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Cartilha de Diabetes Mellitus

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CARTILHA DE<br />

DIABETES MELLITUS<br />

Goiânia


O QUE É DIABETES MELLITUS?¹<br />

É uma doença caracterizada pela elevada taxa <strong>de</strong> açúcar (glicose) no<br />

sangue, <strong>de</strong> forma persistente, causada pelos seguintes fatores: <strong>de</strong>ficiência<br />

na produção <strong>de</strong> insulina ou quando o corpo não consegue mais utilizar a<br />

insulina <strong>de</strong> maneira eficaz, ou em ambos os mecanismos, ocasionando<br />

complicações em longo prazo. 1<br />

Pâncreas<br />

Insulina<br />

Fígado<br />

Rins<br />

Nota: Insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, que regula a glicose,<br />

permitindo sua entrada nas células para que esta seja transformada em energia. 1<br />

Como a insulina funciona:<br />

Receptor<br />

<strong>de</strong> insulina<br />

Insulina<br />

Glicose<br />

Canal<br />

<strong>de</strong> glicose<br />

(fechado)<br />

A insulina é<br />

a chave para<br />

<strong>de</strong>sbloquear o<br />

canal <strong>de</strong> glicose<br />

Com o canal da<br />

glicose aberto,<br />

a glicose entra<br />

na célula


CONHECENDO OS TIPOS DE DIABETES:²<br />

<strong>Diabetes</strong> tipo 1<br />

• Ocorre quando o sistema imunológico ataca equivocadamente as<br />

células beta do pâncreas, responsáveis pela produção <strong>de</strong> insulina.<br />

Dessa forma, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo.<br />

Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez <strong>de</strong> ser usada como<br />

energia.<br />

• Correspon<strong>de</strong> a 5 e 10% <strong>de</strong> todos os casos <strong>de</strong> diabetes.<br />

• Aparece geralmente na infância ou adolescência, mas po<strong>de</strong> ser<br />

diagnosticado em adultos também.<br />

<strong>Diabetes</strong> tipo 2 1,2<br />

• Ocorre quando o organismo não consegue usar a<strong>de</strong>quadamente a<br />

insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controlar<br />

a taxa <strong>de</strong> glicemia.<br />

• Geralmente, ocorre em indivíduos a partir <strong>de</strong> 40 anos, embora esteja<br />

aumentando a incidência em crianças e jovens.<br />

• Correspon<strong>de</strong> a 90 a 95% <strong>de</strong> todos os casos <strong>de</strong> diabetes.<br />

• Trata-se <strong>de</strong> doença com forte influência <strong>de</strong> fatores ambientais,<br />

como: antece<strong>de</strong>nte familiar, hábitos alimentares não saudáveis e<br />

se<strong>de</strong>ntarismo.


DIABETES NAS<br />

AMÉRICAS<br />

DIABETES TIPO 1<br />

DIABETES TIPO 2<br />

Não prevenível<br />

Prevenível<br />

Casos<br />

5-10%<br />

Afeta<br />

principalmente<br />

crianças e jovens<br />

Fatores <strong>de</strong> risco<br />

Casos<br />

90-95%<br />

A epi<strong>de</strong>mia <strong>de</strong> diabetes se <strong>de</strong>ve ao crescimento da prevalência<br />

<strong>de</strong> obesida<strong>de</strong> e sobrepeso, à diminuição <strong>de</strong> ativida<strong>de</strong> física e<br />

ao aumento do consumo <strong>de</strong> alimentos pouco saudáveis, com<br />

alto teor <strong>de</strong> calorias e poucos nutrientes, tais como comidas<br />

congeladas e bebidas adoçadas.<br />

Fatores <strong>de</strong> risco<br />

?<br />

Desconhecidos<br />

Obesida<strong>de</strong><br />

e sobrepeso<br />

Ativida<strong>de</strong> física<br />

insuficiente<br />

Histórico familiar<br />

Tabagismo<br />

#diabetes<br />

www.paho.org/bra<br />

Pré-<strong>Diabetes</strong> 3<br />

• Ocorre quando os níveis <strong>de</strong> glicose no sangue no sangue estão mais<br />

altos que o normal, mas ainda não estão elevados o suficiente para<br />

caracterizar um <strong>Diabetes</strong> Tipo 1 ou Tipo 2.<br />

• É um sinal <strong>de</strong> alerta do corpo, que normalmente aparece em obesos,<br />

hipertensos e/ou pessoas com alteração no colesterol.<br />

• Esse alerta do corpo é importante por ser a única etapa do diabetes<br />

que ainda po<strong>de</strong> ser revertida, prevenindo a evolução da doença e o<br />

aparecimento <strong>de</strong> complicações, incluindo infarto.<br />

• A mudança dos hábitos alimentares e a prática <strong>de</strong> exercícios são os<br />

principais fatores <strong>de</strong> sucesso para o controle.


<strong>Diabetes</strong> <strong>Mellitus</strong> Gestacional 1,3,4<br />

• É <strong>de</strong>finido, pela Organização Mundial da Saú<strong>de</strong> (OMS), como uma<br />

intolerância à glicose <strong>de</strong> gravida<strong>de</strong> variável, que se inicia durante a<br />

gestação atual e não preenche os critérios diagnósticos <strong>de</strong> diabetes<br />

mellitus abordados anteriormente.<br />

• Durante a gravi<strong>de</strong>z, para permitir o <strong>de</strong>senvolvimento do bebê, a<br />

mulher passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta,<br />

por exemplo, é uma fonte importante <strong>de</strong> hormônios que reduzem a<br />

ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose<br />

pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção<br />

<strong>de</strong> insulina para compensar este quadro. Em algumas mulheres,<br />

entretanto, este processo não ocorre e elas <strong>de</strong>senvolvem um quadro<br />

<strong>de</strong> diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível <strong>de</strong><br />

glicose no sangue. Quando o bebê é exposto a gran<strong>de</strong>s quantida<strong>de</strong>s<br />

<strong>de</strong> glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco <strong>de</strong><br />

crescimento excessivo (macrossomia fetal) e, consequentemente,<br />

partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até <strong>de</strong> obesida<strong>de</strong> e<br />

diabetes na vida adulta.<br />

É o problema metabólico mais comum na gestação e tem prevalência em<br />

3 a 25% das gestações, <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ndo do grupo étnico, da população e do<br />

critério diagnóstico utilizado.


SINTOMAS DO DIABETES<br />

Aproximadamente meta<strong>de</strong> dos portadores <strong>de</strong> diabetes tipo 2<br />

<strong>de</strong>sconhecem sua condição, uma vez que a doença é pouco sintomática.<br />

O diagnóstico precoce do diabetes é importante pois o tratamento evita<br />

suas complicações.<br />

Quando presentes os sintomas mais comuns são:<br />

• Urinar excessivamente, inclusive acordar várias vezes a noite para<br />

urinar.<br />

• Se<strong>de</strong> excessiva.<br />

• Aumento do apetite.<br />

• Perda <strong>de</strong> peso – Em pessoas obesas a perda <strong>de</strong> peso ocorre mesmo<br />

estando comendo <strong>de</strong> maneira excessiva.<br />

• Cansaço.<br />

• Vista embaçada ou turvação visual.<br />

• Formigamento nos pés e mãos.<br />

• Infecções frequentes, sendo as mais comuns, as infecções <strong>de</strong> pele.<br />

No diabetes tipo 2, estes sintomas, quando presentes, se instalam <strong>de</strong><br />

maneira gradativa e muitas vezes po<strong>de</strong>m não ser percebidos pelas<br />

pessoas. Já no diabetes tipo 1, os sintomas se instalam rapidamente,<br />

especialmente, urinar <strong>de</strong> maneira excessiva, se<strong>de</strong> excessiva e<br />

emagrecimento.


In<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntemente <strong>de</strong> quais sejam os sintomas, um médico <strong>de</strong>ve ser procurado<br />

imediatamente para a realização <strong>de</strong> exames que esclarecerão o diagnóstico.<br />

FATORES DE RISCO PARA DESENVOLVER<br />

O DIABETES 7<br />

Além dos fatores genéticos e a ausência <strong>de</strong> hábitos saudáveis, existem<br />

outros fatores <strong>de</strong> risco que po<strong>de</strong> contribuir para o <strong>de</strong>senvolvimento do<br />

diabetes:<br />

• Diagnóstico <strong>de</strong> pré-diabetes;<br />

• Pressão alta;<br />

• Colesterol alto ou alteração na taxa <strong>de</strong> triglicéri<strong>de</strong>s no sangue;<br />

• Sobrepeso, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta<br />

da cintura;<br />

• Pais, irmãos ou parentes próximos com diabetes;<br />

• Doenças renais crônicas;<br />

• Mulher que <strong>de</strong>u à luz a criança com mais <strong>de</strong> 4 Kg;<br />

• <strong>Diabetes</strong> gestacional;<br />

• Dentre outros.


COMPLICAÇÕES DO DIABETES 6,7<br />

É importante lembrar que o acompanhamento a<strong>de</strong>quado da taxa <strong>de</strong> açúcar<br />

no sangue reduz drasticamente o risco <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolver uma complicação.<br />

O diabetes é uma doença cercada <strong>de</strong> mitos, mas, na verda<strong>de</strong>, quem tem o<br />

problema po<strong>de</strong> levar uma vida mais do que normal: ativa, saudável e feliz.<br />

Entretanto, se não houver acompanhamento e seguimento a<strong>de</strong>quado<br />

do tratamento, as altas taxas <strong>de</strong> glicose no sangue po<strong>de</strong>m favorecer<br />

algumas complicações. Dentre elas:<br />

• Neuropatia diabética: são danos causados nos nervos periféricos,<br />

responsáveis por carregar as informações que saem do cérebro<br />

e as que também chegam até ele, além dos sinais da medula<br />

espinhal para o resto do corpo. A neuropatia po<strong>de</strong> afetar um<br />

único nervo, o um grupo <strong>de</strong> nervos, ou nervos no corpo inteiro.<br />

Nota: a neuropatia é a complicação crônica mais comum e incapacitante<br />

do diabetes. Ela é responsável por cerca <strong>de</strong> dois terços das amputações<br />

não-traumáticas (que não são causadas por aci<strong>de</strong>ntes e fatores externos).<br />

• Problemas arteriais e amputações: muitas pessoas com diabetes<br />

possuem a doença arterial periférica, que reduz o fluxo <strong>de</strong> sangue<br />

para os pés. Além disso, po<strong>de</strong> haver a redução da sensibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong>vido<br />

aos danos que a falta <strong>de</strong> controle da glicose causa aos nervos. Essas<br />

duas condições fazem com que seja mais fácil sofre com úlceras e<br />

infecções, que po<strong>de</strong>m levar à amputação.


