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Revista Coamo edição Junho de 2021

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evista

coamo

www.coamo.com.br

junho/2021 ano 47 edição 514

Somos todos

uma só história.

E agora, uma

nova marca.


expediente

Órgão de divulgação da Coamo

ano 47 | edição 514 | junho de 2021

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br,

Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br

Ana Paula Bento Pelissari Smith: anapelissari@coamo.com.br

Antonio Marcio dos Santos: amsantos@coamo.com.br

Ruthielle Borsuk da Silva: rborsuk@coamo.com.br

Kamilly Santana Cazotto: ksantana@coamo.com.br

Raquel Sumie Eishima: raqueleishima@coamo.com.br

Aline Aristides Bazan: abazan@coamo.com.br

Lucas Otávio Pavão: lpavao@coamo.com.br

Contato: (44) 3599-8129 - comunicacao@coamo.com.br

Colaboração: Entrepostos, Gerências Angulares e Assessorias

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima, Ana Paula

Bento Pelissari Smith, Ruthielle Borsuk da Silva e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima e

Lucas Otávio Pavão

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários

Contato: (11) 5092-3305

Contato publicitário: Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados ou

citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

As fotos desta edição foram produzidas obedecendo os devidos protocolos de saúde, ou

são de arquivo.

Acompanhe a Coamo pelas redes sociais

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly Calderari,

Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Jonathan Henrique Welz Negri, Sidnei Hauenstein Fuchs e Igor Eduardo de Mello Schreiner (Membros Efetivos). Vander Carlos Furlanetto, Edilson Alberto

Kohler e Jorge Luiz Tonet (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2020: R$ 20,003 bilhões.

Tributos e taxas gerados e recolhidos em 2020: R$ 466,95 milhões. Cooperados: 29.438. Municípios presentes: 71. Unidades: 111.

junho/2021 revista

5


sumário

#Conectividade #Simplicidade #Integração #JactoNext

32

Agora, você está conectado

na área de serviços da Jacto.

Bem-vindo à agricultura 4.0!

2dcb.com.br

Jacto Next

CONECTIVIDADE

SIMPLICIDADE

INTEGRAÇÃO

jacto.com

Trabalho em família

Família Paschoal, de Cruzmaltina (PR), é exemplo de trabalho e união. Os irmãos Dorival

e Daniel receberam

Descubra

do pai

sobre

a missão de continuar com a atividade agrícola, e agora estão

a nova solução.

passando os trabalhos para os filhos Silvano (Dorival) e Maria Caroline e Lucas (Daniel)

14 98144 1403

6 revista

junho/2021


sumário

Entrevista

10

Ariel Guarco, presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), é o entrevistado do mês. A ACI

foi fundada há 125 anos, é composta atualmente por 319 organizações e presente em 112 países

Nova marca Coamo

14

Cooperativa apresenta nova marca retratada em uma identidade visual representando um

vínculo de modernidade e de adequação aos novos tempos com personalidade e leveza

18

Aplicativo Coamo

A Coamo está lançando uma nova ferramenta de interação com

os cooperados. Com o Aplicativo Coamo, eles têm informações

na palma da mão, de maneira segura, ágil e confiável

Conectividade

22

Coamo lança o programa Conectividade, beneficiando cooperados por meio

de parceria com provedores de internet para acesso e ampliação de sinal no campo

Cooperativismo

27

Ações promovidas pela Coamo e Credicoamo reúnem milhares de cooperados

beneficiados por serviços para desenvolvimento e melhoria na qualidade de vida

Credicoamo

42

Uma nova parceria entre a Credicoamo e Coamo com a Unimed Campo Mourão foi firmada em

junho. Agora, os associados da Unimed podem integrar o quadro social da cooperativa de crédito

junho/2021 revista

7


NA HORA H DA

PROTEÇÃO DA

SOJA, É IHARA.

PODE CONFIAR.

Tecnologia na hora certa

para a sua cultura.

Máxima eficácia

contra o

percevejo

Fera

no combate

à ferrugem

Proteção pesada

contra percevejos,

mosca-branca,

pulgão e igarrinha

No ciclo da lavoura tem

hora certa para tudo e tem

IHARA para toda hora.

Alta performance

no controle do

mofo-branco

Kellen

Severo


governança

Cooperativismo: produtividade, renda e qualidade de vida

Reverenciamos sempre no

primeiro sábado de julho

os pioneiros de Rochdale,

precursores do cooperativismo,

em 1844, na Inglaterra. O Dia Internacional

do Cooperativismo

comemora a força da união, do

trabalho e do bem comum de

um sistema que deu muito certo.

Passados quase 180

anos, o cooperativismo cresceu e

reúne mais de um bilhão de cooperados

em mais de 110 países

nos cinco continentes. Os cooperados

seguem os valores e princípios

cooperativistas, conquistam

ótimas colheitas em vários

segmentos de atuação.

O cooperativismo é antes

de tudo uma filosofia, que

transformou a vida de bilhares

de pessoas em todo o mundo.

Colaborou sobremaneira para

a evolução dos processos e o

desenvolvimento técnico, econômico

e social da família cooperativista.

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

O movimento está consolidado

pela prática dos seus

princípios, com atuação dos

associados de forma igualitária,

sem proteção, classificação

de pequeno, médio ou grande,

e diferenciação de credo ou

raça. No cooperativismo todos

ganham, quanto maior for a

participação dos associados na

cooperativa, mais forte eles se

tornam.

No nosso caso, os cooperados

estão integrados em

dois ramos do cooperativismo:

agropecuário e crédito. A diretoria

reconhece a importância

dos cooperados e trabalha

para que eles tenham sucesso.

Isso é determinante e se constitui

em um diferencial, pois eles

são a razão da existência da

Coamo e da Credicoamo.

Nossa missão é gerar

renda aos cooperados com desenvolvimento

sustentável no

agronegócio. Os cooperados

evoluíram muito ao longo dos

anos com o apoio da Coamo e

da Credicoamo, e acredito que

irão crescer muito mais. Eles fazem

parte de duas cooperativas

estruturadas, modernas, sólidas

e seguras, alicerçadas em valores

como a honestidade, confiança e

credibilidade.

O nosso propósito é continuar

atuando de maneira firme,

acompanhando a evolução e

buscando a inovação para atender

às necessidades dos cooperados

com qualidade e agilidade

"Somos mais de 120 mil

pessoas, participantes de

um sistema que beneficia

diretamente a família

cooperativista."

nos serviços e o profissionalismo

da diretoria e funcionários.

Somos uma grande família.

São mais de 29 mil associados

e mais de oito mil funcionários,

em dezenas de municípios

do Paraná, Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul. Somando-se os

familiares, sem contar os empregos

diretos e indiretos, chegamos

a mais de 120 mil pessoas

envolvidas e beneficiadas.

Após 50 anos da criação

da Coamo e 31 anos da

Credicoamo, temos certeza de

que juntos estamos fazendo as

coisas certas. Crescemos, evoluímos

e melhoramos as boas

práticas agropecuárias, com a

colheita de excelentes produtividades

e volumes de produção.

Promovemos renda e qualidade

de vida aos cooperados. São resultados

que consolidam o trabalho

realizado com a estrutura

e profissionalismo da Coamo e

Credicoamo.

junho/2021 revista

9


10 revista

junho/2021


gestão

Uma nova marca e novos programas de conectividade

"A Coamo é a casa do cooperado e está

ao seu lado para disseminar tecnologia

moderna e inovação, para sermos cada

vez mais competitivos, na busca de altas

produtividades, na produção de alimentos

com origem e qualidade, e agregar renda

às suas atividades."

Com 50 anos, completados em novembro de

2020, a Coamo vem registrando uma história de

evolução e transformação, valorizada por cooperados

e familiares, diretoria e funcionários. Juntos

comemoramos os bons frutos desses anos. Mas, como

sempre diz o nosso idealizador, Dr. Aroldo Gallassini,

“Podemos ficar velhos, mas a Coamo não”. Seguindo

esta filosofia, a cooperativa está no caminho certo e

preparada para enfrentar e superar os desafios do presente

e do futuro.

A Coamo propaga e valoriza o espírito de união,

de fé e do trabalho, os princípios do cooperativismo e

acompanha a evolução na busca incessante da qualidade

nos produtos e serviços ofertados aos cooperados.

Visando o crescimento de forma consistente,

a Coamo está lançando a sua nova marca. Ela representa

a modernidade e adequação aos novos tempos.

Sua representação inicia-se pela semente, pois toda

semente pode ser vista como um sonho, e sozinha,

não consegue ser plantada, germinada e não pode

se transformar em colheita. Mas, para que o sonho se

transforme em realidade é preciso dedicação, planejamento,

trabalho, união e tecnologia.

Novos sonhos trazem novos desafios. A nova

marca apresenta personalidade e leveza, mostra o

campo onde a semente é depositada, a matéria-prima

que tem origem e vigor e se transforma em qualidade.

E com o sol, temos luz, energia e um futuro próspero.

A inovação, a tecnologia e a qualidade estão

presentes no dia a dia da Coamo nesses 50 anos. O

nosso objetivo é evoluir sempre para o desenvolvimento

dos nossos cooperados.

Como resultado desse trabalho, estamos lançando

o Aplicativo Coamo, que vem ao encontro das

necessidades deles, sendo um canal eficaz de relacionamento

para o cooperado se aproximar e interagir

ainda mais com a cooperativa.

Por esta nova plataforma, os cooperados têm

acesso às informações com agilidade, segurança e credibilidade,

podendo consultar os preços dos produtos,

cotações da Bolsa de Chicago, variação do dólar, contratos,

fazer intenções de vendas, fixar produtos, liquidar

débitos. Enfim, eles poderão acompanhar toda a

movimentação com a Coamo.

Junto com o Aplicativo Coamo, estamos lançando

o Programa Conectividade Coamo para facilitar

e melhorar a vida dos cooperados, mediante parcerias

com provedores de internet, com planos e serviços de

qualidade para os cooperados.

A iniciativa da Coamo a disponibilizará uma

melhor conexão aos cooperados, haja vista, que muitas

operações e acessos aos programas que fornecemos

são realizados on-line. A conexão rural é um dos

problemas atuais na área rural do nosso país, por isso,

estamos atentos e este novo programa para auxiliar os

cooperados em suas operações.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

junho/2021 revista 11


entrevista

ARIEL GUARCO

Presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI)

“Somos o farol que deve orientar o mundo

para um paradigma mais solidário e com desenvolvimento”

O

presidente da Aliança

Cooperativa Internacional

(ACI), Ariel Guarco,

cooperativista argentino, é o personagem

da entrevista da Revista

Coamo deste mês. A ACI foi

fundada há 125 anos, é composta

atualmente por 319 organizações

de 112 países, com impacto

em praticamente todos os setores

da economia e da sociedade.

É uma das mais antigas organizações

não governamentais e a

primeira entidade não governamental

a receber o status consultivo

nas Nações Unidas, Guarco

é o segundo presidente mais jovem

da história da ACI e o segundo

latino-americano a presidir a

organização. O primeiro foi o

brasileiro Roberto Rodrigues, de

1997 a 2001, que também foi o

primeiro dirigente não europeu

a presidir a ACI.

Revista Coamo: Qual o sentimento

de ser cooperativista?

Ariel Guarco: Ser cooperativista é

um modo de vida. É uma escolha

sobre como queremos viver em nossas

comunidades, cidades, países e

regiões, sobre como queremos trabalhar,

produzir, consumir, economizar.

Estas ações, são parte essencial

de nossa vida cotidiana, podem

ser guiadas por valores e princípios

cooperativos. Ou seja, elas podem

ser baseadas em uma identidade

que nos une globalmente e nos

ajuda atender necessidades e aspirações

em conjunto. Ser cooperativista

é comprometer-se com a realidade

que nos rodeia, sem deixar

ninguém para trás. Desde muito jovem

me identifiquei com esta doutrina

e tenho orgulho de fazer parte

deste movimento juntamente com

mais de um bilhão de membros das

três milhões de cooperativas existentes

em todo o mundo.

RC: Quais os propósitos e missão da

ACI na sua gestão? Há perspectivas

para o crescimento do cooperativismo?

