s290[online)

deptecnico

Atualidade: Stop Bullying

A bordo do World Voyager

Marcelo

Rebelo de Sousa

comemorações

do Dia de Portugal

na madeira

€2,50 | N.º290

ANO XXIV mensal juLho 2021

Mário Ferreira

Entrevista

Look Verão 2021

Dicas de Moda

5 602930 003431


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A revista Da madeira

www.sabermadeira.pt

Revista Saber Madeira

saber.fiesta.madeira

sabermadeira@yahoo.com

291 911 300


sumario

11

04 ENTREVISTA

Mário Ferreira, presidente do

grupo Mystic Invest, recebeu um

grupo de jornalistas madeirenses

a bordo do ‘World Voyager’, para

apresentar o navio e divulgar

o programa de cruzeiros.

Os projetos e ambições do

empreendedor português que se

tornou uma referência.

06 Cruzeiros

A bordo do World Voyager

08 Atualidade

O Dia de Portugal na Madeira

10 Turismo

Para onde e como viajar em

tempo de covid-19?

11 Turismo

“Eu sei onde” dá o mote à retoma

do turismo madeirense

12 ESCOLA

Bullying/Cyberbullying: a violência

contra as crianças...

13

15

16

18

Narrativa Ficcional

Uma vida interrompida

Cantinho da Poesia

Amores de Verão

Caprichos de Goes

A acusação de “loucura” como

instrumento de descredibilização

pública – Parte 3

Em Análise...

Medíocres úteis

20 Educação

I Conferência Internacional de

Saúde e Inclusão em Tempos de

Pandemia - Parte 1

21 Tecnologia

Impacto dos dispositivos

eletrónicos no sono das crianças

22

24

26

27

28

30

Opinião Hélder Spínola

Que educação ambiental?

23 Finanças

Consolidação de crédito e o fim

das moratórias

Madeira Aves

‘Garajau de Bico Preto’ e ‘Rola do

Mar’

Agenda Cultural da Madeira

Julho 2021

Viver sem Fumo

Entrevista com Cristiana Machado

Câmara Municipal do Funchal

Candidatura Funchal Europeia da

Cultura 2027

Viajar com Saber

Giomonde e Rio de Onor

32 Nutrição

Toxoplasmose

33 Saúde

Melhor calçado para miúdos e

graúdos

34 Bem-Estar

Aromaterapia e a a casa

35 Beleza

Pele hidratada no verão

36 Comportamento

A fronteira do conforto

37

38

Image Consulting

O segredo para ser atraente

40 MakeOver

Um dia com...Tatiana Abreu

42 Motores

Tomada de Posse Associação

Motociclismo da Madeira

43 Motores

Consultório dos Motores

44

46

Fashion Advisor

As cores do Brasil

Marcas Icónicas

Havaianas

47 Inovação

Escritórios de jardim inspirados

em filmes e séries de televisão

48 Decoração

O descanso que faltava para a sua

casa

49 Social

56

58

28

Dicas de Moda

Summer Kimono

À mesa com...Fernando Olim

Estatuto Editorial

saber JULHO 2021

3


ENTREVISTA

Mário

Ferreira

Dulcina Branco

D.R. (direitos reservados)

Foi uma manhã diferente aquela que jornalistas madeirenses tiveram a oportunidade de partilhar a

convite do empresário Mário Ferreira a bordo do ‘World Voyager’, o mega e luxuoso iate da empresa do

grupo do qual é o CEO, Mystic Invest e que está atualmente a realizar cruzeiros entre os arquipélagos da

Madeira e dos Açores, a partir do Funchal. Mário Ferreira apresentou o navio e o programa de cruzeiros

inaugura uma nova fase no segmento de cruzeiros no Atlântico, entre os aquipélagos da Madeira, dos

Açores e das Canárias. Os investimentos, a operação, o navio e o seu registo na Madeira foram questões

colocados pelos jornalistas ao empresário e cujas respostas apresentamos nesta entrevista. É um dos

mais conhecidos empresários e empreendedores portugueses da atualidade Mário Ferreira, que nasceu

em Matosinhos há 53 anos. Licenciado em Gestão de Empresas Turísticas, tem ainda um curso de Gestão

Avançada para Gestores. O CEO do grupo Mystic Invest, detentora da Douro Azul - empresa líder de

cruzeiros fluviais em Portugal, entre mais de dez marcas, tornou-se em 2007 o primeiro turista espacial

português. Em virtude da parceria com a Virgin Galactic e da amizade com Richard Branson, fundou a

Caminho das Estrelas, a primeira empresa portuguesa no setor do Turismo Espacial. Os interesses do

empresário passam também pela televisão, onde adquiriu 30,22% da Media Capital, detentora da TVI, e

investiu na versão portuguesa do programa Shark Tank. O empresário foi já homenageado com diversas

condecorações e distinções por instituições portuguesas e estrangeiras.

4 saber JULHO 2021


É um programa

bastante completo,

que não era muito

conhecido mas no qual

estamos a apostar

e iremos promover

mundo fora

Em que consiste esta operação Funchal-

-Açores no segmento de cruzeiros?

- Trata-se de, o primeiro cruzeiro que sai do

Funchal com clientes alemães. A operação é

feita pela Mystic Cruises – empresa portuguesa

registada na Madeira. Estamos a apostar

num programa de cruzeiro que sai da Madeira,

visita as Desertas, vai ao Porto Santo

e visita as nove ilhas dos Açores. É um programa

bastante completo, que não era muito

conhecido mas no qual estamos a apostar e

iremos promover mundo fora.

De que produto é que estamos a falar?

- Estamos a falar de uma aposta em cruzeiros

de nicho num segmento de classe média

alta, em que os clientes deste tipo de cruzeiros

são pessoas viajadas pelo mundo inteiro,

informadas e que procuram cultura, museus,

caminhadas, natureza e locais com história.

Critica-se o facto de, este não ser um cruzeiro

acessível ao bolso da maioria dos portugueses

mas é importante referir que não estamos

a falar de um paquete mas de um mega

iate que opera no segmento de cruzeiros,

com todas as todas e as melhores comodidades

e serviços, que transporta 180 passageiros

para 130 tripulantes.

Qual tem sido o ‘feed back’?

- Felizmente temos tido muitos pedidos portugueses.

Temos tido uma boa aceitação.

Estamos ainda a 50% porque estes cruzeiros

não estavam programados – foi uma mudança

à última da hora, não foram promovidos

como tal. O primeiro teve origem nas Canárias

com passagem pelos Açores e o que

se verificou é que as pessoas ficaram de tal

maneira satisfeitas que decidimos investir

nesta operação. Os comentários têm muito

O registo da Madeira

é bom e é totalmente

transparente

positivos, o que se verifica nos comentários

e opiniões manifestadas por bloguistas e jornalistas

que temos a bordo e que nos indicam

que estamos no bom caminho. Acredito

que, esta operação será bem sucedida e que,

no futuro, venha a transformar-se num cruzeiro

regular. É esse o nosso objetivo dado

que, estamos a ser bem recebidos em todas

as ilhas. Estamos também a analisar a possibilidade

de incluir as ilhas Canárias na operação

e ainda vir a criar o ‘triângulo’ continente

português, Madeira e Açores num cruzeiro

de 15 dias.

Optou por registar os seus navios no Registo

Internacional de Navios (MAR) do

Centro Internacional de Negócios da Madeira.

Com isso desmistifica preconceitos

que ainda existem em relação a este...

- Considero que, o registo da Madeira é bom

e é totalmente transparente. É um registo

que obriga os armadores a manterem os navios

em boas condições, ao contrário de outros

registos internacionais. A Madeira é um

registo de mar que está a crescer cada vez

mais e é exigente, é respeitado pelo mundo

fora pelo que, só faria sentido ter o registo no

Centro Internacional de Negócios da Madeira,

que inclui o Registo Internacional de Navios

(MAR). A nossa mais recente aquisição, o

navio Vasco da Gama, está também registado

na Madeira. Quando comprámos o navio,

a nossa primeira medida por mudar o registo

para a bandeira portuguesa e registo de mar

na Madeira. O país está bem servido com o

registo da Madeira, tem uma boa bandeira e

isto faz com que continuemos a registar os

nossos navios no registo da Madeira. Todos

beneficiam. Temos mais de dois mil funcionários

que pagam aqui os seus impostos e

onde temos um dos nossos escritórios.

Para além do registo português, o World

Voyager é um prodígio das melhores

marcas portuguesas, com todos os equipamentos

e mobiliário de fabrico português...

- Sim, vai desde a Vista Alegre nos pratos, os

talheres fabricados em Guimarães os copos,

os colchões, as alcatifas da Lusotofo, o mobiliário

feito em Paços de Ferreira, as carpintarias

são portuguesas, passando pelo pessoal

na ponte de comando, com a oportunidade

dada a novos oficiais que vêm da Escola Naval

e que aqui podem fazer escola até serem

futuros comandantes. A primeira língua falada

a bordo é o alemão e tem sido muito difícil

encontrar portugueses que falem fluentemente

alemão, daí termos mais portugueses

a trabalhar na parte da ponte e no setor das

máquinas do que na parte hoteleira.

São já 6 navios, todos eles com esta componente

portuguesa. Este segmento quanto

é que representa em termos de investimento?

- Cada navio destes ronda os 100 milhões de

euros É um investimento elevado mas, felizmente,

continuamos a ter bancos portugueses

que nos apoiam, como a CGD, o Novo

Banco, o BCP, o Montepio, que apostam e

apoiam estes investimentos e acreditam no

negócio.

Tudo isto apesar da pandemia...

- Sim, os últimos dois anos têm sido difíceis

por causa da covid mas os cruzeiros irão recomeçar

em força a partir de julho e os navios

mais pequenos, nomeadamente os mega iates

como este, serão os que mais facilmente

irão recuperar e prosperar. s

saber JULHO 2021

5


TURISMO

À velocidade de cruzeiro

a bordo do World Voyager

J

á navega no Atlântico e veio para ficar,

para gáudio dos amantes de cruzeiros,

e não só. A experiência de viajar a bordo

deste imponente mega iate de luxo

é única e recomenda-se. Se não, vejamos.

O World Voyager - 126 m de comprimento,

19 de largura, impulsionado por motores

híbridos (diesel/elétrico) Rolls Royce 9.000

Km, pode navegar por entre o gelo, capacidade

para transportar até 200 passageiros

e 100 tripulantes - representa o que de

melhor existe no seu segmento no que diz

respeito a conforto, comodidade, facilidades

e elegância. O navio saíu dos estaleiros de

Viana do Castelo em agosto 2020, onde foi

construído, para cumprir uma rota de cruzeiros

nos arquipélagos atlânticos Madeira e

Açores – rota que tem como público alvo o

mercado alemão - que se iniciou em junho

deste ano. O cruzeiro operado pela Nicko

Cruises, teve início a 2 de junho em Ponta

Delgada, nos Açores, onde o navio chegou

com 51 passageiros, tendo seguido depois

para o Funchal, depois de percorrer sete das

nove ilhas açorianas. O navio saíu do porto

do Funchal no final da tarde do dia 11 de

junho com 78 passageiros, tendo fundeado

nas Desertas, seguindo depois para o Porto

Santo e os Açores como destino final. Refira-se

que, em 2020, devido à pandemia, os

portos da Madeira tiveram quebras de 74%

no número de passageiros e de 76% nas escalas.

O World Voyager, da Mystic Cruises,

de Mário Ferreira, promete ser produto de

sucesso das ilhas portuguesas. s

Dulcina Branco

D.R. (direitos reservados)

6 saber JULHO 2021


saber JULHO 2021

7


ATUALIDADE

A República concretiza-se na Madeira:

Dia de Portugal 2021

Dulcina Branco

Amílcar Figueira

(Imagem Assembleia Legislativa Regional da Madeira)

O calor não afastou o elevado número de

pessoas que no Dia de Portugal, de Camões

e das Comunidades Portuguesas, desceram

ao Funchal para assistirem às iniciativas

programadas e que este ano tiveram

um significado especial. Isto porque, as comemorações

nacionais aconteceram pela

primeira vez na Região, depois de, no ano

passado, devido à pandemia da Covid-19, as

comemorações que estavam previstas para

a Madeira e para a África do Sul, terem sido

canceladas. No Funchal, e no âmbito destas

comemorações, o imparável Marcelo Rebelo

de Sousa voltou a brilhar pela simpatia

com que retribuiu os cumprimentos dos

milhares que com ele quiseram posar para

a habitual ‘selfie’. O presidente dos ‘afetos’

cumpriu, mesmo assim, um intenso programa

de iniciativas, oficiais e informais, como

a deslocação a Câmara de Lobos onde provou

a tradicional poncha, tendo prometido

novo regresso à Madeira por ocasião do

Dia da Assembleia Legislativa Regional da

Madeira, que se assinala em julho. Fizemos

um apanhado de imagens das cerimónias

oficiais que nos foram gentilmente cedidas

pelo Amílcar Figueira, da assessoria de comunicação

e imagem da Assembleia Legislativa

Regional, e a quem muito agradecemos.

s

8 saber juLho 2021


saber juLho 2021

9


TURISMO

DULCINA BRANCO

www.idealista.pt/news

Cabo Girão – Cícero Castro

Para onde e como viajar em tempo de Covid-19?

C

om a pandemia da Covid-19 a não

dar descanso, surgem dúvidas sobre

para onde se pode viajar, que testes

ou certificados de vacinação se

devem apresentar, ou ainda sobre os locais

onde é exigido o período de quarentena. Se

o objetivo é fazer férias em Portugal Continental,

saiba que é permitido viajar entre

concelhos, pelo que é possível planear férias

para qualquer ponto do país. No entanto, é

preciso tomar em atenção as restrições impostas

no comércio, restauração e atividades

culturais em cada concelho consoante as respetivas

taxas de incidência da Covid-19. No

que diz respeito às viagens para a Madeira,

é pedido um teste rápido ou teste PCR da

Covid-19 no aeroporto à chegada. Há exceções

à regra, estando dispensados de apresentar

testes passageiros com idade igual ou

inferior a 12 anos, passageiros com doença

devidamente comprovada por declaração

10 saber juLho 2021

médica e profissionais de saúde em serviço

para transferência ou evacuação de doentes

e passageiros que apresentem declaração de

alta clínica de vigilância. Se os planos passam

por marcar férias num dos países da União

Europeia e os países associados ao Espaço

Schengen (Liechtenstein, Noruega, Islândia e

Suíça), assim como com o Reino Unido, é importante

estar atento às orientações, nomeadamente

se estes países apresentarem nos

últimos 14 dias uma taxa de incidência inferior

a 500 casos por 100.000 habitantes, deve

apenas apresentar um “comprovativo de

realização de teste laboratorial (RT-PCR) para

rastreio da infeção por SARS-CoV-2, com resultado

negativo, realizado nas 72 horas anteriores

ao momento do embarque. Atenção

ao Reino Unido, país que, em junho, retirou

Portugal da lista verde de destinos seguros

para viajar. Para ajudar a planear a viagem

pela Europa, consulte a plataforma RE-Open

UE onde encontra informação para viajar em

segurança. Se a escolha é África do Sul, Brasil

ou Índia, talvez seja melhor planear a viagem

para outra ocasião, já que, são apenas permitidas

viagens essenciais de e para estes países.

