Português - E-Magazine

abayomiacademy

S H E

Smart & happy environments

O MELHOR DA MINHA

COMUNIDADE

O QUE VAMOS DEIXAR

PARA AS CIDADES DO

FUTURO?

por Adriana Figueiredo

VIVER O PRESENTE:

A ARTE DE SER FELIZ

por Marco Hennies

A GESTÃO INOVADORA E A

SUSTENTABILIDADE

NA AGENDA DAS CIDADES

INTELIGENTES

por Eliane Saldan

PERSONALIDADE:

Karla Pimentel

Arquiteta multissensorial

ECONOMIA CIRCULAR E

POLÍTICA REVERSA: AVANÇOS

LEGISLATIVOS E PROPOSTA

DE CRÍTICA

por Eraldo Brandão & Marcelo Santana

PERCURSOS PELA CIDADE –

ACESSIBILIDADE E

CAMINHABILIDADE

por Regina Cohen

# 03 maio 2021 português


NA ABAYOMI ACADEMY

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Foto: Arquivo Abayomi LLC

Editorial

Estamos nos dedicando para sermos felizes hoje?

Como estamos preparando nossas cidades para o

futuro? Como oferecer acessibilidade e

caminhabilidade nas nossas cidades? Quais as

tendências para uma gestão inovadora e aplicação

da economia circular na sua vida, na sua cidade e

na sua empresa? Esses são temas atuais e

inspiradores que nossos autores nos apresentam

nessa edição para ajudar a trazer consciência e

conhecimentos transformadores.

Essa edição nos traz algumas novidades, novas

sessões e mais interação com o público:

"Personalidade", "O melhor da minha

comunidade", "Perguntas & Respostas" e "Agenda".

A primeira novidade que já vem na abertura da

revista é a sessão "Personalidade" que nos

apresenta, cada mês, uma personalidade que se

destaca na promoção de Ambientes Inteligentes e

Felizes e temos o prazer de contar com a

entrevista da arquiteta multissensorial, Karla

Pimentel, de São Paulo.

A sessão seguinte - "O melhor da minha

comunidade" - conta com a participação do

público de diversas partes do mundo

compartilhando conosco o que tem de melhor

na sua comunidade para servir de inspiração

para gestores, profissionais e leitores.

Na sessão "Perguntas & Respostas", o público

também interage com os profissionais da

Abayomi Academy, nossos autores ou outros

parceiros, enviando suas perguntas sobre

temas relacionados à ambientes inteligentes e

promoção da felicidade a partir dos ambientes.

A "Agenda" nos traz alguns das atividades

previstas para os meses de junho e julho dentro

da temática de interesse do nosso público.

Boa leitura e continuem compartilhando

conosco suas ideias e sugestões para a revista

ficar ainda melhor para vocês.

Patricia Fraga

Diretora Executiva

Abayomi Academy

Patrícia Fraga


junho 2021

# 03

Português

SMART AND HAPPY ENVIRONMENTS

SHE

05

personalidade:

karla pimentel

09

O MELHOR DA MINHA

COMUNIDADE

15

O que vamos deixar

para as cidades do

futuro? - ADRIANA

FIGUEIREDO

20

VIVER O PRESENTE: A

arte de ser feliz -

Marco hennies

25

A GESTÃO INOVADORA E

A SUSTENTABILIDADE

NA AGENDA DAS

CIDADES INTELIGENTES

- eliane saldan

33

ECONOMIA CIRCULAR E

POLÍTICA REVERSA:

AVANÇOS LEGISLATIVOS

E PROPOSTA DE CRÍTICA

- Eraldo Brandão &

Marcelo Santana

38

PERCURSOS PELA

CIDADE:

ACESSIBILIDADE E

CAMINHABILIDADE -

regina cohen

44

perguntas e

respostas


SHE - SMART AND HAPPY ENVIRONMENTS

JUN - #3 / 2021

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PERSONALIDADE

K A R L A P I M E N T E L

Karla é arquiteta multissensorial com mais 26 anos de atuação e mais 500 mil m2 de

áreas construídas, com especialização em Design de Interiores em Milão, no Instituto

Marangoni; imersão em tecnologia e inovação no Vale do Silício, Califórnia. Por meio

da Arquitetura Sensorial associada a Psicologia Positiva e a Neurociência, usando os

SEIS sentidos - visão, audição, olfato, tato, paladar e INTUIÇÃO - evoca um novo

olhar, uma nova experiência e um novo aprendizado sobre a relação da arquitetura

como agente da longevidade, em benefício da vida do indivíduo como um todo.


SHE - SMART AND HAPPY ENVIRONMENTS

JUN - #3 / 2021

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1. Quem é Karla Pimentel?

Arquiteta por formação e paixão há 26

anos. Após uma experiência de mais de

500 mil m2 de áreas construídas eu

percebi que era a hora de me reinventar.

A inquietude de perceber que as pessoas

enxergam a relação arquiteto x cliente

como um fornecedor de bens materiais

me fez despertar para a necessidade da

mudança de mindset. Eu acredito na

arquitetura como algo que vai além das

formas e traços perfeitos, envolvendo um

trabalho multidisciplinar. A habilidade do

arquiteto de projetar espaços está

relacionada aos benefícios que estes

espaços podem proporcionar às pessoas

que ali irão conviver com seus familiares,

com amigos ou consigo mesmas,

desenvolvendo habilidades e fortalecendo

dons. Eu enxergo a arquitetura de forma

humanizada, com alma, amor e propósito,

a ensino aos que colocam todos os seus

sonhos em um projeto que ele pode se

materializar muito além das expectativas.

Eu tenho como propósito ser uma

profissional que oferece, além da

materialização dos sonhos, um conceito

que envolve o SER, que eleva a qualidade

de vida das pessoas e proporciona um

bem estar psíquico, a satisfação pessoal e

o equilíbrio em todos os aspectos.

"A 'CASA COM ALMA' é um

lema que podemos levar conosco

ao longo de toda a nossa vida.

Eu sigo com o ideal de

transformar a vida das pessoas

com o meu trabalho."

2. Que tipo de trabalhos você desenvolve?

O meu propósito é o de educar as

pessoas e executar trabalhos com o foco

na Arquitetura Multissensorial, que

surge em um momento de

transformação do TER para o SER. A

humanidade passa por um processo de

readaptação, de sensibilidade e

percepção do que é essencial para o

convívio. A CASA passa a ser um lugar

de reconexão, de filtrar as energias que

canalizamos, de ativar os sentidos e do

"viver mais e melhor". A arquitetura

multissetorial cumpre este papel sendo

agente de transformação por conectar e

despertar os nossos sentidos, e muitas

vezes nós esquecemos esta importância

seja pela rotina, seja por não

entendermos que o bem-estar vem de

dentro (mente) para fora (forma de viver

e de se relacionar com os espaços).


SHE - SMART AND HAPPY ENVIRONMENTS

JUN - #3 / 2021

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3. De onde vem sua inspiração no trabalho? 4. Qual o projeto que você mais se orgulha de ter

realizado?

Tenho muitas inspirações, em especial 2

mulheres que são sinônimo de criatividade

e superação de si mesmas: Zaha Hadid e

Lina Bo Bardi. Zaha Hadid, mulher e árabe

naturalizada britânica, é um exemplo para

todas as arquitetas que buscam um espaço

no mercado. Ela nasceu no Iraque e,

desprendendo-se dos padrões impostos,

tem seu nome reconhecido e aclamado

mundialmente por conta de seu design

não linear, desconstrutivista,

acompanhado de curvas, formas e

perspectivas, sempre se inspirando na

natureza (o que também é o meu caso). A

Lina Bo Bardi se destacou por

compreender a cultura brasileira a partir

de uma perspectiva antropológica,

atentando sobretudo à convergência entre

vanguarda estética e tradição popular. Eu

amo desconstruir tudo o que eu faço

entendendo os porquês, o como e o

quando dentro dos traços antropológicos

ao pensar na concepção de qualquer

trabalho que realizo. É por isto que eu

trabalho com quem e com o que eu

acredito, pois só assim é possível, na

minha visão, promover os níveis de

transformação que proponho com o meu

trabalho.

Eu me orgulho de todos porque cada um

deles teve e tem uma particularidade

especial e única, a do ser humano em sua

individualidade e conviver com meus

clientes me ensinou a ver, sentir e respeitar

seus desejos. "A casa fala e muito", o projeto

mostra os anseios, os desejos, e ao mesmo

tempo as dores e as frustrações do ser

humano que os impedem ou proporcionam

momentos de felicidade.

5. Qual o maior desafio que você viveu na sua carreira?

Foi entender as reações emocionais dos

clientes, pois a casa reflete o que ele é e o

que ele gostaria de ser. Sofri muito, pois

achava que era incapaz profissionalmente

por muitas vezes. Até que um dia eu entendi

que o problema emocional deles não me

pertencia e que eu tinha que buscar

ferramentas pra ajudar no processo. Foi

quando resolvi fazer uma pós graduação em

psicologia positiva e estudar neurociência,

surgindo a Neuroarquitetura.