Nota: a maioria das amputações são evitáveis, com cuidados regulares<br />

e calçados a<strong>de</strong>quados. Cuidar bem <strong>de</strong> seus pés e visitar o seu médico<br />

imediatamente, assim que observar alguma alteração, é muito<br />

importante. Pergunte sobre sapatos a<strong>de</strong>quados e consi<strong>de</strong>re seriamente<br />

um plano estratégico, caso seja fumante: pare <strong>de</strong> fumar imediatamente!<br />

O tabagismo tem sério impacto nos pequenos vasos sanguíneos que<br />

compõem o sistema circulatório, causando ainda mais diminuição do<br />

fluxo <strong>de</strong> sangue para os pés. 6<br />

• Doença renal: os rins são uma espécie<br />

<strong>de</strong> filtro, composto por milhões <strong>de</strong> vasos<br />

sanguíneos (capilares), que removem<br />

os resíduos do sangue. O diabetes po<strong>de</strong><br />

trazer danos aos rins, afetando sua<br />

capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> filtragem. O problema<br />

é que altos níveis <strong>de</strong> açúcar fazem<br />

com que os rins filtrem muito sangue,<br />

sobrecarregando os órgãos e fazendo<br />

que moléculas <strong>de</strong> proteína acabem<br />

sendo pedidas na urina. A presença <strong>de</strong><br />

pequenas quantida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> proteína na<br />

urina é chamada <strong>de</strong> microalbuminúria. 6


Nota:<br />

Quando a doença renal é diagnosticada precocemente, durante a<br />

microalbuminúria, diversos tratamentos po<strong>de</strong>m evitar o agravamento.<br />

Quando <strong>de</strong>tectada mais tar<strong>de</strong>, já é chamada doença renal terminal. Com o<br />

tempo, o estresse da sobrecarga faz com que os rins percam a capacida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> filtragem. Os resíduos começam a acumular no sangue e, finalmente, os<br />

rins falham. Uma pessoa com doença renal terminal possivelmente terá<br />

que ser submetida a sessões regulares <strong>de</strong> hemodiálise ou transplante.⁶<br />

Nem todas as pessoas que possuem diabetes <strong>de</strong>senvolvem doença renal.<br />

Fatores genéticos, não controle da taxa <strong>de</strong> glicemia e da pressão arterial,<br />

favorecem o aparecimento da complicação. 6<br />

• Pé diabético: são feridas que po<strong>de</strong>m ocorrer no pé das pessoas com<br />

diabetes e têm difícil cicatrização <strong>de</strong>vido aos elevados níveis <strong>de</strong><br />

açúcar no sangue e/ou circulação sanguínea <strong>de</strong>ficiente. 6<br />

• Retinopatia: os altos níveis <strong>de</strong> açúcar no sangue po<strong>de</strong>m lesar os<br />

vasos sanguíneos da retina, que é a camada nervosa do fundo<br />

do olho que percebe a luz e ajuda a enviar imagens até o cérebro.<br />

O comprometimento do fundo <strong>de</strong> olho é chamado <strong>de</strong> Retinopatia<br />

Diabética. Trata-se <strong>de</strong> doença grave, po<strong>de</strong>ndo causar severa perda<br />

visual se não diagnosticada e tratada a tempo. 6<br />

• Problemas sexuais: são comuns a disfunção erétil e problemas <strong>de</strong><br />

ejaculação. 6


Nota:<br />

A disfunção sexual do diabetes também po<strong>de</strong> afetar as mulheres. Altas<br />

taxas <strong>de</strong> glicose, lesões nos nervos, <strong>de</strong>pressão e propensão a infecções<br />

genitais são alguns dos fatores que po<strong>de</strong>m afetar a vida sexual das<br />

mulheres com diabetes. 6<br />

• Pele mais sensível: muitas vezes, a pele dá os primeiros sinais <strong>de</strong> que<br />

você po<strong>de</strong> estar com diabetes. Quem tem diabetes, tem mais chance<br />

<strong>de</strong> ter pele seca, coceira e infecções por fungos e/ou bactérias, uma<br />

vez que a hiperglicemia (alta taxa <strong>de</strong> açúcar no sangue) favorece a<br />

<strong>de</strong>sidratação – a glicose em excesso rouba água do corpo.⁶<br />

• Dentre outras complicações.<br />

QUAIS EXAMES PARA DIAGNOSTICAR<br />

O DIABETES? 1<br />

Os mais usados são:<br />

• Glicemia em jejum: <strong>de</strong>ve ser coletado o sangue após jejum <strong>de</strong> no<br />

mínimo 8 horas;<br />

• Teste Oral <strong>de</strong> Tolerância à Glicose: este exame requer jejum <strong>de</strong> pelo<br />

menos 8 horas para que a primeira coleta <strong>de</strong> sangue seja realizada. A<br />

segunda coleta será realizada após 2 horas da ingestão <strong>de</strong> um líquido<br />

com 75 gramas <strong>de</strong> glicose diluídas em água;<br />

• Hemoglobina glicada (HBA1c): avalia os níveis glicêmicos dos<br />

últimos 3 meses e não <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> do estado <strong>de</strong> jejum para sua<br />

<strong>de</strong>terminação.


Nota:<br />

Hemoglobina glicada é um dos instrumentos mais importantes para<br />

avaliar o controle glicêmico da pessoa com diabetes e também, para<br />

confirmar o diagnóstico <strong>de</strong> diabetes e pré-diabetes; 8<br />

A glicose no sangue liga-se à molécula <strong>de</strong> hemoglobina. Quanto maior<br />

for o nível <strong>de</strong> glicose na circulação, maior será a ligação da glicose com<br />

a hemoglobina. O resultado do teste da hemoglobina glicada é dado em<br />

porcentagem <strong>de</strong> hemoglobina ligada à glicose. 8<br />

Hemácia<br />

Glicose<br />

Níveis normais<br />

<strong>de</strong> HbA1c<br />

Níveis elevados<br />

<strong>de</strong> HbA1c<br />

MONITORAMENTO DA GLICEMIA 7,9<br />

A monitorização da glicemia é a principal forma <strong>de</strong> acompanhar o<br />

tratamento do diabetes e enten<strong>de</strong>r o funcionamento do organismo em<br />

relação a certos alimentos, à prática <strong>de</strong> ativida<strong>de</strong>s físicas e à administração<br />

dos medicamentos. Com os dados obtidos por meio do teste <strong>de</strong> glicemia,<br />

é possível: 9


• I<strong>de</strong>ntificar as tendências <strong>de</strong> oscilação da glicemia;<br />

• Conhecer os fatores que po<strong>de</strong>m causar hipoglicemia ou hiperglicemia;<br />

• Avaliar o impacto da alimentação, das ativida<strong>de</strong>s físicas e dos<br />

medicamentos sobre o diabetes;<br />

• I<strong>de</strong>ntificar necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> mudanças no tratamento;<br />

• Saber agir em caso da presença <strong>de</strong> outras doenças;<br />

• Confirmar se <strong>de</strong>terminados sintomas estão relacionados com algum<br />

tipo <strong>de</strong> <strong>de</strong>scontrole glicêmico.<br />

TRATAMENTO CLÍNICO DO DIABETES 7<br />

<strong>Diabetes</strong> tipo 1<br />

Os pacientes que apresentam diabetes tipo 1 precisam<br />

<strong>de</strong> injeções diárias <strong>de</strong> insulina para manter a glicose no<br />

sangue em valores consi<strong>de</strong>rados normais.<br />

Para essa medicação, é aconselhável ter em casa um<br />

aparelho, chamado <strong>de</strong> glicosímetro, que será capaz <strong>de</strong><br />

medir a concentração exta <strong>de</strong> glicose no sangue durante o dia a dia do<br />

paciente.<br />

Os médicos recomendam que a insulina <strong>de</strong>va ser aplicada diretamente<br />

na camada <strong>de</strong> células <strong>de</strong> gordura, logo abaixo da pele. Os melhores locais<br />

para aplicação <strong>de</strong> insulina são barriga, coxa, braço, região da cintura e<br />

glúteo.<br />

Além <strong>de</strong> prescrever injeções <strong>de</strong> insulina para baixar o açúcar no sangue,<br />

alguns médicos solicitam que o paciente inclua, também, medicamentos<br />

via oral em seu tratamento, <strong>de</strong> acordo com a necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> cada caso.


<strong>Diabetes</strong> tipo 2<br />

Para os pacientes que apresentam diabetes tipo 2, o tratamento consiste<br />

em i<strong>de</strong>ntificar o grau <strong>de</strong> necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> cada pessoa e indicar, conforme<br />

cada caso, os seguintes medicamentos/técnicas:<br />

• Metformina: atua reduzindo a resistência à ação da insulina nas<br />

células. Dessa forma facilita a retirada da glicose da corrente<br />

sanguínea para <strong>de</strong>ntro das células;<br />

• Sulfonilureias (glibenclamida, glicazida, etc): estimulam a produção<br />

<strong>de</strong> insulina pelas células do pâncreas;<br />

• Gliptinas e análogos do GLP-1 (liraglutida, exenatida, etc): agem<br />

também estimulando a produção <strong>de</strong> insulina pelo pâncreas;<br />

• Inibidores do SGLT2 (dapaglifozina, empaglifozina, etc): aumentam<br />

a eliminação <strong>de</strong> glicose pela urina.<br />

O diabetes tipo 2 normalmente vem acompanhado <strong>de</strong> outros problemas<br />

<strong>de</strong> saú<strong>de</strong>, como obesida<strong>de</strong>, sobrepeso, se<strong>de</strong>ntarismo, triglicéri<strong>de</strong>s elevados<br />

e hipertensão.<br />

Por isso, é essencial manter o acompanhamento médico para tratar,<br />

também, <strong>de</strong>ssas outras doenças, que po<strong>de</strong>m aparecer junto com o diabetes.<br />

MEDIDAS DE ESTILO DE VIDA<br />

NO TRATAMENTO DO DIABETES 10<br />

EXERCÍCIO FÍSICO<br />

O exercício físico é um dos pilares do tratamento do diabetes. Assim,<br />

o combate ao se<strong>de</strong>ntarismo tem um impacto bastante significativo<br />

tanto na melhora do controle glicêmico, quanto na melhora <strong>de</strong> certas<br />

comorbida<strong>de</strong>s, como excesso <strong>de</strong> peso, hipertensão arterial, dislipi<strong>de</strong>mia,<br />

risco cardiovascular, insônia, <strong>de</strong>ntre outras. 1


Todo indivíduo com diabetes <strong>de</strong>ve ser incentivado a praticar exercício<br />

físico regularmente, SE HOUVER LIBERAÇÃO MÉDICA. 1<br />

Cuidados Gerais Sobre Exercício Físico no <strong>Diabetes</strong><br />

Avaliação médica antes do exercício físico<br />

Indivíduos com diabetes necessitam da avaliação antes <strong>de</strong> iniciar um<br />

programa <strong>de</strong> exercício físico, especialmente na presença ou na suspeita<br />

<strong>de</strong> complicações relacionadas ao diabetes, como doença cardiovascular,<br />

hipertensão arterial (pressão alta), neuropatia ou comprometimento<br />

microvascular. 1<br />

Plano alimentar a<strong>de</strong>quado<br />

É necessária a elaboração do plano alimentar a<strong>de</strong>quado para o tratamento<br />

do diabetes, levando em consi<strong>de</strong>ração à prática do exercício físico, com<br />

cuidado em relação à hipoglicemia (baixo nível <strong>de</strong> açúcar no sangue) e às<br />

doses <strong>de</strong> utilização da insulina (caso utilize). 11<br />

Ajuste pelo médico na dosagem <strong>de</strong> insulina ou <strong>de</strong> medicamentos orais<br />

hipoglicemiantes no dia do exercício físico<br />

Fatores externos que apresentam a função <strong>de</strong> reduzir a taxa <strong>de</strong> açúcar<br />

no sangue, como a insulina exógena e/ou medicamentos orais, possuem<br />

sua ação aumentada <strong>de</strong>vido ao exercício físico. É fundamental que<br />

as orientações em relação à diminuição da dose do medicamento<br />

hipoglicemiante e a aplicação <strong>de</strong> insulina antes <strong>de</strong> iniciar a prática regular<br />

<strong>de</strong> exercício físico <strong>de</strong>vem ser sempre avaliadas pelo seu médico. 11


Acompanhamento da taxa <strong>de</strong> açúcar no sangue<br />

• É fundamental fazer sempre um teste <strong>de</strong> glicose antes <strong>de</strong> começar<br />

a se exercitar, bem como um teste <strong>de</strong>pois <strong>de</strong> terminada a sessão.<br />

Caso o exercício se prolongue por mais <strong>de</strong> 30 minutos, faça um teste<br />

também no <strong>de</strong>correr da sessão <strong>de</strong> treinamento (ou até mais <strong>de</strong> um).<br />

• Tenha sempre à disposição alguma fonte <strong>de</strong> carboidrato <strong>de</strong> absorção<br />

rápida caso tenha hipoglicemia (redução exagerada <strong>de</strong> glicose no<br />

sangue). Exemplos: sachê <strong>de</strong> mel, gel <strong>de</strong> carboidrato, isotônicos, suco<br />

<strong>de</strong> laranja, malto<strong>de</strong>xtrina ou <strong>de</strong>xtrose (as duas últimas são vendidas<br />

em lojas <strong>de</strong> suplementos alimentares, em sacos contendo um pó que<br />

<strong>de</strong>ve ser diluído em água, usando-se uma coqueteleira). Mas lembrese:<br />

seu uso restringe-se apenas a casos <strong>de</strong> hipoglicemia. 10<br />

• Hipoglicemias noturnas são acentuadas quando a ativida<strong>de</strong> física é<br />

feita à tar<strong>de</strong>/à noite. Redução da taxa basal <strong>de</strong> insulina noturna (caso<br />

utilize) e/ou ingestão <strong>de</strong> 15 a 30 g <strong>de</strong> carboidrato no lanche po<strong>de</strong>m<br />

atenuar este risco. Exemplo:1 unida<strong>de</strong> média banana-maçã (16,71 g<br />

