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*Junho:2021 Referência Industrial 230

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ENTREVISTA - Presidente da Abimóvel fala das articulações para a indústria moveleira no Brasil

O FUTURO

JÁ CHEGOU

NOVOS SCANNERS GARANTEM

EFICIÊNCIA, PRECISÃO E VELOCIDADE

NA INDÚSTRIA DA MADEIRA

THE FUTURE

ALREADY ARRIVED

NEW SCANNERS GUARANTEE

EFFICIENCY, ACCURACY AND SPEED

IN THE WOOD INDUSTRY


O MELHOR APROVEITAMENTO

DA MADEIRA COM A MAIS

ALTA PRODUTIVIDADE

E CONFIABILIDADE

NA AMÉRICA LATINA

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SUMÁRIO

INDUSTRIAL

66

2021

36

62

58

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

ABPM 49

Alca Máquinas 13

Auge Metal 71

Benecke 23

Cipem 11

Contracto 31

Dallabona Máquinas 47

DRV Ferramentas 19

Drytech 27

Eletro Izidoro 45

Franzói 33

Gottert do Brasil 35

H Bremer 04

Impacto Máquinas 39

Linck 07

Mafercon 41

Máquinas Águia 77

Máquinas Dudi 43

Mendes Máquinas 02

Metrisa 29

Microtec 51

Mill Indústrias 84

MM Wood Brazil 37

Montana Química 09

MSM Química 15

MSP Industrial 83

Nazzareno 17

Omil 21

Polecola 25

Prêmio REFERÊNCIA 61

Tecnovapor 79

Workshop Online 81

XH Mar Bethlehem 65

SUMÁRIO

08 Editorial

10 Cartas

12 Bastidores

14 Coluna Flavio C. Geraldo

16 Notas

38 Aplicação

40 Frases

42 Entrevista

50 Coluna ABIMCI

52 Principal O futuro da indústria chegou

58 Madeira Tratada

62 Marcenaria

66 Mercado

72 Artigo

80 Agenda

82 Espaço Aberto

06

referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


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Inovação. Qualidade.

Economia.

MADE IN GERMANY


08

EDITORIAL

BRASIL,

MOSTRA TUA CARA!

D

iferente de todo o apresentado caos ou bagunça

causada, principalmente, pelos desmandos

do STF (Superior Tribunal de Justiça), no cenário

político, pandêmico e econômico do país, o

segmento madeireiro vai muito bem, obrigado!

Aliados junto à esquerda corrupta e comprovadamente maléfica

ao país, cabe ao empresário brasileiro e à sociedade

de bem, mostrar a cara do Brasil. Os números só comprovam

aquilo que estamos sentindo no dia a dia. Na verdade,

o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), no primeiro

trimestre do ano, de 1,2%, um dos maiores índices de crescimento

do mundo, é apenas a ciência dando voz à vivência

prática que o mercado industrial madeireiro está passando.

Mesmo com toda essa pandemia, não podemos parar de

viver, muito menos, deixar de lutar contra as políticas dos

contras, que insistem em retórica, sem apresentar nenhuma

saída prática e consistente de como reagir ao momento

trágico em que estamos passando. Lutar, esse sim é o verbo

que precisamos praticar para que possamos ter vida longa.

Contudo, não podemos nos esquecer de nos proteger, nos

cuidar, nos vacinar. Precisamos deixar nossas diferenças de

lado, focados na força do trabalho para um porvir melhor

para todos. Vida longa ao Brasil e uma ótima leitura a todos!

BRAZIL, SHOW YOUR FACE!

U

nlike all the presented chaos or mess caused,

mainly, by the dismantling of the Supreme Court,

in the political, pandemic, and economic scenario

of the Country, the timber segment goes on

very well, thank you! Although allies, along with

the corrupt left, are demonstrably evil to the Country, it is up

to the Brazilian businessman and society to show the face of

Brazil. The numbers only prove what we’re feeling in day-to-

-day life. GDP growth in the first quarter of the year, of 1.2%,

one of the highest growth rates in the world, is only science

giving voice to the practical experience that the industrial timber

market is going through. Even within the whole pandemic

scene, we cannot stop living, much less, stop fighting the

policies of the cons, who insist on rhetoric, without presenting

any practical way out of how to react to the tragic moment we

are going through. We need to fight so that we can live longer.

However, we must not forget to protect ourselves, take

care of one another, and vaccinate ourselves. We need to put

our differences aside, focus on the force of work to improve

life for everyone. Long live Brazil and pleasant reading!

referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021

NA CAPA

A CAPA DESTA EDIÇÃO DA

REFERÊNCIA INDUSTRIAL

REMETE AO TRABALHO

FEITO PELA MICROTEC NO

ESCANEAMENTO DE MADEIRA

EXPEDIENTE

ANO XXIII - EDIÇÃO 230 - JUNHO 2021

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXIII • N°230 •Junho 2021

ENTREVISTA - Presidente da Abimóvel fala das articulações para a indústria moveleira no Brasil

THE FUTURE

ALREADY ARRIVED

NEW SCANNERS GUARANTEE

EFFICIENCY, ACCURACY AND SPEED

IN THE WOOD INDUSTRY

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Jorge de Sousa

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo | Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski / Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriela Bogoni

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cristiane Baduy

assinatura@revistareferencia.com.br

0800 600 2038

ASSINATURAS

0800 600 2038

Periodicidade Advertising

GARANTIDA GARANTEED

Veículo filiado a:

O FUTURO

JÁ CHEGOU

NOVOS SCANNERS GARANTEM

EFICIÊNCIA, PRECISÃO E VELOCIDADE

NA INDÚSTRIA DA MADEIRA

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs

and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

the written authorization of the holders of the authorial rights.


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LOWER ENERGY CONSUMPTION

MERCADO - Paraná e Santa Catarina lideram o cenário da exportação de madeira serrada no Brasil

CARTAS

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 229 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE MAIO DE 2021

MARCENARIA

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXIII • N°229 • Maio 2021

MAIOR ECONOMIA

SISTEMA UNE INOVAÇÃO, TECNOLOGIA E

CONTROLE RÍGIDO DE SECAGEM PARA

MENOR CONSUMO DE ENERGIA

INCREASED SAVINGS

CASE

Por Manoel de Freitas –

Campinas (SP)

Por Vinicius Teixeira –

Santa Maria (RS)

Acho a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL

fantástica, 100%, conteúdo ótimo, muito bom

mesmo.

Sou assinante desde 2015

e acho que a cada edição

a Revista está sempre

com uma diversidade de

arquivos, reportagens

muito boas e importantes

para o setor. Sendo

assim, a mesma é rica em

informações.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

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MERCADO

Por Gabriel Marques –

São Leopoldo (RS)

MATÉRIA DE CAPA

Acho que é uma Revista

muito voltada ao setor

industrial da madeira e

gosto muito das novas

notícias que englobam o

setor. Com ela sempre me

mantenho atualizado.

Por Cesar Seghetto –

Lindoia do Sul (SC)

Minha opinião é que a Revista REFERÊNCIA

INDUSTRIAL é muito boa, cheia de

informações realmente importantes para o

setor.

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

CURTA NOSSA PÁGINA

Referência Industrial Madeira

@referenciamadeira

10 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


ENESF 2021: Cipem reúne executivos florestais,

capacita e premia melhores gestões sindicais

O Encontro de Executivos do Setor de base Florestal de Mato

Grosso (ENESF) de 2021 foi realizado nos dias 27, 28 e 29 de

abril, no Hotel Taiamã, em que foram apresentados os temas

Tributário, Fiscalização Ambiental e Melhoria no Atendimento

respectivamente. Os três dias de Encontro proporcionaram a

capacitação dos executivos sindicais ampliando conhecimento e

fortalecendo a integração, conforme foi proposto pelo tema

“Conhecimento que gera Desenvolvimento”. Participaram os

executivos do Sindusmad, Simenorte, Sindinorte, Simava,

Sindilam, Simas e Simno e do Cipem.

De acordo com Rafael Mason, presidente do Cipem, a

programação se baseou nas necessidades e dificuldades do

setor. “Levem o aprendizado à sua rotina de atividades”, disse.

Na oportunidade, Rafael agradeceu a presença de todos e

anunciou outras novidades para a edição: palestras de

aperfeiçoamento comportamental a premiação às melhores

gestões sindicais.

A programação do primeiro dia, que contemplou o tema

tributário, contou com duas palestras: uma com o intuito de

sanar dúvidas tributárias, ministrada pelo Dr. José Lombardi,

advogado especialista em Direito Tributário e Consultor da

FIEMT e, a segunda, voltada à disponibilização de dados

relevantes ao Setor, conduzida por Pedro Máximo,

coordenador do Observatório da Indústria da FIEMT. As duas

palestras trouxeram importantes contribuições, enquanto

o Dr. Lombardi explicou sobre documentos relacionados ao

faturamento empresarial, o Sr. Máximo apresentou

informações sobre geração de empregos e de renda

relacionadas ao setor.

O segundo dia trouxe os assuntos: Reposição Florestal, Plano

de Suprimento Sustentável (PSS), ambos relacionados à

Fiscalização e Melhoria no Atendimento. Conduziram as

palestras Suely Bertoldi, Superintendente de Gestão Florestal

da Sema/MT e também, os representantes do Ibama Gibson

Costa Junior (Superintendente) e Allan Valezi Jordani (chefe de

divisão técnico-ambiental). A presença de ambos os Órgãos foi

amplamente apreciada pelos executivos, que tiveram a

oportunidade de esclarecer diversas dúvidas e de aperfeiçoar

as rotinas de trabalho.

Para ampliar os cuidados com a saúde, a programação incluiu

também exercícios de ginástica laboral aos executivos,

ministrados por profissionais especializados do Sesi.

O 2º dia de ENESF recebeu também Breno Isernhagen, do Sem

mais Desculpas, empresa especializada em treinamentos. O

especialista em Coaching Sistêmico palestrou sobre

Comunicação de Alto Impacto e evidenciou o papel da

comunicação efetiva na resolução de conflitos. Outro tema

apresentado foi Gestão de tempo.

Confira o texto na íntegra em nosso site:

www.cipem.org.br

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BASTIDORES

BASTIDORES

CAPA

EQUIPE DA REVISTA EM VISITA PARA CONHECER O SISTEMA DE

SCANNER DA MICROTEC, NA SINCOL, EM CAÇADOR (SC). VITOR

BALVEDI, DIRETOR DA SINCOL, JOSEANE KNOP E VINICIUS SANTOS

(DA DIREITA PARA ESQUERDA).

Foto: Emanoel Caldeira

VISITA

O DIRETOR COMERCIAL DA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, FÁBIO

MACHADO, ESTEVE VISITANDO A EMPRESA MM WOOD

BRAZIL, DO DIRETOR FELIPE MACEDO, MARIUS ZABORAS, DA

VMG E CARLOS QUEIROZ DA MM WOOD BRAZIL.

Foto: Emanoel Caldeira

ALTA

CONFIANÇA SOBE

O Índice de Confiança da Indústria,

medido pela FGV (Fundação Getulio

Vargas), subiu 0,7 ponto na passagem

de abril para maio deste ano.

A alta veio depois de quatro quedas

consecutivas. Com o resultado, o

indicador chegou a 104,2 pontos,

em uma escala de 0 a 200 pontos, e

retornou ao patamar de março deste

ano. O resultado foi influenciado

pelo aumento do otimismo dos empresários

da indústria brasileira em

relação aos próximos meses, quesito

medido pelo Índice de Expectativas,

que subiu 2,1 pontos e chegou a 99

pontos. Já o Índice da Situação Atual,

que mede a confiança no presente,

recuou 0,5 ponto e atingiu 109,5 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade

Instalada da indústria subiu 1,1

ponto percentual, para 77,8%.

BAIXA

ESTIAGEM PRESSIONA TARIFA DE LUZ

O SNM (Sistema Nacional de Meteorologia)

emitiu no mês de maio um alerta de

emergência hídrica entre junho e setembro

para cinco Estados - Minas Gerais, Goiás,

Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

A falta de chuvas é considerada crítica na

região da bacia do rio Paraná, que concentra

importantes usinas hidrelétricas,

como Jupiá, Ilha Solteira, Porto Primavera

e Itaipu. Dados divulgados em abril pelo

CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor

Elétrico) apontaram que, entre setembro

de 2020 e março deste ano, as hidrelétricas

do país receberam o menor volume de

chuvas em 91 anos. Um reflexo direto dessa

estiagem é que nas contas de luz enviadas

aos consumidores em maio já constou

o acréscimo da bandeira vermelha patamar

1 acionada no início de maio pela ANEEL

(Agência Nacional de Energia Elétrica).

12 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


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COLUNA

HOMENAGEM AO EUCALIPTO

Flavio C. Geraldo

FG4 MAD - Consultoria em Madeira

Contato: flavio@fg4mad.com.br

Publicado sem muito alarde no início deste ano,

o livro intitulado: O Eucalipto e a EMBRAPA –

Quatro décadas de pesquisa e desenvolvimento;

contempla, em especial, um público formado

por profissionais da área florestal e da indústria

de base florestal. Resultado de uma iniciativa da EMBRAPA

Florestas, contou com o apoio e colaboração de 105 autores

vinculados às 20 Unidades da EMBRAPA e às empresas e

instituições com as quais mantêm parcerias. Desde a publicação

da edição comemorativa do livro mais conhecido de

Edmundo Navarro de Andrade, intitulado: O Eucalipto; lançado

durante a Conferência Mundial do Eucalipto, realizada

em São Paulo, promovida pela FAO (Food and Agriculture

Organization), não se via uma obra de tão ampla abordagem

sobre o eucalipto. O livro de Navarro de Andrade,

lançado em agosto de 1961, foi baseado na primeira edição

publicada em 1939 e essa segunda edição, com 660 páginas,

mostrava os frutos de um pioneirismo com importantes

informações técnicas e práticas, em especial relacionadas

à produção de madeiras para a fabricação de dormentes

ferroviários e lenha para alimentar as locomotivas da época.

Era um começo! Já, essa recente obra da EMBRAPA, vem

com uma vasta oferta de informações atuais, evidenciando

a importância de investimentos em inovação e tecnologia

na geração de benefícios ambientais e econômicos para o

país. Hoje o Brasil é modelo no que diz respeito à produtividade

de plantios comerciais de eucaliptos, se destacando

em mercados internacionais de produtos florestais em geral,

fruto de mais de 40 anos de pesquisas geradoras de conhecimentos

que efetivamente nos proporcionam retornos. Fica

evidente a importância de articulações visando uma estruturação

da entidade que fosse capaz de suportar, por todos os

meios, as atividades de geração de conhecimento envolvendo

todo o ciclo produtivo. Desde a sua fundação, em 1973,

as ações da EMBRAPA voltadas a uma devida estruturação

do setor florestal brasileiro mereceram a devida atenção,

destacando a criação do PNPF (Programa Nacional de

Pesquisas Florestais) e a posterior formação do Centro Nacional

de Pesquisa de Florestas em 1984. Muita água rolou

Foto: divulgação

por debaixo da ponte, destacando a obtenção de recursos,

com o apoio do Governo Brasileiro e dos Bancos Mundial e

Interamericano de Desenvolvimento, que permitiram investimentos

nas instalações administrativas e laboratoriais distribuídas

por alguns Estados do Brasil e, principalmente, na

contratação e capacitação de profissionais. A reintrodução

do eucalipto no Brasil não teria alcançado a dimensão que

hoje ostenta sem o apoio tecnológico da EMBRAPA. Hoje

são quase 7,5 milhões de ha (hectares) de eucalipto plantados

em solo brasileiro abastecendo as indústrias de celulose

e papel, carvão vegetal e de produtos de madeira industrializada.

