*Abril/2021 Referência Florestal 228

jotacomunicacao
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TRANSPORTE

Cuidados com logística garantem a segurança no segmento de base florestal

Fertilizantes Especiais

PARA CUIDAR DO SOLO

INDÚSTRIA DE FERTILIZANTES SAI NA FRENTE

COM TECNOLOGIA DE NANOPARTÍCULAS

TAKING CARE OF THE SOIL

A FERTILIZER PRODUCER COMES OUT AHEAD

USING NANOPARTICLE TECHNOLOGY


SUMÁRIO

34

TECNOLOGIA

DE PONTA

ABRIL 2021

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Coluna Ivan Tomaselli

14 Notas

26 Coluna Cipem

28 Frases

30 Entrevista

34 Principal

40 Artigo

46 Minuto Floresta

48 Transporte

52 Silvicultura

54 Manejo

58 Pesquisa

64 Agenda

66 Espaço Aberto

40

48

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

17 ABC Agropecuária

11 Agroceres

07 Bayer

09 BKT

15 Carrocerias Bachiega

65 Chico Moreira Soluções Florestais

57 D’Antonio Equipamentos

68 Denis Cimaf

02 Dinagro

29 DRV Ferramentas

25 Engeforest

51 Hansa Flex

63 J de Souza

05 Komatsu Forest

27 Manos Implementos

67 Log Max

45 Mill Indústrias

23 Planflora

33 Polli Fertilizantes

47 Prêmio REFERÊNCIA

13 Rotary-Ax

21 Rotor Equipamentos

19 Sergomel

65 TPH Forest

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Fertilizantes Especiais

EDITORIAL

Espelho para

a indústria

A organização do setor florestal tem servido como

exemplo para os demais setores produtivos brasileiros,

que sentiram com mais força os impactos causados pela

pandemia. As empresas florestais não se abateram e continuaram

sua rotina, com os devidos cuidados. Neste cenário,

iniciativas como o manejo florestal da Floresta Nacional

de Altamira, no Pará, devem ser incentivadas e servir de

referência para o resto do país. Na editoria de Transporte,

trazemos uma reportagem especial sobre os cuidados com

a transferência da madeira, importante etapa logística do

segmento. Você também poderá conferir uma coluna exclusiva

do CIPEM e, além disso, reportagens nas editorias de

Mercado, Setor Florestal e Pesquisa, assim como novidades

do setor. Ótima leitura!

2

1

A capa desta edição

traz reportagem sobre a

tecnologia de nanopartículas

da Polli Fertilizantes

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXIII • N°228 • Abril 2021

TRANSPORTE

Cuidados com logística garantem a segurança no segmento de base florestal

PARA CUIDAR DO SOLO

INDÚSTRIA DE FERTILIZANTES SAI NA FRENTE

COM TECNOLOGIA DE NANOPARTÍCULAS

TAKING CARE OF THE SOIL

A FERTILIZER PRODUCER COMES OUT AHEAD

USING NANOPARTICLE TECHNOLOGY

MIRROR FOR INDUSTRY

Forestry Sector organization has served as an example

for the other Brazilian productive sectors, which have felt

more vehemently the impacts caused by the pandemic.

The forestry companies did not halt or slow down their

operations. Instead, they continued with their routine but

with more care. In this scenario, initiatives such as forest

management of the Altamira National Forest in Pará must

continue to be encouraged and serve as a benchmark for

the rest of the Country. In the Transport Section, we have

special material on the care taken in timber transport, a

crucial stage in the Sector’s logistics. You can also check out

the exclusive Cipem column and the material in the Market,

Forestry, and Research Sections and news from the Sector.

Pleasant reading!

Entrevista com

Marcos Benedito

Schimalski

Sistema Agrossilvipastoril

3

EXPEDIENTE

ANO XXIII - EDIÇÃO 228 - ABRIL 2021

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Luiz Kozak

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Cipem

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriel Faria

criacao@revistareferencia.com.br

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

Knop

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cristiane Baduy

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ASSINATURAS

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

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themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

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®

CARTAS

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

ENTREVISTA

Acácias ganham espaço e se tornam ótima alternativa para o setor florestal

Capa da Edição 227 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

DENIS CIMAF

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mês de março de 2021

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Ano XXIII • N°227 • Março 2021

PREVENIR É PRECISO

EQUIPAMENTOS DE COMBATE E PREVENÇÃO

A INCÊNDIOS AUXILIAM O SETOR FLORESTAL

PREVENTION IS NECESSARY

FIRE FIGHTING AND PREVENTION

EQUIPMENT ASSISTS THE FORESTRY SECTOR

SETOR FLORESTAL

Por Ana Paula Vieira – estudante – Curitiba (PR)

Excelente notícia a parceria entre o SFB (Serviço Florestal

Brasileiro) e o BNDES. Viva o setor das florestas!

ENTREVISTA

Foto: divulgação

Por Bruno Chemin – empresário – Itajaí (SC)

Sempre digo que as acácias são o futuro do nosso setor! Ótima

entrevista com o engenheiro Augusto Arlindo Simon!

MANEJO

Por Vitorino Alves – engenheiro florestal – Uberaba (MG)

A Klabin mostra sua excelência e seriedade com o plano de Manejo Florestal no

Paraná. Parabéns à empresa.

Foto: divulgacão

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Revista Referência Florestal

@referenciaflorestal

E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados também para redação

jornalismo@revistareferencia.com.br

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ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


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BASTIDORES

Revista

Foto: REFERÊNCIA

Foto: Emanoel Caldeira

ENTREVISTA

Equipe de reportagem da REFERÊNCIA

FLORESTAL durante entrevista com o

diretor executivo da Polli Fertilizantes,

Luiz Osni Miranda.

ILUSTRE

Tivemos a honra de receber em nossa sede da Revista REFERÊNCIA

FLORESTAL, um dos maiores conhecedores em aplicação de manejo

florestal no Brasil, Waldemar Vieira Lopes, que aproveitou para

degustar do nosso especial Amiste Café. Na foto ao lado Waldemar,

juntamente com lideranças indígenas, na reunião em Brasília (DF).

Foto: divulgação

ALTA

POTÊNCIA DE PINUS

De acordo com o Estudo Setorial da APRE (Associação

Paranaense de Empresas de Base Florestal), lançado no

fim do ano passado, a região sul é sozinha responsável

por 97% das exportações de serrado de pinus do Brasil.

Santa Catarina é o Estado que mais exporta, (44,6%),

seguido pelo Paraná (37,4%) e Rio Grande do Sul (15%).

Outros 2,5% são originados no Estado de São Paulo.

Ainda segundo o estudo publicado pela APRE, o Paraná

foi o maior produtor de toras do Brasil em 2019, sendo

responsável por uma produção de 30 milhões de m3

(metros cúbicos), o que representou 22,9% da produção

nacional. “Com base nos dados apresentados no Estudo

Setorial da APRE, confirmamos que o setor florestal

está de olho no futuro, pois une tecnologia e pessoas

para gerar crescimento econômico e desenvolvimento

socioambiental, além de soluções para a nova economia,

que foca também em colaboração, justiça e nos impactos

das atividades humanas.” define o presidente da APRE,

Álvaro Scheffer Junior.

ABRIL 2021

QUEDA NAS EXPORTAÇÕES

Apesar das vendas da indústria brasileira de máquinas

e equipamentos totalizarem, no mês de janeiro, R$

12,5 bilhões, resultado 38,5% superior ao registrado no

mesmo mês de 2020, as exportações apresentaram recuo

de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado foi a venda para o exterior, no primeiro

mês de 2021, de R$ 545,8 milhões em equipamentos.

“As exportações de máquinas e equipamentos sentiram

fortemente a redução do comércio global em razão da

pandemia em 2020. Após crescer 0,9% em dezembro,

as exportações de máquinas recuaram 1,6% em janeiro

de 2021, em linha com a sazonalidade de início de ano”,

apontou a ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria

de Máquinas e Equipamentos).

BAIXA

10 www.referenciaflorestal.com.br


Tecnologia Mirex-S2 e MIPIS

FOCO TOTAL NO RESULTADO

Levantamentos e acompanhamentos pré e pós controle.

Avaliações de danos.

Análises situacionais das infestações.


COLUNA

O acordo Mercosul/

União Europeia e o

setor florestal

Estudos analisam impacto na sustentabilidade

envolvendo o acordo entre os dois blocos

econômicos

Ivan Tomaselli

Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

Foto: divulgação

Na área

ambiental o

estudo da LSE

focou na parte

regulatória,

impactos

relacionados

à emissão

de gases do

efeito estufa,

desmatamento

e poluição

ALSE Consulting, empresa vinculada

a The London School of

Economics and Political Science,

publicou em julho de 2020

um relatório (400 páginas) com

o título: Avaliação do Impacto na Sustentabilidade

Envolvendo o Acordo entre o Mercosul

e a União Europeia; firmado em junho de

2019. São analisados basicamente os impactos

econômicos, sociais e ambientais.

Segundo as análises, as reduções das

tarifas beneficiarão os dois blocos com o

aumento do comércio, criação de empregos

e aumento do crescimento econômico. O

impacto esperado no PIB poderá chegar em

2032 a €15 bilhões na Europa e €11 bilhões

no Mercosul. O Brasil será o mais beneficiado

e poderá aumentar as suas exportações

em mais de 6%. Conclui o estudo que o

acordo contribuirá para o desenvolvimento

sustentado e redução da pobreza na região.

Na área ambiental o estudo da LSE focou

na parte regulatória, impactos relacionados

à emissão de gases do efeito estufa, desmatamento

e poluição. É mencionado o fato

que o impacto nas emissões nos países do

Mercosul será pequeno, já que os países da

região têm, em média, uma matriz energética

limpa.

O relatório apresenta uma visão positiva

em relação ao desmatamento. Conclui

que uma expansão significativa da fronteira

agrícola, com a ocupação de novas áreas de

florestas, não é esperada. Existe a possibilidade

de aumentar a produção via ganhos de

produtividade e com o uso de áreas já desmatadas.

Também não antecipa o aumento

significativo do uso e da contaminação de

águas, ou do uso de pesticidas.

Por outro lado, um estudo publicado

em 2020 pelo Imazon intitulado: O Acordo

Comercial EU-Mercosul é a Prova de Desmatamento?,

que foi financiado pela FERN,

uma ONG da Europa, apresenta uma visão

diferente. O relatório menciona que o Acordo

poderá levar a um aumento significativo

do desmatamento particularmente no Brasil,

afetando terras indígenas e unidades de conservação.

Isto levaria a um aumento significativo

na emissão de gases de efeito estufa.

O estudo do Imazon conclui que as

provisões constantes do acordo não são suficientes

para mitigar os riscos associados ao

desmatamento e propõe ações que supostamente

poderiam ser adotadas para mitigar o

impacto. Entre elas, estão o estabelecimento

de práticas mandatórias de certificação,

monitoramento do comércio, consulta a

comunidades indígenas e outras, e a expansão

do escopo e envolvimento de ONGs nas

decisões.

É interessante observar a diferença entre

os dois estudos, sendo o primeiro conduzido

por uma entidade do Reino Unido e o segundo

por uma ONG do Brasil. Não parece que

o conduzido pela ONG brasileira tenha uma

base científica sólida, mas é o que circula,

e embora não é feita referência específica

ao setor florestal poderá ter impacto no comércio

internacional de produtos florestais

brasileiros.

Uma análise crítica dos estudos publicados,

ao acompanhar e participar das discussões,

é importante para não criar distorções

e argumentos que possam limitar o crescimento

sustentado de nosso país.

12 www.referenciaflorestal.com.br


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os modelos existentes de cabeçotes e garras traçadoras no mercado de

corte florestal mecanizado.

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NOTAS

Políticas públicas

A Suzano, referência global

na fabricação de bioprodutos

desenvolvidos a partir do cultivo

de eucalipto, e a ONG ambiental

Fundação SOS Mata Atlântica

lançou em março deste ano o

projeto: Planos da Mata. A iniciativa

visa acelerar a confecção dos

PMMAs (Planos Municipais da

Mata Atlântica) a partir do fortalecimento

das políticas públicas

de planejamento e desenvolvimento

territorial local, para a manutenção de serviços ambientais, por meio da proteção da biodiversidade, da restauração

florestal nativa, do desenvolvimento da economia verde, da geração de empregos e renda e de uma maior segurança jurídica para

o uso do solo. A expectativa é que 30 municípios dos Estados de São Paulo, Espírito Santo e Bahia sejam beneficiados a partir da

implementação do projeto, previsto para ter início no mês de abril. A Suzano e a SOS Mata Atlântica pretendem ajudar a fortalecer

políticas públicas que possam mitigar impactos negativos causados pelas mudanças climáticas. “Esperamos que esse projeto

dê origem a uma espécie de Plano Diretor Ambiental para que esses municípios consigam adotar medidas efetivas de restauração

florestal, criação e implementação de áreas protegidas, arborização urbana, adequação ambiental de propriedades rurais e incentivo

a práticas agrícolas mais sustentáveis, entre outras iniciativas”, resume a importância Walter Schalka, presidente da Suzano.

Foto: divulgação

Exportações em 2020

Foto: divulgação

A ABIMCI (Associação Brasileira de Madeira Processada

Mecanicamente) publicou, em fevereiro deste

ano, o desempenho das exportações de produtos

oriundos da madeira no ano de 2020. No segmento

de compensado tropical, o volume embarcado chegou

a 101.720 m3 (metros cúbicos), representando

um aumento de 14% em relação ao volume embarcado

no ano anterior. As exportações de folheados

tropicais no ano passado registraram 83.625 m3, um

aumento em relação a 2019, com a Ásia sendo o

principal destino. Em 2020, as exportações de madeira

serrada tropical foram de 450.217 m3, um declínio

anual de 15%, com o Vietnã como principal comprador

do produto. Já as molduras tropicais seguiram a

mesmo tendência, com redução de 7% no volume

expedido em comparação a 2019. As exportações de

pisos de madeira projetada foram 4.028.076 kg, sendo

29% abaixo do resultado obtido no ano anterior,

mesmo com uma grande quantidade adquirida pelos

EUA (Estados Unidos da América).

