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Jornal Paraná Outubro 2021

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OPINIÃO

Importância da COP 26 para o Brasil e o setor privado

Em médio e em longo prazo, a

competitividade dos negócios

será influenciada pelas

decisões tomadas no evento

João Guilherme Sabino Ometto*

A26ª Conferência das Nações

Unidas sobre Mudanças

Climáticas, a ser

realizada em Glasgow, na Escócia,

de 31 de outubro a 12 de novembro

deste ano, terá dois

focos prioritários. O primeiro, relativo

ao financiamento e às indenizações

por perdas, interessa

mais aos países pobres e aos insulares.

O segundo é a conclusão da implementação

do Artigo 6 do

Acordo de Paris (o que significaria,

na prática, o início operacional

do tratado), referente à forma

de contabilidade e cooperação

entre nações em transações internacionais

de carbono e o regramento

do novo Mecanismo

de Desenvolvimento Sustentável

(MDS), que substitui o Mecanismo

de Desenvolvimento Limpo

(MDL), inerente ao Protocolo

de Kyoto. Para o Brasil, principalmente

a indústria, será importante

que os créditos de carbono

gerados por meio do MDL sejam

considerados quando entrar em

vigor o MDS.

A COP 26, portanto, terá grande

relevância para o setor privado,

pois, em médio e em longo

prazo, a competitividade dos negócios

será influenciada por suas

decisões. Ademais, o conceito

de ESG (sigla do inglês para Meio

Ambiente, Social e Governança

Corporativa) torna-se cada vez

mais decisivo para nortear investimentos

e a decisão dos consumidores

e delinear a reputação

das empresas.

Também cabe atenção aos financiamentos,

às recentes tecnologias

e à adaptação às mudanças

climáticas, lembrando que, em

nosso país, já ocorrem perdas

econômicas decorrentes de secas

extremas, como neste momento

de crise hídrica, ou chuvas

muito acima do normal.

A Conferência de Glasgow, se

exitosa, poderá somar-se às

mais marcantes dessa agenda

iniciada em 1983, quando, por

decisão da 38º Assembleia Geral

da ONU, foi criada a Comissão

Mundial de Meio Ambiente e

Desenvolvimento. Em 1992, no

Rio de Janeiro, ocorreu a Cúpula

da Terra (Rio-92), na qual surgiram

a Agenda 21 e dois grandes

acordos internacionais: Convenção

Quadro das Nações Unidas

sobre Mudança do Clima; e Convenção

sobre Diversidade Biológica.

Na ocasião, as nações assumiram

compromissos para reduzir

emissões de gases de

efeito estufa e criar mecanismos

de adaptação às mudanças climáticas.

A partir de 1995, instalaram-se

as COPs. Dentre estas, as que tiveram

maior relevância foram: 3,

no Japão, em 1997, quando se

firmou o Protocolo de Kyoto, que

vigorou de 2008 até 2012; 13,

em Bali, na Indonésia, em 2007,

na qual se adotou o Bali Road

Map, que definiu os cinco temas

estratégicos das negociações

("Visão Compartilhada", "Mitigação",

"Adaptação", "Tecnologia" e

"Financiamento"); 15, em Copenhagen,

na Dinamarca, em 2009,

na qual se abordaram o apoio

tecnológico e o financiamento

para apoiar países em desenvolvimento

no enfrentamento dos

impactos da mudança do clima.

Porém, foram poucos os resultados;

16 (2010/Cancun/México),

em que foram instituídos o Fundo

Verde do Clima, Mecanismos de

Transferência Tecnológica e

Ações de Adaptação; e 18

(2012/Doha/Catar), com a negociação

da prorrogação do Protocolo

de Kyoto por sete anos.

Chegou-se, assim, à COP 21, na

França, em 2015, na qual foi firmado

o Acordo de Paris. Este representou

mudança de paradigma,

ao estabelecer que todos

os países assumiriam compromissos

de mitigação e adaptação

para manter o aumento

médio de temperatura da Terra

em no máximo dois graus Celsius,

fazendo esforços para alcançar

1,5. Pela primeira vez, a

precificação e o mercado global

de carbono apareceram de modo

explícito, no Artigo 6, anteriormente

citado.

Merece destaque, ainda, a

Rio+20, em 2012, cujo propósito

foi avaliar os avanços ocorridos

desde a Rio92 e na qual a

Federação das Indústrias do Estado

de São Paulo (FIESP), em

parceria com a FIRJAN, a prefeitura

do Rio de Janeiro e a Fundação

Roberto Marinho, coordenou

e patrocinou o "Espaço Humanidade",

uma das grandes atrações

do evento.

