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*julho/2021 Referência Industrial 231

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EXPORTAÇÃO - Brazilian Furniture auxilia indústrias moveleiras a ganharem o mercado internacional<br />

FOCUS ON<br />

SOLUTIONS<br />

TRADITION AND QUALITY FOR MORE THAN<br />

TWO DECADES FOR THE TIMBER INDUSTRY<br />

FOCO NAS<br />

SOLUÇÕES<br />

TRADIÇÃO E QUALIDADE HÁ MAIS DE<br />

DUAS DÉCADAS PARA A INDÚSTRIA MADEIREIRA


TECNOLOGIA DE CORTE INTELIGENTE<br />

SCANNER TRUESPIN MEDE A ROTAÇÃO DURANTE O PROCESSO DE<br />

CENTRAGEM E GIRO DE CADA TORA NA MESA POSICIONADORA<br />

MPG-PLUS ANTES DO CORTE (CHIPPER CANTER E SERRA DE FITA)<br />

TRUESPIN FORNECE AO SISTEMA DADOS CONFIÁVEIS SOBRE A<br />

POSIÇÃO ATUAL DO MOVIMENTO DE CADA TORAS<br />

OPERAÇÃO 100% AUTOMÁTICA, INTERFERÊNCIA “ZERO”<br />

DO OPERADOR<br />

ÚNICA<br />

NO BRASIL<br />

CONCEITO<br />

INTERNACIONAL,<br />

DESENVOLVIMENTO<br />

E PRODUÇÃO 100%<br />

LOCAL


LANÇAMENTO<br />

MESA POSICIONADORA<br />

AUTOMÁTICA COM SCANNER - MGP Plus<br />

• GIRO DA TORA ATRAVÉS DE SCANNER 3D<br />

• MAIOR APROVEITAMENTO EM CADA TORA<br />

• CONTROLE DO GAP ENTRE TORAS<br />

• MAIOR PRODUTIVIDADE<br />

• SISTEMA DE OTIMIZAÇÃO E SCANNERS MICROTEC<br />

• SERVO POSICIONAMENTO HIDRÁULICO<br />

• VELOCIDADE DE AVANÇO ATÉ 100M/MIN<br />

SOLUÇÕES COMPLETAS PARA INDÚSTRIA DA MADEIRA<br />

Scanners e Softwares de Otimização - Máquinas de Afiação - Correntes Especiais - Picadores - Peneiras - Descascadores - Estufas de Secagem - Mecanizações<br />

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SUMÁRIO<br />

INDUSTRIAL<br />

58<br />

<strong>2021</strong><br />

40<br />

52<br />

48<br />

MADEIRA<br />

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO<br />

Alca Máquinas 15<br />

Benecke 11<br />

Cipem 09<br />

DRV Ferramentas 17<br />

Drytech 29<br />

Eletro Izidoro 37<br />

Engecass 21<br />

Franzoi 25<br />

Gottert 35<br />

Linck 05<br />

Mademil 67<br />

Máquinas Águia 71<br />

Mendes Máquinas 02<br />

Mill Indústrias 38<br />

Mill Indústrias 76<br />

MM Wood Brazil 27<br />

Montana Química 07<br />

MSM Química 13<br />

MSP <strong>Industrial</strong> 75<br />

Nazzareno 19<br />

Omil 23<br />

Picoloto 51<br />

Prêmio REFERÊNCIA 73<br />

Rotteng 33<br />

SUMÁRIO<br />

06 Editorial<br />

08 Cartas<br />

10 Bastidores<br />

12 Coluna Flavio C. Geraldo<br />

14 Notas<br />

26 Aplicação<br />

28 Frases<br />

30 Entrevista<br />

36 Coluna ABIMCI<br />

40 Principal Indústria de soluções<br />

46 Mercado<br />

48 Case<br />

52 Marcenaria<br />

58 Evento<br />

64 Exportação<br />

68 Artigo<br />

72 Agenda<br />

74 Espaço Aberto<br />

04<br />

referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


TECNOLOGIA DE PONTA PARA SERRARIAS<br />

Curitiba – PR - Brasil<br />

: +55 41 3332 5442<br />

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Sucesso garantido com a nossa<br />

competência e experiência<br />

mais de 150 linhas de perfilagem em uso ao redor do mundo<br />

serrarias com otimização de tábuas laterais e aumento de rendimento desde 1983<br />

serrarias com corte em curva desde 1989<br />

serrarias para corte de toras classificadas por dimensão e não classificadas<br />

Inovação. Qualidade.<br />

Economia.<br />

MADE IN GERMANY


EDITORIAL<br />

FOCO NO<br />

PROGRESSO<br />

C<br />

om um histórico de 25 anos de sucesso,<br />

a Mill Indústrias tem orgulho em<br />

olhar para trás, mas tem como foco<br />

seguir crescendo ainda mais nos próximos<br />

anos. A empresa disponibiliza<br />

diversas soluções para o setor madeireiro, como<br />

serras, caldeiras, silos de armazenagem, sistemas<br />

de autoclaves, secadores de madeira, entre outros.<br />

Além disso, também vamos contar com uma<br />

entrevista sobre os prognósticos para a economia<br />

neste segundo semestre, com o professor da<br />

UFPR (Universidade Federal do Paraná), Junior<br />

Ruiz Garcia. Também serão pautas matérias sobre<br />

exportações, mercado, marcenaria e muito mais.<br />

Tenha uma excelente leitura!<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

NA CAPA<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

ESTAMPA A CAPA DESTA<br />

EDIÇÃO MONTAGEM ALUSIVA<br />

AOS PRODUTOS OFERECIDOS<br />

PELA MILL INDÚSTRIAS<br />

EXPEDIENTE<br />

ANO XXIII - EDIÇÃO <strong>231</strong> - JULHO <strong>2021</strong><br />

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product<br />

www.referenciaindustrial.com.br<br />

Ano XXIII • N°<strong>231</strong> •Julho <strong>2021</strong><br />

EXPORTAÇÃO - Brazilian Furniture auxilia indústrias moveleiras a ganharem o mercado internacional<br />

FOCUS ON<br />

SOLUTIONS<br />

TRADITION AND QUALITY FOR MORE THAN<br />

TWO DECADES FOR THE TIMBER INDUSTRY<br />

FOCO NAS<br />

SOLUÇÕES<br />

TRADIÇÃO E QUALIDADE HÁ MAIS DE<br />

DUAS DÉCADAS PARA A INDÚSTRIA MADEIREIRA<br />

06<br />

FOCUS ON PROGRESS<br />

W<br />

ith a 25-year track record of success,<br />

Mill Industries is proud to<br />

look back, but focuses on further<br />

growing in the coming years. The<br />

company offers several solutions<br />

for the timber sector, such as saws, boilers, storage<br />

silos, autoclaves systems, wood dryers, among<br />

others. In addition, we will also have an interview<br />

on the prognoses for the economy in this second<br />

semester, with Junior Ruiz Garcia, Professor at the<br />

Federal University of Paraná (UFPR). There are also<br />

stories on Exports, Markets, Woodworking, and<br />

much more.<br />

Pleasant reading!<br />

referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong><br />

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado<br />

fabiomachado@revistareferencia.com.br<br />

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.<br />

bartoski@revistareferencia.com.br<br />

Redação / Writing<br />

Jorge de Souza<br />

jornalismo@revistareferencia.com.br<br />

Colunista / Columnist<br />

Flavio C. Geraldo | Paulo Pupo<br />

Depto. de Criação / Graphic Design<br />

Fabiana Tokarski / Supervisão<br />

Crislaine Briatori Ferreira<br />

Gabriela Bogoni<br />

criacao@revistareferencia.com.br<br />

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,<br />

Tainá Carolina Brandão<br />

comercial@revistareferencia.com.br<br />

fone: +55 (41) 3333-1023<br />

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop<br />

Tradução / Translation - John Wood Moore<br />

Depto. de Assinaturas / Subscription<br />

Pedro Moura<br />

assinatura@revistareferencia.com.br<br />

0800 600 2038<br />

ASSINATURAS<br />

0800 600 2038<br />

Periodicidade Advertising<br />

GARANTIDA GARANTEED<br />

Veículo filiado a:<br />

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e<br />

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos<br />

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao<br />

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor <strong>Industrial</strong> Madeireiro não se responsabiliza por<br />

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de<br />

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco<br />

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-<br />

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,<br />

exceto para fins didáticos.<br />

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and<br />

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,<br />

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based<br />

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,<br />

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The<br />

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs<br />

and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without<br />

the written authorization of the holders of the authorial rights.


NEW SCANNERS GUARANTEE<br />

EFFICIENCY, ACCURACY AND SPEED<br />

IN THE WOOD INDUSTRY<br />

ENTREVISTA - Presidente da Abimóvel fala das articulações para a indústria moveleira no Brasil<br />

CARTAS<br />

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product<br />

O FUTURO<br />

JÁ CHEGOU<br />

NOVOS SCANNERS GARANTEM<br />

EFICIÊNCIA, PRECISÃO E VELOCIDADE<br />

NA INDÚSTRIA DA MADEIRA<br />

CARTAS<br />

CASE<br />

Por Rafael Spilere -<br />

Tubarão (SC)<br />

CAPA DA EDIÇÃO 230 DA<br />

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE JUNHO DE <strong>2021</strong><br />

