Revista Live Marketing Edição 40 - 2021

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Caro leitor
Apesar e por causa da pandemia, alguns temas que pareciam esquecidos voltaram a dominar as rodas de discussões de agências e empresas. Dois desses temas têm ganhado destaque: o primeiro é a preocupação das marcas com questões ligadas a propósito e reputação. O outro é como manter uma relação saudável com os clientes, fazendo com que os processos de escolha das agências sejam mais claros e objetivos.
Por isso, fomos ouvir as agências e as empresas sobre essas duas questões. Para nossa surpresa, no que tange os processos de escolha de suas agências, as empresas, de um modo geral, preferem não falar sobre esse assunto. Das mais de 12 empresas procuradas, somente a Motorola se posicionou.
No que tange o propósito, é cada vez maior o investimento e a preocupação na consolidação da presença das marcas na vida das pessoas, seja por meio de uma comunicação tradicional, seja por meio de influenciadores ou dos meios digitais. O mais importante é fazer com que seja agregado valor tangível que seja sentido pelo consumidor.
Fica cada vez mais evidente que somente preço não é mais fator decisivo. A reputação, em parte, se faz pela sustentabilidade dos produtos e compromissos com os consumidores. E isso é presente nas diretrizes das empresas nos dias de hoje. Empatia virou palavra de ordem. Todos os esforços devem ter como mola propulsora o posicionamento junto ao público.
Já quando o assunto são os processos de escolha de agências e o relacionamento com seus clientes, é transparente o posicionamento dos executivos das agências no sentido de que algo tem que mudar. As empresas devem rever o processo de contratação por job, bem como oferecer melhores condições para que as agências consigam desenvolver projetos de médio e longo prazo.
Pelo menos do lado das agências existe um discurso que segue a mesma linha. As empresas precisam se posicionar melhor em relação ao que pensam e desejam; precisam ser parceiras de suas agências no sentido de rever as questões de prazo de pagamento e escolher um número menor de agências para participar das concorrências.

Boa leitura

E D I Ç Ã O D I G I T A L

ano 9 | nº 40 | 2021

C A S T E L O

D E C A R T A S

PROPÓSITO E REPUTAÇÃO ENTRAM

DE VEZ NA PAUTA DE DISCUSSÃO DAS EMPRESAS

E DEVEM, CADA VEZ MAIS, INFLUENCIAR

A DECISÃO DE COMPRA

AGÊNCIAS BUSCAM DOS CLIENTES MAIOR CLAREZA,

OBJETIVIDADE E PROJETOS DE LONGO PRAZO

NA HORA DA CONTRATAÇÃO

INVESTIR EM VÍDEOS DE QUALIDADE NAS PLATAFORMAS

DIGITAIS PODE FAZER A DIFERENÇA NA CONQUISTA

DA AUDIÊNCIA

INOVAÇÃO É UMA HABILIDADE EXIGIDA EM TODOS OS MERCADOS, NINGUÉM ESCAPA DESSA TENDÊNCIA

REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 1


2 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 3


CADA VEZ MAIS CONECTADA

SUMÁRIO

06

08

10

14

EDITORIAL

TECNOLOGIA XR

HYPE PREPARA CRESCIMENTO

REPUTAÇÃO DAS MARCAS

20

22

28

30

32

34

ARTIGO – FUTURO DA BLACK FRIDAY

RELAÇÃO AGÊNCIAS E EMPRESAS

VÍDEOS NO MUNDO DIGITAL

VRP SE CONSOLIDA NO MERCADO

LIVE NEWS

1601

4 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 5


QUER

Sortear prêmios

TEM DIFICULDADES

MAS

A BUROCRACIA?

COM

CARO LEITOR

Apesar e por causa da pandemia, alguns temas que pareciam esquecidos voltaram

a dominar as rodas de discussões de agências e empresas. Dois desses temas têm

ganhado destaque: o primeiro é a preocupação das marcas com questões ligadas a

propósito e reputação. O outro é como manter uma relação saudável com os clientes, fazendo

com que os processos de escolha das agências sejam mais claros e objetivos.

Por isso, fomos ouvir as agências e as empresas sobre essas duas questões. Para

nossa surpresa, no que tange os processos de escolha de suas agências, as empresas, de um

modo geral, preferem não falar sobre esse assunto. Das mais de 12 empresas procuradas,

somente a Motorola se posicionou.

No que tange o propósito, é cada vez maior o investimento e a preocupação na

consolidação da presença das marcas na vida das pessoas, seja por meio de uma comunicação

tradicional, seja por meio de influenciadores ou dos meios digitais. O mais importante é fazer

com que seja agregado valor tangível que seja sentido pelo consumidor.

EXPEDIENTE

Sergio Sanches, Editor Executivo.

Fica cada vez mais evidente que somente preço não é mais fator decisivo. A reputação,

em parte, se faz pela sustentabilidade dos produtos e compromissos com os consumidores. E

isso é presente nas diretrizes das empresas nos dias de hoje. Empatia virou palavra de ordem.

Todos os esforços devem ter como mola propulsora o posicionamento junto ao público.

Já quando o assunto são os processos de escolha de agências e o relacionamento com

seus clientes, é transparente o posicionamento dos executivos das agências no sentido de que

algo tem que mudar. As empresas devem rever o processo de contratação por job, bem como

oferecer melhores condições para que as agências consigam desenvolver projetos de médio e

longo prazo.

Pelo menos do lado das agências existe um discurso que segue a mesma linha. As

empresas precisam se posicionar melhor em relação ao que pensam e desejam; precisam ser

parceiras de suas agências no sentido de rever as questões de prazo de pagamento e escolher

um número menor de agências para participar das concorrências.

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A Silvestre Assessoria tem a

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A Revista Live Marketing é um veículo de comunicação de propriedade da Growth Comunicações.

Conselho Editorial: Kito Mansano, Mauro Camargo, Rodrigo Caetano e Sergio Sanches

Editor Executivo: Sergio Sanches (MTB 16.338)

Editora: Nathália da Silva Sanches

Redação: Ana Maria Santos e Robson Castro

Diagramação: Rodrigo Caetano

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TENDÊNCIA

TECNOLOGIA XR PROMETE APOSENTAR O CHROME KEY

E DAR VIDA ÀS EXPERIÊNCIAS INTERATIVAS.

Para execução qualificada de projetos

tecnológicos, a Apple Produções conta com

uma parceira especializada, a InMagic Group -

produtora audiovisual focada em

soluções tecnológicas.

Uma das entregas recentes dessa parceria

foi realizada nos Studios Apple Fecomercio.

Utilizando a “tecnologia XR”, a estrutura

montada virou palco para o clipe da música

“Pássaros” da dupla Chitãozinho & Xororó.

“Esse mix de tecnologias que juntamos

proporciona uma maior imersão e interatividade

aos espectadores dos eventos e projetos

audiovisuais que executamos. Durante meses

buscamos inovações no audiovisual que fossem

viáveis para o cliente e propusesse uma entrega

final diferente das habituais que o expectador

está acostumado e que realmente impactasse o

mercado. Através dessa novidade, conseguimos

entregar algo diferente para aqueles que já

estão cansados do mesmo. São infinitas as

PARA PROPORCIONAR AO PÚBLICO UMA

experiência ainda mais imersiva, o mercado acompanhou

o surgimento de novas tendências tecnológicas. Realidade

Virtual, Realidade Aumentada, Realidade Estendida e Realidade

Mista, passaram a fazer parte do vocabulário de quem convive

no universo do Live Marketing.

Essas técnicas que já são utilizadas em produções

cinematográficas, como no filme Mandalorian da Disney+,

foram implementadas como uma solução tecnológica

para realização de eventos online e filmes publicitários. A

chamada Realidade Estendida ou “Tecnologia XR”, promete no

futuro, aposentar o Chroma Key, pois utilizando um setup de

painel de LED de alta resolução com trackeamento de câmera

o efeito de extensão de cenário é visualizado em real time.

Mirando a inovação, algumas empresas deste

setor já se adaptaram para realizar projetos utilizando a

Realidade Estendida, como é o caso da empresa

Apple Produções.

“O primeiro evento que tivemos contato com a

tecnologia foi na CCXP 2020. A partir daí, entendemos que

essa solução inovadora rapidamente iria se tornar parte do

cotidiano das produções de eventos online. Desde então,

já realizamos vários formatos de eventos utilizando a

tecnologia.”, comenta Gijo Pinheiro, CEO da Apple Produções.

possibilidades que com criatividade e inovação

podemos realizar.”, conta Rafael Marques, sócio

da InMagic Group e diretor criativo do clipe

de “Pássaros”.

8 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 9


decisão, vimos há muito tempo observando o

mercado. Acreditamos no movimento de

AGÊNCIA

ascensão e queremos acelerar junto com ele”.

Os preparativos nesse sentido já

começaram dentro da agência, e Rogério

Marques, head de pré-produção, vem

desenvolvendo sua estratégia de trabalho. “Em

novembro, vamos abrir o processo de

homologação de profissionais e fornecedores

com contrato por job, que serão nossos parceiros

em 2022 e 2023. Esse conceito “Plug & Play” é

vantajoso para ambas as partes, e garante uma

força de trabalho que não para, pelo contrário,

renova-se a cada entrega e se torna cada vez

mais uma fonte de energia para a agência”.

Inovação sempre fez parte do dia a

dia e da própria filosofia da agência, e Marcello

Soares, seu COO, mostra-se mais um otimista

entre o time já preparado para a transformação

Head de planejamento, Fabiana Lucone

Head de pré-produção, Rogério Marques

OTIMISMO PROPULSOR:

HYPE SE PREPARA PARA CRESCER

enquanto faz sua análise: “Falar do quanto nosso mercado foi prejudicado pela pandemia já se tornou redundante. O importante agora é saber direcionar nosso foco, ajustá-lo para o novo momento.

