Revista Coamo edição Julho de 2021

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Revista Coamo edição Julho de 2021

REUNIÃO DE CAMPO: DIRETORIA APRESENTA INFORMAÇÕES AOS COOPERADOS

revista

www.coamo.com.br

julho/2021 ano 47 edição 515

ENCONTRO DE LÍDERES

Cooperativa realiza

encontro virtual com

jovens cooperativistas

INOVAÇÃO

Nova marca Coamo

é apresentada

aos cooperados

Jair Gilberto Rosolem,

Engenheiro Beltrão (PR)

CAMPO CONECTADO

A inserção da tecnologia de informação no mundo rural já é uma realidade. É um cenário

que se transforma a passos largos, deixando o ambiente agrícola mais digital e integrado


Pão de

Minuto

·Receitas ·Dicas ·Especialistas


expediente

Órgão de divulgação da Coamo

ano 47 | edição 515 | julho de 2021

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br,

Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br

Ana Paula Bento Pelissari Smith: anapelissari@coamo.com.br

Antonio Marcio dos Santos: amsantos@coamo.com.br

Ruthielle Borsuk da Silva: rborsuk@coamo.com.br

Kamilly Santana Cazotto: ksantana@coamo.com.br

Raquel Sumie Eishima: raqueleishima@coamo.com.br

Aline Aristides Bazan: abazan@coamo.com.br

Lucas Otávio Pavão: lpavao@coamo.com.br

Contato: (44) 3599-8129 - comunicacao@coamo.com.br

Colaboração: Entrepostos, Gerências Angulares e Assessorias

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima, Ana Paula

Bento Pelissari Smith, Ruthielle Borsuk da Silva e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima e

Lucas Otávio Pavão

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários

Contato: (11) 5092-3305

Contato publicitário: Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados ou

citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

As fotos desta edição foram produzidas obedecendo os devidos protocolos de saúde, ou

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Acompanhe a Coamo pelas redes sociais

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly Calderari,

Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Jonathan Henrique Welz Negri, Sidnei Hauenstein Fuchs e Igor Eduardo de Mello Schreiner (Membros Efetivos). Vander Carlos Furlanetto, Edilson Alberto

Kohler e Jorge Luiz Tonet (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2020: R$ 20,003 bilhões.

Tributos e taxas gerados e recolhidos em 2020: R$ 466,95 milhões. Cooperados: 29.438. Municípios presentes: 71. Unidades: 111.

julho/2021 revista

3


sumário

32

KOPPERT BRASIL.

UMA DÉCADA DE

PARCERIA COM

OS PRODUTORES

DE SOJA E COM

A NATUREZA.

A agricultura que queremos para

o nosso futuro está em nossas

mãos. Leia o QRcode com o seu

celular e descubra os caminhos

para fazer parte dessa mudança.

Trabalho em família

Desenvolvemos soluções biológicas para tornar

Família Paschoal, de nossas Cruzmaltina lavouras mais (PR), saudáveis, é exemplo seguras de trabalho e e união. Os irmãos Dorival

e Daniel receberam produtivas. do pai a Porque missão é de assim continuar que se faz com agricultura a atividade agrícola, e agora estão

passando os trabalhos sustentável: para os com filhos um Silvano olho bolso (Dorival) e o outro e Maria no Caroline e Lucas (Daniel)

futuro, respeitando a vida e o meio ambiente.

4 revista

julho/2021

Saiba mais em KoppertBrasil10anos.com.br ou acesse

@koppert_brasil

Tecnologia viva que transforma o campo


sumário

Entrevista

10

Para Alexandre Lima Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, o desafio para o agronegócio é

integrar as ferramentas de Tecnologia da Informação com o conteúdo gerado no campo

Conectividade no campo

14

As ferramentas digitais fazem parte do dia a dia no campo, auxiliando o ciclo produtivo. São

tecnologias que proporcionam mais produtividade, redução de custos, agilidade e segurança

Encontro de Cooperativistas

23

Tradicional evento com os Jovens Líderes Cooperativistas foi realizado no formato digital e contou com

milhares de participações. Evento transmitiu uma palestra com o professor Doutor Dado Schneider

30

Informação com transparência

A tradicional Reunião de Campo promovida pela diretoria passou por uma mudança

devido a pandemia, e está sendo no formato virtual. Evento foi transmitido pelo

canal da Coamo no YouTube com audiência de um grande número de cooperados

Credicoamo e o seguro agrícola

39

O seguro deve estar incorporado ao planejamento dos custos de produção. O associado da Credicoamo sabe

bem disso e está consciente da importância da lavoura estar segurada contra qualquer eventualidade climática

Fotovoltaica

46

Cooperados estão investindo em energia limpa e renovável com o objetivo de gerar economia e

sustentabilidade para o sistema. A Coamo conta com um programa de incentivo para aquisição desta tecnologia

julho/2021 revista

5


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governança

O momento do agronegócio

A

agricultura é uma atividade

muito importante

para o nosso país e o

mundo. É responsável pelo incremento

e os bons resultados

da balança comercial, além de

gerar empregos, desenvolvimento

e cumprir a nobre missão

de produzir alimentos.

Mas, ao mesmo tempo

em que se constitui uma atividade

com oportunidades, é também

de riscos, por ser implantada

e cultivada a céu aberto.

Como cada safra é diferente,

quando tudo vai bem com alta

produção, bons preços e clima

regular, a certeza de sucesso é

grande.

O contrário, porém, provoca

problemas e prejuízos com

frustrações e queda de produtividades.

Isso acontece quando

ocorrem períodos de estiagem

e geadas, como os que estamos

verificando, que prejudicaram o

desenvolvimento das lavouras

de milho segunda safra e trigo,

com perdas que variam de

acordo com a intensidade de

cada região.

Ao longo das reuniões

com os cooperados, como a Reunião

de Campo do 2° Semestre

que ocorreu dia 21 de julho, temos

reiterado a importância do

seguro agrícola, que deve estar

incorporado ao planejamento

dos custos de produção. O seguro

é um insumo, e trata-se de um

investimento que protege a atividade

em eventos indesejados.

Assumir os riscos da produção

agrícola, sem pensar no seguro

pode ser perigoso.

Os cooperados estão,

cada vez mais, conscientes da

necessidade de proteção contra

eventualidades nas lavouras, por

meio da contratação de seguro,

que deve ser analisado como um

investimento e não um custo.

Outra questão, que apresentamos

novamente na reunião,

é com relação ao cumprimento

de contratos. Recomendamos

que os cooperados analisem a

possibilidade de aderir ou não a

esta ferramenta de comercialização,

mas deve-se levar em consideração

as oportunidades e,

também, os riscos.

Porém, uma vez efetivada

a contratação, o não cumprimento

dos contratos pode

provocar problemas não só para

ele, como para toda a cadeia de

comercialização, pois no caso da

Coamo, a cooperativa assume

compromissos com compradores

internos e externos.

O que sabemos fazer, e

bem-feito, é plantar a nossa safra

e esta tem que ser a nossa missão,

pois devemos nos planejar,

com insumos de qualidade,

assistência técnica eficiente e

adesão ao seguro agrícola, com

apoio da Coamo e Credicoamo.

Depois, esperar por clima regular,

boas produtividades, e a satisfação

de produzir alimentos

com qualidade e origem para

milhares de pessoas

"O que sabemos fazer,

e bem-feito, é plantar

a nossa safra e esta

tem que ser a nossa

missão. Devemos nos

planejar, com insumos

de qualidade, assistência

técnica eficiente e adesão

ao seguro agrícola,

com apoio da Coamo e

Credicoamo."

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

julho/2021 revista

7


gestão

Investimentos para modernização

Na Reunião de Campo do 2° Semestre 2021,

realizada no formato virtual dia 21 de julho,

mostramos aos cooperados os investimentos

que a Coamo está realizando para continuar levando

benefícios para o desenvolvimento das suas atividades.

O Plano de Investimentos da Coamo para

2021/2023, aprovado pelos cooperados em Assembleia

Geral, contempla um total de 114 obras, das

quais 52 estão em andamento. Entre os investimentos

programados estão nas unidades operacionais

a ampliação da capacidade estática, secagem, automações,

fluxos de recebimento de produtos agrícolas

e adequações de segurança.

Para crescer e continuar sendo moderna e

competitiva, e estar cada vez mais perto dos cooperados,

a Coamo iniciou os trabalhos de construção

de dois modernos entrepostos nos municípios de

Rio Brilhante e Ponta Porã, que irão ampliar a nossa

atuação no Estado do Mato Grosso do Sul e beneficiarão

um número maior de produtores associados.

Na área Industrial, a Coamo está promovendo

melhorias nos processos visando agregação

de valor e satisfação aos nossos consumidores e

clientes. Em Campo Mourão, o trabalho para construção

da fábrica de ração já iniciou. A fiação de algodão

terá aumentou de 30% da produção de fios.

No moinho de trigo está em fase de implantação, o

projeto de mistura para bolos, linha varejo e a otimização

do circuito de farinha integral. Na refinaria de

óleo está em andamento a instalação do sistema de

envase big bag para óleos vegetais e degomagem

aquosa assistida por enzimas. As indústrias de óleo

de soja, nos parques industriais de Campo Mourão,

Paranaguá e Dourados estão sendo modernizadas.

Em Paranaguá, além de aumento na capacidade de

armazenamento, entrará em operação um novo e

moderno terminal portuário próprio.

A Coamo também iniciou um estudo de

viabilidade para a implantação de uma indústria de

etanol de milho. Haverá, também, a renovação das

frotas de veículos leves e pesados, readequação e

"A missão da Coamo é gerar renda aos

seus cooperados com o desenvolvimento

sustentável do agronegócio. A visão, é ser

a melhor opção de desenvolvimento para

eles, oferecer produtos de qualidade aos

clientes e bons negócios aos parceiros."

manutenção dos sistemas informatizados e a implantação

de novos sistemas tecnológicos.

Na área de Logística de Bens de Fornecimento

estão programadas construções de armazéns

para insumos, verticalizações de armazéns já

existentes, além de adequação nas expedições de

sementes em UBS’s e no pátio para armazenagem

de insumos.

Trata-se de um importante programa de investimentos,

planejado e estruturado com o propósito

de atender às necessidades dos cooperados em

todas as regiões

produtoras. É um

grande trabalho

que a Coamo

está realizando

com processos

de inovação com

modernas tecnologias

visando o

desenvolvimento

integral dos nossos

cooperados.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

julho/2021 revista

9


entrevista

ALEXANDRE LIMA NEPOMUCENO

Chefe-geral da Embrapa/Soja

“Brasil precisa se consolidar como importante competidor

internacional e alavancar mais o mercado interno.”

O

pesquisador Alexandre

Lima Nepomuceno foi

selecionado para assumir

a Chefia-geral da Embrapa

Soja, uma das unidades de pesquisa

da Empresa Brasileira de

Pesquisa Agropecuária, que fica

sediada em Londrina (PR). Sua

gestão iniciou em 01 de outubro

de 2020 e se estenderá por dois

anos, podendo ser prorrogado

por dois períodos iguais.

