Revista Apólice #268

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AGOSTO 2021 • Nº 268 • ANO 26

conectando você ao mercado de seguros

especial

BENEFÍCIOS

O RETORNO AO

TRABALHO

PRESENCIAL

Administradoras de benefícios

contribuem para formular os protocolos

sanitários e de apoio físico e mental para

os coladores de suas empresas clientes

O mercado de seguros se prepara

para o retorno ao trabalho presencial

Pandemia muda benefícios oferecidos

pela empresas, adaptados ao home office



EDITORIAL

O retorno que

queremos

Já sabemos que o mundo não será mais como antes. Todas

as experiências da pandemia de Covid-19 certamente

terão consequências no retorno da convivência social e

profissional. A maioria das empresas, de quase todos os setores, já

ensaia sua volta ao trabalho presencial após a vacinação completa de

seus colaboradores, respeitando um protocolo sanitário.

O mercado de seguros tem um papel muito importante

neste retorno. Administradoras de benefícios e corretoras de seguros

estão contribuindo com suas empresas clientes para elaborar não

apenas o protocolo sanitário como também criar alguns serviços de

apoio à saúde física e mental dos colaboradores.

Além disso, também mostramos nesta edição como

as empresas do mercado de seguros estão se preparando para

este retorno, com novos programas de benefícios para os seus

funcionários. Neste sentido, de olhar não apenas para os seus

números mas também para a sociedade como um todo, conversamos

com a diretora executiva da CNseg sobre ASG, as práticas que guiam

empresas em aspectos de sustentabilidade do ambiente e também

da sociedade. No futuro, o consumidor terá um olhar mais atento para

a forma das empresas devolverem à sociedade a sua contribuição e

dará preferência para aquelas que vão além dos muros de seu espaço

físico.

Boa leitura

AGOSTO 2021 • Nº 268 • ANO 26

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ESPECIAL BENEFÍCIOS

ÍNDICE

06 entrevista

Solange Beatriz Palheiro Mendes,

diretora executiva da CNseg,

conta como as práticas de

cuidados Ambientais, Sociais e de

Governança estão presentes no

mercado de seguros brasileiro e suas

consequências para os consumidores

10 painel

RETORNO

O avanço da vacinação na população brasileira acelerou

a preparação para o retorno ao trabalho presencial.

Administradoras de benefícios trabalham junto aos seus

clientes para criar protocolos sanitários e consultoria para

manter a saúde física e mental dos colaboradores

>> PÁG. 16

14 gente

ESPECIAL BENEFÍCIOS

23 too seguros

Seguradora cria linha de descontos

exclusivos para os beneficiários de

seus produtos que queiram cuidar

melhor da sua saúde

29 fator seguradora

Seguro de Garantia Arbitral oferece

cobertura para empresas que sejam

acionadas em Câmaras Arbitrais

no Brasil, atendendo a uma nova

tendência dos contratos

SECURITÁRIOS

Seguradoras e corretoras de seguros trabalham para

oferecer boas condições de retorno ao trabalho para

seus colaboradores. O modelo que deve ser adotado na

maioria das empresas é o híbrido

>> PÁG. 24

30 mudança

A pandemia forçou as empresas a

atualizarem os benefícios oferecidos

aos seus colaboradores. Apoio para

pagamento da conta de energia

elétrica, rede de internet e cadeiras mais

confortáveis passaram a assumir um

papel de destaque

Os artigos assinados são de

responsabilidade exclusiva de

seus autores, não representando,

necessariamente, a opinião desta revista.

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ENTREVISTA

SOLANGE BEATRIZ PALHEIRO MENDES

Mercado brasileiro está em dia com

práticas ASG

CUIDAR DO AMBIENTE, DA

SOCIEDADE E DA GOVERNANÇA

(ASG) É UMA REALIDADE QUE

AS SEGURADORAS NACIONAIS

ESTÃO INCORPORANDO AOS

POUCOS EM SUA ROTINA. A

DIRETORA EXECUTIVA DA CNSEG

(CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS

SEGURADORAS) CONTA COMO AS

EMPRESAS PODEM SE ENVOLVER

AINDA MAIS COM O COTIDIANO

DA SOCIEDADE, COM FOCO NA

SUSTENTABILIDADE

APÓLICE: Quando começou o envolvimento

das seguradoras brasileiras

com as práticas ASG?

Antes mesmo de se falar na sigla

ASG, que congrega as questões

ambientais, sociais e de governança, o

setor já estava atento aos pilares da sustentabilidade.

A primeira iniciativa foi o

Protocolo de Intenções celebrado, em

2009, entre a Confederação Nacional

das Seguradoras - CNseg, o Sindicato

das Seguradoras RJ/ES e o Ministério

do Meio Ambiente. Seu objetivo foi

traçar diretrizes para a implementação

de ações de responsabilidade socioambiental,

reforçando o posicionamento

do setor na preservação ambiental. Na

época, o então ministro Carlos Minc

classificou o convênio como “um instrumento

mais poderoso que a ação de mil

fiscais”. Já em 5 de setembro de 2012,

foi assinado um termo aditivo ao Protocolo

de Intenções, criando uma Comissão

Especial para estabelecer uma

agenda de debates e ações, visando o

desenvolvimento sustentável. O termo

Solange Beatriz

aditivo também adequou os Princípios do Protocolo de Intenções

aos Princípios para o Sustentabilidade em Seguros (PSI, sigla em

inglês) e incluiu a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Estado

do Rio de Janeiro como participante do Protocolo de Intenções.

Nesse período, já falávamos em oferecer produtos de seguros,

de previdência e de capitalização que fomentassem a qualidade

de vida da população e o uso sustentável do meio ambiente. E

também que considerassem os impactos e custos socioambientais

na gestão de seus ativos e nas análises de risco, tendo por base as

políticas internas de cada instituição. Vale lembrar ainda que, em

1991, o setor lançou o Seguro para Responsabilidade Civil decorrente

de Poluição Ambiental.

Ainda assim, o passo mais consistente ocorreu de fato em

2012, quando a CNseg subscreveu os Princípios para Sustenta-

6


bilidade em Seguros (PSI, sigla em inglês), estabelecidos pelo

Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – Iniciativa

Financeira (UNEP FI, sigla em inglês) em parceria com a indústria

global de seguros. Os PSI foram lançados durante o 48º Seminário

Anual da IIS (International Insurance Society), no dia 19 de junho

de 2012, no Rio de Janeiro. Uma iniciativa histórica de apoio

aos objetivos da Conferência das Nações Unidas de 2012 sobre

Desenvolvimento Sustentável.

Em julho de 2012, a Comissão de Sustentabilidade da CNseg,

hoje Comissão de Integração ASG, foi criada com a missão

de assessorar a Diretoria da Confederação a disseminar conceitos

e fomentar práticas de desenvolvimento sustentável no setor segurador

brasileiro, estimulando a troca de experiências e a adoção

das melhores práticas pelas empresas.

APÓLICE: Qual é o papel da CNseg como incentivadora destas

práticas?

Cabe-nos estimular a inserção das questões ambientais,

sociais e de governança no âmbito das Federações (FenSeg, FenaPrevi,

FenaSaúde e FenaCap) que compõem a CNseg; conscientizar

as seguradoras acerca da importância da inserção de

conceitos ASG no desempenho do seu papel de gestoras de risco

e investidoras institucionais, com ênfase especial na subscrição

de risco, aplicação de seus ativos, regulação e liquidação de sinistros.

E ainda: fomentar a aplicação de conceitos ASG pelos demais

agentes da cadeia de valor do seguro em seus negócios e operações;

estimular a implementação da Política de Responsabilidade

Socioambiental (PRSA) pelas empresas do setor de seguros. Além

de participar ou promover fóruns que discutam temas relacionados

ao desenvolvimento sustentável, estimulando parcerias com

Governo, comunidade acadêmica e demais instituições e organizações

nacionais e internacionais.

APÓLICE: Como as empresas estão se engajando neste movimento?

Dados do Relatório de Sustentabilidade da CNseg, publicado

em outubro de 2020, apontam que 57,9% das empresas

endossam os Princípios para Iniciativa de Seguros Sustentáveis

e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Além disso,

42,1%incluem critérios ASG nos processos de subscrição de

riscos e 84,2% integram as questões ASG em sua estratégia, seja

em planejamento, treinamento, políticas, procedimentos, seja

em outros aspectos.

APÓLICE: Estas práticas são uma forma de ter um olhar para a

sociedade como um todo e não apenas como consumidores?

Sim, o setor mantém um protagonismo histórico nas questões

ASG, que, agora, começa a ter adesões de outros segmentos

importantes da economia mundial. A política de subscrição

mais severa das seguradoras com setores poluentes, sobretudo

na Europa, como ocorre no caso do carvão, é uma contribuição

relevante e já gera impactos naquele continente, com redução

do seu consumo. Mas outras precisam ser adotadas de forma

Dados do Relatório de

Sustentabilidade da CNseg,

publicado em outubro de

2020, apontam que 57,9%

das empresas endossam os

Princípios para Iniciativa de

Seguros Sustentáveis e os

Objetivos do Desenvolvimento

Sustentável (ODS). Além disso,

42,1%incluem critérios ASG

nos processos de subscrição

de riscos e 84,2% integram as

questões ASG em sua estratégia,

seja em planejamento,

treinamento, políticas,

procedimentos, seja em outros

aspectos.”

emergencial por todos, até porque o

último relatório Painel Intergovernamental

sobre Alterações Climáticas das

Nações Unidas, divulgado em agosto,

já afirma que alguns impactos das mudanças

climáticas são irreversíveis. Significa

dizer que vamos ter de conviver

com incêndios de grandes proporções,

como os que temos vistos na Califórnia,

Grécia, e Turquia, inundações e fenômenos

meteorológicos extremos em todo

o mundo, com perdas materiais severas.

APÓLICE: Sustentabilidade pode estar

relacionada a várias ações. Quais são

as mais comuns e as mais necessárias?

O guarda-chuva da sustentabilidade

é abrangente. No caso brasileiro,

estamos falando de gargalos no saneamento

básico – cerca de 35 milhões

de brasileiros não têm acesso a água

tratada, metade da população não tem

7


ENTREVISTA

SOLANGE BEATRIZ PALHEIRO MENDES

O cardápio das ações das seguradoras é variado.

Teremos, por exemplo, o lançamento durante a COP

26 da Net-Zero Insurance Alliance, um compromisso

de priorizar a redução máxima de emissão de

gases de efeito estufa, e, na sequência, neutralizar

as emissões residuais, ou seja, aquelas que não

tenham sido possível eliminar. Pelo menos um grupo

de sete seguradoras e resseguradoras globais

confirmou a adesão à emissão zero (Axa, Allianz,

Aviva, Munich Re, SCOR, Swiss Re e Zurich).”

acesso aos serviços de coleta de esgotos

e, dos afluentes coletados, apenas

45% são tratados. Isso é uma afronta a

um direito que é constitucional. Assim

como o maior rigor no combate aos

desmatamentos da floresta amazônica

e aos incêndios que progridem lá e no

Cerrado. Uso mais racional dos recursos

hídricos, incluindo menor demanda de

água pela agricultura e indústria; diversificação

da matriz energética, para

ampliar a utilização dos recursos renováveis.

Redução das desigualdades por

gênero, raça ou mesmo preferência sexual.

Moradias dignas. Enfim, a miríade

da sustentabilidade segue em várias

direções e todas são relevantes ou estratégicas

para a sustentabilidade.

APÓLICE: Várias iniciativas como o

PSI ou COP 26 indicam as mudanças

e ações globais. As empresas brasileiras

possuem iniciativas próprias e

específicas para o nosso país?

