Revista Analytica Edição 114

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Revista Analytica Edição 114

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EDITORIAL

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Ano 19 - Edição 114 - Setembro 2021

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Por conta disso, convido você a acompanhar em nossa multiplataforma de comunicação muita informação sobre estes assuntos.

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Ademais, você não deve perder os artigos incríveis que trouxemos nesta edição.

Um deles apresenta o desenvolvimento de uma tintura capilar natural temporária e o outro nos

traz estratégias dos especialistas em GC/MS para um laboratório ideal.

Além disso, apresentamos sempre um conteúdo extraordinário de nossos colunistas, com seções

sobre tecnologia, espectrometria de massa e muito mais.

Contamos também com as novidades das indústrias anunciada por nossos parceiros.

A equipe Analytica se alegra com as notícias de que a pandemia, enfim, atinge certo grau de

controle, com a melhora das taxas de ocupação de leitos por todo país e média móvel em queda,

resultado do avanço da vacinação e da adesão da população.

Então, continuemos a manter nossa esperança viva, pois é a maior prova de força que podemos

dar a nós mesmos em tempos tão difíceis.

Um forte abraço e ótima leitura!

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contato, teremos prazer em atendê-lo.

Para novidades na área de instrumentação analítica, controle

de qualidade e pesquisa, acessem nossas redes sociais:

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Esta publicação é dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores:

FARMACÊUTICO | ALIMENTÍCIO | QUÍMICO | MINERAÇÃO | AMBIENTAL | COSMÉTICO | PETROQUÍMICO | TINTAS | MEIO AMBIANTE | LIFE SCIENCE

Os artigos assinados sâo de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente a opinião da Editora.

EXPEDIENTE

Realização: Newslab Editora

Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@revistaanalytica.com.br

Jornalista Responsável: Luciene Almeida | editoria@revistaanalytica.com.br

Publicidade e Redação: Daniela Faria | 11 98357-9843 | assinatura@revistaanalytica.com.br

Coordenação de Arte: FC DESIGN - contato@fcdesign.com.br

Impressão: Gráfica Hawaii | Periodicidade: Bimestral


Revista

Ano 19 - Edição 114 - Setembro 2021

ÍNDICE

01

06

Editorial

Publique na Analytica

Artigo 1

07

TINTURA CAPILAR NATURAL

UTILIZANDO O CORANTE FUCSINA

BÁSICA COMO FIXADOR

Autores: Bárbara Dias Cardoso Dantas, Caroline Duveza Ribeiro de Lima,

Daniele de Lacassa Leite, Giovani Boaventura Bacarin, Marcos Roberto

Ruiz e Paulo Roberto da Silva Ribeiro.

2

Revista Analytica | Setembro 2021

Artigo 2

16

ESTRATÉGIAS DOS ESPECIALISTAS EM

GC/MS PARA UM LABORATÓRIO IDEAL

Por: Celso Blatt, Ph.D. e Mariana Baptistão, M. Sc.

Agilent Technologies Brasil

24

28

29

32

41

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Revista

Ano 19 - Edição 114 - Setembro 2021

ÍNDICE REMISSIVO DE ANUNCIANTES

ordem alfabética

Anunciante pág. Anunciante pág.

ARENA TÉCNICA 43

BCQ

4ª CAPA

EPPENDORF 03

ER ANALITICA 05

GREINER 51

GRUPO PRIME

3ª CAPA

KASVI 13

LABORCLIN 09

NOVA ANALITICA 23

PENSABIO 19

SARTORIUS

2ª CAPA

VEOLIA 49

Esta publicação é dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores:

FARMACÊUTICO | ALIMENTÍCIO | QUÍMICO | MINERAÇÃO | AMBIENTAL | COSMÉTICO | PETROQUÍMICO | TINTAS | MEIO AMBIANTE | LIFE SCIENCE

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4

Revista Analytica | Setembro 2021

Conselho Editorial

Carla Utecher, Pesquisadora Científica e chefe da seção de controle Microbiológico do serviço de controle de Qualidade do I.Butantan - Chefia Gonçalvez Mothé, Prof ª Titular da Escola de Química da Escola de

Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Elisabeth de Oliveira, Profª. Titular IQ-USP - Fernando Mauro Lanças, Profª. Titular da Universidade de São Paulo e Fundador do Grupo de Cromatografia (CROMA)

do Instituto de Química de São Carlos - Helena Godoy, FEA / Unicamp - Marcos E berlin, Profª de Química da Unicamp, Vice-Presidente das Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas e Sociedade Internacional

de Especteometria de Massas - Margarete Okazaki, Pesquisadora Cientifica do Centro de Ciências e Qualidade de Alimentos do Ital - Margareth Marques, U.S Pharmacopeia - Maria Aparecida Carvalho de

Medeiros, Profª. Depto. de Saneamento Ambiental-CESET/UNICAMP - Maria Tavares, Profª do Instituto de Química da Universidade de São Paulo - Shirley Abrantes Pesquisadora titular em Saúde Pública do INCQS

da Fundação Oswaldo Cruz - Ubaldinho Dantas, Diretor Presidente de OSCIP Biotema, Ciência e Tecnologia, e Secretário Executivo da Associação Brasileira de Agribusiness.

Colaboraram nesta Edição:

Luciana e Sá Alves, Marcos Roberto Ruiz, Oscar Vega Bustillos, Bruna Mascaro e Claudio Kiyoshi Hirai.


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Revista

Ano 19 - Edição 114 - Setembro 2021

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Bimestralmente, a revista Analytica publica

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educacionais, resumos de teses etc. Os editores

levarão em consideração para publicação toda

e qualquer contribuição que possua correlação

com as análises industriais, instrumentação e o

controle de qualidade.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas

pelos revisores.

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conflito de interesse existente, em particular

aqueles de natureza financeira relativo

a companhias interessadas ou envolvidas em

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Experimental, Resultados e Discussão, Conclusão)

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deverão ser mencionadas como “no prelo”

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Observação: É importante frisar que a Analytica não informa a previsão sobre quando o artigo será publicado. Isso se deve ao fato que, tendo em

vista a revista também possuir um perfil comercial – além do técnico cientifico -, a decisão sobre a publicação dos artigos pesa nesse sentido. Além

disso, por questões estratégicas, a revista é bimestral, o que incorre a possibilidade de menos artigos serem publicados – levando em conta uma

média de três artigos por edição. Por esse motivo, não exigimos artigos inéditos – dando a liberdade para os autores disponibilizarem seu material

em outras publicações.

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Revista Analytica | Setembro 2021

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A/C: Luciene Almeida – Redação

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110 - 01407-000 - São Paulo-SP

Ou por e-mail: editoria@revistaanalytica.com.br

Para outras informações acesse: www.revistaanalytica.com.br/publique/


Artigo 1

TINTURA CAPILAR NATURAL UTILIZANDO O

CORANTE FUCSINA BÁSICA COMO FIXADOR

Autores: Bárbara Dias Cardoso Dantas 1 , Caroline Duveza Ribeiro de Lima 1 , Daniele de Lacassa Leite 1 , Giovani Boaventura Bacarin¹, Marcos Roberto Ruiz e Paulo Roberto da Silva Ribeiro¹.

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI “Santo Paschoal Crepaldi” Presidente Prudente SP

Resumo

As tinturas capilares ganharam um espaço significativo no mercado consumidor nos últimos anos, principalmente no

Brasil, que ocupa a quarta posição no mercado global de produtos capilares. Um levantamento do Target Group Index,

vinculado ao Ibope, indicou que 26% da população usa tintura para cabelo, sendo que 85% desse público pertence ao

sexo feminino. Entretanto, concomitante a melhora da beleza estética e o aumento da autoestima, estão as consequências

da modificação colorimétrica. Sendo assim, o objetivo da presente pesquisa é apresentar o desenvolvimento de uma

tintura capilar temporária que visa combater o ressecamento e quebra dos fios, denominado Color Berry’s. Esse material é

produzido com princípios naturais, que evita o uso de compostos químicos prejudiciais a saúde, fazendo uso de pigmentos

extraídos das frutas vermelhas como amora, framboesa, mirtilo e morango, juntamente com o pigmento da beterraba.

Para sua confecção foi utilizado outros ingredientes extirpados de vegetais, o que dificulta a permanência dos mesmos

nas cutículas capilares. Diante disso, foi utilizada como fixador a Fucsina Básica, corante orgânico que apresenta alto

poder de coloração, auxiliando na permanência dos pigmentos nos fios e diferenciando-se das demais tinturas, tanto

artificiais quanto naturais, por não fazerem uso da mesma. A tintura foi preparada próxima a uma temperatura de 50ºC

e homogeneizada no agitador magnético a 500 RPM em primeiro momento e, posteriormente, em 1000 RPM. Com o

produto pronto, foram realizadas análises para testar a eficácia da hidratação, penetração e qualidade favorecida aos

consumidores, obtendo um resultado satisfatório de pH em torno de 4, um crescimento nulo de microrganismos e uma

durabilidade suficiente entre 25 – 35 dias, recebendo aprovação de voluntárias e garantindo os resultados esperados.

Palavras chave: Tintura; Fios capilares; Fucsina básica; Frutas vermelhas.

Revista Analytica | Setembro 2021

7


Artigo 1

8

Revista Analytica | Setembro 2021

Introdução

Os fios capilares, exclusivos dos

mamíferos, tem uma importante

função no funcionamento regular do

corpo humano: a proteção térmica da

cabeça contra radiações. Entretanto,

com o passar dos anos essa

atribuição vem sendo modificada,

sendo considerado uma forma de

representação estética, auxiliando

no aumento da autoestima e na

determinação de padrões sociais [1] .

Estima-se que as colorações, não

só capilares, surgiram há 4.000 mil

anos atrás, no Egito, onde foram

encontradas múmias com os fios

tingidos de um pigmento extraído

da planta Lawsoniainermise e outros

corantes extraídos de matéria animal

e vegetal como a camomila, índigo e

leite [1] .

A partir de então, as pesquisas na área

da química e cosmética ganharam

cada vez mais forças, e foi em 1863

que August Wilhelm von Hofmann

descobriu as propriedades do PPD

(parafenilenodiamina), originando as

tinturas artificiais para cabelo, com

altas concentrações de componentes

químicos [2] .

Contudo, a utilização desses

ingredientes nos fios capilares

começou a prejudicar a vida, não

somente dos cabelos como também

das pessoas que a usavam, trazendo

inúmeros malefícios. Posteriormente,

em 1980 os ingredientes ativos

já precisavam ser reduzidos para

prevenção à descoloração excessiva

e a diminuição da penetração do

produto nos cabelos [2,3] .

Um dos problemas recorrentes,

conforme Lewis, se dá pelas moléculas

de cor, que acumulam elétrons

antes de conseguirem pintar os fios.

Essa necessidade dos elétrons não é

saciada e vão para a pele causando

reações alérgicas, danos ao DNA,

ressecamento e quebra dos fios [4] .

Mesmo trazendo riscos à saúde

humana e dos cabelos, grande parte

da população continua fazendo uso

das tinturas devido aos benefícios que

as mesmas proporcionam a beleza

estética como efeitos duradouros,

resistentes a várias lavagens e fatores

externos, que permitem ainda

qualquer tonalidade e a cobertura de

até 100% dos fios brancos [5,6,7] .

O Brasil ocupa a quarta posição

no mercado global de produtos

capilares. Uma pesquisa feita pela

Head&Sholders aponta que 85% das

brasileiras de 18 a 35 anos acreditam

que o cabelo influencia na autoestima

e a transformação da cor natural dos

cabelos apresenta forte influência

nesse processo [8,9] .

Com o intuito de eliminar os riscos à

saúde humana e aos cabelos, muitos

pesquisadores e químicos atuais

tentam encontrar uma maneira de

produzir tinturas naturais com maior

durabilidade, penetração e cobertura

dos cabelos, como é o caso da Henna,

Natucolor e outras preparações

caseiras. Muitas destas formulações

feitas em casa sugerem a utilização

da fucsina básica, corante orgânico

criado pelo químico polonês Jakub

Natanson em 1856, que apresenta

um custo baixo e acessível, dando

uma cor viva aos fios e uma duração

adequada [10,11] .

Ao observar a ação do cloreto de

etileno sobre a anilina deu origem a

magenta I (fucsina) e posteriormente

a magenta II e III, utilizadas

atualmente para o método clínico

e microbiológico de Coloração de

Gram – diferenciação de bactérias

gram-positivas de bactérias gramnegativas.

Ainda não existem estudos

desse corante nosfios capilares, no

entanto, de acordo com sua FISPQ, o

produto não é perigoso [10,12] .

Portanto, o objetivo deste artigo é

descrever a criação de um produto

inovador, utilizando os pigmentos e

componentes extraídos de plantas


Artigo 1

10

Revista Analytica | Setembro 2021

para a hidratação, brilho e maciez

dos fios. Já para a deposição e fixação

dos corantes naturais será utilizado o

corante fucsina básica em pequena

concentração. Dessa forma, a ideia

do projeto se baseia na substituição

da amônia, formol e metais pesados,

considerando que estes, são os

maiores causadores do problema.

Materiais e Métodos

Para a produção do material em

questão, realizou-se primeiramente

a extração dos pigmentos das

respectivas frutas: amora, framboesa,

morango, mirtilo e da beterraba

(tubérculo). Com exceção do

morango, extraído pelo método

de liquidificação, os outros foram

extraídos pelo método de cocção.

Liquidificação: cortou-se os morangos

em pequenos pedaços e colocouse

no liquidificador com 500 mL de

água. Após, triturou-se, filtrou-se e

descartou-se o bagaço.

Cocção: Adicionou-se a uma panela

250 gramas de cada uma das frutas

juntamente com 800 mL de água.

Aqueceu-se até a fervura para

a extração da pigmentação das

mesmas, macerando-as durante

o procedimento para obtenção de

uma coloração mais forte. Ao fim

do processo, filtrou-se o líquido e

descartou-se o bagaço.