CAPA<br />

Por Emilio Soares -<br />

Santos (SP)<br />

Acho a Revista INDUSTRIAL uma ótima fonte de<br />

informação para se manter atualizado sobre o<br />

setor, muito boa.<br />

www.referenciaindustrial.com.br<br />

Ano XXIII • N°230 •Junho <strong>2021</strong><br />

THE FUTURE<br />

ALREADY ARRIVED<br />

Para nós da Spilere<br />

Madeiras, as Revistas<br />

da REFERÊNCIA são as<br />

melhores do segmento!<br />

Foto: Emanoel Caldeira<br />

Foto: divulgação<br />

Foto: divulgação<br />

Foto: divulgação<br />

MARCENARIA<br />

Por João Haroldo -<br />

Mafra (SC)<br />

Sou assinante há muito<br />

tempo e acho os<br />

conteúdos espetaculares.<br />

MERCADO<br />

Por Marcos Antonio -<br />

Pirapora (MG)<br />

Gosto muito dos conteúdos da Revista,<br />

todos muito bons mesmo.<br />

08<br />

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os<br />

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.<br />

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é<br />

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.<br />

referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong><br />

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:<br />

jornalismo@revistareferencia.com.br<br />

CURTA NOSSA PÁGINA<br />

Referência <strong>Industrial</strong> Madeira<br />

@referenciamadeira


Dissertação de Mestrado apoiada pelo Cipem avalia<br />

potencial energético dos resíduos madeireiros das<br />

indústrias Mato-grossenses<br />

Em cumprimento à agenda de <strong>2021</strong>, o mestrando pelo<br />

Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais e<br />

Ambientais – PPGA/UFMT Ricardo Pereira Soteli<br />

apresentou, no dia 10 de junho, à banca examinadora a<br />

dissertação de mestrado cujo projeto foi viabilizado pelo<br />

Cipem e executado em coparticipação dos professores<br />

adjuntos e doutores da Faculdade de Engenharia<br />

Florestal – FENF/UFMT, Dr. Aylson Costa Oliveira e a<br />

Dra. Bárbara Luísa Corradi Pereira.<br />

Em razão de o tema estudado compreender a análise<br />

aprofundada de produtos florestais tropicais comercializados<br />

pela Indústria madeireira de Mato Grosso e de<br />

suas respectivas propriedades, o Cipem colaborou em<br />

diversos aspectos com a realização do estudo, que teve<br />

início em 2019, período em que o Dr. Aylson apresentou<br />

o escopo do projeto e a parceria foi estabelecida.<br />

Intitulada Qualidade Energética de Resíduos de<br />

Espécies Tropicais da Indústria Madeireira da Amazônia<br />

Mato-Grossense, a pesquisa se propôs a cumprir dois<br />

principais objetivos: 1) Avaliar as propriedades energéticas<br />

dos resíduos estocados nas indústrias de Mato<br />

Grosso; 2) Avaliar as propriedades energéticas das<br />

principais espécies arbóreas tropicais comercializadas<br />

pelas indústrias madeireiras de Mato Grosso. Para isso,<br />

a metodologia compreendeu dois momentos, que serão<br />

brevemente explanados a seguir.<br />

A priori, foi feito o envio de formulários para todos os<br />

oito sindicatos empresariais que compõem o Cipem -<br />

Sindusmad, Simas, Simava, Simenorte, Simno, Sindilam,<br />

Sindinorte e Sindiflora.<br />

Neste momento, os dados obtidos foram organizados<br />

em planilhas, dispostos em tabelas e incluíram informações<br />

como: a frequência (%) das espécies mais citadas,<br />

média de volume (m³) de toras/dia; média estimada de<br />

volume por mês (considerando 22 dias trabalhados) e o<br />

Coeficiente de Rendimento Volumétrico - CRV (%)<br />

declarado de acordo com último serviço de consultoria<br />

realizado, para estimar o aproveitamento em madeira<br />

serrada das respectivas indústrias. Válido pontuar que a<br />

diferença percentual restante foi considerada como<br />

resíduo e distinguidos em Pó de Serra, Maravalha e<br />

Cavaco.<br />

Em relação aos resíduos produzidos, as informações<br />

coletadas fazem referência aos tipos de resíduos ou<br />

produtos apresentados (Pó de Serra, Maravalha ou<br />

Cavaco), condições de armazenamento e outros pontos<br />

como: umidade, tamanho e homogeneidade dos<br />

materiais. Simultâneo ao levantamento, amostras<br />

residuais de 17 espécies de madeira, do tipo lenha,<br />

foram coletadas e enviadas para análises laboratoriais.<br />

Na etapa seguinte, para a realização das análises,<br />

cada lote de amostras foi revolvido a fim de maximizar a<br />

homogeneidade dos materiais e prepará-los para a<br />

determinação das propriedades físicas e químicas.<br />

Dentre as espécies analisadas, podemos citar à título de<br />

exemplificação a Amescla, Cupiúba e a Peroba.<br />

O Cipem, que realizou o integral acompanhamento de<br />

todas as etapas, colaborou com o fornecimento dos<br />

materiais utilizados para o desenvolvimento do estudo,<br />

como o forno mufla, serra de esquadria, fio de ignição<br />

de platina, análises químicas elementares, entre outros.<br />

Além disso, também foram disponibilizadas amostras de<br />

madeiras e o custeio correspondente as visitas técnicas<br />

às 24 indústrias avaliadas.<br />

Confira a matéria completa em nosso site:<br />

www.cipem.org.br<br />

CipemdeMT CipemMT cipemmt<br />

Manejosustentavel (65) 3644-3666


BASTIDORES<br />

BASTIDORES<br />

PARCERIA<br />

A REVISTA REFERÊNCIA DO DIRETOR FÁBIO MACHADO (CENTRO) ESTEVE<br />

EM BITURUNA (PR) PARA FECHAR NOVA PARCERIA COM A EMPRESA<br />

DALCOMAD, DO DIRETOR ROGÉRIO DALGALLO E DA DIRETORA DE<br />

MARKETING, VITÓRIA DALGALLO.<br />

Foto: divulgação<br />

VISITA<br />

O DIRETOR COMERCIAL DA REVISTA REFERÊNCIA<br />

INDUSTRIAL, FÁBIO MACHADO, ESTEVE VISITANDO A LOJA<br />

DO PARCEIRO JOSIAS SCROCK, DA SCROCK PISOS DE<br />

MADEIRA, EM CURITIBA (PR).<br />

Foto: divulgação<br />

ALTA<br />

MADEIRA<br />

O Brasil nunca exportou tanta<br />

madeira como nos meses de<br />

abril e maio. Os dados da SE-<br />

CEX (Secretaria de Comércio<br />

Exterior), ligada ao Ministério<br />

da Economia, apontaram que<br />

537 mil t (toneladas) de madeira<br />

bruta saíram pelos portos<br />

brasileiros em abril e maio.<br />

Esse volume supera em 315% o<br />

de igual período do ano passado.<br />

Nos cinco primeiros meses<br />

do ano, o país já exportou 1<br />

milhão de t, 116% a mais do<br />

que de janeiro a maio de 2020.<br />

As receitas subiram para US$<br />

84 milhões no ano, com alta<br />

de 81%, em comparação aos<br />

números de 2020.<br />

*com informações da Folha de São Paulo<br />

BAIXA<br />

MP DA CRISE HÍDRICA<br />

O governo federal publicou em junho a MP<br />

(Medida Provisória) 1.055/<strong>2021</strong>, que dá poderes<br />

excepcionais e temporários para o enfrentamento<br />

da crise hídrica ao ministro de Minas e<br />

Energia (MME), Bento Albuquerque, como a otimização<br />

do uso dos recursos hidroenergéticos.<br />

De acordo com o MME, de setembro a maio, a<br />

afluência, que corresponde à vazão de água que<br />

chega às hidrelétricas, registrou o pior índice<br />

histórico desde 1931 para o SIN (Sistema Interligado<br />

Nacional). Além disso, não há perspectiva<br />

de volumes significativos de chuvas para os próximos<br />

meses, comportamento já característico<br />

da estação seca. O SNM (Sistema Nacional de<br />

Meteorologia) emitiu em maio de <strong>2021</strong> alerta de<br />

emergência hídrica para a região hidrográfica<br />

da Bacia do Paraná, que responde por mais de<br />

50% da capacidade de armazenamento de água<br />

para geração hidrelétrica no SIN e abrange os<br />

Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso<br />

do Sul, São Paulo e Paraná.<br />

10 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


COLUNA<br />

VISÃO GLOBAL - CAVAR<br />

O POÇO ANTES DE SENTIR A SEDE<br />

ANÁLISE GLOBAL DO MERCADO PERMITE MAIOR ASSERTIVIDADE DAS INDÚSTRIAS NA TOMADA DE DECISÕES<br />

Flavio C. Geraldo<br />

FG4 MAD - Consultoria em Madeira<br />

Contato: flavio@fg4mad.com.br<br />

Q<br />

ue o mundo tornou-se uma pequena província<br />

não há qualquer dúvida. Por isto, análises<br />

de tendências de outras regiões, mesmo as<br />

mais distantes, são importantes e podem<br />

apontar caminhos futuros. Em recente evento<br />

virtual promovido pelo COFI (Conselho das Indústrias de<br />

Base Florestal do Japão) e a HBA (Associação dos Construtores<br />

de Casas), foram discutidas as tendências e perspectivas<br />

globais dos mercados de madeira. O evento contou<br />

com a participação de representantes da indústria da habitação<br />

do Japão e da indústria de produtos florestais do Canadá.<br />

O objetivo foi o de ajudar os construtores japoneses<br />

a entender as rápidas mudanças no mercado global da madeira,<br />

buscando orientá-los a respeito de como transitarem<br />

por esse novo cenário surgido devido à pandemia. Afinal,<br />

segundo o principal indicador norte-americano do mercado<br />

madeireiro, o Random Lenghts Composite Prices Index,<br />

houve um aumento sem precedentes nos preços da madeira<br />

e três fatores-chave foram apontados como responsáveis<br />

por tal ocorrência: mudanças na demanda global, mudanças<br />

na oferta global e restrições globais de transporte.<br />

Quanto às mudanças na demanda global, entre as medidas<br />

decorrentes da pandemia, os estímulos ao crescimento do<br />

mercado imobiliário nos EUA (Estados Unidos da América)<br />

foram significativos. As mudanças comportamentais relacionadas<br />

ao trabalho remoto, o home office, desencadearam<br />

uma forte migração das habitações multifamiliares em<br />

áreas urbanas para as unifamiliares nos subúrbios. Os subsídios<br />

governamentais aumentaram a economia dos consumidores,<br />

levando também às iniciativas de melhorias das<br />

suas casas, desde a renovação de deques, muito comum<br />

nas residências daquele país, até a construção de novos<br />

cômodos, em especial os escritórios domésticos. Algumas<br />

iniciativas do Federal Reserve Bank fez também com que<br />

as taxas e juros hipotecários despencassem para mínimos<br />

Foto: divulgação<br />

históricos, sendo suficientes para compensar até mesmo<br />

as altas nos preços da madeira. Historicamente, a China<br />

importa 29,7 milhões de metros cúbicos anualmente. As<br />

previsões de aumento do PIB dos EUA e China para <strong>2021</strong>,<br />

4,7% e 8,2% respectivamente, são também fortes indicativos<br />

de aumento futuro na demanda global. Já, quanto às<br />

mudanças na oferta global, não podemos esquecer que<br />

em meados de 2000 o suprimento de madeira pelo Canadá<br />

sofreu com as perdas e restrições relacionadas à praga<br />

do besouro-do-pinheiro-da-montanha, o que limitou o<br />

atendimento à crescente demanda, em especial dos EUA,<br />

e gerou medidas de contenção das colheitas como forma<br />

de garantir a sustentabilidade futura das florestas. Do outro<br />

lado, o aumento de 2,0% da produção de madeira serrada<br />

dos EUA em 2020 não foi suficiente para cobrir a demanda<br />

global. Além disso, não se pode desprezar o fato de que a<br />

demanda interna no EUA está em curva significativamente<br />

ascendente. Há que se considerar também que a oferta<br />

de madeira serrada da Europa para os EUA está passando<br />

por um crescimento robusto. Em 2020, as exportações de<br />

madeira alemã, sueca e austríaca para os EUA aumentaram<br />

42%, 72% e 48%, respectivamente. Tudo isto reflete, logicamente,<br />

na dinâmica do mercado global e é aí que o Japão<br />

busca um melhor entendimento desses fenômenos que trazem<br />

implicações no atendimento de suas demandas. Para<br />

se ter uma ideia, as exportações europeias de madeira para<br />

o Japão sofreram uma redução de 7,8% em 2020. Finalmente,<br />

as restrições globais de transporte pesam também<br />

como fatores impactantes. A escassez global de navios e<br />

contêineres, aliados à escassez de mão de obra nos portos<br />

impactou fortemente os custos, afetando significativamente<br />

as operações logísticas. Segundo informações obtidas<br />

através de observadores da indústria, há uma expectativa<br />

de que até o final deste ano civil a disponibilidade de contêineres<br />

se normalize. Enfim, muitas perguntas ficam no ar,<br />

os preços recordes não ficarão para sempre, a euforia com<br />

as novas construções que demandam enormes volumes de<br />

madeira deverá ser contida, a regularização dos estoques<br />

deve ocorrer, ainda que de forma gradativa, e aos poucos<br />

o mundo vai tentando voltar ao seu normal. Enquanto isso,<br />

muito se fala das construções modulares industrializadas.<br />

Pode até parecer um paradoxo, mas mesmo com toda a<br />

euforia, nesse campo pouco se ouve falar das implicações<br />

quanto ao suprimento de madeira, afinal, deveria estar na<br />

pauta, pois, no mínimo, os preços são afetados e a concorrência<br />

por mercados alternativos fica bastante alterada<br />

diante desse confuso cenário. A visão global é sempre importante<br />

para tomada de decisões, preferencialmente de<br />

forma antecipada.<br />

12 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


CIPERTRIN MD<br />

• Líder no tratamento inseticida de painéis de madeira,<br />

(compensados, aglomerados MDF, OSB e outros) por adição à cola;<br />

• Mais concentrado dos inseticidas, diminui a quantidade de inertes<br />

a serem aplicados na cola, como também a área de estocagem;<br />

• Base água, com baixa toxidade e baixo odor;<br />

• Isento de solventes que atacam as borrachas dos equipamentos<br />

industriais;<br />

• Compatível com resinas de última geração;<br />

• Fácil diluição em água, para tratamento por imersão de madeiras<br />

serradas.<br />

TBP 90<br />

• O primeiro fungicida (antimofo) para madeira a base de<br />

tribromofenol só poderia ser o líder de mercado e a MSM<br />

Química a maior importadora deste ingrediente ativo.<br />

• Produto de fácil aplicação não retirando da madeira<br />

suas características naturais.<br />

• Fácil diluição, não decantando ou criando borras dentro<br />

do tanque de imersão.<br />

Rua Cyro Correia Pereira, 3209 • CIC • Curitiba (PR)<br />

(41) 3347-8282 msm@msmquimica.ind.br<br />

www.msmquimica.ind.br


NOTAS<br />

MINISTÉRIO<br />

O advogado Ricardo Salles pediu demissão do ministério<br />

do Meio Ambiente e o presidente da República, Jair Bolsonaro,<br />

nomeou Joaquim Alvaro Pereira Leite para comandar<br />

a pasta. “Respeitando e valorizando todos os setores produtivos,<br />

através de uma agenda liberal foi possível reforçar a<br />

preservação do meio ambiente e trazer mudanças necessárias,<br />

com bom senso e respeito às leis, colocando as pessoas<br />

no centro das atenções”, escreveu Salles em sua despedida<br />

do ministério. Joaquim Alvaro Pereira Leite já estava dentro<br />

da equipe ministerial, sendo secretário da Amazônia e Serviços Ambientais. O novo ministro afirmou que terá como foco o<br />

aprimoramento das questões ambientais do Brasil. Leite inclusive já nomeou Fernando Moura Alves, como novo secretário-executivo<br />

do MMA (Ministério do Meio Ambiente). Moura é especialista em Políticas Públicas e com MBA em Gestão de Negócios.<br />

O novo secretário-executivo da pasta ainda acumula experiência em outros cargos públicos como Secretaria de Parcerias do<br />

Ministério da Cidadania e Secretaria Executiva adjunta da Casa Civil da Presidência da República, além de ter exercido outras<br />

funções de gestão no âmbito do Governo Federal.<br />

Foto: divulgação<br />

Foto: divulgação<br />

DESBUROCRATIZAÇÃO<br />

Entra em vigor no mês de junho, a Lei nº 14.129/<strong>2021</strong>, conhecida como<br />

Lei do Governo Digital. A norma estabelece regras e instrumentos para o<br />

aumento da eficiência da Administração Pública, especialmente por meio da<br />

inovação, da transformação digital e da participação dos cidadãos.<br />

A nova legislação deve ampliar a oferta de soluções digitais e facilitar<br />

a vida dos brasileiros, instituindo entre outras diretrizes: serviços digitais<br />

acessíveis por dispositivos móveis (como o aplicativo Meu INSS e a Carteira<br />

de Trabalho Digital); uso de plataforma única de acesso a informações e<br />

serviços, o gov.br; estímulo às assinaturas eletrônicas nas interações entre<br />

órgãos públicos e cidadãos (assinatura avançada nas juntas comerciais, por<br />

exemplo); fortalecimento da transparência e do uso de dados abertos pelo<br />

governo; além da aplicação da tecnologia para otimizar processos de trabalho da Administração Pública.<br />

A nova lei também prevê que o número de inscrição no CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) ou no CNPJ (Cadastro Nacional da<br />

Pessoa Jurídica) sejam os números padrões de identificação do cidadão ou da pessoa jurídica para acesso aos serviços do governo<br />

digital. Além de ampliar a segurança, o login único facilitará a interoperabilidade – termo que se aplica à obtenção automática<br />

de dados entre os órgãos do governo federal – evitando a repetição desnecessária de pedidos de documentos e informações ao<br />

cidadão e aprimorando a gestão das políticas públicas. A lei apresenta o conceito de governo como plataforma, o Gov.br, com<br />

uma infraestrutura tecnológica que facilite o uso de dados de acesso público e promova a interação entre diversos agentes, de<br />

forma segura, eficiente e responsável, para estímulo à inovação, à exploração de atividade econômica e à prestação de serviços<br />

à população. Outro ponto importante consolidado na legislação diz respeito ao incentivo aos entes públicos para a criação de<br />

laboratórios de inovação, abertos à participação e à colaboração da sociedade. Esses espaços são responsáveis por desenvolver<br />

a experimentação de conceitos, ferramentas e métodos inovadores para a gestão pública, a prestação de serviços públicos, o tratamento<br />

de dados e a participação do cidadão no controle da Administração Pública.<br />

14 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


A SOLUÇÃO SOB MEDIDA EM<br />

USINAGEM DE MADEIRAMENTO PESADO<br />

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NOTAS<br />

CONCESSÃO FLORESTAL<br />

O Governo Federal emitiu o Decreto nº 10.734, que qualifica,<br />

no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), as Florestas Nacionais<br />

de Três Barras (SC) e Chapecó (SC), e a Floresta Nacional<br />

de Irati (PR), para fins de concessão florestal. Os três novos projetos<br />

oferecerão cerca de 9,7 mil ha (hectares) de área de manejo, que se<br />

somarão aos 2,5 milhões de ha das áreas dos projetos já qualificados<br />

no PPI.<br />

Com área de 4,3 mil ha, a Floresta Nacional de Três Barras está<br />

localizada no município de Três Barras, em Santa Catarina, e apresenta<br />

característica de mata de araucárias, com potencial de produção<br />

de produtos não madeireiros, tais como o pinhão e a erva-mate,<br />

além de possuir plantios de pinus e araucária. Também em Santa<br />

Catarina, nos municípios de Guatambu e Chapecó, a Floresta Nacional de Chapecó tem área aproximada de 1,6 mil hectares.<br />

Além dos plantios de araucária, pinus e eucalyptus, apresenta potencial para a produção de produtos não madeireiros, como<br />

pinhão, erva-mate e sementes. Já a Floresta Nacional de Irati, nos municípios de Fernandes Pinheiro, Imbituva e Teixeira Soares,<br />

no estado do Paraná, tem área de 3,8 mil ha e é coberta com reflorestamento de araucária, pinus e eucalyptus.<br />

A concessão florestal é um instrumento de política pública regulamentado pela Lei 11.284/2006, voltado à gestão das florestas<br />

públicas por meio da prática do manejo florestal, realizada por instituições de natureza privada, com foco na implementação<br />

de ações sustentáveis, capazes de elevar o nível da atividade econômica nos municípios e estados onde estão presentes, com<br />

geração de emprego e renda para a população local.<br />

Foto: divulgação<br />

PROGNÓSTICO<br />

OTIMISTA<br />

O resultado do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre do ano, o<br />

desempenho recente dos indicadores de confiança e a recuperação gradual do<br />

mercado de trabalho indicam a resiliência e a retomada da atividade econômica<br />

no país. A avaliação foi feita pelo coordenador-geral de Modelos e Projeções<br />

Econômico-Fiscais, da SPE (Secretaria de Política Econômica), do Ministério da<br />

Economia, Sérgio Gadelha, durante apresentação da Conjuntura Macroeconômica<br />

e Arrecadação Bruta de Tributos Federais, em coletiva virtual. A SPE destacou<br />

o avanço de 1,2% do PIB no primeiro trimestre deste ano, divulgado pelo IBGE<br />

(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que reforça a retomada da economia.<br />

Pelo lado da oferta, destacou-se o crescimento nos setores agropecuário, indústria e<br />

serviços. Já na demanda, o destaque foi no crescimento da formação bruta de capital<br />

fixo, seguido das exportações.<br />

Ainda de acordo com a SPE, os dados da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) e da PMS<br />

(Pesquisa Mensal de Serviços) também refletiram a consolidação da atividade econômica. A PMC mostrou que as vendas<br />

no comércio varejista subiram 1,8%, de modo que o varejo ficou 0,9% acima do patamar pré-Covid-19. A maior alta foi no<br />

subsetor Móveis e Eletrodomésticos (24,8%). A PMS indicou que o volume de serviços cresceu 0,7% para o mesmo período.<br />

De acordo com Gadelha, na passagem de abril para maio, os indicadores de confiança da Economia apurados pela FGV<br />

(Fundação Getulio Vargas) – Consumidor, Serviços, Comércio e Indústria – também confirmaram tendência de recuperação<br />

da economia. “A flexibilização das medidas de distanciamento social e a retomada da economia explicam a melhora da<br />

confiança do consumidor”, esclareceu. A resiliência do emprego formal também seguiu como destaque na retomada da<br />

economia, na avaliação da SPE. Segundo dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em abril,<br />

houve geração líquida de 120 mil postos de trabalho com carteira assinada, aproximadamente. Todos os grandes setores da<br />

economia apresentaram saldo positivo no período, com destaque para os setores de comércio e serviços.<br />

16 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


NOTAS<br />

Foto: divulgação<br />

INFLAÇÃO<br />

O CMN (Conselho Monetário Nacional) definiu<br />

a meta de inflação para 2024 em 3%, com tolerância<br />

de 1,5 ponto percentual para cima ou para<br />

baixo. O anúncio foi feito pelo Ministério da Economia<br />

recentemente.<br />

As metas de inflação para 2022 e 2023 foram<br />

mantidas, respectivamente, em 3,5% e 3,25%,<br />

também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto<br />

para cima ou para baixo. Esse é o valor que o<br />

IPCA( Índice Nacional de Preços ao Consumidor<br />

Amplo) poderá alcançar nos próximos anos. Em<br />

<strong>2021</strong>, a meta para a inflação também permanece<br />

em 3,75%, com o mesmo intervalo de tolerância<br />

de 1,5 ponto. Em nota, o Ministério da Economia<br />

destacou que o anúncio reduz incertezas e aumenta<br />

a capacidade de planejamento dos agentes<br />

econômicos (famílias, empresas e setor financeiro).<br />

Segundo a pasta, a busca pelo equilíbrio nas<br />

contas públicas cria um ambiente favorável para a<br />

redução estrutural da inflação e dos juros.<br />

De acordo com a pasta, a reforma da Previdência<br />

e a fixação do teto de gastos produziram<br />

expectativas de queda nos gastos no médio prazo.<br />

O texto também citou a Emenda Constitucional<br />

Emergencial, que estabeleceu gatilhos de ajustes<br />

de despesas para União, estados e municípios,<br />

caso as despesas obrigatórias sujeitas ao teto<br />

de gastos ultrapasse determinado nível. Mesmo<br />

diante de choques adversos, como a pandemia e a<br />

alta das commodities (bens agrícolas com cotação<br />

internacional), que elevaram a inflação em <strong>2021</strong>,<br />

o governo afirma que a manutenção do teto de<br />

gastos e o compromisso com o equilíbrio fiscal no<br />

médio e no longo prazo mantêm o ambiente favorável<br />

à estabilidade macroeconômica.<br />

CONFIANÇA<br />

EM ALTA<br />

Os empresários brasileiros do comércio e dos<br />

serviços estão mais otimistas, de acordo com a<br />

FGV (Fundação Getúlio Vargas), que registrou<br />

altas nos índices de confiança de ambos os setores.<br />

O aumento foi de 2 pontos no comércio,<br />

frente ao resultado de maio, mas chegou a 7,8<br />

na comparação trimestral, elevando o indicador<br />

para 95,9 pontos.<br />

Para os especialistas da FGV, isso consolida<br />

uma tendência positiva, após meses de medidas<br />

mais restritivas para conter a pandemia do<br />

coronavírus. Mas ao mesmo tempo em que o<br />

aumento no ritmo de vendas melhorou a percepção<br />

do cenário atual, as expectativas pro futuro<br />

próximo voltaram a oscilar, por causa do risco<br />

de uma nova onda de contágio e das incertezas<br />

econômicas.<br />

Eles acrescentam que a retomada mais robusta<br />

depende mesmo do avanço da vacinação<br />

e da recuperação do mercado de trabalho, que<br />

devem melhorar a confiança do consumidor. Já<br />

o Índice de Confiança dos Serviços alcançou seu<br />

melhor nível desde o início da pandemia, após<br />

subir 5,7 pontos e chegar a 93,8.<br />

E neste caso, há otimismo também com relação<br />

aos próximos meses, atrelada à percepção<br />

de melhora no volume de serviços atual, depois<br />

de um início de ano complicado. A alta no trimestre<br />

encerrado em junho atingiu todos os segmentos,<br />

exceto o de informação e comunicação,<br />

que já tinha obtido bons resultados nos meses<br />

anteriores.<br />

No entanto, os especialistas alertam que a<br />

consolidação do cenário depende do controle da<br />

pandemia, para que as flexibilizações das medidas<br />

restritivas sejam mantidas.<br />

Foto: divulgação<br />

18 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


NOTAS<br />

IRPJ<br />

Na segunda fase da reforma tributária, o governo<br />

propôs a redução de IRPJ (Imposto de Renda de<br />

Pessoa Jurídica) dos atuais 15% para 10%. A mudança<br />

na alíquota deve ocorrer em duas etapas: para 12,5%,<br />

em 2022 e para 10% em 2023. O texto da reforma foi<br />

entregue ao Congresso Nacional pelo ministro da<br />

Economia, Paulo Guedes, no final de junho. A medida<br />

vale para empresas de todos os setores, com exceção<br />

daquelas que aderiram ao Simples Nacional, que têm<br />

regime de tributação diferenciado. Além da alíquota geral, hoje as empresas pagam um adicional de 10% para lucros acima<br />

de R$ 20 mil por mês. Pelo projeto, esse adicional vai permanecer. Com a redução dos impostos para empresas, a expectativa<br />

do governo é favorecer os investimentos e a geração de novos postos de trabalho. Os pagamentos de gratificações<br />

e participação nos resultados a sócios e dirigentes feitos com ações da empresa também não poderão mais ser deduzidos<br />

como despesas operacionais na declaração de IRPJ. Para o governo, a empresa não deve ter benefício por remunerar seus<br />

executivos com bônus em ações. Entretanto, os pagamentos a empregados ainda poderão ser deduzidos.<br />