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NOTAS

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Novidade no setor

A Klabin acaba de lançar uma embalagem

sackraft com aplicação de barreira em

resina sustentável, que elimina a utilização

de filme plástico em sua composição. O

produto foi desenvolvido pelo centro de

tecnologia, em parceria com a área comercial

e a gerência de desenvolvimento

de produtos e atenderá, inicialmente, os

segmentos de construção civil, fertilizantes

e sementes. O EcoLayer é um avanço em

relação à embalagem anteriormente disponibilizada

pela empresa, pois apresenta

melhoria de performance. A eficiência da

nova barreira impede a entrada de umidade,

ampliando a vida útil do produto

envasado, além de preservar suas características

e manter a qualidade. Além disso,

é uma solução resistente e reciclável, o

que reduz significativamente a geração de resíduos e contribui para a economia circular. “Trabalhamos para ter produtos

cada vez mais eficientes, que contribuam ativamente para o desenvolvimento sustentável de toda a cadeia e que tenham

um cuidado especial com o produto de nossos clientes. Nosso time segue incansável e atento a esses objetivos e desafios

que nossos clientes nos trazem”, comenta Paulo Kulaif, gerente geral de Sacos Industriais da Klabin.

Confiança do agronegócio

O IC Agro (Índice de Confiança do Agronegócio), divulgado

pela FIESP (Federação das Indústrias do Estado

de São Paulo) e pela CropLife Brasil, fechou o quarto

trimestre de 2020 em 121,4 pontos, recuo de 5,6 pontos

em relação ao levantamento anterior. Apesar da queda,

os ânimos do setor mantiveram-se em patamares altos,

visto que é o terceiro melhor resultado desde o início

da série histórica. Segundo a metodologia do índice,

resultados acima de 100 pontos demonstram otimismo

no setor e, abaixo deste patamar, pessimismo. Todos os

segmentos pesquisados perderam confiança, mas cada

um por seus próprios motivos. Os produtores agrícolas,

por exemplo, foram influenciados diretamente pela irregularidade

climática observada no fim de 2020, que fez

o plantio da safra de verão ser o mais atrasado da história.

No caso das agroindústrias, para algumas o aspecto

preponderante foi a desvalorização do Real, enquanto

para outras o aumento dos custos das rações pesou mais. Desta vez, não foi a avaliação sobre a economia brasileira que determinou a

maior parte da variação do índice - diferentemente, portanto, do que se tornou comum nos últimos anos. “Não se pode ver no atual

recuo da confiança uma tendência de queda para 2021. Era de esperar que houvesse uma retração em relação ao terceiro trimestre

de 2020, quando o indicador alcançou o melhor resultado da série histórica. Ainda assim, esta foi a terceira vez que o indicador

fechou acima de 120 pontos”, observa Roberto Betancourt, diretor titular do Departamento do Agronegócio da FIESP.

Foto: divulgação

16 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Serviço Florestal Brasileiro: 15 anos

O SFB (Serviço Florestal Brasileiro) comemorou, no último 2

de março, 15 anos como gestor das florestas públicas federais.

Criado pela Lei nº 11.284 de 02 de março de 2006, o órgão tem

o objetivo de promover o conhecimento, o uso sustentável e a

ampliação da cobertura florestal, tornando a agenda florestal

estratégica para a economia do país. Ao longo desse período,

o SFB vem aprimorando ferramentas de gestão, no âmbito

federal, do CAR (Cadastro Ambiental Rural), das concessões

das florestas públicas e do Inventário Florestal Nacional, dentre

outros programas da ciência florestal. Segundo o diretor-geral

do SFB, Valdir Colatto, o Brasil possui uma das mais rigorosas

legislações ambientais do mundo. “O desafio do Serviço Florestal

Brasileiro num país que possui 500 milhões de hectares

de florestas, ou seja, 60% do território, é o desenvolvimento

sustentável, a conservação da floresta, a recuperação produtiva

das áreas desmatadas e o incentivo de florestas plantadas”,

afirmou. Para Colatto, “a mudança do serviço florestal brasileiro

para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

reforça o empenho do Governo Federal em sintonizar a conservação

ambiental com a questão produtiva.”

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Formigas e

o eucalipto

Os prejuízos causados pelas formigas cortadeiras

começam já na fase inicial dos plantios

de pinus e eucalipto, e podem ser irreversíveis

por causa da fragilidade das mudas. As plantas

jovens e adultas também sofrem com as desfolhas

intensas e constantes, que podem afetar

significativamente o volume final de madeira.

Para realizar o controle efetivo das formigas cortadeiras

é fundamental conhecer as diferenças

e características de cada gênero, assim como o

momento e a forma correta de ação. Para abordar com profundidade esse assunto, a EMBRAPA Florestas e a EPAGRI (Empresa

de Pesquisa e Extensão Rural de Santa Catarina) lançaram, no canal da EMBRAPA no youtube, o vídeo técnico: Manejo de formigas

cortadeiras em plantios de eucalipto e pinus. Mais de 15 anos de pesquisas, conduzidas pela EMBRAPA Florestas, EPAGRI e

UFPR (Universidade Federal do Paraná), com apoio do FUNCEMA (Fundo Nacional de Controle de Pragas Florestais), sobre a dinâmica

populacional e danos de formigas cortadeiras em plantios florestais na região sul, demonstram que vários fatores devem

ser levados em consideração para o manejo de formigas cortadeiras em plantios florestais. Entre eles estão o gênero do plantio

florestal (se é pinus ou eucalipto), se a área é de implantação ou reforma, o tempo de pousio entre o corte raso e o novo plantio,

o manejo florestal do plantio anterior, a época de plantio, o manejo de plantas daninhas, se a área a ser plantada faz divisa com

florestas nativas e o gênero de formiga cortadeira encontrada no plantio.

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NOTAS

Foto: divulgação

Exemplo de gestão

Na região da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), estão sendo plantadas

mais de cinco mil mudas de espécies nativas para o desenvolvimento

de novas florestas. Os plantios estão sendo realizados em áreas

públicas municipais e federais, cobrindo uma área de 26 mil m² (metros

quadrados). “Com essa ação, a prefeitura de Belo Horizonte ajuda a ampliar

a cobertura vegetal da cidade e a recuperar áreas verdes degradadas”,

afirma o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck.

O trabalho foi iniciado em novembro com o plantio de 1,6 mil mudas no

Parque Fernando Sabino, também conhecido como Parque Fazenda da

Serra, uma área aproximada de 186 mil m² no Bairro Jardim Alvorada,

região da Pampulha. Das mais de 5 mil mudas previstas para serem

plantadas, 90% são produzidas por meio do Acordo de Cooperação Técnica

entre a Floresta Nacional de Passa Quatro (ICMBio). Paralelamente

a esse trabalho, está sendo realizada a manutenção de plantios mais

antigos, especialmente com coroamento, coveamento e adubação das

mudas plantadas em 2017 e 2018. “A manutenção é fundamental para

o sucesso na implantação das novas florestas urbanas, uma vez que o

desenvolvimento de espécies invasoras, como os vários tipos de capim,

compromete de forma significativa o desenvolvimento das mudas. Sem

manutenção, há risco de se perder todo o investimento realizado na implantação

dos plantios”, afirma o engenheiro Marcelo Vichiato, um dos

membros da equipe do Projeto Montes Verdes, da Secretaria Municipal

de Meio Ambiente.

Imigração

florestal

A J.D. Irving, Limited, empresa canadense,

sediada na cidade de New Brunswick, contratou

13 brasileiros para operar máquinas florestais

em suas florestas no leste do Canadá. Os colaboradores

deverão receber cerca de 70 mil dólares

canadenses por ano e deverão ser agraciados

com um programa de imigração para a província

de Quebec. Segundo a Irving, o conhecimento

operacional das empresas brasileiras é referência

no setor. A ideia, de acordo com a empresa,

é ampliar o programa para os próximos anos, e

estreitar os laços entre os ramos florestais dos

dois países. O Canadá é um dos maiores incentivadores

de programas de imigração do mundo, e

pretende, nos próximos cinco anos, receber mais

de 3 milhões de imigrantes.

Foto: divulgação

20 www.referenciaflorestal.com.br


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NOTAS

Controle e prevenção

A ACR (Associação Catarinense de Empresas Florestais)

está disponibilizando, aos produtores de pinus, doses de nematoides

para combate à Vespa-da-Madeira. A Sirex noctilio

(nome científico da vespa) é uma praga exótica que chegou

ao Brasil acidentalmente durante a década de 1980. Ela ataca

exclusivamente plantios de pinus, depositando ovos nos

troncos que, ao se transformarem em larvas, comprometem

o desenvolvimento das árvores. Em Santa Catarina, mais de

540 mil ha (hectares) abrigam plantações deste tipo de árvore.

O Estado é o segundo maior produtor de pinus do Brasil,

atrás apenas do Paraná. Para evitar a proliferação da praga,

a ACR está intensificando as ações de combate. Fazem parte

da estratégia: reuniões técnicas, campanhas informativas e

alertas em rádios dos principais municípios produtores de

pinus no Estado. A Vespa-da-Madeira ataca principalmente

plantios sem manejo, causando o apodrecimento da árvore.

Copa amarelada e respingos de resina no tronco são indícios

de infestação. Ao verificar qualquer sinal que indique a presença da vespa, o produtor deve comunicar à CIDASC ou à EPAGRI

mais próxima. Na área de publicações do site da ACR, está um vídeo produzido pela Embrapa Florestas que explica detalhadamente

como acontece a infestação e o que deve ser feito para evitar e combater a Vespa-da-Madeira.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Inventário

paranaense

Uma tarefa solitária, escondida na mata, mas fundamental

para as florestas paranaenses e brasileiras.

Assim é o trabalho de campo dos cerca de 12 técnicos

da empresa vencedora da licitação para execução dos

levantamentos do Inventário Florestal do Paraná. Os

engenheiros florestais da empresa contratada pela Secretaria

Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos

visitaram, há alguns anos, propriedades públicas

e particulares para fazer um levantamento detalhado

das florestas em todo o Paraná. O trabalho aconteceu

em uma área de Vegetação Ombrófila Mista da Mata Atlântica, em uma propriedade particular do município de Palmeira (PR), a 70

km (quilômetros) de Curitiba (PR), e foi acompanhado por técnicos da Secretaria do Meio Ambiente e da FAO (Organização das Nações

Unidas para Alimentação e Agricultura), que faz o levantamento das florestas em vários países do mundo. Eles vieram verificar

se o trabalho no Estado está dentro dos padrões e da metodologia internacional para esse tipo de pesquisa. Os técnicos coletam

os dados das árvores de acordo com padrões internacionais. Diferente dos inventários feitos anteriormente no Paraná, que usaram

imagens de satélite, este adota escala em tamanho real. A medição acontece em árvores a partir de 10 cm (centímetros) de diâmetro

e a cada 100m (metros) é feita a contagem e o recolhimento de dados das condições de cada árvore, com um equipamento

conhecido como balisa e uma bússola de alta precisão. Não é uma fiscalização. É um trabalho de pesquisa e a escolha do local não

tem relação com a propriedade. São analisadas a altura do tronco, a posição sociológica, a saúde, o diâmetro e o espaço em que se

encontram. A análise precisa ser feita exatamente no ponto estabelecido a cada 20 km. Nesta última etapa, o inventário florestal

será feito em municípios da região sudoeste, metropolitana de Curitiba, Litoral e, ainda, dos Campos Gerais.

22 www.referenciaflorestal.com.br


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A cultivar desenvolvida pela Planflora para

agregar valor na industrialização da madeira


NOTAS

Imagem: reprodução

Banco de dados

Em comemoração ao Dia Internacional das Florestas, o SFB

(Serviço Florestal Brasileiro) apresenta dados inéditos do IFN (Inventário

Florestal Nacional). Seguindo a política de abertura de dados

do governo federal, os dados do levantamento de campo e da

identificação botânica do IFN foram disponibilizados em formato

aberto. Os dados são apresentados por estado e trazem informações

sobre as unidades amostrais, espécies, dados biofísicos das

árvores, uso da terra, solos, antropismo, entre outros. Para melhor

compreensão e interpretação dos dados disponíveis, é importante

a leitura prévia dos Metadados. No momento estão disponíveis os

dados do Ceará, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Novos estados serão disponibilizados à medida em que as coletas

forem sendo finalizadas e os dados verificados e organizados.

Os dados estão disponíveis para download em formato “.csv” no

portal do SNIF (Sistema Nacional de Informações Florestais). Além dos dados abertos, o SFB disponibilizou o banco de imagens do IFN.

O banco de imagens tem como objetivo apresentar aos usuários as imagens registradas durante a realização das atividades do IFN. O

banco está dividido entre as fotos gerais e as fotos obrigatórias. As fotos gerais, ou demonstrativas, são registros feitos pelas equipes

envolvidas no IFN retratando as etapas do trabalho, seja o levantamento de campo, a identificação botânica nos herbários, o trabalho

de análise ou reuniões e eventos técnicos. Já as fotos obrigatórias são imagens obtidas durante a coleta dos dados biofísicos, como

uma etapa da metodologia de levantamento de dados do inventário. Em cada unidade amostral são registradas imagens representativas

da vegetação no local, em posições pré-determinadas. Até o momento, o banco possui 6.837 imagens demonstrativas e 191.054

imagens obrigatórias. O banco de imagens pode ser acessado no portal do SNIF: https://snif.florestal.gov.br/bancodeimagens.