Estão autorizadas viagens provenientes

da Austrália, Coreia do Sul, Israel, Nova Zelândia,

Ruanda, Singapura, Tailândia, República

Popular da China, bem como das regiões administrativas

especiais Hong Kong e Macau,

desde que na hora do embarque apresentem

um teste negativo (tipo RT-PCR) realizado

até 72 horas antes. Estes países devem

apresentar uma situação epidemiológica de

acordo com a Recomendação (UE) 2020/912

do Conselho, de 30 de junho de 2020, e respetivas

atualizações. Antes de viajar deverá

sempre obter e confirmar a informação sobre

procedimentos e restrições nos países de

origem e destino, junto da companhia aérea

e do serviço de estrangeiros e fronteiras. s


DULCINA BRANCO

Ana MESTRE

ana.mestre@companhiasolucoes.com (LifeStyle Account)

“Eu sei onde”

dá mote à retoma do Turismo madeirense

C

om Nova campanha para o mercado

nacional e internacional pretende

colocar os visitantes em

destaque como embaixadores do

destino, reforçar o sentimento de pertença

e mostrar a diversidade existente nesta

região que oferece experiências, paisagens,

cultura, gastronomia e memórias de uma

viagem sem igual. A mesma acontece em

multiplataforma, num investimento global

superior a 0,5M€. “Eu sei onde” é o mote

desta nova campanha lançada pela Associação

de Promoção da Madeira. Partindo

da premissa de “pertença”, esta vive como

se fossem os visitantes a recomendarem o

destino por diferentes razões que os marcaram.

Quer seja pelas praias infinitas, pelas

águas temperadas e de um azul cristalino,

pelas experiências culturais, pela paisagem

de natureza luxuriante, pela rica gastronomia,

pela hospitalidade dos locais, há muitas

razões para embarcar numa viagem até

à Madeira. “Eu sei onde há todos os tipos de

diversão”, “Eu sei onde há praias que nunca

mais acabam”, “Eu sei onde existem viagens

que ficam na memória” são alguns dos claims

que acompanham imagens do destino

que pretendem demonstrar uma experiência

sem igual e incitar à viagem. A campanha

arrancou em junho no mercado nacional e

inclui presença em rede de mupis em Lisboa

e Porto e forte aposta em digital, a que

se seguirá rádio e TV, nos meios de maior

audiência. Simultaneamente, é lançada a

campanha em 17 mercados internacionais,

tirando partido da abertura crescente destes

mercados para as viagens de lazer. Um

investimento que se estende até final de julho

e está focado não só nos mercados tradicionais

como França, Alemanha, Espanha

e Reino Unido, mas também novos mercados

de aposta, como a Polónia, Roménia e

Lituânia, entre outros. Segundo o Diretor

Executivo da APM, Nuno Vale, “quem visita

a Madeira não a esquece. Fica sempre a

vontade de voltar. Todos partilham do sentimento

de pertença, foi esta a premissa para

a campanha. Parte da ideia de darmos voz

a todos os que se sentiram em casa na sua

visita à região e serem eles a partilharem as

suas recomendações. Esta é uma campanha

que se centra na experiência, no lado

humano e caloroso, apoiado no visual único

que possuimos. Queremos inspirar todos

quantos anseiam por viajar neste verão e no

próximo outono/inverno, tirando partido da

retoma dos mercados”. s

saber juLho 2021

11


ESCOLA

stand up

sayNO

to bullying

TC

Bullying/Cyberbullying:

“A violência contra

as crianças é real e diária”

O que pensam os alunos sobre Bullying/Cyberbullying?

Frases e um conto respondem à questão.

Paus e pedras partem os

ossos mas as palavras

partem o coração.

Nuno Afonso

Faça a diferença, diga

não ao bullying!

Joana

O bullying provoca

suicídio! Não ao

bullying!

DIOGO

Não deixes ninguém

sozinho, se vês bullying

denuncia.

LUCAS

O bullying não

compensa, só leva à

violência.

RAFAEL

12 saber juLho 2021

Em junho último, um vídeo posto a circular

nas redes sociais e na televisão

mostrou um grupo de alunas a chamar

nomes e a agredir um rapaz num

troço da Estrada Nacional 10-2. Ao tentar

fugir, o jovem foi atropelado, tendo ficado

com ferimentos ligeiros. A escola onde estudavam

suspendeu as três alunas como resultado

do processo disciplinar instaurado.

O vídeo provocou reações de diversos quadrantes

da sociedade portuguesa e chamou

a atenção para a prática de bullying, problemática

que não é de agora e que tem vindo

a ter mais visibilidade com casos e situações

divulgadas nas redes sociais. “A violência

contra as crianças é real e diária”, alertou o

Comité Português para a Unicef, lembrando

que metade dos alunos em todo o mundo,

com idades entre os 13 e os 15 anos, disseram

ter sido vítimas de violência de colegas

quando estavam na escola ou nas suas imediações.

A violência atinge cerca de 150 milhões

de jovens em todo o mundo, segundo

números do estudo internacional realizado

pela Unicef divulgado em 2018 e recentemente

recordado pelo comité português.

Tudo para travar esta que é uma prática de

atos violentos, intencionais e repetidos contra

uma pessoa indefesa, pode causar danos

físicos e psicológicos às vítimas e acontece

na maior parte das vezes em ambiente escolar.

A turma 9 da Escola Dr. Horácio Bento

de Gouveia pronunciou-se sobre o tema

num trabalho organizado pela sua diretora,

Graça Oliveira, que explicou que “abordar

e sensibilizar a Comunidade Escolar relativamente

ao tema é de importante relevância

para os alunos. A turma participou no

referido projeto, em que os alunos tiveram

oportunidade de participar em conferências

online com colegas de outras escolas de

Portugal, pesquisaram e aprofundaram os

seus conhecimentos acerca desse fenómeno

nas várias disciplinas intervenientes no

projeto, projetaram e elaboraram marcadores

de livros com mensagens anti-bullying,

criaram um blog e participaram em várias

ações de sensibilização proferidas pelo Doutor

Marcelo Melim (da DRE), pelos agentes

da PSP (Escola Segura) e pela Dr.ª Nazaré

Freitas (da Unidade Operacional de Intervenção

em Comportamentos Aditivos e Dependências)”.

E o que escreveram os alunos

sobre o tema?. s


e sofres bullying não

sofras em silêncio.

Miguel

Um por todos e todos a

lutar contra o bullying!

Lúcio

Narrativa Ficcional

Uma vida

interrompida

Stop Bullying!

Henrique

Diz não ao bullying,

vamos fazer a diferença.

Pedro Afonso

Se sofres bullying

não tenhas medo de

exprimir os sentimentos,

denuncia.

MáximO

Faz da escola um lugar

melhor, aceita as

diferenças.

LAURA

Dá o bom exemplo.

jéssica

Dulcina Branco

Professora Graça Oliveira

Agradecimentos

Professora Graça Oliveira e turma 9 do terceiro

ciclo da Escola Dr. Horácio Bento de Gouveia

Mary de Carfora

Lia era uma rapariga tímida, cabelos ruivos como uma pequena

raposa, olhos azuis esverdeados como a água de um pacífico lago...

Era alta, mas passava despercebida, com muitos poucos amigos mas

de preciosa presença. Nascida a 10 de Maio de 2004, Lia era assim uma

taurina com um coração de ouro. Teria hoje 17 anos... Esta é a sua

história. (narrativa ficcional).

Autora do texto: Laura Camacho, aluna do 11.º Liceu Jaime Moniz

Lia teve uma infância dolorosa, com

trágicos e marcantes acontecimentos.

Uma mãe ausente, um pai toxicodependente.

Incompreendida, encontrou

refúgio na sua avó, uma mulher doce,

na casa dos 60. Da avó herdou enorme

paixão pela natureza. Com a avó partilhava

momentos cúmplices que lhe preenchiam

a alma. Gostava tanto de acariciar os cabelinhos

branquinhos e fofinhos da sua avó,

que acabava a adormecer nos seus braços...

Mas um dia a avó não acordou. Partira no

sono eterno que destroçara Lia da pior maneira

possível. Sentiu-se perdida, sem ninguém.

Mesmo rodeada dos poucos amigos

que tinha, sentia-se a pessoa mais solitária

do mundo. A solidão enorme que sentia não

a impediu de ter sofrido bullying. Tristes

rapazes que não sabiam o quanto eram esmagadoras

as palavras que lhe dirigiam!. Lia

aparentava ser feliz numa felicidade aparente.

E felicidade - ser amada, era o que mais

queria. Lia usava uma máscara, não daquelas

que somos obrigados a colocar no dia a

dia por causa do vírus, mas uma máscara

invisível, que vem de dentro e não deixa ver

as lágrimas. Lia tinha uma enorme paixão

por livros, em leituras que fazia na natureza.

Ler na natureza era o lugar onde estava em

casa. Tinha um canto secreto para ler - uma

macieira à qual todas as tardes se encostava,

e lia. Tinha uma relação especial com a

sua árvore. Sentia que ela também se sentia

diferente e com ela se identificava. Era paz o

que sentia quando estava junto à sua árvore.

Ninguém diria que lugar tão bonito, pacífico

e acolhedor haveria de ser a sua última

casa... 16 anos, um amor. Apenas um amor,

no entanto o mais verdadeiro que havia sentido.

Lia amava-o. Mas amava a quem? Guilherme,

mais conhecido como Gui. Mesma

escola, anos diferentes, Gui andava pelos

seus 17 anos e estava já no último ano de secundário.

“Os opostos atraem-se” nunca fez

tanto sentido como com estes dois. Lia era

doce. Gui era um bruto mas único para Lia,

a única que o tinha feito sorrir. Demonstrar

sentimentos não era o forte de Gui pois este

nunca havia tido o afeto devido dos pais, que

lhe batiam constantemente. Os sentimentos

por Gui eram correspondidos. Gui era diferente

e entre os dois nasceu um amor discreto

e escondido. Quase maior que o amor

sentido por Lia, era o amor que tinha por

saber juLho 2021

13


motos. Mas Lia tinha medo de motos. Não

o demonstrava, só para ver o seu amor feliz.

Entre os livros e a natureza estava a paixão

pela astrologia e os cristais. Acreditava na

proteção do seu “rose quartz” que levava

para todo o lado. Irónico, pois rosa era a

cor que menos gostava. Mas o rosa daquele

cristal gostava. Era especial. Dias passaram-

-se. A rotina mantera-se, até o dia em que Lia

desaparecera. Gui e amigos ficaram preocupados

e desesperados. Procuraram-na. A

procura por Lia era feita de lágrimas como

a chuva de primavera que caía no jardim.

As pessoas juntaram-se para a procurar. A

polícia foi chamada. As saudades que cada

pessoa sentia por Lia iam aumentando dia

após dia, tal como as sirenes da polícia que

refundavam canto e recanto. Onde estava

Lia? Para onde tinha ido? O que lhe acontecera?

Lia não era pessoa de contar os seus

segredos. Guardava-os a sete chaves, no seu

íntimo. Daí ser mais difícil perceber o que

lhe acontecera. Tímida como era, não revelava

os seus pensamentos, os seus lugares

e refúgios onde se abrigava quando a vida

lhe era ‘madrasta’. Não contar o que sentia e

onde ia dificultava as buscas dos amigos que

dela ansiavam por notícias. Nada. Não havia

rasto dela. Mas eis que os pais - ausentes da

14 saber juLho 2021

sua vida durante largos anos - juntaram-se

na procura da filha. Choravam não apenas

pelo desaparecimento, mas também pelo

arrependimento de não terem marcado presença

na vida da filha. Culparam-se pelo desaparecimento.

A culpa mói. Se tivessem estado

presentes na vida da filha não estariam

agora a viver a situação... Gui. Era o único

que podia saber de Lia. Lembrara-se de uma

pista importante. Lia havia lhe dado o único

rosa da sua vida - o cristal rosa - na noite

anterior ao seu desaparecimento, o que era

estranho pois nunca deixava ninguém tocar

naquela pedra preciosa. Percorreram o caminho

que levava à casa de Lia... Ao longo

do caminho alguém havia colocado cristais

e plantas aromáticas. Um rasto lindo, de brilho

e cheiros mágicos. A polícia seguiu o rasto.

No fim do caminho, a verdade. Lia estava

ali, sem vida. Choque. Silêncio. Que palavras

se dizem perante um quadro sem vida? Era

quatro da tarde, dessa tarde irreal de um dia

de primavera chuvoso. As badaladas no sino

da igreja marcavam as horas. O pêndulo da

igreja balançava num bailado acompanhado

pelo corpo inerte e frio de Lia, pendurado.

Vestia uma saia, que tinha sido bonita,

primaveril como são as margaridas que a

embelezavam. Na saia, o sangue. O sangue

que antes era de vida, era agora de morte.

O mesmo sangue vermelho que não deixava

ver as margaridas da saia. O sangue jorrou

e cobriu os livros que Lia havia deixado,

testemunhas únicas do seu último suspiro.

Foram sete os livros deixados à sombra da

macieira. A árvore onde tantas vezes se encostara

para ler, embalava-a agora no sono

eterno. Sete livros, sete cartas, sempre o número

sete... Sete desabafos. Uma carta era

dirigida à avó, a sua querida avó cujos cabelos

brancos e fofinhos havia acariciado até

adormecer... Havia uma carta para os seus

pais. Numa outra carta, explicava as razões

da sua ação e das pessoas que lhe haviam

feito a vida ‘negra’. Havia mais três cartas.

Escreveu aos amigos, aos poucos mas bons

amigos que restavam. Os amigos que nunca

a abandonaram. Havia mais uma carta. A

última mas não menos importante. Era para

Gui, o seu único e verdadeiro amor. O Gui

do seu coração, que ali, segurando a carta,

deixou-se ir na dor... Ninguém devia sentir

uma dor igual. Mas anoiteceu e nasceu um

novo dia. Era uma manhã estranha. Um dia

estranho aquele que sucedeu ao dia em que

Lia, a jovem tímida, estranha, gozada, resolvera

quebrar a corrente da sua vida. Na escola

que frequentava, todos a recordaram.