Também fazem parte da reforma do Imposto de Renda, mudanças na reorganização de empresas, que, de acordo com o<br />

Ministério da Economia, visam impedir que se aproveitem de créditos indevidos quando compram ações ou ativos de outras<br />

empresas. O texto trata ainda de regras claras para apuração do ganho de capital em alienações indiretas de ativos no Brasil<br />

por empresas no exterior; apuração trimestral do IRPJ e da CSLL (Contribuição sobre o Lucro Líquido). Hoje há duas opções,<br />

trimestral e anual, e aproximação das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL, o que deve reduzir custos e aumentar a eficiência<br />

do trabalho de apuração dos tributos pelas empresas.<br />

Foto: divulgação<br />

Foto: divulgação<br />

CUSTOS<br />

NO TRANSPORTE<br />

De acordo com o mais recente levantamento do IPTL (Índice<br />

de Preços Ticket Log), o preço da gasolina na região sul<br />

atingiu o mais alto patamar desde o início do ano. O combustível<br />

foi comercializado a R$ 5,678 nos primeiros dias de junho e,<br />

mesmo com alta de 1,43% em relação ao fechamento de maio,<br />

a região apresentou o menor preço médio para a gasolina no<br />

País. No Rio Grande do Sul, a gasolina foi comercializada pelo<br />

preço médio mais alto entre os Estados da região, a R$ 5,988.<br />

Quando comparado a maio, o combustível subiu 1,41% nas bombas. Já em Santa Catarina, o litro da gasolina foi comercializado<br />

pelo menor preço médio, a R$ 5,518. O etanol mais barato do Sul foi encontrado nos postos paranaenses, a R$ 4,472, e<br />

uma alta de 2,12% foi registrada, quando comparado ao mês anterior. Na contramão, no Rio Grande do Sul, o combustível foi<br />

comercializado pelo preço médio mais alto do país, a R$ 5,675.<br />

O diesel e o diesel S-10 foram comercializados pelo menor preço médio nos postos do Paraná, o primeiro a R$ 4,303 e o<br />

segundo a R$ 4,346. Já no Rio Grande do Sul, o cenário foi o inverso. Os combustíveis registraram os maiores preços médios da<br />

região, o tipo comum a R$ 4,404, e o tipo S-10 a R$ 4,458. Na média da região sul, o diesel foi encontrado a R$ 4,370, e o diesel<br />

S-10, a R$ 4,410. Em ambos os casos, trata-se do combustível com menor preço médio de todo o território nacional. O IPTL é<br />

um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da<br />

Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo,<br />

com uma média de oito transações por segundo.<br />

20 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


NOTAS<br />

Foto: divulgação<br />

PIX<br />

O presidente do BC (Banco Central),<br />

Roberto Campos Neto, confirmou, que está<br />

em desenvolvimento uma funcionalidade<br />

offline para que as transações via PIX possam<br />

ser feitas mesmo em locais que estejam sem<br />

conexão com a internet. A tecnologia será<br />

disponibilizada em breve, garantiu ele.<br />

Segundo o presidente do BC, há três<br />

alternativas em estudo, sendo que a considerada<br />

mais segura até o momento é a<br />

utilização de um cartão por aproximação que<br />

poderá ser carregado pelo usuário. “Vai funcionar<br />

como um cartão de ônibus, com uma<br />

tecnologia supersegura”, relatou, durante um<br />

seminário sobre moedas digitais promovido<br />

pela banca Mattos Filhos Advogados.<br />

“Você vai poder usar o cartão no mundo<br />

offline e, quando voltar para o mundo online<br />

vai poder transferir seu saldo de volta”, explicou<br />

Campos Neto. Ele destacou o alcance do<br />

PIX e apresentou dados que mostram que a<br />

nova forma de transferir dinheiro já é utilizada<br />

em 60% das transferências no Brasil.<br />

O PIX é um sistema lançado no ano passado<br />

pelo Banco Central que permite pagamentos<br />

e transferências instantâneas 24h<br />

(horas), nos sete dias da semana, entre pessoas<br />

físicas e jurídicas, por meio de uma chave<br />

simples atribuída a cada conta bancária. Tal<br />

chave pode ser um número de telefone, CPF<br />

ou CNPJ, por exemplo.<br />

Segundo o presidente da instituição financeira,<br />

até o momento foram cadastradas mais<br />

de 125 milhões de chaves.<br />

CONTA DE LUZ<br />

NO VERMELHO<br />

A diretoria da ANEEL (Agência Nacional de<br />

Energia Elétrica) aprovou, em Brasília (DF), o índice<br />

de reajuste do valor da bandeira tarifária a ser pago<br />

pelos consumidores na conta de luz a partir de julho.<br />

Com isso, o custo da bandeira vermelha 2, o<br />

mais alto do sistema, aumenta de R$ 6,24 para R$<br />

9,49 para cada 100 kwh (quilowatt-hora) consumidos<br />

– um reajuste de 52% sobre o valor que já vinha<br />

sendo cobrado desde junho e que a agência prevê<br />

que siga em vigor até pelo menos novembro, devido<br />

ao baixo índice de chuvas em boa parte do país<br />

e a consequente queda do nível dos reservatórios<br />

hídricos.<br />

O índice de reajuste aprovado foi defendido<br />

pelo diretor-geral da ANEEL, André Pepitone, para<br />

quem o nível de reajuste das tarifas não configura<br />

um aumento imprevisto para os consumidores.<br />

“A questão da bandeira é, acima de tudo, uma<br />

ferramenta de transparência, pois, sinaliza, mês a<br />

mês, as condições de geração [energética] no país.<br />

Condições estas que refletem os custos cobrados.<br />

Não existe, portanto, um novo custo. É um sinal de<br />

preços que mostra ao consumidor o custo real da<br />

geração no momento em que ela ocorre. Dando,<br />

inclusive, oportunidade do consumidor de se preparar<br />

e adaptar o seu consumo, fazendo um uso mais<br />

consciente da energia”, alerta Pepitone, afirmando<br />

que o país enfrenta uma “crise hídrica que se reflete<br />

no setor elétrico”, obrigando o acionamento de usinas<br />

térmicas, mais caras.<br />

De acordo com o diretor-geral da agência, André<br />

Pepitone, em abril o déficit chegava a R$ 1,5<br />

bilhões. “Em boa parte do ano de 2020, houve um<br />

superavit de R$ 1,5 bi. Isto se degradou a partir de<br />

setembro/outubro, quando este superavit virou déficit”,<br />

comentou Pepitone, prevendo que o déficit<br />

tende a aumentar a partir de julho.<br />

Foto: divulgação<br />

22 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


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NOTAS<br />

FORMÓBILE<br />

Para expandir as sinergias de negócio<br />

no setor de madeira e móveis,<br />

ForMóbile traz evento 100% digital<br />

em <strong>2021</strong> e adota modelo híbrido a<br />

partir de 2022. Feira online prevê<br />

ativações na plataforma com novos<br />

recursos de engajamento e exposição<br />

das marcas. O maior evento do segmento de madeira e móveis do Brasil e da América Latina torna-se totalmente híbrido.<br />

Atenta a todos os desdobramentos do mercado de feiras e do seu papel no desenvolvimento do setor moveleiro, a Feira<br />

ForMóbile – Feira Internacional da Indústria de Móveis e Madeira anuncia a adoção de um novo modelo de negócios, com a<br />

realização de ações 100% digitais em <strong>2021</strong> e híbridas (digital + presencial) a partir de 2022.<br />

“Agora, de ponta a ponta, temos condições de restabelecer pontes de negócios e apresentar um evento ainda mais inteligente,<br />

seguro e adequado para nossos parceiros e profissionais que atuam no segmento de madeira, móveis e arquitetura<br />

de interiores”, detalha Tatiano Segalin, Show Manager da ForMóbile.<br />

A versão 100% digital da ForMóbile acontecerá de 02 a 05 de agosto de <strong>2021</strong>, reunindo dezenas de marcas expositoras<br />

do evento físico, além de uma grade paralela de apresentações, debates e mesas redondas organizadas com profissionais e<br />

influenciadores do mercado de arquitetura, interiores e mobiliário.<br />

“Embora haja uma grande vontade de regressar à interação pessoal, o formato digital passou a ser prioritário na promoção<br />

de sinergias e realização de negócio. Mergulhamos nessa transformação e investimos alto para oferecer uma melhor<br />

experiência, com ainda mais interatividade e facilidades para absorver conteúdos e realizar negócios. Alguns dos recursos<br />

disponíveis na nova plataforma também serão parte do evento híbrido que acontecerá em 2022”, explica Tatiano Segalin.<br />

Totalmente gratuito, mediante cadastro na plataforma ForMóbile Xperience, a programação completa do evento digital<br />

de <strong>2021</strong> será liberada nos próximos dias. Todas as abordagens visam atender arquitetos, designers de produtos, fabricantes<br />

de móveis em série, marceneiros, revendas e empresas madeireiras.<br />

Outros destaques na atualização da plataforma ForMóbile Xperience são: interface mais amigável, sistema de notificação<br />

para palestras, sistema de agenda e área de networking, incluindo videochamadas instantâneas, área de marketplace, enquetes,<br />

e grupos de discussão. “Vamos implementar uma nova experiência de aprendizado e negócios para profissionais e<br />

marcas parceiras”, completa.<br />

Tatiano Segalin lembra que a ForMóbile é um evento bienal, sendo que a última edição presencial ocorreu ainda em<br />

2018. Por isso, o cancelamento da nona edição em 2020 e a impossibilidade de realizar eventos físicos desde então, obrigaram<br />

as empresas a mudar a forma como apresentam suas novidades aos clientes do setor moveleiro. Diante das restrições<br />

devido à pandemia, toda a indústria de fornecedores teve que redesenhar completamente sua realidade de agendas, exposições<br />

e projetos.<br />

O avanço do processo de vacinação da população, junto com a adoção de novos protocolos internacionais de segurança<br />

para eventos presenciais (Informa All Secure) e a evolução de outras tecnologias, também contribuirão para a realização do<br />

nosso evento híbrido em 2022.<br />

Foto: divulgação<br />

A data da ForMóbile 2022, já está reservada: de 5 a 8 de julho, no São Paulo Expo, na capital paulista<br />

Para Giselle Leme, Marketing Manager da Informa Group, responsável pela organização da ForMóbile, o público digital<br />

não poderá ser descartado, principalmente considerando seu enorme engajamento em todos os canais de interação online<br />

disponibilizados, incluindo as redes sociais. “Qualquer planejamento passa pelo desafio de conectar e promover engajamento<br />

online.”<br />

Como exemplo, além da atuação nas principais redes sociais do mercado, Giselle cita algumas ações constantes para a<br />

audiência digital da ForMóbile: o canal ForMóbile Digital, que oferta conteúdo exclusivo e materiais ricos direcionados ao<br />

mercado moveleiro e do setor, com mais de 30 mil visitas mensais, ForMóbile #NoSofá, uma série de bate-papos leves e<br />

descontraídos com diversos profissionais convidados no youtube, e a participação de mais de 5,8 mil pessoas na ForMóbile<br />

Xperience 2020 – realizada por ocasião do adiamento do evento presencial, que mantém seus conteúdos gravados para consumo<br />

on demand na plataforma.<br />

24 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


APLICAÇÃO<br />

ANTI COVID-19<br />

PARTE I<br />

Foto: divulgação<br />

Uma novidade que promete agitar os bastidores de matéria-prima<br />

de chapas foi lançada recentemente. A Guararapes<br />

apresentou o NanoxClean®, tecnologia exclusiva<br />

presente nos MDFs decorativos, que elimina bactérias,<br />

fungos, germes e vírus, inclusive o SARS-CoV-2, causador<br />

da Covid-19. A tecnologia aplicada não é exatamente<br />

uma novidade, pois foi lançada em 2015 com exclusividade<br />

nos MDFs decorativos da empresa. Recentemente,<br />

foram feitos testes conduzidos pela empresa especializada<br />

Quasar Bio, referência em ensaios com SARS-CoV-2,<br />

e que possui seus laudos protocolados pelo Dr. Lucio<br />

Freitas Jr, especialista no assunto. Os ensaios foram<br />

realizados no laboratório de NB3 (Biossegurança de Nível<br />

3), do ICB-USP (Instituto de Ciências Biomédicas da<br />

Universidade de São Paulo) e obedecendo às BPL (Boas<br />

Práticas de Laboratório). Agora, a matéria-prima, além de<br />

garantir eliminar grande parte dos micróbios causadores<br />

de doenças invisíveis ao olho humano, também combate<br />

a proliferação do Covid-19.<br />

ANTI COVID-19<br />

PARTE II<br />

Mês passado, a Irani Papel e Embalagem lançou<br />

o papel ondulado para embalagem anti<br />

Covid-19. O material possui micropartículas de<br />

prata e sílica incorporadas em sua estrutura,<br />

desenvolvidas pela empresa paulista Nanox.<br />

Os testes foram realizados, também, no NB3<br />

(Laboratório de Biossegurança de Nível 3) do<br />

ICB-USP (Instituto de Ciências Biomédicas da<br />

Universidade de São Paulo). No teste, o material<br />

demonstrou ser capaz de eliminar 99,99%<br />

de partículas do SARS-CoV-2 em até 10 min<br />

(minutos) de contato. “O papel é capaz de inativar<br />

outros vírus, além de bactérias e fungos”,<br />

aponta Luiz Gustavo Pagotto Simões, diretor<br />

da Nanox. Ainda segundo os dados fornecidos<br />

pela empresa, a eficácia da inativação viral é<br />

mantida mesmo se a embalagem ou o papel<br />

ondulado entrarem em contato com um líquido,<br />

como água ou álcool, por exemplo.<br />

Foto: divulgação<br />

26 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


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FRASES<br />

“A ECONOMIA DE ALGUMA MANEIRA SE ADAPTOU A ESSA NOVA<br />

MANEIRA [PANDEMIA DA COVID-19] DE FAZER AS COISAS, E ACHO<br />

QUE EM GRANDE PARTE ESSAS MUDANÇAS SERÃO PERMANENTES”<br />

ROBERTO CAMPOS, PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL<br />

“A<br />

ECONOMIA<br />

BRASILEIRA<br />

CONTINUA<br />

SURPREENDENDO<br />

FAVORAVELMENTE.<br />

É UM RECORDE<br />

HISTÓRICO ESSE<br />

CRESCIMENTO<br />

DE QUASE 70% EM<br />

RELAÇÃO AO MESMO<br />

MÊS DE MAIO DO ANO<br />

ANTERIOR. É INEQUÍVOCO<br />

QUE O BRASIL JÁ SE<br />

LEVANTOU E A ECONOMIA<br />

ESTÁ CAMINHANDO COM<br />

VELOCIDADE BEM ACIMA DA<br />

QUE ERA ESPERADA NA VIRADA<br />

DO ANO”<br />

“NA COPEL ESTAMOS COMPONDO UMA MATRIZ<br />

ENERGÉTICA COMPLEMENTAR. NASCEMOS<br />

ESPECIALISTAS EM HIDRELÉTRICAS E AGORA ESTAMOS<br />

INVESTINDO EM FONTES EÓLICAS E EM PROJETOS<br />

HÍBRIDOS DE GERAÇÃO (INCLUINDO A ENERGIA<br />

SOLAR). EM MOMENTOS DE DIFICULDADE, COMO A<br />

CRISE HÍDRICA QUE ESTAMOS VIVENDO HOJE, ESSA<br />

DIVERSIFICAÇÃO É FUNDAMENTAL PARA GARANTIR O<br />

QUE PRECISAMOS SUPRIR”<br />

CASSIO SANTANA DA SILVA, DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO<br />

DE NEGÓCIOS DA COPEL<br />

“INVESTIR NA ECONOMIA VERDE,<br />

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PARA AS EMPRESAS VENCEREM EM<br />

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EXIGÊNCIA CADA VEZ MAIOR DOS<br />

CLIENTES, NOS PRINCIPAIS MERCADOS<br />

DOS PRODUTOS PARANAENSES”<br />

PAULO GUEDES,<br />

MINISTRO DA<br />

ECONOMIA<br />

Foto: Marcos Corrêa (PR)<br />

JOSÉ RUBEL, COORDENADOR DO<br />

SELO CLIMA PARANÁ<br />

28 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


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ENTREVISTA<br />

ALTOS<br />

E BAIXOS<br />

UPS AND DOWNS<br />

E<br />

m um ano ainda marcado pela pandemia da Covid-19,<br />

o Brasil segue em cenário mais positivo em <strong>2021</strong>. Não<br />

é só a projeção positiva para o PIB (Produto Interno<br />

Bruto), diversas variáveis sinalizam que o Brasil vai<br />

muito bem. “Os empresários devem acompanhar a dinâmica<br />

da pandemia para definir suas estratégias para o segundo<br />

semestre. Outro elemento tem sido a reversão da política monetária,<br />

que iniciou um processo de elevação da taxa de juros básica<br />

da economia brasileira, a SELIC”, explica o professor do Departamento<br />

de Economia da UFPR (Universidade Federal do Paraná),<br />

Junior Ruiz Garcia. O especialista conversou com exclusividade à<br />

Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL e abaixo segue a entrevista na<br />

íntegra:<br />

ENTREVISTA<br />

I<br />

n a year still marked by the Covid-19 pandemic, Brazil remains<br />

with an uncertain scenario for its economy. Even with an optimistic<br />

projection for GDP, several variables can put these estimates<br />

at risk. “Entrepreneurs must monitor the dynamics of<br />

the pandemic to define their strategies for the second half of<br />

the year. As well, another element has been the reversal of monetary<br />

policy, which started with a process of raising the basic interest rate<br />

in the Brazilian economy, the SELIC rate,” explains Junior Ruiz Garcia,<br />

Professor in the Department of Economics at UFPR. The Professor<br />

spoke exclusively to REFERÊNCIA <strong>Industrial</strong>, and the full interview<br />

below follows :<br />

JUNIOR RUIZ GARCIA<br />

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: BACHAREL EM CIÊNCIAS<br />