O cardápio das ações das seguradoras

é variado. Teremos, por exemplo,

o lançamento durante a COP 26 da Net-

-Zero Insurance Alliance, um compromisso

de priorizar a redução máxima de

emissão de gases de efeito estufa, e, na

sequência, neutralizar as emissões residuais,

ou seja, aquelas que não tenham

sido possível eliminar. Pelo menos um grupo de sete seguradoras

e resseguradoras globais confirmou a adesão à emissão zero (Axa,

Allianz, Aviva, Munich Re, SCOR, Swiss Re e Zurich).

A CNseg, como instituição signatária e co-fundadora dos

Princípios para Iniciativa de Seguros Sustentáveis (PSI), entende

que o engajamento setorial em nível internacional é extremamente

importante para mobilização das empresas no âmbito nacional.

Para a entidade, seguradoras e resseguradoras possuem

papel crucial no combate às mudanças climáticas, não apenas

por suas decisões de investimentos, mas também por suas ações

de subscrição, que integram progressivamente a avaliação de riscos

e seus impactos associados ao clima.

No campo de investimentos verdes, a CNseg integra o

Investidores pelo Clima (IPC), uma iniciativa da consultoria SITA-

WI Finanças do Bem, com apoio do Instituto Clima e Sociedade

(iCS), criada em 2019. Tem a companhia de outras 21 grandes

organizações, como gestoras de ativos, fundos de pensão e seguradoras

(SulAmérica, Zurich, Brasilprev, Santander, Itaú e Bradesco)

participam da iniciativa. Trata-se, enfim, de contribuição

relevante para tornar a sociedade mais resiliente à ameaça de

um clima em mudança. O IPC planeja engajar e capacitar investidores

profissionais nos países para que avancem na descarbonização

de portfólios enquanto buscam melhor retorno

ajustado a riscos. No caso brasileiro, os investidores elegeram

três fontes emissoras de gases de efeito estufa para atuar: agropecuária,

energia e uso da terra, além de empresas de capital

aberto dos três segmentos.

APÓLICE: Como você percebe o comprometimento dos executivos

do setor com a agenda ASG?

Há um crescente comprometimento pela agenda ASG,

com muitas empresas colocando a alta administração dos grupos

à frente da execução das ações ambientais, sociais e de governança.

8


APÓLICE: As empresas estão investindo em sustentabilidade?

Ainda segundo o último Relatório de Sustentabilidade,

elaborado a partir das respostas de 82% das empresas representadas

pela CNseg, aponta que 72,2% das seguradoras têm diretrizes

formais para inclusão dos critérios ASG no desenvolvimento

e na venda de produtos ou serviços de seguros, capitalização e

previdência; enquanto 66,7% têm produtos ou linhas de negócio

relacionados diretamente ao risco ou à responsabilidade ambiental.

Hoje, 78,9% oferecem algum tipo de iniciativa inovadora

para os clientes, como reciclagem de peças automotivas, telemetria

e seguros de índices. Em termos financeiros, 47,4% das empresas

incluem questões ASG em sua política de investimentos e

36,7% já têm implementada uma metodologia de avaliação ASG

na análise e gestão de ativos.

APÓLICE: Você acredita que o consumidor, cada vez mais, dará

preferência às empresas socialmente responsáveis?

Esse parece ser o consenso consagrado entre as novas

gerações de consumidores, a partir dos millenium. Eles, a partir

das redes sociais, “cancelam o CNPJ” de qualquer empresa com

práticas sociais anacrônicas. Temos visto sua atuação contra

empresas de cosméticos que usam animais em seus testes, em

redes de supermercados que são palco de ações racistas ou de

violência, o salto dos veganos. O Brasil

incorpora-se rapidamente à pauta global

das empresas socialmente responsáveis.

APÓLICE: O Brasil está no mesmo patamar

de outros países em relação às

práticas ASG?

Aqui temos problemas que já

foram superados em economias mais

desenvolvidas, como a extrema pobreza,

moradias sem qualquer infraestrutura

sanitária, doenças provocadas por

água não potável, enorme desigualdade

social etc. Os nossos desafios são

bem maiores, mas o desafio é mundial.

A consciência de que as questões ASG

ganharam força em 2020 e continuarão

a ser foco de muita atenção para os

investidores, faz com que os mercados

nacional e internacional persigam, com

determinação, o único caminho, o investimento

na agenda ASG.


PAINEL

operação

Descobrindo o mercado de saúde

Por meio da XP Seguridade, o grupo financeiro

XP Inc. vai entrar no mercado de saúde com foco

em pequenas e médias empresas. O grupo vai iniciar

a venda de seguro saúde e odontológico a partir do

último trimestre deste ano. “Tem uma oportunidade

muito grande de crescimento. É um mercado que movimentou

R$ 220 bilhões no ano passado”, diz Roberto

Teixeira, sócio e head da XP Seguridade.

A ideia é criar um marketplace com produtos

de várias operadoras e seguradoras e disponibilizar no

ecossistema do grupo XP. Entre as empresas que deverão

ofertar seus produtos nesse ambiente estão SulAmérica,

Unimed, Amil, NotreDame Intermédica, entre

outras. Inicialmente, serão dez empresas, mas esse número

deve aumentar ao longo do tempo.

vida

Procura por seguro de pessoas cresceu

29,6% em maio

Dados do

levantamento de

maio de 2021 do

mercado de seguro

de pessoas, realizado

pela Fena-

Previ (Federação

Nacional de Previdência

Privada

e Vida), demonstram

que o segmento alcançou mais de R$ 4,2 bilhões

em prêmios no mês, valor 29,6% maior do que o aferido

em maio de 2020 que foi de R$ 3,2 bi.

A evolução, em termos percentuais e por representatividade,

indica aumento de 41,4% no seguro

Prestamista (R$ 1,34 bilhão); 40,4% em Funeral (R$ 88

mi); 37,4% no Vida Individual (R$ 757 mi), além de 35,2%

no de Doenças Graves/Terminais que arrecadou R$ 121

milhões, e vem seguido pelo de Vida em Grupo (17,6%)

com R$1,1 bilhão. Todos registraram incremento quando

comparados aos resultados de maio de 2020.

De janeiro a maio de 2021, a maioria dos seguros

de pessoas também apresentou aumento – somando

um montante de R$ 20 bilhões em prêmios, com 15%

de acréscimo sobre o mesmo período do ano anterior.

fusão

Corretoras se unem para ampliar soluções em gestão de saúde

A corretora de seguros da Rodobens

e a It’sSeg Seguros Inteligentes anunciaram

parceria com objetivo de ter uma

oferta completa em gestão de benefícios

e de saúde. A aliança estratégica entre as

empresas trará benefícios mútuos, como

ampliação da carteira e novas opções de

produtos para a base de clientes.

Há mais de 70 anos no mercado, a

Rodobens é uma plataforma de serviços

financeiros especializada no varejo automotivo,

que distribui seus produtos e serviços

em mais de 2.700 pontos de venda em

todo o Brasil. “Construímos uma trajetória

sólida e de tradição ao lado de bons parceiros,

e buscamos agora um especialista

em gestão de benefícios, focado em saúde

corporativa para ampliar as vantagens aos

nossos clientes, inovando e desenvolvendo

soluções que facilitem o seu dia a dia.

A parceria com a It’sSeg vem ao encontro

deste objetivo, no qual combinamos a

nossa força em serviços com atuação nacional,

com toda a expertise reconhecida

do parceiro”, destaca Ronald Torres, diretor

Geral da empresa.

10


vacinados

Desconto no seguro de vida para vacinados contra Covid-19

A Porto Seguro passou a

oferecer condições especiais para

quem se vacinar contra a Covid-19

e aderir ao Vida do Seu Jeito, seguro

de vida personalizável que permite

a contratação de coberturas variadas

de maneira independente. A

ação é válida para novas contratações

realizadas até o dia 31 de dezembro

deste ano. Com isso, todos

os clientes que aderirem ao produto no período e que já

foram comprovadamente vacinados com um dos imunizantes

aprovados pela Anvisa terão desconto no valor do

prêmio do primeiro ano de vigência do seguro.

Quem comprovadamente

completar o ciclo de vacinas

(duas doses para as vacinas que

assim exigem ou dose única) terá

desconto de 10% na contratação

do novo seguro de vida. Aqueles

que tiverem o ciclo incompleto

de vacinas (uma dose para as

vacinas que necessitam de duas

doses) contarão com desconto

de 5%. Quando o cliente completar o ciclo de vacinação,

poderá solicitar a complementação do desconto de 10%

para as parcelas ainda faltantes no primeiro ano do seguro

de vida.

patrocínio

38 projetos de música recebem apoio

O Circuito SulAmérica de Música e Movimento

apoiará neste ano 38 iniciativas em todo o país por meio

das leis de incentivo à cultura e ao esporte. Dentre elas,

25 são projetos socioculturais e socioesportivos sem

fins lucrativos, que beneficiam diretamente mais de 17

mil pessoas e geram cerca de mil empregos diretos e

indiretos. Foram selecionados neste ciclo a Cia BEMO de

Ballet, a Cia Teatro Transforma, o Tênis para Todos de Paraisópolis,

a Escolinha de Triathlon, a Fundação Tênis e o

Leitura na Amazônia, da ONG Vaga Lume entre outros.

Apoiada desde 2017, a Orquestra Ouro Preto, de

Minas Gerais, também realizará neste ano uma série de

lives com grandes nomes da Música Popular Brasileira.

A primeira será com Fernanda Takai, no dia 22/8. Diogo

Nogueira (18/9), Ana Carolina (9/10), Alceu Valença

(14/11) e Lulu Santos (4/12) serão os próximos convidados.

A seguradora também patrocina a Academia da Orquestra

Ouro Preto, programa de formação musical de

talentos com 42 alunos bolsistas, que farão a abertura

das duas primeiras live sessions.

fusão 2

Distribuição para produtos de grandes riscos

A Willis Towers Watson passa a atuar como co-

-corretora parceira da corretora própria da Caixa Seguridade

na distribuição de seguros para grandes riscos e

corporate. A parceria será concretizada até o final deste

mês de agosto, prazo para finalização da integração

dos sistemas. A companhia já trabalha na implantação

de uma plataforma tecnológica, que irá fornecer maior

acessibilidade e transparência no ato da contratação e

cotação dos produtos da seguradora.

Segundo a líder de Worksite e SME da corretora,

Raquel Silva, a atuação terá como foco empresas dos

mais variados portes, com destaque para as PME’s (pequenas

e médias) que juntas somam mais de dois milhões

de CNPJs.

11


PAINEL

chegada

Novo player na distribuição de seguros

A corretora Globus Seguros fechou parceria com

o Nibo, plataforma de gestão financeira e relacionamento

entre empresas e contadores. Com a negociação, a

Globus passa a ser a corretora exclusiva da plataforma,

onde terá uma área para ofertar diversos produtos,

como, por exemplo, seguros de saúde, vida, automóvel

e empresariais.

“Estamos muito

satisfeitos com essa associação,

pois nos possibilita

o acesso a um

novo canal de distribuição.

Também estamos

prontos para trabalhar

as demandas dos mais

diversos perfis de clientes

que iremos atender

por meio da plataforma Nibo. Em termos de resultado,

pretendemos lançar os primeiros produtos já em agosto.

Nossa expectativa é que em 12 meses nossa penetração

na base de clientes seja maior que 20% para o

número de clientes PJs e PFs, e elevar o nosso faturamento

em 12% até o final deste ano”, afirma Christian

Wellisch, sócio-fundador da corretora.

automóvel

Blindados são bem-vindos

A Tokio Marine passou a aceitar a modalidade de

veículos blindados nas apólices de seguro automóvel.

A novidade atende um público de alta renda e vai ao

encontro da queda do custo de blindagem, que atualmente

chega a 40% do valor total do veículo.

