*Abril:2021 Referência Florestal 228 OPS

jotacomunicacao

TRANSPORTE

Cuidados com logística garantem a segurança no segmento de base florestal

Fertilizantes Especiais

PARA CUIDAR DO SOLO

INDÚSTRIA DE FERTILIZANTES SAI NA FRENTE

COM TECNOLOGIA DE NANOPARTÍCULAS

TAKING CARE OF THE SOIL

A FERTILIZER PRODUCER COMES OUT AHEAD

USING NANOPARTICLE TECHNOLOGY


SUMÁRIO

34

TECNOLOGIA

DE PONTA

ABRIL 2021

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Coluna Ivan Tomaselli

14 Notas

26 Coluna Cipem

28 Frases

30 Entrevista

34 Principal

40 Artigo

46 Minuto Floresta

48 Transporte

52 Silvicultura

54 Manejo

58 Pesquisa

64 Agenda

66 Espaço Aberto

40

48

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

17 ABC Agropecuária

11 Agroceres

07 Bayer

09 BKT

15 Carrocerias Bachiega

65 Chico Moreira Soluções Florestais

57 D’Antonio Equipamentos

68 Denis Cimaf

02 Dinagro

29 DRV Ferramentas

25 Engeforest

51 Hansa Flex

63 J de Souza

05 Komatsu Forest

27 Manos Implementos

67 Log Max

45 Mill Indústrias

23 Planflora

33 Polli Fertilizantes

47 Prêmio REFERÊNCIA

13 Rotary-Ax

21 Rotor Equipamentos

19 Sergomel

65 TPH Forest

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Fertilizantes Especiais

EDITORIAL

Espelho para

a indústria

A organização do setor florestal tem servido como

exemplo para os demais setores produtivos brasileiros,

que sentiram com mais força os impactos causados pela

pandemia. As empresas florestais não se abateram e continuaram

sua rotina, com os devidos cuidados. Neste cenário,

iniciativas como o manejo florestal da Floresta Nacional

de Altamira, no Pará, devem ser incentivadas e servir de

referência para o resto do país. Na editoria de Transporte,

trazemos uma reportagem especial sobre os cuidados com

a transferência da madeira, importante etapa logística do

segmento. Você também poderá conferir uma coluna exclusiva

do CIPEM e, além disso, reportagens nas editorias de

Mercado, Setor Florestal e Pesquisa, assim como novidades

do setor. Ótima leitura!

2

1

A capa desta edição

traz reportagem sobre a

tecnologia de nanopartículas

da Polli Fertilizantes

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXIII • N°228 • Abril 2021

TRANSPORTE

Cuidados com logística garantem a segurança no segmento de base florestal

PARA CUIDAR DO SOLO

INDÚSTRIA DE FERTILIZANTES SAI NA FRENTE

COM TECNOLOGIA DE NANOPARTÍCULAS

TAKING CARE OF THE SOIL

A FERTILIZER PRODUCER COMES OUT AHEAD

USING NANOPARTICLE TECHNOLOGY

MIRROR FOR INDUSTRY

Forestry Sector organization has served as an example

for the other Brazilian productive sectors, which have felt

more vehemently the impacts caused by the pandemic.

The forestry companies did not halt or slow down their

operations. Instead, they continued with their routine but

with more care. In this scenario, initiatives such as forest

management of the Altamira National Forest in Pará must

continue to be encouraged and serve as a benchmark for

the rest of the Country. In the Transport Section, we have

special material on the care taken in timber transport, a

crucial stage in the Sector’s logistics. You can also check out

the exclusive Cipem column and the material in the Market,

Forestry, and Research Sections and news from the Sector.

Pleasant reading!

Entrevista com

Marcos Benedito

Schimalski

Sistema Agrossilvipastoril

3

EXPEDIENTE

ANO XXIII - EDIÇÃO 228 - ABRIL 2021

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Luiz Kozak

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Cipem

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriel Faria

criacao@revistareferencia.com.br

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

Knop

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cristiane Baduy

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

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themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

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property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

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®

CARTAS

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

ENTREVISTA

Acácias ganham espaço e se tornam ótima alternativa para o setor florestal

Capa da Edição 227 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

DENIS CIMAF

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mês de março de 2021

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Ano XXIII • N°227 • Março 2021

PREVENIR É PRECISO

EQUIPAMENTOS DE COMBATE E PREVENÇÃO

A INCÊNDIOS AUXILIAM O SETOR FLORESTAL

PREVENTION IS NECESSARY

FIRE FIGHTING AND PREVENTION

EQUIPMENT ASSISTS THE FORESTRY SECTOR

SETOR FLORESTAL

Por Ana Paula Vieira – estudante – Curitiba (PR)

Excelente notícia a parceria entre o SFB (Serviço Florestal

Brasileiro) e o BNDES. Viva o setor das florestas!

ENTREVISTA

Foto: divulgação

Por Bruno Chemin – empresário – Itajaí (SC)

Sempre digo que as acácias são o futuro do nosso setor! Ótima

entrevista com o engenheiro Augusto Arlindo Simon!

MANEJO

Por Vitorino Alves – engenheiro florestal – Uberaba (MG)

A Klabin mostra sua excelência e seriedade com o plano de Manejo Florestal no

Paraná. Parabéns à empresa.

Foto: divulgacão

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Revista Referência Florestal

@referenciaflorestal

E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados também para redação

jornalismo@revistareferencia.com.br

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ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


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BASTIDORES

Revista

Foto: REFERÊNCIA

Foto: Emanoel Caldeira

ENTREVISTA

Equipe de reportagem da REFERÊNCIA

FLORESTAL durante entrevista com o

diretor executivo da Polli Fertilizantes,

Luiz Osni Miranda.

ILUSTRE

Tivemos a honra de receber em nossa sede da Revista REFERÊNCIA

FLORESTAL, um dos maiores conhecedores em aplicação de manejo

florestal no Brasil, Waldemar Vieira Lopes, que aproveitou para

degustar do nosso especial Amiste Café. Na foto ao lado Waldemar,

juntamente com lideranças indígenas, na reunião em Brasília (DF).

Foto: divulgação

ALTA

POTÊNCIA DE PINUS

De acordo com o Estudo Setorial da APRE (Associação

Paranaense de Empresas de Base Florestal), lançado no

fim do ano passado, a região sul é sozinha responsável

por 97% das exportações de serrado de pinus do Brasil.

Santa Catarina é o Estado que mais exporta, (44,6%),

seguido pelo Paraná (37,4%) e Rio Grande do Sul (15%).

Outros 2,5% são originados no Estado de São Paulo.

Ainda segundo o estudo publicado pela APRE, o Paraná

foi o maior produtor de toras do Brasil em 2019, sendo

responsável por uma produção de 30 milhões de m3

(metros cúbicos), o que representou 22,9% da produção

nacional. “Com base nos dados apresentados no Estudo

Setorial da APRE, confirmamos que o setor florestal

está de olho no futuro, pois une tecnologia e pessoas

para gerar crescimento econômico e desenvolvimento

socioambiental, além de soluções para a nova economia,

que foca também em colaboração, justiça e nos impactos

das atividades humanas.” define o presidente da APRE,

Álvaro Scheffer Junior.

ABRIL 2021

QUEDA NAS EXPORTAÇÕES

Apesar das vendas da indústria brasileira de máquinas

e equipamentos totalizarem, no mês de janeiro, R$

12,5 bilhões, resultado 38,5% superior ao registrado no

mesmo mês de 2020, as exportações apresentaram recuo

de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado foi a venda para o exterior, no primeiro

mês de 2021, de R$ 545,8 milhões em equipamentos.

“As exportações de máquinas e equipamentos sentiram

fortemente a redução do comércio global em razão da

pandemia em 2020. Após crescer 0,9% em dezembro,

as exportações de máquinas recuaram 1,6% em janeiro

de 2021, em linha com a sazonalidade de início de ano”,

apontou a ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria

de Máquinas e Equipamentos).

BAIXA

10 www.referenciaflorestal.com.br


Tecnologia Mirex-S2 e MIPIS

FOCO TOTAL NO RESULTADO

Levantamentos e acompanhamentos pré e pós controle.

Avaliações de danos.

Análises situacionais das infestações.


COLUNA

O acordo Mercosul/

União Europeia e o

setor florestal

Estudos analisam impacto na sustentabilidade

envolvendo o acordo entre os dois blocos

econômicos

Ivan Tomaselli

Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

Foto: divulgação

Na área

ambiental o

estudo da LSE

focou na parte

regulatória,

impactos

relacionados

à emissão

de gases do

efeito estufa,

desmatamento

e poluição

ALSE Consulting, empresa vinculada

a The London School of

Economics and Political Science,

publicou em julho de 2020

um relatório (400 páginas) com

o título: Avaliação do Impacto na Sustentabilidade

Envolvendo o Acordo entre o Mercosul

e a União Europeia; firmado em junho de

2019. São analisados basicamente os impactos

econômicos, sociais e ambientais.

