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Jornal das Oficinas 189

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QUANDO SE TRATA DE<br />

TRAVÕES, EXISTE UMA<br />

ÚNICA ESCOLHA: A MELHOR.<br />

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jornal<strong>das</strong>oficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira<br />

<strong>189</strong><br />

C<br />

Setembro 2021<br />

PERIODICIDADE | MENSAL<br />

ANO XVI | 3 EUROS<br />

M<br />

Y<br />

CM<br />

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MY<br />

CY<br />

CMY<br />

K<br />

CONFLITOS LABORAIS<br />

PRÁtica LEVA À PERFEIÇÃO!<br />

PÁG: 06<br />

Phaarmpeças<br />

Pág. 44<br />

Reconhecido como um dos principais<br />

retalhistas de peças automóvel<br />

do distrito de Viseu, a Phaarmpeças<br />

celebra este ano o 25º aniversário<br />

Sylvia Gotzen<br />

Pág. 12<br />

Em entrevista ao <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong>, a<br />

Diretora-Executiva da FIGIEFA revelou<br />

as principais preocupações do setor<br />

relativamente ao futuro MVBER<br />

Motivar<br />

colaboradores<br />

Pág. 50<br />

Os gestores que são bons a lidar<br />

com pessoas compreendem a forma<br />

como os colaboradores pensam e os<br />

seus interesses<br />

Peritagem de danos<br />

Pág. 106<br />

Entre as tarefas do perito de<br />

automóveis inclui-se estabelecer o<br />

valor do sinistro, tarefa que passa<br />

por avaliar os danos do veículo<br />

desde 1959<br />

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Editorial<br />

<strong>189</strong> Setembro<br />

2021<br />

Folha de serviço ........................................................................... 04<br />

DESTAQUE<br />

Conflitos Laborais ..................................................................... 06<br />

MERCADO<br />

Entrevista Sylvia Gotzen, FIGIEFA ........................... 12<br />

ATUalidadE<br />

Oficina de Confiança ACAP ............................................ 18<br />

OPINIÃO<br />

Susana Barros .............................................................................. 22<br />

CAMPANHA<br />

VISU Aftermarket ..................................................................... 24<br />

Power On ............................................................................................ 28<br />

ENTREVISTAS<br />

Peter Wagner, Continental .............................................. 32<br />

Paulo Almeida, APAMB ....................................................... 36<br />

Manuel de Andrade, STOP’s .......................................... 40<br />

EMPRESA<br />

Phaarmpeças ................................................................................ 44<br />

OFICINA DO MÊS<br />

NA Auto ................................................................................................ 48<br />

GESTÃO<br />

Expandir horizontes ............................................................... 50<br />

NOTÍCIAS<br />

Empresas ........................................................................................... 52<br />

Produto ................................................................................................ 80<br />

Repintura ......................................................................................... 108<br />

PRODUTO<br />

Suportes motor Metalcaucho............................... 76<br />

Ferramentas elétricas Bosch.................................78<br />

SERVIÇO<br />

Sistemas ADAS ........................................................................... 98<br />

PASSO A PASSO<br />

Desmontagem de pneus ................................................ 101<br />

REPINTURA<br />

Parceria Axalta/Museu Caramulo ........................ 103<br />

TÉCNICA & SERVIÇO<br />

Peritagem de danos ............................................................ 106<br />

CAPACIDADE<br />

DE ESCOLHA<br />

A<br />

capacidade de escolher como um veículo é diagnosticado e reparado está cada vez mais a ser ameaçada,<br />

não da perspetiva do proprietário do veículo, mas da capacidade da oficina independente em<br />

oferecer uma opção ao proprietário do veículo.<br />

As mudanças estão a ser origina<strong>das</strong> por quatro aspetos essenciais: o impacto da cibersegurança na conceção<br />

do veículo, a automatização dos sistemas de bordo, a responsabilidade subsequente do construtor pela funcionalidade<br />

do veículo ao longo da sua vida útil e as peças cada vez mais personaliza<strong>das</strong> necessárias para os<br />

veículos de hoje, que os fabricantes de peças de substituição têm dificuldades em igualar.<br />

Um bom exemplo é o óleo de motor, que é cada vez mais específico do tipo de motor. É difícil para a indústria<br />

de lubrificantes do mercado pós-venda disponibilizar um equivalente direto do lubrificante original do<br />

fabricante do motor do veículo. O óleo do motor deve proporcionar a proteção do motor a temperaturas<br />

e a pressões mais eleva<strong>das</strong> e proporcionar uma proteção avançada do material ao longo da vida útil do<br />

lubrificante, encontrando-se simultaneamente num ambiente quimicamente mais limitado, com níveis de<br />

viscosidade mais baixos e numa gama de condições de funcionamento mais ampla. Isto cria o problema de<br />

fazer corresponder a especificação técnica do óleo original do motor. As oficinas também podem ficar vulneráveis,<br />

se realizarem trabalhos num veículo que ainda se encontre no período de garantia e ocorrer uma<br />

falha subsequente do motor. Assim, ao reservarem a especificação do seu óleo, os fabricantes de veículos<br />

podem criar uma situação em que só podem ser utilizados os seus lubrificantes/fluidos.<br />

Também se verifica um cenário semelhante com os componentes ADAS. Os fabricantes de veículos alegam<br />

que só podem ser utiliza<strong>das</strong> as suas peças originais e que estas peças só podem ser monta<strong>das</strong> pelos seus reparadores<br />

autorizados. Para assegurar que este processo é cumprido, as peças são codifica<strong>das</strong> e o “código de<br />

configuração do sistema” correspondente só é disponibilizado aos seus concessionários oficiais.<br />

Com o endurecimento da legislação em matéria da “segurança dos componentes”, dos requisitos de emissões<br />

dos veículos e dos sistemas automatizados, a homologação de peças de substituição pode aumentar.<br />

Igualmente restritivo é o acesso ao veículo e aos seus dados. Atualmente, chegaram ao mercado os primeiros<br />

veículos com a porta OBD vedada a equipamentos de diagnóstico multimarcas. Se pretender realizar<br />

diagnósticos, reiniciar a luz de serviço ou recodificar uma peça de substituição, é necessário um certificado<br />

eletrónico. Isto requer o registo junto do fabricante do veículo e a utilização de dados pessoais para aceder<br />

ao certificado no momento em que pretende efetuar a intervenção no veículo. Estes certificados são também<br />

suscetíveis de possuir atribuições de “direitos e funções”, definindo o trabalho que pode realizar, o que,<br />

aliado à codificação de peças ou à funcionalidade de recodificação, reconfiguração ou reprogramação do<br />

software significará também que certas peças e ações serão controla<strong>das</strong> pelo fabricante do veículo.<br />

Com veículos conectados, que permitem aos fabricantes contactar diretamente o cliente quando o veículo<br />

indica que é necessária uma intervenção, o fabricante do veículo pode criar e propor as suas próprias ofertas<br />

de serviços com as suas próprias peças, sem que o condutor tenha de fazer muito mais do que consentir a<br />

oferta. As oficinas independentes nem sequer terão consciência de que o veículo precisa de ser reparado<br />

ou intervencionado. Em suma, quando se trata de optar relativamente a peças de substituição, as opções<br />

começam a ficar cada vez mais limita<strong>das</strong> às peças OE.<br />

JOÃO VIEIRA | Diretor<br />

DIRETOR JOÃO VIEIRA joao.vieira@apcomunicacao.com // DIRETOR COMERCIAL MÁRIO CARMO mario.carmo@apcomunicacao.com // GESTOR DE CLIENTES PAULO FRANCO paulo.franco@apcomunicacao.com<br />

WEBMASTER ANTÓNIO VALENTE // ARTE HÉLIO FALCÃO // SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS E CONTABILIDADE financeiro@apcomunicacao.com // PERIODICIDADE Mensal // ASSINATURAS assinaturas@apcomunicacao.com<br />

SEDE DA REDAÇÃO Bela Vista Office Estrada de Paço de Arcos, 66 2735 - 336 Cacém // TEL. +351 219 288 052 // GPS 38º45’51.12”N - 9º18’22.61”W // © Copyright Nos termos legais em vigor, é totalmente interdita<br />

a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito do JORNAL DAS OFICINAS // IMPRESSÃO LISGRÁFICA - IMPRESSÃO E ARTES GRÁFICAS, S.A. Estrada Consiglieri<br />

Pedroso, 90 2730 - 053 Barcarena Tel. 214 345 400 // N.º DE REGISTO NA ERC 124.782 // DEPÓSITO LEGAL n.º: 201.608/03 TIRAGEM 10.000 exemplares<br />

www.apcomunicacao.com<br />

EDIÇÃO AP COMUNICAÇÃO // PROPRIEDADE JOÃO VIEIRA // SEDE PROPRIETÁRIO/EDITOR Bela Vista Office Estrada de Paço de Arcos, 66 2735 - 336 Cacém // GERÊNCIA João Vieira - Publicações Unipessoal, Lda.<br />

PRINCIPAL ACIONISTA João Vieira (100% TEL. +351 219 288 052 // EMAIL geral@apcomunicacao.com // Consulte o Estatuto Editorial no site www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 3


FOLHA<br />

DE SERVIÇO<br />

REVISTA TOP 100<br />

EM PREPARAÇÃO<br />

IPSIS<br />

VERBIS<br />

SYLVIA GOTZEN<br />

DIRETORA-EXECUTIVA DA FIGIEFA<br />

A FIGIEFA ACREDITA QUE<br />

O MBVER DEVE SER MANTIDO<br />

NOS SEUS PRINCÍPIOS, TENDO<br />

EM CONTA OS BENEFÍCIOS<br />

COMPROVADOS, E<br />

MODERNIZADO NOS<br />

PORMENORES, PARA<br />

ENFRENTAR NOVOS DESAFIOS<br />

A<br />

revista mais esperada do ano pelos profissionais<br />

do setor está já a ser preparada para<br />

ser lançada no mês de novembro, logo após<br />

a GALA, que se realizará no dia 5 de novembro,<br />

na Quinta <strong>das</strong> Lágrimas, em Coimbra, num evento<br />

que pretendemos seja mais uma vez o ponto de<br />

encontro de convívio e confraternização dos principais<br />

players do setor. Os rankings dos maiores e<br />

melhores distribuidores de peças para ligeiros e pesados,<br />

equipamentos e repintura, será novamente o<br />

ponto forte desta publicação. Os dados publicados<br />

reportam a 2020, um ano verdadeiramente atípico,<br />

com dois períodos de confinamento derivado da<br />

Covid-19 e muitas mudanças nas organizações. Será<br />

interessante analisar a faturação <strong>das</strong> empresas num<br />

ano difícil como foi 2020 e verificar impacto que<br />

a crise teve no setor. É verdade que o aftermarket<br />

acabou por não ser tão atingido pelos efeitos da crise<br />

como outros setores da economia, contudo está a altamente volátil e nunca antes vivido. Seja para<br />

às necessidades do mercado, perante um cenário<br />

exigir às empresas do setor uma enorme capacidade<br />

de adaptação da sua oferta de produtos e servirios,<br />

mas também para a reorganização e aumento<br />

conseguir atingir resultados financeiros satisfatóços,<br />

e um esforço adicional na adaptação e resposta da eficiência e da produtividade.<br />

MANUEL DE ANDRADE<br />

DIRETOR GERAL STOP’S<br />

QUEM SABE SE NOS<br />

DEDICAREMOS A PINTAR<br />

MOTAS, BICICLETAS<br />

OU MESMO MÓVEIS<br />

(ACRÍLICOS) OU PORTÕES<br />

COM A COR QUE O CLIENTE<br />

PRETENDE, PERSONALIZANDO<br />

E DIFERENCIANDO O SERVIÇO?<br />

CARLOS COELHO<br />

GERENTE PHAARMPEÇAS<br />

NÃO QUERO SER O REI DOS<br />

MELHORES PREÇOS, MAS SIM<br />

O REI DO MELHOR SERVIÇO<br />

E DO MELHOR APOIO AO<br />

CLIENTE, POIS TEM SIDO ISSO<br />

QUE NOS TEM FEITO CRESCER<br />

SEMÁFORO<br />

Energia cara alarma empresas<br />

É mais um problema acrescido para o<br />

tecido empresarial, tal como têm alertado<br />

muitas empresas que se confrontam<br />

com os valores altíssimos <strong>das</strong> faturas<br />

de eletricidade, o que tem um grande<br />

impacto na contabilidade <strong>das</strong> organizações,<br />

já a braços com custos elevados<br />

nos combustíveis, nas matérias-primas,<br />

nos transportes, etc. Prova concreta é<br />

o facto de, no passado mês de agosto,<br />

a eletricidade produzida na Península<br />

Ibérica ter atingido o preço mais alto de<br />

sempre. O problema é global, pois no<br />

resto da Europa os preços grossistas da<br />

eletricidade estão também com valores<br />

muito elevados.<br />

Preparar o fim dos apoios<br />

O fim dos programas de apoio e <strong>das</strong> moratórias<br />

bancárias poderá ser fatal para<br />

muitas empresas. O número de insolvências<br />

desceu no ano passado, mas já<br />

aumentou na primeira metade de 2021<br />

e os analistas receiam que a tendência<br />

se mantenha, ou até se agrave, com o<br />

fim <strong>das</strong> aju<strong>das</strong>. Diversas associações<br />

empresariais têm apresentado junto do<br />

Governo várias medi<strong>das</strong> que conduzam<br />

à capitalização <strong>das</strong> empresas de forma a<br />

permitir ganhar fôlego rumo à retoma.<br />

O financiamento <strong>das</strong> empresas é urgente<br />

e os bancos têm de saber ser solidários<br />

com o tecido empresarial.<br />

Continental contratará<br />

500 engenheiros<br />

A Continental Engineering Services Portugal<br />

(CES), empresa fornecedora de serviços<br />

de engenharia do grupo Continental<br />

quer contratar 500 engenheiros em Portugal<br />

até 2025, segundo anunciado em<br />

comunicado. A CES prevê que, em 2022<br />

atinja os 250 colaboradores e em 2025<br />

os 500. A empresa, que tem atualmente<br />

100 colaboradores, quer engenheiros<br />

de software e hardware, especialistas<br />

em cibersegurança. O crescimento do<br />

ponto de vista <strong>das</strong> necessidades dos<br />

recursos humanos está alavancado na<br />

elevada procura pelo desenvolvimento de<br />

soluções para o setor automóvel.<br />

4 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Destaque<br />

CONFLITOS NO LOCAL DE TRABALHO<br />

PRÁTICA<br />

LEVA À<br />

PERFEIÇÃO!<br />

OS CONFLITOS NO LOCAL DE TRABALHO PARECEM SER UM<br />

DADO ADQUIRIDO. TODOS NÓS JÁ ASSISTIMOS A SITUAÇÕES EM<br />

QUE PESSOAS DIFERENTES COM OBJETIVOS E NECESSIDADES<br />

DIFERENTES ENTRARAM EM CONFLITO. A FUNÇÃO DE MEDIADOR<br />

FAZ PARTE DAS RESPONSABILIDADES DOS GERENTES DAS<br />

OFICINAS. A MEDIAÇÃO DE CONFLITOS É UM EXEMPLO DAQUILO<br />

EM QUE A “PRÁTICA LEVA À PERFEIÇÃO”


Os líderes <strong>das</strong> organizações são responsáveis<br />

por criar um ambiente de trabalho<br />

que permita que as pessoas<br />

progridam. Caso disputas territoriais,<br />

desentendimentos e diferenças de<br />

opinião derivem em conflito, é necessário intervir<br />

imediatamente. Não intervir não é opção caso valorize<br />

a sua organização e a sua cultura positiva.<br />

Em situações conflituosas, as suas capacidades de<br />

mediação e a sua intervenção são essenciais.<br />

Independentemente do tamanho da empresa,<br />

mesmo os menores inconvenientes podem tornar-se<br />

problemas com consequências negativas<br />

para o clima laboral e a produtividade da empresa.<br />

Diante dessa situação, gerentes e responsáveis<br />

de departamento devem analisar a situação, ouvir<br />

as partes e tomar a melhor decisão para resolver o<br />

problema e melhorar o clima para a organização e<br />

seus membros.<br />

Marcar uma reunião para as pessoas envolvi<strong>das</strong> na<br />

discussão e ouvir atentamente os seus argumentos<br />

é um bom começo para abordar o problema, permitindo<br />

que eles discutam entre si e exponham as<br />

suas opiniões frente a frente é importante. A ideia<br />

é que cada uma <strong>das</strong> partes dê sua visão da situação<br />

e defenda a sua posição com respeito e com<br />

argumentos válidos. A mensagem que deve ser<br />

transmitida à equipa é que quando existem confli-


CONFLITOS NO LOCAL<br />

DE TRABALHO<br />

CONFLITOS INTERPESSOAIS GERAM RUMORES QUE NÃO SÓ<br />

perpetuaM O CONFLITO ENTRE as PARTES ENVOLVIDAS,<br />

MAS taMBÉM PODEM AFETAR OUTROS MEMBROS DA EQUIPA<br />

tos internos, a decisão de resolvê-los<br />

é feita ponderando a validade dos<br />

argumentos e não de acordo com a<br />

amizade ou a confiança que existam.<br />

Em muitos casos, as capacidades<br />

eficazes de resolução de conflitos<br />

podem fazer a diferença entre resultados<br />

positivos e negativos. A boa<br />

notícia é que ao resolver estes conflitos<br />

com sucesso, podem resolver-se<br />

muitos dos problemas que podem já<br />

ter surgido, bem como tirar proveitos<br />

que à partida podiamos não estar à<br />

espera, tais como:<br />

• Maior entendimento: A discussão<br />

necessária para resolver conflitos<br />

aumenta a consciência <strong>das</strong> pessoas<br />

acerca da situação, dando-lhes uma<br />

perspetiva de como podem alcançar<br />

os seus objetivos sem comprometerem<br />

os <strong>das</strong> outras pessoas;<br />

• Maior coesão de grupo: Quando<br />

os conflitos são resolvidos eficazmente,<br />

os membros da equipa conseguem<br />

desenvolver maior respeito mútuo e<br />

uma confiança renovada na sua capacidade<br />

de trabalharem juntos; e<br />

• Maior autoconhecimento: Os<br />

conflitos levam os indivíduos a examinar<br />

os seus objetivos em detalhe,<br />

ajudando-os a compreender aquilo<br />

que é mais importante para eles,<br />

aperfeiçoando o seu foco e melhorando<br />

a sua eficácia.<br />

No entanto, caso se lide com os conflitos<br />

de forma ineficaz ou caso os<br />

conflitos sejam ignorados, os resultados<br />

podem ser devastadores. Os<br />

objetivos que geram conflitos podem<br />

tornar-se rapidamente em antipatia<br />

pessoal, em falhas do trabalho de<br />

equipa, e o talento é desperdiçado,<br />

dado que as pessoas perdem interesse<br />

pelo seu trabalho. Os conflitos<br />

no local de trabalho podem resultar<br />

numa perigosa espiral descendente<br />

de pessimismo e recriminação. Se<br />

pretende manter a sua equipa ou organização<br />

a trabalhar eficazmente,<br />

tem de parar esta espiral descendente<br />

o mais rapidamente possível.<br />

Não acredite, por um momento sequer,<br />

que as únicas pessoas que são<br />

afeta<strong>das</strong> pelo conflito são os participantes.<br />

To<strong>das</strong> as pessoas na empresa<br />

e todos os funcionários com quem os<br />

funcionários em conflito interagem<br />

são afetados pelo stress. As pessoas<br />

MOTIVOS PARA EXISTÊNCIA DE CONFLITOS<br />

As diferenças e conflitos laborais entre os<br />

funcionários de uma organização ocorrem com<br />

frequência. Na nossa vida, os conflitos podem<br />

ser usados para mudar as coisas que estão<br />

sendo feitas de forma errada e corrigir a direção,<br />

mas quando essas diferenças surgem entre os<br />

funcionários da empresa, a sua resolução não pode<br />

ser evitada ou adiada. Assinalamos a seguir alguns<br />

dos motivos que podem originar conflitos laborais:<br />

Conflitos interpessoais<br />

Estes conflitos são habitualmente provocados<br />

por personalidades opostas ou por conflitos de<br />

personalidade que podem resultar de muitos<br />

fatores, tais como ciúmes, inveja ou até algo tão<br />

simples como uma antipatia pessoal de uma<br />

pessoa por outra. Preconceitos baseados em<br />

diferenças religiosas, raciais ou sexuais também<br />

levam a conflitos interpessoais. Frequentemente,<br />

os conflitos interpessoais geram rumores que<br />

não só perpetuam o conflito entre as partes<br />

diretamente envolvi<strong>das</strong>, mas também podem<br />

afetar outros membros da equipa.<br />

Conflitos estruturais<br />

Isto acontece quando os departamentos têm<br />

diferentes necessidades e desejos, e não são<br />

capazes de chegar a um consenso.<br />

Objetivos divergentes<br />

Isto acontece quando os departamentos têm<br />

objetivos diferentes, e cada departamento<br />

trabalha de forma independente para atingir os<br />

respetivos objetivos.<br />

Dependência mútua dos<br />

departamentos<br />

Acontece quando dois departamentos são<br />

dependentes um do outro, e as falhas de cada<br />

departamento afetam o outro.<br />

Insatisfação com a função<br />

Determinados departamentos ou grupos podem<br />

sentir que não têm o reconhecimento ou o<br />

estatuto devidos. Isto pode gerar conflitos entre<br />

departamentos, grupos ou indivíduos.<br />

Dependência de recursos comuns<br />

Quando dois departamentos dependem de<br />

recursos comuns e escassos podem desenvolver-se<br />

conflitos entre departamentos e/ou indivíduos.<br />

Barreiras de comunicação<br />

Isto ocorre frequentemente em organizações que<br />

têm sucursais, devido à separação geográfica<br />

que pode impedir uma comunicação consistente<br />

e atempada.<br />

8 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


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CONFLITOS NO LOCAL<br />

DE TRABALHO<br />

NUMA SITUAÇÃO DE CONFLITO DENTRO DA EMPRESA,<br />

DEVEMOS OUVIR OS MOTIVOS DE CADA UM DOS ENVOLVIDOS<br />

COM O TEMPO E A CALMA NECESSÁRIOS PARA RESOLVER O PROBLEMA<br />

sentem que têm de ter um cuidado<br />

extremo na presença dos antagonistas.<br />

Isto contribui para a criação de<br />

um ambiente de trabalho hostil para<br />

os outros funcionários. Nos piores<br />

cenários, os membros da organização<br />

tomam partidos e a organização<br />

fica dividida.<br />

Os conflitos<br />

NÃO se resolvem por si só!<br />

Os supervisores e responsáveis que<br />

detetem conflitos nas suas áreas devem<br />

sempre considerar uma avaliação<br />

da sua possível responsabilidade<br />

na criação ou viabilização de conflitos<br />

no local de trabalho. Questione<br />

sempre: “O que é que nesta situação<br />

de trabalho está a fazer com que estes<br />

membros do pessoal falhem?”<br />

Pode parecer que os conflitos no local<br />

de trabalho sejam estritamente<br />

interpessoais. No entanto, é importante<br />

questionar-se honestamente<br />

se é possível que as condições do<br />

local de trabalho são o catalisador<br />

ou aquilo que estimula. Talvez um<br />

supervisor tenha ignorado os sinais<br />

de um conflito crescente. As pessoas<br />

e os departamentos podem ter sido<br />

incentiva<strong>das</strong> a competir por recompensas<br />

e/ou por reconhecimento.<br />

Talvez a sensação seja de que as recompensas<br />

e o reconhecimento estejam<br />

distribuídos injustamente pela<br />

gestão. Chegar à origem do conflito<br />

é essencial para mediar e resolver a<br />

situação de conflito.<br />

O maior erro que um supervisor ou<br />

responsável pode fazer é ignorar o<br />

conflito, na expetativa de que o mesmo<br />

termine. Isso nunca acontece!<br />

Caso pareça que o conflito se tenha<br />

sanado por si só, o supervisor ou responsável<br />

pode cair na tentação de<br />

acreditar que o mesmo se resolveu<br />

sozinho. Os conflitos não se resolvem<br />

por si só! Invariavelmente, o mesmo<br />

irá surgir novamente quando o stress<br />

aumentar ou ocorrer um novo desentendimento.<br />

Frequentemente, quando o conflito<br />

reaparece, o mesmo cria mais instabilidade<br />

e prejudica mais a organização<br />

do que inicialmente. Um conflito<br />

não resolvido ou um desentendimento<br />

interpessoal vai-se agravando sub-<br />

-repticiamente no ambiente de trabalho.<br />

Torna-se evidente sempre que<br />

alguém o permite, e sempre no pior<br />

momento possível.<br />

Com um pouco de preparação, o responsável,<br />

na maioria dos casos, é perfeitamente<br />

capaz de promover sessões<br />

de resolução de conflitos. No entanto,<br />

caso o conflito tenha evoluído para<br />

um estado de alta instabilidade, é recomendável<br />

que um terceiro que seja<br />

imparcial participe na sessão para<br />

garantir objetividade e para registar<br />

os diálogos e os acordos. O terceiro<br />

participante pode ser um representante<br />

dos recursos humanos ou outro<br />

responsável de um departamento que<br />

funcione separadamente do departamento<br />

onde decorre o conflito. l<br />

ESTRATÉGIAS PARA A RESOLUÇÃO DE CONFLITOS<br />

Mediar um conflito é difícil, mas como responsável ou supervisor,<br />

a função de mediador faz parte <strong>das</strong> suas responsabilidades.<br />

A sua disponibilidade para intervir adequadamente estabelece<br />

as bases para o seu próprio sucesso<br />

Use a ESCUTA ativa<br />

Durante situações de conflito, as partes envolvi<strong>das</strong><br />

tendem a passar a maioria do tempo a falar em vez<br />

de ouvirem. Enquanto cada uma <strong>das</strong> pessoas está<br />

a falar, a outra pessoa passa o tempo a elaborar<br />

a sua contra-argumentação. Frequentemente,<br />

as pessoas julgam as declarações dos outros com<br />

base no seu próprio ponto de vista ou nos seus<br />

valores, sem considerar a perspetiva da outra<br />

pessoa. Como resultado, as pessoas ouvem o<br />

que querem ouvir em vez daquilo que o orador<br />

pretende comunicar. As emoções também<br />

entram em cena. Quando um conflito sofre uma<br />

evolução emocional, torna-se muito difícil ouvir<br />

objetivamente. É função do responsável, enquanto<br />

mediador, ouvir objetivamente cada um dos<br />

lados, garantir que ambas ou to<strong>das</strong> as partes<br />

escutam, e que cada pessoa tem a oportunidade<br />

de expor a sua versão da situação. O responsável<br />

pode conseguir isto colocando questões abertas,<br />

revelando empatia por ambas as partes, dando<br />

feedback para reforçar aquilo que foi ouvido,<br />

mantendo as emoções sob controlo e deixar claro<br />

que está simplesmente a reunir informações para<br />

encontrar a solução.<br />

Lide com o conflito<br />

de forma colaborativa<br />

Reúna to<strong>das</strong> as partes envolvi<strong>das</strong> num ambiente<br />

neutro/privado para facilitar a resolução<br />

do conflito. Peça a cada participante que<br />

disponibilize previamente uma declaração<br />

por escrito na qual descreva a situação pelas<br />

suas próprias palavras. Estas declarações darão<br />

ao responsável pela mediação uma ideia <strong>das</strong><br />

possíveis causas do conflito. Durante a sessão, dê<br />

a cada uma <strong>das</strong> partes a oportunidade de expor<br />

a respetiva versão da situação sem interrupções.<br />

Analisem o problema a partir da perspetiva<br />

de cada pessoa e desenvolvam soluções<br />

colaborativas. Combinem um encontro no futuro<br />

a fim de verificar o progresso da solução.<br />

Indique as expetativas<br />

PARA futuro comportamento<br />

Descreva claramente os prejuízos para a<br />

organização como resultado do conflito dos<br />

funcionários e as consequências para futuros<br />

comportamentos inadequados. É importante<br />

relembrar que a função do responsável na<br />

resolução de conflitos é a de mediador. O<br />

responsável tem de manter a imparcialidade e<br />

não pode participar na resolução do conflito se<br />

tiver opiniões ou ideias pré-concebi<strong>das</strong> acerca<br />

de quem está certo ou errado na situação. Se<br />

o responsável achar que não consegue ser<br />

imparcial, essa pessoa deve atribuir a tarefa da<br />

sessão de resolução de conflito a um terceiro<br />

que seja imparcial, como por exemplo, um<br />

responsável de recursos humanos.<br />

10 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


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entrevista<br />

O MVBER DEVE SER<br />

MANTIDO E MODERNIZADO


SYLVIA GOTZEN, DIRETORA-EXECUTIVA DA FIGIEFA<br />

DEZ ANOS VOLVIDOS SOBRE A ENTRADA EM VIGOR DO REGULAMENTO MVBER, QUE ESTABELECE AS<br />

NORMAS DE FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO E REPARAÇÃO AUTOMÓVEL, A COMISSÃO EUROPEIA ESTÁ<br />

A ANALISAR SE O IRÁ DEIXAR EXPIRAR, SE O RENOVA OU SE O REVÊ COM ATUALIZAÇÕES, O QUE DEIXA O<br />

MERCADO PÓS-VENDA INDEPENDENTE NUM IMPASSE. EM ENTREVISTA AO JORNAL DAS OFICINAS, SYLVIA<br />

GOTZEN, DIRETORA EXECUTIVA DA FIGIEFA, REVELA AS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES DO SETOR E ADIANTA<br />

ALGUNS DOS CENÁRIOS QUE PODEM VIR A TORNAR-SE REALIDADE<br />

ançado em 2010 pela Comissão Europeia, o<br />

MVBER é o regulamento que estabelece as normas<br />

de funcionamento do comércio e reparação<br />

automóvel. Institui orientações relativas às restrições<br />

verticais nos acordos de venda e reparação e<br />

serve essencialmente para proteger o acesso dos<br />

guns dos cenários que podem vir a tornar-se realidade<br />

se o MVBER (em inglês Motor Vehicle Block<br />

Exemption Regulation) não for mantido e convenientemente<br />

atualizado. “Na nossa opinião, a Comissão<br />

Europeia apela claramente à manutenção e<br />

modernização do MVBER”, uma vez que “é declarado<br />

que o regulamento cumpriu de facto os seus<br />

objetivos, pelo menos até certo ponto. De acordo<br />

com este relatório, o regime MVBER é «útil» e «eficiente»<br />

e «continua a ser relevante para as partes<br />

interessa<strong>das</strong>». São conclusões encorajadoras que<br />

apoiam a nossa pretensão de que o MVBER deve<br />

ser, pelo menos, mantido”, esclarece.<br />

A FIGIEFA “acredita fortemente que o MBVER<br />

deve ser mantido nos seus princípios, tendo em<br />

conta os benefícios comprovados, e modernizado<br />

nos pormenores, para enfrentar novos desafios”, diz<br />

Sylvia Gotzen, argumentando que tendo em conta<br />

“as especificidades do mercado pós-venda automóvel,<br />

a importância deste para os consumidores e os<br />

fabricantes de peças sobressalentes ao mercado<br />

pós-venda automóvel, de forma a garantir uma<br />

melhor diversidade para os consumidores, tanto<br />

em termos de escolha como de preço. O objetivo<br />

primordial é que os fabricantes de automóveis não<br />

impeçam os seus fornecedores de peças originais<br />

de fornecerem também as suas peças para o mercado<br />

IAM.<br />

No final de maio, a Comissão Europeia divulgou<br />

o relatório de avaliação do MVBER, com especial<br />

enfoque no impacto e eficácia do documento ao<br />

longo do último ano. As conclusões, apesar de animadoras,<br />

não são definitivas e criam um espectro<br />

de incerteza sobre o que poderá acontecer às oficinas<br />

independentes em particular e ao mercado de<br />

pós-venda em geral.<br />

Em entrevista ao <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong>, Sylvia Gotzen,<br />

Diretora-Executiva da Federação Internacional dos<br />

Distribuidores de Aftermarket (FIGIEFA), revelou<br />

as principais preocupações do setor e adiantou alrecentes<br />

desenvolvimentos nos negócios e na tecnologia,<br />

é absolutamente necessária uma legislação<br />

de concorrência moderna e específica do setor para<br />

lá de 2023”. Segundo a responsável, as melhorias<br />

a fazer devem englobar o combate às restrições no<br />

comércio <strong>das</strong> peças de reposição, em particular os<br />

retalhistas que, por vezes, não conseguem comprar<br />

peças diretamente às redes dos fabricantes, assim<br />

como o combate à tendência de bloquear artificialmente<br />

as peças para que estas não sejam usa<strong>das</strong> no<br />

aftermarket ou ainda os problemas recorrentes no<br />

acesso à informação técnica, além dos mecanismos<br />

de aplicação da lei, que são muito complicados para<br />

os operadores independentes.<br />

As designações cria<strong>das</strong> de «peças originais» e de<br />

«peças de qualidade equivalente» devem, no entender<br />

da FIGIEFA, “continuar a fazer parte da<br />

moldura competitiva da EU aplicável ao setor”,<br />

porque estas, “assim como a possibilidade de fornecer<br />

certificados próprios têm sido úteis no pas-<br />

APESAR DE HAVER REGULAMENTAÇÃO SOBRE A CIBERSEGURANÇA,<br />

O ACESSO APROPRIADO À INFORMAÇÃO SOBRE OS PROCESSOS<br />

DE REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO É CADA VEZ MAIS DIFÍCIL<br />

E DISPENDIOSO PARA OS OPERADORES INDEPENDENTES<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 13


SYLVIA GOTZEN<br />

É NECESSÁRIA UMA ABORDAGEM MAIS HOLÍSTICA PARA ENRIQUECER<br />

OS CONHECIMENTOS NUM MERCADO CADA VEZ MAIS COMPLEXO,<br />

ONDE OS OEM SE TORNAM A REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO<br />

DA VERDADEIRA CONCORRÊNCIA<br />

sado no aftermarket para ganhar a<br />

confiança dos consumidores”.<br />

Acesso aos veículos<br />

Por lei, os veículos são obrigados a<br />

ter uma tomada OBD (On Board<br />

Diagnostics), de maneira a facilitar<br />

a manutenção e reparação dos mesmos,<br />

até os elétricos. Doravante, vai<br />

ser necessário atualizar estas toma<strong>das</strong>,<br />

com ligações mais rápi<strong>das</strong>, de<br />

maneira que os updates de software<br />

têm de ser permitidos, para possibilitar<br />

a maioria <strong>das</strong> operações <strong>das</strong> oficinas.<br />

No entanto, uma vez que os carros<br />

estão cada vez mais conectados,<br />

haverá novos métodos de aceder aos<br />

carros, que, segundo Sylvia Gotzen<br />

devem estar ao alcance do mercado<br />

de pós-venda independente, “para<br />

que este também possa executar serviços<br />

de manutenção preditiva e preventiva<br />

de forma remota”.<br />

Em edições anteriores, o <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong><br />

