*Maio:2021 Referência Industrial 229

jotacomunicacao

MERCADO - Paraná e Santa Catarina lideram o cenário da exportação de madeira serrada no Brasil

MAIOR ECONOMIA

SISTEMA UNE INOVAÇÃO, TECNOLOGIA E

CONTROLE RÍGIDO DE SECAGEM PARA

MENOR CONSUMO DE ENERGIA

INCREASED SAVINGS

SYSTEM UNITES INNOVATION, TECHNOLOGY,

AND RIGID DRYING CONTROL FOR

LOWER ENERGY CONSUMPTION


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SUMÁRIO

INDUSTRIAL

54

2021

34

46

40

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Alca Máquinas 11

Benecke 13

Cipem 09

DRV Ferramentas 19

Drytech 33

Engecass 17

Gottert do Brasil 25

Indumec 31

Linck 05

Máquinas Águia 53

Máquinas Dudi 45

Mendes Máquinas 02

Microtec 27

Mill Indústrias 68

Montana Química 07

MSM Química 23

MSP Industrial 67

Nazzareno 15

Omil 21

Prêmio REFERÊNCIA 65

SUMÁRIO

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Notas

24 Aplicação

26 Frases

28 Entrevista

32 Coluna ABIMCI

34 Principal De olho nas demandas do mercado

40 Marcenaria

46 Madeira Tratada

50 Mercado

54 Case

58 Artigo

64 Agenda

66 Espaço Aberto

04

referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


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Inovação. Qualidade.

Economia.

MADE IN GERMANY


EDITORIAL

INÚMERAS

POSSIBILIDADES

NA CAPA

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

MERCADO - Paraná e Santa Catarina lideram o cenário da exportação de madeira serrada no Brasil

O

crescimento da indústria madeireira não

surpreende ninguém. Com empresas consolidadas,

o Brasil tem um dos setores mais

prósperos do mundo, que se manteve em alta

mesmo durante a pandemia do novo coronavírus.

Prova disso são as inúmeras iniciativas e projetos que

utilizam a madeira como matéria-prima. Um bom exemplo

disso é mostrado na reportagem da editoria de Mercado,

em que abordamos a grande contribuição da região sul

para o segmento de madeira serrada no país. Na Entrevista

desta edição, o presidente do senado federal, Rodrigo

Pacheco, explica como o congresso nacional pode auxiliar

no processo contrário à desindustrialização que o Brasil tem

enfrentado nos últimos anos. Além disso, o leitor poderá

acompanhar matérias exclusivas nas editorias de Madeira

Tratada e Marcenaria, assim como novidades do setor. Tenha

uma ótima leitura!

NA CAPA DESSE MÊS OS

EQUIPAMENTOS DE SECAGEM

DE MADEIRA DRYTECH,

DO GRUPO SERF

EXPEDIENTE

ANO XXIII - EDIÇÃO 229 - MAIO 2021

Ano XXIII • N°229 • Maio 2021

MAIOR ECONOMIA

SISTEMA UNE INOVAÇÃO, TECNOLOGIA E

CONTROLE RÍGIDO DE SECAGEM PARA

MENOR CONSUMO DE ENERGIA

INCREASED SAVINGS

SYSTEM UNITES INNOVATION, TECHNOLOGY,

AND RIGID DRYING CONTROL FOR

LOWER ENERGY CONSUMPTION

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Murilo Basso

jornalismo@revistareferencia.com.br

T

he growth of the Forest Product Sector does

not surprise anyone. With well-consolidated

companies, Brazil has one of the most prosperous

Sectors globally, which has remained on

the rise even during the coronavirus pandemic.

Proof of this is the numerous initiatives and projects that

use timber as a raw material. An excellent example of this

is shown in the story in the Markets Section, in which we

discuss the significant contribution by the Southern Region

in the sawn wood segment in the Country. In this issue’s interview,

Rodrigo Pacheco, President of the Federal Senate,

explains how the National Congress can help counter the

deindustrialization process that Brazil has faced in recent

years. In addition, the reader will be able to follow exclusive

articles in the Treated Wood and Woodworking Sections

and news from the Sector. Pleasant reading!

06

COUNTLESS POSSIBILITIES

referenciaindustrial.com.br MAIO 2021

Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo | Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski / Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira | Gabriel Faria

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cristiane Baduy

assinatura@revistareferencia.com.br

0800 600 2038

ASSINATURAS

0800 600 2038

Periodicidade Advertising

GARANTIDA GARANTEED

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs

and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

the written authorization of the holders of the authorial rights.


MACHINE PRODUCING SEGMENT ACCOMPANIES

THE RISE OF THE FOREST PRODUCT MARKET

CARTAS







A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

MERCADO - E-commerce em alta gera novas oportunidades para setor de móveis e produto final

CRESCIMENTO

INDUSTRIAL

SETOR DE MÁQUINAS ACOMPANHA A

ALTA DO MERCADO DA MADEIRA

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 228 DA


REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE ABRIL DE 2021


MATÉRIA-PRIMA

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXIII • N°228 • Abril 2021

INDUSTRIAL GROWTH

MARCENARIA

Por Vinicius Vaz –

Porto Alegre (RS)

Por Kaio Gonçalves –

Curitiba (PR)

Muito esclarecedora a matéria sobre o

fornecimento de madeira durante a pandemia.

Obrigado!

Palmas para a

iniciativa da prefeitura

de Passo Fundo (RS)!

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

ENTREVISTA

Por Jonas Silva –

Torrinha (SP)

MERCADO

Importante debater

os rumos da indústria

e os impactos da

pandemia após

tudo isso terminar.

Parabéns pelo

trabalho!

Por Julia Kremer –

Cuiabá (MT)

O setor de móveis só tem a ganhar com o

ingresso no e-commerce.

08

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

referenciaindustrial.com.br MAIO 2021

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

CURTA NOSSA PÁGINA

Referência Industrial Madeira

@referenciamadeira


EVOLUÇÃO DA GESTÃO FLORESTAL DE MATO GROSSO:

MODERNIZAÇÃO TECNOLÓGICA PROPORCIONARÁ

SEGURANÇA À COMPRADORES E EMPREENDEDORES

Face a um grande complicador exigido ao setor de base

florestal do Estado de Mato Grosso, a identificação de

madeira realizada pelo Instituto de Defesa Agropecuária do

Estado Mato Grosso (Indea-MT), em descompasso com os

critérios adotados pela Secretaria Estadual de Meio

Ambiente (Sema-MT) na identificação da mesma quando da

aprovação dos planos de manejo florestal sustentável, vem

causando grande insegurança jurídica aos empreendedores

e consumidores dos produtos florestais.

Segundo o presidente do Centro de Indústrias e

Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso

(CIPEM), Rafael Mason, a evolução da gestão florestal

ocorrerá com a rastreabilidade (cadeia de custódia) da

madeira, conforme destaca:

Após a completa integração entre o Sistema Nacional de

Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor-Ibama)

e Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos

Florestais (Sisflora-Sema/MT) juntamente com o Sistema

Integrado de Monitoramento e Licenciamento Ambiental

(Simlam-Sema/MT), que já está em fase final, aliado a

implantação do sistema Sisflora 2.0 será efetivada a Cadeia

de Custódia, um instrumento de controle internacionalmente

confiável, tecnológico e aperfeiçoado que proporcionará a

rastreabilidade da madeira de sua origem até seu destino

por meio de coordenadas geográficas das árvores colhidas.

Desse modo, o Certificado de Identificação de Madeira

(CIM), que já está há muito tempo defasado, perderá

espaço.

Além disso, com exceção de Mato Grosso, nenhum

Estado da Federação com vocação florestal possui a

exigência de emissão do CIM. Enquanto no território

mato-grossense, o documento é indispensável para autorizar

o trânsito da madeira. Assim, a alegação de que o

documento é referência nacional e que agrega valor ao

produto não se faz procedente. A cobrança dessa taxa, que

inclusive é muito elevada quando se analisa os gastos do

órgão para com o serviço prestado e, na verdade, encarece

a madeira mato-grossense já que o custo adicional é

repassado ao consumidor. A medida termina por lesar e

interferir na competitividade do mercado.

Do mesmo modo a identificação de madeiras não

oferece garantias contra apreensões por próprios agentes

do Indea de outros postos fiscais. Mason explicou que “o

CIPEM tem em mãos dezenas de processos judiciais de

cargas liberadas após a apreensão, ante a comprovação

de não haver nenhum ilícito, e que demonstram que,

mesmo com a apresentação do CIM, houve autuação sob

a justificativa de que as espécies florestais transportadas

estavam divergentes do documento. Em situações como

esta, a mercadoria interceptada fica apreendida até que

seja comprovado judicialmente que não se trata de

madeira ilegal, ocasionando inúmeros transtornos e

prejuízos ao setor da base florestal, novamente afetando

a competitividade, atrasos na entrega de mercadorias,

dentre outros fatores”.

A mensagem que se passa à sociedade é a de que o

CIM é meramente uma questão de arrecadação, tendo

em vista que o valor da taxa é exorbitante e continua

sendo cobrado, assim como as apreensões e demais

transtornos continuam acontecendo. Já existe estudo que

comprova que o valor/hora pago pela prestação do

serviço de identificação não condiz com o custo efetivo da

atividade.

Confira o texto na integra em nosso site:

www.cipem.org.br

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BASTIDORES

BASTIDORES

VISITA

RECEBEMOS NO INÍCIO DE

MAIO, A VISITA DO GABRIEL

MACHADO MARQUES, DIRETOR

DO GRUPO SERF, QUE PRODUZ

AS ESTUFAS DRY TECH (CAPA

DESSA EDIÇÃO), JUNTAMENTE

COM O ENGENHEIRO

GUILHERME.

O DIRETOR COMERCIAL DA

REVISTA, FÁBIO MACHADO,

ACOMPANHOU A VISITA, ONDE

ELES PUDERAM VER IN LOCO,

A PRODUÇÃO DESSA EDIÇÃO,

JUNTO COM AS RESPONSÁVEIS

PELA CRIAÇÃO E DESIGN DA

EDITORA, FABIANA TOKARSKI E

CRISLAINE BRIATORI.

Fotos: REFERÊNCIA

ALTA

IBÁ 7 ANOS

Em abril, a IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores)

comemorou 7 anos de existência. Um caminho

recheado de conquistas ao lado das empresas

associadas, protagonistas fundamentais desse

trabalho institucional. E, para marcar a data, a

IBÁ trouxe duas ações que valorizam o setor

de árvores cultivadas. Alguns depoimentos

de nomes do setor comentam sobre a força

desta agroindústria e o trabalho de suporte da

associação durante todos os anos. Foi lançado

um vídeo por semana até o início de maio, destacando

a construção conjunta e consolidação

deste setor, uma referência para o mundo. O

primeiro vídeo contou com a participação de

Horacio Lafer Piva, presidente do conselho deliberativo

da IBÁ; Sabrina de Branco, gerente de

relações institucionais da Bracell; Sérgio Ribas,

diretor-presidente da Irani; Carlos Aguiar, membro

do conselho consultivo da IBÁ; Ivone Namikawa,

consultora de sustentabilidade florestal da

Klabin. Para conferir o material, basta acessar o

canal da instituição no youtube.

BAIXA

CONFIANÇA INDUSTRIAL

O Índice de Confiança da Indústria

recuou 1,1 ponto na prévia de abril, na

comparação com o resultado consolidado

de março. Segundo os dados

da FGV (Fundação Getúlio Vargas),

o indicador chegou a 103,1 pontos.

Essa é a quarta queda do indicador

desde agosto de 2020, quando atingiu

o menor nível (98,7 pontos). O índice

vai de 0 a 200 – e acima de 100 indica

otimismo. A queda da confiança dos

empresários brasileiros foi puxada

principalmente pela avaliação sobre a

situação atual, que recuou 2,3 pontos

e atingiu 109,1 pontos. O Índice de Expectativas,

que mede a confiança dos

empresários no futuro, manteve-se em

97,1 pontos. O dado preliminar do Nível

de Utilização da Capacidade Instalada

da indústria mostra queda de 2,7

pontos percentuais, para 75,6%, menor

nível desde agosto de 2020 (75,3%).

10 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


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NOTAS

NEGÓCIOS

CANADENSES

O SINDMÓVEIS (Sindicato das Indústrias do Mobiliário de

Bento Gonçalves) abriu inscrições para rodadas de negócios

com importadores canadenses. A ação tem apoio da Câmara

de Comércio Brasil-Canadá e é voltada a empresas do polo

moveleiro de Bento Gonçalves (RS) com experiência em exportações

e interessadas em abrir mercado no Canadá ou

ampliar seus embarques para esse mercado. Mercado de alta

renda, com economia estável e alto consumo de mobiliário,

o Canadá importou US$ 12,3 milhões em móveis brasileiros

no ano de 2020. Com esse resultado, o país atualmente é o

11º maior comprador de móveis produzidos no Brasil. Entretanto,

no mesmo período o Canadá foi apenas o 28º principal

destino para as exportações moveleiras do polo de Bento

Gonçalves – o que indica um potencial favorável para novas

negociações com esse mercado. As rodadas serão realizadas

virtualmente no período de 07 a 11 de junho de 2021 (a

data é estimada; poderá haver alterações). Informações pelo

e-mail rodolfo@sindmoveis.com.br.