Tudo isto sem contar com os benefícios ambientais

advindos dessas florestas, destacando a mitigação dos efeitos

das emissões de gases de efeito estufa e o sequestro de

carbono, a significativa redução pela demanda de produtos

madeireiros produzidos pelas florestas nativas e a contribuição

marcante nos resultados positivos de nossa balança

comercial pela exportação de papel e celulose, assim como

de produtos madeireiros industrializados. Aliás, sempre é

bom lembrar, o Brasil hoje ocupa o quarto lugar no ranking

mundial dos produtores de celulose de fibra curta, e está

caminhando rapidamente em direção à liderança. São 1.160

páginas, distribuídas por 35 capítulos, muitos deles ricos

em ilustrações, cada capítulo com inúmeras citações bibliográficas.

Vale mencionar que os capítulos têm ampla abordagem,

certamente uma obra de grande longevidade. Os

assuntos contemplados são todos protagonistas, valendo

destacar certa ênfase no tema relacionado às vantagens do

sistema de ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), sem

dúvida muito interessante quando se considera produtividade

e benefícios ambientais. Não se pode deixar de enfatizar

a importância das interações da entidade com as empresas

florestais privadas e outras instituições de ensino e pesquisa

na busca de dados e mesmo na parceria para a elaboração

de textos para os vários capítulos. Neste aspecto, o espírito

de que o conhecimento deve transitar no interesse comum

parece ter prevalecido ficando também bastante clara a valorização

da EMBRAPA aos programas cross-border, quando

menciona que, no início, um de seus maiores desafios era

a composição de recursos humanos qualificados para seus

quadros e para isto contou com programas de treinamento

de recursos humanos no Brasil e no exterior. Claro que o

poder de articulação junto aos representantes do governo

também foi fundamental para o alcance desses objetivos.

Enfim, todos ganham a indústria, as instituições de ensino e

pesquisa e, principalmente o país, pois, não restam dúvidas

dos benefícios à sua economia em possuir uma relevante cadeia

produtiva baseada nesse gênero. Mais do que na hora

de ver o eucalipto receber essa homenagem com abordagens

variadas que contribuirão ainda mais para a expansão

da sua cultura, cada vez mais com tecnologia agregada e

contribuindo para a geração de empregos e renda. O livro

tem acesso gratuito pelo download. Parabéns EMBRAPA!

14 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


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• Líder no tratamento inseticida de painéis de madeira,

(compensados, aglomerados MDF, OSB e outros) por adição à cola;

• Mais concentrado dos inseticidas, diminui a quantidade de inertes

a serem aplicados na cola, como também a área de estocagem;

• Base água, com baixa toxidade e baixo odor;

• Isento de solventes que atacam as borrachas dos equipamentos

industriais;

• Compatível com resinas de última geração;

• Fácil diluição em água, para tratamento por imersão de madeiras

serradas.

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tribromofenol só poderia ser o líder de mercado e a MSM

Química a maior importadora deste ingrediente ativo.

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suas características naturais.

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NOTAS

SOLUÇÕES

EM GUINDASTES

A Planar Equipamentos & Logística, representante autorizada

Hyva em Minas Gerais, realizou a venda, entrega técnica

e treinamento teórico e prático de mais quatro guindastes

para uma grande mineradora da região central do estado.

Localizada no município de Contagem, a Planar atua no

mercado de locação de equipamentos e em serviços de

remoção industrial e logística há mais de 28 anos e como representante

dos guindastes Hyva, realiza a venda, instalação

e pós-vendas dos equipamentos da marca em Minas Gerais.

Os guindastes adquiridos pela mineradora foram da linha

HB, que oferece uma gama de guindastes articulados do

tipo canivete conhecidos por sua abrangente versatilidade

e facilidade de utilização, com capacidade de elevação de 3

a 70m (metros). Foram entregues duas unidades do HB350

E4+3 e uma do HB250 E4+3, equipados com 4 lanças hidráulicas

e 3 lanças manuais e outra unidade do HB450 E6+3, com 6 lanças hidráulicas e 3 lanças manuais. A entrega técnica

e o treinamento para operadores e técnicos foram realizados nas dependências da mineradora em dois dias consecutivos, 04

e 05 de maio de 2021, pelos técnicos da Planar sob a supervisão do gerente de manutenção, engenheiro Lúcio Rodrigues. A

ação foi coordenada pelo engenheiro Maurício e contou com orientações práticas e teóricas da operação e manutenção dos

guindastes Hyva, com destaque para o processo de implementação, incluindo a instalação dos guindastes e carrocerias, com

transporte ida e volta dos caminhões. Lembrando que no Brasil os guindastes articulados são conhecidos popularmente de

diversas formas como: guindastes rodoviários, guincho, guindauto, munck, muck, caminhão guincho, caminhão munck, guindaste

montado sobre caminhão, entre outros exemplos.

Foto: divulgação

NOVA DATA

A FORMÓBILE (Feira Internacional da Indústria de Móveis e

Madeira) é um evento consagrado e referência, destinado aos

profissionais e empresas do setor moveleiro de todas as partes

do mundo e de toda a cadeia: do pequeno marceneiro ao grande

industrial. A 9ª edição do evento acontecerá em uma nova

data. Prevista anteriormente para o mês de agosto deste ano, a

ForMóbile será realizada agora entre os dias 05 a 08 de julho de

2022, no São Paulo Expo, com cerca de 600 marcas expositoras

que apresentarão novidades em acessórios e componentes,

máquinas e equipamentos, tecidos e materiais para colchões,

ferragens, matérias-primas e insumos. O maior evento do setor

moveleiro da América Latina apresenta todas as soluções do

segmentos aos principais envolvidos no processo de criação

e produção do mobiliário (arquitetos, designers de produtos,

fabricantes de móveis em série, marceneiros, revendas e madeireiros).

Mais informações sobre a ForMóbile podem ser encontradas

no site: www.formobile.com.br/pt/home.html

Foto: divulgação

Foto: divulgação

16 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


NOTAS

SUSTENTABILIDADE

Falar é fácil, mas como seria um sistema de logística reversa na cadeia do papel que funcione de verdade? Com apoio

da Green Mining, a Ibema hoje efetivamente traz de volta para sua unidade de Embu das Artes (SP) papel cartão utilizado, e

reinsere o material em sua cadeia produtiva.

“Sempre tivemos a sustentabilidade como um pilar forte em nosso propósito e, agora, encontramos ferramentas para

potencializar isso e fechar o ciclo”, explica o Gerente de Estratégia e Marketing da Ibema, Diego Gracia. O resultado é o

Ibema Ritagli, primeiro papel cartão tríplex pós-consumo do mercado brasileiro com rigidez competitiva. O produto tem

50% de fibras recicladas em sua composição, sendo 30% vindas de pós-consumo.

Na opinião do presidente da Green Mining, Rodrigo Oliveira, em matéria de logística reversa, não existem atalhos: é preciso

comprovar que o material que retorna para ser reciclado vem do pós-consumo. “A Ibema cumpre a logística reversa de

verdade porque conseguimos garantir que o material coletado são embalagens efetivamente utilizadas por consumidores.

Isso é fundamental para quem deseja cumprir o que está na política nacional de resíduos sólidos”, afirma.

A Green Mining conta com 24 funcionários registrados, entre ex-cooperados ou ex-catadores de rua que, agora formalizados,

coletam papelão e papel cartão na cidade de São Paulo. Eles utilizam triciclos de carga – bicicletas adaptadas para

transporte que evita o trânsito e as emissões de CO 2

(Gás Carbônico) – e com elas fazem a coleta de materiais recicláveis em

720 bares, restaurantes e condomínios da capital paulista.

Esses pontos de coleta recebem o serviço da Green Mining sem custos. Quem financia o sistema são empresas como a

Ibema, que assumiram a responsabilidade de colocar em prática o que a lei manda, ou seja, uma coleta independente do

poder público. “O tema do lixo e da reciclabilidade passa a fazer parte do dia a dia das empresas por meio da Política Nacional

de Resíduos Sólidos. Na ausência de um sistema e de infraestrutura pública que garantam a logística reversa, cabe a

nós contribuirmos para a solução do problema. Como recicladores, queremos ajudar o Brand Owner”, conta Gracia.

Nos estabelecimentos do setor de alimentação, são coletadas muitas caixas de ingredientes para cozinha e de bebidas.

Já nos condomínios residenciais, existe o descarte desde papel sulfite limpinho até embalagens sujas – e aí entra o treinamento

realizado com moradores e agentes de limpeza que segregam esses materiais recicláveis.

Após a coleta, o material é levado para hubs, onde é prensado e devolvido às indústrias que apostam nesse serviço.

Para garantir o controle das quantidades coletadas e sua procedência, a Green Mining utiliza um sistema de rastreabilidade

de última geração. Num banco de dados sequencial, cada lote de resíduo é acompanhado do começo ao fim do ciclo,

e assim se garante o peso e o tipo de material em cada local de coleta. A pesagem é feita in loco e fotografado. Cada etapa

recebe um carimbo na forma de blockchain, ou seja, sem possibilidade de adulteração.

Foto: divulgação

18 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


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AÇO EUROPEU

54/56 HRC

SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS


NOTAS

CONTROLE DE ODORES

Foto: divulgação

Um dos principais desafios das estações de tratamento de efluentes é o controle de odores, e é exatamente por essa

razão que as reclamações, principalmente de vizinhos dessas estações, são constantes. Realizar o controle de odores na estação

de tratamento de esgoto não é apenas uma questão de cumprimento de normas ambientais, mas também, uma questão

de respeito com os moradores que vivem na região e com a saúde dos funcionários da empresa.

A Fluid Feeder, tradicional empresa 100% nacional, que atua no fornecimento de equipamentos para tratamento de água

e efluentes, trabalha com soluções de alta tecnologia para medição, transferência e dosagem de produtos químicos sólidos,

líquidos e gasosos.

De acordo com Francisco Carlos Oliver, diretor técnico e comercial da Fluid Feeder, a principal fonte de odores em uma

estação de tratamento é originada da decomposição anaeróbica de compostos orgânicos.

“São compostos que possuem baixa solubilidade em águas industriais e que, ao ser liberados na atmosfera, produzem

aquele odor forte e bastante característico. O controle de odores pode ser feito através de processos químicos ou biológicos,

de acordo com a necessidade do local que está gerando, ou seja, dependendo do perfil da indústria e dos tipos de

rejeitos eliminados em seu esgoto”, explica Oliver.

Desenvolvendo tecnologia visando fornecer soluções que possam sanar esse tipo de dificuldade, a Fluid Feeder desenvolveu

complexos e eficazes sistemas de controle de odores industriais e de esgoto. De acordo com Oliver, para controle de

odores, a Fluid Feeder trabalha com equipamentos projetados e fabricados sob encomenda, de acordo com a demanda do

cliente.

“Através de um sistema de exaustão que suga o ar contaminado e direciona-o à uma torre de lavagem de gases, a qual

utiliza líquidos neutralizantes em contracorrente, fazendo com que os gases sejam neutralizados neste fluxo de ar versus líquido.

Outra forma de se efetuar o controle de odores é através do processo de adsorção dos gases contaminantes através

de mídia seca no fluxo de ar. Mais do que um produto, é uma situação que requer uma solução efetiva para controle de

odores, seja no ambiente industrial ou na estação de tratamento de esgoto”, conclui Oliver.

20 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


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NOTAS

NOVA FÁBRICA

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos

desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, anuncia

a construção de uma nova fábrica com capacidade para

produzir 2,3 milhões de t (toneladas) de celulose de eucalipto

por ano. A unidade será construída no município

de Ribas do Rio Pardo, a 100 km (quilômetros) de Campo

Grande (MS), e deve iniciar a produção até o final do primeiro

trimestre de 2024. O projeto prevê o investimento

industrial de R$ 14,7 bilhões, o que representa um dos

maiores investimentos privados em curso no Brasil.

A iniciativa foi batizada de: Projeto Cerrado; em referência

à sua localização geográfica em Mato Grosso do

Sul, e amplia em aproximadamente 20% a atual capacidade

de produção de celulose da Suzano, de 10,9 milhões

de t. Além disso, a fábrica em Ribas do Rio Pardo será a

unidade mais competitiva da empresa.

“A nova fábrica representa um importante avanço em

nossa estratégia de longo prazo. A Suzano já está presente

na vida de mais de 2 bilhões de pessoas a partir de seus

produtos e, como líder global, está comprometida em

atender à crescente demanda global por produtos de origem

renovável. Este projeto também trará uma relevante

contribuição na geração de renda e emprego, bem como

na capacidade de captura de carbono advinda da expansão

da base florestal”, afirma o presidente da Suzano,

Walter Schalka.

Outro ganho a ser proporcionado pela nova unidade

para mitigar os efeitos das mudanças climáticas está relacionado

ao aumento da oferta de geração de energia renovável

no Brasil. A planta terá capacidade para exportar

aproximadamente 180 MW médios ao sistema elétrico nacional.

A nova unidade caminha para ser a primeira fábrica

do setor de papel e celulose no Brasil considerada livre de

combustível fóssil, um novo marco da Suzano em ecoeficiência,

que evidencia o compromisso com a sociedade e

com o planeta.

A efetivação do projeto, que resultará na maior planta

de celulose em linha única do mundo, ainda depende de

condições precedentes, como o atendimento aos parâmetros

estabelecidos na Política Financeira da companhia e

as negociações com fornecedores. O Projeto Cerrado terá

como principal fonte de recursos a geração de caixa da

Suzano, podendo ser complementado com financiamentos,

desde que as condições sejam atrativas em termos de

custo e prazo.

Durante a construção, o empreendimento deve gerar

cerca de 10 mil empregos diretos no pico da obra, além

de milhares de empregos indiretos em toda a região.

Quando concluída, a nova unidade deve empregar 3 mil

pessoas entre colaboradores próprios e terceiros e movimentar

toda a cadeia econômica regional.

Foto: divulgação

22 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


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NOTAS

CENÁRIO NACIONAL

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) apresenta as principais características da indústria nos 26 estados e no Distrito

Federal, em comemoração ao dia da indústria em 25 de maio. A data simboliza a importância do setor para o desenvolvimento

e riqueza para o país, geração de emprego e bem-estar social. De acordo com o presidente da CNI, Robson Braga

de Andrade, apesar de todas as oportunidades desperdiçadas pelo país ao longo dos anos, o Brasil continua dispondo de

uma boa base industrial.

Os salários mais altos são pagos pela indústria, R$ 7.556 para profissionais com nível superior, contra uma média nacional

de R$ 5.887. Além disso, o setor tem forte poder de gerar crescimento. Para cada R$ 1 produzido pelo setor, são gerados R$

2,43 adicionais na economia. Esse mesmo R$ 1 aplicado na agricultura rende R$ 1,75 e, no setor de serviços R$ 1,49.

A indústria brasileira representa 20,4% de todas as riquezas produzidas no Brasil. Mesmo assim é responsável por 33% do

pagamento dos tributos federais, 31,2% da arrecadação previdenciária, 69,2% das exportações brasileiras de bens e serviços

e 69,2% do investimento empresarial em pesquisa e desenvolvimento.

