18.11.2021 Views

RevistaTOP100 2021

You also want an ePaper? Increase the reach of your titles

YUMPU automatically turns print PDFs into web optimized ePapers that Google loves.

Os

Maiores

Distribuidores

do Aftermarket em Portugal

EDIÇÃO

2021

n.º 7 | Ano: 2021 | Periodicidade: Anual | €20

UMA EDIÇÃO


Esforço e

DIRETOR

João Vieira

joao.vieira@apcomunicacao.com

DIRETOR COMERCIAL

Mário Carmo

mario.carmo@apcomunicacao.com

resiliência

GESTOR DE CLIENTES

Paulo Franco

paulo.franco@apcomunicacao.com

WEBMASTER

António Valente

ARTE

Hélio Falcão

SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS

E CONTABILIDADE

financeiro@apcomunicacao.com

PERIODICIDADE

Anual

ASSINATURAS

assinaturas@apcomunicacao.com

SEDE DA REDAÇÃO

Bela Vista Office

Estrada de Paço de Arcos, 66

2735 - 336 Cacém

Tel. +351 219 288 052

GPS 38º45’51.12”N - 9º18’22.61”W

© Copyright Nos termos legais em vigor,

é totalmente interdita a utilização ou a reprodução

desta publicação, no todo ou em

parte, sem a autorização prévia e por escrito

da Revista TOP 100

IMPRESSÃO

Lisgráfica – Impressão e Artes Gráficas, S.A.

Rua Consiglieri Pedroso, n.º 90, Casal

de Sta. Leopoldina, 2730 - 053 Barcarena

Tel: 214 345 444 | Fax: 214 345 494

N.º de Registo na ERC: 127197

Depósito Legal n.º: 201.608/03

EDIÇÃO

AP COMUNICAÇÃO

www.apcomunicacao.com

Propriedade // João Vieira

Email // geral@apcomunicacao.com

Consulte o Estatuto Editorial no site:

www.jornaldasoficinas.com

Em 2020, apesar dos desafios colocados pela pandemia e pela conjuntura económica

desfavorável em alguns setores de atividade, o aftermarket conseguiu reagir e afirmar-se

como um setor dinâmico, maduro e resiliente, resistindo exemplarmente ao impacto do

Covid-19. No geral, caiu 5% em relação a 2019, com as empresas a conseguir manter

a atividade sustentável, não se registando falências ou incumprimentos por parte das

organizações ligadas ao aftermarket.

No meio do caos, se algo houve que a pandemia trouxe de bom foi a aceleração da transição digital das

empresas. Apostar na formação e capacitação de pessoas, ao mesmo tempo que se faz o upgrade digital

das empresas são a prioridade. A digitalização será crucial para maximizar a mais-valia da empresa para

os seus clientes. Internamente, também permitirá melhorias radicais na qualidade e simplicidade dos

processos empresariais, permitindo que os funcionários sejam ainda mais eficazes e foquem a sua atenção

para melhor apoiar os clientes ou gerar mais inovação. O digital estará em todo o lado, para criar uma

melhor experiência ao cliente, permitir uma mobilidade mais inteligente e para melhorar a cadeia de

valor do mercado pós-venda.

Por outro lado, a mudança das expetativas e comportamentos das novas gerações de clientes obriga a

oficina a repensar as formas de comunicar, que devem ser mais digitais, sem nunca esquecer a importância

do contato pessoal e relacionamento físico com o cliente. A rápida expansão do software tem impacto nas

necessidades de serviço e requer know-how técnico, que deve ser desenvolvido e utilizado no terreno já

hoje em dia. A era em que as oficinas se voltam sistematicamente para os seus canais exclusivos de compra

de peças para automóveis está a mudar. Olhando para o futuro, os canais online serão provavelmente

integrados em cada dimensão da cadeia de valor do mercado pós-venda.

A Revista TOP 100, através da publicação dos rankings dos maiores distribuidores do Aftermarket, tem

acompanhado a evolução deste mercado e dado voz aos seus protagonistas. Pelo sétimo ano consecutivo,

voltamos a reconhecer e a premiar os melhores distribuidores do aftermarket, na tradicional Gala TOP

100, que este ano conseguimos realizar em formato presencial, ganhando assim mais protagonismo junto

dos players do mercado. Um evento que reuniu os maiores operadores do setor num ambiente com muito

glamour e boa disposição. Momentos de confraternização e convívio no cenário magnífico da Quinta das

Lágrimas, em Coimbra. O apoio e a confiança dos patrocinadores tem-nos permitido manter a gala num

patamar elevado, que nos enche de orgulho e nos motiva a querer tornar este evento cada vez melhor. A

organização da VII Gala TOP100 responde em absoluto à nossa maneira de estar no mercado e à forma

como gostamos de acrescentar valor ao setor. É este, de resto, o compromisso que assumimos com os leitores

e os players que, desde o início, confiam no nosso trabalho.

Para além da reportagem completa do evento com fotos dos premiados, voltamos a publicar muita informação

útil sobre estatísticas e dados do mercado, assim como as habituais reportagens aos principais players do

setor. Histórias de sucesso de organizações que se destacam pela qualidade dos produtos que comercializam,

bem como pela estratégia com que se afirmam no mercado.

O desempenho das empresas do setor, apesar de todos os condicionalismos causados pela pandemia, reflete

a grande capacidade de adaptação destas empresas a cenários imprevisíveis e caóticos como os que temos

vivido nos últimos meses. Por isso acreditamos que o aftermarket vai continuar a crescer e a revista TOP

100 irá acompanhar esse crescimento. ◆

Top100 Aftermarket 2021

03


ÍNDICE

08 Reportagem

VII GALA TOP 100

19 Os maiores distribuidores

de peças para ligeiros

28 Os maiores distribuidores

de peças para pesados

32Os maiores distribuidores

de Equipamentos

36 Os maiores distribuidores

de repintura

40 Os maiores distribuidores

de pneus

Mercado Balanço

44 Peças para ligeiros

50 Peças para pesados

54 Equipamentos

58 Pneus

62 Repintura

66

Entrevista

Sylvia Gotzen

Diretora Executiva da FIGIEFA

74

MVBER

Que futuro para o aftermarket?

Em 2023 será lançado um novo MVBER,

o regulamento que estabelece as

normas de funcionamento do comércio

e reparação automóvel. Até lá,

a Comissão Europeia e Associações

do setor, analisam e avaliam os dez anos

de funcionamento deste regulamento,

com o objetivo de o renovar e atualizar

para os novos desafios do aftermarket

78

“Fit for 55”

Roteiro para a

descarbonização

Com a meta da neutralidade carbónica

na Europa estabelecida pelo Green Deal

até 2050, a Comissão Europeia revelou

recentemente o pacote legislativo

«Fit for 55», que vem regulamentar

a redução prevista das emissões

de gases com efeitos de estufa

em pelo menos 55% já até 2030

88 McKinsey

VE- Conceito de mobilidade

em mudança

98 ACAP

Avaliação Políticas de

Promoção VE na Europa

104 Roland Berger

Distribuidores

de peças aftermarket

112 GFK

Lubrificantes e Pneus

116 IF4

Caracterização do mercado

oficinal em Portugal

118 dpai

Observatório Pós-Venda

Automóvel

124 roland berger

Domínio da eletrónica

nos automóveis atuais

128 mercado

O fim dos motores

a combustão e impacto

nas oficinas

132 mercado

Os segredos da condução

autónoma

134 empresas top 100

Reportagem aos líderes de

mercado das categorias:

Peças veículos ligeiros;

Peças veículos pesados;

Equipamentos;

Repintura;

Pneus.

04 Top100 Aftermarket 2021


MERCADO

Empresa

Top100

VII GALA TOP 100

Memorável!

Já lá vão sete anos que realizamos a Gala TOP 100, que tem como principal objetivo premiar os

melhores distribuidores de peças para ligeiros, pesados, equipamentos, repintura e pneus. Este

ano não fugiu à regra, e voltámos a entregar os merecidos troféus num evento memorável

No dia 5 de novembro, todos os caminhos

foram dar à Quinta das

Lágrimas, em Coimbra para assistir

à VII Gala TOP 100. Para nós,

é sempre um desafio, mas também

uma alegria planear e preparar esta Gala. Todos

os anos, damos o nosso melhor, para oferecer ao

mercado um evento carismático e memorável. E

por isso, é com muito orgulho, que podemos gritar

“missão cumprida”! Por mais anos que passem,

independentemente das ‘peripécias’ que possam

surjir no nosso caminho, faremos sempre tudo o

que estiver ao nosso alcance para que esta Gala se

realize e renove todos os anos. Exemplo disso foi a

VI Gala TOP 100, de 2020, em que fomos obrigados

a realizar o evento online, devido à pandemia.

Este ano, mais do que em anos anteriores, a Gala

regressou ás suas origens e ao objetivo de estar

perto dos nossos clientes e amigos, voltando a estar

todos juntos presencialmente. Quisemos que este

regresso fosse inesquecível e por isso, a Quinta das

Lágrimas, um espaço único e cheio de história,

abriu as portas àquele que foi o “Evento do Ano”

do aftermarket em Portugal.

Num espaço envolvente cheio de charme e glamour,

a organização recebeu os 170 convidados,

com um welcome drink, ao final da tarde. Quando

a noite começou, deu-se início à apresentação da

GALA TOP 100, por Joana Mendes, Jornalista

da AP Comunicação.


Entrega dos troféus

e apresentações

João Vieira, Diretor da AP Comunicação, iniciou

o discurso de boas vindas onde destacou a

importância da atribuição destes prémios, como

forma de incentivar a excelência e reconhecer as

empresas que se destacaram nos rácios económico-financeiros

mais importantes. “Graças ao seu

empenho, responsabilidade e trabalho árduo na

procura da excelência, conseguiram obter este

reconhecimento pelos bons resultados económico-

-financeiros apresentados no exercício de 2020”,

foram algumas das palavras proferidas pelo Diretor

da AP Comunicação.

Logo de seguida, subiu ao palco, Mário Carmo,

Diretor Comercial da AP Comunicação que fez o

balanço da atividade da empresa durante o último

ano, destacando as principais ações realizadas e

apresentando os novos projetos já programados

para 2022, com realce para o Aftermarket Summit,

um grande evento onde serão debatidos os

mais importantes temas da atualidade do setor

pós-venda e que contará com reconhecidos oradores

internacionais e muitas atividades paralelas.

Estava quase a chegar aquele que é o momento

mais esperado da GALA, a entrega dos troféus.

Mas antes disso, ainda houve tempo para a apresentação

da Feira Motortec Madrid, por parte de

Nuno Almeida, responsável da IFEMA em Portugal,

que se vai realizar já nos próximos dias 20

a 23 de abril de 2022. Pedro Barros, membro da

Divisão do Pós-venda Automóvel Independente

da ACAP, apresentou os dados mais recentes do

estudo “Observatório Pós-Venda”, que são um

barómetro da atividade das empresas aftermarket

em Portugal. Logo após a apresentação deste estudo,

deu-se início ao momento alto do evento: a

cerimónia da entrega dos Troféus TOP 100 aos

melhores distribuidores aftermarket. Tal como

dita a tradição, foram entregues quinze troféus às

empresas do pódio das cinco categorias consideradas:

Distribuidores de Peças Ligeiros, Pesados,

Equipamentos, Repintura e Pneus. Na gala foram

também homenageados os patrocinadores, que

com o seu apoio têm possibilitado manter o evento

num patamar elevado, que nos enche de orgulho

e nos motiva a querer tornar esta cerimónia cada

vez melhor.

Relembramos que todos os troféus que foram entregues

às empresas que integraram os quadros de

honra da TOP100, basearam-se em dados, exclusivamente,

quantitativos, referentes aos resultados

de 2020 em termos de Crescimento do Volume

de Negócios; Rentabilidade dos Capitais Próprios;

Produtividade Real; Valor Acrescentado Bruto;

Autonomia Financeira e Geração de Emprego.

Reconhecimento unânime

No final, a opinião foi unânime relativamente

ao sucesso do evento, com todos os participantes

muito satisfeitos com o desenrolar da cerimónia e

pelos momentos de confraternização vividos num

ambiente descontraído e cheio charme e elegância.

“A sétima edição da Gala TOP 100 foi um

grande sucesso, conseguindo superar as nossas

melhores expetativas. Viu-se que os participantes

valorizaram todos os momentos do evento,

com destaque para a cerimónia de entrega dos

troféus aos melhores distribuidores e do animado

jantar volante no magnífico espaço da Quinta das

Lágrimas, num fim de tarde ameno, mas muito

animado e divertido. Foi sem dúvida um evento

bem organizado, que vai ficar na memória de

todos os participantes como um dia inesquecível

na história do aftermarket nacional”, disse João

Vieira, diretor da AP Comunicação.

“É muito gratificante ver o nosso trabalho reconhecido

pelos principais players do setor e uma

motivação para fazermos mais e melhor. Gostaria

por isso de incentivar todas as empresas a continuarem

a evoluir e a crescer, para que no próximo

ano possam ser distinguidas pelo seu mérito,

como este ano fizemos a quinze organizações que

se destacaram pela excelência da gestão e bons

resultados comerciais”, acrescentou.

Com este evento, a AP Comunicação reconhece e

valoriza os resultados alcançados pelas empresas

através de troféus que podem constituir um marco

e uma referência para todos os players do aftermarket,

sendo também um momento de apelo e

incentivo à continuidade do trabalho desenvolvido

e à divulgação merecida dos resultados obtidos.

De referir que a Gala TOP 100 esteve também

em grande nas redes sociais, onde registou

um elevado número de visualizações e

partilhas. “Não estávamos à espera

de tanto alcance e queremos agradecer

a todos que visualizaram

as fotos e os vídeos desta VII

Gala, a preferência pelo

nosso trabalho”, referiu

João Vieira.

Patrocinadores elevam

patamar da Gala

A realização da Gala TOP 100 e a evolução que

ela tem tido ao longo dos anos, só tem sido possível

graças ao apoio de patrocinadores e parceiros,

que têm reconhecido a importância deste evento

que já se tornou numa tradição no panorama do

aftermarket nacional. Como tal, após a entrega

dos troféus, não quisemos deixar de fazer referência

aos nossos patrocinadores e em formato de

agradecimento oferecemos uma placa comemorativa

da cerimónia a Nuno Durão da Pro4Matic;

Ricardo Ribeiro da Trustauto; Luis Ribeiro, da

Diesel Techinc; Rui Figueira, da Bahco; José Boavida,

da Corteco; à Grisélia Afonso, da SKF; ao

Rodrigo Cabral, da Tech One; Patxi Gorrotxategi,

da Talosa; Nuno Almeida, da Motortec; UFI

Filters e ao parceiro institucional Alexandra

Afonso, da DPAI / ACAP,

Já a terminar, a equipa da AP Comunicação

agradeceu a todos os presentes

a sua presença e deixou uma

garantia “Até para o ano”! ◆

1

2

3

1 Carlos Costa,

Ressolution

Aftermarket Solutions

2 Amílcar Nascimento,

Exide 3 Luis Costa

e Luis Almeida, Japopeças

EU RO PE AN DVIS

I IO N


MERCADO

Empresa

Top100

1 2

3 4

5

6

1 Nuno Guerra, Polibaterias

2 Marcelina Martins

e Manuel Guedes Martins, MGM

3 Bruno Pereira, LTintas

4 João Vieira, AP Comunicação

5 Paulo Pinto e Vasco Mesquita,

Schaeffler

6 Laura Guedes e Miguel Lopes,

APL Expresso

7 Pedro Barros, TIPS4Y

8 Nuno Paquete, Bombóleo,

e Carlos Costa, Ressolution

Aftermarket Solutions

7

8

9

10

9 Jorge Esteves, Rodrigo Cabral e Paulo Martins, Tech One

10 João Vieira, AP Comunicação e Flávio Menino, Grupo

Autozitânia

11 Manuel Silva e Joana Silva, Autoflex

11


12

12 Patxi Gorrotxategi e Pedro Vargas,

Talosa

13 Carlos Almeida e Alexandra Afonso,

ACAP

14 Vítor Maia e António Mateus, TMD

Friction

15 Rui Figueira, Bahco

15

16

13

14

17

16 Manuel Félix, Fábio Bento

e Filipe Freitas, Euromais

17 Sérgio Nunes e Manuel Vicente,

Rodapeças

18 Alcino Sousa e Paulo Rodrigues,

Auto Recto

19 Alexandre Mendes e Rosário

Mendes, Vértice Internacional

20

18

21 22

19

24

23

20 Rui Miguel Chorado

e Rui Chorado, Dispnal

21 Ricardo Ribeiro

e Vera Ribeiro, Trustauto

22 Javier Romero, Brembo

e Carlos Silva, Krautli

23 João Casinhas, Osram

24 Jorge Pinheiro e esposa,

Meganor

EU RO PE AN DVIS

I IO N


EU RO PE AN DVIS

I IO N

MERCADO

Empresa

Top100

3

1 2

4

4

5

6

1 Cláudio Delicado, Liqui Moly

2 Javier Romero, Brembo,

e Pedro Vargas, Talosa

3 Zaira Sousa e Joaquim Sousa,

Sousa dos Radiadores

4 José Miguel e Armando Musqueira,

Quimiregua

5 Helena Aniceto e Luis Aniceto,

S. José Pneus

9

7

6 Carlos Abade, Neocom,

Dario Alves e Aloísio Cruz,

Inforap, Raul Silva, Neocom

7 Carlos Silva, Krautli,

e Frederico Abecassis, Hella

8 Hugo Perpétua e Filipe

Pinheiro, Diamantino Perpétua

9 Nuno Paquete e Paulo

Marques, Bombóleo

10 Tiago Domingos, Auto Delta

8 10

13

12

11

14

11 Patxi Gorrotxategi, Talosa,

e Miguel Angel Prieto, Autopos

12 João Cardoso, Continental

13 Pedro Mascarenhas e Filipe Bandeira,

AB Tyres

14 Begoña Ferreiro e David Zapata, Delphi


A Força do Líder

DIREÇÃO, SUSPENSÃO e CAUCHO METAL

DESENVOLVIMENTO · PRECISÃO · FIABILIDADE · DURABILIDADE · SEGURANÇA

GAMA, QUALIDADE e SERVIÇO

Braços de suspensão

Barras estabilizadoras

Rótulas de direção, suspensão e axiais

Silentblocks

Suportes de motor, amortecimento e transmissão

Outras partes do chassis

O maior fabricante mundial

de peças de direção e suspensão de reposição

www.talosa.com


MERCADO

Empresa

Top100

1 2

4

5

3

6

1 António Costa, Auto Furtado

2 Mário Carmo, AP Comunicação

3 Nelson Costa e Pedro Costa, PCC

4 Albano Melo e Paulo Torres,

Vieira & Freitas

5 Cátia Santos e Sónia Rodrigues,

Kikai

6 Flávio Menino, Autoizitânia

7 Pedro Vargas, Talosa, Jorge

Esteves, Paulo Martins e Rodrigo

Cabral, Tech One

8 Raul Silva e Carlos Abade, Neocom

9 Nuno Almeida, IFEMA - Motortec

7

8

9

10 Vitor Souto, Fimag, Ricardo Candeias e Joaquim Candeias,

bilstein group, Flávio Menino, Autozitânia

11 Carlos Coelho e Carlos Daniel Coelho, Phaarmpeças

10

11


EU RO PE AN DVIS

I

12 Joana Mendes, AP Comunicação

e Nuno Durão, Pro4matic

13 Anabela Bárbara e José Bárbara,

Kroftools

14 Laura Guedes e Miguel Lopes,

APL Expresso

15 Filipe Teixeira e Fátima Gonçalves,

X-Action

12

13

14

15

16 Joel Pinto, músico

17 Ricardo Candeias e Joaquim

Candeias, bilstein group

18 Joana Mendes, AP Comunicação,

Miguel Angel Prieto, Autopos

19 António Garrido e António

Gonçalves, Lusilectra

17 18 19

16

IO N


EU RO PE AN DVIS

I IO N

MERCADO

Empresa

Top100

1 2

3

4

5

1 Jorge Leite Martins, Jorge

Martins e Salomé Corujo Leite,

Auto Peças Gafanha

2 Rogério Saavedra, Arsipeças

3 Paul Cézanne, Fuchs

4 Raquel Marinho, Bosch

5 Joana Nunes e José Mendes,

Samiparts

6 Luciana Magalhães

e Agostinho Matos, Centrocor

7 Joana Mendes, AP Com

8 Miguel Valentim

e Maria João Neto, Global

Parts

9 Aloísio Cruz e Dario Alves,

Inforap

8

10

11

6 7

9

12

10 Ricardo Coelho e Fábio Varandas,

Axalta

11 Luis Costa e esposa, FCV Costa

12 Frederico Abecassis, Hella


EU RO PE AN DVIS

I IO N

MERCADO

Empresa

Top100

1

2

1 Manuel Silva e filho, Lovistin

2 Joel Lebre, Motorbus

3 Carlos Costa, José Vaz

e José Carvalho, Romafe

4 João Manuel, Ricardo

Almeida e Carlo Almeida,

Vicauto

3

4

6

5

7

8

5 João Vieira, Mário Carmo,

Joana Mendes e Paulo Franco,

AP Comunicação

9

6 Amadeu Fernandes, Spanjaard

7 Carlos Gonçalves, Filourém

8 Luis Ribeiro, Diesel Technic

9 Mário Torcato e Luis Santos,

Impoeste

10 Mário Carvalho, CARF

11 Carlos Oliveira e Diamantino

Costa, Sparkes & Sparkes

12 Fernando Moreira e Paulo

Agostinho, AleCarPeças,

Grisélia Afonso, SKF

13 João Marçal e Nuno Durão,

Pro4Matic

14 Vitor Souto e Filipe Souto,

Fimag

10

11

12

14

13


Empresa

Top100

DISTRIBUIDORES

Peças para

Ligeiros

Os 100 Maiores Distribuidores de Peças para Ligeiros faturaram em 2020 quase 938 milhões

de €, menos 4,9% que em 2019, queda muito inferior aos 15% estimados para o mercado

em ano de Pandemia (o Sector OE e as pequenas empresas terão sido mais penalizadas)

Apesar dos condicionalismos provocados

pela pandemia, o exercício

de 2020 para os distribuidores de

peças de veículos ligeiros, não foi

tão preocupante como se esperava,

principalmente se compararmos com outros

ramos de atividade que tiveram quebras enormes

de rentabilidade.

l As Exportações caíram 16,5 % diminuindo o seu

peso para 6% da Faturação.

l Aumentou em 2,1% o número de trabalhadores

que totalizaram 4.542. A produtividade caiu para

206 mil € por trabalhador.

A situação financeira manteve valores excelentes:

l Os lucros tiveram queda pequena (6,1%), sendo

apenas sete as empresas que apresentaram prejuízos.

l Autonomia Financeira aumentou para 50,4%,

excelente resultado.

l As Rentabilidades médias tiveram valores (excelentes)

de 3,7% das Vendas e 9,1% dos Capitais

Neste exercício a Sofrapa lidera em Volume de

Negócios, Exportação e Emprego, mas a Centrauto

dispõe dos Maiores Ativos e Capitais, sendo

também a maior geradora de Resultados e VAB. ◆

Top100 Aftermarket 2020 2021

19


MERCADO

Empresa

Top100

MAIORES DISTRIBUIDORES

DE PEÇAS PARA LIGEIROS

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2020 VOL. NEG. 2019 ATIVO 2020 RES. LIQ. 2020 CAP. PROP. 2020 VAB 2020 Nº TRAB. 2020

1 SOFRAPA AUTOMOVÉIS, S.A LISBOA 68 151 75 305 45 120 247 7 709 7 692 326

2 M. COUTINHO PEÇAS, S.A PORTO 47 876 51 705 19 309 237 6 950 3 375 118

3 CREATE BUSINESS, S.A. LISBOA 44 552 48 427 14 801 71 2 204 1 183 22

4 CENTRAUTO, LDA. AVEIRO 41 962 43 498 80 270 6 051 55 639 11 379 140

5 EUROMAIS, LDA. COIMBRA 38 373 37 566 20 760 736 2 001 3 167 42

6 VAUNER TRADING, S.A PORTO 35 246 38 656 28 844 1 305 17 289 6 679 152

7 AUTOZITÂNIA, S.A LISBOA 35 162 37 213 26 716 1 969 18 736 6 002 92

8 J.P.L.R 1 UNIPESSOAL, LDA. AVEIRO 33 193 32 296 30 807 1 196 12 649 6 316 253

9 AUTO DELTA, LDA. LEIRIA 28 947 27 852 23 608 2 535 17 318 6 335 110

10 NEWONEDRIVE, S.A. SETÚBAL 28 672 32 895 25 822 365 9 861 4 566 127

11 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. LISBOA 22 980 27 116 10 160 331 4 272 2 543 57

12 CAETANO PARTS, LDA. PORTO 20 106 23 614 5 478 119 1 852 3 653 75

13 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. LISBOA 19 762 21 832 11 551 377 4 080 3 230 73

14 BOMBÓLEO, LDA. LISBOA 19 046 20 862 13 667 215 3 917 2 239 59

15 EUROPEÇAS, S.A. LISBOA 16 631 16 799 11 478 243 4 772 3 640 104

16 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. LISBOA 16 506 16 895 11 267 1 048 6 490 2 465 33

17 SOULIMA, S.A. LISBOA 15 588 15 153 10 314 4 3 822 2 215 89

18 FIMAG, LDA. BRAGA 14 534 14 300 14 012 1 195 9 758 2 967 55

19 BRAGALIS, S.A. BRAGA 14 178 13 643 10 219 557 3 737 1 969 42

20 NORPARTS, LDA. LISBOA 12 236 13 157 7 528 64 2 011 1 801 63

21 LEIRILIS, S.A. LEIRIA 11 431 12 551 10 823 165 4 952 2 200 86

22 ARSIPEÇAS AUTO, LDA. AVEIRO 11 304 11 072 7 424 384 2 310 1 928 58

23 VIEIRA & FREITAS, LDA. BRAGA 11 103 10 788 10 039 1 206 8 808 2 852 39

24 A. VIEIRA, S.A BRAGA 10 086 10 521 8 984 395 5 004 2 152 59

25 SANDIA STAND-ACESSÓRIOS AUTO, LDA. FARO 10 075 11 352 8 767 1 091 6 311 2 848 67

26 ROMAFE, S.A. PORTO 10 028 11 334 13 816 412 12 414 2 441 52

27 M.F. PINTO, S.A. LISBOA 9 407 9 510 7 489 516 3 932 1 535 34

28 ALECARPEÇAS, LDA. LISBOA 9 317 8 161 4 961 434 2 863 1 656 49

29 HUMBERPEÇAS, LDA. AVEIRO 8 965 9 339 6 527 169 1 662 1 639 58

30 AUTO SILVA ACESSÓRIOS, S.A. PORTO 8 936 10 396 8 823 57 5 740 1 662 50

31 ISUVOL, LDA. SANTARÉM 8 738 8 962 7 543 511 3 685 2 229 63

32 CARDOSO & MAIA, S.A. PORTO 8 673 11 018 12 606 -386 5 791 2 260 115

33 INOVPEÇAS,S.A. PORTO 8 541 7 748 5 970 635 2 007 2 086 75

34 RODAPEÇAS, S.A LEIRIA 8 383 8 814 5 601 228 2 348 2 041 83

35 IBEROTURBO, LDA. LISBOA 8 241 8 308 5 997 182 2 499 730 14

36 J. SOARES & RODRIGUES, LDA. (SOARAUTO) BRAGA 6 470 6 559 4 379 355 1 937 1 523 48

37 3.0 INNOVATIVE AFTERMARKET GROUP, S.A. (REDEINNOV) PORTO 5 410 5 639 1 427 186 648 550 8

38 ADELINO PEDRO, LDA. (APL EXPRESSO) AÇORES 5 383 5 957 4 158 230 2 191 1 224 40

39 ATLANTIC PARTS, S.A. LISBOA 5 213 6 439 4 550 -248 2 235 323 22

40 AUTO RECTO, LDA. PORTO 5 177 5 148 6 304 497 5 224 1 303 24

41 AUTOPEÇAS CAB, LDA. SETÚBAL 4 935 5 153 3 436 79 2 509 1 383 54

42 AUTO TORRE DA MARINHA, LDA. SETÚBAL 4 797 4 849 3 779 137 2 107 1 187 30

43 INFINIAUTO, LDA. PORTO 4 628 4 312 7 840 384 6 224 1 056 26

44 PEÇASRAM, LDA. MADEIRA 4 544 4 427 3 400 301 2 628 1 449 44

45 TURBOMAX, LDA. SETÚBAL 4 485 4 424 3 752 316 2 407 1 294 29

46 MONDEGOPEÇAS, LDA. COIMBRA 4 482 4 223 3 500 124 1 878 1 007 36

47 GAIAFOR, LDA. PORTO 4 401 4 697 2 222 108 1 018 878 37

48 LUBRINORDESTE, LDA. VILA REAL 4 375 4 454 2 654 106 837 995 35

49 PAULO & DANIELA, LDA. (PD AUTO) BRAGA 4 235 4 116 3 618 140 1 447 935 33

50 JAPOPEÇAS, LDA AVEIRO 4 146 3 902 4 619 530 4 209 1 119 20

20

Top100 Aftermarket 2020 2021


Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2020 VOL. NEG. 2019 ATIVO 2020 RES. LIQ. 2020 CAP. PROP. 2020 VAB 2020 Nº TRAB. 2020

51 MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) PORTO 4 087 3 943 6 708 781 6 150 1 743 30

52 PHAARMPEÇAS, UNIPESSOAL, LDA. VISEU 4 012 3 839 2 270 165 957 974 39

53 DAVASA AUTOMOCIÓN, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL LISBOA 3 992 4 622 11 154 -96 -1 350 470 26

54 RUI & PAULO ALMEIDA, LDA. LISBOA 3 902 4 175 3 720 18 666 993 42

55 GRANMOTOR, LDA. LISBOA 3 757 4 158 1 936 21 759 774 27

56 HOJER ELECTROMECÂNICA, LDA. SANTARÉM 3 742 3 596 4 064 69 1 699 665 36

57 SIMOPEÇAS, LDA. LISBOA 3 710 5 332 2 492 380 1 874 1 119 23

58 GLOBESCALA, LDA. LISBOA 3 654 4 496 5 722 100 1 749 413 10

59 NIPOCAR, LDA. PORTO 3 609 3 172 4 316 309 3 711 1 108 28

60 CYR - COMÉRCIO IBÉRICO DE ROLAMENTOS, LDA. LISBOA 3 553 3 186 3 850 129 1 375 984 31

61 JOSÉ MANUEL RODRIGUES FORTUNATO, UNIPESSOAL, LDA. C. BRANCO 3 495 3 297 2 474 197 1 436 741 27

62 FILOURÉM, LDA. SANTARÉM 3 467 3 491 2 277 52 1 228 562 18

63 MAIORPEÇAS, LDA. SANTARÉM 3 453 3 464 2 729 119 1 491 641 22

64 AUTOZITÂNIA II, S.A. LISBOA 3 403 3 155 2 085 89 1 783 648 17

65 R3D, LDA. C. BRANCO 3 391 3 694 3 416 221 2 126 847 33

66 TISOAUTO, LDA. PORTO 3 370 3 525 2 105 18 888 633 45

67 MENAPEÇAS, S.A. LISBOA 3 328 3 025 3 861 21 3 440 758 32

68 BARCELPEÇAS, LDA. BRAGA 3 315 3 169 2 915 173 2 220 666 27

69 AUTO PEÇAS DA GAFANHA DA NAZARÉ, LDA. AVEIRO 3 267 3 470 2 891 1 423 525 26

70 CARLOS MANUEL MACHADO SILVA, LDA. LEIRIA 3 120 3 126 2 619 234 2 212 608 14

71 AUTO FORNECEDORA ACESSÓRIOS, LDA. PORTO 3 090 3 374 3 266 -105 2 720 492 16

72 MACOS, LDA. PORTO 3 086 3 318 4 319 388 3 696 913 22

73 FRANCECAR, LDA. VISEU 3 003 2 923 2 119 106 1 815 642 19

74 RODEÇA, LDA AVEIRO 2 977 2 901 1 764 37 869 637 31

75 POLIBATERIAS, LDA. SETÚBAL 2 956 2 679 1 888 354 1 138 822 7

76 VALES & VALES, LDA. PORTO 2 945 2 866 1 743 144 872 689 28

77 MCS, UNIPESSOAL, LDA. LISBOA 2 884 3 002 2 242 177 1 202 861 23

78 AÇORPEÇAS, LDA. PONTA DELGADA 2 773 2 678 2 869 350 2 528 879 21

79 FLUXOIMPOR, LDA. PORTO 2 750 2 859 2 492 250 1 721 745 19

80 NEOCOM, LDA. AVEIRO 2 734 2 593 3 372 48 2 766 1 176 23

81 X-ACTION, LDA. COIMBRA 2 728 3 022 1 418 16 525 528 22

82 ELPS, LDA. MADEIRA 2 599 2 846 2 959 140 1 059 609 18

83 SÁ GOMES, S.A (AUTO ESFERA) BRAGA 2 519 2 783 4 014 43 2 186 496 22

84 ORCOPEÇAS, LDA. SANTARÉM 2 518 2 535 1 727 30 1 240 571 24

85 P. P. T. - PEÇAS AUTO DE BRAGA, LDA. BRAGA 2 476 2 495 1 114 55 360 578 19

86 OLIVEIRA MOREIRA & AZEVEDO, LDA. AVEIRO 2 435 2 434 1 670 125 683 504 15

87 VISELDIESEL, LDA. VISEU 2 418 3 040 1 511 -213 266 257 19

88 GANDRA & FILHOS. LDA. (AUTO FORMIGOSA) V. DO CASTELO 2 408 2 466 2 316 51 821 450 22

89 DINGIPEÇAS, LDA. LEIRIA 2 404 2 550 1 374 -162 487 435 24

90 PLACAUTO, S.A. LISBOA 2 399 2 236 1 986 177 917 626 13

91 GULOSIPEÇAS, LDA. V. DO CASTELO 2 361 2 720 1 674 148 696 542 19

92 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. SANTARÉM 2 332 2 075 1 908 230 1 270 721 15

93 R.P.L. CLIMA, LDA. FARO 2 303 2 196 1 797 249 1 242 630 13

94 AUTOAVAL, LDA. COIMBRA 2 266 1 952 1 081 101 661 495 14

95 2M1J - SOLUÇÕES AUTO, LDA. (N PEÇAS) LISBOA 2 260 2 463 1 370 -24 212 310 19

96 SAMIPARTS, LDA. LEIRIA 2 256 2 775 1 738 78 930 504 18

97 SIMPORAL, LDA. LISBOA 2 214 2 033 1 553 99 915 717 18

98 RUGEMPEÇAS, LDA. LISBOA 2 177 2 475 1 233 93 1 048 408 21

99 COSIMPOR, S.A. VISEU 2 172 2 326 2 535 3 158 202 10

100 MOTORMÁQUINA, LDA. LISBOA 2 170 2 756 3 470 223 2 993 699 15

Top100 Aftermarket 2020 2021 21


MERCADO

Empresa

Top100

EVOLUÇÃO DO VOLUME DE NEGÓCIOS

DISTRIBUIDORES DE PEÇAS LIGEIROS

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2020

CRESC. VOL.

NEG. (20/19)

VOL. NEG.

2019

CRESC. VOL.

NEG. (19/18)

VOL. NEG. 2018

CRESC. VOL.

NEG. (18/17)

1 AUTOAVAL, LDA. COIMBRA 2 266 16,1 1 952 28,1 1 524 19,9 1 271

2 ALECARPEÇAS, LDA. LISBOA 9 317 14,2 8 161 13,0 7 223 3,1 7 005

3 NIPOCAR, LDA. PORTO 3 609 13,8 3 172 4,6 3 033 6,9 2 837

4 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. SANTARÉM 2 332 12,4 2 075 - - - -

5 CYR - COMÉRCIO IBÉRICO DE ROLAMENTOS, LDA. LISBOA 3 553 11,5 3 186 13,9 2 798 4,2 2 685

6 POLIBATERIAS, LDA. SETÚBAL 2 956 10,3 2 679 -7,2 2 887 13,0 2 554

7 INOVPEÇAS, S.A. PORTO 8 541 10,2 7 748 29,4 5 989 23,0 4 869

8 MENAPEÇAS, S.A. LISBOA 3 328 10,0 3 025 -6,1 3 220 -15,9 3 830

9 SIMPORAL, LDA. LISBOA 2 214 8,9 2 033 -4,0 2 118 7,3 1 974

10 AUTOZITÂNIA II, S.A. LISBOA 3 403 7,9 3 155 1,8 3 098 -3,2 3 199

11 INFINIAUTO, UNIPESSOAL, LDA. PORTO 4 628 7,3 4 312 11,1 3 880 8,2 3 585

12 PLACAUTO, S.A. LISBOA 2 399 7,3 2 236 - - - -

13 JAPOPEÇAS, LDA AVEIRO 4 146 6,3 3 902 -1,2 3 949 -4,0 4 115

14 MONDEGOPEÇAS, LDA. COIMBRA 4 482 6,1 4 223 13,7 3 713 14,0 3 257

15 JOSÉ MANUEL RODRIGUES FORTUNATO, UNIPESSOAL, LDA. C. BRANCO 3 495 6,0 3 297 28,2 2 572 5,8 2 430

16 NEOCOM, LDA. AVEIRO 2 734 5,4 2 593 47,7 1 755 -21,5 2 236

17 R.P.L. CLIMA, LDA. FARO 2 303 4,9 2 196 2,9 2 134 1,4 2 104

18 BARCELPEÇAS, LDA. BRAGA 3 315 4,6 3 169 6,8 2 966 7,3 2 765

19 PHAARMPEÇAS, UNIPESSOAL, LDA. VISEU 4 012 4,5 3 839 9,9 3 494 15,5 3 024

20 HOJER ELECTROMECÂNICA, LDA. SANTARÉM 3 742 4,1 3 596 2,0 3 524 4,8 3 364

21 AUTO DELTA, LDA. LEIRIA 28 947 3,9 27 852 12,0 24 872 10,0 22 608

22 BRAGALIS, S.A. BRAGA 14 178 3,9 13 643 2,0 13 370 5,5 12 677

23 MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) PORTO 4 087 3,7 3 943 10,0 3 586 -0,7 3 613

24 AÇORPEÇAS, LDA. PONTA DELGADA 2 773 3,5 2 678 -2,2 2 739 13,2 2 420

25 VIEIRA & FREITAS, LDA. BRAGA 11 103 2,9 10 788 7,0 10 086 14,2 8 829

26 PAULO & DANIELA, LDA. (PD AUTO) BRAGA 4 235 2,9 4 116 3,8 3 965 12,7 3 519

27 SOULIMA, S.A. LISBOA 15 588 2,9 15 153 4,7 14 466 -3,0 14 911

28 J.P.L.R 1 UNIPESSOAL, LDA. AVEIRO 33 193 2,8 32 296 8,6 29 752 7,0 27 808

29 VALES & VALES, LDA. PORTO 2 945 2,8 2 866 20,8 2 373 - -

30 FRANCECAR, LDA. VISEU 3 003 2,7 2 923 0,5 2 909 1,4 2 868

31 PEÇASRAM, LDA. MADEIRA 4 544 2,6 4 427 9,7 4 037 21,0 3 335

32 RODEÇA, LDA AVEIRO 2 977 2,6 2 901 22,9 2 360 - -

33 EUROMAIS, LDA. COIMBRA 38 373 2,1 37 566 -3,5 38 939 12,8 34 518

34 ARSIPEÇAS, LDA. AVEIRO 11 304 2,1 11 072 10,9 9 988 27,2 7 854

35 FIMAG, LDA. BRAGA 14 534 1,6 14 300 8,3 13 201 -0,2 13 222

36 TURBOMAX, LDA. SETÚBAL 4 485 1,4 4 424 20,7 3 664 14,8 3 191

37 AUTO RECTO, LDA. PORTO 5 177 0,6 5 148 4,5 4 925 -2,2 5 034

38 OLIVEIRA MOREIRA & AZEVEDO, LDA. AVEIRO 2 435 0,0 2 434 18,6 2 053 - -

39 CARLOS MANUEL MACHADO SILVA, LDA. LEIRIA 3 120 -0,2 3 126 12,8 2 771 5,9 2 616

40 MAIORPEÇAS, LDA. SANTARÉM 3 453 -0,3 3 464 11,6 3 103 - -

41 ORCOPEÇAS, LDA. SANTARÉM 2 518 -0,7 2 535 6,8 2 374 3,3 2 299

42 FILOURÉM, LDA. SANTARÉM 3 467 -0,7 3 491 2,9 3 394 -2,9 3 494

43 P. P. T. - PEÇAS AUTO DE BRAGA, LDA. BRAGA 2 476 -0,8 2 495 3,4 2 414 14,6 2 107

44 IBEROTURBO, LDA. LISBOA 8 241 -0,8 8 308 -1,6 8 446 -5,5 8 939

45 EUROPEÇAS, S.A LISBOA 16 631 -1,0 16 799 8,3 15 509 6,6 14 551

46 AUTO TORRE DA MARINHA, LDA. SETÚBAL 4 797 -1,1 4 849 8,7 4 459 11,1 4 015

47 M.F. PINTO, S.A. LISBOA 9 407 -1,1 9 510 18,9 7 997 5,8 7 558

48 J. SOARES & RODRIGUES, LDA. (SOARAUTO) BRAGA 6 470 -1,4 6 559 3,2 6 358 10,0 5 781

49 LUBRINORDESTE, LDA. VILA REAL 4 375 -1,8 4 454 4 342 20,5 3 603

50 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. LISBOA 16 506 -2,3 16 895 16 095 1,1 15 920

VOL. NEG.

2017

22 Top100 Aftermarket 2020 2021


Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2020

CRESC. VOL.

NEG. (20/19)

VOL. NEG.

2019

CRESC. VOL.

NEG. (19/18)

VOL. NEG. 2018

CRESC. VOL.

NEG. (18/17)

51 GANDRA & FILHOS, LDA. (AUTO FORMIGOSA) V. DO CASTELO 2 408 -2,4 2 466 14,3 2 158 -6,4 2 306

52 ISUVOL, LDA. SANTARÉM 8 738 -2,5 8 962 14,5 7 827 16,5 6 717

53 CENTRAUTO, LDA. AVEIRO 41 962 -3,5 43 498 3,5 42 010 3,9 40 426

54 FLUXOIMPOR, LDA. PORTO 2 750 -3,8 2 859 - - - -

55 MCS, UNIPESSOAL, LDA. LISBOA 2 884 -3,9 3 002 6,7 2 814 15,1 2 444

56 HUMBERPEÇAS, LDA. AVEIRO 8 965 -4,0 9 339 14,1 8 188 21,4 6 745

57 3.0 INNOVATIVE AFTERMARKET GROUP, S.A. (REDEINNOV) PORTO 5 410 -4,1 5 639 24,2 4 540 40,6 3 230

58 A. VIEIRA, S.A BRAGA 10 086 -4,1 10 521 -0,4 10 558 -4,0 10 997

59 AUTOPEÇAS CAB, LDA. SETÚBAL 4 935 -4,2 5 153 8,1 4 766 3,6 4 599

60 TISOAUTO, LDA. PORTO 3 370 -4,4 3 525 5,2 3 350 -0,3 3 361

61 RODAPEÇAS, S.A LEIRIA 8 383 -4,9 8 814 6,0 8 312 11,8 7 437

62 AUTOZITÂNIA, S.A LISBOA 35 162 -5,5 37 213 6,8 34 853 6,7 32 677

63 DINGIPEÇAS, LDA. LEIRIA 2 404 -5,7 2 550 18,6 2 150 8,4 1 984

64 AUTO PEÇAS DA GAFANHA DA NAZARÉ, LDA. AVEIRO 3 267 -5,9 3 470 4,6 3 318 -1,9 3 382

65 GAIAFOR, LDA. PORTO 4 401 -6,3 4 697 17,5 3 998 22,9 3 252

66 RUI & PAULO ALMEIDA, LDA. LISBOA 3 902 -6,5 4 175 35,2 3 089 1,3 3 050

67 COSIMPOR, S.A. VISEU 2 172 -6,6 2 326 - - - -

68 MACOS, LDA. PORTO 3 086 -7,0 3 318 1,7 3 263 1,7 3 208

69 NORPARTS, LDA. LISBOA 12 236 -7,0 13 157 12,6 11 687 20,6 9 689

70 M. COUTINHO PEÇAS, S.A PORTO 47 876 -7,4 51 705 12,0 46 161 13,6 40 650

71 CREATE BUSINESS, S.A. LISBOA 44 552 -8,0 48 427 12,9 42 875 13,6 37 748

72 R3D, LDA. CASTELO BRANCO 3 391 -8,2 3 694 -7,8 4 007 24,2 3 225

73 2M1J - SOLUÇÕES AUTO, LDA. (N PEÇAS) LISBOA 2 260 -8,2 2 463 8,4 2 272 7,4 2 116

74 AUTO FORNECEDORA, LDA. PORTO 3 090 -8,4 3 374 -7,6 3 650 -5,7 3 870

75 ELPS, LDA. MADEIRA 2 599 -8,7 2 846 6,1 2 682 -3,4 2 776

76 BOMBÓLEO, LDA LISBOA 19 046 -8,7 20 862 3,5 20 157 0,3 20 095

77 VAUNER TRADING, S.A. PORTO 35 246 -8,8 38 656 -1,6 39 288 2,1 38 490

78 LEIRILIS, S.A. LEIRIA 11 431 -8,9 12 551 1,5 12 361 6,6 11 600

79 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. LISBOA 19 762 -9,5 21 832 6,6 20 479 7,6 19 041

80 SÁ GOMES, S.A. (AUTO ESFERA) BRAGA 2 519 -9,5 2 783 -0,2 2 789 -4,5 2 919

81 SOFRAPA AUTOMOVÉIS, S.A. LISBOA 68 151 -9,5 75 305 5,9 71 089 17,5 60 527

82 ADELINO PEDRO, LDA. (APL EXPRESSO) AÇORES 5 383 -9,6 5 957 10,1 5 410 12,2 4 821

83 GRANMOTOR, LDA. LISBOA 3 757 -9,6 4 158 0,8 4 123 -0,9 4 159

84 X-ACTION, LDA. COIMBRA 2 728 -9,7 3 022 2,6 2 946 10,7 2 662

85 SANDIA STAND, LDA. FARO 10 075 -11,2 11 352 9,2 10 391 14,4 9 083

86 ROMAFE, S.A. PORTO 10 028 -11,5 11 334 0,9 11 232 12,8 9 954

87 RUGEMPEÇAS, LDA. LISBOA 2 177 -12,0 2 475 8,8 2 275 9,3 2 081

88 NEWONEDRIVE, S.A. SETÚBAL 28 672 -12,8 32 895 230,7 9 947 1,7 9 780

89 GULOSIPEÇAS, LDA. V. DO CASTELO 2 361 -13,2 2 720 8,8 2 500 5,9 2 361

90 DAVASA AUTOMOCIÓN, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL LISBOA 3 992 -13,6 4 622 4,9 4 406 -3,8 4 582

91 AUTO SILVA ACESSÓRIOS, S.A. PORTO 8 936 -14,0 10 396 -2,0 10 604 0,5 10 556

92 CAETANO PARTS, LDA. PORTO 20 106 -14,9 23 614 -6,4 25 237 -3,1 26 040

93 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. LISBOA 22 980 -15,3 27 116 -2,7 27 877 0,6 27 714

94 SAMIPARTS, LDA. LEIRIA 2 256 -18,7 2 775 1,5 2 733 7,6 2 541

95 GLOBESCALA, LDA. LISBOA 3 654 -18,7 4 496 9,9 4 090 -0,8 4 121

96 ATLANTIC PARTS, S.A. LISBOA 5 213 -19,0 6 439 -23,6 8 423 2,6 8 207

97 VISELDIESEL, LDA. VISEU 2 418 -20,5 3 040 -2,0 3 103 18,6 2 617

98 CARDOSO & MAIA, S.A. PORTO 8 673 -21,3 11 018 -13,5 12 732 -2,4 13 045

99 MOTORMÁQUINA, LDA. LISBOA 2 170 -21,3 2 756 9,4 2 520 5,8 2 381

100 SIMOPEÇAS, LDA. LISBOA 3 710 -30,4 5 332 - - -

VOL. NEG.

2017

Top100 Aftermarket 2020 2021

23


MERCADO

Empresa

Top100

OS MELHORES POR

critérios

A eleição dos melhores distribuidores por critérios, é uma iniciativa que pretende premiar as

empresas dos vários setores de Distribuição (Peças Ligeiros, Peças Pesados, Equipamentos,

Repintura e Pneus), que mais se destacaram no último ano. A análise qualitativa obedece a

seis critérios previamente definidos que explicamos nestas páginas

As análises e a escolha das Melhores

Empresas incide sobre os

“Distribuidores de Peças para

Veículos Ligeiros”, “Distribuidores

de Peças para Pesados”,

“Distribuidores de Equipamentos Oficinais”,

“Distribuidores de Repintura” e “Distribuidores

de Pneus”. Os dados apresentados correspondem

aos publicados na informação IES relativa ao

exercício de 2020 que as empresas entregaram

na AT – Autoridade Tributária.

Neste Estudo realizado pela IF4, não se incluem

atividades de empresas que são realizadas por

unidades especializadas de empresas com outra

atividade, em particular: Auto Industrial Peças

(Integrada no Grupo Auto Industrial); Gamobar

Peças (Integrada no Grupo Caetano Parts); e Santogal

Peças (Integrada na Santogal N).

Análise por critérios

Para eleger as empresas dos Quadros de Honra,

24 Top100 Aftermarket 2020


tiago domingos, auto delta , recebe dos

patrocinadores nuno durão,

pro4matic e ricardo ribeiro, trustauto,

o troféu de 1º classificado

paulo torres, vieira & freitas,

recebe do patrocinador

Ricardo ribeiro, trustauto,

o troféu de 2º classificado

QUADRO DE HONRA

n.º empresa distrito

1 AUTO DELTA, LDA. LEIRIA

JOAQUIM SOUSA, sousa dos radiadores, recebe do

patrocinador nuno durão, pro4matic, o troféu

de 3º classificado

2 VIEIRA & FREITAS, LDA. BRAGA

3 MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) PORTO

4 EUROMAIS, LDA. COIMBRA

5 JAPOPEÇAS, LDA AVEIRO

6 FIMAG, LDA. BRAGA

7 INOVPEÇAS ,S.A. PORTO

8 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. SANTARÉM

9 POLIBATERIAS, LDA. SETÚBAL

10 NIPOCAR, LDA. PORTO

a Revista TOP 100 utilizou um conjunto de indicadores

e rácios económico-financeiros. Estes

rácios permitem fazer um retrato das principais

empresas e setores de atividade. Esta apresentação

dos termos técnicos utilizados permite que

o leitor fique a saber o que significam, como

se calculam e se interpretam os indicadores

e rácios utilizados. É este conjunto de dados

e indicadores que permite traçar um retrato

qualitativo da realidade dos distribuidores de

peças, equipamentos e repintura.

