Revista Coamo edição maio de 2021

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Revista Coamo edição maio de 2021

DO CAMPO À MESA: REPORTAGEM MOSTRA CADEIA DA SOJA NA INDUSTRIALIZAÇÃO

www.coamo.com.br

MAIO/2021 ANO 47 EDIÇÃO 513

INDÚSTRIA

Coamo terá fábrica

de ração em

Campo Mourão

FEIRA DE NEGÓCIOS

Cooperados aproveitam

oportunidade de bons

negócios

Felipe Pereira Laurentino e

Luan Carlos de Oliveira.

Foto Arquivo Coamo

PARCERIA DE VALOR

Funcionários têm oportunidades para o desenvolvimento social, econômico

e profissional e, também, para a prática do voluntariado na comunidade


EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 47 | Edição 513 | Maio de 2021

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br,

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Ana Paula Bento Pelissari Smith: anapelissari@coamo.com.br

Antonio Marcio dos Santos: amsantos@coamo.com.br

Ruthielle Borsuk da Silva: rborsuk@coamo.com.br

Milena Luiz Corrêa: mlcorrea@coamo.com.br

Raquel Sumie Eishima: raqueleishima@coamo.com.br

Aline Aristides Bazan: abazan@coamo.com.br

Lucas Otávio Pavão: lpavao@coamo.com.br

Contato: (44) 3599-8129 - comunicacao@coamo.com.br

Colaboração: Entrepostos, Gerências Angulares e Assessorias

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima, Ana Paula

Bento Pelissari Smith, Ruthielle Borsuk da Silva e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima e

Lucas Otávio Pavão

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários

Contato: (11) 5092-3305

Contato publicitário: Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

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COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly Calderari,

Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Jonathan Henrique Welz Negri, Sidnei Hauenstein Fuchs e Igor Eduardo de Mello Schreiner (Membros Efetivos). Vander Carlos Furlanetto, Edilson Alberto

Kohler e Jorge Luiz Tonet (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2020: R$ 20,003 bilhões.

Tributos e taxas gerados e recolhidos em 2020: R$ 466,95 milhões. Cooperados: 29.438. Municípios presentes: 71. Unidades: 111.

Maio/2021 REVISTA

3


SUMÁRIO

32

Trabalho em família

Família Paschoal, de Cruzmaltina (PR), é exemplo de trabalho e união. Os irmãos Dorival

e Daniel receberam do pai a missão de continuar com a atividade agrícola, e agora estão

passando os trabalhos para os filhos Silvano (Dorival) e Maria Caroline e Lucas (Daniel)

4 REVISTA

Maio2021


SUMÁRIO

14

Fábrica de ração

Com o objetivo de ampliar a sua gama de produtos industrializados, a Coamo

investirá mais de R$ 100 milhões para a construção de uma fábrica de ração

animal. Objetivo é agregar mais valor ao quadro social, industrializando o

milho, segundo produto mais recebido pela cooperativa (atrás da soja)

Industrialização da soja

18

Na cadeia produtiva da Coamo, a soja é destaque. A oleaginosa está no sistema de produção do campo

à mesa, do Brasil para o mundo. Confira a terceira reportagem da série que já apresentou o café e o trigo

Funcionários participativos

26

No dia a dia, os mais de oito mil funcionários da Coamo dão o seu melhor para atender os quase 30

mil cooperados nos 71 municípios da área ação da cooperativa em regiões produtoras do PR, SC e MS

Credicoamo

42

Com o objetivo de atender às necessidades dos cooperados em várias atividades desenvolvidas

no meio rural, a Credicoamo oferece aos associados oportunidades de crédito para investimentos

Feira de Negócios

46

Com o propósito de oferecer produtos com qualidade, bons preços e condições especiais de

pagamento, a Coamo promove em todas as unidades mais uma feira de negócios

Pecuária

51

Para avaliar a alimentação e digestão dos alimentos pelos animais, os veterinários da Coamo estão

utilizando a Penn State, uma ferramenta que garante mais precisão na formulação da dieta

Maio/2021 REVISTA

5


GOVERNANÇA

Seguro agrícola é indispensável

Um bom planejamento

da safra exige do cooperado a

análise da propriedade como

um todo junto à assistência técnica

da cooperativa. Tudo para que

a produção e a rentabilidade sejam

melhores a cada ano.

Essa análise vai além da

definição de qual tecnologia implantar,

do incremento da lavoura,

ou da escolha dos insumos a

serem utilizados. Para um plano

safra completo, é imprescindível

incluir no custeio o seguro agrícola,

como instrumento de proteção

para em caso de frustração

da safra.

Os cooperados da Coamo

e Credicoamo estão contratando

um volume maior de seguro

agrícola a cada nova safra.

Esse é o caminho, é a orientação

que repassamos em nossas reuniões

com os cooperados.

Diante dessa necessidade,

a Credicoamo está sempre

ao lado dos cooperados e

disponibilizando, por meio da

Via Sollus Corretora de Seguros,

excelentes condições para contratação

do seguro agrícola para

a garantia deste benefício que

objetiva assegurar o rendimento

da lavoura e dos custos de produção.

Percebemos que, ao longo

dos últimos anos, está mais

forte a cultura do seguro agrícola.

Os cooperados estão pensando

e agindo diferente para

garantir a proteção da atividade.

O seguro agrícola deve

ser visto como investimento e

instrumento de proteção. Uma

vez contratado, os produtores

esperam por safras normais para

não utilizá-lo, mas caso seja preciso,

eles sabem, que têm suas

lavouras protegidas.

Sou um defensor e incentivador

do seguro agrícola,

que está mudando a realidade

da agricultura brasileira. Lembro

bem que, em 1995, a nossa

região não tinha seguro agrícola

e devido a uma frustração

de safra na época, os produtores

tiveram prejuízos e prorrogadas

suas dívidas em até 25

anos. Foi um desastre, uma situação

que não queremos viver

nunca mais.

A Coamo e a Credicoamo

têm feito um trabalho forte

junto aos cooperados para orientar

e disseminar a cultura do seguro

agrícola. Como resultado

desta iniciativa, registramos um

aumento da participação deles

na aquisição desta ferramenta de

proteção, que cobre praticamente

o financiamento da lavoura.

Com o seguro garantido,

os cooperados podem ficar mais

tranquilos e ter, assim, o planejamento

completo da sua lavoura,

fazer a sua parte com implantação

de tecnologias modernas e esperando

clima favorável e colheitas

de altas produtividades.

"Para um plano

safra completo,

é imprescindível

incluir no custeio

o seguro agrícola,

como instrumento

de proteção em

função de possíveis

problemas

climáticos."

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

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GESTÃO

Um marco na verticalização industrial

"A Coamo já oferece rações para uso dos

cooperados em suas atividades, e com

a construção de uma indústria própria

proporcionará crescimento no volume

de fornecimento."

Com credibilidade e a participação dos cooperados,

aliados a uma administração profissionalizada e a

execução de um planejamento estratégico aprovado

pela diretoria, a Coamo está sempre atenta às oportunidades

do mercado para fazer investimentos, oferecer novos

produtos e serviços, e agregar mais valor à produção dos

seus cooperados.

Para cumprir este objetivo, lançamos recentemente

o mais novo empreendimento industrial da Coamo, a fábrica

de ração. O início da obra será em breve, anexo ao parque

industrial da cooperativa em Campo Mourão em uma área

de 10.000 m². O investimento irá gerar 70 empregos diretos

e mais de 300 indiretos, durante a fase de implantação. A

previsão de conclusão será em 18 meses.

Trata-se de uma moderna e completa indústria,

com investimento de R$ 100 milhões e uma produção de

200 mil toneladas por ano, em rações de bovinos, suínos,

aves, peixes e, também, para animais domésticos.

A implantação desta fábrica representa um marco

na verticalização da cooperativa por meio do processamento

e industrialização do milho, até então, o único produto

que a Coamo não industrializa em sua história de 50 anos.

O milho é de grande importância para a cooperativa,

haja vista o volume recebido em nossos armazéns, nas diversas

regiões produtoras no Paraná, Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul.

A Coamo já oferece rações para uso dos cooperados

em suas atividades, com aquisição de produção terceirizada.

Mas, com a construção desta indústria própria, haverá

crescimento nos volumes de produção e o atendimento do

produto alcançará um maior número de cooperados e consumidores

em várias regiões do país, com acesso às rações

de qualidade com a marca Coamo.

Trabalhamos para melhorar a renda e propiciar

desenvolvimento sustentável aos cooperados. Esta premissa

reforça a missão da Coamo, como uma cooperativa totalmente

voltada para os cooperados, sendo a sua melhor

opção. Com esta nova fábrica, acreditamos que aumentará

a remuneração no preço do milho, que é o segundo maior

produto no recebimento da cooperativa.

A fábrica de ração vem se somar às 11 indústrias da

cooperativa, das quais dez próprias e uma terceirizada, instaladas

nos parques industriais em Campo Mourão, Mamborê

(terceirizada) e Paranaguá, no Paraná, e Dourados, no Mato

Grosso do Sul.

O processo de industrialização na Coamo começou

em 1975 com a implantação do moinho de trigo. Seis anos

mais tarde, em 1981, entrou em funcionamento a primeira

indústria de processamento de óleo de soja. Na sequência

vieram, em 1985, a fiação de algodão; 1990, a indústria de

processamento de soja e Terminal Portuário em Paranaguá;

1996, refinaria de óleo de soja; 1999, indústria de hidrogenação;

2000, fábrica de margarina e gordura vegetal; 2009,

torrefação e moagem de café e, 2015, novo moinho de trigo.

Em novembro de 2019, inauguramos em Dourados (MS),

duas novas indústrias para produção de processamento de

óleo de soja e refinaria de óleo de soja.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

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ENTREVISTA

LUIZ FERNANDO GARCIA DA SILVA

Diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa)

“Nosso desafio é aumentar a capacidade operacional

e a competitividade dos portos do Paraná.”

Os Portos de Paranaguá e

Antonina movimentaram

no ano passado um total

de 57.339.307 toneladas,

volume que consolida uma nova marca

histórica, com uma alta de 8% em relação

ao recorde anterior (em 2019 foram

53.204.040 toneladas). O balanço

confirma 2020 como o melhor ano das

exportações paranaenses. Para explicar

um pouco sobre o trabalho desenvolvido,

a entrevista do mês na Revista

Coamo é com diretor-presidente da

Administração dos Portos de Paranaguá

e Antonina (Appa), Luiz Fernando

Garcia da Silva. "A atual gestão recebeu

do governador Carlos Massa Ratinho

Júnior a missão de aumentar a participação

dos portos na logística brasileira,

com mais competitividade e redução

dos custos para os produtores, e de

pensar o desenvolvimento dos portos

paranaenses não apenas para atender

a demanda presente, mas para o futuro

– próximos 30, 40, 50 anos – de forma

sólida e sustentável."

LUIZ FERNANDO GARCIA DA SILVA

É graduado em Economia pela Universidade Federal do Paraná com especialização em gestão de empresas. Está

na sua segunda passagem pela Administração dos Portos do Paraná, sendo a primeira de 2009 a 2015, e desde

janeiro de 2019 é dirigente da empresa pública Portos do Paraná. Foi diretor-presidente da Companhia Docas do

Estado de São Paulo (Codesp); assessor especial do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, e secretário

nacional de políticas portuárias no Governo Federal. Coordenou o grupo de trabalho que estudou a solução para

o problema da dragagem do Porto de Santos e integrou a equipe criada para desburocratização e simplificação

da legislação portuária, que culminou com o Decreto 9.048/17, considerado um novo marco regulatório no setor

portuário. Possui experiência na administração pública e planejamento dos projetos portuários.

10 REVISTA

Maio/2021


Revista Coamo: Qual a missão da

Appa e seus resultados?

Luiz Fernando Garcia da Silva: A atual

gestão recebeu do governador Carlos

Massa Ratinho Júnior a missão de aumentar

a participação dos portos na

logística brasileira, com mais competitividade

e redução dos custos para

os produtores, e de pensar o desenvolvimento

dos portos paranaenses

não apenas para atender a demanda

presente, mas para o futuro – próximos

30, 40, 50 anos – de forma sólida e sustentável.