O setor industrial desempenha papel estratégico para a dinamização de todo o sistema produtivo nacional. As tecnologias

que desenvolve são, em grande medida, responsáveis para que a agricultura brasileira seja uma das mais competitivas

do mundo. O setor também agrega valor à produção agrícola, transformando-a em novos produtos e materiais, incluindo o

emprego de biotecnologia e nanotecnologia.

O presidente da CNI lembra que a indústria é responsável pelo desenvolvimento de serviços de alto valor agregado,

como pesquisa e desenvolvimento, design, logística, marketing, entre vários outros. Tanto uma agricultura competitiva quanto

um setor de serviços sofisticado dependem de uma indústria forte e moderna operando no país.

“As boas práticas internacionais demonstram que nações bem-sucedidas na promoção da competitividade combinaram,

de modo harmônico e coordenado, políticas industriais e macroeconômicas com iniciativas transversais, que se reforçam

mutuamente para estimular o crescimento, a inserção internacional, as vantagens competitivas, o desenvolvimento de novas

competências e a produção de bens de maior conteúdo tecnológico. O Brasil não pode permanecer alheio a esse movimento”,

afirma Robson Braga de Andrade.

O relatório completo com os perfis das indústrias em cada estado do Brasil pode ser encontrado no site (https://noticias.

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Foto: divulgação

24 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


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NOTAS

PESQUISA

O CIPEM (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso) se reuniu em abril

com representantes da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), da unidade EMBRAPA Florestas, para

dialogar sobre pesquisas florestais. A reunião ocorreu de modo remoto e teve como pauta central a definição das próximas

etapas para os estudos de Manejo Florestal e também, de elaboração de projetos que incentivem e deem maior

visibilidade à prática e aos trabalhos derivados dela e dos respectivos estudos.

Um dos assuntos que nortearam a reunião foi o estudo de MFS (Manejo Florestal Sustentável) do Ipê, que será utilizado

como modelo para desenvolver MFS de outras espécies florestais autorizadas. Para isso, os participantes discutiram

sobre a condução deste estudo, desde a metodologia empregada, à divulgação dos resultados e o encaminhamento

para o Jardim Botânico. Outro ponto discutido foi sobre a necessidade de estruturar as questões burocráticas que envolvem

os estudos sobre manejo florestal, para que os resultados sejam validados pelos órgãos ambientais competentes.

Nesse sentido, a parceria firmada entre CIPEM e EMBRAPA objetiva apresentar à sociedade, o manejo florestal como

atividade sustentável e essencial. Outro objetivo é o de fomentar a revisão e modernização de normas que regulam a

atividade. Rafael Mason, presidente do CIPEM, agradeceu a parceria e reafirmou o compromisso em programar novas

agendas técnicas para evoluir no conceito de produzir e conservar.

Conforme apontou a EMBRAPA, não há forma mais eficaz de garantir a proteção às florestas, do que o aumento de

áreas manejadas em todo País. Pois é o único uso do solo que não remove a cobertura florestal. Dessa forma, as próximas

ações estabelecidas em conjunto, durante a reunião, consistem em somar esforços para ampliar os estudos e prática de

MFS.

São elas: Realizar agenda com o Jardim Botânico; solicitar e delimitar área para estudos de Manejo Florestal, definindo

de 2 a 3 empresas que manejam Ipê, para serem amostradas; identificar proprietários para solicitar permissão de

realização dos estudos; efetuar estes levantamentos com o apoio do CIPEM; verificar a disponibilidade das imagens das

propriedades pelo estado; Planejar visita do Pesquisador Evaldo Muñoz Braz, responsável por gerenciar os estudos; desenvolver

demonstrativo parcial do que foi executado no estudo de MFS do Ipê entre os dias 5 e 9 de abril e, identificar

as principais demandas do setor para novos ajustes e pesquisas.

A ampliação das pesquisas em torno do Manejo Florestal contribui diretamente para a continuidade e aprimoramento

da atividade respeitando a legislação. Outro ponto é que, aprofundar no tema, também auxiliará na desconstrução de

conceitos errôneos preestabelecidos e que prejudicam o setor, como a associação da produção florestal com o desmatamento,

por exemplo. Assim, o CIPEM entende que se faz essencial a continuidade da parceria firmada com a EMBRAPA

para executar esta importante tarefa com a manutenção da floresta em pé e a sociedade.

Foto: divulgação

26 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


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NOTAS

TECNOLOGIA

NO TRANSPORTE

Uma startup recém-chegada ao mercado tem se destacado pela inovação e diferencial com que auxilia a cadeia logística

nacional, oportunizando a quem compra pela internet receber seus produtos de um modo rápido, eficiente e com preços de

fretes extremamente competitivos.

Trata-se da TruggHub, constituída como um marketplace que une empresas e transportadoras na logística de cargas acima

de 100 quilos, como autopeças, materiais de construção e móveis.

A solução tecnológica da Logtech viabiliza cotações e leilões-relâmpagos (flash-bids), proporcionando o compartilhamento

de espaços ociosos em caminhões, por preços diferenciados. Isso se dá tanto pelo complemento de cargas quanto

pelo aproveitamento dos fretes de retorno.

Desde que lançou seu serviço em fevereiro de 2020, a startup já movimentou mais de R$ 21 milhões em mercadorias

transportadas. Nesse período cresceu 500% em faturamento, apresentando mais de 24 mil propostas para as transportadoras

cadastradas e recebendo 6,4 mil ofertas de frete dos embarcadores.

A TruggHub conta, atualmente, com mais de 60 mil veículos cadastrados em sua base. Entre os clientes da startup estão

subsidiárias da Coca-Cola Femsa, Casa & Construção, Cimentos Votorantim, Ediouro e Tupperware. “Estamos realizando entregas

em todo o território nacional. É um trabalho de coordenação que traz redução de custos, segurança e maior agilidade

na gestão da cadeia de suprimentos”, salienta o CEO.

Os fundadores da TruggHub já estão pensando nos próximos passos para a aceleração do crescimento, a partir do aporte

recentemente conquistado junto ao Grupo Randon, que investiu na startup através do seu braço de corporate venture, a

Randon Ventures.

O valor investido será aplicado em novas funcionalidades da plataforma para o mercado de e-commerce de produtos

pesados, envolvendo o conceito de mini-hubs com a utilização de smart lockers, algoritmos de inteligência artificial para

montagem de cargas e predição de preços, e, também, entregas roteirizadas com veículos elétricos, visando reduzir o impacto

ambiental da logística e aumentar o compliance com práticas de ESG (Environmental, Social and Governance).

Foto: divulgação

28 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


NOTAS

DESTINO

MUNDO

O Brasil registrou recordes para o mês nos

números de exportações, superávit e corrente

de comércio em maio. As importações – mesmo

sem superar marcas históricas para o mês – também

registraram alta expressiva. Os resultados

refletem, em parte, a recuperação da economia

nacional e dos principais parceiros comerciais do

Brasil, na avaliação da Secretaria de Comércio

Exterior (Secex), do Ministério da Economia, que

divulgou os dados recentemente.

A exportação no mês de maio foi de US$

26,9 bilhões, valor recorde para o mês, com

crescimento de 46,5% em relação a maio do ano

passado. O último recorde foi registrado em

maio de 2012, com US$ 23,1 bilhões. A importação

também teve crescimento significativo, atingindo

US$ 17,7 bilhões, com alta de 57,4%, mas

ainda sem alcançar a máxima histórica de US$ 21

bilhões, em maio de 2013.

Dessa forma, o saldo comercial também bateu

recorde para meses de maio, com US$ 9,3

bilhões, subindo 29,4% e superando a máxima

anterior, de US$ 6,8 bilhões em maio do ano

passado. Com esses valores, a corrente de comércio

– soma das exportações e importações –

foi recorde no mês, subindo 50,6% e chegando a

US$ 44,6 bilhões, superando o máximo anterior,

também de 2012, com US$ 43,6 bilhões.

O total exportado apresenta aumento de

38,5% nos preços. “Essa tem sido a tônica do

ano. Temos um crescimento das vendas externas,

motivado tanto pelo aumento dos volumes

quanto pelos preços, mas, principalmente pelo

aquecimento dos preços internacionais dos

produtos vendidos pelo Brasil”, observou o

subsecretário de Inteligência e Estatísticas de

Comércio Exterior, Herlon Brandão.

Ele explicou que o crescimento da exportação

no mês foi impulsionado por um forte

aumento de vendas externas das três categorias

de produtos – Agropecuária (+43%), Indústria

Extrativa (+85,8%) e Indústria de Transformação

(+34,6%) – em relação a maio do ano passado.

30 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


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NOTAS

PARCERIA NAS EXPORTAÇÕES

Realizado entre os dias 18 e 20 de maio de 2021, o Projeto Comprador Móvel Brasil Online alcançou mais uma vez ótimos

resultados. Reunindo cerca de 60 empresas e 36 compradores internacionais, os números foram quase 25% superiores aos

da última edição, que ocorreu em maio de 2019, comprovando a vocação cada vez maior da indústria moveleira nacional à

exportação. Consequência, entre outros fatores, da constante profissionalização da gestão e da modernização da produção

industrial no setor.

Ao todo, foram realizadas 485 reuniões, que resultaram em mais de US$ 8,3 milhões em negociações - US$ 1,4 milhão em

negócios imediatos e US$ 6,9 milhões em acordos já projetados para os próximos 12 meses.

Participaram desta edição compradores de 21 diferentes mercados. São eles: África do Sul, Bélgica, Bolívia, Canadá,

Chile, Colômbia, El Salvador, Emirados Árabes, Equador, Espanha, EUA (Estados Unidos da América), França, Índia, México,

Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana e Uruguai.

Organizado pela ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) e pela APEX-Brasil (Agência Brasileira de

Promoção de Exportações e Investimentos), por meio do Projeto Brazilian Furniture, o Projeto Comprador Online é realizado

em uma plataforma digital pensada para facilitar e promover parcerias qualificadas no âmbito internacional. Possibilitando,

assim, que mesmo com o adiamento da edição física da feira Móvel Brasil, que deverá ocorrer entre os dias 17 e 20 de maio

de 2022, as empresas possam fazer negócios com praticidade e segurança.

Para isso, contamos também com o apoio do Ministério das Relações Exteriores e da sua Rede de SECOMs - Setores de

Promoção Comercial espalhados pelo mundo. Para esta edição do Projeto Comprador, em especial, trabalhamos com as

Embaixadas e Consulados brasileiros na Arábia Saudita, Chile, Colômbia, França, México, Londres, Moscou, Nova York, Panamá,

Peru e República Dominicana. Uma construção de relacionamento e de imagem pelo mundo afora.

Foto: divulgação

32 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


NOTAS

CONSUMO AQUECIDO

O Indicador IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) de Consumo Aparente de Bens Industriais caiu 5,4% em

abril, se comparado a março. No entanto, em relação a abril de 2020, o indicador, que mede a demanda interna por bens

industriais por meio da produção industrial interna não exportada, somada às importações, cresceu 28,9%.

O trimestre móvel registrou elevação de 15,6% em relação ao mesmo período de 2020. Em 12 meses, a variação acumulada

ficou nula, mas a produção industrial - medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, do IBGE (Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística) - acumulou crescimento de 1,1%.

A produção interna destinada ao mercado nacional apresentou queda de 2% em abril. Após uma alta de 10% em março,

a importação de bens industriais recuou 10,6% em abril. Os dados foram divulgados, no Rio de Janeiro, pelo IPEA.

O fraco resultado de abril em relação a março foi disseminado entre as grandes categorias econômicas e todos os segmentos

tiveram queda na margem. A exceção ficou com bens de consumo duráveis: alta de 6%.

Ainda segundo o indicador, nas classes de produção, a demanda interna por bens da indústria de transformação também

recuou e registrou baixa de 5,6% sobre março. Movimento diferente da indústria extrativa mineral, que cresceu 7,1%,

compensando a queda de 6,4% no período anterior.

Oito dos 22 segmentos observados na análise setorial avançaram e mantiveram o índice de difusão, que compara o crescimento

dos segmentos da indústria de transformação com o período anterior após o ajuste sazonal em 36%. O destaque

ficou para os segmentos de veículos e alimentos, com altas de 3% e 2,8%, respectivamente.

Já na comparação interanual dos setores, 21 segmentos acusaram crescimento, com destaque para os de veículos e outros

equipamentos de transporte. Eles foram muito afetados pela pandemia em abril de 2020, e cresceram 742,4% e 170%,

respectivamente. No acumulado em 12 meses, 14 segmentos tiveram variação positiva, entre eles, o grupo de outros equipamentos

de transporte, com alta de 23,4%.

Fonte: Agência Brasil

Foto: divulgação

34 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


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NOTAS

DESBUROCRATIZAÇÃO

Foto: divulgação

O GECEX (Comitê Executivo de Gestão), da CAMEX (Câmara de Comércio Exterior), do Ministério da Economia, publicou

resolução que altera as diretrizes e condições para concessão de financiamento de exportação de bens ou serviços

nacionais no âmbito do PROEX (Programa de Financiamento às Exportações). A medida tem o objetivo de simplificar e

modernizar as normas, de forma a aumentar a competitividade das exportações brasileiras e melhorar a gestão da política

pública de financiamento.

A Resolução GECEX nº 166/2021 revoga parte dos regulamentos anteriores sobre o tema e define critérios de elegibilidade,

prazos e ações de monitoramento aplicáveis às operações de equalização de taxas de juros e de financiamentos das

exportações brasileiras pelo PROEX. O texto – que entrou em vigor em 1º de abril – tem dois anexos com os códigos da

NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) de bens e serviços elegíveis para o programa.

No caso do PROEX-Financiamento – crédito direto, com recursos do tesouro nacional –, são elegíveis as exportações

brasileiras de empresas com faturamento bruto anual de até R$ 600 milhões. Já o PROEX-Equalização – financiado por

instituições financeiras, com o PROEX assumindo parte dos encargos financeiros – atende a exportações brasileiras de empresas

de qualquer porte.

Com a revisão das regras, o governo consolida as condições comerciais do programa em um único ato normativo e

revisa os prazos e produtos elegíveis, tornando a prática brasileira mais próxima da internacional, o que inclui possibilidade

de equiparação.

Também aumenta a competitividade das exportações brasileiras, redesenhando o processo decisório e dando maior

autonomia ao agente operador, a fim de agilizar a concessão do apoio, além de melhorar a gestão, com a estruturação de

um sistema de monitoramento robusto, garantindo o acompanhamento da política pública pela CAMEX.

Entre outros avanços, a reforma das regras do Proex promove uma importante aproximação das normas do programa

brasileiro – em particular, dos prazos aplicáveis aos financiamentos – às previstas no Arranjo sobre Créditos à Exportação

da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), de maneira a facilitar a adesão do Brasil à Organização.

Ainda reforça as balizas técnicas do PROEX, resolvendo problemas de insegurança jurídica no funcionamento

efetivo.

