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QUANDO SE TRATA DE<br />
TRAVÕES, EXISTE UMA<br />
ÚNICA ESCOLHA: A MELHOR.<br />
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jornal<strong>das</strong>oficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira<br />
<strong>189</strong><br />
C<br />
Setembro 2021<br />
PERIODICIDADE | MENSAL<br />
ANO XVI | 3 EUROS<br />
M<br />
Y<br />
CM<br />
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MY<br />
CY<br />
CMY<br />
K<br />
CONFLITOS LABORAIS<br />
PRÁtica LEVA À PERFEIÇÃO!<br />
PÁG: 06<br />
Phaarmpeças<br />
Pág. 44<br />
Reconhecido como um dos principais<br />
retalhistas de peças automóvel<br />
do distrito de Viseu, a Phaarmpeças<br />
celebra este ano o 25º aniversário<br />
Sylvia Gotzen<br />
Pág. 12<br />
Em entrevista ao <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong>, a<br />
Diretora-Executiva da FIGIEFA revelou<br />
as principais preocupações do setor<br />
relativamente ao futuro MVBER<br />
Motivar<br />
colaboradores<br />
Pág. 50<br />
Os gestores que são bons a lidar<br />
com pessoas compreendem a forma<br />
como os colaboradores pensam e os<br />
seus interesses<br />
Peritagem de danos<br />
Pág. 106<br />
Entre as tarefas do perito de<br />
automóveis inclui-se estabelecer o<br />
valor do sinistro, tarefa que passa<br />
por avaliar os danos do veículo<br />
desde 1959<br />
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Editorial<br />
<strong>189</strong> Setembro<br />
2021<br />
Folha de serviço ........................................................................... 04<br />
DESTAQUE<br />
Conflitos Laborais ..................................................................... 06<br />
MERCADO<br />
Entrevista Sylvia Gotzen, FIGIEFA ........................... 12<br />
ATUalidadE<br />
Oficina de Confiança ACAP ............................................ 18<br />
OPINIÃO<br />
Susana Barros .............................................................................. 22<br />
CAMPANHA<br />
VISU Aftermarket ..................................................................... 24<br />
Power On ............................................................................................ 28<br />
ENTREVISTAS<br />
Peter Wagner, Continental .............................................. 32<br />
Paulo Almeida, APAMB ....................................................... 36<br />
Manuel de Andrade, STOP’s .......................................... 40<br />
EMPRESA<br />
Phaarmpeças ................................................................................ 44<br />
OFICINA DO MÊS<br />
NA Auto ................................................................................................ 48<br />
GESTÃO<br />
Expandir horizontes ............................................................... 50<br />
NOTÍCIAS<br />
Empresas ........................................................................................... 52<br />
Produto ................................................................................................ 80<br />
Repintura ......................................................................................... 108<br />
PRODUTO<br />
Suportes motor Metalcaucho............................... 76<br />
Ferramentas elétricas Bosch.................................78<br />
SERVIÇO<br />
Sistemas ADAS ........................................................................... 98<br />
PASSO A PASSO<br />
Desmontagem de pneus ................................................ 101<br />
REPINTURA<br />
Parceria Axalta/Museu Caramulo ........................ 103<br />
TÉCNICA & SERVIÇO<br />
Peritagem de danos ............................................................ 106<br />
CAPACIDADE<br />
DE ESCOLHA<br />
A<br />
capacidade de escolher como um veículo é diagnosticado e reparado está cada vez mais a ser ameaçada,<br />
não da perspetiva do proprietário do veículo, mas da capacidade da oficina independente em<br />
oferecer uma opção ao proprietário do veículo.<br />
As mudanças estão a ser origina<strong>das</strong> por quatro aspetos essenciais: o impacto da cibersegurança na conceção<br />
do veículo, a automatização dos sistemas de bordo, a responsabilidade subsequente do construtor pela funcionalidade<br />
do veículo ao longo da sua vida útil e as peças cada vez mais personaliza<strong>das</strong> necessárias para os<br />
veículos de hoje, que os fabricantes de peças de substituição têm dificuldades em igualar.<br />
Um bom exemplo é o óleo de motor, que é cada vez mais específico do tipo de motor. É difícil para a indústria<br />
de lubrificantes do mercado pós-venda disponibilizar um equivalente direto do lubrificante original do<br />
fabricante do motor do veículo. O óleo do motor deve proporcionar a proteção do motor a temperaturas<br />
e a pressões mais eleva<strong>das</strong> e proporcionar uma proteção avançada do material ao longo da vida útil do<br />
lubrificante, encontrando-se simultaneamente num ambiente quimicamente mais limitado, com níveis de<br />
viscosidade mais baixos e numa gama de condições de funcionamento mais ampla. Isto cria o problema de<br />
fazer corresponder a especificação técnica do óleo original do motor. As oficinas também podem ficar vulneráveis,<br />
se realizarem trabalhos num veículo que ainda se encontre no período de garantia e ocorrer uma<br />
falha subsequente do motor. Assim, ao reservarem a especificação do seu óleo, os fabricantes de veículos<br />
podem criar uma situação em que só podem ser utilizados os seus lubrificantes/fluidos.<br />
Também se verifica um cenário semelhante com os componentes ADAS. Os fabricantes de veículos alegam<br />
que só podem ser utiliza<strong>das</strong> as suas peças originais e que estas peças só podem ser monta<strong>das</strong> pelos seus reparadores<br />
autorizados. Para assegurar que este processo é cumprido, as peças são codifica<strong>das</strong> e o “código de<br />
configuração do sistema” correspondente só é disponibilizado aos seus concessionários oficiais.<br />
Com o endurecimento da legislação em matéria da “segurança dos componentes”, dos requisitos de emissões<br />
dos veículos e dos sistemas automatizados, a homologação de peças de substituição pode aumentar.<br />
Igualmente restritivo é o acesso ao veículo e aos seus dados. Atualmente, chegaram ao mercado os primeiros<br />
veículos com a porta OBD vedada a equipamentos de diagnóstico multimarcas. Se pretender realizar<br />
diagnósticos, reiniciar a luz de serviço ou recodificar uma peça de substituição, é necessário um certificado<br />
eletrónico. Isto requer o registo junto do fabricante do veículo e a utilização de dados pessoais para aceder<br />
ao certificado no momento em que pretende efetuar a intervenção no veículo. Estes certificados são também<br />
suscetíveis de possuir atribuições de “direitos e funções”, definindo o trabalho que pode realizar, o que,<br />
aliado à codificação de peças ou à funcionalidade de recodificação, reconfiguração ou reprogramação do<br />
software significará também que certas peças e ações serão controla<strong>das</strong> pelo fabricante do veículo.<br />
Com veículos conectados, que permitem aos fabricantes contactar diretamente o cliente quando o veículo<br />
indica que é necessária uma intervenção, o fabricante do veículo pode criar e propor as suas próprias ofertas<br />
de serviços com as suas próprias peças, sem que o condutor tenha de fazer muito mais do que consentir a<br />
oferta. As oficinas independentes nem sequer terão consciência de que o veículo precisa de ser reparado<br />
ou intervencionado. Em suma, quando se trata de optar relativamente a peças de substituição, as opções<br />
começam a ficar cada vez mais limita<strong>das</strong> às peças OE.<br />
JOÃO VIEIRA | Diretor<br />
DIRETOR JOÃO VIEIRA joao.vieira@apcomunicacao.com // DIRETOR COMERCIAL MÁRIO CARMO mario.carmo@apcomunicacao.com // GESTOR DE CLIENTES PAULO FRANCO paulo.franco@apcomunicacao.com<br />
WEBMASTER ANTÓNIO VALENTE // ARTE HÉLIO FALCÃO // SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS E CONTABILIDADE financeiro@apcomunicacao.com // PERIODICIDADE Mensal // ASSINATURAS assinaturas@apcomunicacao.com<br />
SEDE DA REDAÇÃO Bela Vista Office Estrada de Paço de Arcos, 66 2735 - 336 Cacém // TEL. +351 219 288 052 // GPS 38º45’51.12”N - 9º18’22.61”W // © Copyright Nos termos legais em vigor, é totalmente interdita<br />
a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito do JORNAL DAS OFICINAS // IMPRESSÃO LISGRÁFICA - IMPRESSÃO E ARTES GRÁFICAS, S.A. Estrada Consiglieri<br />
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www.apcomunicacao.com<br />
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PRINCIPAL ACIONISTA João Vieira (100% TEL. +351 219 288 052 // EMAIL geral@apcomunicacao.com // Consulte o Estatuto Editorial no site www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 3
FOLHA<br />
DE SERVIÇO<br />
REVISTA TOP 100<br />
EM PREPARAÇÃO<br />
IPSIS<br />
VERBIS<br />
SYLVIA GOTZEN<br />
DIRETORA-EXECUTIVA DA FIGIEFA<br />
A FIGIEFA ACREDITA QUE<br />
O MBVER DEVE SER MANTIDO<br />
NOS SEUS PRINCÍPIOS, TENDO<br />
EM CONTA OS BENEFÍCIOS<br />
COMPROVADOS, E<br />
MODERNIZADO NOS<br />
PORMENORES, PARA<br />
ENFRENTAR NOVOS DESAFIOS<br />
A<br />
revista mais esperada do ano pelos profissionais<br />
do setor está já a ser preparada para<br />
ser lançada no mês de novembro, logo após<br />
a GALA, que se realizará no dia 5 de novembro,<br />
na Quinta <strong>das</strong> Lágrimas, em Coimbra, num evento<br />
que pretendemos seja mais uma vez o ponto de<br />
encontro de convívio e confraternização dos principais<br />
players do setor. Os rankings dos maiores e<br />
melhores distribuidores de peças para ligeiros e pesados,<br />
equipamentos e repintura, será novamente o<br />
ponto forte desta publicação. Os dados publicados<br />
reportam a 2020, um ano verdadeiramente atípico,<br />
com dois períodos de confinamento derivado da<br />
Covid-19 e muitas mudanças nas organizações. Será<br />
interessante analisar a faturação <strong>das</strong> empresas num<br />
ano difícil como foi 2020 e verificar impacto que<br />
a crise teve no setor. É verdade que o aftermarket<br />
acabou por não ser tão atingido pelos efeitos da crise<br />
como outros setores da economia, contudo está a altamente volátil e nunca antes vivido. Seja para<br />
às necessidades do mercado, perante um cenário<br />
exigir às empresas do setor uma enorme capacidade<br />
de adaptação da sua oferta de produtos e servirios,<br />
mas também para a reorganização e aumento<br />
conseguir atingir resultados financeiros satisfatóços,<br />
e um esforço adicional na adaptação e resposta da eficiência e da produtividade.<br />
MANUEL DE ANDRADE<br />
DIRETOR GERAL STOP’S<br />
QUEM SABE SE NOS<br />
DEDICAREMOS A PINTAR<br />
MOTAS, BICICLETAS<br />
OU MESMO MÓVEIS<br />
(ACRÍLICOS) OU PORTÕES<br />
COM A COR QUE O CLIENTE<br />
PRETENDE, PERSONALIZANDO<br />
E DIFERENCIANDO O SERVIÇO?<br />
CARLOS COELHO<br />
GERENTE PHAARMPEÇAS<br />
NÃO QUERO SER O REI DOS<br />
MELHORES PREÇOS, MAS SIM<br />
O REI DO MELHOR SERVIÇO<br />
E DO MELHOR APOIO AO<br />
CLIENTE, POIS TEM SIDO ISSO<br />
QUE NOS TEM FEITO CRESCER<br />
SEMÁFORO<br />
Energia cara alarma empresas<br />
É mais um problema acrescido para o<br />
tecido empresarial, tal como têm alertado<br />
muitas empresas que se confrontam<br />
com os valores altíssimos <strong>das</strong> faturas<br />
de eletricidade, o que tem um grande<br />
impacto na contabilidade <strong>das</strong> organizações,<br />
já a braços com custos elevados<br />
nos combustíveis, nas matérias-primas,<br />
nos transportes, etc. Prova concreta é<br />
o facto de, no passado mês de agosto,<br />
a eletricidade produzida na Península<br />
Ibérica ter atingido o preço mais alto de<br />
sempre. O problema é global, pois no<br />
resto da Europa os preços grossistas da<br />
eletricidade estão também com valores<br />
muito elevados.<br />
Preparar o fim dos apoios<br />
O fim dos programas de apoio e <strong>das</strong> moratórias<br />
bancárias poderá ser fatal para<br />
muitas empresas. O número de insolvências<br />
desceu no ano passado, mas já<br />
aumentou na primeira metade de 2021<br />
e os analistas receiam que a tendência<br />
se mantenha, ou até se agrave, com o<br />
fim <strong>das</strong> aju<strong>das</strong>. Diversas associações<br />
empresariais têm apresentado junto do<br />
Governo várias medi<strong>das</strong> que conduzam<br />
à capitalização <strong>das</strong> empresas de forma a<br />
permitir ganhar fôlego rumo à retoma.<br />
O financiamento <strong>das</strong> empresas é urgente<br />
e os bancos têm de saber ser solidários<br />
com o tecido empresarial.<br />
Continental contratará<br />
500 engenheiros<br />
A Continental Engineering Services Portugal<br />
(CES), empresa fornecedora de serviços<br />
de engenharia do grupo Continental<br />
quer contratar 500 engenheiros em Portugal<br />
até 2025, segundo anunciado em<br />
comunicado. A CES prevê que, em 2022<br />
atinja os 250 colaboradores e em 2025<br />
os 500. A empresa, que tem atualmente<br />
100 colaboradores, quer engenheiros<br />
de software e hardware, especialistas<br />
em cibersegurança. O crescimento do<br />
ponto de vista <strong>das</strong> necessidades dos<br />
recursos humanos está alavancado na<br />
elevada procura pelo desenvolvimento de<br />
soluções para o setor automóvel.<br />
4 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
Destaque<br />
CONFLITOS NO LOCAL DE TRABALHO<br />
PRÁTICA<br />
LEVA À<br />
PERFEIÇÃO!<br />
OS CONFLITOS NO LOCAL DE TRABALHO PARECEM SER UM<br />
DADO ADQUIRIDO. TODOS NÓS JÁ ASSISTIMOS A SITUAÇÕES EM<br />
QUE PESSOAS DIFERENTES COM OBJETIVOS E NECESSIDADES<br />
DIFERENTES ENTRARAM EM CONFLITO. A FUNÇÃO DE MEDIADOR<br />
FAZ PARTE DAS RESPONSABILIDADES DOS GERENTES DAS<br />
OFICINAS. A MEDIAÇÃO DE CONFLITOS É UM EXEMPLO DAQUILO<br />
EM QUE A “PRÁTICA LEVA À PERFEIÇÃO”
Os líderes <strong>das</strong> organizações são responsáveis<br />
por criar um ambiente de trabalho<br />
que permita que as pessoas<br />
progridam. Caso disputas territoriais,<br />
desentendimentos e diferenças de<br />
opinião derivem em conflito, é necessário intervir<br />
imediatamente. Não intervir não é opção caso valorize<br />
a sua organização e a sua cultura positiva.<br />
Em situações conflituosas, as suas capacidades de<br />
mediação e a sua intervenção são essenciais.<br />
Independentemente do tamanho da empresa,<br />
mesmo os menores inconvenientes podem tornar-se<br />
problemas com consequências negativas<br />
para o clima laboral e a produtividade da empresa.<br />
Diante dessa situação, gerentes e responsáveis<br />
de departamento devem analisar a situação, ouvir<br />
as partes e tomar a melhor decisão para resolver o<br />
problema e melhorar o clima para a organização e<br />
seus membros.<br />
Marcar uma reunião para as pessoas envolvi<strong>das</strong> na<br />
discussão e ouvir atentamente os seus argumentos<br />
é um bom começo para abordar o problema, permitindo<br />
que eles discutam entre si e exponham as<br />
suas opiniões frente a frente é importante. A ideia<br />
é que cada uma <strong>das</strong> partes dê sua visão da situação<br />
e defenda a sua posição com respeito e com<br />
argumentos válidos. A mensagem que deve ser<br />
transmitida à equipa é que quando existem confli-
CONFLITOS NO LOCAL<br />
DE TRABALHO<br />
CONFLITOS INTERPESSOAIS GERAM RUMORES QUE NÃO SÓ<br />
perpetuaM O CONFLITO ENTRE as PARTES ENVOLVIDAS,<br />
MAS taMBÉM PODEM AFETAR OUTROS MEMBROS DA EQUIPA<br />
tos internos, a decisão de resolvê-los<br />
é feita ponderando a validade dos<br />
argumentos e não de acordo com a<br />
amizade ou a confiança que existam.<br />
Em muitos casos, as capacidades<br />
eficazes de resolução de conflitos<br />
podem fazer a diferença entre resultados<br />
positivos e negativos. A boa<br />
notícia é que ao resolver estes conflitos<br />
com sucesso, podem resolver-se<br />
muitos dos problemas que podem já<br />
ter surgido, bem como tirar proveitos<br />
que à partida podiamos não estar à<br />
espera, tais como:<br />
• Maior entendimento: A discussão<br />
necessária para resolver conflitos<br />
aumenta a consciência <strong>das</strong> pessoas<br />
acerca da situação, dando-lhes uma<br />
perspetiva de como podem alcançar<br />
os seus objetivos sem comprometerem<br />
os <strong>das</strong> outras pessoas;<br />
• Maior coesão de grupo: Quando<br />
os conflitos são resolvidos eficazmente,<br />
os membros da equipa conseguem<br />
desenvolver maior respeito mútuo e<br />
uma confiança renovada na sua capacidade<br />
de trabalharem juntos; e<br />
• Maior autoconhecimento: Os<br />
conflitos levam os indivíduos a examinar<br />
os seus objetivos em detalhe,<br />
ajudando-os a compreender aquilo<br />
que é mais importante para eles,<br />
aperfeiçoando o seu foco e melhorando<br />
a sua eficácia.<br />
No entanto, caso se lide com os conflitos<br />
de forma ineficaz ou caso os<br />
conflitos sejam ignorados, os resultados<br />
podem ser devastadores. Os<br />
objetivos que geram conflitos podem<br />
tornar-se rapidamente em antipatia<br />
pessoal, em falhas do trabalho de<br />
equipa, e o talento é desperdiçado,<br />
dado que as pessoas perdem interesse<br />
pelo seu trabalho. Os conflitos<br />
no local de trabalho podem resultar<br />
numa perigosa espiral descendente<br />
de pessimismo e recriminação. Se<br />
pretende manter a sua equipa ou organização<br />
a trabalhar eficazmente,<br />
tem de parar esta espiral descendente<br />
o mais rapidamente possível.<br />
Não acredite, por um momento sequer,<br />
que as únicas pessoas que são<br />
afeta<strong>das</strong> pelo conflito são os participantes.<br />
To<strong>das</strong> as pessoas na empresa<br />
e todos os funcionários com quem os<br />
funcionários em conflito interagem<br />
são afetados pelo stress. As pessoas<br />
MOTIVOS PARA EXISTÊNCIA DE CONFLITOS<br />
As diferenças e conflitos laborais entre os<br />
funcionários de uma organização ocorrem com<br />
frequência. Na nossa vida, os conflitos podem<br />
ser usados para mudar as coisas que estão<br />
sendo feitas de forma errada e corrigir a direção,<br />
mas quando essas diferenças surgem entre os<br />
funcionários da empresa, a sua resolução não pode<br />
ser evitada ou adiada. Assinalamos a seguir alguns<br />
dos motivos que podem originar conflitos laborais:<br />
Conflitos interpessoais<br />
Estes conflitos são habitualmente provocados<br />
por personalidades opostas ou por conflitos de<br />
personalidade que podem resultar de muitos<br />
fatores, tais como ciúmes, inveja ou até algo tão<br />
simples como uma antipatia pessoal de uma<br />
pessoa por outra. Preconceitos baseados em<br />
diferenças religiosas, raciais ou sexuais também<br />
levam a conflitos interpessoais. Frequentemente,<br />
os conflitos interpessoais geram rumores que<br />
não só perpetuam o conflito entre as partes<br />
diretamente envolvi<strong>das</strong>, mas também podem<br />
afetar outros membros da equipa.<br />
Conflitos estruturais<br />
Isto acontece quando os departamentos têm<br />
diferentes necessidades e desejos, e não são<br />
capazes de chegar a um consenso.<br />
Objetivos divergentes<br />
Isto acontece quando os departamentos têm<br />
objetivos diferentes, e cada departamento<br />
trabalha de forma independente para atingir os<br />
respetivos objetivos.<br />
Dependência mútua dos<br />
departamentos<br />
Acontece quando dois departamentos são<br />
dependentes um do outro, e as falhas de cada<br />
departamento afetam o outro.<br />
Insatisfação com a função<br />
Determinados departamentos ou grupos podem<br />
sentir que não têm o reconhecimento ou o<br />
estatuto devidos. Isto pode gerar conflitos entre<br />
departamentos, grupos ou indivíduos.<br />
Dependência de recursos comuns<br />
Quando dois departamentos dependem de<br />
recursos comuns e escassos podem desenvolver-se<br />
conflitos entre departamentos e/ou indivíduos.<br />
Barreiras de comunicação<br />
Isto ocorre frequentemente em organizações que<br />
têm sucursais, devido à separação geográfica<br />
que pode impedir uma comunicação consistente<br />
e atempada.<br />
8 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
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CONFLITOS NO LOCAL<br />
DE TRABALHO<br />
NUMA SITUAÇÃO DE CONFLITO DENTRO DA EMPRESA,<br />
DEVEMOS OUVIR OS MOTIVOS DE CADA UM DOS ENVOLVIDOS<br />
COM O TEMPO E A CALMA NECESSÁRIOS PARA RESOLVER O PROBLEMA<br />
sentem que têm de ter um cuidado<br />
extremo na presença dos antagonistas.<br />
Isto contribui para a criação de<br />
um ambiente de trabalho hostil para<br />
os outros funcionários. Nos piores<br />
cenários, os membros da organização<br />
tomam partidos e a organização<br />
fica dividida.<br />
Os conflitos<br />
NÃO se resolvem por si só!<br />
Os supervisores e responsáveis que<br />
detetem conflitos nas suas áreas devem<br />
sempre considerar uma avaliação<br />
da sua possível responsabilidade<br />
na criação ou viabilização de conflitos<br />
no local de trabalho. Questione<br />
sempre: “O que é que nesta situação<br />
de trabalho está a fazer com que estes<br />
membros do pessoal falhem?”<br />
Pode parecer que os conflitos no local<br />
de trabalho sejam estritamente<br />
interpessoais. No entanto, é importante<br />
questionar-se honestamente<br />
se é possível que as condições do<br />
local de trabalho são o catalisador<br />
ou aquilo que estimula. Talvez um<br />
supervisor tenha ignorado os sinais<br />
de um conflito crescente. As pessoas<br />
e os departamentos podem ter sido<br />
incentiva<strong>das</strong> a competir por recompensas<br />
e/ou por reconhecimento.<br />
Talvez a sensação seja de que as recompensas<br />
e o reconhecimento estejam<br />
distribuídos injustamente pela<br />
gestão. Chegar à origem do conflito<br />
é essencial para mediar e resolver a<br />
situação de conflito.<br />
O maior erro que um supervisor ou<br />
responsável pode fazer é ignorar o<br />
conflito, na expetativa de que o mesmo<br />
termine. Isso nunca acontece!<br />
Caso pareça que o conflito se tenha<br />
sanado por si só, o supervisor ou responsável<br />
pode cair na tentação de<br />
acreditar que o mesmo se resolveu<br />
sozinho. Os conflitos não se resolvem<br />
por si só! Invariavelmente, o mesmo<br />
irá surgir novamente quando o stress<br />
aumentar ou ocorrer um novo desentendimento.<br />
Frequentemente, quando o conflito<br />
reaparece, o mesmo cria mais instabilidade<br />
e prejudica mais a organização<br />
do que inicialmente. Um conflito<br />
não resolvido ou um desentendimento<br />
interpessoal vai-se agravando sub-<br />
-repticiamente no ambiente de trabalho.<br />
Torna-se evidente sempre que<br />
alguém o permite, e sempre no pior<br />
momento possível.<br />
Com um pouco de preparação, o responsável,<br />
na maioria dos casos, é perfeitamente<br />
capaz de promover sessões<br />
de resolução de conflitos. No entanto,<br />
caso o conflito tenha evoluído para<br />
um estado de alta instabilidade, é recomendável<br />
que um terceiro que seja<br />
imparcial participe na sessão para<br />
garantir objetividade e para registar<br />
os diálogos e os acordos. O terceiro<br />
participante pode ser um representante<br />
dos recursos humanos ou outro<br />
responsável de um departamento que<br />
funcione separadamente do departamento<br />
onde decorre o conflito. l<br />
ESTRATÉGIAS PARA A RESOLUÇÃO DE CONFLITOS<br />
Mediar um conflito é difícil, mas como responsável ou supervisor,<br />
a função de mediador faz parte <strong>das</strong> suas responsabilidades.<br />
A sua disponibilidade para intervir adequadamente estabelece<br />
as bases para o seu próprio sucesso<br />
Use a ESCUTA ativa<br />
Durante situações de conflito, as partes envolvi<strong>das</strong><br />
tendem a passar a maioria do tempo a falar em vez<br />
de ouvirem. Enquanto cada uma <strong>das</strong> pessoas está<br />
a falar, a outra pessoa passa o tempo a elaborar<br />
a sua contra-argumentação. Frequentemente,<br />
as pessoas julgam as declarações dos outros com<br />
base no seu próprio ponto de vista ou nos seus<br />
valores, sem considerar a perspetiva da outra<br />
pessoa. Como resultado, as pessoas ouvem o<br />
que querem ouvir em vez daquilo que o orador<br />
pretende comunicar. As emoções também<br />
entram em cena. Quando um conflito sofre uma<br />
evolução emocional, torna-se muito difícil ouvir<br />
objetivamente. É função do responsável, enquanto<br />
mediador, ouvir objetivamente cada um dos<br />
lados, garantir que ambas ou to<strong>das</strong> as partes<br />
escutam, e que cada pessoa tem a oportunidade<br />
de expor a sua versão da situação. O responsável<br />
pode conseguir isto colocando questões abertas,<br />
revelando empatia por ambas as partes, dando<br />
feedback para reforçar aquilo que foi ouvido,<br />
mantendo as emoções sob controlo e deixar claro<br />
que está simplesmente a reunir informações para<br />
encontrar a solução.<br />
Lide com o conflito<br />
de forma colaborativa<br />
Reúna to<strong>das</strong> as partes envolvi<strong>das</strong> num ambiente<br />
neutro/privado para facilitar a resolução<br />
do conflito. Peça a cada participante que<br />
disponibilize previamente uma declaração<br />
por escrito na qual descreva a situação pelas<br />
suas próprias palavras. Estas declarações darão<br />
ao responsável pela mediação uma ideia <strong>das</strong><br />
possíveis causas do conflito. Durante a sessão, dê<br />
a cada uma <strong>das</strong> partes a oportunidade de expor<br />
a respetiva versão da situação sem interrupções.<br />
Analisem o problema a partir da perspetiva<br />
de cada pessoa e desenvolvam soluções<br />
colaborativas. Combinem um encontro no futuro<br />
a fim de verificar o progresso da solução.<br />
Indique as expetativas<br />
PARA futuro comportamento<br />
Descreva claramente os prejuízos para a<br />
organização como resultado do conflito dos<br />
funcionários e as consequências para futuros<br />
comportamentos inadequados. É importante<br />
relembrar que a função do responsável na<br />
resolução de conflitos é a de mediador. O<br />
responsável tem de manter a imparcialidade e<br />
não pode participar na resolução do conflito se<br />
tiver opiniões ou ideias pré-concebi<strong>das</strong> acerca<br />
de quem está certo ou errado na situação. Se<br />
o responsável achar que não consegue ser<br />
imparcial, essa pessoa deve atribuir a tarefa da<br />
sessão de resolução de conflito a um terceiro<br />
que seja imparcial, como por exemplo, um<br />
responsável de recursos humanos.<br />
10 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
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valorizar o que aprendeu ao longo da sua vida profissional<br />
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entrevista<br />
O MVBER DEVE SER<br />
MANTIDO E MODERNIZADO
SYLVIA GOTZEN, DIRETORA-EXECUTIVA DA FIGIEFA<br />
DEZ ANOS VOLVIDOS SOBRE A ENTRADA EM VIGOR DO REGULAMENTO MVBER, QUE ESTABELECE AS<br />
NORMAS DE FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO E REPARAÇÃO AUTOMÓVEL, A COMISSÃO EUROPEIA ESTÁ<br />
A ANALISAR SE O IRÁ DEIXAR EXPIRAR, SE O RENOVA OU SE O REVÊ COM ATUALIZAÇÕES, O QUE DEIXA O<br />
MERCADO PÓS-VENDA INDEPENDENTE NUM IMPASSE. EM ENTREVISTA AO JORNAL DAS OFICINAS, SYLVIA<br />
GOTZEN, DIRETORA EXECUTIVA DA FIGIEFA, REVELA AS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES DO SETOR E ADIANTA<br />
ALGUNS DOS CENÁRIOS QUE PODEM VIR A TORNAR-SE REALIDADE<br />
ançado em 2010 pela Comissão Europeia, o<br />
MVBER é o regulamento que estabelece as normas<br />
de funcionamento do comércio e reparação<br />
automóvel. Institui orientações relativas às restrições<br />
verticais nos acordos de venda e reparação e<br />
serve essencialmente para proteger o acesso dos<br />
guns dos cenários que podem vir a tornar-se realidade<br />
se o MVBER (em inglês Motor Vehicle Block<br />
Exemption Regulation) não for mantido e convenientemente<br />
atualizado. “Na nossa opinião, a Comissão<br />
Europeia apela claramente à manutenção e<br />
modernização do MVBER”, uma vez que “é declarado<br />
que o regulamento cumpriu de facto os seus<br />
objetivos, pelo menos até certo ponto. De acordo<br />
com este relatório, o regime MVBER é «útil» e «eficiente»<br />
e «continua a ser relevante para as partes<br />
interessa<strong>das</strong>». São conclusões encorajadoras que<br />
apoiam a nossa pretensão de que o MVBER deve<br />
ser, pelo menos, mantido”, esclarece.<br />
A FIGIEFA “acredita fortemente que o MBVER<br />
deve ser mantido nos seus princípios, tendo em<br />
conta os benefícios comprovados, e modernizado<br />
nos pormenores, para enfrentar novos desafios”, diz<br />
Sylvia Gotzen, argumentando que tendo em conta<br />
“as especificidades do mercado pós-venda automóvel,<br />
a importância deste para os consumidores e os<br />
fabricantes de peças sobressalentes ao mercado<br />
pós-venda automóvel, de forma a garantir uma<br />
melhor diversidade para os consumidores, tanto<br />
em termos de escolha como de preço. O objetivo<br />
primordial é que os fabricantes de automóveis não<br />
impeçam os seus fornecedores de peças originais<br />
de fornecerem também as suas peças para o mercado<br />
IAM.<br />
No final de maio, a Comissão Europeia divulgou<br />
o relatório de avaliação do MVBER, com especial<br />
enfoque no impacto e eficácia do documento ao<br />
longo do último ano. As conclusões, apesar de animadoras,<br />
não são definitivas e criam um espectro<br />
de incerteza sobre o que poderá acontecer às oficinas<br />
independentes em particular e ao mercado de<br />
pós-venda em geral.<br />
Em entrevista ao <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong>, Sylvia Gotzen,<br />
Diretora-Executiva da Federação Internacional dos<br />
Distribuidores de Aftermarket (FIGIEFA), revelou<br />
as principais preocupações do setor e adiantou alrecentes<br />
desenvolvimentos nos negócios e na tecnologia,<br />
é absolutamente necessária uma legislação<br />
de concorrência moderna e específica do setor para<br />
lá de 2023”. Segundo a responsável, as melhorias<br />
a fazer devem englobar o combate às restrições no<br />
comércio <strong>das</strong> peças de reposição, em particular os<br />
retalhistas que, por vezes, não conseguem comprar<br />
peças diretamente às redes dos fabricantes, assim<br />
como o combate à tendência de bloquear artificialmente<br />
as peças para que estas não sejam usa<strong>das</strong> no<br />
aftermarket ou ainda os problemas recorrentes no<br />
acesso à informação técnica, além dos mecanismos<br />
de aplicação da lei, que são muito complicados para<br />
os operadores independentes.<br />
As designações cria<strong>das</strong> de «peças originais» e de<br />
«peças de qualidade equivalente» devem, no entender<br />
da FIGIEFA, “continuar a fazer parte da<br />
moldura competitiva da EU aplicável ao setor”,<br />
porque estas, “assim como a possibilidade de fornecer<br />
certificados próprios têm sido úteis no pas-<br />
APESAR DE HAVER REGULAMENTAÇÃO SOBRE A CIBERSEGURANÇA,<br />
O ACESSO APROPRIADO À INFORMAÇÃO SOBRE OS PROCESSOS<br />
DE REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO É CADA VEZ MAIS DIFÍCIL<br />
E DISPENDIOSO PARA OS OPERADORES INDEPENDENTES<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 13
SYLVIA GOTZEN<br />
É NECESSÁRIA UMA ABORDAGEM MAIS HOLÍSTICA PARA ENRIQUECER<br />
OS CONHECIMENTOS NUM MERCADO CADA VEZ MAIS COMPLEXO,<br />
ONDE OS OEM SE TORNAM A REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO<br />
DA VERDADEIRA CONCORRÊNCIA<br />
sado no aftermarket para ganhar a<br />
confiança dos consumidores”.<br />
Acesso aos veículos<br />
Por lei, os veículos são obrigados a<br />
ter uma tomada OBD (On Board<br />
Diagnostics), de maneira a facilitar<br />
a manutenção e reparação dos mesmos,<br />
até os elétricos. Doravante, vai<br />
ser necessário atualizar estas toma<strong>das</strong>,<br />
com ligações mais rápi<strong>das</strong>, de<br />
maneira que os updates de software<br />
têm de ser permitidos, para possibilitar<br />
a maioria <strong>das</strong> operações <strong>das</strong> oficinas.<br />
No entanto, uma vez que os carros<br />
estão cada vez mais conectados,<br />
haverá novos métodos de aceder aos<br />
carros, que, segundo Sylvia Gotzen<br />
devem estar ao alcance do mercado<br />
de pós-venda independente, “para<br />
que este também possa executar serviços<br />
de manutenção preditiva e preventiva<br />
de forma remota”.<br />
Em edições anteriores, o <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong><br />
<strong>Oficinas</strong> já abordou a questão da cibersegurança<br />
junto de Sylvia Gotzen<br />
e este continua a ser um tema que<br />
inquieta a responsável da Federação<br />
dos Distribuidores de Aftermarket,<br />
“porque apesar de haver regulamentação,<br />
o acesso apropriado à informação<br />
sobre os processos de reparação e manutenção<br />
é cada vez mais difícil e dispendioso<br />
para os operadores indepen-<br />
dentes”, comenta, explicando que “com<br />
os fabricantes a implementar cada vez<br />
mais medi<strong>das</strong> de cibersegurança nos<br />
seus veículos, as oficinas independentes<br />
enfrentam novos desafios, como ter<br />
peças alternativas compatíveis de qualidade<br />
equivalente, encontrar a informação<br />
técnica necessária ou até para<br />
conseguir ativar determina<strong>das</strong> peças<br />
nos veículos”. Por isso, Gotzen sustenta<br />
que é preciso “modernizar a legislação,<br />
para assegurar que o setor independente<br />
do aftermarket pode continuar<br />
a oferecer aos consumidores europeus<br />
escolhas efetivas no que toca à reparação<br />
e manutenção dos seus veículos e,<br />
assim, garantir um mercado real para<br />
estes serviços”.<br />
Nesse sentido, a FIGIEFA apresentou<br />
as suas preocupações à Comissão<br />
Europeia, pedindo que o próximo<br />
MVBER tenha em conta cinco factores<br />
essenciais:<br />
• Os fabricantes de primeiro equipamento<br />
não podem monopolizar o<br />
aftermarket introduzindo medi<strong>das</strong><br />
de segurança com tecnologia proprietária<br />
como QR Codes de ativação<br />
de software, apenas para alguns<br />
fornecedores à sua escolha;<br />
• Os fornecedores Tier1 devem ter<br />
um acordo de licenciamento para<br />
os códigos <strong>das</strong> peças, para fornecer<br />
as suas próprias peças ao mercado<br />
pós-venda;<br />
• Os fabricantes independentes de<br />
peças precisam de receber da parte<br />
dos fabricantes de veículos os<br />
requisitos de desenvolvimento de<br />
produto mais relevantes e quaisquer<br />
outros requisitos no que toca<br />
à compatibilidade e interoperabilidade,<br />
para testar junto de terceiros<br />
as peças de reposição desenvolvi<strong>das</strong><br />
e obter o respetivo certificado/assinatura<br />
enquanto peça válida;<br />
• As ferramentas de scan <strong>das</strong> oficinas<br />
multimarca devem poder verificar a<br />
assinatura dos fabricantes dos veículos<br />
e o correspondente número<br />
da peça e da versão junto da informação<br />
fornecida pelos fabricantes<br />
do veículo;<br />
• As ferramentas de scan e de diagnóstico<br />
independentes devem poder<br />
ativar peças de reposição do<br />
mercado independente no veículo.<br />
A questão do acesso aos veículos é<br />
ainda mais importante quando falamos<br />
do período de garantia e Sylvia<br />
Gotzen considera que “a manutenção<br />
dos veículos durante o seu período<br />
de garantia é um custo grande<br />
para os proprietários dos veículos e<br />
o seu direito a ter ofertas competitivas<br />
deve ser preservado. Abandonar<br />
14 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
esse conceito teria efeitos graves.<br />
Os fabricantes e as suas redes autoriza<strong>das</strong><br />
sentir-se-iam encoraja<strong>das</strong> a<br />
reintroduzir e propagar condições de<br />
garantia restritivas, o que diminuiria<br />
a concorrência no aftermarket”.<br />
Questionada sobre os modelos de<br />
negócio de distribuição de peças que<br />
prevalecerão no futuro, a representante<br />
da FIGIEFA reconhece que a<br />
«one-stop shop» é uma tendência<br />
atual tanto nas oficinas autoriza<strong>das</strong><br />
como nas independentes, pelo que<br />
defende que “é essencial que os distribuidores<br />
independentes possam<br />
propor-lhes uma gama completa de<br />
peças, mesmo aquelas que até agora<br />
estão bloquea<strong>das</strong> pelos fabricantes<br />
dos veículos. O importante é que as<br />
oficinas possam ter escolha”, afirma.<br />
Serviços remotos são a<br />
chave para o crescimento do<br />
aftermarket no digital<br />
Embora o regulamento atual<br />
MVBER não forneça qualquer tipo<br />
de indicação sobre os serviços remotos,<br />
Sylvia Gotzen entende que estes<br />
“são a chave para o crescimento do<br />
aftermarket no digital e dependem<br />
fortemente do acesso direto aos dados<br />
do veículo, autorizados pelo<br />
cliente ao fornecedor do serviço da<br />
sua escolha. Sem isso não pode haver<br />
uma concorrência real e os fornecedores<br />
independentes de serviço estariam<br />
limitados ao que os fabricantes<br />
dos veículos usam e partilham. Não<br />
só os coloca numa situação de dependência<br />
económica face aos fabricantes<br />
de veículos, que são seus<br />
concorrentes, como também previne<br />
o aparecimento de serviços diferentes<br />
e inovadores”. No fundo, porque o<br />
MVBER é uma “moldura concorrencial”,<br />
a ideia é que forneça princípios<br />
gerais, pelo que a FIGIEFA sustenta<br />
que “para assegurar a verdadeira<br />
concorrência, deveria haver legislação<br />
que inclua requisitos técnicos<br />
específicos, num regulamento dedicado<br />
e separado do MVBER”.<br />
Sobre a necessidade premente de<br />
acabar com os motores a combustão<br />
e a chegada a breve trecho da norma<br />
Euro 7, a diretora-executiva da<br />
FIGIEFA releva que “isso não significa<br />
que todo o parque automóvel<br />
mude de um dia para o outro. Pelo<br />
contrário, os consumidores tendem<br />
a manter os veículos por um período<br />
mais longo. Isso significa que o aftermarket<br />
continua a precisar de enquadramento<br />
legal forte no que respeita<br />
A FIGIEFA SUSTENTA QUE PARA ASSEGURAR<br />
A verdadeira CONCORRÊNCIA, DEVERIA HAVER LEGISLAÇÃO<br />
QUE INCLUA REQUISITOS TÉCNICOS ESPECÍFICOS, NUM<br />
regULAMENTO DEDICADO E SEPARADO DO MVBER<br />
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SYLVIA GOTZEN<br />
à concorrência, para assegurar que<br />
os proprietários podem beneficiar de<br />
serviços acessíveis durante a vida útil<br />
dos seus veículos”. Em paralelo, é de<br />
notar que o aparecimento de novos<br />
motores coloca desafios específicos<br />
ao aftermarket, nomeadamente porque<br />
o valor médio <strong>das</strong> peças num<br />
veículo elétrico é mais alto, mas o<br />
seu número médio é menor, além de<br />
que a reparação dos sistemas elétricos<br />
e <strong>das</strong> baterias nem sempre é fácil<br />
para as oficinas independentes, que<br />
não têm acesso às peças de reposição<br />
apropria<strong>das</strong> ou à informação de<br />
manutenção e reparação necessária.<br />
Razões suficientes para a FIGIEFA<br />
esperar que “o MVBER mantenha<br />
um nível elevado para abraçar o<br />
maior número de motores possível<br />
enquanto tem em consideração estas<br />
