PME Magazine - Edição 21 - Especial 5 Anos

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Venha conhecer a edição comemorativa dos 5 anos da PME Magazine. Leia na íntegra aqui.

EDIÇÃO ANO VI

FIQUE POR DENTRO

DE TODOS OS NEGÓCIOS

EM 2021!

ASSINATURA ANUAL

39,90€

JULHO 2021 • TRIMESTRAL • EDIÇÃO 21

DIRETORA: MAFALDA MARQUES

PMEMAGAZINE.SAPO.PT

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Especial

ANOS

GRUPO

EAD

A LIDERANÇA DOS TRÊS

CEO NO SETOR DE

GESTÃO DOCUMENTAL

5 ANOS

DE MUDANÇAS

ENTREVISTA ÀS FIGURAS

DE CAPA DAS 20 EDIÇÕES

DA PME MAGAZINE

IAPMEI

PRESIDENTE DO

IAPMEI FALA SOBRE

RECUPERAÇÃO

E CRESCIMENTO

06 16

50


Mais do que

Boas Notícias

02

Julho de 2021

pmemagazine.sapo.pt

ASSESSORIA

MEDIÁTICA

Nacional e Internacional

Comunicamos para todo

o mundo em cinco

línguas nativas

Comunicados de imprensa,

publicação de notícias,

entrevistas

Artigos de opinião,

reportagens, conferências

de imprensa

Produção de conteúdos

Gestão de crise,

gestão de imagem

e influenciadores

MARKETING

DIGITAL

SEO, gestão de redes

sociais, Google, Facebook

e Linkedin Ads, geração

de leads

DESIGN

Design gráfico, digital

e multimédia

Produção de materiais

de comunicação

Produção de vídeos

Consultoria em produção

gráfica

mediaemmovimento.com


ÍNDICE

Figura

de capa

anos

dedicados às PME portuguesas

21 edições, 19 entrevistados,

15 eventos de networking, 4 webtalks

ColorADD

na PME Magazine

A PME Magazine conta com 14

grandes secções, que servem de

guia estrutural para as temáticas

abordadas. De forma a tornar a revista

mais inclusiva, foi integrado

nas secções o sistema de identificação

de cores ColorADD. Assim,

cada secção conta com uma cor

diferente, identificada com um

símbolo que permite a pessoas

daltónicas identificarem as cores

que estão a ver.

Desenvolvido com base nas três

cores primárias, representadas

através de símbolos gráficos, o

código ColorADD assenta num

processo de associação lógica

que permite ao daltónico, através

do conceito da adição das cores,

relacionar os símbolos e facilmente

identificar toda a paleta de

cores. O branco e o preto surgem

para orientar as cores para as

tonalidades claras e escuras.

Azul

Vermelho

Verde

Roxo

Amarelo

Castanho

Laranja

Tons Claros

Tons Escuros

Branco

Cinza

Claro

Preto

Cinza

Escuro

Índice

04 BREVES e as linhas de crédito do IAPMEI

para as micro empresas

05 MOSTRAMOS COMO FOI a edição

de abril com o Google Portugal

06 CASOS DE SUCESSO

Grupo EAD e a liderança de três CEO

10 FISCALIDADE sobre a retoma

económica

11 INTERNACIONAL com a CCIP

a explicar o processo de

internacionalização das PME

12 AMBIENTE com a Suop a lançar uma

app de trocas amigas do planeta

13 BI e o novo diretor geral do grupo IHG

14 RH com Great Place to Work a certificar

micro e pequenas empresas

16 FIGURA DE CAPA em um balanço

de todas as entrevistas ao longo

de cinco anos

38 EMPREENDEDORISMO com

os nómadas digitais da Madeira

39 MEDIR PARA GERIR sobre o investimento

na estratégia de transformação digital

40 MARKETING e o poder dos

influenciadores

42 TECNOLOGIA com a portuguesa

Innowave

44 AGENDA de eventos e feiras

profissionais

46 FORA D’HORAS na Reserva Alecrim

Glamping & Eco-Suites Boutique Resort

49 OPINIÃO de Francisco Sá,

presidente do IAPMEI

Proteção

e resiliência

Editar uma publicação

em Portugal é um desafio

e mantê-la viva

durante cinco anos é

ainda mais. Só a convicção

que estamos a

contribuir para o tecido

empresarial nos estimula

a continuar. Em

cinco anos, desafiámos

Texto:

Mafalda Marques

Diretora

empresários a partilhar o testemunho da sua

experiência na missão de ajudar as PME a

melhorar. Começámos com Salimo Abdula,

presidente da CE-CPLP, sobre o potencial de

crescimento das PME. Aprendemos tudo

sobre motivação nas vendas com Beatriz

Rubio da Remax Portugal e com os erros de

gestão de Tim Vieira. Rita Nabeiro, da Adega

Mayor, falou-nos de inconformismo e António

Saraiva, da CIP, desmistificou a negociação

salarial. Sandra Correia ensinou dicas de networking

e José Avillez mostrou flexibilidade

nos negócios. Isabel Neves afirmou o investimento

dos business angels nas PME e Luís

Araújo apresentou o país como a incubadora

de negócios mundial. Álvaro Covões anteviu

a crise na indústria dos eventos e Alexandre

Fonseca e Paula Panarra enfatizaram a conectividade

das PME. Miguel Pina Martins

partilhou os desafios de internacionalização

e Leonor Freitas ensinou a gerir uma empresa

familiar no feminino. Paulo Pereira da Silva

falou da inovação da Renova e depois veio

a Covid-19 que confinou o país. Madalena

Cascais Tomé da SIBS acelerou os pagamentos

eletrónicos e Paulo Pinto da La Redoute

desconstruiu o e-commerce nas PME. Vanda

de Jesus ajudou a tornar Portugal Digital e

Bernardo Correia do Google Portugal disponibilizou

ferramentas digitais para todos.

Este foi o alinhamento temático ao longo dos

cinco anos. A todos os empresários entrevistados,

um especial obrigado. A todos os

leitores, subscritores e seguidores, um forte

agradecimento. Por fim, um agradecimento

especial a todos os colaboradores e parceiros

que tornaram esta publicação possível.

Juntos somos mais fortes.

Continuação de boas leituras e bons negócios.

DIRETORA: Mafalda Marques EDITORA: Rita Justo REDAÇÃO: João Carreira, Rafaela Silva e Sofia Neves VÍDEO E FOTOGRAFIA: Guilherme Mendes

e NortFilmes DESIGN GRÁFICO: José Gregório Luís DIGITAL MANAGER: Carmen Alcobio COLABORARAM NESTA EDIÇÃO: Afonso Godinho, Carmen

Alcobio, Pedro Brito, Duarte Silveira, Francisco Sá, Sandra Laranjeiro dos Santos e Pedro Magalhães ESTATUTO EDITORIAL (leia na íntegra em

pmemagazine.sapo.pt) DIREÇÃO COMERCIAL - Daniel Marques EMAIL: publicidade@pmemagazine.com PROPRIEDADE: Massive Media Lda.

NIPC: 510 676 855 MORADA DA SEDE DA ENTIDADE PROPRIETÁRIA/EDITOR: Lisboa Biz – Av. Engenheiro Arantes e Oliveira, n.º 3 R/C – 1900-221 Lisboa

REDAÇÃO: Lisboa Biz – Av. Engenheiro Arantes e Oliveira, n.º 3 R/C – 1900-221 Lisboa TELEFONES: 217 112 690 EMAIL: info@pmemagazine.com

N.º DE REGISTO NA ERC: 126819 EDIÇÃO N.º: 21 DEPÓSITO LEGAL N.º: 427738/17 ISSN: 2184-0903 TIRAGEM: 1000 exemplares IMPRESSÃO: Sprint -

Zona Industrial Segulim, Rua José Pereira, Lote 3ª, 1685-635 Famões, Odivelas DISTRIBUIÇÃO: por assinatura anual PERIODICIDADE: Trimestral

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BREVES

APOIOS. O governo aprovou a criação de uma linha de

crédito de 750 milhões de euros para micro e pequenas

empresas. Os créditos, com um período de carência de

18 meses, serão concedidos através do IAPMEI.

Portugueses

apostam no turismo

e gastronomia

nacionais

Segundo o estudo realizado pela

plataforma TheFork, numa altura em

que os números da pandemia voltam

a subir, metade dos portugueses vão

optar por passar férias em Portugal.

Entre os destinos mais cobiçados

encontram-se o Algarve e o Alentejo.

No que toca às despesas associadas

às férias, os clientes portugueses não

têm dúvidas e tencionam aproveitar

este tempo para almoçar e jantar

em restaurantes.

Fotografia: Pixabay

Empresários

portugueses abrem

spa mental com

tecnologia

inovadora

O empresário português Nélson Abreu

e a sua esposa, Manori Sumanasinghe,

abriram um spa mental, em Los Angeles.

A startup Neuma Being estava

pronta há mais de um ano, mas por força

da pandemia os empresários foram

obrigados a adiar o lançamento. O projeto

incorpora uma poltrona capaz de

emitir sons e de vibrar, uma aplicação

que será lançada na segunda metade

do ano e uma técnica de meditação.

De salientar que a startup tem intenção

de expandir para a Europa.

Fotografia: Pixabay

EDP aposta

em hidrogénio

e energias

renováveis

em Espanha

A EDP Renováveis, em parceria com

a empresa Reganosa, da região da

Galiza, em Espanha, prepara-se para

investir cerca de 780 milhões de euros

num projeto de eletricidade renovável,

armazenamento e produção de hidrogénio

verde. O investimento compreende

a construção de uma central

de produção de hidrogénio (H2) por

eletrólise, capaz de produzir, anualmente,

14.400 toneladas de H2, um

sistema de armazenamento energético

e um complexo de energia eólica.

Microsoft e UAlg anunciam

curso de Inteligência Artificial

A Microsoft e a Universidade do Algarve (UAlg) vão realizar, entre

25 de setembro e 30 de outubro, um curso de Inteligência

Artificial (IA). É destinado a executivos e gestores e o objetivo

é que estes criem bases de conhecimento para que consigam

desenhar estratégias, implementar práticas e avaliar resultados

de investimentos relacionados com a IA. As inscrições para a formação

vão estar abertas a partir de dia 1 e até 17 de setembro.

Fotografia: Pixabay

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Mostramos

como foi...

Na edição de abril,

desafiámos o Google

Portugal a apresentar

as ferramentas

digitais disponibilizadas

às PME para

acelerar a transformação

digital.

Bernardo Correia,

country manager

em Portugal, esteve

presente na webtalk

de lançamento da

edição e apresentou

o caso de sucesso

da Meganimal, uma

loja online portuguesa

dedicada a

artigos para animais.

José Tavares, CEO da

empresa, explicou

como potenciou as

campanhas digitais

e cresceu em plena

pandemia. Leia a

edição digital em

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05


CASOS DE SUCESSO

J

á há 28 anos no mercado, a EAD –

Empresa de Arquivo de Documentação,

SA, começou a sua “atividade pelo

serviço de custódia e gestão de documentos

de arquivo”. Ao final de quase três décadas

de experiência, mudanças e inovação, a

organização tem como finalidade responder

“a necessidades no tratamento da documentação

em suporte papel com soluções

tradicionais de gestão de arquivo, como a

custódia, destruição segura, organização e

avaliação documental”, oferecendo ainda

“soluções digitais às organizações para

promover a agilidade, rapidez, mobilidade,

compliance, otimização de custos

e competitividade”.

Paulo Veiga, o CEO do grupo EAD, revela

que se sente orgulhoso de ter sido “pioneiro

no tecido empresarial português”, uma vez

que “implementar um projeto inovador

em Portugal não foi fácil”. Dos momentos

marcantes destaca o ano de 2001, ao “lançarmo-nos

no serviço de digitalização”, e os

anos entre 1999 e 2011, considerando-os

“um marco histórico”, pois resultaram em

três delegações em Vila do Conde, Açores e

Madeira, os dois últimos pioneiros no país.

“A transformação digital veio abrir um

leque de oportunidades ao mundo digital

e global que o grupo EAD tem sabido aproveitar,

posicionando-se como um dos principais

players a oferecer soluções business

process outsourcing (BPO), principalmente

na otimização dos processos documentais e

serviços associados às principais atividades

das empresas”, destaca o CEO.

GRUPO EAD

TRÊS CABEÇAS E UMA

SÓ SENTENÇA

Há 28 anos no mercado, o atual Grupo EAD, composto pelas

empresas EAD, Fin-Prisma e Papiro, tem-se vindo a distinguir

pela sua capacidade de gestão documental. É, atualmente,

um dos principais players a oferecer soluções BPO (Business

Process Outsourcing), destacando-se ainda nas vertentes

de desenvolvimento de software, reciclagem segura

e confidencial de documentos.

“Temos notado uma grande

preocupação por parte das

organizações em investirem

em tecnologia”

Texto:

Rafaela Silva

Fotografia:

João Filipe Aguiar

Em 2016, o grupo adquiriu a Fin-Prisma,

que se encontrava no ativo desde 1995,

operando na área tecnológica. Marco Santos,

o CEO da empresa, explica que esta “está

muito vocacionada para soluções de transformação

digital” e é precisamente nesta

vertente que a organização vem apoiar o

grupo EAD. “A nossa missão é transformar

o negócio dos nossos clientes, usando

como meio a tecnologia e complementar

com a prestação de serviços, sempre numa

ótica de disponibilizar soluções de gestão

documental eletrónica, digitalização de

processos, workflow, robot process automation

e inteligência artificial”, esclarece o CEO da Fin-Prisma.

Realça que “aquando da pesquisa de mercado para a aquisição

de uma empresa tecnológica, procurámos uma empresa complementar

para nos consolidarmos no mercado, uma empresa que

fosse capaz de dar apoio necessário à integração de soluções e

serviços que pretendíamos”. “Com a integração no grupo EAD, a

Fin-Prisma veio aportar mais-valias de agilidade e inovação nas

soluções apresentadas às empresas através do desenvolvimento e

implementação de soluções informáticas para a gestão documental

com vista à melhoria e otimização dos processos de trabalho

das organizações”, acrescenta o representante da Fin-Prisma.

