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Editorial

Ano 28 - Edição 165 - Maio 2021

Estimado leitor,

Nesta edição, lançada num mês com

duas datas tão especiais, a homenagem

é para todos nós trabalhadores, e

duplamente para as mães que tanto

trabalham quer seja fora ou dentro dos

nossos lares, muitas vezes nos dois.

Aqui nos encontramos com gerentes,

empresários, vendedores, estudantes,

doutores, pesquisadores, analistas,

técnicos e tantos outros... a todos vocês

nossos melhores cumprimentos.

A edição 165 vem recheada de

artigos científicos e colunas com

diversos temas relevantes sobre o

diagnóstico laboratorial, destaco o artigo

sobre CRIOGLOBULINEMIA um distúrbio

imunológico causado por fatores

relacionados a infecções virais, doenças

autoimunes e doenças hematológicas

tais como leucemias e mielomas.

Temos também as colunas dos

nossos escritores Dr. Luiz Arthur, do

Brunno Câmara @biomedicinapadrao,

da Fábia Yves e tantos outros experts

da área.

O número de leitores da nossa

multiplataforma de comunicação,

vem aumentando a cada dia, e todos

os dias pensamos em como fazer uma

edição mais qualificada e especial

para todos vocês.

Muitas mensagens de elogios

chegam até nós o que nos deixa

com ainda mais entusiasmo para

fazer o melhor.

Agradecida por esta parceria, desejo

a todos uma ótima leitura.

Luciene Almeida

Editora Chefe

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acessem nossas redes sociais:

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Ano 28 - Edição 165 - Maio 2021

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Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@newslab.com.br

Jornalista Responsável: Luciene Almeida | redacao@newslab.com.br

Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br

Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@newslab.com.br

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Impressão: Gráfica Hawaii | Periodiciade: Bimestral

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A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação. Ano 28 - Edição 165 - Maio 2021

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Bimestralmente, a Revista NewsLab publica

editoriais, artigos originais, revisões, casos

educacionais, resumos de teses etc. Os editores

levarão em consideração para publicação

toda e qualquer contribuição que possua correlação

com as análises clínicas, a patologia

clínica e a hematologia.

Todas as contribuições serão revisadas e

analisadas pelos revisores. Os autores deverão

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Métodos, Parte Experimental, Resultados e

Discussão, Conclusão) agradecimentos, referências

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0 4

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assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Newslab Editora Eireli.

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revista

Ano 28 - Edição 165 - Maio 2021

ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.

BECKMAN COULTER - DIV. LIFE SCIENCE 07 KOLPLAST 43

BIOMEDICA 11 LAB REDE 92-93

BIOTECNO 117 LABOR LINE 13

BUNZL SAÚDE 03 LABTEST 103

CELLAVISION 77 LUMIQUICK 139

DIAGNÓSTICA CREMER 89 LUMIRADX 31

DB DIAGNÓSTICOS CAPA - 4ª CAPA | 55 MGI AMERICA 95

DIAGNO 129 MOBIUS LIFE SCIENCE 47

DIAGNOBEL 27 NEWPROV 59

DIAGFAST 125 NIHON KOHDEN 21 | 72-73

EBRAM 105 PNCQ 145

EQUIP 39 | 71 PRIME CARGO

3ª CAPA

ERBA 61 RENYLAB 97

EUROIMMUN 127 SARSTEDT 143

FIRSTLAB 81 SENNE LIQUOR 34-35

GREINER 85 | 131 SIEMENS 63

GRIFOLS 05 SNIBE 67

GT GROUP- BIOSUL 87 TBS - BINDING SITE 91

HORIBA 2ª CAPA | 133 VEOLIA 141

IN VITRO 17 VIDA BIOTECNOLOGIA 109

JORNADA MULTIPROFISSIONAL DE RM E TC 147 VYTRA DIAGNÓSTICOS 08-09 | 24-25

J. R. EHLKE&CIA 98-99 WAMA 111

Conselho Editorial

Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição humana | Prof. Angela Waitzberg

- Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Prof. José de Souza Andrade Filho - Patologista no hospital Felício Rocho BH, membro da academia Mineira de Medicina e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas

do Minas Gerais | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa da Universidade de São Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização

Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação

da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Dr. Amadeo Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão

Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof.

Adjunto de Genética da Faculdade Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas

e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.

Colaboraram nesta Edição:

Morgana Holtermann Fritzen, Allyne Cristina Grando, Amanda Sardeli Alqualo Assa, Stela Macedo Munareto, Allyne Cristina Grando, Humberto Façanha, Fábia Bezerra, Gilson Azevedo, Américo Moraes Neto, Maria Elizabeth

Menezes, Gleiciere Maia Silva, Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Luiz Arthur Calheiros Leite, Brunno Câmara, Lisiane Cervieri Mezzomo, José de Souza Andrade-Filho.

0 6


ÍNDICE

revista

Ano 28 - Edição 165 - Maio 2021

MATÉRIA DE CAPA

50

DB DIAGNÓSTICOS

COMPLETA UMA DÉCADA DE HISTÓRIA

12

ARTIGO CIENTÍFICO I

COMPARAÇÃO DO PERFIL LIPÍDICO NAS

DIETAS ONÍVORA, OVO-LACTO VEGETARIANA

E VEGETARIANA: REVISÃO DA LITERATURA

26

ARTIGO CIENTÍFICO II

CRIOGLOBULINEMIA

Autoras: Morgana Holtermann Fritzen,

Allyne Cristina Grando.

Autora: Amanda Sardeli Alqualo Assa.

02

56

62

74

80

86

88

94

100

102

104

108

110

149

- Editorial

- Radar científico

- Radar científico II

- Medicina Genômica

- Medicina Genômica II

- Logística Laboratorial

- Lady News

- Biossegurança

- Entrevista J.R ELKE

- Hematologia

- Análises Clínicas

- Citologia

- Informe de Mercado

- Pathocordel

36

ARTIGO CIENTÍFICO III

PREVALÊNCIA SOROLÓGICA DE

TOXOPLASMOSE AGUDA EM GESTANTES DE

UMA CIDADE DO LITORAL NORTE DO RIO

GRANDE DO SUL

46

GESTÃO LABORATORIAL

GESTORES LABORATORIAIS:

PONTOS A PONDERAR!

70

MINUTO LABORATÓRIO

RESULTADOS CRÍTICOS

Autoras: Stela Macedo Munareto,

Allyne Cristina Grando.

Autor: Humberto Façanha.

Autora: Fábia Bezerra.

Revista NewsLab | Maio 2021


ARTIGO CIENTÍFICO I

COMPARAÇÃO DO PERFIL LIPÍDICO

NAS DIETAS ONÍVORA, OVO-LACTO VEGETARIANA E

VEGETARIANA: REVISÃO DA LITERATURA

COMPARISON OF LIPID PROFILE IN THE ONYVORA, EGG-LACTIC VEGETARIAN AND VEGETARIAN DIETS:

LITERATURA REVIEW

* Imagem ilustrativa

Autoras:

Morgana Holtermann Fritzen 1 ,

Allyne Cristina Grando 1

1

Universidade Luterana do Brasil (ULBRA)

Canoas RS Brasil

Introdução: Dentre as dietas seguidas pelas populações ocidentais,

destaca-se a onívora, onde são ingeridos todos os tipos de alimentos,

de carnes à verduras e frutas. Porém, nos últimos anos, vem crescendo

os adeptos às dietas vegetarianas. Estas tem algumas subdivisões,

onde as duas principais são: a ovo-lacto vegetariana, onde os indivíduos

favoráveis não ingerem carne, mas sim ovos, leite e derivados; e

a vegetariana estrita, onde não é ingerido nada advindo de animais,

mas sim verduras, cereais, frutas e grãos. As dislipidemias são conhecidas

como o principal fator de risco para o desenvolvimento de

doenças cardiovasculares, coronarianas e arteriais e apresentam-se

muito associadas as altas concentrações de Colesterol Total, Lipoproteína

de Baixa Densidade e Triglicerídeos. Os principais responsáveis

por essas alterações são a alimentação inadequada, sedentarismo

e fatores genéticos. Objetivo: Comparar os índices do perfil lipídico

nas dietas onívora, ovo-lacto vegetariana e vegetariana através de

uma revisão da literatura. Métodos: Foi realizada uma revisão da literatura

através das plataformas SciElo, PubMed e Periódicos CAPES,

nos idiomas português e inglês, dos últimos 20 anos. Resultados: As

dietas vegetarianas, seja ovo-lacto ou estrita, estão associadas à uma

considerável diminuição de Colesterol Total e Lipoproteína de Baixa

Densidade. Todavia, estudos também verificaram que alguns indivíduos

vegetarianos possuem maiores índices de Triglicerídeos em

comparação aos onívoros. Conclusões: Pode-se considerar a inclusão

de dietas com restrição de produtos de origem animal, em especial a

vegetariana estrita, como auxílio na prevenção de doenças advindas

de dislipidemias ou medida alternativa de tratamento das mesmas.

Palavras-Chave: Vegetarianos; Onívoros; Ovo-Lacto Vegetarianos;

Perfil Lipídico; Dietas Vegetarianas; Lipídeos Plasmáticos.

Abstract

Introduction: Among the diets followed by occidental populations,

the omnivorous one stands out, in which all types of food are eaten,

from meats to vegetables and fruits. However, in the past few years,

followers of vegetarian diets have grown. These have some subdivisions,

which the two main ones are: lacto-ovo vegetarian, which the

favorable individuals do not eat meat, but they eat eggs, milk, and

dairy products; and the vegan one, which nothing from animals are

ingested, but they eat vegetables, cereals, fruits, and grains. Dyslipidemias

are known as the main risk factor for the development

of cardiovascular, coronary, and arterial diseases, and they are highly

associated with high concentrations of Total Cholesterol, Low

Density Lipoprotein, and Triglycerides. The main factors responsible

for these changes are inadequate nutrition, physical inactivity, and

genetic factors. Objective: To compare the indexes of the lipid profile

in the omnivorous, lacto-ovo vegetarian, and vegan diets through

a literature review. Methods: A literature review was made in the

SciElo, PubMed, and Periódicos CAPES databases, in Portuguese and

English, of the last 20 years. Results: Vegetarian diets, whether lacto-ovo

or vegan, are associated with a considerable decrease in Total

Cholesterol and Low Density Lipoprotein. In addition, studies have

also found that some vegetarian individuals have higher levels of

triglycerides compared to omnivores. Conclusions: The inclusion of

diets with restriction of animal products, especially vegans, can be

considered as an aid in the prevention of diseases arising from dyslipidemia

or an alternative measure for their treatment.

Keywords: Vegetarians; Omnivorous; Lacto-Ovo Vegetarians; Lipid

Profile; Vegetarian Diets; Plasma Lipids.

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

0 12

Revista NewsLab | Maio 2021


Autoras: Morgana Holtermann Fritzen 1 , Allyne Cristina Grando 1

ARTIGO CIENTÍFICO I

Introdução

A Dislipidemia é o principal fator

de risco para o desenvolvimento

de doenças cardiovasculares, co-

dentarismo e fatores genéticos são

possíveis responsáveis pelo aumento

dos níveis de colesterol total

e, mundialmente, um terço das

a proteína C reativa, melhora da

sensibilidade à insulina e melhores

controles glicêmicos em pacientes

com diabetes em comparação aos

ronarianas, acidentes vasculares

doenças arteriais e coronarianas

onívoros (1) .

cerebrais (AVC) e doenças arteriais

são atribuídas pelos altos índices

(1–6)

. Em especial, as doenças car-

de colesterol no sangue (6) . Sendo

O possível benefício da dieta ve-

diovasculares estão muito asso-

assim, nos últimos anos, foram

getariana estrita, seria pela sua

ciadas as altas concentrações de

reforçadas as diretrizes nutricio-

relação com o baixo consumo de

Colesterol Total (CT), Lipoproteína

nais que optam por uma dieta com

gorduras saturadas pela alta in-

de Baixa Densidade (LDL) e Trigli-

padrão alimentar saudável, que

gesta de plantas, óleos e proteínas

cerídeos (TG). Apesar de muitos

deve ocorrer através do incentivo à

vegetais, sementes e fibras que

fármacos serem utilizados para a

alimentação saudável, orientação

diminuem os lipídeos séricos e

redução destas concentrações, a

a respeito da escolha dos alimen-

podem melhorar as funções endo-

modificação na dieta e estilo de

tos, modo de preparo, quantidade

teliais (10) . Dietas vegetarianas com

vida são essenciais para a preven-

e substituições, juntamente com a

adequado equilíbrio podem vir a

ção e manejo de dislipidemias e

mudança no estilo de vida (5) .

prevenir deficiências nutricionais

doenças cardiovasculares (1,2) .

ou algumas doenças crônicas, em

Conforme o Posicionamento da

comparação com dietas baseadas

Dietas vegetarianas podem ser

Academia de Nutrição e Dietética

em alto consumo de produtos de

classificadas em três categorias:

dos Estados Unidos (2015), ape-

origem animal (11) .

ovo-lacto-vegetariana, onde são

sar de haver alguns riscos de de-

incluídos ovos, leite e seus deriva-

ficiência de nutrientes comparada

Portanto, o objetivo deste tra-

dos; lacto-vegetariana, a qual se

aos onívoros, a dieta vegetariana

balho foi comparar os índices do

inclui apenas leite e laticínios; e

se mostra muito mais vantajosa

perfil lipídico nas dietas onívora,

vegetariana estrita, conhecida po-

na prevenção de doenças crôni-

ovo-lacto vegetariana e vegeta-

pularmente como vegan ou vega-

cas

(8)

. Além disso, vegetarianos

riana através de uma revisão da

na, a qual não se incluem qualquer

comprovadamente possuem pres-

literatura.

tipo de produto de origem animal

são arterial reduzida, menor pre-

(3,7)

.

valência de hipertensão arterial

METODOLOGIA

mesmo com índice de massa cor-

Este trabalho consiste em uma

Segundo a Organização Mundial

poral (IMC) próximo (1,9) , menores

revisão da literatura científica des-

de Saúde (OMS), dietas com teor

concentrações de marcadores in-

critiva, onde a seleção dos mate-

elevado de gordura saturada, se-

flamatórios como, por exemplo,

riais foi realizada através da busca

0 14

Revista NewsLab | Maio 2021


em plataformas de bancos de dados,

tais como: Scientific Eletronic

Library Online (SciELO), US National

Library of Medicine National

Institutes of Health (NCBI/Pub-

Med) e Portal de Periódicos CAPES.

Os descritores utilizados no estudo

são os seguintes: Vegetarianos

(Vegetarians), Veganos (Vegans),

Onívoros (Omnivorous), Dieta vegetariana

(Vegetarian Diet), Dieta

Vegana (Vegan Diet), Dieta Onívora

(Omnivore Diet), Reguladores

do Metabolismo de Lipídeos (Lipid

Regulating Agents), Ácidos Graxos

(Fatty Acid), Lipídeos plasmáticos

(Plasma Lipids), Colesterol (Cholesterol),

Perfil Lipídico (Lipid Profile).

Foram selecionadas publicações

REFERENCIAL TEÓRICO

METABOLISMO LIPÍDICO

Segundo a Diretriz Brasileira de

Dislipidemias e Prevenção de Aterosclerose

(2017), os lipídios que

mais se destacam fisiológica e

clinicamente são os fosfolipídeos,

o colesterol, os triglicerídeos, os

ácidos graxos (5) e as lipoproteínas,

responsáveis pela solubilização

e transporte de lipídeos no meio

aquoso plasmático (5,12) . Os fosfolipídeos

são os responsáveis pela

estrutura básica das membranas

celulares (5) . O colesterol é o precursor

dos ácidos biliares, da vitamina

D, dos hormônios esteroides

e, na membrana celular, opera na

fluidez e na regulação metabólica

(5,12,13)

. Os triglicerídeos são cons-

As lipoproteínas são formadas por

uma camada hidrofílica constituída

por fosfolipídeos, colesterol livre e

proteínas, conhecidas como apolipoproteínas

(apo), que envolvem

um núcleo hidrofóbico constituído

de triglicerídeos e colesterol esterificado.

A fonte de lipídeos no organismo

é através de síntese endógena

ou exógena (5) .

As Apos são compostas por lipídeos

e proteínas e tem diversas

funções no metabolismo das lipoproteínas,

como o desenvolvimento

intracelular das partículas lipoproteicas

(apos B100 e B48), servindo

de ligação à receptores de membrana

(apos B100 e E) ou como cofatores

enzimáticos (apos CII, CIII e AI)

(5)

.

ARTIGO CIENTÍFICO I

científicas que contemplassem o

objetivo do presente estudo e que

compreendessem o período dos

últimos 20 anos. As informações

que não tiveram significância para

o estudo foram descartadas. Também

foram inseridos nos critérios

de exclusão os artigos disponíveis

em outros idiomas que não português

e inglês. Para as comparações

do perfil lipídico foram utilizados

7 artigos no período dos anos

2000 e 2016.

tituídos através da ligação de três

ácidos graxos unidos a uma molécula

de glicerol, constituindo

uma das formas mais importantes

de armazenamento energético no

organismo, se concentrando nos

tecidos muscular e adiposo. Os

ácidos graxos são classificados em

saturados, mono ou poli-insaturados,

dependendo do número de

ligações duplas entre os átomos de

carbono em suas cadeias (5) .

As classes das lipoproteínas são

separadas em dois grupos principais:

I - Ricas em triglicerídeos

(maiores e menos densas): quilomícrons

(origem intestinal) e as

lipoproteínas de muito baixa densidade

(VLDL – Very Low Density

Protein, de origem hepática); II - Ricas

em colesterol: LDL (lipoproteína

de baixa densidade – Low Density

Lipoprotein) e HDL (lipoproteína de

alta densidade – High Density Lipoprotein)

(5) .

Revista NewsLab | Maio 2021

0 15


Autoras: Morgana Holtermann Fritzen 1 , Allyne Cristina Grando 1

ARTIGO CIENTÍFICO I

Existem três tipos principais de

ciclos de transporte de lipídeos no

plasma, dos quais as lipoproteínas

participam: I – o ciclo exógeno,

onde a absorção das gorduras se

dá no intestino, chegando ao plasma

como quilomícrons, degradados

pela lipase lipoproteica (LPL)

e encaminhados para o fígado ou

tecidos periféricos; II – o ciclo endógeno,

onde as gorduras do fígado

se encaminham para os tecidos

periféricos, as VLDL são secretadas

pelo fígado, transformando-se em

lipoproteínas de densidade intermediária

(IDL) e em seguida em

LDL, responsáveis por carregar os

lipídeos para os tecidos periféricos;

III – o transporte reverso do colesterol,

onde o colesterol dos tecidos

volta para o fígado. As HDL imaturas

capturam o colesterol dos tecidos

periféricos através da lecitina-

-colesterol aciltransferase (LCAT),

transformando-se em HDL maduras.

Através da proteína de transferência

do colesterol esterificado

(CETP), acontece a transferência de

ésteres de colesterol das HDL para

outras lipoproteínas (Figura 1) (5) .

São consideradas de maior relevância

clínica as VLDL, LDL e HDL. As

VLDL e LDL possuem a apo B-100,

que é reconhecida pelos tecidos, já a

HDL não possui. Logo, ela é responsável

por transportar o colesterol dos

tecidos para o fígado (3,5) .

Figura 1: Ciclos de transporte de lipídeos no plasma

Fonte: Imagem retirada da Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (5).

Tabela 1: valores de referência para alvo terapêutico do perfil lipídico (> 20 anos)

Fonte: Adaptado da Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose(5).

DETERMINAÇÕES LABORATO-

RIAIS DOS LIPÍDEOS

O perfil lipídico consiste nas dosagens

laboratoriais de Colesterol

total (CT), Triglicerídeos (TG),

HDL-c (colesterol contido nas

HDL) e o cálculo do LDL-c (colesterol

contido nas LDL) através da

fórmula de Friedewald LDL-c =

CT - (HDL-c + TG/5) que não deve

ser aplicada quando os triglicerídeos

apresentarem valores ≥ 400

mg/dL. Os valores referenciais e

de alvo terapêutico das determinações,

ditados pela Diretriz

Brasileira de Dislipidemias e Prevenção

de Aterosclerose (2017),

são apresentados conforme o

estado metabólico que antecede

a coleta da amostra, com ou sem

jejum de 12 horas, e conforme a

avaliação de risco cardiovascular

estimado pelo médico solicitante

(Tabela 1) (5,14) .

0 16

Revista NewsLab | Maio 2021


Autoras: Morgana Holtermann Fritzen 1 , Allyne Cristina Grando 1

ARTIGO CIENTÍFICO I

Atualmente, é indicada a utilização

da Fórmula de Martin para

estimar o valor do LDL-c, principalmente

em contagem de triglicerídeos

≥ 400 mg/dL, onde não

poderia ser aplicada a fórmula de

Friedewald. Neste método, o divisor

é baseado nas variações de

concentração de triglicerídeos, de

7 mg/dL a 13.975 mg/dL, e de

colesterol não-HDL (obtido através

do cálculo: CT – HDL-c), de <

100 mg/dL à ≥ 200 mg/dL. Na

tabela de valores (Tabela 2), encontra-se

o divisor dos triglicerídeos

para a obtenção do valor de

VLDL-c com maior precisão. Através

deste divisor, aplica-se a fórmula:

LDL-c = CT – HDL-c – TG/x

(sendo x o número encontrado na

tabela). Sua vantagem está em o

paciente não necessitar de jejum

para realizar a coleta e obter o

resultado de LDL-c, estando com

seu estado metabólico estável e

dieta habitual (5,15,16) .

Tabela 2: Índice de valores utilizados para o cálculo da taxa de VLDL-c e posterior obtenção da LDL-c

através da Fórmula de Martin.

Fonte: Adaptado de Martin et al. (16)

DISLIPIDEMIAS

As dislipidemias, ocorrentes devido

a alteração dos níveis séricos

de lipídeos, podem ser divididas

em hiperlipidemias e hipolipidemias,

de acordo com os níveis de

lipoproteínas. São várias classificações

existentes, porém as mais

significativas atualmente são: a

classificação etiológica e a classificação

laboratorial. Na classificação

etiológica, ambas (hiper e

hipolipidemia) podem ter causas

primárias, de origem genética, ou

secundárias, consequências de um

estilo de vida sedentário e inadequado,

comorbidades ou medicamentos

(5) . Já a classificação

laboratorial compreende quatro

situações, onde os valores referenciais

e os alvos terapêuticos são

determinados em alusão ao risco

cardiovascular individual e estado

alimentar, de acordo com a fração

alterada: I – Hipercolesterolemia

isolada: elevação apenas da fração

LDL-c (≥ 160 mg/dL); II – Hipertrigliceridemia

isolada: elevação

apenas dos triglicerídeos (≥ 150

mg/dL em jejum ou ≥ 175 mg/dL,

sem jejum); III – Hiperlipidemia

mista: elevação do LDL-c (≥ 160

mg/dL) e dos triglicerídeos (≥ 150

mg/dL em jejum ou ≥ 175 mg/

dL, sem jejum); IV – HDL-c baixo:

redução do HDL-c (homens < 40

mg/dL e mulheres < 50 mg/dL)

isoladamente ou em associação ao

aumento de LDL-c ou TG (5,15) .

0 18

Revista NewsLab | Maio 2021


COMPARAÇÃO DAS DIETAS RE-

FERENTE AO PERFIL LIPÍDICO

Os indivíduos considerados

onívoros são os que consumem

carnes e os seus derivados, juntamente

com legumes, frutas e toda

a variedade alimentar. É considerada

a principal dieta da região

ocidental

(4)

. Já os vegetarianos

são aqueles que seguem uma

alimentação onde não são consumidas

carnes de nenhum tipo.

Dentro do vegetarianismo, há

terminologias distintas, de acordo

com a inclusão dos derivados

de animais à dieta. O vegetariano

estrito, conhecido popularmente

como “vegano”, é aquele que não

consome nenhum tipo de produto

proveniente de animais. Os lacto-vegetarianos

são os que consomem

leite e laticínios, assim

como os ovolactovegetarianos,

que incluem os ovos na sua alimentação

(4,8,17–19) .

Segundo a última atualização

da Diretriz Brasileira de Dislipidemias

e Prevenção de Aterosclerose

(2017), pacientes que consomem

pouca gordura na dieta, tendem a

ter baixos níveis de HDL-c, assim

como níveis também baixos de

LDL-c. A alimentação rica em gorduras

saturadas ou trans podem

diminuir os níveis de HDL-c pelo

possível prejuízo na funcionalidade

dessas lipoproteínas e consequente

aumento do LDL-c. Assim

como carboidratos processados

podem diminuir os níveis de HDL-

-c, também podem elevar os de TG,

pelo rápido aumento dos níveis de

glicose, elevação da inflamação e

risco cardiovascular. Aconselha-se

uma dieta rica em frutas, vegetais

frescos e ácidos graxos poli-insaturados,

e pobre em carboidratos

processados e carnes (5,14) .

Os fitosteróis, juntamente com

os fitostanóis e seus ésteres,

constituem um grupo de esteroides

alcoolicos e ésteres, estando

presentes apenas em plantas e

vegetais e possuem uma estrutura

semelhante à do colesterol.

Seu consumo através de óleos

vegetais, cereais, grãos e demais

vegetais varia habitualmente na

população ocidental entre 100 à

300mg ao dia, podendo atingir

600mg ao dia em vegetarianos.

Em comparação ao colesterol,

possui concentrações séricas 500

a 10mil vezes menores, pois são

pouco absorvidos e tem uma eficiente

excreção biliar após a captação

hepática (5) .

De acordo com o Protocolo clínico

e Diretrizes Terapêuticas da

Dislipidemia (2019), o excesso de

gorduras saturadas e de colesterol

presente nos alimentos influencia

os níveis de lipídeos plasmáticos,

principalmente o colesterol. Para

tanto, deve-se reduzir o consumo

de alimentos de origem animal

(principalmente carnes gordurosas,

leite e derivados), para restringir

a ingestão de colesterol.

Diminuindo, assim, o consumo

de ácidos graxos saturados e recomendando-se

a substituição

de uma parte dos saturados por

mono e poli-insaturados, além

da exclusão completa da gordura

trans da dieta (14) .

O colesterol alimentar tem como

sua principal fonte as gorduras

animais como leite e derivados,

ovos, camarão, carne vermelha,

vísceras e peles de aves (13) . Sendo

assim, o consumo de carne é associado

à maior ingestão de gorduras

totais, saturadas e calorias

totais, juntamente com a redução

da ingestão de vegetais e aumento

do risco de doenças crônicas,

cardiovasculares e diabetes (1,20,21) .

Estudos apontam que pessoas que

seguem a dieta vegetariana tem

menos chances de desenvolverem

doença isquêmica do coração por

terem, em sua maioria, menor

associação com altos índices de

massa corporal, pressão arterial

elevada, altos níveis de colesterol

no sangue e diabetes (1,20,22,23) . Porém,

os vegetarianos se mostraram

mais propensos à desenvolverem

hemorragias e AVCs (22) .

ARTIGO CIENTÍFICO I

Revista NewsLab | Maio 2021

0 19


Autoras: Morgana Holtermann Fritzen 1 , Allyne Cristina Grando 1

ARTIGO CIENTÍFICO I

Krajcovicova-Kudlackova et al.

(2000), realizou um estudo comparativo

do perfil lipídico entre

54 ovo-lacto vegetarianos, 32

vegetarianos estritos e 59 onívoros,

em sua maioria composto por

mulheres (62%). Foi possível observar

um decréscimo nos índices

de CT, LDL e TG e um crescimento

dos índices de HDL conforme o

aumento da restrição de produtos

animais à alimentação (Tabela 3)

(24)

. Posteriormente, Teixeira et al.

(2006) comparou o perfil lipídico

de 134 onívoros e 67 vegetarianos,

não distinguindo entre

ovo-lacto e vegetarianos estritos,

em sua maioria composto por

mulheres (52,2%). Foi observado

que todas as dosagens do perfil

lipídico foram menores nos vegetarianos

(Tabela 3) (11) .

Tabela 3: Comparação do perfil lipídico nos diferentes tipos de dietas.

Fu et al. (2006) comparou o

estado lipídico de 70 mulheres

saudáveis na pós-menopausa.

Destas, 35 vegetarianas, não distinguidas

entre ovo-lacto e estritas,

e 35 onívoras. Assim como os

achados de Krajcovicova-Kudlackova

et al. (2000), houve diminuição

dos índices de CT, LDL e

TG e aumento do HDL de onívoras

para vegetarianas, respectivamente

(Tabela 3) (25) . A comparação

do perfil lipídico também

foi realizada por De Biase et al.

(2007), onde 22 indivíduos eram

Fonte: Autoral.

onívoros, 19 ovo-lacto vegetarianos

e 18 vegetarianos. Foi observado

que houveram diferenças

significativas, havendo a diminuição

dos níveis séricos de CT,

LDL e TG de acordo com o grau de

restrição de produtos de origem

animal, sendo as menores taxas

nos vegetarianos. Já nos níveis de

HDL não houve grande diferença

entre os indivíduos nas diferentes

dietas (Tabela 3) (3) .

Outro estudo realizado por Kim

et al. (2012) selecionou 45 vegetarianos

(23 homens e 22 mulheres),

não distinguidos entre

ovo-lacto ou estritos, e 30 onívoros

(15 homens e 15 mulheres).

Nos resultados, observou-se o

nível reduzido de CT, LDL e HDL

nos vegetarianos em comparação

aos onívoros. Porém, os níveis de

TG se encontraram melhores nos

onívoros (Tabela 3) (26) .

0 20

Revista NewsLab | Maio 2021


TECNOLOGIA JAPONESA

PRESENTE EM MAIS DE 120 PAÍSES

A Nihon Kohden lançou seu primeiro contador automático

de células, MEK-1100 em 1972. Ao longo dos anos,

modelos com maiores capacidades e mais avançados são

continuamente desenvolvidos.

Com mais de 40 anos de experiência na fabricação de

analisadores hematológicos, o Celltac ES da Nihon Kohden

conta com dados clínicos mais confiáveis através da função

"CONTAGEM AVANÇADA" para PLT e WBC mais baixos.

O Celltac ES possui dois modos para aspiração de amostras:

- O modo fechado contribui para a operação mais segura, já que

elimina a chance de contato direto com o sangue.

- O modo aberto permite a aspiração de amostras diretamente

no capilar e realizar a pré-diluição.

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Autoras: Morgana Holtermann Fritzen 1 , Allyne Cristina Grando 1

ARTIGO CIENTÍFICO I

Mais recentemente, um estudo

de Simões et al. (2013) realizado

entre 58 onívoros e 29 ovo-lacto

vegetarianos, em sua maioria homens

(58,6%), observou-se que os

ovo-lacto vegetarianos obtiveram

melhores níveis de CT, LDL e HDL

séricos em comparação aos onívoros

(Tabela 3). Porém, assim como

os achados de Kim et al. (2012), os

níveis de TG se encontraram melhores

nos onívoros (19,26) . Kuchta et al.

(2016) realizou um estudo comparativo

entre 21 onívoros e 21 vegetarianos

estritos, em sua maioria

mulheres (59,52%), onde a média

de todos os níveis do perfil lipídico

foram diminuídas nos vegetarianos

em comparação com os onívoros,

com exceção das médias dos índices

de HDL que se mantiveram sem

alterações entre os dois tipos de

dietas (Tabela 3) (10) .