<strong>de</strong> carboidrato) + 1,5 colher <strong>de</strong> sopa <strong>de</strong> aveia em flocos (15,39 g <strong>de</strong><br />

carboidrato). 1<br />

Ajuste pelo médico na dosagem <strong>de</strong> insulina ou <strong>de</strong> medicamentos orais<br />

hipoglicemiantes, no dia do exercício físico<br />

Fatores externos que apresentam a função <strong>de</strong> reduzir a taxa <strong>de</strong> açúcar<br />

no sangue, como insulina exógena e ou medicamentos orais, possuem<br />

sua ação aumentada <strong>de</strong>vido ao exercício físico. É fundamental que<br />

as orientações em relação à diminuição da dose do medicamento<br />

hipoglicemiante e a aplicação <strong>de</strong> insulina antes <strong>de</strong> iniciar a prática regular<br />

<strong>de</strong> exercício físico <strong>de</strong>vem ser sempre avaliadas pelo seu médico. 11


Aumento <strong>de</strong> forma progressiva a intensida<strong>de</strong> e duração do exercício<br />

físico<br />

Ao iniciar a pratica <strong>de</strong> exercício físico, <strong>de</strong>ve-se evitar estabelecer<br />

metas inatingíveis: <strong>de</strong>ve-se iniciar aos poucos o exercício, aumentando<br />

gradativamente a duração e a intensida<strong>de</strong> do exercício físico. 11<br />

Cuidado com os pés<br />

Os cuidados com os pés no exercício físico são fundamentais para<br />

indivíduos com diabetes: tênis a<strong>de</strong>quado, eventualmente com uso <strong>de</strong><br />

palmilhas especiais (se indicado) e meias apropriadas (sem costura<br />

interna), a fim <strong>de</strong> manter os pés confortáveis e secos. 1<br />

Crie o hábito <strong>de</strong> inspecionar os pés antes e <strong>de</strong>pois do exercício físico, a fim<br />

<strong>de</strong> i<strong>de</strong>ntificar precocemente bolhas, pequenas feridas e rachaduras (avise<br />

o médico caso isso ocorra com você). 10<br />

Cartão <strong>de</strong> i<strong>de</strong>ntificação<br />

Diabéticos que se exercitam <strong>de</strong>sacompanhados <strong>de</strong>vem portar cartão<br />

<strong>de</strong> i<strong>de</strong>ntificação e fonte <strong>de</strong> carboidratos <strong>de</strong> rápida absorção (exemplos:<br />

isotônico, carbogel, spray <strong>de</strong> glicose etc.). 10<br />

Comunicar ao educador físico<br />

Os profissionais envolvidos <strong>de</strong>vem estar cientes <strong>de</strong> sua condição <strong>de</strong><br />

praticante diabético. 10<br />

Local <strong>de</strong> aplicação da insulina<br />

Não aplique insulina na área a ser exercitada, pois os exercícios aumentam<br />

a vascularização no músculo e, com isso, a insulina é absorvida (e age)<br />

mais rapidamente (risco <strong>de</strong> hipoglicemia). 10


NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DO DIABETES<br />

Evidências científicas apresentam que a intervenção nutricional tem<br />

impacto significativo no tratamento do diabetes após 3 a 6 meses <strong>de</strong><br />

seguimento com o nutricionista, in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntemente do tempo <strong>de</strong><br />

diagnóstico da doença. 1<br />

Os objetivos da nutrição no tratamento do diabetes incluem: alimentação<br />

variada e equilibrada, monitoramento da ingestão <strong>de</strong> carboidratos,<br />

manutenção/obtenção <strong>de</strong> peso saudável, alcance <strong>de</strong> metas <strong>de</strong> controle<br />

da glicemia (tanto em jejum, como pré e pós-prandial), a<strong>de</strong>quação dos<br />

níveis da pressão arterial, dos níveis <strong>de</strong> lipídios (gorduras) no sangue,<br />

consi<strong>de</strong>rando-se o uso <strong>de</strong> medicamentos para prevenir complicações <strong>de</strong><br />

curto e médio prazos. 1,12<br />

Controle do peso<br />

O controle do peso corporal é importante para todas as pessoas,<br />

in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte do tipo <strong>de</strong> diabetes. Foi <strong>de</strong>monstrado que a redução<br />

<strong>de</strong> 5% do peso inicial, melhora a taxa <strong>de</strong> açúcar no sangue, <strong>de</strong> lipídios<br />

(gordura), pressão arterial e ameniza a necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> medicamentos que<br />

diminuem a glicose. 1<br />

Atuação dos nutrientes na da taxa <strong>de</strong> açúcar no sangue (glicemia)<br />

São chamados <strong>de</strong> nutrientes os componentes dos alimentos que têm<br />

funções específicas e são fundamentais para o bom funcionamento<br />

do organismo e manutenção da saú<strong>de</strong>. Po<strong>de</strong>m ser classificados em<br />

macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) e micronutrientes<br />

(vitaminas e minerais). 13


Carboidratos<br />

Os carboidratos fornecem a maior parte da energia necessária para a<br />

pessoa se movimentar, realizar trabalhos, enfim, viver, e são encontrados<br />

nos alimentos. A ingestão recomendada <strong>de</strong> carboidratos é <strong>de</strong> 45% a 60%<br />

do valor calórico total consumido diariamente pela pessoa e não po<strong>de</strong><br />

ser inferior a 130 g/dia, pois é um nutriente muito importante para o<br />

funcionamento a<strong>de</strong>quado do cérebro. 13,1 Este nutriente, quando trabalhado<br />

no organismo, é convertido em glicose e é esta glicose a fonte principal <strong>de</strong><br />

energia para as diferentes células que compõem o nosso corpo. 13<br />

São exemplos <strong>de</strong> alimentos que contêm carboidratos: 13<br />

• Açúcar <strong>de</strong> mesa, mel, açúcar do leite e das frutas, garapa, rapadura,<br />

balas, muitos chicletes, doces em geral, refrigerantes;<br />

• Cereais e <strong>de</strong>rivados, como arroz, trigo, centeio, cevada, milho, aveia,<br />

farinhas (<strong>de</strong> trigo, <strong>de</strong> milho, <strong>de</strong> mandioca), massas, pães, biscoitos,<br />

macarrão, polenta, pipoca, tapioca, cuscuz;<br />

• Tubérculos: batata-doce, batata, inhame, cará, mandioca,<br />

mandioquinha;<br />

• Leguminosas: feijão, ervilha, lentilha, grão-<strong>de</strong>-bico e soja.<br />

Observação: O leite e o iogurte, apesar <strong>de</strong> não estarem no grupo dos<br />

carboidratos, também contém carboidrato (lactose). 14<br />

O carboidrato é o nutriente que tem maior efeito sobre a glicemia, já que<br />

100% do que é ingerido transforma-se em glicose em 15 minutos a 2<br />

horas, após a ingestão. Esta é a razão principal que coloca este nutriente<br />

como foco do tratamento. 15


Dicas importantes<br />

Na escolha <strong>de</strong> alimentos com carboidratos, recomenda-se aqueles ricos<br />

em nutrientes, com alto teor <strong>de</strong> fibras sempre que possível em vez <strong>de</strong><br />

alimentos processados com adição <strong>de</strong> sódio, lipídios e açúcar. Deve-se<br />

também evitar as bebidas açucaradas. 12<br />

Fibras<br />

As fibras alimentares são <strong>de</strong>finidas como um conjunto <strong>de</strong> substâncias<br />

<strong>de</strong>rivadas <strong>de</strong> vegetais que são resistentes à digestão e absorção no<br />

intestino <strong>de</strong>lgado humano, com fermentação completa ou parcial no<br />

intestino grosso. 16<br />

O Quadro 1 apresenta os tipos <strong>de</strong> fibra, suas funções e os alimentos fontes.<br />

Quadro 1. Tipos <strong>de</strong> fibra, funções e fontes alimentares<br />

Classificação Funções Fontes alimentares<br />

Fibras<br />

insolúveis<br />

- Estímulo ao bom<br />

funcionamento do<br />

intestino;<br />

- Aumento do volume<br />

e maciez das fezes.


Classificação Funções Fontes alimentares<br />

Fibras<br />

solúveis<br />

- Retardo na absorção<br />

<strong>de</strong> glicose (açúcar)<br />

no organismo;<br />

- Redução no<br />

esvaziamento gástrico<br />

(maior sacieda<strong>de</strong>);<br />

- Diminuição dos níveis<br />

<strong>de</strong> colesterol sanguíneo;<br />

- Proteção contra<br />

o câncer <strong>de</strong> intestino.<br />

Fontes 17;18;19;20


Devido aos efeitos benéficos e cientificamente comprovados das fibras,<br />

recomenda-se a ingestão <strong>de</strong> 30 a 50 g por dia para pessoas com diabetes<br />

mellitus tipo 2.¹ Caso não tenha costume <strong>de</strong> ingerir alimentos ricos em<br />

fibra, aumente aos poucos a ingestão <strong>de</strong>stes alimentos, evitando <strong>de</strong>sta<br />

forma <strong>de</strong>sconfortos no estômago e intestino. 1<br />

É importante ressaltar que, ao aumentar a ingestão <strong>de</strong> fibras, é<br />

indispensável aumentar a ingestão <strong>de</strong> água. É a água que vai ajudar as<br />

fibras a “escorregarem” pelo tubo intestinal. Do contrário, po<strong>de</strong>rá sentir<br />

cólicas abdominais e ter problemas com prisão <strong>de</strong> ventre. 22<br />

Proteínas<br />

As proteínas são indispensáveis ao corpo humano, pois, além <strong>de</strong><br />

contribuírem como fonte calórica, são fornecedoras dos aminoácidos, que<br />

servem <strong>de</strong> material construtor e renovador, isto é, são responsáveis pelo<br />

crescimento e pela manutenção do organismo. 13<br />

Suas fontes mais ricas são as carnes <strong>de</strong> todos os tipos, os ovos, o leite<br />

e o queijo, enquanto as leguminosas são as melhores fontes <strong>de</strong> proteína<br />

vegetal. 13<br />

A ingestão recomendada <strong>de</strong> proteína é <strong>de</strong> 15 a 20% do valor calórico total<br />

consumido diariamente pela pessoa com diabetes e com a função renal<br />

preservada. 1<br />

Vale ressaltar que 30 a 60% <strong>de</strong> proteína ingerida po<strong>de</strong> ser transformada<br />

em glicose no organismo, 3 a 4 horas após a sua ingestão. 15


Gorduras (Lipídios)<br />

As gorduras têm funções importantes, porém não necessitamos consumilas<br />

em gran<strong>de</strong>s quantida<strong>de</strong>s. 13<br />

A qualida<strong>de</strong> da gordura consumida é fundamental. O consumo <strong>de</strong><br />

gorduras saturadas, encontradas em carnes gordas, manteiga, óleo <strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>ndê, leites e <strong>de</strong>rivados integrais, bacon, torresmo, embutidos (linguiça,<br />

salame, presunto, salsicha e morta<strong>de</strong>la), coco (coco em fruta, gordura <strong>de</strong><br />

coco, leite <strong>de</strong> coco), <strong>de</strong>ve ser realizado com mo<strong>de</strong>ração 13;1 . Já as gorduras<br />

monoinsaturadas, encontradas no azeite <strong>de</strong> oliva, óleos <strong>de</strong> canola,<br />

girassol ou amendoim e as gorduras poli-insaturadas, encontradas em<br />

peixes, semente <strong>de</strong> linhaça e óleo <strong>de</strong> soja, são importantes componentes<br />

alimentares que po<strong>de</strong>m auxiliar na manutenção <strong>de</strong> um bom perfil das<br />

gorduras sanguíneas (colesterol e triglicerí<strong>de</strong>os). 13<br />

A ingestão recomendada <strong>de</strong> lipídios é <strong>de</strong> 20% a 35% do valor calórico<br />

total consumido diariamente pela pessoa. 1<br />

Para pessoas com diabetes, a recomendação <strong>de</strong> colesterol é <strong>de</strong> < 300<br />

mg <strong>de</strong> colesterol alimentar/dia.¹ O colesterol encontra-se presente em<br />

todos os alimentos <strong>de</strong> ORIGEM ANIMAL, especialmente nos seguintes<br />

alimentos: 22<br />

Carnes em geral, principalmente as mais gordurosas.<br />

Exemplo: filé, picanha, cupim...<br />

Porco (banha, carne, toucinho, bacon, torresmo);<br />

Vísceras (moela, coração, dobradinha, fígado);<br />

Embutidos (salsicha, linguiça);<br />

Frios (presunto, salame, morta<strong>de</strong>la);<br />

Frutos do mar (camarão, lagosta, marisco, ostra, polvo);<br />

Leite integral e seus <strong>de</strong>rivados<br />

(queijos, manteiga, creme <strong>de</strong> leite, nata);<br />

Pele <strong>de</strong> frango, couro do peixe, caldo <strong>de</strong> mocotó, rabada;<br />

Gema <strong>de</strong> ovo e quitandas (que usam ovos no preparo).