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6. Como você entende a importância do seu trabalho

na vida das pessoas?

A arquitetura que eu acredito e executo vai

muito além da estética, atuando como agente

de mudança das percepções sob uma

perspectiva que envolve os seis sentidos:

visão, olfato, tato, paladar, audição e

INTUIÇÃO. Chegou a hora de nos

desprendermos de velhos padrões,

proporcionando aos que confiam no meu

trabalho uma visão mais ampla de como a

arquitetura e o design podem mudar a vida

das pessoas e ser agente da qualidade da vida

e da longevidade. Eu quero que as pessoas

entendam que a forma como a casa ou o

espaço que habitam é projetado interfere na

sua saúde psíquica e física, proporcionando a

longevidade, desde detalhes como iluminação

até o contato com a natureza. O meu intuito é

o de projetar uma CASA COM ALMA em todos

os níveis e isto também envolve um trabalho

multidisciplinar, para o desenvolvimento do

indivíduo como um todo.

7. Como você acredita que seu trabalho está conectado com

a promoção de ambientes inteligentes e felicidade?

Quando você entende que a arquitetura vai

além da estética, quando você se desconstrói

e desconstrói o pensamento de que um

espaço bem projetado é um espaço apenas

com traços perfeitos, você entende como

conectar os sentidos para promover a

felicidade das pessoas que ali habitam, ou que

ali irão conviver. Os elementos da arquitetura

multissensorial que vão desde o design dos

detalhes ao espaço externo de uma casa, um

ambiente corporativo, ou até mesmo uma

cidade, estão inseridos no conceito de

ambientes inteligentes porque promovem o

desenvolvimento do indivíduo como um todo.

Quando isso acontece, não há dúvidas que o

resultado será a promoção da felicidade e da

longevidade. Precisamos pensar no MACRO, e

não somente no micro!


SHE - SMART AND HAPPY ENVIRONMENTS

JUN - #3 / 2021

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8. Na sua opinião, qual a tendência para os ambientes construídos e abertos nesta vida pós-pandemia?

Temos algumas macrotendências para colocar no radar, são elas:

ZEITGEIST

A Juventude sem faixa etária, como um estado de espírito. Este senso de juventude é

responsável pelo fim dos conceitos delimitados e de viéses de confirmação que constroem o

nosso mindset. A celebração do sentimento de liberdade e pensamento livre nos impulsiona

para um estilo de vida multigeracional. Isto nos conecta à percepção dos espaços com uma

pluralidade de elementos que antes não se observava, a uma sensibilidade sobre a possibilidade

de transformação com uma influência de outros setores na arquitetura, como a moda, por

exemplo. Ambas trazem sinais do "zeitgeist", ou seja, inevitavelmente os arquitetos, estilistas e

designers são influenciados por toda a cultura e o momento histórico em que vivem, e essas

características aparecem de maneira marcante na moda e na arquitetura.

PHYGITAL

Estamos observando o crescimento do

senso de individualidade e criatividade

nas pessoas pelas transformações que

vivemos, a forte influência da

realidade virtual e do uso dos dados,

permitindo novos meios de expressão

criativa e auto identidade. Os

espaços híbridos, sendo eles metade

físico, metade digital, provoca uma

sensação de euforia e manifestação da

mente pela tecnologia atuando como

facilitadora das nossas vidas tanto no

âmbito pessoal como profissional,

aproximando as pessoas, construindo

e fortalecendo relações.

MULTISSENSORIAL

A arquitetura dos sentidos está sendo descoberta por profissionais e pessoas do mundo todo,

justamente por vivermos num momento tão transformador. Estamos mais sensíveis sobre a

percepção dos detalhes pois buscamos evoluir na escala do aprendizado da convivência, seja

com as pessoas, seja com os espaços que nos encontramos. Os nossos hábitos tem mudado e

estamos mais atentos sobre como o nosso entorno pode ser agente do bem-estar psíquico e

físico. A arquitetura multissensorial vem para preencher o gap entre as pessoas e os espaços

que elas se encontram, como uma conexão que está sendo (re)descoberta.

Encontre as outras macrotendências no e-book especial que construí para quem quer

aprender mais e adaptar a sua rotina a este novo "modus operandi" que vivemos, o do SER.

Faça o download aqui : https://karlapimentel.com.br/tendenciasdomorar


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SHE - SMART AND HAPPY ENVIRONMENTS

JUN - #3 / 2021

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MELHOR DA MINHA

O

COMUNIDADE

O que você realmente gosta na sua comunidade que vale a pena o resto do mundo conhecer e se inspirar?

Estreamos a sessão "O melhor da minha comunidade" com o objetivo de compartilhar o que cada

comunidade tem de melhor e, quem sabe, ajudar a inspirar cidadãos, gestores, arquitetos, urbanistas e

tantos outros profissionais envolvidos na criação e adaptação de ambientes inteligentes e felizes.

Queremos saber sua opinião. Queremos ouvir pessoas de todas as idades, de todos os cantos do mundo.

Quanto mais diversas forem as contribuições, mais a gente ganha em inspiração e alegria.

As contribuições deste mês foram enviadas por Maisa Tobias, de Braga, Portugal e Fernanda Rocha da

Flórida, Estados Unidos.

"O melhor para mim é a paisagem que tenho de

dentro do meu apartamento em Braga, sentada

na sala, lá de fora. É inspirador!


SHE - SMART AND HAPPY ENVIRONMENTS

JUN - #3 / 2021

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Abrir a janela e ver esta

paisagem com o som dos

pássaros, do galo e cheiro

de mato. Adoro!

E quando saio para

caminhar, vejo coisas

mais lindas ainda.

Eu amo Braga! Queria

ter mais anos de vida.

Ter vindo para cá mais

cedo."

(Maisa Tobias, Braga,

Portugal)


Imagem de kwhitt por Pixabay

SHE - SMART AND HAPPY ENVIRONMENTS

JUN - #3 / 2021

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"A inspiração que trago da minha comunidade,

que na verdade tem em várias partes dos

Estados Unidos, é a "Mini biblioteca grátis".

Esse é um projeto da ONG "Free Little Library"

que tem como missão inspirar leitores e

expandir o acesso ao livro para todos por meio

de uma rede global de Mini Bibliotecas Livres

criadas e cuidadas por voluntários.

Imagem de randy7 por Pixabay

Os livros são doados e colocados ali,

e estão disponíveis 24 horas por dia.

Qualquer pessoa pode pegar ou

colocar um livro.

Imagem de Lisette Brodey por Pixabay

Ter uma mini-biblioteca como essas

no nosso caminho, na nossa

comunidade, é um incentivo à leitura

e à troca de livros."

Fernanda Rocha, Flórida, Estados Unidos


QUE VAMOS DEIXAR PARA AS

O

DO FUTURO?

CIDADES

SHE - SMART AND HAPPY ENVIRONMENTS

JUN - #3 / 2021

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Por Adriana Figueiredo

Gerente do Programa Global Future Cities, do governo

britânico no Brasil. Arquiteta e Urbanista, mestre em

Teoria e História da Arquitetura e em Sustentabilidade e

Design. Gerente de projetos, consultora e docente em

Arquitetura e Urbanismo.

Os problemas atuais das cidades são

fruto do planejamento do passado e

trazem a reflexão sobre o que

precisamos acrescentar aos processos

de planejamento urbano para garantir

que as cidades sejam melhores no

futuro. Pelo menos três lições

fundamentais servem de aprendizado

para evitarmos cometer os mesmos

erros:

- Propagamos o modelo urbanístico

funcionalista de Le Corbusier,

substituindo a cidade tradicional de

bairros e comunidades por cidades

baseadas em grandes centros de

negócios e áreas residenciais

distanciadas do centro, criando uma

dependência cada vez maior do

automóvel.

- O Novo Urbanismo trouxe um novo

olhar, defendendo a cidade como

construção coletiva, e considerando as

relações afetivas dos cidadãos com os

lugares. Maior importância passou a ser

dada à estrutura tradicional das

comunidades, com usos diversificados,

densificação e prioridade a pedestres e

bicicletas, além da construção de senso

de lugar com diversidade de renda, de

idade e de etnia.

- Sofremos os desafios das mudanças

climáticas, relacionadas à urbanização

acelerada e ao crescimento rápido da

população: redução das coberturas

vegetais, aumento das emissões de GEE,

a população exposta a níveis de

poluição cada vez mais altos e os

despejos de resíduos sólidos e

orgânicos, que aumentam a cada dia.


SHE - SMART AND HAPPY ENVIRONMENTS

JUN - #3 / 2021

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Pagamos um preço alto pela aposta no automóvel sem

mitigar suas consequências a longo prazo, por anos de

planejamento urbano distanciado das pessoas, e pelo

mal que a humanidade causou a si mesma com os altos

índices de degradação ambiental.