mudanças tecnológicas e o seu impacto<br />
na concorrência”.<br />
A terminar, Sylvia Gotzen afirma<br />
que, na FIGIEFA, “a nossa única esperança<br />
é que não haja um vencedor<br />
definitivo na disputa entre fabricantes<br />
e o mercado do aftermarket. Para<br />
ela, é essencial “que os consumidores<br />
possam continuar a beneficiar <strong>das</strong><br />
vantagens de uma verdadeira concorrência,<br />
garantindo serviços e soluções<br />
mais acessíveis e inovadores. Isto só<br />
será possível através de um forte compromisso<br />
político e legislativo, garantindo<br />
condições equitativas. Se os<br />
decisores políticos agirem de forma<br />
responsável, os fabricantes de veículos<br />
e as suas redes e o mercado pós-<br />
-venda independente de automóveis<br />
poderão prosperar. Caso contrário,<br />
abrirá a porta ao domínio monopolista<br />
dos fabricantes de veículos. Os<br />
prestadores de serviços independentes,<br />
muitos deles PME, desapareceriam<br />
e os consumidores seriam os<br />
perdedores finais”, afiança. l<br />
O FUTURO DO MVBER - O QUE ESTÁ EM CAUSA?<br />
O MVBER e as suas diretrizes fornecem na<br />
prática proteção contra uma série de distorções,<br />
permitindo, por exemplo, que os produtores de<br />
peças de origem forneçam aos distribuidores<br />
independentes de peças aftermarket. Além disso,<br />
o direito dos fornecedores de peças a marcar os<br />
seus produtos de equipamento original com o seu<br />
próprio logotipo e a definição de “peças originais<br />
e de qualidade equivalente” tem um efeito<br />
importante no mercado, ajudando a demonstrar<br />
a verdadeira origem e qualidade <strong>das</strong> peças aos<br />
consumidores e as suas escolhas competitivas.<br />
A FIGIEFA concorda que a avaliação do MVBER<br />
pela Comissão Europeia requer - entre outros<br />
- uma análise do desenvolvimento de novos<br />
mercados e do seu impacto sobre as condições<br />
de fornecimento e distribuição prevalecentes<br />
no mercado primário e secundário de veículos<br />
automóveis, ou seja, o mercado pós-venda.<br />
E devido às novas tendências emergentes e<br />
desenvolvimentos tecnológicos, a FIGIEFA<br />
está convencida da necessidade de manter<br />
e modernizar a MVBER para corresponder às<br />
necessidades futuras.<br />
Foco especial nas PMEs<br />
A FIGIEFA sugere fortemente que se preste<br />
especial atenção à situação específica <strong>das</strong> PME,<br />
que são a espinha dorsal do mercado pós-venda<br />
automóvel e da economia europeia em geral,<br />
muitas vezes com recursos financeiros e jurídicos<br />
muito limitados para se defenderem contra<br />
os grandes - mesmo dominantes - players do<br />
mercado. O espírito empresarial genuíno e<br />
independente <strong>das</strong> PME é uma característica<br />
especial. As micro, pequenas e médias empresas<br />
fornecem 67% dos postos de trabalho e criam<br />
quase 60% do valor acrescentado na EU da<br />
estrutura económica da Europa e é um garante<br />
da inovação, da concorrência e do bem-estar dos<br />
consumidores. Isto deve ser considerado de forma<br />
crítica ao avaliar o MVBER.<br />
A competitividade <strong>das</strong> PMEs depende em<br />
grande medida da sua capacidade de obter<br />
peças sobressalentes e dados. Os reparadores<br />
independentes dependem de uma cadeia<br />
de fornecimento multimarcas competitiva e<br />
independente, que por sua vez depende de<br />
inputs dos fabricantes de veículos.<br />
Equidade para os consumidores<br />
A política de concorrência da UE precisa de<br />
assegurar que os mercados se mantenham<br />
suficientemente competitivos para dar aos<br />
consumidores o poder de escolha. Só nestas<br />
condições os preços serão competitivos e os<br />
investimentos na inovação continuarão a ser<br />
economicamente viáveis no mercado pós-venda,<br />
em benefício e bem-estar dos consumidores.<br />
Os consumidores europeus precisam de um<br />
acordo justo quando se trata de mobilidade<br />
acessível. A manutenção, reparação e peças<br />
sobressalentes são um fator de custo significativo<br />
para a mobilidade individual, bem como no<br />
transporte comercial, ou seja, no comércio<br />
transfronteiriço de mercadorias. Especialmente<br />
nas regiões rurais onde, dentro da UE, quase não<br />
existem redes de reparação oficiais da marca, os<br />
consumidores e as empresas devem ter acesso a<br />
preços acessíveis à assistência, reparação e peças<br />
sobressalentes.<br />
Preservar e modernizar o MVBER<br />
Numa perspetiva de 5-10 anos, haverá ainda um<br />
parque de veículos antigos com a necessidade de<br />
manutenção, reparação e peças sobressalentes e<br />
um mercado verticalmente estruturado que requer<br />
regras para assegurar a concorrência em benefício<br />
dos consumidores. Ao mesmo tempo, é necessário<br />
reconhecer que o veículo automóvel está a tornarse<br />
cada vez mais computorizado e complexo, e isto<br />
traz capacidades mais avança<strong>das</strong> tecnicamente<br />
para prevenir, restringir e distorcer a concorrência<br />
que deve considerado no futuro MVBER.<br />
As ineficiências resultam do facto de os<br />
distribuidores independentes de peças<br />
sobressalentes não estarem a ser capazes de se<br />
abastecerem de peças dos fabricantes de veículos,<br />
embora não exista alternativa para muitas destas<br />
peças (“peças cativas do equipamento original”).<br />
Na prática, verificou-se que não é praticável,<br />
nem economicamente viável que as oficinas de<br />
reparação independentes possam abastecer-se<br />
junto de oficinas de reparação autoriza<strong>das</strong>. Como<br />
os consumidores automobilistas esperam uma<br />
reparação rápida para que voltem ter mobilidade,<br />
as oficinas de reparação independentes<br />
necessitam de uma fonte eficaz de entrega de<br />
peças “one-stop-shop”.<br />
Novas tendências do mercado<br />
e digitalização<br />
O sector automóvel é um dos primeiros a<br />
ser significativamente afetado pelas novas<br />
tendências emergentes que afetam todos os<br />
intervenientes no mercado. Estas incluem, por<br />
exemplo, “mobilidade como serviço”, “economia<br />
partilhada” e “digitalização”. É necessário<br />
considerar a atualização do MVBER para manter<br />
um mercado competitivo de serviços pós-venda e<br />
de mobilidade.<br />
A FIGIEFA está preocupada que o desequilíbrio<br />
já existente entre os OEM e os intervenientes<br />
no mercado pós-venda independente aumente<br />
devido a uma integração vertical dos fabricantes<br />
de veículos em toda a cadeia de abastecimento.<br />
Os fabricantes de veículos evoluíram desde<br />
2010, entrando como concorrentes diretos nas<br />
áreas tradicionais independentes do mercado<br />
pós-venda.<br />
Por exemplo, tradicionalmente a concorrência no<br />
mercado pós-venda de reparação e manutenção<br />
automóvel era entre as oficinas independentes<br />
e os concessionários <strong>das</strong> marcas, mas hoje<br />
em dia os fabricantes de veículos já não estão<br />
apenas ativos no mercado primário. Tornaramse<br />
também os próprios reparadores, devido<br />
ao facto de hoje em dia também se fazerem<br />
mais reparações remotamente (por exemplo,<br />
redefinição de códigos de falha, reprogramação,<br />
atualizações de software).<br />
Digitalização e pARTilha de dados<br />
Os dados são cada vez mais relevantes para<br />
a concorrência no mercado de pós-venda<br />
automóvel. A Comissão reconheceu com razão<br />
que os fabricantes de veículos são a única fonte<br />
de certos dados essenciais para a concorrência<br />
no mercado de pós-venda. Este é um problema<br />
adicional ao problema anterior existente de os<br />
operadores independentes não obterem acesso<br />
equivalente às informações técnicas de reparação<br />
em comparação com os reparadores autorizados,<br />
o que resultou, em 2010, na criação do MVBER.<br />
A comparação tradicional entre a posição do<br />
concessionário/reparador autorizado e o operador<br />
independente (o “princípio da não discriminação<br />
vertical”) já não é válida, porque devido à<br />
conceção proprietária dos sistemas telemáticos<br />
de bordo, os dados gerados pelo veículo vão hoje<br />
direta e exclusivamente para o próprio fabricante<br />
do veículo, que decide então, à sua discrição, com<br />
quem partilha ou não os dados.<br />
Esta conceção fechada e exclusiva dos seus<br />
sistemas telemáticos de bordo e o acesso único<br />
ao veículo, aos seus dados e funções, permite<br />
aos fabricantes integrar verticalmente serviços<br />
adicionais, como por exemplo, oferecer serviços<br />
telemáticos agrupados ao longo da vida útil<br />
do veículo, e mesmo “gratuitos” (por exemplo,<br />
diagnóstico remoto, programação remota, gestão<br />
de serviços, seguros). Isto tem de facto um ‘efeito<br />
de knock-out competitivo’ sobre todos os outros<br />
prestadores de serviços em torno do carro.<br />
Atualmente, o acesso ao mercado pós-venda e a<br />
relação com o cliente dependerá do acesso direto<br />
a uma plataforma normalizada e interoperável<br />
dentro do veículo, ou seja, os mesmos princípios<br />
de acesso através da porta de diagnóstico a bordo<br />
(OBD) existente, mas incorporada no veículo para<br />
comunicação e acesso remoto sem fios ao veículo<br />
e aos seus dados. O acesso a esta plataforma<br />
no veículo permite todos os tipos de serviços<br />
remotos (inovadores) em tempo real, incluindo<br />
serviços de diagnóstico e processos de reparação<br />
remota. A plataforma a bordo consiste, portanto,<br />
no acesso direto ao veículo e aos seus dados<br />
essenciais gerados pela máquina em tempo real,<br />
mas também na capacidade essencial de interagir<br />
bidireccionalmente com funções no veículo (leitura<br />
e escrita) e o condutor. Só este modelo permite<br />
uma concorrência e inovação eficazes nos serviços<br />
digitais em torno do automóvel.<br />
16 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
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Atualidade<br />
ACAP LANÇA NOVO PROGRAMA “OFICINA DE CONFIANÇA”<br />
VALORIZAR<br />
AS OFICINAS!<br />
A ACAP LANÇOU O SEU MAIS RECENTE PROGRAMA LIGADO AO SECTOR DA REPARAÇÃO AUTOMÓVEL,<br />
A “OFICINA DE CONFIANÇA”. COM UM INVESTIMENTO REDUZIDO, OS ASSOCIADOS DA ACAP PASSAM<br />
A TER UM SELO QUE TRANSMITE CONFIANÇA AO CLIENTE, COM O CONSEQUENTE AUMENTO DA QUALIDADE<br />
DOS SERVIÇOS PRESTADOS E RENTABILIZAÇÃO DO SEU NEGÓCIO
OFICINA<br />
DE CONFIANÇA<br />
O PROGRAMA “OFICINA DE CONFIANÇA” É UMA QUALIFICAÇÃO<br />
PROMOVIDA PARA VALORIZAR as OFICINAS, QUE PERMITE QUALIFICAR<br />
O SETOR DA REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO AUTOMÓVEL<br />
Raquel Marinho, coordenadora<br />
da Comissão<br />
Especializada de<br />
Serviços de Mobilidade<br />
DPAI/ACAP<br />
explica a necessidade<br />
de criar este programa: “Queremos<br />
ver o aftermarket evoluir, apesar de<br />
vivermos tempos desafiantes, devido<br />
à complexidade tecnológica, digitalização<br />
e conectividade contexto de<br />
pandemia, havia a necessidade de<br />
credibilizar as oficinas, e este programa<br />
serve para isso mesmo. Este selo<br />
não visa criar mais exigências para<br />
quem já cumpre, mas sim valorizar<br />
e ajudar as oficinas, que possam ainda<br />
não cumprir todos os critérios do<br />
programa, a perceber, de forma clara<br />
e orientada, o que devem fazer para<br />
melhorar a qualidade dos serviços<br />
que prestam”.<br />
A adesão ao Programa “Oficina de<br />
Confiança” irá proporcionar à oficina<br />
um aumento de eficiência e rentabilidade,<br />
com potencial aumento do<br />
volume de negócios, assim como uma<br />
melhoria da qualidade e fiabilidade<br />
do serviço prestado, aumento da satisfação<br />
e fidelização dos clientes. A<br />
oficina terá fácil acesso a informação<br />
e formação certificada e uma maior<br />
visibilidade em resultado <strong>das</strong> campanhas<br />
de divulgação do programa junto<br />
do consumidor. A oficina vai estar<br />
identificada com selo nas instalações<br />
e nos canais de comunicação da empresa,<br />
nos websites da ACAP e parceiros<br />
e em campanhas publicitárias<br />
a promover periodicamente. Os clientes<br />
<strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong> de Confiança ACAP,<br />
vão beneficiar de todo o know how<br />
e garantia dos serviços de qualidade<br />
que estas oficinas dispõem, graças<br />
às práticas transparentes orienta<strong>das</strong><br />
para a satisfação do cliente diminuindo<br />
assim o risco de litígio. O cliente<br />
também tem a garantia que estas oficinas<br />
cumprem to<strong>das</strong> as obrigações<br />
fiscais e ambientais.<br />
Programa abrange 4<br />
categorias de oficina<br />
A oficina pode candidatar-se a uma<br />
ou a to<strong>das</strong> as categorias do Programa<br />
“Oficina de Confiança” consoante a<br />
atividade desenvolvida e o resultado<br />
da auditoria. Estão disponíveis os<br />
selos Manutenção, Reparação, Colisão<br />
e Pneus. Para a atribuição destes<br />
selos de confiança, a ACAP uniu-se<br />
a parceiros operacionais, como a<br />
ATEC, a DEKRA, a ACM e o Centro<br />
de Arbitragem do Setor Automóvel<br />
(CASA) para realizarem as auditorias<br />
necessárias.<br />
Alexandra Afonso, técnica jurista<br />
da ACAP, revela a importância dos<br />
parceiros neste projeto “A ATEC vai<br />
validar as competências técnicas dos<br />
profissionais, podendo haver a possibilidade<br />
de formação, se necessário,<br />
por parte da ACM. A DEKRA vai<br />
complementar o trabalho da ATEC<br />
no seguimento dos requisitos do responsável<br />
técnico, avaliando a organização<br />
da oficina os equipamentos<br />
e serviços prestados. O CASA terá o<br />
importante papel de mediação, conciliação<br />
e arbitragem”.<br />
Para o processo de auditoria, é necessário<br />
o estabelecimento oficinal<br />
reservar na agenda uma manhã ou<br />
uma tarde, o auditor vai validar cerca<br />
de 150 pontos para atribuir uma<br />
ou as quatro certificações. Serão validades<br />
pontos como: Requisitos do<br />
Exercício da Atividade, Requisitos<br />
Técnicos Gerais, da Área do Trabalho,<br />
Ambientais, do Consumidor, de<br />
Higiene, Segurança e Formação. A<br />
reavaliação é feita após dois anos. A<br />
submissão voluntária às auditorias,<br />
para além de reforçar a credibilidade<br />
dos operadores junto de potenciais<br />
clientes, assegura o cumprimento da<br />
legislação aplicável.<br />
Auto Furtado<br />
é a primeira oficina aderente<br />
Quem já passou por todo este processo,<br />
foi a Auto Furtado, a primeira<br />
oficina a aderir ao programa “Oficina<br />
de Confiança” que conquistou<br />
os quatro selos oficinais. A Auto<br />
Furtado passou no teste “Oficina de<br />
Confiança” sendo distinguida como<br />
uma oficina com um elevado grau<br />
de organização e rigor documental;<br />
elevada preocupação por uma clara<br />
normalização de procedimentos<br />
a adotar perante diversas situações<br />
20 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
NUM CONTEXTO DE MERCADO CADA VEZ MAIS<br />
EXIGENTE, A RESPOSTA DAS OFICINAS NECESSITA DE<br />
SER MAIS EFICAZ, POR FORMA A SATISFAZEREM CADA<br />
VEZ MAIS OS SEUS CLIENTES<br />
possíveis; bem equipada em termos<br />
de equipamentos e ferramentas de<br />
trabalho e, por último, dispondo de<br />
oportunidades de melhoria em alguns<br />
setores.<br />
Segundo António Costa, responsável<br />
financeiro da Auto Furtado,<br />
a adesão a este Programa “Trouxe-<br />
-nos mais credibilidade junto do<br />
consumidor. Sermos avaliados e<br />
distinguidos por associações como<br />
a ACAP, DEKRA, ATEC e ACM,<br />
melhora em muito a nossa visibilidade”.<br />
Para além destas mais valias,<br />
António Costa não quis deixar de<br />
acrescentar “Possibilita-nos ainda<br />
acesso a informação transversal ao<br />
negócio”. Após conquistarem uma<br />
pontuação de 95,4% numa exigente<br />
auditoria, António Costa garantiu<br />
que para atingir, daqui a dois anos,<br />
a pontuação máxima, “Vamos fazer<br />
alterações na oficina a nível ambiental<br />
com a transferência de resíduos<br />
para o exterior da oficina e aumentar<br />
o espaço oficinal”.<br />
Selo de confiança<br />
O selo “Oficina de Confiança” será<br />
amplamente divulgado junto do<br />
consumidor fazendo com que sejam<br />
este a exigir essa distinção, criando<br />
nas empresas que o possuam fatores<br />
de diferenciação face à concorrência,<br />
constituindo-se assim uma verdadeira<br />
vantagem competitiva. O objetivo<br />
último da ACAP é o reforço da capacidade<br />
concorrencial dos seus associados,<br />
auxiliando-os na conceção<br />
e implementação de um sistema de<br />
gestão da qualidade à sua medida<br />
que seja reconhecido e procurado<br />
pelo consumidor final, permitindo-<br />
-lhes ao mesmo tempo a participação<br />
num grupo de excelência que partilha<br />
uma imagem comum sustentada<br />
pela sua associação do sector.<br />
Num contexto de mercado cada vez<br />
mais exigente, a resposta <strong>das</strong> empresas<br />
necessita de ser cada vez mais eficaz<br />
por forma a satisfazerem cada vez<br />
mais os seus clientes. Sendo assim,<br />
esta área de intervenção assume uma<br />
elevada importância neste projeto.<br />
As “<strong>Oficinas</strong> de Confiança” ACAP<br />
cumprem normas em termos de procedimentos<br />
gerais, nomeadamente<br />
no que toca à ordem de reparação,<br />
orçamentação, faturação, afixação de<br />
preços, controle de qualidade, tratamento<br />
de reclamações, atendimento<br />
ao cliente, etc.<br />
No que respeita aos equipamentos, é<br />
óbvio que uma oficina só pode realizar<br />
determina<strong>das</strong> operações se possuir<br />
um nível de equipamento capaz<br />
de as assegurar. Assim sendo, no<br />
âmbito deste Programa, para cada<br />
uma <strong>das</strong> especialidades (Reparação,<br />
Manutenção, Colisão e Pneus) as<br />
oficinas terão de possuir o equipamento<br />
que permita assegurar condignamente<br />
a prestação do serviço<br />
em cada uma <strong>das</strong> especialidades.<br />
FORMAÇÃO profissional<br />
As oficinas do futuro necessitam de<br />
Recursos Humanos dinâmicos, com<br />
capacidade de mudança e aprendizagem.<br />
A filosofia de uma “<strong>Oficinas</strong><br />
de Confiança” assenta precisamente<br />
nestes princípios. Em função <strong>das</strong><br />
necessidades específicas de cada<br />
empresa aderente será elaborado<br />
um programa de formação ajustado,<br />
devendo esse mesmo programa ter<br />
sempre a anuência do responsável<br />
máximo da empresa.<br />
Outro dos objetivos da ACAP é sensibilizar<br />
os empresários para o facto<br />
de que terem uma equipa atualizada<br />
em conhecimentos, métodos e<br />
técnicas é levar as empresas para o<br />
desenvolvimento e competitividade.<br />
A importância da Formação Profissional<br />
assume especial relevância se<br />
considerarmos a constante mutação<br />
indispensável a qualquer empresa<br />
ou país para o seu desenvolvimento.<br />
A formação profissional deve contribuir<br />
para o progresso dos Recursos<br />
Humanos <strong>das</strong> empresas, anulando a<br />
falta de qualificações, por um lado e<br />
antecipando as necessidades futuras<br />
de qualificações, por outro.<br />
Ambiente<br />
Nesta área cada vez mais vasta e complexa<br />
serão também acionados todos<br />
os mecanismos por forma a que uma<br />
“Oficina de Confiança” ACAP seja<br />
um exemplo a seguir. Contemplará,<br />
como é óbvio, a defesa ambiental<br />
em matérias como os óleos usados,<br />
as baterias, os pneus, os resíduos de<br />
embalagens, as águas residuais bem<br />
como as normas de respeito pela<br />
qualidade do ar.<br />
Para aderir ao programa “Oficina de<br />
Confiança” é apenas necessário contactar<br />
a ACAP através do site www.<br />
acap.pt l<br />
O QUE É O<br />
PROGRAMA OFICINA<br />
DE CONFIANÇA?<br />
É UM PROGRAMA CRIADO PARA<br />
DISTINGUIR AS OFICINAS QUE<br />
MELHOR RESPEITAM AS BOAS<br />
PRÁTICAS PARA O SECTOR, AO<br />
IMPLEMENTAR DE FORMA CORRETA<br />
A LEGISLAÇÃO, COM DESTAQUE<br />
PARA A DO CONSUMIDOR, FISCAL E<br />
AMBIENTAL.<br />
OBJETIVOS DO PROGRAMA:<br />
• Criar um perfil de oficina de referência,<br />
que obedeça ao cumprimento de critérios<br />
importantes e que contribua para orientar<br />
a uma nova regulamentação nacional de<br />
acesso e manutenção da atividade;<br />
• Facilitar o acesso às oficinas de informação<br />
útil, fidedigna, sistematizada e atualizada<br />
que lhes permita implementar as boas<br />
práticas mais fácil e rapidamente;<br />
• Promover o cumprimento da legislação,<br />
nomeadamente da ambiental, fiscal, laboral<br />
e de consumidor, cujo impacto social e<br />
económico é relevante;<br />
• Qualificar o sector da reparação e<br />
manutenção automóvel, tornando-o mais<br />
responsável e credível, favorecendo a<br />
transparência e a confiança;<br />
• Valorizar as oficinas que cumprem com<br />
um perfil e conduta adequados, através da<br />
atribuição de um selo renovável de Oficina de<br />
Confiança e de campanhas, com projeção aos<br />
olhos do público.<br />
VANTAGENS<br />
DA ADESÃO “OFICINA<br />
DE CONFIANÇA” ACAP<br />
• Benefício de uma imagem corporativa<br />
comum<br />
• Apoio da ACAP na implementação do sistema<br />
de qualidade na organização<br />
• Serviço de informação técnica ao associado<br />
• Plano de formação profissional adequado à<br />
empresa<br />
• Campanhas de publicidade comuns a to<strong>das</strong><br />
as “<strong>Oficinas</strong> de Confiança”<br />
• Marketing comum às empresas aderentes<br />
• Reforço do poder negocial dessas empresas<br />
• Garantia de qualidade ao consumidor final<br />
• Crescimento da faturação <strong>das</strong> oficinas, aliado<br />
ao reforço da sua produtividade<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 21
OPINIÃO<br />
SUSANA BARROS, MANAGING PARTNER TIPS 4Y<br />
TIPS 4Y, UMA MARCA<br />
COM PROPÓSITO!<br />
O PROJETO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NASCEU NA TIPS4Y DE UMA FORMA MUITO NATURAL,<br />
TENDO EM CONTA A NOSSA CULTURA ORGANIZACIONAL E O ELEVADO VALOR HUMANO DAS NOSSAS<br />
PESSOAS. EM TODO O CASO, HOUVE UM CAMINHO CONSTRUÍDO QUE IMPLICOU UMA COERÊNCIA<br />
NA FORMA COMO CONDUZIMOS O NEGÓCIO E COMO PRETENDEMOS DEIXAR A NOSSA MARCA<br />
Na Tips4y acreditamos<br />
genuinamente que o sucesso<br />
<strong>das</strong> organizações está<br />
implicitamente ligado a uma cultura<br />
centrada nas pessoas. Trabalhamos<br />
ativamente numa gestão participada,<br />
investindo na inovação e no aumento<br />
de conhecimento, preocupandonos<br />
com a felicidade e motivação<br />
<strong>das</strong> nossas equipas. A situação da<br />
pandemia trouxe novos desafios<br />
às empresas, que tiveram de se<br />
reinventar na gestão <strong>das</strong> suas equipas<br />
à distância. O facto de sermos uma<br />
empresa tecnológica foi desde<br />
logo uma excelente valência no<br />
processo, mas a nossa gestão estava<br />
preparada para um modelo flexível e<br />
rapidamente se adaptou com sucesso.<br />
Assim, quando no início deste<br />
ano decidimos incorporar a<br />
Responsabilidade Social como um<br />
projeto estruturado sentimos que<br />
mais do que nunca fazia sentido.<br />
Foi uma excelente oportunidade<br />
para nos aproximarmos ainda mais,<br />
para lutarmos juntos por causas que<br />
defendemos e para sentirmos que<br />
juntos podemos fazer a diferença.<br />
Identificámos o melhor da marca,<br />
que valências poderíamos colocar<br />
ao serviço de determina<strong>das</strong> causas e<br />
em que áreas de atuação deveríamos<br />
intervir. Identificámos como eixos<br />
estratégicos o planeta, a comunidade<br />
e as pessoas e criámos o movimento<br />
Positive Impact que agrega to<strong>das</strong><br />
as causas onde atuamos e que são<br />
coerentes com as ODS identifica<strong>das</strong>.<br />
O nosso propósito é gerar um<br />
impacto positivo nos desafios<br />
sociais, ambientais e de negócio<br />
onde nos envolvemos. Através de<br />
uma estratégia consolidada criamos<br />
valor para os nossos stakeholders<br />
e alinhamos as nossas ações com o<br />
posicionamento da marca, com o<br />
nosso ADN.<br />
Os próprios consumidores estão<br />
a exigir essa atenção <strong>das</strong> marcas<br />
e preferem comprar produtos ou<br />
serviços simplesmente porque<br />
têm um impacto social ambiental<br />
positivo. Os Millennials em<br />
particular estão dispostos a pagar<br />
mais por marcas sustentáveis. É<br />
importante que o propósito seja<br />
transparente e que as nossas ações<br />
gerem resultados. Na Tips4y<br />
sempre tivemos ações isola<strong>das</strong><br />
de Responsabilidade Social mas<br />
hoje dispomos de um projeto<br />
estruturado, vivido por todos de<br />
forma contínua e comunicado de<br />
forma clara. Dedicamo-nos a causas<br />
concretas com organizações que<br />
acompanhamos regularmente.<br />
O projeto de Responsabilidade Social<br />
Corporativa (RSC) trouxe-nos a<br />
oportunidade de conhecer projetos<br />
sociais fantásticos com pessoas<br />
incríveis que estão totalmente<br />
dedica<strong>das</strong> a realidades que muitas<br />
vezes ignoramos e esta consciência<br />
social tem sido muito enriquecedora<br />
para toda a equipa na Tips4y. Para<br />
além de ações em contexto externo,<br />
a RSC impulsionou um foco ainda<br />
maior nas nossas pessoas com<br />
diversos projetos internos que visam<br />
ter um impacto direto na felicidade<br />
organizacional. Temos uma aula<br />
de pilates uma vez por semana e<br />
estamos ativamente a trabalhar o<br />
chamado “employer branding”.<br />
O programa de acolhimento para<br />
quem chega à organização é um<br />
excelente exemplo. Apesar dos<br />
desafios adicionais que o atual<br />
contexto de teletrabalho nos<br />
colocou, conseguimos garantir um<br />
envolvimento ágil com a equipa, o<br />
negócio e a cultura da nossa empresa.<br />
Além de um programa estruturado,<br />
preparamos um kit de boas-vin<strong>das</strong><br />
à chegada, atribuímos um mentor<br />
para o crescimento profissional do<br />
novo colaborador e um padrinho que<br />
garante a sua integração em to<strong>das</strong><br />
as rotinas e procedimentos internos,<br />
para fortalecer a cultura.<br />
A Tips4y é hoje reconhecida como<br />
uma marca que gera valor e traz<br />
resultados. Na realidade, se não<br />
obtivermos resultados, não geramos<br />
valor. E se não geramos valor então<br />
não temos uma marca com alma.<br />
A ideia de que o propósito de uma<br />
empresa é a sua capacidade de<br />
gerar lucro não pode ser um fim<br />
em si mesmo mas o resultado de<br />
um modelo de negócio sustentável<br />
que acrescenta valor na sua área de<br />
atuação, onde pode e deve incluir a<br />
responsabilidade social corporativa.<br />
Somos uma empresa tecnológica<br />
com fortes valores humanos, somos<br />
uma marca com alma, com um<br />
papel no mundo, com interlocutores<br />
que entendemos e se identificam<br />
com a nossa marca. Queremos<br />
ser a primeira escolha do cliente e<br />
garantir que entregamos valor de<br />
forma aberta e com impacto positivo.<br />
Somos uma marca com propósito! l<br />
SE NÃO OBTIVERMOS RESULTADOS, NÃO<br />
GERAMOS VALOR. E SE NÃO GERAMOS VALOR<br />
ENTÃO NÃO TEMOS UMA MARCA COM ALMA
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PETRONAS Syntium com tecnología °CoolTech celebra a sétima<br />
vitória do campeonato de Fórmula 1 da FIA, juntamente com<br />
a equipa de Fórmula 1 da MERCEDES AMG PETRONAS.<br />
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CAMPANHA 2021<br />
ECONOMIA CIRCULAR (I PARTE)<br />
“SÓ HÁ UM PLANETA TERRA.<br />
NO ENTANTO, EM 2050, O MUNDO VAI<br />
CONSUMIR COMO SE HOUVESSE TRÊS”<br />
VIRGINIJUS SINKEVICIUS, COMISSÁRIO DO AMBIENTE NA UNIÃO EUROPEIA<br />
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PATROCINADORES ><br />
QUANDO FALAMOS DE ECONOMIA CIRCULAR NO AFTERMARKET, MUITOS AINDA A RELACIONAM COMO UMA<br />
COISA DISTANTE, DE FRACO IMPACTO NO NEGÓCIO E PRATICAMENTE UM “NÃO ASSUNTO”. MAS A VERDADE É<br />
QUE AS PRÓXIMAS DÉCADAS DAS NOSSAS VIDAS, COMO PESSOAS E EMPRESÁRIOS, VÃO SER FORTEMENTE<br />
IMPACTADAS POR ESTA NOVA ECONOMIA, QUE MUDARÁ LITERALMENTE TUDO À NOSSA VOLTA<br />
À<br />
data da elaboração deste VISU<br />
Aftermarket, os recursos do nosso<br />
planeta para o ano em curso já<br />
se tinham esgotado. Isto é dizer<br />
que, daqui em diante já estamos a<br />
usar recursos naturais relativos a 2022. Durante<br />
os meses de julho e agosto, arderam milhões de<br />
hectares de floresta nos USA, no Sul da Europa<br />
e na Rússia. Durante o mês de julho, o centro<br />
da Europa e particularmente a Alemanha, foram<br />
assolados por chuvas tão fortes que provocaram<br />
destruição profunda e mortes de dezenas de pessoas.<br />
Estes fenómenos estão relacionados com<br />
as alterações climáticas, e estas são a forma do<br />
planeta nos dizer que não podemos continuar a<br />
viver da mesma maneira que vivemos até aqui.<br />
Segundo as Nações Uni<strong>das</strong>, as alterações climáticas<br />
poderão custar 2MM de dólares por dia ao<br />
longo da próxima década. Parece claro que até<br />
do ponto de vista económico, manter o atual modelo<br />
de relacionamento com o planeta Terra, não<br />
vai funcionar. Será um desastre económico.<br />
impacto do PactO Ecológico Europeu<br />
(Green Deal)<br />
Franz Timmermans é o rosto do Pacto Ecológico<br />
Europeu na Comissão Europeia e um grande<br />
defensor do objetivo da Europa em atingir a<br />
neutralidade carbónica em 2050, assim como<br />
em reduzir as emissões de CO2 em, pelo menos,<br />
55% até 2030. O Quadro II mostra-nos as<br />
áreas que este Pacto Ecológico irá impactar nos<br />
países da União Europeia. Ao contrário do que<br />
muitos acreditavam, a pandemia Covid-19 veio<br />
até acelerar a implementação deste Pacto Ecológico,<br />
tornando-o mesmo na base <strong>das</strong> políticas<br />
de recuperação (conhecida por “bazuca” em Portugal).<br />
Para os mais atentos, verifiquem como os<br />
nossos políticos sempre que se referem à “bazuca”,<br />
mencionam “Sustentabilidade Ambiental”<br />
e “Digitalização”. Esta última está intimamente<br />
ligada ao atingimento <strong>das</strong> metas de descarbonização.<br />
O início da inversão do problema<br />
Parece óbvio para a maioria da humanidade,<br />
que temos de aprender a viver tendo em conta<br />
a sustentabilidade do planeta. Sustentabilidade<br />
ambiental, económica e social são três áreas que<br />
terão de andar de “braços dados” daqui em diante.<br />
Nesta perspetiva surge uma nova economia<br />
de nome, Circular. A economia linear que depende<br />
exclusivamente da extração de recursos e que<br />
assenta no conceito de produto descartável de<br />
curta duração, deixou de ser uma opção viável.<br />
No Quadro I, verificamos as diferenças entre a<br />
economia linear (utilizada desde a revolução industrial)<br />
e a economia circular (aquela que temos<br />
de desenvolver se pretendemos continuar a<br />
ser hóspedes do planeta Terra).<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 25
QUADRO I // Diferenças entre a economia linear e a<br />
economia circular. Fonte: Comissão Europeia<br />
Economia Circular<br />
Matérias Primas<br />
Resíduos<br />
Reciclagem<br />
Coleta<br />
Design<br />
Consumo, Reutilização<br />
e Reparação<br />
Produtos<br />
Remanufacturados<br />
Distribuição<br />
A descarbonização e a mobilidade<br />
Segundo a EY a mobilidade de curta distância é responsável<br />
por três quartos <strong>das</strong> emissões do setor dos transportes. As<br />
soluções de transporte integra<strong>das</strong> (e digitais) casa-trabalho<br />
e vice-versa, podem reduzir as emissões em cerca de 50%<br />
a 60% ao ano. A utilização dos transportes públicos coletivos<br />
diminuirá a emissão “per capita” de CO2. Nesta matéria,<br />
Portugal terá de fazer mais e muito melhor. A tecnologia digital<br />
(Zoom, Teams, Skype,…) pode reduzir as viagens em<br />
trabalho para mais de metade. Os eventos digitais que irão<br />
de alguma forma substituir as tradicionais “feiras internacionais”<br />
(tornando-as híbri<strong>das</strong>), terão também um papel importante<br />
nesta redução. Apesar de ser um tema com alguma<br />
controvérsia no que diz respeito à sua verdadeira viabilidade<br />
a curto e médio prazo, as opções de viaturas elétricas crescem<br />
todos os dias e, não só nos fabricantes de automóveis<br />
tradicionais. De qualquer forma, parece claro que as viaturas<br />
elétricas a baterias de iões de lítio vieram para ficar conforme<br />
nos mostra o Quadro III.<br />
A economia circular e o Aftermarket<br />
Os 3 pilares da Economia Circular no Aftermarket são:<br />
Economia Linear<br />
Matérias Primas<br />
Produção<br />
Distribuição<br />
Consumo<br />
Resíduos<br />
Reconstrução<br />
O conceito de reconstrução não é novo e tem obviamente<br />
muitas vantagens relativamente ao produto novo no que diz<br />
respeito à necessidade de matérias-primas. No entanto, a logística<br />
e a retro logística deste tipo de produtos, desenvolve<br />
uma pegada ambiental que os torna cada vez menos atrativos<br />
do ponto de vista do benefício ambiental.<br />
QUADRO II // Áreas que o Pacto Ecológico irá impactar<br />
nos países da União Europeia Fonte: Comissão Europeia<br />
Aumentar a ambição da UE<br />
em matéria de clima para 2030<br />
e 2050<br />
Fornecer energia limpa,<br />
segura e apreços acessíveis<br />
Mobilizar a indústria para<br />
a economia circular e limpa<br />
Transformar a economia<br />
da EU para um futuro<br />
sustentável<br />
Pacto<br />
Ecológico<br />
Europeu<br />
Mobilizar a<br />
investigação<br />
e promover a<br />
inovação<br />
Adotar uma ambição<br />
de poluição zero por um ambiente<br />
livre de substância tóxicas<br />
Preservar e recuperar<br />
ecossistemas e a biodiversidade<br />
“Do prado ao prato”: conceber<br />
um sistema alimentar justo,<br />
saudável e amigo do ambiente<br />
Reparação<br />
A reparação de peças técnicas como alternadores e motores<br />
de arranque (apenas para dar um exemplo) caíram em desuso<br />
nas últimas déca<strong>das</strong>. O novo de baixo custo ou o reconstruído,<br />
tomaram o lugar da reparação. No entanto, a<br />
legislação europeia virá no sentido de fomentar novamente<br />
a reparação de “peças”, com incentivos fiscais “verdes”, que<br />
poderão passar pela alteração do IVA para produtos reparados,<br />
benefício fiscal ambiental no IRC ou IRS, aquisição<br />
de equipamentos para reparação de “peças técnicas” a fundo<br />
perdido, entre outros. A reparação está por isso de volta!<br />
Construir e renovar de forma<br />
eficiente em termos de utilização<br />
de energia e recursos<br />
Acelerar a transição<br />
para a mobilidade sustentável<br />
e inteligente<br />
Financiar a transição<br />
A UE como líder mundial<br />
Não deixar ninguém<br />
para trás (transição justa)<br />
Pacto Europeu para o clima<br />
26 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
Quadro III // Viaturas elétricas a baterias de iões<br />
de lítio vieram para ficar<br />
Fonte: Agência Internacional de Energia<br />
Viaturas elétricas ultrapassam os 10 milhões<br />
de unidades<br />
PARQUE DE VEÍCULOS ELÉTRICOS DE PASSAGEIROS POR<br />
REGIÃO (INCLUI HÍBRIDOS PLUG-IN)<br />
12 m<br />
10.20m<br />
10 m<br />
0.75<br />
Reutilização<br />
Ainda pouco assimilada por alguns mais tradicionalistas,<br />
a reutilização de peças automóvel é hoje totalmente aceite<br />
por seguradoras e até, por alguns fabricantes de automóveis<br />
como a PSA (agora Stellantis) e a BMW. A utilização deste<br />
tipo de peças é muitas vezes uma solução segura do ponto<br />
de vista técnico, já que as peças disponíveis para venda não<br />
fazem parte de órgãos de segurança da viatura e, em alguns<br />
casos, são mesmo seleciona<strong>das</strong> e testa<strong>das</strong>, antes de comercializa<strong>das</strong>.<br />
Numa altura de profunda conversão tecnológica<br />
da indústria automóvel, a carência de algumas peças para<br />
viaturas com mais de 10 anos é já uma realidade. A solução<br />
<strong>das</strong> peças reutilizáveis é muitas vezes a única solução para a<br />
viatura continuar a rolar nas estra<strong>das</strong>, com segurança e com<br />
a dignidade estética que tinha quando saiu da fábrica.<br />
A economia circular em Portugal<br />
Segundo a Secretaria de Estado do Ambiente, a taxa de circularidade<br />
em Portugal em 2019 era de 2.2%. Estamos muito<br />
abaixo dos quase 12% da média europeia, e, se a União<br />
Europeia está muito atrasada no alcance dos seus objetivos,<br />
Portugal está a necessitar do chamado “salto do sapo” para<br />
se juntar ao pelotão da frente. O Quadro IV, mostra-nos o<br />
conceito estratégico de economia circular em Portugal (Reutilizar,<br />
Reduzir, Reciclar, Reparar). Este conceito estratégico<br />
é válido para qualquer indústria e visa informar duma forma<br />
pedagógica o que qualquer pessoa deve assumir, no seu papel<br />
de potencial poluidor.<br />
Como bem sabemos, o nosso setor é um dos mais visados<br />
em termos ambientais. Desde as emissões <strong>das</strong> viaturas novas<br />
(WLTP), IPOs, requisitos ambientais para os distribuidores<br />
de peças e para as oficinas auto, entre outros. Não tenhamos<br />
dúvi<strong>das</strong> que o nosso setor será fortemente pressionado<br />
para alterar comportamentos e modelos de negócio. Algo<br />
que parece claro para todos é que esta transformação para<br />
uma Economia Circular, só acontecerá com o envolvimento<br />
do Estado (central, regional e local), <strong>das</strong> Empresas e <strong>das</strong> Pessoas<br />
(consumidores).<br />
Mais uma vez, a alteração de mentalidades que levará à alteração<br />
de comportamentos é a chave para esta transformação,<br />
que se pretende rápida e que é absolutamente necessária<br />
para continuarmos a habitar neste planeta que até prova<br />
em contrário, é a nossa única casa. l<br />
Dário Afonso, diretor da ACM<br />
8m<br />
6 m<br />
4 m<br />
2 m<br />
0 m<br />
2010<br />
2012<br />
2014<br />
2016<br />
2018<br />
China Europa Estados Unidos Resto do mundo<br />
2020<br />
Quadro IV // Conceito estratégico de economia<br />
circular em Portugal<br />
Fonte: Secretaria de Estado do Ambiente<br />
Reutilizar // Reduzir<br />
Reciclar // Reparar<br />
1.78<br />
3.16<br />
4.51<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 27
CAMPANHA 2021<br />
GUIA DE ASSISTÊNCIA<br />
A VEÍCULOS ELÉTRICOS E HÍBRIDOS<br />
QUANTO CUSTA CARREGAR<br />
UM VEÍCULO ELÉTRICO?<br />
UMA DAS PRINCIPAIS DÚVIDAS RELACIONADAS COM A MOBILIDADE VERDE É QUANTO CUSTA CARREGAR<br />
UM CARRO ELÉTRICO. É MAIS BARATO QUE ABASTECER UM VEÍCULO A COMBUSTÃO? QUAL O VALOR DE UM<br />
CARREGAMENTO? A POUPANÇA COM OS VEÍCULOS ELÉTRICOS É REAL? COM O OBJETIVO DE RESPONDER A<br />
ESTAS QUESTÕES, EXPLICAMOS NESTE ARTIGO QUANTO CUSTA CARREGAR UM VEÍCULO ELÉTRICO<br />
Pode carregar o seu automóvel elétrico de<br />
duas formas: em casa ou em locais públicos<br />
destinados para tal. A forma mais cómoda,<br />
fácil e económica de fazer o carregamento de carros<br />
elétricos é em casa. Se não for possível recarregar em<br />
casa, pode utilizar os postos de carregamento normal<br />
ou rápido, de acesso público, semipúblico ou privado,<br />
onde o carro elétrico pode ficar estacionado<br />
algumas horas.