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DE FLORESTAS PÚBLICAS, A MAIOR PARTE LOCALIZADA NA

REGIÃO AMAZÔNICA. EM TORNO DE 30 MILHÕES DE HA ESTARIAM

POTENCIALMENTE APTOS A SEREM INCLUÍDOS NA CONCESSÃO

FLORESTAL”

PAULO CARNEIRO, DIRETOR DE CONCESSÕES FLORESTAIS E

MONITORAMENTO, DO SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO

“POR

CONTA DO

PRECONCEITO

GERADO AO

NOSSO SETOR COM

O DESMATAMENTO

ILEGAL, FICAMOS

PRIVADOS DE

FINANCIAMENTOS

A LONGO PRAZO,

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ALTOS E A VALORES NÃO

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PRECISAMOS PARA INVESTIR

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NENHUM BANCO QUER TER

SUA IMAGEM ASSOCIADA A

DESMATADORES”

FRANK ROGIERI,

PRESIDENTE DO

FÓRUM NACIONAL

DAS ATIVIDADES DE

BASE FLORESTAL

E DIRETOR DO

CIPEM, CENTRO

DAS INDÚSTRIAS

PRODUTORAS E

EXPORTADORAS DE

MADEIRA DE MATO

GROSSO, PARA

A FOLHA DE SÃO

PAULO

“ESTAMOS NA LINHA DE SOLUÇÃO DA NOVA PROPOSTA

DA LEI DE SANEAMENTO BÁSICO DE TRATAMENTO

DE RESÍDUOS DE LIXO URBANO. E ESSE ARRANJO

SOLUCIONARIA O PROBLEMA DA DESTINAÇÃO DO LIXO

DE MUITOS MUNICÍPIOS VIZINHOS E EM OUTRAS REGIÕES

DO ESTADO. POR ISSO, É PRECISO QUE O PROJETO SEJA

PLANEJADO COM O MÍNIMO DE VALOR PARA AS OUTRAS

CIDADES PODEREM REPLICAR E PODER GERAR A PRÓPRIA

ESTRUTURA DE BIOGÁS”

Foto: divulgação

NILSON VIOLATO, SECRETÁRIO DE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ARAPONGAS,

SOBRE A IMPLANTAÇÃO DE UMA USINA DE TRANSFORMAÇÃO DE RESÍDUOS

ORGÂNICOS EM ENERGIA RENOVÁVEL NO MUNICÍPIO

“A GENTE JÁ TEM TODAS AS

FERRAMENTAS PARA FAZER A

IMPLEMENTAÇÃO DO CÓDIGO

FLORESTAL, MAS O QUE EU ACHO

QUE A GENTE NÃO TEM É UM PLANO

DE IMPLEMENTAÇÃO DO CÓDIGO

FLORESTAL. ISSO NUNCA FOI FEITO.

NENHUM DOS GOVERNOS CONSEGUIU

PROPOR A ELABORAÇÃO DE UM

PLANO QUE SEJA CUMPRIDO PARA

IMPLEMENTAÇÃO DO CÓDIGO”

ROBERTA DEL GIUDICE, SECRETÁRIA-

EXECUTIVA DO OBSERVATÓRIO DO

CÓDIGO FLORESTAL, AO CANAL

RURAL

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ARTICULATION

FOR GROWTH

Apresidente da ABIMÓVEL (Associação Brasileira

das Indústrias do Mobiliário), Maristela Cusin

Longhi, tem trabalhado junto da diretoria da

instituição em articulações com o Congresso Nacional

para o desenvolvimento e desburocratização

do setor. “Muitas medidas estão em pauta, com especial

atenção àquelas que visam melhorar o ambiente de negócios

e às reformas administrativas, como tributárias, fiscais, creditícias

e de exportação, fundamentais para o desenvolvimento

e a melhoria da competitividade brasileira”, explicou a presidente.

Confira a entrevista completa:

ENTREVISTA

M

aristela Cusin Longhi, the President of the Brazilian

Association of Furniture Industries (ABIMÓ-

VEL), has worked with its Board of Directors in

articulations with the National Congress for the

development and debureaucratization of the

Sector. “Many measures are on the agenda, with special attention

to those aimed at improving the business environment and

administrative reforms, such as duties, taxes, credit, and export,

fundamental for the development and improvement of Brazilian

competitiveness,” explained President Longhi. Check out the

interview below:

MARISTELA CUSIN

LONGHI

CARGO: PRESIDENTE DA ABIMÓVEL (ASSOCIAÇÃO

BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DO MOBILIÁRIO),

Foto: divulgação

FUNCTION: PRESIDENT OF THE BRAZILIAN ASSOCIATION OF

FURNITURE INDUSTRIES (ABIMÓVEL)

42 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


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ENTREVISTA

COMO TEM SIDO O TRABALHO DA ABIMÓ-

VEL JUNTO AO CONGRESSO NACIONAL PARA

AUXILIAR O SETOR DAS INDÚSTRIAS DO MO-

BILIÁRIO?

Desde a fundação, a ABIMÓVEL sempre desempenhou

um trabalho junto às autoridades

governamentais, ao Congresso Nacional e outras

importantes entidades de classe, bem como, seus

parceiros e associados. O que, em um momento de

tantos desafios como o que estamos enfrentando

desde a primeira onda da pandemia de Coronavírus

no Brasil, torna-se ainda mais essencial para o fortalecimento

e o crescimento sustentado da cadeia

madeira e móvel em nosso país. Mesmo com as

restrições impostas no atual período, a ABIMÓVEL

vem se reunindo remota e fisicamente com as equipes

técnicas do Governo Federal e do Congresso

Nacional, por meio da Mesa Executiva do Setor e

da FREMOB (Frente Parlamentar Mista em Defesa

da Indústria do Mobiliário), para a proposição e

defesa de políticas públicas para a resolução das

demandas geradas pela pandemia. Muitas medidas

estão em pauta, com especial atenção àquelas

que visam melhorar o ambiente de negócios e às

reformas administrativas, como tributárias, fiscais,

creditícias e de exportação, fundamentais para o

desenvolvimento e a melhoria da competitividade

brasileira. Avançamos muito neste ano. Um exemplo

é a MPAN (Medida Provisória do Ambiente de

Negócios), anunciada pelo Governo Federal, que

visa promover uma série de melhorias para o Brasil.

Após a avaliação de 1055 sugestões de medidas

levantadas junto à indústria, ainda, foram selecionadas

e consolidadas 27 ações para atenuar a

crise com 34% das medidas já implementadas e as

demais em tramitação ou análise para reedição. E,

claro, estes são apenas alguns passos, pois continuamos

trabalhando permanentemente em prol da

indústria e do setor moveleiro.

HOW HAS ABIMÓVEL’S WORK BEEN WITH

THE NATIONAL CONGRESS TO ASSIST THE FUR-

NITURE SECTOR?

Since its foundation, ABIMÓVEL has always worked

with governmental authorities, the National Congress,

other essential class entities, as well as their related

parties and members. At a time of many challenges,

after the first wave of the Coronavirus pandemic in Brazil,

it becomes even more essential to strengthen and

sustain the growth of the timber and furniture chain

in our Country. Even with the restrictions imposed

in the current period, ABIMÓVEL has been meeting

remotely and physically with the technical teams of

the Federal Government and the National Congress,

through the Executive Bureau of the Sector and Mixed

Parliamentary Front in Defense of the Furniture Industry

(FREMOB), for the proposition and defense of public

policies for the resolution of the demands generated

by the pandemic.Many measures are on our agenda,

focusing on improving the business environment and

administrative reforms, such as duties, taxes, credit,

and export, which are fundamental for developing and

enhancing Brazilian competitiveness. We’ve come a

long way this year. One example is the Provisional Measure

of the Business Environment (MPAN), announced

by the Federal Government, which aims to promote a

series of improvements for Brazil.

After evaluating 1055 suggestions raised with the

industry, 27 actions were selected and consolidated to

mitigate the crisis. Whereby 34% have already been implemented

and the others being discussed or analyzed

for revision. And, of course, these are just a few steps

as we continue to work permanently in the interests of

the industry and the Furniture Sector.

COMO ESTÁ O MERCADO INTERNO E AS

EXPORTAÇÕES DO SETOR DURANTE A PANDE-

MIA DA COVID-19?

Tanto em relação ao mercado interno quanto

ao externo, considerando o impacto da pandemia

na indústria e no comércio, havíamos previsto uma

redução forte em um primeiro momento, seguida

por uma recuperação nos dois anos seguintes, o

que vem se confirmando desde o segundo semestre

de 2020. Mesmo com queda de 4,5% no volume de

peças produzidas em fevereiro sobre janeiro deste

ano, o acumulado nos dois primeiros meses de 2021

apresentou aumento de 5,5%. O consumo aparente

de móveis e colchões no mercado interno seguiu o

mesmo ritmo, com alta de 4,6% no acumulado do

O CONSUMO

APARENTE DE

MÓVEIS E COLCHÕES NO

MERCADO INTERNO TEVE ALTA

DE 4,6% NO ACUMULADO DO

PRIMEIRO BIMESTRE.

DEMONSTRANDO UM INÍCIO

DE ANO MAIS AQUECIDO DO

QUE O USUAL NA INDÚSTRIA

MOVELEIRA

44 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


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ENTREVISTA

primeiro bimestre. Demonstrando, assim, um início

de ano mais aquecido do que o usual na indústria

moveleira. Já as exportações de móveis e colchões

brasileiros em março apresentaram crescimento de

40,1% em relação a fevereiro deste ano. Seguindo

uma trajetória positiva desde o início de 2021, aliás,

o acúmulo no primeiro trimestre foi de 34,5%, com

todas as categorias (móveis de madeira, móveis de

aço, estofados e colchões) apresentando avanço nas

vendas no terceiro mês do ano. Esses dados são do

último “Monitoramento das Exportações de Móveis”,

estudo mensal realizado pelo IEMI – Inteligência

de Mercado com exclusividade para as empresas

associadas ao Projeto Brazilian Furniture — iniciativa

da ABIMÓVEL em parceria com a Apex-Brasil.

A PANDEMIA TAMBÉM TEM IMPACTADO NA

OBTENÇÃO DAS MATÉRIAS-PRIMAS PARA A

INDÚSTRIA DO MOBILIÁRIO?

A explosão no consumo de móveis e colchões

no início do segundo semestre (junho/julho) do ano

passado, encontrou as empresas com baixos estoques,

devido à interrupção do comércio físico e o

fechamento de fábricas nos meses anteriores. Dessa

maneira, tivemos um colapso na cadeia de suprimento,

que não conseguiu dar conta da demanda

crescente que se estabelecia. Deixando a indústria

sem material suficiente para suprir a procura, gerando,

assim, problemas no varejo e atrasando as

compras realizadas pelos consumidores. Todo esse

processo, o qual aconteceu mundialmente em todas

as cadeias produtivas, vale ressaltar, provocou uma

avalanche de aumento nos preços desses materiais.

Entre as indústrias de móveis e colchões, os problemas

mais significativos estiveram no fornecimento

de ferragens; vidros; painéis de madeira, como

MDF e MDP; papelão; plástico; bem como, aço e

espumas; entre outros itens essenciais. Com muitas

empresas, portanto, tendo de reduzir o ritmo de

What is your evaluation of the Sector’s domestic

and export markets during the Covid-19 pandemic?

In terms of domestic and export markets, considering

the impact of the pandemic on industry and trade,

we had predicted a sharp reduction at first, followed by

a recovery in the following two years, which has been

confirmed starting the second half of 2020. Even with a

4.5% drop in the volume of pieces produced in February

from January 2021, accumulated production in the

first two months increased by 5.5%. The apparent consumption

of furniture and mattresses in the domestic

market followed the same pace, with a 4.6% increase in

the first two months. Thus, demonstrating a more heated

start to the year than usual in the furniture industry.

Brazilian Exports of furniture and mattresses in

March grew 40.1% compared to February this year. Incidentally,

following a positive trend since the beginning

of 2021, the accumulation in the first quarter was 34.5%,

with all categories (wood furniture, steel furniture,

upholstery, and mattresses) over that in the third month

of the year. These data are from the latest “Monitoring

of Furniture Exports,” a monthly study conducted by

Market Intelligence (IEMI) exclusively for companies associated

with the Brazilian Furniture Project - an initiative

of ABIMÓVEL in partnership with Apex-Brasil.

HAS THE PANDEMIC ALSO IMPACTED THE

SUPPLY OF RAW MATERIALS FOR THE FURNITURE

INDUSTRY?

The explosion in consumption of furniture and mattresses

at the beginning of the second half (June/July)

of last year found companies with low inventories due

to the interruption of the physical trade and the closure

of factories in previous months.

Thus, we had a collapse in the supply chain as it

could not account for the growing demand. Therefore,

leaving the industry without enough material to supply

demand, generating problems in retail, and delaying

purchases made by consumers.

AS EXPORTAÇÕES DE MÓVEIS E

COLCHÕES BRASILEIROS EM MARÇO

APRESENTARAM CRESCIMENTO DE 40,1% EM

RELAÇÃO A FEVEREIRO DESTE ANO

46 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


ENTREVISTA

atividade pela falta de matérias-primas, o que aos

poucos esperamos que volte a se estabilizar. Para

isso, claro, trabalhamos continuamente em sinergia

com fornecedores, fabricantes e o setor público, por

meio de reuniões, comitês e negociações na busca

por soluções tanto para o fornecimento quanto para

a precificação. Um exemplo é o Comitê do Aço.

Enquanto ainda enfrentamos escassez de matérias-

-primas e preços por vezes inviáveis no mercado

nacional, a importação desses materiais continua se

fazendo necessária, claro. Acreditamos, no entanto,

que olhar cada vez mais para a indústria nacional,

buscando alternativas de fornecimento no mercado

doméstico, seja um caminho essencial para o fortalecimento

e autonomia das empresas brasileiras.

Pensando em formas de criar oportunidades de

negócios e conectar os diferentes elos da cadeia

produtiva no Brasil, portanto, a ABIMÓVEL idealizou

o Projeto Fornecedor. A edição piloto ocorreu no

início de abril em conjunto com a Abit, Assintecal

e o CICB, reunindo cerca de 40 empresas, entre

compradores e fornecedores nacionais em uma plataforma

digital. Os resultados e a repercussão foram

bastante positivos, levando-nos a estabelecer o projeto

em nosso cronograma de ações, com a próxima

edição já estando sendo planejada, ainda maior e

envolvendo outros segmentos também importantes

da cadeia do mobiliário.

Mais informações sobre as 27 ações da ABIMÓVEL

para o setor moveleiro podem ser encontradas no

endereço http://www.abimovel.com/

It is worth mentioning, this whole process, which

occurred worldwide in all production chains, caused an

avalanche of increase in the prices for these materials.

Among the furniture and mattress industries, the most

significant problems were in the supply of hardware,

glass, wood panels such as MDF and MDP, cardboard,

plastic, steel, and foams, among other essential items.

Therefore, many companies had to reduce the pace

of activity due to the lack of raw material supply, which

we hope will stabilize. For this, of course, we work continuously

in synergy with suppliers, manufacturers, and

the Public Sector, through meetings, committees, and

negotiations to search for solutions for both supply and

pricing. One example is the Steel Committee.

While we still face shortages of raw materials with

prices sometimes unviable in the domestic market,

importing these materials continues to be necessary, of

course. However, we believe that looking increasingly

at the Brazilian industry, seeking alternatives for supply

in the domestic market is an essential path for the

strengthening and autonomy of Brazilian companies.

Therefore, when thinking about ways to create business

opportunities and connect the different links in the

production chain in Brazil, ABIMÓVEL came up with

the Supplier Project. In early April, the pilot meeting

took place in conjunction with Abit, Assintecal, and

CICB, bringing together about 40 companies, including

national buyers and suppliers, on a digital platform.