A aceitação de veículos blindados também possibilita

maior autonomia aos corretores de seguros, que

podem fazer todo o processo de cotação, envio de documentos

e contratação online. “Isso traz mais agilidade

ao dia a dia dos nossos parceiros de negócios, colaborando

para que possam focar na ampliação de suas carteiras

e em um atendimento consultivo aos segurados”,

afirma Luiz Padial, diretor de Automóvel da seguradora.

aquisição

Insurtech vendida após 10 anos de atuação

A Minuto Seguros foi adquirida

pela Creditas, um unicórnio brasileiro

conhecido pelas soluções de

crédito digitais, que inicia agora uma

nova vertical de negócios.

Com a transação, a fintech

passa a oferecer aos seus clientes

uma gama de opções, que reúnem

crédito, seguros e soluções de consumo.

O fundador da Minuto Seguros,

Marcelo Blay, passa a ser sócio da Creditas e vice-presidente

da nova unidade de seguros e continuará como CEO da

Minuto. Redpoint eVentures, atual acionista tanto da Creditas

quanto da Minuto, se mantém como sócia da Creditas.

Com mais de R$250 milhões em prêmios anuais

e 160.000 clientes, a Minuto foi a corretora de seguros

pioneira na utilização de canais

digitais para democratizar o

acesso a diferentes tipos de seguros

no Brasil. A insurtech conta

com uma operação completa

que contempla cotação em tempo

real com mais de 15 seguradoras

parceiras, contratação digital,

gestão pós-venda, renovação

digital e gestão de sinistros.

A Creditas passa a oferecer uma solução completa

focada nos ativos das pessoas. A integração fortalece,

principalmente, a vertical de carros e vai permitir a contratação,

dentro de um mesmo aplicativo, de um pacote

completo de serviços: crédito com garantia do veículo,

financiamento, compra, venda e troca e agora, o seguro.

12


tecnologia

Ferramenta para comunicação do sinistro

A Sabemi lançou

uma página online para

a comunicação do sinistro.

A ferramenta no site

possibilita aos beneficiários

o registro do óbito

e solicitação do pagamento

de indenização de importâncias seguradas de

modo totalmente digital, com agilidade e facilidade.

“Esta é mais uma iniciativa que reforça nosso

cuidado com os segurados, especialmente quando se

trata de um momento de perda, que é muito delicado.

Sempre buscamos maneiras de desburocratizar os processos

e serviços, pensando no bem-estar dos beneficiários,

garantindo atendimentos mais práticos e rápidos”,

afirma Gilmar Beck, gerente Operacional de Seguros da

companhia.

rede social

Instagram para corretores

Para marcar o Dia do Amigo, comemorado em

20 de julho, a Bradesco Seguros apresentou o perfil

‘Com você, Corretor’, que oferecerá um portfólio completo

de conteúdos para aproximar os profissionais.

No novo perfil,

será possível compartilhar

posts sobre

produtos e principais

serviços oferecidos

pela companhia, se

informar sobre tendências

do mercado,

além de acompanhar

dicas inspiradoras, que ajudarão os corretores a se motivarem

na jornada de trabalho e no relacionamento com

os segurados. A expectativa é oferecer diariamente temáticas

diferentes.


gente

LÍDER PARA P&C

A Chubb nomeou

Marc Poliquin para o cargo

de vice-presidente sênior e

head de Property e Casualty

(P&C) para as operações de

seguros gerais (COG, pela

sigla em inglês) na América

Latina. Atualmente, Poliquin

é vice-presidente sênior e head de Professional

Indemnity na companhia. Em sua nova função,

o executivo será responsável pelo desenvolvimento

comercial e de produtos, operações de subscrição e

desempenho técnico da linha na região.

TRANSPORTES E AVIAÇÃO

A Lockton anunciou

a chegada de seu novo diretor

de Transportes & Aviação,

Marco Darhouni. Com

quase 20 anos de experiência

no setor, o executivo

passa a integrar o time de

Risk Solutions, como parte

do projeto de expansão e

crescimento da corretora no Brasil e na América

Latina. Segundo o executivo, os clientes da corretora

contam com uma proposta de valor centrada

na sua alta especialização técnica e de tecnologia,

com colocação de programas sob medida e estruturas

dedicadas de atendimento técnico e de

sinistros.

RATIFICADO NO MARKETING

André Gonçalves

ingressou no Seguro PASI

para fazer parte do time de

marketing como assistente

quando o departamento

havia sido criado há pouco

mais de 3 anos e era dirigido

por Fabiana Resende,

atual vice-presidente executiva da companhia.

“Trabalhar ao lado dessa grande líder e de toda a

equipe tem sido um aprendizado constante e muito

motivador”, destacou. Ele agora foi conduzido ao

cargo de gerente e deve liderar o time.

RELACIONAMENTO E BENEFÍCIOS

A MDS Brasil apresentou

Marçal Liguori como

novo superintendente de

Relacionamento de Benefícios

da empresa. Com mais

de 28 anos em operação,

gestão e consultoria em seguro

de pessoas, o executivo

também possui expertise

com grandes contratos de benefícios e autogestão

para empresas nacionais e multinacionais.

INFLUENCER DIGITAL

O 25º aniversário da

Rede Lojacorr marcará uma

nova era na empresa. Além

da contratação de novos colaboradores

para a equipe, que

deve crescer no total cerca

de 50% em toda a organização

na sede administrativa e

comercial até o final de 2021, a companhia compõe

o time de gestores com um novo CDO. O diretor de

Transformação Digital (Chief Digital Officer) é Daniel

Castello, que passa a atuar ao lado de Diogo Arndt

Silva (presidente - CEO) e toda a diretoria.

Há cerca de um ano, Castello iniciou um trabalho

de mentoria e consultoria para a Rede pela Endeavor,

via programa de Scale-UP. Desde então, a consolidação

da ampliação da empresa e formatação da

Lojacorr 2.0 passou a ser um caminho cada vez mais

próximo. No final de 2020, o time de gestores convidou

o executivo para atuar na organização.

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NOVO MANDATO

A Assembleia Geral Ordinária do CVG-RJ (Clube

Vida em Grupo do Rio de Janeiro) elegeu para mais

um mandato de dois anos (2021-2023) na presidência

da entidade Octávio Perissé e

seu vice-presidente, Enio Miraglia,

além de diretores, conselheiros

consultivos e fiscais.

“É uma honra conduzir

por mais um período o destino

desta grande entidade

pioneira dedicada ao seguros

de pessoas e ajudar a alavancar,

promover e difundir a cultura de seguros em

nosso País. Gostaria de agradecer aos meus diretores,

conselheiros, beneméritas e associados, que confiaram

em nós para levar adiante uma nova etapa de

trabalho. Pretendo honrar, mais uma vez, este novo

mandato contribuindo pela união de todos e dedicação

contínua para projetar este segmento tão importante

na proteção das famílias brasileiras”, afirmou

Perissé.

Além do presidente e o vice-presidente, a nova

diretoria do CVG-RJ será composta por: Edson Calheiros,

diretor de ensino; Wellington Costa, diretor social,

Gilberto Villela, diretor financeiro. Diretores adjuntos:

Paulo Galindo; Rogerio Soucasaux; Sônia Marra; Tatiana

Antoniazzi e Vinicius Brandão.

Conselho consultivo: Lucio Marques (presidente);

Ademir Marins (secretário). E a comissão fiscal será

composta por: Icatu Seguros, Ronaldo Marques (presidente);

Bradesco Seguros, Emanuel Paiva (membro) e

SulAmérica Seguros, Lauro Barros (membro).

CUIDADOS FINANCEIROS

A Sompo Seguros

contratou Paulo de Tarso

Magalhaes Paes de Barros

Filho como superintendente

de Precificação e Hugo

Ferraz Muraro, que assume

a gerência da área de Gestão

de Riscos Financeiros.

A chegada dos executivos

atende à estratégia de negócios

que visa o investimento

em capital humano e

tecnologia para dar suporte

aos planos de crescimento

estabelecidos para a companhia

no Brasil.

NOVIDADES EM SEGUROS E RESSEGUROS

A Marsh Brasil anunciou a nomeação de novas

diretoras e diretores para fortalecer ainda mais

a sua atuação em mercados estratégicos e trazer

novas soluções para os clientes.

Silvana Speranza foi

nomeada diretora de Placement

para Specialties, que

abrange as indústrias de Power,

Energy, Mining, Infraestrutura,

Construção e Portos

& Terminais nos ramos de

Property e Engenharia. “O

que me motiva a cada dia

são as possibilidades que

oferecemos a todos que aqui trabalham para que

criem seus sonhos dentro da empresa”, afirma.

HEAD DE OPERAÇÕES

A Darwin Seguros anunciou Wellington

Lopes como seu novo sócio e head de operações.

O executivo tem experiência em gestão

de operações de seguros. Ao longo de mais

de 30 anos de carreira, Lopes atuou em diversas

áreas técnicas e de operações: serviços ao

cliente, jornada e experiencia do cliente;

assistência 24 Horas; emissão e aceitação;

vistoria, inspeção, sinistro, fraude; e demais

atividades de backoffice de seguros

nos produtos de auto, residência, vida, acidentes

pessoais e demais ramos.

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ESPECIAL BENEFÍCIOS

RETORNO

Nunca mais como antes

OLHEMOS PARA 2022. SIM, A RETOMADA

DO TRABALHO PRESENCIAL ESTÁ SENDO

INICIADA NO MERCADO EM GERAL E EM VÁRIOS

PAÍSES. NO BRASIL, A PALAVRA DE ORDEM,

ESPECIALMENTE ENTRE AS SEGURADORAS,

CUJA MAIORIA OPTOU PELO MODELO HÍBRIDO

DE VOLTA AO TRABALHO ÀS SUAS BASES

FÍSICAS, É ‘RESILIÊNCIA’. MAS AS MARCAS

ESTÃO AÍ, DOLOROSAMENTE DEIXADAS PELA

TRÁGICA PASSAGEM DA PANDEMIA. PARA

SEGUIR ADIANTE, EMPRESAS E EMPREGADOS

BUSCAM O DIÁLOGO QUE RESSIGNIFIQUE O

TRABALHO, A DOENÇA E, ACIMA DE TUDO, A VIDA

André Felipe de Lima

16


O

saxofonista interpretado por Woody Allen, em Sleeper

— O dorminhoco, uma produção cinematográfica

de 1973, parece presente em cada um de nós. Ou, pelo

menos, um pouco dele está, e isso é difícil negar. Igualmente à

personagem do filme, sentimo-nos longe da realidade, perdidos

em um tempo cujo futuro nos distancia de qualquer exercício

de idealização, sobretudo agora, quando sociedade, poder público

e mercado começam a debater a retomada presencial das

atividades, principalmente no campo laboral. Essa incômoda

sensação começou há pouco mais de um ano e meio quando a

Covid-19 iniciou sua impiedosa investida nos países e nos continentes.

Naquele instante, muitas empresas obrigaram seus trabalhadores

a irem para casa com um laptop embaixo do braço e

uma oração para proteger-se do pior, do desconhecido. Não se

tratava somente de um emprego sob risco, mas, e fundamentalmente,

a vida estava em cheque.

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ESPECIAL BENEFÍCIOS

RETORNO

O retorno será em um novo modelo híbrido de

trabalho e, apesar de ainda não sabermos como

será, a função do escritório e seu layout devem

mudar. Para nossa retomada, seguiremos todos

os protocolos de saúde e segurança necessários

visando um retorno seguro e efetivo”

JOÃO ALTMAN, da VR Benefícios

Estamos, contudo, despertando

deste incômodo sono. No Brasil, embora

ainda aquém do que deveria constituir-se,

a vacinação intensifica-se e empresas já se

planejam para um regresso de seus funcionários

às bases das companhias. Será,

entretanto, que esse processo está funcionando

a contento? Será que realmente

todos os segmentos de mercado estão

propensos à retomada presencial ou mesmo

preparados para receber seus colaboradores?