PATROCINADOR ><br />
Carregamento em casa<br />
O tempo de carregamento depende de dois fatores:<br />
a intensidade da corrente disponível e a<br />
potência do carregador do carro. As baterias dos<br />
carros elétricos trabalham com corrente contínua.<br />
Se o carro for carregado com o mesmo tipo de<br />
corrente, o processo é mais rápido. Quando é com<br />
corrente alternada, como no carregamento doméstico,<br />
demora mais, mas é possível reduzir este<br />
tempo. Ao instalar uma Wallbox garante o fluxo<br />
de energia e reduz o tempo de carregamento em<br />
casa. A instalação de uma Wallbox para os carregamentos<br />
em casa é o ideal. Embora a instalação<br />
de uma Wallbox tenha um custo associado, e esta<br />
instalação tenha que ser realizada por empresa<br />
certificada para tal, a rapidez de carregamento<br />
acaba por ser bastante vantajosa.<br />
Com uma Wallbox, o preço de carregamento será<br />
mais baixo, o tempo necessário para carregar o<br />
veículo será menor e ainda está a proteger a sua<br />
bateria. O preço de uma Wallbox depende sempre<br />
<strong>das</strong> características do equipamento e ainda<br />
da modalidade de utilização. Ou seja, se pretende<br />
comprar a Wallbox ou apenas alugá-la temporariamente.<br />
Dependendo da potência que escolher<br />
e dos acessórios que estiverem incluídos, o preço<br />
da Wallbox pode variar entre 600 e 1.000 euros.<br />
Quando a sua Wallbox estiver instalada, esta vai<br />
alimentar-se da energia da sua rede doméstica.<br />
No entanto, ao contrário <strong>das</strong> toma<strong>das</strong> tradicionais,<br />
a Wallbox terá uma maior potência de carregamento,<br />
o que significa que o tempo necessário<br />
para carregar o seu veículo será menor quando<br />
comparada com as toma<strong>das</strong> domésticas tradicionais.<br />
A utilização da Wallbox é bastante simples!<br />
Tal como faz num posto de carregamento elétrico<br />
público, deve ligar o carro à tomada e deixá-lo carregar<br />
durante o tempo necessário. Normalmente,<br />
7 horas serão suficientes para manter o seu carro<br />
pronto para o dia-a-dia.<br />
São muitas as vantagens que uma Wallbox poderá<br />
trazer à sua vida enquanto condutor de um<br />
veículo elétrico ou híbrido plug-in. Uma Wallbox<br />
permite-lhe um carregamento mais rápido que<br />
uma tomada normal em sua casa. Pode assim garantir<br />
que tem o seu carro elétrico sempre pronto<br />
para o dia-a-dia. Relativamente ao preço de carregamento<br />
dos carros elétricos através da Wallbox<br />
será sempre menor quando comparado com o<br />
preço de carregamento em carregadores públicos.<br />
Ao promover um carregamento mais lento e faseado,<br />
quando comparada com os postos de carregamento<br />
rápidos públicos, a wallbox consegue<br />
proteger a bateria, prolongando a sua vida útil.<br />
A Wallbox permite-lhe programar os horários de<br />
carregamento, para que carregue o seu veículo nas<br />
horas em que o custo da eletricidade é mais baixo.<br />
Se não tem hipótese de ter a sua Wallbox dentro de<br />
uma garagem, poderá instalá-la no espaço exterior<br />
de sua casa, havendo até a possibilidade de bloquear<br />
o equipamento para apenas ser utilizado por pessoas<br />
autoriza<strong>das</strong>, caso viva num condomínio.<br />
Carregamento em locais públicos<br />
O aumento do número de veículos elétricos que circulam<br />
nas estra<strong>das</strong> portuguesas tem levado, também,<br />
ao rápido desenvolvimento da rede de postos<br />
de carregamento em território nacional. É cada vez<br />
mais fácil encontrar postos de carregamento em locais<br />
públicos. No entanto, ainda existem algumas<br />
dúvi<strong>das</strong> sobre a sua utilização, nomeadamente sobre<br />
os custos de carregamento.<br />
O carregamento de um carro elétrico em locais públicos<br />
é muito simples. Feito o contrato com o Comercializador<br />
de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica<br />
(CEME) vai receber o cartão de carregamento que<br />
lhe dá acesso a todos os postos da rede de carregamento<br />
público. Dirigindo-se a qualquer só precisa de<br />
passar o cartão no posto, selecionar o carregamento<br />
pretendido, escolher a tomada e ligá-la ao carro. O<br />
carregamento iniciou. Não precisa de supervisionar<br />
o processo porque os postos de carregamento têm<br />
um sistema de bloqueio do cabo, impedindo que este<br />
seja removido sem que o utilizador faça logout.<br />
Depois de aderir a um cartão de carregamento com<br />
o Comercializador de Eletricidade para a Mobilidade<br />
Elétrica (CEME) da sua escolha, este emitirá<br />
uma fatura mensal na qual devem estar discriminados<br />
os custos da energia e tarifas de acesso à rede,<br />
taxas e impostos devidos. Na rede pública os veículos<br />
podem ser carregados num dos vários postos de<br />
carregamento geridos pela empresa pública responsável<br />
pela rede de mobilidade elétrica, a MOBI.E.<br />
Esta rede tem postos de carregamento normais (3,7<br />
kVA), semi-rápidos (22 kVA), e rápidos (43 kVA).<br />
Os postos de carregamento rápidos permitem o<br />
carregamento de 80% da bateria em cerca de 50<br />
minutos.<br />
Custos de carregamento<br />
Os custos de carregamento de um veículo elétrico<br />
vão sempre depender de vários fatores: tamanho<br />
da bateria, potência do posto, e impostos associados<br />
a cada posto. Para utilizar os postos de carregamento<br />
públicos, deverá assinar contrato com<br />
um CEME, como referido acima, e irá receber em<br />
casa um cartão de mobilidade elétrica para que<br />
possa carregar o seu veículo elétrico.<br />
Os postos de carregamento normal da rede pública,<br />
começaram a ser pagos em julho de 2020, em<br />
linha com as estações de serviço onde os carregamentos,<br />
sejam normais ou rápidos, são pagos. O<br />
preço total a pagar por um carregamento inclui<br />
a tarifa da energia, paga ao comercializador de<br />
energia de mobilidade elétrica, a tarifa pela utilização<br />
do posto de abastecimento, paga ao Operador<br />
do Ponto de Carregamento, e respetivos impostos<br />
(IEC e IVA). O valor final varia de acordo<br />
com o comercializador e operador escolhido para<br />
o carregamento. No entanto, todos estes valores<br />
serão cobrados pelo seu CEME numa fatura mensal.<br />
Se optar por carregar em casa, vai notar uma<br />
ligeira diferença na fatura da eletricidade, mas<br />
nada que se compare aos custos com o abastecimento<br />
com combustíveis fósseis. Considerando<br />
que o custo médio do kWh em Portugal é de<br />
0,2€/kWh, dependendo do tipo de carregamento,<br />
eis quanto custa carregar um carro elétrico:<br />
• Carregamento em casa com tarifa bi-horária<br />
(vazio): 2€/100 km<br />
• Carregamento em casa com tarifa simples:<br />
3€/100 km<br />
• Carregamento em Posto de Carregamento Rápido:<br />
6€/100 km<br />
Ora, tomando como exemplo uma bateria com<br />
capacidade de 64 KWh, para carregar totalmente<br />
a sua bateria em casa, teria um custo de 12,8€<br />
(0,2 €/KWh x 64 KWh). Ou seja, com apenas<br />
12,8€ pode percorrer mais de 450 km com o seu<br />
carro!<br />
Mas o custo do carregamento de um automóvel<br />
elétrico depende de vários fatores. Em casa, o<br />
valor vai depender do contrato celebrado com o<br />
fornecedor de energia (incluindo potência contratada<br />
e eventuais descontos). Assim, este valor<br />
poderá ser variável de cliente para cliente. No entanto,<br />
o cálculo poderá ser feito multiplicando o<br />
valor pago por unidade de energia e a quantidade<br />
de energia necessária para carregar o automóvel<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 29
(esta quantidade varia de automóvel para automóvel).<br />
Na rede MOBI.E vai também depender de vários<br />
fatores como o contrato com o CEME e o posto de<br />
carregamento escolhido, mas vamos calcular o custo<br />
de carregamento através de um exemplo concreto.<br />
Em primeiro lugar, é importante saber que para que<br />
possa utilizar um dos postos da rede pública necessita<br />
celebrar um contrato com um dos CEME presente<br />
no mercado: Bluecharge, Digital Charging Solutions<br />
(DCS), Eco Choice, EDP Comercial, GALP Power,<br />
Mobiletric, PRIO.E e GRCAPP. Nesse contrato ficará<br />
definido o valor que lhe será cobrado pela energia<br />
utilizada para o carregamento do seu automóvel nos<br />
postos de carregamento da rede. O contrato pode estipular<br />
um custo por cada KWh de energia consumida,<br />
ou um preço mensal fixo.<br />
Cada posto de carregamento é da responsabilidade<br />
de um operador. Esse operador (ou empresa) pode<br />
cobrar pela ativação do serviço, limitar o tempo de<br />
carregamento de cada veículo, ou a quantidade de<br />
KWh utilizados. A definição destes valores é da total<br />
responsabilidade do operador, sendo que podem até<br />
variar de posto para posto, dependendo da procura<br />
por parte do consumidor. Contudo, todos os valores<br />
cobrados pelo operador encontram-se em local visível<br />
no próprio posto, e divulgados publicamente no site<br />
da MOBI.E.<br />
Embora o custo inicial de um veículo elétrico seja<br />
mais elevado que o de um veículo a combustão com<br />
as mesmas características, a poupança em combustível<br />
ao longo dos anos permite abater esse diferencial.<br />
A poupança no carregamento é uma <strong>das</strong> vantagens<br />
dos veículos elétricos e um dos motivos pelo qual<br />
estes veículos têm uma quota de mercado cada vez<br />
maior.<br />
Uma outra vantagem destes veículos é o reduzido<br />
custo da manutenção. Embora o eventual custo da<br />
substituição da bateria preocupe, a verdade é que a<br />
manutenção dos veículos elétricos é mais baixa que<br />
a de um veículo tradicional pois os veículos elétricos<br />
têm até 60% menos peças de desgaste rápido. A<br />
existência de menos componentes, o facto de a sua<br />
substituição ser mais simples e não ser necessária<br />
com tanta regularidade, diminuem os encargos com<br />
a manutenção.<br />
E a bateria? De facto, pode ser caro substituir uma<br />
bateria, tal como pode ser necessário e igualmente<br />
dispendioso substituir o motor de um carro a combustão.<br />
Contudo, muitas vezes só é preciso substituir<br />
alguns dos módulos da bateria ao invés de a substituir<br />
na totalidade. Além destes fatores, a garantia oferecida<br />
pelo fabricante permite que não se preocupe com<br />
esta questão durante largos anos. Apesar da substituição<br />
da bateria ser um acontecimento raro, há três<br />
boas práticas que para aumentar a vida útil da bateria<br />
de um carro elétrico:<br />
• Proteger o carro de temperaturas extremas visto que<br />
aumentam a deterioração <strong>das</strong> baterias;<br />
• Evitar o descarregamento total da bateria. Isto faz<br />
com que a bateria se degrade e perca a sua capacidade;<br />
• Evitar usar demasia<strong>das</strong> vezes os superchargers (postos<br />
de carregamento rápidos). Sempre que possível,<br />
privilegie a carga lenta.<br />
QUANTO CUSTA CARREGAR OS CARROS ELÉTRICOS MAIS VENDIDOS EM PORTUGAL<br />
A SELECTRA, EMPRESA ESPECIALISTAS NA COMPARAÇÃO DE TARIFAS DE ELETRICIDADE E GÁS, REALIZOU UM ESTUDO QUE DEMONSTRA<br />
O INCREMENTO DO VALOR A PAGAR NA FATURA DE ELETRICIDADE COM A UTILIZAÇÃO NO QUOTIDIANO DE UM DOS CARROS ELÉTRICOS<br />
DO TOP 3 DOS MAIS VENDIDOS EM PORTUGAL: NISSAN LEAF, RENAULT ZOE E BMW I3 SERIES<br />
Desde logo, consideremos o exemplo de um agregado familiar, com<br />
uma potência elétrica contratada de 6,9 kVA. Dado que a utilização do<br />
veículo elétrico supõe um incremento do consumo energético mensal<br />
que necessariamente ultrapassaria os 100 kWH, fica desde logo elegível<br />
para a adicionar 23% de IVA aos cálculos na sua fatura. Finalmente,<br />
importa então saber quais os ciclos horários em que lhe compensa<br />
mais e menos efetuar os carregamentos necessários para deslocar-se<br />
entre casa e o trabalho, ao longo do mês. Igualmente, vejamos quais os<br />
modelos de automóveis que supõem um maior incremento no valor a<br />
pagar pela fatura energética.<br />
Renault Zoe<br />
Este modelo oferece uma bateria de 40 kWh e uma autonomia de<br />
até 350 km. No exemplo clássico em que o movimento pendular<br />
casa-trabalho diário se aproxima dos 30 km, a utilização deste modelo<br />
elétrico para esse efeito exigiria cerca de dois carregamentos por mês<br />
(1,89 carregamentos) . Para os consumidores que optam por uma<br />
tarifa simples, cujo preço é fixo durante um único ciclo horário, o<br />
custo do carregamento seria de aproximadamente 6€, sem impostos,<br />
Custo do carregamento com tarifa simples<br />
(preço fixo ao longo do dia)<br />
Veículo Sem IVA Com IVA<br />
Renault Zoe 6,03 € 7,42 €<br />
Nissan Leaf 6,03 € 7,42 €<br />
BMW i3 5,72 € 7,03 €<br />
e de aproximadamente 7,50€, com 23% de IVA incluído, ou seja, um<br />
total de aproximadamente 14€/mês, quando contabilizamos os dois<br />
carregamentos mensais.<br />
Pelo contrário, para os consumidores com uma tarifa tri-horária,<br />
com os ciclos horários Pontas, Cheias e Vazio, o preço a pagar pelos<br />
carregamentos variará em função da hora escolhida para o efeito. No<br />
período mais económico, o vazio (22h00 às 8h00), o carregamento<br />
completo deste carro elétrico, custará em torno dos 4,77€, ascendendo<br />
as duas recargas a aproximadamente 9€. No período intermédio,<br />
durante os ciclos horários Cheias (<strong>das</strong> 8h00 às 10h30; <strong>das</strong> 13h00 às<br />
19h30; <strong>das</strong> 21h00 às 22h00), o valor a pagar pelos dois carregamentos<br />
ascende a €14,55. Claramente, deverá evitar a todo o custo a realização<br />
dos carregamentos nos períodos horários mais caros, dado que o custo<br />
agregado poderá ascender a €25,99, ou seja, o triplo de fazê-lo nos<br />
períodos horários mais económicos.<br />
Nissan Leaf<br />
Este veículo oferece uma autonomia de 270 km e uma bateria de 40<br />
kWh. Tendo em conta o exemplo do movimento pendular anteriormente<br />
referido de aproximadamente 30 km diários, com este modelo seriam<br />
necessários 2,44 carregamentos para realizar tais deslocações. Isto<br />
significa que no caso dos consumidores com as tarifas simples, o custo a<br />
pagar ao final do mês rondaria aproximadamente os €18. Pelo contrário,<br />
se o utilizador possui uma tarifa tri-horária e carrega o veículo à noite,<br />
durante o período mais barato, o valor a pagar mensalmente ficaria em<br />
torno dos €11,65 relativamente a uns cerca de €33 que pagaria por tais<br />
carregamentos no período horário mais caro e aproximadamente €19<br />
durante o período intermédio.<br />
BMW i3<br />
Este automóvel tem uma autonomia de 310 km e uma bateria de<br />
37,9 kWh. Dentro do mesmo exemplo, o consumidor realizaria 2,13<br />
carregamentos para poder realizar as suas deslocações mensais.<br />
Caso tenha uma tarifa simples, o custo rondará os €15 mensais. Pelo<br />
contrário, com uma tarifa tri-horária, o carregamento durante o período<br />
mais barato rondará os €9,62 em contraposição com os €15,56 para os<br />
dois carregamentos no preço intermédio e cerca de uns €27, durante o<br />
período mais caro.<br />
Podemos distinguir dois tipos de carregamentos públicos em função<br />
da potência: Carregamento semi-rápido e rápido. No primeiro,<br />
podemos fazê-lo dentro de um centro comercial ou num parque de<br />
estacionamento, e deverá tardar umas duas horas, enquanto a segunda<br />
encontra-se nas estações de serviço, onde a potência oferecida costuma<br />
ser entre os 46 W e os 150w, pelo que o tempo médio de carregamento<br />
costuma ser, aproximadamente, entre 30 min e 60 min.<br />
Custo mensal de carregamento com tarifa tri-horária<br />
(preço varia consoante a hora e dia). Com IVA<br />
Tarifa BMW i3 Nissan Leaf Renault Zoe<br />
Recarga Pontas 27,06 € 32,78 € 25,29 €<br />
Recarga Cheias 15,56 € 18,86 € 14,55 €<br />
Recarga Vazio 9,62 € 11,65 € 8,99 €<br />
30 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
Prático!<br />
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Porque os nossos kits de bombas hidráulicas MEYLE-ORIGINAL são fornecidos com o óleo<br />
correcto, o longo tempo de pesquisa e riscos de erro durante o processo de substituição são<br />
minimizados. A desagradável limpeza e devolução da bomba usada, bem como a complicada<br />
liquidação da troca já não é necessária. Outra solução MEYLE de economia de custos para<br />
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entrevista<br />
PETER WAGNER<br />
DIRETOR GERAL CONTINENTAL AFTERMARKET & SERVICES<br />
PRODUTOS ATE<br />
CONTRIBUEM PARA<br />
MOBILIDADE SEGURA<br />
PARTE DO GRUPO CONTINENTAL HÁ MAIS DE 20 ANOS, A MARCA<br />
ATE É ESPECIALISTA EM COMPONENTES DE TRAVAGEM, COM UMA GAMA<br />
ALARGADA DE PEÇAS PARA O AFTERMARKET, COM QUALIDADE DE PRIMEIRO<br />
EQUIPAMENTO. PETER WAGNER FALOU AO JORNAL DAS OFICINAS SOBRE<br />
A IMPORTÂNCIA DE PERTENCER A ESTE FORTE GRUPO QUE ESTE ANO<br />
CELEBRA O 150º ANIVERSÁRIO<br />
A<br />
marca ATE tem vindo a fornecer os clientes<br />
com produtos premium há mais de cem anos.<br />
Como parte da Continental, o maior fabricante<br />
de equipamento original do mundo, oferece uma grande<br />
variedade de peças originais para o mercado <strong>das</strong><br />
peças de reposição. Estes incluem componentes para<br />
travões, peças hidráulicas, sensores, ferramentas e<br />
equipamento de teste. Para ir ao encontro <strong>das</strong> expetativas<br />
dos clientes, alguns dos produtos também são fabricados<br />
especialmente para o aftermarket. Estes, claro,<br />
cumprem os mesmos standards de alta qualidade,<br />
tal e qual como os produtos de equipamento original.<br />
Qual é o produto de maior sucesso na gama ATE?<br />
Enquanto especialistas líderes em componentes para<br />
travagem, todos os produtos ATE são produzidos com<br />
os mais elevados standards de qualidade. Desde componentes<br />
para os travões, ou peças hidráulicas como<br />
líquido para os travões, até ferramentas especiais e<br />
equipamento de teste: cada produto está igualmente<br />
bem posicionado nas suas respetivas áreas. São produzidos<br />
nas nossas fábricas a nível global, as mesmas<br />
que fornecem os fabricantes de equipamento original.<br />
Como se processa o fabrico e o controlo de qualidade?<br />
A ATE estabeleceu os padrões de qualidade de produto<br />
logo desde o início. Por esta razão, temos um sistema<br />
de gestão de qualidade certificado e compatível com<br />
a norma ISO 9001 em cada uma <strong>das</strong> nossas fábricas.<br />
A certificação obriga a grandes exigências ao nível da<br />
orientação para o cliente, gestão e instalações de produção.<br />
O processo constante de melhoria também é<br />
parte integral do standard. Além disso, todos os nossos<br />
produtos cumprem os regulamentos definidos pela Comissão<br />
Económica para a Europa (ECE). Para assegurar<br />
que são compatíveis com a norma ECE-R90 e têm<br />
de passar por uma série de testes. As especificações internas<br />
da ATE excedem em muito esta norma.<br />
Como é feito o desenvolvimento de novos produtos?<br />
Alguns dos nossos componentes são desenvolvidos<br />
para os fabricantes de automóveis equiparem de origem<br />
os seus modelos. Contudo, também desenvolvemos<br />
produtos especificamente para o aftermarket. Por<br />
isso, analisamos os produtos de primeiro equipamento<br />
de forma a adaptarmos os nossos próprios produtos<br />
o mais próximo possível em termos de qualidade e de<br />
performance.<br />
Qual é a maior novidade que a marca tem para lançar<br />
este ano?<br />
Desde o ano passado, expandimos o nosso portefólio de<br />
produtos para incluir pinças de travão de marca original<br />
para o travão elétrico de estacionamento nas cores preto<br />
32 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
PETER WAGNER<br />
TODOS OS PRODUTOS ATE FABRICADOS PARA O AFTERMARKET,<br />
CUMPREM OS MESMOS STANDARDS DE ALTA QUALIDADE, TAL E QUAL<br />
COMO OS PRODUTOS DE EQUIPAMENTO ORIGINAL<br />
mate, vermelho tornado e azul ultramarino.<br />
Também estamos a oferecer<br />
um novo líquido de travões premium<br />
para o aftermarket: o ATE Super<br />
DOT 5.1, que cumpre os requisitos<br />
mais elevados e pode ser usado tanto<br />
em veículos elétricos como híbridos.<br />
Temos mais novidades para anunciar<br />
na Automechanika, em setembro.<br />
A ATE eliminou os catálogos em<br />
papel. Como é que o mercado reagiu<br />
a esta mudança?<br />
Até agora tem sido um sucesso. Passámos<br />
da versão impressa para a online<br />
por diversas razões: o catálogo<br />
online torna a pesquisa e a compra<br />
de um produto específico mais sim-<br />
ples para os nossos clientes e, claro,<br />
podemos adaptar a nossa oferta e tê-<br />
-la sempre atualizada. Naturalmente,<br />
o catálogo online também é muito<br />
melhor para o ambiente.<br />
As embalagens mudaram e incluem<br />
um QR Code. Quais são as funcionalidades<br />
desta novidade?<br />
Com as alterações na embalagem,<br />
quisemos dar à marca ATE uma<br />
aparência uniformizada e moderna.<br />
Também adaptámos o novo design<br />
para refletir o nosso portefólio de<br />
produtos: categorias de produto diferentes<br />
podem agora ser distingui<strong>das</strong><br />
umas <strong>das</strong> outras de forma mais<br />
fácil. A ideia por detrás do QR Code<br />
é semelhante, queríamos que fosse<br />
mais fácil para os nossos clientes<br />
verificar que modelos de veículos podem<br />
utilizar determinado produto.<br />
Ler o código na embalagem direciona<br />
o utilizador para o catálogo ATE<br />
online, onde fornecemos informação<br />
detalhada e as aplicações do artigo.<br />
Os dados são atualizados a cada quatro<br />
semanas e, por isso, muito mais<br />
rigorosas do que a informação que<br />
está presente na própria embalagem.<br />
Como funciona a app ATE e que<br />
informação disponibiliza às oficinas?<br />
Com a nossa aplicação, as oficinas podem<br />
aceder ao portefólio ATE através<br />
de um smartphone. O produto certo<br />
pode ser encontrado facilmente com<br />
uma pesquisa por palavra-chave, veículo<br />
ou artigo. A aplicação oferece<br />
ainda a verificação de autenticidade:<br />
ao ler a etiqueta na caixa, as oficinas<br />
podem verificar em segundos se se<br />
trata de um produto original ATE.<br />
Qual é a importância do líquido dos<br />
travões para o correto funcionamento<br />
do sistema de travagem?<br />
O líquido de travões é crucial para a<br />
segurança na condução e para o funcionamento<br />
suave do sistema de travagem.<br />
É responsável por transmitir<br />
a força exercida pelo condutor no<br />
pedal às pinças e cilindros. Há dois<br />
fatores essenciais: a viscosidade do<br />
CENTROS DE TRAVÕES ATE – OFICINAS DE VALOR ACRESCENTADO<br />
Os Centros de Travões ATE são o conceito de oficina<br />
da Continental e trazem valor acrescentado no que<br />
toca à formação e transmissão de conhecimento<br />
na marca ATE. Os fabricantes de veículos<br />
partilham informação sobre produtos e sistemas<br />
com estes Centros de Travões, o que significa que<br />
as empresas liga<strong>das</strong> à marca recebem informação<br />
e formação diretamente dos fabricantes. Para<br />
se tornar um Centro de Travões ATE, os prérequisitos<br />
variam, caso o possível parceiro seja<br />
um concessionário ou uma oficina multimarca<br />
independente. No caso <strong>das</strong> oficinas multimarca “a<br />
empresa deve ter pelo menos dois técnicos. Além<br />
disso, deve cumprir um objetivo específico de<br />
ven<strong>das</strong> em produtos ATE e usar o equipamento por<br />
nós recomendado. Já os concessionários, por outro<br />
lado, devem ser capazes de providenciar formação,<br />
linha de apoio e apoio online. Também devem<br />
cumprir alguns critérios administrativos, como<br />
ter publicidade e material impresso na língua<br />
do país onde estão localizados”, explica Peter<br />
Wagner. Em suma, estes centros providenciam<br />
todos os serviços associados aos travões. Isso<br />
inclui a manutenção do sistema de travagem com<br />
equipamento oficinal especialmente adaptado,<br />
peças de reposição da marca com qualidade de<br />
primeiro equipamento, informação precisa e<br />
fiável sobre a condição do sistema de travagem,<br />
assim como especialistas formados que executam<br />
cuidadosamente to<strong>das</strong> as tarefas necessárias. De<br />
acordo com Peter Wagner, o objetivo da ATE é<br />
expandir o número de centros em todos os países<br />
onde está presente.<br />
34 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
fluido e o ponto de ebulição. O primeiro<br />
é importante porque as baixas<br />
temperaturas podem tornar o líquido<br />
mais viscoso e o último para que não<br />
evapore a altas temperaturas. Ambos<br />
influenciam o funcionamento de todo<br />
o sistema. Como os líquidos de travagem<br />
são propícios a absorver as impurezas<br />
do ambiente, a parte de água<br />
que os compõe aumenta com o tempo<br />
e o ponto de ebulição baixa. Para assegurar<br />
que o sistema de travagem está<br />
a funcionar corretamente, o líquido<br />
dos travões deve ser trocado sempre<br />
que o nível da água atinja 3,5%.<br />
O que muda no sistema de travagem<br />
dos veículos elétricos?<br />
O processo de travagem dos veículos<br />
elétricos é diferente dos motores convencionais<br />
de combustão. Isto deve-se<br />
o portefólio ATE, com provas da<strong>das</strong>, é<br />
também adequado a veículos com propulsão<br />
alternativa.<br />
Qual será o futuro dos componentes<br />
de travagem?<br />
Acreditamos que o travão clássico de<br />
frição vai continuar a ser uma peça relevante<br />
em termos de segurança para<br />
o futuro, mesmo que o foco mude no<br />
que diz respeito aos componentes. Os<br />
discos de duas peças, por exemplo, devem<br />
tornar-se mais importantes, pois<br />
podem contribuir para a redução global<br />
do peso do veículo. A longo prazo,<br />
os travões de tambor, que são usados<br />
no novo VW ID.3, também vão voltar.<br />
São menos suscetíveis à corrosão devido<br />
ao seu design encapsulado. Isto torna-os<br />
mais adequados para os veículos<br />
elétricos, nos quais os travões tendem<br />
“HÁ OPORTUNIDADES<br />
DE CRESCIMENTO EM PORTUGAL”<br />
A ATE está completamente estabelecida em<br />
Portugal há mais de 25 anos. Desde então<br />
têm tido, nas palavras de Peter Wagner, “um<br />
crescimento muito positivo, que esperamos<br />
continue no futuro”. Contam com cinco<br />
distribuidores no mercado, que vendem os<br />
produtos ATE aos retalhistas e que, por seu<br />
turno os revendem às oficinas. O responsável<br />
explica que Portugal, apesar de ser “um<br />
pequeno mercado na perspetiva global, é muito<br />
importante para a Continental no Oeste da<br />
Europa”.<br />
Têm já quotas de mercado “bastante decentes<br />
em Portugal, mas ainda há oportunidades<br />
de crescimento”. Está nos objetivos da marca<br />
expandir a oferta formativa no nosso país, algo<br />
que ficou mais difícil devido à pandemia de<br />
Covid-19, mas que estão a tentar contornar<br />
com alternativas. De uma forma geral, Wagner<br />
considera que há um nível substancial de<br />
conhecimento da marca ATE.<br />
No entanto, “é um objetivo permanente<br />
desenvolver ainda mais a nossa marca,<br />
trabalhando, por exemplo, em proximidade com<br />
a respetiva comunicação social”. Peter Wagner<br />
adianta ainda que uma vez que não fornecem<br />
diretamente as oficinas, os distribuidores “são o<br />
nosso primeiro ponto de contacto com o mercado<br />
português, portanto, um elo importante na<br />
cadeia de distribuição”. No que diz respeito às<br />
perspetivas de ven<strong>das</strong> para 2021, mantêm-se<br />
“positivas”, apesar da pandemia.<br />
A APLICAÇÃO ATE OFERECE A VERIFICAÇÃO DE AUTENTICIDADE.<br />
AO LER A ETIQUETA NA CAIXA, AS OFICINAS PODEM VERIFICAR<br />
DE IMEDIATO SE SE TRATA DE UM PRODUTO ORIGINAL ATE<br />
à regeneração. A regeneração funciona<br />
como um travão de motor, uma vez que<br />
desacelera o veículo durante a recuperação<br />
de energia. O sistema convencional<br />
de travagem com discos e pastilhas<br />
é usado principalmente em manobras<br />
fortes ou abruptas de travagem e, por<br />
isso, menos frequentemente. Por esta<br />
razão, os travões para os veículos elétricos<br />
são objeto de menor utilização<br />
e desgaste, pelo que precisam de ser<br />
substituídos com menor frequência.<br />
Ao mesmo tempo, contudo, os discos<br />
de travão tendem a criar ferrugem com<br />
maior rapidez, especialmente se não<br />
forem muito utilizados. Atualmente<br />
os sistemas de travagem dos veículos<br />
elétricos são iguais aos dos veículos<br />
com motores convencionais, pelo que<br />
a desenvolver ferrugem mais rapidamente<br />
devido ao processo de regeneração.<br />
Como resultado, a frequência de<br />
reparação dos veículos elétricos deve<br />
reduzir-se cada vez mais.<br />
Qual é a visão da ATE para o futuro<br />
da mobilidade automóvel?<br />
A indústria automotive é um cenário<br />
em constante mutação. A ATE – e,<br />
por arrasto, a Continental – está na<br />
frente da exploração dos desafios e<br />
tendências do setor, como a mobilidade<br />
elétrica e a conetividade. As nossas<br />
soluções ajudam a promover a mobilidade<br />
segura e sustentável, ao mesmo<br />
tempo que também apoiam as<br />
oficinas na adaptação a estes desafios,<br />
para se manterem competitivas. l<br />
PASTILHAS TRAVÃO ATE CERAMIC PREMIADAS<br />
Num teste de travagem conduzido este ano<br />
pelo maior clube automóvel da Alemanha,<br />
ADAC, as pastilhas de travão cerâmicas ATE<br />
ocuparam o primeiro lugar numa comparação<br />
com cinco outras marcas, ganhando uma<br />
classificação global de 1,7 (bom). Os testes<br />
abrangeram um total de seis pastilhas e discos<br />
de travão diferentes, incluindo um produto<br />
de equipamento original, vários de marca<br />
e desportivos, e um produto de linha mais<br />
económica. Em combinação com os discos de<br />
travão ATE originais, as pastilhas de travão<br />
ATE Ceramic obtiveram uma pontuação muito<br />
superior à dos seus concorrentes em termos<br />
de desgaste. Num teste em condições realistas<br />
com cargas de travagem pesa<strong>das</strong>, alcançaram<br />
uma classificação global de 1,0 - mais do que<br />
um ponto completo acima do concorrente mais<br />
próximo. “As pastilhas de travão cerâmicas ATE<br />
oferecem duas vantagens fundamentais: um<br />
elevado grau de segurança, como demonstrado<br />
pelos resultados dos testes de travagem, e<br />
durabilidade”, diz Peter Wagner. “Graças à sua<br />
fórmula especial, as pastilhas ATE Ceramic têm<br />
uma abrasão muito baixa, o que significa que<br />
geram menos pó de travão. Isto não só reduz<br />
o desgaste, como beneficia o ambiente - e<br />
assegura clientes satisfeitos para as oficinas. Os<br />
resultados mostram que as pastilhas de travão<br />
ATE são iguais aos produtos de equipamento<br />
original em todos os sentidos”, acrescenta Peter<br />
Wagner.<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 35
Entrevista<br />
PAULO ALMEIDA, DIRETOR TÉCNICO DA APAMB<br />
SÍLVIA SANTOS, DIRETORA COMERCIAL DA APAMB<br />
NUNCA ADIAMOS SOLUÇÕES,<br />
PROBLEMAS E DECISÕES!<br />
A APAMB (ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE INSPEÇÃO E PREVENÇÃO AMBIENTAL) É UMA ASSOCIAÇÃO SEM FINS<br />
LUCRATIVOS, CRIADA PARA PREENCHER UMA LACUNA NO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO DAS EMPRESAS ÀS<br />
CONTÍNUAS ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO IMPOSTA AOS PRODUTORES DE RESÍDUOS. OS SERVIÇOS PRESTADOS<br />
ÀS OFICINAS FORAM O TEMA DE UMA CONVERSA ESCLARECEDORA COM PAULO ALMEIDA, DIRETOR TÉCNICO E<br />
SÍLVIA SANTOS, DIRETORA COMERCIAL DA ASSOCIAÇÃO
<strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong> foi até Setúbal, onde está localizada<br />
a sede da APAMB, para saber mais sobre<br />
algumas questões atuais e pertinentes para o setor,<br />
que continua com dúvi<strong>das</strong> sobre as novas normas<br />
ambientais e as obrigações legais <strong>das</strong> oficinas relativamente<br />
à gestão dos resíduos. A Associação tem<br />
como principal compromisso oferecer respostas<br />
concretas – a custos acessíveis – para que o setor da<br />
manutenção automóvel, mas também da indústria,<br />
se possa desenvolver em harmonia com o ambiente.<br />
Ao estatuto de associação e à equiparação a Organização<br />
Não Governamental Ambiental (ONGA) juntaram-se<br />
profissionais de relevo e desenvolveram-se<br />
protocolos com entidades envolvi<strong>das</strong> nos processos<br />
de reciclagem e outros parceiros estratégicos.<br />
“O ambiente nem sequer era uma moda,<br />
era uma preocupação”<br />
A APAMB nasceu em 2006, quando um conjunto<br />
de pessoas que conheciam bem o setor da manutenção<br />
automóvel e da indústria se reuniram para<br />
tentar acompanhar as empresas e seus empresários<br />
no respeitante às questões ambientais. “Convém relembrar<br />
que em 2006 o Ambiente nem sequer era<br />
uma moda, era uma preocupação e, em muitos casos,<br />
um susto para as empresa. Nós, APAMB, reunimos<br />
áreas tão distintas como a auditoria ambiental,<br />
o apoio jurídico, mas também a área comercial.<br />
Soubemos abordar as pessoas, com objetivos bem<br />
definidos, de modo a elucidar e trazer as empresas<br />
para uma realidade que não sofresse tantos constrangimentos<br />
com as coimas ambientais, paradigmas<br />
estes que sabiamos suficientes para fazer um<br />
bom trabalho em prol <strong>das</strong> empresas e do ambiente,<br />
e conseguimo-lo”, começa por explicar Paulo Almeida.<br />
O desenvolvimento da APAMB foi gradual, num<br />
esforço coletivo e sem apoio de particulares, nem do<br />
Estado. “Tínhamos um objetivo bem definido e logo<br />
em 2007 procuramos inscrever-nos como organização<br />
não governamental ambiental”, lembra. A partir<br />
daqui a associação cresceu, os associados duplicaram,<br />
e a APAMB foi ganhando experiência e divulgação<br />
nacional com a presença em feiras, a formação<br />
a convite da PSP <strong>das</strong> briga<strong>das</strong> BRIPA e assim<br />
por diante. Desta forma recebiam “inputs” do que<br />
acontecia com quem estava no terreno e, desde essa<br />
altura até aos dias de hoje, “tivemos a felicidade de<br />
consolidar os associados e conquistar mais alguns,<br />
a nível nacional”. Atualmente, contam com 900 associados<br />
que lhes reconhecem to<strong>das</strong> as capacidades<br />
para executarem as tarefas a que se propõem. Essas<br />
tarefas são realiza<strong>das</strong> por 9 pessoas, mais uma<br />
que deverá juntar-se à equipa ainda este ano. “Estas<br />
nove pessoas estão dividi<strong>das</strong> pela parte técnica, comercial<br />
e back office. Assim que somos contactados<br />
por um associado, tentamos de imediato resolver o<br />
seu problema. Nunca adiamos soluções, problemas<br />
e decisões. A proximidade com todos é um bem que<br />
preservamos e que é de extrema importância no<br />
nosso trabalho”, afirma Paulo Almeida.<br />
Prestação de serviços<br />
Questionado sobre como funcionam os serviços<br />
prestados às empresas de automóveis, Paulo Almeida<br />
responde que “tudo funciona em torno da auditoria<br />
presencial. É verificado o que está em conformidade<br />
e o que não está. O que não estiver em<br />
conformidade procura ser ultrapassado com o apoio<br />
do nosso back office técnico que presta auxílio desde<br />
o licenciamento à gestão dos resíduos. O registo<br />
dos gases fluorados, as emissões gasosas, a gestão de<br />
solventes, o registo dos equipamentos sob pressão,<br />
a própria gestão e manutenção dos equipamentos,<br />
é cimentado por um apoio jurídico que, em caso de<br />
contraordenações ambientais, são aborda<strong>das</strong> e respondi<strong>das</strong>.<br />
E para ultrapassar algumas inconformidades<br />
contamos com parcerias de recomendação de<br />
forma a não onerar à empresa mais custos do que<br />
aqueles que tem”, conclui o responsável da APAMB.<br />
No seu funcionamento, a associação conta com parceiros<br />
para a recolha de resíduos, que são empresas<br />
com os licenciamentos adequados. Apesar de existir<br />
uma grande quantidade de empresas operadoras<br />
de resíduos no mercado, nem to<strong>das</strong> podem acolher<br />
todo o tipo de resíduos. A APAMB recomenda<br />
determinado operador, verificando se este está legalizado<br />
para recolher o tipo de resíduo específico.<br />
APAMB<br />
Diretor Técnico Paulo Almeida<br />
Morada Av. 5 de Outubro, 148 – 5º H<br />
Edifício Bocage, 2900-309 Setúbal<br />
Telefone 265 234 190<br />
Email paulo.almeida@apamb.pt<br />
Site www.apamb.pt<br />
Neste momento, é a pressão exercida pelas fiscalizações<br />
está a fazer o setor ficar mais atento à gestão de<br />
resíduos, e Paulo Almeida salienta mesmo que “ninguém<br />
aguenta os valores <strong>das</strong> coimas. Felizmente a<br />
situação alterou-se, há mais conhecimento sobre o<br />
tema, mas as falhas que se observam são as mesmas,<br />
seja na oficina independente, seja na oficina de<br />
marca. O que falta a cada uma dessas oficinas são<br />
recursos muito específicos dentro da sua área de influência.<br />
Falta formação dinâmica às empresas. Mas<br />
o pior é o facto dos legisladores não conhecerem os<br />
problemas no terreno. A legislação é alterada, mas<br />
depois não se leva em consideração essa realidade<br />
no terreno e de experiência feito”.<br />
Consciência e preocupação<br />
Nota-se, segundo o diretor técnico da APAMB,<br />
uma maior consciência e preocupação por parte<br />
dos empresários e todos pretendem cooperar na<br />
prática <strong>das</strong> questões ambientais: “no terreno sente-se<br />
maior preocupação. Muitas <strong>das</strong> vezes acabam<br />
por ser esses empresários a procurar-nos e a tentar<br />
agendar uma visita ou até uma auditoria de forma<br />
a entenderem se estão ou não em incumprimento.<br />
Estas novas gerações de empresários têm receio de<br />
não cumprir e querem evitar coimas. Quando fazem<br />
um determinado investimento, sabem que uma<br />
parte dessa verba tem de ser investida no ambiente<br />
e na prevenção”, afirma.<br />
É imprescindível que as empresas saibam que todos<br />
os resíduos têm de ser entregues, e que lamentavelmente<br />
apenas os óleos usados, por exemplo, não<br />
têm custos. Na opinião de Paulo Almeida, o básico<br />
para que se possa evitar ser multado passa por<br />
separar e identificar os resíduos. A associação tenta<br />
transmitir aos associados que é preciso conhecer e<br />
respeitar a legislação. Existem múltiplos diplomas<br />
legais ambientais no entanto com o projeto legislativo<br />
UNILEX, de consolidação e integração dos<br />
regimes jurídicos relativos à gestão dos fluxos específicos<br />
de embalagens e resíduos de embalagens;<br />
de óleos usados; de pneus usados; de resíduos de<br />
equipamentos elétricos e eletrónicos; de resíduos de<br />
pilhas e acumuladores e de veículos em fim de vida,<br />
assentando no princípio da responsabilidade alargada<br />
do produtor, a leitura e conjugação ficou facilitada.<br />
Com tantas nuances a considerar, hoje em<br />
dia, é complicado evitar as multas, ao que se soma<br />
o desafio da equipa inspetiva que tem de saber até<br />
que ponto é considerada uma falha. “É preciso que<br />
exista um equilíbrio na gestão dessa coerência. As<br />
equipas de fiscalização também não têm uma tarefa<br />
fácil”, considera.<br />
E do que tratam afinal as plataformas de preenchimento<br />
dos dados de reciclagem? “São fundamentais,<br />
mas não fulcrais. Há várias empresas que não<br />
têm essas plataformas, mas fazem um trabalho fidedigno<br />
e estão bem organiza<strong>das</strong>. Ter computador<br />
não significa que a empresa está informatizada. Por<br />
incrível que possa parecer ainda encontramos empresas<br />
que não estão inscritas no Siliamb e estão<br />
abertas há meses ou anos. Quando falamos nisso<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 37
PAULO ALMEIDA<br />
E SÍLVIA SANTOS<br />
ficam surpreendidos e perguntam se<br />
também têm de estar inscritas. Por<br />
isso, redimensionar e preparar as empresas<br />
é o que pode fazer a diferença<br />
para não haver contraordenações.<br />
É preciso ter ferramentas de gestão,<br />
mas mais uma vez é preciso ter formação<br />
para trabalhar a informação”.<br />
O decreto-lei do Regime de Responsabilidade<br />
Ambiental (DL nº<br />
147/2008, de 29 julho) é um dos<br />
mais difíceis de interpretar, diz Paulo<br />
Almeida, que garante que “foi uma<br />
dor de cabeça quando apareceu. O<br />
mercado não tinha soluções para ele.<br />
As pessoas tinham de ter uma garantia<br />
financeira, mas os bancos não estavam<br />
preparados, as companhias de<br />
seguros não tinham produto. Fundos<br />
ambientais? Perguntava-se o que era<br />
e ninguém sabia informar. Só uma<br />