Evite a ingestão <strong>de</strong> alimentos fontes do gordura trans, encontrada nos<br />

seguintes alimentos: 1<br />

• Gordura hidrogenada vegetal;<br />

• Frituras;<br />

• Tortas industrializadas;<br />

• Glacê dos bolos;<br />

• Fast-foods;<br />

• Pipoca <strong>de</strong> micro-ondas;<br />

• Sorvetes;<br />

• Biscoitos salgados ou recheados ou tipo wafer, <strong>de</strong>ntre outros.<br />

Vale ressaltar que 10% da gordura ingerida po<strong>de</strong> ser transformada em<br />

glicose no organismo, 5 horas após a sua ingestão. 15<br />

Vitaminas e Minerais<br />

Nutrientes como vitaminas e minerais (exemplos: vitamina A, vitamina<br />

C, cálcio, ferro e iodo) não geram energia e são compostos que ocorrem em<br />

quantida<strong>de</strong>s pequenas nos alimentos. Porém, são <strong>de</strong> extrema importância<br />

para o organismo, pois têm funções específicas e vitais nas células e nos<br />

tecidos do corpo humano. 13<br />

A <strong>de</strong>ficiência <strong>de</strong> vitaminas e minerais é frequente em indivíduos com<br />

diabetes. As principais causas são perdas na urina, diminuição da<br />

capacida<strong>de</strong> intestinal <strong>de</strong> absorção e baixa ingesta alimentar. Para atingir<br />

as necessida<strong>de</strong>s diárias <strong>de</strong> vitaminas e minerais, <strong>de</strong>ve-se priorizar um<br />

plano alimentar variado, com o consumo mínimo <strong>de</strong> duas a quatro<br />

porções <strong>de</strong> frutas, distribuídas durante o dia, sendo pelo menos uma fruta<br />

rica em vitamina C (frutas cítricas) e <strong>de</strong> três a cinco porções <strong>de</strong> hortaliças<br />

cruas e cozidas. É importante variar os tipos e as cores <strong>de</strong>sses vegetais. 1


Influência das bebidas alcoólicas na glicemia<br />

O nosso fígado tem várias tarefas essenciais no nosso corpo. Uma <strong>de</strong>las é<br />

controlar os níveis <strong>de</strong> açúcar na corrente sanguínea. Isto acontece por um<br />

processo chamado glicogenólise, que é quando o fígado direciona suas<br />

reservas <strong>de</strong> açúcar para a corrente sanguínea em caso <strong>de</strong> queda <strong>de</strong>stes<br />

níveis no sangue. Também é o fígado o responsável por fabricar glicose<br />

quando os níveis do sangue também estão baixos, processo este chamado<br />

<strong>de</strong> gliconeogênese. 23<br />

Nos pacientes diabéticos que estão tomando medicações que aumentam<br />

a quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> insulina no sangue, ou mesmo naqueles diabéticos que<br />

aplicam insulina, ao beber álcool, o fígado fica muito ocupado <strong>de</strong>sativando<br />

o álcool ingerido e, <strong>de</strong>ssa forma, não consegue regular a quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

açúcar no sangue <strong>de</strong> forma correta. O resultado é que as taxas <strong>de</strong> açúcar<br />

no sangue po<strong>de</strong>m cair, levando ao risco <strong>de</strong> hipoglicemia. Além disso,<br />

um outro problema é que as bebidas alcoólicas são, geralmente, muito<br />

calóricas. E calorias a mais são iguais a ganho <strong>de</strong> peso. 23<br />

Então, existe um limite para beber, se sou diabético?<br />

Para adultos com diabetes, a ingestão diária <strong>de</strong> álcool <strong>de</strong>ve ser limitada a<br />

uma dose ou menos para mulheres e duas doses ou menos para homens.<br />

Mas, claro, tudo <strong>de</strong> forma responsável. As orientações antes do consumo<br />

do álcool são: 1;23<br />

Não ingira bebida alcoólica <strong>de</strong> estômago vazio, ingira carboidrato durante<br />

a ingestão da bebida ou antes;<br />

1) Não ingira bebida alcoólica, se sua taxa <strong>de</strong> glicose no sangue está baixa.<br />

2) Beba lentamente e não ultrapasse a quantida<strong>de</strong> máxima por dia.<br />

3) Enquanto estiver bebendo, sempre beba água junto, para manter sua<br />

hidratação.<br />

4) Se após o exercício físico noturno, fizer a ingestão <strong>de</strong> bebida alcoólica,<br />

<strong>de</strong>verá monitorar a glicemia durante a noite e no dia seguinte.<br />

5) Sintomas <strong>de</strong> hipoglicemia e intoxicação por álcool são muito similares.<br />

Por isso, é importante nunca ultrapassar a quantida<strong>de</strong> máxima <strong>de</strong> bebida.


É importante ressaltar que a ingestão excessiva <strong>de</strong> álcool está associada à<br />

alteração da glicemia, à elevação da resistência da insulina e ao aumento<br />

dos triglicéri<strong>de</strong>s e pressão arterial, po<strong>de</strong>ndo, também, ser fator <strong>de</strong> risco<br />

o aci<strong>de</strong>nte vascular cerebral. Contribui também para o ganho <strong>de</strong> peso,<br />

prejuízo na saú<strong>de</strong> óssea, <strong>de</strong>ntre outros. 1<br />

Para finalizar, a gran<strong>de</strong> questão aqui é se você, sendo diabético, vai <strong>de</strong>cidir<br />

beber ou não. Uma consulta com seu médico po<strong>de</strong> te ajudar a esclarecer<br />

esta dúvida. Mas, aqui vai um recado: mesmo liberado pelo seu médico,<br />

a responsabilida<strong>de</strong> e a mo<strong>de</strong>ração contam sempre em primeiro lugar,<br />

porque saú<strong>de</strong> é um bem muito preciso para ser <strong>de</strong>sperdiçado, pense<br />

nisso! 23<br />

Orientações nutricionais para o controle da glicemia<br />

Fazer um registro alimentar <strong>de</strong> 3 dias ou 1 semana, contendo as seguintes<br />

informações: horário ao acordar e ao dormir, horários das refeições,<br />

os alimentos ingeridos e suas quantida<strong>de</strong>s por refeição, <strong>de</strong>scrição das<br />

ativida<strong>de</strong>s diárias e seus horários, tipo, quantida<strong>de</strong> e horário <strong>de</strong> exercício,<br />

tipo, dosagem e horário do medicamento para diabetes e valores da<br />

glicemia. Sempre entregar ao profissional nutricionista em suas consultas<br />

<strong>de</strong> retorno; 12<br />

ADOÇANTES<br />

Os adoçantes ou edulcorantes, são substâncias químicas, obtidas <strong>de</strong><br />

matérias-primas naturais ou artificiais <strong>de</strong>senvolvidas pela indústria <strong>de</strong><br />

alimentos. O po<strong>de</strong>r <strong>de</strong> adoçamento é maior do que o da sacarose (obtida<br />

da extração da cana <strong>de</strong> açúcar). O objetivo <strong>de</strong>stas substâncias <strong>de</strong> substituir<br />

total ou parcialmente o açúcar. 24


Adoçantes dietéticos são produtos formulados para dietas com restrição<br />

<strong>de</strong> sacarose, frutose e ou glicose para aten<strong>de</strong>r às necessida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> pessoas<br />

sujeitas à restrição da ingestão <strong>de</strong>sses carboidratos. As matérias-primas<br />

frutose, sacarose e glicose não po<strong>de</strong>m ser utilizadas em sua fabricação. 24<br />

Inicialmente, os adoçantes foram formulados para aten<strong>de</strong>r as necessida<strong>de</strong>s<br />

<strong>de</strong> diabéticos em substituição ao açúcar. Nos dias atuais os adoçantes<br />

também são utilizados em planos alimentares para perda <strong>de</strong> peso em<br />

geral, por possuírem baixo ou nenhum valor calórico. 24<br />

Os adoçantes aprovados pela Agência Nacional <strong>de</strong> Vigilância Sanitária<br />

(ANVISA), no Brasil, são: sorbitol, manitol, isomaltitol, maltitol, sacarina<br />

ciclamato, aspartame, estévia, acessulfme-k, sucralose, neotame,<br />

taumatina, lactitol, xilitol e eritritol.<br />

ESCLARECENDO AS DÚVIDAS...<br />

O QUE É CONTAGEM DE CARBOIDRATOS?<br />

A contagem <strong>de</strong> carboidratos é uma importante ferramenta no tratamento<br />

do diabetes e <strong>de</strong>ve ser acrescentada no contexto <strong>de</strong> uma alimentação<br />

saudável. Essa estratégia prioriza o total <strong>de</strong> carboidratos consumidos<br />

por refeição, consi<strong>de</strong>rando que a quantida<strong>de</strong> é o maior <strong>de</strong>terminante da<br />

resposta da taxa <strong>de</strong> açúcar no sangue pós-prandial (após refeição), porque<br />

os carboidratos são totalmente convertidos em glicose (açúcar), em um<br />

período que varia <strong>de</strong> 15 minutos a 2 horas, enquanto que 35% a 60% são<br />

convertidas em glicose em um período <strong>de</strong> 3 a 4 horas e somente 10% das<br />

gorduras são convertidas em glicose, em um período <strong>de</strong> 3 a 5 horas. 1


Para seguir esta ferramenta <strong>de</strong> contagem <strong>de</strong> carboidrato, procure<br />

seu médico (a) para que o mesmo (a) esclareça e o autorize a usar esta<br />

ferramenta <strong>de</strong> nutrição. Caso tenha a aprovação, é necessário um<br />

treinamento específico, a ser realizado pelo (a) nutricionista, para<br />

que possa estabelecer a quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> carboidrato por refeição, com<br />

orientações <strong>de</strong> como medir ou estimar as porções. 1<br />

ÍNDICE E CARGA GLICEMICA 25<br />

O índice glicêmico (IG), representa o efeito sobre a glicemia <strong>de</strong> uma<br />

quantida<strong>de</strong> fixa <strong>de</strong> carboidrato disponível <strong>de</strong> um <strong>de</strong>terminado alimento,<br />

em relação a um alimento-controle, que normalmente é o pão branco ou<br />

a glicose, por meio da análise da curva glicêmica produzida por 50g <strong>de</strong><br />

carboidrato (disponível) <strong>de</strong> um alimento teste em relação a curva <strong>de</strong> 50g<br />

<strong>de</strong> carboidrato do alimento padrão (glicose ou pão branco). Atualmente<br />

utiliza-se o pão branco por ter resposta fisiológica melhor que a da glicose.<br />

A carga glicêmica (CG) é um produto do índice glicêmico (IG) e da<br />

quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> carboidrato presente na porção <strong>de</strong> alimento consumido,<br />

comparado com o alimento padrão.<br />

Este marcador me<strong>de</strong> o impacto glicêmico da dieta, sendo calculado pelo<br />

produto do IG do alimento pela quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> carboidrato, contida na<br />

porção consumida do alimento.


