Revista Coamo edição Setembro de 2021

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Revista Coamo edição Setembro de 2021

evista

www.coamo.com.br

setembro/2021 ano 47 edição 517

EVENTOS VIRTUAIS

Comercialização, reunião

técnica e encontro com as

mulheres foram os temas

CREDICOAMO

Recursos para

financiamento de custeio

do milho segunda safra

Márcia Ferri,

de Campo Mourão (PR)

NA DIREÇÃO DO AGRO

Elas estão quebrando paradigmas e mostrando sua capacidade de gerir propriedades

rurais. A representatividade feminina no campo está mais forte e reconhecida. Na

Coamo, milhares de mulheres estão inseridas no processo de tomada de decisão


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e outras receitas em

nossas redes sociais:

O especialista

Adriano Ribeiro,

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expediente

Órgão de divulgação da Coamo

ano 47 | edição 517 | setembro de 2021

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br,

Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br

Ana Paula Bento Pelissari Smith: anapelissari@coamo.com.br

Antonio Marcio dos Santos: amsantos@coamo.com.br

Ruthielle Borsuk da Silva: rborsuk@coamo.com.br

Kamilly Santana Cazotto: ksantana@coamo.com.br

Raquel Sumie Eishima: raqueleishima@coamo.com.br

Aline Aristides Bazan: abazan@coamo.com.br

Lucas Otávio Pavão: lpavao@coamo.com.br

Contato: (44) 3599-8129 - comunicacao@coamo.com.br

Colaboração: Entrepostos, Gerências Angulares e Assessorias

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima, Ana

Paula Bento Pelissari Smith, Ruthielle Borsuk da Silva e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima e

Lucas Otávio Pavão

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários

Contato: (11) 5092-3305

Contato publicitário: Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados ou

citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

As fotos desta edição foram produzidas obedecendo os devidos protocolos de saúde, ou

são de arquivo.

Acompanhe a Coamo pelas redes sociais

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 - www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly Calderari,

Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Jonathan Henrique Welz Negri, Sidnei Hauenstein Fuchs e Igor Eduardo de Mello Schreiner (Membros Efetivos). Vander Carlos Furlanetto, Edilson Alberto

Kohler e Jorge Luiz Tonet (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2020: R$ 20,003 bilhões.

Tributos e taxas gerados e recolhidos em 2020: R$ 466,95 milhões. Cooperados: 29.438. Municípios presentes: 71. Unidades: 111.

setembro/2021 revista

3


sumário

32

Trabalho em família

Família Paschoal, de Cruzmaltina (PR), é exemplo de trabalho e união. Os irmãos Dorival

e Daniel receberam do pai a missão de continuar com a atividade agrícola, e agora estão

passando os trabalhos para os filhos Silvano (Dorival) e Maria Caroline e Lucas (Daniel)

4 revista

setembro/2021


sumário

Entrevista

10

Débora Grimm, superintendente do Sistema Senar/PR, é a entrevistada do mês. Ela aborda

o papel das mulheres no agronegócio e a importância da qualificação profissional no campo

Mulheres do agro

14

A representatividade feminina no campo está mais forte e reconhecida. Na Coamo, milhares de

mulheres estão inseridas no processo agrícola e mostram a capacidade de gerir as atividades rurais

Reunião Técnica

26

Evento transmitido pelo canal da Coamo no YouTube apresentou resultados de trabalhos realizados na

Fazenda Experimental e assuntos relacionados a manejo de pragas, doenças e plantas daninhas

Visita do Banco do Brasil

32

O presidente do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro, acompanhado de diretores da

instituição, foram recepcionados pelas diretorias da Coamo e Credicoamo, em Campo Mourão (PR)

37

Início do plantio

Em toda área de ação da Coamo, a chuva é o desejo dos produtores, que

aguardam condições ideais para iniciar o trabalho, que começa pelo milho. Em

algumas áreas, o cereal já está sendo plantado, como é o caso de Guarapuava (PR)

Coamo Kids

50

Cooperativa lançou a revistinha Coamo Kids. Uma forma de incentivar a difusão dos valores

cooperativistas e os momentos em família. Crianças e pais de toda a área de ação aprovaram iniciativa

setembro/2021 revista

5


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Tecnologia viva que transforma o campo


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Conexão com a família cooperativista

Desde os trabalhos para a

fundação e o surgimento

da Coamo, acredito em valores

como os da “Equidade, respeito

e valorização ao ser humano”,

presentes nas Diretrizes Corporativas

da nossa cooperativa. Entendo

que somente pela educação

cooperativista podemos crescer e

prosperar, como membros da família

Coamo e integrantes de um

cooperativismo de resultados.

A Coamo promove ações

técnicas, educacionais e sociais,

as quais possibilitam a presença

e o engajamento dos cooperados

juntamente com suas esposas e

filhos. Com orgulho, percebemos

a satisfação e uma expressiva participação

da família nos eventos, e

é isso que dá sentido a existência

da cooperativa.

Sempre estivemos em

contato direto com os cooperados

ao longo das últimas décadas, seja

em reuniões e encontros presenciais,

mas nos últimos 18 meses,

devido a pandemia esta situação

teve que ser alterada. Definimos

em 2019 um Plano de Contingência

e observamos todos os cuidados

e procedimentos sanitários no

enfrentamento desta grave doença.

E em consequência disso, mudamos

a nossa forma de nos comunicar

com os cooperados em

período de pandemia.

A solução encontrada foi

a realização de eventos virtuais

pelas plataformas digitais, com

aceitação e repercussão elevada

da família cooperativista. Promovemos

reuniões e palestras técnicas,

e as tradicionais Reuniões de

Campo com o propósito de levar

informação e ampliar o conhecimento

dos cooperados com foco

em temas de interesse como os

de tecnologias, gestão, motivação

e empreendedorismo.

O evento virtual mais

recente da Coamo destacou o

tema “Cooperadas como protagonistas

do agronegócio”, no

programa Coamo + Mulher com

excelente audiência, visualizações

e interações das mulheres

em toda a nossa área de ação.

Com participação de 13%

no nosso quadro social, as cooperadas

estão crescendo e cumprindo

a sua missão participando no

planejamento e gestão de suas

propriedades e no cooperativismo.

Mesmo com este ambiente

no modo digital, os objetivos estão

sendo atingidos e alcançando

um número maior de pessoas, em

face da comodidade em assistir e

participar ao vivo de seus lares e

escritórios, como também da disponibilidade

das apresentações

no canal da Coamo no Youtube.

Os resultados comprovam

o repasse de conhecimentos

importantes sobre a Coamo,

o cooperativismo, mercado,

agricultura brasileira e mundial.

Além de propiciar a integração

da família com a propagação dos

princípios e valores do cooperativismo,

e fortalecer os laços de

amizade e união entre a família

Coamo.

"A Coamo promove

ações técnicas,

educacionais e

sociais, as quais

possibilitam a presença

e o engajamento dos

cooperados juntamente

com suas esposas e

filhos."

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

setembro/2021 revista

7


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gestão

Expectativas para safra 2021/2022

Diferente dos anos anteriores quando contabilizamos

boas produtividades com chuvas

regulares, vivemos em 2021 períodos com

diversos problemas climáticos em face de estiagem,

geadas, incêndios até chuva de pedra, que afetaram

o plantio, a colheita e o desempenho das nossas lavouras.

Mas, cada início de safra é diferente, e nenhum

ano é igual ao outro. Exemplo dessa situação

é o que verificamos atualmente na região da Coamo.

No Sul e Centro-Sul, as chuvas estão normais

e propiciaram aos nossos cooperados o início do

plantio do milho da safra 2021/2022. Mas isso não

é a mesma realidade de outras regiões como as da

Sede da Coamo, do Oeste paranaense e do Mato

Grosso do Sul. Mas dentro da janela do zoneamento

agrícola, torcemos para o sucesso do plantio com

chuvas normais e o desenvolvimento satisfatório das

lavouras.

Os números do ano agrícola 2021 serão

abaixo das boas produções anteriores. Mesmo assim,

os índices de produtividades dos cooperados

são considerados como positivos. Um dos motivos

para isso são os investimentos contínuos em tecnologias

seguindo a orientação e apoio da nossa assistência

técnica.

Com a regularidade do clima em algumas

regiões, os cooperados iniciaram a retirada dos insumos

dos nossos armazéns para suas propriedades e

têm os produtos à sua disposição no momento adequado

na fase inicial de implantação das lavouras.

O fornecimento dos insumos na quantidade

e momento certo é um grande benefício que a Coamo

disponibiliza aos cooperados. Faz parte de um

planejamento eficaz que começa na definição do

pacote tecnológico com apoio da nossa equipe técnica.

Uma vez decidido o que plantar e a tecnologia

a ser adotada, a Coamo vai ao mercado e adquire os

produtos para atender as necessidades dos cooperados.

Esta ação representa a força de um grande

trabalho que a cooperativa faz para todos, uma vez

"O fornecimento dos insumos na

quantidade e momento certo é um grande

benefício aos cooperados. Faz parte de

um planejamento eficaz que começa na

definição do pacote tecnológico com apoio

da nossa equipe técnica."

que sozinhos eles teriam muitas dificuldades para

aquisição antecipada dos produtos nas mesmas

condições. E consolida a visão da Coamo que é a de

ser a melhor opção para os cooperados, que com

apoio, podem planejar, reservar seus insumos e usar

moderna tecnologia com a tranquilidade, credibilidade

e segurança da sua cooperativa.

Desejamos uma ótima safra de verão

2021/2022, com clima favorável, eficiência no plantio

e um perfeito desenvolvimento vegetativo, para

em breve a comemoração de altas produções. E

este é o motivo de todo o nosso trabalho em prol

dos nossos cooperados e da economia brasileira.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

setembro/2021 revista

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entrevista

DÉBORA GRIMM

Superintendente do Senar Paraná que integra o Sistema Faep/Senar-PR

“O conhecimento leva a excelência do agronegócio e a

gestão profissional aumenta oportunidades de sucesso.”


A

mulher já conquistou

e desempenha

seu papel. Temos dificuldade

ainda em áreas de

representatividade, mas é

um espaço a ser conquistado.

Muito mais que gênero,

precisamos de profissionais

capacitados, competentes e

dispostos a assumir responsabilidades.

Esse avanço é

gradual e contínuo.” A afirmação

é da superintendente

do Sistema Senar/PR, Débora

Grimm, a primeira mulher a

ocupar este cargo na história

da instituição.

Para Débora, trabalhar

no setor rural com capacitação

de adultos, jovens

e adolescentes, nas mais diversas

áreas e na velocidade

com que as coisas estão evoluindo,

é desafiador.

A superintendente

afirma que o agronegócio

não é mais para amadores e

há a necessidade do produtor

se profissionalizar. "A gestão

do agronegócio de forma

mais profissional aumenta as

oportunidades de sucesso.”

Revista Coamo: Qual a missão no

Senar/PR?

Débora Grimm: O Serviço Nacional

de Aprendizagem Rural Administração

Regional do Estado do

Paraná é a instituição pertencente

ao Sistema “S”, encarregada de realizar

ações de formação profissional

rural e atividades de promoção social,

por meio de cursos, palestras,

entre outros, voltadas às pessoas

do meio rural, contribuindo com

sua profissionalização e melhoria

da qualidade de vida, bem como,

preparando-as para o exercício da

cidadania e da busca do desenvolvimento

sustentável. Atualmente,

são mais de 300 cursos, nas diferentes

áreas da agropecuária e atividades

afins. Ao longo de mais de

25 anos de existência já tem perto

de 3,5 milhões de participações.

Atua em todo Estado e qualquer

produtor, trabalhador rural e suas

famílias, além dos profissionais envolvidos

no meio rural podem fazer

os cursos de forma gratuita.

RC: Como foi sua recepção para

ser a primeira mulher na história a

ocupar o cargo de superintendente

do Senar-PR?