<strong>Oficinas</strong> já abordou a questão da cibersegurança<br />

junto de Sylvia Gotzen<br />

e este continua a ser um tema que<br />

inquieta a responsável da Federação<br />

dos Distribuidores de Aftermarket,<br />

“porque apesar de haver regulamentação,<br />

o acesso apropriado à informação<br />

sobre os processos de reparação e manutenção<br />

é cada vez mais difícil e dispendioso<br />

para os operadores indepen-<br />

dentes”, comenta, explicando que “com<br />

os fabricantes a implementar cada vez<br />

mais medi<strong>das</strong> de cibersegurança nos<br />

seus veículos, as oficinas independentes<br />

enfrentam novos desafios, como ter<br />

peças alternativas compatíveis de qualidade<br />

equivalente, encontrar a informação<br />

técnica necessária ou até para<br />

conseguir ativar determina<strong>das</strong> peças<br />

nos veículos”. Por isso, Gotzen sustenta<br />

que é preciso “modernizar a legislação,<br />

para assegurar que o setor independente<br />

do aftermarket pode continuar<br />

a oferecer aos consumidores europeus<br />

escolhas efetivas no que toca à reparação<br />

e manutenção dos seus veículos e,<br />

assim, garantir um mercado real para<br />

estes serviços”.<br />

Nesse sentido, a FIGIEFA apresentou<br />

as suas preocupações à Comissão<br />

Europeia, pedindo que o próximo<br />

MVBER tenha em conta cinco factores<br />

essenciais:<br />

• Os fabricantes de primeiro equipamento<br />

não podem monopolizar o<br />

aftermarket introduzindo medi<strong>das</strong><br />

de segurança com tecnologia proprietária<br />

como QR Codes de ativação<br />

de software, apenas para alguns<br />

fornecedores à sua escolha;<br />

• Os fornecedores Tier1 devem ter<br />

um acordo de licenciamento para<br />

os códigos <strong>das</strong> peças, para fornecer<br />

as suas próprias peças ao mercado<br />

pós-venda;<br />

• Os fabricantes independentes de<br />

peças precisam de receber da parte<br />

dos fabricantes de veículos os<br />

requisitos de desenvolvimento de<br />

produto mais relevantes e quaisquer<br />

outros requisitos no que toca<br />

à compatibilidade e interoperabilidade,<br />

para testar junto de terceiros<br />

as peças de reposição desenvolvi<strong>das</strong><br />

e obter o respetivo certificado/assinatura<br />

enquanto peça válida;<br />

• As ferramentas de scan <strong>das</strong> oficinas<br />

multimarca devem poder verificar a<br />

assinatura dos fabricantes dos veículos<br />

e o correspondente número<br />

da peça e da versão junto da informação<br />

fornecida pelos fabricantes<br />

do veículo;<br />

• As ferramentas de scan e de diagnóstico<br />

independentes devem poder<br />

ativar peças de reposição do<br />

mercado independente no veículo.<br />

A questão do acesso aos veículos é<br />

ainda mais importante quando falamos<br />

do período de garantia e Sylvia<br />

Gotzen considera que “a manutenção<br />

dos veículos durante o seu período<br />

de garantia é um custo grande<br />

para os proprietários dos veículos e<br />

o seu direito a ter ofertas competitivas<br />

deve ser preservado. Abandonar<br />

14 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


esse conceito teria efeitos graves.<br />

Os fabricantes e as suas redes autoriza<strong>das</strong><br />

sentir-se-iam encoraja<strong>das</strong> a<br />

reintroduzir e propagar condições de<br />

garantia restritivas, o que diminuiria<br />

a concorrência no aftermarket”.<br />

Questionada sobre os modelos de<br />

negócio de distribuição de peças que<br />

prevalecerão no futuro, a representante<br />

da FIGIEFA reconhece que a<br />

«one-stop shop» é uma tendência<br />

atual tanto nas oficinas autoriza<strong>das</strong><br />

como nas independentes, pelo que<br />

defende que “é essencial que os distribuidores<br />

independentes possam<br />

propor-lhes uma gama completa de<br />

peças, mesmo aquelas que até agora<br />

estão bloquea<strong>das</strong> pelos fabricantes<br />

dos veículos. O importante é que as<br />

oficinas possam ter escolha”, afirma.<br />

Serviços remotos são a<br />

chave para o crescimento do<br />

aftermarket no digital<br />

Embora o regulamento atual<br />

MVBER não forneça qualquer tipo<br />

de indicação sobre os serviços remotos,<br />

Sylvia Gotzen entende que estes<br />

“são a chave para o crescimento do<br />

aftermarket no digital e dependem<br />

fortemente do acesso direto aos dados<br />

do veículo, autorizados pelo<br />

cliente ao fornecedor do serviço da<br />

sua escolha. Sem isso não pode haver<br />

uma concorrência real e os fornecedores<br />

independentes de serviço estariam<br />

limitados ao que os fabricantes<br />

dos veículos usam e partilham. Não<br />

só os coloca numa situação de dependência<br />

económica face aos fabricantes<br />

de veículos, que são seus<br />

concorrentes, como também previne<br />

o aparecimento de serviços diferentes<br />

e inovadores”. No fundo, porque o<br />

MVBER é uma “moldura concorrencial”,<br />

a ideia é que forneça princípios<br />

gerais, pelo que a FIGIEFA sustenta<br />

que “para assegurar a verdadeira<br />

concorrência, deveria haver legislação<br />

que inclua requisitos técnicos<br />

específicos, num regulamento dedicado<br />

e separado do MVBER”.<br />

Sobre a necessidade premente de<br />

acabar com os motores a combustão<br />

e a chegada a breve trecho da norma<br />

Euro 7, a diretora-executiva da<br />

FIGIEFA releva que “isso não significa<br />

que todo o parque automóvel<br />

mude de um dia para o outro. Pelo<br />

contrário, os consumidores tendem<br />

a manter os veículos por um período<br />

mais longo. Isso significa que o aftermarket<br />

continua a precisar de enquadramento<br />

legal forte no que respeita<br />

A FIGIEFA SUSTENTA QUE PARA ASSEGURAR<br />

A verdadeira CONCORRÊNCIA, DEVERIA HAVER LEGISLAÇÃO<br />

QUE INCLUA REQUISITOS TÉCNICOS ESPECÍFICOS, NUM<br />

regULAMENTO DEDICADO E SEPARADO DO MVBER<br />

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SYLVIA GOTZEN<br />

à concorrência, para assegurar que<br />

os proprietários podem beneficiar de<br />

serviços acessíveis durante a vida útil<br />

dos seus veículos”. Em paralelo, é de<br />

notar que o aparecimento de novos<br />

motores coloca desafios específicos<br />

ao aftermarket, nomeadamente porque<br />

o valor médio <strong>das</strong> peças num<br />

veículo elétrico é mais alto, mas o<br />

seu número médio é menor, além de<br />

que a reparação dos sistemas elétricos<br />

e <strong>das</strong> baterias nem sempre é fácil<br />

para as oficinas independentes, que<br />

não têm acesso às peças de reposição<br />

apropria<strong>das</strong> ou à informação de<br />

manutenção e reparação necessária.<br />

Razões suficientes para a FIGIEFA<br />

esperar que “o MVBER mantenha<br />

um nível elevado para abraçar o<br />

maior número de motores possível<br />

enquanto tem em consideração estas<br />

mudanças tecnológicas e o seu impacto<br />

na concorrência”.<br />

A terminar, Sylvia Gotzen afirma<br />

que, na FIGIEFA, “a nossa única esperança<br />

é que não haja um vencedor<br />

definitivo na disputa entre fabricantes<br />

e o mercado do aftermarket. Para<br />

ela, é essencial “que os consumidores<br />

possam continuar a beneficiar <strong>das</strong><br />

vantagens de uma verdadeira concorrência,<br />

garantindo serviços e soluções<br />

mais acessíveis e inovadores. Isto só<br />

será possível através de um forte compromisso<br />

político e legislativo, garantindo<br />

condições equitativas. Se os<br />

decisores políticos agirem de forma<br />

responsável, os fabricantes de veículos<br />

e as suas redes e o mercado pós-<br />

-venda independente de automóveis<br />

poderão prosperar. Caso contrário,<br />

abrirá a porta ao domínio monopolista<br />

dos fabricantes de veículos. Os<br />

prestadores de serviços independentes,<br />

muitos deles PME, desapareceriam<br />

e os consumidores seriam os<br />

perdedores finais”, afiança. l<br />

O FUTURO DO MVBER - O QUE ESTÁ EM CAUSA?<br />

O MVBER e as suas diretrizes fornecem na<br />

prática proteção contra uma série de distorções,<br />

permitindo, por exemplo, que os produtores de<br />

peças de origem forneçam aos distribuidores<br />

independentes de peças aftermarket. Além disso,<br />

o direito dos fornecedores de peças a marcar os<br />

seus produtos de equipamento original com o seu<br />

próprio logotipo e a definição de “peças originais<br />

e de qualidade equivalente” tem um efeito<br />

importante no mercado, ajudando a demonstrar<br />

a verdadeira origem e qualidade <strong>das</strong> peças aos<br />

consumidores e as suas escolhas competitivas.<br />

A FIGIEFA concorda que a avaliação do MVBER<br />

pela Comissão Europeia requer - entre outros<br />

- uma análise do desenvolvimento de novos<br />

mercados e do seu impacto sobre as condições<br />

de fornecimento e distribuição prevalecentes<br />

no mercado primário e secundário de veículos<br />

automóveis, ou seja, o mercado pós-venda.<br />

E devido às novas tendências emergentes e<br />

desenvolvimentos tecnológicos, a FIGIEFA<br />

está convencida da necessidade de manter<br />

e modernizar a MVBER para corresponder às<br />

necessidades futuras.<br />

Foco especial nas PMEs<br />

A FIGIEFA sugere fortemente que se preste<br />

especial atenção à situação específica <strong>das</strong> PME,<br />

que são a espinha dorsal do mercado pós-venda<br />

automóvel e da economia europeia em geral,<br />

muitas vezes com recursos financeiros e jurídicos<br />

muito limitados para se defenderem contra<br />

os grandes - mesmo dominantes - players do<br />

mercado. O espírito empresarial genuíno e<br />

independente <strong>das</strong> PME é uma característica<br />

especial. As micro, pequenas e médias empresas<br />

fornecem 67% dos postos de trabalho e criam<br />

quase 60% do valor acrescentado na EU da<br />

estrutura económica da Europa e é um garante<br />

da inovação, da concorrência e do bem-estar dos<br />

consumidores. Isto deve ser considerado de forma<br />

crítica ao avaliar o MVBER.<br />

A competitividade <strong>das</strong> PMEs depende em<br />

grande medida da sua capacidade de obter<br />

peças sobressalentes e dados. Os reparadores<br />

independentes dependem de uma cadeia<br />

de fornecimento multimarcas competitiva e<br />

independente, que por sua vez depende de<br />

inputs dos fabricantes de veículos.<br />

Equidade para os consumidores<br />

A política de concorrência da UE precisa de<br />

assegurar que os mercados se mantenham<br />

suficientemente competitivos para dar aos<br />

consumidores o poder de escolha. Só nestas<br />

condições os preços serão competitivos e os<br />

investimentos na inovação continuarão a ser<br />

economicamente viáveis no mercado pós-venda,<br />

em benefício e bem-estar dos consumidores.<br />

Os consumidores europeus precisam de um<br />

acordo justo quando se trata de mobilidade<br />

acessível. A manutenção, reparação e peças<br />

sobressalentes são um fator de custo significativo<br />

para a mobilidade individual, bem como no<br />

transporte comercial, ou seja, no comércio<br />

transfronteiriço de mercadorias. Especialmente<br />

nas regiões rurais onde, dentro da UE, quase não<br />

existem redes de reparação oficiais da marca, os<br />

consumidores e as empresas devem ter acesso a<br />

preços acessíveis à assistência, reparação e peças<br />

sobressalentes.<br />

Preservar e modernizar o MVBER<br />

Numa perspetiva de 5-10 anos, haverá ainda um<br />

parque de veículos antigos com a necessidade de<br />

manutenção, reparação e peças sobressalentes e<br />

um mercado verticalmente estruturado que requer<br />

regras para assegurar a concorrência em benefício<br />

dos consumidores. Ao mesmo tempo, é necessário<br />

reconhecer que o veículo automóvel está a tornarse<br />

cada vez mais computorizado e complexo, e isto<br />

traz capacidades mais avança<strong>das</strong> tecnicamente<br />

para prevenir, restringir e distorcer a concorrência<br />

que deve considerado no futuro MVBER.<br />

As ineficiências resultam do facto de os<br />

distribuidores independentes de peças<br />

sobressalentes não estarem a ser capazes de se<br />

abastecerem de peças dos fabricantes de veículos,<br />

embora não exista alternativa para muitas destas<br />

peças (“peças cativas do equipamento original”).<br />

Na prática, verificou-se que não é praticável,<br />

nem economicamente viável que as oficinas de<br />

reparação independentes possam abastecer-se<br />

junto de oficinas de reparação autoriza<strong>das</strong>. Como<br />

os consumidores automobilistas esperam uma<br />

reparação rápida para que voltem ter mobilidade,<br />

as oficinas de reparação independentes<br />

necessitam de uma fonte eficaz de entrega de<br />

peças “one-stop-shop”.<br />

Novas tendências do mercado<br />

e digitalização<br />

O sector automóvel é um dos primeiros a<br />

ser significativamente afetado pelas novas<br />

tendências emergentes que afetam todos os<br />

intervenientes no mercado. Estas incluem, por<br />

exemplo, “mobilidade como serviço”, “economia<br />

partilhada” e “digitalização”. É necessário<br />

considerar a atualização do MVBER para manter<br />

um mercado competitivo de serviços pós-venda e<br />

de mobilidade.<br />

A FIGIEFA está preocupada que o desequilíbrio<br />

já existente entre os OEM e os intervenientes<br />

no mercado pós-venda independente aumente<br />

devido a uma integração vertical dos fabricantes<br />

de veículos em toda a cadeia de abastecimento.<br />

Os fabricantes de veículos evoluíram desde<br />

2010, entrando como concorrentes diretos nas<br />

áreas tradicionais independentes do mercado<br />

pós-venda.<br />

Por exemplo, tradicionalmente a concorrência no<br />

mercado pós-venda de reparação e manutenção<br />

automóvel era entre as oficinas independentes<br />

e os concessionários <strong>das</strong> marcas, mas hoje<br />

em dia os fabricantes de veículos já não estão<br />

apenas ativos no mercado primário. Tornaramse<br />

também os próprios reparadores, devido<br />

ao facto de hoje em dia também se fazerem<br />

mais reparações remotamente (por exemplo,<br />

redefinição de códigos de falha, reprogramação,<br />

atualizações de software).<br />

Digitalização e pARTilha de dados<br />

Os dados são cada vez mais relevantes para<br />

a concorrência no mercado de pós-venda<br />

automóvel. A Comissão reconheceu com razão<br />

que os fabricantes de veículos são a única fonte<br />

de certos dados essenciais para a concorrência<br />

no mercado de pós-venda. Este é um problema<br />

adicional ao problema anterior existente de os<br />

operadores independentes não obterem acesso<br />

equivalente às informações técnicas de reparação<br />

em comparação com os reparadores autorizados,<br />

o que resultou, em 2010, na criação do MVBER.<br />

A comparação tradicional entre a posição do<br />

concessionário/reparador autorizado e o operador<br />

independente (o “princípio da não discriminação<br />

vertical”) já não é válida, porque devido à<br />

conceção proprietária dos sistemas telemáticos<br />

de bordo, os dados gerados pelo veículo vão hoje<br />

direta e exclusivamente para o próprio fabricante<br />

do veículo, que decide então, à sua discrição, com<br />

quem partilha ou não os dados.<br />

Esta conceção fechada e exclusiva dos seus<br />

sistemas telemáticos de bordo e o acesso único<br />

ao veículo, aos seus dados e funções, permite<br />

aos fabricantes integrar verticalmente serviços<br />

adicionais, como por exemplo, oferecer serviços<br />

telemáticos agrupados ao longo da vida útil<br />

do veículo, e mesmo “gratuitos” (por exemplo,<br />

diagnóstico remoto, programação remota, gestão<br />

de serviços, seguros). Isto tem de facto um ‘efeito<br />

de knock-out competitivo’ sobre todos os outros<br />

prestadores de serviços em torno do carro.<br />

Atualmente, o acesso ao mercado pós-venda e a<br />

relação com o cliente dependerá do acesso direto<br />

a uma plataforma normalizada e interoperável<br />

dentro do veículo, ou seja, os mesmos princípios<br />

de acesso através da porta de diagnóstico a bordo<br />

(OBD) existente, mas incorporada no veículo para<br />

comunicação e acesso remoto sem fios ao veículo<br />

e aos seus dados. O acesso a esta plataforma<br />

no veículo permite todos os tipos de serviços<br />

remotos (inovadores) em tempo real, incluindo<br />

serviços de diagnóstico e processos de reparação<br />

remota. A plataforma a bordo consiste, portanto,<br />

no acesso direto ao veículo e aos seus dados<br />

essenciais gerados pela máquina em tempo real,<br />

mas também na capacidade essencial de interagir<br />

bidireccionalmente com funções no veículo (leitura<br />

e escrita) e o condutor. Só este modelo permite<br />

uma concorrência e inovação eficazes nos serviços<br />

digitais em torno do automóvel.<br />

16 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


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Atualidade<br />

ACAP LANÇA NOVO PROGRAMA “OFICINA DE CONFIANÇA”<br />

VALORIZAR<br />

AS OFICINAS!<br />

A ACAP LANÇOU O SEU MAIS RECENTE PROGRAMA LIGADO AO SECTOR DA REPARAÇÃO AUTOMÓVEL,<br />

A “OFICINA DE CONFIANÇA”. COM UM INVESTIMENTO REDUZIDO, OS ASSOCIADOS DA ACAP PASSAM<br />

A TER UM SELO QUE TRANSMITE CONFIANÇA AO CLIENTE, COM O CONSEQUENTE AUMENTO DA QUALIDADE<br />

DOS SERVIÇOS PRESTADOS E RENTABILIZAÇÃO DO SEU NEGÓCIO


OFICINA<br />

DE CONFIANÇA<br />

O PROGRAMA “OFICINA DE CONFIANÇA” É UMA QUALIFICAÇÃO<br />

PROMOVIDA PARA VALORIZAR as OFICINAS, QUE PERMITE QUALIFICAR<br />

O SETOR DA REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO AUTOMÓVEL<br />

Raquel Marinho, coordenadora<br />

da Comissão<br />

Especializada de<br />

Serviços de Mobilidade<br />

DPAI/ACAP<br />

explica a necessidade<br />

de criar este programa: “Queremos<br />

ver o aftermarket evoluir, apesar de<br />

vivermos tempos desafiantes, devido<br />

à complexidade tecnológica, digitalização<br />

e conectividade contexto de<br />

pandemia, havia a necessidade de<br />

credibilizar as oficinas, e este programa<br />

serve para isso mesmo. Este selo<br />

não visa criar mais exigências para<br />

quem já cumpre, mas sim valorizar<br />

e ajudar as oficinas, que possam ainda<br />

não cumprir todos os critérios do<br />

programa, a perceber, de forma clara<br />

e orientada, o que devem fazer para<br />

melhorar a qualidade dos serviços<br />

que prestam”.<br />

A adesão ao Programa “Oficina de<br />

Confiança” irá proporcionar à oficina<br />

um aumento de eficiência e rentabilidade,<br />

com potencial aumento do<br />

volume de negócios, assim como uma<br />

melhoria da qualidade e fiabilidade<br />

do serviço prestado, aumento da satisfação<br />

e fidelização dos clientes. A<br />

oficina terá fácil acesso a informação<br />

e formação certificada e uma maior<br />

visibilidade em resultado <strong>das</strong> campanhas<br />

de divulgação do programa junto<br />

do consumidor. A oficina vai estar<br />

identificada com selo nas instalações<br />

e nos canais de comunicação da empresa,<br />

nos websites da ACAP e parceiros<br />

e em campanhas publicitárias<br />

a promover periodicamente. Os clientes<br />

<strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong> de Confiança ACAP,<br />

vão beneficiar de todo o know how<br />

e garantia dos serviços de qualidade<br />

que estas oficinas dispõem, graças<br />

às práticas transparentes orienta<strong>das</strong><br />

para a satisfação do cliente diminuindo<br />

assim o risco de litígio. O cliente<br />

também tem a garantia que estas oficinas<br />

cumprem to<strong>das</strong> as obrigações<br />

fiscais e ambientais.<br />

Programa abrange 4<br />

categorias de oficina<br />

A oficina pode candidatar-se a uma<br />

ou a to<strong>das</strong> as categorias do Programa<br />

“Oficina de Confiança” consoante a<br />

atividade desenvolvida e o resultado<br />

da auditoria. Estão disponíveis os<br />

selos Manutenção, Reparação, Colisão<br />

e Pneus. Para a atribuição destes<br />

selos de confiança, a ACAP uniu-se<br />

a parceiros operacionais, como a<br />

ATEC, a DEKRA, a ACM e o Centro<br />

de Arbitragem do Setor Automóvel<br />

(CASA) para realizarem as auditorias<br />

necessárias.<br />

Alexandra Afonso, técnica jurista<br />

da ACAP, revela a importância dos<br />

parceiros neste projeto “A ATEC vai<br />

validar as competências técnicas dos<br />

profissionais, podendo haver a possibilidade<br />

de formação, se necessário,<br />

por parte da ACM. A DEKRA vai<br />

complementar o trabalho da ATEC<br />

no seguimento dos requisitos do responsável<br />

técnico, avaliando a organização<br />

da oficina os equipamentos<br />

e serviços prestados. O CASA terá o<br />

importante papel de mediação, conciliação<br />

e arbitragem”.<br />

Para o processo de auditoria, é necessário<br />

o estabelecimento oficinal<br />

reservar na agenda uma manhã ou<br />

uma tarde, o auditor vai validar cerca<br />

de 150 pontos para atribuir uma<br />

ou as quatro certificações. Serão validades<br />

pontos como: Requisitos do<br />

Exercício da Atividade, Requisitos<br />

Técnicos Gerais, da Área do Trabalho,<br />

Ambientais, do Consumidor, de<br />

Higiene, Segurança e Formação. A<br />

reavaliação é feita após dois anos. A<br />

submissão voluntária às auditorias,<br />

para além de reforçar a credibilidade<br />

dos operadores junto de potenciais<br />

clientes, assegura o cumprimento da<br />

legislação aplicável.<br />

Auto Furtado<br />

é a primeira oficina aderente<br />

Quem já passou por todo este processo,<br />

foi a Auto Furtado, a primeira<br />

oficina a aderir ao programa “Oficina<br />

de Confiança” que conquistou<br />

os quatro selos oficinais. A Auto<br />

Furtado passou no teste “Oficina de<br />

Confiança” sendo distinguida como<br />

uma oficina com um elevado grau<br />

de organização e rigor documental;<br />

elevada preocupação por uma clara<br />

normalização de procedimentos<br />

a adotar perante diversas situações<br />

20 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


NUM CONTEXTO DE MERCADO CADA VEZ MAIS<br />

EXIGENTE, A RESPOSTA DAS OFICINAS NECESSITA DE<br />

SER MAIS EFICAZ, POR FORMA A SATISFAZEREM CADA<br />

VEZ MAIS OS SEUS CLIENTES<br />

possíveis; bem equipada em termos<br />

de equipamentos e ferramentas de<br />

trabalho e, por último, dispondo de<br />

oportunidades de melhoria em alguns<br />

setores.<br />

Segundo António Costa, responsável<br />

financeiro da Auto Furtado,<br />

a adesão a este Programa “Trouxe-<br />

-nos mais credibilidade junto do<br />

consumidor. Sermos avaliados e<br />

distinguidos por associações como<br />

a ACAP, DEKRA, ATEC e ACM,<br />

melhora em muito a nossa visibilidade”.<br />

Para além destas mais valias,<br />

António Costa não quis deixar de<br />

acrescentar “Possibilita-nos ainda<br />

acesso a informação transversal ao<br />

negócio”. Após conquistarem uma<br />

pontuação de 95,4% numa exigente<br />

auditoria, António Costa garantiu<br />

que para atingir, daqui a dois anos,<br />

a pontuação máxima, “Vamos fazer<br />

alterações na oficina a nível ambiental<br />

com a transferência de resíduos<br />

para o exterior da oficina e aumentar<br />

o espaço oficinal”.<br />

Selo de confiança<br />

O selo “Oficina de Confiança” será<br />

amplamente divulgado junto do<br />

consumidor fazendo com que sejam<br />

este a exigir essa distinção, criando<br />

nas empresas que o possuam fatores<br />

de diferenciação face à concorrência,<br />

constituindo-se assim uma verdadeira<br />

vantagem competitiva. O objetivo<br />

último da ACAP é o reforço da capacidade<br />

concorrencial dos seus associados,<br />

auxiliando-os na conceção<br />

e implementação de um sistema de<br />

gestão da qualidade à sua medida<br />

que seja reconhecido e procurado<br />

pelo consumidor final, permitindo-<br />

-lhes ao mesmo tempo a participação<br />

num grupo de excelência que partilha<br />

uma imagem comum sustentada<br />

pela sua associação do sector.<br />

Num contexto de mercado cada vez<br />

mais exigente, a resposta <strong>das</strong> empresas<br />

necessita de ser cada vez mais eficaz<br />

por forma a satisfazerem cada vez<br />

mais os seus clientes. Sendo assim,<br />

esta área de intervenção assume uma<br />

elevada importância neste projeto.<br />

As “<strong>Oficinas</strong> de Confiança” ACAP<br />

cumprem normas em termos de procedimentos<br />

gerais, nomeadamente<br />

no que toca à ordem de reparação,<br />

orçamentação, faturação, afixação de<br />

preços, controle de qualidade, tratamento<br />

de reclamações, atendimento<br />

ao cliente, etc.<br />

No que respeita aos equipamentos, é<br />

óbvio que uma oficina só pode realizar<br />

determina<strong>das</strong> operações se possuir<br />

um nível de equipamento capaz<br />

de as assegurar. Assim sendo, no<br />

âmbito deste Programa, para cada<br />

uma <strong>das</strong> especialidades (Reparação,<br />

Manutenção, Colisão e Pneus) as<br />

oficinas terão de possuir o equipamento<br />

que permita assegurar condignamente<br />

a prestação do serviço<br />

em cada uma <strong>das</strong> especialidades.<br />

FORMAÇÃO profissional<br />

As oficinas do futuro necessitam de<br />

Recursos Humanos dinâmicos, com<br />

capacidade de mudança e aprendizagem.<br />

A filosofia de uma “<strong>Oficinas</strong><br />

de Confiança” assenta precisamente<br />

nestes princípios. Em função <strong>das</strong><br />

necessidades específicas de cada<br />

empresa aderente será elaborado<br />

um programa de formação ajustado,<br />

devendo esse mesmo programa ter<br />

sempre a anuência do responsável<br />

máximo da empresa.<br />

Outro dos objetivos da ACAP é sensibilizar<br />

os empresários para o facto<br />

de que terem uma equipa atualizada<br />

em conhecimentos, métodos e<br />

técnicas é levar as empresas para o<br />

desenvolvimento e competitividade.<br />

A importância da Formação Profissional<br />

assume especial relevância se<br />

considerarmos a constante mutação<br />

indispensável a qualquer empresa<br />

ou país para o seu desenvolvimento.<br />

A formação profissional deve contribuir<br />

para o progresso dos Recursos<br />

Humanos <strong>das</strong> empresas, anulando a<br />

falta de qualificações, por um lado e<br />

antecipando as necessidades futuras<br />

de qualificações, por outro.<br />

Ambiente<br />

Nesta área cada vez mais vasta e complexa<br />

serão também acionados todos<br />

os mecanismos por forma a que uma<br />

“Oficina de Confiança” ACAP seja<br />

um exemplo a seguir. Contemplará,<br />

como é óbvio, a defesa ambiental<br />

em matérias como os óleos usados,<br />

as baterias, os pneus, os resíduos de<br />

embalagens, as águas residuais bem<br />

como as normas de respeito pela<br />

qualidade do ar.<br />

Para aderir ao programa “Oficina de<br />

Confiança” é apenas necessário contactar<br />

a ACAP através do site www.<br />

acap.pt l<br />

O QUE É O<br />

PROGRAMA OFICINA<br />

DE CONFIANÇA?<br />

É UM PROGRAMA CRIADO PARA<br />

DISTINGUIR AS OFICINAS QUE<br />

MELHOR RESPEITAM AS BOAS<br />

PRÁTICAS PARA O SECTOR, AO<br />

IMPLEMENTAR DE FORMA CORRETA<br />

A LEGISLAÇÃO, COM DESTAQUE<br />

PARA A DO CONSUMIDOR, FISCAL E<br />

AMBIENTAL.<br />

OBJETIVOS DO PROGRAMA:<br />

• Criar um perfil de oficina de referência,<br />

que obedeça ao cumprimento de critérios<br />

importantes e que contribua para orientar<br />

a uma nova regulamentação nacional de<br />

acesso e manutenção da atividade;<br />

• Facilitar o acesso às oficinas de informação<br />

útil, fidedigna, sistematizada e atualizada<br />

que lhes permita implementar as boas<br />

práticas mais fácil e rapidamente;<br />

• Promover o cumprimento da legislação,<br />

nomeadamente da ambiental, fiscal, laboral<br />

e de consumidor, cujo impacto social e<br />

económico é relevante;<br />

• Qualificar o sector da reparação e<br />

manutenção automóvel, tornando-o mais<br />

responsável e credível, favorecendo a<br />

transparência e a confiança;<br />

• Valorizar as oficinas que cumprem com<br />

um perfil e conduta adequados, através da<br />

atribuição de um selo renovável de Oficina de<br />

Confiança e de campanhas, com projeção aos<br />

olhos do público.<br />

VANTAGENS<br />

DA ADESÃO “OFICINA<br />

DE CONFIANÇA” ACAP<br />

• Benefício de uma imagem corporativa<br />

comum<br />

• Apoio da ACAP na implementação do sistema<br />

de qualidade na organização<br />

• Serviço de informação técnica ao associado<br />

• Plano de formação profissional adequado à<br />

empresa<br />

• Campanhas de publicidade comuns a to<strong>das</strong><br />

as “<strong>Oficinas</strong> de Confiança”<br />

• Marketing comum às empresas aderentes<br />

• Reforço do poder negocial dessas empresas<br />

• Garantia de qualidade ao consumidor final<br />

• Crescimento da faturação <strong>das</strong> oficinas, aliado<br />

ao reforço da sua produtividade<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 21


OPINIÃO<br />

SUSANA BARROS, MANAGING PARTNER TIPS 4Y<br />

TIPS 4Y, UMA MARCA<br />

COM PROPÓSITO!<br />

O PROJETO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NASCEU NA TIPS4Y DE UMA FORMA MUITO NATURAL,<br />

TENDO EM CONTA A NOSSA CULTURA ORGANIZACIONAL E O ELEVADO VALOR HUMANO DAS NOSSAS<br />

PESSOAS. EM TODO O CASO, HOUVE UM CAMINHO CONSTRUÍDO QUE IMPLICOU UMA COERÊNCIA<br />

NA FORMA COMO CONDUZIMOS O NEGÓCIO E COMO PRETENDEMOS DEIXAR A NOSSA MARCA<br />

Na Tips4y acreditamos<br />

genuinamente que o sucesso<br />

<strong>das</strong> organizações está<br />

implicitamente ligado a uma cultura<br />

centrada nas pessoas. Trabalhamos<br />

ativamente numa gestão participada,<br />

investindo na inovação e no aumento<br />

de conhecimento, preocupandonos<br />

com a felicidade e motivação<br />

<strong>das</strong> nossas equipas. A situação da<br />

pandemia trouxe novos desafios<br />

às empresas, que tiveram de se<br />

reinventar na gestão <strong>das</strong> suas equipas<br />

à distância. O facto de sermos uma<br />

empresa tecnológica foi desde<br />

logo uma excelente valência no<br />

processo, mas a nossa gestão estava<br />

preparada para um modelo flexível e<br />

rapidamente se adaptou com sucesso.<br />

Assim, quando no início deste<br />

ano decidimos incorporar a<br />

Responsabilidade Social como um<br />

projeto estruturado sentimos que<br />

mais do que nunca fazia sentido.<br />

Foi uma excelente oportunidade<br />

para nos aproximarmos ainda mais,<br />

para lutarmos juntos por causas que<br />

defendemos e para sentirmos que<br />

juntos podemos fazer a diferença.<br />

Identificámos o melhor da marca,<br />

que valências poderíamos colocar<br />

ao serviço de determina<strong>das</strong> causas e<br />

em que áreas de atuação deveríamos<br />

intervir. Identificámos como eixos<br />

estratégicos o planeta, a comunidade<br />

e as pessoas e criámos o movimento<br />

Positive Impact que agrega to<strong>das</strong><br />

as causas onde atuamos e que são<br />

coerentes com as ODS identifica<strong>das</strong>.<br />

O nosso propósito é gerar um<br />

impacto positivo nos desafios<br />

sociais, ambientais e de negócio<br />

onde nos envolvemos. Através de<br />

uma estratégia consolidada criamos<br />

valor para os nossos stakeholders<br />

e alinhamos as nossas ações com o<br />

posicionamento da marca, com o<br />

nosso ADN.<br />

Os próprios consumidores estão<br />

a exigir essa atenção <strong>das</strong> marcas<br />

e preferem comprar produtos ou<br />

serviços simplesmente porque<br />

têm um impacto social ambiental<br />

positivo. Os Millennials em<br />

particular estão dispostos a pagar<br />

mais por marcas sustentáveis. É<br />

importante que o propósito seja<br />

transparente e que as nossas ações<br />

gerem resultados. Na Tips4y<br />

sempre tivemos ações isola<strong>das</strong><br />

de Responsabilidade Social mas<br />

hoje dispomos de um projeto<br />

estruturado, vivido por todos de<br />

forma contínua e comunicado de<br />

forma clara. Dedicamo-nos a causas<br />

concretas com organizações que<br />

acompanhamos regularmente.<br />

O projeto de Responsabilidade Social<br />

Corporativa (RSC) trouxe-nos a<br />

oportunidade de conhecer projetos<br />

sociais fantásticos com pessoas<br />

incríveis que estão totalmente<br />

dedica<strong>das</strong> a realidades que muitas<br />

vezes ignoramos e esta consciência<br />

social tem sido muito enriquecedora<br />

para toda a equipa na Tips4y. Para<br />

além de ações em contexto externo,<br />

a RSC impulsionou um foco ainda<br />

maior nas nossas pessoas com<br />

diversos projetos internos que visam<br />

ter um impacto direto na felicidade<br />

organizacional. Temos uma aula<br />

de pilates uma vez por semana e<br />

estamos ativamente a trabalhar o<br />

chamado “employer branding”.<br />

O programa de acolhimento para<br />

quem chega à organização é um<br />

excelente exemplo. Apesar dos<br />

desafios adicionais que o atual<br />

contexto de teletrabalho nos<br />

colocou, conseguimos garantir um<br />

envolvimento ágil com a equipa, o<br />

negócio e a cultura da nossa empresa.<br />

Além de um programa estruturado,<br />

preparamos um kit de boas-vin<strong>das</strong><br />

à chegada, atribuímos um mentor<br />

para o crescimento profissional do<br />

novo colaborador e um padrinho que<br />

garante a sua integração em to<strong>das</strong><br />

as rotinas e procedimentos internos,<br />

para fortalecer a cultura.<br />

A Tips4y é hoje reconhecida como<br />

uma marca que gera valor e traz<br />

resultados. Na realidade, se não<br />

obtivermos resultados, não geramos<br />

valor. E se não geramos valor então<br />

não temos uma marca com alma.<br />

A ideia de que o propósito de uma<br />

empresa é a sua capacidade de<br />

gerar lucro não pode ser um fim<br />

em si mesmo mas o resultado de<br />

um modelo de negócio sustentável<br />

que acrescenta valor na sua área de<br />

atuação, onde pode e deve incluir a<br />

responsabilidade social corporativa.<br />

Somos uma empresa tecnológica<br />

com fortes valores humanos, somos<br />

uma marca com alma, com um<br />

papel no mundo, com interlocutores<br />

que entendemos e se identificam<br />

com a nossa marca. Queremos<br />

ser a primeira escolha do cliente e<br />

garantir que entregamos valor de<br />

forma aberta e com impacto positivo.<br />

Somos uma marca com propósito! l<br />

SE NÃO OBTIVERMOS RESULTADOS, NÃO<br />

GERAMOS VALOR. E SE NÃO GERAMOS VALOR<br />

ENTÃO NÃO TEMOS UMA MARCA COM ALMA


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PETRONAS Syntium com tecnología °CoolTech celebra a sétima<br />

vitória do campeonato de Fórmula 1 da FIA, juntamente com<br />

a equipa de Fórmula 1 da MERCEDES AMG PETRONAS.<br />

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CAMPANHA 2021<br />

ECONOMIA CIRCULAR (I PARTE)<br />

“SÓ HÁ UM PLANETA TERRA.<br />

NO ENTANTO, EM 2050, O MUNDO VAI<br />

CONSUMIR COMO SE HOUVESSE TRÊS”<br />

VIRGINIJUS SINKEVICIUS, COMISSÁRIO DO AMBIENTE NA UNIÃO EUROPEIA<br />

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PATROCINADORES ><br />

QUANDO FALAMOS DE ECONOMIA CIRCULAR NO AFTERMARKET, MUITOS AINDA A RELACIONAM COMO UMA<br />

COISA DISTANTE, DE FRACO IMPACTO NO NEGÓCIO E PRATICAMENTE UM “NÃO ASSUNTO”. MAS A VERDADE É<br />

QUE AS PRÓXIMAS DÉCADAS DAS NOSSAS VIDAS, COMO PESSOAS E EMPRESÁRIOS, VÃO SER FORTEMENTE<br />

IMPACTADAS POR ESTA NOVA ECONOMIA, QUE MUDARÁ LITERALMENTE TUDO À NOSSA VOLTA<br />

À<br />

data da elaboração deste VISU<br />

Aftermarket, os recursos do nosso<br />

planeta para o ano em curso já<br />

se tinham esgotado. Isto é dizer<br />

que, daqui em diante já estamos a<br />

usar recursos naturais relativos a 2022. Durante<br />

os meses de julho e agosto, arderam milhões de<br />

hectares de floresta nos USA, no Sul da Europa<br />

e na Rússia. Durante o mês de julho, o centro<br />

da Europa e particularmente a Alemanha, foram<br />

assolados por chuvas tão fortes que provocaram<br />

destruição profunda e mortes de dezenas de pessoas.<br />

Estes fenómenos estão relacionados com<br />

as alterações climáticas, e estas são a forma do<br />

planeta nos dizer que não podemos continuar a<br />

viver da mesma maneira que vivemos até aqui.<br />

Segundo as Nações Uni<strong>das</strong>, as alterações climáticas<br />

poderão custar 2MM de dólares por dia ao<br />

longo da próxima década. Parece claro que até<br />

do ponto de vista económico, manter o atual modelo<br />

de relacionamento com o planeta Terra, não<br />

vai funcionar. Será um desastre económico.<br />

impacto do PactO Ecológico Europeu<br />

(Green Deal)<br />

Franz Timmermans é o rosto do Pacto Ecológico<br />

Europeu na Comissão Europeia e um grande<br />

defensor do objetivo da Europa em atingir a<br />

neutralidade carbónica em 2050, assim como<br />

em reduzir as emissões de CO2 em, pelo menos,<br />

55% até 2030. O Quadro II mostra-nos as<br />

áreas que este Pacto Ecológico irá impactar nos<br />

países da União Europeia. Ao contrário do que<br />

muitos acreditavam, a pandemia Covid-19 veio<br />

até acelerar a implementação deste Pacto Ecológico,<br />

tornando-o mesmo na base <strong>das</strong> políticas<br />

de recuperação (conhecida por “bazuca” em Portugal).<br />

Para os mais atentos, verifiquem como os<br />

nossos políticos sempre que se referem à “bazuca”,<br />

mencionam “Sustentabilidade Ambiental”<br />

e “Digitalização”. Esta última está intimamente<br />

ligada ao atingimento <strong>das</strong> metas de descarbonização.<br />

O início da inversão do problema<br />

Parece óbvio para a maioria da humanidade,<br />

que temos de aprender a viver tendo em conta<br />

a sustentabilidade do planeta. Sustentabilidade<br />

ambiental, económica e social são três áreas que<br />

terão de andar de “braços dados” daqui em diante.<br />

Nesta perspetiva surge uma nova economia<br />

de nome, Circular. A economia linear que depende<br />

exclusivamente da extração de recursos e que<br />

assenta no conceito de produto descartável de<br />

curta duração, deixou de ser uma opção viável.<br />

No Quadro I, verificamos as diferenças entre a<br />

economia linear (utilizada desde a revolução industrial)<br />

e a economia circular (aquela que temos<br />

de desenvolver se pretendemos continuar a<br />

ser hóspedes do planeta Terra).<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 25


QUADRO I // Diferenças entre a economia linear e a<br />

economia circular. Fonte: Comissão Europeia<br />

Economia Circular<br />

Matérias Primas<br />

Resíduos<br />

Reciclagem<br />

Coleta<br />

Design<br />

Consumo, Reutilização<br />

e Reparação<br />

Produtos<br />

Remanufacturados<br />

Distribuição<br />

A descarbonização e a mobilidade<br />

Segundo a EY a mobilidade de curta distância é responsável<br />

por três quartos <strong>das</strong> emissões do setor dos transportes. As<br />

soluções de transporte integra<strong>das</strong> (e digitais) casa-trabalho<br />

e vice-versa, podem reduzir as emissões em cerca de 50%<br />

a 60% ao ano. A utilização dos transportes públicos coletivos<br />

diminuirá a emissão “per capita” de CO2. Nesta matéria,<br />

Portugal terá de fazer mais e muito melhor. A tecnologia digital<br />

(Zoom, Teams, Skype,…) pode reduzir as viagens em<br />

trabalho para mais de metade. Os eventos digitais que irão<br />

de alguma forma substituir as tradicionais “feiras internacionais”<br />

(tornando-as híbri<strong>das</strong>), terão também um papel importante<br />

nesta redução. Apesar de ser um tema com alguma<br />

controvérsia no que diz respeito à sua verdadeira viabilidade<br />

a curto e médio prazo, as opções de viaturas elétricas crescem<br />

todos os dias e, não só nos fabricantes de automóveis<br />

tradicionais. De qualquer forma, parece claro que as viaturas<br />

elétricas a baterias de iões de lítio vieram para ficar conforme<br />

nos mostra o Quadro III.<br />

A economia circular e o Aftermarket<br />

Os 3 pilares da Economia Circular no Aftermarket são:<br />

Economia Linear<br />

Matérias Primas<br />

Produção<br />

Distribuição<br />

Consumo<br />

Resíduos<br />

Reconstrução<br />

O conceito de reconstrução não é novo e tem obviamente<br />

muitas vantagens relativamente ao produto novo no que diz<br />

respeito à necessidade de matérias-primas. No entanto, a logística<br />

e a retro logística deste tipo de produtos, desenvolve<br />

uma pegada ambiental que os torna cada vez menos atrativos<br />

do ponto de vista do benefício ambiental.<br />

QUADRO II // Áreas que o Pacto Ecológico irá impactar<br />

nos países da União Europeia Fonte: Comissão Europeia<br />

Aumentar a ambição da UE<br />

em matéria de clima para 2030<br />

e 2050<br />

Fornecer energia limpa,<br />

segura e apreços acessíveis<br />

Mobilizar a indústria para<br />

a economia circular e limpa<br />

Transformar a economia<br />

da EU para um futuro<br />

sustentável<br />

Pacto<br />

Ecológico<br />

Europeu<br />

Mobilizar a<br />

investigação<br />

e promover a<br />

inovação<br />

Adotar uma ambição<br />

de poluição zero por um ambiente<br />

livre de substância tóxicas<br />

Preservar e recuperar<br />

ecossistemas e a biodiversidade<br />

“Do prado ao prato”: conceber<br />

um sistema alimentar justo,<br />

saudável e amigo do ambiente<br />

Reparação<br />

A reparação de peças técnicas como alternadores e motores<br />

de arranque (apenas para dar um exemplo) caíram em desuso<br />

nas últimas déca<strong>das</strong>. O novo de baixo custo ou o reconstruído,<br />

tomaram o lugar da reparação. No entanto, a<br />

legislação europeia virá no sentido de fomentar novamente<br />

a reparação de “peças”, com incentivos fiscais “verdes”, que<br />

poderão passar pela alteração do IVA para produtos reparados,<br />

benefício fiscal ambiental no IRC ou IRS, aquisição<br />

de equipamentos para reparação de “peças técnicas” a fundo<br />

perdido, entre outros. A reparação está por isso de volta!<br />

Construir e renovar de forma<br />

eficiente em termos de utilização<br />

de energia e recursos<br />

Acelerar a transição<br />

para a mobilidade sustentável<br />

e inteligente<br />

Financiar a transição<br />

A UE como líder mundial<br />

Não deixar ninguém<br />

para trás (transição justa)<br />

Pacto Europeu para o clima<br />

26 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Quadro III // Viaturas elétricas a baterias de iões<br />

de lítio vieram para ficar<br />

Fonte: Agência Internacional de Energia<br />

Viaturas elétricas ultrapassam os 10 milhões<br />

de unidades<br />

PARQUE DE VEÍCULOS ELÉTRICOS DE PASSAGEIROS POR<br />

REGIÃO (INCLUI HÍBRIDOS PLUG-IN)<br />

12 m<br />

10.20m<br />

10 m<br />

0.75<br />

Reutilização<br />

Ainda pouco assimilada por alguns mais tradicionalistas,<br />

a reutilização de peças automóvel é hoje totalmente aceite<br />

por seguradoras e até, por alguns fabricantes de automóveis<br />

como a PSA (agora Stellantis) e a BMW. A utilização deste<br />

tipo de peças é muitas vezes uma solução segura do ponto<br />

de vista técnico, já que as peças disponíveis para venda não<br />

fazem parte de órgãos de segurança da viatura e, em alguns<br />

casos, são mesmo seleciona<strong>das</strong> e testa<strong>das</strong>, antes de comercializa<strong>das</strong>.<br />

Numa altura de profunda conversão tecnológica<br />

da indústria automóvel, a carência de algumas peças para<br />

viaturas com mais de 10 anos é já uma realidade. A solução<br />

<strong>das</strong> peças reutilizáveis é muitas vezes a única solução para a<br />

viatura continuar a rolar nas estra<strong>das</strong>, com segurança e com<br />

a dignidade estética que tinha quando saiu da fábrica.<br />

A economia circular em Portugal<br />

Segundo a Secretaria de Estado do Ambiente, a taxa de circularidade<br />

em Portugal em 2019 era de 2.2%. Estamos muito<br />

abaixo dos quase 12% da média europeia, e, se a União<br />

Europeia está muito atrasada no alcance dos seus objetivos,<br />

Portugal está a necessitar do chamado “salto do sapo” para<br />

se juntar ao pelotão da frente. O Quadro IV, mostra-nos o<br />

conceito estratégico de economia circular em Portugal (Reutilizar,<br />

Reduzir, Reciclar, Reparar). Este conceito estratégico<br />

é válido para qualquer indústria e visa informar duma forma<br />

pedagógica o que qualquer pessoa deve assumir, no seu papel<br />

de potencial poluidor.<br />

Como bem sabemos, o nosso setor é um dos mais visados<br />

em termos ambientais. Desde as emissões <strong>das</strong> viaturas novas<br />

(WLTP), IPOs, requisitos ambientais para os distribuidores<br />

de peças e para as oficinas auto, entre outros. Não tenhamos<br />

dúvi<strong>das</strong> que o nosso setor será fortemente pressionado<br />

para alterar comportamentos e modelos de negócio. Algo<br />

que parece claro para todos é que esta transformação para<br />

uma Economia Circular, só acontecerá com o envolvimento<br />

do Estado (central, regional e local), <strong>das</strong> Empresas e <strong>das</strong> Pessoas<br />

(consumidores).<br />

Mais uma vez, a alteração de mentalidades que levará à alteração<br />

de comportamentos é a chave para esta transformação,<br />

que se pretende rápida e que é absolutamente necessária<br />

para continuarmos a habitar neste planeta que até prova<br />

em contrário, é a nossa única casa. l<br />

Dário Afonso, diretor da ACM<br />

8m<br />

6 m<br />

4 m<br />

2 m<br />

0 m<br />

2010<br />

2012<br />

2014<br />

2016<br />

2018<br />

China Europa Estados Unidos Resto do mundo<br />

2020<br />

Quadro IV // Conceito estratégico de economia<br />

circular em Portugal<br />

Fonte: Secretaria de Estado do Ambiente<br />

Reutilizar // Reduzir<br />

Reciclar // Reparar<br />

1.78<br />

3.16<br />

4.51<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 27


CAMPANHA 2021<br />

GUIA DE ASSISTÊNCIA<br />

A VEÍCULOS ELÉTRICOS E HÍBRIDOS<br />

QUANTO CUSTA CARREGAR<br />

UM VEÍCULO ELÉTRICO?<br />

UMA DAS PRINCIPAIS DÚVIDAS RELACIONADAS COM A MOBILIDADE VERDE É QUANTO CUSTA CARREGAR<br />

UM CARRO ELÉTRICO. É MAIS BARATO QUE ABASTECER UM VEÍCULO A COMBUSTÃO? QUAL O VALOR DE UM<br />

CARREGAMENTO? A POUPANÇA COM OS VEÍCULOS ELÉTRICOS É REAL? COM O OBJETIVO DE RESPONDER A<br />

ESTAS QUESTÕES, EXPLICAMOS NESTE ARTIGO QUANTO CUSTA CARREGAR UM VEÍCULO ELÉTRICO<br />

Pode carregar o seu automóvel elétrico de<br />

duas formas: em casa ou em locais públicos<br />

destinados para tal. A forma mais cómoda,<br />

fácil e económica de fazer o carregamento de carros<br />

elétricos é em casa. Se não for possível recarregar em<br />

casa, pode utilizar os postos de carregamento normal<br />

ou rápido, de acesso público, semipúblico ou privado,<br />

onde o carro elétrico pode ficar estacionado<br />

algumas horas.