E mais: será que os trabalhadores

estão realmente desejosos pelo retorno

aos seus postos de trabalho dos quais se

separaram em março de 2020, quando

a pandemia chegou ao Brasil? E o setor

segurador, como vem se comportando

diante desse cenário? É plausível afirmar

que seguradoras e corretoras retomarão o

modelo funcional de antes da Covid-19?

As respostas a estas perguntas estão neste

debate promovido por Apólice, que

para esta reportagem ouviu alguns atores

da indústria de seguros para tentar compreender

um cenário no qual o imperativo

é um eloquente e insistente ponto de

interrogação. Mas há um caminho viável a

ser seguido para a busca de soluções: ouvir,

antes de tudo, o trabalhador.

No exterior, ao que tudo indica,

essa premissa vem sendo o pilar para a

retomada presencial do trabalho, como

aponta relatório divulgado em maio

pela consultoria americana McKinsey &

Company. Se depender dos funcionários, as empresas terão de adotar

um modelo híbrido nesse sentido, ou seja, a maioria dos trabalhadores

ouvidos para a pesquisa informou desejar trabalhar de casa

ao menos três dias da semana. E o mais surpreendente: 25% destes

funcionários consideram deixar o emprego caso o patrão os obrigue

ao retorno integralmente presencial e passaram a priorizar a saúde

mental no trabalho. Lá, vem funcionando assim. E aqui, no Brasil?

NOSSAS PECULIARIDADES EM VERDE E AMARELO

Chama atenção a pesquisa quantitativa também divulgada

em maio pela VR Benefícios e realizada pelo Instituto Locomotiva

com profissionais de recursos humanos de empresas de diversos

segmentos atendidos pela VR. De cara, o estudo, que recebeu 438

respostas online, originárias de todas as regiões do Brasil, no período

de 11 de agosto a 22 de setembro de 2020, aponta que a grande

maioria dos trabalhadores (classe C) não estava fazendo home

office, pelo menos até setembro do ano passado. Dos entrevistados,

74% são mulheres e 26% são homens, com idades acima de 18 anos.

Na divisão de classes, 52% são A/B; 42% são C e 6% são D/E.

Quanto às empresas — indica o estudo —, 46% adotaram o

trabalho remoto e 26% digitalizaram processos. No que se refere aos

funcionários, 79% dos representantes de RH declararam ter adotado

novas medidas de gestão de pessoas por conta da pandemia e 81%

deles consideram muito importante um plano de retomada do trabalho,

mas quase a metade, ou seja, 46% das companhias admitiram

não ter se organizado para isso. Serviços de transporte, de assistência

médica/psicológica e de alimentação correspondem às medidas

para as quais as empresas dispensariam menos atenção durante a

retomada do trabalho presencial. Este resultado está em descompasso

com, por exemplo, o que sinaliza o mercado americano, como

destaca o estudo da McKinsey & Company. Aos percentuais, portanto,

ressaltados pelo estudo da VR Benefícios: 42% das empresas afirmaram

que não prestarão assistência médica/psicológica aos funcionários.

Somente 17% declararam o contrário e outras 41% não

souberam responder a questão. Em contrapartida, 83% garantiram

que haverá álcool em gel e outros 76% que oferecerão máscara aos

funcionários. Mas somente 25% pretendem realizar testes e exames

com os funcionários e 33% simplesmente não pretendem realizá-los

quando retornarem ao trabalho presencial.

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RETOMADA REPLETA DE DESAFIOS

As questões e, sobretudo, as estatísticas, permanecem incômodas.

A vacinação ainda é lenta no país e a variante delta do coronavírus

parece incansável e incontrolável em sua disseminação.

Diante disso, seria possível verdadeiramente projetar condições de

trabalho no Brasil para um contexto — frise-se, ainda distante — em

que a pandemia já corresponderia a apenas mais uma preocupação?

“Para a decisão oficial sobre o nosso retorno (presencial ao trabalho),

uma coisa é certa: vamos ouvir as pessoas, entender as necessidades

das áreas e estudar caso a caso. Na VR, nós temos este cuidado

com as pessoas: construímos nossas iniciativas de forma colaborativa”,

ressalta o diretor executivo de Pessoas e Cultura da VR Benefícios,

João Altman, que completa: “No caso da VR Benefícios, nossos times

estão trabalhando de forma remota, em suas residências, com total

segurança, desde março de 2020 e só vamos abrir nosso escritório

novamente em 2022. A volta deve acontecer em um novo modelo híbrido

de trabalho, sempre respeitando as escolhas e individualidade

dos nossos colaboradores. Inclusive, já temos contratado pessoas de

outros estados (a sede da VR é São Paulo) com contrato de trabalho

100% remoto. Apesar de ainda não sabermos como será o retorno,

temos certeza de que o escritório do futuro não será como antes. Sua

função mudará e, consequentemente, seu layout.”

No caso da VR Benefícios, o escritório está fechado para trabalho

presencial e a volta dos funcionários a este espaço deve ocorrer

somente em 2022. “O retorno será em um novo modelo híbrido

de trabalho e, apesar de ainda não sabermos como será, a função do

escritório e seu layout devem mudar. Para nossa retomada, seguiremos

todos os protocolos de saúde e segurança necessários visando

um retorno seguro e efetivo”, ressalta Altman.

Quando a pandemia começou em março de 2020, a companhia

Suzano, uma gigante da indústria do papel e celulose, mantinha

em seu quadro funcional aproximadamente 14 mil empregados

diretos. Com os terceirizados, esse número saltou para 35 mil

trabalhadores. A essencialidade do negócio da Suzano, sobretudo

na pandemia com a crescente demanda global por produtos

de higiene e embalagens de alimentos e medicamentos, requer

a maior parte dos empregados em trabalho presencial nas operações

da companhia. Contudo, em decorrência da Covid-19, todos

os colaboradores das áreas administrativas, que não precisam

estar fisicamente nas operações, começaram

a trabalhar em home office. “Para

o pós-pandemia, porém, nós ainda estamos

avaliando as possibilidades de atuação

das equipes em um modelo que seja

eficiente, seguro, flexível e que continue

fortalecendo a conexão entre as pessoas”,

diz a gerente de Gente e Gestão da

Suzano, Thaís Loureiro.

Advogado especialista em direito

na saúde e presidente da Associação

Nacional das Administradoras de Benefícios

(Anab), Alessandro Acayaba de

Toledo, destaca que no começo da pandemia

poucos líderes acreditavam que o

home office poderia ser tão produtivo e

eficiente. Para ele, o mercado trilha um

caminho sem volta, já que grandes corporações

também perceberam que podem

reduzir custos ao adotar o modelo

de trabalho remoto ou híbrido. “Ao mesmo

tempo, diversas pesquisas mostram

a satisfação dos colaboradores com esses

modelos. A partir de agora, acredito

que as empresas com melhores resultados

e maiores índices de satisfação dos

funcionários, serão as que estiverem

dispostas a ouvir o que eles têm a dizer

e a criar sistemas que continuem incentivando

a produtividade e o bem-estar

das pessoas”, enfatiza Toledo.

No setor das administradoras

de benefícios — destaca ele — a preocupação

prioritária é com a saúde e

“No começo da pandemia poucos líderes acreditavam

que o home office poderia ser tão produtivo e

eficiente. O mercado trilha um caminho sem volta, já

que grandes corporações também perceberam que

podem reduzir custos ao adotar o modelo de trabalho

remoto ou híbrido

ALESSANDRO ACAYABA DE TOLEDO, da Anab

19


ESPECIAL BENEFÍCIOS

RETORNO

Nos últimos seis meses, já tivemos mais de 2500

participantes nessas sessões. Tudo fica gravado,

podendo ser acessado pelo nosso público a qualquer

momento. Ainda no pilar da saúde mental, estamos

aplicando um Check-up emocional por meio de uma

plataforma digital que trabalha com algoritmos e

proporciona um diagnóstico individual, assim a

atuação e cuidados da equipe de saúde com cada

caso mapeado é personalizada”

THAIS LOUREIRO, da Suzano

o bem-estar dos colaboradores, como

não poderia ser diferente, já que o core

dessas corporações é justamente o cuidado

com a saúde. Por isso, a retomada

das atividades presenciais está sendo

avaliada cuidadosamente pelas empresas,

levando em conta a realidade de

seus funcionários e a estrutura de cada

uma. “De maneira geral, as administradoras

de benefícios têm implementado

diversas iniciativas com foco na saúde

dos colaboradores, tanto do ponto

de vista físico quanto emocional, com

apoio psicológico e auxílio home office,

por exemplo. Ainda assim, prevalece o

modelo de trabalho remoto até que os

funcionários estejam totalmente imunizados

com as duas doses da vacina. De

qualquer forma, posso adiantar que na

grande maioria de nossas associadas

deve predominar o modelo de trabalho

híbrido, mas sem uma data de retorno

estabelecida por enquanto, já que ainda

temos um cenário incerto, mesmo que a

vacinação esteja avançando no País.”

ADAPTAÇÃO E PROTOCOLOS

O espaço físico das empresas

está sendo preparado para receber funcionários.

O atendimento médico, caso

necessário, não é esquecido. É franca a

predisposição das empresas do setor

de saúde em geral, e de seguradoras,

para que seus colaboradores só retornem ao ambiente físico de

trabalho após estarem completamente imunizados com as duas

doses da vacina contra Covid-19. A pandemia parece ter reforçado

na indústria seguradora uma percepção de que o funcionário é

muito mais que somente um nome na lista de empregados. É um

ser socialmente comprometido com a empresa, mas com devidas

peculiaridades que não podem ser ignoradas pelos gestores das

companhias, sobretudo os diretamente envolvidos com as áreas

de RH. Cabe, entretanto, ao funcionário conscientizar-se da gravidade

do momento e, fundamentalmente, na premente necessidade

da imunização completa, com duas doses, contra o insidioso e

mortal vírus.

Em dezembro passado, o plenário do Supremo Tribunal Federal

(STF) decidiu que o Estado pode determinar aos cidadãos que

se submetam, compulsoriamente, à vacinação contra a Covid-19,

conforme a Lei 13.979/2020. Em resumo, o Estado pode impor aos

cidadãos que recusem a vacinação medidas restritivas previstas em

lei, que incluem multa, impedimento de frequentar determinados

lugares e fazer matrícula em escola, mas não pode fazer a imunização

à força. Também ficou definido que os estados, o Distrito Federal

e os municípios têm autonomia para realizar campanhas locais de

vacinação.

“A imunização dos nossos colaboradores permitirá o retorno

seguro de todos, dessa forma, as ondas de retorno serão mais

abrangentes conforme o avanço da vacinação dos nossos times.

Em relação à preparação dos nossos espaços, desde o início da

pandemia o nosso time de Facilities tem se preparado para esse

retorno e boa parte da estrutura já foi testada nas ondas de retorno

que tivemos ainda em 2020”, afirma Thais Loureiro, da Suzano.

Entre as diversas ações empregadas pela Suzano, Thais

destaca seis principais. Uma delas é o App Meu Lugar, um aplicativo

que apoia no controle de ocupação dos escritórios e posições

de trabalho. Os colaboradores sinalizam a reserva do seu espaço,

20


que é liberada pelo time de facilities, conforme o percentual de

ocupação determinado pela diretriz da companhia. “Também seguimos

com foco no distanciamento, sendo que em todas as unidades

instalamos barreiras, sejam nas mesas de trabalho e nos

restaurantes, além de adesivos demarcando pontos de distanciamento

em diversos espaços dos nossos sites. No transporte,

seguimos mantendo barreiras nos nossos fretados para garantir

o distanciamento, além de controlar a taxa de ocupação, mantendo

o limite de 50% de ocupação. Além disso, nossas medidas

de sanitização continuam fazendo parte do nosso protocolo de

higienização em todas as áreas de trabalho, filtros de ar-condicionado,

veículos e fretados”, assinala a executiva.