Débora: Foi muito gratificante receber

o convite do presidente do

Sistema Faep/Senar-PR. Minha

aproximação se deu quando atuei

na Secretaria Executiva do Programa

Prosolo, que foi desenvolvido

em conjunto com a Seab e o Sistema

Faep/Senar-PR. Assumir um

cargo desta dimensão traz muita

responsabilidade, tanto no desempenho

junto à instituição, por

obvio, como perante o público

feminino que espera muito desta

representatividade. Trabalhar

no setor rural com capacitação de

adultos, jovens e adolescentes, nas

mais diversas áreas e na velocidade

com que as coisas estão evoluindo,

é desafiador.

RC: Muito se fala do papel multifuncional

da mulher, além de casa

e da porteira do agronegócio. O

que pensa a respeito?

Débora: Esta capacidade de a mulher

desempenhar diversos papeis

faz parte da sua natureza. Cada vez

mais, a mulher tem se mostrado

eficiente e participativa na gestão

da propriedade e dos negócios.

Percebo sua atuação tanto na área

técnica como na gestão. Normal-

10 revista

setembro/2021


mente a mulher é mais criteriosa e

organizada e isso proporciona um

diferencial para a gestão.

RC: Como observa a participação

da mulher no cooperativismo e

agronegócio?

Débora: Creio que perante a família

e em seus negócios, a mulher

já conquistou e desempenha seu

papel. Temos dificuldade ainda em

áreas de representatividade, mas

é um espaço a ser conquistado.

Muito mais que gênero, precisamos

de profissionais capacitados,

competentes e dispostos a assumir

responsabilidades. Esse avanço é

gradual e contínuo.

Débora Grimm é engenheira Agrícola formada pela Universidade Estadual do Oeste

do Paraná (Unioeste), pós-graduada em Gestão Pública e Logística e especialista em

Elaboração, Gestão e Análise de Projetos. Em novembro de 1987 iniciou na Companhia

de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar). Atuou nas áreas de Mecanização

Agrícola, Planejamento e Engenharia Rural. Em 2016 passou a integrar a equipe da

Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) indicada para a Secretaria

Executiva do Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná. Em 2019

assumiu a Presidência da Codapar acumulando a Diretoria Técnica Operacional. Em 2020

assumiu a Superintendência do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração

Regional Paraná (Senar-PR).

RC: A Faep criou a Comissão Estadual

das Mulheres – movimento

que une as mulheres no Agro paranaense.

Conte um pouco sobre

esse trabalho.

Débora: O Sistema Faep/Senar-

-PR é composto pela Federação

da Agricultura do Estado do Paraná,

o Senar e os sindicatos rurais.

Atualmente, 2.400 produtores trabalham

como dirigentes sindicais

e destes, apenas 6% são mulheres.

Para estimular a representatividade

e o engajamento das mulheres, foi

criada, em 2021, a Comissão de

Mulheres da Faep. O objetivo é fortalecer

as mulheres no agronegócio

e, para isso, elas precisam estar

preparadas, tanto pessoal como

tecnicamente. A Comissão está desempenhando

um excelente trabalho

e conquistando, cada vez mais,

mulheres para participar das capacitações

e demais ações de incentivo.

Aproveitamos aqui para convidar

todas as mulheres que queiram

conhecer mais deste trabalho que

setembro/2021 revista 11


entrevista

“O COOPERATIVISMO É MAIS QUE UM MODELO DE NEGÓCIO, É UMA FILOSOFIA QUE

BUSCA UMA ATUAÇÃO MAIS JUSTA, EQUILIBRADA E COM OPORTUNIDADES A TODOS.”

procure o Sindicato Rural da sua cidade

ou entre em contato conosco.

RC: Há crescimento das mulheres

nos cursos de capacitação do Senar?

Em quais cursos elas mais se

destacam e estão ocupando seu

espaço?

Débora: Nos últimos 25 anos, tivemos

mais de 3,5 milhões de participações

no Senar/PR nas mais

diversas áreas. Interessante observar

que a média de mulheres fica

em torno de 45%, com destaque

para os cursos de promoção social,

na área de produção artesanal

de alimentos como panificação,

conservação de frutas e hortaliças,

derivados da mandioca, leite

etc. Mas, também, cursos de inclusão

digital, bovinocultura de leite,

fruticultura, operação de tratores

e implementos, aplicação de defensivos

agrícolas, operação de

drones, cursos na área de gestão

(marketing, fluxo de caixa, gestão

de pessoas, técnicas de negociação),

dentre outros. Das mulheres

que participam dos cursos do

Senar/PR, a maioria está entre 25

e 45 anos. Percebam o interesse

de jovens mulheres. Já realizamos

muitos cursos exclusivamente

para grupos de mulheres nas

áreas de operação de máquinas

e equipamentos. Além dos cursos

de formação profissional, o Senar/

PR tem criado diversos programas

estimulando a participação de mulheres

do campo. Em 2008, criou

o Programa Mulher Atual, que já

capacitou quase 30.000 mulheres

em 1.300 turmas. Trabalhando o

espírito de liderança e empreendedorismo,

autoconhecimento,

sustentabilidade, qualidade de

vida. Diversas mulheres que são

referência no agronegócio estadual

e nacional passaram por

este programa. O Programa Jovem

Agricultor Aprendiz, nos últimos

15 anos, contou com mais de

50.000 jovens entre 14 e 18 anos

(urbano e rural) que participaram

nas áreas de Gestão, Bovinocultura

de Leite, Olericultura, Fruticultura,

Mecanização Agrícola.

Destaca-se o número crescente

de mulheres, em torno de 50%,

procurando o programa. No programa

Empreendedor Rural, que

estimula a olhar para a propriedade

como uma empresa, o público

feminino vem aumentando consideravelmente,

mais de 13.000 mulheres

já participaram. A criação

“Cada vez mais o produtor

deve estar 'antenado' ao

que está acontecendo, nos

mais diversos campos,

tecnologia e inovação,

otimização de recursos,

mercado, logística e

sustentabilidade.”

Débora Grimm, superintendente do Sistema Senar/PR

12 revista

setembro/2021


de outros programas e capacitação

constante do público feminino,

está despertando na mulher

rural o interesse em assumir, como

protagonista, o negócio da família.

Quanto a atuação das profissionais

do setor, vemos cada vez mais

técnicas no mercado de trabalho.

RC: Quais foram as principais atividades

e desafios do Senar/PR nesses

últimos 18 meses?

Débora: No início da pandemia,

como não sabíamos o tempo que

iria durar, investimos no nosso público

interno, principalmente nos

instrutores. Atualizamos os planos

de aula, capacitamos este pessoal.

Como o lema do Senar é “aprender

fazer fazendo”, nossos cursos

são muito práticos e presenciais, o

que dificultou a adaptação para o

modo online, mas, nos adequamos

e disponibilizamos além dos cursos

nesta categoria, uma biblioteca virtual

onde todos podem acessar as

cartilhas dos cursos no site ou no

App do Sistema.

RC: Quais são os fatores que podem

determinar a excelência na

gestão do agronegócio?

Débora: Creio que podemos resumir

em um ponto: conhecimento.

Cada vez mais, o produtor deve estar

“antenado” ao que está acontecendo,

nos mais diversos campos,

tecnologia e inovação, otimização

de recursos, mercado, logística,

sustentabilidade etc. O agronegócio

não é mais para amadores, há

necessidade do produtor se profissionalizar.

Atuar no seu negócio

de forma estratégica, com colaboradores

qualificados e motivados.

Produzir com mais qualidade, menos

custos, maior produtividade e

de forma, cada vez mais, sustentável

é o verdadeiro desafio para o

setor. A gestão do agronegócio de

forma mais profissional aumenta as

oportunidades de sucesso.

RC: Como será o agronegócio do

futuro? Mais digital, mais relacional?

Débora: A tecnologia e inovação

estão no campo. A agricultura de

precisão veio para ajudar o produtor

a ser mais assertivo no seu

processo de produção. Então, sim,

seremos mais digitais.

RC: Como analisa a força do cooperativismo

para o desenvolvimento

de comunidades e do país?

Débora: O cooperativismo é mais

que um modelo de negócio, é

uma filosofia que busca uma atuação

mais justa, equilibrada e com

oportunidades a todos. Isso se

reflete no espaço onde a cooperativa

está inserida com a geração

de empregos, injeção de recursos

na economia local, e contribuição

para a cultura e educação da comunidade.

RC: Considerando os princípios do

cooperativismo, a senhora acredita

que se o Brasil fosse “cooperativista”,

poderia ser melhor?

Débora: O cooperativismo tem se

mostrado uma instituição eficiente

para o aumento da produção e

melhoria da qualidade de vida dos

associados. O Paraná é um ótimo

exemplo, que poderia ser estendido

para o restante do país.

RC: Como avalia o cooperativismo

praticado pela Coamo?

“A mulher já conquistou

seu papel. Muito mais

que gênero, precisamos

de profissionais

capacitados, competentes

e dispostos a assumir

responsabilidades.”

Débora: A Coamo é um caso de

sucesso. Ela reflete sua missão

transformando a vida de cooperados

e dos municípios onde atua,

cumprindo seu compromisso ao

longo dos seus 50 anos. E o Senar/

PR quer continuar junto com a Coamo

disponibilizando cursos e serviços

aos cooperados, trilhando este

caminho de sucesso.

RC: Deixe sua mensagem aos cooperados

da Coamo.

Débora: A mensagem aos cooperados

da Coamo é para que

busquem constantemente conhecimento

e capacitação. O nosso

desafio é mão de obra qualificada.

A agricultura de precisão está invadindo

as propriedades e precisamos

ter gente capacitada para

trabalhar. Menos força física e mais

intelecto, e isso, proporciona uma

condição de igualdade de gênero.

Mas, isso só se consegue com a capacitação

constante.

setembro/2021 revista 13


Márcia Ferri,

cooperada em

Campo Mourão (PR)

TALENTO FEMININO

NO AGRONEGÓCIO

A REPRESENTATIVIDADE FEMININA NO CAMPO ESTÁ MAIS FORTE E RECONHECIDA.

AS MULHERES ESTÃO MAIS INSERIDAS NO PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO

14 revista

setembro/2021


mulheres cooperativistas

Elas estão aparecendo cada

vez mais. As mulheres estão

quebrando paradigmas e

mostrando sua capacidade de

gerir propriedades rurais. Não é

de hoje que o público feminino

está se destacando em papéis na

sociedade, que antes eram vistos

apenas como para os homens.

Em 15 de outubro é celebrado

o Dia Internacional da Mulher

Rural, com objetivo de elevar

a consciência mundial sobre o

papel da mulher do campo. Elas

têm conquistado seus espaços.

Onde eram apenas ajudantes,

hoje, são protagonistas no cultivo

e fundamentais para prover a

agropecuária.

Esse avanço pode ser

visto em números. As mulheres já

respondem por pelo menos 30%

dos cargos de gestão em empresas

do setor, segundo a Associação

Brasileira do Agronegócio

(Abag). De acordo com a Organização

Internacional do Trabalho

(OIT), as mulheres constituem

40% da mão de obra agrícola

nos países em desenvolvimento.

O agronegócio vem ganhando

mais a contribuição de

mulheres, que tem se destacado

pela capacidade de gerenciar

fazendas, escritórios e outras

propriedades. Historicamente,

as mulheres ocuparam funções

importantes no processo de desenvolvimento

rural. Integrantes

na promoção da segurança alimentar

e nutricional das famílias

e funcionários, hoje elas têm se

inserido nos processos de tomada

de decisão.

A representatividade feminina

no campo está mais forte

e reconhecida. Na Coamo, milhares

de mulheres estão inseridas

no processo de tomada de

decisão. Como é o caso de Márcia

Regina Ferri, cooperada em

Campo Mourão (Centro-Oeste

do Paraná). Assim como muitas

mulheres do campo, ela recebeu

como herança as terras do pai.