Cuidar da natureza, além de preservar

a vida, é fundamental para a

recuperação econômica pós-pandemia

e o desenvolvimento sustentado

A FIESP, por meio do Departamento

de Meio Ambiente, estava

acompanhando a questão desde

a Rio-92. Em 2009, engajou-se

de modo mais intenso, com a

criação do Comitê de Clima e

Energia, que preparou a participação

da entidade na COP 15,

em Copenhagen, cuja delegação

era formada por mim, então seu

coordenador, diretores e técnicos

de departamentos.

A partir daí, o colegiado participou

ativamente das negociações

com o governo brasileiro, elaborando

documentos técnicos

sobre os impactos da mudança

climática na competitividade da

indústria e do País. Também passou

a integrar as reuniões preparatórias

e as COPs. Em 2017 a

federação publicou estudo sobre

instrumentos econômicos de

precificação de carbono, sua relevância

e impacto nos setores

de atividade e no PIB.

É muito importante que as entidades

de classe, como de resto

toda a sociedade organizada, se

manifestem e apresentem, ideias

para a participação brasileira

nesse importante tema de interesse

coletivo.

Agora, a humanidade chega a

Glasgow, alertada também pela

Covid-19, com mais consciência

de que não pode seguir desrespeitando

a natureza. Cuidar dela,

além de preservar a vida, é fundamental

para a recuperação

econômica pós-pandemia e o

desenvolvimento sustentado.

*Engenheiro (Escola de Engenharia

de São Carlos - EESC/

USP), empresário e membro

da Academia Nacional de Agricultura

(ANA).

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Jornal Paraná


SAFRA

Chuvas trazem alívio ao setor

Cenário de bons preços para

etanol e açúcar gera expectativas

de recuperação, mas alta nos

custos de produção preocupa

As chuvas abundantes

que ocorreram em

todo o Estado finalmente

chegaram trazendo

alívio e tranquilidade aos

produtores de cana-de-açúcar.

Apesar de sofrerem menos do

que as culturas anuais com a

falta de chuva, as lavouras de

cana vinham sentindo muito o

longo período de estiagem, fenômeno

que tem ocorrido de

forma sucessiva nos últimos

três anos, afetando o desenvolvimento

e o rendimento da cultura.

por causa da sequência de estiagens

que aceleram a colheita

e reduzem o volume de matéria

prima disponível, a colheita tem

se encerrado mais cedo.

A moagem de cana realizada

pelas Unidades Produtoras no

Estado do Paraná, no acumulado

da safra 2021/22 até o dia

1 de outubro, foi de 25,857 milhões

de toneladas. Comparando

com as 27,539 milhões

de toneladas registradas no

mesmo período do ano safra

2020/21, a redução foi de 6,1%.

“Os diretores das usinas já estavam

preocupados com um

possível atraso no início da

próxima colheita porque, sem

chuva, o desenvolvimento dos

canaviais estava bastante atrasado.

As chuvas vieram trazer

tranquilidade para o setor. Não

adianta muito para esta safra,

que está praticamente finalizada

e as perdas caracterizadas,

mas ajuda na recuperação

do canavial para a próxima

safra”, comenta Miguel Tranin,

presidente da Alcopar.

Com mais de 80% da cana disponível

para a safra 2021/22

no Paraná já esmagados, a colheita

avança para sua etapa

final. Segundo o presidente da

Alcopar, a maior parte das unidades

industriais do estado

deve encerrar os trabalhos

entre o final de outubro e início

de novembro. Se não fosse as

chuvas ocorridas nos últimos

dias, que praticamente paralisaram

as indústrias, a colheita

encerraria antes. Normalmente,

a moagem de cana avança até

praticamente o final do ano.

Nos últimos anos, entretanto,

A expectativa da Alcopar é de

que sejam esmagadas 31,465

milhões de toneladas de cana.

As estimativas iniciais, que

eram de 34,8 milhões de toneladas

de cana, foram revisadas

reduzindo a produção no Estado

em quase 10% em relação

aos números do período anterior,

com queda na produção de

açúcar e etanol na mesma proporção.

“As perdas efetivas

com as geadas só serão contabilizadas

melhor no final da

safra”, afirma Tranin.

A quantidade de Açúcares Totais

Recuperáveis (ATR) por tonelada

de cana, também no

acumulado da safra 2021/22

até 1 de outubro ficou 0,6%

acima do valor observado na

safra 2020/21, totalizando

139,77 kg de ATR/t de cana,

contra 139,01 kg ATR observados

na safra passada.

Até 1 de outubro, 56,16% da

cana disponível foram destinados

à produção de açúcar,

2,4% a menos que no mesmo

período da safra passada. Ao

todo foram industrializadas

1,957 milhão de toneladas de

açúcar, 7,8% a menos que as

2,124 milhões de toneladas

processadas até 1 de outubro

de 2020. A expectativa é fechar

a safra com 2,322 milhões de

toneladas do adoçante produzidas.