Guarco: Quando assumi esta responsabilidade

em 2017, eu o fiz

à frente de uma proposta que foi

inicialmente elaborada pelo movimento

cooperativo do meu país,

Argentina, a qual se juntaram,

posteriormente, organizações das

Américas. Por fim, esta proposta foi

aprovada pelos membros da ACI de

todos os continentes. Quero dizer

que a plataforma que sustenta meu

mandato é baseada na constante

interação e diálogo com os membros

da ACI. Estas visitas em mais

de 50 países e à quase metade dos

membros, que tenho continuado à

distância desde o início da pandemia,

me permitem reforçar a ideia

de que somos um movimento único

no mundo, porque representamos

a maior rede global de empresas

com raízes em seus territórios, com

valores e princípios que as unem

internacionalmente, cuja atividade

está orientada para o bem comum.

O Plano Estratégico da ACI, desenvolvido

com base em duas consultas

aos membros e aprovado na

assembleia realizada em Kigali, em

2019, estabelece em objetivos e iniciativas

concretas, os caminhos a serem

seguidos até 2030. O ICETT, um

Think Tank de grandes empresas

cooperativas de diferentes regiões

e setores, nos ajuda a promover a

integração e a difundir nossa identidade.

Neste contexto que a humanidade

está vivendo, não só temos

12 revista

junho/2021


perspectivas de crescimento, mas somos

o farol que deve orientar o mundo

para um paradigma mais solidário sob o

qual ele possa se desenvolver.

Ariel Guarco, nasceu em Coronel Pringles, uma pequena cidade do sul da província de Buenos

Aires, Argentina, com cerca de 20 mil habitantes. É médico veterinário de profissão, mestre em

economia agrária e tem graduação em Economia Social. Sua experiência no cooperativismo se

iniciou na cooperativa elétrica da sua cidade natal, na qual começou a trabalhar aos 23 anos,

ocupando diferentes cargos até a presidência em 2007. No ano seguinte, foi eleito presidente

da Federação de Cooperativas Elétricas e de Serviços Públicos de Buenos Aires (Fedecoba)

e desde 2011 preside a Confederação Cooperativa da República Argentina (Cooperar), a

organização máxima do cooperativismo argentino.

RC: Conte-nos um pouco sobre o papel

organizacional da Aliança Cooperativa

Internacional (ACI).

Guarco: A Aliança Cooperativa Internacional

(ACI) tem 125 anos de existência,

é composta atualmente por

319 organizações de 112 países, com

impacto em praticamente todos os

setores da economia e da sociedade.

Fundada em 1895, é uma das mais antigas

organizações não governamentais

e uma das maiores em termos de

número de pessoas representadas.

Tem um escritório global com sede

em Bruxelas, quatro escritórios regionais

(África, Américas, Ásia-Pacífico e

Europa) e oito organizações setoriais,

que reúnem cooperativas de todo o

mundo dedicadas a ramos como: trabalho,

serviços e produção industrial;

produção agropecuária; saúde; finanças;

seguros; pesca; consumo e habitação.

Possui também quatro comitês

temáticos: Gênero, Pesquisa, Direito

e Desenvolvimento, e uma Rede Mundial

da Juventude. Esta arquitetura

institucional é apoiada pela governança

da Assembleia Geral e depois pelo

Conselho Mundial, onde as regiões

também estão representadas, com

uma vice-presidência cada, os setores,

o Comitê de Igualdade de Gênero e a

Rede da Juventude. Por outro lado, a

ACI é a primeira entidade não governamental

a receber o status consultivo

nas Nações Unidas, onde é cada vez

mais ouvida. Além disso, reafirmamos

os vínculos com organizações como a

OIT e a FAO, entendendo que somente

por meio do diálogo com atores tão

importantes no cenário global poderemos

consolidar a aliança para o desenvolvimento

sustentável, proposta

pela ONU em sua Agenda 2030.

junho/2021 revista 13


entrevista

"SER COOPERATIVISTA É UM MODO DE VIDA. É UMA ESCOLHA SOBRE COMO

QUEREMOS VIVER EM NOSSAS COMUNIDADES, CIDADES, PAÍSES E REGIÕES."

RC: Qual é o momento do cooperativismo

no âmbito mundial?

Guarco: O cooperativismo está presente

em praticamente todos os setores

econômicos e atua em todos

os continentes. Na ACI, continuamos

a trabalhar para promover a integração

cooperativa, fortalecer as redes

de gênero e juventude e apoiar setores

e regiões, para que esta integração

se torne uma realidade de fato,

que dê frutos em todos os campos

onde uma cooperativa deve atuar

juntamente com seus membros.

RC: Em quais continentes o cooperativismo

está mais desenvolvido?

Guarco: Praticamente, não há nenhum

lugar no mundo sem algum

grau de desenvolvimento cooperativo.

Em cenários muito diferentes,

com estruturas políticas, econômicas

e culturais específicas de cada

lugar, as cooperativas baseiam seu

desempenho nos mesmos valores

e princípios que as guiam internacionalmente.

Como presidente da

ACI, pude visitar mais de 50 países

em todos os continentes e tenho

observado este diferencial das

cooperativas. É verdade que em

alguns lugares há mais experiência

acumulada com base em certos

desenvolvimentos, e que em outras

partes esses desenvolvimentos são

mais incipientes, mas o importante

é que na maioria dos países existem

organizações que integram cooperativas

e que podem contribuir para

o progresso geral do setor. Estamos

propondo que as entidades com

maior volume, trajetória e capital

acumulados possam acompanhar o

surgimento de novas cooperativas e

ajudá-las a se consolidar.

RC: Como avalia a atuação do cooperativismo

e os desafios diante da

pandemia?

Guarco: Propomos aprofundar nossa

identidade cooperativa, ou seja,

colocar nossos princípios em ação

e reconstruir juntos o tecido social

e econômico danificado pela pandemia.

Atualmente, nossas organizações

estão sendo muito afetadas

pela crise sanitária, social e econômica

que estamos atravessando em

todo o mundo. Mas a pandemia também

permitiu mostrar, mais uma vez,

que as cooperativas são resilientes

perante diferentes tipos de crises e

Ariel Guarco,

presidente da

Aliança Cooperativa

Internacional (ACI)

podem ajudar suas comunidades a

seguir em frente. A Covid nos colocou

à prova, assim como a todos os

atores sociais e econômicos que produzem

bens ou prestam serviços. No

caso das cooperativas, estão atuando

de maneira excepcional em todas

as áreas. As cooperativas de saúde

estão na linha de frente de contenção

diante do avanço da Covid.

RC: Quanto aos diversos segmentos

do cooperativismo, qual o cenário

atual e como ajudam no desenvolvimento

global?

Guarco: As cooperativas agroindustriais

continuam a produzir alimentos

e outros bens essenciais para a

população. As de serviços públicos

continuam a fornecê-los apesar das

dificuldades de muitas famílias em

manter o pagamento. As de telecomunicações

estão fornecendo a

conectividade tão necessária neste

momento para manter a atividade

profissional e os laços pessoais. As

cooperativas dos setores financeiro

e seguros reajustaram seus instrumentos

para atender às necessidades

das empresas e das famílias. As

de habitação contribuem para tornar

mais sustentável o habitat das pessoas

em situação de confinamento.

As de trabalho estão mantendo a

fonte de renda de muitas pessoas

em momentos de forte destruição

de empregos. Poderíamos continuar

dando exemplos. O importante

é destacar e reconhecer que este

modelo empresarial não só resiste à

uma crise da magnitude desta que

estamos atravessando, mas também

é uma chave para sairmos desta crise,

melhor do que entramos.

14 revista

junho/2021


RC: O cooperativismo brasileiro tem

atuado forte na profissionalização

e gestão. Como a ACI observa esta

atuação?

Guarco: É fundamental avançar tanto

na profissionalização dos quadros

técnicos que compõem as organizações

cooperativas, quanto na formação

dederes que tenham uma visão

alinhada com a identidade cooperativa.

Esta identidade não deve ser

uma âncora que nos mantém estáticos,

mas, ao contrário, um motor

que nos impulsiona a agir dentro de

nossas comunidades, atendendo de

forma inovadora, profissional e eficiente

às demandas que surgem dia

após dia. Devemos promover isto

por meio de plataformas que cheguem

às novas gerações e permitam

expandir nossas atividades a setores,

e oferecer bens e serviços da mesma

forma ou melhor do que outros tipos

de empresas.

RC: O tema do Dia Internacional do

Cooperativismo em 2021 é “Reconstruir

melhor juntos”. Qual é a principal

mensagem e motivação?

Guarco: “Reconstruir Melhor Juntos”

é um chamado para sair desta

crise de forma cooperativa que,

como eu disse antes, é uma crise

sanitária, mas que também tem um

forte impacto econômico e social

em escala global. Estamos convencidos

de que ninguém pode

se salvar sozinho de uma situação

tão complexa como esta, por isso,

estamos convidando não apenas

cooperativistas, mas todas as organizações

e indivíduos diante da

oportunidade, construir um mundo

mais sustentável, onde o ser humano

e o meio ambiente estão no centro

dos acontecimentos.

RC: Quais são as perspectivas para o

futuro do cooperativismo? Será mais

digital ou tecnológico? Mais inovador?

Mais transformador?

Guarco: O cooperativismo é sempre

transformador. Quando os pioneiros

de Rochdale, em 1844, iniciaram o

que hoje consideramos a primeira

cooperativa da era moderna, eles

fizeram a maior inovação social de

todas que estavam acontecendo no

"Não há praticamente

nenhum lugar no

mundo sem algum grau

de desenvolvimento

cooperativo. Em cenários

muito diferentes, com

estruturas políticas,

econômicas e culturais

específicas de cada lugar. "

contexto da Revolução Industrial.

Hoje, com avanços tecnológicos

muito mais dinâmicos, devemos

continuar a ser protagonistas dessas

inovações e estampar cada avanço

com o selo de nossos valores e princípios.

Toda transformação nos modos

de produção e consumo deve

contemplar o bem comum como um

horizonte, e podemos garantir isso a

partir do modelo cooperativo.

RC: O setor Agropecuário produz alimentos

com origem e sustentabilidade.

Como observa esta atuação, principalmente,

em ano de pandemia?

Guarco: É uma tarefa essencial

para poder continuar fornecendo

alimentos à população, em um contexto

tão complexo como este. Certamente

os iniciadores da Coamo

não imaginavam que há mais de

meio século, ao se unirem, estavam

criando uma empresa de tamanha

magnitude no Brasil, que dá enorme

contribuição para a produção

de alimentos e melhoria da qualidade

de vida de muitas famílias em

áreas rurais e urbanas. A Coamo

demonstra que a identidade cooperativa

é a base deste tipo de empresas,

desde o momento em que

nascem da vontade de um grupo

de pessoas que decidem resolver

uma necessidade em conjunto, até

cada um dos pontos máximos de

crescimento que alcançam ao longo

do tempo.

RC: Qual sua mensagem para os

cooperados da Coamo?

Guarco: Em primeiro lugar, parabenizá-los

pelo trabalho que realizam

para produzir, inovar, diversificar e

ser um verdadeiro exemplo de progresso

com uma identidade cooperativa.

Em segundo lugar, convidá-

-los a aprofundar essa identidade e

compartilhá-la com o resto de sua comunidade,

para que este movimento

tão vasto que estamos formando no

mundo, continue a crescer em cada

país. O Brasil em particular tem uma

enorme trajetória cooperativa e empresas

como a Coamo são vitais para

que este modelo continue a crescer,

para que as novas gerações também

vejam o cooperativismo como um

sistema que permite viver com dignidade

e alcançar a realização pessoal

e profissional junto com outras

pessoas.

Colaboração: Assessoria de Comunicação Social

da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

junho/2021 revista 15


evolução

A NOVA MARCA COAMO

Cooperativa apresenta sua nova marca, retratada em uma identidade visual

representando um vínculo de modernidade e de adequação aos novos tempos

Valores indissociáveis da sua cultura,

como a fé no trabalho, espírito

de união, respeito aos princípios

do cooperativismo, valorização do ser humano

e a busca constante da qualidade,

com a visão de acompanhar a evolução

dos processos para o cumprimento da

sua missão, fazem parte do cotidiano e

do sucesso da Coamo.

Seguindo esta premissa, para

crescer de forma consistente, a Coamo

Agroindustrial Cooperativa apresenta

sua nova marca, retratada em uma identidade

visual que representa um vínculo

de modernidade e adequação aos novos

tempos.