empresa suicida é que colocaria de<br />
parte um montante para fundo próprio...<br />
Agora sim, fala-se em seguro<br />
ambiental. Se se for fazer um seguro,<br />
cobre sempre o risco maior, para<br />
se ter uma garantia tem de se somar<br />
todos os riscos da atividade, o que por<br />
vezes não é fácil de avaliar. Por isso, o<br />
seguro que sugerimos atualmente aos<br />
associados tem um valor competitivo.<br />
Anteriormente esses seguros eram caros,<br />
mas atualmente têm preços muito<br />
mais simpáticos. Felizmente são<br />
poucos os seguros acionados, o que é<br />
bom”, garantiu Paulo Almeida.<br />
Abrir uma oficina<br />
Para quem pretende começar a dedicar-se<br />
ao negócio oficinal, há medi<strong>das</strong><br />
a ser toma<strong>das</strong> no que diz respeito à<br />
produção de resíduos, à redução da<br />
sua perigosidade e à viabilização para<br />
reciclagem.<br />
Para dar resposta a esta situação, a<br />
associação aposta forte na informação<br />
que permite que se faça melhor a<br />
todos os níveis. O segredo é a triagem<br />
e o armazenamento de resíduos. Des-<br />
de que a empresa saiba quais são os<br />
resíduos, saiba identificá-los para lhes<br />
dar um fim adequado em prol do ambiente,<br />
entregar tudo a um operador<br />
licenciado, e a partir daqui a redução<br />
da perigosidade dos resíduos acontece<br />
e a reciclagem é feita dentro da<br />
legalidade. “Nós, APAMB, somos um<br />
meio de chegar à reciclagem ideal.<br />
Os sítios onde estão os resíduos têm<br />
de ter o código LER. Tudo tem de ser<br />
feito corretamente, por isso é que nós<br />
existimos para que as pessoas não<br />
errem. Por isso as instituições são necessárias”,<br />
conclui.<br />
Há obrigações a cumprir relativamente<br />
aos gases fluorados que existem nos<br />
equipamentos de ar condicionado<br />
que são intervencionados em oficina.<br />
Paulo Almeida garante que basta<br />
manter os registos internos necessários.<br />
“É preciso registar anualmente<br />
os valores na plataforma da Agência<br />
Portuguesa do Ambiente (APA). Os<br />
técnicos que fazem manutenção de<br />
ares condicionados, bombas de calor<br />
e outros têm de fazer reporte e ter<br />
Certificado para o efeito”.<br />
E os depósitos de ar comprimido?<br />
Têm de ser registados ou licenciados?<br />
Há obrigações relativas aos manómetros?<br />
A resposta está sempre na<br />
«ponta da língua» de Paulo Almeida.<br />
“No ar comprimido não é tão escorreito,<br />
porque é preciso fazer o cálculo<br />
entre o volume do depósito e a pressão<br />
em bars com que o equipamento<br />
está a funcionar. Se ultrapassar os<br />
3.000 litro x bar, ou seja, se for igual<br />
ou superior a este valor, é necessário<br />
registo, se for inferior não precisa.<br />
A manutenção é sempre necessária<br />
para o compressor e os manómetros<br />
têm de ter uma aferição anual. Temos<br />
aferições nas bombas de combustível,<br />
nas balanças, aqui o que garante<br />
que o equipamento está a trabalhar<br />
em segurança é o manómetro. Pedir<br />
para fazer esta aferição é garantir que<br />
O FUTURO DA GESTÃO DE RESÍDUOS VAI SER RIGOROSO. CADA VEZ HAVERÁ<br />
MAIS FISCALIZAÇÃO, POR ISSO CADA OFICINA TEM DE DESENVOLVER UMA<br />
CULTURA AMBIENTAL SEM AUMENTAR O CUSTO E ISSO É POSSÍVEL<br />
38 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
DESDE QUE A OFICINA SAIBA IDENTIFICAR OS RESÍDUOS QUE PRODUZ PARA<br />
LHES DAR UM FIM CONCRETO EM PROL DO AMBIENTE, ENTREGA TUDO A UM<br />
OPERADOR LICENCIADO E A PARTIR DAQUI A REDUÇão DA PERIGOSIDADE<br />
DOS RESÍDUOS ACONTECE<br />
está tudo a funcionar perfeitamente”,<br />
assegura.<br />
E a instalação de um separador de<br />
hidrocarbonetos na oficina é obrigatória?<br />
A resposta é afirmativa. “É<br />
obrigatório, no entanto, importa<br />
analisar as instalações e o negócio<br />
em si. É mais compreensível que o<br />
separador seja obrigatório e necessário<br />
numa empresa que faça lavagens<br />
automóveis, por exemplo. As águas<br />
dessas lavagens transportam produtos<br />
químicos e têm de ir para algum<br />
lado, têm de ser depura<strong>das</strong>, trata<strong>das</strong><br />
e ser encaminha<strong>das</strong> para saneamento,<br />
contudo importa analisar o tipo de<br />
trabalho e as fichas de segurança dos<br />
produtos. Parece tudo complicado<br />
dito assim, mas não é”. E as coimas?<br />
Os valores a pagar pelo incorreto<br />
acondicionamento de baterias usa<strong>das</strong>,<br />
pela não separação de resíduos<br />
ou ainda pela existência de chaminés<br />
que não cumprem alguns requisitos<br />
arrancam nos 250 euros para pessoas<br />
em nome individual e nos 500 euros<br />
para empresas, num teto máximo que<br />
pode chegar aos 48 mil euros.<br />
Analisando a questão <strong>das</strong> chaminés,<br />
anteriormente eram verifica<strong>das</strong> ao<br />
mesmo tempo que as emissões gasosas,<br />
mas agora a maioria <strong>das</strong> oficinas<br />
estão fora dessa legislação. “A mais recente<br />
legislação nesse sentido pondera<br />
a potência do equipamento como<br />
obrigatoriedade para a empresa ter<br />
de fazer as respetivas medições, que<br />
são realiza<strong>das</strong> nas chaminés pelas tomas<br />
de amostragem. Com a potência<br />
térmica dos equipamento abaixo do<br />
1 megawatt, as oficinas estão isentas<br />
da monitorização. No caso da indústria<br />
já é diferente, são eles que estão<br />
obrigados a medições por laboratório<br />
acreditado”. Neste momento o<br />
que está a ser feito no terreno pelas<br />
equipas inspetivas é ver se as chaminés<br />
coincidem com as saí<strong>das</strong>, se têm<br />
o chapéu correto, se tem as tomas<br />
de amostragem para a necessidade<br />
de medição e se são de atividades de<br />
prestação de serviços ou de indústria.<br />
A questão ambiental no setor automóvel<br />
por parte <strong>das</strong> oficinas, dos vendedores<br />
de peças, entre outros, tem<br />
muitas perguntas e muitas respostas,<br />
mas todos têm obrigações ambientais.<br />
“Quando uma empresa se dedica<br />
à importação de pneus, óleos, baterias<br />
ou aparelhos elétricos, adquire o estatuto<br />
de produtor. Coloca tudo isto no<br />
mercado, logo é o primeiro a ter de<br />
lançar a ecotaxa que é pedida por lei<br />
a todos estes produtos. Quem se dedica<br />
ao comércio de peças tem obrigações<br />
diferentes. São assim cobra<strong>das</strong><br />
as ecotaxas ao seu cliente para fechar<br />
o ciclo até ao consumidor final. É com<br />
a cobrança ao cliente que as empresas<br />
são ressarci<strong>das</strong> do facto de estarem a<br />
pagar à cabeça uma taxa que lhes é<br />
imposta”, diz.<br />
Gestão da informação<br />
A questão da informação ambiental<br />
que as oficinas precisam de saber gerir,<br />
como deve ser feito o controlo dos<br />
prazos e a validade da documentação<br />
PRINCIPAIS INFRAÇÕES AMBIENTAIS<br />
Leves<br />
• Não preenchimento<br />
do formulário MIRR ou<br />
preenchimento incorreto<br />
• Não discriminação de ecovalor<br />
na fatura<br />
Valor mínimo de coima:<br />
2.000 €<br />
Graves<br />
• Incorreto encaminhamento<br />
de resíduos<br />
• Falta de registo no Siliamb<br />
Valor mínimo de coima:<br />
12.000 €<br />
Muito graves<br />
• Falta de autorização de<br />
descarga de águas residuais<br />
• Falta de seguro ambiental ou<br />
outra garantia financeira de<br />
responsabilidade ambiental<br />
Valor mínimo de coima:<br />
24.000 €<br />
ficação enquanto atividade. Mas há<br />
mais inscrições a fazer pelas oficinas,<br />
por causa <strong>das</strong> questões ambientais,<br />
através do Siliamb. “Qualquer empresa<br />
que tenha resíduos perigosos e mais<br />
de 10 funcionários, está enquadrada<br />
para se inscrever no SIRER através<br />
do Siliamb. Basta o cumprimento de<br />
uma <strong>das</strong> questões para fazer o registo.<br />
Qualquer atividade nesta área tem<br />
pelo menos um resíduo perigoso, se<br />
cumprir a sua correta reciclagem, e<br />
deve inscrever-se”, esclarece.<br />
Ainda dentro <strong>das</strong> questões técnicas, é<br />
preciso assegurar que o MIRR de cada<br />
instalação seja submetido de forma<br />
correta e atempada. “Trata-se de um<br />
procedimento base em que ajudamos<br />
os nossos associados. A entrega de<br />
resíduos é sempre através da eGAR<br />
(Guia eletrónica de acompanhamento<br />
de resíduos): A gestão correta <strong>das</strong><br />
eGARs na plataforma, a emissão no<br />
prazo do DUC e respetivo pagamento,<br />
a verificação final para emissão do<br />
MIRR, a emissão do MIRR, o arquivo<br />
de documentos comprovativos, o cumprimento<br />
dos prazos: de 1 de Jan. a 31<br />
de Mar. de cada ano. Nós simulamos<br />
tudo isto com os nossos associados e<br />
dizemos-lhe o que têm de fazer”, explica<br />
Paulo Almeida. Se não se inscreverem<br />
e não registarem os dados<br />
ou registarem-nos incorretamente,<br />
podem incorrer em falta grave, uma<br />
contraordenação que varia entre os 2<br />
000 e os 48 000 euros. Se os resíduos<br />
não forem entregues ou forem entregues<br />
a entidades não licencia<strong>das</strong>, pode<br />
não acontecer nada à oficina, se não<br />
for inspecionada... até um dia!<br />
E o futuro da gestão de resíduos? “Vai<br />
ser rigoroso, até porque o ambiente<br />
deixou de ser moda para passar a ser<br />
uma realidade impossível de ignorar.<br />
Cada vez haverá mais fiscalização, por<br />
isso cada oficina tem de desenvolver<br />
uma cultura ambiental sem aumentar<br />
o custo e isso é possível, basta prevenir,<br />
programar, organizar, monitorizar,<br />
auditar e repetir continuamente<br />
repetir este processo.A APAMB estará<br />
sempre cá para ajudar quem precisa”,<br />
concluiu o responsável. l<br />
ambiental, é abordada caso a caso com<br />
cada empresa. “Funcionamos como<br />
um auditor externo e somos o inspetor<br />
preventivo de cada cliente. Estamos a<br />
inspecionar preventivamente e não a<br />
fiscalizar. Damos sempre conhecimento<br />
do que estamos a fazer, a criar soluções<br />
informa<strong>das</strong> para o negócio ser<br />
bem gerido”, frisou.<br />
E o MIRR (Mapa Integrado de Registo<br />
de Resíduos) que é preciso ser<br />
preenchido pelas oficinas automóveis?<br />
“Começa pela obrigação do regime jurídico<br />
para a gestão de resíduos. Essa<br />
inscrição faz com que trabalhem com<br />
a plataforma e com as guias eletrónicas.<br />
O MIRR é a consequência lógica<br />
de todos os documentos arrumados<br />
e classificados, um mapa que espelha<br />
a atividade do empregador. Daí que<br />
a escolha dos códigos LER seja mais<br />
exigente para que depois não existam<br />
dúvi<strong>das</strong> na sua identificação e classiwww.jornal<strong>das</strong>oficinas.com<br />
Setembro 2021 39
Entrevista<br />
MANUEL DE ANDRADE, DIRETOR GERAL STOP’S<br />
A STOP’S ESTARÁ SEMPRE<br />
PREPARADA PARA A MUDANÇA<br />
A STOP’S NASCEU DE UM PROJETO DESENHADO POR MANUEL DE ANDRADE EM 2006, CUJO OBJETIVO CONSISTIU<br />
EM MUDAR O CONCEITO DE OFICINA TRADICIONAL PARA O DE OFICINA MODERNA, ORGANIZADA E COM IDENTIDADE<br />
PRÓPRIA, FEITA PARA CLIENTES QUE APRECIASSEM SERVIÇOS DE QUALIDADE. PASSADOS QUINZE ANOS, O<br />
SUCESSO ALCANÇADO VEIO COMPROVAR A ESTRATÉGIA ACERTADA LEVADA A CABO POR MANUEL DE ANDRADE
A<br />
STOP’S, localizada em Barcelos, desde o início<br />
que se destaca pela qualidade dos serviços<br />
prestados e pela organização exemplar<br />
dos vários departamentos, a começar pela receção,<br />
passando pela mecânica e pintura. Muitas <strong>das</strong> inovações<br />
e processos de trabalho foram criados e desenvolvidos<br />
por Manuel de Andrade, que sempre procurou<br />
em Portugal e no estrangeiro as melhores ideias e<br />
soluções para rentabilizar o seu negócio.<br />
Os momentos assinaláveis da vida empresarial da<br />
STOP’S foram o resultado de um esforço consciente<br />
para evoluir nas dimensões da qualidade e inovação<br />
e na estratégia de proximidade ao cliente. Iniciou<br />
este percurso com a instalação do Departamento da<br />
Qualidade, que permitiu organizar, gerir e otimizar<br />
processos e teve como consequência imediata o reconhecimento<br />
dos parceiros Mercedes/Smart para<br />
realizar serviços de manutenção (DSV). Mais tarde<br />
obteve o Prémio “Melhor Oficina Pós-Venda” na Feira<br />
Internacional de Madrid, um galardão que veio<br />
reconhecer os esforços de aproximação à expetativas<br />
e necessidades dos clientes. Na área da inovação,<br />
estabeleceu uma ligação quase umbilical ao IPCA –<br />
Instituto Politécnico do Cávado e do Ave para o desenvolvimento<br />
de projetos de investigação aplicada.<br />
De referir que a primeira APP interativa em Portugal<br />
dedicada aos serviços de uma oficina automóvel foi<br />
concebida e produzida pela STOP’S, com o auxílio de<br />
jovens técnicos altamente qualificados. Mais tarde<br />
estabeleceu uma parceria com a Petronas, que proporcionou<br />
adquirir formação, informação e produto,<br />
fundamental para dar resposta a veículos em período<br />
de garantia a nível de Óleos.<br />
Como está atualmente estruturada a STOP’S a nível<br />
de áreas de trabalho e equipamentos disponíveis?<br />
A STOP’S faz uma abordagem integrada às expetativas<br />
dos clientes, procurando satisfazer tanto quanto<br />
possível as suas necessidades. Esta preocupação determina<br />
tudo o que fazemos, inclusivamente o desenho<br />
do lay-out da oficina, porque queremos que<br />
o cliente se sinta em casa quando nos visita. É claro<br />
que o desenho do fluxo produtivo procura o estado<br />
ótimo, mas traz consigo mesmo uma preocupação<br />
de agradar aos clientes, pois sabemos que a imagem<br />
é muito importante para o sucesso do negócio.<br />
As áreas de trabalho são pensa<strong>das</strong>, assim, tanto na<br />
perspetiva da eficiência produtiva, quanto na eficácia<br />
do seu impacto nos clientes. Em relação aos equipamentos<br />
podemos dizer que nos orienta a mesma<br />
preocupação com o cliente, pois que a oficina está<br />
apetrechada com as máquinas e instrumentos que<br />
permitem abordar qualquer necessidade que surja,<br />
mesmo que em certos casos essa necessidade seja<br />
rara ou esteja mesmo em desuso. A nível do diagnóstico,<br />
trabalhamos com máquinas da Autel, cujo<br />
software é atualizado regularmente.<br />
Tem sido fácil encontrar mão de obra especializada?<br />
O reconhecimento da STOP’S do lado da procura e<br />
mesmo entre os nossos pares como uma oficina que<br />
se recomenda traz-nos um fluxo contínuo de candidatos<br />
interessados em trabalhar connosco, mas<br />
confesso que os nossos requisitos de qualidade são<br />
elevados, o que por vezes dificulta a seleção de colaboradores.<br />
Atualmente contamos com uma equipa<br />
especializada, experiente e estável, porque os nossos<br />
colaboradores são vistos, pela empresa, como clientes<br />
internos.<br />
Que fatores mais importantes destaca no funcionamento<br />
da STOP’S?<br />
Há um fator que considero ser uma mais-valia para<br />
a procura e que tenho consciência de que os clientes<br />
valorizam, que é o Serviço Completo Chave na Mão,<br />
um serviço disponível para ouvir e ajudar a tratar de<br />
problemas do cliente 365 dias por ano. Mas as nossas<br />
ofertas são variadíssimas. Se eu quisesse mencionar<br />
algumas, falar-lhe-ia da frota de 12 Carros de substituição<br />
disponíveis em diversas categorias, a recolha<br />
e entrega 24 horas na STOP’S, o Carro na Hora em<br />
caso de sinistro, a gestão e apoio ao sinistro, a ajuda<br />
no local da avaria dentro do concelho, o aconselhamento<br />
na gestão de frotas e a avaliação certificada de<br />
colisão e manutenção, entre outras.<br />
Tem vindo a desenvolver a área do detalhe automóvel.<br />
Considera que se trata de um negócio com<br />
potencial de crescimento?<br />
A STOP’S foi <strong>das</strong> primeiras oficinas a investir neste<br />
negócio. Atrevo-me a dizer que fomos pioneiros em<br />
Portugal a desenvolver um serviço que apelidamos de<br />
“Cosmética Automóvel”. Com o crescimento e reconhecimento<br />
da STOP’S na área de pintura deixamos<br />
de ter disponibilidade para fazer este serviço e passamos<br />
a fazer a base do detalhe, que é o polimento, lavagem<br />
e recondicionamento base. Hoje, com a gama<br />
de veículos que no surgem em oficina e pela procura<br />
que nos tem chegado, decidimos avançar novamente<br />
com o projeto através da linha de produtos SWISS-<br />
VAX. Uma vez mais apresentamos uma marca premium<br />
para fortalecer o negócio, não só de detalhe<br />
como da pintura.<br />
A STOP’S é oficina autorizada Mercedes Benz e<br />
Smart. Quais as vantagens deste serviço para a<br />
empresa? Estão previstos acordos com outras<br />
marcas?<br />
Este serviço é o reconhecimento de que a STOP’S está<br />
no mercado não para remediar mas para resolver. A<br />
STOP’S<br />
Diretor geral Manuel de Andrade<br />
Morada Rua 25 de Abril, Alvelos<br />
4755-034 Barcelos<br />
Telefone 253.098.137<br />
Email geral@stops.pt<br />
Site www.stops.pt<br />
nossa oficina está habilitada para registar to<strong>das</strong> as revisões<br />
nas plataformas do concessionário, neste caso<br />
no DSB da Mercedes e Smart, porque possui técnicos<br />
especializados, altamente qualificados, profissionais<br />
capazes de encontrar soluções com padrões de qualidade<br />
semelhantes aos do fabricante. De forma semelhante,<br />
contamos brevemente ter autorizações de<br />
outras marcas.<br />
No âmbito da sua política de responsabilidade social,<br />
a STOP’S celebrou um protocolo de colaboração<br />
com a APAC - Associação de Pais e Amigos de<br />
Crianças. Qual o objetivo deste protocolo?<br />
As empresas não se podem alhear do ambiente que<br />
as rodeia, do espaço geográfico onde estão inseri<strong>das</strong>.<br />
O protocolo que estabelecemos com a APAC é apenas<br />
um sinal de solidariedade social, de responsabilidade<br />
em relação à sociedade local da qual cada colaborador<br />
da STOP’S também faz parte. Sempre que for<br />
possível, gostaríamos de celebrar outros protocolos<br />
idênticos, sem dúvida.<br />
A STOP’S associou-se à investigação desenvolvida<br />
pelos alunos do Curso de Engenharia e Gestão<br />
Industrial do IPCA - Instituto Politécnico do Cávado<br />
e Ave. Em que consistiu esta associação e quais os<br />
objetivos que pretende atingir?<br />
Verifico com orgulho que passados 10 anos a ideia<br />
de relacionar a STOP’S com uma universidade ou<br />
centro politécnico seria um marco importante para<br />
desenvolver projetos que estavam nos meus apontamentos!<br />
Hoje é uma realidade e não poderia deixar<br />
de agradecer ao IPCA por acreditar e disponibilizar<br />
alunos para colocarmos em prática estes projetos.<br />
Esta ligação ajudou a rever a estratégia para os próximos<br />
anos, a desenvolver uma APP, a trabalhar um<br />
quadro de planeamento digital, um semáforo de gestão<br />
de viatura em oficina, bem como sensores para<br />
colocação nas boxes de trabalho e a sua monotorização,<br />
entre outras iniciativas. Ou seja, estamos a esboçar<br />
e a preparar elementos para aplicar numa oficina<br />
4.0, que já não está muito distante.<br />
Qual a importância <strong>das</strong> novas tecnologias na comunicação<br />
com os clientes, nomeadamente a internet<br />
e redes sociais?<br />
Há muito tempo que a STOP´S adotou as novas tecnologias<br />
de informação e comunicação, não apenas<br />
para introduzir no sistema produtivo e nos seus projetos<br />
de investigação aplicada, mas também para uso<br />
na área do marketing, prosseguindo a sua política de<br />
proximidade com os clientes.<br />
Como está a STOPS a reagir à pandemia?<br />
Estamos a reagir de forma responsável, a cumprir<br />
à risca as Normas da DGS, mas cientes de que tudo<br />
poderá mudar a qualquer momento. Houve algumas<br />
mudanças na forma como nos relacionamos com os<br />
clientes, bem como no contato que estabelecemos<br />
com as viaturas. Como se recomenda, hoje privilegiamos<br />
o contato com o cliente via telefone ou por email<br />
quando isso é possível, e desinfetamos e higieniza-<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 41
MANUEL<br />
DE ANDRADE<br />
mos to<strong>das</strong> as viaturas antes da sua entrega<br />
ao cliente. Até ao momento presente<br />
não tivemos registo de nenhuma<br />
pessoa infetada dentro da Oficina.<br />
Que ensinamentos trouxe a pandemia<br />
para a sua organização?<br />
Fez-nos repensar algumas práticas de<br />
trabalho e reforçou a nossa convicção<br />
da importância que têm as tecnologias<br />
de informação e comunicação para este<br />
negócio e até para todos os negócios.<br />
Estamos a entrar numa nova era de<br />
desenvolvimento humano, parece-me,<br />
muito ligado às tecnologias e num futuro<br />
próximo à inteligência artificial.<br />
Dispõe de vários veículos de substituição.<br />
Considera importante oferecer<br />
este serviço ao cliente?<br />
Temos atualmente 12 viaturas ligeiras<br />
passageiros, de mercadorias e comerciais<br />
ao dispor dos clientes como veículos<br />
de substituição. Nesta altura é<br />
impossível trabalhar sem viaturas de<br />
substituição, principalmente em sinistros<br />
e frotas. Estamos a ponderar<br />
oferecer a viatura de substituição nas<br />
manutenções, uma possibilidade que<br />
está em análise, embora, tudo se encaminhe<br />
para que seja aprovada.<br />
O setor automóvel é cada vez mais<br />
desafiante do ponto de vista tecnológico.<br />
Como é que está a enfrentar<br />
este desafio?<br />
Estamos constantemente a investir<br />
em tecnologia, a adquirir diagnósticos,<br />
programas de dados, a aproveitar as<br />
boas soluções que os nossos parceiros<br />
nos oferecem, a providenciar formação<br />
profissional aos técnicos e a utilizar a<br />
boa informação da internet (chats,<br />
grupos) nacionais e internacionais.<br />
Têm facilidade em reparar carros<br />
mais recentes, designadamente<br />
veículos híbridos e elétricos?<br />
A primeira formação de elétricos e híbridos<br />
desta cidade foi dada na STOP’S,<br />
isto em 2013. Em 2018 fui propositadamente<br />
à feira de Frankfurt para trazer<br />
novidades, ferramentas, software<br />
para elétricos e híbridos. A questão <strong>das</strong><br />
reparações e manutenções destas viaturas<br />
nunca serão um problema. Todavia,<br />
hoje a maior parte dessas viaturas estão<br />
em período de garantia, e assim só aparecem<br />
nas oficinas algumas pequenas<br />
reparações elétricas ou carros para serviços<br />
de colisão. A política de recursos<br />
humanos da STOP’S é exigente em relação<br />
à formação contínua dos seus colaboradores,<br />
por isso, temos participado<br />
em ações de formação especializa<strong>das</strong><br />
nessas áreas.<br />
Considera que o mercado de reparação<br />
e manutenção automóvel da sua<br />
zona tem potencial de crescimento?<br />
Mais do que crescer, o mercado irá desenvolver-se<br />
através da especialização.<br />
Os automóveis possuem cada vez mais<br />
PARCERIA STOP’S/IMPOESTE – UM PROJETO VENCEDOR<br />
Recentemente a STOP’S fez uma pareceria com<br />
a Impoeste para a implementação do programa<br />
360ºScan. “É mais um desafio que abraçamos,<br />
sempre com o objetivo final de disponibilizar<br />
valor aos clientes, pois são os clientes que nos<br />
permitem estar no mercado. O projeto está<br />
ainda numa fase embrionária, mas diria que<br />
procuramos nesta parceria a realização de um<br />
projeto vencedor para ambas as partes, que<br />
apresente resultados, inovação e rendibilidade”,<br />
explica Manuel de Andrade.<br />
“Os serviços de pintura são o calcanhar de<br />
Aquiles para muitas oficinas. Nós sabemos<br />
disso, mas acreditamos que é possível fazer um<br />
trabalho de excelência e simultaneamente obter<br />
rendimento. No momento atual não compramos<br />
produtos de Pintura, mas um serviço de pintura<br />
por cada automóvel, tinta, verniz, consumíveis,<br />
fato do pintor, a formação e consultoria… ou<br />
seja: estamos a mudar a forma de trabalhar a<br />
pintura. Assim, muita coisa mudou desde o início<br />
do projeto e muita coisa irá mudar. Os serviços<br />
tecnologia, o que em princípio fará diminuir<br />
o número de sinistros. Mas a<br />
introdução dessa tecnologia também<br />
obrigará a uma manutenção mais cuidada<br />
e especializada, que somente as<br />
oficinas bem prepara<strong>das</strong> estarão aptas<br />
a realizar. Julgo que o mercado não<br />
crescerá em volume, mas assistiremos,<br />
assim creio, a uma seleção natural <strong>das</strong><br />
oficinas automóveis.<br />
Como está a conseguir fidelizar os<br />
clientes?<br />
A STOP’S dialoga há muitos anos com<br />
o mercado do lado da procura, porque<br />
é necessário informar os nossos clientes<br />
sobre os serviços que dispomos e,<br />
principalmente, os serviços inovadores<br />
que passamos a oferecer. Mas sabemos<br />
bem que é a consistência da nossa<br />
qualidade, a confiança que soubemos<br />
conquistar e o “passa-palavra” que<br />
fazem com que os nossos clientes nos<br />
de pintura não resultam de qualquer milagre,<br />
mas apenas da definição de uma estratégia,<br />
de trabalho competente, de compromisso e,<br />
essencialmente, da qualidade com que servimos<br />
o cliente. O Programa 360ºScan da Impoeste vai<br />
ser uma grande mais valia para melhorarmos<br />
ainda mais o nosso serviço de pintura”, acrescenta<br />
este responsável.<br />
Carlos Monteiro, vendedor da Impoeste na<br />
zona norte do país, é o responsável pelo<br />
acompanhamento do desempenho do Programa<br />
360ºScan que considera “Robusto nos seus<br />
diversos conteúdos, mas de fácil aplicação. É<br />
um conceito inovador e uma solução de apoio à<br />
gestão, abrangente a to<strong>das</strong> a área de carroçaria,<br />
estando incluí<strong>das</strong> além do apoio à produção<br />
de pintura e chapa, o apoio a áreas de receção,<br />
orçamentação, controlo de qualidade e gestão<br />
oficinal. Quando analisado em to<strong>das</strong> as suas<br />
vertentes, ficamos com a certeza de que não<br />
poderia existir melhor solução para encarar os<br />
atuais desafios que as oficinas enfrentam”.<br />
procurem. Fornecer serviços de qualidade,<br />
a preço Justo e manter o cliente<br />
satisfeito desde a entrada até à saída<br />
da viatura, é o nosso lema.<br />
Qual a estratégia que delineou para<br />
os próximos anos?<br />
Acrescentar uma nova área de cosmética<br />
automóvel, lavagem automática,<br />
lavagem manual, limpeza de interiores<br />
e detalhe automóvel. No momento,<br />
encontramo-nos a negociar uma<br />
representação que poderá realmente<br />
fazer toda a diferença no futuro da empresa.<br />
Para este ano temos a expetativa<br />
de crescer 10%.<br />
E quais são os principais desafios que<br />
tem em termos de organização?<br />
Manter a carga oficinal para os técnicos<br />
disponíveis, e ter trabalho de acordo<br />
com as condições de que dispomos,<br />
como o espaço e o equipamento. l<br />
42 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
Empresa<br />
PHAARMPEÇAS<br />
“PHARMÁCIA<br />
DO AUTOMÓVEL”<br />
COMPLETA 25 ANOS<br />
RECONHECIDO COMO UM DOS PRINCIPAIS RETALHISTAS DE PEÇAS AUTOMÓVEL DO DISTRITO DE VISEU, A<br />
PHAARMPEÇAS CELEBRA ESTE ANO O 25º ANIVERSÁRIO, COM A MESMA VITALIDADE E OTIMISMO QUE O SEU<br />
FUNDADOR CARLOS COELHO TEM SABIDO PÔR EM PRÁTICA AO LONGO DESTE QUARTO DE SÉCULO<br />
Carlos Coelho relembra os primeiros anos da<br />
empresa com emoção: “Tudo começou<br />
numa pequena garagem com 25 m2, sendo<br />
eu o único trabalhador. É por isso muito gratificante<br />
quando, passados 25 anos, estamos no Top<br />
100 <strong>das</strong> empresas aftermarket em Portugal sendo<br />
o nº1 no distrito de Viseu…isto porque nenhuma<br />
outra empresa começou num nível tão baixo como<br />
eu, pois iniciei o negócio com apenas 1.000 contos<br />
(5.000 €) emprestados e tinha apenas dinheiro<br />
para garantir a despesas da minha família para<br />
três meses…portanto uma grande aventura”.<br />
No ano a seguir à sua fundação, em 1997, a empresa<br />
mudou-se para uma pequena loja comercial de<br />
100 m2, tendo nos anos seguintes expandido a sua<br />
área de negócio até aos atuais 2.500m2. No ano de<br />
2016, a empresa continua o seu processo de expansão,<br />
e abre uma nova loja em Tondela (nas antigas<br />
instalações da Garagem Santa Maria). No decorrer<br />
do ano de 2019, já depois de ter incrementado as<br />
instalações da sede em Abraveses (Viseu), abre a<br />
sua segunda filial em Oliveira de Frades.<br />
Relativamente ao desempenho <strong>das</strong> lojas, Carlos<br />
Coelho afirma que “Tondela está muitíssimo bem<br />
e Oliveira de Frades está também bem, no entanto<br />
esperamos mais daquela região, mas temos a certeza<br />
que a pandemia veio atrasar um maior desenvolvimento<br />
no negócio…de referir que a loja abriu<br />
cinco meses antes do inicio da pandemia. Neste<br />
momento já notamos um crescimento de acordo<br />
com o que se esperava.”<br />
Apesar de ter adquirido já há alguns anos um imóvel<br />
para fazer uma nova sede, com mais espaço e<br />
melhores condições de trabalho, o projeto ficou<br />
parado devido à burocracia. Mas já está em negociação<br />
de um espaço maior, que vai permitir dispor<br />
de novas instalações à medida da dimensão da empresa<br />
que conta atualmente com 38 funcionários e<br />
possui mais de 30.000 referências de 100 marcas<br />
de renome internacional.<br />
Possui uma variedade muito ampla de produtos<br />
para o automóvel, desde o pequeno o’ringue até<br />
às peças de valor muito elevado, contando com as<br />
principais marcas premium e também marcas de<br />
qualidade média, porque o mercado onde opera<br />
tem clientes para ambos os patamares. A empresa<br />
está sempre a acrescentar referências novas ou<br />
marcas que saiba que vão trazer valor acrescentado<br />
ao negócio.<br />
Apoio técnico e formação<br />
A intitulada “pharmácia do automóvel”, para além<br />
de disponibilizar peças <strong>das</strong> principais marcas do<br />
aftermarket, apostou na entrega direta ao cliente,<br />
PHAARMPEÇAS<br />
Administrador Carlos Coelho<br />
Morada Avenida Tenente-Coronel Silva Simões,<br />
nº 129; 3515-150 Abraveses (Viseu)<br />
Telefone 232 410 270<br />
Email geral@phaarmpecas.pt<br />
Site www.phaarmpecas.pt<br />
no apoio técnico às oficinas e na formação técnica.<br />
O seu principal objetivo é fornecer um serviço de<br />
entrega direta e garantir o melhor apoio técnico<br />
pós-venda, com a missão de corresponder cada vez<br />
mais às necessidades dos seus clientes. Também<br />
proporciona aos seus funcionários vastas ações de<br />
formação, para assim conseguir um melhor atendimento.<br />
Esta empresa tem como principais valores<br />
a integridade, base <strong>das</strong> relações de confiança<br />
entre todos e a transparência, que cria harmonia<br />
entre o cliente e a empresa. A inovação e desenvolvimento<br />
são princípios igualmente patentes desde<br />
1996, que sustentam a necessária produtividade e<br />
rentabilidade da empresa.<br />
Atenta e ativa às mudanças do aftermarket, a<br />
Phaarmpeças continua a fazer o seu trabalho de<br />
adaptação para não ficar para trás, sempre assente<br />
na qualidade do serviço e dos produtos comercializados.<br />
De modo a fidelizar os clientes, a empresa<br />
aposta em várias vertentes: “Um programa de<br />
formação, bom atendimento e boa qualidade de<br />
produtos. Tudo aliado a uma grande proximidade<br />
com os clientes e sempre arranjando as melhores<br />
soluções para aos seus problemas”, adianta o administrador<br />
Carlos Coelho.<br />
“Vamos continuar a tentar ser os melhores, sabendo<br />
que há bons concorrentes na nossa região, mas<br />
continuarei a investir forte na qualidade <strong>das</strong> peças,<br />
na formação de excelência com a ATEC e na qualidade<br />
dos meus profissionais que são os melhores”,<br />
conclui.<br />
Com a pandemia, a empresa teve de adaptar-se à<br />
nova realidade. Alguns colaboradores ficaram em<br />
teletrabalho, e foi necessário contratar mais dois<br />
funcionários para colmatar as ausências pontuais<br />
44 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
A INTITULADA “PHARMÁCIA DO AUTOMÓVEL”, PARA ALÉM<br />
DE DISPONIBILIZAR PEÇAS DAS PRINCIPAIS MARCAS PREMIUM,<br />
APOSTOU NA ENTREGA DIRETA AO CLIENTE, NO APOIO TÉCNICO<br />
ÀS OFICINAS E NA FORMAÇÃO TÉCNICA
PHAARMPEÇAS<br />
A PHAARMPEÇAS TEM COMO PRINCIPAIS ValoreS A INTEGRIDADE,<br />
BASE DAS RELAÇÕES DE CONFIANÇA ENTRE todoS E A TRANSPARÊNCIA,<br />
QUE CRIA HARMONIA ENTRE O CLIENTE E A EMPRESA<br />
de outros que foram estando de prevenção<br />
ou até de quarentena por motivos<br />
alheios a eles próprios.<br />
Embora possua um portal B2B ativo<br />
há vários anos, ainda não se encontra<br />
disponível para os clientes devido a<br />
alguns detalhes importantes que requerem<br />
melhoramentos, por isso só<br />
é utilizado internamente, mas até ao<br />
final do ano estará a funcionar em<br />
pleno para alguns clientes, com a finalidade<br />
de possibilitar uma resposta<br />
mais rápida aos seus pedidos. O<br />
site, por sua vez, tem vindo a ser melhorado<br />
e está a ser feita uma grande<br />
aposta nas redes sociais.<br />
isso que nos tem feito crescer”, refere.<br />
No âmbito do apoio ao cliente, a<br />
PHAARMPEÇAS realiza ações de<br />
formação há mais de 15 anos, e dispõe<br />
de um engenheiro mecânico que<br />
está sempre disponível para esclarecer<br />
dúvi<strong>das</strong>. Para este ano, caso a situação<br />
sanitária derivada da pandemia<br />
permita, serão ainda realiza<strong>das</strong><br />
nos meses de outubro e novembro<br />
algumas ações de formação. Outros<br />
desenvolvimentos a pensar no<br />
cliente foi a melhoria dos serviços no<br />
callcenter e na expedição de mercadorias.<br />
Carlos Coelho acompanha com atenção<br />
a evolução do setor e as mudanças<br />
e transformações que têm acontecido<br />
no negócio pós-venda. “Fala-se<br />
cada vez mais nas redes oficinais e<br />
nós estamos a trabalhar neste campo…mas<br />
não quero ser como muitos<br />
que por aí andam a aplicar placas nas<br />
paredes <strong>das</strong> oficinas e a fazerem pouco<br />
mais. A nossa “placa” quando for<br />
aplicada terá com certeza conteúdo…<br />
porque mesmo sem possuirmos uma<br />
rede oficinal, já temos disponível<br />
mais serviços do que alguns daqueles<br />
que têm aplicado placas nestes últimos<br />
três anos. Como já mencionei,<br />
temos formação de qualidade e apoio<br />
técnico personalizado, aliado a um<br />
atendimento de excelência”, afirma.<br />
Apesar do ano atípico que estamos a<br />
viver, Carlos Coelho espera ser mais<br />
um ano de grande sucesso e crescimento,<br />
como tem sido desde há vários<br />
anos a esta parte. l<br />
Melhor atendimento ao cliente<br />
Carlos Coelho considera que tem o<br />
melhor atendimento do setor, pelo<br />
menos no distrito de Viseu, e os seus<br />
clientes confirmam-no, pois mantêm-se<br />
fiéis e planamente satisfeitos<br />
com o trabalho desenvolvido pela<br />
Phaarmpeças, que garante entregas<br />
diferencia<strong>das</strong> para uma parte dos<br />
clientes locais, enquanto para fora do<br />
concelho está a acompanhar o que o<br />
mercado exige.<br />
“Felizmente ainda há clientes que<br />
valorizam o “pacote completo”, no<br />
entanto o mercado está muito agressivo<br />
com os preços. Temos tentado<br />
ajustar-nos e naturalmente que com<br />
os serviços que temos disponíveis, não<br />
quero ser o rei dos melhores preços,<br />
mas sim o rei do melhor serviço, do<br />
melhor apoio ao cliente, pois tem sido<br />
“MUDANÇAS NO SETOR SÃO O ESPELHO DO MUNDO EM QUE VIVEMOS”<br />
Relativamente à situação atual do mercado de<br />
distribuição de peças automóvel em Portugal,<br />
Carlos Coelho refere que “Existe neste momento<br />
um turbilhão de situações tão agressivas que<br />
penso alguns estarem à beira do suicídio…<br />
por isso acredito que várias empresas irão<br />
“ficar pelo caminho”. Estamos a fazer tudo para<br />
acompanharmos de uma forma equilibrada esta<br />
“revolução”.<br />
Na opinião deste responsável, a atual cadeia<br />
(fabricante, grossista, retalhista e oficina) já não<br />
faz sentido. “Obviamente que nós somos “intermediários”,<br />
estamos naquele “degrau” que acho<br />
que irá desaparecer nos próximos 10 anos…por<br />
isso estamos a dar passos para sairmos deste<br />
degrau…até porque acho que no nosso setor<br />
como noutros, haver tantos players faz com que<br />
os preços cheguem de uma forma muitas vezes<br />
exorbitante ao consumidor final”.<br />
A concentração do negócio de distribuição de<br />
peças em grandes players não causa estranheza<br />
a Carlos Coelho, que vê esta situação com naturalidade<br />
“Porque estes processos são comuns<br />
noutros setores e eu costumo dizer que olhar<br />
para o lado não faz mal a ninguém e lá muitas<br />
vezes espelha-se um pouco daquilo que será as<br />
nossas vi<strong>das</strong>. Este mundo é dos ricos e não dos<br />
bons seres humanos…por isso estas mutações<br />
são o espelho do mundo em que vivemos”,<br />
frisou.<br />
Apesar de tudo, Carlos Coelho continua otimista<br />
e acredita que no “pós-covid19” “Iremos passar<br />
por um período de melhores negócios para o<br />
aftermarket numa primeira fase, mas depois os<br />
carros novos irão começar a vender-se mais naturalmente<br />
e aí as coisas poderão complicar-se.<br />
Mas cá estaremos para enfrentar o que vier e<br />
adaptar-nos ao mercado”, concluiu.<br />
46 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
Oficina<br />
do Mês<br />
A OFICINA DO MÊS É PATROCINADA POR TOTAL ROC (RAPID OIL CHANGE)<br />
NA AUTO<br />
NÃO VAMOS FICAR<br />
DE BRAÇOS CRUZADOS!<br />
A OFICINA NA AUTO, LOCALIZADA EM ST. ANTÃO DO TOJAL, TEM TIDO UMA EVOLUÇÃO CONSTANTE<br />
DESDE QUE ABRIU AS SUAS PORTAS HÁ 15 ANOS, EM ST. ANTÃO DO TOJAL, LOURES. O SEGREDO PARA<br />
O CRESCIMENTO DA EMPRESA DEVE-SE AO TRABALHO DA EQUIPA, QUE PERANTE AS ADVERSIDADES<br />
NUNCA BAIXOU OS BRAÇOS<br />
Fundada em 2005 por Nuno Antunes, a NA<br />
Auto possui amplas instalações com mais<br />
1.000 m2, equipa<strong>das</strong> com equipamento moderno<br />
e uma equipa de 10 colaboradores. Membro<br />
desde a primeira hora da rede Motrio, tem beneficiado<br />
da boa imagem da marca e do apoio prestado<br />
a nível de formação, informação técnica e disponibilidade<br />
de produto. Especializada desde o início em<br />
todos os trabalhos de mecânica, incluindo reparações<br />
de motores e caixas de velocidade, desde 2015 passou<br />
também a disponibilizar serviços de montagem de<br />
pneus, o que foi muito bem aceite pelos clientes, pois<br />
deixaram de ter de se deslocar a outras oficinas para<br />
montarem pneus novos nos seus veículos.<br />
“Vendemos cada vez mais pneus da marca Motrio,<br />
que têm uma relação preço/qualidade imbatível.<br />
Os clientes ficam satisfeitos e voltam para montar<br />
outras peças da marca Motrio, como pastilhas, filtros<br />
e amortecedores. Acreditamos da qualidade da<br />
marca e promovemo-la muito junto dos clientes,<br />
pois queremos que eles também acreditem”, refere<br />
Alexandra Antunes, responsável pelos Recursos<br />
Humanos da NA Auto. Relativamente à chapa e<br />
pintura, ainda não dispõem deste serviço, embora<br />
esteja previsto no futuro investir nesta área. Outra<br />
aposta da NA Auto para o futuro são os veículos<br />
elétricos, sendo certo que a breve prazo será criado<br />
uma área específica para dar assistência a estes veículos,<br />
assim como formação especializada a todos<br />
os técnicos da oficina, para trabalharem em segurança<br />
nos híbridos e elétricos.<br />
“Este ano já tivemos três colaboradores em ações de<br />
formação para VE. É importante manter a equipa<br />
atualizada e acompanhar a evolução da tecnologia.<br />
Outro mundo vai surgir e temos de estar preparados<br />
para enfrentar os novos desafios da eletrificação<br />
automóvel”, afirma Alexandra Antunes. As reuniões<br />
com os outros membros da rede Motrio, têm permitido<br />
a esta responsável conhecer outras realidades e<br />
encontrar apoio para resolver dificuldades. “É importante<br />
falar com outros colegas, de diferentes locais<br />
do país, para saber como funciona o negócio da<br />
manutenção e reparação automóvel <strong>das</strong> suas zonas.<br />
Juntos, conseguimos evoluir e arranjar soluções<br />
para ultrapassar os problemas”.<br />
Relativamente à pandemia, a NA Auto conseguiu<br />
adaptar-se prontamente às exigências sanitárias<br />
impostas e mantém to<strong>das</strong> as regras de higienização<br />
obrigatórias: os carros são entregues pelo cliente<br />
no exterior da oficina e totalmente higienizados,<br />
repetindo-se o procedimento quando a viatura<br />