Pesquisador da Embrapa

há 30 anos, Nepomuceno tem

ampla experiência tanto como

cientista quanto como gestor de

projetos e equipes. Em sua defesa

pública, apresentou uma visão

abrangente do cenário atual para

lidar com os desafios nos ambientes

interno e externo. Com

relação ao macro cenário, ressalta

que nos próximos 20 anos, o

planeta chegará a nove bilhões

de pessoas. Será um grande

desafio produzir alimento para

suprir a demanda alimentar

mundial. Neste contexto, a soja

consolida-se como a principal

fonte de proteína, seja em ração

animal ou em produtos industrializados.

Revista Coamo: Qual a sua missão

como chefe geral desta importante

instituição?

Alexandre Lima Nepomuceno:

Uma das minhas funções é interagir

com o ambiente externo e

viabilizar para que as pesquisas

sejam realizadas com assertividade

e tragam soluções importantes

para a agricultura. Também é

importante a criação de parcerias

que tragam oportunidades para

a pesquisa e ações de transferência

de tecnologia. Outra ação

que estamos comprometidos é

a de internacionalizar as informações

sobre a produção brasileira,

mostrando nossa dinâmica

sustentável de produção. Em

Londrina (PR), na Embrapa Soja,

estamos iniciando uma nova

gestão. Trabalhamos em várias

frentes de pesquisa, desenvolvimento

e inovação, e os quatro

grandes eixos que serão norteadores

para nossas ações são a

Genética Avançada, Bioinsumos,

Agricultura 5.0 e Soja Baixo Carbono.

RC: Qual o foco da Embrapa?

Nepomuceno: A Embrapa, por

meio de pesquisas, desenvolvimento

e inovação tem como objetivo

viabilizar soluções para a

sustentabilidade da agricultura,

em benefício da sociedade brasileira.

Hoje a Embrapa possui 43

unidades descentralizadas, espalhadas

pelo território nacional

que trabalham nas mais diversas

pesquisas em âmbito regional e

nacional. O país é referência em

ciência e tecnologia para a agricultura

e um dos maiores produtores

de alimentos do mundo.

Boa parte desse desempenho

se deve à Embrapa, uma das

maiores instituições de pesquisa

do mundo tropical. São 8.152

empregados, R$ 3,48 bilhões de

orçamento anual e 43 centros de

pesquisa de Norte a Sul do Brasil.

RC: Conte-nos um pouco dos

trabalhos da Embrapa Soja.

Nepomuceno: No caso da Embrapa

Soja, em Londrina (PR),

nossa missão é desenvolver tecnologias

sustentáveis para a soja,

principal cultura do agronegócio

e da pauta de exportações brasileira.

Para isso, promovemos a

sustentabilidade do sistema de

10 revista

julho/2021


produção e oferecemos condições

técnicas para a manutenção do cultivo

em todo o Brasil. A Unidade também

é responsável pela pesquisa de

girassol no Brasil e atua na pesquisa

com trigo para o Paraná. A Embrapa

Soja dispõe de 274 empregados,

sendo 62 pesquisadores, a maioria

com doutorado e pós-doutorado

em diversas áreas do conhecimento,

43 analistas, 65 técnicos e 104 assistentes.

A nossa atuação é fortalecida

pela presença de pesquisadores e

pessoal de apoio nas bases avançadas

de Goiânia (GO), Vilhena (RO),

Sinop, (MT) e Balsas (MA). Temos

uma infraestrutura de 471 hectares

de campo experimental, distribuídos

entre a Fazenda Santa Terezinha

e Fazenda Maravilha, localizadas no

município de Londrina (PR). A Embrapa

Soja conta com 38 casas de

vegetação e 30 laboratórios, trabalhando

nas áreas de sanidade vegetal,

melhoramento genético e biotecnologia

e manejo sustentável.

Alexandre Lima Nepomuceno é graduado em Agronomia pela Universidade Federal

do Rio Grande do Sul (1987), com mestrado em Fitotecnia pela Universidade Federal

do Rio Grande do Sul (1989), doutorado em Molecular Biology and Plant Physiology

- University Of Arkansas (1998) e pós-doutorado no Japan International Research

Center for Agricultural Sciences - JIRCAS, Tsukuba, Japão (2000 e 2004). Ele assumiu

em outubro de 2020, a chefia geral da Embrapa Soja, com sede em Londrina (PR).

RC: Qual a importância da Embrapa

para difusão de tecnologias?

Nepomuceno: A Embrapa publicou

recentemente seu balanço social,

onde mostramos as tecnologias geradas

e quais os impactos que elas

causam na sociedade brasileira. O

ano de 2020 foi marcado pelas mudanças

na forma de trabalho, adaptando

à realidade imposta pelo Covid-19,

com desafios para a pesquisa

e certamente para as cooperativas e

os agricultores. Porém, a resposta do

setor agropecuário foi certamente

o que manteve o Brasil em termos

econômicos e posicionou o país

cada vez mais como um provedor

de tecnologias e resultados. Para citar

como exemplo a cultura da soja:

julho/2021 revista 11


entrevista

"A RESPOSTA DO SETOR AGROPECUÁRIO MANTEVE O BRASIL, EM TERMOS ECONÔMICOS,

E POSICIONOU O PAÍS COMO UM PROVEDOR DE TECNOLOGIAS E RESULTADOS."

no mundo foram produzidos 362

milhões de toneladas da oleaginosa,

e somente o Brasil produziu

mais de 135 milhões.

RC: Quais os principais números

do Balanço Social da Embrapa?

Nepomuceno: Importantes números

do Balanço Social da Embrapa

de 2020. R$ 61,85 bilhões

de lucro social. Nesta edição,

foram analisados impactos de

uma amostra de 152 tecnologias

e aproximadamente 220 cultivares,

que representaram 98,2%

do lucro social demonstrado em

2020. R$ 17,77 para a sociedade

brasileira por real aplicado. A relação

do lucro social com a Receita

Operacional Líquida foi de 17,77.

Isso indica que o retorno anual superou

em 17 vezes o valor investido

na Empresa em 2020, e 41.475

empregos novos criados no ano

passado. 59 prêmios e homenagens.

Em 2020, a Embrapa, seus

empregados, seus produtos, suas

Alexandre Lima Nepomuceno,

presidente da Embrapa Soja

ações e seus projetos receberam

diversos prêmios, dos quais 29 internacionais,

9 científicos, 11 nacionais

e dez regionais.

"O grande desafio para o

agronegócio é conseguir

integrar as ferramentas

de Tecnologia da

Informação com as

informações geradas no

campo, que envolvem

organismos vivos."

RC: Quais são os desafios para

os próximos anos?

Nepomuceno: Os desafios são

muitos frente às diversas mudanças

que ocorrem no mundo, sejam

ambientais ou econômicas. O

Brasil precisa se consolidar como

importante competidor internacional

e alavancar, cada vez mais,

o mercado interno. Temos um

desafio muito grande no mercado

de carbono. Hoje a Embrapa

possui algumas iniciativas, como

Carne Carbono Neutro, Carne

Carbono Zero e mais recentemente

o Leite Carbono Neutro e

Soja Baixo Carbono. O Programa

Soja Baixo Carbono (SBC), liderado

pela Embrapa Soja, é uma

iniciativa que objetiva agregar valor

à soja produzida em sistemas

que contribuam para reduzir as

emissões de gases de efeito estufa,

combatendo assim o aquecimento

global. O Programa SBC

pretende criar uma metodologia

brasileira, baseada em protocolos

científicos validados internacionalmente,

dentro de dois anos.

RC: Com a agricultura digital,

quais os desafios para levar as

tecnologias ao campo?

Nepomuceno: O grande desafio

para o agronegócio é conseguir

integrar as ferramentas de Tecnologia

da Informação com as informações

geradas no campo, que

envolvem organismos vivos. As

ferramentas para o agro precisam

ser assertivas e trazer informações

que agreguem na dinâmica

de produção. As plataformas

criadas para apoio nas tomadas

de decisão precisarão agrupar

informações de gestão, tecnologias

de produção, de criação

de networking e comercialização

dos produtos. Na Embrapa Soja,

em Londrina, temos trabalhado

em Agricultura Digital, onde o desafio

é justamente integrar questões

agronômicas com ferramentas

de Internet das Coisas (IOT),

sensoriamento, imageamento,

blockchain, entre outras.

12 revista

julho/2021


RC: Qual o trabalho frente a resistência

das pragas, doenças e

plantas daninhas, aos produtos

existentes?

Nepomuceno: O foco da Embrapa

frente a esse tema de

resistência sempre foi a de disponibilizar

tecnologias e informações

adequadas para o manejo

integrado, seja de pragas,

doenças ou plantas daninhas. O

objetivo é que sejam seguidos

critérios técnicos para uso de

produtos, com aplicações baseadas

em ciência e sejam mais

assertivas do ponto de vista do

controle, o que traz benefícios

econômicos, sociais e ambientais.

Em todas as situações, a

Embrapa tem trabalhado em

rede, envolvendo todas as Unidades

que têm afinidade com

o tema, e também parceiros,

sejam instituições públicas ou

empresas privadas. No caso da

soja, um exemplo consolidado é

o Consórcio Antiferrugem, criado

em 2004, que além de realizar

ações de transferência de

tecnologia, possui uma rede de

ensaios cooperativos para testes

de fungicidas entre pesquisadores

de todo o Brasil.

RC: Diante da evolução, qual é o

papel do pesquisador?

Nepomuceno: O pesquisador,

além de evoluir, cada vez mais,

no papel decisivo da ciência

para a tomada de decisão, tem o

importante papel de criar redes

que integrem várias empresas,

cooperativas, instituições à associações

para a tomada de decisão

das necessidades e evolução

das pesquisas.

RC: E quanto aos agricultores?

Nepomuceno: Os agricultores

são os grandes demandantes

das tecnologias a campo.

O envolvimento de produtores

na geração de tecnologias demonstram

a importância de criar

parcerias e redes que envolvam

vários atores da cadeia produtiva

da soja e possam integrar ações

de pesquisa e transferência de

tecnologia.

"A Embrapa pesquisa.

desenvolve e inova para

viabilizar soluções para

a sustentabilidade da

agricultura, em benefício

da sociedade brasileira."

RC: Como avalia a parceria entre

a Embrapa e a Coamo?

Nepomuceno: A parceria com a

Coamo é uma das mais relevantes

para a Embrapa. A atuação

da pesquisa junto ao setor produtivo

traz benefícios mútuos.

Do lado da pesquisa, o olhar

dos técnicos e produtores ligados

à cooperativa moldam os

caminhos do desenvolvimento

e inovação, e trazem uma perspectiva

de tecnologias pautadas

na ciência e na experiência do

usuário final.

RC: Como é a participação da

Embrapa nos Encontros da Fazenda

Experimental da Coamo?

Nepomuceno: A condução de

experimentos e demonstração

de tecnologias trazem exemplos

claros para que técnicos e produtores

enxerguem a importância

de usar tecnologias baseadas na

ciência agropecuária, que continuamente

gera informações e

tecnologias atualizadas para o

campo.