Os rácios e os indicadores que fazem o retrato

económico e financeiro das empresas e a avaliação

da sua performance servem de base à escolha

das melhores empresas. Os critérios de seleção

das empresas estão baseados em dados exclusivamente

quantitativos referente aos resultados

de 2020 em termos de:

l Valor Acrescentado Bruto (VAB)

l Crescimento do Volume de Negócios

l Autonomia Financeira

l Produtividade Real

l Rentabilidade dos Capitais Próprios

l Geração de Emprego

A opção por este grupo de critérios radica no

facto de, em conjunto, permitir avaliar a contribuição

das empresas para a economia, verificar

o seu dinamismo, medir a sua rentabilidade e

compreender o equilíbrio financeiro, que são

condições necessárias para garantir o futuro e

a sustentabilidade do negócio.

Valor Acrescentado Bruto (VAB)

Para medir a contribuição das empresas para

a economia usa-se o VAB – Valor Acrescentado

Bruto, a melhor medida do contributo das

empresas para a economia, que junta todos

os fatores de produção: trabalho (despesas de

pessoal), capital (amortizações), excelência da

gestão (resultados). É calculado mediante a soma

das vendas e das prestações de serviços, trabalhos

para a própria empresa, variação de produção,

subsídios destinados à exploração e receitas suplementares,

menos consumos intermédios e os

fornecimentos e serviços externos.

Top100 Aftermarket 2021 25


MERCADO

Empresa

Top100

Crescimento do Volume de Negócios

Para medir o dinamismo recorremos ao Crescimento

de Vendas verificado no último exercício.

Num mercado estável e concorrencial, ganhar

quota de mercado é um símbolo de excelência. Este

é um critério essencial para avaliar o dinamismo e

a eficácia da empresa, em tempo de crise. Valores

positivos indicam crescimento das vendas, dinamismo

empresarial e conquista de novos clientes

ou quotas de mercado.

Autonomia Financeira

O equilíbrio financeiro é testado através do indicador

de Autonomia Financeira, que permite

ver qual a percentagem do ativo financiado pelos

capitais próprios, sem recurso a entidades financeiras

ou fornecedores. É um indicador do equilíbrio

financeiro da empresa, já que mede o grau de

financiamento do ativo pelos capitais próprios.

Calculada pelo quociente entre os capitais próprios

e o ativo total líquido. Indica o peso dos capitais

próprios no financiamento da empresa e complementa

o rácio de endividamento.

Produtividade Real

A Produtividade Real é o indicador mais utilizado

para medir a eficiência da empresa, medindo o

valor da contribuição de cada trabalhador para o

volume de negócios da empresa. Mede a eficiência

da empresa na utilização dos seus recursos humanos,

representando os valores mais elevados e maior

produtividade. Comparações entre a produtividade

de empresas de diferentes sectores devem ser feitas

com cuidado, tal como comparações de produtividade

entre sectores de atividade diferentes. Por

exemplo, uma indústria de capital intensivo terá, em

condições normais, uma produtividade do trabalho

superior a uma de mão-de-obra intensiva.

Rentabilidade dos Capitais Próprios

A Rentabilidade dos Capitais mede a retribuição

da empresa aos seus acionistas. Assumindo que os

capitais próprios da entidade representam a sua

situação patrimonial líquida, isto é, o seu valor contabilístico,

pode-se considerar a rendibilidade do

DISTRIBUIDORES DE PEÇAS LIGEIROS

TOP 10 POR CRITÉRIO

CRESCIMENTO Volume negóCIOS

n.º empresa

1 NIPOCAR, LDA. 13,8

2 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. 12,4

3 POLIBATERIAS, LDA. 10,3

4 INOVPEÇAS, S.A. 10,2

5 JAPOPEÇAS, LDA. 6,3

6 AUTO DELTA, LDA. 3,9

7 MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) 3,7

8 VIEIRA & FREITAS, LDA. 2,9

9 EUROMAIS, LDA. 2,1

10 FIMAG, LDA. 1,6

RENTABILIDADE CAPITAL PRÓPRIO

n.º empresa

1 EUROMAIS, LDA. 36,8

2 INOVPEÇAS, S.A. 31,6

3 POLIBATERIAS, LDA. 31,1

4 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. 18,1

5 AUTO DELTA, LDA. 14,6

6 VIEIRA & FREITAS, LDA. 13,7

7 MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) 12,7

8 JAPOPEÇAS, LDA. 12,6

9 FIMAG, LDA. 12,2

10 NIPOCAR, LDA. 8,3

26 Top100 Aftermarket 2020 2021


DISTRIBUIDORES DE PEÇAS PARA LIGEIROS OS MELHORES POR CRITÉRIOS

capital próprio como sendo a rendibilidade da entidade.

O cálculo é efetuado pela divisão dos resultados

líquidos pelo valor dos capitais próprios da entidade.

Geração e Emprego

A Geração de Emprego é uma boa forma de medir

o compromisso da empresa com a sociedade.

Um indicador que dá sinais para a expansão futura

da empresa. Em tempo de crise, a manutenção

do emprego já pode ser considerado um resultado

ambicioso, face à onda de encerramentos e dispensas

de pessoal. O dado indicado refere-se ao

número de funcionários ao serviço da empresa em

31 de dezembro de 2020 e serve para o cálculo

da produtividade do trabalho.

Critérios são acumulativos

A destacar que estes seis critérios não são eliminativos,

mas acumulativos: uma empresa que

obtenha boa pontuação em quatro ou cinco critérios

e fraca em um ou dois critérios, poderá ser

considerada excelente. Por exemplo, uma empresa

que cria valor acrescentado, mantém uma correta

estrutura financeira, elevada produtividade

e rentabilidade, pode crescer pouco e não gerar

emprego, mas se as pontuações o permitirem,

pode estar no Quadro de Honra. De referir ainda

que utilizamos dois critérios eliminativos: não

entram no cálculo para o Quadro de Honra, as

empresas que não crescem ou que obtiveram Resultados

Negativos (prejuízos) no último exercício

superiores à queda do mercado (-5%).

Para o setor de distribuidores de peças para ligeiros,

foram apuradas 61 empresas, tendo sido

eliminadas as que apresentaram resultados negativos

superiores à queda do mercado (-5%). É

pontuada com 61 pontos a empresa líder em cada

critério e com 1 ponto a empresa que ocupa o

lugar 61 e logicamente com valores intermédios,

de modo decrescente, as empresas situadas entre

os lugares 2 e 61 de cada critério. Somando a

pontuação obtida em cada critério obtém-se a

pontuação total, que permite definir o ranking

das 10 melhores empresas. Para os outros três

setores (Pesados, Equipamentos e Repintura), foi

seguido o mesmo método de cálculo. ◆

VALOR ACRESCENTADO BRUTO (vaB)

n.º empresa

1 AUTO DELTA, LDA. 6 335

2 EUROMAIS, LDA. 3 167

3 FIMAG, LDA. 2 967

4 VIEIRA & FREITAS, LDA. 2 852

5 INOVPEÇAS, S.A. 2 086

6 MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) 1 743

7 JAPOPEÇAS, LDA. 1 119

8 NIPOCAR, LDA. 1 108

9 POLIBATERIAS, LDA. 822

10 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. 721

PRODUTIVIDADE REAL

n.º empresa

1 POLIBATERIAS, LDA. 117

2 EUROMAIS, LDA. 75

3 VIEIRA & FREITAS, LDA. 73

4 MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) 58

5 AUTO DELTA, LDA. 58

6 JAPOPEÇAS, LDA. 56

7 FIMAG, LDA. 54

8 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. 48

9 NIPOCAR, LDA. 40

10 INOVPEÇAS, S.A. 28

AUTONOMIA FINANCEIRA

n.º empresa

1 MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) 91,7

2 JAPOPEÇAS, LDA. 91,1

3 VIEIRA & FREITAS, LDA. 87,7

4 NIPOCAR, LDA. 86,0

5 AUTO DELTA, LDA. 73,4

6 FIMAG, LDA. 69,6

7 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. 66,6

8 POLIBATERIAS, LDA. 60,3

9 INOVPEÇAS, S.A. 33,6

10 EUROMAIS, LDA. 9,6

GERAÇÃO EMPREGO

n.º empresa

1 INOVPEÇAS, S.A. 10

2 EUROMAIS, LDA. 6

3 AUTO DELTA, LDA. 2

4 FIMAG, LDA. 2

5 VIEIRA & FREITAS, LDA. 2

6 MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) 1

7 NIPOCAR, LDA. 1

8 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. 1

9 JAPOPEÇAS, LDA. 0

10 POLIBATERIAS, LDA. -1

Top100 Aftermarket 2020 2021

27


MERCADO

Empresa

Top25

DISTRIBUIDORES

Peças para Veículos

Pesados

Os 25 Maiores distribuidores de Peças para Pesados faturaram em 2020, 124 milhões de €,

menos 3,5% que no ano anterior, queda inferior ao subsetor de Peças para Ligeiros

O

impacto da pandemia no setor

dos pesados foi francamente menor

do que o previsto. O aumento

da mobilidade profissional que

proporcionou a logística necessária

para servir as pessoas em suas casas, acabou

por manter o negócio em níveis muito razoáveis.

l O valor exportado aumentou 1,8 %, significando

10% do total faturado.

l Empregam 571 trabalhadores (-4,7%), aumentando

a produtividade média para 217 mil € por

trabalhador.

Os indicadores financeiros mantiveram excelentes

valores:

l Autonomia Financeira: 53,9% dos Ativos financiados

por Capitais Próprios.

l Unicamente duas empresas apresentaram prejuízos.

l Pequena queda dos Resultados Líquidos, mantendo

Rentabilidades elevadas: 4,1% das Vendas

e 7,6% dos Capitais.

A Civiparts lidera em Volume de Negócios,

Ativos, Capitais, VAB e Emprego. A Motorbus

lidera em Resultados Líquidos e Exportações,

aproximando-se da liderança em Volume de

Negócios. ◆

28

Top100 Aftermarket 2021


JOEL LEBRE, MOTORBUS, RECEBE DO PATROCINADOR

pATxi Gorrotxategi, TALOSA, O TROFÉU 1º CLASSIFICADO

QUADRO DE HONRA

n.º empresa distrito

1 MOTORBUS, LDA. PORTO

2 VICAUTO, LDA. VISEU

3 HBC II-PEÇAS AUTO, LDA. LEIRIA

4 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. LISBOA

5 SUSPARTES, LDA. SETÚBAL

6 VIA PESADOS, LDA. VIANA CASTELO

7 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. LEIRIA

8 ECOPARTES, LDA. LEIRIA

9 LEIRIPESADOS-COMÉRCIO DE PEÇAS, LDA. LEIRIA

10 RECAMBIOS BARREIRO,SUCURSAL EM PORTUGAL, LDA. PORTO

RICARDO ALMEIDA, VICAUTO, RECEBE DO

PATROCINADOR LUIS RIBEIRO, DIESEL

TECHNIC, O TROFÉU 2º CLASSIFICADO

Top100 Aftermarket 2021

29


MERCADO

Empresa

Top25

DISTRIBUIDORES DE PEÇAS para pesados

TOP 10 POR CRITÉRIO

CRESCIMENTO VOLUME NEGÓCIOS

n.º EMPRESA

1 MOTORBUS, LDA. 23,4

2 LEIRIPESADOS, LDA. 16,4

3 SUSPARTES, LDA. 16,3

4 VIA PESADOS, LDA. 13,0

5 VICAUTO, LDA. 11,9

6 ECOPARTES, LDA. 11,1

7 HBC II, LDA. 7,0

8 RECAMBIOS BARREIRO, SUCURSAL EM PORTUGAL, LDA. 6,5

9 SGP - GLOBAL PARTS, LDA. 0,1

10 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 0,0

RENTABILIDADE CAPITAL PRÓPRIO

n.º EMPRESA

1 SGP - GLOBAL PARTS, LDA. 24,4

2 MOTORBUS, LDA. 21,0

3 VIA PESADOS, LDA. 20,1

4 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 19,9

5 VICAUTO, LDA. 17,6

6 HBC II, LDA. 8,1

7 ECOPARTES, LDA. 6,9

8 LEIRIPESADOS, LDA. 5,5

9 SUSPARTES, LDA. 5,0

10 RECAMBIOS BARREIRO, SUCURSAL EM PORTUGAL, LDA. 2,4

VALOR ACRESCENTADO BRUTO (VAB)

n.º EMPRESA

1 HBC II, LDA. 2 910

2 MOTORBUS, LDA. 2 706

3 SUSPARTES, LDA. 2 156

4 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 2 143

5 RECAMBIOS BARREIRO, SUCURSAL EM PORTUGAL, LDA. 1 025

6 SGP - GLOBAL PARTS, LDA. 983

7 VICAUTO, LDA. 712

8 VIA PESADOS, LDA. 656

9 ECOPARTES, LDA. 437

10 LEIRIPESADOS, LDA. 381

PRODUTIVIDADE REAL

n.º EMPRESA

1 SUSPARTES, LDA. 239,6

2 MOTORBUS, LDA. 90,2

3 VICAUTO, LDA. 71,2

4 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 48,7

5 LEIRIPESADOS, LDA. 47,6

6 VIA PESADOS, LDA. 46,9

7 SGP - GLOBAL PARTS, LDA. 46,8

8 HBC II, LDA. 42,8

9 ECOPARTES, LDA. 39,7

10 RECAMBIOS BARREIRO, SUCURSAL EM PORTUGAL, LDA. 35,3

AUTONOMIA FINANCEIRA

n.º EMPRESA

1 ECOPARTES, LDA. 78,2

2 VICAUTO, LDA. 69,2

3 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 61,7

4 MOTORBUS, LDA. 54,4

5 HBC II, LDA. 54,2

6 SUSPARTES, LDA. 53,9

7 SGP - GLOBAL PARTS, LDA. 42,8

8 LEIRIPESADOS, LDA. 38,9

9 VIA PESADOS, LDA. 37,9

10 RECAMBIOS BARREIRO, SUCURSAL EM PORTUGAL, LDA. 33,8

GERAÇÃO EMPREGO

n.º EMPRESA

1 SGP - GLOBAL PARTS, LDA. 3

2 MOTORBUS, LDA. 2

3 HBC II, LDA. 1

4 RECAMBIOS BARREIRO, SUCURSAL EM PORTUGAL, LDA. 1

5 VIA PESADOS, LDA. 1

6 ECOPARTES, LDA. 1

7 VICAUTO, LDA. 0

8 SUSPARTES, LDA. -1

9 LEIRIPESADOS, LDA. -1

10 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. -2

30

Top100 Aftermarket 2021


TOP25 - MAIORES DISTRIBUIDORES DE PEÇAS PARA PESADOS

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2020 VOL. NEG. 2019 ATIVO 2020 RES. LIQ. 2020 CAP. PROP. 2020 VAB 2020 Nº TRAB. 2020

1 CIVIPARTS, S.A LISBOA 20 246 26 651 29 277 -280 15 622 2 999 79

2 MOTORBUS, LDA. PORTO 17 575 14 243 12 782 1 460 6 955 2 706 30

3 HBC II, LDA. LEIRIA 13 609 12 718 11 469 506 6 219 2 910 68

4 EUROPART PORTUGAL, S.A. LISBOA 8 878 10 124 5 639 -95 2 280 1 391 40

5 D. COSTA, S.A. (COPEROL) LISBOA 7 864 7 871 8 203 241 3 491 1 982 69

6 RECAMBIOS BARREIRO, SUCURSAL EM PORTUGAL, LDA. PORTO 7 273 6 827 4 192 34 1 416 1 025 29

7 NASACAR, LDA. LISBOA 7 262 8 570 9 259 387 4 140 1 566 25

8 SGP - GLOBAL PARTS, LDA. LISBOA 5 554 5 551 3 282 343 1 405 983 21

9 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. LEIRIA 4 734 4 732 4 024 494 2 482 2 143 44

10 VIA PESADOS, LDA. V. DO CASTELO 3 144 2 782 2 129 162 807 656 14

11 TECNIAMPER, LDA. LISBOA 3 019 3 781 5 893 355 4 684 909 15

12 VICAUTO, LDA. VISEU 2 875 2 570 2 590 315 1 791 712 10

13 SUSPARTES, LDA. SETÚBAL 2 765 2 377 1 889 51 1 019 2 156 9

14 VISOPARTS, LDA. VISEU 2 603 2 900 2 391 197 1 509 638 10

15 ECOPARTES, LDA. LEIRIA 2 057 1 852 1 508 82 1 180 437 11

16 POVOA HIDRÁULICA, LDA. PORTO 1 996 2 049 2 433 11 1 545 412 15

17 DMS - TRUCKS, LDA. LEIRIA 1 943 2 104 4 022 443 3 720 1 101 14

18 GLOBAL PARTS SUL, LDA. SETÚBAL 1 824 1 908 869 72 263 391 10

19 POLICALÇO, LDA. PORTO 1 728 1 595 2 406 37 609 336 13

20 LEIRIPESADOS, LDA. LEIRIA 1 662 1 428 1 266 27 492 381 8

21 COMERCIALPEÇAS - MÁRIO DE ALMEIDA & MARTINS, LDA. PORTO 1 426 1 540 2 056 174 1 282 433 8

22 PROPESADOS, LDA. COIMBRA 1 160 1 306 1 449 59 775 346 8

23 VOLPEÇAS, LDA COIMBRA 1 000 1 043 1 478 44 1 053 235 6

24 ALMEFA, LDA. SETÚBAL 954 968 2 393 4 1 395 187 7

25 GOLIPE, LDA. LISBOA 855 1 066 1 100 -43 650 126 8

TOP25 - EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES PEÇAS PARA PESADOS

Nº EMPRESA DISTRITO

VOL. NEG.

2020

CRESC. VOL.

NEG. (20/19)

VOL. NEG.

2019

CRESC. VOL.

NEG. (19/18)

VOL. NEG.

2018

CRESC. VOL.

NEG. (18/17)

VOL. NEG.

2017

CRESC. VOL.

NEG. (17/16)

1 MOTORBUS, LDA. PORTO 17 575 23,4 14 243 21,7 11 706 20,3 9 729 20,0

2 LEIRIPESADOS, LDA. LEIRIA 1 662 16,4 1 428 -10,7 1 599 10,3 1 450 -1,5

3 SUSPARTES, LDA. SETÚBAL 2 765 16,3 2 377 -24,8 3 159 21,2 2 606 47,1

4 VIA PESADOS, LDA. V. DO CASTELO 3 144 13,0 2 782 -3,6 2 887 7,4 2 688 7,2

5 VICAUTO, LDA. VISEU 2 875 11,9 2 570 11,5 2 304 13,8 2 025 4,7

6 ECOPARTES, LDA. LEIRIA 2 057 11,1 1 852 -4,0 1 930 -8,5 2 110 -9,7

7 POLICALÇO, LDA. PORTO 1 728 8,3 1 595 1,9 1 565 -1,4 1 588 -0,9

8 HBC II - PEÇAS AUTO, LDA. LEIRIA 13 609 7,0 12 718 8,5 11 726 10,1 10 654 3,8

9 RECAMBIOS BARREIRO, SUCURSAL EM PORTUGAL, LDA. PORTO 7 273 6,5 6 827 18,9 5 743 7,1 5 360 1,1

10 SGP - GLOBAL PARTS, LDA. LISBOA 5 554 0,1 5 551 15,2 4 818 26,4 3 811 22,8

11 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. LEIRIA 4 734 0,0 4 732 -0,2 4 743 13,2 4 191 15,8

12 D. COSTA, S.A. (COPEROL) LISBOA 7 864 -0,1 7 871 0,2 7 857 -1,8 7 997 1,3

13 ALMEFA, LDA. SETÚBAL 954 -1,4 968 -21,4 1 231 -16,3 1 470 -7,4

14 PÓVOA HIDRÁULICA, LDA. PORTO 1 996 -2,6 2 049 - - - -

15 VOLPEÇAS, LDA COIMBRA 1 000 -4,1 1 043 22,7 850 -19,8 1 060 33,5

16 GLOBAL PARTS SUL, LDA. SETÚBAL 1 824 -4,4 1 908 6,2 1 797 9,6 1 639 -

17 COMERCIALPEÇAS - MÁRIO DE ALMEIDA & MARTINS, LDA. PORTO 1 426 -7,4 1 540 7,7 1 430 -5,2 1 509 12,9

18 DMS - TRUCKS, LDA. LEIRIA 1 943 -7,7 2 104 -9,3 2 321 6,0 2 189 1,6

19 VISOPARTS, LDA. VISEU 2 603 -10,2 2 900 14,1 2 542 11,7 2 276 4,1

20 PROPESADOS, LDA. COIMBRA 1 160 -11,2 1 306 -3,6 1 355 -4,4 1 417 -6,3

21 EUROPART PORTUGAL, S.A. LISBOA 8 878 -12,3 10 124 -5,8 10 742 1,2 10 619 4,2

22 NASACAR, LDA. LISBOA 7 262 -15,3 8 570 -10,0 9 520 -12,5 10 874 32,9

23 GOLIPE, LDA. LISBOA 855 -19,8 1 066 -2,6 1 095 -3,7 1 137 2,9

24 TECNIAMPER, LDA. LISBOA 3 019 -20,2 3 781 -4,4 3 953 -1,8 4 025 18,0

25 CIVIPARTS, S.A LISBOA 20 246 -24,0 26 651 -4,2 27 823 -1,5 28 241 -3,7

Top100 Aftermarket 2021 31


MERCADO

Empresa

Top25

Top100

DISTRIBUIDORES

de Equipamentos

Os 25 Maiores Distribuidores de Equipamentos para Oficinas faturaram em 2020 quase 99

milhões de €, menos 8,8% que em 2019, sendo o Subsetor dos Distribuidores mais penalizado

pela pandemia

O

excelente resultado.

setor dos equipamentos foi dos

mais penalizados pela pandemia,

tendo sido bastante afetado nos

meses de abril e maio de 2020,

mas a partir de julho o negócio

evoluiu de forma positiva.

l As Exportações caíram 7,7 % aumentando o

seu peso para 8.9% da Faturação

l Tem mantido o Emprego, que foi de 650 trabalhadores,

pelo que a produtividade caiu para 152 mil

€ por trabalhador, sensivelmente inferior à obtida

pelos Distribuidores de Peças, em consequência da

criação de maior Valor Acrescentado (22% do VN).

A situação financeira foi afetada pela queda da

faturação:

l Os lucros tiveram uma queda significativa com

6 empresas apresentando resultados negativos

l A Autonomia Financeira aumentou para 52,5%,

l As Rentabilidades médias diminuíram para 1,1%

das Vendas e 1,9% dos Capitais.

A Lusavouga lidera em todos os critérios quantitativos

e a Meganor registou o maior crescimento do volume

de negócios, seguido pela Teixeira & Chorado. ◆

32

Top100 Aftermarket 2020 2021


Empresa

Top100

JORGE PINHEIRO, MEGANOR, RECEBE

DO PATROCINADOR RUI FIGUEIRA,

BAHCO, O TROFÉU 1º CLASSIFICADO

JOSÉ BÁRBARA, KROFTOOLS,

RECEBE DO PATROCINADOR RUI

FIGUEIRA, BAHCO, O TROFÉU 3º

CLASSIFICADO

QUADRO DE HONRA

n.º empresa distrito

1 MEGANOR, LDA. BRAGA

2 ALTARODA, S.A. PORTO

3 KROFTOOLS, LDA. BRAGA

4 LUSAVOUGA, S.A. LISBOA

5 FORWINNERS, LDA. AVEIRO

6 TEIXEIRA & CHORADO, S.A. PORTO

7 HISPANOR, LDA. BRAGA

8 BOLAS, LDA. ÉVORA

9 MGM, LDA. PORTO

10 LUSAVEIRO, S.A. AVEIRO

Top100 Aftermarket 2021

josé bATista, alTA roda, recebe de

pAUlo franco, ap comunicação, o

troféu 2º classificado

33


MERCADO

Empresa

Top25

DISTRIBUIDORES DE equipamentos

TOP 10 POR CRITÉRIO

CRESCIMENTO VOLUME NEGÓCIOS

n.º EMPRESA

1 MEGANOR, LDA. 27,6

2 TEIXEIRA & CHORADO, S.A. 25,5

3 FORWINNERS, LDA. 19,7

4 ALTARODA, S.A. 8,3

5 KROFTOOLS, LDA. 7,3

6 LUSAVOUGA, S.A. 6,1

7 LUSAVEIRO, S.A. 3,8

8 MGM, LDA. -4,9

9 BOLAS, LDA. -6,8

10 HISPANOR, LDA. -9,1

RENTABILIDADE CAPITAL PRÓPRIO

n.º EMPRESA

1 FORWINNERS, LDA. 38,3

2 HISPANOR, LDA. 28,3

3 KROFTOOLS, LDA. 16,2

4 ALTARODA, S.A. 13,5

5 MGM, LDA. 11,6

6 MEGANOR, LDA. 11,6

7 LUSAVOUGA, S.A. 4,6

8 TEIXEIRA & CHORADO, S.A. 3,4

9 BOLAS, LDA. 3,2

10 LUSAVEIRO, S.A. 2,2

VALOR ACRESCENTADO BRUTO (VAB)

n.º EMPRESA

1 LUSAVOUGA, S.A. 3 840

2 BOLAS, LDA. 2 195

3 LUSAVEIRO, S.A. 1 433

4 TEIXEIRA & CHORADO, S.A. 1 004

5 KROFTOOLS, LDA. 887

6 MEGANOR, LDA. 650

7 MGM, LDA. 557

8 ALTARODA, S.A. 549

9 HISPANOR, LDA. 499

10 FORWINNERS, LDA. 349

PRODUTIVIDADE REAL

n.º EMPRESA

1 FORWINNERS, LDA. 69,8

2 KROFTOOLS, LDA. 55,4

3 MEGANOR, LDA. 50,0

4 TEIXEIRA & CHORADO, S.A. 41,8

5 HISPANOR, LDA. 41,6

6 ALTARODA, S.A. 39,2

7 LUSAVEIRO, S.A. 38,7

8 LUSAVOUGA, S.A. 36,9

9 BOLAS, LDA. 36,0

10 MGM, LDA. 25,3

AUTONOMIA FINANCEIRA

n.º EMPRESA

1 BOLAS, LDA. 87,0

2 ALTARODA, S.A. 78,5

3 TEIXEIRA & CHORADO, S.A. 69,2

4 MGM, LDA. 59,9

5 LUSAVOUGA, S.A. 50,2

6 HISPANOR, LDA. 49,7

7 MEGANOR, LDA. 45,3

8 LUSAVEIRO, S.A. 40,8

9 KROFTOOLS, LDA. 30,0

10 FORWINNERS, LDA. 28,0

GERAÇÃO EMPREGO

n.º EMPRESA

1 LUSAVOUGA, S.A. 7

2 MEGANOR, LDA. 5

3 ALTARODA, S.A. 1

4 KROFTOOLS, LDA. 0

5 HISPANOR, LDA. 0

6 FORWINNERS, LDA. 0

7 BOLAS, LDA. -1

8 TEIXEIRA & CHORADO, S.A. -1

9 MGM, LDA. -1

10 LUSAVEIRO, S.A. -2

34

Top100 Aftermarket 2020 2021


Empresa

Top100

TOP25 - MAIORES DISTRIBUIDORES DE EQUIPAMENTOS

Nº DISTRITO VOL. NEG. 2020 VOL. NEG. 2019 ATIVO 2020 RES. LIQ. 2020 CAP. PROP. 2020 VAB 2020 Nº TRAB. 2020

1 LUSAVOUGA, S.A. AVEIRO 22 762 21 447 26 355 606 13 240 3 840 104

2 LUSAVEIRO, S.A. AVEIRO 10 348 9 969 10 135 89 4 137 1 433 37

3 LUSILECTRA, S.A. PORTO 10 310 14 497 12 007 -621 5 849 2 134 64

4 BOLAS, LDA. ÉVORA 9 978 10 701 11 020 306 9 582 2 195 61

5 RUBETE, S.A. PORTO 4 634 5 334 4 493 -126 819 1 309 56

6 COMETIL, S.A. LISBOA 4 602 5 475 6 549 -121 4 024 917 31

7 CETRUS, LDA. BRAGA 3 964 4 508 5 590 12 1 734 1 500 44

8 INTERMACO, LDA. AVEIRO 3 752 4 229 2 529 13 1 781 931 34

9 KROFTOOLS, LDA. BRAGA 3 670 3 419 3 819 185 1 145 887 16

10 TEIXEIRA & CHORADO, S.A. PORTO 3 234 2 577 4 009 93 2 774 1 004 24

11 FERROL 2, S.A. LEIRIA 2 667 3 464 2 415 2 554 378 11

12 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. LISBOA 2 541 3 965 4 094 -121 2 738 384 15

13 ALTARODA, S.A. PORTO 1 793 1 656 1 948 206 1 529 549 14

14 HELDER - MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. LEIRIA 1 750 2 107 1 041 2 229 445 16

15 PROXIRA, LDA LISBOA 1 735 1 365 884 64 274 321 11

16 HISPANOR, LDA. BRAGA 1 665 1 831 980 138 487 499 12

17 MGM, LDA. PORTO 1 489 1 565 1 191 83 714 557 22

18 TECNIVERCA, LDA. LISBOA 1 369 1 610 1 773 -61 1 214 232 12

19 FORWINNERS, LDA. AVEIRO 1 323 1 105 1 112 119 311 349 5

20 IMPACTO, LDA. PORTO 1 242 1 489 1 596 4 1 388 257 8

21 DOMINGOS & MORGADO 2, LDA. PORTO 1 195 1 715 1 182 -64 237 390 13

22 GONÇALTEAM, LDA. SETÚBAL 1 180 1 670 1 954 66 798 434 12

23 MEGANOR, LDA. BRAGA 967 758 878 46 398 650 13

24 CONVERSA DE MÃOS, LDA. PORTO 881 1 124 719 65 323 271 10

25 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. BRAGA 775 1 051 722 71 559 235 7

TOP25 - EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES DE EQUIPAMENTOS

Nº EMPRESA DISTRITO

VOL. NEG.

2020

CRESC. VOL.

NEG. (20/19)

VOL. NEG.

2019

CRESC. VOL.

NEG. (19/18)

VOL. NEG.

2018

CRESC. VOL.

NEG. (18/17)

VOL. NEG.

2017

CRESC. VOL.

NEG. (17/16)

1 MEGANOR, LDA. BRAGA 967 758 - - - - - -

2 PROXIRA, LDA LISBOA 1 735 1 365 - - - - - -

3 TEIXEIRA & CHORADO, S.A. PORTO 3 234 2 577 10,5 2 332 2 332 5,6 2 209 -12,3

4 FORWINNERS, LDA. AVEIRO 1 323 1 105 8,2 1 021 1 021 -0,5 1 026 36,4

5 ALTARODA, S.A. PORTO 1 793 1 656 18,8 1 394 1 394 -0,2 1 397 9,1

6 KROFTOOLS, LDA. BRAGA 3 670 3 419 21,7 2 810 2 810 16,9 2 404 11,2

7 LUSAVOUGA, S.A. AVEIRO 22 762 21 447 -5,2 22 621 22 621 15,6 19 560 8,9

8 LUSAVEIRO, S.A. AVEIRO 10 348 9 969 -4,4 10 432 10 432 -0,1 10 440 11,0

9 MGM, LDA. PORTO 1 489 1 565 12,7 1 389 1 389 18,5 1 172 9,0

10 BOLAS, LDA. ÉVORA 9 978 10 701 2,1 10 478 10 478 2,7 10 201 15,4

11 HISPANOR, LDA. BRAGA 1 665 1 831 34,7 1 359 1 359 10,7 1 228 -3,5

12 INTERMACO, LDA. AVEIRO 3 752 4 229 1,7 4 157 4 157 7,3 3 875 -9,9

13 CETRUS, LDA. BRAGA 3 964 4 508 -7,7 4 882 4 882 52,1 3 210 7,1

14 RUBETE, S.A. PORTO 4 634 5 334 -2,5 5 471 5 471 3,1 5 306 5,9

15 TECNIVERCA, LDA. LISBOA 1 369 1 610 3,1 1 561 1 561 -7,1 1 681 18,7

16 COMETIL, S.A. LISBOA 4 602 5 475 -4,8 5 749 5 749 14,3 5 028 5,0

17 IMPACTO, LDA. PORTO 1 242 1 489 10,4 1 349 1 349 3,6 1 302 -0,7

18 HELDER MÁQUINAS, LDA. LEIRIA 1 750 2 107 6,0 1 988 1 988 16,1 1 713 22,0

19 CONVERSA DE MÃOS , LDA. PORTO 881 1 124 -1,6 1 142 1 142 2,5 1 114 3,7

20 FERROL 2, S.A. LEIRIA 2 667 3 464 15,2 3 006 3 006 10,2 2 728 2,8

21 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. BRAGA 775 1 051 -14,5 1 229 1 229 55,8 789 -18,7

22 LUSILECTRA, S.A. PORTO 10 310 14 497 11,2 13 041 13 041 3,8 12 562 1,4

23 GONÇALTEAM, LDA. SETÚBAL 1 180 1 670 -7,8 1 811 1 811 16,3 1 557 1,0

24 DOMINGOS & MORGADO 2 , LDA. PORTO 1 195 1 715 -10,2 1 909 1 909 -2,3 1 954 14,9

25 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. LISBOA 2 541 3 965 - - - -

Top100 Aftermarket 2020 2021 35


MERCADO

Empresa

Top25

DISTRIBUIDORES

de repintura

Os 25 maiores Distribuidores deste setor faturaram 73 milhões de € e empregam

431 trabalhadores, tendo uma produtividade média de 169 mil € por trabalhador

O

setor da colisão e repintura automóvel

não ficou imune ao impacto

da pandemia. Sem viaturas em

circulação, sem acidentes, sem

turismo, sem rent-a-cars, o setor

viu o negócio começar a descer, no entanto revelou

que sempre acreditou na capacidade de resiliência

dos profissionais que nunca deixaram de estar em

contacto com o cliente.

Apesar da quebra de negócios, o exercício de

2020 deste grupo de empresas teve alguns aspetos

positivos:

l Excelentes Resultados Líquidos mantendo valores

elevados das Rentabilidades: 6,1% das Vendas

e 10,1% dos Capitais.

l Unicamente três empresas com Resultados

Negativos.

l O emprego cresceu em 6 trabalhadores.

l É o sector com maior incidência do VAB sobre

o total do Negócio: 25%

l Queda da faturação de 2,7%

A Carsistema é líder em Volume de Negócios e em

Exportação. A Portepim tem os maiores Ativos,

Autoflex tem os maiores Capitais, Loja das Tintas

gera os maiores Resultados e maior VAB e as

Tintas Silaca são o maior empregador. ◆

36 Top100 Aftermarket 2020


AGOSTINHO MATOS, CENTROCOR,

RECEBE DA PATROCINADORA

GRISÉLIA AFONSO, SKF, O TROFÉU

3º CLASSIFICADO

bruno pereira, ltintas, recebeu dos

pATRocinadores PAULO MARTINS,

TECH One, e grisélia Afonso, SKF, o

troféu 1º classificado

JOANA SILVA, AUTOFLEX, RECEBE DO

PATROCINADOR PAULO MARTINS, TECH

ONE, O TROFÉU 2º CLASSIFICADO

QUADRO DE HONRA

n.º empresa distrito

1 LTINTAS, LDA. SETÚBAL

2 AUTOFLEX, LDA. AVEIRO

3 CENTROCOR, LDA PORTO

4 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC) LISBOA

5 COTEQ, S.A. BRAGA

6 SOTINAR LISBOA, LDA. LISBOA

7 SOTINAR FEIRA, LDA. AVEIRO

8 A. CLEMENTE, LDA. (TINTAS SILACA ) PORTO

9 SODICOR, S.A. LEIRIA

10 FANLAC, LDA. LISBOA

Top100 Aftermarket 2021

37


MERCADO

Empresa

Top25

DISTRIBUIDORES DE REPINTURA

TOP 10 POR CRITÉRIO

CRESCIMENTO VOLUME NEGÓCIOS

n.º EMPRESA

1 LTINTAS, LDA. 36,0

2 A. CLEMENTE, LDA. (TINTAS SILACA ) 10,5

3 FANLAC, LDA 8,0

4 AUTOFLEX, LDA 6,1

5 COTEQ, S.A. 6,1

6 SOTINAR FEIRA, LDA. 4,4

7 SOTINAR LISBOA, LDA. 2,0

8 CENTROCOR, LDA 0,4

9 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 0,4

10 SODICOR, S.A. -1,0

RENTABILIDADE CAPITAL PRÓPRIO

n.º EMPRESA

1 LTINTAS, LDA. 32,0

2 SOTINAR LISBOA, LDA. 15,9

3 SOTINAR FEIRA, LDA. 14,2

4 COTEQ, S.A. 11,0

5 CENTROCOR, LDA 10,1

6 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 9,6

7 AUTOFLEX, LDA 9,3

8 SODICOR, S.A. 7,4

9 FANLAC, LDA 2,1

10 A. CLEMENTE, LDA. (TINTAS SILACA ) 0,5

VALOR ACRESCENTADO BRUTO (VAB)

n.º EMPRESA

1 LTINTAS, LDA. 1 598

2 AUTOFLEX, LDA 1 460

3 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 1 224

4 A. CLEMENTE, LDA. (TINTAS SILACA ) 926

5 CENTROCOR, LDA 828

6 COTEQ, S.A. 817

7 SODICOR, S.A. 617

8 SOTINAR LISBOA, LDA. 515

9 FANLAC, LDA 404

10 SOTINAR FEIRA, LDA. 392

PRODUTIVIDADE REAL

n.º EMPRESA

1 LTINTAS, LDA. 57,1

2 AUTOFLEX, LDA 56,2

3 SOTINAR FEIRA, LDA. 56,0

4 SOTINAR LISBOA, LDA. 51,5

5 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 49,0

6 CENTROCOR, LDA 41,4

7 COTEQ, S.A. 37,1

8 FANLAC, LDA 26,9

9 SODICOR, S.A. 24,7

10 A. CLEMENTE, LDA. (TINTAS SILACA ) 19,7

AUTONOMIA FINANCEIRA

n.º EMPRESA

1 AUTOFLEX, LDA 93,4

2 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 87,4

3 COTEQ, S.A. 83,5

4 SOTINAR FEIRA, LDA. 75,3

5 CENTROCOR, LDA 70,0

6 SOTINAR LISBOA, LDA. 56,3

7 A. CLEMENTE, LDA. (TINTAS SILACA ) 52,9

8 LTINTAS, LDA. 52,2

9 SODICOR, S.A. 38,0

10 FANLAC, LDA 22,5

GERAÇÃO EMPREGO

n.º EMPRESA

1 CENTROCOR, LDA 3

2 SODICOR, S.A. 2

3 A. CLEMENTE, LDA. (TINTAS SILACA ) 1

4 LTINTAS, LDA. 1

5 AUTOFLEX, LDA 1

6 FANLAC, LDA 1

7 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 0

8 COTEQ, S.A. 0

9 SOTINAR LISBOA, LDA. 0

10 SOTINAR FEIRA, LDA. 0

38

Top100 Aftermarket 2021


TOP25 - MAIORES DISTRIBUIDORES DE REPINTURA

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2020 VOL. NEG. 2019 ATIVO 2020 RES. LIQ. 2020 CAP. PROP. 2020 VAB 2020 Nº TRAB. 2020

1 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. COIMBRA 6 547 7 172 7 444 495 2 459 1 167 9

2 LTINTAS, LDA. SETÚBAL 6 404 4 710 4 392 735 2 294 1 598 28

3 AUTOFLEX, LDA AVEIRO 5 709 5 380 6 778 587 6 329 1 460 26

4 PORTEPIM, S.A. COIMBRA 5 644 6 124 8 106 378 5 368 1 428 7

5 IMPOESTE, S.A. LISBOA 4 517 6 769 7 099 -168 1 427 739 34

6 QUIMIRÉGUA,, LDA. VILA REAL 4 366 4 600 6 604 517 3 836 1 118 24

7 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) LISBOA 4 284 4 268 4 169 350 3 645 1 224 25

8 A. CLEMENTE, LDA. (TINTAS SILACA ) PORTO 3 663 3 314 4 555 12 2 410 926 47

9 COTEQ, S.A. BRAGA 3 105 2 927 2 656 244 2 217 817 22

10 CENTROCOR, LDA PORTO 2 826 2 814 3 973 282 2 783 828 20

11 ASB - ÁLVARO DE SOUSA BORREGO, S.A LISBOA 2 745 3 125 2 937 -26 418 664 20

12 ROBERLO PORTUGAL, UNIPESSOAL LDA AVEIRO 2 497 2 551 1 255 -1 447 563 14

13 MOTA & PIMENTA, LDA. BRAGA 2 270 2 353 2 500 88 1 102 829 22

14 SOTINAR LISBOA, LDA. LISBOA 2 211 2 167 1 014 91 571 515 10

15 SOTINAR COIMBRA, LDA. COIMBRA 2 102 2 210 1 193 81 508 501 12

16 SODICOR, S.A. LEIRIA 2 057 2 078 2 518 71 958 617 25

17 LOVISTIN, LDA. VISEU 1 806 1 930 2 413 156 1 481 527 12

18 FANLAC, LDA LISBOA 1 804 1 671 2 071 10 467 404 15

19 SOTINAR PORTO, LDA. PORTO 1 767 1 902 1 293 140 935 497 10

20 SOTINAR FEIRA, LDA. AVEIRO 1 463 1 401 928 99 699 392 7

21 SOTINAR DOIS, LDA. AVEIRO 1 447 1 637 1 736 164 1 651 424 8

22 GRAVITYPAINT, LDA. LISBOA 1 206 1 204 653 48 178 299 7

23 ADALBERTO, LDA. COIMBRA 875 891 651 63 583 267 9

24 LUBRITIN, LDA. CASTELO BRANCO 856 879 980 26 928 255 10

25 TINTAUTO, LDA. LISBOA 770 853 875 25 442 171 8

TOP25 - EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES DE REPINTURA

Nº EMPRESA DISTRITO

VOL. NEG.

2020

CRESC. VOL.

NEG. (20/19)

VOL. NEG.

2019

CRESC. VOL.

NEG. (19/18)

VOL. NEG.

2018

CRESC. VOL.

NEG. (18/17)

VOL. NEG.

2017

CRESC. VOL.

NEG. (17/16)

1 L TINTAS, LDA. SETÚBAL 6 404 36,0 4 710 -0,4 4 727 -3,7 4 908 10,0

2 A. CLEMENTE, LDA. (TINTAS SILACA ) PORTO 3 663 10,5 3 314 -1,9 3 378 -1,9 3 445 -0,9

3 FANLAC, LDA LISBOA 1 804 8,0 1 671 7,9 1 549 -1,4 1 571 20,1

4 AUTOFLEX, LDA AVEIRO 5 709 6,1 5 380 2,8 5 234 4,0 5 033 6,5

5 COTEQ, S.A. BRAGA 3 105 6,1 2 927 -0,4 2 938 7,1 2 743 1,9

6 SOTINAR FEIRA, LDA. AVEIRO 1 463 4,4 1 401 1,6 1 379 16,7 1 182 12,7

7 SOTINAR LISBOA, LDA. LISBOA 2 211 2,0 2 167 -1,5 2 200 6,6 2 063 15,8

8 CENTROCOR, LDA PORTO 2 826 0,4 2 814 0,0 2 814 17,2 2 401 8,3

9 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) LISBOA 4 284 0,4 4 268 4,9 4 069 5,4 3 859 1,2

10 GRAVITYPAINT, LDA. LISBOA 1 206 0,2 1 204 - - - - -

11 SODICOR, S.A. LEIRIA 2 057 -1,0 2 078 -2,8 2 138 -0,6 2 151 13,4

12 ADALBERTO, LDA. COIMBRA 875 -1,8 891 3,1 864 -3,5 895 10,1

13 ROBERLO PORTUGAL, UNIPESSOAL LDA AVEIRO 2 497 -2,1 2 551 6,8 2 388 2,1 2 339 -

14 LUBRITIN, LDA. CASTELO BRANCO 856 -2,6 879 -63,3 896 1,5 883 -0,5

15 ASB - ÁLVARO DE SOUSA BORREGO, S.A LISBOA 2 745 -2,9 3 125 5,2 2 970 -0,2 2 977 21,0

16 MOTA & PIMENTA, LDA. BRAGA 2 270 -3,5 2 353 6,3 2 213 10,9 1 996 -5,3

17 SOTINAR COIMBRA, LDA. COIMBRA 2 102 -4,9 2 210 12,8 1 959 -5,8 2 079 10,0

18 QUIMIRÉGUA, LDA. VILA REAL 4 366 -5,1 4 600 6,5 4 318 7,1 4 033 19,1

19 LOVISTIN, LDA. VISEU 1 806 -6,4 1 930 -5,5 2 043 12,7 1 812 19,8

20 SOTINAR PORTO, LDA. PORTO 1 767 -7,1 1 902 -0,2 1 906 -2,5 1 955 14,8

21 PORTEPIM, S.A. COIMBRA 5 644 -7,8 6 124 -0,5 6 157 7,0 5 752 18,2

22 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. COIMBRA 6 547 -8,7 7 172 4,0 6 899 11,8 6 171 8,0

23 TINTAUTO, LDA. LISBOA 770 -9,7 853 16,5 732 - - -

24 SOTINAR DOIS, LDA. AVEIRO 1 447 -11,6 1 637 -2,2 1 673 4,4 1 603 10,3

25 IMPOESTE, S.A. LISBOA 4 517 -33,3 6 769 -7,7 7 336 1,5 7 231 -0,2

Top100 Aftermarket 2021 39


MERCADO

Empresa

Top18

DISTRIBUIDORES

de Pneus

Incluímos nesta análise as Empresas Distribuidoras de Pneus, sem incluir os fabricantes. Os 18

Maiores Distribuidores de Pneus faturaram 200 milhões de € no ano 2020, com crescimento

de 0,3%, sendo um dos raros setores com crescimento em ano de Pandemia

Apesar da falta de matéria prima, do

aumento de custo dos contentores

e das margens reduzidas, o setor

da distribuição de pneus registou

crescimento em 2020. Os primeiros

dois meses do ano foram praticamente parados,

mas a partir de junho de 2020 o setor começou

a recuperar e acabou o ano com os objetivos que

as empresas tinham planeado.

l Aumentou em 6,8% o número de trabalhadores

que totalizaram 423.

l A produtividade do setor é de 472 mil € por trabalhador,

muito superior a dos outros subsetores.