Em seguida, na preparação do creme

rinse, utilizado como base para a

tintura, adicionou-se e aqueceuse

à 70ºC, na manta CIENLAB, o

creme base, a manteiga de cacau

e o emulsificante monoestearato

de glicerila, até se obter uma pasta

homogênea. Durante esse processo

acrescentou-se também o óleo de

linhaça e a vitamina E.

Após obter a pasta homogênea,

levou-se a base para o agitador

magnético Gehaka a 500 RPM e

adicionou-se a vitamina C, a essência

de frutas vermelhas e o sorbato de

potássio. Por conseguinte, em 1000

RPM, adicionou-se 20% de cada

pigmentação natural já extraída

anteriormente, e acrescentou-se

menos de um grama de fucsina

básica (equivalente a 0,15 mol). É

importante ressaltar que para concluir

as etapas com o resultado esperado, o

creme e os óleos, precisam estar com

uma temperatura próxima de 50ºC.

Dessa forma, 20 dias após a preparação

da tintura, realizou-se algumas

análises para testar e comparar os

resultados obtidos e esperados.

Análise Microbiológica

Para verificar a presença de

microrganismos prejudiciais na

tintura, utilizaram-se placas prontas

de Coliformes totais e fecais,

Staphylococcus aureus, fungos e

leveduras. Com isso, diluiu-se o creme

em 1000 mL de água destilada e

adicionou-se às placas contaminadas

com a amostra, deixando-as na estufa

CIENLAB à 105ºC por 48 horas.

Análise de pH

O controle do pH de substâncias

utilizadas pela população é obrigatória

por lei. A partir de 2 gramas da

tintura, diluiu-se em 500 mL de água

destilada e realizou-se a medição com

o peagâmetro da Metrohm calibrado

em pH 4 e 7.

Teste de durabilidade

Foram utilizadas mechas de

cabelos doados para pintar e testar

a durabilidade todos os dias com

shampoo e condicionador.

Teste de hidratação

Através da utilização de cabelos de

voluntárias foram realizadas pesquisas

de satisfação. Concomitante, para ver

a cutícula dos cabelos, que indicam

o nível de hidratação dos fios, foi

utilizado o microscópio óptico ZEISS

com as lentes objetivas ampliadas em

100 vezes.

Resultados e Discussão

A análise microbiológica é

estabelecida pela resolução nº 481/99

às tinturas capilares, constituindo os

limites de aceitabilidade dos seguintes

microrganismos: Pseudômonas

aeruginosa; Staphylococus aureus;

Coliformes totais e fecais (ausência de

1 grama ou 1mL); Clostrídios sulfito

redutores; Microrganismos mesófilos

totais aeróbios (até 103UFC/g ou mL) [13] .


Figura 1 - Placa de Fungos e leveduras. Figura 2 - Placa de E Coli. Figura 3 - Placa de Staphylococus aureus.

Foi utilizado conservante orgânico para

realizar a proteção microbiológica da

tintura. Na sequência foi observado no

contador de colônias QUIMIS, a presença

e/ou ausência de microrganismos, onde

obteve-se um resultado satisfatório de

ausência total de colônias.

Portanto, a tintura preparada está

dentro das normas e padrões

especificados pelo Inmetro, conforme

mostram as figuras 1, 2 e 3, não

contendo riscos biológicos aos fios

capilares dentro de pelo menos 20

dias após sua preparação.

A análise de pH também é

fundamental, pois auxilia na proteção

microbiológica, hidratação, e cor

desejada, bem como sua penetração

nos cabelos. O fio capilar saudável

é protegido por uma camada hidro

e causando, posteriormente, lesões

mais graves [14].

lipídica que contem o pH de 4,5 a 5,5

e o coro cabeludo entre 3,8 e 5,6, isto Sendo assim, foram realizados

é, são respectivamente ácidos. Logo, a

tintura deve ter um valor equivalente

ensaios para que se chegasse ao pH

mais apropriado para os cabelos, de

para evitar que sofra alterações acordo com os conservantes testados.

ao entrar em contato com os fios,

prejudicando a saúde dos mesmos

Os resultados estão indicados na

Tabela 1.

Tabela 1 - Relação entre o valor de pH com os conservantes testados

Revista Analytica | Setembro 2021

11


Artigo 1

É possível observar que todos

os ingredientes em quantidades

corretas contribuem para um pH

dentro das normas estabelecidas, o

qual deve estar acima de 2 e abaixo de

11,5. Fora desse intervalo de valores

os produtos tornam-se corrosivos,

prejudicando não só o cabelo como

também a saúde das pessoas que

os utilizam. Além disso, o pH ácido

contribui para a penetração da

tinta nos fios, uma vez que sela as

cutículas, preservando a hidratação e

a pigmentação depositada [13,15] .

Tabela 2 - Relação da quantidade de fucsina + conservantes com a durabilidade

da cor nos fios.

Na análise de durabilidade

realizaram-se testes quanto à

duração da tintura nos fios de acordo

com a quantidade de fucsina a cada

200 gramas de creme base e com os

conservantes utilizados. Tingiu-se

Gráfico 1 - Notas obtidas por indivíduos.

Figura 4 - Placa de Fungos e leveduras.

3 mechas de cabelos doados tendo

como resultados os seguintes dados

pela quantidade que proporciona

de conservantes, já que, estes

expostos na Tabela 2.

uma durabilidade próxima de um

escolhidos, não prejudicam a

mês (25 - 35 dias), o suficiente

saúde por apresentarem potencial

De acordo com a Tabela 2 é

para consumidores e equivalente

alimentício e serem considerados

plausível analisar que o melhor

ao tempo das tinturas artificiais,

equivalentes aos naturais. Além

resultado deriva da maior

fazendo pouco uso do corante.

disso, pode-se observar que ao sair

quantidade de fucsina, porém

toda a tintura dos fios, o cabelo não

12

Revista Analytica | Setembro 2021

como o objetivo principal do

projeto é realizar a produção de

uma tintura natural, optou-se

Dessa forma, para que se chegue

próximo ao melhor resultado

da Tabela 2 é preferível o uso

perdeu nem teve sua cor natural

modificada, voltando a mesma

coloração anterior.


Artigo 1

Ademais, o teste de hidratação

teve por objetivo verificar a eficácia

do produto em relação ao brilho

e maciez proporcionado aos fios,

visto que, uma das críticas sociais

às tinturas, utilizada como uma

oportunidade para o projeto, é

o ressecamento e a quebra dos

mesmos. Sendo realizado, portanto,

um questionário subjetivo com

notas de 0 a 10, dentre as voluntárias

que tiveram seus cabelos tingidos,

obtendo os resultados do Gráfico 1.

Figura 5 - Cutícula da mecha de cabelo 1

(Sem pintar).

Figura 6 - Cutícula da mecha de cabelo 1

(Tingida).

14

Revista Analytica | Setembro 2021

Em seguida, foi utilizado o

microscópio óptico para observar

as cutículas do cabelo. Se estas

estiverem abertas como na Figura 4,

o cabelo está ressecado, ao contrário,

com as cutículas fechadas, eles se

encontram hidratados conforme

mostram as Figuras 5 e 6.

Conclusão

O desenvolvimento da tintura

capilar temporária de frutas

vermelhas foi realizado com

sucesso e considera-se os

resultados satisfatórios com

relação a análise microbiológica,

pH contribuinte para deposição,

durabilidade e hidratação

desejada, que favoreceram a

eficácia da tintura produzida,

a qual está equiparada com

os produtos já existentes no

mercado consumidor. É possível

afirmar que o material está dentro

das normas estabelecidas pelo

Inmetro e pela Gerência Geral de

Cosméticos da ANVISA, nas leis e

resoluções vigentes.

No Brasil, não existe uma lei

que estabeleça a composição

dos cosméticos naturais, apenas

certificadoras que inspecionam

marcas pelo país, como a IBD e

a EcoCert, as quais determinam

que para o produto ser natural

ele precisa ter na sua composição

95% de ingredientes naturais e

pode conter, no máximo, 5% de

componentes orgânicos.

Diante disso, a tintura produzida

se encontra nos padrões, fazendo

uso de componentes extirpados

naturalmente e apenas 3% dos

mesmos sendo orgânicos, não

fazendo uso de conservantes,

fragrâncias, corantes e outros

componentes sintéticos e

prejudiciais a saúde.

Para efeito de aperfeiçoamento

do produto, mais pesquisas

serão desenvolvidas, como

acompanhamento das reações

químicas durante o tempo em que

a tintura permanece, estudo de

maior durabilidade da cor, entre

outros controles de qualidade.


Referências

[1] Colorações capilares. Portal da Educação

Tecnologia Educacional LTDA. Disponível em:

.

Acesso em: 05 de novembro de 2018.

[2] Coloração: Conheça a história da tintura

para cabelo. Beleza Extraordinária. Disponível

em: .

Acesso em: 05

de novembro de 2018.

[3] OLIVEIRA, R.; ZANONIB, T.; BESSEGATOA, G.;

OLIVEIRAB, D.; UMBUZEIROC, G.; ZANONIA, M.

A química e toxicidade dos corantes de cabelo.

Química nova, 2014, páginas 1, 7 e 8. Disponível

em: . Acesso

em: 05 de novembro de 2018.

[4] Sim! Pesquisas mostram que pintar o cabelo

não é algo exatamente inofensivo. Cidade Verde.

com, 2015. Disponível em: https://cidadeverde.

com/noticias/202313/sim-pesquisas-mostramque-pintar-o-cabelo-nao-e-algo-exatamenteinofensivo.

Acesso em: 05 de novembro de 2018.

[5] DRAELOS, Z. K. Hair cosmetics. Dermatology

Clinical, v. 9, páginas 19 – 27, 1991.

[6] WILKINSON, J. B.; MOORE, R. J.

Cosmetologia de Harry. Madrid: Ediciones

Dias de Santos, 1990.

[7] Tintura capilar. Cosmetics Online,

2021. Disponível em: https://www.

cosmeticsonline.com.br/materia/157. Acesso

em 27 de julho de 2021.

[8 Pesquisa inédita revela que 85% das brasileiras

de 18 a 35 anos acreditam que o cabelo influencia na

autoestima. Cosmetic Innovation, 2018. Disponível

em: https://cosmeticinnovation.com.br/pesquisa-

inedita-revela-que-85-das-brasileiras-de-18-a-

35-anos-acreditam-que-o-cabelo-influencia-naautoestima/.

Acesso em 27 de julho de 2021.

[9] Perigo na tinta de cabelo? Disponível

em: . Acesso em 27

de julho de 2021.

[10] HALAL, J. Tricologia e a química cosmética

capilar. Tradução. 5ª Edição. São Paulo, SP.

Cengage Learning, 2016.

[11] ROSMAN, F. Corantes biológicos: evolução

histórica no estudo histocitológico “os pioneiros”.

Páginas 43 – 59, 2015. Disponível em: .

Acesso em: 05 de novembro de 2018.

[12] LABSYNTH. Ficha de informação de

segurança de produto químico. Edição de 2017.

Disponível em: https://www.labsynth.com.br/

fispq/FISPQ-%20Fucsina.pdf. Acesso em: 27 de

julho de 2021.

[13] BRASIL. Informações ao consumidor –

Tintura para cabelos. Inmetro. Disponível em:

. Acesso em: 08

de novembro de 2018.

[14] DOORMAN, J. Saiba tudo sobre o pH e sua

importância para os fios. Cabelos de Rainha. Disponível

em: .

Acesso em: 30 de novembro de 2018.

[15] DAREZZO, A. A importância do pH

nas formulações. A Química da Beleza,

2017. Disponível em: .

Acesso em: 30 de

novembro de 2018.

Complemento Normativo - Artigo 1

Referente ao artigo 1

Disponibilizado por Analytica em parceria com Arena Técnica

TINTURA CAPILAR NATURAL UTILIZANDO O CORANTE FUCSINA

BÁSICA COMO FIXADOR

ABNT NBR 16160

Bisnaga de alumínio para produtos cosméticos - Requisitos e

métodos de ensaio

Norma publicada em: 03/2013. / Status: Vigente.

Classificação 1: Cosméticos. Artigos de higiene pessoal.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: TINTURA CAPILAR NATURAL UTILIZANDO O CORANTE FUCSINA

BÁSICA COMO FIXADOR.

Entidade: ABNT.

País de procedência/Região: Brasil.

https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=196481

ISO 16128-2

Cosmetics - Guidelines on technical definitions and criteria for

natural and organic cosmetic ingredients

Part 2: Criteria for ingredients and products

Norma publicada em: 09/2017. / Status: Vigente.

Classificação 1: Cosméticos. Artigos de higiene pessoal.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: TINTURA CAPILAR NATURAL UTILIZANDO O CORANTE FUCSINA

BÁSICA COMO FIXADOR.

Entidade: ISO.

País de procedência/Região: Suiça.

https://www.iso.org/standard/65197.html

ISO 21392

Cosmetics - Analytical methods - Measurement of traces of

heavy metals in cosmetic finished products

using ICP/MS technique

Norma publicada em: 08/2021. / Status: Vigente.

Classificação 1: Cosméticos. Artigos de higiene pessoal.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: TINTURA CAPILAR NATURAL UTILIZANDO O CORANTE FUCSINA

BÁSICA COMO FIXADOR.

Entidade: ISO.

País de procedência/Região: Suiça.

https://www.iso.org/standard/70854.html?browse=tc

ASTM E2049

Standard Guide for Quantitative Attribute Evaluation of

Fragrance/Odors for Hair-care Products by Trained Assessors

Norma publicada em: 01/2020. / Status: Vigente.

Classificação 1: Cosméticos. Artigos de higiene pessoal.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: TINTURA CAPILAR NATURAL UTILIZANDO O CORANTE FUCSINA

BÁSICA COMO FIXADOR.

Entidade: ASTM.