Temos avançado em todas as

frentes: investimento em infraestrutura

marítima (dragagem, derrocagem, sinalização

e estudo para alcançar um

novo calado operacional para os dois

portos); terrestre (melhoria dos acessos

rodo e ferroviário); e na retroárea (avançando

na regularização das áreas, com

os novos arrendamentos, e otimizando

a eficiência na descarga e armazenagem).

Além de avançar em projetos e

obras, os Portos do Paraná – cuja gestão

atua alinhada com toda a comunidade

portuária (incluindo operadores, terminais

e demais atores) – têm avançado

na movimentação, com constantes recordes.

RC: Como o trabalho realizado consolida

a gestão pública de segurança

portuária?

Luiz Fernando: Os Portos do Paraná

seguem tendo a segurança como a

prioridade, apesar de já serem pioneiros

entre os terminais brasileiros no

uso da tecnologia para tornar ainda

mais rigoroso o controle de acesso e

vigilância. O objetivo é proteger não

apenas os trabalhadores, os recintos

alfandegados e as cargas, mas ajudar

na segurança nacional. Afinal, somos

uma fronteira aberta com o mundo. Os

Portos do Paraná foram os primeiros

terminais públicos do Brasil a receberem

a certificação definitiva do Código

Internacional para Segurança de

Navios e Instalações Portuárias (ISPS

Code). Trabalhamos para manter essa

certificação e estamos em constante

busca pelo desenvolvimento da segurança

portuária, com investimentos na

modernização, treinamento do efetivo

e trabalho em conjunto com as demais

forças de segurança e terminais que

movimentam suas cargas pelos Portos

"Mais de 90% de toda

a exportação dos Portos

do Paraná são produtos

do agronegócio. A força

do Agro impulsiona

o desenvolvimento,

a performance e os

resultados dos portos

paranaenses."

do Paraná. A reestruturação do plano

de segurança foi uma das primeiras

medidas adotadas pela atual gestão.

A revisão tem o objetivo de ampliar o

controle de acesso, o monitoramento

de todas as áreas e recintos públicos, e

a segurança da interface porto x navio.

RC: Os portos de Paranaguá e Antonina

são importantes corredores de

exportação. Qual foi a evolução registrada

nos últimos anos?

Luiz Fernando: Os portos paranaenses

movimentaram 57.339.307 toneladas

em 2020, volume que consolida

uma nova marca histórica. Paranaguá e

Antonina, mostram uma alta de 8% em

relação ao recorde anterior, registrado

em 2019 (com 53.204.040 toneladas).

O balanço confirma 2020 como o melhor

ano das exportações paranaenses.

O relatório com os dados consolidados

mostra que mais da metade de

toda a movimentação de 2020, cerca

de 65%, foi de granéis sólidos. Foram

37.389.768 toneladas, de importação

e exportação. A alta registrada é de 7%

em relação às 34.925.488 toneladas de

2019. No segmento, a soja representa

o maior volume. Foram 14.263.349

toneladas exportadas em 2020. O

volume final é 26% maior que o registrado

no ano anterior (11.290.203). Na

importação, o destaque foi fertilizantes.

Em 2020 foram importadas 10.008.277

toneladas. Alta de 6% na comparação

com 2019 (9.429.014 toneladas). Os

maiores percentuais de aumento no

balanço do ano foram nos segmentos

de carga geral e graneis líquidos. Ambos

cresceram 10%, nos dois sentidos

do comércio exterior. Em 2020, os portos

paranaenses somaram 2.470 manobras

de atracações de navios, 68 a mais

que em 2019, com 2.402 atracações.

RC: Como foram os resultados dos primeiros

meses deste ano?

Luiz Fernando: Fechamos o primeiro

trimestre de 2021 com dois novos recordes.

Em março, juntos, os terminais

de Paranaguá e Antonina registraram

o melhor março da história em volume

movimentado. Foram 5.622.705

toneladas de cargas, de importação e

exportação. O volume é 7% maior que

o registrado no mesmo mês de 2020

(5.235.158 toneladas). Um novo marco

foi consolidado na quantidade de caminhões

que passaram pelo Pátio de

Maio/2021 REVISTA 11


ENTREVISTA

"ESTE ANO SERÁ, NOVAMENTE, BASTANTE EXPRESSIVO PARA O AGRONEGÓCIO, QUE

MOVIMENTA QUASE 80% DAS NOSSAS OPERAÇÕES NOS PORTOS PARANAENSES."

Triagem: 59.611 veículos, em 31 dias.

RC: Diante desses recordes iniciais,

qual a expectativa para 2021?

Luiz Fernando: Este ano será, novamente,

bastante expressivo para o

agronegócio, que movimenta quase

80% das nossas operações. Os portos

de Paranaguá e Antonina aprenderam

a lidar com a Covid-19, de modo a

seguir operando com segurança aos

trabalhadores, atendendo toda a cadeia

logística, em todos os segmentos.

Nesses três primeiros meses do ano,

movimentamos 12.869.820 toneladas

de cargas, volume 3% maior que 2020.

RC: Como funciona o sistema de gestão

dos Portos do Paraná?

Luiz Fernando: Os Portos do Paraná

são um complexo portuário, formado

pelos portos de Paranaguá e Antonina.

A administração funciona como empresa

pública estadual, subordinada à

Secretaria de Estado de Infraestrutura

e Logística, com convênio de delegação

junto ao Governo Federal. Como

empresa pública, a administração é

responsável por gerir os terminais portuários

paranaenses e é dirigida por

um conselho administrativo e uma diretoria

executiva. O modelo de gestão

atual obedece às linhas landlord, em

que a autoridade portuária é responsável

pela administração do porto e por

oferecer a estrutura necessária às atividades

de movimentação de cargas.

Assim, o poder público mantém toda a

infraestrutura de acesso aquaviário, bacia

de evolução, berços de atracação,

acessos rodoviários, ferroviários e internos.

Já a iniciativa privada é responsável

pela superestrutura: equipamentos,

armazéns e mão de obra. Em 2019, o

Paraná foi o primeiro Estado do Brasil

a receber autonomia para administrar

contratos de exploração de áreas dos

portos organizados, por meio de um

convênio de delegação de competência

formalizado em agosto. Com a medida,

a gestão dos arrendamentos de

instalações portuárias, que antes eram

definidos pela Secretaria Nacional de

Portos, passam a ser controlados pela

empresa pública Portos do Paraná. Em

2020, os portos do Paraná tiveram a

Luiz Fernando Garcia da Silva, diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa)

melhor gestão pública do país, liderando

o ranking em melhores práticas de

mercado e gestão. O Paraná alcançou

a maior nota no Índice de Gestão das

Autoridades Portuárias (IGAP): 90 pontos,

e na categoria Execução dos Investimentos

Planejados, obteve índice de

81,8%. O conceito é importante para

mensurar a proporção do orçamento

de investimento disponível que foi efetivamente

executada pela autoridade

portuária.

RC: Como está o processo para aumentar

a capacidade e a competitividade

dos terminais de Paranaguá e

Antonina?

Luiz Fernando: Esse é o nosso desafio,

para isso, estamos concluindo

estudo técnico, para ampliar o calado

operacional, ou seja, a distância entre a

lâmina d’água e o fundo do mar, e permitir

que os terminais recebam navios

maiores e com mais carga. A meta de

dragagem para aumentar o calado é a

mais ousada da história dos portos paranaenses.

Atualmente, os navios operam

com profundidade de 12,5 metros

para entrar no Porto de Paranaguá e de

8,5 no Porto de Antonina. O objetivo é

alcançar 15,5 e 12,5 metros, respectivamente.

O calado operacional limita o

tamanho do navio e a quantidade de

produtos que ele consegue transportar

em segurança. Sem uma profundidade

adequada, é preciso limitar o peso da

carga e controlar o quanto de navio ficará

dentro d´água. Esse estudo de engenharia

voltado a atrair embarcações

maiores e mais modernas, que está

sendo finalizado, é o primeiro passo do

projeto. O estudo mapeia os procedi-

12 REVISTA

Maio/2021


mentos necessários para o aprofundamento

do canal de acesso. A intenção

é que a iniciativa privada explore e que

tenha por obrigação deixar o calado

nas condições operacionais necessárias,

realizando as dragagens de aprofundamento,

manutenção, sinalização

e outros serviços que garantem segurança

na navegação.

RC: Quais os principais investimentos

no Porto de Paranaguá?

Luiz Fernando: Em 2020, a Portos do

Paraná investiu quase R$ 361.5 milhões

de recursos públicos – em projetos,

obras e serviços. Entre as principais,

destacamos: Ampliação do cais e a modernização

do berço 201; Dragagem

de manutenção continuada (dentro do

programa para 5 anos); Reformas dos

Terminais de passageiros e turismo da

Ilha do Mel. Em obras previstas para

este ano, são mais de R$ 56 milhões

em investimentos públicos previstos.

Destacando: Projeto Básico para modernização

do Corex. Em relação aos

investimentos futuros, em parceria com

a iniciativa privada, destacamos a execução

das Obras no Corredor de Exportação

– R$ 1 bi; Execução das Obras

do Moegão - Terminal exclusivo para

descarga via trens e redução de interferências

rodo/ferro – R$ 450 milhões;

e os Novos arrendamentos – cerca de

R$ 1,3 bilhões. Em andamento estão

consultas para os leilões de arrendamento

das áreas PAR32 (carga geral) e

PAR50 (terminal de líquidos) no Porto

de Paranaguá. Os certames devem ser

realizados ainda no primeiro semestre

de 2021. Arrendamentos futuros: Outras

três áreas de granel sólido (para

exportação) seguem disponíveis para

arrendamento. Com isso, a expectativa

é ultrapassar investimentos de R$ 1,3

bilhão e aumentar a movimentação,

que já foi recorde em 2020.

RC: Conte-nos um pouco sobre os protocolos

de medidas sanitárias efetivados

neste período de Pandemia.

Luiz Fernando: O Porto de Paranaguá

foi o primeiro do Brasil a adotar medidas

rígidas de controle e prevenção

ao Coronavírus, antes mesmo de ser

declarada como pandemia pela Organização

Mundial de Saúde. Desde março

de 2020, contratamos e mantemos

estruturas para reforçar a saúde dos

"Nossa postura tem sido

garantir uma gestão

pública transparente,

eficiente e consciente,

com investimento

constante em melhores

práticas, inovação e

compliance, governança."

trabalhadores em geral, com atendimento

24 horas, em turnos, incluindo

14 de técnicos de enfermagem, três

de auxiliares administrativos e dois de

limpeza hospitalar, e a estrutura conta

com dois postos médicos e dois postos

de enfermagem. Foram mais de

R$ 11 milhões investidos e 1,6 milhão

de trabalhadores atendidos no acesso

ao cais e no Pátio de Triagem dos caminhões.

Foram criados canais de comunicação

com toda a comunidade

portuária – empresários, operadores,

agentes, trabalhadores e funcionários

– para trocas de informações oficiais

de maneira mais ágil. A atividade portuária

é essencial para o transporte de

alimentos, insumos e maquinários, e

paralisar o Porto representaria perdas

graves para toda a cadeia logística.

RC: Como observa a atuação das cooperativas

em parceria com a APPA?

Luiz Fernando: Mais de 90% de toda

a exportação dos Portos do Paraná são

produtos do agronegócio. É a força

do Agro que impulsiona o desenvolvimento,

a performance e os resultados

dos portos paranaenses. As cooperativas

se destacam não apenas pela

produção e os resultados no campo,

mas pela representatividade, força e

ousadia.

RC: A Coamo está investindo em suas

instalações no Porto de Paranaguá.

Como analisa esse investimento e atuação

da cooperativa?

Luiz Fernando: A cooperativa está

expandindo o terminal privado no

Porto de Paranaguá, com investimento

de R$ 200 milhões na ampliação

da capacidade estática de

armazenagem de grãos e na produtividade.

Ao investir nessa ponta,

a Coamo gera benefícios e ganhos

para toda a cadeia logística envolvida

nas exportações dos granéis

sólidos. É um investimento pensado

não apenas no agora, mas para

o futuro, ou seja, para fazer frente

às expectativas e demandas do

setor produtivo que são crescentes.

A Coamo é uma das principais

cooperativas que operam no porto,

contribuindo com muita eficiência e

competência, para os resultados que

alcançamos nos últimos anos. É o

esforço de vocês, do campo, da administração,

da operação portuária,

que nos ajudam a quebrar recordes,

romper barreiras e atender a demanda

mundial por alimentos.