Números positivos

As concessões florestais do Governo Federal arrecadaram

R$ 102 milhões até fevereiro deste ano. O montante considera

a soma de todos os pagamentos recebidos das empresas

concessionárias desde o início do programa, em 2010, e se

refere aos 15 contratos ativos. O programa é coordenado pelo

SFB (Serviço Florestal Brasileiro) que é vinculado ao MAPA

(Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). O ano

de 2020 obteve o melhor resultado até o momento, com

quase R$ 28 milhões de arrecadação. Esse valor representa um

aumento de quase 60% em relação a 2019. Segundo o diretor

de Concessão Florestal e Monitoramento do SFB, Paulo Carneiro,

os elevados valores de arrecadação em 2020 são resultado

de medidas adotadas para minimizar a inadimplência. “Desde

2019, o Serviço Florestal Brasileiro vem desenvolvendo ações

para a redução da inadimplência dos concessionários e para

ter um maior acompanhamento dos pagamentos. Foram assinados

termos de parcelamentos dos débitos existentes, o que

permitiu aos concessionários retornarem às suas atividades

normais resultando no aumento da produção e na recuperação

dos recursos devidos”, afirmou Paulo Carneiro.

Foto: divulgação

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COLUNA

Manejo florestal

e o desmatamento

O Brasil possui os melhores e mais modernos

sistemas de controle da rastreabilidade da

madeira, sendo o SINAFLOR (IBAMA) e o SISFLORA

MT (SEMA/MT) utilizados para o controle

O desmatamento

ilegal ocorre quando

a mata nativa é

retirada de um

determinado local,

total ou parcialmente,

sem autorização dos

órgãos ambientais

competentes

https://cipem.org.br

O

MFS (Manejo Florestal Sustentável) é uma atividade econômica

de exploração florestal seletiva por meio da colheita de

árvores previamente selecionadas, com a utilização de técnicas

de impacto reduzido, que reproduzem os mecanismos

naturais dos ecossistemas, de forma planejada e sem danificar

a biodiversidade existente. Com isto, os serviços ecossistêmicos continuam

sendo prestados pela floresta, perpetuando a fauna e a flora, além de promover

maior qualidade de vida e desenvolvimento para a sociedade.

Isto significa dizer que uma área explorada sob MFS não será desmatada.

Esta afirmação pode parecer um tanto incomum para o público geral, que

já está habituado a vincular o desmatamento com a atividade madeireira,

principalmente pela forma equivocada com que as informações e notícias são

disseminadas.

Para facilitar a compreensão, primeiro é preciso entender e diferenciar os

conceitos de desmatamento e se o mesmo ocorreu de forma legal ou ilegal. E

posteriormente, elucidar o motivo pelo qual o MFS não está ligado a nenhum

tipo de desmatamento.

O desmatamento, de maneira geral, ocorre pela necessidade de abertura

de uma área de mata nativa, para que seja possível a utilização do solo para

alguma atividade econômica, seja para a produção de alimentos (agricultura e

pecuária), mineração, infraestrutura (geração de energia, estradas, moradias e

aparelhos urbanos).

O desmatamento legal é uma atividade prevista em lei, regulamentada,

controlada e monitorada pelos órgãos de comando e controle municipal,

estadual e federal. Para que um desmate legal seja autorizado, é necessário

apresentar ao órgão ambiental competente um relatório técnico, constando o

quantitativo da área a ser explorada, em acordo com os limites estabelecidos

para cada Bioma, volume de madeira e de lenha comercializada, a dinâmica

de desmate a ser utilizada, o cronograma a ser seguido, a comprovação do

cumprimento da Reposição Florestal, bem como, medidas de proteção da

fauna.

O desmatamento ilegal ocorre quando a mata nativa é retirada de um

determinado local, total ou parcialmente, sem autorização dos órgãos ambientais

competentes. Ou seja, sem seguir a Lei. Deste modo não há nenhum

tipo de controle a respeito de como a ação está sendo realizada e nem de sua

intensidade. Isto é um crime que causa desequilíbrio ecológico, e prejudica as

atividades econômicas, das quais muitas famílias dependem, pela degradação

do ambiente e pela deturpação da imagem dos setores primários.

Para combater esse problema, o Brasil possui os melhores e mais modernos

sistemas de controle da rastreabilidade da madeira, sendo o SINAFLOR

(IBAMA) e o SISFLORA MT (SEMA/MT), utilizados para controlar toda a movimentação

madeireira.

Para conferir o artigo na íntegra, acesse:

https://cipem.org.br/o-manejo-florestal-sustentavel-como-ferramentapara-evitar-o-desmatamento/

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FRASES

Foto: divulgação

O setor de árvores cultivadas para

fins industriais tem se destacado

por sua atuação agroindustrial. Ao

mesmo tempo em que o lado florestal

tem avançado em produtividade e

sustentabilidade, a face industrial

tem dado passos largos rumo à

indústria 4.0. Em plena recessão, de

2016 a 2019, o setor realizou aportes

de R$ 18 bilhões

Paulo Hartung, presidente do

IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores)

“Queremos levar ao público a discussão

e o conhecimento sobre a origem

dos produtos que são consumidos

pela construção civil, em especial, a

madeira. E destacar como é importante

olhar para essa cadeia de suprimentos,

entender sua origem assim como as

técnicas construtivas que avançam no

setor. A madeira de reflorestamento,

por exemplo, é oriunda de árvores

plantadas com pegada positiva

em relação ao carbono, reduzindo

consideravelmente o impacto em

comparação aos materiais como o

concreto e aço”

Leonardo Sobral, gerente de certificação

florestal do Imaflora, sobre o uso da madeira na

construção civil

“A indústria florestal é

um setor extremamente

importante para a

economia do Paraná. O

overno do Estado tem

criado mecanismos para

amenizar os problemas

na saúde e na economia,

trabalhando de forma

equilibrada para gerar o

menor prejuízo possível”

Ratinho Júnior, governador do Paraná, sobre

as políticas públicas do Estado para a indústria

florestal durante a pandemia

28 www.referenciaflorestal.com.br


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ENTREVISTA

Mapeamento

CATARINENSE

Mapping the State of

Santa Catarina

U

m estudo do CAV (Centro de Ciências Agroveterinárias),

da UDESC (Universidade do Estado de Santa

Catarina) em Lages, contratado pela ACR (Associação

Catarinense de Empresas Florestais), identificou, através

de sensoriamento remoto, as áreas com florestas plantadas no

Estado. O levantamento, concluído em fevereiro de 2020, começou

em novembro de 2018 e mapeou a silvicultura catarinense de forma

inédita. A conclusão foi que a área total com florestas plantadas

no Estado é de 828,9 mil ha (hectares). Desta totalidade, 553,6 mil

ha (67%) são áreas com pinus; e 275,3 mil ha (cerca de 33%) estão

ocupados com Eucalyptus. Em entrevista à REFERÊNCIA FLORESTAL,

o professor responsável pelo estudo, Marcos Benedito Schimalski,

explica como foi feito o levantamento e qual é a sua importância para

a silvicultura catarinense. Confira:

A

study by the Agro-veterinary Science Center (CAV)

of the State University of Santa Catarina (Udesc)

in Lages, contracted by the State of Santa Catarina

Association of Forestry Companies (ACR), identified,

through remote sensing, the planted forests areas within

the State. The Study, unprecedented in the State, which began in

November 2018 and was completed in February 2020, mapped forest

operations throughout Santa Catarina. The conclusion was that the

total area with planted forests in the State totaled 828.9 thousand

hectares. Of this total, 553.6 thousand hectares (67%) are planted

with pine, and 275.3 thousand hectares (about 33%) are planted

with eucalyptus. In an interview with REFERÊNCIA Florestal, Marcos

Benedito Schimalski, the professor responsible for the Study, explains

how it was carried out and is its importance for forestry in the State.

Check out below:

Foto: divulgação

ENTREVISTA

Marcos Benedito

Schimalski

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Professor associado no departamento de Engenharia

Florestal, do Centro de Ciências Agroveterinárias da UDESC

(Universidade de Santa Catarina), em Lages.

Associate Professor, the Department of Forest Engineering

in the Agro-veterinary Science Center (CAV), Santa Catarina

State University (Udesc), in Lages

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Doutor em Ciências Geodésicas

Ph.D. in Geodesic Sciences

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Compilamos o

mapeamento digital

de todas as florestas

plantadas do Estado de

Santa Catarina

>> O mapeamento das florestas plantadas de Santa Catarina,

realizado pela Udesc, em parceria com a ACR (Associação

Catarinense de Empresas Florestais), foi realizado entre os

anos de 2018 e 2019. Quais foram as principais conclusões

da pesquisa realizada na região?

Esse é um trabalho inédito no setor florestal catarinense. Nós

realizamos um mapeamento com uma precisão nove vezes

mais assertiva que outras iniciativas no Brasil, que utilizam

outras tecnologias para o escaneamento de diversas regiões

no país. Determinamos os valores de floresta plantada de

forma muito completa, principalmente um estudo detalhado

de florestas ocupadas por eucalipto, relatório até então inexistente

em Santa Catarina. Fomos pioneiros e a ideia é continuar

nessa toada.

>> Quais tecnologias foram usadas para realizar o mapeamento

da silvicultura em Santa Catarina?

Algumas das tecnologias mais avançadas no geoprocessamento

de florestas plantadas. Obtivemos sistemas de sensoriamento

remoto e técnica de divisão computacional com florestas

aleatórias. Compilamos o mapeamento digital de todas as

florestas plantadas do estado de Santa Catarina. Nossa principal

conclusão foi a obtenção do número de 828,9 mil hectares

de florestas plantadas, com predominância para as madeiras

de Pinus e Eucalipto no Estado de Santa Catarina.

>> A silvicultura catarinense deve se restringir somente a

pinus e eucalipto ou pode ampliar suas operações para outras

mudas?

As empresas de base florestal têm adotado uma política de

expansão para outras mudas, então elas tendem a conservar

as já existentes e talvez ampliar suas operações. Mas o

problema é o seguinte: hoje a competitividade dessas áreas

ocupadas por pinus, que é uma floresta de ciclo mais longo,

acaba perdendo espaço e os investidores acabam por cortar

prematuramente essas florestas para migrar para o plantio

de milho e de outras culturas do agronegócio. Nosso objetivo

é iniciar outra etapa do estudo, com base nos últimos meses

de 2020 e no primeiro semestre de 2021, para atualizarmos

nossa base de dados e entender qual é o movimento do segmento

catarinense para os próximos anos.

The mapping of planted forests in the State of

Santa Catarina, carried out by Udesc, in partnership

with the Santa Catarina Association of Forest

Companies (ACR), was conducted between 2018

and 2019. What were the main conclusions of the

Study in the State?

The Study included an unprecedented survey within

the State of Santa Catarina Forestry Sector. We

performed a mapping with an accuracy nine times

more assertive than other initiatives in Brazil, which

used different technologies to scan several regions

within the Country. We outlined the planted forest

areas thoroughly, mainly a detailed study of forests

occupied by eucalyptus, a survey until then non-existent

for the State. We were pioneers, and the idea is

to continue this work.

What technologies were used to map the forestry

activities in the State?

Some of the most advanced technologies in the geoprocessing

of planted forests. We obtained remote

sensing systems and the computational division

technique with random forests. We compiled the

digital mapping of all planted forests in the State of

Santa Catarina. Our main conclusion was that there

are 828.9 thousand hectares of planted forests in the

State, predominantly pine and eucalyptus.

Should forestry in the State of Santa Catarina be

restricted only to pine and eucalyptus, or can it

expand its operations to other species?

Forest-based companies have adopted an expansion

policy for other species, so they tend to conserve

existing ones and perhaps expand their operations.

But the problem is this: today, the competitiveness

of those areas occupied by pine, which is a more prolonged

cycle forest, ends up losing space, and investors

end up prematurely cutting down these forests

to migrate the land to the planting of corn and other

agribusiness crops. Our goal is to start another stage

of the Study, based on the last months of 2020 and

the first half of 2021, updating our database and

understanding the changes in the State’s segment in

the coming years.

Does the State of Santa Catarina have the potential

to be one of the forestry powers in Brazil?

Pine production in the State of Santa Catarina is

already impressive, as well as that in the entire

Southern Region of Brazil. But if we think about

other species, it will all depend on aligned and

well-implemented public policies. We have to make

forest properties into a kind of company and be well

managed. Generally, we have noticed a disinterest

of later generations, who leave the interior of Santa

Catarina for the big city, and do not continue the

forest practice initiated by their parents. We need to

Abril 2021

31


ENTREVISTA

>> O Estado de Santa Catarina tem potencial para ser uma

das potências silvicultoras do Brasil?

Em termos de produção de pinus, Santa Catarina já é uma

das potências, assim como toda a região sul. Mas se pensarmos

em outros setores, tudo dependerá de políticas públicas

alinhadas e bem implementadas. Temos de tornar as propriedades

florestais como uma espécie de empresa a ser gerida.

O que temos percebido, geralmente, é um desinteresse das

últimas gerações, que saem de suas cidades, no interior de

Santa Catarina, e não continuam a prática florestal, iniciada

por seus pais. Precisamos entender esse movimento e, desta

forma, expandir as operações, pois Santa Catarina possui área

e conhecimento técnico para desenvolver ainda mais sua silvicultura.

>> Quais são os empecilhos para o desenvolvimento florestal

catarinense?

Acredito que, atualmente, a própria questão de fomento

de políticas públicas. Em Lages, no interior catarinense, por

exemplo, a política da madeira deixou de ser atrativa. Temos

de ter mais incentivo, tanto das empresas, quanto do próprio

governo. O estado tem apresentado bons resultados mesmo

assim. Acredito eu, mesmo sem estudo que corrobore isso,

que devemos ter dobrado a produção, em comparação ao

setor da década de 1980, por exemplo.

>> Na sua visão, qual é a importância dos trabalhos acadêmicos

para a evolução do setor florestal brasileiro?

A academia é fundamental para o desenvolvimento do setor

da madeira. A UDESC, por exemplo, mesmo tendo um curso

relativamente novo (surgido em 2004), possui uma ótima estrutura,

com laboratórios, sementes, melhoramento genético

e tudo relacionado à tecnologia da madeira. Hoje temos um

mestrado e pretendemos, até o fim do ano, promover um

doutorado relacionado ao tema. E, com isso, temos recebido

candidatos de todo o país, interessados no desenvolvimento

do ramo florestal. A universidade tem um papel importante

nesse setor.

understand this movement and, in this way, expand

operations because Santa Catarina has the area and

technical know-how to develop its forestry segment

further.