Segundo as análises, as reduções das

tarifas beneficiarão os dois blocos com o

aumento do comércio, criação de empregos

e aumento do crescimento econômico. O

impacto esperado no PIB poderá chegar em

2032 a €15 bilhões na Europa e €11 bilhões

no Mercosul. O Brasil será o mais beneficiado

e poderá aumentar as suas exportações

em mais de 6%. Conclui o estudo que o

acordo contribuirá para o desenvolvimento

sustentado e redução da pobreza na região.

Na área ambiental o estudo da LSE focou

na parte regulatória, impactos relacionados

à emissão de gases do efeito estufa, desmatamento

e poluição. É mencionado o fato

que o impacto nas emissões nos países do

Mercosul será pequeno, já que os países da

região têm, em média, uma matriz energética

limpa.

O relatório apresenta uma visão positiva

em relação ao desmatamento. Conclui

que uma expansão significativa da fronteira

agrícola, com a ocupação de novas áreas de

florestas, não é esperada. Existe a possibilidade

de aumentar a produção via ganhos de

produtividade e com o uso de áreas já desmatadas.

Também não antecipa o aumento

significativo do uso e da contaminação de

águas, ou do uso de pesticidas.

Por outro lado, um estudo publicado

em 2020 pelo Imazon intitulado: O Acordo

Comercial EU-Mercosul é a Prova de Desmatamento?,

que foi financiado pela FERN,

uma ONG da Europa, apresenta uma visão

diferente. O relatório menciona que o Acordo

poderá levar a um aumento significativo

do desmatamento particularmente no Brasil,

afetando terras indígenas e unidades de conservação.

Isto levaria a um aumento significativo

na emissão de gases de efeito estufa.

O estudo do Imazon conclui que as

provisões constantes do acordo não são suficientes

para mitigar os riscos associados ao

desmatamento e propõe ações que supostamente

poderiam ser adotadas para mitigar o

impacto. Entre elas, estão o estabelecimento

de práticas mandatórias de certificação,

monitoramento do comércio, consulta a

comunidades indígenas e outras, e a expansão

do escopo e envolvimento de ONGs nas

decisões.

É interessante observar a diferença entre

os dois estudos, sendo o primeiro conduzido

por uma entidade do Reino Unido e o segundo

por uma ONG do Brasil. Não parece que

o conduzido pela ONG brasileira tenha uma

base científica sólida, mas é o que circula,

e embora não é feita referência específica

ao setor florestal poderá ter impacto no comércio

internacional de produtos florestais

brasileiros.

Uma análise crítica dos estudos publicados,

ao acompanhar e participar das discussões,

é importante para não criar distorções

e argumentos que possam limitar o crescimento

sustentado de nosso país.

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NOTAS

Políticas públicas

A Suzano, referência global

na fabricação de bioprodutos

desenvolvidos a partir do cultivo

de eucalipto, e a ONG ambiental

Fundação SOS Mata Atlântica

lançou em março deste ano o

projeto: Planos da Mata. A iniciativa

visa acelerar a confecção dos

PMMAs (Planos Municipais da

Mata Atlântica) a partir do fortalecimento

das políticas públicas

de planejamento e desenvolvimento

territorial local, para a manutenção de serviços ambientais, por meio da proteção da biodiversidade, da restauração

florestal nativa, do desenvolvimento da economia verde, da geração de empregos e renda e de uma maior segurança jurídica para

o uso do solo. A expectativa é que 30 municípios dos Estados de São Paulo, Espírito Santo e Bahia sejam beneficiados a partir da

implementação do projeto, previsto para ter início no mês de abril. A Suzano e a SOS Mata Atlântica pretendem ajudar a fortalecer

políticas públicas que possam mitigar impactos negativos causados pelas mudanças climáticas. “Esperamos que esse projeto

dê origem a uma espécie de Plano Diretor Ambiental para que esses municípios consigam adotar medidas efetivas de restauração

florestal, criação e implementação de áreas protegidas, arborização urbana, adequação ambiental de propriedades rurais e incentivo

a práticas agrícolas mais sustentáveis, entre outras iniciativas”, resume a importância Walter Schalka, presidente da Suzano.

Foto: divulgação

Exportações em 2020

Foto: divulgação

A ABIMCI (Associação Brasileira de Madeira Processada

Mecanicamente) publicou, em fevereiro deste

ano, o desempenho das exportações de produtos

oriundos da madeira no ano de 2020. No segmento

de compensado tropical, o volume embarcado chegou

a 101.720 m3 (metros cúbicos), representando

um aumento de 14% em relação ao volume embarcado

no ano anterior. As exportações de folheados

tropicais no ano passado registraram 83.625 m3, um

aumento em relação a 2019, com a Ásia sendo o

principal destino. Em 2020, as exportações de madeira

serrada tropical foram de 450.217 m3, um declínio

anual de 15%, com o Vietnã como principal comprador

do produto. Já as molduras tropicais seguiram a

mesmo tendência, com redução de 7% no volume

expedido em comparação a 2019. As exportações de

pisos de madeira projetada foram 4.028.076 kg, sendo

29% abaixo do resultado obtido no ano anterior,

mesmo com uma grande quantidade adquirida pelos

EUA (Estados Unidos da América).

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NOTAS

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Novidade no setor

A Klabin acaba de lançar uma embalagem

sackraft com aplicação de barreira em

resina sustentável, que elimina a utilização

de filme plástico em sua composição. O

produto foi desenvolvido pelo centro de

tecnologia, em parceria com a área comercial

e a gerência de desenvolvimento

de produtos e atenderá, inicialmente, os

segmentos de construção civil, fertilizantes

e sementes. O EcoLayer é um avanço em

relação à embalagem anteriormente disponibilizada

pela empresa, pois apresenta

melhoria de performance. A eficiência da

nova barreira impede a entrada de umidade,

ampliando a vida útil do produto

envasado, além de preservar suas características

e manter a qualidade. Além disso,

é uma solução resistente e reciclável, o

que reduz significativamente a geração de resíduos e contribui para a economia circular. “Trabalhamos para ter produtos

cada vez mais eficientes, que contribuam ativamente para o desenvolvimento sustentável de toda a cadeia e que tenham

um cuidado especial com o produto de nossos clientes. Nosso time segue incansável e atento a esses objetivos e desafios

que nossos clientes nos trazem”, comenta Paulo Kulaif, gerente geral de Sacos Industriais da Klabin.

Confiança do agronegócio

O IC Agro (Índice de Confiança do Agronegócio), divulgado

pela FIESP (Federação das Indústrias do Estado

de São Paulo) e pela CropLife Brasil, fechou o quarto

trimestre de 2020 em 121,4 pontos, recuo de 5,6 pontos

em relação ao levantamento anterior. Apesar da queda,

os ânimos do setor mantiveram-se em patamares altos,

visto que é o terceiro melhor resultado desde o início

da série histórica. Segundo a metodologia do índice,

resultados acima de 100 pontos demonstram otimismo

no setor e, abaixo deste patamar, pessimismo. Todos os

segmentos pesquisados perderam confiança, mas cada

um por seus próprios motivos. Os produtores agrícolas,

por exemplo, foram influenciados diretamente pela irregularidade

climática observada no fim de 2020, que fez

o plantio da safra de verão ser o mais atrasado da história.

No caso das agroindústrias, para algumas o aspecto

preponderante foi a desvalorização do Real, enquanto

para outras o aumento dos custos das rações pesou mais. Desta vez, não foi a avaliação sobre a economia brasileira que determinou a

maior parte da variação do índice - diferentemente, portanto, do que se tornou comum nos últimos anos. “Não se pode ver no atual

recuo da confiança uma tendência de queda para 2021. Era de esperar que houvesse uma retração em relação ao terceiro trimestre

de 2020, quando o indicador alcançou o melhor resultado da série histórica. Ainda assim, esta foi a terceira vez que o indicador

fechou acima de 120 pontos”, observa Roberto Betancourt, diretor titular do Departamento do Agronegócio da FIESP.

Foto: divulgação

16 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Serviço Florestal Brasileiro: 15 anos

O SFB (Serviço Florestal Brasileiro) comemorou, no último 2

de março, 15 anos como gestor das florestas públicas federais.

Criado pela Lei nº 11.284 de 02 de março de 2006, o órgão tem

o objetivo de promover o conhecimento, o uso sustentável e a

ampliação da cobertura florestal, tornando a agenda florestal

estratégica para a economia do país. Ao longo desse período,

o SFB vem aprimorando ferramentas de gestão, no âmbito

federal, do CAR (Cadastro Ambiental Rural), das concessões

das florestas públicas e do Inventário Florestal Nacional, dentre

outros programas da ciência florestal. Segundo o diretor-geral

do SFB, Valdir Colatto, o Brasil possui uma das mais rigorosas

legislações ambientais do mundo. “O desafio do Serviço Florestal

Brasileiro num país que possui 500 milhões de hectares

de florestas, ou seja, 60% do território, é o desenvolvimento

sustentável, a conservação da floresta, a recuperação produtiva

das áreas desmatadas e o incentivo de florestas plantadas”,

afirmou. Para Colatto, “a mudança do serviço florestal brasileiro

para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

reforça o empenho do Governo Federal em sintonizar a conservação

ambiental com a questão produtiva.”