Maio/2021 REVISTA 13


FÁBRICA DE RAÇÃO

ampliação da verticalização industrial na Coamo

Empreendimento será em uma área de dez mil metros quadrados no Parque Industrial da

cooperativa, em Campo Mourão, com capacidade de produção de 200 mil toneladas/ano

14 REVISTA

Maio2021


Com o objetivo de ampliar

a sua gama de produtos

industrializados, a Coamo

investirá R$ 100 milhões na

construção de uma fábrica de

ração animal. O objetivo é agregar

mais valor ao quadro social,

industrializando o milho, segundo

produto mais recebido pela

cooperativa (atrás da soja), e que

é comercializado in natura pela

cooperativa. A fábrica será construída

em uma área de dez mil

metros quadrados no Parque Industrial

da cooperativa, em Campo

Mourão.

Inicialmente, serão gerados

cerca de 70 empregos diretos

e outros 300 indiretos. Serão

fabricadas rações para bovinos,

peixes, suínos, aves e animais

domésticos. “É um investimento

Diretoria da Coamo apresentou o projeto da nova fábrica para o governador do Paraná, Ratinho Massa

para aumentar a renda dos associados

com a industrialização do

milho, algo inédito nos 50 anos

da cooperativa”, ressalta o presidente

do Conselho de Administração

da Coamo, José Aroldo

Gallassini.

Ele recorda que a Coamo

tem como vocação atender a

demanda do cooperado. “A Coamo

é uma cooperativa de grãos

e muito forte nesse setor. Temos

indústrias para soja, trigo e café.

Faltava uma fábrica para o milho

e o segmento de ração tem um

mercado bastante aquecido”, diz.

As obras iniciarão ainda

neste ano. O presidente Executivo

da Coamo, Airton Galinari, diz

que a estimativa é produzir 200

mil toneladas de ração. “Ano passado

produzimos mais de 50 milhões

de sacas de milho. Em vez

de arrecadar R$ 152 milhões com

Maio/2021 REVISTA 15


INDUSTRIALIZAÇÃO

PROJETO DA FÁBRICA DE RAÇÃO NASCEU PARA AUMENTAR A

RENDA DOS ASSOCIADOS COM A INDUSTRIALIZAÇÃO DO MILHO

a venda do milho, passaremos a

faturar R$ 280 milhões. Dinheiro

a mais que vai para o cooperado.

Podemos remunerá-los melhor”,

afirma.

Galinari diz que a Coamo

está no mercado de rações

há alguns anos, com a produção

em indústria terceirizada.

“Os produtos levam o nome

Coamo, mas são produzidos em

outras fábricas. Agora, teremos

a nossa indústria de ração, realizando

todo o processo desde

o recebimento do milho até a

entrega para a comercialização

da ração”, comenta.

Apresentação do projeto para o prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli

A Coamo é um patrimônio do Paraná, nos orgulha

com seu trabalho. Apoiamos projetos bons e

vitoriosos, aqueles que temos certeza de que vão

crescer e gerar emprego e renda. É a soma de um

bom investimento do Estado com um bom investimento

da Coamo, em que todos ganham. Vamos

estudar uma maneira de viabilizar a operação.

Ratinho Junior, governador do Paraná

Investimento é sempre uma boa notícia para a

cidade. Todos conhecem a importância da Coamo

não apenas para Campo Mourão como para o

Brasil, e agora anuncia mais um empreendimento

que começa gerando vários empregos desde a

construção e vai colaborar com a arrecadação de

impostos do município, emprego e renda.

Tauillo Tezelli, prefeito de Campo Mourão

16 REVISTA

Maio2021


Com a agroindustrialização,

Coamo agrega mais valor

Fundada em 1970, a Coamo

completou em novembro de

2020, 50 anos de existência e a

agroindustrialização faz parte

da história da cooperativa. O

processo de industrialização na

Coamo começou em 1975 com a

implantação do moinho de trigo.

Seis anos mais tarde, em 1981,

entrou em funcionamento a primeira

indústria de processamento

de óleo de soja. Na sequência

vieram, em 1985, a fiação de algodão;

1990, a indústria de processamento

de soja e Terminal

Portuário em Paranaguá; 1996,

refinaria de óleo de soja; 1999,

indústria de hidrogenação; 2000,

fábrica de margarina e gordura

vegetal; 2009, torrefação e moagem

de café, e 2015 novo moinho

de trigo. Em novembro de

2019, a cooperativa inaugurou

em Dourados (MS), duas novas

indústrias de processamento e

refinaria de óleo de soja.

Originados nos campos

dos cooperados, os grãos que

chegam até as indústrias da Coamo

são processados e ampliam a

renda dos cooperados gerando

mais qualidade de vida no campo,

além de garantir divisas para

o país. “Quem tem indústria pode

possibilitar uma margem maior e

até pagar mais com a venda do

produto industrializado”, afirma

o presidente do Conselho de

Administração da Coamo e Credicoamo,

José Aroldo Gallassini.

Moinho de trigo é uma das indústrias mantidas pela Coamo

Segundo Gallassini,

desde o início da aprovação

e funcionamento das suas indústrias,

a Coamo pensou em

industrializar os produtos in

natura para agregar valor à produção

dos cooperados com a

venda no mercado interno ou

externo. “É preciso que as indústrias

sejam viáveis, e é isso

que acontece. Temos satisfação

e orgulho em ver os produtos

acabados com a marca Coamo

nos mercados e estabelecimentos

de vários Estados brasileiros

e sendo exportados para várias

partes do mundo, como é o

caso da soja”.

Maio/2021 REVISTA 17


O GRÃO

DE OURO

Na cadeia produtiva da Coamo, a soja é

destaque. A oleaginosa está no sistema

de produção do campo até à mesa do

consumidor, e do Brasil para o mundo

A

soja é o carro chefe da produção de alimentos

do Brasil, maior produtor e exportador mundial

desta oleaginosa. Dela se extrai o farelo,

ingrediente para nutrição animal e o óleo na produção

de bens de consumo para cozinha, medicamentos,

biodiesel. Além disso, o país tem condições climáticas

e biológicas favoráveis que garantem a produção de

um grão rico em proteína e, por isso, cobiçado pelo

mercado externo. Nesta edição da Revista Coamo,

a soja é a protagonista, dando continuidade à série

“Do campo à mesa”. Essa é a terceira reportagem. Em

edições anteriores já foram apresentados o café e o

trigo. Grãos que fazem parte da cadeia produtiva da

Coamo, desde a lavoura até à industrialização.

No Brasil, a soja impulsiona as exportações do

agro e no cooperativismo o crescimento de milhares

de pessoas. É a união de várias mãos de agricultores

que produzem com sustentabilidade e em espírito

de cooperação. Uma destas mãos é do cooperado

Luiz Carvalho da Coamo de Ivaiporã (Centro-Norte

do Paraná). “Não existe nada mais gratificante do que

produzir alimentos. Lógico que todo mundo gosta do

lucro, mas primeiramente eu trabalho pelo prazer de

produzir, em saber que o meu grão irá alimentar outros

brasileiros e chegará em outros países.”

Com o coração tomado pelo cooperativismo,

Luiz Carvalho afirma que sabendo da responsabilidade

que tem por ser produtor de alimentos, procura

trabalhar com sustentabilidade e se aperfeiçoando

constantemente para adotar as novas tecnologias.

18 REVISTA

Maio2021


DO CAMPO À MESA

“A cooperativa me oferece toda estrutura e

assistência técnica. Além disso, eu produzo

sementes para a Coamo, o que é uma grande

responsabilidade. A ideia do cooperativismo é

muito forte em mim. Precisamos dessa parceria,

comprometimento e união, além de adotar

as melhores práticas para garantir um grão de

qualidade”, afirma.

Para Luiz Carvalho é a cooperativa que

oferece todo o suporte para que ele possa

crescer cada ano. “A próxima safra já está planejada.

No cooperativismo nos preparamos

com antecedência, o que nos permite trabalhar

de uma forma dinâmica e segura. Com o

apoio da Coamo tenho tranquilidade para fazer

o que gosto: produzir alimentos.”

Cooperado Luiz Carvalho, de Ivaiporã, sabe da responsabilidade de produzir alimentos

Primeira etapa, do processo de qualidade

Logo que chega nas indústrias, soja recebe todos os cuidados para a industrialização

Uma safra dura alguns

meses e o resultado desse trabalho

é entregue nas unidades da

Coamo. Uma relação de confiança

entre cooperado e cooperativa,

que garante o sustento de milhares

de famílias e a continuidade do

ciclo de produção de alimentos.

“Temos muito cuidado com a soja

que recebemos dos cooperados.

Primeiro separamos e classificamos.

Depois, ela é armazenada

adequadamente, com controle de

temperatura e umidade. Isso para

termos uma matéria-prima de

qualidade para ser industrializada,

agregando valor ao que vem dos

campos dos associados”, afirma

Wagner Pescador, gerente da Indústria

de Óleo de Campo Mourão.

Wagner explica o processo

da soja. “A industrialização começa

com a preparação da soja.

Ela é quebrada por meio de equipamentos

chamados quebradores.

Na sequência, vem o peneiramento

e a aspiração, onde se

separa a polpa da soja da casca,

que é moída e peletizada. Esse

é o primeiro produto que pode

ser adquirido como fonte de fibra

para consumo animal. A polpa,

que é fonte de proteína, após laminada

é levada para o processo

de extração do óleo. Desse

processo saem dois produtos: o

farelo de soja, também fonte de

proteína animal, e o óleo, que

é matéria-prima para indústria,

Maio/2021 REVISTA 19


DO CAMPO À MESA

NO BRASIL, A SOJA É A PROTAGONISTA DO AGRONEGÓCIO, GARANTINDO AO

PAÍS O PÓDIO MUNDIAL NA EXPORTAÇÃO E INDUSTRIALIZAÇÃO DO PRODUTO

como óleo refinado ou gordura.”

Da soja que é industrializada,

aproximadamente 70%, se

transforma em farelo, 20%, se torna

óleo e, de 5 a 6%, casca. “O maior

volume do nosso farelo é exportado,

uma parte fica no mercado interno

para grandes clientes, e outra

parte o cooperado adquire a granel

ou em sacarias de 50kg disponíveis

em todos os entrepostos da Coamo”,

explica Wagner Pescador.

Segundo Alexandro Cruzes,

gerente Geral das Indústrias de óleo,

a cooperativa está sempre atenta ao

mercado e buscando melhorias em

processos, tecnologias e treinamento

de funcionários. “Estamos sempre

aprendendo e procurando atender

aos anseios de nossos clientes. Nosso

foco está na melhoria contínua.

As três indústrias de Campo Mourão,

Paranaguá e Dourados, contam

com tecnologia de ponta. Investimos

também na capacitação dos

funcionários. A filosofia da Coamo

é de nunca se acomodar. Nossa responsabilidade

é grande, pois precisamos

cuidar da produção de quase

30 mil famílias.”

Wagner Pescador, gerente da Indústria de Óleo de CM

Alexandro Cruzes, gerente Geral das Indústrias de Óleo

Soja in natura Soja quebrada Casca de soja Soja laminada Soja expandida

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Maio2021


Indústria de soja em Dourados

Todos os anos a Coamo investe em melhorias nos processos

para dar mais qualidade e segurança aos produtos e continuar

competitiva. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, desde 2019,

a Coamo conta com um moderno complexo industrial. As novas

indústrias produzem farelo, óleo bruto e óleo refinado de soja. “Estas

indústrias permitiram expandir a presença da cooperativa no

mercado brasileiro com óleo refinado e, também, ampliar a nossa

participação no mercado europeu com farelo de soja”, afirma o gerente

Industrial, Emerson Mansano.

O diretor Industrial da Coamo, Divaldo Correa, destaca a

escolha da região de Dourados para instalação. “O volume de soja

recebido pela Coamo no Mato Grosso do Sul comportou a instalação

de uma moderna indústria esmagadora de soja e de uma

refinaria de óleo de soja, reduzindo o custo com o transporte do

produto já industrializado ao invés de transportá-lo in natura para

a industrialização em Campo Mourão ou em Paranaguá”, pondera.

As indústrias de óleo e refinaria de óleo de soja foram construídas

à margem da BR 163, entre Dourados e Caarapó, com investimento

superior a R$ 780 milhões e capacidade para processamento

de 3.000 toneladas/dia de soja, produção de farelo de soja e uma

refinaria para 720 toneladas/dia de óleo de soja, equivalente a 15 milhões

de sacas. “Com as indústrias de Dourados, somados aos outros

dois parques industriais, a Coamo ampliou a capacidade de processamento

de soja para 8.000 toneladas/dia e a de refino para 1.440

toneladas/dia de óleo de soja refinado”, revela Divaldo Correa.