HIPOGLICEMIA E HIPERGLICEMIA<br />

Para evitar a hipoglicemia e a hiperglicemia, além das complicações do<br />

diabetes, o IMPORTANTE é manter os níveis <strong>de</strong> glicose <strong>de</strong>ntro da meta<br />

estabelecida para você. 26<br />

Hipoglicemia<br />

A hipoglicemia é caracterizada por um nível anormalmente baixo <strong>de</strong><br />

glicose no sangue, geralmente abaixo <strong>de</strong> 70 mg/dl. É importante não<br />

consi<strong>de</strong>rar apenas este número – o médico <strong>de</strong>verá dizer quais níveis são<br />

muito baixos para você. 26<br />

Os sinais da hipoglicemia são dicas importantes para uma ação<br />

preventiva e eles po<strong>de</strong>m variar <strong>de</strong> pessoas para pessoa. Com o tempo,<br />

vai apren<strong>de</strong>r a i<strong>de</strong>ntificar como seu corpo indica que o nível <strong>de</strong> glicose<br />

no sangue está caindo muito rápido, <strong>de</strong> qualquer maneira, pelo menos<br />

entre aqueles que fazem uso <strong>de</strong> insulina ou que estão em maior risco <strong>de</strong><br />

episódios <strong>de</strong> hipoglicemia, o mais importante é monitorar as glicemias,<br />

<strong>de</strong> modo a conseguir manter a glicose bem controlada, <strong>de</strong> maneira segura<br />

em relação a hipoglicemias. 26<br />

Fique atento aos sinais da hipoglicemia, que geralmente acontecem<br />

rapidamente: 26<br />

• Treme<strong>de</strong>ira<br />

• Nervosismo e ansieda<strong>de</strong><br />

• Suores e calafrios<br />

• Irritabilida<strong>de</strong> e impaciência<br />

• Confusão mental e até <strong>de</strong>lírio<br />

• Taquicardia, coração batendo mais rápido que o normal


• Tontura ou vertigem<br />

• Fome e náusea<br />

• Sonolência<br />

• Visão embaçada<br />

• Sensação <strong>de</strong> formigamento ou dormência nos lábios e na língua<br />

• Dor <strong>de</strong> cabeça<br />

• Fraqueza e fadiga<br />

• Raiva ou tristeza<br />

• Falta <strong>de</strong> coor<strong>de</strong>nação motora<br />

• Pesa<strong>de</strong>los, choro durante o sono<br />

• Convulsões<br />

• Inconsciência<br />

Causas comuns da hipoglicemia: 12<br />

• Erros no medicamento (dosagem, inversão das doses <strong>de</strong> insulina da<br />

manhã ou noite, horário in<strong>de</strong>vido <strong>de</strong> insulina em relação à ingestão<br />

<strong>de</strong> alimento);<br />

• Ingestão <strong>de</strong> alimento omitida ou ina<strong>de</strong>quada;<br />

• Erros no horário, refeições ou lanches atrasados;<br />

• Ativida<strong>de</strong> física ou exercício não planejado ou maior.<br />

• Duração prolongada ou intensida<strong>de</strong> maior do exercício;<br />

• Ingestão <strong>de</strong> álcool sem alimento, <strong>de</strong>ntre outros.<br />

Tratamento da hipoglicemia: 1<br />

É essencial com o tratamento imediato com alimentos contendo<br />

carboidratos. 12<br />

Consuma <strong>de</strong> 15 a 20 gramas <strong>de</strong> carboidratos, preferencialmente<br />

carboidratos simples, como açúcar (uma colher <strong>de</strong> sopa, dissolvida<br />

em água), uma colher <strong>de</strong> sopa <strong>de</strong> mel ( mas lembre-se <strong>de</strong> que mel não


é permitido para crianças menores <strong>de</strong> um ano), refrigerante comum,<br />

não diet (um copo <strong>de</strong> 200 mL), 1 copo <strong>de</strong> suco <strong>de</strong> laranja integral, entre<br />

outros. 26<br />

• Verifique a sua glicose <strong>de</strong>pois <strong>de</strong> 15 minutos;<br />

• Se continuar baixa, repita;<br />

• Assim que a taxa voltar ao normal, faça um pequeno lanche, caso sua<br />

próxima refeição estiver planejada para daqui a uma ou duas horas.<br />

Espere <strong>de</strong> 45 a 60 minutos para dirigir após um episódio <strong>de</strong> hipoglicemia.<br />

Em casos <strong>de</strong> inconsciência (<strong>de</strong>smaio) ou convulsão, outra pessoa terá que<br />

tomar providências. Uma <strong>de</strong>ssas medidas po<strong>de</strong>rá ser aplicar glucagon,<br />

que é um hormônio que estimula o fígado a liberar glicose armazenada<br />

na corrente sanguínea. Kits <strong>de</strong> glucagon injetáveis po<strong>de</strong>m ser adquiridos<br />

com prescrição médica. Seu médico saberá dizer se você precisa ter um<br />

<strong>de</strong>sses e como usá-lo.<br />

É importante orientar também sua família sobre essa possibilida<strong>de</strong>. Caso<br />

a pessoa que esteja com você não saiba como aplicar ou não saiba o que<br />

fazer, a melhor medida é chamar uma ambulância.<br />

Em uma crise hipoglicêmica acompanhada <strong>de</strong> convulsões ou <strong>de</strong>smaios,<br />

não injete insulina (vai reduzir ainda mais o nível <strong>de</strong> glicose no sangue);<br />

não dê comida ou bebida pela boca, no máximo, com cuidado para não<br />

obstruir as vias aéreas, po<strong>de</strong>-se passar um pouco <strong>de</strong> açúcar nas gengivas<br />

da pessoa. Vire a cabeça da pessoa <strong>de</strong> lado e proteja com cuidado enquanto<br />

injeta glucagon, ou chame a ambulância imediatamente.


I<strong>de</strong>ntificação<br />

Ter uma i<strong>de</strong>ntificação médica sempre com você po<strong>de</strong> ser muito útil no<br />

caso <strong>de</strong> um episódio grave <strong>de</strong> hipoglicemia, <strong>de</strong> um aci<strong>de</strong>nte ou outra<br />

emergência. O acessório informa que você tem diabetes, se usa insulina<br />

ou não, se é alérgico a algum medicamento. 26<br />

Hiperglicemia<br />

Caracterizada pelo nível muito alto <strong>de</strong> glicose no sangue. 27<br />

Causas da hiperglicemia: 27<br />

• Dose incorreta <strong>de</strong> insulina, se você tem o Tipo 1;<br />

• Dificulda<strong>de</strong> do corpo para utilizar a insulina que está sendo produzida<br />

(resistência à insu-lina), no caso do Tipo 2;<br />

• Excesso <strong>de</strong> alimentação – e carência <strong>de</strong> exercícios físicos;<br />

• Stress causado por uma doença, como uma gripe;<br />

• Outras fontes <strong>de</strong> estresse, na família, na escola ou no trabalho;<br />

• O chamado “fenômeno do alvorecer: todas as pessoas passam por essa<br />

condição, tenham ou não diabetes. É uma onda <strong>de</strong> hormônios que o<br />

corpo produz entre 4h e 5h da manhã, todos os dias, e que provocam<br />

uma reação do fígado, com liberação <strong>de</strong> glicose e preparação do<br />

organismo para mais um dia <strong>de</strong> ativida<strong>de</strong>s. O corpo produz menos<br />

insulina e mais glucagon (hormônio que aumenta a glicose no<br />

sangue), mas as pessoas com diabetes não têm respostas normais<br />

<strong>de</strong> insulina para regular essa onda, e a glicemia <strong>de</strong> jejum po<strong>de</strong> subir<br />

consi<strong>de</strong>ravelmente. Para evitar essa condição, valem as dicas: jantar<br />

no início da noite, fazer uma caminhada leve após o jantar, perguntar<br />

ao médico sobre medicamentos específicos ou ajuste do tratamento<br />

do diabetes, seja insulina ou outros medicamentos.


Sinais da hiperglicemia 27<br />

A hiperglicemia é a elevação da glicose no sangue, em geral acompanhase<br />

também <strong>de</strong> altos níveis <strong>de</strong> açúcar na urina, causando excesso <strong>de</strong> urina<br />

e vonta<strong>de</strong> frequente <strong>de</strong> urinar e por consequência, aumento da se<strong>de</strong>.<br />

Tratamento da hiperglicemia 27<br />

É importante procurar seu médico para possíveis ajustes dos<br />

medicamentos e da insulina, a<strong>de</strong>quar sua alimentação conforme<br />

recomendação do (a) nutricionista, fazendo as correções necessárias e<br />

também participar do programa <strong>de</strong> exercício físico estabelecido pelo seu<br />

(sua) educador (a) físico (se houver liberação médica).<br />

ADOÇANTES<br />

Os adoçantes ou edulcorantes, são substâncias químicas, obtida <strong>de</strong><br />

matérias-primas naturais ou artificiais <strong>de</strong>senvolvidas pela indústria <strong>de</strong><br />

alimentos. O po<strong>de</strong>r <strong>de</strong> adoçamento é maior do que o da sacarose (obtida da<br />

extração da cana-<strong>de</strong>-açúcar). O objetivo <strong>de</strong>stas substâncias <strong>de</strong> substituir<br />

total ou parcialmente o açúcar.<br />

Adoçantes <strong>de</strong> mesa: produto formulado para conferir sabor doce aos<br />

alimentos e bebidas, <strong>de</strong>vendo ser constituído por edulcorantes previstos<br />

na legislação e açúcar. Não é indicado para diabéticos.<br />

Adoçantes dietéticos: produto formulado para dietas com restrição <strong>de</strong><br />

sacarose, frutose e/ou glicose para aten<strong>de</strong>r às necessida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> pessoas<br />

sujeitas à restrição da ingestão <strong>de</strong>sses carboidratos. As matérias-primas<br />

frutose, sacarose e glicose não po<strong>de</strong>m ser utilizadas em sua fabricação.<br />

Inicialmente, os adoçantes foram formulados para aten<strong>de</strong>r as necessida<strong>de</strong>s<br />

<strong>de</strong> diabéticos em substituição ao açúcar. Nos dias atuais os adoçantes<br />

também são utilizados em planos alimentares para perda <strong>de</strong> peso por em<br />

geral possuírem baixo ou nenhum valor calórico. 24


DICAS NUTRICIONAIS PARA O TRATAMENTO DE DIABETE MELLITUS:<br />

PREFIRA<br />

Reduza o consumo <strong>de</strong> sal, açúcar<br />

e gorduras;<br />

Realize <strong>de</strong> 5 a 6 refeições por dia;<br />

Carnes magras: brancas (filé <strong>de</strong> peixe ou<br />

frango sem pele) ou vermelhas (patinho,<br />

coxão mole, lombo <strong>de</strong> porco<br />

sem gorduras) e clara <strong>de</strong> ovo;<br />

Leite e iogurte <strong>de</strong>snatado, queijos magros<br />

(frescal, ricota), requeijão light;<br />

Alimentos cozidos, a vapor, assados<br />

ou grelhados;<br />

Adoçantes (ex.: sucralose, xilitol), doces<br />

e compotas feitas com adoçantes (diet);<br />

Consuma apenas uma fonte <strong>de</strong><br />

carboidrato na refeição (pão, massas,<br />

mandioca, arroz, batata, inhame, farofa)<br />

e dê preferência aos integrais;<br />

Frutas em geral, com casca e bagaço<br />

sempre que possível. Procure consumir<br />

acompanhadas com alimentos ricos<br />

em fibras (aveia, farelo <strong>de</strong> trigo, linhaça).<br />

Consuma até três porções <strong>de</strong> frutas por<br />

dia em horários diferentes;<br />

Óleos e gorduras <strong>de</strong> origem vegetal com<br />

mo<strong>de</strong>ração: azeite <strong>de</strong> oliva na salada,<br />

óleos vegetais (soja/milho), creme vegetal,<br />

castanhas, nozes e amêndoas;<br />

Sucos naturais feitos com apenas uma<br />

porção <strong>de</strong> fruta e diluir em água.<br />

EVITE<br />

Evite alimentos industrializados com<br />

alto teor <strong>de</strong> sódio, açúcar e gorduras;<br />

Ficar sem se alimentar por longos<br />

períodos. Pular refeições;<br />

Carnes gordurosas (cupim, costelas,<br />

picanha, leitoa, pernil, torresmo,<br />

bacon), embutidos (linguiça, salsicha,<br />

morta<strong>de</strong>la, salame, apresuntado,<br />

hambúrguer, nuggets) e gema <strong>de</strong> ovo<br />

em excesso;<br />

Leite, iogurte e requeijão integral,<br />

queijos como muçarela, provolone,<br />

prato e parmesão;<br />

Alimentos à milanesa, fritos,<br />

empanados e folhados;<br />

Açúcares, mel, melado, caldo <strong>de</strong> cana,<br />

leite con<strong>de</strong>nsado;<br />

Arroz branco, pão e massas feitos<br />

com farinha <strong>de</strong> trigo comum, farinha<br />

<strong>de</strong> mandioca, salgados (coxinha,<br />

esfirra) e alimentos industrializados<br />

(salgadinhos, batata chips, lasanhas,<br />

pizzas);<br />

Frutas em geral, com casca e bagaço<br />

sempre que possível. Procure consumir<br />

acompanhadas com alimentos ricos<br />

em fibras (aveia, farelo <strong>de</strong> trigo,<br />

linhaça). Consuma até três porções <strong>de</strong><br />

frutas por dia em horários diferentes;<br />

Óleos e gorduras <strong>de</strong> origem animal:<br />

banha <strong>de</strong> porco, manteiga e creme<br />

<strong>de</strong> leite;<br />

Refrigerantes, sucos concentrados e<br />

industrializados e bebidas alcoólicas.<br />

Fonte: Secretaria Municipal De Gestão E Controle- Campinas – SP


PREVENÇÃO DE DIABETES<br />

E necessário fazer mudanças no estilo <strong>de</strong> vida, mantendo uma<br />

alimentação saudável e balanceada, praticar ativida<strong>de</strong> física (pelo menos<br />