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Formigas e

o eucalipto

Os prejuízos causados pelas formigas cortadeiras

começam já na fase inicial dos plantios

de pinus e eucalipto, e podem ser irreversíveis

por causa da fragilidade das mudas. As plantas

jovens e adultas também sofrem com as desfolhas

intensas e constantes, que podem afetar

significativamente o volume final de madeira.

Para realizar o controle efetivo das formigas cortadeiras

é fundamental conhecer as diferenças

e características de cada gênero, assim como o

momento e a forma correta de ação. Para abordar com profundidade esse assunto, a EMBRAPA Florestas e a EPAGRI (Empresa

de Pesquisa e Extensão Rural de Santa Catarina) lançaram, no canal da EMBRAPA no youtube, o vídeo técnico: Manejo de formigas

cortadeiras em plantios de eucalipto e pinus. Mais de 15 anos de pesquisas, conduzidas pela EMBRAPA Florestas, EPAGRI e

UFPR (Universidade Federal do Paraná), com apoio do FUNCEMA (Fundo Nacional de Controle de Pragas Florestais), sobre a dinâmica

populacional e danos de formigas cortadeiras em plantios florestais na região sul, demonstram que vários fatores devem

ser levados em consideração para o manejo de formigas cortadeiras em plantios florestais. Entre eles estão o gênero do plantio

florestal (se é pinus ou eucalipto), se a área é de implantação ou reforma, o tempo de pousio entre o corte raso e o novo plantio,

o manejo florestal do plantio anterior, a época de plantio, o manejo de plantas daninhas, se a área a ser plantada faz divisa com

florestas nativas e o gênero de formiga cortadeira encontrada no plantio.

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NOTAS

Foto: divulgação

Exemplo de gestão

Na região da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), estão sendo plantadas

mais de cinco mil mudas de espécies nativas para o desenvolvimento

de novas florestas. Os plantios estão sendo realizados em áreas

públicas municipais e federais, cobrindo uma área de 26 mil m² (metros

quadrados). “Com essa ação, a prefeitura de Belo Horizonte ajuda a ampliar

a cobertura vegetal da cidade e a recuperar áreas verdes degradadas”,

afirma o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck.

O trabalho foi iniciado em novembro com o plantio de 1,6 mil mudas no

Parque Fernando Sabino, também conhecido como Parque Fazenda da

Serra, uma área aproximada de 186 mil m² no Bairro Jardim Alvorada,

região da Pampulha. Das mais de 5 mil mudas previstas para serem

plantadas, 90% são produzidas por meio do Acordo de Cooperação Técnica

entre a Floresta Nacional de Passa Quatro (ICMBio). Paralelamente

a esse trabalho, está sendo realizada a manutenção de plantios mais

antigos, especialmente com coroamento, coveamento e adubação das

mudas plantadas em 2017 e 2018. “A manutenção é fundamental para

o sucesso na implantação das novas florestas urbanas, uma vez que o

desenvolvimento de espécies invasoras, como os vários tipos de capim,

compromete de forma significativa o desenvolvimento das mudas. Sem

manutenção, há risco de se perder todo o investimento realizado na implantação

dos plantios”, afirma o engenheiro Marcelo Vichiato, um dos

membros da equipe do Projeto Montes Verdes, da Secretaria Municipal

de Meio Ambiente.

Imigração

florestal

A J.D. Irving, Limited, empresa canadense,

sediada na cidade de New Brunswick, contratou

13 brasileiros para operar máquinas florestais

em suas florestas no leste do Canadá. Os colaboradores

deverão receber cerca de 70 mil dólares

canadenses por ano e deverão ser agraciados

com um programa de imigração para a província

de Quebec. Segundo a Irving, o conhecimento

operacional das empresas brasileiras é referência

no setor. A ideia, de acordo com a empresa,

é ampliar o programa para os próximos anos, e

estreitar os laços entre os ramos florestais dos

dois países. O Canadá é um dos maiores incentivadores

de programas de imigração do mundo, e

pretende, nos próximos cinco anos, receber mais

de 3 milhões de imigrantes.

Foto: divulgação

20 www.referenciaflorestal.com.br


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NOTAS

Controle e prevenção

A ACR (Associação Catarinense de Empresas Florestais)

está disponibilizando, aos produtores de pinus, doses de nematoides

para combate à Vespa-da-Madeira. A Sirex noctilio

(nome científico da vespa) é uma praga exótica que chegou

ao Brasil acidentalmente durante a década de 1980. Ela ataca

exclusivamente plantios de pinus, depositando ovos nos

troncos que, ao se transformarem em larvas, comprometem

o desenvolvimento das árvores. Em Santa Catarina, mais de

540 mil ha (hectares) abrigam plantações deste tipo de árvore.

O Estado é o segundo maior produtor de pinus do Brasil,

atrás apenas do Paraná. Para evitar a proliferação da praga,

a ACR está intensificando as ações de combate. Fazem parte

da estratégia: reuniões técnicas, campanhas informativas e

alertas em rádios dos principais municípios produtores de

pinus no Estado. A Vespa-da-Madeira ataca principalmente

plantios sem manejo, causando o apodrecimento da árvore.

Copa amarelada e respingos de resina no tronco são indícios

de infestação. Ao verificar qualquer sinal que indique a presença da vespa, o produtor deve comunicar à CIDASC ou à EPAGRI

mais próxima. Na área de publicações do site da ACR, está um vídeo produzido pela Embrapa Florestas que explica detalhadamente

como acontece a infestação e o que deve ser feito para evitar e combater a Vespa-da-Madeira.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Inventário

paranaense

Uma tarefa solitária, escondida na mata, mas fundamental

para as florestas paranaenses e brasileiras.

Assim é o trabalho de campo dos cerca de 12 técnicos

da empresa vencedora da licitação para execução dos

levantamentos do Inventário Florestal do Paraná. Os

engenheiros florestais da empresa contratada pela Secretaria

Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos

visitaram, há alguns anos, propriedades públicas

e particulares para fazer um levantamento detalhado

das florestas em todo o Paraná. O trabalho aconteceu

em uma área de Vegetação Ombrófila Mista da Mata Atlântica, em uma propriedade particular do município de Palmeira (PR), a 70

km (quilômetros) de Curitiba (PR), e foi acompanhado por técnicos da Secretaria do Meio Ambiente e da FAO (Organização das Nações

Unidas para Alimentação e Agricultura), que faz o levantamento das florestas em vários países do mundo. Eles vieram verificar

se o trabalho no Estado está dentro dos padrões e da metodologia internacional para esse tipo de pesquisa. Os técnicos coletam

os dados das árvores de acordo com padrões internacionais. Diferente dos inventários feitos anteriormente no Paraná, que usaram

imagens de satélite, este adota escala em tamanho real. A medição acontece em árvores a partir de 10 cm (centímetros) de diâmetro

e a cada 100m (metros) é feita a contagem e o recolhimento de dados das condições de cada árvore, com um equipamento

conhecido como balisa e uma bússola de alta precisão. Não é uma fiscalização. É um trabalho de pesquisa e a escolha do local não

tem relação com a propriedade. São analisadas a altura do tronco, a posição sociológica, a saúde, o diâmetro e o espaço em que se

encontram. A análise precisa ser feita exatamente no ponto estabelecido a cada 20 km. Nesta última etapa, o inventário florestal

será feito em municípios da região sudoeste, metropolitana de Curitiba, Litoral e, ainda, dos Campos Gerais.

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NOTAS

Imagem: reprodução

Banco de dados

Em comemoração ao Dia Internacional das Florestas, o SFB

(Serviço Florestal Brasileiro) apresenta dados inéditos do IFN (Inventário

Florestal Nacional). Seguindo a política de abertura de dados

do governo federal, os dados do levantamento de campo e da

identificação botânica do IFN foram disponibilizados em formato

aberto. Os dados são apresentados por estado e trazem informações

sobre as unidades amostrais, espécies, dados biofísicos das

árvores, uso da terra, solos, antropismo, entre outros. Para melhor

compreensão e interpretação dos dados disponíveis, é importante

a leitura prévia dos Metadados. No momento estão disponíveis os

dados do Ceará, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Novos estados serão disponibilizados à medida em que as coletas

forem sendo finalizadas e os dados verificados e organizados.

Os dados estão disponíveis para download em formato “.csv” no

portal do SNIF (Sistema Nacional de Informações Florestais). Além dos dados abertos, o SFB disponibilizou o banco de imagens do IFN.