E não havia quem não chorasse... Preto era

a cor usada pelos alunos e professores. O

cacifo onde tantas vezes guardara os livros

e cadernos imaculados estava agora enfeitado

com margaridas. Não as margaridas da

saia manchada pelo sangue da morte mas

belas margaridas de um jardim em flor. Um

rose quartz em forma de coração e o seu capacete

também ali foram colocados. Peças

testemunhas de momentos de felicidade vividos.

O quartzo rosa no rosa mais bonito

que conhecera e o capacete que amparava

os seus cabelos quando na moto conduzida

por Gui, era princesa do seu mundo. Lia

nunca mais fora gozada e Gui nunca mais foi

visto a sorrir. Os amigos separaram-se, mudaram

de escola. Os anos passaram. Mas a

alma de Lia permaneceu naquele local, para

todo o sempre. Invisível mas presente para

quem acredita. Lembrando que, a memória

nunca esquece e que a alma permanece,

vagueando de corredor em corredor como

que à procura do amor perdido e uma vida

que tinha sido interrompida cedo de mais.

Vagueando no tempo e num lugar para nunca

esquecer o mal que lhe fizeram. Diz-se

que a sua alma ainda por ali vaguea em noites

de lua cheia, linda e serena como só Lia

sabia ser, mas nunca esquecida. Lia queria

uma e apenas uma coisa: vingança. E assim

o teve. s


Cantinho da poesia

Amores de Verão

Rosa Mendonça

Escritora

facebook.com/rosa.6823mendonca/

[rosa mendonça autora]

O sol coloca a nu sentimentos nascidos em cada verão

Entre preparativos e um desejo louco de usufruir o verão em pleno

Procuram-se protetores, chapéus, bonés, toalhas garridas, chinelos,

Cata-ventos, brinquedos, insufláveis, calções, fatos de banho, biquínis

Época do vestuário leve, semitransparente e confortável

Quase sempre a combinar com a cor branca

Dando forma e beleza aos corpos exibidos na promenade e no areal

Já fazia falta ver as esplanadas cheias de pessoas e barulho aprazível

Como é bom compartilhar e dividir este pedaço de céu

As crianças desfazem-se em sorrisos inocentes e gargalhadas

Arrancá-las da água é um desafio tremendo, fintam os pais e os tios

Com o verão, surgem os amores de verão, cruzam-se olhares e sorrisos

Surge o convite para um gelado ou uma cerveja bem fresca

Germinam emoções com pessoas vindas do estrangeiro ou universitários

Todos em busca de umas férias veranais únicas e inesquecíveis

Época quente, deliciosa, alegre, solicita aventura e bronzeados esbeltos

Quase à mesma hora descem com toalha nos ombros as artérias da cidade

Destinados ao areal, ao calhau de basaltos ou para dar mergulhos no

pontão

Dispersam ao longo da baía, os quase apaixonados preferem São Roque

Esconderijo de eleição dos amores de verão, recanto polvilhado de amor

Entre a enseada dos enormes pedregulhos, cresce a cada sol o romance

Lá permanecem, perdidamente enamorados, por longas horas

Ao entardecer saem da toca contentes e com o semblante arreganhado

Baloiçam com fervor as mãos dadas e lá vão sem sentirem o tempo passar

Derretidos, pasmados, anestesiados pelo sentimento que trazem no peito

Parvalhões! Estupidamente embarcados no amor que cresce e cresce

A sedução do verão borbulha em cada ser, açoita os jovens com emoções

Nunca se viram tão cativados pelo verão, embriagados pela maresia

Há quem faça promessas de amor eterno e até pedido de casamento

Com loucura e sob o sol escaldante sopram delírios dum amor vivo

Nascido na baía de Machico! Abençoados pelo sol, brotam novos amores de

verão

Têm o mar e as gaivotas por testemunhas.

s

D.R.

saber JULHO 2021

15


CAPRICHOS DE GOES

Diogo goes

Professor do Ensino Superior e Curador

A acusação

de “loucura”

como instrumento

de descredibilização

pública

– parte 3

(Texto adaptado a partir de artigo com o mesmo

título publicado no Jornal da Comunidade

Científica de Língua Portuguesa - A Pátria, 1-10-

2020)

(cont.)

Ora, quem é banido e reprimido

culturalmente por um coletivo é

também excluído subconscientemente

pela psyché individual

(Nunes, 2013). Proposta reflexiva sobre a

censura moral na contemporaneidade A

censura moral é um meio para a instauração

de um projeto de uma elite. Além de

subverter a função e espírito crítico da arte,

a censura constitui um instrumento político

para entronização das elites e para que estas

continuem a influenciar ou a exercerem

poderes ocultos (Goes, 2020d). A censura

moral à arte, à educação, ao pensamento

científico ou aos conteúdos programáticos

lecionados, são uma tentativa justificativa

do insucesso das políticas económicas, sociais

e educativas que as elites patrocinaram

e têm vindo a implementar desde há várias

décadas (Goes, 2020d). Como refere o Professor

Doutor José Cristian Góes (2020), num

recente artigo a propósito da realidade brasileira,

demonstra que o projeto político de

uma elite é um processo pedagógico violento:

«educar a odiar os outros» (Góes, 2020)

para melhor controlá-los. Colocar a classe

média contra os mais pobres e desfavorecidos,

tem por objetivo justificar a perda de

liberdades individuais, alimentando a conflitualidade

entre classes e uma «falsa disputa

identitária», refere. A «manutenção de uma

guerra permanente» e a «indiferença ativa e

cúmplice» são instrumentos de um «projeto

político-identitário» - de dominação autoritária

e absoluta - que «reafirma a violência,

o autoritarismo, o racismo» sob capa de um

«falso moralismo» (Goés, 2020).

A

censura às expressões estéticas

e artísticas, como temos vindo a

assistir na contemporaneidade,

proliferam nos regimes dos novos

totalitarismos populistas. Os novos moralismos

servem de pretexto para a assunção de

novas políticas de controlo social e estético,

sob o falso pretexto da implementação de

uma determinada conceção de «pudor público»

e correção moral, de uma sociedade

global, cada vez mais degenerada (Goes,

2020d). As elites censórias ignoram, talvez

intencionalmente, a história da arte sob o

pretexto de um falso pudor e de uma moral

que nunca tiveram de facto (Goes, 2020d).

Ignoram os «êxtases místicos» de Santa Teresa

de Ávila (c. 1647-52) e da Beata Ludovica

Albertoni (c.1671–74), mármores de Bernini.

Ignoram as «odaliscas» de Ingre (1814)

16 saber juLho 2021


e de Eugène Delacroix (1857) ou «L’origine

du monde” (1866) de Gustave Courbet

(Goes, 2020). Uma censura contemporânea,

justificada em antigos argumentos, faz-nos

aproximar das fogueiras do Largo de São

Domingos, nomeadamente aquelas que originaram

o “Massacre de Lisboa” - também

conhecido por “Matança da Páscoa” (1506)

- quando os judeus foram acusados de ser

a razão da seca, da peste e da fome que assolava

o país (Martins, 2006; Resende, 1902;

Saraiva, 1993). Também nas fogueiras hitlerianas

(1933), obras de arte e livros da autoria

de Albert Einstein, Sigmund Freud, Jack

London, Ernest Hemingway e Sinclair Lewis,

entre tantos outros, terão sido queimados

sob falso pretexto de uma depuração moral

(Baéz, 2004; Goes, 2020d). A crença em que

as crises contemporâneas assentam na decadência

moral e cultural de uma sociedade

global, é um intencional equívoco gerado

por uma elite para justificar o seu insucesso.

As crises contemporâneas são consequências

da decadência das políticas neoliberais,

do consumismo exacerbado e das estratégias

de sedução visual e de alienação coletiva

de uma sociedade cada vez mais acrítica

e despolitizada (Goes, 2020d). As crises de

valores éticos e morais, além de cíclicas ao

longo da história, possibilitam mensurarmos

a qualidade das transformações sociais

e económicas que aconteceram em cada

momento da história, que levaram à queda

de impérios e de elites (Goes, 2020b, 2020d).

A cultura do entretenimento instituiu a não

pertença identitária e substituiu o lugar cívico

de participação política, pelo lugar de

distração e lazer hedonista, contribuindo

para a “estupidificação coletiva” de uma sociedade

global hipermediatizadora (Debord,

2003; Goes, 2020c; Lipovetsky, 2019). Entreter

para estupidificar, estupidificar para

doutrinar, para assim melhor controlar. As

“imagens-entretenimento” do passado persistem

até aos nossos dias, revestidas sob

a capa de versões “atualizadas” dos totalitarismos

do século passado (Goes, 2020a).

As versões “light” e “low profile” da imagem

política e da prática discursiva, nas novas

ditaduras do entretenimento, têm como objetivo

perpetuar as lideranças em cadência

e assegurar a manutenção da hegemonia

do poder (Goes, 2020c). A metamorfose da

imagem cumpre esta função, de sedução

(Debord, 2003; Lipovetsky, 2019). Parafraseando

Heinrich Hein, numa sociedade

«onde se queimam livros, acabam queimando

homens» (Baéz, 2004; Goes, 2020d). A

censura moral é, pois, um meio para a instauração

de um projeto de uma elite. Não

fiquemos por isso envoltos em falsos pudores

e puritanismos obsoletos, porque afinal,

«de loucos todos temos um pouco» …. s

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saber JULHO 2021

17


em análise...

Francisco Gomes

Analista político

Medíocres

úteis

Pois o mundo fala muito de

Valores e de homens de Valor.

Eu mesmo, nesta coluna de

opinião, martelo nessa tecla

até à exaustão. Mas, o que

tenho aprendido é que, mais do

que homens de Valor, o nosso

mundo gosta é de medíocres

que não põem em causa as

ideias que são convenientes

para alguns e que sustentam os

privilégios de certas minorias.

Carolina rodrigues

Tenho na memória muitas conversas

de infância com a minha mãe.

Numa delas, em particular, perguntava-lhe

o que é que tinha de

fazer quando crescesse para ser rico. Com

a sabedoria que marcava (e ainda marca)

as suas palavras, ela explicava-me: “Mais

importante do que seres rico, é seres um

homem de Valor.” Na altura, não percebia

bem o que ela dizia e até ficava frustrado

com aquela conversa dos valores, pois, ao

que sabia, não se compravam carros desportivos,

nem casas com piscina, com valores.

Décadas depois, finalmente percebi o

que ela me estava a tentar dizer, e, por muito

que hoje compartilhe (e procure praticar)

a visão que ela então me transmitiu, por vezes

também me atrevo a pensar que ela poderia

estar errada. Pois o mundo fala muito

de Valores e de homens de Valor. Eu mesmo,

nesta coluna de opinião, martelo nessa

tecla até à exaustão. Mas, o que tenho

aprendido é que, mais do que homens de

Valor, o nosso mundo gosta é de medíocres

que não põem em causa as ideias que são

convenientes para alguns e que sustentam

os privilégios de certas minorias. E esses

exemplos estão em toda a nossa volta: nos

miseráveis programas de televisão, que não

acrescentam nada, mas entretêm a plebe e

impedem discussões sérias sobre o estado

deplorável a que chegamos. Nos gestores

que gastam mais do que produzem, que

ludibriam com a prosápia de vendedores

ambulantes e ainda têm a audácia de pagar

a si mesmos prémios milionários, mesmo

quando as suas empresas vivem à custa

dos nossos impostos. Nos idiotas úteis

18 saber JULHO 2021


internet

que abanam a cabeça, assinam de cruz,

produzem pareceres a pedido do freguês

e ainda têm o desplante de andar na rua

de peito cheio, como se fossem melhores

que todos ou outros. Uma das figuras que

mais admiro na História, Winston Churchill,

espelha na perfeição o amor das sociedades

à mediocridade. Quando o Reino Unido

estava em guerra e precisava de um líder

lúcido, corajoso e íntegro, foram buscá-lo

e (justificadamente) aclamaram-no como o

mais brilhante político da sua geração. Mas,

quando tudo voltou ao normal e à paz, não

o quiseram mais como governante. Porquê?

Porque os homens (e as mulheres) excepcionais

colocam em causa o que certas

figuras querem que fique como está, pois o

marasmo e a apatia são convenientes para

quem prolifera e lucra com a miséria de estranhos.