A representação da nova marca

da Coamo começa pela semente, pois

toda semente é como um sonho. Sozinha,

ela não consegue se plantar. Ela não germina,

não brota, não vira colheita. Mas, ela

ainda guarda em seu interior o valor de

tudo aquilo que pode se tornar

Foi assim que 79 produtores rurais

em 1970 sonharam juntos para melhorar

a vida de suas famílias. A Coamo nasceu

16 revista

junho/2021


como uma semente, uma promessa

de um futuro que superaria

qualquer sonho, pois se

tornaria realidade, criando raízes

sólidas e profundas, graças aos

valores de cooperação, respeito

ao próximo, honestidade, simplicidade

e transparência.

Após 50 anos, a cooperativa

conta com quase 30 mil cooperados.

Eles compartilham os

mesmos ideais do início da cooperativa

e tem orgulho de trabalhar

no campo, transformando

não só a terra, e as vidas de

milhares de pessoas de maneira

direta ou indireta, como também,

produzindo alimentos para ajudar

o Brasil crescer e prosperar.

Todo sonho é como uma

semente. Para se realizar, é preciso

dedicação, planejamento

e trabalho. Mas o que acontece

quando a realidade supera

o sonho? Na Coamo, se sonha

ainda mais alto. Novos sonhos

trazem novos desafios e para

superá-los, a resposta continua

sendo a mesma que trouxe a

cooperativa até aqui: respeito

aos valores e confiança na força

da união dos cooperados.

Marca

A nova marca da Coamo

conta com um design gráfico caracterizado

pela personalidade e

leveza. As cores verde e amarela

representam, respectivamente, o

campo onde é depositado a semente,

a matéria-prima que com

vigor e origem é transformada

em qualidade; e a energia solar,

materializando o sol, a luz, o nascimento,

o otimismo, a felicida-

Administração Central da Coamo, em Campo Mourão (PR), com a nova marca da cooperativa

junho/2021 revista 17


evolução

A NOVA MARCA DA COAMO FOI CONCEBIDA POR UM DESIGN

GRÁFICO CARACTERIZADO PELA PERSONALIDADE E LEVEZA

de, a prosperidade e o futuro,

uma vez que, a Coamo utiliza

o campo de forma inovadora,

com tecnologia, acrescentando

recursos para otimizar bons

resultados.

Assim, a nova marca

Coamo será vista a partir de

agora pelos cooperados, funcionários,

clientes, fornecedores,

parceiros e comunidade,

por meio das embalagens dos

seus produtos alimentícios,

insumos, nos entrepostos da

cooperativa e divulgação dos

programas de gestão, inovação,

tecnologia e cooperativismo,

e nas atividades de comunicação

institucional como

revistas, folder´s, sites e redes

sociais, entre outros.

Juntamente com a

nova identidade visual da Coamo

será utilizado o slogan “A

vida é a gente que transforma”.

“Esse slogan pretende destacar

e aproximar mais às novas

gerações do campo. Está alinhado

com o que acreditamos

e aos novos tempos em que vivemos.

Traduz o propósito da

Coamo e os desafios de ir mais

além, crescer e prosperar. É

um slogan que faz sentido aos

associados, funcionários, clientes,

parceiros e a comunidade,

e nasce para agregar valor à

marca e produtos da cooperativa”,

explica Antonio Sérgio

Gabriel, diretor Administrativo

Financeiro da Coamo.

1970

2003

2021

EVOLUÇÃO DA MARCA COAMO

Nova marca Coamo estará nas embalagens de produtos alimentícios,

insumos, entrepostos, veículos e na divulgação institucional da cooperativa

18 revista

junho/2021


Somos

todos uma

só história.

E agora,

uma nova

marca.

A vida é a gente

que transforma.


tecnologia

APLICATIVO

COAMO

Informação aos cooperados de

maneira segura, ágil e confiável

A

qualidade e a inovação são valores que fazem

parte dos processos e serviços nas atividades

da Coamo. A cooperativa está acompanhando

a evolução e, diante disso, apresenta o

Aplicativo Coamo, um novo canal de relacionamento

para o cooperado estar mais próximo e integrar

seus negócios com a cooperativa. Para acessar o

Aplicativo Coamo, basta baixá-lo nas lojas do Google

Play ou APP Store.

Com o Aplicativo Coamo, o cooperado tem

informações na palma da mão, de maneira segura,

ágil e confiável. O aplicativo tem várias funcionalidades

e, nesta primeira etapa, ele pode acessar preços

dos produtos, variação do dólar e cotações da Bolsa

de Chicago, bem como, consultar contratos e fazer

intenções de vendas, fixar produtos, liquidar débitos

e acompanhar toda a sua movimentação com a cooperativa.

O aplicativo Coamo é uma evolução do

Cooperado-Online, ferramenta de gestão que foi

criada em 2006 na sua primeira versão com acesso

direto dos cooperados no site Coamo. “Em 2015, o

Cooperado On-Line teve melhorias para atender às

necessidades dos cooperados. Ele foi o primeiro canal

digital no formato web site, onde o cooperado

passou a ter acesso às informações com comodidade,

segurança e praticidade, de onde estivesse,

desde que conectado à internet”, informa José Aparecido

Bernardo, gerente Administrativo da Coamo.

A evolução da mobilidade com o smartphone

fez com que o mundo migrasse para serviços baseados

em aplicativos, e na Coamo não é diferente.

“Diante desse cenário, alguns cooperados solicitaram

que o serviço oferecido por meio do cooperado

On-Line, também, fosse oferecido no formato aplicativo.

A Coamo se preparou para esse momento. Foi

necessário um aparato tecnológico que propiciasse

entregar um serviço de qualidade e com seguran-

20 revista

junho/2021


ça”, comenta Ailton de Almeida Queiróz, gerente

de Tecnologia da Informação da Coamo, acrescentando

que mesmo com essa novidade, o serviço do

Cooperado On-Line continuará disponível aos cooperados

no site Coamo.

Desenvolvimento

O trabalho de construção do Aplicativo Coamo

iniciou em 2019, quando a equipe da Coamo

começou a ouvir cooperados com o intuito de saber

quais eram suas necessidades e os serviços que

deveriam estar inseridos na ferramenta. Em 2020,

foi dado o ponta pé para o desenvolvimento deste

serviço digital. “O Aplicativo Coamo traz uma flexibilidade

de manuseio, de forma intuitiva e com fácil

navegação. Será uma nova experiência de relacionamento

com os cooperados e deles com a Coamo”,

explica Ailton Queiróz.

Projeto Piloto

Foram convidados cinco cooperados para

contribuir com sugestões para a criação e formatação

do Aplicativo Coamo. Emilio Magne Guerreiro

Junior, Igor Eduardo Schreiner, Jonathan Henrique

Welz Negri, Wilson Menin Junior e Frederico Stellato

Farias participaram da iniciativa com o objetivo de

repassar à equipe de desenvolvimento quais serviços

atenderiam às necessidades dos cooperados no

dia a dia. Esta estratégia foi adotada para criar um

junho/2021 revista 21


tecnologia

COM O APLICATIVO, O COOPERADO TEM À DISPOSIÇÃO INFORMAÇÕES NA

PALMA DA MÃO, DE MANEIRA SEGURA E CONFIÁVEL, COM A GARANTIA COAMO

aplicativo interessante, prático e diferente do ponto

de vista do usuário, porque foi moldado segundo às

sugestões de cooperados. “Foi um avanço, com excelente

participação, sendo uma iniciativa que permanecerá

nos próximos processos de construção

de novas ferramentas que têm os cooperados como

usuários”, afirma Antonio Sérgio Gabriel, diretor Administrativo

Financeiro da Coamo.

Na segunda fase do Projeto Piloto do Aplicativo

Coamo foram convidados outros 20 cooperados

representando várias regiões da Coamo. “Tanto na

primeira como na segunda fase, percebemos o interesse

e envolvimento, e após diversas reuniões, a

satisfação dos cooperados, aliada à uma expectativa

pelo surgimento do Aplicativo Coamo. Antes eles

acessavam e acompanhavam seus negócios na Coamo

pelo Cooperado On-Line no computador e agora

poderão acessar pelo smartphone e sem sair de casa”,

explica Lucas de Melo Leão, Analista de Negócios,

der de Desenvolvimento do Aplicativo Coamo que

reuniu profissionais da Tecnologia da Informação, utilizando

métodos ágeis e parceiro de tecnologia.

Transformação

O Aplicativo Coamo será uma plataforma

de serviços integrados, de relacionamento e gestão

dos cooperados. “Temos uma transformação. Tudo

para que o cooperado seja atendido no momento

certo, do jeito certo e segundo a sua conveniência.

A cooperativa deve evoluir para outros serviços digitais

que não estarão somente dentro desse app, mas

que farão parte de um pacote de transformação. São

serviços que hoje estão somente no balcão, mas devem

chegar na mão do cooperado”, prevê o diretor

Administrativo e Financeiro.

22 revista

junho/2021


Frederico Stellato Farias: "o aplicativo superou as expectativas"

Emílio Guerreiro: "usar a plataforma é como ter o escritório na palma da mão"

Validação dos cooperados

O cooperado, Emílio Magne Guerreiro

Junior, de Campo Mourão (Centro-

-Oeste do Paraná), foi um dos produtores

que apresentou a demanda do aplicativo

à Coamo. De acordo com ele, a ideia surgiu

após uma palestra de José Aroldo Galassini,

presidente dos Conselhos de Administração

da Coamo e Credicoamo, que

falava sobre a importância dos jovens na

cooperativa. "O objetivo era levar o cooperativismo

para mais perto do cooperado,

e era preciso uma ferramenta para que

fosse alcançado. Daí surgiu a ideia do aplicativo,

já que o smartphone está nas mãos

da maioria das pessoas e praticamente todos

os cooperados têm", diz.

Guerreiro observa que o processo

de formatação foi bem particular. “Foi bem

coisa de agricultor, desenhamos no papel,

escrevemos como seriam os botões, quais

as informações que teriam. Criamos as necessidades

e buscamos o que mais utilizamos

na cooperativa”, conta o cooperado.

Segundo o cooperado, o aplicativo

estará sempre em processo de atualização,

para trazer mais funcionalidades e benefícios,

ficar mais interativo e dinâmico, com

objetivo de estreitar o relacionamento entre

cooperativa e cooperado. “O aplicativo

é como ter o escritório na palma da mão.

Tiramos a Coamo dos tijolos e podemos

carregá-la para qualquer lugar.”

Para Frederico Stellato Farias, cooperado

da Coamo em Campo Mourão, o

produtor rural tem uma limitação de tempo,

que é um recurso extremamente valioso.

“Desperdiçamos tempo em fila de atendimento,

em deslocamento para sair da fazenda

e ir até à cooperativa. O aplicativo agilizará

nossa vida, pois tem várias operações que

fazermos por meio dele sem deslocamento

até o balcão da Coamo, com ganho de produtividade

e redução de custos.”

O Aplicativo Coamo superou as

expectativas do cooperado. “Sinto-me

privilegiado por participar do processo

de formatação e implantação dessa

ferramenta. A iniciativa da Coamo em

convidar um grupo de cooperados para

ouvir a demanda foi muito assertiva, afinal,

quem vai utilizar o aplicativo, somos

nós”, afirma Farias.

junho/2021 revista 23


internet no campo

No ambiente da Coamo, ao longo das suas

décadas, a inovação vem fazendo parte dos

processos e atividades da cooperativa

Conectividade, o novo programa

da Coamo para os cooperados

O

Brasil se tornou uma potência na agropecuária

mundial e está entre as principais lideranças

na produção de grãos, como soja

e café, carne bovina, entre outros. Para continuar

produzindo de maneira sustentável com qualidade

e origem, os produtores estão percebendo que necessitam,

cada vez mais, de assertividade na tomada

de decisões, seja por exemplo, antes do plantio ou

após a colheita, para aproveitar as oportunidades de

mercado e obter renda com a venda da sua produção.

Um dos caminhos para que isso aconteça está

na melhoria dos processos de comunicação, com o

uso de tecnologias modernas e internet, acessíveis

para uso dos produtores no seu dia a dia.

No ambiente da Coamo, ao longo das

suas décadas, a inovação vem fazendo parte dos

processos e atividades da cooperativa, disponibilizando

aos cooperados o acesso direto à diversas

plataformas como o “Cooperado On-Line” para

efetivar operações ligadas aos seus negócios. Os

cooperados navegam também em programas,

como os de Gestão e Fidelidade, no site e redes

sociais, que são importantes canais para apoio às

suas atividades e o fortalecimento do relacionamento

com a Coamo.