30 minutos todos os dias) e abandonar hábitos nocivos à saú<strong>de</strong>, como<br />

tabagismo e etilismo, pois os maiores fatores <strong>de</strong> risco para quem possui<br />

diabetes são a alimentação ina<strong>de</strong>quada, inativida<strong>de</strong> física, sobrepeso e<br />

obesida<strong>de</strong>. ¹<br />

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE<br />

DIABETES E ALIMENTAÇÃO<br />

Fonte: Ministerio da saú<strong>de</strong>; Blog da Saú<strong>de</strong> - Tire suas dúvidas sobre a alimentação<br />

para pessoas com diabetes; Publicado: 14 <strong>de</strong> novembro <strong>de</strong> 18.<br />

Pessoas com diabetes são totalmente proibidas <strong>de</strong> comer doces?<br />

Não. Atualmente já se tem o conhecimento que o que mais importa para o<br />

bom controle da glicemia é a quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> carboidratos ingerida e não o<br />

tipo <strong>de</strong> carboidrato. O açúcar é apenas um tipo <strong>de</strong> carboidrato. Entretanto,<br />

como se <strong>de</strong>ve controlar a quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> carboidratos ingerida, o melhor<br />

é evitar a adição do açúcar, o qual eleva a glicemia rapidamente e tem<br />

pouco valor nutricional. Assim, é melhor que se escolha carboidratos<br />

provenientes <strong>de</strong> frutas, cereais integrais, leguminosas e laticínios<br />

<strong>de</strong>snatados. Mas nada impe<strong>de</strong> que esse tipo <strong>de</strong> alimento seja incluído na<br />

alimentação <strong>de</strong> forma mo<strong>de</strong>rada e a<strong>de</strong>quada. Lembrando: a escolha <strong>de</strong><br />

alimentos in natura e preparações caseiras são melhores que os alimentos<br />

ultraprocessados.


Diabéticos po<strong>de</strong>m consumir frutas? Existe algum tipo especifico que<br />

<strong>de</strong>va ser evitado?<br />

Sim. Não há fruta proibida para quem tem diabetes. A não ser para quem<br />

tem alguma complicação renal. Existem frutas com índice glicêmico<br />

mais elevado, ou seja, que aumentam a glicemia mais rapidamente, como<br />

o melão e a melancia. Mas também não são proibidas. O mais importante<br />

é controlar o tamanho da porção, ingerir uma fruta média por vez ou<br />

porção picada <strong>de</strong> em torno <strong>de</strong> 150g. Há muitos mitos por trás da banana,<br />

laranja, manga, caqui e uva, mas não há fundamentos, pois tratam-se <strong>de</strong><br />

frutas <strong>de</strong> médio e baixo índice glicêmico.<br />

Diabéticos po<strong>de</strong>m consumir bebidas alcoólicas?<br />

As bebidas alcoólicas po<strong>de</strong>m ser ingeridas <strong>de</strong>s<strong>de</strong> que <strong>de</strong>ntro do uso<br />

mo<strong>de</strong>rado, ou seja, até 1 dose por dia para mulheres e até 2 doses para<br />

homens. Dessa forma não trará prejuízos para quem tem diabetes.<br />

Principalmente para quem usa insulina, é importante monitorar a<br />

glicemia e ingerir algum carboidrato conjuntamente para não haver risco<br />

<strong>de</strong> hipoglicemia pelo consumo do álcool.<br />

Os carboidratos são os gran<strong>de</strong>s vilões para quem tem diabetes?<br />

Não. As diretrizes clínicas para um bom controle glicêmico e saú<strong>de</strong> em<br />

geral <strong>de</strong>monstram que os carboidratos <strong>de</strong>vem ser a base da alimentação,<br />

provendo <strong>de</strong> 45 a 60% do valor energético total ingerido por dia. O que<br />

se <strong>de</strong>ve observar é <strong>de</strong> não haver gran<strong>de</strong> concentração dos mesmos na<br />

mesma refeição, respeitando um controle <strong>de</strong> porções <strong>de</strong> acordo com as<br />

necessida<strong>de</strong>s nutricionais individuais.


Pessoas com diabetes po<strong>de</strong>m consumir alimentos dietéticos livremente?<br />

Não. Os alimentos dietéticos po<strong>de</strong>m ajudar em algumas vezes, pois<br />

tratam-se <strong>de</strong> alimentos com restrição <strong>de</strong> algum nutriente, na maioria dos<br />

casos o açúcar adicionado, o que po<strong>de</strong> resultar em um produto com menor<br />

teor <strong>de</strong> carboidratos. Mesmo assim, ele só afetará menos a glicemia, se<br />

for consumido em quantida<strong>de</strong>s controladas. Porém, há casos em que<br />

a retirada do açúcar requer inclusão <strong>de</strong> outro carboidrato ou nutriente,<br />

po<strong>de</strong>ndo manter teor final semelhante <strong>de</strong> carboidratos ou até mais<br />

quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> gorduras totais. Com isso, vale sempre a leitura cuidadosa<br />

do rótulo e tabela nutricional para saber o quanto aquele alimento é<br />

a<strong>de</strong>quado e se vale a pena ser consumido.<br />

Alimentos com baixo índice glicêmico realmente ajudam a manter o<br />

diabetes sob controle? Quais são os principais exemplos <strong>de</strong>sses tipos <strong>de</strong><br />

alimentos?<br />

Os alimentos com menor índice glicêmico ajudam na elevação mais lenta<br />

da glicose após a refeição, evitando o pico <strong>de</strong> glicose sanguínea, além <strong>de</strong><br />

favorecer a sacieda<strong>de</strong> prolongada pela digestão mais lenta. Como já foi<br />

dito, o mais importante é a quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> carboidratos ingerida e não a<br />

fonte. Mas a escolha <strong>de</strong> alimentos <strong>de</strong> menor índice glicêmico, incluindo<br />

alimentos integrais ricos em fibras, aveia, leguminosas como feijões,<br />

vegetais e frutas com casca e bagaço, batata doce, inhame, inclusão <strong>de</strong><br />

gorduras boas como castanhas e proteínas magras <strong>de</strong> boa qualida<strong>de</strong>,<br />

como queijo branco, po<strong>de</strong> ajudar muito no bom controle glicêmico.


Os cuidados com a alimentação variam <strong>de</strong> acordo com o tipo <strong>de</strong> diabetes<br />

que a pessoa apresenta?<br />

A qualida<strong>de</strong> da alimentação <strong>de</strong>ve ser a mesma. Porém, há algumas<br />

diferenças. Quem tem <strong>Diabetes</strong> tipo 1 e usa insulina ultrarrápida, conforme<br />

a ingestão <strong>de</strong> carboidratos em cada refeição, po<strong>de</strong> ter uma liberda<strong>de</strong><br />

nutricional um pouco maior, pois tem um regime <strong>de</strong> terapia <strong>de</strong> insulina<br />

flexível. Para quem está em tratamento fixo <strong>de</strong> insulina ou usa somente<br />

medicamentos, o mais importante é manter metas <strong>de</strong> carboidratos por<br />

refeições para controle da glicemia. Para quem tem <strong>Diabetes</strong> tipo 2 e tem<br />

excesso <strong>de</strong> peso, a priorida<strong>de</strong> é a perda <strong>de</strong> peso para melhora da resistência<br />

à insulina. Com isso, não somente o total <strong>de</strong> carboidratos é importante,<br />

mas também o total calórico e as escolhas saudáveis em geral.<br />

Em questão <strong>de</strong> cuidados com a alimentação da pessoa com diabetes,<br />

quais são as principais dicas que você <strong>de</strong>ixa?<br />

Quem tem <strong>Diabetes</strong> <strong>de</strong>ve manter uma alimentação equilibrada, regular,<br />

variada e natural. Deve ser fracionada <strong>de</strong> em torno <strong>de</strong> 3 em 3 horas para<br />

evitar hipoglicemia e <strong>de</strong>scontrole da fome, resultando em maior ingestão<br />

<strong>de</strong> alimentos após longos períodos sem alimentar-se. Além <strong>de</strong> seguir<br />

metas <strong>de</strong> carboidratos por refeições <strong>de</strong> acordo com seu gasto energético<br />

total, escolher alimentos mais naturais, menos industrializados e<br />

processados. Incluir fibras dietéticas com a ingestão <strong>de</strong> cereais integrais,<br />

leguminosas, frutas frescas e vegetais, e gorduras boas como azeite, frutas<br />

oleaginosas, peixes e carnes magras. O controle <strong>de</strong> açúcar, sal, frituras,<br />

colesterol e gordura saturada é bom para todas as pessoas, inclusive para<br />

quem tem <strong>Diabetes</strong>, hábitos tais que <strong>de</strong>vem ser priorida<strong>de</strong>. 6


ENTENDENDO A HIPO E HIPERGLICEMIA<br />

HIPOGLICEMIA:<br />

é um nível <strong>de</strong> glicose muito baixa no sangue, comum em pessoas com<br />

diabetes. 1<br />

Sinais e Sintomas:<br />

• Tremores;<br />

• Tontura;<br />

• Pali<strong>de</strong>z;<br />

• Suor frio;<br />

• Nervosismo;<br />

• Palpitações;<br />

• Taquicardias;<br />

• Náusea;<br />

• Vomito;<br />

• Fome aguda.<br />

O que po<strong>de</strong> causar hipoglicemia em pacientes diabéticos?<br />

• Aumentar quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> exercícios físicos sem orientação ou sem<br />

ajuste correspon<strong>de</strong>nte na alimentação/medicação;<br />

• Pular refeições;<br />

• Comer menos do que o necessário;<br />

• Exagerar na dose da medicação;<br />

• Ingestão <strong>de</strong> álcool.