What are the obstacles to forest development in

Santa Catarina?

Currently, I believe that the main obstacle is creating

public policies that encourage forest development.

For example, in Lages, in the interior of Santa Catarina,

current policy no longer makes forest production

attractive. We need to have more encouragement

from both companies and the government. The State

has shown promising results anyway. However, even

without a collaborating study, I believe that we have

doubled production in the Sector since the 1980s.

In your view, what is the importance of academic

work in the evolution of the Brazilian Forestry

Sector?

Academic studies are fundamental to the development

of the Forestry Sector. Udesc, even having a

relatively new course (begun in 2004), has developed

a good structure, with laboratories, seeds, genetic

improvement, and everything related to forest

technology. Today, we offer a Master’s Degree, and

we intend, by the end of the year, to promote a

Ph.D. related to the subject. And with this, we have

received candidates from all over Brazil interested in

Forestry Sector development. Universities play a vital

role in this Sector.

Temos de tornar as

propriedades florestais

como uma espécie de

empresa a ser gerida

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PRINCIPAL

TECNOLOGIA

DE PONTA

Indústria de fertilizantes se diferencia no

mercado por ser detentora de tecnologia

que fornece alta solubilidade, maior

reatividade e área de contato

Fotos: Emanoel Caldeira e divulgação

State-of-the-art

technology

A fertilizer producer differentiates

itself in the market by having a

technology that provides greater

solubility, reactivity, and contact area

34 www.referenciaflorestal.com.br


Abril 2021 35


PRINCIPAL

O

mercado de fertilizantes no Brasil tem crescido

exponencialmente nas últimas três

décadas. Devido ao boom do agronegócio

no país, o setor fechou o ano de 2020 com

cerca de 38,5 milhões de t (toneladas) comercializadas,

um crescimento superior a 6% em comparação ao

ano anterior, mesmo durante um momento de instabilidade

gerada pela pandemia. E o segmento não apenas cresceu

dentro de suas fronteiras, mas auxiliou o desenvolvimento

do já potente agronegócio no Brasil, um dos mais fortes em

todo o mundo.

Os números impressionam mesmo durante o ano de

2020, impactado pela pandemia da Covid-19. De acordo

com a ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos),

as empresas produtoras de fertilizantes aumentaram em

15,7% a entrega de fertilizantes ao agronegócio brasileiro

no primeiro semestre, em comparação ao mesmo período

do ano anterior. A alta procura é explicada, principalmente,

pelo interesse dos produtores rurais em soluções capazes

de ampliar a produtividade no campo, em um momento de

aumento da demanda por fertilizantes.

Por todas essas características, não é fácil se diferenciar

no competitivo segmento de fertilizantes, ainda mais em

uma esfera em que os agricultores estão acostumados a uma

certa rotina produtiva, o que, muitas vezes, impede grandes

revoluções em seu dia-a-dia.

Por isso mesmo, a Polli Fertilizantes Especiais é um dos

maiores cases de sucesso do mercado, ao aliar conhecimento

técnico, gestão humanizada e tecnologia própria no fornecimento

de soluções inovadoras para o sistema de fertilidade

do solo.

Diretor executivo da Polli, Luiz Osni Miranda, explica

que o grande diferencial da empresa surgiu há alguns anos,

quando a companhia decidiu criar produtos diferenciados e

que fugissem dos entraves ocasionados pelo manejo convencional

relacionados a fertilidade dos solos. “Nossa missão

é cuidar da saúde do solo, então desenvolvemos toda uma

linha de produtos orgânicos que trazem benefícios (devido à

tecnologia NANO ATOM) como a eficiente correção de acidez

do solo, por apresentarem maior solubilidade, reatividade e

menor umidade que os corretivos convencionais. Isto é, com

aproximadamente 110 mm (milímetros) de chuva, já temos

produto agindo no solo”, afirma.

D

ue to the agribusiness boom in Brazil, the

fertilizer market has grown exponentially over

the last three decades. The Sector ended 2020

with about 38.5 million tons sold, a growth of

more than 6%, compared to the previous year,

even during a moment of instability generated by the pandemic.

The Sector grew within and supported the already robust

agribusiness growth in Brazil, one of the strongest in the world.

The figures are impressive even during 2020, impacted by

the covid-19 pandemic. According to the Brazilian National

Fertilizer Association (Anda), fertilizer producers increased

deliveries to Brazilian agribusiness by 15.7% in the first half of

the year, compared to the same period in the previous year. The

increased demand is mainly explained by the growing interest of

rural producers in solutions capable of increasing productivity

in the field and, thus, the need for fertilizers.

For all these characteristics, it is not easy to differentiate oneself

in the very competitive Fertilizer Sector, especially in a sphere

where farmers are accustomed to a specific productive “routine”,

which often prevents major revolutions in day-to-day life.

Thus, Polli Fertilizantes Especiais is one of the biggest success

stories in the market by combining technical knowledge,

humanized management, and technology in providing innovative

solutions for soil fertility systems.

Luiz Osni Miranda, Polli CEO, explains that the Company’s

significant differential arose a few years ago when the Company

decided to create differentiated products that would overcome

the obstacles caused by conventional management related to

soil fertility. “Our mission is to take care of soil health, so we have

developed a whole line of organic products that provide benefits

(due to our NANO ATOM technology), such as the efficient

correction of soil acidity due to greater solubility and reactivity

present and at lower humilities than conventional correctives,

i.e., with approximately 110 mm of rain, the product already

begins to act on the soil,” he states.

NANO ATOM

The NANO ATOM, a technology patented by Polli Fertilizantes,

works through grinding, chemical attack, and technological

innovation, which consists of the production and insertion of

calcium and magnesium carbonates and calcium sulfate nanoparticles

into the raw material.

“The improved characteristics of products generated using

36 www.referenciaflorestal.com.br


A tecnologia NANO

ATOM consiste

na produção

e inserção de

nanopartículas na

matéria-prima

NANO ATOM

Tecnologia patenteada pela Polli Fertilizantes, a NANO

ATOM funciona por meio de moagem, ataque químico e inovação

tecnológica, que consiste na produção e inserção de

nanopartículas de carbonatos de cálcio e magnésio e sulfato

de cálcio na matéria-prima.

“As características melhoradas dos produtos gerados pela

NANO ATOM: aumento na condutividade elétrica; aumento

na reatividade do produto; melhora na distribuição superficial

em área aplicada e também na maior solubilidade, sendo esta

a principal característica dos nossos fertilizantes, pois ela faz

toda a diferença no desempenho da nossa solução, quando

comparada aos produtos convencionais”, explica a engenheira

agrônoma e coordenadora técnica da Polli, Thais Ramari.

“O uso dos nossos produtos resultam em plantas mais

saudáveis e maior produtividade, sem contar que toda a linha

de fertilizantes da Polli está de fácil acesso ao consumidor, pois

temos revendas parceiras distribuídas em todo o território

nacional”, acrescenta Ramari.

RECONHECIMENTO DO MERCADO

Toda essa tecnologia, única no Brasil, tem gerado frutos

e trazido maior fidelização do consumidor. Segundo Luiz Osni

Miranda, diretor executivo da Polli, a empresa possui um índice

de 90% de taxa de fidelização de seus clientes. Ou seja,

a cada dez vendas dos fertilizantes Polli, nove consumidores

voltam a negociar com a empresa paranaense, que possui

sede no município de Colombo.

Proprietário da Fazenda Patimi 2, o empresário Maércio

Reinert afirma que a produtividade de seu negócio decolou

após o uso das soluções da Polli Fertilizantes. “Antes, meus

resultados eram limitados e eu nunca conseguia um teto prothe

NANO ATOM technology increase electrical conductivity;

increase product reactivity; improve surface distribution in the

applied area; provide greater solubility. These are the main

characteristics of our fertilizers, which make all the difference

in the performance of our solutions when compared to those of

conventional products,” explains Thais Ramari, Ph.D. in Agronomy

and Technical Coordinator for Polli.

“The use of our products results in healthier plants and

higher productivity, not to mention that Polli’s entire fertilizer

line is easily accessible to the consumer because we have sales

agents distributed throughout Brazil,” adds Ramari.

MARKET RECOGNITION

All this technology, unique in Brazil, has generated fruits and

created greater consumer loyalty. According to CEO Miranda,

the Company has a 90% fidelity rate for its customers, i.e., nine

37


PRINCIPAL

dutivo. Atualmente consigo atingí-lo tanto no verão, quanto

na safrinha”, comemora Reinert.

O produtor Flávio Asta Pontelli também ressalta o poder

de recuperação dos produtos da Polli. Segundo ele, nem

mesmo as intempéries surgidas na Fazenda Pontelli, no Rio

Grande do Sul, atrapalharam o desempenho dos fertilizantes

Polli. “Aplicamos os produtos em uma área bem deficiente e,

além disso, também contamos com uma crise hídrica muito

severa na época. Mesmo assim, obtivemos um excelente

resultado”, revela.

out of ten Polli fertilizer customers return to purchase from the

Company, located in Colombo, Paraná.

Businessman Maércio Reinert, Owner of Fazenda Patimi 2,

states that the productivity of his business “took off”’ after the

use of Polli Fertilizantes solutions. “Before, I had limited results

and never reached a productive ceiling. Currently, I can achieve

it in both summer crops and winter crops,” affirms Reinert.

Producer Flávio Asta Pontelli also emphasizes the recovery

power of Polli’s products. According to him, not even the bad

weather encountered at Fazenda Pontelli in the State of Rio

PRINCIPAIS PRODUTOS

LINHA SOLO ESTRUTURADO

Fertilizantes corretivos à base de cálcio, magnésio e enxofre,

que disponibilizam de maneira eficiente os nutrientes, além de

corrigir a fertilidade tanto em acidez quanto em bases para CTC

LINHA HPE DE ELEMENTOS DE ALTA PERFORMANCE

Melhoram os elementos dos fertilizantes convencionais,

nitrogênio, fósforo e potássio com a inserção das nanopartículas

da nossa tecnologia. O resultado é o aumento de produtividade

dos cultivos

LINHA SOLO SUSTENTÁVEL

Composta por fosfatos naturais, seus fertilizantes possuem

um material proveniente de rochas fosfatadas, tratadas com

ácidos orgânicos, que melhoram a solubilidade do fósforo

MAIN PRODUCTS

STRUCTURED SOIL LINE

Corrective fertilizers based on calcium, magnesium,

and sulfur, which efficiently provide nutrients, in addition to

correcting fertility both in acidity and on a CTC bases

HIGH PERFORMANCE ELEMENTS LINE

Improves the performance of the conventional fertilizer

elements of nitrogen, phosphorus, and potassium with

the insertion of our nanoparticle technology. The result is

increased crop productivity

SUSTAINABLE SOIL LINE

Composed of natural phosphates, this fertilizer line uses

material from phosphate rocks treated with organic acids,

which improve phosphorus solubility

38 www.referenciaflorestal.com.br


Grande do Sul hindered the performance of

Polli fertilizers. “We applied the products on

an impoverished area at a time of a very severe

water crisis. Even so, we obtained excellent

results,” he reveals.

ESTRUTURA

Ciente de que a indústria precisa de constante movimento

e evolução, a Polli Fertilizantes tem planos ambiciosos para

o futuro. A empresa conta atualmente com metodologias

validadas pelo Ministério da Agricultura e com um moderno

laboratório, que possui um rígido controle de rastreabilidade,

em que todo o carregamento para os clientes é conduzido por

contraprovas de qualidade.

Mesmo assim, a companhia pretende ampliar sua produção,

que hoje conta com duas fábricas na sede em Colombo

(PR). Até o fim de 2021, um terceiro

complexo será construído e entrará em

funcionamento na região paranaense.

Para o ano de 2021, a Polli também

já iniciou o planejamento e execução

de uma quarta fábrica, na cidade de

Araguari (MG) que entrará em funcionamento

em 2022.

“Esta edificação será situada em

um ponto estratégico para a nossa

logística de entrega de fertilizantes

para as regiões sudeste e nordeste do

país”, explica Luiz Osni Miranda, diretor

executivo da Polli.

Aliada a toda essa estrutura, a

empresa ainda possui parcerias com

universidades e institutos de pesquisa

em todo o país, com foco na melhoria

dos produtos já existentes e na criação

de novos produtos. “Nosso objetivo, até

2025, é contar com uma capacidade de

500 mil t produtiva por ano”, finaliza.

STRUCTURE

Aware that the industry needs to be

constantly changing and evolving, Polli Fertilizantes

has ambitious plans for the future.

The Company has methodologies validated by

the Ministry of Agriculture and a modern laboratory,

which has strict traceability control,

in which all customer shipments are subject

to quality testing.

Thus, the Company intends to expand its

production, which today has two factories

located in Colombo. By the end of 2021, a

third complex will be built and will start operating

in Paraná. In 2021, Polli has also begun

planning for and will begin construction for the fourth plant in

Araguari-MG to start operations in 2022.

“This plant will be located at a strategic point for our fertilizer

delivery logistics operations serving the Southeast and Northeast

Regions in Brazil,” explains Polli CEO Miranda.

Coupled with all this structure, the Company maintains

working relationships with universities and research institutes

throughout Brazil, focusing on improving existing products and

creating new products. “Our goal is to have a capacity to produce

500 thousand tons per year by 2025,” he concludes.

Roberto Polli, Fernando Polli, Luiz Osni Miranda

e João Paulo Polli

Abril 2021

39


ARTIGO

Fazendas

FLORESTAIS

O manejo sustentável e a inclusão

Kayapó com menor pegada de carbono

Artigo produzido por Waldemar Vieira Lopes

Fotos: divulgação

40 www.referenciaflorestal.com.br


O

manejo florestal sustentável é um conjunto

de técnicas empregadas para explorar

cuidadosamente parte das árvores de uma

floresta, de maneira contínua e sustentável,

gerando benefícios econômicos que

superam os custos, com redução de desperdício dos produtos

florestais, diminuição de riscos de acidentes de trabalho,

respeito à legislação ambiental, menores impactos a

flora e a fauna e maiores oportunidades de mercado.