A situação financeira também evoluiu favoravelmente:

l Os lucros aumentaram em 9,4%, sendo três o

número de empresas com Prejuízos.

l Autonomia Financeira aumentou para 49,6%,

excelente resultado.

l As Rentabilidades médias tiveram valores (excelentes)

de 3,1% das Vendas e 7,8% dos Capitais

S. José Pneus lidera em todos os indicadores

quantitativos. AB Tyres e Dispnal Pneus

ocupam os restantes lugares do podium dos

maiores distribuidores de pneus do ano 2020 ◆

40

Top100 Aftermarket 2021


FILIPE BANDEIRA, AB TYRES, RECEBE

DO PATROCINADOR NUNO ALMEIDA,

MOTORTEC MADRID, O TROFÉU

2º CLASSIFICADO

LUIS ANICETO, S. JOSÉ PNEUS, RECEBEU

O TROFÉU 1º CLASSIFICADO

RUI MIGUEL CHORADO, DISPNAL, RECEBE DO

PATROCINADOR NUNO ALMEIDA, MOTORTEC

MADRID, O TROFÉU 3º CLASSIFICADO

QUADRO DE HONRA

n.º empresa distrito

1 S. JOSÉ PNEUS, LDA. COIMBRA

2 AB TYRES, S.A. COIMBRA

3 DISPNAL PNEUS, S.A. PORTO

4 EUROPE RUBBER TREE TYRES, LDA. LISBOA

5 RECAMBIOS FRAIN, LDA. PORTO

6 PSI PNEUS, LDA. COIMBRA

7 PRISMANIL, LDA. BRAGA

8 RODRIGUES E FILHOS, LDA. BRAGA

9 TIRESUR PORTUGAL UNIPESSOAL, LDA. PORTO

10 DACUNHA, LDA. PORTO

Top100 Aftermarket 2021

41


MERCADO

Empresa

Top18

DISTRIBUIDORES DE PNEUS

TOP 10 POR CRITÉRIO

CRESCIMENTO VOLUME NEGÓCIOS

n.º EMPRESA

1 PSI PNEUS, LDA. 334,0

2 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 82,3

3 DACUNHA, LDA. 76,2

4 PRISMANIL, LDA. 36,0

5 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 25,1

6 RECAMBIOS FRAIN, LDA. 22,6

7 AB TYRES, S.A. 17,6

8 DISPNAL PNEUS, S.A. 8,6

9 EUROPE RUBBER TREE TYRES, LDA. 6,9

10 TIRESUR PORTUGAL UNIPESSOAL, LDA. 1,1

RENTABILIDADE CAPITAL PRÓPRIO

n.º EMPRESA

1 AB TYRES, S.A. 14,4

2 TIRESUR PORTUGAL UNIPESSOAL 12,6

3 RECAMBIOS FRAIN, LDA. 11,7

4 PSI PNEUS, LDA. 11,0

5 DISPNAL PNEUS, S.A. 10,0

6 EUROPE RUBBER TREE TYRES, LDA. 9,9

7 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 8,4

8 PRISMANIL, LDA. 7,6

9 DACUNHA, LDA. 7,0

10 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 7,0

VALOR ACRESCENTADO BRUTO (VAB)

n.º EMPRESA

1 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 5 302

2 DISPNAL PNEUS, S.A. 2 451

3 AB TYRES, S.A. 2 182

4 EUROPE RUBBER TREE TYRES, LDA. 924

5 TIRESUR PORTUGAL UNIPESSOAL 784

6 PRISMANIL, LDA. 347

7 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 267

8 RECAMBIOS FRAIN, LDA. 213

9 DACUNHA, LDA. 193

10 PSI PNEUS, LDA. 164

PRODUTIVIDADE REAL

n.º EMPRESA

1 AB TYRES, S.A. 14,4

2 TIRESUR PORTUGAL UNIPESSOAL 12,6

3 RECAMBIOS FRAIN, LDA. 11,7

4 PSI PNEUS, LDA. 11,0

5 DISPNAL PNEUS, S.A. 10,0

6 EUROPE RUBBER TREE TYRES, LDA. 9,9

7 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 8,4

8 PRISMANIL, LDA. 7,6

9 DACUNHA, LDA. 7,0

10 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 7,0

AUTONOMIA FINANCEIRA

n.º EMPRESA

1 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 80,7

2 DISPNAL PNEUS, S.A. 79,1

3 EUROPE RUBBER TREE TYRES, LDA. 59,4

4 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 54,8

5 PSI PNEUS, LDA. 43,6

6 AB TYRES, S.A. 38,2

7 PRISMANIL, LDA. 36,2

8 TIRESUR PORTUGAL UNIPESSOAL 18,4

9 RECAMBIOS FRAIN, LDA. 10,0

10 DACUNHA, LDA. 9,7

GERAÇÃO EMPREGO

n.º EMPRESA

1 AB TYRES, S.A. 20

2 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 7

3 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 5

4 DISPNAL PNEUS, S.A. 4

5 PSI PNEUS, LDA. 3

6 EUROPE RUBBER TREE TYRES, LDA. 0

7 RECAMBIOS FRAIN, LDA. 0

8 PRISMANIL, LDA. 0

9 DACUNHA, LDA. 0

10 TIRESUR PORTUGAL UNIPESSOAL -1

42

Top100 Aftermarket 2021


TOP18 - MAIORES DISTRIBUIDORES DE PNEUS

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2020 VOL. NEG. 2019 ATIVO 2020 RES. LIQ. 2020 CAP. PROP. 2020 VAB 2020 Nº TRAB. 2020

1 S. JOSÉ PNEUS, LDA. COIMBRA 44 772 35 794 34 829 2 977 28 090 5 302 62

2 AB TYRES, S.A. COIMBRA 31 398 26 708 29 354 1 060 11 202 2 182 48

3 DISPNAL PNEUS, S.A. PORTO 24 518 22 568 18 607 881 14 724 2 451 40

4 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL LISBOA 17 998 18 479 9 263 376 913 1 078 16

5 TIRSO PNEUS, LDA. PORTO 11 684 13 956 7 082 -260 1 009 179 17

6 R.S. CONTRERAS, LDA. LISBOA 10 896 11 100 6 536 216 2 666 969 24

7 TIRESUR PORTUGAL UNIPESSOAL, LDA. LISBOA 9 877 9 771 8 738 132 1 607 784 18

8 EUROPE RUBBER TREE TYRES, LDA. LISBOA 9 176 8 580 5 978 498 3 548 924 17

9 AGUESPORT, LDA. AVEIRO 8 958 20 276 8 173 81 2 559 810 25

10 PNEUS CRUZEIRO, LDA. BRAGA 8 712 9 626 8 633 644 3 038 1 184 17

11 COVIPNEUS, LDA. CASTELO BRANCO 6 151 9 587 6 974 -677 3 299 806 61

12 CHAVECA & JANEIRA, LDA. FARO 3 592 4 177 3 303 -57 2 157 635 37

13 PRISMANIL, LDA. BRAGA 2 636 1 938 1 268 106 459 347 5

14 RECAMBIOS FRAIN, LDA. PORTO 2 494 2 035 931 40 93 213 5

15 PNEURAMA, LDA. PORTO 1 971 2 366 2 312 61 851 240 6

16 RODRIGUES E FILHOS, LDA. BRAGA 1 861 1 021 2 127 21 1 166 267 15

17 PSI PNEUS, LDA. COIMBRA 1 801 415 1 542 14 672 164 5

18 DACUNHA, LDA. PORTO 1 355 769 1 951 8 190 193 5

TOP18 - EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIOS DISTRIBUIDORES DE PNEUS

Nº EMPRESA DISTRITO

VOL. NEG.

2020

CRESC. VOL.

NEG. (20/19)

VOL. NEG.

2019

CRESC. VOL.

NEG. (19/18)

VOL. NEG.

2018

CRESC. VOL.

NEG. (18/17)

VOL. NEG.

2017

CRESC. VOL. NEG.

(17/16)

1 PSI PNEUS, LDA. COIMBRA 1 801 334,0 415 - - - - -

2 RODRIGUES E FILHOS, LDA. BRAGA 1 861 82,3 1 021 - - - - -

3 DACUNHA, LDA. PORTO 1 355 76,2 769 -16,7 923 -18,7 1 135 -2,0

4 PRISMANIL, LDA. BRAGA 2 636 36,0 1 938 - - - - -

5 S. JOSÉ PNEUS, LDA. COIMBRA 44 772 25,1 35 794 -3,6 37 118 11,1 33 412 6,8

6 RECAMBIOS FRAIN, LDA. PORTO 2 494 22,6 2 035 - - - - -

7 AB TYRES, S.A. COIMBRA 31 398 17,6 26 708 2,4 26 080 -35,3 40 317 32,5

8 DISPNAL PNEUS, S.A. PORTO 24 518 8,6 22 568 10,1 20 490 -2,1 20 921 21,1

9 EUROPE RUBBER TREE TYRES, LDA. LISBOA 9 176 6,9 8 580 - - - - -

10 TIRESUR PORTUGAL UNIPESSOAL, LDA. LISBOA 9 877 1,1 9 771 0,5 9 719 8,0 8 996 23,1

11 R.S. CONTRERAS, LDA. LISBOA 10 896 -1,8 11 100 15,6 9 605 -2,5 9 854 2,2

12 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL LISBOA 17 998 -2,6 18 479 17,3 15 759 16,8 13 489 -

13 PNEUS CRUZEIRO, LDA. BRAGA 8 712 -9,5 9 626 -3,7 9 997 -37,6 16 027 13,0

14 CHAVECA & JANEIRA, LDA. FARO 3 592 -14,0 4 177 0,5 4158 0,6 4 135 4,1

15 TIRSO PNEUS, LDA. PORTO 11 684 -16,3 13 956 -9,6 15 431 3,1 14 971 -2,6

16 PNEURAMA, LDA. PORTO 1 971 -16,7 2 366 22,1 1937 6,0 1 828 3,6

17 COVIPNEUS, LDA. CASTELO BRANCO 6 151 -35,8 9 587 -19,7 11 938 -23,7 15 636 13,5

18 AGUESPORT, LDA. AVEIRO 8 958 -55,8 20 276 47,0 13 789 3,5 13 317 -21,7

Top100 Aftermarket 2021 43


MERCADO

Empresa

Top100

Balanço do mercado peças PARA veículos ligeiros

Ameaças e

oportunidades

Toda a sociedade está a mudar a um ritmo demasiado rápido, mas o setor automóvel,

e o aftermarket em particular, muda a um ritmo vertiginoso. As empresas enfrentam desafios e

ameaças impensáveis há uns tempos atrás, mas também surgem oportunidades para aquelas

que estejam disponíveis e abertas à mudança, à inovação e adaptação do seu negócio

Os profissionais do aftermarket

têm estado a preparar-se para

os novos tempos pós-Covid que

trazem muitas dúvidas e incertezas.

A melhor forma para o fazer

é manterem-se atualizados de uma forma geral

com as várias novidades do setor e perceber e interpretar

os sinais que o próprio mercado vai dando.

Mas as ameaças só são perigosas ou danosas

para quem não quer evoluir. Apresentam imensos

desafios e, sem dúvida que, apesar de poderem

trazer dissabores, são sempre as melhores formas

de aprender e de crescer. As oportunidades, para

os que estão disponíveis e abertos à mudança, sem

dúvida que vão traduzir-se em frutos mais tarde.

O aumento de custo dos transportes das mercadorias

em contentores e a inflação do preço das

matérias primas estão a fazer disparar os preços

das peças, reduzindo cada vez mais a margem de

lucro dos fabricantes. Na distribuição assiste-se à

concentração do negócio em grandes grupos e o

desenvolvimento de plataformas B2B que estão a

alterar o modelo tradicional de negócio.

As marcas automóveis, por sua vez, vão melhorar

o seu posicionamento a curto prazo na distribuição

de peças de substituição, num mercado no qual

as barreiras entre o canal de marcas e o canal

independente tendem a desaparecer. O número

de decisores sobre onde realizar a reparação do

veículo irá diminuir, o que resultará numa con-

44 Top100 Aftermarket 2021


centração do negócio de pós-venda.

A consolidação da redução da procura por veículos

diesel pode colocar em perigo a sustentabilidade

de alguns fabricantes de peças de substituição. Por

outro lado, o acesso aos dados do veículo tornará

este num elemento ativo no sistema de pós-venda,

sendo que o futuro da mobilidade será elétrico.

Estas tendências vão afetar o volume e a estrutura

do mercado bem como os modelos de negócio de

todos os agentes.

rigorosa e atempada, permite que as empresas

consigam ter alguma tranquilidade em momentos

de grande incerteza.

Durante a pandemia ficou também provado o que

já se sabia – que o overservice prestado nos serviços

associados à logística é um desvio perverso e desnecessário

do que seria adequado e conveniente,

que causa custos enormes e desnecessários para as

empresas. Não existe uma necessidade real para que

assim seja, mas enquanto for abusivamente usado

como fator diferenciador, em vez de coisas que

realmente acrescentem valor, não há nada a fazer.

A importância da digitalização da empresa e dos

seus processos já era reconhecida como necessidade,

mas a pandemia só veio reforçar esta urgência.

De igual forma a resiliência necessária para prosseguir

o caminho delineado independentemente

dos obstáculos que todos sentimos. A otimização

de recursos, especialmente os humanos foi uma

realidade, bem como a capacitação de que há

valores inegociáveis: as vendas são sempre uma

referência, mas os valores da honestidade, da

transparência e da vida em si saíram reforçados

neste momento delicado.

Mais do que ensinamentos, esta crise veio confirmar

a importância das colaborações e parcerias entre

empresas. A estratégia de foco no cliente, disponibilizando

todas as ferramentas que estes necessitam para

a sua atividade e conseguir ajudá-los a desenvolver e

fazer crescer os seus negócios, permitiu que muitas

empresas ultrapassassem esta crise juntos.

Devoluções continuam

a ser problema

Com ou sem pandemia, as devoluções continuam

a ser um dos temas mais complexos e sensíveis de

abordar. As mesmas continuam a existir, por vezes

com motivos ou justificações inacreditáveis e se

existisse mais diálogo entre os diversos players e

regras mais claras para todos, podería minimizar-

-se o seu impacto, que realmente consomem muito

tempo e recursos.

Empresa

Top100

O problema logístico das devoluções é algo já identificado

há muito por todos os players do Aftermarket

mas para o qual tem sido complicado encontrar

uma solução eficaz. As empresas fazem tudo para

mitigar o custo da sua gestão, que se transforma

em perda de rentabilidade e produtividade para

todos os intervenientes. Neste momento é possível

através de plataformas online fazer a devolução

por referência, incluindo motivo e comentários sobre

a devolução, bem como anexar fotografias das

peças. Este processo liberta os recursos humanos

afetos a esta área, para se concentrarem em casos

mais sensíveis, aumentando mais uma vez o nível

de serviço. Deste modo, a oficina consegue perceber

de imediato se a sua devolução é aceite ou não e se

a mesma acarreta custos adicionais. Sendo assim,

é possível poupar tempo e recursos tanto para a

oficina, como para os distribuidores

Falhas stock preocupam setor

Um dos receios que se verifica hoje nem é tanto

o preço das peças, mas sim mesmo a existência

em stock das próprias peças, o que nem sempre

é possível. As falhas de stock são uma realidade

que está a afetar bastante o setor e esperemos

que a médio prazo se normalizem. Os efeitos são

negativos porque a falhas de stock acabam por

ser frustrantes para o distribuidor e para os seus

clientes. Este fenómeno, sem precedentes nesta

dimensão, é resultado de muitas variáveis que vão

desde a disponibilidade de matéria prima para

produção até ao transporte dos produtos ao distribuidor

não sendo de negligenciar também do

ponto de vista monetário, o aumento de custos de

todos os elementos mencionados. As falhas de stock

são um problema atual, que afeta a generalidade

das marcas e prejudica muito o dia-a-dia dos distribuidores,

que se veem a braços com um esforço

extra para manter o nível de serviço, prejudicando

muitas vezes a margem. A forma encontrada de

mitigar os efeitos das falhas tem sido aumentar a

profundidade e largura do stock reforçando tam-

Ultrapasssar dificuldades

Os efeitos da pandemia no setor pós-venda foram

bastante menos graves do que se previa. O

ano de 2020 foi altamente imprevisível, tendo a

faturação das empresas oscilado entre mínimos

e máximos históricos. Quem conseguiu resistir e

manter o negócio nos períodos de confinamento

saiu reforçado. Em momentos como este, é fulcral

ter flexibilidade e agilidade financeira, aplicar uma

liderança que proteja todos e, ainda mais importante,

é preciso um propósito que nos faça superar

todos os desafios com motivação.

O que aprendemos com esta pandemia, foi a necessidade

de termos as nossas estruturas muito bem

preparadas para nos adaptarmos rapidamente a

mudanças profundas. A gestão do negócio muito

A parceria com o grupo TEMOT permitiu ‐nos aceder

a fornecedores que antes não conseguíamos. Este acesso

fez com que colmatássemos algumas lacunas no nosso

stock e com isso melhoramos o serviço aos nossos clientes

Ângelo Coelho, diretor comercial da A. Vieira

Somos cada vez mais um fornecedor global, mas temos

a noção que ainda nos faltam algumas linhas de produtos

para chegar a esse ponto. Estamos sempre a analisar

novas oportunidades de alargar a nossa oferta com

esse objetivo

PEDRO RODRIGUES , ADMINISTRADOR da AleCarPeças

Top100 Aftermarket 2021

45


MERCADO

Empresa

Top100

bém os itens de maior criticidade.

Como tem sido anunciado pelos próprios fabricantes

de peças, é previsível que as dificuldades sem prolonguem

até ao final de 2022 e nenhum operador

do pós-venda consegue estar preparado para isso.

Os construtores de automóveis dependem de centenas

de chips para incorporar num único veículo

e muitos tiveram já de parar a produção, porque

não recebem dos fabricantes de peças estes componentes.

É estimado que estas paragens acumulem

um custo global à indústria automóvel superior a

400 mil milhões de euros em perda de vendas. As

implicações disso no pós-venda vão bem além da

indisponibilidade atual de algumas peças, pois têm

impacto no parque automóvel em si. Vemos já hoje

um aumento significativo das vendas dos veículos

usados, por exemplo. A adequação da distribuição

de peças a um parque de evolução assíncrona é

muito complicada. Terá tendência para obrigar os

fabricantes a adequar a sua produção à necessidade

do mercado mas o que não ajuda o aftermarket é o

foco dos fabricantes no fornecimento ao primeiro

equipamento, ficando sempre o pós-venda para

depois…

Essa dificuldade é um facto e tem sido um fator

mais complicado de eliminar no que toca à normalização

da atividade comercial por parte de

todos os players. A escassez de semicondutores e

o encarecimento das matérias-primas é algo que

parece ter vindo para ficar e cabe às empresas dar

a volta a essa situação.

Aumento inevitável

do preço das peças

Tendo em conta os efeitos dos fenómenos como a

escassez de matérias-primas para a produção de

A abertura da nova loja vem dar continuidade ao plano de

expansão e de afirmação da APL EXPRESSO como empresa

Açoreana. Trazemos para a Terceira o mesmo modelo que

temos vindo a implementar nas outras Ilhas, proximidade e

foco no cliente profissional

Miguel Lopes, diretor geral da APL Expresso

Haverá sempre espaço para redes oficinais que façam

a diferença, proporcionando serviços diferenciados e

acesso a dados e ferramentas que possam beneficiar a

oficina. Prova disso tem sido o crescimento sustentado da

CGA Car Service e Multi Oficina Service

Marcelo Silva, diretor geral da Auto Delta

componentes e o significativo aumento de preços,

como do aço, por exemplo, acreditamos que a

tendência de aumento de preço das peças continue

a ser uma realidade nos próximos tempos. No

entanto, esta não será uma realidade exclusiva das

marcas premium, mas sim de qualquer fabricante

de peças. Mesmo com a estabilização dos preços,

existe a possibilidade real que os preços das peças

não baixem, depois de terem subido, tornando-

-se assim numa nova realidade. Outro exemplo,

de razão semelhante à que originou a crise dos

semicondutores, é a crise dos óleos base, usados

na produção de lubrificantes, que tem causado

aumentos nos preços muito significativos e praticamente

mensais. E há também fatores exógenos,

como o aumento abrupto dos custos de transporte,

que contribuem significativamente para isso.

Independentemente do posicionamento do produto,

Premium ou outro, os preços das peças já

aumentaram em 2020 e irão continuar a aumentar.

O aumento do custo de matérias-primas, da produção,

da logística e em particular do transporte (seja

marítimo, aéreo ou terrestre) numa escala nunca

antes vista em tão curto espaço de tempo terão

necessariamente reflexo no preço dos produtos.

Perda de margem

Esse é um dos grandes desafios do aftermarket

nacional e quem não perceber isso vai ter grandes

dificuldades. Há empresas que trabalham para Rappel,

com margens que muitas vezes não sustentam

sequer a estrutura. Só uma gestão rigorosa poderá

salvar muitas empresas. A resposta mais uma vez

reside na qualidade do serviço prestado. No fim

do dia, todos os distribuidores oferecem apenas

peças, o fator diferenciador passa a ser como essas

peças são disponibilizadas. Fidelizar os clientes,

garantindo um volume constante e sustentável

46 Top100 Aftermarket 2021


O NOSSO

FOCO É A SUA

S A TISF A ÇÃO

Na ASER trabalhamos por e para os nossos sócios. E fazemo-lo no cumprimento

dos nossos valores; comunicando com total transparência, contribuindo para o acréscimo

de valor e inovação e impulsionando o empreendedorismo

Somos pessoas ao serviço de pessoas e apostamos na proximidade,

sempre atentos às suas necessidades atuais e de futuro.

A SUA CENTRAL DE SERVIÇOS

aser a u t omo t i v e.c o m


MERCADO

Empresa

Top100

de vendas e otimizar os processos internos com

a finalidade de reduzir custos, são as respostas à

queda nas margens. Fazer cada vez mais, com

maior racionalização dos custos.

Para que o mercado funcione, é necessário preservar

e proteger todos os intervenientes. É necessário que

todos façam alguma ginástica financeira e contribuam

para que haja estabilidade. Só assim o setor

conseguirá lutar contra as perdas de margem e impedir

que alguém saia fragilizado. A preservação dos

canais de vendas poderia ajudar a evitar a perda de

margens, mas há distribuidores e marcas automóveis

que ultrapassaram este canal e vendem diretamente

às oficinas, esmagando as margens. Brevemente,

poderão até mesmo ultrapassar as oficinas e atacar

o cliente final. É preciso ter um cuidado redobrado

com este tipo de políticas, pois não podemos passar

por cima de todos, sem olhar a meios.

Os distribuidores que esmagam margem de comercialização

por forma a serem competitivos ao nível

do preço, não libertam recursos para investir em

novos projetos, melhorarem processos, e conseguirem

prestar um serviço mais eficaz e cada vez com

maior qualidade e valor acrescentado para o cliente.

Naturalmente que o preço é um fator importante,

algumas vezes decisivo, mas não o único e arriscamo-nos

a dizer que não o principal. A qualidade

e oferta do produto, o serviço, as entregas, são

outros fatores que pesam imenso no momento da

compra. O distribuidor tem de ser muito mais que

um fornecedor de peças, tem de ser um fornecedor

de soluções.

Concentração do negócio

Uma concentração de negócio, seja em que setor

for, obriga as empresas a diferenciarem-se. É

necessário que haja uma proposta de valor que

seja compreendida pelos clientes, e esse deve ser

o grande objetivo: oferecer qualidade a preços

competitivos, no tempo certo e respeitando as

regras do mercado. A concentração do negócio

da distribuição de peças tem vindo a ser feita faz

já mais de uma década e continuará a seguir o

seu caminho. A dimensão de grandes grupos de

distribuição são muito interessantes, mas também

têm os seus desafios que uma PME pode contornar,

como a decisão rápida e o empresário que está

diariamente no negócio, conhecendo a sua equipa

e os seus clientes.

A necessidade de abranger mais clientes no mercado,

ou até mesmo, explorar novos mercados, faz

com que os distribuidores unam esforços sob uma

marca única que partilha os mesmos interesses. É

mais fácil atuar no mercado enquanto uma rede do

que enquanto players individuais. Este fenómeno

verifica-se há muito no conceito de rede de oficinas.

A principal vantagem deste modelo é o concertar

de preços entre distribuidores, que permite uma

maior retenção de margem e uma viabilidade de

negócio maior. Do ponto de vista das oficinas e

casas de peças mostra-se uma desvantagem pois

A nova Identidade Visual da Autozitânia e da Bragalis

simboliza a ligação entre o passado, o presente e o futuro.

Ambas as empresas contam com mais de 30 anos de História

e experiência no mercado, e a nova imagem representa o

caminho que percorreram até chegar aos dias de hoje

Ricardo Venâncio, administrador do Grupo Autozitânia

A Leirilis destaca-se pela constante disponibilização de

novos produtos, de forma a que oficina consiga num único

local encontrar tudo o que necessita para desenvolver o

seu negócio, como se de uma “loja do cidadão”, mas na área

automóvel, se tratasse…

Saulo Saco, diretor geral da Leirilis

A Japopeças conta com mais de 30 anos no mercado

dispondo de uma rede de parceiros que cobre a totalidade

do território nacional que nos dão importantes inputs

sobre as necessidades do mercado, que variam de região

para região em função do parque automóvel circulante

Luís Almeida, diretor geral da Japopeças

Através de uma estratégia visionária e com os olhos

postos no futuro e no mercado, o bilstein group tem-se

caracterizado pela visibilidade e notoriedade com que

consegue atuar

Joaquim Candeias, diretor geral do bilstein group

quanto menos distribuidores no mercado, menor

o seu poder negocial. No entanto um distribuidor

mais robusto, significa um nível de serviço melhor,

o que significa maior rapidez na aquisição

do material, menos tempo por reparação, mais

reparações e consequentemente mais faturação.

A Europa genericamente está mais avançada neste

processo de concentração, mas Portugal irá aproximar-se

desta realidade a par e passo. O benefício

de economias de escala das grandes estruturas que

possam permitir em última instância um preço mais

favorável para o cliente final, imprimem necessariamente

maior profissionalismo ao sector com processos

e critérios comerciais bem estabelecidos. No

reverso da medalha as grandes estruturas deixam de

conseguir um enfoque regional que acompanhe as

especificidades de cada mercado e têm uma resposta

menos rica em nichos de mercado que estruturas

mais pequenas dão importância.

O fenómeno da concentração está em marcha e

vão continuar a aparecer Novos Grupos e a desenvolverem-se

os atuais. Havendo prós e contras,

é algo inevitável. Como vantagens, eventualmente

aumenta-se a margem de negociação, o poder de

compra, a oferta para os clientes torna-se maior e

mais diversificada, entre outros benefícios…

Em Portugal já se verificaram alguns fenómenos de

concentração ao nível dos distribuidores e tem sido

notório o crescimento dos grupos de retalhistas

que, dessa forma, tentam ganhos de escala para

os seus negócios. Se os ganhos de escala fruto do

crescimento são uma realidade, a verdade é que,

tornando-se grandes demais, estas entidades poderão

perder rapidez e agilidade na relação com

o mercado e, consequentemente desperdiçar boas

oportunidades de negócio.

A tendência de concentração irá continuar, e no

nosso país passará pela iberização da distribuição.

Normalmente a concentração dita a lei do mais

forte, e estas estruturas maiores conseguem mais

eficiência na distribuição e otimização da compra,

48 Top100 Aftermarket 2021


Temos sempre como objetivo desenvolver e trabalhar

o melhor possível os produtos que já constam no nosso

portfólio. No entanto, é óbvio que estamos atentos ao

mercado e sempre recetivos a incorporar novas marcas

Carlos Gonçalves, gerente da Filourém

Os 21 anos de inovação da MCoutinho Peças, reforçada com

a fusão da AZ Auto e da rede RINO, dão a confiança a clientes,

parceiros, colaboradores e acionistas que a empresa

estará preparada para os desafios que vão surgir no

mercado

Miguel Melo, administrador da MCoutinho Peças

o que vai provocar mais pressão sobre o preço.

Quem não tiver capacidade de ombrear com estas

estruturas, vai sucumbir.

Veículos elétricos: o novo desafio!

Os veículos elétricos são um dos desafios do futuro.

Esta será uma transição que demorará tempo e

com uma perspetiva a médio-longo prazo, visto

que os automóveis a combustão ainda estão para

durar. Juntamente com os fabricantes de peças

automóveis, as empresas de distribuição devem

conseguir adaptar-se e servir o mercado consoante

as suas necessidades.

O fenómeno dos veículos elétricos é uma consequência

da evolução do setor. Ainda que, efetivamente,

estes carros não necessitem de tantas peças

de manutenção, eles necessitam de mais escrutínio

e de uma reparação mais especializada. Antevê-se

um número mais reduzido de peças, porém peças

mais específicas, que poderão ser comercializadas

por distribuidores mais específicos também. Até

à generalização deste tipo de veículos é preciso

trabalhar as duas realidades, preparando o terreno

para um futuro de eletrificação.

Apesar dos veículos elétricos não necessitarem

de mudanças de óleo, filtros ou velas não implica

uma redução direta no serviço das oficinas, dado

que precisam de outro tipo de manutenção, como

travões, pneus e baterias. Para a realização deste

tipo de serviços é necessário que a oficina esteja

preparada tecnicamente, tanto com ferramentas,

como com pessoal qualificado. Cabe então às oficinas

antecipar as necessidades do cliente e estar

preparada para oferecer estes produtos e serviços

e assim diferenciarem-se da concorrência.

Não é líquido que haja perda de faturação só porque

os VE necessitam de menos manutenção. Os

fatores a considerar sobre este assunto são vários.

Por exemplo: devido ao desenvolvimento técnico

o custo das peças para os novos modelos (VE ou

não) é significativamente mais alto do que para os

modelos anteriores, o que gera mais volume para

o mesmo consumo. Haverá também novos serviços

que irão ser prestados e que serão geradores de

receita importantes no futuro. A evolução será consideravelmente

lenta. A preponderância do parque

de VE será muito limitada ainda por muito tempo.

Os veículos elétricos ou eletrificados podem efetivamente

requerer menos manutenção, mas ao

mesmo tempo, vão utilizar componentes muito

mais complexos, com custos mais elevados, o que

acaba por devolver as referidas compensações.

Cadeia de valor vai manter-se

Já há anos que vemos operadores assumirem

vários níveis na cadeia, nomeadamente a Distribuição

e o Retalho, mas as funções continuam a

existir diferenciadas, a armazenagem e distribuição

da venda a retalho. Grosso modo, a primeira

exige foco nas compras e na logística enquanto

que a segunda compre a função de proximidade

e apoio direto às oficinas. A “junção” da distribuição

nacional com a cobertura local na mesma

entidade é o que naturalmente acontece mais

facilmente, mas em todos os casos são sempre

mantidas as duas áreas perfeitamente definidas.

Os negócios são diferentes. Há também os retalhistas

que passam a ser em alguns produtos

abastecidos diretamente pelo fabricante, como

acontece com os grupos de retalhistas surgidos

mais notadamente nos últimos anos, mas a zona

de cobertura da empresa nestes casos é sempre

local, não nacional. Para se converter em nacional

– o que não é fácil, mas é possível, e há

disso bons exemplos no mercado – tem de passar

a ter as duas estruturas claramente definidas, a

distribuição e as lojas, para funcionar. Há ainda

outro canal, paralelo ao tradicional, que tem

crescido mais recentemente com um sucesso

apreciável: as vendas pelas plataformas online

B2C. Especialmente no caso nos produtos não

cativos (produtos não destinados especificamente

a um ou poucos modelos de automóveis) é um

canal de distribuição a observar. ◆

As maiores ameaças para o setor são as legislações sobre

emissões, por vezes só politicamente corretas, que estão a

levar o parque a ser substituído por veículos elétricos que

serão a curto prazo insustentáveis, e provocarão graves

problemas de equilíbrio de energia

Paulo Torres, diretor geral da Vieira & Freitas

Temos um portefólio amplo que permite aos operadores do

retalho terem na Krautli Portugal uma one stop shop, com

exceção da colisão e dos pneus. Ainda assim, procuramos

sempre aprimorar a nossa oferta, dando mais opções aos

profissionais

José Pires, diretor geral da Krautli Portugal

Top100 Aftermarket 2021

49


MERCADO

Empresa

Top100

Balanço do mercado peças veículos pesados

Crescimentos

acima da média

O setor dos transportes é fundamental para a economia do país e de toda a Europa, onde

o transporte rodoviário tem um papel determinante. A maior prioridade dos distribuidores

de peças durante os períodos de confinamento, foi garantir que as frotas continuavam em

movimento, sem paragens inesperadas e com uma assistência rápida

Apesar da quebra de faturação

nos meses de confinamento, que

era inevitável, os distribuidores

de peças para veículos pesados

mantiveram a sua atividade sempre

em funcionamento e os efeitos da crise no

negócio foram na verdade menores do que se

esperava. O setor dos pesados não sentiu tanto

como o dos veículos ligeiros, porque as mercadorias

continuaram a circular. O que mais se

ressentiu no entanto foi o setor dos autocarros.

No que se refere ao aumento do preço das peças,

é um processo inevitável, que já está a acontecer.

Depois do efeito da crise pandémica, tem sido

extramente difícil para todos os mercados e setores

de atividade ajustarem-se à disrupção que

aconteceu em todo o setor produtivo do comércio

de peças. O custo de transporte internacional, que

na maioria dos casos mais que duplicou, o aumento

da energia e combustíveis, associado ao facto da

enorme transformação que o sector do emprego

sofreu e ajustamentos a que as empresas foram

sujeitas, está a inflacionar de forma considerável

o preço das mercadorias. O condicionamento

gerado pela disponibilidade do produto junto

dos fabricantes, os quais lutam desesperadamente

pela reposição de stocks a nível mundial, gerando

também o efeito inflacionista que assistimos,

conduz a um continuo e desafiante esforço de não

passar esse efeito diretamente no preço de venda

aos clientes. O que as empresas podem e devem

fazer é estancar a margem nos níveis em que estão

para que os seus negócios se mantenham viáveis.

Na Diamantino Perpétua, o cliente reconhece

que perante uma necessidade tem ao seu dispor uma ampla

variedade de soluções, nas mais de 30.000 referÊncias

que temos catalogadas

Filipe Pinheiro, administrador da Diamantino Perpétua

50 Top100 Aftermarket 2021


PORQUÊ A

TEXTAR...

1,2 MILHÕES DE MOTIVOS

MOTIVOS

1,2 milhões de produtos

de fricção fabricados por dia

300,000

MOTIVOS

300 mil KM de testagem em estrada

por cada pastilha desenvolvida

MOTIVOS

334

É por isso que temos 334

fórmulas diferentes de travões

no nosso portfólio

38,400

MOTIVOS

38.400 horas investidas a testar

em estrada novas fórmulas

de fricção por ano

8,000

MOTIVOS

8,000 toneladas de

material abrasivo reciclado por ano

100

MOTIVOS

+ de 100 anos como

pioneiro para a inovação

43

MOTIVOS

43 matérias-primas incorporadas

nas pastilhas de travão para criar

a fórmula perfeita

5,000

MOTIVOS

5000 especialistas

em fricção em todo o mundo

11

MOTIVOS

11 terabytes de dados recolhidos

pela R&D, por ano

Estes são alguns dos motivos

por que a Textar tem o voto de

confiança de fabricantes de

veículos, distribuidores

e oficinas de todo o mundo.


MERCADO

Empresa

Top100

Para além disso têm que ser muito rigorosos na

atribuição e controlo do crédito.

Desafios tecnológicos

Os fabricantes de produtos e por consequência

também o mercado do aftermarket encontram-

-se hoje com o enorme desafio da digitalização

e do elétrico. No futuro, os desafios passarão por

oferecer novos serviços ao cliente, desaparecendo

outras fontes de receita. A maior especialização

e conhecimento técnico, associadas ao continuo

investimento em novas tecnologias, no domínio

do digital, em detrimento do negócio mais tradicional,

passará a ser determinante neste sector.

Os benefícios aliados à economia circular manter-

-se-ão como prioridade e terão um papel cada

vez mais decisivo no futuro, aliado ao contexto

regulamentar a ele associado.

As oficinas continuam a efetuar um enorme esforço

no acompanhamento da evolução tecnológica

do sector. Sem dúvida, que muitas são as oficinas

que conseguem prestar um serviço tão ou mais

competente aos seus clientes que o prestado pelas

marcas oficiais. A formação técnica, o digital, a

continua inovação no sector, a par da paulatina

transformação do sector para a vertente elétrica

em detrimento da mecânica, são sem dúvida os

maiores desafios a prazo para as oficinas e para

todo o setor em geral.

Falhas de stock também

nas peças para pesados

O pós-venda de veículos pesados também está

a ser confrontado com faltas de stock por parte

de quase todos os fabricantes, o que tem prejudicado

um pouco o negócio, mas os distribuidores

têm conseguido encontrar alternativas, para dar

resposta rápida a todos os pedidos. O que está

a ser feito pelas empresas é aumentar o nível de

stock e tentar programar as nossas encomendas

de forma o mais antecipada possível.

Mercado competitivo

O mercado de distribuição de peças aftermarket

para Pesados continua a ser muito competitivo,

com players importantes e crescimentos acima

da média o que dá um sinal de extrema vitalidade

do sector, embora as peças originais ocupem

sem dúvida um espaço muito importante e vão

continuar a ter preponderância.

O mercado de distribuição de peças para veículos

pesados em Portugal é um mercado maduro com

muitos players, muita experiência e competitividade,

sendo muito exigente para os players,

porque a esta realidade estão associados alguns

problemas de fundo, desde logo o inevitável esmagamento

das margens comerciais assim como

a falta de rigor no controle de crédito. Estas são

duas áreas que não podem ser usadas como argumento

comercial.

A continua proliferação de pontos de venda de

casa de peças, essencialmente no mercado multimarca,

trouxe enorme pressão sobre os preços,

descurando muitas vezes a qualidade, assessoria

A nossa estratégia é desde sempre de uma grande

proximidade. Faz parte do ADN da Global Parts. Temos seis

comerciais na rua diariamente, o que nos permite conhecer

melhor a atividade diária de cada um dos nossos clientes e

com isso adequar a nossa oferta às suas necessidades

Miguel Valentim, administrador da Global Parts

A abertura de uma nova loja em Leiria com uma área total

de 2000 m2 vai permitir um aumento de armazenamento

e libertação de área nas lojas de Porto e Lisboa que se

debatiam com uma grande falta de espaço

Pedro Lebre, administrador da Motorbus

As novas instalações vão permitir uma gestão de stocks

mais eficiente e favorecer a satisfação da equipa. Vamos

responder aos pedidos dos nossos clientes com maior

rapidez e com mais opções de produto, mantendo uma

aposta forte na qualidade do atendimento e do serviço

JOSÉ Oliveira, ADMINISTRADOR DA Visoparts

e garantias aos clientes. O mercado encontra-se

numa fase de grande saturação. A maior especialização

e conhecimento técnico, associadas

ao continuo investimento em novas tecnologias,

no domínio do digital, em detrimento do negócio

mais tradicional, passará a ser determinante

neste sector.

Com a competitividade existente no negócio do

aftermarket, e no sentido de alguém se poder

diferenciar, a continua aposta na formação das

equipas, tecnologia, capacidade logística e sua

gestão eficaz, a par da assessoria e qualidade no

produto, são fatores que determinam o continuo

investimento. Fatores como o preço, deixaram

há algum tempo de ser o mais determinante na

decisão do cliente. A qualidade e garantia do produto

vendido passarão a ser decisivas. O cliente

hoje é profissional a 100%, efetua o diagnóstico

das avarias de forma muito célere e quer ver o

seu problema resolvido no mais curto espaço de

tempo. A forma assertiva como a oficina resolve

o problema, determina a sua rentabilidade, o que

obriga todos os players de mercado a constantes

investimentos em produtos de qualidade, tecnologia

e apresentação de soluções integradas. ◆

O balanço destes primeiros anos no grupo ADR 98 são

muito positivos e fez-nos crer que realmente tomamos a

decisão certa. As mais-valias são a de estar presente num

grupo muito profissional, que nos ajudou a cimentar a

nossa posição como fornecedores globais de marcas de 1º

equipamento

Ricardo Almeida, diretor comercial da Vicauto

52 Top100 Aftermarket 2021


património oE

idEias

inovação

Durante mais de um século, o

nosso objetivo mais importante

tem sido parar – mas apenas

quando se trata de travagem!

O nosso departamento de desenvolvimento

trabalha sem parar

para tornar os nossos sistemas de

travagem melhores do que nunca.

ATE. Qualidade reembalada.

www.ate-brakes.com

A brand of Continental.


MERCADO

Empresa

Top100

Balanço do mercado DE equipamentos

Decisões adiadas

Na fase dos confinamentos houve uma redução substancial do número pedidos de

equipamentos e de solicitações de serviços de manutenção preventiva por parte das oficinas.

Neste momento, a situação encontra-se praticamente normalizada, embora ainda se possa

sentir, por parte de algumas empresas, algum receio do futuro e a necessidade de adiarem

intenções de investimento ao nível da aquisição de equipamentos

Na vida, tal como nos negócios, estamos

constantemente expostos a

riscos e há que estar preparado

para reduzir o seu efeito. Contudo,

face a incertezas a gestão

torna-se mais complexa. Para ultrapassar tempos

de incerteza é muito importante ter resiliência,

boa preparação técnica, discernimento, espírito

de equipa e agilidade na tomada de decisões. Um

dos maiores ensinamentos que a pandemia trouxe

é que estamos perante uma nova ordem que está

a emergir, isto é, novas formas de se efetuarem as

coisas. As empresas aprenderam que têm que se

adaptar aos imprevistos e que de um momento

para o outro tudo pode mudar, pelo que têm que

ter a resiliência e flexibilidade necessárias para

superar as dificuldades.

Os grandes desafios

A “revolução elétrica”, a tendência de concentração

do mercado, o comércio online, o esmagamento

das margens de comercialização, a rápida e

constante evolução tecnológica, serão porventura,

entre outros, alguns dos maiores desafios para o

negócio de comércio de ferramentas e equipamentos

para oficinas automóvel.

A forte concorrência do setor, com a presença de

cada vez mais players é outra das maiores ameaças.

A transformação digital, aliada à eletrificação e a

procura de outras fontes de energia verde serão

As mais valias e vantagens que oferecemos aos nossos

clientes são o know-how acumulado ao longo de 56 anos

de atividade, as marcas premium que representamos e uma

equipa de 60 Colaboradores comprometida em bem servir

Rui Bolas, diretor geral da Bolas

54 Top100 Aftermarket 2021


Empresa

Top100

Vender na nossa visão significa projetar soluções de

negócio que permitem ao cliente rentabilizar a atividade

da sua oficina. Neste sentido o nosso foco consiste em

conhecer, estudar, projetar, formar e criar resultados no

negócio do cliente

Irene de Jesus, administradora da Cometil

Sendo uma marca de referência no mercado das

ferramentas automóveis, os produtos da Kroftools têm

no seu ADN a qualidade, fiabilidade e inovação. Os nossos

clientes quando escolhem os nossos produtos, sabem

que vão ter ao seu dispor uma ferramenta de elevada

performance

José Bárbara, diretor geral da Kroftools

oportunidades a explorar, o que conduzirão a um

setor cada vez mais profissionalizado.

Neste preciso momento a maior ameaça é a inflação

dos preços que está a ocorrer devido ao

aumento do preço dos transportes e das matérias-

-primas. Isto pode levar ao abrandamento das

vendas. No entanto, devido à falta de matéria-prima,

algumas empresas estão a reduzir as compras,

o que não é a melhor estratégia. Quem tiver stock

terá uma mais-valia para enfrentar uma possível

queda de vendas. Por outro lado, a transformação

digital veio trazer aos vários players uma maior

necessidade de estar em constante atualização,

levando as empresas a ter que investir mais nesta

área para se manterem competitivas.

A qualidade dos equipamentos, do serviço prestado,

dos recursos humanos empregues, bem como a

eficiência, a proximidade e a seriedade, continuarão

também a ser excelentes oportunidades para vingar

neste ou em qualquer negócio, desde que exista

capacidade de adaptação às diferentes realidades

com que nos viermos a confrontar no futuro.

Mercado com muitos players

O mercado da distribuição de ferramentas e

equipamentos para oficinas automóvel é caracterizado

por uma elevada concorrência, com

muitos players, alguns deles com foco no preço

e no curto prazo. Com a evolução tecnológica é

O facto de estarmos inseridos no Grupo Salvador Caetano,

permite-nos acompanhar mais DE perto toda a evolução

tecnológica do setor automóvel, fazendo com que

estejamos mais atentos à inovação

António Garrido, diretor técnico da Lusilectra

esperada uma maior profissionalização do setor

e também uma maior concentração. O acesso à

informação é também cada vez maior pelo que

será mais fácil ao cliente decidir e distinguir o

trigo do joio.

Com os níveis de exigência a subir, em que a

qualidade é um fator diferenciador primordial,

as oficinas terão de efetuar um maior investimento

a nível de equipamentos para poderem

prestar um serviço de excelência aos seus clientes.

Assim, as expetativas são as melhores para

os próximos anos.

As empresas terão de se adaptar aos novos modelos

automóveis que estão a aparecer - elétricos

e híbridos. No entanto, será uma adaptação a

longo e não a curto prazo, dado o número de

carros a combustão que estão no mercado e que

continuam a ser vendidos.

Movidos a energia elétrica ou a combustíveis fósseis,

estes veículos continuarão a ser utilizados, no

entanto, o cenário de mudança vai exigir agilidade,

visão e capacidade de adaptação à nova realidade

a todas as organizações que operam nesta indústria.

A melhor definição para o futuro é a palavra

mudança! ◆

“A MGM pretende continuar a apostar na melhoria

contínua da prestação dos seus colaboradores, através

da formação, e no aperfeiçoamento da componente

organizativa bem como no reforço de meios informáticos

colocados ao dispor dos mesmos

Manuel Guedes Martins, administrador da MGM

Top100 Aftermarket 2021

55


#Umfuturointerligado

www.rpa-lda.pt

geral@rpa-lda.pt


Uma Marca de Confiança

Faça parte deste projeto!

R. Escola 31 31C, - 2695-583 São João da Talha . 21 995 9550

R. José Costa Silva, nº117 r/c Loja, Povos - 2600-070 Vila Franca de Xira . 26 309 5036

R. do Coudel, nº47 e 49- cave A, São Carlos - 2725-277 Mem-Martins . 21 013 2070

R. Circular Intermédia, nº 35 Parque Industrial e Tecnológico de Évora - 7005-513 Évora . 26 673 0660

R. General Gomes Freire, nº 142 - 2910-517 Setúbal . 265 096 052


MERCADO

Empresa

Top100

Balanço do mercado pneus

Evolução global

Para a generalidade dos distribuidores de pneus, o impacto da pandemia acabou

por ser muito menor que o esperado inicialmente, mas o setor debate-se com a falta

de produto, o que está a criar alguma instabilidade no mercado, colocando sérios desafios

a fabricantes e distribuidores

Se numa fase inicial da pandemia

os efeitos foram devastadores (com

stocks excedentários, procura quase

inexistente e recurso a lay-off com

todas as incertezas a assombrarem as

empresas) a partir do primeiro desconfinamento

foi sentida uma retoma gradual na procura, algo

que felizmente se tem mantido até à data. Se analisarmos

as várias vertentes do negócio, passando

inclusive pela liquidez adicional da economia em

geral, os efeitos foram substancialmente menores

relativamente às primeiras e péssimas expetativas.

Esta pandemia ensinou que mesmo na adversidade

com uma equipa unida e a tecnologia certa, as

empresas são capazes de se adaptarem e conseguirem

ultrapassar todos os obstáculos. Obrigou

os responsáveis a olhar para o negócio como um

todo mas a elencar que as várias vertentes que

o compõem são indissociáveis e que impactam

determinantemente nos resultados das empresas.

Distribuidores são elo fundamental

Com a pandemia ficou demonstrado que os distribuidores

são um elo fundamental na cadeia de

abastecimento. Se não existiram problemas de

fornecimento tal deveu-se à capacidade que os

distribuidores tiveram de fornecimento. Houve

uma grande perca de quota de mercado por parte

dos fabricantes para os distribuidores.

Apesar de nos últimos anos os fabricantes tentarem

diminuir a força dos distribuidores, neste momento

e no futuro a distribuição está a ganhar uma importância

cada vez mais significativa na cadeia de

valor. Quando comparando com os fabricantes, os

distribuidores são mais competitivos, conseguem

ser mais flexíveis e eficazes em todo o processo de

distribuição, garantem um melhor nível de serviço

e têm uma oferta de stock mais completa e global,

além de oferecerem ao cliente um atendimento

personalizado e de proximidade.

O papel do distribuidor é por isso cada vez mais

importante pois, como intermediário entre o fabricante

e o retalhista e com o aumento das medidas

e modelos existentes nos pneus, tem cada vez mais

de ter espaço de armazenamento, uma boa força

de vendas, um processo de encomendas fácil no

B2B e apostar em boas parcerias nos transportes,

para poder satisfazer as necessidades dos clientes.

Atualmente, o papel do distribuidor é fundamental

A nossa estratégia passa por olhar para cada cliente como

um verdadeiro amigo. Um amigo com quem queremos manter

uma relação de transparência, confiança e de longo-prazo.

E é isto que temos conseguido, ano após ano

Filipe Bandeira, diretor geral da AB Tyres

58 Top100 Aftermarket 2021


O MAIOR DISTRIBUIDOR DE PNEUS MULTIMARCAS EM ESPANHA

4.000 m 2

de escritórios

ENTREGA

24

H.

MAIS

80

DE

MARCAS

Distribuiçao

em 15 países

1 milhao

de pneus

em stock

TEMOS DE

TUDOOOO

PEÇA O QUE NECESSITE SOMENTE QUANDO NECESSITA

TODAS AS MARCAS EM UM ÚNICO DISTRIBUIDOR

O MELHOR PREÇO DESDE A PRIMEIRA UNIDADE

SEM OBJETIVOS, SEM COMPROMISSOS

PREÇOS TRANSPARENTES

NÓS ARMAZENAMOS POR SI

A maior oferta de pneus

em stock do mercado está em

Top Recambios. Mais de 135.000 m 2

própios, à sua disposição.

NECESSITA? TEMOS.

E MUITO MAIS…

DISTRIBUIDOR PROFISSIONAL

DE PNEUS MULTIMARCA.

Tel.: 96 379 04 03

toprecambios.com


MERCADO

Empresa

Top100

para evitar a escassez de produto e a rutura da

cadeia de fornecimento. A manter-se o cenário

atual tona-se evidente que o papel da distribuição

grossista de pneus sai reforçado e, sobretudo, mais

valorizado pelo sector automóvel.

Aumento de preços condiciona

O aumento de preço dos fretes marítimos tem levado

ao aumento do preço final dos pneus, obrigando

os distribuidores a adaptar a sua forma de trabalhar,

tornando-se mais eficientes. De referir que o

aumento do preço dos fretes marítimos à escala

global tem, necessariamente um reflexo negativo

naquilo que é o preço final do produto, quando este

é colocado no mercado. É uma situação comum a

todo o tipo de mercadorias que são importadas do

extremo oriente, uma vez que é impossível para as

empresas absorverem todos esses aumentos, sem

que isso se faça sentir no preço final dos produtos.

Além disso, a dificuldade em encontrar embarques

e rotas de trânsito têm vindo a aumentar, o que

constitui desde logo um desafio no sentido de encontrar

disponibilidade, mesmo aos preços que são

conhecidos no atual contexto de mercado.

As margens do negócio têm obrigatoriamente de

se ajustar face ao impacto do custo de importação,

refletidos essencialmente no aumento do preço de

transporte por contentor. É normal que tenha existido

uma fase de transição em que os distribuidores

tenham procurado absorver o custo inicial, mas

neste momento, e face à continuidade da situação,

os preços estão nivelados, ao ponto de as margens

serem similares ao que eram no início deste ano.

Seria incomportável manter os preços antigos sem

que a margem não fosse totalmente absorvida. A

solução varia de empresa para empresa, que são

obrigadas a fazer um estudo minucioso para que o

mercado possa absorver os pneus a um preço justo.

Neste momento não há outra solução senão

refletir esses aumentos no preço dos bens. Este

fenómeno inflacionista é “perigoso” e com as

margens praticadas neste negócio é absolutamente

impensável os distribuidores absorverem este

tipo de impacto negativo.

Evolução depende da retoma

A distribuição de pneus está sempre em modificação,

por isso, à medida que a mesma acontece,

os distribuidores têm de desenvolver soluções

para otimizar os processos. Cada vez mais os

clientes são exigentes e têm a necessidade de um

distribuidor que lhe garanta a entrega num curto

espaço de tempo após a encomenda. Durante os

próximos anos, o negócio de pneus em Portugal

poderá evoluir, dependendo da retoma, mas os

distribuidores devem permanecer atentos, pois

com o mercado aberto a concorrência e as vendas

online vão aumentar. Fatores como evolução

tecnológica e digital que estamos a vivenciar nos

últimos anos serão determinantes para garantir

um futuro de sucesso neste setor.

Sempre apostamos numa gama de produtos bastante

alargada e completa para servir e fornecer o mercado.

Esta foi desde a primeira hora a aposta para o sucesso da

empresa, pois possuir nas diversas gamas as diferentes

marcas com preços variáveis foi o objetivo concreto para

alcançar o sucesso mais rápido

Rui Chorado, diretor Geral da Dispnal

A Nex é um dos maiores operadores com presença em

território nacional que detém a maior oferTA de marcas

e de gamas de produto. Neste momento comercializamos

cerca de 25 marcas, das quais 15 em regime de exclusividade,

nos segmentos de pneus ligeiros, pesados, duas rodas,

agrícolas e industriais

Aldo Machado, diretor geral da Nex Tyres

O perfil do consumidor está a alterar-se de forma

gradual, basta ver o panorama das viaturas elétricas

e das preocupações ambientais a tomarem

conta das novas gerações, a qual por sua vez tem

todos os recursos tecnológicos nas suas mãos. Os

desafios devem passar por uma permanente atualização

de conceitos, uma adaptação às necessidades

do cliente que por sua vez vai evoluindo e inclusive

passando o testemunho da gestão dos seus negócios

para as gerações mais jovens.

