos inventários florestais de

grande escala, por outro lado, deveriam servir como justificativas

para a adoção de políticas públicas e para a elaboração

da legislação florestal. A nosso ver, o Rio Grande do

Sul precisa tomar um novo rumo e ter uma visão diferente

sobre o conceito de funcionalidade de florestas.

FLORESTA NATIVA E A PEQUENA PROPRIEDADE

Aproximadamente, a metade do território nacional da

Áustria é coberto de florestas, correspondendo a cerca de

4 milhões de ha (hectares), dos quais 15 % são considerados

improdutivos. Da área restante, ou seja, das florestas

produtivas, 56 % pertencem a pequenos proprietários, 31

% a empresas e 13 % a florestas nacionais.

Maio 2021

69


PESQUISA

O efeito da estrutura fundiária, dominada pela pequena

e média propriedade, com florestas nativas manejadas

sob o conceito de uso múltiplo, pode parecer complexa

para a administração pública e privada. Contudo, mesmo

com essas características, o país ocupa um lugar de destaque

no mercado de madeira, sendo, por exemplo, o quarto

maior exportador de madeira serrada do mundo. Segundo

o Ministério de Agricultura e Florestas (Lebensministerium,

2008), foram produzidos na Áustria, em 2007, cerca

de 11,3 milhões de metros cúbicos de madeira serrada, 1

milhão de metros cúbicos a mais que toda a Amazônia, no

mesmo período (Lentini; Verissimo; Pereira, 2005).

Como instrumento da política florestal, o inventário

florestal sistemático é executado sobre 11 mil parcelas

amostrais permanentes, cujo resultado serve para, entre

outros, atualizar os enfoques de fiscalização, apoio, incentivo

aos produtores, etc. Na Áustria, existem cerca de

210 mil proprietários florestais que são apoiados nos seus

trabalhos pelo sistema escolar profissionalizante, além da

atividade de técnicos de vários níveis, e por cerca de mil

engenheiros florestais.

Para garantir o manejo e a manutenção dos ecossistemas,

a lei obriga que em propriedades maiores seja

contratado um ou mais técnicos ou engenheiro florestal.

Já os proprietários com áreas pequenas são assistidos por

centros regionais de aperfeiçoamento agrícola, cujos currículos

oferecem maior ou menor ênfase a matérias relacionadas

ao manejo florestal. Para estes proprietários, sobretudo,

está à disposição o Serviço de Extensão Florestal

com técnicos e Engenheiros Florestais. O próprio Serviço

Florestal (correspondente à Secretaria da Agricultura/RS)

considera a sua função, não somente a de fiscalizar o cumprimento

da legislação florestal, mas principalmente como

de indutor de serviços de assistência e de perícia técnica.

Esta estrutura fundiária e a assistência técnica do setor

público representam, por um lado, a parte da produção

florestal confrontada nos processos de concentração de

mercado, bem como os paradigmas ambientais da sociedade.

O aumento da capacidade das indústrias de transformação,

como as serrarias e as indústrias de celulose, por

exemplo, levou à maior procura de matéria-prima, para

a qual não existe a mesma capacidade de abastecimento

imediato, já que a produção florestal encontra os limites

impostos pela sustentabilidade. Este processo, obviamente,

conduziu a um desequilíbrio entre parceiros de mercado,

dificultando a posição dos proprietários florestais,

sobretudo dos pequenos, com quantidades modestas de

venda anual.

Desta forma tornou-se indispensável, para o setor,

organizar-se para incrementar seu peso no mercado. Para

atender a essa necessidade, o Serviço de Extensão iniciou,

há pouco mais de 10 anos, um programa de fomento à

criação de CMF (Comunidades de Manejo Florestal), organizações

voluntárias locais, com funcionamento semelhante

a cooperativas.

Entre as finalidades das CMF estão a ajuda mútua no

manejo, a organização da comercialização conjunta, a

aquisição comunitária de máquinas, acessórios e materiais

de consumo. Simultaneamente, o Serviço de Extensão organiza

a venda pública de toras de qualidade, muitas vezes

de espécies menos frequentes e raras. Esta iniciativa foi

muito bem aceita, pois o agricultor tem a oportunidade de

obter preços excepcionais, mesmo ofertando, tão somente,

uma ou duas árvores.

Este evento anual de comercialização fez crescer muito

o interesse dos agricultores em realizar tratamentos de

melhoria qualitativa das árvores e das florestas, assim

como favorecer o crescimento de espécies um tanto raras.

Em relação aos paradigmas ambientais, verificou-se

nas últimas décadas um sucessivo distanciamento da população

urbana da realidade rural, e o aumento das pressões

sobre o setor de produção, confrontando o produtor

rural com exigências ambientais ingratas.