RC: Qual a importância do cooperativismo

como agente de desenvolvimento?

Nepomuceno: O cooperativismo

é um exemplo de sucesso,

principalmente no Paraná. O desenvolvimento

do cooperativismo

é fundamental para a criação

de atores fortes que defendam

o desenvolvimento sustentável

que gere renda para os agricultores.

Isso traz força para os produtores

e para o setor, que têm

alavancado a economia do Brasil.

RC: Qual sua mensagem aos

cooperados da Coamo?

Nepomuceno: A Coamo, em

seus mais de 50 anos, conseguiu

integrar sua missão de gerar

renda aos cooperados com

desenvolvimento sustentável no

seu dia a dia. Somos orgulhosos

em ter uma longa parceria com a

cooperativa, na pesquisa e transferência

de tecnologia. Queremos

sempre andar juntos com a

Coamo e com todos os produtores

que fazem parte dela, para

poder trazer, cada vez mais, soluções

sustentáveis e benefícios

econômicos.

julho/2021 revista 13


tecnologia no campo

EVOLUÇÃO DIGITAL

As ferramentas digitais fazem parte do dia a dia no campo, auxiliando todo

o ciclo que envolve o sistema produtivo. São tecnologias que proporcionam

mais produtividade, redução de custos, agilidade, segurança, otimização

dos recursos e menor impacto ao meio ambiente

14 revista

julho/2021


Cooperado Jair Gilberto Rosolem, Engenheiro Beltrão (PR),

acompanhou todo o avanço no campo e utiliza o que há

de mais moderno em ferramentas digitais integradas e

conectadas por meio de softwares, sistemas e equipamentos

julho/2021 revista 15


mações no momento que desejamos.

As ferramentas mostram

onde está produzindo mais e o

que está faltando para que a lavoura

obtenha a máxima produtividade.”

Ele recorda que o cenário

no campo é bem diferente

em comparação há alguns anos.

“Se pararmos para pensar, é uma

situação que até assusta. Tudo

evoluiu muito rápido. É muita

tecnologia e informação com

precisão, que nos dá a certeza de

estarmos fazendo o melhor para

o momento”, diz Rosolem.

Um dos desafios é saber

como utilizar os dados fornecidos

pelas ferramentas. Segundo

o cooperado, para resolver essa

questão, é necessário ter assistecnologia

no campo

Há décadas, a tecnologia

vem contribuindo e modificando

os processos nos

mais diversos setores. E a agropecuária

não ficou de fora. As

ferramentas digitais fazem parte

do dia a dia no campo, auxiliando

todo o ciclo que envolve o sistema

produtivo. As informações

digitais produzidas pelas novas

ferramentas fornecem ao cooperado,

dados precisos sobre a

produção em tempo real e ajudam

na tomada de decisão.

O cooperado Jair Gilberto

Rosolem é agricultor tradicional

no distrito de Figueira

do Oeste, município de Engenheiro

Beltrão (Centro-Oeste do

Paraná). Ele acompanhou todo o

avanço no campo e atualmente

utiliza o que há de mais moderno

em ferramentas digitais integradas

e conectadas por meio

de softwares, sistemas e equipamentos.

Ele diz que as tecnologias

agregam mais valor à

atividade agrícola, aumentando

a produção e reduzindo o custo.

“As aplicações de defensivos,

por exemplo, são mais assertivas,

colocando o produto onde realmente

precisa. As lavouras ficam

mais uniformes e mesmo quando

têm adversidade climática, há

um resultado melhor.”

Com as novas tecnologias,

o cooperado acompanha

desde o plantio às aplicações e

colheita, de forma integrada. Ele

conta que isso facilita o planejamento.

“Temos todas as infor-

Com as novas tecnologias, Jair Rosolem,

acompanha desde o plantio às aplicações

e colheita, de forma integrada

16 revista

julho/2021


tência capacitada e funcionários

comprometidos, que entendam

todo o processo operacional.

“Buscamos aperfeiçoar todos os

envolvidos na atividade da melhor

maneira possível.”

Os investimentos em

maquinários e tecnologias de

ponta são constantes na propriedade

do cooperado. Ele revela

que todos os maquinários

comportam as plataformas de

monitoramento e acompanhamento

das atividades. Rosolem

observa que o investimento

vale a pena e cita como exemplo

a troca de uma plantadeira,

que não contava com a tecnologia,

por outra mais moderna.

“Acompanhando os dados de

uma safra de milho segunda

safra, notamos que os talhões

tinham diferença na produtividade.

As plantas semeadas

com a máquina sem tecnologia

produziram até dez sacas por

hectares a menos. Diante disso,

trocamos a plantadeira por uma

mais moderna e, hoje, vemos

as lavouras mais uniformes, já

que a distribuição de sementes

é realizada de acordo com as

informações da fertilidade do

solo”, revela Rosolem.

A Coamo mantém parcerias

com empresas com o

objetivo de oferecer as tecnologias

mais modernas aos cooperados.

Essa integração no

campo auxilia na conquista de

mais produtividade, redução

de custos, agilidade, segurança,

otimização dos recursos e menor

impacto ao meio ambiente,

com desenvolvimento sustentável

do agronegócio.

Com assistência técnica e contribuição operacional, cooperado vem alcançando bons resultados

julho/2021 revista

17


tecnologia no campo

Eduardo Mitio Nishida, cooperado em Nova

Santa Rosa (PR): Todas as operações realizadas na

propriedade passam pelo acompanhamento de

ferramentas digitais

TODAS AS OPERAÇÕES EFETUADAS NA PROPRIEDADE DO COOPERADO EDUARDO

NISHIDA, DE NOVA SANTA ROSA (PR), SÃO REALIZADAS DE FORMA INTEGRADA

Eduardo Mitio Nishida,

cooperado em Nova Santa Rosa

(Oeste do Paraná), possui em sua

propriedade tratores, pulverizador

e colheitadeira com piloto

automático, monitores de acompanhamento

de plantio e colheita,

além de um bom sistema de

conectividade. Ele, também, utiliza

o climate FieldView e um sistema

de monitoramento climático.

A propriedade do cooperado

está localizada no município de

Terra Roxa.

Ele conta que os primeiros

investimentos foram em

agricultura de precisão e maquinários

com piloto automático e

GPS. Isso há mais de dez anos. Já

as máquinas mais recentes contam

com uma plataforma de monitoramento

das atividades, de

onde ele acompanha em tempo

real todas as operações, seja no

plantio, em pulverizações ou na

colheita.

De acordo com o coo-

18 revista

julho/2021


perado, todas as operações realizadas

na propriedade passam

pelo acompanhamento de ferramentas

digitais. “Com os dados,

acompanhamos a quantidade de

semente no solo e a velocidade

de plantio. Nas pulverizações,

temos o tipo de produto utilizado,

além da data e hora que está

sendo aplicado. Tudo isso em

tempo real.”

Nishida explica que as

informações geradas pelas ferramentas

empregadas nos maquinários

são armazenadas em

nuvens, o que facilita compilar

os dados e gerar os mapas para

análise. “Temos informações

mais precisas, passíveis de um

acompanhamento mais criterioso.

Com isso, podemos ver a

produtividade em cada talhão e

definir novos investimentos.”

Nishida observa que as

ferramentas digitais permitem

acompanhar, em tempo real e

de onde estiver, como cada maquinário

está sendo operado.

“Esses dados são integrados

entre as máquinas. Por exemplo,

enquanto a colheitadeira

colhe a soja, a plantadeira já vai

do lado plantando o milho. Há

uma integração entre os maquinários,

deixando a operação

mais segura.”

O principal ganho, segundo

o cooperado, é em agilidade

na tomada de decisões.

“As janelas de plantio estão mais

curtas. A agricultura digital não é

mais uma tendência, e sim uma

realidade, um caminho sem volta.

A expectativa é acompanhar

toda a evolução, conforme forem

surgindo novas tecnologias. Já

existem máquinas autônomas,

que fazem o serviço sem o operador.

Acredito que em breve

isso será uma realidade mais próxima

de nós.”

O cooperado observa

que as novas ferramentas mudaram

o dia a dia no campo.

“Quando realizávamos o plantio,

por exemplo, era comum uma

pessoa em cima da plantadeira

para ver se realmente estava

caindo a semente e o adubo.

Hoje, acompanhamos tudo de

dentro da cabine do trator, ou

até mesmo da nossa casa ou do

escritório. Temos essa informação

na palma da mão.”

Principal ganho, segundo o cooperado, é em agilidade na tomada de decisões

julho/2021 revista 19


tecnologia no campo

MATEUS SAPATA ALCARRIA, DE LUIZIANA (PR), UTILIZA OS DADOS DAS

FERRAMENTAS DIGITAIS PARA PLANEJAR AS ATIVIDADES AGRÍCOLAS

Mateus Sapata Alcarria,

cooperado em Luiziana (Centro-

-Oeste do Paraná), conduz uma

área de 380 alqueires junto com

o pai Hélio Francisco Alcarria e o

irmão Fabio Sapata Alcarria. Na

área são cultivados soja e milho

no verão, milho segunda safra e

trigo, no inverno. Eles possuem

o plano da plataforma digital

Climate Fieldview. Os monitoramentos

são feitos no pulverizador,

plantadeira e colheitadeira.

Assim, conseguem fazer o

acompanhamento desde a dessecação,

passando pelo plantio,

aplicações em pós-emergência

e colheita. Também são acompanhados

pelo Fieldview, os testes

com cultivares/híbridos e produtos

diferentes.

Ele conta que a busca pelas

ferramentas digitais é de acordo

com a necessidade e viabilidade.

“Tentamos unir o conhecimento

com o operacional de uma forma

gradativa, seguindo as tecnologias.

Estamos nos adaptando

conforme a necessidade. Nosso

carro-chefe tem sido o Climate

Fieldview. Estamos conseguindo

melhorar o trabalho, tornado

mais fácil e assertivo.”

20 revista

julho/2021


Mateus Sapata Alcarria, de Luiziana (PR), diz que a

busca pelas ferramentas digitais é de acordo com

a necessidade e viabilidade. Trabalho em parceria

com assistência técnica da Coamo

Segundo o cooperado,

a ferramenta digital tem

ajudado no planejamento.

Com os dados é possível

mensurar as aplicações efetuadas,

as chuvas no período,

qual o produto utilizado e os

experimentos. “Estamos alcançando

um bom resultado

com a digitalização na agricultura.”

Ele diz que as ações

são realizadas com base nas

informações disponibilizadas

pelas ferramentas, mas sem

deixar a teoria e a experiência

de fora. “Não podemos deixar

de lado o conhecimento

adquirido pela família ao longo

dos anos com a atividade

agrícola. As ferramentas ajudam

a melhorar o sistema. É

só unificar as informações”,

pondera Alcarria.

O trabalho com as

ferramentas digitais iniciou

com a pulverização dos

defensivos agrícolas e aos

poucos a família foi introduzindo

novidades. O segundo

investimento foi no

monitoramento do plantio.