Porque, sim, já temos uma nova ordem estabelecida: um caminho para um retorno de 100% do nosso setor em 2022. O que vai definir o sobe e desce do mercado nesse momento vai além do que faremos,

está carregado do que fizemos enquanto estávamos “à sombra”, uma lição de casa que nos custou muita serenidade. Ao ver que as pessoas estão vacinadas e mais protegidas, meu sentimento é de

franco otimismo”.

A conclusão do COO mostra o que podemos esperar da agência nos anos que vêm pela frente: “Quem não prendeu o ar no primeiro momento da descida abrupta dessa montanha-russa que

foi a covid-19? O que vai nos diferenciar daqui pra frente é a capacidade de respirar no meio desse caminho, o quanto seu pensamento foi ventilado e aberto, o quanto se aproveitou de toda essa energia

cinética gerada. Nosso motor está cheio de gás. Se tivemos coragem para encarar o looping, imagine agora para enfrentar a subida! Levamos emoção às pessoas, mas esse sentimento precisa começar

dentro de casa para chegar com verdade na outra ponta. E agora, buscamos por esse tipo de profissional para compor nosso time”.

QUEM NÃO SE SENTIU EM UMA MONTANHA-RUSSA NOS ÚLTIMOS

dois anos? A instabilidade de não saber o que vem pela frente abalou o mercado, e setores como

o de eventos foram desestabilizados fortemente. Especialistas em criar emoções para seu

público, os profissionais se viram com a responsabilidade de, nesse momento, administrar as

suas próprias diante de tantos altos e, principalmente, baixos.

Frente a esse cenário, a Hype manteve-se ativa buscando espaços e recursos

voltados a não somente administrar os desafios momentâneos, mas, também, manter-se

preparada para o momento seguinte e suas surpresas, que não falharam em se manifestar. Tal

pensamento criou para a empresa uma base sólida, que reverberou por toda a equipe, mantendo

todos alertas e aptos para lidar com o inesperado, técnica e emocionalmente.

Cumprindo as expectativas otimistas, a energia potencial acumulada durante os

piores momentos da pandemia é o impulso que agora gera a energia de movimento para a

ascensão que vem pela frente. E a Hype já afivelou os cintos para enfrentá-la.

“Durante a turbulência causada pela pandemia, adotamos uma rigorosa gestão de

crise e estamos encerrando esse ciclo com um ótimo resultado. Num primeiro momento, em que

o cenário ainda era incerto e as opiniões a respeito do futuro mudavam quase que

semanalmente, nossa estratégia foi exercitar o time participando de concorrências. Quando o

digital se tornou a nova realidade, já havíamos adquirido mais experiência que a maioria dos

nossos clientes e concorrentes. A partir daí, optamos por voltar nossa atenção aos clientes que

já haviam superado o velho Live Mkt e nos desafiavam a exercitar ainda mais o novo Live Mkt.

Desde então, a Hype vem colecionando novas contas e participado menos de concorrências em

jobs pontuais. Mesmo com essa

mudança radical de posicionamento, o

mercado continua sendo muito

generoso conosco”, comenta

Alessandro Ortali, CEO da Hype.

A agência, que não parou

durante quarentenas que se

sobrepuseram nos últimos tempos

lançando mão da reinvenção de

formatos, agora, prepara-se para além

da retomada – acredita e investe em

seu crescimento.

Fabiana Lucone, head de planejamento da agência, vem se estruturando para esse

salto: “Nos últimos tempos, operamos com um time reduzido conseguindo dar vazão às entregas

sob um esforço redobrado. Isso trouxe um destaque à Hype enquanto time que sabe lidar com

desafios, que consegue multiplicar suas disciplinas, uma vez que nossos profissionais possuem

habilidades diversas. Todo esse movimento trouxe muita segurança aos clientes, o que gera

agora uma grande demanda. O momento é propício e estamos prontos para expandir

aumentando nossa equipe”.

“Durante a turbulência

causada pela pandemia,

adotamos uma rigorosa

gestão de crise e estamos

encerrando esse ciclo

com um ótimo resultado.”

(Alessandro Ortali)

Para Ortali, o momento é de otimismo e abre novas possibilidades – “Com foco no

crescimento de 40% em 2022, estamos abrindo novas vagas para contratação. Para tomar essa

“Quem não prendeu o ar

no primeiro momento da

descida abrupta dessa

montanha-russa que foi

a covid-19? O que vai

nos diferenciar daqui pra

frente é a capacidade de

respirar no meio desse

caminho, o quanto seu

pensamento foi

ventilado e aberto, o

quanto se aproveitou de

toda essa energia

cinética gerada."

(Marcello Soares)

Equipe Hype - Encontro de Líderes Localiza

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12 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 13


CAPA

CASTELO DE CARTAS

DA REPUTAÇÃO

DAS EMPRESAS

EM UM MUNDO ONDE CADA PESSOA TEM TOTAL CAPACIDADE DE RESPONDER, CRITICAR, ELOGIAR,

colaborar ou puxar a carta do castelo e derrubar qualquer reputação, as empresas têm cada vez mais se preocupado em consolidar

sua presença, investindo não apenas nas marcas, qualidade de produtos e ações de impacto positivo perante o público, mas apostam

também em outras medidas que agreguem mais valor a toda a estrutura organizacional.

14 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 15


Vice-presidente de marketing da Avon, Danielle Bibas

Para o executivo Silas Colombo, CCO e fundador da

MOTIM, aceleradora de reputação e gestora de posicionamento,

diz que existe uma concepção errada de que o posicionamento e

construção da reputação por meio da comunicação significa só

a marca falar com o mercado. “Hoje, as marcas que constroem a

reputação mais sólida são as que mais escutam o seu mercado,

que mais trazem insumos do seu consumidor e do seu cliente

para a adaptação dessa comunicação. As marcas que têm a

reputação mais forte hoje são as que se baseiam e valorizam a

troca com os seus clientes e seus consumidores, e as que unem

a comunicação ativa com a reativa.”

Ele adiciona que, antes de apresentar uma marca ao

mercado, é preciso entender se ela tem um propósito, se os

produtos ou serviços são apresentados ao público com um

porque do consumo e não somente porque é o mais barato.

“Os produtos, serviços ou marcas devem começar a explicar

em sua comunicação a necessidade de transformar a vida ou o

dia a dia de quem consome de uma forma positiva.”

Seguindo esse pensamento de que a reputação das

empresas vai além de apenas ter produtos mais baratos, a

diretora de mídia e marketing institucional da Unilever, Ana

Paula Duarte, diz que o entendimento de que é essencial

atuar de maneira responsável, do

ponto de vista social e ambiental

– entregando ações e produtos

que materializem esta crença –

certamente reflete na reputação

da companhia. “Por óbvio, este

precisa ser um movimento

genuíno e que extrapole o

discurso, já que o consumidor

está cada vez mais informado

e atento e é preciso mostrar

resultados práticos. No caso da

Unilever, esse comprometimento

com o propósito da companhia

“Acreditamos, como companhia, que ter

um propósito nos faz prosperar de maneira

consistente e em longo prazo. Já nascemos

com propósito, somos uma empresa

historicamente progressista e responsável.”

(Ana Paula Duarte)

se comprova, por exemplo, em reconhecimento como o

recebido em 2020, como líder do setor no Índice Dow

Jones de Sustentabilidade. Também foi a organização com

melhor classificação na pesquisa GlobeScan 2020/Líderes

de Sustentabilidade, pelo décimo ano consecutivo. Todos

esses reconhecimentos mostram que estamos no caminho

certo e que temos a responsabilidade de fazer cada vez

mais e melhor, para impactar positivamente a sociedade. A

reputação positiva vem como consequência natural da nossa

forma de fazer negócio e da maneira como comunicamos os

propósitos das nossas marcas.”

Ela ainda destaca que a reputação, em parte, se faz

pela sustentabilidade dos produtos e compromissos com

os consumidores. “Acreditamos, como companhia, que ter

um propósito nos faz prosperar de maneira consistente e

em longo prazo. Já nascemos com propósito, somos uma

empresa historicamente progressista e responsável. Desde

a época em que nosso fundador, William Lever, há mais de

100 anos, lançou a primeira marca com propósito do mundo,

a Sunlight Soap, esse é o modo com que fazemos negócio.

Inclusive, nossas marcas com propósito – e são várias -

crescem 75% mais rápido que o restante do negócio. Aqui na

Unilever, ambicionamos sermos líderes globais em negócios

sustentáveis e não é de hoje que trabalhamos focados neste

objetivo não apenas como organização, mas, sobretudo, por

meio das nossas marcas e produtos.”

EMPATIA

Outro detalhe que garante a reputação das empresas,

suas marcas e serviços, é a aposta em posicionamentos,

Diretora de mídia e marketing institucional da Unilever, Ana Paula Duarte

“Hoje, as marcas que constroem a reputação mais

sólida são as que mais escutam o seu mercado, que

mais trazem insumos do seu consumidor e do seu

cliente para a adaptação dessa comunicação. As marcas

que têm a reputação mais forte hoje são as que se

baseiam e valorizam a troca com os seus clientes e seus

consumidores, e as que unem a comunicação ativa com a

reativa”. (Silas Colombo)

CCO e fundador da MOTIM, Silas Colombo

gerando empatia com o público. A vice-presidente de

marketing da Avon, Danielle Bibas, comenta que o que

constrói a reputação de uma marca é a coerência entre

posicionamento e ação. “Nós, da Avon, mantemos a escuta e o

olhar atentos aos passos que damos, seguindo nossos pilares

fundamentais de atuação: a de colocar sempre as mulheres e

nossas representantes da beleza Avon no centro do negócio e

estabelecer uma relação próxima e de confiança com nossos

consumidores. E a boa reputação também se torna uma

consequência orgânica quando a empresa entende o seu papel

como agente transformador da sociedade.”