fica pronta para entrega. “O que nós fizemos nos<br />
períodos de confinamento foi tentar articular com<br />
os clientes a melhor solução para continuar a dar<br />
assistência aos seus veículos. Para tal, procedemos<br />
à recolha <strong>das</strong> viaturas nas casas dos clientes e todo<br />
a comunicação era feita online. Um procedimento<br />
NA AUTO<br />
Gerente Nuno Antunes<br />
Morada Rua Francisco Franco Canas, 24<br />
Centro Empresarial Loures, Fração B<br />
2660-500 St. Antão do Tojal<br />
Telefone 219.804.298<br />
Email geral.motrio@naauto.pt<br />
Site www.naauto.pt<br />
que ainda mantemos e que faz a diferença e nos distingue<br />
da concorrência”, refere Alexandra Antunes.<br />
A NA Auto trabalha maioritariamente com clientes<br />
particulares “muitos deles vindos da primeira<br />
oficina e que se têm mantido fiéis ao longo dos<br />
anos, trazendo os seus filhos e amigos. Analisamos<br />
as necessidades de cada cliente e ajustamos o<br />
serviço para arranjar sempre a melhor solução. Às<br />
vezes, o cliente só vê o preço, e temos de explicar as<br />
vantagens de utilizar peças de qualidade premium<br />
e porque devemos substituir componentes que<br />
consideramos essenciais para a segurança e bom<br />
desempenho da viatura. Cada vez mais temos de<br />
fazer valer os nossos conhecimentos técnicos para<br />
que o cliente sinta confiança no nosso trabalho”,<br />
esclarece Alexandra Antunes. O relacionamento<br />
com o cliente é a base do sucesso da NA Auto, que<br />
continua a apostar em campanhas e promoções,<br />
com ofertas de brindes e lembranças que são muito<br />
valoriza<strong>das</strong>. “Estamos numa zona com potencial<br />
de crescimento, mas sabemos que os clientes não<br />
aparecem se não fizermos nada que os motive a<br />
visitar-nos, por isso temos de ser pró-ativos, divulgando<br />
os nossos serviços com flyers, presença em<br />
feiras e eventos, divulgação de campanhas no site e<br />
redes sociais”, enfatiza Alexandra Antunes.<br />
Para esta responsável, o sucesso da NA Auto depende<br />
da capacidade de se reinventar, de fazer diferente e<br />
oferecer ao cliente o melhor serviço possível “Queremos<br />
que o cliente saia daqui feliz e satisfeito com os<br />
serviços, e que reconheça a competência dos nossos<br />
técnicos, para que eles se sintam motivados no seu<br />
trabalho. O mercado está difícil e as pessoas levam<br />
menos o carro à oficina, por isso cabe-nos arranjar<br />
soluções para trazer os clientes à oficina e não ficarmos<br />
de braços cruzados à sua espera”, conclui. l<br />
48 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
O RELACIONAMENTO COM O CLIENTE É A BASE DO SUCESSO DA NA AUTO,<br />
QUE CONTINUA A APOSTAR EM CAMPANHAS E PROMOÇÕES, COM OFERTAS<br />
DE BRINDES E LEMBRANÇAS QUE SÃO MUITO VALORIZADAS, CONFORME<br />
REFERE ALEXANDRA ANTUNES, RESPONSÁVEL RECURSOS HUMANOS
Gestão<br />
MOTIVAR OS COLABORADORES<br />
EXPANDIR HORIZONTES!<br />
OS GESTORES QUE SÃO BONS A LIDAR COM PESSOAS COMPREENDEM A FORMA COMO<br />
OS COLABORADORES PENSAM E OS SEUS INTERESSES. O TEMPO QUE INVESTEM A CRIAR LAÇOS<br />
COM OS COLABORADORES É SEMPRE BEM GASTO. EMBORA ESTE PROCESSO PAREÇA FÁCIL NA TEORIA,<br />
É UMA ARTE QUE NEM TODOS OS EMPREGADORES DOMINAM<br />
É<br />
incrível que alguns gestores se<br />
encontrem em posições de autoridade<br />
não por serem bons a<br />
lidar com pessoas, mas devido à antiguidade.<br />
Embora possam ser competentes,<br />
qualquer insuficiência de<br />
aptidões interpessoais pode afetar o<br />
ânimo e o sucesso de uma empresa.<br />
Motivar pessoas requer a compreensão<br />
<strong>das</strong> circunstâncias pessoais, <strong>das</strong><br />
capacidades, do nível de escolaridade<br />
e da experiência de um indivíduo.<br />
Isto resume-se a fazer perguntas e a<br />
ouvir as respostas. Melhor ainda, durante<br />
o processo, um bom gestor descobrirá<br />
algo que tem de ser corrigido<br />
e apresentará uma solução.<br />
É importante compreender que os colaboradores<br />
raramente são motivados<br />
através de ordens – a coerção nunca<br />
funciona a longo prazo. A realidade é<br />
que o pessoal tem de querer fazer alguma<br />
coisa e só agirá porque o resultado<br />
lhes será apelativo de alguma forma.<br />
Motivações extrínsecAS<br />
e intrínsecAS<br />
Existem duas motivações principais<br />
que os gestores podem utilizar para<br />
alcançar um determinado resultado:<br />
extrínsecas e intrínsecas. As extrínsecas<br />
aplicam-se quando um fator<br />
externo ao indivíduo o leva a agir.<br />
50 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
HENRY FORD DIZIA: “SÓ HÁ ALGO PIOR DO QUE FORMAR FUNCIONÁRIOS<br />
QUE SE VÃO EMBORA. É NÃO OS FORMAR PARA QUE FIQUEM”.<br />
HÁ QUE apostar NA FORMAÇÃO E NO EquipaMENTO OFICINAL.<br />
SEM ISSO, NÃO HÁ QUALIDADE NEM FUTURO<br />
Um bom exemplo seria o pagamento a dobrar pelo<br />
trabalho ao fim de semana. O problema desta estratégia<br />
é que os seus efeitos raramente duram e<br />
requerem incentivos maiores, a fim de manter a<br />
motivação. Aumentar o salário de um funcionário<br />
não dura muito tempo como fator de motivação,<br />
porque rapidamente se habitua ao dinheiro extra<br />
(ou fica aborrecido com o montante do imposto<br />
cobrado).<br />
A motivação intrínseca aplica-se quando alguém<br />
age por motivos pessoais. Um bom exemplo seria<br />
trabalhar durante o almoço, porque se sente que<br />
o trabalho é tão compensador que se quer vê-lo<br />
concluído.<br />
Em termos de motivações extrínsecas, os gestores<br />
não se devem iludir ao pensarem que oferecer<br />
dinheiro é um remédio suficiente para todos os<br />
males. Atualmente, o pessoal considera que tem o<br />
direito de ser pago ao preço real de mercado. Isto<br />
significa que, para além de pagarem o preço atualizado,<br />
as empresas têm de pensar noutros benefícios<br />
para manterem o seu pessoal motivado e a<br />
trabalhar.<br />
Atualmente, a maioria dos trabalhadores quer evoluir,<br />
a fim de aumentar o seu potencial de mercado<br />
e tornar-se uma opção atrativa para potenciais empregadores.<br />
Se uma empresa não conseguir ajudar<br />
o colaborador a evoluir ele irá certamente mudar<br />
para outra que possa.<br />
Equilíbrio entre vida pessoal e trabalho<br />
Nas nossas vi<strong>das</strong> cada vez mais complexas, muitos<br />
esforçam-se por alcançar um bom equilíbrio entre<br />
o trabalho e a vida pessoal. Afinal, de nada vale ser<br />
o homem mais rico e poderoso sem amigos nem<br />
família. As empresas que ajudam o pessoal a alcançar<br />
este equilíbrio estão no bom caminho. Os<br />
trabalhadores gostam de pensar que têm algum<br />
nível de participação em quaisquer decisões que os<br />
possam afetar. Uma organização que ignore este<br />
facto está destinada a falhar.<br />
A era da informação deu a todos a noção de que<br />
têm direito à comunicação. O local de trabalho<br />
não é diferente. Algumas pessoas possuem pouca<br />
capacidade de atenção, por isso, faz sentido dar<br />
ao pessoal objetivos exequíveis, com bastante feedback<br />
positivo quando as metas forem alcança<strong>das</strong>.<br />
Reconhecer o sucesso faz maravilhas à motivação e<br />
não esqueçamos o óbvio: as pessoas não são robôs.<br />
Para mantê-las satisfeitas, motiva<strong>das</strong> e empenha<strong>das</strong>,<br />
são precisas tarefas interessantes. O trabalho<br />
pesado é uma razão perfeita para ir embora.<br />
Ser construtivo<br />
Todos têm um ego, mas independentemente do<br />
nível de massagem de que esse ego possa necessitar,<br />
o pessoal trabalha eficazmente quando recebe<br />
feedback que não é destrutivo ou desmoralizante.<br />
Quando o trabalho correu bem e um cliente está<br />
satisfeito (ou a empresa beneficiou de alguma<br />
forma), devem ser dados elogios, mas quando as<br />
coisas correm mal, o trabalhador não deve ser maltratado.<br />
Em vez disso, é melhor criticar de forma<br />
construtiva e em privado e analisar a forma como<br />
o problema deve ser resolvido, se surgir. As avaliações<br />
semestrais, ou mesmo anuais, são um bom<br />
momento para tal, mas é preciso ter cuidado para<br />
que o trabalhador sinta que a avaliação é valiosa<br />
e não uma caça às bruxas. O colaborador que se<br />
preocupa em ser culpado por um erro terá mais<br />
probabilidades de o esconder, deixando o problema<br />
por descobrir ou a amadurecer até se tornar em<br />
algo maior.<br />
Não é possível que alguém trabalhe em demasia<br />
sem apresentar uma degradação no desempenho.<br />
Os funcionários devem ser incentivados a tirar licenças<br />
que não utilizaram ou horas que lhes são<br />
devi<strong>das</strong>. Não é apenas um direito legal, mas se não<br />
forem utiliza<strong>das</strong>, acabam por se perder. Os dias dedicados<br />
à formação de equipas, nos quais o pessoal<br />
disponibiliza o seu tempo a uma boa causa pode<br />
ser uma opção. Não só podem elevar o perfil da<br />
empresa na comunidade, como também podem<br />
ajudar a criar laços entre os colaboradores num<br />
ambiente social.<br />
Por fim, as empresas de sucesso têm proprietários<br />
e gestores que lideram pelo exemplo – pessoas que<br />
encarnam os princípios que a empresa adota. Se<br />
o pessoal conseguir ver os seus gestores a investirem<br />
tanto tempo e energia como eles, em vez de<br />
almoços longos, ficarão mais dispostos a fazer um<br />
esforço adicional. É a encarnação do velho adágio<br />
“a positividade gera positividade”. l<br />
REMUNERAÇÃO VARIÁVEL,<br />
PORQUE NÃO?<br />
A remuneração variável consiste no facto do pessoal<br />
receber uma parte do seu salário com base em objetivos.<br />
É aquilo a que chamamos “win to win”, ou seja, todos<br />
ganharmos. A fórmula é muito válida, mas para que<br />
funcione têm de estar definidos procedimentos, tanto de<br />
trabalho, como de controlo e de análise, caso contrário<br />
será contraproducente, tanto para o empresário como para<br />
o trabalhador. É como tudo na vida, ou se faz bem ou é<br />
melhor não o fazer.<br />
O primeiro aspeto a ter bem presente numa política de<br />
retribuição variável, é que qualquer valor que se aplique<br />
à parte variável deve estar relacionado com a qualidade.<br />
Sem qualidade não deverá existir remuneração variável.<br />
O segundo aspeto consiste em disponibilizar ferramentas<br />
aos seus funcionários para que exista a qualidade. Neste<br />
ponto, há que apostar na formação e no equipamento da<br />
oficina (diagnóstico, documentação e assistência técnica,<br />
ferramentas e equipamento). Sem isso, não há qualidade<br />
nem futuro.<br />
É necessário o controlo dos custos com os regressos à oficina<br />
devido a falhas, conhecer as causas destes e saber qual foi<br />
o técnico responsável. Portanto, cada automóvel na oficina<br />
tem de estar associado a uma ordem, independentemente<br />
do facto de esta ser faturada ao cliente ou ser encerrada<br />
como um custo ou despesa interna.<br />
Os técnicos deverão ser relacionados com cada ordem de<br />
trabalho, para que desta forma se possa medir a eficiência.<br />
A eficiência ou rendimento consiste em conhecer que tempo<br />
utilizou o técnico face ao tempo que se fatura ao cliente.<br />
É necessário conhecer a especialidade de cada técnico e<br />
qual o rácio de eficiência ideal que corresponde a cada<br />
um deles segundo a respetiva especialidade. Um técnico<br />
de primeira vai ter um rácio de eficiência inferior a um<br />
de terceira, sempre que a planificação do trabalho seja a<br />
correta. A partir daí, há que analisar mês a mês a eficiência<br />
de cada um, definir um período de análise e após esse<br />
tempo interpretar os rácios.<br />
Uma vez conhecido o potencial de cada um é o momento<br />
de definir os objetivos de forma individual.<br />
Este é um exemplo para os técnicos, o de relacionar<br />
rendimento com qualidade.<br />
Mas há mais. Se queremos aplicar remuneração variável a<br />
um assistente de ven<strong>das</strong>, por exemplo, podemos fazê-lo<br />
com base no valor médio <strong>das</strong> faturas. Conhecer o valor<br />
faturado por automóvel reparado, estabelecer um objetivo<br />
de crescimento e potenciar a venda cruzada na receção<br />
do cliente/veículo. Mas atenção, não se deve vender por<br />
vender, mas sim vender proporcionando qualidade de<br />
serviço ao cliente com um procedimento de receção ativa.<br />
Como dizíamos no início, “win to win”.<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 51
NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE-SE DE A A Z<br />
Empresas<br />
A ARAN CELEBRA 80 ANOS DE ATIVIDADE COM CONFERÊNCIA<br />
REPENSAR O FUTURO É O LEMA QUE SE IMPÕE NESTE MOMENTO<br />
A<br />
Associação Nacional do Ramo Automóvel<br />
realizou, no passado dia 9, no Porto, a conferência<br />
“Repensar o futuro do setor automóvel”,<br />
para celebrar os seus 80 anos de atividade<br />
e refletir sobre o setor reunindo especialistas nacionais<br />
e internacionais. Rodrigo Ferreira da Silva,<br />
presidente da ARAN, abriu a conferência, dando as<br />
boas-vin<strong>das</strong> aos oradores e participantes, afirmando<br />
que repensar o futuro é o lema que se impõe neste<br />
momento e este foi o motivo por que a ARAN planeou<br />
a conferência em torno deste tema. Realçou<br />
que o setor está em profunda transformação. Há desafios<br />
muito relevantes impulsionados pela pandemia,<br />
nomeadamente dois fenómenos impossíveis de<br />
contornar, nomeadamente a digitalização e a aposta<br />
em veículos mais amigos do ambiente. A visão da<br />
Europa foi apresentada por Jean-Charles Herrenschmidt,<br />
presidente do CECRA – Conselho Europeu<br />
para o Comércio e Reparação Automóvel, que expôs<br />
a instituição na defesa dos concessionários e reparadores<br />
europeus que representam aproximadamente<br />
336.720 empresas de comércio e reparação<br />
de automóveis, com um papel muito importante na<br />
preparação do Block Exemption – defendendo uma<br />
regulamentação justa para o setor.<br />
O presidente da CCP, João Vieira Lopes, reforçou a<br />
relevância do setor automóvel, sendo representativo<br />
do tecido empresarial português, pois é constituído<br />
por pequenas e médias empresas, é fortemente<br />
empregador e preocupa-se com o futuro e com as<br />
oportunidades futuras. Explicou que a assistência<br />
pós-venda é muito importante, dado que ao nível do<br />
comércio e dos serviços representa 2/3 do PIB. O<br />
Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa<br />
do Consumidor, João Torres, destacou a importância<br />
da interação permanente com as associações e a<br />
relevância de manter este diálogo franco e aberto no<br />
futuro para encontrar soluções que permitam recuperar<br />
deste período que Portugal está a atravessar.<br />
Salientou que o setor do comércio e reparação é o<br />
que agrega maior emprego, com um número de 200<br />
mil empresas e mais de 700 mil postos de trabalho,<br />
refletindo a realidade do tecido português, com uma<br />
média de 3,5 trabalhadores por empresa, e com um<br />
forte contributo ao nível do valor bruto da economia.<br />
Finalizou transmitindo que o apoio à economia<br />
tem sido positivo, focado em medi<strong>das</strong> robustas de<br />
alavancagem. Revelou ter consciência que a pandemia<br />
não está ultrapassada e o foco está nas moratórias,<br />
capitalização <strong>das</strong> empresas e na disponibilização<br />
de linhas de apoio à tesouraria.<br />
Seguiram-se diversos painéis sobre temas relacionados<br />
com as ven<strong>das</strong> de automóveis e serviço pós-venda.<br />
Guillermo de Llera, Consultor da IF4, apresentou<br />
a queda moderada da procura e da reestruturação<br />
da oferta, elogiando a resiliência que permitiu uma<br />
queda inferior ao esperado. Apontou como desafios a<br />
eletrificação do parque, afirmando que o que era uma<br />
tendência incipiente no início de 2020, afirmou-se<br />
como uma realidade, que é ainda difícil de quantificar.<br />
A conferência foi concluída com a intervenção de<br />
Gualter Mota Santos, presidente da mesa da Assembleia<br />
Geral da ARAN que elogiou o sucesso do evento,<br />
a marca dos 80 anos da atividade da associação, que<br />
investe na transição para o futuro e continua comprometida<br />
com a defesa dos seus associados.<br />
52 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
PUBLIREPORTAGEM<br />
MOTUL RENOVA GAMA LUBRIFICANTES COMPETIÇÃO 300V<br />
“O NOVO MOTUL 300V<br />
FAZ UMA ENORME DIFERENÇA”<br />
A Motul, marca especializada na formulação de<br />
lubrificantes automóveis e industriais, anunciou o<br />
lançamento de uma nova e melhorada versão do<br />
seu produto emblemático, Motul 300V<br />
Cinquenta anos após o seu primeiro lançamento,<br />
a Motul orgulha-se de apresentar a mais recente<br />
evolução do seu lubrificante de referência que<br />
mais uma vez ultrapassa os limites de desempenho<br />
nas 24 Horas de Le Mans, o evento de corri<strong>das</strong><br />
mais emblemático do mundo. O lançamento<br />
oficial da nova gama 300V em Portugal e Espanha<br />
está agendado para o próximo Outono.<br />
Lançado em 1971, o Motul 300V foi desenvolvido<br />
para ajudar as equipas de corrida a alcançar o<br />
máximo desempenho e fiabilidade dos seus motores.<br />
O seu nome é um tributo às 300 vitórias nas<br />
corri<strong>das</strong> alcança<strong>das</strong> na altura do seu lançamento,<br />
mas o Motul 300V tem continuado a ajudar inúmeras<br />
len<strong>das</strong> <strong>das</strong> corri<strong>das</strong> a alcançar a vitória.<br />
Ao longo <strong>das</strong> déca<strong>das</strong> que se seguiram, a Motul<br />
tem continuamente aperfeiçoado o seu principal<br />
produto, e hoje em dia o Motul 300V continua a<br />
impulsionar as melhores equipas do mundo para<br />
a glória do pódio. De Le Mans a carros de alta performance,<br />
Drift Masters ao Rally Dakar, provou ser<br />
um lubrificante que muda o jogo nos paddocks<br />
<strong>das</strong> corri<strong>das</strong> mais importantes.<br />
A nova e melhorada gama está dividida em três<br />
grandes séries: Power, Competition e Le Mans.<br />
A série POWER apresenta os graus de viscosidade<br />
mais leves, disponíveis de 0W-8 a 5W-30, fornece<br />
potência máxima e pode lidar com motores sujeitos<br />
a baixa diluição do óleo no combustível.<br />
Por outro lado, a série COMPETITION apresenta<br />
graus de viscosidade médios, disponíveis de 0W-<br />
40 a 15W-50, que proporcionam o melhor compromisso<br />
entre potência e fiabilidade, e podem<br />
lidar com motores sujeitos a uma diluição média<br />
do combustível.<br />
Finalmente, a gama conta com a nova geração da<br />
série 300V, LE MANS, que oferece máxima fiabilidade<br />
possível para o motor e está agora disponível<br />
em viscosidades de 10W-60 e 20W-60. É<br />
perfeito para aplicações em desportos motorizados<br />
extremos, tais como corri<strong>das</strong> de resistência<br />
e drifting. A acrescentar à singularidade destes<br />
produtos está o facto de serem os únicos óleos de<br />
motor no mundo que levam o prestigioso nome 24<br />
Horas de Le Mans.<br />
Reconhecida de forma unânime durante 165 anos<br />
pela qualidade dos seus produtos, capacidade de<br />
inovação e envolvimento no campo da competição,<br />
a Motul também conta com um grande reconhecimento<br />
como especialista em lubrificantes<br />
sintéticos. Já em 1971, a Motul foi o primeiro fabricante<br />
de lubrificantes a descobrir a formulação<br />
de um lubrificante para motor 100% sintético, o<br />
300 V, que aproveita a tecnologia Ésters baseada<br />
na indústria aeronáutica. Ao longo dos anos,<br />
a Motul ganhou experiência como fornecedor oficial<br />
de muitas equipas de corrida e fabricantes e<br />
conta com os seus contributos para impulsionar<br />
o desenvolvimento tecnológico no automobilismo.<br />
CINQUENTA ANOS APÓS O SEU PRIMEIRO<br />
LANÇAMENTO, A MOTUL ORGULHA-SE DE<br />
APRESENTAR A MAIS RECENTE EVOLUÇÃO<br />
DO SEU LUBRIFICANTE DE REFERÊNCIA:<br />
A NOVA GAMA MOTUL 300V<br />
APRESENTAÇÃO NAS 24 HORAS DE LE MANS<br />
O novo Motul 300V foi revelado nas 24 Horas de Le Mans, a prova de resistência mais exigente do<br />
ano e sem dúvida a mais icónica de to<strong>das</strong>. Para além de alimentar a maioria <strong>das</strong> equipas LMP2<br />
da grelha, incluindo a vencedora da classe em 2020, United Autosports, a Motul orgulha-se de ser<br />
o parceiro oficial de lubrificantes da Scuderia Cameron Glickenhaus, que teve a oportunidade de<br />
testar o novo Motul 300V e partilhar o seu entusiasmo pelo novo produto.<br />
Jim Glickenhaus, fundador da Scuderia Cameron Glickenhaus disse: “O novo Motul 300V faz uma<br />
enorme diferença. Em condições de corrida exigentes, o motor é frequentemente levado até ao<br />
limite, pelo que precisamos de um lubrificante fiável que mantenha o motor na corrida. O novo<br />
Motul 300V é exatamente isso. Temos plena confiança neste lubrificante”.<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 53
NOTÍCIAS<br />
EMPRESAS<br />
CRIA SOFTWARE PARA CONCESSIONÁRIOS<br />
Volkswagen Digital Solutions | A tecnológica do grupo VW, instalada em<br />
Portugal, cria software de personalização na compra, para concessionários em todo o<br />
mundo. O projeto é desenvolvido pela Volkswagen Digital Solutions, o hub tecnológico<br />
do Grupo Volkswagen em Portugal, com uma equipa de profissionais focados na<br />
inovação e desenvolvimento digital do Grupo. Esta é uma parceria entre uma <strong>das</strong> suas<br />
unidades tecnológicas basea<strong>das</strong> em Lisboa, e o digital.lab de Berlim, que levou ao desenvolvimento<br />
da plataforma Thunder: um software de apoio comercial, que simplifica<br />
e unifica o processo de venda. Este produto foi desenvolvido, depois de identificada a<br />
necessidade de poupar tempo às equipas comerciais. Principalmente, diminuir o processo<br />
burocrático em concessionários Volkswagen em todo o mundo. Tempo que agora<br />
é dedicado à personalização da experiência do cliente. A criação da Volkswagen Digital<br />
Solutions está diretamente relacionada com a estratégia de crescimento e digitalização<br />
<strong>das</strong> marcas do Grupo Volkswagen. A aposta em Portugal, por seu turno, tem a ver com<br />
vários fatores, como bom talento, uma comunidade tech em crescimento, boa qualidade<br />
de vida e nível de formação, entre outras. Para 2023 a VWDS ambiciona chegar pelo<br />
menos aos 450 colaboradores.<br />
AUMENTA EM 27,4% O VOLUME DE NEGÓCIOS<br />
Schaeffler | O forte crescimento do volume de negócios de 27,4% a uma taxa de<br />
câmbio constante no primeiro semestre de 2021 fazem com que o volume de negócios<br />
do Grupo Schaeffler dispare. O volume de negócios nos seis primeiros meses ascende<br />
a 7.014 milhões de euros (exercício anterior: 5.572 milhões de euros). O aumento<br />
considerável do volume de negócios a uma taxa de câmbio constante no primeiro<br />
semestre de 2021, de 27,4% em comparação com o mesmo período do exercício anterior,<br />
deve-se ao forte aumento da procura em to<strong>das</strong> as divisões e regiões. O volume de<br />
negócios durante o segundo trimestre de 2021 aumentou 50,6% a uma taxa de câmbio<br />
constante situando-se em 3,454 milhões de euros (exercício anterior: 2.291 milhões<br />
de euros). Estas taxas de crescimento devem-se em parte à baixa base de comparação,<br />
uma vez que as implicações da pandemia de coronavírus resultaram num forte declínio<br />
do volume de negócios no primeiro semestre de 2020. A recuperação durante os<br />
primeiros seis meses foi mais claramente evidente na evolução do volume de negócios<br />
da Automotive Technologies, que registou um crescimento de 34,9% a uma taxa de<br />
câmbio constante.<br />
LIQUI MOLY<br />
TERMINA PRIMEIRO SEMESTRE<br />
EM ALTA<br />
A<br />
LIQUI MOLY terminou o primeiro semestre de 2021 incrivelmente bem-<br />
-sucedido: o especialista alemão em óleos e aditivos aumentou o seu volume<br />
de negócios para 355 milhões de euros, um aumento de 23% em relação<br />
ao período homólogo do ano passado. “Saímos mais fortes da pandemia porque<br />
deitámos mãos à obra e trabalhámos em vez de pararmos”, afirma o diretor, Ernst<br />
Prost. Se, em março, já se havia registado o maior volume de negócios mensal da<br />
história da empresa, esse marco foi ultrapassado em junho, com quase 66 milhões<br />
de euros. O mês de julho volta à carga no segundo semestre, com 70 milhões de<br />
euros. O aumento de 23% em seis meses não se deveu a um primeiro semestre de<br />
2020 fraco devido à pandemia. Antes pelo contrário: em comparação com o primeiro<br />
semestre de 2019, o crescimento é inclusivamente de 38%. Não foram só as<br />
receitas que aumentaram: entre janeiro e julho foram contratados 53 novos funcionários.<br />
O diretor, Ernst Prost, ainda não vê um fim às consequências da pandemia.<br />
Declara que a sua empresa está bem preparada e registou um aumento no volume<br />
de negócios de 23% no primeiro semestre de 2021.<br />
54 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
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Tempo, velocidade, precisão e potência – tudo no mesmo motor e sob o<br />
seu controlo total. Os lubrificantes inovadores da Wolf atuam em todos<br />
os pormenores, com a ação rápida exigida. No que toca à precisão, não<br />
tem de ser um piloto de rally para conseguir um desempenho vitorioso.<br />
Wolf, the Vital Lubricant. Faça com que todos os pormenores<br />
contem. Visite www.wolflubes.com & www.asparts.pt<br />
OFFICIAL LUBRICANT PARTNER OF THE<br />
FIA WORLD RALLY CHAMPIONSHIP
NOTÍCIAS<br />
EMPRESAS<br />
NOVA CUPRA LEON SPORTSTOURER<br />
EQUIPADA COM KIT EIBACH<br />
A Eibach passou a disponibilizar as molas Sportline e alargadores Pro-Spacer para a nova Cupra Leon<br />
Sportstourer. A Cupra forneceu à nova Seat Leon ST uma revisão dinâmica e estética, atualizando igualmente<br />
o seu motor 1.4 e-Hybrid para uma potência combinada de 245 Cv, comandada pela precisão de<br />
uma caixa DSG que fará as delícias, dos mais exigentes. Tendo em consideração a solução já apresentada<br />
pela engenharia da Cupra, a Eibach foi ainda mais longe, elevando o seu comportamento dinâmico<br />
ao extremo, conseguindo rebaixar a viatura em 20 mm na dianteira e 10 mm na traseira. As molas<br />
Sportline são progressivas, garantindo assim um amortecimento preciso, transformando-se quando a<br />
sua compressão é levada ao extremo e, aliado aos alargadores em alumínio Pro-Spacer, garantem um<br />
controlo extremo, uma tração ímpar, sem descurar no seu aspeto visual ainda mais agressivo.<br />
SWAG LANÇA PRIMEIRO<br />
PASSATEMPO NA PÁGINA<br />
FACEBOOK<br />
Foi no passado mês de março que a SWAG arrancou em força com a primeira<br />
página de Facebook 100% em português. Tal como mencionado<br />
no momento do lançamento, a página SWAG ia tornar-se num importante<br />
motor de reforço da estratégia do bilstein group em terreno digital. Até<br />
agora, não só esta, como as restantes páginas <strong>das</strong> marcas do grupo, têm-se<br />
revelado uma aposta ganha e uma forma de aproximação ao mercado. Precisamente<br />
para que essa aproximação se torne, todos os dias, mais estreita, foi<br />
decidido dar um passo no mundo dos passatempos do Facebook tendo sido<br />
lançado no passado mês de julho, o primeiro passatempo em solo digital. A<br />
introdução de passatempos em páginas de Facebook é uma <strong>das</strong> iniciativas que<br />
gera mais envolvimento com a comunidade, introduzindo algum dinamismo<br />
nas redes sociais. A mecânica do passatempo está entregue à sorte de cada um<br />
dos participantes e, com esta iniciativa, a marca pretende não só premiar de<br />
alguma forma os seus seguidores, mas também envolver a comunidade com a<br />
marca SWAG.<br />
DIMSPORT ACOMPANHA<br />
TENDÊNCIA CRESCENTE<br />
DA REPROGRAMAÇÃO<br />
A<br />
Dimsport observa que cada vez mais oficinas estão a receber formação<br />
para poderem oferecer este serviço aos seus clientes. Esta empresa, fabricante<br />
de ferramentas de afinação de chips e software, tem vindo a<br />
formar profissionais que desejam expandir a sua carteira de serviços há anos.<br />
A afinação do chip é a modificação da informação interna na unidade de controlo<br />
do motor para alcançar diferentes objetivos e benefícios, tais como a<br />
melhoria do desempenho a baixas rotações e, consequentemente, a redução<br />
do consumo de combustível. Ações de formação dedica<strong>das</strong> à reprogramação<br />
podem oferecer às oficinas uma lista interessante de serviços graças ao acesso<br />
ao ECU, tais como poupar combustível, resolver anomalias eletrónicas, reduzir<br />
emissões ou mesmo clonar o ECU em vez de o substituir, poupando ao<br />
cliente final uma quantidade significativa de dinheiro. Apesar da pandemia, as<br />
inscrições para os cursos da empresa têm mantido uma tendência ascendente,<br />
adaptando a formação online e obtendo um crescimento anual de 15%, o que<br />
sublinha o notável interesse do sector na formação nestes temas.<br />
LEASING E RENTING INICIAM RECUPERAÇÃO<br />
A Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF) disponibilizou os dados relativos ao<br />
desempenho dos três setores por si representados, revelando uma subida generalizada no primeiro<br />
semestre. Os valores estimados pela ALF apontam para um arranque da economia nacional na segunda<br />
metade do semestre e apesar do confinamento da população verificado em Portugal, logo no arranque<br />
do ano, o setor comprovou a sua resiliência e inverteu as que<strong>das</strong> que acumulava no primeiro trimestre.<br />
A Locação Financeira (Leasing) somou uma produção total de 1,2 mil milhões de euros no primeiro<br />
semestre, um crescimento de 6,5% nos investimentos financiados. Na locação mobiliária, as viaturas são<br />
responsáveis por dois terços do investimento financiado. Do total de 849,8 milhões de euros financiados<br />
para aquisição de viaturas e equipamentos, 570 milhões de euros dizem respeito a 16 959 mil viaturas,<br />
74% <strong>das</strong> quais ligeiras. O Renting cresceu 11,8%, para os 288,5 milhões de euros, face ao período homólogo.<br />
Este valor corresponde a 13 535 viaturas, <strong>das</strong> quais 11 513 de passageiros e 2 022 comerciais.<br />
56 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
NOTÍCIAS<br />
EMPRESAS<br />
INAUGURA RECYCLING WALL<br />
Norauto | A Norauto acaba de inaugurar a sua primeira Recycling Wall<br />
- uma parede inteiramente dedicada ao compromisso da Norauto com a<br />
reciclagem e que irá permitir a recolha de resíduos dos seus clientes. Através<br />
deste móvel gigante com mais de dois metros de altura, queremos envolver<br />
colaboradores e clientes no tema, mostrando de forma gráfica e divertida a<br />
nossa política de reciclagem e sobretudo a sua importância para a economia<br />
circular. Consciente da poluição causada pelo sector de atividade no qual<br />
está inserida, a Norauto tem estado empenhada em reduzir o seu impacto<br />
ambiental, particularmente através da criação de canais de reciclagem. Para<br />
cada tipo de resíduo, quer seja perigoso ou não, foi criado um canal específico<br />
de triagem, recolha e reciclagem. Como parte da processo de melhoria contínua,<br />
foi concebido um roteiro de “economia circular” cujo objetivo é produzir<br />
bens e serviços de forma sustentável, limitando o consumo e desperdício de<br />
recursos (matérias-primas, água, energia), bem como a produção de resíduos.<br />
Isto representa, no ano fiscal de 2020, mais de 785 tonela<strong>das</strong> de resíduos<br />
reciclados nos centros Norauto.<br />
APOSTA EM CAMPANHA DE VERÃO PARA CONSUMIDORES<br />
CEPSA | criou para este verão uma campanha com promoções únicas, acessíveis a todos os consumidores e à distância<br />
de um clique. O cabaz promocional inclui cupões desconto disponíveis todos dias em compras de combustível, loja,<br />
lubrificantes, lavagens e também nos parceiros Hot Wheels, Feu Vert e muitos outros. A campanha conta com uma forte<br />
divulgação em TV, rádio e digital. Na TV é possível ver o spot nos canais Fox, Hollywood, AXN e SPORT TV+. É possível ouvir<br />
o spot nas rádios Comercial e RFM. No digital, a campanha está no Google, no Youtube, no Waze e, naturalmente, nas<br />
redes sociais Facebook e Instagram da Cepsa, com atualizações recorrentes associa<strong>das</strong> aos cupões descontos disponibilizados<br />
todos os dias. O elemento diferenciador desta campanha é a sua mecânica e dinâmica promocional, que permite aos<br />
clientes acederem a cupões desconto todos os dias sem qualquer compromisso e/ou contrapartida financeira. O processo é<br />
totalmente digital. Basta aceder a Cepsa.pt, descarregar os cupões e visitar os postos Cepsa para os utilizar.<br />
PORTAL AUTOMÓVEL DECO PROTESTE<br />
NOMEADO PARA PRÉMIO INTERNACIONAL<br />
A plataforma Mile 21 está nomeada para os prémios de melhores sites com extensão .eu na categoria Mundo Melhor<br />
pelo apoio que tem dado aos consumidores em matérias de poupança de combustível e de informação fidedigna sobre<br />
consumos e emissões. O portal Mile 21, cujo nome deriva do mote “More Information, Less Emissions”, tem como objetivo<br />
fornecer dados reais de consumo e ajudar na tomada de decisão na hora de comprar um automóvel. Nesta plataforma,<br />
os consumidores podem registar os consumos dos veículos, aceder a valores médios de combustível gasto, bem como às<br />
emissões de uma grande quantidade de automóveis novos e usados. Alexandre Marvão, Team Leader da área de Mobilidade<br />
da DECO PROTESTE, afirma que “esta é uma ferramenta de informação fidedigna, com base na experiência real dos<br />
consumidores, o que eleva o conhecimento sobre cada veículo”. Alexandre Marvão explica ainda que a plataforma Mile 21<br />
é capaz de “monitorizar o consumo de combustível dos automóveis, bastando registar a marca, o modelo e as características<br />
do carro e todos os abastecimentos efetuados, comparando todos estes dados com os prestados pelos fabricantes”.<br />
ALCANÇAR A NEUTRALIDADE CARBONO<br />
COM “ECO VISION 2030”<br />
NGK | Com o objetivo de alcançar a neutralidade de carbono até 2050,<br />
NGK SPARK PLUG estabeleceu a “Eco Vision 2030”. Baseada nos “Objetivos<br />
de Desenvolvimento Sustentável” <strong>das</strong> Nações Uni<strong>das</strong>, esta visão estabelece<br />
marcos sobre o lugar para onde a empresa quer chegar no final desta década,<br />
bem como a visão que se perseguirá nos próximos dez anos até 2040. Para a<br />
“Eco Vision 2030”, foram analisados os impactos que as operações e produtos<br />
cotidianos da empresa têm<br />
tanto na sociedade como no<br />
negócio, e finalmente foram<br />
identificados 13 problemas.<br />
Destes, foram selecionados<br />
quatro temas principais,<br />
considerados de maior<br />
impacto, e foram atribuí<strong>das</strong><br />
metas numéricas. Tratava-se<br />
de “Resposta às alterações<br />
climáticas”, “Expansão de produtos respeitadores do ambiente”, “Conservação<br />
dos recursos hídricos” e “Gestão de resíduos”. Através da prática da “Eco Vision<br />
2030”, todos os funcionários da NGK SPARK PLUG trabalharão juntos para contribuir<br />
para a realização da neutralidade global de carbono e zero emissões.<br />
58 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
AMPLIA PORTFÓLIO COM LUBRIFICANTES MOTUL<br />
TRUSTAUTO O Grupo assume-se na vanguarda da distribuição de produtos para os<br />
profissionais mais exigentes, o que, aliado a uma dinâmica constante no seu portfólio de produtos<br />
para profissionais, passou a disponibilizar a gama da marca de lubrificantes MOTUL, de forma a<br />
responder às necessidades e exigências atuais dos veículos mais modernos. Com os lubrificantes<br />
MOTUL, o Grupo TRUSTAUTO mantém-se apto a responder às necessidades dos seus clientes<br />
com produtos de qualidade que garantem fiabilidade nos serviços de manutenção prestados,<br />
garantindo as especificações dos fabricantes.<br />
PUBLIREPORTAGEM<br />
GAMA E REPUTAÇÃO<br />
QUALIDADE E CONFIABILIDADE<br />
A BENDIX ESTÁ<br />
AINDA MELHOR<br />
Reconhecida pelos resultados no setor dos travões, desde 1924,<br />
a Bendix é agora apoiada pela TMD Friction - um fabricante líder<br />
mundial de equipamento original para o segmento da fricção.<br />
Isto representa uma maior garantia de qualidade, maior cobertura<br />
de veículos e uma maior gama de produtos.<br />
Tenha agora uma opção de travagem de qualidade superior.<br />
MINUTO VERDE VALORPNEU<br />
VALORPNEU CONTROLA<br />
OBRIGAÇÕES DE COMERCIANTES<br />
E OPERADORES<br />
A<br />
Valorpneu tem levado a cabo as já habituais auditorias aos comerciantes e<br />
operadores da rede, apesar de to<strong>das</strong> as dificuldades impostas pelas regras de<br />
segurança resultantes da pandemia da Covid-19. Em conjunto com a consultora<br />
Bureau Veritas foram definidos critérios para a realização destas auditorias, tendo ficado definido<br />
estas incidirem, ao longo do período de vigência da licença (3 anos), em 4% do universo de<br />
comerciantes por distrito e pelo menos uma auditoria externa por operador (exceto recicladores<br />
com auditorias anuais). Durante os meses de abril, maio e junho de 2021 foram realiza<strong>das</strong> 66<br />
auditorias a Comerciantes. As principais constatações assentaram na incorreta discriminação nas<br />
faturas do Ecovalor pago a favor da Entidade Gestora e em Medi<strong>das</strong> de Autoproteção não<br />
submeti<strong>das</strong> ou não aprova<strong>das</strong>. No que diz respeito aos operadores já foram realiza<strong>das</strong> 9 auditorias<br />
aos Centros de Receção (entre abril e maio) e vão ser realiza<strong>das</strong> mais 7 entre setembro e outubro;<br />
3 auditorias a Valorizadores Energéticos em julho; 3 auditorias a Recicladores realiza<strong>das</strong> em<br />
fevereiro (inclui confirmação <strong>das</strong> ven<strong>das</strong> de produto final – pó e granulado de borracha) e 11<br />
auditorias realiza<strong>das</strong> a Recauchutadores em julho. Desta forma, a Valorpneu assegura que<br />
Comerciantes e Operadores continuam a cumprir as medi<strong>das</strong> exigi<strong>das</strong> para prestar e melhorar<br />
cada vez mais a qualidade de serviço prestada aos seus clientes.<br />
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NOTÍCIAS<br />
EMPRESAS<br />
NOVO DIRETOR DE VENDAS EUROPA<br />
Wolf Lubricants | anunciou a chegada de Jonathan Delalu, para Diretor de Ven<strong>das</strong> da Europa<br />
Ocidental com o objetivo de crescimento e investimento na região. Jonathan Delalu carateriza-se<br />
por ser um profissional experiente na indústria automotiva e no mercado de reposição<br />
independente. Irá um grande número de mercados, incluindo, mas não se limitando a: Benelux,<br />
França, Península Ibérica, Alemanha, Suíça, Áustria, Reino Unido, Irlanda e Itália. Jonathan vem<br />
substituir Franck Jolly, Diretor de Ven<strong>das</strong> Global - Marcas da Wolf, e terá um papel fundamental<br />
no crescimento dos negócios com os principais Grupos de Comércio Internacional (ITGs). Delalu<br />
conta já com uma sólida experiência de 15 anos na indústria automotiva, tendo trabalhado com<br />
importantes players da indústria, como Renault, Valeo e NTN. Concentrando-se principalmente<br />
no desenvolvimento de negócios e no desenvolvimento de parcerias sóli<strong>das</strong> ao longo de sua<br />
experiência, Delalu está agora pronto para fortalecer as atividades de ven<strong>das</strong> da Wolf e alavancar<br />
o seu forte conhecimento da indústria para criar grandes oportunidades para os valiosos<br />
parceiros da Wolf.<br />
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INAUGURA CENTRO DE EXCELÊNCIA NA CALIFÓRNIA<br />
Brembo | A líder global no desenvolvimento e produção de sistemas de freio, anuncia a<br />
inauguração de seu primeiro centro de excelência, no Vale do Silício na Califórnia O “Brembo Inspiration<br />
Lab” será um laboratório de inovação e terá como foco o fortalecimento da experiência<br />
da empresa em desenvolvimento de software, ciência de dados e inteligência artificial. A abertura<br />
do primeiro centro de excelência da Brembo é como dar um passo em frente no caminho<br />
para se tornar um provedor de soluções confiável e acelerar a digitalização da empresa. Um dos<br />
principais objetivos da visão estratégica, é transformar Energia em Inspiração, anunciado por<br />
Daniele Schillaci “Estamos muito satisfeitos em abrir o primeiro centro de excelência da Brembo<br />
em Silicon Valley. Estamos a investir neste local mundialmente conhecido por alta tecnologia<br />
e inovação com o objetivo claro e ambicioso de enfrentar os desafios sem precedentes que<br />
impactam o setor automotive. Com o Brembo Inspiration Lab, aceitamos o desafio de aumentar<br />
a cultura digital da empresa e de trazer a inovação ‘Made in Brembo’ para ainda mais perto dos<br />
nossos parceiros”, explicou.