PATROCINADOR ><br />

Carregamento em casa<br />

O tempo de carregamento depende de dois fatores:<br />

a intensidade da corrente disponível e a<br />

potência do carregador do carro. As baterias dos<br />

carros elétricos trabalham com corrente contínua.<br />

Se o carro for carregado com o mesmo tipo de<br />

corrente, o processo é mais rápido. Quando é com<br />

corrente alternada, como no carregamento doméstico,<br />

demora mais, mas é possível reduzir este<br />

tempo. Ao instalar uma Wallbox garante o fluxo<br />

de energia e reduz o tempo de carregamento em<br />

casa. A instalação de uma Wallbox para os carregamentos<br />

em casa é o ideal. Embora a instalação<br />

de uma Wallbox tenha um custo associado, e esta<br />

instalação tenha que ser realizada por empresa<br />

certificada para tal, a rapidez de carregamento<br />

acaba por ser bastante vantajosa.<br />

Com uma Wallbox, o preço de carregamento será<br />

mais baixo, o tempo necessário para carregar o<br />

veículo será menor e ainda está a proteger a sua<br />

bateria. O preço de uma Wallbox depende sempre<br />

<strong>das</strong> características do equipamento e ainda<br />

da modalidade de utilização. Ou seja, se pretende<br />

comprar a Wallbox ou apenas alugá-la temporariamente.<br />

Dependendo da potência que escolher<br />

e dos acessórios que estiverem incluídos, o preço<br />

da Wallbox pode variar entre 600 e 1.000 euros.<br />

Quando a sua Wallbox estiver instalada, esta vai<br />

alimentar-se da energia da sua rede doméstica.<br />

No entanto, ao contrário <strong>das</strong> toma<strong>das</strong> tradicionais,<br />

a Wallbox terá uma maior potência de carregamento,<br />

o que significa que o tempo necessário<br />

para carregar o seu veículo será menor quando<br />

comparada com as toma<strong>das</strong> domésticas tradicionais.<br />

A utilização da Wallbox é bastante simples!<br />

Tal como faz num posto de carregamento elétrico<br />

público, deve ligar o carro à tomada e deixá-lo carregar<br />

durante o tempo necessário. Normalmente,<br />

7 horas serão suficientes para manter o seu carro<br />

pronto para o dia-a-dia.<br />

São muitas as vantagens que uma Wallbox poderá<br />

trazer à sua vida enquanto condutor de um<br />

veículo elétrico ou híbrido plug-in. Uma Wallbox<br />

permite-lhe um carregamento mais rápido que<br />

uma tomada normal em sua casa. Pode assim garantir<br />

que tem o seu carro elétrico sempre pronto<br />

para o dia-a-dia. Relativamente ao preço de carregamento<br />

dos carros elétricos através da Wallbox<br />

será sempre menor quando comparado com o<br />

preço de carregamento em carregadores públicos.<br />

Ao promover um carregamento mais lento e faseado,<br />

quando comparada com os postos de carregamento<br />

rápidos públicos, a wallbox consegue<br />

proteger a bateria, prolongando a sua vida útil.<br />

A Wallbox permite-lhe programar os horários de<br />

carregamento, para que carregue o seu veículo nas<br />

horas em que o custo da eletricidade é mais baixo.<br />

Se não tem hipótese de ter a sua Wallbox dentro de<br />

uma garagem, poderá instalá-la no espaço exterior<br />

de sua casa, havendo até a possibilidade de bloquear<br />

o equipamento para apenas ser utilizado por pessoas<br />

autoriza<strong>das</strong>, caso viva num condomínio.<br />

Carregamento em locais públicos<br />

O aumento do número de veículos elétricos que circulam<br />

nas estra<strong>das</strong> portuguesas tem levado, também,<br />

ao rápido desenvolvimento da rede de postos<br />

de carregamento em território nacional. É cada vez<br />

mais fácil encontrar postos de carregamento em locais<br />

públicos. No entanto, ainda existem algumas<br />

dúvi<strong>das</strong> sobre a sua utilização, nomeadamente sobre<br />

os custos de carregamento.<br />

O carregamento de um carro elétrico em locais públicos<br />

é muito simples. Feito o contrato com o Comercializador<br />

de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica<br />

(CEME) vai receber o cartão de carregamento que<br />

lhe dá acesso a todos os postos da rede de carregamento<br />

público. Dirigindo-se a qualquer só precisa de<br />

passar o cartão no posto, selecionar o carregamento<br />

pretendido, escolher a tomada e ligá-la ao carro. O<br />

carregamento iniciou. Não precisa de supervisionar<br />

o processo porque os postos de carregamento têm<br />

um sistema de bloqueio do cabo, impedindo que este<br />

seja removido sem que o utilizador faça logout.<br />

Depois de aderir a um cartão de carregamento com<br />

o Comercializador de Eletricidade para a Mobilidade<br />

Elétrica (CEME) da sua escolha, este emitirá<br />

uma fatura mensal na qual devem estar discriminados<br />

os custos da energia e tarifas de acesso à rede,<br />

taxas e impostos devidos. Na rede pública os veículos<br />

podem ser carregados num dos vários postos de<br />

carregamento geridos pela empresa pública responsável<br />

pela rede de mobilidade elétrica, a MOBI.E.<br />

Esta rede tem postos de carregamento normais (3,7<br />

kVA), semi-rápidos (22 kVA), e rápidos (43 kVA).<br />

Os postos de carregamento rápidos permitem o<br />

carregamento de 80% da bateria em cerca de 50<br />

minutos.<br />

Custos de carregamento<br />

Os custos de carregamento de um veículo elétrico<br />

vão sempre depender de vários fatores: tamanho<br />

da bateria, potência do posto, e impostos associados<br />

a cada posto. Para utilizar os postos de carregamento<br />

públicos, deverá assinar contrato com<br />

um CEME, como referido acima, e irá receber em<br />

casa um cartão de mobilidade elétrica para que<br />

possa carregar o seu veículo elétrico.<br />

Os postos de carregamento normal da rede pública,<br />

começaram a ser pagos em julho de 2020, em<br />

linha com as estações de serviço onde os carregamentos,<br />

sejam normais ou rápidos, são pagos. O<br />

preço total a pagar por um carregamento inclui<br />

a tarifa da energia, paga ao comercializador de<br />

energia de mobilidade elétrica, a tarifa pela utilização<br />

do posto de abastecimento, paga ao Operador<br />

do Ponto de Carregamento, e respetivos impostos<br />

(IEC e IVA). O valor final varia de acordo<br />

com o comercializador e operador escolhido para<br />

o carregamento. No entanto, todos estes valores<br />

serão cobrados pelo seu CEME numa fatura mensal.<br />

Se optar por carregar em casa, vai notar uma<br />

ligeira diferença na fatura da eletricidade, mas<br />

nada que se compare aos custos com o abastecimento<br />

com combustíveis fósseis. Considerando<br />

que o custo médio do kWh em Portugal é de<br />

0,2€/kWh, dependendo do tipo de carregamento,<br />

eis quanto custa carregar um carro elétrico:<br />

• Carregamento em casa com tarifa bi-horária<br />

(vazio): 2€/100 km<br />

• Carregamento em casa com tarifa simples:<br />

3€/100 km<br />

• Carregamento em Posto de Carregamento Rápido:<br />

6€/100 km<br />

Ora, tomando como exemplo uma bateria com<br />

capacidade de 64 KWh, para carregar totalmente<br />

a sua bateria em casa, teria um custo de 12,8€<br />

(0,2 €/KWh x 64 KWh). Ou seja, com apenas<br />

12,8€ pode percorrer mais de 450 km com o seu<br />

carro!<br />

Mas o custo do carregamento de um automóvel<br />

elétrico depende de vários fatores. Em casa, o<br />

valor vai depender do contrato celebrado com o<br />

fornecedor de energia (incluindo potência contratada<br />

e eventuais descontos). Assim, este valor<br />

poderá ser variável de cliente para cliente. No entanto,<br />

o cálculo poderá ser feito multiplicando o<br />

valor pago por unidade de energia e a quantidade<br />

de energia necessária para carregar o automóvel<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 29


(esta quantidade varia de automóvel para automóvel).<br />

Na rede MOBI.E vai também depender de vários<br />

fatores como o contrato com o CEME e o posto de<br />

carregamento escolhido, mas vamos calcular o custo<br />

de carregamento através de um exemplo concreto.<br />

Em primeiro lugar, é importante saber que para que<br />

possa utilizar um dos postos da rede pública necessita<br />

celebrar um contrato com um dos CEME presente<br />

no mercado: Bluecharge, Digital Charging Solutions<br />

(DCS), Eco Choice, EDP Comercial, GALP Power,<br />

Mobiletric, PRIO.E e GRCAPP. Nesse contrato ficará<br />

definido o valor que lhe será cobrado pela energia<br />

utilizada para o carregamento do seu automóvel nos<br />

postos de carregamento da rede. O contrato pode estipular<br />

um custo por cada KWh de energia consumida,<br />

ou um preço mensal fixo.<br />

Cada posto de carregamento é da responsabilidade<br />

de um operador. Esse operador (ou empresa) pode<br />

cobrar pela ativação do serviço, limitar o tempo de<br />

carregamento de cada veículo, ou a quantidade de<br />

KWh utilizados. A definição destes valores é da total<br />

responsabilidade do operador, sendo que podem até<br />

variar de posto para posto, dependendo da procura<br />

por parte do consumidor. Contudo, todos os valores<br />

cobrados pelo operador encontram-se em local visível<br />

no próprio posto, e divulgados publicamente no site<br />

da MOBI.E.<br />

Embora o custo inicial de um veículo elétrico seja<br />

mais elevado que o de um veículo a combustão com<br />

as mesmas características, a poupança em combustível<br />

ao longo dos anos permite abater esse diferencial.<br />

A poupança no carregamento é uma <strong>das</strong> vantagens<br />

dos veículos elétricos e um dos motivos pelo qual<br />

estes veículos têm uma quota de mercado cada vez<br />

maior.<br />

Uma outra vantagem destes veículos é o reduzido<br />

custo da manutenção. Embora o eventual custo da<br />

substituição da bateria preocupe, a verdade é que a<br />

manutenção dos veículos elétricos é mais baixa que<br />

a de um veículo tradicional pois os veículos elétricos<br />

têm até 60% menos peças de desgaste rápido. A<br />

existência de menos componentes, o facto de a sua<br />

substituição ser mais simples e não ser necessária<br />

com tanta regularidade, diminuem os encargos com<br />

a manutenção.<br />

E a bateria? De facto, pode ser caro substituir uma<br />

bateria, tal como pode ser necessário e igualmente<br />

dispendioso substituir o motor de um carro a combustão.<br />

Contudo, muitas vezes só é preciso substituir<br />

alguns dos módulos da bateria ao invés de a substituir<br />

na totalidade. Além destes fatores, a garantia oferecida<br />

pelo fabricante permite que não se preocupe com<br />

esta questão durante largos anos. Apesar da substituição<br />

da bateria ser um acontecimento raro, há três<br />

boas práticas que para aumentar a vida útil da bateria<br />

de um carro elétrico:<br />

• Proteger o carro de temperaturas extremas visto que<br />

aumentam a deterioração <strong>das</strong> baterias;<br />

• Evitar o descarregamento total da bateria. Isto faz<br />

com que a bateria se degrade e perca a sua capacidade;<br />

• Evitar usar demasia<strong>das</strong> vezes os superchargers (postos<br />

de carregamento rápidos). Sempre que possível,<br />

privilegie a carga lenta.<br />

QUANTO CUSTA CARREGAR OS CARROS ELÉTRICOS MAIS VENDIDOS EM PORTUGAL<br />

A SELECTRA, EMPRESA ESPECIALISTAS NA COMPARAÇÃO DE TARIFAS DE ELETRICIDADE E GÁS, REALIZOU UM ESTUDO QUE DEMONSTRA<br />

O INCREMENTO DO VALOR A PAGAR NA FATURA DE ELETRICIDADE COM A UTILIZAÇÃO NO QUOTIDIANO DE UM DOS CARROS ELÉTRICOS<br />

DO TOP 3 DOS MAIS VENDIDOS EM PORTUGAL: NISSAN LEAF, RENAULT ZOE E BMW I3 SERIES<br />

Desde logo, consideremos o exemplo de um agregado familiar, com<br />

uma potência elétrica contratada de 6,9 kVA. Dado que a utilização do<br />

veículo elétrico supõe um incremento do consumo energético mensal<br />

que necessariamente ultrapassaria os 100 kWH, fica desde logo elegível<br />

para a adicionar 23% de IVA aos cálculos na sua fatura. Finalmente,<br />

importa então saber quais os ciclos horários em que lhe compensa<br />

mais e menos efetuar os carregamentos necessários para deslocar-se<br />

entre casa e o trabalho, ao longo do mês. Igualmente, vejamos quais os<br />

modelos de automóveis que supõem um maior incremento no valor a<br />

pagar pela fatura energética.<br />

Renault Zoe<br />

Este modelo oferece uma bateria de 40 kWh e uma autonomia de<br />

até 350 km. No exemplo clássico em que o movimento pendular<br />

casa-trabalho diário se aproxima dos 30 km, a utilização deste modelo<br />

elétrico para esse efeito exigiria cerca de dois carregamentos por mês<br />

(1,89 carregamentos) . Para os consumidores que optam por uma<br />

tarifa simples, cujo preço é fixo durante um único ciclo horário, o<br />

custo do carregamento seria de aproximadamente 6€, sem impostos,<br />

Custo do carregamento com tarifa simples<br />

(preço fixo ao longo do dia)<br />

Veículo Sem IVA Com IVA<br />

Renault Zoe 6,03 € 7,42 €<br />

Nissan Leaf 6,03 € 7,42 €<br />

BMW i3 5,72 € 7,03 €<br />

e de aproximadamente 7,50€, com 23% de IVA incluído, ou seja, um<br />

total de aproximadamente 14€/mês, quando contabilizamos os dois<br />

carregamentos mensais.<br />

Pelo contrário, para os consumidores com uma tarifa tri-horária,<br />

com os ciclos horários Pontas, Cheias e Vazio, o preço a pagar pelos<br />

carregamentos variará em função da hora escolhida para o efeito. No<br />

período mais económico, o vazio (22h00 às 8h00), o carregamento<br />

completo deste carro elétrico, custará em torno dos 4,77€, ascendendo<br />

as duas recargas a aproximadamente 9€. No período intermédio,<br />

durante os ciclos horários Cheias (<strong>das</strong> 8h00 às 10h30; <strong>das</strong> 13h00 às<br />

19h30; <strong>das</strong> 21h00 às 22h00), o valor a pagar pelos dois carregamentos<br />

ascende a €14,55. Claramente, deverá evitar a todo o custo a realização<br />

dos carregamentos nos períodos horários mais caros, dado que o custo<br />

agregado poderá ascender a €25,99, ou seja, o triplo de fazê-lo nos<br />

períodos horários mais económicos.<br />

Nissan Leaf<br />

Este veículo oferece uma autonomia de 270 km e uma bateria de 40<br />

kWh. Tendo em conta o exemplo do movimento pendular anteriormente<br />

referido de aproximadamente 30 km diários, com este modelo seriam<br />

necessários 2,44 carregamentos para realizar tais deslocações. Isto<br />

significa que no caso dos consumidores com as tarifas simples, o custo a<br />

pagar ao final do mês rondaria aproximadamente os €18. Pelo contrário,<br />

se o utilizador possui uma tarifa tri-horária e carrega o veículo à noite,<br />

durante o período mais barato, o valor a pagar mensalmente ficaria em<br />

torno dos €11,65 relativamente a uns cerca de €33 que pagaria por tais<br />

carregamentos no período horário mais caro e aproximadamente €19<br />

durante o período intermédio.<br />

BMW i3<br />

Este automóvel tem uma autonomia de 310 km e uma bateria de<br />

37,9 kWh. Dentro do mesmo exemplo, o consumidor realizaria 2,13<br />

carregamentos para poder realizar as suas deslocações mensais.<br />

Caso tenha uma tarifa simples, o custo rondará os €15 mensais. Pelo<br />

contrário, com uma tarifa tri-horária, o carregamento durante o período<br />

mais barato rondará os €9,62 em contraposição com os €15,56 para os<br />

dois carregamentos no preço intermédio e cerca de uns €27, durante o<br />

período mais caro.<br />

Podemos distinguir dois tipos de carregamentos públicos em função<br />

da potência: Carregamento semi-rápido e rápido. No primeiro,<br />

podemos fazê-lo dentro de um centro comercial ou num parque de<br />

estacionamento, e deverá tardar umas duas horas, enquanto a segunda<br />

encontra-se nas estações de serviço, onde a potência oferecida costuma<br />

ser entre os 46 W e os 150w, pelo que o tempo médio de carregamento<br />

costuma ser, aproximadamente, entre 30 min e 60 min.<br />

Custo mensal de carregamento com tarifa tri-horária<br />

(preço varia consoante a hora e dia). Com IVA<br />

Tarifa BMW i3 Nissan Leaf Renault Zoe<br />

Recarga Pontas 27,06 € 32,78 € 25,29 €<br />

Recarga Cheias 15,56 € 18,86 € 14,55 €<br />

Recarga Vazio 9,62 € 11,65 € 8,99 €<br />

30 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Prático!<br />

Tudo no seu interior!<br />

Porque os nossos kits de bombas hidráulicas MEYLE-ORIGINAL são fornecidos com o óleo<br />

correcto, o longo tempo de pesquisa e riscos de erro durante o processo de substituição são<br />

minimizados. A desagradável limpeza e devolução da bomba usada, bem como a complicada<br />

liquidação da troca já não é necessária. Outra solução MEYLE de economia de custos para<br />

uma reparação de valor justo. Simplesmente prático!<br />

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entrevista<br />

PETER WAGNER<br />

DIRETOR GERAL CONTINENTAL AFTERMARKET & SERVICES<br />

PRODUTOS ATE<br />

CONTRIBUEM PARA<br />

MOBILIDADE SEGURA<br />

PARTE DO GRUPO CONTINENTAL HÁ MAIS DE 20 ANOS, A MARCA<br />

ATE É ESPECIALISTA EM COMPONENTES DE TRAVAGEM, COM UMA GAMA<br />

ALARGADA DE PEÇAS PARA O AFTERMARKET, COM QUALIDADE DE PRIMEIRO<br />

EQUIPAMENTO. PETER WAGNER FALOU AO JORNAL DAS OFICINAS SOBRE<br />

A IMPORTÂNCIA DE PERTENCER A ESTE FORTE GRUPO QUE ESTE ANO<br />

CELEBRA O 150º ANIVERSÁRIO<br />

A<br />

marca ATE tem vindo a fornecer os clientes<br />

com produtos premium há mais de cem anos.<br />

Como parte da Continental, o maior fabricante<br />

de equipamento original do mundo, oferece uma grande<br />

variedade de peças originais para o mercado <strong>das</strong><br />

peças de reposição. Estes incluem componentes para<br />

travões, peças hidráulicas, sensores, ferramentas e<br />

equipamento de teste. Para ir ao encontro <strong>das</strong> expetativas<br />

dos clientes, alguns dos produtos também são fabricados<br />

especialmente para o aftermarket. Estes, claro,<br />

cumprem os mesmos standards de alta qualidade,<br />

tal e qual como os produtos de equipamento original.<br />

Qual é o produto de maior sucesso na gama ATE?<br />

Enquanto especialistas líderes em componentes para<br />

travagem, todos os produtos ATE são produzidos com<br />

os mais elevados standards de qualidade. Desde componentes<br />

para os travões, ou peças hidráulicas como<br />

líquido para os travões, até ferramentas especiais e<br />

equipamento de teste: cada produto está igualmente<br />

bem posicionado nas suas respetivas áreas. São produzidos<br />

nas nossas fábricas a nível global, as mesmas<br />

que fornecem os fabricantes de equipamento original.<br />

Como se processa o fabrico e o controlo de qualidade?<br />

A ATE estabeleceu os padrões de qualidade de produto<br />

logo desde o início. Por esta razão, temos um sistema<br />

de gestão de qualidade certificado e compatível com<br />

a norma ISO 9001 em cada uma <strong>das</strong> nossas fábricas.<br />

A certificação obriga a grandes exigências ao nível da<br />

orientação para o cliente, gestão e instalações de produção.<br />

O processo constante de melhoria também é<br />

parte integral do standard. Além disso, todos os nossos<br />

produtos cumprem os regulamentos definidos pela Comissão<br />

Económica para a Europa (ECE). Para assegurar<br />

que são compatíveis com a norma ECE-R90 e têm<br />

de passar por uma série de testes. As especificações internas<br />

da ATE excedem em muito esta norma.<br />

Como é feito o desenvolvimento de novos produtos?<br />

Alguns dos nossos componentes são desenvolvidos<br />

para os fabricantes de automóveis equiparem de origem<br />

os seus modelos. Contudo, também desenvolvemos<br />

produtos especificamente para o aftermarket. Por<br />

isso, analisamos os produtos de primeiro equipamento<br />

de forma a adaptarmos os nossos próprios produtos<br />

o mais próximo possível em termos de qualidade e de<br />

performance.<br />

Qual é a maior novidade que a marca tem para lançar<br />

este ano?<br />

Desde o ano passado, expandimos o nosso portefólio de<br />

produtos para incluir pinças de travão de marca original<br />

para o travão elétrico de estacionamento nas cores preto<br />

32 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


PETER WAGNER<br />

TODOS OS PRODUTOS ATE FABRICADOS PARA O AFTERMARKET,<br />

CUMPREM OS MESMOS STANDARDS DE ALTA QUALIDADE, TAL E QUAL<br />

COMO OS PRODUTOS DE EQUIPAMENTO ORIGINAL<br />

mate, vermelho tornado e azul ultramarino.<br />

Também estamos a oferecer<br />

um novo líquido de travões premium<br />

para o aftermarket: o ATE Super<br />

DOT 5.1, que cumpre os requisitos<br />

mais elevados e pode ser usado tanto<br />

em veículos elétricos como híbridos.<br />

Temos mais novidades para anunciar<br />

na Automechanika, em setembro.<br />

A ATE eliminou os catálogos em<br />

papel. Como é que o mercado reagiu<br />

a esta mudança?<br />

Até agora tem sido um sucesso. Passámos<br />

da versão impressa para a online<br />

por diversas razões: o catálogo<br />

online torna a pesquisa e a compra<br />

de um produto específico mais sim-<br />

ples para os nossos clientes e, claro,<br />

podemos adaptar a nossa oferta e tê-<br />

-la sempre atualizada. Naturalmente,<br />

o catálogo online também é muito<br />

melhor para o ambiente.<br />

As embalagens mudaram e incluem<br />

um QR Code. Quais são as funcionalidades<br />

desta novidade?<br />

Com as alterações na embalagem,<br />

quisemos dar à marca ATE uma<br />

aparência uniformizada e moderna.<br />

Também adaptámos o novo design<br />

para refletir o nosso portefólio de<br />

produtos: categorias de produto diferentes<br />

podem agora ser distingui<strong>das</strong><br />

umas <strong>das</strong> outras de forma mais<br />

fácil. A ideia por detrás do QR Code<br />

é semelhante, queríamos que fosse<br />

mais fácil para os nossos clientes<br />

verificar que modelos de veículos podem<br />

utilizar determinado produto.<br />

Ler o código na embalagem direciona<br />

o utilizador para o catálogo ATE<br />

online, onde fornecemos informação<br />

detalhada e as aplicações do artigo.<br />

Os dados são atualizados a cada quatro<br />

semanas e, por isso, muito mais<br />

rigorosas do que a informação que<br />

está presente na própria embalagem.<br />

Como funciona a app ATE e que<br />

informação disponibiliza às oficinas?<br />

Com a nossa aplicação, as oficinas podem<br />

aceder ao portefólio ATE através<br />

de um smartphone. O produto certo<br />

pode ser encontrado facilmente com<br />

uma pesquisa por palavra-chave, veículo<br />

ou artigo. A aplicação oferece<br />

ainda a verificação de autenticidade:<br />

ao ler a etiqueta na caixa, as oficinas<br />

podem verificar em segundos se se<br />

trata de um produto original ATE.<br />

Qual é a importância do líquido dos<br />

travões para o correto funcionamento<br />

do sistema de travagem?<br />

O líquido de travões é crucial para a<br />

segurança na condução e para o funcionamento<br />

suave do sistema de travagem.<br />

É responsável por transmitir<br />

a força exercida pelo condutor no<br />

pedal às pinças e cilindros. Há dois<br />

fatores essenciais: a viscosidade do<br />

CENTROS DE TRAVÕES ATE – OFICINAS DE VALOR ACRESCENTADO<br />

Os Centros de Travões ATE são o conceito de oficina<br />

da Continental e trazem valor acrescentado no que<br />

toca à formação e transmissão de conhecimento<br />

na marca ATE. Os fabricantes de veículos<br />

partilham informação sobre produtos e sistemas<br />

com estes Centros de Travões, o que significa que<br />

as empresas liga<strong>das</strong> à marca recebem informação<br />

e formação diretamente dos fabricantes. Para<br />

se tornar um Centro de Travões ATE, os prérequisitos<br />

variam, caso o possível parceiro seja<br />

um concessionário ou uma oficina multimarca<br />

independente. No caso <strong>das</strong> oficinas multimarca “a<br />

empresa deve ter pelo menos dois técnicos. Além<br />

disso, deve cumprir um objetivo específico de<br />

ven<strong>das</strong> em produtos ATE e usar o equipamento por<br />

nós recomendado. Já os concessionários, por outro<br />

lado, devem ser capazes de providenciar formação,<br />

linha de apoio e apoio online. Também devem<br />

cumprir alguns critérios administrativos, como<br />

ter publicidade e material impresso na língua<br />

do país onde estão localizados”, explica Peter<br />

Wagner. Em suma, estes centros providenciam<br />

todos os serviços associados aos travões. Isso<br />

inclui a manutenção do sistema de travagem com<br />

equipamento oficinal especialmente adaptado,<br />

peças de reposição da marca com qualidade de<br />

primeiro equipamento, informação precisa e<br />

fiável sobre a condição do sistema de travagem,<br />

assim como especialistas formados que executam<br />

cuidadosamente to<strong>das</strong> as tarefas necessárias. De<br />

acordo com Peter Wagner, o objetivo da ATE é<br />

expandir o número de centros em todos os países<br />

onde está presente.<br />

34 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


fluido e o ponto de ebulição. O primeiro<br />

é importante porque as baixas<br />

temperaturas podem tornar o líquido<br />

mais viscoso e o último para que não<br />

evapore a altas temperaturas. Ambos<br />

influenciam o funcionamento de todo<br />

o sistema. Como os líquidos de travagem<br />

são propícios a absorver as impurezas<br />

do ambiente, a parte de água<br />

que os compõe aumenta com o tempo<br />

e o ponto de ebulição baixa. Para assegurar<br />

que o sistema de travagem está<br />

a funcionar corretamente, o líquido<br />

dos travões deve ser trocado sempre<br />

que o nível da água atinja 3,5%.<br />

O que muda no sistema de travagem<br />

dos veículos elétricos?<br />

O processo de travagem dos veículos<br />

elétricos é diferente dos motores convencionais<br />

de combustão. Isto deve-se<br />

o portefólio ATE, com provas da<strong>das</strong>, é<br />

também adequado a veículos com propulsão<br />

alternativa.<br />

Qual será o futuro dos componentes<br />

de travagem?<br />

Acreditamos que o travão clássico de<br />

frição vai continuar a ser uma peça relevante<br />

em termos de segurança para<br />

o futuro, mesmo que o foco mude no<br />

que diz respeito aos componentes. Os<br />

discos de duas peças, por exemplo, devem<br />

tornar-se mais importantes, pois<br />

podem contribuir para a redução global<br />

do peso do veículo. A longo prazo,<br />

os travões de tambor, que são usados<br />

no novo VW ID.3, também vão voltar.<br />

São menos suscetíveis à corrosão devido<br />

ao seu design encapsulado. Isto torna-os<br />

mais adequados para os veículos<br />

elétricos, nos quais os travões tendem<br />

“HÁ OPORTUNIDADES<br />

DE CRESCIMENTO EM PORTUGAL”<br />

A ATE está completamente estabelecida em<br />

Portugal há mais de 25 anos. Desde então<br />

têm tido, nas palavras de Peter Wagner, “um<br />

crescimento muito positivo, que esperamos<br />

continue no futuro”. Contam com cinco<br />

distribuidores no mercado, que vendem os<br />

produtos ATE aos retalhistas e que, por seu<br />

turno os revendem às oficinas. O responsável<br />

explica que Portugal, apesar de ser “um<br />

pequeno mercado na perspetiva global, é muito<br />

importante para a Continental no Oeste da<br />

Europa”.<br />

Têm já quotas de mercado “bastante decentes<br />

em Portugal, mas ainda há oportunidades<br />

de crescimento”. Está nos objetivos da marca<br />

expandir a oferta formativa no nosso país, algo<br />

que ficou mais difícil devido à pandemia de<br />

Covid-19, mas que estão a tentar contornar<br />

com alternativas. De uma forma geral, Wagner<br />

considera que há um nível substancial de<br />

conhecimento da marca ATE.<br />

No entanto, “é um objetivo permanente<br />

desenvolver ainda mais a nossa marca,<br />

trabalhando, por exemplo, em proximidade com<br />

a respetiva comunicação social”. Peter Wagner<br />

adianta ainda que uma vez que não fornecem<br />

diretamente as oficinas, os distribuidores “são o<br />

nosso primeiro ponto de contacto com o mercado<br />

português, portanto, um elo importante na<br />

cadeia de distribuição”. No que diz respeito às<br />

perspetivas de ven<strong>das</strong> para 2021, mantêm-se<br />

“positivas”, apesar da pandemia.<br />

A APLICAÇÃO ATE OFERECE A VERIFICAÇÃO DE AUTENTICIDADE.<br />

AO LER A ETIQUETA NA CAIXA, AS OFICINAS PODEM VERIFICAR<br />

DE IMEDIATO SE SE TRATA DE UM PRODUTO ORIGINAL ATE<br />

à regeneração. A regeneração funciona<br />

como um travão de motor, uma vez que<br />

desacelera o veículo durante a recuperação<br />

de energia. O sistema convencional<br />

de travagem com discos e pastilhas<br />

é usado principalmente em manobras<br />

fortes ou abruptas de travagem e, por<br />

isso, menos frequentemente. Por esta<br />

razão, os travões para os veículos elétricos<br />

são objeto de menor utilização<br />

e desgaste, pelo que precisam de ser<br />

substituídos com menor frequência.<br />

Ao mesmo tempo, contudo, os discos<br />

de travão tendem a criar ferrugem com<br />

maior rapidez, especialmente se não<br />

forem muito utilizados. Atualmente<br />

os sistemas de travagem dos veículos<br />

elétricos são iguais aos dos veículos<br />

com motores convencionais, pelo que<br />

a desenvolver ferrugem mais rapidamente<br />

devido ao processo de regeneração.<br />

Como resultado, a frequência de<br />

reparação dos veículos elétricos deve<br />

reduzir-se cada vez mais.<br />

Qual é a visão da ATE para o futuro<br />

da mobilidade automóvel?<br />

A indústria automotive é um cenário<br />

em constante mutação. A ATE – e,<br />

por arrasto, a Continental – está na<br />

frente da exploração dos desafios e<br />

tendências do setor, como a mobilidade<br />

elétrica e a conetividade. As nossas<br />

soluções ajudam a promover a mobilidade<br />

segura e sustentável, ao mesmo<br />

tempo que também apoiam as<br />

oficinas na adaptação a estes desafios,<br />

para se manterem competitivas. l<br />

PASTILHAS TRAVÃO ATE CERAMIC PREMIADAS<br />

Num teste de travagem conduzido este ano<br />

pelo maior clube automóvel da Alemanha,<br />

ADAC, as pastilhas de travão cerâmicas ATE<br />

ocuparam o primeiro lugar numa comparação<br />

com cinco outras marcas, ganhando uma<br />

classificação global de 1,7 (bom). Os testes<br />

abrangeram um total de seis pastilhas e discos<br />

de travão diferentes, incluindo um produto<br />

de equipamento original, vários de marca<br />

e desportivos, e um produto de linha mais<br />

económica. Em combinação com os discos de<br />

travão ATE originais, as pastilhas de travão<br />

ATE Ceramic obtiveram uma pontuação muito<br />

superior à dos seus concorrentes em termos<br />

de desgaste. Num teste em condições realistas<br />

com cargas de travagem pesa<strong>das</strong>, alcançaram<br />

uma classificação global de 1,0 - mais do que<br />

um ponto completo acima do concorrente mais<br />

próximo. “As pastilhas de travão cerâmicas ATE<br />

oferecem duas vantagens fundamentais: um<br />

elevado grau de segurança, como demonstrado<br />

pelos resultados dos testes de travagem, e<br />

durabilidade”, diz Peter Wagner. “Graças à sua<br />

fórmula especial, as pastilhas ATE Ceramic têm<br />

uma abrasão muito baixa, o que significa que<br />

geram menos pó de travão. Isto não só reduz<br />

o desgaste, como beneficia o ambiente - e<br />

assegura clientes satisfeitos para as oficinas. Os<br />

resultados mostram que as pastilhas de travão<br />

ATE são iguais aos produtos de equipamento<br />

original em todos os sentidos”, acrescenta Peter<br />

Wagner.<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 35


Entrevista<br />

PAULO ALMEIDA, DIRETOR TÉCNICO DA APAMB<br />

SÍLVIA SANTOS, DIRETORA COMERCIAL DA APAMB<br />

NUNCA ADIAMOS SOLUÇÕES,<br />

PROBLEMAS E DECISÕES!<br />

A APAMB (ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE INSPEÇÃO E PREVENÇÃO AMBIENTAL) É UMA ASSOCIAÇÃO SEM FINS<br />

LUCRATIVOS, CRIADA PARA PREENCHER UMA LACUNA NO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO DAS EMPRESAS ÀS<br />

CONTÍNUAS ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO IMPOSTA AOS PRODUTORES DE RESÍDUOS. OS SERVIÇOS PRESTADOS<br />

ÀS OFICINAS FORAM O TEMA DE UMA CONVERSA ESCLARECEDORA COM PAULO ALMEIDA, DIRETOR TÉCNICO E<br />

SÍLVIA SANTOS, DIRETORA COMERCIAL DA ASSOCIAÇÃO


<strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong> foi até Setúbal, onde está localizada<br />

a sede da APAMB, para saber mais sobre<br />

algumas questões atuais e pertinentes para o setor,<br />

que continua com dúvi<strong>das</strong> sobre as novas normas<br />

ambientais e as obrigações legais <strong>das</strong> oficinas relativamente<br />

à gestão dos resíduos. A Associação tem<br />

como principal compromisso oferecer respostas<br />

concretas – a custos acessíveis – para que o setor da<br />

manutenção automóvel, mas também da indústria,<br />

se possa desenvolver em harmonia com o ambiente.<br />

Ao estatuto de associação e à equiparação a Organização<br />

Não Governamental Ambiental (ONGA) juntaram-se<br />

profissionais de relevo e desenvolveram-se<br />

protocolos com entidades envolvi<strong>das</strong> nos processos<br />

de reciclagem e outros parceiros estratégicos.<br />

“O ambiente nem sequer era uma moda,<br />

era uma preocupação”<br />

A APAMB nasceu em 2006, quando um conjunto<br />

de pessoas que conheciam bem o setor da manutenção<br />

automóvel e da indústria se reuniram para<br />

tentar acompanhar as empresas e seus empresários<br />

no respeitante às questões ambientais. “Convém relembrar<br />

que em 2006 o Ambiente nem sequer era<br />

uma moda, era uma preocupação e, em muitos casos,<br />

um susto para as empresa. Nós, APAMB, reunimos<br />

áreas tão distintas como a auditoria ambiental,<br />

o apoio jurídico, mas também a área comercial.<br />

Soubemos abordar as pessoas, com objetivos bem<br />

definidos, de modo a elucidar e trazer as empresas<br />

para uma realidade que não sofresse tantos constrangimentos<br />

com as coimas ambientais, paradigmas<br />

estes que sabiamos suficientes para fazer um<br />

bom trabalho em prol <strong>das</strong> empresas e do ambiente,<br />

e conseguimo-lo”, começa por explicar Paulo Almeida.<br />

O desenvolvimento da APAMB foi gradual, num<br />

esforço coletivo e sem apoio de particulares, nem do<br />

Estado. “Tínhamos um objetivo bem definido e logo<br />

em 2007 procuramos inscrever-nos como organização<br />

não governamental ambiental”, lembra. A partir<br />

daqui a associação cresceu, os associados duplicaram,<br />

e a APAMB foi ganhando experiência e divulgação<br />

nacional com a presença em feiras, a formação<br />

a convite da PSP <strong>das</strong> briga<strong>das</strong> BRIPA e assim<br />

por diante. Desta forma recebiam “inputs” do que<br />

acontecia com quem estava no terreno e, desde essa<br />

altura até aos dias de hoje, “tivemos a felicidade de<br />

consolidar os associados e conquistar mais alguns,<br />

a nível nacional”. Atualmente, contam com 900 associados<br />

que lhes reconhecem to<strong>das</strong> as capacidades<br />

para executarem as tarefas a que se propõem. Essas<br />

tarefas são realiza<strong>das</strong> por 9 pessoas, mais uma<br />

que deverá juntar-se à equipa ainda este ano. “Estas<br />

nove pessoas estão dividi<strong>das</strong> pela parte técnica, comercial<br />

e back office. Assim que somos contactados<br />

por um associado, tentamos de imediato resolver o<br />

seu problema. Nunca adiamos soluções, problemas<br />

e decisões. A proximidade com todos é um bem que<br />

preservamos e que é de extrema importância no<br />

nosso trabalho”, afirma Paulo Almeida.<br />

Prestação de serviços<br />

Questionado sobre como funcionam os serviços<br />

prestados às empresas de automóveis, Paulo Almeida<br />

responde que “tudo funciona em torno da auditoria<br />

presencial. É verificado o que está em conformidade<br />

e o que não está. O que não estiver em<br />

conformidade procura ser ultrapassado com o apoio<br />

do nosso back office técnico que presta auxílio desde<br />

o licenciamento à gestão dos resíduos. O registo<br />

dos gases fluorados, as emissões gasosas, a gestão de<br />

solventes, o registo dos equipamentos sob pressão,<br />

a própria gestão e manutenção dos equipamentos,<br />

é cimentado por um apoio jurídico que, em caso de<br />

contraordenações ambientais, são aborda<strong>das</strong> e respondi<strong>das</strong>.<br />

E para ultrapassar algumas inconformidades<br />

contamos com parcerias de recomendação de<br />

forma a não onerar à empresa mais custos do que<br />

aqueles que tem”, conclui o responsável da APAMB.<br />

No seu funcionamento, a associação conta com parceiros<br />

para a recolha de resíduos, que são empresas<br />

com os licenciamentos adequados. Apesar de existir<br />

uma grande quantidade de empresas operadoras<br />

de resíduos no mercado, nem to<strong>das</strong> podem acolher<br />

todo o tipo de resíduos. A APAMB recomenda<br />

determinado operador, verificando se este está legalizado<br />

para recolher o tipo de resíduo específico.<br />

APAMB<br />

Diretor Técnico Paulo Almeida<br />

Morada Av. 5 de Outubro, 148 – 5º H<br />

Edifício Bocage, 2900-309 Setúbal<br />

Telefone 265 234 190<br />

Email paulo.almeida@apamb.pt<br />

Site www.apamb.pt<br />

Neste momento, é a pressão exercida pelas fiscalizações<br />

está a fazer o setor ficar mais atento à gestão de<br />

resíduos, e Paulo Almeida salienta mesmo que “ninguém<br />

aguenta os valores <strong>das</strong> coimas. Felizmente a<br />

situação alterou-se, há mais conhecimento sobre o<br />

tema, mas as falhas que se observam são as mesmas,<br />

seja na oficina independente, seja na oficina de<br />

marca. O que falta a cada uma dessas oficinas são<br />

recursos muito específicos dentro da sua área de influência.<br />

Falta formação dinâmica às empresas. Mas<br />

o pior é o facto dos legisladores não conhecerem os<br />

problemas no terreno. A legislação é alterada, mas<br />

depois não se leva em consideração essa realidade<br />

no terreno e de experiência feito”.<br />

Consciência e preocupação<br />

Nota-se, segundo o diretor técnico da APAMB,<br />

uma maior consciência e preocupação por parte<br />

dos empresários e todos pretendem cooperar na<br />

prática <strong>das</strong> questões ambientais: “no terreno sente-se<br />

maior preocupação. Muitas <strong>das</strong> vezes acabam<br />

por ser esses empresários a procurar-nos e a tentar<br />

agendar uma visita ou até uma auditoria de forma<br />

a entenderem se estão ou não em incumprimento.<br />

Estas novas gerações de empresários têm receio de<br />

não cumprir e querem evitar coimas. Quando fazem<br />

um determinado investimento, sabem que uma<br />

parte dessa verba tem de ser investida no ambiente<br />

e na prevenção”, afirma.<br />

É imprescindível que as empresas saibam que todos<br />

os resíduos têm de ser entregues, e que lamentavelmente<br />

apenas os óleos usados, por exemplo, não<br />

têm custos. Na opinião de Paulo Almeida, o básico<br />

para que se possa evitar ser multado passa por<br />

separar e identificar os resíduos. A associação tenta<br />

transmitir aos associados que é preciso conhecer e<br />

respeitar a legislação. Existem múltiplos diplomas<br />

legais ambientais no entanto com o projeto legislativo<br />

UNILEX, de consolidação e integração dos<br />

regimes jurídicos relativos à gestão dos fluxos específicos<br />

de embalagens e resíduos de embalagens;<br />

de óleos usados; de pneus usados; de resíduos de<br />

equipamentos elétricos e eletrónicos; de resíduos de<br />

pilhas e acumuladores e de veículos em fim de vida,<br />

assentando no princípio da responsabilidade alargada<br />

do produtor, a leitura e conjugação ficou facilitada.<br />

Com tantas nuances a considerar, hoje em<br />

dia, é complicado evitar as multas, ao que se soma<br />

o desafio da equipa inspetiva que tem de saber até<br />

que ponto é considerada uma falha. “É preciso que<br />

exista um equilíbrio na gestão dessa coerência. As<br />

equipas de fiscalização também não têm uma tarefa<br />

fácil”, considera.<br />

E do que tratam afinal as plataformas de preenchimento<br />

dos dados de reciclagem? “São fundamentais,<br />

mas não fulcrais. Há várias empresas que não<br />

têm essas plataformas, mas fazem um trabalho fidedigno<br />

e estão bem organiza<strong>das</strong>. Ter computador<br />

não significa que a empresa está informatizada. Por<br />

incrível que possa parecer ainda encontramos empresas<br />

que não estão inscritas no Siliamb e estão<br />

abertas há meses ou anos. Quando falamos nisso<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 37


PAULO ALMEIDA<br />

E SÍLVIA SANTOS<br />

ficam surpreendidos e perguntam se<br />

também têm de estar inscritas. Por<br />

isso, redimensionar e preparar as empresas<br />

é o que pode fazer a diferença<br />

para não haver contraordenações.<br />

É preciso ter ferramentas de gestão,<br />

mas mais uma vez é preciso ter formação<br />

para trabalhar a informação”.<br />

O decreto-lei do Regime de Responsabilidade<br />

Ambiental (DL nº<br />

147/2008, de 29 julho) é um dos<br />

mais difíceis de interpretar, diz Paulo<br />

Almeida, que garante que “foi uma<br />

dor de cabeça quando apareceu. O<br />

mercado não tinha soluções para ele.<br />

As pessoas tinham de ter uma garantia<br />

financeira, mas os bancos não estavam<br />

preparados, as companhias de<br />

seguros não tinham produto. Fundos<br />

ambientais? Perguntava-se o que era<br />

e ninguém sabia informar. Só uma<br />

empresa suicida é que colocaria de<br />

parte um montante para fundo próprio...<br />

Agora sim, fala-se em seguro<br />

ambiental. Se se for fazer um seguro,<br />

cobre sempre o risco maior, para<br />

se ter uma garantia tem de se somar<br />

todos os riscos da atividade, o que por<br />

vezes não é fácil de avaliar. Por isso, o<br />

seguro que sugerimos atualmente aos<br />

associados tem um valor competitivo.<br />

Anteriormente esses seguros eram caros,<br />

mas atualmente têm preços muito<br />

mais simpáticos. Felizmente são<br />

poucos os seguros acionados, o que é<br />

bom”, garantiu Paulo Almeida.<br />

Abrir uma oficina<br />

Para quem pretende começar a dedicar-se<br />

ao negócio oficinal, há medi<strong>das</strong><br />

a ser toma<strong>das</strong> no que diz respeito à<br />

produção de resíduos, à redução da<br />

sua perigosidade e à viabilização para<br />

reciclagem.<br />

Para dar resposta a esta situação, a<br />

associação aposta forte na informação<br />

que permite que se faça melhor a<br />

todos os níveis. O segredo é a triagem<br />

e o armazenamento de resíduos. Des-<br />

de que a empresa saiba quais são os<br />

resíduos, saiba identificá-los para lhes<br />

dar um fim adequado em prol do ambiente,<br />

entregar tudo a um operador<br />

licenciado, e a partir daqui a redução<br />

da perigosidade dos resíduos acontece<br />

e a reciclagem é feita dentro da<br />

legalidade. “Nós, APAMB, somos um<br />

meio de chegar à reciclagem ideal.<br />

Os sítios onde estão os resíduos têm<br />

de ter o código LER. Tudo tem de ser<br />

feito corretamente, por isso é que nós<br />

existimos para que as pessoas não<br />

errem. Por isso as instituições são necessárias”,<br />

conclui.<br />

Há obrigações a cumprir relativamente<br />

aos gases fluorados que existem nos<br />

equipamentos de ar condicionado<br />

que são intervencionados em oficina.<br />

Paulo Almeida garante que basta<br />

manter os registos internos necessários.<br />

“É preciso registar anualmente<br />

os valores na plataforma da Agência<br />

Portuguesa do Ambiente (APA). Os<br />

técnicos que fazem manutenção de<br />

ares condicionados, bombas de calor<br />

e outros têm de fazer reporte e ter<br />

Certificado para o efeito”.<br />

E os depósitos de ar comprimido?<br />

Têm de ser registados ou licenciados?<br />

Há obrigações relativas aos manómetros?<br />

A resposta está sempre na<br />

«ponta da língua» de Paulo Almeida.<br />

“No ar comprimido não é tão escorreito,<br />

porque é preciso fazer o cálculo<br />

entre o volume do depósito e a pressão<br />

em bars com que o equipamento<br />

está a funcionar. Se ultrapassar os<br />

3.000 litro x bar, ou seja, se for igual<br />

ou superior a este valor, é necessário<br />

registo, se for inferior não precisa.<br />

A manutenção é sempre necessária<br />

para o compressor e os manómetros<br />

têm de ter uma aferição anual. Temos<br />

aferições nas bombas de combustível,<br />

nas balanças, aqui o que garante<br />

que o equipamento está a trabalhar<br />

em segurança é o manómetro. Pedir<br />

para fazer esta aferição é garantir que<br />

O FUTURO DA GESTÃO DE RESÍDUOS VAI SER RIGOROSO. CADA VEZ HAVERÁ<br />

MAIS FISCALIZAÇÃO, POR ISSO CADA OFICINA TEM DE DESENVOLVER UMA<br />

CULTURA AMBIENTAL SEM AUMENTAR O CUSTO E ISSO É POSSÍVEL<br />

38 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


DESDE QUE A OFICINA SAIBA IDENTIFICAR OS RESÍDUOS QUE PRODUZ PARA<br />

LHES DAR UM FIM CONCRETO EM PROL DO AMBIENTE, ENTREGA TUDO A UM<br />

OPERADOR LICENCIADO E A PARTIR DAQUI A REDUÇão DA PERIGOSIDADE<br />

DOS RESÍDUOS ACONTECE<br />

está tudo a funcionar perfeitamente”,<br />

assegura.<br />

E a instalação de um separador de<br />

hidrocarbonetos na oficina é obrigatória?<br />

A resposta é afirmativa. “É<br />

obrigatório, no entanto, importa<br />

analisar as instalações e o negócio<br />

em si. É mais compreensível que o<br />

separador seja obrigatório e necessário<br />

numa empresa que faça lavagens<br />

automóveis, por exemplo. As águas<br />

dessas lavagens transportam produtos<br />

químicos e têm de ir para algum<br />

lado, têm de ser depura<strong>das</strong>, trata<strong>das</strong><br />

e ser encaminha<strong>das</strong> para saneamento,<br />

contudo importa analisar o tipo de<br />

trabalho e as fichas de segurança dos<br />

produtos. Parece tudo complicado<br />

dito assim, mas não é”. E as coimas?<br />

Os valores a pagar pelo incorreto<br />

acondicionamento de baterias usa<strong>das</strong>,<br />

pela não separação de resíduos<br />

ou ainda pela existência de chaminés<br />

que não cumprem alguns requisitos<br />

arrancam nos 250 euros para pessoas<br />

em nome individual e nos 500 euros<br />

para empresas, num teto máximo que<br />

pode chegar aos 48 mil euros.<br />

Analisando a questão <strong>das</strong> chaminés,<br />

anteriormente eram verifica<strong>das</strong> ao<br />

mesmo tempo que as emissões gasosas,<br />

mas agora a maioria <strong>das</strong> oficinas<br />

estão fora dessa legislação. “A mais recente<br />

legislação nesse sentido pondera<br />

a potência do equipamento como<br />

obrigatoriedade para a empresa ter<br />

de fazer as respetivas medições, que<br />

são realiza<strong>das</strong> nas chaminés pelas tomas<br />

de amostragem. Com a potência<br />

térmica dos equipamento abaixo do<br />

1 megawatt, as oficinas estão isentas<br />

da monitorização. No caso da indústria<br />

já é diferente, são eles que estão<br />

obrigados a medições por laboratório<br />

acreditado”. Neste momento o<br />

que está a ser feito no terreno pelas<br />

equipas inspetivas é ver se as chaminés<br />

coincidem com as saí<strong>das</strong>, se têm<br />

o chapéu correto, se tem as tomas<br />

de amostragem para a necessidade<br />

de medição e se são de atividades de<br />

prestação de serviços ou de indústria.<br />

A questão ambiental no setor automóvel<br />

por parte <strong>das</strong> oficinas, dos vendedores<br />

de peças, entre outros, tem<br />

muitas perguntas e muitas respostas,<br />

mas todos têm obrigações ambientais.<br />

“Quando uma empresa se dedica<br />

à importação de pneus, óleos, baterias<br />

ou aparelhos elétricos, adquire o estatuto<br />

de produtor. Coloca tudo isto no<br />

mercado, logo é o primeiro a ter de<br />

lançar a ecotaxa que é pedida por lei<br />

a todos estes produtos. Quem se dedica<br />

ao comércio de peças tem obrigações<br />

diferentes. São assim cobra<strong>das</strong><br />

as ecotaxas ao seu cliente para fechar<br />

o ciclo até ao consumidor final. É com<br />

a cobrança ao cliente que as empresas<br />

são ressarci<strong>das</strong> do facto de estarem a<br />

pagar à cabeça uma taxa que lhes é<br />

imposta”, diz.<br />

Gestão da informação<br />

A questão da informação ambiental<br />

que as oficinas precisam de saber gerir,<br />

como deve ser feito o controlo dos<br />

prazos e a validade da documentação<br />

PRINCIPAIS INFRAÇÕES AMBIENTAIS<br />

Leves<br />

• Não preenchimento<br />

do formulário MIRR ou<br />

preenchimento incorreto<br />

• Não discriminação de ecovalor<br />

na fatura<br />

Valor mínimo de coima:<br />

2.000 €<br />

Graves<br />

• Incorreto encaminhamento<br />

de resíduos<br />

• Falta de registo no Siliamb<br />

Valor mínimo de coima:<br />

12.000 €<br />

Muito graves<br />

• Falta de autorização de<br />

descarga de águas residuais<br />

• Falta de seguro ambiental ou<br />

outra garantia financeira de<br />

responsabilidade ambiental<br />

Valor mínimo de coima:<br />

24.000 €<br />

ficação enquanto atividade. Mas há<br />

mais inscrições a fazer pelas oficinas,<br />

por causa <strong>das</strong> questões ambientais,<br />

através do Siliamb. “Qualquer empresa<br />

que tenha resíduos perigosos e mais<br />

de 10 funcionários, está enquadrada<br />

para se inscrever no SIRER através<br />

do Siliamb. Basta o cumprimento de<br />

uma <strong>das</strong> questões para fazer o registo.<br />

Qualquer atividade nesta área tem<br />

pelo menos um resíduo perigoso, se<br />

cumprir a sua correta reciclagem, e<br />

deve inscrever-se”, esclarece.<br />

Ainda dentro <strong>das</strong> questões técnicas, é<br />

preciso assegurar que o MIRR de cada<br />

instalação seja submetido de forma<br />

correta e atempada. “Trata-se de um<br />

procedimento base em que ajudamos<br />

os nossos associados. A entrega de<br />

resíduos é sempre através da eGAR<br />

(Guia eletrónica de acompanhamento<br />

de resíduos): A gestão correta <strong>das</strong><br />

eGARs na plataforma, a emissão no<br />

prazo do DUC e respetivo pagamento,<br />

a verificação final para emissão do<br />

MIRR, a emissão do MIRR, o arquivo<br />

de documentos comprovativos, o cumprimento<br />

dos prazos: de 1 de Jan. a 31<br />

de Mar. de cada ano. Nós simulamos<br />

tudo isto com os nossos associados e<br />

dizemos-lhe o que têm de fazer”, explica<br />

Paulo Almeida. Se não se inscreverem<br />

e não registarem os dados<br />

ou registarem-nos incorretamente,<br />

podem incorrer em falta grave, uma<br />

contraordenação que varia entre os 2<br />

000 e os 48 000 euros. Se os resíduos<br />

não forem entregues ou forem entregues<br />

a entidades não licencia<strong>das</strong>, pode<br />

não acontecer nada à oficina, se não<br />

for inspecionada... até um dia!<br />

E o futuro da gestão de resíduos? “Vai<br />

ser rigoroso, até porque o ambiente<br />

deixou de ser moda para passar a ser<br />

uma realidade impossível de ignorar.<br />

Cada vez haverá mais fiscalização, por<br />

isso cada oficina tem de desenvolver<br />

uma cultura ambiental sem aumentar<br />

o custo e isso é possível, basta prevenir,<br />

programar, organizar, monitorizar,<br />

auditar e repetir continuamente<br />

repetir este processo.A APAMB estará<br />

sempre cá para ajudar quem precisa”,<br />

concluiu o responsável. l<br />

ambiental, é abordada caso a caso com<br />

cada empresa. “Funcionamos como<br />

um auditor externo e somos o inspetor<br />

preventivo de cada cliente. Estamos a<br />

inspecionar preventivamente e não a<br />

fiscalizar. Damos sempre conhecimento<br />

do que estamos a fazer, a criar soluções<br />

informa<strong>das</strong> para o negócio ser<br />

bem gerido”, frisou.<br />

E o MIRR (Mapa Integrado de Registo<br />

de Resíduos) que é preciso ser<br />

preenchido pelas oficinas automóveis?<br />

“Começa pela obrigação do regime jurídico<br />

para a gestão de resíduos. Essa<br />

inscrição faz com que trabalhem com<br />

a plataforma e com as guias eletrónicas.<br />

O MIRR é a consequência lógica<br />

de todos os documentos arrumados<br />

e classificados, um mapa que espelha<br />

a atividade do empregador. Daí que<br />

a escolha dos códigos LER seja mais<br />

exigente para que depois não existam<br />

dúvi<strong>das</strong> na sua identificação e classiwww.jornal<strong>das</strong>oficinas.com<br />