Segundo o presidente da Alcopar,

o etanol anidro, que é misturado

à gasolina, continua

tendo a preferência na produção

das usinas paranaenses,

tanto por se mostrar mais vantajoso

economicamente como

para atender a política que

prevê a mistura de 27% do biocombustível

na gasolina C, ante

a previsão de quebra de safra

de cana com a estiagem e as

geadas, cenário que se repete

em todo o Centro-Sul do país.

“Não deve faltar etanol anidro

para atender a demanda. Como

sempre tem feito, o setor tem

se empenhado em garantir o

abastecimento”, afirma Tranin.

Do volume de etanol total produzido

até 1 de outubro no Paraná,

908,29 milhões de litros,

2,7% a menos do que no

mesmo período do ano passado

(933,69 milhões de litros),

cerca de 435,45 milhões de litros

foram de anidro, 9,9% a

mais do que a quantidade produzida

na mesma época da

safra anterior, 396,15 milhões

de litros. Já a produção de etanol

hidratado até a data, 472,84

milhões de litros, é 12% menor

que o da safra passada até 1 de

outubro, 537,55 milhões de litros.

“A produção de etanol hidratado

normalmente é bem

superior a do anidro. Este ano,

entretanto, os volumes produzidos

estão bem próximos”, comenta

o presidente da Alcopar.

Depois de vários anos de baixos

preços de açúcar e etanol,

que resultaram em uma crise

sem precedentes para o setor,

com o fechamento de dezenas

de usinas e o endividamento de

outro tanto, o setor começa um

novo ciclo positivo, com preços

melhores e maior rentabilidade

ao setor. “Acredito que

teremos um período de bons

preços para o açúcar, o etanol

e a energia da biomassa. Além

de quebras sucessivas de safra

de açúcar no Brasil e em outros

importantes países produtores,

temos os preços do petróleo

em alta no mundo todo, além

do custo da energia, frente a

crise energética existente no

Brasil e no mundo”, diz Tranin.

O presidente da Alcopar ressalta,

entretanto, a preocupação

com a falta de insumos

agrícolas e a explosão nos preços

de vários produtos, que aumentou

consideravelmente os

custos de produção. “A alta foi

assustadora e isso tem gerado

preocupação para produtores e

indústrias. Também, com o aumento

das commodities, houve

uma grande valorização das

terras e, consequentemente,

dos custos de arrendamento,

quase dobrando em algumas

regiões e tudo isso impacta

fortemente nos custos de produção

e na rentabilidade do

setor. Temos um cenário de

bons preços, mas os custos

em alta preocupam muito”, finaliza

Tranin.

Jornal Paraná 3


SAFRA

Produção de anidro cresce

mesmo com queda na moagem

Apesar da retomada no consumo de combustíveis e da quebra histórica

na safra, condição é de equilíbrio entre a oferta e a demanda por etanol

Aquantidade de canade-açúcar

processada

pelas unidades

produtoras do Centro-Sul

alcançou 35,79 milhões

de toneladas na 2ª metade

de setembro, o que representa

uma queda de 11,38%

sobre o valor apurado na mesma

quinzena da safra 2020/

21 - 40,38 milhões de toneladas.

Desde o início do ciclo 2021/

22 até 1 de outubro, a moagem

acumula queda de

6,86%. Nesse período, a

quantidade de cana-de-açúcar

processada pelas usinas atingiu

467,44 milhões de toneladas,

ante 501,88 milhões de

toneladas na mesma data do

último ciclo agrícola.

O número de unidades operando

até 1º de outubro era de

225 empresas, 36 empresas já

terminaram a produção no ciclo

2021/22 e mais 52 unidades

produtores encerram na 1ª

quinzena de outubro. As unidades

que encerraram a safra até

o final de setembro tiveram uma

redução de moagem em relação

à safra passada de 24,2%.

“Como esperado, a menor oferta

de cana-de-açúcar levou a

um término antecipado da moagem

em muitas unidades produtoras.

O estado de São Paulo

é quem detém o maior número

de unidades cuja moagem já se

encerrou, reflexo dos efeitos da

condição climática adversa,

geadas e, por último, pela incidência

de focos de incêndio”,

destaca Antonio de Padua Rodrigues,

diretor técnico da

Unica.

Dados preliminares apurados

pelo Centro de Tecnologia Canavieira

(CTC) para a primeira

quinzena do mês de setembro,

considerando uma amostra

comum de 104 unidades, registraram

produtividade de 58,2

toneladas por hectare colhido

no mês ante 74 toneladas observadas

no mesmo período na

safra 2020/21 – queda de

21,3%.

A qualidade da matéria-prima

na 2ª quinzena de setembro,

mensurada a partir da concentração

de açúcares totais recuperáveis

por tonelada de

cana-de-açúcar, registrou

155,58 kg de ATR por tonelada,

com retração de 3,47% em relação

aos 161,18 observados

no ciclo passado. No acumulado

desde o início da safra até

1º de outubro, o indicador de

concentração de açúcares assinala

142,71 kg de ATR por tonelada

de cana-de-açúcar, uma

retração de 0,1% em relação ao

valor observado o ciclo

2020/21.