“Com a ferramenta ficamos

sabendo a data do início e

do fim do plantio, a variedade

utilizada e a partir dos

dados e do resultado com a

colheita, definimos os próximos

passos.”

Na visão do cooperado,

a digitalização no

campo é um caminho sem

volta, e novas oportunidades

surgirão conforme a necessidade

for aparecendo.

“Estamos ainda no início.

Tem um ditado que diz que

não precisa ser o primeiro,

mas também não pode ser

o último a começar a fazer

alguma coisa”, diz.

julho/2021 revista 21


NA HORA H DA

PROTEÇÃO DA

SOJA, É IHARA.

PODE CONFIAR.

Tecnologia na hora certa

para a sua cultura.

Máxima eficácia

contra o

percevejo

Fera

no combate

à ferrugem

Proteção pesada

contra percevejos,

mosca-branca,

pulgão e igarrinha

No ciclo da lavoura tem

hora certa para tudo e tem

IHARA para toda hora.

Alta performance

no controle do

mofo-branco

Kellen

Severo

22 revista

julho/2021


formação no campo

ENCONTRO DE LÍDERES

Tradicional evento dos Jovens Líderes Cooperativistas foi realizado pela

segunda vez no formato digital e contou com milhares de visualizações

José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos

de Administração da Coamo e Credicoamo

O

verbo cooperar significa atuar, juntamente com outros, para um mesmo fim; contribuir com trabalho,

esforços, auxílio; colaborar. No cooperativismo praticado pela Coamo, este verbo se conjuga em

todos os tempos. Com muitos motivos para comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado

sempre no primeiro

sábado do mês de julho, a

cooperativa realizou pela

segunda vez no formato virtual,

o tradicional Encontro

de Jovens Líderes Cooperativistas.

O evento foi transmitido

ao vivo pelo canal

da Coamo no YouTube, no

dia 1º de julho. Na oportunidade,

a diretoria lançou

a nova marca da cooperativa,

o Aplicativo Coamo e o

Programa Conectividade.

Além disso, foi transmitida

uma palestra com o professor

Doutor Dado Schneider,

pós-Graduado em Marketing

pela Universidade Federal

do Rio Grande do Sul

e Mestre e Doutor em Comunicação

pela PUC/RS.

No encontro digital foi divulgado um filme sobre o Programa Jovens Líderes Cooperativistas, com o

depoimentos de participantes do programa. Desde 1998, já se formaram mais de mil cooperados em 25 turmas.

Segundo o presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e da Credicoamo, José Aroldo

Gallassini, o encontro busca reciclar o conhecimento dos Jovens Líderes. “Há 25 anos, centenas de jovens

cooperados estão assumindo a sucessão na propriedade rural e, também, na Coamo e na Credicoamo como

conselheiros. Esses jovens são o futuro das duas cooperativas. É preciso que a Coamo e a Credicoamo estejam

sempre novas e com visão de futuro. Por isso, todos os anos realizamos esse evento voltado para esse público.

Os últimos, foram no formato virtual, uma alternativa muito eficaz para que não perdêssemos o foco da atualização

dos cooperados”, afirma.

julho/2021 revista 23


formação no campo

JOVENS QUE FAZEM HISTÓRIA

Edvino Lengert e Gian Carlos Mariussi Lengert

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena,

já dizia Fernando Pessoa. Certamente no cooperativismo,

essa frase do poeta se aplica à realidade de milhares de

pessoas. Afinal de contas, é um movimento unido e transformador

de realidades. Na Coamo, por meio do Programa

de Formação de Jovens Líderes Cooperativistas, essa

premissa também mudou vidas.

Os jovens são uma nova geração que trabalha

de forma arrojada, sem esquecer das lições geradas por

suas famílias. Por isso, no evento, foi veiculado um filme

que mostra um pouco do programa, da evolução e da

transformação que ocorreu em duas de muitas famílias

participantes desse programa de educação e formação

cooperativista.

Edvino Lengert, da 3ª turma, e seu filho Gian

Carlos Mariussi Lengert, da 25ª turma, Bragantina (Oeste

do Paraná), em depoimento ao vídeo, lembram que

tudo começou quando a família saiu de Marechal Cândido

Rondon (PR) com o intuito de crescer. “Fomos nos associando

e somos em nove cooperados na família. Nós

não tínhamos nada e não sabíamos nada. Foi quando

vimos que estávamos atrasados. Depois da Coamo foi

uma revolução grande. E no curso mais ainda, cada dia

de Jovens Líderes foi um avanço.”

De Juranda (Centro-Oeste do Paraná), Antonio

Pazzinatto Demeneck, da 1ª turma e o seu filho Nathã

Fernandes Demeneck, da 23ª turma, contam a sua história.

“Chegamos em 1973 e começamos a plantar soja.

Têm três gerações em cima dessa terra e a Coamo foi

muito importante para nosso crescimento. Durante o

curso aprendemos muito, começando pela organização

de uma sede”, diz

Para conhecer a história

das duas famílias acesse

a imagem com o leitor de

QR Code

Antonio Pazzinatto Demeneck e Nathã Fernandes Demeneck

24 revista

julho/2021


nova marca

A MARCA DO FUTURO

A Coamo nasceu para transformar. Cidades,

Estados, a terra e, porque não dizer, vidas, foram

transformadas pela cooperativa que nasceu do sonho

de 79 agricultores. Em ritmo de quem está acostumada

a inovar, a Coamo escolheu 2021 para dar mais um

passo. Com foco em identificar essa raiz de quem

pensa sempre no futuro, a cooperativa lançou sua nova

logomarca.

De acordo com o presidente Executivo da

Coamo, Airton Galinari, a Coamo tem no seu DNA a

transformação. “A inovação era uma necessidade, uma

vez que, na época, o Dr. Aroldo e os 79 fundadores,

tinham que viabilizar a atividade rural e não poderia ser

como estava. Então, tinham que inovar e transformar,

para poder evoluir. Essa evolução nunca parou. Foram

diversos momentos na história da cooperativa e, em

cada um tivemos que encontrar a forma certa de nos

comunicar com nosso público. Seja ele o cooperado, o

funcionário, o cliente, a comunidade, os fornecedores.

Enfim, todo o público que está em torno da Coamo.”

Sobre a mudança da marca, Galinari enfatiza

que a Coamo teve vários momentos com a sua

marca. “Estávamos com duas logomarcas, uma que

utilizamos para comunicação institucional e outra

para os alimentos. Houve um momento que isso foi

adequado, mas entendemos que estamos maduros

o suficiente, pois a Coamo é uma só, se comunica de

uma forma só, trata todos de uma mesma maneira. Por

isso, merece ser vista de uma única forma, inclusive

na sua forma visual de comunicação. Construímos,

então, a unificação dessas marcas em uma só.”

O presidente Executivo acrescenta que este

é o momento certo para essa mudança que buscou

extrair aquilo que a Coamo tem em sua essência. “A

semente da logomarca indica todo o nascimento e

crescimento da cooperativa, e toda a sua origem: a

terra, a semente e o sol. A forma como conseguimos

traduzir tudo isso em nossa logomarca ficou muito

forte. Estamos muito felizes com o resultado, temos

certeza que o cooperado vai também abraçar essa

nova marca e seguir em frente com a sua Coamo.”

Airton Galinari, presidente Executivo, e José Aroldo Gallassini, presidente

do Conselho de Administração apresentaram a nova marca da Coamo

Veja o filme de lançamento da

nova marca com cooperados

Coamo. Para assistir aponte o leitor

de QR Code na imagem ao lado

julho/2021 revista 25


na palma da mão

NOVO APLICATIVO DA COAMO

No pique da inovação,

a Coamo também lançou o seu

aplicativo. É um novo canal de

relacionamento para o cooperado

estar mais próximo e integrar

seus negócios com a cooperativa.

O diretor Administrativo e

Financeiro da Coamo, Antonio

Sérgio Gabriel, afirma que com

o aplicativo, o cooperado tem informações

na palma da mão, de

maneira ágil, simples e confiável.

“É um avanço rumo à modernidade,

oferecendo ao cooperado,

um instrumento para ele fazer

todas as operações que precisa,

por meio do aplicativo.”

Para o desenvolvimento

da ferramenta, Antonio Sérgio

revela que a cooperativa contou

com o suporte dos próprios

cooperados, testando e opinando.

“Foi um trabalho minucioso,

feito com bastante carinho e dedicação.

Fizemos de uma forma

diferente de outros trabalhos.

Dessa vez, contamos com a participação

de cooperados, para

que pudéssemos desenvolver

algo mais amigável, sob o ponto

de vista deles. Isso deu bastante

Antonio Sérgio Gabriel, diretor Administrativo e Financeiro da Coamo

26 revista

julho/2021


Fala cooperado

GIBRAN THIVES ARAÚJO

Candói (PR)

“Como o aplicativo é intuitivo, simples e

funcional, facilitou o acesso às informações

com agilidade, nos auxiliando na gestão e

controle dos dados das propriedades”

VALÉRIO CARLOS DA COSTA

Maracaju (MS)

resultado. Além disso, não é um produto acabado,

se algum cooperado tiver sugestões, por favor,

nos procure, que vamos trabalhar e estudar a

sugestão de cada um.”

Além disso, o diretor destaca que o aplicativo

foi colocado em uma plataforma, onde outros

serviços serão acrescentados para o cooperado.

“Esse é o início de uma grande etapa, de

uma jornada, onde vamos desenvolver muitos

trabalhos e ferramentas de utilidade para o nosso

cooperado.”

Dentro do aplicativo também está à disposição

um tutorial das tarefas. Isso para que todos

possam acessar. “É um aplicativo simples e

intuitivo, de fácil operação. Todos os cooperados,

mesmo quem não tem o hábito de acessar esse

tipo de tecnologia, vai poder operar com tranquilidade,

como se estivesse conversando com nosso

atendente de entreposto. Agora, o importante

é que o cooperado realmente acesse e tendo

dúvidas procure nossos entrepostos para obter

todas as orientações necessárias.”

“Eu já efetuava operações pelo Cooperado

On-Line e agora com o aplicativo,

facilitará ainda mais o processo. Tenho

propriedades em diferentes municípios

e preciso de agilidade. O aplicativo

proporciona isso e muito mais.”

GENÉSIO MARCHETTI

São Domingos (SC)

“A Coamo está sempre inovando. Esse

aplicativo veio para facilitar a vida do

cooperado, modernizando o atendimento.

Ficou muito bom e prático para utilizar, evita

ir até o entreposto só para fixar ou ver preços.

Tenho várias informações ao mesmo tempo”.

MARCO ANTÔNIO ESQUIÇATO JUNIOR

Ivaiporã (PR)

“O aplicativo ficou muito bom. É importante

para nós cooperados no acompanhamento

diário da movimentação na cooperativa.

É prático e de fácil utilização. Será de

grande utilidade para o desempenho das

operações do produtor.”

LEANDRO RICARDO CELLA

Xanxerê (SC)

Aponte o celular com o leitor de QR

Code na imagem e veja o vídeo de

lançamento do Aplicativo Coamo

“O aplicativo serve de ferramenta para

acompanhamento da comercialização de

grãos e acesso aos relatórios dos insumos.