Mais recentemente, em outubro do ano passado, o grupo EAD

adquiriu a Papiro, a empresa que oferece soluções nas áreas da

preservação, segurança e acessibilidade de registos de informação.

Luís Bravo, o CEO da Papiro, confidenciou que “numa primeira

fase, foi necessário compreender a realidade do grupo, os seus

objetivos estratégicos e a sua visão de futuro, bem como a forma

de posicionamento e os seus modelos de trabalho”. O responsável

da Papiro afirma que a integração da empresa no grupo “saiu de

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CASOS DE SUCESSO

certa forma facilitada”, pois “sempre fomos

empresas que cresceram em conjunto com

o mercado e com as suas alterações de

modelo e tecnologia”.

Em cima, Marco Santos

CEO Fin-Prisma. Em baixo,

da esquerda para a direita:

Luis Bravo, CEO Papiro

e Paulo Veiga, CEO do

Grupo EAD

“Vamos ‘olhar’ para os nossos

colaboradores e vamos promover

uma cultura de inovação

no grupo EAD”

“Foi elaborado um planeamento em

função desses objetivos, reajustando investimentos,

serviços, recursos e efetuado

um levantamento de sinergias, de forma

a colocar a Papiro na mesma direção dos

objetivos gerais, contribuindo para o reforço

do grupo EAD no mercado em que se insere”,

acrescenta. Para Luís Bravo, “a procura

constante na melhoria do serviço obrigou a

desenvolver internamente metodologias na

criação de soluções inovadoras”, reiterando

que “estes serviços, anexados a uma oferta

global do grupo, permitem disponibilizar

um leque de serviços mais abrangente,

com o objetivo de simplificar a vida ao

cliente, de forma que a oferta seja ajustada

à realidade atual e garantindo aos nossos

clientes um parceiro de futuro”. Por isso, “o

desenvolvimento de plataformas de gestão

documental opensource, assinatura de

documentos digitais, a estafetagem, printing

e finishing e os quiosques multimédia são

exemplo de serviços que complementam

a nossa oferta como grupo”, garante o

CEO da Papiro.

Os objetivos sustentáveis e económicos

são também uma das maiores preocupações

e considerações do grupo EAD. Quando

questionado sobre a temática da sustentabilidade

e da economia circular, Luís

Bravo não hesita: “A Papiro tem feito um

forte investimento na área da economia

circular, disponibilizando serviços que

permitem aos nossos clientes contribuir

de forma direta para a reciclagem de papel,

bem como para a destruição certificada de

suportes digitais, aliando a sustentabilidade

à segurança da informação”. Adicionalmente,

“o crescimento económico,

associado aos processos de redução de

consumo de recursos incrementando mais

tecnologia, pode contribuir para a promoção

da economia circular. Deste modo, a

Papiro oferece, hoje, soluções tecnológicas

que permitem a rapidez de circulação de

documentos e dados digitais, contribuindo

para a diminuição dos consumos em papel

e diminuindo indiretamente o consumo de

recursos naturais”. Em resultado de todos

estes processos e serviços, no final de 2020, o

grupo apresentou-se ao mercado prestando

serviços de BPO “na otimização de processos

documentais das organizações locais, com

soluções para diversas áreas das empresas,

como despesas de pessoal, accounts payable,

mailroom digital e armazenamento na

nuvem”, como também presta “serviços de

desenvolvimento aplicacional na área dos

sistemas de gestão documental (DMS), com

o software read, write & share (RWS), uma

solução de gestão documental e workflow

desenvolvida pela EAD e disponibilizada

em Saas (Software as a Service), personalizável

de acordo com as necessidades de

cada organização”.

A internacionalização

Para Paulo Veiga, o objetivo desde a criação

da empresa era a sua internacionalização,

mas “foi um processo longo”. “Há que ter

cautela, adaptar e definir a melhor estratégia

consoante o mercado abordado”. Optaram

pela Roménia, uma vez que “se apresentava

como uma economia em expansão e com um

enorme potencial para desenvolvimento de

soluções de BPO”, sendo que parte da missão

passa também por “ajudar as organizações

romenas a tornarem os seus processos de

negócio mais digitais, eficientes e ágeis”.

Urgência na transição digital

Marco Santos, o CEO da Fin-Prisma,

a empresa do grupo vocacionada para a

vertente digital, confirma que “temos

notado uma grande preocupação, por

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07


CASOS DE SUCESSO

Paulo Veiga, Marco Santos

e Luís Bravo, são os rostos

da empresa

parte das organizações em investirem em

tecnologia, segurança e, até, na renovação

do parque informático”.

“A transformação digital veio abrir um

leque de oportunidades ao mundo

digital e global que o grupo EAD tem

sabido aproveitar, posicionando-se

como um dos principais players

a oferecer soluções business process

outsourcing (BPO)”

Em resultado da pandemia, o CEO não

tem dúvidas: “O apoio do Estado para a

transição digital foi muito importante para

que as organizações, finalmente, avançassem

nesse sentido. Já me parece óbvio

e claro para todos que, para as empresas

sobreviverem, a digitalização, e até as

novas formas de trabalhar, são o futuro

imediato, o presente.”

É neste âmbito que a ajuda do grupo pode

ser fundamental para apoiar os negócios a

transformarem-se, fornecendo-lhes soluções

digitais. “Prestamos serviços na área

de desenvolvimento de soluções de gestão

de documentos e processos sustentadas em

tecnologia que normalmente são disponibilizadas

em ambiente cloud”.

O futuro

O CEO do grupo revela que o foco, para

a próxima década, está “em pensar ‘fora

da caixa’”. “Os nossos desafios e objetivos

estratégicos advêm sempre do mapeamento

da estratégia da empresa e das infraestruturas”,

tendo sempre presente a “orientação

para os clientes e para o mercado,

competitividade, logística, criação de valor

e sustentabilidade financeira, ambiental

e sustentabilidade para os stakeholders”,

relata. Marco Santos, da Fin-Prisma,

destaca ainda que “o paradigma da gestão

documental mudou muito”, referindo que o

objetivo passa também por “gerir, organizar

e rastrear informação em formato digital”.

Mesmo assim, os desafios vão também

considerar o valor humano, “vamos ‘olhar’

para os nossos colaboradores e vamos

promover uma cultura de inovação no

grupo EAD”, concluiu.

Trabalhar com três CEO

Quando questionado sobre o trabalho

em equipa, Paulo Veiga não hesita: “Fácil.

É como trabalhar com dois amigos”. Sendo

este um caminho “motivante, desafiante e

de partilha”, como acrescenta Luís Bravo.

Os CEO da Fin-Prisma e da EAD, Marco

Santos e Paulo Veiga, já têm história a trabalhar

juntos. “Houve, desde sempre, um

grande alinhamento relativamente ao que

queríamos para o grupo EAD, partilhamos

a mesma visão e as mesmas ambições”,

explica Marco Santos. Com a entrada da

Papiro, um novo elemento chegou à equipa.

“O Luís é um recém-chegado ao grupo,

sendo alentejano e benfiquista, passou logo

com distinção em duas das provas mais

difíceis aqui na EAD”, remata Paulo Veiga.

O CEO da Papiro também não poupa nos

elogios aos colegas e caracteriza o CEO do

grupo como “um empreendedor nato,

sempre na procura de tornar o grupo EAD

um pilar de excelência e qualidade, ajudando

em tudo o que é necessário, relembrando as

prioridades”, e o CEO da Fin-Prisma como

“um perfeito advisor na implementação de

novas soluções para o grupo”. Para Marco

Santos, uma coisa é certa: “Quando existe

todo este alinhamento, torna-se muito fácil

e gratificante trabalharmos em conjunto,

existindo uma relação de confiança muito

forte no trabalho e competência uns dos

outros.”

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08 pmemagazine.sapo.pt


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INVESTIMENTO

QUE RETOMA

ECONÓMICA?

Texto:

Sandra Laranjeiro

dos Santos

Advogada

e mediadora

de conflitos

Fotografia:

LS Advogados, RL

H

á ano e meio (mais coisa, menos coisa) que o país tremia

com o anúncio da chegada da Covid-19 ao território

nacional. Grande parte dos portugueses auto confinou-se,

ainda que meio anestesiados pela informação com que

éramos bombardeados constantemente pelos nossos media,

acreditando-se que um trimestre traria à sociedade a clarividente

solução para a pandemia, que se iria controlar, e poderíamos

voltar à anunciada (nova) normalidade. O idealismo da “solução”

depressa se tornou num nevoeiro, em que, qual D. Sebastião, os

virologistas se tornaram os mais desejados da pátria, esperando-se

dos mesmos a miraculosa solução.

A nível governamental, assistimos a um desnorte, em que o

arquinho e balão foi censurado, mas em que a economia foi (e é)

incentivada a funcionar… Recorde-se que em 2020, na véspera

de Santo António, era publicada a Resolução do Conselho de

Ministros n.º 43-B/2020, que reiterou a declaração, na sequência

da pandemia Covid-19, da situação de calamidade em todo

o território nacional até às 23:59h do dia 28 de junho de 2020,

sem prejuízo de prorrogação ou modificação na medida em que

a evolução da situação epidemiológica o justificar. O diploma

legal em apreço veio regular, de forma proibitiva, as atividades

em espaços abertos, espaços e vias públicas, ou espaços e vias

privadas equiparadas a vias públicas, em que haja desfiles e festas

populares ou manifestações folclóricas ou outras de qualquer

natureza! O que levou os agentes de autoridade local – entenda-se

a polícia municipal – a calcorrear ruas em plena Lisboa, “à cata”

dos estabelecimentos comerciais e privados que tinham na via

pública o seu arquinho e balão pendurados!

Um ano depois a medida repetiu-se, embora António Costa tenha

afirmado que «o início do processo de vacinação e a aprovação

do quadro financeiro plurianual e do programa Nova Geração

UE abriram a porta à esperança», no discurso perante a sessão

plenária da conferência dos órgãos especializados em assuntos

europeus dos parlamentos da União Europeia, na Assembleia da

República. O que nos leva à pergunta que encabeça o presente texto:

Que retoma económica procuramos, quando temos um

país que continua com elevada taxa de incidência a nível de

transmissibilidade da pandemia e em que muitas das atividades

continuam com restrições ao seu financiamento?

A paralisação sincronizada da atividade global acelerou as fragilidades

económicas existentes, por outro lado a recessão global

prolongada, o elevado desemprego, a ocorrência de um novo

surto de doença infeciosa e o protecionismo dominam a lista das

preocupações das empresas a curto-prazo. Será que o Plano de

Recuperação e Resiliência (PRR) dá resposta às necessidades?

A União Europeia apelou aos estados-membros para continuarem

a investir e a gastar como forma de recuperar da recessão

provocada pela pandemia, sendo que as regras de controlo do

défice e da dívida pública vão permanecer suspensas durante

2022, apenas sendo reativadas a partir de 2023. Assim,

continuamos a criar despesa para que o tecido empresarial

(sobre)viva, mas será que a despesa em curso é suficiente e

permitirá de forma estrutural alavancar a atividade económica?

O comissário europeu para a economia, Paolo Gentiloni,

afirma que os estados-membros devem utilizar ao máximo os

fundos destinados à recuperação. O PRR já aprovado traz como

bandeiras a transição digital e climática como uma forma de

crescer na cadeia de valor, de prosseguirmos a transformação da

nossa economia, recentemente o Ministro da Economia referia

que a economia portuguesa «não pode continuar a basear-se num

modelo assente nos baixos custos de produção, na concorrência

internacional através de baixos salários, mas deve fazê-lo pela

valorização do conhecimento e das qualificações dos portugueses»

e por isso anunciava a capacitação de 930 milhões de euros no PRR,

“que podem ser reforçados em mais 1000 milhões, se a procura o

justificar, para apoiar projetos transformadores, mobilizadores

da inovação empresarial à volta dos temas de futuro digital e

climático”. O Plano de Recuperação e Resiliência tem uma verba a

rondar os mil milhões de euros para as Agendas Mobilizadoras para

a Inovação Empresarial e combina a produção de conhecimento

e a transferência de tecnologia e inovação para as empresas, que

terão apoios diretos de 4,5 mil milhões. Os projetos a concurso

devem focar-se em áreas com forte potencial de crescimento e

de transformação estrutural, visando procurar, até 2025, colocar

no mercado novos produtos e serviços, que até agora não existem

e que podem permitir alterar o perfil da economia portuguesa.

A retoma económica passará, assim, por modernizar toda a

atividade comercial, com uma forte aposta na digitalização não

só da informação como das transações, pelo que urge alfabetizar

o setor económico na linguagem do digital: é esta a porta para a

retoma que o PRR nos anuncia. Esperemos voltar ao tema, com

casos concretos e que nos animem no concretizar do anunciado!

10

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INTERNACIONAL

O PROCESSO

DE INTERNACIONALIZAÇÃO

A internacionalização continua a ser a porta de saída e crescimento

das PME portuguesas

S

ão inúmeras as empresas que procuram

os mercados internacionais

para expandir os seus negócios e

aumentar as suas receitas. Mas a verdade

é que muitas delas não estão preparadas,

nem sequer minimamente conscientes de

todo o processo que está envolvido até se

conseguir alcançar os objetivos propostos.

A tentação é muita e as promessas de facilitismos

abundam.

A internet veio simplificar muitos processos

e as reuniões virtuais aceleraram a ideia

de que conseguimos chegar mais rápido,

de forma fiável e com sucesso a potenciais

compradores a nível internacional. Mas

quem acompanha estes processos há muitos

anos sabe que não é bem assim. Apesar

de estarmos muito mais bem preparados

enquanto país e ao nível das empresas em

geral, no que respeita à abordagem aos

mercados internacionais, o processo de

internacionalização não é fácil, não é

barato e não é rápido.