Pensar a cidade do futuro é mudar

paradigmas e um deles é romper com o

urbanismo de funções segregadas e de

espaços priorizados aos carros. Soluções

de smart cities contam com as novas

tecnologias de informação e comunicação

para promover melhorias, sem modificar

o espaço urbano. O erro tem sido pensar

que as novas tecnologias serão por si só

as soluções para as cidades.

O erro tem sido pensar que as

novas tecnologias serão por si

só as soluções para as cidades.

Considerando esses desafios, seguem

abaixo 4 pressupostos fundamentais

às estratégias para as cidades do

futuro, exemplificadas por casos que

vêm do Reino Unido, onde vários

projetos demonstram que é possível

mudar e inovar, mantendo o foco nos

princípios básicos de planejamento.

1. A cidade do futuro deve ouvir os cidadãos

Cidadãos e comunidades estão mais

envolvidos e interessados em esforços para

dar forma às cidades e somente ouvindo a

todos podemos proporcionar diversidade,

inclusão e equidade.

O London Plan é uma estratégia de

desenvolvimento espacial e de estruturação

urbana para a Grande Londres. A população

pode participar das consultas públicas e

opinar em diversos aspectos do plano. Uma

plataforma pública virtual também foi

disponibilizada para os cidadãos registrarem

suas necessidades e manifestarem seu

posicionamento quanto às questões,

fortalecendo o processo de planejamento.

Foto: Canva.com


SHE - SMART AND HAPPY ENVIRONMENTS

JUN - #3 / 2021

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2. A cidade do futuro deve se basear

em evidências.

As novas tecnologias devem servir

a um propósito e atender a

necessidades reais como parte de

uma estratégia. O uso de dados

permite a implementação de

iniciativas baseadas em

evidências.

A Guy’s and St. Thomas Charity

trabalhou para combater a

obesidade infantil, no sul de

Londres, junto ao serviço público

de saúde. Dados relacionados aos

altos índices de obesidade foram

cruzados com outros dados, como

a localização de escolas e pontos

de ônibus. Os resultados

refletiram a carência na venda de

comida fresca, a oferta excessiva

de fast food e a falta de qualidade

dos espaços públicos de lazer. O

cruzamento de dados e o

mapeamento das informações

provaram a necessidade de

destinação de recursos, hoje

utilizados mais racionalmente nas

áreas mais críticas.

3. A cidade do futuro deve ser

ambientalmente sustentável.

Há urgência para a implementação

de ações urbanas em relação ao

meio ambiente: construir

resiliência para sobreviver às

mudanças climáticas e melhorar o

gerenciamento de recursos.

A cidade de Oxford está numa área

sujeita a inundações, que

acontecem em intervalos

frequentes, causando estragos

irreversíveis ou deixando pessoas

desalojadas. No passado, não havia

informação para que se colocasse

em prática qualquer plano de

mitigação antes dos episódios. A

Oxford Flood Network criou uma

rede de sensores IoT que

monitoram os níveis de água em

córregos e rios e enviam sua

leitura em períodos regulares.

Mudanças significativas nos níveis

permitem o aviso aos moradores e

outras ações prévias pela agência

ambiental local.


SHE - SMART AND HAPPY ENVIRONMENTS

JUN - #3 / 2021

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4. A cidade do futuro deve ser

colaborativa.

Individualmente podemos estar limitados

para alcançar soluções eficazes e

inovadoras. A interação de setores,

indústrias e pessoas é capaz de identificar

sinergias e promover confiança e

colaboração para a construção de um futuro

melhor.

O programa Circular Glasgow foi criado para

incentivar empresas locais a identificar

sinergias em torno de práticas de economia

circular: novos fluxos de negócios e

simbiose industrial. Uma iniciativa tornou

sócias uma indústria de pão e uma de

cerveja. A indústria de pão gerava sobras

que se tornavam resíduos orgânicos. Testes

provaram que as sobras de pão eram uma

excelente matéria-prima para a preparação

de cerveja. Deste entendimento, surgiu uma

cerveja feita de pão, gerando um novo

negócio, beneficiando as duas partes e

reduzindo os impactos ambientais.

A cidade do futuro é

sobre inclusão,

evidências,

sustentabilidade e

colaboração.

E a cidade do futuro

precisa começar agora.

Imagem 01 – Iniciativas britânicas baseadas em inclusão, evidências, sustentabilidade e colaboração.



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JUN - #3 / 2021

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Foto: Canva.com

O PRESENTE

VIVER

A ARTE DE SER FELIZ

Por Marco Hennies

Marco Hennies nasceu em Agosto de 1965 em São

Paulo. De família tradicional Alemã, frequentou uma

escola alemã e terminou seus estudos na Europa.

Casou-se em 1989, ano do nascimento de sua primeira

filha, Monique e, em 1994 nasceu seu segundo filho,

Christian. Trabalhou na área da Comunicação e

Relaçôes Públicas por 30 anos em hotéis, no comércio

e na indústria. Hoje é YouTuber e tem um Canal de

entrevistas chamado "Marco um Encontro by

MarcoHennies"


SHE - SMART AND HAPPY ENVIRONMENTS

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21

O mundo hoje passa por um processo

muito importante de transformação e

esta transformação, por ser física, tem

um grande impacto sobre a nossa

existência e é também responsável por

algumas transformações físicas em nós.

Este é um momento propício para

então nos desapegarmos de conceitos e

valores que acreditamos por toda a

nossa vida. Veja bem, eu disse

"desapegarmos" ou seja, estarmos

abertos ao novo. Não é para deixarmos

de acreditar em nossos valores e

crenças, mas sim para ficarmos atentos

ao que hoje podemos agregar algo de

novo neles.

A Ressignificação de nossas existência

se dá no exercício dela, no nosso dia a

dia, na convivência presencial ou

remota com nossos afetos e desafetos

e, inclua nesta lista você mesmo, seus

medos, suas expectativas, sua alegrias

e suas tristezas.

O momento é chegado para nos

despirmos de tudo o que é supérfluo,

se observarmos bem o que o momento

atual nos demanda, vamos enxergar

exatamente só aquilo que é necessário

para caminharmos e assim vamos

gradativamente nos sentindo mais

leves, menos responsáveis pelos outros

e mais donos de nós mesmos.

Isso é "Viver o Presente".

O universo nos convida a rever estes

valores, e adaptá-los aos

acontecimentos atuais. A necessidade

de nos distanciarmos uns dos outros

faz com que tenhamos o tempo que

nunca tivemos para olharmos para

dentro de nós mesmos. Para nos

conhecermos de verdade e promover

uma verdadeira reforma íntima de

nossas crenças, valores, hábitos e

costumes.

Este auto-conhecimento nos esclarece

as idéias, o pensamento fica mais

simples ao descobrirmos que a nossa

felicidade está em nossas mãos. Não

mais eu vou ficar feliz ou não se alguem

não me amar, se eu não conseguir

aquele emprego, ou se não for

reconhecido pelo meu talento. Quando

eu fortaleço o meu amor próprio, eu

me empodero de tarefa de ser feliz


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Não mais depende de ninguem minha

felicidade. Depende só de mim, da

minha decisão interior e, pensando

assim, eu fortaleco meu corpo, minhas

células se setem mais valoriozadas,

pois fazem um trabalho hercúleo de

combater todas as bactérias e vírus

que poderiam me enfraquecer e quase

nunca são reconhecidas. Elas sentem

que uma força interior começa a

existir através desta nova visão da

vida. A corrente sanguínia trata de

espalhar a boa nova de sua decisão de

ser feliz por todo o seu corpo. Todos

os órgãos são avisados de que você

está no comando da sua vida e

começam à te apoiar nessa jornada.

Seu corpo responde aos seus

estímulos felizes e você começa a

sentir uma sensação boa de segurança.

Isto, meus amigos, é a felicidade. Ela é

produzida fisicamente através da sua

vontade, dos comandos que o seu

cérebro dá aos orgãos e isso te

fortalece fisicamente.

Muito dificilmente, depois de tomada

essa decisão, você voltará a ficar

doente pois sua imunidade vai estar

fortalecida e, até na eventualidade de

você adoecer por quaisquer outras

causas, seu corpo estará mais

fortalecido para combater qualquer

enfermidade.

Quando começamos a crer na

felicidade de existir, começamos a

"Viver o Presente". E esta, meus

amigos, é a "Arte de ser feliz!"

Porque "Arte"? Porque a arte para existir,

utiliza-se de nossa sensibilidade. Se não há

sensibilidade, não há como a arte

expressar-se. A sensibilidade já está

inserida em nosso DNA desde a criação, não

é algo que se desenvolve, é algo que se

descobre. Quando começamos o processo

de reforma íntima, a primeira porta que

destravamos é a da sensibilidade. Muitas

vezes ela esteve trancada sem sabermos e

nesse processo de transformação interior,

vamos abrindo nossas portas. A

sensibilidade então se liberta e começa a

caminhar conosco e a influenciar nossa

visão, nossa audição, nosso tato, nosso

olfato, nosso paladar. Ela age em todos os

nossos sentidos, deixando-os mais

apurados, e assim vamos colhendo novas

informações que nosso cérebro registra e

espalha pelo nosso corpo.