Danielle assegura que há 135 anos, a Avon nasceu com

o propósito de promover autonomia, independência financeira

e dar suporte no empreendedorismo e empoderamento das

mulheres – e a atenção constante para avaliar se estamos

nesse caminho é essencial. “Atuar com e para as mulheres nos

traz a grande responsabilidade de participar ativamente de

suas lutas fundamentais.”

Há também outros meios de ampliar a comunicação

com a sociedade, e por consequência, a reputação, afinal, criase

vínculos e um retorno positivo aos consumidores. A gerente

de produto de Soya, Ana Carolina Gutierrez, explica que a

marca está presente em oito de cada dez lares brasileiros.

“Soya comemora 45 anos em 2021 e vem se transformando

para atender cada vez melhor os diferentes gostos e

necessidades de seus consumidores. Mantemos altos padrões

de qualidade na produção de nossos produtos e mantemos

um contato constante com o consumidor, através da Casa

do Consumidor Bunge, na qual cada demanda é tratada

individualmente. Neste canal, contamos com atendimento

personalizado realizado por nutricionistas, estudantes de

nutrição e técnicos em alimentos. Também estamos presentes

em plataformas diversas, tais como Facebook, Instagram,

WhatsApp, telefone e e-mail para garantir a proximidade com

nossos clientes.”

Fica evidente que a reputação das empresas se dá

por vários meios, focados em atingir corações e mentes, e em

tempos atuais, encantamento. A gerente de marketing da The

Fini Company no Brasil, Andrea Köhler, comenta que a Fini

tem como principal propósito criar alegria e encantar seus

consumidores, que nunca faltaram ao longo dos seus 20 anos

de Brasil. “A marca possui produtos cuidadosamente criados

para compartilhar alegria e imaginação, surpreendendo pela

qualidade e pelo sabor delicioso que geram. Parcerias com

grandes marcas do mercado e expansão por meio das mais de

100 franquias distribuídas em todo território brasileiro, são

algumas das estratégias adotadas. Suas ações assertivas e

voltadas a consumidores e investidores permitiram à empresa

o posto de liderança no mercado de candies no País”.

IDENTIFICAÇÃO

Uma das principais preocupações das empresas,

independentemente do segmento e de quais produtos ela

vende, é dar uma resposta positiva aos consumidores,

identificando problemas no processo de venda, fazendo

com que o pós-venda se torne mais efetivo, criando laços de

confiança recíproca com o público consumidor. Isso ocorre

em especial no segmento imobiliário, como detalha a gerente

geral de marketing na Cyrela, Telma Graziano. Ela diz que na

Cyrela, há uma dedicação além da construção e entrega de

imóveis, afinal existe a realização de sonhos. “Olhamos para

toda a jornada do cliente sempre atentos aos detalhes, os

escutando, e a partir disso, melhoramos nossos processos.

Estamos preocupados com a percepção e experiência de todas

“Nós, da Avon, mantemos a escuta e o olhar atentos aos passos que damos, seguindo nossos

pilares fundamentais de atuação: a de colocar sempre as mulheres e nossas representantes

da beleza Avon no centro do negócio e estabelecer uma relação próxima e de confiança com

nossos consumidores.” (Danielle Bibas)

16 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 17


Gerente de marketing da The Fini Company no Brasil, Andrea Köhler

as pessoas que se relacionam conosco. Isso é medido e visto

Patrícia acrescenta ressaltando que a Kimberly-Clark

na satisfação dos clientes externos, internos e parceiros de busca alternativas e novos caminhos para estreitar a relação

negócios, por meio de pesquisas e índices, como NPS, e canais com esse consumidor, por meio de plataformas de conteúdo,

públicos, como o ReclameAQUI, por exemplo.”

ações de impacto social e desenvolvimento de produtos

Um dos segmentos que ficaram mais evidentes

mais sustentáveis.

em tempos recentes, devido à crise sanitária da Covid-19

Há vários estudos globais que apontam as empresas

e pela polêmica política envolvendo a distribuição de

mais sustentáveis e de maior reputação. A Experian, por

absorventes femininos, é a de cuidados pessoais, higiene e

bem estar. Nesse segmento, em especial, é onde a reputação

de uma empresa fica muito evidente, pelo contato direto

do consumidor com os produtos e serviços. A diretora de

Marketing da Kimberly-Clark Brasil, Patrícia Macedo, diz que

a empresa, que está com quase 150 anos de atuação no

mercado de higiene, tem em seu DNA a inovação. “Prova disso

é a criação de 5 das 8 categorias que a empresa atua. Dos

absorventes femininos, que contribuíram para a emancipação

da mulher, à roupa íntima descartável, que revolucionou o

padrão de vida de adultos com incontinência urinária. Por

outro lado, a companhia acompanha o movimento dos nossos

consumidores do ponto de vista de compra, mas também de

preferências e experiências que os tornam fiéis à uma marca.

Entendemos que essa relação não se dá apenas no ponto de

venda ou com o produto. Ele busca por algo mais. Podemos

considerar as informações disponíveis que podem ajudá-lo a

tomar uma decisão na hora da compra, ou mais possibilidades

de compra, como lojas online. Mas o consumidor também está

atento em como as empresas e marcas têm se posicionado

diante de temas que são caros para toda sociedade.”

Gerente de produto de Soya, Ana Carolina Gutierrez

exemplo, realiza esses tipos de estudos. Há também a Merco,

que apontam as empresas de maior solidez nesse sentido.

Contudo, avaliando o mercado, o público consumidor busca

uma relação respeitosa com as empresas.

Inovação, compromisso, sustentabilidade, atendimento

e preocupação com os nichos de mercado são algumas das

situações e condutas que as empresas têm escolhido para

estar presente na vida das pessoas.

DIVERSIDADE

Gerente de marketing da M. Dias Branco, Bruna Bertão,

ressalta que para se manter na memória do público, Vitarella,

aposta em ações que intensificam a força da marca, a partir

de um posicionamento que celebra a diversidade e a constante

inovação no portfólio, oferecendo produtos com alta qualidade

e sabor. “Vitarella é uma marca para todos. Inclusive, o novo

posicionamento da marca ‘Tem diferença. Tem sabor’ reforça o

portfólio completo e saboroso de Vitarella, ideal para diversos

momentos de consumo e públicos, ao mesmo tempo em que

celebra a diversidade, inspirando o público a estar aberto às

diferenças, compartilhando afeto e dividindo experiências nos

mais diversos momentos do dia. Vitarella se posiciona como

uma marca de qualidade e acessível para todos.”

Uma das bandeiras mais discutidas e em pauta ao

redor do mundo é a da diversidade. Bruna acrescenta que a

“Soya comemora 45

anos em 2021 e vem

se transformando para

atender cada vez melhor

os diferentes gostos e

necessidades de seus

consumidores. Mantemos

altos padrões de qualidade

na produção de nossos

produtos e mantemos um

contato constante com o

consumidor, através da

Casa do Consumidor Bunge,

na qual cada demanda é

tratada individualmente.”

(Ana Carolina Gutierrez)

Gerente de marketing da M. Dias Branco, Bruna Bertão

Vitarella é uma marca da M. Dias Branco, que tem investido

em ações que promovem a valorização da diversidade. “Em

2020, foi criada uma gerência de cultura e clima exatamente

para promover ações inclusivas, como palestras de

sensibilização, revisão de políticas internas de recrutamento

e seleção, adoção de indicadores e metas para aumentar

a representatividade de minorias em nosso quadro de

funcionários, entre outras iniciativas.”

Diretora de Marketing da Kimberly-Clark Brasil, Patrícia Macedo

“Em 2020, foi criada uma gerência de cultura e clima

exatamente para promover ações inclusivas, como

palestras de sensibilização, revisão de políticas internas de

recrutamento e seleção, adoção de indicadores e metas para

aumentar a representatividade de minorias em nosso quadro

de funcionários, entre outras iniciativas.” (Bruna Bertão)

Ela ressalta ainda o compromisso social da marca.

“Estamos engajados em ajudar a sociedade e promover mais

equidade e justiça social. Vale destacar que a M. Dias Branco

é signatária do Pacto Global da ONU, que aborda esse tema em

seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Nas doações

de produtos, por exemplo, temos privilegiado as comunidades

próximas às nossas fábricas. Geralmente, são pessoas em

situação de vulnerabilidade e pertencentes às minorias.”

REPUTAÇÃO

As empresas e marcas têm se preocupado muito com

o que pensam os consumidores sobre os momentos sociais,

econômicos e do próprio consumo. Colombo acrescenta

que as marcas podem fazer coisas que são básicas, mas

aparentemente passam despercebidas pela grande maioria

das pessoas. “Quando forem se posicionar em causas de

impacto, como em causas sociais, políticas, entre outras, o

posicionamento deve ser coerente com a atuação da marca.

Não adianta se apropriar do mês do orgulho, do Setembro

Gerente geral de marketing na Cyrela, Telma Graziano

Amarelo, se nas empresas isso não é estimulado com

diversidade e com cuidado de saúde mental.”

Ele explica que, hoje, o público está muito mais

inteligente no momento de compra. “As pessoas não querem

mais só ter, elas querem pertencer. Toda vez que você

consome de marca, esse ato de consumir significa algo

para as pessoas. Então, se eu consumo determinada marca,

isso deve dizer algo sobre mim. Por isso as marcas devem

ter muito cuidado com essa coerência na comunicação. A

quebra de confiança gera as grandes rupturas de percepção

de reputação. Seguir o caminho do diálogo em todos os

níveis de contato e criar relações tanto com os consumidores

quanto com outras empresas também faz parte de manter a

reputação positiva. Um dos grandes desafios da construção

de um posicionamento que resulta em uma reputação forte

é como os gestores de marketing e comunicação e gestores

de empresas, conseguem metrificar se eles estão fazendo o

investimento no caminho certo e

se está evoluindo.”