Entretanto, as oficinas e casas de pneus estão a

evoluir no sentido positivo e correto em termos de

gestão de negócio, olhando, por um lado para a

sua rentabilidade (margens, custos, financiamento)

e, por outro, para a experiência do consumidor

(gestão e formação de recursos humanos, imagem

diferenciadora e atendimento e serviço de excelência).

Esta profissionalização é importante para

o setor e vão obrigar também aos distribuidores

a evoluírem constantemente para dar resposta às

novas necessidades do seu cliente.

Por outro lado, a constante evolução de medidas e

homologações vai obrigar a um reforço e uma maior

otimização da capacidade de armazenamento. E o

mercado paralelo, que ainda tem um grande peso

neste setor, terá tendência a perder força no futuro.

O cliente escolherá um distribuidor, cada vez menos

pelo preço, mas sim pela disponibilidade de stock,

serviço, atendimento, programas de fidelização,

e, por último, o serviço pós-venda. Além disso,

fatores como a confiança, e credibilidade e relação

de parceria e proximidade terão um peso cada vez

maior significativo nesta equação.

Mais foco nos contactos presenciais

Apesar das novas tecnologias permitirem uma

comunicação online muito completa e em tempo

real, os contactos presenciais continuam a ser

muito importantes. De facto, o online permite

que a consulta de um produto e confirmação da

encomenda seja efetuada de uma forma quase

imediata e a sua entrega rápida. Contudo, o contacto

presencial é essencial para ambas as partes se

conhecerem, tirar dúvidas, informações e definir

estratégias para as empresas se adaptarem ao movimento

constante que o mercado exige.

Tendo em conta a nossa cultura, identidade e estratégia

de relacionamento, torna-se evidente que

o contacto presencial é determinante para a estratégia

de crescimento das empresas. Se olharmos

numa ótica estritamente financeira poderíamos

assumir que a aposta numa força de vendas exclusivamente

on-line seria a melhor solução. No

entanto, é fundamental as empresas continuarem

a manter um contato direto com os clientes.

Diversificação ou especialização?

Tudo depende da dimensão do retalhista: faz

sentido uma estrutura familiar com duas ou três

pessoas diversificar os serviços ou especializar-se?

Uma organização bem estruturada e com recursos

humanos e financeiros deve-se manter fiel ao

modelo de negócio especializado? Portugal tem

uma percentagem significativa do seu tecido empresarial

suportado em micro-empresas, onde a

estrutura financeira não permite grandes veleidades.

O que é importante numa ou noutra opção, é

as empresas terem um nível profissional excelente,

que aquilo que desempenham o façam bem e que

o seu serviço se possa distinguir dos demais. A

diversificação é interessante mas acarreta riscos

que devem ser bem ponderados.

Os empresários do setor devem também procurar

corresponder com condições financeiras para

poderem atrair mais gente para o setor. Para tal

precisam de se modernizar, gerir melhor as suas

empresas para poderem gerar mais valias que lhes

permitam remunerar melhor os técnicos. ◆

60 Top100 Aftermarket 2021


Apresentamos o

diagnóstico de última geração.

Acreditamos que todas as oficinas devem ter acesso à melhor

tecnologia e funcionalidade necessárias para realizar reparações

de maior qualidade. Na qualidade de pioneiros em soluções

líderes do mercado, desenvolvemos uma nova solução de

diagnóstico, revolucionária e intuitiva, a BlueTech. O seu avançado

hardware e o seu completíssimo software fazem com que seja uma

solução de diagnóstico preparada para o futuro, proporcionando

às oficinas a oportunidade de maximizar as receitas e o potencial

de crescimento. Bem-vindo/a à experiência BlueTech.

delphiaftermarket.com

Delphi Technologies is a brand of BorgWarner Inc.


MERCADO

Empresa

Top100

Balanço do mercado repintura

Menos mercado

e menos margem

O setor da colisão e repintura automóvel não ficou imune ao impacto da pandemia e as

empresas do setor tiveram de adaptar o seu modelo de negócio a uma nova realidade,

procurando ser mais eficientes e rentáveis

A

revolução tecnológica dos meios

que apoiam a atividade de repintura

automóvel tem sido enorme

nos últimos anos. As possibilidades

que se introduziram desde a

identificação da cor, da busca da fórmula de cor até

à disponibilização imediata dos gastos de pintura,

sincronizando com os sistemas de gestão, fazem

com seja possível aplicar na secção de pintura

métodos modernos e inovadores para esta área

da reparação automóvel.

Os programas evoluíram de forma que é possível

seguir a viatura desde a sua entrada na oficina até à

entrega ao seu proprietário. A abertura da folha de

obra permite que os consumos de tinta adstritos lhe

sejam imputados e no limite, que automaticamente

passem para o programa de faturação.

Digitalização é essencial

Mais do que um desafio, a digitalização da secção

de pintura é uma oportunidade das oficinas se

poderem modernizar, melhorarem a sua eficiência

e elevar os níveis de controlo e gestão. Todas as

marca premium já têm disponíveis várias ferramentas

de cariz digital: desde o espectrofotómetro

com WiFi e acesso à informação técnica (em vez

da utilização das tradicionais lamelas de cor), atualização

do software de cores online (em vez das

três ou quatro atualizações anuais, que eram feitas

pelo técnico da marca quando visitava a oficina),

utilização de app’s no telemóvel para a verificação

A parceria da Autoflex com a Spies Hecker existe desde a

entrada no nosso país, em 1991, desta importante marca

mundial de tintas para a repintura automóvel e, como

sempre aconteceu desde a primeira hora, caracteriza-se

por uma grande solidez e respeito mútuo

Joana Silva, diretora comercial da Autoflex

A Quimiregua é uma empresa madura, estável e respeitada

no seio do mercado da repintura automóvel e esse nível de

maturidade deve-se muito aos valores que são colocados

em prática diariamente pela nossa organização

Pedro Ferreira, Quimiregua

62 Top100 Aftermarket 2021


Empresa

Top100

Com as novas instalações iremos aumentar

significativamente a nossa capacidade de armazenamento

e otimizar todos os processos de logística e

administrativos. Teremos ainda uma maior área de

exposição, bem como um centro de formação para os

profissionais do setor

Agostinho Matos, diretor comercial da Centrocor

Faz parte do projeto para os próximos 2 anos a abertura de

uma nova loja nos arredores de Lisboa e uma outra na zona

de Sintra, para que possamos proporcionar um melhor

serviço e uma maior proximidade aos nossos clientes locais

Mário Ferreira, diretor geral da GravityPaint

O nosso slogan “Temos experiência, Garantimos soluções!”,

transmite a nossa maneira de atuar no mercado. A

experiência da nossa equipa permite-nos garantir que

nenhum cliente fique sem o aconselhamento ou solução

indicada para a sua necessidade

Bruno Pereira, diretor geral da LTintas

de códigos de cor, consulta de fichas técnicas e de

segurança dos produtos que utiliza (evitando ter

que consultar os documentos em formato papel,

o que iria demorar muito mais tempo), e KPI de

gestão, entre outras.

Plataformas online permitem ter uma visão geral

dos indicadores da secção de pintura bem como

muitos outros indicadores da área de Colisão, de

gestão e financeiros, o que permite as oficinas

perceberem como está o estado do seu negócio

e compará-lo com o mercado.

obviamente implica um grande rigor profissional, a

todos os níveis, para que este negócio se mantenha

sólido e interessante.

Diversificação do negócio

Com o aumento constante de preços e a instabilidade

dos mesmos, as oficinas optam por produtos

com melhores preços, mesmo que não sejam os

mais rentáveis. Mas está na altura de repensarem

os valores praticados e na melhor escolha pelos

produtos mais rentáveis.

Por outro lado, a forte apetência que os grandes

fabricantes têm pela venda direta vai, cada vez

mais, pela via da faturação OEM ou pelo investimento,

o que faz com que os distribuidores

sejam comprimidos em espaço de mercado e em

margem. Vai por isso haver menos mercado e

menos margem para os distribuidores e o desafio

é sempre o mesmo: como sobreviver e manter o

negócio e a rentabilidade?

Uma das soluções para o previsível decréscimo

do mercado da repintura automóvel será a diversificação

do negócio. No futuro, os distribuidores

de tintas automóvel terão de fazer os ajustamentos

estratégicos que se revelem necessários para

manterem a sustentabilidade das suas empresas.

Apesar da inovação tecnológica das viaturas

automóveis, a adaptação e renovação das frotas

vão levar o seu tempo. As viaturas autónomas

ainda são uma realidade longínqua e as viaturas

que atualmente circulam nas nossas estradas

vão continuar a ser pintadas e repintadas da

mesma forma. Novos tipos de reparação também

vão crescendo, tais como o restauro de

viaturas clássicas ou os recondicionamentos.

Sempre que existe uma transformação, existe

uma adaptação. ◆

Cada vez mais estamos numa época em que a digitalização

e a tecnologia está mais presente no dia a dia. A DeBeer

acompanha esta evolução e neste momento encontra-se

em processo de finalização de um novo software mais

inovador e intuitivo

Margarida Mota, diretora comercial da Mota & Pimenta

Mercado mais exigente

O mercado de repintura automóvel em Portugal,

é naturalmente afetado pela diminuição de sinistros,

resultante da evolução dos automóveis e do

controlo de velocidade por partes das autoridades,

assim como pela evolução tecnológica das tintas,

sendo necessário menos quantidade para se obter

a mesma performance.

O decréscimo em volume do mercado de repintura

automóvel já decorre há vários anos, principalmente

originado pelas características das novas tecnologias

dos produtos, pela quase ausência das “pinturas gerais”

e pela crescente melhoria das competências dos

profissionais, fruto de todo o esforço de formação

proporcionado pelas marcas, seus representantes

e pelas próprias empresas. Este facto, associado à

existência de uma natural e enorme competição

entre as marcas (e as principais marcas a nível mundial

estão todas presentes no mercado português),

Não existe no mercado um programa tão abrangente e

diverso como o 360º SCAN, envolvendo um conjunto de

entidades reconhecidas pelas suas competências e rigor. É

um programa robusto nos seus diversos conteúdos mas de

fácil aplicação

Luís Santos, diretor geral da Impoeste

A marca Glasurit, desde o surgimento da Lovistin partner

colors, é a nossa imagem premium. O papagaio, sempre

fez parte da nossa história. Há décadas que sobrevoa as

paredes de nossas instalações e das instalações de nossos

parceiros de negócios

Manuel Silva, diretor geral da Lovistin partner colors

Top100 Aftermarket 2021

63


EMPRESA

CERTIFICADA


A PCC é uma empresa inteiramente dedicada à importação e comercialização

de produtos destinados ao setor da reparação automóvel e da indústria em

geral.

Ao longo de mais de 20 anos, a PCC tem vindo a edificar uma estratégia de

crescimento sólido e sustentado, suportado pela eficiência das suas operações

e o desenvolvimento do seu capital humano. A cada ano, elevamos o número

de clientes e faturação, hoje somos uma empresa certificada com a distinção

ISO 9001/2015 graças à qualidade da performance que garantimos e o baixo

perfil de risco.

Diariamente trabalhamos para fazer mais e melhor. A inovação é uma

constante e é assumida como fator determinante, pois o objetivo é oferecer

aos nossos clientes as melhores soluções do mercado.

Reforçando uma ligação profunda e bidirecional, os nossos clientes são fonte

de informação e campo de investigação.

A PCC caracteriza-se pela variedade, flexibilidade e capacidade de adaptar os

seus produtos e serviços às exigências específicas dos seus clientes.


Um serviço de alto

nível, seja qual for

o nível do serviço.


MECÂNICA

COLISÃO

PINTURA

AMBIENTE

ASSISTÊNCIA

TÉCNICA

geral@pcc-lda.pt

pcc-lda.pt


MERCADO

Empresa

Top100


Sylvia Gotzen, Diretora Executiva da FIGIEFA

É necessária uma

abordagem holística

à cibersegurança

Envolvida no debate sobre a cibersegurança desde 2018, Sylvia Gotzen, diretora executiva

da FIGIEFA falou em exclusivo à Revista TOP 100 sobre este tema, e reconhece que

é necessária uma abordagem holística à cibersegurança, uma vez que os fabricantes estão

a aproveitar o momento para restringir o acesso das oficinas multimarca aos veículos

cibersegurança, apesar de ser um assunto relativamente

recente, já está a dar muitas dores de cabeça

no setor automóvel e urgem decisões por parte dos

organismos internacionais, para estabelecer standards

ao longo de todo o ciclo de vida do veículo.

Vemos cada vez mais exemplos de incidentes

em que os fabricantes de veículos estão a usar

o argumento da cibersegurança para restringir/

limitar o acesso ao veículo, especialmente através

da tomada OBD. Os fabricantes implementam

esquemas certificados próprios e obrigam os operadores

independentes a comprar esses certificados

para aceder aos veículos. Os termos e as condições

para fornecer esses certificados são decididos

por cada um dos fabricantes a seu bel-prazer. Por

outros termos, legitimou-se um virtual «fecho de

portas» dos OEM ao aftermarket, o que lhes dá,

infelizmente, total liberdade para aplicarem as suas

próprias regras e assim distorcerem o mercado,

colocando condições para decidir quem é que

tem acesso ao veículo. Na prática, isto significa

que os concorrentes dos fornecedores de serviço

independentes estão a estabelecer os termos que

estes mesmo fornecedores de serviço independentes

poderão ou não continuar os seus negócios.

Em entrevista exclusiva à Revista TOP 100, Sylvia

Gotzen, diretora executiva da Federação Internacional

dos Distribuidores de Aftermarket (FIGIE-

FA), não hesita em afirmar que “a atual legislação

da União Europeia sobre o acesso a Informação de

Diagnóstico, Reparação e Manutenção é genérica

e ainda não está preparada para responder à cibersegurança

no que toca ao aftermarket”.

Começo por perguntar-lhe qual é a

posição da FIGIEFA sobre a questão da

cibersegurança nos veículos automóveis?

A digitalização teve um início tardio na indústria

automóvel em comparação com outras indústrias.

Os veículos conectados têm um grande número

de superfícies de ataque que podem ser utilizadas

para iniciar um ciberataque no veículo (V2V, V2X,

Wi-Fi, Bluetooth, ligação de rede ao back-end, etc.).

Os novos ecossistemas complexos onde os riscos

de segurança e as interligações entre os veículos

e as infraestruturas rodoviárias, redes inteligentes,

bem como outros interfaces estão a aumentar. Uma

abordagem holística da cibersegurança é, portanto,

necessária para garantir que todas as respetivas superfícies

de ataque são protegidas e o veículo está

totalmente ciberseguro. A FIGIEFA congratula-se

com a ideia de ter implementado medidas regulamentares

para lidar com a questão da cibersegurança

no setor automóvel, dado que reforça a

segurança global do veículo. A cibersegurança é

importante, e totalmente apoiada pela FIGIEFA.

O que tem feito a FIGIEFA em defesa

do IAM, de modo a salvaguardar os

interesses das oficinas independentes no

acesso aos dados técnicos dos veículos?

A FIGIEFA tem sido extremamente proativa no

que diz respeito à questão do acesso aos dados

técnicos de bordo do veículo para o IAM. Iniciou

uma grande coligação, reunindo vários segmentos

do mercado pós-venda, bem como os consumidores,

para solicitar à Comissão Europeia que

tomasse medidas legislativas contra um possível

encerramento desse acesso ou uma distorção da

concorrência, que prejudicaria a escolha dos consumidores

e o empreendedorismo independente,

caso os fabricantes de veículos se tornassem “guardiões”

e controlassem, de uma forma ou de outra,

quem tem acesso a que dados, quando e em que

condições. Nesse sentido, foram publicados dois

manifestos em 2018 e 2019.

Graças ao facto de a FIGIEFA e respetivos parceiros

terem alertado a Comissão Europeia para esses

riscos, a Comissão Europeia decidiu investigar de

forma mais aprofundada a questão. A FIGIEFA e

respetivos parceiros participaram num exercício

“Prova de Conceito” com uma duração de 18 meses,

que destaca as falhas sistemáticas da denominada

solução “Veículo Conectado” promovida pelos

fabricantes de veículos. Esta solução de acesso aos

dados prevê essencialmente que todos os operadores

independentes do mercado têm de passar pelos fabricantes

de veículos para comunicar com o veículo,

deste modo perderíamos a nossa independência.

Para resumir todo este trabalho, a Comissão Europeia

decidiu colocar na sua agenda de 2021 uma

legislação a nível da UE relativa ao acesso aos dados

de bordo do veículo, para a qual se espera uma

primeira proposta até ao final do ano. A Comissão

Europeia baseará a sua proposta num estudo

preliminar sobre opções políticas, encomendado

à empresa de consultoria TRL, sediada no Reino

Unido. A FIGIEFA e respetivos parceiros foram

convidados a contribuir para este estudo, o que

aconteceu ao apresentar uma proposta exaustiva

para uma Plataforma Telemática a Bordo Segura.

Paralelamente, a FIGIEFA participa em todas as

discussões sobre a questão, no grupo de especialistas

Top100 Aftermarket 2021

67


MERCADO

Empresa

Top100

A modernização dos veículos está a trazer novos desafios à

indústria automóvel e os riscos da cibersegurança já começaram

a ser debATidos e regulados ao nível do primeiro equipamento

da Comissão Europeia (o Grupo de Trabalho sobre

Veículos Motorizados - MVWG), na UNECE, bem

como com as autoridades nacionais.

Qual é a função da UNECE

na regulamentação da cibersegurança

automóvel?

A UNECE, através do seu Fórum Mundial para

a Harmonização das Regulamentações Aplicáveis

a Veículos (WP29), desenvolve regulamentos

automóveis que são harmonizados em todos os

países e regiões, partes signatárias ao abrigo do

acordo de 1958.

No WP29, o Grupo de Trabalho de Veículos Autónomos

(GRVA) discute sobre questões relacionadas

com veículos conectados e automóveis. Foi criado

um grupo de trabalho de informações no âmbito

da GRVA em 2016 para desenvolver regulamentos

para a cibersegurança e atualizações de software.

O grupo trabalha há cinco anos e elaborou dois

novos regulamentos, R155 (para cibersegurança) e

R156 (para atualizações de software). Estes regulamentos

serão parte integrante da homologação de

veículos para as partes contratantes do acordo de

1958, sendo a União Europeia uma delas. A data

de entrada em vigor dos dois regulamentos é 2022,

para as novas homologações, e 2024, para todas

as homologações. O R155 e o R156 deverão ser

adotados no âmbito do quadro legislativo da União

Europeia já em 2021.

Quantos veículos serão afetados

pelos novos regulamentos da UNECE?

É difícil quantificar com exatidão, mas todos os

veículos com uma arquitetura E/E. Em suma,

todos os veículos com componentes elétricos/

eletrónicos serão abrangidos. Atualmente, estimase

que mais de 300 milhões de veículos encontram-

-se nas estradas da União Europeia. Em 2020, quase

10 milhões de automóveis de passageiros novos

foram registados na União Europeia (quase 25%

menos do que em 2019, principalmente devido à

pandemia), e 1,7 milhões de veículos comerciais

(menos 18% face a 2019).

Qual foi a participação da FIGIEFA

no Regulamento da UNECE?

A FIGIEFA esteve envolvida nas discussões a nível

da task force de Cibersegurança somente a partir

de meados de 2018. Participou nas reuniões da

UNECE, por ex., em Genebra e Washington e

participou igualmente na reunião no Japão, remotamente.

A FIGIEFA participou igualmente nas

reuniões políticas da GRVA, acompanhando ativamente

o desenvolvimento dos dois regulamentos

e dos respetivos documentos de interpretação. Em

estreita cooperação com outras associações que

representam os consumidores e outros segmentos

do IAM, apresentámos várias propostas para

melhorar os projetos de regulamentos e permitir

ter melhor em conta as necessidades e a realidade

do IAM.

A FIGIEFA colaborou estreitamente com os seus

parceiros para identificar pontos de preocupação

para os intervenientes do mercado pós-venda e

apresentar propostas/posições escritas em várias

reuniões da UNECE desde meados de 2018. Temos

apoiado igualmente algumas das propostas

da Comissão Europeia a nível da UNECE para

abordar questões relacionadas com a cibersegurança

automóvel.

Quais são os resultados desta participação?

A FIGIEFA conseguiu obter dois requisitos no

âmbito do regulamento da UNECE, com o apoio

da Comissão Europeia. Estas duas cláusulas de

requisitos determinam que a implementação da

cibersegurança pelos fabricantes de veículos deve

considerar a legislação nacional/regional (UE) relativa

ao acesso ao veículo, aos seus dados e funções

e ao desenvolvimento e integração do sistema de

peças e componentes de substituição. Além disso, a

FIGIEFA conseguiu alterar igualmente a definição

da fase de pós-produção ao abrigo do regulamento

R155 da UNECE, que agora determina que os

fabricantes de veículos são responsáveis pela segurança

do veículo até ao “fim da vida útil”. A definição

anterior previa que os fabricantes definissem o

“fim do apoio de cibersegurança”, dando-lhes total

liberdade para decidir sobre quando terminar o

apoio de cibersegurança de um veículo.

O acesso a veículos equipados com

sistemas de cibersegurança é garantido

a oficinas independentes?

A legislação atual da União Europeia relativa ao

acesso às Informações de Diagnóstico, Reparação

e Manutenção é genérica e ainda não está

preparada para responder à Cibersegurança que

afeta o Mercado Pós-venda. O regulamento de

cibersegurança, por outro lado, requer que os

fabricantes de veículos implementem controlos

de segurança de forma abrangente, com o Anexo

do regulamento que especifica que os controlos

de segurança devem ser implementados em ataques

com origem em interfaces de veículos como

a porta de Diagnóstico a Bordo (OBD). Vemos

cada vez mais exemplos de incidentes em que os

fabricantes de veículos estão a utilizar o argumento

da cibersegurança para restringir/limitar o acesso

ao veículo, especialmente através da porta OBD.

Os fabricantes de veículos implementam esquemas

de certificados de proprietários e exigem que os

operadores independentes comprem estes certificados

para terem acesso ao veículo. Os termos e

as condições para fornecer esses certificados são

decididos por cada um dos fabricantes de veículos

68 Top100 Aftermarket 2021


Genuine Quality.

Durable Trust.

365 dias

de prémios

Colecionar coroas e trocá-las por valiosos prémios.

premiumshop.dt-spareparts.com


MERCADO

Empresa

Top100

Na Europa, os regulamentos sobre a cibersegurança automóvel

serão de cumprimento obrigatório em todos os veículos

produzidos a partir de julho de 2024. Para serem homologados,

os carros devem ter um certificado de cumprimento do «Cyber

Security Management System» (CSMS) do fabricante

e à sua própria discrição. Embora tecnicamente

os fabricantes de veículos não fechem o acesso ao

veículo, essas medidas dão-lhes infelizmente total

liberdade para aplicar as suas próprias regras e,

deste modo, distorcer o mercado estabelecendo

as suas próprias condições para decidir quem tem

acesso ao veículo. Na prática, isto significa que os

concorrentes dos prestadores de serviços independentes

estão a estabelecer condições para que estes

mesmos prestadores de serviços independentes

possam continuar os seus negócios.

A FIGIEFA, juntamente com a Aliança para a

Liberdade de Reparação de Automóveis na UE

(AFCAR), está atualmente a trabalhar em propostas

legislativas na União Europeia para garantir um

acesso justo e independente aos veículos para os

prestadores de serviços independentes. Estamos

a trabalhar para identificar a lacuna legislativa e

garantir que sejam implementados requisitos concretos

para garantir este acesso a veículos a oficinas

independentes.

O acesso será gratuito ou estará sujeito

a autorização dos fabricantes através

de códigos?

Legalmente deve ser gratuito, no entanto, os fabricantes

de veículos estão a utilizar uma lacuna

no quadro legislativo atual para implementar certificados

de propriedade/códigos de autorização

para dar acesso ao veículo a prestadores de serviços

independentes. Tecnicamente, o veículo não está

fechado ao mercado pós-venda, mas o diabo está

sempre nos detalhes e a utilização desses códigos

de autorização de propriedade para fixar preços

pode distorcer o mercado. A FIGIEFA está a trabalhar

proativamente para alertar os decisores

da UE para este problema e está a pedir uma

solução legislativa.

E quanto às peças, o que acontecerá com

os componentes que integram os sistemas

de cibersegurança? Serão vendidos

apenas pelos fabricantes ou igualmente

pelo mercado pós-venda?

Deve ser possível fabricar peças ciberseguras adequadas,

tanto pelo fabricante de equipamento

original como pelos produtores de peças independentes.

As peças adequadas para a cibersegurança

deverão ser fabricadas de acordo com a norma

ISO 21434 e em conformidade com o regulamento

de cibersegurança R155. Uma vez que

este regulamento não é normativo e dá liberdade

aos fabricantes de veículos de implementarem

a sua própria arquitetura de cibersegurança, a

implementação de cibersegurança destes componentes

e peças terá de ser compatível e interoperável

com a arquitetura global de cibersegurança

do veículo. Para ter esta possibilidade, deve ser

possível aos produtores de peças independentes

negociar com os fabricantes de veículos e gerir as

dependências de cibersegurança das suas peças/

componentes com o sistema de gestão de cibersegurança

dos fabricantes de veículos. Não ter

esta possibilidade limitará o mercado de peças

de substituição independentes, e os fabricantes

de veículos e respetivos fornecedores contratados

terão o monopólio das peças de substituição do

mercado pós-venda.

As peças terão algum tipo de certificado

de cibersegurança? Que especificações

devem ter para cumprir os regulamentos

de cibersegurança?

O cumprimento do regulamento de cibersegurança

requer a criação de um sistema de gestão de cibersegurança

(CSMS – Cybersecurity Management

System) e a implementação de medidas/controlos

de segurança de acordo com a avaliação de risco.

Isto também será muito provavelmente necessário

para peças de substituição independentes. A implementação

do CSMS e dos controlos de segurança

devem ser efetuados de acordo com os requisitos

do processo de engenharia de cibersegurança, tal

como especificado na norma ISO 21434. A norma

ISO 21434 é uma norma de processo que pode ser

utilizada como base para a implementação efetiva

da cibersegurança. Cada fabricante de veículos é

responsável pela implementação da arquitetura de

cibersegurança do veículo, conforme justificado pela

sua avaliação de risco.

As peças que devem ser instaladas no veículo

devem ter o “ajuste” correspondente de cibersegurança

com a arquitetura de cibersegurança

do veículo. E para que este ajuste seja possível, os

fabricantes de peças independentes devem poder

estabelecer uma relação com os fabricantes de veículos

e obter a especificação necessária relacionada

com a interoperabilidade e a compatibilidade de

modo a desenvolver a peça de forma cibersegura.

As peças desenvolvidas por fabricantes de peças

independentes deverão ser verificadas e validadas

pela entidade neutra de teste (para homologação

e conformidade com as normas) e pelo fabricante

70 Top100 Aftermarket 2021


Cuidado dos pneus Purificador de ar Luzes de inspeção Cuidado da bateria Câmaras de bordo


MERCADO

Empresa

Top100

Todas as oficinas multimarcas independentes precisam de estar

envolvidas no processo, para não verem bloqueado o acesso aos

veículos e aos respetivos dados, de forma a poderem realizar,

como até agora, operações de manutenção e reparação

do veículo (para testes de integração de modo a

garantir que não existem problemas de segurança).

Essas peças deverão ser certificadas (com um

certificado digital/código (QR)) por uma entidade

que abrange a totalidade da União Europeia

de modo a garantir que a peça é desenvolvida e

testada de acordo com todos os requisitos de segurança.

Até que um tal quadro de certificação à

escala da União Europeia seja estabelecido, esses

certificados/códigos de ativação devem ser fornecidos

pelos fabricantes de veículos sem custos para

garantir que as peças independentes possam ser

instaladas no veículo de forma segura.

Já existe legislação que apoia

os fabricantes do mercado pós-venda

da venda de peças de cibersegurança?

Não. A FIGIEFA, juntamente com a AFCAR, está

atualmente a trabalhar em propostas que permitam

esse desenvolvimento de peças de substituição

independentes, compatíveis com a arquitetura de

cibersegurança do veículo. Os requisitos da UNE-

CE que conseguimos introduzir no regulamento

R155 é um mero invólucro, dado que tal legislação

com requisitos concretos que apoiam os interesses

dos fabricantes de peças independentes ainda não

existe no âmbito da legislação europeia. O Regulamento

(2018/858) relativo à Homologação atual

tem requisitos para tornar as informações sobre

reparação e manutenção disponíveis para efeitos

de reparação.

E o equipamento de diagnóstico

será compatível com a arquitetura

de cibersegurança dos veículos?

Esta questão deve ser colocada, naturalmente, à

EGEA, a Associação Europeia de Oficinas e Equipamentos

de Teste. No entanto, assumimos que a

ferramenta de diagnóstico teria de ser concebida

e fabricada para ser compatível com a arquitetura

de cibersegurança do veículo. Os requisitos seriam

muito semelhantes aos das peças independentes,

no que diz respeito à compatibilidade e interoperabilidade.

Adicionalmente, as ferramentas de

diagnóstico devem ter a autorização necessária

para realizar a ação/operação de diagnóstico

necessária para o veículo. Além disso, deve ser

criado um processo normalizado para a emissão

de certificados de ferramentas de diagnóstico genéricas

multimarca para identificar ferramentas de

diagnóstico e normalizar o processo de autorização

entre a ferramenta, o veículo e o back-end do fabricante

do veículo. Para tal, poderia ser adotada uma

abordagem baseada na SERMI, sendo a SERMI

o esquema europeu de acesso às informações sobre

reparação e manutenção relacionadas com a

segurança (antirroubo).

Como deve ser atualizado o Regulamento

relativo a reparação e manutenção

da União Europeia 2018/858 de acordo

com o progresso técnico no setor

da cibersegurança?

A FIGIEFA, em estreita cooperação com os respetivos

parceiros da Aliança para a Liberdade de

Reparação de Automóveis na UE (AFCAR), defende

ativamente várias atualizações que permitiriam ter

melhor em conta os requisitos de cibersegurança e

as necessidades conexas do IAM. Em particular, a

FIGIEFA solicita à Comissão que considere o desenvolvimento

de peças independentes, o desenvolvimento

de ferramentas de diagnóstico e a ativação

do primeiro equipamento e de peças de substituição

independentes no que diz respeito à cibersegurança.

O que pode o mercado pós-venda esperar

do Regulamento relativo à Segurança Geral

2019/2144, que será lançado em 2022?

A Comissão Europeia tenciona realizar uma referência

cruzada direta com o regulamento R155 da

UNECE. A FIGIEFA, juntamente com a Aliança

para a Liberdade de Reparação de Automóveis na

UE (AFCAR), está atualmente a defender a inclusão

de requisitos adicionais tendo em conta as necessidades

e a realidade do mercado pós-venda. Uma

referência cruzada direta e simples do regulamento

da UNECE no âmbito do Regulamento relativo à

Segurança Geral apresentaria uma situação muito

desafiante para o mercado pós-venda. Compreendemos

que estes requisitos demoram a ser adotados

no quadro legislativo, pelo que instámos a Comissão

Europeia a incluir estes tópicos no seu programa de

trabalho de 2021 (e também no futuro, 2022, etc.).

Que oportunidades de negócio podem

surgir para as oficinas com o crescimento

do mercado de cibersegurança?

A cibersegurança não apresenta quaisquer

oportunidades de negócio adicionais como tal,

mas sim uma forma controlada e transparente

de realizar os negócios no futuro. Explorar os

desenvolvimentos da cibersegurança permitirá

aos intervenientes do mercado pós-venda continuar

o seu negócio existente de uma forma mais

segura e independente, com menor dependência

dos fabricantes de veículos, para além do que é

legalmente exigido. Poderá assim contribuir para a

aceitação por parte dos consumidores dos últimos

desenvolvimentos em termos de mobilidade automóvel

e reforçar a sua confiança na capacidade dos

operadores independentes de proporem serviços

e produtos eficientes e seguros. ◆

72 Top100 Aftermarket 2021


www.dayco.com

Um movimento perfeito é o

primeiro elemento do motor.

Kit de distribuição com bomba de água

Código QR com instruções de montagem, número de série para

garantir a rastreabilidade de cada produto, segurança da garantia

Long Life+1, para além da constante qualidade DAYCO.


MERCADO

Empresa

Top100

MVBER em análise

Que futuro para

o aftermarket?

Em 2023 será lançado um novo MVBER, o regulamento que estabelece as normas de

funcionamento do comércio e reparação automóvel. Até lá, a Comissão Europeia e

Associações do setor, analisam e avaliam os dez anos de funcionamento deste regulamento,

com o objetivo de o renovar e atualizar para os novos desafios do aftermarket


Existe uma forte vontade política de

impor o fim do motor de combustão

em prol do meio ambiente e do

clima. Como resultado, o caminho

para os veículos neutros em carbono

pode ser muito mais rápido do que se pensava

inicialmente. Contudo, isto não significa que todo

o parque automóvel mudará de um dia para outro.

Pelo contrário, os consumidores tendem a manter

os seus veículos por um período mais longo. Isso

significa que o mercado pós-venda ainda precisa

de uma legislação forte sobre a concorrência, para

garantir que os proprietários possam beneficiar de

serviços competitivos e acessíveis durante a vida

útil dos seus veículos. Paralelamente, a ascensão

de novos propulsores elétricos apresenta desafios

específicos para o mercado pós-venda independente.

O valor médio das peças num veículo elétrico

é maior, mas o seu número médio é menor. Além

disso, a reparação dos sistemas elétricos e das

baterias não é sempre fácil para os reparadores

independentes, que não têm acesso às peças de

substituição adequadas ou às informações de reparação

e manutenção necessárias. Espera-se que o

futuro MVBER também considere essas mudanças

tecnológicas e sem impacto na concorrência.

Útil e eficiente

No final de maio de 2021, a Comissão Europeia

divulgou o primeiro relatório de avaliação do

atual MVBER (em inglês Motor Vehicle Block

Exemption Regulation), com especial enfoque no

impacto e eficácia do documento ao longo do último

ano. As conclusões, apesar de animadoras, não

são definitivas e criam um espectro de incerteza

sobre o que poderá acontecer às oficinas independentes

em particular e ao mercado de pós-venda

em geral. De acordo com este relatório, o regime

do MVBER é “útil” e “eficiente” e “continua a

ser relevante para as partes interessadas”. Este

relatório também evidencia que ainda há uma

margem para melhorias. A avaliação identificou

determinadas disposições que podem beneficiar

com mais esclarecimentos e precisar de ajustes

devido aos desenvolvimentos de mercado recentes.

Contudo, a Comissão Europeia manteve-se

A FIGIEFA acredita que

o MBVER deve ser mantido

nos seus princípios,

tendo em conta os

benefícios comproVAdos,

e modernizado

nos pormenores,

para enfrentar

novos desafios

Top100 Aftermarket 2021

75


MERCADO

Empresa

Top100

Com os fabricantes a implementar cada vez mais medidas

de cibersegurança nos seus veículos, as oficinas independentes

enfrentam novos desafios, como ter peças alternativas

compatíveis de qualidade equivalente

cautelosa com relação às consequências destas

descobertas para o futuro da MVBER. Na perspetiva

da FIGIEFA, uma vez mais, eles clamam

claramente por manutenção e modernização do

MVBER, e espera que a Comissão Europeia, ao

considerar os benefícios comprovados do MV-

BER, também adote esta abordagem ao estudar

as diferentes opções disponíveis, e mantenha o

MVBER conforme está, atualizando-o.

Manter e atualizar

A FIGIEFA acredita realmente que o MVBER

deve ser mantido quanto aos seus princípios, ao

considerar os seus benefícios comprovados e modernizados

detalhadamente para enfrentar novos

desafios. Ao considerar as especificidades do mercado

pós-venda automóvel, a sua importância para

os consumidores e os recentes desenvolvimentos

nos negócios e na tecnologia, uma legislação de

concorrência moderna e específica para o setor

é absolutamente necessária para além de 2023.

Somente uma legislação europeia ambiciosa, robusta,

atualizada e aplicável facilmente em termos

de concorrência, com base na estrutura existente

e com um olhar para o futuro será adequada para

os consumidores de hoje e de amanhã.

As melhorias podem ter como alvo restrições persistentes

no comércio de peças de substituição, em

particular para revendedores independentes que,

por vezes, não podem comprar peças das redes de

fabricantes de veículos. Além disso, algumas novas

práticas tornam as peças artificialmente cativas

e evitam o seu comércio e uso no mercado pós-

-venda independente. Também existem problemas

persistentes de acesso à informação técnica que

devem ser resolvidos, pois os fabricantes de veículos

tendem a não disponibilizá-la integralmente. Por

último, mas não menos importante, os mecanismos

de aplicação são muito pesados e complicados

para os operadores independentes, estes devem

ser simplificados e as autoridades públicas devem

desempenhar um papel muito mais proativo.

Peças originais e

de qualidade equivalente

As definições de “peças originais” e peças de

“qualidade equivalente” contidas nas Diretrizes

Adicionais do MVBER e a possibilidade

dos fornecedores de OE emitirem autocertificados

têm sido úteis no mercado pós-venda para

ganhar a confiança dos consumidores. Portanto,

ajudaram a aumentar a concorrência no mercado

pós-venda automóvel. Estas definições também

serviram para a concorrência no mercado pósvenda

fora do mundo das oficinas, uma vez que

os concursos públicos para o abastecimento de

peças de substituição de automóveis referem-se

às mesmas nas especificações para participação.

Portanto, a FIGIEFA recomenda que estes termos

definidos continuem a fazer parte da estrutura de

concorrência da UE aplicável ao setor. Qualquer

mudança deve ser muito bem pensada, pois as

definições atuais serviram o seu propósito e garantiram

desenvolvimentos positivos.

Acesso aos dados do veículo

A porta OBD é obrigatória por lei, portanto, os

veículos são obrigados a providenciar uma para

facilitar a manutenção e a reparação do veículo.

Isto é válido para todos os tipos de veículo, e isto

inclui os elétricos. No futuro, algumas atualizações

dos padrões serão necessárias pra facilitar as ligações

Ethernet com velocidade em gigabits. Isto é

importante para permitir atualizações do software

do veículo, que são cada vez mais comuns e podem

envolver ficheiros de software muito grandes.

Este acesso do OBD será fornecido principalmente

para operações de oficina. À medida que os automóveis

ficam cada vez mais conectados, novos

métodos de acesso remoto aos dados de bordo

do veículo serão necessários. A aliança AFCAR

desenvolveu um conceito robusto para lidar com

isto, denominado Plataforma Telemática Segura

a Bordo (S-OTP). Este não é um dispositivo a ser

adicionado ao automóvel, mas um conjunto de requisitos

que permitiria aos prestadores de serviços

executar as suas próprias aplicações ao utilizar os

recursos existentes do veículo (processadores, interface

do condutor via painel, comunicações, etc.).

Isto permitiria novos serviços, como manutenção

preditiva e preventiva por prestadores de serviços

independentes juntamente com a monitorização

de veículos remotos e serviços de reparação.

Sistemas ADAS

À medida que os Sistemas de Assistência Avançada

aos Condutores (ADAS) e os recursos de

condução autónoma se tornam mais comuns,

a capacidade das oficinas independentes para

realizar a calibração é muito importante. Apesar

dos regulamentos existentes sobre o acesso às

informações de reparação e manutenção, o acesso

76 Top100 Aftermarket 2021


adequado às informações e processos necessários

para isso é cada vez mais difícil e oneroso para

os operadores independentes. À medida que os

fabricantes de veículos implementam cada vez

mais medidas de cibersegurança nos seus veículos,

os operadores independentes enfrentam novos

desafios no que diz respeito a possuir peças alternativas

compatíveis com qualidade equivalente,

o acesso a informações técnicas necessárias ou

a capacidade de ativar essas peças nos veículos.

Tais problemas exigem uma modernização da

legislação, de modo a garantir que o setor de mercado

pós-venda independente possa continuar

a oferecer aos consumidores europeus opções

eficazes para a reparação e a manutenção dos

seus veículos e, com isso, garantir um mercado

pós-venda real para estes serviços. Por último, mas

não menos importante, precisa-se garantir que

CIBERSEGURANÇA E PEÇAS CERTIFICADAS

A

cibersegurança é uma tendência requisitos de desenvolvimento de produtos relevantes dos

preocupante. Misturar os desenvolvimentos fabricantes de veículos, inclusive requisitos de segurança

de tecnologias e as práticas de negócios, e proteção e outros requisitos dos produtos relativos à

está a impedir a verdadeira concorrência compatibilidade e interoperabilidade, para testar as peças

no mercado pós-venda automóvel. A de substituição desenvolvidas através de casas de testes

FIGIEFA defende que devem ser tomadas cinco medidas de terceiros neutras e para obter certificados/assinaturas

importantes:

necessários para uma peça validada.

1 - Os fabricantes de equipamento original não podem 4 - As ferramentas de leitura/diagnóstico multimarcas

monopolizar o mercado pós-venda ao introduzir medidas independentes devem ser capazes de verificar a

de segurança de propriedade, como códigos QR, ativação assinatura dos fabricantes de veículos e o número da

de software para os poucos fornecedores selecionados peça e número da versão correspondentes em relação às

à sua escolha.

informações armazenadas no back-end dos fabricantes

2 - Os fornecedores de Nível 1 devem obter um acordo de de veículo.

licenciamento para os códigos de peças para fornecer as 5 - As ferramentas de leitura/diagnóstico independentes

suas próprias peças no mercado pós-venda independente. devem conseguir ativar as peças de substituição

3 - Os produtores de peças independentes devem receber independentes no tipo de veículo.

É preciso modernizar a legislação, para ASSEgurar que

o setor independente do aftermarket pode continuar a oferecer

aos consumidores europeus escolhas efetivAS no que toca

à reparação e manutenção dos seus veículos

todos os técnicos possam adquirir a formação e

os conhecimentos necessários.

Direito à REPARAÇão

durante a garantia

As disposições sobre a manutenção dos veículos

durante o período de garantia têm sido eficazes,

motivo pelo qual é crucial manter esta disposição

para além de 2023. A manutenção dos veículos

durante o período de garantia é um custo importante

para os proprietários e os seus direitos

de beneficiarem de ofertas competitivas devem

ser preservados. Abandoná-los pode ter efeitos

prejudiciais sérios. Os fabricantes de veículos e as

suas redes contratadas sentir-se-iam encorajados

em reintroduzir e expandir condições de garantia

restritivas com o efeito de diminuir a concorrência

no mercado pós-venda automóvel.

Serviços remotos

O MVBER atual e as suas diretivas não fornecem

qualquer regra sobre serviços remotos. Estes

serviços remotos, que são fundamentais para o

crescimento do mercado pós-venda num ambiente

digital, dependem significativamente de

um acesso direto aos dados de bordo do veículo,

autorizado pelo consumidor aos prestadores de

serviços à sua escolha. Sem isto, não é possível

ter concorrência verdadeira e os prestadores de

serviços independentes estariam limitados ao que

os próprios fabricantes de veículos usam e partilham,

colocando as oficinas independentes numa

situação de dependência económica em relação

aos fabricantes de veículos, que são os seus concorrentes.

Também impede o desenvolvimento de

serviços diferentes e inovadores. O MVBER é um

regulamento de concorrência, que visa fornecer

princípios gerais. Contudo, no caso do acesso a

dados de bordo dos veículos, uma legislação que

assegure a concorrência adequada precisa incluir

requisitos técnicos específicos.

Em defesa do aftermarket

Os consumidores devem continuar a beneficiar

das vantagens de uma concorrência verdadeira

ao garantir serviços e soluções mais acessíveis e

inovadores. Isto só será possível através de um

grande compromisso político e legislativo ao garantir

condições de igualdade. Se os responsáveis

políticos agirem com responsabilidade, os fabricantes

de veículos e as suas redes e o mercado

pós-venda automóvel independente serão capazes

de prosperar. Caso contrário, abrirá as portas ao

domínio monopolista ou, na melhor das hipóteses,

oligopolista dos fabricantes de veículos. Os prestadores

de serviços independentes, muitos deles PME

com vínculos e empregos locais, desapareceriam

e os consumidores seriam, no final, os que mais

perderiam. ◆

Top100 Aftermarket 2021

77


MERCADO

Empresa

Top100

Pacote legislativo “Fit for 55”

Roteiro para a

descarbonização

Com a meta da neutralidade carbónica na Europa estabelecida pelo Green Deal até 2050,

a Comissão Europeia revelou recentemente o pacote legislativo «Fit for 55», que vem

regulamentar a redução prevista das emissões de gases com efeitos de estufa em pelo

menos 55% já até 2030


Entre as medidas a adotar, no que diz respeito

ao parque automóvel, a intenção é que a partir

de 2035, apenas sejam vendidos veículos ligeiros

de passageiros e comerciais novos com

emissões zero. A proposta está, no entanto, a

levantar muitas dúvidas nos mais diversos quadrantes, que

entendem que este pode não ser o caminho mais adequado

para alcançar o derradeiro objetivo.

A forma como iremos alcançar a ambiciosa meta da neutralidade

carbónica ainda vai ser negociada, discutida e

aprovada no Conselho e no Parlamento Europeu, mas do

que não há dúvidas para já, é de que irá afetar e muito

o dia ‐a‐dia de todos os cidadãos europeus. Do preço dos

combustíveis ao aquecimento das casas, está claro que as

políticas de alterações climáticas vão sair caras a cada um de

nós, mesmo que se consiga chegar a uma partilha equitativa

destes custos. Pelo impacto do pacote legislativo, vale a pena

saber mais sobre o que está em causa e o que irá mudar

nos próximos anos.

O que é afinal o Fit for 55?

O Objetivo 55 ou Fit for 55 é um pacote que compreende

treze propostas, tanto para a revisão de regulamentação

já existente, como para criação de novas leis. A ideia é

desenhar o caminho para a neutralidade carbónica, definida

pelo Pacto Ecológico Europeu – o European Green

Deal – que determina que dentro de menos de nove anos

a União Europeia (UE) deverá reduzir as emissões de CO 2

em 55% abaixo dos níveis de 1990. São milhares de páginas

que cobrem as principais políticas climáticas da UE, assim

como leis relacionadas com os transportes, com a energia

e com os impostos.

Atualmente, as emissões na UE estão 24% abaixo dos níveis

registados em 1990, o que significa que é preciso (com

urgência!) começar a alinhar as políticas e as leis europeias

com as metas climáticas estabelecidas. Setores como o do

transporte, onde as emissões têm aumentado, representam

desafios acrescidos e contam com medidas dedicadas para

a descarbonização da economia. Ainda que muitos países

tenham demonstrado a ambição de chegar à neutralidade

carbónica, a verdade é que poucos foram os que divulgaram

em detalhe como é que efetivamente tencionam lá chegar a

até há os que discordam em pleno da estratégia a seguir. De

acordo com a Comissão Europeia, o Fit for 55 assenta num

equilíbrio cuidadoso entre preços, objetivos, metas, standards

e medidas de apoio aos cidadãos mais desfavorecidos.

Motivar a descarbonização

Em conjunto, as 27 nações da União Europeia produzem

3,5 mil milhões de toneladas métricas de CO 2 equivalente

(dados de 2019), ficando apenas atrás da China, dos Estados

Unidos da América e da Índia. Por isso, o objetivo fixado

para 2030 acarreta, inevitavelmente, inúmeras alterações em

políticas já existentes: No Comércio Europeu de Licenças

de Emissão (CELE ou, em inglês, EU Emissions Trading

System – ETS), nas energias renováveis, na eficiência energética

e até nos standards para os novos veículos, são vários

os instrumentos úteis para a transição energética.

Um dos pilares para a descarbonização será exatamente o

CELE, aumentando os preços das licenças de emissão no

mercado europeu, para motivar a opção por tecnologias de

79


MERCADO

Empresa

Top100

Pacto Climático

e Direito

Climático

Promoção

da energia limpa

Investir em transportes

mais inteligentes

e sustentáveis

Proteger

a natureza

Esforçando-se

por uma indústria

mais verde

Da quinta

ao garfo

Eliminação

da poluição

Liderar

a mudança verde

a nível mundial

Assegurar

uma transição

justa para todos

Tornar as casas

eficientes do ponto de

vista energético

Financiamento

de projetos

verdes

Fonte: Comissão Europeia

Entre as medidas a adotar, no que diz respeito ao parque

automóvel, a intenção é que a partir de 2035, apenas sejam

vendidos veículos ligeiros de passageiros e comerciais novos

com emissões zero

baixo carbono. Isto significa que quanto maior for

o preço do carbono – que já está acima dos 50 €

por tonelada métrica – mais eficaz será o plano,

que funciona com base no princípio do poluidor

pagador, pelo que as empresas de setores altamente

poluentes, como fábricas de energia ou instalações

industriais necessitam de comprar licenças para

emitir gases com efeitos de estufa. O problema é

que, atualmente, muitas das emissões provenientes

de setores como o aço, cimento e produtos químicos

são cobertas por licenças de emissão gratuitas.

Restruturação

da política climática

As propostas legislativas plasmadas nas cerca de 12

mil páginas do documento «Fit for 55» incluem a

revisão da Diretiva das Energias Renováveis, para

aumentar o objetivo da incorporação de energia

renovável na UE de 32% para 40% em 2030,

assim como da Diretiva da Eficiência Energética,

para diminuir em 36% a dependência em energia

primária e em 39% no consumo final de energia

em 2030. Com a nova regulamentação CELE –

Comércio Europeu de Licenças de Emissão para

edifícios e transporte rodoviário, a partir de 2025

haverá também um “Fundo Social para o Clima”,

financiado parcialmente pela ETS e que deverá

garantir temporariamente aos estados ‐membros

um rendimento, assim como apoiar medidas e investimentos

destinados a reduzir a dependência

de combustíveis fósseis. Prevendo as dificuldades

e o impacto social particularmente relevante que

uma mutação desta magnitude acarretará, o fundo

deverá conceder apoios a famílias vulneráveis de

baixos e médios rendimentos, utilizadores de transportes,

e microempresas afetadas pelo impacto da

extensão do comércio de emissões à construção e

aos transportes.

Com a aplicação contínua de normas ambientais

mais rígidas por parte da União Europeia,

as empresas poderão ser tentadas a transferir a

sua produção para fora da Europa, de modo a

evitar os limites impostos. Dado que o objetivo

é contribuir para o declínio global das emissões,

e não promover a sua transferência, a criação de

uma taxa de carbono sobre importações pretende

evitar que isso aconteça.