Em uma pesquisa de opinião

pública sobre vegetarianismo realizada

pelo IBOPE (2018), foram

entrevistados 2002 indivíduos, em

sua maioria mulheres (52%), em

142 municípios do Brasil. Quando

questionados ao o que achavam

da afirmação “Sou vegetariano”,

8% dos entrevistados concordaram

totalmente, 6% concordaram

parcialmente, 5% nem concordaram

nem discordaram, 15%

discordaram parcialmente e 66%

discordaram totalmente. Considerando

os que concordam totalmente

e parcialmente, soma-se

14% de população brasileira que

se considera vegetariana no Brasil

(27) , um aumento de 6% desde

a última pesquisa realizada pelo

IBOPE em 2012 (28) .

Contudo, não é de total concordância

entre os pesquisadores o

absoluto benefício do segmento

dietético dos vegetarianos, já que

é conhecido que estes tipos de dietas,

se restritivas e desequilibradas,

podem acarretar deficiências nutricionais,

em específico nas situações

de alta demanda metabólica (11) .

Além disso, apesar de haver ingesta

de antioxidantes de origem vegetal,

poderá haver também o aumento

de risco de estresse oxidativo pelo

baixo depósito de vitamina B12 e o

aumento dos níveis de homocisteína

que, por sua vez, poderá acarretar

um aumento da modificação

oxidativa dos lipídeos e risco de

aterosclerose (10) .

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As dietas vegetarianas, sejam

ovo-lacto ou estrita, estão associadas

à uma considerável diminuição

de Colesterol Total e LDL.

Portanto, pode-se analisar a inclusão

de dietas com restrição de

produtos de origem animal, em

especial a vegetariana estrita,

como auxílio na prevenção de doenças

advindas de dislipidemias

ou medida alternativa de tratamento

das mesmas.

Porém, ainda é questionável o

fato de indivíduos que optam por

dietas ovo-lacto vegetarianas ou

vegetarianas terem a diminuição

da probabilidade de acarretar doenças

advindas de dislipidemias,

contrapondo com pessoas que seguem

a dieta onívora, já que apesar

de haver melhores índices de

CT e LDL, observa-se um aumento

nos TG em alguns indivíduos e

ainda é controversa a diminuição

ou inalteração dos índices de HDL

em alguns estudos.

Além disso, é sabido que dietas

com restrições de produtos de origem

animal podem ser facilitadoras

para o déficit de algumas vitaminas

e minerais, como a Vitamina

B12, Ferro e Cálcio, responsáveis

por acarretar doenças secundárias

como anemias e osteoporose.

Portanto, é necessário entender a

importância da orientação profissional

apropriada, independentemente

do segmento alimentar, para

que haja um balanço adequado de

nutrientes e o desenvolvimento de

bons hábitos alimentares.

CONFLITO DE INTERESSE

Os autores declaram não haver conflito

de interesse.

0 22

Revista NewsLab | Maio 2021


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-mundial-do-vegetarianismo-8-da-populacao-

-brasileira-afirma-ser-adepta-do-estilo/ Acesso

em: 06 de novembro de 2020 às 22:47

ARTIGO CIENTÍFICO I

Revista NewsLab | Maio 2021

0 23


ARTIGO CIENTÍFICO II

CRIOGLOBULINEMIA

Autora:

Amanda Sardeli Alqualo Assa

Biomédica pela Universidade Paulista UNIP com habilitação

em análises clínicas, Auditora interna da norma PALC pela

SBPC, técnica em bioquímica pela ETECAP. Autora colaboradora

no blog Biomedicina em Ação. Idealizadora e produtora

de conteúdo das redes sociais Biomédicos no Foco. Professora

de cursos online pela plataforma Udemy.

Redes sociais:

Instagram: @biomedicosnofoco, @amandaalqualo

Facebook: @biomedicosnofoco e @amandaalqualo

YouTube: Biomédicos no foco

LinkedIn: Amanda Assaf

Resumo: A crioglobulinemia é um distúrbio imunológico causado

por fatores relacionados a infecções virais, doenças autoimunes e

doenças hematológicas tais como leucemias e mielomas. Tal distúrbio

á observado em regiões corporais onde o paciente apresenta

temperaturas inferiores a 36,5 graus Celsius , nessas regiões as

imunoglobulinas podem se agregar por se tornarem insolúveis na

condição de temperatura e causar comprometimento do funcionamento

de órgãos, assim como vasculites e púrpuras palpáveis. Tal

distúrbio ocorre devido inúmeras reações imunológicas a doenças

de base, descritas nesse artigo. Existem três tipos de crioglobulinemias,

cada tipo está associado a uma doença anteriormente adquirida

pelo paciente. Para a elaboração desse artigo foram realizadas

pesquisas nas plataformas The Lancet, Science, Scielo, Elsevier, The

New England Journal of Medicine, Journal of the American Medical

Association,também foi utilizado as plataformas Google Scholar

e Pubmed. Por ser uma condição rara a crioglobulinemia é pouco

citada e observada nas rotinas laboratoriais, este artigo tem como

objetivo demostrar a importância de um bom diagnóstico clínico

laboratorial e expor a condição rara que eventualmente possa aparecer

em um laboratório, descrevendo as etapas de identificação e

quais possíveis causas.

Palavras-Chave: Crioglobulinemia, imunoglobulinas, crioglobulinas,

distúrbio, doença.

Abstract

The Cryoglobulinemia is an immune disorder caused by factors

related to viral infections, autoimmune diseases and hematological

diseases such as leukemias and myelomas. Such disturbance is observed

in body regions where the patient has temperatures below

98,6 degrees Fahrenheit, in these regions the immunoglobulins can

aggregate because they become insoluble in this temperature condition

and cause impaired organ functioning, as well as vasculitis and

palpable purpura. Such a disorder occurs due to numerous immunological

reactions to underlying diseases, described in this article. There

are three types of cryoglobulinemia, each type is associated with a

disease previously acquired by the patient. For the elaboration of this

article, research was carried out on the platforms The Lancet, Science,

Scielo, Elsevier, The New England Journal of Medicine, Journal of the

American Medical Association, the Google Scholar and Pubmed platforms

were also used. Because cryoglobulinemia is a rare condition,

it is rarely mentioned and observed in laboratory routines, this article

aims to demonstrate the importance of a good clinical laboratory

diagnosis and expose the rare condition that may eventually appear

in a laboratory, describing the identification steps and which ones

possible causes.

Keywords: Cryoglobulinemia, immunoglobulins, cryoglobulins,

disorder, diseases.

0 26

Revista NewsLab | Maio 2021


Autora: Amanda Sardeli Alqualo Assa

ARTIGO CIENTÍFICO II

Introdução

A Crioglobulinemia é um distúrbio

caracterizado pela presença de

crioglobulinas no sangue. As crioglobulinas

são imunoglobulinas, ou

anticorpos, dos tipos IgM e IgG que

se aglomeram e se tornam insolúveis

nas regiões do organismo onde

a temperatura é fria, ou seja, onde a

temperatura fica abaixo de 36,5ºC.

Sendo assim, nas regiões periféricas

do corpo e nas regiões que atingem

tal temperatura inferior, as crioglobulinas

se aglomeram, podendo

portanto, impedir a circulação

sanguínea causando vasculites, por

esse motivo, manchas arroxeadas

podem aparecer na pele e apresentar

o que chamamos de púrpura.

Figura 1: Púrpura palpável no membro inferior do paciente.

Fonte: Paixão MP, Miot HA. Vasculite cutânea crioglobulinêmica induzida por infecção crônica pelo vírus da hepatite C. An Bras

Dermatol. 2008;83(2):151-5.

Além da pele, esses agregados

podem aparecer em outros órgãos

como no fígado e nos rins comprometendo

o seu funcionamento.

Veja a figura 2 que demostra como

essas crioglobulinas se apresentam

na temperatura inferior a

36,5ºC in vitro.

Para realizar exames que dependam

de coleta de sangue total nos

pacientes que apresentam crioglobulinemia,

é necessário que imediatamente

após a coleta os tubos

Figura 2: Agregados de imunoglobulinas que lembram uma textura gelatinosa em temperatura inferior a 36,5ºC in vitro, nesse

caso após uma coleta para realização de hemograma.

Fonte: Arquivo pessoal de Amanda Sardeli Alqualo Assaf.

0 28

Revista NewsLab | Maio 2021


sejam inseridos em um recipiente

com água quente com temperatura

superior a 37ºC, e imediatamente

deve-se realizar o exame, no caso

de um hemograma por exemplo,

deve-se realizar a leitura automatizada

imediatamente após a coleta

assim como a confecção da lâmina

para leitura diferencial das células,

caso contrário, o exame é impossibilitado

de ser realizado pela presença

dos agregados.

Causas mais frequentes da

crioglobulinemia

Estudos recentes têm associado a

crioglobulinemia a infecção crônica

por Hepatite C. Sabe-se que

está associada a doenças como

leucemias e mielomas, doenças

autoimunes como lúpus e artrite

reumatóide, pneumonia por Mycoplasma

ou glomerulonefrite causada

por Streptococcus sp.

A crioglobulina, no entanto, é produto

da ação do sistema imunológico

em algumas doenças que causam

danos aos tecidos do paciente. No

caso da infecção crônica por Hepatite

C, acontece uma proliferação exagerada

de linfócitos B que leva uma

expansão e clonagem de crioglobulinas

produzidas por esses linfócitos.

Como ocorre a formação de crioglobulinas

após um infecção ou

outra doença subjacente?

A formação das crioglobulinas se dá

por uma desordem na proliferação

de linfócitos B e produção de autoanticorpos,

doenças que causem

esse tipo de reposta imunológica

estão associadas a formação de

crioglobulinas.

No caso de uma infecção pelo vírus

da Hepatite C, segundo um estudo

realizado em 1998 lançado na revista

Science (6), os linfócitos B e

os hepatócitos são infectados pelo

vírus. As proteínas de envelope

do vírus da hepatite C, conhecidas

como E2 se associam ao marcador

CD81 dos linfócitos B, ao se ligar

ao CD81 as proteínas E2 do envelope

viral estimulam a proliferação

policlonal e aos plasmócitos a produzirem

autoanticorpos do tipo IgM

e IgG característicos da crioglobulinemia

mista. (6)

A expansão clonal de linfócitos B

e sua consequente produção de

anticorpos permite a deposição

de imunocomplexos nos tecidos

afetados após uma infecção, e recrutam

células do sistema imune,

como os fagócitos para realizarem

a primeira linha de defesa do organismo.

Para cada órgão com imunocomplexos

depositados, tem-se

uma ativação do sistema complemento

diferenciada , essa ativação

pode causar doenças como artrite

reumatoide pela deposição de C5a,

iniciando assim uma inflamação

no local de sua instalação, após

ativação do sistema complemento

pelos imunocomplexos.

Os agregados formados superam o

sistema imunológico com ação dos

fagócitos, ou seja, tais células não

conseguem fagocitar esses agregados

em velocidade hábil para eliminação

total, causando portanto

depósito dessas crioglobulinas nos

tecidos, que consequentemente,

causarão lesão.

As manifestações das crioglobulinas

podem durar semanas com

recorrências mensais, ou podem ser

contínuas nos casos mais severos.

Tipos de crioglobulinemias e

doenças associadas:

• Tipo 1: Formadas por imunoglobulinas

monoclonais isoladas, geralmente

formadas pela imunoglobulina

do tipo M ou G (IgM ou IgG).

ARTIGO CIENTÍFICO II

Revista NewsLab | Maio 2021

0 29


Autora: Amanda Sardeli Alqualo Assa

ARTIGO CIENTÍFICO II

Podem causar problemas renais associado

principalmente a mieloma

múltiplo e macroglobulinemia de

Waldenström (doença caraterizada

pela proliferação de linfócitos B que

produzem imunoglobulinas do tipo

M monoclonais, pode causar hepatoesplenomegalia

com aumento da

viscosidade sanguínea) (6,7) ;

• Tipo 2: Também conhecida como

crioglobulinemia mista, formadas

por imunocomplexos de imunoglobulina

monoclonal IgM ou IgA com

imunoglobulina policlonal IgG,

apresenta atividade de fator reumatóide

e é associada a infecções por

Hepatite C e HIV; (6)

• Tipo 3: Também classificada como

crioglobulinemia mista, formadas

por imunocomplexos de imunoglobulinas

policlonais apenas, sem

a presença de monoclonais, são

associadas a doenças autoimunes

como lúpus, mas podem também

aparecer em doenças infecciosas. (6)

Qual é o exame específico para

detecção da crioglobulina e outros

achados laboratoriais?

O exame deve ser solicitado pelo

médico como pesquisa de crioglobulina.

O sangue total deve

ser colhido em tubo de vidro

Figura 3: Observação de crioprecipitado após 72 horas de incubação.

Fonte da imagem: https://askhematologist.com/cryoglobulinemia/#ixzz6rvaMkJEw

pré-aquecido em banho-maria a

37ºC sem qualquer aditivo ou anticoagulante,

essa amostra deve

ser transportada a 37ºC e deve

ser colocada em banho-maria

a 37ºC para coagular, após coagulação,

deve-se centrifugar a

amostra e separar o plasma, cerca

de 1 mL para incubação a 37ºC e

1 mL para incubação a 4ºC durante

72 horas até no prazo máximo

de uma semana. Após esse período

ao analisar macroscopicamente

a amostra, deve-se observar a

presença de um precipitado de

coloração branca no tubo que foi

incubado a 4ºC, esse precipitado

portanto, indicada a presença de

crioglobulinas.

Em pacientes onde a crioglobulinemia

se manisfesta de forma crônica

é possível encontrarmos exames de

função renal comprometidos, devido

gromerulonefrite por deposição dos

imunocomplexos nessa região, ouseja,

exames de depuração da creatinina,

proteinúria, uréia e creatinina podem

estar alterados nos exames laboratoriais,

assim como naqueles pacientes

com função hepática já comprometida,

as enzimas aminotrasferase de aspartato

(AST) e aminotrasferase de alanina

(ALT) podem estar normais porém com

apresentação de trombocitopenia e no

exame clínico a hepatoesplenomegalia.

A dosagem de proteína C reativa e

a velocidade de hemossedimentação

estarão alterados.

0 30

Revista NewsLab | Maio 2021


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Autora: Amanda Sardeli Alqualo Assa

ARTIGO CIENTÍFICO II

O fator anti-nuclear (FAN), anticorpos

antifosfolípides, anticorpos anticardiolipina

e o fator reumatóide

Metodologia

Para conhecer os trabalhos que tomam

como tema a crioglobulinemia

se depositam em pequenos vasos

pelo organismo e se agregam quando

atingem temperaturas inferiores

se apresentam alterados nas crio-

para esses artigo de revisão foi re-

a 36,5ºC, devido essa agregação

globulemias de tipo 2 e 3 classifi-

alizada uma pesquisa bibliográfica

alguns órgãos podem ser compro-

cadas como mistas.

virtual nas plataformas de revistas

metidos. Os pacientes apresentam

científicas: The Lancet, Science, Scie-

alguns sinais da presença desse dis-

Tratamento

lo, Elsevier, The New England Journal

túrbio em exames laboratoriais, que

O tratamento é basicamente a ad-

of Medicine, Journal of the American

em conjunto com o diagnóstico dife-

ministração de medicamentos imu-

Medical Association,também foi utili-

rencial de pesquisa para crioglobuli-

nossupressores. Porém o tratamen-

zado as plataformas Google Scholar e

nas, indicam a presença, assim como

to deve ser individualizado com

Pubmed. Com os seguintes descrito-

a persistência delas no organismo do

estudo de caso de cada paciente.

res: crioglobulinemia, crioglobulinas,

paciente a ponto de causar altera-

O melhor tratamento para cada

correlação da hepatite c e crioglobu-

ções hepáticas e renais.

paciente é com base nos estudos

linas, púrpura por crioglobulinas, Ma-

das causas da crioglobulinemia,

croglobulinemia de Waldenström e

A atenção das manifestações clí-

como por exemplo, nos casos onde

cryoglobulinemia. E pesquisa biblio-

nicas a esses pacientes que apre-

o paciente apresenta uma hepatite

gráfica no livro Moura, Roberto de A.

sentam doenças subjacentes como

C, deve-se tratar a infecção viral.

et.al. Técnicas de laboratório, Editora

hepatite C crônica, doenças virais,

O rituximabe associado ao uso de

Atheneu: 3ºedição,2001. Toda pes-

doenças hematológicas entre ou-

interferon alfa pode ser indicado

quisa foi realizada com base no tema

tras doenças que possam causar

para o tratamento nos casos de ma-

central do artigo em questão.

esse distúrbio, permite que o pa-

nisfestação de crioglobulinas pós

ciente seja tratado a tempo antes

infecções virais.

Considerações finais

de desenvolver problemas com

O distúrbio de crioglobulinas no

quadros agravantes e irreversíveis,

Importante: Sempre procure um

sangue dos pacientes se apresentam

assim como a utilização correta das

médico para realizar qualquer tipo

após a manifestação do sistema imu-

técnicas laboratoriais e atenção aos

de tratamento a doenças, no caso

nológico em resposta a uma doença

resultados. Com a terapia adequada

da crioglobulinemia procure um

subjacente. Os imunocomplexos for-

e direcionada a cada caso pode-se

hematologista ou reumatologista.

mados nessa resposta imunológica

obter um melhor prognóstico.

0 32

Revista NewsLab | Maio 2021


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ARTIGO CIENTÍFICO II

Autora

Amanda Sardeli Alqualo Assaf

Biomédica pela Universidade Paulista UNIP com habilitação em análises clínicas, Auditora interna da norma PALC pela SBPC,

técnica em bioquímica pela ETECAP. Autora colaboradora no blog Biomedicina em Ação. Idealizadora e produtora de conteúdo

das redes sociais Biomédicos no Foco. Professora de cursos online pela plataforma Udemy.

Revista NewsLab | Maio 2021

0 33


ARTIGO CIENTÍFICO III

PREVALÊNCIA SOROLÓGICA DE

TOXOPLASMOSE AGUDA EM GESTANTES DE UMA

CIDADE DO LITORAL NORTE DO RIO GRANDE DO SUL

SEROLOGICAL PREVALENCE OF ACUTE TOXOPLASMOSIS IN PREGNANT WOMEN IN A CITY OF THE

NORTHERN COAST OF RIO GRANDE DO SUL

Autoras:

Stela Macedo Munareto 1 ,

Allyne Cristina Grando 1 .

1

Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Canoas

RS Brasil

Resumo

Introdução: A toxoplasmose é uma doença de distribuição mundial

causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii.

Geralmente não apresenta sintomas, porém quando detectada

na gestação a infecção aguda pode trazer complicações graves

ao feto como aborto espontâneo, malformações congênitas e sequelas

como coriorretinite. Métodos: Com o objetivo de analisar

a prevalência de gestantes com infecção aguda em uma Unidade

Materno Infantil de uma cidade do litoral norte do Rio Grande do

Sul, Capão da Canoa, foram analisados os prontuários das gestantes

atendidas de julho de 2017 a junho de 2018. Resultados:

Foi identificado 2 (25%) gestantes com infecção aguda por T.

gondii e 6 (75%) casos onde a infecção tinha sido contraída há

mais de quatro meses. Conclusões: Apesar de um pequeno número

amostral, o estudo mostrou grande relevância clínica devido

à prevalência encontrada de 25% de infecção aguda por T. gondii

confirmada através do teste de avidez de IgG.

Palavras-Chave: Toxoplasmose; Gravidez; Sorologia.

Abstract

Introduction: Toxoplasmosis is a disease of worldwide distribution

caused by a protozoan called Toxoplasma gondii. It

usually does not present symptoms, but when detected during

pregnancy acute infection can bring serious complications to

the fetus such as miscarriage, congenital malformations and

sequelae such as chorioretinitis. Methods: With the objective

of analyzing the prevalence of pregnant women with infection

in a Maternal and Child Unit of a city on the north coast of Rio

Grande do Sul, in Capão da Canoa, the records of the pregnant

women attended in the period from July 2017 to June 2018.

Results: 2 (25%) pregnant women with acute infection by T.

gondii and 6 (75%) cases in which the infection was contracted

for more than four months were identified. Conclusions:

Despite a small sample size, the study showed great clinical

relevance due to the 25% prevalence of acute T. gondii infection

confirmed through the IgG avidity test.

Keywords: Toxoplasmosis; Pregnancy; Serology.

0 36

Revista NewsLab | Maio 2021


Autoras: Stela Macedo Munareto 1 ,

Allyne Cristina Grando 1 .

Introdução

O Toxoplasma gondii é um protozoário

intracelular obrigatório

mundialmente distribuído que

acomete de 64,9 a 91,6% da população

brasileira e tem como

hospedeiro definitivo os felinos

e como hospedeiro intermediário

os demais seres de sangue quente,

como por exemplo, o homem

1,2

. Sua infecção é causada pela

ingesta de carnes cruas ou malcozidas

contendo cistos e da ingestão

de oocistos contidos nas

fezes de felinos contaminados 1 .

Geralmente a infecção é assintomática

e somente de 10 a 20%

dos pacientes infectados apresentam

sintomas 3 . Em pacientes

que apresentam sintomas, a linfadenopatia

e astenia sem febre são

as mais comuns 4 . Porém, quando

a infecção acomete gestantes,

o feto é o mais comprometido

e pode apresentar manifestações

clínicas graves que incluem

aborto espontâneo, encefalite,

pneumonite, convulsões, icterícia,

hidrocefalia, prematuridade,

e a tétrade de Sabin, que inclui

microcefalia, retinocoroidite,

calcificações ósseas e deficiência

mental 4 . A infecção congênita se

inicia quando o parasita, após ser

ingerido, entra em contato com a

gestante e pelo epitélio intestinal

invade tecidos, atravessando a

barreira placentária e hematoencefálica

até chegar a locais imunologicamente

privados, onde

causa danos significativos 5 .

No Rio Grande do Sul, estima-se

que a infecção congênita ocorra em

oito recém nascidos a cada 10.000

nascimentos 1 . O risco de transmissão

congênita pelo T. gondii ocorre

quando a mãe é infectada pela primeira

vez e este risco acompanha

o tempo de gestação, onde no início

da gestação o risco de infecção

é menor, e no final da gestação

a chance de infecção passa a ser

maior. As chances de transmissão

são de 6% no primeiro trimestre,

21% no segundo e 64% no terceiro

trimestre de gestação 1 . Geralmente,

a transmissão congênita ocorre

quando a mãe é infectada durante

a gravidez, porém relatos de casos

de crianças nascidas, sejam elas

imunocompetentes ou imunodeprimidas,

demonstram que as mães

ARTIGO CIENTÍFICO III

Revista NewsLab | Maio 2021

0 37


Autoras: Stela Macedo Munareto 1 ,

Allyne Cristina Grando 1 .

ARTIGO CIENTÍFICO III

foram infectadas pelo T. gondii antes

da gestação 1 . No entanto, a gravidade

da infecção é inversamente

proporcional a idade gestacional,

ou seja, quanto mais precocemente

se adquire toxoplasmose durante

a gestação, mais altas serão as

chances de danos devido a infecção

e vice-versa (Figura 1) 1,4 . Estudos

posteriores consideraram que o período

gestacional mais crítico está

entre a 10ª e a 26ª semana, período

em que a placenta já está grande

a ponto de se infectar, ao mesmo

passo em que o feto ainda é imaturo

e pode ter danos significativos 6 .

Para o diagnóstico imunológico

utiliza-se a pesquisa sorológica de

anticorpos IgG e IgM, sendo o anticorpo

IgG para detectar infecções

crônicas ou passadas, e o anticorpo

IgM, infecções recentes ou agudas

2,7

. Os anticorpos de classe IgM começam

a positivar de cinco a 15

dias após a infecção, atingem níveis

elevados em um mês e podem

continuar positivos por mais de um

ano. Já os anticorpos IgG, surgem a

partir da primeira semana, atingem

o seu pico cerca de um a dois meses

após a infecção, declinam aproximadamente

em cinco a seis meses

depois e são reconhecidos pelo resto

da vida 4 .

O diagnóstico materno de toxoplasmose

consiste na análise sorológica

da doença, onde podem haver resultados

positivos tanto para IgG quanto

para IgM 2 . Esta sorologia deve

ser solicitada no primeiro trimestre

da gestação e caso apresente negatividade

para IgG e IgM, deve ser

repetida nos dois outros trimestres

seguintes pois a negatividade desses

dois anticorpos indica que a gestante

está suscetível a doença 8 . Se a gestante

apresentar IgG positivo e IgM

negativo, significa que ela já contraiu

a doença anteriormente e se encontra

imunizada contra a doença 8 .

Caso a gestante apresente sorologia

positiva tanto para IgG quanto para

IgM e tenha menos de 16 semanas

de gestação, a não ser que IgM apresente

altos títulos, é necessário outro

meio para detectar a infecção aguda,

pois IgM pode permanecer positiva

por até 18 meses mesmo após o fim

da agudização e assim causa falsos-

-positivos 2,4,9 .

Portanto, o presente trabalho teve

como objetivo analisar a prevalência

sorológica de toxoplasmose IgM

reagentes com valores baixos de

avidez para IgG em gestantes atendidas

na Unidade Materno Infantil

na cidade de Capão da Canoa no

litoral norte do Rio Grande do Sul.

Métodologia

Trata-se de um estudo transversal

retrospectivo onde foram coletados

os dados de prontuários das pacientes

gestantes atendidas na Unidade

Materno Infantil de Capão da

Canoa/RS entre o período de julho

de 2017 a junho de 2018.

Os critérios de inclusão foram as gestantes

de todas as idades que apresentaram

resultado de IgM positivo

e teste de avidez de IgG com resultado

baixo, intermediário ou alto em

qualquer momento da gestação. Os

critérios de exclusão foram todas as

mulheres não gestantes ou gestantes

que não realizaram nenhum exame

para toxoplasmose no período determinado

ou ainda gestantes que não

realizaram exames de IgM para toxoplasmose

e/ou teste de avidez de IgG.

0 38

Revista NewsLab | Maio 2021


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Autoras: Stela Macedo Munareto 1 ,

Allyne Cristina Grando 1 .

ARTIGO CIENTÍFICO III

Este trabalho foi submetido e

aprovado pelo Comitê de Ética em

Pesquisa em Seres Humanos da

Universidade Luterana do Brasil

(ULBRA) através do parecer de número

2.786.306.

Tabela 1: Resultados encontrados sobre as gestantes que realizaram o teste de avidez de IgG

Fonte: Autoral. *Considera-se avidez baixa resultados menores que 50%, avidez intermediária resultados entre 51 %

e 59 % e avidez alta resultados acima de 60%. **Não houve informação sobre a idade gestacional da paciente 01.

Resultados

O total de 8 gestantes tiveram os

exames de IgM e IgG concomitantemente

reagentes para toxoplasmose.

Para estas, foi realizado o exame

de avidez de IgG, onde 6 gestantes

tiveram como resultado avidez alta

e 2 baixas, conforme Tabela 1.

A médias das idades das gestantes

foi de 27,87 anos, onde a idade

mínima foi de 20 anos e a máxima,

40. Já a idade gestacional variou

de 8 semanas a 20 semanas, sendo

a média de 11,75 semanas. Não

houve informação sobre a idade

gestacional de uma das gestantes

estudadas. Não foi encontrada nenhuma

correlação entre a toxoplasmose

aguda com o nível de escolaridade

e raça das gestantes.

Conforme o gráfico da Figura 2,

75% das gestantes encontravam-se

na fase crônica, onde a infecção já

havia ocorrido há mais de quatro

meses. Já as outras 25% das gestantes,

apresentaram resultados de

avidez baixa, que durante o primeiro

trimestre de gravidez, confirmando

a infecção aguda por T. gondii.

Discussão

O teste que detecta a infecção aguda

por toxoplasmose é o teste de

avidez de IgG e tem como seu objetivo

confirmar a infecção aguda por

T. gondii quando a gestante apresenta

sorologia positiva tanto para

IgG quanto para IgM 10. O teste de

avidez de IgG separa os anticorpos

produzidos na fase inicial da infecção

(anticorpos de baixa avidez)

dos anticorpos produzidos na fase

crônica (anticorpos de alta avidez)

2

. Dessa forma, entende-se que os

valores altos de avidez, acima de

60%, indicam que a infecção foi adquirida

há mais de 4 meses, e quando

o teste é realizado no primeiro

trimestre de gravidez descarta-se

0 40

Revista NewsLab | Maio 2021


a hipótese de a gestante ter adquirido

a infecção durante a gestação

9,10. Já os valores baixos de avidez,

abaixo de 50%, pressupõem que

a infecção ocorreu há menos de 4

meses e de que a gestante possa ter

contraído a toxoplasmose durante o

período da gestação 9,10 . Para se ter

resultados confiáveis, um dos cuidados

a ser tomados é de que todos

os resultados dos testes sorológicos

de avidez de IgG empreguem

a mesma metodologia, pois a utilização

de diferentes métodos pode

trazer uma grande variabilidade na

especificidade e sensibilidade, causando

consequentemente diferentes

resultados 11 .

Apesar de um número baixo de gestantes

incluídas no estudo, se for

considerado o resultado de 25% de

gestantes com toxoplasmose aguda,

pode-se estimar que de 1.000

gestantes, 250 delas exporão o feto

ao protozoário, podendo trazer sérias

consequências.

Figura 2: Fase da infecção no momento do exame.

Fonte: Autoral.

Recentemente, um grande surto

de toxoplasmose foi registrado

em Santa Maria, no Rio Grande do

Sul. Até outubro de 2018, 1931

casos foram notificados, onde 777

são confirmados. Dos 777 casos

confirmados, 105 são gestantes.

Houve 3 óbitos fetais, 10 abortos

e 20 casos de toxoplasmose

congênita. Ou seja, 31,42% das

gestantes que tiveram a infecção

por toxoplasmose confirmada,

acabaram expondo o protozoário

ao feto e trazendo sequelas e até

óbito aos mesmos 12.

Também em Santa Maria, no ano

de 2010 foi publicado um estudo

onde foi realizado um rastreamento

sorológico em gestantes do Ambulatório

de Pré-Natal de Alto Risco

do Hospital Universitário de Santa

Maria (HUSM). Das 408 gestantes

em que se avaliou o perfil sorológico

para toxoplasmose, 6 (1,4%)

apresentavam uma possível infecção

aguda e 10 (2,4%) receberam

resultado indeterminado para a infecção

por T. gondii pois o teste de

avidez de IgG foi realizado após a

16ª semana, não podendo descartar

e nem confirmar que a gestante

tenha contraído a doença 13 .

No Hospital Maternidade Referência

de Palmas, em Tocantins, foram

estudadas 515 gestantes, onde 115

(22,3%) apresentaram IgG e IgM

ARTIGO CIENTÍFICO III

Revista NewsLab | Maio 2021

0 41


Autoras: Stela Macedo Munareto 1 ,

Allyne Cristina Grando 1 .