O banco de imagens tem como objetivo apresentar aos usuários as imagens registradas durante a realização das atividades do IFN. O

banco está dividido entre as fotos gerais e as fotos obrigatórias. As fotos gerais, ou demonstrativas, são registros feitos pelas equipes

envolvidas no IFN retratando as etapas do trabalho, seja o levantamento de campo, a identificação botânica nos herbários, o trabalho

de análise ou reuniões e eventos técnicos. Já as fotos obrigatórias são imagens obtidas durante a coleta dos dados biofísicos, como

uma etapa da metodologia de levantamento de dados do inventário. Em cada unidade amostral são registradas imagens representativas

da vegetação no local, em posições pré-determinadas. Até o momento, o banco possui 6.837 imagens demonstrativas e 191.054

imagens obrigatórias. O banco de imagens pode ser acessado no portal do SNIF: https://snif.florestal.gov.br/bancodeimagens.

Números positivos

As concessões florestais do Governo Federal arrecadaram

R$ 102 milhões até fevereiro deste ano. O montante considera

a soma de todos os pagamentos recebidos das empresas

concessionárias desde o início do programa, em 2010, e se

refere aos 15 contratos ativos. O programa é coordenado pelo

SFB (Serviço Florestal Brasileiro) que é vinculado ao MAPA

(Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). O ano

de 2020 obteve o melhor resultado até o momento, com

quase R$ 28 milhões de arrecadação. Esse valor representa um

aumento de quase 60% em relação a 2019. Segundo o diretor

de Concessão Florestal e Monitoramento do SFB, Paulo Carneiro,

os elevados valores de arrecadação em 2020 são resultado

de medidas adotadas para minimizar a inadimplência. “Desde

2019, o Serviço Florestal Brasileiro vem desenvolvendo ações

para a redução da inadimplência dos concessionários e para

ter um maior acompanhamento dos pagamentos. Foram assinados

termos de parcelamentos dos débitos existentes, o que

permitiu aos concessionários retornarem às suas atividades

normais resultando no aumento da produção e na recuperação

dos recursos devidos”, afirmou Paulo Carneiro.

Foto: divulgação

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COLUNA

Manejo florestal

e o desmatamento

O Brasil possui os melhores e mais modernos

sistemas de controle da rastreabilidade da

madeira, sendo o SINAFLOR (IBAMA) e o SISFLORA

MT (SEMA/MT) utilizados para o controle

O desmatamento

ilegal ocorre quando

a mata nativa é

retirada de um

determinado local,

total ou parcialmente,

sem autorização dos

órgãos ambientais

competentes

https://cipem.org.br

O

MFS (Manejo Florestal Sustentável) é uma atividade econômica

de exploração florestal seletiva por meio da colheita de

árvores previamente selecionadas, com a utilização de técnicas

de impacto reduzido, que reproduzem os mecanismos

naturais dos ecossistemas, de forma planejada e sem danificar

a biodiversidade existente. Com isto, os serviços ecossistêmicos continuam

sendo prestados pela floresta, perpetuando a fauna e a flora, além de promover

maior qualidade de vida e desenvolvimento para a sociedade.

Isto significa dizer que uma área explorada sob MFS não será desmatada.

Esta afirmação pode parecer um tanto incomum para o público geral, que

já está habituado a vincular o desmatamento com a atividade madeireira,

principalmente pela forma equivocada com que as informações e notícias são

disseminadas.

Para facilitar a compreensão, primeiro é preciso entender e diferenciar os

conceitos de desmatamento e se o mesmo ocorreu de forma legal ou ilegal. E

posteriormente, elucidar o motivo pelo qual o MFS não está ligado a nenhum

tipo de desmatamento.

O desmatamento, de maneira geral, ocorre pela necessidade de abertura

de uma área de mata nativa, para que seja possível a utilização do solo para

alguma atividade econômica, seja para a produção de alimentos (agricultura e

pecuária), mineração, infraestrutura (geração de energia, estradas, moradias e

aparelhos urbanos).

O desmatamento legal é uma atividade prevista em lei, regulamentada,

controlada e monitorada pelos órgãos de comando e controle municipal,

estadual e federal. Para que um desmate legal seja autorizado, é necessário

apresentar ao órgão ambiental competente um relatório técnico, constando o

quantitativo da área a ser explorada, em acordo com os limites estabelecidos

para cada Bioma, volume de madeira e de lenha comercializada, a dinâmica

de desmate a ser utilizada, o cronograma a ser seguido, a comprovação do

cumprimento da Reposição Florestal, bem como, medidas de proteção da

fauna.

O desmatamento ilegal ocorre quando a mata nativa é retirada de um

determinado local, total ou parcialmente, sem autorização dos órgãos ambientais

competentes. Ou seja, sem seguir a Lei. Deste modo não há nenhum

tipo de controle a respeito de como a ação está sendo realizada e nem de sua

intensidade. Isto é um crime que causa desequilíbrio ecológico, e prejudica as

atividades econômicas, das quais muitas famílias dependem, pela degradação

do ambiente e pela deturpação da imagem dos setores primários.

Para combater esse problema, o Brasil possui os melhores e mais modernos

sistemas de controle da rastreabilidade da madeira, sendo o SINAFLOR

(IBAMA) e o SISFLORA MT (SEMA/MT), utilizados para controlar toda a movimentação

madeireira.

Para conferir o artigo na íntegra, acesse:

https://cipem.org.br/o-manejo-florestal-sustentavel-como-ferramentapara-evitar-o-desmatamento/

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FRASES

Foto: divulgação

O setor de árvores cultivadas para

fins industriais tem se destacado

por sua atuação agroindustrial. Ao

mesmo tempo em que o lado florestal

tem avançado em produtividade e

sustentabilidade, a face industrial

tem dado passos largos rumo à

indústria 4.0. Em plena recessão, de

2016 a 2019, o setor realizou aportes

de R$ 18 bilhões

Paulo Hartung, presidente do

IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores)

“Queremos levar ao público a discussão

e o conhecimento sobre a origem

dos produtos que são consumidos

pela construção civil, em especial, a

madeira. E destacar como é importante

olhar para essa cadeia de suprimentos,

entender sua origem assim como as

técnicas construtivas que avançam no

setor. A madeira de reflorestamento,

por exemplo, é oriunda de árvores

plantadas com pegada positiva

em relação ao carbono, reduzindo

consideravelmente o impacto em

comparação aos materiais como o

concreto e aço”

Leonardo Sobral, gerente de certificação

florestal do Imaflora, sobre o uso da madeira na

construção civil

“A indústria florestal é

um setor extremamente

importante para a

economia do Paraná. O

overno do Estado tem

criado mecanismos para

amenizar os problemas

na saúde e na economia,

trabalhando de forma

equilibrada para gerar o

menor prejuízo possível”

Ratinho Júnior, governador do Paraná, sobre

as políticas públicas do Estado para a indústria

florestal durante a pandemia

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ENTREVISTA

Mapeamento

CATARINENSE

Mapping the State of

Santa Catarina

U

m estudo do CAV (Centro de Ciências Agroveterinárias),

da UDESC (Universidade do Estado de Santa

Catarina) em Lages, contratado pela ACR (Associação

Catarinense de Empresas Florestais), identificou, através

de sensoriamento remoto, as áreas com florestas plantadas no

Estado. O levantamento, concluído em fevereiro de 2020, começou

em novembro de 2018 e mapeou a silvicultura catarinense de forma

inédita. A conclusão foi que a área total com florestas plantadas

no Estado é de 828,9 mil ha (hectares). Desta totalidade, 553,6 mil

ha (67%) são áreas com pinus; e 275,3 mil ha (cerca de 33%) estão

ocupados com Eucalyptus. Em entrevista à REFERÊNCIA FLORESTAL,

o professor responsável pelo estudo, Marcos Benedito Schimalski,

explica como foi feito o levantamento e qual é a sua importância para

a silvicultura catarinense. Confira:

A

study by the Agro-veterinary Science Center (CAV)

of the State University of Santa Catarina (Udesc)

in Lages, contracted by the State of Santa Catarina

Association of Forestry Companies (ACR), identified,

through remote sensing, the planted forests areas within

the State. The Study, unprecedented in the State, which began in

November 2018 and was completed in February 2020, mapped forest

operations throughout Santa Catarina. The conclusion was that the

total area with planted forests in the State totaled 828.9 thousand

hectares. Of this total, 553.6 thousand hectares (67%) are planted

with pine, and 275.3 thousand hectares (about 33%) are planted

with eucalyptus. In an interview with REFERÊNCIA Florestal, Marcos

Benedito Schimalski, the professor responsible for the Study, explains

how it was carried out and is its importance for forestry in the State.

Check out below:

Foto: divulgação

ENTREVISTA

Marcos Benedito

Schimalski

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Professor associado no departamento de Engenharia

Florestal, do Centro de Ciências Agroveterinárias da UDESC

(Universidade de Santa Catarina), em Lages.

Associate Professor, the Department of Forest Engineering

in the Agro-veterinary Science Center (CAV), Santa Catarina

State University (Udesc), in Lages

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Doutor em Ciências Geodésicas

Ph.D. in Geodesic Sciences

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Compilamos o

mapeamento digital

de todas as florestas

plantadas do Estado de

Santa Catarina

>> O mapeamento das florestas plantadas de Santa Catarina,

realizado pela Udesc, em parceria com a ACR (Associação

Catarinense de Empresas Florestais), foi realizado entre os

anos de 2018 e 2019. Quais foram as principais conclusões

da pesquisa realizada na região?