"Não existem doenças.

Existem doentes!"

Foto: Canva.com


SHE - SMART AND HAPPY ENVIRONMENTS

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23

Isso, amigos, é o funcionamento

simples e transparente desta minha

proposta à todos quantos forem

alcançados por este artigo.

Vivam o presente, é o único momento

que existe de verdade. O futuro ainda

não existe e o passado só existe em

nossas memórias. O futuro só existirá,

a partir das nossas ações de hoje

então, permita-se viver feliz, decida

por estar feliz com suas posses

materiais, morais, intelectuais e

emocionais. Este é o seu patrimônio

hoje. Seja um empreendedor e

multiplique o seu patrimônio, para que

você comece a viver hoje o que antes

só projetava para o futuro.

Comece a ser feliz

agora. Está em suas

mãos!

Eu garanto a vocês que esta decisão

irá trazer resultados imediatos, mas

estes só serão sentidos se junto com a

decisão, vier a ação. Sua atitude diante

de sua decisão é fundamental para o

sucesso de seu empreendimento

emocional. É preciso validar sua

decisão com a crença que os

resultados são imediatos. Logo após

refletir e decidir ser feliz, seu corpo já

começa a produzir alguma sensação de

felicidade, de alegria. Agarre-se à essa

sensação e vá alimentando com

pensamentos positivos. Utilize-se de

estímulos externos para fortalecer seu

pensamento, tais como uma boa

música, fortaleça memórias boas que

irão surgir ao ouvir essa música, leia

algo que tranquilize sua mente, uma

frase, um pensamento, olhe para

imagens que te fazem bem e, aos

poucos você começa a fortalecer e

validar com atitudes simples, a sua

decisão!

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GESTÃO INOVADORA E A

A

NA AGENDA

SUSTENTABILIDADE

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Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

DAS CIDADES INTELIGENTE

Por Eliane Saldan

Advogada com experiência em Direito e Inovação, Mestre

em Direito Constitucional pelo Instituto Brasiliense de

Direito Público, Associada da Abayomi, LLC e professora

na Abayomi Academy.


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www.abayomiacademy.org


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Há pouco mais de um ano, um

protagonista quase invisível iniciou um

capítulo da história da humanidade, cuja

duração ainda é bastante imprevisível,

impondo rápidas transformações na vida

das pessoas de todas as idades, classes e

países, exigindo adaptações de espaços

públicos e privados, físicos e digitais,

rotinas, investimentos e modelos de

negócios.

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A adequada gestão das mudanças e das

informações, além da adequada e

tempestiva alocação dos recursos

naturais, financeiros, tecnológicos e

humanos tem relação direta com o bem

estar, a felicidade e a própria preservação

da vida, que também podem encontrar

apoio em ações individuais e coletivas

complementares às ações do Poder

Público, guiadas por uma gestão

inovadora para fomentar a solidariedade,

o voluntariado, o suporte social, a

empatia e a vitalidade comunitária –

valores intrinsecamente associados à

felicidade individual e coletiva.

De acordo com o último World Happiness

Report, o Relatório Mundial da Felicidade

de 2021, recentemente publicado pela

Rede de Soluções de Desenvolvimento

Sustentável da Organização das Nações

Unidas, durante a pandemia, foi

exatamente a capacidade de gestão dos

países melhor posicionados que interferiu

diretamente nos “índices” de felicidade

de seus cidadãos, verificados juntamente

com outras variáveis relacionadas ao bem

estar dos pesquisados, como a renda (PIB

per capita), expectativa de vida saudável,

suporte social, liberdade de escolhas,

generosidade e percepção da corrupção.

É interessante notar que as maiores

economias não ocupam as melhores

posições no ranking, o que permite

inferir que o bem estar e a felicidade não

dependem apenas de recursos financeiros

ou tecnológicos, mas da sua adequada

gestão e dos efeitos positivos na vida das

pessoas - cujas legítimas expectativas

devem ser consideradas no planejamento

a ser feito partindo do problema para as

soluções, as quais devem ser cada vez

mais sustentáveis.


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Em 2020, pela primeira vez, o Relatório

Mundial da Felicidade classificou as

cidades ao redor do mundo conforme

seu bem-estar subjetivo e investiga

como os ambientes social, urbano e

natural se combinam e afetam a

felicidade. Os estudos

interdisciplinares realizados de acordo

com as dimensões da Metodologia

Abayomi também correlacionam os

efeitos do ambiente na promoção do

bem estar e da felicidade.

A Nova Agenda Urbana da ONU-

HABITAT, aprovada na 3ª Conferência

das Nações Unidas sobre Moradia e

Desenvolvimento, realizada em Quito,

no Equador, em 2016, fundamentada na

Declaração Universal dos Direitos

Humanos, nos tratados internacionais

de direitos humanos e na Declaração

sobre o Direito ao Desenvolvimento,

entre outros instrumentos, tem por

objetivo promover cidades e

assentamentos humanos onde todas as

pessoas possam desfrutar de direitos e

oportunidades iguais e de liberdades

fundamentais, orientadas pelos

propósitos e princípios da Carta das

Nações Unidas.

A Nova Agenda Urbana está ligada à

Agenda 2030 para o Desenvolvimento

Sustentável (em especial o Objetivo 11 -

cidades e comunidades sustentáveis) e

reconhece a correlação entre a boa

urbanização e o desenvolvimento, a

criação de empregos, as oportunidades

de subsistência, a prosperidade e a

melhora da qualidade de vida, entre

outros valores que consolidam o

conceito de um “Direito à Cidade".

A Carta Brasileira para Cidades

Inteligentes abriga uma estratégia

nacional para cidades inteligentes, na

trilha da Política Nacional de

Desenvolvimento Urbano que está em

construção, apresentando uma agenda

pública para a transformação digital

das cidades brasileiras, necessária para

fomentar um desenvolvimento urbano

sustentável. Resultado de um esforço

colaborativo de vários atores, elenca as

características das cidades

inteligentes: diversas e justas, vivas e

para as pessoas, conectadas e

inovadoras, inclusivas e acolhedoras,

seguras, resilientes e

autorregenerativas, economicamente

férteis, ambientalmente responsáveis,

articuladoras de diferentes noções de

tempo e de espaço, conscientes, atuam

com reflexão e são independentes no

uso de tecnologias, atentas e

responsáveis com seus princípios.

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O dia 20 de março foi instituído pela

Assembléia Geral das Nações Unidas

como o Dia Internacional da

Felicidade, proposto pelo Butão (país

conhecido pela criação do índice de

“Felicidade Interna Bruta” de seus

cidadãos) para estimular políticas

publicas relacionadas ao bem estar e à

felicidade. Sem imaginar que soaria

como um presságio, o então Primeiro

Secretário Geral da ONU, Ban Kimoon,

afirmou em março de 2013:

“Neste primeiro Dia

Internacional da

Felicidade, vamos reforçar

nosso compromisso com o

desenvolvimento humano

inclusivo e sustentável e de

ajudar os outros. Quando

contribuímos para o bem

comum, enriquecemo-nos a

nós próprios. A compaixão

promove a felicidade e

ajudará a construir o

futuro que queremos.”

Tais documentos referenciais

contemplam, nas suas entrelinhas, a

complexidade dos desafios e a

exigência cada vez maior de uma

adequada gestão de recursos naturais,

financeiros, tecnológicos e humanos

para promover o desenvolvimento

sustentável, o bem estar, qualidade de

vida e felicidade. Em tal cenário, é

fundamental que seja inovadora a

gestão de espaços e recursos públicos

e privados, físicos e digitais.

É importante também contextualizar

tais exigências no atual momento de

pandemia, que além de impactar

profundamente os conceitos de bem

estar, qualidade de vida e felicidade,

exige soluções criativas, inovadoras e

maior cuidado com a gestão dos

recursos disponíveis para lidar com os

impactos econômicos no setor público

e no setor privado.

Vale lembrar que a inovação pode ser

encontrada em formas criativas de

melhorar um serviço, um produto ou

processo existente ou em novos

paradigmas de produção, uso ou

consumo – sendo cada vez mais

necessário que sejam criados novos

processos, produtos e serviços com

redução, supressão ou

reaproveitamento de resíduos para

reduzir a poluição, evitar o

esgotamento de recursos naturais e

viabilizar um desenvolvimento

sustentável.


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Destaca-se também o dever do gestor

público de prestar contas diretamente à

população sobre a gestão dos recursos

públicos, a previsão de disponibilizar o

acesso às informações e aos serviços

públicos em plataforma única de

governo digital, com ferramentas

digitais e serviços comuns aos órgãos,

normalmente ofertados de forma

centralizada e compartilhada,

necessárias para a oferta digital de

serviços e de políticas públicas.