Novo programa

Com o propósito de inovação constante e a

busca de sinergia e participação dos cooperados, a

24 revista

junho/2021


Coamo está lançando o “Programa Conectividade

Coamo”, que beneficiará diretamente os associados

nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso

do Sul.

Convênio com provedores

Para facilitar a vida dos cooperados, a Coamo

está realizando parceria com provedores de internet

na sua área de ação, visando acesso à internet, mediante

fornecimento de planos e serviços de qualidade

aos usuários. “A conexão é um dos problemas

atuais na área rural de uma forma geral no país. Segundo

informações, pouco mais de 20% da área agrícola

possui algum tipo de cobertura por internet, mas, mesmo

assim, o Brasil é uma potência no cenário mundial.

Por isso, o Programa Conectividade Coamo surge para

apoiar o cooperado neste sentido. O objetivo é buscar

ou melhorar o acesso à internet”, afirma o engenheiro

agrônomo Aquiles de Oliveira Dias, diretor de Suprimentos

e Assistência Técnica da Coamo.

Evolução

Segundo o diretor, a agricultura brasileira

registrou vários ciclos durante as últimas décadas

e o momento atual é de crescente evolução. “Os

agricultores produziram bastante com a agricultura

de forma tradicional sempre com a preocupação

de cuidar do meio ambiente, porém, principalmente

nos últimos anos, eles estão acompanhando as

inovações para otimizar suas atividades com o uso

de máquinas e equipamentos modernos com GPS

(Sistema de Posicionamento Global) e outras funcionalidades,

na busca de altas produtividades. Desta

maneira, muitos estão fazendo parte de uma nova

geração que impulsiona o agronegócio com tecnologias

modernas.”

Benefício

Programa Conectividade Coamo beneficiará um grande número de

associados nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul

Por meio do Programa Conectividade Coamo,

os cooperados poderão contratar diretamente

os serviços de internet junto aos provedores, de

acordo com a realidade de suas regiões e realizar

investimentos para colocação de antenas, entre outros.

Outra facilidade aos cooperados é a possibilidade

da contratação de financiamentos junto à Credicoamo,

bem como, efetivar os pagamentos dos

serviços por meio de débito automático ou na conta

consumo na Coamo.

Segundo o presidente Executivo da Coamo,

Airton Galinari, a Coamo está promovendo investimentos

em uma grande jornada digital para facilitar

as operações dos associados e o relacionamento

com a Coamo. “Um dos objetivos do Programa Conectividade

Coamo é buscar uma melhor tecnologia

para ampliar a cobertura do sinal de internet e

o cooperado ter acesso à uma navegação de qualidade,

com agilidade e comodidade. O agronegócio

não parou no tempo e não pode parar, muito pelo

contrário, por isso, vamos acompanhar e implantar

o processo de inovação para sermos cada vez mais

competitivos”, considera.

junho/2021 revista 25


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internet no campo

“A conexão é tudo, estamos evoluindo e

usando mais tecnologia”, diz Abramoski

Cooperado na Coamo desde 1997,

o agricultor Marcos Aurélio Abramoski, da

região de Altamira do Paraná (Centro-Oeste),

tem no planejamento um hábito incorporado

há muitos anos, e o uso da informação como

fonte para tomada de decisão. Ele tem bons

motivos para destacar a importância destas

ferramentas. “A agricultura de hoje é bem

diferente de anos anteriores, não podemos

fazer de qualquer jeito, pois é uma atividade

a céu aberto e deve ser encarada como uma

empresa. Temos necessidade da informação

na hora certa para colocar em prática tudo o

que planejamos com apoio da Coamo.”

O cooperado reside no município de

Laranjal há cerca de 30 anos, produz soja e

milho em 63 alqueires e comemora o uso da

internet na sua propriedade já há alguns anos

e os benefícios que ela proporciona. “Não dá

para ficar mais sem internet, pois a conexão

é tudo, daí a gente acessa o Cooperado On-

-Line, fica sabendo das notícias do mercado,

acompanha o preço do dia, vende a produção,

faz negócios e contratos, e está a par da

movimentação na Coamo. Tudo isso sem sair

de casa”, conta o cooperado, que participou

em 2000 da 4ª Turma do Programa Coamo de

deres Cooperativistas.

Nesse período de pandemia, o cooperado

diz que a internet possibilita aos filhos

assistirem aulas on-line, evitando deslocamento

até a escola e, assim, podendo se cuidar

com todos os protocolos. “A internet mudou

a vida de todo mundo e no caso como

agricultor, tem sido fundamental. Posso fazer

quase tudo de casa, acompanhar a evolução

e os negócios da minha propriedade, da Coamo

e do mundo. Precisamos estar sempre conectados

para usar tecnologia e ter sucesso

na atividade.”

Marcos Aurélio Abramoski, cooperado em Altamira do Paraná (PR), destaca a importância da internet para a condução das atividades agrícolas

junho/2021 revista 27


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cooperativismo

DESENVOLVIMENTO

em todos os setores da economia e sociedade

O

cooperativismo

está

presente em praticamente

todos os setores

econômicos e atua em todos os

continentes. Evoluiu bastante

desde o seu surgimento na Inglaterra,

por meio dos pioneiros

tecelões de Rochdale, em 1844.

Sua organização foi impulsionada

há 125 anos, com a criação

da Aliança Cooperativa Internacional

(ACI), entidade que reúne

319 organizações em 112 países

e desenvolve praticamente todos

os setores da economia e da

sociedade.

No mundo todo são 1,2

bilhão de cooperados participando

de 3 milhões de cooperativas.

Segundo levantamento da

Organização das Cooperativas

Brasileiras (OCB), mais de 10%

das 300 maiores cooperativas do

mundo são do ramo Agropecuário

e as cooperativas de crédito

representam 9,55% do mercado

financeiro mundial.

Mais de 5.300 cooperativas

estão cadastradas na OCB

congregando 15 milhões de cooperados

e o trabalho de 427 mil

funcionários nos diversos segmentos

– o Agropecuário lidera

no número de cooperativas com

1.223 instituições e quase um milhão

de cooperados, mas a maior

presença de associados está no

segmento Crédito com mais de

10 milhões integrantes em suas

827 cooperativas.

Coamo e Credicoamo

O cooperativismo promovido

pela Coamo e Credicoamo

reúne milhares de

cooperados. São quase 30 mil

produtores no quadro social do

segmento agropecuário e mais

de 20 mil no de Crédito. Eles

são atendidos por mais de oito

mil funcionários na prestação

de um trabalho de qualidade no

desenvolvimento das suas ativi-

junho/2021 revista 29


cooperativismo

MOVIMENTO COOPERATIVISTA É ANTES DE TUDO UMA FILOSOFIA DE VIDA.

É UM INSTRUMENTO EFICAZ QUE UNE PESSOAS E PROMOVE O DESENVOLVIMENTO

dades em 71 municípios nos Estados

do Paraná, Santa Catarina

e Mato Grosso do Sul.

Celebramos o Dia do

Cooperativismo com orgulho,

haja vista que se trata de um sistema

que proporciona o bem

comum e inúmeros benefícios,

por meio de uma parceria sólida

e vitoriosa que visa o desenvolvimento

da agricultura e pecuária,

e a produção de alimentos para

o Brasil e o mundo.

“O cooperativismo é um

movimento e antes de tudo uma

filosofia de vida. É um instrumento

eficaz que une pessoas

e promove o desenvolvimento

econômico e bem-estar social,

tendo como referencial a participação

democrática, solidariedade,

independência e autonomia.

É um movimento fundamentado

nas pessoas e não no capital, e

visa atender às necessidades de

um grupo de associados e não

do lucro, com o propósito de

buscar a prosperidade de todos

e não individual”, explica José

Aroldo Gallassini, idealizador e

presidente dos Conselhos de

Administração da Coamo e Credicoamo.

Segundo ele, quando os pioneiros

de Rochdale, em 1844, iniciaram

o que hoje considera-se a

primeira cooperativa da era moderna,

eles fizeram a maior inovação

social de todas que estavam

acontecendo no contexto da Revolução

Industrial. ”Com avanços

tecnológicos, devemos continuar

a ser protagonistas dessas inovações

com o selo dos nossos

valores e nossos princípios. Toda

transformação nos modos de produção

e consumo deve contemplar

o bem comum como um horizonte,

e podemos garantir isso

a partir do modelo cooperativo”,

considera o dirigente mundial.

Transformador

Para Ariel Guarco, presidente

da Aliança Cooperativa

Internacional (ACI), o cooperativismo

é sempre transformador.

O cooperativismo é um movimento fundamentado nas pessoas e visa atender às necessidades de um grupo de associados

30 revista

junho/2021


Programas do cooperativismo

alcançam toda a família Coamo

Os programas da área de Cooperativismo, assim os outros produtos e serviços

desenvolvidos terão um novo visual com a nova marca Coamo

O

cooperativismo promove na prática o bem

comum, apresenta bons resultados e contribui

para a melhoria socioeconômica da família

cooperada. Na Coamo, o movimento beneficia diretamente

mais de 120 mil pessoas entre cooperados

e familiares, atendidos pelos funcionários da cooperativa

com dedicação e profissionalismo.

Diversas atividades são desenvolvidas pela

Assessoria de Cooperativismo, por meio de vários programas

cujo objetivo é o desenvolvimento social com

difusão dos princípios cooperativistas. Entre eles estão

os programas Jovens Líderes Cooperativistas, Social,

Mulher, Tecnologia e Gestão, por meio de cursos, treinamentos,

reuniões presenciais e virtuais.

“Os pilares do cooperativismo são ligados ao

Econômico, Social e Ambiental, por meio de estruturas

modernas e eficientes para melhorar a rentabilidade

dos cooperados, boas práticas agrícolas, e ações

que desenvolvem o cooperado e sua família no dia a

dia da Coamo”, afirma José Ricardo Pedron Romani,

assessor de Cooperativismo da Coamo.

Para o presidente dos Conselhos de Administração

da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini,

os cooperados são privilegiados e estão colhendo

bons resultados na sua atividade, registrando produtividade,

renda e qualidade de vida. "Em vários campos,

seja no técnico, educacional ou social, as pessoas

são capacitadas de forma gradual e contínua por meio

de centenas de eventos de difusão tecnológica e cooperativista.

Este trabalho colabora diretamente para a

melhoria da qualidade de vida e a felicidade da família

cooperada no meio ambiente produtivo rural."

NOVA IDENTIDADE VISUAL

junho/2021 revista 31


cooperativismo

Sucesso alicerçado pelo trabalho e otimismo

Cícero Vieira da Silva, de Roncador (PR), com o caminhão que faz parte da história da família

Eram apenas três alqueires

de terra. Cícero Vieira da

Silva, cooperado da Coamo

em Roncador (Centro-Oeste do

Paraná), começou com um pequeno

pedaço de chão, no município

paranaense, com aproximadamente

10 mil habitantes.

Cícero viu vizinhos indo embora,

Seu Cícero durante

entrega de algodão em

Roncador

vendendo suas propriedades,

desistindo do lugar. Ele, muito

confiante, acreditou no potencial

da localidade, continuou trabalhando

e aos poucos foi comprando

um pedaço, depois outro,

e hoje já possui 78 alqueires,

que cuida com muito zelo, junto

dos filhos. “Foi um trabalho muito

bonito, sempre trabalhei com

os pés no chão para não passar

sufoco. Não cresci tanto, mas o

que consegui ganhar está aqui,

com muito esforço e trabalho. Eu

e meus filhos trabalhamos e conseguimos

adquirir bons pedaços

de terra, máquinas e estamos

produzindo bem.”

Um dos ‘ajudantes’ do

cooperado foi seu caminhão,

adquirido em 1985. Fazendo fretes

com o veículo, ele conseguiu

quitar o veículo, comprado com

uma entrada e o restante a prazo,

e ainda comprou terras. “Na

época que comprei, em 1984,

vendi 200 arrobas de algodão e

32 revista

junho/2021


comprei um carro. Peguei o carro, vendi e comprei

outro e guardei o restante do dinheiro. Dia

11 de fevereiro de 1985 comprei esse caminhão,

e fiquei devendo 3.500 cruzeiros. Com o dinheiro

dos fretes consegui quitar o automóvel, comprei

mais terras e outro caminhão”, relata o produtor.