Setembro 2021 39


Entrevista<br />

MANUEL DE ANDRADE, DIRETOR GERAL STOP’S<br />

A STOP’S ESTARÁ SEMPRE<br />

PREPARADA PARA A MUDANÇA<br />

A STOP’S NASCEU DE UM PROJETO DESENHADO POR MANUEL DE ANDRADE EM 2006, CUJO OBJETIVO CONSISTIU<br />

EM MUDAR O CONCEITO DE OFICINA TRADICIONAL PARA O DE OFICINA MODERNA, ORGANIZADA E COM IDENTIDADE<br />

PRÓPRIA, FEITA PARA CLIENTES QUE APRECIASSEM SERVIÇOS DE QUALIDADE. PASSADOS QUINZE ANOS, O<br />

SUCESSO ALCANÇADO VEIO COMPROVAR A ESTRATÉGIA ACERTADA LEVADA A CABO POR MANUEL DE ANDRADE


A<br />

STOP’S, localizada em Barcelos, desde o início<br />

que se destaca pela qualidade dos serviços<br />

prestados e pela organização exemplar<br />

dos vários departamentos, a começar pela receção,<br />

passando pela mecânica e pintura. Muitas <strong>das</strong> inovações<br />

e processos de trabalho foram criados e desenvolvidos<br />

por Manuel de Andrade, que sempre procurou<br />

em Portugal e no estrangeiro as melhores ideias e<br />

soluções para rentabilizar o seu negócio.<br />

Os momentos assinaláveis da vida empresarial da<br />

STOP’S foram o resultado de um esforço consciente<br />

para evoluir nas dimensões da qualidade e inovação<br />

e na estratégia de proximidade ao cliente. Iniciou<br />

este percurso com a instalação do Departamento da<br />

Qualidade, que permitiu organizar, gerir e otimizar<br />

processos e teve como consequência imediata o reconhecimento<br />

dos parceiros Mercedes/Smart para<br />

realizar serviços de manutenção (DSV). Mais tarde<br />

obteve o Prémio “Melhor Oficina Pós-Venda” na Feira<br />

Internacional de Madrid, um galardão que veio<br />

reconhecer os esforços de aproximação à expetativas<br />

e necessidades dos clientes. Na área da inovação,<br />

estabeleceu uma ligação quase umbilical ao IPCA –<br />

Instituto Politécnico do Cávado e do Ave para o desenvolvimento<br />

de projetos de investigação aplicada.<br />

De referir que a primeira APP interativa em Portugal<br />

dedicada aos serviços de uma oficina automóvel foi<br />

concebida e produzida pela STOP’S, com o auxílio de<br />

jovens técnicos altamente qualificados. Mais tarde<br />

estabeleceu uma parceria com a Petronas, que proporcionou<br />

adquirir formação, informação e produto,<br />

fundamental para dar resposta a veículos em período<br />

de garantia a nível de Óleos.<br />

Como está atualmente estruturada a STOP’S a nível<br />

de áreas de trabalho e equipamentos disponíveis?<br />

A STOP’S faz uma abordagem integrada às expetativas<br />

dos clientes, procurando satisfazer tanto quanto<br />

possível as suas necessidades. Esta preocupação determina<br />

tudo o que fazemos, inclusivamente o desenho<br />

do lay-out da oficina, porque queremos que<br />

o cliente se sinta em casa quando nos visita. É claro<br />

que o desenho do fluxo produtivo procura o estado<br />

ótimo, mas traz consigo mesmo uma preocupação<br />

de agradar aos clientes, pois sabemos que a imagem<br />

é muito importante para o sucesso do negócio.<br />

As áreas de trabalho são pensa<strong>das</strong>, assim, tanto na<br />

perspetiva da eficiência produtiva, quanto na eficácia<br />

do seu impacto nos clientes. Em relação aos equipamentos<br />

podemos dizer que nos orienta a mesma<br />

preocupação com o cliente, pois que a oficina está<br />

apetrechada com as máquinas e instrumentos que<br />

permitem abordar qualquer necessidade que surja,<br />

mesmo que em certos casos essa necessidade seja<br />

rara ou esteja mesmo em desuso. A nível do diagnóstico,<br />

trabalhamos com máquinas da Autel, cujo<br />

software é atualizado regularmente.<br />

Tem sido fácil encontrar mão de obra especializada?<br />

O reconhecimento da STOP’S do lado da procura e<br />

mesmo entre os nossos pares como uma oficina que<br />

se recomenda traz-nos um fluxo contínuo de candidatos<br />

interessados em trabalhar connosco, mas<br />

confesso que os nossos requisitos de qualidade são<br />

elevados, o que por vezes dificulta a seleção de colaboradores.<br />

Atualmente contamos com uma equipa<br />

especializada, experiente e estável, porque os nossos<br />

colaboradores são vistos, pela empresa, como clientes<br />

internos.<br />

Que fatores mais importantes destaca no funcionamento<br />

da STOP’S?<br />

Há um fator que considero ser uma mais-valia para<br />

a procura e que tenho consciência de que os clientes<br />

valorizam, que é o Serviço Completo Chave na Mão,<br />

um serviço disponível para ouvir e ajudar a tratar de<br />

problemas do cliente 365 dias por ano. Mas as nossas<br />

ofertas são variadíssimas. Se eu quisesse mencionar<br />

algumas, falar-lhe-ia da frota de 12 Carros de substituição<br />

disponíveis em diversas categorias, a recolha<br />

e entrega 24 horas na STOP’S, o Carro na Hora em<br />

caso de sinistro, a gestão e apoio ao sinistro, a ajuda<br />

no local da avaria dentro do concelho, o aconselhamento<br />

na gestão de frotas e a avaliação certificada de<br />

colisão e manutenção, entre outras.<br />

Tem vindo a desenvolver a área do detalhe automóvel.<br />

Considera que se trata de um negócio com<br />

potencial de crescimento?<br />

A STOP’S foi <strong>das</strong> primeiras oficinas a investir neste<br />

negócio. Atrevo-me a dizer que fomos pioneiros em<br />

Portugal a desenvolver um serviço que apelidamos de<br />

“Cosmética Automóvel”. Com o crescimento e reconhecimento<br />

da STOP’S na área de pintura deixamos<br />

de ter disponibilidade para fazer este serviço e passamos<br />

a fazer a base do detalhe, que é o polimento, lavagem<br />

e recondicionamento base. Hoje, com a gama<br />

de veículos que no surgem em oficina e pela procura<br />

que nos tem chegado, decidimos avançar novamente<br />

com o projeto através da linha de produtos SWISS-<br />

VAX. Uma vez mais apresentamos uma marca premium<br />

para fortalecer o negócio, não só de detalhe<br />

como da pintura.<br />

A STOP’S é oficina autorizada Mercedes Benz e<br />

Smart. Quais as vantagens deste serviço para a<br />

empresa? Estão previstos acordos com outras<br />

marcas?<br />

Este serviço é o reconhecimento de que a STOP’S está<br />

no mercado não para remediar mas para resolver. A<br />

STOP’S<br />

Diretor geral Manuel de Andrade<br />

Morada Rua 25 de Abril, Alvelos<br />

4755-034 Barcelos<br />

Telefone 253.098.137<br />

Email geral@stops.pt<br />

Site www.stops.pt<br />

nossa oficina está habilitada para registar to<strong>das</strong> as revisões<br />

nas plataformas do concessionário, neste caso<br />

no DSB da Mercedes e Smart, porque possui técnicos<br />

especializados, altamente qualificados, profissionais<br />

capazes de encontrar soluções com padrões de qualidade<br />

semelhantes aos do fabricante. De forma semelhante,<br />

contamos brevemente ter autorizações de<br />

outras marcas.<br />

No âmbito da sua política de responsabilidade social,<br />

a STOP’S celebrou um protocolo de colaboração<br />

com a APAC - Associação de Pais e Amigos de<br />

Crianças. Qual o objetivo deste protocolo?<br />

As empresas não se podem alhear do ambiente que<br />

as rodeia, do espaço geográfico onde estão inseri<strong>das</strong>.<br />

O protocolo que estabelecemos com a APAC é apenas<br />

um sinal de solidariedade social, de responsabilidade<br />

em relação à sociedade local da qual cada colaborador<br />

da STOP’S também faz parte. Sempre que for<br />

possível, gostaríamos de celebrar outros protocolos<br />

idênticos, sem dúvida.<br />

A STOP’S associou-se à investigação desenvolvida<br />

pelos alunos do Curso de Engenharia e Gestão<br />

Industrial do IPCA - Instituto Politécnico do Cávado<br />

e Ave. Em que consistiu esta associação e quais os<br />

objetivos que pretende atingir?<br />

Verifico com orgulho que passados 10 anos a ideia<br />

de relacionar a STOP’S com uma universidade ou<br />

centro politécnico seria um marco importante para<br />

desenvolver projetos que estavam nos meus apontamentos!<br />

Hoje é uma realidade e não poderia deixar<br />

de agradecer ao IPCA por acreditar e disponibilizar<br />

alunos para colocarmos em prática estes projetos.<br />

Esta ligação ajudou a rever a estratégia para os próximos<br />

anos, a desenvolver uma APP, a trabalhar um<br />

quadro de planeamento digital, um semáforo de gestão<br />

de viatura em oficina, bem como sensores para<br />

colocação nas boxes de trabalho e a sua monotorização,<br />

entre outras iniciativas. Ou seja, estamos a esboçar<br />

e a preparar elementos para aplicar numa oficina<br />

4.0, que já não está muito distante.<br />

Qual a importância <strong>das</strong> novas tecnologias na comunicação<br />

com os clientes, nomeadamente a internet<br />

e redes sociais?<br />

Há muito tempo que a STOP´S adotou as novas tecnologias<br />

de informação e comunicação, não apenas<br />

para introduzir no sistema produtivo e nos seus projetos<br />

de investigação aplicada, mas também para uso<br />

na área do marketing, prosseguindo a sua política de<br />

proximidade com os clientes.<br />

Como está a STOPS a reagir à pandemia?<br />

Estamos a reagir de forma responsável, a cumprir<br />

à risca as Normas da DGS, mas cientes de que tudo<br />

poderá mudar a qualquer momento. Houve algumas<br />

mudanças na forma como nos relacionamos com os<br />

clientes, bem como no contato que estabelecemos<br />

com as viaturas. Como se recomenda, hoje privilegiamos<br />

o contato com o cliente via telefone ou por email<br />

quando isso é possível, e desinfetamos e higieniza-<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 41


MANUEL<br />

DE ANDRADE<br />

mos to<strong>das</strong> as viaturas antes da sua entrega<br />

ao cliente. Até ao momento presente<br />

não tivemos registo de nenhuma<br />

pessoa infetada dentro da Oficina.<br />

Que ensinamentos trouxe a pandemia<br />

para a sua organização?<br />

Fez-nos repensar algumas práticas de<br />

trabalho e reforçou a nossa convicção<br />

da importância que têm as tecnologias<br />

de informação e comunicação para este<br />

negócio e até para todos os negócios.<br />

Estamos a entrar numa nova era de<br />

desenvolvimento humano, parece-me,<br />

muito ligado às tecnologias e num futuro<br />

próximo à inteligência artificial.<br />

Dispõe de vários veículos de substituição.<br />

Considera importante oferecer<br />

este serviço ao cliente?<br />

Temos atualmente 12 viaturas ligeiras<br />

passageiros, de mercadorias e comerciais<br />

ao dispor dos clientes como veículos<br />

de substituição. Nesta altura é<br />

impossível trabalhar sem viaturas de<br />

substituição, principalmente em sinistros<br />

e frotas. Estamos a ponderar<br />

oferecer a viatura de substituição nas<br />

manutenções, uma possibilidade que<br />

está em análise, embora, tudo se encaminhe<br />

para que seja aprovada.<br />

O setor automóvel é cada vez mais<br />

desafiante do ponto de vista tecnológico.<br />

Como é que está a enfrentar<br />

este desafio?<br />

Estamos constantemente a investir<br />

em tecnologia, a adquirir diagnósticos,<br />

programas de dados, a aproveitar as<br />

boas soluções que os nossos parceiros<br />

nos oferecem, a providenciar formação<br />

profissional aos técnicos e a utilizar a<br />

boa informação da internet (chats,<br />

grupos) nacionais e internacionais.<br />

Têm facilidade em reparar carros<br />

mais recentes, designadamente<br />

veículos híbridos e elétricos?<br />

A primeira formação de elétricos e híbridos<br />

desta cidade foi dada na STOP’S,<br />

isto em 2013. Em 2018 fui propositadamente<br />

à feira de Frankfurt para trazer<br />

novidades, ferramentas, software<br />

para elétricos e híbridos. A questão <strong>das</strong><br />

reparações e manutenções destas viaturas<br />

nunca serão um problema. Todavia,<br />

hoje a maior parte dessas viaturas estão<br />

em período de garantia, e assim só aparecem<br />

nas oficinas algumas pequenas<br />

reparações elétricas ou carros para serviços<br />

de colisão. A política de recursos<br />

humanos da STOP’S é exigente em relação<br />

à formação contínua dos seus colaboradores,<br />

por isso, temos participado<br />

em ações de formação especializa<strong>das</strong><br />

nessas áreas.<br />

Considera que o mercado de reparação<br />

e manutenção automóvel da sua<br />

zona tem potencial de crescimento?<br />

Mais do que crescer, o mercado irá desenvolver-se<br />

através da especialização.<br />

Os automóveis possuem cada vez mais<br />

PARCERIA STOP’S/IMPOESTE – UM PROJETO VENCEDOR<br />

Recentemente a STOP’S fez uma pareceria com<br />

a Impoeste para a implementação do programa<br />

360ºScan. “É mais um desafio que abraçamos,<br />

sempre com o objetivo final de disponibilizar<br />

valor aos clientes, pois são os clientes que nos<br />

permitem estar no mercado. O projeto está<br />

ainda numa fase embrionária, mas diria que<br />

procuramos nesta parceria a realização de um<br />

projeto vencedor para ambas as partes, que<br />

apresente resultados, inovação e rendibilidade”,<br />

explica Manuel de Andrade.<br />

“Os serviços de pintura são o calcanhar de<br />

Aquiles para muitas oficinas. Nós sabemos<br />

disso, mas acreditamos que é possível fazer um<br />

trabalho de excelência e simultaneamente obter<br />

rendimento. No momento atual não compramos<br />

produtos de Pintura, mas um serviço de pintura<br />

por cada automóvel, tinta, verniz, consumíveis,<br />

fato do pintor, a formação e consultoria… ou<br />

seja: estamos a mudar a forma de trabalhar a<br />

pintura. Assim, muita coisa mudou desde o início<br />

do projeto e muita coisa irá mudar. Os serviços<br />

tecnologia, o que em princípio fará diminuir<br />

o número de sinistros. Mas a<br />

introdução dessa tecnologia também<br />

obrigará a uma manutenção mais cuidada<br />

e especializada, que somente as<br />

oficinas bem prepara<strong>das</strong> estarão aptas<br />

a realizar. Julgo que o mercado não<br />

crescerá em volume, mas assistiremos,<br />

assim creio, a uma seleção natural <strong>das</strong><br />

oficinas automóveis.<br />

Como está a conseguir fidelizar os<br />

clientes?<br />

A STOP’S dialoga há muitos anos com<br />

o mercado do lado da procura, porque<br />

é necessário informar os nossos clientes<br />

sobre os serviços que dispomos e,<br />

principalmente, os serviços inovadores<br />

que passamos a oferecer. Mas sabemos<br />

bem que é a consistência da nossa<br />

qualidade, a confiança que soubemos<br />

conquistar e o “passa-palavra” que<br />

fazem com que os nossos clientes nos<br />

de pintura não resultam de qualquer milagre,<br />

mas apenas da definição de uma estratégia,<br />

de trabalho competente, de compromisso e,<br />

essencialmente, da qualidade com que servimos<br />

o cliente. O Programa 360ºScan da Impoeste vai<br />

ser uma grande mais valia para melhorarmos<br />

ainda mais o nosso serviço de pintura”, acrescenta<br />

este responsável.<br />

Carlos Monteiro, vendedor da Impoeste na<br />

zona norte do país, é o responsável pelo<br />

acompanhamento do desempenho do Programa<br />

360ºScan que considera “Robusto nos seus<br />

diversos conteúdos, mas de fácil aplicação. É<br />

um conceito inovador e uma solução de apoio à<br />

gestão, abrangente a to<strong>das</strong> a área de carroçaria,<br />

estando incluí<strong>das</strong> além do apoio à produção<br />

de pintura e chapa, o apoio a áreas de receção,<br />

orçamentação, controlo de qualidade e gestão<br />

oficinal. Quando analisado em to<strong>das</strong> as suas<br />

vertentes, ficamos com a certeza de que não<br />

poderia existir melhor solução para encarar os<br />

atuais desafios que as oficinas enfrentam”.<br />

procurem. Fornecer serviços de qualidade,<br />

a preço Justo e manter o cliente<br />

satisfeito desde a entrada até à saída<br />

da viatura, é o nosso lema.<br />

Qual a estratégia que delineou para<br />

os próximos anos?<br />

Acrescentar uma nova área de cosmética<br />

automóvel, lavagem automática,<br />

lavagem manual, limpeza de interiores<br />

e detalhe automóvel. No momento,<br />

encontramo-nos a negociar uma<br />

representação que poderá realmente<br />

fazer toda a diferença no futuro da empresa.<br />

Para este ano temos a expetativa<br />

de crescer 10%.<br />

E quais são os principais desafios que<br />

tem em termos de organização?<br />

Manter a carga oficinal para os técnicos<br />

disponíveis, e ter trabalho de acordo<br />

com as condições de que dispomos,<br />

como o espaço e o equipamento. l<br />

42 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Empresa<br />

PHAARMPEÇAS<br />

“PHARMÁCIA<br />

DO AUTOMÓVEL”<br />

COMPLETA 25 ANOS<br />

RECONHECIDO COMO UM DOS PRINCIPAIS RETALHISTAS DE PEÇAS AUTOMÓVEL DO DISTRITO DE VISEU, A<br />

PHAARMPEÇAS CELEBRA ESTE ANO O 25º ANIVERSÁRIO, COM A MESMA VITALIDADE E OTIMISMO QUE O SEU<br />

FUNDADOR CARLOS COELHO TEM SABIDO PÔR EM PRÁTICA AO LONGO DESTE QUARTO DE SÉCULO<br />

Carlos Coelho relembra os primeiros anos da<br />

empresa com emoção: “Tudo começou<br />

numa pequena garagem com 25 m2, sendo<br />

eu o único trabalhador. É por isso muito gratificante<br />

quando, passados 25 anos, estamos no Top<br />

100 <strong>das</strong> empresas aftermarket em Portugal sendo<br />

o nº1 no distrito de Viseu…isto porque nenhuma<br />

outra empresa começou num nível tão baixo como<br />

eu, pois iniciei o negócio com apenas 1.000 contos<br />

(5.000 €) emprestados e tinha apenas dinheiro<br />

para garantir a despesas da minha família para<br />

três meses…portanto uma grande aventura”.<br />

No ano a seguir à sua fundação, em 1997, a empresa<br />

mudou-se para uma pequena loja comercial de<br />

100 m2, tendo nos anos seguintes expandido a sua<br />

área de negócio até aos atuais 2.500m2. No ano de<br />

2016, a empresa continua o seu processo de expansão,<br />

e abre uma nova loja em Tondela (nas antigas<br />

instalações da Garagem Santa Maria). No decorrer<br />

do ano de 2019, já depois de ter incrementado as<br />

instalações da sede em Abraveses (Viseu), abre a<br />

sua segunda filial em Oliveira de Frades.<br />

Relativamente ao desempenho <strong>das</strong> lojas, Carlos<br />

Coelho afirma que “Tondela está muitíssimo bem<br />

e Oliveira de Frades está também bem, no entanto<br />

esperamos mais daquela região, mas temos a certeza<br />

que a pandemia veio atrasar um maior desenvolvimento<br />

no negócio…de referir que a loja abriu<br />

cinco meses antes do inicio da pandemia. Neste<br />

momento já notamos um crescimento de acordo<br />

com o que se esperava.”<br />

Apesar de ter adquirido já há alguns anos um imóvel<br />

para fazer uma nova sede, com mais espaço e<br />

melhores condições de trabalho, o projeto ficou<br />

parado devido à burocracia. Mas já está em negociação<br />

de um espaço maior, que vai permitir dispor<br />

de novas instalações à medida da dimensão da empresa<br />

que conta atualmente com 38 funcionários e<br />

possui mais de 30.000 referências de 100 marcas<br />

de renome internacional.<br />

Possui uma variedade muito ampla de produtos<br />

para o automóvel, desde o pequeno o’ringue até<br />

às peças de valor muito elevado, contando com as<br />

principais marcas premium e também marcas de<br />

qualidade média, porque o mercado onde opera<br />

tem clientes para ambos os patamares. A empresa<br />

está sempre a acrescentar referências novas ou<br />

marcas que saiba que vão trazer valor acrescentado<br />

ao negócio.<br />

Apoio técnico e formação<br />

A intitulada “pharmácia do automóvel”, para além<br />

de disponibilizar peças <strong>das</strong> principais marcas do<br />

aftermarket, apostou na entrega direta ao cliente,<br />

PHAARMPEÇAS<br />

Administrador Carlos Coelho<br />

Morada Avenida Tenente-Coronel Silva Simões,<br />

nº 129; 3515-150 Abraveses (Viseu)<br />

Telefone 232 410 270<br />

Email geral@phaarmpecas.pt<br />

Site www.phaarmpecas.pt<br />

no apoio técnico às oficinas e na formação técnica.<br />

O seu principal objetivo é fornecer um serviço de<br />

entrega direta e garantir o melhor apoio técnico<br />

pós-venda, com a missão de corresponder cada vez<br />

mais às necessidades dos seus clientes. Também<br />

proporciona aos seus funcionários vastas ações de<br />

formação, para assim conseguir um melhor atendimento.<br />

Esta empresa tem como principais valores<br />

a integridade, base <strong>das</strong> relações de confiança<br />

entre todos e a transparência, que cria harmonia<br />

entre o cliente e a empresa. A inovação e desenvolvimento<br />

são princípios igualmente patentes desde<br />

1996, que sustentam a necessária produtividade e<br />

rentabilidade da empresa.<br />

Atenta e ativa às mudanças do aftermarket, a<br />

Phaarmpeças continua a fazer o seu trabalho de<br />

adaptação para não ficar para trás, sempre assente<br />

na qualidade do serviço e dos produtos comercializados.<br />

De modo a fidelizar os clientes, a empresa<br />

aposta em várias vertentes: “Um programa de<br />

formação, bom atendimento e boa qualidade de<br />

produtos. Tudo aliado a uma grande proximidade<br />

com os clientes e sempre arranjando as melhores<br />

soluções para aos seus problemas”, adianta o administrador<br />

Carlos Coelho.<br />

“Vamos continuar a tentar ser os melhores, sabendo<br />

que há bons concorrentes na nossa região, mas<br />

continuarei a investir forte na qualidade <strong>das</strong> peças,<br />

na formação de excelência com a ATEC e na qualidade<br />

dos meus profissionais que são os melhores”,<br />

conclui.<br />

Com a pandemia, a empresa teve de adaptar-se à<br />

nova realidade. Alguns colaboradores ficaram em<br />

teletrabalho, e foi necessário contratar mais dois<br />

funcionários para colmatar as ausências pontuais<br />

44 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


A INTITULADA “PHARMÁCIA DO AUTOMÓVEL”, PARA ALÉM<br />

DE DISPONIBILIZAR PEÇAS DAS PRINCIPAIS MARCAS PREMIUM,<br />

APOSTOU NA ENTREGA DIRETA AO CLIENTE, NO APOIO TÉCNICO<br />

ÀS OFICINAS E NA FORMAÇÃO TÉCNICA


PHAARMPEÇAS<br />

A PHAARMPEÇAS TEM COMO PRINCIPAIS ValoreS A INTEGRIDADE,<br />

BASE DAS RELAÇÕES DE CONFIANÇA ENTRE todoS E A TRANSPARÊNCIA,<br />

QUE CRIA HARMONIA ENTRE O CLIENTE E A EMPRESA<br />

de outros que foram estando de prevenção<br />

ou até de quarentena por motivos<br />

alheios a eles próprios.<br />

Embora possua um portal B2B ativo<br />

há vários anos, ainda não se encontra<br />

disponível para os clientes devido a<br />

alguns detalhes importantes que requerem<br />

melhoramentos, por isso só<br />

é utilizado internamente, mas até ao<br />

final do ano estará a funcionar em<br />

pleno para alguns clientes, com a finalidade<br />

de possibilitar uma resposta<br />

mais rápida aos seus pedidos. O<br />

site, por sua vez, tem vindo a ser melhorado<br />

e está a ser feita uma grande<br />

aposta nas redes sociais.<br />

isso que nos tem feito crescer”, refere.<br />

No âmbito do apoio ao cliente, a<br />

PHAARMPEÇAS realiza ações de<br />

formação há mais de 15 anos, e dispõe<br />

de um engenheiro mecânico que<br />

está sempre disponível para esclarecer<br />

dúvi<strong>das</strong>. Para este ano, caso a situação<br />

sanitária derivada da pandemia<br />

permita, serão ainda realiza<strong>das</strong><br />

nos meses de outubro e novembro<br />

algumas ações de formação. Outros<br />

desenvolvimentos a pensar no<br />

cliente foi a melhoria dos serviços no<br />

callcenter e na expedição de mercadorias.<br />

Carlos Coelho acompanha com atenção<br />

a evolução do setor e as mudanças<br />

e transformações que têm acontecido<br />

no negócio pós-venda. “Fala-se<br />

cada vez mais nas redes oficinais e<br />

nós estamos a trabalhar neste campo…mas<br />

não quero ser como muitos<br />

que por aí andam a aplicar placas nas<br />

paredes <strong>das</strong> oficinas e a fazerem pouco<br />

mais. A nossa “placa” quando for<br />

aplicada terá com certeza conteúdo…<br />

porque mesmo sem possuirmos uma<br />

rede oficinal, já temos disponível<br />

mais serviços do que alguns daqueles<br />

que têm aplicado placas nestes últimos<br />

três anos. Como já mencionei,<br />

temos formação de qualidade e apoio<br />

técnico personalizado, aliado a um<br />

atendimento de excelência”, afirma.<br />

Apesar do ano atípico que estamos a<br />

viver, Carlos Coelho espera ser mais<br />

um ano de grande sucesso e crescimento,<br />

como tem sido desde há vários<br />

anos a esta parte. l<br />

Melhor atendimento ao cliente<br />

Carlos Coelho considera que tem o<br />

melhor atendimento do setor, pelo<br />

menos no distrito de Viseu, e os seus<br />

clientes confirmam-no, pois mantêm-se<br />

fiéis e planamente satisfeitos<br />

com o trabalho desenvolvido pela<br />

Phaarmpeças, que garante entregas<br />

diferencia<strong>das</strong> para uma parte dos<br />

clientes locais, enquanto para fora do<br />

concelho está a acompanhar o que o<br />

mercado exige.<br />

“Felizmente ainda há clientes que<br />

valorizam o “pacote completo”, no<br />

entanto o mercado está muito agressivo<br />

com os preços. Temos tentado<br />

ajustar-nos e naturalmente que com<br />

os serviços que temos disponíveis, não<br />

quero ser o rei dos melhores preços,<br />

mas sim o rei do melhor serviço, do<br />

melhor apoio ao cliente, pois tem sido<br />

“MUDANÇAS NO SETOR SÃO O ESPELHO DO MUNDO EM QUE VIVEMOS”<br />

Relativamente à situação atual do mercado de<br />

distribuição de peças automóvel em Portugal,<br />

Carlos Coelho refere que “Existe neste momento<br />

um turbilhão de situações tão agressivas que<br />

penso alguns estarem à beira do suicídio…<br />

por isso acredito que várias empresas irão<br />

“ficar pelo caminho”. Estamos a fazer tudo para<br />

acompanharmos de uma forma equilibrada esta<br />

“revolução”.<br />

Na opinião deste responsável, a atual cadeia<br />

(fabricante, grossista, retalhista e oficina) já não<br />

faz sentido. “Obviamente que nós somos “intermediários”,<br />

estamos naquele “degrau” que acho<br />

que irá desaparecer nos próximos 10 anos…por<br />

isso estamos a dar passos para sairmos deste<br />

degrau…até porque acho que no nosso setor<br />

como noutros, haver tantos players faz com que<br />

os preços cheguem de uma forma muitas vezes<br />

exorbitante ao consumidor final”.<br />

A concentração do negócio de distribuição de<br />

peças em grandes players não causa estranheza<br />

a Carlos Coelho, que vê esta situação com naturalidade<br />

“Porque estes processos são comuns<br />

noutros setores e eu costumo dizer que olhar<br />

para o lado não faz mal a ninguém e lá muitas<br />

vezes espelha-se um pouco daquilo que será as<br />

nossas vi<strong>das</strong>. Este mundo é dos ricos e não dos<br />

bons seres humanos…por isso estas mutações<br />

são o espelho do mundo em que vivemos”,<br />

frisou.<br />

Apesar de tudo, Carlos Coelho continua otimista<br />

e acredita que no “pós-covid19” “Iremos passar<br />

por um período de melhores negócios para o<br />

aftermarket numa primeira fase, mas depois os<br />

carros novos irão começar a vender-se mais naturalmente<br />

e aí as coisas poderão complicar-se.<br />

Mas cá estaremos para enfrentar o que vier e<br />

adaptar-nos ao mercado”, concluiu.<br />

46 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Oficina<br />

do Mês<br />

A OFICINA DO MÊS É PATROCINADA POR TOTAL ROC (RAPID OIL CHANGE)<br />

NA AUTO<br />

NÃO VAMOS FICAR<br />

DE BRAÇOS CRUZADOS!<br />

A OFICINA NA AUTO, LOCALIZADA EM ST. ANTÃO DO TOJAL, TEM TIDO UMA EVOLUÇÃO CONSTANTE<br />

DESDE QUE ABRIU AS SUAS PORTAS HÁ 15 ANOS, EM ST. ANTÃO DO TOJAL, LOURES. O SEGREDO PARA<br />

O CRESCIMENTO DA EMPRESA DEVE-SE AO TRABALHO DA EQUIPA, QUE PERANTE AS ADVERSIDADES<br />

NUNCA BAIXOU OS BRAÇOS<br />

Fundada em 2005 por Nuno Antunes, a NA<br />

Auto possui amplas instalações com mais<br />

1.000 m2, equipa<strong>das</strong> com equipamento moderno<br />

e uma equipa de 10 colaboradores. Membro<br />

desde a primeira hora da rede Motrio, tem beneficiado<br />

da boa imagem da marca e do apoio prestado<br />

a nível de formação, informação técnica e disponibilidade<br />

de produto. Especializada desde o início em<br />

todos os trabalhos de mecânica, incluindo reparações<br />

de motores e caixas de velocidade, desde 2015 passou<br />

também a disponibilizar serviços de montagem de<br />

pneus, o que foi muito bem aceite pelos clientes, pois<br />

deixaram de ter de se deslocar a outras oficinas para<br />

montarem pneus novos nos seus veículos.<br />

“Vendemos cada vez mais pneus da marca Motrio,<br />

que têm uma relação preço/qualidade imbatível.<br />

Os clientes ficam satisfeitos e voltam para montar<br />

outras peças da marca Motrio, como pastilhas, filtros<br />

e amortecedores. Acreditamos da qualidade da<br />

marca e promovemo-la muito junto dos clientes,<br />

pois queremos que eles também acreditem”, refere<br />

Alexandra Antunes, responsável pelos Recursos<br />

Humanos da NA Auto. Relativamente à chapa e<br />

pintura, ainda não dispõem deste serviço, embora<br />

esteja previsto no futuro investir nesta área. Outra<br />

aposta da NA Auto para o futuro são os veículos<br />

elétricos, sendo certo que a breve prazo será criado<br />

uma área específica para dar assistência a estes veículos,<br />

assim como formação especializada a todos<br />

os técnicos da oficina, para trabalharem em segurança<br />

nos híbridos e elétricos.<br />

“Este ano já tivemos três colaboradores em ações de<br />

formação para VE. É importante manter a equipa<br />

atualizada e acompanhar a evolução da tecnologia.<br />

Outro mundo vai surgir e temos de estar preparados<br />

para enfrentar os novos desafios da eletrificação<br />

automóvel”, afirma Alexandra Antunes. As reuniões<br />

com os outros membros da rede Motrio, têm permitido<br />

a esta responsável conhecer outras realidades e<br />

encontrar apoio para resolver dificuldades. “É importante<br />

falar com outros colegas, de diferentes locais<br />

do país, para saber como funciona o negócio da<br />

manutenção e reparação automóvel <strong>das</strong> suas zonas.<br />

Juntos, conseguimos evoluir e arranjar soluções<br />

para ultrapassar os problemas”.<br />

Relativamente à pandemia, a NA Auto conseguiu<br />

adaptar-se prontamente às exigências sanitárias<br />

impostas e mantém to<strong>das</strong> as regras de higienização<br />

obrigatórias: os carros são entregues pelo cliente<br />

no exterior da oficina e totalmente higienizados,<br />

repetindo-se o procedimento quando a viatura<br />

fica pronta para entrega. “O que nós fizemos nos<br />

períodos de confinamento foi tentar articular com<br />

os clientes a melhor solução para continuar a dar<br />

assistência aos seus veículos. Para tal, procedemos<br />

à recolha <strong>das</strong> viaturas nas casas dos clientes e todo<br />

a comunicação era feita online. Um procedimento<br />

NA AUTO<br />

Gerente Nuno Antunes<br />

Morada Rua Francisco Franco Canas, 24<br />

Centro Empresarial Loures, Fração B<br />

2660-500 St. Antão do Tojal<br />

Telefone 219.804.298<br />

Email geral.motrio@naauto.pt<br />

Site www.naauto.pt<br />

que ainda mantemos e que faz a diferença e nos distingue<br />

da concorrência”, refere Alexandra Antunes.<br />

A NA Auto trabalha maioritariamente com clientes<br />

particulares “muitos deles vindos da primeira<br />

oficina e que se têm mantido fiéis ao longo dos<br />

anos, trazendo os seus filhos e amigos. Analisamos<br />

as necessidades de cada cliente e ajustamos o<br />

serviço para arranjar sempre a melhor solução. Às<br />

vezes, o cliente só vê o preço, e temos de explicar as<br />

vantagens de utilizar peças de qualidade premium<br />

e porque devemos substituir componentes que<br />

consideramos essenciais para a segurança e bom<br />

desempenho da viatura. Cada vez mais temos de<br />

fazer valer os nossos conhecimentos técnicos para<br />

que o cliente sinta confiança no nosso trabalho”,<br />

esclarece Alexandra Antunes. O relacionamento<br />

com o cliente é a base do sucesso da NA Auto, que<br />

continua a apostar em campanhas e promoções,<br />

com ofertas de brindes e lembranças que são muito<br />

valoriza<strong>das</strong>. “Estamos numa zona com potencial<br />

de crescimento, mas sabemos que os clientes não<br />

aparecem se não fizermos nada que os motive a<br />

visitar-nos, por isso temos de ser pró-ativos, divulgando<br />

os nossos serviços com flyers, presença em<br />

feiras e eventos, divulgação de campanhas no site e<br />

redes sociais”, enfatiza Alexandra Antunes.<br />

Para esta responsável, o sucesso da NA Auto depende<br />

da capacidade de se reinventar, de fazer diferente e<br />

oferecer ao cliente o melhor serviço possível “Queremos<br />

que o cliente saia daqui feliz e satisfeito com os<br />

serviços, e que reconheça a competência dos nossos<br />

técnicos, para que eles se sintam motivados no seu<br />

trabalho. O mercado está difícil e as pessoas levam<br />

menos o carro à oficina, por isso cabe-nos arranjar<br />

soluções para trazer os clientes à oficina e não ficarmos<br />

de braços cruzados à sua espera”, conclui. l<br />

48 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


O RELACIONAMENTO COM O CLIENTE É A BASE DO SUCESSO DA NA AUTO,<br />

QUE CONTINUA A APOSTAR EM CAMPANHAS E PROMOÇÕES, COM OFERTAS<br />

DE BRINDES E LEMBRANÇAS QUE SÃO MUITO VALORIZADAS, CONFORME<br />

REFERE ALEXANDRA ANTUNES, RESPONSÁVEL RECURSOS HUMANOS


Gestão<br />

MOTIVAR OS COLABORADORES<br />

EXPANDIR HORIZONTES!<br />

OS GESTORES QUE SÃO BONS A LIDAR COM PESSOAS COMPREENDEM A FORMA COMO<br />

OS COLABORADORES PENSAM E OS SEUS INTERESSES. O TEMPO QUE INVESTEM A CRIAR LAÇOS<br />

COM OS COLABORADORES É SEMPRE BEM GASTO. EMBORA ESTE PROCESSO PAREÇA FÁCIL NA TEORIA,<br />

É UMA ARTE QUE NEM TODOS OS EMPREGADORES DOMINAM<br />

É<br />

incrível que alguns gestores se<br />

encontrem em posições de autoridade<br />

não por serem bons a<br />

lidar com pessoas, mas devido à antiguidade.<br />

Embora possam ser competentes,<br />

qualquer insuficiência de<br />

aptidões interpessoais pode afetar o<br />

ânimo e o sucesso de uma empresa.<br />

Motivar pessoas requer a compreensão<br />

<strong>das</strong> circunstâncias pessoais, <strong>das</strong><br />

capacidades, do nível de escolaridade<br />

e da experiência de um indivíduo.<br />

Isto resume-se a fazer perguntas e a<br />

ouvir as respostas. Melhor ainda, durante<br />

o processo, um bom gestor descobrirá<br />

algo que tem de ser corrigido<br />

e apresentará uma solução.<br />

É importante compreender que os colaboradores<br />

raramente são motivados<br />

através de ordens – a coerção nunca<br />

funciona a longo prazo. A realidade é<br />

que o pessoal tem de querer fazer alguma<br />

coisa e só agirá porque o resultado<br />

lhes será apelativo de alguma forma.<br />

Motivações extrínsecAS<br />

e intrínsecAS<br />

Existem duas motivações principais<br />

que os gestores podem utilizar para<br />

alcançar um determinado resultado:<br />

extrínsecas e intrínsecas. As extrínsecas<br />

aplicam-se quando um fator<br />

externo ao indivíduo o leva a agir.<br />

50 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


HENRY FORD DIZIA: “SÓ HÁ ALGO PIOR DO QUE FORMAR FUNCIONÁRIOS<br />

QUE SE VÃO EMBORA. É NÃO OS FORMAR PARA QUE FIQUEM”.<br />

HÁ QUE apostar NA FORMAÇÃO E NO EquipaMENTO OFICINAL.<br />

SEM ISSO, NÃO HÁ QUALIDADE NEM FUTURO<br />

Um bom exemplo seria o pagamento a dobrar pelo<br />

trabalho ao fim de semana. O problema desta estratégia<br />

é que os seus efeitos raramente duram e<br />

requerem incentivos maiores, a fim de manter a<br />

motivação. Aumentar o salário de um funcionário<br />

não dura muito tempo como fator de motivação,<br />

porque rapidamente se habitua ao dinheiro extra<br />

(ou fica aborrecido com o montante do imposto<br />

cobrado).<br />

A motivação intrínseca aplica-se quando alguém<br />

age por motivos pessoais. Um bom exemplo seria<br />

trabalhar durante o almoço, porque se sente que<br />

o trabalho é tão compensador que se quer vê-lo<br />

concluído.<br />

Em termos de motivações extrínsecas, os gestores<br />

não se devem iludir ao pensarem que oferecer<br />

dinheiro é um remédio suficiente para todos os<br />

males. Atualmente, o pessoal considera que tem o<br />

direito de ser pago ao preço real de mercado. Isto<br />

significa que, para além de pagarem o preço atualizado,<br />

as empresas têm de pensar noutros benefícios<br />

para manterem o seu pessoal motivado e a<br />

trabalhar.<br />

Atualmente, a maioria dos trabalhadores quer evoluir,<br />

a fim de aumentar o seu potencial de mercado<br />

e tornar-se uma opção atrativa para potenciais empregadores.<br />

Se uma empresa não conseguir ajudar<br />

o colaborador a evoluir ele irá certamente mudar<br />

para outra que possa.<br />

Equilíbrio entre vida pessoal e trabalho<br />

Nas nossas vi<strong>das</strong> cada vez mais complexas, muitos<br />

esforçam-se por alcançar um bom equilíbrio entre<br />

o trabalho e a vida pessoal. Afinal, de nada vale ser<br />

o homem mais rico e poderoso sem amigos nem<br />

família. As empresas que ajudam o pessoal a alcançar<br />

este equilíbrio estão no bom caminho. Os<br />

trabalhadores gostam de pensar que têm algum<br />

nível de participação em quaisquer decisões que os<br />

possam afetar. Uma organização que ignore este<br />

facto está destinada a falhar.<br />

A era da informação deu a todos a noção de que<br />

têm direito à comunicação. O local de trabalho<br />

não é diferente. Algumas pessoas possuem pouca<br />

capacidade de atenção, por isso, faz sentido dar<br />

ao pessoal objetivos exequíveis, com bastante feedback<br />

positivo quando as metas forem alcança<strong>das</strong>.<br />

Reconhecer o sucesso faz maravilhas à motivação e<br />

não esqueçamos o óbvio: as pessoas não são robôs.<br />

Para mantê-las satisfeitas, motiva<strong>das</strong> e empenha<strong>das</strong>,<br />

são precisas tarefas interessantes. O trabalho<br />

pesado é uma razão perfeita para ir embora.<br />

Ser construtivo<br />

Todos têm um ego, mas independentemente do<br />

nível de massagem de que esse ego possa necessitar,<br />

o pessoal trabalha eficazmente quando recebe<br />

feedback que não é destrutivo ou desmoralizante.<br />

Quando o trabalho correu bem e um cliente está<br />

satisfeito (ou a empresa beneficiou de alguma<br />

forma), devem ser dados elogios, mas quando as<br />

coisas correm mal, o trabalhador não deve ser maltratado.<br />

Em vez disso, é melhor criticar de forma<br />

construtiva e em privado e analisar a forma como<br />

o problema deve ser resolvido, se surgir. As avaliações<br />

semestrais, ou mesmo anuais, são um bom<br />

momento para tal, mas é preciso ter cuidado para<br />

que o trabalhador sinta que a avaliação é valiosa<br />

e não uma caça às bruxas. O colaborador que se<br />

preocupa em ser culpado por um erro terá mais<br />

probabilidades de o esconder, deixando o problema<br />

por descobrir ou a amadurecer até se tornar em<br />

algo maior.<br />

Não é possível que alguém trabalhe em demasia<br />

sem apresentar uma degradação no desempenho.<br />

Os funcionários devem ser incentivados a tirar licenças<br />

que não utilizaram ou horas que lhes são<br />

devi<strong>das</strong>. Não é apenas um direito legal, mas se não<br />

forem utiliza<strong>das</strong>, acabam por se perder. Os dias dedicados<br />

à formação de equipas, nos quais o pessoal<br />

disponibiliza o seu tempo a uma boa causa pode<br />

ser uma opção. Não só podem elevar o perfil da<br />

empresa na comunidade, como também podem<br />

ajudar a criar laços entre os colaboradores num<br />

ambiente social.<br />

Por fim, as empresas de sucesso têm proprietários<br />

e gestores que lideram pelo exemplo – pessoas que<br />

encarnam os princípios que a empresa adota. Se<br />

o pessoal conseguir ver os seus gestores a investirem<br />

tanto tempo e energia como eles, em vez de<br />

almoços longos, ficarão mais dispostos a fazer um<br />

esforço adicional. É a encarnação do velho adágio<br />

“a positividade gera positividade”. l<br />

REMUNERAÇÃO VARIÁVEL,<br />

PORQUE NÃO?<br />

A remuneração variável consiste no facto do pessoal<br />

receber uma parte do seu salário com base em objetivos.<br />

É aquilo a que chamamos “win to win”, ou seja, todos<br />

ganharmos. A fórmula é muito válida, mas para que<br />

funcione têm de estar definidos procedimentos, tanto de<br />

trabalho, como de controlo e de análise, caso contrário<br />

será contraproducente, tanto para o empresário como para<br />

o trabalhador. É como tudo na vida, ou se faz bem ou é<br />

melhor não o fazer.<br />

O primeiro aspeto a ter bem presente numa política de<br />

retribuição variável, é que qualquer valor que se aplique<br />

à parte variável deve estar relacionado com a qualidade.<br />

Sem qualidade não deverá existir remuneração variável.<br />

O segundo aspeto consiste em disponibilizar ferramentas<br />

aos seus funcionários para que exista a qualidade. Neste<br />

ponto, há que apostar na formação e no equipamento da<br />

oficina (diagnóstico, documentação e assistência técnica,<br />

ferramentas e equipamento). Sem isso, não há qualidade<br />

nem futuro.<br />

É necessário o controlo dos custos com os regressos à oficina<br />

devido a falhas, conhecer as causas destes e saber qual foi<br />

o técnico responsável. Portanto, cada automóvel na oficina<br />

tem de estar associado a uma ordem, independentemente<br />

do facto de esta ser faturada ao cliente ou ser encerrada<br />

como um custo ou despesa interna.<br />

Os técnicos deverão ser relacionados com cada ordem de<br />

trabalho, para que desta forma se possa medir a eficiência.<br />

A eficiência ou rendimento consiste em conhecer que tempo<br />

utilizou o técnico face ao tempo que se fatura ao cliente.<br />

É necessário conhecer a especialidade de cada técnico e<br />

qual o rácio de eficiência ideal que corresponde a cada<br />

um deles segundo a respetiva especialidade. Um técnico<br />

de primeira vai ter um rácio de eficiência inferior a um<br />

de terceira, sempre que a planificação do trabalho seja a<br />

correta. A partir daí, há que analisar mês a mês a eficiência<br />

de cada um, definir um período de análise e após esse<br />

tempo interpretar os rácios.<br />

Uma vez conhecido o potencial de cada um é o momento<br />

de definir os objetivos de forma individual.<br />

Este é um exemplo para os técnicos, o de relacionar<br />

rendimento com qualidade.<br />

Mas há mais. Se queremos aplicar remuneração variável a<br />

um assistente de ven<strong>das</strong>, por exemplo, podemos fazê-lo<br />

com base no valor médio <strong>das</strong> faturas. Conhecer o valor<br />

faturado por automóvel reparado, estabelecer um objetivo<br />

de crescimento e potenciar a venda cruzada na receção<br />

do cliente/veículo. Mas atenção, não se deve vender por<br />

vender, mas sim vender proporcionando qualidade de<br />

serviço ao cliente com um procedimento de receção ativa.<br />

Como dizíamos no início, “win to win”.<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 51