No decorrer da pandemia, a Suzano promoveu diversas

ações com foco em temas importantes que estão conectados com

esse cenário e a saúde mental. Dentre eles, uma série de lives interativas

com profissionais de diversas áreas, entre eles o médico

Drauzio Varella, o filósofo Mario Sérgio Cortella e o ator Leandro

Hassum.

“Nossas sessões de mindfulness passaram a ser remotas e ao

vivo três vezes por semana. Interagimos durante sete dias consecutivos

com o monge Satyanatha, por exemplo, que explorou o tema

Felicidade e Saúde emocional/espiritual em toda a jornada. Nos últimos

seis meses, já tivemos mais de 2500 participantes nessas sessões.

Tudo fica gravado, podendo ser acessado pelo nosso público

a qualquer momento. Ainda no pilar da saúde mental, estamos aplicando

um Check-up emocional por meio de uma plataforma digital

que trabalha com algoritmos e proporciona um diagnóstico individual,

assim a atuação e cuidados da equipe de saúde com cada caso

mapeado é personalizada”, conta Thais Loureiro.

OLHAR JURÍDICO PARA A RETOMADA

Em setembro passado, o Ministério da Saúde, por meio da

portaria 2.384, incluiu a covid na lista de doenças do trabalho, quando

comprovadamente o contágio ocorre no ambiente laboral. Nos

Estados Unidos, por exemplo, recusar a vacinação pode desdobrar-

-se em demissão sumária, como aconteceu recentemente no canal

de TV CNN, que demitiu na primeira semana de agosto três funcionários

por irem ao trabalho sem se vacinar contra a Covid-19. Sobre

o episódio, o presidente da companhia, Jeff Zucker, foi enfático ao

dizer que a política para casos do gênero é de “tolerância é zero”:

“Você precisa estar vacinado para trabalhar no campo, com outros

funcionários, independentemente de entrar ou não em um escritório.

Ponto final.”

Presidente da Comissão de Justiça do Trabalho da Ordem

dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), o advogado

Marcus Vinícius Cordeiro ressalta que a vacinação é um ato de

solidariedade. Um gesto de preocupação com o próximo. “Isso

tudo é real. Temos campanha da OAB nesse sentido. Na área jurídica,

a OAB fala também para a sociedade. Embora não haja uma

lei definida obrigando (à vacinação), ela vai acabar prevalecendo

nessa conjuntura da normalidade. Um empregado que não quer

se vacinar coloca em risco uma coletividade. Ele certamente não

terá espaço para afirmar essa individualidade. Já há uma decisão

do Tribunal em São Paulo nesse sentido”,

exemplifica Cordeiro.

Para essa retomada ao trabalho

presencial, há, contudo, outro viés, como

ressalta o representante da OAB-RJ. Diante

de números insatisfatórios de vacinação

no país, o trabalhador, apesar da

convocação para voltar ao trabalho, não

pode se recusar ao retorno.

“Nesse sentido, há a obrigatoriedade

do cumprimento do contrato da

forma como disposto pelo empregador.

Ele é responsável pela direção da prestação

de serviços. O empregado que não

comparecer está se recusando a cumprir

o contrato, isso já em um cenário de segurança,

de normalidade. Agora, se o

empregador disser que não há segurança,

que no local não há nenhuma preocupação

sanitária, não tem álcool em gel,

ninguém usa máscara, o filho fica doente

e não comunicam, aí, é claro, que há uma

justificativa, mas que certamente vai levar

à inviabilidade do contrato. O empregador

vai dizer: ‘Você não quer vir? Então, tá,

acabou o contrato’. Não há um direito de

recursar essa recusa (do empregado). Há

medidas que podem justificar essa recusa”,

explica Cordeiro.

Embora a lei valha para todos,

não se pode obrigar o funcionário a retornar

ao trabalho presencial sem que

se ofereça a ele toda a segurança contra

o coronavírus e suas sempre constantes

variantes. “Você não pode obrigar o

sujeito a entrar dentro do caldeirão em

chamas. Então a saída é coletiva mesmo,

com as entidades sindicais forçando a

pactuar condições de trabalho que não

coloquem em risco o trabalhador. Se

ainda assim não conseguir, o empregado

que for obrigado a cumprir o contrato,

mas tem um revés em razão disso,

ele tem uma ação contra a empresa,

inclusive de danos morais em relação a

essa condição insalubre que lhe foi imposta.

Vivemos um momento único, mas

as soluções que foram dadas no campo

do trabalho foram bem interessantes e

ágeis, mas também é porque já existia a

tecnologia para isso. Mas muitas coisas

estão sendo vistas como forma de serem

permanentes, e isso também precisa ser

21


ESPECIAL BENEFÍCIOS

RETORNO

ambientes de trabalho, e esta será norteada por dois inequívocos e

indispensáveis pilares: segurança e saúde.

MARCUS VINÍCIUS CORDEIRO,

da Comissão de Justiça do

Trabalho OAB-RJ

avaliado, mas sempre dentro de um consenso

para propiciar trabalho seguro,

confortável e também para atender aos

interesses do empreendimento”, sustenta

o representante da OAB-RJ.

Prevalecem incertezas, é verdade.

Prevalece, sobretudo, um consenso

de que ainda estamos longe, bem distantes

mesmo, de um desenho preciso

de quando, efetivamente, teremos uma

retomada normal do trabalho e da vida.

Certamente, quando tudo isso passar,

ainda será preciso uma nova ordem nos

MARCO RAGI,

da Truvio

RETOMADA SEGURA NO ÁPICE DA PANDEMIA

A retomada presencial ao trabalho está se intensificando,

mas ela começou a acontecer bem antes, sobretudo para atividades

que não poderiam parar e exigem in loco a presença do profissional.

Exemplo de prevenção à Covid-19 durante o trabalho presencial

vem acontecendo desde junho do ano passado, momento severo

da pandemia, no Shopping Center Norte, na capital paulista, que recorreu

à inteligência de dados desenvolvida pela healthtech Truvio

e implantada pela Pamcary, tradicional gestora de riscos na área de

transporte de cargas.

As duas empresas empregaram uma plataforma no shopping

que permitiu o cruzamento de dados para identificar a contaminação

e exposição dos funcionários ao coronavírus. Mas o grande desafio

foi manter a qualidade humanizada no atendimento mesmo à

distância, como destaca o gerente comercial de segmentos Pamcary,

Rogério Araújo.

A companhia é, atualmente, gestora de benefícios do

Shopping Center Norte, especificamente para assistência médica

e odontológica, seguro de vida em grupo e também em medicina

ocupacional. “Já existia essa cultura de atendimento humanizado.

Com a implantação dessa plataforma, houve essa preocupação de

manter essa estrutura mais adaptada a um momento de pandemia”,

diz Araújo.

A plataforma criada pela Truvio funciona ininterruptamente

durante 24 horas do dia. Passo a passo, o funcionário do shopping

preenche um questionário para que seja avaliado o risco que ele

possa representar caso apresente sintomas ou tenha mantido contato

com alguém que tenha o teste positivo para Covid-19. Em seguida,

comprovadas as suspeitas, o trabalhador é orientado a permanecer

em casa e um grupo médico é acionado para encaminhar

adequadamente a situação.

“O objetivo maior da plataforma é cumprir os protocolos do

governo para triagem de casos suspeitos e de compactantes suspeitos,

identificar grupos de risco, evidências médicas e todo o processo

de triagem, de acompanhamento, de testagem e de afastamento

para garantir a saúde dos colaboradores, o retorno seguro quanto e

a segurança jurídica da empresa no cumprimento das normativas

e dos protocolos. Estes são os principais objetivos”, enumera Marco

Ragi, cofundador da Truvio.

O acompanhamento humanizado foi decisivo para o sucesso

da retomada segura do trabalho no Shopping Center Norte, como

descreve Araújo: “O correto mesmo é você conhecer o status da

saúde da pessoa e a partir dali fazer ações. O que tem acontecido,

o que a telemedicina hoje oferece, não é o proativo é o reativo. A

pessoa liga com algum problema, como uma demanda. Talvez o sucesso

dos números do programa implantado no Center Norte seja

a antecipação, ou seja, você saber diariamente conquistar a saúde

daquela pessoa e poder fazer ações. É um modelo que pode evoluir

para uma gestão de saúde mesmo assistencial”, reflete o executivo

da Pamcary.

22


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23


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André Felipe de Lima

O

vírus trouxe tragédia com ele,

mas também despertou pessoas

e empresas para aspectos que até

então eram ignorados, inclusive no mercado

de trabalho. O colaborador passou a

ser mais observado por um prisma onde

a alteridade projeta-se de forma mais eloquente

e atravessa a porta da fábrica ou

do escritório sem parcimônia e tendo a

empatia como chave para isso. Falamos,

agora, de um ser social com todas as suas nuances e particularidades

que até então eram desconhecidas de seus empregadores.

Com 67 anos, Boris Ber é um corretor com vastíssima e profícua

trajetória na indústria de seguros. Tem mais de 40 anos de

experiência. Ele é CEO e fundador da Asteca Corretora de Seguros,

autor de vários artigos e conceituado palestrante sobre gestão de

negócios no mercado segurador. Mas ele é, na essência, e de forma

louvável, humilde e transparente ao admitir que conhecia pouco o

lado mais humano dos funcionários da corretora que ajudou a fundar

em 1982. O dia a dia atribulado, as agendas apertadas, enfim,

24


“A busca pela apólice que possa proteger o

empregado durante o retorno presencial ao

trabalho cresce no mercado. Mas, ainda não há

uma cobertura verdadeiramente específica para

isso. O corretor tem aí uma grande oportunidade.

Todo mundo viu a morte de perto.

BORIS BER, da Asteca

um cotidiano que inegavelmente dificultava uma aproximação entre

empregadores e empregados certamente foram determinantes

para essa distância. Mas isso vem mudando bastante, como o próprio

Ber atesta.

“Temos uma avaliação de todos os departamentos e funcionários

e de desempenho, que com esse fenômeno da pandemia, se

é que podemos chamar de fenômeno, descobrimos algumas coisas.

Por exemplo: descobri que tenho uma funcionária que leva uma

hora e cinquenta para vir e duas horas para voltar. Não tínhamos

essa informação”, reconhece o corretor.

A pandemia demarcou seu nefasto território e todos foram

trabalhar de casa. A percepção mais aguçada sobre os ditames que

ela impôs e as dificuldades do trabalhador em home office aguçaram

a percepção do empregador em relação à realidade nua e crua

do funcionário. Mas agora, passado um ano e meio de pandemia,

setores do mercado começam a migrar do trabalho remoto para o

modelo anteriormente presencial. Muitas — e isso é sentido no setor

securitário — adotarão um sistema híbrido para essa retomada,

conciliando, portanto, os dois modelos.

Na Asteca Corretora, Ber reconheceu que o desempenho dos

funcionários é igual ou mesmo melhor trabalhando em home office.

A empresa já desenvolveu um planejamento prévio que pode ser

adaptado para o período que o funcionário estipular para trabalhar

presencialmente. “Quando isso vai se dar? Dependerá de algumas

coisas, inclusive da vontade do funcionário”, avalia o executivo.

“Temos funcionários que têm uma boa condição para fazer home

office. Tenho que levar isso em consideração. Tenho funcionário que

não tem uma boa condição de home office. E o que é uma boa condição

de home office? É a pessoa não ter que tirar o computador da

mesa para dar almoço para ela e para as crianças. Para isso tudo já

temos esse levantamento. Municiamos desde internet, um computador

um pouco melhor, um laptop, demos até cadeira ergométrica

para ela trabalhar. Mas a tendência é um modelo híbrido”, antecipa

o executivo.