18 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 19


No caso das promoções, por exemplo, um cashback

esse gatilho, a conversão de compra foi antecipada e, mais

história de todas as Black Fridays da Whirlpool, que também é

ARTIGO

mais rápido e sem tanta burocracia pode ser um diferencial.

Muitas promoções para a data ainda estão sendo definidas e

as marcas devem levar isso em conta.

Se destacar em meio à tanta concorrência é um dos

do que isso, a jornada da Black foi totalmente influenciada,

neutralizando a concorrência.

Em 20 dias, mais de 3 milhões de pessoas foram

impactadas por meio das redes sociais, levando mais de 245

dona da marca Brastemp.

Entender esse momento e apoiar o shopper é

fundamental para o desenvolvimento de uma estratégia

promocional. É preciso ir além da oferta de preço. Deve-se

pontos que agências e marcas se debruçam no planejamento

mil consumidores ao site da promoção. No dia “D”, 420 lojas

criar um ecossistema que traga confiança e viabilize

de uma campanha. Como fazer com que uma marca fique em

foram ativadas simultaneamente em todo o Brasil. Resultado:

o consumo.

evidência antes, durante e depois da Black Friday e ainda

2,8 mil premiados e cerca de R$ 3 milhões em prêmios

O pensamento sobre alguns pontos pode tornar as

seja relevante?.

distribuídos. Um crescimento no volume de vendas 45% maior

ações promocionais mais eficazes e o desempenho no período

A disputa pelo consumidor é acirrada e o principal

que a Black Friiday de 2018.

melhor. São eles:

drive ainda é o preço. Mas como se destacar? Eu acredito em

O cliente teve 300% de alta acima da meta esperada

• Jornada omnichannel: a nova realidade é figital, os

inovação, trazendo um jeito novo de pensar promoção. No

para a campanha. Essa foi a maior campanha de promoção da

consumidores estão no controle e vão encontrar o que querem,

CEO da Batux, Chris Bradley

O QUE ESPERAR DA

BLACK FRIDAY 2021?

setor de eletrodomésticos, por exemplo, no qual a compra não

é fruto de uma decisão repentina, mas de muita pesquisa por

parte do consumidor, a criatividade para atraí-lo tem de ser

ainda maior.

Por exemplo, em 2019, quando a questão da pandemia

ainda nem era uma realidade, a Consul, marca do grupo

Whirlpool, veio para a Batux com um desafio: como criar

empatia com o público, fazendo com que ele procurasse por

um refrigerador da marca. A nossa solução foi inverter a

lógica das promoções.

Ao invés do shopper comprar e ganhar o cashback, ele

seria premiado antes da compra. Uma mecânica inédita no

segmento, feita por uma roleta virtual. Com a campanha “Gira

Black Consul”, o consumidor, por meio de um aplicativo, podia

ganhar um valor de até R$ 500 para ser usado na compra do

produto, em até 24 horas.

A roleta virtual virou ferramenta de vendas nas mãos

dos maiores influenciadores do setor, os vendedores. Com

Entender esse momento

e apoiar o shopper é

fundamental para o

desenvolvimento de uma

estratégia promocional.

É preciso ir além da

oferta de preço. Deve-se

criar um ecossistema

que traga confiança e

viabilize o consumo.

seja no físico ou no digital;

• Celular é o controle remoto da “Black Friday”:

live shop, super aplicativos, WhatsApp, “Clique e Retire”,

comparativo de preços e compras em novos canais de vendas

serão cada vez mais fortes;

• Busca pela melhor condição de compra: descontos,

parcelamentos, fretes e promoções devem fazer parte do

planejamento das marcas;

• Promoções têm grande influência: dinheiro é o driver

e as modalidades de cashback e cuponagem estão em alta

na sazonalidade.

O varejo tem aprendido e se renovado com a Black

Friday. Da mesma forma, o segmento de promoções. Mas

muito ainda há que se entender, embora a evolução seja um

caminho sem volta, que tende a melhorar ainda mais a relação

entre as marcas e os shoppers. Inovar e se reinventar é um

círculo virtuoso sem volta. Ainda bem!

POR *CHRIS BRADLEY

*Chris Bradley é CEO da Batux

FALAR QUE O CENÁRIO DE TODOS OS SETORES

da economia mudou depois da pandemia já não é mais novidade

e a fase de adaptação já passou. Antecipamos as tendências e

tivemos que aprender um outro jeito de trabalhar. Aprendemos

novos conceitos e com a “Black Friday” também não foi diferente.

Há três anos essa data se tornou a principal data para

o varejo nacional, passando, inclusive, o Natal. Nos adaptamos

e o e-commerce começou a conviver com uma nova realidade.

Nesse contexto, as perguntas-chave são: quais as mudanças

no que tange às promoções e campanhas nos Pontos de

Venda? Como isso ficará daqui para frente? Mais próximo

ainda: o que esperar da “Black Friday” 2021?

A “Black Friday” não se restringe à última sexta-feira

de novembro e esse comportamento provoca seu crescimento

a cada ano. Hoje, há o “pré-evento promocional”, “Black Week”,

“Black Friday” e “pós-evento promocional” para aproveitar

o 13º salário. Além disso, existe até mesmo a própria data

“Black Friday” comemorada nos outros meses. Todo esse

movimento leva a uma jornada cada vez mais longa em busca

de oportunidades.

Segundo a Pesquisa Provokers, do Think With Google,

20% dos consumidores já começam a buscar produtos e

valores vários meses antes da data (esse número era de 13%

em 2016); 26% se planejam com um mês de antecedência;

14% com 15 dias; 22% dias antes; e apenas 18% deixam para

o dia. Ou seja, a data está no mapa mental dos consumidores,

influencia seu planejamento de consumo e o preço é o

principal driver.

Uma mudança nesta edição com relação ao ano

passado deve ser o aumento no número de compras

presenciais. Se em 2020 as lojas físicas estavam proibidas

de receber público, este ano, com boa parte da população

vacinada, isso mudará.

Porém, não se deve esperar grandes números em

vendas e faturamento, pois a pandemia também fez o cenário

econômico mudar. De acordo com a Pesquisa Retomada do

Consumo 2021, realizada pela Bethup para a Inteligência

de Mercado Globo, 57% da população afirma que a situação

financeira piorou em 2021.

Assim, a Black Friday 2021 será menos sobre comprar,

pois as pessoas buscarão bons negócios para resolver a vida.

O consumo será ainda mais repensado, com cortes de gastos

motivados pela insegurança financeira, acompanhados de

reflexão sobre a real necessidade de compra.

Nesse sentido, vale destacar que a grande massa dos

consumidores está impactada pela crise, buscando equilíbrio

entre renda e despesas, com maior prevenção e planejamento.

Portanto, cresce a lógica de menos preocupação com marcas

e mais foco no preço. Dessa forma, as empresas devem ter em

mente um planejamento ainda mais forte e pensar a data de

maneira diferenciada.

Case Consul

Confira o case aqui!

20 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 21


AGÊNCIA

JOB

AGÊNCIAS SUSTENTAM A NECESSIDADE DE PROJETOS DE

LONGO PRAZO E NÃO

A JOB

HÁ TEMPOS QUE A QUESTÃO SOBRE COMO AS EMPRESAS CONTRATAM SUAS AGÊNCIAS

está em pauta, mas, para uma enorme parcela do mercado, ainda é um assunto a ser tratado em ambientes fechados,

a sete chaves. Porém, há um case que merece destaque e essa caixa de segredos, em parte, foi aberta, mostrando o

comprometimento de uma empresa do ramo de telecomunicações com as agências e, por consequência, o público consumidor.

Por outro lado, acompanhamos o que pensam os principais representantes das agências, quando o papo se

desenrola para essa questão de sustentabilidade no mercado de Live Marketing e a relação das empresas com os

times criativos.

Quando a questão gira em torno dos desafios que as agências de Live Marketing encaram para atender

a demanda das empresas, os criativos apontam as várias ramificações da temática, mostrando que há uma

preocupação geral dos profissionais em criar laços sólidos com as marcas.

Sócio-diretor da SolutiOnOff, Wagner Zaratin, diz que há um ponto a ser observado que é a maturidade.

“Acredite, não é um desafio criativo, pois esse é o nosso dia-a-dia. Infelizmente os processos são muito distintos,

depende da maturidade dos profissionais que estão envolvidos e da experiência da empresa em contratar esses

serviços. Continuamos a ter que disputar com várias agências, em processos que muitas vezes ganhar só te

garante fazer parte de um pool de agências que disputarão novamente os projetos do ano, ou seja, não existe muito

planejamento para essa área, você não sabe a verba anual e mesmo assim tem que montar equipe para atender

a ‘conta’. Esse é o outro ponto, as credenciais exigidas para a participação muitas vezes não condizem com o

tamanho dessa conta.”

Zaratin desabafa, comentando que, o pior mesmo, é participar e ter que implorar uma resposta, que

algumas vezes nem vem. “É uma falta de respeito e o pior é ver a pessoa no LinkedIn falando sobre boas práticas.

Claro que existem empresas que fazem esse processo de forma leve, transparente e é desses que surgem os

grandes cases. Como disse, depende da maturidade de quem está liderando o processo e da empresa.”