Consigo acompanhar os preços e avaliar se

está favorável para fixação. O aplicativo possui

todas as ferramentas de que preciso, inclusive,

para acompanhar os pontos do Fideliza.”

julho/2021 revista 27


tecnologia

CONECTIVIDADE

NO CAMPO

Aquiles de Oliveira Dias, diretor de

Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo

No campo ou na cidade

a conexão via internet precisa ter

qualidade. Para facilitar o acesso

do cooperado, a Coamo também

apresentou no Encontro de

Jovens Líderes Cooperativistas, o

Programa Conectividade. Trata-

-se de um convênio com provedores

e com condições especiais

de financiamento pela Credicoamo.

Conforme, o diretor de Suprimentos

e Assistência Técnica

da Coamo, Aquiles de Oliveira

Dias, o objetivo é buscar ou melhorar

o acesso à internet para

todo o quadro social.

A internet assumiu um papel

importante na promoção da

qualidade de vida de todas as pessoas,

se tornando essencial. Porém,

o serviço de internet precisa

ser melhorado e chegar em todos

os lugares com eficiência. “O objetivo

da Coamo, é fazer com que os

cooperados possam ter internet

de qualidade para interagir com a

Coamo, Credicoamo e comunidade

em geral. Por isso, acreditamos

que podemos prestar um serviço

aos cooperados, melhorando a

conexão com a internet. O cooperado

irá ganhar tempo e dinheiro,

podendo realizar grande parte

das suas atividades pela internet.

Com isso, irá sobrar mais tempo

para ele cuidar de atividades mais

essenciais”, afirma Dias.

Como empreendedores

rurais em um mundo globalizado,

os cooperados precisam ter

acesso à internet com eficiência.

“Eles navegam em diversos programas

da cooperativa, como os

de Gestão e Fidelidade, no site e

redes sociais, e agora no aplicativo.

São importantes canais para

apoio às suas atividades e o fortalecimento

do relacionamento

com a Coamo”, destaca o diretor.

De acordo com Aquiles

Dias, para facilitar a vida dos cooperados,

a Coamo realizou parceria

com provedores de internet

em toda a área de ação, no Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso

do Sul, visando acesso à internet,

mediante fornecimento de planos

e serviços de qualidade aos usuários.

“A Credicoamo e a Coamo

estão juntas nesse programa. A

Credicoamo entra com o financiamento

da infraestrutura necessária

para a internet chegar nas propriedades.

A Coamo não é provedora

de internet, então fizemos convênios

com provedores locais para

melhorar para quem já tem e levar

a quem não tem. A Coamo fará

esse encontro entre o provedor e

o usuário cooperado.”

O primeiro passo é procurar

a equipe da Coamo para

saber como funciona em cada

entreposto. A cooperativa tem

convênio com 56 provedores de

internet e cada um tem a suas

particularidades. A equipe de

cada entreposto passará todas

as informações. Será feito um levantamento

do que o cooperado

tem e o que ele precisa melhorar.

“Esperamos no médio prazo dar

um salto na conectividade dos

cooperados”, avalia Aquiles Dias.

28 revista

julho/2021


palestra

INOVAÇÃO É A PALAVRA

Em clima de mudança, o evento também

contou com uma palestra sobre Inovação com o

palestrante Dado Schneider que pesquisa há muito

tempo o comportamento humano. Ele parabenizou a

Coamo pela nova marca, aplicativo e o programa conectividade,

destacando que não existe mais desculpa

para não estar conectado. “Estamos vivendo mais,

e por isso, precisamos nos acostumar com as inovações.

Temos que abrir a cabeça para as mudanças,

porque a nossa evolução vai acontecer e as pessoas

à nossa volta vão querer que a gente acompanhe.”

Schneider ainda destacou que os jovens

precisam ter mais paciência com os mais velhos

quanto ao uso de tecnologias. “Você jovem, tenha

paciência com quem é mais velho nesta questão do

digital. Eu, por exemplo, só toquei no computador

depois de 30 anos de idade, porque antes, só grandes

corporações podiam ter computador. Foi isso

que aconteceu com a minha geração e, por isso, que

a gente se distanciou desse universo.”

Para o palestrante, com a facilidade que se

tem no mundo atual, os jovens precisam acompanhar

as tendências. “Tem gente que já é velho antes

dos 30 anos só que como a expectativa de vida

aumentou, essa pessoa vai viver mais uns 80 anos

e dessa forma. Por isso, temos que mudar a cabeça

agora. O futuro é das pessoas que entenderam o século

21. É preciso entender a dinâmica, a velocidade

e a complexidade. Com o século 21 tudo é muito

mais complexo e desafiador.”

Dado Schneider: "Estamos vivendo

mais, e por isso, precisamos nos

acostumar com as inovações."

Aponte o celular com o leitor de

QR Code na imagem abaixo e veja

na íntegra o Encontro de Jovens

deres Cooperativistas 2021

julho/2021 revista 29


eunião de campo

Para assistir a Reunião de Campo

aponte o leitor de QR Code

do seu celular na imagem.

Airton Galinari, José Aroldo Gallassini, Alcir José Goldoni e Aquiles de Oliveira Dias

INFORMAÇÃO PARA TODOS

A tradicional Reunião de Campo realizada pela diretoria passou por

uma mudança devido a pandemia e está sendo no formato virtual

Assim como ocorreu no início do ano, a Reunião

de Campo do segundo semestre foi

realizada no formato virtual, transmitida pelo

canal da Coamo no YouTube. O presidente dos Conselhos

de Administração da Coamo e Credicoamo,

José Aroldo Gallassini, coordenou a reunião que

contou com a participação dos presidentes Executivos

da Coamo, Airton Galinari, da Credicoamo, Alcir

Goldoni e do diretor de Suprimentos e Assistência

Técnica da Coamo, Aquiles de Oliveira Dias.

Os cooperados tiveram a oportunidade de

ficar por dentro do que está acontecendo na Coamo

e na Credicoamo, além do cenário da agricultura nacional

e mundial. Também esteve na pauta, o cooperativismo,

Plano Safra 2021 com custos de produção

envolvendo insumos e operações, agricultura digital,

investimentos e obras, alimentos, Credicoamo e

Via Sollus.

Gallassini abordou a situação econômica do

Brasil, que tem uma projeção de 6,31% de inflação

para 2021, taxa Selic de 6,75% e PIB de 5,27%. O dó-

lar oscilou de R$ 4,89 a R$ 5,87, entre janeiro e julho

deste ano. “Diferente de outros setores, o agronegócio

continua muito bem. Tivemos grandes safras

e bons preços, principalmente, em função do mercado

internacional” analisa.

De acordo com Gallassini, a situação geral

das duas cooperativas é positiva. Isso é comprovado

pela baixa inadimplência na Coamo, 0,093%, e na

Credicoamo, 0,088%.

Comercialização

Durante a reunião, Gallassini apresentou informações

sobre os principais produtos recebidos

pela Coamo. Ele lembra que o trigo é um produto

de risco e o Brasil, um pequeno produtor do cereal.

A previsão é que o país produza 8,48 milhões de toneladas.

A Argentina deverá produzir 20,50 milhões

de toneladas, Estados Unidos 47,51 e a China 136

30 revista

julho/2021


milhões de toneladas. Somando todos os países,

há uma produção de 792,40 milhões de toneladas.

“Incentivamos o plantio de trigo como opção de diversificação

e rotação de culturas. Poderíamos buscar,

pelo menos, 12 milhões de toneladas, que é o

consumo do Brasil, sem a necessidade de importar.

Porém, a decisão é do cooperado”, assinala.

O milho é a cultura mais produzida no mundo.

A previsão é de que o Brasil produza 118 milhões

de toneladas, a China 268 e os Estados Unidos

385,21 milhões de toneladas. A produção mundial é

de 1.194,80 milhões de toneladas. Gallassini destaca

que a produção de milho no Brasil está concentrada

na segunda safra. “Houve atraso no plantio do

milho, falta de chuva no desenvolvimento, geada e

até chuva de pedra em algumas regiões. É um preço

exagerado em comparação ao custo de produção

e sabemos que não devem permanecer por muito

tempo devido as questões de mercado. Nossa base

para comercialização deve ser o custo de produção.

Mas, como sempre, a decisão é do cooperado.”

A soja é a principal cultura. Todos os países

juntos deverão produzir 385,55 milhões de toneladas

na próxima safra. A previsão no Brasil é de 144

milhões de toneladas, Estados Unidos 119,88 e a

China 19 milhões de toneladas. “A soja é um produto

importante para a Coamo, tanto para a industrialização

quanto para a exportação. Os cooperados

ainda têm 29,4 milhões de sacas de safras passadas

armazenadas na cooperativa”, diz.

Ele observa que o comportamento do cooperado

está bem diferente em comparação aos

anos anteriores. “Em 2020, devido à alta dos preços,

o cooperado vendeu 37 milhões de sacas de soja

em contratos. Já para a próxima safra, até agora, são

quatro milhões de sacas. É importante que o cooperado

faça contrato pensando no custo de produção.”

Recebimento da produção

Trigo

Oferta e Demanda Brasil

Em milhões de toneladas

Safra 2020/2020

(previsão)

Safra 2021/2021

Estoque Inicial 1,20 0,23

+ Produção 5,15 8,48

+ Importação 6,68 6,00

Disponibilidades 13,03 14,71

- Consumo 12,46 12,12

- Exportação 0,34 0,60

Estoque Final 0,23 1,99

Milho

Oferta e Demanda Brasil

Em milhões de toneladas

Safra 2020/2021 (1)

Fonte: CONAB – JULHO/2021

(previsão)

Safra 2021/2022 (2)

Estoque Inicial 10,60 5,46

+ Produção 93,38 118,00

+ Importação 2,30 1,70

Disponibilidades 106,28 125,16

- Consumo 71,32 73,00

- Exportação 29,50 43,00

Estoque Final 5,46 9,16

Soja

Oferta e Demanda mundial

Em milhões de toneladas

Fonte: (1) CONAB - julho/2021; (2) USDA – julho/2021

Safra 2020/2021 Safra 2021/2022

Estoque Inicial 96,53 91,49

+ Produção 363,57 385,22

+ Importação 165,79 171,711

Disponibilidades 625,89 648,42

- Uso Doméstico 368,91 381,09

*Esmagamento 321,97 332,04

- Exportação 165,49 172,85

Estoque Final 91,49 94,48

Fonte: USDA – julho/2021

Na Coamo, o recebimento ficou prejudicado

em comparação ao ano passado

devido ao clima. A soja totalizou 85.408.95

sacas e o milho verão 4.726.514. Para o milho

segunda safra há uma previsão, já revisada,

de 31.047.975 sacas e 10.000.000 de trigo.