Formada em psicologia, largou a

clínica e hoje se dedica somente

à agricultura. Com um largo sorriso,

afirma que está muito feliz

com a escolha. Márcia é filha do

cooperado fundador da Coamo

Benito Ferri e neta do também

Márcia Ferri

Campo Mourão

Cooperada deixou a profissão de

psicóloga para assumir o trabalho na

propriedade rural deixada pelo pai.

Em parceria com a Coamo, ela

administra 37 alqueires, onde planta

soja, milho e trigo.

Ela aconselha que o público feminino se

una e entenda que, daqui para frente,

precisa encarar os desafios.

fundador Ildefonso Cezar Ferri.

No começo, era sócia

de um irmão, que a ajudou e

ensinou sobre a lida no campo.

Ficaram dez anos juntos, e com

o tempo ela pegou gosto pelo

ofício e tomou coragem de começar

a tocar sozinha a terra. Há

cinco anos, ela cuida da propriedade

de 37 alqueires, situada

na comunidade de Campina do

Amoral, em Luiziana (Centro-

-Oeste do Paraná).

A decisão de deixar a psicologia

e se empenhar somente

na agricultura veio com o tempo,

já que no começo tentou ficar

com as duas profissões. Resolveu

cuidar do que era seu, até porque,

segundo ela, tinha muito o

que aprender e para fazer da forma

correta, deveria focar apenas

na agricultura. Apesar da predominância

masculina na área, não

foi difícil superar os obstáculos.

“Um pouco de dificuldade sempre

tem, porque culturalmente

é uma área de homens. Mas, fui

setembro/2021 revista 15


mulheres cooperativistas

Márcia Ferri diz que o apoio da Coamo é fundamental para o desenvolvimento das atividades

abençoada, pois tenho irmão, primos,

cunhado, todos me ajudando. E como

eu sou de perguntar, consegui me sobressair

e não foi difícil passar por esse

desafio”, comenta.

Para Márcia, a Coamo tem auxiliado

bastante no desenvolvimento

da propriedade. “Eu teria muito mais

dificuldades se a cooperativa não me

oferecesse toda essa estrutura. Eu

cresci dentro da Coamo, e isso facilita

os negócios. Conheci muita gente que

me orienta sobre o que, e como fazer

determinados processos na lavoura.”

Sobre o cenário da mulher no

agronegócio, Márcia acredita que as

mulheres têm que se colocar mais a

frente das decisões. No caso da agricultora,

ela tem facilidade em interagir

e se envolver nos negócios, mas observa

que a muitas mulheres têm dificuldade.

O conselho dela é para que

o público feminino se una e entenda

que, daqui para frente, precisa encarar

o desafio. “Eu ‘enfiei a cara’ e deu certo.

Claro que com respaldo técnico, com

ajuda, mas é necessário tentar, pois

não vai ter volta.”

A cooperada tem visto um

crescimento significativo no número

de mulheres envolvidas no meio agrícola.

“Faço parte de alguns grupos e

tentamos ajudar da forma que conseguimos.

Tudo que auxilia, agrega, e

faz com que a mulher se desenvolva

e caiam alguns preconceitos possíveis,

é bom. Vejo que as coisas estão

caminhando e as pessoas e empresas

estão se adaptando muito bem a essa

evolução feminina.”

16 revista

setembro/2021


Fazendo história no agro

Ivone, Daiane e Margarete, ‘arregaçaram as

mangas’ e se tornaram empreendedoras rurais

Três mulheres da mesma

família carregam dentro de si, a

mesma força e mostram que podem

e irão chegar aonde quiserem.

Ivone, Margarete e Daiane,

‘arregaçaram as mangas’ e se

tornaram empreendedoras rurais.

Margarete é viúva de Joceli

Trombini Gottardi, filho de Ivone

e pai da Daiane. Ele faleceu há

quatro anos e as três precisaram

dar continuidade ao trabalho em

duas propriedades da família,

uma em Brasilândia do Sul, com

41,5 alqueires e a outra em Paulistânia

com 15 alqueires, ambas

na região Noroeste do Paraná.

Ivone foi quem incentivou

a cooperação na família.

Após herdar de seus pais, cinco

alqueires em Tupãssi (Oeste do

Paraná), iniciou no agro e diz que

tem a agricultura em seu DNA.

“Quando a Coamo entrou no município,

me associei e essa parceria

deu certo. Sempre trabalhei

com meu filho, até que ele se

casou e passou a tocar as terras

em Brasilândia do Sul, passando

a contar com o apoio da minha

nora. Hoje eu arrendo a minha

parte para ela e meus netos.”

Margarete, nora de Ivone,

também faz jus a força da

mulher cooperativista. Ela já trabalhava

com o marido, porém

quando ele faleceu precisou

aprender ainda mais sobre uma

propriedade rural. “Casei em

1991 e não tinha conhecimento

sobre agricultura, e aos poucos

fui aprendendo com ele. Comecei

cuidando de criações e fui entendendo

mais sobre o assunto e

dando todo o suporte que ele

precisava para plantar, colher. Eu

estava mais à frente da parte burocrática”,

lembra a cooperada.

Ivone Trombini,

Daiane e Margarete

Brasilândia do Sul (PR)

Há três gerações, mulheres da família

Trombini mostram a força feminina no

campo.

Com histórias diferentes, mas ao mesmo

tempo parecidas, elas conquistaram seu

espaço e reconhecimento.

O amor à terra e ao cooperativismo as

impulsionam no dia a dia.

setembro/2021 revista 17


Daiane com a mãe Margarete e a avó Ivone estão à frente da atividade agrícola em Brasilândia do Sul (PR)

Em 2017, com o falecimento

de Joceli, Margarete passou

a contar com o apoio da filha

Daiane. Ela voltou de Curitiba

com o marido para tocar a propriedade

da família. “Eles vieram

para me ajudar e apoiar naquele

que foi um momento muito

difícil. Eles se focaram na parte

financeira. Tudo que aprendi

com meu esposo e com a minha

sogra também foi fundamental.

Além de, depois, a minha filha

ter sido muito importante em

todo esse processo, pois ela chegou

com muita garra e facilidade

para aprender. Ela, seu esposo e

meu filho trabalham comigo.”

Para Daiane, a sucessão

foi no susto. Ela é formada em História

e na época estava estudando

para concurso na área da educação.

Mas, deu conta do recado e

resolveu fazer história na agricultura

e no cooperativismo. “Não foi

um processo fácil, pois quando

você pega algo que já está andando,

é mais complexo. Até entender

como tudo funciona, não foi fácil.

Mas, deu certo, produzimos bem

e tivemos o apoio da cooperativa

e de amigos. Mas, se eu pudesse

escolher um caminho para meus

filhos, começaria antes”, afirma.

Depois de quatro anos,

Daiane diz que já aprendeu o

trabalho. “Tem coisas que já fazemos

no automático. Conquistamos

uma estabilidade, e saber

que nossas contas estão em dia,

é motivo de felicidade e gratidão

para nós. Eu amo a minha área

de formação, mas também sou

apaixonada pela agricultura, por

plantas. Passei, também, a valorizar

a trajetória das pessoas na

agricultura, o esforço de cada

um. Todo o caminho que estou

trilhando começou com minha

avó, depois com meu pai, minha

mãe. Eu vim dar continuidade à

história da minha família.”

Daiane diz que se sente

uma profissional do agro. “Eu

acompanho todo o processo de

plantio e colheita e estou realizada.

A Coamo foi muito importante,

principalmente na orientação

técnica. No começo não

sabíamos nem por onde começar.

Quando meu pai faleceu ele

tinha feito a dessecação e íamos

iniciar o plantio de verão. Brinco

que começamos pelo ano letivo

da soja e para nosso aprendizado

foi bom”, considera Daiane.

18 revista

setembro/2021


mulheres cooperativistas

À frente do trabalho diário

Jaci Almeida, de Mangueirinha (PR), é responsável pela gestão da área e não deixa de fazer o trabalho prático

Na fazenda Boa Vista de

Aparecida, em Mangueirinha

(Sudoeste do Paraná), a cooperada

Jaci de Almeida, é responsável

pela gestão da área e faz o

trabalho prático.

A família trabalha com

agropecuária e aos poucos foi

prosperando na região. Desde

criança, Jaci quis trabalhar com

animais, pois assistia seu pai fazendo

isso. Resolveu entrar na

área e se formou em medicina

veterinária. “O incentivo dos

meus pais foi o que me motivou.

Eles sempre trabalharam na

roça e com pecuária, e nós crescemos

vendo eles batalharem.”

Por ser mulher, Jaci encontrou

um pouco de dificuldade no início.

“Quando eu comecei não

foi fácil. Não era como hoje, que

a mulher está mais inserida no

agronegócio. Mas, soube lidar e

fui aprendendo.”

Após o falecimento do pai,

dez anos, resolveu ajudar a mãe

a cuidar da propriedade. Ela e mais

três irmãs, com apoio da mãe, estão

à frente dos negócios. “Cada

uma trabalha na sua área, mas a

propriedade é de todas. Minha

mãe me ajuda bastante, é meu braço

direito na propriedade.”

Jaci Almeida

Mangueirinha (PR)

Formada em veterinária, cooperada

assumiu as atividades da família após o

falecimento do pai.

Ela trabalha com a mãe e mais três irmãs

na condução da agricultura e pecuária.

Incentivo da família foi fundamental

para que permanecesse no campo.

setembro/2021 revista 19


mulheres cooperativistas

Jaci pilota o maquinário,

cuida dos animais e é responsável

pela lavoura. Não tem

tempo ruim para trabalhar. “As

mulheres estão mostrando seu

potencial. Têm se dedicado e

estão crescendo. Só tem a melhorar.”

A engenheira agrônoma,

Bruna Ricini Martins, da Coamo

em Mangueirinha, conta que a

vontade de trabalhar em cooperativa

era grande, e foi na Coamo

que ela encontrou a oportunidade.

“Gosto desse contato

que se cria com o cooperado,

de prestar assistência, um acompanhamento

do que acontece

na lavoura no dia a dia, o que faz

criar um laço com o produtor e

com a família.”

Segundo a agrônoma,

os cooperados aceitaram muito

bem uma mulher na assistência

técnica e já tem uma relação de

confiança com eles. “O potencial

feminino de atuar em várias

atividades da agropecuária está

tendo mais visibilidade e espaço

no mercado. Isso porque nós,

tanto agrônomas quanto as cooperadas,

estamos atrás de informações

que possam contribuir

para a administração das propriedades.”

Ainda de acordo com a

agrônoma, o que se vê nas propriedades

é que as mulheres que

estão à frente das atividades no

campo estão satisfeitas, bem-sucedidas

e felizes em estar trabalhando

no campo.

Bruna Ricini Martins,

engenheira agrônoma da

Coamo em Mangueirinha, com

a cooperada Jaci de Almeida

Presença feminina na pecuária leiteira

Em Manoel Ribas (Centro-Norte

do Paraná), na propriedade

da família Schmidt, as

mulheres fazem questão de pôr

a mão na massa. As cunhadas

Paula, Maria e Renata, esposas

dos cooperados, Éder, Edson e

Elder, acordam bem cedo para

ordenhar as vacas. Esse trabalho

é feito três vezes ao dia, às 06,

14 e 22 horas. As três são mães

e mesmo com as responsabilidades

da casa, não abrem mão de

fazer parte das atividades pecuárias.

“Primeiro, colocamos a casa

em ordem, arrumamos os filhos

e fazemos o serviço de rotina.

Tudo até o horário da ordenha”,

comenta Paula, uma das responsáveis

pela atividade.

Apesar do ofício puxado,

as três trabalham com alegria.

Cada uma tem uma função, desde

a organização do local até o trato

com os animais. “Vamos conversando

e se distraindo, e o serviço

rende. Nos damos muito bem.”