ARTIGO CIENTÍFICO III

reagentes, indicativo de provável

infecção aguda. Destas 115, apenas

no Rio de Janeiro demonstrou que

94,1% dos resultados IgM reagen-

so-positivos. Esse mesmo estudo

também demonstrou que 91,2%

13 realizaram o teste de avidez de

tes eram persistentes ou também

dos obstetras não ouviram falar so-

IgG em que 3 gestantes apresen-

chamados de IgM residuais 15 . Neste

bre o teste de avidez 2 .

taram como resultado avidez bai-

estudo, foi encontrada uma pre-

xa, confirmando a infecção aguda

valência de 75% de IgM positivas

No presente estudo não houve re-

por T. gondii. Considerou-se tendo

persistentes quando considerados

lação entre raça e escolaridade e os

como prevalência 23,1% das 13

os resultados de avidez altas e no-

estudos na literatura não chegam a

pacientes que realizaram os testes

ta-se que o anticorpo IgM causa um

um consenso. Uma análise prelimi-

para confirmação da fase aguda da

índice muito grande de resultados

nar do perfil epidemiológico feita

doença 14 . Já no Estado do Rio de

falso-positivos devido a persistên-

com 79 pessoas em junho de 2018

Janeiro, em Miracema, 17 gestantes

cia deste anticorpo que pode per-

na cidade de Santa Maria, no Rio

necessitaram fazer o teste de avidez

manecer positivo no soro por mais

Grande do Sul, mostrou que 79,8%

de IgG, onde apenas 1 (5,9%) ob-

de um ano e assim isolado não

(63) das pessoas diagnosticadas

teve o resultado de avidez baixa 15 .

ser suficiente para o diagnóstico

com toxoplasmose eram conside-

A discordância encontrada sobre a

confiável da toxoplasmose aguda,

radas de etnia branca, seguido de

prevalência de infecção aguda de

necessitando do teste auxiliar de

10,1% (8) pretas. Sobre a escola-

toxoplasmose pode ocorrer devi-

avidez de IgG 1,2,4 . Um estudo feito

ridade, a maioria (30,4%) possuía

do as diferentes regiões em que os

em 2010 nos Estados Unidos de-

ensino superior completo. Logo

estudos foram feitos, uma vez que

monstrou que 73,2% dos obstetras

atrás, 26,6% tinham ensino médio

uma certa região pode vir a favore-

entrevistados não tinham conheci-

completo e 16,5% tinham ensino

cer o contato do protozoário com a

mento de que o teste de IgM para

superior incompleto 16. Já um es-

gestante mais do que outra região.

toxoplasmose, quando aplicado de

tudo realizado em Palmas de 2012

forma isolada, apresenta uma alta

a 2014 revelou que 89,6% das ges-

Ainda, o mesmo estudo realizado

porcentagem de resultados fal-

tantes com provável infecção aguda

0 42

Revista NewsLab | Maio 2021


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Autoras: Stela Macedo Munareto 1 ,

Allyne Cristina Grando 1 .

ARTIGO CIENTÍFICO III

por T. gondii eram de raça parda. A

uso deve ser descontinuado e substi-

No HUSM, de 2005 a 2006 apenas

escolaridade foi medida em anos de

tuído por espiramicina, continuando

64,3% das gestantes atendidas no

estudo e 56,5% tinham de 9 a 11

com o ácido folínico 4 . Um fato a ser

Ambulatório de Pré-Natal de Alto

anos de estudo 14 .

considerado é a prescrição desneces-

Risco tiveram a pesquisa sorológica

sária dos medicamentos utilizados

de infecção por T. gondii realiza-

Para as gestantes que tiveram o

para o tratamento de gestantes sem

da 13. Isso demonstra que há uma

diagnóstico confirmado de infecção

que ocorra a confirmação da infecção

grande falha no sistema de saúde

por T. gondii e estavam no primeiro

por T. gondii 18 .

quando se fala sobre o diagnóstico

trimestre de gestação, o tratamento

da toxoplasmose congênita, já que

com espiramicina é o melhor indi-

Um estudo feito em 2007 na cidade

todas as gestantes atendidas deve-

cado, pois não atravessa a placenta

de Londrina, no Paraná, demonstrou

riam ter sido testadas para a doença.

e assim, não oferece risco ao feto e

que os gastos totais do sistema pú-

tem como efeito impedir ou retar-

blico diminuiriam se houvesse a im-

Apesar de um pequeno número

dar a transmissão de T. gondii para

plementação do exame de avidez de

amostral estudado, os resultados

o feto, diminuindo ou até mesmo

IgG, pois não haveria a prescrição des-

apresentam relevância clínica, uma

anulando a infecção no mesmo 4,17 . O

necessária de medicamentos, mesmo

vez que gestantes não deveriam em

esquema tríplice não deve ser usado

que os gastos com exames laborato-

nenhum período da gestação apre-

no primeiro trimestre de gravidez,

riais aumentassem. Nesse estudo foi

sentar o anticorpo IgM para toxoplas-

pois a pirimetamina pode ser terato-

observado que os custos necessários

mose positivo tendo em vista os riscos

gênica. Durante o seu uso é neces-

para realizar o exame de avidez seria

relacionados que pode trazer ao feto.

sário um acompanhamento através

recompensado pela quantidade de

Sendo assim, qualquer resultado de

de hemogramas, pois se houverem

medicamentos que deixariam de ser

prevalência de infecção aguda encon-

alterações como anemia, leucope-

utilizados quando feito o diagnóstico

trado é grave e deve ser considerado,

nia, plaquetopenia e pancitopenia, o

de forma correta 18 .

bem como foi feito neste estudo.

0 44

Revista NewsLab | Maio 2021


O estudo demonstrou que o exame

de avidez de IgG é uma peça chave

para o diagnóstico de toxoplasmose

Referências Bibliográficas

1. Lopes MFR, Gonçalves DD, Mitsuka-breganó R,

Freire RL, Navarro IT. Toxoplasma gondii Infection

in Pregnancy. Brazilian J Infect Dis. 2007;11(5):

commercially available avidity tests for Toxoplasma

gondii-specific IgG antibodies. Clin Vaccine Immunol.

2013;20(2): 197–204.

11. Orathes CM, de Moraes AMSM. Levantamento

ARTIGO CIENTÍFICO III

aguda em gestantes, uma vez que

somente solicitado os exames de

496–506.

2. Pena LT e Discacciati MG. Importância do teste de

avidez da imunoglobulina G (IgG) anti-Toxoplasma

dos casos de toxoplasmose aguda em gestantes

acompanhadas no ambulatório de toxoplasmose

do HUM. XIX Encontro Anual de Iniciação Científica.

IgG e IgM para T. Gondii, não temos

um bom indicativo de infecção agu-

gondi no diagnóstico da toxoplasmose em gestantes.

Rev Inst Adolfo Lutz. 2013;72(2): 117-123.

3. McAuley JB. Congenital toxoplasmosis. J Pedia-

Paraná. 2010.

12. Rio Grande do Sul (Estado). Relatório de atualização

de investigação de surto. 2018.

da, já que os resultados deste estudo

mostraram um alto índice de fal-

tric Infect Dis Soc. 2014;3(SUPPL1): 30–35.

4. Mitsuka-breganó R, Lopes-mori, Fabiana Maria

Ruiz, Navarro IT. Toxoplasmose adquirida na gesta-

13. Beck ST, Konopka CK, da Silva AK, Diehl FP. Importância

do rastreamento sorológico da Toxoplasmose

em gestantes atendidas em ambulatório de

so-positivos pela IgM persistente.

O estudo também demonstrou que

ção e congênita: vigilância em saúde, diagnóstico,

tratamento e condutas. Londrina; 2010.

5. Barragan A, Sibley LD. Migration of Toxoplasma

Pré Natal de Alto Risco; Rev Saúde (Santa Maria).

2010;36(1): 29-36

14. Garcia HF. Toxoplasmose congênita em Palmas,

a prevalência sorológica de infecção

aguda por T. Gondii em gestantes é

gondii across biological barriers. Trends Microbiol.

2003;11(9):426–430.

6. Castillo Martín F del. Toxoplasmosis congénita.

Tocantins. [dissertação mestrado] Bahia: Universidade

Federal da Bahia; 2018.

15. Ribeiro AC, Mutis MS, Fernandes O. Association

alta na cidade de Capão da Canoa,

mas ainda é considerada uma pre-

Una enfermedad con demasiados interrogantes. An

pediatr (Barc). 2004;61(2):115–117.

7. Dard C, Fricker-Hidalgo H, Brenier-Pinchart MP,

of the presence of residual anti-Toxoplasma gondii

IgM in pregnant women and their respective family

groups in Miracema, Northwest Rio de Janeiro, Bra-

valência baixa quando comparada a

prevalência brasileira em geral que

é de aproximadamente 64,9%.

Pelloux H. Relevance of and New Developments

in Serology for Toxoplasmosis. Trends Parasitol.

2016;32(6):492–506.

8. Paraná (Estado). Caderno de atenção ao pré-natal

- Toxoplasmose. 2017.

zil. Mem Inst Oswaldo Cruz. 2008;103(6):591–594.

16. Rio Grande do Sul (Estado). Relatório de atualização

de investigação de surto - análise preliminar

do estudo caso-controle.

17. BRASIL. Ministério da Saúde. Gestação de alto

Conflitos de Interesse

9. Robert-Gangneux F, Dardé ML. Epidemiology of

and diagnostic strategies for toxoplasmosis. Clin

risco: manual técnico. Brasília, DF. 2012;5: 115-118.

18. Margonato FB, Silva AMR, Soares DA, Amaral

Os autores declaram não haver conflito

de interesse.

Microbiol Rev. 2012;25(2):264–296.

10. Villard O, Breit L, Cimon B, Franck J, Fricker-

-Hidalgo H, Godineau N, et al. Comparison of four

DA, Petris AJ. Toxoplasmose na gestação: diagnóstico,

tratamento e importância de protocolo clínico.

Rev Bras Saúde Matern. Infant. 2007;7(4):381–386.

Revista NewsLab | Maio 2021

0 45


GESTÃO LABORATORIAL

GESTORES LABORATORIAIS:

PONTOS A PONDERAR!

Os dois últimos artigos que

escrevi ainda em 2021, trazem

os títulos “Laboratórios clínicos:

reengenharia ou morte!”

e “Reflexões sobre os impactos

da pandemia nos laboratórios

clínicos”. Enviei para alguns

amigos, postei em grupos de

WhatsApp e publiquei em periódico

do ramo e muitas redes

sociais. Pontualmente, os amigos

gostaram, elogiaram muito

etc., contudo, a repercussão não

passou disto. Me pergunto o

“porquê”. Certamente, a divulgação

foi ampla, várias mídias,

público direcionado, dentro

das técnicas que o bom marketing

recomenda, mas, insisto,

a repercussão foi pífia! Então,

outra probabilidade é de que o

conteúdo não foi bem escrito,

bem desenvolvido, ou ainda, o

tema não despertou interesse.

Talvez os gestores laboratoriais

não tenham tempo para estudar

os desafios da gestão laboratorial.

Há quem diga que hoje em

dia ninguém mais assiste vídeos

com mais de trinta segundos!

Pois bem, admitamos, somente

por hipótese e boa vontade, que

o conteúdo tenha sido bem desenvolvido,

por favor caro leitor,

só por mero exercício de bondade.

Então restam como causas

prováveis da pouca repercussão,

as seguintes: 1) O tema não despertou

interesse. 2) Os gestores

não têm tempo para assuntos

de gestão econômica e financeira

de seus laboratórios. Vamos

investigar a primeira causa suposta.

Os artigos trataram com

uma profundidade razoável,

diria até com a máxima extensão

que uma publicação desta

natureza permite, do tema que

envolve a sobrevivências dos

laboratórios clínicos. Analisaram

diversas ameaças, dentre

outras a inflação histórica dos

custos fixos, a aceleração dos

custos variáveis (de produção)

devido a pandemia da COVID –

19, a precificação dos exames

que, além de não aumentarem

de valor financeiro, nem mais

a estabilidade está garantindo,

pois na realidade, a queda nos

preços ocorre muitas vezes. Por

exemplo, nas concorrências (licitações)

públicas, com descontos

consideráveis na famigerada

tabela do SUS, quase sem alterações

há mais de duas décadas!

Também está se tornando

comum promoções de exames,

pacotes de exames a preços ridículos,

tática copiada de mercearias

de bairros, que respeito

pelas dificuldades enfrentadas,

mas, a mercadoria vendida, não

são “exames”. Creio que o produto

dos laboratórios exige uma

grande tecnologia agregada e

uma imensa responsabilidade

com as repercussões que os resultados

podem trazer para a

qualidade da saúde da população.

Os referidos artigos analisaram

também o comportamento

da concorrência aguerrida e,

muitas vezes, desleal que ocorre

atualmente no mercado das

análises clínicas. As ameaças dos

novos entrantes neste mercado.

Sejam eles de novos “players”

ou mesmo, novas tecnologias:

avanço dos “points of care”,

0 46

Revista NewsLab | Maio 2021


LANÇAMENTO

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GESTÃO LABORATORIAL

A Mobius Life Science trouxe para o Brasil o KIT VARIANTES

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molecular da estirpe selvagem e mais 3 variantes do SARS-

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caracterizadas pela tecnologia NGS (Sequenciamento de Nova

Geração). Os resultados permitiram diferenciar e identificar

todas as amostras com alta especificidade e precisão.

O kit foi avaliado com 94 amostras respiratórias previamente

caracterizadas pela tecnologia NGS (Sequenciamento de Nova

Geração). Os resultados permitiram diferenciar e identificar as

estirpes selvagem, britânica, brasileira/sul africana* em todas as

amostras com alta especificidade e precisão.

*As variantes Brasileira e Sul Africana são identificadas

em conjunto através da mesma sonda.

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Revista NewsLab | Maio 2021

Útil no monitoramento da frequência e distribuição

populacional dessas variantes

0 47


GESTÃO LABORATORIAL

miniaturização de amostras, telemedicina,

farmácias, clínicas

médicas, vieses dos laboratórios

de apoio etc. A pandemia da

COVID – 19 trouxe consigo algumas

oportunidades, tal como

um incremento na margem de

contribuição de exames específicos,

ajudando a equilibrar

temporariamente a queda no

volume de produção, todavia,

trouxe também coisas há pouco

tempo atras, impensáveis, que

aqui resumo tristemente num

sarcasmo: agora todo mundo

pode fazer exames em qualquer

lugar, sem os mínimos controles

de qualidade! Vejo com tristeza

que os laboratórios são cada vez

mais cobrados em termos de

exigências técnicas de qualidade.

Isto é correto, contudo, os

novos concorrentes (farmácias

& Cia) deveriam ser tratados de

forma igual. A cada um o que

lhe é de direito, na medida do

justo. Exames são coletados até

em postos de gasolina. Praticamente

qualquer profissional

pode fazer os exames ... as

Consultas Públicas 911 e 912 já

produziram nova RDC? Isto que

está ocorrendo no mercado das

análises clínicas tem aval oficial?

Eu, pessoalmente não sei

a resposta para esta questão

e, desde já peço desculpas pela

minha ignorância, se tudo isto já

está regulamentado! Se não estiver,

que ocorra a equiparação

de tratamento entre laboratórios

clínicos, farmácias, tendas

em estacionamentos, postos de

gasolina, motoboy e outros concorrentes

ou se locupletemos

todos! Os referidos artigos trataram

também das perspectivas

futuras dos pequenos e médios

laboratórios. Sua maior proteção,

que é a capilaridade, vantagens

competitivas e todo o

rol de ameaças, mas, sobretudo,

trataram de APRESENTAR SOLU-

ÇÕES PRÁTICAS, EXEQUÍVEIS E

RÁPIDAS para enfrentar todos

estes desafios e fortalecer a probabilidade

de um futuro melhor

e mais perene. Repetimos o dito

no início, a repercussão foi pífia.

Mas é assustador admitir que o

tema não tenha despertado interesse!

Vejamos então a segunda

causa suposta, a que propõe

que os gestores não têm tempo

para os assuntos da gestão econômica

e financeira dos seus la-

Desafios econômicos durante e pós pandemia?

Humberto Façanha

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0 48

Revista NewsLab | Maio 2021


oratórios. Inicialmente é justo

ponderar que talvez seja porque

o diagnóstico da situação esteja

errado, ou seja, os pequenos e

médios laboratórios clínicos estão

vivendo tempos maravilhosos,

com mercado sereno, alta

competitividade, baixo risco de

insolvência, alta lucratividade,

enfim, voando em céu de brigadeiro.

De fato, eu não tenho

dúvidas que existem nichos de

mercado extremamente privilegiados,

com alto valor de ticket

médio, concorrência branda,

preços dos exames impostos

pelo empresário. Contudo, tal

situação diminui gradativamente

e, chegará o dia em que a

concorrência aguerrida aportará

nos mais longínquos rincões,

derrubando os preços. Quem viver,

verá! Por conseguinte, se a

hipótese de mercado perene não

for verdadeira, então o tema dos

artigos deveria ter despertado

interesse nos gestores. Resta

para tentar explicar a falta de

interesse, a suposição de que os

gestores não tenham percebido

o real valor das propostas de

soluções para o desafio no qual

os pequenos e médios laboratórios

estão mergulhados. Uma de

extrema importância se resume

no aporte de gestão profissional

materializado nos sistemas

de tecnologia da informação

(TI), acessíveis à laboratórios

de qualquer porte, disponibilizados

pela Unidos Consultoria

e Treinamento, implantados via

internet e que exigem reduzido

volume de dados de entrada.

Esta solução já foi testada com

sucesso em mais de uma centena

de laboratórios, em todas

as regiões do País. Mas o que

isto representa? Menos de 1%

(um por cento) dos laboratórios

do Brasil! Concluo contando

uma pequena fábula. Havia há

muitos anos, em uma pequena

ilha remota, perdida no meio

de um vasto oceano, um idoso

senhor solitário. Já quase no

fim de sua vida, aportou na ilha

um viajante, que ficou impressionado

com o imenso bananal

que cobria quase toda a extensão

territorial, mas as bananas

estavam apodrecendo e, paradoxalmente,

o senhor idoso era

muito magro, já evidenciando

os primeiros sinais de desnutrição.

Perguntou então, o viajante:

por que o senhor não se

alimenta das bananas que existem

em abundância na ilha? E,

a resposta foi estarrecedora:

elas são comestíveis? Reflexão

proposta aos gestores laboratoriais,

um último ponto para

ponderar: talvez as bananas sozinhas

não sirvam para garantir

a sobrevivência, mas, certamente,

ajudam!

Esperando termos contribuído

para os negócios na área das

análises clínicas, nos despedimos

até a próxima edição da revista

NewsLab.

Boa sorte e sucesso!

Humberto Façanha

51-99841-5153

humberto@unidosconsultoria.com.br

www.unidosconsultoria.com.br

*Humberto Façanha da Costa Filho

Professor e engenheiro, atualmente é articulista e consultor financeiro

da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas

(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor

do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA),

curso de Pós-Graduação em Análises Clínicas.

www.unidosconsultoria.com.br

GESTÃO LABORATORIAL

Revista NewsLab | Maio 2021

0 49


MATÉRIA DE CAPA

0 50

Revista NewsLab Edição 165 | Maio 2021


DB DIAGNÓSTICOS COMPLETA UMA

DÉCADA DE HISTÓRIA

Laboratório mantém crescimento e pretende injetar

R$75 milhões no negócio em 2021

MATÉRIA DE CAPA

Desde que o laboratório de apoio Diagnósticos

do Brasil surgiu no mercado,

há 10 anos, seu crescimento

foi constante e marcado, em todos os

anos, com muita vitória. Em cada dia

dessa história, o DB pôde celebrar

pequenas e grandes realizações. São

muitas conquistas que impulsionaram

o laboratório a se desenvolver ainda

mais. Com isso, os frutos foram colhidos

mesmo em tão pouco tempo de

jornada. São recordes de exames analisados

em um dia ou ao mês, a liderança

no setor de apoio laboratorial e

a consolidação no mercado nacional.

como consultoria financeira, apoio aos

materiais de Marketing, capacitação

dos clientes e apoios jurídicos.

Com isso, o DB foi ganhando potência

e conquistando os clientes. Com

atualizações constantes no leque de

exames ofertados e assegurado por

certificados e acreditações de qualidade,

o laboratório recebeu cada vez

mais a confiança dos parceiros. Agora,

em 2021, a empresa dá mais um passo

grande e traz a tecnologia avançada

do futuro para o presente.

E isso se deve a muito trabalho. Ao

longo desses 10 anos, o laboratório

investiu muito. Houve o aumento da

capacidade produtiva, a expansão do

parque tecnológico, a ampliação de

infraestrutura, além de capacitação

de colaboradores. O DB também atuou

de forma estratégica no mercado,

descentralizando áreas de análises

especializadas; agindo fortemente no

atendimento técnico e no científico

e oferecendo serviços agregados que

outros laboratórios não ofertavam,

Tobias Thabet Martins, Diretor-Comercial do DB

2021 é um ano de renovação para nós. É o nosso aniversário de 10 anos e temos

muito orgulho da nossa trajetória. Sempre inovamos e investimos para trazer

soluções aos nossos parceiros. Desta vez, não será diferente. Serão 75 milhões

de investimentos em estrutura, capacidade de produção, e, principalmente, em

soluções digitais. Um grande movimento que faz o DB dar um passo largo em

direção à evolução tecnológica.

Comenta Tobias Thabet Martins, um dos Fundadores do DB Diagnósticos e Diretor-Comercial do Laboratório.

Revista NewsLab Edição | Maio 2021 0 51


MATÉRIA DE CAPA

No ano dos 10 anos de DB, o laboratório

de apoio insere mais 75 milhões de reais

nos negócios: “2021 é um ano de renovação

para nós. É o nosso aniversário

de 10 anos e temos muito orgulho da

nossa trajetória. Sempre inovamos e

investimos para trazer soluções aos

nossos parceiros. Desta vez, não será

diferente. Serão 75 milhões de investimentos

em estrutura, capacidade

de produção, e, principalmente, em

soluções digitais. Um grande movimento

que faz o DB dar um passo largo

em direção à evolução tecnológica”,

comenta Tobias Thabet Martins, um dos

fundadores do DB Diagnósticos e diretor-comercial

do laboratório.

O DB surgiu de uma ideia inovadora:

ser um laboratório exclusivamente de

apoio, um negócio arriscado, já que

dependeria somente das demandas dos

parceiros. Por outro lado, havia uma

lacuna no mercado, em que laboratórios,

clínicas e hospitais contavam com o

apoio de empresas grandes, que eram,

ao mesmo tempo, seus concorrentes.

“Quando o DB surgiu, o mercado era

dominado por grandes laboratórios e

marcas tradicionais. Mas, como toda

nova empresa, chegamos cheios de novas

ideias e vontade de fazer diferente.

Foi assim que crescemos rapidamente

e nos tornamos líderes em apoio laboratorial.

Nosso novo jeito de pensar,

unindo atendimento, performance e

eficiência, mudou para sempre o mercado

da Medicina Diagnóstica no Brasil.”,

explica Tobias.

Aos poucos, o DB foi ganhando o país,

levando exames de alta complexidade

para regiões mais distantes e democratizando

o acesso à saúde. Apesar de

algumas dificuldades encontradas, a

Dr. Antônio Fabron, Diretor-Geral do DB

empresa sempre se moldou aos novos

fluxos e modelos de gestão. Entretanto,

foi em 2020 que encontrou um desafio

maior, com a pandemia do coronavírus.

O ano de 2020 iniciou com grandes

promessas para o DB. Já havia uma

previsão no aumento dos números

de exames realizados, uma vez que,

no ano anterior (2019), o grupo havia

expandido sua sede matriz para uma

megaunidade, atingindo a capacidade

produtiva de 15 milhões de exames

mensais. Porém, com a avalanche da

Covid-19, o DB deixou grande parte

do planejado de lado e concentrou as

forças nas realizações dos testes que

fazem a detecção da doença. Foi um

período em que a procura pelos testes

eram enormes. Em contrapartida, era

preciso se reinventar, já que faltava

matéria-prima básica e mão de obra. O

ano não foi fácil, com destaque para a

sede dedicada a exames moleculares, o

DB Molecular. A filial realiza os exam-

es RT-PCR, que faz a detecção do vírus

por meio do seu RNA, principal teste

para a descoberta da Covid-19. Com a

alta procura, o laboratório ampliou sua

capacidade de produção, chegando ao

aumento de 300%.

Ainda assim, o DB Diagnósticos apontou

um crescimento de 23% no ano de

2020, na contramão do mercado brasileiro.

“Essa capacidade de adaptação,

que faz parte de quem somos, ficou

ainda mais evidente em 2020. Evoluímos

com mais rapidez por conta do

contexto global trazido pela pandemia

da Covid-19 e desenvolvemos novos

processos e técnicas para atender a

uma demanda inesperada e urgente. A

transformação e a necessidade nos impulsionaram

mais uma vez em direção

ao novo. A agilidade e a capacidade de

adaptação provaram que são tão ou

mais importantes que a tradição, e a

relevância da terceirização de exames

se tornou ainda mais evidente. Diante

0 52

Revista NewsLab Edição 165 | Maio 2021


UM NOVO DB PARA MAIS 10 ANOS

do caos, evoluímos, nos reinventamos

e fortalecemos nossas parcerias. Isso é

apoio.”, comenta Dr. Antônio Fabron Junior,

fundador e diretor-geral do DB. E

para marcar o ano, no mês de setembro

de 2020, o laboratório bateu o recorde

de 9 milhões de exames realizados em

um único mês e, já no mês seguinte,

em outubro, o número saltou para 10

milhões de exames dedicados exclusivamente

ao apoio laboratorial.

Agora, com um olhar no futuro e completando

dois anos de liderança no

mercado de apoio laboratorial, o DB

lança sua nova marca, uma nova identidade

visual que traz consigo um novo

posicionamento e novas atitudes. “Não

é apenas uma nova identidade visual

ou uma nova marca, mas sim uma nova

forma de pensar, de encarar o nosso

negócio. No DB, nós somos movidos

pela evolução e, por isso, queremos que

todos façam parte desse movimento

com a gente”, diz o diretor-comercial do

DB, Tobias Thabet Martins.

As mudanças também são visuais. A

nova logomarca do DB se transforma

em um símbolo que remete ao infinito,

trazendo o conceito de uma marca

contínua, duradoura e ilimitada.

A cor principal continua a mesma, o

verde-água apenas ganha uma nova

tonalidade e vem acompanhada agora

do azul. Não só a marca “mãe” do

DB ganha uma nova roupagem, mas

também as unidades dedicadas, como

o DB Molecular, que segue os traços

fluidos da marca principal, mas remetendo

o desenho de um DNA.

Acompanhando as alterações, as marcas

DB Patologia e DB Toxicológico

também se renovam. O DB Patologia,

sede que realiza, basicamente, exames

que fazem diagnósticos de câncer, por

meio de métodos, como Imuno-histoquímica

e Citopatologia, também

teve alteração na tonalidade do tradicional

rosa, e seu formato faz menções

às células do tecido humano, quando

vista de um microscópio. O DB Toxicológico,

que se dedica aos exames de

Larga Janela de Detecção e de Toxicologia

Ocupacional, foi repaginado totalmente

na sua identidade visual, com

uma nova cor, trazendo um laranja mais

vivo e um símbolo que faz referências

às ligações químicas.

MATÉRIA DE CAPA

A empresa se posiciona agora, não somente

como um laboratório de apoio,

mas sim como uma empresa de tecnologia.

Para os próximos 10 anos, os

negócios pretendem expandir para

além, entrando na era digital. O foco é

implementar uma cultura mais hi-tech,

com esforços em gerenciamento de dados,

estratégias digitais, inteligência de

mercado e inteligência artificial.

Nossa nova marca representa a consolidação de um novo DB,

que não parou nunca de evoluir e está pronto para seguir

em frente. Ao mesmo tempo, sabemos que fatores, como

compromisso, respeito, agilidade e confiança, são alicerces do

nosso negócio. São eles que devem guiar o caminho para tudo

o que fizermos nos próximos 10, 20 ou 30 anos, assim como

nos guiaram com sucesso até aqui.

Complementa Dr. Fabron, Diretor-Geral do Laboratório.

Revista NewsLab Edição | Maio 2021 0 53


MATÉRIA DE CAPA

Mas o aniversário não traz só a mudança de

marca. Os planos para 2021 são arrojados.

Além do grande projeto de transformação

digital, o objetivo esse ano é chegar à capacidade

produtiva de 20 milhões de exames.

Para isso, haverá expansão física, ultrapassando

a marca de 35 mil metros quadrados.

O DB impressiona desde seu início até hoje,

por ser uma empresa sólida e avançar junto

com seus parceiros, sem nunca ter deixado

de cumprir o seu objetivo, mesmo com tanto

crescimento: ser 100% o apoio e a extensão

do laboratório de seus clientes. Agora o DB

assume um compromisso com a inovação, a

ciência e a tecnologia.

A transformação é contínua para um laboratório

que não tem fronteiras quando o

assunto é evolução.

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Nosso atual posicionamento abraça a evolução, a

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0 54

Revista NewsLab Edição 165 | Maio 2021


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RADAR CIENTÍFICO

DOENÇA DE CHAGAS NOS EUA:

O QUE SABEMOS E O QUE NÃO SABEMOS.

FONTE: WWW.ASM.ORG

AUTORES: DR. PAULA STIGLER GRANADOS IS AN ASSISTANT PROFESSOR IN THE SCHOOL OF HEALTH ADMINISTRATION AT TEXAS STATE UNIVERSITY.

DR. RODNEY ROHDE, PH.D., IS THE ASSOCIATE DIRECTOR OF THE TRANSLATIONAL HEALTH RESEARCH INITIATIVE AT TEXAS STATE UNIVERSITY.

O que é doença de Chagas

e por que mais pessoas não

sabem disso?

A doença de Chagas é uma infecção

parasitária com risco de vida,

causada pelo protozoário Trypanosoma

cruzi (T. cruzi). É endêmico

em grande parte das Américas, do

sul dos Estados Unidos à Argentina

e Chile. Carlos Chagas, um bacteriologista

brasileiro, é creditado

com a descoberta moderna da

doença de Chagas em 1908. Hoje,

existem cerca de 8 milhões de

pessoas vivendo com a doença de

Chagas em todo o mundo, e mais

de 10.000 mortes por ano podem

ser atribuídas a este problema significante

de saúde pública .

todo o mundo. Estima-se que haja

pelo menos 230.000 pessoas vivendo

com a doença de Chagas nos

Estados Unidos, muitas das quais

não estão conscientes de que estão

infectadas.

Tanto o parasita quanto o inseto

vetor, os triatomíneos, estão presentes

no sul dos Estados Unidos,

com potencial de transmissão local.

No Texas, por exemplo, onde a doença

de Chagas é notificável, foram

observados 126 casos entre 2013

e 2018, sendo 26 deles contraídos

localmente. Apesar disso, a maioria

das pessoas, incluindo profissionais

de saúde, não sabe que essa doença

existe mesmo nos EUA.

Existem barreiras significantes

para uma resposta adequada de

saúde pública à doença de Chagas

nos Estados Unidos. Alguns desses

A distribuição geográfica da doença

de Chagas mudou substancialmente

nas últimas décadas. Originalmente

encontrada principalmente em áreas

rurais da América Latina, no entanto,

devido às migrações globais,

muitas pessoas com a doença agora

vivem em grandes áreas urbanas em

0 56

Revista NewsLab | Maio 2021


fatores incluem: 1) consciência limitada

por parte dos profissionais

de saúde e do público em geral, 2)

problemas sistêmicos com acesso

a cuidados de saúde adequados

em populações de baixa renda,

3) complicações diagnósticas e 4)

falta de dados epidemiológicos e

vigilância. No entanto, o simples

conhecimento da doença nos Estados

Unidos parece ser a maior

barreira. O Dia Mundial da Doença

de Chagas foi criado para trazer à

luz essa doença negligenciada e

difundir a conscientização. Iniciado

em 2017, foi adotado como um dia

anual de conscientização em 14 de

abril pela Organização Mundial da

Saúde a partir de 2020.

Como a doença de Chagas é

transmitida?

Ellen Dotson está segurando um

triatomíneo (especificamente Triatoma

pallidipennis), pousado em

seu dedo enluvado. Também conhecido

como 'barbeiro', o inseto

ganha esse apelido por causa de

sua tendência a morder o rosto

de vítimas humanas adormecidas

para se alimentar de sangue.