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e Catalisadores<br />
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NOTÍCIAS<br />
EMPRESAS<br />
NÍVEIS DE STOCKS<br />
DE AUTOMÓVEIS USADOS ONLINE EM QUEDA<br />
Os níveis de stock de veículos usados online B2C têm vindo a cair desde o máximo local em maio de 2021,<br />
com uma queda mensal de mais 11,8% no início de julho. Isto coloca o nível de stock online agora 10,9%<br />
abaixo do mesmo mês do ano passado. As ven<strong>das</strong> de automóveis usados online B2C também seguem<br />
um padrão semelhante em termos mensais, com as ven<strong>das</strong> de junho a caírem 19,3% face a maio, mas<br />
ao contrário dos stocks, estão a subir 6,3% face a junho de 2020. Há uma limitação de stock de veículos<br />
com um ano de idade devido à significativa redução de viaturas matricula<strong>das</strong> para rent-a-car em 2020. Os<br />
fabricantes também parecem relutantes em apoiar os registos táticos após o aumento de 15% observado<br />
em maio. Por outro lado, assistimos também a uma redução de ven<strong>das</strong> na tipologia de produto com idades<br />
compreendi<strong>das</strong> entre 1 e 2 anos, típica de concessionários de marca. Vale a pena notar que maio de 2021<br />
foi um dos meses mais fortes que temos visto para as ven<strong>das</strong> de veículos usados online, e tendo isso em<br />
conta, Junho parece ter sido um mês de performance média. A rotação de stock também não está a variar<br />
excessivamente em termos mensais para a maioria <strong>das</strong> idades e motorizações.<br />
CELEBRA 5º ANIVERSÁRIO<br />
COM PRÉMIOS E DESCONTOS<br />
ASER |Desde o seu nascimento, a ASER definiu-se como um “Centro de Serviços”, e na<br />
sua estratégia, no seu trabalho e na sua relação com parceiros, fornecedores e clientes, os<br />
valores de Proximidade, Comunicação, Inovação e Transparência estiveram sempre presentes.<br />
Com isto em mente e com o objetivo de impulsionar as ven<strong>das</strong> dos parceiros, clientes e<br />
fornecedores, e para celebrar o seu quinto aniversário, o Grupo lançou este mês de Julho a<br />
sua campanha “5º Aniversário”, na qual os parceiros ASER oferecem semanalmente uma TV<br />
Smart de 55” e 5 cheques de 200 euros por dia, para que os clientes possam utilizá-los nas<br />
suas compras em qualquer um dos distribuidores ASER. A meio da campanha, as inscrições<br />
de clientes estão a exceder as expectativas, já foram distribuídos cheques com um valor<br />
total de mais de 12.000 euros e duas televisões inteligentes de 55” já foram entregues aos<br />
seus novos proprietários.<br />
MOTRIO-JDO-235x140-BATERIAS.pdf 1 21/07/2020 12:34<br />
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BOSCH LANÇA<br />
SECURE DIAGNOSTIC<br />
ACCESS (SDA)<br />
Para proteger o sistema eletrónico do veículo de modelos<br />
de veículos recentes, vários fabricantes já utilizam soluções<br />
individuais com diferentes requisitos e conceitos<br />
de acesso. A atual situação representa um grande desafio técnico<br />
e administrativo para as oficinas de reparação automóvel,<br />
em particular para as oficinas multimarcas independentes. A<br />
Bosch desenvolveu assim o Secure Diagnostic Access (SDA),<br />
uma solução central, integrada e padronizada que permite o<br />
acesso direto a dados protegidos de veículos de diferentes fabricantes.<br />
Numa primeira fase, o SDA deverá permitir acesso<br />
aos veículos da VW, Audi, SEAT e Škoda. Uma vez que mais<br />
fabricantes protegem os seus veículos contra o acesso não autorizado,<br />
a cobertura do SDA será expandida continuamente.<br />
Para esse propósito, a Bosch está em contato próximo com os<br />
fabricantes de veículos de forma individual, a fim de incluir<br />
soluções adicionais do fabricante no SDA em tempo útil, oferecendo<br />
às oficinas automóveis a melhor cobertura possível.<br />
O SDA permite que as oficinas continuem a realizar diagnósticos<br />
abrangentes em veículos com dados de diagnóstico protegidos<br />
de forma fácil e sem quaisquer restrições.<br />
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NOTÍCIAS<br />
EMPRESAS<br />
LUÍS RIBEIRO<br />
É O NOVO COMERCIAL DA DIESEL TECHNIC IBÉRIA<br />
A<br />
equipa de DIESEL TECHNIC<br />
Ibéria continua a crescer. O último<br />
a chegar é Luís Ribeiro, o<br />
novo Sales Manager para a rede de distribuidores<br />
de Diesel Technic do mercado<br />
português. Com a entrada de Luís<br />
Ribeiro, bom conhecedor do sector do<br />
aftermarket luso, a filial do grupo alemão<br />
líder mundial em peças alternativas para<br />
viaturas pesa<strong>das</strong>, espera impulsionar as<br />
ven<strong>das</strong> <strong>das</strong> suas marcas DT Spare Parts<br />
y SIEGEL Automotive neste mercado.<br />
Luís Filipe Paiva Ribeiro é licenciado em<br />
Gestão Financeira, e mais recentemente<br />
reforçou a sua preparação académica<br />
e profissional formando-se na AESE -<br />
IESE Business School e na NOVA School<br />
of Business & Economics. Nesta sua nova<br />
etapa, o trabalho de Luís Ribeiro irá centrar-se<br />
na coordenação e gestão da carteira<br />
de clientes em Portugal e reforçará de<br />
maneira essencial a presença <strong>das</strong> marcas,<br />
DT Spare Parts y SIEGEL Automotive,<br />
visitando regularmente a rede de distribuidores.<br />
No seguimento do acordo com<br />
LIQUI MOLY, a promoção da marca alemã<br />
de produtos químicos também será<br />
uma <strong>das</strong> suas prioridades.<br />
AFr SANTOGAL Pecas imprensa 235x140.pdf 1 28/07/2021 16:06<br />
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Onde quer que esteja,<br />
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NOTÍCIAS<br />
EMPRESAS<br />
A<br />
Aisin lançou um novo website<br />
para o aftermarket, disponível<br />
em www.aisinaftermarket.<br />
eu Este novo website foi desenvolvido<br />
para oferecer aos visitantes uma melhor<br />
experiência na descoberta de produtos,<br />
serviços e outras novidades da marca, no<br />
AISIN APRESENTA<br />
NOVO WEBSITE PARA O AFTERMARKET<br />
seguimento da nova filosofia empresarial<br />
da Aisin, iniciada em abril deste ano.<br />
No novo website é possível encontrar as<br />
gamas de produto da marca e as suas<br />
características. Na área de Assistência<br />
encontram-se alguns tutoriais em vídeo<br />
e para se manter informado sobre as<br />
últimas notícias e eventos, o utilizador<br />
pode visitar a Sala de Imprensa. Existe<br />
também um Centro de Media para<br />
manter informados os distribuidores e<br />
clientes regulares sobre as notícias e artigos<br />
publicados sobre a marca. Desde o<br />
ano passado, o Grupo Aisin tem vindo a<br />
trabalhar num projeto de integração da<br />
gestão com a ideia de renovar o Grupo<br />
e de o transformar numa empresa que<br />
possa dar forma a uma nova era. A fim<br />
de superar dificuldades e criar uma forte<br />
força motriz, será feita uma transição<br />
completa.<br />
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ESTUDO CONCLUI QUE OPÇÃO RENTING<br />
É A MAIS VANTAJOSA<br />
LeasePlan | O estudo “Vários caminhos para a Mesma Viagem” – Compra, Leasing ou<br />
Renting?, desenvolvido pela equipa de consultoria da LeasePlan, concluiu que o renting é 16%<br />
mais competitivo de que a compra para particulares, já para as empresas, onde se compara<br />
também o leasing, o renting surge também vencedor sendo 22% mais barato que a compra<br />
e 21% mais barato que o leasing. Estas são as conclusões do estudo “Vários caminhos para a<br />
Mesma Viagem” – Compra, Leasing ou Renting?, um exercício que analisou os custos de utilização<br />
e que permitiu descrever cada modelo de gestão/aquisição - Compra, leasing ou renting<br />
-, desmistificando não só os elementos a ter em conta para uma efetiva comparação financeira<br />
entre os diversos modelos, mas sobretudo mostrando as vantagens e desvantagens de cada<br />
modelo de gestão. Esta análise veio confirmar que o renting é o modelo de gestão onde os custos<br />
totais de utilização são menores, tanto para clientes particulares como empresas. No atual<br />
contexto de incerteza que vivemos, o renting é, sem dúvida, o modelo onde a flexibilidade<br />
contratual surge como um dos critérios mais importantes a ter em conta. A possibilidade de, a<br />
qualquer momento, ajustar o veículo a novas necessidades ou até mesmo terminar o contrato<br />
de forma antecipada, permite ao cliente não hipotecar as suas decisões e desfrutar de uma<br />
liberdade que dificilmente encontra nos outros modelos de aquisição.<br />
Discos de travão embalados sem óleo.<br />
Fabricados de acordo com as normas<br />
de segurança do equipamento original.<br />
Pintados de preto para resistirem à corrosão.<br />
NOVO ROC EM OLHÃO<br />
Total | Após o sucesso do seu décimo ROC - Rapid Oil Change, inaugurado janeiro em Cadima,<br />
a Total continua a desenvolver a sua rede de oficinas e anuncia a abertura do seu novo ROC em<br />
Olhão na oficina Brito & Costa. Localizada na Av. dos Operários Conserveiros 28, em Quelfes,<br />
Olhão, a oficina disponibiliza os serviços de pneus, mecânica e chaparia, para além do serviço<br />
especializado de mudança de óleo, cujo conceito permanece o mesmo: O automobilista deixa<br />
o seu carro na oficina e especialistas qualificados fazem a troca de óleo com toda as garantias<br />
e sem surpresas ao nível da viatura e da faturação. Estando o conceito ROC presente numa<br />
grande parte da Europa, e em particular com larga implantação na vizinha Espanha, a Total<br />
Portugal pretende desenvolver esse conceito numa boa parte do seu território para estar mais<br />
perto dos automobilistas.<br />
DISCOS DE<br />
TRAVÃO<br />
PINTADOS DE<br />
PRETO<br />
Sem óleo, sem limpeza, sem complicações.<br />
A melhor travagem nunca foi tão fácil de instalar.<br />
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NOTÍCIAS<br />
EMPRESAS<br />
CELEBRA 50º ANIVERSÁRIO<br />
Europeças | Fundada em 1971, a Europeças comemora 50 anos de atividade, sempre dedicada ao<br />
comércio de peças automóvel. A fundação da empresa remonta a junho de 1971, então sob a denominação<br />
“EUROPEÇAS, SOCIEDADE LUSO-FRANCESA PARA IMPORTAÇÃO DE PEÇAS E MOTORES, SARLS”, por<br />
iniciativa de um grupo de empresas portuguesas do sector de peças e acessórios: Auto Vimar Acessórios,<br />
Bloco Universal, Jorge Duarte Nunes, Lda., Pinto & Vasconcelos, Utic e pela Floquet Monopole de França.<br />
Em junho de 1993 foi estabelecido um acordo para a compra da Europeças pela Dana Corporation e que<br />
foi concretizado em 1994. Quatro anos depois, em março de 1997, era a vez da própria Dana Distribution<br />
Europe ser incorporada na Partco Group plc, passandoassim a Europeças a fazer parte integrante daquela<br />
multinacional. Em agosto de 1998 a Europeças é adquirida a 100% por Rui Gouveia, então diretor geral<br />
da empresa. O ano 2000 traria consigo um acordo de fusão com a Cica, uma divisão da C.Santos - Veículos<br />
e Peças, S.A., ficando o capital social dividido em 80% para a C.Santos e 20% para Rui Gouveia. Em 2001,<br />
a Europeças torna-se membro Groupauto Internacional. Com sede em Camarate, Lisboa, a Europeças<br />
possui atualmente lojas em todo o país, nomeadamente no Porto, Coimbra, Leiria, Torres Vedras, Cascais,<br />
Sintra, Alfragide, Lisboa, Almada, Quinda do Conde, Montijo, Setúbal, Beja, Portimão e Faro. É um dos<br />
principais distribuidores de peças e acessórios para automóveis em Portugal, com proveitos superiores a<br />
16 milhões de euros, em 2019.<br />
CHEGA A SINES<br />
Roady | insígnia do Grupo Os Mosqueteiros, acaba de abrir um novo centro-auto, em Sines.<br />
Esta loja, com um novo conceito e um novo layout, resulta de um investimento, por parte do<br />
Grupo e do Aderente, de 1 milhão de euros, criando assim 13 novos postos de trabalho. Com<br />
380 m2, este conceito inovador cria uma nova organização no ponto de venda, com a separação<br />
de cada família de produtos por imagens temáticas, facilitando assim a circulação e a<br />
orientação do cliente. Frederico Lopes, proprietário da loja Roady em Sines, explica “A abertura<br />
deste centro-auto em Sines é reflexo do nosso esforço e da nossa vontade em proporcionar serviços<br />
de qualidade aos nossos clientes, desta vez com foco em melhorar a experiência no ponto<br />
de venda. Esta loja, com um novo conceito e um novo layout interior, apresenta ambientes<br />
mais organizados, facilitando assim a circulação e a orientação dos clientes e proporcionando<br />
os melhores serviços aos melhores preços. É uma honra para toda a equipa ver este projeto<br />
concretizado e, desta vez, com novos desafios.”<br />
desde 1976<br />
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PROJETO SOBRE<br />
PROCESSAMENTO DE BATERIAS DE LÍTIO<br />
Valorcar | está a promover um projeto de I&D sobre o desmantelamento de resíduos de<br />
baterias de Lítio provenientes de veículos híbridos e elétricos, tendo em vista a separação e a<br />
reciclagem dos seus materiais. Esta iniciativa envolve o processamento à escala industrial de<br />
quase duas dezenas de baterias, de diversas marcas e modelos, em dois centros da REDE VA-<br />
LORCAR, a Ambigroup Reciclagem e a Palmiresíduos. A coordenação e acompanhamento dos<br />
trabalhos estão a cargo da 3Drivers, do Instituto Superior Técnico e do Laboratório Nacional de<br />
Energia e Geologia. O projeto inclui as seguintes atividades: separação dos componentes <strong>das</strong><br />
baterias (tais como caixas, circuitos eletrónicos, módulos e células), trituração dos módulos<br />
e análise da composição dos materiais presentes no interior <strong>das</strong> células, também designada<br />
de “massa negra”. O principal objetivo consiste em avaliar a viabilidade técnico-económica<br />
do tratamento destes resíduos em Portugal e definir o modelo para o seu desenvolvimento e<br />
implementação na rede Valorcar.<br />
CAMPANHA DE SETEMBRO 2021 - EMBRAIAGENS<br />
www.autosilva.pt
NOTÍCIAS<br />
EMPRESAS<br />
PUBLIREPORTAGEM<br />
GASES FLUORADOS<br />
Com a chegada do verão, aumentam as visitas às oficinas para<br />
carregamento e reparação dos equipamentos de ar condicionado<br />
nos veículos a motor.<br />
Qualquer oficina está habilitADA para o fazer?<br />
Embora muitas oficinas o façam sem possuir técnico certificado, só deve<br />
ser vendido e comprado gás fluorado com efeito de estufa a empresas<br />
detentoras dos certificados, ou que empreguem técnicos certificados para<br />
tal. De acordo com o disposto no n.º 4 do artigo 11.º do Regulamento<br />
(UE) n.º 517/2014: “para efeitos de execução da instalação, assistência<br />
técnica, manutenção ou reparação de equipamentos que contenham<br />
gases fluorados com efeito de estufa, ou cujo funcionamento dependa<br />
desses gases, para os quais seja necessária a certificação ou atestação<br />
ao abrigo do artigo 10.º, só devem ser vendidos e comprados gases<br />
fluorados com efeito de estufa por empresas detentoras dos certificados<br />
pertinentes, nos termos do artigo 10.º ou por empresas que empreguem<br />
pessoas detentoras de um certificado ou um atestado de formação.”<br />
Assim, a compra de botijas de gás fluorado só deve ser efetuada mediante<br />
apresentação do número do técnico e as intervenções nas viaturas só<br />
podem ser efetua<strong>das</strong> pelos técnicos certificados.<br />
Que obrigações e prazos de comunicação<br />
existem atualmente?<br />
Para dar cumprimento às obrigações legais, desde janeiro de 2015, que<br />
as oficinas devem preencher as folhas de compra e venda de gás fluorado<br />
disponibiliza<strong>das</strong> pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Nas folhas<br />
de compra têm que ser regista<strong>das</strong> informações tais como a data da<br />
compra, o número de fatura, a empresa a quem efetuaram a compra e as<br />
quantidades adquiri<strong>das</strong>.<br />
Nas folhas de venda são regista<strong>das</strong> também a data da venda, o número de<br />
fatura, a entidade a quem venderam e a identificação e quantidade de gás<br />
vendido. Até à data de 30 de junho de cada ano, devem ser reportados à<br />
APA os dados relativos às compras e ven<strong>das</strong> efetua<strong>das</strong> entre 1 de janeiro a<br />
31 de dezembro do ano anterior, através <strong>das</strong> folhas disponibiliza<strong>das</strong> para<br />
o efeito, devendo ser efetuado apenas um envio anual com a totalidade<br />
<strong>das</strong> compras e ven<strong>das</strong> de cada ano.<br />
PEDRO LANÇA<br />
É O NOVO RESPONSÁVEL DIVISÃO<br />
LUBRIFICANTES KRAUTLI<br />
Pedro Lança, acaba de incorporar<br />
a equipa da Krautli Portugal para<br />
liderar a Divisão de Lubrificantes<br />
e Produtos Químicos. É um profissional<br />
com uma vasta experiência na área dos<br />
Lubrificantes, onde ocupou funções de<br />
responsabilidade em marcas de referência<br />
no sector dos Lubrificantes. O Pedro<br />
Lança é licenciado em Engenharia<br />
Mecânica e tem como paixão os Automóveis<br />
e como hobbie os Ralis. A seu<br />
cargo ficará a responsabilidade do desenvolvimento<br />
do importante portefólio<br />
de marcas de Lubrificantes e Produtos<br />
Químicos na Krautli Portugal, designadamente<br />
as prestigia<strong>das</strong> VALVOLINE e<br />
a novidade LUKOIL. A entrada do Pedro<br />
Lança representa uma aposta forte<br />
na consolidação e desenvolvimento da<br />
estratégia dos Lubrificantes e Produtos<br />
Químicos na Krautli Portugal, pois<br />
contribuirá decisivamente para promover<br />
a proposta de valor distintiva e<br />
proporcionar novas oportunidades de<br />
crescimento para os nossos parceiros de<br />
negócio.<br />
GRUP EINA E ESCOLA PROFISSIONAL DE SETÚBAL<br />
LANÇAM PROJETO ERASMUS+<br />
O Grup Eina e a Fundação Escola Profissional de Setúbal lançaram o Projeto Erasmus+, para pôr à prova os<br />
conhecimentos adquiridos na interpretação, design e digitalização de diagramas elétricos. O Projeto Erasmus+<br />
terá a duração de três semanas, durante as quais os alunos realizarão diversas atividades, pondo à prova todos<br />
os conhecimentos adquiridos na interpretação, design e digitalização de diagramas elétricos nas áreas de motor,<br />
suspensão e direção. Com esta iniciativa conjunta, o Grup Eina e a Fundação Escola Profissional de Setúbal visam<br />
melhorar a qualidade do ensino criando sinergias e promovendo o conhecimento entre a comunidade educativa<br />
do setor automóvel<br />
Redwaste<br />
- O seu Fornecedor de Soluções Ambientais<br />
70 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
COMEMORA 14 ANOS<br />
COM ENCONTRO DE CLIENTES<br />
Altaroda | vai realizar no fim-de-semana de 10 e 11 julho, um convívio com os seus<br />
clientes, juntando a adrenalina da velocidade e competição, com a apresentação <strong>das</strong> ultimas<br />
novidades em termos de equipamentos e tecnologia para as oficinas. Este evento é muito<br />
mais do que uma simples ação comercial, é um reconhecimento e agradecimento aos seus<br />
clientes que tiveram um papel importantíssimo neste percurso de 14 anos, que culminou,<br />
nestes últimos 3, com crescimentos na ordem dos 12 a 17% do volume de negócios. A<br />
ALTARODA é uma empresa com 14 anos de atividade, que se dedica à comercialização de<br />
equipamentos oficinais e consumíveis para pneus, sendo já uma referência no mercado português.<br />
Representante exclusivo para Portugal <strong>das</strong> marcas Mondolfo Ferro, TECH, Guernet,<br />
Astra, Gaither’s, entre outras.<br />
FIM DE SEMANA<br />
10 & 11 DE JULHO<br />
Corrida de Karts<br />
Show Room de Equipamentos<br />
KARTODROMO DE BALTAR (PAREDES)<br />
CAMPANHA INTERNACIONAL<br />
DE MARKETING DIGITAL<br />
Veneporte | anunciou o lançamento da sua mais recente campanha internacional de comunicação<br />
digital “NA POLE POSITION DA REDUÇÃO DE EMISSÕES”. A marca especialista com<br />
mais de 50 anos de experiência no desenvolvimento e produção de sistemas de exaustão<br />
e controlo de emissões, pretende reforçar o seu posicionamento no mercado de reposição,<br />
disponibilizando uma gama relevante de soluções com tecnologia EURO 6 que permitem a<br />
redução de emissões de acordo com as mais recentes diretivas legais em vigor. Nesta nova<br />
gama de produtos com tecnologia EURO 6, estão incluídos: Conversores Catalíticos; Filtros de<br />
Partículas Diesel; SCR’s (Selective Catalytic Reduction); SDPFs e Silenciosos. A VENEPORTE, no<br />
fornecimento dos seus clientes OEM/OES e IAM sempre se destacou pelo desenvolvimento e<br />
produção de produtos de qualidade superior e elevada performance, fruto do seu know-how<br />
e constante inovação, bem como da tecnologia instalada e do rigoroso sistema de qualidade<br />
implementado em toda a empresa.<br />
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NOTÍCIAS<br />
EMPRESAS<br />
JUNTAS NA REDUÇÃO DA PEGADA<br />
CO2 NOS TRANSPORTES<br />
Eni e BASF | assinaram um acordo estratégico numa iniciativa<br />
conjunta para reduzir a pegada de CO2 no setor dos transportes.<br />
Esta colaboração tem por objetivo desenvolver uma nova<br />
tecnologia para a produção de bio-propanol avançado a partir<br />
da glicerina, um produto secundário resultante da produção de<br />
biodiesel industrial (FAME, ésteres metílicos de ácidos gordos),<br />
que a Eni irá adquirir aos produtores europeus. A tecnologia em<br />
desenvolvimento envolve a conversão da glicerina em propanol<br />
através de um processo inovador de hidrotratamento catalítico.<br />
A nova abordagem consiste num processo de aplicação de uma<br />
reação de hidrogenação de alta pressão sobre um catalisador<br />
BASF, garantindo que o bio- propanol é produzido com elevado<br />
rendimento e pureza, ao mesmo tempo que minimiza os subprodutos.<br />
O bio-propanol tem o potencial de reduzir as emissões de<br />
gases com efeito de estufa em 65 a 75% quando comparado com<br />
os combustíveis fósseis.<br />
RHEINMETALL DOA<br />
100.000 € PARA AS VÍTIMAS DAS CHEIAS<br />
A<br />
Rheinmetall<br />
fez uma doação de 100.000<br />
euros destinada a ajudar as vítimas <strong>das</strong><br />
recentes inundações na Alemanha. Os<br />
fundos irão para a Cruz Vermelha Alemã, ou<br />
DRK, para apoiar as suas operações de alívio <strong>das</strong><br />
cheias. “Estamos chocados com o terrível número<br />
de vi<strong>das</strong> humanas que as inundações causaram”,<br />
declarou Armin Papperger, presidente do<br />
conselho executivo da Rheinmetall AG. “Estamos<br />
chocados com os danos e o sofrimento inimaginável<br />
causado pelas cheias nas zonas sinistra<strong>das</strong>.<br />
Agora queremos estar ao lado daqueles<br />
CONFIRMA REGRESSO A MADRID EM 2022<br />
que perderam tudo e precisam de ajuda. Temos<br />
um enorme respeito pelo trabalho vital que está<br />
a ser levado a cabo por inúmeros trabalhadores<br />
humanitários”. Comentando a doação, Papperger<br />
salientou que “como empresa sediada em<br />
Dusseldorf, queremos expressar a profunda ligação<br />
que temos com a nossa região de origem aqui<br />
na Alemanha Ocidental. Mas outras partes da<br />
Alemanha também foram atingi<strong>das</strong> pelas cheias,<br />
incluindo locais onde temos fábricas. Também<br />
aqui sentimos um forte vínculo com as comunidades<br />
afeta<strong>das</strong>”.<br />
MOTORTEC |a feira especialista para o setor aftermarket, regressa já nos próximos dias 20 a 23 de Abril de 2022. A apresentação foi<br />
conduzida pelo Diretor da IFEMA Motor & Mobility, David Moneo, com a participação dos dirigentes <strong>das</strong> principais associações setoriais<br />
que apoiam o evento, Benito Tesier, Presidente da Comissão de Peças de Reposição da SERNAUTO; José Luis Bravo, presidente da ANCERA;<br />
Ana Ávila, Secretária Geral do CETRAA, e Nuria Álvarez, Relações Institucionais e Comunicação com o CONEPA. As associações renovaram<br />
o seu apoio ao evento, com a presença na Comissão Organizadora, que é presidida pela chefia do SERNAUTO. Esta organização também<br />
inclui as empresas líderes do setor. David Moneo, Diretor da IFEMA Motor & Mobility, destacou durante a palestra que o principal desafio<br />
do mercado de reposição é a digitalização. Um desafio que foi discutido durante a última edição da Feira, em 2019, e que estará muito presente<br />
na próxima edição. Moneo lembrou que vai ser promovida a relação com o mercado português, renovando a tradicional colaboração<br />
com as principais associações empresariais e com presença em diversos eventos em Portugal, como a Expo Mecânica.<br />
VALORCAR ABRE CONCURSO<br />
PARA SELEÇÃO NOVOS CENTROS<br />
A Valorcar abriu em maio um novo concurso para a seleção de<br />
centros de desmantelamento de Veículos em Fim de Vida (VFV)<br />
e/ou de recolha de Resíduos de Baterias e Acumuladores (RBA).<br />
À semelhança de concursos anteriores, este concurso abrangeu<br />
todo o país (todo o território do continente e regiões autónomas<br />
dos Açores e da Madeira) e não teve número de vagas limitado.<br />
Até ao momento, já foram recebi<strong>das</strong> 40 candidaturas. Este<br />
interesse é revelador <strong>das</strong> vantagens usufruí<strong>das</strong> pelos centros<br />
integrados na REDE VALORCAR, designadamente: incentivos<br />
financeiros ao encaminhamento de resíduos como as baterias e<br />
os óleos, apoio ao cumprimento dos requisitos técnicos e jurídicos<br />
em vigor, acesso aos concursos de alienação de VFV lançados<br />
por inúmeras entidades, elaboração e envio à APA da declaração<br />
anual comprovativa do cumprimento <strong>das</strong> metas de reciclagem e<br />
valorização prevista nos requisitos de qualificação, entre outras<br />
vantagens.<br />
72 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
Fabricantes de<br />
ferramentas<br />
manuais desde<br />
1886<br />
“Trabalhar nestes carros é como esculpir uma delicada figura.<br />
Eu só confio em ferramentas de grande qualidade.”<br />
FERNANDO CARNEIRO. Mecânico de carros clássicos<br />
Siga-nos nas nossas redes sociais!<br />
@bahcoportugal / Bahco Portugal
NOTÍCIAS<br />
EMPRESAS<br />
DELPHI TECHNOLOGIES INAUGURA<br />
ARMAZÉM EM ESPANHA<br />
E PORTUGAL<br />
A<br />
Delphi<br />
Technologies acaba de inaugurar um novo armazém de<br />
emergência para todos os produtos de Gestão de Motor e Eletrónica<br />
em Espanha e Portugal. Isto responde ao crescimento<br />
da procura de produtos desta gama, que tem sido impulsionado<br />
pelo aumento do número de referências e da sua qualidade OE. A<br />
DAISA (Distribuidora Acumuladores Importados, SA), empresa com<br />
35 anos de experiência no sector automóvel no mercado ibérico, irá<br />
colaborar com a Delphi Technologies na logística e faturação para<br />
esta importante iniciativa que irá melhorar a qualidade do serviço de<br />
entrega de emergência para produtos eletrónicos e de gerenciamento<br />
de motores. Assim, os clientes da empresa terão uma gestão <strong>das</strong><br />
encomen<strong>das</strong> urgentes que se realizarão de uma forma mais rápida e<br />
económica; destacando a entrega dos seus produtos pioneiros, como<br />
sensores ou bobinas de ignição, onde a Delphi Technologies não para<br />
de crescer.<br />
OFICINAS CHEGAM A SANTO TIRSO E SANGALHOS<br />
Grupo DP | da Leirilis, abre mais duas <strong>Oficinas</strong> DP no país, desta vez em Santo Tirso e Sangalhos.<br />
Foram os concelhos a receber este novo conceito oficinal <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong> DP, com a adesão <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong><br />
Calibrexemplar e MRCars, respetivamente. Um pouco por todo o país, a Leirilis tem vindo a reforçar a<br />
sua posição no segmento de oficinas auto, possibilitando desta forma a empresários locais um maior<br />
apoio a nível de renovação da imagem, formação, qualidade e prestação de serviços. Ser Oficina DP e<br />
pertencer a esta rede ibérica, beneficia a mesma de uma panóplia de vantagens, melhorando,<br />
em termos gerais, a qualidade e a diversidade dos seus serviços, o que atrai<br />
significativamente mais clientes. Por este e outros motivos, a<br />
adesão <strong>das</strong> oficinas tem sido uma agradável surpresa,<br />
denotando-se uma abertura, cada vez mais crescente,<br />
por parte dos responsáveis <strong>das</strong> oficinas, em abraçarem<br />
este novo conceito, pioneiro e exclusivo em Portugal,<br />
e em se empenharem em dotar as suas oficinas de<br />
melhores competências técnicas, nomeadamente com<br />
investimento em equipamento; formação e assessoria.<br />
AUTOPROMOTEC 2022<br />
NÃO SE LIMITARÁ<br />
À EXPOSIÇÃO<br />
AUTOMECHANIKA FRANKFURT SERÁ<br />
EM FORMATO “DIGITAL PLUS”<br />
Este ano, o encontro internacional da indústria para o mercado de reposição automóvel, a<br />
Automechanika Frankfurt Digital Plus, vai acontecer num formato compacto, de 14 a 16 de<br />
setembro. Produtos e tendências inovadores, desenvolvimento profissional e networking são<br />
as prioridades do Salão que este ano será realizado de forma mais compacta, com um modelo<br />
diferente adaptado à situação prevalecente, e também com uma vasta gama de produtos<br />
e serviços online. Existe uma forte procura de interação pessoal, dado que cerca de 75% <strong>das</strong><br />
cerca de 200 empresas expositoras querem ter stands físicos na exposição. Olaf Musshoff,<br />
Director da Automechanika Frankfurt, diz: “Estou realmente satisfeito por a nossa oferta ‘plug<br />
& play’ de stands totalmente equipados ter sido tão bem recebida e por tantas empresas<br />
que se inscreveram quererem encontrar-se pessoalmente de novo em Frankfurt. No entanto,<br />
mesmo aqueles que não vêm a Frankfurt podem participar no nosso vasto programa complementar.<br />
Graças às nossas novas funcionalidades online, iremos fornecer opções adicionais de<br />
apresentação, de trabalho em rede e de um amplo alcance internacional”. Durante o evento,<br />
serão apresenta<strong>das</strong> novas aplicações digitais que irão complementar a feira presencial e que<br />
garantirão uma rede com visitantes e profissionais de todo o mundo.<br />
Durante os dias do Salão Autopromotec<br />
2022, para além<br />
de apresentarem as suas novidades,<br />
os expositores terão a oportunidade<br />
de apresentar aos seus clientes<br />
a história, arte e cultura da região. Os<br />
organizadores da exposição internacional<br />
do aftermarket, que acontecerá<br />
em Bolonha de 25 a 28 de maio de<br />
2022, com o objetivo de estimular a<br />
participação de compradores internacionais,<br />
criaram a operação “Negócios<br />
e Lazer”. Durante os dias de exposição,<br />
aliás, para além de apresentarem as<br />
suas novidades, os expositores terão a<br />
oportunidade de apresentar aos seus<br />
clientes a história, arte e cultura da<br />
região, graças a um conjunto de pacotes<br />
adequados para ir de encontro<br />
à curiosidade, às paixões e interesses<br />
diferentes. Com a operação “Negócios<br />
e Lazer” a Autopromotec oferece aos<br />
seus expositores e visitantes a oportunidade<br />
de unir negócios, cultura e<br />
lazer. A Experiência Ducati oferece<br />
a oportunidade de visitar o Museu e<br />
a Fábrica da Ducati. A Lamborghini<br />
Experience consiste em visitar o<br />
Museu Mudetec (Museu <strong>das</strong> Tecnologias),<br />
onde será possível admirar as<br />
primeiras criações do fundador Ferruccio<br />
Lamborghini, até os supercarros<br />
como Miura, Countach, Diablo,<br />
Gallardo e o mais recente Aventador<br />
e Huracán. Durante a Autopromotec<br />
haverá a oportunidade de fazer visitas<br />
guia<strong>das</strong> em Bolonha - cujos pórticos<br />
recentemente se tornaram património<br />
mundial da UNESCO - entre museus,<br />
arte e cultura culinária.<br />
74 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
ESTÁ EM CASTELO BRANCO<br />
Multi Oficina Service | Depois de um impulso na CGA Car Service, chegou a hora da<br />
“irmã mais nova”, a Multi Oficina Service. Esta rede oficinal tem vindo paulatinamente a<br />
crescer, mostrando que é também uma solução bastante válida para as oficinas nacionais.<br />
A cidade de Castelo Branco tem-se revelado pelo seu dinamismo e capacidade de, estando<br />
localizada no interior do país, não se deixar toldar por essa característica geográfica, tornando-se<br />
hoje em dia numa capital de distrito preenchida de infra-estruturas físicas e qualidades<br />
humanas que permitem o seu destaque no panorama nacional. É aqui que pode encontrar a<br />
Caninhas Soluções Auto, propriedade dum jovem empresário cujo progenitor foi um eletricista<br />
especializado em automóveis nesta cidade. Assim, esta experiência familiar levou a que<br />
apostasse numa nova oficina, repleta de equipamento para responder aos desafios que hoje<br />
são colocados a um estabelecimento de reparação de veículos ligeiros.<br />
GAMA E REPUTAÇÃO<br />
QUALIDADE E CONFIABILIDADE<br />
A BENDIX ESTÁ<br />
AINDA MELHOR<br />
Reconhecida pelos resultados no setor dos travões, desde 1924,<br />
a Bendix é agora apoiada pela TMD Friction - um fabricante líder<br />
mundial de equipamento original para o segmento da fricção.<br />
Isto representa uma maior garantia de qualidade, maior cobertura<br />
de veículos e uma maior gama de produtos.<br />
Tenha agora uma opção de travagem de qualidade superior.<br />
VOLTA A CRESCER EM “CASA”<br />
CGA Car Service | Depois de adesões um pouco por todo o país, a CGA Car Service volta a<br />
crescer em “casa”, perto da cidade de Leiria onde a Auto Delta está sediada. Esta nova adesão<br />
é da CruzValeCar que assim se junta à maior rede oficinal da Península Ibérica Apesar de esta<br />
ser uma oficina que conta com apenas 3 anos de vida, estamos perante um jovem empresário<br />
que já apresenta cerca de 20 anos de experiência na reparação de veículos multimarca,<br />
nomeadamente em mecânica geral. Tendo grande conhecimento sobre a evolução do nosso<br />
parque automóvel e pretendendo equipar ainda mais a sua oficina de forma eficaz, decidiu<br />
pela adesão à CGA Car Service. A CruzValeCar irá crescer muito com o apoio desta rede oficinal,<br />
sabendo responder aos desafios que todos os dias acorrem às suas portas.<br />
Mais informações em<br />
www.bendix-braking.com<br />
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Disponível on-line e na versão de aplicativo, o sistema de<br />
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METALCAUCHO DESTACA QUALIDADE SUPORTES MOTOR<br />
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A METALCAUCHO PROJETA E PRODUZ PEÇAS SOBRESSALENTES PARA O SETOR AUTOMÓVEL<br />
HÁ MAIS DE 30 ANOS, MAS A PARTIR DE 2015 A EMPRESA CATALÃ ENTROU NUMA NOVA VELOCIDADE<br />
DE CRESCIMENTO, UMA EVOLUÇÃO QUE TRANSFORMOU UMA EMPRESA FAMILIAR NUM DOS PRINCIPAIS<br />
FORNECEDORES EUROPEUS DE PEÇAS BORRACHA E METAL PARA O AFTERMARKET<br />
A<br />
Metalcaucho faz parte do grupo industrial<br />
internacional BBB Industries, empresa<br />
norte americana líder na indústria de<br />
componentes recondicionados, com um nível de<br />
investimento tanto na qualidade como no desenvolvimento<br />
de produtos (já ultrapassando 24.000<br />
referências), fora do alcance da maioria <strong>das</strong> empresas<br />
do setor.<br />
Esta evolução levou a uma melhoria dos seus produtos<br />
para níveis OEM, utilizando os mesmos materiais<br />
que os fabricantes originais, mas a um custo<br />
mais baixo. Para este fim, a Metalcaucho tem um<br />
Departamento de Qualidade onde todos os seus<br />
produtos são verificados. No seu novo laboratório,<br />
as suas peças são compara<strong>das</strong> com os originais, e<br />
no caso de qualquer característica técnica divergir<br />
até 2%, não é validada. O material utilizado no fabrico<br />
<strong>das</strong> peças varia muito em função do tipo, mas<br />
o mais utilizado é NR (Borracha Natural), que tem<br />
grandes propriedades mecânicas (flexão, tração,<br />
compressão e abrasão).<br />
É um excelente elastómero para combinar com um<br />
corpo metálico.<br />
Gama alarga e completa<br />
Uma <strong>das</strong> famílias de produtos mais emblemática<br />
da Metalcaucho são os suportes de motor, com<br />
uma gama de mais de 1.400 referências. A marca<br />
tem suportes de motor convencionais, hidráulicos<br />
e mesmo ativos ou comutáveis eletronicamente.<br />
Esta peça é o componente do carro responsável por<br />
fixar firmemente o motor ao chassis, minimizando<br />
ao mesmo tempo as vibrações e tornando a condução<br />
mais agradável.<br />
O suporte convencional consiste em placas de fixa-<br />
ção metálicas com um bloco de borracha no meio,<br />
que absorve impactos e vibrações. No suporte hidráulico,<br />
quando o apoio recebe o impacto comprime,<br />
deslocando o glicol da câmara superior até<br />
à câmara inferior através de uma membrana com<br />
pequenos furos.<br />
Os suportes ativos ou comutáveis eletronicamente,<br />
funcionam da mesma forma que os suportes hidráulicos,<br />
mas o fluido contém algumas partículas<br />
com com cargas eletromagnéticas, o que torna possível<br />
a ligação à ECU. Existem 2 tipos dependendo<br />
da direção em que a informação é fornecida: alguns<br />
enviam dados para o ECU para que esta traduza as<br />
alterações de pressão, variando a sua resposta às vibrações,<br />
e outras que funcionam ao contrário, recebendo<br />
o sinal do ECU para personalizar os modos<br />
de condução (eco, conforto, desporto...).<br />
A vida útil dos suportes do motor é condicionada<br />
por vários fatores, tais como os agentes climáticos<br />
(humidade, alterações de temperatura...), a qualidade<br />
<strong>das</strong> estra<strong>das</strong>, ou o tipo de condução. Metalcaucho<br />
recomenda a mudança dos suportes de motor<br />
entre 50.000 e 60.000 km. Também nos lembra<br />
que quando um dos suportes do motor está em mau<br />
estado, é aconselhável aproveitar o custo da mão-<br />
-de-obra da oficina para mudar os restantes.<br />
Qualidade verificADA em laboratório<br />
No seu laboratório, a Metalcaucho assegura que a<br />
absorção de vibrações e deformação do suporte de<br />
motor seja o mais semelhante possível à peça original<br />
OEM. Para o efeito, dispõem de vários sistemas<br />
de controlo de qualidade:<br />
• Análise de tração e compressão, testando a resistência<br />
ou deformação de um material perante uma<br />
força.<br />
• Análise espectral por infravermelhos, para controlar<br />
a composição química da borracha e dos<br />
plásticos.<br />
• Análise termogravimétrica, a fim de medir a variação<br />
de massa com uma variação de temperatura.<br />
• Análise dimensional, na qual, graças a um scanner<br />
3D, é medida e comparada com as peças originais<br />
para assegurar a sua montagem.<br />
Graças a estes testes e a uma melhoria constante<br />
dos seus processos, a Metalcaucho controla exaustivamente<br />
desde a conceção e desenvolvimento da<br />
amostra inicial, até à produção em massa. Além<br />
disso, implementam mecanismos de acompanhamento<br />
pós-venda para dar uma resposta rápida<br />
aos seus clientes. l<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 77
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de produtos que possibilitará ao utilizador profissional<br />
ser mais eficiente, alcançando assim um<br />
desempenho superior em cada trabalho.<br />
convite da Bosch, o <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong> esteve<br />
presente na apresentação ao vivo da nova linha de<br />
acessórios EXPERT. João Paulo Teixeira, responsável<br />
de formação da Bosch Power Tools, começou<br />
por apresentar as principais características dos<br />
acessórios mais importantes da vasta gama EX-<br />
PERT, seguindo-se algumas provas práticas para<br />
demonstrar a elevada capacidade de corte e furação<br />
destes novos acessórios.<br />
A gama EXPERT traduz-se na mais completa para<br />
todos os negócios e necessidades, tendo por base<br />
novos materiais e tecnologias utiliza<strong>das</strong> na fabricação<br />
e desenvolvimento dos acessórios, como por<br />
exemplo, o uso de pastilhas de carboneto em serras<br />
de coroa, a tecnologia de diamante em discos<br />
de corte e a tecnologia Prisma nos discos de fibra,<br />
entre outros.<br />
Nova estratégia de comunicação<br />
Para o lançamento da gama EXPERT, a Bosch<br />
desenvolveu uma nova estratégia de comunicação<br />
que visa uma otimização da gama para uma<br />
seleção mais rápida e eficiente, permitindo ao utilizador<br />
diferenciar com maior facilidade o nível<br />
de rendimento que o acessório aporta, recorrendo<br />
para isso às novas embalagens autoexplicativas,<br />
que de forma simples e num primeiro olhar deixam<br />
evidente qual o benefício desse produto, assim<br />
como as informações técnicas essenciais para<br />
a tomada de decisão de compra.<br />
Com este novo conceito de embalagem que coloca<br />
o utilizador no centro da comunicação, a Bosch<br />
Power Tools pretende também promover uma experiência<br />
visual homogénea em todos os pontos de<br />
interação, tendo para isso apostado na otimização<br />
da comunicação online e offline, com o desenvolvimento<br />
de expositores, brochuras, merchandising,<br />
catálogos, formações e conteúdos digitais, que estarão<br />
disponíveis para clientes e distribuidores. A<br />
nova gama EXPERT estará disponível desde setembro<br />
nos distribuidores Bosch, e todos os acessórios<br />
que a compõem estão devidamente identificados<br />
com o logo.<br />
Forte aposta nas ferramentas sem fio<br />
Ter a possibilidade de trabalhar sem fios em casa,<br />
na oficina ou em qualquer outro lugar, é uma necessidade<br />
cada vez maior dos utilizadores de ferramentas<br />
elétricas, até porque o desempenho dos<br />
equipamentos é muito similar às ferramentas com<br />
fio. Os profissionais já não estão dispostos a perder<br />
os benefícios associados ao uso de ferramentas<br />
sem fio. É por isso que a Bosch Power Tools tem<br />
acelerado a expansão <strong>das</strong> suas duas plataformas de<br />
bateria de 18 volts e colabora com outros parceiros<br />
de renome tendo em vista o benefício dos utilizadores,<br />
uma vez que o acumular de baterias e carregadores<br />
incompatíveis de marcas diferentes é algo<br />
que pertence ao passado. E existe outra vantagem<br />
a ser associada: ao adquirir uma bateria Bosch, o<br />
utilizador está a escolher um sistema cujo valor<br />
agregado aumentará gradualmente com o tempo.<br />
O sistema profissional 18V baseado na tecnologia<br />
Bosch foi desenvolvido para aumentar a eficiência<br />
e eficácia no local de trabalho e é uma <strong>das</strong> plataformas<br />
mais fiáveis para ferramentas profissionais<br />
sem fio. Um ano após a sua abertura para outros<br />
fabricantes, duas marcas conceitua<strong>das</strong>, Fein e Heraeus,<br />
juntaram-se à aliança. Além dos produtos<br />
da Bosch Power Tools, Brennenstuhl, Klauke, Ledlenser,<br />
Lena Lighting, Sonlux, Sulzer e Wag-ner,<br />
no futuro, os utilizadores profissionais poderão<br />
também usar ferramentas especiais para metalurgia<br />
e para aplicações especiais de iluminação. Desde<br />
2008, essas baterias são compatíveis com quase<br />
to<strong>das</strong> as ferramentas elétricas de 18 volts da Bosch<br />
projeta<strong>das</strong> para uso profissional.<br />
Estratégia de sustentabilidade<br />
A abertura <strong>das</strong> plataformas de baterias a outros fabricantes<br />
é a prova de que a orientação sistemática<br />
do portfólio de produtos para as necessidades do<br />
utilizador é o princípio orientador da Bosch Power<br />
Tools. Com base nisso, mais de 100 novos produtos<br />
são lançados com sucesso no mercado a cada ano.<br />
Em linha com a estratégia de sustentabilidade do<br />
Grupo Bosch, o objetivo passa por aumentar a eficiência<br />
energética. A Bosch Power Tools estabeleceu<br />
para si mesma uma meta de economia de cerca de<br />
75.000 MWh até 2030. Os projetos de eficiência<br />
energética já alcançaram uma poupança de mais<br />
de 5.000 MWh no ano passado. Isto foi conseguido<br />
principalmente através do uso de tecnologia de<br />
produção com eficiência energética. Este ano, serão<br />
lançados cerca de 20 projetos que vão reduzir a procura<br />
de energia em mais de 10.000 MWh.<br />
A empresa trabalha também intensamente para<br />
reduzir a pegada ecológica dos seus produtos,<br />
com foco nos princípios da economia circular. Por<br />
exemplo, a Bosch Power Tools economizou, desde<br />
2019, mais de 2.200 tonela<strong>das</strong> de plástico e, portanto,<br />
mais de 3.000 tonela<strong>das</strong> de CO2, ao introduzir<br />
caixas de plástico reciclado no setor de bricolage.<br />
Além disso, com a mudança da embalagem<br />
de blister de plástico para papelão, mais de 50 tonela<strong>das</strong><br />
de resíduos de plástico foram eliminados.<br />
Um mercado em crescimento<br />
A procura de ferramentas elétricas tem crescido em<br />
todo o mundo e Portugal não é exceção. Conforme<br />
foi anunciado na apresentação, as perspetivas de negócio<br />
para 2021 são muito positivas, esperando-se<br />
um ano de crescimento, quer nas ferramentas para<br />
a construção civil, quer para metalomecânica. A Robert<br />
Bosch Power Tools GmbH, uma divisão do Grupo<br />
Bosch, é um dos fornecedores líderes mundiais<br />
de ferramentas elétricas. Em 2020, os seus 20.000<br />