20 revista

setembro/2021


Maria, Paula e Renata Schmidt, de Manoel Ribas (PR), fazem questão de pôr a mão na massa. Elas acordam bem cedo para ordenhar as vacas

Segundo Paula, as mulheres

estão se igualando aos

homens na lida do campo. O

público feminino não está só no

serviço de casa, mas também, à

frente dos negócios, muitas vezes

ao lado do marido. “A gente

se sente mais importante, porque

na falta do esposo, conseguimos

fazer o trabalho, da nossa

forma.”

A propriedade é atendida

pela médica veterinária, Letícia Dal

Posso, da Coamo em Manoel Ribas.

Segundo ela, o cenário agro

está aceitando, cada vez mais, as

mulheres. Nos quatro anos de

formada, Letícia observou a evolução

da mulher na agropecuária.

Ela escolheu a área pela paixão

pelos animais e por gostar da lida

no campo. Enfrentou dificuldades,

mas com o passar do tempo encontrou

seu espaço. “Se as mulheres

gostam de trabalhar no campo,

é preciso lutar para isso. A mulher

é capaz de fazer tudo que quiser.”

Letícia afirma que o envolvimento

das mulheres com

os negócios do campo é cada

vez mais frequente. “Elas estão

sendo mais ativas e presentes.

Com o passar do tempo, estão

se tornando mais importantes

nos negócios da família. Basta

uma oportunidade para mostrarmos

nosso trabalho, do que

somos capazes.”

Paula, Maria e

Renata Schmidt

Manoel Ribas (PR)

As três cunhadas são responsáveis pela

atividade leiteira, enquanto os maridos

cuidam da lavoura.

O trabalho diário as fortalecem. Não é

de hoje que o público feminino está se

destacando em papéis na sociedade, que

antes eram vistos apenas como ‘para os

homens’.

As três são mães e mesmo com as responsabilidades

da casa, não abrem mão de

fazer parte das atividades pecuárias.

setembro/2021 revista 21


mulheres cooperativistas

Letícia Dal Posso, médica

veterinária da Coamo em

Manoel Ribas, é responsável

pelo atendimento na

propriedade da família Schmidt

Espaço na cooperativa

As mulheres estão mais

presentes no agronegócio. E não é

só no campo, mas dentro da cooperativa

também. Na Coamo, são

diversos os lugares que elas ocupam,

com orgulho e dedicação.

Em Campo Mourão (Centro-Oeste

do Paraná), Maria do Carmo Libarino

Suzuki, carinhosamente chamada

de ‘Carminha’, iniciou sua

história na cooperativa em 1982,

no entreposto de Engenheiro Beltrão.

Dois anos depois se transferiu

para Campo Mourão.

Carminha é atendente de

cooperados e realiza o ofício com

muita gratidão. “Parece que foi

ontem que entrei na Coamo. Sou

muito realizada no que faço. Atender

os cooperados é uma paixão.

Tenho orgulho de trabalhar em

uma empresa com o nome tão forte,

que me valoriza.”

O relacionamento da aten-

dente com o público ultrapassa os

limites da cooperativa. Ela não se

envolve somente com os cooperados,

mas procura conhecer suas

famílias. “Tenho a oportunidade de

atender muitas famílias. Já atendi o

avô, filhos e agora os netos. Então,

vejo que é importante dispensar

carinho com os familiares e isso faz

muito bem para eles.”

Maria do Carmo Libarino

Suzuki, atendente de

cooperados em

Campo Mourão

Na trajetória, Carminha

sempre incentivou os cooperados

para que as esposas e filhas

também fizessem parte da cooperativa.

Hoje ela vê muitas mulheres

integrando o quadro social,

e participando ativamente.

“É satisfatório ver mulheres participando,

interagindo, fazendo

acontecer”, frisa.

22 revista

setembro/2021


informação

Mulheres protagonistas

Com o objetivo de potencializar a participação

feminina e evidenciar a importância da

mulher no cooperativismo, a Coamo realizou

na noite de 15 de setembro um evento especialmente

para elas. O evento contou com uma palestra

denominada “Cooperadas como protagonistas

do agronegócio”, ministrada por Andrea Cordeiro,

especialista em commodities, mentora e consultora,

que há 20 anos incentiva e valoriza a mulher do

agro. O evento foi transmitido pelo canal da Coamo

no YouTube.

O presidente dos Conselhos de Administração

da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini

diz que as cooperativas valorizam a participação

feminina nas atividades agrícolas. “No início

da Coamo, o quadro social era formado apenas por

homens. Com o passar dos anos, as mulheres foram

aumentando a participação e, hoje, temos cerca de

13% de cooperadas no quadro social. É um número

bastante significativo. São mulheres que se dedicam

diretamente ao agronegócio.”

Andrea lembra que o Brasil é referência nacional

e internacional no agronegócio e as mulheres,

também, são protagonistas. “Talvez, muitas até nem

saibam, nem imaginam e não tenham essa consciência

da sua importância. À medida que consolidamos

e percebemos a participação do Brasil lá fora, notamos

que a mulher faz a diferença aqui”, diz.

De acordo com ela, as mulheres cooperativistas

têm um importante papel e desafio de manter

o Brasil como um grande produtor agropecuário.

“Ouvimos tanto falar que o agro é pujante, é importante

para o PIB nacional e não conseguimos mensurar

isso em números e, às vezes, sentimos como se

não pertencêssemos a esse cenário. Mas, nós somos

parte dessa cadeia, ajudamos a formar o agronegócio

brasileiro.”

Conforme a palestrante, a excelência do

agro está nos detalhes de se comunicar, posicionar,

comercializar, adquirir os insumos e definir os parceiros.

“Isso tudo é muito importante, pois a excelência

do agronegócio se conecta com as mulheres.”

Andrea diz ainda que o papel das mulheres

é fundamental, seja à frente das atividades ou

dando suporte para famílias. “Muitas mulheres são

a estrutura familiar e dão base para seu companheiro,

filhas, filhos, netos e netas. Em qualquer

atividade que vocês mulheres estão, façam com

excelência, pois são de extrema importância para

esse agronegócio que é destaque nacional e internacional”,

assinala.

Andrea Cordeiro abordou a palestra denominada “Cooperadas como

protagonistas do agronegócio", com mediação da jornalista Ana Paula Pelissari

Para assistir o vídeo aponte

o leitor do QR Code do

celular na imagem ao lado

ou acesse a página da

Coamo no YouTube

setembro/2021 revista 23


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inovação

Aplicativo

Coamo

recebe novas

funcionalidades

Dando continuidade as melhorias no Aplicativo

Coamo, foram disponibilizados aos cooperados

mais duas novidades. A primeira é

sobre a notificação de cargas entregues e a segunda

a respeito do Fideliza.

Até então quando o produtor entregava

uma carga de produtos agrícolas na Coamo, ele recebia

um SMS com alguns dados da carga. Agora,

quem possui acesso ao APP além de continuar recebendo

o SMS receberá uma notificação no APP com

informações da carga entregue, dando condições

do cooperado clicar sobre a mensagem e abrir a

nota de pesagem com todos os dados da carga.

Com essa nova funcionalidade, o cooperado

terá em suas mãos, imediatamente, após a entrega

uma cópia da nota de pesagem com todos os dados.

Também foi incluído o Programa Fideliza no

Aplicativo Coamo. Até então, apenas na unidade ou

acessando o Cooperado On-Line era possível verificar

a quantidade de pontos, os produtos disponíveis

para troca, dentre outros. Agora, esta funcionalidade

foi liberada, também, no APP e está entre os Contratos

e Relatórios.

O Aplicativo Coamo lançado em junho é um

novo canal de relacionamento para o cooperado

ficar mais próximo e integrar seus negócios com a

cooperativa. Para acessar o Aplicativo Coamo, basta

baixá-lo nas lojas do Google Play ou APP Store.

Com o Aplicativo Coamo, o cooperado tem

informações na palma da mão, de maneira segura, ágil

e confiável. O aplicativo tem várias funcionalidades,

onde o cooperado pode acessar preços dos produ-

Cooperado que possui acesso ao aplicativo receberá notificação com

informações da carga entregue, dando condições de clicar sobre a

mensagem e abrir a nota de pesagem com todos os dados da carga

tos, variação do dólar e cotações da Bolsa de Chicago,

bem como, consultar contratos e fazer intenções de

vendas, fixar produtos, liquidar débitos e acompanhar

toda a sua movimentação com a cooperativa.

"O aplicativo Coamo é uma evolução do Cooperado-Online,

ferramenta de gestão que foi criada

em 2006 na sua primeira versão com acesso direto

dos cooperados no site Coamo", diz José Aparecido

Bernardo, gerente Administrativo da Coamo.

Imagens ilustrativas

setembro/2021 revista 25


tecnologia no campo

Reunião Técnica leva informação

relevante aos cooperados

Evento virtual apresentou resultados de trabalhos realizados na Fazenda Experimental

e assuntos relacionados a manejo de pragas, doenças e plantas daninhas

Foi realizada no dia 09 de setembro,

no formato virtual,

a Reunião Técnica Coamo.

O evento foi transmitido ao vivo

pelo canal da cooperativa no

YouTube, e continua disponível

na plataforma para quem ainda

não assistiu ou pretende rever.

A Reunião Técnica contou com

participação de pesquisadores e

debates técnicos.

Foram apresentados os

seguintes temas: Resultados de

pesquisa Coamo, coordenado

por João Carlos Bonani, chefe

da Fazenda Experimental; Orientações

técnicas para o manejo

de plantas daninhas para a safra

2021/2022, apresentado por Fernando

Adegas, pesquisador da

Embrapa Soja; e Estratégias para

o manejo de doenças na cultura

da soja, conduzido por Claudia

Vieira Godoy, da Embrapa Soja.

De acordo com o gerente

de Assistência Técnica da Coamo,

Marcelo Sumiya, o evento

virtual não substitui o presencial,

porém, é uma alternativa viável

para continuar levando informação

aos cooperados. “O principal

objetivo é oferecer ferramentas

que ajudem a solucionem os

problemas no sistema de produ-

Marcelo Sumiya, gerente de Assistência Técnica da Coamo

ção, e inserir novas tecnologias.

A eficiência da atividade agrícola

é essencial e a Reunião Técnica

oferece oportunidade de melhoria

na propriedade rural.”

Sumiya destaca que entre

os assuntos estão os resultados

dos trabalhos de pesquisas

apresentados no encontro de verão.

“São vários os assuntos que

podem ser inseridos no sistema

de produção”, frisa. Ele diz que

também foi abordado o manejo

das plantas daninhas, que tem

um valor significativo no custo de

produção. “São dicas importantes

para esse período que estamos

passando de deficiência de

chuva em algumas regiões. Foi

uma boa oportunidade para os

cooperados se prepararem para

a entrada na safra.”

Também foram apresentados

os resultados sobre fungicidas

no controle de doenças

para a safra de soja, já que em

meados de novembro e dezembro

serão realizados os tratos culturais.

26 revista

setembro/2021


Resultados

compartilhados

João Carlos Bonani, chefe da Fazenda Experimental da Coamo

João Carlos Bonani, chefe da Fazenda Experimental

da Coamo, diz que a safra de inverno

está encerrando e a de verão começando, e nada

mais importante que rever as informações e fazer

um bom planejamento. “No encontro do início do

ano, falamos de alguns trabalhos que estávamos

conduzindo na Fazenda Experimental. Alguns foram

finalizados e outros ainda estão em andamento, já

que são trabalhos para mais de uma safra. Estamos

monitorando todos os assuntos técnicos para levar,

cada vez mais, conhecimento aos cooperados.”

Um dos trabalhos é a respeito do controle

biológico, com ênfase para nematóides e cigarrinha.

Bonani diz que quando se maneja nematóides no

sistema de produção é preciso pensar em algumas

situações como, por exemplo, o manejo genético,

de cultivares, químico, físico e cultural com as coberturas

do solo.