A doença de Chagas é transmitida

por várias vias, mas principalmente

por meio de insetos triatomíneos,

também conhecidos como percevejos.

O parasita T. cruzi é encontrado

no intestino grosso de uma variedade

de espécies de triatomíneos nas

Américas do Sul, Central e do Norte.

Esses insetos se alimentam à noite

de sangue de animais, assim como

de humanos, e têm uma mordida

relativamente indolor. Se um triatomíneo

infectado defecar enquanto

se alimenta, pode transmitir o parasita

por meio de suas fezes. Quando

a pessoa ou animal que foi mordido

(geralmente ainda dormindo) coça a

picada ou esfrega a área, eles podem

introduzir acidentalmente fezes de

triatomíneos contaminadas com T.

cruzi em sua corrente sanguínea. A

doença também pode ser transmitida

de várias outras formas, como por via

oral através do consumo de alimentos

ou bebidas contaminados com fezes

de triatomíneos, de mães infectadas

para seus filhos durante a gravidez,

transfusões de sangue e transplantes

de órgãos, acidentes de laboratório e

compartilhamento de seringas.

RADAR CIENTÍFICO

Revista NewsLab | Maio 2021

0 57


RADAR CIENTÍFICO

Quais são os sintomas da

doença de Chagas?

A doença de Chagas é dificil de ser

diagnosticada clinicamente porque

é geralmente assintomática ou leve

até que seja tarde demais para o

tratamento. A fase aguda, que começa

vários dias após a infecção, é

geralmente assintomática ou com

sintomas leves de gripe e dura cerca

de 8 a 10 semanas. Após a fase aguda,

a pessoa entra na fase crônica da

doença. Existem 2 fases possíveis da

doença crônica, a fase indeterminada

(ou assintomática) e a fase determinante

(ou sintomática). Cerca de 70-

80% das pessoas permanecerão assintomáticas

por toda a vida e nunca

A maioria das pessoas com doença

de Chagas não sabe que está

infectada; no entanto, uma vez que

os sintomas crônicos perceptíveis

se desenvolvam, provavelmente

seja tarde demais para o tratamento.

O desafio é identificar as pessoas

com a infecção o mais cedo possível

para que recebam os devidos

cuidados. Tem havido algum sucesso

com o transplante de coração

para cardiomiopatia progressiva da

doença de Chagas crônica. No entanto,

devido à imunossupressão

necessária para um transplante,

a reativação dos parasitas T. cruzi

provavelmente ocorrerá e deve ser

monitorada de perto.

Na fase aguda, a doença de Chagas

pode ser diagnosticada por meio

da observação direta do parasita

no sangue periférico. No entanto, a

maioria das pessoas é testada durante

a fase crônica, o que requer

sorologia positiva em pelo menos

2 testes diferentes para ser confirmada

como um diagnóstico positivo

(um único teste não é sensível ou

específico o suficiente para confirmar

um diagnóstico). Os testes

mais comuns incluem ensaios de

imunoabsorção enzimática (ELISA)

e testes de anticorpos imunofluorescentes

(IFA). Existem vários

algoritmos disponíveis para os profissionais

de saúde determinarem o

melhor processo de diagnóstico de

desenvolverão sintomas relacionados

a Chagas. No entanto, estima-se

que 20-30% das pessoas infectadas

Como a doença de Chagas é

diagnosticada e tratada?

seus pacientes. Os Centros de Controle

de Doenças (CDC) devem ser

sempre consultados para confirmar

desenvolverão problemas de saúde

anos a décadas depois, que costumam

ser fatais. Os sintomas mais

comuns neste estágio sintomático

A fotomicrografia com aumento de

1000x de um esfregaço de sangue

corado com Giemsa revelou a pre-

um diagnóstico positivo.

O benznidazol e o nifurtimox são

atualmente os únicos medicamen-

tardio são cardíacos e incluem anor-

sença de um protozoário parasita

tos disponíveis para o tratamento

malidades de condução (arritmias),

Trypanosoma cruzi, o agente causa-

da doença de Chagas. Inicialmente,

insuficiência cardíaca e morte súbita.

dor da doença de Chagas.

eles só podiam ser obtidos por meio

0 58

Revista NewsLab | Maio 2021


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RADAR CIENTÍFICO

do CDC, mas os dois medicamentos

agora são aprovados pelo FDA e estão

totalmente disponíveis nos EUA,

da doença de Chagas só acontece

para doações de sangue, e geralmente

apenas para doadores de

rica Central e México. Além disso,

qualquer pessoa que nasceu de

uma mãe que viveu em regiões al-

seja online ou em uma farmácia.

sangue pela primeira vez. A triagem

tamente endêmicas pode estar em

Ambos os medicamentos estão atu-

na atenção básica é provavelmen-

risco de transmissão congênita e

almente aprovados para uso apenas

te a melhor forma de enfrentar o

pode querer fazer o teste. Aqueles

em crianças; no entanto, o uso des-

subdiagnóstico atual da doença nos

que não se enquadram nesta cate-

ses medicamentos fora da faixa etá-

Estados Unidos, uma vez que a tria-

goria, mas que viveram no sul dos

ria aprovada deve ser baseado em

gem de doações de sangue prova-

Estados Unidos e passaram muito

um diagnóstico clínico feito por um

velmente subrepresenta o segmen-

tempo ao ar livre acampando ou

provedor de saúde que o prescreve.

to socioeconomicamente vulnerável

caçando, ou moraram em casas

Uma vez que o paciente tenha re-

da população com doença de Cha-

mal construídas, também podem

cebido um diagnóstico confirma-

gas. Além disso, o rastreamento

considerar o teste. Isso é especial-

do pelo CDC, ele deve ser avaliado

generalizado de mulheres grávidas

mente verdadeiro se a pessoa for

posteriormente para determinar se

em risco pode ser implementado

capaz de identificar prontamente

o tratamento com qualquer um des-

como parte dos cuidados obstétri-

os percevejos beijadores como um

ses medicamentos é uma opção.

cos. Existem recursos e treinamen-

inseto que eles viram antes ou em

tos disponíveis para profissionais

torno de suas áreas de dormir.

Quem deve ser rastreado

de saúde aprenderem mais sobre a

para a doença de Chagas

doença de Chagas e atender melhor

Existe uma necessidade de au-

e como podemos fazer um

sua população de pacientes.

mentar o rastreamento da doença

trabalho melhor para salvar

de Chagas em todos os Estados

vidas?

Nem todo mundo corre risco de

Unidos, no entanto, atender a essa

contrair a doença de Chagas. Atu-

necessidade exigirá mais cons-

Testes e triagens proativos e inicia-

almente, a Organização Pan-A-

cientização por parte dos profis-

dos pelo provedor de saude podem

mericana da Saúde (PAHO) reco-

sionais de saúde.

fazer uma diferença significativa no

tratamento da doença de Chagas

antes que seja tarde demais. Atualmente,

o rastreamento sistemático

menda a triagem de pessoas que

nasceram ou viveram mais de 6

meses em regiões altamente endêmicas,

como América do Sul, Amé-

Referencias:

https://www.cdc.gov/parasites/chagas/gen_

info/vectors/index.html

https://phil.cdc.gov/Details.aspx?pid=3014

https://phil.cdc.gov/Details.aspx?pid=22497

0 60

Revista NewsLab | Maio 2021


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RADAR CIENTÍFICO

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RADAR CIENTÍFICO II

O TESTE SOROLÓGICO PARA SARS-COV-2

EM MEIO AO CENÁRIO DA VACINAÇÃO

Posicionamento da Siemens Healthineers

O teste sorológico para SARS-CoV-2 será potencialmente benéfico e até mesmo necessário na avaliação

da eficácia da vacina, o qual desempenhará um papel fundamental na promoção da saúde

pública. A Siemens Healthineers apoia o monitoramento das vacinas com ensaios sorológicos que

detectam os anticorpos da classe IgG contra SARSCoV-2, com objetivo de (1) estabelecer um limite

para proteção ou imunidade, (2) confirmar uma resposta inicial de anticorpos neutralizantes logo

após a vacinação (aproximadamente em 3-4 semanas após cada dose), e (3) rastreamento dos níveis

de anticorpos (em aproximadamente 3, 6 e 9 meses e anualmente) após a vacinação.

Um ensaio sorológico automatizado e escalonável no contexto da vacinação deve incluir características

técnicas essenciais para garantir o uso eficaz: detectar anticorpos da classe IgG neutralizantes

dirigidos a proteína spike no domínio de ligação ao receptor (S1-RBD), alta especificidade (≥99,5%)

e resultados quantitativos.

Introdução

Na prática clínica, o teste quantitativo

de anticorpos para avaliar a

necessidade de vacinação é comum,

especialmente em casos como da

vacinação contra a hepatite B, em

que o limite da superfície do antígeno-anticorpo

neutralizante associado

à imunidade é desconhecido. 1

Em estudos de base populacional,

o teste de anticorpos para SARS-

-CoV-2 identificou uma porcentagem

significativa da população com

uma resposta imune ao vírus, mas

não diagnosticada com COVID-19. 2-6

O principal teste sorológico laboratorial

disponível comercialmente

possui custo relativamente baixo e

pode, frequentemente, ser de alto

rendimento, com resposta rápida

e de amplo acesso a população. Os

ensaios com especificidade muito

alta (≥99,5%), particularmente

em condições de baixa prevalência

da doença, são essenciais para

as campanhas de vacinação, tanto

para identificar as populações vulneráveis

quanto para avaliar uma

resposta bem-sucedida em grandes

populações. 7,8

Conforme visto durante esta pandemia,

para outros tipos de testes

de SARS-CoV-2, como PCR, a disponibilidade

acessível e em grande

escala é a chave para garantir

que as necessidades da população

possam ser atendidas. Embora o

teste de imunidade associada aos

anticorpos do SARS-CoV-2 ainda

aguarde os resultados da fase 3

dos ensaios clínicos da vacina e

outros conjuntos de dados, extensos

dados apoiam um papel de

proteção aos anticorpos neutralizantes

na infecção. 9-17

0 62

Revista NewsLab | Maio 2021


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Siemens Healthineers sCOVG

Detecção Quantitativa de Anticorpos Neutralizantes

na COVID-19

Qualidade

Seleção inteligente do antígeno

S1 RBD para detectar anticorpos

neutralizantes que bloqueiam a

entrada do vírus nas células

Avaliação de

resposta às

vacinas

...........

......................

Qualificação de

doadores de

plasma

convalescente

...........

Monitoramento

dos níveis de

anticorpos

neutralizantes

*Disponível nas plataformas Atellica IM, Advia Centaur CP, XP, XPT

**A disponibilidade do produto pode variar de país para país e está sujeita a variações

de regulamentação. Por favor, contate seu representante local para saber mais.


RADAR CIENTÍFICO II

Estudos de infecções naturais indicam

uma diversidade nos níveis e

duração da resposta dos anticorpos

neutralizantes, com níveis decrescentes

ao longo do tempo, potencialmente

levando à reinfecção. 17-26

Consequentemente, o teste é essencial

para distinguir o sucesso da resposta

a vacina e detectar o declínio

de anticorpos após a infecção natural.

27-29 Os fatores que influenciam a

probabilidade de uma resposta robusta

de anticorpos neutralizantes

não são bem definidos, mas foram

associados a imunocompetência,

idade e gravidade da doença. 27,30,31

Os dados existentes indicam que

níveis detectáveis de anticorpos

neutralizantes circulantes são necessários

para proteção, embora o

papel das células B de memória e/

ou das células T ainda estarem sob

investigação.

Considerações

Imunidade mediada por anticorpos

As respostas imunes aos patógenos

são diversas e envolvem elementos

adaptativos e inatos. 32,33 A

imunidade adaptativa é específica

ao patógeno e mediada principalmente

por células B e T. A imunidade

humoral é impulsionada por

células B que produzem anticorpos

(muitas vezes auxiliados por células

T que secretam citocinas específicas).

Com muitos patógenos, os

anticorpos são os que garantem um

efeito protetor, particularmente se

eles podem bloquear (neutralizar) a

entrada viral. 34 Como a neutralização

viral mediada por anticorpos é

frequente (ainda que nem sempre)

uma correlação entre imunidade

protetiva in vivo e níveis específicos

de anticorpos deve ser estabelecido.

Um número crescente de dados

apoia o potencial de neutralização

de anticorpos para conferir proteção

contra o SARS-CoV-2. 9-17,35-37

Isso inclui demonstrações in vitro

da neutralização de anticorpos e

evidências in vivo em uma variedade

de modelos experimentais em

animais desafiados pelo vírus vivo.

Embora existam dados conflitantes

sobre a duração dos anticorpos

Figura 1. Principais pontos temporais para o teste de sorologia para avaliar a resposta

imune inicial do anticorpo e a duração pós-vacinação.

0 64

Revista NewsLab | Maio 2021


neutralizantes após a infecção por

SARS-CoV-2, conjuntos de dados

crescentes sugerem persistência

superior a 3 meses na maioria

das infecções, incluindo as leves e

moderadas. 17,20,21,24,38-41 Como a produção

de anticorpos neutralizantes

induzida pela vacina se mostra eficaz,

a avaliação dos níveis de anticorpos

neutralizantes para identificar/confirmar

um limiar de proteção

será vital no estabelecimento de

ampla imunização populacional.

Aplicações de testes sorológicos

relacionados a vacina

Os testes sorológicos relacionados

à vacinação podem ser utilizados

em diversos momentos. Os estudos

clínicos em andamento, para

as vacinas recentemente autorizadas

e vacinas em desenvolvimento,

estão utilizando os títulos obtidos

nos testes sorológicos de anticorpos

neutralizantes para avaliar a eficácia.

15,16,27,37,42-57 Esses estudos estão

avaliando a imunogenicidade dos

anticorpos neutralizantes em resposta

à administração da vacina ao

longo do tempo, o que será necessário

para informar a proteção mediada

por anticorpos. Um estudo de

modelagem avaliando estratégias

de priorização de vacinas demonstrou

que pode haver valor na união

do teste de sorologia com a vacinação

em áreas com maior soroprevalência

de SARS-CoV-2. 58 Como as

vacinas atuais requerem um regime

de duas doses para estimular amplamente

os níveis de anticorpos

neutralizantes, teste sorológico

mede uma resposta eficaz aproximadamente

3-4 semanas após cada

dose. 37,59 Por conveniência logística,

em muitos locais, o teste sorológico

pode ser realizado durante a visita

da administração da segunda dose

da vacina. O teste quantitativo periódico

de anticorpos pós-vacinação,

após aproximadamente 3, 6 e

9 meses, confirmaria a persistência

de anticorpos em níveis suficientes

para a neutralização do vírus (Figura

1). Inicialmente, são necessários

dados adicionais sobre a duração

da proteção mediada por anticorpos

entre as populações e, testes

de longo prazo, podem ser focados

em populações específicas com risco

conhecido de baixa imunidade.

O momento apropriado do uso do

teste sorológico seria otimizado e

refinado conforme necessário. Um

limite definido por sorologia (de

qualquer infecção natu-ral ou vacinação)

continua a ser uma necessidade

fundamen-tal, a periodicidade

de medição dos testes sorológicos

ofereceria dados adicionais sobre os

padrões das respostas mediadas por

anticorpos para determinar a utilização

de testes de sorologia. Testes

quantitativos a prazos mais longos

para níveis decrescentes de anticorpos

de proteção, como por meio de

testes anuais, informam a necessidade

de revacinação.

Alvos de anticorpos e neutralização

Os testes de anticorpos para SARS-

-CoV-2 disponíveis comercialmente

possuem diversos alvos, incluindo

a proteína do nucleocapsídeo (N),

spike (regiões S1 e S2), S1 e S1-

RBD. 39-63 Evidências in vitro e de estudos

de modelos animais apoiam

um mecanismo de neutralização

do vírus por anticorpos da glicoproteína

spike, principalmente por

meio da inibição do reconhecimento

ao receptor da célula hospedeira

ACE2. Embora vários epítopos-anticorpos

spike neutralizantes específicos

tenham sido identificados

(em ambos S1 e S2), a maioria tem

como alvo o S1-RBD, uma vez que

esses anticorpos podem interferir

com o reconhecimento e ligação ao

ACE2. 9-11,17,38 Uma vez que tanto os

ensaios direcionados a spike total

RADAR CIENTÍFICO II

Revista NewsLab | Maio 2021

0 65


RADAR CIENTÍFICO II

quanto a S1 incluem a região RBD,

eles podem indicar, mas não identificar

especificamente, a presença

de anticorpos neutralizantes associados

a RBD. Os ensaios específicos

de S1-RBD são provavelmente

vantajosos sobre a spike S1 e total,

especialmente se estiver usando um

ensaio quantitativo, uma vez que

anticorpos neutralizantes versus

anticorpos de ligação podem ser

associados e, portanto, uma melhor

correlação com a imunidade. Embora

nem todos os anticorpos RBD

sejam igualmente neutralizantes,

o RBD é identificado como a fonte

imunodominante. A análise de esgotamento

indica uma estimativa

de que ~90% dos anticorpos neutralizantes

conhecidos tem como

alvo os epítopos dentro do RBD. 10,17,35

Enquanto os dados atuais sobre vacinas

S1-RBD não indicam a necessidade

de mudanças no projeto da

vacina, as vacinas de segunda geração

podem usar um conjunto mais

amplo de alvos antigênicos.

Análises quantitativos versus

qualitativos

Os atuais ensaios qualitativos de

anticorpos para SARS-CoV-2 têm

um cutoff definido com base na

presença/ausência de resposta

imune, em vez de um valor limite

com base no nível de anticorpos e

neutralização do vírus. Portanto,

eles fornecem apenas uma indicação

de “sim” ou “não” de uma resposta

à infecção. A quantficação de

anticorpos neutralizantes permite a

identificação de um limiar de imunidade,

sobre os quais os individuos

com valores acima tem alta probabilidade

de estarem protegidos e os

individuos com valores abaixo que

possuem suscetibilidade à doença.

Alguns ensaios de anticorpos totais

e IgG quantitativos para a proteína

spike (incluindo S1-RBD) já estão

disponíveis comercialmente.64-67

A quantidade de anticorpos para

o SARS-CoV-2 pode decair rapidamente

e em diferentes taxas para

diferentes epítopos,18,19,20,22,24

portanto a quantificação rapidamente

pode confirmar a imunidade

ou necessidade de atenção. Testes

quantitativos são ferramentas valiosas

para o estabelecimento de

um limiar de proteção, assim como

a resposta inicial à vacinação e monitoramento

de níveis de anticorpos

ao longo do tempo.

Vacinas e sua eficácia nos testes

clínicos atuais

Na fase 3 de testes de vacina, proteção

à doença (imunidade), pode

ser demonstrada relativamente em

comparação ao grupo placebo apesar

de uma incidência finita de infeccção

em sujeitos vacinados. Uma

vacina poderia atingir significância

estatística para proteção à doença,

mesmo sem incidência significativa

da doença no grupo vacinado. 68

Mesmo com a alta eficácia, uma

proporção desses inoculados não

teriam proteção ante a doença.

Acesso a falha ou diminuição nos

níveis de soroconversão nos vacinados

mais sucetíveis é um parâmetro

crítico com implicações no cuidado

com o paciente, gerenciamento da

população e políticas públicas. 5,69

Dados dos testes iniciais das vacinas

serão limitados a populações e padrões

específicos. Dados adicionais

em relação a respota do anticorpo e

sua duração serão necessários para

auxiliar na determinação da eficácia

da vacina em populações maiores

e mais diversas, para determinar

sua eficácia em contextos variados

como etnias, nível de carga viral exposto

e força do sistema imune. A

0 66

Revista NewsLab | Maio 2021


RADAR CIENTÍFICO II

maioria das vacinas em desenvolvimento

publicadas até então incluem

ou são baseadas somente na proteína

spike, com os anticorpos spike

ou específicos RBD servindo como

a fonte de eficácia, em conjunto

com elementos da resposta celular.

Neste cenário, a infecção natural

pode ser monitorada por testes

para anticorpos para a proteína N.

Contudo, testes para anticorpos

quantitativos S1-RBD seriam os

métodos preferênciais para o acesso

aos níveis relativos à suceptibilidade

seguido de vacinação, devido a

sua correlação com neutralização e

proteção. Mais dados em relação as

vacinas e resposta de anticorpos em

pacientes já soropositivos são necessárias

para determinar padrões

de resposta em uma população de

anticorpos mais diversa.

Resumo

Para permitir uma estratégia de

vacinação efetiva, a Siemens Healthineers

é a favor do uso de

testes automatizados de sorologia

para o SARS-CoV-2, para

ajudar a confirmar a eficácia.

Ensaios de sorologia devem possuir

características apropriadas para suprir

a necessidade em relação às vacinas:

• Resultados quantitativos

• Detecção de anticorpos IgG

neutralizantes S1-RBD

• Alta especificidade (≥99.5%)

Testes de sorologia podem monitorar

a utilização de vacinas

e o status de proteção de múltiplas

conjunturas:

Além disso, testes quantitativos de

anticorpos neutralizantes podem

auxiliar na determinação do limiar

de anticorpos para a imunidade/

suceptibilidade ao SARS-CoV-2

e fornecer dados relevantes para

entender a resposta de anticorpos

facilitada pela vacina e a duração

em populações não inclusas nos

estudos iniciais de vacinas. A sorologia

é necessária para a determinação

da eficácia das vacinas e é

capaz de atender as necessidades

de testes de alta escala. Garantir

a efetividade das vacinas é crucial

na promoção da saúde pública,

incluindo a priorização das populações

mais vulneráveis no caso de

disponibilidade limitada de vacinas

e também no acesso a uma proteção

suficiente e durável.

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RADAR CIENTÍFICO II

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Revista NewsLab | Maio 2021

0 69


MINUTO LABORATÓRIO

RESULTADOS CRÍTICOS

Por Fábia Bezerra.

Sabemos que valores críticos

de exames laboratoriais se não

comunicados à tempo, podem

comprometer a conduta médica.

Segundo a literatura, dois terços

dos resultados críticos resultam

em alguma mudança na conduta

terapêutica.

Nenhuma Norma estabelece os

parâmetros e intervalos de tempo

a serem considerados para notificação,

contudo, é um procedimento

previsto nos programas de

Acreditação laboratorial e é o laboratório

que tem a responsabilidade

de definir a lista dos exames

e seus respectivos valores críticos,

descrevendo inclusive, o fluxo de

comunicação a ser seguido.

O intervalo de comunicação é

definido por cada Instituição. Algumas

preconizam o reporte do

mesmo analito crítico todas as

vezes que ele se repetir – mesmo

que o corpo clinico já tenha ciência

do quadro. Outros profissionais

acordam o reporte do primeiro resultado

crítico e os subsequentes

informam em sistema ou em nota

no laudo. A decisão desta manobra

deve ser bem definida e difundida

entre os profissionais da

Assistência.

Abaixo, sugestão de Modelo para planilha de comunicação de Resultado Crítico:

No exemplo acima, há uma fórmula onde no momento que o profissional digita o horário que ficou pronto o exame e o horário da

notificação, o cálculo é automaticamente preenchido no campo Tempo de notificação. É importante lembrar que os números precisam ser

colocados na mesma disposição, exemplo: (00:00) e (3:15) e não (00:00) e (3h15min).

Fórmula: =SE(K5="sim";MOD(H5-B5;1);"SEM CONTATO")

0 70

Revista NewsLab | Maio 2021


Sugiro abaixo, um Modelo de

contrato entre setores para que

cada equipe tenha ciência do que

precisa entregar e do que precisa

receber. Assim, ambos poderão

apresentar esta evidência em caso

de cobrança a qualquer momento.

O indicador de desempenho deve

considerar o tempo decorrido entre

a liberação do resultado e a sua

efetiva comunicação e o percentual

de sucesso na comunicação.

É muito importante que a equipe

do laboratório e a equipe Médica/

Enfermagem estejam alinhados

com esta responsabilidade e que

os dados sejam ouvidos e repetidos

(read back) – que é a confirmação

das informações recebidas verbalmente

a fim de conferir se ela foi

compreendida de forma correta.

Muitos incidentes de conduta são

provenientes destas falhas no contato

(profissional que se recusa a fazer

o read back por exemplo e etc.)

A comunicação efetiva assegura não

apenas tomadas de condutas mais assertivas,

como promove a segurança

do paciente de ponta a ponta.

Referências:

https://pncq.org.br/pttabela-de-valores-criticos-atualizadaenupdated-critical-

-values-tableeslista-de-valores-criticos-actualizada/

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1676-24442016000100017&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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MEDICINA GENÔMICA

O QUE SÃO

CÉLULAS GERMINATIVAS?

Por: Gilson Azevedo

Células germinativas são as células

que originam os gametas, que

por sua vez dão origem a todas as

vidas que usam sexo pra reprodução.

Nelas, estão contidos metade

dos cromossomos de ambos os genitores,

que irão se fundir no momento

da fecundação, originando a

primeira célula somática: o zigoto.

O zigoto, sofre então sucessivas divisões

mitóticas e se diferencia em

tecidos e órgãos.

Uma característica estrutural marcante

é que células germinativas são

haplóides, pois possuem o número

cromossômico reduzido pela metade

(n). Essa característica estrutural

as difere das células somáticas, que

possuem os cromossomos aos pares

(2n), sendo portanto, diplóides, no

caso dos humanos.

Gametogênese: A origem das

células germinativas

Gametogênese: A formação dos

gametas!

O que sabemos, é que a linhagem

germinativa primordial, são células

tronco germinativa que irão formar

os gametas de toda forma de vida

sexual, incluindo plantas. No caso

dos humanos, ainda na fase embrionária

da mulher, a gametogênese,

nesse caso, chamada ovogênese ou

oogênese, se inicia antes de seu nascimento,

originando os ovócitos imaturos.

O processo se completa após a

puberdade e o ciclo continua até e

menopausa. A ovogênese ocorre nos

ovários, dando origem aos óvulos.

Nos homens, a gametogênese,

nesse caso, espermatogênese se

inicia na puberdade e são contínuas

na vida masculina. A espermatogênese

ocorre nos testículos e dão

origem aos espermatozóides.

Divisão celular na gametogênese

As divisões celulares Mitose e

Meiose, estão envolvidas tanto na

espermatogênese como na ovogênese.

Sabemos que mitose é a

divisão celular que mantém o conjunto

cromossômico nas células

descentendes. A meiose é a divisão

celular que reduz o conjunto cromossômico

pela metade, ou seja,

essa é uma etapa fundamental para

na gametogênese. Mas afinal, qual

a importância dessas divisões celulares

para a formação dos gametas?

1. Espermatogênese: O processo

de formação dos gametas

masculinos, ou seja, os espermatozóides.

Com duração de aproximadamente

60 dias as células

germinativas do homem entram

em mitose, originando espermatogônias

A e B. As espermatogônias

B, irão originar os espermatócitos

primário ou espermatócito I, por

mitose. Já as espermatogônias A,

continuam em divisões mitóticas.

Os espermatócitos primários, por

sua vez, passarão pelo processo de

meiose I, originando dois espermatócitos

secundários, cada um com

23 cromossomos. Em seguida, um

processo de meiose II origina quatro

espermátides a partir dos espermatócitos

secundários.

0 74

Revista NewsLab | Maio 2021


MEDICINA GENÔMICA

Figura 1: A) Processo da gametogênese masculina. Mostrando as divisões, as células geradas e seus respectivos números cromossômicos (expressos em n ou 2 n);

B) Anatomia do espermatozóide, evidenciando as principais estruturas.

Em seguida, as espermátides passam

por um processo de amadurecimento.

A esse processo, dá-se o

nome de espermiogênese e ocorre

da seguinte forma:

Etapa 1: Formação do acrossoma,

localizado na cabeça dos espermatozóide,

o acrossoma é repleto de

enzimas digestivas que irão romper

a parede do óvulo;

Etapa 2: Redução do citoplasma, diminuindo

o tamanho do espermatozóide;

Etapa 3: Desenvolve-se o flagelo

que garante a movimentação do

espermatozóide.

Depois do processo de maturação,

o espermatozóide fica armazenado

no túbulo seminífero, do

testículo. Abaixo, na figura 1a,

podemos ver as etapas da espermatogênese;

1b, mostra a anatomia

do espermatozóide com as

principais estruturas.

Revista NewsLab | Maio 2021

0 75


MEDICINA GENÔMICA

2. Ovogênese ou ovulogênese:

O processo de formação dos

gametas femininos, ou seja, os

óvulos. As células germinativas

da mulher, após divisões mitóticas

originam as ovogônias. As

ovogônias armazernam diversas

substâncias que as fazem aumentar

em volume, passando a ser

Figura 2: A) Processo da gametogênese feminina. Mostrando as divisões, as células geradas e seus

respectivos números cromossômicos (expressos em n ou 2 n);

B) Anatomia do ovócito ou óvulo, evidenciando as principais estruturas.

denominadas ovócitos primários

ou ovócito I. Essas fases ocorrem

ainda no período embrionário da

Existem divisões marcantes entre os dois processos de gametogênese e que merecem

ser destacadas. A tabela 1, mostra algumas diferenças principais.

mulher. Esses ovócitos, iniciam

a divisão meiótica I, ainda antes

do nascimento, mas a divisão não

passa da prófase I.

Somente na puberdade, quando

inicia os ciclos ovarianos, é

que o ovócito primário finaliza a

meiose I. Originam-se então, um

ovócito secundário e um primeiro

corpúsculo polar. O ovócito

secundário é liberado somente

no momento da ovulação, en-

trando em meiose II e parando

na metáfase. Somente em caso

de fecundação, a meiose II é

concluída, originando o óvulo

e o segundo corpúsculo polar.

Caso não ocorra a fecundação, o

ovócito secundário se degenera

em 24 horas.

Nota: O ovócito secundário tem

sido popularmente chamado de óvulo.

Vale ressaltar que é o ovócito que

é fecundado pelo espermatozóide.

Abaixo, na figura 2a, podemos ver as

etapas da ovogênese; 2b, mostra a

anatomia do óvulo ou ovócito secundário,

com as principais estruturas.

0 76

Revista NewsLab | Maio 2021


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MEDICINA GENÔMICA

Anomalias cromossômicas e as

células germinativas

Conforme foi falado em Mutação:

A matéria prima da evolução,

anomalias estruturais, como as cromossômicas,

trazem consequências

graves à saúde. Naquele texto, falamos

sobre as anomalias associadas

às mutações. Percebemos aqui

que se as mutações ocorrem nas

células germinativas, os portadores

podem sofrer as consequências

desse erro genético. Existem outros

tipos de alterações que não foram

abordadas no texto sobre mutação,

pois não são erros mutacionais e

sim alterações no número dos cromossomos,

causadas por falhas nos

mecanismos de aderência das cromátides

irmãs pelos microtúbulos.

Durante a divisão celular, tanto na mitose

como na meiose, os cromossomos

se duplicam, formando as cromátides

irmãs. As cromátides irmãs, permanecem

juntas até a etapa da anáfase.

Nessa etapa, estruturas chamadas

microtúbulos ligados ao cinetócoros

dos cromossomos separam e

levam os cromossomos homólogos

para pólos opostos das células.

Acontece que um erro durante essa

separação, pode ocorrer e esse erro

chama-se não-disjunção. Quando

esse erro ocorre durante a formação

dos gametas, células podem ter

cromossomos a mais ou a menos.

Algumas anomalias, estão elencadas

na tabela 2 abaixo:

0 78

Revista NewsLab | Maio 2021


A figura 3 apresentada abaixo, mostra como os erros associados a não-disjunção podem ocorrer.