Foto: divulgação

44 ANOS

No dia 20 de abril de 2021, o SINDMÓVEIS (Sindicato

das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves)

completou 44 anos de existência. A entidade, criada

em 1977, representa o polo moveleiro de Bento

Gonçalves (RS) e cria condições para seu crescimento

sustentável, assim como de toda a indústria moveleira

nacional, considerada a amplitude de suas ações. As

ações do SINDMÓVEIS são destinadas a fomentar

o desenvolvimento do setor. Isso se dá por meio de

apoio aos associados, articulação política, ações comerciais

ou programas inovadores. Destaque também

para projetos de base em áreas que a entidade considera

essenciais para o crescimento sustentável do

setor: o design e as exportações. Ambos colocam a

indústria moveleira frente a frente com as exigências

do mercado internacional, tornando-as também mais

competitivas no mercado interno e refletindo no desenvolvimento

do setor moveleiro nacional.

Foto: divulgação

CULTIVO

DOCUMENTADO

Um das atividades realizadas pela Embrapa Florestas

durante a edição online do Show Rural Coopavel 2021

foi o lançamento do livro: Municípios formadores da

Bacia do Paraná 3 e Palotina: estudos de clima, solos e

aptidão das terras para o cultivo do eucalipto. A obra

relata as ações de pesquisa desenvolvidas no projeto

Bioeste Florestas e os resultados destes estudos, criados

para dar bases mais sólidas ao plantio de eucalipto

para a produção de energia a partir de biomassa florestal

na região Oeste do Paraná. O livro busca dar subsídio

para agentes públicos e gestores de cooperativas,

bem como outros atores locais, visando um desenvolvimento

mais sustentável e profissional da silvicultura regional. Com edição técnica dos pesquisadores da EMBRAPA Florestas João

Bosco Vasconcelos Gomes e Marcos Silveira Wrege, o livro reúne a contribuição de 16 autores em quatro capítulos.

Foto: divulgação

12 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


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NOTAS

Foto: divulgação

MANEJO

SUSTENTÁVEL

Em celebração ao Dia Nacional da Conservação do

Solo, a Bracell anunciou que tem realizado ações,

nos Estados de São Paulo e da Bahia, com o objetivo

de promover o manejo florestal sustentável como

forma de melhorar o uso do solo, fazendo com que

ele permaneça preservado e rico em nutrientes. João

Fernando Silva, gerente de Silvicultura da Bracell, comentou

que algumas dessas ações têm início já na produção de mudas, obtidas a partir de materiais genéticos oriundos de árvores

matrizes selecionadas e melhoradas. A empresa realiza também o planejamento de implantação, com a definição do uso

do solo, objetivando maximizar o campo de plantio e delimitar as áreas de proteção ambiental. O preparo de solo é realizado

de forma mecanizada, sendo que apenas a linha de plantio é preparada (subsolada) – uma técnica chamada de cultivo mínimo.

Além disso, a empresa adota o plantio em nível para as áreas com declividade, o que favorece a manutenção da umidade e

dos nutrientes no solo, mitigando o risco de erosão e lixiviação. “Outro ponto importante é em relação à conservação química

do solo. Para isso, sempre fazemos aporte de nutrientes, por meio de nutrição mineral. Esse trabalho de conservação e melhoramento

ocorre a partir de uma análise complexa e detalhada realizada pelo nosso setor de pesquisa, antes de fazer um novo

plantio de eucalipto. Assim, garantimos os nutrientes necessários para nunca exaurir o solo”, ressalta Silva, informando que “a

Bracell consegue melhorar, em algumas áreas, a qualidade do solo, deixando-o mais rico do que a média da região.”

CAMPANHA

A ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de

Madeira Processada Mecanicamente), representando

o setor industrial madeireiro, integra

a campanha que pede a aprovação no Congresso

Nacional dos Protocolos de Facilitação

de Comércio e de Boas Práticas Regulatórias

entre Brasil e EUA (Estados Unidos da América).

A iniciativa, liderada pela CNI (Confederação

Nacional das Indústrias), Amcham Brasil e U.S

Chamber of Commerce, conta com o apoio de

32 entidades empresariais, entre elas a ABIMCI.

Por meio do envio de uma carta conjunta à Casa Civil, as instituições pedem celeridade no encaminhamento de mensagem

ao congresso nacional para que seja iniciada a apreciação desses protocolos, que dependem de aprovação dos parlamentares

para entrar em vigor. No EUA, a definição dos procedimentos para vigência é de competência exclusiva do executivo. Os

documentos, concluídos em outubro de 2020, preveem, entre outros pontos, a implementação de procedimentos aduaneiros

eficientes e transparentes, redução de custos, cooperação na área de facilitação do comércio e fiscalização aduaneira e redução

de burocracias de comércio bilateral entre os dois países. Quanto às boas práticas regulatórias, os protocolos abordam a necessidade

de consultas públicas para novos regulamentos, definição de prazos para envio de contribuições, mecanismos para

avaliar a necessidade de alteração regulatória e publicação da agenda regulatória.

Foto: divulgação

14 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


NOTAS

RECONHECIMENTO

INTERNACIONAL

Pesquisa criada e desenvolvida no Laboratório de Tecnologia da

Madeira da Embrapa Florestas, realizada durante o mestrado em

Engenharia e Ciência dos Materiais da UFPR (Universidade Federal

do Paraná) foi premiada pelo ICFPA (International Council

of Forest & Paper Associations) no fim de abril. A pesquisadora

Francine Ceccon Claro desenvolveu um curativo de baixo custo à

base de nanocelulose de pinus. O prêmio Blue Sky Young Researchers

and Innovation é um concurso para jovens pesquisadores

e profissionais do setor florestal. Para Francine, a premiação

mostra a utilidade dos resultados de pesquisa e a sua aplicabilidade. “É a mostra de que a pesquisa científica traz resultados

significativos para a sociedade. Ver isso ser reconhecido e, mais ainda, concretizar-se, é o que move o trabalho da ciência”, comemora

a pesquisadora. Novos passos para tornar a tecnologia acessível estão em andamento, vez que o processo agora está

em fase de desenvolvimento industrial em um contrato firmado entre a Zinux, uma empresa de inovação, SENAI e EMBRAPA.

Foto: divulgação

MADEIRA

TROPICAL

Em abril, a exploração sustentável de madeira na Reserva

Extrativista Mapuá, no município paraense de Breves, na

Ilha do Marajó, registrou a venda de seu primeiro lote de

madeira legalizada, no volume de 367 m³ (metros cúbicos)

de madeira em tora. O trabalho é referente à primeira UPA

(Unidade de Produção Anual), que teve início em dezembro

de 2020. A exploração e a comercialização da segunda UPA

estão previstas ainda para 2021. A exploração madeireira na

área atende às recomendações do ICMBIO (Instituto Chico

Mendes de Conservação da Biodiversidade) e é assessorada

pelo projeto Florestas Comunitárias, que busca apoiar a

implementação de modelos de manejo florestal comunitário

para uso e comercialização de madeira e açaí na região.

“Todo o processo de elaboração do plano de manejo contou

com a participação da comunidade. Desde a primeira

reunião até a finalização do plano, tudo foi feito de forma

participativa”, afirmou o coordenador do programa Florestas

Comunitárias, Marcelo Galdino, ao portal G1.

Foto: divulgação

RECORDE

DE MOVIMENTAÇÃO

Madeira, celulose, papel, papel cartão e derivados foram

alguns dos principais responsáveis pela excelente movimentação

registrada em março no Terminal de Contêineres

do Porto de Paranaguá, no Litoral do Paraná. Foram

95,6 mil TEUs (Unidades de Contêineres de 20 pés) importados

e exportados no mês. O número representa um

crescimento de 24% quando comparado ao mesmo mês

de 2020. “No comércio internacional temos visto um momento

delicado para o segmento. Fatores como falta de

contêineres e alta no frete do segmento têm prejudicado

o setor. No entanto, aqui estamos na contramão. Estamos

crescendo e o volume de cargas conteinerizadas tem

aumentado”, comentou o diretor-presidente da empresa

pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. Segundo

o dirigente, o Terminal de Contêineres de Paranaguá é um

dos maiores, mais estruturados e eficientes do país.

Foto: divulgação

16 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


NOTAS

CONSUMIDOR

DE MÓVEIS

Desvendar os desejos e as necessidades do consumidor

de móveis nem sempre é uma tarefa simples. Muitos

fatores influenciam no processo de decisão e identificar

o resultado dessa equação é um desafio. Pensando

nisso, a ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias

do Mobiliário) realizou um estudo para ajudar a compreender

o perfil do novo consumidor. Cândida Cervieri,

diretora executiva da ABIMÓVEL, participou do segundo

dia da FORMÓBILE Xperience (Feira Internacional de Móveis e Madeira) para dividir os resultados dessa pesquisa – e os

insights gerados por ela. Para Cândida, havia uma percepção inicial de que o móvel estava perdendo espaço no imaginário de

consumo da população, sendo substituído por objetos de desejo como smartphones e computadores. Porém, a pesquisa indicou

que esses eletrônicos não entram em competição com o mobiliário. “No planejamento dessa jornada de compra, o móvel

compete com outras categorias que figuram no universo do sonho, como viagens em família, carros, etc”, comentou, em entrevista

ao portal oficial da FORMÓBILE. A pesquisa apontou também que essa é uma compra feita com calma, planejamento e

organização. Além disso, a principal transformação ocorrida no processo de compra dos móveis foi a popularização do acesso

à Internet. “Essa conexão informou e deu acesso a novas possibilidades de consumo, ampliando o repertório de pesquisa do

consumidor e suas referências de mobiliário”, explicou a diretora.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

EXPORTAÇÃO

Apesar da tendência de queda em comparação

com os anos anteriores, em função da crise desencadeada

pela pandemia de Covid-19, a produção

de madeira serrada no Estado do Paraná ainda é

muito expressiva. O Estado, que tem a maior área

plantada com pinus no Brasil - 692 mil ha (hectares)

-, também é o que mais produz madeira desse

gênero. Depois de um baixo desempenho nos

anos de 2015 e 2016, como reflexo da economia

que diminuiu o consumo interno, a produção de

serrados de pinus iniciou uma retomada, com foco no mercado externo. Em 2019, o Paraná exportou 424,6 mil t (toneladas)

em serrados de pinus. O principal destino foram os EUA (Estados Unidos da América), com 35,3% do total. Depois, os países

que mais compraram madeira serrada de pinus do Paraná foram: México (27,9%), Arábia Saudita (8,3%) e China (7,6%). O compensado

de pinus também é um dos destaques do Paraná, maior exportador brasileiro do produto. No ano de 2019, as indústrias

paranaenses exportaram 760 mil toneladas do produto, o que significou um valor de US$ 341,1 milhões e 66,3% do total

exportado pelo Brasil. O estado da região sul também é o principal exportador de painéis reconstituídos de madeira. No ano

retrasado, o volume comercializado para outros países representou 34,9% do total exportado pelo Brasil. Os dados detalhados

e atualizados de toda a cadeia produtiva de madeira de florestas plantadas no Paraná e no país estão no Estudo Setorial APRE

2020, publicação da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal, no fim do ano passado.

18 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


SERRAS

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NOTAS

INOVAÇÃO

O Grupo Index, empresa com mais de 50 anos

de reconhecimento na área florestal, lançou sua

primeira startup, a MapForest 4.0. A iniciativa

reúne, em uma plataforma geoespacial, diversas

informações de mercado, públicas e privadas,

com o objetivo de facilitar a vida de produtores

florestais, investidores e outros atores do

mercado. Trata-se, ainda, de uma ferramenta

de gestão. O Grupo Index almeja ser um hub

de inovação e tecnologia voltado ao mercado

florestal, informou a empresa ao jornal Gazeta

do Povo. A justificativa da companhia é que o

setor se trata de um segmento muito poderoso

no país, sendo um mercado com bastante potencial. Hoje, há mais de 300 mil produtores florestais no Brasil. A startup foi

uma das escolhidas para ser acelerada pela Incubadora Santos Dumont, no PTI-BR (Parque Tecnológico Itaipu).

Foto: divulgação

MAIS EMPREGOS

O setor de produção florestal, agricultura, pecuária e pesca

foi um dos destaques no Paraná no primeiro trimestre de

2021. Isso porque o estado encerrou o período com 78,4 mil

carteiras de trabalho assinadas, quarto maior saldo de contratações

do Brasil. O resultado é o melhor do estado para

o período desde 2004, ano que dá início à série histórica

segmentada do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e

Desempregados). “O Estado tem conseguido dar respostas

positivas na geração de empregos, mesmo diante do cenário

da pandemia do novo coronavírus. Apesar dos problemas

pontuais em alguns setores, que demandam recuperação

mais lenta, há muita confiança dos empresários na retomada

da economia no Paraná. Há um bom ambiente de negócios

e estamos estimulando o mercado com diversos pacotes

econômicos e investimentos públicos”, afirmou o governador

Carlos Massa Ratinho Junior. Outros setores de destaque

foram os da indústria, comércio, construção, transporte,

para citar alguns.