Esse é um trabalho inédito no setor florestal catarinense. Nós

realizamos um mapeamento com uma precisão nove vezes

mais assertiva que outras iniciativas no Brasil, que utilizam

outras tecnologias para o escaneamento de diversas regiões

no país. Determinamos os valores de floresta plantada de

forma muito completa, principalmente um estudo detalhado

de florestas ocupadas por eucalipto, relatório até então inexistente

em Santa Catarina. Fomos pioneiros e a ideia é continuar

nessa toada.

>> Quais tecnologias foram usadas para realizar o mapeamento

da silvicultura em Santa Catarina?

Algumas das tecnologias mais avançadas no geoprocessamento

de florestas plantadas. Obtivemos sistemas de sensoriamento

remoto e técnica de divisão computacional com florestas

aleatórias. Compilamos o mapeamento digital de todas as

florestas plantadas do estado de Santa Catarina. Nossa principal

conclusão foi a obtenção do número de 828,9 mil hectares

de florestas plantadas, com predominância para as madeiras

de Pinus e Eucalipto no Estado de Santa Catarina.

>> A silvicultura catarinense deve se restringir somente a

pinus e eucalipto ou pode ampliar suas operações para outras

mudas?

As empresas de base florestal têm adotado uma política de

expansão para outras mudas, então elas tendem a conservar

as já existentes e talvez ampliar suas operações. Mas o

problema é o seguinte: hoje a competitividade dessas áreas

ocupadas por pinus, que é uma floresta de ciclo mais longo,

acaba perdendo espaço e os investidores acabam por cortar

prematuramente essas florestas para migrar para o plantio

de milho e de outras culturas do agronegócio. Nosso objetivo

é iniciar outra etapa do estudo, com base nos últimos meses

de 2020 e no primeiro semestre de 2021, para atualizarmos

nossa base de dados e entender qual é o movimento do segmento

catarinense para os próximos anos.

The mapping of planted forests in the State of

Santa Catarina, carried out by Udesc, in partnership

with the Santa Catarina Association of Forest

Companies (ACR), was conducted between 2018

and 2019. What were the main conclusions of the

Study in the State?

The Study included an unprecedented survey within

the State of Santa Catarina Forestry Sector. We

performed a mapping with an accuracy nine times

more assertive than other initiatives in Brazil, which

used different technologies to scan several regions

within the Country. We outlined the planted forest

areas thoroughly, mainly a detailed study of forests

occupied by eucalyptus, a survey until then non-existent

for the State. We were pioneers, and the idea is

to continue this work.

What technologies were used to map the forestry

activities in the State?

Some of the most advanced technologies in the geoprocessing

of planted forests. We obtained remote

sensing systems and the computational division

technique with random forests. We compiled the

digital mapping of all planted forests in the State of

Santa Catarina. Our main conclusion was that there

are 828.9 thousand hectares of planted forests in the

State, predominantly pine and eucalyptus.

Should forestry in the State of Santa Catarina be

restricted only to pine and eucalyptus, or can it

expand its operations to other species?

Forest-based companies have adopted an expansion

policy for other species, so they tend to conserve

existing ones and perhaps expand their operations.

But the problem is this: today, the competitiveness

of those areas occupied by pine, which is a more prolonged

cycle forest, ends up losing space, and investors

end up prematurely cutting down these forests

to migrate the land to the planting of corn and other

agribusiness crops. Our goal is to start another stage

of the Study, based on the last months of 2020 and

the first half of 2021, updating our database and

understanding the changes in the State’s segment in

the coming years.

Does the State of Santa Catarina have the potential

to be one of the forestry powers in Brazil?

Pine production in the State of Santa Catarina is

already impressive, as well as that in the entire

Southern Region of Brazil. But if we think about

other species, it will all depend on aligned and

well-implemented public policies. We have to make

forest properties into a kind of company and be well

managed. Generally, we have noticed a disinterest

of later generations, who leave the interior of Santa

Catarina for the big city, and do not continue the

forest practice initiated by their parents. We need to

Abril 2021

31


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PRINCIPAL

TECNOLOGIA

DE PONTA

Indústria de fertilizantes se diferencia no

mercado por ser detentora de tecnologia

que fornece alta solubilidade, maior

reatividade e área de contato

Fotos: Emanoel Caldeira e divulgação

State-of-the-art

technology

A fertilizer producer differentiates

itself in the market by having a

technology that provides greater

solubility, reactivity, and contact area

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Abril 2021 35


PRINCIPAL

O

mercado de fertilizantes no Brasil tem crescido

exponencialmente nas últimas três

décadas. Devido ao boom do agronegócio

no país, o setor fechou o ano de 2020 com

cerca de 38,5 milhões de t (toneladas) comercializadas,

um crescimento superior a 6% em comparação ao

ano anterior, mesmo durante um momento de instabilidade

gerada pela pandemia. E o segmento não apenas cresceu

dentro de suas fronteiras, mas auxiliou o desenvolvimento

do já potente agronegócio no Brasil, um dos mais fortes em

todo o mundo.

Os números impressionam mesmo durante o ano de

2020, impactado pela pandemia da Covid-19. De acordo

com a ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos),

as empresas produtoras de fertilizantes aumentaram em

15,7% a entrega de fertilizantes ao agronegócio brasileiro

no primeiro semestre, em comparação ao mesmo período

do ano anterior. A alta procura é explicada, principalmente,

pelo interesse dos produtores rurais em soluções capazes

de ampliar a produtividade no campo, em um momento de

aumento da demanda por fertilizantes.

Por todas essas características, não é fácil se diferenciar

no competitivo segmento de fertilizantes, ainda mais em

uma esfera em que os agricultores estão acostumados a uma

certa rotina produtiva, o que, muitas vezes, impede grandes

revoluções em seu dia-a-dia.

Por isso mesmo, a Polli Fertilizantes Especiais é um dos

maiores cases de sucesso do mercado, ao aliar conhecimento

técnico, gestão humanizada e tecnologia própria no fornecimento

de soluções inovadoras para o sistema de fertilidade

do solo.

Diretor executivo da Polli, Luiz Osni Miranda, explica

que o grande diferencial da empresa surgiu há alguns anos,

quando a companhia decidiu criar produtos diferenciados e

que fugissem dos entraves ocasionados pelo manejo convencional

relacionados a fertilidade dos solos. “Nossa missão

é cuidar da saúde do solo, então desenvolvemos toda uma

linha de produtos orgânicos que trazem benefícios (devido à

tecnologia NANO ATOM) como a eficiente correção de acidez

do solo, por apresentarem maior solubilidade, reatividade e

menor umidade que os corretivos convencionais. Isto é, com

aproximadamente 110 mm (milímetros) de chuva, já temos

produto agindo no solo”, afirma.

D

ue to the agribusiness boom in Brazil, the

fertilizer market has grown exponentially over

the last three decades. The Sector ended 2020

with about 38.5 million tons sold, a growth of

more than 6%, compared to the previous year,

even during a moment of instability generated by the pandemic.

The Sector grew within and supported the already robust

agribusiness growth in Brazil, one of the strongest in the world.

The figures are impressive even during 2020, impacted by

the covid-19 pandemic. According to the Brazilian National

Fertilizer Association (Anda), fertilizer producers increased

deliveries to Brazilian agribusiness by 15.7% in the first half of

the year, compared to the same period in the previous year. The

increased demand is mainly explained by the growing interest of

rural producers in solutions capable of increasing productivity

in the field and, thus, the need for fertilizers.

For all these characteristics, it is not easy to differentiate oneself

in the very competitive Fertilizer Sector, especially in a sphere

where farmers are accustomed to a specific productive “routine”,

which often prevents major revolutions in day-to-day life.

Thus, Polli Fertilizantes Especiais is one of the biggest success

stories in the market by combining technical knowledge,

humanized management, and technology in providing innovative

solutions for soil fertility systems.

Luiz Osni Miranda, Polli CEO, explains that the Company’s

significant differential arose a few years ago when the Company

decided to create differentiated products that would overcome

the obstacles caused by conventional management related to

soil fertility. “Our mission is to take care of soil health, so we have

developed a whole line of organic products that provide benefits

(due to our NANO ATOM technology), such as the efficient

correction of soil acidity due to greater solubility and reactivity

present and at lower humilities than conventional correctives,

i.e., with approximately 110 mm of rain, the product already

begins to act on the soil,” he states.

NANO ATOM

The NANO ATOM, a technology patented by Polli Fertilizantes,

works through grinding, chemical attack, and technological

innovation, which consists of the production and insertion of

calcium and magnesium carbonates and calcium sulfate nanoparticles

into the raw material.