De acordo com ele, com as novas indústrias, a Coamo

passou a esmagar 40 milhões de sacas de soja por ano. “Isso representa

quase a metade da soja recebida pela Coamo. Crescemos

também na produção de alimentos abrindo mais mercado no

Mato Grosso do Sul e interior de São Paulo, deixando a Coamo

mais competitiva na atividade alimentícia.”

Complexo industrial da Coamo em Dourados (MS)

Casca de soja moída e peletizada Lex (lâmina extraída) Farelo de soja Óleo bruto Óleo degomado

Maio/2021 REVISTA 21


DO CAMPO À MESA

Sinergia industrial

Coamo está presente em Paranaguá (PR) desde 1990

A indústria de óleo da

Coamo em Paranaguá tem capacidade

para produzir 2.000 toneladas/dia.

Segundo o gerente do

complexo, Lincoln de Negreiros

Teixeira, o parque fabril garante

a força industrial da cooperativa.

“Estamos na cidade e, por isso,

a Coamo tem um rígido controle

sobre a geração de efluentes,

emissão atmosférica e controle

de particulados. Estamos em sinergia

com o terminal portuário,

pois temos uma estrutura de

manutenção para a indústria que

ajuda no terminal. Produzimos

380 toneladas/dia de óleo degomado

e 100 toneladas/dia de

casca de soja peletizada.”

Para a melhoria contínua

da indústria que agrega valor à

produção dos cooperados, estão

previstas algumas melhorias.

“Já estão aprovados investimentos

na degomagem enzimática,

no silo de recebimento de soja

Úmida de 6.825,00 toneladas e

no sistema de moagem para resíduo

de 4,5mm. Tudo isso, para

que a produção dos agricultores

seja cada vez mais valorizada”,

destaca o gerente da indústria

de óleo em Paranaguá.

Produção verticalizada

O óleo de soja também é

matéria-prima para as fábricas de

refinaria e hidrogenação da cooperativa.

A indústria refina esse

óleo, o tornando sensorialmente

mais atrativo ao consumo humano

ou hidrogenando para industrialização

de margarinas e gorduras.

“O óleo degomado passa

por três etapas que chamamos

de neutralização, branqueamento

e desodorização. Na primeira

etapa, neutralizamos o óleo baixando

sua acidez. Seguindo depois

para a segunda etapa que é

o branqueamento, onde o óleo

ficará mais claro em relação ao

óleo degomado. Por fim, vem a

desodorização, que consiste em

Óleo de Soja Refinado Coamo passa por várias etapas até ser envasado e comercializado ao consumidor

retirar componentes voláteis do

óleo. Após essas três etapas, ele

está pronto para ser envasado

a granel ou em garrafas pet de

900ml”, explica o gerente Industrial

de Alimentos, Wellington

Brianezi Cavazzani.

A cadeia da gordura inicia

com o óleo branqueado. “O

produto degomado passará na

refinaria pelo processo de neutralização

e branqueamento.

22 REVISTA

Maio2021


Margarinas Coamo

Gorduras Vegetal Coamo

Depois seguirá para a rota de

gordura. Esse óleo será hidrogenado

totalmente e interesterificado,

se tornando gordura. A

partir desse momento, a gordura

formada passará pelo desodorizador

e será estocada nos tanques

de processo. Assim, estará

apta para ser matéria-prima para

a fabricação das margarinas, que

consistem na mistura de óleos

líquidos e gorduras”, explica Cavazzani.

O processo de industrialização

permite que se produza

gorduras e margarinas com diversas

finalidades. “A Coamo tem

gordura para fazer bolo, balas,

confeitos, panetones, sorvetes.

O que determina cada aplicação

são algumas características. Uma

gordura de fritura, por exemplo,

precisa ser mais líquida e pastosa,

porque será aquecida para o

processo de fritura. Já a gordura

de uma massa, recheio ou biscoito,

precisa ter uma característica

que chamamos de maleabilidade,

tem que ter um ponto onde

você consegue manusear essa

margarina ou gordura para que

se incorpore com os demais ingredientes

de uma forma mais

uniforme.”

Esses produtos são comercializados

nas linhas industrial

e varejo por meio da marca

Coamo, totalizando 15 tipos de

margarinas, vendidas em potes

de 500 gramas, baldes de 14,5

kg, caixas de 24 kg e sachê de 1

kg. Já as gorduras contam com

27 tipos, também em baldes de

14,5 kg, caixas de 24 kg, sachê

Wellington Brianezi Cavazzani, gerente Industrial de Alimentos

de 500 gramas e a granel. “A

Coamo está presente com sua

linha alimentícia em todas as regiões

do Brasil - Paraná, Santa

Catarina, Mato Grosso do Sul, Rio

Grande do Sul, São Paulo, Minas

Gerais, Espírito Santo e alguns

Estados do Norte e Nordeste - e

alguns países da América Latina.

É a produção dos cooperados

da Coamo na mesa de milhares

de famílias”, afirma o gerente Comercial

de Alimentos, Wagner

Schneider.

Maio/2021 REVISTA 23


DO CAMPO À MESA

Cooperando com a soja

No cenário cooperativista,

essa produção ganha

força. São milhares de agricultores

que se unem para encher

navios e levar a força da cooperação

para diversos países

do mundo. No Brasil, em 2020,

foram exportadas 82 milhões

de toneladas de soja, e desse

total, o Paraná respondeu por

13 milhões. Já os cooperados

da Coamo exportaram três milhões

de toneladas, ou seja,

3,6% de toda soja exportada

pelo Brasil saíram dos campos

dos quase 30 mil associados da

Coamo, presentes no Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso

do Sul.

Segundo o gerente Comercial

de Produtos Agrícolas

da Coamo, Fernando Domingues

Bosqueiro, o Brasil vem

ganhando espaço no mundo

como produtor e exportador de

alimentos. “Quebramos o recorde

de maior exportador global

há alguns anos. Já o recorde de

maior produtor de soja mundial

foi em 2020, quando passamos

os Estados Unidos. Esses feitos

só foram possíveis graças a disponibilidade

de terras agricultáveis

e sobretudo a qualidade

do agricultor, que se uniu à pesquisa

e trouxe tecnologia para o

campo, possibilitando o aumento

de produtividade. Em 2020,

o agricultor brasileiro foi o que

mais tirou soja do campo por

hectare, superando americanos

e argentinos.”

Produto de qualidade

Outro ponto chave é a

qualidade da soja brasileira ser

bem-vista no mundo todo. “Temos

o grão com o maior teor

de proteína quando comparado

com outros países produtores.

O mercado asiático é o principal

comprador e paga um ágio para

a soja brasileira em relação à soja

norte-americana. Já a soja argentina,

eles compram simplesmente

para manter o estoque

governamental, mas a preferência

é sempre pela soja brasileira.

Nossa soja tem um teor de proteína

ao redor de 34% por cento,

a americana 33% e a Argentina

32%”, afirma Bosqueiro, acrescentando

que o maior mercado

para a soja em grão é a China.

“Os chineses querem industrializar,

por isso, importam o grão e

produzem óleo e o farelo para

utilizar na cadeia doméstica deles.”

Segundo Fernando,

quando se fala dos derivados de

soja, frutos da industrialização e

geração de valor e empregos na

cadeia, os cooperados podem

se sentir ainda mais animados.

“No esmagamento de soja, acabamos

sendo até mais representativos

no contexto nacional,

abrem-se duas vertentes, o farelo

e óleo de soja. No caso do

óleo de soja, o maior consumidor

dos cooperados da Coamo

é o mercado nacional, chegando

ao lar de 20 milhões de brasileiros

por meio do óleo refinado

e das margarinas. O óleo de

soja acaba ficando 75% no mercado

nacional para consumo

Fernando Domingues Bosqueiro, gerente Comercial de Produtos

Agrícolas da Coamo, e Rogério Trannin de Mello, diretor Comercial da Coamo

24 REVISTA

Maio2021


A Coamo respondeu em 2020 por 4,4% da produção nacional de

soja. São milhares de agricultores que se unem para encher navios

e levar a força da cooperação para diversos países do mundo

doméstico. Uma pequena parte

acaba indo para o biodiesel. O

restante produzimos como óleo

bruto degomado que, também,

vai para o mercado asiático para

consumo humano.”

Farelo de soja

Quanto ao farelo de soja,

a situação é inversa. “A maior parte

é exportada para o mercado

europeu, cerca de 80%, pois nosso

farelo também tem mais proteína.

O norte da Europa exige

uma qualidade de farelo maior,

então a gente acaba exportando

para lá. No mercado doméstico,

fica 20%, para a produção de

carne de marcas tradicionais e

renomadas do Brasil”, explica o

gerente Comercial de Produtos

Agrícolas da Coamo.

O diretor Comercial da

Coamo, Rogério Trannin de Mello,

acrescenta que os consumidores,

nacional e internacional,

conhecem o diferencial que a

Coamo tem para oferecer. “Estamos

presentes desde a escolha

da semente, prestamos assistência

técnica ao cooperado do

plantio até a colheita, com todos

os cuidados e boas práticas de

fabricação. Realizamos um trabalho

com toda a segurança que o

consumidor procura. Da terra até

a mesa do consumidor, existe um

cuidado especial”, garante.

Sistema sustentável

O sistema brasileiro de cultivo de soja depende de tecnologias

ambientalmente amigáveis e sustentáveis, como plantio direto e manejo

integrado de pragas. O Brasil é líder mundial na produção de soja, pois

é polo no desenvolvimento de tecnologias. “O sistema de plantio direto

ocupa 100% da área de soja. É um sistema diferenciado de manejo do

solo, o que facilita a possibilidade de ter até três safras durante o ano.

A região de Campo Mourão é a segunda (1973) na história do Plantio

Direto no Brasil”, recorda o diretor de Suprimentos e Assistência Técnica

da Coamo, Aquiles Dias.

Por falar em safra, na de 2019/20 o Brasil produziu cerca de 125

milhões de toneladas de soja, com a ocupação de aproximadamente 37

milhões de hectares de área plantada, conforme demonstra o estudo

da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apresentado

em setembro de 2020. Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) do

agronegócio brasileiro avançou 24,31% em 2020, frente a 2019, e

alcançou participação de 26,6% no PIB brasileiro.

Maio/2021 REVISTA 25


Felipe Pereira Laurentino e Luan

Carlos de Oliveira, funcionários

do Parque Industrial da Coamo

em Campo Mourão (PR)

PROTAGONISTAS DO CRESCIMENTO

PESSOAL, SOCIAL E PROFISSIONAL

Mais de oito mil funcionários colaboram para o desenvolvimento

do cooperativismo em benefício de milhares de famílias

No dia a dia, os mais de oito

mil funcionários da Coamo

Agroindustrial Cooperativa

nas áreas Administrativa,

Técnica, Operacional, Industrial e

Comercial dão o seu melhor para

atender os quase 30 mil cooperados

nos 71 municípios da área de

ação da cooperativa em regiões

produtoras do Paraná, Santa Catarina

e Mato Grosso do Sul.

Uma política de desenvolvimento

coordenada pela área

de Recursos Humanos, busca o

aprimoramento tanto pessoal

como profissional, para a melhoria

contínua nos processos e

soluções. Os colaboradores têm

oportunidades de crescimento

em diferentes funções e, uma vez

preparados, vão assumindo novos

cargos e acompanhando o

desenvolvimento da cooperativa.

Assim, os funcionários

são protagonistas além do dia

a dia da labuta, vão mais além.

Como consumidores nas suas

regiões, ajudam a impulsionar a

economia e o comércio de suas

cidades. Também estão a frente

como cidadãos do bem comum,

atuando como voluntários na

sociedade, seja nas paróquias

e igrejas, ou como membros de

escolas, clubes de serviços e entidades

beneficentes.

Onde quer que estejam,

são reconhecidos como membros

do cooperativismo e carregam o

sobrenome da sua cooperativa e

da sua identidade, com valores e

princípios difundidos ao longo de

cinco gerações, não só para eles

funcionários, mas para seus familiares

e a própria comunidade.