Ber diz que ele próprio mudou a forma de trabalho: “Se você

perguntasse para mim se antes da pandemia seria possível a Asteca

trabalhar como está trabalhando hoje, eu responderia que de jeito

nenhum. Eu, como exemplo, estou muito

mais produtivo, estou conseguindo atender

mais pessoas. As minhas reuniões de

diretoria, com o pessoal, enfim, as reuniões

técnicas, estão superprodutivas. Os

treinamentos das companhias estão funcionando

superbem”.

PESQUISA FUNDAMENTAL

Na Capemisa Seguradora, o trabalho

remoto não era considerado até o

advento da pandemia, como afirma a gerente

de pessoas da companhia, Patrícia

Pacheco. Segundo ela, o corpo funcional

estava habituado somente à forma tradicional

de trabalho, ou seja, a presencial.

A executiva pondera, entretanto, que a

empresa sempre esteve preparada para

contingências ou para situações imprevistas

que por algum motivo forçassem a

ausência do trabalhador.

Patrícia ressalta ter havido, logo

após o início da pandemia, uma rápida

adaptação dos funcionários ao novo modo

de trabalho e que, após essa adaptação,

uma constatação da administração da Capemisa

de que é possível o trabalho remoto.

“Investimos em pesquisa. Fomos entender

com os funcionários pontos positivos e

negativos desse novo formato de trabalho

e percebemos que havia uma adesão muito

grande das pessoas que envolvia questão

do conforto, da qualidade de vida e da

segurança”, diz a gestora de RH.

25


ESPECIAL BENEFÍCIOS

SECURITÁRIOS

Investimos em pesquisa. Fomos entender com os

funcionários pontos positivos e negativos desse

novo formato de trabalho e percebemos que havia

uma adesão muito grande das pessoas que envolvia

questão do conforto, da qualidade de vida e da

segurança”

PATRÍCIA PACHECO, da Capemisa

Em relação ao trabalho presencial,

a pesquisa sobre teletrabalho registrou

muitas queixas coletivas, mas houve

também questionamentos sobre o home

office. Patrícia conta que a seguradora

buscou soluções para atenuar obstáculos

que, eventualmente, impedissem a

migração para o modelo remoto de trabalho.

A companhia foi paulatinamente

adaptando-se ao cenário, porém em conformidade

com os sinais que os empregados

emitiram na pesquisa e, essencialmente,

no dia a dia daqueles primeiros

momentos do trabalho de casa.

FLAVIA PONTES,

da Qualicorp

Vários fatores foram identificados pela pesquisa da Capemisa,

dentre os quais a adaptação do ambiente do lar para o trabalho a

distância, a administração da família, os espaços da residência, as

mudanças dos hábitos do funcionário, o estágio da saúde mental

dele e a questão financeira, ou seja, o quanto gastava em casa e com

o trânsito diário até a empresa. As soluções vieram.

“A gente foi investindo nessa parte de saúde mental, com o

grupo de gestão da saúde que já tínhamos. Intensificamos cursos

com uma psicóloga exclusiva para atender às pessoas nesse processo

de adaptação e treinamento de como administrar o tempo,

o espaço da casa, a família e outros fatores que influenciam nessa

nova rotina. Investimos também numa linha de educação financeira,

justamente para as pessoas terem esse reacional”, ressalta Patrícia.

Paralelamente a volta do trabalho presencial e a essa adaptação

ao home office, tendência que deve ser integralmente ou parcialmente

adotada por diversos segmentos, inclusive o de seguros,

as seguradoras empreenderam esforços para oferecer ao mercado

soluções que atendam às demandas desse contexto e promovam

uma gestão cuidadosa de riscos. Um fato é cristalinamente inquestionável:

empresas e pessoas não serão as mesmas depois que a

pandemia efetivamente passar.

“Acho que as companhias — guardadas as devidas proporções,

mas, evidentemente, guardadas as condições — vão voltar

muito diferentes, mas muito diferentes mesmo. Tanto é que as

grandes companhias, a maior parte dos departamentos, está em

home office.

O modelo híbrido para a retomada presencial do trabalho

vem sendo debatido incansavelmente por áreas de recursos humanos

de empresas de todos os mercados. Exemplo disso é a operadora

Qualicorp, que desde março do ano passado mantém todos os

funcionários em home office. A companhia envolveu seu RH e a área

médica para estudar e estruturar novas formas de retomada, além

de manter o acompanhamento constante da situação sanitária do

País. Como destaca a diretora de Pessoas e Cultura da Qualicorp,

Flavia Pontes, a operadora definiu que, mesmo após a pandemia,

manterá o home office parcial (três dias em home office e dois dias

no escritório). “Já para as mães da Quali que retornarem de licença

maternidade, o home office será 100% até que a criança complete

um ano. Além disso, atualmente contamos também com algumas

posições fixas em modelo home based, ou seja, alguns de nossos

26


colaboradores continuarão atuando 100% de suas casas mesmo

após o fim da pandemia”, antecipa Flavia, reforçando serem outros

pontos fundamentais para a Qualicorp a gestão humanizada e a preocupação

com os impactos que a saúde mental e emocional causam

na vida do colaborador. “Por isso, ainda em 2020 começamos uma

parceria com o Zenklub. Trata-se de uma plataforma de serviços de

bem-estar e saúde emocional em que nossos Qualis podem contar

com auxílio psicológico durante esse período desafiador que temos

vivenciado”, especifica a executiva da Qualicorp,

Para os colaboradores deslocados para o trabalho remoto,

a Qualicorp ofereceu equipamentos necessários e um benefício financeiro

para que todos possam utilizá-lo em eventuais despesas,

como as de luz e internet. “Paralelamente, também disponibilizamos

testes rápidos para que nossos mais de dois mil Qualis e seus

familiares realizassem, além de entregarmos álcool em gel em suas

residências, de modo a garantir sua segurança”, frisa Flavia.

EM BUSCA DE TRANQUILIDADE, MAS COM SEGURO

Com o advento da pandemia, percebeu-se a maior procura

pelo seguro de vida até por conta do aumento da preocupação das

pessoas em relação a tudo o que vem acontecendo há cerca de um

ano e meio. “E falar de seguro de vida, falar de morte, que antigamente

eram tabus, as pessoas até evitavam, deixou de ser. A gente

percebeu que os clientes e os corretores estão mais abertos a falar,

encarar francamente essa certeza que nós temos na vida. A retomada

do ambiente de trabalho físico traz na verdade para as pessoas

a necessidade da contratação de uma cobertura adicional para que

elas fiquem mais tranquilas e tenham um melhor bem-estar na retomada

dessas atividades”, justifica o diretor comercial da Capemisa,

Fábio Lessa.

A busca pela apólice que possa proteger o empregado durante

o retorno presencial ao trabalho cresce no mercado. Mas,

como explica Boris Ber, ainda não há uma cobertura verdadeiramente

específica para isso. “O corretor tem aí uma grande oportunidade.

Todo mundo viu a morte de perto. Quanto à procura de proteção

à covid em si, há um termo jurídico, mas é subjetivo. Não posso

provar, mas ter indícios de que alguém transmitiu a alguém ou que

esse alguém pegou a Covid em meu escritório porque ele vem de

ônibus, vem de metrô ou tem a casa dele onde toma cerveja com o

amigo. Não há uma responsabilidade objetiva na contaminação. Daí

fica difícil fazer uma comprovação para se ter um seguro e para fazer

uma indenização. O que há, por enquanto, é dar o conforto de um

bom seguro de vida e de um seguro saúde, o que meus funcionários

têm”, assinala Ber.

CAMINHOS PERCORRIDO PELAS SEGURADORAS

Logo no início da pandemia, a Seguros Unimed migrou 100%

da operação para home office em apenas duas semanas. Isso só foi

possível por ter recorrido a dois fatores: o primeiro deles um consistente

programa de home office ativo na companhia e o segundo a

inovação digital, que já era um pilar estratégico da seguradora. Mas

há um terceiro e decisivo aspecto: um direcionador de negócios.

“As decisões da empresa, especialmente nos últimos quatro anos,

PEDRO NABUCO PALHANO,

da Unimed

garantiram a assertividade da nossa atuação

e uma resposta rápida à crise”, grifa

o superintendente de Pessoas, Estratégia,

Processos e Projetos na Seguros Unimed,

Pedro Nabuco Palhano, ponderando, entretanto,

que situações de crise, em geral,

têm uma característica de acelerar tendências.

“Com a pandemia de covid-19,

fomos desafiados a nos reinventar. Nesse

contexto, a tecnologia foi de extrema

importância para garantir a continuidade

do trabalho, em um momento em que o

isolamento social era essencial para preservar

vidas ao redor do mundo”, complementa

Palhano.

O executivo observa que, com

base na experiência vivenciada até aqui,

a partir de indicadores, de performance e

de outras diretrizes corporativas, as empresas

estão com um olhar atento para

os modelos de trabalho que se apresentarão

no pós-crise. E, neste futuro próximo,

frise Palhano, não há como ignorar

as novas possibilidades que a tecnologia

apresentou à sociedade e ao mercado.

“Caberá a cada organização uma avaliação

cuidadosa da sua estratégia, dos seus

indicadores de performance de trabalho

— presencial e remoto—, além de questões

sociais, de saúde e de perfil de suas

equipes — esclarece o superintendente

da Seguros Unimed.

Desde o início da pandemia, a

Icatu Seguros também migrou todos os

27


ESPECIAL BENEFÍCIOS

SECURITÁRIOS

funcionários para o trabalho remoto, desenvolvendo,

inclusive, um projeto específico

nesse sentido para o Centro de Relacionamento

com o Cliente (CRC) para

que operasse de casa, com a operação

na nuvem, realizado em apenas 72 horas,

o que levou a Icatu a ganhar o prêmio

internacional CX Excellence Award, promovido

pela Nice, referência mundial de

soluções para Contact Centers. “Hoje a

Icatu está operando de forma híbrida. A

companhia, inclusive, mudou para uma

nova sede, no AQWA Corporate, no Porto

Maravilha, no Rio de Janeiro, mantendo

todos os cuidados recomendados pela

Organização Mundial da Saúde (OMS)

para garantir a saúde dos funcionários”,

diz a diretora de Pessoas da Icatu, Camila

Asenjo.

O período da pandemia contribuiu

para uma grande evolução em

todo o modelo de gestão da Icatu, especialmente

à distância. Camila assinala

que todos na seguradora aprenderam a

operar todos os processos da companhia

de forma remota, garantindo os serviços

a clientes e parceiros. “Com esse retorno

gradativo, percebemos a importância

que o ambiente físico e a interação

pessoal possuem para muitas funções.

O aprendizado coletivo, as conversas informais

que geram insights e inovação, a

transferência da cultura organizacional,

uma estrutura física apropriada, a interação

humana que reduz milhares de comunicações remotas, são

alguns dos impactos positivos que já sentimos nesta retomada”, percebe

a executiva.

CAMILA ASENJO,

da Icatu

PASSO A PASSO ATÉ A RETOMADA PRESENCIAL

No âmbito geral, como as seguradoras, embora com a maioria

delas priorizando um modelo híbrido de retomada funcional,

estão contribuindo com os protocolos para retorno seguro ao trabalho

presencial? O que, especificamente, empregam nesse sentido,

sobretudo em cuidados específicos com saúde, apoio psicológico,

bem-estar e saúde financeira dos trabalhadores?

Como uma empresa de pessoas, a principal preocupação da

Icatu Seguros no retorno às atividades presenciais de forma escalonada

é assegurar o bem-estar, a segurança e a preservação da saúde

das equipes. “Afinal, o nosso principal foco — dentro e fora da companhia

— é a proteção da vida”, endossa Camila Asenjo.