“The improved characteristics of products generated using

36 www.referenciaflorestal.com.br


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ARTIGO

Fazendas

FLORESTAIS

O manejo sustentável e a inclusão

Kayapó com menor pegada de carbono

Artigo produzido por Waldemar Vieira Lopes

Fotos: divulgação

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O

manejo florestal sustentável é um conjunto

de técnicas empregadas para explorar

cuidadosamente parte das árvores de uma

floresta, de maneira contínua e sustentável,

gerando benefícios econômicos que

superam os custos, com redução de desperdício dos produtos

florestais, diminuição de riscos de acidentes de trabalho,

respeito à legislação ambiental, menores impactos a

flora e a fauna e maiores oportunidades de mercado.

A gestão de florestas públicas brasileira funciona por

vezes como freio ao desenvolvimento de regiões carentes

de renda e prosperidade em nome de uma pseudoproteção

que, no caso especifico da Comunidade Kayapó,

detentora de uma área de 3 milhões/hectares no Estado

do Pará, dormem sobre essa imensa riqueza e sonham

com diretrizes que permitam a exploração da atividade

florestal, afinal a madeira é um dos poucos materiais de

construção carbono que temos na natureza.

O Plano de Manejo é a ferramenta que lhes permitirá a

evolução a que têm direito, integrando aspectos florestais,

ecológicos e industriais, constituindo-se em uma iniciativa

piloto, visando subsidiar as decisões e possibilitar - às partes

envolvidas - uma melhor compreensão das implicações

legais, operacionais e de gestão do negócio.

Como parte das estratégias vislumbra-se trazer empresas

madeireiras, comprometidas com o processo de

desenvolvimento a partir de projetos de manejo sustentável

e aplicação de padrões operacionais e silviculturais que

auxiliem na elaboração de legislação e políticas públicas

para regulação da exploração de espécies amazônicas no

Abril 2021

41


ARTIGO

âmbito de reservas indígenas, com equacionamento da

viabilidade do negócio e da exploração florestal.

A meta principal é o desenvolvimento de um projeto

demonstrativo de viabilidade econômica, social e ambiental

de espécies amazônicas incidentes, cuja gestão deva ser

feita em regime de parceria ou comodato, de acordo com

condicionantes legislativas e dentro dos pilares expostos,

em um case visto como um marco regulatório e histórico

para a atividade, principalmente para Reservas Indígenas

que ainda detêm áreas de floresta com ocorrência de

inúmeras espécies nativas, demonstrando que o negócio

florestal pode permanecer ad-infinitum, lastreado na

ciência e baseado no manejo lucrativo e sustentável com

manutenção de sua biodiversidade.

É consenso nos meios científicos e empresariais que o

modelo de supressão da floresta - através da exploração

predatória das espécies florestais de maior valor comercial

e/ou conversão da floresta em pastagens de baixa capacidade

de produção, ainda largamente praticados, não é o

mais indicado para a região.

Entretanto, não se pode negligenciar a necessidade do

desenvolvimento de alternativas de sustentação econômica

para as populações que vivem nessa região e/ou se

utilizam de seus recursos naturais, havendo clareza de que

a vocação desta enorme região é manejo florestal e extrativismo,

respeitando os limites de reposição e regeneração

da floresta, trabalhando de forma planejada, responsável

e eficaz, utilizando técnicas que restrinjam ao mínimo os

impactos ambientais para garantir a manutenção do potencial

de produção do ecossistema.

Na Floresta Amazônica, existe uma grande diversidade

de espécies aptas ao aproveitamento produtivo, tanto madeireiras

como não madeireiras e são muitos os benefícios

econômicos que podem ser auferidos a partir da utilização

sustentável de produtos da natureza.

A heterogeneidade amazônica só pode ser vencida a

partir de conhecimentos multidisciplinares, que leve em

conta aspectos físicos, mecânicos, manutenção da sanidade,

socialização do conhecimento quanto ao bom uso

de florestas e utilização racional a partir de investimentos

crescentes em tecnologia, afinal a madeira é um dos

poucos materiais de construção renováveis, contraponto

necessário a outras matrizes fósseis.

Sintonizado a necessidade do momento atual e considerando

o potencial florestal industrial das Reservas

Indígenas Kayapós, o projeto traz em sua concepção não

só a implantação de indústrias madeireiras, como polos

moveleiros no entorno florestal, no intuito de ajudar o

desenvolvimento da região com integração dos povos e

comunidades tradicionais como vetor do abastecimento

da cadeia como um todo.

Para isso, é necessário um constante aprimoramento

para melhor utilização das fábricas e polos instalados no

entorno, a partir de estratégias que ofereçam a melhor

opção de gestão de negócios e evolução desses empreendimentos,

em uma filosofia de retorno positivo, tanto a

42 www.referenciaflorestal.com.br


Abril 2021 43


44 www.referenciaflorestal.com.br


QUALIDADE

INCOMPARÁVEL

MEDIDOR DE TRAVA DE SERRAS

AFIADEIRA

DE SERRAS

LÂMINAS DE SERRA FITA PARA MADEIRA





REBOLO

ESPECIAL

DIAMANTADO

/ BORAZÓN


MINUTO FLORESTA

Qualificação que

FAZ A DIFERENÇA

Com equipe experiente e obstinada a buscar novas

soluções, a Bayer Floresta prioriza os conceitos de

Liderança, Integridade, Flexibilidade e Eficiência

Foto: divulgação

Toda grande empresa sabe que o seu maior ativo é

o grupo de colaboradores que trabalham, todos os

dias, para que suas metas sejam batidas e seus objetivos

sejam alcançados. Na Bayer, empresa global focada

em Ciências da Vida, não é diferente. Com uma

equipe totalmente voltada para o setor florestal, a empresa é um

case de sucesso, ao trazer soluções para o manejo de florestas e

os produtores da cadeia madeireira.

Mas nada seria possível sem um corpo técnico especializado e

obstinado a priorizar as demandas do consumidor. Ricardo Cassamassimo,

gerente de marketing da Bayer, explica que ao realizar

processos seletivos, a companhia seleciona pessoas que estejam

comprometidas com os propósitos da Bayer. “Nosso time é muito

dedicado e trabalha com foco no cliente. Entendemos que o sucesso

do nosso cliente é e será sempre o nosso sucesso também.

Desta forma, seguimos as diretrizes da Bayer nos comportamentos

L.I.F.E (Liderança, Integridade, Flexibilidade e Eficiência)”,

revela.

Cassamassimo também afirma que, além das experiências

prévias e do currículo, a Bayer procura candidatos condizentes

com os comportamentos LIFE e o time e deve estar disposto a

desenvolver e entregar ciência para uma vida melhor, como é

o caso dele próprio, que está há 5 anos na empresa. “Estou no

setor florestal há 20 anos, trabalhei com análise de resíduos de

defensivos, com certificação FSC (Forest Stewardship Council)

e passei pela indústria de papel e celulose. Hoje na Bayer me

identifico com os valores e objetivos da empresa, principalmente

com a divisão Environmental Science. Desde 2016 faço parte do

time Bayer, e atualmente respondo pelos resultados para os segmentos

de floresta e manejo de vegetação industrial”, relembra o

gerente.

Coordenador de Desenvolvimento de Produtos para América

Latina, na Environmental Science, para as linhas de Floresta e

Controle de Vegetação em Áreas Não-Agrícolas, Fabrício Gomes

Sebok, trabalha no setor florestal da Bayer há 6 anos. Com vasta

experiência no ramo, também como analista de desenvolvimento

de produtos, Sebok destaca o cuidado da empresa ao criar grupos

multidisciplinares dentro de cada núcleo, com o objetivo de atender

as necessidades de seus clientes. “Esse diferencial, de possuir

uma equipe exclusivamente dedicada ao setor florestal, tanto

no Brasil quanto em outros países, é uma grande força da Bayer.

Tudo isso é possível graças ao cuidado da empresa ao selecionar

colaboradores engajados com a nossa rotina de trabalho”, destaca

o coordenador, responsável, e finalmente, atuando como coordenador

de Field Solutions Latam desde 2017. Sendo assim responsável

pelo desenvolvimento de soluções para as linhas Florestal e

Controle de Vegetação na América Latina, para países como Brasil,

Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia e México.

Promotora de marketing, com foco no pós-venda, Daniela

Araújo é outra especialista do Time Bayer Florestal. Com experiência

na Fibria, gigante do setor de papel e celulose, Araújo

iniciou sua trajetória na Bayer em 2016, quando auxiliou na condução

de testes para o lançamento do herbicida Esplanade, um

dos principais produtos da empresa.

“O time de Floresta é bastante unido e sempre encontramos

o suporte do time como um todo, independente da região em

que atua. Temos um diálogo muito aberto dentro do time, grande

disponibilidade e senso colaborativo. Acredito que esses sejam

os principais pilares do nosso grupo, confiança e colaboração”,

comemora a promotora de marketing.