Trata ‐se do Mecanismo de Ajuste das Emissões

de Carbono nas Fronteiras, para garantir que o

mesmo preço de carbono é pago pelos produtos

nacionais e pelos importados. Numa primeira

fase, a aplicação desta taxa está definida para os

setores mais poluentes, onde se inserem o aço,

alumínio, cimento, fertilizantes e eletricidade. A

par disso, a Diretiva dos Impostos sobre a Energia

será revista, com uma estrutura simplificada para

as taxas mínimas de imposto nos combustíveis e da

eletricidade baseadas no conteúdo real da energia

e no desempenho ambiental, em vez do atual

critério do volume.

O setor dos transportes

É claro que este é um tema que exige medidas

transversais a vários setores da economia; no

entanto tem especial relevância no setor dos

transportes, pelo facto de esta ter sido uma das

poucas atividades económicas a ver as emissões

de CO 2 a aumentar nos últimos anos. Por terra,

mar e ar, as emissões de carbono exigem uma ação

urgente, uma vez que o transporte é responsável

por um quarto das emissões na União Europeia,

sendo, em específico, o transporte rodoviário o

maior contribuinte.

No sentido de acelerar a transição para o transporte

com baixas emissões, será revista a diretiva

para as infraestruturas dos combustíveis alternativos

e serão também revistas as normas relativas

às emissões de CO 2 em veículos de passageiros e

veículos comerciais ligeiros novos. O objetivo é

assegurar uma via europeia clara para o transporte

com zero emissões de CO 2, no ciclo de vida

completo neste tipo de veículos.

O ideal, para a UE, seria conseguir que o carregamento

dos veículos elétricos e o reabastecimento

de pesados com hidrogénio fosse tão simples como

encher um depósito convencional. De acordo com

o Green Deal, em 2025 deverá haver um milhão

de postos de carregamento elétrico e em 2030 o

número deverá ascender aos três milhões. Além

disso, os pontos de carregamento de veículos elétricos

não deverão distar mais de 60 km entre

si, ao passo que as estações de abastecimento

de hidrogénio nas principais autoestradas não

deverão ter mais de 150 km de distância umas

das outras.

Com as limitações de emissões de CO 2 cada vez

mais apertadas, a Comissão Europeia propõe que

a partir de 1 de janeiro de 2035 na UE sejam

vendidos apenas veículos ligeiros novos com 0%

de emissões. Os Países Baixos e a Dinamarca vão

fazê ‐lo em 2030 e a França e o Reino Unido em

2040. Apesar de ser uma meta arrojada, chegou

80 Top100 Aftermarket 2021


OUR PRIORITY IS MAKING ALL DRIVERS

OUR

PRIORITY IS MAKING ALL DRIVERS

OUR

PRIORITY IS MAKING ALL DRIVERS

bremboparts.com

TODOS OS VEICULOS MERECEM BREMBO

A gama mais completa garantida pela Brembo

Evite surpresas desagradáveis escolhendo nossa oferta completa e atualizada:

pastilhas, discos, tambores, componentes hidráulicos e fluido de travão.

Pensamos além do essencial, pois todo veículo merece a segurança do Brembo.


MERCADO

Empresa

Top100

a estar em cima da mesa um corte ainda mais

dramático, na ordem dos 65% em 2030.

Implicações no setor automóvel

O cumprimento destes objetivos há muito que está

a ser trabalhado pelos engenheiros dos fabricantes

europeus de automóveis e, até ao momento, foram

já várias as marcas que anunciaram novidades nesse

sentido. A Volkswagen já fez saber que deixará de

vender carros com motores de combustão interna

em 2035 e a Renault declarou que em 2030 90%

das suas vendas na Europa serão de carros elétricos.

A Volvo também tem vindo a demonstrar a vontade

de terminar com os motores a combustão interna,

assim como a Audi se comprometeu a deixar de

vender estes veículos em 2033, a FIAT e a Ford

em 2030 e a Opel em 2028.

Dada a importância do pacote climático da UE

para o sector automóvel e para os milhões de

pessoas que emprega, a Associação Europeia dos

MOTOS SERÃO TAMBÉM AFETADAS

PELO «FIT FOR 55»

O

pacote legislativo não contém qualquer usado nos motociclos. Antonio Perlot, secretáriogeral

da Associação Europeia dos Fabricantes de

referência às motos, mas isso não

significa que o «Fit for 55» não venha Motos, considera que “a descarbonização não

a afetar os motociclistas. A redução de passa necessariamente pela eletrificação”, sendo

90% em gases de CO 2 é para todos os que apesar de para uso urbano as motos e scooters

transportes rodoviários, incluindo as motos. Para já, elétricas com bateria sejam as escolhas mais lógicas,

no entanto, devido às baixas emissões de todos os “a indústria de motos procura outras alternativas para

veículos de duas rodas, por comparação com os a gasolina, como e-combustíveis e biocombustíveis

restantes, a Comissão Europeia ainda não faz contas para motos maiores que são frequentemente

com eles na estratégia de descarbonização. usadas para lazer. Estas poderiam ser alternativas

As motos serão, ainda assim, afetadas pelas boas e «limpas»”. O problema é que a indústria

alterações propostas pelo «Fit for 55», pois os planos ainda não está em condições de concluir se haverá

incluem impostos para produtos energéticos como alternativas suficientes – e acessíveis – no futuro

a eletricidade e combustíveis para transporte e para substituir a gasolina para fazer funcionar os

aquecimento de edifícios (com base em quão poluentes motores de combustão. E só um resultado é garantido:

são) e isso engloba, necessariamente, o combustível o motociclismo ficará mais caro.

O Objetivo do Fit for 55 é desenhar o caminho para a neutralidade

carbónica, definida pelo European Green Deal, que determina

que dentro de menos de nove anos a UE deverá reduzir as emissões

de CO 2 em 55% abaixo dos níveis de 1990

Fabricantes de Automóveis (ACEA) tem vindo a

estudar em detalhe as propostas divulgadas pela

Comissão Europeia e sustenta que os construtores

de automóveis estão empenhados em reduzir as

emissões para zero. Todos os membros da ACEA

apoiam a meta da neutralidade climática até 2050

e têm vindo a investir milhares de milhões de eu‐

A COMISSÃO EUROPEIA ESTABELECE NOVOS

OBJETIVOS EM MATÉRIA DE EMISSÕES

Médias da Frota de Veículos de Passageiros Anterior vs. Novo 2015-2040 (Gramas de CO2 por km)

g Emissões de CO2 / km

140

120

100

80

60

40

20

0

2015

-55% de redução

ros em tecnologias inovadoras e sustentáveis. Estes

discordam, contudo, de que se aposte apenas numa

única tecnologia, especialmente numa altura em

que a Europa continua a ter dificuldades em conseguir

reunir as condições adequadas para os veículos

movidos a energia alternativa.

Oliver Zipse, presidente da ACEA e CEO da

-15% de redução

-100% de redução

-37,5% de redução

2020 2025 2030 2035 2040

Objetivos anteriores Novos objetivos

BMW é da opinião que “as metas climáticas ambiciosas

precisam de um compromisso vinculativo de

todas as partes envolvidas. O Green Deal só pode

ser bem ‐sucedido com metas obrigatórias para o

aumento das infraestruturas de carregamento e

reabastecimento em todos os Estados ‐membros.

Isto será essencial para carregar os milhões de

veículos elétricos que os fabricantes de automóveis

europeus vão trazer para o mercado nos próximos

anos e para proporcionar uma redução sem

precedentes das emissões de CO 2 no setor dos

transportes”. Sem um aumento significativo dos

esforços de todas as partes interessadas – incluindo

estados ‐membros e todos os sectores envolvidos

– “o objetivo proposto simplesmente não é

viável”, afirma. Por isso, entende que “todas as

opções – incluindo motores de combustão interna

altamente eficientes, híbridos, baterias elétricas e

veículos a hidrogénio – devem desempenhar o seu

papel na transição para a neutralidade climática,

especialmente porque trabalhamos para reduzir

a pegada de carbono de toda a frota de veículos

na rua, para não só os veículos novos. Não é o

motor de combustão interna que é prejudicial

para o ambiente, mas sim os combustíveis à base

de fósseis. Sem a disponibilidade de combustíveis

renováveis, uma meta de redução de 100% em

2035 é efetivamente a proibição do motor interno

de combustão”.

Entre as preocupações da ACEA relativamente

aos resultados do «Fit for 55», está o facto de as

metas ficarem muito aquém do que é necessário,

82 Top100 Aftermarket 2021


DISTRIBUIDOR OFICIAL

www.travocar.com

Parceiros de negócios há 40 anos.

travocar

LUBRIFICANTES

1981•2021

anos

LAB

Business to

Business

Logística Formação Seletor por

Castrol Auto

Matrícula

Service

Planos de lubrificação

e de analise

programada ao

lubrificante

Portal B2B,

profissional, para

oficinas

Entrega em,

qualquer local,

de Portugal em

menos de 48 h

Formação

personalizada

e acreditada pelo

ACT

Seletor do

lubrificante para

a sua viatura

Rede de

oficinas Castrol

A lubrificar o seu negócio há 40 anos em parceria

com a BP, que hoje é CASTROL PORTUGAL.

travocar@travocar.com

+351 234 622 945

AUTO

INDUSTRIAL

LAB


MERCADO

Empresa

Top100

Acordo

Green Deal

Atingir as metas

climáticas para 2030

Estratégia

florestal da UE

Sistema de

comércio de

emissões

da UE para a

energia, indústria,

marítimo

e aviação

Uso do solo,

alteração

do uso do solo

e regulamentação

florestal

Regulação

da partilha

de esforços

Normas

de emissões

de CO2 para

carros e vans

Fundo social

climático

Negociação

de emissões

para transporte

rodoviário

e edifícios

Metas

Climáticas

2030

Infra-estruturas

de combustíveis

alternativos

ReFuelEU:

Combustíveis mais

sustentáveis para a

aviação

Mecanismo de

ajustamento das

margens

de carbono

Diretiva relativa

à tributação

da energia

Diretiva sobre

as energias

renováveis

FuelEU:

Combustíveis

marítimos

mais limpos

Eficiência

energética

direcionada

Fonte: Comissão Europeia

Ainda que muitos países tenham demonstrado a ambição de chegar

à neutralidade carbónica, a verdade é que poucos foram os que

divulgaram em detalhe como é que efetivamente tencionam lá

chegar até há os que discordam em pleno da estratégia a seguir

com uma referência preocupante a apenas 3,5

milhões de pontos de carregamento até 2030. De

acordo com os cálculos recentes da Comissão, uma

nova redução das emissões de CO 2 para ‐50%

em 2030 exigiria cerca de 6 milhões de pontos de

carregamento publicamente disponíveis.

Já no que toca ao alargamento do Sistema de Comércio

de Licenças de Emissão (ETS) da UE aos

combustíveis de transporte rodoviário, a ACEA

considera que “é bem ‐vindo, uma vez que ajudará

a colocar um preço visível no carbono, incentivando

assim a utilização de combustíveis de

baixo e zero carbono. Se o quadro regulamentar

for definido corretamente, isso poderá ajudar a

tornar os veículos de emissões zero competitivos

e atraentes para os nossos clientes”.

Um debate que se prevê longo

Esta é apenas a ponta do «iceberg» da restruturação

de toda a arquitetura atual da política climática

da EU. O pacote deixa muito espaço de manobra

para ser debatido entre os estados ‐membros e

COMO IRÃO MUDAR OS OBJETIVOS

DE EMISSÕES DA UE (2020-2035)

prevê ‐se uma longa negociação, que pode chegar a

demorar anos, porque aquilo que é prioridade para

uns, pode ser alvo de críticas por parte de outros,

de modo que o prazo máximo para alcançar um

acordo será até às eleições do Parlamento Europeu,

em maio de 2024. Entretanto, espera ‐se lobbying

intenso por parte dos governos nacionais, ativistas

e dos diferentes interessados na indústria, bem

como daqueles que se opõem à ação climática.

Caso interessante, e que já está a dar que falar, é

o da República Checa, que assume a presidência

rotativa da União Europeia no próximo ano e

que está absolutamente contra o plano da Comissão

Europeia de proibir a comercialização de

automóveis novos a gasolina e a gasóleo a partir

de 2035. O primeiro ‐ministro, Andrej Babis,

afirma mesmo que “não podemos ditar aqui o

que fanáticos verdes conceberam no Parlamento

Europeu”. A República Checa é o país natal da

Skoda e também local de produção de outras

marcas como a Toyota e a Hyundai, e não tenciona

seguir o projecto «Fit for 55». Babis adiantou

Ano 2020 2025 2030 2035

Meta para 95g CO 2/Km -15% (81g CO 2/Km) -55% (43g CO 2/Km) -100% (0g CO 2/Km)

automóveis

Meta para vans 147g CO 2/Km -15% (125g CO 2/Km) -50% (74g CO 2/Km) -100% (0g CO 2/km)

Comentários Os automóveis e as vans

têm objetivos médios de

frota em separado

Sem alterações em relação

aos objetivos anteriores

Um aperto da redução

anterior -37,5% para os

automóveis novos (-31%

para as vans novas)

A redução de -100% para

2035 proíbe efetivamente os

automóveis a gasolina e diesel

até 2035

Fonte: aUtomotive Ultima Media

ainda que o país irá apoiar a expansão da rede de

carregamento de veículos elétricos, mas que não

irá apoiar a sua compra, como acontece noutros

países europeus, como Portugal. Para o chefe do

governo checo, “há questões mais importantes

como a segurança, o mercado interno, [o espaço]

Schengen. Por exemplo, iremos apoiar uma

rede para carros elétricos, mas os carros normais

continuarão a ser produzidos normalmente. Os

carros elétricos são um luxo, não são acessíveis

a pessoas comuns”, afirma.

Do outro lado da barricada

De facto, não é só a República Checa que já

mostrou oposição ao pacote legislativo «Fit

for 55». Desde que foi revelada, em julho, a

abordagem mereceu muitas críticas e já foram

várias as vozes que se levantaram para discordar

deste caminho.

A inclusão do setor marítimo no Sistema de Comércio

de Emissões da EU é uma das principais

mudanças que está a causar revolta. Não se enquadra

em nenhum sistema de redução de emissões

de carbono, ainda que represente 13% de todas

as emissões da UE relacionadas com transportes.

Sendo uma indústria global, reclama precisar de

uma regulamentação global ao invés de europeia,

nas palavras do secretário ‐geral da Associação de

Armadores da Comunidade Europeia, Martin

Dorsman. O responsável defende que “devemos

introduzir um fundo específico no Sistema de

Comércio das Emissões da EU e as receitas desse

fundo podem ser usadas na indústria naval para

fazer mais pesquisa e desenvolvimento ou para

investir em infraestrutura nos portos, porque, em

84 Top100 Aftermarket 2021


MERCADO

Empresa

Top100

última análise, para descarbonizar precisamos de

novas alternativas”, o que significa que apesar de

concordarem com a meta de redução, entendem

que é preciso explorar outros caminhos.

O plano também inclui medidas mais duras para

a aviação e para os voos intra ‐UE e teme ‐se o

aumento da vantagem competitiva das companhias

aéreas extracomunitárias e de aeroportos

centrais fora da UE.

No «Fit for 55», tanto o regulamento FuelEU

(marítimo) e o regulamento ReFuelEU (aviação)

querem incentivar a adoção de um crescente

consumo de combustíveis de baixo carbono

nos respetivos setores, onde o potencial para a

eletrificação é reconhecidamente limitado. Será

criada a Aliança da Cadeia de Valores de Combustíveis

Renováveis e de Baixo Carbono, para

impulsionar o fornecimento e a implantação dos

combustíveis mais promissores para todos os modos

de transporte.

Os membros da Plataforma de Combustíveis

Líquidos Renováveis e de Baixo Carbono ‐ que

representam as principais associações que operam

na cadeia de valor dos combustíveis líquidos da

UE, desde a produção de matéria ‐prima e combustível

até o armazenamento, fornecimento e

distribuição - estão empenhados em trabalhar

juntos para contribuir para a descarbonização

do setor da mobilidade, de forma sustentável,

acessível e socialmente inclusiva. Realçam a

importância do papel do pacote Fit for 55 no

combate às alterações climáticas, mas receiam

que a contribuição que os combustíveis líquidos

renováveis e com baixo teor de carbono podem

ter durante esta transição seja subestimado, pelo

que defendem que é essencial uma abordagem

tecnológica aberta, pois não existe uma forma

única de descarbonizar o transporte rodoviário,

dizendo mesmo que “na luta contra as alterações

climáticas, a UE necessita de todas as soluções

sustentáveis que puder reunir - incluindo combustíveis

líquidos renováveis e com baixo teor

de carbono”.

IMPACTO FIT for 55 NO SETOR AUTOMÓVEL

A

meta de 55% de CO 2 para os automóveis

até 2030 será um grande desafio

l Exige objetivos vinculativos

correspondentes para os estados

membros da UE para a construção das infra ‐estruturas

de carregamento e reabastecimento necessárias

l Não é suficientemente ambicioso: ‘apenas’

3,5 milhões de carregadores VE. 50% até 2030

já exigiria 6 milhões de carregadores públicos

l Irá acelerar a transformação estrutural

de toda a cadeia de valor. Grande impacto

na nossa economia e emprego

l Todos os grupos motopropulsores devem

desempenhar um papel na transição para

a neutralidade climática. Necessidade de reduzir

a pegada de carbono de toda a frota na estrada.

A UE precisa de se concentrar na inovação, não

na proibição de tecnologias

Infraestrutura disponível

l Menos de 225.000 pontos de tarifação pública

disponíveis na EU, está muito aquém do que é

necessário

l Cerca de 7 milhões de pontos de carregamento

ECV necessários até 2030. Mas a proposta Fit for 55’

visa apenas 3,5 milhões de carregadores públicos...

l 3 países, cobrindo apenas 23% da superfície

total da UE, representam atualmente 70% de todos

os pontos de carregamento

29,7% nos Países Baixos 66.665

20,4% em França 45.751

19,9% na Alemanha 44.538

DISCRIMINAÇÃO DAS MEDIDAS DO PACOTE FIT FOR 55

FIXAÇÃO DE PREÇOS METAS REGRAS

l Desempenho mais rigoroso de CO 2 para

automóveis e vans

l Sistema de Comércio de Emissões mais

forte, incluindo na aviação

l Extensão do comércio de emissões ao

transporte marítimo, rodoviário e aos

edifícios

l Diretiva atualizada relativa à tributação

da energia

l Novo Mecanismo de Ajuste de margens

de Carbono

l Atualização do Regulamento de Partilha

de Esforços

l Atualização da Regulamentação do Uso do

Solo e da Floresta

l Diretiva atualizada sobre as energias

renováveis

l Diretiva de Eficiência Energética Atualizada

l Novas infra-estruturas para combustíveis

alternativos

l ReFuelEU: Combustíveis mais sustentáveis

para a aviação

l FuelEU: Combustíveis marítimos mais

limpos

MEDIDAS DE APOIO

l Utilizar regulamentos para promover a inovação, construir solidariedade e mitigar os impactos para os vulneráveis, nomeadamente

através do novo Fundo para o Clima Social e do reforço dos Fundos de Modernização e Inovação

Fonte: Comissão Europeia

l Dos 224.237 carregadores disponíveis

em toda a EU, apenas 24.987 são adequados

para carregamento rápido (capacidade de >22kW).

Pontos “normais” (


MERCADO

Empresa

Top100

Veículos elétricos

Conceito

de mobilidade

em mudança

Apesar de persistirem os desafios à eletrificação do parque automóvel, temos

também pela frente oportunidades que merecem ser aproveitadas.

Isto é particularmente evidente nas cidades, onde as emissões, o tráfego

e a segurança representam os grandes problemas da atualidade


Se este status quo continuar, os problemas

de mobilidade irão apenas intensificar-se

à medida que o crescimento

da população e do PIB impulsionam

não só a propriedade de automóveis

como também os quilómetros percorridos. Em resposta,

a indústria da mobilidade está a lançar uma

enorme variedade de inovações concebidas para as

estradas urbanas, como a mobilidade como serviço,

a gestão de tráfego e sistemas de estacionamento

avançados, soluções de partilha de frete e novos conceitos

de transporte em duas ou três rodas. A atual

oportunidade de que dispomos para transformar a

forma na qual nos movemos resulta fundamentalmente

de mudanças em três áreas: regulamentação,

comportamento do consumidor e tecnologia.

Regulamentação

Os governos e as cidades introduziram regulamentações

e incentivos que aceleram a mudança para

uma mobilidade sustentada. Os reguladores de

todo o mundo estão a definir alvos mais restritivos

quanto às emissões. A União Europeia apresentou

o seu programa “Fit for 55”, que procura alinhar

as políticas climáticas, energéticas, de uso da terra,

transportes e fiscais com vista à redução das

emissões de gases de estufa em pelo menos 55%

até 2030 e a administração Biden introduziu um

alvo de 50% de veículos elétricos (VE) até 2030.

Além destes regulamentos, a maioria dos governos

oferece também subsídios para VEs.

As cidades trabalham atualmente com o objetivo

de reduzirem o uso e o tráfego de veículos privados

oferecendo cada vez mais apoio a modos de

mobilidade alternativa como as bicicletas. Paris

anunciou o investimento de mais de 300 milhões

de dólares US para a atualização da sua rede de

bicicletas e para a conversão de 50 km de faixas

de estrada em ciclovias. Muitas áreas urbanas estão

também a implementar regulamentações de

acesso para automóveis. De facto, mais de 150

cidades europeias criaram já regulamentações de

acesso devido a baixas emissões e emergências de

poluição (QUADRO I).

Comportamento do consumidor

A consciência e o comportamento do consumidor

estão a mudar à medida que cada vez mais pessoas

aceitam modos de mobilidade alternativos e sustentáveis.

As viagens em meio urbano com bicicletas

e scooters elétricas partilhadas aumentaram em

60% de ano para ano e o mais recente inquérito ao

consumidor McKinsey sugere que o uso médio da

bicicleta (partilhada e privada) poderá aumentar

mais de 10% no mundo pós-pandémico em comparação

com níveis pré-pandémicos. Além disso,

os consumidores estão a tornar-se cada vez mais

recetivos às opções de mobilidade partilhada. Mais

de 20% dos alemães inquiridos afirmaram ser utilizadores

de serviços de partilha de transportes (6%

fazem-no pelo menos uma vez por semana), que

são capazes de ajudar à redução dos quilómetros

percorridos assim como das emissões.

Tecnologia

Os protagonistas da indústria estão a acelerar a

velocidade da inovação em tecnologias automóveis à

medida que desenvolvem novos conceitos de mobilidade

elétrica, conectada, autónoma e partilhada. A

indústria captou mais de 400 mil milhões de dólares

US em investimentos ao longo desta última década,

com cerca de 100 mil milhões desde o início de

2020. Todo este dinheiro tem como alvo as empresas

e start-ups que trabalhem na eletrificação

da mobilidade, na conectividade dos veículos e em

tecnologias de condução autónoma. Tais inovações

tecnológicas ajudarão a reduzir os custos dos VE e

a tornar a mobilidade elétrica partilhada como uma

alternativa real a possuir um automóvel.

A eletrificação desempenhará um papel importante

na transformação da indústria da mobilidade

e apresenta grandes oportunidades em todos os

segmentos de veículos, apesar do ritmo e extensão

da mudança poderem variar. Para assegurar a

adoção rápida e alargada da mobilidade elétrica, o

lançamento de novos VE no mercado é um primeiro

passo importante. Além disso, todo o ecossistema

de mobilidade deverá trabalhar para fazer da transformação

um sucesso, desde os fabricantes de VE

aos fornecedores e investidores, concessionários,

fornecedores energéticos e operadores de postos

de carregamento, a título de exemplo.

O futuro dos grupos

motopropulsores dos veículos

de passageiros é elétrico; a

transformação é contínua

O momento de viragem na adoção dos VE de

passageiros ocorreu na segunda metade de 2020,

quando as vendas e a penetração dos VE aceleraram

nos principais mercados apesar da crise económica

provocada pela pandemia de COVID-19.

A Europa liderou este desenvolvimento, onde a

adoção de VE alcançou os 8% devido a políticas

como alvos de emissões mais limitadores para os

fabricantes de equipamento original e subsídios

generosos para os consumidores.

Em 2021 os debates centraram-se na data do fim

das vendas de veículos com motor de combustão

interna (MCI). Novos objetivos regulamentares na

União Europeia e nos Estados Unidos visam agora

uma quota de VE de pelo menos 50% até 2030 e

vários países anunciaram agendas mais aceleradas

para a proibição das vendas de MCIs em 2030 ou

2035. Alguns fabricantes de equipamento original

anunciaram as suas intenções de interrupção do

investimento em novas plataformas e modelos de

MCI e muitas mais definiram já uma data específica

para terminar a produção de veículos MCI.

A consciências dos consumidores mudou também

para uma de mobilidade sustentável, com mais de

45% dos consumidores de automóveis a considerar

Top100 Aftermarket 2021

89


MERCADO

Empresa

Top100

QUADRO I – A REGULAÇÃO, A TECNOLOGIA E O COMPORTAMENTO DOS CONSUMIDORES

ALTERARÃO O PANORAMA DA MOBILIDADE

MUDANÇA ILUSTRATIVA DA PAISAGEM DA CIDADE ENTRE HOJE E 2030

Hoje

AS CIDADES SOFREM COM AS EMISSÕES, O CONGESTIONAMENTO E A

SEGURANÇA ...

2030

... QUE VAI MUDAR COM A CHEGADA DE NOVAS SOLUÇÕES

INTEGRADAS DE MOBILIDADE

A ELECTRIFICAÇão É UM DOS PRINCIPAIS FACILITADORES DE UMA NOVA MOBILIDADE

INTEGRADA ENTRE SEGMENTOS DE VEÍCULOS, POR EXEMPLO,

Scooters

Paris concedeu

recentemente um

contrato de 2 anos

PARA a implementação

de 5.000 “e-scooters”

Automóveis

de passageiros

Oslo atingiu 66% de adoção

de VEÍCULOS ELÉTRICOS

de passageiros em Julho

de 2021

Autocarros

Shenzhen já eletrificou

toTALMente a sua froTA

de 16.000 unidades

de autocarros, bem

como 22.000 táxis

Fonte: McKinsey, Centro para a Mobilidade Futura

Os proTAGonistas da indústria estão a ACelerar a velocidade

DA inoVAÇão em tecnologias AUTomóveis à medida que desenvolvem novos

conceitos de mobilidade elétrica, coneCTADA, AUTónoma e partilhada

a compra de um VE.

No entanto, a contínua aceleração da eletrificação

está a impor uma grande pressão sobre os fabricantes

de equipamento original, as suas cadeias de

fornecimento e o ecossistema alargado de VE para

que cumpram com estes alvos. Isto é particularmente

óbvio no que diz respeito à preparação da

infraestrutura de carregamento necessária.

Até 2035, os maiores mercados

AUTomóveis serão elétricos

A pressão regulamentar assim como a atração do

consumidor pelos VE varia de região para região.

A Europa consiste principalmente num mercado

impulsionado pela regulamentação com grandes

subsídios, enquanto que na China a atração do

consumidor é muito forte apesar dos reduzidos

incentivos. Nos EUA, as vendas de VE cresceram

lentamente devido a uma pressão regulamentar

e interesse do consumidor, apesar da tendência

reguladora ser de mudança na nova administração.

Ao nível global, esperamos que a adoção de VE

(BEV – Battery Electric Vehicles; PHEV – Plug-

-in Hybrid Electric Vehicles; e FCEV – Fuel Cell

Electric Vehicles) alcance os 45% sob as atuais

previsões de alvos regulamentares. No entanto,

mesmo esta perspetiva de crescimento transformador

dos VE está muito abaixo do necessário

para que alcancemos as emissões zero. Os VE

teriam de representar 75% das vendas globais de

automóveis de passageiros até 2030, o que representa

um ritmo significativamente superior ao que

existe atualmente na indústria.

Acreditamos que a Europa, enquanto mercado

impulsionado pela regulamentação com tendências

de procura positivas por parte do consumidor,

irá eletrificar-se mais rapidamente e é esperado

que permaneça como líder global da eletrificação

em termos da quota de mercado de VE. Além

do objetivo da Comissão Europeia, que requer

cerca de 60% de vendas de VE até 2030, vários

países anunciaram já o fim das vendas de MCI

até 2030. Em consonância com anunciado, sete

marcas de fabricantes de equipamento original

comprometeram-se já com 100% de vendas de

90 Top100 Aftermarket 2021


MANN-FILTER.

A melhor opção

há 70 anos.

Inovador

Líder

Isto é algo que vale a pena comemorar! À primeira vista, o produto não mudou muito

nos últimos 70 anos. O filtro continua a funcionar de acordo com o mesmo princípio.

No entanto, MANN-FILTER é hoje um campeão indiscutível no campo da tecnologia de

filtros para automóveis e indústria. Os nossos clientes beneficiam dos nossos produtos

inovadores para veículos e máquinas, bem como do nosso amplo portfólio de soluções.

No futuro, a nossa promessa permanece:

MANN-FILTER – Perfect parts. Perfect service.

www.mann-filter.com


MERCADO

Empresa

Top100

QUADRO II – ATÉ 2035, OS MAIORES

MERCADOS AUTOMÓVEIS (UE, EUA E

CHINA) SERÃO TOTALMENTE ELÉTRICOS

QUADRO III – A TRANSFORMAÇÃO DA

E-MOBILIDADE IRÁ CRIAR MAIOR DISRUPÇÃO

DO QUE A INDÚSTRIA AUTOMÓVEL

VE (BEV, FCEV, PHEV) EM PERCENTAGEM

DAS VENDAS DE VEÍCULOS DE PASSAGEIROS

novos

Cenários

Zero líquido

Acelerado*

Cenário regulamentar***

Mercados, cenário acelerado

UE

China

EUA

100 100

90 90

80 80

70 70

60 60

50 50

40 40

30 30

20 20

10 10

0 0

2020 25 30 35 2020 25 30 35

*Cenário mais provável em que a adoção pelos consumidores excederá os objetivos

regulamentares

**Cenário segundo o qual os objetivos regulamentares atualmente previstos serão atingidos

VEÍCULOS DE PASSAGEIROS, UE+GB+CH+NO,

2030, CENÁRIO ACELERADO*

75%

das vendas de automóveis

novos são VE*

1 em cada 4

carros na estrada é um VE

90 mil

milhões de

euros na nova

cadeia de valor

VE** criada

15.000

procura semanal

adicional de

carregadores****

24

gigafábricas de

bateria***

5%

de procura

adicional de

eletricidade

na UE

80%

Emissões de

produção mais

elevadas

40%

de diferença em

relação ao objetivo

de redução das

emissões dos

transportes até

2030

* VE incluem BEVs, PHEVs, FCEVs

**Inclui drive elétrico, baterias, eletrónica de potência, e gestão térmica

***Assume uma gigafábrica média com capacidade anual de 25 GWh

****Assume uma relação ideal de 10:1 de carregadores VE e refere-se a carregadores públicos,

incluindo carregadores em casas multifamiliares

Fonte: McKinsey, Center for Future Mobility

A consciência e o comportamento do consumidor estão a mudar

à medida que cada vez mais pessoas aceitam modos de mobilidade

alternativos e sustentáveis

VE até 2030 na União Europeia. No cenário

acelerado de maior probabilidade, a adoção por

parte do consumidor irá exceder os alvos regulamentares

e a Europa alcançará cerca de 75%

de quota de mercado de VE até 2030. A União

Europeia anunciou um objetivo de emissões zero

para automóveis novos até 2035.

A China continuará também a testemunhar um

forte crescimento da eletrificação permanecendo

o maior mercado de VE em termos absolutos. A

aceitação resulta de uma forte atração por parte

do consumidor, apesar de baixos subsídios para VE

e a inexistência de uma data final para as vendas

de MCI. No entanto, a política governamental de

duplo crédito levou ao aumento da quota de VE

nos portefólios dos fabricantes de equipamento

original. As previsões apontam para uma quota

de VE chinesa acima dos 70% para as vendas de

automóveis novos em 2030, no cenário acelerado.

Nos Estados Unidos, a administração Biden anunciou

um objetivo de eletrificação de 50% para

2030, fortes investimentos na infraestrutura de

carregamento e objetivos mais rigorosos para as

emissões das frotas. A aceitação de VE resultará

acima de tudo do apoio regulamentar na Califórnia

e noutros estados que seguem a regulamentação

CARB ZEV. Os fabricantes de equipamento

original dos EUA apoiam os alvos de eletrificação

e declararam a abolição de MCI até 2035, o que

significa que os Estados Unidos seguirão a Europa

e a China na aceitação de VE com um pequeno

atraso; espera-se que ultrapassem os atuais alvos regulamentares

e que alcancem os 65% de vendas de

VE até 2030 no cenário acelerado (QUADRO II).

A transformação da mobilidade

elétrica perturbará muito mais do

que apenas a indústria automóvel

Na União Europeia, o atingir do cenário acelerado

de cerca de 75% de vendas de VE até 2030 terá

implicações para todo o ecossistema e cadeia de

valor dos VE. Paralelamente, a indústria deverá

reduzir as emissões de carbono em todo o ciclo

de vida dos veículos para assim se aproximar de

um alvo de emissões zero.

Os fornecedores automóveis atuais têm de alterar

a produção de componentes MCI para VE. A

Europa terá de construir cerca de 24 novas mega-

-fábricas de baterias para assim dar resposta à

procura local de baterias de VE de passageiros.

Com mais de 70 milhões de VE na estrada até 2030

a indústria terá de instalar uma grande quantidade

de carregadores públicos e fornecer as respetivas

operações de manutenção. A produção de energias

renováveis terá de aumentar em 5% para dar

resposta às necessidades de carregamento de VE.

Por fim, as emissões da produção de BEV deverão

descer, já que os BEV têm atualmente 80% mais

emissões durante a sua produção do que os veículos

MCI (QUADRO III).

A eletrificação causará grandes

mudanças em toda a cadeia de

fornecimento automóvel

A transformação da indústria automóvel em direção

à eletrificação perturbará toda a cadeia de

fornecimento e criará uma grande mudança nas

dimensões de mercado das componentes automóveis.

As principais componentes para eletrificação

como as baterias e transmissões elétricas assim

como para a condução autónoma como a deteção

de luz e os sensores de distanciamento (LiDAR) e

sensores de radar representarão cerca de 52% de

todo o mercado em 2030. As componentes apenas

utilizadas em veículos MCI como as transmissões,

92 Top100 Aftermarket 2021


Líder mundial*

em Sistemas

Nº1Limpa-para-brisas

**

Para mais informação

www.valeoservice.pt

valeoservice.pt


MERCADO

Empresa

Top100

QUADRO IV – A ELETRIFICAÇÃO

PROVOCARÁ UMA GRANDE MUDANÇA

EM TODA A CADEIA DE ABasTECIMENTO

CENÁRIO ACELERADO, MERCADO EUROPEU

Desenvolvimento do TAmanho do mercado em milhares de milhões de euros

216 330

26% 52%

48% 37%

Componentes em

crescimento,

por exemplo:

Transmissão híbrida dedicada

Bateria, BMS, inversor

Unidade de controlo

Ecrãs head-up

Interior

Sensores (por exemplo,

LiDAR, radar)

Componentes estáveis,

por exemplo:

Peças de estrutura

Sistemas AC

Rodas

bancos

Estrutura

QUADRO V – PRODUÇÃO

DE CÉLULAS DE BATERIA DA

UE PARA SATISFAZER

A PROCURA

PROCURA DE CÉLULAS DE BATERIA

E OFERTA ANUNCIADA

GWh, cenário acelerado para a procura

20X

49

2020

Produção

965

2030

Produção

anunciada

874

88

786

2030

Procura

Outras aplicações

(outra mobilidade,

ESS, e eletrónica de

consumo)

Automóveis de

passageiros e veículos

comerciais

PLAYERS DE CÉLULAS DE BATERIA

POR ARQUÉTIPO NA EUROPA EM 2030

Número de players, percentagem da quota de mercado

da capacidade total de produção

26% 11%

2019 2030

Produtos base,

por exemplo:

Sistemas de motores

Transmissão

Injeção de combustível

ToTAl de 965 GWh

por ano

∑ 24 players de células

Incumbente (#7)

29%

Integrador (#3)

18%

OEM JV/subsidiária (#7)

30%

Start-up (#7)

24%

Fonte: McKinsey, Center for Future Mobility

Com mais de 70 milhões de VE na estrada ATé 2030 a indústria

terá de instalar uma grande quantidade de carregadores públicos

e fornecer as respetivas operações de manutenção

motores e sistemas de injeção de combustível convencionais

sofrerão uma redução significativa até

cerca de 11% até 2030, cerca de metade da sua

dimensão em 2019. Uma mudança assim tão

drástica forçará a que os intervenientes nas componentes

tradicionais se adaptem rapidamente

para contrabalançar a diminuição das receitas.

A dimensão da perturbação será significativa: de

acordo com o Instituto para a Investigação Económica

(Ifo) em Munique, mais de 100.000 postos de

trabalho sofrerão mudanças na indústria automóvel

alemã até 2030. Este valor representa aproximadamente

cinco a dez vezes a quantidade de postos

de trabalho em comparação com o que ocorrerá

aquando da eliminação da energia a carvão que a

Alemanha anunciou para 2038 (QUADRO IV).

A produção de bATerias anunciada

pela UE irá provavelmente

manter ‐se um pouco acima do nível

da procura

Com base nos planos de incrementação anunciados,

esperamos um aumento de 20x na capacidade

de produção de baterias na Europa de até 965

GWh até 2030. Assumindo que o total da capacidade

é construído até 2030, a Europa deverá

alcançar a procura esperada de 874 GWh. Os

veículos comerciais e os automóveis de passeiros

BEV impulsionarão 90% desta procura por baterias.

Apesar de no papel as capacidades anunciadas

parecerem acompanhar e corresponder à procura,

a realidade é a de que provavelmente ocorrerão

riscos de implementação temporários devido a problemas

de produção das mega-fábricas, aos típicos

baixos rendimentos dos incrementos de produção,

à fragmentação da cadeia de fornecimento e aos

grandes e inflexíveis contratos dos fabricantes de

equipamento original. Assim sendo, na eventualidade

de uma adoção acelerada dos VE, a procura

por baterias quase que excederia o fornecimento

anunciado a médio-prazo. Nos próximos 10 anos,

esperamos que a indústria mineira abrande assim

como o aparecimento periódico de outras crises

geopolíticas e da cadeia de fornecimento, levando

a breves subidas de preços de mercadorias como

o níquel e o lítio.

A produção de células de baterias aproxima-se

fisicamente das fábricas de montagem de veículos.

Apesar de há 10 anos atrás praticamente todas as

células serem importadas da Ásia, existem atualmente

centros de produção regionais por exemplo,

na Europa do Leste. Além disso, múltiplas

fábricas iniciarão produção em alguns dos mais

importantes países produtores de veículos como a

Alemanha, Reino Unido e França, em ambientes

de baixos níveis de emissão de carbono como a

Noruega e a Suécia.

Além dos atuais intervenientes no mundo das células

de baterias com origem na Ásia estabelecerem-se

na Europa, algumas empresas totalmente

novas estão também a emergir. Um dos principais

desenvolvimentos na obtenção de baterias envolve

a compatibilidade retroativa dos fabricantes

de equipamento original a partir de conjuntos e

módulos até à produção de células, principalmente

sob a forma de colaborações com os fabricantes de

células. Os planos de compatibilidade retroativa

dos fabricantes de equipamento original resultam

da sua crescente procura por células de bateria,

94 Top100 Aftermarket 2021


MERCADO

Empresa

Top100

QUADRO VI – A CONSTRUÇÃO DE INFRA-ESTRUTURAS DE CARREGAMENTO VE ENFRENTA

OBSTÁCULOS OPERACIONAIS, REGULAMENTARES E FINANCEIROS

CONSTRUÇÃO DO CARREGADOR PÚBLICO

Alto

Médio

Baixo

Muito baixo

Implementação

rápida

+15.000

carregadores a serem

instalados por semana*

Construção em

zonas rurais

+30%

da população que vive

em zonas rurais

Alto investimento

+90%

de investimento

para menos de 25%

dos pontos de carga

(Carregador rápido)

Cobertura da

carregamento

público

+50%

dos europeus que

vivem em casas

multifamiliares

*Semi-privado (casas multifamiliares) e carregadores públicos cobertos

Fonte: McKinsey, Center for Future Mobility

Assegurar uma cobertura de carregamento público na totalidade

da UE é essencial para evitar a colocação de carregadores apenas

em locais rentáveis

pelo desejo de controlar e garantir o fornecimento

e da ambição de manter interna uma parte

significativa da criação de valor do veículo. Os

fabricantes de equipamento original procuram

também áreas de diferenciação, com a tecnologia

de baterias, a durabilidade e o desempenho a serem

os principais critérios de avaliação para os BEVs.

A produção de matérias-primas e das componentes

de baterias seguem a tendência de localização

das fábricas de células de baterias. No entanto,

existe um desfasamento de tempo e apenas algumas

das matérias-primas necessárias, que incluem

níquel, cobalto, lítio e grafite, estão disponíveis

para obtenção local na Europa. A empresas terão

de competir globalmente para conseguirem os

volumes necessários e fazê-lo de forma sustentável

em consonância com os critérios ambientais,

sociais e de governança. E apesar destas quatro

mercadorias terem de intensificar-se rapidamente,

com potenciais variações de preços no futuro, o

níquel será provavelmente a mercadoria sob maior

pressão a curto ou médio prazo (QUADRO V).

Necessidade de aceleração

da construção de infraestruturas

de carregamento

Em linha com a aceitação de VE, a construção

das infraestruturas de carregamento necessita de

acelerar para evitar que se transforme num potencial

obstáculo e limite à adoção de VE por parte

do consumidor. A construção das infraestruturas

de carregamento em sincronização com a frota de

VE será essencial na próxima década.

Apesar da primeira geração de compradores de

VE depender principalmente do carregamento

privado (em 2020, 80% dos compradores de VE

na Europa tinha acesso a carregamento privado),

a geração seguinte irá depender do carregamento

público. Mais de 50% dos europeus viverá em

casas multifamiliares sem acesso a carregadores

privados e os carregadores públicos assegurarão a

viabilidade de viagens de longa distância em VE,

algo que os potenciais compradores de VE ainda

consideram uma grande preocupação.

Da mesma maneira, os processos regulamentares

de instalação de carregadores em residências

privadas requerem simplificação e a capacidade

de produção de “wall boxes” deverá aumentar. O

aumento da produção e regulamentação simplificada

(em termos redução de tempos de construção

e licenciamento) são também necessários para os

carregadores públicos, além da criação de uma

cobertura baseada na procura.

Estimamos que a indústria necessitará de instalar

mais de 15.000 carregadores por semana até

2030 dentro da União Europeia. São necessárias

regras simplificadas para facilitar a localização

de carregadores, já que atualmente poderá tardar

até três anos a obtenção de uma aprovação

para alargamento da rede para uma estação de

carregamento rápido. Assegurar uma cobertura

de carregamento público na totalidade da UE é

essencial para evitar a colocação de carregadores

apenas em locais rentáveis.

Prevê-se que os VE exijam em média mais de 5%

da demanda por eletricidade em 2030 na Europa.

Será importante reduzir o carregamento durante

os períodos de pico de carga através de um “carregamento

gerido” ao controlar o horário de carregamento,

a duração e a intensidade com tecnologia

“veículo à rede elétrica” (V2G) como facilitador.

Num cenário com dispositivos de carregamento

corretamente geridos assim como incentivos ao

carregamento durante horários fora do pico, muito

do impacto dos consumidores sobre a rede elétrica

será mitigado (QUADRO VI).

Conclusão

Os veículos elétricos estão a chegar e estamos no

bom caminho para a descarbonização do setor

dos transportes, mas são necessárias mais ações.

Trata-se de uma transformação industrial a ocorrer

a uma velocidade sem precedentes. Está também

a cruzar fronteiras industriais, envolvendo

intervenientes dos ramos energia, infraestrutura,

mobilidade e automóvel. Apesar de se tratar de

um grande desafio, representa uma enorme oportunidade

para os novos e atuais intervenientes ocuparem

um lugar de liderança na criação de novos

postos de trabalho e indústrias multimilionárias.

O importante será a combinação da viabilidade

económica através da tecnologia inovadora com a

transformação da mobilidade corretamente orientada.

Baseada no seu diversificado horizonte de

mobilidade, no seu foco na sustentabilidade e na

sua comprovada liderança em termos te ◆

96 Top100 Aftermarket 2021


Transparência em vez

de lengalengas:

5 anos de garantia.

Os profissionais das oficinas de automóveis não precisam de promessas vazias, mas sim

de qualidade na qual podem confiar. Por isso, oferecemos aos parceiros registrados uma

garantia de 5 anos em todos os produtos do Power Transmission Group para o Automotive

Aftermarket. Sem restrições. www.contitech.de/5


MERCADO

Empresa

Top100

Avaliação Políticas de Promoção VE na Europa

Plano de renovação

do parque automóvel

A ACAP promoveu um estudo sobre “Avaliação das Políticas de Promoção de Veículos

Elétricos na Europa”, realizado pela 3drivers, que teve como objetivo realizar uma análise

de benchmark das atuais políticas de promoção de veículos elétricos a nível europeu


Com o intuito de apurar oportunidades de melhoria das políticas

existentes e implementação de outros mecanismos de apoio em

Portugal, este estudo conclui que é necessário manter e reforçar os

incentivos à compra de veículos elétricos assim como implementar

um plano de renovação do parque automóvel. A EU aposta na

mobilidade sustentável para satisfazer as ambições climáticas. A

transformação para tecnologias de baixo carbono está no cerne do

Green Deal e é um passo crucial para cumprir os compromissos

estabelecidos pela UE relativos à ação climática no âmbito do

Acordo de Paris.

A UE pretende reduzir os GEE - gases com efeito de estufa dos

transportes em 90% até 2050, em comparação com os níveis de

1990, e está firmemente comprometida na transição para uma

economia livre de emissões líquidas de GEE. O setor de transportes

possui um papel significativo para cumprir os objetivos de redução

das emissões líquidas de GEE assumidos pela UE, sendo que os

automóveis de passageiros representam cerca de 17% das emissões

totais de GEE na economia.

A resposta Europeia ao desafio da redução de emissões no setor

dos transportes passa por apostar numa rápida transição para a

mobilidade sustentável através da descarbonização e modernização

do setor europeu da mobilidade e colocar, assim, a UE no caminho

para se tornar neutra em termos climáticos até 2050.

MÁXIMO DESEMPENHO

TOTAL TRANQUILIDADE

A BENDIX ESTÁ

AINDA MELHOR

Reconhecida pelos resultados no setor dos travões,

desde 1924, a Bendix é agora apoiada pela TMD Friction -

um fabricante líder mundial de equipamento original

para o segmento da fricção. Isto representa uma maior

garantia de qualidade, maior cobertura de veículos e

uma gama maior.

Há melhores travões do que estes?

Postos de carregamento em défice

Portugal precisa de acelerar o investimento na infraestrutura de

carregamento elétrico, apostando na expansão dos PCR – Pontos

de Carregamento Rápido. Apenas 1 em cada 4 pontos de carregamento

em Portugal possui características de carregamento rápido.

A Holanda lidera destacada no número de postos carregamento

público, com cerca de 400 PC por 100.000 habitantes. Em Portugal

existem 77 municípios onde atualmente não se encontra acessível

qualquer posto de carregamento elétrico público. Enquanto na

Holanda existe um ponto de carregamento para cada quatro VE,

em Portugal temos trinta VE para cada ponto de carregamento

público, um dos números mais baixos nos países da EU. Portugal

necessita de aumentar o âmbito de aplicação dos apoios fiscais,

assim como diversificar os incentivos diretos para a aquisição de

veículos de baixas emissões, em linha com outros países da EU.

Para além disso, deve apostar na harmonização e aumento dos

incentivos indiretos.

Principais conclusões

73% de todas as vendas de carros elétricos estão concentradas nos

países da Europa Ocidental com alguns dos maiores PIBs. A acessibilidade

económica permanece como o principal obstáculo para

os consumidores. O desenvolvimento da infraestrutura nacional

de carregamento público constitui-se como um fator fulcral para

acelerar a evolução da mobilidade elétrica. Apesar do interesse

na mobilidade em baixas emissões estar a aumentar, a população

ainda não está totalmente ciente dos benefícios económicos e ambientais

associados. A aposta na mobilidade sustentável é crucial

ser suportada por medidas de incentivo financeiro e fiscais que

visem a discriminação positiva da introdução de veículos menos

poluentes em circulação.

PUB

SUBSCREVA A

NOSSA NEWSLETTER!

Mais informações em

www.bendix-braking.com

Encontre a peça certa rapidamente com o Brakebook.

Disponível on-line e na versão de aplicativo, o sistema de

catálogo baseado na web foi desenvolvido usando dados

de catálogo atualizados e oferece opções de pesquisa

fáceis de usar.

www.bendix.brakebook.com


MERCADO

Empresa

Top100

QUADRO I – O RNC2050 - ROTEIRO PARA A NEUTRALIDADE CARBÓNICA PROPÕE

CENÁRIOS PARA O SETOR DOS TRANSPORTES, MAS NÃO EXISTE UMA VISÃO ESTRATÉGICA

NEM AÇÕES CONCRETas PARA O SETOR

CENÁRIO ROTEIRO PARA A NEUTRALIDADE CARBÓNICA (RNC2050)

Início da generalização dos VE

36% da mobilidade de passageiros

é elétrica

Diesel deixa de ser custo-eficien te

88% da mobilidade de pesados é

elétrica ou através de H 2

Gasolina deixa de ser custoeficiente

100% da mobilidade de passageiros

é elétrica ou através de H 2

Maioria da mobilidade de pesados

é elétrica ou através de H 2

2020 2030 2040

2050

-26% -45%

-98%

-15% -55% -90%

CENÁRIOS DE REDUÇão DE GEE NO SETOR DOS TRANSPORTES

- -

RNC (relativo 2005) Pacto Ecológico Europeu (relativo 1990)

RECOMENDAÇÕES

O estudo recomenda oito ações para promover

a nível nacional:

Definir um quadro estratégico

1 com uma visão, metas e o caminho

para a promoção dos VE

l É fundamental delinear uma estratégia coesa e

clara com metas mensuráveis para a introdução

de uma frota elétrica e para o desenvolvimento

da rede nacional de pontos de carregamento ,

alinhada com as metas e objetivos assumidos no

PNEC e RNC2050.

l Sendo o stock de VEs no parque automóvel

nacional, ainda bastante incipiente, é essencial

que os instrumentos políticos e a gama de incentivos

fornecidos sejam criados de forma expedita

para possibilitar uma transição para a mobilidade

sustentável mais célere.

l A par com as metas e objetivos, o Governo Português

deve também comprometer-se a estabelecer

alocações orçamentais mais ambiciosas e garanti-

-las por um período de tempo mais alargado.