22 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 23


CEO da Um.a Diversidade Criativa,

Ronaldo Ferreira Júnior

A transparência é essencial para essa relação

sustentável, inclusive, as agências tendem a adotar estratégias

para conquistar as contas das empresas, focando na

qualidade dos serviços a serem prestados. Quem detalha isso

é o presidente da Avantgarde Brasil, Ricardo Bruno. “Quando

decidimos entrar em uma concorrência, algumas variáveis

são analisadas como a chance de êxito, investimento upfront,

possível rentabilidade do projeto /contrato e critério de

avaliação. Se estes requisitos não estão claros, as agências não

tem como avaliar que recursos serão alocados para entregar

um trabalho que esteja adequado com a demanda solicitada

pelo cliente. Para a agência, isso implica em processos mais

dispendiosos e arriscados para o seu negócio, e para o cliente,

implica em retrabalho e projetos menos eficientes.”

TRABALHO DOBRADO

Nessa questão envolvendo preços e qualidade, os

tempos recentes também impactam na forma de trabalho,

forçando o mercado de Live Marketing a se reinventar, mas,

sem boa parte dos recursos financeiros essenciais para o

desenvolvimento de projetos. O CEO da Um.a Diversidade

Criativa, Ronaldo Ferreira Júnior, acredita que as empresas

entendem que suas agências parceiras estão passando por

um momento muito delicado. “Primeiro elas perderam mais

de 50% da verba total destinada aos eventos, principalmente

porque os presenciais não existiram neste período, por este

motivo tiveram que reduzir a infraestrutura e quadro de

profissionais. Em um segundo momento, as agências têm que

trabalhar dobrado para atender a seus clientes, pois a maioria

dos projetos precisam apresentar soluções alternativas

para um mesmo evento, com um modelo de proposta para

presencial, virtual ou híbrido. É muito esforço para pouco

resultado sustentável.”

Ferreira Júnior acredita que, por este motivo, “é vital

que o cliente escolha e credencie seus parceiros para períodos

de um a dois anos e pare com concorrências de job a job.

Importante também que ele ajude na construção de propostas

melhores, remunerando a agência de forma mais rápida e

respeitando prazos mínimos para a entrega de bons projetos”.

Quem compartilha a visão de que é essencial uma

análise estratégica na relação entre agências e empresas é o

managing director da Integer\OutPromo, Ricardo Franken. Ele

acrescenta que os processos de concorrência são, por si só,

um grande desafio, que é ganhá-los. “Mas esse grande desafio

é composto por diversos pequenos desafios que quando mal

planejados podem fazer até com que ganhar acabe sendo um

mau negócio. Por essa razão é importante, antes de participar

de qualquer processo, ponderar alguns pontos. Chances de

sucesso, remuneração, possibilidade de relação de longo

prazo, histórico da empresa, entre outros.”

O executivo assegura que na Integer\OutPromo

existem algumas regras que tentam seguir para não entrar

em processos pouco saudáveis. “Levamos em consideração

o tamanho do investimento que a agência vai fazer na

concorrência tem que ser proporcional a sua receita em caso

de sucesso. Também é preciso entender as chances que

a agência tem, baseadas na quantidade de participantes,

capabilities no tipo de entrega e conhecimento do cliente e do

mercado onde ele atua. E por fim, é preciso entender se ao

ganhar a concorrência teremos a possibilidade de construir

uma relação de médio ou longo prazo, em caso de uma entrega

“É vital que o cliente escolha e

credencie seus parceiros para

períodos de um a dois anos

e pare com concorrências de

job a job. Importante também

que ele ajude na construção

de propostas melhores,

remunerando a agência de forma

mais rápida e respeitando prazos

mínimos para a entrega de bons

projetos.” (Ronaldo Ferreira Jr.)

de excelência ou se isso não terá nenhuma validade e a cada

novo projeto será uma nova concorrência; é preciso analisar as

regras e o histórico da empresa em seus outros processos.”

Ele confirma que, o grande problema para se criar um

mercado sustentável, é que há muitas agências para recursos

escassos. “Resumindo, concorrências com muitas agências,

remunerações achatadas, novos processos para cada projeto

e regras pouco claras e objetivas são situações que tentamos

evitar. Mas BIDs justos, com número de participantes coerente,

possibilidade de relações duradouras e remuneração justa para

ambos os lados, quase sempre nos interessam. Digo quase,

porque as entregas dos clientes da casa sempre estarão em

primeiro lugar e, apesar de termos times dedicados a novos

negócios, existem momentos de pico de demanda e as relações

com nossos clientes são sempre prioridade.”

“Nós escolhemos as agências parceiras de acordo com o

posicionamento que queremos ter em determinada fase ou

campanha de ativação. Tudo começa dentro de casa quando

definimos os desafios, os objetivos da comunicação e a verba

alocada em cada um dos projetos. A partir daí, convidamos

parceiros que estejam aptos a nos acompanharem nessa jornada

de cocriação.” (Juliana Mott)

Head de marketing da Motorola, Juliana Mott

24 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 25


Presidente da Avantgarde Brasil, Ricardo Bruno

“Quando decidimos entrar em

uma concorrência, algumas

variáveis são analisadas como

a chance de êxito, investimento

upfront, possível rentabilidade

do projeto /contrato e critério de

avaliação. Se estes requisitos não

estão claros, as agências não

tem como avaliar que recursos

serão alocados para entregar um

trabalho que esteja adequado

com a demanda solicitada pelo

cliente.” (Ricardo Bruno)

buscar soluções para essa conta, que muitas vezes não fecha.

O presidente executivo da entidade, Alexis Pagliarini,

diz que apesar da evolução contínua do mercado e do

aumento da consciência por relações mais equilibradas,

algumas empresas ainda ignoram as melhores práticas e

continuam convidando um grande número de agências para

concorrências, bem acima do máximo recomendado de até

quatro agências. “Quando o processo de concorrência exige

desenvolvimento de projeto e trabalho criativo, as agências

são obrigadas a usar recursos dispendiosos para participar

dessas concorrências. Deveria haver uma pré-seleção mais

criteriosa e ainda remunerar as agências participantes. Há

ainda falta de clareza nos briefings, inclusive de verba”.

Quando questionado sobre quais as principais

reclamações das agências, Pagliarini destaca que a

remuneração continua sendo um problema. “Os clientes

precisam entender que qualidade tem preço. Ao achatar fees,

afastam as agências melhor estruturadas e mais capacitadas.

É preciso ainda mais empatia quanto ao momento. As relações

têm de ser mais equilibradas.”

E qual seria o modelo ideal para uma boa relação

do mercado empresarial com as empresas de criatividade?

adequado. Acredito que o ter concorrências com termos mais

claros, critérios bem definidos e menos agências participando

do processo poderia ser um modelo mais sustentável e

benéfico para cliente e agência.”

Outro ponto apresentado pelo mercado criativo é

a de relações duradouras entre todos os envolvidos. Bruno

acrescenta que o modelo ideal, sob sua ótica, é selecionar

as agências de Live Marketing por meio de processos de

concorrência que prestigiem contratos de longa duração e que

visem construir, a partir da experiência conjunta, melhoria

de processos, otimização de recursos e consequentemente

redução de custos. “Com certeza há espaço para o diálogo,

pois todos os stakeholders sairão beneficiados com isso.

Principalmente após um evento, como a pandemia, mostrar a

todos a fragilidade da nossa economia.”

UNIÃO DE FORÇAS

E se há a necessidade de diálogo em busca de

sustentabilidade, existe espaço para analisar a necessidade de

união de forças, em busca de que todos os envolvidos ganhem

nos processos criativos. Zaratin comenta que o Live Marketing

é muito abrangente, o que faz com se tenha diferentes tipos

de contratações e para cada tipo, especificidades distintas.

pequenas, médias e grandes que sabiam aproximadamente os

projetos que fariam no ano, dando para planejar equipe e cash

flow, havia uma avaliação das agências e quem não performasse

era substituído, não me lembro de um turnover alto. Esse é um

exemplo onde o diálogo foi liderado por uma especialista dentro

da empresa. Merecemos consideração, uma vez que ajudamos as

empresas a se relacionar com seus clientes, seus colaboradores

e o com o mercado.”

O que fica evidente, na análise dos criativos, é que

sem diálogo, não há meios de se concretizar caminhos para

que o mercado de Live Marketing se torne produtivo sem

prejudicar o próprio mercado.

Como complemento, Ferreira Júnior ressalta que o

mercado mudou muito e por isso ainda não existe um modelo

ideal. “Nem sei se vai existir, mas o importante é construir um

modelo sustentável a partir do diálogo entre agência e cliente.

Por isso é tão importante que os clientes procurem manter

relacionamentos de longa duração com suas agências, os

processos de concorrência job a job, ainda mais durante esta

crise que estamos passando, são oportunidades ideais para

práticas predatórias em prejudicam toda a cadeia produtiva do

setor – agências, fornecedores e freelas saem prejudicados – e

Managing director da Integer\

OutPromo, Ricardo Franken

Quem complementa o coro sobre as dificuldades das

agências é o sócio-diretor da .be comunica, Rodrigo Villaboim.

Ele destaca que os prazos estão cada vez mais apertados, o

que impacta em toda a rede do live marketing, envolvendo,

inclusive, fornecedores. “Muitas vezes, os fornecedores não

acompanham a velocidade da devolutiva de orçamentos. O

mercado de concorrência não preza pela sustentabilidade

do negócio. Toda concorrência gera gastos que, em algum

momento, precisam ser cobertos pelo lucro gerado com os

trabalhos realizados. Por isso, é cada vez mais comum a

recusa de participação. O cliente precisa compreender que

participar de uma concorrência é um investimento e, quanto

menor a probabilidade de retorno, menos interessante se torna

a adesão ao processo. Além disso, o fluxo de caixa exigido

para o pagamento dos fornecedores em momento de juros

altos e inflação, torna os faturamentos com longos prazos de

pagamento cada vez menos viáveis.”