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Em relação às ferramentas legais

disponíveis, merece realce a recente Lei nº

14.129, de 29 de março de 2021, que

consolida princípios, regras e

instrumentos para o aumento da eficiência

pública mediante a desburocratização, a

inovação, a transformação digital e a

participação do cidadão, além de prever a

criação de laboratórios de inovação,

abertos à participação e à colaboração da

sociedade para o desenvolvimento e

experimentação de conceitos, ferramentas

e métodos inovadores de gestão pública.

A citada Lei contempla diretrizes para a

promoção do desenvolvimento tecnológico

e da inovação no setor público,

experimentação de tecnologias abertas e

livres, práticas de desenvolvimento e

prototipação de softwares e de métodos

ágeis para formulação e implementação de

políticas públicas, incentivo à inovação,

apoio ao empreendedorismo inovador e

fomento a ecossistema de inovação

tecnológica direcionado ao setor público,

apoio a políticas públicas orientadas por

dados e com base em evidências, a fim de

subsidiar a tomada de decisão e de

melhorar a gestão pública, entre outras.

No âmbito das políticas públicas, o

Referencial de Controle de Políticas

Públicas elaborado pelo Tribunal de

Contas da União reúne alguns critérios

de avaliação de políticas públicas e

mecanismos de melhoria de desempenho

e de resultados, com foco nos processos

de formulação, implementação e

avaliação. No estágio de implementação

é realizada a estruturação da

governança e gestão, com a definição

das estruturas, do plano de

implementação, dos processos e

operações necessários ao

funcionamento, a alocação e gestão de

recursos (fontes de financiamento e

disponibilização tempestiva de créditos

orçamentários e recursos financeiros),

além da operação e monitoramento,

quando regras, rotinas e processos

devem converter intenções em ações

reais e resultados concretos.

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Outros mecanismos legais bastante recentes e

inovadores estão previstos na Lei nº 14.133, de

1º de abril de 2021, a nova lei de licitações e

contratos administrativos, a qual coloca o

desenvolvimento nacional sustentável e o

incentivo à inovação como princípios e

objetivos dos processos licitatórios e autoriza a

utilização de critérios de sustentabilidade

ambiental atrelados ao desempenho do

contratado para estabelecer remuneração

variável. Também criou o procedimento aberto

de manifestação de interesse e o diálogo

competitivo para obtenção de soluções

inovadoras ou que exigem adaptações de

soluções disponíveis.

Existem diversos outros marcos legais

atrelados ao planejamento urbano,

gestão de resíduos, liberdades

econômicas, inovação, terceiro setor,

além de incentivos legais e tributários,

políticas de financiamentos e normas

que tutelam os direitos dos investidores

e autores de criações industriais e

intelectuais – incluindo mecanismos de

fomento e incentivo à inovação

tecnológica, tributando papel relevante

ao setor industrial em sinergia com o

Poder Público e instituições de ensino e

científico-tecnológicas, tal qual o

modelo da Triple Helix.

Foto: Canva.com

Foto: Canva.com

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A gestão inovadora está na agenda das

cidades inteligentes e pode ser

desempenhada mediante diversos

mecanismos legais, que são ferramentas

valiosas para a adequada gestão dos

recursos naturais, financeiros, humanos

e tecnológicos, vitais para o

desenvolvimento sustentável e para a

promoção da felicidade.

1. Disponível em: https://worldhappiness.report/ed/2021/, acesso em 19 de março de 2021.

2. Disponível em: https://worldhappiness.report/ed/2020/, acesso em 15 de março de 2021.

3. Disponível em: http://uploads.habitat3.org/hb3/NUA-Portuguese-Brazil.pdf?

fbclid=IwAR2koIM7MtgBh6i57G4fxWeWpbK52Jr7sXIrGdBbJF81bF2GSzY527FWdAY, acesso em 29 de abril de 2021.

4. Disponível em: https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/desenvolvimento-regional/projetoandus/carta_brasileira_cidades_inteligentes.pdf,

acesso em 10 de abril de 2021.

5. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14129.htm, acesso em 5 de abril de 2021.



CIRCULAR E POLÍTICA

ECONOMIA

REVERSA:

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AVANÇOS LEGISLATIVOS E PROPOSTA DE CRÍTICA

Por Eraldo José Brandão

e

e Marcelo dos Santos Garcia Santana

Doutorando em Direito, Mestre em Direito e Especialista

em Gerenciamento Ambiental. Professor de cursos de

graduação e pós-graduação da Estácio e da UVA/RJ.

Coordenador de Trabalho de Conclusão de Curso - TCC do

Campus Niterói, Curso de Direito, Estácio. Advogado,

autor e articulista.

Doutorando em Direito, Mestre em Direito e Especialista em

Direito Público. Professor de cursos de graduação e pósgraduação

da Estácio e da UniSãoJosé. Coordenador do Núcleo

de Práticas Jurídicas do Campus Alcântara, Curso de Direito,

Estácio. Advogado, autor e articulista.

Quase dez anos após a promulgação da Lei n.º 12.305,

em 02 de agosto de 2010, que instituiu a Política

Nacional de Resíduos Sólidos (com quase vinte anos de

tramitação legislativa), regulamentada pelo Decreto n.º

7.404, de 23 de dezembro de 2010, avanços e

retrocessos atravessaram a política de proteção ao

meio ambiente e consequentemente o

desenvolvimento sustentável no Brasil.

O estabelecimento de medidas concretas pela Política

Nacional de Resíduos Sólidos atribuiu a

responsabilidade compartilhada aos geradores de

resíduos sólidos, aos consumidores e ao poder público.

Além disso, a teleologia legislativa considera o ciclo de

vida de produtos desde seu desenvolvimento

científico/tecnológico, processo produtivo, consumo,

até sua e disposição final ambientalmente adequada.


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Em termos de avanços legislativos para a política

ambiental, a lei torna a coleta seletiva

materialmente segregada, com dispositivos de

controle social, por meio da implementação de

políticas públicas envolvendo o tema.

Talvez a questão mais importante para as cidades

– e, no geral, para aglomerados urbanos,

microrregiões e regiões metropolitanas – sejam as

diretrizes para a destinação final ambientalmente

adequada de resíduos sólidos que se submetam a

reutilização, reciclagem, compostagem,

recuperação e aproveitamento energético.

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Nesse sentido, a lei classifica os geradores de

resíduos como pessoas físicas ou jurídicas (com

regimes de direito público ou privado), que geram

resíduos sólidos por meio de suas atividades e pelo

consumo, propondo o gerenciamento desses

resíduos mediante gestão integrada e produção

mais limpa. Para essas funções, a norma federal

instituiu a logística reversa, com o objetivo de

viabilizar, ao menos em termos de legalidade e

institucionalidade, a coleta e a reintrodução dos

resíduos sólidos gerados anteriormente ao seu

setor empresarial que, por conseguinte,

estabelecerão padrões sustentáveis de produção e

consumo para atender as necessidades das atuais

gerações, sem comprometer a qualidade ambiental

e o desenvolvimento das futuras (materialização

legislativa do conceito de equidade

intergeracional).

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Esta nova política estabeleceu a categoria

internalização de externalidades que,

através dos institutos da

responsabilidade compartilhada e da

logística reversa, tornou possível a

classificação do lixo (resíduos em geral)

como um bem econômico e de valor

social gerador de trabalho e renda,

promotor da cidadania (MUKAI, 2002,

p.43), fomentando a participação de

todos os atores (fabricantes,

distribuidores, importadores,

comerciantes, poder público,

consumidores e as cooperativas e

associações de catadores) na

minimização dos impactos ambientais,

numa perspectiva de cooperação para

que haja a reinserção dos resíduos ao

processo de produção (reutilização) ou

que sejam utilizados como fonte de

matéria-prima (reciclagem) ou, ainda,

que sejam encaminhados ao destino

ambientalmente adequado, seguindo uma

nova tendência que não a trajetória do

berço ou túmulo, mas do berço ao berço.

Insere-se neste contexto o princípio

da responsabilidade compartilhada

pelo ciclo de vida dos produtos,

compreendido pelo conjunto de

atribuições individualizadas e

encadeadas pelos atores antes

envolvidos, com o objetivo de

minimizar o volume dos resíduos

sólidos e rejeitos gerados, bem como

para reduzir os impactos causados à

saúde humana e à qualidade

ambiental, decorrentes do ciclo de

vida dos produtos.

A partir do reconhecimento do

resíduo sólido, reutilizável e

reciclável, como um bem econômico

gerador de valor social e cidadania, a

inclusão dos catadores passa a ser de

total importância para a eficiência na

jornada do ciclo de vida, tornando

possível o compartilhamento de

obrigações e lucros entre o poder

público, os particulares e a sociedade

civil. Nesse sentido, o catador executa

papel importantíssimo na política de

resíduos sólidos, conquistando o

reconhecimento de um trabalho que

deva gerar lucro e que promova valor

social.