The results and the repercussion were very positive,

leading us to establish the project in our plan of action.

The next meeting is already being planned, even more

extensive, involving other important furniture chain

segments.

MUITAS MEDIDAS ESTÃO EM PAUTA, COM ESPECIAL ATENÇÃO

ÀQUELAS QUE VISAM MELHORAR O AMBIENTE DE NEGÓCIOS E

ÀS REFORMAS ADMINISTRATIVAS, COMO TRIBUTÁRIAS, FISCAIS,

CREDITÍCIAS E DE EXPORTAÇÃO, FUNDAMENTAIS PARA O

DESENVOLVIMENTO E A MELHORIA DA COMPETITIVIDADE BRASILEIRA

48 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


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COLUNA ABIMCI

EXPECTATIVAS PARA O FUTURO

EM ANO MARCADO POR INCERTEZAS, MERCADO INTERNACIONAL NO SEGUNDO SEMESTRE TERÁ

PESO NO SETOR DE PRODUTOS MADEIREIROS NO BRASIL

Paulo Pupo

Superintendente da Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

O SEGMENTO DE MADEIRA

PROCESSADA PRECISA

EQUALIZAR SUAS DEMANDAS E

POSSIBILIDADES DE REAL

DESENVOLVIMENTO PARA SE MANTER

COMPETITIVO AGORA E NO FUTURO

C

hegamos a metade do ano diante de uma

série de incertezas: como seguirá o enfrentamento

da pandemia no Brasil e no mundo,

como as mudanças econômicas, políticas

e de consumo nos principais mercados

de destino dos produtos madeireiros afetarão os negócios

por aqui, qual será o ritmo do PIB (Produto Interno

Bruto) mundial pós-pandemia? Nossa economia conseguirá

mostrar fluidez e manter a recuperação?

O acesso a informações confiáveis e uma dose

de cautela diante desse cenário devem nortear as

decisões dos empresários nos próximos meses. As

projeções para as exportações de produtos brasileiros

de madeira indicam consolidação dos volumes embarcados,

embora alguns produtos ainda apenas estão

recompondo bases que estavam aquém do patamar

histórico. Assim, será preciso acompanhar como decisões

internacionais afetarão os negócios mundiais.

É o caso, por exemplo, da probabilidade da Rússia

mudar a sua política de exportações de toras in natura,

com previsão de um regramento mais restritivo a partir

Foto: divulgação

do próximo ano, mas que, de antemão, tem gerado

reações na dinâmica do suprimento mundial de toras,

em especial nos movimentos para o mercado chinês,

país ávido por repor o volume normalmente importado

de toras da Rússia e que começa a buscar em vários

outros mercados suprimento para a sua produção. Há

ainda a possibilidade de taxações por parte dos EUA

(Estados Unidos da América) a produtos de madeira

canadense. Movimentações que podem afetar a competitividade

de grandes players madeireiros e impactar

países exportadores como o Brasil.

No mercado interno, a expectativa de que o setor

da construção civil continue aquecido com novos

investimentos em empreendimentos, de aumentar o

número de financiamentos, assim como, o consumo de

produtos para reformas residenciais e as vendas positivas

do setor moveleiro. Um cenário que certamente

depende da manutenção de empregos, geração de

renda e estabilidade econômica e política. O índice de

confiança do consumidor tem mostrado sinais de recuperação,

sendo um bom termômetro para os negócios

na construção civil.

Como pano de fundo do cenário econômico interno

e externo, o setor de base florestal brasileiro enfrenta

desafios nas tratativas de suprimento florestal.

A condução das florestas plantadas nacionais com as

características necessárias e adequadas para o uso no

segmento de processamento mecânico e para uso estrutural

está em níveis satisfatórios para atender a atual

e, especialmente, a demanda futura? Como as empresas

irão atuar para melhorar esse cenário, manterem-se

competitivas e rodando suas operações fabris diante

do aumento dos custos e disponibilidade de matéria-

-prima, é um dos grandes desafios de todos da cadeia

produtiva.

Pensar a cadeia de base florestal de forma integrada

não é tarefa simples diante de tantos interesses envolvidos,

da diversidade de segmentos e produtos fabricados

e do timing de cada negócio, reforçado pela

amplitude das dimensões continentais do Brasil. São

desafios para os quais não há uma resposta pronta e é

necessário um conjunto de ações com viés de desenvolvimento,

investimentos e aumento efetivo da área

plantada de florestas. Sabemos que a questão do suprimento

é sensível à demanda e aos cenários futuros.

O segmento de madeira processada precisa equalizar

suas demandas e possibilidades de real desenvolvimento

para se manter competitivo agora e no futuro.

50 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


Uma nova era no mundo de scanners

Microtec apresenta uma nova geração

de scanners longitudinais

A partir de 3 de maio, os três fabricantes de sistemas de scanners Microtec, FinScan e WoodEye se uniram em uma

marca: MiCROTEC.

Combinamos a experiência e a habilidade de empresas líderes mundiais em uma marca consolidada, aumentando

nossa presença no mercado. Forneceremos suporte ao produto ainda melhor e vamos conseguir agregar ainda

mais valor aos nossos clientes. Juntos, apresentamos uma nova linha de Scanners Longitudinais, desenvolvidos

por uma equipe conjunta nas sedes da Itália e Suécia. Baseados em uma plataforma comum, nossos novos

Scanners representam o melhor dos dois mundos da GOLDENEYE e da WOODEYE.

microtec.eu


PRINCIPAL

O FUTURO

DA INDÚSTRIA

CHEGOU

Fotos: divulgação

NOVA GERAÇÃO DE SCANNERS LONGITUDINAIS CONSEGUE

VERIFICAR E ANALISAR TODAS AS CARACTERÍSTICAS DA

MADEIRA EM CENTÉSIMOS DE SEGUNDOS

THE FUTURE OF THE

INDUSTRY HAS ARRIVED

A NEW GENERATION OF LONGITUDINAL

SCANNERS CAN VERIFY AND ANALYZE ALL WOOD

CHARACTERISTICS IN HUNDREDTHS OF A SECOND

52 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


Aeficiência da indústria madeireira está aliada

diretamente a inovação tecnológica e respostas

que possam garantir que a produtividade e a

qualidade de produção sempre caminhem juntas.

Baseada nesses preceitos a Microtec, líder

mundial em soluções para scanners de madeira, apresenta

uma nova linha de scanners que irá aperfeiçoar e facilitar o

trabalho na indústria. Para conhecer o funcionamento desse

sistema de avalição de madeira, a reportagem foi até a fábrica

da Sincol, em Caçador (SC).

The efficiency of the sawmilling industry is connected

directly with technological innovation

and responses that can ensure that productivity

and production quality always go hand in hand.

Based on these precepts, Microtec, the world

leader in solutions for wood scanners, presents a new

line of scanners that will improve and facilitate work in

the industry. To get to know the operation of these wood

evaluation systems, REFERENCIA Industrial went to the

Sincol factory in Caçador-SC.

JUNHO 2021 53


PRINCIPAL

Em meio a um ambiente rústico, dominado pelas estruturas

de madeira e metal das ferramentas, o scanner se destaca

no cenário parecendo não pertencer ao lugar em que está

instalado. Mesmo assim, ele é peça chave na produtividade

da indústria. Sua função é acelerar a produtividade, evitando

que a excelência seja perdida no processo, trazendo otimização

de produção.

TECNOLOGIA QUE GARANTE RESULTADO

O segredo está na capacidade de análise da madeira

que é muito mais veloz e efetiva do que a realizada por uma

pessoa. O processo estabelecido pelo scanner é de peritagem

em 360° (graus) em apenas alguns décimos de segundos. A

madeira em tábua passa pelo scanner e rapidamente é avaliada

se as condições do produto atendem as necessidades

da indústria e a finalidade do processo específico.

Por mais robusto que o scanner se pareça, é sua análise

minuciosa e detalhista que faz a diferença para quem o

utiliza. Quando a matéria-prima passa pelo aparelho, que

pode verificar de 1 a 1200m (metros) de madeira linear por

Amid a rustic environment, dominated by timber

structures and metal for tooling, the scanner stands out in

the background and doesn’t seem to belong. Even so, it is

a fundamental part of sawmill productivity. Its role is to accelerate

production, avoiding excellence from being lost

in the process, providing process optimization without the

excellence required by the market being left aside.

TECHNOLOGY THAT ENSURES RESULTS

The secret lies in analyzing wood much faster and

more effectively than could be performed by a person.

The process established by the scanner is a 360° analysis

in just a few tenths of a second. The plank passes through

the scanner, where it is quickly evaluated as to whether

the conditions of the product meet the needs and the requirements

for its specific use.

As robust as the scanner looks, it is its thorough and

detailed analysis that makes the difference for those who

use it. When the raw material passes through the device,

it can check from 1 to 12 hundred meters of linear wood

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ESCANEAMENTO LONGITUDINAL,

LEVAREMOS AS SOLUÇÕES DE

ESCANEAMENTO DE MADEIRA A UM

NÍVEL TOTALMENTE NOVO

STEFAN NILSSON, CSO DA MICROTEC

54 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


minuto, dependendo do modelo escolhido, todos os dados

são coletados, analisados e automaticamente, de acordo

com as indicações escolhidas pela empresa, direcionam o

que poderá ou não ser feito com aquela madeira.

Vitor Hugo Balvedi, diretor de Recursos Florestais e Suprimentos

da Sincol, comenta que o scanner consegue entregar

um resultado tão bom quanto um funcionário treinado e

motivado, porém com uma velocidade até dez vezes maior.

“Madeira não é uma ciência exata, tem muito de feeling envolvido”,

explica Balvedi, valorizando a qualidade do scanner,

sobre a constância de desempenho.

Por ser o substituto de uma função realizada por um funcionário,

que conta não apenas com a visão, mas também

tato e o feeling humano para fazer o controle de qualidade e

avaliação técnica, o scanner precisa receber ajustes precisos

conforme a finalidade da madeira. Para que isso aconteça

com perfeição, um dos serviços oferecidos pela Microtec é

o de treinamento para os operadores. Uma tecnologia de

alta precisão, que faz parte da chamada indústria 4.0 exige

qualificação de mão de obra para que os resultados sejam

sempre os melhores.

Genésio Recalcatti, supervisor de produção da Sincol, é

um dos funcionários que foi até Linköping, na Suécia, onde

está sediada uma filial da Microtec, para receber o treinamento

para a operação do scanner. Ele ressalta a experiência de

quase um mês de aprendizado a respeito dessa nova tecnologia

que foi trazida para dentro da empresa. “É trocada a

mão de obra pela tecnologia, então temos a otimização da

qualidade, do corte e da rentabilidade da madeira, de acordo

com o que se pretende”, valoriza Recalcatti.

Os resultados do scanner estão diretamente ligados a

todas as formas de avaliação realizadas pelo aparelho em

apenas alguns décimos de segundos. O scanner conta com

até cinco funções diferentes para análise da madeira, de

per minute, depending on the chosen model. All data

are collected, analyzed, and, according to the indications

selected by the company, automatically directed as to for

what the wood may or may not be used.

Vitor Hugo Balvedi, Director of Forest Resources

and Supplies for Sincol, comments that the scanner can

deliver a result as good as a well-trained employee but

at a speed up to ten times faster. “Wood is not an exact

science. There is much feeling involved,” explains Balvedi,

valuing this quality of the scanner: the consistency of performance.

Because it is the substitute for a function performed

by an employee, which relies not only on vision but also

touch and “feeling” to make quality control and technical

evaluation, the scanner needs to receive precise adjustments

according to the purpose of the timber. For this to

happen ideally, one of the services offered by Microtec is

training for operators. A high-precision technology that is

part of the so-called industry 4.0 requires qualification of

human resources so that results are always the best.

Genésio Recalcatti, the Production Supervisor for

Sincol, is one of the employees who went to Linköping in

Sweden, where the Microtec Sincol subsidiary is based, to

receive training for the scanner’s operation. He points out

that it was the experience of almost a month of learning

about this new technology that became part of Sincol.

“Manual labor is exchanged for technology, so we have

wood quality, cutting, and profitability optimization, according

to what is intended,” values Recalcatti.

The scanner results are directed to the evaluation performed

by the device in just a few tenths of a second. The

JUNHO 2021 55


PRINCIPAL

acordo com o modelo escolhido pela empresa, o que garante

a capacidade de suprir as necessidades com maestria.

O SEGREDO DO SUCESSO

A nova linha de scanners oferecida pela Microtec se

divide em dois grupos: Goldeneye e Woodeye. O primeiro

foi desenvolvido e dedicado a avaliação de madeira mole

(de reflorestamento) e o segundo tem seu foco em madeira

dura (nativa ou tropical). Stefan Nilsson, CSO da Microtec

Linköping, valoriza o trabalho realizado junto com a equipe

sediada na Itália para que a nova linha de scanners fosse

lançada. “Com a nova plataforma comum para escaneamento

longitudinal, levaremos as soluções de escaneamento de

madeira a um nível totalmente novo”, enfatiza Nilsson.

A linha Goldeneye conta com até cinco métodos de

avaliação da madeira em seus seis modelos de scanner. O

primeiro é o sistema de triangulação a laser, que consegue

fazer a análise de toda a tábua, em todos os ângulos. Este

processo é o mais simples e visual da máquina, pois é a

verificação superficial, que mede a tábua com precisão e

verifica se existe algum tipo de curvatura ou outros defeitos

relacionados às dimensões da madeira.

scanner has up to five different functions for wood analysis,

according to the model chosen by each company, which

ensures the ability to meet needs with mastery.

THE SECRET OF SUCCESS

The new line of scanners offered by Microtec is divided

into two groups: Goldeneye and Woodeye. The first

was developed and dedicated to the evaluation of softwood

and the second has its focus on hardwood. Stefan

Nilsson, Chief Sales Officer for Microtec Linköping, values

the work done with the team based in Italy to launch the

new line of scanners. “With the new common platform for

longitudinal scanning, we will take wood scanning solutions

to a whole new level,” Nisson emphasizes.

The six-scanner model Goldeneye line has up to five

methods of wood evaluation. The first is the laser triangulation

system, which can analyze the entire board from all

angles. This process is the simplest and most visual because

it is a surface check, which accurately measures the

board and verifies if there is any kind of curvature or other

defects related to the board’s dimensions.

The second process is the analysis of the longitudinal

wood fibers. This procedure also uses high-precision lasers

to observe whether or not the tree’s natural fiber has

been followed when cut, which facilitates use and ensures

a more pleasant visual result in the final product, as well as

helping manufacture.

Following comes the third process, where the wood

coloration is evaluated, indicating some structural problems,

such as knots, cracks, or even some colored part

that departs from the rest of the board.

The fourth is the Multi-View X-ray system. Federico

Giudiceandrea, Founder and President of Microtec, points

out that this new system can verify the internal timber

structure and density, or strength, accurately determining

defects and heartwood displacement size for a knot in the

lumber. “This allows for the detection of ultra-thin division

and unprecedented levels of accuracy in automated classification

according to the Grading Rule for Dimension

Lumber,” highlights Giudiceandrea.