Seu Cícero lembra que quando chegou

em Roncador, era uma realidade diferente e a

terra estava desvalorizada. Muitos vizinhos acabaram

indo embora e abandonando tudo. “Eu sempre

fui otimista, trabalhei aqui, criei meus filhos e

agora o trabalho ficou para eles”, ressalta. Ele diz

que diz ter deixado para os filhos a responsabilidade

de cuidar da lavoura, ajudando agora na

parte de gestão, dando conselhos e partilhando

com eles a experiência de vida.

Cooperado desde 1984, quando a cooperativa

chegou ao município, Cícero conta que

a Coamo o ajudou, e é responsável pela evolução

da propriedade. Não só em questão de tamanho,

mas também em relação a produção. Segundo

ele, há uma relação de confiança muito grande

entre cooperado e cooperativa, e tudo o que eles

precisam, desde um insumo, um óleo, até uma

graxa, eles encontram na Coamo, o que facilita a

vida do cooperado.

Seu Cícero com os filhos Marcelo, Lucas e Gean. Trabalho em família e parceria

com a Coamo ajudaram na evolução da atividade agrícola. Na imagem abaixo

com engenheiro agrônomo, Lucas Fernando Novais Rodrigues, e o gerente da

Coamo em Roncador, Marlon Costa

Benefícios incontáveis

Os benefícios do cooperativismo

são incontáveis.

Tem a premissa de

unir pessoas em torno de um

mesmo objetivo, um bem comum.

Com esse intuito, foi criada

a Coamo, em 1970. De lá para

cá, a cooperativa mudou a vida

de milhares de produtores rurais.

Alguns de localidades onde ela

já estava instalada, e outros que

foram atrás para também usufruir

do cooperativismo.

Um desses produtores

é o cooperado Esmael Lacerda

de Souza, da Coamo em Reserva

(Centro-Norte do Paraná). Ele

conta que era cooperado na unidade

de Cândido de Abreu, e

precisava percorrer uma distância

de mais de 80 quilômetros

para levar a produção até a cooperativa.

Como presidente do

Sindicato Rural Patronal, Lacerda

se comprometeu e correu atrás

para que a cooperativa pudesse

se instalar em Reserva e facilitar

não somente a vida dele, mas

também a de outros produtores.

Após estudar a região, a Coamo

instalou seu entreposto em 2010

e hoje, já conta com mais de 500

cooperados.

Lacerda, como um dos

pioneiros da região, vê a mudança

acontecendo. “Eu nasci e me

criei na roça, mas só por meio

da tecnologia e de todo esse

acompanhamento da Coamo,

junho/2021 revista 33


cooperativismo

Jacson com o pai Esmael Lacerda, de Reserva (PR). Cooperados têm o cooperativismo como uma filosofia de vida e comemoram parceria com a Coamo

vi a propriedade produzir mais

e com qualidade. Antigamente

produzíamos cerca de 70 sacas

por alqueire, hoje chegamos a

produzir mais de 200”, acrescenta

o cooperado.

Seguindo o exemplo do

pai, Jacson também se associou

à Coamo. Ele se tornou cooperado

em Cândido de Abreu e posteriormente

transferiu-se para Reserva.

De acordo com Jackson, a Coamo

facilitou a vida dos produtores, que

sofriam com a distância para buscar

calcário e entregar a produção,

com economia não somente financeira

como de tempo. “Facilitou

demais nossa vida. Recomendo

aos agricultores que sejam cooperados

da Coamo, pois serão muito

bem atendidos”, ressalta.

O engenheiro agrônomo,

Diego Ricardo Stumm, da

Coamo em Reserva, que assiste

as propriedades de Ismael e

Jacson , afirma que os cooperados

aderiram as tecnologias

oferecidas pela Coamo, resultando

em boas produtividades.

“A agricultura, como todas as atividades,

vem mudando, se atualizando

e melhorando. A Coamo

é uma ponte entre a tecnologia

e o produtor. Buscamos sempre

trazer novidades, e junto ao cooperado,

implantá-las no campo,

com objetivo de alcançar uma

rentabilidade maior na lavoura”,

explica o agrônomo.

Engenheiro agrônomo, Diego Stumm, da Coamo em Reserva (PR), afirma que os cooperados

aderem as tecnologias oferecidas pela cooperativa, resultando em boas produtividades

34 revista

junho/2021


Engenheiro agrônomo, Conrado Vitor de Souza Moreira Zanuto, e o cooperado, Valter da Silva Fernandes, de Iretama (PR), acompanham evolução da lavoura

Evolução no campo

Na Coamo, todos os associados participam

das atividades e decisões, com o objetivo

de atingir o bem comum e satisfazer necessidades

coletivas. Dessa forma, os cooperados trabalham

em parceria com a cooperativa. Esse é o caso

de Valter da Silva Fernandes, cooperado da Coamo

em Iretama, na região Centro-Oeste do Paraná, desde

1985, quando a cooperativa se instalou no município

e o cooperado trabalha em parceria.

Segundo o cooperado, desde que a Coamo

chegou, a região se desenvolveu. A cooperativa

cresceu e os produtores cresceram junto. No caso

da sua família, que começou com 10 alqueires, e

já plantam uma área de 100 alqueires. Com o trato

correto e auxílio da equipe técnica da Coamo, inserindo

a tecnologia no campo, a produtividade também

aumentou. Antes, colhia cerca de 110 sacas por

alqueire. Após a parceria com a Coamo, já chegou

colher 187 sacas. “Com a tecnologia, variedades de

sementes, adubação e o quadro técnico da Coamo

que vem trazendo bastante novidades e desenvolvimento

para nós, vamos crescendo, trabalhando

junho/2021 revista 35


Seu Valter, Conrado e o gerente da Coamo em Iretama Renato Dziubate

"Desde que a Coamo chegou, a região se desenvolveu"

e aprendendo juntos.”, avalia o

cooperado.

Em relação a última safra,

na propriedade, a produção

foi abaixo da expectativa devido

a fatores climáticos. De acordo

com o engenheiro agrônomo do

departamento Técnico da Coamo

em Iretama, Conrado Vitor

de Souza Moreira Zanuto, a parceria

entre o produtor e a cooperativa

é importante, mas para

que se efetive, é necessário que

o cooperado colabore, que é o

caso do seu Valter, que aceita a

tecnologia e a emprega na lavoura.

De acordo com ele, a média

da propriedade foi maior do

que a média geral da região, de

110 sacas, enquanto na lavoura

em questão foram 137 sacas por

alqueire. “Essa diferença se deu

devido ao incremento de tecnologias.

Por meio das novidades

que passamos aos produtores,

eles podem investir e a propriedade

dará retorno em produção

de qualidade”, complementa o

agrônomo.

Valter Fernandes afirma

que tem muito orgulho de ser

cooperado. Segundo ele, ter a

Coamo para poder contar é certeza

de um bom negócio, sem

atrasos e prejuízos aos agricultores.

“A gente planta, colhe e

tem que ter um lugar certo para

entregar. É um orgulho ter a Coamo

do nosso lado. É uma grande

parceira do agricultor. Quem tem

Coamo, está em casa.”

Ascensão com a Coamo

A

família Tezolin, de Bragantina, está há cerca de 50 anos

na região. Segundo Arcindo Tezolin, o início foi bem difícil,

pois quando chegou, junto da esposa, o lugar era

cheio de tocos. A terra estava começando a ser explorada. Era

tudo no trabalho braçal, enxadão e machado e ainda não tinha

maquinário para limpar o solo. Aos poucos, o agricultor foi se desenvolvendo.

Formou a família e hoje trabalha com os dois filhos,

Ronaldo e Ricardo.

Há cerca de sete anos, quando decidiram optar pela

Coamo, seu Arcindo comentou com os vizinhos sobre a mudança.

Segundo ele, outros produtores também resolveram mudar e

hoje estão colhendo bons frutos. “A Coamo é uma empresa séria

que dá resultado, inclusive as sobras, que fazem a diferença para

nós, que temos terras arrendadas. Há sete anos nos associamos à

Coamo. É uma parceria que deu certo”, afirma.

O cooperado enfatiza o programa de pontos ‘Fideliza’,

36 revista

junho/2021


cooperativismo

que tem dado bom retorno. “Com o programa

de pontos, conseguimos adquirir pneus,

máquinas, compressor, prensa, e outras coisas.

Ou seja, o que compramos volta para

nós como pontos, e conseguimos trocar por

produtos que necessitamos.”

Ronaldo Tezolin é um dos filhos de

Arcindo. Ele ajuda na propriedade desde

criança, e se tornou cooperado da Coamo,

seguindo os passos do pai. Ronaldo avalia

positivamente a parceria com a Coamo, pois,

segundo ele, viu honestidade nas ações da

Coamo. “Amigos nos falavam que se mudássemos

de cooperativa, sentiríamos a diferença

em números. Estamos muito contentes

com a parceria, pois trouxe progresso para

nós.” Ronaldo conta que há cinco anos, depois

de uma avaliação da equipe técnica da

Coamo, começaram a utilizar a agricultura de

precisão na propriedade e deu resultado. “A

produção melhorou de 20 a 30% . Agora vamos

aplicar em novas áreas para aumentar a

produtividade. Valeu muito a pena.”

A família toda está envolvida na lavoura.

Ronaldo é responsável pela colheita,

o sogro dele trabalha com o caminhão, levando

os grãos até a Coamo. Outro tio ajuda

na colheita da soja. Ricardo Tezolin, irmão

de Ronaldo, fica responsável pelo plantio do

milho safrinha e pelas aplicações. O pai dá

assistência em todas as fases e a mãe tem a

função de cuidar da alimentação de todos.

Mão de obra familiar, onde todo mundo trabalha

junto.

Segundo o engenheiro agrônomo da

Coamo em Bragantina, Henrique Cortelini, a

família teve uma evolução, feita em conjunto.

“A assistência técnica fornecida pela cooperativa

para o cooperado agrega. Os novos

incentivos na modernização da agricultura, fizeram

com que a família evoluísse. Esse crescimento

só foi possível graças à abertura da

família para implantar a tecnologia no campo.

O resultado do processo de inovação e

modernização da propriedade já está sendo

colhido pela família.”

Família Tezolin, de Bragantina (PR), colhem os frutos do cooperativismo.

Ricardo, Arcindo e Ronaldo com o engenheiro agrônomo Henrique Cortellini

junho/2021 revista 37


cooperativismo

Sucessão e parceria

CONTINUIDADE AOS TRABALHOS NA PROPRIEDADE DA FAMÍLIA DONADUZZIM, EM

SÃO PEDRO DO IGUAÇU (PR), FOI POR NECESSIDADE E TEVE APOIO DA COAMO

A

propriedade da Família Donaduzzi, em São

Pedro do Iguaçu (Oeste do Paraná), está há

aproximadamente um ano sob a responsabilidade

de Elenise Donaduzzi, e de seu filho Matheus

Prati Donaduzzi. Eles assumiram a gestão da fazenda

após o falecimento do patriarca, Arno Donaduzzi.

Os 350 alqueires de terra, que o pai tanto sonhou,

ficaram para o sucessor, de apenas 21 anos. Mãe e filho

estão se virando muito bem, apesar das dúvidas

e contratempos.

Para dona Elenise, é uma experiência nova e

gratificante. “Estou vivendo esse aprendizado de estar

envolvida e buscar conhecimento sobre época de

plantio, colheita. Ficamos naquela ansiedade porque

dependemos do clima. Esperamos continuar com

essa energia positiva, essa vontade de buscar conhecimento

e tecnologia para a lavoura. Como meu filho

está ao meu lado, me sinto mais motivada e posso

acompanhar o desenvolvimento dele também.”

A cooperada, que sempre acompanhou o

trabalho do marido na lavoura, nunca se envolveu

na administração da propriedade, mas decidiu não

Elenise Donaduzzi e o filho Matheus

Prati Donaduzzi assumiram a gestão

da propriedade após o falecimento do

patriarca, Arno Donaduzzi

38 revista

junho/2021


epassar as terras para outra pessoa cuidar. Abraçaram

a causa e hoje estão tocando a lavoura.

Dona Elenise faz uma avaliação do filho cuidando

das terras da família. Para ela, o jovem Matheus

é dedicado e precisa do apoio da mãe, mais

pela experiência de vida, para ter alguém maduro

ao lado. “Não imaginava que ele tinha tanto conhecimento.