Foto: divulgação

LIGNA É

ADIADA PARA 2023

Devido a Covid-19, os organizadores da Ligna tomaram

a decisão de adiar a feira para 2023. “As incertezas

no início da pandemia ainda permanecem muito

altas em todo o mundo. Decidimos, portanto, cancelar

a Ligna como evento físico em 2021”, afirmou Jochen

Köckler, presidente do Conselho de Administração da

Deutsche Messe AG. “Para oferecer à indústria uma

plataforma para inovações, troca de conhecimento e

networking, alternativamente, criaremos uma plataforma

digital e conteúdo que será lançada no final de

setembro. A decisão foi muito difícil para todos nós.

Junto com nossos parceiros e expositores, empresas

da indústria de marcenaria e processamento de madeira,

lutamos para manter o evento. O compromisso

do mercado tem sido excepcionalmente alto, mesmo

nestes tempos incertos”, completou Jochen.

Foto: divulgação

20 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


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do setor madeireiro

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NOTAS

FIMMA BRASIL

A FIMMA Brasil (Feira Internacional de Fornecedores

da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis) está preparando

as empresas brasileiras inscritas em suas rodadas

internacionais para as negociações virtuais com

importadores de 13 países em maio. Um treinamento

online para os participantes foi conduzido com o objetivo

de detalhar aos participantes o formato da ação e

a melhor forma de aproveitar essas oportunidades de

exportação. As rodadas de negócios virtuais vão reunir

cerca de 40 empresas brasileiras, com 48 importadores.

O objetivo é fomentar as exportações brasileiras de

máquinas, insumos e tecnologias para a indústria moveleira.

Foram convidados a participar as empresas expositoras

da FIMMA e também fabricantes brasileiras que não expõem na feira, mas que são participantes do projeto Orchestra

Brasil, que coordena as rodadas. Realizado pelo SINDMÓVEIS (Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves)

com apoio da APEX-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), o Projeto Orchestra Brasil apoia

a internacionalização de fornecedores da indústria moveleira. A FIMMA é uma das maiores feiras do segmento no mundo e

tem como objetivo apoiar o desenvolvimento do setor por meio da apresentação de tecnologias, insumos e equipamentos de

ponta que se transformarão em oportunidades de negócios. Na edição de 2019, as rodadas internacionais ocorreram durante a

feira presencial e resultaram em 1,1 mil reuniões, com geração de US$ 30 milhões em exportações.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

PLATAFORMA

DIGITAL

A FORMÓBILE (Feira Internacional de Móveis e Madeira)

acaba de anunciar o lançamento de sua nova

plataforma digital, a Xperience. O modelo é inédito

no mercado moveleiro, sendo a única plataforma que

reúne, em um mesmo ambiente, os mesmos conceitos

que fazem parte dos eventos físicos um sucesso:

conteúdo, networking e negócios. O grande destaque

da plataforma é a Blue, a Inteligência Artificial da Xperience,

que possibilita uma análise avançada dos interesses

de cada usuário e oferece produtos, conexões

e conteúdos adequados para cada perfil. Desenvolvida pela Informa Markets Brasil, promotora e organizadora da FORMÓBILE,

a plataforma nasceu com base em pesquisas e estudos de necessidade dos parceiros e públicos de relacionamento da empresa

e foi construída pensando na ampliação da divulgação das marcas, no impulsionamento de conexão entre pessoas e na difusão

de conteúdos específicos para o setor. No ambiente voltado a conteúdo, o visitante poderá acessar vídeos sob demanda

e ao vivo. Também serão oferecidas programações especiais e acervo de materiais da FORMÓBILE. Na página de marketplace,

uma grande vitrine de produtos dos expositores estará à disposição do mercado, com detalhes técnicos, fotos, vídeos e opções

para entrar em contato com cada um dos vendedores. Além disso, uma avançada ferramenta de matchmaking permitirá que

compradores e vendedores com interesses comuns se encontrem de maneira fácil e realizem negócios sem burocracias.

22 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


CIPERTRIN MD

• Líder no tratamento inseticida de painéis de madeira,

(compensados, aglomerados MDF, OSB e outros) por adição à cola;

• Mais concentrado dos inseticidas, diminui a quantidade de inertes

a serem aplicados na cola, como também a área de estocagem;

• Base água, com baixa toxidade e baixo odor;

• Isento de solventes que atacam as borrachas dos equipamentos

industriais;

• Compatível com resinas de última geração;

• Fácil diluição em água, para tratamento por imersão de madeiras

serradas.

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tribromofenol só poderia ser o líder de mercado e a MSM

Química a maior importadora deste ingrediente ativo.

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suas características naturais.

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APLICAÇÃO

MADEIRA AO

ALCANCE DA MÃO

Foto: divulgação

Peça requisitada na moda, a madeira tem cada vez

mais enterrado a fama de ultrapassada e abraçado as

tendências rústicas e retrôs. Inserida na moda masculina,

ela é sinônimo de requinte e bom gosto. Nesse

cenário, a Purpleheart, empresa norte-americana fornecedora

de madeira para relógios, lançou em 2020 sua

moderna linha de carteiras masculinas à base de madeira.

Com um design minimalista e artesanal, as peças

são compostas por madeira compensada de bétula do

Báltico, revestida com vários tipos de madeira exótica

e doméstica. O acabamento é desenhado a partir de

um corte a laser e selado com óleo de linhaça e cera

de abelha. Isso proporciona um acabamento suave, sedoso

e semi-fosco. Como se trata de uma peça única e

artesanal, a carteira é feita sob encomenda e pode ser

customizada de acordo com o gosto do consumidor. A

fabricação leva de três a cinco dias, após a confirmação

da compra.

A HORA

DA MADEIRA

Feita pelo marceneiro e designer Alexander

Precsilav, esta pia de madeira é construída a

partir do choupo de madeira Bird Eye Maple,

sólida e de prancha única. A peça é envernizada

e passa por todos os processos para impermeabilização.

“Nossos móveis são fabricados

com os mais altos padrões, com os melhores

vernizes e madeiras do mercado. Cada equipamento

passa por 10 estágios de gravação,

lacagem e polimento, para fornecer qualidade

de classe mundial”, afirma Precsilav, em seu

site oficial. A pia foi concebida para ser uma

das protagonistas em cozinhas com toques

refinados e com estilo vintage americano,

baseado no estilo de cabanas americanas da

década de 1960.

Foto: divulgação

24 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


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FRASES

“O SETOR DE MADEIRA FLORESTAL LEGALIZADO É UM DOS PRINCIPAIS

GERADORES DE EMPREGO E RENDA NA REGIÃO NORTE DO PAÍS E,

DIFERENTEMENTE DO QUE É DIVULGADO, UM IMPORTANTE ALIADO PARA

A PRESERVAÇÃO DA FLORESTA. MAS FALTAM POLÍTICAS PÚBLICAS PARA

ATENDER ÀS NOSSAS DEMANDAS, COMO LINHAS DE CRÉDITO ADEQUADAS

À NOSSA REALIDADE”

FRANK ROGIERI DE SOUZA ALMEIDA, PRESIDENTE DO FNBF (FÓRUM

NACIONAL DAS ATIVIDADES DE BASE FLORESTAL), SOBRE O IMPACTO DA

CRISE NO SETOR MADEIREIRO NO BRASIL

“NOSSAS

TARIFAS

ALFANDEGÁRIAS

TÊM MUITOS

DEFEITOS,

COMEÇANDO

COM O FATO DE

AS ALÍQUOTAS DE

MATÉRIAS-PRIMAS

SEREM ASSEMELHADAS

ÀS DE PRODUTOS FINAIS,

MAS AS ACUSAÇÕES DE

QUE SÃO MUITO ALTAS

LEVAM EM CONTA APENAS O

VALOR NOMINAL DO IMPOSTO,

QUANDO, NA REALIDADE, FACE

AO ELEVADO CUSTO BRASIL, SÃO

UM VERDADEIRO SUBSÍDIO ÀS

IMPORTAÇÕES”

“UMA DEMANDA QUE ESTAMOS LEVANDO

PARA O SFB (SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO) É

ALOCAR DENTRO DO SNIF (SISTEMA NACIONAL DE

INFORMAÇÕES FLORESTAIS) OS PRINCIPAIS POLOS

CONSUMIDORES DE MADEIRA, ENTRE PEQUENOS,

MÉDIOS E GRANDES. ISSO IRÁ CONTRIBUIR DE FORMA

SIGNIFICATIVA COM O PLANEJAMENTO DO PLANTIO,

ASSIM COMO POSSIBILITARÁ DEFINIÇÕES PRÉVIAS DO

MANEJO FLORESTAL A SER ADOTADO EM CADA CASO”

MAURO MURARA JUNIOR, DIRETOR EXECUTIVO DA ACR (ASSOCIAÇÃO

CATARINENSE DE EMPRESAS FLORESTAIS), SOBRE QUAIS TÊM SIDO OS ASSUNTOS

DOS DEBATES VIRTUAIS QUE ENVOLVEM O SETOR DURANTE A PANDEMIA

JOÃO CARLOS

MARCHESAN,

PRESIDENTE

DA ABIMAQ

(ASSOCIAÇÃO

BRASILEIRA DE

MÁQUINAS E

EQUIPAMENTOS)

Foto: divulgação

“NO MOMENTO, A INDÚSTRIA

ENFRENTA FATURAMENTO REAL

NEGATIVO, MARGENS DEPRIMIDAS,

FALTA DE MATÉRIAS-PRIMAS,

BAIXOS ESTOQUES E CONSEQUENTE

INCAPACIDADE DE ATENDER À

DEMANDA DO CONSUMIDOR”

VINICIUS BENINI, PRESIDENTE DO

SINDMÓVEIS, SOBRE REAJUSTES

QUE FORAM ABSORVIDOS PELAS

FABRICANTES ATÉ O FIM DO ANO

PASSADO, MAS QUE DEVERÃO SER

REPASSADOS AO PREÇO FINAL

26 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


Uma nova era no mundo de scanners

Microtec apresenta uma nova geração

de scanners longitudinais

A partir de 3 de maio, os três fabricantes de sistemas de scanners Microtec, FinScan e WoodEye se uniram em uma

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nossa presença no mercado. Forneceremos suporte ao produto ainda melhor e vamos conseguir agregar ainda

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por uma equipe conjunta nas sedes da Itália e Suécia. Baseados em uma plataforma comum, nossos novos

Scanners representam o melhor dos dois mundos da GOLDENEYE e da WOODEYE.

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ENTREVISTA

CUSTO

BRASIL

COST OF DOING

BUSINESS IN

BRAZIL

Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco

(DEM-MG) afirma que o diálogo aumenta as chances

de aprovação das reformas e dos projetos de

lei que o país precisa. Segundo ele, existe um calendário

para a tramitação das reformas tributária

e administrativa no Senado. “Precisamos desburocratizar e

descomplicar os tributos brasileiros”, afirma. Até fevereiro de

2023, quando ocupará também a presidência do Congresso

Nacional, ele espera que a Casa seja “um verdadeiro agente

de transformação social e um palco de pacificação no diálogo

das instituições.”

Confira a entrevista completa:

ENTREVISTA

R

odrigo Pacheco (DEM-MG), President of the Brazilian

Federal Senate, says that dialogue increases

the chances of passing the reforms and bills that the

Country needs. According to him, there is a Senate

timetable for voting on the tax and administrative

reforms. “We need to debureaucratize and uncomplicate Brazilian

taxes,” he says. By February 2023, when he will also become the

President of the National Congress, he hopes that the House will

be “a true agent of social transformation and a platform for pacification

in the dialogue of institutions.”

Check out the full interview below:

RODRIGO

PACHECO

CARGO: PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL

Foto: divulgação

FUNCTION: PRESIDENT OF THE BRAZILIAN FEDERAL SENATE

28 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


AS ELEIÇÕES GERAIS MARCADAS PARA O

PRÓXIMO ANO E O CONSEQUENTE IMPACTO

NA TRAMITAÇÃO DE PROJETOS NO CONGRESSO

NACIONAL TORNAM AINDA MAIS URGENTE AS

VOTAÇÕES DE MEDIDAS QUE AJUDEM O BRASIL A

VOLTAR A CRESCER. QUAIS SÃO AS PRIORIDADES

PARA A SUA GESTÃO E COMO FAZER PARA AGILI-

ZAR A TRAMITAÇÃO DE PROJETOS ESTRATÉGICOS

PARA O PAÍS?

No meu discurso de posse, destaquei um trinômio

de prioridades da minha gestão. Destaquei a importância

de o Congresso Nacional trabalhar para garantir a

saúde pública, o desenvolvimento social e o crescimento

econômico no Brasil. Minha proposta de trabalho no

sentido de agilizar a tramitação de projetos estratégicos

para o país é por meio do diálogo e do consenso, mas

sempre tendo o interesse público como prioridade, conforme

o trinômio citado. O diálogo entre senadores, deputados

e representantes do Executivo e o trabalho em

conjunto desses agentes públicos aumentam as chances

de aprovação das reformas e dos projetos de lei de que

o país precisa.

OS SETORES PRODUTIVOS JÁ APONTARAM A

REFORMA TRIBUTÁRIA COMO FUNDAMENTAL

PARA DAR MAIS SEGURANÇA JURÍDICA E DIMI-

NUIR A BUROCRACIA E O CUSTO BRASIL. QUAL É

O MELHOR SISTEMA TRIBUTÁRIO PARA O PAÍS E

QUANDO O PROJETO DEVE SER PAUTADO?