Reforçar os incentivos

2 aos veículos elétricos

no Plano Nacional de Recuperação

e Resiliência

l A ambição de Portugal neste domínio é limitada.

O PRR português atribuiu uma pequena

parte do orçamento e unicamente para o transporte

público, nomeadamente, 325 autocarros

e 4 barcos e as suas respetivas infraestruturas

de carregamento.

l Não existem medidas de incentivo direto à

propriedade privada ou à instalação de infraestruturas

de carregamento.

l Esses incentivos contribuiriam, em última

análise, para acelerar a descarbonização do

setor dos transportes e apoiar áreas-chave que

podem não ser elegíveis para outros tipos de

financiamento.

Assegurar que existe

3 financiamento direto para

estimular as vendas de veículos

com emissões zero em Portugal

As autoridades nacionais devem elaborar um

plano de incentivos para diferenciar as contribuições

financeiras com base em:

l Ampliar o âmbito de apoio a veículos de baixas

emissões

l Com base no limite de emissões de CO 2

l Eleger outras soluções - PHEV

l Apoiar a aquisição de VEs novos e usados

l Incentivar o abate de veículos mais antigos

e poluentes

Os incentivos financeiros diretos para a compra

de VEs devem ser aumentados em termos de

valor unitário bem como em termos orçamentais,

dado que:

l O atual regime de incentivo em vigor está

limitado a 3 000 €/viatura

l Orçamento anual de 2021 limita o incentivo

a 700 unidades, o que é insuficiente, face os

objetivos traçados

Reintroduzir incentivos

4 financeiros ao abate para

estimular a renovação da frota

de automóvel de passageiros

Face ao atual envelhecimento do parque automóvel

nacional, superior à média europeia, os

benefícios associados à reintrodução de um regime

desmantelamento de automóveis antigos,

em Portugal, seriam consideráveis:

l Introdução de veículos com emissões mais baixas

no parque automóvel

l Diminuição das emissões líquidas de GEE e No x

associadas ao setor dos transportes rodoviários

l Segurança rodoviária

O regime de incentivo ao abate de automóveis

deve ser proporcional à idade do veículo para

abate, visando, deste modo, aqueles que são

potencialmente mais poluentes (por exemplo,

visando carros pré e Euro-1), ao registrar um

novo veículo de baixas emissões.

100 Top100 Aftermarket 2021


Tudo pela

dinâmica certa.

Nós comercializamos para os nossos clientes mais de 24 000 peças sobresselentes

fiáveis e de alto desempenho, produzidas em fábricas próprias e por

parceiros de produção selecionados. A gama de produtos MEYLE é, assim,

sofisticada. Quer se trate de chassis e direção, grupo propulsor, travões,

motor, filtros, sistema eletrónico, camiões ou líquidos – a MEYLE oferece as

peças fiáveis para a dinâmica certa!

Segue-nos em

Mais informações em www.meyle.com

OFFICIAL

DISTRIBUTION

PARTNER

LEIRIA

Rua das Fontainhas, nr. 77 | Andrinos – Ap 776 | 2416-905 Leiria |

T 244 830 070 | F 244 813 047

CASTELO BRANCO

Zona Industrial – Rua T, Lote 49 | 6001-997 Castelo Branco |

T 272 349 580 | F 272 349 589

Email geral@autodelta.pt

www.autodelta.pt


MERCADO

Empresa

Top100

Aumentar e simplificar

5 o âmbito de aplicação de

incentivos fiscais

l Portugal já oferece uma política de benefícios

fiscais onde é passível a dedução integral

do IVA e a redução do valor do ISV, pela

introdução de veículos de baixas emissões,

mas existem diversas exceções.

l No entanto, o Governo deve trabalhar para

estender a isenção do IVA aos proprietários

privados, uma vez que apenas são elegíveis

empresas aquando da aquisição de um BEV

ou PHEV, se o preço de compra não ultrapassar

os limites fiscais estipulados (50.000

€ para PHEV e 62.500€ no caso de veículos

puros elétricos).

l Considera-se ainda a necessidade apostar

numa reforma profunda em matéria de IUC,

nomeadamente, através da alteração da base

de incidência sobre os impostos na circulação

(IUC), eliminando a cilindrada na fórmula de

cálculo e considerando apenas as emissões de

CO 2 e a norma EURO dos veículos.

Criar um pacote de incentivos

6 financeiros

Os incentivos indiretos podem parecer ter um

impacto menor na taxa de adoção de VE, mas

podem ser impulsionadores importantes com

custos menores. Portugal deve seguir os passos

da maioria dos países europeus, de acordo:

l Estacionamento gratuito e exclusivo em áreas

menos bem servidas por transporte público e/

60.000

50.000

40.000

30.000

20.000

10.000

0

2014

ou áreas onde o estacionamento.

l Acesso a faixas exclusivas de autocarro e zonas

de tráfego limitado.

l Estabelecer parcerias com seguradoras para

oferecer tarifas reduzidas de seguro.

Uma medida importante que tem sido proposta

pelo Governo é a redução das taxas de portagens,

o que é bem-vindo, pois também irá

contribuir para reduzir os custos associados à

aquisição de um EV.

QUADRO III - PORTUGAL NECESSITA DE ESTABELECER

PROPOSTas LEGISLATIVas COM METas CONCRETas COM

PRAZOS DETALHADOS para ASSEGURAR A TRANSIÇÃO

DA MOBILIDADE SUSTENTÁVEL

QUADRO II – EM 2020 OS VEÍCULOS ELETRIFICADOS

CORRESPONDEM AINDA A MENOS DE 1% DE TODOS

OS AUTOMÓVEIS DE PASSAGEIROS EM CIRCULAÇÃO

EM PORTUGAL

EVOLUÇÃO DO STOCK DE veículos DE BAIXAS EMISSÕES

Número de veículos de baixas

emissões em circulação

ESTRATÉGIA POLÍTICA METAS ESTABELECIDAS FINANCIAMENTO

RNC2050 / PNEC

Estratégia Nacional para a

Neutralidade Carbónica

Missão Zero

Sem metas para os VE, mas assumem cenários

(e.g., em 2030, 36% da mobilidade é elétrica)

2025: atingir 100% da quota de vendas de VE

2030: assegurar a redução de 30% das emissões de GEE

2025: pelo menos em 14 cidades, existir zonas de baixas emissões

2025: atingir 100% da quota de vendas de autocarros eletrificados

2030: atingir 100% da quota de vendas de VE e autocarros

em circulação com emissões 100% zero

2015 2016 2017 2018 2019 2020

4M€ (Fundo

Ambiental 2021)

342M€

252 M€

Plano de Ação Climática 2040: atingir a neutralidade carbónica 46M€

Movilidad Eficiente

y Sostenible – MOVES

Plano de Clima

e Energia 2030

2023: atingir 250.000 novos registos de VE 400M€

2030: assegurar a redução de 33% das emissões de GEE 100M€

BEV PHEV

Investir no desenvolvimento

7 contínuo da infraestrutura

de carregamento ATravés da

injeção de investimento direto e

apoio aos proprietários privados

l O acesso e disponibilidade à rede pública de

carregamento elétrico é considerado como um

dos principais fatores para a coesão da estrutura

da mobilidade elétrica.

l O Governo Português deve comprometer-se com

o desenvolvimento e investimento da infraestrutura

pública de carregamento elétrico através de

objetivos claros, contemplando todos os esforços

para assegurar a sua devida operacionalização e

manutenção, quer se tratem de estações de carregamento

rápido ou normal.

l É ainda importante reforçar o atual quadro regulatório

por forma a evitar barreiras burocráticas,

especialmente a nível local.

Promover a consciencialização

8 sobre os benefícios associados

à mobilidade elétrica

l Ainda persiste bastante desinformação sobre as

vantagens e desvantagens da mobilidade elétrica

pela parte dos consumidores o que leva a uma

ainda baixa adesão dos produtos de mobilidade

sustentável.

l O governo deverá ter um papel mais ativo na disseminação

de informação, em particular, através de

campanhas de marketing ou sessões de workshop.

l O desenvolvimento de uma placa de matrícula

dedicada para VE em circulação teria um benefício

duplo: (i) uma espécie de autopublicidade

facilitar a difusão destes veículos, (ii) facilitaria a

isenção de pagamento de portagens e a circulação

em faixas dedicadas. ◆

102 Top100 Aftermarket 2021


Aprendemos que estando unidos podemos

superar as dificuldades, adaptando-nos às

mudanças para continuar a crescer nos

momentos más adversos.

Agora, melhores e mais fortes.

Levantamos cabeça para delinear novas metas.

Avante.


MERCADO

Empresa

Top100

Distribuidores de peças aftermarket

Profunda transformação

O mercado pós-venda automóvel está a passar por uma fase muito dinâmica

no seu desenvolvimento. As fusões e aquisições estão a mudar a face da

indústria. Em conjunto com a megatendência da digitalização, o processo

de consolidação que está atualmente em curso é o catalisador para uma

profunda transformação estrutural

Uma orientação clara para o cliente

é a chave para a sobrevivência

no ambiente competitivo e feroz

do mercado pós-venda independente

(IAM). Os intervenientes

da indústria devem poder responder a uma série

de questões fundamentais: Quem são os nossos

principais clientes - oficinas de reparação automóvel,

frotas comerciais ou particulares? Quais são

as suas necessidades? E como é que a mudança

estrutural que está a ser implementada no setor

vai afetar essas necessidades?

As forças relativas dos intervenientes ao nível

da procura também estão a mudar. O fornecimento

de comerciantes de peças mais pequenos

que operam localmente, verá a sua importância

diminuir a longo prazo, enquanto a relevância

de intermediários como seguradoras e portais de

serviços online crescerão.

O mercado pós-venda independente enfrenta o

desafio de encontrar a forma correta de atender a

todos estes novos intervenientes de uma forma que

reflita as suas necessidades individuais num esforço

para os integrar a todos na rede de relações com

os clientes. A chave do futuro sucesso residirá no

micromarketing e em ter diferentes abordagens de

venda para diferentes clientes-alvo. As estratégias

deste género estão num território inexplorado para

a maioria dos distribuidores de peças automóvel.

Mas ao analisar sistematicamente o seu conjunto

de dados, os distribuidores podem obter conhecimentos

valiosos sobre as necessidades e preferências

de grupos de clientes individuais.

INTERVENIENTES-CHAVE

EM GRANDE PLANO

+Fornecer oficinas de reparação automóvel e

responder às necessidades dos novos players no

aftermarket são atualmente as maiores fontes de

receitas para os intervenientes do IAM. A importância

de outros grupos de clientes está a crescer:

Intermediários como seguradoras, empresas de

leasing e portais de serviços online, bem como

particulares que compram peças automóvel, estão

a mudar o equilíbrio do poder ao nível da procura

do mercado pós-venda automóvel neste preciso

momento.

Os distribuidores de peças e acessórios automóvel

são um elo fundamental na cadeia de valor do

mercado pós-venda automóvel. As suas principais

competências residem na logística, na gama de

produtos e no fornecimento e aconselhamento

a oficinas de reparação, que também ajudam indiretamente

a nível financeiro, concedendo-lhes

prazos de pagamento longos.

Além das oficinas de reparação automóvel, o sistema

de distribuição a vários níveis no mercado

104 Top100 Aftermarket 2021


pós-venda independente abrange igualmente outros intervenientes

ao nível da procura que são fornecidos direta ou indiretamente por

distribuidores de peças.

As oficinas de reparação e os retalhistas de peças pequenos são

atualmente os principais clientes diretos. Lojas online, oficinas de

reparação e clientes finais particulares estão entre a base de clientes

para os grandes distribuidores de peças automóvel. Neste momento,

não existe praticamente nenhuma relação direta entre intermediários

e clientes finais, de um lado, e distribuidores independentes de

peças, do outro. Mas isto irá mudar. Os intermediários e os clientes

finais já estão a exercer uma influência direta considerável sobre

o equilíbrio do poder no IAM. A seguir descrevemos as principais

características e necessidades dos diferentes grupos de clientes.

Oficinas de reparação automóvel

Ao olhar para o número total de oficinas de reparação automóvel

em 34 países europeus, o seu desenvolvimento continuará nos

próximos anos, embora com diferenças significativas entre oficinas

de reparação oficiais das marcas e oficinas de reparação que operam

independentemente sem ligações a qualquer fabricante de

automóveis específico. Entre 2015 e 2020, o número de oficinas

de reparação independentes na Europa diminuiu cerca de 7%, passando

de cerca de 360.000 para 336.000. Uma das razões para esta

tendência é o facto de muitas oficinas de reparação independentes

estarem a fechar devido à incapacidade dos seus proprietários em

encontrar alguém para assumir o negócio quando se reformam. Em

alguns casos, a falta de rentabilidade é a razão para o abandono do

negócio. E a demografia desempenha igualmente o seu papel. A

atração da grande cidade leva ao declínio da população nas regiões

rurais e a procura de serviços diminui em conformidade. Deste

modo, o encerramento da oficina de reparação local é frequente

nas zonas rurais.

Por outro lado, o número de oficinas de reparação oficiais aumentou

ligeiramente 3 a 5%. Este facto reflete a estratégia dos fabricantes

de automóveis de manter os seus clientes fiéis à marca a longo

prazo, oferecendo serviços por vários anos depois de um cliente

comprar um automóvel. O requisito fundamental para que esta

estratégia funcione é uma densa rede de oficinas de reparação dos

fabricantes de automóveis. Estas oficinas constituem pouco menos

de 20% de todas as oficinas de reparação na Europa.

As oficinas de concessionários assistem normalmente e reparam

veículos com menos de quatro anos. Até que os automóveis atinjam

essa idade, a escolha da oficina de reparação é frequentemente

ditada pelas garantias dos fabricantes de automóveis e pelos pacotes

de serviços, que exigem que os veículos sejam levados a uma

das oficinas de reparação da sua marca. Como tal, as oficinas de

reparação oficiais concentram-se principalmente na manutenção

e substituição de peças de fabricantes de equipamento original

genuínas e na carroçaria complexa. No mercado pós-venda independente,

por outro lado, predominam os automóveis mais antigos.

Os serviços prestados por oficinas de reparação independentes vão

desde pequenas reparações a trabalhos extensos - dependendo dos

recursos humanos e técnicos disponíveis ao prestador de serviços

em questão (QUADRO I).

MÁXIMO DESEMPENHO

TOTAL TRANQUILIDADE

A BENDIX ESTÁ

AINDA MELHOR

Reconhecida pelos resultados no setor dos travões,

desde 1924, a Bendix é agora apoiada pela TMD Friction -

um fabricante líder mundial de equipamento original

para o segmento da fricção. Isto representa uma maior

garantia de qualidade, maior cobertura de veículos e

uma gama maior.

Há melhores travões do que estes?

SUBSCREVA A

NOSSA NEWSLETTER!

Mais informações em

www.bendix-braking.com

Retalhistas de peças automóvel

Os intervenientes mais pequenos da indústria são um grupo importante

de clientes para comerciantes de peças de média e grande

dimensão. O âmbito de ação dos intervenientes mais pequenos

restringe-se sobretudo ao fornecimento de oficinas de reparação ou

PUB

Encontre a peça certa rapidamente com o Brakebook.

Disponível on-line e na versão de aplicativo, o sistema de

catálogo baseado na web foi desenvolvido usando dados

de catálogo atualizados e oferece opções de pesquisa

fáceis de usar.

www.bendix.brakebook.com


MERCADO

Empresa

Top100

clientes finais na sua região de origem.

Para manter os seus custos de armazenamento tão

baixos quanto possível e poder oferecer uma vasta

gama de produtos ao mesmo tempo, os pequenos

comerciantes de peças dependem do fornecimento

dos grandes intervenientes da indústria. Esta

atividade contribui entre 15% e 30% dos lucros

totais de um grande distribuidor de peças automóvel.

Um grande fornecedor pode esperar que

este negócio traga um impulso de vendas a curto

prazo de aproximadamente 5% na sequência da

consolidação da indústria. Em determinados mercados

altamente fragmentados em toda a Europa

o potencial é ainda maior - no sul da Europa, por

exemplo. No entanto, a longo prazo, a crescente

consolidação da indústria irá reduzir este negócio.

Uma estratégia bem-sucedida para os pequenos retalhistas

de peças é posicionar-se como um campeão

local. Um elemento importante desta estratégia é o

fornecimento de produtos premium às oficinas de

reparação. Isto também simplifica a logística para

os distribuidores de média e grande dimensões, uma

vez que não têm de se deslocar a oficinas de reparação

individuais para entregar estes artigos premium.

Consumidores

Normalmente não existem quaisquer relações comerciais

diretas entre os distribuidores de peças e

os proprietários ou utilizadores de veículos como

clientes finais. Mas as necessidades alteradas deste

grupo de clientes ainda têm uma influência direta

e significativa nos modelos de negócio do IAM.

Os consumidores que compram as suas próprias

peças automóvel dividem-se em dois grupos: os

clientes do “faça você mesmo” (DIY) e os clientes

do “faça por mim” (DIFM). Os clientes do DIY

podem ser divididos em profissionais e amadores:

existem os mecânicos que gostam de mexer no seu

próprio automóvel depois do trabalho. E existem

os clientes autodidatas do DIY que adoram manter

o seu veículo tratado e são capazes de realizar as

suas próprias reparações pequenas.

Os clientes do DIFM compram as peças eles próprios,

mas não sujam as mãos. Deixam o mecânico

profissional realizar o trabalho, com diversas variantes

a este nível: existe o DIFM particular que

tem um amigo que vai instalar as peças. E existe

a oficina de reparação do DIFM, onde o cliente

aparece com as peças que obteve ele mesmo e

os profissionais da oficina de reparação apenas

cobram pela mão-de-obra.

Depois existe o DIFM combinado entre a oficina

de reparação e o particular, onde a oficina de reparação

e o proprietário do veículo compram as

peças em conjunto online, mas o proprietário do

veículo paga. Deste modo, a oficina de reparação

evita o problema de o proprietário poder comprar

as peças erradas. A oficina de reparação trata da

instalação e o cliente paga a mão-de-obra. E finalmente

existe o portal de serviços do DIFM, onde

os trabalhos de reparação são marcados através

de uma plataforma online. Quando se trata de

adquirir as peças, existem várias opções: os proprietários

de automóveis podem comprar as peças

eles próprios e levá-las à oficina de reparação, ou

as peças podem ser encomendadas através de um

portal de marcações ou compradas diretamente

pela oficina de reparação.

Ao escolher uma oficina de reparação, os consumidores

consideram não só a relação qualidade/

preço que esta oferece, mas também fatores como

a simpatia do pessoal e a qualidade do aconselhamento

que prestam. As marcas e o conhecimento

da marca têm menos peso em termos de critérios

de seleção, sendo a experiência anterior e as recomendações

mais influentes. A escolha da oficina

de reparação é evidentemente, antes de mais, uma

questão de confiança. Para as oficinas de reparação

independentes, o critério-chave para a fidelidade

do cliente é geralmente uma relação de longa data

entre o proprietário da oficina de reparação ou

mecânico e o proprietário do veículo.

Intermediários

Um novo conjunto de intervenientes conhecidos

como intermediários entrou no setor da procura

do mercado pós-venda automóvel nos últimos anos.

Estes incluem seguradoras, empresas de leasing,

prestadores de partilha de automóveis, clubes automóveis

e portais de serviços online. Apesar de

serem todos muito diferentes por natureza, a única

coisa que têm em comum é o facto de ocuparem

a interface do cliente entre o mercado pós-venda

independente, de um lado, e as oficinas de reparação

e os consumidores particulares, do outro. Na sua

função de entidade gestora, os intermediários tomam

a decisão sobre que oficina de reparação levar

um veículo para qualquer trabalho de manutenção

ou reparação. Isto muda o modo como os intervenientes

do IAM interagem com os consumidores.

Os intermediários estão a limitar o poder de mercado

dos protagonistas já estabelecidos da cadeia

de valor do IAM e estão a tornar-se rapidamente

um segmento importante no espectro dos clientes

do B2B. Em 2015, a quota do valor orientado no

Neste momento, não existe praticamente nenhuma relaÇÃo direta

entre intermediários e clientes finais, de um lado, e distribuidores

independentes de peças, do outro. Mas isto irá mudar

QUADRO I – O QUE as OFICINAS DE REPARAÇÃO AUTOMÓVEL OFERECEM

ASSISTÊNCIA E MANUTENÇÃO, REPARAÇÃO DE AVARIAS, REPARAÇÃO DE ACIDENTES

REPARAÇÕES INTELIGENTES SOLUÇÕES RÁPIDAS REPARAÇÕES MECÂNICAS

E OUTRAS

REPARAÇÕES DE CARROÇARIA

E PINTURA

Reparações pontuais

Reparações de mossas

(sem pintura)

Recondicionamento de jantes

de liga leve

Materiais para a personalização

do interior e de cores

Reparações de para-brisas

Inspeção

Serviço básico, por ex., mudança

de óleo, mudança de líquido

limpa-vidros

Check-ups, por ex., verificação

para o inverno

Manutenção dos travões

Substituição da bateria

Substituição de escape

Mudança de suspensão

Serviço de ar condicionado

Trabalho mais complexo:

Reparações do grupo

motopropulsor

Reparações de chassis

Reparações eletrónicas complexas,

por ex., mudança da unidade

de controlo

Pintura de carroçaria

Substituição de peças de carroçaria

Soldagem de chassis

Alinhamento de chassis

Fonte: Roland Berger, HSH Nordbank

106 Top100 Aftermarket 2021


Make the world

a better road

to drive

DOC_RA_TOP100_AP_PT - NTN-SNR © 10/2021 - Photos: NTN-SNR / SHUTTERSTOCK

Kit de distribuição

com bomba de água

Rolamentos de caixa de velocidades

e embraiagem

Polia de cambota,

guias e tensores de correia auxiliar

Kits de

suspensão

Rolamentos de roda, sensores, kit de disco

de travão com rolamento

Juntas homocinéticas


MERCADO

Empresa

Top100

volume total representado pelo mercado pós-venda

automóvel foi estimada em até 20%. Até 2030,

uma análise da Roland Berger indica que a procura

orientada pelos intermediários representará cerca

de 40% do mercado. O QUADRO II ilustra como

os intermediários estão a assumir as fases individuais

num processo de serviço típico - muito para

o incómodo dos protagonistas já estabelecidos do

IAM. Mas o crescente envolvimento de intermediários

no negócio das oficinas de reparação está

a originar desordem, pois parecem sete cães a um

osso. Um ingrediente-chave na receita de sucesso

dos intermediários é a sua capacidade de oferecer

aos seus clientes soluções individuais personalidades,

num mercado complexo. Os intermediários

podem ser divididos em vários grupos diferentes

(algo simplificados), com foco variável no cliente

e diferentes modelos de negócio.

Seguradoras

e prestadores de leasing

Como intermediários, as seguradoras e as empresas

de leasing têm contacto direto com os consumidores.

As seguradoras orientam os proprietários de veículos

na sua escolha de oficina de reparação através da sua

estrutura tarifária. Por exemplo, podem conceder

descontos nas suas apólices de seguros globais se

o titular da apólice concordar em levar o veículo

a uma oficina de reparação parceira em caso de

acidente. O modelo de negócio para estes intermediários

baseia-se em seguradoras que negociam

com as suas oficinas de reparação parceiras alguns

preços fixos com descontos bastante elevados para

quaisquer reparações que efetuem. As oficinas de

reparação concordam com estes termos em troca

da perspetiva de volumes de negócios significativos.

A função de uma empresa de leasing segue um

modelo semelhante: Em caso de acidente, enviarão

os seus clientes para uma oficina de reparação com

a qual têm um acordo. Outra variante envolve a

empresa de leasing que orienta os clientes para

uma oficina de reparação que é membro da rede

de parceiros da sua seguradora.

O objetivo das seguradoras ao prosseguir com

esta estratégia é oferecer aos seus próprios clientes

um bom serviço, que fique aqui bem claro. Mas

trata-se igualmente de reduzir os custos. Como

informou a Associação Alemã da Indústria de

Seguros (GDV), o custo das peças de substituição

para automóveis aumentou, em média, um quinto

no período entre janeiro de 2015 e agosto de 2019.

Enquanto que em 2015 custava em média 2.400

euros para reparar os danos segurados de um automóvel,

em 2019 o valor tinha subido para aprox.

2.700 euros. As seguradoras estão empenhadas em

orientar o desenvolvimento na direção oposta na

sua função de intermediária.

Prestadores de serviços

a seguradoras

Este grupo não está em contacto direto com proprietários

de veículos, mas atua como prestadores

de serviços das seguradoras. O modelo de negócio

envolve a subcontratação do processo de serviço a

intermediários após a apresentação de uma ativação

do seguro. Os exemplos incluem os avaliadores

de sinistros. Estas empresas têm uma rede de oficinas

de reparação parceiras e também oferecem

pacotes de serviços como o aluguer de automóveis

Intermediários como seguradoras, empresas de leasing e portais

de serviços online, bem como pARTIculares que compram peçAS

AUTOmóvel, estão a mudar o equilíbrio do poder AO nível da procura

QUADRO II – A CADEIA DE VALOR DOS SERVIÇOS E NOVOS PLAYERS

Prestadores de serviços

a oficinas de reparação

Seguradoras e

prestadores de leasing

Prestadores de serviços

a seguradoras

Prestadores de serviços

a oficinas de reparação

Seguradoras e

prestadores de leasing

Prestadores de serviços

a seguradoras

Prestadores de serviços

a oficinas de reparação

Portais de serviços

online

Seguradoras e

prestadores de leasing

Prestadores de serviços

a seguradoras

Prestadores de serviços

a oficinas de reparação

Portais de serviços

online

Seguradoras e

prestadores de leasing

Prestadores de serviços

a seguradoras

Prestadores de serviços

a oficinas de reparação

Portais de serviços

online

Notificação

de serviços/reparações

Orientação para

a oficina de reparação

Geração

de orçamentos

Aprovação

de serviços/reparações

Reparações

Verificação

de faturas e pagamento

Fonte: Roland Berger, HSH Nordbank

108 Top100 Aftermarket 2021


MERCADO

Empresa

Top100

O mercado pós-venda independente enfrenta o desafio

de encontrar a forma correta de atender a todos

os novos intervenientes de uma forma que reflita as suas

necessidades individuais

e recuperação em caso de avarias.

O modelo empresarial operado por estes prestadores

de serviços é igualmente construído sobre economias

de escala, com base na sua capacidade de negociar

condições favoráveis com oficinas de reparação. O

desenvolvimento e implementação de software que

as seguradoras podem utilizar para otimizar o tratamento

de sinistros representa uma fonte importante

de receitas para os prestadores de serviços.

Prestadores de serviços

a oficinas de reparação

Este tipo de intermediário evoluiu a partir do

comércio de reparação de veículos. Quando o

proprietário de um veículo deve participar um

sinistro, contacta o intermediário ou a oficina de

reparação. Este último trata então da recuperação

do veículo e informa o intermediário, que fornece

ao proprietário um automóvel alugado, se necessário.

Nesta altura, o intermediário pede a um perito

independente a elaboração de um relatório sobre

a extensão da perda segurada. Equipados com

este documento, podem então obter a luz verde

da seguradora do proprietário do veículo para que

as reparações sejam efetuadas por um membro da

rede. A base deste modelo de negócio é uma rede

estreita e fiável de relações com oficinas de reparação.

Uma taxa de serviço cobrada pelo serviço

prestado constitui geralmente a fonte de receitas.

Portais de serviços online

A título de exemplo, descrevemos aqui como funcionam

os portais online Caroobi e Fairgarage. A

Caroobi foi fundada em Berlim em 2015 e emprega

atualmente cerca de 60 pessoas. A BMWi Ventures

entrou a bordo no último círculo de financiamento.

A Caroobi promete qualidade garantida a preços

fixos. Os clientes podem reservar uma gama de

serviços relacionados com automóveis no website,

desde A para serviço de ar condicionado (air conditioned

servicing) a B para substituição do disco

dos travões (brake disk replacement) e o restante.

O portal tem uma rede de 750 oficinas de reparação

em toda a Alemanha e recentemente expandiu

também para o comércio das peças. Caroobi pode

igualmente fornecer componentes recondicionados

ou em segunda mão, tais como motores, transmissões

e turbocompressores, e entregá-los diretamente

à oficina de reparação que realiza o trabalho.

O portal alemão de oficinas de reparação Fairgarage

foi fundado pela empresa startup United Vehicles

em 2011, antes da Deutsche Automobil Treuhand

(DAT) ter obtido uma participação maioritária em

2013. Fairgarage afirma ser o portal com mais oficinas

de reparação listadas, ostentando mais de

16.000 empresas na sua rede. Fairgarage funciona

de forma semelhante, na medida em que os clientes

introduzem o seu modelo de veículo, tipo de serviço

requerido e região, em seguida, um preço é calculado

com base nesses dados. As oficinas de reparação,

como muitas outras empresas, já perceberam há

muito que a oferta de serviços melhorados ajuda-as

a manter os clientes existentes e a adquirir novos

clientes. Esta oficinas, por exemplo, oferecem aos

clientes a possibilidade de efetuar marcações online.

Para esses conceitos de oficina de reparação, estas

opções de marcação são um meio de oferecer aos

clientes uma comodidade acrescida. No que diz

respeito a portais de serviços online, por outro lado,

estão no centro do modelo de negócio.

Lojas online

Enquanto os portais de serviços online ocupam a

interface entre consumidor e oficina de reparação

e atuam como corretores, vendendo os serviços da

oficina de reparação, as lojas online têm um modelo

de negócio diferente: Vendem peças automóvel

tanto a oficinas de reparação como a consumidores

através de plataformas online.

Os distribuidores de peças estabelecidos desenvolveram,

no geral, o seu próprio sistema de encomendas

online para os seus clientes de modo a

permitir-lhes encomendar o que necessitam online.

Os seus concorrentes, por outro lado, a que aqui

nos referimos como lojas online, operam exclusivamente

online. Operando como especialistas

ou como generalistas com o seu próprio nome

de domínio, atraem clientes com transparência

e preços agressivamente baixos. As plataformas

online, por seu lado, oferecem um mercado para

reunir a oferta e a procura. Incluem gigantes do

comércio pela Internet como a Amazon e a eBay

na arena de negócios B2C e tyre24 para B2B.

Em toda a Alemanha, Áustria e Suíça, os intervenientes

online representam cerca de 15% das

vendas de peças (peças e pneus) do IAM; no Reino

Unido é cerca de 20% (incluindo pneus). As

preferências online como canal de vendas variam.

Os consumidores tendem a frequentar os balcões

das lojas online, com clientes do DIY e do DIFM

a utilizarem cada vez mais lojas exclusivamente

online. Os particulares compram online principalmente

artigos de baixa tecnologia como escovas

limpa para-brisas, lâmpadas, baterias e filtros, que

são fáceis de instalar. No que diz respeito a trabalhos

de manutenção e reparação mais complexos,

incluindo a encomenda das peças, o consumidor

típico levará o seu automóvel a uma oficina de

reparação. Mas a importância das lojas online

está a subir na arena do B2C.

As plataformas online independentes ou lojas online

com o seu próprio nome de domínio ainda

desempenham apenas um papel insignificante nas

relações comerciais entre distribuidores de peças

e oficinas de reparação neste momento. Existem

barreiras à sua expansão no segmento do B2B, dado

que fazer negócios com clientes profissionais implica

satisfazer um conjunto específico de requisitos,

especialmente no que diz respeito aos prazos de

entrega e à frequência de entrega. A barra ainda é

demasiado alta para muitos intervenientes online

(especialmente lojas online com o seu próprio nome

de domínio) quando se trata de níveis de serviço.

Existe igualmente o facto de muitas oficinas de reparação

tenderem a confiar na proposta de serviços

dos seus antigos distribuidores de peças em vez de

uma plataforma online ou loja online, da qual não

têm qualquer conhecimento pessoal.

Será interessante observar se e em que medida os

colossos da Internet como a Amazon e a eBay consideram

a distribuição de peças tanto no segmento

do B2C e do B2B como uma área de negócios

interessante e optam por investir tempo e dinheiro

adicionais na mesma. ◆

Fonte: Roland Berger, HSH Nordbank

110 Top100 Aftermarket 2021


Novos Lubrificantes Repsol

Na vanguarda da inovação

Na Repsol entendemos a inovação como uma forma de nos adaptarmos às

novas necessidades energéticas. Por isso reinventámos os nossos

lubrificantes, elevando-os a um novo nível de inovação e sustentabilidade,

testados na mais alta competição.

Novas gamas para facilitar a escolha do produto ideal para o seu veículo

Embalagens mais sustentáveis produzidas com materiais reciclados

Fórmulas melhoradas para um melhor rendimento do motor

Descubra-os aqui!


MERCADO

Empresa

Top100

GFK – Mercado de Pneus e Lubrificantes 1º semestre 2021

Pneus em alta,

lubrificantes em queda!

O primeiro semestre de 2021 apresentou tendências positivas em Pneus

(+3,1 % em unidades e 5,2% em valor) mas em óleos as tendências foram

negativas (-4,4% em unidades e -1,6% em valor), obviamente que temos

de ter em conta que estamos a comparar semestres com alguns períodos

de confinamento, especialmente o 1º semestre de 2020

No mercado de pneus o segmento

premium continua a ganhar

importância, atingindo no 1º semestre

de 2021 cerca de 45,5%

do mercado vs os 44,6% com que

fechou 2020. Eesta evolução é notória principalmente

nos últimos meses onde ultrapassou os 46%

de quota. Os segmentos medium e budget perdem

ambos importância no mercado, se o medium baixa

de 17,8% em 2020 para 17,3% no 1º semestre

de 2021, o budget reduz de 37,6% para 37,3%,

com especial destaque para os últimos 2 meses

onde alcançou apenas 36%.

Em termos de dimensões, os tamanhos =>17´´continuam

a ganhar importância, já representam em

unidades 29,1% do mercado (vs 28,2% no ano

2020), para além do tamanho 17’’ (deste grupo é

o que tem maior relevância, mas com evolução

mais estável). Nota-se um forte crescimento dos

tamanhos 18’’ e 19’’, mas obviamente ainda com

um expressão reduzida em unidades, se bem que

em valor já começam a ter alguma relevância.

Por tipo de veículo apenas o segmento comercial

ganha algum peso, passado de 8,2% para 8,5, fruto

principalmente dos 3 primeiros meses do ano,

já que no final do semestre desceu para 7,3%, o

segmento do ligeiros continua a ser o segmento

dominante com 87,3%, conseguindo o segmento

4x4 apenas 4,1%.

Por fim e falando do preço médio, a tendência

é de ligeira subida (entre 1% a 2%) em todos os

segmentos, obviamente que o preço é afetado não

só pela questão do aumento de importância dos

premium, do ganho de importância das dimensões

maiores mas também devido ao aumento do custo

de transporte.

No mercado dos lubrificantes as tendências negativas

são transversais a ambos os segmentos (auto

e moto) e atingiram quebras de aproximadamente

-4 % em unidades e entre -2 e -4% em valor vs 1º

semestre de 2020. Em termos de importância, o

segmento auto naturalmente domina e representa

92,2% do total, mas o segmento de moto tem vindo

a ganhar importância, chegando no 1º semestre

2021 aos 7,8%, tinha terminado o ano de 2020

com 7,2%.

Por tipo de óleo o principal destaque vai para o

ganho de importância dos semi-sintéticos, que passam

de 34,6 % em 2020 para 35,2% nos primeiros

6 meses de 2021, reduzindo a diferença para o

segmento líder (mineral) que atingiu os 36,2%. O

segmento mineral foi o único que perdeu importância,

já que o segmento 100% sintético também

aumentou ligeiramente a sua quota para 28,7%.

O painel retalhista GfK mede as vendas feitas no

retalho ao consumidor final (sell out), em determinados

canais de distribuição, para Pneus (Especialistas

de Pneus, Auto-Centros e Concessionários

Auto) e para Óleos (Hipermercado/Supermercados

e Auto-Centros). ◆

112 Top100 Aftermarket 2021


Transforme o

motor do seu

veículo num

atleta incansável

Os engenheiros da TotalEnergies

desenvolveram a Age Resistance

Technology, ART * para nossos

lubrificantes QUARTZ.

Esta tecnologia de última geração

garante um desempenho ideal para

o seu motor, melhorando até 74 % **

a proteção contra o desgaste

mecânico, mesmo sob condições

extremas de temperatura e pressão.

Escolher QUARTZ com ART, é

escolher o lubrificante de motor que

mantém o motor mais jovem por

mais tempo.

* Tecnologia de Resistência ao Envelhecimento. ** Comparado com os valores

limites dos testes de uso do motor do ACEA (CEC-L-099-08).

www.totalenergies.pt


MERCADO

Empresa

Top100

PNEUS

EVOLUÇÃO POR TIPO DE MARCA 1º SEMESTRE 2021 VS 1º SEMESTRE 2020 (EM %)

Unidades Valor Preço Médio

Total

3,1

5,26

2,0

Premium

6,1

7,6

1,4

Quality

-0,1

1,7

1,8

Budget

1,1

2,2

1,1

TIPO DE MARCA

TAMANHO < 17” VS > 17”

TIPO DE VEÍCULO

Jun 2021

45,5 16,9

37,6

Jun 2021 71,3

28,7

Jun 2021

87,2

8,7

4,1

Mai 2021

44,3 17,5

38,2

Mai 2021 73,3

26,7

Mai 2021

87,1

9,2

3,8

Abr 2021

44,2 17,1

38,7

Abr 2021 72,3

27,7

Abr 2021

86,6

9,5

3,9

Mar 2021

45,0 17,7

37,3

Mar 2021 70,6

29,4

Mar 2021

86,9

8,8

4,3

Fev 2021

46,8 17,2

36,0

Fev 2021 69,5

30,5

Fev 2021

87,9

8,1

4,0

Jan 2021

46,5 17,2

36,3

Jan 2021 69,4

30,6

Jan 2021

88,0

7,3

4,6

Jan-Dez

2019

Jan-Dez

2020

Jan-Jun

2021

44,0 17,8

38,2

44,6 17,8

37,3

45,5 17,3

37,3

Jan-Dez

2019

Jan-Dez

2020

Jan-Jun

2021

72,6

71,8

70,9

27,4

28,2

29,1

Jan-Dez

2019

Jan-Dez

2020

Jan-Jun

2021

88,5

87,5

87,3

7,4

8,2

8,5

4,1

4,3

4,1

Premium Quality Budget

17”

Ligeiros Comerciais 4x4

LUBRIFICANTES (AUTO-MOTO)

EVOLUÇÃO POR TIPO

DE LUBRIFICANTE

1º SEMESTRE 2021 VS 1º SEMESTRE 2020 (EM %)

TIPO DE LUBRIFICANTE

TIPO DE ÓLEO

Total Moto Auto

Jun 2021

5,8

94,2

Jun 2021

27,3

35,6 37,1

Unidades

2,9

Mai 2021

Abr 2021

7,6

8,7

92,4

91,3

Mai 2021

Abr 2021

27,1

28,0

36,3 36,6

34,2 37,9

Valor

-4,4

-1,6

0,8

Mar 2021

Fev 2021

Jan 2021

7,8

8,8

7,7

92,2

91,2

92,3

Mar 2021

Fev 2021

Jan 2021

28,2

29,7

31,2

34,8 37,0

34,8 35,5

35,4 33,4

-4,7

Preço Médio

-3,9

2,9

Jan-Dez

2019

Jan-Dez

2020

Jan-Jun

2021

6,3

7,2

7,8

93,7

92,8

92,2

Jan-Dez

2019

Jan-Dez

2020

Jan-Jun

2021

29,3

28,6

28,7

34,4 36,3

34,6 36,8

352 36,2

-4,4

-1,6

Lubs. moto

Lubs. auto

100% Sintético Semi sintético

Mineral

114

Top100 Aftermarket 2021


Tudo o que

se move,

funciona

melhor com

LIQUI MOLY

www.liqui-moly.com


MERCADO

Empresa

Top100

CARACterização do mercado oficinal

Distribuição

das oficinas em Portugal

NAS TABELAS PUBLICADAS NESTA PÁGINA E NA SEGUINTE INDICAMOS O NÚMERO DE

OFICINAS IAM E OE EXISTENTES ATUALMENTE EM PORTUGAL. OS DADOS DO PARQUE

UTILIZADO É O PUBLICADO PELA AUTORIDADE DE SUPERVISÃO DE SEGUROS WWW.ASF.

PT INCLUINDO TODO TIPO DE VEÍCULOS MOTORIZADOS SUJEITOS A OBRIGATORIEDADE DE

SEGURO

As percentagens publicadas

do número de Oficinas IAM

foram obtidas da Base de Dados

da IF4, que classifica as

oficinas independentes em 4

Canais: dois generalistas (redes e independentes)

e 2 especialistas (pneus e colisão):

l 4.100 Mecânicas independentes

l 780 Oficinas de Chapa e Pintura

l 1.600 Especialistas em Pneus

l 983 Oficinas IAM em Rede (analisadas as

20 Principais Redes)

As 4.100 oficinas independentes constituem

o canal principal da reparação auto, com

40% do mercado. As redes oficinais estão

em expansão desde há vários anos, não interrompida

pela pandemia. Aumenta o número

de redes e o número de oficinas por rede.

Atualmente as 20 principais redes agrupam

1113 Oficinas, que conseguem algo acima

dos 20% de mercado.

Os especialistas em pneus em Portugal também

são recordistas em ter a maior quota

de mercado, comparado com outos países

europeus: cerca de 20%. O número total de

especialistas em pneus é de 1500 oficinas,

somando independentes e redes de

especialistas em pneus.

O canal especialistas em colisão é o que enfrenta

maiores dificuldades, consequência da

menor sinistralidade que se verifica desde há

vários anos e reforçou com a pandemia. As

780 oficinas deste canal faturam entre 6 e 7%

do total do mercado. Em 2020 as oficinas de

marca totalizavam um total de 983 e a sua

quota esteve próxima de 15%, o valor mais

baixo entre os países da Europa Ocidental.

As oficinas autorizadas foram contadas a partir

dos websites da marcas, podendo existir

oficinas autorizadas por mais do que uma

marca, que são contabilizadas nas duas marcas.

Os retalhistas foram calculados a partir

de informação da empresa Ratius, que inclui

todas as empresas que exercem esta atividade

e faturam mais de 50 mil euros / ano. ◆

DISTRIBUIÇÃO DE OFICINAS POR DISTRITO EM PERCENTagem (%)

Distrito Parque

Automóvel 2020

Total Oficinas Mecânica

Independentes

Oficinas de

Colisão

Oficinas de

pneus

Oficinas

Autorizadas

Retalhistas

de peças

Oficinas

em rede

Aveiro 600 586 7,4% 6,9 5,9 7,4 5,1 7,1 8,9

Beja 123 540 1,5% 1,8 1,7 2,2 2,4 1,5 0,9

Braga 666 378 8,3% 7,2 7,3 8,3 7,7 7,9 7,9

Bragança 128 503 1,6% 1,4 1,5 2 1,8 1,5 1,9

Castelo Branco 159 414 2,0% 2,2 1,3 2 2,5 2,1 2,2

Coimbra 368 805 4,6% 4,5 4,8 6,4 3,6 5,7 5,1

Évora 125 783 1,6% 2,1 1,8 1,9 2,2 1,4 1,3

Faro 400 824 5,0% 5 4 3,8 4,4 3,7 4,5

Guarda 149 501 1,9% 2,4 2 1,8 2,1 1,6 1,9

Leiria 446 327 5,5% 6,7 6,7 6,3 5,4 6,3 6,6

Lisboa 1 628 108 20,2% 21 22,9 19,7 21,2 18,4 16,4

Portalegre 87 719 1,1% 1,4 1,4 0,9 1,7 0,8 0,6

Porto 1 205 583 15,0% 14,4 15,1 15,8 15,2 14,2 18

Santarém 374 690 4,6% 4,5 4,6 3,9 4,3 4,8 5,9

Setúbal 545 130 6,8% 6 5,6 5,9 7,1 6,6 5,9

Viana do Castelo 210 396 2,6% 1,8 4 2,2 2,3 1,9 2,7

Vila Real 173 207 2,1% 2,1 2,5 2,2 2,8 2,1 2,3

Viseu 335 734 4,2% 3,6 3,3 5 2,7 3,6 3,9

Açores 164 167 2,0% 1,4 1,2 1,2 3,9 2,8 1,6

Madeira 165 023 2,0% 3,6 1,5 1,2 2 2,2 1,5

Totais 4100 780 1600 983 2960 1113

116 Top100 Aftermarket 2021


NÚMERO DE OFICINAS AUTORIZADAS POR DISTRITO EM 2020

Marca

Total Oficinas

Aveiro

Beja

Braga

Bragança

C. Branco

Coimbra

Évora

Faro

RENAULT 83 5 2 5 2 2 4 2 3 1 6 14 1 1 8 5 3 3 2 4 1

CITROEN 71 3 1 7 1 2 4 1 2 1 2 17 1 1 3 4 1 2 2 3 1

PEUGEOT 65 2 1 3 1 2 3 1 3 2 3 14 1 1 2 5 1 1 3 2 1

OPEL 59 2 1 4 1 1 2 2 2 1 2 20 2 2 3 2 1 1 1 2 2

TOYOTA 56 3 1 5 2 2 1 2 2 1 3 10 1 1 2 5 1 3 1 4 1

VOLKSWAGEN 56 3 1 3 1 2 1 1 3 2 2 13 1 1 2 5 1 2 1 2 0

HYUNDAI 55 2 1 8 2 1 2 1 2 1 3 9 0 0 2 4 2 1 2 2 1

SEAT 51 3 1 5 0 0 2 1 2 1 2 12 1 1 1 8 1 1 1 1 1

KIA 51 3 2 4 0 2 2 1 2 1 2 8 1 1 3 6 1 1 1 2 1

BMW 48 2 0 4 1 1 1 1 2 2 3 13 0 0 1 2 1 2 1 2 1

MERCEDES 47 2 1 4 1 2 1 1 2 1 3 11 1 1 1 3 1 1 2 1 1

FORD 46 5 1 3 1 0 1 1 2 1 5 7 1 1 1 3 1 2 2 1 1

FIAT (FCA) 44 2 1 3 1 2 2 1 2 2 2 9 1 1 1 3 1 1 1 1 1

AUDI 43 2 0 3 1 0 1 1 2 0 2 12 0 0 1 3 1 2 1 1 2

MAZDA 42 2 1 3 1 1 2 1 3 1 2 7 0 0 3 2 1 1 1 2 2

MITSUBISHI 41 1 1 3 1 2 1 1 2 2 3 8 2 2 2 3 1 1 1 1 1

NISSAN 41 2 1 2 1 1 2 1 2 1 3 7 3 3 2 2 1 0 1 2 1

SKODA 32 2 1 2 0 1 1 1 2 0 2 5 0 0 2 2 1 1 1 2 1

VOLVO 28 2 0 2 0 1 1 1 1 0 2 7 0 0 1 2 1 1 1 2 0

HONDA 24 2 1 3 0 0 1 0 2 0 1 5 0 0 1 1 1 1 1 1 1

TOTAIS 983 50 19 76 18 25 35 22 43 21 53 208 17 17 42 70 23 28 27 38 21

Guarda

Leiria

Lisboa

Portalegre

Porto

Santarém

Setúbal

Vi. do Castelo

Vila Real

Viseu

Açores

Madeira

NÚMERO DE OFICINAS INDEPENDENTES PERTENCENTES A REDES POR DISTRITO (2020)

Tipo de rede

N.º oficinas

Aveiro

Beja

Braga

Bragança

C. Branco

Coimbra

Évora

Faro

Guarda

Leiria

Lisboa

Portalegre

Porto

Santarém

Setúbal

V. do Castelo

Vila Real

Viseu

Açores

Madeira

EUROREPAR Marca auto (PSA) 165 10 1 8 4 4 4 2 8 6 6 29 3 33 11 13 2 7 12 0 2

BOSCH CAR SERVICE Marca peças (BOSCH) 123 11 1 12 4 4 2 2 5 3 9 22 1 26 4 5 4 3 4 0 1

TOPCAR Grupo Auto (NORS) 93 4 1 10 1 2 3 0 4 2 4 18 1 23 1 8 6 1 2 1 0

T4C Distribuidor (CREATE BUSINESS) 90 13 2 16 0 1 8 0 3 2 6 9 0 12 8 0 0 1 0 7 1

M FORCE Serviço rápido 80 2 1 1 0 0 3 1 3 0 0 42 0 18 1 7 0 0 1 0 0

CGA Distribuidor (AUTO DELTA) 76 6 0 4 2 5 15 0 1 1 11 1 0 8 5 9 2 3 2 2 0

A OFICINA Distribuidor (CREATE BUSINESS) 72 9 1 5 4 3 3 2 3 0 4 5 1 9 9 2 3 0 1 4 4

ACC Distribuidor (CREATE BUSINESS) 56 14 1 0 4 1 5 1 4 0 4 3 0 5 3 2 0 1 1 2 5

AUTOCREW Marca peças (bosch) 54 5 0 3 1 0 1 0 3 2 8 8 0 4 6 3 2 2 4 1 1

RED SERVICE Distribuidor (LEIRILIS) 51 2 0 6 0 1 6 0 3 1 8 4 0 7 5 2 2 1 2 0 1

CHECKSTAR Marca peças (MAGNETTI MARELLI) 47 8 0 3 0 0 4 0 2 2 2 2 0 9 4 2 1 1 5 0 2

MOTRIO Marca auto (RENAULT) 46 5 1 8 1 0 0 1 1 0 0 7 1 17 2 1 1 0 0 0 0

RINO Grupo auto (M.COUTINHO) 38 4 0 2 0 0 0 2 4 1 2 3 0 8 2 3 1 2 2 1 0

ROADY AUTO CENTRO 33 3 1 0 0 2 1 1 1 1 4 6 0 5 1 3 1 2 1 0 0

NORAUTO AUTO CENTRO 26 1 0 2 0 0 1 1 3 0 1 7 0 4 1 4 1 0 0 0 0

SPG Distribuidor (AUTOZITÂNIA) 21 1 0 3 0 1 0 0 0 0 0 4 0 5 0 0 2 1 5 0 0

RECOFICIAL Distribuidor (ATLANTIC PARTS) 19 0 0 4 0 1 0 1 0 0 3 0 0 4 2 0 2 1 1 0 0

FEUVERT AUTO CENTRO 14 1 0 1 0 0 1 0 2 0 1 4 0 2 1 1 0 0 0 0 0

DRIVE REPAIR Distribuidor (AUTOZITÂNIA) 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 0 1 0 0 0 0 0 0 0

TOTAIS 1113 99 10 88 21 25 57 14 50 21 73 182 7 200 66 65 30 26 43 18 17

Top100 Aftermarket 2021

117


MERCADO

Empresa

Top100

Observatório Pós-venda

Mercado resiliente

A DPAI - Divisão do Pós-venda Automóvel Independente da acap, divulga

desde 2013, um estudo sobre os principais rácios financeiros e económicos

das empresas que comercializam peças automóveis. Os quadros que

publicamos mostram que a atividade pós-venda passou pelos pingos da

chuva na crise Covid, foi resiliente e recomenda-se! Ou seja é uma atividade

interessante e para manter

Parque automóvel continua em clara

desaceleração, a idade média continua

em crescendo e os veículos

eletrificados nas vendas de novos já

são o segundo segmento com 32%

das vendas. O aumento brutal a que assistimos

nos combustíveis irá acelerar ainda mais as vendas

destes tipos de veículos. As empresas têm de se preparar

para esta mudança mais rápida, a ACAP/

DPAI acompanha estes movimentos e informa dos

desafios que se avizinham e como os ultrapassar

e transformar em oportunidades.