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE-SE DE A A Z<br />

Empresas<br />

A ARAN CELEBRA 80 ANOS DE ATIVIDADE COM CONFERÊNCIA<br />

REPENSAR O FUTURO É O LEMA QUE SE IMPÕE NESTE MOMENTO<br />

A<br />

Associação Nacional do Ramo Automóvel<br />

realizou, no passado dia 9, no Porto, a conferência<br />

“Repensar o futuro do setor automóvel”,<br />

para celebrar os seus 80 anos de atividade<br />

e refletir sobre o setor reunindo especialistas nacionais<br />

e internacionais. Rodrigo Ferreira da Silva,<br />

presidente da ARAN, abriu a conferência, dando as<br />

boas-vin<strong>das</strong> aos oradores e participantes, afirmando<br />

que repensar o futuro é o lema que se impõe neste<br />

momento e este foi o motivo por que a ARAN planeou<br />

a conferência em torno deste tema. Realçou<br />

que o setor está em profunda transformação. Há desafios<br />

muito relevantes impulsionados pela pandemia,<br />

nomeadamente dois fenómenos impossíveis de<br />

contornar, nomeadamente a digitalização e a aposta<br />

em veículos mais amigos do ambiente. A visão da<br />

Europa foi apresentada por Jean-Charles Herrenschmidt,<br />

presidente do CECRA – Conselho Europeu<br />

para o Comércio e Reparação Automóvel, que expôs<br />

a instituição na defesa dos concessionários e reparadores<br />

europeus que representam aproximadamente<br />

336.720 empresas de comércio e reparação<br />

de automóveis, com um papel muito importante na<br />

preparação do Block Exemption – defendendo uma<br />

regulamentação justa para o setor.<br />

O presidente da CCP, João Vieira Lopes, reforçou a<br />

relevância do setor automóvel, sendo representativo<br />

do tecido empresarial português, pois é constituído<br />

por pequenas e médias empresas, é fortemente<br />

empregador e preocupa-se com o futuro e com as<br />

oportunidades futuras. Explicou que a assistência<br />

pós-venda é muito importante, dado que ao nível do<br />

comércio e dos serviços representa 2/3 do PIB. O<br />

Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa<br />

do Consumidor, João Torres, destacou a importância<br />

da interação permanente com as associações e a<br />

relevância de manter este diálogo franco e aberto no<br />

futuro para encontrar soluções que permitam recuperar<br />

deste período que Portugal está a atravessar.<br />

Salientou que o setor do comércio e reparação é o<br />

que agrega maior emprego, com um número de 200<br />

mil empresas e mais de 700 mil postos de trabalho,<br />

refletindo a realidade do tecido português, com uma<br />

média de 3,5 trabalhadores por empresa, e com um<br />

forte contributo ao nível do valor bruto da economia.<br />

Finalizou transmitindo que o apoio à economia<br />

tem sido positivo, focado em medi<strong>das</strong> robustas de<br />

alavancagem. Revelou ter consciência que a pandemia<br />

não está ultrapassada e o foco está nas moratórias,<br />

capitalização <strong>das</strong> empresas e na disponibilização<br />

de linhas de apoio à tesouraria.<br />

Seguiram-se diversos painéis sobre temas relacionados<br />

com as ven<strong>das</strong> de automóveis e serviço pós-venda.<br />

Guillermo de Llera, Consultor da IF4, apresentou<br />

a queda moderada da procura e da reestruturação<br />

da oferta, elogiando a resiliência que permitiu uma<br />

queda inferior ao esperado. Apontou como desafios a<br />

eletrificação do parque, afirmando que o que era uma<br />

tendência incipiente no início de 2020, afirmou-se<br />

como uma realidade, que é ainda difícil de quantificar.<br />

A conferência foi concluída com a intervenção de<br />

Gualter Mota Santos, presidente da mesa da Assembleia<br />

Geral da ARAN que elogiou o sucesso do evento,<br />

a marca dos 80 anos da atividade da associação, que<br />

investe na transição para o futuro e continua comprometida<br />

com a defesa dos seus associados.<br />

52 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


PUBLIREPORTAGEM<br />

MOTUL RENOVA GAMA LUBRIFICANTES COMPETIÇÃO 300V<br />

“O NOVO MOTUL 300V<br />

FAZ UMA ENORME DIFERENÇA”<br />

A Motul, marca especializada na formulação de<br />

lubrificantes automóveis e industriais, anunciou o<br />

lançamento de uma nova e melhorada versão do<br />

seu produto emblemático, Motul 300V<br />

Cinquenta anos após o seu primeiro lançamento,<br />

a Motul orgulha-se de apresentar a mais recente<br />

evolução do seu lubrificante de referência que<br />

mais uma vez ultrapassa os limites de desempenho<br />

nas 24 Horas de Le Mans, o evento de corri<strong>das</strong><br />

mais emblemático do mundo. O lançamento<br />

oficial da nova gama 300V em Portugal e Espanha<br />

está agendado para o próximo Outono.<br />

Lançado em 1971, o Motul 300V foi desenvolvido<br />

para ajudar as equipas de corrida a alcançar o<br />

máximo desempenho e fiabilidade dos seus motores.<br />

O seu nome é um tributo às 300 vitórias nas<br />

corri<strong>das</strong> alcança<strong>das</strong> na altura do seu lançamento,<br />

mas o Motul 300V tem continuado a ajudar inúmeras<br />

len<strong>das</strong> <strong>das</strong> corri<strong>das</strong> a alcançar a vitória.<br />

Ao longo <strong>das</strong> déca<strong>das</strong> que se seguiram, a Motul<br />

tem continuamente aperfeiçoado o seu principal<br />

produto, e hoje em dia o Motul 300V continua a<br />

impulsionar as melhores equipas do mundo para<br />

a glória do pódio. De Le Mans a carros de alta performance,<br />

Drift Masters ao Rally Dakar, provou ser<br />

um lubrificante que muda o jogo nos paddocks<br />

<strong>das</strong> corri<strong>das</strong> mais importantes.<br />

A nova e melhorada gama está dividida em três<br />

grandes séries: Power, Competition e Le Mans.<br />

A série POWER apresenta os graus de viscosidade<br />

mais leves, disponíveis de 0W-8 a 5W-30, fornece<br />

potência máxima e pode lidar com motores sujeitos<br />

a baixa diluição do óleo no combustível.<br />

Por outro lado, a série COMPETITION apresenta<br />

graus de viscosidade médios, disponíveis de 0W-<br />

40 a 15W-50, que proporcionam o melhor compromisso<br />

entre potência e fiabilidade, e podem<br />

lidar com motores sujeitos a uma diluição média<br />

do combustível.<br />

Finalmente, a gama conta com a nova geração da<br />

série 300V, LE MANS, que oferece máxima fiabilidade<br />

possível para o motor e está agora disponível<br />

em viscosidades de 10W-60 e 20W-60. É<br />

perfeito para aplicações em desportos motorizados<br />

extremos, tais como corri<strong>das</strong> de resistência<br />

e drifting. A acrescentar à singularidade destes<br />

produtos está o facto de serem os únicos óleos de<br />

motor no mundo que levam o prestigioso nome 24<br />

Horas de Le Mans.<br />

Reconhecida de forma unânime durante 165 anos<br />

pela qualidade dos seus produtos, capacidade de<br />

inovação e envolvimento no campo da competição,<br />

a Motul também conta com um grande reconhecimento<br />

como especialista em lubrificantes<br />

sintéticos. Já em 1971, a Motul foi o primeiro fabricante<br />

de lubrificantes a descobrir a formulação<br />

de um lubrificante para motor 100% sintético, o<br />

300 V, que aproveita a tecnologia Ésters baseada<br />

na indústria aeronáutica. Ao longo dos anos,<br />

a Motul ganhou experiência como fornecedor oficial<br />

de muitas equipas de corrida e fabricantes e<br />

conta com os seus contributos para impulsionar<br />

o desenvolvimento tecnológico no automobilismo.<br />

CINQUENTA ANOS APÓS O SEU PRIMEIRO<br />

LANÇAMENTO, A MOTUL ORGULHA-SE DE<br />

APRESENTAR A MAIS RECENTE EVOLUÇÃO<br />

DO SEU LUBRIFICANTE DE REFERÊNCIA:<br />

A NOVA GAMA MOTUL 300V<br />

APRESENTAÇÃO NAS 24 HORAS DE LE MANS<br />

O novo Motul 300V foi revelado nas 24 Horas de Le Mans, a prova de resistência mais exigente do<br />

ano e sem dúvida a mais icónica de to<strong>das</strong>. Para além de alimentar a maioria <strong>das</strong> equipas LMP2<br />

da grelha, incluindo a vencedora da classe em 2020, United Autosports, a Motul orgulha-se de ser<br />

o parceiro oficial de lubrificantes da Scuderia Cameron Glickenhaus, que teve a oportunidade de<br />

testar o novo Motul 300V e partilhar o seu entusiasmo pelo novo produto.<br />

Jim Glickenhaus, fundador da Scuderia Cameron Glickenhaus disse: “O novo Motul 300V faz uma<br />

enorme diferença. Em condições de corrida exigentes, o motor é frequentemente levado até ao<br />

limite, pelo que precisamos de um lubrificante fiável que mantenha o motor na corrida. O novo<br />

Motul 300V é exatamente isso. Temos plena confiança neste lubrificante”.<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 53


NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

CRIA SOFTWARE PARA CONCESSIONÁRIOS<br />

Volkswagen Digital Solutions | A tecnológica do grupo VW, instalada em<br />

Portugal, cria software de personalização na compra, para concessionários em todo o<br />

mundo. O projeto é desenvolvido pela Volkswagen Digital Solutions, o hub tecnológico<br />

do Grupo Volkswagen em Portugal, com uma equipa de profissionais focados na<br />

inovação e desenvolvimento digital do Grupo. Esta é uma parceria entre uma <strong>das</strong> suas<br />

unidades tecnológicas basea<strong>das</strong> em Lisboa, e o digital.lab de Berlim, que levou ao desenvolvimento<br />

da plataforma Thunder: um software de apoio comercial, que simplifica<br />

e unifica o processo de venda. Este produto foi desenvolvido, depois de identificada a<br />

necessidade de poupar tempo às equipas comerciais. Principalmente, diminuir o processo<br />

burocrático em concessionários Volkswagen em todo o mundo. Tempo que agora<br />

é dedicado à personalização da experiência do cliente. A criação da Volkswagen Digital<br />

Solutions está diretamente relacionada com a estratégia de crescimento e digitalização<br />

<strong>das</strong> marcas do Grupo Volkswagen. A aposta em Portugal, por seu turno, tem a ver com<br />

vários fatores, como bom talento, uma comunidade tech em crescimento, boa qualidade<br />

de vida e nível de formação, entre outras. Para 2023 a VWDS ambiciona chegar pelo<br />

menos aos 450 colaboradores.<br />

AUMENTA EM 27,4% O VOLUME DE NEGÓCIOS<br />

Schaeffler | O forte crescimento do volume de negócios de 27,4% a uma taxa de<br />

câmbio constante no primeiro semestre de 2021 fazem com que o volume de negócios<br />

do Grupo Schaeffler dispare. O volume de negócios nos seis primeiros meses ascende<br />

a 7.014 milhões de euros (exercício anterior: 5.572 milhões de euros). O aumento<br />

considerável do volume de negócios a uma taxa de câmbio constante no primeiro<br />

semestre de 2021, de 27,4% em comparação com o mesmo período do exercício anterior,<br />

deve-se ao forte aumento da procura em to<strong>das</strong> as divisões e regiões. O volume de<br />

negócios durante o segundo trimestre de 2021 aumentou 50,6% a uma taxa de câmbio<br />

constante situando-se em 3,454 milhões de euros (exercício anterior: 2.291 milhões<br />

de euros). Estas taxas de crescimento devem-se em parte à baixa base de comparação,<br />

uma vez que as implicações da pandemia de coronavírus resultaram num forte declínio<br />

do volume de negócios no primeiro semestre de 2020. A recuperação durante os<br />

primeiros seis meses foi mais claramente evidente na evolução do volume de negócios<br />

da Automotive Technologies, que registou um crescimento de 34,9% a uma taxa de<br />

câmbio constante.<br />

LIQUI MOLY<br />

TERMINA PRIMEIRO SEMESTRE<br />

EM ALTA<br />

A<br />

LIQUI MOLY terminou o primeiro semestre de 2021 incrivelmente bem-<br />

-sucedido: o especialista alemão em óleos e aditivos aumentou o seu volume<br />

de negócios para 355 milhões de euros, um aumento de 23% em relação<br />

ao período homólogo do ano passado. “Saímos mais fortes da pandemia porque<br />

deitámos mãos à obra e trabalhámos em vez de pararmos”, afirma o diretor, Ernst<br />

Prost. Se, em março, já se havia registado o maior volume de negócios mensal da<br />

história da empresa, esse marco foi ultrapassado em junho, com quase 66 milhões<br />

de euros. O mês de julho volta à carga no segundo semestre, com 70 milhões de<br />

euros. O aumento de 23% em seis meses não se deveu a um primeiro semestre de<br />

2020 fraco devido à pandemia. Antes pelo contrário: em comparação com o primeiro<br />

semestre de 2019, o crescimento é inclusivamente de 38%. Não foram só as<br />

receitas que aumentaram: entre janeiro e julho foram contratados 53 novos funcionários.<br />

O diretor, Ernst Prost, ainda não vê um fim às consequências da pandemia.<br />

Declara que a sua empresa está bem preparada e registou um aumento no volume<br />

de negócios de 23% no primeiro semestre de 2021.<br />

54 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


A PRECISÃO<br />

LEVA À<br />

PERFEIÇÃO<br />

Tempo, velocidade, precisão e potência – tudo no mesmo motor e sob o<br />

seu controlo total. Os lubrificantes inovadores da Wolf atuam em todos<br />

os pormenores, com a ação rápida exigida. No que toca à precisão, não<br />

tem de ser um piloto de rally para conseguir um desempenho vitorioso.<br />

Wolf, the Vital Lubricant. Faça com que todos os pormenores<br />

contem. Visite www.wolflubes.com & www.asparts.pt<br />

OFFICIAL LUBRICANT PARTNER OF THE<br />

FIA WORLD RALLY CHAMPIONSHIP


NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

NOVA CUPRA LEON SPORTSTOURER<br />

EQUIPADA COM KIT EIBACH<br />

A Eibach passou a disponibilizar as molas Sportline e alargadores Pro-Spacer para a nova Cupra Leon<br />

Sportstourer. A Cupra forneceu à nova Seat Leon ST uma revisão dinâmica e estética, atualizando igualmente<br />

o seu motor 1.4 e-Hybrid para uma potência combinada de 245 Cv, comandada pela precisão de<br />

uma caixa DSG que fará as delícias, dos mais exigentes. Tendo em consideração a solução já apresentada<br />

pela engenharia da Cupra, a Eibach foi ainda mais longe, elevando o seu comportamento dinâmico<br />

ao extremo, conseguindo rebaixar a viatura em 20 mm na dianteira e 10 mm na traseira. As molas<br />

Sportline são progressivas, garantindo assim um amortecimento preciso, transformando-se quando a<br />

sua compressão é levada ao extremo e, aliado aos alargadores em alumínio Pro-Spacer, garantem um<br />

controlo extremo, uma tração ímpar, sem descurar no seu aspeto visual ainda mais agressivo.<br />

SWAG LANÇA PRIMEIRO<br />

PASSATEMPO NA PÁGINA<br />

FACEBOOK<br />

Foi no passado mês de março que a SWAG arrancou em força com a primeira<br />

página de Facebook 100% em português. Tal como mencionado<br />

no momento do lançamento, a página SWAG ia tornar-se num importante<br />

motor de reforço da estratégia do bilstein group em terreno digital. Até<br />

agora, não só esta, como as restantes páginas <strong>das</strong> marcas do grupo, têm-se<br />

revelado uma aposta ganha e uma forma de aproximação ao mercado. Precisamente<br />

para que essa aproximação se torne, todos os dias, mais estreita, foi<br />

decidido dar um passo no mundo dos passatempos do Facebook tendo sido<br />

lançado no passado mês de julho, o primeiro passatempo em solo digital. A<br />

introdução de passatempos em páginas de Facebook é uma <strong>das</strong> iniciativas que<br />

gera mais envolvimento com a comunidade, introduzindo algum dinamismo<br />

nas redes sociais. A mecânica do passatempo está entregue à sorte de cada um<br />

dos participantes e, com esta iniciativa, a marca pretende não só premiar de<br />

alguma forma os seus seguidores, mas também envolver a comunidade com a<br />

marca SWAG.<br />

DIMSPORT ACOMPANHA<br />

TENDÊNCIA CRESCENTE<br />

DA REPROGRAMAÇÃO<br />

A<br />

Dimsport observa que cada vez mais oficinas estão a receber formação<br />

para poderem oferecer este serviço aos seus clientes. Esta empresa, fabricante<br />

de ferramentas de afinação de chips e software, tem vindo a<br />

formar profissionais que desejam expandir a sua carteira de serviços há anos.<br />

A afinação do chip é a modificação da informação interna na unidade de controlo<br />

do motor para alcançar diferentes objetivos e benefícios, tais como a<br />

melhoria do desempenho a baixas rotações e, consequentemente, a redução<br />

do consumo de combustível. Ações de formação dedica<strong>das</strong> à reprogramação<br />

podem oferecer às oficinas uma lista interessante de serviços graças ao acesso<br />

ao ECU, tais como poupar combustível, resolver anomalias eletrónicas, reduzir<br />

emissões ou mesmo clonar o ECU em vez de o substituir, poupando ao<br />

cliente final uma quantidade significativa de dinheiro. Apesar da pandemia, as<br />

inscrições para os cursos da empresa têm mantido uma tendência ascendente,<br />

adaptando a formação online e obtendo um crescimento anual de 15%, o que<br />

sublinha o notável interesse do sector na formação nestes temas.<br />

LEASING E RENTING INICIAM RECUPERAÇÃO<br />

A Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF) disponibilizou os dados relativos ao<br />

desempenho dos três setores por si representados, revelando uma subida generalizada no primeiro<br />

semestre. Os valores estimados pela ALF apontam para um arranque da economia nacional na segunda<br />

metade do semestre e apesar do confinamento da população verificado em Portugal, logo no arranque<br />

do ano, o setor comprovou a sua resiliência e inverteu as que<strong>das</strong> que acumulava no primeiro trimestre.<br />

A Locação Financeira (Leasing) somou uma produção total de 1,2 mil milhões de euros no primeiro<br />

semestre, um crescimento de 6,5% nos investimentos financiados. Na locação mobiliária, as viaturas são<br />

responsáveis por dois terços do investimento financiado. Do total de 849,8 milhões de euros financiados<br />

para aquisição de viaturas e equipamentos, 570 milhões de euros dizem respeito a 16 959 mil viaturas,<br />

74% <strong>das</strong> quais ligeiras. O Renting cresceu 11,8%, para os 288,5 milhões de euros, face ao período homólogo.<br />

Este valor corresponde a 13 535 viaturas, <strong>das</strong> quais 11 513 de passageiros e 2 022 comerciais.<br />

56 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

INAUGURA RECYCLING WALL<br />

Norauto | A Norauto acaba de inaugurar a sua primeira Recycling Wall<br />

- uma parede inteiramente dedicada ao compromisso da Norauto com a<br />

reciclagem e que irá permitir a recolha de resíduos dos seus clientes. Através<br />

deste móvel gigante com mais de dois metros de altura, queremos envolver<br />

colaboradores e clientes no tema, mostrando de forma gráfica e divertida a<br />

nossa política de reciclagem e sobretudo a sua importância para a economia<br />

circular. Consciente da poluição causada pelo sector de atividade no qual<br />

está inserida, a Norauto tem estado empenhada em reduzir o seu impacto<br />

ambiental, particularmente através da criação de canais de reciclagem. Para<br />

cada tipo de resíduo, quer seja perigoso ou não, foi criado um canal específico<br />

de triagem, recolha e reciclagem. Como parte da processo de melhoria contínua,<br />

foi concebido um roteiro de “economia circular” cujo objetivo é produzir<br />

bens e serviços de forma sustentável, limitando o consumo e desperdício de<br />

recursos (matérias-primas, água, energia), bem como a produção de resíduos.<br />

Isto representa, no ano fiscal de 2020, mais de 785 tonela<strong>das</strong> de resíduos<br />

reciclados nos centros Norauto.<br />

APOSTA EM CAMPANHA DE VERÃO PARA CONSUMIDORES<br />

CEPSA | criou para este verão uma campanha com promoções únicas, acessíveis a todos os consumidores e à distância<br />

de um clique. O cabaz promocional inclui cupões desconto disponíveis todos dias em compras de combustível, loja,<br />

lubrificantes, lavagens e também nos parceiros Hot Wheels, Feu Vert e muitos outros. A campanha conta com uma forte<br />

divulgação em TV, rádio e digital. Na TV é possível ver o spot nos canais Fox, Hollywood, AXN e SPORT TV+. É possível ouvir<br />

o spot nas rádios Comercial e RFM. No digital, a campanha está no Google, no Youtube, no Waze e, naturalmente, nas<br />

redes sociais Facebook e Instagram da Cepsa, com atualizações recorrentes associa<strong>das</strong> aos cupões descontos disponibilizados<br />

todos os dias. O elemento diferenciador desta campanha é a sua mecânica e dinâmica promocional, que permite aos<br />

clientes acederem a cupões desconto todos os dias sem qualquer compromisso e/ou contrapartida financeira. O processo é<br />

totalmente digital. Basta aceder a Cepsa.pt, descarregar os cupões e visitar os postos Cepsa para os utilizar.<br />

PORTAL AUTOMÓVEL DECO PROTESTE<br />

NOMEADO PARA PRÉMIO INTERNACIONAL<br />

A plataforma Mile 21 está nomeada para os prémios de melhores sites com extensão .eu na categoria Mundo Melhor<br />

pelo apoio que tem dado aos consumidores em matérias de poupança de combustível e de informação fidedigna sobre<br />

consumos e emissões. O portal Mile 21, cujo nome deriva do mote “More Information, Less Emissions”, tem como objetivo<br />

fornecer dados reais de consumo e ajudar na tomada de decisão na hora de comprar um automóvel. Nesta plataforma,<br />

os consumidores podem registar os consumos dos veículos, aceder a valores médios de combustível gasto, bem como às<br />

emissões de uma grande quantidade de automóveis novos e usados. Alexandre Marvão, Team Leader da área de Mobilidade<br />

da DECO PROTESTE, afirma que “esta é uma ferramenta de informação fidedigna, com base na experiência real dos<br />

consumidores, o que eleva o conhecimento sobre cada veículo”. Alexandre Marvão explica ainda que a plataforma Mile 21<br />

é capaz de “monitorizar o consumo de combustível dos automóveis, bastando registar a marca, o modelo e as características<br />

do carro e todos os abastecimentos efetuados, comparando todos estes dados com os prestados pelos fabricantes”.<br />

ALCANÇAR A NEUTRALIDADE CARBONO<br />

COM “ECO VISION 2030”<br />

NGK | Com o objetivo de alcançar a neutralidade de carbono até 2050,<br />

NGK SPARK PLUG estabeleceu a “Eco Vision 2030”. Baseada nos “Objetivos<br />

de Desenvolvimento Sustentável” <strong>das</strong> Nações Uni<strong>das</strong>, esta visão estabelece<br />

marcos sobre o lugar para onde a empresa quer chegar no final desta década,<br />

bem como a visão que se perseguirá nos próximos dez anos até 2040. Para a<br />

“Eco Vision 2030”, foram analisados os impactos que as operações e produtos<br />

cotidianos da empresa têm<br />

tanto na sociedade como no<br />

negócio, e finalmente foram<br />

identificados 13 problemas.<br />

Destes, foram selecionados<br />

quatro temas principais,<br />

considerados de maior<br />

impacto, e foram atribuí<strong>das</strong><br />

metas numéricas. Tratava-se<br />

de “Resposta às alterações<br />

climáticas”, “Expansão de produtos respeitadores do ambiente”, “Conservação<br />

dos recursos hídricos” e “Gestão de resíduos”. Através da prática da “Eco Vision<br />

2030”, todos os funcionários da NGK SPARK PLUG trabalharão juntos para contribuir<br />

para a realização da neutralidade global de carbono e zero emissões.<br />

58 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


AMPLIA PORTFÓLIO COM LUBRIFICANTES MOTUL<br />

TRUSTAUTO O Grupo assume-se na vanguarda da distribuição de produtos para os<br />

profissionais mais exigentes, o que, aliado a uma dinâmica constante no seu portfólio de produtos<br />

para profissionais, passou a disponibilizar a gama da marca de lubrificantes MOTUL, de forma a<br />

responder às necessidades e exigências atuais dos veículos mais modernos. Com os lubrificantes<br />

MOTUL, o Grupo TRUSTAUTO mantém-se apto a responder às necessidades dos seus clientes<br />

com produtos de qualidade que garantem fiabilidade nos serviços de manutenção prestados,<br />

garantindo as especificações dos fabricantes.<br />

PUBLIREPORTAGEM<br />

GAMA E REPUTAÇÃO<br />

QUALIDADE E CONFIABILIDADE<br />

A BENDIX ESTÁ<br />

AINDA MELHOR<br />

Reconhecida pelos resultados no setor dos travões, desde 1924,<br />

a Bendix é agora apoiada pela TMD Friction - um fabricante líder<br />

mundial de equipamento original para o segmento da fricção.<br />

Isto representa uma maior garantia de qualidade, maior cobertura<br />

de veículos e uma maior gama de produtos.<br />

Tenha agora uma opção de travagem de qualidade superior.<br />

MINUTO VERDE VALORPNEU<br />

VALORPNEU CONTROLA<br />

OBRIGAÇÕES DE COMERCIANTES<br />

E OPERADORES<br />

A<br />

Valorpneu tem levado a cabo as já habituais auditorias aos comerciantes e<br />

operadores da rede, apesar de to<strong>das</strong> as dificuldades impostas pelas regras de<br />

segurança resultantes da pandemia da Covid-19. Em conjunto com a consultora<br />

Bureau Veritas foram definidos critérios para a realização destas auditorias, tendo ficado definido<br />

estas incidirem, ao longo do período de vigência da licença (3 anos), em 4% do universo de<br />

comerciantes por distrito e pelo menos uma auditoria externa por operador (exceto recicladores<br />

com auditorias anuais). Durante os meses de abril, maio e junho de 2021 foram realiza<strong>das</strong> 66<br />

auditorias a Comerciantes. As principais constatações assentaram na incorreta discriminação nas<br />

faturas do Ecovalor pago a favor da Entidade Gestora e em Medi<strong>das</strong> de Autoproteção não<br />

submeti<strong>das</strong> ou não aprova<strong>das</strong>. No que diz respeito aos operadores já foram realiza<strong>das</strong> 9 auditorias<br />

aos Centros de Receção (entre abril e maio) e vão ser realiza<strong>das</strong> mais 7 entre setembro e outubro;<br />

3 auditorias a Valorizadores Energéticos em julho; 3 auditorias a Recicladores realiza<strong>das</strong> em<br />

fevereiro (inclui confirmação <strong>das</strong> ven<strong>das</strong> de produto final – pó e granulado de borracha) e 11<br />

auditorias realiza<strong>das</strong> a Recauchutadores em julho. Desta forma, a Valorpneu assegura que<br />

Comerciantes e Operadores continuam a cumprir as medi<strong>das</strong> exigi<strong>das</strong> para prestar e melhorar<br />

cada vez mais a qualidade de serviço prestada aos seus clientes.<br />

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Disponível on-line e na versão de aplicativo, o sistema de<br />

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NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

NOVO DIRETOR DE VENDAS EUROPA<br />

Wolf Lubricants | anunciou a chegada de Jonathan Delalu, para Diretor de Ven<strong>das</strong> da Europa<br />

Ocidental com o objetivo de crescimento e investimento na região. Jonathan Delalu carateriza-se<br />

por ser um profissional experiente na indústria automotiva e no mercado de reposição<br />

independente. Irá um grande número de mercados, incluindo, mas não se limitando a: Benelux,<br />

França, Península Ibérica, Alemanha, Suíça, Áustria, Reino Unido, Irlanda e Itália. Jonathan vem<br />

substituir Franck Jolly, Diretor de Ven<strong>das</strong> Global - Marcas da Wolf, e terá um papel fundamental<br />

no crescimento dos negócios com os principais Grupos de Comércio Internacional (ITGs). Delalu<br />

conta já com uma sólida experiência de 15 anos na indústria automotiva, tendo trabalhado com<br />

importantes players da indústria, como Renault, Valeo e NTN. Concentrando-se principalmente<br />

no desenvolvimento de negócios e no desenvolvimento de parcerias sóli<strong>das</strong> ao longo de sua<br />

experiência, Delalu está agora pronto para fortalecer as atividades de ven<strong>das</strong> da Wolf e alavancar<br />

o seu forte conhecimento da indústria para criar grandes oportunidades para os valiosos<br />

parceiros da Wolf.<br />

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INAUGURA CENTRO DE EXCELÊNCIA NA CALIFÓRNIA<br />

Brembo | A líder global no desenvolvimento e produção de sistemas de freio, anuncia a<br />

inauguração de seu primeiro centro de excelência, no Vale do Silício na Califórnia O “Brembo Inspiration<br />

Lab” será um laboratório de inovação e terá como foco o fortalecimento da experiência<br />

da empresa em desenvolvimento de software, ciência de dados e inteligência artificial. A abertura<br />

do primeiro centro de excelência da Brembo é como dar um passo em frente no caminho<br />

para se tornar um provedor de soluções confiável e acelerar a digitalização da empresa. Um dos<br />

principais objetivos da visão estratégica, é transformar Energia em Inspiração, anunciado por<br />

Daniele Schillaci “Estamos muito satisfeitos em abrir o primeiro centro de excelência da Brembo<br />

em Silicon Valley. Estamos a investir neste local mundialmente conhecido por alta tecnologia<br />

e inovação com o objetivo claro e ambicioso de enfrentar os desafios sem precedentes que<br />

impactam o setor automotive. Com o Brembo Inspiration Lab, aceitamos o desafio de aumentar<br />

a cultura digital da empresa e de trazer a inovação ‘Made in Brembo’ para ainda mais perto dos<br />

nossos parceiros”, explicou.


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NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

NÍVEIS DE STOCKS<br />

DE AUTOMÓVEIS USADOS ONLINE EM QUEDA<br />

Os níveis de stock de veículos usados online B2C têm vindo a cair desde o máximo local em maio de 2021,<br />

com uma queda mensal de mais 11,8% no início de julho. Isto coloca o nível de stock online agora 10,9%<br />

abaixo do mesmo mês do ano passado. As ven<strong>das</strong> de automóveis usados online B2C também seguem<br />

um padrão semelhante em termos mensais, com as ven<strong>das</strong> de junho a caírem 19,3% face a maio, mas<br />

ao contrário dos stocks, estão a subir 6,3% face a junho de 2020. Há uma limitação de stock de veículos<br />

com um ano de idade devido à significativa redução de viaturas matricula<strong>das</strong> para rent-a-car em 2020. Os<br />

fabricantes também parecem relutantes em apoiar os registos táticos após o aumento de 15% observado<br />

em maio. Por outro lado, assistimos também a uma redução de ven<strong>das</strong> na tipologia de produto com idades<br />

compreendi<strong>das</strong> entre 1 e 2 anos, típica de concessionários de marca. Vale a pena notar que maio de 2021<br />

foi um dos meses mais fortes que temos visto para as ven<strong>das</strong> de veículos usados online, e tendo isso em<br />

conta, Junho parece ter sido um mês de performance média. A rotação de stock também não está a variar<br />

excessivamente em termos mensais para a maioria <strong>das</strong> idades e motorizações.<br />

CELEBRA 5º ANIVERSÁRIO<br />

COM PRÉMIOS E DESCONTOS<br />

ASER |Desde o seu nascimento, a ASER definiu-se como um “Centro de Serviços”, e na<br />

sua estratégia, no seu trabalho e na sua relação com parceiros, fornecedores e clientes, os<br />

valores de Proximidade, Comunicação, Inovação e Transparência estiveram sempre presentes.<br />

Com isto em mente e com o objetivo de impulsionar as ven<strong>das</strong> dos parceiros, clientes e<br />

fornecedores, e para celebrar o seu quinto aniversário, o Grupo lançou este mês de Julho a<br />

sua campanha “5º Aniversário”, na qual os parceiros ASER oferecem semanalmente uma TV<br />

Smart de 55” e 5 cheques de 200 euros por dia, para que os clientes possam utilizá-los nas<br />

suas compras em qualquer um dos distribuidores ASER. A meio da campanha, as inscrições<br />

de clientes estão a exceder as expectativas, já foram distribuídos cheques com um valor<br />

total de mais de 12.000 euros e duas televisões inteligentes de 55” já foram entregues aos<br />

seus novos proprietários.<br />

MOTRIO-JDO-235x140-BATERIAS.pdf 1 21/07/2020 12:34<br />

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BOSCH LANÇA<br />

SECURE DIAGNOSTIC<br />

ACCESS (SDA)<br />

Para proteger o sistema eletrónico do veículo de modelos<br />

de veículos recentes, vários fabricantes já utilizam soluções<br />

individuais com diferentes requisitos e conceitos<br />

de acesso. A atual situação representa um grande desafio técnico<br />

e administrativo para as oficinas de reparação automóvel,<br />

em particular para as oficinas multimarcas independentes. A<br />

Bosch desenvolveu assim o Secure Diagnostic Access (SDA),<br />

uma solução central, integrada e padronizada que permite o<br />

acesso direto a dados protegidos de veículos de diferentes fabricantes.<br />

Numa primeira fase, o SDA deverá permitir acesso<br />

aos veículos da VW, Audi, SEAT e Škoda. Uma vez que mais<br />

fabricantes protegem os seus veículos contra o acesso não autorizado,<br />

a cobertura do SDA será expandida continuamente.<br />

Para esse propósito, a Bosch está em contato próximo com os<br />

fabricantes de veículos de forma individual, a fim de incluir<br />

soluções adicionais do fabricante no SDA em tempo útil, oferecendo<br />

às oficinas automóveis a melhor cobertura possível.<br />

O SDA permite que as oficinas continuem a realizar diagnósticos<br />

abrangentes em veículos com dados de diagnóstico protegidos<br />

de forma fácil e sem quaisquer restrições.<br />

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NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

LUÍS RIBEIRO<br />

É O NOVO COMERCIAL DA DIESEL TECHNIC IBÉRIA<br />

A<br />

equipa de DIESEL TECHNIC<br />

Ibéria continua a crescer. O último<br />

a chegar é Luís Ribeiro, o<br />

novo Sales Manager para a rede de distribuidores<br />

de Diesel Technic do mercado<br />

português. Com a entrada de Luís<br />

Ribeiro, bom conhecedor do sector do<br />

aftermarket luso, a filial do grupo alemão<br />

líder mundial em peças alternativas para<br />

viaturas pesa<strong>das</strong>, espera impulsionar as<br />

ven<strong>das</strong> <strong>das</strong> suas marcas DT Spare Parts<br />

y SIEGEL Automotive neste mercado.<br />

Luís Filipe Paiva Ribeiro é licenciado em<br />

Gestão Financeira, e mais recentemente<br />

reforçou a sua preparação académica<br />

e profissional formando-se na AESE -<br />

IESE Business School e na NOVA School<br />

of Business & Economics. Nesta sua nova<br />

etapa, o trabalho de Luís Ribeiro irá centrar-se<br />

na coordenação e gestão da carteira<br />

de clientes em Portugal e reforçará de<br />

maneira essencial a presença <strong>das</strong> marcas,<br />

DT Spare Parts y SIEGEL Automotive,<br />

visitando regularmente a rede de distribuidores.<br />

No seguimento do acordo com<br />

LIQUI MOLY, a promoção da marca alemã<br />

de produtos químicos também será<br />

uma <strong>das</strong> suas prioridades.<br />

AFr SANTOGAL Pecas imprensa 235x140.pdf 1 28/07/2021 16:06<br />

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Onde quer que esteja,<br />

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NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

A<br />

Aisin lançou um novo website<br />

para o aftermarket, disponível<br />

em www.aisinaftermarket.<br />

eu Este novo website foi desenvolvido<br />

para oferecer aos visitantes uma melhor<br />

experiência na descoberta de produtos,<br />

serviços e outras novidades da marca, no<br />

AISIN APRESENTA<br />

NOVO WEBSITE PARA O AFTERMARKET<br />

seguimento da nova filosofia empresarial<br />

da Aisin, iniciada em abril deste ano.<br />

No novo website é possível encontrar as<br />

gamas de produto da marca e as suas<br />

características. Na área de Assistência<br />

encontram-se alguns tutoriais em vídeo<br />

e para se manter informado sobre as<br />

últimas notícias e eventos, o utilizador<br />

pode visitar a Sala de Imprensa. Existe<br />

também um Centro de Media para<br />

manter informados os distribuidores e<br />

clientes regulares sobre as notícias e artigos<br />

publicados sobre a marca. Desde o<br />

ano passado, o Grupo Aisin tem vindo a<br />

trabalhar num projeto de integração da<br />

gestão com a ideia de renovar o Grupo<br />

e de o transformar numa empresa que<br />

possa dar forma a uma nova era. A fim<br />

de superar dificuldades e criar uma forte<br />

força motriz, será feita uma transição<br />

completa.<br />

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ESTUDO CONCLUI QUE OPÇÃO RENTING<br />

É A MAIS VANTAJOSA<br />

LeasePlan | O estudo “Vários caminhos para a Mesma Viagem” – Compra, Leasing ou<br />

Renting?, desenvolvido pela equipa de consultoria da LeasePlan, concluiu que o renting é 16%<br />

mais competitivo de que a compra para particulares, já para as empresas, onde se compara<br />

também o leasing, o renting surge também vencedor sendo 22% mais barato que a compra<br />

e 21% mais barato que o leasing. Estas são as conclusões do estudo “Vários caminhos para a<br />

Mesma Viagem” – Compra, Leasing ou Renting?, um exercício que analisou os custos de utilização<br />

e que permitiu descrever cada modelo de gestão/aquisição - Compra, leasing ou renting<br />

-, desmistificando não só os elementos a ter em conta para uma efetiva comparação financeira<br />

entre os diversos modelos, mas sobretudo mostrando as vantagens e desvantagens de cada<br />

modelo de gestão. Esta análise veio confirmar que o renting é o modelo de gestão onde os custos<br />

totais de utilização são menores, tanto para clientes particulares como empresas. No atual<br />

contexto de incerteza que vivemos, o renting é, sem dúvida, o modelo onde a flexibilidade<br />

contratual surge como um dos critérios mais importantes a ter em conta. A possibilidade de, a<br />

qualquer momento, ajustar o veículo a novas necessidades ou até mesmo terminar o contrato<br />

de forma antecipada, permite ao cliente não hipotecar as suas decisões e desfrutar de uma<br />

liberdade que dificilmente encontra nos outros modelos de aquisição.<br />

Discos de travão embalados sem óleo.<br />

Fabricados de acordo com as normas<br />

de segurança do equipamento original.<br />

Pintados de preto para resistirem à corrosão.<br />

NOVO ROC EM OLHÃO<br />

Total | Após o sucesso do seu décimo ROC - Rapid Oil Change, inaugurado janeiro em Cadima,<br />

a Total continua a desenvolver a sua rede de oficinas e anuncia a abertura do seu novo ROC em<br />

Olhão na oficina Brito & Costa. Localizada na Av. dos Operários Conserveiros 28, em Quelfes,<br />

Olhão, a oficina disponibiliza os serviços de pneus, mecânica e chaparia, para além do serviço<br />

especializado de mudança de óleo, cujo conceito permanece o mesmo: O automobilista deixa<br />

o seu carro na oficina e especialistas qualificados fazem a troca de óleo com toda as garantias<br />

e sem surpresas ao nível da viatura e da faturação. Estando o conceito ROC presente numa<br />

grande parte da Europa, e em particular com larga implantação na vizinha Espanha, a Total<br />

Portugal pretende desenvolver esse conceito numa boa parte do seu território para estar mais<br />

perto dos automobilistas.<br />

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NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

CELEBRA 50º ANIVERSÁRIO<br />

Europeças | Fundada em 1971, a Europeças comemora 50 anos de atividade, sempre dedicada ao<br />

comércio de peças automóvel. A fundação da empresa remonta a junho de 1971, então sob a denominação<br />

“EUROPEÇAS, SOCIEDADE LUSO-FRANCESA PARA IMPORTAÇÃO DE PEÇAS E MOTORES, SARLS”, por<br />

iniciativa de um grupo de empresas portuguesas do sector de peças e acessórios: Auto Vimar Acessórios,<br />

Bloco Universal, Jorge Duarte Nunes, Lda., Pinto & Vasconcelos, Utic e pela Floquet Monopole de França.<br />

Em junho de 1993 foi estabelecido um acordo para a compra da Europeças pela Dana Corporation e que<br />

foi concretizado em 1994. Quatro anos depois, em março de 1997, era a vez da própria Dana Distribution<br />

Europe ser incorporada na Partco Group plc, passandoassim a Europeças a fazer parte integrante daquela<br />

multinacional. Em agosto de 1998 a Europeças é adquirida a 100% por Rui Gouveia, então diretor geral<br />

da empresa. O ano 2000 traria consigo um acordo de fusão com a Cica, uma divisão da C.Santos - Veículos<br />

e Peças, S.A., ficando o capital social dividido em 80% para a C.Santos e 20% para Rui Gouveia. Em 2001,<br />

a Europeças torna-se membro Groupauto Internacional. Com sede em Camarate, Lisboa, a Europeças<br />

possui atualmente lojas em todo o país, nomeadamente no Porto, Coimbra, Leiria, Torres Vedras, Cascais,<br />

Sintra, Alfragide, Lisboa, Almada, Quinda do Conde, Montijo, Setúbal, Beja, Portimão e Faro. É um dos<br />

principais distribuidores de peças e acessórios para automóveis em Portugal, com proveitos superiores a<br />

16 milhões de euros, em 2019.<br />

CHEGA A SINES<br />

Roady | insígnia do Grupo Os Mosqueteiros, acaba de abrir um novo centro-auto, em Sines.<br />

Esta loja, com um novo conceito e um novo layout, resulta de um investimento, por parte do<br />