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56 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


O segundo processo é a análise das fibras longitudinais

da madeira. Esse procedimento também utiliza lasers de alta

precisão para observar se no momento do corte foi seguida

a fibra natural da árvore, que facilita o uso e garante um resultado

visualmente mais agradável no produto final, além de

facilitar a manufatura. Na sequência vem o terceiro processo,

onde é avaliada a coloração da madeira, que pode indicar

algum problema estrutural, como nós, rachaduras ou mesmo

alguma parte com coloração que destoa do restante da tábua.

O quarto é o sistema de Raio-x Multi View. Federico Giudiceandrea,

fundador e presidente da Microtec, ressalta que

esse novo sistema pode verificar a estrutura interna e a densidade,

ou resistência da madeira, determinando com precisão

defeitos, medula/tamanho/deslocamento do nó na madeira

serrada. “Isso permite a detecção de divisão ultrafina e níveis

sem precedentes de precisão na classificação automatizada

de acordo com a Regra Dimensional de Classificação para

Madeira serrada”, destaca Giudiceandrea.

Por último está o sistema de verificação de frequência de

ressonância. O sistema possibilita a avaliação do potencial

de elasticidade da madeira, que aliado ao sistema de raio-x

garante para a indústria saber com precisão qual o melhor

uso para a madeira e se ela atende a todos os requisitos necessários

para a linha de produção. Todos os processos são

realizados ao mesmo tempo e com precisão milimétrica, garantido

resultados que só a inovação tecnológica pode trazer

para esse novo patamar que a indústria madeireira alcançou.

Já a linha Woodeye tem 4 modelos de scanner de acordo

com a necessidade final para o corte da madeira. O principal

modelo é o Parquet, que nessa nova geração garante um

nível ainda maior de capacidade de avaliação estética da

madeira, que normalmente será utilizada na produção de

pisos. O segundo modelo é o Crosscut, que tem seu foco

em produtividade, podendo verificar até 650m de madeira

por minuto e com sistema de otimização de corte e seleção

de madeira para móveis.

O modelo RIP tem como principal característica a avaliação

de madeira em tábuas largas, com até 700 mm (milímetros),

otimizando sua produção, selecionando o melhor fim

para cada tábua ou parte dela. Por último, o modelo Woodeye

Sortcut foi desenvolvido para a realização de um segundo processo

de refino da madeira, focando na otimização baseada

em valor para madeira que será utilizada para revestimento,

decks, painéis internos e molduras.

Last but not least is the resonance frequency checking

system. This system allows the evaluation of the potential

wood elasticity, which, combined with the X-ray system,

ensures the company precisely knows the best use for the

wood and whether it meets all the requirements for the

production line.

All processes are carried out simultaneously and with

millimetric precision, guaranteeing the results that only technological

innovation can bring to this new level that the

timber industry has reached.

The Woodeye line has four scanner models according

to the final need for cutting the wood. The primary model

is Parquet, which in this new generation guarantees an

even higher level of aesthetic evaluation capacity of the

wood, which will usually be used in the flooring production

process.

The second model is Crosscut, which focuses on productivity,

checking up to 650 m of wood per minute, and

with a wood cutting and selection optimization system for

furniture production.

The Rip model has the main characteristic of evaluating

wood on wide boards, with up to 700 mm, optimizing

production, selecting the best end-use for each board or

part.

Finally, the Woodeye Sortcut model was developed

to carry out a second wood refining process, focusing on

value-based optimization for wood used for coverings,

decks, internal panels, and moldings.

A NEW ERA

Just days before the launch of the Longitudinal Scanners,

Microtec announced the integration and inclusion of

the Woodeye and FinScan brands. The companies based

in Sweden and Finland will now operate under the Microtec

label. Frank Jöst, Chief Executive Officer of Microtec

Bressanone, says the goal is to get the three brands to

work with a common goal. “We will become even stronger

working together with our customers and business

relationships, acting worldwide while maintaining a local

and regional presence,” values Jöst.

UMA NOVA ERA

Poucos dias antes do lançamento dos scanners longitudinais,

a Microtec anunciou a integração e inclusão das marcas

Woodeye e FinScan. As companhias sediadas na Suécia e

Finlândia agora atuarão sob o selo da Microtec. Frank Jöst,

CEO da Microtec em Bressanone, diz que a meta é fazer as

três marcas trabalharem com um objetivo em comum. “Sermos

ainda mais fortes juntos para nossos clientes e parceiros,

para atuar globalmente, enquanto mantemos uma presença

local e regional”, valoriza Jöst.

JUNHO 2021 57


MADEIRA TRATADA

PARCERIA

PROMISSORA

Fotos: divulgação

58 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


ABAF FECHA NOVA PARCERIA DE

REPRESENTAÇÃO COM EMPRESA

DO SETOR DE CONSTRUÇÃO COM

MADEIRAS DE EUCALIPTO E PINUS

JUNHO 2021 59


MADEIRA TRATADA

ACruzetas e Madeiras Venturoli Ltda.

acertou parceria para ser associada

da ABAF (Associação das Empresas

de Base Florestal). A empresa atua no

mercado de peças de eucalipto e pinus

cultivados, beneficiadas e tratadas, para a construção

civil, cercas e estruturas pré-fabricadas para o setor

rural, cruzetas e dormentes para linhas elétricas e férreas,

desde 1988.

“Acreditamos que essa parceria irá gerar bons

frutos. Trabalho em grupo é muito produtivo e contar

com uma representação tão atuante e abrangente

como a da ABAF criará muitas oportunidades. Agradecemos

o convite, nos associarmos à ABAF é uma

grande satisfação”, explicou Maíra Venturoli, representante

da área comercial da empresa.

Localizada em Camaçari (BA), numa área de

38.000m² (metros quadrados), sendo 3.000m² de área

coberta com estrutura dividida em administrativo,

produção e estoque, a Venturoli também possui

650 ha (hectares) de floresta de eucalipto plantada

na Bahia. A empresa utiliza um moderno processo

industrial na preparação e tratamento da madeira

cultivada, empregando máquinas e equipamentos

de alta tecnologia e atendendo às normas técnicas e

ambientais.

“Somos especializados no aparelhamento e beneficiamento

de madeiras e temos o propósito de oferecer

uma alternativa sustentável, economicamente

viável e complementar em relação a outros materiais

construtivos como o concreto, o aço e o vidro, entre

outros. Assim, oferecemos uma alternativa construtiva

inovadora em madeira renovável com qualidade

e durabilidade, buscando a satisfação dos clientes,

respeitando o meio ambiente e contribuindo para o

bem-estar da comunidade”, completou Maíra.

A Venturoli ainda se compromete com a melhoria

contínua do seu processo de produção. As análises

dos preservativos e materiais tratados são efetuadas

em laboratório próprio, onde executam testes de

concentração do produto preservante, penetração,

balanceamento, quantidade do produto absorvido

pela madeira, resíduos hidrossolúveis e outros.

Um dos objetivos da parceria é buscar avançar no

processo de certificação, algo que cada vez mais tem

sido tendência entre as empresas do setor de tratamento

de madeira, porque permite maior garantia ao

consumidor desses produtos no Brasil.

Uma dessas certificações é a do Programa de

Autorregulamentação – Qualitrat, que permite comprovar

a qualidade e a legalidade ao consumidor da

madeira preservada. A iniciativa é desenvolvida pela

ABPM (Associação Brasileira de Preservadores de Madeira)

em parceria com o IPT (Instituto de Pesquisas

Tecnológicas) e o Instituto Totum.

Segundo o presidente da associação, Gonzalo Lopez,

o programa foi criado para que o setor pudesse

ter um padrão para a qualidade, tanto dos produtos,

como a comprovação de legalidade da empresa de

seus associados.

Com a certificação, o cliente final sabe quem efetivamente

seguiu todas as regras e cumpriu a legislação

vigente”, defendeu Maíra Venturoli.

Maíra acredita que a certificação é muito importante

para demonstrar ao cliente final a posição

da empresa no compromisso com a qualidade. A

representante da Venturoli salienta ainda que passar

pelo processo do Qualitrat também trouxe outros

benefícios para a empresa, como rever a organização

interna e a área de documentação, além de outros

rituais que não são visíveis aos olhos do consumidor,

mas que são essenciais para o resultado final.

De acordo com Fernando Lopes, presidente do

Instituto Totum, responsável pela gestão e auditoria

do programa, a certificação considera critérios de habilitação

e idoneidade jurídica, gestão da qualidade

de processos, gestão ambiental, regularidade social,

trabalhista, gestão de saúde e segurança, além de

compromissos éticos e de responsabilidade social.

Na avaliação do presidente da ABPM, este é apenas

o começo de um processo sem volta no campo

da certificação. “Cada vez mais o mercado vai exigir

comprovação de qualidade e compromisso com a

legalidade. O objetivo é ampliar a participação das

empresas associadas, para que o setor dê mais segurança

ao mercado e, consequentemente, aos consumidores,

aumentando o uso de produtos de madeira

preservados”, completa Lopez.

CADA VEZ MAIS O

MERCADO VAI EXIGIR

COMPROVAÇÃO DE QUALIDADE

E COMPROMISSO COM A

LEGALIDADE

FERNANDO LOPES, PRESIDENTE DO

INSTITUTO TOTUM

60 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


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MARCENARIA

62 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


ARTE

EM CASA

O CONCEITUADO MARCENEIRO ALEXANDER VINCENZ SE DESTACA NA

PRODUÇÃO ARTESANAL DE PEÇAS EXCLUSIVAS E PERSONALIZADAS EM MADEIRA

Fotos: divulgação

JUNHO 2021 63


MARCENARIA

Alexander Vincenz tem cada vez mais conseguido

espaço entre os marceneiros do Sul do

Brasil. Natural da Alemanha e morador em

Florianópolis (SC) há 14 anos, Vincenz começou

a produzir móveis para a própria casa e a

partir daí ganhou espaço dentro do mercado.

“As pessoas vêm na minha casa e veem como eu

uso meu mobiliário, dá para dizer que minha casa é meu

showroom, e pretendo manter dessa forma. E assim a maioria

dos meus clientes acaba se tornando amigo”, explicou o

marceneiro.

CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA:

QUAL FOI A SUA MOTIVAÇÃO PARA INICIAR NA

MARCENARIA E COMO ESCOLHEU A MATÉRIA-PRIMA

IDEAL PARA SEU TRABALHO?

Depois que finalizamos a construção da minha casa, comecei

a fazer meu próprio mobiliário. Aconteceu que meu

ciclo social começou a me contratar para fazer móveis para

eles. Assim que se iniciou a comercialização das minhas

peças. Inclusive até hoje, é assim, as pessoas vêm na minha

casa e veem como uso meu mobiliário, dá para dizer que

minha casa é meu showroom, e pretendo manter dessa forma.

E assim a maioria dos meus clientes acaba se tornando

amigo. Sobre a matéria-prima, a madeira sempre me atraiu,

naturalmente, para mim é o mais belo material do mundo.

COMO SE DÁ A SUA ROTINA E TEMPO DE TRABA-

LHO, ENTRE A ESCOLHA DA MATÉRIA-PRIMA, ELABO-

RAÇÃO, ATÉ A FINALIZAÇÃO DE SUAS PEÇAS?

Procuro sempre equilibrar entre as encomendas, muitas

vezes trabalho em duas ou três peças ao mesmo tempo,

porém também me dou a liberdade de criar algo novo, pois

eventualmente acontece de acordar com uma ideia, quando

isso acontece procuro tirar pelo menos umas horinhas para

dar início em algo novo.

ATUALMENTE QUAL O SEU PORTFÓLIO DE PE-

ÇAS? TERIA INTERESSE EM AMPLIAR OS PRODUTOS

DISPONIBILIZADOS?

Meu portifólio atual pode ser visto no Instagram e no

site. Em princípio estou ampliando o meu portfolio constantemente.

Já tenho inúmeros trabalhos realizados. Não me

preocupo com o portfólio, mas sim em desenvolver peças

exclusivas e personalizadas de acordo com cada cliente.

COMO ACONTECE O PROCESSO DE CRIAÇÃO DE

CADA PEÇA?

Tenho muitas ideias de móveis que ficam amadurecendo

na minha cabeça, até que um dia tenho uma imagem bastante

clara, tanto da aparência, como da construção. A partir

daí começo a executar em madeira. Como já falei, procuro

umas horas vagas ou mesmo as vezes interrompendo um

64 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


trabalho para colocar uma ideia em prática. Não sou o cara

que desenha, amadureço as ideias mentalmente e vou direto

para a execução na própria madeira. As vezes tenho uma

ideia inicial, e a madeira se mostra tendo vida própria. E ao

final, quando a peça está pronta, ela se torna única.

É O CONCEITO OU O MATERIAL DE FABRICAÇÃO

QUE NORTEIA O PROCESSO DE CRIAÇÃO?

Geralmente ofereço as minhas peças em uma variedade

de madeiras, dependendo também do gosto do cliente.

Madeira mais clara ou escura, por exemplo. Mas com certeza

a madeira com toda sua beleza influencia bastante no

meu processo criativo.

É DESAFIANTE COMERCIALIZAR OS SEUS TRABA-

LHOS NO BRASIL?

Não acredito que seja mais difícil do que em qualquer

outro lugar do mundo. Mas com certeza temos aqui uma

riqueza incrível de espécies bonitas de madeira, difíceis de

encontrar em outros países.

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constante busca por melhorias e evolução do produto no

mercado. Por aqui a ordem é inovar e trazer sempre a melhor

tecnologia disponível para apresentar aos nossos clientes a

melhor eficiência que uma caldeira pode oferecer.

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JUNHO 2021 65


MERCADO

CONSTRUÇÃO

SUSTENTÁVEL

Fotos: divulgação

EVENTO MY WOOD HOME

REUNIU ESPECIALISTAS PARA

DEBATER O PRESENTE E O

FUTURO DO USO DA MADEIRA

NA CONSTRUÇÃO CIVIL

66 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


JUNHO 2021 67


MERCADO

E

ntre os dias 19 e 21 de maio, aconteceu

o Congresso My Wood Home, uma realização

da Paulo Cardoso Comunicações

e do IPEF (Instituto de Pesquisas e Estudos

Florestais), que contou com a ABPM

(Associação Brasileira de Preservadores de Madeira)

como uma das patrocinadoras e palestrantes no

evento.

O evento foi realizado 100% online e apresentou

os principais sistemas de uso da madeira na construção

sustentável: o sistema woodframe; madeira roliça

de eucalipto tratado; e madeira engenheirada. O

objetivo do congresso, desde a sua primeira edição,

é fomentar e capacitar os profissionais da cadeia

produtiva da madeira e da construção nesse sistema,

a fim de consolidá-lo no Brasil.

Paulo Cardoso, idealizador do congresso, aponta

que o evento apresentou informações privilegiadas

e abriu um espaço importante para se discutir o uso

da madeira, além de apresentar cases de sucesso e

O MERCADO DE

USO DA

MADEIRA PRESERVADA

ESTÁ EM CONSTANTE

CRESCIMENTO

GONZALO LOPEZ, PRESIDENTE DA ABPM

68 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


principalmente desmistificar alguns pontos que são

tabus em relação ao uso da madeira na construção

civil.

“Ainda não fechamos os números totais de participantes,

mas tivemos a participação de estudantes

de arquitetura e engenharia civil, passando por silvicultores,

arquitetos, engenheiros, profissionais da

construção civil, de proteção da madeira, de entidades

e universidades”, comenta o idealizador sobre a

abrangência e sucesso do projeto.