MEDICINA GENÔMICA

Figura 3: Não-disjunção meiótica e a origem da síndrome de Down. A não-disjunção da meiose I produz gametas anormais. A não disjunção da meiose II produz um gameta com dois cromossomos

idênticos, um gameta sem o cromossomo 21 e dois gametas normais.

Contributos evolutivos das Células Germinativas

É importante deixar claro que, em termos de evolução, as células germinativas

exercem um papel fundamental. Toda a herança genética, é transferida por essa

linhagem celular. A vida acontece pela fusão dos 23 cromossomos de ambos os

gametas, masculino e feminino. Uma mutação genética nessas células, pode ser

comprometedora para o indivíduo portador dessa anomalia. Erros de disjunção

tem o mesmo efeito que uma mutação.

Referências:

Simmons, S. &. (2013). Fundamentos da genética. Journal

of Chemical Information and Modeling.

Persaud, M. (2000). Embriologia Basica. Guanabara Koogan.

Schoenwolf, G. C., Bleyl, S. B., Brauer, P. R., & Francis-West,

P. H. (2009). Larsen’s Human Embriology-Fourth

edition. In Larsen’s Human Embryology.

Wessel, G. M. (2016). Chapter Thirty-Two - Germ Line Mechanics

- And Unfinished Business. In Essays on Developmental

Biology Part B. https://www.genome.gov/

Autor:

Gilson Azevedo

Graduado em Biotecnologia; MsC. Genética e PhD. Bioquímica Residente Pós doutoral em Bioquímica e

Imunologia pela Universidade de Minas Gerais.

FONTE: VARSTATION

Revista NewsLab | Maio 2021

0 79


MEDICINA GENÔMICA II

DO TESTE DE DNA AO EXAME DE

PATERNIDADE: O QUE SÃO MARCADORES

MOLECULARES?

Por: Américo Moraes Neto

No final dos anos 90 e início dos

anos 2000, estava na moda falar

sobre exames de paternidade.

Falava-se sobre “fulano” que teria

que pagar pensão alimentícia porque

“o teste de DNA deu positivo”.

Os famosos exames de DNA dos

programas de televisão, entre comentários

e risadas, eram diversão

em rodas de amigos. As séries criminais

faziam sucesso e a genética

forense despertava a curiosidade

de muita gente, entre os quais

muitos jovens queriam ser detetives.

Foi nessa época no Brasil que

as pessoas comuns começaram

a ouvir falar e a entender sobre a

utilidade da genética, que antes

era um assunto quase exclusivo

das aulas de Biologia, de instituições

de Ensino Superior e Institutos

de Pesquisa.

Como consequência dos avanços

nas áreas da genética e da biologia

celular, nas últimas décadas,

houve um expressivo aumento no

número de novas metodologias de

genética molecular. Principalmente,

com o advento da tecnologia

do DNA recombinante, da reação

em cadeia da polimerase – PCR

(Polymerase Chain Reaction) e do

sequenciamento automático do

DNA. Técnicas genéticas passaram

a fazer parte do rol de ferramentas

do ramo da biotecnologia.

A partir de então, foram desenvolvidas

poderosas técnicas para a

prospecção de sequências no DNA

dos seres vivos que pudessem servir

de marcadores, distinguindo

indivíduos e até populações. Estes

são os marcadores genético-moleculares,

logicamente por envolver

moléculas de ácidos nucleicos, e

podem ser utilizados nos mais diversos

contextos:

• Indústrias civil (biomateriais),

alimentícia e fármacos;

• Cenas criminais (a identidade de

Jack, o estripador, foi descoberta

com ajuda de marcadores genéticos,

passado 131 anos de seus crimes);

Melhoramento genético de organismos

(área milenar);

• Estudos evolutivos;

• Identificação de novas espécies.

Quais características um fenótipo

precisa ter para ser um

marcador molecular

A genética estuda dois fenômenos

distintos que se completam no

contexto da adaptabilidade, são

eles: hereditariedade e variação

(ou variabilidade). A hereditariedade

relaciona-se com o que os

seres tem em comum, ao passo

que, a variação é exatamente o

oposto. Se por um lado a variação

possibilita que existam diferenças

em que a seleção natural

atua, por outro lado, o resultado

do que foi selecionado será mantido,

apenas se a variação a qual a

seleção atuou for herdável, isto é,

passar para as próximas gerações.

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Revista NewsLab | Maio 2021


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MEDICINA GENÔMICA II

Podemos pensar aqui nas novas

variantes de COVID-19, aconteceu

uma mutação que gerou variabilidade

e esse indivíduo mutante se

reproduziu passando seus genes

adiante, perpetuando através de

seus descendentes tal mutação.

Para ser um marcador genético-molecular

a característica fenotípica,

ou simplesmente fenótipo,

deve apresentar variações,

logicamente, deve ser herdável e

precisa atender as leis de Mendel,

podendo mostrar ação dominante

ou co-dominante. As variações

genéticas podem ser usadas como

marcadores se possibilitarem distinguir

dois ou mais indivíduos em

qualquer fase de sua vida.

Assim, pode-se definir marcadores

moleculares como quaisquer

fenótipos moleculares que passem

para as gerações posteriores, herdáveis,

oriundos de um gene expresso

ou de um segmento de DNA

divíduos em qualquer estágio de

suas vidas. Aqui estão incluídos

RNA – sempre fruto de um pedaço

de DNA – e proteínas – fruto de

um RNA.

Polimorfismos genéticos em

humanos e os marcadores moleculares

As modificações nas bases que

compõem as mesmas sequências,

de um mesmo sítio do DNA em

cromossomos homólogos de seres

vivos distintos de mesma espécie,

pode evidenciar um polimorfismo

se a frequência dessas variações

for maior que 1% na população,

caso contrário esta é designada

mutação. A análise do DNA permite

acessar no genoma humano variações

entre os indivíduos e entre

as espécies em suas sequências de

DNA. Tais análises podem ser conduzidas

em 2 níveis:

• O primeiro nível num patamar

mais refinado, envolvendo técnicas

de sequenciamento de DNA que

• O segundo nível através do estudo

da variação nos sítios identificados

por enzimas de restrição - este fornece

uma visão geral das variações

nos pares de bases.

O genoma humano carrega diversos

tipos de polimorfismos os quais

podem ser úteis na identificação de

indivíduos e estabelecimento de

vínculo genético. Os polimorfismos

de regiões hipervariáveis do DNA

podem ser de 2 tipos:

• Polimorfismos de sequência, os

quais são compostos por nucleotídeos

distintos num determinada

sítio do genoma, como Indels (inserção

ou deleção de bases) e SNPs

(Single Nucleotide Polymorphism

– polimorfismos de base única).

• Polimorfismos de comprimento,

são sequências de nucleotídeos

que se repetem (Figura 1), dentre

eles os VNTRs e os STRs (Short Tan-

polimórfico que possa ser usado

permitem que as variações sejam

dem Repeats – repetições curtas

para diferenciar dois ou mais in-

notadas a cada par de bases.

em tandem) ou microssatélites.

0 82

Revista NewsLab | Maio 2021


Figura 1: Foto de um gel multiplex em que foi usada a

técnica de Polimorfismo no comprimento de fragmentos

de restrição – RFLP (Restriction Fragment Length Polymorphism)

no tratamento das amostras para gerar as

impressões digitais de DNA (ou DNA fingerprinting) de

uma grande família alemã, levando em consideração que

quanto maior o número de bandas iguais que dois indivíduos

compartilham, mais próximos eles são. Imagem

cedida pelo Instituto de Genética Médica da Alemanha e

retirada de ROEWER, 2013.

Portanto, além de fornecer um

sistema de identificação genética

de indivíduos (DNA fingerprinting

ou “impressões digitais do

DNA”), o estudo das variações

genéticas, como por exemplo, por

meio de polimorfismos achados

nas sequências de DNA, possibilitou

um entendimento mais claro

da história e diversidade das populações

humanas.

Teste de DNA: STRs ou Microssatélites

O desenvolvimento das STRs tem

revolucionado as análises forenses

e é o tipo de marcador de DNA padrão,

em casos de exame de paternidade

e teste de DNA. Os microssatélites

são unidades de repetição

in tandem de tetranucleotídeos,

geralmente de 2 a 6 pares de base

(pb) que se repetem de 3 a 100

vezes em uma região do DNA. A

variabilidade é determinada pelo

número de sequências repetidas

observadas e, por não codificarem

proteínas, são considerados seletivamente

neutros.

Os microssatélites podem ser amplificados

através da técnica do PCR

multiplex, utilizando oligonucleotídeos

marcados com diferentes fluoróforos.

Após o PCR, amostras com

quantidades diminutas de DNA, ou

apresentando alto grau de degradação,

podem ser tipadas. Com a

introdução de sistemas de amplificação

simultânea (multiplex) que

permitem a obtenção de informações

de vários loci numa única reação

(otimizando o tempo de estudo,

a quantidade de DNA e reagentes),

os estudos de STRs foram bastante

simplificados. Atualmente, a análise

dos produtos amplificados é feita

em sequenciadores automáticos,

permitindo o armazenamento dos

resultados obtidos, devido a uso de

um software apropriado.

“Um polimorfismo

de única base

nitrogenada – SNP

ocorre a cada 200

bases, em média.”

Um dos frutos do Projeto Genoma

Humano foi a descoberta de

milhares de sequências variáveis

no genoma. A maioria dessas sequências

variáveis são SNPs que

são pontos específicos do genoma

nos quais o nucleotídeo pode ser

diferente de um indivíduo para outro.

Um SNP pode ocorrer em uma

região codante ou não-codante ou

ainda em regiões intergênicas. É

assumido que 85% das variações

nas sequências humanas são um

polimorfismo de base única – SNP.

SNPs relacionados à análise forense

podem ser divididos em

quatro grupos:

• SNPs de Identidade:

Neste grupo estão os SNPs para

individualização. Eles fornecem

informação biológica para diferenciar

e excluir pessoas, como

relacionar um indivíduo a uma

amostra ou evidenciar um membro

ilegítimo de uma família.

MEDICINA GENÔMICA II

Revista NewsLab | Maio 2021

0 83


MEDICINA GENÔMICA II

• SNPs informativos de Linhagem:

Estes SNPs estão presentes no

genoma mitocondrial (mtDNA) e

no cromossomo Y. Seu uso dentro

da análise forense é para casos de

pessoas desaparecidas e identificação

em desastres em massa.

• SNPs de Ancestralidade:

Estes são os AIMs (Ancestry Informative

Markers). São SNPs que

estão distribuídos no genoma humano

e aparecem em diferentes

frequências nas populações ao redor

do mundo. Este é um método

indireto de inferir sobre características

fenotípicas de uma pessoa.

• SNPs informativos de Fenótipo:

São marcadores que descrevem a

aparência física de um indivíduo.

A maioria dos trabalhos está relacionado

a pigmentação da pele, do

cabelo e do olho.

“Indels representam

5% dos polimorfismos

conhecidos”

São marcadores de grande interesse

já que conseguem alterar

traços físicos e também causam doenças.

Trata-se de polimorfismos de

comprimento criados pela inserção

ou deleção de um ou mais nucleotídeos

no genoma. Devido à presença

ou ausência de uma pequena sequência

de um locus, esses marcadores

são classificados como variação

de comprimento da sequência.

Vários experimentos foram conduzidos

sobre Indels. Alguns trabalhos

encontraram tamanhos que variam

de 2 a 16pb de comprimento, enquanto

outros trabalhos encontraram

55pb, 10.000pb chegando a

1.000.000pb. Grande parte destes

não foram validados, o que dificulta

sabermos seu tamanho real.

Existem situações onde as Indels

ocorrem em regiões codificantes

sendo a maioria múltipla de três,

o que faz com que a fase de leitura

(open reading frame) das proteínas

seja mantida. Quando as Indels não

são múltiplas de três há um deslocamento

do quadro de leitura – não

coincidindo com o tamanho de um

códon, que é de 3pb – e consequentemente

ocorrerá uma alteração

do aminoácido da região. Indels

também podem ser encontradas

em regiões promotoras do gene.

Referências:

BUDOWLE, B.; van Daal, A. Forensically relevant

SNP classes. BioTechniques. v. 44. p. 603-610, 2008.

CARVALHO, M.C.C.G.; SILVA, D.C.G. Next generation

DNA sequencing and its applications in plant genomics.

Ciência Rural. v.40, p.735-744, 2010.

CRAWFORD, M.H.; BEATY, K.G. DNA fingerprinting

in anthropological genetics past, present,

future. Investigative Genetics. v.23, 2013.

DUARTE, M.F.A. et al. A tecnologia do DNA na

Ciência Forense.Funcep. Ribeirão Preto, 1999.

KAISER, M. et al. A tribute to DNA fingerprinting.

Investigative Genetics. v. 19, 2013.

LOUHELAINEN, J.; MILLER, D. Forensic Investigation

of a Shawl Linked to the “Jack The Ripper” Murders.

Journal of Forensic Sciences. 2019. ISSN 0022-1198

MULLANEY, J.M. Small insertions and deletions (INDELs) in

human genomes. Human Molecular Genetics, v. 19, 2010.

OORSCHOT, R.A.H. et al. Forensic trace DNA: a

review. Investigative Genetics. v.14, 2010.

PEREIRA, R. et al. A new multiplex for human identification

using insertion/deletion polymorphisms.

Electrophoresis. v.30. p. 3682-3690, 2009.

ROEWER, L. DNA Fingerprinting in forensics: past,

present, future. Investigative Genetics. v.22, 2013.

SANGER, F.; COULSON, A.R.. A Rapid Method for

Determining Sequences in DNA by Primed Synthesis

with DNA Polymerase. Journal of Molecular

Biology. v. 94. p. 441-448, 1975.

SCHENEIDER, P.M.. Beyond STRs: The role of diallelic

markers in forensic genetics. Transfusion

medicine and hemotherapy. v.39. p.176-80, 2012.

TAUTZ, D.; RENZ, M. Simple sequences are ubiquitous

repetitive components of eukaryotic genomes.

Nucleic Acids Research. v.12. p.4127-38, 1984.

THOMPSON, T.; BLACK, S. Forensic Human Identification:

An Introduction. CRC Press, 2006.

Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Pessoas

desaparecidas, análise de DNA e identificação de

restos mortais. Um guia para as melhores práticas

em conflitos armados e outras situações de

violência armada. Segunda edição. p.50, 2009.

Autor:

Américo Moraes Neto

Bacharel em Ciência Biológicas e Mestrado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. Doutorado em Ciência Animal pela Universidade Federal de

Mato Grosso do Sul. Tem experiência com trabalho em laboratório nas áreas de Biologia Celular, Molecular e Genética, com ênfase em Citogenética e

Genética Molecular. Atualmente é analista em Biologia Molecular do projeto COVID-19 na Universidade Estadual de Ponta Grossa.

FONTE: VARSTATION

0 84

Revista NewsLab | Maio 2021


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A Prime Storage, é uma empresa de armazenamento

de carga, fundada em 06 de janeiro de

2011, especializada em armazenar produtos

para a área da saúde, contamos hoje com estrutura

adequada e disponível para a pronta utilização,

uma equipe de profissionais capacitados,

que nos permite o pronto atendimento das necessidades

de nossos clientes, se compromete a

garantir as boas práticas da ANVISA em todos os

processos de armazenagem e distribuição.

A Prime Storage, procura melhorar continuamente

o serviço prestado de armazenagem

de produtos para saúde, tal como os seus

processos e métodos de controle com o

objetivo de corresponder e antecipar-se às

exigências de qualidade dos seus clientes, os

requisitos estatutários e regulamentares.

Recentemente a Prime Storage obteve junto

a ANVISA a certificação de Boas práticas de

Armazenagem e Distribuição de produtos

para a saúde.

A CBPDA – Certificado de Boas Práticas

de Armazenamento e Distribuição é um

conjunto de procedimentos obrigatórios

criados para garantir padrões de qualidade,

integridade e segurança dos produtos nos

processos de armazenagem, transporte e

comercialização.

O conceito de boas práticas tem como pilar

o treinamento e capacitação das equipes,

rastreabilidade de produtos e processos,

medição e monitoramento, além de auditorias

e autoinspeções.

É fundamental cumprir as boas práticas da AN-

VISA não somente por estar cumprindo com a

legislação vigente más também para garantir a

qualidade dos produtos para consumo.

O grande desafio das Boas Práticas é a

manutenção e controle de seus requisitos

devido aos inúmeros processos envolvidos

no armazenamento ou na distribuição dos

produtos, contando com diversas variáveis

envolvidas nos procedimentos.

Implementar corretamente as Boas Práticas

de Armazenagem e manter o nível de qualidade

dos serviços é um desafio diário.

Tâmisa Barbosa de Lima

Farmacêutica/Coordenadora de Qualidade

0 86

Revista NewsLab | Maio 2021


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vidas.

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que alguém receberá um diagnóstico confiável e

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contra o avanço da COVID-19. E é isto que

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LADY NEWS

TECNOLOGIA DO DNA

RECOMBINANTE

Fonte: DNAMEM (2005).

Os recentes avanços no diagnóstico

laboratorial do SARS-CoV-2,

causador da COVID-19, e o rápido

desenvolvimento de vacinas anti

Sars-CoV-2, devem-se a TECNOLO-

GIA do DNA RECOMBINANTE (TDR),

que na década de 80 revolucionou o

diagnóstico laboratorial viral, com o

desenvolvimento de um método de

amplificação, in vitro, de material

genético, chamado de Reação em

Cadeira da Polimerase.

A TDR tornou possível um tipo de

genética chamada genética reversa.

Tradicionalmente, a pesquisa

genética começa com um fenótipo

mutante e, pela análise de cruzamento

mendeliano, um pesquisador

é capaz de atribuir o fenótipo a um

gene específico. A genética reversa

viaja precisamente na direção oposta,

onde os pesquisadores começam

com um gene de função desconhecida

e usam a análise molecular para

determinar seu fenótipo.

O advento da tecnologia do DNA

recombinante revolucionou o desenvolvimento

da biologia e levou

a uma série de grandes mudanças.

Ela ofereceu novas oportunidades

para criação e inovação na produção

de grande variedade de produtos

terapêuticos com efeito imediato na

genética médica e na medicina, modificando

microrganismos, animais e

plantas para produzir medicamentos

úteis. A maioria dos produtos farmacêuticos

biotecnológicos são de natureza

recombinante, e que desempenha

um papel fundamental contra

doenças letais humanas. Os produtos

farmacêuticos sintetizados por meio

desta tecnologia mudaram completamente

a vida humana de tal forma

que levou a Food and Drug Administration

(FDA) dos EUA a aprovar mais

medicamentos recombinantes no

ano de 1997 do que nos anos anteriores

combinados.

0 88

Revista NewsLab | Maio 2021


LADY NEWS

A gama de medicamentos recombinantes

tiveram como alvo uma

uma forma geral, seja na produção

destes compostos chamados recom-

de biofármacos permite concluir que

ocorre um grande aumento na deman-

série de patologias associadas, in-

binantes ou no desenvolvimento de

da por processos terapêuticos eficazes

cluindo anemia, AIDS, câncer ( Sar-

diversas técnicas que se espalham

no tratamento de uma gama grande de

coma de Kaposi, leucemia e câncer

hoje da medicina até a agricultura,

doenças que acometem o ser humano.

colorretal, renal e de ovário), do-

trazendo avanços e agregando uma

Desta forma, existem vastas oportuni-

enças hereditárias (fibrose cística,

série de vantagens comerciais, ge-

dades para as empresas e prestadores

hipercolesterolemia familiar, doença

rando conhecimento e tendo à sua

de serviços tornarem os testes acessí-

de Gaucher, hemofilia A, doença de

frente um campo de oportunidades

veis e entrar em regiões inexploradas do

imunodeficiência combinada grave),

aberto. Em termos biotecnológicos

mundo com um grande escopo de ex-

úlceras de pé diabético, difteria, ver-

ganham destaques os campos da

pansão. O mercado global de tecnolo-

rugas genitais, hepatite B, hepatite

imunologia aplicada, da genômi-

gia de DNA recombinante deve crescer

C, hormônio de crescimento humano

ca, as ferramentas de diagnóstico, a

a uma taxa de aproximadamente 6,9%

entre outros produtos. No ramo da

criação de desenvolvimento de te-

durante o período de 2017–2023.

terapêutica esta tecnologia possibilitou

o desenvolvimento do tratamento

para o distúrbio de leucemia, em

uma parceria entre a Novartis Corp e

a Universidade da Pensilvânia.

A tecnologia do DNA recombinante

também permitiu um grande salto

nos processos biotecnológicos de

rapêutica farmacêutica e a crescente

adoção de safras geneticamente modificadas

e biopesticidas.

Por tudo isso que foi mencionado,

somado com a necessidade crescente

de melhorar a capacidade de produção

de proteína recombinante e a presença

de um mercado enorme para consumo

Referência

- ANVISA, Definição de Medicamentos Biológicos.

Disponível em https://www.gov.br/anvisa/ptbr/acessoainformacao/perguntasfrequentes/

medicamentos/conceitos-e-definicoes. Acesso

em 15 de Abril de 2021.

- NIH - National Human Genome Research Institute.

Disponível em https://www.genome.gov. Acesso em

09 de Dezembro de 2020.

- Role of Recombinant DNA Technology to Improve

Life. Int J Genomics. 2016; 2016: 2405954. Suliman

Khan, Muhammad Wajid Ullah,Rabeea Siddique,

Ghulam Nabi, Sehrish, Manan, Muhammad Yousaf

and Hongwei Hou. Published online 2016 Dec 8. doi:

10.1155/2016/2405954

Autora

Maria Elizabeth Menezes, MSc/PhD

Mestrado: Microbiologia /Virologia

Doutorado: Microbiologia/Biologia Molecular

Assessora Científica do PNCQ

Vice presidente SBAC

0 90

Revista NewsLab | Maio 2021


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Freelite (cadeias leves livres kappa

e lambda), Hevylite (cadeias

leves+pesadas)

Sistema Imune

IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, Suclasses de

IgG e IgA, Sistema Complemento (CH50,

C1 inativador, C1q, C2, C3c e C4)

Sistema nervoso central

Albumina, Freelite Mx, Cistatina e

Imunoglobulinas no líquor.

Nefrologia

Cistatina, Microalbumina

Beta-2-Microglobulina, Transferrina

Proteínas Específicas

PCR, ASO, Fator Reumatóide, Ferritina,

Transferrina, Pré-Albumina, Ceruloplasmina,

Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina,

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BIOSSEGURANÇA

SEGURANÇA ALIMENTAR:

CONTAMINAÇÃO FÚNGICA NOS ALIMENTOS SEGUNDO O

USDA - UNITED STATES DEPARTMENT OF AGRICULTURE

Por: Gleiciere Maia Silva e Jorge Luiz Silva Araújo-Filho.

Muitos alimentos são frequentemente

contaminados por fungos

que podem causar desde reações

leves até quadros que podem levar

o indivíduo ao óbito. As doenças

transmitidas por alimentos (DTAs),

que em alguns países atingem 1 a

cada 6 pessoas, causando milhares

de mortes anualmente, podem ser

causadas por agentes químicos, físicos

ou biológicos, sendo o último

o maior causador, penetrando no

organismo por meio da ingestão de

água ou alimentos contaminados.

Neste contexto, os fungos, que

são seres eucariotos, heterotróficos,

essencialmente aeróbios e com capacidade

anaeróbica, podendo ser

unicelulares (leveduras) ou multicelulares

(fungos filamentosos), são

agentes que contaminam alimentos

e provocam inúmeras doenças. Os

que mais contaminam alimentos são

os fungos filamentosos.

Eles causam deterioração dos alimentos

bem como produção de

diferentes tipos de micotoxinas que

são danosas aos seres humanos. Os

fungos filamentosos mais frequentes

contaminando alimentos são Aspergillus

spp; Penicillium spp, Absidia

spp; alternaria spp; Cladosporium

spp; Micelia sterilia; Mucor spp; Paecylomyces

spp.

grande importância quando se trata

dos fungos contaminantes de alimentos

é entender até que ponto é

seguro consumir produtos acometidos

por eles, e quais os cuidados que

deveremos ter para evitar a sua proliferação.

Bolores (mofo) alimentares

são fungos que vivem em matéria

vegetal ou animal. Ao contrário da

contaminação bacteriana, a fúngica

muitas vezes podem ser vista ao

olho nu. Entretanto, nem sempre

podemos visualizar toda a extensão

da contaminação, por essa razão, o

USDA - United States Department

of Agriculture, desenvolveu tabelas

com regras dos alimentos contendo

contaminantes fúngicos que devem

ser consumidos ou descartados.

Fungos filamentos (bolores) toleram

o sal e o açúcar, portanto podem

contaminar geleias refrigeradas e

carnes salgadas curadas (presunto,

bacon, salame e mortadela).

É importante ressaltar que alimentos

com alto teor de umidade

são vulneráveis a contaminação

microbiana, sobretudo fúngica, podendo

ser contaminados abaixo da

superfície, por isso é recomendado o

descarte de todo o produto. Citamos

como exemplos: carnes cozidas (incluindo

aves), bacon, salsichas, cereais

e massas caseiras, pratos prontos,

Queijo macio, como cottage, cream

cheese, queijos fatiados, ralados.

Essa regra também é válida para frutas

e alimentos macios incluindo pepino,

pêssego, tomates, morangos.

Alimentos considerados porosos

também podem ser contaminados

abaixo da superfície, portanto o consumo

representa um perigo, podendo

causar desde infecções gastrointestinais

a reações alérgicas variando do

grau de intensidade e da resposta

imunológica de cada indivíduo. Nesse

contexto, pães e bolos com presença

0 94

Revista NewsLab | Maio 2021


BIOSSEGURANÇA

de contaminação fúngica visível devem

ser descartadas como um todo.

Existem outros alimentos que possuem

baixo teor de umidade, dessa

forma fica mais difícil a penetração

fúngica em virtude da consistência

dura. Segundo o USDA o consumo é

recomendado, contudo é necessário

cortar pelo menos 2,55 centímetros

em torno e por baixo do local onde o

fungo está presente/aparente (para

evitar a contaminação cruzada, não

tocar o fungo com a faca). Após a

remoção do bolor proceder a higienização

do local e cobrir com embalagem

limpa. São exemplos cenoura,

pimentão, repolho e queijos mais

firmes, como Gorgonzola.

Para os alimentos processados e sem

conservantes, eles são de alto risco

para o consumo em virtude da maior

probabilidade da contaminação fúngica,

diante do exposto não são recomendados

para o consumo. Exemplo:

manteiga de amendoim e nozes.

Fungos preferem ambiente quentes

e úmidos, embora eles possam crescer

em temperaturas de geladeiras,

por isso também é recomendado uma

higienização constante e periódica da

geladeira para evitar a proliferação

fúngica bem como contaminação dos

alimentos, uma dica para fazer essa

higienização na geladeira é:

1. Esvazie a sua geladeira e armazene

os alimentos em um local protegido

do calor enquanto você faz a

higienização;

2. Para limpar, utilize a parte macia

de uma esponja, de preferência

nova, umedecida com solução de

água e detergente e em seguida seque

a geladeira;

3. Faça a desinfecção! Para isso

você deve friccionar o espaço com

um pano umedecido com álcool à

70º INPM. (Importante! Algumas

peças de acrílico que podem ficar

opacas com o álcool e para evitar o

dano no material uma alternativa é

usar um pano umedecido com vinagre

de álcool puro).

4. Dica para desodorizar é colocar um

potinho com bicarbonato do sódio, e

deixar no interior do eletrodoméstico.

ATENÇÃO: Não é recomendado

usar água sanitária. Porque a solução

é muito agressiva ao revestimento

interno da geladeira!

Uma alimentação adequada e livre

de microrganismos contaminantes

contribui para manutenção da saúde

e fortalece o sistema imunológico.

Algumas medidas de segurança

alimentar que evitam a proliferação

dos microrganismos são: armazenamento

seguro dos produtos, manter

a temperatura e umidade adequada

para o armazenamento de cada

tipo de alimento; higiene durante a

manipulação e descarte adequado

do que não pode ser consumido são

fundamentais nesse processo.

Gleiciere Maia Silva

(@profa.gleicieremaia)

Biomédica, Especialista em Micologia, Mestre em Biologia

de Fungos e Doutoranda em Medicina Tropical.

Contato: gleicieremaia@gmail.com

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho

(@dr.biossegurança)

Biólogo, Mestre em Patologia, Doutor em Biotecnologia;

Palestrante e Consultor em Biossegurança.

Contato: jorgearaujofilho@gmail.com

Tel.: (81) 9.9796-5514

0 96

Revista NewsLab | Maio 2021


ENTREVISTA

J.R. EHLKE:

50 ANOS VALORIZANDO A INOVAÇÃO E

ACREDITANDO EM PESSOAS.

Profissionalismo, inovação e alta

tecnologia podem parecer clichês,

mas não no caso da J.R. Ehlke que

ao completar 50 anos de mercado,

tem em sua história o registro de

grandes parceiros.

A J.R. Ehlke é referência em importação

e comercialização de equipamentos,

de produtos e soluções

para o mercado de Diagnósticos Laboratoriais.

São 5 décadas de uma

história escrita por Clientes, Parceiros

e Colaboradores. Para saber um

pouco mais sobre essa jornada de

sucesso, conversamos com um dos

diretores e fundador da empresa,

José Romeu Ehlke, que nos contou

sobre os desafios do mercado e as

perspectivas para o futuro.

Já são 50 anos atuando no mercado

de diagnósticos. Como foi

o início da materialização desse

sonho?

A empresa foi fundada em 1971

com o objetivo de fornecer produtos

na área da saúde, voltada para

Laboratórios de Análises Clínicas.

José Romeu Ehlke, Diretor e Fundador da empresa.

0 100

Revista NewsLab | Maio 2021


Na década de 70, o mercado era

carente de empresas que comercializavam

esses produtos, então enxergamos

a oportunidade de atuar

na região, a fim de atender, inicialmente

os Estados do Sul do país.

A J.R. Ehlke é o exemplo de uma

empresa sólida, tradicional que

busca sempre a inovação. Como

manter a relevância em um

mercado tão competitivo?

Procuramos com fabricantes nacionais

e internacionais, o que há

de melhor em tecnologias para

diagnósticos na área da saúde. Buscamos

inovar, e compreender a realidade

do mercado que nos cerca,

sempre olhando para o futuro. Somos

verdadeiramente comprometidos

com os nossos clientes, fornecedores,

funcionários e sociedade.

Mas além da tecnologia, existe

um outro pilar muito valorizado

na empresa: o humano.

Como são construídas essas conexões

com parceiros, clientes

e colaboradores?

Pessoas: esse é o principal ativo

da nossa empresa. Para alcançar o

reconhecimento que temos hoje no

mercado, contamos com a ajuda de

colaboradores talentosos, sérios e

comprometidos em entregar o seu

melhor. Mas não para por aí. Atribuímos

esse sucesso também aos

fornecedores que nos confiaram a

missão de atender esse mercado, e

claro, nossos clientes que nos inspiram

todos os dias e são o grande

motivo da JR. Ehlke existir.

Manter uma empresa no Brasil

é um desafio. Quais foram

os maiores desafios ao longo

desses anos?

Para nós, empresários brasileiros,

a maior dificuldade é a imprevisibilidade

econômica e regulatória do

país. Além disso, a carga tributária e

a oscilação cambial são fatores que

influenciam diretamente na performance

empresarial. A nossa sorte é

poder contar com um time que faz

de cada dificuldade, um motivo para

aprender e se adaptar na velocidade

em que as mudanças acontecem.