Grupo e do Aderente, de 1 milhão de euros, criando assim 13 novos postos de trabalho. Com<br />

380 m2, este conceito inovador cria uma nova organização no ponto de venda, com a separação<br />

de cada família de produtos por imagens temáticas, facilitando assim a circulação e a<br />

orientação do cliente. Frederico Lopes, proprietário da loja Roady em Sines, explica “A abertura<br />

deste centro-auto em Sines é reflexo do nosso esforço e da nossa vontade em proporcionar serviços<br />

de qualidade aos nossos clientes, desta vez com foco em melhorar a experiência no ponto<br />

de venda. Esta loja, com um novo conceito e um novo layout interior, apresenta ambientes<br />

mais organizados, facilitando assim a circulação e a orientação dos clientes e proporcionando<br />

os melhores serviços aos melhores preços. É uma honra para toda a equipa ver este projeto<br />

concretizado e, desta vez, com novos desafios.”<br />

desde 1976<br />

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Confie em nós para apoiar o seu negócio!<br />

PROJETO SOBRE<br />

PROCESSAMENTO DE BATERIAS DE LÍTIO<br />

Valorcar | está a promover um projeto de I&D sobre o desmantelamento de resíduos de<br />

baterias de Lítio provenientes de veículos híbridos e elétricos, tendo em vista a separação e a<br />

reciclagem dos seus materiais. Esta iniciativa envolve o processamento à escala industrial de<br />

quase duas dezenas de baterias, de diversas marcas e modelos, em dois centros da REDE VA-<br />

LORCAR, a Ambigroup Reciclagem e a Palmiresíduos. A coordenação e acompanhamento dos<br />

trabalhos estão a cargo da 3Drivers, do Instituto Superior Técnico e do Laboratório Nacional de<br />

Energia e Geologia. O projeto inclui as seguintes atividades: separação dos componentes <strong>das</strong><br />

baterias (tais como caixas, circuitos eletrónicos, módulos e células), trituração dos módulos<br />

e análise da composição dos materiais presentes no interior <strong>das</strong> células, também designada<br />

de “massa negra”. O principal objetivo consiste em avaliar a viabilidade técnico-económica<br />

do tratamento destes resíduos em Portugal e definir o modelo para o seu desenvolvimento e<br />

implementação na rede Valorcar.<br />

CAMPANHA DE SETEMBRO 2021 - EMBRAIAGENS<br />

www.autosilva.pt


NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

PUBLIREPORTAGEM<br />

GASES FLUORADOS<br />

Com a chegada do verão, aumentam as visitas às oficinas para<br />

carregamento e reparação dos equipamentos de ar condicionado<br />

nos veículos a motor.<br />

Qualquer oficina está habilitADA para o fazer?<br />

Embora muitas oficinas o façam sem possuir técnico certificado, só deve<br />

ser vendido e comprado gás fluorado com efeito de estufa a empresas<br />

detentoras dos certificados, ou que empreguem técnicos certificados para<br />

tal. De acordo com o disposto no n.º 4 do artigo 11.º do Regulamento<br />

(UE) n.º 517/2014: “para efeitos de execução da instalação, assistência<br />

técnica, manutenção ou reparação de equipamentos que contenham<br />

gases fluorados com efeito de estufa, ou cujo funcionamento dependa<br />

desses gases, para os quais seja necessária a certificação ou atestação<br />

ao abrigo do artigo 10.º, só devem ser vendidos e comprados gases<br />

fluorados com efeito de estufa por empresas detentoras dos certificados<br />

pertinentes, nos termos do artigo 10.º ou por empresas que empreguem<br />

pessoas detentoras de um certificado ou um atestado de formação.”<br />

Assim, a compra de botijas de gás fluorado só deve ser efetuada mediante<br />

apresentação do número do técnico e as intervenções nas viaturas só<br />

podem ser efetua<strong>das</strong> pelos técnicos certificados.<br />

Que obrigações e prazos de comunicação<br />

existem atualmente?<br />

Para dar cumprimento às obrigações legais, desde janeiro de 2015, que<br />

as oficinas devem preencher as folhas de compra e venda de gás fluorado<br />

disponibiliza<strong>das</strong> pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Nas folhas<br />

de compra têm que ser regista<strong>das</strong> informações tais como a data da<br />

compra, o número de fatura, a empresa a quem efetuaram a compra e as<br />

quantidades adquiri<strong>das</strong>.<br />

Nas folhas de venda são regista<strong>das</strong> também a data da venda, o número de<br />

fatura, a entidade a quem venderam e a identificação e quantidade de gás<br />

vendido. Até à data de 30 de junho de cada ano, devem ser reportados à<br />

APA os dados relativos às compras e ven<strong>das</strong> efetua<strong>das</strong> entre 1 de janeiro a<br />

31 de dezembro do ano anterior, através <strong>das</strong> folhas disponibiliza<strong>das</strong> para<br />

o efeito, devendo ser efetuado apenas um envio anual com a totalidade<br />

<strong>das</strong> compras e ven<strong>das</strong> de cada ano.<br />

PEDRO LANÇA<br />

É O NOVO RESPONSÁVEL DIVISÃO<br />

LUBRIFICANTES KRAUTLI<br />

Pedro Lança, acaba de incorporar<br />

a equipa da Krautli Portugal para<br />

liderar a Divisão de Lubrificantes<br />

e Produtos Químicos. É um profissional<br />

com uma vasta experiência na área dos<br />

Lubrificantes, onde ocupou funções de<br />

responsabilidade em marcas de referência<br />

no sector dos Lubrificantes. O Pedro<br />

Lança é licenciado em Engenharia<br />

Mecânica e tem como paixão os Automóveis<br />

e como hobbie os Ralis. A seu<br />

cargo ficará a responsabilidade do desenvolvimento<br />

do importante portefólio<br />

de marcas de Lubrificantes e Produtos<br />

Químicos na Krautli Portugal, designadamente<br />

as prestigia<strong>das</strong> VALVOLINE e<br />

a novidade LUKOIL. A entrada do Pedro<br />

Lança representa uma aposta forte<br />

na consolidação e desenvolvimento da<br />

estratégia dos Lubrificantes e Produtos<br />

Químicos na Krautli Portugal, pois<br />

contribuirá decisivamente para promover<br />

a proposta de valor distintiva e<br />

proporcionar novas oportunidades de<br />

crescimento para os nossos parceiros de<br />

negócio.<br />

GRUP EINA E ESCOLA PROFISSIONAL DE SETÚBAL<br />

LANÇAM PROJETO ERASMUS+<br />

O Grup Eina e a Fundação Escola Profissional de Setúbal lançaram o Projeto Erasmus+, para pôr à prova os<br />

conhecimentos adquiridos na interpretação, design e digitalização de diagramas elétricos. O Projeto Erasmus+<br />

terá a duração de três semanas, durante as quais os alunos realizarão diversas atividades, pondo à prova todos<br />

os conhecimentos adquiridos na interpretação, design e digitalização de diagramas elétricos nas áreas de motor,<br />

suspensão e direção. Com esta iniciativa conjunta, o Grup Eina e a Fundação Escola Profissional de Setúbal visam<br />

melhorar a qualidade do ensino criando sinergias e promovendo o conhecimento entre a comunidade educativa<br />

do setor automóvel<br />

Redwaste<br />

- O seu Fornecedor de Soluções Ambientais<br />

70 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


COMEMORA 14 ANOS<br />

COM ENCONTRO DE CLIENTES<br />

Altaroda | vai realizar no fim-de-semana de 10 e 11 julho, um convívio com os seus<br />

clientes, juntando a adrenalina da velocidade e competição, com a apresentação <strong>das</strong> ultimas<br />

novidades em termos de equipamentos e tecnologia para as oficinas. Este evento é muito<br />

mais do que uma simples ação comercial, é um reconhecimento e agradecimento aos seus<br />

clientes que tiveram um papel importantíssimo neste percurso de 14 anos, que culminou,<br />

nestes últimos 3, com crescimentos na ordem dos 12 a 17% do volume de negócios. A<br />

ALTARODA é uma empresa com 14 anos de atividade, que se dedica à comercialização de<br />

equipamentos oficinais e consumíveis para pneus, sendo já uma referência no mercado português.<br />

Representante exclusivo para Portugal <strong>das</strong> marcas Mondolfo Ferro, TECH, Guernet,<br />

Astra, Gaither’s, entre outras.<br />

FIM DE SEMANA<br />

10 & 11 DE JULHO<br />

Corrida de Karts<br />

Show Room de Equipamentos<br />

KARTODROMO DE BALTAR (PAREDES)<br />

CAMPANHA INTERNACIONAL<br />

DE MARKETING DIGITAL<br />

Veneporte | anunciou o lançamento da sua mais recente campanha internacional de comunicação<br />

digital “NA POLE POSITION DA REDUÇÃO DE EMISSÕES”. A marca especialista com<br />

mais de 50 anos de experiência no desenvolvimento e produção de sistemas de exaustão<br />

e controlo de emissões, pretende reforçar o seu posicionamento no mercado de reposição,<br />

disponibilizando uma gama relevante de soluções com tecnologia EURO 6 que permitem a<br />

redução de emissões de acordo com as mais recentes diretivas legais em vigor. Nesta nova<br />

gama de produtos com tecnologia EURO 6, estão incluídos: Conversores Catalíticos; Filtros de<br />

Partículas Diesel; SCR’s (Selective Catalytic Reduction); SDPFs e Silenciosos. A VENEPORTE, no<br />

fornecimento dos seus clientes OEM/OES e IAM sempre se destacou pelo desenvolvimento e<br />

produção de produtos de qualidade superior e elevada performance, fruto do seu know-how<br />

e constante inovação, bem como da tecnologia instalada e do rigoroso sistema de qualidade<br />

implementado em toda a empresa.<br />

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NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

JUNTAS NA REDUÇÃO DA PEGADA<br />

CO2 NOS TRANSPORTES<br />

Eni e BASF | assinaram um acordo estratégico numa iniciativa<br />

conjunta para reduzir a pegada de CO2 no setor dos transportes.<br />

Esta colaboração tem por objetivo desenvolver uma nova<br />

tecnologia para a produção de bio-propanol avançado a partir<br />

da glicerina, um produto secundário resultante da produção de<br />

biodiesel industrial (FAME, ésteres metílicos de ácidos gordos),<br />

que a Eni irá adquirir aos produtores europeus. A tecnologia em<br />

desenvolvimento envolve a conversão da glicerina em propanol<br />

através de um processo inovador de hidrotratamento catalítico.<br />

A nova abordagem consiste num processo de aplicação de uma<br />

reação de hidrogenação de alta pressão sobre um catalisador<br />

BASF, garantindo que o bio- propanol é produzido com elevado<br />

rendimento e pureza, ao mesmo tempo que minimiza os subprodutos.<br />

O bio-propanol tem o potencial de reduzir as emissões de<br />

gases com efeito de estufa em 65 a 75% quando comparado com<br />

os combustíveis fósseis.<br />

RHEINMETALL DOA<br />

100.000 € PARA AS VÍTIMAS DAS CHEIAS<br />

A<br />

Rheinmetall<br />

fez uma doação de 100.000<br />

euros destinada a ajudar as vítimas <strong>das</strong><br />

recentes inundações na Alemanha. Os<br />

fundos irão para a Cruz Vermelha Alemã, ou<br />

DRK, para apoiar as suas operações de alívio <strong>das</strong><br />

cheias. “Estamos chocados com o terrível número<br />

de vi<strong>das</strong> humanas que as inundações causaram”,<br />

declarou Armin Papperger, presidente do<br />

conselho executivo da Rheinmetall AG. “Estamos<br />

chocados com os danos e o sofrimento inimaginável<br />

causado pelas cheias nas zonas sinistra<strong>das</strong>.<br />

Agora queremos estar ao lado daqueles<br />

CONFIRMA REGRESSO A MADRID EM 2022<br />

que perderam tudo e precisam de ajuda. Temos<br />

um enorme respeito pelo trabalho vital que está<br />

a ser levado a cabo por inúmeros trabalhadores<br />

humanitários”. Comentando a doação, Papperger<br />

salientou que “como empresa sediada em<br />

Dusseldorf, queremos expressar a profunda ligação<br />

que temos com a nossa região de origem aqui<br />

na Alemanha Ocidental. Mas outras partes da<br />

Alemanha também foram atingi<strong>das</strong> pelas cheias,<br />

incluindo locais onde temos fábricas. Também<br />

aqui sentimos um forte vínculo com as comunidades<br />

afeta<strong>das</strong>”.<br />

MOTORTEC |a feira especialista para o setor aftermarket, regressa já nos próximos dias 20 a 23 de Abril de 2022. A apresentação foi<br />

conduzida pelo Diretor da IFEMA Motor & Mobility, David Moneo, com a participação dos dirigentes <strong>das</strong> principais associações setoriais<br />

que apoiam o evento, Benito Tesier, Presidente da Comissão de Peças de Reposição da SERNAUTO; José Luis Bravo, presidente da ANCERA;<br />

Ana Ávila, Secretária Geral do CETRAA, e Nuria Álvarez, Relações Institucionais e Comunicação com o CONEPA. As associações renovaram<br />

o seu apoio ao evento, com a presença na Comissão Organizadora, que é presidida pela chefia do SERNAUTO. Esta organização também<br />

inclui as empresas líderes do setor. David Moneo, Diretor da IFEMA Motor & Mobility, destacou durante a palestra que o principal desafio<br />

do mercado de reposição é a digitalização. Um desafio que foi discutido durante a última edição da Feira, em 2019, e que estará muito presente<br />

na próxima edição. Moneo lembrou que vai ser promovida a relação com o mercado português, renovando a tradicional colaboração<br />

com as principais associações empresariais e com presença em diversos eventos em Portugal, como a Expo Mecânica.<br />

VALORCAR ABRE CONCURSO<br />

PARA SELEÇÃO NOVOS CENTROS<br />

A Valorcar abriu em maio um novo concurso para a seleção de<br />

centros de desmantelamento de Veículos em Fim de Vida (VFV)<br />

e/ou de recolha de Resíduos de Baterias e Acumuladores (RBA).<br />

À semelhança de concursos anteriores, este concurso abrangeu<br />

todo o país (todo o território do continente e regiões autónomas<br />

dos Açores e da Madeira) e não teve número de vagas limitado.<br />

Até ao momento, já foram recebi<strong>das</strong> 40 candidaturas. Este<br />

interesse é revelador <strong>das</strong> vantagens usufruí<strong>das</strong> pelos centros<br />

integrados na REDE VALORCAR, designadamente: incentivos<br />

financeiros ao encaminhamento de resíduos como as baterias e<br />

os óleos, apoio ao cumprimento dos requisitos técnicos e jurídicos<br />

em vigor, acesso aos concursos de alienação de VFV lançados<br />

por inúmeras entidades, elaboração e envio à APA da declaração<br />

anual comprovativa do cumprimento <strong>das</strong> metas de reciclagem e<br />

valorização prevista nos requisitos de qualificação, entre outras<br />

vantagens.<br />

72 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Fabricantes de<br />

ferramentas<br />

manuais desde<br />

1886<br />

“Trabalhar nestes carros é como esculpir uma delicada figura.<br />

Eu só confio em ferramentas de grande qualidade.”<br />

FERNANDO CARNEIRO. Mecânico de carros clássicos<br />

Siga-nos nas nossas redes sociais!<br />

@bahcoportugal / Bahco Portugal


NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

DELPHI TECHNOLOGIES INAUGURA<br />

ARMAZÉM EM ESPANHA<br />

E PORTUGAL<br />

A<br />

Delphi<br />

Technologies acaba de inaugurar um novo armazém de<br />

emergência para todos os produtos de Gestão de Motor e Eletrónica<br />

em Espanha e Portugal. Isto responde ao crescimento<br />

da procura de produtos desta gama, que tem sido impulsionado<br />

pelo aumento do número de referências e da sua qualidade OE. A<br />

DAISA (Distribuidora Acumuladores Importados, SA), empresa com<br />

35 anos de experiência no sector automóvel no mercado ibérico, irá<br />

colaborar com a Delphi Technologies na logística e faturação para<br />

esta importante iniciativa que irá melhorar a qualidade do serviço de<br />

entrega de emergência para produtos eletrónicos e de gerenciamento<br />

de motores. Assim, os clientes da empresa terão uma gestão <strong>das</strong><br />

encomen<strong>das</strong> urgentes que se realizarão de uma forma mais rápida e<br />

económica; destacando a entrega dos seus produtos pioneiros, como<br />

sensores ou bobinas de ignição, onde a Delphi Technologies não para<br />

de crescer.<br />

OFICINAS CHEGAM A SANTO TIRSO E SANGALHOS<br />

Grupo DP | da Leirilis, abre mais duas <strong>Oficinas</strong> DP no país, desta vez em Santo Tirso e Sangalhos.<br />

Foram os concelhos a receber este novo conceito oficinal <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong> DP, com a adesão <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong><br />

Calibrexemplar e MRCars, respetivamente. Um pouco por todo o país, a Leirilis tem vindo a reforçar a<br />

sua posição no segmento de oficinas auto, possibilitando desta forma a empresários locais um maior<br />

apoio a nível de renovação da imagem, formação, qualidade e prestação de serviços. Ser Oficina DP e<br />

pertencer a esta rede ibérica, beneficia a mesma de uma panóplia de vantagens, melhorando,<br />

em termos gerais, a qualidade e a diversidade dos seus serviços, o que atrai<br />

significativamente mais clientes. Por este e outros motivos, a<br />

adesão <strong>das</strong> oficinas tem sido uma agradável surpresa,<br />

denotando-se uma abertura, cada vez mais crescente,<br />

por parte dos responsáveis <strong>das</strong> oficinas, em abraçarem<br />

este novo conceito, pioneiro e exclusivo em Portugal,<br />

e em se empenharem em dotar as suas oficinas de<br />

melhores competências técnicas, nomeadamente com<br />

investimento em equipamento; formação e assessoria.<br />

AUTOPROMOTEC 2022<br />

NÃO SE LIMITARÁ<br />

À EXPOSIÇÃO<br />

AUTOMECHANIKA FRANKFURT SERÁ<br />

EM FORMATO “DIGITAL PLUS”<br />

Este ano, o encontro internacional da indústria para o mercado de reposição automóvel, a<br />

Automechanika Frankfurt Digital Plus, vai acontecer num formato compacto, de 14 a 16 de<br />

setembro. Produtos e tendências inovadores, desenvolvimento profissional e networking são<br />

as prioridades do Salão que este ano será realizado de forma mais compacta, com um modelo<br />

diferente adaptado à situação prevalecente, e também com uma vasta gama de produtos<br />

e serviços online. Existe uma forte procura de interação pessoal, dado que cerca de 75% <strong>das</strong><br />

cerca de 200 empresas expositoras querem ter stands físicos na exposição. Olaf Musshoff,<br />

Director da Automechanika Frankfurt, diz: “Estou realmente satisfeito por a nossa oferta ‘plug<br />

& play’ de stands totalmente equipados ter sido tão bem recebida e por tantas empresas<br />

que se inscreveram quererem encontrar-se pessoalmente de novo em Frankfurt. No entanto,<br />

mesmo aqueles que não vêm a Frankfurt podem participar no nosso vasto programa complementar.<br />

Graças às nossas novas funcionalidades online, iremos fornecer opções adicionais de<br />

apresentação, de trabalho em rede e de um amplo alcance internacional”. Durante o evento,<br />

serão apresenta<strong>das</strong> novas aplicações digitais que irão complementar a feira presencial e que<br />

garantirão uma rede com visitantes e profissionais de todo o mundo.<br />

Durante os dias do Salão Autopromotec<br />

2022, para além<br />

de apresentarem as suas novidades,<br />

os expositores terão a oportunidade<br />

de apresentar aos seus clientes<br />

a história, arte e cultura da região. Os<br />

organizadores da exposição internacional<br />

do aftermarket, que acontecerá<br />

em Bolonha de 25 a 28 de maio de<br />

2022, com o objetivo de estimular a<br />

participação de compradores internacionais,<br />

criaram a operação “Negócios<br />

e Lazer”. Durante os dias de exposição,<br />

aliás, para além de apresentarem as<br />

suas novidades, os expositores terão a<br />

oportunidade de apresentar aos seus<br />

clientes a história, arte e cultura da<br />

região, graças a um conjunto de pacotes<br />

adequados para ir de encontro<br />

à curiosidade, às paixões e interesses<br />

diferentes. Com a operação “Negócios<br />

e Lazer” a Autopromotec oferece aos<br />

seus expositores e visitantes a oportunidade<br />

de unir negócios, cultura e<br />

lazer. A Experiência Ducati oferece<br />

a oportunidade de visitar o Museu e<br />

a Fábrica da Ducati. A Lamborghini<br />

Experience consiste em visitar o<br />

Museu Mudetec (Museu <strong>das</strong> Tecnologias),<br />

onde será possível admirar as<br />

primeiras criações do fundador Ferruccio<br />

Lamborghini, até os supercarros<br />

como Miura, Countach, Diablo,<br />

Gallardo e o mais recente Aventador<br />

e Huracán. Durante a Autopromotec<br />

haverá a oportunidade de fazer visitas<br />

guia<strong>das</strong> em Bolonha - cujos pórticos<br />

recentemente se tornaram património<br />

mundial da UNESCO - entre museus,<br />

arte e cultura culinária.<br />

74 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


ESTÁ EM CASTELO BRANCO<br />

Multi Oficina Service | Depois de um impulso na CGA Car Service, chegou a hora da<br />

“irmã mais nova”, a Multi Oficina Service. Esta rede oficinal tem vindo paulatinamente a<br />

crescer, mostrando que é também uma solução bastante válida para as oficinas nacionais.<br />

A cidade de Castelo Branco tem-se revelado pelo seu dinamismo e capacidade de, estando<br />

localizada no interior do país, não se deixar toldar por essa característica geográfica, tornando-se<br />

hoje em dia numa capital de distrito preenchida de infra-estruturas físicas e qualidades<br />

humanas que permitem o seu destaque no panorama nacional. É aqui que pode encontrar a<br />

Caninhas Soluções Auto, propriedade dum jovem empresário cujo progenitor foi um eletricista<br />

especializado em automóveis nesta cidade. Assim, esta experiência familiar levou a que<br />

apostasse numa nova oficina, repleta de equipamento para responder aos desafios que hoje<br />

são colocados a um estabelecimento de reparação de veículos ligeiros.<br />

GAMA E REPUTAÇÃO<br />

QUALIDADE E CONFIABILIDADE<br />

A BENDIX ESTÁ<br />

AINDA MELHOR<br />

Reconhecida pelos resultados no setor dos travões, desde 1924,<br />

a Bendix é agora apoiada pela TMD Friction - um fabricante líder<br />

mundial de equipamento original para o segmento da fricção.<br />

Isto representa uma maior garantia de qualidade, maior cobertura<br />

de veículos e uma maior gama de produtos.<br />

Tenha agora uma opção de travagem de qualidade superior.<br />

VOLTA A CRESCER EM “CASA”<br />

CGA Car Service | Depois de adesões um pouco por todo o país, a CGA Car Service volta a<br />

crescer em “casa”, perto da cidade de Leiria onde a Auto Delta está sediada. Esta nova adesão<br />

é da CruzValeCar que assim se junta à maior rede oficinal da Península Ibérica Apesar de esta<br />

ser uma oficina que conta com apenas 3 anos de vida, estamos perante um jovem empresário<br />

que já apresenta cerca de 20 anos de experiência na reparação de veículos multimarca,<br />

nomeadamente em mecânica geral. Tendo grande conhecimento sobre a evolução do nosso<br />

parque automóvel e pretendendo equipar ainda mais a sua oficina de forma eficaz, decidiu<br />

pela adesão à CGA Car Service. A CruzValeCar irá crescer muito com o apoio desta rede oficinal,<br />

sabendo responder aos desafios que todos os dias acorrem às suas portas.<br />

Mais informações em<br />

www.bendix-braking.com<br />

SUBSCREVA A<br />

NOSSA NEWSLETTER!<br />

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Encontre a peça certa rapidamente com o Brakebook.<br />

Disponível on-line e na versão de aplicativo, o sistema de<br />

catálogo baseado na web foi desenvolvido usando dados<br />

de catálogo atualizados e oferece opções de pesquisa<br />

fáceis de usar.<br />

www.bendix.brakebook.com


produto


METALCAUCHO DESTACA QUALIDADE SUPORTES MOTOR<br />

APRENDER, MELHORAR<br />

E CRESCER!<br />

A METALCAUCHO PROJETA E PRODUZ PEÇAS SOBRESSALENTES PARA O SETOR AUTOMÓVEL<br />

HÁ MAIS DE 30 ANOS, MAS A PARTIR DE 2015 A EMPRESA CATALÃ ENTROU NUMA NOVA VELOCIDADE<br />

DE CRESCIMENTO, UMA EVOLUÇÃO QUE TRANSFORMOU UMA EMPRESA FAMILIAR NUM DOS PRINCIPAIS<br />

FORNECEDORES EUROPEUS DE PEÇAS BORRACHA E METAL PARA O AFTERMARKET<br />

A<br />

Metalcaucho faz parte do grupo industrial<br />

internacional BBB Industries, empresa<br />

norte americana líder na indústria de<br />

componentes recondicionados, com um nível de<br />

investimento tanto na qualidade como no desenvolvimento<br />

de produtos (já ultrapassando 24.000<br />

referências), fora do alcance da maioria <strong>das</strong> empresas<br />

do setor.<br />

Esta evolução levou a uma melhoria dos seus produtos<br />

para níveis OEM, utilizando os mesmos materiais<br />

que os fabricantes originais, mas a um custo<br />

mais baixo. Para este fim, a Metalcaucho tem um<br />

Departamento de Qualidade onde todos os seus<br />

produtos são verificados. No seu novo laboratório,<br />

as suas peças são compara<strong>das</strong> com os originais, e<br />

no caso de qualquer característica técnica divergir<br />

até 2%, não é validada. O material utilizado no fabrico<br />

<strong>das</strong> peças varia muito em função do tipo, mas<br />

o mais utilizado é NR (Borracha Natural), que tem<br />

grandes propriedades mecânicas (flexão, tração,<br />

compressão e abrasão).<br />

É um excelente elastómero para combinar com um<br />

corpo metálico.<br />

Gama alarga e completa<br />

Uma <strong>das</strong> famílias de produtos mais emblemática<br />

da Metalcaucho são os suportes de motor, com<br />

uma gama de mais de 1.400 referências. A marca<br />

tem suportes de motor convencionais, hidráulicos<br />

e mesmo ativos ou comutáveis eletronicamente.<br />

Esta peça é o componente do carro responsável por<br />

fixar firmemente o motor ao chassis, minimizando<br />

ao mesmo tempo as vibrações e tornando a condução<br />

mais agradável.<br />

O suporte convencional consiste em placas de fixa-<br />

ção metálicas com um bloco de borracha no meio,<br />

que absorve impactos e vibrações. No suporte hidráulico,<br />

quando o apoio recebe o impacto comprime,<br />

deslocando o glicol da câmara superior até<br />

à câmara inferior através de uma membrana com<br />

pequenos furos.<br />

Os suportes ativos ou comutáveis eletronicamente,<br />

funcionam da mesma forma que os suportes hidráulicos,<br />

mas o fluido contém algumas partículas<br />

com com cargas eletromagnéticas, o que torna possível<br />

a ligação à ECU. Existem 2 tipos dependendo<br />

da direção em que a informação é fornecida: alguns<br />

enviam dados para o ECU para que esta traduza as<br />

alterações de pressão, variando a sua resposta às vibrações,<br />

e outras que funcionam ao contrário, recebendo<br />

o sinal do ECU para personalizar os modos<br />

de condução (eco, conforto, desporto...).<br />

A vida útil dos suportes do motor é condicionada<br />

por vários fatores, tais como os agentes climáticos<br />

(humidade, alterações de temperatura...), a qualidade<br />

<strong>das</strong> estra<strong>das</strong>, ou o tipo de condução. Metalcaucho<br />

recomenda a mudança dos suportes de motor<br />

entre 50.000 e 60.000 km. Também nos lembra<br />

que quando um dos suportes do motor está em mau<br />

estado, é aconselhável aproveitar o custo da mão-<br />

-de-obra da oficina para mudar os restantes.<br />

Qualidade verificADA em laboratório<br />

No seu laboratório, a Metalcaucho assegura que a<br />

absorção de vibrações e deformação do suporte de<br />

motor seja o mais semelhante possível à peça original<br />

OEM. Para o efeito, dispõem de vários sistemas<br />

de controlo de qualidade:<br />

• Análise de tração e compressão, testando a resistência<br />

ou deformação de um material perante uma<br />

força.<br />

• Análise espectral por infravermelhos, para controlar<br />

a composição química da borracha e dos<br />

plásticos.<br />

• Análise termogravimétrica, a fim de medir a variação<br />

de massa com uma variação de temperatura.<br />

• Análise dimensional, na qual, graças a um scanner<br />

3D, é medida e comparada com as peças originais<br />

para assegurar a sua montagem.<br />

Graças a estes testes e a uma melhoria constante<br />

dos seus processos, a Metalcaucho controla exaustivamente<br />

desde a conceção e desenvolvimento da<br />

amostra inicial, até à produção em massa. Além<br />

disso, implementam mecanismos de acompanhamento<br />

pós-venda para dar uma resposta rápida<br />

aos seus clientes. l<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 77


Produto<br />

BOSCH LANÇA GAMA DE ACESSÓRIOS EXPERT<br />

NOVO CONCEITO DOS<br />

acessÓRIOS PROFISSIONAIS<br />

A GAMA PROFISSIONAL DE FERRAMENTAS ELÉTRICAS BOSCH FOI COMPLEMENTADA<br />

COM UMA LINHA DE ACESSÓRIOS DE ELEVADA PERFORMANCE, DENOMINADA EXPERT, QUE AUMENTA<br />

SUBSTANCIALMENTE A EFICÁCIA E RENTABILIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS PELOS PROFISSIONAIS<br />

O<br />

trabalho desenvolvido nos últimos anos e o<br />

firme empenho em continuar a oferecer ao<br />

mercado os acessórios mais técnicos e eficazes<br />

para ferramentas elétricas, permitiu à Bosch<br />

desenvolver a gama EXPERT, com um portefólio<br />

de produtos que possibilitará ao utilizador profissional<br />

ser mais eficiente, alcançando assim um<br />

desempenho superior em cada trabalho.<br />

convite da Bosch, o <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong> esteve<br />

presente na apresentação ao vivo da nova linha de<br />

acessórios EXPERT. João Paulo Teixeira, responsável<br />

de formação da Bosch Power Tools, começou<br />

por apresentar as principais características dos<br />

acessórios mais importantes da vasta gama EX-<br />

PERT, seguindo-se algumas provas práticas para<br />

demonstrar a elevada capacidade de corte e furação<br />

destes novos acessórios.<br />

A gama EXPERT traduz-se na mais completa para<br />

todos os negócios e necessidades, tendo por base<br />

novos materiais e tecnologias utiliza<strong>das</strong> na fabricação<br />

e desenvolvimento dos acessórios, como por<br />

exemplo, o uso de pastilhas de carboneto em serras<br />

de coroa, a tecnologia de diamante em discos<br />

de corte e a tecnologia Prisma nos discos de fibra,<br />

entre outros.<br />

Nova estratégia de comunicação<br />

Para o lançamento da gama EXPERT, a Bosch<br />

desenvolveu uma nova estratégia de comunicação<br />

que visa uma otimização da gama para uma<br />

seleção mais rápida e eficiente, permitindo ao utilizador<br />

diferenciar com maior facilidade o nível<br />

de rendimento que o acessório aporta, recorrendo<br />

para isso às novas embalagens autoexplicativas,<br />

que de forma simples e num primeiro olhar deixam<br />

evidente qual o benefício desse produto, assim<br />

como as informações técnicas essenciais para<br />

a tomada de decisão de compra.<br />

Com este novo conceito de embalagem que coloca<br />

o utilizador no centro da comunicação, a Bosch<br />

Power Tools pretende também promover uma experiência<br />

visual homogénea em todos os pontos de<br />

interação, tendo para isso apostado na otimização<br />

da comunicação online e offline, com o desenvolvimento<br />

de expositores, brochuras, merchandising,<br />

catálogos, formações e conteúdos digitais, que estarão<br />

disponíveis para clientes e distribuidores. A<br />

nova gama EXPERT estará disponível desde setembro<br />

nos distribuidores Bosch, e todos os acessórios<br />

que a compõem estão devidamente identificados<br />

com o logo.<br />

Forte aposta nas ferramentas sem fio<br />

Ter a possibilidade de trabalhar sem fios em casa,<br />

na oficina ou em qualquer outro lugar, é uma necessidade<br />

cada vez maior dos utilizadores de ferramentas<br />

elétricas, até porque o desempenho dos<br />

equipamentos é muito similar às ferramentas com<br />

fio. Os profissionais já não estão dispostos a perder<br />

os benefícios associados ao uso de ferramentas<br />

sem fio. É por isso que a Bosch Power Tools tem<br />

acelerado a expansão <strong>das</strong> suas duas plataformas de<br />

bateria de 18 volts e colabora com outros parceiros<br />

de renome tendo em vista o benefício dos utilizadores,<br />

uma vez que o acumular de baterias e carregadores<br />

incompatíveis de marcas diferentes é algo<br />

que pertence ao passado. E existe outra vantagem<br />

a ser associada: ao adquirir uma bateria Bosch, o<br />

utilizador está a escolher um sistema cujo valor<br />

agregado aumentará gradualmente com o tempo.<br />

O sistema profissional 18V baseado na tecnologia<br />

Bosch foi desenvolvido para aumentar a eficiência<br />

e eficácia no local de trabalho e é uma <strong>das</strong> plataformas<br />

mais fiáveis para ferramentas profissionais<br />

sem fio. Um ano após a sua abertura para outros<br />

fabricantes, duas marcas conceitua<strong>das</strong>, Fein e Heraeus,<br />

juntaram-se à aliança. Além dos produtos<br />

da Bosch Power Tools, Brennenstuhl, Klauke, Ledlenser,<br />

Lena Lighting, Sonlux, Sulzer e Wag-ner,<br />

no futuro, os utilizadores profissionais poderão<br />

também usar ferramentas especiais para metalurgia<br />

e para aplicações especiais de iluminação. Desde<br />

2008, essas baterias são compatíveis com quase<br />

to<strong>das</strong> as ferramentas elétricas de 18 volts da Bosch<br />

projeta<strong>das</strong> para uso profissional.<br />

Estratégia de sustentabilidade<br />

A abertura <strong>das</strong> plataformas de baterias a outros fabricantes<br />

é a prova de que a orientação sistemática<br />

do portfólio de produtos para as necessidades do<br />

utilizador é o princípio orientador da Bosch Power<br />

Tools. Com base nisso, mais de 100 novos produtos<br />

são lançados com sucesso no mercado a cada ano.<br />

Em linha com a estratégia de sustentabilidade do<br />

Grupo Bosch, o objetivo passa por aumentar a eficiência<br />

energética. A Bosch Power Tools estabeleceu<br />

para si mesma uma meta de economia de cerca de<br />

75.000 MWh até 2030. Os projetos de eficiência<br />

energética já alcançaram uma poupança de mais<br />

de 5.000 MWh no ano passado. Isto foi conseguido<br />

principalmente através do uso de tecnologia de<br />

produção com eficiência energética. Este ano, serão<br />

lançados cerca de 20 projetos que vão reduzir a procura<br />

de energia em mais de 10.000 MWh.<br />

A empresa trabalha também intensamente para<br />

reduzir a pegada ecológica dos seus produtos,<br />

com foco nos princípios da economia circular. Por<br />

exemplo, a Bosch Power Tools economizou, desde<br />

2019, mais de 2.200 tonela<strong>das</strong> de plástico e, portanto,<br />

mais de 3.000 tonela<strong>das</strong> de CO2, ao introduzir<br />

caixas de plástico reciclado no setor de bricolage.<br />

Além disso, com a mudança da embalagem<br />

de blister de plástico para papelão, mais de 50 tonela<strong>das</strong><br />

de resíduos de plástico foram eliminados.<br />

Um mercado em crescimento<br />

A procura de ferramentas elétricas tem crescido em<br />

todo o mundo e Portugal não é exceção. Conforme<br />

foi anunciado na apresentação, as perspetivas de negócio<br />

para 2021 são muito positivas, esperando-se<br />

um ano de crescimento, quer nas ferramentas para<br />

a construção civil, quer para metalomecânica. A Robert<br />

Bosch Power Tools GmbH, uma divisão do Grupo<br />

Bosch, é um dos fornecedores líderes mundiais<br />

de ferramentas elétricas. Em 2020, os seus 20.000<br />

funcionários geraram ven<strong>das</strong> no valor de 5,1 mil milhões<br />

de euros. A divisão representa o foco no cliente<br />

e um grande progresso na engenharia. Os principais<br />

fatores de sucesso são a força e o ritmo inovador. Em<br />

2021, a Bosch Power Tools irá lançar mais de 100 novos<br />

produtos no mercado nos seus quatro segmentos<br />

de negócios: ferramentas elétricas, ferramentas de<br />

jardim, acessórios e ferramentas de medição. l<br />

78 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


A GAMA EXPERT TRADUZ-SE NA MAIS COMPLETA PARA TODOS<br />

OS NEGÓCIOS E NECESSIDADES, TENDO POR BASE NOVOS MATERIAIS<br />

E TECNOLOGIAS UTILIZADAS NA FABRICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DOS<br />

ACESSÓRIOS, COMO POR EXEMPLO, O USO DE PASTILHAS DE CARBONETO


NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO<br />

Produto<br />

ZF AFTERMARKET APOIA OFICINAS QUE FAZEM MANUTENÇÃO DE VE<br />

AMPLO PORTEFÓLIO DE PEÇAS PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS<br />

A<br />

perceção pública dos veículos elétricos é muitas<br />

vezes reduzida à transmissão elétrica, que<br />

é fiável e que requer pouca manutenção. Mas<br />

os sistemas de travões e chassis destes automóveis são<br />

talvez mais suscetíveis a danos e desgaste do que os<br />

dos veículos convencionais, devido às pressões exerci<strong>das</strong><br />

pelo peso extra da bateria. A ZF Aftermarket<br />

apoia as oficinas de automóveis que fazem manutenção<br />

de veículos elétricos com uma vasta gama de peças<br />

de substituição <strong>das</strong> suas marcas Lemförder, Sachs<br />

e TRW, com importantes adições este ano.<br />

Há dez anos, o Nissan Leaf foi o primeiro modelo<br />

de volume alimentado por bateria no mercado. Em<br />

2020, Portugal ocupava a oitava posição a nível<br />

mundial, apresentando uma quota de mercado de<br />

13,5% na venda de automóveis elétricos novos.<br />

No futuro, os proprietários de carros elétricos irão<br />

visitar cada vez mais oficinas independentes. Assim,<br />

as oficinas devem questionar-se sobre o seguinte: Os<br />

seus colaboradores já completaram a necessária formação<br />

de alta tensão para poderem trabalhar nestes<br />

veículos? Têm acesso às peças de substituição adequa<strong>das</strong><br />

para veículos elétricos?<br />

Mas qual é a dimensão da necessidade de manutenção<br />

e reparação? Afinal, a tecnologia de armazenamento<br />

de energia e de acionamento, de praticamente<br />

todos os automóveis elétricos, provou ser,<br />

até agora, extremamente durável e de baixa manutenção.<br />

Devido à elevada massa da bateria de tração<br />

ser 300 a 500 quilogramas mais pesada do que nos<br />

veículos convencionais de tamanho comparável, a<br />

pressão colocada em molas, amortecedores e juntas<br />

de apoio é significativamente superior. O binário<br />

elevado dos motores elétricos também coloca maior<br />

pressão nas peças do chassis e aumenta o desgaste<br />

dos pneus. Por conseguinte, as oficinas devem de<br />

verificar cuidadosamente o chassis destes veículos.<br />

E os travões? Aqui, pouca carga é mais suscetível de<br />

causar problemas. Uma vez que estes veículos desaceleram<br />

eletricamente em muitas <strong>das</strong> situações<br />

de condução, os travões são utilizados menos vezes.<br />

Como resultado, os discos de travão podem corroer<br />

e as pastilhas de travão podem ficar vidra<strong>das</strong>. Uma<br />

vez que os automóveis elétricos são muito silenciosos,<br />

os seus proprietários rapidamente notam<br />

quaisquer ruídos na suspensão ou nos travões, que<br />

limitam o conforto de condução muito mais do que<br />

nos automóveis a gasolina ou a gasóleo, porque o<br />

motor abafa estes ruídos.<br />

Com uma vasta gama de peças de substituição<br />

<strong>das</strong> marcas Lemförder (componentes de direção e<br />

suspensão), Sachs (amortecedores) e TRW (travagem),<br />

a ZF Aftermarket apoia as oficinas em muitos<br />

casos de reparação de chassis. A gama estende-<br />

-se desde o Nissan Leaf até aos modelos Tesla S e X.<br />

Um disco de travão específico para o Tesla Model<br />

S está disponível sob a marca TRW e as pastilhas<br />

de travão de baixo ruído Electric Blue da TRW são<br />

adequa<strong>das</strong> para praticamente todos os automóveis<br />

elétricos no mercado europeu.<br />

80 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


REBARBADORA 18V MOTOR SEM ESCOVAS<br />

KROFTOOLS | A marca especialista em ferramentas e equipamentos profissionais para as<br />

oficinas automóvel, lançou rebarbadora 18V motor sem escovas e chave de impacto 1/2”, que<br />

podem ser consultados no site da empresa. As principais características da nova rebarbadora 18V<br />

motor sem escovas são: Velocidade sem carga: 8500min; Diâmetro disco: 115mm; Rosca eixo:<br />

M14; Potência bateria: 4.0Ah Li-ion. Inclui 1 Chave de impacto 1/2” 18V; 3 Baterias 4.0 AH Li-ion<br />

e 1 Carregador. A chave de impacto motor sem escovas 18V tem uma velocidade sem carga de<br />

0-2200RPM; Taxa impacto: 0-2600BPM; Potência máxima: 400 NM; e Potência bateria: 4.0Ah<br />

Li-ion. Há mais de 30 anos no mercado, a Kroftools continua a procurar melhorar e inovar os seus<br />

artigos para poder chegar, cada vez mais, às necessidades dos seus parceiros e de quem procura a<br />

marca, tentando encontrar novos produtos para acompanhar a evolução do mercado.<br />

COMO FAZER UMA UTILIZAÇÃO<br />

MAIS EFICIENTE DO TACÓGRAFO?<br />

O tacógrafo é um instrumento utilizado na gestão de frotas pesa<strong>das</strong> de transporte de mercadorias<br />

desde há muito tempo. Algumas empresas ainda não utilizam os tacógrafos digitais ligados<br />

a uma solução de gestão e localização de frotas, desconhecendo as vantagens e funcionalidades<br />

disponíveis pela ligação destes sistemas. Existem várias vantagens associa<strong>das</strong> à utilização de<br />

soluções de gestão de frotas integrando uma ligação ao tacógrafo. No Reveal da Verizon Connect<br />

a ligação automática ao tacógrafo identifica e ajuda as empresas a: Monitorizar e planear a<br />

atividade identificando a localização e o estado atual do motorista, as pausas previstas nos<br />

próximos 15 minutos e tempos disponíveis para condução, trabalho e descanso no dia, semana<br />

e a cada duas semanas. Identificar infrações aos tempos de condução e descanso, mostrando no<br />

mapa qual a localização da viatura no momento da infração e listando de forma detalhada as<br />

infrações por motorista, incluindo severidade e indicação da coima máxima aplicável. A leitura<br />

dos dados do tacógrafo é feita de forma automática e os dados referidos são mostrados no Reveal<br />

praticamente em tempo real.<br />

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Notícias<br />

Produto<br />

AMPLIA GAMA DE LUZES LED<br />

DE TRABALHO<br />

OSRAM | Com a ampliação da gama de luzes de trabalho<br />

LEDinspect da OSRAM, a luz agora é individualmente adaptada<br />

às necessidades de cada profissional. Uma gama de produtos<br />

completamente nova para um amplo espectro de tarefas, desafios e<br />

áreas de aplicação, caracterizada por um design excecional, benefícios<br />

individuais otimizados e características ideais para cada modelo. Doze<br />

novos produtos apresentam um design OSRAM excecional, excelente<br />

qualidade, características ainda mais notáveis e uma série de<br />

benefícios excecionais. Por esta razão, a luz agora é flexível, giratória,<br />

recarregável, ajustável, notável, expansível, duradoura e muito mais.<br />

A luz pode ser ajustada exatamente onde e como for necessária.<br />

Estas luzes de inspeção foram concebi<strong>das</strong> e desenvolvi<strong>das</strong> como uma<br />

ferramenta versátil para um trabalho preciso. O design individual de<br />

cada luz leva em consideração como a luz será usada e inclui características<br />

adicionais, como ímanes, clipes, ganchos e cabeças rotativas,<br />

elementos giratórios e flexíveis, todos acomodados em embalagens<br />

de tamanho perfeito.<br />

DIESEL TECHNIC DÁ DICAS SOBRE<br />

TENSORES DE CORREIA<br />

Os tensores de correia e seus componentes da DIESEL TECHNIC são resistentes ao calor<br />

e podem suportar altas cargas mecânicas. A qualidade sustentável dos tensores de correia<br />

da DT Spare Parts é regularmente verificada em teste de 500 horas de vida útil. O tensor<br />

de correia está montado dentro do veículo numa posição um pouco escondida, então o espaço<br />

deve primeiro ser criado nesta área de trabalho. É importante avaliar a aparência da correia de<br />

ranhuras longitudinais do item desmontado. Se as marcas no cilindro estiverem desvia<strong>das</strong> em<br />

relação ao centro, a correia não alinhará. Todos os componentes adjacentes, bem como as folgas<br />

dos rolamentos do gerador, bomba servo, compressor do ar condicionado e polia intermediária<br />

devem ser verificados quando as correias forem desmonta<strong>das</strong>. A superfície de montagem deve<br />

ser limpa antes de instalar o tensor da correia. É importante montar os parafusos de montagem<br />

com o torque especificado pelo fabricante para evitar bloqueios ou tensões.<br />