O encontro também contou com a parceria da

ABPM (Associação Brasileira dos Preservadores de

Madeira), resultando em bate-papos fundamentais

sobre a proteção do item. “As palestras sobre proteção

de madeira tiveram muitas intervenções dos espectadores

e geraram muitas perguntas. Foram muito

esclarecedoras, porque é um ponto fundamental

em toda a construção civil: que tenha madeira na

sua estrutura e composição”, finaliza Paulo.

Para Gonzalo Lopez, Presidente da ABPM, que

ministrou palestra sobre normas técnicas envolvendo

a madeira tratada, o evento foi uma oportunidade

excepcional da atualização de novos conceitos e

tecnologias em projetos construtivos envolvendo a

madeira.

“O mercado de uso da madeira preservada

JUNHO 2021 69


MERCADO

está em constante crescimento. Essa evolução está

sempre ligada a elaboração, discussão técnica, e a

implantação de normas específicas, as quais apresentam

os requisitos necessários para o adequado

desempenho dos produtos feitos com madeira

preservada”, explica. Além de Gonzalo, o congresso

contou com a participação de Guilherme Stamato,

diretor da Stamade Projetos e coordenador da Comissão

da Madeira Tratada na Construção Civil da

ABPM.

Em sua palestra: Projetos em estrutura de madeira;

Stamato trouxe informações sobre as construções

em woodframe, bem como as estatísticas de como

esse sistema construtivo têm ocupado cada vez mais

espaço no mercado. “O woodframe naturalmente

é um sistema que possui um ótimo desempenho

térmico, acústico e alta durabilidade. São diversas as

qualidades que o woodframe apresenta, mostrando

ser um dos sistemas mais vantajosos para a construção

civil”, constata Stamato.

É UM RECURSO

RENOVÁVEL

QUE PODE SER

REAPROVEITADO E

RECICLADO E SEU USO

CONTRIBUI PARA

NEUTRALIZAR O EFEITO

ESTUFA

HUMBERTO TUFOLO NETTO, DIRETOR

ADJUNTO DE RELAÇÕES COM

MERCADO DA ABPM

70 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


A palestra do diretor adjunto de relações com

mercado da ABPM, químico industrial, consultor

e especialista em preservação e acabamento em

madeira, Humberto Tufolo Netto, debateu que é

preciso agregar maior valor à madeira, e também

comentou sobre os cuidados e a manutenção do

produto, para toda e qualquer condição de uso na

construção civil.

“É um recurso renovável que pode ser reaproveitado

e reciclado e seu uso contribui para neutralizar

o efeito estufa. Contribui também para um clima

interior saudável, regula a umidade e a temperatura,

tem ótimas propriedades acústicas e isolantes”,

compara.

Os participantes do evento também puderam

acompanhar temas como oportunidades para a

construção com madeira, construção off-site, arquitetura

com madeira, construção de edifícios em

madeira, projetos, modelos de negócios, tecnologia,

desafios, tratamento de madeira, construções híbridas,

entre outros assuntos. Em breve, o organizador

do evento pretende disponibilizar o conteúdo nas

redes sociais.

O

WOODFRAME

NATURALMENTE É UM

SISTEMA QUE POSSUI

UM ÓTIMO

DESEMPENHO TÉRMICO,

ACÚSTICO E ALTA

DURABILIDADE

GUILHERME STAMATO, DIRETOR DA

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DA COMISSÃO DA MADEIRA TRATADA

NA CONSTRUÇÃO CIVIL DA ABPM

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ARTIGO

DIAGNÓSTICO DO

USO DA MADEIRA

COMO MATERIAL DE

CONSTRUÇÃO NO MUNICÍPIO

DE MOSSORÓ (RN)

Fotos: divulgação

JULIO CESAR DE PAIVA FILHO

UFERSA (UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO), MOSSORÓ (RN)

LAURY ARAUJO ALMEIDA

UFERSA (UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO), MOSSORÓ (RN)

VINICIUS GOMES DE CASTRO

UFERSA (UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO), MOSSORÓ (RN)

MARCO ANTONIO DIODATO

UFERSA (UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO), MOSSORÓ (RN)

72 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


RESUMO

Amadeira como material de construção

sempre esteve presente no desenvolvimento

da sociedade. É um material

que se encontra praticamente em todas

as etapas da obra e a construção civil

é um dos setores que mais consome esse recurso.

Em Mossoró (RN), a construção civil é um importante

setor da economia em crescimento, acarretando um

intenso consumo de madeira. É possível evidenciar

o crescimento urbano da cidade ao se passear pelos

principais bairros em desenvolvimento, que são verdadeiros

canteiros de obra. Esse trabalho teve como

objetivo realizar uma avaliação sobre os principais

usos da madeira na construção civil de Mossoró, as

principais espécies vegetais utilizadas e o destino

final dos rejeitos gerados. As informações foram coletadas

através de levantamento de dados junto com as

empresas que comercializam a madeira e as empresas

construtoras da cidade. Foi possível observar que

a madeira é mais utilizada como item temporário nas

obras do que como material permanente, quando

a madeira é usada quase que exclusivamente como

material de cobertura e esquadrias. O consumo de

madeira na construção civil de Mossoró tem uma preferência

pelo uso da espécie tropical Maçaranduba

(Manilkara sp), proveniente do Pará, embora algumas

madeireiras já comercializarem madeira proveniente

de florestas plantadas em Minas Gerais e Paraná.

Atualmente os resíduos de madeira da construção

são coletados por empresas especializadas. Ainda

não há uma consciência sobre o reaproveitamento ou

reciclagem desse material dentro das construtoras no

município.

ABSTRACT

W

ood as a building material has

always been present in the

development of society. It is a

material that can practically be

found during all stages of the

construction and the construction industry is one

of the sectors that has higher consumption of this

feature. In Mossoro-RN, the construction industry

is an important sector of the economy, causing an

intense wood consumption. It is possible to see the

urban growth of the city just walking through the

main neighborhoods in development, which are real

construction sites. This research aims to evaluate the

main uses of wood by the civil construction of the

city of Mossoro-RN, the main wood species used

and the final destination that is given to the waste

generated by its use. The information was collected

through survey data with companies that sell wood

and construction companies in the city. It was observed

that the wood is used more as a temporary item

than a permanent item in the construction, where it

is applied almost exclusively as material for roofing

and wood frames. The wood consumption for construction

in Mossoró has a preference to the use of

Maçaranduba wood (Manilkara sp), a tropical wood

originating from the Pará state, however some wood

shops had already start to negotiated wood from

planted forests from Minas Gerais and Paraná states.

Nowadays, the wood waste is collected by specialized

companies. Still, there isn’t an awareness about

recycling and reuse of this kind of material, especially

among the construction companies in Mossoró.

JUNHO 2021 73


ARTIGO

1. INTRODUÇÃO

A madeira como um material de construção sempre

foi utilizada pelo homem desde épocas pré-históricas.

Até o século XX, as mais importantes obras de

engenharia eram construídas com pedra ou madeira,

combinando-se frequentemente os dois materiais.

Abundante na natureza, a madeira é um recurso insubstituível.

Desde os primórdios da civilização, ela

sempre desempenhou papel decisivo em todos os

aspectos da vida. Através da construção de casas,

silos, estradas, pontes, teatros, templos e barragens,

a humanidade desde a antiguidade vem moldando a

natureza de forma a desenvolver sua capacidade em

edificar.

No Brasil, a madeira é empregada para diversos

fins, tais como, em construções de igrejas, residências,

depósitos em geral, cimbramentos, pontes,

passarelas, linhas de transmissão de energia elétrica,

na indústria moveleira, construções rurais e, especialmente,

em edificações, em ambientes altamente

corrosivos, como à beira-mar, nas indústrias químicas,

curtumes, etc. A madeira é um produto presente em

quase todas as etapas das obras de construção civil

no Brasil. Seja em formas, estruturas, escoramentos,

esquadrias, pisos, forros, revestimentos até a mobília

final, o uso da madeira ainda é indispensável para

muitos arquitetos e engenheiros, por ser um diferencial

de beleza e sofisticação.

Porém, a madeira como material de construção

ainda apresenta pouca aceitação no Brasil, não somente

por questões técnicas, mas simbólicas, isto é,

devido às associações da casa de madeira como se

74 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


fosse de baixa qualidade ou de baixa durabilidade,

sendo este um dos principais empecilhos ao seu

emprego. O preconceito em relação ao emprego da

madeira se deve ao desconhecimento do material, à

falta de projetos específicos e bem elaborados e devido

a questão cultural. As construções em madeira

geralmente são idealizadas por carpinteiros que não

são preparados para projetar, mas apenas para executar.

Consequentemente, as construções de madeira

são vulneráveis aos mais diversos tipos de problemas,

o que gera uma mentalidade equivocada sobre esse

material.

Os engenheiros brasileiros, em sua grande maioria,

não recebem uma capacitação adequada sobre o

uso da madeira. Devido a essa falta de capacitação,

há uma fuga da elaboração de projetos de estruturas

de madeira ou, quando há um projeto, não é dimensionado

corretamente, ocasionando um comprometimento

da estrutura. Assim, é muito comum ver estruturas

de madeira apresentando flechas excessivas,

com empenamentos, torções, instabilidades, etc.

Nos dias atuais, a engenharia de madeira está se

tornando muito comum em países que tem a cultura

de construções em madeira como os EUA (Estados

Unidos da América, Canadá e Noruega. Já há no Brasil

cursos específicos de engenharia voltados exclusivamente

para o uso e exploração desse recurso. Mas

em cursos mais tradicionais, como engenharia civil e

arquitetura, são oferecidos em seus currículos carga

horária de apenas um período ao estudo da estrutura

de madeira, sendo raros os cursos livres oferecidos

e escassa a literatura especializada existente sobre o

assunto.

No município de Mossoró (RN) a madeira na

construção civil é amplamente utilizada nas diversas

etapas da obra. É possível observar ao passar ao lado

de um canteiro de obras em Mossoró diversas formas

de utilização da madeira na construção como em barracos,

tapumes, escoramentos, formas, etc. Foi observando

esses diversos usos da madeira nos canteiros

de obra da cidade e a pouca ou quase inexistente

pesquisa sobre o seu uso no município que surgiu a

necessidade de realizar esse trabalho. Com isso, o

presente estudo teve como objetivo a realização de

uma análise sobre o uso da madeira pelo setor da

construção civil no município de Mossoró (RN). Essa

análise levou em consideração diferentes aspectos

como a origem geográfica da madeira, principais

JUNHO 2021 75


ARTIGO

espécies comercializadas, de que forma é utilizada a

madeira, suas principais vantagens e desvantagens,

entre outros.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

O estudo foi realizado no município de Mossoró

(RN), na região nordeste do Brasil. O município está

localizado em uma região estratégica entre duas

importantes capitais do nordeste, Fortaleza e Natal,

às quais são ligadas pela BR-304. Em 2015 sua população

foi estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatística) em quase 290 mil habitantes,

caracterizando como segundo município mais populoso

do estado.

O presente estudo englobou o mercado da construção

civil de Mossoró (RN), com a participação de

empresas construtoras e o comércio fornecedor de

madeira como matéria prima para este mercado.

Foram realizados levantamento de dados em quatro

madeireiras, que representa 40% das empresas comerciais

do ramo em funcionamento no município de

acordo com o levantamento do site telelist.net, empresa

brasileira da internet especializada em editoras

de listas telefônicas, de empresas e catálogos, no

mês de junho de 2015.

Baseado no número de madeireiras, quatro empresas

do setor da construção civil atuantes no município

contribuíram com o estudo. Com base na lista

de construtoras associadas ao Sindicato Industrial da

Construção Civil de Mossoró, o número de empresas

amostradas representou 11,4% do total de empresas

associadas.

As empresas (tanto madeireiras quanto construtoras)

do levantamento de dados estão distribuídas de

forma heterogênea na cidade de Mossoró (RN), tendo

em vista que eles estão localizados em bairros diferentes.

O levantamento de dados foi realizado durante

o período de Julho de 2015 à Outubro de 2015.

O objetivo desse levantamento foi obter informações

sobre a forma na qual a madeira é utilizada pelo setor

da construção civil no município de Mossoró (RN).

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

No que tange os itens permanentes, o estudo

revelou que metade das empresas utilizam a madeira

para construção de coberturas (telhados) devido ao

fato deste tipo de material apresentar boa trabalhabilidade,

resistência e aparência estética. A empresa

no qual foi constatada a utilização de madeira em esquadrias

(portas e janelas) também justificou seu uso

pelos mesmos motivos. Porém, diferente da cobertura,

existem no mercado bons materiais concorrentes

para produção de esquadrias como vidro, alumínio,

ligas metálicas e até mesmo plásticos, o que provavelmente

refletiu no fato do estudo constatar que

apenas uma das empresas usa madeira para este fim

específico.

De acordo com Zenid et. al., forros, pisos e esquadrias

foram o terceiro grupo de maior consumo de

madeira na construção civil em levantamento realizado

no Estado de São Paulo no ano de 2001. Porém, a

utilização de produtos de madeira para pisos não foi

observada em nenhuma empresa. Isso ocorreu provavelmente

devido a questão cultural, uma vez que

a região nordeste apresenta elevadas temperaturas

durante todo o ano, assim o mercado tende a preferir

o piso cerâmico, por ser mais frio do que o piso de

madeira, e resultar em um maior conforto térmico.

A utilização da madeira nas construções de Mossoró,

nos itens temporários, foi observado que é mais

comum como formas para concretagem de elementos

estruturais (pilares, vigas, sapatas, etc), seguida de

sarrafos. A forma foi o item mais notável durante o levantamento,

sendo utilizada por 100% das empresas,

devido ao fato do concreto ser o material de construção

mais utilizado tanto no Brasil como no mundo, o

que gera a necessidade de formas para moldá-lo e a

madeira ser um bom material para esse fim.

Também foi constatada a utilização de sarrafo de

madeira em 75% das empresas, por ser uma peça

de madeira versátil, ou seja, pode ser utilizada de

diferentes formas. Ele pode ter a função de anel

estrutural nas formas de vigas e colunas para a construção,

dando suporte para que, no momento da

concretagem, as formas não se abram. Também pode

ser utilizado nos gabaritos como madeira principal ou

como suporte para reforçar a estrutura para não haver

deslocamentos. Também utilizados no madeiramento

para telhados, os sarrafos são os substitutos das ripas

em telhados mais pesados.

As instalações dos barracos temporários no canteiro

de obra é uma prática comum pelas empresas,

tendo em vista que esses barracos servem de abrigo

para materiais, refeitórios, áreas de convivência, escritórios,

entre outros. Em apenas 50% das empresas foi

observada a utilização de barracos construídos com

madeira. É comum encontrar empresas que utilizam

contêineres ou abrigos de alvenaria.

Os escoramentos de madeira são utilizados devido

a seu baixo custo e foi vista em apenas uma

empresa. Isso ocorreu provavelmente devido à presença

de um forte concorrente no mercado, que são

os escoramentos metálicos, que apresentam diversas

vantagens em relação ao escoramento de madeira.

Embora mais caro, o escoramento metálico é ajustável

para diferentes alturas, diferente do de madeira,

76 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


que uma vez serrada, não voltará a escorar alturas

maiores.

