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Biopirataria no Sul da Bahia

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O que é

Biopirataria?

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A Biopirataria

no Brasil e suas

consequências

Segundo o dicionário de 1992,

Biopirataria é toda e qualquer ação de

exploração, manipulação, exportação

e/ou comercialização de recursos biológicos

por detrás das normas da Convenção

sobre Diversidade Biológica.

O tráco de animais, a extração de

princípios ativos no sul da Bahia, são tão

comuns quanto a utilização do conhecimento

de populações indígenas sem

autorização do Estado, esses são exemplos

de biopirataria.

https://brasil.perfil.com/noticias/brasil/trafico-de-animais-e-tema-do-caminhos-da-reportagem.phtml

Por possuir uma enorme biodiversidade,

o Brasil é alvo constante de

crimes ambientais. A ausência de

uma legislação que dena as regras de uso

dos recursos naturais brasileiros facilita

ainda mais a ação dos biopiratas, permitindo

que patrimônios genéticos e biológicos do

país sejam explorados pela ganância nacional

e internacional.

As ameaças a fauna e a ora do Brasil

acontecem desde a chegada dos portugueses

ao país, em 1500, com os grandes ciclos

de destruição impostos ao ecossistema,

como: a exploração do paubrasil, mineração

do ouro e diamantes, criação de gado e

plantações de cana-de-açúcar e café, até a

industrialização, exportação de madeira.

Com os avanços na área da biotecnologia, a

exploração se tornou ainda maior, uma vez

que transportar material genético é mais

“simples” do que transportar um animal ou

uma planta, por exemplo.

Para mais, animais tracados apresentam

riscos à saúde de outras espécies do

local de destino, levando consigo parasitas,

como carrapatos, bactérias e vírus nocivos

que apresentam alto potencial de destruição.

Além de que, ao explorar fortemente

uma espécie, sua população diminui e,

consequentemente, elevam-se os riscos de

extinção.

No que diz respeito à economia, o país

é prejudicado porque a comercialização

dos produtos gera lucros que não são

repartidos de forma justa para o país

detentor do recurso e para as comunidades

tradicionais. Os povos indígenas, por

exemplo, são frequentemente afetados

pela biopirataria, pois muitas empresas

estrangeiras tentam monopolizar e comercializar

o conhecimento adquirido através

de muitas gerações, comprometendo a

identidade de um povo.

FRANCISCO, Wagner de Cerqueira e.

"Biopirataria no Brasil"; Brasil Escola.

Equipe RBD. "As consequências da biopirataria no Brasil";

Redação Nota Dez.

eCycle. "O que é biopirataria?",

Consuma Consciência. 2020.


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A Mata Atlântica do Sul da Bahia

AMata Atlântica localizada na região Sul da

Bahia conserva uma grande biodiversidade

e possui inúmeras espécies endêmicas,

ou seja, que não são encontradas em nenhum

outro lugar do mundo. A exemplo, podemos citar

o mico-leão-de-cara-dourada (Leontophitecus

chrysomelas) e o macaco-prego-do-peitoamarelo

(Cebus apella xanthosternos).

A região tem um valor físico e biológico tão

relevante que no ano de 2000 passou a ser

considerada “Sítio do Patrimônio Mundial

Natural”, pela UNESCO, a qual, através da

Fundação das Nações Unidas, tem promovido e

apoiado ações voltadas a sua preservação e

recuperação.

Seu território possui várias UC’s, onde

podemos destacar em nível Federal, o Parque

Nacional Serra das Lontras (11.336 ha.), Refúgio

de Vida Silvestre de Una (23.326 ha.), Reserva

Biológica de Una (18.500 ha.), e Reserva

Extrativista de Canavieiras (100.645,85 ha.) e em

nível Estadual, APA Baía de Camamu (118.000

ha.), APA Itacaré – Serra Grande (62.960 ha.), APA

Lagoa Encantada e Rio Almada (157.745 ha.) e o

Parque Estadual Serra do Conduru (9.275 ha.).

Um total de 501.787,85 ha. de UC tendo

como responsável o ICMBio (Federal) e a SEMA

(Estadual) para a sua scalização e proteção. As

agressões aos remanescentes da Mata Atlântica

no Litoral Sul da Bahia são graves e constantes:

exploração insustentável de madeira, produção

ilegal de carvão, tráco de animais silvestres e a

ampliação do plantio do eucalipto contribuem

para a destruição do bioma.

Fonte:

LEMOS, Reinaldo Martins; UEZU, Alexandre; ZÁKIA, Maria José

Brito; PÁDUA, Cláudio Benedito Valladares. A EFICÁCIA DA

APLICAÇÃO DA LEI DE CRIMES AMBIENTAIS PARA

APROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE NO LITORAL SUL DA

BAHIA. (DOI): 10.5902/1981369410617. Revista Eletrônica do

Curso de Direito da UFSM , v.8, n.2, 2013.

https://agro20.com.br/mata/

E X P E D I E N T E

U E S C - A N O 1 - N º 1

D E Z E M B R O D E 2 0 2 1

Curso: Ciências Biológicas

Disciplina: Educação Ambiental

Professor: Emerson A. R. M. de Lucena

Graduandas:

Sarah Rodrigues Barbosa Barros

Bianca Amorim Costa

Maria Gabriela Oliveira Coelho

Suzanne Cristina Sousa Pereyra


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Biopirataria no

Litoral Sul da Bahia

No ano de 2010, no Litoral Sul da Bahia,

foram registrados 136 autos de infração.