A gestão de florestas públicas brasileira funciona por

vezes como freio ao desenvolvimento de regiões carentes

de renda e prosperidade em nome de uma pseudoproteção

que, no caso especifico da Comunidade Kayapó,

detentora de uma área de 3 milhões/hectares no Estado

do Pará, dormem sobre essa imensa riqueza e sonham

com diretrizes que permitam a exploração da atividade

florestal, afinal a madeira é um dos poucos materiais de

construção carbono que temos na natureza.

O Plano de Manejo é a ferramenta que lhes permitirá a

evolução a que têm direito, integrando aspectos florestais,

ecológicos e industriais, constituindo-se em uma iniciativa

piloto, visando subsidiar as decisões e possibilitar - às partes

envolvidas - uma melhor compreensão das implicações

legais, operacionais e de gestão do negócio.

Como parte das estratégias vislumbra-se trazer empresas

madeireiras, comprometidas com o processo de

desenvolvimento a partir de projetos de manejo sustentável

e aplicação de padrões operacionais e silviculturais que

auxiliem na elaboração de legislação e políticas públicas

para regulação da exploração de espécies amazônicas no

Abril 2021

41


ARTIGO

âmbito de reservas indígenas, com equacionamento da

viabilidade do negócio e da exploração florestal.

A meta principal é o desenvolvimento de um projeto

demonstrativo de viabilidade econômica, social e ambiental

de espécies amazônicas incidentes, cuja gestão deva ser

feita em regime de parceria ou comodato, de acordo com

condicionantes legislativas e dentro dos pilares expostos,

em um case visto como um marco regulatório e histórico

para a atividade, principalmente para Reservas Indígenas

que ainda detêm áreas de floresta com ocorrência de

inúmeras espécies nativas, demonstrando que o negócio

florestal pode permanecer ad-infinitum, lastreado na

ciência e baseado no manejo lucrativo e sustentável com

manutenção de sua biodiversidade.

É consenso nos meios científicos e empresariais que o

modelo de supressão da floresta - através da exploração

predatória das espécies florestais de maior valor comercial

e/ou conversão da floresta em pastagens de baixa capacidade

de produção, ainda largamente praticados, não é o

mais indicado para a região.

Entretanto, não se pode negligenciar a necessidade do

desenvolvimento de alternativas de sustentação econômica

para as populações que vivem nessa região e/ou se

utilizam de seus recursos naturais, havendo clareza de que

a vocação desta enorme região é manejo florestal e extrativismo,

respeitando os limites de reposição e regeneração

da floresta, trabalhando de forma planejada, responsável

e eficaz, utilizando técnicas que restrinjam ao mínimo os

impactos ambientais para garantir a manutenção do potencial

de produção do ecossistema.

Na Floresta Amazônica, existe uma grande diversidade

de espécies aptas ao aproveitamento produtivo, tanto madeireiras

como não madeireiras e são muitos os benefícios

econômicos que podem ser auferidos a partir da utilização

sustentável de produtos da natureza.

A heterogeneidade amazônica só pode ser vencida a

partir de conhecimentos multidisciplinares, que leve em

conta aspectos físicos, mecânicos, manutenção da sanidade,

socialização do conhecimento quanto ao bom uso

de florestas e utilização racional a partir de investimentos

crescentes em tecnologia, afinal a madeira é um dos

poucos materiais de construção renováveis, contraponto

necessário a outras matrizes fósseis.

Sintonizado a necessidade do momento atual e considerando

o potencial florestal industrial das Reservas

Indígenas Kayapós, o projeto traz em sua concepção não

só a implantação de indústrias madeireiras, como polos

moveleiros no entorno florestal, no intuito de ajudar o

desenvolvimento da região com integração dos povos e

comunidades tradicionais como vetor do abastecimento

da cadeia como um todo.

Para isso, é necessário um constante aprimoramento

para melhor utilização das fábricas e polos instalados no

entorno, a partir de estratégias que ofereçam a melhor

opção de gestão de negócios e evolução desses empreendimentos,

em uma filosofia de retorno positivo, tanto a

42 www.referenciaflorestal.com.br


potenciais investidores, como às comunidades florestais,

promovendo inclusão social e renda.

A partir do contexto apresentado, o caso do Complexo

Florestal Industrial Kayapó é fundamental no âmbito das

capacitações em gestão de negócios florestais vinculadas

à indústria de base florestal, pois além de ser um componente

importante para o Estado do Pará, funcionará como

um mecanismo de integração da exploração florestal (suprimento)

com a indústria (processamento).

Mais do que nunca se cristaliza a possibilidade de

implantação das Fazendas Florestais, criando condição

necessária de acompanhamento por parte da nova geração

indígena, de todas as atividades de gerenciamento,

que contemplam controles, administração de materiais,

inspeções, atividades de suporte e outras, realizadas por

técnicos, acompanhados pelo efetivo laboral da comunidade,

adquirindo por ocasião da implantação do empreendimento,

o necessário conhecimento operacional de máquinas

e equipamentos, bem como, nos aspectos de gestão,

engenharia e manutenção, permitindo-lhes em um futuro

próximo ter elementos para melhor decisão para adentrar

ou não à cadeia industrial, que necessita de investimentos

vultosos, viáveis desde que mensurado retorno do capital

no tempo adequado.

VALOR DA MADEIRA TROPICAL

As florestas nativas tropicais apresentam uma grande

diversidade de aplicações industriais, comumente categorizadas

por grupo de valor e aplicação, com espécies mais

nobres, a exemplo do mogno e ipê, ocupando um nicho

diferenciado, a seguir espécies de coloração comumente

vermelhas, em um plano intermediário as denominadas

madeiras mistas e, o grupo das chamadas madeiras brancas,

menos densas e normalmente de menor valor de

mercado.

O potencial para produção de madeira envolve um

grupo de mais de 100 espécies de potencial interesse

comercial, estratificadas levando em conta destinação industrial,

interesse mercadológico e valoração do produto

e, industrializados em grupos que compatibilizem fitossociologia

florestal/industrial.

As tendências e perspectivas para o mercado de

madeira tropical, deve levar em conta o custo do transporte

para centros consumidores e preços incompatíveis

ofertados por concorrentes desleais como limitantes de

produção, entretanto, a promoção da entrada de maiores

empresas, organizadas e competitivas operando com madeira

nativa é o contraponto às empresas ilegais, desorganizadas,

ultrapassadas, pouco capitalizadas e operadoras

da clandestinidade.

Mesmo com restrições e pressões ambientalistas, as

perspectivas para madeira tropical são de crescimento,

tendo em vista a pouca oferta no plano internacional pela

queda de produção em países como Indonésia e Malásia,

condicionando-se a operação a partir de matérias-primas

oriundas de fontes legais e sustentáveis, o que coloca o

fornecimento, através das Fazendas Florestais Kayapós,

como referência neste momento, perfeitamente sintonizado

às exigências e responsabilidade que esse novo e duradouro

mercado requer.

A localização das Áreas Indígenas Kayapós em relação

aos principais mercados consumidores nacionais e internacionais

também contribui para que seus produtos ganhem

competitividade, posto que raros locais são tão abrangentes

devido à sua privilegiada localização e ótimas vias de

escoamento da produção disponíveis.

O aumento do número de espécies florestais aproveitadas

também é um aspecto a ser considerado para o

fortalecimento da modelagem de Fazenda Florestal, posto

que diminuirá a pressão sobre as espécies mais comercializadas,

aumentando o rendimento da floresta e corroborando

para a viabilização do manejo florestal com redução

da pressão sobre floresta futura.

O surgimento de novos atores na cadeia produtiva da

madeira, a exemplo de empresas prestadoras de serviços,

darão nova dinâmica ao setor florestal, apoio à capacitação

e treinamento em técnicas de gestão administrativa

florestal, consolidando conceitos de empreendedorismo,

de negócios e de profissionalismo.

A transversalidade entre as empresas do setor florestal

possibilita a especialização da produção e o desenvolvimento

de nichos específicos dentro da cadeia produtiva da

madeira, diminuindo a necessidade de verticalização, que

acaba por vezes inviabilizando o próprio negócio.

INÍCIO PROMISSOR

A implantação das Fazendas Florestais Kayapós, tem

como base a aceitação pelos indígenas quanto a seguir as

diretrizes do Manejo Florestal Sustentável, tanto técnicas

quanto legislativas, que visa levantar o potencial de matéria-prima

incidentes sobre a área e demonstração da

sua viabilidade e consciência de que o manejo não é uma

operação finita, quando executado com responsabilidade

ambiental, trazendo como efeito colateral, uma considerável

melhoria de renda para a comunidade.

O processo de conscientização da comunidade indígena,

foi melhorado através de reuniões presenciais com dezenas

de Caciques Kayapós, com um grupo multidisciplinar,

do qual faço parte, prestando todas as informações, dirimindo

dúvidas e dando um choque de realidade quanto a

implantação do Manejo Florestal.

O primeiro fruto já foi colhido. Vivemos uma nova realidade,

com inúmeras lideranças interessadas em buscar

melhores amanhãs para sua comunidade através da implantação

do Manejo Florestal Sustentável em suas aldeias

e, de outro lado se encontram lideranças que não comungam

da mesma visão, fato absolutamente normal já que

toda unanimidade é burra, ou quem sabe anestesiados por

promessas que nunca foram cumpridas e nunca se cumprirão,

quiçá uma visão temporária, passível de reversão

pela oportunidade de poderem ver de perto a mudança de

vida; para melhor; de seus parentes Kayapós.

Abril 2021

43


ARTIGO

Ninguém jamais pretendeu que todos viessem a comungar

dos mesmos objetivos, afinal o ambiente é democrático,

respeitando-se comunidades que venham a aderir,

da mesma forma as que não queiram aderir à exploração

legal e sustentável.

Desconhecemos maneira melhor para combater a

ilegalidade que o propósito de aumentar a oferta de legalidade.

Mais do que nunca é extremamente importante seguir

em frente, realizando o trabalho ombro a ombro com

os diversos Caciques e Cacica que defendem legalidade e

sustentabilidade e, veem no Manejo Florestal Sustentável,

a ferramenta para lhes proporcionar melhoria de renda e

vida digna.

VIVER DA FLORESTA

Não nos propomos ao discurso vazio e fútil de atores

os mais diversos, que tantas mazelas trouxeram à comunidade

indígena, alijando-os do livre arbítrio quanto a utilizar

esse imenso capital natural. A arma de que dispomos

é o conhecimento de como domar a floresta de forma

sustentável, mantendo ciclos contínuos de rendimento aos

indígenas, com respeito à legislação e renovação florestal

por tempo indefinido.

Os maus brasileiros, os que auferem recursos através

da miséria indígena, os que não têm pretensão de trabalhar

de forma legal, os que não têm compromisso com

a sustentabilidade, os que não têm interesse em trazer

conhecimento e capacitação aos indígenas, vão continuar

usando meios obscuros para combater o acesso indígena a

uma vida digna. Sigamos em frente travando o bom combate,

pois os cães ladram e a caravana passa.

A exploração de recursos de forma legal, responsável e

ambientalmente correta, propiciará aos indígenas um ciclo

virtuoso de ascensão, sem abrir mão de seus valores culturais,

afinal nada é mais insustentável que a penúria em que

vivem, com carência de toda ordem e baixa expectativa de

vida, sem acesso à tecnologia e evolução.

A FUNAI acompanha cada passo da iniciativa e vê com

bons olhos o protagonismo indígena na busca de inclusão

social e renda, tendo obtido parecer junto a AGU favoravelmente

à realização de manejo florestal em suas terras e,

em reunião recentemente ocorrida tivemos ciência de que

trabalham em uma IN ou Portaria Conjunta com o IBAMA

no sentido de regulamentar a atividade, bastando para

tanto tão logo se vença mais essa etapa, cada aldeia indígena

realizar a operação de acordo com sua conveniência,

permitindo em sendo o caso, a realização dos trabalhos

preliminares para confecção do projeto.

Na mesma ocasião nos reunimos, juntamente com

lideranças indígenas; com o MMA (Ministério do Meio

Ambiente) e fomos recebidos em audiência na presidência

da república que se mostrou satisfeita com a iniciativa e,

tal qual a FUNAI, vê com bons olhos esse protagonismo

dos Caciques e da Cacica Kayapó, interessados em gerar

riquezas para a sua comunidade, tal qual outras etnias já

o fazem no Mato Grosso, com benefícios também para o

município, para o Estado e para o Brasil.

É preciso mais do que nunca que o mundo se adapte

às mudanças que se fazem necessárias, tomando consciência

quanto à produção madeireira responsável, pois

é sabido que a extração de metais como, cobre, níquel,

ferro e bauxita, aumentou mais que a produção global de

mercadorias.

A produção de cimento mais que dobrou desde 1.990,

o consumo de petróleo no mundo mais que triplicou desde

1965, chegando em torno de 100 milhões barris/dia.

A inclusão social através da floresta é a realidade da

Amazônia, dos indígenas e de todos os amazônidas, afinal

a árvore nasce, cresce, reproduz-se e morre e, após um

ciclo de manejo ao revisitarmos o primeiro talhão, 35 anos

depois, ela estará com estoque renovado e pronta para

novo ciclo de colheita, se constituindo em um dos poucos

materiais de construção carbono zero.

O uso ordenado e sustentável de florestas é o contraponto

a produtos dependentes de matrizes fósseis como

petróleo, carvão mineral, gás, minérios e cimento, cujo uso

continua sem freios e no piloto automático.

O inventário florestal e as análises dele decorrentes,

se constituem no balanço, que permite realizar saques de

acordo com capitalização do recurso, sem que jamais seja

necessário emitir um cheque sem fundos, com foco no

combate a dois inimigos da sustentabilidade: o desperdício

e seu congênere, o rejeito.

O que acontece no mundo durante um período de

manejo:

Se crescer a 2%, terá consumo duas vezes maior;

Se crescer a 3%, terá consumo 2,81 vezes maior;

Se crescer a 4%, terá consumo 3,95 vezes maior.