Como forma de esclarecimento e de proteção o Serviço

de Extensão Florestal apoia amplos programas de educação

ambiental na busca da reconciliação entre ecologia e

economia. Paralelamente à indústria de turismo ecológico

70 www.referenciaflorestal.com.br


A acacicultura no Rio Grande

do Sul, praticada no minifúndio,

prova que os agricultores

são capazes de operar

eficientemente com cultivo

florestal

convenceu-se que é justo integrar os proprietários florestais

no seu planejamento, bem como estabelecer indenizações

para algumas exigências ambientais, induzindo a

sociedade a valorizar seus interesses imateriais na floresta.

A UTILIZAÇÃO DAS FLORESTAS NATIVAS

Na Áustria foi considerado essencial desenvolver uma

política adequada para o setor de florestas produtivas em

pequenas propriedades para que o ambiente rural tivesse

futuro. A combinação entre condições topográficas difíceis,

elevada participação de coberturas florestais e uma estrutura

fundiária dominada por propriedades familiares dificultava

a sobrevivência econômica com base tão somente

na agricultura e na pecuária. Nessas condições, a madeira

oferecia-se como uma opção lógica para a geração alternativa

de rendas.

Uma pesquisa entre agricultores com até 20 hectares

de floresta revelou que os mesmos extraiam entre 5 a 50

% da renda total da propriedade com a venda de madeira

industrial e de lenha. Porém, para obter uma parcela razoável

da renda da propriedade, não era suficiente que o

agricultor soubesse manejar somente a motosserra, mas

precisava ter experiência quanto às exigências ecológicas

das espécies, obedecer às normas de elaboração dos sortimentos,

bem como conhecer as técnicas de cortes e de

extração.

Até a pouco tempo, a produção de madeira em pequena

escala parecia não ter condições de competir no mercado

globalizado ( SAYER, 2001 ). Os efeitos dos aumentos recentes

nos custos de transporte fizeram com que se incentivasse a

produção para distâncias curtas. A produção de sortimentos

de maior qualidade foi uma reação lógica para atender

aos mercados mais distantes e o crescimento exponencial

dos mercados regionais de energia renovável abriu uma

oportunidade para a comercialização de sortimentos de

baixo valor, sem maiores custos de transportes.

O Rio Grande do Sul, na sua condição primária, tinha

uma cobertura florestal em menos da metade de sua

extensão territorial. Ainda hoje é consenso, que ele é um

estado com um perfil florestal nítido, seja pelos reflorestamentos

existentes ou em vias de implantação, seja pelas

florestas nativas em fase de recuperação, sobretudo na

formação florestal com araucária, que apresenta um excelente

valor tecnológico e ecológico.

A transferência de experiências internacionais foi bastante

útil para a realização das primeiras plantações industriais

de exóticas no Brasil. Atualmente, o país é capaz de

exportar experiências e tecnologias geradas localmente.

Assim, poder-se-ia questionar, por que as experiências

de outros países, com a utilização consciente de florestas

nativas, não poderiam ter serventia? Não como modelo,

mas de incentivo para a reflexão sobre as matas nativas do

Rio Grande do Sul, que se encontram em uma posição de

morte aparente, igual a uma Bela Adormecida, esperando

ser despertada para que sua potencialidade resolva vários

desafios simultaneamente. Neste sentido, já houve uma

reivindicação quanto à falta de políticas consistentes para

desenvolver o segmento de florestas nativas (Sociedade

Brasileira de Silvicultura, 2006).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Do anteriormente exposto, pode-se inferir que o manejo

das pequenas unidades florestais, quando baseado

em uma legislação adequada, no trabalho do serviço de

extensão e de pesquisa, gera um ambiente no qual os benefícios

materiais e imateriais da floresta aliam-se aos interesses

da sociedade e aos econômicos dos proprietários,

permite alcançar um regime de sustentabilidade periódico,

no qual as intervenções silviculturais devem ser direcionadas

às condições locais da floresta, sendo o objetivo central

a árvore e não o povoamento.

Finalmente, acrescenta-se que é necessário haver continuidade

neste processo de reivindicação quanto à falta

de políticas consistentes para o desenvolvimento do segmento

de florestas nativas, para possibilitar o manejo de

florestas nativas com o objetivo de produzir bens materiais

e imateriais de maneira constante e contínua no tempo,

em benefício dos proprietários e de toda a sociedade.

Confira o artigo completo em:

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-50982018000301293&lang=pt

Maio 2021

71


AGENDA

AGENDA2021

Formóbile 2021

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AGOSTO

2021

AGOSTO

2021

AGO

2021

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SETEMBRO

2021

MAR

2022

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O mundo caminha para questões de economia

compartilhada e potencialização de investimentos.