Sinalizações nas áreas comuns sobre a importância do uso de

máscara e de evitar aglomerações, são algumas das medidas empregadas

pela Icatu. As reuniões virtuais estão sendo priorizadas para

que as salas de reunião não ultrapassem a ocupação máxima de metade

das cadeiras e a limpeza dos ambientes durante o dia também

foi reforçada e, ao final do expediente, toda a empresa passa por um

processo de desinfecção. “Além disso, a Icatu está disponibilizando

um reembolso de parte das despesas de deslocamento dos funcionários

para que sejam evitadas aglomerações no transporte público”,

destaca Camila.

Os funcionários da Icatu também podem contar com o Apoio

Pass, um serviço de orientação profissional psicológica, financeira,

jurídica e social, disponível 24 horas, essencial, como reforça Camila,

neste momento de crise. O serviço é sigiloso e está disponível para

todos que trabalham na Icatu, além de seus dependentes diretos.

“Temos contato constante com todos os colaboradores para entender

o cenário individual de cada um e, a partir disso, trazer a melhor

solução para todos os colaboradores, tanto de forma individual

quanto coletiva”, explica a executiva.

A Seguros Unimed traduz como pilar do plano interno de enfrentamento

à crise a garantia da saúde das pessoas. Nesse sentido,

além de ampliar o programa de home office, a seguradora disponibilizou

aos colaboradores uma rede multidisciplinar de cuidado para

questões de saúde e apoio ao luto, com atendimento pelo WhatsApp

de saúde e bem-estar. Por meio de uma parceria importante com

a Conexa Saúde, a companhia também oferece suporte emocional a

todos os colaboradores, incluindo os familiares.

“Mantivemos nossos programas de gestão de pessoas mesmo

na crise; capacitamos nossos líderes para a gestão a distância e

diagnósticos das equipes; criamos a #sextoulive, evento online que

reúne todos os nossos colaboradores para abordar temas voltados

à saúde (física e emocional), às finanças pessoais, causas sociais,

além de promover integração com a alta liderança e apresentar todas

as diretrizes da seguradora para enfrentamento da pandemia.

A novidade é que passaremos a oferecer, em agosto, apoio nutricional

online a todos os colaboradores que necessitarem”, finaliza

Palhano.

28


PRODUTO

FATOR SEGURADORA

Seguro de Garantia Arbitral atende

a novas demandas contratuais

ATENTA ÀS TENDÊNCIAS DE NEGÓCIOS DA

INICIATIVA PRIVADA COM O PODER PÚBLICO,

E COM CONGÊNERES, FATOR LANÇA

PRODUTO PARA ATENDER ÀS CÂMARAS DE

ARBITRAGEM NACIONAIS

A

seguradora percebeu no mercado brasileiro

a carência de produtos para cobrir

os processos das Câmaras Arbitrais.

A empresa já fazia o seguro de garantia judicial e

Agatha Lopes Mateus verificou a demanda do mercado,

que antes fazia uma verdadeira “gambiarra”,

alterando as condições particulares das apólices.

O seguro Garantia Arbitral tem o objetivo de garantir os processos

tanto da administração pública quanto da iniciativa privada,

seguindo a alteração legislativa de 2015, que fomentou a procura da

arbitragem no Brasil. O produto funciona como uma contracautela

em processos arbitrais. O tomador precisa da concessão de medida

liminar e, para que não haja prejuízo à parte contrária, caso ela não

se confirme em sentença, existe o seguro Garantia Arbitral, para evitar

prejuízos à parte contrária”, explica Agatha Lopes Mateus, especialista

em Riscos Financeiros da seguradora.

O valor pode incluir custas de arbitragem e honorários de árbitro,

só que o gatilho dele é a sentença arbitral e não o pagamento

do tomador. “A responsabilidade continua sendo subsidiária, como é

no seguro garantia de forma geral”, ressalta Agatha. A dinâmica deste

produto é parecida com a Garantia Judicial: de um lado tem a jurisdição

estatal e do outro lado um outro tipo de jurisdição ao qual a lei

confere ao árbitro os poderes de um juiz de direito, com a possibilidade

de escolher o árbitro, a Câmara etc. “A dinâmica é similar, apesar

do arbitral ter a vigência média de 17 meses, diferente do judicial. A

renovação também é parecida, porque a seguradora está vinculada

ao risco até a sua extinção ou substituição”, ressalta a advogada.

Para equiparar o seguro a dinheiro, é obrigatória a inclusão

de 30% da importância segurada. Agatha afirma que a Fator achou

importante incluir este percentual como ocorre no seguro garantia

trabalhista e cível, para que o produto tivesse aceitação das Câmaras

Arbitrais.

Lançado em maio de 2021, o seguro Garantia Arbitral tem um

grande público potencial em vista. De acordo com levantamento de

litígios em Câmaras arbitrais realizado pelo escritório Mattos Filho, na

Fiesp havia R$ 33 milhões em discussão em 2019; na Acam (Associação

das Câmaras de Arbitragem) havia 78 casos, com R$ 11 bi em litígio,

em 2019; na Câmara do Comércio Brasil Canadá havia R$ 8 bi em

discussão, também em 2019. As empresas

acabam optando pela arbitragem por ser

um processo mais célere e para poder

escolher árbitros especialistas na matéria

em litígio. “A expectativa é emitir valores

expressivos, mas sabemos que isso leva

tempo e que depende de setores, como

construção e infraestrutura, imobiliário,

telecomunicações, saneamento e energia”,

pontua a executiva.

Um ponto relevante desta apólice

é o contrato de contragarantia, porque

ele contém o compromisso do tomador

em informar a seguradora periodicamente,

para que ela acompanhe o risco com

frequência. “O sigilo dos procedimentos

arbitrais foi uma preocupação para o produto,

mas conseguimos uma solução satisfatória”,

aponta Agatha.

A precificação é um pouco diferente

também do judicial. Como é um

produto novo e pode atender discussões

complexas e valores expressivos,

é preciso ter taxas compatíveis, porque

a subscrição é detalhada e mais demorada.

No mercado internacional, a arbitragem

é muito mais utilizada. Em Portugal,

por exemplo, ela é utilizada para

relações de consumo. “Aqui no Brasil,

caminhamos para esta nova realidade”,

conclui Agatha.

29


ESPECIAL BENEFÍCIOS

MUDANÇAS

Preparando-se para uma nova o

SEGURADORAS ATENDEM

DEMANDAS DE COLABORADORES

E REDESENHAM BENEFÍCIOS E

PRODUTOS PARA ADEQUAR-SE ÀS

REALIDADES DO TRABALHO E DO

MERCADO CONSTRUÍDAS DURANTE

A PANDEMIA DA COVID-19

André Felipe de Lima

Desde o início da pandemia, os

profissionais de recursos humanos

foram responsáveis por

adaptações nos benefícios oferecidos aos

trabalhadores. Demandas, em sua maciça

maioria, que partiram dos próprios

empregados. Produtos como saúde, previdência

privada e vida, efetivamente os

mais diretamente acionados ao longo

da devastadora jornada da Covid-19 no

país e no mundo, estão entre estes benefícios

oferecidos a um funcionário que

hoje está em casa, trabalhando em home

office, inexorável tendência laboral daqui

em diante, e o setor de seguros é um dos

que melhor internalizaram essa premissa.

Pesquisas como o Guia Salarial

2021 realizada pela consultora americana

Robert Half com 620 profissionais brasileiros

de diferentes níveis hierárquicos,

de analistas a c-level, e realizada em julho

do ano passado comprova a tendência

pelo trabalho remoto, que veio para ficar,

porém ainda sem um formato conceitual

definitivo. Do estudo extraem-se dados

importantes, dentre os quais que 80%

não veem o home office como um benefício,

mas, sim, como um novo modelo de

trabalho que desejam seguir. Percentual

de 86% dos entrevistados pela Robert

Half se refere aos profissionais que disseram

concordar que seria interessante se

alguns benefícios oferecidos pelas suas

empresas mudassem daqui para frente.

Outros 71% consideram o pacote de benefícios

antes de aceitar uma proposta e,

quando ele não atende a todas as suas necessidades, esses candidatos

buscam melhor negociação salarial.

Desperta atenção na pesquisa, entretanto, que nenhum tipo

de seguro, sobretudo de saúde ou de vida — exceto previdência

privada — integra a lista dos oito benefícios considerados mais importantes

pelos empregados das companhias. Os funcionários desejam

assistência médica, vale-refeição, vale-alimentação, assistência

odontológica, aportes na previdência privada, notebook (justamen-

30


rdem

te para qualificar o trabalho remoto), auxílio financeiro para manter

o home office e auxílio estudo, estes três últimos itens novidades

que não constavam da lista de benefícios anterior à pandemia.

Será que está a caminho uma internalização, enfim, de que

a previdência privada se trata de um benefício de longo prazo? Ao

que tudo indica, sim. O benefício tornou-se ainda mais relevante durante

a pandemia. Quem antes não via as vantagens da previdência

complementar e o valor agregado que proporciona, mudou radicalmente

de ideia. Daqui para frente, a previdência

privada estará sempre no rol dos

benefícios mais importantes para o colaborador

que deseja segurança financeira.

Embora o seguro não apareça no

topo da lista de benefícios demandados

pelos empregados, ressalte-se que algumas

posições do setor ganharão destaque

daqui em diante em estratégias de

gestão de recursos humanos no mercado

em geral. Analistas de subscrição, de

sinistro e de contabilidade/ controladoria

terão mais projeção em projetos das

companhias. É aquela velha história: o

Brasil ainda não internalizou a cultura do

seguro, como evidencia implicitamente a

pesquisa da Robert Half, mas o universo

corporativo entende que este benefício

precisa estar na linha de frente para os

trabalhadores. O recado foi dado pelos

entrevistados para o estudo da consultora:

entre as cinco áreas de mercado em

destaque nos próximos meses, que desejamos

serem a da reta final da Covid-19,

aparece a de seguros, e a recomendação

da Robert Half, em conformidade com o

que ouviu dos profissionais e dos dados

coletados para a pesquisa, é a seguinte:

“Após a pandemia, em um cenário

mais competitivo, o desafio das empresas

será ampliar a carteira de clientes

e garantir boa participação no mercado.

Com isso, encontrar novas oportunidades

de gerar receita torna-se crucial para

o crescimento. Um caminho é pensar em

produtos e serviços que reflitam as necessidades

que vêm se desenhando hoje,

entre eles destacamos riscos financeiros e

segurança cibernética para exercer o trabalho

remoto, dois produtos que devem

seguir em alta. Para atender às expectativas

das empresas, habilidades como visão

de negócio e senso de propriedade,

além de adaptabilidade e flexibilidade,

serão cada vez mais demandadas e farão

a diferença na hora da contratação.”

A consultoria alerta também para

o fato de que as empresas precisam pensar

em produtos e serviços para as necessidades

atuais. “Existe um importante

cuidado para evitar que um eventual

aumento da sinistralidade impacte diretamente

na rentabilidade da seguradora.

31


ESPECIAL BENEFÍCIOS

MUDANÇAS

DELANE GIANNETTI,

da Liberty

Por isso, uma tendência do segmento,

chamada de know your customer (KYC),

pode ajudar no equilíbrio. Esse procedimento,

que ajuda a evitar crimes e fraudes,

permite que as organizações conheçam

o perfil de cada cliente para avaliar

e monitorar os riscos envolvidos na relação.

Além disso, o KYC permite que a

companhia ofereça uma precificação do

produto mais justa para o consumidor,

visto que todo o processo será realizado

de acordo com as suas necessidades.”

Nesse contexto, a agenda digital

se destacará para desburocratizar um setor

que permaneceu “intocado por mais

de 100 anos”, como frisa o relatório da Robert

Half, e fortalecerá produtos, análises

atuariais, precificação e finanças.

Empresas do setor de seguros

mobilizam-se bastante nesse sentido,

mas fazendo antes o dever de casa com

seus colaboradores, como é o caso da

área de recursos humanos da Liberty

Seguros, que vem adequando os benefícios

já existentes concedidos aos funcionários.