Antes era tudo concentrado no pai, agora

eu vejo que ele está por dentro de todo o processo

e fiquei muito feliz em saber desse conhecimento.

Aqui, um apoia o outro, avalio de forma positiva essa

participação dele na gestão da lavoura.”

Em relação ao auxílio da Coamo, ela afirmou

se sentir muito tranquila. “Os funcionários da Coamo

nos ajudam, nos dão tranquilidade e uma segurança

muito grande para continuar o trabalho. Sempre nos

aconselhando, com uma preocupação não só profissional,

mas como amigos, são muito prestativos e

sempre com objetivo de alcançar os melhores resultados.”

O filho avalia a experiência como boa. Segundo

ele, o trabalho da mãe é importante pois ela

tem experiência e maturidade, e ele energia e motivação.

“Não fazemos o trabalho sozinhos, mas temos

nossos funcionários, que destaco sempre, pois

precisamos deles para o bom andamento da propriedade.

A produção não foi o que esperávamos

devido as condições climáticas, mas conseguimos

colher uma média de 162 sacas de soja por alqueire,

acima da média geral.”

Matheus ainda acrescenta que a maior dificuldade

foi a quantidade de informações para processar,

pois havia muita coisa acontecendo ao mesmo

tempo. “Aqui na lavoura, a gestão do tempo também

foi uma dificuldade, visto que o intervalo entre safras

é muito curto, as brechas que temos para plantio e

aplicação são muito rápidas e, principalmente, por

causa das condições climáticas. Em relação a oportunidade,

nos momentos de dificuldades buscamos

respostas para os nossos problemas, aprendemos

muito e tudo é conhecimento”

Para o jovem cooperado, a equipe da Coamo

sempre foi muito disposta e fica feliz em ver a

entrega deles e a preocupação. “Isso é muito gratificante.

Estou muito contente com essa relação com a

Coamo. Sempre oferecendo uma gama de produtos

de qualidade”, avalia.

Segundo o agrônomo da Coamo em São

Pedro do Iguaçu, Carlos Alberto Riva, a produção

da família está muito boa. “Não foi uma conquista

de um dia para o outro, de uma safra para a outra.

Está sendo construída há um tempo. A Coamo

entrou com a tecnologia, mostrando a eles alguns

investimentos. Aqui já está sendo aplicada a agricultura

de precisão há um tempo e está dando resultado.

Estamos oferecendo tecnologia e como

retorno eles estão tendo rentabilidade e produtividade.

A propriedade deles está muito bem atendida.

Eles são referências na região, em tecnologia e

na média de produtividade. Em comparação a região,

eles estão bem acima da média e isso mostra

que a base está sendo bem-feita. Isso se deve ao

fato de serem abertos à aplicar tecnologia agrícola

e algo de novo que venha surgir.”

Cooperados Matheus e Elenise Donaduzzi e Carlos Alberto Della Riva,

engenheiro agrônomo da Coamo em São Pedro do Iguaçu

Mãe e filho estão dando continuidade aos trabalhos

na propriedade e contam com o apoio e parceria da Coamo

junho/2021 revista 39


40 revista

junho/2021


cooperativismo

Lado a lado com a Credicoamo

A participação do quadro social faz com que a Credicoamo seja cada vez mais forte e sólida.

José Alves da Silva, de Campo Mourão (PR), valoriza os serviços da cooperativa

A

Credicoamo é o braço financeiro dos

cooperados. A cooperativa de crédito

oferece diversos benefícios e é referência

no segmento. Com mais de 20 mil associados,

distribuídos nos Estados do Paraná, Santa Catarina

e Mato Grosso do Sul, atende a necessidade

do agricultor, com linhas exclusivas de produtos

e serviços, assim como disponibiliza assistência

financeira com o propósito de fomentar a produção,

e a comercialização.

A participação do quadro social faz com

que a Credicoamo seja cada vez mais forte e sólida.

José Alves da Silva, de Campo Mourão (Centro-Oeste

do Paraná), é um dos associados que

valoriza a Credicoamo e utiliza inúmeros serviços

disponibilizados pela cooperativa. Para seu José,

a Credicoamo oferece muitas vantagens. “É uma

cooperativa de crédito desburocratizada, com

fácil acesso aos recursos e serviços oferecidos.

A cooperativa é nossa, ou seja, tudo dentro da

Credicoamo e da Coamo, é do cooperado.”

O associado, que trabalhava com outros

três bancos, trouxe toda sua movimentação

para a Credicoamo. Ele é cooperado da Coamo

há muitos anos e intensificou a parceria com financiamentos

de implementos agrícolas. Entre

os vários benefícios utilizados por ele, está o seguro

agrícola. “Mesmo quando eu não financio a

lavoura, eu utilizo o seguro agrícola. Felizmente

não precisei acioná-lo, mas é uma garantia de segurança

para não perder minha safra. Outra vantagem

são as sobras, que outros bancos não têm.

É um benefício que faz a diferença para nós.”

Seu José lembra seu início e crescimento

como cooperado da Coamo, e agora com a

Credicoamo. Ele começou comprando um quilo

de semente de mamona para plantar. Hoje, tem

um bom capital, que está investido na lavoura

e retornando para ele. “A Coamo fez parte da

minha vida, quando estava começando na atividade

agrícola. A Credicoamo está dando toda a

sustentação financeira. Há quatro anos consigo

participar de forma mais ativa e estou obtendo

um bom retorno”, afirma.

junho/2021 revista 41


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42 revista

junho/2021


credicoamo

JUNTO COM VOCÊ, SEMPRE!,

o novo slogan da Credicoamo

ao mesmo tempo, desafia a estar

cada vez mais presente para

fomentar o bem-estar da família

dos associados e da sociedade.

Desafios

Atender as necessidades plenas dos associados é objetivo da cooperativa de crédito

Todo crescimento deve ser

comemorado e representar

melhoria no atendimento

para a satisfação dos associados

- donos, usuários e clientes da

Credicoamo. Desta maneira, com

foco no crescimento planejado,

estruturado e alcançando bons

resultados, estão sendo escritos

os 32 anos da cooperativa de crédito.

Ao longo de sua existência,

a Credicoamo sempre se fez presente

com seus associados – uma

premissa alicerçada em suas diretrizes

corporativas, com missão,

visão e valores bem definidos e

de conhecimento dos associados,

funcionários, parceiros e prestadores

de serviços.

Com a implantação da

governança corporativa em 2020,

a cooperativa reforça a sua missão

e a busca para ser o domicílio

financeiro dos seus associados

com atendimento pleno de suas

necessidades. Com base nessa

diretriz, nasce o novo slogan da

Credicoamo: “Junto com você,

sempre!”. Este slogan será visualizado

nos canais digitais e divulgação

da cooperativa, e consolida

os propósitos da Credicoamo e

“Com responsabilidade,

transparência, segurança, boas

práticas de gestão, capitalização

constante e a busca da qualidade

em tudo que fazemos, a Credicoamo

se fará presente ainda mais

na realização dos sonhos e desafios

dos seus associados, visando

agregar renda às atividades com

soluções financeiras sustentáveis”,

garante Alcir José Goldoni, presidente

Executivo da Credicoamo.

Para o presidente do

Conselho de Administração da

Credicoamo, José Aroldo Gallassini,

o novo slogan vem ao encontro

dos objetivos da cooperativa

de crédito, fruto do sonho e da

visão de dezenas de produtores

em 1989. “Desde o início, a Credicoamo

vem se modernizando

e crescendo tanto nos volumes

de serviços e produtos, como no

número de associados. E o nosso

objetivo é um só, atender os associados

em suas necessidades

plenas, por meio de linhas exclusivas

e uma assistência financeira

para fomento da produção e da

qualidade de vida do quadro social”,

explica Gallassini.

junho/2021 revista 43


intercooperação

Diretores da Coamo, Credicoamo e Unimed Campo Mourão na assinatura da nova parceria entre as cooperativas

Nova parceria entre

Credicoamo e Unimed

No dia 11 de junho, foi firmada uma

nova parceria entre a Credicoamo e

Coamo com a Unimed. As cooperativas

cultivam os mesmos valores e objetivos,

e esta relação amplia o princípio da intercooperação,

que é um dos mais importantes do

cooperativismo. Com isso, os associados da

Unimed podem integrar o quadro social da

Credicoamo e terão acesso aos diversos produtos

e serviços, e ao atendimento humanizado

disponibilizado pela cooperativa de crédito,

com qualidade e segurança.

O evento contou com a participação

de diretores das três cooperativas e na solenidade

de assinatura da parceria, foi lembrado

que há quase 20 anos foi lançado o Plano de

Saúde Unimed Rural em benefício de milhares

de cooperados da Coamo.

O presidente do Conselho de Administração

da Coamo e da Credicoamo, José

Aroldo Gallassini, acredita no sucesso desta

nova etapa com a Unimed Campo Mourão.

“Acreditamos no êxito desta parceria, onde os

novos associados terão à sua disposição serviços

e produtos de qualidade.”

O evento foi considerado um marco

para o cooperativismo e os associados. A afirmação

é do presidente da Unimed Campo

Mourão, Rodolfo Cesar Visoni Poliseli. “Trata-

-se de uma cooperação que vem sendo fortalecida

ao longo dos anos, é um marco para

a Unimed, que deixa o nosso cooperativismo

44 revista

junho/2021


Alcir Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo, José Aroldo Gallassini, presidente

do Conselho de Administração da Coamo e da Credicoamo, e Rodolfo

Cesar Poliseli, presidente da Unimed Campo Mourão

Presidente do Conselho de Administração da Coamo e da Credicoamo, José

Aroldo Gallassini acredita no sucesso desta nova parceria com a Unimed

Campo Mourão

mais forte, onde todos ganham. É um encontro

de três marcas fortes e consolidadas,

a Coamo no setor Agropecuário, a Unimed

na Saúde e a Credicoamo no Crédito.

Uma parceria que amplia conhecimento,

produtos e serviços aos associados.”

Os bons resultados conquistados

na parceria foram destacados pelo presidente

da Credicoamo, Alcir José Goldoni,

na apresentação das políticas da cooperativa

aos dirigentes da Unimed. “Trata-se

de uma parceria com cooperativas fortes

e bem-estruturadas. Os novos associados

podem ter certeza de que irão desfrutar

de produtos e serviços com a garantia da

Credicoamo. É muito bom ver na prática o

sucesso desta intercooperação, promovida

pelo cooperativismo.”

PARCERIA COAMO E UNIMED COMEÇOU

EM 2002, COM A UNIMED RURAL

junho/2021 revista 45


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A IMPORTÂNCIA DO SEGURO DE VIDA

Proteção financeira previne evento indesejado

É

muito bom sentir-se seguro

e com tantas responsabilidades

no dia

a dia, o medo de deixar os

dependentes desamparados

diante de um fato ruim é uma

realidade.

Se você se preocupa

com o seu bem-estar e, também,

com o de sua família, e

não se preveni contra qualquer

imprevisto, precisa conhecer a

importância do seguro de vida,

que é um produto para prevenir

um evento indesejado.

O seguro de vida

em essência tem como principal

benefício a proteção

financeira, podendo ser do

próprio segurado, como por

exemplo a cobertura por invalidez

permanente total por

acidente ou doença, ou do(s)

beneficiário(s) por ele indicado

no caso de morte do segurado.

“Com a adesão ao seguro

de vida, as coberturas podem

ser customizadas de acordo

com a necessidade do segurado,

ou seja, existe a opção de

escolher coberturas oferecidas

pelas seguradoras que melhor

se adequar às suas necessidades.

Além disso, existe a opção

de cobertura de assistência ou

auxílio funeral”, explica Jair Alberto

Schommer, gerente da

Via Sollus Corretora de Seguros.

Ele informa que enquanto

o auxílio Funeral cobre as

despesas com o enterro, a assistência

oferece o suporte necessário

para que a família não

precise se preocupar com as

empresas responsáveis pelos

seu tramites. “O que é preciso

observar é o limite da cobertura

que está no contrato para

não ter inconvenientes desagradáveis.”

Benefício

A Credicoamo por

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aos associados uma opção

exclusiva de seguro de

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de escolha da importância

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e assistência ou auxílio funeral,

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ou o entreposto da Coamo

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junho/2021 revista 47


João Juscelino Hammel com a esposa

Neusa. Com bom planejamento, eles

evoluíram junto com a Coamo

Planejamento que gera

RESULTADO

O

planejamento é fator

principal para se obter

êxito em qualquer atividade,

pessoal ou profissional.