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Segundo (ROSA et al., 2006, p. 261) a

implementação desse modelo de gestão

pode ter vantagens:

a) geração de renda, na medida em que

otimiza os esforços da coleta e separação do

lixo;

b) economiza os recursos naturais, no

sentido de reinserir insumos reciclados no

processo produtivo, reduzindo o impacto

sobre desmatamento ou exploração mineral;

c) preservação do meio ambiente,

considerando que a coleta seletiva reduz a

quantidade de resíduos depositados em

locais impróprios, como rios e mananciais;

d) resgate da autoestima, no sentido de

integrar o catador no sistema de limpeza

pública, dando-lhe o status de agente

ambiental.

Aos catadores de materiais recicláveis,

foi resguardado o direito a inclusão

social e a emancipação econômica. A

Lei n.º 12.305/2010, em seu art. 6º,

VIII, dispondo sobre o reconhecimento

do resíduo sólido como um bem

econômico e de valor social, é potente

instrumento de promoção do trabalho,

renda e cidadania àqueles que ao longo

de muitos anos vêm utilizando a prática

de catador de resíduos sólidos como

meio de subsistência própria e de suas

famílias.

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Outra previsão que merece destaque na

política estão os acordos setoriais, com

papel fundamental na gestão de

resíduos, com previsão no art. 8°, XVI,

da referia lei, sendo por definição um

“ato de natureza contratual firmado

entre o poder público e fabricantes,

importadores, distribuidores ou

comerciantes, tendo em vista a

implantação da responsabilidade

compartilhada pelo ciclo de vida do

produto”. Os procedimentos para a

realização dos acordos setoriais

encontram-se regulado no referido

Decreto n.º 7.404/2010.


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A inclusão dos catadores na

Política Nacional de Resíduos

Sólidos é uma realidade

legislativa. Ele é um importante

ator no binômio “economia

circular – logística reversa.

A ideia de economia circular se funde,

portanto, com a logística reversa estabelecida

pela legislação. Seus pilares, tais como o reuso,

remanufatura, uptdating, remontagem,

reciclagem etc., estão conceitualmente

imbricados na logística reversa. Assim, a

questão da economia circular deixa de ser uma

ideia elaborada para as smart cities e ganha

corpo na práxis, não apenas em razão da

legislação (legalidade), mas da implementação

de mecanismos concretos pelo setor

econômico-empresarial, principalmente

(viabilidade econômica) e pela sociedade civil

organizada.

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Não obstante todos os esforços legislativos,

não se pode esquecer que a prática do

binômio “economia circular – logística

reversa” depende não apenas de consciência

e responsabilidade (em sentido amplo)

ambiental. A inclusão do catador depende

de interesse econômico (não no sentido

humanista liberal) e investimento engajado

com a própria política, com a equidade

intergeracional, com a distribuição de

renda e com promoção da cidadania.

A cidadania é uma prática

social que não se realiza

somente pela legislação, mas

também pelo reconhecimento e

responsabilidade de todos os

atores envolvidos nos processos

de produção, circulação e

consumo.

Nesse passo, mais importante que

reconhecer os avanços legislativos da

política, é a crítica sobre a concretização

de seus mecanismos. A crítica, que precisa

ser objeto de debate teórico-prático pelas

corporações privadas, pela sociedade civil,

pelo Estado e pela intelectualidade

(universidades, economistas e

ambientalistas), se projeta no sentido de

buscar reconhecer os entraves e

obstáculos que se opõem à

responsabilidade compartilhada, nas

perspectivas social, ambiental e

econômica. A crítica, portanto, implica no

reconhecimento dos obstáculos e dos

motivos pelos quais eles se reconfiguram

no tempo.

Converse com as pessoas numa

cooperativa de catadores mais

próxima. Você descobrirá vontade

de reprodução social de um lado,

sentimento de iniquidade e poucos

avanços práticos, do outro. A

inclusão dos catadores nos acordos

setoriais pode ser um bom caminho.

Brandão, Eraldo José; SANTANA, Marcelo dos Santos Garcia. Cidadania ampliada, direitos humanos e práxis social: reencontros para releitura

da equidade intergeracional. In: ALMEIDA, Carlos Alberto Lima de; SILVA, Luciano Filizola; CAZELLI, Vinícius Ribeiro (Org.). Temas de direitos

fundamentais e novos direitos. Niterói, RJ: Syal Letras e Livros, 2019.

BRASIL. Lei n.º 12.305, de 02 de agosto de 2010. Brasília: Senado Federal, 2010.

BRASIL. Decreto n.º 7.404, de 23 de dezembro de 2010. Brasília: Senado Federal, 2010.

MUKAI, Toshio. Política Nacional de Resíduos Sólidos (visão geral e anotações a Lei n 12.305, de 02.08.2010). Belo Horizonte: Fórum, 2002.

ROSA, Alexandre Reis; et al. Resíduos Sólidos e Políticas Públicas: reflexões a cerca de uma proposta de inclusão social. Organizações Rurais &

Agroindustriais, vol.8, número 002. Universidade Federal de Lavras, 2006.


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ACESSIBILIDADE E CAMINHABILIDADE

PERCURSOS PELA CIDADE:

Por Regina Cohen

Arquiteta PhD. Gerente da Empresa ACESSO: Projeto,

Consultoria e Ensino em Acessibilidade Ltda. (ACESSO

SEM LIMITES). G3ict Representante do Brasil; Consultora

Internacional; Ex- Bolsista CNPq do Núcleo Pró-acesso.

Visiting Professor FULBRIGHT/CAPES – Universidade de

Syracuse, NY (2014); mestrado em Urbanismo e doutorado

em Psicossociologia de Comunidades na UFRJ; Pósdoutorado

FAPERJ; Ex-Coordenadora do Núcleo Pró-

Acesso UFRJ; experiência acessibilidade e desenho

universal; elaboração Manual de Acessibilidade RIO 2016;

Consultora da RIO+20; prêmio internacional AEEA 2004;

publicações e moções premiadas; Ex-bolsista CNPq –

Projeto “Acessibilidade na Copa de 2014”.


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“Não tem nome nem lugar. Repito a razão pela qual quis descrevê-la: das inúmeras cidades

imagináveis, devem-se excluir aquelas em que os elementos se juntam sem uma perspectiva,

um discurso. É uma cidade igual a um sonho: tudo o que pode ser imaginado pode ser

sonhado, mas mesmo o mais inesperado dos sonhos esconde um desejo, ou então o seu oposto,

o medo. As cidades, como os sonhos, são construídas por desejos e medos, ainda que seu

discurso seja secreto, que as suas regras sejam absurdas, as suas perspectivas enganosas, e

que todas as coisas escondam uma outra coisa”.

Ítalo Calvino. As Cidades Invisíveis. 1993: 44.

Ítalo Calvino buscava conexões entre uma

cidade real com a cidade imaginária. Eu,

Regina Cohen, busquei o relato das

experiências, dos sonhos, dos desejos, dos

medos e dos discursos das Pessoas com

Deficiência.

A questão da acessibilidade esteve sempre

presente nos percursos. Torna-se

interessante também trabalhar o discurso

sobre a cidade com a inclusão de

arquitetos, urbanistas e gestores.

Entretanto, limitei-me à perspectiva do

usuário e de como ele negocia com o poder

responsável pela estrutura urbana para que

a cidade se torne mais acessível e facilite

seu percurso. Pode-se considerar que não

existe um discurso único, mas formas

diversas de perceber a cidade. Em todos os

percursos e discursos, por mim, vividos e

com os quais tenho trabalhado, ao longo

dos cerca dos últimos 30 anos, as situações

e experiências de Pessoas com Deficiência

mostraram bastante engajamento, para a

garantia de seus “direitos à cidade”

(Lefebvre).

Em geral, solicitamos a remoção das

barreiras espaciais ou dificuldades ao

movimento, brigamos, fazemos

manifestações. Os diferentes discursos se

misturam para delinear um quadro de não

acessibilidade aos espaços da cidade.

Apesar disto, não temos visto no Brasil e,

em especial, na Cidade do Rio de Janeiro,

nossas solicitações atendidas. O

planejamento, tanto do Poder Público

quanto dos profissionais, não costuma

pensar ou incluir nossas necessidades

espaciais específicas. Aqui, refiro-me ao

fato de os gestores se preocuparem em

fazer o melhor, acreditando que tudo será

resolvido. Diferentes hierarquias de poder

são acionadas, há todo um trabalho de

persuasão, mas a cidade caminha devagar

e o melhor ainda é muito pouco em relação

ao tamanho das cidades e à quantidade de

deficientes que circulam por elas.


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A construção de nossa cidadania parece ser

feita por etapas. As condições dos

percursos são influenciadas por aspectos

sociais e culturais e o texto do discurso é

produzido coletivamente. Os serviços são

ruins, a sociedade não respeita, os

empresários não adaptam os ônibus e vamos

percorrendo uma cadeia que envolve

diferentes pessoas no processo de melhoria

da urbe. Algumas

conquistas, como rampas para travessia de

ruas ou vagas especiais de estacionamento,

não são respeitadas pela população, de

maneira geral.