“O controle biológico é um aliado para a estratégia

de manejo da praga, sendo o ideal, evitar

a entrada dos nematóides na área. Realizamos um

trabalho com cinco tratamentos e quatro repetições.

Utilizamos produtos à base de bactéria e fungo. Esse

trabalho nos trouxe mais segurança para manejar

está praga.”

As doenças causadas pelas cigarrinhas vêm

causando grande preocupação para os cooperados

que cultivam milho, tanto no verão como na segunda

safra. “A cigarrinha é a responsável por transmitir

os enfezamentos na cultura do milho. Para o controle

químico, temos vários ingredientes ativos registrados.

Em se tratando de biológico, temos basicamente dois

Fazenda Experimental mantém mais de 200 experimentos

por ano. Resultados dos trabalhos são repassados aos

cooperados por meio da assistência Técnica da Coamo

setembro/2021 revista

27


tecnologia no campo

Cigarrinha é a

responsável por

transmitir os

enfezamentos na

cultura do milho

fungos, com várias marcas comerciais, porém com

poucos trabalhos de pesquisa, e ainda muitas dúvidas

em relação ao uso e eficiência do controle”, diz.

Na Fazenda Experimental foram avaliados

dois produtos biológicos, comparados com

produtos químicos e, também, associando os dois

segmentos. “Quando falamos em químico, temos

controle de 54%, e usando o químico e biológico

associados, avanço da eficiência em 76%. Só com

o biológico, a eficiência foi de 24%. Considerando

a praga, mesmo 76% de controle ainda é pouco. É

um inseto de difícil controle devido a sua mobilidade

no campo”, observa Bonani. Ele acrescenta que

está sendo estruturado um posicionamento sobre

os produtos biológicos para controle de cigarrinhas

do milho, que em breve será repassado ao departamento

Técnico da Coamo.

Um trabalho desenvolvido na Fazenda Experimental

é com consórcios de plantas na cobertura

do solo, denominado como mix de cobertura. O

trabalho é relacionado ao inverno do ano passado e

na área foi semeada soja. “Nas embalagens de mix

vêm diferentes plantas, além dos consórcios tradicionais

como, por exemplo, aveia e azevém, aveia e

nabo, e trigo, opções de inverno com retorno financeiro”,

assinala Bonani.

De acordo com ele, foram analisados, também,

o efeito dos herbicidas na cultura de cobertura

para verificar a possibilidade de plantas resistentes.

“Tivemos um controle satisfatório e é um ponto interessante”,

frisa.

Em relação a produtividade da soja implantada

na área pós o mix de cobertura, Bonani explica

que há um benefício, porém o mais importante

é não deixar a área em pousio. “Qualquer cultura

de cobertura inserida no sistema, independente de

custo direto, traz benefícios e acréscimo na produtividade.”

O percevejo-marrom da soja é a praga mais

importante da cultura. Na Fazenda Experimental

um trabalho desenvolvido com premissa do Manejo

Integrado de Pragas (MIP), está consolidando os

protocolos já estabelecidos pela pesquisa. Nesse

sentido, o pano de batida é o principal aliado para

o monitoramento. “Temos produtos com eficiência

quando aplicados de maneira correta e seguindo as

recomendações técnicas. O monitoramento continua

sendo uma ferramenta muito importante no sistema

de produção, principalmente, na cultura da soja.”

A sensibilidade de mancha alvo aos fungicidas,

também, é outro ponto de estudo na Fazenda

Experimental. “É um trabalho em nível de laboratório

para um melhor entendimento das moléculas

isoladas aplicadas sobre o fungo. A avaliação é para

ver a reação da doença frente aos produtos”, assinala

Bonani. Outra fonte de estudos é relacionada a

lagarta falsa-medideira. “É um trabalho em parceria

com a Adapar para avaliar a praga nas lavouras de

soja.”

Percevejo-marrom da

soja é a praga mais

importante da cultura

28 revista

setembro/2021


Recomendações técnicas e manejo

de plantas daninhas e doenças

Fernando Adegas, pesquisador da Embrapa Soja

Fernando Adegas, da Embrapa Soja, falou

sobre as orientações técnicas para o manejo de

plantas daninhas para a safra 2021/2022. De acordo

com ele, o cenário é de apreensão para a nova safra

porque o clima está semelhante ao ano passado em

algumas regiões, prejudicando o manejo. “Temos

uma condição de clima muito complicada e com

essas plantas já presentes nas áreas que receberão

as lavouras de verão. O importante é que a soja, ou

milho, sejam semeados no limpo e, para que isso

ocorra, é preciso fazer um bom controle, mesmo em

situação de clima adverso.”

Adegas recomenda que os cooperados

caprichem no processo de pré-semeadura.

“Normalmente, a melhor dessecação é aquela

realizada em duas etapas, que chamamos de

sequencial. É necessário utilizar os produtos corretos

para um bom controle e evitar plantas daninhas nas

lavouras. Quem não controlar antes do plantio, terá

dificuldade quando a lavoura estiver estabelecida.”

O pesquisador ressalta que para uma

aplicação mais eficiente é recomendado que o clima

esteja mais úmido. “O ideal é esperar pela chuva.

Em princípio, são duas aplicações. Normalmente, a

primeira com herbicidas sistêmicos e a segunda com

produtos de contato. É preciso considerar uma boa

tecnologia de aplicação e seguir as recomendações

técnicas para definir o melhor horário de aplicação.”

Claudia Vieira Godoy, da Embrapa Soja, falou

sobre as estratégias para o manejo de doenças na

cultura da soja. Segundo ela, são várias as doenças

que podem surgir durante o ciclo da lavoura,

e a maioria depende das condições climáticas.

“A ferrugem, apesar de ser a principal doença,

vem sendo controlada em função das estratégias

adotadas com o vazio sanitário. Já outras doenças,

como a mancha alvo, de final de ciclo e oídio, vem

surgindo com mais frequência.”

A pesquisadora ressalta que para cada

doença há um fungicida mais específico. “As doenças

estão diretamente ligadas as condições climáticas.

O agricultor tem que ficar atento as condições para

definir a estratégia de manejo e controle, evitando

assim reduzir a produtividade.”

Claudia observa que o manejo integrado é

uma ferramenta importante e as ações não devem

ser realizadas isoladas. “É preciso estar atento e

monitorando sempre. Conhecer a característica da

região e utilizar cultivares com mais resistência pode

ser um diferencial. São várias as estratégias que

ajudam no controle e a reduzir o custo das lavouras.”

Claudia Vieira Godoy, pesquisadora da Embrapa Soja

setembro/2021 revista 29


tecnologia no campo

Conhecimento em vídeo

Durante a Reunião Técnica foram lançados três vídeos

que estão disponíveis no canal da Coamo no YouTube

José Petruise Ferreira Junior, engenheiro agrônomo da Coamo

Marcus Vinicius Goda Gimenes, engenheiro agrônomo da Coamo

A plantabilidade é um dos fatores que interfere

na qualidade e na eficiência da operação de

semeadura. O potencial de rendimento de uma lavoura

é definido no momento do plantio. “Do que

adianta ter um trator de 500 cavalos, semeadora de

50 linhas, solo equilibrado, utilizar o melhor fertilizante,

a melhor semente, fazer o melhor tratamento

de semente, se não realizar a operação com qualidade,

eficiência e capricho”, diz o engenheiro agrônomo

da Coamo, José Petruise Ferreira Junior.

De acordo com ele, a plantabilidade está

relacionada com a uniformidade e a distribuição da

semente ao longo do suco de plantio. “Plantabilidade

nada mais é do que a deposição da semente

realizada de forma correta pela máquina com uma

adequada distribuição longitudinal e vertical, dentro

da densidade recomendada tecnicamente. São

fatores que impactam diretamente antes, durante e

depois na qualidade das lavouras.”

Manejo de plantas daninhas em pré e

pós-emergência da cultura do trigo, foi outro assunto

de um vídeo técnico. “O cereal de inverno tem

importância econômica e, também, para o sistema

de produção. Contudo, com o passar dos anos, o trigo

trouxe desafios em relação ao controle de plantas

daninhas. As ervas daninhas no manejo geral das

culturas, têm grande relevância”, destaca o engenheiro

agrônomo da Coamo, Marcus Vinicius Goda

Gimenes.

Para exemplificar, ele cita um trabalho da

Embrapa de 2017. “Em um cenário onde não se

apresenta grandes problemas com resistência ou

plantas de difícil controle, o custo de produção girava

em torno de R$ 120 por hectare naquele ano.

Mas, se nessa área encontrarmos uma planta, como

a buva resistente ao glifosato, por exemplo, esse

custo pode ser maior em 42%. Se tiver uma planta

de azévem esse aumento pode ser em até 48%. Se

contar com amargoso, o custo se eleva em 165%.”

Consórcio milho-braquiária com foco em

alguns aspectos especiais da implantação e manejo,

também é tema dedeo. “O consórcio de culturas

anuais com forrageiras vem sendo trabalhado

no Brasil desde a década de 1990, no caso especí-

30 revista

setembro/2021


Marcos Vinicios Garbiate, coordenador de suporte Técnico da Fazenda Experimental

Henrique Debiasi, pesquisador da Embrapa Soja

fico do consórcio do milho com a braquiária, com

dados de pesquisa, começaram a ser publicados a

partir do ano 2000. O sistema tinha como objetivo

inicial a recuperação de pastagens degradadas. A

partir das pesquisas mostrando os benefícios desse

sistema, passou a ser adotado em diversas propriedades”,

diz coordenador de suporte Técnico da Fazenda

Experimental, Marcos Vinicios Garbiate.

Ele explica que o principal objetivo do consórcio

é o aumento na produção de biomassa, proporcionado

pela braquiária. “Essa biomassa pode

ser utilizada com dois focos distintos. O primeiro,

servindo de pastejo animal logo após a colheita do

milho e, o segundo, com foco na melhoria do sistema

de plantio direto proporcionada pela melhor

cobertura de solo”, diz e cita os principais benefícios

do consórcio: redução na emergência de plantas

daninhas, especialmente aquelas de difícil controle;

aumento nos teores de matéria orgânica, melhorando

a atividade biológica do solo e alguns atributos

físicos; outro aspecto interessante diz respeito à diversificação

de culturas, proporcionados pela inclusão

da braquiária no sistema produtivo; por último,

a possibilidade de exploração econômica dessa forrageira

feita especialmente por aquelas propriedades

que já trabalham o sistema de integração Agricultura

e Pecuária.

Henrique Debiasi, pesquisador Embrapa

Soja, explica que a braquiária ruziziensis é a espécie

mais indicada para a produção de palhada, pela

facilidade de dissecação e características durante o

desenvolvimento.

De acordo com ele, o sistema de consórcio

é simples de ser implementado na propriedade, porém,

acaba tendo algumas limitações, principalmente

devido ao espaçamento da entre linha do milho.

“O produtor utiliza a semeadura do milho no mesmo

espaçamento da soja. Esse é principal limitador para

o sistema. Embora, do ponto de vista técnico, seria

um sistema de implantação da braquiária com mais

segurança de sucesso”, destaca.

Debiasi observa que o consórcio de milho

com braquiária é uma excelente ferramenta para

controlar plantas daninhas e conservar o solo, contribuindo

para aumento de produtividade da soja,

principalmente em anos secos. “O benefício é claro,

a pesquisa já comprovou. Porém, toda tecnologia

necessita de uma série de adaptações conforme a

realidade de cada propriedade. A dica para o cooperado

é que inicie o consórcio em uma área pequena

e não desista. É um processo de aprendizado

e persistência, pois, certamente, é uma tecnologia

que proporciona muitos benefícios.”