Saiba o que fazer.<br />

1. Ingerir 1 colher <strong>de</strong> sopa <strong>de</strong> açúcar em 1/2 copo <strong>de</strong> água ou;<br />

2. 1 copo (150 ml) <strong>de</strong> suco <strong>de</strong> laranja ou;<br />

3. Três caramelos ou;<br />

4. Um copo (150 ml) <strong>de</strong> refrigerante comum.<br />

A glicemia capilar (ponta do <strong>de</strong>do) <strong>de</strong>ve ser realizada após 15 minutos da<br />

administração do alimento (açúcar) e caso a glicemia não tenha voltado<br />

a subir, <strong>de</strong>verá tornar a ingerir um dos alimentos citados anteriormente.<br />

Antecipar a próxima refeição.<br />

ATENÇÃO: a hipoglicemia, em situações extremas po<strong>de</strong> causar <strong>de</strong>smaios<br />

ou crises convulsivas e necessitam <strong>de</strong> intervenção médica imediata.<br />

<strong>Diabetes</strong> e hipoglicemia severa po<strong>de</strong>m causar aci<strong>de</strong>ntes, lesões, levar ao<br />

estado <strong>de</strong> coma e até a morte. ¹<br />

HIPERGLICEMIA: é o oposto <strong>de</strong> hipoglicemia, ocorre quando há<br />

pouca insulina no organismo ou quando o corpo não consegue usá-la<br />

corretamente.<br />

O que po<strong>de</strong> causar a hiperglicemia em pacientes diabéticos?<br />

• Dose incorreta <strong>de</strong> insulina, no caso do Tipo 1;<br />

• Dificulda<strong>de</strong> do corpo para utilizar a insulina que está sendo produzida<br />

(resistência à insulina), no caso do Tipo 2;<br />

• Excesso <strong>de</strong> alimentação e carência <strong>de</strong> exercícios físicos;<br />

• Estresse causado por uma doença, como uma gripe;<br />

• Outras fontes <strong>de</strong> estresse (família, escola ou trabalho). ¹


RECEITAS 4<br />

TRUFA DE TÂMARAS<br />

Ingredientes:<br />

2 xícaras (chá) <strong>de</strong> tâmaras<br />

1 Xícara (chá) <strong>de</strong> qualquer castanha (aqui utilizamos amêndoas)<br />

½ Xícara (chá) <strong>de</strong> cacau em pó<br />

½ Pitada <strong>de</strong> sal<br />

½ Colher (chá) <strong>de</strong> essência <strong>de</strong> baunilha (opcional)<br />

Cacau em pó, coco, nibs <strong>de</strong> cacau, amendoim ou castanhas trituradas para<br />

<strong>de</strong>corar (opcional)<br />

Modo <strong>de</strong> preparo:<br />

Deixe as tâmaras <strong>de</strong> molho por 10 minutos em água morna.<br />

Junte todos os ingredientes em um processador e triture até que a mistura<br />

fique uniforme e moldável. Faça bolinhas com a massa do tamanho que<br />

preferir. Se quiser, passe as trufas em cacau em pó, nibs <strong>de</strong> cacau, coco<br />

ralado, castanhas trituradas ou no que preferir.<br />

Armazene as trufas em potes fechados no refrigerador. Consuma em até<br />

uma semana.<br />

COOKIES CROCANTES DE BANANA E AVEIA<br />

Ingredientes:<br />

2 bananas maduras<br />

1 xícara <strong>de</strong> aveia em flocos


Modo <strong>de</strong> preparo:<br />

Pré-aqueça o forno na temperatura <strong>de</strong> 180 °C. Em seguida, coloque uma<br />

folha <strong>de</strong> papel-manteiga na sua forma. Em uma tigela, amasse as bananas<br />

e misture a aveia em conjunto. Misture até que fiquem em uma mistura<br />

bem uniforme. Com uma colher, retire parte da massa, faça uma bola<br />

com as mãos e, ao colocar na assa<strong>de</strong>ira, pressione para ficar no formato<br />

<strong>de</strong> biscoitos. Asse até que fiquem dourados; isso <strong>de</strong>ve levar cerca <strong>de</strong> 15<br />

minutos. Retire-os do forno e <strong>de</strong>ixe esfriar por meia hora antes <strong>de</strong> servir.<br />

Delicie-se.<br />

GELADO DE MARACUJÁ LIGHT<br />

Ingredientes:<br />

1 envelope <strong>de</strong> gelatina em pó sem sabor<br />

3 colheres (sopa) <strong>de</strong> água<br />

1 copo <strong>de</strong> iogurte <strong>de</strong>snatado<br />

4 colheres (sopa) <strong>de</strong> suco <strong>de</strong> maracujá<br />

3 colheres (sopa) <strong>de</strong> adoçante em pó<br />

Modo <strong>de</strong> preparo:<br />

Coloque a gelatina numa tigela e hidrate com 3 colheres (sopa) <strong>de</strong> água.<br />

Leve ao fogo, em banho-maria por 5 minutos ou até amolecer. Bata no<br />

liquidificador a gelatina o iogurte, o suco <strong>de</strong> maracujá e o adoçante e bata<br />

por 2 minutos até ficar homogêneo. Distribua em taças e levar para gelar<br />

por 2 horas, ou até endurecer. Decore com folhas <strong>de</strong> hortelã.<br />

PURÊ DE MAÇÃ<br />

Ingredientes:<br />

4 Maçãs<br />

2 Pitadas <strong>de</strong> cravo em pó


Modo <strong>de</strong> Preparo:<br />

Aqueça o forno a 300°c. Descasque as maçãs, corte-as em 4 partes e<br />

remova as sementes. Embrulhe as maçãs em papel manteiga ou alumínio<br />

e asse por 30 minutos. Amasse as maçãs com a ajuda <strong>de</strong> um garfo e<br />

adicione o cravo. Sirva quente.<br />

CREME DE PAPAIA<br />

Ingredientes:<br />

1 Mamão papaia<br />

170 Gramas <strong>de</strong> iogurte natural<br />

1 Colher <strong>de</strong> chá <strong>de</strong> gengibre ralado<br />

Castanhas trituradas a gosto<br />

Modo <strong>de</strong> Preparo:<br />

Bata o mamão, o iogurte e o gengibre no liquidificador. Transfira para<br />

outro recipiente e finalize com as castanhas. Sirva gelado.<br />

QUIBE DE VEGETAIS ASSADO<br />

Ingredientes:<br />

200 g <strong>de</strong> trigo para quibe<br />

200 g <strong>de</strong> abobrinhas ver<strong>de</strong>s<br />

200 g <strong>de</strong> cenouras<br />

200 g <strong>de</strong> brócolis<br />

200 g <strong>de</strong> palmito<br />

200 g <strong>de</strong> champignon<br />

3 colheres (sopa) <strong>de</strong> hortelã<br />

3 colheres <strong>de</strong> (sopa) <strong>de</strong> cebola


Modo <strong>de</strong> preparo:<br />

Deixe o trigo <strong>de</strong> molho em água e sal por duas horas, escorrendo a<br />

seguir. Descasque as abobrinhas e corte, aproveitando também o miolo.<br />

Corte em quadradinhos e refogue com alho e azeite rapidamente, em<br />

fogo alto. Acrescente sal, <strong>de</strong>ixando as abobrinhas "al <strong>de</strong>nte" ou em sua<br />

consistência preferida, e reserve. Cozinhe as cenouras, também cortadas<br />

em quadradinhos, com sal e alho. Logo após ferver água e acrescentar<br />

os brócolis (não colocar sal, pois ele muda a cor dos legumes ver<strong>de</strong>s). A<br />

seguir, ferva os palmitos em água e sal por, pelo menos, cinco minutos e<br />

corte-os em pedaços pequenos. Corte os champignons e misture muito<br />

bem todos os ingredientes com o trigo para quibe, acrescentando a cebola<br />

e o hortelã. Reserve algumas folhinhas para <strong>de</strong>corar. Levar ao forno por<br />

alguns minutos para corar. Retire e <strong>de</strong>core como preferir.<br />

LASANHA DE BERINJELA<br />

Ingredientes:<br />

1 kg <strong>de</strong> berinjela<br />

250 g <strong>de</strong> carne moída<br />

1 cebola média cortada em cubinhos<br />

500g <strong>de</strong> polpa <strong>de</strong> tomate (caseiro)<br />

1 copo água<br />

Sal com mo<strong>de</strong>ração<br />

200 g queijo minas frescal cortado em cubinhos bem pequenos<br />

1 colher (sopa) queijo parmesão ralado<br />

Modo <strong>de</strong> preparo:<br />

Descasque a berinjela, corte em fatias regulares e cozinhe em água com<br />

sal por aproximadamente 4 minutos. Refogue a carne moída com cebola,


acrescente a polpa <strong>de</strong> tomate e a água. Deixe no fogo até apurar. Coloque<br />

sal a gosto e monte a lasanha em forma média. Coloque um pouco <strong>de</strong><br />

molho e arrume camadas <strong>de</strong> berinjela intercaladas com queijo minas<br />

frescal, regando sempre com molho. Polvilhe queijo ralado e leve ao forno<br />

quente por aproximadamente 5 minutos. Sirva imediatamente.<br />

CHIPS DE INHAME<br />

Ingredientes:<br />

1 Inhame médio<br />

Óleo para untar<br />

Sal a gosto<br />

Modo <strong>de</strong> Preparo:<br />

Aqueça o forno a 320°C. Unte uma assa<strong>de</strong>ira com óleo vegetal. Fatie o<br />

inhame em ro<strong>de</strong>las finas. Asse por 20 minutos. Sirva com uma pitada <strong>de</strong><br />

sal.<br />

Você po<strong>de</strong> usar outros temperos <strong>de</strong> sua preferência, como orégano,<br />

pimenta do reino e outros.<br />

PANQUECA<br />

Ingredientes:<br />

1 ovo<br />

1 colher <strong>de</strong> sobremesa <strong>de</strong> purê <strong>de</strong> inhame (inhame cozido e amassado,<br />

bem molinho)<br />

1 colher <strong>de</strong> sobremesa <strong>de</strong> farelo <strong>de</strong> aveia ou farinha <strong>de</strong> aveia<br />

1 colher <strong>de</strong> sobremesa <strong>de</strong> cottage<br />

Pitada <strong>de</strong> sal


Modo <strong>de</strong> preparo:<br />

Misture tudo com um garfo. Leve ao fogo em uma mini frigi<strong>de</strong>ira, fogo<br />

baixo, tampado. Deixe dourar, vire e <strong>de</strong>ixe dourar do outro lado.<br />

ABÓBORA ASSADA<br />

Ingredientes:<br />

1/2 abóbora<br />

1 pimenta <strong>de</strong>do <strong>de</strong> moça<br />

2 colheres <strong>de</strong> sopa <strong>de</strong> azeite<br />

2 pitadas <strong>de</strong> sal<br />

Modo <strong>de</strong> preparo:<br />

Aqueça o forno a 280°C. Retire as sementes da abóbora. Coloque a pimenta,<br />

cortada ao meio, no centro da abóbora. Regue com azeite. Embrulhe em<br />

papel manteiga e asse por 50 minutos. Retire a abóbora e parta em fatias<br />

médias. Adicione o sal. Sirva quente como acompanhamento ou reserve<br />

em gela<strong>de</strong>ira por até 3 dias.


DIABETES E A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS<br />

O tratamento não medicamentoso para diabetes consiste basicamente<br />

em controle glicêmico, reeducação alimentar e ativida<strong>de</strong> física. Ativida<strong>de</strong><br />

Física po<strong>de</strong> ser <strong>de</strong>scrita como todo movimento corporal realizado pela<br />

musculatura gerando um gasto energético. Muitos estudos já comprovam<br />

os benefícios da prática regular <strong>de</strong> exercícios para diabetes, como o<br />

controle glicêmico, redução <strong>de</strong> peso e gordura corporal e reduz o risco <strong>de</strong><br />

doenças cardiovasculares.<br />

O quadro abaixo exemplifica alguns dos benefícios a curto, médio e longo<br />

prazo da prática regular <strong>de</strong> exercícios.<br />

BENEFÍCIOS<br />

A GLICOSE E<br />

INSULINA<br />

BENEFÍCIOS AO<br />

PERFIL LIPÍDICO<br />

BENEFÍCIOS<br />

AO CORPO E<br />

ESTÉTICA<br />

OUTROS<br />

Aumenta o consumo<br />

da glicose. Diminui<br />

a concentração basal<br />

e pós-prandial da<br />

insulina. Aumenta<br />

a resposta dos<br />

tecidos à insulina.<br />

Melhora os níveis<br />

da hemoglobina<br />

glicosilada.<br />

Diminui os<br />

triglicerí<strong>de</strong>os.<br />

Aumenta a<br />

concentração <strong>de</strong><br />

HDL-colesterol.<br />

Diminui levemente a<br />

concentração <strong>de</strong> LDLcolesterol.<br />

Contribui a<br />

diminuir a<br />

pressão arterial.<br />

Aumenta o gasto<br />

energético: Favorecer<br />

a redução do peso<br />

corporal. Diminui<br />

a massa total <strong>de</strong><br />

gordura. Preserva<br />

e aumenta a massa<br />

muscular. Aumenta<br />

a força e elasticida<strong>de</strong><br />

muscular.<br />

Melhora o<br />

funcionamento<br />

do sistema<br />

cardiovascular.<br />

Promove uma<br />

sensação <strong>de</strong> bemestar<br />

e melhora a qualida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> vida.<br />

Fonte: Adaptado <strong>de</strong> Mercuri&Arrechea, 2001.