Na Inglaterra de então, tal como

no Portugal de hoje, são muitos (demais

até) os que querem que achemos aceitável

que existam políticos que pensam que

lhes devemos pedir licença antes de emitir

opiniões incómodas, que existam líderes

que exigem que não lhes critiquemos por

não dominarem assuntos que deveriam ter

na ponta da língua e que existam ‘comentadores’

(de encomenda) sem a noção do

ridículo e que se sentem ofendidos quando

lhes destapamos a ignorância atrevida que

abunda nas ‘análises’ que fazem, armados

em especialistas de coisa nenhuma. E não

deixa de ser irónico que a sociedade onde

existem tantas crianças inteligentes e tantos

jovens capazes esteja recheada de adultos

intelectualmente desonestos, que convivem

muito mal com qualquer sintoma de

carácter, qualquer veio de integridade ou

qualquer vislumbre de personalidade. Ao

que parece, preferimos entronizar pseudo-

-artistas e pseudo-intelectuais e pseudo-

-escritores e pseudo-cidadãos ‘sérios’ e

toda uma linha de oportunistas que têm a

verticalidade de uma enguia e a coerência

de um camaleão, vendo como ameaça tudo

o que é criatividade e capacidade de pensar

de forma livre. Será isso um problema de

educação ou apenas a consequência de um

certo medo que tresanda daqueles que são

diferentes e competentes?. s

saber JULHO 2021

19


EDUCAÇÃO

Raquel Lombardi

Coordenadora Erasmus+

I Conferência

Internacional

de Saúde e Inclusão

em Tempos de

Pandemia

Parte 1

Raquel Lombardi

AI Conferência Internacional de Saúde

e Inclusão em Tempos de Pandemia

ACSS Raquel Lombardi foi um

evento pioneiro na Região Autónoma

da Madeira, onde vários profissionais

(regionais, nacionais e internacionais) ligados

à Educação, Saúde e Inclusão refletiram

e compartilharam os seus conhecimentos

e experiências perante a situação pandémica

atual por COVID 19. A pandemia da

COVID-19 trouxe uma enorme carga e uma

mudança de vida aos países, organizações

e indivíduos. Segundo o relatório da Organização

Mundial de Saúde, datado de 8 de

Maio de 2021, há 156.496.592 casos conhecidos

e, 3.264.143 mortes. Medidas de saúde

pública, tais como distância física, evitando

ambientes com muita gente, trabalho e educação

à distância, quarentena, isolamento

são implementadas em todos os países para

evitar a propagação da COVID-19. A promoção

e prevenção da saúde foi um marcador

importante ao longo de todas as preleções

dos diferentes conferencistas independentemente

do tema abordado ou da origem geográfica

de cada um. Não podemos por isso

deixar de realçar as diferenças de conteúdos

e instrumentos utilizados por cada um deles,

que enriqueceram o nosso conhecimento na

maneira de educar em tempos pandémicos,

de compreender a visão dos profissionais de

saúde perante os obstáculos, mas, também

as oportunidades de reflexão e melhoria da

assistência à população nos tempos que vivemos

e consequente inclusão de todos nós

neste contexto (com especial relevância aos

indivíduos com maiores dificuldades físicas e

sociais). Com efeito, na análise dos resultados

temos de considerar a abrangência dos

temas abordados e o contributo gratificante

que cada um dos oradores nos trouxe da

sua experiência pessoal e profissional. Foram

três dias de intensa atividade, híbrida

(presencial e através da plataforma Zoom)

onde se assistiu a 32 reflexões de 10minutos

dentro de 3 grandes áreas temáticas: a

educação e saúde – ações e trajetórias em

tempos pandémicos; promoção da saúde no

período COVID 19- actividades e estratégias

necessárias para potencializar a literacia em

saúde e inclusão;e, inclusão: perceção e expectativas

atuais. Através destas temáticas

relacionadas com a educação para a promoção

da saúde, destacamos como fatores positivos

proeminentes o controlo emocional e

a liderança de grupos num novo contexto de

ensino à distância, que enaltece o trabalho

realizado no terreno feito pelos professores,

educadores, técnicos, alunos e famílias, na

formação de si mesmos e dos alunos, nas

novas plataformas tecnológicas e suas particularidades,

e no trabalho da reinvenção

criativa do programa a cumprir mesmo que,

muitas vezes, com o suporte familiar alterado

devido às condições de saúde e económico-

-sociais. Um dos maiores desafios do ensino

à distancia terá sido o realçar das mais variadas

competências e o aumento de controlo

emocional de todos os envolvidos numa

dinâmica que se quer didática. O problema

da latência, da comunicação não-verbal, o

problema da reconstrução do som, com a

tecnologia obsoleta (Luciano Lombardi) tornaram

o ensino algo verdadeiramente novo

e ainda pouco explorado em determinadas

disciplinas (música, educação física e desporto,

educação visual e tecnológica, entre

outras) devido à necessária transferência de

um saber psicomotor de considerável treino

neuro -muscular, que PCs e conexões Wi-Fi

atuais dificilmente podem suportar (António

Grande). (continua na próxima edição). s

20 saber JULHO 2021


TECNOLOGIA

Impacto dos

dispositivos

eletrónicos

no sono das

crianças

portuguesas

Dulcina Branco

Daniela Rodrigues, Investigadora Universidade de Coimbra

Cristina Pinto, Assessoria de Imprensa da Universidade de Coimbra

Embora os dispositivos eletrónicos

sejam mais prevalentes nas casas

de famílias portuguesas com maior

estatuto socioeconómico, a disponibilidade

desses equipamentos no quarto

da criança é mais comum em famílias mais

desfavorecidas, com impactos negativos

no sono das crianças. A conclusão é de um

estudo publicado na revista científica Sleep

Medicine. Este paradoxo pode refletir fatores

sociais e ambientais ao invés de financeiros.

Uma explicação avançada no artigo

científico é a possibilidade de as famílias

de baixo estatuto socioeconómico terem

menos conhecimento sobre os problemas

de saúde associados ao uso excessivo de

dispositivos com ecrã, menos tempo para

supervisionar seus filhos ou menos oportunidades

de envolvê-los em atividades extracurriculares.

O estudo foi conduzido por

uma equipa do Centro de Investigação em

Antropologia e Saúde (CIAS) da Faculdade

de Ciências e Tecnologia da Universidade

de Coimbra (FCTUC) e teve por objetivo

identificar a disponibilidade de diferentes

dispositivos eletrónicos (televisão, computador,

tablet, etc.) em casa e no quarto das

crianças portuguesas de acordo com a condição

socioeconómica, de modo a analisar

as associações entre essa disponibilidade e

o tempo de ecrã e o sono das crianças nos

dias de semana e fim de semana. A investigação,

que utilizou dados de 8.430 crianças,

com idades entre os 3 e 10 anos, de

escolas públicas e privadas das cidades do

Porto, Coimbra e Lisboa, revela que os dispositivos

eletrónicos disponíveis em casa,

especialmente no quarto, diminuíram significativamente

o tempo de sono das crianças.

Independentemente da idade, sexo,

ou do tipo de equipamento, o tempo despendido

em frente ao ecrã «é sempre mais

elevado em crianças de famílias de menor

posição socioeconómica», explica Daniela

Rodrigues, primeira autora do artigo científico,

explicitando que entre crianças dos 3

aos 5 anos de idade, «ter uma televisão e

um tablet no quarto foi associado a maior

tempo ecrã. Entre crianças de 6 a 10 anos

de idade, ter dispositivos no quarto (televisão,

laptop e tablet) foi associado a maior

tempo de ecrã e a menos horas de sono

principalmente nos dias de aula». Segundo

Daniela Rodrigues, as conclusões do estudo

mostram que «ter um equipamento

no quarto da criança não está relacionado

com uma maior disponibilidade do equipamento

em casa (nem com maior disponibilidade

financeira)» e alertam para a necessidade

de «desenvolver estratégias eficazes

para minimizar o acesso ao dispositivo na

hora de dormir. O tempo excessivo em

frente ao ecrã e a menor duração do sono

têm importantes implicações na saúde das

crianças». Além disso, o uso generalizado

de dispositivos móveis e a «popularização

de dispositivos eletrónicos no quarto são

provavelmente responsáveis pelo aumento

substancial do tempo de ecrã na infância

ao longo dos anos», refere a investigadora.

«Com a pandemia de COVID-19 as crianças

foram obrigadas a passar mais tempo

em casa e ficaram mais dependentes de

equipamentos eletrónicos (para uso educacional,

social, etc.), pelo que é urgente

aplicar estratégias de gestão do uso destes

equipamentos na hora de deitar. Especial

atenção deve ser dada a crianças socioeconomicamente

mais desfavorecidas por

estarem em maior risco, como encontrado

neste trabalho», finaliza. O estudo mostra

ainda que, apesar de a televisão ainda exercer

efeitos consideráveis sobre o tempo de

sono das crianças, os dispositivos móveis

podem começar a ter um impacto maior no

sono do que os dispositivos tradicionais. O

estudo foi financiado pela Fundação para a

Ciência e a Tecnologia (FCT), pelo COMPETE

2020, Portugal 2020 e pelo Fundo Europeu

de Desenvolvimento Regional (FEDER). s

saber JULHO 2021

21


OPINIÃO

Hélder Spínola

Biólogo/Professor Universitário

Que Educação

Ambiental?

O contexto para o desenvolvimento

da cultura ambiental terá

de ser a própria sociedade e o

ambiente, envolvendo os grupos

sociais e as comunidades na

implementação de boas práticas

capazes de minimizar os desequilíbrios

e a crise ecológica, dando-

-lhes assim a oportunidade de entender

e resolver, de forma ativa

e democrática, questões ambientais

ao nível local, de modo a que

entendam a relação com as suas

vidas e se sintam encorajados

pelo sucesso das suas ações.

Odesafio que a humanidade enfrenta

com a presente crise ecológica,

exige uma reformulação

dos propósitos da educação ambiental,

rebentando a bolha que a envolve

e fazendo com que se centre na busca de

transformações sociais, políticas e económicas.

Sendo necessárias transformações

culturais profundas nas nossas sociedades,

abandonando uma visão antropocêntrica e

abrindo espaço ao biocentrismo/ecocentrismo,

as abordagens da educação ambiental

não podem estar limitadas a modelos clássicos

de ensino baseados nas escolas e salas

de aulas. Tendo em conta que o desafio ambiental

que enfrentamos depende de grandes

transformações sociais, em conjunto

com as tecnológicas, a educação ambiental

terá de mudar o seu foco das escolas e das

crianças para a vida do dia a dia de todas

as instituições e grupos sociais, de forma

transversal e multidisciplinar/transdisciplinar,

através do desenvolvimento de comunidades

educativas para a cultura ambiental

e a sustentabilidade. O contexto para o desenvolvimento

da cultura ambiental terá de

ser a própria sociedade e o ambiente, envolvendo

os grupos sociais e as comunidades

na implementação de boas práticas capazes

de minimizar os desequilíbrios e a crise ecológica,

dando-lhes assim a oportunidade de

entender e resolver, de forma ativa e democrática,

questões ambientais ao nível local,

de modo a que entendam a relação com

as suas vidas e se sintam encorajados pelo

sucesso das suas ações. De facto, vários estudos

mostram que a literacia ambiental,

e acreditamos que também a cultura ambiental,

tende a ser mais elevada quando

um contacto direto com a natureza e com

a resolução dos problemas ambientais são

promovidos, e quando a relação com as

questões ambientais é mediada por alguém

visto como uma referência/líder, revelando

que este processo de aprendizagem está

estreitamente dependente de contextos

socioculturais reais e da interação com o

ambiente social, como advogado na Teoria

Sociocultural de Aprendizagem. A educação

ambiental deve ser integrada nos diferentes

locais e organizações que estruturam as sociedades/comunidades,

desde os organismos

públicos que gerem as localidades e os

espaços naturais, e mesmo áreas de atividade

como a agricultura, ensino ou indústria,

passando pelas empresas privadas, pelo poder

político e as associações que defendem

interesses sociais, económicos e ambientais.

Esta descentralização da educação ambiental,

com a sua incorporação na própria comunidade,

deverá permitir que se liberte do

próprio sistema educativo e das suas instituições,

apesar de poder e dever continuar

a beneficiar das suas ações e recursos, e ser

suportada por uma abordagem de ‘aprender

fazendo’. Nestes contextos reais, com as

suas vertentes espaciais, logísticas, sociais,

culturais, económicas e ambientais, a educação

ambiental não deve interagir apenas

com o individuo, mas, mais do que isso, deve

envolver grupos sociais e responsabilizar

toda a comunidade. Ao longo dos últimos

50 anos, e com o advento das sociedades industriais,

os objetivos da educação ambiental

foram distorcidos, chegando ao ponto de

se eclipsarem pela própria educação ambiental,

que passou a ser vista, ela própria,

como um objetivo em si, e não como o meio/

ferramenta que é. Posteriormente, com a

educação ambiental a ser centrada na ciência,

a ideia de literacia ambiental começou

a ser resumida ao conhecimento científico,

alinhando-a nas esferas individuais e tecnológicas

apesar da amplitude social que lhe

foi dada desde a sua fundação na década de

1970. Atualmente, está a ficar claro para a

comunidade científica mundial que a crise

ambiental não poderá ser resolvida apenas

pela via tecnológica, exigindo uma revisão

das abordagens que têm sido seguidas pela

educação ambiental. s

22 saber JULHO 2021


FINANÇAS

A consolidação

de crédito

pode ajudar

no fim das

moratórias

Aconsolidação de crédito pode

ajudar a enfrentar o fim das moratórias,

numa altura em que as

famílias enfrentam situações financeiras

mais frágeis. “É preciso perceber

qual é a sua situação e quais são as suas

opções. O crédito consolidado é uma das

soluções possíveis para quem tem vários

empréstimos, pois permite juntar vários

créditos num só, com melhores condições

e uma única prestação mensal mais baixa,

quando comparado com o total das várias

prestações. Ao recorrer a esta solução

financeira, é possível recuperar a autonomia

financeira”, explica Rui Bairrada, CEO

do site especialista em Finanças, Doutor Finanças.

O crédito consolidado é, na verdade,

um novo crédito, cujo destino é liquidar

os restantes créditos, tendo acesso a condições

mais vantajosas. Tem como principal

objetivo melhorar as condições financeiras.

Esta é uma solução que vai, de facto,

aliviar os encargos financeiros imediatos.

Contudo, é preciso ter presente que para

que esta solução esteja à disposição, não

podemos estar numa situação de incumprimento.

De realçar que, tratando-se de um

novo crédito, vai ser necessário analisar

o perfil enquanto cliente bancário, a taxa

de esforço, as condições laborais em que

se encontra de momento, entre outros fatores.

Neste contexto, podemos avaliar a

possibilidade do crédito consolidado com

hipoteca. Nesta caso, é utilizado um bem

imóvel (habitação própria, habitação secundária

ou mesmo um imóvel de um familiar)

como garantia ao empréstimo. Com

esta solução, tem uma maior probabilidade

de ver o crédito aprovado. Ao dar esta garantia,

acaba também por conseguir uma

taxa de juro mais baixa (fator fundamental

para poupar dinheiro com crédito). Contudo,

o crédito consolidado com hipoteca traz

consigo algumas desvantagens, como aumentar

o encargo total dos créditos inicialmente

mais curtos. Por exemplo, se tiver

créditos com prazos já a terminar ou mais

pequenos do que os que vão ser propostos,

o mais provável é que o novo crédito

consolidado acabe por ter um prazo mais

alargado para que consiga ter prestações

mais baixas. Nestes casos, no final das contas

o crédito pode sair mais caro, porque

vai pagar mais juros. Por outro lado, deve

verificar se tem acesso ao crédito consolidado.

Por exemplo, se estiver em incumprimento,

não conseguirá contrair novos créditos.

Se já entrou em incumprimento, terá

de tentar renegociar os créditos sozinhos,

diretamente com a entidade com a qual

entrou em incumprimento. Esta é, assim,

uma solução que permite reduzir os encargos

imediatos com os créditos que tem em

mãos. Em algumas situações as poupanças

podem ser significativas. Existem outras

medidas para equilibrar as finanças mas o

importante é ter uma noção exata de como

estão as finanças e agir depressa. Para isso,

deve começar por falar com o banco e perceber

se, por exemplo, pode usufruir de

soluções como a carência de capital ou o

diferimento de capital. Há ainda a possibilidade

de transferir os créditos para outras

instituições, com o objetivo de aproveitar

melhores condições que estejam a ser oferecidas.