O Pós-Venda Automóvel é uma atividade ainda

muito atomizada e concentrada em empresas

de pequena dimensão com dificuldade em tirar

partido da inovação que o sector pode oferecer.

A ACAP/DPAI não identifica um problema financeiro

neste setor, o endividamento até reduziu,

mas existe um problema de produtividade e

rentabilidade. Por isso propõe formação avançada

em gestão do Pós-Venda e outras que apoiem os

empresários a melhorar a qualidade da gestão das

suas empresas, tornando-as mais lucrativas.

O presente estudo do Observatório Pós-venda

inclui os dados das PME Excelência. Estas servem

de referência, na análise dos indicadores de

saúde financeira, de rentabilidade e capital, permitindo

assim, a cada empresário do pós-venda

independente, situar e contextualizar o seu negócio

segundo estes indicadores.

Estes rácios são de extrema importância para a

gestão das empresas, porque conseguem sintetizar,

apenas num número, uma determinada situação

de um negócio, ou até mesmo a evolução desse

negócio, permitindo visualizar os parâmetros chave

da atividade.

São indicadores fundamentais para determinar

objetivos, preparar decisões e enquadrar a gestão.

São, também, um instrumento incontornável para

efetuar comparações com outros dados disponíveis e

calcular as distâncias em relação às metas próprias,

à concorrência e aos indicadores internacionais. ◆

118 Top100 Aftermarket 2021


Levamos a

borracha-metal

no coração

Mais de 25.000 referências em

peças para o automóvel

Máxima qualidade em

todas as nossas peças

Disponibilidade

de stock imediata

Atualização constante

do catálogo

Somos

a melhor

solução

Consulte o nosso catálogo em

www.stcstc.com

Contacte-nos

Tel + 34 937 21 78 20

informacion@stcstc.com


MERCADO

Empresa

Top100

QUADRO I - taXA DE VARIAÇÃO HOMÓLOGA DA FATURAÇÃO

ACESSÓRIOS AUTOMÓVEIS E OFICINAS

40%

20%

0%

-20%

-40%

-60%

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan/21

Acessórios Automóveis e Oficinas

Total

QUADRO II - PARQUE AUTOMÓVEL EM PORTUGAL EM MILHARES DE VEÍCULOS LIGEIROS

100%

1200

1204

1205 4480 1206 1170 1137 1118 1110 1090

1100

1120

1135

1140

80%

5000 60%

4000 40%

3000 4408 4457 4480 4522 4497 4480 4496 4538 4600 4800 5015 5205 5300 20%

2000 20%

1000 0

0,0% 0,9% 0,4% 0,8% -1,1% -0,9% -0,1% 0,6% 0,7% 3,7% 4,0% 3,3% 1,6%

0 -20%

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020

Automóveis Ligeiros Passageiros Veículos Comerciais Ligeiros Taxa Crescimento Veículos Ligeiros

120 Top100 Aftermarket 2021

Fonte: ACP


MERCADO

Empresa

Top100

QUADRO III - IDADE MÉDIA DO PARQUE AUTOMÓVEL DE VEÍCULOS LIGEIROS

DE PASSAGEIROS E DE MERCADORIAS EM PORTUGAL

7,2

5,8

7,4

5,9

7,7

6,3

8,1

6,7

8,3

6,8

8,4

7,1

8,6

7,4

8,9

8,0

9,0

8,4

9,6

9

10

9,6

10,5

10,1

11,1

10,7

11,2

11,2

11,7

11,6

12,7

12,4

13,1

12,5

13,7

12,6

14,1

12,7

14,5

14,9

12,8

13,2

2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2008 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020

Automóveis Ligeiros PassAGeiros

Veículos Ligeiros de mercadorias

QUADRO IV - VENDas DE AUTOMÓVEIS LIGEIROS DE PASSAGEIROS EM PORTUGAL

POR TIPO DE ENERGIA

5000

1% 1% 1% 1% 2% 2% 2% 3% 3% 5% 7% 11% 23%

4480

32%

4000

3000

69% 67% 67% 70% 71% 72% 71% 68% 64% 61% 53% 40% 33%

22%

2000

1000

30% 32% 32% 29% 27% 26% 26% 30% 33% 34% 39% 49% 44%

45%

0

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

2020 Jan -Set

2021

Gasolina Gasóleo Outros

122 Top100 Aftermarket 2021


Fonte: ACP

QUADRO V - EMPRESAS POR ESCALÃO (%)

QUADRO VI - VOLUME DE NEGÓCIOS

POR ESCALÃO (%)

60%

64,7%

63,6%

35%

36,1%

34,4%

32,0%

50%

30%

40%

30%

20%

29,6%

30,3%

25%

20%

15%

10%

13,6%

20,1% 19,9%

10,2%

11,6%

11,3% 10,8%

10%

0

2,1% 1,3% 2,4%

2,6% 1,9% 1,5%

2014

2019

5%

0

2014

2019

QUADRO VII - PRODUTIVIDADE (€)

VENDAS E SERVIÇOS

PRESTADOS/Nº EMPREGADOS

200 000€

150 000€

100 000€

50 000€

133 396 €

198 191 €

195 870 € 224 634 € 208 863 €

73 031 € 75 123 €

136 938 €

164 215 €

186 622 €

QUADRO VIII - ENDIVIDAMENTO

PASSIVO/ATIVO

70%

60%

50%

40%

30%

20%

10%

74%

56% 59%

52%

48%

Determina a dependência da

empresa perante capitais alheios

68%

51%

50% 48%

36%

0€

0

2014 2019 2014

2019

QUADRO IX - EBITDA/VENDAS

E SERVIÇOS PRESTADOS (%)

QUADRO X – RENTABILIDADE

DOS CAPITAIS PRÓPRIOS (%)

16%

Indica o peso do EBITDA no volume

de negócios da empresa

13%

Resultado Líquido do Período/

Capitais Próprios

ROE dá-nos a percentagem do lucro

por cada euro investido

14%

12%

10%

8%

6%

7%

16%

74%

6%

8%

10%

11%

15%

10%

5%

20,6%

17,5%

12,7%

9,5%

7,7%

11,1% 10,8%

15,3%

4%

2%

3%

3%

0%

0% -5%

2014

2019

-1,8%

2014

-0,4%

2019

Escalão A - 500m€ e 3M€ e 7M€ PME Excelência

Top100 Aftermarket 2021

123


MERCADO

Empresa

Top100

O automóvel de amanhã

Domínio da eletrónica

O AUTOMÓVEL DE AMANHÃ FORNECERÁ MOBILIDADE COMO UM SERVIÇO, OPERA NUM

AMBIENTE TOTALMENTE LIGADO E DIGITALIZADO E SERÁ MOVIDO POR UM PROPULSOR

ELÉTRICO. ESTas MACROTENDÊNCIAS ESTÃO A RESULTAR NUM AUMENTO SIGNIFICATIVO

NO PAPEL DA ELETRÓNICA AUTOMÓVEL E NO SURGIMENTO DO AUTOMÓVEL MOVIDO

A SOFTWARE, DOMINADO PELA ELETRÓNICA, CONFORME DEMONSTRA O ESTUDO DA ROLAND

BERGER QUE APRESENTAMOS NESTE ARTIGO

Hoje, assim como com outros produtos,

a maioria das inovações

automóveis são eletrónicas ou

baseadas em software. Os automóveis

tornaram-se “conectados”: os

clientes esperam permanecer “sempre online”; as

atualizações de trânsito são transmitidas automaticamente

para os automóveis e os veículos elétricos

comunicam com uma infraestrutura de carregamento.

Ao mesmo tempo, as funcionalidades como o

“estacionamento com app” ou o “Cruise Control

adaptativo” estão a tornar-se cada vez mais comuns.

De facto, o automóvel está a tornar-se um sistema

dentro de um sistema de sistemas. E em breve, quase

todos os automóveis estarão conectados e farão parte

da Internet das Coisas (Internet of Things – rede de

objetos físicos capaz de reunir e de transmitir dados)

ao exigir ligações seguras e atualizações ao longo de

toda a vida útil do automóvel.

Mas há uma desvantagem neste progresso. A

complexidade das funcionalidades eletrónicas e

de software distribuído atingiu um nível sem precedentes

que está a mostrar-se difícil de lidar. As

novas tecnologias de hardware e software surgiram

para ajudar a desvendar esta complexidade, mas

têm os seus próprios desafios. Por exemplo, o setor

automóvel está a alavancar avanços na capacidade

de computação para consolidar as unidades

de controlo eletrónico (ECU) em plataformas

de computação centralizadas ligadas à Ethernet

automóvel. Isto reduz muito a complexidade ao

nível da rede por causa dos custos de hardware

mais baixos, mas aumenta muito a complexidade

do software nesses processadores.

Além disso, as plataformas de software end-to-end

prometem a redução da complexidade do software

ao permitirem o “plug-and-play” de novas funções

e reduzirem os requisitos de hardware. Contudo,

nem mesmo o software básico é completamente

independente do chipset. O desempenho do

processador e a possível paralelização das tarefas

devem ser considerados ao projetar as plataformas

de software e aplicações, bem como na arquitetura

elétrica/eletrónica (E/E). A arquitetura E/E e a

arquitetura geométrica do veículo afetam-se entre

si e não podem ser concebidas e projetadas de

forma independente.

Estes fatores sugerem que uma mudança de paradigma

é necessária para abordar completamente a

complexidade do tema. Por último, as arquiteturas

E/E de veículos futuros, as plataformas de software

e as aplicações precisam ser concebidas em torno

dos processadores de próxima geração, assim como

os veículos que sempre foram concebidos com o

desempenho do grupo motopropulsor em mente.

Em resumo, o hardware eletrónico e o software

da aplicação tornar-se-ão o principal campo de

124 Top100 Aftermarket 2021


atalha para a diferenciação e o controlo da criação

de valor.

As consequências destas mudanças serão dramáticas

com mudanças estruturais em toda a cadeia

de valor automóvel:

• Os fabricantes de equipamento original estão

a assumir o controlo sobre a cadeia de valor e a

funcionalidade crítica. Estão a expandir as suas

capacidades ao adicionar recursos significativos

para a integração modular, o desenvolvimento de

software e até mesmo o design de semicondutores.

• As unidades de semicondutores, que frequentemente

controlam a maior parte da lista de materiais

da eletrónica (BoM – Bill of Materials) nos

automóveis movidos a software, estão a mover-se

na direção da integração funcional dos seus chips.

sistema num chip [SoC – System-on-a-Chip), sistema

num pacote (SiP – System-in-a-package),

etc.). Além disso, estão a expandir de hardware

para software de automóvel a nível de aplicação,

conforme mostrado pelo acordo entre a Intel e

a Mobileye.

• Os intervenientes nos serviços de fabrico de

produtos eletrónicos (EMS, ODM) estão a expandir

para a engenharia e circuitos integrados

(ICs – Integrated Circuits) e oferecem vantagens

a uma escala ímpar em comparação com outros

intervenientes.

• Os fornecedores de software, que antes eram

somente intervenientes menores no mercado automóvel,

agora estão a entrar em toda a cadeia

de valor, seja a nível intermédio ou de aplicação.

• Os fornecedores de E/E de Tier 1 tradicionais

estão sob pressão de todos os lados. Os seus modelos

de negócios estabelecidos estão a desintegrar-

-se e correm o risco de se tornarem irrelevantes.

Além disso, o Tier 1 corre o risco de ficar preso à

responsabilidade de fornecer a linha tradicional,

enquanto perdem o controlo em vários componentes

de software (QUADRO I).

Consequentemente, os intervenientes da cadeia

de valor automóvel estão a reposicionar-se e os

conjuntos de lucros estão a mudar. As empresas

de semicondutores surgem como possíveis vencedoras,

capazes de impulsionar as suas plataformas

SoC e SiP para alcançar um crescimento forte nas

aplicações de automóveis.

Entretanto, as funções tradicionais na cadeia

de abastecimento estão a mudar à medida que

novos intervenientes entram e os fabricantes de

equipamento original e de Tier 1 expandem ou

adaptam a sua área de foco para permanecerem

competitivos. Estão a descobrir que precisam

compreender as empresas de semicondutores e

de softwares pure-play para identificar posições

vantajosas para todos e mitigar as ameaças. Os

ciclos de vida mais curtos dos produtos e a inovação

estão a pressioná-los ainda mais para que adaptem

a sua gestão ao novo modelo de negócio e para

que se comprometam na gestão ativa do ciclo de

vida e do itinerário de inovação.

Fabricantes

semicondutores

Empresas

EMS e ODM

Automotive

Tier 1

Empresas

de software

pure-play

OEMs

QUADRO I – REAÇÃO CADEIA DE VALOR AUTOMÓVEL

O PAPEL CRESCENTE DA ELETRÓNICA E DO SOFTWARE

implicarÁ MUDANÇAS ESTRUTURAIS EM toda A INDÚSTRIA

automÓVEL, COM O TIER 1 PARTICULARMENTE afetado

Design

(cmp. IC.

SoC, Sip)

BIOS

Componente

Electrónica / IC

IC linha

frente

(chip)

mfg

Hardware Software

Embalagem,

teste

Sistemas

operativos,

middleware

l Avançar para a integração

funcional por SoC, SiP,

painéis mais complexos

l Expandir de middleware

de hardware para software

a nível de aplicação

Design do

módulo

Sub-sistema /

Módulo

Integração

de módulos

(painéis, ECUs)

Integração funcional

Diferenciação

l Avançar para cima e para

baixo, expandindo-se para

a engenharia e IC back end

l Modelo de negócio

tradicional Tier 1 sob pressão

l Necessidade

de reposicionamento

na integração de eletrónica

e software

l Alavancar as capacidades

diferenciadas do software,

plataformas, arquiteturas

orientadas para o serviço final

l Passar à integração de

software

ECU, domínio e

arquitetura de

veículos

Arquitetura

de software

de domínios e

veículos

Integração de

veículos

Montagem de

veículos

Veículo à cloud

l Alterar a sua estratégia

no sentido de um maior

controlo sobre a cadeia de

valor e a funcionalidade crítica

l Defendam a sua propriedade

da arquitetura E/E

l Expandir as suas

capacidades de integração

de módulos, desenvolvimento

e integração de software

Fonte: Roland Berger

Um computador sobre rodas

A mudança para o automóvel de amanhã, um

computador sobre rodas, já está a acontecer, impulsionada

por várias mudanças significativas que

estão a ocorrer no setor automóvel. Primeiro, a arquitetura

eletrónica está a mudar. Está a tornar-se

mais centralizada em termos de configuração da

capacidade de computação com uma segmentação

mais forte de hardware e software, o que dá origem

ao software automóvel como um produto. Isto

significa que a função de todos os intervenientes

da cadeia de valor precisa ser redefinida.

Em segundo lugar, agora os semicondutores automóveis

combinam cada vez mais as funcionalidades

fundamentais. Isto está a aumentar e muito a

complexidade e os custos de desenvolvimento de

software incorporado, o que incentiva as empresas

de semicondutores a moverem-se a jusante e a

capturarem valor com níveis de integração mais

elevados.

Em terc eiro lugar, a eletrónica de potência está

a tornar-se o diferenciador nos novos propulsores

elétricos. A tecnologia e a base de produção, especialmente

para a tecnologia de semicondutores

de banda larga (por ex., SiC, GaN), ainda estão a

amadurecer, enquanto os fabricantes de equipa-

Top100 Aftermarket 2021

125


MERCADO

Empresa

Top100

mento original e fornecedores precisam adquirir

capacidades críticas.

Em quarto lugar, espera-se que a lista de materiais

da eletrónica (BoM), a lista de matérias-primas,

componentes e peças necessários para construir

um produto, dupliquem para criar um automóvel

conectado semiautónomo Premium com uma

motorização elétrica face a um automóvel não

autónomo com um motor de combustão interna.

Portanto, a obtenção de eletrónica está a tornar-

-se uma capacidade crítica ao gerir a cadeia de

abastecimento automóvel.

Por último, grandes consórcios de fabricantes de

equipamento original cruzados e de intervenientes

cruzados estão a formar-se para mitigar a crescente

complexidade, custo de desenvolvimento,

risco e BoM de automóveis futuros, especialmente

para a condução autónoma. O resultado destas

mudanças é uma reorganização fundamental da

cadeia de valor.

Principais Tendências disruptivas

O automóvel de amanhã fornecerá mobilidade

como um serviço, conduzir de forma autónoma,

operar num ambiente totalmente ligado e digitalizado

e será movido por um motor elétrico –

MADE. As denominadas tendências MADE irão

ser a força motriz por trás do desenvolvimento das

tecnologias de automóveis.

Apesar da proliferação de veículos baseados

em frotas e de veículos de mobilidade como um

serviço que são autónomos, conectados e provavelmente

eletrificados, a maioria dos automóveis

produzidos num futuro próximo continuará a ser

de propriedade individual. Portanto, muitos dos

avanços motivados pelas tendências MADE ocorrerão

incrementalmente através deste mercado de

massa e não por robotaxis como Uber ou Waymo.

Isto significa uma perturbação para os fabricantes

de equipamento original e os fornecedores de Tier

1, que deverão preparar-se para as mudanças que

estão para vir. Neste capítulo, examinamos mais de

perto o que esperar de cada uma das tendências

MADE e como afetarão a BoM da eletrónica dos

automóveis do futuro. Por exemplo, o estudo da

Roland Berger demonstra que espera-se que o

custo da BoM da eletrónica (ou seja, os módulos

eletrónicos embalados) para um veículo elétrico

Premium médio (BEV) deverá mais do que duplicar

para 7.030 USD em 2025. Isto é comparado

com um automóvel com motor de combustão

interna padrão (ICE) semelhante atual, em que a

BoM da eletrónica é de 3.145 USD (QUADRO II).

Mudança paradigmática

Fundamentalmente, a Mobilidade é uma mudança

paradigmática de veículos de propriedade privada

e operados individualmente para novos modelos

de negócios e casos de uso. Esta não é uma visão

nova, os táxis elétricos foram introduzidos em

Nova Iorque em 1897. O que tem de novo é o

potencial para a adoção em massa, a automação da

operação do veículo, a gestão remota de frotas e o

maior alcance e a fiabilidade das motorizações elétricas.

Os veículos elétricos são agora partilhados

e disponibilizados através de frotas, por exemplo,

e os automóveis são mais integrados ao transporte

público e aos diferentes meios para completar o último

quilómetro (last mile) da viagem. No entanto,

Em breve, quase todos os automóveis estarão conectados e farão

parte da Internet das Coisas (Internet of Things) ao exigir ligações

seguras e atualizações ao longo de toda a vida útil do automóvel

QUADRO II - MADE PARA MEDIR A ELETRÓNICA

REPARTIÇÃO POR FATOR MADE DA BOM ELETRÓNICA

DE UM VEÍCULO ICE EM 2019 E DE UM BEV EM 2025 (USD)

2.235 7.030

+ 3.885

3.145 0

925

725

há muita pouca “eletrónica de mobilidade” dedicada

aos automóveis; em vez disso, a mobilidade é

possibilitada por tecnologias que são desenvolvidas

independentemente da mesma.

Os veículos elétricos (VE) são, sem dúvida, o futuro

da mobilidade, e três fatores principais estão a

impulsionar a mobilidade com base nos veículos

elétricos: a) simplificação para recarregar e manter;

b) os municípios estão a pressionar para a redução

da poluição urbana e c) os requisitos regulamentares

para o consumo médio de combustível da frota.

Estes últimos pressionam os fabricantes de equipamento

original a vender veículos elétricos em

aplicações de alta utilização, como robotaxis, que

podem absorver o custo mais elevado. Além disso,

uma parte significativa da inovação necessária para

a mobilidade será impulsionada pelos responsáveis

políticos, instituições financeiras e plataformas de

mobilidade que fornecem negócios e ambientes

regulamentares favoráveis. As interfaces do cliente,

o financiamento, a infraestrutura de pagamento,

o seguro, a operação de frotas e a manutenção

serão igualmente importantes.

Fonte: Roland Berger

2019 ICE M A D E 2025 BEV

Condução autónoma

O setor automóvel está a passar de uma era de

condução manual para uma era de sistemas avançados

de condução assistida (ADAS) e condução

autónoma (AD). Isto requer uma mudança da

tomada de decisão humana para a inteligência

126

Top100 Aftermarket 2021


artificial (IA), da memória para os mapas e dos

sentidos para os sensores. A transição depende de

uma integração perfeita de componentes eletrónicos

diferentes, desde sinais de digitalização dos

sensores analógicos para os eletrónicos de potência

e para os atuadores e motores de tração.

Os maiores desenvolvimentos tecnológicos na condução

autónoma e, portanto, a sua maior contribuição

para o crescimento das BoM da eletrónica,

serão em duas áreas: sensores e capacidade de

computação. Cerca de metade do aumento impulsionado

pela AD na BoM da eletrónica (925

USD no total) é atribuível aos sensores, como câmaras,

LIDAR, radar e sensores ultrassónicos. O

valor real dependerá da arquitetura do sistema,

dos requisitos de pré-processamento e do nível de

redundância necessário para o nível de autonomia

a ser alcançado. A Tesla é famosa por depender de

câmaras e não utilizar o LIDAR (provavelmente,

devido ao custo), mas resta saber se o setor segue

ou se o LIDAR se torna mais popular quando o

custo unitário diminuir com o volume.

Os automóveis autónomos contam com uma unidade

de computação central controlada por IA que

recebe e analisa todos os dados brutos ou dados do

sensor pré-processados e determina as ações que

o automóvel deve executar. Estes computadores

centrais contêm vários chips avançados (SoC, ICs)

QUADRO III - CUSTOS DA ELETRIFICAÇÃO

ELETRÓNICA COMO QUOTA DO total BOM NUM VEÍCULO ICE

2019 E BEV 2025; E CUSTOS DOS SEMICONDUTORES COMO

QUOTA DA ELETRÓNICA BOM NOS MESMOS DOIS VEÍCULOS

QUOTA DA ELETRÓNICA BOM EM

comparação COM O total DE VEÍCULOS

BOM PARA UM VEÍCULO PREMIUM (%)

100%

100% 7.030

84% 65% Mecânica

4.600

16%

QUOTA DE SEMICONDUTORES NA ELETRÓNICA

TÍPICA BOM (USD)

3.145

2.291

12% eletrónica

830

de alta potência

~25%

2019 ICE 2025 BEV 2019 ICE

2025 BEV

Módulo

Semicondutor

de alta potência

23% Eletrónica

1.600 Semicondutor

de baixa potência

de baixa potência

854

~35%

Fonte: Roland Berger

O hardware eletrónico e o software da aplicação tornar-se-ão o

principal campo de batalha para a diferenciação. As consequências

destas mudanças serão dramáticas com mudanças estruturais em

toda a cadeia de valor automóvel

e constituem a outra metade do aumento da BoM

controlada por AD. Mas, embora um enorme progresso

tenha sido feito nas arquiteturas do chip com

o avanço dos processadores paralelos em massa,

os desafios permanecem, especialmente quanto à

redução do consumo de energia.

Digitalização sempre ativa

O carro do futuro está sempre ligado e sempre

conectado. Atualmente, dois terços dos automóveis

novos que foram vendidos nos Estados Unidos

já possuem funcionalidades de conectividade. A

conectividade coloca o automóvel (e os fabricantes

de equipamento original que controlam a sua

arquitetura e o fluxo de dados), bem no centro do

ecossistema IoT automóvel, com funcionalidades

como a localização de veículos, a gestão de frotas,

a programação da manutenção, atualizações de

software por antena e o acesso remoto. Também

alimenta a direção autónoma, permite a coleção

de dados, o teste de algoritmo, a implementação

e a interação com a infraestrutura de condução e

outros veículos (V2X).

A indústria automóvel está a mover-se na direção

da integração funcional para permitir novas funcionalidades.

Por sua vez, dá origem à necessidade

crescente de reduzir a complexidade e os custos, e

uma mudança fundamental da arquitetura E/E

automóvel. Cerca de um quarto do aumento da

BoM da eletrónica nos automóveis do futuro será

atribuível à digitalização (725 USD).

Eletrificação – a nova motorização

Como observado na Mobilidade, o futuro dos automóveis

é o dos veículos elétricos de uma forma

ou outra, com vários fatores impulsionando para

a frente. Os regulamentos tendem a impulsionar

a eletrificação. Além das normas de emissão nacionais

e estaduais, um número cada vez maior

de municípios está a banir veículos com motores

de combustão interna. E parece que os clientes

estão cada vez mais a exigir VE devido às suas

especificações, custos operacionais mais baixos e

preocupações ambientais.

No aspeto técnico, as capacidades da bateria e as

densidades de energia mais elevadas estão a permitir

intervalos de condução mais longos, enquanto

os curtos da célula mais baixos estão a reduzir os

preços dos VE. Os fabricantes de equipamento original

estão a entrar na tendência ao lançar grandes

gamas de derivados elétricos/híbridos de modelos

já existentes, modelos VE dedicados e, em muitos

casos (Daimler, Volvo, GM, Volkswagen) anunciam

mesmo que pararão de desenvolver motores

de combustão.

O impacto da eletrónica de alta tensão na BoM

da eletrónica é significativo. Mais da metade do

aumento do custo entre o automóvel ICE e BEV

é impulsionado pela eletrificação do grupo motopropulsor

(gestão da bateria, carregadores a bordo,

conversores e inversores do motopropulsor), num

total de 2.235 USD.

O efeito global do MADE

A investigação da Roland Berger indica que a

quota da eletrónica no conjunto do veículo BoM

aumentará de cerca de 16% para o carro ICE para

35% para o BEV, que inclui 12% da eletrónica do

grupo motopropulsor. Estima-se que a quota de

componentes semicondutores no âmbito da eletrónica

BoM irá aumentar de ~25% para ~35%.

Isto será impulsionado pela maior complexidade e

maior integração de semicondutores, bem como

por um aumento da eletrónica de potência mais

cara (QUADRO III). ◆

Top100 Aftermarket 2021

127


MERCADO

Empresa

Top100

Fim dos motores a combustão

Que impacto

para as oficinas?

A Comissão Europeia aprovou uma resolução que

estabelece a proibição da venda de qualquer

veículo com motor de combustão interna, quer

sejam a gasolina ou a gasóleo, a partir de 2035.

Será o fim da venda de todos os veículos novos

que incorporem um motor de combustão interna,

incluindo os híbridos convencionais (HEV) e os

híbridos plug-in (PHEV)

O

objetivo é reduzir os níveis de

emissões de dióxido de carbono

para automóveis novos em 55%

em 2030 e em 100% em 2035,

o que significa que a partir desse

ano todos os automóveis terão de ser obrigatoriamente

elétricos (sejam a bateria ou pilha de

combustível).

Esta medida, que também implica o desaparecimento

dos híbridos plug-in, está inserida no pacote

legislativo denominado “Fit for 55” (ver pág. 78

desta revista) que visa assegurar uma redução das

emissões da União Europeia de 55% até 2030,

relativamente aos níveis de 1990. É mais um passo

determinante rumo à neutralidade carbónica até

2050. De acordo com esta proposta da Comissão,

“todos os automóveis novos registados a partir de

2035 deverão ser de emissões zero”. Mas o que

significa isso para o mercado pós-venda em geral,

e para as oficinas de reparação em particular?

A venda de automóveis elétricos pode estar a aumentar,

mas ainda está abaixo de todas as vendas

de automóveis novos, portanto, há um longo caminho

a ser percorrido em menos de nove anos

para permitir que todas as vendas de veículos novos

sejam as dos veículos elétricos – para a indústria

automóvel, para a infraestrutura elétrica nacional

e para o público da indústria automóvel.

aTé que ponto é realista?

A adoção de veículos elétricos foi impulsionada

por conveniência política, mas existem questões

significativas com o impacto total do “início ao

fim” dos veículos elétricos. Aqui estão somente

alguns aspetos que precisam ser considerados: as

questões ambientais e sociais da mineração de

lítio e cobalto (por exemplo, o uso de trabalho

infantil), a produção de baterias com os subprodutos

perigosos associados, a capacidade de gerar e

distribuir a eletricidade e a reciclagem das baterias

no fim das suas vidas úteis. O problema na geração

de eletricidade ainda não foi resolvido, já que as

centrais elétricas existentes devem ser substituídas

por parques eólicos, painéis solares ou centrais

elétricas nucleares adicionais, onde todos criam

os seus próprios problemas ambientais.

Ainda mais problemático é a exigência em ter

uma infraestrutura (dispendiosa) para distribuir

a eletricidade nos locais onde os veículos elétricos

devem ser carregados. As residências particulares

com um veículo ainda exigirão subestações locais

substanciais e conexões de cabo de energia adequadas,

mas o problema real será os muitos condutores

que só podem estacionar na rua ou em parques

automóveis adjacentes a prédios residenciais.

nAs estações de serviço de autoestrada deverão

ser capazes de carregar centenas de veículos ao

mesmo tempo, o que não só irá criar um desafio

de abastecimento de energia, mas o carregamento

rápido da bateria do veículo pode ser prejudicial

ao seu desempenho a longo prazo.

Visivelmente, existem muitos desafios a serem

resolvidos nos próximos nove anos, muitos dos

quais serão muito dispendiosos. Então, quais são

provavelmente as questões principais para o mercado

pós-venda quando os veículos elétricos se

tornarem a “nova norma”?

Como fica o mercado pós-venda?

Existem perigos óbvios em relação às altas tensões

das baterias, que exigirão investimentos em novas

ferramentas e equipamentos de oficina, nenhum

128 Top100 Aftermarket 2021


A adoção de veículos elétricos irá trazer

mudanças significativas a vários níveis

e também irá trazer novos desafios

significativos, alguns dos quais pode exigir

também novos requisitos para os modelos

de negócios das oficinas independentes

Top100 Aftermarket 2021

129


MERCADO

Empresa

Top100

Há aspetos que estão fora do controlo da oficina

e que irão impactar no seu negócio. O mais óbvio é os intervalos

de manutenção alargados e o nível reduzido de trabalho

que os veículos elétricos precisam

dos quais deve ser particularmente problemático.

Contudo, a formação técnica para os técnicos da

oficina pode criar um problema de capacidade

para os fornecedores de formação. Os requisitos

de manutenção para veículos elétricos serão muito

reduzidos, mas provavelmente haverá um aumento

no número de veículos híbridos (com os seus

motores de combustão interna) à medida que a

realidade dos aspetos práticos na mudança para

veículos 100% elétricos até 2030 se torne cada

vez mais aparente.

A adoção de veículos elétricos irá trazer mudanças

significativas a vários níveis e também irá trazer

novos desafios significativos, alguns dos quais pode

exigir também novos requisitos para os modelos de

negócios das oficinas independentes, bem como

a adaptação dos seus técnicos à eletrónica de alta

tensão. A expansão de veículos movidos a eletricidade

chegou para ficar e a chave é perceber o que

precisa de fazer e quando precisa de o fazer. Para

a oficina, de uma perspetiva técnica, é sobretudo

uma questão de competência que envolve ter o

equipamento correto e as competências de um

técnico. Trabalhar nos sistemas de alta tensão dos

veículos elétricos impõe um dever de cuidado no

negócio para assegurar que os técnicos não são solicitados

para trabalhar em sistemas potencialmente

letais sem o equipamento apropriado, proteção e

níveis de competência.

É necessário investimento

Em primeiro lugar é necessário investir na formação

dos técnicos que vão dar assistência aos veículos

elétricos, pois a acreditação destes técnicos é

obrigatória. A oficina pode adotar uma abordagem

evolutiva ao investimento, começando com algum

equipamento básico e depois com base nisto as

ferramentas e o equipamento mais especializado

o negócio desenvolve. Mas é conveniente que formação

técnica se situe num nível elevado desde o

início para certificar que o técnico entende completamente

o funcionamento dos sistemas de veículos

acionados eletricamente. Assim que a oficina tiver

as competências então deve promover o serviço a

clientes existentes que em algum momento serão

proprietários de veículos híbridos ou elétricos, ou

os que já o são, mas não sabem que podem utilizar

os serviços da sua oficina de confiança.

Há aspetos que estão fora do controlo da oficina

e que irão impactar no seu negócio. O mais óbvio

é os intervalos de manutenção alargados e o

nível reduzido de trabalho que os VE precisam.

Evidentemente, isto relaciona-se diretamente à

ausência de componentes de motores em veículos

totalmente acionados a eletricidade, mas mesmo se

o desgaste dos pneus pode aumentar devido ao seu

peso aumentado, os seus pneus duram mais tempo

devido à captação de energia quando desacelera

para recarregar a bateria. Os veículos elétricos irão

requerer novas competências para reparações orientadas

para eletricidade e eletrónica. Isto melhorará

o perfil do técnico que deve ter conhecimentos de

eletricidade, eletrónica e informática.

Propriedade dos veículos

A maior ameaça pode ser a questão do desenvolvimento

de quem é o proprietário do veículo. A

tendência crescente de contratos de leasing pessoal

será provavelmente exacerbada pelo custo mais

alto dos veículos elétricos, visto que esses contratos

de leasing pessoal podem ajudar a evitar o

impacto total do custo de capital da “mobilidade

como um serviço”.

Isto cria um duplo problema. Primeiro, é cada

vez mais provável que o cliente da oficina seja um

operador de frotas empresariais, portanto, pode ser

preciso fazer parte de um consórcio mais amplo de

oficinas independentes, que podem “lançar”, em

conjunto, esse negócio de frotas empresariais. Mas,

em segundo lugar, estes clientes empresariais irão

reduzir os preços para se tornarem competitivos

no seu setor de serviços de mobilidade, de modo

que a oficina independente se torne eficientemente

fundamental para se manter competitiva neste

mercado em mudança.

Além disso, a forma como estes veículos são fornecidos

através de revendedores autorizados provavelmente

mudará à medida que as vendas diretas dos

fabricantes de veículos aos prestadores de serviços

de mobilidade se desenvolvem. À medida que isto

acontece, é mais provável que os revendedores autorizados

se tornem pontos de serviço e reparação,

e é aqui que a diferença entre os reparadores autorizados

e os independentes se torna mais tênue.

Ambos os tipos de oficina irão precisar de níveis de

competência semelhantes e irão competir por estas

oportunidades de serviço e manutenção.

Isso traz outra mudança para a oficina independente,

onde existirá uma necessidade crescente de

relatórios de dados de gestão de negócios coordenados

com os prestadores de serviços de mobilidade

para permitir que trabalhem de forma eficiente

com as oficinas com as quais têm acordos. Mas

isto pode ser uma oportunidade para as oficinas

independentes fornecerem serviços de reparação

locais competitivos a estes novos operadores de

mobilidade, mas apenas se a oficina for competente

para o fazer. ◆

130 Top100 Aftermarket 2021


MERCADO

Empresa

Top100

Conceito “Condutor - veículo - infraestrutura”

Os segredos

da condução autónoma

A conetividade permite que os veículos sejam autónomos em qualquer

situação. Isso tornará as nossas viagens mais seguras, mais rápidas,

mais eficientes do ponto de vista energético e ainda mais agradáveis.

Mas até que ponto é realista esta previsão de mobilidade futura?

E qual é a probabilidade de ser realidade em poucas décadas?

Toda a indústria, desde os fabricantes

de automóveis, os seus fornecedores

e prestadores de serviços, até às

universidades técnicas e estudiosos

do comportamento humano, estão

a trabalhar arduamente para conseguir um alinhamento

perfeito entre as funcionalidades dos

Sistemas Avançados de Assistência à Condução

(ADAS), os condutores e o entorno (infraestrutura)

em que se desenvolvem. Um alinhamento

que permitirá que os veículos circulem de forma

totalmente autónoma, ou seja, sem depender do

condutor, cujo papel mudará de “conduzir para

controlar”. Um alinhamento que requer visão,

tempo, paciência e bom planeamento de todas

as etapas até chegar à implementação de uma

condução completamente autónoma.

Abordagem triangular

Para aumentar os benefícios para a segurança rodoviária

de ADAS, é necessária uma aproximação

ou abordagem triangular que integre “condutor

- veículo - infraestrutura”.

O projeto de pesquisa, solicitado em 2020 pela

Federação Internacional do Automóvel (FIA) e

desenvolvido por um consórcio integrado pela

consultoria Royal HaskoningDHV, TNO e a

Universidade HAN de Ciências Aplicadas, proporcionou

dicas muito importantes sobre melhorias

necessárias em cada um dos lados do triângulo

“Condutor – veículo – infraestrutura”.

A pesquisa foi realizada com base numa seleção de

seis ADAS e os seus resultados foram traduzidos

em recomendações a nível regulamentar.

Os seis ADAS selecionados são os seguintes: Autonomous

Emergency Braking (AEB); Emergency

Stop Signal (ESS); Intelligent Speed Assistance

(ISA); Adaptive Cruise Control (ACC); Lane Keep

Assist (LKA); e Drowsiness detection & Distraction

recognition (DDDR).

Nos parágrafos seguintes é apresentada uma seleção

dos resultados mais importantes deste e estudo.

Da condução convencional

à condução autónoma

Enquanto a atenção se concentra no nível mais

elevado de automatização (veículos da categoria

SAE 5), uma realidade da mobilidade parcialmente

autónoma está a tornar-se cada vez mais

presente, o que exige que os condutores aprendam

a adaptar-se a ela e a utilizá-la com segurança.

Porém, quanta atenção está a ser dada a esta fase

de transição desde a condução convencional até a

condução completamente automática? Enquanto

aguardamos a evolução até à implantação da automatização

plena, precisamos de garantir que os

diferentes níveis de automatização parcial (SAE 1 a

3) mantenham a segurança e contribuam para alcançar

os objetivos e perspetivas estabelecidos, por

exemplo “Visão Zero” e “Segurança Sustentável”.

Segundo o Regulamento (UE) 2019/2144, muito

em breve todos os novos modelos de automóveis

serão equipados com uma variedade de ADAS,

cujo principal objetivo é ajudar os condutores a

132 Top100 Aftermarket 2021


conduzir com segurança. Até que ponto a segurança

irá melhorar em cada nível depende de

muitas condições que devem ser cumpridas para

realizar todo o potencial da assistência ao condutor.

São: a otimização técnica das funcionalidades

dos ADAS, maior conhecimento por parte dos

condutores, assim como infraestruturas preparadas

para proporcionar apoio à segurança e conforto

que fornecem as funcionalidades destes sistemas.

Automatização parcial em análise

As capacidades de cada sistema ADAS definem o

modo e o nível de assistência que um sistema pode

colocar no condutor na realização de determinadas

tarefas de condução. Além das suas capacidades,

é crucial compreender as limitações dos sistemas

e o conceito de “Domínio de Design Operacional”

(ODD) para poder estimar a sua contribuição

para a segurança rodoviária. O ODD define as

condições de operação para as quais foi especificamente

projetado o funcionamento de um

determinado sistema de condução autónoma, ou

uma caraterística do mesmo, incluindo, mas não

limitado a, condições ambientais, geográficas, de

iluminação (dia/noite) e/ou presença ou ausência

de determinadas caraterísticas do tráfego ou da

estrada (SAE Internacional, 2018). Contudo, as

informações que precisariam de ser comunicadas

sobre as limitações dos ADAS selecionados para

este estudo, não são fáceis de encontrar entre as

informações fornecidas aos utilizadores. Esta falta

de conhecimento sobre o ODD significa que

nem os condutores nem as autoridades de trânsito

têm uma visão geral (completa) das capacidades e

limitações dos ADAS.

Os sistemas do seu automóvel podem não funcionar

devido a limitações de design (intrínsecas ao

ODD) ou a avarias técnicas, que estão principalmente

associadas a limitações dos seus sensores. O

sensor de radar ACC pode não detetar veículos à

frente, a câmara ISA pode não ler ou interpretar

mal os sinais e a AEB pode não detetar pequenos

objetos em movimento, como pedestres e ciclistas.

Este estudo conclui que, incluindo os casos em

que os sistemas não funcionam bem, os potenciais

riscos para a segurança rodoviária podem

ser evitados mediante informação adequada das

eventuais situações de desconexão por segurança.

Embora existam requisitos gerais de design baseados

em relatórios da Comissão Europeia, os requisitos

específicos para os sistemas concentram-se

exclusivamente na comunicação de falhas ACC,

mas não abordam outros sistemas.

A maior parte dos utilizadores do ADAS não

recebem formação sobre estes sistemas. Em vez

disso, confiam nas informações que são fornecidas

pelo concessionário de automóveis, no manual do

utilizador do seu veículo, ou aplicam o método

“tentativa e erro” para se familiarizarem com os

ADAS. A qualidade destas vias de informação está

longe de ser perfeita, o que implica que os condutores

recebem informações e instruções incorretas

e/ou incompletas.

Manutenção dos sistemas ADAS

Os ADAS devem ser incluídos nas revisões anuais

em que é comprovada a segurança do veículo, se é

apto para a circulação e as emissões dos gases de

escape. Para que isto ocorra, o teste de funcionalidades

dos ADAS devem ser factíveis, mensuráveis e

verificáveis. Atualmente existem muitas incógnitas

e incertezas: Os ADAS diferem significativamente

entre os diferentes fabricantes em termos de nomes,

funcionalidade, limitações etc. A funcionalidade

dos ADAS poderia ser quantificada através

da OBD, permitindo a sua identificação, avaliando

o seu funcionamento correto e degradação. No

entanto, atualmente isto não é possível devido à

falta de dados para realizar o diagnóstico. Por esses

motivos, é necessária uma abordagem específica,

que avalie a sua manutenção, para o sistema ADAS

de cada fabricante. Além disso, a calibração de

sistemas está a tornar-se uma parte (extra) muito

importante de sua manutenção. Além disso,

considerando que a funcionalidade dos sistemas

digitais não se degrada como os sistemas mecânicos,

é necessária uma monitorização contínua

do seu desempenho. No entanto, isso ainda não é

obrigatório. A segurança durante toda a vida útil

do veículo não pode, portanto, ser garantida. Por

fim, o número crescente de ligações externas e a

ligação direta entre os computadores e os sistemas

de controlo dos ADAS, implica riscos de segurança

cibernética.

Infraestrutura

preparada para os ADAS

Em relação ao último lado do triângulo “condutor

- veículo - infraestrutura”, há deficiências em

termos da preparação do ambiente em que os

ADAS operam. A falta de harmonização das infraestruturas

na Europa, desde a sinalização até

às marcações rodoviária, afeta a eficiência operacional

dos ADAS, visto que os sistemas podem

enfrentar condições das vias e situações de tráfego

que estão fora de seu ODD. Estar bem preparado

e fazer uma utilização segura da condução semiautónoma

é, portanto, um primeiro passo necessário

na estrada para a condução totalmente autónoma.

Para alcançar o destino desejado, é necessário fazer

muito mais progressos em todos os níveis.

É necessário melhorar a precisão da comunicação

sobre o funcionamento dos sistemas e as interrupções

de segurança. Há muito a ser melhorado

em relação à precisão e fiabilidade dos ADAS.

Acreditamos que há uma necessidade urgente de

padronização internacional para definir claramente

que tipo de informações, sinais e mensagens,

devem ser comunicadas ao condutor em caso de

um sistema ADAS deixar de funcionar. Os manuais

do utilizador dos veículos devem conter informações

para os condutores sobre o que pode

acontecer no caso de falha do sistema. É essencial

fornecer explicações corretas aos utilizadores finais

sobre as limitações e condições de funcionamento

(ODD) dos sistemas para alcançar a contribuição

esperada dos ADAS para a segurança rodoviária.

O conhecimento sobre os ADAS e a forma de

utilizá-los corretamente, deve ser parte integrante

da formação para obter uma carta de condução e

um pessoal responsável de vendas e distribuição

de veículos, devidamente formado, deve educar

melhor qualquer novo utilizador de ADAS para

garantir um uso seguro desses sistemas.

Procedimentos de avaliação

mais acessíveis e precisos

É importante ter uma avaliação acessível de segurança

dos ADAS. Desta maneira, o seu correto

funcionamento e a sua perda de desempenho ou

degradação podem ser identificados e diagnosticados

e o condutor pode ser avisado em caso de mau

funcionamento. Também deve ser estabelecido um

padrão claro para manter a garantia de vida dos

ADAS (idealmente aplicado durante as revisões

anuais, por exemplo, na ITV). Além disso, as diretivas

de homologação atuais devem conter requisitos

mais rigorosos, que devem ser atualizados com

frequência. Todos os ADAS devem cumprir os

mesmos padrões que determinam que o sistema

é capaz e, o que é mais importante, aquilo de que

o sistema não é capaz (funcionalidades uniformes).

O desenvolvimento de um diagnóstico On-Board

(OBD), que sirva para a reparação e manutenção

dos ADAS e que seja harmonizado para todos

os OEM, requer denominações uniformes para

todos os sistemas. Assim, os fabricantes de veículos

seriam obrigados a referir-se aos seus sistemas,

utilizando os mesmos nomes acordados por todos.

Os ADAS têm o potencial de trazer melhorias significativas

em termos de segurança rodoviária, mas

também é inegável que ainda há muito a fazer para

transformar a visão de uma condução semiautónoma

segura em uma realidade. Para ele, governos,

institutos de investigação, fabricantes de veículos,

fornecedores de serviços e operadores de infraestruturas,

devem alinhar os seus esforços em torno

de uma abordagem “condutor - veículo - infraestrutura”

e estabelecer objetivos claros a curto e a

longo prazo. ◆

Top100 Aftermarket 2021

133


MERCADO

Empresa

Top100

Índice Empresas TOP 100

Protagonistas do setor

O AFTERMARKET NACIONAL É CONSTITUÍDO POR INÚMERAS EMPRESAS QUE OPERAM

NOS SETORES DA DISTRIBUIÇÃO DE PEÇAS PARA VEÍCULOS LIGEIROS, PESADOS,

EQUIPAMENTOS, REPINTURA E PNEUS. NAS PÁGINAS QUE SE SEGUEM, PASSAMOS EM

REVISTA VÁRIOS PLAYERS QUE SE EVIDENCIARAM NO EXERCÍCIO DE 2020

Estamos perante empresas que são

referência no desempenho económico,

financeiro e de gestão, por

via do esforço para se manterem

competitivas no contexto económico

exigente de um mercado em transformação,

com notório crescimento e, ao mesmo tempo,

consolidação de resultados. Empresas que têm

mantido altos padrões competitivos e que refletem

a ousadia dos empresários e a clara aposta

na inovação. O setor aftermarket possui empresas

dinâmicas, financeiramente sólidas, que se afirmam

pelas estratégias de inovação e capacidade

de se reinventarem e adaptarem à nova realidade

que a pandemia trouxe.

É essencial salientar que os efeitos da crise não

foram necessariamente negativos para a generalidade

das empresas aftermarket. Contudo,

exigiram uma enorme capacidade de adaptação

da sua oferta, o que exigiu um esforço adicional

na adaptação e resposta às necessidades do

mercado, perante um cenário altamente volátil

e nunca antes vivido. Seja para conseguir atingir

resultados financeiros satisfatórios, mas também

para a reorganização e aumento da eficiência e

da produtividade interna.

A pandemia que se iniciou em 2020 embargou

muitos negócios, dada a incerteza do futuro, mas

também veio, em definitivo, acelerar os processos

nas organizações, principalmente ao nível da digitalização

e transformação digital. Os grandes

desafios do futuro para as empresas, passam pela

permanente adaptação e acompanhamento da

constante evolução tecnológica, da mudança

drástica dos hábitos de consumo, das rotinas de

trabalho, e da forçosa necessidade de as empresas

serem mais eficientes que nunca, para conseguirem

fazer face a todas estas mudanças.

Mas o sucesso das empresas depende sempre da

sua “qualidade interna”. E, nesse processo, as

pessoas desempenham um papel fundamental.