Apesar da retração na moagem

quinzenal, a produção de

etanol anidro mantém a trajetória

ascendente, com aumento

de 8,24% na produção

quinzenal. A fabricação do biocombustível

atingiu 847,02

milhões de litros na segunda

metade de setembro, frente a

782,6 milhões de litros em

igual período de 2020.

A produção de açúcar retraiu

19,09% nos últimos quinze

dias do mês e atingiu 2,32

milhões de toneladas, ante

2,87 milhões de toneladas verificadas

em igual período do

ano anterior. A produção

quinzenal de hidratado, por

sua vez, alcançou 1,14 bilhão

de litros, registrando queda de

18,29%

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Jornal Paraná


No acumulado desde o início

da safra 2021/2022 até 1º de

outubro, a produção de açúcar

alcançou 29,19 milhões

de toneladas, contra 32,06

milhões de toneladas verificadas

em igual período do ciclo

2020/2021. A fabricação acumulada

de etanol totalizou

22,79 bilhões de litros, sendo

8,9 bilhões de litros de etanol

anidro (+24,43%) e 13,89

bilhões de litros de etanol hidratado

(-15,37%). Do total

fabricado, 1,63 bilhão de litros

do biocombustível foram produzidos

a partir do milho.

O executivo da Unica, Antonio

de Padua Rodrigues, destaca

que “da redução total na produção

de açúcar, de 2,87 milhões

de toneladas em comparação

com o mesmo período

da safra anterior, 668 mil

toneladas se devem à mudança

no mix de produção de

empresas que destinaram

uma parcela maior da matéria-prima

processada para o

etanol”.

No mês de setembro, as unidades

produtoras do Centro-Sul

comercializaram um total de

2,46 bilhões de litros de etanol,

registrando retração de 15,02%

em relação ao mesmo período

da safra 2020/21. Do total comercializado

no período,

194,45 milhões de litros foram

destinados para o mercado externo

e 2,26 bilhões de litros

vendidos domesticamente.

No mercado interno, as vendas

de etanol hidratado alcançaram

1,31 bilhão de litros, o

que representa uma redução

expressiva de 25,32%

sobre o montante apurado no

mesmo período da última

safra (1,75 bilhão de litros). A

quantidade comercializada de

etanol anidro, por sua vez,

apresentou aumento de

19,81%, com 954,2 milhões

de litros vendidos em 2021

contra 796,45 milhões de litros

em 2020.

O diretor da Unica explica que

“o ajuste por meio dos preços

deve equilibrar o mercado,

adequando a demanda as

condições de oferta mais limitada

do etanol hidratado nessa

safra. Por outro lado, os produtores

estão priorizando a fabricação

de etanol anidro,

garantindo o pleno abastecimento

da demanda mandatória

associada à mistura do

biocombustível na gasolina”.

O executivo adiciona que “a

redução nas saídas de etanol

hidratado carburante no mês

de setembro está em linha

com a demanda apresentada

pelas distribuidoras na reunião

da mesa de abastecimento. A

safra da região Norte-Nordeste,

que a pouco se iniciou,

já contribui para redução da

cabotagem e transferências

da região Centro-Sul”.

Desde o início da safra até o

final de setembro, o volume

acumulado de etanol comercializado

pelas empresas do

Centro-Sul se equiparou ao

mesmo volume vendido em

igual período do ciclo anterior:

cerca de 14,75 bilhões

de litros. Desse total, 929,06

milhões de litros foram destinados

à exportação (queda

de 35,66%) e 13,82 bilhões

ao mercado interno (aumento

de 3,87%). Do total comercializado

domesticamente, o etanol

anidro representou 5,15

bilhões de litros (aumento de

25,07%) e o etanol hidratado

corresponde a 8,67 bilhões

de litros (queda de 5,62%).

“Apesar da retomada no consumo

de combustíveis e da

quebra histórica na safra canavieira,

estamos em uma condição

de equilíbrio entre a oferta

e a demanda por etanol. A antecipação

do cenário observado

garantiu o correto funcionamento

do mercado, com redução

de demanda por hidratado

e estímulos à fabricação de etanol

anidro”, explicou Rodrigues.

Jornal Paraná

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DIA DA ÁRVORE

Cooperval comemora data

com plantio de espécies nativas

O objetivo é despertar nos jovens esse olhar para a preservação, a preocupação

com as futuras gerações e a importância do desenvolvimento sustentável

Como uma forma de

marcar o Dia da Árvore,

que foi comemorado

no último dia

21 de setembro, a Cooperval

Cooperativa Agroindustrial

Vale do Ivaí Ltda, com sede no

município de Jandaia do Sul,

realizou um plantio de mudas

de árvores de espécies nativas

no Colégio Estadual Cívico Militar

de Jandaia do Sul.