Com um planejamento bem elaborado,

uma empresa ou pessoa

física alcança sucesso e bons resultados,

diminuindo o risco de

algo dar errado. É isso que o produtor

rural João Juscelino Hammel,

de Turvo (no Paraná), faz há

mais de 40 anos: planejar.

Cooperado da Coamo

no município de Boa Ventura de

São Roque desde 1978, Hammel

avalia positivamente o relacionamento

com a cooperativa, que

se torna cada vez mais estreito.

Segundo ele, com bom planejamento,

a cooperativa evoluiu e

ele evolui junto.

O cooperado tem registrado

todos os preços que comercializou

durante os anos. “No

início, quando a moeda se desvalorizava

rapidamente, era necessário

viver aquilo da melhor

maneira, estudando e se organizando.

Eu fazia comparação entre

saca de soja, preço da arroba

do boi, dólar, porque houve uma

confusão na época da troca dos

planos cruzado, cruzado novo,

cruzeiro e real. A inflação era tão

descontrolada que quando conseguia

dinheiro em um dia, tinha

que gastá-lo, pois no outro dia

estaria valendo menos”, conta o

cooperado.

A organização foi importante

para o crescimento, dele e

da cooperativa. De tão planejado,

Hammel foi convidado para fazer

parte do Comitê Educativo da

Coamo, onde são trazidos dados

de todas as inovações e melhorias,

e são discutidos para a melhora

e crescimento constantes.

Para o cooperado, se ele

não fosse planejado, não teria

chegado aonde chegou. “Precisa-

48 revista

junho/2021


parceria

Cooperado João Jucelino Hammel tem registrado todos os preços das safras durante os anos

mos melhorar e evoluir dia a dia.

Uma coisa que acho que os cooperados

ainda precisam melhorar

é na comercialização para ter mais

rentabilidade. Da porteira para

dentro, estamos nos saindo bem, a

produtividade aumentou, mas na

hora de comercializar, ainda temos

muito que aprender”, considera.

Hammel conta que no

começo do plano real, o primeiro

preço da saca de soja era R$

11,07, hoje os preços chegam à

casa dos R$ 160. “A inflação, entre

outras coisas deixavam os preços

assim. Hoje está bem mais fácil,

mas durante a troca de moedas,

antes do plano real, tudo era

complicado e a desvalorização

acontecia muito rápido. Quando

entrou o plano real, ficou mais

estável. No meu entendimento, o

preço da soja está muito bom.”

Sobre o cooperativismo,

João Juscelino cita a frase, “uma

andorinha sozinha não faz verão”,

um indivíduo tem bem mais dificuldade

em realizar negócios.

Quando se juntam mais pessoas,

se compra em maior quantidade

e se vende em maior quantidade,

trabalha melhor os preços, ou

seja, a vantagem é bem maior.

Hammel admira a seriedade

com que a Coamo lida com os

negócios. “Tenho uma confiança

muito grande na cooperativa, tanto

na compra de insumos, sempre

quando eu necessitar, o produto

estará lá, quanto na venda da produção,

posso deixar o produto armazenado

o tempo que for preciso

e não corro risco nenhum.”

Segundo o engenheiro

Agrônomo da Coamo em Boa

Ventura de São Roque, Rennan

Herculano Taques da Silva, Hammel

é cooperado desde 1978, e

desde então vem buscando inovar

no manejo e fazendo uso de alta

tecnologia, e isso tem refletido ao

longo dos anos em mais produtividade

e rentabilidade. “Muito

interessante ver as anotações de

anos de comercialização do cooperado,

e também, a forma como

ele faz a comercialização de grãos,

pois como possui um histórico

de valores, geralmente consegue

acertar a melhor época para comercialização

e, assim, obter mais

rentabilidade da sua colheita.”

Engenheiro agrônomo, Rennan Herculano Taques

da Silva, com o cooperado João Juscelino Hammel

junho/2021 revista 49


pecuária

Família Lanzini supera desafios

e se mantém firme na pecuária

Cooperada Thelma Lanzini afirma que aos poucos, e com auxílio da

Coamo, conseguiu se desenvolver na produção leiteira

Apesar de tantos desafios na pecuária

leiteira, como intempéries climáticas,

alta nos preços dos alimentos fornecidos

para o gado, entre outras dificuldades,

há produtores que se mantêm firmes na lida e

conseguem superam as adversidades. Esse é o

caso da família Lanzini, de Reserva do Iguaçu,

e cooperada à unidade da Coamo em Pinhão

(Centro-Sul do Paraná).

Thelma Serpa Lanzini herdou a fazenda

do pai, sem nenhuma construção. “Primeira coisa

que construí foi uma casa, e depois um barracão

para máquinas. O começo foi bem difícil, tirava

leite manualmente, depois galão ao pé, depois

com uma ordenhadeira simples. Depois de muito

trabalho conseguimos comprar uma mais moderna,

que agiliza o trabalho e deixa o produto

com mais qualidade.”

A cooperada relata que agora a propriedade

tem diversos equipamentos que ajudam no

50 revista

junho/2021

Família Lanzini é referência na pecuária

de leite e adotada várias tecnologias para

incrementar a atividade


trabalho, e conta com uma equipe técnica que

cuida da nutrição, vacinas e reprodução animal.

Ela iniciou a leiteria no sistema Free Stall, e migrou

para o sistema de Compost Barns há cinco

anos. A produtividade aumentou em quatro

litros de vaca/dia. Não somente a produção cresceu,

mas também a qualidade do leite melhorou.

Outros fatores, como controle de ectoparasitas e

controle de doenças também foram reduzidos

com a entrada neste sistema. A cooperada aproveita

a Campanha da Farmácia Veterinária para

se programar, pois assim, consegue fixar seus

custos a valores inferiores e, consequentemente,

aumentar sua rentabilidade.

A família toda trabalha em parceria.

Desde os netos, até a matriarca, fazem parte da

administração da fazenda. Heloize Lanzini Losso

, filha da cooperada, é responsável por toda

parte da ordenha e, pela convivência, conhece

todos os animais por suas características. Os

três netos ajudam no manejo, trato e nas tarefas

rotineiras, inclusive, a mais velha é responsável

por alguns dos exames que são feitos na propriedade.

O genro, João Francisco Santos, cooperado

desde 2012, é responsável pela alimentação

dos animais e por coordenar as atividades.

Segundo ele, a labuta começa cedo, pelas

5h30min, quando se levantam para tirar o leite,

alimentar a criação e limpar os corredores. Às

7h30min eles tomam o café da manhã, para depois

voltar ao trato dos animais. À tarde, a ordenha

retorna às 16h30min. “Como trabalhamos

em família, tudo isso passa muito rápido, vira

um entretenimento, todo mundo se ajudando e

se divertindo.”

A família conta com a assistência técnica

da Coamo, para um manejo de qualidade.

João Francisco, que faz parte do Comitê Educativo

da cooperativa em Pinhão, valoriza o auxílio

na propriedade. “A equipe da Coamo nunca

nos deixa na mão. A comunicação é fácil, por

telefone, por mensagem e internet, na hora que

precisamos. Eles fazem parte da nossa história.

Os investimentos que temos são todos por

meio das cooperativas Coamo e Credicoamo,

até mesmo nosso sistema de energia fotovoltaica,

que está resultando em economia para a

propriedade.”, avalia o cooperado.

Para o médico veterinário da Coamo

em Pinhão, Matheus Ferreira Shikasho, a cooperativa

tem uma história com a família, pois desde

o começo presta a assistência necessária, faz

acompanhamento e há uma troca de experiência.

“Eles trabalham conosco tanto na parte de

agricultura quanto na parte de gado de corte

e de leite, e a Coamo traz as tecnologias até

os produtores para aumentar a produção. Eles

confiam e investem no campo e conseguem ter

uma melhor margem de lucro”.

João Francisco com a sogra Thelma e a esposa Heloize na alimentação dos animais

Matheus Ferreira Shikasho, veterinário da Coamo em Pinhão, acompanha a família Lanzini

junho/2021 revista 51


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Tanzania grass pasture fertilized with nitrogen or intercropped with Sthylosantes Campo Grande. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 4, p. 2147-2158, jul./ago. 2014.

52 revista

junho/2021


trigo e milho

SEGUNDA SAFRA NO CAMPO

A

regularização das chuvas entre o final do mês

de maio e início de junho trouxe alento ao campo,

especialmente para as culturas de trigo e

milho segunda safra, que vinham sofrendo com a falta

de umidade. As duas culturas vivem fases vegetativas

diferentes mas, em comum, precisam de condições

climáticas favoráveis para um bom desenvolvimento.

Segundo o gerente de Assistência Técnica da

Coamo, Marcelo Sumiya, a estiagem teve um impacto

negativo na cultura do milho segunda safra, com perdas.

Já na cultura do trigo, houve um atraso no plantio.

Em abril de 2020, 20% da área já havia sido plantada

e na primeira quinzena de maio do mesmo ano, cerca

de 50% da área estava semeada. Em 2021, apenas 5%

do trigo foi plantado em abril, e 22% na primeira quinzena

de maio. "Com as chuvas, houve uma concentração

do plantio, e até o final de maio, mais de 80% do

plantio estava concluído", diz Sumiya.

A concentração do plantio faz com que não

haja escalonamento, mas de acordo com as perspectivas

da cultura de inverno, pode ter um bom

desenvolvimento. "As preocupações se referem a

questões climáticas. Na parte sanitária, por ocor-

Lavouras de milho tiveram uma boa recuperação após a chuva

Trigo segue com bom desenvolvimento na área de ação da Coamo

rer uma concentração de plantio, os tratos culturais

ocorrem generalizados, o que é favorável em algumas

situações", diz.

Na cultura do milho, a chuva interrompeu as

perdas, mas não reverteu o prejuízo. Sumiya informa

que há uma estimativa de redução de 25% na produtividade

e de 25% de perdas, mas alguns cooperados

chegaram a perder 70% da safra. “Um fato novo

que se observou nesta safra sobre produtividade é

que houve um atraso no plantio, e a condição de

clima com temperatura mais baixa ajudou na recuperação

do milho em algumas situações. Exemplos

difíceis, com perdas grandes e baixa produtividade,

mas, por outro lado, teremos excelentes produtividades,

com uso de tecnologia.”

A expectativa é boa para os resultados da

safra. Mesmo com as perdas do milho, o aquecimento

do mercado poderá compensar a diminuição de

produtividade. “Acreditamos que teremos produtividades

médias interessantes devido a utilização de

tecnologia no campo. Com a sincronia dos sistemas

de produção, espera-se que todos tenham sucesso

na condução das suas propriedades”, afirma.

junho/2021 revista 53


desenvolvimento

Semana acadêmica capacita área técnica

Com intuito de elevar o

conhecimento dos profissionais

da área agronômica

e veterinária, a Coamo promove

constantemente capacitações

com especialistas para o desenvolvimento

contínuo do quadro

técnico. Em maio, a cooperativa

realizou, de forma virtual, a Semana

Acadêmica Getec, com

objetivo de aperfeiçoar e ajustar

o conhecimento da área técnica.

O evento contou com a participação

de 270 agrônomos e

abordou assuntos como manejo

e controle de plantas daninhas,

manejo e controle de doenças

e fisiologia vegetal. As palestras

foram ministradas pelos pesquisadores

Fernando Adegas, Geraldo

Chavarria, Robinson Osipe,

Carolina Deuner e os engenheiros

agrônomos da Coamo João

Carlos Bonani e Marcos Garbiatti.

De acordo com o gerente

de Assistência Técnica da

Coamo, Marcelo Sumiya, um

Coamo realizou, de forma virtual, a Semana Acadêmica Getec,

com objetivo de aperfeiçoar e ajustar o conhecimento da área técnica

dos destaques foi a apresentação

dos resultados da Fazenda

Experimental. “Mostramos o desempenho

técnico de produtos,

que serão aplicados nas propriedades

rurais. Esse é o grande

objetivo, onde temos a certeza

de que o nível técnico que empregamos

foi alto e corresponde

à nossa expectativa.”

Dos problemas enfrentados

no dia a dia, grande parte

ocorre na soja, no milho e no trigo,

e são explicados na fisiologia.

de plantas daninhas, fungicidas

e as doenças, avalia-se que o

custo se tornou fator significativo

nas condições das lavouras dos

cooperados. “É importante que

façamos esse momento de discussão”,

avalia.