ECONÔMICAS PELA UFPR E DOUTOR EM DESENVOLVIMENTO<br />

ECONÔMICO ESPAÇO E MEIO AMBIENTE PELO INSTITUTO DE<br />

ECONOMIA DA UNICAMP (UNIVERSIDADE DE CAMPINAS)<br />

CARGO: PROFESSOR DO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA<br />

UFPR, COORDENADOR DO GEMAECO (GRUPO DE ESTUDOS<br />

EM MACROECONOMIA ECOLÓGICA) E INTEGRANTE DO<br />

NESDE (NÚCLEO DE ESTUDOS EM ECONOMIA SOCIAL E<br />

DEMOGRAFIA ECONÔMICA)<br />

Foto: divulgação<br />

PROFESSIONAL EDUCATION: BSC. IN ECONOMICS, UFPR, AND PH.D. IN SPATIAL<br />

ECONOMIC DEVELOPMENT AND ENVIRONMENT, STATE UNIVERSITY AT CAMPINAS<br />

(UNICAMP)<br />

FUNCTION: PROFESSOR IN THE DEPARTMENT OF ECONOMICS AT THE FEDERAL<br />

UNIVERSITY OF PARANÁ (UFPR), COORDINATOR OF THE MACRO ECONOMIC<br />

ECOLOGY STUDY GROUP (GEMAECO), AND A MEMBER OF THE SOCIAL<br />

ECONOMICS AND DEMOGRAPHICS ECONOMY STUDY NUCLEUS (NESDE)<br />

30 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS FATORES QUE<br />

DEVEM PAUTAR O MERCADO NESSE SEGUN-<br />

DO SEMESTRE E NECESSITAM MAIOR ATEN-<br />

ÇÃO DOS EMPRESÁRIOS?<br />

Como a pandemia ainda não foi controlada no<br />

Brasil, devemos acompanhar a dinâmica dos novos<br />

casos e, obviamente, a evolução da vacinação. Apesar<br />

da vacinação, como não temos adotado as medidas<br />

recomendadas desde o início da pandemia,<br />

podemos enfrentar situação similar a observada no<br />

Chile e no Uruguai. Estes países avançaram rapidamente<br />

na vacinação, mas relaxaram na retomada<br />

das atividades de maneira precoce, agora estão enfrentando<br />

uma alta no número de novos casos. Em<br />

resumo, sem o controle da infecção por Covid-19<br />

continuaremos sofrendo seus efeitos na dinâmica<br />

econômica. Desse modo, os empresários devem<br />

acompanhar a dinâmica da pandemia para definir<br />

suas estratégias para o segundo semestre. Outro<br />

elemento tem sido a reversão da política monetária,<br />

que iniciou um processo de elevação da taxa de<br />

juros básica da economia brasileira, a SELIC. A elevação<br />

da taxa de juros pode afetar negativamente<br />

as decisões de consumo, produção e investimento.<br />

É uma situação paradoxal, porque já o consumo,<br />

produção e investimento têm sido afetados negativamente<br />

pela pandemia. Apesar disso, a política<br />

monetária tem objetivo de controlar a inflação com<br />

base na taxa de juros básica da economia. Por fim,<br />

a inflação deve ser considerada pelos empresários.<br />

Como estamos em um momento de grave crise<br />

econômica, a inflação pode afetar de maneira significativa<br />

os preços relativos da economia, isso porque<br />

apenas os setores com poder de mercado conseguirão<br />

manter suas margens de lucros. O restante<br />

dos setores não consegue repassar plenamente os<br />

efeitos da inflação em sua estrutura de custos para<br />

os preços de seus bens e serviços. Isso afetará a<br />

capacidade futura das empresas para realizar adequações<br />

quando superarmos a pandemia e tivermos<br />

a retomada do consumo e da produção.<br />

WHAT ARE THE MAIN FACTORS THAT<br />

SHOULD GUIDE THE MARKET IN THE SECOND<br />

SEMESTER OF THE YEAR TO WHICH ENTREPRE-<br />

NEURS NEED TO PAY MORE ATTENTION?<br />

As the pandemic has not yet become under<br />

control in Brazil, we must monitor the dynamics of<br />

new cases and, obviously, the evolution of vaccination.<br />

Despite vaccination, as we have not adopted<br />

the recommended measures since the beginning<br />

of the pandemic, we may face a situation similar to<br />

that observed in Chile and Uruguay. These countries<br />

have made rapid progress in vaccination but have<br />

relaxed restrictions on the resumption of activities<br />

early and are now facing a high number of new cases.<br />

In summary, without the proper control of Covid-19<br />

infection, we will continue to suffer its effects on economic<br />

dynamics. Thus, entrepreneurs must follow the<br />

dynamics of the pandemic to define their strategies<br />

for the second half of the year.<br />

Another element has been the reversal of monetary<br />

policy, which initiated a process of raising the<br />

basic Brazilian interest rate, SELIC. Raising interest<br />

rates can negatively affect consumption, production,<br />

and investment decisions. It is a paradoxical situation<br />

because consumption, production, and investment<br />

have been negatively affected by the pandemic.<br />

Nevertheless, monetary policy aims to control inflation<br />

based on the basic interest rate. Finally, inflation<br />

should be considered by entrepreneurs. As we are<br />

in a severe economic crisis, inflation can significantly<br />

affect the relative prices within the economy. This is<br />

because only the sectors with market power will be<br />

able to maintain their profit margins. The other sectors<br />

cannot entirely pass on the effects of inflation on<br />

their cost structure to the prices of their goods and<br />

services. This will affect the future capacity of companies<br />

to make adjustments when we overcome the<br />

pandemic and resume consumption and production.<br />

APÓS UM INÍCIO TURBULENTO PELA PAN-<br />

DEMIA, A EXPECTATIVA DE DIVERSAS INSTI-<br />

TUIÇÕES DO MERCADO É DE CRESCIMENTO<br />

PARA O PIB NACIONAL NESTE ANO. VOCÊ<br />

ACOMPANHA ESSE OTIMISMO E QUAIS OS<br />

MOTIVOS QUE EXPLICAM ESSA RETOMADA?<br />

É preciso ter cuidado. Na prática não temos<br />

crescimento econômico (do PIB), porque ainda estamos<br />

abaixo do nível anterior ao início da crise. Desse<br />

modo, o que temos é apenas variação positiva ou<br />

negativa do PIB. No último trimestre tivemos uma<br />

variação positiva no PIB. Mas isso ocorreu em grande<br />

medida pelo excepcional desempenho do agronegócio,<br />

não necessariamente por uma recuperação<br />

das atividades econômicas. Além disso, estávamos<br />

A ELEVAÇÃO DA TAXA<br />

DE JUROS PODE AFETAR<br />

NEGATIVAMENTE AS DECISÕES<br />

DE CONSUMO, PRODUÇÃO E<br />

INVESTIMENTO<br />

JULHO <strong>2021</strong> 31


ENTREVISTA<br />

vindo de um ano extremamente complicado, com<br />

queda significativa do PIB. Dito isso, para o segundo<br />

semestre é possível que tenhamos variações positivas<br />

no PIB, especialmente pela continuidade do<br />

desempenho do agronegócio, além da recuperação<br />

de algumas atividades que possam ser beneficiadas<br />

pelo avanço da vacinação. Isso significa que um<br />

melhor desempenho do PIB depende diretamente<br />

do controle da infecção da Covid-19 no Brasil. Mas<br />

como observado acima, existe a possibilidade de<br />

seguirmos a trajetória do Chile e do Uruguai, o<br />

que poderia minar esta variação positiva do PIB no<br />

segundo semestre. Se tivermos uma retomada no<br />

aumento no número de novos casos de infecção<br />

por Covid-19, não haverá outra alternativa que não<br />

seja o fechamento das atividades econômicas não-<br />

-essenciais. E aí, a variação positiva do PIB estará<br />

seriamente comprometida. Desse modo, a sociedade<br />

deveria levar mais a sério o cenário da pandemia<br />

neste momento e adotar medidas agora, na tentativa<br />

de amenizar seus efeitos no segundo semestre.<br />

Contudo, não acredito que façamos isso e podemos<br />

realmente sofrer novamente uma forte retomada<br />

das medidas de enfrentamento da pandemia, com<br />

fechamento das atividades não-essenciais.<br />

NAS ÚLTIMAS SEMANAS O DÓLAR TEM<br />

APRESENTADO LIGEIRA QUEDA E VOLTOU A<br />

SER COTADO ABAIXO DOS R$ 5. ESSA É UMA<br />

TENDÊNCIA PARA O SEGUNDO SEMESTRE E<br />

COMO AVALIA ESSA VARIAÇÃO?<br />

Avaliar a dinâmica cambial não é uma tarefa<br />

fácil. Mas com o aumento da taxa de juros básica<br />

da economia, dos saldos comerciais proporcionados<br />

pelo agronegócio e a expectativa de variação<br />

positiva do PIB, o câmbio pode permanecer muito<br />

próximo a R$ 5 para o segundo semestre. Mesmo<br />

que tenhamos um agravamento da pandemia, não é<br />

muito factível retornamos a R$ 6.<br />

O CÂMBIO PODE<br />

PERMANECER MUITO<br />

PRÓXIMO A R$5 PARA O<br />

SEGUNDO SEMESTRE<br />

AFTER A ROUGH START AT THE BEGINNING<br />

OF THE PANDEMIC, SEVERAL MARKET INSTI-<br />

TUTIONS EXPECT GROWTH IN GDP FOR THIS<br />

YEAR. DO YOU HAVE THIS SAME OPTIMISM,<br />

AND WHAT ARE THE REASONS THAT EXPLAIN<br />

THIS RESUMPTION OF GROWTH?<br />

You have to be careful. In practice, we do not<br />

have economic growth (of GDP) because the level<br />

of economic activity is still below that before the<br />

beginning of the crisis. Thus, what we have is only<br />

positive or negative GDP variation. For example, in<br />

the last quarter, we had a positive change in GDP. But<br />

this was mainly due to the exceptional performance<br />

of agribusiness, not necessarily due to a recovery in<br />

economic activity. In addition, we were coming off an<br />

extremely complicated year, with a significant GDP<br />

drop. That said, for the second half of the year, it is<br />

possible that we will have positive variation in GDP,<br />

primarily due to the continuity of agribusiness performance,<br />

in addition to the recovery of some activities<br />

that may benefit from the advance of vaccination. Of<br />

course, this means that a better GDP performance<br />

depends directly on the control of Covid-19 infection<br />

in Brazil. But as noted above, there is the possibility of<br />

following the trajectory of Chile and Uruguay, which<br />

could undermine this positive change in GDP in the<br />

second half. If we have a resumption in the increase in<br />

the number of new cases of COVID-19, there will be<br />

no alternative other than the closure of non-essential<br />

economic activities. And then, the positive change<br />

in GDP will be seriously compromised. Thus, society<br />

should take the pandemic scenario more seriously<br />

and take action now to mitigate its effects in the second<br />

half of the year. However, I do not believe that<br />

we will do this, and we will once have to undertake<br />

decisive measures to cope with the pandemic with<br />

the closure of non-essential activities.<br />

IN RECENT WEEKS, THE DOLLAR HAS<br />

SHOWN A SLIGHT DROP AND WAS AGAIN QUO-<br />

TED BELOW R$ 5. IS THIS A TREND FOR THE SE-<br />

COND HALF OF THE YEAR, AND HOW DO YOU<br />

EVALUATE THIS VARIATION?<br />

Assessing currency dynamics is not an easy task.<br />

But with the increase in the basic interest rate in the<br />

economy, the trade balances provided by agribusiness,<br />

and the expectation of an upward movement<br />

in GDP, the exchange rate should remain very close<br />

to R$ 5 to the dollar in the second half. Even if the<br />

pandemic worsens, it is not feasible that the dollar<br />

exchange rate returns to R$ 6.<br />

32 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


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acompanhar a evolução dos equipamentos da<br />

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com 4 equipamentos em nossas unidades e mais<br />

uma em processo de aquisição. Diferenciais como<br />

prazos, disponibilidade de peças de reposição e<br />

manutenção são essenciais para mantermos a<br />

parceria por anos. Agradecemos toda a equipe da<br />

Rotteng pela presteza e disponibilidade.<br />

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MG Packing Emabalgens<br />

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custo x benefício do mercado. Alta produtividade<br />

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destacam desse equipamento. Buscamos<br />

segurança aos nossos colaboradores e<br />

encontramos na Rotteng e suas máquinas esse<br />

quesito que consideramos primordial em nossas<br />

operações. Nossa parceria já vem desde 2014 e a<br />

cada ano as máquinas são atualizadas e mais<br />

produtivas”.<br />

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atender as normas legais que garantem a<br />