SUGESTÃO DE EXERCÍCIOS PARA<br />

SER REALIZADO EM CASA<br />

ALONGUE-SE<br />

O Alongamento muscular, possui diversos<br />

benefícios para o corpo quando praticado<br />

regularmente.<br />

1 – Aumenta a flexibilida<strong>de</strong>, <strong>de</strong>ixando os<br />

movimentos mais leves e amplos;<br />

2 – Alivia a tensão muscular, reduzindo<br />

quadro <strong>de</strong> dores musculares;<br />

3 – Melhora a postura;<br />

4 – Previne lesões relacionadas a prática<br />

<strong>de</strong> ativida<strong>de</strong> física;<br />

5 – Ativa a circulação sanguínea.<br />

Os Alongamentos <strong>de</strong>vem ser realizados<br />

antes e após a execução dos exercícios<br />

para que seja aproveitado os benefícios <strong>de</strong><br />

sua prática. Realizar os alongamentos com<br />

períodos <strong>de</strong> 12 a 15 segundos para cada<br />

grupos musculares a serem alongados


EXERCICIOS DE MEMBROS INFERIORES<br />

Agachamento:<br />

Pratique iniciando o exercício com<br />

uma ca<strong>de</strong>ira, alinhando as pernas e<br />

mantendo os pés alinhados com o<br />

quadril. inicie o exercício sentada,<br />

levante-se esticando o joelho e o<br />

quadril e retorne a posição sentada.<br />

Faça 3 séries com 10 repetições<br />

cada, respeitando intervalo <strong>de</strong> 20<br />

segundos entre uma série e outra.<br />

Step-up:<br />

Para essa ativida<strong>de</strong> você po<strong>de</strong> usar<br />

um <strong>de</strong>grau <strong>de</strong> escada.<br />

Inicie o exercício com um dos<br />

pés sobre o <strong>de</strong>grau, e o outro no<br />

chão, realize o movimento <strong>de</strong> subir<br />

no <strong>de</strong>grau, esticando a perna em<br />

seguida retorne para a posição<br />

inicial (o exercício po<strong>de</strong> se realizado<br />

colocando o pé no <strong>de</strong>grau, ou<br />

mantendo-o no ar.<br />

Realize 3 series <strong>de</strong> 10 repetições para<br />

cada uma das pernas, respeitando o<br />

intervalo <strong>de</strong> 20 segundos entre uma<br />

série e outra.


Exercício <strong>de</strong> ponte:<br />

Esse exercício não necessita <strong>de</strong><br />

dispositivo, inicie o exercício <strong>de</strong>itado<br />

com toda a coluna em contato<br />

com o solo, mantenha os joelhos<br />

flexionados (dobrados), com os pés<br />

em contato com o solo, levante o<br />

bumbum do solo e retorne a posição<br />

inicial.<br />

Realize 3 series <strong>de</strong> 10 repetições<br />

para cada uma das pernas,<br />

respeitando o intervalo <strong>de</strong> 20<br />

segundos entre uma série e outra.<br />

Exercício para panturrilha:<br />

Pratique esse exercício com os pés<br />

alinhados, e realize o movimento <strong>de</strong> ficar<br />

sobre a ponta dos pés e em seguida retorne<br />

a tocar o calcanhar ao solo.<br />

Realize 3 séries <strong>de</strong> 10 repetições para cada<br />

uma das pernas, respeitando o intervalo <strong>de</strong><br />

20 segundos entre uma série e outra.


EXERCICIOS DE MEMBROS SUPERIORES<br />

Flexão <strong>de</strong> ombro:<br />

Pratique esse exercício com auxílio <strong>de</strong> um<br />

elástico ou <strong>de</strong> um bastão (po<strong>de</strong>-se usar um<br />

cabo <strong>de</strong> vassoura), inicie com os braços<br />

abaixo da linha do seu quadril, execute a<br />

elevação dos braços acima da linha da cabeça<br />

e com os cotovelos estendidos, e finalize o<br />

movimento retornando à posição inicial.<br />

Flexão <strong>de</strong> cotovelo na pare<strong>de</strong>:<br />

Pratique esse exercício iniciando<br />

com os braços esticados e mãos<br />

espalmadas na pare<strong>de</strong>, realize a flexão<br />

do cotovelo aproximando se da pare<strong>de</strong><br />

e em seguida estenda o cotovelo<br />

retornando à posição inicial. Realize 3<br />

séries <strong>de</strong> 10 repetições para cada uma<br />

das pernas, respeitando o intervalo <strong>de</strong><br />

20 segundos entre uma série e outra.


Abdução <strong>de</strong> ombros:<br />

Pratique esse exercício com auxílio <strong>de</strong> um elástico ou qualquer objeto<br />

que possa ser segurado utilizando como peso. Inicie o movimento com<br />

os braços esticados na frente do corpo, em seguida realize a abertura dos<br />

braços e retorne à posição inicial.<br />

Realize 3 séries <strong>de</strong> 10 repetições para cada uma das pernas, respeitando o<br />

intervalo <strong>de</strong> 20 segundos entre uma série e outra.<br />

IMPORTANTE!<br />

Acompanhe sempre seu nível <strong>de</strong> glicemia antes<br />

<strong>de</strong> realizar as ativida<strong>de</strong>s físicas, evitando assim<br />

episódios <strong>de</strong> hipoglicemia após o exercício.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:<br />

1. OLIVEIRA, J. E. P; JUNIOR,R.M.M; VENCIO, S; FREITAS, M.C.F. Diretrizes<br />

da Socieda<strong>de</strong> Brasileira <strong>de</strong> <strong>Diabetes</strong> 2017-2018. Disponível em:https://<br />

www.diabetes.org.br/profissionais/images/2017/diretrizes/diretrizessbd-2017-2018.pdf<br />

2. Socieda<strong>de</strong> Brasileira <strong>de</strong> <strong>Diabetes</strong>; Tipos <strong>de</strong> <strong>Diabetes</strong>; 2019. Disponível em:<br />

.<br />

3. Ministério da Saú<strong>de</strong>; <strong>Diabetes</strong>: tipos, causas, sintomas, tratamento,<br />

diagnóstico e prevenção. Acesso em 17/07/2019<br />

4. Socieda<strong>de</strong> Brasileira <strong>de</strong> <strong>Diabetes</strong>: Sintomas <strong>de</strong> <strong>Diabetes</strong>; 2019. Disponível<br />

em: https://www.diabetes.org.br/publico/sintomas-<strong>de</strong>-diabetes.<br />

5. Ministério da Saú<strong>de</strong>; <strong>Diabetes</strong>: Fatores <strong>de</strong> risco;2019. Disponível em:<br />

https://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/fatores-<strong>de</strong>-risco.<br />

6. Socieda<strong>de</strong> Brasileira <strong>de</strong> <strong>Diabetes</strong>: Complicações do <strong>Diabetes</strong>; 2019.<br />

Disponível em: https://www.diabetes.org.br/publico/complicacoes/<br />

complicacoes-do-diabetes.<br />

7. Ministério da Saú<strong>de</strong>; <strong>Diabetes</strong> (diabetes mellitus): Sintomas, Causas e<br />

Tratamentos; 2013/2019.Disponível em: .<br />

8. Socieda<strong>de</strong> Brasileira <strong>de</strong> <strong>Diabetes</strong>: O teste <strong>de</strong> hemoglobina glicada (A1C):<br />

O que é e para que serve;2014. Disponível em: https://www.diabetes.org.br/<br />

publico/ultimas/656-o-teste-<strong>de</strong>-hemoglobina-glicada-a1c-o-que-e-e-paraque-serve.<br />

9. BD: Monitoramento da glicemia;2019. Disponível em: < https://www.<br />

bd.com/pt-br/our-products/diabetes-care/diabetes-learning-center/<br />

diabetes-education/blood-glucose-monitoring>.


10. ZAGURY, L. R. Manual prático sobre exercícios para pessoas com<br />

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11. SILVA, E.S; MELO, F.R.G; BRONZI, E.S; AREVANI, C.A.M; MÉLLO, M.H.G.<br />

Orientação alimentar para indivíduos diabéticos praticantes <strong>de</strong> ativida<strong>de</strong><br />

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12. L. Katlhleen Mahan; Sylvia Scott-Stump; Janice L. Raymond. Krause.<br />

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14. RECINE, E. NASCIMENTO, M.A.B; ITO, M.K. Guia Alimentar Para<br />

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15. Nutricionistas Membros Do Departamento De Nutrição Da SBD.<br />

MANUAL DE CONTAGEM DE CARBOIDRATOS PARA PESSOAS COM<br />

DIABETES; 2016. Disponível em: https://www.diabetes.org.br/publico/<br />

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16. CAMPOS, T. F. Importância das fibras na alimentação. Socieda<strong>de</strong><br />

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Acesso em: 5/6/19.<br />

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18. FOOD INGREDIENTS BRASIL. Dossiê: fibras alimentares. 2008.<br />

Disponível em: < http://www.revista-fi.com/materias/63.pdf>. Acesso em:<br />

5/6/19.<br />

19. DALL ALBA, V.; AZEVEDO, M. J. O papel das fibras alimentares sobre<br />

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diabetes melito tipo 2. Rev HCPA, 2010; 30(4): 363-371.<br />

20. BERNAUD, F. S. R.; RODRIGUES, T.C.; Fibra alimentar – ingestão a<strong>de</strong>quada<br />

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21. SANTOS, A.G.O. Fibras Alimentares – O que é importante saber?<br />

Socieda<strong>de</strong> Brasileira <strong>de</strong> <strong>Diabetes</strong>; 2014. Disponível em: https://www.diabetes.<br />

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22. ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE NUTRIÇÃO. Dislipi<strong>de</strong>mias:<br />

caracterização e tratamento nutricional. Junho, 2018.<br />

23. SOARES, H.A. <strong>Diabetes</strong> e Álcool: Beber ou não beber, eis a questão...<br />

Socieda<strong>de</strong> Brasileira <strong>de</strong> <strong>Diabetes</strong>;2019. Disponível em: https://www.diabetes.<br />

org.br/publico/colunas/88-dra-andressa-heimbecher-soares/782-diabetese-alcool-beber-ou-nao-beber-eis-a-questao.<br />

24. RAMOS, S; SANTOS, C.C. Adoçantes. Socieda<strong>de</strong> Brasileira <strong>de</strong><br />

<strong>Diabetes</strong>;2019. Disponível em: https://www.diabetes.org.br/publico/noticiasnutricao/1312-adocantes.<br />

25. GOUVEIA, G. Índice Glicêmico (IG) e Carga Glicêmica (CG); Socieda<strong>de</strong><br />

Brasileira <strong>de</strong> <strong>Diabetes</strong>;2016. Disponível em: https://www.diabetes.org.br/<br />

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26. Socieda<strong>de</strong> Brasileira <strong>de</strong> <strong>Diabetes</strong>;2018-2019; Hiperglicemia. Disponível<br />

em: https://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/hiperglicemia.<br />

27. Socieda<strong>de</strong> Brasileira <strong>de</strong> <strong>Diabetes</strong>;2018-2019; Hiperglicemia. Disponível<br />

em: https://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/hiperglicemia.<br />

28. Diretrizes da socieda<strong>de</strong> brasileira <strong>de</strong> diabetes; 2019–2020. Disponível<br />

em: https://cc.bingj.com/cache.aspx?q=diretrizes+<strong>de</strong>+diabetes+202<br />

0&d=4800811576269956&mkt=pt-BR&setlang=pt-PT&w=K_dRV_<br />

dqMXqHKCw8rzLOBQqm8nSxX68_<br />

29. Conduta terapêutica no diabetes tipo 2: Algoritmo SBD - 2019<br />

https://www.diabetes.org.br/publico/images/pdf/sbd_dm2_2019_2.pdf<br />

30. Manual pratico <strong>de</strong> exercícios para pessoas com diabetes tipo 2.<br />

Disponível em: https://www.diabetes.org.br/publico/images/pdf/guiapraatico-sobre-af-msd-e-roberto-zagury.pdf<br />

31. SILVA C G. PACHECO G S. PAIXÃO J J A. - BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE<br />

FÍSICA PARA PORTADORES DE DIABETES TIPO I. Revista Saú<strong>de</strong> dos Vales.<br />

02 -2020


Espaço Sinta-se Bem - Programa <strong>de</strong> Atenção à Saú<strong>de</strong><br />

Rua 15-A, 212 - St. Aeroporto, Goiânia-GO<br />

Telefone e WhatsApp: (62) 3524-6836<br />

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Coord. Médico: Dr. Pedro Jorge Gayoso <strong>de</strong> Sousa<br />

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SETEMBRO/ 2021<br />

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