A reforma tributária é um dos meus principais compromissos.

Estamos trabalhando em conjunto, reunindo

e analisando propostas da Câmara, do Senado e do Poder

Executivo para chegarmos a um texto de consenso.

Independentemente do sistema tributário específico,

o importante é que a reforma nos garanta um sistema

mais justo e muito mais simples. Precisamos desburocratizar

e descomplicar os tributos brasileiros e reduzir

boa parte dos custos exorbitantes que assolam nossos

empresários, que gastam imensos recursos, em tempo e

dinheiro, apenas para compreender o sistema tributário

nacional. Esperamos aprovar a reforma neste ano, preferencialmente

até outubro.

A REFORMA ADMINISTRATIVA TAMBÉM É DES-

TACADA COMO ITEM IMPRESCINDÍVEL PARA O

EQUILÍBRIO DAS CONTAS PÚBLICAS E PARA A

REDUÇÃO DO CUSTO BRASIL. QUANDO O TEMA

DEVE ENTRAR EM PAUTA E QUAIS OS PILARES

DESSA REFORMA?

A reforma administrativa foi apresentada pelo Poder

Executivo na Câmara dos Deputados em setembro do

ano passado. O presidente da Câmara, deputado Arthur

Lira, e eu firmamos um calendário de aprovação dessa

reforma em quatro meses e farei o que estiver ao meu

alcance para cumprir esse compromisso assim que a

PEC chegar ao Senado Federal. Os pilares da reforma

são a modernização e a flexibilização do serviço público

como um todo. A ideia é combater privilégios e

THE GENERAL ELECTION IS SCHEDULED FOR

NEXT YEAR WITH THE CONSEQUENT IMPACT ON

THE VOTING ON BILLS IN THE NATIONAL CON-

GRESS FOR THE MORE URGENT MEASURES THAT

WILL HELP BRAZIL GROW AGAIN. WHAT ARE THE

PRIORITIES FOR YOUR TERM, AND HOW TO EXPE-

DITE THE VOTING OF STRATEGIC PROJECTS FOR

THE COUNTRY?

In my inaugural address, I highlighted a trinomial of

priorities for my term as President of the Senate. I stressed

the importance of the National Congress working to

ensure public health, social development, and economic

growth in Brazil. According to the trinomial cited, my

proposal to expedite the voting of strategic projects

for the Country is through dialogue and consensus, but

always having the public interest as a priority. The dialogue

between senators, deputies, and representatives of

the Executive and the joint work of these public agents

increases the chances of passing the reforms and bills

that the Country needs.

THE PRODUCTIVE SECTORS HAVE ALREADY

POINTED OUT THAT TAX REFORM IS FUNDAMEN-

TAL TO PROVIDE MORE LEGAL CERTAINTY AND

REDUCE BUREAUCRACY AND THE CUSTO BRASIL.

WHAT IS THE BEST TAX SYSTEM FOR THE COUN-

TRY, AND WHEN WILL THE VOTE ON THE PROJECT

BE SCHEDULED?

Tax reform is one of my primary commitments. We

are working together, meeting and analyzing proposals

from the House, Senate, and Executive Branch to reach a

textual consensus. Regardless of the specific tax system,

the important thing is that the reform guarantees us a

fairer and much simpler system. We need to debureaucratize

and uncomplicate Brazilian taxes and reduce

much of the enormous costs that plague our entrepreneurs,

who spend a large amount of resources, in time

and money, just to understand the national tax system.

We expect to vote on the reform this year, preferably by

October.

ADMINISTRATIVE REFORM IS ALSO BEING HI-

GHLIGHTED AS AN INDISPENSABLE ITEM FOR BA-

PRECISAMOS

DESBUROCRATIZAR E

DESCOMPLICAR OS TRIBUTOS

BRASILEIROS E REDUZIR BOA PARTE

DOS CUSTOS EXORBITANTES QUE

ASSOLAM NOSSOS EMPRESÁRIOS

MAIO 2021 29


ENTREVISTA

aumentar a eficiência. Isso não é demonizar servidores

públicos, mas garantir que a população tenha acesso a

serviços públicos de qualidade.

HÁ UMA SÉRIE DE PROJETOS EM TRAMITA-

ÇÃO QUE IMPACTAM NEGATIVAMENTE A DES-

TINAÇÃO DE RECURSOS PARA O DESENVOLVI-

MENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO DO SETOR

PRODUTIVO. QUAL É A SUA OPINIÃO SOBRE

A IMPORTÂNCIA DE MECANISMOS DE APOIO

À INOVAÇÃO POR PARTE DAS EMPRESAS DE

MODO QUE O BRASIL SE MANTENHA COMPETI-

TIVO NO MERCADO GLOBAL?

Inovar significa buscar maneiras mais eficientes de

gerir recursos. Significa empreender e criar soluções

para problemas que afetam o dia a dia das pessoas.

Em sua essência, inovar significa aumentar a produtividade

do trabalhador e disponibilizar mais produtos

e serviços para a população, tanto em quantidade

quanto em qualidade e em diversidade. Sendo assim,

não tenha dúvidas, todos podem esperar um Senado

focado em estimular a inovação no Brasil.

NOS ÚLTIMOS ANOS, O BRASIL TEM ENFREN-

TADO UM PREOCUPANTE PROCESSO DE DESIN-

DUSTRIALIZAÇÃO. COMO O CONGRESSO NACIO-

NAL PODE CONTRIBUIR PARA REVERTER ESSE

QUADRO?

A solução deve ser enfrentada em conjunto com

o segmento, sobretudo com o papel importante da

CNI (Confederação Nacional da Indústria) e das federações

das indústrias dos estados. Temos de incentivar

o crescimento da economia, que passa por uma industrialização

forte, cada vez mais moderna e inovadora,

buscando soluções para os problemas cotidianos dos

brasileiros.

QUAL É A MARCA QUE GOSTARIA DE DEIXAR

AO FIM DO BIÊNIO DA SUA GESTÃO?

Ao final do biênio, eu gostaria de olhar para trás e

ver que o Congresso Nacional foi um verdadeiro agente

de transformação social e um palco de pacificação

no diálogo das instituições.

A REFORMA TRIBUTÁRIA É

UM DOS MEUS PRINCIPAIS

COMPROMISSOS. ESTAMOS

TRABALHANDO EM CONJUNTO,

REUNINDO E ANALISANDO PROPOSTAS

DA CÂMARA, DO SENADO E DO PODER

EXECUTIVO

LANCING PUBLIC ACCOUNTS AND REDUCING THE

CUSTO BRASIL. WHEN WILL THE SUBJECT BE PUT

ON THE AGENDA, AND WHAT ARE THE PILLARS

OF THIS REFORM?

The Executive Branch presented administrative reform

in the House of Representatives in September last

year. Deputy Arthur Lira, the President of the House, and

myself have agreed on a timetable for the approval of

this reform in four months. I will do everything to fulfill

this commitment as soon as the Proposed Constitutional

Amendment (PEC) reaches the Federal Senate. The

pillars of the reform are the modernization and flexibilization

of the public service as a whole. The idea is to

combat privileges and increase efficiency. This is not

demonizing public servants but ensuring that the population

has access to quality public services.

SEVERAL BILLS UNDER DISCUSSION NEGATI-

VELY IMPACT THE ALLOCATION OF RESOURCES

FOR THE SCIENTIFIC AND TECHNOLOGICAL DEVE-

LOPMENT OF THE PRODUCTIVE SECTOR. WHAT IS

YOUR OPINION ON THE IMPORTANCE OF MECHA-

NISMS TO SUPPORT INNOVATION BY COMPANIES

SO THAT BRAZIL REMAINS COMPETITIVE IN THE

GLOBAL MARKET?

Innovation means looking for more efficient ways to

manage resources. It means undertaking and creating

solutions to problems that affect the population’s day-

-to-day lives. In essence, innovation means increasing

worker productivity and providing more products and

services to the people, both in quantity and quality,

and diversity. Therefore, have no doubts, everyone can

expect a Senate focused on stimulating innovation in

Brazil.

IN RECENT YEARS, BRAZIL HAS FACED A WOR-

RYING PROCESS OF DEINDUSTRIALIZATION. HOW

CAN THE NATIONAL CONGRESS CONTRIBUTE TO

REVERSING THIS SITUATION?

The solution must be addressed in conjunction with

the segment, especially with the vital role of the National

Confederation of Industry (CNI) and the State Industry

Federations. We must encourage the growth of the economy,

which needs to go through solid industrialization,

increasingly modern and innovative, seeking solutions to

the daily problems of Brazilians.

WHAT IS THE MARK YOU WOULD LIKE TO LEA-

VE AT THE END OF THE BIENNIUM OF YOUR TERM

AS PRESIDENT OF THE SENATE?

At the end of the biennium, I would like to look back

and see that the National Congress was a true agent of

social transformation and a platform for pacification in

institutional dialogue.

30 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


excelência em cada detalhe

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O QUE MUDOU DESDE

O INÍCIO DA PANDEMIA?

COM A VOLTA DA CONFIANÇA DO CONSUMIDOR, É POSSÍVEL PREVER O RETORNO DOS GASTOS E,

COM ISSO, POSSÍVEIS INCREMENTOS NA DEMANDA POR MAIS PRODUTOS

Paulo Pupo

Superintendente da Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

PRECISAMOS VENCER A

PANDEMIA DE FORMA

URGENTE, MAS ESTAMOS NAVEGANDO

EM ÁGUAS MELHORES DO QUE MUITOS

OUTROS SEGMENTOS INDUSTRIAIS, DE

COMÉRCIO E DE SERVIÇOS

D

o distanciamento social ao trabalho e ensino

remotos, passando por novas formas de

consumo. As transformações que ocorreram

nesse pouco mais de um ano desde que foi

anunciada a pandemia do novo coronavírus

são inúmeras. Mudanças que afetaram pessoas

e negócios, que têm exigido de governos e do setor

produtivo decisões baseadas em dados – nem todos ainda

completamente consolidados, infelizmente.

Considerado um dos segmentos essenciais para a

sociedade brasileira, o setor de base florestal tem demonstrado

toda a sua capacidade de resiliência e preparo

para atender a um novo patamar de consumo, que se

acelerou.

Na maioria dos segmentos de produtos madeireiros

e florestais, a sensação é de que o período fomentou

alguns tipos e modalidades de negócios e até instigou alguns

tipos de consumo de produtos que estavam em um

patamar mais baixo. Alguns indicadores, inclusive, mostram

um aumento real de consumo de móveis e de outros

produtos madeireiros desde o início da pandemia. Será

que é somente um reflexo da necessidade de adaptação

nas residências para o home office e o ensino online? Mas

o que esperar agora? E como vamos nos comportar –

Foto: divulgação

consumidores e empresas – no pós-Covid?

Ainda que parte da população do Brasil e do mundo

tenha sentido os efeitos negativos da pandemia na renda,

é fato também que uma parcela acumulou recursos. Com

a volta da confiança do consumidor, é possível prever o

retorno dos gastos e, com isso, possíveis incrementos na

demanda por mais produtos.

Percebemos que o mundo se tornou mais frágil do

que imaginávamos e algumas tendências apontam para

um mercado mais igualitário, onde o pequeno compete

com o grande, vez que está a apenas um clique de

distância nas compras online. A mudança de hábitos

para o home office, ensino híbrido, casas maiores e mais

afastadas dos grandes centros, escritórios mudando de

endereços e busca de custo operacional mais enxuto são

algumas das realidades que estamos presenciando – e

que muitas empresas estão enfrentando.

Com base no recente anúncio de que o PIB (Produto

Interno Bruto) da China fechou o primeiro trimestre do

ano em 18,3%, podemos perceber um caminho positivo

para a recuperação da economia e da confiança do

consumo ao redor do planeta. Esse novo momento é

complexo; precisamos entender as dinâmicas dos mercados

interno e externo, que exigem respostas rápidas

e imediatas, bem como as limitações e as possibilidades

dos nossos negócios e os gargalos e oportunidades que

esse novo cenário trouxe. Estamos, obviamente, tomados

por inúmeras incertezas. Manteremos os níveis altos de

produtividade e resolutividade dos problemas? Fortaleceremos

o networking virtual e reduziremos custos desnecessários

com viagens de negócios?

Muito precisa ser feito, sendo que o avanço da vacinação

em escala global é o grande desafio de todos

e o divisor de águas para a volta da normalidade social.

O setor de base florestal se encontra bem posicionado

nesse cenário. É claro que há problemas estruturantes,

de financiamento, suprimento, entre outros, mas com a

importante e decisiva ponta do mercado dando sinais

de que a recuperação do consumo e a busca de espaços

alternativos para viver e trabalhar possam ser mais duradouras

do que possamos imaginar. Precisamos vencer a

pandemia de forma urgente, mas estamos navegando em

águas melhores do que muitos outros segmentos industriais,

de comércio e de serviços.

Enquanto a inquietação e as dúvidas permanecem

muitas, acreditamos na certeza de que um tempo de

prosperidade é possível e deve ser o combustível para o

trabalho que está sendo realizado agora.

32 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


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IN THE INDUSTRY

MAIO 2021 35


PRINCIPAL

O

s mercados florestal e industrial madeireiro

são dois dos segmentos mais prósperos do

Brasil. Com empresas já consolidadas, o setor

também tem espaço de crescimento para

vários players e produtos. Ocorre que a concorrência

está cada vez maior. Para se destacar, portanto, é

preciso levar produtos de qualidade e realmente inovadores

aos consumidores.