País de procedência/Região: EUA.

https://www.astm.org/Standards/E2049.htm

Revista Analytica | Setembro 2021

15


Artigo 2

ESTRATÉGIAS DOS ESPECIALISTAS EM

GC/MS PARA UM LABORATÓRIO IDEAL

Por: Celso Blatt, Ph.D. e Mariana Baptistão, M. Sc.

Agilent Technologies Brasil

As boas práticas em GC/MS são de

extrema importância para maximizar

o uso dos instrumentos, facilitar

o desenvolvimento de métodos,

aumentar a produtividade e obter os

melhores resultados.

Este artigo mostra as principais

e melhores boas práticas que

aplicamos ao uso do GC/MS e que

ajudam a garantir o sucesso de

qualquer laboratório, incluindo

tópicos sobre como ligar/desligar

o GC/MS, dicas de colunas e

Figura 1. Evolução dos GC/MS 5971, 5973, 5975 e 5977 nos últimos 40 anos.

consumíveis mais adequados e

pequenas verificações que facilitam

a rotina no laboratório.

O primeiro GC/MS a esquerda na

foto abaixo é modelo 5890/5971.

Antes de ligar o GC/MS é

necessário verificar alguns itens:

16

Revista Analytica | Setembro 2021

A figura 1 mostra as evoluções

dos cromatógrafos acoplados ao

espectrômetro de massa, os GC/MS,

ao longo de quase 40 anos.

Depois na foto abaixo a esquerda

o 6890/5973, a direita em cima o

7890/5975 e por último a direita

embaixo o atual o 8890/5977.

A temperatura da sala não precisa

ser gelada, mas precisa ser uma

temperatura constante durante as

24 horas. Uma variação maior que


3°C pode afetar o controle eletrônico

de pressão e fluxo, o EPC e variar os

tempos de retenção.

A sala precisa trocar o ar

constantemente porque o GC libera

o gás de arraste pela saída do Split

e o MS libera gases na saída da

bomba mecânica de vácuo. Portanto,

é necessário um sistema de exaustão

para trocar o ar do laboratório.

Figura 2. Lentes da fonte de íons extratora do MS para diversas aplicações. Para outras fontes de

íons consulte a referência 6.

O GC/MS usa apenas o gás de

arraste. Não são necessários outros

gases como um detector FID. Se for

um MS triplo quadrupolo (QQQ)

será necessário o gás de colisão que

é o nitrogênio.

O gás de arraste para o GC/MS pode

ser o hélio ou o hidrogênio.

O gás de arraste indicado para o MS é

o hélio porque o vácuo ficará melhor e

será mais rápido atingir o alto vácuo.

Figura 3. Cabos de comunicação usados no sistema GC/MS.

Figura 4.

a) Conexão de auto aperto para GC/MS

b) porca de coluna de latão para GC/MS.

Como o preço do gás hélio tem

aumentado e as reservas mundiais

Revista Analytica | Setembro 2021

17


Artigo 2

estão escassas existe uma tendencia

de trocar pelo gás hidrogênio como

gás de arraste para GC/MS.

O hidrogênio é um gás de arraste

barato e produz uma separação mais

eficiente que o hélio e permite o

aumento de velocidade na coluna

capilar sem perder a eficiência.

Figura 5. Instalação do final da coluna capilar dentro da câmara do MS. É necessário remover a

cerâmica para fazer a medida correta.

Porém, o hidrogênio é mais difícil de

remover da câmara de vácuo do MS

em relação ao hélio. Recomenda-se

usar as bombas turbo para fazer o alto

vácuo quando usar hidrogênio como

gás de arraste.

Figura 6. Câmara de vácuo do MS com a fonte de íons, o quadrupolo e o detector EMV.

Tanto o GC quanto o MS estão

preparados para utilizar o hidrogênio

A pressão necessária para o gás de

A figura 3 mostra os cabos e ligações

como gás de arraste com segurança e

arraste no regulador de pressão na

entre o GC, o MS, o HUB, o computador

sem risco de explosão.

sala do GC/MS é entre 50 a 80 psi.

e a impressora.

O artigo sobre o GC citado no início

Se for usar hidrogênio como gás de

tem mais detalhes sobre os gases e os

A instalação da coluna capilar no

arraste é necessário informar o GC que

reguladores de pressão.

injetor do GC está descrita também no

o gás é o hidrogênio e trocar a lente da

artigo citado no início. Uma diferença

fonte de íons.

O GC e o MS possuem a voltagem de

no GC/MS é o condicionamento da

110 ou 220V e não existe chave para se

coluna que se recomenda fazer antes

A figura 2 mostra a lente extratora de

trocar essa voltagem. Certifique-se que

de instalar ela no MS.

3 mm que vem com o GC/MS e a lente

o aterramento é adequado, e se precisar

18

Revista Analytica | Setembro 2021

de 9 mm indicada para utilizar com o

hidrogênio.

medir a voltagem entre o fio terra e o

neutro, ela deve ser menor que 1V.

Portanto, depois de instalar a coluna

no injetor e colocar pressão/fluxo na


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Artigo 2

coluna, verifique se o gás de arraste

está saindo no final da coluna pelo

borbulhamento dentro de um líquido.

Se estiver saindo gás, coloque a coluna

no forno e aqueça por meia hora na

temperatura máxima do seu método.

etc) por apresentarem baixíssimo

sangramento. Elas não são exclusivas

de GC/MS (podem ser usadas em

GC), mas o baixo sangramento é

muito importante em GC/MS por

evitar o aparecimento de fragmentos

da fase estacionaria no espectro de

A tampa da câmara fica fechada

durante o uso do GC/MS porque

o vácuo a segura. Mas, ao ligar o

GC/MS a tampa pode estar solta

ou descolada do corpo e então o

vácuo não acontecerá dentro da

câmara do MS.

Procure não usar a porca amarela de

latão para conectar a coluna no MS

como a da figura 4 b.

Use as conexões de auto aperto

(Figura 4a) que não usam chave e

usam a mesma anilha do injetor pois

evitam vazamentos. Mais informações

no artigo citado no início.

massa.

Para ligar o MS basta apertar

a chave liga/desliga. Mas, um

cuidado importante no momento

de ligar o MS precisa ser observado

senão em 10 minutos ele desligará

automaticamente.

Por isso, é imprescindível que ao

apertar o botão de ligar o MS, o

operador deve em seguida apertar

com a mão a tampa lateral mostrada

na figura 6 contra o corpo do MS até

que aconteça o vácuo na câmara.

Depois de alguns minutos, tente abrir

a tampa e se ela não abrir o processo

de fazer vácuo está funcionando.

Esfrie o forno e instale a coluna no

MS conforme a figura 5. Para a fonte

HES são de 4 a 5 mm que deve deixar

aparecendo conforme a foto. Para as

Ao ligar o MS, a bomba mecânica

de vácuo é ligada e começa a fazer o

vácuo na câmara do MS (Figura 6).

As bombas de alto vácuo difusora ou

turbo só serão ligadas quando atingir

Se a tampa da câmara abrir fácil com

a bomba mecânica ligada tem algum

vazamento na tampa ou a bomba

mecânica não está fazendo vácuo.

outras fontes como a fonte inerte, a de

aço inox e a extratora deve deixar de

1 a 2 mm.

As melhores colunas para GC/MS,

um pré-vácuo nessa câmara.

A tampa da câmara do MS mostrada

na figura 6 não fica presa ao corpo

do MS. O parafuso marcado em

Se depois de 10 minutos com a

bomba mecânica ligada e o pré vácuo

não acontecer, por segurança o MS

desligará a bomba mecânica.

20

Revista Analytica | Setembro 2021

independente da fase estacionária,

são aquelas com MS ao final do

nome (por exemplo: HP-5ms,

DB-1ms, DB-17ms, VF-WAXms,

amarelo na figura 6 é usado somente

para transporte. Depois de instalado

o GC/MS esse parafuso deve ficar

sempre solto.

Após atingir o pré vácuo na câmara, a

bomba difusora ou a turbo começam

a funcionar e geralmente em meia

hora atinge o alto vácuo.


Se o alto vácuo não for atingido

Depois do GC/MS estar uma hora

As temperaturas do injetor, do forno

em meia hora tem algum

ligado e que todas as temperaturas

e da linha de transferência podem

pequeno vazamento no MS. Esses

do quadrupolo e da fonte estiverem

ser mais baixas como 150 C. Deixe o

vazamentos menores podem ser na

conexão da coluna capilar no MS,

algum cabelo no o-ring da tampa

lateral, na válvula do Vent que não

fechou direito ou até mesmo na

estabilizadas, faça um Autotune.

Veja o artigo sobre o autotune

para mais detalhes: https://www.

linkedin.com/pulse/autotune-emgcms-celso-blatt/

MS com as temperaturas de trabalho.

Mantenha o fluxo normal da coluna

capilar e use o modo Gas Saver em

20mL/min depois de 2 minutos. Não

bomba mecânica sem manutenção

ou sem a troca de óleo.

Se o Autotune estiver OK pode usar o

GC/MS.

adianta diminuir o fluxo da coluna que

não vai economizar gás. A economia

de gás está em reduzir o fluxo total do

Para facilitar o vácuo, é indicado utilizar

colunas de diâmetro interno de 0,18

ou 0,25 mm. Evite colunas de 0,32 ou

0,53 mm em GC/MS. Lembrando que

além de auxiliar no vácuo, colunas

de menor diâmetro interno são mais

eficientes, fornecendo picos mais

estreitos e altos.

Quando a câmara do MS for aberta ou

o GC/MS ficar muito tempo desligado,

é comum o primeiro Autotune ter

muita água em relação ao PFTBA

(Perfluorotributilamina). Espere

umas 4 horas e faça outro Autotune e

verifique a água novamente.

injetor através do Gas Saver.

Se não for usar o GC/MS por mais

de 3 dias ai sim desligue o GC/

MS. Para desligar o MS precisa ir

no software de controle do MS e

fazer o Vent que em inglês significa

desfazer o vácuo.

Para mais informações sobre vácuo no

GC/MS vejam o artigo: https://www.

linkedin.com/pulse/v%C3%A1cuoem-gcms-celso-blatt/

Evite usar fluxo alto na coluna capilar

Não se recomenda desligar

diariamente o GC/MS. Em função

do alto vácuo necessário e que as

bombas turbo ou difusora sofrem

com o liga/desliga é recomendado

deixar o GC/MS ligado o tempo todo.

Quando iniciar o Vent, a bomba

da alto vácuo será deligada, mas

a bomba mecânica continuará

funcionando para a bomba turbo

não desacelerar bruscamente

e causar dados. Para a bomba

quando utilizar o gás de arraste

No final do dia, antes de sair do

difusora, ela precisa esfriar antes

hidrogênio (use 1 ml/min). Tente

evitar que a pressão na medida de

vácuo seja maior que 5 x 10-5 torr.

laboratório, crie ou use um método

para deixar o GC/MS num modo

seguro e com menor consumo de gás.

de parar a bomba mecânica. Esse

processo de Vent demora cerca de

20 a 30 minutos.

Revista Analytica | Setembro 2021

21


Artigo 2

Enquanto isso aproveite para esfriar

o injetor, a coluna e a linha de

transferência para uns 50 C.

Quando terminar o Vent, feche o

software de controle do GC/MS,

desligue o MS e o GC e feche o gás

de arraste no regulador da parede do

laboratório.

Os consumíveis para o GC já foram

descritos no artigo citado no início.

Para o MS veja a referência 6 abaixo

com os consumíveis recomendados

para cada tipo de MS.

As bombas de vácuo com óleo

precisam de manutenção a cada seis

meses de uso contínuo. Precisa trocar

o óleo específico da bomba usada.

Para a fonte de íons é bom ter os

filamentos e as cerâmicas do Repeller.

O líquido de calibração PFTBA não

precisa ser substituído, somente

reposto se acabar.

Referências para mais informações

Dúvidas gerais sobre consumíveis: Escreva para contato.csd@agilent.com

1) Preparo do site do GC 8890: https://www.agilent.com/cs/

library/usermanuals/public/usermanual-gc-siteprep-8890-

g3540-90012-en-agilent.pdf

2) Guia de instalação de Colunas Capilares: https://www.agilent.

com/cs/library/quickreference/public/GC%20Column%20

Installation%20Quick%20Reference.pdf

3) Ferramenta Online de Seleção de Colunas de GC: https://www.

agilent.com/search/gn/gc-column-selector?elqTrackId=883398e

e0a56435ba70da62e16ca6bae&elqaid=1589&elqat=2

4) Seleção de Liner: https://www.agilent.com/cs/library/posters/public/

poster-selection-guide-GC-inlet-liner-5994-1222en-agilent.pdf

5) Filtros de linhas de Gás: https://www.agilent.com/cs/library/

brochures/5990-8243ENGasCleanFilters.pdf

6) Consumíveis para o GC/MS: https://www.

agilent.com/cs/library/selectionguide/public/5990-

8819EN_5973_5975_5977_Supplies_QRG.pdf

7) Catálogo Completo de Colunas e Consumíveis para GC e GC/

MS: https://www.agilent.com/cs/library/catalogs/public/5991-

5213EN_GC_Catalog_LR.pdf

8) Preparo do site para o GC/MS: https://www.agilent.com/cs/

library/sitepreparationchecklists/2015-10-28%205977%20

Series%20GCMS%20Site%20Preparation%20Checklist.pdf

9) Bombas de vácuo sem óleo: https://www.agilent.com/

cs/library/brochures/5991-7048EN%20IDP3%20Scroll%20

Pump%20Brochure%20LowRes.pdf

10) Artigo sobre como desligar e ligar o GC: https://www.linkedin.

com/pulse/estrat%C3%A9gias-dos-especialistas-em-gc-paraum-ideal-celso-blatt/

Complemento Normativo - Artigo 2

Referente ao artigo 2

Disponibilizado por Analytica em parceria com Arena Técnica

Estratégias dos Especialistas em GC/MS para um Laboratório Ideal

22

Revista Analytica | Setembro 2021

ISO 16000-39

Indoor air — Part 39: Determination of amines — Analysis of

amines by (ultra-) high-performance liquid chromatography

coupled to high resolution or tandem mass spectrometry

Norma publicada em: 06/2019. / Status: Vigente.