É determinante avaliar todas as soluções

que estão à disposição, até porque

o poder negocial aumenta quando temos

mais do que uma saída possível. s

Dulcina Branco

Susana Freitas, Account Director JD Young&Associates

doutorfinancas.pt

saber juLho 2021

23


MADEIRA AVES

JOSÉ FRADE

Fotógrafo autoditata

José Frade nasceu há 53 anos no

concelho de Cascais. Trabalha

no sector automóvel mas foi

a sua paixão pela fotografia,

principalmente a fotografia de

natureza, que o fez aprofundar

os seus conhecimentos sobre

as aves e consequentemente

aderir ao grupo "Aves de Portugal

Continental", grupo esse criado

pelo Armando Caldas, mas, como

membro desde o primeiro dia,

foi convidado pelo fundador, em

conjunto com ele, administrar

o referido grupo, vendo aí uma

oportunidade para partilhar os

seus conhecimentos e incentivar as

pessoas à protecção da natureza.

Dulcina Branco

José Frade,

administrador do grupo “Aves de Portugal Continental”,

que gentilmente nos cede as fotos que ilustram

esta rubrica

Reserva da Biosfera

de Santana:

Observação de Aves

– parte 1

Atendendo às excelentes condições

que a Reserva da Biosfera de Santana

oferece, a observação de aves

é uma atividade que tem vindo a

crescer nos últimos anos neste local. Segundo

a Sociedade Portuguesa para o Estudo

das Aves (SPEA), existem duas Áreas Importantes

para as Aves (IBAs) na área da Reserva

e que correspondem à área da Floresta

Laurissilva e do Maciço Montanhoso Central.

As IBAs (do inglês Important Bird Areas)

são locais prioritários para a conservação

de aves em perigo. Com representação internacional,

estas áreas são identificadas

através da aplicação de critérios científicos

e constituem ainda pontos estratégicos para

a observação de aves. (continua na próxima

edição). s

Fonte: santanamadeirabiosfera.pt

24 saber JULHO 2021


Garajau-de-bico-preto

(Thalasseus sandvicensis)

Uma ave da família Laridae. Nidifica nas

zonas costeiras do norte e do centro da Europa,

inverna em África e no sul da Europa.

Migrador de passagem na Madeira.

Rola-do-mar

(Arenaria interpres)

Ave da família Scolopacidae. Nidifica no Ártico

e em zonas subárticas, inverna ao longo

da costa Atlântica. Migrador de passagem e

invernante no arquipélago da Madeira.

saber JULHO 2021

25


agenda cultural

Agenda cultural

da Madeira

Junho 2021

SECRETARIA REGIONAL DO TURISMO E CULTURA

museudoamanha

EXPOSIÇÕES

“Pólo do Funchal da Bienal Internacional

de Arte de Gaia 2021”

Até 30 de julho na Galeria Marca de Água

Curadoria: Diogo Goes

Artistas: Bárbara Carreira de Sousa, Carla

Cabral, Diogo Goes, Fátima Spínola, Francisco

Timóteo, Gonçalo Ferreira de Gouveia,

Guareta Coromoto, Luísa Spínola, Marco

Fagundes Vasconcelos e Violante Saramago

Matos.

Exposição-projeto Senhor Ilhário

Até 31 de julho na Galeria da Associação

Teatro Experimental do Funchal (Cine Teatro

de Santo António)

Curadoria: Paulo Sérgio BEJu

Uma exposição singular sobre o universo

de uma personagem peculiar. O dramaturgo

Jaime Salazar Sampaio afirma no seu livro:

“A Escolha Acertada” e outros escritos”

(2000) - “Às vezes, confundo a palavra vida

com a palavra teatro. Acredito que não sejam

sinónimos. Mas fazem parte do mesmo

sonho. Estão penduradas na mesma árvore.”

E entre “Teatro e Realidade”, refere:

“Suponho que a Arte não tem por objetivo

principal imitar a realidade mas sim acrescentá-la.”

“Cestaria em Palha de trigo”

Até 31 de julho no Átrio do Museu Etnográfico

da Madeira

Com o objetivo de proporcionar uma maior

rotatividade das coleções, o Museu Etnográfico

da Madeira dá continuidade ao projeto

denominado “Acesso às Coleções em Reserva”,

sendo apresentada, semestralmente

uma nova temática. Neste semestre, o museu

dá a conhecer o processo de produção

de cestaria em palha de trigo. Esta tradição,

fortemente enraizada na freguesia da

26 saber juLho 2021

Ponta do Pargo, manteve-se, no século XX,

pelas mãos de dois artesãos locais, Felisbela

Ezaura de Sousa, residente no sítio do Salão

de Baixo e Manuel Gonçalves, mais conhecido

por Manuel Gino, residente no sítio do

Serrado.

“Pulmão de Papel”

Até 20 de agosto na Capela da Boa Viagem

Mostra de Teresa Jardim

“Pulmão de papel” é um projeto de instalação

em campo expandido, em torno da exploração

da paisagem e do imaginário das

ilhas, muito chegadas ao contexto da criação

pessoal da artista e ao espaço insular.

“Peixe-Pato”

Até 25 de setembro na Porta 33

Mostra de Laetitia Morais e Mattia Denisse

Tomando como ponto de partida uma viagem

relâmpago em tempo de pandemia, a

exposição “Peixe-Pato” parte de indícios recolhidos

em incursões furtivas dos cumes às

margens da ilha. Transições e oposições da

mais variada índole, tais como os meros que

nascem fêmeas e transitam para machos

são algumas das imagens retinianas, que

servem de jargão à exposição.

“ESCOLA DA VILA - Construção de um

lugar-comum”

Até 30 de outubro na Porta 33

Exposição comissariada por Madalena Vidigal

e Diogo Amaro

Durante várias décadas, a Antiga Escola Primária

da Vila do Porto Santo, também conhecida

pela população como Escola da Vila,

serviu o seu propósito de estabelecimento

de ensino até à saída da comunidade escolar.

Após o abandono da escola (em 2018), a

Câmara Municipal do Porto Santo estabeleceu

um protocolo com a PORTA33 (em 2019)

com o intuito desta transformar o espaço

da Antiga Escola num local de residências e

atividades artísticas, em comunhão e associação

com a comunidade local. A “Escola da

Vila” é hoje, objeto de análise e reflexão nesta

mostra expositiva, que pretende assinalar

a reabertura e reativação do seu edifício,

com um novo propósito — um novo Espaço

Cultural e de Residências Artísticas — promovido

pela PORTA33, que agora inicia um

processo de devolução da Escola à sua comunidade.

“Fios de deitar lenha”

Até 20 de novembro no Museu Etnográfico

da Madeira

Nesta mostra, o Museu Museu Etnográfico

da Madeira aborda a composição e o modo

de funcionamento destes engenhos, os “fios

de deitar lenha”, como eram popularmente

designados, ou seja, os cabos aéreos, usados

para transportar carga, nas serras da

nossa ilha, e as diferentes profissões que

surgiram, associadas a esta atividade, algumas

já desaparecidas, como o mestre de

deitar (montar) o fio, o ferreiro que confecionava

os ganchos de ferro, feitos a partir de

molas de carro ou aros de pipas e o mestre

de soldar fios, que enxertava o fio, no cimo

da serra, com o auxílio de um pequeno fole

de ferreiro.

MÚSICA

Espetáculo “A Rainha das Cores”

de 23 a 25 de julho no Centro de Congressos

da Madeira

Produção: Casey’s Dance Studio

Um conto dançado, baseado e adaptado do

livro de Jutta Bauer, um clássico contemporâneo

da literatura infantil a nível mundial,

onde as cores são as protagonistas para nos

apresentar o mundo através da arte e das

emoções. s


viver sem fumo

Tem um propósito simples mas ambicioso: ajudar o fumador a

deixar o tabaco num curto período de tempo. É este o ponto de

partida do método Viver sem Fumo que há um ano foi criado pela

gestora Cristiana Machado e que até ao momento tem uma taxa de

sucesso de mais de 90%, conforme a própria conta nesta entrevista.

Cristiana Machado é natural de Aveiro mas foi na Madeira que fez

grande parte do seu percurso profissional, onde exerceu em Clínicas

de Medicina Dentária, de Medicina Estética e de Saúde & Bem Estar.

Cristiana Machado

O que é e como surgiu o método ‘Viver

Sem Fumo’?

- A Viver Sem Fumo® surgiu com o objetivo

de criar uma marca que fizesse surtir nos

fumadores uma identificação quase nata

com a vontade de deixar de fumar. É um

tratamento antitabágico único, não invasivo

e com elevadas taxas de sucesso. Considerado

um método holístico, tem por base o

uso da auriculoterapia médica - electroestimulação

auricular, comprovadamente eficaz

em muitas outras patologias, aplicada à

supressão e inibição da dependência tabágica.

É um método individualizado onde o

tratamento é personalizado em função das

características de cada individuo, nas componentes

física e psicológica. O objetivo foi

conceber um método que fosse o mais eficaz

possível, onde o paciente pudesse ver

resultados imediatos, com o mínimo de

sofrimento físico ou psicológico que habitualmente

está associado à desabituação

das dependências, que fosse indolor e que

não necessitasse de substituição por outros

químicos para obter resultados. Não queremos

com isto deixar a ideia de que é um

método infalível, porque isso seria irreal e

até antiético.

Na prática, como é que funciona?

- A eletroauriculoterapia, método utilizado

na prática, faz corresponder pontos do pavilhão

auricular a determinadas regiões do

córtex cerebral, nomeadamente a Insula.

A Viver Sem Fumo surgiu

com o objetivo de criar

uma marca que fizesse

surtir nos fumadores

uma identificação quase

nata com a vontade de

deixar de fumar

De forma a obter os resultados pretendidos,

estimulamos os pontos específicos que correspondem

às zonas do cérebro responsáveis

pela vontade de fumar, pela ansiedade,

pelo stress e pela irritabilidade. É realizada

uma consulta com o intuito de se perceber

os hábitos comportamentais, as rotinas e o

nível de dependência que o indivíduo tem

associada. Feita uma análise, o tratamento

é aplicado mediante os resultados obtidos.

Após o mapeamento do pavilhão auricular

e a consequente correspondência com as

regiões do córtex cerebral, são aplicados

pequenos eletroestímulos que ao saturar

determinados neurotransmissores, irão

reeducar o cérebro no sentido da desabituação

tabágica.

Os resultados que teve até agora deixam-na

satisfeita?

- Estudos feitos aos nossos pacientes,

apoiados no feedback dos próprios, têm

revelado taxas de sucesso na ordem dos

92%, o que consideramos uma excelente

percentagem quando comparada aos resultados

de estudos feitos a outros produtos

no mercado.

Qual é a realidade tabágica portuguesa e

madeirense, e quem fuma mais: homens

ou mulheres?

- Segundo dados do INE, 17% da população

portuguesa é fumadora, sendo que 14.2% fumam

diariamente e 2.8% fumam ocasionalmente.

Aponta-se para sejam mais homens

do que mulheres os portadores deste vício.

No Mundo, todos os anos morrem aproximadamente

8 milhões de pessoas vítimas de

uma doença relacionada com o tabagismo.

Na Madeira, a nossa realidade equipara-se

à média nacional, razão pela qual decidimos

também apostar na região. s

saber juLho 2021

27


PUBLIREPORTAGEM

Miguel Silva Gouveia apresentou

a Marcelo Rebelo de Sousa candidatura

do Funchal a Capital Europeia da Cultura

O

Presidente da República, Marcelo

Rebelo de Sousa, foi recebido

nos Paços do Concelho do Funchal

pelo Presidente da Câmara

Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia,

a convite deste, e à margem das Comemorações

do Dia de Portugal, de Camões

e das Comunidades Portuguesas, que decorreram

este ano na cidade. O Executivo

Municipal e o Presidente da Assembleia

Municipal estiveram, igualmente, presentes

na ocasião. Miguel Silva Gouveia convidou o

Presidente da República a assinar o Livro de

Honra da Cidade, no átrio dos Paços do Concelho,

e aproveitou a ocasião para oferecer

a Marcelo Rebelo de Sousa um dossier da

candidatura do Funchal a Capital Europeia

da Cultura em 2027. O Presidente da República

agradeceu o gesto e a receção, tendo

manifestado o apreço pelo convite a visitar

a edilidade, e desejado votos de felicidade

a esta candidatura que a capital da Região

Autónoma da Madeira tem em curso. Apesar

da visita não estar prevista no programa,

Miguel Silva Gouveia agradeceu “a disponibilidade

do Sr. Presidente da República

em assinalar a sua vinda à Região, e as comemorações

oficiais na cidade, com uma

visita à Câmara de todos os funchalenses. É

uma atitude que dignifica a população, num

28 saber JULHO 2021


momento a todos os níveis histórico para o

Funchal, e se há um desígnio coletivo que

nos importava transmitir ao Sr. Presidente

da República, é sem dúvida a candidatura

Funchal 2027 a Capital Europeia da Cultura.”.

“Entregámos, deste modo, a Marcelo

Rebelo de Sousa, um dossier que contém

as principais linhas programáticas da nossa

candidatura, sob o lema «Além do mapa,

uma cidade de encontros», assumindo a

ambição de agregar no projeto, para além

do Arquipélago, a nossa diáspora e as regiões

ultraperiféricas. A mais antiga cidade

atlântica quer ser a primeira urbe ultraperiférica

a merecer o título de Capital Europeia

da Cultura e acredito que este é um propósito

que sensibilizou o Senhor Presidente

da República”, disse. s

Departamento Comunicação

e Imagem da Câmara Municipal do Funchal

André Gonçalves (Câmara Municipal do Funchal)

serviços online

PUB

faça o seu registo em cmfonline.funchal.pt

APP – MUNICÍPIO DO FUNCHAL

disponível para IOS e android

Dados de consumidor

Faturas da Água

avisos sobre interrupções

de fornecimento de água

Referências Multibanco

disponíveis para pagamento

editais de trânsito e avisos de

interrupções rodoviárias

informações úteis e urgentes

reporte de ocorrências na via pública - envio direto aos serviços municipais

aceda a funchalalerta.cm-funchal.pt

consulte diariamente o portal

boletim disponível em todos os espaços municipais

saber JULHO 2021

29


viajar coM saber

ANTÓNIO CRUZ

AUTOR E VIAJANTE › antonio.cruz@abreu.pt

Gimonde e Rio de Onor

Bragança fica para trás no meu percurso. Agora

é atravessar a fronteira em direcção à lindíssima

vila de Puebla de Sanabria. Mas antes há que ir a

Gimonde e, obviamente, a Rio de Onor. Mais duas

pérolas entranhadas no que de mais profundo

Portugal comporta na sua alma de lugares

recônditos e imensamente singelos.