26 REVISTA

Maio2021


VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL

Cadeia de valores

O presidente da Associação

Comercial e Industrial de

Campo Mourão (Acicam), Ben-

-Hur Berbet, é um entusiasta do

cooperativismo e revela o quanto

este movimento ajuda nas comunidades

que possuem a força

de uma cooperativa. “A Coamo

por meio dos seus cooperados

e funcionários, é um motivo de

orgulho para os empresários e

tenho certeza, para todas as regiões

que contam com uma de

suas unidades, pois onde tem

Coamo tem progresso e desenvolvimento,

e o comércio agradece

o prestígio e a participação

da família cooperativista.”

Segundo Berbet, o funcionário

da Coamo carrega consigo

o nome da cooperativa,

por isso, ele é muito bem-visto.

“Quando o colaborador diz que

trabalha na Coamo ou mostra

Ben-Hur Berbet, presidente da Associação Comercial de Campo Mourão

seu crachá, pode comprar e o

comércio pode vender tranquilamente,

com a certeza de que irá

receber no dia do vencimento”.

Ele acrescenta que há muito tempo

ouve dos empresários que os

funcionários são exemplos de

honestidade, devido aos valores

repassados pelo Dr. Aroldo e diretoria.

“Os valores transmitidos

aos colaboradores se transformaram

em uma grande cadeia

de honestidade, fruto de um

cooperativismo bem-feito, e isso

é percebido pelos empresários.

Então, o cooperativismo, além de

empregos, gera renda, confiança

e segurança.”

Aumento de empregos

Os últimos 14 meses

foram diferentes e muita coisa

mudou no mundo. No cooperativismo

também. O agronegócio

foi considerado atividade essencial

e não parou, pois produz alimentos

e teve que se organizar

ainda mais com seus comitês

para promover ações que ajudaram

cooperados, funcionários e

familiares, além da comunidade,

no combate ao vírus mortal do

Covid -19.

A Coamo mantém, desde

o início, ações preventivas no

ambiente da cooperativa para

o trabalho dos funcionários e o

atendimento dos cooperados,

em observância as normas da

segurança sanitária e as determinações

do Comitê de Prevenção

por meio de um Plano

de Contingência. A cooperativa

orienta, conscientiza e comunica

regularmente por meio de seus

canais à família cooperativa e a

Antonio César Marini, gerente de Recursos Humanos

Maio/2021 REVISTA 27


VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL

COLABORADORES TÊM OPORTUNIDADES DE CRESCIMENTO EM DIFERENTES

FUNÇÕES PARA ASSUMIR NOVOS CARGOS E SE DESENVOLVEM COM A COAMO

comunidade, a importância dos

cuidados, de se evitar aglomerações,

do uso de máscara e do

álcool gel.

Mesmo diante de um cenário

nunca visto, por outro lado,

o crescimento da Coamo em face

do seu planejamento estratégico,

do bom momento do agronegócio

com grandes volumes e bons

preços, provocou aumento no

número de funcionários em dezenas

de unidades. “Foram 185

novos empregos gerados desde

março de 2020 na Coamo e Credicoamo

em função dos novos

investimentos”, informa Antonio

César Marini, gerente de Recursos

Humanos.

Mesmo diante de um cenário nunca visto, o crescimento da

Coamo aumentou o número de funcionários nas unidades

Centenas de oportunidades

Ao longo de cada ano, centenas de

funcionários são convidados a participar

de processos seletivos, resultado das indicações

na Avaliação de Desenvolvimento

e política de aproveitamento interno da

cooperativa. “A Coamo acredita e investe

na sua força laboral, e a cada trimestre são

muitos os promovidos em diferentes funções

nas áreas diversas da empresa, que

proporciona o desenvolvimento de carreira.

Como resultado, é grande o número de

chefias e gerentes que iniciaram sua jornada

profissional em outros cargos, inclusive

aprendiz, e cada um tem uma história de

luta, vontade, disciplina e determinação”,

informa Marini.

O técnico de Operações Financeiras,

Jean Alberto dos Santos, está na cooperativa

há 15 anos, mas cresceu ouvindo

falar da Coamo em seu lar, haja vista que

seu pai, durante muitos anos, exerceu a

função de motorista. “Comecei na Coamo

como aprendiz em outubro de 2005 na Secretária

Executiva, após fui para o departamento

de Análise de Crédito, onde fui efetivado

e fiquei 12 anos. Em maio de 2018,

recebi a oportunidade de ser promovido

para a área de Mesa Financeira na gerência

28 REVISTA

Maio2021


Financeira, na função de técnico

de Operações Financeiras”, comemora

Jean Alberto.

Ele é testemunha de que

a cooperativa oferece oportunidades.

“Para mim, a Coamo é uma

empresa sólida, é referência de

sucesso e um exemplo de que o

cooperativismo pode transformar

a vida das pessoas, seja dos funcionários,

dos cooperados e das famílias.

Quem está no cooperativismo

faz parte de um time vencedor.”

Jean Alberto dos Santos, técnico de Operações Financeiras está no cooperativismo há 15 anos, mas cresceu

ouvindo falar da Coamo em seu lar, haja vista que seu pai, durante muitos anos, exerceu a função de motorista

MAIS DE 30 MIL PARTICIPAÇÕES EM TREINAMENTOS

Durante a pandemia, as ações presenciais foram suspensas e os cursos e treinamentos passaram a ser realizados de forma virtual

Maio/2021 REVISTA 29


VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL

Sistema "sem meias verdades"

O atual gerente do entreposto da Coamo

em Candói (PR), Fernando Américo Valim Sagioneti,

lembra muito bem dos seus primeiros anos

de Coamo. “Fui contratado como atendente de

Cooperados em 2005, na cidade de Ivaiporã, e

quatro anos depois participei da primeira turma

de Jovens Talentos (programa criado pela Coamo

para descobrir funcionários com potencial

para crescer na empresa) e fui promovido a assistente

de Controle Administrativo em Candói, depois

a encarregado de Distribuição em São Domingos

(SC) e Manoel Ribas (PR), e em 2019 fui

promovido a gerente de entreposto”, relata. Ele

destaca um dos fortes valores do sistema cooperativista.

“O cooperativismo é uma organização

exemplar, com transparência e honestidade, nele

não encontramos meias verdades ou ações duvidosas,

por isso é um orgulho ser cooperativista.”

Fernando Américo Valim Sagioneti, de Candói (PR)

Qualidade de vida

Enio Reinaldo Tobaldini, alcançou este ano a marca dos 40 anos de serviço

Anualmente, por meio do Programa Tempo de Casa, a

Coamo valoriza e reconhece o trabalho dos seus funcionários que

completam 10, 20, 30 e 40 anos de empresa. É uma forma de parabenizar

e incentivar todos os colaboradores.

Dezenas de funcionários alcançam todo ano a marca dos

40 anos de serviço. Um deles, que completou em maio deste ano,

é o encarregado Operacional da Coamo em Toledo, Enio Reinaldo

Tobaldini. Ele faz questão de partilhar os frutos oriundos desse

trabalho no cooperativismo. “A Coamo representa uma vida toda.

Aqui formei minha família, construí minha história e fiquei conhecido

como o ´seu’ Enio da Coamo. Estar na Coamo há 40 anos é um

grande orgulho, quando entrei ela tinha dez anos. Aqui trabalhei,

cresci e pude dar tranquilidade e conforto para minha família, criar

e formar meu filho médico (Leandro) e minha filha doutora em Fisiologia

Humana (Glaucia)." Ele se sente honrado em fazer parte

dos funcionários da Coamo. “É uma empresa sólida, com princípios

e que preza pela honestidade, princípios estes que um dia

meu pai e minha mãe também me ensinaram.”

30 REVISTA

Maio2021


Vanessa Carla Kelniar, gerente da Agência da Credicoamo em Toledo (PR)

Função social com conhecimento

A história de Vanessa Carla

Kelniar no cooperativismo teve

início em setembro de 2013 na

Credicoamo em Campo Mourão,

na função de caixa. Na mesma

agência, um ano depois ela foi

promovida a encarregada Adjunta

do Setor Crédito e nos anos seguintes

vieram novas promoções

para encarregada dos setores de

Seguros em 2016, e Administrativo

em 2019.

Em janeiro deste ano,

Vanessa assumiu a função de

gerente de agência na Credicoamo

em Toledo e comemora esta

conquista. “Sinto-me realizada e

feliz, pois na Credicoamo temos

oportunidades de crescimento. A

gente valoriza o padrão cultural e

os valores.” Segundo a gerente,

o cooperativismo desempenha

uma função social importante

aos associados para sua melhoria

na condução e investimentos no

seu negócio. “Quando atendemos

os associados, oferecemos

conhecimento e as soluções para

suas necessidades. Com toda

essa gama de serviços e filosofia

é fácil defender a bandeira do

cooperativismo.”

De atendente a diretor

O diretor de Logísticas e

Operações da Coamo, Edenilson

Carlos de Oliveira, é outro bom

exemplo da política da Coamo na

valorização dos pratas da casa. Antes

da sua promoção para o cargo

atual, em fevereiro de 2020, quando

da implantação da Governança

Corporativa na cooperativa, ele

exercia a função de gerente de Produtos

Agrícolas. Mas, sua trajetória

foi iniciada em 1992, no entreposto

de Iretama, na função de atendente

de Cooperados. Depois,

aproveitando as oportunidades

oferecidas pela Coamo trabalhou

em diversas unidades nas áreas

de atendimento e fornecimento

de Insumos, Distribuição de Insumos,

e como gerente de Entrepos-

Diretor de Logística e Operações da Coamo, Edenilson Carlos de Oliveira

to. “Na Coamo, com dedicação e

profissionalismo, os funcionários

conquistam seus espaços e crescem

junto com a cooperativa e

ajudam o cooperativismo ser melhor

a cada novo dia. Sinto admiração,

orgulho e gratidão à Coamo,

pelo seu jeito simples, correto e

sua filosofia de bons princípios

que colaboram para reconhecer

os talentos internos e gerar inúmeras

oportunidades para as promoções

constantes nas atividades da

cooperativa.”

Maio/2021 REVISTA 31


VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL

Em prol do bem comum

Nas ações comunitárias nos municípios da

Coamo sempre houve a presença de funcionários da

Coamo. E de forma natural, espontânea. Seja por meio

de atividades do Programa de Qualidade 5S, implantado

na cooperativa há 25 anos, ou pela participação dos

funcionários em clubes de serviços ou entidades beneficentes,

religiosas ou filantrópicas. “Estar presente em

clube de serviço ou entidade agrega muito valor, não

só profissional como pessoal. É uma excelente oportunidade

pra gente conhecer, discutir e agir para mudar a

realidade e ajudar o próximo. É essencial saber e sentir

o que os outros sentem”, afirma Edilson Duarte de Aquino,

gerente da cooperativa em Quinta do Sol, que há

nove anos é membro do Rotary Clube. Segundo ele, os

valores que o cooperativismo ensina e pratica, são importantes

para mostrar e propagar junto à comunidade.

“O espírito de solidariedade e união e a ideia de praticar

o bem comum, são praticamente iguais, tanto na

cooperativa como no trabalho voluntário, não importa

o local. Além de contribuir com as pessoas e a sociedade,

a gente se realiza e aprende sempre.”

Edilson Duarte de Aquino, gerente da Coamo em Quinta do Sol

EVENTOS REALIZADOS PELOS COOPERADOS NO DIA DE COOPERAR

32 REVISTA

Maio2021


Atuação sustentável

Para o presidente Executivo da Coamo,

Airton Galinari, a Coamo é a ‘Casa do Cooperado’,

e o trabalho desenvolvido pela nossa

equipe de funcionários leva aos cooperados

a infraestrutura, conhecimento, informação de

mercado, tecnologias e o desenvolvimento,

com segurança para produzir de forma sustentável.

“O nosso compromisso está definido em

nossas Diretrizes Corporativas e trabalhamos

diariamente para cumprir a missão de gerar

renda aos cooperados, com profissionalismo e

inovação em nossa atividade.”

Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo

DIRETRIZES CORPORATIVAS

As diretrizes apresentam as políticas, princípios e costumes que orientam e direcionam a maneira de administrar a Coamo.

Elas refletem a personalidade, imagem e cultura, e devem marcar o jeito de ser, de pensar e agir no dia a dia da cooperativa.