É o que faz com maestria o Grupo Serf. A empresa de

engenharia, situada atualmente em São Leopoldo (RS),

está há cerca de uma década realizando esforços para o

desenvolvimento de projetos integrados a partir de florestas

plantadas, com soluções voltadas a pequenos e médios

produtores.

Surgida em 2007 em Curitiba (PR), a companhia nasceu

como um escritório de consultoria para indústrias florestais.

Desde 2015, contudo, a empresa tem sua própria linha de

equipamentos de secagem dedicados a diversas áreas.

Trata-se da Drytech Tecnologias, com atuação nos mercados

de secagem de madeira, desidratação de proteínas animais,

frutas e grãos.

Pertencente ao Grupo Serf, a Drytech incorporou em

sua missão todos os valores que diferenciam o grupo e

tem trazido constantes inovações para o segmento de

secagem de madeira com seus produtos Atacama. A linha

é dedicada à secagem de madeira com alta eficiência para

o setor madeireiro.

“A Drytech desenvolve, projeta, fabrica e implementa

The forestry and industrial timber markets are

two of the most prosperous economic segments

in Brazil. With already consolidated companies,

the Sectors also have room for growth

for various players and products. It happens

that the competition is increasing. Therefore, to stand out,

it is necessary to provide customers with quality and genuinely

innovative products.

That is what the Serf Group does with mastery. The

engineering company, currently located in São Leopoldo

(RS), has been making efforts for about a decade to develop

integrated projects for planted forests, with solutions

aimed at small and medium producers.

Founded in 2007 in Curitiba (PR), the Company began

as a consulting firm for forestry companies. Since 2015,

however, the Company has produced its line of drying

equipment dedicated to various areas. This is Drytech

Technologies, with operations in the timber, animal protein,

and fruit and grain drying markets. As part of the

Serf Group, Drytech has incorporated in its mission all the

values that have made the Group stand out and has made

constant innovations to the timber drying segment with its

Atacama products. The line is dedicated to high-efficiency

drying for the Forest Product Sector.

“Drytech develops, designs, manufactures, and implements

industrial drying systems for various segments,

and forest products is one of the most important in its

line. The most important thing about the Atacama dryers

36 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


secadores industriais para diversos segmentos, sendo o de

madeira um dos mais importantes em sua linha. O grande

destaque dos secadores Atacama é o desempenho com

madeiras reflorestadas de pinus, eucalipto e teca, possibilitando

a secagem em tempos recordes em comparação com

o restante do mercado. Além disso, o processo demanda

menos energia, tanto térmica quanto elétrica”, compara

o diretor da Drytech, o engenheiro industrial madeireiro

Gabriel Marques.

Com ganhos de até 30% com pinus e eucalipto, a linha

Atacama é inovadora no segmento de secadores industriais.

Sua tecnologia avançada confere um melhor desempenho

aos processos, além de ter preço justo. O foco é a alta eficiência

energética aliada à redução do consumo de energia.

As estufas da linha não necessitam de operador de

caldeira e possuem gerador próprio de vapor/calor, excluindo

a necessidade de custos altos para a manutenção

do processo operacional.

DIFERENCIAIS

Todos os projetos da Drytech têm como principal

diferencial o fato de serem inovadores, levando em consideração

a realidade dos clientes e o aumento direto de

produtividade nas unidades. Entre os fabricantes nacionais

e internacionais, a Drytech se diferencia por criar soluções

de acordo com a demanda de cada cliente, ao adequar suas

necessidades produtivas, operacionais e espaciais.

“Usamos materiais e tecnologia de ponta, desde os

projetos até a construção. Nossa montagem em campo

ocorre em tempo recorde e possibilita uma obra limpa, de

pouco investimento por parte do cliente”, ressalta Marques.

Outro grande diferencial do Grupo Serf é o pioneirismo

is their performance with reforested pine, eucalyptus, and

teak woods, enabling drying in record times compared to

those in the rest of the market. In addition, the process

demands less energy, both thermal and electric,” explains

industrial engineer Gabriel Marques, Managing Director

of Drytech.

With gains of up to 30% with pine and eucalyptus, the

Atacama line is innovative in the segment of industrial

dryers. Its advanced technology leads to better performance

in processes, as well as having a fair cost. The

focus is on high energy efficiency combined with reduced

energy consumption.

The drying kiln line does not require a boiler operator

and includes its own steam/heat generator, excluding the

need for high maintenance costs in the operational process.

DIFFERENTIAL

All Drytech designs have as their central differential

the fact that they are innovative, consider customer reality,

and provide an immediate increase of productivity in the

units. Among domestic and international manufacturers,

Drytech differentiates itself by creating solutions according

to each customer demand by adapting designs to

their productive, operational, and spatial needs.

“We use state-of-the-art materials and technology,

from design to construction. Our assembly in the field

takes place in record time and provides a clean workplace,

with little investment on the part of the customer,”

points out Managing Director Marques.

Another significant differential of the Serf Group is the

pioneering services in the domestic market. In the 2000s,

MAIO 2021 37


PRINCIPAL

dos serviços no mercado nacional. A empresa iniciou, nos

anos 2000, a produção do primeiro equipamento de secagem

móvel do país para madeiras e, desde então, aplicou

muitos conceitos inovadores, como a criação do primeiro

túnel contínuo de secagem de madeiras do Brasil e o

equipamento que recupera energia residual de exaustão

em secadores de madeiras, o SIRE (Sistema Integrado de

Recuperação de Energia).

PÓS-VENDA E RECONHECIMENTO

DO MERCADO

Com uma equipe especializada, por dentro das demandas

do mercado, a Drytech também se destaca em seu

trabalho de pós-venda, com técnicos treinados e prontos

para realizar atendimentos em qualquer parte do país, ao

utilizar as tecnologias da Indústria 4.0 e IOT (Internet das

Coisas) para monitorar os equipamentos em tempo real,

fazendo com que a manutenção possa ser previsível ao

longo do tempo.

Esse esforço por automatizar e aumentar a tecnologia

de seus produtos é reconhecido pelos clientes e parceiros

comerciais da companhia. Diretor da Bioseta – Inteligência

Ambiental, o empresário gaúcho Luiz Carlos dos Santos

reforça o conhecimento técnico na busca pela resolução de

problemas na rotina da empresa por parte do Grupo Serf.

the Company began to produce the Country’s first mobile

wood drying equipment and, since, has applied many

innovative concepts, such as the creation of Brazil’s first

continuous wood drying tunnel and equipment that recovers

residual exhaust energy in timber dryers, Integrated

Energy Recovery System (Sire).

AFTER-SALE SERVICE AND MARKET

RECOGNITION

With a specialized team, within the demands of the

market, Drytech also stands out in its after-sales service,

with trained technicians, ready to perform services

anywhere in the Country using Industry 4.0 and Internet

of Things (IoT) technologies to monitor equipment in real

time, so that maintenance can be predictable over time.

This effort to automate and increase the technology

of its products is recognized by the Company’s customers

and business associates. State of Rio Grande do Sul businessman

Luiz Carlos dos Santos, Managing Director of Inteligência

Ambiental, reinforces the technical knowledge

to solve problems in the Serf Group Company’s routine.

“We started working with Serf and Drytech for the

development of phytosanitary chambers for wood treat-

TODOS OS PROJETOS DA

DRYTECH LEVAM EM

CONSIDERAÇÃO A REALIDADE DOS

CLIENTES E O AUMENTO DIRETO

DE PRODUTIVIDADE NAS

UNIDADES

38 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


“Começamos a trabalhar com a Serf e a Drytech ainda no

desenvolvimento de câmaras fitossanitárias para tratamento

de madeira em nossa filial em Itajaí (SC). Devido ao seu

grande conhecimento no mercado, o Gabriel proporciona

um atendimento muito diferenciado em todos os sentidos,

desde a venda até as demandas que surgem no pós-venda”,

comenta Santos a respeito do engenheiro Gabriel Marques.

Diretor da GBF Madeiras Ltda, Gilberto de Biasi destaca

a parceria de três anos com a Drytech. De acordo com ele,

a preocupação da companhia com a instalação e o conhecimento

técnico fazem a diferença para que a parceria siga

firme rumo ao futuro.

“Comprei uma estufa e o Gabriel veio conhecer nossas

instalações para garantir que o produto correspondesse às

nossas necessidades e expectativas. Durante a visita, ele

identificou vários pontos que poderiam ser melhorados e

me passou esse relatório. Isso é raro no mercado. Logo de

cara, percebi que a Drytech poderia contribuir para o nosso

crescimento e iniciamos essa consultoria, que tem rendido

ótimos frutos”, explica de Biasi.

E O FUTURO?

Mesmo em tempos de pandemia do novo coronavírus,

a Drytech mostrou sua força no mercado e prevê grandes

projetos para o futuro. Para os próximos anos, a empresa

deverá lançar produtos ainda mais competitivos e disruptivos,

desmitificando a secagem de madeira no Brasil.

“Nossos equipamentos podem ser operados com poucos

comandos e com sistemas inteligentes integrados. Vamos

lançar equipamentos para segmentos específicos que

crescem no país e ganhar ainda mais tração nos próximos

anos”, acrescenta Gabriel Marques.

ment at our operations in Itajaí, on the Northern Coast of

the State of Santa Catarina. Due to his knowledge of the

market, Gabriel [Drytech Managing Director Marques]

provides a very differentiated service in every way, from

the sale to the demands that arise in after-sales,” comments

Bioseta Managing Director Santos about Drytech

Managing Director engineer Gabriel Marques.

Gilberto de Biasi, Director of GBF Madeiras Ltda, highlights

the three-year business relationship with Drytech.

According to him, the Company’s concern with installation

and technical knowledge makes the difference for the business

relationship to move forward in the future.

“I bought a kiln, and Gabriel came to our facilities to

ensure that the product met our needs and expectations.

During the visit, he identified several points that could

be improved and gave me this report. This is rare in the

market. Right away, I realized that DRYTECH could contribute

to our growth, and we started consulting with his

firm, which has yielded good results,” explains Biasi.

AND THE FUTURE?

Even during the novel coronavirus pandemic, Drytech

has shown its strength in the market and predicts significant

new projects for the future. For the next few years,

the Company expects to launch even more competitive

and disruptive products, demystifying timber drying in

Brazil.

“Our equipment can be operated with fewer controls

and with integrated intelligent systems. We will launch

equipment for specific segments that are growing in the

Country and gain even more traction in the coming years,”

adds Managing Director Marques.

MAIO 2021 39


MARCENARIA

40 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


PARA APRENDER

AINDA MAIS

COM OBJETIVO DE DESENVOLVER NOVAS HABILIDADES,

MARCENEIROS TÊM BUSCADO CURSOS ONLINE E PRESENCIAIS

PARA SE DIFERENCIAR NO MERCADO

Fotos: divulgação

MAIO 2021 41


MARCENARIA

Aprender e desenvolver novas habilidades

nunca é demais. Quando o

aprendizado une, então, um hobby

ou uma paixão às habilidades que

pretendemos desenvolver, melhor

ainda! Por isso, um curso de marcenaria pode ser

muito interessante para quem gosta de trabalhos

manuais e projetos DIY (Do It Yourself – “Faça

Você Mesmo”, em inglês).

Especialmente agora, que estamos passando

cada vez mais tempo em nossas casas, aproveitar

o tempo adicional para aprender algo novo ou desenvolver

uma paixão tem sido um grande impulso

para quem sempre teve vontade de aprender marcenaria

mas não sabia direito como começar.

A REFERÊNCIA INDUSTRIAL vai abordar um

pouco do que é possível aprender em um curso de

marcenaria, os custos e os diferentes públicos que

esses tipos de programas podem atender. Afinal

de contas, você não precisa gostar somente de

chalés de madeira para se beneficiar da marcenaria!

O QUE ABORDA?

Um curso de marcenaria pode ensinar uma variedade

de técnicas e conhecimentos teóricos relacionados

ao trabalho do marceneiro. Justamente

por isso, a maioria dos cursos disponíveis costuma

dividir-se em níveis que vão desde o mais básico

até os mais avançados e completos.

Esse tipo de aprendizado também pode variar

conforme a modalidade do curso de marcenaria

oferecido. Por exemplo, um curso de marcenaria

online pode ensinar uma vastidão de habilidades e

42 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


técnicas com mais facilidade e menos tempo gasto

já que todos os materiais e instruções ficam disponíveis

de forma online, 24h (horas) por dia.

DISCIPLINAS

Para exemplificar de maneira simples, podemos

dividir algumas habilidades da marcenaria em

pelo menos três níveis. No entanto, diversos cursos

podem ter uma abordagem diferente ou até

mesmo mais especializada, trazendo habilidades

avançadas em cursos menores e focados em determinados

objetivos.

UM CURSO DE

MARCENARIA PODE

ENSINAR UMA VARIEDADE DE

TÉCNICAS E CONHECIMENTOS

TEÓRICOS RELACIONADOS AO

TRABALHO DO MARCENEIRO

MARCENARIA BÁSICA

• Conhecendo as madeiras;

• Entendendo os processos de

fabricação;

• EPIs (Equipamentos de Proteção

Individual);

• Utilizando ferramentas manuais;

• Entendendo os sistemas de

medida;

• Operação de máquinas manuais e

estacionárias;

• Sistemas de encaixe comuns;

• Plano de corte e cortes simples;

• Processos de colagem e aplicação

de laminados;

• Trabalhos geralmente

desenvolvidos em MDF.