funcionários geraram ven<strong>das</strong> no valor de 5,1 mil milhões<br />
de euros. A divisão representa o foco no cliente<br />
e um grande progresso na engenharia. Os principais<br />
fatores de sucesso são a força e o ritmo inovador. Em<br />
2021, a Bosch Power Tools irá lançar mais de 100 novos<br />
produtos no mercado nos seus quatro segmentos<br />
de negócios: ferramentas elétricas, ferramentas de<br />
jardim, acessórios e ferramentas de medição. l<br />
78 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
A GAMA EXPERT TRADUZ-SE NA MAIS COMPLETA PARA TODOS<br />
OS NEGÓCIOS E NECESSIDADES, TENDO POR BASE NOVOS MATERIAIS<br />
E TECNOLOGIAS UTILIZADAS NA FABRICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DOS<br />
ACESSÓRIOS, COMO POR EXEMPLO, O USO DE PASTILHAS DE CARBONETO
NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO<br />
Produto<br />
ZF AFTERMARKET APOIA OFICINAS QUE FAZEM MANUTENÇÃO DE VE<br />
AMPLO PORTEFÓLIO DE PEÇAS PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS<br />
A<br />
perceção pública dos veículos elétricos é muitas<br />
vezes reduzida à transmissão elétrica, que<br />
é fiável e que requer pouca manutenção. Mas<br />
os sistemas de travões e chassis destes automóveis são<br />
talvez mais suscetíveis a danos e desgaste do que os<br />
dos veículos convencionais, devido às pressões exerci<strong>das</strong><br />
pelo peso extra da bateria. A ZF Aftermarket<br />
apoia as oficinas de automóveis que fazem manutenção<br />
de veículos elétricos com uma vasta gama de peças<br />
de substituição <strong>das</strong> suas marcas Lemförder, Sachs<br />
e TRW, com importantes adições este ano.<br />
Há dez anos, o Nissan Leaf foi o primeiro modelo<br />
de volume alimentado por bateria no mercado. Em<br />
2020, Portugal ocupava a oitava posição a nível<br />
mundial, apresentando uma quota de mercado de<br />
13,5% na venda de automóveis elétricos novos.<br />
No futuro, os proprietários de carros elétricos irão<br />
visitar cada vez mais oficinas independentes. Assim,<br />
as oficinas devem questionar-se sobre o seguinte: Os<br />
seus colaboradores já completaram a necessária formação<br />
de alta tensão para poderem trabalhar nestes<br />
veículos? Têm acesso às peças de substituição adequa<strong>das</strong><br />
para veículos elétricos?<br />
Mas qual é a dimensão da necessidade de manutenção<br />
e reparação? Afinal, a tecnologia de armazenamento<br />
de energia e de acionamento, de praticamente<br />
todos os automóveis elétricos, provou ser,<br />
até agora, extremamente durável e de baixa manutenção.<br />
Devido à elevada massa da bateria de tração<br />
ser 300 a 500 quilogramas mais pesada do que nos<br />
veículos convencionais de tamanho comparável, a<br />
pressão colocada em molas, amortecedores e juntas<br />
de apoio é significativamente superior. O binário<br />
elevado dos motores elétricos também coloca maior<br />
pressão nas peças do chassis e aumenta o desgaste<br />
dos pneus. Por conseguinte, as oficinas devem de<br />
verificar cuidadosamente o chassis destes veículos.<br />
E os travões? Aqui, pouca carga é mais suscetível de<br />
causar problemas. Uma vez que estes veículos desaceleram<br />
eletricamente em muitas <strong>das</strong> situações<br />
de condução, os travões são utilizados menos vezes.<br />
Como resultado, os discos de travão podem corroer<br />
e as pastilhas de travão podem ficar vidra<strong>das</strong>. Uma<br />
vez que os automóveis elétricos são muito silenciosos,<br />
os seus proprietários rapidamente notam<br />
quaisquer ruídos na suspensão ou nos travões, que<br />
limitam o conforto de condução muito mais do que<br />
nos automóveis a gasolina ou a gasóleo, porque o<br />
motor abafa estes ruídos.<br />
Com uma vasta gama de peças de substituição<br />
<strong>das</strong> marcas Lemförder (componentes de direção e<br />
suspensão), Sachs (amortecedores) e TRW (travagem),<br />
a ZF Aftermarket apoia as oficinas em muitos<br />
casos de reparação de chassis. A gama estende-<br />
-se desde o Nissan Leaf até aos modelos Tesla S e X.<br />
Um disco de travão específico para o Tesla Model<br />
S está disponível sob a marca TRW e as pastilhas<br />
de travão de baixo ruído Electric Blue da TRW são<br />
adequa<strong>das</strong> para praticamente todos os automóveis<br />
elétricos no mercado europeu.<br />
80 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
REBARBADORA 18V MOTOR SEM ESCOVAS<br />
KROFTOOLS | A marca especialista em ferramentas e equipamentos profissionais para as<br />
oficinas automóvel, lançou rebarbadora 18V motor sem escovas e chave de impacto 1/2”, que<br />
podem ser consultados no site da empresa. As principais características da nova rebarbadora 18V<br />
motor sem escovas são: Velocidade sem carga: 8500min; Diâmetro disco: 115mm; Rosca eixo:<br />
M14; Potência bateria: 4.0Ah Li-ion. Inclui 1 Chave de impacto 1/2” 18V; 3 Baterias 4.0 AH Li-ion<br />
e 1 Carregador. A chave de impacto motor sem escovas 18V tem uma velocidade sem carga de<br />
0-2200RPM; Taxa impacto: 0-2600BPM; Potência máxima: 400 NM; e Potência bateria: 4.0Ah<br />
Li-ion. Há mais de 30 anos no mercado, a Kroftools continua a procurar melhorar e inovar os seus<br />
artigos para poder chegar, cada vez mais, às necessidades dos seus parceiros e de quem procura a<br />
marca, tentando encontrar novos produtos para acompanhar a evolução do mercado.<br />
COMO FAZER UMA UTILIZAÇÃO<br />
MAIS EFICIENTE DO TACÓGRAFO?<br />
O tacógrafo é um instrumento utilizado na gestão de frotas pesa<strong>das</strong> de transporte de mercadorias<br />
desde há muito tempo. Algumas empresas ainda não utilizam os tacógrafos digitais ligados<br />
a uma solução de gestão e localização de frotas, desconhecendo as vantagens e funcionalidades<br />
disponíveis pela ligação destes sistemas. Existem várias vantagens associa<strong>das</strong> à utilização de<br />
soluções de gestão de frotas integrando uma ligação ao tacógrafo. No Reveal da Verizon Connect<br />
a ligação automática ao tacógrafo identifica e ajuda as empresas a: Monitorizar e planear a<br />
atividade identificando a localização e o estado atual do motorista, as pausas previstas nos<br />
próximos 15 minutos e tempos disponíveis para condução, trabalho e descanso no dia, semana<br />
e a cada duas semanas. Identificar infrações aos tempos de condução e descanso, mostrando no<br />
mapa qual a localização da viatura no momento da infração e listando de forma detalhada as<br />
infrações por motorista, incluindo severidade e indicação da coima máxima aplicável. A leitura<br />
dos dados do tacógrafo é feita de forma automática e os dados referidos são mostrados no Reveal<br />
praticamente em tempo real.<br />
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Notícias<br />
Produto<br />
AMPLIA GAMA DE LUZES LED<br />
DE TRABALHO<br />
OSRAM | Com a ampliação da gama de luzes de trabalho<br />
LEDinspect da OSRAM, a luz agora é individualmente adaptada<br />
às necessidades de cada profissional. Uma gama de produtos<br />
completamente nova para um amplo espectro de tarefas, desafios e<br />
áreas de aplicação, caracterizada por um design excecional, benefícios<br />
individuais otimizados e características ideais para cada modelo. Doze<br />
novos produtos apresentam um design OSRAM excecional, excelente<br />
qualidade, características ainda mais notáveis e uma série de<br />
benefícios excecionais. Por esta razão, a luz agora é flexível, giratória,<br />
recarregável, ajustável, notável, expansível, duradoura e muito mais.<br />
A luz pode ser ajustada exatamente onde e como for necessária.<br />
Estas luzes de inspeção foram concebi<strong>das</strong> e desenvolvi<strong>das</strong> como uma<br />
ferramenta versátil para um trabalho preciso. O design individual de<br />
cada luz leva em consideração como a luz será usada e inclui características<br />
adicionais, como ímanes, clipes, ganchos e cabeças rotativas,<br />
elementos giratórios e flexíveis, todos acomodados em embalagens<br />
de tamanho perfeito.<br />
DIESEL TECHNIC DÁ DICAS SOBRE<br />
TENSORES DE CORREIA<br />
Os tensores de correia e seus componentes da DIESEL TECHNIC são resistentes ao calor<br />
e podem suportar altas cargas mecânicas. A qualidade sustentável dos tensores de correia<br />
da DT Spare Parts é regularmente verificada em teste de 500 horas de vida útil. O tensor<br />
de correia está montado dentro do veículo numa posição um pouco escondida, então o espaço<br />
deve primeiro ser criado nesta área de trabalho. É importante avaliar a aparência da correia de<br />
ranhuras longitudinais do item desmontado. Se as marcas no cilindro estiverem desvia<strong>das</strong> em<br />
relação ao centro, a correia não alinhará. Todos os componentes adjacentes, bem como as folgas<br />
dos rolamentos do gerador, bomba servo, compressor do ar condicionado e polia intermediária<br />
devem ser verificados quando as correias forem desmonta<strong>das</strong>. A superfície de montagem deve<br />
ser limpa antes de instalar o tensor da correia. É importante montar os parafusos de montagem<br />
com o torque especificado pelo fabricante para evitar bloqueios ou tensões.<br />
AUTO DELta INICIA COMERCIALIZAÇÃO<br />
PRODUTOS BREMBO<br />
A Auto Delta anunciou a extensão de mais uma marca ao seu portfólio de peças afltermarket, desta vez,<br />
a Brembo. Não serão necessárias muitas apresentações para este fabricante de sistemas de travagem, a<br />
Brembo, está a comemorar o seu sexagésimo aniversário. Ao longo dos anos, a marca disponibiliza um<br />
extenso portfólio de soluções de grande qualidade, para além de que é um fabricante líder no seu segmento<br />
de mercado e uma marca forte no Aftermarket. Adicionalmente é reconhecida atualmente pela<br />
forte presença no desporto automóvel, granjeando uma enorme reputação junto do grande público; por<br />
último tem assumido nos últimos anos uma forte posição na defesa do meio-ambiente e em atividades<br />
de responsabilidade social. “Olhando apenas para estes pontos, a Auto Delta partilha muito do que é o<br />
comportamento e posicionamento da Brembo no mercado o que, no final de contas, tornaria inevitável<br />
uma colaboração que já se encontra sobre ro<strong>das</strong>, podendo consultar na nossa loja online todo o stock da<br />
Brembo que já se encontra disponível”, afirmou o departamento de comunicação da Auto Delta.<br />
APOSTA FortE NO DIGITAL COM A GREENParts<br />
RPA | A RPA lançou o catálogo da GREENPARTS, marca própria do grupo, bem como um<br />
website dedicado para fácil consulta do portefólio existente, caraterísticas técnicas dos produtos,<br />
fichas técnicas e fichas de segurança dos produtos comercializados. O portefólio conta,<br />
por agora, com Anticongelantes, ADBlue, Absorvente para derrames, Gás Refrigerante R134a,<br />
Massa Lava-Mãos e Gambiarras LED. A GREENPARTS aposta forte na gama de anticongelantes<br />
orgânicos, tendo soluções com concentrações de 33% e de 50%, bem como soluções puras,<br />
prontas a utilizar, especialmente formula<strong>das</strong> com tecnologia OAT – Organic Acide Technology<br />
e com um pacote de aditivos de elevada pureza (BASF) que evitam a corrosão, o congelamento<br />
do líquido de radiador no inverno e o sobreaquecimento no verão. Na gama GPBLUE – marca<br />
própria para o produto habitualmente conhecido como AdBlue (aditivo de elevada pureza,<br />
especialmente formulado como agente redutor de emissões Nox), destaque para a solução de<br />
10L com mangueira incluída. São também comercializa<strong>das</strong> soluções de 25L, 220L e 1000L.s.<br />
82 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
Notícias<br />
Produto<br />
TECNOLOGIA DE NÚCLEO HÍBRIDO<br />
SONAX<br />
PREFERIDA PELOS PERITOS<br />
A<br />
SONAX,<br />
no primeiro semestre de 2021, conquistou quatro vitórias em testes<br />
comparativos e vários prémios de produtos “altamente recomendados” que<br />
vêm demonstrar mais uma vez a eficácia e elevado poder de limpeza dos produtos<br />
SONAX. O “SONAX Xtreme Screen Wash Summer” foi o vencedor do teste<br />
comparativo da revista germânica “Auto Bild” sobre qual o melhor limpa-vidros. Os<br />
editores ficaram particularmente impressionados com o elevado poder de limpeza<br />
do produto. Em resumo declararam: O SONAX Xtreme é o único limpa-vidros que<br />
remove a 100% tanto a sujidade urbana como os resíduos de insetos. Após a quinta<br />
varredura <strong>das</strong> escovas, o pára-brisas fica totalmente limpo, incluindo aqueles resíduos<br />
de insetos mais agressivos. Numa outra comparação de produtos, os editores da revista<br />
alemã “Auto Bild” puseram à prova onze limpa-jantes. O “SONAX Xtreme Limpa<br />
Jantes Plus” obteve as melhores notas em to<strong>das</strong> as categorias, particularmente nas<br />
categorias de “poder de limpeza” e “compatibilidade de material”. O teste premiou o<br />
produto da SONAX com uma classificação de “muito bom” e com uma classificação<br />
consideravelmente superior à do terceiro colocado do teste.<br />
MOOG | Para ter um produto diferenciado e melhorado, a Moog diminuiu a<br />
fricção e melhorou a durabilidade <strong>das</strong> suas rótulas. Para o atingir este objetivo<br />
concentrou-se no núcleo <strong>das</strong> rótulas, o rolamento. Isto também levou à melhoria do<br />
pino esférico. A tecnologia de núcleo híbrido é um sistema que envolve um diferente<br />
material de rolamento. Os resultados de teste apresentam um binário reduzido e,<br />
em média, uma diminuição de 40% do aumento de deflexão ou folga, em comparação<br />
com o design atual. Além disso, o pino com tratamento térmico por indução<br />
leva a resistência de fadiga ou a vida útil do pino a um nível superior, múltiplas<br />
vezes melhor: duas vezes mais forte e cinco vezes mais durável. Para atingir estes resultados<br />
a Moog adicionou fibra de carbono e de PTFE ao design do rolamento para<br />
reduzir a deflexão radial, o que leva a uma vida útil mais longa do suporte e, assim,<br />
a uma vida útil mais longa do rolamento. Os testes também demonstraram que a<br />
adição de tratamento térmico no pino em regiões específicas aumenta o tempo de<br />
fadiga, o que torna o pino múltiplas vezes mais forte e duradouro.<br />
MGM_meia_baixo_2021_JO.pdf MGM_meia_baixo_2021.pdf 1 125/06/2021 22/06/202116:58<br />
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da transmissão (900 juntas homocinéticas e 1.100 semieixos), integra na sua gama o kit de<br />
rolamento da roda. Esta gama adicional integra-se com a linha drivetrai. Com cerca de 600 códigos,<br />
abrangendo mais de 90% <strong>das</strong> aplicações europeias, a gama inclui todos os acessórios necessários<br />
para a instalação (porcas, parafusos e eventuais cavilhas). Todos os rolamentos são protegidos e<br />
lubrificados internamente com massa específica de elevado desempenho. Também está disponível<br />
com ro<strong>das</strong> fónicas denta<strong>das</strong> e anéis geradores de impulsos ABS (Magnetic Encoder) para máxima<br />
segurança de travagem. Nestes últimos rolamentos em especial, foi integrada na embalagem uma<br />
folha específica de instruções de montagem para ajudar o mecânico na instalação. O rolamento da<br />
roda é um elemento de segurança muito importante, pois deve suportar grandes tensões axiais e<br />
radiais devido a curvas, bor<strong>das</strong> de passeio, acelerações, travagem, estra<strong>das</strong> acidenta<strong>das</strong> e peso do<br />
veículo.<br />
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mudanças para o mercado de reposição, tirando partido do know-<br />
-how adquirido ao longo de mais de 30 anos de experiênca. A manete<br />
de velocidades, juntamente com o volante, é o elemento que está em<br />
contacto constante com as mãos do condutor, e como todos os materiais,<br />
desgasta-se com o tempo. Seja por razões estéticas ou funcionais, se precisar<br />
de mudar o punho ou o fole da alavanca de velocidades, a Metalcaucho<br />
apresenta esta nova família de produtos. Tem uma vasta gama para que<br />
possa renovar o interior do carro e personalizá-lo como quiser. Muitas<br />
vezes os veículos não são tão modernos como gostaríamos que fossem<br />
quando os compramos, pelo que é aconselhável incluir certos detalhes e<br />
acessórios que os personalizem ao nosso gosto. Uma <strong>das</strong> peças mais solicita<strong>das</strong><br />
para dar este toque pessoal, são os punhos da alavanca de velocidades.<br />
Com eles, o condutor pode dar um toque mais desportivo ou mais<br />
elegante, ou um toque de cor.<br />
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AMPLIA GAMA EFB STOP&GO<br />
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DICAS PARA PROTEGER VEÍCULO<br />
DAS LAVAGENS DE VERÃO<br />
Não manter uma limpeza regular do automóvel, não respeitar to<strong>das</strong> as fases da lavagem,<br />
eliminar as manchas a seco e usar produtos não adequados são alguns dos erros habituais<br />
cometidos durante as lavagens de verão que podem danificar o veículo. A ISTO-<br />
BAL aconselha a realização de, pelo menos, uma limpeza semanal nesta época do ano para<br />
proteger o veículo. A empresa destaca que a sujidade acumulada na carroçaria deteriora a<br />
pintura, afeta a própria tonalidade da cor e provoca uma perda do brilho. Consequentemente,<br />
os peritos recordam que a limpeza dos resíduos de areia, maresia, resina, insetos e dejetos de<br />
pássaros deve realizar-se o mais rapidamente possível, uma vez que o calor e a exposição solar<br />
aceleram o processo de corrosão e podem produzir danos irreversíveis na pintura, oxidar ou<br />
riscar diferentes partes do veículo. De igual modo, a ISTOBAL recomenda que sejam respeita<strong>das</strong><br />
to<strong>das</strong> as fases da lavagem (pré-lavagem, lavagem, passagem por água, enceramento e<br />
secagem), dado que em muitas ocasiões costuma ignorar-se a pré-lavagem. Na opinião da<br />
empresa, a pré-lavagem é conveniente – mesmo quando o veículo não apresenta muita sujidade<br />
– com o objetivo de eliminar todo o tipo de sujidade, pó e resíduos orgânicos, além de<br />
proteger assim a lateria do automóvel e outros componentes.<br />
TAB BATERIAS | A família de baterias EFB Stop & Go usa uma<br />
tecnologia que permite fornecer a energia necessária para veículos com<br />
sistema Start & Stop. As suas vantagens incluem o uso de revestimento<br />
na grade positiva que impede a libertação do material ativo, garantindo<br />
assim um ciclo de vida duas vezes maior que a bateria tradicional. Além<br />
disso, esta bateria usa um aditivo especial em carbono para aceitação<br />
de carga mais rápida. EFB Stop & Go são baterias sela<strong>das</strong>, à prova de<br />
vazamento, sem manutenção e com alta resistência à corrosão. O seu<br />
indicador de nível, comumente chamado de «olho mágico», permite um<br />
controle instantâneo do estado de carga da bateria. Finalmente, este<br />
tipo de bateria inclui uma válvula anti-explosão para evitar possíveis<br />
deflagrações. A tecnologia Start & Stop foi projetada para economizar<br />
combustível e reduzir as emissões, por isso é um sistema cada vez mais<br />
popular entre os fabricantes de automóveis. No entanto, essas baterias<br />
requerem um ponto de partida e capacidade mais altos para suportar<br />
um número muito maior de ciclos de partida e parada do que as baterias<br />
tradicionais.<br />
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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 87<br />
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PUBLIREPORTAGEM<br />
Notícias<br />
Produto<br />
REDUZIR OS DANOS NO<br />
MOTOR DEVIDO AO LSPI<br />
Os motores turbo de injeção direta a gasolina modernos têm um sistema<br />
de injeção altamente sobrecarregado. Os injetores estão posicionados<br />
diretamente na câmara de combustão e expostos a cargas extremas (alta<br />
temperatura e pressão). Os depósitos formam-se rapidamente no bico dos injetores<br />
e vão influenciar negativamente o padrão de pulverização ou até causar a formação<br />
de gotículas. Estas situações levam ao aumento <strong>das</strong> emissões e de consumo de<br />
combustível e até mesmo à detonação, que pode causar estragos internos no motor.<br />
O uso de polieteramina ativa (PEA) alcança o melhor efeito de limpeza do sistema de<br />
combustível bem como do pistão e da câmara de combustão.<br />
O novo aditivo de Limpeza de DFI da LIQUI MOLY (Ref. 21376) otimiza a limpeza<br />
NOVO EQUIPAMENTO DIAGNÓSTICO AUTOCOM ICON<br />
IBEREQUIPE | Autocom desenvolve novo equipamento de diagnóstico “ICON” para veículos ligeiros e<br />
pesados. O “ICON” vem juntar-se ao software CARS e TRUCKS. Surgem constantemente novos veículos, e quer<br />
consumidores, quer proprietários, exigem mais do que apenas um carro que funcione. A visão da Autocom é<br />
transformar a condução cada vez mais segura nas estra<strong>das</strong> e, ao fazê-lo, também incorporar experiências únicas<br />
para os consumidores. Para isso, a Autocom desenvolveu o “ICON” um novo equipamento de diagnóstico para veículos<br />
ligeiros e pesados. O “ICON” vem equipado com diversas funcionalidades, tais como: DoIP integrado (Jaguar,<br />
Land Rover, Volvo,...), PassThru (SAE J2534), Security Gateway, Flight Recorder, AutoVIN, Quick Connect BT, ADAS e<br />
CAN-FD. Este novo equipamento de diagnóstico vem juntar-se ao software CARS ou TRUCKS.<br />
A UTILIZAÇÃO DESTE NOVO ADITIVO<br />
REDUZ CONSIDERAVELMENTE<br />
O RISCO DE DANOS NO MOTOR<br />
ATRAVÉS DE PRÉ-IGNIÇÃO A BAIXAS<br />
ROTAÇÕES (LSPI)<br />
do sistema de combustível, motor, câmara de combustão e injetores. Por limpar<br />
os bicos dos injetores, o consumo de combustível reduz-se e o desempenho do<br />
motor melhora logo após a primeira aplicação. A polieteramina não só remove os<br />
depósitos existentes como também ajuda a formar uma proteção a longo prazo<br />
contra a formação de depósitos de carbono. Ao aplicar regularmente (a cada 5000<br />
km) atingem-se ainda melhores resultados e reduz-se consideravelmente o risco de<br />
danos no motor através de pré-ignição a baixas rotações (LSPI) graças à excelente<br />
limpeza do pistão e da câmara de combustão.<br />
O aditivo é adequado para todos os veículos ligeiros de passageiros com motor de 4<br />
tempos a gasolina. Os aditivos de combustível LIQUI MOLY são adequados para todos os<br />
tipos de injeção de combustível, seja injeção direta ou indireta. O produto de Limpeza<br />
de DFI pode ser usado em to<strong>das</strong> as revisões e é recomendado pela LIQUI MOLY como<br />
uma alternativa à referência Opel 95 599 923 (Boletim de Serviço Técnico Opel 3319).<br />
ACRESCENTA DELPHI AO PORTFÓLIO<br />
ALECARPEÇAS | juntou à sua vasta gama mais uma marca premium, com forte presença no primeiro<br />
equipamento. Para a AleCarPeças todos os esforços são poucos para garantir a maior e melhor oferta de produtos<br />
<strong>das</strong> gamas de eletrónica e gestão de motor. A incorporação da Delphi Technologies representa um importante<br />
aumento em qualidade e um maior número de referências disponíveis na oferta da AleCarPeças. A Delphi Technologies<br />
oferece um dos portfólios mais completos na indústria automotiva. Com presença em mais de 150 países, e<br />
uma rede de serviços globais, apresenta especificações originais em soluções completas, do início ao fim. A Delphi<br />
Technologies é uma marca BorgWarner Inc. e o seu portfólio inclui sistemas de Climatização e Arrefecimento,<br />
Injeção e Ignição, Gestão de Motor e Componentes Diesel.<br />
88 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
ALARGA GARANTIA A INJETORES COMMOM RAIL<br />
BOSCH | lançou uma campanha comercial de extensão da garantia para injetores Common Rail incluídos no<br />
programa Bosch eXchange para defeitos de fabricação do produto. Neste sentido, o período total de garantia passa a ser<br />
de cinco anos para utilizadores particulares, limitado a 150.000 quilómetros a partir do momento da instalação. Já para<br />
os utilizadores profissionais, a garantia será de três anos, limitada a 150.000 quilómetros para veículos de até seis tonela<strong>das</strong><br />
e 300.000 quilómetros para os de maior peso. O procedimento de acesso à extensão de garantia é rápido, simples<br />
e cómodo. Em primeiro lugar, a oficina deve registar-se no site www.boschexchangediesel.com e criar um utilizador; de<br />
seguida, é necessário registrar a compra dos injetores anexando a documentação solicitada, tais como foto do injetor,<br />
número de série e quilometragem do veículo, entre outros. Uma vez efetuada a inscrição, a oficina entregará ao cliente<br />
um recibo. Em caso de reclamação durante o período de extensão da garantia, o processo será rápido e ágil, e a Bosch<br />
substituirá o injetor defeituoso por um igual, caso a garantia seja aceite.<br />
APOSTA EM FILTROS DE NANOFIBRAS<br />
MANN + HUMMEL | começou a desenvolver meios filtrantes de<br />
nanofibras na faixa de compartimento do passageiro. Após anos a desenvolver<br />
este tipo de filtros para veículos industriais, e depois de verificar os bons<br />
resultados da filtração baseado em nanofibras no campo do transporte<br />
comercial, a MANN + HUMMEL decidiu trazer esta tecnologia também para<br />
a filtragem de ar em automóveis de passageiros, a fim de garantir a pureza<br />
máxima do ar que as pessoas respiram. Cerca de sete milhões de pessoas<br />
morrem a cada ano de condições causa<strong>das</strong> pela poluição do ar, de acordo com<br />
dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), e boa parte destes as mortes<br />
são causa<strong>das</strong> “por partículas suspensas”, destaca a instituição. Nesse sentido,<br />
há déca<strong>das</strong>, a multinacional alemã tem voltado os seus esforços para alcançar<br />
a pureza máxima possível do ar que respiramos. “Lado a lado com a tecnologia<br />
de filtragem à base de nanofibras, atinge um alto nível de filtração ”, afirma<br />
a MANN + HUMMEL, acrescentando “este tipo de filtragem usa um suporte<br />
de sustentação de uma camada extremamente fina composta de fibras<br />
poliméricas, cujo diâmetro é inferior a um micrómetro ”. Este tamanho é 200<br />
vezes menor que o diâmetro <strong>das</strong> fibras de porte médio e 650 vezes menor que<br />
um fio de cabelo humano.<br />
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ECOFORCE.<br />
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PENSA NO TEU FUTURO.<br />
Um coração verde bate dentro dos automóveis mais evoluídos.<br />
O conceito de mobilidade está em constante evolução: conte<br />
com a tecnologia FIAMM para apoiar essa mudança. A nova<br />
gama de baterias ecoFORCE suporta as necessidades energéticas<br />
dos automóveis mais modernos. Os sistemas Start&Stop e<br />
Brake Energy presentes em automóveis micro-híbridos exigem<br />
um uso muito intenso da bateria: A FIAMM tem a solução ideal<br />
para continuar a viajar com eficiência.<br />
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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro www.fiamm.com 2021 89
Notícias<br />
Produto<br />
LUBRIFICANTES ARAL CHEGAM A PORTUGAL<br />
Criada em 1924 a ARAL faz parte do universo BP e é a marca número um de lubrificantes na<br />
Alemanha. Agora, chega a Portugal pela mão do grupo MCoutinho, sendo distribuída em regime<br />
de exclusividade pela MCoutinho Peças e AZ Auto. Estas empresas estão foca<strong>das</strong> através da Comercialização<br />
de Lubrificantes de qualidade imbatível e por um Conjunto de Serviços que adicionam<br />
valor à Oferta de Produto. A marca ARAL vem substituir a BP na distribuição de lubrificantes,<br />
mantendo todos os níveis de qualidade e exigência e introduzindo mais gama e inovações tecnológicas<br />
no processo de fabrico. Exemplo dessa inovação é a tecnologia patenteada XMF que torna<br />
os lubrificantes ARAL mais resilientes e reduz notavelmente o depósito e abrasão.<br />
NOVOS MOTORES DE ARRANQUE E ALTERNADORES<br />
MAGNETI MARELLI | apresenta as suas últimas inovações na gama de motores de arranque<br />
e alternadores com os quais é capaz de oferecer uma cobertura de 80% do parque circulante<br />
de viaturas e fornecer novas soluções para as necessidades dos profissionais do setor. A expansão<br />
consiste em 148 alternadores e 76 referências de motores de arranque, para um lançamento total<br />
de 224 novos materiais. Isto permite à Magneti Marelli obter uma ampla cobertura do stock e<br />
aumentar o número de referências no portfólio desta família de produtos para aproximadamente<br />
1.000 referências. O lançamento permitiu que a marca alcançasse números significativos especialmente<br />
nas aplicações dos principais grupos automóvel no nosso país, como os Grupos Volkswagen<br />
e PSA e a aliança Renault / Nissan. Em todos eles, foi possível alcançar uma cobertura de frota<br />
específica e colocar a oferta de Marelli entre as mais completas do mercado.<br />
CHAMPION LUBRICANTS EXPANDE<br />
GAMA GÁS<br />
A<br />
Champion Lubricants expandiu a sua gama de GÁS com o lançamento<br />
do CHAMPION NEW ENERGY 5W30 GAS. Com o lançamento<br />
deste novo lubrificante, a Champion aborda a crescente<br />
popularidade dos veículos Dual Fuel, GPL (gás liquefeito de petróleo)<br />
e GNV (gás natural) e oferece uma excelente cobertura para veículos de<br />
combustível alternativo. Graças a uma combinação de benefícios ambientais,<br />
económicos e de eficiência, o mercado de veículos de combustível alternativo<br />
já representa 3,2 por cento dos veículos de passageiros e 1,5 por<br />
cento dos veículos ligeiros na Europa. Veículos Dual Fuel - aqueles que<br />
usam uma combinação de gasolina e GPL ou GNV - constituem 98 por<br />
cento do mercado. Este crescimento está a ser apoiado pela legislação de<br />
sustentabilidade e incentivos europeus para promover o desenvolvimento<br />
de infraestrutura de combustível alternativo. À medida que a popularidade<br />
destes veículos aumenta, também aumenta a expectativa de técnicos<br />
e oficinas em fazerem a sua manutenção adequadamente. Para satisfazer<br />
a procura do mercado e cumprir os requisitos exclusivos de veículos movidos<br />
a gás, a Champion continua a investir no desenvolvimento da sua<br />
gama de Gás de óleos de motor.<br />
rodape_Nelson_Tripa.pdf 1 26/07/2021 10:15<br />
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Rua Fernando Vicente - Armazém 15 - 2560-677 Torres Vedras | Telf.: +351 261 335 050 - E-mail: geral@nelsontripa.pt | GPS - N39.094609 - W009.251526 | www.nelsontripa.pt
NOVA MÁQUINA A/C MASTERCOOL<br />
CENTROCOR | A Mastercool é uma empresa americana que fornece<br />
equipamentos, ferramentas e acessórios para a área do ar condicionado<br />
automóvel há mais de 35 anos. Com um dos maiores crescimentos do<br />
setor, o nome Mastercool é sinonimo de “Qualidade de Nível Mundial”,<br />
design único e inovador. Encontra-se atualmente representada em mais<br />
de 60 países, sendo uma empresa líder no que toca à inovação nesta área<br />
A nova máquina de ar condicionado 4000 EX-U é a mais recente novidade<br />
da Mastercool para o setor automóvel. Esta máquina veio otimizar os<br />
anteriores modelos, 4000 EX e 3000 E, tornando-a<br />
uma máquina mais versátil na sua utilização.<br />
Este modelo para além de operar em veículos de<br />
combustão, também pode operar em veículos<br />
elétricos e híbridos. A máquina é totalmente<br />
automática nos processos que executa, possui<br />
uma impressora integrada, uma base de<br />
dados para a grande maioria dos fabricantes<br />
de automóveis com atualizações<br />
à mesma facilita<strong>das</strong>, graças à máquina<br />
possuir WI-FI integrado, um ecrã tátil de 8<br />
polega<strong>das</strong> e entre outras particularidades<br />
que a tornam <strong>das</strong> mais avança<strong>das</strong> tecnologicamente<br />
do mercado.<br />
LANÇA BOMBAS DE ÁGUA PARA CLÁSSICOS<br />
BUGATTI | Da paixão pelos automóveis e veículos que contribuíram para a história do automóvel a Bugatti<br />
lançou a linha Classic que oferece a todos os seus clientes uma gama de produtos dedicados às “velhas glórias”<br />
da estrada, com cerca de 35 referências. Se, por outro lado, o proprietário de um veículo clássico o quiser manter<br />
em funcionamento com o seu motor original, a Bugatti Classic permite-lhe regenerar ou mesmo reconstruir<br />
fielmente para melhorar ainda mais a sua bomba de água histórica, graças a uma equipa de especialistas que<br />
ainda trabalham de forma tradicional num departamento interno da empresa, e que são capazes de reconstruir<br />
de raiz qualquer tipo de bomba de água. A Bugatti Classic tem uma disponibilidade de stock de peças sobressalentes<br />
para carros antigos produzidos nos anos 60 e 70. A gama é dedicada a estes gloriosos carros antigos com<br />
35 referências de bombas de água, facilmente identifica<strong>das</strong> porque têm as letras “BC” adiciona<strong>das</strong> ao número de<br />
peça. Embalagens diferentes e uma etiqueta dedicada fazem com que se destaquem da gama convencional.<br />
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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 91
Notícias<br />
Produto<br />
NOVA IMAGEM DE LUBRIFICANTES<br />
AD | apresentou o novo e exclusivo design <strong>das</strong> suas embalagens de lubrificantes, apresentando<br />
uma embalagem mais ergonómica, resistente e sustentável. Outra <strong>das</strong> novidades<br />
<strong>das</strong> novas embalagens de lubrificantes AD é a sua diferenciação por cores, que permite<br />
uma rápida e intuitiva identificação dos diversos tipos de lubrificantes disponíveis. A AD<br />
posiciona-se como Premium Private Brand, produzindo anualmente mais de 24 mil tonela<strong>das</strong><br />
de lubrificantes e produtos químicos, e cumprindo os mais exigentes controlos de qualidade.<br />
Com uma ampla oferta de produtos para todos os tipos de aplicações, apoiada na tecnologia<br />
mais avançada, os lubrificantes AD oferecem máxima proteção em to<strong>das</strong> as temperaturas<br />
e excelente comportamento em situações extremas, sendo homologados pelos principais<br />
fabricantes de automóveis.<br />
APOSTA EM BATERIAS PARA SISTEMAS START & STOP<br />
EUROPARTNER | A Euromais, através da sua marca exclusiva euroPARTNER, reforçou o seu<br />
portfólio de baterias incorporando na sua gama baterias AGM ( 3 referências ), EFB ( 6 referências ) e High<br />
Power (4 referências). A EuroMais acaba de reforçar a oferta de baterias automóveis, da sua marca exclusiva,<br />
com a chegada <strong>das</strong> mais recentes euroPARTNER High Power, euroPARTNER EFB e euroPARTNER AGM,<br />
to<strong>das</strong> elas indica<strong>das</strong> para carros equipados com o sistema Start&stop. Estas baterias podem distinguir-se<br />
<strong>das</strong> restantes através <strong>das</strong> tampas cinzentas que tapam os bornes. A EuroMais tem assim disponível em<br />
stock, para entrega imediata, uma gama alargada de baterias para ligeiros, da sua marca exclusiva,<br />
garantindo assim a cobertura dos mais modernos veículos equipados com a tecnologia Start&Stop e<br />
reforçar a sua posição de fornecedor global de aftermarket em Portugal.<br />
AMPLIA GAMA DE TUBOS E APOIOS DE MOTOR<br />
CAUTEX | líder no fornecimento de peças de reposição de borracha e metal para o setor<br />
automotive, apresenta mais uma vez novos produtos ao mercado. Neste mês de junho chega<br />
com 665 novas peças de reposição. O crescimento de tubos e apoios de motor destaca-se<br />
acima de tudo, com 314 referências que incluem tubos para aplicações como aquecimento,<br />
radiador, turbo, óleo ou refrigeração. Outra família que regista um grande aumento é a<br />
de montagens de motor e caixa de velocidades, com 198 novidades, já ultrapassando as<br />
mil referências disponíveis em seu catálogo. O lançamento traz novidades em mais de 20<br />
famílias, como sinoblocos (65 referências), termostatos, tampas e boquilhas (28 referências)<br />
e amortecedores (23 referências). Com estas novidades, a histórica marca de Barcelona, que<br />
neste 2021 comemora 65 anos no sector, não para de aumentar a sua oferta e já ultrapassa os<br />
17.700 referências em stock.<br />
NOVA GAMA TERMOSTATOS<br />
NRF | Os termostatos NRF são projetados e fabricados de acordo com as especificações OE. Como<br />
resultado, os termostatos NRF encaixam-se e funcionam exatamente como a peça original. Quase todos<br />
os termostatos NRF são EASY FIT, pois são fornecidos com a junta apropriada. Isso garante um ajuste<br />
perfeito e substituição rápida <strong>das</strong> peças. A NRF oferece uma ampla gama de termostatos. Toda a linha é<br />
validada com a peça original e são realizados testes exaustivos de desempenho. Portanto, os termostatos<br />
NRF são a escolha perfeita para uma peça de reposição de alta qualidade. Projetado e fabricado de<br />
acordo com as especificações OE, são submetidos a extensivos testes de desempenho e qualidade, sendo<br />
todos validados para garantir um ajuste perfeito. A NRF apresenta uma linha de 190 termostatos a preços<br />
competitivos.<br />
92 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
UPGRADE DO TITAN FLEX 23<br />
SERVIDIESEL<br />
ADQUIRIU BANCO DE ENSAIO<br />
BOSCH – DCI 700<br />
AServidiesel – Bosch Diesel Center, especialista em sistemas diesel e turbocompressores,<br />
adquiriu o mais recente banco de ensaio Bosch - DCI 700. A aquisição<br />
deste equipamento, mostra a confiança da Servidiesel na continuidade em<br />
assistir viaturas movi<strong>das</strong> a diesel por muitos mais anos, em virtude da quantidade desta<br />
tecnologia no parque automóvel português, em viaturas ligeiras, comerciais ligeiras e,<br />
pesa<strong>das</strong>. Mais uma vez a Servidiesel inova com um equipamento que vai ao encontro <strong>das</strong><br />
necessidades dos clientes em termos técnicos e logísticos. A imobilização duma viatura<br />
é um problema para os clientes, e, a redução desse tempo é aquilo que leva a este investimento.<br />
O Bosch - DCI 700 permite testar todos os injetores common rail da Bosch,<br />
com tabela de ensaio oficial e, inclusivamente os mais recentes CRIN 4.2, equipados,<br />
por exemplo, em camiões Mercedes-Benz. Este novo equipamento que permite testar 4<br />
injetores em simultâneo, com leituras imediatas de débito e retorno, torna o processo<br />
muito mais rápido e seguro.<br />
FUCHS | Chama-se TITAN GT1 FLEX C23 SAE 5W-30 e mantém assim<br />
quase o nome. A única diferença é a letra C antes do número 23. Quanto à<br />
performance, consegue ainda ultrapassar o seu antecessor: Tanto a estabilidade<br />
ao envelhecimento como a limpeza do motor foram otimiza<strong>das</strong>. Para além<br />
disso, traz os benefícios com que o primeiro TITAN FLEX 23 tinha rapidamente<br />
conquistado os mercados: reduz o consumo de combustível, protege os sistemas<br />
de tratamento de gases de escape e minimiza os efeitos de LSPI. «Estamos muito<br />
contentes por poder disponibilizar este excelente óleo aos nossos clientes,<br />
as oficinas, já que são este tipo de inovações que esperam de nós, como maior<br />
fabricante independente de lubrificantes do mundo. O novo TITAN GT1 FLEX<br />
C23 SAE 5W-30 já tem as mais recentes especificações de acordo com a API SP<br />
e a nova aprovação OPEL OV 040 1547. Como o seu antecessor, cumpre várias<br />
especificações para um grande número de fabricantes europeus e asiáticos. O<br />
nosso novo óleo de performance premium é a solução ideal para três milhões<br />
de carros que circulam nas estra<strong>das</strong> portuguesas. Isto é 50 % de todo o parque<br />
automóvel», explica André Castro Pinheiro, diretor da divisão automóvel da<br />
Fuchs em Portugal.<br />
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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 93
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ASSINALA 125º ANIVERSÁRIO DA REMY<br />
EXPANDE GAMA COM<br />
LUBRIFICANTES WINNER<br />
KRAUTLI PORTUGAL | na qualidade de distribuidor oficial da marca para Portugal, tem o enorme orgulho de ter como<br />
parceiro estratégico de negócio a REMY, empresa que acaba de celebrar os seus 125 anos de existência! Fundada em <strong>189</strong>6 pelos<br />
irmãos Remy, a Remy International, Inc. é uma empresa líder a nível mundial, no fabrico, recondicionamento e distribuição de<br />
alternadores, motores de arranque e motores de tração elétrica para a indústria automóvel e de veículos comerciais, comercializados<br />
sob as marcas Remy e Delco Remy. A empresa fornece ainda uma vasta gama de travagem com discos, pastilhas e pinças.<br />
Com sede em Pendleton, Indiana, EUA, com operações em cinco continentes e dez países, a Remy é um parceiro de confiança para<br />
fabricantes de equipamentos originais e organizações internacionais de pós-venda, oferecendo soluções criativas aos desafios<br />
atuais da indústria automóvel. Os produtos Remanufacturados Remy cobrem mais de 95% dos veículos europeus e têm 24 meses<br />
de garantia.<br />
EUROFILTROS | acaba de fechar uma parceria para comercialização<br />
dos lubrificantes da reputada marca espanhola Winner.<br />
“Os produtos Winner oferecem garantias sóli<strong>das</strong> de qualidade e<br />
performance, pelo que fazia todo o sentido integrá-los no nosso<br />
portfólio, onde já incluíamos óleos da marca italiana Eni”, afirma<br />
José Sequeira, gerente da empresa. “Assim, de uma forma cómoda,<br />
os nossos clientes passam a ter acesso a um leque mais vasto de<br />
óleos, que completam a larga oferta de filtros de que já dispomos”,<br />
continua. A Winner fabrica os seus produtos seguindo rigorosos<br />
padrões de qualidade certificados pelas normas ISO 9001 e 14001,<br />
garantindo constante inovação, de modo a posicionar-se na<br />
vanguarda da tecnologia. “Esta é a escolha certa para quem procura<br />
motores mais eficientes e soluções mais limpas e ecológicas”,<br />
remata José Sequeira.<br />
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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 95
Notícias<br />
Produto<br />
Nós damos uma mãozinha<br />
LUCAS ELEKTRIK<br />
É A MARCA DE SETEMBRO NA AUTO RECTO<br />
No mês de Setembro, o destaque vai para a Lucas Elektrik. São mais de 120 artigos que a Auto<br />
Recto tem desta marca . A Lucas Elektrik é original, pelo que, o ponto forte desta marca na<br />
Auto Recto são os motores de arranque e alternadores. Para além disso, conta também com<br />
material de reparação, como induzidos, carretos e bobines de chamada. A Lucas Elektrik é uma<br />
marca global de grande prestígio, com 100 anos de história e está presente em 50 países, espalhados<br />
por 5 continentes. Qualidade, Atenção e Precisão são características que descrevem<br />
a forma de trabalhar da Lucas Elektrik: a Qualidade dos produtos, a Atenção na seleção dos<br />
fornecedores e na composição dos catálogos, e a Precisão na entrega e no atendimento ao<br />
cliente. Cada uma dessas características identifica a Lucas Elektrik e representa a chave para o<br />
seu sucesso no mercado aftermarket internacional. Todos os produtos passam por um controle<br />
técnico que verifica a qualidade <strong>das</strong> peças.<br />
Não fazemos<br />
manutenção automóvel,<br />
mas fazemos a manutenção<br />
da sua terminologia!<br />
LANÇA NOVO LUBRIFICANTE PARA PESADOS<br />
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relação qualidade/preço do mercado. Temos<br />
profissionais especializados em várias áreas<br />
da indústria e uma tecnologia que nos permite<br />
criar projetos à medida de cada cliente.<br />
CEPSA | Lubrificante 100% sintético recomendado para motorizações diesel pesado Euro<br />
VI e anteriores, compatível com os sistemas de pós-tratamento de gases de escape, incluindo<br />
os filtros de partículas (DPF/SCR/EGR). Pode utilizar-se tanto nos veículos com motores a gás<br />
(GNC), bem como nos que utilizam biodiesel como combustível (seguindo sempre o período<br />
de muda indicado no manual do veículo). Tem uma excelente resistência à oxidação, permitindo<br />
assim aumentar a vida útil do lubrificante e alargar os intervalos de muda. Possibilita<br />
ainda uma importante economia de combustível, contribuindo para a redução de emissões de<br />
CO2. O elevado nível de proteção e eliminação de depósitos que proporciona este lubrificante<br />
permite conservar o motor num perfeito estado de funcionamento, aumentando a sua vida<br />
útil e permitindo sempre trabalhar em ótimas condições.<br />
CONHEÇA O PROGRAMA PARCEIRO JABA<br />
Através da identificação e alinhamento de to<strong>das</strong><br />
as traduções antigas do parceiro JABA, é criada<br />
uma base de dados que permite detetar to<strong>das</strong><br />
as repetições em novos projetos e baixar<br />
consideravelmente o valor final do documento,<br />
mantendo a terminilogia e o estilo<br />
de comunicação já existentes. Um programa<br />
criado a pensar em si!<br />
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Mail: portugal@jaba-translations.pt | Web: jaba-translations.pt
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Técnica<br />
&Serviço<br />
SISTEMAS ADAS<br />
OPORTUNIDADE<br />
OS SISTEMAS ADAS ESTÃO A TORNAR-SE CADA VEZ MAIS IMPORTANTES NA FORMA<br />
COMO OS VEÍCULOS SÃO CONTROLADOS E ISTO ABRE UMA SÉRIE DE NOVOS DESAFIOS NO SETOR<br />
DE REPARAÇÃO INDEPENDENTE E NA SUA CAPACIDADE DE TRABALHAR NESSES SISTEMAS<br />
OU AMEAÇA?