Maio/2021 REVISTA 33


VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL

Atendimento 100%

Cooperado Abbas Aly Ayoub

“Graças a Deus estou

muito contente com o cooperativismo,

do qual faço parte há

47 anos. Sou cooperativista com

orgulho. Na Coamo sou bem

atendido e posso dizer que o

atendimento é 100%, com funcionários

bem preparados, profissionais

atenciosos, que fazem

da Coamo a minha família”, comemora

o cooperado Abbas

Aly Ayoub, de Campo Mourão.

O produtor agradece

a administração da cooperativa

pelos resultados satisfatórios

nesses anos todos. “Se não fosse

o cooperativismo não teria conquistado

tudo o que tenho e sou.

Ele ajuda a transformar a vida

de todos. Quanto mais participo

mais cresço e sou feliz, por isso

temos que ser 100% Coamo.”

Trabalho reconhecido

O diretor Administrativo

e Financeiro da Coamo, Antonio

Sérgio Gabriel, comemora os resultados

e o crescimento dos colaboradores.

“Ficamos felizes em

ver o protagonismo dos nossos

funcionários, eles mostram seus

talentos e buscam aprimorar as

suas qualidades e se preparam

para as oportunidades, sempre

pensando em crescer no aspecto

pessoal e profissional.” Antônio

Sérgio destaca que um dos pilares

da empresa são os funcionários.

Diretor Administrativo e Financeiro da Coamo, Antônio Sergio Gabriel

“Investimos no desenvolvimento

e incentivamos para que estejam

engajados e satisfeitos, pois assim

seremos cada vez mais fortes.

Também valorizamos os familiares

nos diversos eventos."

O “S” que faz o desenvolvimento

Desde 21 de setembro

de 1999, os cooperativistas paranaenses

passaram a ter um

apoio para a promoção de ações

de monitoramento e programas

de formação para dirigentes,

funcionários e cooperados. Desde

então, a criação do Serviço

Leonardo Boesche,

superintendente do Sescoop-PR

34 REVISTA

Maio2021


Nacional de Aprendizagem do

Cooperativismo no Estado do

Paraná (Secoop-PR) mudou para

melhor a vida de milhares de

pessoas, com formação, valorização

e melhorias das condições

de vida. "O Cooperativismo

sempre se preocupou com

a formação de pessoas, e estas

formam as cooperativas. Nos

últimos 10 anos, saltamos de

4.344 eventos para 5.571 e capacitamos

mais de 145 mil pessoas,

contra os 129 mil em 2011.

Os investimentos superam R$ 23

milhões e resultaram em mais de

76 mil horas de ensinamentos e

desenvolvimento em cursos e

treinamentos”, explica Leonardo

Boesche, superintendente do

Sescoop-PR.

Opção do Cooperativismo

José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar

Gerar oportunidades de renda e desenvolvimento

aos cooperados, cooperativas e comunidades

sempre foi uma opção do cooperativismo.

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken,

reitera que este é o compromisso da organização

que comemorou em abril de 2021 seus 50 anos

de existência. “Onde há uma cooperativa bem estruturada,

há progresso e desenvolvimento. Sempre

com muita organização e responsabilidade com as

pessoas e com o ambiente onde vivemos. Sabemos

que temos muitos desafios, mas temos esperanças

em dias melhores, que nos animam e nos levam a

acreditar no futuro.”

Sintonia perfeita

O idealizador da Coamo, José Aroldo

Gallassini, presidente do Conselho de Administração

da Coamo e Credicoamo, ensina que o

cooperativismo é uma filosofia de vida e melhora

a vida de quem dele participa. “Desde o início, a

Coamo existe para facilitar a vida dos cooperados

e oportuniza produtos e serviços, que sozinhos

eles não teriam disponíveis ou se tivessem,

teriam grandes dificuldades. Com o apoio dos

funcionários, vivemos uma sintonia que é demonstrada

no dia a dia em uma relação de confiança e

credibilidade, juntamente com os cooperados e

diretoria para a realização dos objetivos sociais e

econômicos, buscando resultados para todos.”

José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho

de Administração da Coamo e Credicoamo

Maio/2021 REVISTA 35


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INVESTIMENTO

Novo entreposto em Campo Mourão terá museu e auditório

Em breve, a Coamo

iniciará a construção

do novo

entreposto em Campo

Mourão, que contará

também com auditório

e Memorial para retratar

sua história e evolução.

"Este investimento faz

parte da visão estratégica

da Coamo em atender

cada vez melhor

seus cooperados e ao

mesmo tempo perpetuar

a transformadora

história da cooperativa,

repleta de bons resultados,

com muita evolução

e transformação ao

longo das cinco décadas”,

informa Airton Galinari,

presidente Executivo

da Coamo.

Memorial Coamo 50 anos

Dentro do planejamento de

comunicação dos 50 anos

da Coamo, seguindo todos

os protocolos sanitários, cooperados

e funcionários podem conhecer

o Memorial do Jubileu de Ouro, na

Administração Central da cooperativa.

Estão expostos alguns troféus

e homenagens a reprodução da ata

de fundação da Coamo, o busto do

idealizador José Aroldo Gallassini,

e uma maquete do prédio.

Maio/2021 REVISTA 37


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38 REVISTA

Maio2021

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VIA SOLLUS

FOCO NA SEGURANÇA

Via Sollus oferece soluções em seguros, visando a proteção necessária com agilidade

e tranquilidade, sempre em parceria com as cooperativas Coamo e Credicoamo

Criada em maio de 2008,

a Via Sollus Corretora

nasceu com o objetivo

de intermediar o produto seguro,

entre segurado e seguradora,

apresentando melhor

preço e atendimento desde

a contratação até a regulação

dos sinistros. Desde sua fundação,

a corretora vem oferecendo

aos segurados soluções aos

segurados, visando a proteção

necessária com tranquilidade e

segurança, sempre em parceria

com as cooperativas Coamo e

Credicoamo.

O presidente dos Conselhos

de Administração da Coamo

e Credicoamo, José Aroldo

Gallassini, lembra sobre como

e o porquê foi criada a corretora

de seguros. Segundo ele, a

Coamo sempre primou para dar

segurança a todo quadro social.

“Nunca tivemos uma empresa

da Coamo que não fosse cooperativa.

Sentimos a necessidade

de ter uma corretora de seguro

agrícola, mas nem a Coamo nem

a Credicoamo podiam registrar.

Foi aí que criamos a Via Sollus

Corretora de Seguros, em 2008.”

Ele conta que foi necessário inserir

na corretora, outros tipos de

seguro, já que a Coamo contratava

com terceiros, seguros para

todas as instalações da cooperativa

e produção recebida, gerando

um alto custo.

“Temos um grande volume

de seguros contratados de

veículos, prestamistas (da dívida),

entre outros. Depois que implantamos

a Via Sollus, o seguro

agrícola fez com que diminuísse

o número de endividamentos

dos cooperados. Como a empresa,

cujo dono é a Coamo, faz

também seguros para não cooperados,

toda a comunidade é

bem-vinda aqui na Via Sollus”,

acrescentou Galassini.

O presidente Executivo

da Credicoamo, Alcir José Goldoni,

destaca entre os serviços

prestados pela Via Sollus, os seguros

de veículos, máquinas e

implementos, residencial, vida,

empresarial, prestamista, agrícola

e outros. Para Goldoni, a

Via Sollus tem uma trajetória

positiva, que veio trazer muitos

benefícios aos associados e à

comunidade.

Maio/2021 REVISTA 39


40 REVISTA

Maio2021


VIA SOLLUS

VIA SOLLUS BUSCA UM CUSTO ADEQUADO À ATIVIDADE, PRESTAÇÃO DE SERVIÇO, UM

ATENDIMENTO DIFERENCIADO E HUMANIZADO, PARA FAZER A DIFERENÇA AO SEGURADO

De acordo com o presidente

Executivo, a Credicoamo

foi uma das responsáveis pelo

crescimento da Via Sollus. “Quando

o associado vem financiar seu

custeio, máquinas, barracão ou

qualquer outro bem, já faz o seguro.

A Via Sollus acabou propiciando

ao associado uma segurança

maior em termos de proteger seu

patrimônio e levar tranquilidade à

família. O seguro traz o benefício

da proteção e tranquilidade. No

caso do seguro agrícola, quando

há frustração de lavoura, o produtor

pode não ter todo o ganho

esperado, mas com certeza, não

arcará com dívidas, visto que o seguro

cobre todo o valor. Ou seja,

não tem um retrocesso na atividade

agrícola. “

Devido ao crescimento

da Via Sollus, foi necessário

segmentar áreas internas para o

melhor atendimento. A corretora

conta com dois departamentos

na área de produção e comercialização

de seguros. Outra área

para seguros de cooperados e

funcionários da Credicoamo e

Coamo. E uma estrutura para comercialização

de seguros para o

público em geral, que não tem

ligação direta com as cooperativas,

mas busca a Via Sollus devido

a qualidade nos serviços,

atendimento e bons preços oferecidos.

Um dos fatores que contribui

para o sucesso da Via Sollus,

é carregar consigo a marca

José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração da Coamo e da Credicoamo

Coamo, que já tem a confiança

dos cooperados e da comunidade.

Além disso, a Via Sollus busca

um custo adequado à atividade,

Alcir José Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo

prestação de serviço, um atendimento

diferenciado e humanizado,

para fazer a diferença ao

segurado.

Maio/2021 REVISTA 41


CRÉDITO

CREDICOAMO OFERECE LINHAS

DE INVESTIMENTOS

Com o objetivo de atender

às necessidades dos

associados, apoiar a modernização

da frota de máquinas

e equipamentos visando o aumento

da capacidade produtiva,

e possibilitar a aquisição de bens

essenciais à produção, a Credicoamo

oferece aos associados

várias oportunidades de crédito

para investimentos.

De acordo com o diretor

de Negócios da Credicoamo,

Dilmar Antônio Peri, a Credicoamo

oferece para o quadro

de associados, todas as linhas

disponíveis no mercado financeiro.

As modalidades podem

ser divididas em quatro tipos: investimento

agrícola e pecuário;

investimento diversificado (que

abrange operações que precisam

de mais agilidade); financiamento

de fornecimento nos

Planos de Negócios Coamo; e

crédito fundiário.

A linha de investimento

diversificado da Credicoamo

é pensada a partir do pressuposto

de que o associado, seja

ele agricultor ou pecuarista,

necessita da máquina ou equipamento

de imediato e, por

consequência, precisa de agilidade

nas aprovações e disponibilidade

dos recursos. Esta modalidade

permite a retirada no

mesmo dia, sem a necessidade

de emissão de projeto técnico.

O investimento é liberado com

condições facilitadas, de acordo

com a capacidade financeira

do associado.

Na modalidade de investimento

agrícola e pecuário, a linha

é disponibilizada dentro do perfil

e necessidade do cooperado. O

crédito é destinado a aquisição

de máquinas agrícolas e equipamentos,

insumos para correção

do solo, construção de barracões,

instalação de sistema fotovoltaico,

compra de animais, aquisição de

insumos e de qualquer tecnologia

que o cooperado emprega no

campo. Ainda pensando no bem-

-estar do cooperado, a cooperativa

de crédito oferece linhas para a

construção da casa própria.

No financiamento de fornecimento

nos Planos de Negócios,

a Credicoamo mantém parceria

com a Coamo nos negócios

em que o cooperado está adquirindo.

Para isso, foi criada esta

modalidade específica onde,

42 REVISTA Maio/2021 Maio2021


para o período da campanha de

fornecimento de bens, são oferecidas

condições especiais, com

taxas e prazos diferenciados, facilitando

as negociações e facilitando

a aquisição de bens de

imediato.

Pensando no crescimento

dos associados, a Credicoamo

criou a modalidade denominada

crédito fundiário, que disponibiliza

recursos para complementar

aquisições de áreas de terras,

com pagamentos semestrais ou

anuais, a critério do associado

e dentro de sua capacidade de

reembolso.

A Credicoamo atende

todas às necessidades dos

cooperados baseando-se nos

recursos próprios da cooperativa,

oriundos da movimentação

financeira, deixada na

cooperativa e que volta para

o campo. Disponibiliza linhas

de investimentos tradicionais,

oficiais do governo federal

(BNDES). Neste caso, os investimentos

são em parceria com

MODALIDADES DE FINANCIAMENTOS

Investimento agrícola e pecuário

Investimentos diversificados

Financiamento dos fornecimentos

nos Planos de Negócios Coamo

Crédito Fundiário

alguns bancos. Essas modalidades

seguem todos os princípios

do crédito rural.