O portfólio atual da empresa

atende a demanda do mercado

em diferentes frentes?

Nosso portfólio é bastante variado,

com equipamentos para atender a

diversas rotinas laboratoriais. Desde

equipamentos pequenos, para laboratórios

que estão investindo em

sua primeira automação, até linhas

modulares para grandes rotinas de

bioquímica e hematologia.

Qual é o principal diferencial

que a J.R. Ehlke oferece ao mercado?

Mantemos uma equipe de Assessores

Científicos e Técnicos composta

por profissionais altamente

qualificados, com amplo conhecimento

em Diagnóstico Laboratorial

e Tecnologia. Prestamos serviços de

apoio Técnico-Científico ao cliente,

ajudando-o a solucionar problemas

de adaptação de metodologias e utilização

dos equipamentos. Nossos

profissionais são cuidadosamente

selecionados e capacitados para um

atendimento rápido e eficiente.

Como você vê o futuro da empresa?

Quais os próximos passos

para a JR. Ehlke do futuro?

Os desafios vão e vem e isso acontece

em todos os setores. A nossa forma

de olhar o futuro é continuar fazendo

o que sabemos: buscar novas

tecnologias, com custos acessíveis,

qualificar nossa equipe e principalmente

na manter os clientes satisfeitos

com a nossa base instalada.

ENTREVISTA

Revista NewsLab | Maio 2021

0 101


HEMATOLOGIA

LINFÓCITOS REATIVOS

Por: Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite

Os linfócitos reativos se caracterizam

por apresentarem citoplasma abundante,

basofilia citoplasmática e mudança

de sua forma com a proximidade

das hemácias. O núcleo pode apresentar

cromatina menos condensada,

nucléolos e contorno irregular. Outro

ponto importante é que a presença

linfocitose, atipia linfocitária e febre,

constantemente resulta a um diagnóstico

de um quadro viral.

No hemograma também são comuns

leucopenias, trombocitopenias

em diferentes graus. Linfocitoses em

lactantes e recém-nascidos são esperadas,

e a linfocitoses em crianças

merecem atenção, pois nesta faixa etária

há grande prevalência de processo

infeccioso viral respiratório, que podem

cursar com linfocitoses discretas a moderadas,

como também aumento do

número de linfócitos por formação do

sistema imunológico.

Os equipamentos eletrônicos não contam

com precisão os linfócitos reativos,

mas emitem alarmes de atypical lymphocytes

ou Variant Lymphocytes (Horiba,

Nihon-Kohden, Abbott, Beckman

Coulter, Sysmex. Mindray, Advia). A ISLH

(International Society for Laboratory

Hematology) publicou recomendações

para padronização da nomenclatura

e da graduação das alterações morfológicas

no sangue periférico, uma vez

que os aparelhos hematológicos não

são capazes de descrever as variações

morfológicas dos linfócitos reativos, pois

estes linfócitos podem exibir nucléolos,

pleomorfismo citoplasmatico e nuclear,

basofilia citoplasmática ou aspecto plasmocitoide.

A terminologia para estes

linfócitos é muito variada com diversos

termos utilizados para descrever a mesma

célula por anos, tais como, linfócitos

variantes, reativos, ativados, anormais

ou atípicos, Células de Downey Tipo 1,

2 ou 3, Células de Turk, Imunoblastos ou

mesmo combinações de células como

linfócitos monocitóides, plasmocitóides.

A recomendação da ISLH é que o termo

“linfócito reativo” seja usado para descrever

linfócitos de etiologia benigna e o

termo “linfócito anormal” quando houver

suspeita de malignidade ou etiologia

clonal, comum em linfomas periféricos.

Na presença de flags de linfócitos

atípicos todas as lâminas devem ser

revisadas, pois os linfócitos reativos são

comuns em hemogramas de pacientes

com dengue, mononucleose infeciosa,

hepatites virais, citomegalovírus, toxoplasmose,

HIV/Aids associadas a inúmeras

infecções oportunistas.

Os analistas hematológicos devem da

mais atenção a distensões sanguíneas

que apresentam uma quantidade igual

ou maior que 5% linfócitos reativos, e

devem evitar a citação destas células

em baixa percentagem (1 a 2%), pois

não possuem significado clínico e pode

levar a investigação incorreta de quadros

virais e até preocupação excessiva dos

pacientes que acessam os exames antes

de uma consulta. Os analistas devem ser

capazes de ver o que os aparelhos eletrônicos

não conseguem ver, e sempre

descrever as anormalidades morfológicas

significantes que possam auxiliar na

investigação de doenças infecciosas.

Referências

Manual de Hematologia: Alterações Hematológicas em processos

infecciosos. Editores: Luiz Arthur Calheiros Leite e Maria de Lourdes

Lopes Ferrari Chauffaille. Autores: Aline dos Santos Borgo Perazzio,

Alex Freire Sandes, Matheus Vescovi Gonçalves, Carolina S. Lázari,

Paola Cappellano, Celso Francisco Hernandes Granato, Marcia

Wehba Esteves Cavichio, 1º edição. Grupo Fleury, 2020. Acesso:

https://www.fleury.com.br/medico/manuais-diagnosticos/alteracoes-hematologicas-em-processos-infecciosos/alteracoes-hematologicas-nas-infeccoes-virais.

Hemograma: Manual de Interpretação. Renato Failace e Flavo Fernandes

6º edição. Editora Artmed. 2015.

Chabot-Richards DS, George TI. Leukocytosis. Int J Lab Hematol.

2014 Jun;36(3):279-88. doi: 10.1111/ijlh.12212. PMID: 24750674.

Lv J, Gao M, Zong H, Ma G, Wei X, Zhao Y. Application of Peripheral

Blood Lymphocyte Count in Prediction of the Presence of Atypical

Lymphocytes. Clin Lab. 2020 Jun 1;66(6). doi: 10.7754/Clin.

Lab.2019.191113. PMID: 32538050.

Autor

Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite

Biomédico, especialista em Hematologia e Hemoterapia, UNIFESP/EPM. Mestrado em Ciências, Hematologia, UNIFESP/

EPM. Doutorado em Bioquímica e Fisiologia, UFPE. Coordenador da Escola Brasileira de Hematologia, LahematoEAD.

Consultor em Hematologia, Horiba Medical Brasil e Nihon-Kohden Brasil.

0 102

Revista NewsLab | Maio 2021


ANÁLISES CLÍNICAS

LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA (LMA)

Por: Brunno Câmara.

A Leucemia Mieloide Aguda (LMA)

não é uma única entidade, mas sim

um grupo de neoplasias hematológicas

clonais, com envolvimento das

células da linhagem mieloide.

Sua principal característica é a proliferação

anormal das células progenitoras

hematopoiéticas (blastos) que perdem

a capacidade de diferenciação e maturação

devido a mutações genéticas

em genes envolvidos na proliferação e

apoptose celular.

A LMA é o tipo de leucemia mais

frequente na população adulta

(90%), podendo também acometer

crianças ( < 15%).

Classificação FAB

Leva em consideração principalmente

as características morfológicas

das células leucêmicas.

M0: minimamente diferenciada

M1: sem maturação

M2: com maturação

M3: promielocítica

M4: mielomonocítica

M5: monocítica

M6: eritroleucemia

M7: megacarioblástica

Apesar de ainda ser usada, está caindo

em desuso por não incluir dados

citogenéticos e moleculares.

Classificação da OMS

Leva em consideração os achados

citogenéticos e moleculares para

definir e diagnosticar os diferentes

subtipos de LMA.

As principais mutações são rearranjos

cromossômicos como translocações

e inversões.

Classificação da LMA

Existem dois sistemas de classificação

da LMA: a classificação FAB e a

classificação da OMS.

0 104

Revista NewsLab | Maio 2021


Diagnóstico de Gravidez

Teste rápido, confiável e

de fácil manuseio.

Teste imunocromatográfico qualitativo para determinação da gonadotrofina

coriônica humana (hCG) no soro e na urina, o método emprega uma combinação

de anticorpos monoclonais e policlonais, para seletivamente identificar hCG nas

amostras, em até 5 minutos com alto grau de sensibilidade (25 mUI/ml)

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ANÁLISES CLÍNICAS

Dentre os genes mais afetados estão

o NPM1, CEBPA, FLT3 e MLL.

Manifestações clínicas da LMA

As alterações clínicas apresentadas

pelos pacientes são provenientes da

proliferação exacerbada de células

leucêmicas na medula óssea e infiltração

de outros tecidos e órgãos.

Por causa da anemia, o paciente

tem manifestações como fadiga, palidez

e fraqueza.

Por causa da alteração nos leucócitos,

infecções são frequentes nesses pacientes.

Febre também é comum.

Por causa da plaquetopenia, hemorragias,

petéquias e epistaxe são

observadas em cerca de metade dos

pacientes.

Alguns tecidos/órgãos que podem ser

infiltrados pelas células leucêmicas são:

fígado, baço, linfonodos, pele, gengiva

e sistema nervoso central.

Alterações laboratoriais na LMA

Anemia, geralmente normocítica e

normocrômica.

Quantidade de leucócitos em grau

variável. Cerca de 5% dos pacientes

apresentam hiperleucocitose, com

leucócitos > 100.000/µL.

A Plaquetopenia geralmente está

presente. Mais da metade dos pacientes

tem plaquetas < 50.000/µL

no momento do diagnóstico.

Bastão de Auer pode estar presente

em cerca de 15% dos blastos. Uma

exceção é a LMA-M3 (promielocítica),

em que há grande quantidade

de bastões de Auer.

Prolongamento do TAP, TTPa, TT, hipofibrinogenemia

e aumento de D-dímero

(principalmente na LMA-M3).

Aumento de ácido úrico sérico pode

ser encontrado nos pacientes devido

a alta produção e destruição das células

leucêmicas. DHL (ou LDH) pode

estar aumentada.

Diagnóstico da LMA

Segundo a classificação da OMS,

devem ser encontrados no mínimo

20% de blastos em amostras de sangue

periférico e/ou medula óssea.

A imunofenotipagem é essencial na

caracterização dos subtipos de LMA.

Alguns marcadores de superfície

positivos são: CD11b, CD13, CD15,

CD33, CD117, HLA-DR, CD34, CD41,

CD42, CD61.

Para o diagnóstico conclusivo, é necessário

incluir a análise citogenética

e molecular, pois auxiliam no prognóstico

e terapêutica da doença.

Na presença de determinadas mutações,

o diagnóstico pode ser feito

independentemente da quantidade

de blastos.

São os seguintes rearranjos gênicos:

PML-RARA

RUNX1-RUNX1T1

CBFB-MYH11

Referências

ZAGO, M. A., et al. Tratado de Hematologia. Atheneu Rio, 2014.

Williams Hematology, 9ª edição.

Autor:

Brunno Câmara

Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia

pelo programa de Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (área

de concentração: virologia). Criador e administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.

Contato: @biomedicinapadrao

0 106

Revista NewsLab | Maio 2021


A CITOLOGIA COMO FERRAMENTA

AUXILIAR AO DIAGNÓSTICO DAS LESÕES NA CAVIDADE ORAL

E OROFARINGEA

CITOLOGIA

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

Já é consenso que a infecção

persistente pelo papilomavírus

humano (HPV) de alto risco é necessária,

mas não suficiente para o

desenvolvimento do câncer cervical,

uma vez que o vírus é detectado

em 99,7% dos casos. O HPV foi

identificado também em regiões

anatômicas distintas da cérvice,

como o ânus e a cavidade oral e

orofaríngea, e foi associado ao

desenvolvimento do câncer nestes

locais. Com base nesse conhecimento,

nos últimos anos, tem

havido um interesse crescente na

pesquisa da infecção por HPV nessas

áreas anatômicas além do colo

do útero, levantando-se a hipótese

que o vírus poderia ser um cofator

para as lesões anais e orais/orofaríngeas,

além do câncer cervical.

O segundo tipo de câncer mais

frequentemente relacionado ao

HPV é o câncer anal, pois o DNA

do vírus foi relatado como presente

em cerca de 88% dos casos,

sendo o HPV16 o subtipo predominante,

semelhante ao encontrado

no colo do útero. A sua incidência

tem aumentado durante

as últimas décadas em homens

e mulheres, particularmente em

grupos de alto risco. Mulheres

com patologias relacionadas ao

HPV na genitália (vulva, vagina e

particularmente o colo do útero)

tendem a ter infecções anais por

HPV com mais frequência.

O carcinoma da cavidade oral/

orofaríngea está associado ao impacto

a longo prazo de fatores de

risco como o tabaco, o álcool e o

traumatismo crônico. Já foi sugerida

a influência de agentes biológicos

no desenvolvimento dessas

lesões, como o vírus Epstein Barr,

Herpes Simples, HIV e adenovírus.

Nos últimos anos tem havido um

interesse crescente na detecção do

HPV e a possível relação da infecção

viral com a carcinogênese oral/

orofaríngea, mas o seu papel exato

ainda permanece obscuro, e não

se pode estabelecer com precisão

qual a influência desse vírus na

carcinogênese oral até o presente

momento. Assim, ainda pouco se

sabe sobre a infecção da cavidade

oral e orofaríngea por HPV, sua

prevalência e implicações clínicas.

Nesse contexto, um estudo recentemente

publicado acompanhou

184 homens positivos para

HPVs de alto risco e demonstrou

que cerca de 18% das infecções

da cavidade oral/orofaríngea por

HPV16 persistem por mais de 24

meses, conferindo nesses pacientes

portanto, um maior risco de

desenvolvimento de carcinoma

nessas regiões. A idade avançada e

o aumento da frequência de gen-

Revista NewsLab | Maio 2021

0 107


CITOLOGIA

givites também parecem ser fatores

avaliação da infecção por HPV em

bastante útil, com a vantagem de

importantes para a carcinogênese

indivíduos com risco aumentado

ser rápida, econômica e não inva-

quando associados à persistência

de infecção por HPV oral. Embora

siva. Estudos tem demonstrado que

do HPV de alto risco.

a técnica tenha limitações, é uma

trata-se de técnica reprodutível e

ferramenta simples, não invasiva e

quando bem indicada, configura-se

Diferentemente das condutas

de baixo custo. A amostra citoló-

como ferramenta bastante útil para

padronizadas para as lesões cer-

gica permite ainda a aplicação de

detecção precoce de lesões pré-

vicais, nenhum rastreamento está

técnicas como imunocitoquímica,

-cancerosas e malignas da cavidade

disponível para cânceres orais/

análise morfométrica e testagens

oral/orofaríngea.

orofaríngeos. A detecção das lesões

pré-cancerosas e malignas é

mais frequentemente realizada por

exame clínico seguido de análise

histopatológica, embora exista a

indicação da citologia em alguns

casos. Assim como em outras neoplasias,

a precocidade do diagnóstico

proporciona tratamentos nos

estágios iniciais da doença, e como

consequência melhoria da sobrevida

dos pacientes. Nesse sentido, a

citologia poderia ser utilizada como

uma ferramenta de triagem para a

moleculares, que poderiam complementar

o diagnóstico. Alguns

estudos tem demonstrado boa reprodutibilidade,

sensibilidade, especificidade

e valores preditivos da

técnica, embora a confirmação histológica

das lesões ainda seja parte

do protocolo clínico.

A citologia da cavidade oral pode

ser útil ainda na definição diagnóstica

de lesões infecciosas, como

leucoplasias, candidíase e herpes,

configurando-se como um método

Referências:

Antonsson A, de Souza M, Wood ZC, Carroll A, Van

K, Paterson L, Pandeya N, Whiteman DC. Natural

history of oral HPV infection: Longitudinal analyses

in prospective cohorts from Australia. Int J

Cancer. 2021 Apr 15;148(8):1964-1972.

Franceschi S, Muñoz N, Bosch XF, Snijders PJ, Walboomers

JM. Human papillomavirus and cancers

of the upper aerodigestive tract: a review of epidemiological

and experimental evidence. Cancer

Epidemiol Biomarkers Prev. 1996 Jul;5(7):567-75.

Nasioutziki M, Chatzistamatiou K, Loufopoulos

PD, Vavoulidis E, Tsampazis N, Pratilas GC, Liberis

A, Karpa V, Parcharidis E, Daniilidis A, Spanos

K, Dinas K. Cervical, anal and oral HPV detection

and HPV type concordance among women referred

for colposcopy. Infect Agent Cancer. 2020 Apr

15;15:22.

Wright JM, Vered M. Update from the 4th Edition

of the World Health Organization Classification of

Head and Neck Tumours: Odontogenic and Maxillofacial

Bone Tumors. Head Neck Pathol. 2017

Mar;11(1):68-77.

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Citologia Clínica.

Mestre e Doutora em Patologia.

0 108

Revista NewsLab | Maio 2021


INFORME DE MERCADO

INFORMES DE MERCADO

Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação

dos produtos e lançamentos do setor.

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.

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Revista NewsLab | Maio 2021


INFORME DE MERCADO

Revista NewsLab | Maio 2021

0 111


INFORME DE MERCADO

VIDA BIOTECNOLOGIA DETENTORA DE RECORDES

É notório a todos o momento delicado que a economia

mundial tem passado nos últimos meses

enfrentando rigorosas recessões diante da pandemia

do Corona Vírus.

Na contramão, uma empresa mineira de âmbito

nacional vem se destacando com muito empenho e

talento de seus gestores.

Estamos falando da Vida Biotecnologia, empresa

que vem se consolidando como pioneira em diversos

lançamentos no mercado de diagnósticos e que nos

últimos meses tem conseguido números expressivos

na venda de testes rápidos para a Covid-19.

Em 2020 a Vida Biotecnologia produziu e comercializou

a expressiva marca de 1 milhão de testes

rápidos da Covid-19, um número que deixa claro sua

forte presença de mercado.

Iniciando 2021, a empresa vislumbrou como meta

dobrar a produção e as vendas para este novo ano.

E mais uma vez surpreendeu todas as expectativas,

superando o seu próprio recorde com apenas 3 meses

de 2021. Isso mesmo, a Vida Biotecnologia contabilizou

em suas vendas mais um recorde de 1 milhão

de testes rápidos, produzidos e comercializados entre

janeiro e março deste ano, que somados aos números

de 2020 totalizam mais de 2 milhões de testes.

Essa empresa demonstra com exemplos de persistência

e força, a convicção de que um trabalho sólido

próximo de seus clientes e parceiros pode mudar

todo o contexto de um cenário.

Parabéns aos gestores, colaboradores e

clientes da Vida Biotecnologia.

Para mais informações (31) 3466-3351.

Para mais informações, entre em contato

com sua Central de Atendimento

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COVID-19, ampliando o seu portfólio de kits para

combate da pandemia do SARS-CoV-2.

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0 112

Revista NewsLab | Maio 2021


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INFORME DE MERCADO

Muitos laboratórios e diversos experimentos

de análise e pesquisa exigem a manipulação

cuidadosa de volumes específicos de

líquidos e reagentes. Por isso, as micropipetas

são ferramentas fundamentais nesse

processo. Dessa forma, é essencial que sejam

exatas e precisas, assim como o adequado

acondicionamento do equipamento para a

entrega de resultados de qualidade.

Por oferecermos soluções integradas para

Laboratórios, apresentamos nossos diferenciais

em pipetagem. O mais recente lançamento

é o suporte para micropipetas. Sua

bancada muito mais organizada, com fácil

acesso as micropipetas. Sua rotina mais prática

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fabricantes. Compatível com todos os modelos

de micropipetas Firstlab e seu design clean,

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dois modelos: volume fixo ou volume

variável. Confortáveis, leves, precisas, resistentes,

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Revista NewsLab | Maio 2021

0 113


INFORME DE MERCADO

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biotério, que conta com mais de mil animais

selecionados e controlados, a Newprov

garante o fornecimento de derivados de

sangue de carneiro de altíssima qualidade,

sempre com a preocupação com o bem-estar

e saúde animal.

O sangue de carneiro utilizado em nossos

produtos passa pelo mais rigoroso processo

de controle de qualidade, adicionado a meios

de cultura importados de alta performance,

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segurança em suas rotinas.

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com diversas apresentações de placas, de 60, 90 e

140mm, com uma ou duas divisões, sempre com o

objetivo de oferecer o produto que se adapte melhor

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Revista NewsLab | Maio 2021


CONHEÇA A BYOGENE, BIOGENETIX E VITALAB:

EMPRESAS DA BU DIAGNÓSTICA DA VIVEO

As empresas Diagnóstica Cremer, Byogene,

Biogenetix e Vitalab formam uma

solução completa com venda de produtos

e prestação de serviços de excelência

para laboratórios de todo o Brasil. Entre os

principais estão produtos pré-analíticos

e analíticos, além de distribuição da Roche

Diagnóstica do Brasil para o interior

e grande São Paulo, Alto do Tietê, Baixada

Santista, Sorocaba, Rio de Janeiro e Distrito

Federal.

INFORME DE MERCADO

Com mais de 2.500 itens no portfólio

e 200 fornecedores parceiros, um atendimento

multicanal e especializado,

construímos uma experiência de compra

personalizada, com base na cesta de produtos,

histórico de compras e preferências

de cada cliente.

A Byogene está no mercado há mais de

20 anos com grande destaque nas áreas

de bioquímica, hematologia, imunologia,

alergia, biologia molecular e coleta. Trata-

-se do maior distribuidor da Roche Diagnóstica

no segmento de diagnóstico in

vitro, empresa suíça de biotecnologia líder

mundial em soluções para medicina diagnóstica

e medicina personalizada, para a

grande São Paulo, Alto do Tietê, Baixada

Santista, Sorocaba e Rio de Janeiro.

Com mais de 10 anos no mercado, a Biogenetix

é distribuidora autorizado da Roche

Diagnóstica para o interior do estado

de São Paulo. No ano de 2017 a empresa

recebeu o prêmio de “Distribuidor Master”,

sendo considerado o melhor distribuidor

do Brasil.

A Vitalab é distribuidora credenciada

da Roche Diagnóstica com atendimento

exclusivo e personalizado para todo o Distrito

Federal. São mais de 18 anos de compromisso

em atender bem os clientes com

respeito, credibilidade, confiança e ética.

Fazemos parte da Viveo, líder na América

Latina no mercado de distribuição de

insumos médico hospitalares. Somos um

ecossistema de produtos e serviços para o

setor da saúde. Nossa missão é de simplificar

o mercado com soluções ágeis, confiáveis

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Revista NewsLab | Maio 2021

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INFORME DE MERCADO

PENSANDO EM ECONOMIA E GANHO NOS PROCESSOS

LABORATORIAIS NO SETOR DE HEMATOLOGIA?

O setor de hematologia para as pequenas

e médias rotinas conta com o BC-5380

– Mindray, que proporciona diferencial

leucocitário em 5 partes e 27 parâmetros,

velocidade de 60 amostras por hora, auto

carregamento para 30 amostras e alimentação

contínua. As metodologias são: difração

e laser combinada com coloração

química e avançada citometria de fluxo,

com exclusivo canal para contagem de

basófilos e impedância. Amostra de 20µl.

Os laboratórios clínicos buscam melhorias

e padronização nos seus processos

e fluxos de trabalho assim como nos resultados

dos exames. O aumento do nível

de automação e redução de erro humano

e dos riscos de contaminação, tanto dos

profissionais como das amostras. O BC-

5380 permite análise completa do hemograma

e liberação de até 80% da rotina

de hematologia sem a necessidade de

confecção de lâminas e microscopia. A

redução da mão de obra nos processos

permite realocar os recursos humanos

para situações que exijam: análise crítica

dos resultados ou controle de qualidade,

processos manuais e atuação comercial. O

resultado do hemograma com diferencial

leucocitário em 5 partes proporciona a

diminuição da confecção de lâminas e microscopia,

sendo uma economia não somente

em mão de obra como em material

(lâminas e corantes). O auto carregamento

diminui o tempo gasto em frente ao

equipamento, automatizando o processo

de amostragem, que é um processo repetitivo

de abrir e fechar tubos de amostras

e que pode proporcionar erros na identificação

das amostras ou trocas acidentais,

além do risco biológico. O BC-5380 traz

elasticidade no ganho de capacidade em

processar a rotina além de contar com o

aumento na segurança e economia dos

processos administrativos de transcrever

os resultados no sistema, se o equipamento

estiver interfaceado ao sistema de

informação do laboratório (LIS).

Para maiores informações, favor

consultar-nos.

J.R. EHLKE & Cia Ltda.

Av. João Gualberto, 1661 - Juvevê

Curitiba / PR - Brasil - CEP 80030-001

Tel + 55 41 3352-2144

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0 116

Revista NewsLab | Maio 2021


DETECÇÃO DE PROTEÍNAS NO LÍQUOR:

MARCADORES PARA ESCLEROSE MÚLTIPLA

Com foco em fornecer a solução completa e estar

na vanguarda tecnológica, a Binding Site trabalha

sempre pensando em agregar novos produtos ao

menu já existente.

INFORME DE MERCADO

Assim, a empresa anuncia que estão disponíveis

exames específicos para auxiliar no diagnóstico e

acompanhamento de doenças do Sistema Nervoso

Central: Albumina no líquor, Freelite® no líquor (cadeias

leves e livres kappa e lambda) e Imunoglobulinas

no líquor (IgA, IgM, IgG).

A seguir, veja os exames específicos para quantificação

de proteínas no líquor comercializados pela

Binding Site no Brasil.

Para mais informações, contate a equipe através do

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INFORME DE MERCADO

O ANTICORPO VHH JK36 (NANOCORPO)

DERIVADO DE CAMÉLIDOS EVITA O EPÍTOPO SOBREPOSTO COM

ANTICORPOS CD38 INDUTORES DE ACDD QUE É COMUM NOS

ANTICORPOS ANALÍTICOS DE RATO COMERCIALMENTE DISPONÍVEIS

Introdução

A alta expressão superficial da ectoenzima CD38 metabolizante de NAD+

é considerada a marca fenotípica das células plasmáticas que impulsionaram

sua intensa investigação como alvo de citotoxicidade celular dependente de

anticorpos [1]. Os anticorpos anti-CD38 resultantes que podem provocar a

eliminação imuno-mediada de células expressas por CD38, principalmente

através da citoxicidade celular dependente de anticorpos (ADCC do inglês

antibody-dependent cellular cytotoxicity), frequentemente mostram

considerável epítopo sobrepondo-se com anticorpos anti-CD38 de ratos

monoclonais comercialmente disponíveis, limitando o estudo da expressão

CD38 superficial no nível de célula única na presença de organismos

convencionais indutores do ADCC.

Nanocorpos, derivados de anticorpos de cadeia pesada que ocorrem

naturalmente em lhamas e outros camélidos, podem evitar essas interferências

indesejadas. Os nanocorpos são fragmentos únicos de anticorpos de domínio

variável (VHH) [2,3] que muitas vezes expõem uma longa região determinante

de complementaridade 3 (CDR3). Esse recurso permite-lhes reconhecer

epítopos ocultos, por exemplo, em cavidades moleculares, que são inacessíveis

aos CDRs em anticorpos analíticos convencionais e indutores de ADCC [4].

Resultados

A construção JK36 de coelho (Rb-JK36) foi comparada com os clones

de anticorpos convencionais de ratos LS198-4-3 e T16. Como mostra

a Figura 3, padrões de coloração em sangue normal inteiro com os três

clones são semelhantes. Como esperado, o conjugado Alexa Fluor 700 é

menos brilhante que o conjugado APC-Alexa Fluor 700 e mais brilhante

em comparação com o FITC.

Quando a mesma coloração é realizada em sangue inteiro após a

incubação com Daratumumab, um anticorpo terapêutico humanizado anti-

CD38 do rato, LS198-4-3 e T16 não conseguem, parcial ou completamente.

rotular o epítopo CD38, agora mascarado com Daratumumab. Em contraste,

o padrão e intensidade de coloração de RB-JK36 permanecem inalterados,

confirmando que o RB-JK36 se liga a um epítopo que não é mascarado por

Daratumumab.

Figura 2: A relação F/P aumenta com a construção do Fc-JK36 de coelho em comparação com

o único nanocorpo

JK36 é um nanocorpo anti-CD38 que reconhece um epítopo críptico não

mascarado por terapias anti-CD38, abrindo novos caminhos em pesquisa clínica

de mieloma múltiplo [5].

Materiais e Métodos

Como todos os nanocorpos, o JK36 tem propriedades estruturais e funcionais

exclusivas. Em comparação com as imunoglobulinas de ratos ou humanos, a

porção mais variável do nanocorpo, a Região Determinante de Complementaridade

3 (CDR3), tem um loop estendido, que permite que o JK36 atinja um epítopo CD38

críptico não acessível a anticorpos convencionais (Figura 1).

Figura 1: Estrutura esquemática de anticorpos humanos e camélidos e domínio VHH [6]

Figura 3: Padrão de coloração da construção FC-JK36 de coelho em comparação com LS198 e

T16 de ratos em um sangue inteiro normal antes (topo) e após a incubação com Daratumumab

(inferior) usando o software Kaluza no citômetro Navios

0 118

Revista NewsLab | Maio 2021


Esses dados demonstram que a construção do RB-JK36 é uma

alternativa útil aos anticorpos convencionais de ratos para gating de

células plasmáticas por citometria de fluxo (Figura 4), permitindo que os

pesquisadores identifiquem e estudem células de plasma na presença de

produtos biológicos anti-CD38.

Além de resgatar a detecção de CD38 expresso na superfície na presença

de anticorpos convencionais indutores de ADCC anti-CD38, a avaliação

simultânea da expressão de CD38 e da ocupação de CD38 ao nível de

célula única pode proporcionar insight mecanicista valioso e suporte

no desenvolvimento de hipóteses de trabalho para a fuga de células

plasmáticas (Figura 6).

INFORME DE MERCADO

Figura 4: Uso da construção do FC-JK36 de coelho como um marcador de gating de células

plasmáticas em comparação com LS198 de rato em uma amostra de sangue de Mieloma Múltiplo

antes (topo) e após a incubação com Daratumumab (inferior).

Figura 6: A avaliação simultânea da expressão do receptor com JK36 e a ocupação com um

anticorpo analítico convencional possibilita correlação da densidade da expressão de CD38 e

ocupação de CD38 ao nível de célula única.

Além da Alexa Fluor 700, o FC-JK36 de coelho pode ser conjugado a

vários corantes Alexa Fluor, proporcionando flexibilidade no design de

painéis (Figura 5).

Figura 5: Exemplo do padrão de coloração do FC-JK36 de coelho conjugado a corantes Alexa

Fluor 488, 647 e 700 (da esquerda para a direita) em amostras de sangue inteiro e medula óssea

de doadores saudáveis.

Discussão

Os nanocorpos possuem propriedades únicas com vantagens

impressionantes para aplicações analíticas e terapêuticas. A primeira

terapia baseada em nanocorpo foi aprovada pela FDA dos EUA no início de

2019 (Caplacizumab da Sanofi Genzyme [7]) e se junta a muitos produtos

biológicos já no mercado. Com a construção de Rb-JK36 diretamente

fluorescente, a Beckman Coulter avança na análise celular para superar

as limitações do mascaramento de epítopos com produtos biológicos

direcionados. Este nanocorpo oferece oportunidade aos laboratórios de

monitorar com mais precisão a resposta às terapias anti-CD38, melhorando

o atendimento ao paciente.

Referências

[1] New investigational drugs with single-agent activity in multiple myeloma. Rajan AM, Kumar S. Blood Cancer J.

(2016) 6:e451.

[2] Naturally occurring antibodies devoid of light chains. Hamers-Casterman C, Atarhouch T, Muyldermans S, Robin-son

G, Hamers C, Songa EB, et al. Nature (1993) 363:446–8.