Para assistir os vídeos

aponte o leitor do QR Code

do celular na imagem ao

lado ou acesse a página da

Coamo no YouTube

setembro/2021 revista 31


parceria

Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo, José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos de

Administração da Coamo e Credicoamo, e Fausto de Andrade Ribeiro, presidente do Banco do Brasil

Banco do Brasil fortalece

parceria com a Coamo

Fausto de Andrade Ribeiro plantou uma araucária no pátio da Administração Central da Coamo

O

presidente do Banco

do Brasil, Fausto de Andrade

Ribeiro, acompanhado

de diretores da instituição,

que representa o principal

banco do agronegócio, visitou

a Coamo no dia 21 de setembro.

A delegação foi recepcionada

pelas diretorias da Coamo

e Credicoamo, com saudação

do presidente dos Conselhos de

Administração das cooperativas,

José Aroldo Gallassini. Os presidentes

executivos da Coamo

32 revista

setembro/2021


e Credicoamo fizeram explanações dos trabalhos das

duas cooperativas em prol dos milhares de cooperados.

Resgate da vocação

Para o presidente do Banco do Brasil, Fausto

Ribeiro, o agronegócio é muito importante para o desenvolvimento

do país. 'Ao longo de mais de 200 anos

o Banco do Brasil esteve à frente de muitas ações para

o desenvolvimento social e econômico do país, e a nossa

gestão está focada no resgaste do agronegócio para

levar recursos e conhecimento aos produtores rurais",

afirma.

Ribeiro manifestou admiração pelo cooperativismo

e destaca a importância deste sistema para o país.

"Fiquei encantado com o que vi na Coamo e no cooperativismo

paranaense, que reúne agricultores para juntos

produzir alimentos, gerar renda e desenvolvimento.

Além do presidente, Fausto de Andrade Ribeiro,

participaram do encontro na Coamo, Francisco Augusto

Lassalvia (Diretor de Corporate e Investment Bank),

Wilson Cardoso (Superintendente Corporate Centro

Sul), Jefferson Marcos Vendrame (Gerente da Agência

Corporate Paraná) e Claudemiro Gomes da Silva Júnior

(Assessor do Presidente).

Assinatura do protocolo de Intenções Banco do Brasil e Coamo

Diretorias da Coamo, Credicoamo e Banco do Brasil

Parceiro

Para Gallassini foi muito importante o encontro

com o presidente do Banco do Brasil, que segundo ele,

é o principal parceiro da Coamo no cooperativismo e

no agronegócio. "Foi muito importante receber os diretores

do Banco do Brasil. Nesses 50 anos da Coamo é

grande a história entre as duas instituições e o trabalho

realizado para o desenvolvimento dos nossos cooperados".

Coamo recebeu homenagem pelos 50 anos

Homenagens

Ao final do evento, foi assinado um protocolo

de Intenções entre BB e Coamo, homenagem da cooperativa

aos visitantes, e do Banco do Brasil à Coamo

alusiva ao seu Jubileu de Ouro, e também, o plantio

de árvore araucária pelo presidente do Banco do Brasil,

na sede da cooperativa, para perpetuar a parceria

e história entre as duas instituições.

Diretoria entregou um troféu alusivo aos 50 anos da Coamo

setembro/2021 revista 33


REBANHO

MAIS PESADO.

RENTABILIDADE

MAIS ALTA.

Melhor

aproveitamento

de nutrientes

+50% em

carne e

carcaça/ha *

Ganho

adicional de

GMD ** = 200

gramas/cabeça/dia

MPasto é a linha de fertilizantes desenvolvida

especialmente para a nutrição da pastagem.

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mais saudável e pesado, e a sua rentabilidade

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34 revista

setembro/2021

*Resultados da Pesquisa de Demoplot de MPasto 2019/2020. **Fonte: Pinheiro et al., Production and nutritive value of forage, and performance of Nellore cattle in

Tanzania grass pasture fertilized with nitrogen or intercropped with Sthylosantes Campo Grande. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 4, p. 2147-2158, jul./ago. 2014.


enefício aos cooperados

É hora de retirar os insumos

Cooperados

aproveitaram o Plano

Safra da Coamo e

deixaram tudo pronto

para iniciar o plantio.

Momento é de retirada

dos produtos

Cooperado Antônio Fernando Nunes Junior, de Goioerê (PR), já prepara o plantio

A

Coamo, sempre de olho

no mercado com intuito

de oferecer melhores

oportunidades de negócio aos

cooperados, realiza todos os

anos o Plano Safra. O objetivo

é aproveitar as condições e garantir

os insumos para as safras

posteriores, na melhor condição

possível. A estratégia do Plano

Safra beneficia todo quadro social,

garantindo a entrega dos

produtos na hora certa.

Antônio Fernando Nunes

Junior, de Goioerê, (Centro-

-oeste do Paraná), aproveitou o

Plano Safra da Coamo e deixou

tudo pronto para iniciar o plantio.

Ele está retirando os insumos

e aguarda as condições climáticas

favoráveis para começar a

semeadura. “Foi um grande planejamento

com o departamento

Técnico da Coamo, onde foram

escolhidos todos os produtos.

Verificamos o melhor momento

para aquisição desse material.

Existe uma logística muito forte

e organizada da Coamo na

questão da entrega dos insumos.

Apesar da falta de matéria-

-prima, motivada pela pandemia,

tudo está correndo muito bem e

a entrega está sendo feita”, avalia

o cooperado, que utiliza de alta

tecnologia na lavoura, confiante

em alcançar bons resultados.

Os cooperados de toda

área de ação da Coamo contam

com mais de 80 locais para retirar

os insumos. O encarregado

de distribuição da Coamo em

Goioerê, Marcelo Cássio Batista

dos Reis, afirma que grande

parte dos que fizeram o Plano

Safra, já está retirando os produtos

na cooperativa. Para ele,

o planejamento é importante e

necessário, pois diminui riscos

de não encontrar determinado

produto e o cooperado ganha

tempo, economiza e tem a garantia

de retirar os insumos no

momento certo. “A Coamo se

preparou com antecedência

para essa distribuição. O cooperado

já está retirando os insumos,

e aguardando o melhor

momento para iniciar o plantio.

A cooperativa sai na frente e se

antecipa ao mercado. Por isso,

é muito importante que o cooperado

faça seu planejamento,

para que nesse período, próximo

ao plantio, o produto esteja

nos armazéns da Coamo para

ele levar para sua propriedade.”

Com o planejamento

em mãos, a Coamo pode negociar

com o mercado e adquirir

junto aos fornecedores os

insumos necessários, com condições

especiais, programando,

assim, uma logística para

que os cooperados tenham

os produtos quando for usar,

além de não precisar guardá-

-los em seus armazéns, pois

ficam armazenados na Coamo

e podem ser retirados somente

quando necessário.

setembro/2021 revista 35


36 revista

setembro/2021


safra de verão

DADA A LARGADA PARA O

PLANTIO DA SAFRA DE VERÃO

Cooperados estão investindo em tecnologia para alcançar bons resultados

Em toda área de ação da Coamo, especialmente nas

regiões onde as lavouras de verão são plantadas

mais cedo, a chuva é o desejo dos produtores, que

aguardam condições ideais de umidade, para o início do

trabalho, que começa pelo milho.

Em algumas áreas, o cereal já está sendo plantado,

como é o caso de Guarapuava (Centro-Sul do Paraná). O

cooperado Rafael Marcondes Trombini, com propriedade

no distrito de Palmeirinha, está no processo de semeadura

do grão. Em uma área de 70 hectares, o cooperado acredita

que a safra será tão boa quanto a anterior. “O plantio está

indo muito bem e a expectativa é que seja uma boa safra.

Sabemos que alguns problemas virão, mas o preço será

compensador”, avalia.

A última safra de Trombini foi dentro da média

da região, ficando em torno de 204 sacas por hectare. O

resultado não foi melhor devido ao clima e as cigarrinhas do

milho, mas a tecnologia utilizada na lavoura colaborou para

que a produtividade fosse satisfatória. Trombini fez todo o

planejamento da lavoura em parceria com a assistência

Técnica da Coamo e aporte financeiro da Credicoamo.

O milho é um cereal importante no sistema de

rotação de culturas. Em Guarapuava, os cooperados

utilizam a prática buscando beneficiar o sistema de

produção e, também, pelo bom retorno financeiro. De

acordo com o engenheiro agrônomo da Coamo em

Guarapuava, Gilson Bernardino, os cooperados sempre

prezam por trabalhar uma boa fertilidade de solo, e

fazem o necessário para a cultura, almejando sempre

altas produtividades. “Estamos dando o pontapé inicial

no plantio do milho antecipadamente, devido a boas

condições climáticas. A expectativa da região é excelente.

Temos um desafio, que são as cigarrinhas do milho, mas

orientamos os cooperados a semear o grão mais cedo e

na mesma época para facilitar o manejo e evitar problemas

no final do ciclo”, afirma o agrônomo.

Rafael Marcondes Trombini, de Guarapuava (PR),

já iniciou a nova safra de verão com o plantio de milho

Engenheiro agrônomo, Gilson Bernardino, acompanha a semeadura

setembro/2021 revista 37


Em benefício dos pecuaristas

Campanha veterinária é uma oportunidade de adquirir

produtos de qualidade, com preços e condições especiais

38 revista

setembro/2021


pecuária

Etore Fernando Simionato, cooperado em Goioerê, e médico veterinário Clécio Mangolin

O

Plano de Fornecimento

Veterinário da Coamo

é uma oportunidade

para os cooperados realizarem

o planejamento necessário para

o bom desenvolvimento da atividade

pecuária. São ofertados

desde suplementos minerais,

rações e concentrados, até a

linha de medicamentos, herbicidas

de pastagem, semente

forrageira e equipamentos veterinários,

dentre outros.

Etore Fernando Simionato,

cooperado em Goioerê

(Centro-Oeste do Paraná) aderiu

ao plano, realizado em setembro,

e com isso, conseguiu

produtos de qualidade com

bons preços. Ele possui em

torno de 420 cabeças de gado

e aguarda a campanha veterinária

da Coamo todos os anos,

para adquirir materiais para inseminação,

sêmen, sal mineral,

proteinados, rações, e todos os

produtos utilizados na pecuária.

Planejando, Etore consegue

preços acessíveis e um

prazo diferenciado. “Além desses

benefícios, tenho a garantia

de utilizar produtos de qualidade.

O veterinário sempre

está aqui e indica os melhores

produtos. Minha parceria com

a Coamo é excelente. Eles me

auxiliam em tudo que preciso,

desde os protocolos até a desmama.”

O médico veterinário

da Coamo em Goioerê, Clécio

Mangolin, recomenda a adesão

ao plano veterinário. Segundo

ele, é uma oportunidade que o

cooperado tem de fixar os custos

de produção na propriedade,

com prazos que facilitam o

planejamento, por isso, há uma

grande adesão dos produtores

à campanha.

Mangolin faz a assistência

técnica na propriedade

de Fernando, e observa que o

cooperado aproveita as oportunidades

que a Coamo oferece,

desde a aquisição de insumos

até o planejamento feito pela

assistência. “O cooperado sempre

busca a tecnologia. Sempre

buscamos o que há de mais tecnológico

no mercado e ele adere

a essas tecnologias”, afirma o

veterinário.

setembro/2021 revista 39


“Ser produtor é estar sempre em

busca de melhorar a gestão do

trabalho, ampliando resultados para

o agronegócio e para a sociedade.”

ISSO É PRODUTOR.

ISSO É RESULTADO.

ISSO É STOLLER.

Luciano Henkes

Sarandi/RS


Para saber mais e

prestigiar os produtores

protagonistas da

campanha, acesse:

40 revista

setembro/2021


comercialização

MERCADO AGRÍCOLA EM PAUTA

‘ As perspectivas dos Mercados

Agrícolas’ foi tema de

uma palestra realizada na

noite de 31 de agosto, por meio

do programa + Gestão, desenvolvido

pela Coamo. O evento, transmitido

pelo canal da cooperativa

no YouTube, contou com palestra

do professor Alexandre Mendonça

de Barros e mediação do diretor

Comercial da Coamo, Rogério

Trannin de Mello.