1] A menos de dez quilómetros de Bragança fica Gimonde. Uma aldeia

discreta com pouco mais de três centenas de habitantes e que possui

um valioso património arqueológico.

António cruz › António Cruz escreve de acordo com a antiga ortografia

1]

30 saber JULHO 2021


3]

2]

2] A sua zona ribeirinha é por onde vão visitantes e peregrinos

que se dirigem a Santiago de Compostela. É ali que se encontra

uma aprazível zona verde e fresca, ideal para descansar os

passos e continuar de baterias recarregadas.

4]

3] E é também neste lugar que se consegue abarcar o

conjunto romano de pontes intervencionadas na Idade Média

sem descaracterizar a obra original, apenas adaptando-a às

necessidades pedonais e de transporte de bens que foram

sofrendo ajustes ao longo dos séculos.

5]

4] E toda uma estrada, agora até Rio de Onor, que transitei manhã

cedo. Cruzando-me com veados selvagens, com arco-íris de

repletar a alma. Com a paz inteira de um mundo que sofre de

tanta falta de paz. Este é um lugar apropriado para fugir em caso

de emergência mental.

5] Rio de Onor.

A aldeia comunitária por onde passa o risco invisível da fronteira

entre os países da península ibérica. Apenas um risco. Imaginário.

Porque a aldeia é uma só, entre dois idiomas que se misturam

e entendem por séculos de coabitação. De necessidades e

cumplicidades que se foram cimentando num ADN muito próprio

e que só a ela pertence.

7]

6] Nem sempre existem palavras certas para o que as fotografias tentam

falar. É todo um conjunto de adjectivos que vêm sem sotaque

ou acento. Que são apenas a simplicidade do que, por imagem, se

pretende passar.

6]

7] E aqui iniciar-se-ia uma nova etapa nesta viagem imensa e que

me será inesquecível. Adentro território espanhol para lhe descobrir

tesouros em forma de aldeias, castelos, igrejas, museus, paisagens

e momentos tão característicos dessa tão Galiza tão irmandada

connosco.

saber JULHO 2021

31


nutrição

Alison Karina

de Jesus

Alison Karina de Jesus

Nutricionista (2874N)

facebook.com/nutricionalmentebem

instagram.com/nutricionalmentebem

info@nutricionalmentebem.com

https://nutricionalmentebem.com/

Internet

Toxoplasmose

A

toxoplasmose é uma doença causada

por um parasita Toxoplasma

Gondii e transmite-se através da

ingestão deste parasita que pode

estar presente no solo, na água ou em alimentos

contaminados. Nos humanos, a toxoplasmose

é normalmente assintomática (ou

seja, pode não ter sintomas) ou então está

associada a sintomas ligeiros. Em contexto

de uma gravidez, pode ter consequências

graves para o feto. Este risco exige cuidados

acrescidos em termos de higiene alimentar.

Se o solo estiver contaminado com o parasita,

todos os alimentos que estiverem em contacto

com o solo, e sejam consumidos crus,

podem aumentar o risco de infeção. Dentro

do rol de alimentos potencialmente transmissores

de toxoplasmose estão a carne crua ou

mal cozinhada, e os frutos e hortícolas crus.

As grávidas não podem comer carne crua ou

mal cozinhada, porque os animais podem ter

ingerido os cistos do parasita e, consequentemente,

serem veículos de transmissão do

parasita. O consumo de peixe cru e fumado,

de marisco cru e sushi também não é aconselhado

durante a gravidez, pelo risco de estar

contaminado com bactérias que podem pôr

em risco o feto. Outra das questões muitas

vezes colocadas pelas grávidas prende-se

com o consumo de fiambre e outros produtos

de charcutaria e salsicharia. É importante que

a grávida veja sempre no rótulo do alimento

se este é fumado, e se for, deve rejeitá-lo. O

fiambre que é cozido no forno pode ser consumido,

desde que não tenha muito tempo

de prateleira. A toxoplasmose não apresenta

sintomas típicos. Pode manifestar-se como

uma gripe ligeira e passar relativamente despercebida.

É por isso que deve ser alvo de

uma vigilância apertada, ao longo da gravidez,

através de exames regulares específicos.

No início da gravidez, o médico prescreve um

exame de rastreio da toxoplasmose, com vista

a detetar se o organismo da grávida já esteve

em contacto com o parasita toxoplasma

gondii, tendo desenvolvido anticorpos para

se proteger (imunização). Se o resultado der

negativo, será necessário adotar medidas

de prevenção para evitar a doença durante

o período de gestação. Portanto, nas análises

convém ter um resultado de IgG positivo

e IgM negativo (os anticorpos). Se ambos

derem negativo é sinal que a grávida não é

imune à toxoplasmose. Os produtos hortícolas

e a fruta são essenciais na alimentação da

grávida contribuindo com vitaminas, água e

minerais, para além de constituírem importantes

fontes de fibra, que ajuda a prevenir a

obstipação. No entanto, alimentos como a alface,

a cenoura, a maçã, entre outros vegetais

e frutos, podem conter o parasita responsável

pela toxoplasmose e constituir um perigo

se forem consumidos crus, sem terem sido

devidamente desinfetados. Assim, todos os

produtos hortícolas e fruta que são consumidos

crus devem ser lavados durante pelo menos

15 minutos com um produto apropriado

para a lavagem de alimentos (falamos do hipoclorito

de sódio). Podemos também optar

por descascar cuidadosamente os vegetais e

a fruta crua. s

32 saber JULHO 2021


SAÚDE

Dr. Francisco Oliveira Freitas

Francisco Oliveira Freitas

Podologista Responsável pelo Centro de Podologia de Famalicão

O melhor tipo

de calçado

para miúdos

e graúdos

Os pés são os componentes finais

dos membros inferiores e, por

isso, são responsáveis pela sustentação

do corpo, atuando como

a nossa base de apoio e de equilíbrio. Além

de desempenharem um papel fundamental

na nossa postura, funcionam como uma

alavanca no processo de locomoção, sendo

submetidos a um ciclo sucessivo de carga e

descarga. Ao serem os constituintes do corpo

humano que estabelecem diretamente o

contacto com o solo, os pés oferecem estabilidade,

suportam as agressões do terreno

e absorvem os impactos quando caminhamos,

corremos ou saltamos. Neste sentido,

é fácil de percebermos a importância de

protegermos os nossos pés, sendo esta a

principal função do calçado. Com a missão

de preservar a integridade dos pés, os sapatos

devem oferecer conforto e um bom

suporte (com apoio na zona do arco do pé),

proteger os pés dos fatores ambientais, evitar

a sua exposição a riscos, como objetos

pontiagudos e superfícies desconfortáveis,

proporcionar uma boa tração, ajudando a

prevenir as quedas, e amortecer os impactos

dos pés com o solo. Contrariamente

a isso, o calçado pode funcionar como um

agente agressor, pois optar por uns sapatos

com as características erradas pode prejudicar

a saúde e o desempenho do pé. Isto

porque a utilização de calçado inadequado

contribui para o surgimento de desconforto

e dores, bem como para o desenvolvimento

de lesões e deformidades nos pés, podendo,

consequentemente, surgir problemas

nos joelhos, ancas e costas. Para prevenir

problemas podológicos, o sapato deverá ser

adaptado à morfologia e tamanho do pé,

uma vez que a utilização de calçado apertado,

além do surgimento de dores, pode causar

bolhas, calosidades, unhas encravadas e

joanetes, tal como outros problemas a longo

prazo. Particularmente no caso das crianças,

dado que os seus pés estão em contínuo

desenvolvimento e são frágeis, é de extrema

importância que os pais verifiquem regularmente

se o calçado se ajusta corretamente

ao comprimento e à largura do pé,

e que dispõe de espaço suficiente para que

a criança possa mexer todos os dedos livremente.

Neste sentido, e tendo em conta

que o volume do pé se altera ao longo do

dia, saiba que o calçado deve ser comprado

ao final da tarde, altura em que os pés estão

inchados. Os nossos pés também não permanecem

imóveis dentro do calçado, pelo

que, para acompanhar o seu deslocamento

ao caminhar, deverá existir uma margem

de cerca de um centímetro, entre a ponta

do calçado e a ponta do dedo grande. Já os

sapatos excessivamente largos são um fator

de risco para alterações ao nível da musculatura

do pé e também causam desconforto,

sendo que, devido à combinação entre

pressão e fricção, podem levar igualmente

ao surgimento de bolhas. Para evitar as bolhas

e calosidades, os materiais flexíveis e

maleáveis devem ser a primeira escolha, assim

como os materiais respiráveis que, por

permitirem a ventilação do pé, deixando o

ar circular e contribuindo para a absorção e

evaporação da transpiração, ajudam a evitar

o surgimento de micoses. Disso é exemplo o

calçado em pele. No respeitante à altura do

calçado, esta não deve ultrapassar os quatro

centímetros, de modo a evitar o risco acrescido

de entorses, joanetes e inflamações,

bem como a adoção de uma posição pouco

natural do pé e alterações ao nível da postura,

o que contribui para as dores nas costas.

O pé infantil está em contínuo desenvolvimento

musculosquelético e, por isso, a utilização

de calçado adequado é fundamental

para evitar impactos significativos para a

saúde das crianças, que vão desde as reações

cutâneas até às alterações estruturais,

comprometendo a forma e a funcionalidade

do pé. s

saber JULHO 2021

33


BEM-ESTAR

Sara

de Freitas

Sara de Freitas

Terapeuta Holística

sdf.terapeuta@gmail.com

Pinterest

Os benefícios da Aromaterapia

na limpeza da casa

Em vez de recorrer a produtos químicos,

que são nocivos para a nossa saúde,

podemos optar por produtos da

Aromaterapia para cuidar e limpar eficazmente

a casa, de forma saudável e a baixo

custo. Deixo-vos com uma sugestão de

spray multiusos para limpar e cuidar da sua

casa de forma a proporcionar um ambiente

saudável e em completo bem-estar. Porque

a casa e quem lá vive merecem o melhor. s

Só precisa de:

. 1 frasco pulverizador

. ¼ chávena de vinagre

. ¾ de água

. 10 gotas de óleo essencial de laranja

. 20 gotas de óleo essencial de eucalipto

Preparação:

Adicionar todos os ingredientes no frasco.

Agitar antes de utilizar e pulverizar na zona

a limpar. Seguidamente passe com um pano

humedecido.

34 saber JULHO 2021


Luísa

silva

luísa silva

964 885 153

Gabinete BeautyStudio by Luísa Silva

rua 31 de Janeiro nº 12E, 5º andar sala V, Funchal

Facebook › BeautyStudio by Luísa Silva

Instagram › @beautystudiols

Como manter a pele hidratada no verão

No verão, todo o nosso corpo está

sujeito à desidratação. Esta perda

de água corporal está diretamente

relacionada com o calor e a humidade

que se fazem sentir nesta época, pois

a sudação é maior e acabamos por eliminar

maiores quantidades de água e nutrientes

através do suor. Por estarmos mais expostos,

factores como a radiação solar, a poluição

e o próprio meio ambiente, contribuem

para o aumento do processo de desidratação

corporal e facial. Para contrariar esta

tendência e prevenir o envelhecimento

precoce da nossa pele, existem alguns cuidados

a ter. Comece por ingerir uma maior

quantidade de água diária, pois desta forma

irá manter os níveis de água no seu corpo.

Águas aromatizadas, tisanas ou sumos de

fruta naturais são também boas opções

de hidratação. Faça esfoliação corporal regularmente.

Vai permitir que a posterior

absorção de cremes hidratantes seja mais

eficaz e ajuda a manter a pele com aspecto

saudável e cuidado. A esfoliação ajuda

a remover células mortas, o que potencia

também um bronzeado bonito. Se sentir

comichão na pele, é sinal que esta está seca

e desidratada. Aplique creme hidratante

todos os dias após o duche. Opte por um

creme leve com propriedades humectantes

e hidratantes. Evite as horas mais quentes

do dia. Entre as 10h e as 16h, as radiações

estão mais fortes. Nestas alturas prefira

recolher-se num guarda-sol bem como aplicar

protetor solar com mais regularidade.

É importante também que, após uma ida

a banhos, seja em mar ou piscina, passe o

seu corpo por água doce. A água salgada,

quando em contacto com o corpo durante

muito tempo, pode causar secura ou até

mesmo irritações cutâneas. No rosto, redobre

os cuidados diários e aplique proteção

solar várias vezes ao dia. Este é um produto

essencial à época do verão, pois é ele que

vai ajudar a pele a se manter bonita e jovial,

bem como prevenir/atrasar o processo de

envelhecimeno cutâneo e os seus primeiros

sinais (secura/desidratação e rugosidade).

São pequenos cuidados a ter que vão deixar

a sua pele sempre protegida, hidratada

e saudável e tenha um bom Verão!. s

saber JULHO 2021

35


SAÚDE

Sónia ferreira

info@arquiteturadoser.pt

Sónia Ferreira

Psicóloga Clínica e 'Coach'

A fronteira

do conforto

D

inamizei um workshop sobre Confiança

e houve uma participante que

disse algo interessante: pensei que

a confiança era inata – ou temos ou

não temos. Esta crença levou-me a pensar

que muitas das vezes assumimos que não temos

como reverter algumas situações e que,

por isso, nos limitamos, tanto no ser como

no agir. A verdade é que a confiança não é

estática e pode ser trabalhada. E não é preciso

nenhuma varinha mágica de fada madrinha

– basta querer melhorar. Se estivermos

focados num ‘mindset’ que nos permita evoluir,

tudo é possível. Clareza e método são

as palavras-chave que vão desbloquear os

pensamentos limitantes. Explicando melhor.

Se uma pessoa quer sentir-se mais confiante,

a primeira coisa que deve fazer é esclarecer,

para si própria, qual é a sua definição para

esse conceito. Depois disso há que pensar

quais são as características que uma pessoa

confiante, no seu entender, deve ter. Para

este exercício pode ir buscar exemplos seus,

de pessoas conhecidas ou de personalidades

que admira. Desta forma o conceito deixa

de ser teórico e passa a ser tangível. Depois

é preciso perceber como incorporar essas

características na sua vida. Antes de avançarmos,

há que que parar e antever alguns desafios.