FALA, AMPRO

Não é de hoje que a pauta sobre a relação sustentável

entre empresas e agências está em discussão. A Associação

de Marketing Promocional (Ampro), tem trabalhado para

“Concorrências com muitas

agências, remunerações

achatadas, novos processos

para cada projeto e regras

pouco claras e objetivas

são situações que tentamos

evitar.” (Ricardo Franken)

“Os princípios ESG determinam uma preocupação mais

sustentável na relação entre todos os stakeholders. Há

condições de diálogo. Exemplos disso são o Guia de relações

cliente-agência, desenvolvido pela Associação Brasileira de

Anunciantes (ABA), em parceria com a Ampro, além da recente

parceria estabelecida entre o Procurement Club e a Ampro por

relações mais justas e éticas”, completa o presidente.

MODELO SUSTENTÁVEL

É um mantra entre as agências de Live Marketing

a busca por uma relação sustentável com as empresas e a

adoção de um modelo mais assertivo nas relações comerciais

e criativas.

Franken diz que o termo Live Marketing é um pouco

amplo. “Dentro daquilo que o mercado engloba nessa

disciplina entendo que existem entregas que permitem

relações mais sustentáveis e outras onde o preço acaba sendo

preponderante. Não podemos, por exemplo, colocar eventos

e produção de materiais de ponto de venda ou brindes no

mesmo formato de negociação que estratégias de geração de

demanda, go to market ou digital commerce. Por isso, entendo

que a agência precisa ter formatos diferentes para negociar

entregas diferentes e, quanto mais disciplinas agrupamos

abaixo de um único guarda-chuva, mais ‘below’ posicionamos

aquilo que costumávamos chamar de below the line.

Esse modelo de separar o tipo de job por categorias

específicas é um caminho. A maior preocupação dos criativos

segue sendo a do preço, englobando todos os serviços, ou

quase sua totalidade. Villaboim acrescenta que algumas

empresas já realizam concorrências remuneradas, pois sabem

que é um trabalho desenvolver a proposta com o nível de

exigência que geralmente chega em briefing. “Porém, é uma

ação bem rara no mercado e talvez não seja o modelo mais

Sócio-diretor da .be comunica,

Rodrigo Villaboim

“Continuamos a ter que

disputar com várias

agências, em processos

que muitas vezes ganhar só

te garante fazer parte de

um pool de agências que

disputarão novamente os

projetos do ano, ou seja, não

existe muito planejamento

para essa área, você não

sabe a verba anual e mesmo

assim tem que montar

equipe para atender a

conta.” (Wagner Zaratin)

“Insisto na tese de que o sucesso dos processos está

diretamente relacionado à maturidade dos profissionais da

empresa em contratar esse tipo de serviço.”

Ele cita como exemplo o processo de contratação das

agências na época de Unibanco. “A executiva especializada em

Live Marketing chamou agências e fornecedores, junto com

suprimentos/compras e depois de discutir todos os serviços a

serem contratados, criaram um preciário único, foi um trabalho

a muitas mãos tão assertivo que, na fusão com Itaú, o processo

seguiu da mesma forma, era um pool de agências, divididas em

Sócio-diretor da SolutiOnOff, Wagner Zaratin

o cliente e o público também, pois acabam impactados pela

pressão negativa deste ambiente de sobrevivência que vivemos.”

MOTOROLA

Mas, o que dizem as empresas? Como destacado no

começo da matéria, falar da relação com as agências ainda

é um tabu fechado a sete chaves para 99% das empresas,

menos para a Motorola, que apresentou um panorama de como

lidar com seus parceiros criativos.

A head de marketing da Motorola, Juliana Mott,

explica que a empresa segue uma conduta clara com relação

ao mercado de comunicação. “Nós escolhemos as agências

parceiras de acordo com o posicionamento que queremos ter

em determinada fase ou campanha de ativação. Tudo começa

dentro de casa quando definimos os desafios, os objetivos

da comunicação e a verba alocada em cada um dos projetos.

A partir daí, convidamos parceiros que estejam aptos a nos

acompanharem nessa jornada de cocriação.”

Ela acrescenta destacando que a Motorola tende a

manter agências essenciais para o fluxo de trabalho, além

de firmar parcerias para outros projetos. “Temos agências

parceiras como a Jussi, Publicis e RPMA que exercem um

papel fundamental na sustentação de nossas ações e nos

acompanham na maioria dos lançamentos e ativações online e

offline. Eventualmente convidamos outros fornecedores para

nossas campanhas locais.”

Um ponto importante, ressaltado por Juliana, são os

quesitos para não escolher uma agência. Ela pontua que tudo

depende da campanha ou ativação que será feita, sempre

pensando em trazer os melhores resultados em exposição e

visibilidade para a marca. “O único motivo para não escolhermos

determinada agência é não compartilhamos dos mesmos valores

e visões para a execução das campanhas.”

26 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 27


VÍDEOS

Diretor de Criação da

Digi, Marcelo Favery

“A grande mágica está no

conteúdo que vamos criar

e, nessa hora, é importante

colocar na estratégia a

possibilidade de cocriação

por parte do público. Essa

pode ser a chave do sucesso.

Transformar as pessoas em

‘creators’, ou seja, especialistas

na geração de conteúdo visual

com muitos recursos gráficos.”

(Marcelo Favery)

INTERAÇÃO HUMANA

Essa grande rede que gira em torno dos vídeos é um

reflexo da interação humana, e nisso se inclui a relação entre

as empresas, suas marcas e o consumo de produtos e serviços.

Em avaliações do mercado, como foi apresentado recentemente

em diversos estudos e eventos, os vídeos estão em chamas,

bombando, em alta, como diria os principais jargões nas redes

digitais. A SXSW (South by Southwest) deste ano teve muito foco

em discutir as tendências dos conteúdos em vídeos.

O CEO e principal estrategista da Vtaddone Studio,

Vinicius Taddone, explica que as redes sociais vão além do

meio digital, que nada mais é que a relação entre pessoas da

mesma tribo ou que compartilham dos mesmos valores. Ele

provoca um fato comum na questão envolvendo os vídeos:

“o que será que é mais legal, ver uma pessoa realizando

algo em movimento, ou esta mesma pessoa numa foto

estática? É claro que é mais interessante ver o movimento

da ação. Parece que estamos ao lado daquela pessoa, bem

pertinho. Por isso, esse formato de mídia tem tido mais

principal forma de construir relevância junto a um público

engajamento. Mas por que isso demorou tanto para cair no

específico. “É interessante notar que estamos em um mundo no

gosto das pessoas? Na verdade acompanhou uma evolução

REVOLUÇÃO E O NOVO

IMPÉRIO DOS VÍDEOS, MUITO

MAIS QUE DIVERSÃO

A PRODUÇÃO DE CONTEÚDO EM VÍDEO TEM SE

tornado cada vez mais comum no cotidiano das pessoas. Com a

internet e o acesso facilitado a smartphones, que tem câmeras

com qualidade surpreendente, qualquer pessoa, bicho ou objeto

inanimado se tornou estrela nos ambientes digitais. Com isso,

as empresas e suas respectivas marcas não estão perdendo

tempo e investem pesadamente nesse tipo de conteúdo, afinal,

diariamente são mais de 2 bilhões de visualizações de vídeos,

apenas na plataforma do YouTube.

Há duas fortes tendências em aprimoramento no

momento atual: vídeos curtos, geralmente usados em

plataformas como TikTok, Kwai, YouTube Shorts, entre outras;

e os vídeos longos, criados para disseminar ensino, conversas,

conferências, entrevistas, gameplays e videoaulas. Esses

conteúdos geralmente estão no Vimeo, YouTube, Twitch,

BOOYAH!, Facebook, oferecendo milhões de horas de conteúdo,

dos mais diversos nichos e formatos.

Esse movimento todo em torno da criação de vídeos

tem aquecido todo um mercado, afinal, um bom vídeo tem que

ter muito mais que criatividade e isso também está no alvo

das empresas, que querem se aproximar do público.

O CEO e cofundador da Winnin, Gian Martinez, comenta

que produzir conteúdo, sobretudo em vídeo, é atualmente a

qual as pessoas estão questionando padrões, ditando tendências,

exigindo diversidade e repensando o consumo. Por isso, o público

tem procurado e se envolvido com conteúdos mais relacionáveis

e que representem a vida real, em vez de postagens produzidas

demais. É preciso que as empresas e criadores acompanhem essas

mudanças de comportamento para conquistar a confiança de seus

consumidores.” A Winnin utiliza inteligência artificial para avaliar

quais são as tendências de consumo de conteúdos em vídeo na

internet, gerando insights aos clientes.

CEO e cofundador da Winnin, Gian Martinez

tecnológica. Hoje, com nossos smartphones conseguimos

produzir vídeos em 4k, armazenar na nuvem, e tudo de

forma prática e rápida.”

A Vtaddone Studio está focada em estratégias e

criação de roteiros, scripts e storytelling para orientar as

marcas para que possam produzir seus vídeos de forma

criativa e com um propósito.

Outra aposta que completa a imersão dos conteúdos

em vídeo são as animações e produções gráficas, que ampliam

a relação e o engajamento entre o público e os criadores de

conteúdo. Para o diretor de Criação da Digi, Marcelo Favery, esse

é um produto disponível ao mercado. Ele ressalta que, além da

criatividade, é essencial ter complementos que acrescentem

conteúdo visual ao público, gerando encantamento. Um exemplo

disso é o canal Nostalgia, do creator Felipe Castanhari, que

utiliza muito material extra para deixar o vídeo mais atrativo

ao público. “Olhando para essa forte tendência e do resultado

que esse tipo de conteúdo consegue gerar, a Digi possui um

time próprio de motion designers. Mas a grande mágica está no

conteúdo que vamos criar e, nessa hora, é importante colocar

na estratégia a possibilidade de cocriação por parte do público.

Essa pode ser a chave do sucesso. Transformar as pessoas em

‘creators’, ou seja, especialistas na geração de conteúdo visual

com muitos recursos gráficos.”