A ação envolveu os alunos do

colégio e os jovens aprendizes

da Cooperativa. O objetivo da

empresa é despertar nos jovens

esse olhar para a preservação

do meio ambiente, a preocupação

com as futuras gerações e

a importância do desenvolvimento

sustentável, conceitos

também defendidos pelo diretor

do colégio, que de pronto aceitou

realizar essa ação em conjunto.

Todas as ações ambientais da

Cooperval contam com o

apoio do Instituto Água e Terra

- IAT, antigo Instituto Ambiental

do Paraná - IAP.

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Jornal Paraná


12 DE OUTUBRO

E a criançada fez a festa

Retomando a comemoração do Dia das Crianças aos poucos, mas com

toda segurança, a Cooperval marcou a data com uma deliciosa surpresa

ACooperval Cooperativa Agroindustrial Vale

do Ivaí Ltda, com sede no município de Jandaia

do Sul, organizou no último dia 9 de outubro

um dia especial para os filhos e filhas

dos colaboradores da cooperativa com o objetivo de

comemorar o Dia das Crianças.

Normalmente, a Cooperval comemora a data com

um grande evento para a criançada na associação

esportiva da usina, com brinquedos, atividades e delícias

para comer. Em virtude da pandemia causada

pelo Covid-19 e as restrições de segurança, o evento

foi mais modesto este ano, mas a cooperativa fez

questão de retomar a comemoração da data com

total segurança para os filhos de seus colaboradores.

Foram servidos cachorro-quente, refrigerante, pipoca,

churros e todos receberam um brinde com

doces, podendo desfrutar de momentos de descontração.

Jornal Paraná

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CAPACITAÇÃO

CooperIntegra direciona jovens

para o mercado de trabalho

Objetivo do programa é apresentar a realidade da Cooperval, através do relato

de funcionários, e contribuir com o direcionamento profissional dos estudantes

ACooperval - Cooperativa

Agroindustrial Vale do

Ivaí, com apoio da Prefeitura

Municipal, promoveu

em outubro mais uma edição

do CooperIntegra Jovem em colégios

de Jandaia do Sul, programa

que tem como finalidade

demonstrar um pouco das atividades

da empresa, as novas tecnologias

utilizadas e ofertar

também orientação profissional

com psicólogo a comunidade, especialmente

aos jovens que estão

matriculados no último ano do ensino

médio de colégios estaduais.

Idealizado pela área de Recursos

Humanos da cooperativa, o programa

conta com apoio de todos

os setores, inclusive na disponibilização

dos profissionais que

orientam os jovens sobre as atividades

no dia a dia de diversas

profissões, divulgam o trabalho

desenvolvido pela cooperativa e

promovem direcionamento profissional.

Segundo Larissa Peixoto, supervisora

de Recursos Humanos da

Cooperval e responsável pelo programa,

durante o CooperIntegra

Jovem os estudantes também receberam

orientação sobre como

elaborar um currículo profissional,

como se comportar em uma entrevista

de emprego e sobre as

possibilidades no mercado de trabalho.

Através do programa, a Cooperval

também espera atrair jovens talentos

para fazer parte da equipe,

seja como funcionário ou em programas

de estágio e jovem aprendiz.

Numa segunda etapa é feita

ainda uma visita técnica na área

industrial da cooperativa.

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Jornal Paraná


MEIO AMBIENTE

Grupo Maringá comemora o Dia da Árvore

Ação foi realizada em Itapeva e em Jacarezinho, em parceria com a

Polícia Ambiental, prefeituras, o IAT e alunos da rede pública de Itapeva

Em comemoração ao

Dia da Árvore, a Maringá

Ferro-Liga e a

Usina Jacarezinho,

unidades do Grupo Maringá

instaladas em Itapeva (SP) e

Jacarezinho (PR), respectivamente,

realizaram plantio de

mudas de espécies nativas

dessas regiões no dia 21 de

setembro.

Em parceria com a Polícia

Ambiental e a Prefeitura de Itapeva,

a ação da Maringá Ferro-Liga

foi realizada em duas

áreas de preservação do município

e contou com a participação

de 50 alunos da escola

pública municipal Dom

Silvio, com acompanhamento

de voluntários de diversas

áreas da empresa, como das

equipes de Meio Ambiente e

de Comunicação. Já no dia 22

de setembro, o plantio foi realizado

por 26 colaboradores

da Maringá Ferro-Liga na área

da entrada da fábrica, ao lado

do Rio Taquari.

O plantio em Jacarezinho foi

realizado pelos colaboradores

da Usina em conjunto com representantes

do Instituto de

Água e Terra (IAT) do Paraná,

Polícia Ambiental e Prefeitura

de Jacarezinho em área próxima

às margens do Rio Paranapanema.