Na maior parte dos casos, a antítese

da confiança é o medo. Medo do fracasso, da

perda, da dor, do desconhecido, da rejeição,

do resultado… Todos eles contribuem para

que os níveis de confiança baixem e não nos

deixem ir ao encontro dos nossos sonhos,

projetos ou mudanças desejadas. Como diria

Mark Twain: “a coragem é a resistência ao

medo, o domínio do medo, e não a ausência

do medo.” Então como dominamos o medo

para que possamos agir? De muitas formas!

Nesta página não cabem todas, mas selecionei

uma que gostaria de partilhar convosco:

expandir a nossa zona de conforto. Esta zona

é aquela que inclui tudo o que nos é conhecido,

habitual ou confortável e tem como papel

nutrir a nossa necessidade de segurança. No

entanto, para existir crescimento há que sair

para zonas desconhecidas que impliquem

outras capacidades ou formas de estar. Claro

que isso acarreta alguns receios, mas quanto

mais nos desafiarmos mais fácil será percebermos

que somos capazes. Uma das coisas

mais importantes em relação à confiança é

que ela aumenta quando sentimos que somos

capazes de fazer algo novo, mas para

realizarmos algo novo temos de ser confiantes.

Um paradoxo que é preciso ultrapassar.

Uma forma fácil de o fazer é incluir coisas novas

nas nossas rotinas. Algo tão simples como

ver um filme diferente, experimentar novas

receitas, ler um livro novo ou pensar em novos

destinos de viajem, são exemplos rápidos

que pode implementar. Também pode pensar

em algo mais arrojado que esteja dentro

da esfera dos seus receios, como um desporto

ou uma atividade que implique alguma

exposição. Pertencer a um clube de corrida,

de leitura ou dar asas à criatividade podem

ser excelentes escolhas. Opções não faltam!.

Outra possibilidade passar por colaborar

com um núcleo de voluntariado. Casando a

vontade de ajudar com a possibilidade de conhecer

pessoas novas, pode descobrir novas

capacidades e competências. Aliar a utilidade

à expansão das fronteiras de conforto é uma

técnica muito usada por empreendedores

de sucesso. Para terminar, quero sublinhar

que todos temos o potencial necessário para

ultrapassar obstáculos, mesmo quando parecem

demasiado grandes. Há que começar

com pequenos passos, reforçá-los e avançar.

Afinal, os líderes da nossa vida somos nós. s

36 saber JULHO 2021


IMAGE consulting

instagram.com/qvestir.marisafaria/

facebook.com/QvestirConsultoriaImagem/

www.q-vestir.com/

info@q-vestir.com

D.R.

Marisa Faria

Consultora de Imagem

O segredo

para ser

atraente

pexels-godisable-jacob

Jocê sabe qual é o segredo para ser mais

atraente? É ser atraente para si mesma.

Quantos de vocês querem mostrar para

o mundo que são atraentes, quando

nem mesmo sentem essa atração por si mesmas?

Talvez passe muito tempo focada no

que não gosta em si, sentindo que não é boa

o suficiente. E, como resultado, não está a

mostrar o que tem de melhor, validando ainda

mais as crenças que tem sobre si mesma.

Talvez passe demasiado tempo concentrada

no passado e por isso, continua a recriá-lo.

Se deseja por exemplo, perder peso, quanto

mais concentra-se nisso, mais vai recordar-

-lhe como tem sido tão difícil e um fracasso

todas as tentativas que teve. Comece a olhar

para o seu futuro, para a imagem da mulher

que deseja ser, em vez de olhar constantemente

para o passado. Defina objetivos para

a sua vida e comece a alinhar-se de acordo

com isso. Comece a divertir-se mais consigo

mesma e sinta atração por quem você é. Porque

isso vai torná-la mais atraente para os

outros, especialmente para as pessoas que

deseja atrair para a sua vida. Tire tempo para

namorar consigo mesma. Conheça-se. Queira

estar bem consigo mesma. Levante-se

todos os dias e divirta-se a vestir, a mimar-

-se, a cuidar de si. Interesse-se por si, tome

decisões que a façam sentir-se orgulhosa e

ficará atraída por si. Quando penso sobre o

que torna alguém atraente, é realmente sobre

ser a melhor versão de si mesmo e não

se importar se as outras pessoas o acharem

atraente. Quando se sente atraída por si, não

precisa que outras pessoas o validem. Você

está empenhada em ser a melhor versão de

si mesma?. s

saber juLho 2021

37


DICAS DE MODA

Lúcia Sousa

Fashion Designer Estilista › 914110291

WWW.luciasousa.com

FACEBOOK › LUCIA SOUSA-Fashion Designer estilista

D.r. (direitos reservados)

Sandra Jesus

Cabeleireiro › Paulo Silva

Makeup › Sónia Barbosa

Pedro Miranda

Summer Kimono

Kimono de Verão! Uma das peças atemporais

do ano. Apresento nesta rubrica

a sugestão de um conjunto de kimono e

fato de banho, desenhados por mim. O

Kimono, uma peça de guarda roupa indispensável,

este em tecido de algodão leve, delicado

e alegre num estampado que combina com os

dias de sol. O corte e comprimento abaixo da

anca, alonga e torna o visual elegante. Delicie-

-se dos dias de Verão com elegância. s

38 saber JULHO 2021


saber JULHO 2021

39


MAKEOVER

Mary Correia de Carfora

Maquilhadora Profissional › Facebook Carfora Mary Makeup

uma Mãe lutadora...

Mary de Carfora

D.R.

Olá! Nesta edição, apresento-

-vos esta menina linda de seu

nome Tatiana, 37 anos, casada,

três filhos – dois rapazes de 15

e 12 anos, e uma rapariga de cinco anos. A

vida da Tatiana não tem sido fácil. Desempregada,

mãe e lutadora, lamentavelmente

descobriu um cancro que mudou de forma

drástica a sua vida. Foi operada a 28 de

maio último e tem feito quimioterapia. Ela

não percebe os porquês mas com fé e esperança

acreditamos que este mau momento

irá ser ultrapassado para que possa voltar

à sua vida normal. Para a apoiar neste percurso

e à sua família, um grupo de gente

maravilhosa juntou-se para lhes proporcionar

dois dias de iniciativas positivas, como

a transformação de imagem e uma estadia

em família no excelente hotel Golden Residence

– onde foram mimados e acarinhados

por uma equipa fantástica!. Os sorrisos nos

rostos de Tatiana, o marido e os três filhos

foram uma constante e um bálsamo face

aos dias de luta que esta simpática e querida

família tem atravessado. É nosso dever

ajudar levando alegria e esperança, e é uma

honra poder premiar estas mulheres lutadoras

que são exemplos de vida. s

40 saber JULHO 2021


Um dia com...

Tatiana Abreu

‹ Antes ‹ DEPOIS

Vestuário Loja Noir - Acessórios Dona Hortênsia - Acessórios Madame Sissi - Almoço Restaurante Saudade Madeira - Estadia Hotel Golden Residence (refeições completas para a família)

- cortesia de grupo de pessoas que me apoiam - Flores A Tulipa e Grupo Ajudar - Fotografia Reinaldo Photography - Chocolates Tony Fernandes UauCacau - as amigas Graça, Alejandra, Johana,

Fátima, Elizabeth, Arcília e Dells - pela ajuda nas flores e Hotel Golden Residence: Tânia, Tydis, Olga, Catarina, São Marcos, Arcília, Graça, Elizabeth, Fátima, Dells, Alejandra, Catarina, Encontro,

Pizza Moments, Box4You, Karina e Cláudia - Publicação Revista Saber Madeira

E a todos aqueles que possa ter esquecido mas sabem que ajudaram a colocar um sorriso no rosto da Tatiana e família,

e desta forma contribuiram para que esta família tivesse um dia maravilhoso e inesquecível. Estão todos de parabéns e são todos maravilhosos.

saber JULHO 2021

41


MOTORES

Direção da

Associação de

Motociclismo da

Madeira:

Tomada de Posse

Dulcina Branco

Nelson Martins

AAssociação de Motociclismo da

Madeira, fundada em 1984, é a

instituição desportiva de utilidade

pública que regula e coordena a

prática lúdica e desportiva da modalidade

de motociclismo da RAM. Tem nova direção,

cujos titulares tomaram posse numa

cerimónia que teve lugar no Instituto do

Vinho da Madeira, nas presenças do Secretário

Regional da Agricultura e Desenvolvimento

Rural, Humberto Vasconcelos, o Presidente

da Câmara Municipal do Funchal,

Miguel Silva Gouveia e o Diretor Regional

de Desporto, David Gomes. Nélio Olim falou

dos objetivos que preconiza para o seu

mandato. “Presidir a esta instituição, com

uma história que antecede a sua data de

constituição é, para mim e para toda a minha

equipa uma honra, pelo que estamos

empenhados em valorizar todo o trabalho

feito pelas anteriores direções, mas sempre

de olhos postos no futuro, tentando inovar

e melhorar as condições para a prática da

modalidade sempre que tal for humana e

financeiramente possível. Contando com

varias modalidades como são exemplo o

Motocross, o Todo Terreno, o Supermoto, o

Freestyle e a Velocidade, a estas juntam-se

o Moto turismo na vertente lúdica do motociclismo.

A nossa atividade vai muito para

além da competição, envolvendo a comunidade

em atividades que mais não são do

que grandes manifestações socioculturais

genuínas, que contribuem, efetivamente,

para as economias locais. Isto para além do

facto de que alguns eventos, face à cobertura

mediática que lhes é dada, promoverem

a imagem da Madeira e as suas exuberantes

paisagens em todo o mundo, reforçando

a nossa competitividade e notoriedade

enquanto destino turístico”. s

42 saber juLho 2021


Consultório

dos Motores

Nélio Olim

D.R. (direitos reservados).

Que fazer quando danificamos

o nosso carro num buraco da

estrada?Infelizmente, é muito

frequente irmos a conduzir o

nosso automóvel ou motociclo quando um

buraco com as dimensões de uma cratera

se nos atravessa no caminho, danificando o

nosso veículo. Normalmente e, com muita

frequência, somos tentados a pagar a dura

fatura dos custos dessa reparação. Mas,

não deve ser assim. As vias por onde circulamos

têm uma entidade que as supervisiona

ou estão concessionadas a empresas

que cumprem um rigoroso caderno de

encargos que inclui a manutenção, limpeza

e garantia de segurança para os utentes

dessa via. Por isso, deverá ser essa entidade

a assumir a fatura atras referida. Mas

este processo de “obrigar” essas entidades

responsáveis pela manutenção das vias a

reparar os danos provocados nos veículos

não é uma tarefa propriamente fácil. Primeiro

porque é necessário fazer prova de

que os danos reclamados foram efetivamente

provocados pela deficitária manutenção

da via, já que a entidade responsável

pela dita manutenção irá afirmar que os

danos do veiculo resultam do facto do seu

condutor estar a treinar para o próximo

rali que irá haver naquela zona. Contudo,

será essa mesma prova que irá demonstrar

que a responsabilidade é imputável

à entidade responsável pela manutenção

da via, ou, em casos muito particulares, da

entidade que está a realizar obras na via,

situação muito frequente onde empresas

que realizam obras públicas (por exemplo

de reparação de sistemas de águas e esgotos).

Infelizmente neste ultimo caso, estas

empresas colocam sempre as questões de

segurança na gaveta, primando por realizar

obras mal sinalizadas (ou sem sinalização),

com as estradas completamente sujas e

cobertas de gravilha e detritos (sendo aqui

as vitimas principais os motociclistas), deixando

muitas vezes as valas abertas ou cobertas

com entulhos, procedendo à reposição

dos pisos muitas vezes alguns meses

depois das obras realizadas. Na Região Autónoma

da Madeira, as entidades responsáveis

pelas vias são a Direção Regional de

Estradas (Governo Regional), no caso das

Estradas Regionais; a Via Litoral e Via Expresso,

no caso das vias concessionadas; e

as Câmaras Municipais respetivas em todas

as restantes vias. Assim, e antes de tudo,

recomendamos que fotografe o buraco ou

situação que provocou o dano ou acidente,

chamando as autoridades para procederem

ao levantamento do auto. Estas serão

as provas principais da sua reclamação. Depois

de realizados, remova o seu veiculo do

local, levando o veiculo para uma oficina.

Deve então contactar a entidade responsável

e apresentar a comunicação da ocorrência,

pedindo que seja acionado o seguro

de responsabilidade civil da entidade para

realizar a peritagem ao veiculo e avançar

com o orçamento dos danos para posterior

reparação. Apenas poderão haver duas soluções:

ou corre tudo bem e a entidade responsável

pela via (ou a sua seguradora) assume

a situação e procede ao pagamento

do arranjo do veiculo, ou terá de recorrer à

via judicial para obrigar a entidade responsável

a assumir uma responsabilidade que

está a declinar. Será sempre um processo

cheio de incertezas, por vezes demorado,

por vezes envolvendo lesões corporais incapacitantes

(casos em que falamos de

despistes de motociclistas provocados por

obras mal sinalizadas ou por vias cheias de

detritos), e onde a boa fé dos intervenientes

se nota logo nos primeiros contactos.

Por isso, se o leitor foi vitima de uma destas

situações, tente cumprir o “manual de instruções”

atras referido e reunir o máximo

de informações possível para que a culpa

não morra solteira. s

saber juLho 2021

43


FASHION ADVISOR

JORGE LUZ

www.facebook.com/jorgeluz83/

As cores do Brasil

O

Brasil está em alta, este verão,

nas tendências, e não estamos a

falar só de praia. As boas energias

e cor refletem-se nas cores quentes

e tropicais que tão bem caracterizam o

país do samba de Regina e Buarque. Estamos

a apostar numa marca exclusiva brasileira

com padrões muito alto verão. Cortes

assimétricos com detalhes fabulosos, cores

garridas e quentes. São peças com malha

premium ajustável a qualquer tipo de corpo.

Em algumas peças, os padrões abstractos

e noutras os padrões bem definidos

mas sempre exaltando as cores tropicais e

as boas energias. De um modo geral, macacões

e vestidos oversize conferem conforto

e elegância a quem os veste. Inspire-se nestas

peças, crie o seu guarda-roupa e sinta-

-se como a 'Garota de Ipanema' que Jobim

interpretou na sua icónica canção. s

Jorge Luz

Jorge Luz

44 saber JULHO 2021


saber JULHO 2021

45


MARCAS ICÓNICAS

Os chinelos que mudaram o paradigma da moda.