A floresta manejada estará pronta para um novo ciclo

e seu benefício permanecerá por tempo indefinido.

Loucura é fazer tudo do mesmo jeito e esperar um resultado

diferente, o que nos leva à inflexão:

“Que mundo deixaremos para a futura geração ou que

futura geração deixaremos para o mundo.”

O caso do Complexo Florestal

Industrial Kayapó é fundamental

no âmbito das capacitações em

gestão de negócios florestais

44 www.referenciaflorestal.com.br


QUALIDADE

INCOMPARÁVEL

MEDIDOR DE TRAVA DE SERRAS

AFIADEIRA

DE SERRAS

LÂMINAS DE SERRA FITA PARA MADEIRA





REBOLO

ESPECIAL

DIAMANTADO

/ BORAZÓN


MINUTO FLORESTA

Qualificação que

FAZ A DIFERENÇA

Com equipe experiente e obstinada a buscar novas

soluções, a Bayer Floresta prioriza os conceitos de

Liderança, Integridade, Flexibilidade e Eficiência

Foto: divulgação

Toda grande empresa sabe que o seu maior ativo é

o grupo de colaboradores que trabalham, todos os

dias, para que suas metas sejam batidas e seus objetivos

sejam alcançados. Na Bayer, empresa global focada

em Ciências da Vida, não é diferente. Com uma

equipe totalmente voltada para o setor florestal, a empresa é um

case de sucesso, ao trazer soluções para o manejo de florestas e

os produtores da cadeia madeireira.

Mas nada seria possível sem um corpo técnico especializado e

obstinado a priorizar as demandas do consumidor. Ricardo Cassamassimo,

gerente de marketing da Bayer, explica que ao realizar

processos seletivos, a companhia seleciona pessoas que estejam

comprometidas com os propósitos da Bayer. “Nosso time é muito

dedicado e trabalha com foco no cliente. Entendemos que o sucesso

do nosso cliente é e será sempre o nosso sucesso também.

Desta forma, seguimos as diretrizes da Bayer nos comportamentos

L.I.F.E (Liderança, Integridade, Flexibilidade e Eficiência)”,

revela.

Cassamassimo também afirma que, além das experiências

prévias e do currículo, a Bayer procura candidatos condizentes

com os comportamentos LIFE e o time e deve estar disposto a

desenvolver e entregar ciência para uma vida melhor, como é

o caso dele próprio, que está há 5 anos na empresa. “Estou no

setor florestal há 20 anos, trabalhei com análise de resíduos de

defensivos, com certificação FSC (Forest Stewardship Council)

e passei pela indústria de papel e celulose. Hoje na Bayer me

identifico com os valores e objetivos da empresa, principalmente

com a divisão Environmental Science. Desde 2016 faço parte do

time Bayer, e atualmente respondo pelos resultados para os segmentos

de floresta e manejo de vegetação industrial”, relembra o

gerente.

Coordenador de Desenvolvimento de Produtos para América

Latina, na Environmental Science, para as linhas de Floresta e

Controle de Vegetação em Áreas Não-Agrícolas, Fabrício Gomes

Sebok, trabalha no setor florestal da Bayer há 6 anos. Com vasta

experiência no ramo, também como analista de desenvolvimento

de produtos, Sebok destaca o cuidado da empresa ao criar grupos

multidisciplinares dentro de cada núcleo, com o objetivo de atender

as necessidades de seus clientes. “Esse diferencial, de possuir

uma equipe exclusivamente dedicada ao setor florestal, tanto

no Brasil quanto em outros países, é uma grande força da Bayer.

Tudo isso é possível graças ao cuidado da empresa ao selecionar

colaboradores engajados com a nossa rotina de trabalho”, destaca

o coordenador, responsável, e finalmente, atuando como coordenador

de Field Solutions Latam desde 2017. Sendo assim responsável

pelo desenvolvimento de soluções para as linhas Florestal e

Controle de Vegetação na América Latina, para países como Brasil,

Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia e México.

Promotora de marketing, com foco no pós-venda, Daniela

Araújo é outra especialista do Time Bayer Florestal. Com experiência

na Fibria, gigante do setor de papel e celulose, Araújo

iniciou sua trajetória na Bayer em 2016, quando auxiliou na condução

de testes para o lançamento do herbicida Esplanade, um

dos principais produtos da empresa.

“O time de Floresta é bastante unido e sempre encontramos

o suporte do time como um todo, independente da região em

que atua. Temos um diálogo muito aberto dentro do time, grande

disponibilidade e senso colaborativo. Acredito que esses sejam

os principais pilares do nosso grupo, confiança e colaboração”,

comemora a promotora de marketing.

Carlos Eduardo Vinadé, representante técnico de vendas da

Bayer, possui formação como engenheiro florestal pela Universidade

Federal do Pampa (RS). Há quase 5 anos na empresa, ele já

atuou como promotor de marketing antes de coordenar as vendas

técnicas do Time Bayer Florestal. “Antes de entrar na Bayer,

desenvolvi várias atividades relacionadas à engenharia florestal,

como por exemplo o estudo de produtividade das operações

florestais na CMPC Celulose Riograndense. Faltando dois meses

para o término do estágio, me candidatei a vaga de promotor de

marketing ofertada pela Bayer para atuar na região sul do Brasil,

após algumas entrevistas e dinâmicas fui selecionado, tendo que

antecipar a saída do estágio para assumir como promotor de marketing

da região sul”, relembra.

Segundo Vinadé, além dos produtos diferenciados no mercado,

o grande exemplo da Bayer é sua preocupação com a qualificação

de seu pessoal. A Bayer não mede esforços em qualificar

e desenvolver pessoas, isso faz com que seus colaboradores

estejam sempre altamente capacitados e em constante evolução,

gerando valor para o parceiro comercial, além, é claro, do sentimento

de pertencimento que nós temos dentro da empresa.

Ter um time de alta performance, dedicado exclusivamente para

entender e atender as necessidades de nossos parceiros, é fundamental

para o desenvolvimento do negócio florestal da Bayer”,

finaliza.

46 www.referenciaflorestal.com.br


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TRANSPORTE

48 www.referenciaflorestal.com.br


Transporte

ADEQUADO

Fotos: divulgação

Cuidados com logística e escoamento de cargas

devem ser priorizados pelo setor florestal

Abril 2021

49


TRANSPORTE

Várias são as preocupações das empresas florestais:

qualidade de mudas, manejo responsável,

cultura do solo, capacitação de pessoal

e até mesmo o relacionamento com fornecedores

e consumidores. Aliada a tudo isso,

a estrutura logística também deve ser olhada com carinho

por empresários e executivos do setor florestal.

Uma das importantes etapas deste ciclo é o transporte

de cargas, entre elas, as toras e madeiras serradas no chão

de fábrica. As formas de escoamento são ditadas não só

pelo tamanho ou dimensões das cargas, mas também pelo

seu peso, pela urgência no deslocamento ou por necessidades

como a de conexão entre os seus vários componentes.

O transporte de madeira exige, porém, cuidados especiais,

pois utiliza equipamentos de alto risco, como tornos

e guilhotinas, e devido à necessidade de movimentos

repetitivos, com levantamento excessivo de peso, além do

risco de incêndio.

As normas NR-11 e NR-

12 definem as condições

necessárias para o

transporte, movimentação,

armazenamento e manuseio

seguro de materiais

PRECAUÇÕES

A movimentação de máquinas e a elevação de cargas

são atividades que não permitem erros, pois podem

acarretar graves consequências. Segundo Tadeu Oliveira,

consultor da Logistec, a capacitação dos colaboradores é

50 www.referenciaflorestal.com.br


um diferencial na hora de realizar o escoamento de cargas.

“São tarefas pesadas e perigosas, então treinamentos são

essenciais, pois dão ao operador uma expertise com o

máximo de eficiência e segurança, sempre com respeito às

normas de segurança vigentes de cada setor”, analisa.

De acordo com pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro

de Geografia e Estatística), cerca de 22% das lesões ocorrem

na indústria. Por exemplo, a cada 48 segundos um trabalhador

sofre acidente no Brasil. Entre 2012 e 2018, foram

registrados 4,26 milhões de acidentes, o que resultou

em um gasto de R$ 28,81 bilhões em benefícios como pensão,

auxílio-acidente e doença e aposentadoria por invalidez,

segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança

do Trabalho do MPT (Ministério Público do Trabalho).

NORMAS DE SEGURANÇA

As normas NR-11 e NR-12 definem as condições necessárias

para o transporte, movimentação, armazenamento

e manuseio seguro de materiais. Essas normas regulamentam

a exigência de materiais de alta qualidade e equipamentos

de segurança para que os trabalhadores consigam

realizar suas funções de modo seguro.

Entre as medidas de proteção coletiva estabelecidas,

está a implantação de proteções físicas fixas nas áreas de

risco, como o enclausuramento de sistemas de transmissão

por correias e polias e a exigência de um circuito de

parada de emergência. Nos transportadores de materiais,

os movimentos perigosos dos transportadores contínuos

de materiais, como esteiras e correias, devem ser protegidos,

especialmente nos pontos de esmagamento, agarramento

e aprisionamento.

O treinamento periódico de funcionários para prevenir

os riscos da atividade é obrigatório. A empresa deve adotar

também uma política de manutenção preventiva de

seus equipamentos, diminuindo assim a probabilidade de

falhas técnicas.

Entre as ações de segurança mais importantes, destacam-se

a proteção das partes móveis dos equipamentos;

demarcação das áreas de perigo; adoção de dispositivos

de segurança para acionamento de alarme e paradas de

emergência; limpeza do piso; capacitação dos operadores.

Recomenda-se também a elaboração de um mapa de risco

para orientar as pessoas sobre as condições de segurança

no ambiente de trabalho.

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versatilidade mecânica nos equipamentos

de colheita florestal, exigem a utilização de

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SILVICULTURA

Diversificação e alta

RENTABILIDADE

O Sistema Agrossilvipastoril (ILPF) tem otimizado a

exploração econômica do setor agropecuário, e não

há nada que desabone a utilização da integração

Este artigo foi produzido pelo especialista Pedro Francio Filho, da empresa Francio Soluções Florestais

Fotos: Francio Soluções Florestais

52 www.referenciaflorestal.com.br


Adiversificação rural tem chamado atenção de

muitos agropecuaristas devido à instabilidade no

campo. A otimização da propriedade rural, modelos

modernos de gestão, sistemas integrados

de produção, aproveitamento de todos os metros

quadrados da área, alternativas de produção e cultivos, tem sido

termos atrativos e muito utilizados nos últimos anos perante os

problemas enfrentados no campo; sendo uma ótima sugestão

de integração para as áreas hoje destinadas apenas para o gado.

O cultivo de florestas integrado com agrícola e/ou pecuária

(agrossilvicultura), se torna uma das melhores alternativas como

complemento de renda com resultados fantásticos, principalmente

pela elasticidade de adaptação em qualquer região do

país. Os sistemas agroflorestais se encaixam perfeitamente pela

necessidade de mudança e produção sustentável. Estes se dividem

em sistemas silvipastoris (florestas com pecuária); silviagrícolas

(florestas com agricultura); e agrossilvipastoris (florestas

com agricultura e pecuária simultânea ou sequencial). Na integração

lavoura-pecuária-floresta a distribuição de mão-de-obra

é mais uniforme.

Durante o ano, existe uma melhoria das condições de vida

promovida pela diversidade de produção, pois diminui os riscos

e incertezas do mercado. As árvores no sistema funcionam

como quebra-vento, mantêm a umidade do solo, aumentam a

fixação de nutrientes, restauram as propriedades químicas, físicas

e microbiológicas do solo, melhorando a qualidade da cultura

agrícola ou pasto. Além da exploração racional dos recursos

disponíveis, a atividade aumenta a renda do agropecuarista, resulta

em maior estabilidade econômica, e segurança das futuras

gerações para dar sucessão a atividade no campo.

O planejamento da área, como uma empresa rural, com

a introdução do componente florestal, terá rendimentos em

curto prazo com a agricultura e pecuária; em médio prazo com

o desbaste da madeira, a colheita de produtos florestais não

madeiráveis, além dos resultados da integração como bem-estar

animal, umidade, produtividade, ciclagem de nutrientes, dentre

inúmeros outros; e a longo prazo com o corte raso das árvores,

utilizando a madeira com alto valor agregado para serraria, móveis,

construção civil e laminação.

Existem espécies compatíveis para cada realidade, desde o

solo, clima, até a finalidade que será destinada essa madeira. A

escolha deverá ser realizada no planejamento, pois são muitas

as variedades de clones e sementes disponíveis no mercado.

Cada caso deve ser projetado in loco, fora a genética, temos

dezenas de fatores que influenciam no ambiente, portanto,

não existe receita de bolo para esta integração. Na definição do

espaçamento, são muitos fatores que influenciam, o que serve

em uma região, não serve em outra, os diferentes formatos de

copa, clones e índice de mecanização das áreas, devemos sempre

buscar ajuda profissional para não errar.

O sistema agrossilvipastoril tem otimizado a exploração

econômica do setor agropecuário, e não há nada que desabone

a utilização da integração. Os resultados vão desde 30% de aumento

na produtividade do leite, e podem até duplicar o ganho

de peso diário dos animais dependendo da prática adotada e do

manejo utilizado.

Além disso, temos a floresta para ser explorada ou cortada

após um período maior, que pode ser conduzida para diversas

finalidades, de acordo com o mercado e regime de manejo adotado.

Porém, é importante ressaltar que para obter resultados

promissores, de alta produtividade, precisamos adequar a capacidade

do solo em fornecer nutrientes com a necessidade da

(das) cultura (culturas) do sistema. Para isso, devem ser realizadas

amostragens de solos para cada talhão, coleta estratificada

dos solos em profundidade, análises em laboratório idôneo e

recomendação de acordo com as necessidades da cultura, com

metodologias adequadas.