De acordo com o diretor,

há uma constante demanda por

informações e a Coamo tem o

comprometimento de manter os

cooperados bem-informados. "O

mercado agrícola é bastante volátil

e orientamos para que eles acompanhem,

e o principal de tudo:

que saibam o custo de produção

de suas lavouras para fazerem a

comercialização da melhor maneira

possível. A decisão de vender é

sempre do cooperado”, diz.

Mello observa que saber

como o mercado opera, facilita a

tomada de decisão. “A Coamo segue

o ritmo do cooperado. A cada

momento procuramos o melhor

preço. Geralmente, é a cooperativa

que busca compradores, oferecendo

os produtos. Atualmente,

tem sido o inverso, o comprador

está procurando a cooperativa,

mas o cooperado está recuando,

esperando o que ele entende ser

o melhor momento para comercializar

a sua produção.”

Conforme Barros, o mercado

agrícola continua aquecido.

“Há uma dinâmica mundial de investimentos

que cria uma demanda

por alimentos. Estoque baixo,

dólar alto e consumo elevado

tem influenciado diretamente no

aquecimento dos preços”, ressalta

o professor.

De acordo com ele, até setembro

do ano passado, os preços

agrícolas em dólar foram os mais

baixos em 12 anos, em Chicago.

“Nós brasileiros não sentimos essa

queda porque o real rapidamente

se desvalorizou frente ao dólar.

Essa desvalorização foi de fato

muito importante para que os preços

de soja começassem a subir.”

Ele entende que o dólar

deverá continuar em alta devido

ao cenário político do Brasil e os

preços deverão se manter nesse

patamar por alguns meses ainda.

“O câmbio no Brasil se mantém

aquecido, mas, por outro, lado

vemos uma safra americana se

impondo. Havia previsão de grandes

perdas nos Estados Unidos

devido ao clima. Porém, teve uma

recuperação e a produção deverá

ser perto do esperado, causando

uma acomodação. Com isso, entendo

que a saca ao redor dos R$

160 é um bom valor. No meu entendimento,

nos distanciamos de

possível cenário de soja a R$ 200.”

Na opinião dele, os preços

atuais devem ser aproveitados.

“Não estamos falando aqui venda

tudo ou não venda nada. Mas,

particularmente hoje eu tenho

dificuldade de ver preços muito

acima do que vem sendo praticado,

diante do quadro de boa safra

americana. Falta um mês para

definir a safra dos Estados Unidos

e ainda poderemos ter alguma volatilidade,

mas deve ser difícil algo

novo e importante acontecer.”

Rogério Trannin de Mello,

diretor Comercial da Coamo

Alexandre Mendonça de Barros falou

sobre as perspectivas do mercado agrícola

Para assistir o vídeo aponte

o leitor do QR Code do

celular na imagem ao lado

ou acesse a página da

Coamo no YouTube

setembro/2021 revista 41


42 revista

setembro/2021


econhecimento

Gallassini é homenageado pela Associação

dos Engenheiros Agrônomos de São Paulo

José Aroldo Gallassini recebeu a “Medalha Fernando Costa”, como Mérito na área de Cooperativismo

O

engenheiro agrônomo José

Aroldo Gallassini, presidente dos

Conselhos de Administração da

Coamo e Credicoamo recebeu dia 17 de

setembro a “Medalha Fernando Costa”,

como Mérito na área de Cooperativismo.

A homenagem foi concedida pela Associação

dos Engenheiros Agrônomos do

Estado de São Paulo (AEASP) em evento

especial denominado “Cerimônia Deusa

Ceres” promovido em Piracicaba (SP).

Juntamente com Gallassini receberam

as honrarias profissionais da

agronomia de outras seis áreas com

láureas por mérito profissional, intituladas

“Medalha Fernando Costa”, sendo:

Mérito na área de Ação Ambiental, na

Assistência Técnica e Extensão Rural, na

Defesa Agropecuária; no Ensino e na Iniciativa

Privada.

A Associação dos Engenheiros

Agrônomos do Estado de São Paulo outorga

estas honrarias a engenheiros agrônomos

que tenham prestado relevantes

serviços à sociedade brasileira, no campo

agronômico, em âmbito regional ou

nacional, com reflexos positivos para a

agronomia e a sociedade.

Com satisfação e orgulho, Gallassini

agradece a escolha do seu nome. “O

meu ideal de vida sempre foi ser engenheiro

agrônomo e quando a gente quer,

a gente consegue. Por isso, sempre disse

que é imprescindível persistir no seu

ideal, acreditar e buscar a realização de

seu sonho. Fui o idealizador e dei a minha

contribuição para o surgimento da

Coamo e da Credicoamo, beneficiando

uma assistência direta para desenvolver

os 30 mil cooperados do Paraná, Santa

Catarina e Mato Grosso do Sul”, afirma o

homenageado.

setembro/2021 revista 43


esgate histórico

História preservada

As grandes portas e janelas guardam a marca do tempo,

e quando se abrem mostram um passado cheio de recordações

Elizete Abreu Lacerda Bremm abre as portas da casa construída pelo bisavô há mais de 130 anos. Ela faz questão de manter viva a origem, num local com muitas recordações

O

início da conversa com a cooperada Elizete

Abreu Lacerda Bremm se remete ao

ano 1890, num passado cheio de história

e emoção. A começar pela casa que abriga a família,

construída pelo bisavô há mais de 130 anos. Ela

faz questão de manter viva a origem, num local com

muitas recordações. A casa se impõe em meio as

plantações e pastagens podendo ser avistada de

longe, e fica na Fazenda Candói, município que leva

o mesmo nome da propriedade, na região Centro-

-Sul do Paraná.

A residência vem sendo repassada por gerações

e a cooperada faz questão de preservar o local,

conservando a estrutura o mais próximo do original.

A religiosidade sempre fez parte da família, que

mantém no interior da casa uma capela original da

época. Algumas peças do passado foram aposentadas

e viraram peças de decoração. Mas, cada uma

com a sua importância na história da família.

Dona Elizete conta que a casa começou a ser

construída em 1890 e terminou no início de 1900.

“Recordo o meu avô contando como foi a construção,

da dificuldade de erguer toda essa estrutura.

Essa casa representa muito para mim. É imponente,

majestosa. Nunca imaginei minha vida longe daqui”,

diz a cooperada que vive na casa junto com o marido

Nelson Bremm. Na propriedade eles desenvolvem

agricultura e pecuária.

44 revista

setembro/2021


Família faz questão de manter a casa o mais próximo da originalidade

Elizete Bremm com a filha Talita e os netos

Elizete recorda que passou toda a infância

no local, em contato com a natureza e isso ajudou

desenvolver a paixão pelo campo. Formada em medicina

veterinária, a cooperada diz que foram muitos

os bons momentos com a família. “Foi uma infância

muito prazerosa. A vida no campo me proporcionou

andar com os pés no chão e sentir o cheiro da terra

molhada. São essas lembranças que nos mantém na

propriedade até hoje.”

Ela sempre gostou de sair no campo, andar

a cavalo, e isso impulsionou a ficar na propriedade. A

mensagem de viver no campo também é repassada

para a família e influenciou para que uma das filhas,

Talita, se formasse em medicina veterinária e continuasse

na propriedade, onde mora e trabalha com o

marido, Mateus. “É uma honra ter a família por perto,

cuidando de uma propriedade que foi conquistada

há tanto tempo. É um orgulho e um compromisso

muito grande continuar com esse trabalho.” Dona

Elizete é a sétima geração da família e vê os netos

morando junto na propriedade, crescendo no mesmo

ambiente que ela tanto gosta.

A casa faz a cooperada recordar todos

os dias da rotina que tinha com os pais, desde o

amanhecer até o entardecer. “Na memória guardo

muitas lembranças, quando ouvimos o cantar

do galo e saíamos para tratar dos animais, para as

atividades do dia a dia”, diz dona Elizete, extremamente

emocionada.

Família mantém no interior da casa uma capela original da época

Casal Nelson e Elizete Bremm

setembro/2021 revista 45


FORSEED

PARA ACERTAR NA SEMENTE,

TEM QUE SER ESPECÍFICO.

46 revista

setembro/2021


crédito rural

Credicoamo acata propostas para

o custeio do milho 2ª safra 2022

Prezando sempre pelo planejamento, fator fundamental

para o sucesso da atividade agrícola,

a Credicoamo está disponibilizando recursos

para o financiamento de custeio do milho segunda

safra 2022. Segundo o presidente Executivo da

Credicoamo, Alcir José Goldoni, a cooperativa está

preparada e as normas já estão disponibilizadas nas

agências, assim como os projetos técnicos estão

sendo realizados pela Coamo, com o objetivo de financiar

o milho segunda safra 2022.

“É uma constante, um financiamento na sequência

do outro. Estamos concluindo o de verão

e abrindo do milho segunda safra, dentro das recomendações

técnicas. É importante que o cooperado

se antecipe, deixe tudo preparado e faça nesse período,

para que, quando chegar na época do plantio,

ele se dedique ao plantio da lavoura. Nós já estamos

acatando propostas”, afirma Goldoni.

Os cooperados podem procurar as agências

da Credicoamo, e solicitar a elaboração de

projetos visando a liberação dos recursos, que estão

disponíveis.

Outro ponto importante é que a Credicoamo

está dentro do Plano Agrícola. Goldoni explica que o

milho teve um benefício de valores financiados, passando

de R$1,50 para R$1,75 milhão para quem é

Pronamp, e para as demais classificações, passou de

R$ 3 para R$ 4 milhões. Então elevou-se o valor financiado,

com os juros iguais aos do financiamento de

verão. São inúmeros benefícios em termos de taxas e

valores disponibilizados pela Credicoamo.

Além dos recursos para o financiamento de

custeio, a cooperativa de crédito oferece o seguro

agrícola. Trata-se de importante benefício que está

à disposição dos associados, principalmente para as

lavouras mais vulneráveis a eventos climáticos. “O

seguro agrícola deve ser tratado como insumo e indutor

de tecnologia, pois o associado terá a receita

da safra, e não será preciso fazer redução de tecnologia

devido a uma safra frustrada. Esse benefício

tem um baixo custo, diferenciado para os associados

da Credicoamo. O seguro é mais uma garantia

do produtor rural dar continuidade à atividade agrícola”,

afirma o presidente.

setembro/2021 revista 47


48 revista

setembro/2021


via sollus

SEGURO DE

CARRO

O

seguro de carro, é um contrato

que firma a obrigação de uma

seguradora em atender ou indenizar

os prejuízos que possam vir a

ocorrer no dia a dia de um segurado.

Contrate seu seguro com a Via

Sollus nas agências da Credicoamo

e unidades da Coamo

Para quem circula com veículo diariamente, o ideal é ter

um seguro com as coberturas mais completas. Dentre as

coberturas mais comuns oferecidas pelas seguradoras

tem as seguintes modalidades:

1 Seguro contra furto ou roubo. É uma das coberturas

mais simples oferecida pelas seguradoras, cujo

objetivo é indenizar apenas contra furto ou roubo;

2 Seguro de cobertura básica. A cobertura básica

contempla apenas, furto, roubo e incêndio.

3 Seguro Compreensivo. Inclui colisão, derrapagem,

capotagem, ato danoso praticado por terceiros, alagamento,

enchente, vendaval, granizo, raio, terremoto, incêndio,

explosão, roubo e furto total ou parcial, entre outros.

4 Seguro para Terceiros. É cobertura para danos

materiais ou danos corporais provocados ao veículo do

terceiro e seus respectivos ocupantes.

5 Seguro para acidentes de passageiros. É a cobertura

aos passageiros do veículo segurado que pode ser

por morte, invalidez permanente ou para cobrir despesas

médico hospitalares em decorrência de um acidente.