73% foram contra a ora; 6% contra a

fauna; e 21% outros crimes ambientais. O maior

número das ocorrências foi relacionado a crimes

contra a ora, incluindo os desmatamentos, os

cortes seletivos sem autorização, depósito e

t r a n s p o r t e d e m a d e i r a e c a r v ã o s e m a

documentação prevista em lei, construção em APA

sem autorização, impedir ou dicultar regeneração,

explorar vegetação e danicar vegetação. Desses

crimes contra a ora, 43% estavam relacionados a

madeira serrada sem a comprovação de origem.

Nesse período foram retirados das matas 627,59

metros cúbicos de madeira de diferentes espécies.

Em segundo lugar, com 25% das ocorrências, estão

os desmatamentos, em 83,0223 hectares

distribuídos em 12 municípios, onde podemos

destacar o Município de Santa Luzia, 37,48 ha,

seguidos de Coaraci, Maraú, Jussari e Ilhéus. Já os

cortes de árvores contribuem com 12% dos crimes

contra a ora, onde foram retiradas 367 árvores sem

autorização.

Dos 6% dos autos de infração emitidos pelo

EREG do IBAMA em Ilhéus relacionados com os

crimes contra a fauna, 62% estava relacionado com

a pesca e/ou comercialização no período de defeso.

38% dos autos foram devido à manutenção de

animal silvestre em cativeiro sem autorização do

órgão competente.Nos crimes contra a fauna, o Sul

da Bahia contribui com o tráco de animais silvestres

como região de captura e também, por causa da

rodovia BR-101, no transporte de animais silvestres,

ligando o nordeste aos grandes centros como, Rio

de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, para o

comércio local e exportação. Os animais são

transportados em caminhões e carros particulares e

em péssimas condições, onde 1 em cada 10

sobrevivem, às margens da BR-101, na Bahia, sendo

vendidos por valores muito baixos. Os números

revelam que há uma carência de scalização e

combate ao tráco de animais silvestres e em

cativeiro, onde as principais diculdades no combate

ao tráco de animais silvestres no Brasil são a falta de

Foto: Agência de Notícias do Acre

contingente, veículo, equipamentos, lugar para

destinar animais apreendidos.

Em 2010, o município que teve o maior

número de autos de infração foi Ilhéus, com 34

ocorrências, 25% do total das ocorrências, sendo

68% relacionadas à ora, e 3% relacionadas à fauna.

O nível de identicação dos desmatamentos

ilegais no Sul da Bahia é baixo e, geralmente,

acontece muito tempo após o ocorrido. Muitas

vezes, o responsável não é identicado por vários

motivos. Dentre eles, podemos citar: o baixo

interesse das pessoas em denunciar os crimes

ambientais, a falta de conança no sistema, a falta de

qualicação dos agentes ou a falta de incentivo para

desempenhar suas tarefas de modo mais eciente.

O Município de Canavieiras foi considerado o 2º

maior do Brasil em desmatamento, onde o IBAMA

encontrou 1,82 hectares de desmatamento e a

Fundação SOS Mata Atlântica/INPE encontrou

1.337 hectares de desmatamento.

Os crimes relacionados com extração de

minerais sem autorização ou em desacordo com a

obtida também ganharam destaque. Essa prática

prejudica a cobertura vegetal, altera o relevo,

devido ao transporte de materiais, afugentam a

fauna local e danicam os recursos hídricos.

Fonte:

LEMOS, Reinaldo Martins; UEZU, Alexandre; ZÁKIA, Maria José Brito;

PÁDUA, Cláudio Benedito Valladares. A EFICÁCIA DA APLICAÇÃO DA

LEI DE CRIMES AMBIENTAIS PARA APROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

NO LITORAL SUL DA BAHIA. (DOI): 10.5902/1981369410617. Revista

Eletrônica do Curso de Direito da UFSM , v.8, n.2, 2013.


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U E S C - A N O 1 - N º 1 D E Z E M B R O D E 2 0 2 1

Como abolir,

abrandar,

extinguir,

cessar, a

biopirataria?

Cupuaçu. Foto: Alexandre Laprise / Shutterstock.com

Cupuaçu. Foto: Alexandre Laprise / Shutterstock.com

Mediante a fatídica realidade, em pleno século

XXI, precisamos de ações para extinguir a

Biopirataria, porém, levando em conta os

habituais acontecimentos, sabe-se que isso se trata de um

pensamento utópico para esta geração.

Em meio a uma era técnico-cientíca, nos deparamos

com a indiferença dos órgãos nacionais responsáveis pela

preservação e conservação da biodiversidade, enquanto

que avançam diversas formas de impacto e as

precariedades para com o meio ambiente.

Sendo assim, para que se combata a biopirataria na

região da Mata Atlântica do Sul da Bahia, mesmo que em

passos lentos, faz-se necessária a manifestação das

comunidades defensoras do meio ambiente, para que

gere visibilidade ao carecimento de scalização em

que se encontra determinada área, já que trata-se de

um investimento popular. Dito isso é possível observar

a relevância da Educação Ambiental para essas

circunstâncias, pois a conscientização da realidade que

nos cerca é papel também dos educadores de cada

sujeito, sejam estes no âmbito escolar ou familiar.

A fragilidade nas legislações atuais, a morosidade nos

trâmites processuais e até mesmo o respeito ao

Princípio da Precaução no Processo Investigatório

gera certa impunidade diante dessas situações. Assim,

cabe às autoridades governamentais o cumprimento

com as obrigações legislativas que existem em prol da

preservação.

https://brasilescola.uol.com.br/brasil/biopirataria-no-brasil.htm

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