Nesse contexto, Movergs e Sindmóveis anunciaram a

decisão de realizar as feiras Fimma e Movelsul no mesmo

período, de 14 a 17 de março de 2022, no Parque

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na história das entidades responde ao momento e

oferece uma nova data alinhada ao calendário mundial

de eventos do setor.

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AGENDA2021

SETEMBRO

2021

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Georreferenciamento

CAR

Uso do solo

Retificação de matrícula

Subdivisão de áreas

Lotes urbanos

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MARÇO

2022

Movelsul

Data: 14 a 17

Local: Bento Gonçalves (RS)

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Maio 2021

73


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ESPAÇO ABERTO

Topo das

PRIORIDADES

Por Rich Hale ,

CTO da ActiveNav,

fornecedora global

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a governança e

privacidade de dados

A oportunidade para a

criação de valor reside nos

dados não estruturados e as

empresas poderão perceber

o valor que pode ser gerado

a partir de um melhor

gerenciamento

Foto: divulgação

N

em sempre percebemos, mas cada tecla que pressionamos

se torna um dado - seja uma equação em

um relatório financeiro de uma planilha eletrônica do

final de ano fiscal, ou um meme engraçado para um

colega de trabalho em um canal do nosso aplicativo

corporativo de mensagens. Cada uma dessas ações, multiplicada milhares

de vezes por dia pelo número de funcionários que se tem, nos

leva a uma quantidade exorbitante de dados. E o mais assustador é

que a maioria das empresas ainda não sabe quais dados possuem

ou onde eles estão armazenados, especialmente quando se trata

de dados não estruturados, que não são facilmente encontrados ou

pesquisáveis.

Com base no trabalho que temos realizado com clientes, prevemos

que uma avalanche de preocupações afetará fortemente as

empresas como parte do tratamento de dados necessário pós-Covid.

Todas as novas práticas de jornadas laborais flexíveis e home office

que se acumularam ao longo do ano logo precisará ser desvendado.

Gerenciar dados não estruturados será cada vez mais difícil.

Levando em conta este pano de fundo e as atuais normas de conformidade

no horizonte, incluindo a LGPD, abaixo podemos listar seis

previsões para o que aguarda os profissionais de gerenciamento de

dados e conformidade ao longo de 2021.

A oportunidade para a criação de valor reside nos dados não

estruturados e as empresas poderão perceber o valor que pode

ser gerado a partir de um melhor gerenciamento dos seus vastos

armazenamentos de dados. No momento, as empresas coletam,

gerenciam e armazenam grandes quantidades de informações, mas

muitos deles não são estruturados (até 80% dos dados corporativos,

de acordo com o Gartner). Para ser capaz de identificar oportunidades

de expansão, as organizações precisam tornar suas informações

acessíveis e utilizáveis - e isso significa “melhor aproveitar dados não

estruturados.”

Organizações inteligentes reconhecem a necessidade de construir

mapas persistentes de seus dados para poder responder a

eventos inesperados - uma violação, por exemplo - com rapidez e

eficiência. As organizações que se concentram em entender verdadeiramente

como e onde seus dados são coletados e armazenados

têm grande parte da batalha já vencida, principalmente aquelas que

devem proteger os dados pessoais de seus clientes, independentemente

do que as leis determinam. O maior acesso a grandes quantidades

de dados, especialmente dados não estruturados, significa

que as estruturas de governança adequadas precisam ser implementadas,

e tudo começa com um bom e abrangente inventário de

dados e sempre ativo.

Em 2021, as organizações precisarão cuidar dos dados além de

somente “trancar as portas” para evitar o acesso a dados ou vazamento.

Embora isso possa ter funcionado no passado, hoje não é

mais o suficiente. Violações aconteceram; não é uma questão de

“se”, mas de “quando”. Empresas de todos os tamanhos precisam

entender os dados que realmente possuem, onde estão e, o mais

importante, fazer isso em escala para que possam investir seus esforços

para proteger as informações corretas e compreender adequadamente

o risco e o impacto pós-violação.

74 www.referenciaflorestal.com.br


Novo sistema de medição de

comprimento ainda mais preciso;

Novo projeto de chassis, mais

robusto, maior durabilidade;

Novos cilindros das facas de

desgalhe;

Pinos substituíveis do Link,

simplificando sua manutenção;

Novo acesso ao ponto para

lubrificação, mais segurança na

manutenção;

Nova geometria da caixa da serra,

que propicia um ciclo de corte mais

rápido com menor lasque da

madeira;

Anéis trava ajustáveis no conjunto

de medição do diâmetro, que

estendem a durabilidade dos

componentes.

Serviço: (41) 2102-2881

Cabeçote: (41) 2102-2811

Peças: (41) 2102-2881

(41) 9 8856.4302

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(41) 9 9232.7625

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