De acordo com Sumiya,

após a capacitação, a equipe

está mais preparada para oferecer

aos cooperados o melhor

atendimento agronômico no

campo. “No decorrer da safra, se

houver algum problema, temos a

possibilidade de contar com um

grande apoio para atender a demanda

dos cooperados.”

54 revista

junho/2021


Veterinária: atualização em

nutrição de bovinos de leite e corte

Na área Veterinária, está

em andamento o curso on-line

“Atualização em nutrição de bovinos

de leite e corte”. Em parceria

com a Faculdade Rehagro,

considerada referência no assunto,

a capacitação está subdividida

em 14 módulos, com aulas

ao vivo e mensais com uma

carga horária de 84 horas e a

conclusão prevista para 26 de

novembro deste ano.

Na programação das

aulas, serão abordados temas

como: introdução à nutrição de

bovinos: fisiologia básica e metabolismo

de nutrientes; utilizando

à planilha do Excel para

formular dietas; dietas para animais

a pasto; manejo alimentar,

o que avaliar na prática; exigências

nutricionais e composição

do ganho de bovinos em crescimento

e em terminação; protocolos

de adaptação e manejo

nutricional na terminação; confinamento

e manejo; rotinas e

estrutura para terminação.

A área Veterinária está

crescendo na Coamo, com ampliação

do quadro para 34 veterinários,

além de 15 assistentes

técnicos. Para o gerente de Assistência

Técnica, Marcelo Sumiya,

o treinamento faz com que haja

um alinhamento com médicos

veterinários. Os profissionais

poderão aplicar as técnicas nas

propriedades atendidas pela

cooperativa. Essa atividade dá o

subsídio para que toda produ-

ção tenha mais rentabilidade. “É

um trabalho que envolve 84 horas

de treinamento intenso com

aplicação, desenvolvimento e

avaliação técnica.”

As capacitações estão

sendo realizadas on-line. “Uma

tecnologia que veio para ficar,

onde se otimiza o tempo da área

técnica, evita o deslocamento,

diminui riscos e consegue mais

aproveitamento. A interação promove

a discussão de várias situações

de nossas regiões. Devido a

pandemia, essas ferramentas estão

sendo utilizadas, e prezamos

pela saúde dos nossos funcionários”,

afirma Sumiya.

Os profissionais poderão aplicar as técnicas nas propriedades atendidas pela cooperativa

junho/2021 revista 55


pecuária

Paraná é área livre de

febre aftosa sem vacinação

Paraná é área livre de febre aftosa sem vacinação.

O reconhecimento internacional do novo

status foi oficializado em 27 de maio, durante

a 88ª Assembleia Geral da Organização Mundial da

Saúde Animal (OIE), realizada em Paris, na França.

Com o certificado de qualidade sanitário, os produtos

pecuários paranaenses vão ter acesso aos

mercados mais exigentes do mundo, abrindo novas

oportunidades de negócios para a cadeia produtiva

de carnes e lácteos.

Ainda durante a Assembleia Geral, a OIE

também certificou o Paraná como bloco isolado

e livre de Peste Suína Clássica (PSC). A ministra da

Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza

Cristina, comemorou o reconhecimento da OIE.

“É um marco histórico para a agropecuária brasileira.

Essas novas áreas se juntam ao Estado de Santa

Catarina, que era o único Estado até então com esse

reconhecimento. O Brasil possui agora 44 milhões

de cabeças de gado em áreas livres de febre aftosa

sem vacinação, o que corresponde a 20% do nosso

rebanho bovino. No caso da suinocultura, quase

50% do rebanho brasileiro passa a estar em zona

sem vacinação, e 58% dos frigoríficos de abate com

SIF (Serviço de Inspeção Federal), estão localizados

em regiões com novo status sanitário”, disse.

Tereza Cristina ressaltou a importância do

trabalho em parceria entre o Mapa e os serviços estaduais

e o apoio dos produtores e entidades representativas

da cadeia pecuária.

Segundo o governador Carlos Massa Ratinho

Junior, a certificação da OIE coloca a produção agropecuária

do Estado num patamar elevado de referência

de qualidade e sanidade. “Esse reconhecimento internacional

é o mais importante acontecimento dos últimos

50 anos para a agropecuária paranaense”, afirmou.

O governador ressaltou os investimentos do

setor produtivo, em específico das cooperativas paranaenses,

e comemorou também o reconhecimento

do Estado como bloco isolado e livre de Peste

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junho/2021


Suína Clássica. “É uma certificação que traz impactos

positivos para a suinocultura. Acredito que toda a

agropecuária paranaense se beneficia do reconhecimento

internacional anunciado pela OIE, o que

fará com que o Paraná possa ser um protagonista

ainda maior na produção de alimentos de qualidade

e com sustentabilidade”, afirmou.

Cooperação

“Temos muito a agradecer ao empenho das

cooperativas e entidades parceiras que atuaram e

participaram dessa luta de décadas, que agora alcançou

o êxito do reconhecimento internacional. A

Ocepar reitera seu compromisso com as ações para

a obtenção e manutenção da certificação da OIE. Vamos

continuar trabalhando unidos para a melhoria

da sanidade animal na produção paranaense”, afirmou

o presidente José Roberto Ricken.

Segundo o dirigente, é um momento para celebrar,

mas sem deixar de manter a atenção redobrada

no cumprimento dos requisitos da OIE. “Não podemos

facilitar em termos de controle de rebanho, fiscalização

e monitoramento de circulação, rastreabilidade

total, entre outras ações fundamentais. O trabalho só

está começando, mas estamos preparados para manter

o novo status de forma contínua”, ressaltou.

Trabalho

“É a coroação de mais de 50 anos de trabalho.

Ao romper essa barreira sanitária, abrimos o

mercado internacional para carnes bovinas e suínas,

mas também para as aves, piscicultura e produtos

lácteos. Entraremos em mercados mais valorizados

e esse dinheiro vai circular na economia paranaense”,

destacou o presidente da Federação da Agricultura

do Paraná (Faep), Ágide Meneguette.

Fonte: Revista Paraná Cooperativo

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58 revista

junho/2021


alimentos coamo

Cozinhando com o Chef Taico

A

culinária é uma das principais formas de

entretenimento, principalmente nos meios

digitais. É também uma forma de unir as pessoas

de forma física ou virtual. Nos últimos tempos,

por meio da ação de influencers digitais as receitas

ganharam ainda mais espaço. Seguindo essa tendência,

a Coamo por meio da sua linha alimentícia

firmou parcerias com influencers para a produção de

receitas. Um deles é o Chef Taico, conhecido não só

no mundo digital como também no televisivo.

Somando todas as suas redes sociais –

YouTube, facebook e Instagram -, Taico conta com

mais de um milhão e meio de seguidores. Além de

ter um programa na televisão aberta, pelo SBT, com

o nome de “Lembranças com Água na Boca”, que

vai ao ar em todo o Paraná, aos sábados às 10h (no

interior) e aos domingos às 9h30min (na capital).

Ele lembra como começou a trajetória profissional

na culinária. Um amor antigo. “A vida toda

gostei de cozinhar, pois quem cozinha é generoso,

não cozinha só para ele. Minhas primeiras lembranças

são cozinhando com a minha avó. Me formei em

processamento de dados e gostava de postar os

deos que fazia para a TV fechada. Em 2008, eu postava,

mas era caro manter o streaming para deixar

disponível no meu site. Aí eu colocava no YouTube

e deixava o link no site. Como toda semana eu fazia

um vídeo de receita novo aquilo se tornou uma

rotina e um dia recebi um e-mail da CEO do Google

para a América Latina marcando uma reunião, em

que ela disse que gostou do meu trabalho e didática,

e nomearam um gerente para me atender.”

Com relação a parceria com a Coamo, Chef

Taico conta que faz tempo que "namora" a Coamo.

“A cooperativa é uma potência e tem muita credibilidade,

pois trabalha com qualidade. Nesses anos

todos de gastronomia e televisão e como influencer

a gente presta atenção para direcionar as pessoas

a comprar coisas boas e que vão funcionar. Não é

qualquer produto que garante uma receita bonita,

onde o bolo cresce, a carne doura. Se a gente

pegar o óleo, a farinha e a margarina da Coamo fazemos

um universo de receitas doces e salgadas. A

Coamo com essa variedade facilitou a minha vida.”

Para o influencer, o que faz a diferença nos

produtos da Coamo é a padronização. “Tudo o que

faço com os Alimentos Coamo têm o mesmo resultado,

com excelente aparência e sabor. As farinhas

especiais, por exemplo, todas têm muita qualidade.

Quem não usou deveria usar. O pão caseiro

que você gosta, se fizer com a farinha e margarina

Coamo, ficará fofinho. Quando a gente cozinha e o

resultado é bom a gente fica feliz.”

junho/2021 revista 59


saúde

A VIDA PÓS-PICADA

os cuidados depois

da vacina

Preciso mesmo da segunda dose? Ainda tenho de usar máscara por aí?

Devo fazer um teste para saber se a vacina pegou? Que tal resolver suas dúvidas?

Se você é um dos brasileiros que já receberam

ao menos a primeira dose da vacinação contra

a Covid-19 — seja da Coronavac, do Butantan, seja

do produto de Oxford/AstraZeneca, da Fiocruz —, é

provável que tenha algumas dúvidas sobre o que

fazer a partir de agora. Pois bem, a primeira orientação,

e importantíssima, é garantir que você ingresse

na turma dos que tomaram as duas doses da vacina.

Como mostram os estudos, esse é o único jeito

de assegurar a proteção esperada das injeções.

Sem o esquema por inteiro, o esforço de

vacinação pode ir pelo ralo. “Os testes clínicos e

os dados que nós temos foram obtidos a partir das

duas doses”, destaca a microbiologista Natalia Pasternak,

presidente do Instituto Questão de Ciência

(IQC). “Se você não tomar a segunda, vai ficar com

uma proteção que a gente não sabe qual é, nem

quanto tempo dura”, justifica. Daí a recomendação

do próprio ministério de sempre buscar a segunda

dose, mesmo se você perdeu o prazo estipulado.

Isso vale para a sua saúde — e para a dos

outros. Hoje, a Organização Mundial da Saúde

(OMS) acredita que esse controle só será possível

quando as nações atingirem pelo menos entre 70 e

80% da população vacinada. “Se a população não

estiver completamente protegida, isso pode levar

a uma seleção natural das cepas mais bem adaptadas”,

alerta. Imagine patógenos com capacidade de

escapar das vacinas!

É por essas e outras que uma orientação

permanece sólida: enquanto não tivermos boa parte

dos brasileiros imunizados, é preciso continuar

seguindo os cuidados do “novo normal”: usar sempre

a máscara quando sair, caprichar na higiene das

mãos e evitar aglomerações. Isso também se aplica

a quem tomou a vacina, sobretudo se só recebeu a

primeira dose. Ninguém é exceção!

Qual é o tempo de proteção das vacinas contra Covid-19?

Ainda não se sabe. Como as vacinas em uso são recentes e as campanhas

só começaram a partir de dezembro de 2020, a duração da proteção ainda

é alvo de estudos. Até aqui, é possível afirmar com segurança que o efeito

se mantém por pelo menos seis meses. Os especialistas acreditam que

será necessário revacinar periodicamente, como ocorre com a gripe.

Há risco de a vacina causar a doença em si?

Nenhum. “A Covid-19 só é provocada por vírus vivo, e nenhuma das

vacinas usa vírus vivo”, resume o virologista Paulo Eduardo Brandão, da

Universidade de São Paulo (USP). A Coronavac é feita com o vírus inativado,

processo semelhante ao de outras vacinas já consagradas, como as de

gripe, hepatite A e raiva. Já a de Oxford usa um vetor viral — outro vírus,

modificado, que carrega parte do material genético do SarsCoV-2 para

induzir uma resposta do organismo.

Devo me vacinar mesmo se já peguei Covid-19 no passado?

Com certeza! A infecção natural não garante uma resposta tão eficiente

como a da vacina. “Na vacina, sabemos exatamente quantas partículas

virais existem para dar a resposta desejada. Na infecção natural, isso pode

variar, e a resposta ser mais fraca”, explica a microbiologista Natalia Pasternak.

Quanto tempo esperar pra tomar se você pegou? Médicos pedem

quatro semanas após o início dos sintomas.

Fonte: saude.abril.com.br

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junho/2021

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