Classificação 1: Atmosfera Ambientais.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: Estratégia dos Especialistas em GC/MS para um Laboratório Ideal

Entidade: ISO.

País de procedência/Região: Suiça.

https://www.iso.org/standard/67958.html

ISO 16000-38

Indoor air — Part 38: Determination of amines in indoor and

test chamber air — Active sampling on samplers containing

phosphoric acid impregnated filters

Norma publicada em: 02/2019. / Status: Vigente.

Classificação 1: Atmosfera Ambientais.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: Estratégia dos Especialistas em GC/MS para um Laboratório Ideal

Entidade: ISO.

País de procedência/Região: Suiça.

https://www.iso.org/standard/67954.html

ASTM D5769

Standard Test Method for Determination of Benzene,

Toluene, and Total Aromatics in Finished Gasolines by Gas

Chromatography/Mass Spectrometry

Norma publicada em: 01/2020. / Status: Vigente.

Classificação 1: Combustíveis Líquidos.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: Estratégia dos Especialistas em GC/MS para um Laboratório Ideal

Entidade: ASTM.

País de procedência/Região: EUA.

https://www.astm.org/Standards/D5769.htm

ASTM E260

Standard Practice for Packed Column Gas Chromatography

Norma publicada em: 01/1996. / Status: Vigente.

Classificação 1: Métodos físico-químicos de análise.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: Estratégia dos Especialistas em GC/MS para um Laboratório Ideal

Entidade: ASTM.

País de procedência/Região: EUA.

https://www.astm.org/Standards/E260.htm

ASTM D5910

Standard Test Method for Determination of Free Formaldehyde

in Emulsion Polymers by Liquid Chromatography

Norma publicada em: 01/2005. / Status: Vigente.

Classificação 1: Métodos físico-químicos de análise.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: Estratégia dos Especialistas em GC/MS para um Laboratório Ideal

Entidade: ASTM.

País de procedência/Região: EUA.

https://www.astm.org/Standards/D5910.htm

ASTM D6953

Standard Test Method for Determination of Antioxidants

and Erucamide Slip Additives in Polyethylene Using Liquid

Chromatography (LC)

Norma publicada em: 01/2018. / Status: Vigente.

Classificação 1: Ingredientes de composição de borracha.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: Estratégia dos Especialistas em GC/MS para um Laboratório Ideal

Entidade: ASTM.

País de procedência/Região: EUA.

https://www.astm.org/Standards/D6953.htm

ASTM E682

Standard Practice for Liquid Chromatography Terms and

Relationships

Norma publicada em: 01/1992. / Status: Vigente.

Classificação 1: Métodos físico-químicos de análise.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: Estratégia dos Especialistas em GC/MS para um Laboratório Ideal

Entidade: ASTM.

País de procedência/Região: EUA.

https://www.astm.org/Standards/E682.htm


Espectrometria de Massa

A EXATIDÃO DE MASSAS

NA ESPECTROMETRIA DE MASSAS

Por Oscar Vega Bustillos*

24

Revista Analytica | Setembro 2021

A análise de massas realizadas

por meio da técnica da

espectrometria de massas (MS)

é um desafio científico onde todo

espectrometrista de massas tem

que estar ciente das definições

de massas e seus significados

analíticos. A medição da massa de

íons é uma ferramenta importante

para cientistas em uma ampla

gama de disciplinas. A melhora

da resolução de massas na MS

tornou esta técnica cada vez mais

eficiente na análise de massas

exatas. A espectrometria de massa

de alta resolução se torna cada

vez mais acessível com melhorias

em instrumentação, como os

modernos espectrômetros de

massa QTOF, FT-ICR e Orbitrap.

Há vários termos relacionados

à análise de massas que estão

em uso atualmente. No artigo

“Nomenclaturas de espectrometria

de massas em língua portuguesa”

[1] os autores pretendem alinhar

as definições de massas com seu

equivalente em inglês. Assim, as

definições são as seguintes:

Massa nominal (nominal mass):

Massa de um íon ou molécula

calculada a partir da massa do

isótopo natural mais abundante

de cada elemento, arredondada

para o valor inteiro mais próximo

e multiplicada pelo número de

átomos de cada elemento.

Massa acurada (accurate mass):

Massa de um íon de carga conhecida,

determinada experimentalmente,

a qual é utilizada para determinar

sua composição elementar. Nota:

massa acurada e massa exata

Fonte: http://webbook.nist.gov/chemistry

Figura 1: Espectro de massa do Tolueno (C7H8) obtido por meio da ionização por elétrons com energia de 70 eV. Em

destaque o íon base (m/z 91), o íon molecular (m/z 92) e os íons fragmentos 77, 65, 51 e 39.

não são sinônimos. O primeiro

termo refere-se à massa medida

empiricamente e o outro, à massa

calculada (teórica).

Massa exata (exact mass): Massa

calculada para um íon ou molécula

contendo um isótopo específico de

cada átomo, obtida a partir das

massas desses isótopos usando

um grau específico de precisão e

exatidão. Nota: a massa exata é a

massa calculada (teórica) e não

deve ser confundida com massa

acurada (empírica).


Espectrometria de Massa

Massa média (average mass):

Massa de um íon ou molécula

calculada usando-se a massa

atômica média de cada elemento,

a qual é obtida ponderando-se a

massa atômica de cada isótopo

com sua abundância natural.

Massa molar (molar mass): Massa

de um mol (6,022 x 1023 átomos

ou moléculas) de um composto.

Nota: o termo “peso molecular”

não é adequado porque “peso” está

relacionado à força gravitacional

sobre um objeto, a qual pode variar

com sua localização geográfica.

Historicamente, o termo tem sido

utilizado para designar a massa

molar calculada a partir das massas

atômicas médias dos isótopos dos

elementos constituintes.

Massa monoisotópica (monoisotopic

mass): Massa exata de um íon ou

molécula calculada a partir da massa

do isótopo de ocorrência natural

mais abundante de cada elemento.

Unidade de massa atômica

unificada (u) (unified atomic

mass unit): Unidade de massa não

pertencente ao SI, definida como

1/12 da massa de um átomo de

Fonte: http://vegascience.blogspot.com

Figura 2: Cálculo teórico das massas dos íons detectados experimentalmente no espectro de massas do Tolueno. Em

destaque os íons m/z: 91, 92, 77, 65, 51 e 39.

Fonte: A.G. Brenton. J. Am. Soc. Mass Spectrom. 21, 2010.

Figura 3: Curva gaussiana de um espectro de massas, demonstrando o erro de medição, isto é, a diferença entre

as massas exata calculada (quantidade referência) e a massa experimental média (quantidade experimental). Em

destaque a precisão analítica do espectro de massas.

12C em repouso e em seu estado

fundamental. Equivale a 1,660

538 782(83) x 10-27 kg. O número

entre parênteses representa a

incerteza estimada para os dígitos

finais do valor.

Um espectro de massa pode

ser denotado por meio de seu

valor nominal de massas e um

número apropriado de algarismos

significativos. A unidade de massa,

segundo a IUPAC é a unidade de

massa unificada (u), também

é conhecida como Dalton (Da)

embora esta não seja uma unidade

SI. O termo unidade de massa

atômica (a.m.u.) é uma unidade

Revista Analytica | Setembro 2021

25


Espectrometria de Massa

redundante e obsoleta. Todo

espectrômetro de massas fornece

a escala de massas em função da

relação massa/carga (m/z) dos

íons detectados, por exemplo o

espectro de massa do Tolueno

(Figura 1). Os diferentes íons

detectados experimentalmente

neste espectro são deduzidos

teoricamente na Figura 2.

26

Revista Analytica | Setembro 2021

Existem vários métodos para

análise de um determinado

composto químico via MS, mas

todos envolvem calibração da

escala de massas usando íons de

massa exata conhecida, isto é, os

padrões. Nesta tarefa analítica é

necessário enfatizar a diferença

entre os termos de massa acurada

e massa exata. Massa acurada é

a quantidade experimental que

é medida pelo espectrômetro

de massas e massa exata é a

quantidade de massa calculada

teoricamente.

Na análise da massa experimental,

é necessário o tratamento

estatístico dos dados da medição,

além de aplicar a terminologia

que descreve esses procedimentos

de maneira consistente. Para

não ter confusão ante as massas

analisadas experimentalmente e as

calculadas, o uso do termo “Massa

medida” e “Massa calculada”, é

utilizada e não deixam dúvidas

qual é a massa referida.

A diferença entre o valor da

massa medida e o valor da

massa calculada é mensurada

em miliDaltons (mDa) isto é:

0,001 unidades de massa ou em

partes por milhão (ppm), ou

[(∆m/m) x 106]. Esta diferença é

denominada de “Erro de medição”

ou “Exatidão de medição do MS”.

Fonte: A.G. Brenton. J. Am. Soc. Mass Spectrom. 21, 2010.

Figura 4: Análise de nove medições seguidas de massas de 400 Da, na faixa, entre 399,990 e 400,010 Da.

Apresentando quatro tipos de resultados estatísticos de dados diferentes: (i) Exata e precisa; (ii) Exata, mas

imprecisa; (iii) Inexata, mas precisa e (iv) Inexata e imprecisa.

Por exemplo, sendo a massa

medida experimental de um

determinado íon (mi) igual a

400,0012 Da, e sendo a massa

deste íon calculada (ma) igual

a 400 Da. O grau de exatidão de

massa será igual a 0,0012 Da ou

1,2 mDa, ou 2,9 ppm.

Na Figura 3 ilustramos o

significado dos termos erro

de medição, precisão, massa

experimental média e massa exata

calculada, de um conjunto de íons,

para um determinado espectro de

massa. O histograma é plotado

por conveniência como uma curva


Espectrometria de Massa

de probabilidade (gaussiana)

que mostra o erro de medição

ou a exatidão de massas, isto é,

a diferença entre a massa exata

calculada (quantidade referência)

e a massa experimental média

(quantidade experimental).

A precisão é uma medida da

propagação de medições de

massa do conjunto de dados e se

relacionam com a repetibilidade

das medições realizadas [2].

A Figura 4 apresenta o gráfico

de nove medições seguidas de

massas acuradas de um padrão

de massa exata com 400 Da, na

faixa, entre 399,990 e 400,010

Da. Apresentando quatro tipos de

resultados estatísticos de dados

diferentes: (i) Exata e precisa;

(ii) Exata, mas imprecisa; (iii)

Inexata, mas precisa e (iv) Inexata

e imprecisa.

Existem métodos estatísticos

apropriados para testar a

repetibilidade e reprodutibilidade

de medições experimentais, por

exemplo, o desvio padrão. A

abordagem mais geral é denominada

análise de variância ou ANOVA.

Duas outras terminologias devem

ser esclarecidas: Repetibilidade é a

condição de medição num conjunto

de condições, as quais incluem o

mesmo procedimento de medição,

os mesmos operadores, o mesmo

sistema de medição, as mesmas

condições de operação e o mesmo

local, assim como medições

repetidas no mesmo objeto ou

em objetos similares durante um

curto período. Reprodutibilidade

é a condição de medição num

conjunto de condições, as

quais incluem diferentes locais,

diferentes operadores, diferentes

sistemas de medição e medições

repetidas no mesmo objeto ou em

objetos similares [3].

A literatura de espectrometria de

massa é extensa, com numerosos

livros publicados sobre o assunto

em vários idiomas. Para nosso

conhecimento, atualmente não

há uma única fonte de material

que descreve adequadamente a

terminologia e as estatísticas de

medição de massa exata. Uma

das recomendadas é “Vocabulário

Internacional de Metrologia” do

INMETRO [3].

Referências bibliográficas

1) R. Vessecchi. “Nomenclatura de espectrometria de

massas em língua portuguesa”. Quim. Nova. Vol. 34. 2011.

2) A. Gareth Brenton e A. Ruth Godfrey. “Accurate

Mass Measurement: Terminology and Treatment of

Data”. J Am Soc Mass Spectrom. 21, 2010.

3) INMETRO. Vocabulário Internacional de Metrologia

– Conceitos fundamentais e gerais e termos

associados. VIM. 2012.

Oscar Vega Bustillos

Pesquisador do Centro de Química e Meio Ambiente CQMA do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares IPEN/CNEN-SP

Tel.: 55 11 2810 5656 - E-mail: ovega@ipen.br - Site: www.vegascience.blogspot.com.br

Revista Analytica | Setembro 2021

27


Logística Laboratorial

CERTIFICADO DE BOAS PRÁTICAS DE ARMAZENAMENTO

E DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS PARA A SAÚDE

PRIME STORAGE RECEBE CERTIFICADO

DE BOAS PRÁTICAS DA ANVISA

(11) 4280-9110

www.primestorage.com.br

28

Revista Analytica | Setembro 2021

A Prime Storage, é uma empresa de

armazenamento de carga, fundada em

06 de janeiro de 2011, especializada

em armazenar produtos para a área da

saúde, contamos hoje com estrutura

adequada e disponível para a pronta

utilização, uma equipe de profissionais

capacitados, que nos permite o pronto

atendimento das necessidades de

nossos clientes, se compromete a

garantir as boas práticas da ANVISA em

todos os processos de armazenagem e

distribuição.

A Prime Storage, procura melhorar

continuamente o serviço prestado

de armazenagem de produtos para

saúde, tal como os seus processos e

métodos de controle com o objetivo

de corresponder e antecipar-se às

exigências de qualidade dos seus

clientes, os requisitos estatutários e

regulamentares.

Recentemente a Prime Storage

obteve junto a ANVISA a certificação

de Boas práticas de Armazenagem

e Distribuição de produtos para a

saúde.

A CBPDA – Certificado de Boas

Práticas de Armazenamento

e Distribuição é um conjunto

de procedimentos obrigatórios

criados para garantir padrões de

qualidade, integridade e segurança

dos produtos nos processos de

armazenagem, transporte e

comercialização.