Todos os produtos totalizam 131.332.909 sacas,

contra 152 mil no ano anterior.

julho/2021 revista 31


eunião de campo

Contratos: "Se o cooperado fizer, tem que cumprir"

Na reunião passada, foi enfatizado aos cooperados

a importância de cumprir os contratos realizados

para a safra 2020/21. De acordo com Gallassini,

dos cooperados que fizeram contrato apenas sete

não quiseram cumprir, somando 53.356 sacas de

soja. “Estamos negociando com esses cooperados.

Quem cumpriu ou não fez contratos não pode pagar

pelos outros. Queremos o melhor para todos”, diz.

Conforme Gallassini, o cooperado deve

pensar bem antes de fazer qualquer tipo de contrato,

pois na Coamo terá que cumprir. “Pedimos para

o cooperado que não gostar de contratos, que não

faça. O valor dos produtos pode baixar como também

subir”, ressalta. Ainda segundo o presidente,

outra questão de contrato é quando há perda na

produção. “Se não conseguir colher o que foi contratado,

a Coamo cobrará porque a cooperativa tem

acordo com empresas externas e terá que cumprir.

“Não é o perfil dos nossos cooperados não cumprir

contratos. A maioria cumpre, mas precisamos sempre

avisar sobre essas questões.”

José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo

De olho no futuro

Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo

Segundo o presidente Executivo da Coamo,

Airton Galinari, a Reunião de Campo no formato virtual

chegou para ficar. “Essa foi uma adaptação necessária

devido a pandemia. Mesmo, quando acabar

esse momento, vamos continuar com essa opção de

mobilidade.”

Durante a transmissão, Galinari destacou a

representatividade dos alimentos industrializados

pela Coamo e os investimentos neste segmento.

“Esse modelo permite que uma cooperativa se destaque

do modelo comum. Já industrializamos soja, o

trigo e o café, e estamos iniciando a industrialização

do milho. Também estamos investindo e modernizando

os processos das outras indústrias.”

Além dos investimentos industriais, o presidente

Executivo, elencou outras melhorias, em toda

a área de ação da Coamo. “Estamos finalizando as

obras em nosso terminal portuário em Paranaguá e

teremos duas novas unidades no Mato Grosso do

Sul, uma em Ponta Porã e outra em Rio Brilhante.”

32 revista

julho/2021


Cooperar em família

Domicílio financeiro

A Coamo realiza diversas ações ao longo

do ano para difundir a filosofia do cooperativismo.

Dessa forma, de acordo com o diretor de Suprimentos

e Assistência Técnica, Aquiles Dias, em

todas as reuniões são destacadas informações sobre

o cooperativismo. “Temos diversos programas

para atender a família cooperativista como um

todo, para criar esse espírito da cooperação.”

Durante a pandemia, a Coamo interagiu

com 41 mil pessoas, por meio de diversos programas

que levam informação, educação e tecnologia.

Melhor relação de troca

Aquiles Dias ainda avaliou o Plano Safra.

“É um bom plano. O governo está com dificuldades,

mas trouxe um plano de R$ 251 bilhões disponibilizados

aos produtores de todos o Brasil.

Tem um pequeno acréscimo na taxa de juros, mas

ainda assim ficou atrativo.”

Outro assunto abordado pelo diretor foi sobre

os custos de produção. “Apresentamos quanto

custa para implantar as culturas de soja, milho e trigo.

Isso inclui a compra de todos os insumos, tratos

culturais, custo do seguro, assistência técnica e frete

para levar a produção até a Coamo. Esse ano podemos

afirmar, com certeza, que é a melhor relação de

custo. Isso significa que precisa de menos sacas para

pagar o custo de produção”, enfatiza.

Aquiles de Oliveira Dias, diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo

Alcir José Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo

O crescimento alcançado na Credicoamo

é fruto da melhoria no atendimento e da satisfação

dos associados, funcionários e parceiros. Para o presidente

Executivo da Credicoamo, Alcir José Goldoni,

a Reunião de Campo tem o objetivo de levar

informação do dia a dia da cooperativa para os associados.

“Apesar do associado estar todos os dias

nas agências, nós da diretoria não conseguimos ter

esse contato direto. Então, temos a oportunidade de

nos apresentar, de falar da nossa visão de futuro e

planejamento estratégico, dos serviços executados

e o que está sendo feito, para que ele possa entender

que a Credicoamo é o seu braço financeiro.”

De acordo com Goldoni, o associado está

entendendo o plano de trabalho da cooperativa.

Para ele, o resultado pode ser visto no crescimento

expressivo nos últimos 12 meses. Em junho de 2020,

a Credicoamo possuía um ativo de R$ 3,44 bilhões.

No mesmo período de 2021, o valor do ativo estava

em R$ 4,09 bilhões, representando um crescimento

de 19,01% em um ano. “Fizemos convênios e parcerias,

inserimos novas modalidades de aplicações

financeiras, criamos financiamentos e a poupança

rural. Todas as ações com um objetivo: transformar

a Credicoamo no domicílio financeiro do nosso associado

e fazer com que ele se sinta realizado. Por

isso nosso novo slogan, ‘Juntos com você, sempre!’,

confirmando que atendemos de forma diferenciada,

com humanidade e modernidade.”

julho/2021 revista 33


plano safra

Governo anuncia R$ 251,22 bilhões para

financiamento da agropecuária brasileira

O

governo federal anunciou no dia 22 de junho

o Plano Safra 2021/2022, liberando R$

251,22 bilhões para apoiar a produção agropecuária

nacional. O valor reflete um aumento de

R$ 14,9 bilhões (6,3%) em relação ao Plano anterior.

O Tesouro Nacional destinou R$ 13 bilhões para a

equalização de juros. Do total, R$ 177,78 bilhões serão

destinados ao custeio e comercialização e R$ 73,4

bilhões serão para investimentos, um crescimento de

29%. Os financiamentos poderão ser contratados de

de julho de 2021 a 30 de junho de 2022.

Além da ampliação dos financiamentos às

práticas conservacionistas de uso, manejo e proteção

dos recursos naturais, o Plano Safra 21/22 prevê

o financiamento para aquisição e construção de instalações

para a implantação ou ampliação de unidades

de produção de bioinsumos e biofertilizantes na

propriedade rural, para uso próprio.

Os recursos para os pequenos produtores

rurais tiveram um acréscimo de 19%. Serão destinados

R$ 39,34 bilhões para financiamento pelo Programa

Nacional de Fortalecimento da Agricultura

Familiar (Pronaf), com juros de 3% e 4,5%. Desse valor,

R$ 21,74 bilhões são para custeio e comercialização

e R$ 17,6 bilhões para investimentos.

Para o médio produtor, no âmbito do Programa

Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural

(Pronamp), foram disponibilizados R$ 34 bilhões, um

aumento de 3% em relação à safra passada. São R$

29,18 bilhões para custeio e comercialização com

taxa de até 5,50% aa, e R$ 4,88 bilhões para investi-

-mento, com juros de até 6,5% ao ano.

Neste governo, o seguro rural foi ampliado,

mais que dobrando a área segurada e os produtores

atendidos. Para 2022, a subvenção ao Prêmio do Seguro

Rural será de R$ 1 bilhão. Com esse montante,

será possível contratar aproximadamente 158.500

apólices, proteger 10,7 milhões de hectares e um

valor total segurado de R$ 55,4 bilhões.

Fonte: Mapa

julho/2021 revista 35


36 revista

julho/2021


plano safra

Ocepar lista pontos favoráveis e de

preocupação para as cooperativas

Se, de um lado, houve

avanços no Plano Safra 2021/22, a

começar pelo aumento de recursos

em R$ 14,9 bilhões em relação

ao plano anterior, entre outros tópicos,

há também pontos que merecem

atenção, como o aumento das

taxas de juros que, no geral, sofreram

alta média de 1 ponto percentual

em relação ao plano anterior.

Destacam-se neste quesito

os programas Moderinfra/Proirriga

e Moderagro, com aumento

de 1,5 ponto percentual. Demais

produtores também tiveram aumento

de 1,5 ponto percentual no

custeio. E tem ainda a questão do

volume de recursos para investimentos

com taxas de juros livres,

que subiram de R$ 5,13 bilhões

para R$ 16,66 bilhões, uma variação

de 224,8%, segundo análise

da Gerência de Desenvolvimento

Técnico (Getec) da Ocepar.

A Getec aponta ainda

que o montante de recursos do

Prodecoop foi mantido em R$

1,65 bilhão, ao passo que as cooperativas

pediram R$ 3,5 bilhões

valor necessário para atender a

demanda do setor, além do que

havia necessidade de aumento

nos limites de crédito por cooperativa.

Isso também não foi

contemplado no atual plano safra.

Ainda aponta como mais um

ponto de atenção a redução de

40,9% no montante de recursos

destinados à comercialização,

que caíram de R$ 2,37 bilhões

para R$ 1,4 bilhão.

O gerente de Desenvolvimento

Técnico da Ocepar,

Flávio Turra, lembrou ainda que

há outros itens do Plano Safra

2021/22 que chamam a atenção

do setor, como a questão do

seguro rural, que, no plano que

está se encerrando, estava previsto

em R$ 1,3 bilhão, mas, com

a aprovação do Orçamento da

União, caiu para R$ 976 milhões.

O valor anunciado para o novo

período é de R$ 1 bilhão. “Preocupa

também a parte dos limites

de financiamento, que não foram

alterados: ficou R$ 1,5 milhão

para médio produtor e R$ 3 milhões

para demais produtores.”

Para o milho, como havia saído

antes por meio de uma resolução

com o intuito de incentivar o

plantio do cereal, houve aumento

para o médio produtor de R$

1,5 milhão para R$ 1.750 milhão

e, para os demais, de R$ 3 milhões

para R$ 4 milhões.

Quanto aos investimentos,

Turra lembrou que, com aumento

de mais de 28%, o montante

para essa finalidade passou

de R$ 57 bilhões para R$ 73 bilhões,

valor que, em sua avaliação,

é sustentado pelo aumento

dos recursos para a equalização

das taxas de juros, uma vez que,

no plano anterior, era de R$ 11,5

bilhões e agora são R$ 13 bilhões,

com aumento de mais de 13%.

Por outro lado, ele destacou a alta

das taxas de juros para investimentos,

como para o custeio da

agricultura familiar, que aumentou

0,25% ponto percentual a até

a 1,5% para alguns programas

importantes, como o Moderagro,

que passou de 6% para 7,5%.

Fonte: Sistema Ocepar

CREDICOAMO

A Credicoamo oferece aos associados todos as modalidades

de financiamentos, custeio, comercialização, investimentos

e seguro agrícola.

Cooperado, procure a sua agência

para mais informações.

julho/2021 revista 37


Praticidade e

eficiência

junto de quem

faz o trabalho

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oferecer potência e leveza em atividades de

agricultura, pecuária, fruticultura, além de

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38 revista

julho/2021


credicoamo

SEGURO AGRÍCOLA

insumo importante para atividade rural

Assumir os riscos da produção

agrícola, sem pensar

no seguro, pode ser perigoso.

Nos dias atuais, o seguro

deve estar incorporado ao planejamento

dos custos de produção.