Em teoria, os sistemas ADAS não<br />
são diferentes de outros sistemas<br />
controlados eletronicamente no<br />
veículo em que usam sensores, funções<br />
de controlo e acionadores para certificar-se<br />
de que os sistemas no veículo<br />
funcionam corretamente, mas é o resultado<br />
destes aspetos combinados que<br />
cria a questão chave para as oficinas<br />
independentes conseguirem trabalhar<br />
nos mesmos. Até agora, estes sistemas<br />
têm sido concebidos para dar assistência<br />
ao condutor, mas cada vez mais,<br />
estão a estabelecer um controlo mais<br />
direto sobre a forma como um veículo<br />
reage a determina<strong>das</strong> situações. No<br />
caso de avaria do sistema o problema<br />
fundamental é o da responsabilidade.<br />
O fabricante de veículos precisa de<br />
garantir que os sistemas ADAS instalados<br />
nos veículos funcionam corretamente,<br />
e que em caso de avaria são reparados<br />
de forma correta e os sensores<br />
são recalibrados adequadamente. Infelizmente,<br />
isto levanta toda uma série<br />
de questões.<br />
Responsabilidade direta<br />
pelo produto<br />
Os fabricantes de veículos alegam que<br />
têm uma responsabilidade direta sobre<br />
o produto ao longo da vida do veículo<br />
e que estes sistemas possuem um impacto<br />
direto no controlo e segurança<br />
do veículo, que apenas os seus serviços<br />
de reparação autorizados (concessionários)<br />
deveriam ser autorizados a trabalhar<br />
nestes sistemas para assegurar<br />
que são reparados corretamente e que<br />
o fabricante do veículo sabe quem fez<br />
o trabalho, em caso de eventual anomalia.<br />
Além disso, os fabricantes de veículos<br />
estão também a reivindicar que apenas<br />
as suas peças originais possam ser<br />
usa<strong>das</strong>, e estão a começar a solicitar<br />
um código para estas serem “ativa<strong>das</strong>”<br />
e configura<strong>das</strong> no sistema ADAS correspondente.<br />
Este código está apenas<br />
a ser disponibilizado aos seus concessionários.<br />
Alguns fabricantes de veículos<br />
foram mais longe e reclassificaram<br />
estes componentes ADAS como peças<br />
de “segurança” que restringe mais o<br />
acesso a operadores independentes.<br />
Estas peças passam assim a ser considera<strong>das</strong><br />
parte do “sistema de gestão de<br />
cibersegurança” do fabricante automóvel,<br />
facto que permitirá aos fabricantes<br />
de veículos implementar a sua própria<br />
classificação de cibersegurança.<br />
Embora a classificação de “segurança”<br />
constitua diretamente uma ameaça às<br />
oficinas independentes, poderá haver<br />
AS OFICINAS INDEPENDENTES<br />
TÊM DE SER CapaZES DE<br />
DEMONSTRAR QUER COMPETÊNCIA<br />
QUER RASTREABILIDADE QUANTO<br />
ao TRABALHO QUE REALIZAM<br />
NOS SISTEMAS ADAS<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 99
SERVIÇO<br />
A REPARAÇÃO DE SISTEMAS ADAS TRATA-SE<br />
DE UMA OPORTUNIDADE, MAS ESTA APENAS PODE SER CONCRETIZADA<br />
SE OS SEUS CLIENTES TIVEREM CONFIANÇA NA SUA CAPACIDADE<br />
DE REALIZAR O TRABALHO CORRETAMENTE<br />
também um requisito para que peças<br />
de reposição não OEM (aftermarket)<br />
necessitem de homologação, o que<br />
não seria um problema se existissem<br />
métodos de teste para homologação,<br />
mas na maioria dos casos, não existem,<br />
então a testagem torna-se muito<br />
difícil e dispendiosa, restringindo<br />
a escolha de peças que podem estar<br />
disponíveis no futuro.<br />
Competência e rastreabilidade<br />
Perante as ameaças de não poderem<br />
dar assistência a veículos equipados<br />
com sistemas ADAS, é importante<br />
que alguém faça algo de facto para<br />
desafiar estas restrições. Esse é o<br />
papel <strong>das</strong> várias associações aftermarket,<br />
nomeadamente a FIGIEFA,<br />
que defende a liberalização total do<br />
setor pós-venda, permitindo o acesso<br />
<strong>das</strong> oficinas independentes aos componentes<br />
homologados e certificados<br />
pelos fabricantes de veículos. O setor<br />
pós-venda independentes deve fazer<br />
tudo para impedir que os fabricantes<br />
de veículos consigam o monopólio<br />
do trabalho relativo a estes sistemas.<br />
Isso teria graves consequências para<br />
o futuro <strong>das</strong> oficinas, e em última<br />
análise para o mercado pós-venda<br />
independente como um todo.<br />
Essencialmente, as oficinas independentes<br />
têm de ser capazes de<br />
demonstrar quer competência quer<br />
rastreabilidade quanto ao trabalho<br />
que realizam nos sistemas ADAS.<br />
Tem de existir uma estrutura através<br />
da qual as oficinas sejam controla<strong>das</strong><br />
FUNÇÕES ADAS OBRIGATÓRIAS<br />
A PARTIR DE 2022<br />
e seguidamente regista<strong>das</strong> através de<br />
um “organismo de avaliação” que então<br />
disponibiliza um certificado/PIN<br />
que é utilizado quando se acede às<br />
peças relevantes ou aos códigos de<br />
reconfiguração através do website de<br />
um fabricante de veículos ou de um<br />
“parceiro de confiança”, como por<br />
exemplo um fabricante de ferramentas<br />
de diagnóstico.<br />
Estes certificados/PIN também podem<br />
ser utilizados quando é efetuada<br />
uma recalibragem de um componente<br />
ADAS (por exemplo: uma<br />
câmara), sendo atualizado o registo<br />
de serviços online do veículo. O certificado/PIN<br />
apenas será atribuído<br />
à oficina caso os técnicos tenham<br />
a formação adequada e acesso a<br />
equipamento que garanta o nível<br />
necessário de competência. Dado<br />
que muitos dos veículos equipados<br />
com sistemas ADAS são “automóveis<br />
conectados”, o fabricante do veículo<br />
poderá realizar uma verificação<br />
remota para confirmar se o sistema<br />
• Travagem de emergência avançada (automóveis)<br />
• Pré-instalação de bloqueio devido a álcool (automóveis, vans, camiões, autocarros)<br />
• Deteção de sonolência e distração (automóveis, vans, camiões, autocarros)<br />
• Reconhecimento/prevenção de distrações (automóveis, vans, camiões, autocarros)<br />
• Gravador de dados de acidentes (automóveis e vans)<br />
• Sinal de paragem de emergência (automóveis, vans, camiões, autocarros)<br />
• Teste de colisão frontal em toda a largura do veículo para proteção dos ocupantes<br />
– cintos de segurança melhorados (automóveis e vans)<br />
• Aumento da zona de impacto da cabeça para peões e ciclistas – vidro de segurança<br />
em caso de colisão (automóveis e vans)<br />
• Assistência inteligente de velocidade (automóveis, vans, camiões, autocarros)<br />
• Assistente de manutenção de faixa de rodagem (automóveis, vans)<br />
• Proteção para ocupantes de embate lateral contra postes (automóveis, vans)<br />
• Câmara de visão traseira ou sistema de deteção (automóveis, vans, camiões, autocarros)<br />
• Sistema de monitorização da pressão dos pneus (vans, camiões, autocarros)<br />
• Deteção de utilizadores vulneráveis da estrada e aviso na frente e lateral do veículo<br />
(camiões e autocarros)<br />
• Visão direta melhorada de utilizadores vulneráveis da estrada a partir da posição<br />
do condutor (camiões e autocarros)<br />
ADAS do veículo é corretamente reparado<br />
ou recalibrado.<br />
Investimento necessário<br />
À medida que as tecnologias dos veículos<br />
continuam a aumentar, ocorre<br />
um inevitável aumento do investimento<br />
necessário para nos mantermos<br />
tecnicamente aptos e para<br />
sermos capazes de competir. Se os<br />
seus clientes não tiverem confiança<br />
na sua capacidade de proporcionar<br />
as reparações necessárias a um preço<br />
aceitável, então não se admire que<br />
eles vão a outro sítio que o consiga<br />
fazer. E este será provavelmente um<br />
concessionário local, mesmo que<br />
seja mais caro. Se os seus custos<br />
aumentarem, então os seus preços<br />
também terão de aumentar, mas isso<br />
irá garantir que também existe um<br />
nível idêntico de competência. Não<br />
fazer nada não é opção.<br />
To<strong>das</strong> as oficinas têm de investir<br />
para proporcionarem a capacidade<br />
de desenvolver novos modelos de<br />
negócio relativos ao diagnóstico, reparação<br />
e recalibragem dos sistemas<br />
ADAS. Trata-se indubitavelmente<br />
de uma oportunidade, mas esta apenas<br />
pode ser concretizada se os seus<br />
clientes tiverem confiança na sua capacidade<br />
de realizar o trabalho corretamente.<br />
Precisa então de ser capaz<br />
de criar um registo, para o caso<br />
de alguma vez ser precisa uma fiscalização<br />
daquilo que fez. Isto também<br />
garantirá que limita os seus problemas<br />
de responsabilidade. l<br />
100 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
1<br />
Com um vazador, esvaziar o pneu e<br />
retirar os contrapesos.<br />
Passo a Passo<br />
Colaboração<br />
Centro ZARAGOZA<br />
www.centro-zaragoza.com<br />
DESMONTAGEM<br />
E MONTAGEM DE PNEUS<br />
NA OPERAÇÃO DE DESMONTAGEM E MONTAGEM DE PNEUS OU NA SUBSTITUIÇÃO DOS MESMOS, E ESPECIALMENTE NO CASO DOS ATUAIS<br />
PNEUS DE BAIXO PERFIL E JANTES DE LIGA LEVE, PARA ADAPTAR A DESMONTADORA DE RODAS CONVENCIONAL É NECESSÁRIA UMA<br />
SÉRIE DE COMPLEMENTOS DE EXTRAÇÃO QUE FACILITAM E PERMITEM A OPERAÇÃO DE DESMONTAGEM E MONTAGEM DE ACORDO COM AS<br />
NECESSIDADES DESTAS RODAS ATUAIS, EVITANDO QUALQUER TIPO DE DANOS TANTO NOS PNEUS COMO NAS JANTES<br />
2 5 8<br />
9<br />
Com o destalonador, solta-se o talão<br />
do lado exterior e interior.<br />
Girar a roda até que o pneu solte a sua<br />
parte exterior, utilizando também um<br />
ferro de desmontagem.<br />
Lubrificar a jante e o pneu com pasta<br />
de montagem.<br />
Colocar o braço de desmontagem com<br />
o adaptador e começar a montar o<br />
pneu até que fique encaixado na jante.<br />
3 6 10<br />
Colocar a roda na desmontadora<br />
e o adaptador na garra.<br />
Repetir a mesma operação com o outro<br />
lado do pneu.<br />
4 7<br />
Posicionar e ajustar o braço de<br />
desmontagem ao rebordo da jante.<br />
Substituir a válvula de ar.<br />
Encher o pneu com a pressão indicada e a operação está<br />
concluída.<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 101
epintura
PARCERIA AXALTA / MUSEU DO CARAMULO<br />
COMBINAÇÃO<br />
PERFEITA!<br />
PELO TERCEIRO ANO CONSECUTIVO, A AXALTA RENOVOU A SUA PARCERIA<br />
COM O MUSEU DO CARAMULO. CROMAX, SPIES HECKER E STANDOX,<br />
AS TRÊS MARCAS DE REPINTURA PREMIUM DA AXALTA, AJUDAM A<br />
RESTAURAR O ESPLENDOR DE ALGUNS DOS VEÍCULOS MAIS ICÓNICOS<br />
DESTE FAMOSO MUSEU. A QUALIDADE DESTAS MARCAS E A IMPORTÂNCIA<br />
DO MUSEU PARA OS VISITANTES SÃO UMA COMBINAÇÃO PERFEITA<br />
O<br />
Museu do Caramulo foi iniciado em 1953,<br />
como um museu de arte no sentido estrito<br />
da palavra, noutro edifício, com o objetivo<br />
de ajudar a converter a Estância Sanatorial<br />
do Caramulo, em Estância Turística. A morte do<br />
fundador Abel de Lacerda em 1957, antes da inauguração<br />
do edifício atual, foi um momento difícil<br />
na vida deste museu. A inauguração em 1959<br />
do edifício sede, o primeiro edifício privado a ser<br />
contruído em Portugal para ser um museu, com<br />
as melhores condições de museologia existentes à<br />
época para albergar a coleção de arte, foi um marco<br />
de referência para para o país. Simultaneamente,<br />
nesse mesmo ano, a apresentação da exposição<br />
de veículos históricos, colecionados por João Lacerda,<br />
irmão do Abel, foi também um momento<br />
de grande relevância, não só por ser a primeira<br />
vez que se expõem veículos históricos em Portugal<br />
mas também por o museu ter sido dos primeiros a<br />
fazê-lo no mundo. A inauguração da primeira exposição<br />
temporária em 2002, marca o início da era<br />
moderna do museu.<br />
Atualmente o museu é constituído por dois edifícios<br />
e três coleções. Expõe uma coleção de 500<br />
obras de arte, cerca de 60 automóveis, mais motos,<br />
bicicletas e carros de criança, num total de 110<br />
veículos. Tem também uma coleção de miniaturas<br />
e brinquedos antigos com cerca de 3.000 peças.<br />
Porque uma <strong>das</strong> características importantes desta<br />
coleção de veículos históricos é o facto de todos se<br />
manterem em estado de circulação, o museu possui<br />
uma equipa de cinco pessoas afeta a esta área,<br />
entre mecânicos e secretariado. Para garantir a<br />
viabilidade económica da oficina, também realiza<br />
trabalhos para terceiros, estendendo o conhecimento<br />
dos técnicos a quem quiser restaurar os<br />
seus veículos (automóveis ou motos). Outra valência<br />
importante é a certificação de veículos para<br />
lhes dar o estatuto de Veículo de Interesse Histórico,<br />
com as vantagens que daí advêm para os seus<br />
proprietários.<br />
Remodelação <strong>das</strong> instalações<br />
Nos últimos meses o museu passou por grandes<br />
reformas, que ainda não estão termina<strong>das</strong>. “Refizemos<br />
as salas de exposição permanente que estavam<br />
a acusar o passar dos anos, e não tinham<br />
sido toca<strong>das</strong> desde 1959, quando se inaugurou o<br />
edifício sede. Fizemos arranjos nos telhados, no<br />
claustro do Séc. XVII que integra o edifício e paredes<br />
exteriores. Temos um sistema de iluminação<br />
novo, moderno, de led e instalámos painéis solares<br />
fotovoltaicos. Também foi instalado um elevador,<br />
para, finalmente, começar a suprir a necessidade<br />
latente de soluções para as pessoas com mobilidade<br />
reduzida”, explica Tiago Patrício Gouveia, diretor<br />
do Museu do Caramulo.<br />
Em simultâneo, as oficinas estão a mudar de instalações<br />
para acomodarem a necessidade de crescimento<br />
que estão a ter, melhorar as condições de<br />
trabalho e preservação dos veículos, e também para<br />
que possam passar a ser visitáveis pelo público.<br />
Depois <strong>das</strong> obras concluí<strong>das</strong> o museu passará a<br />
oferecer ainda melhores condições às cerca de<br />
40.000 pessoas que anualmente o visitam. Mas<br />
só a partir do próximo ano é que as exposições<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 103
AXALTA/MUSEU<br />
DO CARAMULO<br />
temporárias serão retoma<strong>das</strong>. Entretanto,<br />
vai ocorrer nos dias 3 a 5 de<br />
setembro o Caramulo Motorfestival.<br />
Compromisso e<br />
responsabilidade<br />
A parceria com a Axalta tem-se revelado<br />
muito importante para o Museu do<br />
Caramulo, pois permite manter a frota<br />
sempre impecável a nível de pintura.<br />
“Manter a nossa frota a andar tem um<br />
custo associado. Sendo este museu<br />
privado, contamos com as empresas<br />
priva<strong>das</strong> para manterem este projeto<br />
a funcionar. A Axalta não só nos<br />
apoia nesse sentido mas traz mais uma<br />
dimensão importantíssima, que é a<br />
pintura automóvel de qualidade. Com<br />
esta parceria já devolvemos ao estado<br />
original um Ferrari 400i, que foi totalmente<br />
decapado e pintado novamente”,<br />
revela Tiago Patrício Gouveia.<br />
As mais valias desta parceria têm<br />
sido muitas para o Museu do Caramulo,<br />
conforme afirma este responsável:<br />
“Temos aprendido muito mas<br />
acho que ainda nos falta descobrir<br />
muito mais. Este é um mundo de<br />
enorme complexidade, que tem evoluído<br />
muito e depressa. O lado positivo<br />
é que tem cada vez mais respostas<br />
para todos os casos particulares<br />
que nos aparecem e produtos mais<br />
eficientes e menos poluentes. O facto<br />
de termos confiado nas marcas do<br />
grupo (Cromax, Spies Hecker e Standox),<br />
utilizando-as para a pintura do<br />
nosso Ferrai 400i, revela desde logo<br />
a enorme confiança que depositamos<br />
nos produtos da grupo. O resultado<br />
está à vista e basta ir ao Museu do<br />
Caramulo para o comprovar”, conclui<br />
Tiago Gouveia. . l<br />
OPINIÃO DOS RESPONSÁVEIS<br />
“A Spies Hecker proporciona ao restaurador a oportunidade de tornar esta operação<br />
bem-sucedida à primeira” // Ricardo Mattos Coelho, diretor comercial Axalta Portugal<br />
“A Spies Hecker acompanhou a<br />
evolução do sector automóvel<br />
praticamente desde o seu início,<br />
pelo que sentiu a necessidade de dar<br />
o seu contributo para preservar alguns dos veículos<br />
mais icónicos alguma vez produzidos. Ao encontrar<br />
no Museu do Caramulo uma ideologia na qual se<br />
revê, em que os veículos expostos mais do que<br />
“peças de museu”, são automóveis que circulam<br />
amiúde para gaudio de todos os aficionados, esta<br />
parceria foi natural. A utilização da marca Spies<br />
Hecker (não só os produtos, mas também nos<br />
serviços de formação, cor, logístico e no apoio<br />
técnico-comercial, complementados com a oferta<br />
da rede de distribuidores da marca) permite que<br />
a operação de restauro de um veículo clássico<br />
disponha de know-how especializado e específico<br />
como, por exemplo, uma ficha técnica dedicada.<br />
Desde a adequação do sistema de pintura,<br />
à investigação sobre a cor e ao apoio sobre a<br />
aplicação dos produtos, a Spies Hecker proporciona<br />
ao restaurador a oportunidade de tornar esta<br />
operação bem-sucedida à primeira. Os produtos<br />
aconselhados pela Spies Hecker para o restauro de<br />
veículos clássicos também podem ser utilizados na<br />
repintura automóvel do dia-a-dia. No entanto, é<br />
muito valorizada no restauro a durabilidade a longo<br />
prazo que pressupõem, mais do que os produtos, os<br />
processos específicos globalmente mais minuciosos<br />
e, por isso, mais demorados.”<br />
“A Cromax dispõe de uma vASta gama de produtos que permitem um restauro de alta<br />
qualidade” //Manuel Pires, diretor comercial Portepim<br />
“A Cromax é uma marca de<br />
referência no setor da repintura<br />
automóvel e como tal não<br />
poderia deixar de apoiar o Museu do<br />
Caramulo, uma instituição histórica no contexto<br />
automóvel nacional. A Cromax dispõe de uma<br />
vasta gama de produtos que permitem um<br />
restauro até “à chapa” com acabamentos de alta<br />
qualidade. É uma marca com uma história muito<br />
rica no ramo da repintura automóvel e como tal<br />
a sua base de dados de colorimetria é bastante<br />
completa, mesmo quando se trata de cores usa<strong>das</strong><br />
nos clássicos. Os produtos utilizados hoje em<br />
dia no restauro de clássicos são, efetivamente,<br />
os mesmos que são utilizados em reparações de<br />
veículos modernos. No entanto, a natureza do<br />
restauro é diferente da natureza de uma reparação<br />
de um veículo moderno e como tal os métodos e<br />
processos de trabalho são diferentes. O processo<br />
de restauro acaba por ser mais exigente e os<br />
processos mais minuciosos e demorados.”<br />
“A Standox oferece um sistema exclusivo e especializado para os carros clássicos<br />
através do serviço Classic Color” //Luís Alves, gestor negócio de repintura automóvel na<br />
Robbialac<br />
“A parceria com o Museu do<br />
Caramulo para além de permitir<br />
à marca Standox estar mais próximo<br />
dos verdadeiros aficionados dos automóveis<br />
clássicos aumentando assim a sua visibilidade<br />
e notoriedade neste nicho de mercado, permite<br />
reforçar o posicionamento da marca como<br />
um parceiro ideal para as cores clássicas, num<br />
mercado de reparações em claro crescimento.<br />
Este ano para além do patrocínio ao Porsche 911 –<br />
2.4 E Coupé de 1973, onde pelo 3º ano consecutivo<br />
garantimos a manutenção e conservação do veículo<br />
a Standox é também responsável pela recuperação<br />
da mítica Vespa de 1953. As tecnologias de pintura<br />
automóvel da Standox permitem resultados<br />
rentáveis, sustentáveis com um acabamento<br />
de qualidade em todo o tipo de reparações seja<br />
em veículos clássicos ou nos veículos atuais.<br />
Normalmente e quando se trata de viaturas<br />
clássicas falamos de reparações mais profun<strong>das</strong><br />
comparativamente com reparações normais. Essa<br />
profundidade leva que a demão de tinta antiga seja<br />
removida na sua totalidade até metal nu (chapa)<br />
caso contrário a corrosão sob a tinta pode passar<br />
despercebida, aí é aconselhado o Primário-Aparelho<br />
EP U7200. Apesar de não ser um produto exclusivo<br />
para as reparações em viaturas clássicas é um<br />
produto que neste tipo de reparações apresenta<br />
outro protagonismo, como primário-aparelho<br />
universal à base de epóxi é isento de cromatos e<br />
proporciona resistência mecânica e proteção contra<br />
corrosão em substratos de aço, aço galvanizado e<br />
outros metais.<br />
104 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
MERCADO DE CLÁSSICOS<br />
COM GRANDE POTENCIAL<br />
O mercado de viaturas clássicas está a travessar um bom<br />
momento, existindo cada vez mais entusiastas e colecionadores<br />
de automóveis e motos antigas, mas o tempo em que se tratava<br />
dos clássicos nas horas livres já lá vai<br />
O mercado evoluiu e amadureceu em todos os aspetos e as oficinas não são uma exceção. O cliente<br />
está informado, procura originalidade e quer os restauros bem feitos e em tempo útil. A forma de se<br />
encarar um restauro completo é muito diferente de uma reparação de um sinistro e reparação com<br />
tempos tabelados. Implica mais tempo gasto em pesquisa, maior dificuldade na procura de componentes<br />
e dados técnicos, e é como um grande “quebra-cabeças” quando o que vem de trás já é uma<br />
mistura de soluções. A verdade é que todos os dias há mais automóveis a atingirem os 30 anos,<br />
idade mínima para ser considerado um veículo histórico, e na maior parte dos casos, esses modelos<br />
tinham sido produzidos em larga escala, por isso o universo é cada vez maior. Por outro lado, há<br />
mais pessoas com interesse, condições e capacidade de ter um veículo capaz de o transportar para o<br />
seu imaginário e com o qual pode passar momentos de lazer com amigos e família.<br />
Para Tiago Patrício Gouveia “Os clubes e museus em Portugal têm feito um excelente trabalho<br />
na promoção e utilização dos veículos. Também têm tido um papel muito relevante na sua defesa.<br />
Alguns dos entraves que tínhamos começaram a ser mitigados, como o IUC, IPO e IA mas ainda há<br />
um grande caminho a percorrer. O maior trabalho tem que ser feito no Estado Português, que não<br />
deve encarar o veículo histórico como uma fonte de receita mas antes como um objeto do nosso<br />
património histórico, capaz de promover o turismo e a cultura, gerando receitas para a economia.<br />
Quando alguém investe num automóvel, ele passa a ser um objeto de carinho e um investimento<br />
a preservar, não sendo usado no dia-a-dia, antes esporadicamente em passeios de fim-de-semana<br />
ou eventos relacionados, que leva os seus proprietários a viajar, dormir fora, almoçar em restaurantes,<br />
visitar museus e monumentos.”<br />
Ricardo Coelho considera que “Existem excelentes organizações e profissionais especializados<br />
nesta vertente da reparação automóvel em Portugal, sendo que muitos são já referências internacionais<br />
no ramo. O nome de Portugal está assim muito bem consolidado nestes meios e o mercado<br />
interno também não deve ser descurado pelo número de aficionados em veículos clássicos que existem.<br />
E também não podemos ignorar o nível de retorno que o investimento em veículos clássicos<br />
pode trazer, pelo que considero que há potencial para crescer neste nicho de mercado”.<br />
Manuel Pires afirma que “O mercado dos veículos clássicos mostrou um crescimento notável nos<br />
últimos anos e, na minha opinião, não é espectável que essa tendência se altere. A paixão pelos<br />
veículos motorizados está muito enraizada na nossa cultura e como tal os veículos clássicos são<br />
ativos muito apetecíveis.”<br />
Luis Alves considera que “O mercado de veículos clássicos ainda pode ser considerado como um<br />
nicho de mercado, no entanto, e ao longo dos últimos anos, a recuperação de carros clássicos tem<br />
sido cada vez mais recorrente dando claras indicações de ser um mercado em claro crescimento.<br />
Existe cada vez mais uma vasta comunidade de proprietários, entusiastas, prestadores de serviços,<br />
informação especializada e eventos automobilísticos orientados para os veículos clássicos. Este<br />
aumento crescente da comunidade aliado com o desenvolvimento de diferentes áreas como pintura<br />
e peças para o mercado de veículos clássicos são um claro indicador que estamos perante um<br />
mercado em claro crescimento e com potencial no nosso país.”<br />
OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO PARA AS OFICINAS<br />
As oficinas devem levar muito a sério o restauro, reparação<br />
e manutenção de veículos clássicos e compreender bem as<br />
diferenças importantes entre um veículo moderno e um histórico.<br />
A encarar abrir esta área de negócio, a oficina deve considerar um<br />
espaço próprio e pessoal qualificado para o fazer<br />
“A Spies Hecker está em condições<br />
de proporcionar ao restaurador o<br />
melhor que dispõe.” // Ricardo Coelho,<br />
DIRETOR COMERCIAL DA AXALTA<br />
“Este negócio necessita não só de uma dedicação<br />
especial por parte do gestor, mas também de<br />
profissionais muito qualificados. O tempo investido<br />
na procura de peças (inclusive no desenvolvimento<br />
de algumas) é muito grande e não será para<br />
todos. Para estes poucos, mas especializados, o<br />
negócio restauro e repintura de veículos clássicos<br />
a 100 % é uma boa oportunidade. No entanto,<br />
a existência de um trabalho de restauro numa<br />
oficina de repintura automóvel “comum” para a<br />
ocupação de períodos de menos fluxo de trabalho<br />
parece-nos uma boa medida. O facto dos processos<br />
de restauro de clássicos serem mais minuciosos<br />
e demorados, a melhor forma de rentabilizar os<br />
trabalhos é não saltar “etapas” e seguir os processos<br />
adequados de forma muito rigorosa. Tratando-se<br />
de pinturas completas um erro pode facilmente<br />
obrigar a retrabalhos muito grandes. Desde o apoio<br />
à investigação sobre a cor, ao apoio técnico e à<br />
literatura disponibilizada, passando pela formação,<br />
a Spies Hecker está em condições de proporcionar ao<br />
restaurador o melhor que dispõe.”<br />
“A Cromax trabalha com várias<br />
oficinas em restauros de clássicos<br />
e essas oficinas são bastante<br />
rentáveis” // Manuel Pires, DIRETOR<br />
COMERCIAL PORTEPIM<br />
“Não tenho dúvi<strong>das</strong> que o restauro e repintura<br />
de veículos clássicos é uma boa oportunidade de<br />
negócio para as oficinas. Aliás, a Cromax trabalha<br />
com várias oficinas especializa<strong>das</strong> em restauros de<br />
clássicos e essas oficinas são bastante rentáveis,<br />
tendo-se tornado referências no restauro de clássicos<br />
até a nível internacional. Sempre houve reparação<br />
de carros antigos, mas cada vez mais a reparação<br />
de clássicos é um trabalho de especialidade. A<br />
especialização da oficina no restauro de clássicos é<br />
crucial, já que o métodos e processos de reparação<br />
são mais profundos e o detalhe do acabamento é<br />
também muito mais valorizado. Para garantir essa<br />
qualidade e rentabilidade nos processos é essencial<br />
que os próprios pintores tenham formação adequada<br />
a esse tipo de reparação. A Cromax disponibiliza não<br />
só uma vasta gama de produtos para o segmento<br />
dos clássicos como também um apoio técnico<br />
de excelência. O apoio técnico no segmento dos<br />
clássicos é extremamente importante devido à<br />
especificidade de cada trabalho realizado, e como tal<br />
é uma mais valia para os clientes da Cromax.”<br />
As oficinas que pretendem apostar<br />
na repintura de viaturas clássicas<br />
podem encontrar na Standox um<br />
parceiro ideal” // Luís Alves, GESTOR<br />
NEGÓCIO DE REPINTURA AUTOMÓVEL NA ROBBIALAC<br />
“O restauro e repintura de veículos clássicos é sem<br />
dúvi<strong>das</strong> uma boa oportunidade de negócio para as<br />
oficinas. De acordo com Fernando Reis, sócio gerente<br />
da oficina S&F Reis Reparação Automóvel, oficina<br />
certificada Standox, na zona de Torres Vedras, o<br />
número de solicitações para reparações e restauros<br />
em viaturas clássicas tem aumentado. Este aumento<br />
de solicitações aliado ao fato de estarmos perante<br />
um perfil de cliente diferente do habitual, na<br />
medida em que na maioria dos casos lidamos com<br />
proprietários entusiastas e muita <strong>das</strong> vezes com uma<br />
ligação emocional bastante forte com os veículos<br />
que valorizam o trabalho exigente e minucioso<br />
deste tipo de reparações faz com que as mesmas<br />
devam ser encara<strong>das</strong> como uma boa oportunidade<br />
de negócio. Para além dos produtos inovadores<br />
e de alta tecnologia Standox é importante referir<br />
que as oficinas para garantir a rentabilidade dos<br />
seus trabalhos e uma maior eficiência dos mesmos<br />
dispõem de vários KPI no programa de gestão de cor<br />
Standowin IQ da Standox onde são apresentados<br />
diversos indicadores de gestão oficinal. A Standox<br />
disponibiliza ainda um serviço de consultoria para a<br />
análise desses indicadores para garantir um ajuste de<br />
processos caso necessário. De acordo com Fernando<br />
Reis, da oficina S&F Reis, quando se trabalha no<br />
segmento <strong>das</strong> viaturas clássicas é importante<br />
trabalhar com base numa estimativa e não num<br />
orçamento. Normalmente são reparações muito<br />
profun<strong>das</strong> e podem surgir inúmeras vezes danos<br />
que não são visíveis e contemplados no momento<br />
da orçamentação como por exemplo pontos de<br />
ferrugem e danos anteriores com reparações<br />
duvidosas, dificultando a orçamentação de maneira<br />
exata. Trabalhar com estimativa permite dar um<br />
valor orientativo ao cliente. As ferramentas que hoje<br />
temos disponíveis na oficina quer no Standowin<br />
IQ quer noutras plataformas de orçamentação<br />
ajudam a valorizar o trabalho realizado pela oficina<br />
e quantificar o custo do material e da mão-deobra.<br />
A análise destes dados é imprescindível para<br />
garantir rentabilidade do processo em todo o tipo de<br />
reparações.”<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 105
TéCNICA<br />
&Serviço<br />
PERITAGEM DE DANOS<br />
COMO PERITAR<br />
OS DANOS NOS VEÍCULOS?<br />
NO ÂMBITO DA AVALIAÇÃO DE DANOS EM VEÍCULOS, O PERITO DE SEGUROS DE AUTOMÓVEIS TEM DE<br />
REALIZAR O SEU TRABALHO BASEANDO A SUA FORMA DE ATUAR NAS DISTINTAS CONDICIONANTES DAS<br />
APÓLICES E NOS CRITÉRIOS DE RESPONSABILIDADE DOS CONTRATOS. ESTE TIPO DE AVALIAÇÕES IMPLICAM<br />
UM MAIOR GRAU DE ESPECIALIZAÇÃO PARA O PERITO<br />
Ocorre um sinistro empresarial<br />
quando os danos nos veículos<br />
são provocados durante a execução<br />
de uma atividade industrial ou<br />
empresarial, e a Responsabilidade<br />
Civil é assegurada pela empresa que<br />
necessita dos serviços do perito de<br />
automóveis.<br />
Metodologia pericial em<br />
sinistros empresariais<br />
Em caso de acidentes ocorridos em<br />
consequência da atividade empresarial,<br />
é contratado um seguro pelos<br />
danos que possam ocorrer nos<br />
veículos durante a sua permanência<br />
na oficina, nas suas deslocações (tes-<br />
106 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
Colaboração CESVIMAP<br />
www.cesvimap.com<br />
tes, entregas e recolhas, transporte<br />
em reboque…) e pelos que resultem<br />
de reparações incorretas, durante a<br />
lavagem do veículo ou no abastecimento<br />
de combustível, entre outros.<br />
Entre as tarefas do perito de automóveis<br />
nos expedientes empresariais,<br />
inclui-se estabelecer o valor do<br />
sinistro, tarefa que, indubitavelmente,<br />
passa por avaliar os danos do veículo<br />
afetado.<br />
Além disso, há que estabelecer a causa<br />
ou causas da ocorrência, pelo que<br />
o perito se deve focar em dois aspetos<br />
fundamentais: a correspondência<br />
dos danos, ou relação entre a forma<br />
de ocorrência relatada pelo segurado<br />
e os danos observados no veículo, e<br />
a análise <strong>das</strong> circunstâncias que rodeiam<br />
a ocorrência do sinistro, que<br />
impliquem um aumento do risco ou<br />
o risco em si mesmo. A quebra do<br />
nexo causal ocorre por falta de correspondência<br />
entre os danos e o relato<br />
do sinistro, ou por circunstâncias<br />
que podem aumentar as possibilidades<br />
de acidente ou ser a causa deste.<br />
A existência de nexo causal é necessária<br />
para a indemnização.<br />
CASos mais frequentes em<br />
sinistros empresariais<br />
Estes sinistros estão relacionados<br />
com as empresas que têm um contacto<br />
direto com os veículos: oficinas de<br />
reparação, serviços de assistência em<br />
viagem, túneis de lavagem, estações<br />
de serviço… Tendo isto em conta, podem-se<br />
classificar em cinco grupos:<br />
foram executados de forma correta,<br />
verificando os processos de reparação,<br />
e se foram cumpri<strong>das</strong> as características<br />
técnicas do órgão mecânico<br />
avariado (binários de aperto, volume<br />
de líquidos…).<br />
Também se verifica se não foi danificado<br />
acidentalmente qualquer elemento<br />
nas peças repara<strong>das</strong> ou nas<br />
anexas, bem como se ocorreram erros<br />
ou esquecimentos por parte do operário<br />
que realizou a reparação. Será verificado<br />
se não existem danos repetidos,<br />
como os desgastes nos parafusos<br />
e pernos, que devem ser substituídos<br />
obrigatoriamente, ou tensores que<br />
possam ceder caso não sejam substituídos…<br />
Por último, há que descartar<br />
a hipótese de que a avaria tenha ocorrido<br />
de forma causal, após a reparação,<br />
e que não existe qualquer relação<br />
com os trabalhos da oficina.<br />
Danos ocorridos<br />
2 em túneis de lavagem<br />
Esta tipologia de danos repete-se em<br />
elementos salientes do veículo (limpa-para-brisas,<br />
retrovisores exteriores,<br />
antenas…), que se prendem nos<br />
rolos e batem no veículo, ou quando<br />
1<br />
este sai da calha de transporte e bate<br />
contra elementos do túnel. É fundamental<br />
verificar se foram cumpri<strong>das</strong>,<br />
na sua totalidade, as instruções<br />
de lavagem do veículo, que deverão<br />
encontrar-se na entrada do túnel de<br />
lavagem.<br />
3 Sinistros em oficinas<br />
Os danos nestes expedientes são<br />
muito similares aos que ocorrem em<br />
sinistros cobertos pelas apólices de<br />
automóveis. Assim, a causalidade é<br />
determinada pela correspondência<br />
dos danos, tendo sempre em conta<br />
circunstâncias que podem influenciar.<br />
Ocorrem danos nas operações<br />
de reparação do veículo (como a queda<br />
de elevadores, entre outros), nas<br />
suas deslocações dentro <strong>das</strong> instalações<br />
da oficina, ou nos percursos de<br />
teste, entrega e recolha.<br />
Danos na deslocação do<br />
4 veículo em reboque<br />
Também neste caso, a verificação<br />
dos danos assume grande importância,<br />
ao mostrar uma tipologia muito<br />
definida. Os danos reclamados<br />
correspondem aos provocados nas<br />
operações de carga e descarga, com<br />
impacto direto nas peças exteriores<br />
ou por deterioração nas mecânicas,<br />
provocada pelos elementos de arrasto<br />
do reboque. Por vezes, ocorrem<br />
danos por se partir o cabo e o veículo<br />
ficar solto, ou em operações de resgate,<br />
devido à complexidade eventualmente<br />
existente.<br />
5<br />
. AVArias<br />
por troca de combustível<br />
São reclamados danos em sistemas<br />
de injeção, em motores e em sistemas<br />
de escape, devido a um abastecimento<br />
do veículo com combustível<br />
diferente daquele que usa. Para além<br />
dos casos descritos de possíveis sinistros<br />
empresariais, o perito de automóveis<br />
pode deparar-se com outros<br />
de diversa índole. Por exemplo, em<br />
capots dianteiros, devido a uma ferramenta<br />
esquecida sob os mesmos;<br />
danos provocados por animais que<br />
entraram nos veículos em armazém;<br />
devido a cadeiras de uma varanda<br />
que voaram com ventos fortes… Não<br />
obstante, os motivos mais habituais<br />
são os descritos anteriormente. l<br />
AVArias no veículo<br />
1 Uma vez que, efetuada uma reparação<br />
numa oficina, ocorra uma<br />
avaria, esta pode ser consequência<br />
da referida reparação ou pode tratar-<br />
-se de uma nova. O veículo chega de<br />
novo à oficina de reparação, e o perito<br />
de automóveis analisa e investiga<br />
a ocorrência. A primeira coisa que<br />
solicita é a documentação da reparação<br />
(ordem de trabalho, orçamento,<br />
guias de remessa, faturas…) para<br />
conhecer a extensão dos trabalhos,<br />
com o objetivo de poder clarificar a<br />
correspondência da reparação com a<br />
avaria.<br />
Caso exista relação entre reparação<br />
e avaria, são analisa<strong>das</strong> as circunstâncias<br />
em que foi efetuada a reparação.<br />
O objetivo é ver se os trabalhos<br />
3<br />
4<br />
1 // Os sinistros empresariais<br />
incluem os danos provocados<br />
durante o transporte em reboque<br />
2 //Rutura do bloco do motor<br />
3 // Durante a reparação podem<br />
ocorrer danos mecânicos<br />
4 //Danos provocados durante<br />
a subida do veículo para o reboque<br />
2<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 107
NOTÍCIAS // A ÁREA MAIS COLORIDA DO AFTERMARKET<br />
repintura<br />
AXALTA CHEGA A ACORDO PARA ADQUIRIR U-POL<br />
IMPORTANTES SINERGIAS OPERACIONAIS E COMERCIAIS<br />
A<br />
Axalta anunciou que chegou a um acordo definitivo<br />
para adquirir a U-POL Holdings<br />
Limited (“U-POL”) da Graphite Capital Management<br />
LLP e de outros titulares pelo montante<br />
de 428 milhões de GBP (cerca de 590 milhões de<br />
USD). Fundada em 1948 e sediada no Reino Unido,<br />
a U-POL é um dos principais fabricantes de produtos<br />
de reparação e pintura utilizados principalmente em<br />
aplicações de repintura de automóveis e tintas protetivas<br />
no mercado pós-venda. Esta empresa produz<br />
uma vasta gama de produtos e acessórios de pintura<br />
de automóveis de elevada qualidade incluindo vedantes,<br />
tintas, aerossóis, colas e produtos relacionados<br />
com tintas, assim como outras tintas protetivas para<br />
o mercado pós-venda automóvel. A U-POL vende os<br />
seus produtos em mais de 100 países e é muito conhecida<br />
pelas suas marcas líderes incluindo a Raptor,<br />
a Dolphin e a Gold, entre outras. A Axalta acelerará<br />
o crescimento dos produtos da U-POL ao expandir<br />
o acesso ao mercado através dos canais de ven<strong>das</strong> e<br />
distribuição existentes da Axalta, ao mesmo tempo<br />
que potenciará os canais de distribuição da U-POL<br />
para aumentar o alcance do seu portfólio de Tintas<br />
de Repintura a novos clientes. “A Axalta é a empresa<br />
líder mundial no segmento de tintas de repintura<br />
premium. A experiência da U-POL em acessórios de<br />
repintura e tintas protetivas é muito complementar<br />
ao negócio da Axalta e expande o nosso mercado-alvo<br />
para o importante e crescente segmento de repintura<br />
económico e mainstream, assim como o mercado<br />
pós-venda “Faça você mesmo” (DIY),” afirmou Robert<br />
Bryant, Chief Executive Officer da Axalta. “Também<br />
vemos oportunidades para a tecnologia da U-POL<br />
em aplicações não explora<strong>das</strong> para outras áreas do<br />
nosso negócio, incluindo as Tintas de Mobilidade e<br />
Industriais.”<br />
“As culturas de inovação, qualidade e fortes princípios<br />
de operação de ambas as empresas estão excecionalmente<br />
em consonância,” declarou Troy Weaver, Axalta’s<br />
Senior Vice President, Global Refinish Coatings.<br />
“Teremos muito prazer em servir os nossos clientes<br />
com estas capacidades adicionais e acolher os membros<br />
<strong>das</strong> equipas dedica<strong>das</strong> da U-POL na família<br />
Axalta.”<br />
A U-POL prevê ven<strong>das</strong> líqui<strong>das</strong> de aproximadamente<br />
145 milhões de USD e uma margem EBITDA ajustada<br />
de cerca de 38 milhões de USD para o ano fiscal de<br />
2021. A Axalta espera realizar sinergias operacionais<br />
e comerciais importantes nos negócios combinados<br />
mundiais. Estão previstas que sejam realiza<strong>das</strong> sinergias<br />
e eficiências operacionais anuais de aproximadamente<br />
10 milhões de USD entre 18 e 24 meses a contar<br />
de conclusão da transação. A Axalta prevê que a<br />
aquisição seja um acréscimo imediato para a margem<br />
EBITDA ajustada, excluindo os custos relacionados<br />
com a transação associados à aquisição. A Axalta planeia<br />
financiar a transação com fundos próprios.<br />
108 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
REDUZ O CONSUMO DE PLÁSTICO<br />
INDASA | O grupo INDASA está cada vez mais ciente da importância da proteção ambiental<br />
e procura ativamente estratégias para reduzir o impacto ambiental, incluindo a conservação de<br />
energia, reciclagem e gestão de desperdícios. A empresa começa agora a eliminar a utilização<br />
de plástico na sua atividade. No seguimento desta ideia, a INDASA acaba de anunciar que aos<br />
poucos vai começar a eliminar a utilização de plástico na embalagem dos abrasivos como parte<br />
do seu plano de eliminação de plásticos.<br />
Os rolos de abrasivos, cintas e rolos de discos são os primeiros produtos em que esta medida é<br />
aplicada de imediato. O produto continuará a ser embalado, mas com um embrulho de papel<br />
que contêm fibras recicla<strong>das</strong>.<br />
CHEGOU<br />
O SIMPLEX<br />
DA OFICINA<br />
O 360º SCAN É UM PROGRAMA INOVADOR DESENVOLVIDO<br />
PELA IMPOESTE, PARA QUE A SUA OFICINA ALCANCE<br />
A MÁXIMA PRODUTIVIDADE E RENTABILIDADE!<br />
C<br />
M<br />
Y<br />
CM<br />
MY<br />
CY<br />
TECNOLOGIA REVOLUCIONÁRIA<br />
Akzo Nobel | A tecnologia inovadora de película lançada pela Akzo Nobel, permite aos<br />
fabricantes de automóveis esconderem sensores de radar atrás de peças metálicas decorativas. A<br />
película brilhante transparente de radar - aperfeiçoada pelo trabalho em conjunto com os clientes<br />
- significa que os fabricantes de veículos já não têm de se preocupar em esconder sensores atrás<br />
de metal sólido, que podem bloquear os sinais de características de segurança, tais como avisos<br />
anti-colisão. A AkzoNobel é um fornecedor aprovado de produtos de película para esta aplicação<br />
específica, e a empresa foi recentemente especificada como fornecedor global de emblemas por<br />
uma <strong>das</strong> maiores marcas de automóveis do mundo. “Os requisitos dos veículos estão sempre a<br />
mudar e estamos muito satisfeitos por termos resolvido este difícil problema com um revestimento<br />
de película inteligente que permite a passagem de sinais de radar”, explica Patrick Bourguignon,<br />
Director do negócio de Revestimentos Automotores e Especiais da AkzoNobel. “Foi um processo<br />
altamente técnico, que envolveu uma estreita colaboração com os clientes para estabelecer<br />
correlações entre as propriedades do filme e a transmissão por radar”, conclui.<br />
CMY<br />
K<br />
GESTÃO<br />
OFICINAL<br />
INTEGRADA<br />
FACILIDADE DE IMPLEMENTAÇÃO<br />
REDUÇÃO DE DESPERDÍCIOS<br />
OPTIMIZAÇÃO DE STOCKS<br />
REDUÇÃO DE CUSTOS<br />
AUMENTO DA PRODUTIVIDADE<br />
AUMENTO DE RENTABILIDADE<br />
PUB
Gestão<br />
RENTABILIDADE DA OFICINA<br />
ATITUDE EMPRESARIAL<br />
PARA MUITOS PROPRIETÁRIOS DE OFICINA, A RENTABILIDADE DO NEGÓCIO<br />
FAZ ‐SE ATRAVÉS DE UMA REPARAÇÃO EFICIENTE, OU SEJA, GANHANDO<br />
TEMPO AO TEMPO. EMBORA SEJA VERDADE, A VERDADEIRA RENTABILIDADE<br />
DA OFICINA FAZ ‐SE NO ESCRITÓRIO<br />
Para se gerar rentabilidade a<br />
partir do escritório, é preciso<br />
formação específica no posto,<br />
recursos e atitude. Se a empresa não<br />
for da própria pessoa, o responsável<br />
tem de ter atitude. O respetivo posto<br />
de trabalho depende em grande parte<br />
da atitude. Nas oficinas multimarca<br />
tem havido uma melhoria considerável<br />
na gestão do negócio, designadamente<br />
nas redes de oficinas, que<br />
fizeram e fazem um trabalho importante,<br />
ao disponibilizar ferramentas<br />
às oficinas, que se estas tivessem que<br />
as procurar por sua conta, os custos<br />
disparariam.<br />
Programas de gestão, ferramentas de<br />
avaliação de danos e/ou tempos de reparação,<br />
plataformas de e ‐commerce,<br />
campanhas de fidelização, aplicações<br />
para a comunicação oficina/cliente e,<br />
inclusivamente, formação específica,<br />
são recursos que já existem na maioria<br />
<strong>das</strong> redes oficinais. Os gestores<br />
terão de ter formação na utilização<br />
dessas ferramentas e atitude em querer<br />
saber utilizá ‐las. Um programa de<br />
gestão não deve ser utilizado apenas<br />
para a abertura da ordem de trabalho<br />
e para gerar a fatura. O programa de<br />
rial de obter formação nestes aspetos.<br />
Em muitas <strong>das</strong> oficinas multimarca,<br />
a pessoa encarregada da parte<br />
da gestão costuma ser o cônjuge,<br />
a mãe ou um familiar do dono da<br />
oficina. Isso é um ponto forte e um<br />
aspeto diferenciador, que permite<br />
dar aos clientes um tratamento que<br />
uma oficina multimarca jamais deverá<br />
perder, mas há que manter um<br />
equilíbrio entre rentabilidade e serviço.<br />
Essa pessoa é fundamental para<br />
se conseguir o referido equilíbrio e<br />
quanto mais formação tiver e mais a<br />
deixem fazer, mais aumentará a rentabilidade<br />
do negócio.<br />
DicAS PARA aumentar a<br />
rentabilidade<br />
Apostem na formação, ajudem a pessoa<br />
que estabelece o contacto com os<br />
clientes, para que saiba como fazer os<br />
orçamentos, de modo a tirar o máximo<br />
partido do programa de gestão<br />
e para maximizar as diferentes ferramentas<br />
que as redes lhe proporcionam.<br />
Têm de se interessar não só<br />
em procurar melhores condições de<br />
compra, mas também na formação<br />
nestas ferramentas. E por último,<br />
gestão tem uma agenda que permite<br />
otimizar o tempo de abertura da ordem<br />
e permite uma melhor planificação<br />
<strong>das</strong> marcações. Este último ponto<br />
é básico para a organização e para<br />
que os veículos permaneçam o menor<br />
tempo possível na oficina.<br />
Depois, segue ‐se a formação. As redes<br />
costumam ter um portefólio de<br />
formação onde se oferecem às oficinas<br />
cursos para otimizar as horas<br />
produtivas <strong>das</strong> mesmas e o controlo<br />
da atividade, o qual devemos recordar<br />
que se baseia na venda de horas.<br />
Saber maximizar as ferramentas (programas<br />
de gestão e avaliação); Orientações<br />
para a fidelização de clientes;<br />
Ações eficazes e eficientes, que já foram<br />
aplica<strong>das</strong> por outras oficinas na<br />
planificação <strong>das</strong> atividades e <strong>das</strong> marcações;<br />
Gerar notoriedade e captação<br />
de novos clientes através <strong>das</strong> redes<br />
sociais (as oficinas também deverão<br />
ter consciência, que dentro de poucos<br />
anos a maioria dos seus clientes serão<br />
os chamados “Millenial” e “Geração<br />
Z”). Estes são alguns dos conteúdos<br />
que devem estar presentes na formação<br />
e os responsáveis pela gestão da<br />
oficina devem ter a atitude empresameçam.<br />
Quem não mede não conhece<br />
a respetiva situação e por isso não<br />
melhorará.<br />
A grande maioria dos proprietários<br />
de oficinas são mecânicos por<br />
vocação, pessoas que tiveram o sonho<br />
de ter uma oficina e muitos<br />
conseguiram ‐no. Viveram ‐se épocas<br />
melhores e piores, mas os que estão<br />
no negócio há alguns anos têm um<br />
grande mérito. Porém, nos tempos<br />
que correm e no futuro que parece<br />
vir aí, caso seja proprietário de uma<br />
oficina de reparação de automóveis<br />
deverá convencer ‐se a si mesmo<br />
que é empresário e que deve implementar<br />
uma abordagem comercial e<br />
empresarial no seu negócio, ou seja,<br />
não colocar todo o foco na reparação.<br />
Compreende ‐se que seja mecânico<br />
de profissão, mas tem de ter consciência<br />
que dirige uma empresa.<br />
A tecnologia está a avançar a um ritmo<br />
superior àquele que nós nos podemos<br />
ir adaptando e temos de estar<br />
preparados, formados e equipados,<br />
não só na oficina, mas em todos os setores.<br />
Dito isto, deve começar por ter<br />
consciência de que as bases do negócio<br />
são a compra e a venda de horas.<br />
Portanto, a mão de obra é sagrada. É<br />
o que valoriza todo o conhecimento,<br />
experiência e sapiência. E a evolução<br />
dos veículos irá levar a uma repartição<br />
da faturação da oficina de 50%,<br />
ou seja, de cada 100 € faturados, metade<br />
será mão de obra. Não faz sentido<br />
oferecer a mão de obra. Basta ser‐<br />
‐se justo, honesto, saber como faturar<br />
e explicar bem ao cliente o trabalho<br />
realizado, evitando os termos técnicos<br />
que os clientes não entendem ou<br />
não costumam entender. A partir daí,<br />
caso se rentabilize a mão de obra e a<br />
faturação dos tempos permita absorver<br />
os custos fixos da empresa, será<br />
possível ter uma boa base para continuar<br />
a evoluir e a avançar.<br />
Outros elementos fundamentais da<br />
gestão são a análise constante dos seus<br />
processos, o plano de carreira dos seus<br />
funcionários e o seu próprio. Formação<br />
não apenas técnica, mas também<br />
comercial, tecnologias da comunicação<br />
e de gestão empresarial. Saber<br />
tirar proveito dos recursos ao alcance<br />
da oficina (SAT, programa de gestão e<br />
seu CRM ou base de dados, marketing<br />
e fidelização de clientes). l<br />
110 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com