O conceito de boas práticas tem como

pilar o treinamento e capacitação

das equipes, rastreabilidade de

produtos e processos, medição e

monitoramento, além de auditorias

e autoinspeções.

É fundamental cumprir as boas práticas

da ANVISA não somente por estar

cumprindo com a legislação vigente

más também para garantir a qualidade

dos produtos para consumo.

O grande desafio das Boas Práticas é a

manutenção e controle de seus requisitos

devido aos inúmeros processos

envolvidos no armazenamento ou na

distribuição dos produtos, contando

com diversas variáveis envolvidas nos

procedimentos.

Implementar corretamente as Boas

Práticas de Armazenagem e manter o

nível de qualidade dos serviços é um

desafio diário.

Tâmisa Barbosa de Lima

Farmacêutica / Coordenadora de

Qualidade


Tecnologias Químicas

ELETRODOS DE PH: PRINCÍPIOS E UTILIZAÇÃO.

De forma geral, os eletrodos

respondem seletivamente a analitos

específicos, seja em soluções aquosas

ou até mesmo em fase gasosa.

Com avanço da tecnologia, os eletrodos

apresentam dimensões muito

pequenas e cada vez mais compactos,

o denominado eletrodo combinado de

vidro possui em seu corpo, o eletrodo

indicador, o eletrodo de referência e

sensor de temperatura, até alguns anos

para medir o pH de uma solução era

necessário adicionar a solução os três

componentes separados, o que não

era nada prático e, principalmente para

manter os eletrodos em soluções iônicas

não tinha a tecnologia do reservatórios,

os eletrodos ficavam mergulhados

utilizando béqueres, o que de certa

forma causava contaminação da

solução de descanso.

Eletrodo prata-cloreto de prata:

AgCl(s) + é Ag(s) + Cl - E 0

= + 0,197 V

Outro eletrodo de referência é o

calomelano, cujo potencial saturado

equivale a +0,241V.

Eletrodo de calomelano:

½ Hg2Cl2(s) + é Hg(I) + Cl - E0

= + 0,241 V

Para os eletrodos de vidro

combinado, o prata-cloreto de

prata é o mais utilizado como

eletrodo de referência.

Nos eletrodos indicadores o potencial

elétrico é produzido proporcionalmente

à migração seletiva dos íons através

da membrana. Dentre os eletrodos

indicadores temos duas categorias, os

metálicos que desenvolvem reação

redox na superfície do metal e os

eletrodos de íons seletivos.

O metálico mais comum é o de platina,

que leva vantagem por ser inerte.

A platina praticamente não realiza

reações químicas, ela permite o fluxo

de elétrons na solução, outros metais

podem ser utilizados, entretanto eles

devem ser metais nobres.

Sobre suas funções, o eletrodo de

referência é utilizado para efeito de

comparação das concentrações do

analito, o referência possui potencial

sempre constante, como é o caso do

eletrodo de prata-cloreto de prata.

Revista Analytica | Setembro 2021

29


Tecnologias Químicas

Podemos ter algumas combinações

de eletrodos de referência e

eletrodos indicadores, abaixo um

exemplo de combinação [1]:

Eletrodo indicador:

Ag + + é Ag(s) E+ 0 = 0,799 V

Eletrodo de referência:

Hg2Cl2(s) + 2é 2 Hg(I) + 2Cl -

E- 0 = 0,241 V

Os eletrodos de íons seletivos

respondem a um determinado

tipo de íon, através de uma

membrana que perfeitamente

se associa ao íon de interesse. O

eletrodo de vidro para medir pH

é um exemplo de íon seletivo,

conhecido como eletrodo de

vidro combinado para pH.

A sensibilidade ao pH ocorre na

parte do bulbo de vidro com paredes

finas, localizada na extremidade

inferior do eletrodo. A figura a

seguir representa um eletrodo de

vidro combinado.

A superfície da membrana se dilata

quando absorvem a solução, neste

momento íons metálicos na região do

gel hidratado se difundem para fora do

vidro, ao mesmo tempo íons H+ da

solução são transportados para dentro

da membrana em substituição aos íons

metálicos, esse processo é denominado

troca iônica. A seletividade dos íons H+

ocorre porque ele é o único cátion que é

capaz de interagir com a camada do gel.

O eletrodo mede uma diferença

de potencial entre a amostra e a

referência em milivolts (mV), que

é convertido para a escala de pH

através de uma curva de calibração.

Para cada fabricante de peagâmetro,

a relação entre os valores de pH e em

milivolts são diferentes, depende

muito do tipo de eletrodo e a

configuração dos elementos.

Os valores em milivolt tendem

a ser constante, ou seja, os

valores da escala em pH sempre

estão relacionados aos valores

em milivolt, claro que ocorrem

pequenas variações e com o

envelhecimento do eletrodo essa

diferença tende a aumentar, e para

cada modelo existe uma tolerância

aceitável.

A temperatura também influencia

muito, exemplo um tampão 4,

possui valor de pH igual a 4,00 à

25°C, já a 40°C o pH é igual a 4,02,

essa pequena diferença quando

observada na escala milivolt tornase

bastante considerável.

Os eletrodos de vidro combinado

para pH devem ser calibrados com

soluções tampões, antes do início

das medidas e também a cada duas

horas de utilização contínua, ou

se for desligado. Em geral são três

tampões mais utilizados, um ácido

com pH igual a 4,00, um neutro com

pH igual a 7,00 e um básico com pH

igual a 10,00, entretanto, existem

muitas variações de valores de pH

para os tampões, esse fato decorre

de necessidades específicas das

medidas.

30

Revista Analytica | Setembro 2021


Tecnologias Químicas

Sobre os cuidados com os eletrodos

de pH, um bastante importante é

a utilização de solução iônica de

cloreto de potássio 3 mol/L, que se

deve mergulhar o eletrodo quando

não estiver em uso. No momento da

utilização deve proceder a remoção

do reservatório com cloreto de

potássio, lavar com água destilada,

calibrar com as soluções tampões e

por fim realizar as medidas de pH.

Importante ressaltar uma atitude

bastante comum que conduz a erros

na calibração, que é a realização

da calibração utilizando o eletrodo

direto nos recipientes dos tampões,

esse procedimento contamina a

solução tampão, o correto é separar

uma quantidade em béquer e

assim realizar a calibração, após a

calibração os volumes dos béqueres

devem ser descartados.

Em relação aos principais erros dos

eletrodos combinados destacamos:

Concentração das soluções

tampões, validade dos tampões, o

potencial de junção que separa as

soluções externas e internas, devido

a diferença de composição iônica o

potencial pode variar.

O erro sódio - ocorre quando

temos a concentração de H+

muito baixa e a de Na+ é muito

alta, o eletrodo pode responder

à Na+ e o pH medido é menor

que o real, erro ácido - em ácido

forte, o pH medido é maior que

o pH real, devido a membrana

estar totalmente protonada[1].

Outro erro é o tempo para atingir o

equilíbrio e o pH parar de fato de

variar, isso acontece muito quando

escolhemos na configuração

do equipamento muitas casas

decimais para expressar o pH, a

hidratação ideal da membrana

também pode conduzir a erros e

por fim a temperatura, lembrando

que é necessário realizar a

calibração e as medidas na

mesma temperatura, com a menor

diferença possível.

Essas são os principais detalhes

que devem ser considerados para a

realização de medidas de pH utilizando

eletrodo de vidro combinado.

Referência:

[1] HARRIS, DANIEL C., Análise

Química Quantitativa, 6ª Edição, LTC-

Livros Técnicos e Científicos Editora

S.A., Rio de Janeiro-RJ, 2005

Prof. Dr. Marcos Roberto Ruiz

Químico, Mestre em Química Analítica e Doutor em Ciência e Tecnologia dos Materiais, docente do Curso Técnico em Química do SENAI-

SP, com atuação no desenvolvimento de Projetos Inovadores.

Telefone: 18 99711 3104 E-mail: marcos.ruiz@sp.senai.br

Revista Analytica | Setembro 2021

31


Nanotecnologia

TECNOLOGIA RFID:

A NANOTECNOLOGIA APLICADA À LOGÍSTICA

Autores:

Daiane A. Rodrigues Kapamadjian, Diorgenes Messias de Melo, Millena Marques Cardoso 1 .

1

Alunos da Faculdade Flamingo. Artigo apresentado como quesito para conclusão do Curso de Pós-graduação em Logística Empresarial Supply Chain Manager.

Orientadora: Profa.Lucimar R.S.Rodrigues, 2s2020.

Resumo: O artigo a seguir trata-se de uma pesquisa referente à aplicação da nanotecnologia nas etiquetas

inteligentes RFID, começamos explanando a constante inovação do mercado logístico e da necessidade cada

vez mais crescente de avanços tecnológicos, e como o RFID e a nanotecnologia entram nestes aspectos. O RFID

foi descoberto em 1937, porém, sua história se inicia realmente em 1973, portanto, é algo considerado ainda

novo e com muito para se explorar e ampliar. Dentro do RFID, este artigo se aprofunda nas TAGs, que com a

ajuda do mesmo e da nanotecnologia tem sido uma grande evolução em questão de controle de armazém

integrado a sistemas como o WMS, maior controle de estoque, agilidade de processos, otimização de tempo

e segurança tanto para quem fornece quanto para quem compra, oferecendo um processo mais eficiente

e eficaz. Dentre tantas vantagens de se investir no RFID, uma que se destaca é a questão financeira, obter

maior controle de seu armazém evita perdas, excesso de estoque, pode ser utilizado também como sistema de

antifurto, e a agilidade e melhora nos processos que ocasiona tanto a diminuição de tempo quanto de mãode-obra

necessários para realização de atividades antes morosas e de baixa qualidade.

Palavras-chave: Tecnologia, Logística, Nanotecnologia, Otimização de processos.

Introdução

O ambiente pelo qual as organizações

delas o RFID (identificação por rádio

Segundo Novaes (2001), a logística

exercem atualmente é bastante

frequência), também voltado para as

tem um papel fundamental

complexo e fortemente competitivo,

etiquetas inteligentes, nas quais está

no processo de propagação da

desta forma a logística contemporânea

inserida a nanotecnologia, que segundo

informação, podendo auxiliar

exige processos mais otimizados com

Moussa (2013), é o entendimento

corretamente caso seja bem

informações precisas. Devido a esta

da matéria em nanoescala atômica e

aplicada, ou prejudicar de forma

busca, a área de logística vem utilizando

molecular, onde possui a capacidade de

bem considerável se for mal

as mais diversas inovações tecnológicas

se criar objetos de qualidade superior a

32

Revista Analytica | Setembro 2021

formulado.

que existem no mercado, sendo uma

partir do menor.


Nanotecnologia

A nanotecnologia também é

definida:

Como a compreensão e o controle

da matéria em dimensões entre 1 e

100 nanômetros, aproximadamente;

permitindo-se a criação e utilização

de estruturas, aparelhos e sistemas

que estejam revestidos de novas

propriedades e funções. (National

Nanotechnology Initiative (NNI) - EUA).

Espera-se que no futuro está ciência

seja o motor da próxima revolução

econômica.

Com bases nesses fatores, o intuito

deste artigo é demonstrar a eficiência

e eficácia da nanotecnologia aplicada

ao sistema RFID com as etiquetas

inteligentes para os processos logísticos.

Utilizaremos uma base bibliográfica

para descrever os conceitos e uma

pesquisa de campo com o objetivo

geral de analisar e informar o conceito

básico dentro da nanotecnologia

voltado para o setor logístico

buscando aperfeiçoar seus processos,

utilizando etiquetas inteligentes,

mostrando a evolução e a importância

dessa tecnologia.

O RFID é uma tecnologia que emite

ondas de rádio para um dispositivo ou

TAGs (etiquetas), que repassa essas

ondas com dados para que o leitor

colete e armazene as informações

no computador. As organizações

perceberam que a utilização do

RFID melhora significativamente

seu desempenho, e que

proporciona maior agilidade nos

processos e tarefas.

A elaboração desta pesquisa se deu

através de livros, artigos acadêmicos

e um estudo de caso sobre a empresa

iTAG, que é uma organização

pioneira na área de RFDI e Etiquetas

Inteligentes, acompanhado por Sérgio

Gambim responsável pela área de

projetos da iTAG.

A logística é entendida como o

processo de gerenciamento e

planejamento que parte desde a

aquisição até a distribuição de uma

determinada mercadoria. A logística

está diretamente relacionada ao

produto, sendo destacado a ele

valor de lugar, tempo, qualidade

e informação, ou seja, para que

o consumidor esteja próximo

ao produto é necessário a sua

disponibilização no local desejado,

gerando assim o valor de lugar, a

questão valor de tempo se relaciona

ao cumprimento de prazos préestabelecidos,

o ponto qualidade

refere-se ao recebimento daquilo

que foi solicitado, considerando

todas as características do produto,

seja o modelo, cor, tamanho ou até

mesmo temperatura quando se trata

de alimentos e por último o valor

da informação, que é a permissão

para que o cliente acompanhe o

percurso de sua mercadoria, através

de um determinado dispositivo,

aplicativo ou site, até que ela

chegue em seu destino (NOVAES,

2001). Para Ballou: (1993, p.38)

logística empresarial tem como

objetivo prover o cliente com níveis

de serviço desejado. A meta de

nível logístico é providenciar bens

ou serviços corretos, no lugar certo,

no tempo exato e na condição

desejada ao menor custo possível.

A logística é considerada uma parte

fundamental da empresa, envolvendo

uma abrangência de processos

relacionados à movimentação de

matérias, seja como matéria prima ou

de forma acabada, desde o fornecedor

até o consumidor final, sempre

em busca de redução de custos e

adicionando valores que irão de

encontro com uma boa lucratividade

e satisfação de seus clientes. Desta

forma segundo Ballou: [...] (1993,

p.17) a logística empresarial estuda

como a administração pode prover

melhor nível de rentabilidade

nos serviços de distribuição aos

clientes e consumidores, através

de planejamento, organização e

controle efetivos para as atividades de

movimentação e armazenagem que

visam facilitar o fluxo de produtos.