Instalada em Itapeva há mais

de 40 anos, a Maringá Ferro-

Liga preserva cinco mil hectares

de mata nativa e mantém

mais de cinco mil hectares

de florestas de eucalipto

plantadas para produzir biorredutor,

utilizado na sua produção

de ferroligas de manganês.

A área de reserva

legal está distribuída em fazendas

no entorno da empresa.

A Usina Jacarezinho, que

atua no reflorestamento da

região desde 2012, já plantou

cerca de 100 mil mudas de

árvores nativas nesse período,

além de preservar mais

de dois mil hectares de mata

nativa.

“Temos consciência de nossa

responsabilidade socioambiental.

Por isso, apoiamos diversas

iniciativas socioeducativas

e ambientais em benefício

das comunidades locais

onde atuamos", afirma o diretor

corporativo do Grupo Maringá,

Eduardo Lambiasi.

"Cuidar da natureza é um

compromisso inegociável para

nós. Investimos em fontes

renováveis e sustentáveis em

todas as nossas unidades,

para aumentar a eficiência

preservando a natureza”, reforça.

Para o executivo, as práticas

sustentáveis das unidades

fortalecem os indicadores de

sustentabilidade e reforçam

os valores fundamentais do

Grupo Maringá, de respeito,

colaboração, aprendizado, integridade

e excelência.

O Grupo Maringá atua nos setores

sucroenergético, produzindo

açúcar, etanol e energia,

e siderúrgico, fabricando ferro-liga

de manganês. Com 75

anos de tradição, a Usina Jacarezinho,

a Cia. Canavieira e,

agora, a Maringá Energia,

atuam de forma integrada para

fornecer alimento e energia

limpa e renovável aos mercados

nacional e internacional.

Na siderurgia, o grupo atua há

mais de 40 anos, produzindo

ferro-ligas de manganês de

alto padrão, matéria-prima essencial

para a fabricação de

aço, por meio da Maringá

Ferro-Liga S/A, localizada em

Itapeva (SP).

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Jornal Paraná


DOIS

PONTOS

Etanol

A moagem de cana do Centro-Sul

do Brasil em 2022/23

foi estimada em 565,3 milhões

de toneladas, alta de

6,1% na comparação com o

ciclo anterior, afirmou a consultoria

StoneX, em sua primeira

projeção do novo

ciclo, que deverá ter um mix

ligeiramente mais alcooleiro

diante de preços recordes do

etanol. Apesar das adversidades

climáticas enfrentadas

pelo cinturão canavieiro

na safra atual, o rendimento

médio dos canaviais em

2022/23 (temporada com

início em abril) tende a se

elevar –ainda que a concretização

dessa perspectiva

esteja vinculada à recuperação

da umidade entre outubro

deste ano e março do

ano que vem.

Açúcar

A Câmara dos Deputados aprovou

o projeto que muda a regra

sobre o ICMS de combustíveis

e prevê que o tributo seja aplicado

sobre o valor médio dos

últimos dois anos para baratear

o preço da gasolina. Os deputados

rejeitaram os destaques,

que são tentativas de alteração

ICMS

OMC

de pontos específicos do projeto.

Agora, a proposta segue

para o Senado. Governadores

argumentam que não elevaram

as alíquotas do ICMS na atual

gestão e que a inflação dos

combustíveis se deve ao câmbio

e à elevação no valor do barril

de petróleo internacionalmente.

Hoje, o ICMS é calculado

com base em um preço de

referência, conhecido como

preço médio ponderado ao consumidor

final, revisto a cada 15

dias de acordo com pesquisa de

preços nos postos. Sobre esse

valor, são aplicadas as alíquotas

de cada combustível.

A StoneX projeta novo déficit

no mercado global de açúcar

em 2021/22 (outubro/setembro),

de 800 mil toneladas,

ante déficit de 2,9 milhões de

toneladas, em 20/21. Será a

terceira temporada seguida

de déficit global, em meio à

quebra de safra no Centro-Sul

do Brasil. Pelo lado da demanda,

sinalizações têm

apontado para aumento na

procura internacional, principalmente

na Ásia. A Alvean,

maior trading mundial de açúcar,

também acredita que a

demanda vai aumentar nos

próximos meses, já que os

países consumidores basicamente

usaram a maior parte

dos estoques disponíveis durante

o ano. O mercado de

açúcar está atualmente muito

apertado devido à produção

menor, acrescentando que a

empresa espera que o déficit

global quase duplique em

2021/22 em relação ao ano

anterior, para até 6 milhões de

toneladas.

O Brasil conseguiu uma vitória

contra a Índia na disputa do

açúcar na Organização Mundial

do Comércio, que tem impacto

no mercado internacional da

commodity e no posicionamento

dos dois maiores produtores

nesse mercado. O

confronto envolve subsídios à

exportação e apoio doméstico,

na forma de preços mínimos

aos produtores indianos.