De acordo com o relatório YouTube Cultura &

CEO da Vtaddone Studio, Vinicius Taddone

Tendências, está no topo da tendência os conteúdos que

envolvam motovlogs, drones, podcasts e conversas informais,

receitas culinárias, entrevistas realizadas por motoristas de

aplicativos de transporte, reacts, histórias e perspectivas de

pessoas, melhor idade, música, gameplays, entretenimento e

conhecer novos criadores de conteúdo. Observando todo esse

panorama, dezenas de marcas podem se aliar a esses creators,

vinculando de forma criativa e assertiva empresas e conteúdo.

E O FUTURO?

A construção do conteúdo que será tendência em

2022 ainda está em aberto, conforme o próprio YouTube.

Isso mostra que há um enorme potencial e campo livre para

explorar novidades, que atingirão o público no próximo ano.

Empresas devem ficar atentas e não perder a chance de se

conectar aos seus públicos por meio dos vídeos.

Favery completa citando uma das redes sociais que

mais se destaca na atualidade: o TikTok. Ele pontua que o

sucesso do TikTok e de todos os aplicativos que usam vídeos

curtos, dinâmicos e que nos proporcionam algum sentimento

são evidentes, porém, o importante é estar atento e se

basear no comportamento humano. “Hoje buscamos conteúdo

que seja rápido, divertido e simples. E o formato de vídeo

entrega isso muito bem. Por isso acredito que o futuro da

“O público tem consumido conteúdos mais autênticos, em vez de

postagens muito aspiracionais e bem cuidadas. As pessoas estão

gastando mais tempo nas redes sociais durante a pandemia, mas

elas querem saber e sentir que seus influenciadores preferidos estão

se envolvendo para ajudar nesse período de crise.” (Gian Martinez)

comunicação está na mão das pessoas. Entenda por onde elas

andam, o que elas usam e como elas falam que você vai saber

que caminho seguir.”

O equilíbrio entre o conteúdo curto e o mais longo

deve se manter, sem um canibalizar o outro. Taddone diz

que os vídeos curtos chamam a atenção pelos primeiros três

segundos e, posteriormente, vídeos mais extensos aprofundam

a experiência da audiência na fase de consideração, dentro da

jornada compra. “A disputa pela atenção está cada vez maior,

e na minha visão, o tempero principal é a criatividade. Sempre

falar mais daquilo que você sabe e menos daquilo que você

quer vender. Toda pessoa com um smartphone na mão agora

pode fazer suas captações em vídeo, ela só vai precisar de

um direcionamento e um acompanhamento de como poderá

realizar de uma forma mais profissional.”

Porém, mesmo com as facilidades de criar conteúdo,

é essencial direcionar e buscar profissionalizar o processo

sem parecer chato ou com formato quadrado, como explica

Martinez. “O público tem consumido conteúdos mais

autênticos, em vez de postagens muito aspiracionais e bem

cuidadas. As pessoas estão gastando mais tempo nas redes

sociais durante a pandemia, mas elas querem saber e sentir

que seus influenciadores preferidos estão se envolvendo para

ajudar nesse período de crise.”

Martinez conclui provocando as empresas: “as marcas

e o mercado da comunicação também precisam aprender

com os creators como gerar conteúdo relevante e construir

audiências engajadas, pois isso é sinônimo de vendas e

conversão. Ou as marcas se transformam em creators ou, no

futuro, vão competir em desvantagem com os creators que

viraram marcas.”

28 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 REVISTA LIVE MARKETING - NOVEMBRO 2021 29


BRANDED CONTENT

Projeto Pernambucanas

A VRP SE CONSOLIDA NO MERCADO

COMO FABRICANTE, VENDEDORA E

LOCADORA DE UNIDADES MÓVEIS

“Nosso Time de campo

recebe treinamento anual de

primeiros socorros, brigada

de incêndio e técnicas de

atendimento ao cliente,

com certificação. Também

nos responsabilizados pela

impressão digital de alta

resolução e do envelopamento

interno e externo das

unidades móveis.”

clientes. “O mudo está diferente e percebemos que as marcas

nos procuram com o propósito de encontrar soluções capazes

de oferecer credibilidade, fidelidade e crescimento.”

CASES DE SUCESSO

Visão Playstation

Carreta Playstation

Carreta Santander

Durante todo o seu período de atuação a VRP assinou

cases importantes. Assim é possível citar, por exemplo, o

A VRP UNIDADE MÓVEL ATUA NO SEGMENTO

de eventos comerciais e institucionais e especializou-se na

fabricação, produção de cenário, venda e locação de unidades

móveis. Além de fabricar carretas e Unidades Móveis especiais,

desenvolve e produz cenografia, elaborando projeto 3D técnico,

para diversos segmentos como: eventos promocionais e de venda,

treinamento, cinema e palco.

Para o diretor da empresa, Vladimir Paradas, essa

especialização é fruto de um trabalho que vem sendo

moldado ininterruptamente. “A partir do momento em que

fomos entendendo as necessidades do mercado, pudemos

oferecer uma qualidade marcante e assim, somos capazes

de desenvolver projetos, por meio dos nossos setores de

marcenaria e metalurgia que são operados por uma equipe

técnica altamente capacitada.”

Desse modo, a VRP é capaz de realizar o planejamento,

a coordenação e a operação de seus jobs com criatividade

pois contam com equipes especializadas de retaguarda

(produtores e controllers) e de campo (motorista e assistente

técnico de montagem e desmontagem). “Por isso somos

diferenciados. Nossa equipe é composta por profissionais que

acompanham o evento na montagem, durante as ativações e

na desmontagem”, assegura Paradas.

Pronta para contribuir em todas as etapas do projeto,

a VRP se responsabiliza, quando necessário, pela emissão

da ART construtiva, elétrica e de prevenção e combate a

incêndio. “Nosso Time de campo recebe treinamento anual

de primeiros socorros, brigada de incêndio e técnicas de

atendimento ao cliente, com certificação. Também nos

responsabilizados pela impressão digital de alta resolução e

do envelopamento interno e externo das unidades móveis.”

ATENDIMENTO FULL TIME

Nesse trabalho de fabricar unidades móveis especiais

sob medida, a VRP comemora o sucesso de sua operação e

Paradas garante que isso é fruto do acompanhamento full time

“A partir do momento em

que fomos entendendo as

necessidades do mercado,

pudemos oferecer uma

qualidade marcante e

assim, somos capazes de

desenvolver projetos, por

meio dos nossos setores

de marcenaria e metalurgia

que são operados por uma

equipe técnica altamente

capacitada.”

da equipe de campo da empresa. “Nossa equipe é totalmente

focada no sucesso do evento e na garantia de retorno do

cliente, já que em todas as áreas em que atuamos tecnologia e

inovação estão sempre presentes.”

É assim que há 14 anos a VRP se dedica a fabricar,

comercializar, vender, locar Unidades Móveis especiais e

customizadas para treinamentos, ações promocionais, loja

móvel, entre diversas outras aplicações.

Ainda segundo Paradas, toda essa maneira de atuar

tem como propósito fazer com que seus projetos ofereçam

uma experiência totalmente diferenciada para os seus

Loja interna Pernambucanas

projeto de desenvolvimento e fabricação de novas agências

móveis do Banco Santander, com serviços, operação logística,

guarda, zeladoria e manutenção de unidades móveis.

Para as Pernambucanas, a VRP criou um projeto de

customização da loja conceito que percorre diversas cidades

brasileiras durante as inaugurações de lojas.

Quando o assunto é show room, dois exemplos se

destacam. Um é do Laboratório Aché, onde foi desenvolvida

uma unidade da linha de tratamento capilar em um ambiente

especialmente desenvolvido dentro de uma unidade

móvel. O outro é a Continental Pneus. Durante 3 anos foi

operacionalizado uma loja itinerante para lançamentos e

treinamento de distribuidores em várias cidades brasileiras.

Há 5 anos, a VRP atende a John Deere e realiza os

eventos de campo onde são produzidos modelos customizados

de unidades móveis. Nesse cliente o trabalho é desenvolvido de

ponta a ponta, onde a equipe da VRP operacionaliza a logística,

montagem e desmontagens das unidades de negócios.

No caso da Caixa Seguradora e da Ultragaz, foram

desenvolvidos cinemas itinerantes que leva de maneira

inovadora a sétima arte à inúmeros municípios brasileiros que

não contam com salas de cinema. Para Paradas, esses dois

projetos são “grandes cases de inclusão social e cultura e a

VRP se sente orgulhosa por conseguir dar vida a essas ideias”.

Por fim, é possível ressaltar o case da Playstation,

onde por dois anos seguidos criaram degustação da linha de

consoles e jogos da marca em um ambiente especialmente

desenvolvido dentro de uma unidade móvel.

Carreta Santander aberta

Público TRA Tour

Panorâmica TRA Tour

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LIVE NEWS!

SHELL BOX

A marca Shell lançou a promoção Junte e Troque No

Seu Ritmo, com diversos prêmios para curtir com sua música

preferida. Clientes que realizarem pagamentos com o aplicativo

Shell Box poderão acumular conchas digitais, a logo da marca,

e, com um valor adicional, trocar por prêmios exclusivos, como

Caixa de Som com função Karaokê, Mochila Cooler e kits de copos colecionáveis. A promoção estará

disponível nos postos Shell e lojas de conveniência Shell Select de todo o País que tenham Shell Box

como forma de pagamento até 19 de fevereiro de 2022 ou até quando durarem os estoques. Para

participar, basta baixar gratuitamente o aplicativo Shell Box no smartphone e realizar um cadastro

simples. Clientes que já utilizam o app só precisam habilitar a opção “Participar Automaticamente das

Promoções”, disponível no menu lateral. Shell Box permite o pagamento do abastecimento e de itens

das lojas de conveniência Shell Select de forma rápida, segura e descomplicada utilizando o celular.