Revista Analytica | Setembro 2021

33


Nanotecnologia

34

Revista Analytica | Setembro 2021

Os planejamentos logísticos possuem

objetivos como a otimização e

aprimoramento das etapas, nas quais

a mercadoria é submetida, visando

ganho de tempo e redução de custos.

A informação nas operações logísticas

desenvolve um papel de extrema

importância, por meio de programas

e sistemas que é armazenada,

processada e transformada em dados,

que são necessários para que todas as

partes da cadeia logística fluam da

melhor forma possível.

A globalização permite ao mercado

contemporâneo um acesso mais

rápido a produtos e informações

de empresas no exterior,

aumentando assim as chances do

desenvolvimento e implementação

de novos processos, produtos ou

serviços. O papel da tecnologia

na evolução e desenvolvimento

da logística está principalmente

associado aos processos, como

o de planejamento, aquisição,

armazenagem, distribuição e

transporte, considerando que

mediante a eficácia dessas

etapas se adquire um diferencial

competitivo, um exemplo de

tecnologia que vem sendo

instalada na logística são as

etiquetas inteligentes RFID,

Identificação por Rádio Frequência

(TABOADA, 2009).

A História do RFID (Radio

Frequency Identification)

A partir da segunda guerra mundial se

deu origem à tecnologia denominada

RFID descoberta em 1937 pelo físico

escocês Robert Alexander Watson

Watt. Na época, essa tecnologia era

utilizada como sistema de radares

com a finalidade de distinguir as

aeronaves aliadas dos inimigos, porém

após a guerra não houve muitos

investimentos nessa tecnologia e

por volta da década de 70 nos EUA,

algumas empresas identificaram a

grande importância que sistemas tipo

RFID poderiam ter nos seus setores de

atividade (SOUTO et al, 2009).

Em 1973 inicia-se de fato a história

do RFID, quando Mario W. Cardullo

reivindicou como a primeira patente

na América para um sistema de RFID

ativo com regravação de memória no

mesmo ano em que Charles Walton,

Califórnia, recebeu a patente para um

sistema passivo, o qual era utilizado

para destravar uma porta sem a ajuda

de chaves (WANDERLEY et al.;2014

apud 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE

RFID, 2011).

A Tecnologia RFID

A tecnologia de identificação por

rádio frequência, também conhecida

pela sigla RFID (Radio Frequency

Identification), vem ganhando cada

vez mais espaço e aplicações nas

diversas áreas produtivas, tanto no

Brasil como no mundo.

Segundo Kawano e Cugnasca

(2014), este cenário tem uma

alta projeção desde os anos 2000,

com a redução dos custos para

produção das (tags) e implantação

da tecnologia para tornar a mesma

mais atraente para os setores

industriais e de serviços.

Conceito de RFID

RFID é uma sigla em inglês,

cujo significado em português é

identificação por rádio frequência,

sendo utilizado para facilitar a

identificação de pessoas, objetos,

produtos e animais.

O RFID é uma tecnologia de controle

de estocagem e armazenagem que

utiliza a frequência de rádio para

transmissão e recebimentos de

dados que permite o rastreamento

e controle de estoque de materiais

de diversas categorias (LIMA;

SILVA, 2009).

Segundo Martins (2005), RFID ou

Identificação por Radio frequência, é

uma tecnologia sem fio (wireless) 2

destinada à coleta de dados. Assim

como o código de barras, o RFID

compõe um grupo de tecnologias


Nanotecnologia

para identificação e captura de dados

automáticos. A sua descoberta

remete-se há muitas décadas, mas

o crescimento contínuo vem sendo

notado nos últimos anos, devido a

redução do custo de seus componentes.

Funcionamento do sistema e

seus componentes

O RFID utiliza etiquetas mais

conhecidas como TAG ou etiquetas

inteligentes que é diferente do

código de barras, nessa etiqueta

contém um micro chip e uma

antena que envia resposta com

informações de dados através de

uma frequência de rádio para um

leitor, que serve de comunicação

entre o RFID e as ferramentas

externas que são administradas

por um sistema computacional.

O sistema RFID é propício para

combinar com outras ferramentas

como WMS (Warehouse Management

Systems), onde se trata de uma

tecnologia que utiliza dos dados

de fabricantes, transportadoras,

fornecedores e clientes para o

recebimento, inspeção, estocagem,

separação, embalagem e expedição

de maneira ágil.

Se a implantação do WMS e do

RFID separadamente já ocasiona

mudanças em questão de

2

Segundo ENGST & FLEISHMAN (2005), palavra Wireless significa SEM FIO, ou seja, são redes cujos cabos são

substituídos por ondas de rádio. Sua utilização é muito simples, assim como sua instalação, o que ajuda a

proporcionar seu crescente uso nos dias de hoje. (ENGST & FLEISHMAN 2005 - Kit do Iniciante em Redes Sem Fio).

otimização de espaço, tempo

e gastos, juntar estas duas

ferramentas seria algo de extrema

vantagem para uma organização

frente ao mercado e seus

concorrentes.

Um sistema como o WMS, SGA

(Sistemas de Gerenciamento de

Armazéns), podem conferir: rapidez

e acuracidade às informações

de estoques, reduzir tempo de

ressuprimento e aumentar a

produtividade da operação pelo

uso de endereçamento eletrônico,

principalmente se associados a

rastreadores por radiofrequência

(RFID – Radio Frequency

Identification). (MACHADO e

SELLITO, 2011, p.47).

Etiquetas Inteligentes e a

Nanotecnologia

Atualmente podemos observar

que praticamente todos os

produtos são comercializados com

algum tipo de etiqueta, contendo

informações relevantes sobre

os produtos, ou que possuam

algum sistema de segurança

embutido para se evitar os roubos.

Na logística também se tornou

indispensável o uso das etiquetas,

sendo necessário em muitas de

suas operações, trazendo maior

agilidade nos processos diários.

O primeiro relato de etiquetas

utilizadas foi em meados de 1880, e

surgiram para dar destaque aos seus

produtos no meio de tantas outras

variedades. Com o crescimento

comercial os comerciantes precisavam

chamar atenção de uma forma ágil e

diferenciada, e as etiquetas foram a

resposta para isso.

Com o passar do tempo e o avanço

da tecnologia, surgiram algumas

etiquetas no mercado como: etiqueta

de segurança com lacre, etiqueta

de aviso, etiquetas de identificação,

dentre outras. Entre elas, também

surgiu a etiqueta inteligente, que veio

para facilitar o controle de produtos.

A tecnologia utilizada nessas

etiquetas inteligentes é a chamada

nanotecnologia, cujo nome dado é

devido ao estudo de manipulação da

matéria em nível de escala atômica e

molecular, para elaborar diversos tipos

de materiais e objetos com melhorias

e maior estabilidade.

O nome deriva da unidade de medida

conhecida como nanômetro, que

equivale a um milionésimo de um

milímetro, ou seja, é um milhão

de vezes menor que um milímetro

e é com esses minúsculos pedaços

de matérias que a nanotecnologia

trabalha.

Revista Analytica | Setembro 2021

35


Nanotecnologia

36

Revista Analytica | Setembro 2021

Uma das aplicações da nanotecnologia

é no desenvolvimento de nano códigos

de barras, feitos por eletrodeposição

de metais inertes, como ouro, prata

e platina, em moldes que definem o

diâmetro da partícula. As barras de

nano partículas são, então, retiradas

dos moldes. As medidas destas,

podem ser modificadas para gerar

códigos de barras nano variados,

sendo uma alternativa de custo menor

para identificadores em RFID.

A nanotecnologia promete mais por

menos, como: dispositivos compactos,

menos custo, mais leveza, mais

agilidade e com maior funcionalidade,

usando menos matéria-prima e

consumindo menos energia.

Efetivamente, a nanotecnologia é

uma novidade no foco produtivo,

que afetará, direta ou indiretamente,

muitos setores, de tal forma que a

omissão em responder a esse desafio

arriscará a competitividade futura de

muitas organizações e empresas.

Etiquetas RFID

Por volta do ano de 1980, alguns

centros de pesquisas como a

Massachusetts Institute of Technology

(MIT), começaram analisar algumas

ferramentas que utilizassem o

sistema de RFID, servindo como

exemplo para execução de novas

tecnologias de rastreamento e

localização de produtos. A partir

dessas pesquisas, deu origem ao

Código Eletrônico de Produtos

– EPC (ElectronicProductCode)

(COELHO, 2010).

Desempenho das etiquetas RFID

A ferramenta RFID é constituído por

um conjunto de elementos interligados

como por uma antena, um transceptor,

no qual é realizado a decodificação

do sinal e após emitindo para um

mecanismo leitor e uma etiqueta de RF

(rádio frequência). Com isso, a antena

deverá percorrer com a informação a ser

transmitida, repassando assim, os dados

para o leitor que irá reverter as ondas de

rádio do RFID para informações digitais.

Após sua conversão, elas poderão

ser lidas e compreendidas por um

computador para então ter seus dados

analisados. A partir desse microchip

na etiqueta que emite onda de rádio, é

possível monitorar cada item desejado

(Ciriaco, 2009).

Essa tecnologia vem sendo muito

procurada para controlar entrada e

saída de mercadorias nos comércios

e indústrias. O sistema proporciona

agilidade com um processo

automatizado, assim ocupando os

funcionários com outras funções.

Além de agilidade e confiabilidade,

o sistema traz segurança para que

o produto não saia do ponto que foi

estabelecido e também qual área do

estabelecimento tem mais atenção do

consumidor (Ciriaco, 2009).

Tipos de Etiquetas

a) Etiquetas Ativas

Segundo Oda (2014), essas etiquetas

têm seu próprio meio de energia, uma

bateria interna, dessa forma envia o sinal

de rádio que permite sua análise a longa

distância; normalmente possui uma

grande capacidade de armazenamento

de dados e sua embalagem consegue

enfrentar condições desfavoráveis.

Com este tipo de etiqueta

devido sua bateria e por serem

caracteristicamente de escrita

e leitura, permite-se a inserção

de novas informações em um

prazo mais longo de sua vida.

Dependendo da forma em que for

utilizada essas tags podem chegar

a durar por volta de 10 anos.

Nas etiquetas ativas a transmissão dos

dados ocorre de maneira mais rápida

que na etiquetas passivas, onde

também o alcance de leitura pode

chegar a 30 metros.

b) Etiquetas Passivas

De acordo com Santini (2008), as tags

passivas possuem maior utilização,

sendo consideradas mais acessíveis,

de fácil aplicação e praticidade.

As etiquetas chamadas passivas

são amparadas pela energia das

ondas eletromagnéticas que

são levadas por uma antena

até o leitor, pois é necessário

3

Essa é uma das grandes tendências no mercado de varejo. Agora não há mais diferenças entre lojas físicas ou lojas online. O cliente conhece o produto

na Internet e compra na loja física, ou e vice-versa. O consumidor omni-channel usa todos os canais simultaneamente, e as empresas que utilizarem

uma abordagem omni-channel irão acompanhar os clientes em todos os canais, e não apenas um ou dois (MONTEIRO, 2013).


Nanotecnologia

que sejam sustentadas por uma

fonte de energia. Na própria

etiqueta existe uma antena que

captura o sinal, onde se utiliza

parte da energia para etiqueta

e a outra parte para conduzir as

informações até o leitor. (ROCHA,

2014 apud WANT, 2006)

As etiquetas passivas são mais

utilizadas em produtos de grande

volume. Os dados são lidos e

transferido para um computador,

que é integrado a outros sistemas,

permitindo um controle mais

organizado. Esse tipo de Tag possui a

capacidade de operar com senhas e

criptografia de dados.

iTAG: Um Estudo de Caso de Uso

de Nanotecnologia na Logística

Na atualidade, a logística é destaque,

sendo identificada como um diferencial

competitivo para as organizações

de todo o país. Com a constante

demanda do mercado, a globalização

e os desenvolvimentos tecnológicos

requer, cada vez mais, que as empresas

aperfeiçoem suas estratégias gerenciais

e competitivas, buscando esquadrinhar o

conhecimento em seu exercício de atuação

e os ajustar, de maneira satisfatória, afim

de alcançar da melhor maneira seus

objetivos (CHOPRA; MEINDL,2001).

Neste case apresentaremos

a organização chamada iTAG

tecnologia, onde foi fundada no

ano de 2007 no Paraná por Sérgio

Gambim, a mesma tem como

objetivo apresentar soluções com as

mais diversas aplicações, utilizando a

tecnologia RFID. Este sistema auxilia a

identificação automática de produtos,

rastreamento de itens, elaboração

de inventários com velocidade de

82%, fornecendo desde etiquetas

inteligentes com nanotecnologia,

software para controle até a efetivação

total do sistema, fornecendo toda

consultoria necessária para satisfação

e de seus clientes.

A grande maioria dos empreendedores

que procuram a iTAG é em busca de

um controle de estoque de qualidade,

onde empresas com processos antigos

precisam evoluir. O empresário

conhece seu próprio negócio e sabe

que se não buscar por uma tecnologia

que avance os processos manuais

nunca atingirá a agilidade e precisão

necessária, não acompanhando a

evolução do mercado.

Com essa necessidade do mercado

de se superar cada vez mais surge as

etiquetas inteligentes (RFID), onde

esta tecnologia não veio para anular o

código de barras, mas sim para trazer

inteligência ao mesmo, aprimorando

para que andem em paralelo.

Gambim explica que a implantação do

RFID é diferente do código de barras,

pois este por muito tempo será um

projeto que deve mudar tudo dentro

de uma organização, ajustando os

processos e otimizando a mão de obra

para o real necessário.