A necessidade de fazer um autodiagnóstico e

um planeamento rigoroso de todos os passos

Texto:

Pedro Magalhães,

Diretor

de Comércio

Internacional

na Câmara

de Comércio

e Indústria

Portuguesa

Fotografia:

D.R.

requeridos para a avaliação do potencial de

uma empresa para a internacionalização,

são aspetos fundamentais e muitas vezes

ultrapassados pelas lideranças, na ânsia

de quererem dar o salto para os mercados

externos de uma forma célere. São

necessárias adaptações internas (gestão

de pessoal, tesouraria, equipas comerciais,

etc.) e externas (materiais promocionais,

conhecimento dos gostos locais, logística,

etc.) que, se bem calendarizadas, permitirão

ultrapassar as muitas barreiras (externas,

internas e do ambiente) que se irão encontrar

pelo caminho.

Existem diferentes formas de uma empresa

iniciar o seu processo de internacionalização,

sendo que as mais utilizadas são a

joint venture, o franchising, o investimento

direto e a exportação. Em Portugal, cerca

de 98% das empresas utiliza o modelo

de exportação, que pode ser ocasional,

por intermédio de um agente/trading ou

diretamente ao cliente final. São cerca de

35.000 as empresas portuguesas exportadoras

que contribuem para um peso de

45% no PIB do nosso país (em 2006, este

valor era de 30%).

E como conseguir exportar de forma eficaz

e duradoura, minimizando os muitos riscos

associados a este processo? Esta questão

não tem uma solução mágica, mas ao longo

destes últimos anos a Câmara de Comércio e

Indústria Portuguesa (CCIP) tem conseguido

ajudar muitas empresas a fazerem negócios

a nível internacional de uma forma mais

eficiente, poupando tempo, dinheiro e

recursos em todos os passos necessários.

Só nos últimos cinco anos foram mais de

500 empresas aquelas que conseguiram

estar frente a frente (de forma presencial

ou virtual), nos seis continentes, com

importadores, distribuidores, parceiros ou

clientes finais, num trabalho meticuloso

que permitiu o aumento significativo das

exportações nacionais.

Aquelas empresas que mais investem, que

não desistem à primeira, que são persistentes,

são forçosamente aquelas que maior

probabilidade têm de conseguir vingar nos

mercados internacionais!

“O processo de

internacionalização

não é fácil, não

é barato e não

é rápido.”

Julho de 2021

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11


AMBIENTE

SUOP NOVA APLICAÇÃO

DE TROCAS ECOFRIENDLY

Texto:

Afonso Godinho

Fotografia:

D.R.

C

riada com bases ecofriendly,

a Suop é uma aplicação 100%

portuguesa que possibilita a troca

de objetos entre utilizadores, de uma forma

intuitiva e sem custos associados. A ideia

surgiu de forma natural e espontânea,

quando os seus sócios fundadores, João

Couto e João Ferreira, se uniram em pleno

período pandémico para dar vida a uma

ideia que já vinha a ser discutida entre

ambos há algum tempo.

O método de match, planeado para ter

um impacto ambiental positivo, acaba por

dar vida aos objetos já não utilizados, razão

pela qual os fundadores optaram pelo slogan

“o usado é o novo, novo!”. Nesse sentido,

os utilizadores desta aplicação podem

ver objetos nos quais estão interessados e

trocá-los por outros que já não utilizem e

que tenham em suas casas.

“Estamos a consolidar

a nossa aplicação e a concentrar

os nossos esforços em torná-la cada

vez mais user friendly e intuitiva”

O usado é o novo, novo!

Os criadores da aplicação explicam o

método de funcionamento de forma muito

concreta: “O utilizador regista-se na app

e insere os objetos que pretende trocar.

Depois, irá para o feed de negociação onde

vão aparecer os objetos de outras pessoas,

podendo ser selecionados e marcados aqueles

de maior interesse para o utilizador”.

O match acontece quando dois utilizadores

têm interesse e “marcam” o objeto um do

outro, o que irá abrir um chat para que

ambos tirem dúvidas e possam combinar

a troca no caso de se confirmar o interesse.

Até ao momento, e numa aplicação ainda

jovem mas que promete revolucionar o

mercado de trocas, as categorias que os

responsáveis apontam ser as mais procuradas

englobam-se nas áreas de tecnologia

Um dos objetivos da aplicação passa pelo

desenvolvimento de uma economia circular

e moda. Com mais de 700 trocas sucedidas

até ao momento, torna-se complicado

escolher uma que, particularmente, chame

a atenção. No entanto, os sócios fundadores

apontam para a peculiaridade de uma

troca efetuada de um anel de noivado por

uma mala.

“Todos os dias temos

novas ideias para desenvolver

na Suop. Mas temos de fasear esses

desenvolvimentos para não

confundir os utilizadores”

A Suop conta atualmente com mais de

5.000 utilizadores, tendo vindo a crescer

e a ser alvo de várias melhorias a nível

informático para tornar a app mais intuitiva.

A procura pelo crescimento do número de

utilizadores é, agora, o principal foco para

João Couto e João Ferreira, que afirmam ter

“recebido vários contactos de pessoas que

gostam muito da ideia”, sugerindo também

funcionalidades diferentes que os criadores

irão tentar melhorar num futuro próximo.

Sustentabilidade:

a base do crescimento

Um dos principais objetivos com a criação

da Suop passa pelo desenvolvimento de

uma economia circular, contribuindo para

a sustentabilidade do planeta e impactando

a área financeira, uma vez que as pessoas

acabam por “poupar dinheiro que iriam

pagar pelo outro item”.

Tudo isto tem um enorme cariz sustentável,

uma vez que os utilizadores, “em

vez de comprarem dois objetos novos,

reutilizam dois objetos que já existem”.

A base do crescimento da Suop tem sido

pautada por estes valores, mas a ambição

dos criadores da plataforma não se fica

por aqui. Por agora, a equipa é composta

por três elementos, que atuam nas áreas

operacional, financeira e de marketing.

Num futuro próximo, a aposta passa por

desenvolver a estratégia de marketing que

está a ser planeada, nomeadamente com

a realização de algumas ações outdoor.

Ainda assim, a internacionalização é

uma meta que não escapa aos sócios fundadores

da Suop, que afirmam tratar-se de

“um processo que ocorre paralelamente

à operação” da empresa. Assim, este é

um caminho que está a ser traçado com

Portugal a servir de “tubo de ensaio”, com

uma forte perspetiva de alargamento para o

Brasil, pelo facto de este ser um “mercado

de grande dimensão e que permitirá escalar

a aplicação”.

“A Suop é uma aplicação

que pelas suas características

não deverá ter fronteiras,

podendo vir a ser utilizada,

no futuro, em qualquer

parte do globo”

12

Julho de 2021

pmemagazine.sapo.pt


BI

Texto:

Sofia Neves

Fotografia:

Divulgação

Maarten

P. Drenth

é o novo líder

do grupo IHG

em Portugal

O

General Manager

do InterContinental

Lisbon é agora,

também, Area General

Manager para

Portugal. Maarten

P. Drenth irá coordenar

a estratégia dos hotéis InterContinental

Lisbon, Cascais-Estoril, Porto

- Palácio das Cardosas e Crowne Plaza

Porto. Com 32 anos de experiência no

setor hoteleiro, tendo passado por unidades

na Europa e América, o diretor

geral do hotel de Lisboa é o novo líder

da IHG – InterContinental Hotels Group

em Portugal e tem o objetivo de assumir

e delinear a estratégia da marca

no país e posicionar as quatros unidades

hoteleiras no mercado nacional

e internacional.

Maarten P. Drenth esteve estes dois anos como Cluster General Manager

do InterContinental Lisbon e InterContinental Cascais-Estoril

Pedro Vasconcellos

reforça a equipa

da Nhood Portugal

Pedro Vasconcellos junta-se à equipa

da Nhood Portugal, como novo gestor

de projetos de transformação e impacto

positivo da empresa. Com uma

década de experiência como responsável

pela gestão e implementação de

estratégias para a redução do impacto

no meio ambiente em várias empresas,

tem agora como missão criar ferramentas

e estratégias para a Nhood

gerar impacto positivo.

Carla Calisto assume

cargo de Chief People

Officer da WPP Portugal

Carla Calisto decidiu aceitar um novo

desafio na WPP Portugal, que se encontra

em processo de transformação,

deixando o cargo de HR Coordination

Manager da Sonae Sierra. A nova Chief

People Officer da empresa apoiou e

participou já em vários processos de

transformação de empresas, tais como

a AutoEuropa, em Portugal, a Staples,

a Nike e, mais recentemente, a Sonae

Sierra.

Olga Martínez vai

liderar nova área

do Grupo Bimbo

Olga Martínez assume o cargo de diretora

da nova área de Comunicação

Externa e Assuntos Corporativos do

Grupo Bimbo. Depois de ter ocupado

a direção de Assuntos Corporativos da

Mars Iberia nos últimos 14 anos, Olga

Martínez vai agora liderar a área criada

recentemente para responder às exigências

da sociedade atual quanto

à necessidade de informação e de

escuta ativa.

Julho de 2021

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13


RH

GREAT

PLACE

TO WORK

CERTIFICAR

AS EMPRESAS

QUE VALORIZAM

O Great Place to Work, cuja

metodologia é utilizada em

quase 100 países, há mais

de 30 anos, certifica as

empresas e as suas boas

práticas. Maurício Korbivcher,

CEO e Country Manager

do Great Place to Work em

Portugal, dá a conhecer à PME

Magazine aquilo que fazem

e o que os colaboradores

mais valorizam.

Texto:

Sofia Neves

Fotografia:

Great Place

to Work

Mudam-se os tempos, mudam-

-se as vontades”. Esta realidade

não é diferente nas empresas, que,

consoante as circunstâncias, se veem

obrigadas a adaptar-se de forma a responder

àquilo que os colaboradores querem.

No entanto, o Great Place to Work é uma

ferramenta que ao longo dos anos tem

vindo a ajudar, reconhecer e certificar,

através de uma metodologia inalterada, as

empresas que, tal como o nome indica, são

boas empregadoras. Maurício Korbivcher,

CEO e Country Manager em Portugal do

Great Place to Work, começa por explicar

que o propósito do Great Place to Work é

“construir uma sociedade melhor, uma

sociedade mais justa, uma sociedade mais

equilibrada para as pessoas”. Com o lema

“Better for people, better for business, better

for world” (traduzido para “melhor para

as pessoas, melhor para o negócio, melhor

para o mundo”), o responsável afirma que

o Great Place to Work, que atua para todas

as empresas, independentemente do seu

tamanho, deve ser “um instrumento, uma

ferramenta com o intuito de ser melhor

para as pessoas, melhor para os negócios,

portanto, melhor para o mundo”.

Os pilares do Great Place to Work

O Great Place to Work tem em consideração

várias dimensões nas empresas, de

forma a fazer a avaliação.

Maurício Korbivcher explica que na

avaliação das empresas “sobre a ótica do

Great Place to Work, não há absolutamente

nenhuma diferenciação numa avaliação

em ser uma PME ou ser uma grande

empresa”. O responsável continua: “O Great

Place atua exatamente da mesma forma,

usando a metodologia, usando processos,

usando expertises, usando experiência

Maurício Korbivcher, CEO e Country Manager do Great Place

to Work em Portugal

para a totalidade de empresas acima de

dez colaboradores”, acrescentando que as

empresas certificadas pelo Great Place to

Work, independentemente do seu tamanho

“são certificadas porque elas passam por

um processo – um processo de gestão – de

ouvir os colaboradores através de pesquisa,

e ao ouvir os indicadores objetivos”.

“A nossa experiência mostrou que para

empresas acima dos dez colaboradores, até

empresas com 300 mil colaboradores ou 400

mil colaboradores, o fundamento conceitual

do Great Place to Work é permanente,

consistentemente observado”, esclarece.

O Great Place to Work tem então três grandes

pilares como fundamento conceitual: “a

confiança – confiança dos colaboradores

para as pessoas ou nas pessoas para quem

eles trabalham; orgulho é o segundo fundamento

– de vestir a camisola, orgulho do

trabalho, orgulho da empresa, orgulho na

marca; e o terceiro é a camaradagem – é

gostar das pessoas com quem trabalha”.

No entanto, o responsável salienta que a

“confiança é que é o principal indicador”,

explicando que esta confiança pode ser

avaliada tendo em consideração a credi-

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Julho de 2021

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RH

Uma

metodologia

com história

Nos últimos anos tem sido

realizada uma cerimónia

de entrega de prémios,

entretanto interrompida

devido à pandemia

O início do Great Place to Work

remonta ao final dos anos 70, depois

de o jornalista de investigação Robert

Levering ser desafiado a descobrir

por que razão os colaboradores

das empresas sediadas nos Estados

Unidos da América se encontravam

insatisfeitos, desmotivados e pouco

envolvidos. Ao perceber, através de

entrevistas individuais, que os colaboradores

preferiam referir o que

era feito de forma positiva nas empresas,

o rumo da sua investigação

altera-se. Anos depois, passados a

recolher informação, boas práticas

de empresas, que culminam num

livro: o Great Place to Work. A metodologia

foi sendo desenvolvida nos

anos 80, através de assessoria e consultoria

de empresas e de algumas

alterações. Desde então, manteve-se

a mesma.

bilidade, o respeito e a imparcialidade.

“Seja uma PME em que há uma quantidade

pequena de colaboradores, e seja uma grande

empresa, a confiança é garantidamente o

principal elo de vinculação e quanto mais

alto é o indicador de confiança, melhor é

a cultura, melhor é o clima social e, principalmente,

melhores são os resultados do

negócio, sejam PME ou sejam empresas

grandes”, esclarece.