6 Coberturas adicionais do seguro. As coberturas

adicionais mais comuns são: troca de vidros, farol, responsabilidade

civil, peças e assessórios, carro reserva,

entre outras.

7 Assistência 24 horas. Dentre as assistências que as

seguradoras oferecem, podemos citar: guincho, chaveiro,

troca de pneu, pane elétrica, pane seca entre outras.

O que é franquia?

É o valor, expresso na apólice, que representa a parte do prejuízo que deverá ser

paga pelo segurado em caso de sinistro. Assim, se o valor do prejuízo de determinado

sinistro não superar a franquia, a seguradora não indenizará o segurado. A

franquia não é cobrada do segurado nos casos de sinistro com indenização integral

por qualquer causa, além dos sinistros que resultarem de incêndio, queda de

raio e/ou explosão, ainda que esses acarretem indenizações parciais. Entretanto,

se o veículo roubado/ furtado for recuperado e necessitar de conserto, o segurado

arcará com a franquia, pois neste caso a indenização é parcial (desde que o prejuízo

não ultrapasse o percentual máximo previsto na apólice). No caso de mais de

um sinistro, o segurado arcará com tantas franquias quantas forem os sinistros.

E o que é bônus?

Trata-se de critério definido pela seguradora para permitir uma redução no valor

do prêmio quando o segurado apresentar um número de anos sem sinistros. A

Superintendência de Seguros Privados (Susep) não define regras para a aplicação

ou suspensão de bônus. Este desconto é calculado sobre as tarifas e condições vigentes

e fica evidenciado quando comparado a uma cotação de um seguro novo.

Bônus não significa que o seguro custará menos do que foi pago no ano anterior.

Existe alguma forma de deixar o seguro mais barato e quais os cuidados

devo ter?

Alguns cuidados são fundamentais e que podem influenciar no prêmio (preço)

do seguro, como por exemplo, veja se o carro é muito visado, não deixe o veículo

na rua, seja um motorista prudente e responsável no volante, escolha bem as coberturas,

se possível instale rastreador no veículo, passe as informações corretas

para o seu corretor na hora da contratação do seguro e conte sempre com uma

corretora que lhe dê suporte e segurança na contratação do seguro.

setembro/2021 revista 49


coamo kids

Brincando e aprendendo

Coamo Kids garante que a criançada se divirta no processo de aprendizagem

É

tão bom ser criança. É um

momento da vida, onde tudo

o que se aprende, pode fazer

toda a diferença no futuro. Quando

a educação é participativa e a

criança se torna a protagonista de

sua experiência e aprendizado, a

evolução é ainda maior. Pensando

em apoiar a família cooperativista

neste processo, foi lançada a revistinha

Coamo Kids. Uma forma

de incentivar a difusão dos valores

cooperativistas e os momentos

em família. Afinal de contas, como

já dizia, o psiquiatra e educador,

Içami Tiba, aprender é alimentar a

alma de saber.

A educação transforma.

Os livros são capazes de transportar

as pessoas para os mais

variados universos e trazem o conhecimento

de questões muito

além do cotidiano. Pelas histórias,

se aprende valores, cria empatia

e a imaginação, é estimulada. Por

isso, com a revistinha, a galerinha

se diverte, além da leitura, têm

atividades de recorte, colagem,

pintura, dentre outras.

Os irmãos Pietro, de

11 anos, e Enzo, de seis, estão

gostando da revistinha, e a mãe

Patrícia Aparecida Santiago,

cooperada em Campo Mourão

(Centro-Oeste do Paraná), está

contente com a iniciativa da Coamo.

“É muito interessante, pois as

crianças podem ter mais contato

com a filosofia cooperativista.

Aprender desde pequeno o que

é o cooperativismo faz a diferença.

Desde novinhos eles vão

comigo para a roça e querem seguir

a profissão do meu pai, que

também é cooperado.”

Enzo gosta de pintar e recortar.

Na última edição, ele gostou

da plaquinha para porta, do

cachorro Pirata, personagem da

turminha. “O Enzo está na fase de

alfabetização, e é importante essa

parte da pintura, onde se trabalha

a coordenação motora. São diversas

atividades, que a Coamo Kids

está trazendo e contribuindo,

nesse processo de educação dos

meus filhos”, afirma Patrícia.

É possível explorar muita

coisa com as atividades e, tudo,

de forma lúdica e descontraída.

Cozinhar, por exemplo, é muito

gostoso, mas o objetivo é usar

este momento obter conhecimento.

A aprendizagem Maker,

é incentivada pela Coamo Kids,

assim, o aprendizado está no

processo. Até quando o prato sai

errado há um grande aprendizado.

Nessa temática, Pietro, também,

demonstra interesse pela

culinária. “É um outro momento,

onde eu e meu marido podemos

participar com eles e ensinar, por

meio da culinária”, destaca a cooperada.

Para Patrícia, outro aspecto

importante da revistinha

é o estímulo à participação da

criança na cooperativa. “Eles passam

a entender melhor o que é a

cooperativa e se interessam mais

pelo assunto. Até mesmo, gostam

de nos acompanhar quando

vamos à Coamo.”

Os irmãos Pietro e Enzo com a mãe Patrícia Santiago, de Campo Mourão (PR) aprovaram a ideia

50 revista

setembro/2021


Contribuindo

com a educação

As escolas têm um desafio que é

a implantação e continuidade da

Base Nacional Comum Curricular

(BNCC) em seus currículos e, com

a revistinha Coamo Kids, é possível

a família contribuir e ainda se

divertir. Afinal, aprender brincando

é muito mais divertido.

A pequena Luiza Voeltz da Silva Guedin, de Pinhão (PR), é fã do ‘Pirata’, o mascote da Coamo Kids

Instrumento

de educação

Em Pinhão (Centro-Sul do Paraná), a pequena

Luiza Voeltz da Silva Guedin, de quatro anos, é fã do

‘Pirata’, o mascote da Coamo Kids. Por coincidência, o

nome do seu animal de estimação também é esse, o

que fez com que ela se identificasse ainda mais com o

conteúdo. A criança realiza as atividades de pintura e

adora os desenhos. Ainda não sabe ler, mas conta com

o auxílio da mãe, Taini Voeltz da Silva Guedin, que faz a

leitura do material. A mãe de Luiza observou que a filha

tem se desenvolvido mais com a revistinha Coamo Kids.

“Ela percebeu que criança também pode interagir com

a Coamo, não somente os adultos”, acrescenta a mãe.

Taini vê o material como um importante instrumento

de educação. “Com ele, a Luiza pôde conhecer

toda a estrutura da Coamo, todos os insumos, sementes,

que ela reconhece pelos desenhos.” Ela sugere aos pais

que incentivem os filhos a ler, e que participem das atividades

junto deles, pois além de ser um exercício em

família, estimula o aprendizado sobre cooperativismo, a

Coamo, e sobre a importância da agricultura.

Confira então algumas dicas para

que as famílias possam aproveitar

a revistinha e suas atividades. Vamos?

Faça um bate-papo sobre os princípios

do cooperativismo, trabalhados

nesta edição. Isso auxilia

o entendimento de competências

socioemocionais: empatia e cooperação,

cidadania, projeto de

vida, argumentação etc.

Debata o protagonismo, autocuidado

e gestão do tempo com a

dica do Pirata de separar tempo

para estudar e descansar.

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52 revista

setembro/2021


mídia social

Coamo nas redes sociais

Cooperativa disponibiliza conteúdo diariamente

para fortalecer os laços com seguidores

O

mundo está conectado e a Coamo, também.

A cooperativa procura sempre se antecipar e

acompanhar as tendências de mercado. Por

isso, desde que entrou no universo das redes sociais,

tem conquistado milhares de seguidores e alto engajamento,

com cooperados, funcionários, clientes,

fornecedores e a comunidade. Com perfis no Facebook,

Instagram, Linkedin e YouTube, a Coamo gera

conteúdo exclusivo e direcionado para cada canal.

No Instagram, com mais de 11 mil seguidores,

a cooperativa tem conquistado a participação

e interação dos seguidores, por meio de diversas

postagens. Inclusive, a Coamo se rendeu ao famoso

Reels, com vídeos curtos e rápidos, e ao saudoso

#tbt, mais conhecido por "quinta-feira da saudade".

“Percebemos que as pessoas estão gostando da

ideia de lembrar fatos históricos da cooperativa, de

ver fotos antigas”, revela o assessor de Comunicação

da Coamo, Ilivaldo Duarte.

O canal da Coamo no YouTube também está

crescendo. Já são oito mil inscritos. Esta rede social

foi fundamental no momento de pandemia, uma vez

que, todos os eventos, antes presenciais, passaram

a ser transmitidos ao vivo. “Descobrimos um universo

incrível por meio da transmissão on-line. Agora,

conseguimos reunir um público muito maior. Sem

dúvidas, após a pandemia vamos manter os dois

formatos, presencial e digital”, destaca Duarte.

No Linkedin, a Coamo tem quase 90,5 mil seguidores.

É a maior rede social profissional que existe.

Assim como as outras mídias sociais, também conta

com interação. “Nesse canal, as interações podem

influenciar a carreira das pessoas. Por isso, a Coamo,

posta conteúdos mais específicos do universo corporativo.

Inclusive, vagas de trabalho”, revela Ilivaldo.

Além desses canais, não poderia faltar o Facebook,

pois há um grande alcance e interação com o

público, já que as pessoas podem comentar, curtir e

compartilhar, suas atualizações na página. Isso torna a

experiência dos usuários mais descontraída e aproxima

o público e a marca. “No perfil da Coamo temos

mais de 21.000 seguidores. Sem dúvidas, estar no

mundo das redes sociais, foi um importante passo que

demos. Queremos fortalecer ainda mais esse laço com

nossos seguidores, preparando sempre um conteúdo

de qualidade”, afirma o assessor de Comunicação.

Tem sugestões do que quer ver nas redes sociais da Coamo?

Envie um e-mail para comunicacao@coamo.com.br.

Contamos com sua participação.

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eceita

Confira o

deo da

receita:

Uma receita que

muita gente ama.

Com Coamo Alimentos,

tem ainda mais sabor.

MACARRÃO CASEIRO

COM MOLHO BRANCO

E BACON

Ingredientes

Massa

100g Farinha de Trigo Coamo

Massa Fresca

1 Ovo

Modo de preparo

Molho branco

2 xícaras

2 colheres (sopa)

2 colheres (sopa)

50g

(a gosto)

(a gosto)

(a gosto)

Leite frio

Margarina Coamo Família

Farinha de Trigo Coamo

Massa Fresca

Bacon frito

Noz-moscada

Pimenta

Sal

Para o molho, derreta a Margarina Coamo Família em uma panela e

adicione a farinha. Mexa bem. Acrescente o leite aos poucos e não

pare de mexer. Coloque o sal, a pimenta e a noz-moscada. Caso

prefira um molho mais líquido, acrescente mais leite. Para a massa,

misture a farinha e o ovo até ficar compacta. Deixe descansar por

30 minutos. Abra a massa com ajuda de um rolo de macarrão até

ficar bem fina. Enrole a massa e corte na espessura que você quiser.

Cozinhe a massa por 6 minutos. Para terminar, coloque a massa

quente no prato e adicione uma colher de margarina. Regue com o

molho branco e coloque o bacon frito por cima.

Acesse os nossos canais:

/coamoalimentos @coamoalimentos /coamoalimentos

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A QUALIDADE QUE

BROTA DA TERRA!

As sementes Coamo são sinônimo de

excelência em qualidade.

Todo o trabalho para a produção do

principal insumo depositado na terra

obedece a padrões rigorosos.

Com isso, os cooperados têm o que

de melhor no mercado, com

qualidade, alto vigor e germinação.

www.coamo.com.br

a vida é a gente que transforma

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