Abril 2021

53


MANEJO

A guardiã da

FLORESTA NACIONAL

DE ALTAMIRA

Fotos: divulgação

As áreas concedidas ao manejo de impacto

reduzido permanecem em pé e geram renda e

desenvolvimento local

54 www.referenciaflorestal.com.br


As atividades de manejo florestal na FLONA (Floresta

Nacional) de Altamira (PA), são feitas pelas

concessionárias RRX Mineração e Serviços Ltda

e Patauá Florestal Ltda. As áreas sob concessão

somam quase 362 mil ha (hectares) e estão

divididas em quatro UMFs (Unidades de Manejo Florestal).

Os contratos com o SFB (Serviço Florestal Brasileiro) foram

assinados em 2015.

No entanto, as atividades de exploração iniciaram há

pouco mais de 2 anos. Nesse período, as empresas fizeram as

benfeitorias necessárias para o início dos trabalhos. Foi necessária

a construção dos alojamentos dos funcionários, das estradas,

dos depósitos e dos galpões de beneficiamento, além

da compra de equipamentos, caminhões, tratores e ônibus.

O pouco tempo decorrido até o momento foi importante

para os empresários mudarem a sua visão sobre a floresta e a

importância dela na vida da comunidade do Distrito Moraes

Almeida, onde ficam as sedes das empresas. O distrito fica a

300 km (quilômetros) do município ao qual está vinculado,

Itaituba (PA).

“A concessão ensinou que a gente precisa fazer um planejamento

de longo prazo, pois a perspectiva de trabalho na

floresta é de décadas. Então, aprendemos a prestar atenção

na valorização da floresta em pé, que antes passava desapercebida.

Hoje a gente entende a necessidade de deixar a

floresta descansando por 30 anos”, afirmou o diretor de Relações

Institucionais da Patauá, Oberdan Perondi.

Abril 2021

55


MANEJO

O gerente da RRX, Luiz Alberto Overney Ferreira, só havia

trabalhado com floresta plantada no Rio de Janeiro, até ser

convidado a gerenciar a empresa no coração da Amazônia.

“Na minha opinião, a concessão florestal é só benfeitoria. O

governo encontrou um síndico para cuidar das florestas”, avalia

com propriedade o gerente.

“Claro que a gente como empresa visa lucro, pois nós a

exploramos comercialmente. Mas tudo acontece dentro das

técnicas determinadas que são muito rigorosas e a floresta

vai ser mantida em pé. A gente só vê as pessoas destruindo as

áreas que não têm concessão florestal. Então, ressalto que a

concessão é o caminho para proteger a floresta e só tive essa

noção com o conhecimento que aprendi aqui na FLONA”,

enalteceu Luiz Alberto.

GUARDIÃ DA FLORESTA

“A concessão florestal é a guardiã da floresta”, afirmou o

diretor administrativo da Patauá, Onésio Alves da Silva. “Ao

sobrevoar as UMFs da Flona de Altamira, a gente só vê um

território verde, mata. Nas áreas fora da concessão, é possível

ver a ação ilegal. Isso é visível nas imagens de satélite.

Se não fosse a concessão, a FLONA não estaria preservada,

como é a sua realidade hoje”, completou. Segundo Oberdan

Perondi, os concessionários zelam pelas áreas por meio

de mecanismos sofisticados de monitoramento. Ao menor

sinal de invasão detectado pelos satélites é informado aos órgãos

federais de fiscalização, ICMBio e IBAMA, além do SFB,

que faz a gestão das concessões florestais.

A comunidade local é também uma ferrenha aliada das

concessões florestais. A explicação é simples. O distrito de

Moraes Almeida (PA) possui 10 mil habitantes. “Só a Patauá

tem 150 funcionários dentro da FLONA de Altamira, além de

manter 500 empregos diretos e 2500 indiretos. Nessa conta,

25% da população depende direta ou indiretamente da Patauá”,

informou Onésio Alves da Silva.

“O monitoramento da floresta é feito pelos órgãos do

governo e pela fofoca da comunidade. A cidade é pequena e

as pessoas sabem quando vem alguém aqui querendo fazer

atividade ilegal. Elas nos contam e entramos em contato com

esses órgãos de fiscalização. As pessoas sabem que o retorno

para elas depende do nosso lucro, então, posso dizer que

Moraes Almeida é um distrito que protege a floresta”, garante

Onésio.

56 www.referenciaflorestal.com.br


RASTREABILIDADE DA MADEIRA

Os contratos de concessão florestal são monitorados

em três etapas: controle de produção, cláusulas contratuais

e indicadores técnicos e de produção. O concessionário é

obrigado a fazer a rastreabilidade de toda árvore retirada da

floresta. Para isso, o SFB conta com avançadas ferramentas de

monitoramento. Uma dessas ferramentas é o SCC (Sistema de

Cadeia de Custódia), um conjunto de procedimentos adotados

para o rastreamento. Um sistema informatizado controla

desde a derrubada de árvores, seccionamento e transporte

das toras até a sua transformação na primeira unidade processadora.

Oberdan Perondi relatou que um antigo cliente de Londres

estava na região e pediu para fazer o SCC ao contrário. A

partir de um decking comprado em 2016 esse cliente queria

chegar até a árvore derrubada. Com a ajuda de um drone e

ferramentas para abrir o caminho, conseguiram chegar ao

local. Mas foi impossível identificar o lado que a árvore caiu,

em função das rigorosas técnicas de impacto reduzido usadas

na derrubada.

Para o diretor de Concessão Florestal e Monitoramento

do Serviço Florestal Brasileiro, Paulo Carneiro, “o monitoramento

é um importante aliado no controle da exploração e

produção madeireira garantindo, por um lado que a colheita

da madeira seja realizada com técnicas de mínimo impacto e,

por outro, permitindo ao consumidor exercer o seu direito de

escolha entre as empresas que utilizem as melhores práticas

produtivas.”

As atividades de manejo

florestal na FLONA de Altamira,

no Pará, são feitas pelas

concessionárias RRX Mineração

e Serviços Ltda e Patauá

Florestal Ltda

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PESQUISA

Manejo de florestas naturais

degradadas na Amazônia:

ESTUDO DE CASO

SOBRE CRITÉRIOS

DE COLHEITA

Fotos: divulgação

58 www.referenciaflorestal.com.br


MARCO ANTONIO SIVIERO

ENGENHEIRO MECÂNICO

ADEMIR ROBERTO RUSCHEL

ENGENHEIRO AGRÔNOMO

JORGE ALBERTO GAZEL YARED

ENGENHEIRO FLORESTAL

SABRINA BENMUYAL VIEIRA

ENGENHEIRA FLORESTAL

JOSÉ FRANCISCO PEREIRA

EMBRAPA AMAPÁ

OSMAR JOSÉ ROMEIRO DE AGUIAR

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ

SÍLVIO BRIENZA JUNIOR

EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL

PAULO CEZAR GOMES PEREIRA

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA

GHABY ALVES BERBERIAN

ENGENHEIRA FLORESTAL

KARINA PIEKARSKI SIVIERO CONTINI

ENGENHEIRA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO

INDUSTRIAL

AGUST SALES

UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

ERESUMO

ste trabalho trata de uma experiência inovadora

em relação a critérios para colheita de

árvores em floresta natural degradada na Amazônia.

A pesquisa foi desenvolvida em 535,6 ha

(hectare) de floresta na Fazenda Shet, em Dom

Eliseu (PA), usando a base de dados do censo florestal referente

a árvores com DAP ≥ 25 cm (centímetro). Os critérios

para colheita das árvores consideraram, prioritariamente, os

seguintes elementos: grau de sanidade, qualidade do fuste

(2 e 3), diâmetro máximo a permanecer na floresta (DAP <

100 cm), árvores de menor diâmetro (25 ≥ DAP ≤ 55 cm),

espécies com maior densidade de árvores por unidade de

área, distribuição diamétrica, segundo o coeficiente de Liocourt,

manutenção das espécies intensamente exploradas

no passado e com população de árvores ≤ 0,15 arv.ha-1.

Foram inventariadas 46.012 árvores, pertencentes a 106 espécies,

e planejadas para colheita 23,19% (10.671 árvores),

aos 12 anos após a exploração anterior.

Baseando-se no planejamento da colheita e seguindo

os critérios, a previsão de colheita em relação à população

total inventariada teve como resultado: 2,16% árvores pelo

critério de sanidade; 15,45% pela forma de fuste; 0,26%

pelo diâmetro máximo; 93,93% pelo menor diâmetro; 57,5%

pela densidade arbórea; e 5,04% pela manutenção das espécies.

A colheita foi realizada em 98,79% das árvores com

sanidade comprometida; 22,20% com fuste 2 e 3; 97,39%

com diâmetro máximo; 95,02% com menor diâmetro; e

90,30% com maior densidade arbórea. Foram mantidas

98,14% das espécies Astronium lecointei, Cordia goeldiana,

Copaifera sp., Hymenaea courbaril, Hymenolobium

petraeum, Handroanthus serratifolius e Manilkara elata, intensivamente

exploradas no passado, e 98,70% de outras 53

espécies com menor abundância (≤ 0,15 arv.ha -1 ).

O planejamento da exploração seguindo os critérios de

colheita propostos possibilitou a extração de árvores em ciclos

de 10 a 12 anos, sendo um tempo menor que o previsto

pela legislação. A manutenção da diversidade de espécies

arbóreas e a conservação da floresta em pé, previstas com

esses critérios técnicos, podem ser alternativas para o manejo

florestal ecológica e economicamente viável.

INTRODUÇÃO

A compreensão dos serviços globais prestados pelas florestas

fez com que a humanidade começasse a se preocupar

com a conservação dos recursos florestais, iniciando-se um

processo de formulação de medidas para proteger essa fonte

de bens renováveis. No Brasil, várias iniciativas foram instituídas

a fim de se preservar a floresta, especialmente por

meio do Código Florestal e outras normas. Para a Amazônia,

algumas dessas medidas foram: a) a criação da RL (Reserva

Legal), com vistas à manutenção de 50% da área coberta

Abril 2021

59


PESQUISA

com vegetação nativa na propriedade (Brasil, 1965) e, posteriormente,

80% (Brasil, 2012); b) o estabelecimento do DMC

(Diâmetro Mínimo de Corte) ≥ 50 cm de DAP (diâmetro a

1,30 m do solo) como critério para exploração das árvores

no manejo florestal; c) o ciclo de corte de 25 a 35 anos para

o período entre duas explorações (Brasil, 2006; 2009; 2015)

e; d) a Lei de Crimes Ambientais, Lei nº 9.605/1998 (Brasil,

1998), iniciando a prática do uso de comando e controle

para coibir a atividade florestal ilegal.

Na última década, foi dada grande ênfase à política ambiental

para coibir a ilegalidade de madeira. Nesse âmbito,

ganhos ambientais importantes foram alcançados ainda

que, muitas vezes, com medidas limitadoras e restritivas, colocando

em risco a atividade florestal madeireira. Na mesma

dimensão, deveriam ter ocorrido estímulos ou incentivos ao

desenvolvimento da indústria de base florestal nativa, que

passou a participar marginalmente na geração de emprego

e renda nos estados da Amazônia. Esse fato reduziu expressivamente

a participação do setor florestal na economia,

com perda de 57% no consumo anual de toras, 55% em produção

anual processada e 53% em empregos gerados direta

e indiretamente (Imazon, 2005; 2010).

A existência de um enorme potencial das florestas

primárias, sejam aquelas intensivamente exploradas no

passado, sejam as florestas em reservas federais, estaduais

ou privadas, clama pela concepção de políticas e legislação

compatíveis com cada característica e tipologia florestal, de

modo a valorizar esse recurso natural e fortalecer a indústria

madeireira de base florestal. Com a adoção de um manejo

florestal tecnicamente correto e baseado na vocação histórica

da indústria madeireira, esse setor pode contribuir

significativamente para o desenvolvimento sustentável da

Amazônia.

A floresta adequadamente manejada pode ser uma

fonte perene de suprimento para atender às necessidades

humanas (Vieira et al., 2014). Os recursos florestais, em especial

a madeira, são bens renováveis e, por isso, podem ser

percebidos como ativo financeiro para o desenvolvimento

econômico. Nesse sentido, as medidas legais devem auxiliar

A área experimental foi dividida

em sete UT (Unidades de Trabalho),

separadas por estradas distantes a

cada 300 metros

60 www.referenciaflorestal.com.br


e fortalecer o uso racional da floresta por meio do manejo

sustentável, com base em resultados de pesquisa relatados

por Schwartz et al. (2017) e Sales et al. (2018), entre outros,

posto que o manejo das florestas nativas é uma das principais

alternativas de uso da terra para mantê-las em pé.

O objetivo deste estudo é apresentar uma experiência

inovadora no planejamento da exploração florestal, com

base na definição de critérios para colheita de árvores, em

área de floresta natural intensivamente explorada no passado,

visando manter a floresta em pé, garantir a produção

florestal contínua e torná-la um ativo financeiro.

MATERIAIS E MÉTODOS

CARACTERIZAÇÃO E LOCALIZAÇÃO DA ÁREA

DE ESTUDO

A área de estudo é uma floresta natural intensamente

explorada, assim classificada como floresta degradada da

região do arco do desflorestamento (Siviero et al., 2011;

Feitosa, 2015). A denominação de floresta degradada

neste trabalho é caracterizada por uma floresta residual

após sucessivas explorações ocorridas no passado para a

retirada de espécies madeireiras nobres principalmente de

grandes diâmetros. Ferreira et al. (2015) colocam que “as

florestas degradadas são áreas que nunca deixaram de ser

floresta, ou seja, nunca sofreram corte raso, porém, foram

alteradas por ações antrópicas, como fogo e exploração não

planejada.” Nessa área ocorreram ciclos de exploração em

1980, 1993/1994 e 2013/2014, em que foi plantado o paricá

(Schizolobium parahyba var. amazonicum) em 1994, após

a exploração ocorrida em 1993/1994. O plantio buscava

enriquecimento ou adensamento florestal por meio da semeadura

direta de sementes do paricá em todas as clareiras

(Schwartz et al., 2017).