Diretora de RH da Liberty Seguros,

Delane Giannetti destaca que durante o

período de pandemia, manteve todos os

benefícios que já existiam, além de ampliar

alguns, como o vale alimentação e

vale refeição, de modo que o funcionário

pode optar qual das formas ele quer receber

o benefício.

Como descreveu a executiva, a empresa também enviou para

a casa de cada colaborador kit com equipamentos necessários para

home office, disponibilizou cadeiras para todos os colaboradores

que precisaram e implantou jornadas flexíveis para maior qualidade

de vida e para que os funcionários pudessem conciliar as rotinas

com a família. Houve também atendimento médico especial

e acompanhamento para casos de Covid-19 para colaboradores e

suas famílias, além de teste rápido no ambulatório médico estendido

aos familiares dos empregados. A empresa intensificou a gestão

virtual e o engajamento do trabalho a distância, mas priorizou a saúde

mental de seus funcionários, oferecendo atendimento psicológico

via telemedicina, EAP para todos os colaboradores e familiares e

programas de qualidade de vida e bem-estar.

Os corretores de seguros também estão atentos a essa movimentação

do setor em torno dos benefícios aos seus colaboradores,

mas também o impacto dela para além do escritório ou, de certa

forma, do home office.

Diretor executivo da Genebra Seguros, Guilherme Silveira ressalta

que o mercado de benefícios está inegavelmente passando por

mudanças que foram aceleradas pela pandemia. “Atualmente, observamos

maior interesse dos departamentos de recursos humanos em

entender as coberturas e em buscar soluções mais completas para

os riscos aos quais os colaboradores estão expostos. Uma das inovações

que foi muito bem-vinda, nesse sentido, foi o crescimento da

telemedicina, que antes da pandemia era adotada de maneira tímida

por algumas operadoras e que hoje é uma realidade em praticamente

todos os planos de saúde, e que passou a ser oferecida também,

como assistência em algumas apólices de seguro de vida. Diversos

corretores perceberam a oportunidade representada pela telemedicina

e a utilizaram para incrementar as suas vendas”, diz Silveira.

O corretor da Genebra aponta, contudo, outra via que não

pode ser ignorada. Segundo ele, há demandas de empresas para

que as seguradoras promovam estas mudanças nos produtos e

adaptem-os às necessidades de seus funcionários. “Vejo muito interesse

por parte do mercado segurador em adequar os produtos de

forma que estes atendam de maneira mais completa os consumidores.

No entanto, ainda existe alguma dificuldade das companhias em

criar produtos disruptivos, em especial, devido a entraves regulatórios”,

reflete o executivo da Genebra.

REDESENHANDO PRODUTOS

Com o cenário pandêmico, todas as seguradoras tiveram de

redefinir produtos. A Brasilseg (do Banco do Brasil) foi uma das primeiras

a, por exemplo, incluir em suas apólices a cobertura para os

casos de Covid-19, como lembra a superintendente de seguros de

vida da seguradora, Karina Massimoto. “Primeiramente, em um movimento

conjunto do mercado, a Brasilseg comunicou que desde

março de 2020, indeniza seus segurados por morte por Covid-19.

Posteriormente, renovamos nosso portfólio de produtos de seguro

de vida para uma oferta modular, em que o cliente pode contratar

um conjunto de coberturas e assistências sob medida, além de

benefícios voltados para saúde e bem-estar, como terapia online,

pulseira inteligente e mapeamento genético”, assinala Karina.

32


Ela explica, entretanto, que a Brasilseg já trabalhava no desenvolvimento

deste produto antes mesmo da pandemia, com o

objetivo de reforçar os conceitos de seguro para a vida e de viver

mais e melhor, mas muitos benefícios do novo seguro de vida da

BB Seguros — explica Karina — convergiram com o momento da

pandemia.

Na Liberty não foi diferente. Como explica Delane, o que a

seguradora realizou neste último ano e meio foi priorizar ainda mais

projetos e melhorias digitais para simplificar as jornadas dos clientes

e dos corretores: “Procuramos criar e adaptar produtos cada vez

mais ágeis e personalizados para oferecer uma experiência ainda

melhor para os clientes. Lançamos atendimento via WhatsApp, aviso

de sinistro 100% online, pagamento via Pix, a plataforma Meu

Momento de Vida e a Academia Digital, treinamento para corretores

com foco nas negociações no ambiente digital, além de um espaço

para terceiros no site. Além disso, com o objetivo de manter o bem

estar dos segurados, decidimos fazer a cobertura de casos relacionados

à Covid-19 desde o início, e mantemos essa cobertura até

hoje no seguro de vida sem custo adicional.”

Mas houve empresas do setor que optaram por manter os

produtos e benefícios já existentes sem alterá-los por conta da pandemia.

Uma destas companhias é a Argo Seguros. “Não fizemos

nenhum ajuste nos benefícios. Como o nosso seguro de saúde é

bem diferenciado do mercado, no início da pandemia já tivemos a

cobertura providenciada. Dessa forma, não houve necessidade de

adequação, assim como aconteceu com o nosso seguro de vida, que

prontamente obtivemos a confirmação da cobertura de pandemia”,

diz a head de RH da Argo Seguros, Juliana Begnami.

Por conta da complexidade do atual cenário, a Argo implantou

o programa Conte Comigo, cujo objetivo é oferecer suporte

para que os colaboradores e seus familiares consigam superar com

mais tranquilidade momentos desafiadores da sua vida pessoal ou

profissional. O programa oferece suporte 24 horas, sete dias por semana,

e atua para o gerenciamento de questões de vulnerabilidade

emocional, social, jurídica, financeira e de saúde. Os colaboradores

têm apoio de profissionais especializados, como assistentes sociais,

psicólogo, advogado, orientador financeiro, entre outros, tudo com

sigilo e ética profissional.

“Essa foi uma ação muito importante e que trouxe bastante

tranquilidade e conforto para todos. Oferecer suporte para que

o colaborador consiga superar com mais tranquilidade momentos

desafiadores de sua vida pessoal ou profissional. No nosso caso, o

programa Conte Comigo foi uma das principais ações que a Argo

fez para dar o devido suporte aos seus colaboradores”, frisa Juliana.

HORA E VEZ DO SEGURO DE VIDA

No Brasil, e isso é fato, o seguro de vida permanece com baixa

adesão, mesmo em meio ao período pandêmico. Embora com indicadores

de notória evolução, a carteira, inegavelmente essencial para o

planejamento financeiro, ainda é relegada a segundo plano pelo brasileiro.

Como, afinal, a indústria securitária contribui para redesenhar

esse perfil e adaptar serviços que demandas das empresas e de seus

colaboradores, justamente e sobretudo em seguro saúde e de vida?

GUILHERME SILVEIRA,

da Genebra

Karina Massimoto conta o que fez

a Brasilseg nesse sentido: “Em 2021 a BB

Seguros lançou uma nova plataforma de

cotação e contratação para seguros de

vida. A ferramenta desenvolvida é intuitiva,

permitindo a entrega da cotação e

contratação imediata para as empresas.

Para contratação, a nova plataforma disponibiliza

18 coberturas, de acordo com

a necessidade e natureza da operação

do cliente, além de oito assistências que

podem ser escolhidas de acordo com a

necessidade e preferência dos colaboradores.

A ferramenta ainda leva uma nova

KARINA MASSIMOTO,

da Brasilseg

33


ESPECIAL BENEFÍCIOS

MUDANÇAS

pouco tempo o funcionário tinha pouca voz na escolha dos seus

benefícios, atualmente se tornou mais importante adaptar a oferta

de seguros e previdência ao estilo e momento de vida de cada colaborador.

Esse é um movimento que deverá se intensificar nos próximos

anos, com o acirramento da concorrência advinda de players

como a XP Seguros e a Flash Benefícios, e que deverá popularizar o

mercado de benefícios flexíveis, que atualmente são oferecidos por

uma pequena parte das empresas.”

JULIANA BEGNAMI,

ARGO

experiência para o cliente e para a rede

BB, uma vez que é totalmente digital, online

e de fácil acompanhamento após a

contratação.”

No portfólio da Liberty Seguros,

destaca-se o segmento de vida. Delane

ressalta que entre as opções disponíveis

para empresas há o Liberty Vida Global,

voltado para empresas com operação

entre dois e 600 colaboradores. O produto

foi elaborado para proteger os funcionários

das organizações de maneira

coletiva e, com base no capital global registrado

pela companhia, as coberturas

são distribuídas uniformemente conforme

o número de empregados. A empresa

também criou o Liberty Vida Pequena

Empresa dirigido a empresas que mantêm

entre cinco e 1200 colaboradores.

“Em ambas as opções de seguros, a Liberty

garante a cobertura em casos de

morte, invalidez, doenças graves, despesas

médicas e indenização por acidente”,

reforça Delane.

Para Guilherme Silveira, o mercado

de seguros está trabalhando intensamente

para atender às demandas das

empresas não apenas nas coberturas securitárias,

mas também através de serviços

que permitam aos colaboradores das

empresas maior flexibilidade na contratação

de benefícios. “Na minha opinião,

esse foi um ponto que se tornou muito

evidente devido à pandemia. Se até

NOVO NORMAL, NOVO TRABALHO

Com a intensificação do trabalho remoto, as seguradoras investem

em iniciativas digitais para engajamento e apoio às áreas da

companhia. Todas as ações presenciais foram adaptadas para o meio

digital e, ao que tudo indica, trata-se de um processo célere.

Na Liberty, por exemplo, a cultura de trabalho no modelo

home office existe desde 2013, como suporte opcional aos funcionários.

Com isso, quase todos os processos são digitais, o que facilita

a vida dos colaboradores, pois já possuíam as ferramentas necessárias

quando começou a adaptação por conta da pandemia. Por esse

motivo, a Liberty implementou com mais facilidade o home office

no início da pandemia e, desde então, tem trabalhado com afinco

para manter todas as áreas engajadas”, observa Delane.

Superintendente de Recursos Humanos da Brasilseg, Priscilla

Nascimento Gosler informa que muitas das iniciativas da Brasilseg

junto aos colaboradores estavam adaptadas para o formato digital e

foram ampliadas desde que a seguradora implantou o trabalho em

home office contingencial. Desde 2019 — explica a executiva —, a

Brasilseg já havia adotado o uso da rede social workplace como canal

de comunicação interna, gerando forte engajamento entre os

quase dois mil colaboradores. Foram mais de 400 grupos de trabalho,

mais de 3 mil posts, mais de 18 mil comentários e mais de 2

milhões de mensagens no primeiro semestre de 2021.

“Promovemos algumas ações especiais dentro da plataforma

neste período, como a criação de um grupo denominado De Repente

Home Office, com orientações para o trabalho remoto, dicas de

organização, produtividade e ergonomia, com espaço para os colaboradores

compartilharem dúvidas e momentos vividos no novo

modelo de trabalho. Também utilizamos a ferramenta para dar visibilidade

aos colaboradores sobre as iniciativas estratégicas, para

que todos estejam alinhados e engajados com a visão da companhia

e consideramos que foi essencial para manter os colaboradores conectados

com a empresa”, ressalta Priscilla.

“Desde o início de 2020, em função da pandemia e da decorrente

mudança de hábitos imposta aos colaboradores, a empresa

tem exercitado seu propósito diariamente, que é cuidar das pessoas

e proteger o que é valioso para elas, procurando oferecer suporte

psicológico e orientações para amenizar o impacto dessas mudanças

na saúde mental do grupo. O suporte tem sido de extrema importância

para os colaboradores neste período, tanto para aqueles

que se sentiram mais impactados pelo novo modelo de vida imposto

pelas circunstâncias, quanto para aqueles que tiveram casos de

falecimento de familiares ou amigos”, pondera a superintendente de

RH da Brasilseg.

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