Para o presidente Executivo

da Credicoamo, Alcir

José Goldoni, os serviços de

investimentos disponíveis na

Credicoamo têm agilidade e facilidade

no processo de negociação.

“O associado tem mais

vantagens, porque a finalidade

é incentivar às atividades agropecuárias.

Entre os benefícios,

a Credicoamo oferece taxas

de juros reduzidas, os recursos

FINALIDADE

Financiar a aquisição de máquinas, equipamentos e

implementos, animais e correção e conservação do solo

Financiar a aquisição de produtos e bens

não enquadrados em linhas específicas

Propiciar a participação do associado nos

planos de fornecimento da Coamo

Completar a necessidade de pagamento de

parcela anual da compra de área agrícola

são voltados para cada tipo de

finalidade, prazos e pagamento

facilitados, valores adequados

à necessidade do produtor

rural e possibilidade de expansão

das operações”, acrescenta

Goldoni.

Em resumo, a Credicoamo

possibilita o desenvolvimento

da produção e da produtividade

do associado, a diversificação

das atividades, melhoria da renda

e, por consequência, o aumento

na qualidade de vida do

homem do campo.

Maio/2021 REVISTA

43


SEGURANÇA DIGITAL

Banco Central: campanha

de segurança do Pix

Intitulado “O Pix é novo, mas os golpes são antigos”,

o Banco Central realizou em maio uma campanha

com o objetivo de proteger os usuários contra as

fraudes mais comuns envolvendo o Pix e consolidar

uma cultura de segurança digital.

Como estratégia de alcance, a campanha

contou com diversas ações de comunicação,

como divulgação de conteúdo nas mídias sociais

do Banco Central e das instituições integrantes,

e a participação de representante do BC, em uma

live nas redes sociais, além de um evento online

promovido pelo BC.

Na estratégia de comunicação da Coamo

e da Credicoamo, a divulgação foi realizada via

portais internos, sites das cooperativas, whatsapp aos

cooperados e funcionários, e redes sociais da Coamo.

44 REVISTA

Maio2021


CONFIRA AS DICAS PUBLICADAS:

UM ESTRANHO NO HOME BANKING

Golpistas podem criar páginas falsas da internet, mandar

mensagens de texto ou usar outros meios para obter seus

dados, “invadir” sua conta bancária e utilizar o Pix para

desviar recursos. Não caia nessa! Em hipótese alguma

compartilhe suas informações de acesso com estranhos.

Antes de fazer login no site do seu banco, verifique se você

está na página certa e só depois insira os seus dados. Use

sempre os canais oficiais do seu banco, e nunca clique em

links suspeitos recebidos por e-mail, mensagem ou pelas

redes sociais.

CENTRAL DE ATENDIMENTO FALSA

Uma pessoa ligou dizendo que trabalha no seu banco e

ofereceu ajuda para cadastrar sua chave Pix ou falou que

precisava fazer algum tipo de ativação da conta ou verificação

no seu aplicativo? Cuidado com o golpe da central

de atendimento falsa! O golpista finge que é atendente do

banco para roubar os seus dados, acessar sua conta e desviar

dinheiro. Não permita acesso remoto ao seu dispositivo

nem faça procedimentos de segurança durante o contato.

Também não passe para outras pessoas seus dados de acesso

e senhas. Encerre a chamada imediatamente e entre em

contato com seu banco.

MENSAGEM DO “AMIGO”

Um contato seu enviou mensagem pedindo dinheiro emprestado

e indicando uma conta para fazer um Pix? Fique

atento: esse pode ser o velho golpe “mensagem do ‘amigo’”!

O golpista finge ser um conhecido para enganar a

vítima, que transfere o dinheiro crente que está ajudando

um amigo. Se alguém te pedir ajuda financeira, ligue para

a pessoa e verifique se o pedido é verdadeiro: ela pode ter

tido o seu perfil no aplicativo de mensagens clonado. E para

não ser o seu aplicativo clonado e ser o “amigo” da vez, ative

o duplo fator de autenticação nas configurações de privacidade

da sua conta. Por fim, lembre-se sempre de conferir

os dados do destinatário antes de confirmar um Pix.

DEPÓSITO SUSPEITO

O golpista oferece um empréstimo ou produto mediante

pagamento prévio numa rede social, site de anúncios ou

plataforma e-commerce e negocia com a vítima, que faz

o pagamento por meio do Pix, mas acaba não recebendo

o prometido. Fique atento e #evitegolpes! Ao fazer uma

negociação on-line, pesquise sobre o ofertante em sites especializados

e desconfie de promessas de grande retorno

financeiro. No caso de empréstimo, verifique se a instituição

que está oferecendo é autorizada pelo BC. E lembre-se:

antes de confirmar um Pix, confira os dados do destinatário.

Dicas de segurança para você

continuar aproveitando o Pix

com todas as suas vantagens:

• Antes de inserir seus dados, verifique

se o site ou a plataforma são

mesmo do seu banco;

• Desconfie de ofertas imperdíveis

e promessas de grande retorno

financeiro. Ao fazer uma compra

on-line, pesquise sobre o ofertante

em sites especializados;

• Sempre confira os dados do destinatário

antes de confirmar um

Pix;

• Nunca compartilhe seus dados

de usuário e senhas com terceiros,

principalmente por telefone ou

mensagem;

• Proteja suas informações de

acesso: nunca anote senhas em

papel, celular ou computador;

• Crie senhas complexas: nunca

utilize dados pessoais ou números

repetidos ou sequenciais;

• Não clique em links de origem

suspeita, como os recebidos por

mensagem de texto, e-mail ou pelas

redes sociais;

• Na dúvida, entre em contato com

o seu banco pelos canais de atendimento

oficiais.

Se mesmo seguindo essas dicas

você for vítima de um golpe, registre

a ocorrência na polícia, entre

em contato com o seu banco

e acesse o site do BC para mais

orientações.

Maio/2021 REVISTA 45


12ª FEIRA DE NEGÓCIOS COAMO:

oportunidade de investimento aos cooperados

A

missão da Coamo é agregar

valor à produção dos

cooperados. Um dos

benefícios da cooperativa é o

fornecimento de produtos agrícolas

e veterinários, máquinas

e implementos, com condições

especiais, por meio da Feira de

Negócios, realizada em todas as

unidades no Paraná, Santa Catarina

e Mato Grosso do Sul. Oportunidade

para quem quer adquirir

produtos com bons preços e

prazos de pagamento.

De acordo com o gerente

de Bens e Fornecimento

de Lojas, Paulo Roberto Bacini,

a feira começou antecipadamente

esse ano em virtude da

pandemia e da falta de matéria-prima

no mercado, de forma

a oferecer melhores preços

e produtos aos cooperados. A

feira abrange todos os produtos

da farmácia veterinária (rações,

sais minerais, frascarias,

medicamentos) e loja de peças

46 REVISTA

Maio2021


OPORTUNIDADE

(que inclui peças, pneus, lubrificantes,

energia fotovoltaica,

máquinas e implementos).

O evento foi preparado

para todo o quadro social da

cooperativa, e os produtores

aproveitam as condições oferecidas,

como o pagamento direto

para dezembro, sem juros, financiamento

com a Credicoamo, e

descontos especiais nas máquinas.

O cooperado Messias Hélio

de Sá, da Coamo em Juranda

(Centro-Oeste do Paraná),

aproveitou a feira para comprar

maquinário. Ele vê como uma

oportunidade para fazer bons

negócios. “Todos os anos compramos

alguma coisa na Feira de

Negócios da Coamo. São vários

produtos que estão à nossa disposição.

Essa feira é esperada e

já está no nosso calendário há

anos”, avalia o cooperado, que

ainda elogiou o atendimento da

Coamo de forma geral.

O programa de pontos

Fideliza pode ser utilizado para

a aquisição dos produtos disponíveis

na feira. Além disso, a Credicoamo

está com linhas de crédito

específicas para os produtos

do evento. Todos os anos, a cooperativa

de crédito busca auxiliar

o cooperado na aquisição das

máquinas na Coamo. São condições

especiais para o fornecimento

das máquinas e produtos

veterinários.

Paulo Vinicius Demeneck,

cooperado há mais de

dez anos na Coamo em Juranda,

recomenda aos cooperados

para conferir as condições da

feira. “No ano passado, consegui

comprar uma plaina de arrasto

e metade do pagamento

foi por meio dos pontos do programa

Fideliza. Além do bom

atendimento, os prazos tornam

a feira ainda mais vantajosa”, comenta

o produtor.

Cooperado Messias Hélio de Sá, da Coamo em

Juranda (PR) aproveitou a feira para comprar maquinário

Paulo Vinicius Demeneck, cooperado há mais de dez anos na Coamo em

Juranda (PR), recomenda aos cooperados para conferir as condições da feira

Maio/2021 REVISTA 47


48 REVISTA

Maio2021


SISTEMA DE PRODUÇÃO

SOLO CORRIGIDO,

produtividade a caminho

Mais do que extrair do solo

os frutos que alimentam

o planeta e sustentam a

economia, é importante devolver

o equilíbrio necessário para sustentabilidade

do sistema produtivo.

Desta forma, utilizar práticas

conservacionistas, como o plantio

direto e rotação de culturas, dentre

outras, é fundamental. São

ações que vão muito além do aspecto

técnico. O Programa Coamo

de Correção do Solo, lançado recentemente

pela Coamo, tem essa

missão. O objetivo é agregar valor

à produção dos cooperados com

desenvolvimento sustentável.

Atentos às vantagens

proporcionadas pelos programas

da Coamo, os cooperados Sebastião

Jesus da Silva e José Henrique

Carvalho da Silva, pai e filho,

de Luiziana (Centro-Oeste do Paraná),

são daqueles que aproveitam

as condições ofertadas, mas,

sobretudo, se preocupam com a

preservação do sistema produtivo

da propriedade. Eles aderiram

ao Programa de Correção do

Solo e estão devolvendo à terra

o que ela precisa para continuar

produzindo com sustentabilidade.

Atualmente, estão aplicando

calcário e em breve aplicarão

gesso. “É a forma que temos de

garantir o equilíbrio das nossas

áreas e, consequentemente, ter

um aumento da nossa produção.

Por isso, é importante fazer essa

correção sempre que necessário

e com o apoio da Coamo, por

meio de programas como este,

fica mais fácil”, comenta José Henrique,

que aos poucos está assumindo

a gestão das atividades.

O jovem cooperado valoriza

as condições ofertadas no

programa, que facilitam a ação

de corrigir o sistema de produção

e melhorar a produtividade. “São

boas as formas de pagamento,

que facilitam o acesso do produtor

à tecnologia. Esperamos que

seja um programa duradouro

para que possamos sempre estar

corrigindo nossas áreas, de acordo

com a necessidade”, acrescenta

o produtor, já prosperando a

melhoria na produtividade. “Colhemos

em média de 170 a 180

sacas de soja por alqueire nessa

região. Mas, queremos sempre

melhorar e aumentar essa produtividade.

Por isso, este investimento

em correção”, declara.

Todas essas ações, aliadas

à mentalidade de pensar no todo,

e na atitude de produtores e técnicos,

são determinantes para o

avanço no processo de melhoria

do sistema produtivo. O engenheiro

agrônomo Alessandro Vitor

Zancanella, da Coamo em Luiziana,

afirma que este é o caminho

para o processo de sustentabilidade.

“A ideia é deixar nutrientes

disponíveis para as plantas, melhorar

a produtividade e equilibrar

o solo. Este programa da Coamo

possibilita uma transformação no

campo com baixo custo e muito

benefício”, afirma Zancanella.

Atentos as vantagens proporcionadas pelos programas da Coamo, os cooperados Sebastião Jesus da Silva e

José Henrique Carvalho da Silva, de Luiziana (PR), aproveitaram as condições ofertadas para corrigir o solo

Maio/2021 REVISTA 49


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Maio2021


PECUÁRIA

Peneiras de Penn State

e de digestibilidade

Uso de ferramentas de avaliação garantem mais precisão na

formulação das dietas e redução no desperdício de ingredientes

A

profissionalização do manejo

alimentar nos rebanhos

de leite e corte é um

dos focos da área técnica da Coamo.