[3] Nanobodies: natural single-domain antibodies. Muyldermans S. Annu Rev Biochem. (2013) 82:775–97.

[4] Molecular basis for the preferential cleft recognition by dromedary heavy-chain antibodies. De Genst E, Silence K,

Decanniere K, Conrath K, Loris R, Kinne J, et al. Proc Natl Acad Sci USA. (2006) 103:4586–91.

[5] Long-term CD38 saturation by daratumumab interferes with diagnostic myeloma cell detection. Oberle et al.

haematologica 2017; 102:e370

[6] Nanobodies and Nanobody-Based Human Heavy Chain Antibodies As Antitumor Therapeutics. Bannas et al. Front

Immunol. 2017 Nov 22;8:1603.

[7] Nanobody approval gives domain antibodies a boost. Chris Morrison Nature reviews drug discovery. Junho 2019

Beckman Coulter Life Sciences

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Revista NewsLab | Maio 2021

0 119


INFORME DE MERCADO

INTERPRETAÇÃO DE TESTES SOROLÓGICOS

PARA SARS-COV-2 EM PESSOAS VACINADAS

A infecção pelo SARS-CoV-2 ocorre após a entrada

do vírus na célula alvo, decorrente da união

entre o domínio ligante do receptor (RBD) viral,

da proteína transmembrana Spike (S), e o receptor

da enzima de conversão da angiotensina

2 (ACE2). A proteína S se acopla ao ACE2 e sofre

uma divisão para que haja a fusão da membrana

viral com a célula ou a endocitose, permitindo a

liberação do RNA que está no interior do vírus.

Desenvolvimento de anticorpos e imunidade-

Infecção natural e Vacinação

ambiente seguro e de forma controlada, sem

adoecer com COVID-19.

monitorar a imunidade natural e também após

vacinas.

• A única maneira de obter imunidade adquirida

naturalmente é por meio da infecção com o vírus

SARS-CoV-2, que causa a doença.

• O nosso sistema imunológico combate a infecção

através da resposta humoral e celular. Os anticorpos

e as células de memória permanecerão

no corpo após o desaparecimento da infecção

por tempo variável, ainda em estudos. A resposta

imunológica varia enormemente entre pessoas

diferentes e parece ter alguma correlação com a

gravidade da infecção no caso do SARS-CoV-2.

Os conhecimentos científicos avançam a cada

dia, trazendo novas informações.

• As vacinas são capazes de estimular uma resposta

imunológica melhor do que a infecção

natural e permite que se crie imunidade em um

• O surgimento de variantes de SARS-CoV-2, com

escape variável da imunidade natural e induzida

por vacina, tem complicado este cenário. Correlatos

precisos de proteção contra SARS-CoV-2 não

são conhecidos, mas as variantes de preocupação

que estão surgindo podem reduzir a margem de

proteção, levando à necessidade de vacinas atualizadas

ou doses adicionais.

Tipos de teste de anticorpos

Os anticorpos neutralizantes correspondem aos

anticorpos relacionados efetivamente ao bloqueio

da entrada do vírus na célula alvo. Os anticorpos

produzidos contra a estrutura S1 da proteína

Spike, são aqueles com maior potencial de

serem neutralizantes. Estão sendo introduzidos

também testes quantitativos de IgG anti Spike

com elevada sensibilidade e especificidade para

Nenhum dos testes atualmente utilizados tem

a indicação precisa de avaliar indivíduos que

receberam uma vacina, mas não se impede que

sejam realizados. A aplicação dos mesmos pode

trazer vantagem em promover o conhecimento

sobre a capacidade de gerar imunidade; quantificar

essa resposta imune humoral e mensurar

sua duração; auxiliar no entendimento sobre

a tolerância e frequência da vacina. Porém em

diretriz provisória e recente do CDC americano,

encontram-se as recomendações:

• Uma vez que as vacinas induzem anticorpos

para alvos específicos de proteínas virais, os resultados

do teste sorológico pós-vacinação serão

negativos em pessoas sem histórico de infecção

natural prévia, se o teste usado não detectar anticorpos

induzidos pela vacina.

0 120

Revista NewsLab | Maio 2021


• Deve-se considerar também se o teste foi validado

para não apresentar reação cruzada com

anticorpos contra antígenos que não são empre-

Os resultados dos testes sorológicos anti-SARS-

-CoV-2 IgG disponíveis podem ser interpretados

da seguinte maneira:

• Até agora, sabemos que as duas vacinações CO-

VID-19 atualmente aprovadas no PNI do Brasil,

reduzem a chance de adoecer com COVID-19,

INFORME DE MERCADO

gados no teste.

mas não sabemos se evitam que se continue

• Em uma pessoa nunca vacinada:

portador do vírus. Portanto, todas as pessoas,

Conclui-se que, no atual momento, em que te-

Teste positivo para anticorpos contra N (Nucleo-

incluindo pessoas não vacinadas que testaram

mos pessoas vacinadas e não vacinadas, é ne-

capsídeo), S (Spike) ou RBD indica infecção na-

anticorpos positivos anteriormente, devem con-

cessário conhecer os alvos antigênicos dos testes

tural anterior.

tinuar a seguir todas as outras recomendações

que estão sendo realizados, bem como utilizar

atuais para prevenir a infecção por SARS-C0V-2

ensaios mais sensíveis e específicos. Além desta

• Em uma pessoa vacinada, considerando

(por exemplo, distanciamento social, uso de

questão laboratorial, é necessário conhecer os

os imunizantes:

máscaras).

princípios relacionados aos imunizantes utiliza-

1- Vacina AstraZeneca: o teste positivo para

dos em nosso meio.

anticorpos contra o alvo do antígeno da vacina,

• Pessoas com teste positivo anterior para anti-

a proteína S, e negativo para outros antígenos

corpos para SARS-CoV-2, mas que atualmente

Sobre as vacinas aprovadas para utilização

sugere que eles produziram anticorpos induzidos

apresentam evidências de nova infecção por

no Programa Nacional de Imunização (PNI):

pela vacina e que nunca foram infectados com

SARS-CoV-2 (reinfecção), devem ser considera-

SARS-CoV-2.

das contagiosas e devem seguir as diretrizes de

AstraZeneca e Universidade de Oxford

isolamento existentes.

(AZD1222): Uso de adenovírus modificados

Importante: Se o teste for positivo para qual-

(vetor viral) que são inofensivos para o corpo hu-

quer anticorpo diferente do anticorpo induzido

Edição 04. Abril/2021.

mano, alterados geneticamente para que atuem

pela vacina, como a proteína N, indica a resolu-

Assessoria Médica – Lab Rede

de forma parecida com o coronavírus, mas sem

risco para a saúde. Isso faz com que o sistema

imunológico treine e produza anticorpos capazes

de eliminar o vírus caso aconteça a infecção.

ção da infecção por SARS-CoV-2 que poderia ter

ocorrido antes ou depois da vacinação.

2- Vacina Coronavac: utiliza vírus inativado,

Referências

1. Diretrizes provisórias para testes de anticorpos CO-

VID-19 | CDC,

https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/lab/resources/antibody-tests-guidelines.html#print

por isso o sistema imune é desafiado a produzir

Sinovac (Coronavac): a vacina chinesa desenvol-

anticorpos contra o vírus como um todo, tanto

vida em parceria com o Instituto Butantã. Uso do

para a proteína S, quanto para a proteína N. Em

coronavírus inativado que não provoca a infecção,

geral os testes utilizam um ou mais alvos antigê-

nem doença, mas que permite ao corpo produzir os

nicos, portanto todos são adequados para detec-

anticorpos necessários para combater o vírus.

ção de anticorpos.

Revista NewsLab | Maio 2021

0 121


INFORME DE MERCADO

EXTRAÇÃO AUTOMATIZADA EM ATÉ 40 MINUTOS.

A Biomedica, empresa que atua no segmento

médico desde 1996, traz ao Brasil com

exclusividade uma solução inovadora para

automatizar processos de diagnóstico molecular,

ampliando seu portfólio de produtos de

extração viral.

A extração automatizada com os equipamentos

de extração, MAELSTROM 4800 e MA-

ELSTROM 9600, possui tecnologia patenteada

de homogeneização por rotação Maelstrom.

Essa técnica conta com um manuseio revolucionário

das beads magnéticas. Os produtos

TANBead Maelstrom 4800 e Maelstrom 9600

incorporam essa nova tecnologia e oferece o

melhor desempenho para aplicação no diagnóstico

molecular e ciências da vida. A série

Maelstrom é aprovada pelo FDA e CE, e suas

patentes são concebidas no Canadá, China,

EUA, EU, Coréia, Japão e Taiwan.

Além do equipamento, a Biomedica oferece

o kit de Extração Ácidos Nucleicos, OptiPure

Viral DNA/RNA e outros materiais biológicos

direcionado ao diagnóstico e pesquisa clínica.

O produto é destinado a extração e purificação

de DNA/RNA viral a partir de materiais

biológicos, como: SWAB nasofaríngeo, BAL,

aspirado nasofaríngeo, soro, plasma, LCR, urina

e outro direcionado ao diagnóstico e pesquisa

clínica. Os ácidos nucleicos purificados

podem ser analisados por PCR em tempo real

e sequenciamento de próxima geração.

O diagnóstico molecular está crescendo cada

vez mais e usam técnicas da biologia molecular

para identificar doenças infecciosas, doenças

hereditárias, câncer, entre outros.

Em cooperação com fabricantes internacionais

de produtos e insumos voltados à alta

tecnologia e inovação, a Biomedica oferece

também um amplo portfólio de soluções

para a rotina de diagnostico molecular do

seu laboratório, com teste real time RT-PCR,

teste rápido antígeno, extração automatizada,

além de swab floculado e extração manual

de DNA/RNA.

Sobre a Biomedica

A Biomedica, uma empresa comprometida

com o segmento da saúde há mais de 23

anos. Atuando no mercado com equipamentos

e suprimentos de alta tecnologia e inovação

que venham proporcionar a melhoria da qualidade

de vida e saúde para as pessoas. Com

isso, sempre atenta a tendências do futuro e

trabalha com diagnóstico molecular e biologia

molecular há mais de 4 anos, trazendo resultados

de ponta para a população.

Biomedica Equipamentos e Suprimentos LTDA.

SIA trecho 03 - lotes 625 - sala 230C

CEP 71200-030

Telefone (61) 3363-4422 (whatsapp)

Email: contato@biomedica.com.br

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0 122

Revista NewsLab | Maio 2021


RESUMO DA AVALIAÇÃO DO PRODUTO:

IMPACTO DA IMPLEMENTAÇÃO DO CELLAVISION DC-1

EM UMA REDE DE LABORATÓRIOS AFILIADOS

INTRODUÇÃO:

A recente introdução do analisador CellaVision DC-1 possibilita que

laboratórios com pequenos volumes de amostra implementem a

mesma metodologia digital usada por laboratórios maiores para realizar

contagens diferenciais de células sanguíneas.

O CellaVision DC-1, como todos os analisadores CellaVision, emprega

uma combinação de análise de microscopia de alta resolução, imagens

digitais e análise baseada em inteligência artificial para identificar a

mono camada, localizar células individuais, capturar imagens de elevada

qualidade de células e fornecer uma pré-classificação das células

para uma confortável revisão em tela por parte do analista clínico.

e de conclusão, com especial atenção ao tempo inicial de avaliação

emHigh River até a avaliação final em Calgary.

Após a análise dos esfregaços usando a metodologia digital do

CellaVision, os mesmos esfregaços foram analisados pelos analistas de

High River, usando protocolos normais e microscopia manual seguida

do transporte dos esfregaços para Calgary, para revisão por um

patologista.

RESULTADOS:

Os resultados da avaliação demonstram claramente que podem

ser alcançadas eficiências de fluxo de trabalho consideráveis ao

implementar o CellaVision DC-1 em uma rede de laboratórios afiliados.

Tempo de revisão de amostras reduzido em 50%

A avaliação comparou o tempo necessário para rever um conjunto

de esfregaços de sangue usando a metodologia digital do CellaVision

com a revisão do mesmo conjunto de esfregaços usando microscopia

manual. A metodologia digital do CellaVision demonstrou um tempo de

revisão inferior ao da microscopia tradicional (média de 1,92 vs. 4,05

minutos).

FIGURA 1: COMPARAÇÃO DOS TEMPOS DE REVISÃO DE AMOSTRAS

MM-140-08 2019-03-18

O CellaVision uniu-se recentemente aos Serviços Laboratoriais de

Calgary (CLS) para realizar uma avaliação de campo do produto com a

finalidade de avaliar a utilidade e o impacto do CellaVision DC-1 em uma

rede de laboratórios afiliados.

O CLS é um laboratório de diagnóstico médico de referência que serve

uma vasta área do sul de Alberta, no Canadá. Em uma organização

composta de mais de 15 laboratórios em locais geograficamente

dispersos, o laboratório de alta demanda de Calgary serve como

laboratório de referência central para os laboratórios menores, tais

como o laboratório de teste escolhido na cidade de High River. Em High

River, a eficiência do fluxo de trabalho e a velocidade do serviço para

os técnicos teve um impacto negativo pela necessidade de transportar

todos os casos de difícil diagnóstico para o laboratório de referência,

em Calgary, o que resultou em prazos (TAT) prolongados.

OBJETIVO:

O objetivo do estudo foi avaliar a utilidade e o impacto do CellaVision

DC-1 quando implementado em uma rede de laboratórios afiliados,

com foco em dois indicadores de desempenho importantes:

1. tempo de revisão;

2. prazos de execução, para esfregaços enviados para Calgary.

METODOLOGIA:

Para estabelecer uma referência para comparação, o CLS realizou

uma revisão retrospetiva dos esfregaços de sangue periférico de

High River registrados entre Março e Junho de 2017 à partir do

momento da recepção das amostras.

Durante a avaliação, foram processadas 21 amostras usando

o CellaVision DC-1. Em seguida, as pré-classificações geradas

foram revistas por analistas clínicos de High River com o apoio dos

patologistas de Calgary.

Para cada etapa do processo foram registrados o tempo de recepção

Metodologia do CellaVision

Microscopia manual

Melhoria de 94% nos prazos de execução (TAT) dos esfregaços

enviados para Calgary

A avaliação demonstrou claramente a melhoria nos prazos de execução

dos esfregaços que têm que ser enviados para o laboratório central, em

Calgary, para revisão por um patologista (média de 1 hora e 22 minutos

de fluxo de trabalho assistido pelo CellaVision vs. média 24 horas e 6

minutos de referência).

FIGURA 2: COMPARAÇÃO DOS PRAZOS DE EXECUÇÃO DOS ESFREGAÇOS

ENVIADOS PARA CALGARY

Fluxo de trabalho assistido

pelo CellaVision

Fluxo de trabalho de referência

COMENTÁRIO:

0 1 2 3 4 Minutos

0 6 12 18 24 Horas

A avaliação in-situ demonstrou efetivamente que podem ser alcançadas

eficiências de fluxo de trabalho consideráveis ao implementar

o CellaVision DC-1 em uma rede de laboratórios afiliados.

A tecnologia do CellaVision ajuda os analistas clínicos a agilizarem a

avaliação morfológica, permitindo simultaneamente a colaboração

com colegas, supervisores e patologistas externos. Em uma rede de

laboratórios, a adaptação de uma metodologia digital pode ajudar

a poupar tempo considerável ao remover eficazmente a principal

causa dos prazos de execução prolongados (o transporte rodoviário

necessário para enviar os casos difíceis para revisão por patologistas

externos).

Para obter mais informações sobre a avaliação deste produto, contate a CellaVision através do endereço de email marketing@cellavision.com


INFORME DE MERCADO

QUIMILIP – LIPASE

LANÇAMENTO DA BIOQUÍMICA EBRAM

A lipase é uma enzima digestiva produzida

principalmente pelo pâncreas e tem função semelhante

à de um “detergente”, que quebra e

converte óleos e gorduras da alimentação em

moléculas menores, para que assim possam ser

absorvidas pelo intestino mantendo os nutrientes

em níveis adequados.

A maior parte das pessoas produzem quantidades

suficientes de Lipase pancreática, mas os

casos de alteração dessa enzima podem indicar

diversos problemas digestivos, principalmente

pancreatite aguda. Com isso, a Lipase se tornou

um importante marcador para o diagnóstico de

doenças pancreáticas e monitoramento de tratamentos

de diversas doenças.

Seus níveis se elevam quase que paralelamente

aos da enzima amilase e permanecem

alterados por mais tempo na corrente sanguínea.

A lipase é um marcador mais sensível e

mais específico de doença pancreática aguda

do que a amilase, cerca de 20% dos casos cursam

com níveis de amilase normais e com a

lipase isoladamente elevada, entretanto o uso

combinado da avaliação de ambas as enzimas

permite um melhor diagnóstico do paciente.

De acordo com a Classificação de Atlanta, a

pancreatite possui apresentação clínica e gravidade

variável de leve, moderada ou grave, por

isso, a abordagem de um paciente com suspeita

deve ser rápida e precisa, sendo fundamental

um diagnóstico clínico precoce seguido de um

embasamento em exames laboratoriais confiáveis

para que seja determinada a gravidade da

doença e seu tratamento.

Com o objetivo de completar a linha de Bioquímica,

a Ebram apresenta o lançamento do

kit QUIMILIP - LIPASE, para determinação da

atividade enzimática da Lipase.

Com o melhor custo-benefício do mercado, o

kit possui dois reagentes líquidos, prontos para

uso e o calibrador incluso.

AMOSTRA: soro e plasma

METODOLOGIA: Colorimétrica

APRESENTAÇÃO: R1: 4 x 10 mL + R2: 1 x 10

mL + Calibrador: 1 x 5 mL

Como a determinação da Lipase rotineiramente

é realizada junto com a dosagem da enzima

amilase, a Ebram também oferece em sua

linha de bioquímica o kit de Amilase

AMOSTRA: soro, plasma e urina

METODOLOGIA: Substrato Direto (líquido).

APRESENTAÇÃO: Linha Geral: 6 x 10mL e Linha

Bulk: 1 x 200mL

Consulte informações completas desse

lançamento e demais itens do portfólio

com nossa equipe de vendas:

Tel.: (11) 2291-2811

E-mail: vendas@ebram.com / vendas2@ebram.com

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0 124

Revista NewsLab | Maio 2021


DIAGFAST! CHEGOU E JÁ CONQUISTOU O SEU ESPAÇO

INFORME DE MERCADO

2020 marcou a chegada da Diagfast ao mercado

de reagentes laboratoriais. E logo em

seu primeiro anuncio ela trazia em destaque:

“Muito Prazer”. “Nós somos a Diagfast, empresa

que irá revolucionar o mercado de reagentes

laboratoriais e surpreender você.”

E surpreendeu! Diante dos investimentos,

capacidade e relacionamento de seus gesto-

res, logo em seu primeiro ano a empresa já

prepara a ampliação de sua fábrica, triplicando

sua capacidade de produção e aumentando

sua capacidade de estoque em 400m². Além

da expansão estrutural, a Diagfast inicia a

implementação do envase automático, agilizando

o processo e otimizando a produção,

exaltando assim a qualidade de execução de

todo o processo.

A empresa que está estrategicamente localizada

no centro econômico do país, no estado

de São Paulo na cidade de Votorantin, proporciona

e facilita uma logística diferenciada no

atendimento de seus clientes/distribuidores.

Para mais informações, faça contato

pelo número (15) 3357. 9597 ou (15) 3357.

9599 e deixe a Diagfast surpreender você.

Revista NewsLab | Maio 2021

0 125


INFORME DE MERCADO

DIAGNÓSTICO DE AUTOANTICORPOS EM DOENÇAS

BOLHOSAS DE PELE

A determinação de autoanticorpos desempenha

um papel importante no diagnóstico e

na diferenciação de dermatoses bolhosas autoimunes.

Diversos autoanticorpos contra estruturas

da pele podem ser detectados através

de métodos sorológicos como Imunofluorescência

indireta e ELISA.

As dermatoses bolhosas são doenças autoimunes

órgão-específica que se manifestam

através de bolhas e erosões na pele e nas

membranas da mucosa. São caracterizadas por

autoanticorpos contra proteínas estruturais da

pele, que são responsáveis pelo contato célula-

-a-célula com a epiderme e adesão da epiderme

com a derme. Os autoanticorpos rompem as

conexões intracelulares e a adesão das camadas

da pele, levando à separação dessas estruturas.

Bolhas intra ou subepidérmicas se formam

quando o fluído do tecido entra nas fendas.

As dermatoses bolhosas autoimunes são classificadas

em grupos, de acordo com a localização

da bolha e os antígenos alvos. São elas:

• Doenças Penfigóides – caracterizadas por

autoanticorpos contra proteínas hemidesmossomos.

Esses autoanticorpos são direcionados

contra às glicoproteínas BP 180 e BP 230

• Doenças do Pênfigo – caracterizadas por

autoanticorpos contra proteínas desmossomal,

em particular Desmogleína 1 e Desmogleína 3.

• Epidermólise Bolhosa Adquirida – caracterizada

por autoanticorpos contra colágeno tipo

VII (domínio NC1).

• Dermatite Herpetiforme – caracterizada por

autoanticorpos contra endomísio (EMA IgA, transglutaminase

e gliadina deamidada (IgA/IgG)

Para o diagnóstico, atualmente duas abordagens

tecnológicas de última geração têm

se mostrado particularmente úteis para a

análise de anticorpos circulantes em doenças

dermatológicas. O teste de imunofluorescência

indireta de células recombinantes é uma

tecnologia de ponta em que células humanas

transfectadas que expressam antígenos recombinantes

ou fragmentos otimizados dos

mesmos são empregados como substratos

antigênicos.

Os autoanticorpos também podem ser detectados

de forma monoespecífica através

de testes ELISA inovadores. Na EUROIMMUN,

estes testes são baseados em antígenos alvo

planejados, que foram modificados por métodos

genéticos moleculares para melhorar

seu desempenho diagnóstico, por exemplo,

incluindo várias cópias do domínio imunorreativo

ou removendo regiões que causam

reação inespecífica. Assim, esses sistemas de

teste fornecem sensibilidade e especificidade

excepcionais, muitas vezes excedendo as

capacidades dos ensaios baseados em antígenos

nativos inteiros.

Por equipe EUROhub,

Hub de geração e disseminação do saber

científico da EUROIMMUN Brasil

0 126

Revista NewsLab | Maio 2021


Diagnóstico preciso

para Dermatoses

Bolhosas Autoimunes

Conheça as soluções EUROIMMUN

Testes ELISA para a detecção de anticorpos

contra proteínas estruturais da pele

CÓDIGO

PRODUTO

REGISTRO ANVISA

EA 1495-4801 G Anti-Desmogleina 1

10338930236

Testes ELISA monoespecíficos baseados em

antígenos engenheirados.

EA 1496-4801 G Anti-Desmogleina 3

10338930234

EA 1502-4801-2 G Anti-BP180-NC16A-4X

10338930234

Imunofluorescência Indireta para a detecção de

anticorpos anti-Desmogleína 1 e anti-Desmogleína 3

CÓDIGO

PRODUTO

REGISTRO ANVISA

FA 1495-1003-1 IF: Mosaico Dermatológico 10 x 03 (30) 10338930238

FA 1495-1005-1 IF: Mosaico Dermatológico 10 x 05 (50) 10338930238

FA 1495-1010-1 IF: Mosaico Dermatológico 10 x 10 (100) 10338930238

FA 1495-2005-1 IF: Mosaico Dermatológico 20 x 05 (100) 10338930238

Imunofluorescência Indireta: Mosaico para

detecção de anticorpos anti-Desmogleína 1 e

anti-Desmogleína 3 através de células

transfectadas.

www.euroimmun.com.br/dermatosesbolhosas

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PARA SABER MAIS


INFORME DE MERCADO

CONTAGENS DIFERENCIAIS DE LEUCÓCITOS DE CÃES E

GATOS EM APARELHOS AUTOMÁTICOS: CONFIAR?

Por: Fabiola O Paes Leme¹, Lucas Braga Costa dos Santos*²

Na medicina veterinária existem quatro metodologias

principais para a realização das contagens

diferenciais de leucócitos. A primeira é o

método manual, que consiste na realização da

leitura de esfregaço sanguíneo em microscópio

óptico. As outras opções são baseadas em métodos

automáticos, sendo elas a impedância, a

citometria de fluxo e a análise quantitativa da

camada flogística (Lehner et al., 2007; Denicola,2011).

As metodologias automáticas conseguem avaliar

milhares de células em poucos minutos ou

segundos. Essa característica permite que os

equipamentos obtenham resultados com alta

precisão, reduzindo consideravelmente o coeficiente

de variação (CV) do teste e aumentando

a sensibilidade a variações biológicas (Weiss &

Wardrop, 2010).

Harvey (2012) apresentou uma comparação entre

os coeficientes de variação (CV) obtidos pela

contagem manual e automática (citometria de

fluxo) e determinou que o CV do método automático

foi significativamente menor que do

método manual para todas as linhagens de leucócitos.

As metodologias automáticas citadas

dependem, em algum grau, da identificação

do tamanho das células para a diferenciação.

Figura 1. Franja de esfregaço sanguíneo de cão com suspeita de leucemia linfoide. Presença de concentração

intensa de células linfoides atípicas. (Fonte: Laboratório de Patologia Clínica Veterinária da Escola de Veterinária da

Universidade Federal de Minas Gerais)

Essa característica cria uma limitação já que

linhagens diferentes podem ter tamanhos semelhantes

entre si, principalmente em animais

doentes (Denicola,2011).

Os basófilos geralmente são subestimados por

métodos automáticos por possuírem tamanho

semelhante aos outros granulócitos, embora estejam

em menor concentração no sangue. Achados

de lâmina, como agregados plaquetários, podem

influenciar na contagem de leucócitos, porque os

agregados possuem tamanho maior que as plaquetas

individuais. Condições patológicas, como

leucemias podem liberar células atípicas na circulação

que não serão classificadas corretamente na

automação (Stockham & Scott,2011).

As metodologias automáticas também omitem

informações de grande importância tanto para

o diagnóstico quanto para o prognóstico. Achados

de lâmina como neutrófilos tóxicos, linfócitos

reativos ou atípicos, monócitos ativados,

células eritróides nucleadas, inclusões intracitoplasmáticas

e características morfológicas

nucleares não são avaliadas pelas metodologias

automáticas disponíveis atualmente (Thrall et

al., 2012).

Um ponto importante sobre a contagem diferencial

manual, é o mito que apenas 100 leucócitos

são observados durante o processo. Um

bom patologista clínico trata a leitura diferencial

de um hemograma como um exame citoló-

0 128

Revista NewsLab | Maio 2021


gico, ou seja, avalia todo o esfregaço, incluindo,

além da área de contagem, o corpo e a franja.

Essa última, geralmente acumula uma grande

quantidade de leucócitos, principalmente

aqueles com alguma alteração morfológica

(figura 1). Por isso, centenas, se não milhares,

de células também são avaliadas em poucos

minutos. Isso permite que o patologista clínico

expresse sua opinião sobre aquela amostra.

Essa subjetividade do exame frequentemente é

bem-vinda, porque carregará a experiência do

Considerações finais

A automação da contagem diferencial nos

equipamentos mais modernos, principalmente

os que utilizam a técnica da citometria de fluxo,

apresentam confiabilidade satisfatória para

a contagem diferencial de leucócitos de cães

e gatos. Contudo, a utilização da automação

deve estar atrelada a um controle de qualidade

rigoroso dos processos e equipamentos

do laboratório. A utilização das máquinas não

excluí a necessidade de avaliação do esfregaço

Referências bibliográficas

DENICOLA, D. B. Advances in Hematology Analyzers. Topics In Companion

Animal Medicine, v. 26, n. 2, p. 52-61, maio 2011. Elsevier BV.

http://dx.doi.org/10.1053/j.tcam.2011.02.001.

HARVEY, J. W. Veterinary Hematology: a diagnostic guide and color

atlas. St. Louis: Elsevier, 2012. 360 p.

LEHNER, J.; GREVE, B.; CASSENS, U. Automation in Hematology.

Transfusion Medicine And Hemotherapy, v. 34, n. 5, p. 328-339,

2007. S. Karger AG. http://dx.doi.org/10.1159/000107368.

SANTORO, P. Manual methods vs automated hematology analyzers

in veterinary hematology. Veterinary Clinical Pathology, v. 47, n. 2,

p. 178-178, jun. 2018. Wiley. http://dx.doi.org/10.1111/vcp.12611.

STOCKHAM, S. L.; SCOTT, M. A. Fundamentos de Patologia Clínica

Veterinária. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. 729 p.

Tradução Cid Figueiredo et al.

THRALL, M. A., WEISER, G., ALLISON, R. W., CAMPBELL, T. W. Veterinary

Hematology and Clinical Chemistry. 2. ed. Ames: John Wiley &

Sons, 2012. 762 p.

WEISS, D. J.; WARDROP, K. J. Schalm's Veterinary Hematology. 6. ed.

Ames: Blackwell Publishing, 2010. 1206 p.

INFORME DE MERCADO

examinador e consequentemente uma grande

quantidade de informações valiosas para o clínico

(Santoro, 2018).

sanguíneo por um patologista clínico, já que a

identificação de alterações morfológicas celulares

somente pode ser feita dessa maneira.

1 Doutor, Professor, Departamento de Clínica e Cirurgia, Escola de Veterinária,

Universidade Federal de Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil.

2 Programa de pós-graduação em ciência animal, Departamento

de Clínica e Cirurgia, Escola de Veterinária, Universidade Federal de

Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil.

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INFORME DE MERCADO

PLACAS DE PETRI GREINER BIO-ONE: A PRIMEIRA DO

MUNDO FABRICADA EM PLÁSTICO.

O MUNDO TODO USA PORQUE É A MELHOR OU É A MELHOR PORQUE TODO MUNDO USA?

Americana, abril 2021 - As grandes conquistas

da ciência, como o crescimento de células com

circuitos eletrônicos integrados, a clonagem de

órgãos, o melhor entendimento do comportamento

dos vírus e muitas outras, vieram de pesquisas que

foram iniciadas utilizando a placa de Petri. Embora

outros métodos de estudo de microrganismos em

laboratório estejam surgindo, a necessidade de ter

cultivo primário, seguro e rápido de microrganismos

em um ambiente estéril sempre existirá.

Antigamente, todas as culturas celulares eram

realizadas por meio de tubos de vidro com meio de

cultura inclinado. Foi então que, em 1880, o físico

militar Julius Richard Petri percebeu a vantagem de

culturas em crescimento em placas abertas, ao invés

de tubos, para aumentar a área de estrias e favorecer

a obtenção de colônias isoladas. Para aprimorar

sua ideia, ele colocou uma tampa um pouco maior

na parte superior da placa que continha os meios

de cultura. Assim havia a troca de gases entre o

interior e o exterior da placa, porém, sem o risco

de contaminação. Mais simples e seguro, este

método provou ser também mais confiável que a

campânula, resultando assim, no formato conhecido

da placa de Petri.

Petri publicou mais de 150 artigos sobre bacteriologia

e higiene, e sua invenção o eternizou. Devido à

tecnologia da época, as placas de Petri só existiam

na versão de vidro e possuíam algumas limitações

como: necessidade de manutenção de limpeza cada

vez que fossem utilizadas para um novo propósito,

pois poderiam contaminar os estudos posteriores,

cuidados especiais para evitar quebra e rachaduras.

Contribuindo para a ciência dar um passo à frente, a

Greiner Bio-One desenvolveu, produziu e apresentou

ao mercado, em 1963, a primeira placa de Petri de

plástico, tornando-se referência no mercado e

uma das principais fornecedoras da área. De uso

indispensável em laboratórios microbiológicos

para o crescimento de microrganismos como

bactérias e fungos, as placas de Petri são utilizadas e

requisitadas pelo mundo todo, para as mais diversas

necessidades.