Análise do case da iTAG

A iTAG faz também o papel de

consultoria personalizada para

implantação do projeto RFID mais

adequado aos seus clientes, onde

acompanham cada etapa dos

processos realizados pela empresa

e vem educando essas etapas,

tratando a causa de falhas desde

a raiz para se obter o sucesso do

projeto desenvolvido, com isso traz

maior agilidade e confiabilidade

também no processo de inventário,

onde pode-se com essa tecnologia

ler mais de 20 mil peças em apenas

1:30hr, sendo por meio manual

algo muito moroso e desperdiçando

o tempo dos funcionários que

poderiam estar focados em outras

demandas.

Este sistema também conversa com

outros sistemas como ERP e WMS,

sendo preparado pela iTAG para

atender a necessidade do cliente.

A Brascol, empresa líder em atacado de

roupas de bebê e infanto-juvenil, com

28 anos de mercado é o maior cliente

da iTAG, sendo um grande exemplo

de Omni- Channel 3 da américa latina,

são mais de 55 mil itens com mais de

3 milhões de peças no estoque é um

Revista Analytica | Setembro 2021

37


Nanotecnologia

38

Revista Analytica | Setembro 2021

processo vivo para apresentar à novos

clientes, mostrando como realmente

funciona o sistema RFID quando

bem implantado e o grande ganho

que a empresa terá em termos de

otimização dos processos, agilidade

no atendimento aos clientes finais,

mantendo a qualidade e direcionando

as verbas financeiras no que realmente

será foco da organização.

Com a aplicação deste novo sistema

o processo ficou muito mais ágil, por

exemplo, ao invés de passar um item

no caixa e entregar um item, pode-se

passar 180 e já entregar 180 de uma só

vez. O RFID auxilia também na questão

de antifurto, pois ao passar pela porta

da loja com um produto não pago,

a antena vai apitar ao detectar a tag,

onde irá fazer uma comparação com

as informações que constam na nota

fiscal de venda emitida ao cliente e

caso o produto não esteja descrito

comprovará em uma tentativa de furto.

Podemos citar também a vantagem da

otimização de tempo e da diminuição

de mão-de-obra. Dentre tantas estas

são apenas algumas das vantagens de

uma boa implantação do sistema RFID.

consumidor omni-channel usa todos os

canais simultaneamente, e as empresas

que utilizarem uma abordagem omnichannel

irão acompanhar os clientes

em todos os canais, e não apenas um

ou dois (MONTEIRO, 2013).

Considerações Finais

Após concluirmos este artigo fica

comprovado a necessidade constante

de inovação tecnológica na logística

e o potencial que traz o RFID e da

nanotecnologia para tal. Ainda

há muito a se explorar com esta

ferramenta e deixamos novamente

destacado que as etiquetas RFID não

estão anulando os códigos de barras,

mas sim integrando inteligência,

qualidade e agilidade aos processos

logísticos, desde o armazém à venda

para o consumidor final, garantindo

mais eficiência, eficácia, estabilidade

e qualidade.

Há muitos segmentos que decidiram

investir nesta inovação, gerando

assim um custo-benefício em

curto prazo, onde os investidores

se intensificaram, pois, as etiquetas

inteligentes, provaram que bem

aplicadas geram ganhos. Para isso,

é necessário engajamento, focando

no aprimoramento das informações

dentro de uma organização.

Entendemos que apesar de ser uma

tecnologia relativamente nova, o RFID

aliado a nanotecnologia vem trazendo

grandes mudanças no mundo e

ao mercado logístico, tendo um

grande potencial para ser explorado,

disseminado e aperfeiçoado em sua

aplicação. Sendo, uma tecnologia

com investimento viável e retorno

extremamente satisfatório, as

etiquetas RFID garantem inovação,

praticidade e segurança no que diz

respeito a controles de estoque e

armazenagem de atacados e varejos

dos mais diversos segmentos.

Aliado a sistemas como WMS, as

TAGs podem oferecer ainda mais

vantagens, unificando em um

micro chip, utilizando também da

nanotecnologia, garantindo que

tenha todos os dados necessários

sobre o produto, facilitando o

manuseio, a localização, transporte

e armazenagem do mesmo,

diminuindo custos e poupando

tempo, em um dispositivo muito

menor e mais barato.

Em breve o RFID terá dominado

o mercado logístico, o que já está

ocorrendo considerando a alta

demanda dos estoques de mercados,

farmácias e e-commerce. Abrangendo

desde o menor negócio a empresas

multinacionais.

Não se render a essa tecnologia terá

uma empresa, com pensamentos

e sistemas obsoletos, sem uma

visão futurista e em desvantagens

inovadoras, tecnológicas comparadas

com as demais concorrentes no

mercado.

Com isso, ressaltamos a importância

da logística em todo o processo, sendo

parte de uma função primordial

quando se trata de disseminar as

informações, mantendo a qualidade

e eficiência nesse quesito, evitando

desta maneira os transtornos que

podem ser causados, se não houver

planejamento e a busca por inovações

tecnológicas.


Nanotecnologia

O M A I O R E V E N T O D E M I C R O B I O L O G I A D O B R A S I L

3 DIAS DE EVENTO - EVENTO ONLINE E AO VIVO - 72 DE TRANSMISSÃO

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A p o i o

Revista Analytica | Setembro 2021

39


Nanotecnologia

40

Revista Analytica | Setembro 2021

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33, 2006. doi: 10.1109/MPRV.2006.2. Disponível

em:. Acesso em 02 de junho de 2020.


ESPECTROFOTÔMETROS UV-VISÍVEL SÉRIE GENESYS

DA THERMO SCIENTIFIC: VERSÁTEIS E MODERNOS

Em Foco

A Analitica apresenta a nova linha de

espectrofotômetros GENESYS da Thermo Scientific,

projetados para os laboratórios modernos e a nova

geração de analistas.

Técnicos do controle de qualidade industriais,

instrutores e pesquisadores universitários que

buscam um espectrofotômetro UV-Visível robusto,

automatizado, pronto para uso em rede Wi-Fi e

com custo acessível agora podem escolher entre

uma ampla variedade de opções com a chegada

da nova série de espectrofotômetros GENESYS da

Thermo Scientific. Reconhecidos mundialmente

por sua confiabilidade, precisão e reprodutibilidade,

os novos GENESYS foram projetados para atender

às expectativas de tecnologias avançadas da era

moderna em um pacote compacto e robusto.

GENESYS 50: espectrofotômetro UV-Vis que

apresenta uma interface ao usuário simplificada,

com ampla tela sensível ao toque colorida e de

alta resolução. A carcaça externa é muito robusta,

projetada para ambientes que requerem uso

repetitivo e pesado, apresentando superfícies

inclinadas para prevenir infiltrações e respingos.

Possui compartimento de amostras para uma única

cubeta, atendendo a demanda de laboratórios que

não exigem alta produtividade, mas não abrem

mão da qualidade.

GENESYS 150: O espectrofotômetro UV-Vis

que inclui os mesmos recursos do GENESYS

50, acrescentando opção de uso com carrossel

automatizado para leitura de até 8 cubetas

e capacidade de operação com a tampa do

compartimento de amostras aberto, para medições

com maior rapidez e comodidade comparado aos

instrumentos da geração anterior.

GENESYS 180: O espectrofotômetro UV-

Vis GENESYS 180 inclui todos os recursos do

espectrofotômetro GENESYS 150. Também

inclui um trocador automatizado de 8 cubetas

para ambientes de maior produtividade e

sistema óptico de duplo feixe para experimentos

avançados com uma referência variável.

Biomate 160: O espectrofotômetro UV-Vis

BioMate 160 também inclui todos os benefícios

do espectrofotômetro GENESYS 150 com adição

de métodos pré-programados para ajudar os

pesquisadores da área de Biociências a obter suas

respostas mais rapidamente.

Uma variada linha de acessórios supermodernos,

incluindo trocadores de cubetas automatizados,

suporte termostatizado por Peltier, acessório

sipper para sucção semi-automática das amostras

e sonda de fibra óptica, estão disponíveis

para simplificar a amostragem e atender às

necessidades dos mais exigentes laboratórios.

Interessado em conhecer esses novos

instrumentos?

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Tel: 11-21628080

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Revista Analytica | Setembro 2021

41


Em Foco

A MICROBIOLOGIA DOS ALIMENTOS E A

IMPORTÂNCIA DOS PROCESSOS

Sem dúvida, quando falamos sobre

microbiologia dos alimentos estamos tratando

de procedimentos cruciais para o processo

de fabricação e segurança alimentar. Afinal,

as análises laboratoriais são indispensáveis

para o controle de qualidade, estabilidade,

durabilidade e segurança do consumidor, já

que conseguem identificar microrganismos

presentes no ambiente e produto acabado.

As análises microbiológicas devem cuidar

desde as matérias-primas, todo o processo, até

o produto final. Do mesmo modo, é importante

ter um controle rígido, com procedimentos

bem definidos, principalmente para evitar

contaminações em utensílios e acessórios

utilizados na fabricação. Estes cuidados ajudam

a garantir segurança para sua comercialização.

O uso de membranas filtrantes está entre

os métodos mais utilizados para conter

riscos como os que citamos, estão processos

que usam membranas, como filtração,

ultrafiltração e nanofiltração.

De um modo geral, a técnica que usa

membrana permite que produtos como o

leite, por exemplo, tenha vida útil muito

maior. Pois na filtração conseguimos isolar e

tirar a maioria dos contaminantes presentes

no produto, seja durante o processo produtivo

ou para uma análise de controle de qualidade.

Créditos do texto: www.gvs.com.br

As melhores soluções para microbiologia dos alimentos

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42

Revista Analytica | Setembro 2021

Além disso, o processo ajuda a oferecer mais

qualidade para o resultado final da fabricação

de diferentes itens.


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de produtos e serviços por

normas e regulamentos

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normas/regulamentos. Tudo à mão, tudo fácil.

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Em Foco

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armazenamento e transporte de amostras

análise fácil, são desenvolvidos a partir do

linha de consumíveis em nosso site.

para análises e pesquisa, a Kasvi lança no

polipropileno virgem. Para que o material

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mercado a linha se sacos de amostra Whirl-

coletado não sofra contaminação, são livres

Pak® da NASCO¹. Há mais de 60 anos, a Whirl-

de DNAse, RNAse e pirogênios, estéreis por

¹ Produto não passível de regulamentação na ANVISA.

Pak® foi fundada na inovação do fechamento

radiação gama. Disponíveis em diferentes

à prova de vazamento patenteado para

opções de tamanhos, todas com área para

amostras líquidas. Desde então, é uma

identificação das amostras.

marca reconhecida mundialmente como um

parceiro confiável, oferecendo qualidade e

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produtos de coleta esterilizados e seguros.

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de diferentes segmentos de atuação.

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44

Revista Analytica | Setembro 2021

as indústrias de alimentos, bebidas,

farmacêutica, laticínios, análise ambiental

da água e solo, veterinária, ciência forense,

genética e biomédica.

personalizado, para compreender a

realidade e as necessidades de cada

cliente, para oferecer as melhores soluções

com agilidade.

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Em Foco

MONITORAMENTO DE AR ATIVO E PRECISO

A existência e propagação de microrganismos

no ar tornam obrigatório o estabelecimento,

implementação e manutenção de um sistema formal

de controle da biocontaminação em seus processos.

É fundamental que se empregue um método de

monitoramento de ar confiável e validável que

elimine quaisquer efeitos adversos na área de teste,

enquanto fornece resultados confiáveis.

O MD8 Airport é o amostrador de ar para a

indústria farmacêutica, biotecnologia, indústria

de alimentos e bebidas, para hospitais e para

medições no âmbito da proteção ambiental e

segurança ocupacional.

MD8 Airscan

• Funciona com bateria e portátil - para que possa

ser usado em qualquer lugar

• Nível de energia da bateria claramente indicado,

pois o desempenho constante durante a

amostragem é garantido

• Design ergômico e fácil de limpar

• Opções flexíveis para uso personalizado, incluindo

fluxo de ar ajustável e taxa de fluxo de ar

• Os últimos parâmetros usados são armazenados

mesmo após o desligamento automático

Filtros de membrana de gelatina

• Pode ser calibrado no local

• Utiliza o método de filtro de membrana de gelatina

Os filtros de membrana de gelatina solúveis em água

são a maneira perfeita de monitorar rapidamente a

quantidade de vírus como o SARS-CoV-2. Com a

ajuda do amostrador de ar portátil MD8, o ar de

todas as áreas de alto risco de contaminação pode

ser monitorado. A membrana pode ser dissolvida

em volumes mínimos de água, auxiliando na

concentração da amostra de RNA desde o início:

• A solubilidade do filtro de gelatina é ideal para

métodos de teste rápidos

• As maiores taxas de retenção de bactérias, vírus,

esporos e fagos.

Exemplos de benefícios no uso de

monitoradores de ar com filtros de

membranas de gelatina:

• Detecção diferenciada de altas contagens

de colônias e vírus com base na solubilidade

da gelatina

• Solubilidade do filtro de gelatina ideal para

métodos de teste rápido

• As maiores taxas de retenção para bactérias,

vírus, esporos e fagos

• Filtros, descartáveis e placa de meio de

cultura prontos para uso

Para saber mais, acesse o site

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Sartorius do Brasil Ltda

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E-mail: latam.marcom@sartorius.com

Revista Analytica | Setembro 2021

45


Em Foco

ATCC MINIS® PACKS

A repetição de subculturas pode ser prejudicial

ao controle de qualidade. Cada passagem

carrega o potencial para contaminações,

derivações genéticas e mutações, o que

pode distanciar sua cultura do genótipo

parental, além do fenótipo. Para lhe ajudar

a manter a originalidade das suas cepas,

consequentemente a qualidade dos seus

testes, a ATCC® lhe fornece materiais de

referência de altíssima qualidade, requeridos

nos programas de controle de qualidade

interno e externo.

Os ATCC® Mini-Packs são autenticados

e suportados por testagens polifásicas

ATCC®, garantindo a consistência e

confiabilidade que são a marca das Culturas

Genuínas ATCC®.