São elas as responsáveis pelo bom funcionamento

das empresas e, por isso, têm de ser cada vez

mais valorizadas, quer pelo seu profissionalismo,

quer pelo empenho com que executam as suas

funções. ◆

134 Top100 Aftermarket 2021


ÍNDICE

136 MCoutinho Peças

138 Autozitânia

140 Auto Delta

142 Krautli Portugal

144 Bombóleo

146 bilstein group

148 Leirilis

150 Vieira & Freitas

152 A. Vieira

154 Romafe

156 MF Pinto

158 AleCarPeças

160 Rodapeças

162 APL Expresso

164 Auto Recto

166 Japopeças

168 Phaarmpeças

170 Filourém

172 Francecar

174 Polibaterias

176 Neocom

178 X-Action

180 Motorbus

182 Global Parts

184 Diamantino Perpétua

186 Vicauto

188 Visoparts

190 Lusilectra

192 Bolas

194 Cometil

196 Cetrus

198 Kroftools

200 MGM

202 Meganor

204 LTintas

206 Autoflex

208 Impoeste

210 Quimiregua

212 Centrocor

214 Mota & Pimenta

216 Lovistin

218 GravityPaint

220 AB Tyres

222 Dispnal

224 Nex Tyres

Top100 Aftermarket 2021

135


Empresa

Top100

PEÇAS PARA LIGEIROS

Posição ranking: 2º

Volume faturação 2019: 2020:

€51.705.000

€47.876.000

PEÇAS PARA LIGEIROS

MCOUTINHO PEÇAS / az auto

MCoutinho Peças/ AZ Auto conta com um total de 52 marcas que

disponibiliza ao mercado um alto nível de serviço. Atualmente a

empresa, dispõe de 32 marcas OEM e 20 marcas IAM, configurando

a maior oferta de um só fornecedor ao mercado. O modelo perseguido

é o de “one stop shop”, onde o cliente consegue encontrar tudo o

que pode precisar num só contacto e num só distribuidor. Segundo

Miguel Melo, administrador da MCoutinho Peças / AZ Auto, uma

coisa é certa “a oferta vai continuar a aumentar assente nos critérios

de qualidade que foram seguidos até à data”. No capítulo das novas

marcas, 2021 foi o ano em que começaram a comercializar a marca de

lubrificantes ARAL “é a marca de lubrificantes que vem substituir os

lubrificantes BP no mercado português. O facto da marca ser também

ela detida pela BP e ser a marca número um na Alemanha, na venda

de lubrificantes, faz com que a qualidade seja garantida à partida. A

ARAL traz consigo mais referências e melhor tecnologia na produção

de lubrificantes e só pode ser encontrada na MCoutinho Peças/ AZ

Auto”. As novidades não ficam por aqui, segundo o Administrador,

2022 “terá o lançamento de mais marcas e gamas, em particular no

aftermarket”. Questionado pela TOP 100 sobre o desempenho da

marca AZ Auto, num ano pouco comum, Miguel Melo não podia

estar mais satisfeito “O desempenho da AZ Auto nos últimos anos tem

sido acima do esperado. A AZ Auto, que foi totalmente integrada na

MCoutinho Peças, continua a existir enquanto “Marca”. Trata-se do

braço Aftermarket da MCoutinho Peças e, visto tratar-se de uma área

de negócio que acreditamos ter especificidades distintas da MCoutinho

Peças, mantém uma estrutura própria que gere a sua atividade, seja

na área comercial, seja como por exemplo no Call Center e Gestão

de Produto”, revelou. Para além da marca AZ Auto, faz parte integrante

do catálogo da MCoutinho Peças a marca RINO que sofreu

em 2021 uma repaginação na sua estrutura “Aquando da integração

da rede de oficinas a 100% na estrutura da MCoutinho Peças, foram

alteradas condições comerciais e os estatutos de permanência

na rede, possuindo agora uma oferta altamente ajustada à realidade

do mercado, com vantagens óbvias para os aderentes”, esclareceu

Miguel Melo. Com uma estrutura que conta com mais de 22 anos

de história, a MCoutinho Peças reforçou no último ano o seu apoio

aos profissionais do setor com linhas de apoio técnico, “Através deste

atendimento, garantimos que a identificação e o apoio no pedido das

peças é máximo. A estrutura está assente em vários pilares sólidos,

desde o acompanhamento dos clientes, passando pela gestão de marca

e produto, desenvolvimentos tecnológicos e a logística de referência”,

explicou o administrador. ◆

Administrador

Miguel Melo

Morada

Rua Filipa de Lencastre,

4436 - 908 Rio Tinto

Telefone

229 772 000

EMAIL

mcoutinhopecas@mcoutinho.pt

SITE

www.mcoutinhopecas.pt

136 Top 100 Aftermarket 2021


Empresa

Top100

PEÇAS PARA LIGEIROS

Posição ranking: 7º 2º

Volume faturação 2019: 2020:

€51.705.000

€35.162.000

PEÇAS PARA LIGEIROS

AUTOZITÂNIA

ano 2021 fica marcado pela incorporação da Bragalis no Grupo

O Autozitânia, que permitiu à empresa crescer a norte do país,

complementar o portefólio com várias marcas premium e alcançar uma

maior representatividade junto dos fornecedores, graças ao incremento

do volume de negócios congregado. Por outro lado, a integração na

AD Parts, o maior grupo aftermarket da Península Ibérica, trouxe,

segundo Ricardo Venâncio, administrador da Autozitânia, “muitos

benefícios ao nível do core business e dos vários serviços diferenciadores,

que podemos oferecer aos parceiros”. Na última edição da

expoMECÂNICA, o Grupo apresentou a nova identidade visual da

Autozitânia e Bragalis, que irá acompanhar ambas as empresas a

partir de agora. “Esta nova Identidade Visual permite criar a ligação

e a associação entre as imagens de ambas as empresas que pertencem

ao mesmo Grupo, e pretende também transmitir a ligação, união e

cooperação entre a Autozitânia/Bragalis e os seus Parceiros”, explicou

Ricardo Venâncio. Este responsável destaca o aumento do nível do

apoio técnico, informação e formação. Sendo agora uma Entidade

Formadora Certificada pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações

de Trabalho (DGERT), proporciona aos parceiros “formação

profissional certificada de elevada qualidade”, sempre com o apoio

do Grup Eina, que executa todo o plano de formação técnica. Atualmente,

a Autozitânia oferece serviços que possibilitam uma melhor

gestão diária dos negócios dos parceiros, nomeadamente ferramentas

para o aumento de produtividade. Desde apoio técnico presencial,

por telefone ou email, passando por ferramentas informáticas de

gestão, portal de formação online, e formação presencial, a empresa

ajuda os parceiros e respetivas oficinas a melhorar a gestão dos seus

negócios. Recentemente incorporou as marcas Bosch e Castrol, que

se juntaram à AD, Talosa e à Girling. Entre as novidades, destaque

para o recentemente implementado programa de devoluções que

aumenta a eficiência de todo este processo. O responsável entende

que “o mercado de distribuição de peças automóvel em Portugal é

extremamente competitivo e homogéneo, com muitas empresas a

distribuírem as mesmas marcas” e acredita que “as exigências aos

canais aftermarket vão tornar-se cada vez maiores”, pelo que “a capacidade

de adaptação das empresas será essencial”. No que toca

aos canais tradicionais de distribuição, o Grupo Autozitânia defende

“a importância de todos os seus intervenientes”. Ricardo Venâncio

recorda 2020 como um ano “altamente imprevisível, tendo a faturação

oscilado entre mínimos e máximos históricos. Uma vez que grande

parte do trabalho que efetuamos decorre a nível operacional e logístico,

a gestão e a prestação de serviços tiveram uma atenção especial, que

nos permitiu ultrapassar os momentos mais complicados”, concluiu. ◆

Administradores

Francisco Neves e Ricardo Venâncio

Morada

Av.ª das Acácias, Lote AE 2/3,

Arroja, 1685 - 654 Famões

Telefone

214 789 100

EMAIL

vendas.odivelas@autozitania.pt

SITE

www.autozitania.pt

138 Top 100 Aftermarket 2021


Empresa

Top100

PEÇAS PARA LIGEIROS

Posição ranking: 9º

Posição ranking: 2º

Volume faturação 2020:

Volume faturação 2019:

€28.947.000

€51.705.000

PEÇAS PARA LIGEIROS

AUTO DELTA

Ano novo, instalações novas, era assim que a Auto Delta no início

de 2021 programava começar o ano. Devido à pandemia e a

outros atrasos calculados, as novas instalações ainda não se encontram

a funcionar. Aliados à experiência do comércio de peças e acessórios

automóveis há cerca de 43 anos, a empresa distingue-se por ser um

dos principais players do mercado do aftermarket português. Para

continuarem a crescer, as novas instalações vão dar a possibilidade à

empresa de diversificar ainda mais a sua oferta. Centrados desde a

sua criação em fazer mais e melhor, o ano de 2021 foi decisivo para

ver a mais recente rede de oficinas CGA Car Service e Multi Oficina

Service crescer. Marcelo Silva, Diretor Geral da Auto Delta, revelou à

TOP100 como tem sido este crescimento “A adesão continua a correr

muito favoravelmente tendo-se mesmo denotado um crescimento de

interesse em ambas as redes bem como na resposta que lhe está associada.

Neste momento contamos com cerca de 80 estabelecimentos

aderentes que, mais que serem importantes para o negócio da Auto

Delta, são-no para os seus retalhistas locais. A organização das redes

CGA Car Service e Multi Oficina Service privilegia a relação oficina-

-retalhista-distribuidor, permitindo que o elo intermédio desta cadeia,

tantas vezes menosprezado, possa ganhar rentabilidade com a adesão

dos seus clientes”. Na Auto Delta a diversificação do seu portfólio é

uma constante. Como tal, em 2021 voltou a apostar na sua estratégia

tradicional e foi nas marcas Delphi, Hepu, Brembo e Bilstein, que se

muniram para enfrentar o difícil ano. Mas nem tudo são boas notícias,

após a pandemia, vieram os efeitos da mesma, os fornecedores estão

a ter algumas falhas de stock e têm prejudicado o negócio da empresa

“Essa dificuldade é um facto e tem sido um fator mais complicado de

eliminar no que toca à normalização da atividade comercial por parte

de todos os players. A escassez de semicondutores e o encarecimento

das matérias-primas é algo que parece ter vindo para ficar e cabe-nos

dar a volta a essa situação”, revelou Marcelo Silva. Para fazer face a esta

dificuldade, o diretor geral, explicou à TOP100 o que é necessário fazer

“É necessário principalmente procurar alternativas de fornecimento

onde as há, permitindo que os produtos cheguem onde é necessário:

às oficinas de reparação automóvel. Depois, tivemos que realizar

alguns ajustes face ao encarecimento de matérias-primas, fenómeno

que se verifica em todos os elos da cadeia: desde o fabricante até ao

reparador”. Apesar de todo o esforço e das várias ‘dores de cabeça’

que a pandemia lhes trouxe, para a Auto Delta 2021 “é um ano em

que as nossas expectativas são de obter um crescimento interessante,

melhorando face a 2020 e respondendo de forma muito positiva face

a um ano também ele complicado, fruto de mais um confinamento

inesperado”, concluiu o Diretor Geral. ◆

Administradores

Armindo Romão e Catarina Luísa

Morada

Rua da Fontinha, 77, Andrinos,

2416 – 905 Leiria

Telefone

244 830 070

EMAIL

geral@autodelta.pt

SITE

www.autodelta.pt

140 Top 100 Aftermarket 2021


®


Empresa

Top100

PEÇAS PARA LIGEIROS

Posição ranking: 13º 2º

Volume faturação 2019: 2020:

€51.705.000

€19.762.000

PEÇAS PARA LIGEIROS

C

M

KRAUTLI PORTUGAL

Krautli Portugal apresenta-se como uma «one stop shop» para

A os operadores do retalho, exceção feita à colisão e aos pneus.

As mais recentes incorporações são a gama Blaupunkt, a CTEK, os

lubrificantes Lukoil e ainda uma linha complementar de embraiagens

Borg & Beck. Contam com um novo elemento para liderar a Divisão de

Lubrificantes e Produtos Químicos, uma área que representa 15% do

volume das vendas da empresa. Segundo José Pires, administrador da

Krautli Portugal, a pandemia levou a que todos tivessem que “«navegar

à vista»” e lembrou-nos um grande ensinamento: “há uma coisa que

nunca muda - a mudança, que é permanente. Ficou também provado

que o «overservice» prestado nos serviços associados à logística é um

desvio perverso e desnecessário do que seria adequado e causa custos

enormes e desnecessários para as empresas”, defende. Felizmente,

contas feitas, em termos de resultados a Krautli Portugal ficou “perto

do que esperávamos antes do início da pandemia”. Já no que toca às

atuais falhas de stock, José Pires teme repercussões duradouras. Com

a crise dos semicondutores a poder prolongar-se até fim de 2022, as

implicações no pós-venda podem ir além da “indisponibilidade atual

de algumas peças”. Com o aumento das vendas dos veículos usados,

a “adequação da distribuição de peças a um parque de evolução

assíncrona é muito complicada”, argumenta, considerando que os

fabricantes se irão focar no fornecimento ao primeiro equipamento,

“ficando sempre o pós-venda para depois”, o que contribuirá – não

só, mas também – para o aumento do preço das peças. A seu ver,

o principal problema do aftermarket em Portugal é o facto de, na

maioria dos casos, quem está à frente das empresas serem “excelentes

operacionais, mas com carências relevantes no que diz respeito à gestão

e à estratégia”. José Pires acredita que cada um dos protagonistas do

mercado pós-venda “desempenha funções específicas na cadeia de

distribuição, pelo que necessariamente têm de continuar a existir”,

mesmo que alguns operadores assumam vários níveis na cadeia. Na

«guerra» da fidelização dos clientes, ganha “quem se preparar melhor

e fornecer o que o retalho e as oficinas realmente precisem, muito

mais do que pelos preços”, afirma. Questionado sobre a possível perda

de faturação causada pelo aparecimento dos veículos elétricos, José

Pires entende que isto “não é líquido só porque os VE necessitam

de menos manutenção. Haverá também novos serviços que irão ser

prestados e que serão geradores de receita importantes no futuro. E,

lembremos: a preponderância do parque de VE será muito limitada

ainda por muito tempo”, afirma. A Krautli registou uma quebra nas

vendas em 2020, mas 2021 denota uma recuperação, que ainda não

chega aos níveis previstos para 2020. ◆

Administradores

Markus Krautli e José Pires

Morada

Parque Marinhas de D. Ana, Armazém 4

2629 - 001 Póvoa de Sta. Iria

Telefone

219 535 600

EMAIL

contact@krautli.pt

SITE

www.krautli.pt

Y

CM

MY

CY

CMY

K

142 Top100 Aftermarket 2021


R

PAIXÃO PELA QUALIDADE!

Distribuímos marcas premium com elevado valor acrescentado,

seleccionando os melhores fabricantes de peças e sistemas de equipamento original.

Temos as soluções logísticas adequadas, a partir de armazéns em Lisboa e Porto.

Disponibilizamos formação e ferramentas pós-venda para apoio dos nossos parceiros.


Empresa

Top100

PEÇAS PARA LIGEIROS

Posição ranking: 14º 2º

Volume faturação 2019: 2020:

€51.705.000

€19.046.000

PEÇAS PARA LIGEIROS

BOMBÓLEO

Em plena crise pandémica o grupo Bombóleo decidiu avançar com

a abertura do polo logístico em Braga, assim como a abertura de

um quarto polo logístico no Algarve. Este processo de investimento,

que começou na remodelação das instalações, não só em Massamá,

mas também no armazém do Porto, passando pela abertura dos polos

logísticos em Braga e no Algarve, tem como objetivo fortalecer o

grupo criando condições para um crescimento sustentável. “Com a

remodelação das instalações, queremos aumentar a nossa capacidade

de resposta em termos de área de formação, logística e call center. É

realmente um investimento transversal a todas as áreas da empresa.

Relativamente à abertura dos polos logísticos em Braga e no Algarve,

o principal objetivo é claramente o de estar mais próximo dos nossos

clientes destes dois importantíssimos distritos, e consequentemente

aumentar a nossa quota de mercado”, refere Paulo Marques, administrador.

Distribuidor da Magneti Marelli desde 2018, a Bombóleo

iniciou no ano de 2019 uma nova fase após serem definidos novos

requisitos por parte marca. “O balanço tem sido muito positivo, pois

a marca tem conseguido afirmar-se com uma imagem forte, dotada

de uma grande qualidade, tecnologia e dinamismo. Tem lançado

novas gamas de produto, das quais destaco as mais recentes: válvulas

EGR, bombas de água, elevadores de vidro, amortecedores e amortecedores

de mala universais. É uma marca na qual estamos a investir

para o futuro”, enaltece Paulo Marques. Relativamente à rede Bosch

Car Service, na qual a Bombóleo tem forte ligação, o envolvimento

tem sido a 100%. “A Bosch é o nosso principal parceiro de negócio

e na rede Bosch Car Service estão os nossos principais clientes, pelo

que a nossa entrega é total, quer à marca, quer à rede. No presente

ano contribuímos com a nomeação de novas oficinas para a rede e

com a abertura dos dois novos polos logísticos pretendemos reforçar

este trabalho, já que investimos fortemente em stock desta marca,

nestes polos. Trata-se de um trabalho continuado de muitos anos,

com muito empenho e dedicação”, sublinha Paulo Marques. Todos

os anos a Bombóleo tem um plano de formação para os seus clientes,

que pelo efeito da pandemia esteve suspenso, mas está a contratar

recursos humanos para a área da formação, que será uma grande

aposta para o próximo ano 2022. “ O Grupo Bombóleo faz tudo o

que estiver ao seu alcance para que o cliente se encontre satisfeito

com os seus produtos e serviços. “Não temos nenhum segredo, mas

apenas muito trabalho, dedicação, seriedade e prontidão dos nossos

colaboradores para prestarmos um bom serviço e transmissão de

confiança aos nossos clientes. Estes têm sido os pilares do Grupo há

61 anos”, conclui Paulo Marques. ◆

diretor geral

Paulo Marques

Morada

Rua Sebastião e Silva, 28 Zona Industrial

de Massamá 2745-838 Queluz

Telefone

214 389 600 / 09

EMAIL

bomboleo@bomboleo.com

SITE

www.bomboleo.com

144 Top100 Aftermarket 2021


Empresa

Top100

Posição ranking: 16º

Volume faturação 2020:

€16.506.000

PEÇAS PARA LIGEIROS

bilstein group

bilstein group não para de crescer, tendo recentemente expandido

O a sua capacidade logística com a inauguração de um moderno

centro logístico na Alemanha. Ainda este ano, cresceram como empresa

internacional ao serem premiados pela TEMOT International

GmbH na área de melhor fornecedor em “Cadeia de Distribuição”.

Joaquim Candeias, diretor geral, explicou à TOP100 qual o segredo para

conquistar um prémio de tão elevada importância “Importa reforçar

que só foi possível graças a um dos aspetos mais valiosos que temos: o

trabalho em equipa. Num ano tão desafiante para todos soube bem este

reconhecimento”. Com uma equipa unida, Joaquim Candeias acredita

que por este motivo e pela “capacidade de adaptação e flexibilidade na

organização” foi possível atravessar a pandemia de Covid-19 com êxito.

Ainda assim, o diretor geral não quis deixar de reforçar “Percebemos que,

apesar de um cenário por vezes tão desanimador, sentimos que a nossa

estrutura era, e é, tão forte que permitiu manter aspetos como o serviço

ao cliente, e não só, quase intocáveis, o que nos foi trazendo também

alguma confiança em cada passo dado ou decisão tomada. Quando

temos a certeza que os alicerces são resistentes e que existe prontidão

para reagir, conseguimos estar mais confiantes e esperançosos”, realçou.

Foi também com o aparecimento da pandemia, que a empresa assumiu

a necessidade de apostar nas redes sociais. Se até aqui já era algo que

começavam a apostar para dinamizar o negócio, com o aparecimento da

Covid-19 tornou-se essencial para a promoção e divulgação das marcas

febi, SWAG e Blue Print. Para continuar a satisfazer o cliente e para que

o decréscimo na faturação não fosse abismal, Joaquim Candeias, não

reviu apenas a comunicação das marcas, viu-se obrigado a aumentar

o investimento em stock “procurámos alternativas de abastecimento,

para garantir a continuação do serviço atual. A nossa prioridade será

sempre a qualidade do serviço e dos componentes que oferecemos aos

nossos clientes”. Sempre de olhos postos no futuro para acompanhar

a evolução de perto, a viragem do negócio do aftermarket não assusta

Joaquim Candeias: “As ameaças só são perigosas ou danosas

para quem não quer evoluir. Lembramo-nos, muitas vezes, que as

ameaças nos apresentam imensos desafios e, sem dúvida que, apesar

de poderem trazer dissabores, são sempre as melhores formas de

aprender e de crescer”, ainda assim, apresenta-se cauteloso com o

futuro do negócio face à integração dos elétricos e híbridos no parque

automóvel: “Novamente, é importante encarar estas tendências com

algum bom senso, de modo a que nos inteiremos das caraterísticas

gerais e específicas que estas acarretam. Os veículos elétricos ou

eletrificados podem efetivamente requerer menos manutenção, mas

ao mesmo tempo, vão utilizar componentes muito mais complexos,

com custos mais elevados, o que acaba por devolver as referidas

compensações”, explicou. ◆

diretor geral

Joaquim Candeias

Morada

Estrada do Jerumelo, n.° 863

2665-494 Venda do Pinheiro

Telefone

219 663 720

EMAIL

vendas@bilsteingroup.com

SITE

www.bilsteingroup.com

146 Top100 Aftermarket 2021


Empresa

Top100

Posição ranking: 21º

Volume faturação 2020:

€11.431.000

PEÇAS PARA LIGEIROS

LEIRILIS

Após 35 anos a laborar no mercado automóvel, a pandemia trouxe

à Leirilis uma nova filosofia “É necessário antecipar as mudanças

e estar preparado para responder rapidamente ao mercado. Para tal,

há o foco na melhoria nas plataformas digitais, um contacto mais próximo

do cliente e aposta na rede própria de distribuição, afirma Saulo

Saco, diretor geral da Leirilis. Como tal, a constante evolução do setor

automóvel aliado a um ano e meio de pandemia, levaram a Leirilis

a duplicar a aposta nas marcas do seu portfólio “ a Leirilis destaca-se

pela constante disponibilização de novos produtos, de forma a que

oficina consiga num único local encontrar tudo o que necessita para

desenvolver o seu negócio, como se de uma “loja do cidadão”, mas na

área automóvel, se tratasse… Exemplo disso, está a preparar para este

ano o alargamento da gama de motores de arranque e alternadores da

marca própria Sacorge”. Para Saulo Saco, a simples venda de peças

“não é suficiente, dado que a oficina procura um parceiro de negócio.

Assim, esta aposta cada vez mais em serviços, disponibilizando desde

software de orçamentação e informação técnica, assistência técnica até

à formação, permite à oficina estar na vanguarda das mudanças que

ocorrem no sector, bem como oferecer ao seu cliente um serviço mais

assertivo”, explicou. “Apostar” é a palavra de ordem para Saulo Saco,

como tal, apesar da crise pandémica, a Leirilis apostou na abertura

de duas novas lojas, no Funchal e em Braga. Segundo o Diretor Geral

esta aposta tem como base o objetivo da empresa em “consolidar a

sua imagem no mercado, especialmente nas áreas de aberturas de

lojas no ano transato, assim como aumentar e fortalecer as parcerias

realizadas com as oficinas aderentes às suas redes oficinais”. Com os

olhos postos no Futuro, Saulo Saco revelou à TOP 100 que a Leirilis

já está a trabalhar na integração dos veículos elétricos no parque

automóvel, ao “antecipar as necessidades do cliente e estar preparada

para oferecer estes produtos e serviços e assim diferenciarem-se da

concorrência”. Se há algo que Saulo Saco tem como certo na sua

cabeça é o futuro do negócio “O negócio da distribuição de peças

como o conhecemos não se irá manter por mais tempo, pois a oferta

é superior à procura, além disso há ainda a tendência para reduzir

a margem nas peças. Pelo que se torna imperativo e crítico para a

sustentabilidade de qualquer negócio oferecer ao mercado produtos

e serviços de valor acrescentado”, afirmou. Apesar de toda a crise

pandémica, 2021 apresentou-se para a Leirilis “como um ano positivo

em que alargarmos a nossa expansão geográfica, tendo ainda lançado

um conceito oficinal ibérico, revelando uma grande adesão por parte

do mercado”, concluiu o atual Diretor Geral. ◆

Diretor geral

Saulo Saco

Morada

Rua Paulo VI, nº 2800 – Edifício Leirilis –

2410-147 Leirias

Telefone

244 850 080

EMAIL

leirilis@leirilis.comt

SITE

www.leirilis.com

148 Top100 Aftermarket 2021


Shareholder of


Top100

Empresa

Posição ranking: 23º

Volume faturação 2020:

€11.103.000

PEÇAS PARA LIGEIROS

VIEIRA & FREITAS

Com mais de 40 anos de experiência no setor automóvel, nem a

longevidade preparou a Vieira & Freitas para os efeitos da crise

pandémica no negócio. Felizmente, as negras previsões de março

de 2020 não se fizeram sentir, e foram até “bem menores” do que o

esperado, ainda que Paulo Torres, administrador da empresa, tema

“algumas dificuldades que ainda estarão para vir”. Na crise sanitária,

a Vieira & Freitas soube ser “resiliente” e deixou uma nota de

confiança, com o responsável a garantir que “somos capazes de nos

superar quando menos contamos”. Agora que - esperamos - o pior da

pandemia já passou, são as falhas de stock que preocupam o mercado

e Paulo Torres prevê que esta seja “uma dificuldade que está para

ficar mais uns tempos”, e que, em último caso, provocará a perda de

vendas. O responsável não acredita que os preços das peças subam além

da inflação “que deverá aumentar por influência macroeconómica”.

Sem solução à vista, aparenta estar a questão das devoluções: “temos

de nos adaptar e assumir os custos que daí advêm”, diz o responsável.

Paulo Torres analisa a crescente perda de margem na comercialização

das peças de forma fria, dizendo que estas “são sempre culpa própria.

É necessário maior rigor e não entrar em pânico ao ponto de trocar

peças por dinheiro”. Para o administrador da Vieira & Freitas, “inovar

e estabelecer parcerias de qualidade” é a forma de garantir a base do

negócio pós-venda automóvel: o acesso à informação e aos dados. E,

na sua opinião, não será o endurecimento da legislação em matéria

de «segurança de componentes» que irá derrubar os distribuidores de

aftermarket, “desde sempre constantemente atacados pelos fabricantes

automóveis de forma a ser-lhes vedado o acesso a peças de qualidade”.

Avaliando o mercado atual, Paulo Torres entende que a concentração

do negócio da distribuição de peças “terá de ser analisada caso

a caso”, uma vez que vê vantagens e também inconvenientes nesta

evolução do negócio do aftermarket. O responsável considera que os

canais de distribuição tradicionais já não são tão estanques como no

passado, com as lojas online globais, os retalhistas e oficinas a aceder

diretamente a fabricantes, sendo que “o primeiro a ter de se adaptar

é o distribuidor” na forma tradicional que conhecemos. A seu ver,

as maiores ameaças ao mercado pós-venda “são as legislações sobre

emissões politicamente corretas, que estão a levar o parque a ser substituído

por veículos elétricos que serão, a curto prazo, insustentáveis,

e que provocarão graves problemas de equilíbrio de energia”. Para

já, “o desempenho da Vieira & Freitas tem sido positivo. 2021 será

como 2020 um ano positivo e de crescimento e será também um ano

marcante na nossa história”, promete. ◆

Administradores

Paulo Torres e José Manuel Gomes

Morada

Rua Costa Soares, n.° 39,

4700 – 001 Braga

Telefone

253 607 325

EMAIL

geral@vieirafreitas.pt

SITE

www.vieirafreitas.pt

150 Top100 Aftermarket 2021


Empresa

Top100

Posição ranking: 24º

Volume faturação 2020:

€10.086,00

PEÇAS PARA LIGEIROS

A. VIEIRA

Passado mais de um ano da entrada da A. Vieira no grupo TEMOT,

o balanço só pode ser “bastante positivo, pois o grupo tem-nos

criado várias oportunidades de negócio oferecendo uma maior gama

de marcas aos nossos clientes. A parceria permitiu-nos aceder a fornecedores

que antes não conseguíamos”, diz José Branco, administrador,

que refere que deste modo a empresa colmatou lacunas no stock e

melhorou o serviço aos clientes. Num setor que, em termos globais,

soube aguentar bem a crise pandémica, o maior ensinamento que este

difícil período trouxe à A. Vieira foi “a resiliência face aos imprevistos

logísticos”. O administrador nota o problema do impacto do nível de

custos e de recursos humanos das constantes devoluções e explica que

têm tentado “fazer uma gestão criteriosa” e apostar na formação dos

clientes. Para já, espera que as falhas de stock se normalizem a médio

prazo, na medida em que estas acabam por ser frustrantes tanto para

a empresa como para os clientes: “Para minimizar essas falhas compramos

sempre que possível e na medida da disponibilidade dentro

de outros fabricantes que trabalhamos” revela. José Branco acredita

que a breve trecho vai ser preciso mexer nas tabelas de preços, “uma

vez que as matérias primas também subiram”, mas defende que há

que “criar «linhas vermelhas» no que concerne ao limite mínimo de

comercialização para não pôr em risco a sustentabilidade da empresa,

porque a perda de margem é muito preocupante”. Além disso, o

administrador afirma que a empresa importadora de peças, fundada

em 1974, terá que se “reinventar e aceitar os novos desafios que virão

com os veículos elétricos”, estando atento às novas oportunidades

de negócios. No que toca ao acesso à informação e aos dados, José

Branco afirma que “temos juntamente com os nossos parceiros, fornecedores

e associações, conseguido disponibilizar para os colaboradores

e clientes o maior número de dados possíveis”, adaptando-se desta

forma àquela que será a base do negócio pós-venda automóvel num

futuro próximo. A A. Vieira antecipa um futuro com menos players,

“que o mercado se encarregará de filtrar”. Ainda assim, parece ao

responsável que a concentração de negócio, que é já uma realidade

na Europa, “não se verifica no nosso país, nem se prevê que aconteça

tão cedo”. Quanto aos atuais protagonistas do mercado pós-venda

automóvel, José Branco é da opinião que, a curto prazo, fabricantes,

distribuidores, retalhistas e oficinas irão manter-se como estão, embora

já tenha “sinais de que a cadeia está a modificar-se”. Em 2020, a A.

Vieira registou uma quebra de apenas 5%, e espera que os resultados

de 2021 já sejam muito semelhantes aos de 2019. ◆

Administradores

José Branco e António Anjo

Morada

Av.ª D. Miguel, 250, Zona Industrial de

Baguim do Monte, 4435 – 678 Rio Tinto

Telefone

229 773 410/1/2/3

EMAIL

avieira@avieirasa.pt

SITE

www.avieirasa.pt

152 Top100 Aftermarket 2021


Empresa

Top100

PEÇAS PARA LIGEIROS

Posição ranking: 26º 2º

Volume faturação 2019: 2020:

€51.705.000

€10.028.000

PEÇAS PARA LIGEIROS

ROMAFE

No ano em que celebra o 75º aniversário, a Romafe decidiu investir

forte em novas marcas e num novo armazém, tudo a pensar

no setor automóvel, de forma a que o cliente olhe para a empresa

como um fornecedor global, em crescimento contínuo. José Carvalho,

administrador, salienta a parceria com a GlobalOne, “uma aliada

que nos permitiu chegarmos às melhores marcas e obter uma rede

de relacionamentos e conhecimentos muito valiosa, permitindo-nos

também ganhar competitividade e ter mais argumentos no setor”. Em

2021, a Romafe anunciou a comercialização da marca TRW, com

produtos de travagem e, posteriormente, a Valeo, tendo criado ainda

uma parceria com a TAB, de soluções de baterias. A empresa é ainda

distribuidora exclusiva da marca de óleos Rowe, um desafio que o

responsável classifica como “difícil. Estamos a falar de um mercado

onde existe uma panóplia grande de opções e, por isso, é necessário

que tenhamos fortes argumentos para obtermos quota de mercado.

Acreditamos no potencial da marca e conhecemos a sua qualidade,

ainda estamos só no início”, garante. A pandemia passou «ao de leve»

pela Romafe que, segundo o administrador, “tem uma estrutura sólida

e difícil de abalar. Foram meses de incerteza, mas hoje olhamos para

o futuro com uma grande ambição”. Ainda assim, e mesmo tendo

um stock muito diversificado e extenso, a empresa não conseguiu ficar

de fora das limitações decorrentes da situação pandémica, vendo-se

obrigada a analisar como conseguiria “agir sem prejudicar o cliente”.

José Carvalho afirma que a Romafe “tem lutado contra o aumento de

preços e não prevê aumentos. Contudo, é um fator que não está nas

nossas mãos. Para que o mercado funcione, é necessário preservar e

proteger todos os intervenientes. A preservação dos canais de vendas

poderia ajudar a evitar a perda de margens”, defende. No entanto,

revela que têm “sofrido com as políticas de outros distribuidores e

marcas automóveis que ultrapassaram este canal e vendem diretamente

às oficinas, esmagando as margens”. Sobre a concentração do negócio

da distribuição de peças, considera que esta “obriga as empresas a

diferenciarem-se. Esse tem sido o nosso objetivo: oferecer qualidade a

preços competitivos, no tempo certo e respeitando as regras do mercado”.

José Carvalho destaca o que distingue a Romafe neste meio é

o facto de apenas vender à revenda e, internamente, a preocupação

com os colaboradores, que “são o nosso ativo mais valioso”. Para a

Romafe, 2022 será um ano de consolidação no mercado e a perspetiva

é que seja um ano muito forte: “os nossos clientes podem esperar um

fornecedor global, com serviço - stock elevado e transversal - que

lhes irá permitir aumentar rentabilidade e competir contra todas as

ameaças”, remata. ◆

Administradores

Mónica França, José Vaz e José Carvalho

Morada

Rua Eng. Ezequiel de Campos, 164-182 –

4100-228 Porto

Telefone

226 158 300

EMAIL

romafe@romafe.com

SITE

www.romafe.com

154 Top100 Aftermarket 2021


Empresa

Top100

Posição ranking: 27º

Volume faturação 2020:

€9.407.000

PEÇAS PARA LIGEIROS

C

M

MF PINTO

MF Pinto, cuja principal área de negócio são os turbos e respetivos

A componentes (assim como os equipamentos de reparação, calibração

e formação), remodelou em 2020 as instalações na Abrunheira,

contando agora com 2.000 m2 de capacidade de armazenamento e

uma melhoria do serviço prestado. Foi criada uma área técnica para

responder com maior celeridade às garantias, o que incrementou “a

capacidade de resposta e a qualidade do serviço”, conta Jorge Costa,

diretor geral da MF Pinto, para quem a loja na Maia também é

“uma aposta ganha”. Apesar da conjuntura difícil, a exportação está

atualmente a funcionar em linha com 2019, e a MF Pinto está ainda

presente em Espanha com a Diesel Turbo Systems, que produz a

marca DTS, “com um balanço claramente positivo”, pois permite

otimizar recursos e aproveitar as sinergias que decorrem, por exemplo,

do processo de importação comum, em certas marcas. A empresa tem

vindo a diversificar o portefólio de marcas e linhas de produto e para

2022 está prevista a incorporação de três novas gamas de produtos

para “alavancar o negócio no mercado português”, adianta o diretor

geral. Desde há dois anos que a empresa iniciou uma estratégia de

diversificação de gamas que não dependam do tipo de motor, para

compensar eventuais perdas de faturação que os veículos elétricos

possam originar e “está a dar resultados. Encaramos a eletrificação

como um desafio, pois quem não perceber o caminho a seguir corre

o risco de desaparecer”, defende. Depois de um ano e meio de pandemia,

os efeitos da crise foram “consideravelmente menores do que

esperado”, para a MF Pinto e a situação só provou que “as empresas

têm que ser dinâmicas e rápidas a ajustarem-se a novas realidades.

Essa flexibilidade é essencial à sobrevivência do negócio”, afirma

Jorge Costa, referindo-se ao desenvolvimento dos canais digitais. No

âmbito do impacto das devoluções, que “pode facilmente ser um problema

no setor”, entende que “é preciso haver regras bem definidas.

Neste capítulo seguimos uma política bastante rigorosa”, comenta.

Jorge Costa antevê a tendência para o aumento do preço das peças

e sustenta uma “gestão rigorosa” para salvar muitas empresas da

perda de margem, um dos maiores desafios do aftermarket nacional.

Quanto ao mercado, é da opinião que “poderá haver uma coabitação

pacífica regulamentada entre fabricantes de automóveis e aftermarket,

onde todos possam ganhar”. O responsável da MF Pinto olha para o

mercado nacional como um espaço “maduro, limitado e muito saturado”,

afirmando que “há poucas empresas portuguesas que olham

para outros mercados, é na exportação que contamos continuar a

crescer. 2020 foi um bom ano para a empresa, crescemos dois dígitos

e encaramos o futuro com otimismo”, finaliza. ◆

Diretor geral

Jorge Costa Pinto

Morada

Sintra Business Park Edifício 5

armazém D Zona Industrial da Abrunheira

Telefone

214 251 740

EMAIL

info@mfpinto.com

SITE

www.mfpinto.com

Y

CM

MY

CY

CMY

K

156 Top100 Aftermarket 2021


Diesel Injection Turbo Aftermarket

MADRID / SEVILHA

RÉUNION

www.mfpinto.com

Abrunheira (Sede): Sintra Business Park, Zona Industrial da Abrunheira | Edifício 5, Armazém D | 2710-089 Sintra

Telefone: +351 21 4251740 /48 | Email: info@mfpinto.com

Maia: Centro de Negócios da Maia, Rua Albino José Domingues, 611 – Sector IV, Z.I.da Maia | 4470-557 Moreira – Maia

Telefone: +351 22 9436090 /98 | Email: infoporto@mfpinto.com


Empresa

Top100

PEÇAS PARA LIGEIROS

Posição ranking: 28º 2º

Volume faturação 2019: 2020:

€51.705.000

€9.317.000

PEÇAS PARA LIGEIROS

C

M

ALECARPEÇAS

Alecarpeças surgiu em 1982, ligada à distribuição de produtos

A aftermarket automóvel de origem alemã e nunca mais parou

de crescer até aos dias de hoje. Prova disso, foi a sua integração na

Temot Internacional em 2020, decisão esta, que Pedro Rodrigues,

Administrador da Alecarpeças, não poderia estar mais satisfeito “É

um balanço extremamente positivo. Estamos muito satisfeitos com a

evolução desta parceira, que vai muito para além do fortalecer das

relações com os nossos fornecedores. Estamos ativamente envolvidos

no desenvolvimento de soluções informáticas que serão importantes

mais valias para o futuro da nossa operação. Para além destas valências,

não é menos importante a partilha de experiências com membros do

grupo de diferentes geografias que nos permite ter uma visão global

do nosso ‘mundo’”. Para além desta aposta, a empresa preocupa-se

em ter uma equipa forte e consolidada para responder às necessidades

do mercado. Assim, atualmente, a Alecarpeças conta com 56 colaboradores,

espalhados por uma área total de armazenagem de 2.000m2

divididos entre Estoril, Maia e Lisboa. O que também continuou a

crescer em 2021, foi o portfólio da empresa. Às 45.000 referências

em stock, que servem 1.000 clientes ativos, vieram juntar-se as marcas

Hella, Delphi, BorgWarner e ERA. Para dar sempre uma melhor e

mais rápida resposta ao cliente, a Alecarpeças continuou a investir na

sua plataforma B2B, “O cliente tem dentro da nossa plataforma todas

a ferramentas para identificar, comprar, registar devoluções, solicitar

garantias e gerir a sua conta corrente. Na prática passa a ter uma

autonomia funcional que aporta claras mais valias na relação com

a nossa empresa”, referiu Pedro Rodrigues. A empresa conta atualmente

com dez pessoas em full time no Call Center, que tem mais de

1.000 interações diárias com clientes pelas mais diversas vias (telefone,

email, Webchat, WhatsApp). Movidos pela força de serem um “fornecedor

global” do aftermarket, nem a pandemia lhes tirou as forças.

Pedro Rodrigues, revelou à TOP100 que atualmente estão a viver um

problema maior, com a gestão de stocks, do que durante a própria

pandemia. “Este é um facto novo que nos obriga a abordar de forma

criativa a questão dos stocks. O departamento de compras e stocks está

a trabalhar ativamente com os nossos fornecedores para monitorizar

as falhas de fornecimento e encontrar alternativas”. ‘Alternativas’ foi

uma das palavras de ordem para a Alecarpeças durante mais de ano

e meio de pandemia, contudo, “foi possível crescer mais de 10% em

2020. Para 2021 continuamos a ter uma perspetiva muito positiva,

sendo que seguramente iremos crescer em relação a 2020”, afirmou

o administrador. Embora ainda não tenha anunciado oficialmente, a

empresa tem vindo a trabalhar no desenvolvimento e constituição de

uma nova rede oficinal que brevemente irá lançar no mercado. ◆

Administrador

Pedro Rodrigues

Morada

Estrada de Manique, 1610,

Armazém 2/3, 2645 - 550 Alcabideche

Telefone

214 602 465

EMAIL

geral@alecarpecas.pt

SITE

www.alecarpecas.pt

Y

CM

MY

CY

CMY

K

158 Top100 Aftermarket 2021


Empresa

Top100

Posição ranking: 34º

Volume faturação 2020:

€8.383.000

PEÇAS PARA LIGEIROS

RODAPEÇAS

Rodapeças tem vindo a ampliar o portefólio de soluções para os

A clientes, com produtos desde peças de reposição auto até ferramentas,

equipamentos, consumíveis ou calçado técnico. A empresa

distribui em exclusivo a marca PADOR que, nas palavras do administrador,

Manuel Vicente, “é uma marca de sucesso, cuja aceitação

tem sido muito superior às expetativas”. Também o Programa de

Fidelização PADOR AUTOSERVICE tem tido “uma evolução muito

favorável, contando com 60 aderentes”, revela. A Rodapeças terminou

2020 em quebra, com o administrador a concluir que a pandemia

trouxe grandes ensinamentos, como a “necessidade de termos as nossas

estruturas muito bem preparadas para nos adaptarmos rapidamente

a mudanças futuras. A gestão do negócio muito rigorosa e atempada,

trouxe-nos alguma tranquilidade em momentos de grande incerteza”.

Além disso, Manuel Vicente sublinha que “as pessoas fazem a diferença

e a equipa foi fantástica”. No que toca ao impacto das devoluções, a

empresa tem tentado mitigar este custo, trabalhando com as principais

ferramentas digitais de identificação de peças para que a que é enviada

seja a correta, havendo na empresa um funcionário responsável pelas

devoluções. Quanto às eventuais falhas de stocks, tem apostado em

reforçar as encomendas e considera que o aumento do preço das

peças é inevitável, bem como a perda de margem, que vem exigir que

se “vendam soluções e se encontrem produtos e canais alternativos”.

Manuel Vicente é da opinião que o endurecimento da legislação em

matéria da segurança dos componentes pode condicionar a atividade

dos distribuidores de peças aftermarket “se não forem dadas ferramentas

ao aftermarket para codificar essas peças”, avisando que se tal não

for feito de forma regulada, “poderemos ter hackers a especializarem-

-se nesta área e o mercado sofrerá com tal situação”. Já no que diz

respeito à eletrificação do parque automóvel, o gerente afirma que

“apesar de vendermos menos peças, o que vendermos também vai ser

de valor acrescido. Temos de nos focar na venda de soluções. Todos os

desafios que o aftermarket tem pela frente, encaramo-los como grandes

oportunidades”. No entanto, Manuel Vicente preconiza uma cada vez

menor separação entre o aftermarket e o mercado de peças originais:

“Se nas peças de viaturas de combustão interna, os fabricantes até

gostariam de ver alguns distribuidores a fazerem esse trabalho, já nas

peças dos veículos elétricos, existirá uma tendência para controlar a

cadeia de distribuição”. A seu ver, os canais de distribuição tradicional

irão manter-se, “mas nem todos os players vão sobreviver. Só ficarão

aqueles que conseguirem apresentar soluções de valor acrescentado

aos seus clientes”, refere. Depois de uma ligeira quebra em 2020, a

Rodapeças retoma os objetivos em 2021. ◆

Administradores

Sandra Rosa, Pedro Rosa

e Manuel Vicente

Morada

Rua da Tojeira, nº6, Cabeço

3105-056 Carriço (Pombal

Telefone

236 959 3605

EMAIL

geral@rodapecas.com

SITE

www.rodapecas.com

160 Top100 Aftermarket 2021


Empresa

Top100

PEÇAS PARA LIGEIROS

Posição ranking: 2º

Posição ranking: 38ºVolume

Volume faturação 2019:

faturação 2020: €5.383.000

€51.705.000

PEÇAS PARA LIGEIROS

APL EXPRESSO

APL Expresso está integrada no grupo Create Business e não se

A cansa de continuar a crescer nos Açores. Presente nos mercados

do arquipélogo e da Grande Lisboa, 2021 foi o ano escolhido pela

empresa para expandir o negócio em terras Açorianas. A nova loja

tem cerca de 500 metros quadrados e distribuição à porta do cliente,

várias vezes ao dia. Para Miguel Lopes, administrador da APL Expresso,

esta novidade “Vem dar continuidade ao plano de expansão

e de afirmação da APL como empresa Açoreana. Trazemos para a

Terceira o mesmo modelo que temos vindo a implementar nas outras

Ilhas, proximidade e foco no cliente profissional, tanto em termos de

produto como nos serviços de valor acrescentado que a Create disponibiliza

às oficinas”. Líderes no mercado Açoriano de distribuição de

peças, para a empresa, continuar a marcar posição na ilha, é ponto

assente. Com uma oferta cada vez mais alargada de linhas de produto,

a APL Expresso destaca a sua marca própria, a Indieparts “ Tem sido

excelente, muito por força da qualidade que exigimos na fabricação,

não é uma marca de linha branca, mas sim uma marca própria com

a qualidade que a Create já habituou o mercado oficinal. Temos neste

momento dez linhas de produto das quais destaco os lubrificantes,

baterias, escovas, turbos, máquinas elétricas, bombas e injetores diesel,

entre outras”, acrescentou o Diretor. A presença da APL na região

de Lisboa também não passa despercebida. Apesar da crise gerada

pela pandemia de Covid-19, Miguel Lopes desde cedo que apostou

em novas técnicas de gestão do negócio “Não ficámos parados à

espera que a crise passasse, redefinimos prioridades, lançámos uma

estratégia de resposta e avançámos. Este investimento na Terceira é

fruto dessa estratégia, bem como Lisboa, digamos que foi uma fuga

para a frente. Este ano já será de franco crescimento, acima dos anos

pré-pandemia”. A perda de margem na comercialização das peças é

algo que preocupa a empresa, para isso, a APL tem investido “numa

logística mais eficiente, quer na compra, quer na distribuição ao cliente”,

para o administrador o segredo passa por “Acrescentar valor à

peça, através de serviços de valor acrescentado que o cliente valorize.

O distribuidor tem de ser muito mais que um fornecedor de peças, tem

de ser um fornecedor de soluções”. Para Miguel Lopes, a vantagem

da empresa estar integrada no Grupo Create é uma mais valia para

enfrentar este e outros problemas. Por isso, num presente próximo, é

com eles que contam para fazer face a possíveis quebras no negócio

na manutenção de veículos elétricos “Esses veículos consomem menos

peças, mas consomem mais serviços e alguém tem de os disponibilizar

ao mercado. Certamente que saberemos viver menos das peças e mais

dos serviços, apenas temos de nos ir preparando e adaptando”. ◆

Administradores

Miguel Lopes e Vasco Lopes

Morada

Rua Cidade do Porto, Lote 2

Zona Industrial de Frielasche

Telefone

214 350 937

EMAIL

aplexpresso@aplexpresso.net

SITE

www.createbusiness.pt

162 Top100 Aftermarket 2021


Empresa

Top100

Posição ranking: 40º

Volume faturação 2020:

€5.177.000

PEÇAS PARA LIGEIROS

AUTO RECTO

Auto Recto, durante o ano de 2020, conseguiu manter e

A consolidar a sua posição como uma das empresas líderes de

mercado no setor elétrico.

Durante o ano transato, mesmo apesar das circunstâncias de incerteza

provocadas pela pandemia, a firma conseguiu terminar o

ano com saldo positivo.

Foi distinguida como PME Líder 2020. Tratou-se do quarto ano

consecutivo que a firma foi galardoada com este estatuto. De referir,

de resto, em termos de distinções, que a empresa, durante dois

anos, também já obteve o estatuto de PME Excelência.

Relativamente à Plataforma B2B assumiu maior relevo, durante

o ano, em termos percentuais, na faturação da empresa. Esta

ferramenta criada há 5 anos atrás, tem assumido cada vez mais

importância.

Para além disso, a firma, durante o ano, conseguiu ter um stock de

20.000 referências, 50 fornecedores, 1.500 clientes que compraram

com regularidade e conseguiu uma média de 150 despachos por dia.

Em termos de expetativas futuras, a empresa acredita que tem

condições para fechar o ano 2021, novamente, com saldo positivo

comparativamente ao ano anterior e promete trabalhar arduamente

para o efeito, tendo sempre como premissa servir os clientes Auto

Recto da melhor maneira possível. ◆

Administradores

Alcino Ferreira de Sousa

e Paulo Rodrigues

Morada

Rua Dr. Francisco Silva Pinto, 20-24,

4435 - 403 Ermesinde

Telefone

225 363 920

EMAIL

gerencia@autorecto.com

SITE

www.autorecto.com

164 Top100 Aftermarket 2021


Empresa

Top100

Posição ranking: 50º

Volume faturação 2020:

€4.146.000

PEÇAS PARA LIGEIROS

JAPOPEÇAS

Japopeças está no mercado há 35 anos e não se lembra em

A tempo algum de ter tantas falhas de stock como atualmente.

Após um ano e meio de pandemia, Luís Almeida, Diretor Geral da

Japopeças revelou à TOP 100 que o último ano lhes trouxe algumas

preocupações “Efetivamente verificamos falhas de stock relevantes e

temos sentido dificuldade em ultrapassar algumas roturas. Este facto

tem um impacto direto nas nossas vendas ao mesmo tempo que significa

uma menor taxa de serviço para o cliente”. Para fazer face às

presentes dificuldades, a Japopeças aumentou o nível médio de stock

permanente por forma a atenuar as falhas de stock que em circunstâncias

normais, não aconteceriam com os valores de referência que

trabalhava anteriormente. Esta escassez de produtos, levou a Japopeças

a repensar o negócio. Como tal, para além do aumento de stocks,

2021 trouxe à empresa um novo desafio: o aumento dos preços das

peças. O Diretor Geral apresentou-se pensativo sobre esta realidade

“Independentemente do posicionamento do produto, premium ou

outro, os preços das peças já aumentaram em 2020 e irão continuar

a aumentar. O aumento do custo de matérias-primas, da produção,

da logística e em particular do transporte (seja marítimo, aéreo ou

terrestre) numa escala nunca antes vista em tão curto espaço de tempo

terão necessariamente reflexo no preço dos produtos”. Ainda assim,

baixar os braços não é opção, e a Japopeças já tem soluções para o que

se avizinha. Luís Almeida revelou “A concorrência no mercado tem

conduzido invariavelmente as empresas a esmagarem a sua margem

de comercialização por forma a serem competitivas ao nível do preço.

Não se altera esta situação, segue-se um caminho diferente que aposte

na diferenciação através da qualidade superior do serviço prestado,

investindo em novos processos e melhorando continuamente, prestando

um serviço diferenciado e que acrescente valor”. A base do negócio

do pós-venda automóvel está em constante evolução, n