Para a correta execução deste

manejo, existem ferramentas e

tecnologias que auxiliam no levantamento

de dados, que após avaliados

fornecem informações precisas

para ajustar a dieta que será ou

está sendo fornecida para os bo-

vinos. “Isso diminui o desperdício,

melhora a eficiência e a lucratividade

do sistema produtivo”, revela o

médico veterinário da Coamo de

Campo Mourão, Hérico Alexandre

Rossetto.

Segundo o veterinário,

para aumentar a precisão da formulação

das dietas totais, e atender

as exigências dos animais,

algumas variáveis devem ser conhecidas

e ajustadas, como, a

composição dos alimentos, a mistura

da dieta, o consumo total da

necessidade diária etc. “Este trabalho

de auditoria, auxilia na análise

dos processos de alimentação

dos animais, gerando informações,

que após processadas, dirão

se o manejo alimentar está correto

ou não, aumentando a eficiência

produtiva de leite ou carne.”

Maio/2021 REVISTA 51


PECUÁRIA

COM O PENN STATE É POSSÍVEL AVALIAR A ALIMENTAÇÃO DOS

ANIMAIS E A DIGESTIBILIDADE DOS ALIMENTOS FORNECIDOS

Dentre as ferramentas

utilizadas, duas são de grande

auxílio para a nutrição. Hérico

Rossetto afirma que são as peneiras

de Penn State e as de digestibilidade.

“É possível avaliar

se o volumoso está processado

ou se a dieta está corretamente

formulada. Consegue-se analisar

a digestibilidade dos alimentos

fornecidos, por meio da quantidade

de nutrientes eliminados,

sem digestão, nas fezes dos animais”,

orienta.

De acordo com o veterinário,

o separador de partículas

de Penn State, caixa de peneiras,

avalia o comprimento da forragem

utilizada para os bovinos.

“Amostras são coletadas e passadas

nas peneiras de Penn State, e

a proporção de material retido em

cada peneira é avaliada e os coeficientes

de variação são analisados

para os ajustes na confecção

da dieta total dos animais. Devem

apresentar condição de mistura

(CV) - valor médio entre as peneiras

do meio e de baixo - de 1 a 4 %.

Enquanto o CV de 5 a 8 % indica

boas condições. Valores acima de

10 % indicam algum problema na

mistura, que deve ser investigado

e corrigido.”

Outra ferramenta eficiente

para a nutrição de precisão,

são as peneiras de digestibilidade,

as quais são um guia,

onde por meio de avaliações

do esterco, tomam-se decisões

para a realização de mudanças

Médico veterinário da Coamo de Manoel Ribas (PR), Marcio Delecrod, mostra a operacionalidade do Penn State

Diferente da maioria dos

jovens, o produtor rural, João

Tiago Camilo Braga, fez o caminho

inverso. Ele deixou a cidade

para trabalhar no campo.

“Desde criança, eu e meu irmão,

na alimentação e avaliação da

dieta total fornecida. “O esterco

fresco e intacto fornece valiosas

informações para tomada de

decisões no ajuste da alimentação

dos animais. Com o uso de

peneiras específicas, o esterco

é lavado e é removido o material

não digerido. Um pedaço

de grão de milho ou uma partícula

de forragem, por exemplo,

após a pesagem, darão informações

sobre o processamento

dos grãos, digestibilidade e

velocidade de passagem pelo

trato digestivo”, explica Hérico

Rossetto.

Ele ainda ressalta que

com o uso destas ferramentas de

avaliação de dietas, tem-se mais

precisão na formulação das dietas,

redução no desperdício de ingredientes

e, consequentemente,

mais eficiência e produtividade.

Vacas nutridas e produtivas

já ajudávamos o meu tio na leiteria.

Sempre gostei da lida no

campo. Por isso, decidimos voltar

para o sítio, eu fiquei com o

trabalho na pecuária e meu irmão

com a lavoura.”

52 REVISTA

Maio2021


Na propriedade da família,

a leiteria é tocada há quase

dez anos. De ano em ano, eles foram

aprimorando as tecnologias

e aumentando a produtividade.

Duas tecnologias implantadas

recentemente foram o Penn State

e o analisador de digestão. “Com

o tempo fomos melhorando os

animais, fizemos um barracão, o

compost barns. O ajuste técnico

alinhado junto ao departamento

João Tiago Camilo Braga, de Manoel Ribas (PR), vem investindo na atividade leiteira

técnico da Coamo, nos permitiu

crescer ainda mais. Hoje são cerca

de 30 vacas em lactação, com

perspectiva de até o final do ano

aumentar para 40”, revela João

Tiago.

Para realizar essas melhorias,

o jovem, explica que é

preciso a busca por conhecimento,

principalmente quando o assunto

é alimentação. “A nutrição

tem que ser o alicerce do nosso

trabalho. O que as vacas consomem,

se reflete na produção

de leite. Se a alimentação delas

melhora, a produção cresce também.

A nutrição e a reprodução

evoluem juntas. Por isso, buscamos

melhorar, uma quantidade

menor de vacas, com produção

elevada.”

Segundo o médico veterinário

da Coamo de Manoel

Ribas, Marcio Adriano Delecrod,

o cooperado precisa otimizar

constantemente a alimentação

dos rebanhos. “O mercado leiteiro

está instável e o custo de

produção elevado, por isso é

preciso intensificar e melhorar a

eficiência na propriedade, principalmente,

na área nutricional,

que responde por quase 60%

do custo do litro do leite produzido.

Assim, por meio de ferramentas

como o penn state e

do analisador de digestão, otimizamos

o processo nutricional

e melhoramos a saúde ruminal

dos animais. Na propriedade

da família Camilo, o uso destas

tecnologias veio para somar.

Eles agregaram cerca de três litros

média/animal por dia, o que

permitiu que eles tivessem mais

liquidez no final do mês.”

Maio/2021 REVISTA 53


54 REVISTA

Maio2021


SAFRA DE INVERNO

Um novo ciclo para o trigo

Cooperados investem no cereal visando a melhoria

do sistema de produção e, também, o lucro

A

chuva que caiu em meados

de maio na região da

Coamo, deu a largada para

o plantio de trigo na área de ação

da cooperativa. A cultura é uma

das alternativas de cultivo no in-

Alysson Marcon, de Pitanga (PR), aproveitou a chuva para iniciar o plantio

verno. Em Pitanga (Centro do Paraná)

o cooperado Alysson Marcon,

aposta todos os anos na cultura e,

novamente, plantou o cereal de

olho não só na rentabilidade, mas

também, nos benefícios proporcionados

ao sistema de produção.

A maior parte da área

(250 hectares) fica para o trigo e

outra parte fica com aveia e gado,

pois na propriedade da família,

a pecuária também é uma atividade

lucrativa. “Onde plantamos

trigo, a soja é outra, muito mais

produtiva. Dá uma palhada diferenciada.

Sem contar, a renda que

conseguimos obter com o trigo.

Além disso, o maquinário, que

não é nada barato, precisa estar

circulando”, explica o cooperado.

Em parceria com o departamento

técnico da Coamo, Alysson

diz que capricha no manejo.

“Temos que fazer a nossa parte e,

por isso, sigo a recomendação dos

agrônomos e investimos pesado

em tecnologia. Vamos colher os

frutos disso lá na frente”, enfatiza o

cooperado.

A expectativa é colher

150 sacas de trigo por alqueire.

Para isso, Alysson não perde tempo

e está atento ao que pode incrementar

a produtividade. “Aderimos

ao plano da Coamo para o

trigo. Também aproveitamos para

adquirir calcário e gesso no programa

de Conservação do Solo.

Quando seguimos um cronograma

e as recomendações da cooperativa

não tem erro. Agora, é só

torcer para o clima ajudar.”

Maio/2021 REVISTA 55


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ALIMENTOS COAMO

Coamo lança nova farinha

de trigo e mistura para bolo

O

Moinho de Trigo da

Coamo conta com tecnologia

de ponta que

permite desenvolver diversos tipos

de farinhas e misturas para

pães e bolos. Diante dessa possibilidade,

somada ao objetivo

de agregar valor à produção dos

cooperados que produzem trigo,

a cooperativa lançou mais dois

produtos, a Farinha de Trigo Coamo

Super Premium Panificação e

Mistura para bolo da linha Coamo

Linha Fácil, sabor leite condensado.

Segundo Luis Fernando Doneda,

chefe do departamento de

Vendas responsável pelo canal do

moinho de trigo, a Coamo sempre

está inovando. “Sempre pro-

curamos trazer novidades para o

portfólio da linha alimentícia da

Coamo, e que atenda os nossos

consumidores mais exigentes.”

Doneda revela que a

Farinha Super Premium está disponível

nas embalagens de 1kg

e 5kg para o consumidor do varejo

e a Farinha Super Premium

Panificação em saca de 25 kg

para o público transformador.

“Esse produto permite que o panificador,

por exemplo, consiga

produzir os pães mais perfeitos

possíveis, e branquinhos. Essa

farinha é mais branca, pois é extraída

do interior do grão. É uma

farinha muito nobre”, explica.

A Mistura para bolo da linha

Coamo Linha Fácil, sabor leite

condensado é outra novidade,

em embalagem de 5 kg. “Temos

11 sabores em nosso portfólio de

misturas de bolos. O de leite condensado,

foi uma solicitação de

nossos clientes. A Coamo Linha

Fácil caiu nas graças do público

transformador, pois ela tem uma

ótima performance, garantindo a

produção de bolos perfeitos. São

misturas prontas, em que basta

adicionar leite ou água e ovos"

explica. Segundo ele, o produto

facilita o processo e garante a

padronização da produção, uma

necessidade de quem tem uma

padaria e quer ter constância na

qualidade de seus bolos.”

Maio/2021 REVISTA 57


Empadão

de Frango Simples.

coamo

de

INGREDIENTES

Massa:

Margarina Coamo Família - 1 xícara (200g)

Farinha de Trigo Coamo Tradicional - 3 xícaras (420g)

Água - 2 colheres de sopa (20ml)

Recheio:

Filé de frango desfiado - 500g

Caldo de Legumes ou Frango - 2 envelopes ou cubinhos

Óleo de Soja Coamo - ¼ de xícara (45g)

Cebola - 2 unidades

Alho - 4 dentes

Sal - 3 colheres de chá (15g)

Orégano - ½ colher de sopa

Pimenta - ½ colher de chá

Milho - 170g (1 lata)

Água do Cozimento do Frango - 3 xícaras (720ml)

Farinha de Trigo Coamo Tradicional - ¼ de xícara (30g)

Requeijão - 180g (1 pote)

Salsinha - 2 colheres de sopa

Cebolinha - 2 colheres de sopa

10 porções

Para o modo de

preparo dessa e

outras receitas

saborosas, aponte

o celular aqui.

FÁCIL DE PREPARAR, ESSE

EMPADÃO DE FRANGO É MAIS

UMA RECEITA QUE TODO

MUNDO GOSTA!

MODO DE PREPARO

Para o recheio, cozinhe o frango em 1 litro de água com o caldo

de legumes ou frango. Desfie o frango e reserve o líquido do cozimento.

Frite a cebola e o alho até dourar. Adicione o frango, orégano, pimenta

e vá adicionando o caldo do frango aos poucos. Adicione o sal somente no final,

para corrigir. Dissolva a farinha em um pouco do caldo e adicione ao recheio.

Deixe cozinhar por 10 minutos. Adicione o requeijão, o milho, a salsinha e a

cebolinha. Ajustar o sal, se necessário. O recheio não pode ficar muito líquido,

tem que ficar cremoso, caso necessário, deixe secar mais um pouco.

Para a massa, misture a farinha e a margarina com a ponta dos dedos até

virar uma farofa. Adicione a água aos poucos e misture até deixar uma massa

compacta. Deixe na geladeira por 30 minutos. Divida a massa em 3 partes,

sendo uma para a tampa e duas partes para cobrir a forma. Coloque a massa na

forma e aperte. Abra, com um rolo, a tampa com uma espessura fina.

Pode passar um ovo batido por cima, pincelar. Asse em forno preaquecido,

por 45 minutos, a 180° C.

Acesse os nossos canais: /alimentoscoamo @alimentoscoamo /alimentoscoamo


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A dedicação diária de cada cooperado e seus

familiares. O apoio de cada parceiro que está

sempre ao nosso lado. A escolha de cada cliente

pelos produtos Coamo. Nossa história é feita

com as transformações de cada dia que mudam

nosso presente. Escrevem o nosso futuro.

E transformam a vida de todos nós.

A vida é a gente que transforma.

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