MAIO 2021 43


MARCENARIA

MARCENARIA INTERMEDIÁRIA

• Operação de máquinas

estacionárias complexas;

• Planos de corte avançados;

• Leitura de projetos;

• Processos de colagem e

interlaces;

• Aplicação de corrediças ocultas;

• Aplicação e calibragem de

corrediças telescópicas;

• Utilização de dobradiças e

calibragem de carga;

• Dispositivos de montagem;

• Trabalhos geralmente com

madeiras mais resistentes e

difíceis de trabalhar.

MARCENARIA AVANÇADA

• Trabalho e tratamento de

madeiras nobres;

• Operação de maquinário

automatizado;

• Carregamento de planos

diretamente no maquinário;

• Criação de projetos em 3D:

• Instalações;

• Planta baixa;

• Projetos de paredes curvas;

• Projetos com ângulos complexos;

• Criação de planos de corte para

outros marceneiros;

• Criação de planos de cortes

especializado para maquinários.

44 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


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MADEIRA TRATADA

HOSPITALIDADE

DA MADEIRA

Fotos: divulgação

HOTEL CONSTRUÍDO A PARTIR DE MADEIRA TRATADA

SE TRANSFORMA EM PARADA OBRIGATÓRIA EM BELA

PAISAGEM NO INTERIOR DA BAHIA

46 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


Local onde as primeiras caravelas portuguesas

chegaram ao Brasil há mais de

500 anos, a Bahia é um estado de belas

paisagens e praias paradisíacas. Esse foi

o cenário escolhido pelo arquiteto David

Guerra para a construção do Kûara Hotel, que

valoriza o design brasileiro e os produtos de nossa

terra, diversa por natureza.

A arquitetura do empreendimento, pensada

primordialmente para estabelecer sólida simbiose

com a riqueza da reserva, em uma construção vernacular

e moderna, também atende ao requinte

e à sofisticação essencial a qualquer refúgio para

o lazer e o descanso. Privacidade, intimidade e

silêncio eram palavras-chave ao programa. As manifestações

naturais, o som das ondas e pássaros,

o aroma da vegetação, do mar e, claro, as inesquecíveis

vistas do preservado litoral da Bahia, foram

tratadas como intocáveis, e tornam a estadia no

hotel Kûara não só um período de oportunidade

ao relaxamento, senão experiência ativa de contato

com a natureza.

O briefing, portanto, pedia um projeto contemporâneo,

moderno e marcante, que sublinhasse o

privilégio de ser construído em uma área de mata

atlântica preservada. Este diálogo se alia aos detalhes

de arquitetura e de interiores, que resgatam

a bossa brasileira, visando estimular a convivência

entre os hóspedes.

Na escolha dos materiais, mostrou-se necessário

o uso da diversidade em busca da interação,

com grande foco e centralidade na beleza

da madeira maciça em seu estado natural, feito

impecavelmente por marceneiros discípulos do

mestre Zanine Caldas. O trabalho é abundante nas

superfícies de piso, forro e paredes, assim como

em elementos arquitetônicos como venezianas,

brises e painéis modulados, com espécies como

cumaru, tatajuba, ipê e peroba. A complexidade

do trabalho demandou não só o árduo trabalho de

experientes marceneiros, senão a criação de uma

marcenaria completa no local para otimizar o trabalho.

Bambu, fibras naturais, palha, vime, couro, pedras

brasileiras e outros elementos artesanais fazem

contraponto com revestimentos Florim importados

da Itália, usados nos pisos e banheiros, que apesar

de expressarem a produção industrializada de alto

padrão, ainda trazem a sensação de se estar diante

da pedra bruta natural, sem o inconveniente da infiltração

de água.

DESCOBERTA

A peculiaridade do projeto se inicia na entrada

na recepção, na qual a primeira mirada traz o pai-

MAIO 2021 47


MADEIRA TRATADA

nel de entrada, desenhado pelo arquiteto (assim

como todos os detalhes), composto por uma malha

de cumaru maciço e um belo detalhe em fórmica

branca. O desenho está sempre pensando na obra

como um todo, em especial no fundo em fórmica

vinho. Luz e sombras, cheios e vazados, claros e

escuros. O contraste é o instrumento para a contraposição

estética deste trabalho, trazendo à vista

o elemento lúdico que varia ao longo do dia, à

medida que o sol faz seu percurso de leste a oeste.

A riqueza do ambiente é não somente visual, mas

também funcional, agregando a este belo intervalo

uma sala de TV e uma sala de descanso.

O restaurante à beira mar torna-se um dos pontos

mais belos e imponentes do projeto. Com mais

de 400 m² (metros quadrados) e capacidade para

mais de 100 pessoas, além de adega independente,

ricamente detalhada à vista. A parrilla é outro

interessante elemento, permitindo uma ampliação

do cardápio para o preparo de carnes nobres em

diferentes técnicas. Porém, indiscutivelmente, o

ponto alto do restaurante é o conjunto de 130 luminárias,

produzidas artesanalmente por uma equipe

48 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


de habilidosos artesãos da região, que trabalharam

juntos. O resultado é um conjunto orgânico, porém

essencialmente harmônico, formando um simbolismo

da floresta que ilumina de cima para baixo,

criando efeitos de luz e poesia por meio dos balanços

provocados pelos ventos litorâneos da Bahia,

que passam, modestos, invisíveis, pela veneziana

superior, mas geram belíssima, misteriosa e estimulante

complexidade aos usuários.

O hotel se destina aos que buscam o descanso

e o relaxamento integrado à natureza. Uma referência

do novo design, da cultura e da gastronomia do

Brasil. Um projeto que cria um conceito moderno

de uma arquitetura em madeira voltada para o mar,

totalmente brasileiro. A privacidade é garantida,

assim como o luxo e o máximo de conforto. É intimista,

mas não intrusivo, característica espelhada

em toda a equipe, treinada para perceber as suas

necessidades e preferências, sem que os hóspedes

percebam que o estão a fazer. Um santuário

privado. Talvez não haja termo mais expressivo e

conciso para designar o significado do Kûara Hotel.

Um lugar de pleno usufruto de toda a tranquilidade

disponível na Costa do Descobrimento, necessária

para encontrar seu equilíbrio e sair da rotina e de

estresse do dia a dia.

NA ESCOLHA

DOS MATERIAIS,

MOSTROU-SE NECESSÁRIO

O USO DA DIVERSIDADE

EM BUSCA DA

INTERAÇÃO, COM

GRANDE FOCO E

CENTRALIDADE NA

BELEZA DA MADEIRA

MACIÇA

MAIO 2021 49


MERCADO

MADEIRA

SERRADA DO SUL

Fotos: divulgação

50 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


ESTADOS DO PARANÁ E

SANTA CATARINA SÃO

PRINCIPAIS EXPORTADORES

DE MADEIRA SERRADA

NO BRASIL; EUA SÃO O

PRINCIPAL MERCADO

MAIO 2021 51


MERCADO

D

e acordo com recente levantamento

do MAPA (Ministério da Agricultura,

Pecuária e Abastecimento), o Estado

do Paraná é o segundo maior exportador

de madeira serrada do Brasil, atrás

apenas de Santa Catarina. Os resultados só comprovam

a força da região sul no segmento madeireiro,

que tem gerado milhares de empregos e oportunidades

de negócios para empresas com comprovada

excelência no setor, com forte representação também

do estado do Rio Grande do Sul.

Segundo o estudo do MAPA, o principal mercado

comprador da madeira serrada paranaense são

os EUA (Estados Unidos da América), consumidores

de 70% de toda a produção do Estado. Esse resultado

movimentou, entre janeiro e novembro de 2020,

cerca de US$ 570 milhões para a indústria madeireira

da região.

E a promessa é de que esses números continuem

a crescer nos próximos anos, mesmo com

reflexos da pandemia do novo coronavírus, já que o

setor continuou crescendo, ao contrário de diversos

segmentos industriais no Brasil e no mundo. Na

última década, por exemplo, o setor cresceu 15%,

enquanto a participação do setor industrial no PIB

(Produto Interno Bruto) brasileiro teve uma considerável

queda. De acordo com dados dos órgãos

responsáveis, hoje o país conta com mais de seis mil

empresas ligadas ao setor florestal, entre serrarias e

fábricas de móveis.

“Se pensarmos no número de empregos indiretos,

podemos dizer que aproximadamente 400 mil

pessoas são beneficiadas pelo setor. Pela característica

do segmento no estado e pela localização geográfica,

de terrenos mais íngremes e de acesso mais

difícil, o uso de mão de obra ainda é muito grande,

pois há a dificuldade de mecanização em algumas

áreas. Nessas regiões onde as empresas florestais

estão alocadas, que são regiões mais carentes, não

temos desemprego, temos oferta de emprego,

temos atividade. Ou seja: o setor florestal traz um

benefício enorme para o Paraná, diminuindo o desemprego

e, consequentemente, o êxodo rural”,

detalha o engenheiro florestal e presidente da APRE

(Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal),

Álvaro Scheffer Junior.

52 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


PARA QUE UMA

FLORESTA DE

PINUS POSSA CHEGAR AO

PATAMAR NECESSÁRIO

PARA O CONTROLE DE

QUALIDADE, O TRABALHO

PRECISA COMEÇAR

DÉCADAS ANTES DA

COLHEITA

INDÚSTRIA

Para que o estado do Paraná possa ser referência

na exportação de madeira serrada, o trabalho

tem de começar décadas antes da colheita das

árvores, em média, para que uma floresta de pinus

possa chegar ao patamar necessário para o controle

de qualidade.

Como terceira geração de uma tradicional

empresa florestal, Scheffer ressalta o comprometimento

com todos os processos para o sucesso do

mercado. “A gente produz as mudas, faz o plantio

das áreas, toda a parte de manutenção, de podas,

de colheita, beneficiamento e a exportação”, relata,

em entrevista ao site de notícias G1.

O presidente do APRE também ressalta que,

mesmo com o bom momento do setor, ainda há

espaço para o crescimento de novas possibilidades.

“A expansão para áreas de plantio a gente vê

como uma dificuldade dentro do Estado, hoje, pela

concorrência com a agricultura, porém a gente vem

melhorando muito na parte industrial. Acho que

uma coisa vem compensando com a outra. Estamos

usando melhor o produto, tendo um aproveitamento

melhor da madeira”, ressalta.

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CASE

POTÊNCIA

NACIONAL

Fotos: divulgação

54 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


ESTRUTURADO NA DÉCADA DE 1970, SETOR

MOVELEIRO EM ARAPONGAS, NO PARANÁ, É

REFERÊNCIA EM TODO O PAÍS

MAIO 2021 55


CASE

O

município de Arapongas, no norte do

Paraná, localizado na região metropolitana

de Londrina, tem cerca de 124 mil

habitantes e encontra na indústria moveleira

sua principal força. O segmento

é o que mais emprega no município, fazendo da

cidade a maior produtora de móveis do país.

De acordo com Irineu Munhoz, presidente do

SIMA (Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas),

são cerca de 270 empresas do segmento

no município, que, juntas, empregam cerca de 10 mil

pessoas de forma direta.

“Os Estados do sul mais São Paulo produzem

cerca de 80% de todos os móveis no Brasil. Mas Arapongas,

individualmente, é o município que mais fabrica

móveis no país. Isso faz com que a cidade seja

a capital moveleira do Brasil”, afirma.

O segmento começou a se estruturar por volta

da década de 1970, quando a região deixou de ser

produtora de café. As primeiras empresas começaram

a surgir e logo a vocação se espalhou pelo município

e cidades do entorno.

Segundo Munhoz, além da facilidade de concentrar

maior número de fornecedores, a proximidade

das empresas moveleiras na região também permitiu

a criação de um centro de tratamento de resíduos, o

Cetec.

“Chegamos a produzir 300t (toneladas) de resíduos

de madeira por dia. Esse resíduo é todo tratado

e se transforma em energia. Trata-se do primeiro

centro que nasceu de uma iniciativa de um sindicato

e resolveu um grande problema ambiental”, pontua

Munhoz. Ainda segundo ele, a região norte do

Paraná tornou-se uma referência para o mercado.

“A fabricação de móveis é uma vocação do Paraná

e é muito importante que o paranaense saiba disso.

Produzimos no Estado móveis sustentáveis, com uma

qualidade fantástica e design apurado”, complementa.

DIFERENCIAL

Com fábrica em Sabáudia, cidade vizinha a

Arapongas, a Movelim é uma empresa que produz

móveis de alto padrão para lojas de decoração. Com

19 anos no mercado e totalmente familiar, eles empregam

cerca de 50 pessoas, além de terceirizarem

parte de sua produção, gerando mais empregos

indiretos.

56 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


Sonia Cristina Graçano Barros de Carvalho, diretora

e designer da empresa, conta que a família

foi aprendendo aos poucos as nuances do negócio.

“Não tínhamos experiência com a produção de móveis.

Fomos evoluindo, entendendo melhor o mercado”,

conta.