Valorizar o que os colaboradores

valorizam

O Great Place to Work publica rankings

onde destaca as melhores empresas para

trabalhar e, consoante os vários processos

de avaliação que realiza anualmente, consegue

identificar aquilo que os colaboradores

mais valorizam. “Observamos que: em

primeiro lugar, os colaboradores dentro

das empresas valorizam a oportunidade

de desenvolvimento e crescimento profissional;

em segundo lugar, o alinhamento

dos seus valores pessoais como os valores

organizacionais, como a cultura organizacional;

em terceiro lugar, a qualidade

de vida, equilíbrio entre a vida pessoal e a

vida profissional. Isso hoje e ao longo dos

últimos dois, três anos. Há três, quatro

anos atrás, o primeiro tema de valorização

era salários e benefícios, e hoje é o

quarto. Interessante essa mudança, essa

transformação. Começámos a observar nas

PME e agora está generalizado em todas as

empresas”, afirma.

Considerando que “a grande maioria das

empresas tem no seu mindset que o branding

da sua marca é o tema, o mais importante

que elas têm”, Maurício Korbivcher considera

que as empresas devem entender que

“o branding começa dentro da empresa”.

“O branding é de dentro para fora, começa

com a proposta de valor que a empresa

tem para os colaboradores, a proposta de

valores não é baseada somente no quanto

que a empresa paga, mas como a empresa

faz a gestão dos seus recursos humanos e

do negócio”, esclarece.

Julho de 2021

pmemagazine.sapo.pt

15


FIGURA DE CAPA

Texto:

João Carreira

Fotografia:

D.R.

A

PME Magazine celebra cinco anos

nesta edição e abordou as figuras

de capa que passaram pela nossa

revista. Desta forma, foi possível fazer

uma retrospetiva sobre o que mudou nos

últimos tempos, ameaças, possibilidades/

oportunidades, o que nos espera o futuro

e, pasme-se, entrevistámos ainda o vírus

SARS-CoV-2. Não acredita? Embarque

connosco nesta viagem e venha descobrir

quais as alterações. Transformação digital,

coesão territorial, apoio às PME, alteração

de hábitos de consumo, oportunidades em

pandemia, inspiração feminina, futuro e

solidariedade foram os temas mais abordados

nas nossas entrevistas e aqui percebemos

que existe uma preocupação muito grande

das empresas e entidades em acompanhar

a evolução tecnológica que nos permitiu

“navegar” (se bem que em mares turbulentos),

mais recentemente, na pandemia

que nos assola.

“As PME são

como a força

motriz do país,

pois estas criam

emprego, riqueza,

inovação e são

fundamentais

para o dinamismo

da nossa

comunidade”

António Saraiva,

Presidente da CIP

5

Transformação digital

“A pandemia teve efeitos consideráveis

na transformação digital das organizações,

incluindo, também, nas PME: em meses,

assistimos a um avanço tecnológico que seria

expectável, em circunstâncias normais,

muda n

em anos. Continuamos a ajudar as PME

nesta jornada de transformação digital e é

através da tecnologia que poderão disputar

novas possibilidades e perspetivas, não só a

nível nacional, mas sobretudo a uma escala

global”, lembrou Paula Panarra, diretora

geral da Microsoft Portugal.

E é esta a mudança que estamos a experienciar

atualmente. Num tão curto espaço

de tempo, tivemos que nos adaptar a viver

grande parte do nosso tempo em casa e as

ferramentas digitais tiveram, obrigatoriamente,

que acompanhar este processo.

Para manter e até melhorar o funcionamento

da economia nacional empresas

como a Altice, Google ou SIBS foram cruciais.

Madalena Cascais Tomé, CEO da SIBS refere

a aposta numa “crescente transformação da

economia rumo a uma sociedade mais digital,

que melhore a transparência e garanta

maior segurança de todos os utilizadores

e uma maior produtividade das empresas

em Portugal e restantes mercados em que

estamos presentes. Temos o propósito de

oferecer sempre os melhores serviços e os

mais inovadores na área dos pagamentos, da

digitalização e da segurança, nomeadamente

às PME, que representam a esmagadora

maioria do tecido empresarial português e

com um peso inestimável para a economia,

apoiando-as na sua atividade diária, e

também no seu processo de transformação

digital, na modernização e internacionalização

dos seus negócios.”

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Julho de 2021

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5

anos de

muda nças

FIGURA DE CAPA

Já Alexandre Fonseca, presidente executivo

da Altice Portugal, reconhece “a

importância da aplicação do conhecimento

de forma personalizada e pessoal.

Isto quer dizer soluções tailor made para

empresas, por exemplo, mas também para

o cliente particular”, enfatizando ainda que

“esta transformação digital é um processo

que passa naturalmente pelas empresas,

mas que, através delas, chegará a toda a

sociedade. E, deste modo, reforçamos o

compromisso com o país, com as empresas

À minha

nacionais e com os portugueses, e que em

passagem

tudo está inerente ao que temos vindo a

o mundo pára!

fazer enquanto empresa nos mais diversos

Sou terrível!

segmentos.” O último entrevistado da

SARS-CoV-2 PME Magazine, Bernardo Correia, Country

Manager do Google Portugal lembra ainda

que durante os tempos que atravessamos,

os contributos mais importantes que a

empresa poderia oferecer “seria sempre à

anos

tecnológicas (e não só) que impulsionaram

o país, mesmo em períodos incertos. E o

apoio às PME foi ponto fulcral.

ças

de

volta de ferramentas digitais para ajudar

as PME a manterem o negócio a funcionar

mesmo no meio da disrupção”. Aqui, recorda

programas como “o Google My Business,

que permitiu a mais de 84 mil restaurantes

e pequenas lojas informar clientes sobre

novos horários e opções de compra em

Portugal, ferramentas de trabalho remoto

como o Google Meet, ferramentas para

turismo como o Destination Finder ou o

Hotel Insights, entre outras”. Portugal

teve a sorte e a capacidade de ter empresas

Apoio às PME

António Saraiva, presidente da Confederação

Empresarial de Portugal (CIP) refere-se

às PME como “a força motriz do país”, pois

estas “criam emprego, riqueza, inovação

e são fundamentais para o dinamismo da

nossa comunidade, um esforço que também

é feito pelas grandes empresas.” Neste

sentido, para o presidente, “o contributo

da CIP é muito claro: identificar problemas,

analisar as soluções com os nossos associados

e falar e negociar com o governo de

maneira a defender as melhores soluções

para Portugal”, dizendo ainda que parte

do seu trabalho é “dar visibilidade a este

esforço realizado pelas empresas, realçando

os méritos e as dificuldades estruturais

que elas enfrentam no nosso país.” Já Tim

Vieira, CEO da Special Edition (Africa) &

Bravegeneration (Europe) e reconhecido

investidor, diz que é importante trabalhar

em “estreita colaboração com as PME para

reduzir os seus custos, mas, mais importante

ainda, direcionar os seus planos de

negócios para garantir a sobrevivência atual

e o potencial de crescimento futuro.”

Julho de 2021

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17


FIGURA DE CAPA

Bernardo Correia, Country

Manager do Google em

Portugal

Assim sendo, multinacionais como o

Google e a Altice têm feito um esforço

coletivo de modo a permitir o crescimento

das PME, como relata o Country Manager

do Google Portugal, Bernardo Correia: “A

mim e ao Google Portugal, o que mais nos

orgulha é contribuir decisivamente para o

crescimento das competências digitais do

tecido empresarial português e da população

em geral. O nosso Atelier Digital já treinou

É uma mudança

tremenda

em muito

pouco tempo.

Bernardo Correia,

Country Manager

do Google Portugal.

mais de 100 mil pessoas aqui em Portugal,

por exemplo. Ajudamos as PME a exportar

com ferramentas específicas e workshops

em parceria com a AICEP. E apoiamos as

startups com programas como a Startup

School ou o Indico Accelerator Program

powered by Google for Startups.”

Já Alexandre Fonseca, CEO da Altice

Portugal, lembra “a forte aposta estratégica

da empresa e o seu ativo contributo para a

aceleração do processo de transformação

digital das PME, garantindo-lhes uma

nova oportunidade para darem vida aos

seus negócios, também através do online,

aportando o know-how, a infraestrutura,

a capacidade tecnológica e de inovação já

reconhecidos.”

Contudo, nem só em Portugal as empresas

estão a sofrer com a crise pandémica, pelo

que Salimo Abdula, Presidente da Confederação

Empresarial da CPLP, relata o papel

de “mentor” para as empresas associadas,

através das várias delegações, visando um

“melhor ambiente de negócios”, pela busca

de soluções para as adversidades provocadas

pela pandemia. Relembrando, também, o

apoio dado a nível de advocacia, no que diz

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Julho de 2021

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5

anos de

muda nças

FIGURA DE CAPA

“ As PME são

a força motriz

de Portugal.

António Saraiva,

Presidente da CIP

respeito ao alívio no pagamento de impostos

e obrigações e incentivos fiscais.

Voltando a Portugal e no que toca a um

dos setores que tem sido muito afetado

pela crise que se instalou, o turismo, o

Presidente do Turismo de Portugal, Luís

Araújo, recorda que já foram mantidos

“mais de 33 mil postos de trabalho nesta

indústria”, através da disponibilização de

linhas de apoio e de financiamento, e “75

mil pessoas receberam formação online”

com o intuito de fortalecer “a formação e

capacitação do setor”.

“O Turismo de Portugal apoia as empresas

do setor, garantindo-lhes mecanismos

financeiros que promovam a sua capitalização,

tendo em vista a sua sustentabilidade

financeira, que agilizem a entrada de novos

investidores e que incentivem processos

de concentração que permitam ganhos de

escala e de maior resiliência, assim como

processos de internacionalização, alargando

o espaço e os mercados de desenvolvimento.

Do nosso lado, reforçamos o compromisso

com a consolidação e sustentabilidade das

empresas do setor, com renovadas apostas

no acesso ao investimento, à capacitação,

aos mercados e ao conhecimento”, concluiu.

Coesão territorial

Outra das mudanças que temos vindo

a observar e que os entrevistados da PME

Magazine corroboraram é o aparecimento

de novas empresas em todos os pontos do

país, nomeadamente no interior. Ora,

assim sendo, estas novas empresas geram

emprego, atraem pessoas de volta para

estas zonas, o que contribui diretamente

para o crescimento das economias locais,

afastando o cenário de desertificação do

interior. Impõe-se a questão: o que despoletou

este surgimento?

Na opinião de Alexandre Fonseca da

Altice, estas entidades nascem “por terem

já as mesmas oportunidades das empresas

do resto do país, em particular dos grandes

centros populacionais, onde o investimento

e a inovação chegam de uma forma mais

rápida”. Também Isabel Neves, Managing

Partner na Star Busy, notou “uma fuga

“ Faremos deste

desafio uma

oportunidade

de amadurecimento

da

atividade

turística

nacional.

Luís Araújo,

Presidente do Turismo

de Portugal

Julho de 2021

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FIGURA DE CAPA

Os últimos anos

foram marcados

por diversas

alterações nos

hábitos do

consumidor

nos mais

diversos setores.

Madalena Cascais Tomé,

CEO da SIBS

Há exatamente um ano,

Madalena Cascais Tomé

referiu que existe uma

alteração abrupta naquilo

que são os hábitos das

pessoas em todas as suas

dimensões, mas também

na forma como compram,

pagam, como, no fundo,

satisfazem as suas necessidades

do dia a dia.

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Julho de 2021

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5

anos de

muda nças

FIGURA DE CAPA

dos grandes centros urbanos, a procura pelo

interior do país para aí se instalarem; maior

mobilidade dos trabalhadores e novas formas

de prestação do trabalho.” Já Tim Vieira

remata que “apoiar o local está a tornar-se

mais importante para os consumidores.

A população está mais consciente de como as

PME são importantes para a nossa economia,

mas, infelizmente, ainda temos um longo

caminho a percorrer”.

Alteração de hábitos de consumo

Mas talvez a mudança mais abrupta

que demos conta foi a grande alteração de

hábitos de consumo, num tão curto espaço

de tempo. Foi o que aconteceu, por exemplo,

com “os pagamentos eletrónicos e o

comércio digital. As compras online mais

que duplicaram (+106%) face ao mesmo

período de 2019, portanto em pré-pandemia.

No período antes do aparecimento do

novo coronavírus, o comércio online representava

apenas 10% do total das compras

eletrónicas, sendo que este valor chegou

a representar 18% em fevereiro de 2021 e,

de acordo com os dados mais recentes,

AF_anuncio_revista.pdf 1 29/09/2020 10:07:01

A nova aposta de Tim

Vieira é a BGA-Brave

Generation Academy,

um novo conceito

de educação em regime

híbrido que visa inovar

os métodos de

aprendizagem.

O projeto está em

curso com a escola

Externato Carvalho

Araújo, em Braga.

“ Não podemos

ter vergonha

ou medo, ou

pensarmos que

somos inferiores

aos produtos

que estão lá fora.

Tim Vieira,

CEO da Special

Edition (Africa) &

Bravegeneration (Europe)

Julho de 2021

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21


FIGURA DE CAPA

A interação entre

a empresa e as

empresas mais

inovadoras é,

claramente, algo

a promover no

futuro, é isso

que acelera a

modernização

das empresas

portuguesas.

Paula Panarra,

diretora geral

da Microsoft Portugal

ronda agora os 14%”, refere Madalena

Cascais Tomé, CEO da SIBS. Bernardo

Correia concorda e dá-nos, também, alguns

dados que sublinham a grande alteração na

adoção das compras online por parte do

consumidor e o correspondente aumento

da oferta digital das empresas nacionais:

“Antes da pandemia, segundo a Associação

das Empresas e Profissionais da Economia

Digital em Portugal (ACEPI), apenas 40%

das empresas no nosso país tinham uma

presença digital, e agora esse número

saltou para 60%. Já não é possível ignorar o

comércio eletrónico e muitas empresas estão

finalmente a descobrir que isso lhes permite

também dar um salto de gigante (em termos

de oportunidade, mas não em custos) para

outros mercados.” Também Sandra Correia,

empreendedora e mentora #oamorexiste

afirma que a principal mudança foi que “o

consumidor passou a comprar online. Em

Portugal, não tínhamos essa cultura, mas

no espaço de um ano fomos obrigados a

isso, e hoje o digital é um dos principais

canais de venda disponíveis e promissores.”