segurança dos colaboradores. Esta parceria<br />

perdura há mais de 6 anos.<br />

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ENTREVISTA<br />

NA SUA AVALIAÇÃO, QUAIS MEDIDAS O<br />

GOVERNO FEDERAL DEVE TOMAR COMO<br />

PRIORITÁRIAS PARA CONSEGUIR AUXILIAR<br />

COMÉRCIOS E INDÚSTRIAS NESSE SEGUNDO<br />

SEMESTRE?<br />

O Governo Federal deveria ter mantido todas as<br />

medidas adotadas no início da pandemia até que<br />

fosse controlada a infecção e tivéssemos a retomada<br />

das atividades em sua plenitude e com segurança<br />

sanitária. Desse modo, manter o apoio para<br />

a folha de pagamento, como redução da jornada<br />

com salário complementado com recursos públicos,<br />

extensão de prazos para pagamento de tributos ou<br />

empréstimos públicos sem custo adicional, renegociação<br />

de dívidas com aumento do período de carência<br />

(talvez carência enquanto tivermos restrições<br />

as atividades econômicas não-essenciais), redução<br />

ou isenção tributária, alguma medida para reduzir<br />

os custos associados aos imóveis alugados, entre<br />

outras de acordo com as especificidades de cada<br />

setor de atividade. Cabe destacar que estas medidas<br />

devem ser adotadas preferencialmente para<br />

micro, pequenas e médias empresas vinculadas aos<br />

setores considerados não-essenciais.<br />

SE PUDESSE DAR UM CONSELHO PARA OS<br />

EMPRESÁRIOS NACIONAIS NESTE MOMENTO,<br />

QUAL SERIA?<br />

Faça pressão para que possamos acelerar a vacinação<br />

no país! Adicionalmente, faça campanhas<br />

para que seus colaboradores e consumidores respeitem<br />

as medidas de enfrentamento da pandemia,<br />

como distanciamento físico, evite aglomerações,<br />

use máscara de qualidade, entre outras. Sem controlar<br />

a contaminação da Covid-19 não teremos um<br />

ambiente tranquilo para a realização das atividades<br />

e, obviamente, para a tomada de decisão. Como<br />

disse antes, existe um risco de seguirmos a trajetória<br />

do Chile e do Uruguai, isso será péssimo para a<br />

sociedade brasileira e, claro, para os empresários.<br />

IN YOUR EVALUATION, WHAT MEASURES<br />

SHOULD THE FEDERAL GOVERNMENT TAKE AS<br />

PRIORITIES TO ASSIST COMMERCIAL AND IN-<br />

DUSTRIAL ACTIVITIES IN THE SECOND HALF OF<br />

THE YEAR?<br />

The Federal Government should have maintained<br />

all the measures adopted at the pandemic’s<br />

beginning until the infection was under control, and<br />

economic activity and health security resumed in<br />

total. Therefore, maintaining payroll support, such as<br />

reducing the working day with salaries supplemented<br />

with public resources, the extension of deadlines for<br />

payment of taxes or public loans at no additional<br />

cost, renegotiation of debts with increased grace periods<br />

(perhaps a grace period while there are restrictions<br />

on non-essential economic activities), reduction<br />

or tax exemption, and some measure to reduce costs<br />

associated with rented properties, among others<br />

according to the specificities of each activity sector.<br />

It should be noted that these measures should preferably<br />

be extended to micro, small and medium-sized<br />

enterprises linked to sectors considered non-essential.<br />

IF YOU COULD ADVISE BRAZILIAN ENTRE-<br />

PRENEURS AT THIS POINT, WHAT WOULD IT BE?<br />

Put pressure on us to speed up vaccination in the<br />

Country! Additionally, undertake campaigns for your<br />

employees and consumers to respect the measures<br />

of coping with the pandemic, such as physical distancing,<br />

avoiding agglomerations, and using quality<br />

masks, among others. Without controlling the contamination<br />

of Covid-19, we will not have an adequate<br />

environment for carrying out the activities and, of<br />

course, for decision making. Although, as I said above,<br />

there is a risk of following the trajectory of Chile<br />

and Uruguay, this will be bad for Brazilian society and,<br />

of course, for entrepreneurs.<br />

OS EMPRESÁRIOS DEVEM ACOMPANHAR A<br />

DINÂMICA DA PANDEMIA PARA DEFINIR SUAS<br />

ESTRATÉGIAS PARA O SEGUNDO SEMESTRE<br />

34 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


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COLUNA ABIMCI<br />

MERCADO INTERNACIONAL DE TORAS<br />

ALTO VOLUME DAS EXPORTAÇÕES DESSA MATÉRIA-PRIMA REQUER ATENÇÃO DAS AUTORIDADES NA FALTA<br />

DE INSUMOS PARA AS INDÚSTRIAS NACIONAIS<br />

Paulo Pupo<br />

Superintendente da Associação<br />

Brasileira da Indústria de Madeira<br />

Processada Mecanicamente<br />

Contato: abimci@abimci.com.br<br />

Adinâmica do mercado internacional de toras<br />

sempre foi motivo de atenção e avaliação<br />

pelo setor madeireiro e florestal nacional. O<br />

atual momento mundial, com mudanças no<br />

perfil de consumo e demanda por produtos<br />

de madeira crescente a partir da pandemia, intensificou o<br />

monitoramento dos cenários internacionais e da dinâmica<br />

da movimentação dos volumes de suprimento de toras por<br />

praticamente todo o setor.<br />

Questionamentos como qual país supre qual, qual país<br />

mais importa toras, de quem se importa mais, quais são<br />

os países com potencial de crescimento de volumes, são<br />

as dúvidas mais frequentes do setor. Os grandes volumes<br />

mundiais, em especial o já conhecido potencial e apetite<br />

chinês para consumo de toras provenientes de diferentes<br />

partes do mundo, tanto de coníferas como de não coníferas,<br />

chama cada vez mais atenção. A questão central é aonde<br />

esses volumes podem chegar em um futuro próximo.<br />

Todas essas variáveis e possibilidades têm trazido questionamentos<br />

e preocupações distintas entre os vários elos<br />

da cadeia produtiva do setor de base florestal nacional.<br />

Algumas regiões e Estados são mais expostos a esse movimento<br />

do que outros, principalmente em regiões nas quais<br />

o parque industrial de madeira processada é mais significativo<br />

e possui um desempenho madeireiro consolidado.<br />

Caso dos Estados do Paraná e Santa Catarina. São nesses<br />

dois Estados que importante percentual da produção nacional<br />

de produtos madeireiros está localizada.<br />

Mas o Brasil definitivamente está no jogo do mercado<br />

internacional de toras, pois é produtor florestal atraente<br />

aos olhos do mercado, especialmente toras de pinus e eucalipto.<br />

As exportações dessas espécies têm crescido nos<br />

últimos meses, ainda que em um percentual baixo comparativamente<br />

à produção nacional de toras, mas que instiga<br />

uma melhor avaliação da situação. Alguns números das<br />

exportações de toras destinadas à China, especialmente<br />

de pinus, chamam atenção, como os volumes provenientes<br />

Foto: divulgação<br />

da Rússia, Nova Zelândia, Alemanha, Austrália, EUA (Estados<br />

Unidos da América), Uruguai, entre outros, e de como<br />

esses números se comportarão daqui para frente.<br />

Dentre as principais expectativas nas alterações nesse<br />

mercado, está uma possível lei russa a caminho, que tem<br />

por objetivo diminuir ou até mesmo proibir a exportação<br />

de toras coníferas daquele país, que é um dos principais<br />

produtores e exportadores de toras do mundo, e que vem<br />

abastecendo de forma importante a indústria chinesa. Com<br />

a previsão da entrada em vigor desse novo regramento russo<br />

em janeiro de 2022, o mercado pode vir a sofrer ainda<br />

mais ajustes em relação ao suprimento mundial de toras.<br />

São várias as preocupações em curso na indústria madeireira<br />

brasileira de madeira sólida sobre o volume de<br />

toras in natura atualmente exportado. É preciso ter um<br />

olhar nacional e cuidadoso sobre a situação. Sabemos que<br />

o cenário atual de alta demanda por suprimento florestal é<br />

decorrente de uma somatória de fatores e as exportações<br />

de toras não podem ser classificadas com a única ou a<br />

principal ameaça para o setor madeireiro nacional, mas sim<br />

um dos componentes que formam o conjunto de desafios<br />

enfrentados. A valorização do uso da terra, a falta de remuneração<br />

pelo setor florestal compatível com as tendências<br />

econômicas de outros segmentos como agricultura e pecuária,<br />

a falta de políticas públicas de incentivo ao plantio, e<br />

em especial de avaliarmos os principais motivos de termos<br />

presenciado uma modesta expansão da área de florestas<br />

plantadas no Brasil nos últimos anos e que pode ser corrigido<br />

para a melhoria desse cenário.<br />

Há um claro descompasso em curso entre oferta e demanda<br />

devido ao mercado aquecido. O momento é mais<br />

do que oportuno para se articular e promover mudanças<br />

estruturantes necessárias. Ações para o aumento do plantio<br />

em escala nacional devem ser o foco das atenções e<br />

esforços daqui para frente. As exportações nacionais de<br />

produtos madeireiros são provas contundentes do desenvolvimento<br />

industrial e comercial alcançado pelo Brasil nos<br />

últimos anos, tornando-se um dos principais players mundiais<br />

e esse componente precisa ser muito bem avaliado.<br />

Diante de todas essas perspectivas e desafios, a ABIM-<br />

CI está reunindo informações e estruturando um diagnóstico<br />

da situação e, em breve, irá propor uma ação conjunta<br />

buscando apoio de outras entidades do setor de base florestal<br />

para, por exemplo, estimular o incremento florestal.<br />

Esse movimento precisa ter um início efetivo, caso contrário,<br />

e olhando para os últimos 20 anos do que foi feito e<br />

conquistado para o aumento da base florestal plantada, temos<br />

a clareza da urgência da situação. Não existe solução<br />

mágica, precisamos da ação de todos!<br />

36 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


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HORIZONTAL<br />

DOGUEIRA<br />

DE BLOCOS<br />

DESTOPADOR<br />

DE TÁBUAS<br />

REFILADOR<br />

COM SAÍDA<br />

AUTOMÁTICA<br />

SERRA FITA<br />

HORIZONTAL


completa de Serrarias<br />

COM EQUIPAMENTOS MILL!<br />

NÚMERO 1 EM VENDAS DE<br />

EQUIPAMENTOS DO SETOR<br />

MADEIREIRO NO BRASIL<br />

Mais de 430 projetos completos<br />

trabalhando pelo mundo!<br />

BLOCO<br />

CENTRALIZADOR<br />

DE TORAS<br />

GEMINADA<br />

POSICIONADOR<br />

DE TORAS<br />

REFILADOR<br />

COM SAÍDA<br />

AUTOMÁTICA


PRINCIPAL<br />

40 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


INDÚSTRIA<br />

DE SOLUÇÕES<br />

A MILL INDÚSTRIAS, EMPRESA DE<br />

LAGES (SC) COMPLETA 25 ANOS<br />

DE ATUAÇÃO OFERECENDO UM<br />

PORTFÓLIO COMPLETO AOS<br />

CLIENTES DO SETOR MADEIREIRO<br />

Fotos: Fom Conradi<br />

SOLUTIONS INDUSTRY<br />

MILL INDÚSTRIAS, COMPANY FROM LAGES<br />

COMPLETES 25 YEARS OF OPERATION, OFFERING<br />

A COMPLETE PORTFOLIO TO CUSTOMERS<br />

ESPECIALLY IN THE SAWMILL SECTOR<br />

JULHO <strong>2021</strong> 41


PRINCIPAL<br />

AMill Indústrias entra em <strong>2021</strong>, chegando a<br />

importante marca de 25 anos de serviços<br />

prestados. Mas o olhar da empresa não<br />

está apenas na história de sucesso, e sim,<br />

em como continuar evoluindo para oferecer<br />

soluções aos setores em que atua.<br />

A empresa sediada em Lages (SC), conta atualmente<br />

com uma estrutura de parque fabril com 14 mil m² (metros<br />

quadrados) e trabalha na produção de máquinas para a<br />

indústria madeireira, sendo especializada na fabricação<br />

de equipamentos para o setor madeireiro, possibilitando<br />

toda a montagem da indústria para os clientes.<br />

Outro destaque é a linha de serras, com a Mill Indústrias<br />

tendo em sua estrutura um moderno parque<br />

fabril para a produção de lâminas de serra de perfil<br />

estreito, com foco na fabricação de serras para corte de<br />

carne, marcenaria e madeira. Esses fatores posicionam<br />

a empresa como líder em vendas no Brasil das serras de<br />

1.1/4” e 2.1/2”.<br />

“Hoje a Mill se destaca ao oferecer soluções completas<br />

para madeireiras de pequeno e grande porte, que<br />

vão desde os primeiros cortes da tora in natura até o<br />

gradeamento e secagem das tábuas. Além disso, a Mill<br />

possui uma equipe dedicada de pós-vendas constante e<br />

assistência técnica que se disponibiliza a atuar fortemente<br />

dentro das plantas fabris dos clientes em correções e<br />

M<br />

ill Indústrias enters <strong>2021</strong>, achieving the<br />

important mark of 25 years of services<br />

provided. But the Company’s focus is<br />

not only on the success story but on<br />

how to continue evolving to offer solutions<br />

to the sectors in which it operates.<br />

The Company based in Lages, Santa Catarina, currently<br />

has an industrial park with 14,000 m² and works in<br />

producing machines for sawmills, being specialized in<br />

the manufacture of equipment for the sawmill segment,<br />

enabling the entire equipment assembly for the operation<br />

of customers in the segment.<br />

Another highlight is the saw blade line, with Mill<br />

Indústrias having in its product structure a modern manufacturing<br />

park for the production of narrow profile saw<br />

blades, focusing on the manufacture of saws for cutting<br />

meat, woodworking, and wood. These factors position<br />

the Company as a leader in sales in Brazil of 11/4” and<br />

21/2” bandsaw blades.<br />

“Today, Mill stands out by offering complete solutions<br />

for small and large sawmills, ranging from the first cuts<br />

of in natura wood logs to the grading and drying of the<br />

boards. In addition, Mill has a dedicated team of constant<br />

after-sales and technical assistance personnel that<br />

is available to act quickly within customers’ plants for the<br />

correction and identification of opportunities for improve-<br />

42 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


identificação de oportunidades de melhoria”, explica o<br />

gerente comercial de equipamentos, Arno Murara.<br />

“A Mill busca entregar soluções ao mercado e no<br />

que diz respeito a serras, isto está de forma clara, desde<br />

a matéria-prima, controle de qualidade, soluções nos<br />

diversos segmentos em que atua, abastecimento de<br />

produtos aos clientes e claro investimentos, tecnologia<br />

de ponta e inovação”, completa o gerente comercial de<br />

serras, Marcelo Gobbi.<br />

HOJE A MILL SE<br />

DESTACA AO OFERECER<br />

SOLUÇÕES COMPLETAS PARA<br />

MADEIREIRAS DE PEQUENO E<br />

GRANDE PORTE<br />

EFICIÊNCIA QUE GANHOU O MUNDO<br />

A Mill Indústrias atualmente lidera o mercado nacional<br />

de máquinas com lâminas de serras estreitas, contando<br />

com mais de 400 projetos nas mais diversas áreas trabalhadas<br />

pela empresa em todo mundo.<br />

No mercado nacional, as atividades da empresa se<br />

concentram nas regiões sul e sudeste, mas as soluções<br />

e serviços da Mill Indústrias já ganharam o globo e já<br />

foram contratados por companhias da América Latina,<br />

Europa, África e Ásia.<br />

“Os equipamentos da Mill são desenvolvidos para<br />

gerar alto rendimento e apresentam os menores índices<br />

de desperdício de material, o que assegura lucratividade<br />

aos clientes”, garante Arno Murara.<br />

Grande parte desse sucesso da Mill Indústrias é<br />

justamente pela empresa entender a necessidade dos<br />

clientes, para melhor atendê-los. “Em todos os segmentos<br />

que atuamos temos como solução cortes finos e<br />

precisos, alto rendimento, melhor aproveitamento, sendo<br />

para madeira, marcenaria, carne e outros. Na madeira<br />

ARNO MURARA, GERENTE COMERCIAL DE<br />

EQUIPAMENTOS DO GRUPO MILL<br />

ment,” explains Arno Murara, Equipment Sales Manager.<br />

“Mill seeks to deliver solutions concerning saws to<br />

the market, from raw material to quality control, solutions<br />

in the various segments in which it operates, supply of<br />

products to customers and investments, cutting-edge<br />

technology, and innovation,” completes Marcelo Gobbi,<br />

Saw Blade Sales Manager.<br />

EFFICIENCY THAT WON OVER THE WORLD<br />

Mill Indústrias currently leads the domestic machine<br />

market for thin saw blades, with more than 400 projects<br />

in the various areas where the Company operates worldwide.<br />

In the domestic market, the Company’s activities are<br />

concentrated in the Southern and Southeastern Regions.<br />

JULHO <strong>2021</strong> 43


PRINCIPAL<br />

dispomos de lâminas de serra fita de alta performance<br />

sendo a melhor opção para clientes exigentes com cortes<br />

precisos e maior rentabilidade”, destaca Marcelo Gobbi.<br />

“A Mill resolve demandas de clientes que precisam<br />

incrementar a sua produção e especialmente para quem<br />

busca a instalação de uma indústria do zero. Com uma<br />

qualificada equipe de engenharia e desenvolvimento de<br />

produtos, a Mill compreende a demanda específica do<br />

cliente e indica o produto adequado para que o resultado<br />

almejado seja alcançado”, complementa Arno Murara.<br />

ESTAMOS AJUSTADOS<br />

PARA SUPRIR AS<br />

DEMANDAS DE MERCADO E O<br />

CRESCIMENTO DO SETOR<br />

MADEIREIRO, ASSIM COMO<br />

NAS DIVERSAS ÁREAS EM<br />

QUE ATUAMOS<br />

Still, Mill Indústrias’ solutions and services have already<br />

won over global customers and have already been contracted<br />

by companies in Latin America, Europe, Africa,<br />

and Asia. “Mill’s equipment is designed to generate high<br />

throughput and has the lowest material waste rates, which<br />

ensures profitability for customers,” says Equipment Sales<br />

Manager Murara.<br />

Much of Mill Indústrias’ success is precisely because<br />

the Company understands the need of customers to serve<br />

them better. “In all the segments in which we operate,<br />

we have thin and precise cut solutions, for better yield<br />

and utilization, whether for Saw Mills, Woodworking,<br />

Butchering, and others. For example, for sawmills, we<br />

have high-performance bandsaw blades being the best<br />

option for demanding customers with precise cut needs<br />

and higher profitability,” says Saw Blade Sales Manager<br />

Gobbi.<br />

Mill solves customer demands that need to increase<br />

their production and especially for those looking<br />

to install an industrial operation from scratch. With a<br />

qualified engineering and product development team,<br />

Mill understands the specific customer demand and indicates<br />

the appropriate product for the desired result to<br />

be achieved,” adds Equipment Sales Manager Murara.<br />

MARCELO GOBBI, GERENTE COMERCIAL<br />

DE SERRAS DO GRUPO MILL<br />

44 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


APRENDIZADO DURANTE A PANDEMIA<br />

A pandemia da Covid-19 tem impactado a sociedade<br />

mundial desde 2020 e no setor industrial não tem sido<br />

diferente. Dentro do mercado madeireiro no Brasil, algumas<br />

particularidades como a dificuldade na cadeia de<br />

suprimentos se mostraram visíveis, mas a Mill Indústrias<br />

conseguiu avançar mesmo diante das adversidades.<br />