A empresa fabrica diversos tipos de móveis, mas

as mesas e as cadeiras são o carro-chefe. O diferencial

da Movelim é a produção de móveis em madeira

maciça, com destaque para o design. As peças fabricadas

misturam couro, cordas naturais e tecidos

em algodão, dando aos produtos singularidade e

sofisticação.

Sonia conta que, com a pandemia do novo coronavírus,

viu-se obrigada a parar a produção por um

mês em 2020.

“Mas a partir de junho do ano passado o mercado

começou a se recuperar e até inverteu completamente:

enquanto as indústrias pararam de produzir, as

pessoas começaram a comprar demais. Então estamos

sentindo o impacto disso, com falta de matéria-

-prima, por exemplo”, explica.

No entanto, o fato de usar boa parte de produtos

nacionais em seu processo fabril tem facilitado o trabalho

da empresa em tempos de pandemia. “Muitos

fornecedores optaram por exportar, já que o mercado

interno parou repentinamente. Mas agora as coisas

estão começando a voltar ao normal”, afirma.

Além de abastecer as principais lojas de decoração

do sul do país, a Movelim exporta para diferentes

países da América Latina e América do Norte.

GIGANTE

Outra empresa do segmento é a Caemmun.

Fundada há 27 anos, emprega cerca de 500 pessoas,

tem duas unidades fabris - uma em Arapongas e outra

em Sabáudia - e exporta cerca de 25% de toda a

sua produção para mais de 50 países. Especializada

em móveis seriados, a empresa figura entre as maiores

do país no segmento e fornece seus produtos

para todas as grandes redes brasileiras e também

para algumas redes internacionais. Além da marca

Caemmun, a fábrica produz a marca Líder Casa, com

móveis de padrão superior.

De acordo com Munhoz, que faz parte do conselho

de administração da empresa, além das fábricas,

o grupo Caemmun tem um segmento agroflorestal,

que fornece matéria-prima para a indústria.

“Temos uma fazenda de produção de madeira,

situada na cidade de Cândido de Abreu. Atuamos

de várias formas para sustentar o negócio principal”,

orgulha-se Munhoz.

MAIO 2021 57


ARTIGO

ANÁLISE DE

PARÂMETRO

NORMATIZADO

PARA PROJETO DE

ESTRUTURAS DE

MADEIRA CONSIDERANDO A

CONFIABILIDADE ESTRUTURAL

Fotos: divulgação

RAFAEL BARRETO CASTELO DA CRUZ

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

LUCIANO FERREIRA DOS SANTOS

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

MARIA CECILIA AMORIM TEIXEIRA DA SILVA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

NILSON TADEU MASCIA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

58 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


RESUMO

Aconfiabilidade está relacionada ao

grau de confiança de um sistema, o

qual deve ser estabelecido em projeto,

prevendo-se e especificando-se suas

condições de operação. O Anexo E da

norma NBR 7190:1997, destinada a projetos

de estruturas de madeira, apresenta resultados

de uma ampla amostragem de diferentes espécies de

dicotiledôneas e coníferas, com grande variação no

número de exemplares, fixando um CV (Coeficiente

de Variação) para solicitações normais e tangenciais

igual a 18% e 28%, respectivamente.

Este trabalho avaliou, com enfoque probabilístico,

a distribuição de frequência de resistência à compressão

paralela às fibras das amostras apresentadas no

modelo normativo, buscando especificar o índice de

confiabilidade estabelecido. Os resultados apontam

que os dados propostos podem não ser normalmente

distribuídos, acarretando distorções na obtenção

da resistência característica. A adoção de um único

coeficiente de variação para coníferas e dicotiledôneas

não foi ratificada na análise dos dados e, ao se

considerar a homogeneização de classes, também

são gerados diferentes coeficientes de variação. Sobre

a proposta de revisão da NBR 7190, conclui-se

que a inclusão de mais uma classe de resistência

(D50) melhora a distribuição das amostras, mas a

supressão do Anexo E dificulta a categorização das

classes por espécies.

INTRODUÇÃO

O dimensionamento de uma estrutura é realizado

sob condições de incertezas, por um lado, devido

ao comportamento das ações e, por outro, devido

ao comportamento da resistência de cada um dos

materiais que a compõem. Beeby (1994) e Ditlevsen

e Madsen (1996) sugerem que a calibração de uma

norma é uma atividade exercida por uma autoridade

que, com referencial teórico adequado, pode atribuir

valores às variáveis, tais como:

a. valores nominais, médios ou característicos

das variáveis (sejam ações ou resistências);

b. coeficientes parciais de segurança; e

c. fatores de redução ou modificação.

Ang e Tang (1975) indicam que critérios de segurança

no cálculo estrutural foram definidos com base

em julgamentos subjetivos. Segundo esses autores,

com o aporte de ferramentas probabilísticas e métodos

de simulação, passou a ser possível uma melhor

definição dos critérios de segurança. Já Nova (2017)

sugere que os coeficientes parciais de segurança podem

ser calibrados de tal forma que se possa otimizar

o projeto da estrutura e ainda manter uma margem

de segurança adequada.

A confiabilidade está relacionada ao grau de confiança

de um sistema, o qual deverá ser estabelecido

em projeto, prevendo-se e especificando-se as condições

de operação do sistema. Dessa forma, a confiabilidade

pode ser considerada uma probabilidade

que reflete a segurança dos componentes estruturais

e do sistema estrutural. Nesse contexto, avaliar estatisticamente

as solicitações e as resistências pode

contribuir para a definição de critérios normativos

mais bem calibrados, como aponta Badimuena

(2017), pois um caminho para justificar os critérios

de segurança das normas é sua previsão associada

a alguns conceitos de análise matemática, seja ela

determinística ou probabilística. Esta análise permeia

de alguma maneira a confiabilidade estrutural. Vários

estudos têm procurado identificar quais são os

fatores que afetam as propriedades físico-mecânicas

da madeira e os que podem ser inerentes à própria

madeira, como também ao ambiente onde a árvore

se desenvolve.

De modo geral, admite-se que as resistências

dos materiais tenham distribuições normais. O valor

representativo básico adotado é a resistência característica

inferior. O valor característico é uma estimação

pontual, que depende da variabilidade dos dados

amostrais. Portanto, é necessário que sejam apresentados

os limites dentro dos quais a estimativa pode

variar, que usualmente correspondente ao quantil de

5% da distribuição de resistências (Fusco, 1976).

Correlacionando-se os parâmetros de confiabilidade

com as propriedades mecânicas da madeira

normatizadas, observa-se que os coeficientes parciais

da norma vigente de projeto de estruturas de madeira,

NBR 7190:1997 - Projeto de Estruturas de Madeira

(ABNT, 1997), não foram calibrados com base na teoria

da confiabilidade estrutural. Analisando os valores

para a revisão da norma, pode-se dizer que os coeficientes

parciais preservaram as características dos

antigos coeficientes centrais, o que permite iniciar os

estudos de calibração dessa norma com base na confiabilidade

estrutural.

Alguns aspectos destacados neste artigo estão

relacionados à verificação da distribuição de resultados

de resistências da madeira listados na NBR

7190 (ABNT, 1997), com a influência do coeficiente de

variação na determinação das resistências características

das espécies de madeiras coníferas e dicotiledôneas,

e com as diferentes classes de resistências

de madeiras, e, ainda, como esses fatores podem

influenciar no índice de confiabilidade. A NBR 7190,

com sua versão de 1997, é uma norma que, com mais

MAIO 2021 59


ARTIGO

de duas décadas de utilização, vem passando por um

extenso processo de discussão para sua revisão. Este

trabalho, complementarmente, faz uma análise crítica

do projeto de revisão, em andamento, no Brasil, da

NBR 7190, coordenado pela Comissão de Estudo de

Estruturas de Madeiras (CE 002:126.010) do Comitê

Brasileiro da Construção Civil (ABNT/CB-002).

Nesse contexto, o objetivo deste trabalho é

avaliar com enfoque probabilístico a distribuição de

frequência de resistência à compressão paralela às

fibras oriundas de amostras do Anexo E da NBR 7190

(ABNT, 1997), especificando o índice de confiabilidade

que a norma garante aos projetos de estruturas de

madeira.

De forma complementar, esta pesquisa analisa

os impactos do projeto de revisão da norma, com a

inclusão de classes de resistência para dicotiledôneas

- também denominadas de folhosas, a partir de

corpos de prova isentos de defeitos - classes de resistência

de espécies de florestas nativas definidas em

ensaios de corpos de prova isentos de defeitos - e de

classes de resistência para coníferas e dicotiledôneas

definidas em ensaios de peças estruturais, verificando

o impacto da possível supressão das propriedades

apresentadas por espécie na norma de 1997.

REFERENCIAL TEÓRICO

No Brasil, ao se especificar a madeira para o projeto

estrutural, é habitual a escolha de espécies usuais,

cujas propriedades mecânicas já foram investigadas

e têm resultados de referência na NBR 7190:1997

- Projeto de Estruturas de Madeira (ABNT, 1997), em

seu Anexo E. Outra maneira é permitir a utilização de

A TRANSFORMAÇÃO

DE VALORES DE

RESISTÊNCIA MÉDIA EM

VALORES DE RESISTÊNCIAS

CARACTERÍSTICAS PRECISA SER

RECALIBRADA A PARTIR DE UM

COEFICIENTE DE VARIAÇÃO

ESPECÍFICO PARA CADA

CATEGORIA

classes de resistência, de tal modo que os valores das

propriedades mecânicas sejam agrupados por lotes,

independentemente de qual seja a espécie.

A utilização de classes de resistência elimina a necessidade

da identificação botânica da madeira, pois

num projeto estrutural desenvolvido de acordo com

essa norma bastará a verificação da alocação das propriedades

de resistência de um lote de peças de madeira

à classe de resistência especificada no projeto.

Vilela, Mascia e Santos (2020) apontam que a variabilidade

da madeira é consideravelmente grande e não

deve ser negligenciada no projeto, e que, portanto, a

análise probabilística é uma técnica alternativa capaz

de estimar cargas para diferentes probabilidades de

falha de acordo com cada critério de projeto.

Sales e Lahr (1996) apontam que a dificuldade no

agrupamento está na variabilidade das propriedades

mecânicas das madeiras, pois, diferentemente de

materiais de construção, como o aço e o concreto,

que possuem coeficiente de variação (CV ou δ) com

valores inferiores a 0,04 (4%) e entre 0,10 (10%) e 0,15

(15%) respectivamente, as madeiras, segundo Freitas

(1978) e Rocco Lahr (1990), possuem valores de coeficiente

da variação da ordem de 0,18 (18%), com teor

de umidade (U %

) de 12%, considerando-se a umidade

relativa do ambiente (U amb

) menor que 65%.

Entretanto, em trabalhos experimentais realizados

pelos autores, para as dicotiledôneas, o coeficiente

de variação apontou resultados entre 0,17 e 0,21.

Green e Kretschmann (1990) relatam que a distribuição

dos limites das classes, quando associada a

uma função matemática, permite a utilização simplificada

de parâmetros homogêneos. Para as madeiras

dicotiledôneas, a norma brasileira adota classes

homogêneas de resistência característica à compressão

paralela às fibras (f c0,k

), em quatro grupos para

as dicotiledôneas (D20, D30, D40 e D60), e em três

grupos para as coníferas (C20, C25 e C30). Consideram-se

43 espécies de dicotiledôneas e sete espécies

de coníferas.

Sales (2004) observa que projetistas podem encontrar

dificuldades no conhecimento das espécies

disponíveis no local de aplicação do projeto, optando

pela especificação de espécies de uso tradicional, as

quais podem ter custo elevado de aquisição devido à

distância da região de extração.

O Anexo E da NBR 7190 (ABNT, 1997) apresenta

uma relação de resultados de ensaios realizados no

LAMEM (Laboratório de Madeiras e de Estruturas

de Madeiras) da EESC (Escola de Engenharia de São

Carlos), da USP (Universidade de São Paulo). São

1.129 amostras das 43 espécies de dicotiledôneas,

com variação entre oito e 103 exemplares de cada

espécie, e 281 amostras das sete espécies de coníferas,

com variação entre 15 e 99 exemplares de cada

60 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


espécie, fixando um CV igual a 18% para solicitações

normais e igual a 28% para solicitações tangenciais.

São apresentados os valores médios de madeiras

nativas e de florestamento, e o modelo de segurança

adotado nesta norma é o método semi-probabilístico,

especificamente o método dos estados limites,

consistindo em impor que os estados limites últimos

somente possam ser atingidos quando, na seção da

peça em que atuam as solicitações de cálculo, as

resistências também tenham seus valores iguais às

resistências de cálculo. As solicitações de cálculo são

usualmente valores majorados, enquanto as resistências

de cálculo são valores minorados.

Desse modo, o modelo de valores característicos

considera a variabilidade dos valores e as variáveis

que descrevem um sistema estrutural por meio de

variáveis aleatórias (Fusco, 1976, 1993; LIN; COROTIS,

1984). Assim sendo, para a determinação do valor

característico de elementos estruturais de madeira

deve ser utilizada a teoria de probabilidade em forma

adequada, pois isso obviamente leva a uma estimativa

mais precisa desse valor.