A utilização de madeira para tapume foi constatada

apenas em uma empresa. Esse elemento construtivo

pode ser feito de madeira, metal ou até mesmo

de alvenaria. Muitas construtoras utilizam o metal em

detrimento da madeira quando a obra é de longo

prazo. Quando as empresas utilizam madeira para

esse fim a adquirem de baixa qualidade, por ser mais

barata, não sendo uma madeira adequada para essa

finalidade. Com isso, essa madeira tem pouca durabilidade

e é necessário trocá-la com mais frequência se

comparada com tapumes metálicos.

Em apenas uma das empresas foi possível observar

o uso de madeira para gastalho. Esse elemento

é utilizado em conjunto com as formas de concreto,

para dar suporte a estrutura na hora da concretagem.

As bancadas de madeira também foram vistas

em apenas uma empresa. A madeira utilizada para

essa finalidade deve ser uma madeira resistente e,

consequentemente, é uma madeira mais cara. Com a

existência de outros materiais para bancadas no mercado,

como, por exemplo, ligas metálicas, algumas

vezes mais barato do que madeiras mais resistentes,

muitas construtoras utilizam bancadas de outros materiais.

Em se tratando das espécies vegetais das madeiras

sólidas utilizadas pelas empresas, as espécies

mais comuns foram Maçaranduba, Pinus, Muiracatiara

e mista. A Maçaranduba, segundo o IPT (Instituto de

Pesquisa Tecnológica), possui uma massa específica

de 1000kg/m 3 , o que a caracteriza como uma madeira

de densidade alta. A Muiracatiara possui uma massa

específica média de 970kg/m 3 , também caracterizada

como uma madeira de densidade alta. Já a Pinus

possui uma massa específica considerada baixa, de

480kg/m 3 . Devido à alta densidade, a Maçaranduba e

a Muiracatiara possuem alta resistência a organismos

xilófagos e a esforços mecânicos.

No comércio local do município, foi relatado

haver uma pouca variabilidade de espécies vegetais

disponíveis para a venda. Esta falta de opções no

comércio e a boa resistência mecânica da madeira

de Maçaranduba, provavelmente, justificam a preferência

dos consumidores por esse produto para fins

estruturais. Já a madeira de Muiracatiara é mais pro-

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JUNHO 2021 77


ARTIGO

curada para fabricação de esquadrias por aliar uma

boa aparência estética e uma alta densidade.

Quanto aos painéis, os mais comuns foram o MDF

e o compensado. A superfície lisa e boa aparência

do MDF fazem com que ele possa ser utilizado como

matéria-prima para fabricação de esquadrias e outras

peças que precisam ser torneadas.

Todas as empresas construtoras analisadas na

pesquisa fazem reaproveitamento dos resíduos gerados

pela utilização da madeira em obra, reutilizando

a madeira até que o desgaste da construção inviabilize

sua reutilização, pois esse elemento, se não reutilizado,

pode encarecer bastante o custo final da obra.

Três das quatro empresas construtoras contratam

empresas especializadas para darem o destino final a

esses rejeitos. Essas empresas especializadas disponibilizam

containers papa-entulho para as construtoras

estocarem esses rejeitos. Quando os containers estiverem

cheios, a empresa especializada coleta-os e dá

o destino adequado a esses rejeitos.

De acordo com as informações levantadas, todas

comercializam madeira serrada em geral (linhas,

caibros, ripas, lambris, terças, etc) e algum outro

produto. Duas madeireiras, além de madeira serrada,

também comercializam compensados e madeirites.

As outras duas, comercializam esquadrias além da

madeira serrada. A predominância do comércio de

madeira serrada provavelmente ocorreu devido ao

fato deste material ser utilizado em grande escala

para construção de estruturas de telhado na região

de Mossoró.

Foi possível observar que a grande parte das

madeiras comercializadas foram vendidas para a finalidade

de madeiramento de telhado e formas para

concreto, o que condiz com os dados obtidos do

levantamento das construtoras, que apontou os principais

usos da madeira para as mesmas finalidades.

Em conformidade com os principais produtos

de madeira comercializadas pelas madeireiras, duas

madeireiras comercializam compensados também na

finalidade do seu uso para formas de concreto.

Foi observado que uma madeireira vende madeira

para confecção de caixotes para transporte. O fato

de apenas essa madeireira apontar este uso final para

seu produto provavelmente se dá ao fato dela ser a

única empresa que atende a pedidos especiais de

dimensões sob encomenda. Para isso, a madeireira

possui uma serra fita e uma serra circular a disposição

para este tipo de adaptação e isso faz com que clientes

a procurem quando necessitam de material para

usos tão específicos quanto a produção de caixotes.

Quanto as espécies comercializadas, a Maçaranduba

foi a única utilizada por todas as empresas,

tendo em vista uma grande aceitação e preferência

dos clientes por essa espécie, já que ela oferece boa

resistência tanto mecânica (esforços que atuam na estrutura),

quanto ao ataque de organismos xilófagos.

A segunda espécie mais comercializada foi a Andiroba,

constatada em 75% das empresas. A madeira

de Andiroba, segundo o IPT (2015), quando exposta

em condições adversas, é considerada de resistência

moderada ao ataque de organismos. Na construção

é utilizada como assoalhos, mobília, acabamento e

ornamentação de interiores.

Além de apresentar essas características, essas

duas espécies mais comercializadas apresentam

também boa aparência e trabalhabilidade e são indicadas

para aplicações internas em construção civil,

como vigas, caibros, ripas, rodapés, molduras, cordões,

venezianas, tábuas para assoalhos etc.

Outras espécies como Muiracatiara, Guajará,

Pinus e Eucalyptus são comercializadas por 50% das

construtoras. As espécies Muiracatiara e Guajará são

empregadas para fabricação de esquadrias (portas

e janelas). Vale ressaltar também que 50% das empresas

comercializam madeira mista, que se refere

a espécies não definidas, de baixo valor comercial,

misturadas em um mesmo lote usados comumente

como material de suporte para formas de concreto

não abrir na concretagem, abrigos de material ou

tapumes.

As espécies Pinus e Eucalyptus (florestas plantadas)

estão sendo incorporadas a construção civil pouco

a pouco para substituir espécies de florestas tropicais,

o que provavelmente seja o motivo de que ainda

apenas 50% das madeireiras as comercializarem.

A madeira de Louro, da mesma forma da Muiracatiara

e Guajará, é uma espécie utilizada para

esquadrias devido a sua boa aparência decorativa e

trabalhabilidade, mas foi observada em apenas uma

empresa provavelmente devido a maior aceitação e

procura do mercado por outras espécies.

A Maçaranduba foi relatada como preferida dos

clientes em 75% das empresas. Já a Guajará e a Muiracatiara

são comercializadas em 25% delas, onde

são usadas para a produção de esquadrias devido a

sua boa aparência e trabalhabilidade. Entre as duas

espécies utilizadas para esquadrias, a Muiracatiara é

a mais solicitada pelos clientes pois além de ter uma

alta resistência, ela também possui boa aparência.

Todas as empresas comercializam madeiras oriundas

do Pará. Essa predominância do local de origem

78 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


®

ACESSÓRIOS INDUSTRIAIS

VAPOR - AR COMPRIMIDO

pode ser justificada pela preferência do mercado pelas

madeiras tropicais (Maçaranduba e Muiracatiara)

nativas deste Estado. Foi observado que apenas uma

madeireira comercializa madeiras de Minas Gerais e

Paraná. Esta madeireira em específico comercializa

madeira roliça de Eucalyptus tratado e tábuas de

Pinus. Estes produtos são comprados de regiões

onde há o plantio destas espécies: Minas Gerais e

Paraná, respectivamente.

Os rejeitos da madeira gerado pelas madeireiras

são comercializados pela maioria dessas empresas

para serem utilizados como pó em granjas ou como

lenha para as indústrias de cerâmicas, indústria da

polpa de fruta e restaurantes que utilizam forno a lenha.

Uma das empresas comercializa os materiais da

madeira da mesma forma que a recebe, não passando

pelos processos de corte e adequação aos tamanhos

do projeto, com isso não há rejeitos gerados na

comercialização nesse caso.

4. CONCLUSÕES

Com base nos dados levantados com as empresas

que comercializam madeira e com as empresas

construtoras no município de Mossoró, as seguintes

considerações podem ser feitas:

A madeira como item permanente é mais utilizado

em coberturas, enquanto como item temporário é

mais comum em formas para concretagem.

A espécie mais comercializada e usada é a Maçaranduba.

As empresas da construção civil de Mossoró trabalham

com um fornecedor de madeira em comum.

Os rejeitos de madeira das empresas construtoras,

assim como todos os rejeitos de obra, são coletados

por empresas especializadas.

A madeira serrada em geral é o principal produto

disponível no comércio local, sendo que sua origem é

de outros Estados que não fazem parte da região da

caatinga.

Os rejeitos de madeira das madeireiras são comercializados

em forma de pó ou lenha.

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JUNHO 2021 79


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AGENDA

2021

JULHO

30/7 A 1/8

INDEX FURNITURE

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AGOSTO

9 A 12

WORLD CONFERENCE ON

TIMBER ENGINEERING

LOCAL: SANTIAGO (CHILE)

HTTP://WCTE2021.COM/

AGOSTO

27 A 29

EXPOBIOMASSA 2021

LOCAL: VALLADOLID (ESPANHA)

WWW.EXPOBIOMASA.COM/EN/SA-

LON-GAS-RENOVABLE

TIMBER AND WORKING WITH

WOOD SHOW – MELBOURNE

LOCAL: MELBOURNE (AUSTRÁLIA)

WWW.TIMBERANDWORKINGWITH-

WOODSHOW.COM.AU/MELBOURNE

LIGNA HANNOVER 2021

27 DE SETEMBRO A 01 DE OUTUBRO

HANNOVER (ALEMANHA)

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DA MADEIRA, ATÉ A PRODUÇÃO INDUSTRIAL DE PRODUTOS DA MADEIRA E

TECNOLOGIAS INOVADORAS DE TRATAMENTO DA MADEIRA, ENTRE OUTROS.

SETEMBRO

21 A 23

NOVEMBRO

3 A 5

EXPOCORMA 2021

LOCAL: CONCEPCIÓN (CHILE)

WWW.EXPOCORMA.CL/

NOVEMBRO

10 A 12

LIGNUM BRASIL 2021

LOCAL: PINHAIS (PR)

HTTPS://LIGNUMLATINAMERICA.

COM

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NOVO MARCO DA

MINIGERAÇÃO E MICROGERAÇÃO DISTRIBUÍDA DE ENERGIA

E

m 2012, a ANEEL (Agência Nacional de Energia

Elétrica), por meio da Resolução Normativa 482

(RN 482), instituiu condições gerais para acesso

da microgeração e minigeração ao sistema de

distribuição, além de implementar o Sistema

de Compensação de Energia Elétrica, um “sistema no qual a

energia ativa injetada por unidade consumidora com microgeração

ou minigeração distribuída é cedida, por meio de

empréstimo gratuito, à distribuidora local e posteriormente

compensada com o consumo de energia elétrica ativa.”

A RN 482 apresentou uma inovação à época e permitiu

o crescimento da geração distribuída no Brasil. Atualmente

o Brasil tem 177,3 GW de potência instalada em sua matriz

elétrica, contando com mais 5,8 GW de potência em geração

distribuída (equivalente a 3,3 % da potência instalada da

matriz elétrica).

O marco iniciado pela RN 482 evolui, mantendo-se a

normativa, construção típica de uma agência reguladora, a

ANEEL, foi alterada pelas Resoluções Normativas 517/2012,

687/2015, 786/2017, fixando em 2015 a revisão da RN482

até 31 de dezembro de 2019. O aperfeiçoamento da RN482,

previsto na agenda regulatória 2018-2019 da ANEEL, foi

instaurado no Processo Administrativo 48500.004924/2010-

51, o qual foi objeto da Consulta Pública 20/2018, Audiência

Pública 01/2018 e da segunda fase da Consulta Pública sob

o número 25/2019.

Em virtude de uma movimentação do setor de geração

distribuída, mais claramente do setor solar, preocupado com

a cobrança de taxas que inviabilizem o setor, em 05/11/2019

o deputado Silas Câmara (PRB/AM) apresenta o Projeto de

Lei 5829/2019, que recebeu recentemente substitutivo do

deputado Lafayette de Andrada (PRB/MG), apresentado na

sessão de 24 de maio de 2021, com previsão de debate no

próximo dia 2 de junho de 2021.

O projeto de lei presta-se a instituir o Sistema de Compensação

de Energia Elétrica (já instituído pela ANEEL na

RN 482), acatando a proposta apresentada na alternativa 1

da agência nacional na AIR (Análise de Impacto Regulatório)

apresentada em 2018, entretanto, implementa uma graduação

da cobrança utilizando a CDE (Conta de Desenvolvimento

Energético) para custear a TUSD Fio B por 25 anos

das unidades consumidoras já participantes do sistema de

compensação, e pelas novas instalações com solicitação

de acesso até 12 meses após da data de publicação da lei.

Instituindo ainda graduação para os próximos 10 anos na

cobrança do TUSD Fio B por meio da CDE para novas unidades

consumidoras.

POR

FABRÍZIO NICOLAI

MANCINI,

DOUTORANDO EM

TECNOLOGIA E

SOCIEDADE, MESTRE

EM DESENVOLVIMENTO

DE TECNOLOGIA,

É PROFESSOR DOS

CURSOS DE ENGENHARIA

ELÉTRICA E ENGENHARIA

DE ENERGIA, DA

UNIVERSIDADE POSITIVO

Conforme a Resolução Homologatória n° 2.864, de

27 de abril de 2021 ANEEL, o orçamento da CDE para

o ano de 2021 é de R$ 23.916.722.741,34, dos quais R$

19.581.206.178,97 decorrem da quota anual da CDE USO,

a qual, por exemplo, representa uma obrigação a título de

quota anual à Copel DIS de R$ 1.534.490.793,43, valor que

será distribuído aos 4,8 milhões de consumidores da Copel

DIS durante o ano e que hoje representa ao consumidor

dessa concessionária 13,2% do custo da tarifa de energia.

Importante fixar um ponto de equilíbrio nessa equação,

pois o estímulo ao uso de renováveis em um país com uma

matriz de energia elétrica invejável (84,8% em 2020 – dados

do Balanço Energético Nacional 2021) é desejável, entretanto,

não se deve comprometer a sustentabilidade econômica

e a modicidade tarifária onerando ainda mais o consumidor

cativo, que já arca com muitos encargos setoriais – CDE,

CCC (Conta de Consumo de Combustíveis) – , RGR (Reserva

Global de Reversão) – , Conta-ACR, Conta Bandeiras – Prêmio

de Risco e Conta Covid), pois as concessionárias e permissionárias

têm a garantia legal do recebimento.

Um ponto excelente no projeto é a necessidade de projetos

sociais -inclusive com previsão de geração remota, o

que poderá ser muito positivo -, entretanto, na contramão

de outras áreas como a de Petróleo, o projeto não se preocupa

com o estímulo do desenvolvimento nacional dessas

tecnologias (especialmente a solar), a qual permeia muitas

universidades com tecnologias muito mais renováveis do

que as do exterior, seja pela produção dos componentes

já envolver energia renovável em seu ciclo de vida, seja por

incluir tecnologias orgânicas (contribuindo para a reciclagem

ou destinação final destes equipamentos).

Foto: divulgação

82 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2021


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