Já Paula Panarra, diretora geral da Microsoft

Portugal, recorda o importante papel

das startups portuguesas, pois são estas

“que vão impulsionar o desenvolvimento

da economia” no nosso país.

Diversidade e igualdade

A igualdade de género é outra das mudanças

que vários dos nossos entrevistados

abordaram. Tem-se vindo a notar uma

alteração na mentalidade empresarial,

De acordo com Paula

Panarra, se há momento

na história da economia

do mundo em que o local

e a dimensão do país não

são relevantes é este,

porque podem hoje

nascer negócios

de Portugal para

o mundo.

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Julho de 2021

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5

anos de

muda nças

FIGURA DE CAPA

Sandra Correia foi

a fundadora da Pelcor,

mas vendeu o negócio

para se dedicar ao seu

projeto “O Amor Existe”

de mentoria empresarial e

desenvolvimento pessoal.

“ O networking

é, sem dúvida,

o meio mais

importante

para o nosso

crescimento

empresarial.

Sandra Correia,

empreendedora

e mentora

#oamorexiste

Ainda estamos

longe da

igualdade

de género. Quer

queiramos quer

não, todos nós

falamos de

igualdade mas

não praticamos

essa igualdade

no dia a dia.

Sandra Correia, empreendedora

e mentora #oamorexiste

mas também no que toca à sociedade em geral. Neste tema,

Paula Panarra, afirma que “as empresas são mais bem sucedidas

quando têm as equipas mais diversas. Equipas diversas significam

diversidade em muitos aspetos: diversidade de background, de

experiência, de género, diversidade etária. É muito importante

que essa diversidade seja conseguida, porque é daí que vão

nascer as melhores soluções dentro das empresas. Temos, hoje,

a sair da faculdade cada vez mais mulheres e acredito que, no

futuro, teremos cada vez mais mulheres também em carreiras

de gestão e no topo das empresas, porque as empresas que têm

maior diversidade vão ser, certamente, sempre as empresas

Julho de 2021

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23


FIGURA DE CAPA

“ No caso das

empresas, o

que notei foi

uma fuga dos

grandes centros

urbanos,

a procura pelo

interior do país

para aí se

instalarem.

Isabel Neves,

Managing Partner

na Star Busy

24

Julho de 2021

pmemagazine.sapo.pt

mais bem sucedidas.” Também Isabel Neves, Managing Partner

na Star Busy, recordou que “o caminho que temos, enquanto

mulheres, para nos impormos não pode ser por radicalismos.

Tem de ser trilhado pelo mérito e pela capacidade de estarmos ali.

Estamos ali, não por ser mulher ou homem, mas porque temos

talento, capacidade e mérito para estarmos, seja na política, seja

na economia, no que for”.

Rita Nabeiro, diretora geral da Adega Mayor, confidencia-nos,

igualmente, aquilo em que acredita: “Acredito que, seja homem,

seja mulher, ambos temos qualidade e que cada um pode contribuir

para o trabalho final e para o resultado final. Acima de tudo é na

conjugação e não na sobreposição de um ou de outro que há esse

enriquecimento das empresas.” Felizmente, tem-se notado uma

abertura de mentalidades no que diz respeito a oportunidades

iguais para todos e esta é uma tendência crescente na grande

maioria dos países, a nível mundial.

Há já um número

crescente de business

angels em Portugal,

porém, não os suficientes

para conseguirmos dar

apoio a tantos projetos

que aparecem, lembrou

Isabel Neves em conversa

com a PME Magazine.

A nossa filosofia

é a de adaptação

face a situação

pandémica,

consideramos

que devemos

todos nos reinventar

e seguir

em frente.”

Salimo Abdula,

Presidente

da Confederação

Empresarial

da CPLP


5

anos de

muda nças

FIGURA DE CAPA

Oportunidades em pandemia

O que nos traz às oportunidades em crise,

e é nos períodos mais complicados que,

historicamente, a humanidade se reinventa.

Nestes tempos críticos, muitas foram as

dificuldades, mas surgiram, também, novas

oportunidades de negócio, de atividades e

até de novas profissões, aliadas ao surgimento

de novas tecnologias que levaram

muitas empresas a expandirem-se para

outros mercados e a alcançarem volumes

de negócio nunca antes vistos.

Nestes anos, as empresas tiveram que

inovar em todos os setores e viram também

necessidade de expandir além-fronteiras,

visto que as oportunidades deixaram de

ter localização geográfica restrita ao país

de origem das empresas.

Tal facto é corroborado pela diretora

geral da Microsoft Portugal, Paula Panarra,

que refere que “se há momento na história

da economia do mundo em que o local e

a dimensão do país não são relevantes é

este, porque podem hoje nascer negócios

de Portugal para o mundo.”

De acordo com Salimo Abdula, devido

ao fator globalização vs migração digital,

“hoje o consumidor está cada vez mais

exigente, ele exige para além de qualidade,

a rapidez e serviços de valor agregado, que

Salimo Abdula,

em entrevista à

PME Magazine, diz que

dentro de duas décadas

podemos vir a ser das

comunidades mais

prósperas a liderar certos

setores neste planeta.


FIGURA DE CAPA

“ Só vence quem

tenta. Falhar não

tem qualquer

problema.

Miguel Pina Martins,

CEO da Science4You

lhe permita consumir menos tempo e ter

menos custos logísticos ou operacionais.”

“Nota-se uma enorme evolução devido

aos modelos atuais associados ao mundo

digital. Hoje é mais fácil promover ideias e

conteúdos, pois o online está na mente do

consumidor, como nunca antes esteve”,

escreve Miguel Pina Martins, CEO da

Science4You. Finalmente, Tim Vieira, faz

um reparo sobre um pensamento que, na sua

visão, assola os portugueses: “Não podemos

ter vergonha ou medo, ou pensarmos que

somos inferiores aos produtos que estão lá fora. Em Portugal,

antes pensavam que os produtos estrangeiros eram melhores e

agora estamos a perceber que afinal estávamos errados e que o

que temos cá é bom. E agora é elevar isso a um próximo passo,

que é abrir mercados lá fora.”

Inovação

Todas as alterações que se deram nos últimos tempos obrigaram

as empresas e entidades a reinventarem-se, pelo que daí surgiram

muitas inovações e, também, parcerias, de modo a encontrarem

oportunidades em consonância que beneficiassem ambas as partes.

De acordo com Paula Panarra, “a interação entre uma empresa e

Miguel Pina Martins

é fundador e CEO da

Science4You. É licenciado

em Finanças, pelo ISCTE,

com mestrado de Gestão

na mesma instituição.

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Julho de 2021

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5

anos de

muda nças

FIGURA DE CAPA

outras mais inovadoras é, claramente, algo

a promover no futuro, é isso que acelera a

modernização das empresas portuguesas.”

Estas podem ser competitivas, mas “têm

de o ser, também, de forma diferenciada”,

lembrando que “as formas de trabalhar dos

seus empregados e talvez a produtividade e

a mobilidade tenham sido o principal fator

de modernização nas PME.” Contudo, nem

todas as empresas têm uma vertente digital

intrínseca, aliás, em consonância com

um estudo que Vanda de Jesus referiu em

entrevista à PME Magazine, apenas uma

em cada cinco empresas são altamente

digitalizadas na Europa. Dados válidos para

cerca de 60% das grandes empresas e 90%

das PME. O trabalho a realizar ao nível das

PME ainda é bastante grande.

Internacionalização

“É preciso estar constantemente a

inovar!” Estas são as palavras de Miguel

Pina Martins, CEO da Science4You, quando

se refere ao tema da internacionalização,

algo que muitos dos gestores empresariais

ambicionam alcançar quando criam uma

entidade. “O grande desafio é, realmente,

conseguir internacionalizar e que a marca

tenha uma presença lá fora. É onde se

consegue ganhar escala, obviamente onde

há mais concorrência e uma série de coisas

que não há cá em Portugal, mas esse

“ No caso do

teletrabalho, sou

uma verdadeira

crédula de que

nada vai voltar

ao que era.

Vanda de Jesus,

diretora executiva

do Portugal Digital

Vanda de Jesus

é a cara do Portugal

Digital, programa lançado

pelo governo para ser

o motor de transformação

digital do país.

Esta pandemia

veio trazer

aproximação e a

possibilidade de

descentralizar

o que está

excessivamente

centralizado em

Lisboa, ou nas

grandes cidades

de Lisboa

e Porto e em

termos outro

protagonismo

para as cidades.

Vanda de Jesus,

diretora executiva

do Portugal Digital

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AS EMPRESAS

PORTUGUESAS QUE PROCURAM

OPORTUNIDADES LÁ FORA

STARTUP INOVADORA DE VISÃO

ARTIFICIAL JÁ ESTÁ EM PORTUGAL

HÁ UMA NOVA MARCA

DE VINHOS PORTUGUESA

JANEIRO 2020 | TRIMESTRAL | EDIÇÃO 15

ATÉ DIA 15 DE JANEIRO

EDIÇÃO ANO V

DIRETORA: MAFALDA MARQUES

PMEMAGAZINE.SAPO.PT

FIGURA DE CAPA

49.99€ Por 35€

PORTUGAL

EXPORTADOR

ORCAM

PAULO

PEREIRA

DA SILVA

POR DETRÁS

DO PAPEL

HIGIÉNICO

MAIS 'sexy'

DO MUNDo

VINHOS IMPERFEITOS

“ Falta em

Portugal

capacidade

de as pessoas

arriscarem

e de criarem

a sua própria

empresa.

Paulo Pereira da Silva,

CEO da Renova

Colocar

as pessoas

a render nas

suas próprias

competências

é uma coisa

de que eu gosto

muito.

Paulo Pereira da Silva,

CEO da Renova

é o desafio e vai ser sempre o grande desafio,

continuar a crescer internacionalmente

e conseguir manter esta conquista do

mercado”, relembra o CEO. Já Paulo Pereira

da Silva, CEO da Renova, quando questionado

onde gostaria de ver a marca daqui

a cinco anos, responde com olhos postos

numa perspetiva mundial: “Não sei. Não

sei. Cinco anos é amanhã, mas vejo-a como

uma marca com uma maior expressão global,

de estar em mais países, mais mercados,

mais geografias, dentro dos seus próprios

valores, do seu território, da sua linguagem

e com um crescimento geográfico e poder

O CEO da Renova

estimula muito a troca

de ideias dentro das

equipas, por forma

a encontrar novos

modelos de inovação.

28

Julho de 2021

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Julho de 2021

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FIGURA DE CAPA

“ As pessoas

não estão numa

empresa só para

ganhar dinheiro,

mas porque

têm sentido

de pertença.

Beatriz Rubio,

CEO da Remax Portugal

levar a nossa marca, aquilo que somos, a

mais gente, em diferentes sítios do mundo.

Gostei de ver na China as pessoas a cheirarem

os nossos produtos, a tocarem nos

produtos. Se calhar, há aqui mercado em

que podemos trabalhar.”

Futuro

O que nos reserva o futuro, ninguém

sabe, contudo, possível será realizar uma

preparação para o que eventualmente

poderá estar a chegar.

Neste sentido, será necessário apostar

na formação, na inovação, na tecnologia

e, principalmente, na sustentabilidade,

que serão fundamentais para a retoma nos

próximos anos e que nos irão distinguir dos

concorrentes. As mensagens de esperança

e positivismo para o futuro são muitas, Luís

Araújo, por exemplo, afirma que “com o

empenho de todos, públicos e privados,

retomaremos a rota de crescimento e

voltaremos aos resultados do passado”.

O presidente do Turismo de Portugal

Beatriz Rubio,

em entrevista,

lembra que

quem não está

na mudança, não

é capaz de ver

que as pessoas

precisam de mais.

Muitas vezes esse

mais não é

só dinheiro.

Julho de 2021

30 pmemagazine.sapo.pt


5

anos de

muda nças

FIGURA DE CAPA

Álvaro Covões começou

a Everything is New com

uma pequena equipa de

cinco pessoas, na altura

da entrevista eram já 22.

“ Quando

esgotamos o

mercado, como

é que podemos

aumentar as

nossas vendas?

Juntando outro

produto e

vendendo a

quem não gosta

do nosso

produto.

Álvaro Covões,

Fundador e diretor-geral

da Everything Is New

“ Acreditamos

que a atitude

de respeito, de

valorização e de

aprendizagem

contribui para

o crescimento

de todos.

Rita Nabeiro,

diretora geral

da Adega Mayor

Rita Nabeiro afirma,

em entrevista à PME

Magazine, que é

necessário perceber em

que é que somos fortes

e como é que podemos

potenciar mais essas

nossas qualidades.

Julho de 2021

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OUTUBRO 2020 | TRIMESTRAL | EDIÇÃO 18

EDIÇÃO ANO V

ASSINE EM:

PMEMAGAZINE.SAPO.PT/ASSINATURA/

DIRETORA: MAFALDA MARQUES

PMEMAGAZINE.SAPO.PT

A FÁBRICA TÊXTIL DO FUTURO

QUE NÃO PAROU

MOBILIÁRIO DE PAREDES

DESTACA-SE PELO MUNDO

COMO GERIR A ANSIEDADE

E MOTIVAR AS EQUIPAS

FIGURA DE CAPA

PAULO MATEUS PINTO

La Redoute abre primeira

loja física no país

TWINTEX

WEWOOD

RH

“ Uma PME tem

de compreender

que tem de

saber expor-se,

para saber

expor-se tem

de ter uma

organização

eficiente, tem

de ter um foco

para o cliente

final extremo

na sua

organização.

Paulo Mateus Pinto,

CEO La Redoute Portugal

Paulo Mateus Pinto lembra

que, para uma empresa

ser eficiente, tem de ter

um produto de qualidade,

diferenciador ou não e,

sobretudo, um serviço

exímio, porque aquilo que

as pessoas mais querem,

muitas vezes, é um

serviço de qualidade com

um produto que venha

corresponder àquilo que

as pessoas querem.