As Placas de Petri da Greiner Bio-One são produzidas

em poliestireno de alta qualidade, com excelente

transparência ótica para análises microscópicas,

bem como resistência ao calor (podem ser usadas

com ágar quente até 60°C). Além disso, possuem

um pequeno degrau que permite a troca de ar

eficiente e segura, um requisito essencial para o

crescimento aeróbico de bactérias e fungos. Podem

ser empilhadas com facilidade e são compatíveis

com os principais equipamentos automatizados

disponíveis no mercado.

Com a tecnologia e know-how consagrados

mundialmente, a Greiner Bio-One foi a pioneira

dessa inovação e, por isso, todo mundo usa a melhor

placa de Petri! Ou será que todo mundo usa porque

é a melhor? Não precisa perder seu tempo com

dúvidas! Faça logo a escolha certa e utilize a primeira

placa de Petri em plástico do mundo e garanta a

qualidade da sua pesquisa.

Greiner Bio-One Internacional

A Greiner Bio-One é especializada no

desenvolvimento, produção e distribuição

de produtos plásticos de alta qualidade para

laboratórios. A empresa é parceira tecnológica de

hospitais, laboratórios, universidades, institutos de

pesquisa e indústrias diagnósticas, farmacêuticas

e de biotecnologia. É composta por quatro

divisões de negócios – Pré-Analítica, BioScience,

Diagnóstica e OEM. Em 2014, a Greiner Bio-

One International GmbH gerou um volume de

negócios de 388 milliões de euros, possui 1.800

funcionários, em 23 subsidiárias e inúmeros

distribuidores parceiros em mais de 100 países.

A Greiner Bio-One faz parte da Greiner Holding,

localizada em Kremsmünster (Áustria).

Greiner Bio-One Divisão BioScience

A divisão BioScience da Greiner Bio-One está

entre os principais fornecedores de produtos

especializados para o cultivo e análise de culturas

de células e tecidos. Baseando-se em décadas de

experiência com armazenamento de amostras

criogênicas, a Greiner Bio-One também oferece

soluções para sistemas de armazenamento

automatizado em biobancos. Além disso, continua

a utilizar sua experiência no desenvolvimento e

produção de microplacas para high-throughput

screening, permitindo assim a seleção da droga

de forma rápida e eficiente, tanto para aplicações

industriais quanto para pesquisa científica. Todo

o desenvolvimento, fabricação e operações de

vendas são controladas a partir da sede alemã da

divisão BioScience em Frickenhausen.

Para mais informações:

Departamento de Marketing

T: +55 19 3468 9600

E-Mail: info@br.gbo.com

0 130

Revista NewsLab | Maio 2021


O MUNDO TODO

USA PARA TESTES

DE MICROBIOLOGIA

PLACAS DE PETRI

PRODUÇÃO BRASILEIRA

COM TECNOLOGIA ALEMÃ

A tecnologia e know-how dos pioneiros da Placa de Petri

fabricada em plástico no mundo, agora também, no Brasil.

www.gbo.com

Greiner Bio-One Brasil / Avenida Affonso Pansan, 1967 / CEP 13473-620 | Americana, SP

Tel +55 (19) 3468-9600 / Fax +55 (19) 3468-3601 / E-mail info@br.gbo.com


INFORME DE MERCADO

A HORIBA MEDICAL APRESENTA O YUMIZEN G800, MAIS

UM MEMBRO DA FAMÍLIA YUMIZEN G.

Uma transformação de tecnologia

e inovação em resultados reais.

Combinado com um robusto portfólio

de reagentes Yumizen G da HORIBA

Medical, o Yumizen G800 fornece

uma solução de alta qualidade e

custo otimizado que atenderá às

necessidades de laboratórios de

pequeno e médio porte.

Yumizen G800

• Interface amigável

• Software em português

• Quatro canais de medição

• Três metodologias de análise retirar

• Capacidade de carregamento de 65 amostras

• Velocidade de 150 TP/hr.

• Manutenção mínima

• Rastreabilidade total de amostras e reagentes

• Baixo volume morto de reagentes

• Cubetas descartáveis de reação única (compatível com toda linha)

• Contempla todo perfil de testes de hemostasia.

• Mesmo reagentes e consumíveis em toda linha Yumizen G

• Compatível com QCP Horiba. Controle de qualidade Horiba dando maior

confiabilidade ao teste.

HORIBA Medical Brasil

Tel.: (11) 2923-5400 - E-mail: marketing.br@horiba.com

0 132

Revista NewsLab | Maio 2021


Revista NewsLab | Maio 2021


INFORME DE MERCADO

INVISTAR 150: O MAIS NOVO LANÇAMENTO BIOQUÍMICO

COM ALTA TECNOLOGIA E QUALIDADE

Há 29 anos a In Vitro Diagnóstica se destaca no

cenário nacional de diagnóstico in vitro trazendo

soluções inovadoras e produtos de alta qualidade.

Como não poderia ser diferente, mais uma vez

a In Vitro Diagnóstica inova e traz para o mercado

brasileiro o equipamento InviStar 150, que

alinha alta tecnologia e qualidade em todas as

suas funcionalidades.

O InviStar 150 trata-se um equipamento

automático robusto, esteticamente bonito e de

fácil manuseio. O equipamento foi planejado e

validado para rodar rotinas de bioquímica e turbidimetria

com precisão e exatidão. O software

e todas as suas características foram desenhadas

utilizando alta tecnologia a fim de gerar resultados

confiáveis e velocidade na liberação dos

resultados, especialmente para laboratórios de

pequeno e médio porte no Brasil.

Além da alta performance, o InviStar 150

apresenta baixo custo de manutenção, baixo

consumo de água, cubetas reutilizáveis e estabilidade

de calibração.

Para saber mais entre em contato com a In Vitro

Diagnóstica através do e-mail invitro@invitro.com.br

ou telefone (31) 3654-6366.

DIAGNÓSTICO RÁPIDO PARA INFLUENZA A E B

Com a chegada do outono e do inverno, a diminuição

da temperatura e a baixa umidade relativa do

ar, aumenta a prevalência de doenças respiratórias

devido a exposição e proliferação dos agentes patogênicos,

tornando a população mais suscetível a surtos

de doenças infecciosas como a gripe, faringite,

infecção respiratória, meningite entre outras.

Surtos de influenza ocorrem todos os anos durante

as estações de outono e inverno.

O vírus Influenza A e B vulgarmente conhecidos

como os agentes causadores da "gripe", causam

uma infecção viral altamente contagiosa, transmitida

através de tosse e espirros com gotículas

contendo o vírus ativo.

O vírus do tipo A é tipicamente mais prevalente

do que o vírus do tipo B, estando associados a

epidemias de influenza mais grave, enquanto as

infecções do tipo B são geralmente mais leves.

O teste rápido Lumiratek Influenza A + B detecta

qualitativamente a presença de antígeno de Influenza

A e/ou Influenza B em swab nasal, swab

de garganta ou amostra de aspirado nasal, fornecendo

resultados em 15 minutos.

A utilização dos testes rápidos permite maior

acessibilidade ao diagnóstico de diversas doenças

através de metodologia simples e confiável, reduzindo

o tempo de liberação de resultados, auxiliando

indivíduos e profissionais da saúde quanto

a necessidade de uma conduta terapêutica.

Para maiores informações, entre em

contato através do

e-mail faleconosco@lumiradx.com

ou (11) 5185- 8181.

0 134

Revista NewsLab | Maio 2021


SMART COLORAC MATCH: OTIMIZANDO A

PRODUTIVIDADE DO SEU LABORATÓRIO

INFORME DE MERCADO

O equipamento Celltac G (MEK-9100) da Nihon Kohden conta com o Sistema “Smart ColoRac Match”, que auxilia

na rápida localização de amostras clinicamente alteradas e tubos cujo código de barras não pôde ser lido, usando a

exclusiva codificação através de racks coloridas que são associadas ao programa gerenciador de dados do Celltac G.

Após finalizar a análise e eliminar a rack através da bandeja de saída, estas são espelhadas no sistema do equipamento,

favorecendo a rápida identificação e localização do tubo, para posterior ação por parte do usuário (Figura 1):

Este sistema exclusivo “Smart ColoRac Match” orienta o usuário, aumentando a eficiência do

laboratório sem investimento extra, sem aumento de espaço e sem necessidade de treinamento especial

para o operador. O Smart ColoRac Match definitivamente maximiza a produtividade do seu laboratório,

proporcionando resultados mais rápidos e precisos.

Opte pela melhor tecnologia para o seu

laboratório!

Opte por Equipamentos Hematológicos

Celltac da Nihon Kohden!

NIHON KOHDEN

Rua Diadema, 89 1° andar CJ. 11 a 17 - Bairro Mauá

São Caetano do Sul - SP - CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463

E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br

Siga nossas redes sociais e fique ligado em todas

as novidades para 2021!

Revista NewsLab | Maio 2021

0 135


INFORME DE MERCADO

VOCÊ SABERIA ESCOLHER A CENTRÍFUGA IDEAL PARA O

SEU LABORATÓRIO?

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

Na hora de adquirir ou substituir uma

centrífuga, é necessário ficar atento a algumas

especificações. Por isso, selecionamos algumas

dicas importantes para ajudá-lo nesta escolha.

Capacidade: No momento da escolha de

uma nova centrífuga é importante ficar atento

quanto à capacidade do equipamento. Além de

atender as demandas diárias do seu laboratório

não se pode ignorar o desgaste das máquinas.

Se é preciso ligar e desligar as máquinas várias

vezes ao dia para finalizar a sua rotina, talvez

você precise de uma máquina maior, com mais

capacidade de tubos, maior eficiência de tempo e

menos gastos com manutenção.

Versatilidade do Rotor: Centrífugas para análises

clínicas devem possuir rotores horizontais,

ou seja, que centrifugue o tubo deitado. Esse

processo dará uma melhor qualidade ao soro

obtido, permitindo resultados mais precisos. Por

isso, não utilize máquinas com rotores angulares,

uma vez que determinados ângulos podem fazer

com que a agulha do aparelho analítico encoste

no gel e entupa a tubulação, prejudicando não só

os dispositivos, quanto às amostras.

Segurança: Este é o fator mais importante

quando falamos de equipamentos de

análises. Uma centrífuga ideal deve ser

construída em aço, tambor interno de

segurança, travas elétricas, função de parada

por desbalanceamento excessivo, motores

duráveis, micro processadas, amortecedores

de tampa, baixo nível de ruído, além dos

rotores horizontais. Mas não só. Para assegurar

uma boa escolha, é preciso verificar também a

história das marcas disponíveis no mercado.

A marca também deve atender a todas as

especificações os órgãos reguladores, estar de

acordo com as boas práticas e ainda possuir

um atendimento ao cliente prático e eficaz.

Assistência Técnica: Esse é o tópico que pode

causar mais dor de cabeça e preocupações aos

compradores. Já pensou em ficar com a sua rotina

parada por dias aguardando peças para reposição

vindas do exterior? Por isso garantia e produção

no Brasil são determinantes para a tranquilidade

após compra. Sem prazo de importação de

componentes, sem burocracia em outras línguas.

Levando em considerações todos os pontos

que discutimos aqui, a centrífuga ideal para seu

Laboratório só pode ser uma LABORLINE. Possuímos

linha completa para atender sua necessidade.

Conte com a Laborline, centrifugas feitas para

durar, indústria nacional.

Laborline

(11) 3699-0960

www.laborline.com.br

vendas@laborline.com.br

0 136

Revista NewsLab | Maio 2021


ATENÇÃO PARA O RETORNO DAS INFECÇÕES

RESPIRATÓRIAS NO INVERNO

INFORME DE MERCADO

Com a chegada dos dias mais frios geralmente

aumentam os casos de infecções

respiratórias, principalmente em crianças e

idosos. Além disso, em 2021 vamos ter o

desafio de conviver com a Covid e os demais

vírus sazonais, como afirma o pediatra

Mauro Toporovski: “Eles aumentam realmente

a frequência no outono e inverno

porque as crianças ficam muito juntas nas

escolinhas várias horas. Esse ano a gente

vai conviver com a Covid junto com essas

infecções. Aliás, já tem aumentado a incidência

delas no momento”.

É importante que o médico realize a diferenciação

desses vírus para que tenha a

melhor conduta. Isso evita que o paciente

evolua para uma Síndrome Respiratória

Aguda Grave (SRAG).

A pandemia de Covid-19 tornou a Síndrome

Respiratória Aguda Grave uma das principais

causas de morte no Brasil em 2020.

Os casos relacionados ao novo coronavírus

são a grande maioria. Contudo, não se pode

deixar de observar que outros vírus estão

causando SRAG em crianças.

Segundo levantamento do Ministério da

Saúde, de janeiro a março de 2021, quando

realizado teste para diferenciação das

infecções respiratórias em pacientes até 14

anos, percebeu-se que a SRAG foi causada

pelo novo coronavírus em 65,7% dos casos,

seguido do Vírus Sincicial Respiratório

(VSR) com 31% dos casos.

Diagnóstico molecular para identificar

as infecções

Os diagnósticos laboratoriais são aliados

importantes para a diferenciação das infecções.

O teste molecular rastreia a presença

material genético do patógeno no paciente,

sendo um teste bastante específico e eficaz.

O painel respiratório da Mobius consegue

com apenas uma amostra identificar até 24

patógenos que causam infecções respiratórias,

como Adenovírus, Vírus Sincicial Respiratório,

Influenza, SARS-CoV-2 e outros.

Dessa forma, é possível saber que tipo de

vírus ou bactéria está causando a infecção

respiratória, e assim, conduzir a um tratamento

adequado.

Saiba mais: mobiuslife.com.br

Estamos à disposição

para mais esclarecimentos.

suporte@mobiuslife.com.br

Revista NewsLab | Maio 2021

0 137


INFORME DE MERCADO

ARGOSLAB ® - TESTE PARA DETECÇÃO DE ANTICORPOS DE

LIGAÇÃO A RBD

SARS-COV-2 RBD ANTIBODY TEST - TESTE RÁPIDO

Teste Rápido Visual

Sangue Total, Soro ou Plasma

10 minutos

O vírus SARS-CoV-2 infecta células humanas

por meio de sua ligação ao receptor ACE-2 humano

por seu domínio de ligação ao receptor

(RBD) na proteína Spike (proteína S).

O coronavírus contém quatro proteínas estruturais,

incluindo proteínas de spike (S), envelope

(E), membrana (M) e nucleocapsídeo (N). Entre

eles, a proteína S desempenha os papéis mais

importantes na fixação, fusão e entrada viral, e

serve como um alvo para o desenvolvimento de

anticorpos, inibidores de entrada e vacinas.

A proteína S permite a entrada viral nas células

hospedeiras ligando-se primeiro a um

receptor hospedeiro através do domínio de ligação

ao receptor (RBD) na subunidade S1 e,

em seguida, fundindo as membranas viral e

hospedeira através da subunidade S2.

As vacinas SARS-CoV-2 baseadas em mRNA

são seguras e eficazes. As vacinas provocam

respostas de anticorpos contra o RBD (o princi-

pal alvo dos anticorpos neutralizantes) de uma

maneira que se assemelha à infecção natural.

De acordo com o artigo publicado na Revista

Nature de Fevereiro de 2021, as Vacinas de mRNA

foram capazes a partir de oito semanas após a

segunda dose, em voluntários, apresentarem níveis

elevados de título de proteína de pico IgM e

de IgG anti Spike -SARS-CoV-2 (S) e (anti RBD).

Registro ANVISA: 80464810762

“mRNA vaccine-elicited antibodies to-

SARS-CoV-2 and circulating variants-“ - Zijun

Wang et al - NATURE, February 2021.

www.argoslab.com.br

NOVA PARCERIA “MGI E PENSABIO”

A MGI Tech Co., Ltd (MGI) anuncia com entusiasmo

a parceria com a Pensabio – nosso novo

distribuidor no Brasil!

A Pensabio traz a experiência de 20 anos do

Grupo Pensalab com vasta operação em todo território

nacional e parte da América Latina. A atuação

centrada na jornada do cliente (consultoria,

venda, suporte e prestação de serviços) da Pensabio

se alia as soluções inovadoras que a MGI

traz na linha de sequenciamento de alto desempenho

(NGS) e de automação para proporcionar a

Sequenciamento Genoma SARs-Cov-19:

A MGI conta com uma plataforma completa

para sequenciamento do SARs-Cov-19, desde

a transferência de amostras recebidas – de

tubos para placas (MGISTP-7000), extração automatizada

dos ácidos nucleicos (MGISP-100,

MGISP-960, NE-32 e NE384), sequenciamento

(DNBSEQ-G50, DNBSEQ-G400 e DNBSEQ-T7),

e análise dos dados com report de variantes.

Nossa plataforma está preparada para atender

a diferentes escalas de produção (pequenas,

médios e alto desempenho).

de painéis e exomas de forma robusta e custo

efetiva. Nossa plataforma de sequenciamento é

aberta permitindo a aplicação de nossas soluções

e também a migração das suas soluções

em diagnóstico para o sequenciamento DNBseq

da MGI. Venha comparar e se impressionar com

os resultados!

melhor experiência e efetividade no seu projeto.

Traga o seu desafio no projeto que juntos vamos

entregar as melhores e mais acessíveis soluções.

Diagnóstico: na análise clínica contamos com

um workflow e suporte para o sequenciamento

MGI Brazil contato:

Fernando Colbari Amaral, PhD

Regional Sales Manager - South Latin America

Email: famaral@mgi-tech.com

Site: en.mgi-tech.com

Fone: + 16 99178-2868

0 138

Revista NewsLab | Maio 2021


INFORME DE MERCADO

TECNOLOGIA EDI DENTRO DA LINHA MEDICA ®

Os sistemas MEDICA EDI 15/30 e MEDICA PRO 60/120 são equipadas

com tecnologia patenteada Pulse® (EDI) de última geração. As unidades

fornecem água reagente de laboratório clínico CLRW diretamente de uma

fonte potável. As unidades combinam tecnologias complementares para

garantir que a água purificada atenda as especificações CLRW e esteja disponível

quando necessário.

A água de abastecimento é filtrada e pré-tratada através de um leito de

carvão ativado para remover o cloro antes de passar através das membranas

da osmose reversa que removem a maioria dos íons presentes na água.

Um cartucho de troca iônica remove a dureza restante da água antes de

passá-la através do módulo Pulse, que remove a maioria dos íons restantes,

bem como contaminantes ionizáveis, como sílica e dióxido de carbono.

A água purificada então passa para um reservatório para manter uma

quantidade de água reagente sempre disponível para o consumo dos analisadores.

A água purificada do reservatório é recirculada por meio de uma

série de tecnologias, incluindo uma resina de troca iônica, lâmpada UV

e um filtro submícron, para garantir que a qualidade ideal da água seja

mantida e fornecida.

As alterações no pH ao longo do módulo ajudam a reduzir a carga de

bactérias nas outras tecnologias do MEDICA EDI e a reduzir a necessidade

de higienização frequente.

Tecnologia de eletrodeionização (EDI)

A eletrodeionização (EDI) é um processo de purificação de água acionado

eletricamente que envolve o uso de resinas de troca iônica (IX) e membranas

permeáveis de íons.

A água entra no módulo EDI, onde uma voltagem aplicada induz íons a

se moverem através das resinas e através do membranas. Esses íons são

coletados em fluxos de concentrado que são enviados para drenagem. A

água deionizada de um módulo EDI pode então ser usada diretamente ou

ser submetido a tratamentos adicionais.

Os recursos do módulo de pulso ELGA combinados com os do processo

na unidade fornecem os melhores resultados de purificação e manutenção

da qualidade da água.

Benefícios do Módulo de Pulso

O processo interno apresenta compartimentos de resina de ânion e cátion

que são amplamente usados para produzir água ultrapura. Devido

para a natureza intrínseca de um dispositivo EDI, as resinas são continuamente

regeneradas pela corrente e nunca se esgotam. O benefício

é a ausência de efeitos adversos causados pela exaustão de um leito de

resina, como silício, boro ou desagregação orgânica, onde a qualidade da

água é sempre mantida.

Veolia Water Technologies Brasil - Media Relations

Rafaela Rodrigues

Tel. +55 11 3888-8782

rafaela.rodrigues@veolia.com

0 140

Revista NewsLab | Maio 2021


INFORME DE MERCADO

GASOMETRIA SARSTEDT: CONFIABILIDADE NO APOIO

DO TRATAMENTO CLÍNICO DE COVID-19

A gasometria se faz presente nas discussões

médicas que têm como pauta exames para

acompanhamento da evolução da COVID-19,

já que mostra o pH e as concentrações de

oxigênio e CO2 sanguíneos, importantes

indicadores de distúrbios metabólicos e

respiratórios.

Um dos principais fatores para a correta

realização da coleta de gasometria é o volume

de sangue, que precisa estar de acordo

com o sugerido pelo fabricante, para que

não haja problemas na proporção sangue/

anticoagulante, evitando a formação de micro

coágulos ou até mesmo a presença de uma

amostra diluída, que pode trazer resultados e

condutas terapêuticas equivocadas.

As seringas da Sarstedt, de heparina lítica

balanceada com cálcio iônico, são as únicas

do mercado que garantem a coleta do volume

correto, uma vez que o êmbolo do dispositivo

trava ao atingir a quantidade exata, tanto na

versão de 1ml quanto na de 2ml.

Podendo também ser utilizada a mesma

amostra coletada para testes bioquímicos,

pois o formato da seringa de gasometria de

2ml permite a centrifugação para separação

da porção plasmática do sangue, evitando

assim o desperdício de amostra.

Por fim, o dispositivo de coleta para

gasometria venosa pode ser utilizado dentro

da mesma punção feita para coleta de

sangue de maneira geral, sem necessidade

de uma nova punção.

Confiabilidade, segurança e cuidado em

todo o processo, contribuindo assim com a

medicina diagnóstica no Brasil e no mundo.

Converse com a gente:

Assessoria Científica

Email: suporte.br@sarstedt.com

Assessoria Comercial

Email: vendas.br@sarstedt.com

Tel: (11) 4152-2233

0 142

Revista NewsLab | Maio 2021


Eficácia e praticidade,

da coleta ao resultado

NOVO

Apoio no Diagnóstico COVID19

Desde a coleta até o transporte seguro das amostras,

temos tubos estéreis com solução salina em diferentes volumes.

Durante a fase analítica

Pipetas, ponteiras de baixa retenção, adesivos e placas PCR.

Nas fases sensíveis e críticas

Além das seringas de gasometria, oferecemos

possibilidades de coleta capilar e POCT.

Acesse aqui para cotações


INFORME DE MERCADO

CONTROLES DE QUALIDADE PNCQ PARA TESTE DE

ANTICORPOS NEUTRALIZANTES (COVID-19)

Os laboratórios que oferecem o teste de

anticorpos neutralizantes para o diagnóstico

de COVID-19 já podem contar com as amostras

para controles de qualidade externo e interno

do PNCQ!

Controle de Qualidade Externo (PRO-EX)

COVID-19 (SARS-CoV2) (Anticorpos Neutralizantes)

Se você já é nosso Associado, envie um

e-mail para pncq@pncq.org.br informando

seu código de Laboratório Participante e

solicite a inclusão do Programa Avançado

Anticorpos Neutralizantes para COVID-19

no seu contrato. A periodicidade do envio

é trimestral.

Controle de Qualidade Interno (PRO-IN)

COVID-19 – (Anticorpos Neutralizantes)

Estão disponíveis amostras para controles de

qualidade interno, nos níveis Reagente e Não

Reagente. Para adquirir, entre em contato com

expedicao@pncq.org.br ou faça seu pedido

pela área restrita.

Esses materiais são liofilizados, garantindo

a estabilidade das amostras durante o

transporte.

Acesse o catálogo de produtos atualizado

em nosso site: pncq.org.br

CONHEÇA OS REAGENTES DE TRIAGEM EM COAGULAÇÃO

– TECNOLOGIA ERBA MANNHEIM

A Erba Brasil já possui uma ampla e estabelecida

linha de reagentes e está expandindo o seu portfólio

através do lançamento dos seus reagentes de

triagem em coagulação - Tempo de Trombina (TP),

Tempo de Tromboplastina Parcialmente Ativada

(TTPA), Tempo de Trombina (TT) e Fibrinogênio.

São reagentes de qualidade reconhecida mundialmente,

com excelente reprodutibilidade e estabilidade,

fornecendo resultados precisos e exatos.

Podem ser utilizados com os equipamentos da Erba

ECL 105, ECL 412 e ECL760, assim como em outros

equipamentos semi-automatizados e automatizados

disponíveis no mercado, mediante adaptação

dos protocolos.

Com isso, a Erba amplia ainda mais sua linha de

produtos, estando cada vez mais presente nos laboratórios

brasileiros.

POR QUE ESCOLHER ERBA MANNHEIM

A linha ECL cobre sistemas semi e totalmente

automatizados, todos projetados para serem

fáceis de usar, eficientes na operação e extremamente

confiáveis.

Todas estas características se unem para oferecer

a você a melhor experiência em tecnologia,

custo e design!

MUDE COM A ERBA

Fale com a nossa equipe e saiba como levar o melhor

da tecnologia ao seu laboratório!

E-mail: brazilsales@erbamannheim.com

Tel.: (31) 99837-8405

www.erbabrasil.com.br

0 144

Revista NewsLab | Maio 2021


INFORME DE MERCADO

LAMINOCULTIVOS

Laminocultivos são sistemas prontos para uso,

com meios de cultura solidificados em um suporte

plástico, para as mais variadas finalidades. Entre as

vantagens de sua utilização podemos destacar:

• Versatilidade, podendo-se adicionar vários meios

de cultura em um mesmo suporte;

• Segurança e facilidade de visualização;

• Transporte da amostra dentro do próprio frasco;

• Maior prazo de validade comparado às placas de

meio de cultura convencionais;

• Permite a contagem e identificação de diversos

microrganismos em uma mesma lamina;

Linha de produtos:

- URITEST©2: laminocultivo para análise de urina

contendo os meios CLED e MacConkey;

Os laminocultivos são convenientes, baratos e fáceis de utilizar, necessitando apenas 2 a 3 passos:

- URITEST EC©: laminocultivo para análise

de urina contendo os meios CLED, MacConkey e

Cromogênico;

- DERMATEST©: laminocultivo para análise de

fungos dermatófitos contendo os meios DTM, Malto

e ágar fubá;

- VAGITEST©: laminocultivo para análise de

vaginoses contendo os meios Chocolate, Thayer

Martim e Rogosa.

Para mais informações,

Entre em contato conosco!

Whatsapp : +55 32 98419-8588

Tel.: +55 32 3331-4489

Tel.: +55 32 3333-0379

E-mail: sac@renylab.ind.br

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SENNE LIQUOR DIAGNÓSTICO - REFERÊNCIA NACIONAL

EM EXAMES DE LIQUOR

Em mais de quatro décadas de experiência,

inova e busca o aprimoramento constante,

compartilhando com o mercado seu knowhow

em análise e diagnóstico através do LCR.

Oferecemos todos os exames disponíveis

que podem ser realizados através do LCR,

incluindo os raros e exóticos.

Dentro dos exames disponibilizados,

auxiliamos os médicos solicitantes com

os seguintes diagnósticos:

• Neuroinfecção: meningites, encefalites,

mielites e outras

• Neuroimunologia: Esclerose Múltipla,

ADEM e Espectro da Neuromielite Óptica

• Neurodegenerativa: Alzheimer e Doença de

Creutzfeldt-Jakob

• Neuro-oncologia: leucemias, linfomas,

metástases de tumores sólidos e tumores

próprios do sistema nervoso

E com o Senne Liquor Diagnóstico,

além da excelência em exames de liquor,

você também conta com um serviço

de logística de amostras que mantém

a conservação da amostra durante o

transporte, para obter um diagnóstico

com total segurança e agilidade.

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senneliquor.com.br

0 146

Revista NewsLab | Maio 2021


JORNADA MULTIPROFISSIONAL DE

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA E

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

Duas semanas às noites com temas sobre RM e TC

Dia 19/06 Hands On em PACs virtual temas de

Física, Segurança, Contraste e Controle ao Estresse

TODOS COM TRANSMISSÃO ON LINE E

CONTROLE AO ESTRESSE

COM A OPÇÃO DO PRESENCIAL

Diferenciais:

*mais de 100 aulas

*acesso disponível por 4 meses

*disponibilidade do evento completo,

módulos separados ou combinações

*certificação do InRadiando, o portal de

conhecimento do Inrad-HCFMUSP

www.portalinradiando.com.br


INFORME DE MERCADO

GRUPO KOLPLAST VALIDA O MEIO COLETOR/PRESERVANTE

CELLPRESERV-KOLPLAST®, NO EMPREGO PELA METODOLOGIA

DE RT- PCR PARA DIAGNÓSTICO DA SARS-COV-2

O IPOG, Instituto de Pesquisa em Oncologia

Ginecológica, uma das mais respeitadas Instituições

de Saúde do Brasil, localizada em São Paulo

e especializada em diagnósticos laboratoriais,

em especial aqueles que envolvem tecnologia

de Biologia Molecular, avaliou e aprovou o meio

CellPreserv-Kolplast® utilizando a metodologia

considerada “padrão ouro” no diagnóstico de SAR-

S-CoV-2, ou seja, RT-PCR multiplex em tempo real.

Entre outras características de excelência, o meio

CellPreserv-Kolplast® mostrou-se capaz de manter

a integridade das amostras quando mantidas à

temperatura ambiente por 15 dias, o que o qualifica

para a execução do teste proposto, excedendo

outros meios do mercado, não capazes de atingir

tal padrão de qualidade e consistência diante de

condições operacionais mais exigentes.

Fale com a Central de Relacionamento Grupo

Kolplast através do telefone 11 4961-0900

Mais um significativo selo de qualidade é adicionado

a um produto que vem gradativamente assumindo

a liderança do mercado em sua categoria,

depois de ser exaustivamente testado e aprovado

para outros exames biomoleculares, pelo mesmo

IPOG e outras Instituições de excelência no cenário

da medicina diagnóstica no Brasil.

Escaneie o QRcode e tenha acesso

ao protocolo na íntegra.

Fale conosco para mais informações!

Central de Relacionamento Grupo Kolplast

11 4961-0900

vendas@kolplast.com.br

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Revista NewsLab | Maio 2021


PATOCORDEL

PATHOCORDEL: CASO BOM

Na estória de Dona Hermínia

Poucas queixas, dispepsia,

Apetite conservado

Ver por outra uma azia

O fibroscópio mostrou

Pequena área elevada

Na região pré-pilórica

Que foi biopsiada

Num Reed caprichado

Mucosa bem pregueada

Mesmo no “duplo contraste”

De incidência orientada

Crescendo em silêncio

Subvertendo a mucosa

Um carcinoma surgia

Naquela dona bondosa

Mas por aí não parou

A penosa semiótica

E a dona Hermínia em seguida

Fez biópsia endoscópica

Moviam-se lentamente

Nas visões gastroscópicas

As dunas e depressões

Das róseas rugas gástricas

Rápido uma “gastrec”

Amplie a ressecção

Não me venha com Billroth

Não é essa a indicação

Tumor precoce ou “in situ”

O exame revelou

A muscular era livre

O prognóstico mudou

José de Souza Andrade-Filho*

* Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da

Academia Mineira de Medicina e Professor de Patologia da

Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

Revista NewsLab | Maio 2021

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