AUTO DELta INICIA COMERCIALIZAÇÃO<br />

PRODUTOS BREMBO<br />

A Auto Delta anunciou a extensão de mais uma marca ao seu portfólio de peças afltermarket, desta vez,<br />

a Brembo. Não serão necessárias muitas apresentações para este fabricante de sistemas de travagem, a<br />

Brembo, está a comemorar o seu sexagésimo aniversário. Ao longo dos anos, a marca disponibiliza um<br />

extenso portfólio de soluções de grande qualidade, para além de que é um fabricante líder no seu segmento<br />

de mercado e uma marca forte no Aftermarket. Adicionalmente é reconhecida atualmente pela<br />

forte presença no desporto automóvel, granjeando uma enorme reputação junto do grande público; por<br />

último tem assumido nos últimos anos uma forte posição na defesa do meio-ambiente e em atividades<br />

de responsabilidade social. “Olhando apenas para estes pontos, a Auto Delta partilha muito do que é o<br />

comportamento e posicionamento da Brembo no mercado o que, no final de contas, tornaria inevitável<br />

uma colaboração que já se encontra sobre ro<strong>das</strong>, podendo consultar na nossa loja online todo o stock da<br />

Brembo que já se encontra disponível”, afirmou o departamento de comunicação da Auto Delta.<br />

APOSTA FortE NO DIGITAL COM A GREENParts<br />

RPA | A RPA lançou o catálogo da GREENPARTS, marca própria do grupo, bem como um<br />

website dedicado para fácil consulta do portefólio existente, caraterísticas técnicas dos produtos,<br />

fichas técnicas e fichas de segurança dos produtos comercializados. O portefólio conta,<br />

por agora, com Anticongelantes, ADBlue, Absorvente para derrames, Gás Refrigerante R134a,<br />

Massa Lava-Mãos e Gambiarras LED. A GREENPARTS aposta forte na gama de anticongelantes<br />

orgânicos, tendo soluções com concentrações de 33% e de 50%, bem como soluções puras,<br />

prontas a utilizar, especialmente formula<strong>das</strong> com tecnologia OAT – Organic Acide Technology<br />

e com um pacote de aditivos de elevada pureza (BASF) que evitam a corrosão, o congelamento<br />

do líquido de radiador no inverno e o sobreaquecimento no verão. Na gama GPBLUE – marca<br />

própria para o produto habitualmente conhecido como AdBlue (aditivo de elevada pureza,<br />

especialmente formulado como agente redutor de emissões Nox), destaque para a solução de<br />

10L com mangueira incluída. São também comercializa<strong>das</strong> soluções de 25L, 220L e 1000L.s.<br />

82 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Notícias<br />

Produto<br />

TECNOLOGIA DE NÚCLEO HÍBRIDO<br />

SONAX<br />

PREFERIDA PELOS PERITOS<br />

A<br />

SONAX,<br />

no primeiro semestre de 2021, conquistou quatro vitórias em testes<br />

comparativos e vários prémios de produtos “altamente recomendados” que<br />

vêm demonstrar mais uma vez a eficácia e elevado poder de limpeza dos produtos<br />

SONAX. O “SONAX Xtreme Screen Wash Summer” foi o vencedor do teste<br />

comparativo da revista germânica “Auto Bild” sobre qual o melhor limpa-vidros. Os<br />

editores ficaram particularmente impressionados com o elevado poder de limpeza<br />

do produto. Em resumo declararam: O SONAX Xtreme é o único limpa-vidros que<br />

remove a 100% tanto a sujidade urbana como os resíduos de insetos. Após a quinta<br />

varredura <strong>das</strong> escovas, o pára-brisas fica totalmente limpo, incluindo aqueles resíduos<br />

de insetos mais agressivos. Numa outra comparação de produtos, os editores da revista<br />

alemã “Auto Bild” puseram à prova onze limpa-jantes. O “SONAX Xtreme Limpa<br />

Jantes Plus” obteve as melhores notas em to<strong>das</strong> as categorias, particularmente nas<br />

categorias de “poder de limpeza” e “compatibilidade de material”. O teste premiou o<br />

produto da SONAX com uma classificação de “muito bom” e com uma classificação<br />

consideravelmente superior à do terceiro colocado do teste.<br />

MOOG | Para ter um produto diferenciado e melhorado, a Moog diminuiu a<br />

fricção e melhorou a durabilidade <strong>das</strong> suas rótulas. Para o atingir este objetivo<br />

concentrou-se no núcleo <strong>das</strong> rótulas, o rolamento. Isto também levou à melhoria do<br />

pino esférico. A tecnologia de núcleo híbrido é um sistema que envolve um diferente<br />

material de rolamento. Os resultados de teste apresentam um binário reduzido e,<br />

em média, uma diminuição de 40% do aumento de deflexão ou folga, em comparação<br />

com o design atual. Além disso, o pino com tratamento térmico por indução<br />

leva a resistência de fadiga ou a vida útil do pino a um nível superior, múltiplas<br />

vezes melhor: duas vezes mais forte e cinco vezes mais durável. Para atingir estes resultados<br />

a Moog adicionou fibra de carbono e de PTFE ao design do rolamento para<br />

reduzir a deflexão radial, o que leva a uma vida útil mais longa do suporte e, assim,<br />

a uma vida útil mais longa do rolamento. Os testes também demonstraram que a<br />

adição de tratamento térmico no pino em regiões específicas aumenta o tempo de<br />

fadiga, o que torna o pino múltiplas vezes mais forte e duradouro.<br />

MGM_meia_baixo_2021_JO.pdf MGM_meia_baixo_2021.pdf 1 125/06/2021 22/06/202116:58<br />

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47


APOSTA EM NOVOS KITS DE ROLAMENTOS DE RODA<br />

METELLI | A Metelli, com mais de 30 anos de experiência na produção de componentes<br />

da transmissão (900 juntas homocinéticas e 1.100 semieixos), integra na sua gama o kit de<br />

rolamento da roda. Esta gama adicional integra-se com a linha drivetrai. Com cerca de 600 códigos,<br />

abrangendo mais de 90% <strong>das</strong> aplicações europeias, a gama inclui todos os acessórios necessários<br />

para a instalação (porcas, parafusos e eventuais cavilhas). Todos os rolamentos são protegidos e<br />

lubrificados internamente com massa específica de elevado desempenho. Também está disponível<br />

com ro<strong>das</strong> fónicas denta<strong>das</strong> e anéis geradores de impulsos ABS (Magnetic Encoder) para máxima<br />

segurança de travagem. Nestes últimos rolamentos em especial, foi integrada na embalagem uma<br />

folha específica de instruções de montagem para ajudar o mecânico na instalação. O rolamento da<br />

roda é um elemento de segurança muito importante, pois deve suportar grandes tensões axiais e<br />

radiais devido a curvas, bor<strong>das</strong> de passeio, acelerações, travagem, estra<strong>das</strong> acidenta<strong>das</strong> e peso do<br />

veículo.<br />

METALCAUCHO APRESENTA<br />

PUNHOS E FOLES<br />

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VELOCIDADES<br />

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Metalcaucho apresenta a sua gama de acessórios de alavanca de<br />

mudanças para o mercado de reposição, tirando partido do know-<br />

-how adquirido ao longo de mais de 30 anos de experiênca. A manete<br />

de velocidades, juntamente com o volante, é o elemento que está em<br />

contacto constante com as mãos do condutor, e como todos os materiais,<br />

desgasta-se com o tempo. Seja por razões estéticas ou funcionais, se precisar<br />

de mudar o punho ou o fole da alavanca de velocidades, a Metalcaucho<br />

apresenta esta nova família de produtos. Tem uma vasta gama para que<br />

possa renovar o interior do carro e personalizá-lo como quiser. Muitas<br />

vezes os veículos não são tão modernos como gostaríamos que fossem<br />

quando os compramos, pelo que é aconselhável incluir certos detalhes e<br />

acessórios que os personalizem ao nosso gosto. Uma <strong>das</strong> peças mais solicita<strong>das</strong><br />

para dar este toque pessoal, são os punhos da alavanca de velocidades.<br />

Com eles, o condutor pode dar um toque mais desportivo ou mais<br />

elegante, ou um toque de cor.<br />

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AMPLIA GAMA EFB STOP&GO<br />

ISTOBAL FORNECE<br />

DICAS PARA PROTEGER VEÍCULO<br />

DAS LAVAGENS DE VERÃO<br />

Não manter uma limpeza regular do automóvel, não respeitar to<strong>das</strong> as fases da lavagem,<br />

eliminar as manchas a seco e usar produtos não adequados são alguns dos erros habituais<br />

cometidos durante as lavagens de verão que podem danificar o veículo. A ISTO-<br />

BAL aconselha a realização de, pelo menos, uma limpeza semanal nesta época do ano para<br />

proteger o veículo. A empresa destaca que a sujidade acumulada na carroçaria deteriora a<br />

pintura, afeta a própria tonalidade da cor e provoca uma perda do brilho. Consequentemente,<br />

os peritos recordam que a limpeza dos resíduos de areia, maresia, resina, insetos e dejetos de<br />

pássaros deve realizar-se o mais rapidamente possível, uma vez que o calor e a exposição solar<br />

aceleram o processo de corrosão e podem produzir danos irreversíveis na pintura, oxidar ou<br />

riscar diferentes partes do veículo. De igual modo, a ISTOBAL recomenda que sejam respeita<strong>das</strong><br />

to<strong>das</strong> as fases da lavagem (pré-lavagem, lavagem, passagem por água, enceramento e<br />

secagem), dado que em muitas ocasiões costuma ignorar-se a pré-lavagem. Na opinião da<br />

empresa, a pré-lavagem é conveniente – mesmo quando o veículo não apresenta muita sujidade<br />

– com o objetivo de eliminar todo o tipo de sujidade, pó e resíduos orgânicos, além de<br />

proteger assim a lateria do automóvel e outros componentes.<br />

TAB BATERIAS | A família de baterias EFB Stop & Go usa uma<br />

tecnologia que permite fornecer a energia necessária para veículos com<br />

sistema Start & Stop. As suas vantagens incluem o uso de revestimento<br />

na grade positiva que impede a libertação do material ativo, garantindo<br />

assim um ciclo de vida duas vezes maior que a bateria tradicional. Além<br />

disso, esta bateria usa um aditivo especial em carbono para aceitação<br />

de carga mais rápida. EFB Stop & Go são baterias sela<strong>das</strong>, à prova de<br />

vazamento, sem manutenção e com alta resistência à corrosão. O seu<br />

indicador de nível, comumente chamado de «olho mágico», permite um<br />

controle instantâneo do estado de carga da bateria. Finalmente, este<br />

tipo de bateria inclui uma válvula anti-explosão para evitar possíveis<br />

deflagrações. A tecnologia Start & Stop foi projetada para economizar<br />

combustível e reduzir as emissões, por isso é um sistema cada vez mais<br />

popular entre os fabricantes de automóveis. No entanto, essas baterias<br />

requerem um ponto de partida e capacidade mais altos para suportar<br />

um número muito maior de ciclos de partida e parada do que as baterias<br />

tradicionais.<br />

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PUBLIREPORTAGEM<br />

Notícias<br />

Produto<br />

REDUZIR OS DANOS NO<br />

MOTOR DEVIDO AO LSPI<br />

Os motores turbo de injeção direta a gasolina modernos têm um sistema<br />

de injeção altamente sobrecarregado. Os injetores estão posicionados<br />

diretamente na câmara de combustão e expostos a cargas extremas (alta<br />

temperatura e pressão). Os depósitos formam-se rapidamente no bico dos injetores<br />

e vão influenciar negativamente o padrão de pulverização ou até causar a formação<br />

de gotículas. Estas situações levam ao aumento <strong>das</strong> emissões e de consumo de<br />

combustível e até mesmo à detonação, que pode causar estragos internos no motor.<br />

O uso de polieteramina ativa (PEA) alcança o melhor efeito de limpeza do sistema de<br />

combustível bem como do pistão e da câmara de combustão.<br />

O novo aditivo de Limpeza de DFI da LIQUI MOLY (Ref. 21376) otimiza a limpeza<br />

NOVO EQUIPAMENTO DIAGNÓSTICO AUTOCOM ICON<br />

IBEREQUIPE | Autocom desenvolve novo equipamento de diagnóstico “ICON” para veículos ligeiros e<br />

pesados. O “ICON” vem juntar-se ao software CARS e TRUCKS. Surgem constantemente novos veículos, e quer<br />

consumidores, quer proprietários, exigem mais do que apenas um carro que funcione. A visão da Autocom é<br />

transformar a condução cada vez mais segura nas estra<strong>das</strong> e, ao fazê-lo, também incorporar experiências únicas<br />

para os consumidores. Para isso, a Autocom desenvolveu o “ICON” um novo equipamento de diagnóstico para veículos<br />

ligeiros e pesados. O “ICON” vem equipado com diversas funcionalidades, tais como: DoIP integrado (Jaguar,<br />

Land Rover, Volvo,...), PassThru (SAE J2534), Security Gateway, Flight Recorder, AutoVIN, Quick Connect BT, ADAS e<br />

CAN-FD. Este novo equipamento de diagnóstico vem juntar-se ao software CARS ou TRUCKS.<br />

A UTILIZAÇÃO DESTE NOVO ADITIVO<br />

REDUZ CONSIDERAVELMENTE<br />

O RISCO DE DANOS NO MOTOR<br />

ATRAVÉS DE PRÉ-IGNIÇÃO A BAIXAS<br />

ROTAÇÕES (LSPI)<br />

do sistema de combustível, motor, câmara de combustão e injetores. Por limpar<br />

os bicos dos injetores, o consumo de combustível reduz-se e o desempenho do<br />

motor melhora logo após a primeira aplicação. A polieteramina não só remove os<br />

depósitos existentes como também ajuda a formar uma proteção a longo prazo<br />

contra a formação de depósitos de carbono. Ao aplicar regularmente (a cada 5000<br />

km) atingem-se ainda melhores resultados e reduz-se consideravelmente o risco de<br />

danos no motor através de pré-ignição a baixas rotações (LSPI) graças à excelente<br />

limpeza do pistão e da câmara de combustão.<br />

O aditivo é adequado para todos os veículos ligeiros de passageiros com motor de 4<br />

tempos a gasolina. Os aditivos de combustível LIQUI MOLY são adequados para todos os<br />

tipos de injeção de combustível, seja injeção direta ou indireta. O produto de Limpeza<br />

de DFI pode ser usado em to<strong>das</strong> as revisões e é recomendado pela LIQUI MOLY como<br />

uma alternativa à referência Opel 95 599 923 (Boletim de Serviço Técnico Opel 3319).<br />

ACRESCENTA DELPHI AO PORTFÓLIO<br />

ALECARPEÇAS | juntou à sua vasta gama mais uma marca premium, com forte presença no primeiro<br />

equipamento. Para a AleCarPeças todos os esforços são poucos para garantir a maior e melhor oferta de produtos<br />

<strong>das</strong> gamas de eletrónica e gestão de motor. A incorporação da Delphi Technologies representa um importante<br />

aumento em qualidade e um maior número de referências disponíveis na oferta da AleCarPeças. A Delphi Technologies<br />

oferece um dos portfólios mais completos na indústria automotiva. Com presença em mais de 150 países, e<br />

uma rede de serviços globais, apresenta especificações originais em soluções completas, do início ao fim. A Delphi<br />

Technologies é uma marca BorgWarner Inc. e o seu portfólio inclui sistemas de Climatização e Arrefecimento,<br />

Injeção e Ignição, Gestão de Motor e Componentes Diesel.<br />

88 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


ALARGA GARANTIA A INJETORES COMMOM RAIL<br />

BOSCH | lançou uma campanha comercial de extensão da garantia para injetores Common Rail incluídos no<br />

programa Bosch eXchange para defeitos de fabricação do produto. Neste sentido, o período total de garantia passa a ser<br />

de cinco anos para utilizadores particulares, limitado a 150.000 quilómetros a partir do momento da instalação. Já para<br />

os utilizadores profissionais, a garantia será de três anos, limitada a 150.000 quilómetros para veículos de até seis tonela<strong>das</strong><br />

e 300.000 quilómetros para os de maior peso. O procedimento de acesso à extensão de garantia é rápido, simples<br />

e cómodo. Em primeiro lugar, a oficina deve registar-se no site www.boschexchangediesel.com e criar um utilizador; de<br />

seguida, é necessário registrar a compra dos injetores anexando a documentação solicitada, tais como foto do injetor,<br />

número de série e quilometragem do veículo, entre outros. Uma vez efetuada a inscrição, a oficina entregará ao cliente<br />

um recibo. Em caso de reclamação durante o período de extensão da garantia, o processo será rápido e ágil, e a Bosch<br />

substituirá o injetor defeituoso por um igual, caso a garantia seja aceite.<br />

APOSTA EM FILTROS DE NANOFIBRAS<br />

MANN + HUMMEL | começou a desenvolver meios filtrantes de<br />

nanofibras na faixa de compartimento do passageiro. Após anos a desenvolver<br />

este tipo de filtros para veículos industriais, e depois de verificar os bons<br />

resultados da filtração baseado em nanofibras no campo do transporte<br />

comercial, a MANN + HUMMEL decidiu trazer esta tecnologia também para<br />

a filtragem de ar em automóveis de passageiros, a fim de garantir a pureza<br />

máxima do ar que as pessoas respiram. Cerca de sete milhões de pessoas<br />

morrem a cada ano de condições causa<strong>das</strong> pela poluição do ar, de acordo com<br />

dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), e boa parte destes as mortes<br />

são causa<strong>das</strong> “por partículas suspensas”, destaca a instituição. Nesse sentido,<br />

há déca<strong>das</strong>, a multinacional alemã tem voltado os seus esforços para alcançar<br />

a pureza máxima possível do ar que respiramos. “Lado a lado com a tecnologia<br />

de filtragem à base de nanofibras, atinge um alto nível de filtração ”, afirma<br />

a MANN + HUMMEL, acrescentando “este tipo de filtragem usa um suporte<br />

de sustentação de uma camada extremamente fina composta de fibras<br />

poliméricas, cujo diâmetro é inferior a um micrómetro ”. Este tamanho é 200<br />

vezes menor que o diâmetro <strong>das</strong> fibras de porte médio e 650 vezes menor que<br />

um fio de cabelo humano.<br />

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ECOFORCE.<br />

FAZ UMA CONDUÇÃO SUSTENTÁVEL,<br />

PENSA NO TEU FUTURO.<br />

Um coração verde bate dentro dos automóveis mais evoluídos.<br />

O conceito de mobilidade está em constante evolução: conte<br />

com a tecnologia FIAMM para apoiar essa mudança. A nova<br />

gama de baterias ecoFORCE suporta as necessidades energéticas<br />

dos automóveis mais modernos. Os sistemas Start&Stop e<br />

Brake Energy presentes em automóveis micro-híbridos exigem<br />

um uso muito intenso da bateria: A FIAMM tem a solução ideal<br />

para continuar a viajar com eficiência.<br />

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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro www.fiamm.com 2021 89


Notícias<br />

Produto<br />

LUBRIFICANTES ARAL CHEGAM A PORTUGAL<br />

Criada em 1924 a ARAL faz parte do universo BP e é a marca número um de lubrificantes na<br />

Alemanha. Agora, chega a Portugal pela mão do grupo MCoutinho, sendo distribuída em regime<br />

de exclusividade pela MCoutinho Peças e AZ Auto. Estas empresas estão foca<strong>das</strong> através da Comercialização<br />

de Lubrificantes de qualidade imbatível e por um Conjunto de Serviços que adicionam<br />

valor à Oferta de Produto. A marca ARAL vem substituir a BP na distribuição de lubrificantes,<br />

mantendo todos os níveis de qualidade e exigência e introduzindo mais gama e inovações tecnológicas<br />

no processo de fabrico. Exemplo dessa inovação é a tecnologia patenteada XMF que torna<br />

os lubrificantes ARAL mais resilientes e reduz notavelmente o depósito e abrasão.<br />

NOVOS MOTORES DE ARRANQUE E ALTERNADORES<br />

MAGNETI MARELLI | apresenta as suas últimas inovações na gama de motores de arranque<br />

e alternadores com os quais é capaz de oferecer uma cobertura de 80% do parque circulante<br />

de viaturas e fornecer novas soluções para as necessidades dos profissionais do setor. A expansão<br />

consiste em 148 alternadores e 76 referências de motores de arranque, para um lançamento total<br />

de 224 novos materiais. Isto permite à Magneti Marelli obter uma ampla cobertura do stock e<br />

aumentar o número de referências no portfólio desta família de produtos para aproximadamente<br />

1.000 referências. O lançamento permitiu que a marca alcançasse números significativos especialmente<br />

nas aplicações dos principais grupos automóvel no nosso país, como os Grupos Volkswagen<br />

e PSA e a aliança Renault / Nissan. Em todos eles, foi possível alcançar uma cobertura de frota<br />

específica e colocar a oferta de Marelli entre as mais completas do mercado.<br />

CHAMPION LUBRICANTS EXPANDE<br />

GAMA GÁS<br />

A<br />

Champion Lubricants expandiu a sua gama de GÁS com o lançamento<br />

do CHAMPION NEW ENERGY 5W30 GAS. Com o lançamento<br />

deste novo lubrificante, a Champion aborda a crescente<br />

popularidade dos veículos Dual Fuel, GPL (gás liquefeito de petróleo)<br />

e GNV (gás natural) e oferece uma excelente cobertura para veículos de<br />

combustível alternativo. Graças a uma combinação de benefícios ambientais,<br />

económicos e de eficiência, o mercado de veículos de combustível alternativo<br />

já representa 3,2 por cento dos veículos de passageiros e 1,5 por<br />

cento dos veículos ligeiros na Europa. Veículos Dual Fuel - aqueles que<br />

usam uma combinação de gasolina e GPL ou GNV - constituem 98 por<br />

cento do mercado. Este crescimento está a ser apoiado pela legislação de<br />

sustentabilidade e incentivos europeus para promover o desenvolvimento<br />

de infraestrutura de combustível alternativo. À medida que a popularidade<br />

destes veículos aumenta, também aumenta a expectativa de técnicos<br />

e oficinas em fazerem a sua manutenção adequadamente. Para satisfazer<br />

a procura do mercado e cumprir os requisitos exclusivos de veículos movidos<br />

a gás, a Champion continua a investir no desenvolvimento da sua<br />

gama de Gás de óleos de motor.<br />

rodape_Nelson_Tripa.pdf 1 26/07/2021 10:15<br />

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SOLUÇÕES EM AR CONDICIONADO<br />

E REFRIGERAÇÃO DE TRANSPORTE<br />

90 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com<br />

Rua Fernando Vicente - Armazém 15 - 2560-677 Torres Vedras | Telf.: +351 261 335 050 - E-mail: geral@nelsontripa.pt | GPS - N39.094609 - W009.251526 | www.nelsontripa.pt


NOVA MÁQUINA A/C MASTERCOOL<br />

CENTROCOR | A Mastercool é uma empresa americana que fornece<br />

equipamentos, ferramentas e acessórios para a área do ar condicionado<br />

automóvel há mais de 35 anos. Com um dos maiores crescimentos do<br />

setor, o nome Mastercool é sinonimo de “Qualidade de Nível Mundial”,<br />

design único e inovador. Encontra-se atualmente representada em mais<br />

de 60 países, sendo uma empresa líder no que toca à inovação nesta área<br />

A nova máquina de ar condicionado 4000 EX-U é a mais recente novidade<br />

da Mastercool para o setor automóvel. Esta máquina veio otimizar os<br />

anteriores modelos, 4000 EX e 3000 E, tornando-a<br />

uma máquina mais versátil na sua utilização.<br />

Este modelo para além de operar em veículos de<br />

combustão, também pode operar em veículos<br />

elétricos e híbridos. A máquina é totalmente<br />

automática nos processos que executa, possui<br />

uma impressora integrada, uma base de<br />

dados para a grande maioria dos fabricantes<br />

de automóveis com atualizações<br />

à mesma facilita<strong>das</strong>, graças à máquina<br />

possuir WI-FI integrado, um ecrã tátil de 8<br />

polega<strong>das</strong> e entre outras particularidades<br />

que a tornam <strong>das</strong> mais avança<strong>das</strong> tecnologicamente<br />

do mercado.<br />

LANÇA BOMBAS DE ÁGUA PARA CLÁSSICOS<br />

BUGATTI | Da paixão pelos automóveis e veículos que contribuíram para a história do automóvel a Bugatti<br />

lançou a linha Classic que oferece a todos os seus clientes uma gama de produtos dedicados às “velhas glórias”<br />

da estrada, com cerca de 35 referências. Se, por outro lado, o proprietário de um veículo clássico o quiser manter<br />

em funcionamento com o seu motor original, a Bugatti Classic permite-lhe regenerar ou mesmo reconstruir<br />

fielmente para melhorar ainda mais a sua bomba de água histórica, graças a uma equipa de especialistas que<br />

ainda trabalham de forma tradicional num departamento interno da empresa, e que são capazes de reconstruir<br />

de raiz qualquer tipo de bomba de água. A Bugatti Classic tem uma disponibilidade de stock de peças sobressalentes<br />

para carros antigos produzidos nos anos 60 e 70. A gama é dedicada a estes gloriosos carros antigos com<br />

35 referências de bombas de água, facilmente identifica<strong>das</strong> porque têm as letras “BC” adiciona<strong>das</strong> ao número de<br />

peça. Embalagens diferentes e uma etiqueta dedicada fazem com que se destaquem da gama convencional.<br />

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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 91


Notícias<br />

Produto<br />

NOVA IMAGEM DE LUBRIFICANTES<br />

AD | apresentou o novo e exclusivo design <strong>das</strong> suas embalagens de lubrificantes, apresentando<br />

uma embalagem mais ergonómica, resistente e sustentável. Outra <strong>das</strong> novidades<br />

<strong>das</strong> novas embalagens de lubrificantes AD é a sua diferenciação por cores, que permite<br />

uma rápida e intuitiva identificação dos diversos tipos de lubrificantes disponíveis. A AD<br />

posiciona-se como Premium Private Brand, produzindo anualmente mais de 24 mil tonela<strong>das</strong><br />

de lubrificantes e produtos químicos, e cumprindo os mais exigentes controlos de qualidade.<br />

Com uma ampla oferta de produtos para todos os tipos de aplicações, apoiada na tecnologia<br />

mais avançada, os lubrificantes AD oferecem máxima proteção em to<strong>das</strong> as temperaturas<br />

e excelente comportamento em situações extremas, sendo homologados pelos principais<br />

fabricantes de automóveis.<br />

APOSTA EM BATERIAS PARA SISTEMAS START & STOP<br />

EUROPARTNER | A Euromais, através da sua marca exclusiva euroPARTNER, reforçou o seu<br />

portfólio de baterias incorporando na sua gama baterias AGM ( 3 referências ), EFB ( 6 referências ) e High<br />

Power (4 referências). A EuroMais acaba de reforçar a oferta de baterias automóveis, da sua marca exclusiva,<br />

com a chegada <strong>das</strong> mais recentes euroPARTNER High Power, euroPARTNER EFB e euroPARTNER AGM,<br />

to<strong>das</strong> elas indica<strong>das</strong> para carros equipados com o sistema Start&stop. Estas baterias podem distinguir-se<br />

<strong>das</strong> restantes através <strong>das</strong> tampas cinzentas que tapam os bornes. A EuroMais tem assim disponível em<br />

stock, para entrega imediata, uma gama alargada de baterias para ligeiros, da sua marca exclusiva,<br />

garantindo assim a cobertura dos mais modernos veículos equipados com a tecnologia Start&Stop e<br />

reforçar a sua posição de fornecedor global de aftermarket em Portugal.<br />

AMPLIA GAMA DE TUBOS E APOIOS DE MOTOR<br />

CAUTEX | líder no fornecimento de peças de reposição de borracha e metal para o setor<br />

automotive, apresenta mais uma vez novos produtos ao mercado. Neste mês de junho chega<br />

com 665 novas peças de reposição. O crescimento de tubos e apoios de motor destaca-se<br />

acima de tudo, com 314 referências que incluem tubos para aplicações como aquecimento,<br />

radiador, turbo, óleo ou refrigeração. Outra família que regista um grande aumento é a<br />

de montagens de motor e caixa de velocidades, com 198 novidades, já ultrapassando as<br />

mil referências disponíveis em seu catálogo. O lançamento traz novidades em mais de 20<br />

famílias, como sinoblocos (65 referências), termostatos, tampas e boquilhas (28 referências)<br />

e amortecedores (23 referências). Com estas novidades, a histórica marca de Barcelona, que<br />

neste 2021 comemora 65 anos no sector, não para de aumentar a sua oferta e já ultrapassa os<br />

17.700 referências em stock.<br />

NOVA GAMA TERMOSTATOS<br />

NRF | Os termostatos NRF são projetados e fabricados de acordo com as especificações OE. Como<br />

resultado, os termostatos NRF encaixam-se e funcionam exatamente como a peça original. Quase todos<br />

os termostatos NRF são EASY FIT, pois são fornecidos com a junta apropriada. Isso garante um ajuste<br />

perfeito e substituição rápida <strong>das</strong> peças. A NRF oferece uma ampla gama de termostatos. Toda a linha é<br />

validada com a peça original e são realizados testes exaustivos de desempenho. Portanto, os termostatos<br />

NRF são a escolha perfeita para uma peça de reposição de alta qualidade. Projetado e fabricado de<br />

acordo com as especificações OE, são submetidos a extensivos testes de desempenho e qualidade, sendo<br />

todos validados para garantir um ajuste perfeito. A NRF apresenta uma linha de 190 termostatos a preços<br />

competitivos.<br />

92 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


UPGRADE DO TITAN FLEX 23<br />

SERVIDIESEL<br />

ADQUIRIU BANCO DE ENSAIO<br />

BOSCH – DCI 700<br />

AServidiesel – Bosch Diesel Center, especialista em sistemas diesel e turbocompressores,<br />

adquiriu o mais recente banco de ensaio Bosch - DCI 700. A aquisição<br />

deste equipamento, mostra a confiança da Servidiesel na continuidade em<br />

assistir viaturas movi<strong>das</strong> a diesel por muitos mais anos, em virtude da quantidade desta<br />

tecnologia no parque automóvel português, em viaturas ligeiras, comerciais ligeiras e,<br />

pesa<strong>das</strong>. Mais uma vez a Servidiesel inova com um equipamento que vai ao encontro <strong>das</strong><br />

necessidades dos clientes em termos técnicos e logísticos. A imobilização duma viatura<br />

é um problema para os clientes, e, a redução desse tempo é aquilo que leva a este investimento.<br />

O Bosch - DCI 700 permite testar todos os injetores common rail da Bosch,<br />

com tabela de ensaio oficial e, inclusivamente os mais recentes CRIN 4.2, equipados,<br />

por exemplo, em camiões Mercedes-Benz. Este novo equipamento que permite testar 4<br />

injetores em simultâneo, com leituras imediatas de débito e retorno, torna o processo<br />

muito mais rápido e seguro.<br />

FUCHS | Chama-se TITAN GT1 FLEX C23 SAE 5W-30 e mantém assim<br />

quase o nome. A única diferença é a letra C antes do número 23. Quanto à<br />

performance, consegue ainda ultrapassar o seu antecessor: Tanto a estabilidade<br />

ao envelhecimento como a limpeza do motor foram otimiza<strong>das</strong>. Para além<br />

disso, traz os benefícios com que o primeiro TITAN FLEX 23 tinha rapidamente<br />

conquistado os mercados: reduz o consumo de combustível, protege os sistemas<br />

de tratamento de gases de escape e minimiza os efeitos de LSPI. «Estamos muito<br />

contentes por poder disponibilizar este excelente óleo aos nossos clientes,<br />

as oficinas, já que são este tipo de inovações que esperam de nós, como maior<br />

fabricante independente de lubrificantes do mundo. O novo TITAN GT1 FLEX<br />

C23 SAE 5W-30 já tem as mais recentes especificações de acordo com a API SP<br />

e a nova aprovação OPEL OV 040 1547. Como o seu antecessor, cumpre várias<br />

especificações para um grande número de fabricantes europeus e asiáticos. O<br />

nosso novo óleo de performance premium é a solução ideal para três milhões<br />

de carros que circulam nas estra<strong>das</strong> portuguesas. Isto é 50 % de todo o parque<br />

automóvel», explica André Castro Pinheiro, diretor da divisão automóvel da<br />

Fuchs em Portugal.<br />

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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 93


ASSOCIAÇÃO<br />

NACIONAL<br />

DO RAMO<br />

AUTOMÓVEL<br />

novidades<br />

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Notícias<br />

Produto<br />

ASSINALA 125º ANIVERSÁRIO DA REMY<br />

EXPANDE GAMA COM<br />

LUBRIFICANTES WINNER<br />

KRAUTLI PORTUGAL | na qualidade de distribuidor oficial da marca para Portugal, tem o enorme orgulho de ter como<br />

parceiro estratégico de negócio a REMY, empresa que acaba de celebrar os seus 125 anos de existência! Fundada em <strong>189</strong>6 pelos<br />

irmãos Remy, a Remy International, Inc. é uma empresa líder a nível mundial, no fabrico, recondicionamento e distribuição de<br />

alternadores, motores de arranque e motores de tração elétrica para a indústria automóvel e de veículos comerciais, comercializados<br />

sob as marcas Remy e Delco Remy. A empresa fornece ainda uma vasta gama de travagem com discos, pastilhas e pinças.<br />

Com sede em Pendleton, Indiana, EUA, com operações em cinco continentes e dez países, a Remy é um parceiro de confiança para<br />

fabricantes de equipamentos originais e organizações internacionais de pós-venda, oferecendo soluções criativas aos desafios<br />

atuais da indústria automóvel. Os produtos Remanufacturados Remy cobrem mais de 95% dos veículos europeus e têm 24 meses<br />

de garantia.<br />

EUROFILTROS | acaba de fechar uma parceria para comercialização<br />

dos lubrificantes da reputada marca espanhola Winner.<br />

“Os produtos Winner oferecem garantias sóli<strong>das</strong> de qualidade e<br />

performance, pelo que fazia todo o sentido integrá-los no nosso<br />

portfólio, onde já incluíamos óleos da marca italiana Eni”, afirma<br />

José Sequeira, gerente da empresa. “Assim, de uma forma cómoda,<br />

os nossos clientes passam a ter acesso a um leque mais vasto de<br />

óleos, que completam a larga oferta de filtros de que já dispomos”,<br />

continua. A Winner fabrica os seus produtos seguindo rigorosos<br />

padrões de qualidade certificados pelas normas ISO 9001 e 14001,<br />

garantindo constante inovação, de modo a posicionar-se na<br />

vanguarda da tecnologia. “Esta é a escolha certa para quem procura<br />

motores mais eficientes e soluções mais limpas e ecológicas”,<br />

remata José Sequeira.<br />

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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 95


Notícias<br />

Produto<br />

Nós damos uma mãozinha<br />

LUCAS ELEKTRIK<br />

É A MARCA DE SETEMBRO NA AUTO RECTO<br />

No mês de Setembro, o destaque vai para a Lucas Elektrik. São mais de 120 artigos que a Auto<br />

Recto tem desta marca . A Lucas Elektrik é original, pelo que, o ponto forte desta marca na<br />

Auto Recto são os motores de arranque e alternadores. Para além disso, conta também com<br />

material de reparação, como induzidos, carretos e bobines de chamada. A Lucas Elektrik é uma<br />

marca global de grande prestígio, com 100 anos de história e está presente em 50 países, espalhados<br />

por 5 continentes. Qualidade, Atenção e Precisão são características que descrevem<br />

a forma de trabalhar da Lucas Elektrik: a Qualidade dos produtos, a Atenção na seleção dos<br />

fornecedores e na composição dos catálogos, e a Precisão na entrega e no atendimento ao<br />

cliente. Cada uma dessas características identifica a Lucas Elektrik e representa a chave para o<br />

seu sucesso no mercado aftermarket internacional. Todos os produtos passam por um controle<br />

técnico que verifica a qualidade <strong>das</strong> peças.<br />

Não fazemos<br />

manutenção automóvel,<br />

mas fazemos a manutenção<br />

da sua terminologia!<br />

LANÇA NOVO LUBRIFICANTE PARA PESADOS<br />

TRADUÇÃO E DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA<br />

Criamos e traduzimos manuais técnicos à melhor<br />

relação qualidade/preço do mercado. Temos<br />

profissionais especializados em várias áreas<br />

da indústria e uma tecnologia que nos permite<br />

criar projetos à medida de cada cliente.<br />

CEPSA | Lubrificante 100% sintético recomendado para motorizações diesel pesado Euro<br />

VI e anteriores, compatível com os sistemas de pós-tratamento de gases de escape, incluindo<br />

os filtros de partículas (DPF/SCR/EGR). Pode utilizar-se tanto nos veículos com motores a gás<br />

(GNC), bem como nos que utilizam biodiesel como combustível (seguindo sempre o período<br />

de muda indicado no manual do veículo). Tem uma excelente resistência à oxidação, permitindo<br />

assim aumentar a vida útil do lubrificante e alargar os intervalos de muda. Possibilita<br />

ainda uma importante economia de combustível, contribuindo para a redução de emissões de<br />

CO2. O elevado nível de proteção e eliminação de depósitos que proporciona este lubrificante<br />

permite conservar o motor num perfeito estado de funcionamento, aumentando a sua vida<br />

útil e permitindo sempre trabalhar em ótimas condições.<br />

CONHEÇA O PROGRAMA PARCEIRO JABA<br />

Através da identificação e alinhamento de to<strong>das</strong><br />

as traduções antigas do parceiro JABA, é criada<br />

uma base de dados que permite detetar to<strong>das</strong><br />

as repetições em novos projetos e baixar<br />

consideravelmente o valor final do documento,<br />

mantendo a terminilogia e o estilo<br />

de comunicação já existentes. Um programa<br />

criado a pensar em si!<br />

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Vila Nova de Gaia | Telf: 227 729 455/6/7/8 | Fax: 227 729 459<br />

Mail: portugal@jaba-translations.pt | Web: jaba-translations.pt


A REVISTA TOP 100<br />

está a chegar!<br />

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Técnica<br />

&Serviço<br />

SISTEMAS ADAS<br />

OPORTUNIDADE<br />

OS SISTEMAS ADAS ESTÃO A TORNAR-SE CADA VEZ MAIS IMPORTANTES NA FORMA<br />

COMO OS VEÍCULOS SÃO CONTROLADOS E ISTO ABRE UMA SÉRIE DE NOVOS DESAFIOS NO SETOR<br />

DE REPARAÇÃO INDEPENDENTE E NA SUA CAPACIDADE DE TRABALHAR NESSES SISTEMAS<br />

OU AMEAÇA?


Em teoria, os sistemas ADAS não<br />

são diferentes de outros sistemas<br />

controlados eletronicamente no<br />

veículo em que usam sensores, funções<br />

de controlo e acionadores para certificar-se<br />

de que os sistemas no veículo<br />

funcionam corretamente, mas é o resultado<br />

destes aspetos combinados que<br />

cria a questão chave para as oficinas<br />

independentes conseguirem trabalhar<br />

nos mesmos. Até agora, estes sistemas<br />

têm sido concebidos para dar assistência<br />

ao condutor, mas cada vez mais,<br />

estão a estabelecer um controlo mais<br />

direto sobre a forma como um veículo<br />

reage a determina<strong>das</strong> situações. No<br />

caso de avaria do sistema o problema<br />

fundamental é o da responsabilidade.<br />

O fabricante de veículos precisa de<br />

garantir que os sistemas ADAS instalados<br />

nos veículos funcionam corretamente,<br />

e que em caso de avaria são reparados<br />

de forma correta e os sensores<br />

são recalibrados adequadamente. Infelizmente,<br />

isto levanta toda uma série<br />

de questões.<br />

Responsabilidade direta<br />

pelo produto<br />

Os fabricantes de veículos alegam que<br />

têm uma responsabilidade direta sobre<br />

o produto ao longo da vida do veículo<br />

e que estes sistemas possuem um impacto<br />

direto no controlo e segurança<br />

do veículo, que apenas os seus serviços<br />

de reparação autorizados (concessionários)<br />

deveriam ser autorizados a trabalhar<br />

nestes sistemas para assegurar<br />

que são reparados corretamente e que<br />

o fabricante do veículo sabe quem fez<br />

o trabalho, em caso de eventual anomalia.<br />

Além disso, os fabricantes de veículos<br />

estão também a reivindicar que apenas<br />

as suas peças originais possam ser<br />

usa<strong>das</strong>, e estão a começar a solicitar<br />

um código para estas serem “ativa<strong>das</strong>”<br />

e configura<strong>das</strong> no sistema ADAS correspondente.<br />

Este código está apenas<br />

a ser disponibilizado aos seus concessionários.<br />

Alguns fabricantes de veículos<br />

foram mais longe e reclassificaram<br />

estes componentes ADAS como peças<br />

de “segurança” que restringe mais o<br />

acesso a operadores independentes.<br />

Estas peças passam assim a ser considera<strong>das</strong><br />

parte do “sistema de gestão de<br />

cibersegurança” do fabricante automóvel,<br />

facto que permitirá aos fabricantes<br />

de veículos implementar a sua própria<br />

classificação de cibersegurança.<br />

Embora a classificação de “segurança”<br />

constitua diretamente uma ameaça às<br />

oficinas independentes, poderá haver<br />

AS OFICINAS INDEPENDENTES<br />

TÊM DE SER CapaZES DE<br />

DEMONSTRAR QUER COMPETÊNCIA<br />

QUER RASTREABILIDADE QUANTO<br />

ao TRABALHO QUE REALIZAM<br />

NOS SISTEMAS ADAS<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 99


SERVIÇO<br />

A REPARAÇÃO DE SISTEMAS ADAS TRATA-SE<br />

DE UMA OPORTUNIDADE, MAS ESTA APENAS PODE SER CONCRETIZADA<br />

SE OS SEUS CLIENTES TIVEREM CONFIANÇA NA SUA CAPACIDADE<br />

DE REALIZAR O TRABALHO CORRETAMENTE<br />

também um requisito para que peças<br />

de reposição não OEM (aftermarket)<br />

necessitem de homologação, o que<br />

não seria um problema se existissem<br />

métodos de teste para homologação,<br />

mas na maioria dos casos, não existem,<br />

então a testagem torna-se muito<br />

difícil e dispendiosa, restringindo<br />

a escolha de peças que podem estar<br />

disponíveis no futuro.<br />

Competência e rastreabilidade<br />

Perante as ameaças de não poderem<br />

dar assistência a veículos equipados<br />

com sistemas ADAS, é importante<br />

que alguém faça algo de facto para<br />

desafiar estas restrições. Esse é o<br />

papel <strong>das</strong> várias associações aftermarket,<br />

nomeadamente a FIGIEFA,<br />

que defende a liberalização total do<br />

setor pós-venda, permitindo o acesso<br />

<strong>das</strong> oficinas independentes aos componentes<br />

homologados e certificados<br />

pelos fabricantes de veículos. O setor<br />

pós-venda independentes deve fazer<br />

tudo para impedir que os fabricantes<br />

de veículos consigam o monopólio<br />

do trabalho relativo a estes sistemas.<br />

Isso teria graves consequências para<br />

o futuro <strong>das</strong> oficinas, e em última<br />

análise para o mercado pós-venda<br />

independente como um todo.<br />

Essencialmente, as oficinas independentes<br />

têm de ser capazes de<br />

demonstrar quer competência quer<br />

rastreabilidade quanto ao trabalho<br />

que realizam nos sistemas ADAS.<br />

Tem de existir uma estrutura através<br />

da qual as oficinas sejam controla<strong>das</strong><br />

FUNÇÕES ADAS OBRIGATÓRIAS<br />

A PARTIR DE 2022<br />

e seguidamente regista<strong>das</strong> através de<br />

um “organismo de avaliação” que então<br />

disponibiliza um certificado/PIN<br />

que é utilizado quando se acede às<br />

peças relevantes ou aos códigos de<br />

reconfiguração através do website de<br />

um fabricante de veículos ou de um<br />

“parceiro de confiança”, como por<br />

exemplo um fabricante de ferramentas<br />

de diagnóstico.<br />

Estes certificados/PIN também podem<br />

ser utilizados quando é efetuada<br />

uma recalibragem de um componente<br />

ADAS (por exemplo: uma<br />

câmara), sendo atualizado o registo<br />

de serviços online do veículo. O certificado/PIN<br />

apenas será atribuído<br />

à oficina caso os técnicos tenham<br />

a formação adequada e acesso a<br />

equipamento que garanta o nível<br />

necessário de competência. Dado<br />

que muitos dos veículos equipados<br />

com sistemas ADAS são “automóveis<br />

conectados”, o fabricante do veículo<br />

poderá realizar uma verificação<br />

remota para confirmar se o sistema<br />

• Travagem de emergência avançada (automóveis)<br />

• Pré-instalação de bloqueio devido a álcool (automóveis, vans, camiões, autocarros)<br />

• Deteção de sonolência e distração (automóveis, vans, camiões, autocarros)<br />

• Reconhecimento/prevenção de distrações (automóveis, vans, camiões, autocarros)<br />

• Gravador de dados de acidentes (automóveis e vans)<br />

• Sinal de paragem de emergência (automóveis, vans, camiões, autocarros)<br />

• Teste de colisão frontal em toda a largura do veículo para proteção dos ocupantes<br />

– cintos de segurança melhorados (automóveis e vans)<br />

• Aumento da zona de impacto da cabeça para peões e ciclistas – vidro de segurança<br />

em caso de colisão (automóveis e vans)<br />

• Assistência inteligente de velocidade (automóveis, vans, camiões, autocarros)<br />

• Assistente de manutenção de faixa de rodagem (automóveis, vans)<br />

• Proteção para ocupantes de embate lateral contra postes (automóveis, vans)<br />

• Câmara de visão traseira ou sistema de deteção (automóveis, vans, camiões, autocarros)<br />

• Sistema de monitorização da pressão dos pneus (vans, camiões, autocarros)<br />