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Julho de 2021

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5

anos de

muda nças

FIGURA DE CAPA

diz que “a pandemia afetou o setor de uma

forma brutal, mas temos de aproveitar esta

paragem forçada para avaliar, ponderar e

delinear estratégias”, algo que poderá ser

aplicado a todos os setores da economia

nacional. Já na opinião de Paula Panarra,

“tem de haver uma adaptação ao nível da

gestão e lideranças das PME para acompanhar

uma mudança na forma como os

colaboradores trabalham, como otimizam

as suas operações, como se relacionam

com os seus clientes, ou até como devem

desenvolver novos produtos e serviços.

É vital para a economia portuguesa que as

PME acompanhem estes desenvolvimentos

de forma a terem sucesso e competirem

num mercado cada vez mais global e por

um consumidor cada vez mais informado

e exigente.”

Solidariedade

Pegando no exemplo do Chef José Avillez

que, afirmando que “é muito difícil gerir em

tempos de incerteza”, distribuiu refeições à

Junta de Freguesia de Santa Maria Maior e da

Misericórdia e estabeleceu novas parcerias

com outras empresas, recordamos que a

solidariedade em momentos de crise, por

vezes, pode fazer a diferença, não só a um

nível empresarial, mas também pessoal.

“ Portugal

precisa de empreendedores.

Não é fácil criar

uma empresa

de sucesso, há

muitos entraves,

mas é possível.

José Avillez,

Chef

Humorista

Gourmet

humoristagourmet.com

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Julho de 2021

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FIGURA DE CAPA

A pandemia que

assolou o mundo

afetou não

só as pequenas

economias,

como as grandes

potências

económicas.

À data de edição

da revista, o vírus

SARS-CoV-2, infetou

já 187 milhões

de pessoas em

todo o mundo.

De geração em geração,

a Casa Ermelinda Freitas,

chegou às mãos

de Leonor Freitas que

tem agora 550 hectares

de vinha e um ambicioso

plano de expansão

internacional.

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Julho de 2021

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COMIDA RÁPIDA SAUDÁVEL

COM SELO PORTUGUÊS

APOSTA NO MERCADO

PORTUGUÊS PARA MANTER

IRMÃOS PINTO BASTO APOSTAM

NO MERCADO SAUDÁVEL EM LISBOA

OUTUBRO 2019 | TRIMESTRAL | EDIÇÃO 14

EDIÇÃO ANO IV - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

DIRETORA: MAFALDA MARQUES

WWW.PMEMAGAZINE.SAPO.COM

5

anos de

muda nças

FIGURA DE CAPA

Quando cheguei,

sabia que não sabia

e isso fez toda

a diferença,

porque fui à

procura de pessoas

que soubessem

para ajudar-me.

Leonor Freitas,

sócia gerente na Ermelinda Freitas

SARS-CoV-2, Covid-19 para os amigos

É o elemento incontornável dos últimos tempos. O vírus SARS-

-CoV-2 galgou fronteiras e não olhou a idades, nem géneros,

causando muito transtorno no panorama profissional, mas, mais

do que tudo, no panorama pessoal.

Numa perspetiva mais descontraída, fomos entrevistá-lo, (com

todas as proteções e mais algumas), na pessoa de António Lopes,

o Humorista Gourmet.

Tendo já sido figura de capa da PME Magazine, e por termos

uma certa afinidade com o mesmo, chamar-lhe-emos Covid-

19, que se refere à experiência de ter sido capa da revista como

“contagiante”, esperando que “muita gente tenha colocado as

mãozinhas na revista, e até que tenha passado de mão em mão

muitas vezes”. “Tenho também a esperança, que para virar de

página tenham lambido o dedo. Assim chego mais rápido a toda

a gente”, concluiu. Quando questionámos a Covid-19 sobre que

contributos considera ter dado para as PME portuguesas diz, (sem

papas na língua): “O meu contributo foi deveras importante, senão

“tossamos”, as PME tiveram uma redução no número de empregados

a trabalhar, logo pagam menos ordenados, o que significa

poupança. O trabalho foi feito a partir de casa, o que resultou em

mais poupança na eletricidade, na água e papel higiénico, daí

as pessoas terem comprado muito papel para ter em casa.”

LEONOR

FREITAS

A MULHER QUE SE CONFUNDE

COM O PRÓPRIO NEGÓCIO

VITACRESS

ORIGEM

MERCADONA

“ Penso que

a minha

experiência

pode vir a

inspirar outras

mulheres de

que nós somos

sempre capazes

de fazer mais do

que aquilo que

pensamos. Que

não há trabalho

para homens ou

mulheres, há sim

as pessoas

certas para os

sítios certos.

Leonor Freitas,

Sócia gerente

na Ermelinda Freitas

Julho de 2021

pmemagazine.sapo.pt

35


FIGURA DE CAPA

“Esta

transformação

digital é um

processo que

passa pelas

empresas, mas

que, através

delas, chegará

a toda a

sociedade.

Alexandre Fonseca,

presidente executivo

da Altice Portugal

Contudo, afirma que falhou na ajuda às

PME, mas que esse “era o plano”, lembrando,

ainda assim, que tem tentado “estar em

todo o lado”, pois “cada vez que tentam

abrir, eu ataco, quando o processo parece

que está quase a terminar, eu mudo de cara,

eles chamam-lhe variante, eu chamo-me

valente”, termina.

“Tudo mudou desde a minha chegada,

e nada vai ficar igual quando terminar, se

terminar! Máscaras, gel, vacinas, podem

tentar tudo, mas se não tiverem juízo na

‘tola’, estão tramados”, avisa.

Esta foi a entrevista possível com aquele

que consideramos ser o maior agente de

mudança, forçada, é certo, dos últimos

tempos. Obrigou-nos a mudar perspetivas,

adaptarmo-nos, mas foi também através

disso que surgiram oportunidades e que

houve uma evolução em vários aspetos,

nomeadamente no que ao mundo digital

diz respeito.

5 anos de mudanças

Foram cinco anos de alterações profundas

na sociedade, nas empresas, na forma de

estar, de conviver, de viver, que acabaram

por surgir devido a várias questões, mas,

maioritariamente, devido à pandemia que

assolou o mundo e nos obrigou a alterar

tudo. Prova provada é que o ser humano

é um animal com uma capacidade de

adaptação nata e deste ‘teste’ surgiram

inúmeras oportunidades, inovações, novas

formas de trabalhar e, grande parte delas,

irão manter-se daqui para a frente.

Acreditamos que o futuro seja risonho

e que venham mais cinco anos de PME

Magazine, agradecendo as palavras de

Tim Vieira:

“Penso que a PME Magazine desempenha

um papel vital ao dar voz ao setor das

PME, que é a espinha dorsal da economia

portuguesa, pagando 80% dos impostos

e empregando 85% da mão-de-obra.”

Alexandre Fonseca

lembrou em entrevista

à PME Magazine que,

apesar de sermos adeptos

de tecnologia, temos

quase um terço

da população portuguesa

que nunca usou

um computador.

36

Julho de 2021

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RESPONSABILIDA DE SOCIAL

Texto:

Carmen Alcobio

Fotografia:

Grupo Boticário

TRANSFORMAR O MUNDO

ATRAVÉS DA BELEZA

Nasceu no Brasil e é uma marca presente em muitas casas dos

portugueses há 35 anos. O Grupo Boticário é composto pelas marcas

“O Boticário” e “Quem disse Berenice?”, e a sustentabilidade

está no seu ADN, sendo um pilar estratégico de negócio.

E

m 1990, nasceu a Fundação

Grupo Boticário de Proteção à

Natureza – uma entidade sem fins

lucrativos mantida pelo Grupo Boticário,

que tem como premissa que a natureza em

equilíbrio é imprescindível para garantir a

vida de todos os seres. Foi construída com

vista a melhorar a sua eficiência na redução

do uso de recursos naturais não renováveis

e do impacto da nossa atividade no meio-

-ambiente. Desta forma, a reciclagem e

a logística reversa são temas prioritários.

Enquanto multinacional, o grupo enfrenta

o desafio de manter a pegada sustentável

em todos os países onde é sediado. Este

desafio torna-se ainda mais complexo

tendo em conta o comportamento dos

próprios consumidores e o contexto de

cada mercado.

Consumidores conscientes escolhem

marcas responsáveis

Segundo a Country Manager, Carla Goulão,

“os consumidores estão cada vez mais

exigentes no que toca a pautas de sustentabilidade

e essa procura é de âmbito global.”

É transversal e urgente a necessidade de

reduzir, reciclar e reutilizar os resíduos que

provocamos, esta é uma questão transversal.

“A importância de proteger o oceano não é

um tema deste ou daquele país, tem a ver

com o futuro das espécies, inclusive da

nossa”, refere. Como exemplo para ilustrar

esta necessidade, a multinacional decidiu

comunicar o portfólio vegan do Boticário.

“A abordagem das prioridades de sustentabilidade

é que podem, por vezes,

ser diferentes por especificidades da

realidade local e também por legislação,

diferente de país para país.” Em Portugal,

manteve-se o foco no incentivo e aumento

da reciclagem, criou-se o projeto Todos

Juntos. Tudo separado. Um projeto de

consciencialização para a importância da

adoção de comportamentos mais sustentáveis,

que começam em casa. Com o

simples gesto de separar os resíduos nos

ecopontos, é através da reciclagem que se

reduz recursos dando-se uma nova vida

aos materiais.

“Futuro constrói-se com as medidas que

formos tomando juntos no presente.”

O Grupo Boticário não sei deixa ficar por aí.

“Os atributos sustentáveis estão, também,

cada vez mais presentes em fórmulas e

embalagens dentro do nosso portefólio. O

uso do eco álcool em perfumaria traz uma

tecnologia que tem menor impacto nas

mudanças climáticas do planeta”, lembra

Carla Goulão. E porque o futuro se constrói

com as ações do presente, o grupo assume

os “16 compromissos Grupo Boticário” até

2030. Por #umabelezadefuturo (hashtag

que a marca utiliza) em que as metas vão

ao encontro de implementação de medidas

cujo objetivo é neutralizar o impacto

ambiental, promover a conservação da

biodiversidade, impulsionar a beleza

transparente e alavancar a diversidade e

inclusão.

“As boas práticas começam dentro

de casa.”

Ainda no âmbito da responsabilidade social,

o Grupo Boticário tem realizado várias

campanhas em que juntam a sensibilização

para causas com o apoio financeiro

fruto dos resultados obtidos em ações de

“compre e doe”, entre outras iniciativas

que promovem a inclusão e diversidade

em Portugal: “Orgulhamo-nos de ser uma

empresa referência em liderança feminina

e continuaremos a defender a equidade

de género sempre. Falamos de inclusão

e diversidade antes da comunicação sob

que forma for, importam a convicção e

a coerência das nossas práticas. E as boas

práticas começam dentro de casa e vão

muito além de não discriminar – têm de

permitir e gerar orgulho de se ser quem

se é. E esse respeito pela individualidade

de cada um reflete-se na contratação de

colaboradores; no atendimento ao cliente

ou na interação com os nossos seguidores

nas redes sociais. Aprendemos muito sobre

diversidade e inclusão com os nossos clientes

em loja ou através da venda por catálogo

e é fundamental nessa aprendizagem a

interação com os nossos seguidores nas

redes sociais.”

“Para o futuro a missão é continuar a

gerar oportunidades de transformar

a vida e o mundo através da beleza.”

Carla Goulão refere-se ao futuro de forma

otimista: “Fazemos beleza na experiência

que proporcionamos aos nossos clientes

com os nossos produtos e atendimento;

no empreendedorismo dos nossos revendedores;

nas iniciativas que contribuem

para o bem-estar e a felicidade dos nossos

colaboradores e no sucesso responsável que

nos rege e que, além de mitigar o impacto

da nossa atividade no ambiente, quer

contribuir para um melhor planeta.”

Julho de 2021

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EMPREENDEDORISMO

Texto:

Sofia Neves

Fotografia:

Digital Nomads

Madeira Islands

A MADEIRA COMO

PONTO DE ENCONTRO

PARA NÓMADAS DIGITAIS

O projeto-piloto Digital Nomads Madeira Islands começou

a 1 de fevereiro de 2021, com o objetivo de atrair nómadas

digitais para conhecerem o arquipélago, enquanto traziam

um impacto positivo para a economia da região. O resultado

foi a decisão de o continuar, tal foi o sucesso.

Na NomadList,

uma plataforma

internacional que

apresenta uma

lista de destinos

para nómadas

digitais, a Madeira

encontra-se em

sexto lugar. Pontuada

pelos próprios

utilizadores,

a lista conta com

mais de 2000

destinos por todo

o mundo e a classificação

é realizada

tendo por base

a pontuação de

diversos fatores,

como a meteorologia,

a velocidade

da internet, a segurança,

a saúde,

o custo de vida,

entre outros.

A

pesar de o teletrabalho ter sido

impulsionado pela pandemia

causada pela Covid-19, este era

já uma realidade para os nómadas digitais

há vários anos. Estes, tendo em conta que

trabalham online enquanto viajam pelo

mundo, têm assim uma liberdade cuja

dependência assenta, acima de tudo, numa

única necessidade: a de ter internet.

Atendendo a esta exigência, e de forma a

promover a região, a Secretaria Regional de

Economia da Madeira decidiu criar, através

da Startup Madeira, um projeto-piloto, o

“Digital Nomads Madeira Islands”, que

tornou a Ponta do Sol numa Digital Nomad

Village, um conceito único na Europa que

tenciona dar a estes trabalhadores um local

que possam chamar de “casa” enquanto

lá permanecem. Começando por ser um

projeto-piloto com uma duração de cinco

meses (ocorreu entre fevereiro e junho),

a primeira fase passou pela identificação

das necessidades dos nómadas digitais,

que puderam, por sua vez, potenciar as

ligações entre si, com as empresas locais

e pelo contacto com vários investidores.