Apesar dos discursos conflitantes, quanto

aos aspectos políticos, sociais e culturais,

percebe-se, embora de forma muito lenta,

que vai se delineando, no atual contexto

brasileiro, a convergência de duas

tendências que antes ocorriam

paralelamente, a saber: o aumento do

número de pessoas com deficiência que

procura sair mais de suas casas e

frequentar os espaços da cidade, e a adoção

de medidas para atender às necessidades

destas pessoas.

Impedir o percurso e o caminhar por meio

de barreiras urbanas ainda é uma forma de

separação espacial (Cohen & Duarte, 2003).

Os discursos fazem parte de um contexto

mais amplo da prática social de exclusão.

Apesar da existência de inúmeras barreiras

encontradas na cidade, estas podem ter

solução (Cohen, 1999).

A pergunta que fica é como podemos

conjugar esta relação entre o espaço e o

movimento de Pessoas com Deficiência nas

cidades. Existem cidades onde é mais fácil

a locomoção? As conclusões se encerram

na busca de discursos e percursos

possíveis e de soluções espaciais e

urbanas. Busco o diálogo como ponto de

partida para o caminhar e a compreensão

de como é a relação do movimento com os

espaços da cidade. O grande desafio é

transformar sonhos em realidade, espaços

em lugares, espaços percebidos em lugares

para o movimento, ou cidades percebidas,

vividas e imaginadas na experiência urbana

satisfatória das pessoas.

Cidades são fontes inesgotáveis de

informações funcionando em conjunto

através de todos os sentidos. Às vezes, a

percepção é dominada por apenas um

deles. Uma pessoa cega locomove-se

usando o toque com a bengala, os sons ou

os cheiros.Trata-se de construir, como

proposto por Kevin Lynch, uma cidade

constituída “por um grande número de

pessoas tendo passados, temperamentos,

ocupações, classes sociais extremamente

diversas” (Lynch, 1976, p. 129). As análises

de Lynch sobre “a imagem da cidade”

mostram que a maneira pela qual as

pessoas organizam e percebem a cidade ou

os elementos marcantes sobre os quais

elas se apoiam, variam muito.

Uma experiência urbana e espaços

plenamente vividos e percebidos fazem

parte das imagens contidas em todas as

cidades possíveis, como as que foram

descritas por Calvino (1993) com a

hipótese de que “cada pessoa tem em

mente uma cidade feita exclusivamente de

diferenças.


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Uma cidade preenchida pelas cidades

particulares” (Calvino, 1993, p.34),

mostrando que é provável que existam

tantos modos de conceber uma cidade

quantos são as cidades existentes.

A cidade torna-se real para uma pessoa

quando ela é capaz de se locomover de uma

forma concreta sem a existência de

obstáculos ou barreiras de qualquer

natureza. Uma urbe onde é possível a

qualquer um apropriar-se de todos os seus

espaços, habitá-los e usá-los, feita de

sonhos, imaginários, mas também de

infraestrutura e informações concretas

vividas com sentimento de alegria, de afeto

e do prazer da experiência urbana.

Poder-se-ia tentar responder à pergunta

se existem estas cidades. Uma das

alternativas seria, por ora, responder

como Calvino a respeito de suas cidades

invisíveis:

“De uma cidade, não

aproveitamos as suas sete

ou setenta maravilhas, mas

a resposta que dá às nossas

perguntas”

(Calvino, 1993, p. 44).

Assim, o assunto não se dá por encerrado

com uma resposta e sim com as

possibilidades que os responsáveis pelas

políticas públicas dão para todos aqueles

que desejam viver em urbes para todos. As

cidades brasileiras ainda não despertaram

para estas pessoas e continuam sendo

concebidas sem aceitar a diversidade.

Existem algumas formadas de muitos

espaços cognitivos e por imagens que

estão em cada um de nós. A caracterização

da vida moderna e do caos urbano levanta

muitos outros questionamentos sobre a

cidade que a Carta de Atenas tentou matar

e parece

que estes espaços vão mesmo morrendo

em benefício de uma mobilidade cada vez

mais frenética realizada por estes homensmáquina

de corpo perfeito.

Em geral, essas pessoas sempre foram

vistas em dois extremos diametralmente

opostos: vítimas ou heroínas e com a

criação de todos os mitos com relação à

deficiência. Hoje, buscamos o atendimento

ao nosso direito à cidade, o que não

acontece com muita facilidade por causa

das barreiras de acessibilidade. Sempre

existem olhares, gestos e tentativas

atrapalhadas de ajuda devido à grande

dificuldade de conviver com este Outro,

que percebe a cidade de forma diferente.

Arquitetos e urbanistas continuam

encontrando dificuldades de incorporar

em seus projetos, os conceitos de

acessibilidade, desenho universal e rota

acessível e não encontro exemplos de

“cidades para todos”.


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O importante é entender como a cidade e a

grande metrópole criam distâncias e

fronteiras que exercem uma grande

influência na vida física e psíquica das

pessoas com alguma deficiência. Ao

estabelecer controles de quem pode ou não

participar, do que é bonito ou feio, ela

exclui tudo que considera desvio ou

marginal.

Uma leitura mais cuidadosa da literatura

existente pode mostrar a distribuição espacial

das pessoas nas cidades e a existência de

barreiras ou distâncias relacionadas com a

consciência que se tem de diferença.

Entendemos que quaisquer que sejam as

distâncias ou barreiras, elas geram um

conjunto de cidades percebidas e vividas que

não correspondem às imagens de muitos dos

sonhos que as Pessoas com Deficiência têm

para seus lugares na urbe.

Nesta relação, a rua assume uma dimensão

importante na experiência urbana, por

permitir percursos, percepção, mapas mentais

e imagens do lócus da existência. O espaço

socialmente construído mostra a

fragmentação da cidade em locais permitidos

e outros proibidos pela falta de acessibilidade.

Podem-se mencionar tensões quando estes

espaços são controlados por falta de vontade

política que se mistura com outras

determinações econômicas de áreas mais

carentes de uma cidade.

Regina Cohen e seus percursos pela cidade

Como diz uma célebre frase

de que “para o caminhante

não há caminho, mas ele faz

seu caminho ao andar”,


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cabe a quem decide e tem o poder, efetuar

esta mudança, restituindo a possibilidade

de caminhar. O poder possui as alternativas

para transformar os espaços em verdadeiros

lugares acessíveis para todos. Esta

universalidade dos espaços é vista por

muitos como uma utopia. O espaço corporal

só pode verdadeiramente fazer parte do

espaço objetivo se, em sua singularidade de

espaço, ele contém o fermento dialético que

o transformará em espaço universal

(Merleau- Ponty, 1996: 148).

O paradigma experiencial de análise da

cidade pertence a uma grande parte da

experiência urbana que depende destes

percursos, de cidades visíveis e invisíveis

ou imaginadas. Cada cidade faz algo com os

percursos e discursos possíveis e com o seu

futuro potencial que pode estar presente

em cada uma, ou de todos os sonhos que

tivermos delas.

Caminho, tentando construir uma outra

maneira de me relacionar com a cidade,

uma poética que torne as coisas concretas

mais amenas porque falam de outros

caminhos.

Nesta minha tentativa de ser poeta gozo o

privilégio de ser eu mesma: arquiteta,

deficiente e pesquisadora. Posso também

ser o caminhante buscando penetrar nos

percursos e fazer o meu discurso. Como João

do Rio e Walter Benjamin, busquei na alma

encantadora das ruas da minha cidade

encontrar estes espaços que apareceram

fechados, como arquiteta abri todos eles e os

tornei acessíveis. Deixei de caminhar por

aqueles lugares que achei que não valiam a

pena.

Como em Heidegger e Bachelard, busquei uma

morada em cada um desses lugares, mas

duvidei deste espaço privilegiado de proteção

da casa. Preferi a insegurança e o medo dos

mesmos caminhos que tenho percorrido e

encontrei muita emoção. Fiquei com raiva e

revoltada como todos e estou aqui tentando

descrever meu sonho. Minha poética deste

espaço secreto e vivido no sonho é mais difícil

de realizar. Envolve uma sublimação das

asperezas da calçada, faz com que despertem

outros sonhos, outros desejos, outros afetos.

Depois de entender a minha relação objetiva

com os espaços, foi necessário o

entendimento da emergência de uma imagem

com seu dinamismo próprio. Defino percursos

para concentrar meu olhar em caminhadas

fundamentais efetuadas pelas pessoas com

alguma deficiência e pelas quais a cidade se

revela para mim e para elas.

43


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O mais gratificante é poder observar o

poder das transformações, quando existem

e o prazer de uma caminhada pela praça ou

pela rua de meu bairro. Às vezes vejo a

praça pela qual costumo passar todos os

dias, com um certo ar bucólico e me sinto

privilegiada por morar em um bairro alegre

onde não é tão difícil percorrer com minha

cadeira de rodas.

Essa é a imagem de um

“espaço feliz” que possibilita

a apropriação dos espaços

que são amados ou louvados.