“Precisamos inovar para encontrar soluções alternativas<br />

no trato com fornecedores para contornar as dificuldades<br />

em reposição de matéria-prima. Também tivemos que<br />

nos adaptar às medidas sanitárias recomendadas pelos<br />

órgãos competentes para assegurar a integridade dos<br />

colaboradores, mas ainda assim organizar-se com os<br />

afastamentos constantes, o que nos mostrou a força individual<br />

de nossos colaboradores”, lembra Arno Murara.<br />

Mas mesmo com todas essas adversidades, a Mill Indústrias<br />

sabe que o setor madeireiro terá grande responsabilidade<br />

na retomada econômica do Brasil e a empresa<br />

está preparada para ser parte desse desenvolvimento.<br />

“Atualmente os mercados em que atuamos estão<br />

com a demanda elevada, desta forma a Mill Indústrias<br />

contribui com o fornecimento e desenvolvimento de<br />

soluções nas diversas áreas em que atua através de máquinas<br />

e equipamentos, peças de reposição e assistência<br />

técnica especializada. Estamos ajustados para suprir as<br />

demandas de mercado e o crescimento do setor madeireiro,<br />

assim como nas diversas áreas em que atuamos”,<br />

finaliza Marcelo Gobbi.<br />

LEARNING DURING THE PANDEMIC<br />

The Covid-19 pandemic has impacted global society<br />

since 2020 and, within the <strong>Industrial</strong> Sector, it has been<br />

no different. Within the sawmill market in Brazil, some<br />

particularities, such as the difficulty in the supply chain,<br />

were visible, but Mill Indústrias managed to advance<br />

despite these adversities.<br />

“We needed to innovate to find alternative solutions<br />

in dealing with suppliers to overcome the difficulties in<br />

scarce raw materials. We also had to adapt to the sanitary<br />

measures recommended by the competent agencies<br />

to ensure the integrity of employees, but still organize<br />

ourselves with constant absences, which showed us the<br />

individual strength of our employees,” recalls Equipment<br />

Sales Manager Murara.<br />

But even with all these adversities, Mill Indústrias<br />

understands that the Sawmill Sector will play a significant<br />

role in the economic recovery of Brazil, and the Company<br />

is prepared to be part of this development.<br />

“Currently, the markets in which we operate have<br />

strong demand, so Mill Indústrias contributes to the supply<br />

and development of solutions in the various areas in<br />

which it operates through providing machinery and equipment,<br />

spare parts, and specialized technical assistance.<br />

We are adjusting to meet demand and also to the growth<br />

of the Sawmill Sector and in the other areas in which we<br />

operate,” concludes Saw Sales Manager Gobbi.<br />

JULHO <strong>2021</strong> 45


MERCADO<br />

SUCESSO<br />

INTERNACIONAL<br />

EMPRESA AMPLIA ATUAÇÃO<br />

PARA EXPORTAÇÃO DE<br />

MADEIRA E CONSEGUE<br />

INGRESSAR NOS<br />

MERCADOS EUROPEU E<br />

ASIÁTICO<br />

Fotos: Emanuel Caldeira<br />

A<br />

M.M. Wood Brazil é uma empresa<br />

do setor madeireiro sediada em<br />

Ponta Grossa, na região dos Campos<br />

Gerais do Paraná. Mesmo tendo forte<br />

atuação no mercado de ferramentas<br />

de corte, a companhia vislumbrou nas exportações<br />

de madeira uma oportunidade para crescimento.<br />

“A nossa transição de mercado foi muito boa,<br />

como todo o povo brasileiro, adoramos novos<br />

desafios e a mudança de cenário se deu por satisfatória.<br />

Tão satisfatória nossa transição que hoje<br />

possuímos contratos na Europa e Asia para mensalmente<br />

35 mil m³ de madeira de pinus serrada<br />

somando mais de US$ 12 milhões por mês”, explicou<br />

o responsável pelas relações comerciais da<br />

empresa, Felipe Macedo. A empresa iniciou suas<br />

atividades em 2010 e 9 anos depois começou as<br />

46 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


exportações de madeiras dimensionadas para as<br />

necessidades dos clientes, como por exemplo os<br />

setores de móveis, embalagens especiais e construção<br />

civil.<br />

“O mercado internacional está em grande<br />

crescente, foi um dos mercados menos prejudicados<br />

pela pandemia, a madeira do Brasil é sempre<br />

bem-vinda em muitos países. O que causa mais<br />

impacto são empresas que não cumprem contratos<br />

e acabam manchando a reputação brasileira,<br />

embora essas sejam situações raras”, aponta Felipe<br />

Macedo.<br />

Atualmente a empresa exporta para mercados<br />

como a China, Chipre, Emirados Árabes Unidos,<br />

Índia, Lituânia, Marrocos e Rússia. Além disso, a<br />

M.M. Wood Brazil também já está com planos<br />

para iniciar negócios nos EUA (Estados Unidos da<br />

América).<br />

“Estamos desenvolvendo para 2022 o mercado<br />

de Cerca estilo DOG Ear para o mercado americano,<br />

já estamos formando o armazém e toda<br />

estrutura nos EUA para competir com as maiores<br />

tradings. Esse projeto foi criado depois de muitos<br />

produtores desse setor reclamarem, porque<br />

apenas uma grande empresa atende esse mercado,<br />

e muitas vezes estão amarrados no preço<br />

imposto”, continuou Felipe Macedo.<br />

A M.M. Wood Brazil embarca atualmente<br />

apenas madeira de pinus reflorestado, mas já<br />

está buscando novos importadores na Ásia para<br />

a exportação de eucalipto. Para isso, a empresa<br />

conta com um parceiro comercial para desenvolver<br />

um produto que permite a secagem em estufa<br />

sem grandes rachaduras nesse tipo de madeira.<br />

Dessa forma é possível colocar maior volume<br />

desse produto nos contêineres, sendo essa uma<br />

das principais dificuldades no setor.<br />

“O mercado brasileiro é muito valorizado no<br />

mundo inteiro, e tem grande possibilidade de<br />

crescimento nos próximos anos. A maior dificuldade<br />

é a falta de pinus. Hoje temos o mercado<br />

de compensado em grande crescente, e muitos<br />

produtores de madeira serrada acabam ficando<br />

sem florestas”, finaliza Felipe Macedo.<br />

A NOSSA TRANSIÇÃO<br />

DE MERCADO FOI<br />

MUITO BOA, COMO TODO O<br />

POVO BRASILEIRO, ADORAMOS<br />

NOVOS DESAFIOS<br />

JULHO <strong>2021</strong> 47


CASE<br />

FUTURO<br />

DA CONSTRUÇÃO<br />

Fotos: Caleb Ribeiro<br />

WOOD FRAME OU CONSTRUÇÃO<br />

COM ESTRUTURA EM MADEIRA,<br />

GANHA ESPAÇO E SE TORNA<br />

TENDÊNCIA NO MERCADO<br />

48 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


A<br />

construção civil no Brasil cada vez mais<br />

tem utilizado madeira em aplicações<br />

estruturais, método conhecido como<br />

wood frame. Sistema construtivo racional<br />

que já é referência nos países mais<br />

desenvolvidos desde o século passado, apresenta<br />

diversos benefícios na arquitetura e engenharia.<br />

Um dos principais é a eficiência energética, que<br />

possibilita aos usuários maior conforto térmico em<br />

temperaturas baixas ou altas devido ao isolamento<br />

térmico empregado. Além disso, a construção em<br />

madeira reduz muito a geração de resíduos em comparação<br />

a alvenaria, auxiliando na preservação do<br />

meio ambiente e diminuindo o tempo final de construção.<br />

Referência em construções de madeira, a Terra<br />

Sol – Madeiras Ecológicas, trabalha desde 2002 nesse<br />

segmento sendo a primeira UPM (Usina de Preservação<br />

de Madeiras) no Estado de Santa Catarina com<br />

foco em madeira autoclavada para o mercado da<br />

construção civil.<br />

“Durante esses quase vinte anos acompanhamos<br />

e vivenciamos as evoluções técnicas do wood frame<br />

no Brasil. As construções passaram de meras casinhas<br />

pré-fabricadas em madeira para sistemas construtivos<br />

com alta tecnologia que utilizam madeira engenheirada<br />

para diversas aplicações, desde vedações e reves-<br />

timentos até complexas estruturas”, explica o diretor<br />

geral da Terra Sol, Marcos Jachimek Flores.<br />

A empresa utiliza atualmente as madeiras Pinus<br />

elliotti autoclavado e teca como materiais construtivos,<br />

elementos engenheirados, colados para uso estrutural<br />

(vigas e perfis diversos) e não estrutural como<br />

painéis (movelaria, revestimentos e acabamentos).<br />

Está realizando estudos para buscar outras espécies<br />

de madeiras que possam ser utilizadas para essas<br />

aplicações, desde que atendam aos critérios técnicos,<br />

estéticos e da sustentabilidade.<br />

“A madeira engenheirada é a evolução da madeira<br />

serrada maciça, limitações e defeitos da madeira<br />

maciça foram minimizados e até eliminados através<br />

desse novo produto. Por todo o contexto do mercado<br />

e pela tendência do aumento do uso de wood fra-<br />

A MADEIRA ENGENHEIRADA<br />

É A EVOLUÇÃO DA<br />

MADEIRA SERRADA MACIÇA<br />

MARCOS JACHIMEK FLORES,<br />

DIRETOR GERAL DA TERRA SOL<br />

JULHO <strong>2021</strong> 49


CASE<br />

me no Brasil, a perspectiva é aumentar o consumo e<br />

por consequência a nossa produção”, planeja Marcos<br />

Jachimek Flores.<br />

PROJETO MOD HOUSE<br />

A Terra Sol desenvolveu o projeto Mod House<br />

com foco na construção de estruturas de madeira,<br />

construção seca, modular, fácil, ágil e eficiente.<br />

“A ideia é prever a rápida montagem da estrutura<br />

principal que chega pré montada no canteiro de obra<br />

e posteriormente recebe os painéis estruturais secundários<br />

que representam a ossatura que sustentará<br />

suas paredes duplas, composta em sua face externa<br />

por OSB, manta hidrófuga e revestimento externo em<br />

madeira, a face interna é customizável podendo ser<br />

composta por gesso acartonado, forro em madeira<br />

ou até mesmo placas cimentícias, de forma que atenda<br />

a necessidade específica de cada cliente”, pontua<br />

o diretor técnico comercial da Terra Sol, Thiago Streck<br />

Peres.<br />

A Terra Sol utiliza lã de pet no interior das paredes<br />

para o isolamento termo acústico, além dos módulos<br />

estruturais, com previsão de forro de madeira internamente<br />

na cobertura, manta impermeabilizante e<br />

telhas isotérmicas. O piso do térreo pode ser em ma-<br />

deira, cerâmico ou outro material da preferência.<br />

“O mercado da madeira engenheirada no Brasil<br />

está apenas começando. É evidente o quanto podemos<br />

agregar de qualidade ao material construtivo<br />

madeira quando produzida em sistema de colagem<br />

industrial para ser utilizada dentro do conceito wood<br />

frame. É o produto que oferece o melhor custo-benefício<br />

como material construtivo, considerando os<br />

atributos de qualidade, durabilidade, resistência, estética<br />

e sustentabilidade. Os fatos deixam claro que<br />

o uso do wood frame no Brasil é uma realidade e não<br />

tem volta”, finaliza Marcos Jachimek Flores.<br />

OS FATOS DEIXAM CLARO<br />

QUE O USO DO WOOD<br />

FRAME NO BRASIL É UMA<br />

REALIDADE E NÃO TEM VOLTA<br />

MARCOS JACHIMEK FLORES,<br />

DIRETOR GERAL DA TERRA SOL<br />

50 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


Serra circular automática<br />

série sc<br />

Alta Robustez;<br />

Facil operação de alinhamento da tora por rolos;<br />

Velocidade de avanço da tora variável por inversor de frequência;<br />

serras circulares com insertos de cortes em metal duro (Wídea);<br />

Diâmetro máximo da tora 500 mm<br />

Velocidade da esteira 26 m/min<br />

Modelos de Fabricação<br />

SC14 - 1400 mm<br />

SC24 - 2400 mm<br />

SC28 - 2800 mm<br />

máquinas robustas aliadas<br />

a grandes resultados<br />

Av. Fahdo Thomé, 2010<br />

Bom Jesus, Caçador - SC<br />

(49) 3567-0818<br />

<br />

picoloto@picoloto.ind.br<br />

www.picoloto.ind.br


MARCENARIA<br />

52 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


CHURRASCO<br />

E ROCK ‘N’ROLL<br />

TIO E SOBRINHO EMPREENDEM NA MARCENARIA, CRIANDO TÁBUAS DE<br />

CARNE E DIVERSOS ITENS INSPIRADOS EM BANDAS CLÁSSICAS DO ROCK<br />

Fotos: divulgação<br />

JULHO <strong>2021</strong> 53


MARCENARIA<br />

Q<br />

uem nunca desejou largar tudo e abraçar<br />

os sonhos profissionais? Colocando a realização<br />

pessoal e o empreendedorismo<br />

como foco? Foi o que dois Rafaéis de<br />

Curitiba (PR) decidiram criar, um negócio<br />

que unisse duas paixões nacionais: churrasco e rock ‘n’<br />

roll.<br />

Rafael Rodrigues (o Rafão) e seu sobrinho Rafael<br />

Magalhães (o Rafinha) criaram em outubro de 2017, a<br />

Steppenwood, marca que reúne diversos itens para<br />

o churras como tábuas de carnes, estojos para faca e<br />

aventais, inspirados em bandas clássicas e personalidades<br />

do rock.<br />

“Quando fazíamos as peças ouvindo rock em um radinho<br />

velho, vinham inspirações para novas tábuas e as<br />

coisas foram acontecendo, as peças foram surgindo naturalmente<br />

em cima de uma vontade de poder ser mais<br />

livre e colocar nossa identidade nos nossos produtos”,<br />

explicou Rafão.<br />

Confira na íntegra a entrevista com Rafael Rodrigues:<br />

COMO RAFÃO E RAFINHA TIVERAM A IDEIA<br />

DE CRIAR A STEPPENWOOD?<br />

Somos parceiros desde sempre. A gente se une muito<br />

por várias coisas que a gente curte muito, que é churrasco,<br />

cerveja e festa. Sempre que nos juntamos para<br />

fazer churrasco, vimos que gostamos desse rolê, sempre<br />

nos vimos envolvidos com isso, tentamos trazer coisas<br />

novas e vimos que as carnes foram melhorando cada vez<br />

mais. Os acessórios, as facas, temperos, até o sal mesmo<br />

e as tábuas sempre eram simples.<br />

Aí pensamos, em um desses churrascos, em criar<br />

tábuas diferentes, um negócio fora do normal, mas isso<br />

ficou com uma brincadeira, em uma viagem nossa. Nessa<br />

época trabalhava com outra coisa, em uma fábrica de<br />

plástico, que não tinha nada a ver com madeira, embora<br />

até tinha umas ferramentas, mas não uma oficina.<br />

O Rafinha é designer gráfico e trabalhava com publi-<br />

54 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


OS CRIADORES DA STEPPENWOOD,<br />

RAFAEL RODRIGUES (O RAFÃO, A<br />

ESQUERDA) E SEU SOBRINHO RAFAEL<br />

MAGALHÃES (O RAFINHA, A DIREITA)<br />

cidade. Ambos estávamos insatisfeitos com o que estávamos<br />

fazendo. Aí em um dia tudo aconteceu com pisca<br />

para a direita, estava indo trabalhar e tive uma catarse,<br />

que se fosse para a esquerda ia manter a segurança do<br />

meu trabalho e até uma vida confortável. Mas decidi ir<br />

para a direita.<br />

Fui em uma loja que vende produtos para marcenaria<br />

e decidi fazer tábuas para churrasco. Comprei uma<br />

lixadeira, passei em uma madeireira, comprei um pedaço<br />

qualquer de madeira, passei no meu sogro e peguei<br />

uns degraus velhos da escada dele. Aí as ideias foram<br />

surgindo, pensei em tábuas mais iradas, buscando referências<br />

em guitarras e outros instrumentos.<br />

Então liguei para o Rafinha e ele perguntou se tinha<br />

tomado alguma coisa, se já estava meio louco de manhã.<br />

Aí expliquei que queria ele me ajudando a traduzir<br />

e colocar no papel essas ideias. Quando voltei para casa<br />

naquele dia, decidi que todas as tábuas seriam batizadas<br />

com nomes de bandas, músicas, instrumentos e<br />

de groupies famosas. Comecei a desenhar e a primeira<br />

tábua parecia uma pá de obra, tenho ela até hoje, inclusive.<br />

Quando o Rafinha me encontrou montamos algumas<br />

ideias, até peguei uns paletes em uma construção perto<br />

de casa e fiz com eles a primeira mesa para fazermos os<br />

desenhos e os cortes. Foi assim que começamos, com<br />

muita vontade de mudarmos de vida.<br />

A partir daquele dia, fomos fazendo as peças nos finais<br />

de semana, enchendo os vizinhos, deixando os carros<br />

fora da garagem, fazendo sujeira e a minha mulher<br />

brigando comigo todo dia. Mas pedi demissão da fábrica,<br />

o Rafinha começou a desenhar as tábuas e criamos<br />

o que gostaríamos de ter, que as pessoas iriam sentar<br />

com os amigos e ter prazer de colocar a carne. Porque<br />

principalmente, nos baseamos nessa confraternização,<br />

em poder estar juntos.<br />

Quando fazíamos as peças ouvindo rock em um radinho<br />

velho, vinham inspirações para novas tábuas e as<br />

coisas foram acontecendo, as peças foram surgindo naturalmente<br />

em cima de uma vontade de não querer mais<br />

trabalhar aonde estávamos, de não precisar usar mais<br />

crachá, de poder ser mais livre e colocar nossa identidade<br />

nos nossos produtos e conseguimos fazer sucesso.<br />

COMO É O PROCESSO DE FABRICAÇÃO DAS<br />

PEÇAS DA STEPPENWOOD?<br />

A gente não entendia nada de madeira, tinha trabalhado<br />

só uma vez com pisos para a construção civil.<br />

Mas queríamos sempre levar o melhor produto possível<br />

e por isso fomos estudar sobre o assunto. No início,<br />

pegávamos as madeiras recomendadas nas marcenarias<br />

e muitas vezes essas matérias-primas eram inferiores na<br />

qualidade, não eram tão bonitas, mas eram o que tínhamos<br />

disponível.<br />

JULHO <strong>2021</strong> 55


MARCENARIA<br />

Então fomos fazendo um garimpo para tentarmos<br />

achar novos fornecedores, buscando referências com<br />

quem já fabricava essas peças e aí descobrimos um tipo<br />

de madeira que usamos até hoje. As tábuas de churrasco<br />

precisam ter uma resistência grande, mas ao mesmo<br />

tempo não pode dar cheiro ou gosto na carne, ou seja,<br />

não podem ter nenhuma resina. Outra questão é que<br />

não queríamos fazer com madeira de reuso ou madeira<br />

de demolição, justamente por não saber o passado<br />

dela, se já teve contato com produto químico ou algo<br />

do tipo.<br />

Fomos para fora de Curitiba para tentar achar a madeira<br />

ideal e conseguimos com um fornecedor do Pará,<br />

com uma madeira de manejo da Floresta Amazônica,<br />

chamada muracatiara, que une todas as características<br />

ideais, inclusive por não ser muito dura, para não tirar o<br />

fio da faca de corte e o primeiro acessório que um cara<br />

aficionado por churrasco compra é a faca e se tirar o fio<br />

dela não vai ser agradável. Além disso, madeiras muito<br />

moles como teca, pinos e eucalipto, que são madeiras<br />

menos densas, riscam demais, então elas marcam mais e<br />

vão apresentar maior desgaste na tábua.<br />

Estamos trabalhando em uma madeira que tem anos<br />

na natureza, então tem que ser feito manualmente, porque<br />

em cada peça queremos tirar o que a madeira tem<br />

de melhor, principalmente os efeitos, que é uma coisa<br />

que ninguém tem controle, é a natureza que faz.<br />

Por isso, toda vez que planamos em uma madeira<br />

bruta, vemos os nós, trincas, rachados, névoas, capelas<br />

bem definidas, para nós é uma alegria imensa. Sempre<br />

tentamos tirar o máximo possível do que a natureza nos<br />

proporcionou. Assim mantemos muito cuidado na escolha<br />

da madeira, viajo para lá e seleciono as peças que<br />

quero, já imaginando partes das tábuas.<br />

Só compramos matéria-prima com toda a documentação<br />

correta, com a possibilidade de rastreio e<br />

certificações necessárias. Madeira sem documento e<br />