Carlos Eduardo Vinadé, representante técnico de vendas da

Bayer, possui formação como engenheiro florestal pela Universidade

Federal do Pampa (RS). Há quase 5 anos na empresa, ele já

atuou como promotor de marketing antes de coordenar as vendas

técnicas do Time Bayer Florestal. “Antes de entrar na Bayer,

desenvolvi várias atividades relacionadas à engenharia florestal,

como por exemplo o estudo de produtividade das operações

florestais na CMPC Celulose Riograndense. Faltando dois meses

para o término do estágio, me candidatei a vaga de promotor de

marketing ofertada pela Bayer para atuar na região sul do Brasil,

após algumas entrevistas e dinâmicas fui selecionado, tendo que

antecipar a saída do estágio para assumir como promotor de marketing

da região sul”, relembra.

Segundo Vinadé, além dos produtos diferenciados no mercado,

o grande exemplo da Bayer é sua preocupação com a qualificação

de seu pessoal. A Bayer não mede esforços em qualificar

e desenvolver pessoas, isso faz com que seus colaboradores

estejam sempre altamente capacitados e em constante evolução,

gerando valor para o parceiro comercial, além, é claro, do sentimento

de pertencimento que nós temos dentro da empresa.

Ter um time de alta performance, dedicado exclusivamente para

entender e atender as necessidades de nossos parceiros, é fundamental

para o desenvolvimento do negócio florestal da Bayer”,

finaliza.

46 www.referenciaflorestal.com.br


TRANSPORTE

48 www.referenciaflorestal.com.br


Transporte

ADEQUADO

Fotos: divulgação

Cuidados com logística e escoamento de cargas

devem ser priorizados pelo setor florestal

Abril 2021

49


TRANSPORTE

Várias são as preocupações das empresas florestais:

qualidade de mudas, manejo responsável,

cultura do solo, capacitação de pessoal

e até mesmo o relacionamento com fornecedores

e consumidores. Aliada a tudo isso,

a estrutura logística também deve ser olhada com carinho

por empresários e executivos do setor florestal.

Uma das importantes etapas deste ciclo é o transporte

de cargas, entre elas, as toras e madeiras serradas no chão

de fábrica. As formas de escoamento são ditadas não só

pelo tamanho ou dimensões das cargas, mas também pelo

seu peso, pela urgência no deslocamento ou por necessidades

como a de conexão entre os seus vários componentes.

O transporte de madeira exige, porém, cuidados especiais,

pois utiliza equipamentos de alto risco, como tornos

e guilhotinas, e devido à necessidade de movimentos

repetitivos, com levantamento excessivo de peso, além do

risco de incêndio.

As normas NR-11 e NR-

12 definem as condições

necessárias para o

transporte, movimentação,

armazenamento e manuseio

seguro de materiais

PRECAUÇÕES

A movimentação de máquinas e a elevação de cargas

são atividades que não permitem erros, pois podem

acarretar graves consequências. Segundo Tadeu Oliveira,

consultor da Logistec, a capacitação dos colaboradores é

50 www.referenciaflorestal.com.br


VOCÊ SABIA QUE A TORÇÃO EM

MANGUEIRAS É UM DOS PRINCIPAIS

VILÕES NA OPERAÇÃO FLORESTAL?

O constante desafio de mobilidade x

versatilidade mecânica nos equipamentos

de colheita florestal, exigem a utilização de

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SILVICULTURA

Diversificação e alta

RENTABILIDADE

O Sistema Agrossilvipastoril (ILPF) tem otimizado a

exploração econômica do setor agropecuário, e não

há nada que desabone a utilização da integração

Este artigo foi produzido pelo especialista Pedro Francio Filho, da empresa Francio Soluções Florestais

Fotos: Francio Soluções Florestais

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Abril 2021 53


MANEJO

A guardiã da

FLORESTA NACIONAL

DE ALTAMIRA

Fotos: divulgação

As áreas concedidas ao manejo de impacto

reduzido permanecem em pé e geram renda e

desenvolvimento local

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As atividades de manejo florestal na FLONA (Floresta

Nacional) de Altamira (PA), são feitas pelas

concessionárias RRX Mineração e Serviços Ltda

e Patauá Florestal Ltda. As áreas sob concessão

somam quase 362 mil ha (hectares) e estão

divididas em quatro UMFs (Unidades de Manejo Florestal).

Os contratos com o SFB (Serviço Florestal Brasileiro) foram

assinados em 2015.

No entanto, as atividades de exploração iniciaram há

pouco mais de 2 anos. Nesse período, as empresas fizeram as

benfeitorias necessárias para o início dos trabalhos. Foi necessária

a construção dos alojamentos dos funcionários, das estradas,

dos depósitos e dos galpões de beneficiamento, além

da compra de equipamentos, caminhões, tratores e ônibus.

O pouco tempo decorrido até o momento foi importante

para os empresários mudarem a sua visão sobre a floresta e a

importância dela na vida da comunidade do Distrito Moraes

Almeida, onde ficam as sedes das empresas. O distrito fica a

300 km (quilômetros) do município ao qual está vinculado,

Itaituba (PA).

“A concessão ensinou que a gente precisa fazer um planejamento

de longo prazo, pois a perspectiva de trabalho na

floresta é de décadas. Então, aprendemos a prestar atenção

na valorização da floresta em pé, que antes passava desapercebida.

Hoje a gente entende a necessidade de deixar a

floresta descansando por 30 anos”, afirmou o diretor de Relações

Institucionais da Patauá, Oberdan Perondi.

Abril 2021

55


MANEJO

O gerente da RRX, Luiz Alberto Overney Ferreira, só havia

trabalhado com floresta plantada no Rio de Janeiro, até ser

convidado a gerenciar a empresa no coração da Amazônia.

“Na minha opinião, a concessão florestal é só benfeitoria. O

governo encontrou um síndico para cuidar das florestas”, avalia

com propriedade o gerente.

“Claro que a gente como empresa visa lucro, pois nós a

exploramos comercialmente. Mas tudo acontece dentro das

técnicas determinadas que são muito rigorosas e a floresta

vai ser mantida em pé. A gente só vê as pessoas destruindo as

áreas que não têm concessão florestal. Então, ressalto que a

concessão é o caminho para proteger a floresta e só tive essa

noção com o conhecimento que aprendi aqui na FLONA”,

enalteceu Luiz Alberto.

GUARDIÃ DA FLORESTA

“A concessão florestal é a guardiã da floresta”, afirmou o

diretor administrativo da Patauá, Onésio Alves da Silva. “Ao

sobrevoar as UMFs da Flona de Altamira, a gente só vê um

território verde, mata. Nas áreas fora da concessão, é possível

ver a ação ilegal. Isso é visível nas imagens de satélite.

Se não fosse a concessão, a FLONA não estaria preservada,

como é a sua realidade hoje”, completou. Segundo Oberdan

Perondi, os concessionários zelam pelas áreas por meio

de mecanismos sofisticados de monitoramento. Ao menor

sinal de invasão detectado pelos satélites é informado aos órgãos

federais de fiscalização, ICMBio e IBAMA, além do SFB,

que faz a gestão das concessões florestais.

A comunidade local é também uma ferrenha aliada das

concessões florestais. A explicação é simples. O distrito de

Moraes Almeida (PA) possui 10 mil habitantes. “Só a Patauá

tem 150 funcionários dentro da FLONA de Altamira, além de

manter 500 empregos diretos e 2500 indiretos. Nessa conta,

25% da população depende direta ou indiretamente da Patauá”,

informou Onésio Alves da Silva.

“O monitoramento da floresta é feito pelos órgãos do

governo e pela fofoca da comunidade. A cidade é pequena e

as pessoas sabem quando vem alguém aqui querendo fazer

atividade ilegal. Elas nos contam e entramos em contato com

esses órgãos de fiscalização. As pessoas sabem que o retorno

para elas depende do nosso lucro, então, posso dizer que

Moraes Almeida é um distrito que protege a floresta”, garante

Onésio.

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PESQUISA

Manejo de florestas naturais

degradadas na Amazônia:

ESTUDO DE CASO

SOBRE CRITÉRIOS

DE COLHEITA

Fotos: divulgação

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MARCO ANTONIO SIVIERO

ENGENHEIRO MECÂNICO

ADEMIR ROBERTO RUSCHEL

ENGENHEIRO AGRÔNOMO

JORGE ALBERTO GAZEL YARED

ENGENHEIRO FLORESTAL

SABRINA BENMUYAL VIEIRA

ENGENHEIRA FLORESTAL

JOSÉ FRANCISCO PEREIRA

EMBRAPA AMAPÁ

OSMAR JOSÉ ROMEIRO DE AGUIAR

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ

SÍLVIO BRIENZA JUNIOR

EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL

PAULO CEZAR GOMES PEREIRA

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA

GHABY ALVES BERBERIAN

ENGENHEIRA FLORESTAL

KARINA PIEKARSKI SIVIERO CONTINI

ENGENHEIRA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO

INDUSTRIAL

AGUST SALES

UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

ERESUMO

ste trabalho trata de uma experiência inovadora

em relação a critérios para colheita de

árvores em floresta natural degradada na Amazônia.