Cepas de controle de qualidade ATCC

Com as Culturas Genuínas ATCC®, você pode

Os Mini-Packs da ATCC® contém:

Sempre que possível, a ATCC® busca balancear

contar com:

- Seis criotubos de plástico contendo cepas

os métodos tradicionais de testagem

- Identificação polifásica e caracterização de cepas

específicas e prontas para uso (armazenado

bioquímica com análises fenotípicas e

para estabelecer identidade, viabilidade e pureza

em glicerol)

genotípicas automatizadas para garantir uma

-Meticulosas preservações e armazenamentos

- Criotubos estáveis por até um ano quando

identificação altamente precisa dentro de

de protocolos para manter cada cultura

armazenados em freezer (-20ºC*)

uma ampla gama de microrganismos.

-Utilização de um sistema seed stock para

- Códigos de barra 2D para facilitar o

minimizar as subculturas

rastreamento, o armazenamento e a gestão do

Além disso, cada Cultura Genuína ATCC®

controle de qualidade

é fabricada dentro da certificação ISO

Padrões biológicos com confiabilidade

- Etiquetas destacáveis também para facilitar a

9001:2008 e do credenciamento ISO/IEC

sem precedentes, somente com a ATCC®

manutenção de registros da qualidade

17025:2005, representando um descendente

Além disso, a ATCC® tem prazer em prover

*Algumas cepas fastidiosas não são estáveis a

direto, de passagem mínima do material

materiais de referência certificados (CRMs),

-20ºC. Por favor, verifique na ficha do produto

depositado original, então você pode ter

produzidos sob a ISO 17034 e credenciados

46

Revista Analytica | Setembro 2021

para obter temperatura de armazenamento

apropriada do item.

certeza de que está recebendo uma cepa de

alta qualidade, totalmente caracterizada.

com a ISO/IEC 17025 em laboratórios

certificados pela ISO 9001.


Em Foco

Por que utilizar materiais de referência?

A variabilidade biológica inerente dos materiais

traz desafios únicos no estabelecimento de

padrões para sistemas de modelos in vitro e para

o estabelecimento de procedimentos certificados.

Materiais biológicos de referência produzidos sob

processos credenciados na ISO 17034 contam

com identidade confirmada e características

bem, fazendo dos CRMs (materiais de referência

certificados) os materiais ideais como padrões

biológicos para propósitos de pesquisa e

desenvolvimento além de gestão da qualidade.

Quais são as características dos materiais

de referência certificados ATCC®?

- Otimizados para terem homogeneidade e

consistência lote a lote

- Rastreabilidade

Em que casos os materiais de referência

Créditos do texto: www.atcc.org

- Verificados por testes polifásicos (genotípicos

e fenotípicos) para confirmação de identidade

- Nível de precisão único, com resultados

específicos do lote

- Documentação completa, incluindo valores de

propriedade e seus cálculos de incerteza, data

de expiração e numeração serial dos frascos

certificados ATCC® são recomendados

para o uso?

- Estabelecimento de sensitividade, linearidade

e especificidade durante validações ou

implementações de ensaios

- Ensaios de desempenhos desafiadores

(Challenge Test)

- Validação ou comparação de métodos de teste

Para saber tudo sobre os melhores materiais de

referência para a indústria, conheça o catálogo

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Quais são os benefícios dos materiais de

- Testagem e calibração em laboratórios ISO

referência certificados ATCC®?

17025 que estipulam o uso de materiais de

Os materiais de referência certificados oferecem

referência

o mais alto nível de garantia da qualidade,

- Em comparativos de performance de ensaios

precisão e rastreabilidade. Os materiais lhe

críticos para submissões regulatórias e

proverão completa confiança de que seus

resultados são fidedignos e reprodutíveis.

liberações de lote para produção

- Testes compendiais farmacopeicos

Revista Analytica | Setembro 2021

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Em Foco

COMPOSTOS INORGÂNICOS

As principais impurezas da água são os compostos inorgânicos.

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Revista Analytica | Setembro 2021

Quais são as prováveis impurezas

inorgânicas na água purificada?

As impurezas inorgânicas mais comuns na

água purificada são resíduos dos íons mais

comuns na água de alimentação - sílica,

cálcio, ferro, magnésio, cloreto, sulfato, nitrato

- e íons fracamente retidos na resina de troca

iônica - silicatos e boratos. Os íons bicarbonato

geralmente estão presentes, também, produzidos

pela dissolução do CO2 atmosférico na água do

produto por exposição ao meio ambiente.

De onde vêm as impurezas inorgânicas?

Os íons inorgânicos são as impurezas mais

abundantes na água de alimentação usada para

fornecer sistemas de purificação de água. Estes

podem ser transportados para a água purificada

se não forem removidos de forma eficaz. Eles

também podem ser liberados do meio de troca

iônica (IX) dentro do sistema de purificação

conforme as capacidades do meio IX são usadas.

Quais aplicativos afetam as impurezas

inorgânicas?

Claramente, a presença de uma impureza

contendo um elemento determinado afetará

diretamente a precisão dos resultados da análise

elementar. Outros elementos inorgânicos com

emissões espectrais sobrepostas ou massas

isotópicas também interferem nas análises de ICP-

OES e ICP-MS, respectivamente. Concentrações

mais altas de espécies menos solúveis podem

levar à degradação das características de

pulverização para essas técnicas e AAS e podem

degradar o desempenho da coluna e do detector

em HPLC. Os íons de impureza também podem

afetar a ionização e formar íons com vários

átomos em ICP-MS e LC-MS.

Como as impurezas inorgânicas são

monitoradas?

O método universal de monitoramento de

impurezas iônicas em água purificada é medindo

sua condutividade / resistividade elétrica. Uma

resistividade de 18,2 MΩ.cm é essencial para

água ultrapura contendo os níveis mais baixos

de impurezas, mas, devido à ligeira ionização da

água em hidrogênio e íons hidroxila, mesmo com

água de resistividade de 18,2 MΩ.cm, níveis ppb

de íons de impureza podem estar presentes . A

ausência de traços de íons só pode ser garantida

através da realização de análises específicas

regulares, notadamente por ICP-MS, ou usando

um processo de sistema de purificação de água

que garanta sua remoção, como a tecnologia

PureSure.

Quais níveis são importantes?

O significado das impurezas depende da

aplicação. Para análise de ultra-traços,

mesmo níveis muito baixos (sub-ppb) de íons

inorgânicos podem interferir significativamente.

Água tipo 1+ com resistividade de 18,2MΩ.cm

é essencial. Para análises menos sensíveis, níveis

mais altos de impureza podem ser aceitáveis

(Tipo 2+ ou 2 com resistividade respectivamente

de 10 ou 15MΩ.cm).

Como ELGA remove impurezas inorgânicas?

Nos sistemas ELGA, normalmente mais de 95%

dos íons são removidos por membranas de

osmose reversa de alta rejeição. Um reservatório

de armazenamento subsequente é protegido por

filtragem de ventilação para remoção de CO2. Os

íons restantes são removidos por recirculação por

meio de cartuchos de troca iônica. As resinas de

leito misto mais puras e de alta eficiência são

usadas em todo o processo. O uso da tecnologia

PureSure - cartuchos duplos de troca iônica com

monitoramento de resistividade entre os mesmos

e na água do produto - garante que os cartuchos

de purificação sejam trocados antes que haja

qualquer chance de o segundo cartuchos se

tornar menos de 100% eficaz. Isso garante que

os níveis mínimos de íons de impureza sejam

alcançados e mantidos. A capacidade do meio de

troca iônica IX também é maximizada.

Sobre a Veolia

O grupo Veolia é a referência mundial em gestão

otimizada dos recursos. Presente nos cinco

continentes com quase 179000 assalariados,

o Grupo concebe e implementa soluções para

a gestão da água, dos resíduos e da energia,

que fomentam o desenvolvimento sustentável

das cidades e das indústrias. Com suas três

atividades complementares, Veolia contribui

ao desenvolvimento do acesso aos recursos, à

preservação e renovação dos recursos disponíveis.

Em 2019, o grupo Veolia trouxe água potável

para 98 milhões de habitantes e saneamento

para 67 milhões, produziu cerca de 45 milhões

de megawatt/hora e valorizou 50 milhões de

toneladas de resíduos. Veolia Environnement

(Paris Euronext : VIE) realizou em 2019 um

faturamento consolidado de 27,189 bilhões de

euros. www.veolia.com

Veolia Water Technologies Brasil - Media Relations

Rafaela Rodrigues

Tel. +55 11 3888-8782

rafaela.rodrigues@veolia.com


Em Foco

PRODUÇÃO BRASILEIRA COM TECNOLOGIA ALEMÃ

EFICIENTE. SEGURA. COMPLETA. A PLACA DE PETRI DA GREINER BIO-ONE É A ESCOLHA CERTA PARA O SEU NEGÓCIO

Contribuindo para a ciência dar um passo à frente, a

Greiner Bio-One desenvolveu, produziu e apresentou

ao mercado, em 1963, a primeira placa de Petri de

plástico, tornando-a referência de mercado e uma

das principais fornecedoras da área, com produção

superior a 120 milhões de unidades por ano na

Europa. Nada mais justo do que trazer, diretamente

dos pioneiros, a tecnologia e know-how consagrados

mundialmente, para suprir o mercado brasileiro com

a melhor placa de Petri. Agora, a unidade da Greiner

Bio-One de Americana produz placas de Petri de

90x15mm, e possui estoque local que pode chegar

rapidamente as bancadas de todo país.

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Revista Analytica | Setembro 2021

De uso indispensável em laboratórios

microbiológicos para o crescimento de

microrganismos como bactérias e fungos, as placas

de Petri estão disponíveis em diversos formatos

e tamanhos, para cada tipo de necessidade.

Com excelente transparência ótica para análises

microscópicas, bem como resistência ao calor

(podem ser usadas com ágar quente), são produzidas

em poliestireno de alta qualidade e são as mais leves

do mercado, contribuindo para práticas sustentáveis

na redução de resíduos descartados. Além disso,

possuem pequena borda na tampa permitindo uma

quantidade limitada de troca de ar – que é requisito

essencial para o crescimento aeróbico de bactérias e

fungos, são fáceis de empilhar e compatíveis com os

principais equipamentos automatizados disponíveis

no mercado.

A esterilização é feita por radiação ionizante

(E-Beam), por ser um processo livre de resíduos e

ecológico, além de não causar impactos na qualidade

do ar ou da água. Outra vantagem dessa metodologia

de esterilização é o menor tempo de exposição,

evitando rompimentos e efeitos de envelhecimento a

longo prazo, fator que pode ocorrer com polipropileno

quando submetido à radiação prolongada. Dessa

forma, as placas de Petri da Greiner oferecem alto

grau de segurança e eficiência para pesquisas

médicas e farmacêuticas, principalmente em relação

as placas esterilizadas por outras metodologias (ex:

óxido de etileno (ETO), altamente tóxico e agressivo

ao ambiente externo).

Origem e evolução das Placas de Petri

Antigamente, todas as culturas eram realizadas por

meio de tubos de vidro com declives. A placa de Petri

foi inventada e aprimorada na década de 1880 pelo

físico militar Julius Richard Petri e, por isso, recebe

este nome. Ele percebeu a vantagem de culturas em

crescimento em placas abertas, ao invés de tubos,

para aumentar a área de estrias para a obtenção

de colônias isoladas. Nesta época, a tecnologia que

dispunham em laboratórios de microbiologia era

jarros e garrafas. Aplicava-se os meios de cultura

numa base de ágar em uma placa aberta de vidro,

que era coberta com uma campânula, também de

vidro. Como a campânula era removida toda vez que

precisasse visualizar as culturas, a exposição ao ar era

contínua, o que resultou na contaminação de vários

de seus experimentos. A frustração de Petri permitiu

que ele buscasse uma nova forma para alcançar

resultados mais exatos em suas pesquisas.

Em 1887, Julius Petri teve a ideia de colocar uma

tampa um pouco maior na parte superior da placa

que continha os meios de cultura. Mais simples, este

método provou também ser mais confiável que a

campânula, resultando assim, o formato conhecido

da placa de Petri. Petri publicou mais de 150 artigos

sobre bacteriologia e higiene, e sua invenção o

eternizou. Devido às necessidades da época, as

placas de Petri só existiam na versão de vidro que

possuía algumas limitações como: manutenção

de limpeza cada vez que fossem utilizadas para um

novo propósito para não contaminar os estudos

posteriores, cuidados especiais para evitar quebra,

rachaduras, e a questão da variação não controlada

da troca de ar.

As grandes conquistas da ciência, como

crescimento de células com circuitos eletrônicos

integrado, clonagem de órgãos, melhor

entendimento do comportamento dos vírus e muitas

outras, são pesquisas que foram iniciadas utilizando

a placa de Petri. Embora outros métodos de estudo

de microrganismos em laboratório estão surgindo, a

necessidade de ter uma capacidade básica confiável

de cultura rápida de microrganismos num ambiente

estéril sempre existirá.

Para saber mais, acesse: www.gbo.com, ou entre

em contato info@br.gbo.com.

Para mais informações:

Departamento de Marketing

T: +55 19 3468 9600

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PRODUÇÃO BRASILEIRA

COM TECNOLOGIA ALEMÃ

PLACA DE PETRI

Personalizada e única

Com excelente transparência ótica para análises microscópicas, as Placas de

Petri da Greiner Bio-One, podem ser customizadas com sua logomarca e ter

a identidade do seu negócio.

Além disso, são resistentes ao calor e produzidas em poliestireno de alta qualidade.

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Greiner Bio-One Brasil / Avenida Affonso Pansan, 1967 CEP 13473-620 | Americana, SP

TEL +55 (19) 3468-9600 / FAX +55 (19) 3468-3601 / E-MAIL info@br@gbo.com


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Equipe capacitada e comprometida

Acreditações: REBLAS / CGCRE-INMETRO /ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017

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