sem procedência não entra na nossa empresa, inclusive<br />

caso chegue até nós uma oferta desse tipo, notificamos<br />

as autoridades. Nossa visão e nossos valores não são<br />

negociáveis.<br />

Pela qualidade da madeira, conseguimos otimizar o<br />

máximo possível desse recurso. Com ela aqui, fazemos<br />

os desenhos, pegamos os moldes e iniciamos o corte<br />

manualmente.<br />

Depois a lixada, temos um grande diferencial. Normalmente<br />

se usa em tábuas de carnes uma lixa de grão<br />

150, uma lixa fina, podendo passar para a 220, 320, 400<br />

ou dependendo da tábua, 600. Algumas tábuas que utilizamos<br />

resina de epóxi no cabo usamos a lixa 1200, para<br />

dar um acabamento perfeito.<br />

Após esse processo, fazemos uma impermeabiliza-<br />

56 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


ção na tábua com produtos naturais e próprios para o<br />

uso culinário, sendo todos atóxicos. Damos preferência<br />

para óleos minerais, porque os óleos vegetais podem<br />

deixar um gosto ruim na peça. Esse óleo consegue impermeabilizar,<br />

aumenta a cor, deixando a madeira mais<br />

bonita.<br />

Pegamos uma empresa de engenharia química para<br />

desenvolver essa formulação e eles fizeram uma pasta<br />

com base na cera de abelha, junto de um óleo com vitamina<br />

E para deixar a peça mais hidratada. Ainda usamos<br />

óleos essenciais de alecrim e orégano, que são antibactericidas<br />

naturais.<br />

A tábua sai daqui pronta e junto com ela vai uma<br />

pasta para que os clientes possam fazer a manutenção<br />

depois de usar. Então lavando e secando ela adequadamente,<br />

passando a pasta, garante uma tábua limpa,<br />

hidratada e conservada por um bom tempo.<br />

A importância da matéria-prima para a peça final é<br />

fundamental. Ter uma madeira com uma boa densidade,<br />

umidade, que não trinque com facilidade, porque<br />

mesmo uma madeira maciça pode trincar caso não<br />

tenha cuidado. Fora que madeiras com desenhos são<br />

importantes pela questão visual, outras possibilitam melhor<br />

polimento. Por isso temos que ser criteriosos nessa<br />

escolha.<br />

ATUALMENTE, QUAL O PORTFÓLIO DA<br />

EMPRESA?<br />

Nosso portifólio aumentou. Nós incluímos aventais<br />

de tecido, couro e jeans. Também temos estojos para<br />

faca, tudo voltado para o churrasco. Hoje nossa produção<br />

está saturada, então não temos muito espaço para<br />

desenvolver outros produtos, embora temos parceiros<br />

que desenvolvem outras peças de madeira.<br />

O churrasco é divido em dois ambientes: o indoor,<br />

que é o churrasco em casa, em uma churrasqueira, cozinha<br />

gourmet. Já o outro é o outdoor, que é o ambiente<br />

para o cara fazer o churrasco onde der.<br />

Aí estamos trabalhando para desenvolver produtos<br />

também para essa situação. Atualmente nossas vendas<br />

são feitas basicamente pelo site, mas temos revendas<br />

em boutiques de carne. Então monitoramos essas lojas<br />

para desenvolver parcerias com exclusividade nos<br />

nossos produtos. Confira o portifólio completo da Steppenwood<br />

no site www.steppenwood.com.br<br />

AS TÁBUAS DE CHURRASCO<br />

PRECISAM TER UMA<br />

RESISTÊNCIA GRANDE, MAS AO<br />

MESMO TEMPO NÃO PODE DAR<br />

CHEIRO OU GOSTO NA CARNE<br />

JULHO <strong>2021</strong> 57


EVENTO<br />

58 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


SILVICULTURA<br />

AO ALCANCE<br />

DE TODOS<br />

EVENTO ONLINE CONTOU COM<br />

PALESTRAS DE GRANDES NOMES DA<br />

ÁREA DE SILVICULTURA TRATANDO<br />

DE TEMAS QUE ENVOLVEM TODO O<br />

PROCESSO DE PLANTIO<br />

Fotos: Emanoel Caldeira<br />

JULHO <strong>2021</strong> 59


EVENTO<br />

N<br />

o dia 29 de junho foi realizado o<br />

workshop online: Silvicultura de alta<br />

performance: do plantio à indústria.<br />

Foi o primeiro evento 100% online<br />

realizado pela Revista Referência e foi dedicado<br />

aos profissionais, entusiastas e até mesmo para<br />

quem pouco conhecia sobre o cenário da silvicultura<br />

nacional. Como o nome do evento explica,<br />

os temas passaram por todo o caminho, desde<br />

a preparação do solo, a poda, escolha de espécies,<br />

cuidado com pragas e industrialização da<br />

madeira.<br />

Mesmo andando pela primeira vez em um<br />

evento nesta plataforma, a seleção de palestrantes<br />

e formato do evento, deixou todos confiantes.<br />

Fábio Machado, sócio e diretor comercial da<br />

Referência, valorizou muito o conteúdo oferecido<br />

durante as palestras sobre a importância de ter<br />

uma madeira bem manejada que valoriza a indústria<br />

da madeira. “Nós selecionamos um grande<br />

time, pessoas muito capacitadas, para trabalhar<br />

esse assunto que é um calcanhar de Aquiles no<br />

setor florestal”, completou Fábio.<br />

O evento foi dividido em três blocos com<br />

dois palestrantes em cada um deles. O primeiro<br />

foi Pedro Francio Filho, Diretor da Francio Solu-<br />

60 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


ções Florestais. Pedro trouxe para o workshop o<br />

tema Silvicultura com foco em alta performance.<br />

Em sua apresentação ele mostrou o processo<br />

geral de como é feito o planejamento em silvicultura,<br />

destacando o tempo necessário para que<br />

o plantio seja de melhor proveito, a análise que<br />

deve ser feita antes mesmo da primeira semente<br />

ou muda ir para o solo. Depois disso, Francio<br />

ressalta que mesmo com planejamento, pode dar<br />

errado, por isso os dados fazem total diferença.<br />

“Em Deus confiamos, o restante, tragam dados”,<br />

brinca Pedro Francio ao dar ainda mais valor à<br />

pesquisa e organização do plantio.<br />

Após sua apresentação, Francio comentou a<br />

qualidade dos conteúdos. “Se pudesse comparar<br />

com futebol, foram vários atacantes que vieram<br />

aqui para falar sobre Silvicultura no Brasil.”<br />

O segundo palestrante foi José Carlos Vieira<br />

de Almeida, Diretor da Laborsolo, que apresentou<br />

o tema: Análises laboratoriais de solo e folhas.<br />

José Carlos destacou o valor de desenvolver<br />

e dar mais atenção para a formação da raiz das<br />

árvores. “Somos visuais, vemos sempre a parte<br />

aérea da planta, mas precisamos valorizar a formação<br />

da raiz”, alerta Vieira. Ele destacou que<br />

dentre os mais de cinquenta fatores que podem<br />

afetar um plantio, o único que pode ser afetado<br />

por ação humana é a fertilização do solo. “A<br />

vida do solo é a vida das plantas”, valoriza José<br />

Carlos, que salientou o cuidado com o solo em<br />

relação ao plantio das árvores.<br />

No segundo bloco do evento o primeiro<br />

palestrante foi Laurindo Salante, Diretor da<br />

Planflora Mudas Florestais, que falou sobre:<br />

Qualidade na produção de mudas de pinus e<br />

eucaliptos. Laurindo destacou a importância do<br />

melhoramento genético que fez total diferença<br />

na produção de papel, celulose e até mesmo<br />

para a produção moveleira com as árvores que<br />

sua empresa é especializada. “Preocupados<br />

com esse cenário, resolvemos fazer uma seleção<br />

de matrizes com fenótipos excepcionais para a<br />

produção de clones dedicados exclusivamente à<br />

indústria madeireira”, enalteceu Laurindo. Nesse<br />

processo, foram selecionados os melhores espécimes<br />

que se destacavam dentro dos padrões<br />

estabelecidos pelas normas da ABNT. “Montamos<br />

um banco de dados para fazer análise e<br />

através de um sistema de análise selecionamos a<br />

melhor matriz para a indústria moveleira”, salientou<br />

Laurindo referindo-se à espécie que mais se<br />

SE PUDESSE<br />

COMPARAR COM<br />

FUTEBOL, FORAM VÁRIOS<br />

ATACANTES QUE VIERAM AQUI<br />

PARA FALAR SOBRE<br />

SILVICULTURA NO BRASIL<br />

PEDRO FRANCIO FILHO<br />

JULHO <strong>2021</strong> 61


EVENTO<br />

A MADEIRA DE<br />

CICLO LONGO COM<br />

MULTIPRODUTOS É A<br />

MADEIRA QUE PRECISAMOS<br />

IMPLANTAR NO PAÍS<br />

GABRIEL MACHADO MARQUES<br />

destacou em sua empresa, o Eucalyptos grandis<br />

nplanflora GPC 32.<br />

O segundo palestrante do bloco foi Ricardo<br />

Vilela, diretor da Bela Vista Florestal, com o tema:<br />

Madeiras Nobres: melhoramento genético e<br />

produção florestal de cedro australiano. O cedro<br />

australiano já está presente no Brasil há mais de<br />

40 anos e a Bela Vista está neste ramo há mais de<br />

20. “O cedro australiano é uma madeira de fácil<br />

adaptação, que vai rapidamente do desbaste<br />

para o corte com mais de 50 cm de diâmetro em<br />

um período curto de tempo”, apontou. Ricardo<br />

ainda destaca, que em apenas 12 anos, o cedro<br />

australiano já se torna uma madeira nobre com<br />

alta valorização e qualidade para o corte, fazendo<br />

dela uma espécie com rentabilidade em médio<br />

prazo muito alta. “O mercado quer madeira de<br />

alta qualidade, segurança tecnológica, produtividade,<br />

origem, padrão, continuidade de fornecimento<br />

e perspectiva de fornecimento”, explica<br />

Vilela, destacando como o cedro australiano se<br />

enquadra em todos estes fatores.<br />

Já no último bloco, para trazer o tema:<br />

Manejo integrado de pragas, o palestrante foi<br />

Alexandre Coutinho Vianna Lima, diretor da MIP<br />

Florestal. Alexandre abriu sua palestra explicando<br />

que muito mais que tratar de pragas; o trabalho<br />

da empresa passa por outros passos. “Fazemos<br />

consultoria, levantamento de entomofauna (análise<br />

de insetos presentes na região), treinamento<br />

de equipes, ensaios técnicos e monitoramento<br />

e manejo”, elanca Alexandre. Durante sua apresentação,<br />

deu grande destaque ao controle de<br />

pragas não como uma certeza de sucesso, mas a<br />

garantia de que sua safra não vai falhar. “Investir<br />

em manejo integrado de pragas não significa<br />

aumento proporcional do volume final, mas sim<br />

a garantia de que pragas não venham a comprometer<br />

o resultado almejado”, completou.<br />

Por último, Gabriel Machado Marques, diretor<br />

do Grupo SERF, tratou do tema: Secagem,<br />

beneficiamento e industrialização da madeira.<br />

Gabriel primeiro fez um breve resumo de tudo<br />

62 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


que foi visto, valorizando as apresentações que<br />

vieram antes e seria concluída por ele e logo<br />

após deu destaque para algo que ainda não está<br />

tão disseminado no Brasil e que se apresenta<br />

como uma grande oportunidade de mercado.<br />

“A madeira de ciclo longo com multiprodutos é<br />

a madeira que precisamos implantar no país” valoriza<br />

Gabriel. A madeira com manejo correto foi<br />

outro destaque de sua palestra, que enquadrou a<br />

importância do trato correto com a árvore desde<br />

seus primeiros momentos. “Uma madeira bem<br />

manejada pode entregar um produto que chega<br />

a valer três ou quatro mil reais, depois de seu<br />

processamento”, conclui Marques.<br />

Se ficou curioso e quer saber todos os detalhes<br />

do evento, pode assistí-lo no canal do youtube<br />

da Revista Referência, onde o workshop foi<br />

transmitido e está disponibilizado.<br />

NÓS SELECIONAMOS<br />

UM GRANDE TIME,<br />

PESSOAS MUITO CAPACITADAS,<br />

PARA TRABALHAR ESSE<br />

ASSUNTO QUE É UM<br />

CALCANHAR DE AQUILES NO<br />

SETOR FLORESTAL<br />

FÁBIO MACHADO<br />

JULHO <strong>2021</strong> 63


EXPORTAÇÃO<br />

COMPETITIVIDADE<br />

INTERNACIONAL<br />

Fotos: divulgação<br />

PROJETO BRAZILIAN FURNITURE<br />

TEM SE DESTACADO NO FOMENTO<br />

DAS EXPORTAÇÕES PARA A<br />

INDÚSTRIA NACIONAL DE MÓVEIS<br />

64 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


JULHO <strong>2021</strong> 65


EXPORTAÇÃO<br />

C<br />

om foco no fomento das exportações para<br />

a indústria brasileira de móveis, a ABIMÓ-<br />

VEL (Associação Brasileira das Indústrias do<br />

Mobiliário e da Apex-Brasil) criou o Projeto<br />

Brazilian Furniture.<br />

A iniciativa foi criada em 2007, sendo retomada em<br />

2014 e tem prazo de renovação de 2 em 2 anos, com o<br />

último vínculo tendo sido firmado até 2023.<br />

As empresas associadas ao projeto recebem relatórios<br />

periódicos com informações de inteligência do<br />

mercado, como o Anuário Brasil Móveis, a Conjuntura<br />

Mensal do Setor de Móveis, Monitoramento Mensal das<br />

Exportações de Móveis, estudos e panoramas de mercados-alvos,<br />

entre outras pesquisas.<br />

Ainda são realizadas ações em diversos segmentos<br />

para promover essas empresas junto de compradores<br />

internacionais, como o Projeto Comprador e outras viagens<br />

internacionais de comércio.<br />

Atualmente fazem parte do Brazilian Furniture cerca<br />

de 160 empresas, todas associadas da ABIMÓVEL.<br />

“Essas empresas respondem atualmente por 46% do<br />

total exportado pelo setor moveleiro no Brasil, graças a<br />

um arrojado calendário de ações com foco na internacionalização<br />

da indústria de móveis brasileira, baseando-se<br />

no tripé: design integrado à indústria, sustentabilidade<br />

e competitividade”, relata a diretora executiva da<br />

ABIMÓVEL, Cândida Cervieri.<br />

Segundo números da ABIMÓVEL, somente nos dois<br />

últimos anos, as empresas participantes do Brazilian Furniture<br />

conseguiram aumentar em 47% as exportações no<br />

período, com R$ 650 milhões gerados em receitas. Esse<br />

montante equivale a 46% de todos os embarques para o<br />

exterior da indústria moveleira entre 2018 e 2020.<br />

“A indústria de móveis no Brasil exerce um papel de<br />

destacada relevância tanto na cadeia produtiva na qual<br />

ela está inserida quanto na economia como um todo,<br />

sendo a sexta maior produtora de móveis no mundo e<br />

a oitava cadeia que mais emprega no Brasil, ou seja, é<br />

intensiva em produção e mão-de-obra, representando<br />

1.2% do Produto Interno Bruto nacional e exportando<br />

para mais de 121 mercados”, aponta Cândida Cervieri.<br />

Entre os mercados acessados pelo programa estão<br />

a Alemanha, Chile, Emirados Árabes, EUA (Estados Unidos<br />

da América), México, Peru, Reino Unido e o Canadá,<br />

com a Colômbia, França, Índia, Itália e Panamá tendo<br />

conversas avançadas para entrarem nessa lista.<br />

“Estes mercados-alvos são selecionados após criteriosas<br />

pesquisas, análises e diagnósticos de negócios.<br />

Os compradores internacionais também são selecio-<br />

66 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


nados com base em relevância do país-alvo; potencial<br />

de compra; segmento de atuação; convergência da<br />

demanda com a oferta da indústria brasileira; mercado<br />

de posicionamento”, completa a diretora executiva da<br />

ABIMÓVEL.<br />

APOIO AS EMPRESAS<br />

A Móveis James é uma das empresas parceiras do<br />

Brazilian Furniture e tem aprovado a experiência dentro<br />

do projeto.<br />

“Sem dúvida alguma o maior benefício do Brazilian<br />

Furniture, é a possibilidade que temos de desenvolver<br />

novos mercados no mercado internacional. Sendo através<br />

de participações em Feiras internacionais e Rodadas<br />

de negócios. É um processo evolutivo, e de amadurecimento,<br />

pois sempre aparecem novos desafios e grande<br />

aprendizado”, avalia o diretor comercial da Móveis James,<br />

Jaime Pfutzenreuter.<br />

A Móveis James exporta atualmente para países da<br />

América do Sul, América Latina, América do Norte e<br />

Europa, com uma linha de produtos que engloba poltronas,<br />

cadeiras, mesas, aparadores, mesas de apoio<br />

(centro e lateral).<br />

“Este programa idealizado pela ABIMÓVEL e com<br />

o apoio dos associados e Apex, promove o nosso setor<br />

no mercado internacional, possibilitando as indústrias<br />

alcançar novos mercados. O móvel brasileiro está em<br />

constante evolução e podemos ver muitas empresas<br />

buscando o mercado internacional com ótimos produtos<br />

e design, algumas sendo premiadas em concursos internacionais,<br />

despertando o interesse dos compradores<br />

mundo afora”, enaltece Jaime Pfutzenreuter.<br />

As empresas interessadas em participarem do Brazilian<br />

Furniture podem entrar em contato com a ABIMÓ-<br />

VEL pelos e-mails comercial@brazilianfurniture.org.br ou<br />

controladoria@abimovel.com.<br />

ESTES MERCADOS-ALVOS SÃO<br />

SELECIONADOS APÓS<br />

CRITERIOSAS PESQUISAS, ANÁLISES E<br />

DIAGNÓSTICOS DE NEGÓCIOS<br />

CÂNDIDA CERVIERI, DIRETORA<br />

EXECUTIVA DA ABIMÓVEL<br />

JULHO <strong>2021</strong> 67


ARTIGO<br />

CONTROLE DE<br />

CONTAMINAÇÃO EM<br />

SISTEMAS HIDRÁULICOS:<br />

OTIMIZAÇÃO EM MÁQUINAS<br />

DE CORTE FLORESTAL<br />

Foto: divulgação<br />

NASCIMENTO, JHEILA TAINÁ SANTOS<br />

REVISTA CIENTÍFICA MULTIDISCIPLINAR NÚCLEO<br />

DO CONHECIMENTO. ANO 05, ED. 05, VOL. 11,<br />

PP. 05-20.<br />

ARESUMO<br />

tualmente, o mercado vive um cenário competitivo,<br />

onde as grandes fábricas estão<br />

buscando de modo contínuo maneiras de<br />

melhorar a qualidade dos produtos e serviços,<br />

procurando alcançar altos níveis de produção<br />

e lucratividade. Tratando-se de sistemas<br />

hidráulicos, um meio de transmissão de energia que<br />

visa o aperfeiçoamento de sistemas para os mais diversos<br />

processos produtivos industriais, possibilitando a automatização,<br />

através da geração e controle de movimentos.<br />

Diversos fabricantes e organizações de padronização têm<br />

mostrado a importância do controle de contaminação<br />

do fluido justificando o maior rendimento dos sistemas<br />

automatizados, assim como a produtividade dos processos<br />

industriais. Essa contaminação, que ocorre na forma<br />

de partículas sólidas devido a deterioração do metal ou<br />

corpos estranhos no fluido, causa aceleração do desgaste<br />

dos componentes hidráulicos, minimizando a eficiência e<br />

vida útil destes. Este estudo tem como proposta realizar<br />

uma breve análise de controle da redução de contaminantes<br />

sólidos de máquinas de corte florestal, por meio<br />

da instalação de sistema de filtragem off-line, agregado<br />

ao sistema hidráulico principal da máquina e comprovado<br />

por meio de equipamentos de monitoramento em padrões<br />

normatizados. Com base em livros, apostilas de fabricantes<br />

de componentes hidráulicos e artigos conclui-se<br />

que o impacto da contaminação do fluido hidráulico está<br />

diretamente relacionado a vida útil dos componentes,<br />

a capacidade produtiva e lucrativa das máquinas com o<br />

menor número de paradas não programadas possíveis,<br />

interrupções e manutenções evitáveis.<br />

Palavras-chave: Controle de contaminação, fluidos hidráulicos,<br />

sistemas hidráulicos, manutenção em máquinas<br />

de corte florestal.<br />

68 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


INTRODUÇÃO<br />

Para Linsingen (2008), sistema hidráulico é um conjunto<br />

de elementos físicos associados de forma apropriada<br />

que, utilizando um fluido como meio de transferência<br />

de energia, possibilita a transmissão e controle de movimentos.<br />