É como um investimento, ou seja,

não pode ser dispensado pelo produtor

rural. O associado da Credicoamo

sabe bem disso, e está cada

vez mais consciente de que precisa

estar segurado contra qualquer

eventualidade suscetível à lavoura.

O processo de comercialização

geralmente é realizado

nos meses de junho, julho e

agosto, com plantio previsto para

setembro. A safra 2020/2021 foi

marcada por diversas adversidades

climáticas. A seca no início

do plantio, causou atrasos na

cultura. Perto da colheita, no final

de janeiro e início de fevereiro,

houve um período de excesso

de chuvas. Segundo o Diretor de

Negócios da Credicoamo, Dilmar

Antônio Peri, mais de 4.500

associados aderiram ao seguro e

ficaram bem amparados, sendo

que parte deles tiveram de acionar

o mecanismo, por conta de

problemas climáticos.

Peri destaca a tranquilidade

proporcionada pelo seguro

agrícola e os benefícios dessa ferramenta,

que é feita de forma customizada

para o associado, tendo

como base a produção individualizada

dos últimos cinco anos, cobertura

por qualidade e por talhão.

O presidente dos Conselhos

de Administração da Coamo

e Credicoamo, José Aroldo Gallassini,

afirma que o seguro deve

ser considerado um insumo,

pois, o associado adquiri a melhor

tecnologia de campo e proteção

necessária contra os riscos

climáticos.

O seguro agrícola nasce

exatamente para isso, em situações

adversas do clima, como secas,

granizo, ou chuvas excessivas.

A ferramenta traz segurança para

o produtor, além de garantir que

o associado não tenha que carregar

dívidas para os próximos anos,

comprometendo seu desenvolvimento

em novas tecnologias de

campo, bem como sua permanência

na atividade agrícola.

“A agricultura é uma indústria

a céu aberto e está sujeita a diversas

situações. O associado vem

se protegendo, sem correr o risco

de ter uma descapitalização financeira.

O seguro vem justamente

para manter o associado na atividade

agrícola”, acrescenta Peri.

julho/2021 revista 39


via sollus

Natalício e a esposa Mirtes Capelett, de Toledo

(PR), fazem todos os tipos de seguros possíveis.

"Tenho segurança em contratar seguros e estou

bem amparado na hora que preciso."

Segurança em primeiro lugar

Via Sollus oferece seguros pensando na propriedade rural como um todo. O seguro

é um tipo de investimento direcionado a cobrir o risco de perda de algo valioso

A

Via Sollus Corretora de Seguros, com o intuito

de proporcionar segurança e tranquilidade

aos seus clientes, disponibiliza as melhores

soluções em seguros, com confiabilidade nas

contratações e agilidade na regulação do sinistro. Ao

fazer um seguro, o contratante protege seu patrimônio.

O seguro é um tipo de investimento

direcionado a cobrir o risco de perda de algo valioso.

Ou seja, os seguros servem para se prevenir contra

quaisquer riscos inesperados. A corretora trabalha

com diversos tipos de seguro, como o de vida, de

automóvel, residencial, agrícola, de maquinário,

entre outros. O contrato é personalizado para

atender a necessidade do segurado, com taxas

acessíveis.

Os seguros são importantes para qualquer

eventualidade que possa acontecer. Em Toledo

(Oeste do Paraná), o associado Natalício Capelett,

é cliente assíduo da Via Sollus. De acordo com ele,

existe uma relação de confiança muito grande entre

ele e a corretora, pois assegura todo seu patrimônio

na empresa. “Me sinto em casa. Tenho segurança em

contratar seguros e estou bem amparado na hora

que preciso”, afirma Capeletti.

40 revista

julho/2021


Natalício Capelett faz seguro do aviário com a Via Sollus

Placas solares também estão seguradas

O associado conta que fez o seguro dos

aviários, maquinário (trator e ceifa), lavouras de

verão e inverno, ou seja, de tudo que utiliza para

trabalhar. Mas, não acaba aí. Capelett tem seguro

de vida, residencial, de veículos e das placas solares.

Fazer seguro para se sentir seguro, esse é o objetivo

do associado. Para ele, o seguro acaba saindo

barato, se comparado ao valor de todo patrimônio.

“Fiz o seguro e posso dormir tranquilo. Consigo me

preocupar com outras coisas. Sempre procuro um

seguro cada vez melhor para mais tranquilidade.”

Em relação à safra atual, a propriedade de

Capelett sofreu com a seca no início do plantio de

milho, e com as geadas, que atingiram o Estado e

foi intensa no Oeste do Paraná. Com a propriedade

coberta pelo seguro, o produtor não terá prejuízos

e iniciará a safra sem dívidas. “Não é bom a gente

começar um ano devendo. Nesse caso, não sobrou,

mas não fiquei com dívidas. A arrancada para o

próximo ano é muito melhor”, frisa.

Ele faz seguro há mais de dez anos e apenas

uma vez necessitou da cobertura, pois houve um

incêndio em um de seus aviários. “Valeu a pena, pois o

valor que foi pago no sinistro era muito maior do que

eu já havia investido.” Capelett sugere para os outros

cooperados que também façam a adesão ao seguro.

“A gente tem que pagar seguro para não usar. Eu já

precisei acionar, a diferença é que pagamos um valor

e o seguro cobre muito mais do que já pagamos, na

hora que a gente precisa. Fazendo essas contas, o

seguro vale muito a pena.”

SEGUROS PARA OS BENS

DA PROPRIEDADE RURAL

Em consonância com a crescente demanda de máquinas

e equipamentos agrícolas e com tecnologia cada vez mais

avançada, a Via Sollus Corretora de Seguros oferece os seguros

pensando na propriedade rural como um todo, seja

na contratação do seguro da sua colheitadeira, trator, pulverizador

ou de implementos agrícolas contra prejuízos

inesperados. Mas, é necessário pensar em um lugar para

manter guardados estes bens, e para tanto, fazer o seguro

dos barracões ou galpões onde ficam guardados é de fundamental

importância.

Para isto, a Via Sollus Corretora de Seguros oferece por intermédio

de várias seguradoras opções que garantem a

tranquilidade do usuário e os bens seguros.

Aliado à tecnologia e sustentabilidade, a Via Sollus Corretora

de Seguros oferece o seguro do Sistema Fotovoltaico

usado para a geração da energia solar. Trata-se de um

produto que oferece proteção aos painéis fotovoltaicos

e componentes, contra danos materiais decorrentes de

causa externa, inclusive roubo ou furto qualificado, para

painéis instalados em telhados, solo ou em galpões.

julho/2021 revista 41


42 revista

julho/2021


cooperativismo

PROGRESSO NO CAMPO

Cooperado em Palmital, Katsuhiro Yasugi, comemora bons resultados

Na propriedade de Katsuhiro Yasugi, de Palmital (PR), o

cooperativismo e a parceria com a Coamo melhoraram

o sistema e a produtividade na lavoura

O

sistema cooperativista já transformou a vida de

milhões de pessoas no mundo inteiro. Na propriedade

de Katsuhiro Yasugi, de Palmital (no

Paraná), o cooperativismo e a parceria com a Coamo

melhorou em grande escala a produtividade na lavoura.

Descendente de japoneses, Katsuhiro conta

que para conseguir comprar as terras que possui,

teve de ir embora do país. “Eu e meus irmãos fomos

para o Japão para tentar ganhar a vida. Não sabíamos

o idioma de lá, e por isso, sofremos bastante.

Trabalhamos muito e, com muita dificuldade, conseguimos

voltar e comprar essas terras e estamos até

hoje na luta. Mas tudo valeu a pena”.

O bom relacionamento entre cooperado e

cooperativa vem desde 1988. De tão boa parceria, o

encontro de campo, que a Coamo realiza, é feito na

propriedade de Katsuhiro. São implantadas parcelas

de culturas, junto a parceiros da cooperativa, e são

apresentadas aos cooperados nos dias de campo

de inverno e verão.

Nas terras férteis, que antes eram utilizadas

apenas para a cultura do milho, hoje existe a rotação

de culturas. De acordo com o cooperado, há cerca

de 15 anos a Coamo o incentivou a plantar soja.

Mesmo com dúvidas a respeito do grão e da produtividade,

plantou, e colheu bons resultados, aplican-

do até hoje esse sistema.

O engenheiro agrônomo da unidade da

Coamo em Palmital, Leandro Rosa, lembra que Katsuhiro

segue as orientações à risca e aplica a tecnologia

no campo. “Esse bom relacionamento do cooperado

com a equipe da Coamo, dando abertura à

assistência técnica e seguindo as orientações corretamente,

resulta numa produção acima da média da

região”, ressalta.

Hoje a propriedade de Katsuhiro é referência

na região. Em relação a produtividade, a lavoura

sempre está acima da média. “Até a última safra, não

baixamos de 150 sacas, mesmo com adversidades”,

comemora o cooperado.

Pedro dos Santos e Leandro dos Santos Rosa em atendimento ao cooperado

julho/2021 revista 43


Somos todos

uma só história.

E agora, uma

nova marca.

44 revista

julho/2021


Como em tudo o que

fazemos, evoluímos.

A nossa nova marca é fruto

dessa transformação.

Ficou mais moderna

e cheia de significados,

simbolizando novos

tempos para a Coamo.

A semente

representa

o sonho dos

agricultores.

O campo é a

nossa casa, onde

transformamos a terra

e a vida das pessoas.

O sol ilumina o

campo, como a

Coamo guia seus

associados.

a vida é a gente que transforma

julho/2021 revista 45


energia solar

Cooperado Denglar Antônio Rodrigues, de Peabiru (PR), instalou

o sistema fotovoltaico em parceria com a Coamo e Credicoamo

SISTEMA FOTOVOLTAICO

fonte renovável de energia elétrica traz economia a cooperado

O

sistema de energia fotovoltaica

traz benefícios

aos adeptos dessa fonte

renovável de eletricidade, gerada

a partir da conversão direta da

luz do sol. Para isso, são utilizados

equipamentos para a captação e

geração de energia: o painel solar,

que consiste em um conjunto

de placas que captam a luz do

sol e convertem ela em energia

elétrica, e o inversor fotovoltaico,

que adapta a energia gerada pelo

painel para o padrão utilizado em

tomadas e rede elétrica.

Milhares de pessoas no

Brasil utilizam a luz do sol como

fonte de energia elétrica. Além

de uma fonte de energia limpa,

renovável e abundante, quem

utiliza esse sistema pode economizar

nas faturas.

É o que acontece na propriedade

do cooperado Denglar

Antônio Rodrigues, de Peabiru

(Centro-Oeste do Paraná). Denglar

instalou o sistema fotovoltaico na

esperança de melhorar os custos.

“Eu achei que meu custo de energia

estava ficando muito caro. A

46 revista

julho/2021


princípio estava receoso, mas

depois vi que era uma alternativa

muito boa.” Foram instalados

na propriedade 75 painéis, que

têm capacidade para produzir

3000 a 4000 kwats hora/mês.

O cooperado utiliza a

energia para várias atividades.