Quando o Brasil levou o caso à

OMC, o Itamaraty calculou que

a “turbinação” indiana causava

queda nos preços internacionais

e prejuízos de pelo menos

US$ 1,3 bilhão por ano a produtores

brasileiros. O Brasil é o

maior produtor e exportador

mundial de açúcar. A Índia é o

segundo maior produtor e, com

a ajuda de subsídios, tornou-se

o terceiro maior exportador.

Fenasucro

A RX BR (Reed Exhibitions) e o

Ceise Br, parceiros na organização

e realização da Fenasucro &

Agrocana, principal evento voltado

à bioenergia do mundo, e a

Prefeitura de Sertãozinho, SP, comunicam

o adiamento do evento

para 16 a 19 de agosto de 2022,

no mesmo local (Centro de

Eventos Zanini, em Sertãozinho/SP).

A medida tem como

base a reavaliação dos impactos

à região diante do cenário atual

da pandemia de Covid-19, e está

alinhada com as expectativas e

recomendações de entidades,

apoiadores institucionais e empresas

do setor.

Exportação

A China estabeleceu a cota de

importação de açúcar para

2022 em 1,945 milhão de toneladas,

inalterada em relação

ao ano anterior. Os volumes

das cotas são avaliados com

uma tarifa de importação

mais baixa e, de acordo com

um comunicado no site do

Ministério do Comércio do

país, 70% da cota será destinada

a empresas estatais.

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Jornal Paraná


Crise hídrica

A gestão global dos recursos

hídricos é “fragmentada e

inadequada” e os países devem

adotar com urgência reformas

para aumentar o financiamento

e impulsionar a

cooperação em sistemas de

alerta de emergência antes de

uma crise iminente, segundo

a agência meteorológica da

ONU. As mudanças climáticas

devem aumentar os riscos

relacionados à água,

como secas e inundações,

enquanto o número de pessoas

que vivem com estresse

hídrico deve aumentar devido

à crescente escassez e ao

crescimento populacional,

alertou o relatório.

Recorde

A estimativa é de que o número

de pessoas com acesso

inadequado à água chegará

a 5 bilhões em 2050,

ante 3,6 bilhões em 2018. A

cooperação pede mais financiamento

e ações urgentes

para melhorar a gestão cooperativa

da água, mencionando

a necessidade de

A Alemanha abriu a 1ª fábrica

de combustível limpo

para aviões do mundo. As

instalações devem começar

a produzir querosene sintético

para a aviação em 2022.

Água

Aviões

melhores sistemas de alerta

de enchentes na Ásia e sistemas

de alerta de seca na

África. Apesar de alguns

avanços recentes, constatouse

que 107 países permanecem

fora do caminho para

uma meta de gestão sustentável

de seus recursos hídricos

até 2030.

Combustíveis sustentáveis

são vistos como chave para

neutralidade climática no

setor, responsável por 2% a

3% das emissões globais de

CO 2 .

A Copersucar tem o melhor

resultado da história do setor.

Salto de 43% no volume de

açúcar vendido compensa

queda de 22% no consumo

de etanol e receita cresce

29% em 2020. Ao conquistar

pela terceira vez o topo do

ranking do setor de Açúcar e

Álcool, a Copersucar foi além

e, com resultados financeiros

recordes na safra 2020-

2021, foi eleita a Empresa de

Valor entre as mil maiores do

ranking.

A interferência do governo no setor de biodiesel atingiu o mercado de trabalho. O segmento

agroindustrial de óleos e gorduras teve uma redução de 7,5% na população ocupada

no segundo trimestre deste ano, em relação à do primeiro. Os dados são do Centro

de Estudos Avançados em Economia Aplicada, com base nos números da Pnad-Contínua

do IBGE.

Drone

Biodiesel

Parceria

As montadoras estão buscando

soluções para carros

com carbono zero. Desta vez,

a Volkswagen do Brasil anunciou

uma parceria com a Universidade

Estadual de Campinas

(Unicamp) para pesquisas

ligadas ao etanol. O projeto

prevê o apoio a duas

pesquisas relacionadas ao

desenvolvimento de processos,

sistemas e dispositivos

para a habilitação do uso do

etanol em sistemas de propulsão

veicular elétrica e híbrida.

Os estudos englobam o reformador

de etanol e a célula de

combustível a etanol.

O Ministério da Agricultura,

Pecuária e Abastecimento publicou

uma portaria que estabelece

regras para operação

de drones. No campo, eles

são destinados à aplicação de

agrotóxicos e afins, adjuvantes,

fertilizantes, inoculantes,

corretivos e sementes. Com

drones ocupando cada vez

mais espaço na agricultura e

na pecuária, a regulamentação

visa simplificar os procedimentos

e adequar as exigências

legais às especificidades

da tecnologia.