A pesquisa foi desenvolvida em 535,6 ha

(hectare) de floresta na Fazenda Shet, em Dom

Eliseu (PA), usando a base de dados do censo florestal referente

a árvores com DAP ≥ 25 cm (centímetro). Os critérios

para colheita das árvores consideraram, prioritariamente, os

seguintes elementos: grau de sanidade, qualidade do fuste

(2 e 3), diâmetro máximo a permanecer na floresta (DAP <

100 cm), árvores de menor diâmetro (25 ≥ DAP ≤ 55 cm),

espécies com maior densidade de árvores por unidade de

área, distribuição diamétrica, segundo o coeficiente de Liocourt,

manutenção das espécies intensamente exploradas

no passado e com população de árvores ≤ 0,15 arv.ha-1.

Foram inventariadas 46.012 árvores, pertencentes a 106 espécies,

e planejadas para colheita 23,19% (10.671 árvores),

aos 12 anos após a exploração anterior.

Baseando-se no planejamento da colheita e seguindo

os critérios, a previsão de colheita em relação à população

total inventariada teve como resultado: 2,16% árvores pelo

critério de sanidade; 15,45% pela forma de fuste; 0,26%

pelo diâmetro máximo; 93,93% pelo menor diâmetro; 57,5%

pela densidade arbórea; e 5,04% pela manutenção das espécies.

A colheita foi realizada em 98,79% das árvores com

sanidade comprometida; 22,20% com fuste 2 e 3; 97,39%

com diâmetro máximo; 95,02% com menor diâmetro; e

90,30% com maior densidade arbórea. Foram mantidas

98,14% das espécies Astronium lecointei, Cordia goeldiana,

Copaifera sp., Hymenaea courbaril, Hymenolobium

petraeum, Handroanthus serratifolius e Manilkara elata, intensivamente

exploradas no passado, e 98,70% de outras 53

espécies com menor abundância (≤ 0,15 arv.ha -1 ).

O planejamento da exploração seguindo os critérios de

colheita propostos possibilitou a extração de árvores em ciclos

de 10 a 12 anos, sendo um tempo menor que o previsto

pela legislação. A manutenção da diversidade de espécies

arbóreas e a conservação da floresta em pé, previstas com

esses critérios técnicos, podem ser alternativas para o manejo

florestal ecológica e economicamente viável.

INTRODUÇÃO

A compreensão dos serviços globais prestados pelas florestas

fez com que a humanidade começasse a se preocupar

com a conservação dos recursos florestais, iniciando-se um

processo de formulação de medidas para proteger essa fonte

de bens renováveis. No Brasil, várias iniciativas foram instituídas

a fim de se preservar a floresta, especialmente por

meio do Código Florestal e outras normas. Para a Amazônia,

algumas dessas medidas foram: a) a criação da RL (Reserva

Legal), com vistas à manutenção de 50% da área coberta

Abril 2021

59


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2021

0722

63


AGENDA

AGENDA2021

Maderexpo

21 a 24

Lima (Peru)

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maderexpo/

ABRIL

2021

MAIO

2021

MAI

2021

I CONGRESSO MUNDIAL SOBRE

SISTEMAS DE INTEGRAÇÃO

LAVOURA-PECUÁRIA-FLORESTA

O Congresso será uma grande oportunidade para troca de

experiências e conhecimento, bem como, para atualizações

sobre os mais recentes resultados de pesquisa, desenvolvimento

e inovação em Sistemas ILPF no mundo. O principal

objetivo do evento é propiciar um fórum de discussão, com

aprofundamento teórico e aplicações práticas sobre aspectos

tecnológicos e de sustentabilidade econômica e ambiental

de sistemas agrícolas consorciados que combinem

a produção integrada da lavoura, da pecuária e da floresta

na mesma área e com uso eficiente de insumos, que são

fundamentais para a segurança alimentar no futuro.

Imagem: reprodução

I Congresso Mundial sobre Sistemas de

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

03 a 06

Campo Grande (MS)

http://wcclf2020.com.br

Tener Expo

31 a 2

Palermo (Itália)

http://www.tenerexpo.it/

MAIO

2021

SET

2021

LIGNA HANNOVER 2021

A cidade de Hannover, na Alemanha, se transforma

no foco de atenção para o mundo da madeira e a

indústria madeireira. Considerada a maior ou a mais

importante feira do mundo no setor, a Ligna expõe

toda a cadeia de produção madeireira: desde a captação

e o processamento da madeira, até a produção

industrial de produtos da madeira e tecnologias inovadoras

de tratamento da madeira, entre outros.

Imagem: reprodução

64 www.referenciaflorestal.com.br


AGENDA2021

sólida e moderna

A TPH Forest destaca-se na fabricação de

grua florestal, garras, estruturas florestais

e Mini Skidder

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2021

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27 a 29

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Georreferenciamento

CAR

Uso do solo

Retificação de matrícula

Subdivisão de áreas

Lotes urbanos

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Gilson Almeida

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Inventário

Marcação para desbaste

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SETEMBRO

2021

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Chico Moreira: (42) 99136-3588 Gilson Almeida: (42) 98827-5693 Abril 2021

65


Foto: divulgação

ESPAÇO ABERTO

Potencial de

aplicação em

INSTITUIÇÕES

PÚBLICAS

Por Ivan Gonçalves ,

sócio-diretor da Qualyteam,

empresa especializada em

soluções para gestão da

qualidade

A Norma NBR ISO 9001:2015,

apesar de ser aplicável a

diversos tipos de segmentos,

é amplamente difundida no

âmbito privado

Foto: Diana Dornelles

C

om o advento da internet e das redes sociais,

uma miríade de informações é projetada sobre

o gestor que, sem a capacidade de analisar

todos os dados, pode tomar decisões que

trarão dissabores para a própria organização.

Embora o acesso à informação tenha crescido exponencialmente,

o conhecimento aplicado ainda carece de ferramentas

de gestão que minimizem os riscos associados à má gestão.

Nesse sentido, a ISO 9001, a mais famosa metodologia

de gestão conhecida, destaca-se como principal mecanismo

de apoio ao planejamento e gestão das organizações.

Fundamentada no ciclo de Deming ou ciclo de melhoria

contínua, a ISO 9001 se caracteriza como uma ferramenta

de gestão estruturada no planejamento (P), execução (D),

monitoramento (C) e correção (A) de ações que objetivam a

implementação eficaz da estratégia proposta por uma organização.

Embora tenha aplicação prática e traga benefícios

tangíveis em qualquer tipo de empresa (públicas e privadas),

a metodologia tem desafios a serem superados.

Recentemente, a Qualyteam foi parceira na sistemática

de implantação do sistema de gestão da qualidade na ES-

MAT (Escola Superior da Magistratura Tocantinense), baseado

na norma ABNT NBR ISO 9001:2015 – Sistema de Gestão

da Qualidade. A implantação desse modelo de gestão em

uma instituição pública é pioneira no segmento, não encontrando

estudos de casos anteriores e resultados estatísticos

que forneçam dados para uma análise comparativa.

Notadamente, a implementação e a manutenção de um

sistema de gestão dessa magnitude se constituem como

objeto de inúmeros desafios. A Norma NBR ISO 9001:2015,

apesar de ser aplicável a diversos tipos de segmentos, é amplamente

difundida no âmbito privado, mais especificamente

em indústrias; um levantamento feito pela ISO SURVEY,

em 2018, mostra que são certificadas 878.664 empresas/

instituições; destas, apenas 16.351 (1,9%) encontram-se no

Brasil; além disso, o estudo demonstra ainda que apenas

4.434 (0,5%) são instituições públicas certificadas no mundo,

sendo que destas, apenas 66 (0,008%) são instituições

públicas brasileiras, feito que reforça o caráter inovador da

implantação em uma instituição pública no segmento educacional.

Ainda no levantamento feito pela ISO, constata-se que

no segmento educacional são certificadas apenas 13.459

(1,53%) empresas/instituições no mundo; destas, apenas

104 (0,012%) são brasileiras no segmento educacional e em

sua esmagadora maioria em âmbito privado.

Portanto, a implantação deste modelo de gestão em

uma instituição pública no segmento educacional é pioneira,

principalmente em se tratando de Escolas Superiores da

Magistratura, sejam elas estaduais ou federais, não sendo

encontrados estudos de caso anteriores e resultados estatísticos

que forneçam dados para uma análise comparativa.

66 www.referenciaflorestal.com.br


Novo sistema de medição de

comprimento ainda mais preciso;

Novo projeto de chassis, mais

robusto, maior durabilidade;

Novos cilindros das facas de

desgalhe;

Pinos substituíveis do Link,

simplificando sua manutenção;

Novo acesso ao ponto para

lubrificação, mais segurança na

manutenção;

Nova geometria da caixa da serra,

que propicia um ciclo de corte mais

rápido com menor lasque da

madeira;

Anéis trava ajustáveis no conjunto

de medição do diâmetro, que

estendem a durabilidade dos

componentes.

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