“Desde o início da iniciativa Digital

Nomads Madeira Islands, já recebemos

mais de 7880 inscrições, de 105 países”,

afirma Micaela Vieira, Gestora de Projetos

na Startup Madeira.

“Ao longo dos cinco meses deste projeto-piloto,

tivemos a oportunidade de

conhecer melhor as necessidades dos

nómadas digitais e fortalecer as relações

entre este nicho de mercado e empresas

e empreendedores locais”, acrescenta.

Quando findado o período definido, a

conclusão foi continuar a iniciativa por

mais três anos, com a Nomad Village na

Com a iniciativa a ser considerada um sucesso,

deverá continuar por mais três anos

Ponta do Sol a continuar por mais um ano,

tendo em conta a dimensão do sucesso do

projeto. “O nosso objetivo para os próximos

três anos de desenvolvimento do projeto

continua a ser impulsionar a economia

local e promover empresas, negócios e

empreendedores da Madeira e Porto Santo,

desde alojamento, hotelaria, rent-a-car,

restaurantes, contabilistas, advogados,

entre outros”, explica Micaela Vieira.

“Atendendo ao elevado interesse de nómadas

digitais no projeto, outras localizações

na Madeira estão a ser desenvolvidas por

empreendedores locais privados, agregando

vantagens para os melhor receber, desde

alojamento a espaços de trabalho, como é

o caso de Santa Cruz, Machico e Funchal

e, brevemente, na Calheta, Santana e São

Vicente”, conclui.

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Julho de 2021

pmemagazine.sapo.pt


MEDIR PARA GERIR

INVESTIR NA ESTRATÉGIA

DE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

O cenário atual exige encontrar soluções

que ajudem as PME a reduzir a taxa

de esforço das equipas e outros recursos

disponíveis na criação de valor. Conscientes

deste enquadramento, a competitividade

das organizações nos próximos anos estará

em grande parte ligada à sua capacidade de

transformar digitalmente o seu negócio. É

inevitável! Neste sentido, é necessário capacitar

os gestores das PME com ferramentas

e competências que promovam uma transição

digital eficaz que resulte no aumento

da competitividade dos seus negócios. Um

dos desafios identificados passa pelo facto

de muitos gestores considerarem que o seu

negócio não depende desta evolução. Mas

se demorarem muito tempo podem correr

o risco de se tornarem irrelevantes.

Duarte Silveira, Head

of The Digital Experience

Lab

A

transformação digital dos negócios

nunca foi tão urgente. Pedro

Brito, Associate Dean for Executive

Education and Business Transformation da

Nova SBE Executive Education, e Duarte

Silveira, Head of The Digital Experience

Lab e especialista em transição digital,

explicam porque a formação nesta área é

tão relevante para as pequenas e médias

empresas.

Ainda é possível permanecer relevante

no mercado sem investir numa estratégia

de transição digital?

De que forma o Programa de Transformação

Digital para PME desenvolvido pela

Nova SBE responde a estas necessidades

de uma forma diferenciada?

Trata-se de um programa que junta

especialistas e um corpo docente ímpar,

selecionados para apoiar os gestores das

PME neste processo de transformação ao

ritmo de cada empresa. Conscientes de que

o tempo é um dos recursos mais escassos nas

organizações de pequena e média dimensão,

este programa foi desenhado de forma a

oferecer a opção de realizar o mesmo em

duas fases distintas, assim como assenta

num princípio de aprendizagem aplicada,

permitindo compreender o retorno da sua

dedicação a esta iniciativa, desde o início

da jornada.

Depois da formação, quais os próximos

passos na transformação digital? Como é

possível passar da estratégia à execução?

Os participantes percorrem uma jornada

que combina diferentes metodologias

educativas para aquisição dos conhecimentos

chave e a realização de um projeto que

poderá ser aplicado imediatamente na sua

empresa. A rede de mentores selecionada

para o programa irá permitir que todos

os gestores se sintam acompanhados no

processo de implementação destes projetos

após o programa formativo.

Pedro Brito, Associate

Dean for Executive

Education and Business

Transformation da Nova

SBE Executive Education

Texto:

Mafalda

Marques

Fotografia:

D.R.

As primeiras edições do programa

terão início em outubro deste ano. As

inscrições estão abertas desde junho.

Julho de 2021

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MARKETING

Texto:

Rafaela Silva

Fotografia:

Pexels

MARKETING DE INFLUÊNCIA

O PODER DOS INFLUENCIADORES

O marketing de influência ainda é relativamente novo, mas na verdade é uma

estratégia em expansão. De entre as diversas personalidades das redes sociais,

há umas que saltam à vista e cabe às marcas decidir quem tem melhor potencial

para representá-las. Na rubrica “Influencia-me” o foco é exatamente perceber

o porquê de as marcas se aliarem a um influenciador digital.

A edição de 2021 do

recente estudo Figuras

Públicas e Digital

Influencers da Marktest,

avaliou indicadores

de notoriedade e empatia

para um conjunto de 62

nomes de figuras públicas,

a que se junta uma lista de

40 nomes de blogs, vlogs,

bloggers, instagrammers

ou youtubers.

C

om uma comunidade fiel que

os acompanha e cresce diariamente,

os influenciadores têm a

capacidade de chegar às pessoas com uma

mensagem forte, direta e pessoal. É graças

a estas características que o marketing de

influência tem ganho dimensão no contexto

de mercado português. Tornou-se mais

valioso que nunca uma marca associar-

-se a estas pessoas que têm uma voz ativa

nas redes sociais, mas que acima de tudo

complementem os valores e as práticas

da própria.

A PME Magazine lançou, no início

deste ano, a rubrica “Influencia-me”

que mostra as vantagens que uma marca

pode ter ao trabalhar com um influencer

digital. Neste segundo trimestre abordamos

temas bastante diversos que vão

desde a beleza e lifestyle, como é o caso da

parceria entre a Bárbara Inês e o Grupo-

Concept, à sustentabilidade, bem-estar e

consciência ambiental, como nos mostra

a Catarina Barreiros e o IKEA, até à forma

como podemos descomplicar pequenas

tarefas do dia a dia, como a Maria Pessanha

e o Meu Super. Apesar das vantagens, é

importante uma marca trabalhar com quem

reconheça utilidade nos seus produtos e

serviços. No caso da parceria da Bárbara

Inês com o GrupoConcept foi exatamente

o que aconteceu. A marca procurou não só

promover a BodyConcept e DepilConcept,

mas também mostrar que se alia a mulheres

reais, com todos os tipos de corpos e que

promove o bem-estar.

A naturalidade desta parceria tem vindo

a dar frutos e já dura há cerca de dois anos.

No caso da IKEA, o objetivo era criar awareness

nos consumidores para questões como

a sustentabilidade, a responsabilidade

social e a consciência ambiental. A marca,

conhecida pelos seus produtos para casa,

uniu-se a Catarina Barreiros e mostrou como

pequenas ações podem ter um impacto

gigante para o ambiente. Em entrevista

à PME Magazine, a Country Manager do

IKEA, Helena Gouveia, revelou que esta

foi a campanha com maior sucesso e que

se destacou a nível internacional devido

ao seu conteúdo relevante.

Já o Meu Super decidiu adotar uma estratégia

que mostrasse aos seus consumidores

como é fácil fazer compras sem perder muito

tempo. A campanha decorreu através de um

giveaway na rede social Instagram da Maria

Pessanha e foi um dos melhores passatempos

partilhados pela influenciadora digital. Com

estes resultados ainda tem dúvidas sobre

se deve apostar no marketing de influência

para o seu negócio?

Julho de 2021

40 pmemagazine.sapo.pt


MARKETING

C

onhecida por promover o convívio

entre amigos, a Super Bock

viu-se desafiada a criar uma nova

campanha publicitária que correspondesse

à realidade da pandemia. Com o distanciamento

a que os tempos obrigam, a marca

decidiu apostar na segurança e criar garrafas

com rótulos distintos para que ninguém

confundisse qual era a sua garrafa.

Bruno Albuquerque, diretor de marketing

de cervejas do Super Bock Group,

revelou que “esta campanha foi lançada

num momento-chave, em Portugal”, pois

“desde o início da pandemia que o grupo

decidiu que devia contribuir ativamente

para combater os efeitos da pandemia”.

Assim, a empresa decidiu apostar no

regresso ao convívio, seguindo sempre

as diretrizes da DGS, e criou “a edição

especial de garrafas inconfundíveis com

gargantilhas de cores diferentes, para que

o consumidor consiga saber qual é a sua”.

A campanha “Amigos, amigos, cervejas

à parte” está a decorrer em formato multiplataforma,

cobrindo pontos de venda, o

digital – nomeadamente nas redes sociais

-, a televisão, outdoors e contando com

influenciadores parceiros.

Solução digital

Com a pandemia, o Super Bock Group

optou por implementar ações no âmbito

digital, destacando-se a solução do Menu

Autêntico, que compreende uma plataforma

de criação de menus digitais dos restaurantes

que estivessem associados à marca.

Texto:

Rafaela Silva

Fotografia:

Divulgação

“AMIGOS,

AMIGOS,

CERVEJAS

À PARTE”

CONVÍVIO

EM PANDEMIA

Conhecida pelas suas inúmeras campanhas

de sucesso e, acima de tudo, pela cerveja,

a Super Bock é uma das marcas de referência

em Portugal. Num ano marcado pela pandemia,

a empresa voltou a inovar e surpreendeu com

a sua nova edição que apela ao convívio

em segurança, “Amigos, amigos, cervejas

à parte”.

“Era muito importante criarmos

uma solução que permitisse aos amigos

voltar a estarem juntos, a desfrutar

de uma Super Bock e em segurança”

Bruno Albuquerque explica que “quer

o Menu Autêntico, quer a edição especial

de garrafas inconfundíveis da Super

Bock”, todas as soluções “cumprem os

mesmos propósitos: manter a relevância

da marca perante uma situação excecional

e proporcionar segurança em momentos

de consumo”.

Dos desafios à inovação

O diretor de marketing explicou que os

maiores desafios passaram por “proteger

as pessoas e assegurar a sustentabilidade

do negócio”, particularmente devido

A marca decidiu criar

um rótulo colorido para

ajudar o consumidor

a identificar a sua garrafa

ao facto de que a Super Bock e as marcas associadas ao grupo

dependem “de ambientes festivos e do convívio”. Reinvenção

foi o mote e as marcas viram num momento de incerteza uma

oportunidade de inovar “através do fabrico inédito de álcool gel

a partir da produção da nossa cerveja sem álcool (Super Bock

Free tornada Super Doc) que doámos ao SNS, do apoio ao canal

HORECA com a nossa iniciativa Bock in Business ou de darmos

palco a iniciativas solidárias”.

“Era prioritário para a Super Bock apoiar este regresso ao

convívio, não só em esplanadas, como também em casa”

Sobre o feedback das ações, em especial da campanha, têm

sido “muito positivos” devido à criatividade e pertinência que

acompanham a marca.

Julho de 2021

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TECNOLOGIA

INOVAR

PARA GERIR

A empresa global de tecnologia e consultoria, InnoWave,

posiciona-se no mercado como sendo uma organização capaz

de resolver problemas, uma incubadora de ideias e uma

construtora de sonhos. Através destes atributos e de um

conjunto de serviços na área da tecnologia, a empresa opera

em diversos setores e com vista a capacitar os seus clientes

de ferramentas digitais.

Conhecida por

proporcionar experiências

digitais, desenvolver

operações e transformar

empresas, a InnoWave

continua a sua aposta

em melhorar o negócio

dos seus clientes através

da tecnologia.

Texto:

Rafaela Silva

Fotografia:

Pexels

A

empresa de tecnologias InnoWave

foi criada em 2008 por Tiago

Mendes Gonçalves e Fernando

Correia. Os dois fundadores viram no

mercado de informação de tecnologias e

serviços potencial para investir e construir

uma estratégia que assentasse nas

melhores práticas de gestão de qualidade.

Neste sentido, a InnoWave trabalha para

os stakeholders de modo a corresponder

às suas necessidades.

A organização portuguesa trabalha com

cinco objetivos principais do sistema de

gestão como apoiar nos objetivos estratégicos

dos seus clientes, assim como

garantir a satisfação das necessidades dos

que a procuram. Promove uma gestão de

projeto de forma eficaz, de modo a aumentar

a capacidade de inovação e maturidade.

Para além disso, um dos seus maiores focos

passa por garantir e promover a proteção da

segurança da informação.Para a concretização

destes objetivos, a InnoWave fornece

serviços na área de experiências digitais,

promovendo a interação entre clientes e

colaboradores com base em game elements;

na transformação digital, com o objetivo de

proporcionar aos seus clientes ferramentas

digitais, como cloud transformation, IoT

industrial, enterprise automation e mais,

para que estes se afirmem no mercado

através do lançamento de novos produtos e

serviços; e, através da criação de aplicações

de desenvolvimento, como plataformas

digitais e IoT, digital QA, análise da informação

recolhida e da melhoria da segurança

cibernética. Com a missão de “To change

lives through innovation”, em português

“Mudar vidas através da inovação”, a

organização tem vindo a inovar o mercado

através do espírito criativo, do talento, da

transparência e do trabalho dos seus mais

de 380 colaboradores, e a prova disso é a

sua internacionalização. Até ao momento,

a InnoWave conta com escritórios não só

na Europa, como em Portugal, no Reino

Unido, Bélgica e Holanda, mas também está

presente nos Estados Unidos e na Índia.

42

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Transmissões

em Direto

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Corporativos

Cobertura

de Eventos

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Julho de 2021

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43


AGENDA

SET

10 a 12

Carcavelos

GreenFest

Carcavelos

O maior movimento

de sustentabilidade

do país vai voltar

em setembro, em

Carcavelos. Este ano,

o GreenFest regressa

em formato híbrido

e com o tema Regenerar:

Ecologia, Economia

e Saúde.