Em todo o Brasil, já são cerca de 3.500 postos Shell e 500 lojas de conveniência Shell Select que

oferecem a opção de pagamento com Shell Box.

V3A CRIA GTG

Game, já nasce com um portfólio de projetos proprietários

Atenta ao crescimento da indústria de games e de alto impacto, como o Prêmio eSports Brasil, em

eSports, no Brasil e exterior, a V3A anuncia a criação da sociedade com a Player 1, e o WESG Latam, a maior

GTG, nova empresa que passa a ser responsável pelos competição multiplataforma de eSports da América

projetos de games e eSports da companhia e tem como Latina. Dalmo Castello Filho é o CEO da nova empresa,

sócio o investidor Kevin Tang, diretor da Câmara de

que faz parte do pilar de Ventures (projetos proprietários)

Comércio Brasil China. A GTG, fruto da sigla de Good To comandada por Victor Vocos, co-CEO da V3A.

SEARA NA RACCOON

A Seara, uma das maiores empresas do ramo

alimentício do País, passa a fazer parte da carteira

de clientes da agência de digital full service Raccoon.

A parceria foca nas áreas de Performance e

Comunicação do Qlab, laboratório digital da marca

de alimentos, que passa por uma sofisticação para

ampliar seu modelo e operação para gerar mais

impacto no negócio e nos indicadores de marca. Para

fortalecer a performance, a Raccoon trabalhará com

um Squad Multidisciplinar, o qual é estruturado em

duas frentes principais: Performance e Comunicação.

Em Performance, os serviços utilizados serão de

Mídias Pagas (nutrição de todo o funil da jornada

do consumidor) e Feed Manager (gestor interno

para adequação entre mídias). Na comunicação,

o destaque fica para Criação (conceitos, artes e

textos) e Community Management (monitoramento,

interação e metrificação da comunidade nas redes).

EVENTO INTERNACIONAL

A SRCOM foi a agência responsável pela criação e produção do pavilhão do

Estado de São Paulo, na Expo Dubai, evento que reuniu 192 países, em um grande hub.

No pavilhão do Brasil, os visitantes puderam viver São Paulo, numa day trip do que é o

estado, sua gente, suas cores, seus sons e seus sabores. O público foi conectado a São

Paulo através dos hábitos, costumes, da cultura e das pessoas que o constroem todos

os dias. Essa foi uma experiência que misturou entretenimento, negócios e economia

criativa. Para a data a SRCOM criou e desenvolveu um espetáculo com a força de São

Paulo, mostrado em uma estrutura multi conteúdos, instalada sob o espelho d’agua do

pavilhão do Brasil. Um mix de nomes da arte e cultura que movem a economia criativa

do Estado. No line up, a São Paulo Cia. de Dança, uma das mais importantes do país,

dirigida por Ines Bogea, a Orquestra Brasil Jazz Sinfônica sob o comando do maestro,

compositor e produtor musical Ruriá Duprat, a moda da UMA, assinada pela estilista

PROMOÇÃO SANDELLA

Raquel Davidowicz, os conteúdos criados pelo Studio Curva, além de artistas plásticos

Os personagens do humorista Marco Luque, a

como Chivitz e Minhau, com curadoria de Baixo Ribeiro. E mais as participações de

doméstica Mary Help e o motoboy Jackson Five, são a cara

Simoninha, Fabiana Cozza e a pickup do DJ Nuts. O futebol e a Fórmula 1 estavam

da nova promoção da Sandella. A marca da GSA Alimentos

representados por conteúdos do Museu do Futebol e do Grande Prêmio do Brasil F1. Mais

vai sortear mais de 500 prêmios para os consumidores.

de 120 profissionais foram levados do Brasil, misturando talentos, tendencias e estilos.

A Promoção segue até o dia 29 de janeiro de 2022 e pode

premiar o consumidor que levar para casa cinco produtos

Sandella. Os participantes da Promoção Show de Prêmios

Sandella podem levar para casa um ano de compras grátis

no valor de R$ 300 mensais e três caminhões de prêmios

para mobiliar a casa com geladeira, televisão, bicicleta,

máquina de lavar roupa, ventilador e muito mais, até com

a casinha para o cachorro. E não para por aí. Toda semana

terá sorteio de Pix de mil reais. E diariamente ainda serão

sorteados prêmios de R$100. A campanha também terá

prêmios instantâneos, serão 500 créditos de celular no

valor de R$ 30 para ganhar na hora. Para participar basta

adquirir em supermercado, hipermercado, estabelecimento

comercial ou e-commerce cinco embalagens de quaisquer

produtos Sandella no mesmo cupom fiscal e efetuar seu

cadastro no hotsite da promoção – www.promosandella.

com.br. Depois de realizado o cadastro será gerado um

número da sorte.

GENTE NOVA

A Cheil Brasil anuncia a contratação de Deny Zatariano, Ex-REF+, como diretor de criação. Ele chega

para completar a equipe comandada por Felipe Andrade, diretor executivo de criação da agência. Catarinense,

Deny é formado em Comunicação Social, tem MBA em Marketing e Comércio Internacional pela Universidade

Autônoma de Barcelona e especialização em Alta Direção de Empresas pela mesma universidade. Diretor de

Arte de origem, possui 20 anos de carreira e passou por agências como Contrapunto BBDO – da Espanha -,

J. Walter Thompson Worldwide e Fischer&Friends trabalhando com clientes como Mercado Livre, SempTCL,

Barcelona Futebol Clube, Ford, Coca-Cola, Panasonic e Oracle.

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INOVAÇÃO

NÃO, ESTE NÃO É MAIS UMA MATÉRIA SOBRE

a vida e as façanhas de Elon Musk - o homem por trás dos

cobiçados esportivos elétricos da Tesla Motors, dos painéis

e baterias de energia solar popularizados pela SolarCity e

dos foguetes espaciais da SpaceX, mas sim sobre como ele

personifica e representa códigos, informações, imagens,

mensagens e uma cultura de inovação que está afastando ou que

pode, de maneira crescente, mas afastar as pessoas de inovar

do que aproximá-las.

A isso, a consultoria de inovação 16 01 deu o título de “A

Fadiga de Elon”, um fenômeno tema de palestra apresentada por

Eduardo Paraske, um dos sócios da empresa e ex-Google, Waze,

Samsung, Unilever, e Outback Steakhouse, durante o Wired

Conference que convidou o público a “estourar” a sua bolha para

pensar inovação de forma mais ampla e possível.

O título curioso guarda uma reflexão não sobre as

façanhas de Elon Musk, mas sim sobre a dualidade em que os

profissionais brasileiros se encontram. A inovação passou a

ser uma habilidade exigida em todos os mercados, incluindo

o marketing. A base de comparação são celeiros de inovação

como Vale do Silício, Israel e China, que contam com condições

completamente diferentes das brasileiras. Mas, a formação

e o desenvolvimento profissional no País não acompanham o

mesmo ritmo. E essa é apenas uma das lacunas que geram

uma espécie de “anti-inovação” na visão do especialista.

“Estamos mais atrasados em educação, maturidade

digital, conhecimento tecnológico, informação e acesso ao

ecossistema de inovação do que outros países. No entanto, a

cobrança, o furacão de informações, padrões estigmatizados

de sucesso sobre a inovação continuam chegando de forma

exponencial, mas em culturas corporativas descoladas em

seu discurso vs ação. E assim começa a grande evasão

migratória de pessoas infelizes querendo mudar de trabalho,

simplesmente abandonar o barco”, detalha Paraske

Sócio da consultoria de

inovação 1601, Eduardo Paraske

A FADIGA DE ELON: CONFIRA

COMO LIDAR COM ESSE FENÔMENO

QUE VOCÊ POSSIVELMENTE SENTE,

MAS NÃO CONHECE

Se você se identificou com todo esse contexto, o

especialista em marketing, que nos últimos anos pivotou a

carreira para ajudar empresas como Ambev, Nestlé, Google,

Uber, Smiles, Sicredi, Sanofi, Takeda e Unilever a inovar,

propõe uma trilha de experimentação que assume algumas

premissas básicas para evitar e mitigar a Fadiga de Elon.

Elas passam por: construir a crença corporativa de

que é possível errar, e, portanto, será possível inovar – à

exemplo de como pensam as startups; diminuir a carga e dar

pausas para o cérebro para fortalecer a força de vontade

“Estamos mais atrasados em

educação, maturidade digital,

conhecimento tecnológico,

informação e acesso ao

ecossistema de inovação do

que outros países.”

Wired Conference

e a capacidade de ação em determinada situação que

requer esforço; perceber que a inovação só é possível pela

ação e motivar por meio do exemplo; promover e premiar

o comportamento de “líder servidor”, que busca formas de

tornar a vida dos membros da equipe mais fácil - física,

cognitiva e emocionalmente; aprender apesar do excesso de

informações (afinal, já que não podemos mudar os estímulos

que chegam até nós, podemos mudar a maneira como

reagimos a eles); criar confiança na transformação para evitar

o piloto automático e buscar o avanço e a reinvenção; e, por

fim, ser empático com todos, incluindo você mesmo para

enfocar nas duas únicas comparações que importam - quem

você é hoje com quem você era no passado (para lembrar

sua jornada e permitir se sentir orgulhoso de quão longe já

chegou) e com quem espera um dia se tornar (para se manter

focado no que realmente importa).

“Já que é impossível se privar de toda informação da

inovação como vêm sendo disseminada, é urgente pensar formas

de lidar com um fenômeno coletivo que sofremos, mas nem nos

demos conta de que está aí. Inovar é urgente. Mas, fazer isso de

forma possível é ainda mais”, finaliza Paraske.

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