• Deteção de utilizadores vulneráveis da estrada e aviso na frente e lateral do veículo<br />

(camiões e autocarros)<br />

• Visão direta melhorada de utilizadores vulneráveis da estrada a partir da posição<br />

do condutor (camiões e autocarros)<br />

ADAS do veículo é corretamente reparado<br />

ou recalibrado.<br />

Investimento necessário<br />

À medida que as tecnologias dos veículos<br />

continuam a aumentar, ocorre<br />

um inevitável aumento do investimento<br />

necessário para nos mantermos<br />

tecnicamente aptos e para<br />

sermos capazes de competir. Se os<br />

seus clientes não tiverem confiança<br />

na sua capacidade de proporcionar<br />

as reparações necessárias a um preço<br />

aceitável, então não se admire que<br />

eles vão a outro sítio que o consiga<br />

fazer. E este será provavelmente um<br />

concessionário local, mesmo que<br />

seja mais caro. Se os seus custos<br />

aumentarem, então os seus preços<br />

também terão de aumentar, mas isso<br />

irá garantir que também existe um<br />

nível idêntico de competência. Não<br />

fazer nada não é opção.<br />

To<strong>das</strong> as oficinas têm de investir<br />

para proporcionarem a capacidade<br />

de desenvolver novos modelos de<br />

negócio relativos ao diagnóstico, reparação<br />

e recalibragem dos sistemas<br />

ADAS. Trata-se indubitavelmente<br />

de uma oportunidade, mas esta apenas<br />

pode ser concretizada se os seus<br />

clientes tiverem confiança na sua capacidade<br />

de realizar o trabalho corretamente.<br />

Precisa então de ser capaz<br />

de criar um registo, para o caso<br />

de alguma vez ser precisa uma fiscalização<br />

daquilo que fez. Isto também<br />

garantirá que limita os seus problemas<br />

de responsabilidade. l<br />

100 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


1<br />

Com um vazador, esvaziar o pneu e<br />

retirar os contrapesos.<br />

Passo a Passo<br />

Colaboração<br />

Centro ZARAGOZA<br />

www.centro-zaragoza.com<br />

DESMONTAGEM<br />

E MONTAGEM DE PNEUS<br />

NA OPERAÇÃO DE DESMONTAGEM E MONTAGEM DE PNEUS OU NA SUBSTITUIÇÃO DOS MESMOS, E ESPECIALMENTE NO CASO DOS ATUAIS<br />

PNEUS DE BAIXO PERFIL E JANTES DE LIGA LEVE, PARA ADAPTAR A DESMONTADORA DE RODAS CONVENCIONAL É NECESSÁRIA UMA<br />

SÉRIE DE COMPLEMENTOS DE EXTRAÇÃO QUE FACILITAM E PERMITEM A OPERAÇÃO DE DESMONTAGEM E MONTAGEM DE ACORDO COM AS<br />

NECESSIDADES DESTAS RODAS ATUAIS, EVITANDO QUALQUER TIPO DE DANOS TANTO NOS PNEUS COMO NAS JANTES<br />

2 5 8<br />

9<br />

Com o destalonador, solta-se o talão<br />

do lado exterior e interior.<br />

Girar a roda até que o pneu solte a sua<br />

parte exterior, utilizando também um<br />

ferro de desmontagem.<br />

Lubrificar a jante e o pneu com pasta<br />

de montagem.<br />

Colocar o braço de desmontagem com<br />

o adaptador e começar a montar o<br />

pneu até que fique encaixado na jante.<br />

3 6 10<br />

Colocar a roda na desmontadora<br />

e o adaptador na garra.<br />

Repetir a mesma operação com o outro<br />

lado do pneu.<br />

4 7<br />

Posicionar e ajustar o braço de<br />

desmontagem ao rebordo da jante.<br />

Substituir a válvula de ar.<br />

Encher o pneu com a pressão indicada e a operação está<br />

concluída.<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 101


epintura


PARCERIA AXALTA / MUSEU DO CARAMULO<br />

COMBINAÇÃO<br />

PERFEITA!<br />

PELO TERCEIRO ANO CONSECUTIVO, A AXALTA RENOVOU A SUA PARCERIA<br />

COM O MUSEU DO CARAMULO. CROMAX, SPIES HECKER E STANDOX,<br />

AS TRÊS MARCAS DE REPINTURA PREMIUM DA AXALTA, AJUDAM A<br />

RESTAURAR O ESPLENDOR DE ALGUNS DOS VEÍCULOS MAIS ICÓNICOS<br />

DESTE FAMOSO MUSEU. A QUALIDADE DESTAS MARCAS E A IMPORTÂNCIA<br />

DO MUSEU PARA OS VISITANTES SÃO UMA COMBINAÇÃO PERFEITA<br />

O<br />

Museu do Caramulo foi iniciado em 1953,<br />

como um museu de arte no sentido estrito<br />

da palavra, noutro edifício, com o objetivo<br />

de ajudar a converter a Estância Sanatorial<br />

do Caramulo, em Estância Turística. A morte do<br />

fundador Abel de Lacerda em 1957, antes da inauguração<br />

do edifício atual, foi um momento difícil<br />

na vida deste museu. A inauguração em 1959<br />

do edifício sede, o primeiro edifício privado a ser<br />

contruído em Portugal para ser um museu, com<br />

as melhores condições de museologia existentes à<br />

época para albergar a coleção de arte, foi um marco<br />

de referência para para o país. Simultaneamente,<br />

nesse mesmo ano, a apresentação da exposição<br />

de veículos históricos, colecionados por João Lacerda,<br />

irmão do Abel, foi também um momento<br />

de grande relevância, não só por ser a primeira<br />

vez que se expõem veículos históricos em Portugal<br />

mas também por o museu ter sido dos primeiros a<br />

fazê-lo no mundo. A inauguração da primeira exposição<br />

temporária em 2002, marca o início da era<br />

moderna do museu.<br />

Atualmente o museu é constituído por dois edifícios<br />

e três coleções. Expõe uma coleção de 500<br />

obras de arte, cerca de 60 automóveis, mais motos,<br />

bicicletas e carros de criança, num total de 110<br />

veículos. Tem também uma coleção de miniaturas<br />

e brinquedos antigos com cerca de 3.000 peças.<br />

Porque uma <strong>das</strong> características importantes desta<br />

coleção de veículos históricos é o facto de todos se<br />

manterem em estado de circulação, o museu possui<br />

uma equipa de cinco pessoas afeta a esta área,<br />

entre mecânicos e secretariado. Para garantir a<br />

viabilidade económica da oficina, também realiza<br />

trabalhos para terceiros, estendendo o conhecimento<br />

dos técnicos a quem quiser restaurar os<br />

seus veículos (automóveis ou motos). Outra valência<br />

importante é a certificação de veículos para<br />

lhes dar o estatuto de Veículo de Interesse Histórico,<br />

com as vantagens que daí advêm para os seus<br />

proprietários.<br />

Remodelação <strong>das</strong> instalações<br />

Nos últimos meses o museu passou por grandes<br />

reformas, que ainda não estão termina<strong>das</strong>. “Refizemos<br />

as salas de exposição permanente que estavam<br />

a acusar o passar dos anos, e não tinham<br />

sido toca<strong>das</strong> desde 1959, quando se inaugurou o<br />

edifício sede. Fizemos arranjos nos telhados, no<br />

claustro do Séc. XVII que integra o edifício e paredes<br />

exteriores. Temos um sistema de iluminação<br />

novo, moderno, de led e instalámos painéis solares<br />

fotovoltaicos. Também foi instalado um elevador,<br />

para, finalmente, começar a suprir a necessidade<br />

latente de soluções para as pessoas com mobilidade<br />

reduzida”, explica Tiago Patrício Gouveia, diretor<br />

do Museu do Caramulo.<br />

Em simultâneo, as oficinas estão a mudar de instalações<br />

para acomodarem a necessidade de crescimento<br />

que estão a ter, melhorar as condições de<br />

trabalho e preservação dos veículos, e também para<br />

que possam passar a ser visitáveis pelo público.<br />

Depois <strong>das</strong> obras concluí<strong>das</strong> o museu passará a<br />

oferecer ainda melhores condições às cerca de<br />

40.000 pessoas que anualmente o visitam. Mas<br />

só a partir do próximo ano é que as exposições<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 103


AXALTA/MUSEU<br />

DO CARAMULO<br />

temporárias serão retoma<strong>das</strong>. Entretanto,<br />

vai ocorrer nos dias 3 a 5 de<br />

setembro o Caramulo Motorfestival.<br />

Compromisso e<br />

responsabilidade<br />

A parceria com a Axalta tem-se revelado<br />

muito importante para o Museu do<br />

Caramulo, pois permite manter a frota<br />

sempre impecável a nível de pintura.<br />

“Manter a nossa frota a andar tem um<br />

custo associado. Sendo este museu<br />

privado, contamos com as empresas<br />

priva<strong>das</strong> para manterem este projeto<br />

a funcionar. A Axalta não só nos<br />

apoia nesse sentido mas traz mais uma<br />

dimensão importantíssima, que é a<br />

pintura automóvel de qualidade. Com<br />

esta parceria já devolvemos ao estado<br />

original um Ferrari 400i, que foi totalmente<br />

decapado e pintado novamente”,<br />

revela Tiago Patrício Gouveia.<br />

As mais valias desta parceria têm<br />

sido muitas para o Museu do Caramulo,<br />

conforme afirma este responsável:<br />

“Temos aprendido muito mas<br />

acho que ainda nos falta descobrir<br />

muito mais. Este é um mundo de<br />

enorme complexidade, que tem evoluído<br />

muito e depressa. O lado positivo<br />

é que tem cada vez mais respostas<br />

para todos os casos particulares<br />

que nos aparecem e produtos mais<br />

eficientes e menos poluentes. O facto<br />

de termos confiado nas marcas do<br />

grupo (Cromax, Spies Hecker e Standox),<br />

utilizando-as para a pintura do<br />

nosso Ferrai 400i, revela desde logo<br />

a enorme confiança que depositamos<br />

nos produtos da grupo. O resultado<br />

está à vista e basta ir ao Museu do<br />

Caramulo para o comprovar”, conclui<br />

Tiago Gouveia. . l<br />

OPINIÃO DOS RESPONSÁVEIS<br />

“A Spies Hecker proporciona ao restaurador a oportunidade de tornar esta operação<br />

bem-sucedida à primeira” // Ricardo Mattos Coelho, diretor comercial Axalta Portugal<br />

“A Spies Hecker acompanhou a<br />

evolução do sector automóvel<br />

praticamente desde o seu início,<br />

pelo que sentiu a necessidade de dar<br />

o seu contributo para preservar alguns dos veículos<br />

mais icónicos alguma vez produzidos. Ao encontrar<br />

no Museu do Caramulo uma ideologia na qual se<br />

revê, em que os veículos expostos mais do que<br />

“peças de museu”, são automóveis que circulam<br />

amiúde para gaudio de todos os aficionados, esta<br />

parceria foi natural. A utilização da marca Spies<br />

Hecker (não só os produtos, mas também nos<br />

serviços de formação, cor, logístico e no apoio<br />

técnico-comercial, complementados com a oferta<br />

da rede de distribuidores da marca) permite que<br />

a operação de restauro de um veículo clássico<br />

disponha de know-how especializado e específico<br />

como, por exemplo, uma ficha técnica dedicada.<br />

Desde a adequação do sistema de pintura,<br />

à investigação sobre a cor e ao apoio sobre a<br />

aplicação dos produtos, a Spies Hecker proporciona<br />

ao restaurador a oportunidade de tornar esta<br />

operação bem-sucedida à primeira. Os produtos<br />

aconselhados pela Spies Hecker para o restauro de<br />

veículos clássicos também podem ser utilizados na<br />

repintura automóvel do dia-a-dia. No entanto, é<br />

muito valorizada no restauro a durabilidade a longo<br />

prazo que pressupõem, mais do que os produtos, os<br />

processos específicos globalmente mais minuciosos<br />

e, por isso, mais demorados.”<br />

“A Cromax dispõe de uma vASta gama de produtos que permitem um restauro de alta<br />

qualidade” //Manuel Pires, diretor comercial Portepim<br />

“A Cromax é uma marca de<br />

referência no setor da repintura<br />

automóvel e como tal não<br />

poderia deixar de apoiar o Museu do<br />

Caramulo, uma instituição histórica no contexto<br />

automóvel nacional. A Cromax dispõe de uma<br />

vasta gama de produtos que permitem um<br />

restauro até “à chapa” com acabamentos de alta<br />

qualidade. É uma marca com uma história muito<br />

rica no ramo da repintura automóvel e como tal<br />

a sua base de dados de colorimetria é bastante<br />

completa, mesmo quando se trata de cores usa<strong>das</strong><br />

nos clássicos. Os produtos utilizados hoje em<br />

dia no restauro de clássicos são, efetivamente,<br />

os mesmos que são utilizados em reparações de<br />

veículos modernos. No entanto, a natureza do<br />

restauro é diferente da natureza de uma reparação<br />

de um veículo moderno e como tal os métodos e<br />

processos de trabalho são diferentes. O processo<br />

de restauro acaba por ser mais exigente e os<br />

processos mais minuciosos e demorados.”<br />

“A Standox oferece um sistema exclusivo e especializado para os carros clássicos<br />

através do serviço Classic Color” //Luís Alves, gestor negócio de repintura automóvel na<br />

Robbialac<br />

“A parceria com o Museu do<br />

Caramulo para além de permitir<br />

à marca Standox estar mais próximo<br />

dos verdadeiros aficionados dos automóveis<br />

clássicos aumentando assim a sua visibilidade<br />

e notoriedade neste nicho de mercado, permite<br />

reforçar o posicionamento da marca como<br />

um parceiro ideal para as cores clássicas, num<br />

mercado de reparações em claro crescimento.<br />

Este ano para além do patrocínio ao Porsche 911 –<br />

2.4 E Coupé de 1973, onde pelo 3º ano consecutivo<br />

garantimos a manutenção e conservação do veículo<br />

a Standox é também responsável pela recuperação<br />

da mítica Vespa de 1953. As tecnologias de pintura<br />

automóvel da Standox permitem resultados<br />

rentáveis, sustentáveis com um acabamento<br />

de qualidade em todo o tipo de reparações seja<br />

em veículos clássicos ou nos veículos atuais.<br />

Normalmente e quando se trata de viaturas<br />

clássicas falamos de reparações mais profun<strong>das</strong><br />

comparativamente com reparações normais. Essa<br />

profundidade leva que a demão de tinta antiga seja<br />

removida na sua totalidade até metal nu (chapa)<br />

caso contrário a corrosão sob a tinta pode passar<br />

despercebida, aí é aconselhado o Primário-Aparelho<br />

EP U7200. Apesar de não ser um produto exclusivo<br />

para as reparações em viaturas clássicas é um<br />

produto que neste tipo de reparações apresenta<br />

outro protagonismo, como primário-aparelho<br />

universal à base de epóxi é isento de cromatos e<br />

proporciona resistência mecânica e proteção contra<br />

corrosão em substratos de aço, aço galvanizado e<br />

outros metais.<br />

104 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


MERCADO DE CLÁSSICOS<br />

COM GRANDE POTENCIAL<br />

O mercado de viaturas clássicas está a travessar um bom<br />

momento, existindo cada vez mais entusiastas e colecionadores<br />

de automóveis e motos antigas, mas o tempo em que se tratava<br />

dos clássicos nas horas livres já lá vai<br />

O mercado evoluiu e amadureceu em todos os aspetos e as oficinas não são uma exceção. O cliente<br />

está informado, procura originalidade e quer os restauros bem feitos e em tempo útil. A forma de se<br />

encarar um restauro completo é muito diferente de uma reparação de um sinistro e reparação com<br />

tempos tabelados. Implica mais tempo gasto em pesquisa, maior dificuldade na procura de componentes<br />

e dados técnicos, e é como um grande “quebra-cabeças” quando o que vem de trás já é uma<br />

mistura de soluções. A verdade é que todos os dias há mais automóveis a atingirem os 30 anos,<br />

idade mínima para ser considerado um veículo histórico, e na maior parte dos casos, esses modelos<br />

tinham sido produzidos em larga escala, por isso o universo é cada vez maior. Por outro lado, há<br />

mais pessoas com interesse, condições e capacidade de ter um veículo capaz de o transportar para o<br />

seu imaginário e com o qual pode passar momentos de lazer com amigos e família.<br />

Para Tiago Patrício Gouveia “Os clubes e museus em Portugal têm feito um excelente trabalho<br />

na promoção e utilização dos veículos. Também têm tido um papel muito relevante na sua defesa.<br />

Alguns dos entraves que tínhamos começaram a ser mitigados, como o IUC, IPO e IA mas ainda há<br />

um grande caminho a percorrer. O maior trabalho tem que ser feito no Estado Português, que não<br />

deve encarar o veículo histórico como uma fonte de receita mas antes como um objeto do nosso<br />

património histórico, capaz de promover o turismo e a cultura, gerando receitas para a economia.<br />

Quando alguém investe num automóvel, ele passa a ser um objeto de carinho e um investimento<br />

a preservar, não sendo usado no dia-a-dia, antes esporadicamente em passeios de fim-de-semana<br />

ou eventos relacionados, que leva os seus proprietários a viajar, dormir fora, almoçar em restaurantes,<br />

visitar museus e monumentos.”<br />

Ricardo Coelho considera que “Existem excelentes organizações e profissionais especializados<br />

nesta vertente da reparação automóvel em Portugal, sendo que muitos são já referências internacionais<br />

no ramo. O nome de Portugal está assim muito bem consolidado nestes meios e o mercado<br />

interno também não deve ser descurado pelo número de aficionados em veículos clássicos que existem.<br />

E também não podemos ignorar o nível de retorno que o investimento em veículos clássicos<br />

pode trazer, pelo que considero que há potencial para crescer neste nicho de mercado”.<br />

Manuel Pires afirma que “O mercado dos veículos clássicos mostrou um crescimento notável nos<br />

últimos anos e, na minha opinião, não é espectável que essa tendência se altere. A paixão pelos<br />

veículos motorizados está muito enraizada na nossa cultura e como tal os veículos clássicos são<br />

ativos muito apetecíveis.”<br />

Luis Alves considera que “O mercado de veículos clássicos ainda pode ser considerado como um<br />

nicho de mercado, no entanto, e ao longo dos últimos anos, a recuperação de carros clássicos tem<br />

sido cada vez mais recorrente dando claras indicações de ser um mercado em claro crescimento.<br />

Existe cada vez mais uma vasta comunidade de proprietários, entusiastas, prestadores de serviços,<br />

informação especializada e eventos automobilísticos orientados para os veículos clássicos. Este<br />

aumento crescente da comunidade aliado com o desenvolvimento de diferentes áreas como pintura<br />

e peças para o mercado de veículos clássicos são um claro indicador que estamos perante um<br />

mercado em claro crescimento e com potencial no nosso país.”<br />

OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO PARA AS OFICINAS<br />

As oficinas devem levar muito a sério o restauro, reparação<br />

e manutenção de veículos clássicos e compreender bem as<br />

diferenças importantes entre um veículo moderno e um histórico.<br />

A encarar abrir esta área de negócio, a oficina deve considerar um<br />

espaço próprio e pessoal qualificado para o fazer<br />

“A Spies Hecker está em condições<br />

de proporcionar ao restaurador o<br />

melhor que dispõe.” // Ricardo Coelho,<br />

DIRETOR COMERCIAL DA AXALTA<br />

“Este negócio necessita não só de uma dedicação<br />

especial por parte do gestor, mas também de<br />

profissionais muito qualificados. O tempo investido<br />

na procura de peças (inclusive no desenvolvimento<br />

de algumas) é muito grande e não será para<br />

todos. Para estes poucos, mas especializados, o<br />

negócio restauro e repintura de veículos clássicos<br />

a 100 % é uma boa oportunidade. No entanto,<br />

a existência de um trabalho de restauro numa<br />

oficina de repintura automóvel “comum” para a<br />

ocupação de períodos de menos fluxo de trabalho<br />

parece-nos uma boa medida. O facto dos processos<br />

de restauro de clássicos serem mais minuciosos<br />

e demorados, a melhor forma de rentabilizar os<br />

trabalhos é não saltar “etapas” e seguir os processos<br />

adequados de forma muito rigorosa. Tratando-se<br />

de pinturas completas um erro pode facilmente<br />

obrigar a retrabalhos muito grandes. Desde o apoio<br />

à investigação sobre a cor, ao apoio técnico e à<br />

literatura disponibilizada, passando pela formação,<br />

a Spies Hecker está em condições de proporcionar ao<br />

restaurador o melhor que dispõe.”<br />

“A Cromax trabalha com várias<br />

oficinas em restauros de clássicos<br />

e essas oficinas são bastante<br />

rentáveis” // Manuel Pires, DIRETOR<br />

COMERCIAL PORTEPIM<br />

“Não tenho dúvi<strong>das</strong> que o restauro e repintura<br />

de veículos clássicos é uma boa oportunidade de<br />

negócio para as oficinas. Aliás, a Cromax trabalha<br />

com várias oficinas especializa<strong>das</strong> em restauros de<br />

clássicos e essas oficinas são bastante rentáveis,<br />

tendo-se tornado referências no restauro de clássicos<br />

até a nível internacional. Sempre houve reparação<br />

de carros antigos, mas cada vez mais a reparação<br />

de clássicos é um trabalho de especialidade. A<br />

especialização da oficina no restauro de clássicos é<br />

crucial, já que o métodos e processos de reparação<br />

são mais profundos e o detalhe do acabamento é<br />

também muito mais valorizado. Para garantir essa<br />

qualidade e rentabilidade nos processos é essencial<br />

que os próprios pintores tenham formação adequada<br />

a esse tipo de reparação. A Cromax disponibiliza não<br />

só uma vasta gama de produtos para o segmento<br />

dos clássicos como também um apoio técnico<br />

de excelência. O apoio técnico no segmento dos<br />

clássicos é extremamente importante devido à<br />

especificidade de cada trabalho realizado, e como tal<br />

é uma mais valia para os clientes da Cromax.”<br />

As oficinas que pretendem apostar<br />

na repintura de viaturas clássicas<br />

podem encontrar na Standox um<br />

parceiro ideal” // Luís Alves, GESTOR<br />

NEGÓCIO DE REPINTURA AUTOMÓVEL NA ROBBIALAC<br />

“O restauro e repintura de veículos clássicos é sem<br />

dúvi<strong>das</strong> uma boa oportunidade de negócio para as<br />

oficinas. De acordo com Fernando Reis, sócio gerente<br />

da oficina S&F Reis Reparação Automóvel, oficina<br />

certificada Standox, na zona de Torres Vedras, o<br />

número de solicitações para reparações e restauros<br />

em viaturas clássicas tem aumentado. Este aumento<br />

de solicitações aliado ao fato de estarmos perante<br />

um perfil de cliente diferente do habitual, na<br />

medida em que na maioria dos casos lidamos com<br />

proprietários entusiastas e muita <strong>das</strong> vezes com uma<br />

ligação emocional bastante forte com os veículos<br />

que valorizam o trabalho exigente e minucioso<br />

deste tipo de reparações faz com que as mesmas<br />

devam ser encara<strong>das</strong> como uma boa oportunidade<br />

de negócio. Para além dos produtos inovadores<br />

e de alta tecnologia Standox é importante referir<br />

que as oficinas para garantir a rentabilidade dos<br />

seus trabalhos e uma maior eficiência dos mesmos<br />

dispõem de vários KPI no programa de gestão de cor<br />

Standowin IQ da Standox onde são apresentados<br />

diversos indicadores de gestão oficinal. A Standox<br />

disponibiliza ainda um serviço de consultoria para a<br />

análise desses indicadores para garantir um ajuste de<br />

processos caso necessário. De acordo com Fernando<br />

Reis, da oficina S&F Reis, quando se trabalha no<br />

segmento <strong>das</strong> viaturas clássicas é importante<br />

trabalhar com base numa estimativa e não num<br />

orçamento. Normalmente são reparações muito<br />

profun<strong>das</strong> e podem surgir inúmeras vezes danos<br />

que não são visíveis e contemplados no momento<br />

da orçamentação como por exemplo pontos de<br />

ferrugem e danos anteriores com reparações<br />

duvidosas, dificultando a orçamentação de maneira<br />

exata. Trabalhar com estimativa permite dar um<br />

valor orientativo ao cliente. As ferramentas que hoje<br />

temos disponíveis na oficina quer no Standowin<br />

IQ quer noutras plataformas de orçamentação<br />

ajudam a valorizar o trabalho realizado pela oficina<br />

e quantificar o custo do material e da mão-deobra.<br />

A análise destes dados é imprescindível para<br />

garantir rentabilidade do processo em todo o tipo de<br />

reparações.”<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 105


TéCNICA<br />

&Serviço<br />

PERITAGEM DE DANOS<br />

COMO PERITAR<br />

OS DANOS NOS VEÍCULOS?<br />

NO ÂMBITO DA AVALIAÇÃO DE DANOS EM VEÍCULOS, O PERITO DE SEGUROS DE AUTOMÓVEIS TEM DE<br />

REALIZAR O SEU TRABALHO BASEANDO A SUA FORMA DE ATUAR NAS DISTINTAS CONDICIONANTES DAS<br />

APÓLICES E NOS CRITÉRIOS DE RESPONSABILIDADE DOS CONTRATOS. ESTE TIPO DE AVALIAÇÕES IMPLICAM<br />

UM MAIOR GRAU DE ESPECIALIZAÇÃO PARA O PERITO<br />

Ocorre um sinistro empresarial<br />

quando os danos nos veículos<br />

são provocados durante a execução<br />

de uma atividade industrial ou<br />

empresarial, e a Responsabilidade<br />

Civil é assegurada pela empresa que<br />

necessita dos serviços do perito de<br />

automóveis.<br />

Metodologia pericial em<br />

sinistros empresariais<br />

Em caso de acidentes ocorridos em<br />

consequência da atividade empresarial,<br />

é contratado um seguro pelos<br />

danos que possam ocorrer nos<br />

veículos durante a sua permanência<br />

na oficina, nas suas deslocações (tes-<br />

106 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Colaboração CESVIMAP<br />

www.cesvimap.com<br />

tes, entregas e recolhas, transporte<br />

em reboque…) e pelos que resultem<br />

de reparações incorretas, durante a<br />

lavagem do veículo ou no abastecimento<br />

de combustível, entre outros.<br />

Entre as tarefas do perito de automóveis<br />

nos expedientes empresariais,<br />

inclui-se estabelecer o valor do<br />

sinistro, tarefa que, indubitavelmente,<br />

passa por avaliar os danos do veículo<br />

afetado.<br />

Além disso, há que estabelecer a causa<br />

ou causas da ocorrência, pelo que<br />

o perito se deve focar em dois aspetos<br />

fundamentais: a correspondência<br />

dos danos, ou relação entre a forma<br />

de ocorrência relatada pelo segurado<br />

e os danos observados no veículo, e<br />

a análise <strong>das</strong> circunstâncias que rodeiam<br />

a ocorrência do sinistro, que<br />

impliquem um aumento do risco ou<br />

o risco em si mesmo. A quebra do<br />

nexo causal ocorre por falta de correspondência<br />

entre os danos e o relato<br />

do sinistro, ou por circunstâncias<br />

que podem aumentar as possibilidades<br />

de acidente ou ser a causa deste.<br />

A existência de nexo causal é necessária<br />

para a indemnização.<br />

CASos mais frequentes em<br />

sinistros empresariais<br />

Estes sinistros estão relacionados<br />

com as empresas que têm um contacto<br />

direto com os veículos: oficinas de<br />

reparação, serviços de assistência em<br />

viagem, túneis de lavagem, estações<br />

de serviço… Tendo isto em conta, podem-se<br />

classificar em cinco grupos:<br />

foram executados de forma correta,<br />

verificando os processos de reparação,<br />

e se foram cumpri<strong>das</strong> as características<br />

técnicas do órgão mecânico<br />

avariado (binários de aperto, volume<br />

de líquidos…).<br />

Também se verifica se não foi danificado<br />

acidentalmente qualquer elemento<br />

nas peças repara<strong>das</strong> ou nas<br />

anexas, bem como se ocorreram erros<br />

ou esquecimentos por parte do operário<br />

que realizou a reparação. Será verificado<br />

se não existem danos repetidos,<br />

como os desgastes nos parafusos<br />

e pernos, que devem ser substituídos<br />

obrigatoriamente, ou tensores que<br />

possam ceder caso não sejam substituídos…<br />

Por último, há que descartar<br />

a hipótese de que a avaria tenha ocorrido<br />

de forma causal, após a reparação,<br />

e que não existe qualquer relação<br />

com os trabalhos da oficina.<br />

Danos ocorridos<br />

2 em túneis de lavagem<br />

Esta tipologia de danos repete-se em<br />

elementos salientes do veículo (limpa-para-brisas,<br />

retrovisores exteriores,<br />

antenas…), que se prendem nos<br />

rolos e batem no veículo, ou quando<br />

1<br />

este sai da calha de transporte e bate<br />

contra elementos do túnel. É fundamental<br />

verificar se foram cumpri<strong>das</strong>,<br />

na sua totalidade, as instruções<br />

de lavagem do veículo, que deverão<br />

encontrar-se na entrada do túnel de<br />

lavagem.<br />

3 Sinistros em oficinas<br />

Os danos nestes expedientes são<br />

muito similares aos que ocorrem em<br />

sinistros cobertos pelas apólices de<br />

automóveis. Assim, a causalidade é<br />

determinada pela correspondência<br />

dos danos, tendo sempre em conta<br />

circunstâncias que podem influenciar.<br />

Ocorrem danos nas operações<br />

de reparação do veículo (como a queda<br />

de elevadores, entre outros), nas<br />

suas deslocações dentro <strong>das</strong> instalações<br />

da oficina, ou nos percursos de<br />

teste, entrega e recolha.<br />

Danos na deslocação do<br />

4 veículo em reboque<br />

Também neste caso, a verificação<br />

dos danos assume grande importância,<br />

ao mostrar uma tipologia muito<br />

definida. Os danos reclamados<br />

correspondem aos provocados nas<br />

operações de carga e descarga, com<br />

impacto direto nas peças exteriores<br />

ou por deterioração nas mecânicas,<br />

provocada pelos elementos de arrasto<br />

do reboque. Por vezes, ocorrem<br />

danos por se partir o cabo e o veículo<br />

ficar solto, ou em operações de resgate,<br />

devido à complexidade eventualmente<br />

existente.<br />

5<br />

. AVArias<br />

por troca de combustível<br />

São reclamados danos em sistemas<br />

de injeção, em motores e em sistemas<br />

de escape, devido a um abastecimento<br />

do veículo com combustível<br />

diferente daquele que usa. Para além<br />

dos casos descritos de possíveis sinistros<br />

empresariais, o perito de automóveis<br />

pode deparar-se com outros<br />

de diversa índole. Por exemplo, em<br />

capots dianteiros, devido a uma ferramenta<br />

esquecida sob os mesmos;<br />

danos provocados por animais que<br />

entraram nos veículos em armazém;<br />

devido a cadeiras de uma varanda<br />

que voaram com ventos fortes… Não<br />

obstante, os motivos mais habituais<br />

são os descritos anteriormente. l<br />

AVArias no veículo<br />

1 Uma vez que, efetuada uma reparação<br />

numa oficina, ocorra uma<br />

avaria, esta pode ser consequência<br />

da referida reparação ou pode tratar-<br />

-se de uma nova. O veículo chega de<br />

novo à oficina de reparação, e o perito<br />

de automóveis analisa e investiga<br />

a ocorrência. A primeira coisa que<br />

solicita é a documentação da reparação<br />

(ordem de trabalho, orçamento,<br />

guias de remessa, faturas…) para<br />

conhecer a extensão dos trabalhos,<br />

com o objetivo de poder clarificar a<br />

correspondência da reparação com a<br />

avaria.<br />

Caso exista relação entre reparação<br />

e avaria, são analisa<strong>das</strong> as circunstâncias<br />

em que foi efetuada a reparação.<br />

O objetivo é ver se os trabalhos<br />

3<br />

4<br />

1 // Os sinistros empresariais<br />

incluem os danos provocados<br />

durante o transporte em reboque<br />

2 //Rutura do bloco do motor<br />

3 // Durante a reparação podem<br />

ocorrer danos mecânicos<br />

4 //Danos provocados durante<br />

a subida do veículo para o reboque<br />

2<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Setembro 2021 107


NOTÍCIAS // A ÁREA MAIS COLORIDA DO AFTERMARKET<br />

repintura<br />

AXALTA CHEGA A ACORDO PARA ADQUIRIR U-POL<br />

IMPORTANTES SINERGIAS OPERACIONAIS E COMERCIAIS<br />

A<br />

Axalta anunciou que chegou a um acordo definitivo<br />

para adquirir a U-POL Holdings<br />

Limited (“U-POL”) da Graphite Capital Management<br />

LLP e de outros titulares pelo montante<br />

de 428 milhões de GBP (cerca de 590 milhões de<br />

USD). Fundada em 1948 e sediada no Reino Unido,<br />

a U-POL é um dos principais fabricantes de produtos<br />

de reparação e pintura utilizados principalmente em<br />

aplicações de repintura de automóveis e tintas protetivas<br />

no mercado pós-venda. Esta empresa produz<br />

uma vasta gama de produtos e acessórios de pintura<br />

de automóveis de elevada qualidade incluindo vedantes,<br />

tintas, aerossóis, colas e produtos relacionados<br />

com tintas, assim como outras tintas protetivas para<br />

o mercado pós-venda automóvel. A U-POL vende os<br />

seus produtos em mais de 100 países e é muito conhecida<br />

pelas suas marcas líderes incluindo a Raptor,<br />

a Dolphin e a Gold, entre outras. A Axalta acelerará<br />

o crescimento dos produtos da U-POL ao expandir<br />

o acesso ao mercado através dos canais de ven<strong>das</strong> e<br />

distribuição existentes da Axalta, ao mesmo tempo<br />

que potenciará os canais de distribuição da U-POL<br />

para aumentar o alcance do seu portfólio de Tintas<br />

de Repintura a novos clientes. “A Axalta é a empresa<br />

líder mundial no segmento de tintas de repintura<br />

premium. A experiência da U-POL em acessórios de<br />

repintura e tintas protetivas é muito complementar<br />

ao negócio da Axalta e expande o nosso mercado-alvo<br />

para o importante e crescente segmento de repintura<br />

económico e mainstream, assim como o mercado<br />

pós-venda “Faça você mesmo” (DIY),” afirmou Robert<br />

Bryant, Chief Executive Officer da Axalta. “Também<br />

vemos oportunidades para a tecnologia da U-POL<br />

em aplicações não explora<strong>das</strong> para outras áreas do<br />

nosso negócio, incluindo as Tintas de Mobilidade e<br />

Industriais.”<br />

“As culturas de inovação, qualidade e fortes princípios<br />

de operação de ambas as empresas estão excecionalmente<br />

em consonância,” declarou Troy Weaver, Axalta’s<br />

Senior Vice President, Global Refinish Coatings.<br />

“Teremos muito prazer em servir os nossos clientes<br />

com estas capacidades adicionais e acolher os membros<br />

<strong>das</strong> equipas dedica<strong>das</strong> da U-POL na família<br />

Axalta.”<br />

A U-POL prevê ven<strong>das</strong> líqui<strong>das</strong> de aproximadamente<br />

145 milhões de USD e uma margem EBITDA ajustada<br />

de cerca de 38 milhões de USD para o ano fiscal de<br />

2021. A Axalta espera realizar sinergias operacionais<br />

e comerciais importantes nos negócios combinados<br />

mundiais. Estão previstas que sejam realiza<strong>das</strong> sinergias<br />

e eficiências operacionais anuais de aproximadamente<br />

10 milhões de USD entre 18 e 24 meses a contar<br />

de conclusão da transação. A Axalta prevê que a<br />

aquisição seja um acréscimo imediato para a margem<br />

EBITDA ajustada, excluindo os custos relacionados<br />

com a transação associados à aquisição. A Axalta planeia<br />

financiar a transação com fundos próprios.<br />

108 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


REDUZ O CONSUMO DE PLÁSTICO<br />

INDASA | O grupo INDASA está cada vez mais ciente da importância da proteção ambiental<br />

e procura ativamente estratégias para reduzir o impacto ambiental, incluindo a conservação de<br />

energia, reciclagem e gestão de desperdícios. A empresa começa agora a eliminar a utilização<br />

de plástico na sua atividade. No seguimento desta ideia, a INDASA acaba de anunciar que aos<br />

poucos vai começar a eliminar a utilização de plástico na embalagem dos abrasivos como parte<br />

do seu plano de eliminação de plásticos.<br />

Os rolos de abrasivos, cintas e rolos de discos são os primeiros produtos em que esta medida é<br />

aplicada de imediato. O produto continuará a ser embalado, mas com um embrulho de papel<br />

que contêm fibras recicla<strong>das</strong>.<br />

CHEGOU<br />

O SIMPLEX<br />

DA OFICINA<br />

O 360º SCAN É UM PROGRAMA INOVADOR DESENVOLVIDO<br />

PELA IMPOESTE, PARA QUE A SUA OFICINA ALCANCE<br />

A MÁXIMA PRODUTIVIDADE E RENTABILIDADE!<br />

C<br />

M<br />

Y<br />

CM<br />

MY<br />

CY<br />

TECNOLOGIA REVOLUCIONÁRIA<br />

Akzo Nobel | A tecnologia inovadora de película lançada pela Akzo Nobel, permite aos<br />

fabricantes de automóveis esconderem sensores de radar atrás de peças metálicas decorativas. A<br />

película brilhante transparente de radar - aperfeiçoada pelo trabalho em conjunto com os clientes<br />

- significa que os fabricantes de veículos já não têm de se preocupar em esconder sensores atrás<br />

de metal sólido, que podem bloquear os sinais de características de segurança, tais como avisos<br />

anti-colisão. A AkzoNobel é um fornecedor aprovado de produtos de película para esta aplicação<br />

específica, e a empresa foi recentemente especificada como fornecedor global de emblemas por<br />

uma <strong>das</strong> maiores marcas de automóveis do mundo. “Os requisitos dos veículos estão sempre a<br />

mudar e estamos muito satisfeitos por termos resolvido este difícil problema com um revestimento<br />

de película inteligente que permite a passagem de sinais de radar”, explica Patrick Bourguignon,<br />

Director do negócio de Revestimentos Automotores e Especiais da AkzoNobel. “Foi um processo<br />

altamente técnico, que envolveu uma estreita colaboração com os clientes para estabelecer<br />

correlações entre as propriedades do filme e a transmissão por radar”, conclui.<br />

CMY<br />

K<br />

GESTÃO<br />

OFICINAL<br />

INTEGRADA<br />

FACILIDADE DE IMPLEMENTAÇÃO<br />

REDUÇÃO DE DESPERDÍCIOS<br />

OPTIMIZAÇÃO DE STOCKS<br />

REDUÇÃO DE CUSTOS<br />

AUMENTO DA PRODUTIVIDADE<br />

AUMENTO DE RENTABILIDADE<br />

PUB


Gestão<br />

RENTABILIDADE DA OFICINA<br />

ATITUDE EMPRESARIAL<br />

PARA MUITOS PROPRIETÁRIOS DE OFICINA, A RENTABILIDADE DO NEGÓCIO<br />

FAZ ‐SE ATRAVÉS DE UMA REPARAÇÃO EFICIENTE, OU SEJA, GANHANDO<br />

TEMPO AO TEMPO. EMBORA SEJA VERDADE, A VERDADEIRA RENTABILIDADE<br />

DA OFICINA FAZ ‐SE NO ESCRITÓRIO<br />

Para se gerar rentabilidade a<br />

partir do escritório, é preciso<br />

formação específica no posto,<br />

recursos e atitude. Se a empresa não<br />

for da própria pessoa, o responsável<br />

tem de ter atitude. O respetivo posto<br />

de trabalho depende em grande parte<br />

da atitude. Nas oficinas multimarca<br />

tem havido uma melhoria considerável<br />

na gestão do negócio, designadamente<br />

nas redes de oficinas, que<br />

fizeram e fazem um trabalho importante,<br />

ao disponibilizar ferramentas<br />

às oficinas, que se estas tivessem que<br />

as procurar por sua conta, os custos<br />

disparariam.<br />

Programas de gestão, ferramentas de<br />

avaliação de danos e/ou tempos de reparação,<br />

plataformas de e ‐commerce,<br />

campanhas de fidelização, aplicações<br />

para a comunicação oficina/cliente e,<br />

inclusivamente, formação específica,<br />

são recursos que já existem na maioria<br />

<strong>das</strong> redes oficinais. Os gestores<br />

terão de ter formação na utilização<br />

dessas ferramentas e atitude em querer<br />

saber utilizá ‐las. Um programa de<br />

gestão não deve ser utilizado apenas<br />

para a abertura da ordem de trabalho<br />

e para gerar a fatura. O programa de<br />

rial de obter formação nestes aspetos.<br />

Em muitas <strong>das</strong> oficinas multimarca,<br />

a pessoa encarregada da parte<br />

da gestão costuma ser o cônjuge,<br />

a mãe ou um familiar do dono da<br />

oficina. Isso é um ponto forte e um<br />

aspeto diferenciador, que permite<br />

dar aos clientes um tratamento que<br />

uma oficina multimarca jamais deverá<br />

perder, mas há que manter um<br />

equilíbrio entre rentabilidade e serviço.<br />

Essa pessoa é fundamental para<br />

se conseguir o referido equilíbrio e<br />

quanto mais formação tiver e mais a<br />

deixem fazer, mais aumentará a rentabilidade<br />

do negócio.<br />

DicAS PARA aumentar a<br />

rentabilidade<br />

Apostem na formação, ajudem a pessoa<br />

que estabelece o contacto com os<br />

clientes, para que saiba como fazer os<br />

orçamentos, de modo a tirar o máximo<br />

partido do programa de gestão<br />

e para maximizar as diferentes ferramentas<br />

que as redes lhe proporcionam.<br />

Têm de se interessar não só<br />

em procurar melhores condições de<br />

compra, mas também na formação<br />

nestas ferramentas. E por último,<br />

gestão tem uma agenda que permite<br />

otimizar o tempo de abertura da ordem<br />

e permite uma melhor planificação<br />

<strong>das</strong> marcações. Este último ponto<br />

é básico para a organização e para<br />

que os veículos permaneçam o menor<br />

tempo possível na oficina.<br />

Depois, segue ‐se a formação. As redes<br />

costumam ter um portefólio de<br />

formação onde se oferecem às oficinas<br />

cursos para otimizar as horas<br />

produtivas <strong>das</strong> mesmas e o controlo<br />

da atividade, o qual devemos recordar<br />

que se baseia na venda de horas.<br />

Saber maximizar as ferramentas (programas<br />

de gestão e avaliação); Orientações<br />

para a fidelização de clientes;<br />

Ações eficazes e eficientes, que já foram<br />

aplica<strong>das</strong> por outras oficinas na<br />

planificação <strong>das</strong> atividades e <strong>das</strong> marcações;<br />

Gerar notoriedade e captação<br />

de novos clientes através <strong>das</strong> redes<br />

sociais (as oficinas também deverão<br />

ter consciência, que dentro de poucos<br />

anos a maioria dos seus clientes serão<br />

os chamados “Millenial” e “Geração<br />

Z”). Estes são alguns dos conteúdos<br />

que devem estar presentes na formação<br />

e os responsáveis pela gestão da<br />

oficina devem ter a atitude empresameçam.<br />

Quem não mede não conhece<br />

a respetiva situação e por isso não<br />

melhorará.<br />

A grande maioria dos proprietários<br />

de oficinas são mecânicos por<br />

vocação, pessoas que tiveram o sonho<br />

de ter uma oficina e muitos<br />

conseguiram ‐no. Viveram ‐se épocas<br />

melhores e piores, mas os que estão<br />

no negócio há alguns anos têm um<br />

grande mérito. Porém, nos tempos<br />

que correm e no futuro que parece<br />

vir aí, caso seja proprietário de uma<br />

oficina de reparação de automóveis<br />

deverá convencer ‐se a si mesmo<br />

que é empresário e que deve implementar<br />

uma abordagem comercial e<br />

empresarial no seu negócio, ou seja,<br />

não colocar todo o foco na reparação.<br />

Compreende ‐se que seja mecânico<br />

de profissão, mas tem de ter consciência<br />

que dirige uma empresa.<br />

A tecnologia está a avançar a um ritmo<br />

superior àquele que nós nos podemos<br />

ir adaptando e temos de estar<br />

preparados, formados e equipados,<br />

não só na oficina, mas em todos os setores.<br />

Dito isto, deve começar por ter<br />

consciência de que as bases do negócio<br />

são a compra e a venda de horas.<br />

Portanto, a mão de obra é sagrada. É<br />

o que valoriza todo o conhecimento,<br />

experiência e sapiência. E a evolução<br />

dos veículos irá levar a uma repartição<br />

da faturação da oficina de 50%,<br />

ou seja, de cada 100 € faturados, metade<br />

será mão de obra. Não faz sentido<br />

oferecer a mão de obra. Basta ser‐<br />

‐se justo, honesto, saber como faturar<br />

e explicar bem ao cliente o trabalho<br />

realizado, evitando os termos técnicos<br />

que os clientes não entendem ou<br />

não costumam entender. A partir daí,<br />

caso se rentabilize a mão de obra e a<br />

faturação dos tempos permita absorver<br />

os custos fixos da empresa, será<br />

possível ter uma boa base para continuar<br />

a evoluir e a avançar.<br />

Outros elementos fundamentais da<br />

gestão são a análise constante dos seus<br />

processos, o plano de carreira dos seus<br />

funcionários e o seu próprio. Formação<br />

não apenas técnica, mas também<br />

comercial, tecnologias da comunicação<br />

e de gestão empresarial. Saber<br />

tirar proveito dos recursos ao alcance<br />

da oficina (SAT, programa de gestão e<br />

seu CRM ou base de dados, marketing<br />

e fidelização de clientes). l<br />

110 Setembro I 2021 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com

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