MÉTODO

O método de investigação empregado neste trabalho

foi composto de três etapas:

a. levantamento e análise estatística de experimentos

no modelo normativo da NBR 7190 (ABNT,

1997);

b. quantificação e interpretação das distribuições

dos dados e verificação da adequabilidade dos

dados às distribuições estatísticas propostas na norma;

e

c. análise de confiabilidade.

O levantamento e a análise estatística de experimentos

no modelo normativo da NBR 7190 (ABNT,

1997) foram realizados de forma exploratória, a partir

de trabalhos experimentais realizados no LAMEM,

NO BRASIL, AO SE

ESPECIFICAR A MADEIRA

PARA O PROJETO ESTRUTURAL, É

HABITUAL A ESCOLHA DE ESPÉCIES

USUAIS, CUJAS PROPRIEDADES

MECÂNICAS JÁ FORAM INVESTIGADAS

E TÊM RESULTADOS DE REFERÊNCIA

NA NBR 7190:1997

MAIO 2021 61


ARTIGO

analisando-se a resistência à compressão paralela às

fibras, f c0

, das dicotiledôneas e das coníferas.

Como base de estudo para confiabilidade, utilizou-se

o dimensionamento à compressão simples de

elementos estruturais. Cada exemplar, de cada espécie

apresentada pelo Anexo E da NBR 7190 (ABNT,

1997), gerou uma amostra de tensão resistente característica

à compressão (R k

), e a partir da aplicação

dos coeficientes de minoração propostos na norma,

para cada exemplar de cada espécie, foram obtidas

as tensões solicitantes características à compressão

(S k

). O dimensionamento foi feito conforme preconiza

a NBR 7190 (ABNT, 1997), de acordo com os procedimentos

padrão para a obtenção das resistências de

cálculo das peças estruturais submetidas à compressão

simples.

Nas etapas de quantificação, interpretação das

distribuições dos dados e verificação da adequabilidade

dos dados às distribuições estatísticas propostas

na norma, foi avaliado se a distribuição segue com

homogeneidade uma distribuição normal, log-normal

ou Weibull, a partir do teste de Kolmogorov-Smirnov,

que quantifica a distância entre a função distribuição

empírica da amostra e a função distribuição acumulada

e distribuição de referência. Ambos os testes

foram considerados a 5% de significância.

A análise de confiabilidade foi realizada com a

utilização de toda a informação estatística sobre os

dados obtidos no levantamento das espécies e dos

valores encontrados para solicitações em uma estru-

OS MÉTODOS DE

TRANSFORMAÇÃO

SÃO TÉCNICAS UTILIZADAS

NO CÁLCULO DE

PROBABILIDADES DE FALHA

DAS ESTRUTURAS, TENDO

BASE NA TRANSFORMAÇÃO

DAS VARIÁVEIS ALEATÓRIAS

EM VARIÁVEIS DO TIPO

NORMAL PADRÃO

tura. Esses elementos foram colocados em equações

de estados limites e foram realizadas as análises com

o método Form, tanto para as dicotiledôneas quanto

para as coníferas, de acordo com as classes de resistência

existentes na norma, para se verificar o índice

de confiabilidade (β), ajustando-se os dados a uma

distribuição de probabilidade normal.

Os métodos de transformação são técnicas utilizadas

no cálculo de probabilidades de falha das

estruturas, tendo base na transformação das variáveis

aleatórias em variáveis do tipo normal padrão equivalente.

Entre esses métodos destaca-se o Form, que,

conforme Santiago (2019), segue o conceito proposto

por Cornell (1969), no qual o índice de confiabilidade

é a razão entre a média e o desvio padrão da função

estado limite. Também de acordo com Hasofer e Lind

(1974) e Rackwitz e Fiessler (1978), que estabelecem

que o índice de confiabilidade representa a menor

distância entre a média da função de desempenho

à superfície de falha, esses pressupostos podem ser

avaliados a partir de uma distribuição normal.

Se as variáveis de resistência R e de solicitação S

forem independentes, a probabilidade de falha pode

ser calculada pelo somatório do produto entre as

funções densidade de probabilidade de R e S. Entretanto,

a função resultante é deveras complexa para

sua integração, e, portanto, são adotados métodos

aproximados ou simulados para se determinarem os

resultados. Na análise segundo a teoria da confiabilidade

de propriedades estruturais, muitos autores,

tais como Cornell (1969), Ditlevesen e Madsen (1996),

MacGregor (1976) e Tramontini (2016), admitem, por

62 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


simplificação, que as variáveis têm distribuição normal.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

O levantamento e a análise estatística de experimentos

no modelo normativo da NBR 7190 (ABNT,

1997) foram realizados de forma exploratória a partir

de trabalhos experimentais, analisando-se a resistência

à compressão paralela às fibras, f c0, das dicotiledôneas

e das coníferas.

RESULTADOS PARA AS DICOTILEDÔNEAS

A PARTIR DA NBR 7190:1997

Nas dicotiledôneas, o Anexo E apresenta 43 espécies

diferentes, das quais são totalizadas 1.129 amostras,

ensaiadas pela norma. Foram consideradas, inicialmente,

para cada espécie, exatamente o número

de amostras ensaiadas n, todas com a tensão resistente

à compressão paralela às fibras f c0. Conforme

o histograma, observou-se que os dados, provavelmente,

não têm uma distribuição que evidentemente

possa ser considerada como uma distribuição normal.

Os resultados indicaram média (μ) de 58,26 MPa,

desvio padrão de 14,45 MPa, e CV (coeficiente de

variação) de 24,80%, diferente dos 18% propostos

pela norma. Ao realizar os testes de significância

Kolmogorov-Smirnov, notou-se que os dados têm

99,99% de chance de não atingirem uma significância

menor que 0,05 (α < 5%) para as distribuições normal

e Weibull, e 89,99% de chance de não atingirem uma

significância menor que 0,05 (α < 5%) para a distribuição

log-normal.

Esta análise implica uma consequência, pois ao

considerar que os dados são normais, a NBR 7190

(Abnt, 1997) faz com que a resistência característica

inferior, correspondente ao quantil de 5% da distribuição

de resistências, seja obtida pela Equação 19:

fk=fm(1−1,645×δ)

Partindo-se do pressuposto que o coeficiente de

variação (δ) é 18%, a resistência característica pode

ser obtida pela Equação 20:

fk=fm(1−1,645×δ)∴fk=fm×0,70

Por exemplo, ao se assumir que a média (= f m

)

é igual a 58,26 MPa, uma resistência à compressão

característica (f c0,k

) resulta no valor de 40,78 MPa.

Entretanto, os dados podem não seguir a distribuição

normal, e possuir coeficiente de variação diferente

de 18%, como foi verificado na análise. Contudo, se o

pressuposto de distribuição normal for mantido para

os dados e, se apenas o coeficiente de variação for

corrigido para 24,28%, a resistência característica f k

passa a ser obtida pela Equação 21:

fk=fm(1−1,645×δ)∴fk=fm×0,59

Para essa nova consideração, ao se assumir que a

média (= f m

) é 58,26 MPa, ter-se-ia uma resistência à

compressão característica (f c0,k

) de 34,42 MPa. Assim,

evidencia-se que, para o caso genérico das dicotiledôneas,

a norma pode apresentar valores de resistências

características maiores, quando comparados com

dados amostrais.

CONCLUSÃO

A abordagem proposta neste trabalho indica que

os dados propostos no Anexo E da NBR 7190 (ABNT,

1997) podem não ser normalmente distribuídos,

acarretando distorções na obtenção das resistências

características à compressão paralela às fibras na

madeira. Ainda, a uniformização de um único coeficiente

de variação entre coníferas e dicotiledôneas

não foi ratificada na análise dos dados, assim como a

homogeneização de classes também gera diferentes

coeficientes de variação.

A transformação de valores de resistência média

em valores de resistências características precisa ser

recalibrada a partir de um coeficiente de variação

específico para cada categoria, dicotiledônea ou conífera.

Assumir um único CV para ambos não reflete a

distribuição de amostras considerada pela norma.

Conclui-se que, com o enfoque probabilístico

aplicado na distribuição de frequência de resistência

à compressão paralela às fibras oriunda de amostras

da NBR 7190 (ABNT, 1997), foi possível calcular o

índice de confiabilidade que a norma garante aos

projetos de estruturas de madeira, apontando que a

característica dos dados altera o índice de confiabilidade

para coníferas e dicotiledôneas.

Com vistas ao impactos do projeto de revisão

da norma, verificando o comportamento da inclusão

de mais uma classe de resistência e a supressão das

propriedades apresentadas por espécie, observa-se

ainda que, a despeito da proposta de revisão da

norma, a supressão do Anexo E faz com que a nova

norma não traga em seu escopo informações sobre

as propriedades físicas e mecânicas das espécies de

madeiras de uma forma mais ampliada e abrangente,

tendo como consequência uma lacuna técnica aos

interessados na utilização da madeira em estruturas e

construções em geral.

Considera-se de fundamental importância, para

trabalhos futuros, uma análise com dados primários

obtidos de forma sistêmica em abordagens experimentais

para ratificar a proposta contida neste

trabalho, verificando-se os resultados para diferentes

solicitações, ou seja, tração, cisalhamento e flexão.

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MAIO 2021 63


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64 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


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O SALTO DA

INDÚSTRIA 4.0 EM 2020

S

e houve um lado positivo na pandemia, foi a

grande aceleração na transformação digital das

empresas. Embora já falássemos sobre Indústria

4.0 há muitos anos, só agora ela encontrou mais

espaço entre as empresas brasileiras. O termo,

que foi usado pela primeira vez pelo governo alemão

em 2012, engloba uma série de tecnologias que utilizam

conceitos de sistemas cyber-físicos, Internet das Coisas

e Computação em Nuvem. Seu principal atributo é o

desenvolvimento de fábricas inteligentes, que criam uma

cooperação mútua entre seres humanos e robôs.

E, em um contexto de tantas restrições nas interações

humanas, os robôs não poderiam ser mais bem-vindos.

Tanto é que uma pesquisa feita pela CNI (Confederação

Nacional da Indústria) revelou que 54% das indústrias

que adotaram de uma a três tecnologias digitais em

2020 registraram um lucro igual ou maior que no período

pré-pandemia. Esse resultado é sete pontos percentuais

maior do que o registrado pela indústria analógica.

Dentre as tecnologias mais adotadas no Brasil, estão

o Big Data, impressoras 3D e simulações computacionais.

Essas e outras ferramentas são capazes de interligar o

ciclo da empresa, promovendo agilidade na comunicação

de modo a aumentar a eficácia do processo, tornar os

funcionários mais produtivos e fornecer informações precisas

para uma melhor tomada de decisão.

As vantagens ficaram ainda mais evidentes diante da

necessidade de afastar trabalhadores do grupo de risco

e manter o distanciamento social dentro das fábricas e

escritórios. As indústrias automatizadas e inteligentes

conseguiram manter o ritmo de produção mais próximo

do normal, galgando um grande diferencial competitivo,

em especial em um momento em que começa a faltar

matéria-prima no mercado.

DENTRE AS TECNOLOGIAS

MAIS ADOTADAS NO

BRASIL, ESTÃO O BIG DATA,

IMPRESSORAS 3D E SIMULAÇÕES

COMPUTACIONAIS

POR

ALEXANDRE

PIERRO

ENGENHEIRO MECÂNICO,

FÍSICO NUCLEAR E

FUNDADOR DA PALAS,

CONSULTORIA PIONEIRA

NA IMPLEMENTAÇÃO DA

ISO 56002, DE GESTÃO

DA INOVAÇÃO

Soma-se a isso tendências como o home office e o

paperless – substituição do uso de documentos físicos

por digitais – que receberam grande notoriedade durante

os últimos meses. As startups que promovem soluções

automatizadas para desburocratizar atividades rotineiras

em diversos segmentos também registraram um expressivo

desempenho em 2020. A perspectiva é que a adoção

dessas facilidades se mantenha e continue crescendo no

pós-pandemia. O fato nos remete a outros acontecimentos

históricos que também proporcionaram grandes avanços

na história da humanidade. Muitas oportunidades e

inovações surgiram logo após épocas de grandes crises

humanitárias, como a peste bubônica, em meados do século

XIV, que culminou na criação da medicina moderna,

ou a pandemia de cólera na Inglaterra, em meados do

século XIX, que impulsionou a Revolução Industrial. Isso

mostra que passados tempos difíceis, muitas oportunidades

tendem a surgir.

Outro mito que cai por terra é o de que a Indústria 4.0

provoca desemprego. A pesquisa da CNI aponta que 30%

das indústrias que adotaram até três tecnologias digitais

tinham ampliado os quadros de funcionários em relação

ao período pré-pandemia. No entanto, cabe destacar que

se trata de uma mão de obra mais qualificada, capaz de

operar os sofisticados softwares e hardwares da robotização.

Um gargalo com o qual as empresas precisarão lidar

por meio de investimentos massivos em educação.

As empresas que desejam melhorar sua competitividade

em esfera internacional precisam investir, acima de

tudo, em gestão para a inovação. Assim como em toda

maratona, o corredor precisa de um bom preparo, como

o planejamento da rota, as métricas e as estratégias certas

para conseguir o melhor desempenho. Adotar tecnologias

da Indústria 4.0 sem um conceito claro de realização

de valor, com foco em resultado, é andar para trás.

Foto: Tiagolasak

66 referenciaindustrial.com.br MAIO 2021


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