Apesar das muitas dificuldades encontradas,

amo minha Cidade do Rio de Janeiro e acho

que não moraria em nenhum outro lugar.

Para Bachelard, a poesia tem uma felicidade

própria independente da situação que ela

quer ilustrar. Não quero com isso dizer que

as pessoas com deficiência sejam tristes por

natureza ou devam ser vistas sob o olhar da

piedade, mas também não é muito simples

percorrer aos sobressaltos causados pelas

características das calçadas e das ruas.

A imaginação assume aqui o poder de

efetuar mudanças. Desligando-me do

passado e da realidade cruel das cidades, e

apontando para um futuro, consigo

inaugurar o novo e levar ao esquecimento

das condições reais encontradas nos

percursos.

Isso fica claro quando, verdadeiramente

acredito, que o Rio poderá ser uma cidade

linda e invento a minha cidade. A cidade

ininteligível, recusada e confiscada pelos

outros porque não foi concebida para mim e

para as outras pessoas com deficiência se

transforma, ao menos na imaginação, na

cidade invisível de Ítalo Calvino que pode

conter outras cidades e todos os percursos

possíveis. Penso ter introduzido e

inaugurado aqui uma nova narrativa ou uma

poética dos percursos que pode nascer de

cada um dos meus movimentos, de meus

desejos e de meus comportamentos,

podendo expandir meu mundo e a minha

experiência tornando-as mais reais.

Os percursos que realizo me fizeram partir

dos espaços para chegar nos lugares de

movimento, construindo cidades, ruas e

caminhos. Além de pesquisadora, arquiteta e

também na qualidade de pessoa com

deficiência, decidi criar uma narrativa

baseada em minha própria experiência

urbana. Na minha cidade eu consigo

caminhar, mesmo sobre as rodas da minha

cadeira. Não encontro buracos, degraus ou

pedras. As calçadas são lisas e macias. Na

minha cidade as ruas não morreram, são

alegres e cheias de árvores com pássaros.

Tem informações para quem não ouve e

consegue orientar quem não vê.

44

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 9050 (ABNT). Acessibilidade de Pessoas com

Mobilidade Reduzida às Edificações, Espaços e Equipamentos Urbanos. Rio de Janeiro: 2020. BACHELARD, Gaston. A Poética do Espaço. In Coleção Os Pensadores. Vol.

XXXVIII. São Paulo: Editor Victor

Civita, 1974.

CALVINO, Ítalo. As Cidades Invisíveis. [Trad. Diogo Mainardi]. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

COHEN, Regina. CIDADE, CORPO E DEFICIÊNCIA: Percursos e Discursos Possíveis na Experiência Urbana. Tese de Doutorado – EICOS/IP/UFRJ, 2006.

________. Acessibilidade, Identidade e Vida Cotidiana Urbana de Pessoas com Dificuldade de Locomoção: o caso do Projeto Rio-Cidade. Dissertação de Mestrado –

PROURB/FAU/UFRJ, 1999.

________ & DUARTE, Cristiane Rose de S. Afeto e Lugar: a construção de uma experiência afetiva por Pessoas com Dificuldade de Locomoção. In Anais do Seminário de

Acessibilidade no Cotidiano. Rio de Janeiro: Núcleo Pró-Acesso/UFRJ, 2004.

DUARTE, Cristiane Rose; COHEN, Regina. Acessibilidade e Desenho Universal: Fundamentação e revisão bibliográfica para Pesquisas- Relatório técnico do núcleo Próacesso,

2012.

LEFEBVRE, Henri. La Production de l’Espace. Librairie de l’architecture et de la ville, Centre national du livre et Direction de l’architecture et du patrimonie. Paris: Ed.

Anthropos, 2000, 4a édition.

LYNCH, Kevin. A Imagem da Cidade. [trad. Maria Cristina Tavares Afonso]. Lisboa: Edições 70, 1990. MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da Percepção. São Paulo:

Martins Fontes, 1996.


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Imagem de Tumisu por Pixabay

& RESPOSTAS

PERGUNTAS

Qual o maior desafio encontrado na

elaboração da Metodologia Abayomi?

Quem nos responde é Arnaldo Lyrio - arquiteto na

Prefeitura do Rio de Janeiro, Doutor em Design e

Mestre em Arquitetura e Urbanismo, professor na

Abayomi Academy, é também co-autor da

Metodologia Abayomi.

O desafio da Abayomi, em resumo, é tornar cidadãos reflexivos sobre

o uso e os benefícios de tecnologias em ambientes coletivos, através da educação.

A Metodologia Abayomi é uma ferramenta dinâmica, uma vez que deve ser aplicável

aos mais diferentes seus usuários e respectivos espaços. Por isso mesmo nunca será

considerada pronta. Ela se baseia na premissa de que é possível facilitar nossa

busca pelo bem-estar quando refletimos sobre nossa forma de interação com os

lugares onde desenvolvemos nossas atividades. Na verdade, a tarefa é

multidisciplinar e os desafios são numerosos. Elegeria, entretanto, a costura da

conexão entre cidades, felicidade ou bem-estar e tecnologia. Entender a formação

do aglomerado humano chamado cidade, que se viabiliza com a tecnologia em seu

sentido mais amplo, e que deve favorecer o

bem-estar e a busca da felicidade. Para ligar os

três temas, precisamos especular sobre as

razões do progresso que declaramos ter

alcançado, bem como sobre o sentido da vida

em coletividade. Delineamos, finalmente, uma

ideia básica de felicidade em ambientes

coletivos, já que a felicidade filosófica tem

cunho abstrato e individual.



www.abayomi.net

email: abayomi@abayomi.net

Instagram: @abayomi_us


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2. A Metodologia Abayomi (AM)

3. As dimensões AM : Espaços Físicos e Digitais

4. As dimensões AM : Gestão Inovadora

5. As dimensões AM : Comunicação

6. As dimensões AM : Relações Humanas

7. As dimensões AM : Saúde e Bem-estar

8. Trazendo a teoria para a prática

9. Considerações Finais

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O P O R T U N I D A D E S N A

A B A Y O M I A C A D E M Y

C O L U N I S T A D O B L O G

Sua área de atuação profissional está alinhada com os propósitos e temas da Abayomi Academy? Gosta

de escrever? Gostaria de ser colunista do nosso blog e ter um artigo seu postado mensalmente?

S E U A R T I G O N A R E V I S T A

Você desenvolve trabalho relacionado aos temas abordados pela Abayomi Academy, tem algo

interessante para contar sobre ele?

V O L U N T Á R I O

Gostaria de colaborar como voluntário em alguma das áreas da academia, ampliar seu conhecimento

sobre os temas e as profissões relacionadas à eles, fazer novos contatos profissionais?

Se você respondeu sim à alguma destas perguntas, entre em contato conosco através do email

contact@abayomiacademy.org e lhe daremos mais informações.

OBS.: Essas atividades não são remuneradas.


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junho/julho

AGENDA JUNHO - JULHO 2021

III Encontro de Economia de Comunhão e suas pontes multidisciplinares - Evento internacional -

Chamada para submissão de artigos abertas até 30/08/2021 - https://recosol.uniriotec.br/edcsubmissao-de-trabalhos/

09-10/06

Smart City Expo Atlanta - Evento internacional, edição norte-americana do Smart City Expo World

Congress, a principal conferência e exposição mundial de cidades e soluções urbanas inteligentes.

Sua última edição recebeu mais de 24 pessoas de 700 cidades de todo o mundo.

14/06

Cidades Inteligentes: uma abordagem humana e sustentável um estudo da Câmara dos Deputados

O Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix realiza uma série de palestras -

https://www.sympla.com.br/cidades-inteligentes-uma-abordagem-humana-e-sustentavel--umestudo-da-camara-dos-deputados__1201680

14/06

Cidades Inteligentes: Um novo nome para velhos desafios: Videoconferência promovida pelo Centro

Universitário Curitiba (UNICURITIBA) - https://www.sympla.com.br/cidades-inteligentes-umnovo-nome-para-velhos-desafios__1239244

18/06

Futuro das Cidades e as Cidades do Futuro: Início do Podcast da Abayomi Academy no Youtube, às

19 h. Canal do Youtube: Abayomi Academy

21-24/06

UIA 2021 RIO - 27º Congresso Mundial de Arquitetos - Rio de Janeiro - Tema: Transitoriedade e

Fluxo - https://www.uia2021rio.archi/

15/07

Abertura de Inscrições para apresentações no II Smart Cities, Happy Citizens World Summit 2021.

Mais informações na página do evento: https://www.smartcitieshappycitizens.com/

18-22/07

UIA 2021 RIO - 27º Congresso Mundial de Arquitetos - Rio de Janeiro - Tema: Todos os mundos um

só mundo - https://www.uia2021rio.archi/


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BIBLIOTECA VIRTUAL da abayomi academy

O público tem acesso gratuito aos 4 primeiros

números da revista SHE - Smart and Happy

Environments, e pode encontrar os links na nossa

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Aí também você terá uma lista de livros e

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