Na propriedade, além das cinco

casas e do barracão, Denglar

tem máquinas e outros

equipamentos com alto consumo

elétrico. A última fatura,

antes da instalação das placas,

foi de R$2.222,26. O primeiro

mês, após o sistema ser ativado,

fez com que o valor da fatura

caísse mais de 98%, chegando

a R$34,94. “Todos os

cooperados deveriam investir

na energia fotovoltaica. A tendência

da energia é ficar cada

vez mais cara e essa economia,

para mim, fez toda a diferença”,

acrescenta o cooperado.

A Credicoamo possui

uma linha de financiamento

para incentivar o uso dessa fonte

renovável, facilitando ainda

mais a aquisição da tecnologia

aos associados. Toda a estrutura

já tem seguros, uma tranquilidade

a mais para o cooperado.

O encarregado de Distribuição

da Coamo em Peabiru,

Tiago Fabiano Alves, enfatiza

que a Coamo trabalha com as

melhores marcas de equipamentos

fotovoltaicos. “O produtor

deixa de pagar a fatura

de energia e paga a fatura do

gerador. A Credicoamo oferece

condições facilitadas, para um

investimento que vale a pena.

Se o cooperado fizer a conta,

em cinco anos ele termina de

pagar seu gerador e tem uma

energia de qualidade, quase de

graça, pagando somente a taxa

mínima para a empresa distribuidora”,

explica Tiago.

julho/2021 revista 47


48 revista

julho/2021


segunda safra

Cooperado Wilson Rangel, de Mariluz, acompanha

desenvolvimento do trigo com o engenheiro

agrônomo Hugo Lorran de Melo Rocha

Trigo com renda e benefícios ao sistema

O

trigo responde muito

bem aos investimentos

tecnológicos se tornando,

assim, boa alternativa econômica

de inverno. Triticultor de

longa data, o cooperado Wilson

Rangel, de Mariluz (Noroeste do

Paraná), não abre mão de cultivar

a cultura todo ano. Ele justifica

a opção, lembrando que o trigo

entra no sistema de produção

como um multiplicador de nutrientes,

contribuindo diretamente

na rotação de culturas e correção

do solo.

Rangel explica que cultiva

o cereal pensando na parte

econômica, mas também, nos

benefícios deixados para a lavoura

de soja. “É uma boa opção

para a rotação de culturas. As

áreas ocupadas com trigo ficam

mais limpas, com mais fertilidade

e prontas para receber a soja”,

diz o cooperado. “Planto trigo

há mais de 20 anos. A área pode

aumentar ou diminuir, mas nunca

deixo de semear o cereal. Pelo

menos 20 ou 30% da área sempre

é com trigo”, acrescenta.

Ele conta que a lavoura

está se desenvolvendo bem, com

o clima contribuindo. O plantio

na propriedade começou no dia

20 de maio e a previsão de colheita

é para a primeira quinzena

de setembro.

O engenheiro agrônomo

Hugo Lorran de Melo Rocha, da

Coamo em Mariluz, defende que o

trigo é uma cultura com viabilidade

econômica e técnica para a região

de Mariluz, onde existe a monocultura

com soja e milho de segunda

safra. “Essa prática, durante vários

ciclos, pode trazer prejuízos para

o sistema. Nossa estratégia com o

cooperado é usufruir dos principais

benefícios agronômicos que o trigo

oferece”, diz.

De acordo com ele, o cereal

entra como mais uma opção

rentável de rotação de culturas e

ajuda a aumentar a produtividade

das culturas subsequentes. “Pesquisas

apontam que a soja cultivada

em palhada de trigo tem,

em média, uma produtividade de

8 a 10% em comparação a soja

plantada em resteva ou palhada

de milho”, observa Rocha.

Os principais benefícios

para o sistema, ainda segundo o

agrônomo, é o auxílio no controle

de plantas daninhas e diminuição

de custo de produção para a

safra de verão. “O sistema radicular

do trigo é excelente e ajuda

a melhorar o aspecto biológico

e físico do solo. Contribuiu ainda

na supressão de algumas pragas

e doenças. Com certeza, é

a melhor opção de cultura para

o inverno e deve ser introduzida

com mais frequência na rotação

de culturas. Além de uma opção

de renda, o trigo traz benefícios

agronômicos para o campo.”

julho/2021 revista 49


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mídia

Diversão e educação

com a revistinha

Coamo Kids

A

primeira edição da revistinha Coamo

Kids divertiu a galerinha. Tanto que a

família cooperada pediu, e está circulando

a segunda edição. Preocupada com

a educação da meninada, a Coamo iniciou

em fevereiro um trabalho para auxiliar nesse

processo. As escolas têm um desafio que é

a implantação e continuidade da Base Nacional

Comum Curricular (BNCC) em seus

currículos e, com a revistinha Coamo Kids,

é possível a família contribuir e ainda se

divertir. Afinal, aprender brincando é

muito mais divertido.

A equipe que desenvolveu a revistinha

trabalha inspirada nas metodologias ativas que

tem como foco principal colocar a meninada (os estudantes)

como protagonistas de suas experiências e

aprendizados. A edição 2 da revistinha, foi inspirada na

metodologia ativa Aprendizagem Maker, que estimula

as crianças colocarem a ‘mão na massa’, instigando o

‘faça você mesmo’.

Confira então algumas dicas para que as

famílias possam aproveitar a revistinha e

suas atividades. Vamos?

Garanta o exemplar da segunda edição

na unidade da Coamo mais próxima e

incentive a meninada a compartilhar

suas experiências no Instagram da

Coamo @coamocooperativa.

Fazer um bate-papo sobre os princípios do

cooperativismo, trabalhados neste número, auxilia

no entendimento de competências socioemocionais:

empatia e cooperação, cidadania, projeto de

vida, argumentação etc. Debater o protagonismo,

autocuidado e gestão do tempo com a dica do Pirata

de separar tempo para estudar e descansar.

É possível explorar muita coisa com as atividades

e, tudo isso, de forma lúdica e descontraída.

Cozinhar, por exemplo, é muito gostoso, mas o objetivo

é usar esta delícia para agregar aprendizados.

A aprendizagem Maker é assim, o aprendizado está

no processo. Até quando a prato sai errado há um

grande aprendizado.

julho/2021 revista 51


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52 revista

julho/2021

*Número de campos: 166. Período: 2005 a 2018. Estados: GO, SP e PR.


comemoração

Ocepar 50 anos ganha

edição especial de livro

Numa parceria inédita entre o Sistema Ocepar,

editora Metalivros de São Paulo e cooperativas,

entre as quais a Coamo, foi lançada julho

a edição especial do livro Paraná Cooperativo –

Modelo Econômico e Social de autoria do jornalista

Benê Cavechini. Essa publicação celebra os 50 anos

da criação da Ocepar, retratando o significado do

universo cooperativo do Paraná de maneira sintética

e ilustrada, desenhando um panorama revelador

sobre esse modelo de empreendedorismo, com

grande impacto econômico e social. É uma iniciativa

compartilhada com onze apoiadores.

Para alcançar tal objetivo, o livro apresenta

um pouco do passado e muito do presente do arcabouço

cooperativo regido pela Ocepar.

Obra ilustrada com mais de 150 imagens históricas

e atuais, reúne informações fornecidas pelos colaboradores

da obra, formando um cenário amplo e

contemporânea.

O livro é composto por sete capítulos e começa

por apresentar o surgimento e evolução do cooperativismo

no mundo e no Brasil. Na sequência, relata

os esforços realizados pelas lideranças para a criação e

estabelecimento da Ocepar, desde 1971. Relata também

o papel dos pioneiros imigrantes no século XX

para a construção do cooperativismo no Brasil. Há um

capítulo sobre a força econômica das cooperativas e

seus principais segmentos, além da importância do

crédito que oferecem. Os capítulos finais são dedicados

à sustentabilidade e seus benefícios sociais.

O prefácio do livro foi escrito pelo ex-ministro

da Agricultura e ex-presidente da Organização

das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Aliança Cooperativa

Internacional (ACI), Roberto Rodrigues. Segundo

Rodrigues, “o cooperativismo no Estado do

Paraná tem sido um modelo para todo o Brasil e até

para o exterior. Com o comportamento das lideranças

permanentemente afinado com a doutrina, as

cooperativas vêm experimentando, ano após ano,

crescimento sustentável, tanto no faturamento quanto

na prestação de serviços aos associados, e – cumprindo

o sétimo e último dos princípios universais

que regem o cooperativismo: a preocupação com

as comunidades onde está inserido – contribuindo

com o poder público no apoio a setores sensíveis

como educação e saúde.”

Ao comentar sobre os 50 anos da entidade,

o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto

Ricken, faz questão de destacar o trabalho realizado

pelas inúmeras lideranças que ajudaram a construir

um sistema forte e representativo. “Nada disso seria

possível não fosse o altruísmo de muitas pessoas,

como os ex-presidentes e dirigentes que dedicaram

boa parte da vida ao cooperativismo. Esse legado

aumenta nossa responsabilidade em conduzir esta

organização no rumo traçado pelos pioneiros, que é

organizar economicamente as pessoas para que tenham

mais renda e conquistem uma condição social

melhor, sem precisar depender de ninguém. E isso

é possível por meio da cooperação”, frisou.

José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar, com

o livro Paraná Cooperativo – Modelo Econômico e Social

julho/2021 revista 53


Confira

o vídeo

da receita:

Pão de alho

Ingredientes

Massa

500g

1 xícara

1 colher sopa

1 colher sopa

3 colheres sopa

1 colher chá

1 unidade

Farinha de Trigo Coamo

Super Premium

Leite Morno

Açúcar

Fermento Biológico Seco

Margarina Coamo Família

Sal

Ovo

Modo de Preparo

Recheio

3 colheres sopa Margarina Coamo Família

4 unidades Dentes de Alho

300g

1 colher sopa

1 colher sopa

1 colher chá

Queijo Muçarela Ralado

Salsinha Picada

Cebolinha Picada

Sal

Em uma tigela, misture o leite morno, o açúcar e o fermento. A seguir, adicione 1 ovo

e a Margarina Coamo Família derretida, misture até homogeneizar. Adicione o sal e

a Farinha de Trigo Coamo Super Premium aos poucos, até dar o ponto para sovar.

Sovar por 10 minutos, até deixar a massa bem lisa. Descansar a massa por 40 minutos.

Enquanto a massa descansa, pode ser preparado o recheio. Misture a Margarina Coamo

Família derretida, salsinha, cebolinha, sal a gosto e alho. Modele a massa com um rolo

para massa e corte em 14 pedaços iguais. Faça o formato de bolinha e abra como se fosse

uma pizza, passe o recheio e coloque um pouco do queijo muçarela ralado. Unte uma forma

retangular (forma de pão) com margarina e farinha. Adicione os discos, deixando um pouco

de espaço entre as pontas, pois o pão irá crescer por mais 30 minutos, coberto por um

plástico para não ressecar. Pincele a gema com o leite por cima e leve para assar, em forno

preaquecido, por 45 minutos, a 180°C.

Pincelar

1 unidade Gema de Ovo

1/2 colher sopa Leite

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julho/2021

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