De facto, em 1962, a empresa brasileira São Paulo

Alpargatas criou as chinelas inspiradas numa

tradicional sandália feito de madeira lascada e palha

de arroz comumente utilizado pelos agricultores

japoneses. Nos primeiros anos, o consumidor das

tradicionais sandálias restringia-se a uma classe

menos favorecida, residente nos bairros pobres de

São Paulo. Dizia-se que “Havaianas era chinelo de

pobre”. Depois da forte concorrência dos chinelos

de PVC, liderados pelo modelo Rider, da Grendene,

foi preciso adotar um novo posicionamento para

alavancar as vendas e mudar a imagem na mente

dos consumidores. A mudança aconteceu colocando

no mercado chinelas com cores fortes, ligeiramente

mais altas no calcanhar do que o modelo original

para passar a ideia de um público de classe mais

alta, e o nome gravado em relevo. O novo modelo,

com tiras e solados monocromáticos, foi inspirado

na moda inventada pelos surfistas brasileiros que

viravam as palmilhas das havaianas a fim de deixar

a face colorida voltada para cima. O novo modelo

foi posicionado no mercado como um produto

mais caro do que as tradicionais. Impulsionada por

grandes investimentos em campanhas publicitárias

protagonizadas por artistas famosos, sob o

slogan“Havaianas Todo mundo usa”, as vendas

dispararam e novos modelos surgiram. Para a Copa

do Mundo de 98, foi lançado um novo modelo de

havaianas, com uma pequena bandeira do Brasil na

tira, que depressa se tornaria um ícone da marca

reconhecido no mundo. Foram criadas havaianas

inspiradas nos ócares do cinema e outras com base

na joalheria H.Stern e que tiveram acabamentos

em ouro e diamantes. A rainha Sílvia, da Suécia,

calçou umas havaianas quando visitou o Brasil em

1998. A quarta marca da América Latina e uma das

mais valiosas exportações do Brasil encontra-se hoje

em mais de 60 países, com mais de 90 modelos, e

oferece produtos que vão muito além das clássicas

sandálias.

Dulcina Branco

havaianas.com.br E Internet

46 saber JULHO 2021


inovação

Escritórios de jardim

inspirados em filmes e séries de televisão

Apandemia mudou o paradigma laboral mundial e promoveu

o teletrabalho, com milhões de pessoas a trabalharem

a partir de casa. A ideia inspirou uma equipe de designers

da plataforma HouseholdQuotes.co.uk que criou seis escritórios

inspirados em filmes e séries de televisão. Os ‘home offices’

vêm equipados com todo o mobiliário necessário e são colocados no

exterior da casa (jardim). O escritório de Michael Scott na série ‘The

Office’ (foto 1) e o espaço de Dumbledore em ‘Harry Potter’ (foto 2)

encontram-se nesta série de fictícios mas eficazes e funcionais escritórios

inspirados em personagens e séries famosos. Pode saber mais

em householdquotes.co.uk/office-sheds-inspired-by-fictional-off. s

Dulcina Branco

householdquotes.co.uk

saber juLho 2021

47


DECORAÇÃO

O descanso que faltava para a sua casa

Estão aí os dias de sol e as inevitáveis novidades para a casa.

Espreguiçadeiras são artigos perfeitos para criar um lar com

alma – e um cantinho de descanso merecido também. A vantagem

de ter uma espreguiçadeira em casa é que, além de

não ter de passar o dia sentado direito como faria com uma cadeira

tradicional, pode ter até cinco posições, desde a mais alongada

para uma sesta à inclinação que permite estar a apreciar o sol (ou

a sombra). Poderá encontrar na La Redoute uma vasta gama de espreguiçadeiras,

desde cadeira de praia em acácia, espreguiçadeira

com apoio para braços, espreguiçadeira em eucalipto, espreguiçadeira

de jardim, colchão de praia dobrável, cadeira baixa de praia,

espreguiçadeira em alumínio, cadeira de praia dobrável e até divã

de jardim. Espreguice-se e usufrua do verão. s

Aline Fernandez (alinefernandez@taylor365.pt), Dora Sousa (dorasousa@redoute.pt)

newsredoute.com/fotos

48 saber JULHO 2021


LUGARES DE CÁ

SOCIAL

‘Os Grandes Azuis’

na Assembleia legislativa

regional da madeira

› Câmara de Lobos recebeu Presidente da República na comemoração do Dia dos Oceanos

› Prova de atletismo ‘VI Circuito de Santo António’ nas ruas da freguesia do Funchal

› Associação para Pessoas com Autismo levou ‘Os Grandes Azuis’ à Assembleia Regional

› Associação Teatro Bolo do Caco dinamizou radionovela ‘Mistérios do Funchal’

› Associação Sonho Vilão está formalmente constituída

› Galeria Marca de Água trouxe ao Funchal a Bienal Internacional de Gaia

› Alunos de acordeão do Conservatório conquistam ouro em concurso internacional

› Câmara de São Vicente homenageou crianças do concelho no Dia da Criança

saber JULHO 2021

49


social

Presidente da República provou

a poncha em Câmara de Lobos

A multidão recebeu o Presidente da República em Câmara de

Lobos, onde se deslocou para assinalar o Dia Internacional dos

Oceanos. Afável e sempre disponível para as populares ‘selfies’,

Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou a passagem por Câmara

de Lobos – visita que antecedeu as comemorações do Dia de

Portugal na Madeira - para provar a típica poncha no bar Filhos

do Mar. O Presidente da República provou a bebida tradicional

madeirense atrás do balcão acompanhado pelo presidente do

Governo Regional, Miguel Albuquerque, e pelo presidente da

Câmara Municipal, Pedro Coelho. s

DB

Luís Castro

50 saber JULHO 2021


VI Circuito de Santo António

A prova de atletismo ‘Circuito de Santo António’ voltou às ruas da

freguesia de Santo António naquela que foi a sua sexta edição.

A prova contou com a participação de 200 atletas, masculinos

e femininos, numa organização da Junta de Freguesia de Santo

António e a Associação de Atletismo da Região Autónoma da Madeira,

com Manuel Fernandes e Luísa Freitas a conquistarem o

primeiro prémio nas respetivas categorias.. s

DB

Luís Castro

saber JULHO 2021

51


social

Exposição ‘Os Grandes Azuis’

O átrio da Assembleia Legislativa Regional da Madeira acolheu a

exposição ‘Os Grandes Azuis’, da Associação para Pessoas com

Autismo ‘Os Grandes Azuis’. José Manuel Rodrigues, presidente

da Assembleia Legislativa Regional, presidiu à inauguração que

contou com a presença de Augusta Aguiar, secretária regional

de Inclusão Social e Cidadania. ‘Os Grandes Azuis’ teve como objetivo,

segundo nota enviada à redação, “a implantação de um

jardim sensorial como ferramenta de estimulação das emoções

para pessoas com necessidades educativas especiais e idosos.

Um espaço não formal de ensino que aborda temas relacionado

a botânica, educação ambiental e percepção sensorial, facilitador

do processo ensino-aprendizagem e propício para estimular os

órgãos dos sentidos”. s

DB

Amílcar Figueira (Assessoria Imagem ALRM)

52 saber JULHO 2021


Radionovela

‘Mistérios do Funchal’

Foi o mais recente trabalho da Associação Teatro Bolo do

Caco a radionovela ‘Mistérios do Funchal’ que o grupo criou

em parceria com a Câmara Municipal do Funchal e a rádio

88.8 JM-FM. Foram criados nove episódios os quais foram

transmitidos todos os sábados em direto na rádio regional

e no canal YouTube do TMBD. A radionovela teve por base

o romance homónimo, de Ciríaco de Brito Nóbrega, originalmente

lançado em folhetins no Diário de Notícias em 1887 e

reeditado pela Imprensa Académica em 2018. s

DB

Associação Teatro Bolo do Caco

Associação Sonho Vilão

A Madeira tem nova associação cultural e recreativa. Trata-se

de, Associação Sonho Vilão que tem como sócios fundadores

Sandro João (presidente), Telmo Pinto (vice-presidente),

Paulo Sousa (secretário), Sara Fernandes (tesoureira) e Inês

Pereira (vogal). Fundada a 10 de Março de 2021 “com o propósito

e objectivo de renascer a nossa cultura antiga e ajudar

os artistas da região”, a Associação Sonho Vilão, de acordo

com Sandro João “formou-se por pessoas ligadas a variadas

áreas indo ao encontro do projeto proposto. A solidariedade

e a carência económica foram focos para a formação da

associação. Estivemos um ano a pensar como poderíamos

fazer para que fossemos ao encontro desse propósito. Assim

sendo, formámos esta associação que reúne um leque diferente

de pessoas que irão desenvolver o seu trabalho junto à

comunidade. Este é um projecto sem fins lucrativos, diferente

e cujo foco do trabalho é a divulgação da cultura e das tradicões

esquecidas dos nossos antepassados”. A Sonho Vilão

tem vários projetos de animação para desenvolver nas áreas

dos eventos culturais associados ao Carnaval, Festa da Flor,

animação nos hospitais e hotéis, entre outros. s

DB

Associação Sonho Vilão

saber JULHO 2021

53


social

Bienal de Gaia e visitas guiadas

na Marca de Água

A Galeria Marca de Água, em parceria com a Artistas de Gaia -

Cooperativa Cultural, com o apoio da Câmara Municipal de Gaia

e do Ministério da Cultura trouxe ao Funchal a Bienal Internacional

de Arte de Gaia. Foi a 4.ª edição desta Bienal que se distribuiu

por nove municípios do país, incluindo o Funchal, que marcou estreia

nesta edição com a curadoria do artista plástico e curador

da Galeria Marca de Água, Diogo Goes. A Galeria Marca de Água

organizou ainda uma visita guiada-oficina de expressão plástica

dirigida a alunos da Escola Secundária Francisco Franco e visita

guiada-oficina de expressão plástica dirigida a séniores do Centro

Comunitário do Funchal. s

DB

André Gonçalves (Câmara Municipal do Funchal) e Galeria Marca de Água

54 saber JULHO 2021


Alunos do Conservatório

trazem ouro da República Checa

Dia Mundial da Criança

em São Vicente

Maria Inês Ornelas e Lucas

Ismael Faria, alunos do Conservatório

– Escola Profissional

das Artes da Madeira,

voltaram a trazer medalhas

de ouro para a Madeira,

desta vez da República Checa.

Os jovens acordeonistas

participaram no concurso

de acordeão ‘The Czech

Accordion OnLine Competition’

no qual participaram

mais de 200 solistas de 17

países. Entre 2020 e 2021,

Maria Inês e Lucas Ismael,

que frequentam o curso do

Ensino Artístico Especializado

do Conservatório, tinham

já sido premiados em

diversos concursos internacionais.

A participação dos

acordeonistas madeirenses

nesta competição internacional

teve o apoio financeiro

da Associação Amigos do

Conservatório de Música da

Madeira, sendo que, a responsabilidade

pedagógica

e artística destas participações

foi do professor Slobodan

Sarcevic. s

Para assinalar o Dia Mundial da Criança, a Câmara Municipal

de São Vicente fez questão de, uma vez mais, homenagear os

mais pequenos através da entrega de alguns itens simbólicos.

A Vereadora Rosa Castanho, em representação do executivo

municipal, procedeu à distribuição de t-shirts coloridas e,

para agradar o paladar doce, entregou chupa-chupas a todas

as crianças do 1.º ciclo. s

DB

gentilmente cedidas por Câmara Municipal de São Vicente

DB

Conservatório

– Escola Profissional

das Artes Madeira

PUB

saber JULHO 2021

55


À MESA COM...

As sugestões de

FERNANDO OLIM

Achegada do Verão – e o fim desta primavera atípica –

traz o assunto inevitável: dietas. Mas a dieta é muito

mais do que querer ter agora cuidados forçados por

causa da estação do biquíni. Dieta é a alimentação que

seguimos todo o ano e que sabemos não ser fácil de agilizar no

dia-a-dia. No entanto, é possível fazer uma alimentação económica

e saudável todo o ano – se seguir algumas regras consegue

poupar bastante na factura do supermercado, da mercearia, do

ambiente e…do médico. Pode proteger a sua saúde, a da família,

reduzir o desperdício alimentar – contribuindo para a sociedade

e o ambiente – e ainda poupa bastante por ano para actividades

essenciais e projectos pessoais. s

PRODUÇÃO FERNANDO OLIM

Agradecimentos Catering Sun City

DULCINA BRANCO

FERNANDO OLIM

Green Severs

56 saber JULHO 2021


entrada

Entrada exótica

Sobreponha ao pão torrado a gosto, queijo fresco,

tomate e doce de abóbora. Decore a gosto.

prato

principal

Lapas Grelhadas

da Madeira

As lapas são grelhadas na chapa durante 1 minuto.

Finalize regando com azeite de ervas aromáticas,

coentros e alho picado.

sobremesa

Gelatina exótica

Prepare a gelatina a gosto e finalize com frutos

vermelhos ou outros, e flores comestíveis.

saber JULHO 2021

57


ESTATUTO EDITORIAL

A Revista Saber Madeira é uma revista mensal de

informação geral que dá, através do texto e da

imagem, uma ampla cobertura dos mais importantes

e significativos acontecimentos regionais,

em todos os domínios de interesse, não esquecendo

temáticas que, embora saindo do âmbito

regional, sejam de interesse geral, nomeadamente

para os conterrâneos espalhados pelo

mundo.

É um projeto jornalístico e dirige-se essencialmente

aos quadros médios e de topo, gestores,

empresários, professores, estudantes, técnicos

superiores, profissionais liberais, comerciantes,

industriais, recursos humanos e marketing.

Identifica-se com os valores da autonomia, da

democracia pluralista e solidária, defendendo

o pluralismo de opinião, sem prejuízo de poder

assumir as suas próprias posições.

Comunicações, Limitada

Parque Emp. Zona Oeste, lote 7 | 9304-006 Câmara de Lobos 291 911 300 comercial@oliberal.pt

Estatuto Editorial

Mais do que a mera descrição dos factos, tenta

descortinar as razões por detrás dos acontecimentos,

antecipando tendências, oportunidades

informativas.

Pauta-se pelo princípio de que os factos e as opiniões

devem ser claramente separadas: os primeiros

são intocáveis e as segundas são livres.

Como iniciativa privada, tem como objetivo o

lucro, pois só assim assegura a sua independência

editorial e económico-financeira face aos grupos

de pressão.

Através dos seus acionistas, direção, jornalistas

e fotógrafos, rege-se, no exercício da sua atividade,

pelo cumprimento rigoroso das normas éticas

e deontológicas do jornalismo.

A Revista Saber Madeira respeita os princípios

deontológicos da imprensa e a ética profissional,

de modo a não poder prosseguir apenas

fins comerciais, nem abusar da boa fé dos leitores,

encobrindo ou deturpando a informação.

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Redação

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Secretária de Redação

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