Jornal Paraná 13


MATRIZ ENERGÉTICA

Energia renovável

é o futuro no Brasil

Bioenergia é destaque neste cenário, segundo a CPFL Soluções, parceira da

Fenasucro & Agrocana em ações para difundir informações, tendências e soluções

As fontes renováveis

de energia são a resposta

para um futuro

mais sustentável e

agregam valor às marcas.

Neste cenário, a bioenergia se

destaca como solução para reduzir

as emissões dos gases

de efeito estufa. Segundo a

CPFL Soluções, a geração de

energia da biomassa possui

grande potencial a ser explorado

no Brasil e, por isso, a Fenasucro

& Agrocana anuncia

parceria com a empresa, promovendo

uma série de ações

sobre o tema.

A comercialização de energia

tem evoluído como adicional

de receita e competitividade

para as usinas que já comercializam

energia no mercado

livre. Assim, a energia passou

a figurar como importante produto

do setor nos últimos

anos. Segundo a União da Indústria

de Cana-de-Açúcar

(Unica), são 245 usinas que

cogeram energia no Brasil, de

um total de 366 unidades.

Ainda segundo a Unica, de janeiro

até agosto de 2021, a adição

da bioeletricidade à rede foi

de 17,4 mil GWh, o que representa

atender o consumo anual

de 9 milhões de unidades residenciais

ou 23% da geração de

todo ano de 2020 da Usina

Itaipu. "A biomassa tem grande

oportunidade, principalmente

no cenário que vivemos por

conta do potencial de estoque

para a geração da energia a

partir desse material", diz Flavio

Souza, diretor comercial da

CPFL Soluções, que é uma das

maiores comercializadoras de

energia renovável do Brasil. A

empresa atua no desenvolvimento

e oferta de soluções em

energia, prestando assessoria

e criando infraestrutura para

escoar a energia gerada para a

rede.

Para Flavio, por conta dessa

característica, o potencial das

usinas é grande no mercado de

energia. "A CPFL Soluções

também é um grande cliente do

setor sucroenergético. Porque,

em um período de extrema escassez

de água que nós estamos,

precisamos muito do

apoio das usinas de cana-deaçúcar.

Porque elas fazem a

geração e a gente compra essa

energia que, originalmente seria

das hidrelétricas. Então, hora

nós somos clientes e hora, fornecedores",

explica Flavio. Ele

ainda destaca que a parceria da

CPFL com o setor existe há

mais de 35 anos.

Ainda segundo a UNICA, hoje,

as usinas possuem potencial

técnico para produzir até 148

mil GWh, mas aproveitam

apenas 15%. Com o aproveitamento

pleno da biomassa

presente nos canaviais, a

bioeletricidade teria capacidade

para atender mais de

30% do consumo de energia

no Sistema Integrado Nacional

(SIN).

Por outro lado, estimulada pelo

RenovaBio e por um ambiente

de negócios favorável, a bioeletricidade

na rede tem potencial

para crescer 55% até

2030, segundo estimativa da

Empresa de Pesquisa Energética

(EPE). "Por conta do potencial

do setor, o leque da

CPFL soluções aumentou nos

últimos anos", diz Flavio..

Para demonstrar todo o potencial

do setor e apresentar soluções,

a Fenasucro & Agrocana

e a CPFL Soluções firmaram

uma parceria para destacar a

geração de energia a partir da

biomassa da cana. "A cogeração

energética é essencial e

com o risco de uma crise de

energia nacional, o setor sucroenergético

se apresenta

como alternativa. Para trazermos

luz aos importantes assuntos

do setor, criamos a

plataforma Fenasucro & Agrocana

Trends para ser um canal

de conteúdo de qualidade,

acessível a qualquer profissional

e técnico da nossa indústria.

Com os nossos parceiros,

como a CPFL Soluções, mantemos

a interação e geração de

conhecimento junto à comunidade

bioenergética ativa durante

o ano todo", afirma o

diretor da feira, Paulo Montabone.

Entre as ações da parceria

estão a geração de conteúdos

por meio de webinares e do

podcast Energia Que Fala Com

Você, mantendo toda cadeia

produtiva de bioenergia conectada

e atualizada. O podcast

pode ser acompanhado pelo

link: https://www.fenasucro.

com.br/pt-br/fenasucro-agrocana-trends/podcast.html

.

Em 4 de novembro, a CPFL

Soluções apresenta seu mais

novo webinar em parceria com

a Fenasucro & Agrocana

Trends falando sobre o tema

"Como as indústrias estão inovando

seus processos de geração

e gestão de energia com

mais eficiência, sustentabilidade

e competitividade", com

a presença de grandes executivos

e influenciadores do mercado

para debater esse importante

tema.

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