A iniciativa promete

três dias com novas

experiências e partilha

de ideias. Para

o programa estão

previstas várias atividades

como palestras,

debates, show

cookings, exposições

virtuais, entre outras.

Mais info:

greenfest.pt

Fotografia: Pexels

Fotografia: Pexels

16 a 17

Universidade

de Évora

A World For Travel

A Universidade de Évora está a organizar o primeiro

fórum A World For Travel, um evento B2B

internacional, com o objetivo de abordar temas

como os constrangimentos que o turismo enfrenta

numa altura em que a pandemia dificulta

soluções para o setor. Ambiente e alterações

climáticas, tecnologia e impactos sociais serão

também compromissos na agenda.

O evento decorrerá em formato digital e vai

estar limitado a 500 pessoas.

Mais info:

aworldfortravel.org

SET

Fotografia: Unsplash

SET

16 a 19

Altice Forum

Braga

53º edição AGRO

– Feira Internacional

de Agricultura,

Pecuária e

Alimentação

A AGRO é a feira de

agricultura mais importante

da região

norte de Portugal.

É aqui que se juntam

os principais agentes

do setor agrícola,

desde agricultores,

a criadores de gado,

produtores, mas

também especialistas

nacionais e internacionais

e o público

em geral. Este ano, os

participantes podem

esperar um programa

diversificado com

conferências, demonstrações,

degustações

e ainda concursos

pecuários.

Mais info:

forumbraga.com/Feiras/

Agro

07 a 10

FIL

Pavilhão 1

SIL – Salão

Imobiliário

de Portugal.

A SIL – Salão Imobiliário

de Portugal é um

evento que pretende

dar a conhecer os

grandes projetos desenvolvidos

no setor

do imobiliário em

Portugal. É o ponto

de encontro para

investidores, empresários,

técnicos

e compradores. Vão

ser quatro dias com

exposições, conferências,

oportunidades

que fazem deste

evento o melhor local

para networking.

Mais info:

imobiliario.fil.pt

OUT

44

Julho de 2021

pmemagazine.sapo.pt


Julho de 2021

pmemagazine.sapo.pt

45


FORA D`HORAS

Reserva Alecrim

Eco Suites

& Glamping

Boutique Resort

Quando 26 hectares de serra se transformam

num boutique resort de luxo em pleno Santiago

do Cacém, distrito de Setúbal, faz sentido

conhecer o negócio e a visão por trás de um

investimento na ordem do 1,5M de euros.

Texto:

Mafalda

Marques

Fotografia:

Reserva Alecrim,

Black Pig

Destilaria

e Horses by

the Beach

A Reserva Alecrim

terá 45 alojamentos

construídos até

final de 2021

T

udo nesta reserva foi

pensado ao pormenor

para respeitar o ecossistema

onde se insere.

O desafio foi lançado

por Mário Barbosa a

Tiago Ferreira, o diretor

geral e financeiro da empresa, desde

2018. Tudo começou com um pedido

de ajuda de Mário para a candidatura a

um programa do Portugal 2020. A Reserva

Alecrim é um espaço de natureza

e a intenção foi investir num turismo

natural que conciliasse natureza e tranquilidade.

Começaram com seis casas

de madeira e descobriram em feiras

internacionais o conceito inovador

de glamping (vide: acampar com glamour),

quase inexistente em Portugal.

E foi essa a grande aposta.

“Quando abrimos, o turismo estava ao

rubro em Portugal, não havia pandemia

e não queríamos ser mais um. Efetivamente

somos pequenos, sabíamos

que queríamos comunicar pela diferenciação

e não por investimento louco”,

conta Tiago Ferreira.

“Investimos num conceito novo, em

Portugal poucas pessoas o conheciam,

e decidimos investir em domes, uma

espécie de cúpula. Em 2018, montámos

cinco unidades, em 2019 aumen-

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Julho de 2021

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FORA D`HORAS

O gin mais

premiado da Europa

A VISITAR

Black Pig Alentejo

- Destilaria de Gin

em Santo André

támos para 10 domes e investimos em

eco suites (casas de madeira), pois o

nosso objetivo é dar uma diversidade

de experiências de alojamento.

As pessoas gostam dos domes porque

nunca experimentaram, mas compreendemos

que para uma família

maior seja mais incómodo um espaço

menor, daí as casas de madeira serem

uma excelente opção para estadias

mais prolongadas. As pessoas repetem

a estadia para experimentar vários

tipos de alojamento entre tendas safari,

domes, casas de madeira, o que é

bom”, adianta.

A ESTRATÉGIA DE CRESCIMENTO

Atualmente, dispõem de 11 domes e estão

a construir mais quatro, para completar

os 15 domes até final de 2021,

mais as 12 casas de madeira. Optaram

por fazer uma inovação entre dome e

eco suite, colocando a cúpula em cima

da casa da madeira, o que tem sido

um sucesso pois as pessoas têm todo

o conforto de uma casa. As entradas

são separadas para poder haver privacidade.

A experiência

de pernoitar num

dome é inesquecível

e o enquadramento

natural é único

RESERVA ALECRIM

ECO SUITES

& GLAMPING

BOUTIQUE RESORT

Ademas, Santa Cruz

7540-051 Santiago

do Cacém

| +351 911 111 137 |

pt.reservaalecrim.com

Preços sob consulta.

Destilaria Black Pig é de produção artesanal

O gin mais premiado da Europa é português

e alentejano. O criador e fundador,

Miguel Ângelo Nunes, começou

por plantar medronheiros em 2007,

depois a criação do porco alentejano

em 2014, e, em 2016, a destilação e

produção artesanal de gin. Em 2018,

começa a comercialização de gins e,

em 2019, lança o primeiro rum da história

de Portugal Continental, que se

torna o mais premiado da Europa. Em

2020, constrói uma zona de bar e degustação

e cria o trilho Gin Black Pig.

Em 2021, cria o conceito da primeira

reserva natural de gin do mundo, numa

simbiose perfeita entre animais, ecossistema

e produto final, e conquista o

World Gin Awards 2021, na categoria

Best Portuguese London Dry.

Mais info:

blackpig.pt

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47


FORA D`HORAS

A VISITAR

HORSES BY

THE BEACH

Não é só a Madonna que anda a cavalo

nas praias idílicas da costa alentejana.

Esta é a praia mais extensa da Europa,

com 47 km, em Melides, e a ideia do

negócio surgiu da paixão por cavalos

de Lourenço Aragão, no início da pandemia.

Este jovem empreendedor monta

a cavalo desde os 10 anos, sempre

participou em competições internacionais,

mas é nos passeios em grupo que

consegue relaxar. Os seus 16 cavalos

estão bem treinados para passear

pessoas de todas as faixas etárias, incluindo

crianças. Abriu a empresa após

o primeiro desconfinamento, escolheu

esta região por ser um defensor do

Alentejo e definiu o percurso dos passeios

desde a floresta até à praia para

tornar a experiência mais autêntica. Os

passeios podem ser individuais ou em

grupo (até 8 pessoas) e os preços vão

desde 50 euros por pessoa. O custo de

um passeio privado é o preço normal

da época por cavalo, com uma taxa

adicional de 75 euros.

Tem ainda o serviço de fotografia e

drone para registar os momentos.

Mais info:

horsesbythebeach.com

Passeios a cavalo na praia

O investimento em infraestruturas veio só depois do investimento em alojamento. A reserva inclui dois restaurantes,

uma piscina coberta, várias lagoas e em breve terá um pavilhão dome multiusos

De 2019 a 2020 investiram muito em

infraestruturas, depois de terem apostado

em casas e haver massa crítica de

rentabilidade que justificasse a criação

de piscinas, restaurantes e espaços

comuns. Tiago Ferreira explica a decisão:

“A nossa estratégia de crescimento,

numa fase inicial, foi aumentar

alojamento em 2019, depois, em 2020,

investimos em infraestruturas onde

construímos a nossa dome pool (piscina

interior) e iniciámos as lagoas com

4.000 metros de água, para quem não

conhece. Tendo, então, a capacidade

de oferecer outros serviços para além

de alojamento, este ano de 2021 voltámos

a investir em alojamento precisamente

porque queremos crescer das

31 casas para as 45 unidades. E, por

enquanto, vamos parar por aqui”, sorri.

A Reserva Alecrim tem 26 hectares de

área, está a investir em infraestruturas

mais lúdicas como as lagoas, parques

infantis, trampolins, campo de vólei,

um novo restaurante (´O FOGO´) e, em

2022, os investimentos estarão focados

nos serviços com atividades rentáveis.

Os equipamentos não têm rentabilidade

associada, estão disponíveis a todos

gratuitamente, então terá de ser nos

serviços que o negócio irá crescer.

SERVIÇOS E PARCERIAS DE FUTURO

A pandemia travou alguns investimentos

por parte da Reserva Alecrim que

adiou para este ano o investimento

num pavilhão multiusos em formato de

dome para corresponder a solicitações

de empresas para atividades de team

building e promotores de eventos de

terapias alternativas (biodanza, ioga,

retiros) pela localização e contacto

com a natureza. No entanto, é possível

alojar tendas para grupos em áreas

reservadas, para campismo selvagem e

acesso às infraestruturas com atividades

como canoagem e standup padel.

Na verdade, a pandemia alterou a

forma como encaram o negócio nos

dias de hoje. Antes, o glamping era

desconhecido em Portugal, o que

atraía muitos estrangeiros como espanhóis,

franceses, holandeses. Com a

pandemia, a Reserva Alecrim vive do

mercado interno, cujos hábitos mudaram.

A reserva tem todos os espaços

comuns abertos (à exceção da piscina

coberta) e dispersos, o que não gera

aglomerados.

Outra estratégia da Reserva Alecrim

é estimular a economia local fazendo

parcerias com os seus vizinhos, sejam

restaurantes, parques temáticos ou

promotores de atividades. Assim, decidiram

lançar uma série de 53 episódios

dedicada aos parceiros locais, que

divulgam nas redes sociais com

muito orgulho.

A estratégia de crescimento inclui ainda

a participação de pequenos investidores

que podem adquirir as casas,

depois de rentabilizadas, ficando a

gestão das mesmas a cargo da Reserva

Alecrim no sentido de recuperar o seu

investimento inicial e continuar a reinvestir

no crescimento da reserva.

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OPINIÃO

Texto:

Francisco Sá

Presidente

do IAPMEI

Fotografia:

D.R.

P

ara a economia portuguesa, em

particular no atual contexto, um

dos desígnios fundamentais é o de

aumentar o número de empresas competitivas

no mercado global. É nesse sentido

que se orientam as políticas públicas de

dinamização empresarial.

Sabemos que, em geral, as empresas

reconhecem aspetos como a sistemática

aposta na inovação, na diferenciação e

no alinhamento com as necessidades dos

clientes, na capacidade de adoção e adaptação

de novas tecnologias, na capacidade

de abordar e diversificar mercados, na

aposta na qualidade, na inovação aberta,

na cooperação empresarial e na cooperação

com o sistema científico e tecnológico,

como a chave para o seu sucesso.

Em particular no que se refere às PME,

importa criar as melhores condições para

permitir a projeção de estratégias de inovação

e de reforço da sua competitividade,

suportadas em investimentos devidamente

alinhados com as novas exigências dos

mercados e com os temas da transição

digital, da sustentabilidade e da economia

circular. Por isso, e no que se refere aos

estímulos às empresas, importa, desde

logo, sublinhar que estes apoios possuem

habitualmente diferenciações positivas

quando se destinam às PME. Por exemplo,

a taxa de apoio às médias empresas

aplicável pelas regras de auxílios de estado

é majorada em 10 pontos percentuais e,

no caso de uma pequena empresa, essa

majoração é de 20 pp. Numa perspetiva de

recuperação da dinâmica empresarial, as

nossas empresas deverão estar atentas ao

conjunto de oportunidades emergentes,

decorrentes da confluência de um quadro

de estímulos ao investimento empresarial

único que contempla o Programa PT 2020,

o PRR – Plano de Recuperação e Resiliência

e o QFP – Quadro Financeiro Plurianual (PT

2030).No contexto do Plano de Recuperação

e Resiliência (PRR), os apoios às PME

estarão presentes de forma transversal nas

medidas destinadas às empresas.

No caso das agendas/alianças mobilizadoras

para a inovação empresarial e

das alianças verdes para a inovação, serão

privilegiadas as dinâmicas colaborativas.

Com efeito, a inovação através de projetos

colaborativos entre PME, não PME e

entidades do sistema nacional científico e

tecnológico garante não apenas a obtenção

de massa crítica, de escala, reduzindo os

custos e os riscos associados à inovação,

mas induz também efeitos de arrastamento

multiplicadores na economia portuguesa

e garante a afirmação e o fortalecimento

do sistema de I&DT nacional, crucial no

desenvolvimento de investigação aplicada

e no apoio à inovação empresarial. Para

esta iniciativa, o PRR prevê 930 milhões

de euros de subvenções financeiras que

poderão alavancar cerca de 3 mil milhões

de euros de investimento. Ainda no âmbito

do PRR, importa salientar a importância da

transformação digital para as PME. O PRR

aloca 650 milhões de euros para reforçar

a digitalização das empresas, de modo a

recuperar o seu atraso face ao processo de

transição digital em curso, permitindo

apoiar as empresas em diversos domínios.

Este investimento e o conjunto de projetos

nele incluídos contribuirão assim para

a transformação dos modelos de negócio

das PME portuguesas e para a sua digitalização.

Por outro lado, e relativamente ao

Portugal 2030, o que temos como certo é

que as prioridades continuarão focadas

nas PME e na importância que estas têm

para a transformação e coesão do tecido

económico nacional e europeu. Apesar das

dificuldades, as empresas portuguesas estão

atentas às oportunidades que vão emergir

no período pós-Covid e saberão, decerto,

aproveitar o potencial destas oportunidades.

Saberão, sobretudo, traduzi-las em valor

económico.

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