E um dos componentes essenciais independentemente<br />

de qualquer área operacional, é sem dúvida o<br />

fluido hidráulico.<br />

Munson (2004) aponta que, notadamente, um fluido<br />

é determinado como uma substância que deforma constantemente<br />

quando submetida a determinada pressão.<br />

O fluido hidráulico é a parte integrante essencial para o<br />

início do funcionamento de um sistema hidráulico industrial.<br />

Ele serve para realizar a transmissão de energia, age<br />

como um lubrificante criando uma película protetora, atuando<br />

também como um veículo de transferência de calor<br />

(Parker, 2018). Suas características de redução do atrito<br />

são estudadas por meio da tribologia, ciência que explora<br />

os fenômenos desencadeados por intermédio do atrito.<br />

Sendo possível encontrá-los em seus diversos tipos,<br />

como, óleos sintéticos, minerais, a base de água, vegetais<br />

e específicas aplicações através de aditivos incorporados<br />

para melhorar o desempenho usual, como, excelente<br />

resistência a altas temperaturas, a sistemas abrasivos, inibidores<br />

de corrosão e oxidação, entre outros.<br />

Os elementos basilares identificados como fontes de<br />

contaminação em um sistema hidráulico são particulados<br />

sólidos, água e ar, visto que a contaminação por partículas<br />

sólidas é a mais comum, podendo ser gerada internamente<br />

durante a operação do sistema, por meio de desgaste<br />

abrasivo dos equipamentos, devido a interação de corpos,<br />

ou desgaste adesivo quando ocorre a perda do filme<br />

de óleo permitindo o contato direto entre superfícies<br />

metálicas em movimento, ou ainda por meio de desgaste<br />

corrosivo, por meio de contaminação de água causando<br />

uma reação química que se degrada constantemente.<br />

A contaminação ainda pode ser, de origem externa<br />

ao sistema hidráulico, por meio das tampas de reservatórios<br />

mau condicionadas, vedações desgastadas das<br />

hastes dos cilindros, ambientes hostis ou através do simples<br />

abastecimento de fluido novo não classificado de<br />

acordo com as exigências dos equipamentos do sistema<br />

hidráulico, pois o fluido novo não é obrigatoriamente um<br />

fluido limpo e apto para operar com os componentes<br />

hidráulicos. Tradicionalmente, um tambor de óleo hidráulico<br />

recém-aberto é diretamente utilizado, porém esse<br />

fluido não está apropriadamente apto para ser usado em<br />

sistemas hidráulicos ou lubrificantes, por não está limpo<br />

(Parker, 2018), essa contaminação pode causar redução na<br />

produção (paradas não programadas), custo de reposição<br />

de equipamentos onerosos, aumento do índice de sucata,<br />

baixa vida útil dos componentes hidráulicos, como válvulas,<br />

cilindros e acessórios, custos no descarte e reposição<br />

do fluido, e aumento nos gastos gerais de manutenção<br />

preventiva e corretiva.<br />

ção de sistemas de filtragem, do tipo, filtros de ar, sucção,<br />

pressão, retorno, e em alguns casos até o sistema de filtragem<br />

off-line. Na figura 1 demonstra-se o circuito básico<br />

de um sistema off-line de filtragem.<br />

Também referida como recirculagem ou filtragem<br />

auxiliar, este sistema é totalmente independente de um<br />

sistema hidráulico principal de uma máquina. A filtragem<br />

off-line consiste em uma bomba, filtro, motor elétrico e os<br />

sistemas de conexões. Estes componentes são instalados<br />

fora da linha como um pequeno subsistema separado das<br />

linhas de trabalho ou incluído em um sistema de resfriamento.<br />

O fluido é bombeado fora do reservatório através<br />

do filtro e retorna para o reservatório em um ciclo contínuo.<br />

(Parker, 2018, p.48).<br />

CONTROLE DA QUALIDADE DO FLUIDO<br />

HIDRÁULICO<br />

A filtragem off-line é capaz de reduzir uma parcela<br />

significativa da quantidade de contaminantes sólidos<br />

presentes no fluido hidráulico, categorizando-o de acordo<br />

com as normas internacionais que definem os padrões da<br />

qualidade de limpeza do fluido hidráulico.<br />

Há, portanto, a necessidade de se determinar com<br />

clareza e precisão, qual o nível de limpeza que o fluido<br />

deve ter, para garantir o perfeito funcionamento dos sistemas<br />

hidráulicos. Há muitos anos, organizações como:<br />

NFPA, ASTM, SAE, ISO, NAS; entre outras, têm estabelecido<br />

critérios para determinar o nível de contaminação<br />

dos fluidos. Atualmente, as normas internacionais mais<br />

aceitas são a ISO 4406 e NAS 1638, as quais passamos a<br />

descrever. A escala de referência de contaminação é usada<br />

para detectar ou corrigir os problemas. A contagem de<br />

partículas é o método mais comum para obter-se níveis<br />

de padrão de limpeza. São usados instrumentos ópticos<br />

muito sensíveis para contar o número de partículas em<br />

várias faixas de tamanho. Estas contagens são reportadas<br />

como um número de partículas maiores que um certo<br />

tamanho encontrado em um específico volume de fluido.<br />

(Parker, 2018, p.26).<br />

A ISO 4406 (Organização Internacional para Padronização)<br />

desenvolveu um código de limpeza de três pares de<br />

O IMPACTO DA<br />

CONTAMINAÇÃO DO<br />

FLUIDO HIDRÁULICO ESTÁ<br />

DIRETAMENTE RELACIONADO A<br />

VIDA ÚTIL DOS COMPONENTES<br />

DESENVOLVIMENTO<br />

Em todos sistemas hidráulicos é necessário a utiliza-<br />

JULHO <strong>2021</strong> 69


ARTIGO<br />

dígitos sequenciais, conforme figura 2, para classificação<br />

do nível de contaminação do óleo hidráulico pela quantidade<br />

de partículas por ml (mililitro), conforme figura 3; o<br />

primeiro par de números determina a quantidade de partículas<br />

maiores que 4µ (4 micra), o segundo par de dígitos<br />

determina a quantidade de partículas para maiores que<br />

6µ (6 micra) e o terceiro par determina a quantidade de<br />

partículas maiores que 14µ (14 micra). “Sabendo que um<br />

micrômetro (um “mícron”) é uma milionésima parte de<br />

um metro ou 39 milionésimos de uma polegada” (Parker,<br />

2018, p.19).<br />

A norma NAS é um padrão que existe a um tempo<br />

maior, desenvolvida em 1964 para determinar a classe de<br />

contaminação em componentes de transportes aéreos e<br />

fluidos hidráulicos. Essa norma define o nível de contaminação<br />

pela quantidade de partículas presentes em um<br />

volume de 100 ml, em 5 faixas de tamanho (Parker, 2018).<br />

Enumerada em escala de 0 a 12, conforme figura 4, sendo<br />

que a classificação é dada pela maior classe encontrada<br />

na análise por meio de aparelhos monitoradores a laser<br />

para contagem de partículas.<br />

As máquinas de uma forma geral possuem equipamentos<br />

hidráulicos para movimentação das partes integrantes,<br />

como, cilindros hidráulicos, válvulas direcionais,<br />

mangueiras de interligação, entre outros, os quais a vida<br />

útil é reduzida devido a contaminação do óleo hidráulico<br />

proveniente da própria aplicação, não sendo controlada<br />

e inspecionada conforme norma ISO 4406, conforme<br />

mostrada na figura 5. A maioria dos fabricantes de componentes<br />

hidráulicos especificam a classe de limpeza para<br />

seus produtos, sendo que a utilização com fluidos fora<br />

dos padrões determinados, ou seja, contaminados, reduzirá<br />

a vida útil dos componentes e até mesmo anulará a<br />

garantia. Segundo Parker (2018, p. 29), “O fluido hidráulico<br />

deve estar dentro das recomendações em que se baseiam<br />

as normas NAS 1638 (de 1969) e equivalente à ISO<br />

4406 (de 2002)”, sabendo que não pode-se considerar um<br />

fluido novo como limpo e apto para utilização nos sistemas<br />

hidráulicos antes do processo de filtragem, figura 6.<br />

De modo geral, os projetos industriais são executados<br />

obedecendo a esta sequenciação: o Estudo de Viabilidade<br />

Técnica e Econômica; o desenvolvimento do Projeto<br />

de Engenharia Básico e, definida certa porção deste, o<br />

Projeto de Engenharia Detalhado para Execução; o Suprimento<br />

dos insumos necessários à materialização do projeto;<br />

e, finalmente, a Construção (Lemmer, 1997, p.2).<br />

O modo de funcionamento do sistema off-line é composto<br />

por uma bomba hidráulica de engrenagens, filtro<br />

de baixa pressão, um motor elétrico trifásico e conexões<br />

de interligação do sistema, um subsistema onde o fluido<br />

é bombeado e retorna ao reservatório mantendo um ciclo<br />

purificador.<br />

O objetivo requerido pelo fabricante Komatsu para<br />

o nível de limpeza ISO/NAS do óleo hidráulico e seus<br />

componentes hidráulicos contidos na máquina PC200F-8<br />

deve ser inferior ou igual a NAS 7 a fim de alcançar ótimo<br />

padrões de desempenho, conforme figura 9.<br />

É sempre bom consultar o fabricante do componente<br />

para obter por escrito as recomendações do nível de contaminação<br />

do fluido. Essa informação é necessária para<br />

selecionar o nível de filtragem correto. Pode servir também<br />

como garantia contra possíveis reclamações futuras,<br />

visto que pode delinear a linha de uso normal e operação<br />

excessiva ou abusiva. (Parker, 2013, p.14).<br />

Para alcançar os objetivos na limpeza do óleo hidráulico<br />

contando com a redução das impurezas nele contidas,<br />

deve-se instalar o sistema de filtragem off-line na unidade<br />

hidráulica do equipamento, ou seja, acréscimo ao sistema<br />

hidráulico principal da máquina. Na conceituação de<br />

Parker (2013, p.2) “a função de um filtro não é limpar o<br />

óleo, mas reduzir custos operacionais.”<br />

Com a implantação do sistema de filtragem hidráulica<br />

e após a utilização do equipamento, constatou-se a redução<br />

da quantidade de partícula dos sólidos presentes no<br />

sistema que prejudicavam a performance dos equipamen-<br />

SISTEMA DE FILTRAGEM OFF-LINE EM<br />

MÁQUINAS DE CORTE FLORESTAL<br />

O sistema de filtragem auxiliar foi instalado na máquina<br />

PC200F-8, fabricante Komatsu, essa adapta-se à tarefa<br />

que necessita ser executada, variando o tipo de cabeçote<br />

fixado no braço hidráulico. A máquina em estudo é de<br />

corte e descasque florestal, conforme figura 7.<br />

Anteriormente à aplicação, os equipamentos hidráulicos<br />

responsáveis pela movimentação mecânica<br />

sofriam paradas não programadas, e consequentemente<br />

gerava custos operacionais, de manutenção e perda na<br />

produtividade. Portanto analisou-se a possibilidade de<br />

implantação do sistema de filtragem off-line, conforme<br />

figura 8 demonstra, totalmente independente do sistema<br />

hidráulico principal da máquina, o painel do sistema implantado<br />

montado, visando a melhoria da qualidade do<br />

óleo hidráulico.<br />

DIVERSOS FABRICANTES E<br />

ORGANIZAÇÕES DE<br />

PADRONIZAÇÃO TÊM MOSTRADO A<br />

IMPORTÂNCIA DO CONTROLE DE<br />

CONTAMINAÇÃO DO FLUIDO<br />

JUSTIFICANDO O MAIOR<br />

RENDIMENTO DOS SISTEMAS<br />

AUTOMATIZADOS<br />

70 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


tos hidráulicos. Posteriormente realizou-se análises laboratoriais<br />

do óleo hidráulico e obteve-se como resultado<br />

NAS 5 (ISO 16/14/11) conforme mostrado na figura 10.<br />

CONSIDERAÇÕES FINAIS<br />

Na figura 11 são demonstrados os resultados das análises<br />

do óleo hidráulico durante o período de aplicação<br />

do sistema de filtragem off-line nas máquinas de corte<br />

e descasque de eucalipto do módulo 06 (localização de<br />

colheita florestal) de uma indústria do ramo de papel e<br />

celulose.<br />

A implantação do sistema de filtragem off-line reduziu<br />

notadamente a contaminação por partículas sólidas do<br />

óleo hidráulico, na figura 12 é mostrado o percentual de<br />

equipamentos (máquinas de corte florestal) por faixa de<br />

NAS aceitável, ou seja, abaixo da norma NAS 7 conforme<br />

requerido pelo fabricante Komatsu.<br />

A monitoração contínua através de equipamento de<br />

medição da qualidade do óleo hidráulico, como controle<br />

da quantidade de partículas sólidas, a porcentagem de<br />

água, viscosidade, entre outros parâmetros, é essencial<br />

para o bom desempenho dos componentes hidráulicos<br />

utilizado no sistema. Assim, os riscos previsíveis para os<br />

componentes hidráulicos podem ser descobertos a tempo,<br />

podendo-se executar trabalhos de manutenção em<br />

função do estado do fluido hidráulico.<br />

Na época atual, com o desenvolvimento de novas tecnologias<br />

e o surgimento de uma nova geração de equipamentos,<br />

nos quais os componentes internos possuem folgas<br />

que por sua vez diminuem para gerar altas pressões<br />

de trabalho e maior força às máquinas, tornou-se mais<br />

importante o controle e monitoramento da contaminação<br />

do fluido hidráulico, visando a redução dos custos de manutenção,<br />

por meio da intervenção no componente essencial<br />

em qualquer sistema hidráulico, o fluido, que por<br />

sua vez tem um desempenho satisfatório quando bem<br />

manuseado e tratado.<br />

Constatou-se que, devido a implantação do sistema<br />

de filtragem off-line houve uma significativa diminuição<br />

das paradas não programadas devido aos danos em<br />

componentes hidráulicos do sistema da máquina, como,<br />

substituição de cilindros, troca de vedações de válvulas,<br />

mangueiras e conexões. Demonstrando a otimização do<br />

funcionamento das máquinas de corte florestal devido ao<br />

controle da qualidade do óleo hidráulico através da implantação<br />

do sistema de filtragem off-line.<br />

Confira a versão completa deste artigo em https://<br />

www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-mecanica/sistemas-hidraulicos<br />

Obs.: Todas as figuras citadas no texto estão disponíveis<br />

no link original acima.<br />

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JULHO <strong>2021</strong> 71


AGENDA<br />

AGENDA<br />

<strong>2021</strong><br />

AGOSTO<br />

9 A 12<br />

WORLD CONFERENCE ON<br />

TIMBER ENGINEERING<br />

LOCAL: SANTIAGO (CHILE)<br />

HTTP://WCTE<strong>2021</strong>.COM/<br />

AGOSTO<br />

27 A 29<br />

EXPOBIOMASSA <strong>2021</strong><br />

LOCAL: VALLADOLID (ESPANHA)<br />

WWW.EXPOBIOMASA.COM/EN/SA-<br />

LON-GAS-RENOVABLE<br />

TIMBER AND WORKING WITH<br />

WOOD SHOW – MELBOURNE<br />

LOCAL: MELBOURNE (AUSTRÁLIA)<br />

WWW.TIMBERANDWORKINGWITH-<br />

WOODSHOW.COM.AU/<br />

SETEMBRO<br />

21 A 23<br />

FORMÓBILE XPERIENCE<br />

2 DE AGOSTO A 5 DE AGOSTO<br />

LOCAL: EVENTO ONLINE<br />

INFORMAÇÕES: WWW.FORMOBILE.COM.BR/PT/HOME.HTML<br />

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SETEMBRO<br />

27/09 A 1/10<br />

LIGNA HANNOVER <strong>2021</strong><br />

LOCAL: HANNOVER (ALEMANHA)<br />

HTTPS://WWW.LIGNA.DE/EN/<br />

NOVEMBRO<br />

3 A 5<br />

EXPOCORMA <strong>2021</strong><br />

LOCAL: CONCEPCIÓN (CHILE)<br />

WWW.EXPOCORMA.CL/<br />

NOVEMBRO<br />

10 A 12<br />

LIGNUM BRASIL <strong>2021</strong><br />

LOCAL: PINHAIS (PR)<br />

HTTPS://LIGNUMLATINAMERICA.<br />

COM<br />

72 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


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ESPAÇO ABERTO<br />

PROPÓSITO DO ESG<br />

É A CHAVE PARA LUCRAR<br />

HOJE E NO FUTURO<br />

As práticas de ESG têm grande impacto<br />

na forma como a empresa se apresenta,<br />

o que independe de seus resultados<br />

financeiros, mas estão intimamente ligadas<br />

a um cenário em que o propósito de<br />

uma companhia e suas ações são valorizadas pelos<br />

investidores e também pelo consumidor final. Assim,<br />

surgiram os Títulos Sociais, que já são comparados<br />

aos Títulos Verdes (Green Bonds), destinados a financiar<br />

projetos com resultados sociais positivos.<br />

Além disso, o mercado e os próprios investidores<br />

passaram a evitar o investimento em empresas que<br />

não se comprometem com fatores ambientais, sociais<br />

e de governança. O propósito do ESG é a chave para<br />

lucrar hoje e no futuro, mas como empresas podem<br />

aplicar essas práticas no centro das suas estratégias?<br />

A resposta é simples: por meio da inovação sustentável.<br />

No dia a dia dos negócios, práticas da inovação<br />

corporativa ajudam a organização a amadurecer nos<br />

indicadores relacionados ao ESG. Segundo o Fórum<br />

Econômico Mundial, empresas sustentáveis podem<br />

investir em pesquisa e desenvolvimento para gerar<br />

produtos e serviços inovadores por conta própria e,<br />

assim, atingir expectativa dos novos consumidores.<br />

Mais do que gerar novos negócios, programas de<br />

inovação podem contribuir com a geração de soluções<br />

inovadoras para o mercado, otimizando processos,<br />

reduzindo o impacto social e resolvendo dores<br />

latentes da sociedade.<br />

CUIDAR DO MEIO<br />

AMBIENTE COM<br />

RESPONSABILIDADE SOCIAL E<br />

ADOTAR PRÁTICAS DE<br />

GOVERNANÇA, TORNOU-SE<br />

TENDÊNCIA PARA AS<br />

EMPRESAS<br />

POR<br />

LUCIANA MARTINS<br />

LOUREIRO<br />

SÓCIA-DIRETORA DA<br />

MEDIATO SOLUÇÕES DE<br />

CONFLITOS JURÍDICOS,<br />

ADVOGADA, MEDIADORA<br />

E CONCILIADORA<br />

CAPACITADA PELO<br />

MÉTODO HARVARD DE<br />

NEGOCIAÇÃO E PRESIDENTE<br />

DA ABRAMAC (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MEDIAÇÃO,<br />

ARBITRAGEM E CONCILIAÇÃO)<br />

No Brasil, que é visto como um país de grandes<br />

litigantes e de acordo com os dados do último relatório<br />

Justiça em Números, elaborado pelo Conselho<br />

Nacional de Justiça, cada juiz no Brasil julgou em<br />

2019 oito processos por dia útil. E esse cenário, sem<br />

comparação com qualquer outro país, só tende a se<br />

agravar com os inúmeros litígios que têm surgido<br />

em decorrência da pandemia do Covid-19, que já se<br />

alonga há mais de um ano e torcemos por seu fim<br />

para o bem da humanidade.<br />

Se para as partes a opção pelos métodos adequados<br />

de resolução de conflitos constitui há muito<br />

um direito, para os advogados responsáveis pela<br />

sua orientação jurídica (no setor público ou privado)<br />

a apresentação dessas opções para seus clientes<br />

constitui um dever de natureza ética, à vista do que<br />

dispõe o artigo 2º, parágrafo único, inciso VI, e 8º, do<br />

Código de Ética e Disciplina da OAB, intimamente<br />

relacionado ao direito fundamental à informação.<br />

A novidade é que empresas que adotam as práticas<br />

de ESG têm apresentado maior interesse em<br />

resolver conflitos jurídicos por meio da mediação. Há<br />

uma movimentação significativa de empresas que<br />

adotaram as práticas de ESG resolverem divergências<br />

por meio da mediação, nos EUA (Estados Unidos da<br />

América) e na Europa. Isso pela postura mais humana<br />

e consciente dessas companhias, que conseguem<br />

dialogar mesmo diante de conflitos corporativos envolvendo<br />

milhões.<br />

PS: ESG (Enviromental, Social and Governance) -<br />

tradução livre (Ambiental, Social e Governança)<br />

Foto: divulgação<br />

74 referenciaindustrial.com.br JULHO <strong>2021</strong>


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