O clima do município é mesotérmico úmido. A temperatura

média anual está em torno de 25°C e as médias das

mínimas diárias, em cerca de 20°C. Seu regime pluviométrico

fica, normalmente, entre 2.250 mm e 2.500 mm ao ano.

Apresenta variação em seus níveis altimétricos, cuja cota

mínima está próxima de 76 metros, situada na porção noroeste

do município, e a máxima em torno de 330 m, localizada

ao sul, na qual está a área de estudo (Idesp, 2014). No

município predomina Floresta Ombrófila Densa Submontana

Dossel Emergente, normalmente composta por árvores altas

e relacionada a um clima quente e úmido (IBGE, 2012).

PLANEJAMENTO PRÉ-COLHEITA

A área experimental foi dividida em sete UT (Unidades

de Trabalho), separadas por estradas distantes a cada 300

m, que compõem a infraestrutura permanente da área de

manejo. Cada UT apresenta um número de pátios de estocagem

proporcional a sua área, mantendo a relação de 1 para

30 ha. A dimensão de cada pátio foi definida em 20 m x 25

m, alocados sistematicamente a cada 500 m na lateral da estrada

secundária. Os pátios, instalados na primeira colheita

florestal, foram planejados para serem usados nos próximos

ciclos. A partir dos pátios foram direcionadas as trilhas de

arraste.

CENSO FLORESTAL

O censo florestal para este estudo foi realizado em 2008

seguindo a metodologia tradicional de inventário, conforme

proposto por Sabogal et al. (2009). Na mesma ocasião,

ocorreu a atividade de corte de cipós mormente nas árvores

inventariadas. No inventário foram incluídas todas as árvores

com DAP ≥ 25 cm. Para cada árvore foram feitos os seguintes

procedimentos: 1) identificação do nome vulgar por

parabotânicos da região; 2) atribuição de numeração consecutiva

com etiqueta de alumínio fixada na base do tronco;

3) medição do diâmetro a 1,30 m de altura e marcação com

tinta vermelha no ponto de medição; 4) estimativa visual da

altura comercial; 5) classificação quanto à forma de fuste

(fuste-1: fuste reto, cilíndrico; fuste-2: levemente tortuoso

e/ou canelado; fuste-3: fuste torto, fortemente canelado ou

bifurcado); 6) observação do estado de sanidade (podridão,

senescência, copa quebrada, morta, caída); e 7) registro das

coordenadas cartesianas de localização (x, y).

No inventário algumas espécies foram agrupadas sob

um mesmo nome vulgar, pela dificuldade de identificação

naquela ocasião, como: amarelinho (Neoraputia paraensis,

Metrodorea flavida, Amphiodon effusus); breu-amescla

(Protium spp., Trattinnickia spp. e Tetragastris spp.); embaúba

(Cecropia obtusa, Cecropia palmata, Cecropia sciadophylla,

Cecropia distachya, Pourouma guianensis); freijó-branco

(Cordia alliodora, Cordia bicolor, Cordia lomatoloba, Cordia

caprifolia); ingá (Inga spp., Inga estipulares, Inga alba, Inga

heterophylla); limãozinho (Zanthoxylum rhoifolia, Zanthoxylum

ekimanii), matamatá (Eschweilera spp., Eschweilera

ovata, Eschweilera coriacea, Eschweilera grandiflora, Lecythis

idatimon); e tuturubá (Pouteria guianensis, Pouteria

spp., Micropholis spp., Ecclinusa spp., Chrysophyllum spp.).

A colheita foi realizada em

98,79% das árvores com

sanidade comprometida

Abril 2021

61


PESQUISA

PLANEJAMENTO PARA A COLHEITA

No planejamento para a colheita, consideraram-se as árvores

com DAP ≥ 25 cm, para todas as espécies florestais, a

partir dos critérios apresentados pelo Plano de Manejo Florestal

Sustentável e pelo Plano Operacional Anual, por meio

dos quais foi obtida a Autorização para a Exploração Florestal

em 2013/2014 junto à Secretaria de Meio Ambiente e

Sustentabilidade do Pará (SEMAS-PA) (PARA, 2014; 2013).

Os critérios para a colheita estabelecidos no planejamento

levaram em consideração, conjunta ou isoladamente, a classificação

das condições silviculturais das árvores observadas

em campo, conforme as seguintes especificações:

Sanidade das árvores: deu-se prioridade à colheita das

árvores passíveis de aproveitamento que apresentaram

podridão, senescência, copa quebrada, sinais de doenças

ou que estavam mortas, para evitar a perda de árvores

por mortalidade e a propagação de insetos ou pragas nas

árvores remanescentes. Tradicionalmente, o critério de sanidade

das árvores não tem tido relevância na exploração

convencional. No entanto, influi diretamente na qualidade

da floresta futura.

Forma do fuste: priorizou-se a colheita de árvores com

qualidade de fuste 2 e 3 e conservaram-se as árvores de fuste

1 (melhor qualidade de fuste);

Diâmetro máximo (DAP = 100 cm): estabeleceu-se que

o diâmetro máximo desejado para árvores a permanecer

na floresta seria DAP = 100 cm. Esse critério de colheita foi

adotado para reduzir a competição entre as árvores que

ocupam o dossel, diminuir a população supostamente senescente

e ajustar os diâmetros de árvores disponíveis ao

Florestas degradadas, semelhantes

às deste estudo, podem ter

colheitas a cada 10 e/ou 12 anos,

provenientes das árvores com

problemas de sanidade

processo industrial. A tendência é uma floresta nativa futura

de produção em permanente crescimento, com maior

número de árvores nas classes de diâmetros menores. A

colheita de árvores de grande diâmetro no presente estudo

visa compatibilizar a planta industrial futura adequada a um

maior número de árvores de menor porte. Embora as árvores

de maior diâmetro causem danos/aberturas na floresta,

no processo de colheita se procurou administrá-las para

minimizar a formação de grandes clareiras e infestação posterior

de lianas (cipós).

Diâmetro menor para colheita (25 cm ≥ DAP ≤ 50 cm):

a colheita de árvores com diâmetros abaixo do previsto na

legislação florestal (DAP ≤ 50 cm) foi feita com objetivo de

incluir no processo de produção árvores de espécies que por

suas características biológicas não atingem o diâmetro de

corte previsto nas normas e equilibrar a distribuição contínua

das árvores em todas as classes diamétricas conforme o

quociente de Liocourt.

População com alta densidade (arv.ha -1 ): definiu-se que

a colheita deveria ocorrer preferencialmente para aquelas

espécies com maior densidade arbórea.

Distribuição diamétrica: para aplicação do método

BDq, utilizou-se o diâmetro máximo desejado de 100 cm,

como descrito anteriormente, e os valores de área basal

remanescente (B) e quociente “q” de Liocourt. Ajustou-se a

frequência das classes de diâmetro, conforme o excedente

das árvores, para todas as espécies em cada UT, segundo um

quociente “q” de Liocourt (1898).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

No censo florestal foram registradas 46.012 árvores,

com DAP ≥ 25 cm, pertencentes a 106 espécies. Da população

inventariada planejou-se a colheita de 23,19% das

árvores (10.671 árvores), concernentes a 53 espécies. Da

população inventariada, 2,16% eram árvores com sanidade

comprometida; 15,45% eram árvores com forma de fuste

2 e 3; 0,26% árvores tinham diâmetro máximo e 93,93%

árvores tinham menor diâmetro; 57,50% fazem parte de árvores

pertencentes a espécies de maior densidade arbórea

e 5,04% pertenciam a árvores de espécies com prioridade

para conservação.

Neste estudo, a colheita foi realizada em 98,79% das

árvores com sanidade comprometida; 22,20% com fuste 2

e 3; 97,39% com diâmetro máximo e 95,02% com menor

diâmetro; 90,30% com maior densidade arbórea, mantendo-se

98,14% das espécies Astronium lecointei, Cordia goeldiana,

Copaifera sp., Hymenaea courbaril, Hymenolobium

petraeum, Handroanthus serratifolius e Manilkara elata;

e 98,70% de outras 53 espécies com menor abundância (≤

0,15 arv.ha -1 ). Além desses critérios, foi ajustado o balanceamento

da floresta pelo quociente “q” de Liocourt, que

mostrou o excedente e déficit de árvores na distribuição

diamétrica.

62 www.referenciaflorestal.com.br


CONCLUSÕES

Florestas degradadas, semelhantes às deste estudo,

podem ter colheitas a cada 10 e/ou 12 anos, provenientes

das árvores com problemas de sanidade, da qualidade do

fuste (2 e 3), árvores de plantio em clareiras, da regeneração

de espécies mais abundantes, do excedente da distribuição

diamétrica, bem como das demais árvores que atingem estado

adequado para colheita.

Os critérios para colheita de árvores propostos neste

estudo, em floresta natural degradadas na Amazônia, são

uma forma de manejo para melhorar a qualidade da floresta,

favorecer o aumento das populações de espécies que

passaram por intensa exploração no passado, podendo ser

alternativa viável economicamente devido ao uso de árvores

normalmente não utilizadas e considerando ciclos menores

para colheita comparado ao que é previsto na legislação

vigente.

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63


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ABRIL

2021

MAIO

2021

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SISTEMAS DE INTEGRAÇÃO

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O Congresso será uma grande oportunidade para troca de

experiências e conhecimento, bem como, para atualizações

sobre os mais recentes resultados de pesquisa, desenvolvimento

e inovação em Sistemas ILPF no mundo. O principal

objetivo do evento é propiciar um fórum de discussão, com

aprofundamento teórico e aplicações práticas sobre aspectos

tecnológicos e de sustentabilidade econômica e ambiental

de sistemas agrícolas consorciados que combinem

a produção integrada da lavoura, da pecuária e da floresta

na mesma área e com uso eficiente de insumos, que são

fundamentais para a segurança alimentar no futuro.

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Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

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Palermo (Itália)

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MAIO

2021

SET

2021

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no foco de atenção para o mundo da madeira e a

indústria madeireira. Considerada a maior ou a mais

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e o processamento da madeira, até a produção

industrial de produtos da madeira e tecnologias inovadoras

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Uso do solo

Retificação de matrícula

Subdivisão de áreas

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2021

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diversos tipos de segmentos,

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âmbito privado

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om o advento da internet e das redes sociais,

uma miríade de informações é projetada sobre

o gestor que, sem a capacidade de analisar

todos os dados, pode tomar decisões que

trarão dissabores para a própria organização.

Embora o acesso à informação tenha crescido exponencialmente,

o conhecimento aplicado ainda carece de ferramentas

de gestão que minimizem os riscos associados à má gestão.

Nesse sentido, a ISO 9001, a mais famosa metodologia

de gestão conhecida, destaca-se como principal mecanismo

de apoio ao planejamento e gestão das organizações.

Fundamentada no ciclo de Deming ou ciclo de melhoria

contínua, a ISO 9001 se caracteriza como uma ferramenta

de gestão estruturada no planejamento (P), execução (D),

monitoramento (C) e correção (A) de ações que objetivam a

implementação eficaz da estratégia proposta por uma organização.

Embora tenha aplicação prática e traga benefícios

tangíveis em qualquer tipo de empresa (públicas e privadas),

a metodologia tem desafios a serem superados.

Recentemente, a Qualyteam foi parceira na sistemática

de implantação do sistema de gestão da qualidade na ES-

MAT (Escola Superior da Magistratura Tocantinense), baseado

na norma ABNT NBR ISO 9001:2015 – Sistema de Gestão

da Qualidade. A implantação desse modelo de gestão em

uma instituição pública é pioneira no segmento, não encontrando

estudos de casos anteriores e resultados estatísticos

que forneçam dados para uma análise comparativa.

Notadamente, a implementação e a manutenção de um

sistema de gestão dessa magnitude se constituem como

objeto de inúmeros desafios. A Norma NBR ISO 9001:2015,

apesar de ser aplicável a diversos tipos de segmentos, é amplamente

difundida no âmbito privado, mais especificamente

em indústrias; um levantamento feito pela ISO SURVEY,

em 2018, mostra que são certificadas 878.664 empresas/

instituições; destas, apenas 16.351 (1,9%) encontram-se no

Brasil; além disso, o estudo demonstra ainda que apenas

4.434 (0,5%) são instituições públicas certificadas no mundo,

sendo que destas, apenas 66 (0,008%) são instituições

públicas brasileiras, feito que reforça o caráter inovador da

implantação em uma instituição pública no segmento educacional.

Ainda no levantamento feito pela ISO, constata-se que

no segmento educacional são certificadas apenas 13.459

(1,53%) empresas/instituições no mundo; destas, apenas

104 (0,012%) são brasileiras no segmento educacional e em

sua esmagadora maioria em âmbito privado.

Portanto, a implantação deste modelo de gestão em

uma instituição pública no segmento educacional é pioneira,

principalmente em se tratando de Escolas Superiores da

Magistratura, sejam elas estaduais ou federais, não sendo

encontrados estudos de caso anteriores e resultados estatísticos

que forneçam dados para uma análise comparativa.

66 www.referenciaflorestal.com.br


Novo sistema de medição de

comprimento ainda mais preciso;

Novo projeto de chassis, mais

robusto, maior durabilidade;

Novos cilindros das facas de

desgalhe;

Pinos substituíveis do Link,

simplificando sua manutenção;

Novo acesso ao ponto para

lubrificação, mais segurança na

manutenção;

Nova geometria da caixa da serra,

que propicia um ciclo de corte mais

rápido com menor lasque da

madeira;

Anéis trava ajustáveis no conjunto

de medição do diâmetro, que

estendem a durabilidade dos

componentes.

Serviço: (41) 2102-2881

Cabeçote: (41) 2102-2811

Peças: (41) 2102-2881

(41) 9 8856.4302

Pinhais-PR: Rua Alto Paraná, 226 - Sala 02

(41) 9 9232.7625

Butiá-RS: Av. Perimetral Sargento Fermino Peixoto da Silva, 181

(41) 9 9219.3741 Caçador-SC: Rua Victor Meireles, 90 • NOVA SEDE

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